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Jornal de Fato

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Lula está

fora do páreo O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, não é candidato à presidência do Brasil. Decisão é do Tribunal Superior Eleitoral. PÁGINA 7

18 anos

@defato_rn /jornaldefatorn @jornaldefato

MOSSORÓ (RN), DOMINGO, 2 DE SETEMBRO DE 2018 | EDIÇÃO 5.258 – ANO XIX | R$ 2,50

Redução de habitantes terá reflexo no FPM >>A migração populacional de uma cidade para outra provocará redução ESTADO 1 significante no repasse do FPM para alguns municípios do RN.

LOA pesquisa sobre a Mossoró do futuro A elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias pesquisa na população sobre a Mossoró que ela MOSSORÓ 1 quer. Cedida

Imagem meramente ilustrativa

TABAGISMO

É RISCO PARA A SAÚDE MENTAL

Juíza eleitoral vê como inevitável a judicialização A juíza eleitoral Adriana Santiago disse que o processo de judicialização das disputas eleitorais é POLÍTICA 3 inevitável. NESTA EDIÇÃO [40 PÁGINAS] OPINIÃO...............................................P2 POLÍTICA............................................P3 CÉSAR SANTOS...............................P5 GERAIS/OPINIÃO.............................P6 BRASIL/MUNDO...............................P8 CADERNOS

O hábito de fumar é mais prejudicial do que se pensa. A revista DOMINGO traz matéria especial sobre o tema. DOMINGO 11 CIANO MAGENTA AMARELO PRETO

MOSSORÓ..............................P1 A 8 ESTADO ........................................ P1 A 4 MULHER ........................................ P1 A 4 DOMINGO........................P1 A 16


2 OPINIÃO

DOMINGO, 2 de setembro de 2018

ESPAÇO JORNALISTA MARTINS DE VASCONCELOS

Organização: clauder arcanjo

JANSKE SCHLENKER: TEMPO DE ESPERA Prólogo para o poeta DE OLHOS FECHADOS

Lilia Souza

Escritora, preside a Academia Paranaense da Poesia. É autora, entre outros, do livro Estórias de Trevol do Nada. liliasouza@uol.com.br

Épara você, Janske, este prólogo. Há muito pretendia escrever algo a respeito de seu trabalho poético. Várias vezes, apresentei seus poemas em oficinas, em aulas, em palestras. Na maioria das vezes, falando especificamente de você e sua poesia; em outras, usando poemas seus para ilustrar o tema abordado. Contudo, pensava em me sentar e escrever. Diferente de preparar os trabalhos citados, em que apenas anotava tópicos, sem desenvolver o pensamento por meio da escrita.

E então, neste ano de 2018, quando você completa seus 85 anos de vida, pensei que seria o momento inadiável. Uma forma de colocar no papel algo do que já analisei e expressei oralmente em outros momentos. E – o mais importante – uma forma de homenagear a amiga Janske, um dos maiores poetas do Paraná, a meu ver. Assim, querida amiga, este prólogo é para você. E para você o pequeno ensaio “Janske Schlenker: tempo de espera” (que compartilho com os leitores), discorrendo a respeito de alguns de seus poemas, sob o parco olhar desta amante de poesia – e da sua poesia!

Prólogo para o leitor Janske Niemann Schlenker, essa holandesinha há muito brasileira, nasceu em 26 de janeiro de 1933, em Amsterdã. Criança, veio com a família para o Brasil, onde cresceu falando holandês, alemão e português. Viveu em Petrópolis – RJ, até os 24 anos, quando em Curitiba aportou, casando-se, constituindo família e aqui se radicando, até os dias de hoje. Seu livro de estreia foi Deixa que eu chore, publicado em 1985, pela então Secretaria de Estado da Cultura e do Esporte e a Biblioteca Pública do Paraná, como prêmio pela primeira colocação no gênero poesia, no concurso Chamada Geral, programa editorial promovido por aquela Secretaria. Outros livros vieram – a maioria, de produção independente e caseira –: Deixa que eu fale, 1999; Deixa que doa [1992?]; Deixa-me poetar [1993?]; Deixa-me rir [2009?]; Nós, os sonhadores [2005?] e mais alguns. Trabalhando variadas formas poéticas, é considerada exímia trovadora e sonetista, já tendo sido premiada inúmeras vezes. A glória, contudo, não lhe muda os modos; conserva-se discreta e singela em meio a qualquer falso e vão brilho. Dela, comentou Adélia Maria Woellner, em seu prefácio para Deixa que eu fale: “Quando olho para Janske, mulher simples, natural, autêntica, mais admiro sua riqueza interior, preservada longe das posturas artificiais, da vaidade que embriaga e turva a autocrítica de tantos que se julgam poetas.” (WOELLNER, A. Prefácio. In: SCHLENKER, J. Deixa que eu fale. 1999, p. 5.). Assim é, mesmo, Janske! Acima, caro leitor, lhe apresentei um pouquinho de Janske. Logo você conhecerá algo de seus belos versos.

Tempo de espera Que destino te espera, alma calada?! E minha alma responde, num suspiro: “O destino de todos os poetas...” (Janske Schlenker) Janske Schlenker apresenta em seus poemas temas que podem ser vistos em muitos outros poetas. Em geral, temas universais. Contudo, é com seu toque pessoal que faz novo cada tema. Com linguagem direta e simples, sem rodeios ou rebuscamentos, constrói versos de extrema sensibilidade e maestria. Nos versos janskeanos, encontramos vários elementos recorrentes. Um deles é a espera; o tempo de espera apresentado pelo eu lírico. E é justamente tal elemento, utilizado por Janske em alguns de seus poemas, que pretendo trabalhar neste pequeno ensaio. Para dar conta do tema, trago-lhes quatro poemas da autora: “De olhos fechados”, do livro Nós, os sonhadores [2005?]; “Espera”, de Deixa-me rir [2009?]; “Cansaço”, publicado em Deixa que doa [1992?], e A espera”, de Deixa que eu chore (1985). Vamos, então, ao primeiro deles.

Em “Cansaço”, soneto registrado em Deixa que doa, o eu lírico confessa, desde o título, sua desistência do que é deste mundo, entregando-se à espera do fim. Desde a primeira estrofe, anuncia querer “adormecer na mão desconhecida”, declarando ainda: “E os olhos fecharei a tudo que há na vida, / cerrando a minha boca, a fim de não sorrir.” Discorre sobre essa ânsia pelo sono eterno para, no último terceto, exortando o mundo a silenciar, explicita o desejo de dormir o “impossível sono”.

(Nós, os sonhadores. poema 4) Assim quero encontrar-te: os teus olhos fechados... Na noite adormecida iremos, mão em mão, trazendo em nosso olhar palácios encantados e ouvindo, nos jardins, silêncios que se vão... Iremos mais além, os olhos bem fechados, até surgir da sombra o velho casarão; e ficaremos lá, sonâmbulos, calados, e os doidos ideais possíveis se farão!

A ESPERA (Deixa que eu chore. p.23) Quando a morte chegar, e com mão fria e dura Afagar meu cabelo, achegando-se a mim; Quando um hálito negro assoprar amargura E cobrir meu olhar com tristezas assim...

Aquele estranho mundo – estranho e cobiçado – nos há de pertencer. Em nosso alheamento, que bom será brincar no lago abandonado. E iremos nos sentir, ao menos um momento, – que importa se ilusão do nosso olhar fechado? – tu, forte como o mar! Eu, livre como o vento! No soneto “De olhos fechados”, o eu lírico se coloca em um campo de expectativa, esperando o momento de encontrar alguém, para que se possa viver o tempo sonhado, as situações imaginadas; à espera de um “mundo – estranho e cobiçado –”, porém infactível, possível apenas nesse sonho, em um onírico tempo de espera. É um sonho de espera por alguém e pelo resgate de uma vida planejada, desejada – e não alcançada. E o próximo poema: ESPERA (Deixa-me rir. p. 23) O sol me acorda pela vidraça e abro as janelas de par em par; devagarinho o meu tempo passa a te esperar! Mas hoje a chuva o olhar me embaça e o meu relógio vai devagar. Enquanto chove, meu tempo passa a te esperar! No poema “Espera” nos vemos ao lado de um eu lírico à espera de alguém, compartilhando a frustrada expectativa de chegada, que consome as ações e todo o tempo de quem, ansiosamente, aguarda. Desde o amanhecer, o dia passa, e a pessoa esperada não vem... O sol, a chuva, o olhar (significativamente) embaçado; toda a mudança climática ressignificando o tempo que passa, sem que se realize o desejo da chegada do outro. Podemos ainda observar, nas duas quadras, o verso final – “a te esperar!” – contendo menos sílabas métricas: apenas 4, enquanto os outros versos de cada estrofe contêm 9 (ou 8) sílabas poéticas. A metrificação menor confirma a frustração da espera, intensificando semanticamente o poema.

CANSAÇO (Deixa que doa. poema 22) Eu quero adormecer na mão desconhecida que em si me recolheu, dizendo: Vai dormir... E os olhos fecharei a tudo que há na vida, cerrando a minha boca, a fim de não sorrir. Também não chorarei. A treva já descida apagará o passado e ocultará o porvir. No espaço vagarei e ficarei perdida, até que alguém me ampare, a fim de eu não cair. Eu quero adormecer no peito moribundo dos que já nada têm, porque não sonham mais. Enfim, com que sonhar? Nada há por este mundo. Eu quero adormecer nos braços do abandono. Silêncio, por favor: por que não vos calais? Desejo enfim dormir meu impossível sono...

di­re­ção ge­ral: Cé­sar San­tos diretor de redação: Edilson Damasceno Ge­ren­te AD­MI­NIS­TRA­TI­VA: Ân­ge­la Ka­ri­na

Quando o vento parar de fazer travessura, Encolhendo-se ao pé das montanhas sem fim, Assustado por ver como a negra figura Implacável já vem, com andar de cetim... Quando a vida fugir aos soluços; e quando Já ninguém entender o que entendo tão bem, Longe irei me sentar, como à espera de alguém... Quando a morte chegar, e ao me ver esperando, Admirada indagar: “Quem esperas aqui?” Eu direi simplesmente: “Esperava por ti...” “A espera”, belo e comovente soneto, faz-se ainda mais claro, apresentando, desde o primeiro verso, a morte como criatura esperada. A visão apresentada pelo eu lírico não é positivamente idealizada; ao contrário, a morte, entidade esperada – e que certamente haverá de vir –, chegará “com mão fria e dura”, com hálito negro” de amargura, e será uma “negra figura implacável”! Aqui, a morte é esperada pelo eu lírico, à mercê da incompreensão dos demais. A própria morte se surpreende, ao final, com a espera da criatura buscada, ao “Admirada indagar: ‘Quem esperas aqui?’”. E a morte é então flagrada com a estonteante e simples resposta: “‘Esperava por ti...’” Neste momento, ao lado da morte, também somos flagrados pela simples e desconcertante resposta.

Conclusão Andai, pisai de leve, cuidado, não falai. Sabei que a vida é breve, tão curta como um ai. (Janske Schlenker) Vimos acima uma seleção de poemas que trazem a espera como tema. A espera, em diversos aspectos e graus. O primeiro poema, “De olhos fechados”, oferece uma espera onírica, um tempo de esperar por alguém e por uma situação ilusória; corresponde ao “sonhar acordado”. Em “Espera”, há um tempo real de expectativa, um dia no cotidiano do eu lírico, diante da frustrada espera por alguém que não chega. O terceiro poema, “Cansaço”, apresenta um tempo de querer deixar tudo, um cansaço da vida; o eu lírico declara esperar o descanso em um sono eterno. “A espera”, último dos poemas apresentados, coloca-nos à frente a desconcertante e explícita espera pela morte; sem desesperos ou fantasias; simplesmente, a espera resignada pelo imponderável. Eis, assim, uma pequena mostra da poética de Janske Schlenker, abordada por um dos muitos aspectos que nos permite seu belo e profundo trabalho.

Referências SCHLENKER, Janske Niemann. Deixa que eu chore. Curitiba: SECE/BPP, 1985. SCHLENKER, Janske Niemann. Deixa que doa. [Curitiba]: [s.n.], [1992?]. SCHLENKER, Janske Niemann. Nós, os sonhadores. [Curitiba]: [s.n.], [2005?]. SCHLENKER, Janske Niemann. Deixa-me rir. [Curitiba]: [s.n.], [2009?]. WOELLNER, A. Prefácio. In: SCHLENKER, J. Deixa que eu fale. Curitiba: O Formigueiro/ Centro de Letras do Paraná, 1999, p. 5. Quanto ao inglês, a

Um produto da Santos Editora de Jornais Ltda. Fun­d a­d o em 28 de agos­to de 2000, por Cé­s ar San­tos

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AS CO­LU­NAS E MA­TÉ­RIAS AS­SI­NA­DAS SÃO DE RES­PON­SA­BI­LI­DA­DE DE SEUS AU­TO­RES

FI­LIA­DO À


entrevista 3

DOMINGO, 2 de setembro de 2018

cafezinho com césar santos

cesar@defato.com

ADRIANA SANTIAGO

“Acredito que a judicialização é inevitável” >> Em entrevista exclusiva ao JORNAL DE FATO, a juíza Adriana Santiago, da 33ª Zona Eleitoral, diz que acha a judicialização um processo eleitoral inevitável. “Na medida em que os próprios partidos políticos e coligações, quando de suas convenções partidárias para a escolha de seus candidatos, não observaram aspectos de legalidade e moralidade, resultando em registro de candidatos que não se enquadram na Lei

da Ficha Limpa, ou seja, são inelegíveis”, critica a magistrada. Adriana Santiago analisa que a atuação do juiz eleitoral é atividade de cunho meramente administrativo. Para ela, a participação do juiz diretamente na fiscalização “poderá pôr em dúvida a sua isenção e imparcialidade, caso ele próprio colete determinada prova e, posteriormente, venha a julgar a questão”. Confira.

POR: César santos - FOTO: Cedida/g1.com

DE FATO – Como está a judicialização do processo eleitoral nestes primeiros dias de campanha? ADRIANA SANTIAGO – Estamos na fase de impugnação de registros de candidaturas, de modo que neste momento, a maior demanda está concentrada nesta questão. No dia 16 de agosto, também se iniciou o período de propaganda eleitoral. Porém, nesse particular, pelo menos no município de Mossoró, o que se tem observado neste início de campanha é uma maior conscientização dos candidatos, partidos e coligações acerca das regras a ela relativas, não tendo havido, até a presente data, qualquer incidente relacionado a uso indevido de alto-falantes ou à propaganda eleitoral no geral. A prática da realização de reuniões com os coordenadores de campanha e com as forças de segurança também contribui para se antecipar problemas e solucioná-los da melhor forma, reduzindo-se consideravelmente o número de representações e denúncias por propaganda irregular. QUAL a expectativa da senhora quanto à judicialização do processo eleitoral? NESTE ano de 2018, as eleições são gerais, ou seja, escolheremos o presidente da República, governador, deputado estadual, deputado federal e senadores. Acredito que a judicialização é inevitável, na medida em que os próprios partidos políticos e coligações, quando de suas convenções partidárias para a escolha de seus candidatos, não observaram aspectos de legalidade e moralidade, resultando em registros de candidatos que não se enquadram na Lei da Ficha Limpa, ou seja, são inelegíveis. De outro lado, a atuação do Ministério Pú-

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O eleitor deve desconfiar de determinada notícia divulgada. Caso seja muito dramática ou emocionante, provavelmente será falsa

blico de forma mais efetiva resulta em um maior número de representações, exigindo da Justiça Eleitoral uma resposta cada vez mais eficaz e célere. UMA das principais preocupações do TSE para as eleições deste ano são as fake news. Como está o combate às notícias falsas envolvendo candidatos? TANTO o TSE como os TREs deram início a uma maior divulgação ao eleitor da necessidade de se conferir determinada informação recebida antes de repassá-la para outros. A imprensa é fonte primária de informações para checagem de notícias falsas. Nesse aspecto, rádios, revistas e jornais se comprometeram a combater, junto com a Justiça Eleitoral, a proliferação de notícias falsas que poluem o ambiente eleitoral. Por outro lado, a intervenção da Justiça Eleitoral a fim de combater as fake news deve ser firme e

precisa, a fim de se resguardar a imagem e honra do candidato ofendido, que poderá ter sua candidatura prejudicada e, sobretudo, a fim de se evitar que a desinformação manipule a vontade do eleitor. JÁ HÁ muitas denúncias e processos envolvendo fake news? NO ESTADO do RN, houve apenas duas denúncias envolvendo esse tema, com a determinação de retirada do conteúdo da internet. QUE orientações a senhora pode passar aos candidatos e ao público em geral com relação à publicação e compartilhamento de notícias falsas? O ELEITOR deve desconfiar de determinada notícia divulgada. Caso seja muito dramática ou emocionante, provavelmente será falsa. Assim, antes de repassar notícia com tais características, é necessário a sua checagem em al-

guma fonte confiável, como sites de imprensa séria. MOSSORÓ teve um período em que o juiz eleitoral acompanhava os comícios e movimentações políticas. A senhora é praticante desse método de fiscalização? O JUIZ eleitoral exerce o poder de polícia na questão atinente à propaganda eleitoral, fazendo cessar a propaganda irregular. Tal atividade de cunho meramente administrativo não significa que o juiz tenha que efetuar, ele próprio, tal fiscalização, já que poderá pôr em dúvidas a sua isenção e imparcialidade, caso ele próprio colete determinada prova e, posteriormente, venha a julgar a questão. Para tanto, dispõe a 33ª Zona Eleitoral de equipe formada por servidores devidamente capacitados para efetuar a fiscalização da propaganda eleitoral, remetendo ao juiz as questões que não possam ser resolvidas de plano.

A LEGISLAÇÃO eleitoral criou novos e diversos impedimentos para os candidatos. A estrutura da Justiça Eleitoral terá condições de fiscalizar essas mudanças? A JUSTIÇA Eleitoral, apesar de ter reduzido o número de seções eleitorais e consequentemente o número de juízes e promotores eleitorais, possui uma estrutura de servidores e de logística aptos a fornecer os subsídios necessários para o exercício de suas funções. Como neste ano, todo o processo se concentra nos Tribunais Regionais e no TSE, cabendo aos juízes eleitorais tão somente a parte administrativa de organização das eleições e poder de polícia relacionada à propaganda eleitoral, não haverá como se mensurar o impacto de tais medidas. Somente nas eleições municipais de 2020, poderse-á avaliar os reflexos da reorganização das zonas eleitorais.

UMA das novidades das eleições deste ano é o Fundo Eleitoral. Como será o acompanhamento da divisão e aplicação dos seus recursos, principalmente no tocante às candidaturas femininas? O FUNDO eleitoral, criado em 2017, concentra recursos públicos que serão utilizados nas campanhas eleitorais. Com a proibição de doações por parte de pessoas jurídicas, estabelecida pelo STF, o fundo eleitoral tornou-se uma das principais fontes de receita para a realização das campanhas. No que se refere à cota destinada à candidatura feminina, segundo dados do TSE, 9 em cada 10 candidatos que não receberam nenhum voto nas eleições de 2016 foram mulheres, o que revela a denominada candidatura “laranja” apenas para cumprir a lei que exige 30% de representatividade feminina. Nessas eleições, a apuração do Ministério Público promete ser mais rigorosa, podendo os responsáveis pelo registro de candidaturas responder por falsidade ideológica. EM MUITAS campanhas, a prestação de contas diverge dos gastos que são vistos nas ruas e, mesmo assim, é aprovada. A Justiça desenvolveu alguma técnica nova para tentar impedir que os candidatos não gastem muito mais do que é prestado conta? A CADA eleição, a Justiça Eleitoral vem aperfeiçoando técnicas e mecanismos para melhor análise das prestações de contas com o intuito de minimizar determinadas divergências. Para tanto, como exemplo, cito o compartilhamento de dados da Receita Federal para batimento de informações, dentre outros relatórios fornecidos por órgãos de controle. COMO será feito o combate à compra de votos? A CONSCIENTIZAÇÃO do eleitor é a principal arma para o combate desse crime eleitoral. Também o fato de qualquer cidadão, hoje, ter em mãos ferramenta para captação de imagens (gravação ambiental), através do celular, constitui instrumento que inibe o candidato mal-intencionado de realizar conduta ilícita. QUE orientação a senhora pode dar aos candidatos para que eles não tenham problemas com a Justiça Eleitoral? É MUITO simples a orientação: observar os preceitos legais, respeitando, sobretudo, o eleitor e o voto livre.


4 GERAIS

DOMINGO, 2 DE SETEMBRO DE 2018

TRABALHO

EM MOSSORÓ

Beto defende a geração de emprego e renda no RN

Aumento do diesel afeta transporte coletivo

Ao longo dos três anos e meio de mandato, o deputado federal Beto Rosado (Progressistas), candidato à reeleição, direcionou o seu trabalho, para a defesa da geração de emprego e renda no Estado. O parlamentar ocupa lugar de destaque na Câmara Federal por defender os setores produtivos do nosso estado, é presidente da Frente Parlamentar de Energia Renovável, da Frente Parlamentar do Petróleo e Gás, membro da Frente Parlamentar de Fruticultura e da Comissão de Agricultura. No setor de petróleo, Beto é um incansável defensor da recuperação de empregos, principalmente na região de Mossoró. O Parlamentar apresentou o PL 4663/2016 que propõem a exploração dos poços desativados da Petrobras, pela iniciativa privada. Neste sentido, a Empresa já realizou leiloes de campos maduros, indicando novas perspectivas para o setor. “Eu luto para que as mais de 10 mil famílias desempregadas no setor de petróleo. Voltem a viver com dignidade, a partir da recuperação dos empregos na área”, afirmou Beto. Como Engenheiro Agrônomo, o Deputado entende

Assessoria

Deputado federal Beto Rosado com a comitiva potiguar na audiência com o minisro Luiz Fux

a importância do fortalecimento da fruticultura irrigada do nosso estado. Colocou na pauta de discussão entre o Brasil e a China, a exportação do melão potiguar. “O nosso estado produz 500 mil toneladas de melão e melancia por ano e emprega cerca de 30 mil potiguares. Com a abertura deste novo mercado vamos dobrar a produção e consequentemente, o número de pessoas empregadas. Essa luta vou continuar no próximo mandato”. Também é uma luta constante do deputado Beto Rosado o fortalecimento do setor salineiro. Nesta semana acompanhou os empresários em uma audiência com

o Ministro Luiz Fux onde foi discutido o tabelamento do preço mínimo do frete que vem afetando negativamente o setor. Durante o mandato lutou para tornar o sal um bem de interesse social, garantindo a segurança jurídica aos produtores; é um defensor da lei anti-dumping que visa proteger o nosso sal da concorrência dos produtos estrangeiros; além de incentivar os pesquisas para a utilização do sal em outros produtos de interesse econômico como por exemplo, fertilizantes. Essa perspectiva pode significar um novo mercado para a indústria salineira, gerando mais emprego em nossa região.

O reajuste de 13% no preço médio do diesel nas refinarias, anunciado ontem (31) pela Petrobras, também impacta fortemente o transporte coletivo urbano em Mossoró. A alta agrava o desequilíbrio econômico do sistema e dificulta o esforço, dos últimos anos, para recuperação do serviço na cidade. O diesel mais caro onera cada vez mais o transporte por ônibus e afeta a competitividade do setor, que – a sofrer com custos crescentes, alta gratuidade, concorrência ilegal e outros pro-

blemas – sobrevive a duras penas no segundo maior município do Rio Grande do Norte. Segundo Waldemar Araújo, diretor da Cidade do Sol, concessionária do serviço em Mossoró, o diesel representa, em média, 23% do custo do sistema, atrás apenas da folha de pessoal. Ele alerta que a contínua oneração do segmento prejudica, diretamente, o usuário de ônibus. “O passageiro pagante, o maior financiador do setor, acaba sendo so-

brecarregado”, lamenta, ao acrescentar que a perda de produtividade dos ônibus acresce em até 25% o preço das passagens, segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU). “Precisamos desonerar o custo do transporte para torná-lo cada vez mais atrativo, e isso passa pela mudança da lógica hoje em vigor no Brasil. Temos que dar prioridade ao transporte coletivo em detrimento do individual”, sustenta Waldemar Araújo. Assessoria

Direção da Cidade do Sol explica que o diesel representa, em média, 23% do custo do sistema de transporte coletivo


defatocom

DOMINGO, 2 de setembro de 2018

opinião 5

césar santos cesar@defato.com

TSE LIMPA PROCESSO ELEITORAL

A

Justiça Eleitoral fez justiça. Esse é o entendimento simples da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de barrar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que se encontra preso na carceragem da Polícia Federal de Curitiba (PR), cumprindo pena de 12 anos e 1 mês de prisão por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A Lei da Ficha Limpa, de iniciativa popular, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo próprio Lula no final do seu segundo governo, consagra em seu artigo primeiro o expurgo de políticos condenados por colegiado – segunda instância da Justiça brasileira.

''

O placar de 6 a 1 na sessão extraordinária do TSE que varou a noite de sexta-feira, 31, entrando pela madrugada do 1º dia de setembro, não apenas eliminou o presidiário da disputa presidencial, mas estabeleceu a ordem sob três aspectos: 1 – Promoveu a higienização das eleições para presidente da República. A presença de um ficha suja na lista de candidatos era mais do que uma nódoa na corrida ao Planalto, uma vez que ameaçava a segurança jurídica e política do pleito. 2 – O TSE estabeleceu o princípio de que todos são iguais perante a lei. Não haveria espaço para qualquer outra tomada de posição. A Lei da Ficha Limpa, assim como o conjunto de regras contempladas na Carta Magna do país, serve para todos e deve ser aplicada da maneira uniforme. 3 – O eleitor, que estava confuso diante da desinformação deliberada em torno das condições legais de Lula, agora teve assegurado o direito de participar de uma eleição eticamente

Nossa missão é garantir a segurança de liberdade do exercício do direito do voto."

novo rumo

sustentável. A estrutura moral e ética está consolidada. A partir de agora, o Partido dos Trabalhadores terá de conduzir seu projeto político sem a máscara de Lula. A cabeça da chapa foi desobstruída, cabendo, finalmente, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad assumir a posição de candidato a presidente, puxando a comunista Manuela D’Ávila para ocupar a candidatura a vice-presidente. É claro que o PT vai “cozinhar o galo” por mais um tempo, mantendo a estratégia de con-

fundir a cabeça do eleitorado menos esclarecido, acreditando que é possível uma porção da massa brasileira ir às urnas votar em Haddad pensando que vai votar em Lula. Há um risco, porém. A campanha eleitoral deste ano é a mais curta da história e ficará ainda mais curta para Haddad se o PT demorar a promover o seu nome à cabeça de chapa. Bom. Essa é uma questão que o PT terá de resolver. Agora, sem lambuzar o processo eleitoral.

É NOTÍCIA

Está começando a tradicional Semana da Pátria em Pau dos Ferros, com programa cultural e social. Na quarta-feira, 5, tem a Vitrine Cultural Xanana Diógenes, bastante prestigiada. Mas o forte é a Finecap, maior feira de negócios e cultura do interior do RN. Entre as atrações estarão Zé Cantor (dia 7), Márcia Felipe (dia 8) e Xande Aviões (dia 9). Programação na Praça de Eventos.

O município de Patu viverá uma semana de intensa manifestação cultural, a partir do dia 6 de setembro. A 35ª edição da Feira da Cultura terá shows em praça pública, festival de violeiros, exposição de artes, feira do livro, entre outras atividades. Os shows são de Luan Estilizado, Bonde do Brasil, Saia Rodada, Grafith, Zezo, entre outros. O padre Antônio Maria abrirá a programação.

Uern contrata empresa para coleta de resíduos de laboratórios A Universidade do Estado do RN (UERN) firmou um contrato com a empresa Cril Soluções Ambientais, especializada na coleta de resíduos de material de laboratório. A empresa será responsável pela coleta e tratamento adequado dos resíduos gerados nos labo-

ratórios da universidade. O contrato está orçado em R$ 23.446,56, com validade de um ano, podendo ser renovado por igual período. “É um bom custobenefício”, destaca a engenheira de Segurança do Trabalho da Uern, Sara Barroso.

A Fiern divulga a partir das 8h, através do Twitter, a mais nova pesquisa sobre a corrida eleitoral do RN. Números para governador, senador e presidente. O Instituto Certus também garimpou avaliação de governo.

1

A Semana da Pátria será aberta nesta segunda (3) pela prefeita Rosalba Ciarlini (PP), com a hasteamento das bandeiras do Brasil, do RN e de Mossoró. Às 8h, na Praça do Teatro Dix-huit Rosado.

2

O empresário potiguar Marcelo Alecrim deixa o posto majoritário da distribuidora de combustível AleSat, que ele criou há 22 anos. Em nota, Alecrim confirma que vendeu 78% para o grupo internacional Glencore. Ele fica com 22% de participação.

O deputado federal Beto Rosado (PP) tem o apoio dos 14 vereadores da bancada da prefeita Rosalba Ciarlini (PP). Já a deputada estadual Larissa Rosado (PSB) tem oito vereadores na sua campanha. Beto e Larissa fazem dobradinha em Mossoró e cidades da região Oeste.

O RN é o lanterninha em desempenho de alunos do ensino médio. Menos de 1% dos estudantes da rede estadual de ensino tem aprendizagem adequada de português e matemática.

prestes

GLAUBER RÊGO

FEIRA DA CULTURA

pesquisa hoje

bancada

Novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte.

Finecap

Laura Helena (PPS) decidiu fazer a curva mais uma vez e agora está apoiando a candidatura à reeleição do deputado Galeno Torquato (PSD). Ela havia acertado apoio a Adjuto Dias (MDB), depois de ter retirado a candidatura à Assembleia Legislativa, criticando o "mercado livre" da campanha.

3 4 5

A Escola da Música da Uern lança curso de musicalização para a terceira idade. Pessoas acima 60 anos têm a chance de estudar música. Matrícula a partir de amanhã, no campus da Uern. O casal Ribamar de Freitas/Naeide preparou um domingo especial com cozinha bem nordestina: feijão verde, arroz de leite, bode, galinha caipira, pirão, peixe... Confira no Oba Restaurante.

Segundo ela, nos laboratórios há vários tipos de resíduos que não podem ser descartados diretamente no meio ambiente. “São metais pesados e outros materiais que podem causar contaminação até pelo ar, então é importante que tenham um tratamento diferenciado”, acrescenta o técnico especializado de Laboratório de Química da Uern Rodrigo Silva. Conforme Sara Barroso, o contrato prevê a destinação de resíduos dividido por categorias. O documento abrange uma cota

predeterminada para cada tipo de material a ser descartado. De acordo com o documento, a empresa se responsabilizará pelo tratamento e destinação adequada para 2.595 litros e 183 quilos de produtos químicos sem identificação, além de 65 litros e 65 quilos de produtos químicos com identificação. Os responsáveis pelos laboratórios farão a separação dos resíduos e a empresa se responsabilizará pelo recolhimento e destino adequado dos materiais.

A historiadora Anita Prestes, filha de Luiz Carlos Prestes e Olga Benário, é a convidada do 10° Congresso dos Professores e Professoras da Uern. Fará palestra sobre "Luiz Carlos Prestes, a Constituinte e a Constituição de 1988", dia 14 próximo.

Agecom/Uern

A primeira coleta ocorreu na última sexta-feira


6 OPINIÃO/GERAIS

DOMINGO, 2 de setembrO de 2018

Iniciativa

Programa Crescer Saudável visa combater o sobrepeso e a obesidade infantil >> As Unidades Básicas de Saúde de Mossoró estão trabalhando em conjunto para combater a obesidade e o sobrepeso Assessoria/PMM

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oi lançado oficialmente o programa Crescer Saudável, que tem o objetivo de garantir o adequado acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança, prevenindo, controlando e tratando a obesidade infantil. As atividades de orientação e prática vão começar nesta segunda-feira (3) em 45 UEIs e escolas municipais. O programa é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde. O secretário de Saúde, Benjamin Bento, lembrou que em outros momentos o RN tinha como um dos grandes problemas a desnutrição, e que agora é um novo momento. “As crianças no estado morriam por desnutrição; hoje, as coisas melhoraram. As Unidades Básicas de Saúde e escolas municipais estão

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O programa é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde

Pelo programa, as crianças serão acompanhadas de nutricionistas que farão o acompanhamento de peso e altura

reunidas com o objetivo de combater a obesidade e sobrepeso”, destacou o secretário. A vice-prefeita Nayara Gadelha destacou que esse programa deve continuar no Município. “É nas Unidades Básicas de Saúde que começa o contato com os pais, e eles passarão a ter uma atenção melhor com os filhos. A obesidade é uma coisa que atinge o mundo todo e Mossoró está dando passos importantes nessa luta”, finalizou Nayara. Alexandro Fernandes, morador do bairro Santo

Antônio, é pai de Wberlânia da Silva, 9 anos. Ele conheceu o Crescer Saudável na Escola Municipal Raimundo Fernandes, na qual estuda a filha. “As nutricionistas passaram lá orientando como tem que se alimentar, para ter um crescimento saudável. A médica já verificou o peso e a altura da minha filha e até exame já solicitou. Foi feito todo o acompanhamento com ela”, destaca Alexandro. Ele ainda lembra que as orientações também vão servir para o seu dia a dia. “Eu também vou aprender como se ali-

mentar melhor, porque às vezes a gente come muita besteira na rua”, pontuou. Maria Cleonice trouxe seu filho Marcos Jocélio, 6 anos, para acompanhar de perto o lançamento do Crescer Saudável. Ambos são do bairro Aeroporto e ela aprova a iniciativa da Secretaria de Saúde. “Acho muito bom porque vai me ajudar a como alimentar meu filho de forma mais saudável. Tenho uma filha que já está em estado de obesidade e com meu filho eu vou poder prevenir melhor”, afirma Cleonice.

PROSA

& VERSO crispinianoneto@gmail.com

Ricos cretinos fogem em massa do Brasil com medo da violência

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uem traz a matéria é a revista Exame, citando o Wall Street Journal (WSJ), o jornal de maior tiragem nos Estados Unidos, que publicou no último dia 2 uma notícia sobre a fuga de brasileiros ricos para o exterior, em decorrência da onda de violência e instabilidade política e econômica que assola o país. O número de brasileiros que se registraram para votar no exterior cresceu 41% em relação a 2014, segundo dados do governo brasileiro obtidos pelo Wall Street Journal. Ao mesmo tempo, ainda segundo o jornal, a Receita registrou 21.700 pedidos de emigração, número três vezes maior que o de 2011. A reportagem do Wall Street Journal também aponta para uma diferença entre o fluxo migratório brasileiro e o que ocorre nos países da América Central para os Estados Unidos: os emigrantes brasileiros fazem parte da elite social do país. Segundo o jornal, mesmo morando em condomínios fechados, cercada por seguranças e carros blindados, a elite brasileira diz que não se sente segura. O jornal destaca que mais de um terço da população brasileira que mora fora do país encontra-se nos Estados Unidos e que Portugal desponta hoje como um “Plano B”. O Wall Street Journal recorda o caso do homem mais rico do Brasil, Jorge Paulo Lemann. O dono da Ambev deixou o país em 1999, após uma tentativa frustrada de sequestro de três de seus cinco filhos, quando eles se deslocavam para escola em São Paulo. Eles foram salvos graças à habilidade do motorista e da blindagem do carro onde estavam. O fatídico episódio motivou o empresário, que tem ascendência suíça, a sair do país e passar a viver em um vilarejo próximo a Zurique.

COM SUPREMO, COM TUDO A twiteira Caroline Barros disse que Temer liberou o aumento de mais de 16% do salário dos magistrados, e nesta quinta-feira (30) o STF votou a favor da terceirização irrestrita. Com o Supremo, com tudo. E ainda tem gente que não entendeu.

REMANDO CONTRA A MARÉ Mossoró parabenizou o empresário José Mendes, empreendedor de grande tirocínio empresarial, que chega ao seu décimo quarto posto de combustíveis, inaugurado nesta quinta-feira (30). É o antigo Posto Líder que agora recebe a marca “30 de Setembro”. Segundo o radialista Jota Régis, genro de Zé Mendes e gerente de um posto em Natal, esse é o maior posto urbano do Rio Grande do Norte.

ENCARANDO A CRISE Muita coragem de Mendes, abrir uma nova empresa num momento de crise onde milhares de empresas estão fechando ou capengando. Uma crise que atinge de forma muito direta o segmento de combustíveis. Não podemos nos esquecer da grande greve de caminhoneiros que paralisou o país, exatamente por problemas na política de preços dos combustíveis praticada no Brasil.

iMAGEM QUE MARCA Uma discussão que promete muito fogo na internet é sobre o boicote que petistas estão fazendo sobre boicotar as Lojas Americanas, que vêm a ser do mesmo dono da Ambev, notório financiador do movimento Fora Dilma. As Lojas Americanas estavam, até a última quinta-feira (30), vendendo camisetas antilula e pró-Bolsonaro. Depois que pipocou a discussão, seus diretores mandaram tirar as camisetas das prateleiras. Na internet, petistas e bolsominions, mais uma vez, se digladiam. Bolsominions dizem: A loja é deles e eles vendem o que quiser. Petistas respondem: O dinheiro é nosso. A gente compra ou deixa de comprar onde quisermos.


8 GERAIS

DOMINGO, 2 de setembro de 2018

Recursos

Planejamento descarta possibilidade de novos concursos >> Estão reservados recursos para o pagamento da contratação de novos servidores de processo seletivo que já foram autorizados ou que estão em andamento

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ministro do Planejamento, Esteves Colnago, afirmou, durante a apresentação do Orçamento de 2019, na última sexta-feira, 31, que não há previsão para novos concursos no ano que vem. Caso o próximo Governo tenha interesse de abrir novos concursos, contará com uma reserva técnica de R$ 411 milhões no Orçamento. “O que existe é uma reserva de segurança, que se o presidente entender que precisa fazer concurso, ele tem esses R$ 411 milhões. Se ele decidir não fazer, ele pode realocar [o recurso]", explicou o ministro. O valor também foi reservado para cumprir eventuais decisões judiciais que obriguem o governo a realizar algum concurso público em determinada área.

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

Segundo Colnago, só estão reservados recursos para bancar a contratação de novos servidores de processos seletivos já autorizados ou em andamento, que são cinco no total: Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e o chamado banco de professor equivalente do Ministério da Educação (MEC), que permite a abertura de concurso em universidades federais sempre que há vaga de docente disponível. O ministro informou que o governo alocou no Orçamento do ano que vem R$ 200 milhões para gastos que o Instituto Brasileiro de Geografia e Es-

Agência Brasil

A informação foi dada durante a apresentação do Orçamento de 2019 na última sexta-feira (31) pelo ministro do Planejamento, Esteves Colnago

tatística (IBGE) terá com a realização do Censo Demográfico em 2020. O valor, no entanto, é inferior aos R$ 344 milhões solicitados pela autarquia ao Ministério do Planejamento. De acordo com Colnago, o restante será complementado com a aprovação de emendas parlamentares no Congresso Nacional. Ele também disse que o recurso poderia vir do montante de R$ 4,7 bilhões que serão economizados caso o Legislativo aprove a Medida Provisória que adia por mais um ano o reajuste dos servidores federais. Ainda na última sextafeira, foi anunciada a estimativa para o salário mínimo para o próximo ano. A proposta do Orçamento Geral da União para 2019, enviada ao Congresso Nacional, fixou em R$ 1.006,00 o salário mínimo para o primeiro ano do próximo governo. Pela regra, o mínimo deve ser corrigido pela inflação do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país) dos dois anos anteriores.


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@defato_rn

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Mossoró (RN), domingo, 2 de setembro de 2018

Anseios

Que Mossoró você quer para o futuro? >> Pesquisa realizada pela Secretaria de Planejamento aponta principais demandas da população Arquivo/Marcos Garcia

ça Maria Auxiliadora, no Ulrich Graff, permitindo a realização de atividades físicas no local”, destacou Aldo Fernandes. Já na região dos Abolições, a população deseja mais desenvolvimento industrial e comercial, emprego e renda. “A questão do trabalho é uma necessidade urgente e foi mencionada por moradores do Vingt Rosado, Barrocas, além dos Abolições e Grande Alto de São Manoel. A sociedade diz o que quer e o Município apresenta o que já está fazendo, em sincronia com esses desejos. Se compararmos com as atividades que o Desenvolvimento Econômico e o Desenvolvimento Social vêm desempenhando, vemos que há uma preocupação grande no que tange à oportunidade de novos empregos para os jovens”, afirmou o secretário de Planejamento, citando projetos como o Geração de Oportunidades, IDJovem, entre outros. Saúde, segurança e ampliação do número de creches foram as demandas mais urgentes apresentadas pelos moradores do Nova Mossoró. No Aeroporto II, a população quer investimento em políticas públicas de apoio à juventude. “Essa é uma das regiões mais afetadas com índices de criminalidade, e quando se investe em desenvolvimento, em educação, políticas públicas voltadas para os jovens, há uma tendência de se deixar a ilicitude e participar ativamente da sociedade. É isso o que o Município vem fazendo. Para a maioria das demandas, já há uma resposta do Poder Executivo”, acrescentou Aldo Fernandes.

Maricelio Almeida

Da Redação contato@maricelioalmeida.com

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ual a Mossoró que você quer para o futuro? Quais são os principais desejos da população? E como esses anseios podem ser supridos pelo Poder Executivo? Pesquisa realizada pela Secretaria Municipal de Planejamento para subsidiar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA) de 2019 aponta que os mossoroenses, em sua grande maioria, querem mais segurança, saúde e emprego e renda. O levantamento foi aplicado entre junho e julho deste ano em oito regiões do município, ouvindo cerca de 200 pessoas. “Montamos os questionários, levamos nossa equipe aos bairros e aí a população respondia quais eram os seus anseios e perspectivas para o próximo ano. Nossas peças fiscais são elaboradas com base na participação popular. Essa metodologia foi iniciada no passado e, desde então, estamos continuamente e ordinariamente promovendo e executando ações dessa natureza”, explicou ao JORNAL DE FATO o secretário municipal de Planejamento, Aldo Fernandes. No Grande Alto de São Manoel, por exemplo, 34% das pessoas ouvidas pela pesquisa pediram mais investimento em esporte e lazer. Saúde e creches foram mencionadas por 33% dos entrevistados. “Quando trazemos isso para a prática, vemos que nessa região o Município está não só atento, mas realizando os investimentos demandados. Temos como exemplo a reforma da Pra-

Mossoroenses esperam mais segurança, saúde, emprego e renda

Investimentos em saúde já superam o percentual constitucional Ainda conforme o secretário municipal de Planejamento, Mossoró já superou o percentual mí-

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

nimo para investimentos em saúde previsto na Constituição Federal (CF). A Carta Magna determina

que os Municípios não podem direcionar menos do que 15% do seu orçamento para a saúde. Até o último bimestre, Mossoró já havia investido 23%. “Esses números nos trazem alegria. Hoje, a cada quatro Municípios brasileiros, três não têm dinheiro sequer para pagar

sua folha de pagamento. O que podemos constatar é uma sincronia das peças fiscais aqui da cidade com a prática, com o desenvolvimento do bem comum para a sociedade”, pontuou Aldo Fernandes, complementando que na educação, os investimentos alcançam 21,68%, com

a prospecção de superar os 30% exigidos pela legislação (25% da Constituição Federal e mais 5% da lei Niná Rebouças). “Tudo isso que vem acontecendo agora, através do Plano Plurianual (PPA), Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA),

tem como base o plano de governo da prefeita Rosalba, um documento elaborado, discutido e posto em prática conforme os anseios da população, o que mostra o compromisso da gestão. Já passamos de 50% do plano de governo já executado”, concluiu Aldo Fernandes.


2 MOSSORÓ

DOMINGO, 2 DE setembro de 2018

Orçamento

“Há um incremento em saúde, educação e infraestrutura”, destaca secretário Para 2019, previsão do Município é investir, nessas três áreas, mais de R$ 340 milhões

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m conversa com o JORNAL DE FATO, o secretário de Planejamento, Aldo Fernandes, pontua os avanços do Município quanto aos investimentos em áreas como saúde, educação e infraestrutura. “Se formos comparar 2018 com 2017, vemos que houve um incremento na infraestrutura, educação, saúde, no desenvolvimento social e principalmente, se formos analisar os números, vamos ver que as adequações e os estudos para diminuir as inconsistências fiscais estão apresentando resultados positivos, com o Município alcançando as metas estipuladas pelos órgãos fiscalizadores”, conta

o secretário. Para 2019, o investimento previsto pelo Município para essas três áreas supera os R$ 340 milhões. Os valores constam na Lei Orçamentária Anual (LOA), protocolada na Câmara de Mossoró na última quintafeira (30). A previsão é que o orçamento de 2019 alcance, em sua totalidade, R$ 536.378.363,00. De acordo com dados da Secretaria de Planejamento, a perspectiva é de que o Município termine o ano de 2018 com uma arrecadação perto dos R$ 500 milhões. Aldo Fernandes explica que foi com base nesses números que o Executivo optou por adequar o orçamento de 2019 a essa

Jean Souza/Cedida

LDO prevê orçamento de R$ 536,3 milhões para 2019, revela Aldo Fernandes

realidade orçamentária e financeira. “O orçamento de 2019 foi ajustado com base no que o Município arrecada. Isso mostra a efi-

ciência na gestão dos recursos que vêm sendo aplicados em obras e serviços para a população”, finaliza Aldo Fernandes.

outras palavras José Nicodemos

aristida603@hotmail.com

ETERNIDADE NUM MOMENTO

E

u sabia que era uma moça adolescente, ou pouco mais do que isso, pelo timbre ensolarado da voz e, por que não dizer? pela frivolidade dos assuntos. A companheira de viagem, na cadeira por trás da minha. Viajávamos no lotação para Casa Amarela, no Recife, começo da noite. Mistura danada de assuntos, um entrando no outro, antes de terminar, e tudo descosturado, aqui e ali me dava vontade de olhar para trás, fingindo qualquer coisa. Mas seria da minha parte uma indelicadeza, e de resto eu não tinha nada a ver com aquilo. E assim me comportei até o fim da viagem, apesar da inquietação interior. Digamos, curiosidade. A voz companheira de viagem em tudo me dava a impressão de sair de uma boca bonita, num rosto meigo não menos encantador. Rosto de menina no despertar da vida, docemente iluminado por sedutoras ilusões. Aquilo me inquietava, e eu tinha de fazer um grande esforço: não olhar para trás. Inventava situações, como um gesto involuntário do cansaço da viagem, fazia um calor abafado, mas logo me dava conta de que, de qualquer modo, não deixaria de ser indelicado com a dona da voz. Ela poderia sentir-se censu-

rada pela voz algo alta, talvez menos pela frivolidade dos assuntos desencontrados. E, assim, eu não queria ferir-lhe a sensibilidade, o que, certo, me custaria grande remorso. Demais, devo confessar, a voz, que possuía toda a pureza do universo, soava-me como um canto das mil e uma noites. Confortava-me a alma, e era como se eu flutuasse num estado de pureza, além do mundo e de mim. De sorte que, nesse encantamento, da alma e dos sentidos, a minha vontade era que a viagem não acabasse mais: eu me sentia leve de corpo e espírito, como nunca me sentira. Ou, pelo menos, era a impressão do momento, e pouco me importava que fosse apenas isso, ou de que modo fosse. Era, afinal, um momento eterno. Quando vi, o lotação já ia chegando a Casa Amarela, se muito, duzentos metros antes do local da parada, que era defronte de um sobrado antigo, que eu via sempre fechado. E comecei a sentir saudade da voz companheira de viagem, que me proporcionara um dos meus melhores momentos da vida. Porque eu sonhava, docemente. 200 bilhões Desci do lotação, e fiquei ali, Mais com arde displicente, à espera da voz em pessoa. Logo desceram meninas, vãoduas oxigenar a igualmente bonitas, farda de colégio, sobraçando livros, economia no fim dee eu não pude saber qual delas era a dona da voz que deixaano. Saiba como ra assim, siderado, à eternidade num momento.

18 anos Os desafios de

Gaste de compromisso bem o seu lidar com com diabetes o décimo na infância jornalismo

gastar certo. MOSSORÓ 3

GOZAÇÃO

VELHACARIA

POLÍTICO SAFADO @defato_rn

Novidade nenhuma na propaganda eleitoral na televisão, e fora dela. A mesma coisa que os nossos ouvidos estão cansados de ouvir, e que, por força de tão repetida, já soa a gozação.

Os novatos endinheirados apostam na força do dinheiro para ganhar eleição, quanto mais confiados, quanto que veem no desgaste dos velhos uma boa oportunidade. Velhacaria, e só.

Quer conhecer melhor o político safado? Toda a questão é observar que este se restringe ao discurso das agressões pessoais, fazendo cara e gestos. Sem dúvida, são os mais ridículos.

de verdade

A dona de casa Suzy Kelly deixou de trabalhar para cuidar, integralmente, do filho César de seis anos. Ela fala sobre medicamentos, alimentos e da descoberta da doença. MOSSORÓ 1 /photos/jornaldefatorn

/jornaldefatorn

linguagem Para muitos, o estilo consiste, e apenas, na linguagem gramatical, que, por sua vez, consiste em escolhas léxicas e sintáticas. Até certo, isto é válido. Mas não é só isso o que marca o estilo de um escritor. Há mais. O caracteriza o estilo literário, segundo o conceituado e erudito crítico português Fidelino de Figueiredo, é, acima de tudo, sua visão do mundo, que perpassa a criação literária. Sua paisagem interior, que vai encontrar na linguagem sua expressão adequada. No caso, se a linguagem não exprime a subjetividade do ficcionista, fica o estilo prejudicado. São duas entidades que se encontram na beleza do estilo.

17os an

@defato_rn @jornaldefato MOSSORÓ �RN�, DOMINGO,/jornaldefatorn 19 DE NOVEMBRO DE 2017 | EDIÇÃO 5.020 � ANO XVIII |

Mossoró


MOSSORÓ 3

DOMINGO, 2 de setembro de 2018

Alerta

Setembro Amarelo alerta para casos de suicídio >> A campanha Setembro Amarelo é realizada em parceria com escolas, hospitais e locais de grande movimentação de pessoas Notícias No Minuto

Amina Costa

Da Redação

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ados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, anualmente, o suicídio é a causa da morte de mais de 800 mil pessoas no mundo, com tendência de aumento até 2020, com a estimativa de ultrapassar 1 milhão de mortes anuais. Com esses números, o suicídio encontra-se entre as três principais causas de morte em indivíduos com idade entre 15 e 29 anos no mundo. Ainda conforme a OMS, o Brasil é um país com taxas crescentes, apesar da escassez de indicadores epidemiológicos, já que corresponde a mais de 5% das mortes por causas externas. Dentro desse contexto, são realizadas várias ações, especialmente no mês de setembro durante a campanha Setembro Amarelo, que são relacionadas ao conhecimento e à prevenção do suicídio. A estudante Mirla Maia, de Psicologia, explica que o Setembro Amarelo é uma campanha que é feita em parceria com hospitais, escolas, postos de saúde, para alertar a população sobre

Casos de tentativa de suicídio precisam ser acompanhados por profissionais capacitados e com a ajuda da família

os sintomas do suicídio. “A campanha do Setembro Amarelo é voltada para a prevenção do suicídio e abrange todos os psicólogos e profissionais da área da saúde que trabalham em

escolas, em hospitais e todos os locais que possam receber pessoas que apresentem sintomas de suicídio. A campanha é um alerta que nós fazemos para a família, amigos, pessoas

Indícios suicidas em adolescentes podem ter causas na infância Ao contrário do que muitos podem pensar, a depressão juvenil não é um problema da adolescência. Ele começa a se instalar num momento delicado e crucial da vida de todas as pessoas: a infância. Psicólogos alertam que é na formação da personalidade que a família mais precisa oferecer suporte e harmonia à formação do indivíduo dentro de casa. A psicóloga Joelina Abreu explica que a personalidade de um indivíduo é formada até os sete anos de idade. “Nessa fase, a família precisa oferecer um cenário de conforto emocional e de equilíbrio racional para a criança. Assim, ela vai crescer sabendo lidar com emoções, principalmente, com as

frustrações”, revela a especialista. Mesmo com todo esse suporte, algumas famílias vivenciaram a perda precoce de um parente que se suicidou. Não se pode negar que fatores externos, como um estresse em uma situação de perigo ou de ameaça, coloquem o adolescente em conflito interno. “Todos nós fomos adolescentes e passamos por momentos de querer desaparecer do mapa, porque é natural você se sentir estranho nessa fase da vida em que não se é adulto e não se é mais criança, mas o pensamento suicida real é potencializado em mentes vulneráveis, justamente as que não foram incentivadas a buscar o lado

positivo de tudo desde a infância”, diz Joelina Abreu. O suicídio tem várias fases. Tem os indícios suicidas, tem as ameaças dos pacientes, em que muitas pessoas têm a vontade e está ameaçando por isso. Tem também o suicídio de não ameaçar e comete o ato. Nesses casos, os motivos podem ser momentâneos ou “fardos” que o paciente vem carregando há algum tempo. “Vale lembrar que o suicídio não é uma questão de como muitos falam, que é falta de amor, carinho, Deus. O paciente que tenta o suicídio quer evitar uma dor e quer se livrar dessa dor”, relatou a estudante Mirla Maia, de Psicologia.

próximas, para que, caso eles observem algum sintoma ou comportamento no qual acha que a pessoa deve procurar uma psicoterapia, indicar um psicólogo ou psicoterapeuta, para que ele

possa acompanhar esse paciente”, disse a estudante. Mirla Maia disse ainda que é importante a procura de um profissional de psicologia para que ele possa auxiliar o paciente em um

Principais sintomas de indícios suicidas

trabalho que é feito em conjunto com a família e das pessoas que fazem parte do convívio do paciente. Esse trabalho é feito por meio de uma investigação dos possíveis indícios que levam ao quadro de tentativa de suicídio dos pacientes. “O psicólogo vai trabalhar com o paciente e a família, orientando e informando como agir para ajudar o paciente. É importante demais a procura de um profissional para que ele possa tirar os indícios suicidas e a não querer cometer tal ato. Como estudante de Psicologia, aconselho que procure um psicólogo, porque suicídio é algo muito sério, assim como a ansiedade, a depressão, para que esse paciente tenha o acompanhamento correto”, disse a estudante. Ela contou ainda que os principais casos analisados em sala de aula são de adolescentes. A universitária disse ainda que os indícios suicidas podem ocorrer por vários motivos que precisam ser investigados pelos profissionais de psicologia. “Se o caso for de um adolescente, cujos indícios suicidas sejam a falta do pai ou da mãe, é preciso investigar junto com a família. Se for um caso em uma pessoa adulta, ele pode estar relacionado ao âmbito familiar (esposa, marido, filho), ao âmbito de trabalho ou até ao âmbito social”, disse. Mirla Maia explicou ainda que é importante ressaltar que o suicídio não está relacionado aos casos de depressão. A estudante contou que há muitas pessoas com depressão, mas nunca tentaram cometer o suicídio. “É importante lembrar que suicídio e depressão são coisas distintas”, enfatizou a estudante.

Dificuldade para se encontrar ou pensar claramente. Doar seus pertences. Falar constantemente sobre ir embora ou sobre a necessidade de “organizar as coisas”. Mudança repentina de comportamento, principalmente estando calmo após um período de ansiedade.

Existem frases que as pessoas com indícios de suicídio falam que precisam ser levadas em consideração. Algumas dessas frases são: “Gostaria de estar morto”; “Não vivo sem aquela pessoa”; “Eu não posso aguentar mais isso”; entre outras. Na imagem abaixo existem algumas frases que são usadas por pessoas com indícios suicidas:


4 MOSSORÓ

DOMINGO, 2 de setembro de 2018

educação

Aulas do semestre letivo 2018.1 têm início na Uern

Para os estudantes, a expectativa das aulas de um novo semestre é a melhor possível

>> Mais de 12 mil alunos dos campi da universidade, entre novatos e veteranos, retornaram às aulas

M

ais de 12 mil alunos da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), entre novatos e veteranos, retornaram às atividades. As aulas do semestre 2018.1 no campus central e nos campi avançados de Assú, Caicó, Natal, Pau dos Ferros e Patu e nos núcleos avançados tiveram início na última segunda-feira. De acordo com o calendário universitário aprovado pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSEPE), o semestre letivo 2018.1 segue até 29 de dezembro. Ao longo do semestre, poderão ser utilizados 15 sábados letivos. A previsão faculta ao professor, em comum acordo com a turma, lecionar disciplinas em quaisquer sábados. Para os estudantes, a expectativa das aulas de um novo semestre é a melhor possível. “Cheguei à metade do curso e espero que as aulas do semestre possam ocorrer de forma tranquila”, diz a estudante Adriana Alves, do curso de Direito, no campus central. Ela afirma que seu maior desejo é con-

Wilson Moreno

final do curso. No sétimo período da graduação, ele diz esperar que o semestre seja muito proveitoso. “O objetivo é me empenhar e

Seminário apresenta estrutura administrativa aos novatos Para acolher e dar boasvindas aos estudantes ingressantes no semestre 2018.1, a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) iniciou nesta semana a programação do

estudar cada vez mais para me formar logo”, declara. Ele é de Caraúbas e todos os dias faz o traslado entre os municípios. Para o discente,

o esforço vale a pena pelo aprendizado adquirido a cada semestre. Ao longo da semana, várias faculdades desenvolve-

GRADUAÇÃO A Uern possui 67 cursos de graduação. A universidade tem campus em Mossoró, Assú, Caicó, Natal, Patu e Pau dos Ferros, além dos núcleos avançados em Alexandria, Apodi, Areia Branca, Caraúbas, João Câmara, Macau, Nova Cruz, Santa Cruz, São Miguel, Touros e Umarizal. Hoje, 89,15% dos estudantes da Uern são oriundos de escola pública, de acordo com dados do ID-Uern. Ainda conforme o levantamento, 35,02% dos discentes são de famílias que vivem com renda de até um salário mínimo, e em sua maioria, eles serão os primeiros membros de sua geração familiar a concluir o ensino superior.

Acadêmica teve início na última segunda-feira, 27, no Campus Avançado Professora Maria Elisa de Albuquerque Maia (CAMEAM), em Pau dos Ferros. Na sequência, foram o Campus Avançado Prefeito Walter de Sá Leitão (CAWSL), em Assú, e os campi de Natal, Patu e Caicó.

Na próxima quarta-feira, 5, será a vez de o campus central promover o Seminário de Ambientação Acadêmica, nos turnos matutino e noturno. Conforme Erison Natécio, a programação do seminário será bastante diversificada, com explanação dos serviços oferecidos pela Uern e

apresentações culturais. O Seminário de Ambientação Acadêmica tem como principal objetivo ambientar e socializar os discentes com as principais atividades desenvolvidas no âmbito da Uern, bem como apresentar a estrutura acadêmica e organizacional da universidade.

Semestre letivo segue até 29 de dezembro cluir a graduação para prestar concursos na área. O estudante Kerginaldo Pires, do curso de Ciência da Computação, está na reta

Seminário de Ambientação Acadêmica (SAMBA). “O evento é voltado para alunos do primeiro período, que acabam de ingressar na universidade, com o objetivo de apresentar os principais ser-

viços oferecidos pela instituição aos alunos recémchegados”, explica o próreitor de Assistência Estudantil, Erison Natécio. A programação do Seminário de Ambientação Wilson Moreno

Seminário está sendo realizado em todos os campi

ram programação especial para acolher os estudantes, em especial os calouros. Na Faculdade de Letras e Artes (FALA), por exemplo, foi realizada uma semana de acolhida, que contou com inauguração dos murais no bloco Sarau “Barroco, neobarroco e outras libertinagens”, apresentações culturais, debates, entre outras atividades.

Wilson Moreno

Programação visa acolher os calouros


segurança 5

DOMINGO, 2º de setembro de 2018

>> Estudo do Observatório da Violência (OBVIO) apresentado nesta semana em evento latinoamericano traça perfil das “mortes executadas de jovens potiguares”

Juventude

assassinada Fábio vale

Da redação

T

em uma expressão popular que diz que “os jovens são o futuro do país”. No entanto, se a violência homicida contra a juventude brasileira continuar em ritmo crescente como está, a tendência é de que o território nacional tenha uma população mais envelhecida. Esse prognóstico de especialistas atinge também o Rio Grande do Norte. Entre 1° de janeiro de

2015 e 28 de agosto de 2018, 4.212 pessoas com idade entre 19 e 29 anos foram assassinadas em todo o estado. Os números são de um estudo do Observatório da Violência (OBVIO) apresentado nesta semana em um evento latino-americano que traça o perfil das “mortes executadas de jovens potiguares”. Denominado de “Juventude Assassinada”, o levantamento revela um cenário de violência no território potiguar contra vítimas en-

tre 16 e 29 anos de idade nos anos de 2015, 2016 e 2017 e entre 1° de janeiro e 28 de agosto deste ano. A pesquisa do Obvio aponta que 94,9% das vítimas nessa faixa etária dentro desse período foram de homens, totalizando 3.999 casos. As mulheres figuram como vítimas em 213 ocorrências, o que corresponde a 5,1% do universo total de notificações. O estudo detalha também que a maioria dos jovens assassinados no estado era de cor de pele

Região Oeste concentra quase 22% dos assassinatos de jovens A região Oeste do Rio Grande do Norte concentrou quase 22% dos jovens assassinados no estado entre 1° de janeiro de 2015 e 28 de agosto de 2018. O quadro é apontado ainda pelo estudo do Obvio. O levantamento revela que 924 vítimas da faixa etária entre 19 e 29 anos foram mortas nesse período na área que engloba Mossoró e outros municípios circunvizinhos. Segundo a pesquisa, a maioria dos óbitos se concentrou na região Leste potiguar, que inclui Natal

e Região Metropolitana. Foram 2.614 crimes contra essa parcela da população, o que corresponde ao percentual de 62,1. Já a região Agreste foi alvo de 460 mortes (10,9%) e a Central sofreu 214 (5,1%). Dividindo o estado apenas em Região Metropolitana e Interior, foram 2.501 mortes no primeiro e outras 1.711 na outra área. Considerando as cidades que integram a Região Metropolitana, Natal lidera com 1.223 mortes, seguida de Parnamirim

(324), São Gonçalo do Amarante (248), CearáMirim (195) e Macaíba (171), que completa a lista dos cinco primeiros. Já em nível geral no estado, a capital potiguar se mantém na liderança, seguida de Mossoró, com 468 mortes; Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim e Macaíba, seguindo a tendência anterior. Outros municípios do interior potiguar, como Caicó (64), Baraúna (56), Assú (51) e Apodi (32), também completam a lista.

parda. Foram 2.321 vítimas com esse perfil, o que corresponde a 55,1% do total. Em seguida, aparecem as vítimas negras, com 1.460 casos (34,7%). Jovens de cor branca figuram em menor número: 430 mortes (10,2%). Quanto à escolaridade, o levantamento mostra ainda que apenas 0,8% dos jovens mortos tinham nível superior, o que significa 35 casos do total. Já vítimas com formação escolar ignorada/ indefinida aparecem em

2.481 registros (58,9%), seguido de 1.130 vítimas com ensino fundamental (26,8%). E jovens com ensino médio representam 13,4% dos casos, o que corresponde a 566 mortes. Sobre o perfil socioeconômico, o estudo do Obvio aponta que 64% das vítimas não exerciam atividade remunerada (2.697). Em seguida, figuram jovens com até um (12%), dois (19%), quatro (3,3%), seis (0,4%) e oito (0,4%) salários mínimos.

Levantamento revela violência no RN contra vítimas entre 16 e 29 anos de idade em 2015, 2016 e 2017

Bairros em Natal e Mossoró lideram violência Na divisão por bairros, Nossa Senhora da Apresentação, em Natal, e Santo Antônio, em Mossoró, figuram no estudo do Obvio como os mais violentos para jovens entre 19 e 29 anos de idade. O primeiro aparece com 115 mortes e o segundo com 71. Na capital potiguar, o ranking é completado por Felipe Camarão (117); Pajuçara (107); Lagoa Azul (103) e Quintas (74). Já na capital do Oeste, a relação é completada pela zona rural da cidade e Belo Horizonte, com 42 casos cada; Aeroporto, com 30; e Santa Delmira, com 27 mor-

tes. O levantamento mostra ainda que a arma de fogo é o instrumento mais empregado nesses crimes. O equipamento figura em 92% das mortes, o que corresponde a um total de 3.876. Em seguida, aparecem arma branca (4,7%), espancamento (1%), asfixia mecânica provocada (1%) e objeto contundente (0,8%). Quanto ao tipo de conduta letal intencional, os homicídios dolosos lideram em 83,5% do total, seguidos de lesão corporal seguida de morte (7,5%), ação típica do Estado (6,1%), latrocínio –

roubo seguido de morte (1,6%) e feminicídio – assassinato de mulheres por violência doméstica e/ou de gênero (1,3%). O estudo mostra ainda que violência interpessoal e brigas entre gangues e drogas predominam entre as macrocausas da violência. A primeira motivação lidera com 74% e a outra com 12,2%. Outros fatores, como conflito polícia x criminalidade, violência patrimonial, crime organizado no sistema prisional e violência doméstica, completam a relação.


6 segurança

DOMINGO, 2 de setembro de 2018

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‘É preciso não se calar diante da invisibilização de jovens mortos’, diz pesquisador

Especialista chama a atenção para o fato de que “todos os dias, jovens morrem e ninguém diz nada”

>> Estudioso no campo da segurança pública, Ivênio Hermes afirma que a juventude potiguar sofre com a ausência de políticas públicas

É

preciso não se calar diante da invisibilização de jovens que todos os dias morrem. É preciso falar. Nenhum crime pode sair impune.” As palavras são do estudioso em segurança pública Ivênio Hermes, com atuação no Rio Grande do Norte. Para ele, a juventude potiguar sofre com a ausência de oportunidades de emprego e renda, de estudos e de acesso aos meios adequados para o desenvolvimento humano e social. “O Estado é ausente em quase todos os pontos básicos e demonstra isso ao não prover saúde, educação, moradia, saneamento básico e outras condições.”

Cedida

Hermes observa que, muitas vezes, a primeira política pública que um jovem tem acesso é a repressão estatal e que, segundo ele, isso acontece quando todos os outros meios já falharam. “O Rio Grande do Norte é um exemplo de como a má gestão da segurança pública não traz resultados”, afirma. Ele lembra que recentemente um jovem - filho de um ex-prefeito - que tinha sido raptado por outros dois adolescentes em Natal morreu depois de ter sido baleado durante a intervenção policial no ocorrido. “Há poucos dias, um jovem foi assassinado e causou comoção pública, levando gestores públicos

Hermes participou nesta semana de evento sobre segurança, representando o Obvio

a emitir notas de pesar. Mas, todos os dias outros jovens morrem e ninguém

diz nada”, frisa. Nesta semana, representando o Observatório

da Violência (OBVIO), Hermes participou do “X Encontro Nacional Latino-

americano de Juventudes: Segurança Pública e Justiça”, realizado em Fortaleza (CE). O evento reuniu membros dos movimentos de adolescentes e jovens do Brasil e da América Latina, pesquisadores e especialistas em segurança pública, para debater o problema da violência contra a juventude. Na ocasião, ele apresentou o estudo “Juventude Assassinada - Mortes matadas de Jovens Potiguares” e manifestou a preocupação com a questão dos altos índices de violência contra jovens, que, conforme ele, independente do estrato social, é uma problemática que aflige a todos.


ESPORTE 7

DOMINGO, 2 DE SETEMBRO DE 2018

BRASILEIRÃO

EMBATE DE TRICOLORES NO MORUMBI O

>> São Paulo busca se manter na liderança enquanto o Fluminense tenta se virar sem seu artilheiro Divulgação

São Paulo tem mais uma oportunidade de manter a liderança isolada do Brasileirão. Neste domingo, às 16h, o tricolor do Morumbi recebe o Fluminense, em casa, em São Paulo-SP, pela 22ª rodada. No primeiro turno, empate por 1 a 1 no confronto disputado no Maracanã, no Rio de Janeiro. No momento, o G6 é formado por São Paulo com 45, Inter com 42, Flamengo com 41, Palmeiras e Grêmio com 37, e Atlético Mineiro com 34. O tricolor das Laranjeiras está na zona

lho direito durante o primeiro tempo do empate com o Paraná, na semana passada, e já não pôde enfrentar o Ceará no último domingo. Assim, é provável que o garoto Luan permaneça na equipe titular e forme a dupla de volantes com Liziero - Jucilei está suspenso.

FLUMINENSE O técnico Marcelo Oliveira definiu que o atacante Kayke será titular no Fluminense na ausência de Pedro. Cortado da seleção brasileira por causa de estiramento nos ligamentos do joelho direito, o jovem de apenas 21 anos só deve voltar a jogar no fim de setembro. "Todos nós lamentamos a lesão do Pedro. Esperamos que não seja nada grave, que possa se recuperar e voltar a nos ajudar nos próximos jogos. Kayke é o substituto imediato, fez uma semana muito boa de trabalho. O grupo teve uma semana muito proveitosa e isso traz um otimismo para o próximo jogo", disse o treinador em coletiva de imprensa nesta sexta-feira.

na última rodada ao ser batida por 2 a 0 pelo São Paulo, fora de casa. No primeiro turno, segunda rodada, Chapecoense e Vasco empataram por 1 a 1 em Santa Catarina. O time carioca segue com uma longa lista de lesionados no departamento médico, muitos deles na zaga e o técnico Valdir Bigode não deverá “inventar” muito. Leandro Castan, Breno, Ramon, Giovanni Augusto e Rildo seguem machucados e indisponíveis. Com o quarto pior ataque do Brasileirão, com 19 gols

marcados, ao lado do Sport, a Chapecoense focou os trabalhos no setor criativo, fazendo atividades de posicionamento, finalização e criação de jogadas durante a semana. Em relação ao time que foi titular na derrota por 2 a 0 para oSãoPaulonoúltimodomingo, últimapartidadaChapecoense, as mudanças devem ser as entradas do lateral-esquerdo Bruno Pacheco, do meia Yann Rolim e do atacante Bruno Silva nos lugares de Alan Ruschel, Diego Torres e Wellington Paulista, respectivamente.

FICHA TÉCNICA SÃO PAULO Sidão, Bruno Peres, Arboleda (Bruno Alves), Anderson Martins e Reinaldo; Luan, Liziero e Shaylon; Rojas, Diego Souza e Everton Felipe (Edimar ou Régis); técnico Diego Aguirre

FLUMINENSE Julio César, Gilberto Ibañez, Digão e Ayrton Lucas; Richard, Dodi, Jadson e Sornoza; Everaldo e Kayke; técnico Marcelo Oliveira Local – Morumbi Horário – 16h Juiz – Dewson Fernando Freitas/PA

Shaylon aparece como provável substituto de Nenê na partida deste domingo intermediária: é décimo, com 26. O Z4, por outro lado, é aberto pela Chapecoense. O Furacão do Oeste tem 21 pontos. O TRICOLOR DO MORUMBI O volante Hudson sofreu uma hiperextensão do joe-

SPORT E PARANÁ FAZEM CONFRONTO DIRETO DO Z-4 Empatados em pontos e brigando na parte debaixo da tabela do Brasileirão, Vasco e Chapecoense duelam neste domingo, às 19h, pela 21ª rodada da competição. O duelo acontecerá no estádio São Januário, no Rio de Janeiro (RJ). O Vasco é o 14° colocado, com duas partidas a menos que os demais times, e a Chapecoense vem logo na sequência, com um jogo a menos

realizado, isso porque o confronto do time contra o Atlético-PR no meio da semana foi adiado por conta do mau tempo em Chapecó. Ambos têm 21 pontos somados. Sem vencer há cinco jogos, com três derrotas e dois empates, o Vasco vem de igualdade contra o AtléticoMG por 0 a 0 na última rodada, em Minas Gerais. Já a Chapecoense voltou a perder

Além disso, o meia-atacante Nenê está suspenso. Para a vaga dele, o garoto Shaylon aparece como provável substituto. Por fim, o atacante Everton, que se recupera de um estiramento muscular na coxa esquerda e tem prazo de retorno previsto para daqui a duas semanas, é outra baixa. No caso dele, há diversas opções: desde adiantar Reinaldo para a ponta e escalar Edimar na lateral esquerda, até apostar no meia-atacante Everton Felipe.

SEM PODER VACILAR, FLAMENGO ENCARA O CEARÁ NO MARACANÃ O Flamengo não tem mais margem de erro para tropeços no Campeonato Brasileiro. E por isso, vencer o Ceará neste domingo, às 11h, no Maracanã, é uma obrigação para a equipe seguir na briga pelo título. A equipe rubro-negra chega para o confronto com os ânimos renovados depois de ganhar do Cruzeiro, em pleno Mineirão, pela Libertadores - o triunfo por 1 a 0, porém, não serviu para obter uma das vagas nas quartas de final. Antes disso, porém, um tropeço diante do América-MG, fora de casa, havia deixado os rubro-negros atordoados. Por causa dos dois pontos deixados no caminho, já que vencia a partida por 2 a 1 e levou o empate no fim, o Flamengo viu o São Paulo abrir quatro pontos de vantagem na liderança. Agora, vai precisar "secar" o adversário para encostar na ponta. Para encarar o Ceará, o Flamengo não poderá contar com o zagueiro Léo Duarte e com o volante Cuéllar, suspensos. No ataque, o bom desempenho de uma dupla versátil contra o Cruzeiro fez o treinador manter o sistema. Dessa forma, os centroavantes Henrique Dourado e Uribe ficam como opção na reserva. O Ceará vive um péssimo momento no campeonato. A equipe dirigida por Lisca perdeu as duas últimas partidas e não sabe o que é vencer há cinco rodadas. Por isso, está afundada na zona de rebaixamento, começando a rodada na 19ª colocação, com 17 pontos.

Piris inicia o jogo entre os titulares do Flamengo Para essa partida, Lisca contará com o retorno do volante Edinho e do centroavante Arthur, que cumpriram suspensão. Os desfalques são os volantes Fabinho, contundido, e Richardson, suspenso por ter recebido o terceiro cartão amarelo na derrota para o Bahia.

FICHA TÉCNICA FLAMENGO Diego Alves; Rodinei, Réver, Rhodolfo (Thuler) e Renê; Piris, Lucas Paquetá e Diego, Everton Ribeiro, Vitinho e Marlos Moreno; técnico Maurício Barbieri

CEARÁ Éverson; Samuel Xavier, Tiago Alves, Lucas Otávio e João Lucas; Edinho, Pedro Ken, Ricardinho, Juninho Quixadá; Felipe Azevedo e Arthur; técnico Lisca Local – Maracanã, no RJ Hora – 11h Juiz – Raphael Claus (SP)

INTER VISITA O CRUZEIRO Internacional e Cruzeiro jogam neste domingo, às 19h, no Mineirão, com atenções divididas em outros objetivos. Enquanto o time mineiro, que inicia a 22ª rodada na 7ª posição, está priorizando a Copa do Brasil e a Libertadores, o Internacional precisará da vitória para evitar a disparada do líder São Paulo -caso vença o Fluminense no Morumbi, mais cedo- ou para tentar a liderança, em caso de derrota do time paulista.

O técnico Mano Menezes já antecipou que o Cruzeiro terá Rafinha em lugar de Robinho, que apresenta desgaste muscular, e não descarta outras modificações por questões físicas. No Internacional, o técnico Odair Hellmann só vai definir a equipe na último momento. Rodrigo Dourado, Rossi e Patrick são dúvidas para a partida. Por outro lado, Leandro Damião e Willian Pottker são retornos dados como certos.


8 OPINIÃO/ESPORTE

DOMINGO, 2 DE SETEMBRO DE 2018

FÁBIO OLIVEIRA fabiowillard@hotmail.com

fabio willard de oliveira

Mossoró x América é a pedida de hoje

U

m jogo decisivo, e com ingredientes que apimentam o confronto, é Mossoró x América, pela última rodada da segunda fase do Estadual Sub 19, hoje no Nogueirão. O MEC chega como líder com 10 pontos, três a mais que América e Força e Luz, e só não passa às semifinais se sofrer uma goleada histórica combinada com uma vitória do Força e Luz ante o Santa. Pela segunda hipótese, nada demais, mas para ser goleado dessa maneira, o time que tem a segunda defesa menos vazada e o ataque com mais gols que todos os outros adversários juntos, convenhamos, beira a utopia. Outro ingrediente para esse jogo é o prote-

cionismo evidente ao América, patrocinado pela FNF. O Mossoró pediu que o jogo, marcado para 16 horas, fosse antecipado para 15 horas, devido amistoso que pretendia fazer o time principal logo em seguida, em preparação para a segunda divisão. Foi negado. A perda de prazo foi o argumento. Seriam necessários cinco dias de antecedência. Esquece, porém, que a FNF modificou o local do jogo passado entre ambos, da Arena das Dunas para o impraticável Juvenal Lamartine, com apenas dois dias de antecedência, a pedido do próprio América. Aí pode. Esse é o jeito igualitário da FNF em tratar seus filiados.

IMAGEM QUE MARCA

''

Você jogou no Moto Club do Maranhão? Faz o clássico baiano contra o Bahia, né?" ALLAN FREDERICO, preparador físico do Potiguar, em conversa com o atacante Júnior Juazeiro em 2013.

MÃE JOANA É JARDIM DE INFÂNCIA Com o pouco dinheiro que tem entrado com o cadastro de sócios, o grupo interventor do Baraúnas tem tentado iniciar acordo com jogadores e funcionários. Porém, procurados, diretoria anterior e trabalhadores não possuem cópia de qualquer contrato comprovando os salários. O Baraúnas já foi clube um dia.

ESTADUAL SUB 19 Artur Rebouças

Como última rodada de fase, com três equipes e apenas duas vagas em jogo, o normal é que os confrontos aconteçam no mesmo horário, para evitar manipulações. Mas MEC x América é às 16h, enquanto Força e Luz x Santa Cruz começa às 15h. No RN, todos iguais, mas alguns mais iguais que os outros. Sempre.

MARATONA Nessa fase do Estadual Sub 19, que se encerra hoje, Mossoró e Assu foram “contemplados” pela Federação com uma sequência de três jogos fora de casa, cada. Foram 1.686 km rodados em uma semana. Normal?

ARTILHEIRO Na sexta-feira (31), gravamos entrevista com o ex-jogador Andrade, um dos ídolos da torcida do Flamengo e que participa neste fim de semana, em Apodi, de evento promovido pela Fla Apodi. Figura simpática, educada e sem fugir das perguntas, rendeu um bom papo conosco, o qual será exibido no Esportes TCM, às 19h30 da próxima sexta-feira (7) e em reprise às 15h do domingo (9) no canal 10 da TCM.

A SEMANA NA HISTÓRIA O atacante Alexandre Pato, ex-São Paulo e Milan, completa hoje 29 anos de idade. O atleta defende atualmente o Tianjin Quanjian, da China.

O atacante João Victor, do Mossoró, é o artilheiro do estadual sub 19 com 12 gols em oito jogos. Natural de Pendências, o jogador chama a atenção pelo potencial. A exemplo dele, outros atletas do time de Edinho de Cardoso prometem e serão vistos pelo MEC na segunda divisão.

ANDRADE EM APODI

OUTUBRO DELAS

A torcida do Flamengo em Apodi assiste hoje pela TV o jogo contra o Ceará com um reforço de peso ao seu lado. O ex-volante do clube Andrade participa desde ontem de evento festivo com a massa rubro-negra naquela cidade. A promoção é da Fla Apodi, que no ano passado trouxe Ronaldo Angelim. A programação com a presença do craque ocorre até o início da noite na AABB com sessão de fotos e autógrafos. Dá tempo de conferir.

Vem aí a Copa Outubro Rosa TCM, nas modalidades futsal e handebol feminino. Será disputada em um único dia e reunirá apenas equipes de Mossoró. Então, meninas, preparem suas equipes e vamos às disputas!

TORCEDOR

FUTEBOL CLUBE

CALENDÁRIO Ainda sobre futsal, em 2019 será reativada a Copa TCM de Futsal, competição que fez sucesso nos anos de 2010 e 2011. Em princípio, virá na categoria aberto, mas com possibilidade de trazer também a versão juvenil.

VÔLEI

Jaedson Freitas

O Mossoró Vôlei, campeão mossoroense deste ano, conquistou no fim de semana passado o Torneio Intermunicipal de Grossos e agora se prepara para o Interestadual a ser realizado em Aracati (CE), de 7 a 9 de setembro. O esporte ressurge e ganha fôlego.

Bairro Aeroporto Torcedor do São Paulo

CLAUDER ARCANJO

Escritor e editor da Sarau das Letras

O Esporte éa nossa paixão NOTÍCIAS GOLS E COMENTÁRIOS www.f9.net.br


estado /jornaldefatorn

@defato_rn

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Mossoró (RN), DOMINGO, 2 de setembro de 2018

População

Levantamento do IBGE causa impacto em Municípios do RN Além de prejuízos econômicos com mudanças no coeficiente para recebimento do FPM, Prefeituras têm de se enfrentar em disputas judiciais FABIANO SOUZA fabianosouz@hotmail.com

L

evantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mostra os impactos econômicos e sociais que podem provocar para os municípios brasileiros a nova estimativa populacional divulgada na última quarta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os impactos provocados, a possível redução de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em 2019, o que vai atingir, em princípio, 135 cidades do interior do Brasil – 3 desses municípios estão no Rio Grande do Norte. No território potiguar, fazem parte dessa relação as cidades de Bom Jesus, que sai de 0,80 para 0,60; Luís Gomes, que também sai de 0,80 para 0,60; e Nova Cruz, que sai de 1,80 para 1,60. O estudo do CNM, também divulgado na última quarta-feira, estima que outros 105 municípios, sendo apenas um do RN, tiveram aumento do coeficiente usado para calcular a cota do FPM e poderão receber mais verbas da União do que no ano passado. No caso do RN, apenas a cidade de Serra Caiada teve aumento da população e passa de coeficiente 0,6 para 0,8. Existem ainda outros 68 Municípios que estão próximos das faixas de mudança do FPM, na faixa de até 500 habitantes. Essas cidades podem entrar

com recurso junto ao IBGE e tentar aumentar sua população e seus coeficientes do FPM para o próximo ano. No caso do RN, existem os municípios de Boa Saúde, Bom Jesus, Luís Gomes, Nova Cruz, Pau dos Ferros e São Miguel. Ainda de acordo com os dados, 5.330 municípios mantiveram o coefi-

ciente de 2017. Os dados do IBGE servem como base dos cálculos feitos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para definir o percentual do repasse obrigatório de recursos da União para cada Município. A transferência financeira é prevista na Constituição Federal para todas as cidades e capitais, incluindo o Distrito Federal.

pelo TCU. Na distribuição dos recursos, o Tribunal considera a divisão dos municípios em três classes: 10% são destinados para as capitais dos estados e o Distrito Federal, 3,6% para reserva (cidades com mais de 142,6 mil habitantes) e 86,4% para cidades do interior. A projeção mais recente do IBGE apontou que a po-

Municípios perderão o FPM

1

Município terá aumento do FPM

5

Municípios com risco de perder o FPM

pulação brasileira passou de 208,4 milhões, o que representa aumento de 0,38% em relação a 2017. No entanto, mais da metade (52,7%) dos 5.570 municípios brasileiros sofreu redução no número de habitantes, por alterações nas fronteiras das cidades, entre outras razões. Portal Luiz Gomes

Luís Gomes está entre os municípios do RN na lista de redução nas cotas do FPM em 2019

Disputas judiciais ocorrem entre Municípios do RN Um dos casos que chama mais atenção no Rio Grande do Norte sobre municípios potiguares que perderam receita em consequência da redução da população é o de Severiano Melo, localizado na região Oeste do estado, que em 10

A maioria das cidades impactadas com redução do coeficiente está na Bahia, Minas Gerais e Paraná. Já as cidades de São Paulo e do Rio Grande do Sul foram as que apresentaram maior aumento de coeficiente do FPM. A lista de municípios que sofreram mudanças no coeficiente para 2019 ainda precisa ser confirmada

3

anos perdeu quase 50% da população e continua perdendo. Entre 2014 e 2015, o município teve a maior redução populacional do país. De acordo com o IBGE, entre 2014 e 2015, a população do município diminuiu

de 4.278 para 3.893, o equivalente a 9,01%. Apesar de a redução populacional no período ser a maior do país, a cidade registra reduções no número de habitantes desde o censo demográfico de 2000. A população de Severiano Melo caiu de

10.579 em 2000 para 5.752 em 2010 e continuou caindo até o número estimado pelo IBGE neste ano. Para o prefeito de Severiano Melo na época, Dagoberto Bessa, a redução na população a partir de 2000 aconteceu devido ao remanejamento de localidades que pertenciam ao município para as cidades de Itaú e Apodi. Para o IBGE, a redução populacional tem motivos

comuns, como, por exemplo, a migração de pessoas para cidades maiores e os óbitos decorrentes do envelhecimento da população. Outro caso que chamou a atenção dos potiguares é a disputa entre os Municípios de Upanema e Caraúbas pela localidade rural de Mirandas. As duas Prefeituras travaram uma batalha judicial que acabou sendo vencida

por Upanema, que em abril de 2015 recebeu a confirmação da Justiça de que Miranda pertence ao território de Upanema. Mesmo assim, boa parte da população de Miranda vota e se considera caraubense. Para muitos, o interesse de Upanema sempre foi em conseguir a ampliação de receita, já que a assistência aos moradores sempre foi oferecida pela Prefeitura de Caraúbas.


2 ESTADO

DOMINGO, 2 de setembro de 2018

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1° de julho. A região Nordeste contém 56,7 milhões, de acordo com a estimativa do IBGE.

Nenhuma novidade com relação à população dos principais municípios do RN.

Natal, Mossoró e Parnamirim continuam sendo as três cidades potiguares mais populosas. A capital

tem população de 877.640 habitantes. Mossoró chegou a 294.076 e Parnamirim tem 255.793. Viçosa é a menor cidade, com 1.731 habitantes. Por outro lado, a estimativa da população de São Gonçalo do Amarante, quarta maior cidade do estado, é uma incógnita. Considerada de 101.102 habitantes, a população da cidade pode ser, na verdade, de 115.464, isso porque há um processo na Justiça Federal que avalia a qual município pertence uma população residente na divisa com Macaíba. Fato semelhante ao que se mostra na página anterior com relação aos litígios envolvendo os Municípios de Caraúbas e Upanema e o que envolve Severiano Melo, Apodi e Itaú. As estimativas populacionais municipais são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são referência para vários indicadores sociais, econômicos e demográficos. As populações dos municípios foram estimadas por um procedimento matemático e são o resultado da distribuição das populações dos estados, projetadas por métodos demográficos, entre seus diversos municípios.

tes, um aumento de 0,38%. Comparado com o ano anterior, 2.933 municípios - ou 52,7% - apresentaram redução populacional, enquanto 2.626, o que representa 47,1%, tiveram crescimento; e apenas 11 ou 0,2% permaneceram igual. Quanto aos coeficientes de repasse do FPM, definidos pelo número de habitantes, a Bahia é o estado mais impactado, já que 56

Municípios devem ter seu coeficiente reduzido. Por outro lado, São Paulo e Rio Grande do Sul apresentaram aumento de coeficientes em 15 e 14 Municípios, respectivamente. Além de a estimativa populacional ser parâmetro para o TCU distribuir o Fundo, os dados servem para o cálculo de indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos

intercensitários. Por isso, a CNM alerta os gestores para o prazo de contestação dos números, que encerra no próximo dia 17 de setembro. Questionamentos referentes devem ser formalmente documentados e direcionados ao IBGE. Vale lembrar que os 268 Municípios próximos das faixas de mudança do FPM, até 500 habitantes, podem entrar com recurso também

no IBGE para rever a população e tentar aumentar os coeficientes do FPM para o próximo ano. Destaca-se que seis Municípios têm uma diferença de até 12 habitantes para mudar de coeficiente: Portel (PA) com três, Cachoeira dos Índios (PB) e Santa Tereza do Oeste (PR) com sete; Sinimbu (RS), com seis; e Ouroeste (SP) e Sarapuí (SP) com 12 cada um.

População do RN está próxima de 3,5 milhões >> Natal, Mossoró e Parnamirim continuam sendo as três cidades potiguares mais populosas, segundo estimativa do IBGE

A

estimava populacional para os municípios brasileiros em 2018, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que até o final deste ano de 2018, o Rio Grande do Norte terá quase 3,5 milhões de habitantes. Ainda de acordo com o levantamento, o estado tinha 3.479.010 habitantes em 1° de julho de 2018, data de referência do estudo. Em 2017, estimava-se que o Rio Grande do Norte tinha 3.507.003 habitantes, mas não é possível cravar que houve diminuição da população, porque a metodologia usada no cálculo mudou neste ano. A estimativa do ano passado, segundo o IBGE, deverá ser corrigida até dezembro, o que vai permitir a comparação de um ano para outro.

Saiba Mais

Natal possui uma população estimada de 877.640 habitantes

A mesma estimativa também mostra que o Brasil tinha, ao todo, 208,5 milhões de habitantes em

CNM atenta para mudança de coeficientes do FPM A estimativa populacional do IBGE chamou a atenção da Confederação Nacional de Municípios (CNM) para o número de entes que terão seus coeficientes do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) atualizados em 2019. São 135 localidades impactadas com

redução do coeficiente e 105 com aumento. As mudanças, a serem confirmadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), valem para o exercício de 2019. Segundo os dados do IBGE, a população brasileira passou de 207.706.355 para 208.494.900 habitan-

RN mantém crescimento populacional quase linear Uma estimativa preliminar sobre a população do Rio Grande do Norte já havia sido divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no mês de julho deste ano. Na estimativa anterior, o IBGE previa que a população total do Rio Grande do Norte no final de 2018 chegará a 3.479.010 habitantes. A pesquisa dizia ainda que esse número deverá crescer até o ano de 2046 e, após esse período, o número de potiguares deverá diminuir até atingir 3.815.691 em 2060. A pesquisa mostrou que partir do ano 2010, quando o estado tinha pouco mais de 3,2 milhões de habitantes, até 2046, ano em que é projetado o fim do aumento populacional, ocorre uma progressão quase linear.

Já em relação à taxa de fecundidade total, que é o número médio de filhos por mulher, projetada para 2018 é de 1,65 filho. Esse número deve ser estabilizado em 1,64 de 2022 a 2060. O estudo mostrou que o envelhecimento do padrão da fecundidade é determinado pelo aumento na quantidade de mulheres que engravidam entre 30 e 39 anos. Mas, também, pela redução da participação de mulheres entre 15 e 24 anos na fecundidade em todas as grandes regiões do país. Enquanto a esperança de vida ao nascer do brasileiro para ambos os sexos alcançará 81 anos, em 2060, a do potiguar atingirá 79,6 anos. De acordo com IBGE, no Rio Grande do Norte, as mulheres viverão, em média, seis anos a mais que os homens.


ESTADO 3

DOMINGO, 2 de setembro de 2018

Movimentação

Patu se prepara para mais uma edição da tradicional Feira Cultural >> O evento que começará no próximo dia 6 e se estenderá até o dia 14 reunirá arte popular, cultura, música e dança e terá atrações regionais e nacionais

E

m uma semana, a Prefeitura de Patu inicia a realização de mais uma edição da Feira da Cultural de Patu, considerada hoje um dos maiores eventos socioculturais do Rio Grande do Norte. A festa se inicia no próximo dia 6 de setembro e segue até o dia 14 . O evento é marcado pela valorização da cultura e dos seus agentes, com muita tradição, shows com artistas de renome nacional e muita fé, uma vez que o evento acontece paralelamente aos festejos à padroeira da cidade, Nossa Senhora das Dores, que também desenvolve uma série de atividades e eventos que já se tornaram tradicionais, como a Feirinha de Nossa Senhora das Dores, Leilão, além de missas e jantares. Desde o mês de agosto, o prefeito Rivelino Câmara anunciou as principais atrações que vão se apresentar no palco principal da festa, que fica na Praça de Eventos Oliveira Rocha, bem como as atrações religiosas que se apresentarão no palco cultural no largo da Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores. Um corredor cultural será montado entre o largo da igreja e a praça de eventos, onde diversos eventos acontecerão simultaneamente. Como é o caso da Expoart, que mais uma vez vai expor trabalhos de artistas patuenses, a Feira do Livro de Patu (FLIPATU), nos dias 12 e 13, com uma grandiosa programação literária, sem falar nas apresentações culturais, fruto de muito empenho de todas as escolas da cidade, bem como de repartições públicas e o comércio local, que terão espaço garantido para expor os seus trabalhos nos estandes fixos ao

Cedida

Feira Cultural de Patu movimenta a economia no município com muita cultura e arte Cedida

longo do evento, tudo isso sem falar no Festival de Violeiros e no tradicional e show de calouros. A Secretaria Municipal de Educação e Cultura, que tem como titular Vioneide Linhares, lembra ainda da importância da Banda de Música Luiz de França Dantas não só para a feira, mas para o município no geral e lembra que neste ano Patu ganhará um grupo de Xaxado que se apresentará ao longo da festa. "Vamos manter e ampliar o acesso de todos, as apresentações culturais e a valorização dos artistas da terra", disse. Outro ponto alto da festa é a já tradicional Feirinha de Nossa Senhora, com atrações musicais, gastronomia, leilão e muita alegria.

de Jucurutu. O projeto tem a parceria do Movimento dos Atingidos e Atingidas pelo Complexo da Barragem de Oiticica e da Fundação Luterana Diaconia (FDL). O objetivo do projeto é formar um grupo de 50

A Feira da Cultura, como já amplamente divulgada, envolve uma série de fatores que movimentam e muito a economia da cidade de Patu. O vendedor de um simples carrinho de balas, barraqueiros, donos de bares, restaurantes, hotéis e pousadas, além dos comerciantes que aumentam e muito as suas vendas, saem lucrando com o evento. O evento em si faz com que a economia local ganhe fôlego, beneficiando o município como um todo. O prefeito Rivelino, a exemplo da edição passada, já está trabalhando juntamente com as autoridades policiais para que haja mais um grandioso evento, que agregue tudo que já foi exposto, à segurança dos cidadãos que virão ao município com o intuito de desfrutar de bons momentos ao lado de amigos e familiares. "Tanto os patuenses quanto os turistas terão a garantia de uma festa bem organizada e segura. Para isso, já estamos organizando todo um esquema que proporcione tranquilidade e muita paz durante todo o evento", disse.

Confira as atrações Dia 06/09 (Palco Cultural) Show religioso com o padre Antônio Maria; Dia 07/09 (Palco Principal) Forró dos Três e João Neto Pegadão; Dia 08/09 (Palco Principal) Brasas do Forró; Dia 09/09 (Palco Principal) Pedrinho Pegação; Dia 10/09 (Palco Principal) Luan Estilizado; Dia 11/09 (Palco Cultural) Humorista Zé Lezin; Dia 11/09 (Palco Principal) Banda Grafith; Dia 12/09 (Palco Principal) Banda Saia Rodada; Dia 13/09 (Palco Principal) Bonde do Brasil; Dia 14/09 (Palco Principal) Cantor Zezo

Famílias do complexo Oiticica recebem capacitação em Jucurutu O projeto “Promovendo Direitos Socioambientais e Justiça de Gênero” está sendo desenvolvido pelo Seapac para um grupo de 50 pessoas do complexo Barragem Oiticica, no distrito Barra de Santana, município

A festa vai movimentar a economia e terá segurança reforçada

pessoas que serão multiplicadoras na localidade de Barra de Santana e área atingida. “Em sua maioria, são mulheres e acentuada participação de jovens”, informa Jailma Oliveira da Nóbrega, advogada do Seapac e coor-

denadora do projeto. O curso aborda temas relevantes no contexto da comunidade e do acompanhamento das reuniões do acordo extrajudicial e atividades do movimento e da comissão dos atingidos da comunidade Barra de Santana. A primeira etapa foi sobre Associativismo, gestão de associação e sua relação com as políticas públicas, ministrada na última terça-feira, 28, pela advogada Jailma Oliveira e pelo articulador estadual do Se-

apac, agrônomo José Procópio de Lucena. O segundo módulo será ministrado no dia 18 de setembro. As atividades do projeto vão até junho de 2019, com oficinas, seminários e cursos sobre diversos temas, incluindo relações de gênero, poder e machismo na sociedade e suas organizações. Também estão previstos seminário sobre água como um direito humano e um bem comum da natureza; oficina sobre o uso racional da água nos proces-

sos de produção na agricultura, pecuária, pesca e consumo diversos; curso sobre agroecologia e biodiversidade; seminário sobre usos múltiplos de venenos e seus impactos negativos no meio ambiente e para a pessoa humana; e curso sobre soberania e segurança alimentar e nutricional, além de intercâmbio para conhecer experiência de resistência e reconstrução após desapropriação, em outra área atingida por construção de barragem.


4 ESTADO

DOMINGO, 2 de setembro de 2018

Distanciamento

Portos públicos emperram enquanto privados avançam >> Falta de investimentos como ocorre no RN faz que quem precisa exportar procure a iniciativa privada ou enfrente perdas

M

aterial jornalístico divulgado através do Valor Econômico mostra a ineficiência dos portos públicos em relação aos portos privados no Brasil. O estudo mostra que entre 2013 e 2017, a gestão de 18 portos da União realizada por meio de sete companhias docas federais piorou no conjunto. Isso inclui o porto de Natal e Terminal Salineiro de Areia Branca. Contabilizando lucros marginais ou prejuízos sistemáticos - casos das docas do Rio Grande do Norte (CODERN), Ceará e do Rio de Janeiro -, as empresas da União que comandam os portos federais, entre eles o de Santos, o maior do país, executaram juntas menos de 27% da dotação prevista em 2017. Para termos de comparação, o desempenho dos investimentos no conjunto de estatais federais ficou sempre acima de 59% entre 2013 e 2017. Dados que constam do levantamento "Em busca de mar calmo", recém-publicado pela Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (ABTRA), mostram que o índice de eficiência orçamen-

tária das companhias docas entre 1995 e 2017 ficou limitado a 36,64%. Enquanto isso, a taxa média obtida pelo conjunto das estatais

federais foi de 82,69%. "A má gestão afasta as boas empresas do porto público", afirma o diretor-geral da Agência Nacional de

TUPs saem do papel com mais rapidez, pois têm regras mais flexíveis. Por serem feitos em área própria, são dispensados de prévia

Reprodução

Porto Ilha administrado pela Codern é exemplo de falta de investimentos do Governo Federal em portos públicos

Porto-Ilha é a principal porta de exportação do sal brasileiro O Porto-Ilha é o principal ponto de escoamento da quase toda a produção do sal marinho produzido e exportado para diversos pon-

Transportes Aquaviários (ANTAQ), Mário Povia. Ao passo que os portos públicos patinam para fazer investimentos, novos

licitação, dependendo de autorização da União. O descaso do Governo Federal com os portos está levando o Brasil. No RN, os prejuízos têm sido frequentes com a falta de investimentos no Terminal Salineiro de Areia Branca “Porto Ilha”. Em sete meses, o terminal teve dois embargos, impostos respectivamente pelo Ministério do Trabalho e Emprego em dezembro de 2017, e outro no mês de julho deste ano, pelo imposto pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (IBAMA).

tos do Brasil e do mundo. Cada vez que o porto fica fechado, os exportadores acumulam prejuízo de US$ 20 mil por dia (isso com pre-

ço do dólar em julho) a cada navio parado. Mais uma vez, a reportagem recorreu ao consultor técnico Renato Fernandes,

que tem batido com frequência nessa falta de investimentos no Porto Ilha. Ele afirmou que o Governo Federal está querendo acabar com o setor por pura falta de investimento no porto. Nos últimos dois anos, nada foi investido e os números de 2014 e 2015 – juntos – chegam a apenas R$ 100 mil, quando o neces-

sário seria um montante no valor de R$ 9 milhões para modernizá-lo com a troca de máquinas e equipamentos. Das 6 milhões de toneladas de sal produzidas ao ano, um milhão são exportadas para o mercado internacional, 1,5 milhão vão para indústrias químicas brasileiras e 3,5 milhões são destinadas ao mercado interno, poden-

do chegar aos 4 milhões. O setor salineiro movimenta por ano R$ 1 bilhão, paga R$ 150 milhões em impostos, gera 15 mil empregos diretos e 65 mil indiretos. O nível de pureza do sal potiguar faz toda a diferença no mercado, chegando a 99,88%, mas não recebe atenção do Governo federal.

Divulgação

Natal vai sediar seminário sobre acordos comerciais A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), através do Centro Internacional de Negócios e em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizará o seminário “Acordos Comerciais – Status do Brasil e Oportunidades”. O evento vai reunir representantes do setor privado, especialistas e membros da sociedade para

debater sobre a posição do Brasil frente aos desafios e políticas de acordos comerciais. Na pauta do seminário, tópicos como os principais tipos de acordos e suas características, com quem se negocia e onde encontrar informações para acordos comerciais, o que são e para que servem as regras de origem; além de abordar quais são as oportunidades para as empresas do Rio

Grande do Norte. Ministrada pelos palestrantes Fabrizio Panzini, gerente de negócios internacionais da CNI e Carolina Matos, analista de negócios internacionais da CNI, a palestra acontecerá na Casa da Indústria no dia 5 de setembro, às 14 horas. Informações e inscrição através do e-mail cin@fiern.org. br ou pelos telefones (84) 3204-6309 e 3204-6364.

Debate sobre acordos comerciais vai auxiliar quem busca novas oportunidades


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DOMINGO, 2 DE setembro de 2018

Novas atividades evitam doenças físicas e mentais

mulher

>> A população idosa tem vivido

mais, graças, entre outros fatores, a hábitos de vida mais saudáveis, além do surgimento de políticas voltadas para a pessoa idosa no país

J

á se foi o tempo em que envelhecer significava, para muita gente, perder a vida aos poucos. Atualmente, cada vez mais gente tem superado a expectativa de vida no Brasil, que é de 70 anos, em média, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A população idosa tem vivido mais, graças, entre outros fatores, a hábitos de vida mais saudáveis, além do surgimento de políticas voltadas para a pessoa idosa no país. Entretanto, algumas doenças são encaradas como grandes fantasmas para muitas pessoas, entre elas, o Alzheimer, doença degenerativa que, aos poucos, apaga a memória, compromete a comunicação e leva muitos idosos à depressão. A doença neurológica afeta, principalmente, pessoas com mais de 60 anos, mas os primeiros sinais podem surgir antes disso. A família precisa ficar atenta, pois quanto mais cedo houver o diagnóstico, mais tempo a memória do paciente será preservada, segundo a psicóloga Joelina Abreu. O diagnóstico da doença de Alzheimer se dá clinicamente, com uma avaliação feita por geriatras, psiquiatras ou neurologistas. Ainda não existe uma unanimidade quando se fala nas causas da doença de Alzheimer, mas algumas teorias revelam que a doença é desencadeada a partir de grandes traumas, fortes dores psicológicas e a falta de atividades que, de alguma forma, oxigenem a mente, como a prática de exercícios físicos ou o aprendizado de um novo idioma, por exemplo. O médico geriatra Jesus Gutierrez garante que a introdução de novas atividades na rotina das pessoas de todas as idades é fundamental na prevenção de doenças físicas e mentais. Para os idosos, esses benefícios são ainda mais interessantes. Jesus Gutierrez explica que a

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

doença de Alzheimer ainda é cheia de incógnitas para a medicina mundial. Mas algo que se pode afirmar com certeza é que o aprendizado de um novo idioma obriga a mente a fazer novas conexões o tempo inteiro e isso mantém ativo e oxigenado o hipocampo, área do cérebro responsável pela memorização e concentração. Dessa forma, a partir do momento em que uma pessoa tira o cérebro do “automático” e o desafia, ela mantém controle sobre a capacidade de se concentrar e memorizar algo. Isso vale para todo tipo de atividade que seja considerada uma novidade na rotina. “Aprender um novo idioma é tão interessante quanto fazer atividades físicas diversas. Por exemplo: em vez de somente caminhar, a pessoa pode fazer aula de dança em um dia, pilates em outro, e por aí vai. O exercício físico mantém a saúde do corpo, que precisa ser fortalecido, especialmente, quando uma doença degenerativa se instala”, destaca o geriatra. Porém, a doença de Alzheimer não é de todo evitada. O que ocorre é que ela pode ser retardada, ou seja, demorar mais tempo para manifestar os primeiros sinais. Outro detalhe é que, se a doença for diagnosticada precocemente, as terapias cognitivas, associadas à prática de atividade física, freiam os efeitos da doença. O médico acrescenta que é interessante propor tarefas as quais o idoso não está acostumado a realizar. “Por exemplo: se a pessoa costuma relaxar com uma boa leitura, pode aprender um instrumento musical ou aprender a dançar um estilo diferente. Pode, ainda, fazer cursos em áreas que não está habituada, como pintura, artesanato, corte e costura, entre outros. Essas são maneiras de melhorar as habilidades e aumentar a capacidade cerebral e a memória”, reforça.


2 OPINIÃO

DOMINGO, 2 DE setembro de 2018

contexto www.sergiochaves.com | sergiodefato@gmail.com

“Neste mundo não existe verdade universal. Uma mesma verdade pode apresentar diferentes fisionomias. Tudo depende das decifrações feitas através de nossos prismas intelectuais, filosóficos, culturais e religiosos.”

Sérgio Chaves

(Dalai Lama)

FESTA Hoje é dia de festejar o engenheiro Ronaldo Medeiros, Candice Nóbrega, Izabel Barboza, Maria Leopolda Queiroz Gondim, a nutricionista Patrícia Duarte e o bacana Gabriel Barcelos Chaves. Amanhã(03), é dia de vivas para o arquiteto Luciano Leite e para a querida Lucivan Fontes. Para vocês paz, saúde, amor e alegrias. Parabéns!

Jantar Solidário Abraão Dutra Dantas, presidente voluntário da APAE Mossoró e sua diretoria, convidam para a quarta edição do Jantar Solidário que acontece na próxima quarta(05), a partir das 19h, no Palace Buffet. Noite com renda revertida para a manutenção dos serviços ofertados pela instituição. O trabalho da APAE merece o nosso aplauso e a nossa reverência. Vamos sim!

Fest Bossa & Jazz

A Prainha de Cláudia Leite A Prainha da Claudinha é a festa que promete movimentar a barraca Chega Mais Beach em Canoa Quebrada/ CE, na sexta (07). Tarde/noite com show da baiana Cláudia Leite, com participação mais que especial do nosso Gianinni Alencar e Dj’s. Luís Nogueira, o big boss da Chega Mais, feliz com a procura e venda de acessos, o que antecipa o sucesso do evento. Em Mossoró os acessos estão à venda no Cândidus Restaurante. Tentarei ser presença!

Cláudia Leite faz show na sexta (07), em Canoa Quebrada/CE.

A Juçara Figueiredo Produções anunciou essa semana a grade completa da edição 2018 do Fest Bossa & Jazz em Mossoró. Alan Jones, Taryn Donath Trio e SESI Big Band convida Roberta Sá (14) e Monxoró Brass, Sérgio Groove e Lu D’Sosa e Igor Prado & JustGroove (15), fecham a grade de shows na Estação das Artes. As Jam Sessions acontecem no Il’ Giardino Della Pizza na sexta e no Meu Quintal Bistrô no sábado, ambos no Corredor Cultural. Além das oficinas e workshops que acontecem nos dias 13 e 14, a grande novidade será as apresentações do Cine SESI, todo os dias no auditório da Estação das Artes. Volto.

O Chá Colonial de d. Ivone Lopes Waltinho, Perpétua e Walterlim Lopes foram os anfitriões da terça(28), quando receberam familiares e convidados nos salões do Requinte Buffet para mais uma edição do Chá Colonial em comemoração a nova idade da matriarca Ivone Silva Lopes. Noite do tipo ótima com a presença de muita gente querida, serviço e delícias de Socorro Paiva, produção Master Eventos e o momento da liturgia comandado pelos Pes. Flávio Augusto e Charles Lamartine. Tudo perfeito! As fotos são de Célio Duarte e Eduardo Kenedy.

Walterlin, Perpétua e Waltinho com d. Ivone.

D. Ivone Lopes com Delvaneide, Delvaí, Delvaní e Dulce Valdes e Nerialba Brasil (folhinha da terça, 4).

A aniversariante com Francisquinha Furtado e Zilene Medeiros.

Lúcia Monte, Marilene Amorim, Célia Torquato, Delmira Costa, Jussara Bezerra, Zélia Macedo, Renilsan Firmino e Glorinha Santos.

Rosângela Barreto e Chica Boa com a aniversariante.

Fátima Carlos e Tica Soares com d. Ivone.

Il’ Giardino Della Pizza Haroldo Duarte em festa com a nova idade da esposa Patrícia, nesse domingo (02). Tim tim!

Priscila comemora o maridão Ciro Azevedo, com idade nova na quarta (05). Felicidades!

R. Antônio Vieira de Sá, 440 Tel.: 3317-4545 / 3316.0409

Giulio e Érica Lopes, casal empreendedor, donos do La Goccia Blu, uma das melhores cozinhas da cidade, inauguram amanhã (03), às 19h, o Il’ Giardino Della Pizza, um misto de pizzaria, bar e petiscaria em uma noite para convidados e imprensa. Na parte das pizzas, além da opção de fatias, que já faz sucesso no La Goccia, destaque para a pizza romana. No bar/petiscaria a cozinha está entregue ao Chef Teclivan FernanNaide Bessa des e o cardápio foi elaborado com com a neta esmero. O espaço também irá ofeLais, Luís Filipe/Jéssica recer música de qualidade de quinta à sábado (Dayanne Nunes e Luis canta na abertura). No sábado é Henrique/ dia de feijoada brasileira e samTalita festejam ba. É dia de Sâmbado. E para a Ronaldo criançada foi criado uma brinqueMedeiros, com doteca show. O projeto do novo idade nova espaço é assinado pelos arquitenesse tos Leopoldo Rosado Maia e Gusdomingo(02). tavo Barreto, com o engenheiro Parabéns! Carlos Muller como responsável Noguchi Rosado e Neide. Ela com aniversário na sexta (07), recebe os parabéns da coluna!

técnico. O paisagismo leva a grife de renomada Nôra Aires e Marcelo Amarelo responde pela arte. O colunista assina a produção da noite! Para o grande público o espaço abre na terça (04). Sucesso!

Giulio Anzelotti e Érica Lopes inauguram mais um empreendimento amanhã(03). Sucesso!


opinião 3

DOMINGO, 2 DE setembro de 2018

conexão saúde conexaosaude.defato@outlook.com

Ney Robson Vieira Alencar

Falta de vitamina D é associada a 12 doenças Novos estudos reforçam importância do nutriente, ligado a proteção contra o câncer, asma, diabetes, esclerose, depressão e outros Alimentação saudável, com leite e derivados, com exposição adequada ao sol garantem vitamina D ao organismo. Sem a vitamina D, o corpo não consegue absorver o cálcio de maneira adequada e os ossos se tornam frágeis. Durante o encontro anual da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos, em fevereiro, pesquisadores revelaram que entre 889 pacientes adultos tratados no centro de traumatologia do Missouri em decorrência de fraturas, os níveis de vitamina D no sangue eram "insuficientes" em 78% e "extremamente insuficientes" em 39%. O grupo estudado excluiu pessoas com fatores de risco conhecidos para a deficiência de vitamina D.

Cinco atitudes para garantir a dose correta da Vitamina D Um segundo estudo, realizado por médicos em Seul, na Coreia do Sul, revelou que os níveis de vitamina D eram "significativamente mais baixos" em 104 mulheres na pós-menopausa que haviam quebrado o pulso que entre os 107 pacientes da mesma idade sem qualquer fratura.

Problemas causados pela falta de vitamina D

Fragilidade óssea, como a osteomalácia e o raquitismo. Outras linhas de pesquisa passaram a investigar se a a vitamina D no sangue pode proteger contra doenças crônicas ou potencialmente fatais. Nos últimos anos, muitos estudos ligaram níveis baixos de vitamina D a riscos para a saúde como doenças cardíacas , pressão alta , câncer, artrite reumatoide e outras doenças autoimunes , levando muitos homens e mulheres preocupados com a saúde a acreditar que suplementos de vitamina D são uma proteção.

Rins ajudam a produzir vitamina D No entanto, o Dr. Kevin A. Fiscella, especialista em saúde pública e médico de família na Universidade de Rochester, decidiu tomar 1.000 unidades de vitamina D por dia, baseando-se nos dados de seus estudos quem relacionam diferenças raciais nos níveis de vitamina D ao risco de doenças, e em sua crença de que fazer isso "não prejudica e ainda pode ajudar".

Uma vitamina muito influente Fiscella enfatizou que suas descobertas sugerem fortemente _ apesar de não comprovarem _ que as deficiências de vitamina D causam ou contribuem para causar doenças como câncer colorretal, pressão alta, insuficiência renal e doenças cardíacas, que afetam os negros americanos com maior frequência do que os brancos. Os resultados são sustentados por conhecidos efeitos biológicos da vitamina D e pela ocorrência de uma deficiência generalizada de vitamina D entre os negros que vivem no Hemisfério Norte. Quase todos os tecidos do corpo possuem receptores de vitamina D, entre eles intestinos, cérebro , coração , pele, órgãos sexuais, mamas, linfócitos e placenta. Sabe-se que essa vitamina, que atua como um hormônio, influencia a expressão de mais de 200 genes. Em estudos laboratoriais, demonstrou-se que ela tem propriedades anticancerígenas, inibindo o crescimento e a disseminação de tumores. Além disso, há evidências ainda inconclusivas que sugerem que a deficiência de vitamina D desempenha um papel na asma , no diabetes 2, em doenças autoimunes como a esclerose múltipla e a artrite reumatoide, a pré-eclâmpsia e o peso baixo ao nascer, além de distúrbios

neuropsicológicos como o autismo , a depressão e a perda de memória. A vitamina D é um nutriente essencial solúvel em gordura que entra naturalmente no corpo, principalmente por meio da pele, onde a radiação ultravioleta B da luz solar estimula a produção da pré-vitamina D, que, por sua vez, é convertida nos rins para a forma biologicamente ativa, o hormônio vitamina D. Diversos fatores impedem que se alcancem os níveis de vitamina D conhecidos por prevenirem a perda óssea, sem falar de outras doenças cuja relação de causa e efeito talvez nunca seja estabelecida. Um deles é a cor da pele. A pele escura evoluiu na África equatorial, onde o sol é intenso o ano todo e uma breve exposição diária aos raios UVB (os raios solares que queimam) já é suficiente para que se alcancem os níveis adequados de vitamina D no sangue. Mas a melanina na pele atua como um protetor solar natural e os negros que vivem nos Estados Unidos, onde o sol é menos intenso, produzem quantidades menores de vitamina D.

Evitando a deficiência Alertas sobre as consequências cosméticas e cancerígenas da exposição excessiva ao sol têm levado milhões de americanos preocupados com a saúde a se protegerem dos raios UVB com roupas de proteção e o uso constante de protetor solar sobre a pele exposta, tornando mais difícil a geração de vitamina D. Além disso, uma vez que a vitamina D é armazenada na gordura do corpo, o aumento dramático da obesidade no país está colocando mais pessoas em risco obter níveis inadequados de vitamina D no soro sanguíneo, independentemente da cor da pele. Por fim, o consumo de leite diminuiu significativamente e a maior parte dos outros derivados de leite populares não é fortificada com vitamina D. Como resultado, cada vez mais americanos

de pele clara estão descobrindo que também não estão obtendo níveis suficientes de vitamina D para chegar a 20 nanogramas de vitamina D por mililitro de soro sanguíneo, o nível considerado adequado pelo Instituto de Medicina, e um número ainda menor chega aos 30 nanogramas, o nível que os especialistas ósseos e os pesquisadores da vitamina D consideram mais desejável.

Você o corre o risco de ter deficiência de vitamina D? Um ensaio clínico controlado com placebo e patrocinado pelos Institutos Nacionais de Saúde, que deverá ser concluído em 2016, está avaliando o efeito de um suplemento diário de 2.000 UI de vitamina D sobre o risco de desenvolver doenças cardíacas, câncer e acidentes vascular cerebral , em 20.000 homens com mais de 50 anos e mulheres com mais de 55 anos sem antecedentes destas doenças. Enquanto isso, a Sociedade de Endocrinologia recomenda que pessoas com risco de deficiência de vitamina D sejam examinadas para determinar seu nível sérico, incluindo pessoas com doenças ósseas, doenças crônicas nos rins. Pessoas que tomam medicamentos como anticonvulsivos, glicocorticoides, antirretrovirais, antifúngicos e colestiramina também devem ser testadas, assim como idosos com histórico de quedas ou de fraturas não traumáticas.

Link deste artigo: https://saude.ig.com.br/bemestar/falta-de-vitamina-d-e-associada-a-12doencas/n1597729039608.html Fonte: Saúde - iG @ https://saude.ig.com.br/ bemestar/falta-de-vitamina-d-e-associada-a12-doencas/n1597729039608.html

neY robSon VIeIrA AlencAr é graduado em Odontologia pela UFPB, Pós-graduado em Prótese Dental pela USP e Especialista em Implantodontia


4 MULHER / moda

DOMINGO, 2 DE setembro de 2018

STYLE

Fotos: Lucas França Produção de Moda: George Azevedo Styling: Matheus Henrique Beleza: Alef Cavalcanti Vestidos: Valéria Gurgel Acessórios: Cláudia Reges Coroa: Valéria Gurgel

Georgiano Azevedo

georgianoazevedo@gmail.com

O tradicional vestido no tom rosa. É um clássico!!!

Os tons Candy Colors prevalece. Destacando rendas e transparências.

Um versão mais moderninha, para fugir da tradição.

Detalhes da coroa by Valéria Gurgel.

O branco, não pode faltar!!!

O curtinho, rodadinho, todo bordado. Que charme!!!

Princess

CIANO MAGNTA AMARELO PRETO

Depois de eleita Miss Teen Rio Grande do Norte 2018, a vida da mossoroense Beatriz Lima mudou!!! Em sua primeira semana de reinado, teve uma agenda bem corrida, entre entrevistas em TVs locais e trabalhos de moda com fotógrafos badalados, como, Humberto Lopes, Caros Neto e Lucas França. Aqui, um editorial de moda assinado pelo stylist Matheus Henrique no melhor estilo “princesinha”. Um sonho de qualquer adolescente!!!


o. MOSSORÓ 3

@defato_rn

descoberta da doença. MOSSORÓ 1 /photos/jornaldefatorn

O milagre da folhadomingo da moringa

/jornaldefatorn

Agrônomo revela os poderes milagrosos da "árvore da vida", a moringa oleífera, que ele cultiva. ESTADO 1

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MOSSORÓ �RN�, DOMINGO, 19 DE NOVEMBRO DE 2017 | EDIÇÃO 5.020 � ANO XVIII | R$ 2,50

O TORTO ossoró ANDAR DO OUTRO ve ter 17os Jornalismo n de Verdade pelade staque não importa m 2018 a plataforma O celular e a escola Mossoró (RN), Cedida domingo, 2 de setembro de 2018

do maior colégio eleitoral dade deve assumir posição ues com nomes à disputa a do próximo ano. PRINCIPAL 3 @defato_rn

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o de s para o CMYK

Governo vai suspender novos cursos

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/jornaldefatorn

Pesquisa aponta que o uso do celular em atividades pedagógicas cresce ano a ano no Brasil. Em Mossoró, as escolas buscam explorar esse equipamento da melhor forma possível.


editorial [ índice

O celular e a escola

A

Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação nas Escolas Brasileiras (TIC Educação 2017) divulgada nesta semana mostra que o percentual de professores que utilizam o celular para desenvolver atividades com os alunos passou de 39% em 2015 para 56% em 2017. O aumento aconteceu tanto nas escolas públicas, onde o percentual passou de 36% para 53%, quanto nas particulares, crescendo de 46% para 69%. E em Mossoró, como está o uso e o controle das novas tecnologias? DOMINGO ouviu profissionais sobre o tema. A Cia. Bagana de Teatro está na estrada com dois espetáculos. Um deles, “A Coisa do Humano”, já foi apresentado em vários municípios do Rio Grande do Norte e foi convidado para participar do Festival de Palhaças do Mundo, em Brasília. Conheça os espetáculos da companhia de teatro mossoroense. DOMINGO hoje também aborda um assunto sério: cresceu o consumo de cigarro entre os jovens brasileiros. Falamos com uma psicóloga para saber o motivo desse retrocesso no combate ao fumo. Hoje, temos mais uma entrevista especial que, a exemplo da semana passada, fala de um projeto social que está transformando a vida de pessoas. Conversamos com o empresário Antônio Gentil sobre o seu Instituto Gentil, fundado em 1992. Na receita de hoje, DOMINGO lhe ensina a fazer um bolo de chocolate com cobertura de leite em pó. Contamos, ainda, com a coluna semanal de Jotta Paiva Rebouças. Confira a DOMINGO de hoje. Magnos Alves

adoro comer

Entrevista Conhecimento que transforma. Para o empresário Antônio Gentil, 70, um lema de vida. Mais do que isso: uma missão social que ele cumpre, como dever de cidadão, a partir da formação cultural e intelectual das crianças de sua terra natal, Campo Grande, município do Médio Oeste do Rio Grande do Norte. Foi lá que o empresário fundou o Instituto Gentil, em 1992, para adotar crianças, adolescentes e jovens através de atividades educacionais e culturais. Página 4

Como fazer bolo de chocolate com cobertura de leite em pó Ingredientes MASSA 1 mistura para Bolo de Chocolate Finna 1 xícara de leite 2 colheres (sopa) de margarina 3 ovos COBERTURA 1 xícara de leite em pó integral 1 colher (chá) de margarina 2 latas de leite condensado 6 colheres de creme de leite de caixinha ½ xícara de leite em pó para decorar o bolo

Tabagismo na juventude

Modo de preparo MASSA - Preaqueça o forno a 180 graus, por 10 minutos. - Unte uma forma de furo no meio (de 22 a 24 cm) com margarina e Farinha Finna tipo 1. - Adicione o conteúdo da Mistura para Bolo de Chocolate Finna com o leite, a margarina e os ovos. - Bata na batedeira por 5 minutos em velocidade alta ou manualmente por 7 minutos até a massa ficar homogênea. - Coloque a massa na forma untada e leve ao forno para assar a 180° C ou de acordo com o tempo

indicado para cada tipo de forma. - Retire o bolo do forno, deixe esfriar, desenforme e sirva (não abra o forno antes de 30 minutos.) - Recheie o bolo com o brigadeiro de leite em pó e polvilhe leite em pó com ajuda de uma peneira. COBERTURA - Leve o leite condensado, a margarina e o leite em pó ao fogo baixo em uma panela, mexendo sempre até desgrudar. Fonte: Le Cordon Bleu: Técnicas Culinárias Essenciais. Marco Zero, 2010, página 20.

Apesar de proibido na maior parte das salas de aula do país, o uso do celular em atividades pedagógicas cresce ano a ano. Mais da metade dos professores dizem que utilizam o celular para desenvolver atividades com os alunos. Página 10

Colunas

José Nicodemos

Página 3

José de Paiva Rebouças Página 14

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Edilson Damasceno • Editor Interino– Magnos Alves • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com

Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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DOMINGO, 2 de setembro de 2018

DOMINGO, 2 de setembro de 2018

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OPINIÃO [ ARTIGO

OPINIÃO [ CRÔNICA

O invasor

Demônios da solidão

José de Paiva Rebouças josedepaivareboucas@gmail.com

Estou sentado na varanda. O computador aberto há horas e o ícone piscando sobre a página branca. Mensagens chegam no celular. O chá esfria. São 23h29. O ponteiro dos segundos é vermelho. Sigo olhando a xícara branca, a colher espremendo o sachê quando escuto a moto do vigia passando na rua. Ouço sirenes, mas não identifico se é polícia, alarme disparando em alguma casa vizinha ou somente o encontro desses vigias que não nos servem de nada. Do meu lado, um pedaço de cano enferrujado é minha única arma para enfrentar o invasor. Há pouco, o ouvi quando atravessou o arame da cerca elétrica. Subi numa cadeira para ver o movimento no telhado. Nada avistei. Podia ser um gato, mas sempre suponho um bandido. Mantenho os movimentos leves, sem afobação. Se há um estranho, o pegarei desprevenido.

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Barulhos prorrompem no jardim. O cano não é firme o suficiente, mas me passa alguma segurança. O chá esfria, está doce como eu gosto. Sorvo um gole com um barulho leve. O açúcar se manifesta em meus sentidos. De vagar, sigo até a cozinha. A geladeira sempre está muito cheia. Parece até que mora muita gente nesta casa. Não mora. Abro uma frigideira. Um cheiro forte de carne frita no azeite. Comeria assim mesmo gelada. Levanto a tampa e arranco dois pedaços com a ponta dos dedos. O cheiro dos condimentos exala pela cozinha. Comeria aquilo se estivesse comendo carne vermelha. Triste do homem que está limitado a comer carne vermelha. Não há prazer melhor na culinária. A armadilha está no quintal. Já pegou outros invasores e vai pegar mais um. Tenho convicção nela e a armo com cuidado. Escolho o lugar exato e espero o disparo enquanto fumo lentamente um cigarro. O ícone continua piscando no fundo branco do computador e o chá segue

esfriando. A fumaça desenha uma nuvem sobre o ambiente. Expulso dos pulmões uma rajada segura que sobe pela área de sol. É bonita a fumaça de um cigarro quando sobe. Não estou em delírio. Por sorte o invasor havia corrido próximo a meu campo de visão, tentando esconder-se sorrateiro entre os tijolos do jardim. Avistei-o correndo em desalinho, grande, perigoso e cheio de más intenções. Ouço movimentos e me preparo para o impacto. O sabor produzido pela expectativa é uma angústia necessária. Pode demorar horas, a noite inteira. Mas esperarei. Sorte que não por muito tempo, porque, embora aguardando, assusto-me com o barulho do ferro dilacerando o invasor. Golpe certeiro, não erra nunca. Letal como as guilhotinas. O clima é de homicídio. De costas para o acontecimento, termino o trago ouvindo a agonia da maldita ratazana que se debate na ratoeira enquanto a vida sobe ao céu junto ao fumo do cigarro.

josé nicodemos aristida603@hotmail.com

Q

uando a chuva passou, Oneide foi à varanda do apartamento, de frente para o mar, espiou a rua desguarnecida de povo, de repente sentiu uma tristeza profunda. Solteirona, morava sozinha. A ideia de casar nunca lhe passara pela cabeça: era jovem e bonita, tinha bom emprego, que lhe proporcionava a satisfação das vontades. Que mais exigir da vida? Existencialista, queria era gozar todos os prazeres que a vida lhe punha ao alcance, sem a responsabilidade com marido e filhos. A liberdade sem restrições, fossem quais fossem. E porque assim, tinha sempre o

cuidado em evitar a entrega sentimental a um homem; seria uma forma de limitação na vida. Naturalmente, de todo em todo incompatível com sua maneira instintiva de encarar a existência humana. Liberdade total. Respiração livre, no sentido da realização das vontades. Ali na varanda do apartamento, solitária e triste, Oneide, sem querer, entrou a passar em revista sua vida de jovem bonita e financeiramente aquinhoada, pois tinha lugar importante no Banco Central. Passar férias em Paris, para as posses dela, era o mesmo que comprar um simples batom, qualquer coisa sem maior exigência da bolsa. É certo que, mulher madura, ainda curtia os prazeres que a vida oferece e o dinheiro pode comprar, mas também é certo que, de volta para o apar-

tamento, algo lhe esboçava, a tintas escuras, lá no mais fundo da alma, um não sei quê, inexplicável. Um calor de vida lhe faltava. Uma ausência, como nunca sentira em toda a sua vida. À feição de cansaço. Afinal de contas, um sentimento de esgotamento dos prazeres mundanos. Um cansaço... um cansaço... Como que se sentindo apavorada à visão de demônios de chifres, Oneide teve medo da solidão, interior e em redor, um medo de si mesma, e dirigiu-se ao quarto, trocou-se, pegou o carro e foi dar uma volta por aí, depois uns uísques no ambiente chique do costume. Em cada dose de uísque, cujo dourado alegre lhe parecia uma nódoa escura, veneno? Oneide sentia que estava a beber a própria solidão, sob olhos de fogo de demônios zombeteiros.

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ENTREVISTA

Antônio Gentil

‘Acreditamos no conhecimento que transforma’

POR César Santos

Conhecimento que transforma. Para o empresário Antônio Gentil, 70, um lema de vida. Mais do que isso: uma missão social que ele cumpre, como dever de cidadão, a partir da formação cultural e intelectual das crianças de sua terra natal, Campo Grande, município do Médio Oeste do Rio Grande do Norte. Foi lá que o empresário fundou o Instituto Gentil, em 1992, para adotar crianças, adolescentes e jovens através de atividades educacionais e culturais. O Instituto Gentil transformou a vida de pessoas ao longo de quase três décadas, como a do jovem músico Zaqueu, que iniciou com flautinhas-doces em Campo Grande, quando tinha apenas oito anos, e em 2017 chegou à Academia Sibelius, em Helsinque na Finlândia, para qualificar seus conhecimentos em música. A seguir, Antônio Gentil conta essa história.

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espetáculo adoro comer

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undada em 2006, com o propósito de fomentar e contribuir com o fazer teatral dentro e fora do espaço social, a Cia. Bagana de Teatro está na estrada em uma nova jornada de trabalho. São dois espetáculos que fazem parte dessa atual temporada: “A Coisa do Humano” e “Circo sem Futuro”. Com direção de Nil Moura, o espetáculo Coisa do Humano faz uma crítica ao uso sem limites das redes sociais nos dias atuais. Na história, Porpeta, a personagem principal vivida por Joriana Ponte, é uma palhaça amorosa que vive na sua rotina entre a profissão e sua casa. O cuidado com o outro é um aspecto peculiar, talvez devido a sua profissão de veterinária. Porpeta passa o dia numa rotina admirável até que ela é interrompida por um celular que toca insistentemente para tornar-se parte da sua vida. Mesmo sem ela querer, o celular aos poucos vai consumindo seu tempo e, ao passar dos dias, suas ações são movidas apenas em função das redes sociais, essa Coisa do Humano que toma completamente sua atenção. A cada cena essa abdução fica mais evidenciada e, quando Porpeta se dá conta, já não pode voltar atrás, se afastando completamente dos afetos da rotina que a move e da sua profissão. Ela fica sem saída até que surge uma ideia que mudará sua vida. “A Coisa do Humano é um espetáculo de palhaçaria que valoriza os afetos e o humano na sua maior sublimação, o amor”, destaca Joriana Pontes. Já o “Circo Sem Futuro” é representado através da dança e mostra a trajetória de alguns dos números do circo - um tema cuidadosamente pensado -, buscando transmitir conhecimentos diversos ao público em geral. Nos números de dança, temos: mágica, contorcionismo, bailarina trapezista, acrobacias, competições circense, palhaçaria e muito mais. A apresentação traduz uma nova proposta de espetáculo, mesclando harmoniosamente a dramaturgia representada através da dança contando histórias das brincadeiras circenses e do “faz de conta”. Existe a interatividade com a plateia, mergulhando-a neste maravilhoso mundo imaginário, envol-

vendo-a em um enredo repleto de surpresas de interações com os personagens em seus números. Uma equipe de cinco atores-bailarinos que conduzem as ações circenses em movimentos cênicos repletos de coreografias representando o circo popular. Os dois espetáculos já foram apresentados dentro da Mostra Sesc de Arte e Cultura 2018. As apresentações da Cia. Bagana de Teatro contemplaram os públicos de Natal, Macaíba, Mossoró,

Caicó e São Paulo do Potengi. Além disso, a Cia. Bagana de Teatro foi convidada para participar do Festival de Palhaças do Mundo, realizado em Brasília, com o espetáculo “A Coisa do Humano". “Estamos superfelizes com o convite, mostrar esse novo trabalho da Companhia Bagana em nível internacional é o reconhecimento de muito trabalho e dedicação à arte e levar o nome de Mossoró muito nos honra”, exalta Joriana Pontes. DOMINGO, 2 de setembro de 2018

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espetáculo

A nova jornada da

Cia. Bagana de Teatro

ENTREVISTA O SENHOR decidiu que poderia melhorar a vida de pessoas de sua terra, Campo Grande, oferecendo oportunidade de cultura, educação e lazer. Esse é o sentido maior do Instituto Gentil? É O conhecimento que transforma, né? Nos anos 90, voltamos ao nosso chão, a cidade de Campo Grande, no Médio Oeste, e nos deparamos com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) muito ruim. Questionei comigo mesmo qual a contribuição que eu poderia dar. Surgiu, daí, fazer uma pequena biblioteca. Dessa biblioteca fomos crescendo, devagar porque eu só sei de uma coisa de cada vez, e chegamos à estrutura que o Instituto Gentil tem hoje com mais de 20 anos de existência. COMO foi essa caminhada para dotar o Instituto Gentil da estrutura que tem hoje? O SEGUNDO passo foi a ampliação da biblioteca para brinquedoteca, porque o público é de crianças, adolescentes e jovens, e fizemos outras unidades que pudessem alargar esse conhecimento através de uma série de atividades, como escolinha de informática, pinacoteca, salão de exposição da geografia humana da cidade, escolinha de arte e artesanato para preservar trabalhos manuais de artistas da terra, auditório para palestras, entre outras unidades. É importante citar que o auditório permitiu palestras importantes com profissionais de diversas áreas, como jornalistas, advogados, professores e médicos. Campo Grande tem um índice muito grande de câncer de pele, devido ao nosso sol forte, e de certa forma, as palestras com profissionais da área têm permitido melhorar o conhecimento da população e medidas que venham inibir a incidência de novos casos. DE QUE forma o Instituto Gentil contribui, no seu entendimento, para a formação intelectual das crianças de sua terra? ME APARECE a Júnior Achievement, que é uma organização americana fundada em 1919, para firmar uma parceria importante. Juntas, já

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fizemos vários cursos, como economia pessoal, sustentabilidade, empreendedorismo e meio ambiente. Esses cursos são para crianças, como forma de despertar nelas o senso de responsabilidade e conhecimento em áreas importantes. Dentro dessa dinâmica, nós agora estamos com uma parceria com a Universidade de Brasília (UnB), oferecendo curso de empreendedorismo. As crianças são inseridas no contexto de uma vida saudável, de conhecimento, a partir dessas atividades que oferecemos desde a inauguração do Instituto Gentil. QUAL o resultado prático, e consolidado, dessa iniciativa social? EU TENHO a impressão que o próprio IDH revela que o município cresceu sob o ponto de vista da qualidade de vida. Campo Grande saiu da incômoda posição de 143° no Índice de Desenvolvimento Humano para alcançar no ano 2000 a 96ª posição e em 2010 apareceu em 55ª no ranking do IDH entre os municípios do Rio Grande do Norte. O grande desafio nosso é manter esse índice. Acho que o nosso município precisa cada vez das políticas públicas, das atividades das igrejas, dos profissionais de educação, da classe política, dos gestores públicos, e da sociedade como um todo. Temos o compromisso social de pelo menos manter o bom índice de IDH que Campo Grande tem hoje. POR QUE o Instituto Gentil não celebra convênios ou parcerias que envolvam recursos públicos? VOU lembrar a história de uma grande seca na nossa região. Um irmão meu chega em casa dizendo que havia chegado alimentos no barracão. Dona Estela, minha mãe, nos reúne e diz: Nessa casa só entra fruto do nosso trabalho. Não abrimos mão desse ensinamento. Eu tenho um pórtico com frases escritas pelas crianças que nos ajudam a manter a herança moral e ética da nossa família. ALGUM momento marcado

que fez o senhor se emocionar e se sentir realizado com essa iniciativa? A APRESENTAÇÃO do balé infantil, com crianças de cinco anos de idade, é uma alegria muito grande, porque aglutina todas as gerações, com mães e avós orgulhosas de suas crias. A história na nossa Casa da Música também é muito emocionante. Nós começamos com flautinhas doces, adquiridas na 25 de Março em São Paulo (avenida comercial de produtos populares), que transformou a vida de muitas crianças, hoje músicos que compõem a nossa filarmônica (sociedade musical/orquestra sinfônica). Um ponto de muita alegria para a família Gentil é a história de Zaqueu, um garoto que começou no instituto com flautinha-doce, aos oito anos de idade, ficou na casa até os 17 anos, depois saiu para a escola de música da Universidade Federal do RN (UFRN), e em 2017 foi estudar na Academia Sibelius, em Helsinque na Finlândia. SÃO exemplos como o Instituto Gentil, 100% bancado pelo grupo empresarial que o senhor fundou e comanda, que sugerem que o Brasil tem jeito? EU ACREDITO nisso. Só através da educação e do conhecimento que transforma, nós vamos melhorar nossas representações. ESSA atividade social, agregada a imagem de empreendedor e vencedor no mundo empresarial, atraiu convites para o senhor entrar para a política? SIM, mas não temos essa aptidão e interesse. Quando nós começamos esse projeto, algumas pessoas acharam que iríamos entrar para a vida pública, para a política. Hoje, não pensam mais assim. Veja, em viagens a outros países, outros continentes, observamos que muitos empresários destinam um grande percentual de sua renda para o social, e como defensor da livre iniciativa, entendemos que se a gente não melhorar o conhecimento que transforma, amanhã não teremos crianças, não teremos futuro. DOMINGO, 2 de setembro de 2018

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Fator de risco

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Celular na escola cai bem? 6

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hábito de fumar, apesar de ter queda registrada nos últimos dez anos, voltou a crescer entre os jovens, principalmente na faixa etária entre 18 e 24 anos. De acordo com o Ministério da Saúde, o número de fumantes nessa parcela passou de 7,4%, em 2016, para 8,5% em 2017. A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que o tabagismo é a principal causa de morte evitável no planeta, sendo considerado, portanto, um problema de saúde pública. Estima-se que cerca de 200 mil pessoas morram todo ano no Brasil em decorrência do fumo. Esse valor salta para cerca de 4,9 milhões em perspectiva mundial. Por conta desses números, foi criado em 1986 o Dia Nacional de Combate ao Fumo. A data é foi comemorada na quarta-feira (29) e tem por finalidade conscientizar a população a respeito dos riscos do tabaco. Para a psicóloga Patrícia Guimarães, um dos fatores para o crescimento do tabagismo entre jovens está nos altos índices de ansiedade registrados nos últimos anos. “É uma fase da vida que exige muitas cobranças, inclusive a autocobrança, e o jovem deve decidir quem vai ser, o que vem pela frente e o que ele vai ter que enfrentar. Isso tudo eleva o grau de ansiedade e demanda uma responsabilidade maior na vida. Ainda existe a cobrança dos pais sobre qual profissão ele deve seguir, muitos carregam a responsabilidade de trabalhar cedo, ter filhos. Como o tabaco é uma droga lícita, permitida por lei, eles acabam tendo acesso ao cigarro e ao álcool. A nicotina é uma substância que vicia, dá uma falsa sensação de relaxamento e serve como uma forma de amenizar a cobrança interna. Além disso, o cigarro tem um valor simbólico e muitos jovens o buscam por influência, para se inserir em um grupo, em um momento de busca por autonomia”, explica. Fator de risco para doenças crônicas, o tabagismo pode desencadear cerca de cinquenta problemas de saúde, dentre os quais, destacam-se: infarto do miocárdio, enfisema pulmonar, derrame, câncer de pulmão, traqueia, laringe e brônquio; impotência sexual no homem, infertilidade da mulher, hipertensão e diabetes. Estima-se que

90% das pessoas que desenvolvem câncer de pulmão apresentem como fator responsável o fumo, sendo importante destacar que as chances de cura para essa doença são bastante baixas. Além dos males físicos, o cigarro também pode afetar a saúde mental dos fumantes. Segundo o estudo realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), há uma relação entre o fumo e a doença mental. Na pesquisa, além do tabagismo predispor a doenças psiquiátricas, os indivíduos que já têm doenças mentais fumam mais que outros fumantes. De acordo com Patrícia Guimarães, como a nicotina provoca o efeito de relaxamento, muitas pessoas que tomam medicamentos para tratar transtornos mentais fumam para reduzir alguns efeitos colaterais, como desequilíbrios hormonais, por exemplo. Além disso, a psicóloga destaca que toda pessoa que se vicia em algo tem uma situação emocional que precisa cuidar. Então, o cigarro funciona como uma válvula de escape. Muitos utilizam, mas não resolvem as questões que tem dentro de si e usam a substância para se satisfazer de maneira geral, mas não veem que aquilo piora o quadro, além de aumentar o grau de ansiedade. "Além de ter total consciência sobre sua decisão, a pessoa que deseja parar de fumar deve buscar ajuda

terapêutica para auxiliar na compulsão. Acredito que existem várias alternativas que inibem a vontade, como a terapia, que ajuda a entender melhor a ansiedade e a lidar com as emoções, e a questão medicamentosa, que inibe o desejo pela nicotina. Alguns não querem tomar remédios muito fortes e procuram tratamentos alternativos, como adesivos de nicotina e até técnicas terapêuticas que podem auxiliar nesse processo”, conclui. MENOS FUMANTES PASSIVOS NO TRABALHO Neste ano, o Brasil comemora a queda em 44,6% no percentual de fumantes passivos no local de trabalho nos últimos nove anos. O percentual de fumantes passivos nesse ambiente passou de 12,1% em 2009, para 6,7% em 2017. Os dados são do último levantamento do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL 2017), do Ministério da Saúde. O estudo verificou também redução na frequência entre os fumantes passivos no domicílio. A série histórica da pesquisa apontou ainda uma redução significativa de 45,6% entre as mulheres e 43,5% entre os homens. Em 2009, as mulheres representavam 7,9%, passando para 4,3% em 2017. Já entre os homens o percentual era de 17% e reduziu para 9,6% no ano passado. DOMINGO, 2 de setembro de 2018

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Tabagismo e juventude: o risco do uso para a saúde mental 10 DOMINGO, 2 de setembro de 2018

pesar de proibido na maior parte das salas de aula do país, o uso do celular em atividades pedagógicas cresce ano a ano. Mais da metade dos professores dizem que utilizam o celular para desenvolver atividades com os alunos, que podem ser desde pesquisas durante as aulas até o atendimento aos estudantes fora da escola. O uso não se restringe aos docentes. Mais da metade dos estudantes afirmam que utilizaram o celular, a pedido dos professores, para fazer atividades escolares. A Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação nas Escolas Brasileiras (TIC Educação 2017), divulgada nesta semana, mostra que o percentual de professores que utilizam o celular para desenvolver atividades com os alunos passou de 39% em 2015 para 56% em 2017. O aumento aconteceu tanto nas escolas públicas, onde o percentual passou de 36% para 53%, quanto nas particulares, crescendo de 46% para 69%. Entre os alunos, o uso também aumentou. Em 2016, quando a pergunta foi feita pela primeira vez, 52% disseram já ter usado o aparelho para atividades escolares, a pedido dos professores. No ano passado, esse índice passou para 54%. Entre os alunos de escolas particulares, o percentual se manteve em 60%. Entre os das escolas públicas, aumentou de 51% para 53%. Segundo a coordenadora da pesquisa, Daniela Costa, diante da falta de infraestrutura, sobretudo nas escolas públicas, o celular tem sido um importante instrumento de acesso à internet. Os dados mostram que 18% dos alunos usuários de internet utilizam apenas o celular para acessar a rede nas escolas urbanas - nas escolas públicas, esse índice é 22%, enquanto nas particulares, 2%. Metade dos estudantes de escolas particulares disse ter acesso à internet na escola. Entre os estudantes de escolas públicas, esse percentual é 37%. “Mais de 90% das escolas proíbem o uso de celular na sala de aula. Mas,

Criança usando celular em escola privada de Mossoró

ainda assim, como a internet muitas vezes não funciona, sobretudo nas escolas públicas, utiliza-se o celular”, afirma Daniela. “Quando pensamos em crianças e adolescentes que fazem a tarefa só com celular, isso é complicado. Aqueles que têm acesso a mais dispositivos possivelmente têm mais oportunidade de conhecimento e aprendizagem”. De acordo ainda com a pesquisa, 48% dos professores deram aulas expositivas com o auxílio de tecnologias e 48% solicitaram a realização de trabalhos por esses meios. Outros 40%

solicitaram exercícios e 40%, trabalhos em grupos pela internet. Nas escolas rurais, a situação é mais complicada - 36% disseram ter acesso à internet e 48% afirmaram que não há infraestrutura para acesso na região onde a escola está localizada. Em relação ao celular, 48% das escolas usam celulares em atividades administrativas, como acessar programas de gestão escolar ou mesmo para se comunicar com a Secretaria de Educação local, sendo que 42% desses aparelhos são pessoais e não custeados pelas escolas.

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Restringir ou permitir? Existe uma fórmula mágica para lidar com a presença dos celulares na escola? Como deve ser o comportamento da escola? DOMINGO ouviu profissionais que lidam com essa questão diariamente. Para a pedagoga Renata Wele, diretora do Instituto Educacional DóRéMí (IED), a solução está no diálogo entre pais, alunos e educadores. “Na nossa escola, por exemplo, não é proibido. No entanto, trabalhamos os pais no sentido de como as crianças podem utilizar o celular de forma que não as prejudique, colocando-o, por exemplo, no modo silencioso, no período da aula man-

ter o celular guardado, usá-lo somente para uma necessidade”, explica. Ainda segundo a especialista, a própria Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevê o uso da tecnologia na escola. “A sociedade está imersa no meio digital, não há como fugirmos disso. Por esse motivo, devemos explorar de forma correta o celular como recurso em prol da formação da criança. É um caminho que ainda estamos trilhando, já que é um desafio inserir esses aparelhos de forma eficiente e adequada para o melhor desenvolvimento e aproveitamento na sala de aula. Nesse processo precisamos da ajuda dos pais e também dos próprios

profissionais da escola”, destaca Renata. A pedagoga reforça que restringir completamente a utilização do aparelho não é a melhor alternativa. “Claro que devem existir regras. Se os alunos estão usando o celular na hora da aula e isso está prejudicando a aprendizagem deles, é preciso que a escola intervenha. Nesse caso, o melhor caminho não é simplesmente proibir, mas dialogar com a turma para que todos entendam o melhor momento do uso dos aparelhos”, pontua. O psicólogo Mayccon Costa, do Colégio Diocesano, diz que o trabalho é para formar uma consciência cida-

Anna Lívia Soares A psicóloga Anna Lívia Soares atenta que o uso do celular em sala de aula atrapalha no rendimento escolar do aluno, comprometendo sua aprendizagem. “O aparelho compromete sua atenção e concentração e principalmente suas relações sociais”, alerta a profissional. DE QUE forma o celular pode ajudar e prejudicar o desempenho escolar? ATRAPALHA no rendimento escolar, comprometendo sua aprendizagem. Compromete sua atenção e concentração e principalmente suas relações sociais, eles se comunicam muito mais nas redes sociais do que presencialmente, e isso vai transformando os comportamentos e as formas de se relacionar com a família, com os amigos. O agravamento de problemas mentais, como ansiedade, assim como o aumen-

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to das frustrações, angústias e decepções podem vir a facilitar a dependência no mundo virtual, ou seja, passam a viver uma realidade paralela e, consequentemente, afastam-se cada vez mais do contato social. Por outro lado,

alguns educadores mais ligados com o uso de novas tecnologias como ferramentas pedagógicas reconhecem que o uso dos celulares em sala de aula só deve ser incentivado quando serve como uma ferramenta útil ao pro-

dã nos alunos, que inclui também o uso das novas tecnologias apenas nos ambientes propícios. “Costumamos conversar e orientar o aluno de que a sala de aula, principalmente quando o professor está trabalhando o conteúdo, ela não é um ambiente propício para o celular, pois prejudica a atenção e a aprendizagem. Nossa orientação para o aluno é que evitem o uso do celular”, explica. Mayccon acrescenta que a escola não recolhe os aparelhos. “Nós trabalhamos mesmo a orientação do aluno. Nos casos em que há insistência do aluno para uso do celular, nós convidamos a família deles para conversar sobre os problemas que o aparelho pode ocasionar”, destaca.

USO DO CELULAR PARA O “BEM” As escolas privadas buscam explorar o uso do celular e outras tecnologias da melhor forma possível. Renata Wele revela que a escola que dirige está desenvolvendo um projeto para o ano de 2019 contemplando de forma mais abrangente o avanço da tecnologia e seus benefícios para o processo de ensino-aprendizagem. “Esse processo de evolução tecnológica exige uma atualização rápida da sociedade como um todo. Hoje, já temos a Lousa Digital, a Agenda Digital e vamos introduzir outras ferramentas a partir do próximo ano”, adianta. Mayccon Costa acrescenta que no Diocesano, os professores podem fazer uso das novas tecnologias, solici-

cesso de aprendizagem, sempre sobre orientação, ou mesmo um modelo de conduta daquele professor.

uso do telefone fixo para situações extraordinárias.

COMO os pais e escolas devem se comportar nessa questão? CRIANÇAS e adolescentes devem ser incentivados no ambiente familiar a monitorar o uso do telefone celular e serem levados a refletir sobre o aparelho de forma crítica, para que não seja prejudicial ao desempenho acadêmico, bem como à saúde mental e física. Deve haver regras e limites para o uso dele. Esse problema só ocorre porque crianças e adolescentes, de uma maneira geral, já se habituaram a utilizar os celulares em todos os lugares e acabaram por banalizar o uso do aparelho, sem reflexão acerca da conveniência social em fazê-lo. Em muitas escolas, a previsão da restrição de uso consta no próprio manual do estudante e no regimento interno da escola, juntamente com a proibição de uso dentro da sala de aula, acompanhada da orientação de que seja evitado trazêlos, uma vez que não há necessidade pedagógica de uso do aparelho na escola. Mesmo em situações de emergências, a instituição consegue localizar o aluno rapidamente, podendo tanto a família quanto o próprio aluno fazer

EXISTE uma idade mínima para que a criança tenha acesso ao celular? NÃO acho que exista uma hora certa para uma criança ter um celular. Os pais é que devem decidir se ela está pronta para essa responsabilidade ou não, isso depende muito da consciência e necessidades dos pais de o fazerem. Mas, é preciso levar em conta a responsabilidade que a criança demonstra no dia a dia e se isso não vai atrapalhar em outros processos de desenvolvimento. Devido à fluência das crianças com o telefone, muitos pais têm presenteado seus filhos com eles. Já que é natural para eles, é natural presenteálos com os mesmos, eles pensam. Pois é, mas não deveria ser assim. Não é porque um adolescente sabe andar bem de kart, por exemplo, que você dará um carro para ele. Funciona da mesma forma com celulares e crianças. A chave para evitar esses problemas é fazer um uso consciente do aparelho, o que exige um nível de responsabilidade e autocontrole que só vem com a idade. De qualquer modo, se optar por satisfazer a vontade dele, lembre-se de que deverá supervisioná-lo sempre.

tando, inclusive, que os alunos levem o equipamento de casa. “Existe um trabalho paradidático aqui na escola em que nós não utilizamos mais o livro impresso, praticamente. Nós utilizamos uma plataforma digital, em que o aluno tem acesso a mais de 10 mil livros. Quando há um planejamento para usar essa ferramenta, os professores comunicam à coordenação, que informa aos pais que naquele dia específico alunos devem trazer um celular ou um tablet para uso didático”, conclui o psicólogo. DOMINGO também tentou saber como é o controle do uso do celular na rede municipal de ensino de Mossoró, mas não conseguiu falar com a secretária de Educação, Magali Delfino.

A PESQUISA A pesquisa foi feita pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). A coleta de dados em escolas localizadas em áreas urbanas ocorreu entre os meses de agosto e dezembro de 2017. Foram entrevistados presencialmente 957 diretores; 909 coordenadores pedagógicos; 1.810 professores de língua portuguesa, de matemática e que lecionam múltiplas disciplinas (anos iniciais do ensino fundamental); 10.866 alunos de 5° e 9° ano do ensino fundamental e 2° ano do ensino médio. A partir de 2017, a pesquisa TIC Educação passou a coletar dados relativos a escolas localizadas em áreas rurais. Foram entrevistados pelo telefone e presencialmente 1.481 diretores ou responsáveis pela escola. Com informações de Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil.

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Restringir ou permitir? Existe uma fórmula mágica para lidar com a presença dos celulares na escola? Como deve ser o comportamento da escola? DOMINGO ouviu profissionais que lidam com essa questão diariamente. Para a pedagoga Renata Wele, diretora do Instituto Educacional DóRéMí (IED), a solução está no diálogo entre pais, alunos e educadores. “Na nossa escola, por exemplo, não é proibido. No entanto, trabalhamos os pais no sentido de como as crianças podem utilizar o celular de forma que não as prejudique, colocando-o, por exemplo, no modo silencioso, no período da aula man-

ter o celular guardado, usá-lo somente para uma necessidade”, explica. Ainda segundo a especialista, a própria Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevê o uso da tecnologia na escola. “A sociedade está imersa no meio digital, não há como fugirmos disso. Por esse motivo, devemos explorar de forma correta o celular como recurso em prol da formação da criança. É um caminho que ainda estamos trilhando, já que é um desafio inserir esses aparelhos de forma eficiente e adequada para o melhor desenvolvimento e aproveitamento na sala de aula. Nesse processo precisamos da ajuda dos pais e também dos próprios

profissionais da escola”, destaca Renata. A pedagoga reforça que restringir completamente a utilização do aparelho não é a melhor alternativa. “Claro que devem existir regras. Se os alunos estão usando o celular na hora da aula e isso está prejudicando a aprendizagem deles, é preciso que a escola intervenha. Nesse caso, o melhor caminho não é simplesmente proibir, mas dialogar com a turma para que todos entendam o melhor momento do uso dos aparelhos”, pontua. O psicólogo Mayccon Costa, do Colégio Diocesano, diz que o trabalho é para formar uma consciência cida-

Anna Lívia Soares A psicóloga Anna Lívia Soares atenta que o uso do celular em sala de aula atrapalha no rendimento escolar do aluno, comprometendo sua aprendizagem. “O aparelho compromete sua atenção e concentração e principalmente suas relações sociais”, alerta a profissional. DE QUE forma o celular pode ajudar e prejudicar o desempenho escolar? ATRAPALHA no rendimento escolar, comprometendo sua aprendizagem. Compromete sua atenção e concentração e principalmente suas relações sociais, eles se comunicam muito mais nas redes sociais do que presencialmente, e isso vai transformando os comportamentos e as formas de se relacionar com a família, com os amigos. O agravamento de problemas mentais, como ansiedade, assim como o aumen-

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to das frustrações, angústias e decepções podem vir a facilitar a dependência no mundo virtual, ou seja, passam a viver uma realidade paralela e, consequentemente, afastam-se cada vez mais do contato social. Por outro lado,

alguns educadores mais ligados com o uso de novas tecnologias como ferramentas pedagógicas reconhecem que o uso dos celulares em sala de aula só deve ser incentivado quando serve como uma ferramenta útil ao pro-

dã nos alunos, que inclui também o uso das novas tecnologias apenas nos ambientes propícios. “Costumamos conversar e orientar o aluno de que a sala de aula, principalmente quando o professor está trabalhando o conteúdo, ela não é um ambiente propício para o celular, pois prejudica a atenção e a aprendizagem. Nossa orientação para o aluno é que evitem o uso do celular”, explica. Mayccon acrescenta que a escola não recolhe os aparelhos. “Nós trabalhamos mesmo a orientação do aluno. Nos casos em que há insistência do aluno para uso do celular, nós convidamos a família deles para conversar sobre os problemas que o aparelho pode ocasionar”, destaca.

USO DO CELULAR PARA O “BEM” As escolas privadas buscam explorar o uso do celular e outras tecnologias da melhor forma possível. Renata Wele revela que a escola que dirige está desenvolvendo um projeto para o ano de 2019 contemplando de forma mais abrangente o avanço da tecnologia e seus benefícios para o processo de ensino-aprendizagem. “Esse processo de evolução tecnológica exige uma atualização rápida da sociedade como um todo. Hoje, já temos a Lousa Digital, a Agenda Digital e vamos introduzir outras ferramentas a partir do próximo ano”, adianta. Mayccon Costa acrescenta que no Diocesano, os professores podem fazer uso das novas tecnologias, solici-

cesso de aprendizagem, sempre sobre orientação, ou mesmo um modelo de conduta daquele professor.

uso do telefone fixo para situações extraordinárias.

COMO os pais e escolas devem se comportar nessa questão? CRIANÇAS e adolescentes devem ser incentivados no ambiente familiar a monitorar o uso do telefone celular e serem levados a refletir sobre o aparelho de forma crítica, para que não seja prejudicial ao desempenho acadêmico, bem como à saúde mental e física. Deve haver regras e limites para o uso dele. Esse problema só ocorre porque crianças e adolescentes, de uma maneira geral, já se habituaram a utilizar os celulares em todos os lugares e acabaram por banalizar o uso do aparelho, sem reflexão acerca da conveniência social em fazê-lo. Em muitas escolas, a previsão da restrição de uso consta no próprio manual do estudante e no regimento interno da escola, juntamente com a proibição de uso dentro da sala de aula, acompanhada da orientação de que seja evitado trazêlos, uma vez que não há necessidade pedagógica de uso do aparelho na escola. Mesmo em situações de emergências, a instituição consegue localizar o aluno rapidamente, podendo tanto a família quanto o próprio aluno fazer

EXISTE uma idade mínima para que a criança tenha acesso ao celular? NÃO acho que exista uma hora certa para uma criança ter um celular. Os pais é que devem decidir se ela está pronta para essa responsabilidade ou não, isso depende muito da consciência e necessidades dos pais de o fazerem. Mas, é preciso levar em conta a responsabilidade que a criança demonstra no dia a dia e se isso não vai atrapalhar em outros processos de desenvolvimento. Devido à fluência das crianças com o telefone, muitos pais têm presenteado seus filhos com eles. Já que é natural para eles, é natural presenteálos com os mesmos, eles pensam. Pois é, mas não deveria ser assim. Não é porque um adolescente sabe andar bem de kart, por exemplo, que você dará um carro para ele. Funciona da mesma forma com celulares e crianças. A chave para evitar esses problemas é fazer um uso consciente do aparelho, o que exige um nível de responsabilidade e autocontrole que só vem com a idade. De qualquer modo, se optar por satisfazer a vontade dele, lembre-se de que deverá supervisioná-lo sempre.

tando, inclusive, que os alunos levem o equipamento de casa. “Existe um trabalho paradidático aqui na escola em que nós não utilizamos mais o livro impresso, praticamente. Nós utilizamos uma plataforma digital, em que o aluno tem acesso a mais de 10 mil livros. Quando há um planejamento para usar essa ferramenta, os professores comunicam à coordenação, que informa aos pais que naquele dia específico alunos devem trazer um celular ou um tablet para uso didático”, conclui o psicólogo. DOMINGO também tentou saber como é o controle do uso do celular na rede municipal de ensino de Mossoró, mas não conseguiu falar com a secretária de Educação, Magali Delfino.

A PESQUISA A pesquisa foi feita pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). A coleta de dados em escolas localizadas em áreas urbanas ocorreu entre os meses de agosto e dezembro de 2017. Foram entrevistados presencialmente 957 diretores; 909 coordenadores pedagógicos; 1.810 professores de língua portuguesa, de matemática e que lecionam múltiplas disciplinas (anos iniciais do ensino fundamental); 10.866 alunos de 5° e 9° ano do ensino fundamental e 2° ano do ensino médio. A partir de 2017, a pesquisa TIC Educação passou a coletar dados relativos a escolas localizadas em áreas rurais. Foram entrevistados pelo telefone e presencialmente 1.481 diretores ou responsáveis pela escola. Com informações de Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil.

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Fator de risco

Pesquisa

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Tabagismo e juventude: o risco do uso para a saúde mental 10 DOMINGO, 2 de setembro de 2018

pesar de proibido na maior parte das salas de aula do país, o uso do celular em atividades pedagógicas cresce ano a ano. Mais da metade dos professores dizem que utilizam o celular para desenvolver atividades com os alunos, que podem ser desde pesquisas durante as aulas até o atendimento aos estudantes fora da escola. O uso não se restringe aos docentes. Mais da metade dos estudantes afirmam que utilizaram o celular, a pedido dos professores, para fazer atividades escolares. A Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação nas Escolas Brasileiras (TIC Educação 2017), divulgada nesta semana, mostra que o percentual de professores que utilizam o celular para desenvolver atividades com os alunos passou de 39% em 2015 para 56% em 2017. O aumento aconteceu tanto nas escolas públicas, onde o percentual passou de 36% para 53%, quanto nas particulares, crescendo de 46% para 69%. Entre os alunos, o uso também aumentou. Em 2016, quando a pergunta foi feita pela primeira vez, 52% disseram já ter usado o aparelho para atividades escolares, a pedido dos professores. No ano passado, esse índice passou para 54%. Entre os alunos de escolas particulares, o percentual se manteve em 60%. Entre os das escolas públicas, aumentou de 51% para 53%. Segundo a coordenadora da pesquisa, Daniela Costa, diante da falta de infraestrutura, sobretudo nas escolas públicas, o celular tem sido um importante instrumento de acesso à internet. Os dados mostram que 18% dos alunos usuários de internet utilizam apenas o celular para acessar a rede nas escolas urbanas - nas escolas públicas, esse índice é 22%, enquanto nas particulares, 2%. Metade dos estudantes de escolas particulares disse ter acesso à internet na escola. Entre os estudantes de escolas públicas, esse percentual é 37%. “Mais de 90% das escolas proíbem o uso de celular na sala de aula. Mas,

Criança usando celular em escola privada de Mossoró

ainda assim, como a internet muitas vezes não funciona, sobretudo nas escolas públicas, utiliza-se o celular”, afirma Daniela. “Quando pensamos em crianças e adolescentes que fazem a tarefa só com celular, isso é complicado. Aqueles que têm acesso a mais dispositivos possivelmente têm mais oportunidade de conhecimento e aprendizagem”. De acordo ainda com a pesquisa, 48% dos professores deram aulas expositivas com o auxílio de tecnologias e 48% solicitaram a realização de trabalhos por esses meios. Outros 40%

solicitaram exercícios e 40%, trabalhos em grupos pela internet. Nas escolas rurais, a situação é mais complicada - 36% disseram ter acesso à internet e 48% afirmaram que não há infraestrutura para acesso na região onde a escola está localizada. Em relação ao celular, 48% das escolas usam celulares em atividades administrativas, como acessar programas de gestão escolar ou mesmo para se comunicar com a Secretaria de Educação local, sendo que 42% desses aparelhos são pessoais e não custeados pelas escolas.

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Pesquisa

Fator de risco

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Celular na escola cai bem? 6

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hábito de fumar, apesar de ter queda registrada nos últimos dez anos, voltou a crescer entre os jovens, principalmente na faixa etária entre 18 e 24 anos. De acordo com o Ministério da Saúde, o número de fumantes nessa parcela passou de 7,4%, em 2016, para 8,5% em 2017. A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que o tabagismo é a principal causa de morte evitável no planeta, sendo considerado, portanto, um problema de saúde pública. Estima-se que cerca de 200 mil pessoas morram todo ano no Brasil em decorrência do fumo. Esse valor salta para cerca de 4,9 milhões em perspectiva mundial. Por conta desses números, foi criado em 1986 o Dia Nacional de Combate ao Fumo. A data é foi comemorada na quarta-feira (29) e tem por finalidade conscientizar a população a respeito dos riscos do tabaco. Para a psicóloga Patrícia Guimarães, um dos fatores para o crescimento do tabagismo entre jovens está nos altos índices de ansiedade registrados nos últimos anos. “É uma fase da vida que exige muitas cobranças, inclusive a autocobrança, e o jovem deve decidir quem vai ser, o que vem pela frente e o que ele vai ter que enfrentar. Isso tudo eleva o grau de ansiedade e demanda uma responsabilidade maior na vida. Ainda existe a cobrança dos pais sobre qual profissão ele deve seguir, muitos carregam a responsabilidade de trabalhar cedo, ter filhos. Como o tabaco é uma droga lícita, permitida por lei, eles acabam tendo acesso ao cigarro e ao álcool. A nicotina é uma substância que vicia, dá uma falsa sensação de relaxamento e serve como uma forma de amenizar a cobrança interna. Além disso, o cigarro tem um valor simbólico e muitos jovens o buscam por influência, para se inserir em um grupo, em um momento de busca por autonomia”, explica. Fator de risco para doenças crônicas, o tabagismo pode desencadear cerca de cinquenta problemas de saúde, dentre os quais, destacam-se: infarto do miocárdio, enfisema pulmonar, derrame, câncer de pulmão, traqueia, laringe e brônquio; impotência sexual no homem, infertilidade da mulher, hipertensão e diabetes. Estima-se que

90% das pessoas que desenvolvem câncer de pulmão apresentem como fator responsável o fumo, sendo importante destacar que as chances de cura para essa doença são bastante baixas. Além dos males físicos, o cigarro também pode afetar a saúde mental dos fumantes. Segundo o estudo realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), há uma relação entre o fumo e a doença mental. Na pesquisa, além do tabagismo predispor a doenças psiquiátricas, os indivíduos que já têm doenças mentais fumam mais que outros fumantes. De acordo com Patrícia Guimarães, como a nicotina provoca o efeito de relaxamento, muitas pessoas que tomam medicamentos para tratar transtornos mentais fumam para reduzir alguns efeitos colaterais, como desequilíbrios hormonais, por exemplo. Além disso, a psicóloga destaca que toda pessoa que se vicia em algo tem uma situação emocional que precisa cuidar. Então, o cigarro funciona como uma válvula de escape. Muitos utilizam, mas não resolvem as questões que tem dentro de si e usam a substância para se satisfazer de maneira geral, mas não veem que aquilo piora o quadro, além de aumentar o grau de ansiedade. "Além de ter total consciência sobre sua decisão, a pessoa que deseja parar de fumar deve buscar ajuda

terapêutica para auxiliar na compulsão. Acredito que existem várias alternativas que inibem a vontade, como a terapia, que ajuda a entender melhor a ansiedade e a lidar com as emoções, e a questão medicamentosa, que inibe o desejo pela nicotina. Alguns não querem tomar remédios muito fortes e procuram tratamentos alternativos, como adesivos de nicotina e até técnicas terapêuticas que podem auxiliar nesse processo”, conclui. MENOS FUMANTES PASSIVOS NO TRABALHO Neste ano, o Brasil comemora a queda em 44,6% no percentual de fumantes passivos no local de trabalho nos últimos nove anos. O percentual de fumantes passivos nesse ambiente passou de 12,1% em 2009, para 6,7% em 2017. Os dados são do último levantamento do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL 2017), do Ministério da Saúde. O estudo verificou também redução na frequência entre os fumantes passivos no domicílio. A série histórica da pesquisa apontou ainda uma redução significativa de 45,6% entre as mulheres e 43,5% entre os homens. Em 2009, as mulheres representavam 7,9%, passando para 4,3% em 2017. Já entre os homens o percentual era de 17% e reduziu para 9,6% no ano passado. DOMINGO, 2 de setembro de 2018

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espetáculo

A nova jornada da

Cia. Bagana de Teatro

ENTREVISTA O SENHOR decidiu que poderia melhorar a vida de pessoas de sua terra, Campo Grande, oferecendo oportunidade de cultura, educação e lazer. Esse é o sentido maior do Instituto Gentil? É O conhecimento que transforma, né? Nos anos 90, voltamos ao nosso chão, a cidade de Campo Grande, no Médio Oeste, e nos deparamos com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) muito ruim. Questionei comigo mesmo qual a contribuição que eu poderia dar. Surgiu, daí, fazer uma pequena biblioteca. Dessa biblioteca fomos crescendo, devagar porque eu só sei de uma coisa de cada vez, e chegamos à estrutura que o Instituto Gentil tem hoje com mais de 20 anos de existência. COMO foi essa caminhada para dotar o Instituto Gentil da estrutura que tem hoje? O SEGUNDO passo foi a ampliação da biblioteca para brinquedoteca, porque o público é de crianças, adolescentes e jovens, e fizemos outras unidades que pudessem alargar esse conhecimento através de uma série de atividades, como escolinha de informática, pinacoteca, salão de exposição da geografia humana da cidade, escolinha de arte e artesanato para preservar trabalhos manuais de artistas da terra, auditório para palestras, entre outras unidades. É importante citar que o auditório permitiu palestras importantes com profissionais de diversas áreas, como jornalistas, advogados, professores e médicos. Campo Grande tem um índice muito grande de câncer de pele, devido ao nosso sol forte, e de certa forma, as palestras com profissionais da área têm permitido melhorar o conhecimento da população e medidas que venham inibir a incidência de novos casos. DE QUE forma o Instituto Gentil contribui, no seu entendimento, para a formação intelectual das crianças de sua terra? ME APARECE a Júnior Achievement, que é uma organização americana fundada em 1919, para firmar uma parceria importante. Juntas, já

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fizemos vários cursos, como economia pessoal, sustentabilidade, empreendedorismo e meio ambiente. Esses cursos são para crianças, como forma de despertar nelas o senso de responsabilidade e conhecimento em áreas importantes. Dentro dessa dinâmica, nós agora estamos com uma parceria com a Universidade de Brasília (UnB), oferecendo curso de empreendedorismo. As crianças são inseridas no contexto de uma vida saudável, de conhecimento, a partir dessas atividades que oferecemos desde a inauguração do Instituto Gentil. QUAL o resultado prático, e consolidado, dessa iniciativa social? EU TENHO a impressão que o próprio IDH revela que o município cresceu sob o ponto de vista da qualidade de vida. Campo Grande saiu da incômoda posição de 143° no Índice de Desenvolvimento Humano para alcançar no ano 2000 a 96ª posição e em 2010 apareceu em 55ª no ranking do IDH entre os municípios do Rio Grande do Norte. O grande desafio nosso é manter esse índice. Acho que o nosso município precisa cada vez das políticas públicas, das atividades das igrejas, dos profissionais de educação, da classe política, dos gestores públicos, e da sociedade como um todo. Temos o compromisso social de pelo menos manter o bom índice de IDH que Campo Grande tem hoje. POR QUE o Instituto Gentil não celebra convênios ou parcerias que envolvam recursos públicos? VOU lembrar a história de uma grande seca na nossa região. Um irmão meu chega em casa dizendo que havia chegado alimentos no barracão. Dona Estela, minha mãe, nos reúne e diz: Nessa casa só entra fruto do nosso trabalho. Não abrimos mão desse ensinamento. Eu tenho um pórtico com frases escritas pelas crianças que nos ajudam a manter a herança moral e ética da nossa família. ALGUM momento marcado

que fez o senhor se emocionar e se sentir realizado com essa iniciativa? A APRESENTAÇÃO do balé infantil, com crianças de cinco anos de idade, é uma alegria muito grande, porque aglutina todas as gerações, com mães e avós orgulhosas de suas crias. A história na nossa Casa da Música também é muito emocionante. Nós começamos com flautinhas doces, adquiridas na 25 de Março em São Paulo (avenida comercial de produtos populares), que transformou a vida de muitas crianças, hoje músicos que compõem a nossa filarmônica (sociedade musical/orquestra sinfônica). Um ponto de muita alegria para a família Gentil é a história de Zaqueu, um garoto que começou no instituto com flautinha-doce, aos oito anos de idade, ficou na casa até os 17 anos, depois saiu para a escola de música da Universidade Federal do RN (UFRN), e em 2017 foi estudar na Academia Sibelius, em Helsinque na Finlândia. SÃO exemplos como o Instituto Gentil, 100% bancado pelo grupo empresarial que o senhor fundou e comanda, que sugerem que o Brasil tem jeito? EU ACREDITO nisso. Só através da educação e do conhecimento que transforma, nós vamos melhorar nossas representações. ESSA atividade social, agregada a imagem de empreendedor e vencedor no mundo empresarial, atraiu convites para o senhor entrar para a política? SIM, mas não temos essa aptidão e interesse. Quando nós começamos esse projeto, algumas pessoas acharam que iríamos entrar para a vida pública, para a política. Hoje, não pensam mais assim. Veja, em viagens a outros países, outros continentes, observamos que muitos empresários destinam um grande percentual de sua renda para o social, e como defensor da livre iniciativa, entendemos que se a gente não melhorar o conhecimento que transforma, amanhã não teremos crianças, não teremos futuro. DOMINGO, 2 de setembro de 2018

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ENTREVISTA

Antônio Gentil

‘Acreditamos no conhecimento que transforma’

POR César Santos

Conhecimento que transforma. Para o empresário Antônio Gentil, 70, um lema de vida. Mais do que isso: uma missão social que ele cumpre, como dever de cidadão, a partir da formação cultural e intelectual das crianças de sua terra natal, Campo Grande, município do Médio Oeste do Rio Grande do Norte. Foi lá que o empresário fundou o Instituto Gentil, em 1992, para adotar crianças, adolescentes e jovens através de atividades educacionais e culturais. O Instituto Gentil transformou a vida de pessoas ao longo de quase três décadas, como a do jovem músico Zaqueu, que iniciou com flautinhas-doces em Campo Grande, quando tinha apenas oito anos, e em 2017 chegou à Academia Sibelius, em Helsinque na Finlândia, para qualificar seus conhecimentos em música. A seguir, Antônio Gentil conta essa história.

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espetáculo adoro comer

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undada em 2006, com o propósito de fomentar e contribuir com o fazer teatral dentro e fora do espaço social, a Cia. Bagana de Teatro está na estrada em uma nova jornada de trabalho. São dois espetáculos que fazem parte dessa atual temporada: “A Coisa do Humano” e “Circo sem Futuro”. Com direção de Nil Moura, o espetáculo Coisa do Humano faz uma crítica ao uso sem limites das redes sociais nos dias atuais. Na história, Porpeta, a personagem principal vivida por Joriana Ponte, é uma palhaça amorosa que vive na sua rotina entre a profissão e sua casa. O cuidado com o outro é um aspecto peculiar, talvez devido a sua profissão de veterinária. Porpeta passa o dia numa rotina admirável até que ela é interrompida por um celular que toca insistentemente para tornar-se parte da sua vida. Mesmo sem ela querer, o celular aos poucos vai consumindo seu tempo e, ao passar dos dias, suas ações são movidas apenas em função das redes sociais, essa Coisa do Humano que toma completamente sua atenção. A cada cena essa abdução fica mais evidenciada e, quando Porpeta se dá conta, já não pode voltar atrás, se afastando completamente dos afetos da rotina que a move e da sua profissão. Ela fica sem saída até que surge uma ideia que mudará sua vida. “A Coisa do Humano é um espetáculo de palhaçaria que valoriza os afetos e o humano na sua maior sublimação, o amor”, destaca Joriana Pontes. Já o “Circo Sem Futuro” é representado através da dança e mostra a trajetória de alguns dos números do circo - um tema cuidadosamente pensado -, buscando transmitir conhecimentos diversos ao público em geral. Nos números de dança, temos: mágica, contorcionismo, bailarina trapezista, acrobacias, competições circense, palhaçaria e muito mais. A apresentação traduz uma nova proposta de espetáculo, mesclando harmoniosamente a dramaturgia representada através da dança contando histórias das brincadeiras circenses e do “faz de conta”. Existe a interatividade com a plateia, mergulhando-a neste maravilhoso mundo imaginário, envol-

vendo-a em um enredo repleto de surpresas de interações com os personagens em seus números. Uma equipe de cinco atores-bailarinos que conduzem as ações circenses em movimentos cênicos repletos de coreografias representando o circo popular. Os dois espetáculos já foram apresentados dentro da Mostra Sesc de Arte e Cultura 2018. As apresentações da Cia. Bagana de Teatro contemplaram os públicos de Natal, Macaíba, Mossoró,

Caicó e São Paulo do Potengi. Além disso, a Cia. Bagana de Teatro foi convidada para participar do Festival de Palhaças do Mundo, realizado em Brasília, com o espetáculo “A Coisa do Humano". “Estamos superfelizes com o convite, mostrar esse novo trabalho da Companhia Bagana em nível internacional é o reconhecimento de muito trabalho e dedicação à arte e levar o nome de Mossoró muito nos honra”, exalta Joriana Pontes. DOMINGO, 2 de setembro de 2018

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OPINIÃO [ ARTIGO

OPINIÃO [ CRÔNICA

O invasor

Demônios da solidão

José de Paiva Rebouças josedepaivareboucas@gmail.com

Estou sentado na varanda. O computador aberto há horas e o ícone piscando sobre a página branca. Mensagens chegam no celular. O chá esfria. São 23h29. O ponteiro dos segundos é vermelho. Sigo olhando a xícara branca, a colher espremendo o sachê quando escuto a moto do vigia passando na rua. Ouço sirenes, mas não identifico se é polícia, alarme disparando em alguma casa vizinha ou somente o encontro desses vigias que não nos servem de nada. Do meu lado, um pedaço de cano enferrujado é minha única arma para enfrentar o invasor. Há pouco, o ouvi quando atravessou o arame da cerca elétrica. Subi numa cadeira para ver o movimento no telhado. Nada avistei. Podia ser um gato, mas sempre suponho um bandido. Mantenho os movimentos leves, sem afobação. Se há um estranho, o pegarei desprevenido.

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Barulhos prorrompem no jardim. O cano não é firme o suficiente, mas me passa alguma segurança. O chá esfria, está doce como eu gosto. Sorvo um gole com um barulho leve. O açúcar se manifesta em meus sentidos. De vagar, sigo até a cozinha. A geladeira sempre está muito cheia. Parece até que mora muita gente nesta casa. Não mora. Abro uma frigideira. Um cheiro forte de carne frita no azeite. Comeria assim mesmo gelada. Levanto a tampa e arranco dois pedaços com a ponta dos dedos. O cheiro dos condimentos exala pela cozinha. Comeria aquilo se estivesse comendo carne vermelha. Triste do homem que está limitado a comer carne vermelha. Não há prazer melhor na culinária. A armadilha está no quintal. Já pegou outros invasores e vai pegar mais um. Tenho convicção nela e a armo com cuidado. Escolho o lugar exato e espero o disparo enquanto fumo lentamente um cigarro. O ícone continua piscando no fundo branco do computador e o chá segue

esfriando. A fumaça desenha uma nuvem sobre o ambiente. Expulso dos pulmões uma rajada segura que sobe pela área de sol. É bonita a fumaça de um cigarro quando sobe. Não estou em delírio. Por sorte o invasor havia corrido próximo a meu campo de visão, tentando esconder-se sorrateiro entre os tijolos do jardim. Avistei-o correndo em desalinho, grande, perigoso e cheio de más intenções. Ouço movimentos e me preparo para o impacto. O sabor produzido pela expectativa é uma angústia necessária. Pode demorar horas, a noite inteira. Mas esperarei. Sorte que não por muito tempo, porque, embora aguardando, assusto-me com o barulho do ferro dilacerando o invasor. Golpe certeiro, não erra nunca. Letal como as guilhotinas. O clima é de homicídio. De costas para o acontecimento, termino o trago ouvindo a agonia da maldita ratazana que se debate na ratoeira enquanto a vida sobe ao céu junto ao fumo do cigarro.

josé nicodemos aristida603@hotmail.com

Q

uando a chuva passou, Oneide foi à varanda do apartamento, de frente para o mar, espiou a rua desguarnecida de povo, de repente sentiu uma tristeza profunda. Solteirona, morava sozinha. A ideia de casar nunca lhe passara pela cabeça: era jovem e bonita, tinha bom emprego, que lhe proporcionava a satisfação das vontades. Que mais exigir da vida? Existencialista, queria era gozar todos os prazeres que a vida lhe punha ao alcance, sem a responsabilidade com marido e filhos. A liberdade sem restrições, fossem quais fossem. E porque assim, tinha sempre o

cuidado em evitar a entrega sentimental a um homem; seria uma forma de limitação na vida. Naturalmente, de todo em todo incompatível com sua maneira instintiva de encarar a existência humana. Liberdade total. Respiração livre, no sentido da realização das vontades. Ali na varanda do apartamento, solitária e triste, Oneide, sem querer, entrou a passar em revista sua vida de jovem bonita e financeiramente aquinhoada, pois tinha lugar importante no Banco Central. Passar férias em Paris, para as posses dela, era o mesmo que comprar um simples batom, qualquer coisa sem maior exigência da bolsa. É certo que, mulher madura, ainda curtia os prazeres que a vida oferece e o dinheiro pode comprar, mas também é certo que, de volta para o apar-

tamento, algo lhe esboçava, a tintas escuras, lá no mais fundo da alma, um não sei quê, inexplicável. Um calor de vida lhe faltava. Uma ausência, como nunca sentira em toda a sua vida. À feição de cansaço. Afinal de contas, um sentimento de esgotamento dos prazeres mundanos. Um cansaço... um cansaço... Como que se sentindo apavorada à visão de demônios de chifres, Oneide teve medo da solidão, interior e em redor, um medo de si mesma, e dirigiu-se ao quarto, trocou-se, pegou o carro e foi dar uma volta por aí, depois uns uísques no ambiente chique do costume. Em cada dose de uísque, cujo dourado alegre lhe parecia uma nódoa escura, veneno? Oneide sentia que estava a beber a própria solidão, sob olhos de fogo de demônios zombeteiros.

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editorial [ índice

O celular e a escola

A

Pesquisa sobre o Uso das Tecnologias de Informação e Comunicação nas Escolas Brasileiras (TIC Educação 2017) divulgada nesta semana mostra que o percentual de professores que utilizam o celular para desenvolver atividades com os alunos passou de 39% em 2015 para 56% em 2017. O aumento aconteceu tanto nas escolas públicas, onde o percentual passou de 36% para 53%, quanto nas particulares, crescendo de 46% para 69%. E em Mossoró, como está o uso e o controle das novas tecnologias? DOMINGO ouviu profissionais sobre o tema. A Cia. Bagana de Teatro está na estrada com dois espetáculos. Um deles, “A Coisa do Humano”, já foi apresentado em vários municípios do Rio Grande do Norte e foi convidado para participar do Festival de Palhaças do Mundo, em Brasília. Conheça os espetáculos da companhia de teatro mossoroense. DOMINGO hoje também aborda um assunto sério: cresceu o consumo de cigarro entre os jovens brasileiros. Falamos com uma psicóloga para saber o motivo desse retrocesso no combate ao fumo. Hoje, temos mais uma entrevista especial que, a exemplo da semana passada, fala de um projeto social que está transformando a vida de pessoas. Conversamos com o empresário Antônio Gentil sobre o seu Instituto Gentil, fundado em 1992. Na receita de hoje, DOMINGO lhe ensina a fazer um bolo de chocolate com cobertura de leite em pó. Contamos, ainda, com a coluna semanal de Jotta Paiva Rebouças. Confira a DOMINGO de hoje. Magnos Alves

adoro comer

Entrevista Conhecimento que transforma. Para o empresário Antônio Gentil, 70, um lema de vida. Mais do que isso: uma missão social que ele cumpre, como dever de cidadão, a partir da formação cultural e intelectual das crianças de sua terra natal, Campo Grande, município do Médio Oeste do Rio Grande do Norte. Foi lá que o empresário fundou o Instituto Gentil, em 1992, para adotar crianças, adolescentes e jovens através de atividades educacionais e culturais. Página 4

Como fazer bolo de chocolate com cobertura de leite em pó Ingredientes MASSA 1 mistura para Bolo de Chocolate Finna 1 xícara de leite 2 colheres (sopa) de margarina 3 ovos COBERTURA 1 xícara de leite em pó integral 1 colher (chá) de margarina 2 latas de leite condensado 6 colheres de creme de leite de caixinha ½ xícara de leite em pó para decorar o bolo

Tabagismo na juventude

Modo de preparo MASSA - Preaqueça o forno a 180 graus, por 10 minutos. - Unte uma forma de furo no meio (de 22 a 24 cm) com margarina e Farinha Finna tipo 1. - Adicione o conteúdo da Mistura para Bolo de Chocolate Finna com o leite, a margarina e os ovos. - Bata na batedeira por 5 minutos em velocidade alta ou manualmente por 7 minutos até a massa ficar homogênea. - Coloque a massa na forma untada e leve ao forno para assar a 180° C ou de acordo com o tempo

indicado para cada tipo de forma. - Retire o bolo do forno, deixe esfriar, desenforme e sirva (não abra o forno antes de 30 minutos.) - Recheie o bolo com o brigadeiro de leite em pó e polvilhe leite em pó com ajuda de uma peneira. COBERTURA - Leve o leite condensado, a margarina e o leite em pó ao fogo baixo em uma panela, mexendo sempre até desgrudar. Fonte: Le Cordon Bleu: Técnicas Culinárias Essenciais. Marco Zero, 2010, página 20.

Apesar de proibido na maior parte das salas de aula do país, o uso do celular em atividades pedagógicas cresce ano a ano. Mais da metade dos professores dizem que utilizam o celular para desenvolver atividades com os alunos. Página 10

Colunas

José Nicodemos

Página 3

José de Paiva Rebouças Página 14

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Edilson Damasceno • Editor Interino– Magnos Alves • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim • Foto – Marcos Garcia Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com

Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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DOMINGO, 2 de setembro de 2018

DOMINGO, 2 de setembro de 2018

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o. MOSSORÓ 3

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descoberta da doença. MOSSORÓ 1 /photos/jornaldefatorn

O milagre da folhadomingo da moringa

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Agrônomo revela os poderes milagrosos da "árvore da vida", a moringa oleífera, que ele cultiva. ESTADO 1

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MOSSORÓ �RN�, DOMINGO, 19 DE NOVEMBRO DE 2017 | EDIÇÃO 5.020 � ANO XVIII | R$ 2,50

O TORTO ossoró ANDAR DO OUTRO ve ter 17os Jornalismo n de Verdade pelade staque não importa m 2018 a plataforma O celular e a escola Mossoró (RN), Cedida domingo, 2 de setembro de 2018

do maior colégio eleitoral dade deve assumir posição ues com nomes à disputa a do próximo ano. PRINCIPAL 3 @defato_rn

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o de s para o CMYK

Governo vai suspender novos cursos

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Pesquisa aponta que o uso do celular em atividades pedagógicas cresce ano a ano no Brasil. Em Mossoró, as escolas buscam explorar esse equipamento da melhor forma possível.


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>> bastidores

TV Brasil comemora uma década de "Samba na Gamboa" com temporada especial

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>> inside

Ao lado da banda Tio Chê, Sérgio Guizé solta a voz em "PopStar"

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Mossoró (RN), domingo, 2 de setembro de 2018

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Christiane Torloni exalta tom realista e contemporâneo da corajosa Carmen de "O Tempo Não Para" página 3

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Seriais

Domingo, 2 de setembro de 2018

>> por Geraldo Bessa

Destaques das séries e conteúdo “on demand”

Vale tudo O Universal apresenta a sua mais nova série nacional: "Amigo de Aluguel". Com produção da O2 Filmes, a comédia é protagonizada por Felipe Abib, que interpreta Fred, um ator que tem fobia de palco. Desempregado, sem perspectivas e com um filho de 9 anos para ajudar a criar, ele acaba aceitando um trabalho inusitado como amigo de aluguel. Porém, Frederico não é um "amigo" qualquer. Ator e perfeccionista, ele estuda e cria personagens de ficção, sob medida, para a vida real dos clientes. Ele pode se transformar rapidamente em um namorado, tio, herdeiro, guru de autoajuda, padre, avô, mulher ou seja lá o que o contratante quiser. Por contradição do destino, ele, que é tão talentoso para consertar as vidas alheias, não consegue consertar sua própria vida. Tudo começa quando Sara, ex-agente de Fred interpretada por Luciana Paes, tem a ideia de alugá-lo para ser o namorado de sua sobrinha Hannah, de Laila Zaid, no casamento do ex-noivo. Com o sucesso da missão, Sara percebe que descobriu um novo e lucrativo negócio. A maquiadora Angelina, de Christiana Ubach, entra na trupe para ajudar nas caracterizações dos personagens que Fred inventa para as missões contratadas.

Estudantes disfarçados

(A&E Play, seg, dia 3) A série do A&E "Alunos Sob Suspeita" acompanha sete jovens adultos, de 21 a 26 anos de idade, que se infiltram durante um semestre na Highland Park High School em Topeka, no Kansas, Estados Unidos. Neste experimento, os participantes vão atuar como alunos normais do período equivalente ao Ensino Médio no Brasil – frequentando aulas, estabelecendo amizades e participando das atividades e clubes escolares – para oferecer uma visão do que é ser adolescente hoje em dia. Cada um dos participantes tem motivações pessoais para realizar uma mudança positiva e, sem saberem uns dos outros, chegam ao colégio em que somente os diretores da escola e membros seletos da comunidade sabem de suas verdadeiras identidades e motivos. Do "bullying" à difusão das mídias sociais, da batalha para se destacar nas salas de aula à necessidade de se encaixar nos padrões sociais em evolução, os participantes de "Alunos Sob Suspeita" vão descobrir as dificuldades e os desafios enfrentados pelos adolescentes dos dias atuais. Mergulhando em seu passado, cada voluntário um traz ao programa uma variedade de culturas e experiências. Os jovens adultos incluem um ex-praticante e vítimas de “bullying”, uma mãe adolescente, um palestrante motivacional para a juventude, irmãos e um ministro religioso para jovens.

Medicina sensível

(GloboPlay, ter, dia 4) O aplicativo GloboPlay entra em nova fase e traz para seus assinantes grandes sucessos internacionais com exclusividade. O primeiro deles é a série "The Good Doctor", cuja estreia foi a mais assistida da emissora americana ABC desde "Lost" e se tornou um fenômeno de audiência no país. Todos os 18 episódios da primeira temporada estarão disponíveis para os assinantes da plataforma como parte da parceria do serviço com os Estúdios Sony. Na trama, Freddie Highmore interpreta Shaun

Murphy, um jovem cirurgião com autismo e síndrome de savant, que troca uma vida tranquila no interior para se unir a uma unidade cirúrgica de um hospital prestigiado. Sozinho e com extrema dificuldade de se conectar em nível pessoal com aqueles que o rodeiam, Shaun usa seus extraordinários dons médicos para salvar vidas e desafiar o ceticismo de seus companheiros profissionais. Baseada na homônima e premiada série sul-coreana de 2013, a série conta com nomes como Antonia Thomas, Nicholas González, Beau Garrett, Hill Harper, Richard Schiff e Tamlyn Tomita no elenco.

Novos ares

(HBO Go, qui, dia 6) A sexta temporada da estrelada "Ray Donovan" acaba de chegar na HBO e no serviço HBO Go. Originalmente, a história se baseia em Los Angeles, na Califórnia, onde Raymond "Ray" Donovan, protagonista de Liev Schreiber, trabalha para o poderoso escritório de advocacia Goldman & Drexler, representando os ricos e famosos. Donovan é um "fixer": na gíria criminal, o cara que conserta tudo, uma pessoa que trata dos subornos ou pagamentos a policiais corruptos ou funcionários do governo ou outros criminosos permitindo que lhes evite a punição. Ray experimenta seus próprios problemas quando seu pai, Mickey Donovan, de Jon Voight, é inesperadamente libertado da prisão e agentes do FBI tentam derrubar Ray e seus associados. Produzida nos Estados Unidos pela Showtime, a nova temporada da série criada por Ann Biderman terá 12 episódios e desdobrará os conflitos retratados no final de seu quinto ano. A volta da série mostra o protagonista tentando começar uma vida nova em Nova Iorque, e se aproximando do departamento de polícia da região de Staten Island.


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"O Tempo Não Para" e também me encantei pelo texto. Deixei nas mãos do destino e da emissora (risos). P - Na tevê desde os anos 1970 e com uma carreira recheada de personagens de sucesso, o que um projeto precisa ter para despertar esse encantamento? R - Novidades e uma boa equipe. Só isso vai me fazer despertar todos os dias e vir trabalhar com vontade de dar o meu melhor. Não faltam coisas novas em "O Tempo Não Para". Nem precisa olhar tão de perto para perceber o subtexto que envolve o encontro de pessoas congeladas com o mundo contemporâneo. Divirto-me com vilãs e acho que o outro projeto seria muito especial. Mas me encantei pelo contexto em que a Carmem está envolvida. O encantamento veio da mulher possível que ela representa.

Christiane Torloni exalta tom realista e contemporâneo da corajosa Carmen de "O Tempo Não Para"

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jeito sofisticado e a fina ironia de Christiane Torloni acabaram por influenciar sua carreira. Com inúmeras mulheres poderosas e peruas tresloucadas no currículo, a atriz encontra na independente Carmen de "O Tempo Não Para", um dos papéis mais realistas de sua trajetória. "Ela é uma mulher possível, que está por aí. Nunca esperou o príncipe encantado, trabalha desde cedo, criou o filho sozinha. Carmem é uma mulher do nosso tempo", analisa. Filha dos atores Geraldo Matheus e Monah Delacy, a atriz paulistana está nos palcos desde sempre. A estreia profissional foi em 1975, sob o comando de Walter Avancini em um episódio da série "Caso Especial", da Globo. Ao longo dos anos, conquistou o teatro, virou protagonista de tramas como "A Gata Comeu" e "Corpo Santo", da extinta Manchete, emissora por onde passou brevemente até retornar à Globo em "Araponga", no início dos anos 1990. A partir daí, se manteve como um nome forte dentro da emissora, com sucessos como "A Viagem" e "Mulheres Apaixonadas". "Eu sempre trabalhei muito. Pois é atuando que consigo compreender um pouco as adversidades da vida", teoriza. Hoje, aos 61 anos, Torloni segue firme e forte. Seja defendendo a preservação da Ama-

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zônia, produzindo seus próprios espetáculos teatrais, fazendo apenas o que quer na tevê ou investindo na carreira de diretora. "Acho que ainda tenho muitas coisas a fazer. Não só como atriz, mas como realizadora. Esse sentimento me faz querer estar sempre em movimento", ressalta. P - Dois anos separam o final de "Velho Chico" e a estreia de "O Tempo Não Para". Estava com saudade dos estúdios? R - Sim e não. "Velho Chico" foi uma novela linda, mas extremamente trabalhosa. Eu precisava descansar e fazer outras coisas. Acredito de verdade que o público precisa ficar um tempo sem ver os atores. Se não, as novelas acabam ficando muito parecidas. As gravações acabaram, retomei meu projeto no teatro e me dediquei à fina-

lização de uma produção para o cinema. Voltei renovada e com vontade de trabalhar. Já fui muito de fazer uma novela atrás da outra, hoje sei que dar um tempo é essencial. P - Você seria a grande vilã de "Verão 90 Graus", mas a novela foi adiada e seu nome acabou sendo confirmado em "O Tempo Não Para". Como encarou essa troca? R - Eu já tinha lido algumas coisas da personagem e estava bastante envolvida com o projeto. Mas o adiamento era inevitável. A história é ambientada na virada dos anos 1980 para os anos 1990, com um contexto político bem delineado. E, em ano de eleições, as cenas iriam sofrer cortes absurdos. Até houve uma tentativa de me reservar para o projeto, mas aí surgiu a oportunidade de fazer

P - Como assim? R Ela é bem resolvida, dona do próprio nariz, criou o filho de forma independente. Existem muitas mulheres como ela por aí. O grande barato dessa personagem é destacar esse tipo de trajetória. Essa força das mulheres em peitar o patriarcado e mostrar suas ideias e está sendo discutida em todos os lugares. Demorou muito para que isso acontecesse. Então, Carmem é uma mulher deste tempo. Ela até tem um contexto romântico, mas não é o que a define. P - Como você avalia essa troca de prioridades? R - É maravilhoso. Por muito tempo, por mais independentes que as personagens fossem, correr atrás ou esperar o amado era a principal meta das mulheres nas tramas. É claro que o romance ainda é um dos grandes atrativos dos folhetins, mas agora outras atitudes são mostradas e sinto o público das novelas mais aberto a tipos menos convencionais.


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>> close Nadja Haddad fala do “Bake Off Brasil – Mão Na Massa” e de sua vontade de crescer no entretenimento

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Do outro lado

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udar o curso de uma profissão é sempre uma tarefa arriscada. Principalmente quando se é reconhecida por ela, como o caso de Nadja Haddad. Jornalista de formação, ela passou por importantes noticiários da tevê e da rádio durante os anos 2000. Por isso, estar à frente da apresentação do “talent show” culinário “Bake Off Brasil – Mão na Massa”, do SBT, surpreende até ela mesma. “A ficha ainda não caiu. Mesmo depois de gravar e de ir ao ar. Estou realizando aos poucos”, conta ela. Dona de um grande carisma e de um bom humor proporcional, ela garante que a mudança de ares nada tem a ver com o acidente que sofreu em 2005 - ela foi alvejada por uma submetralhadora enquanto cobria um tiroteio em uma favela do Rio de Janeiro para o “Jornal do Rio”, da Band. “Isso tem 12 anos, já passou. Deixou algumas marcas, mas passou”, jura. Segundo ela, migrar para o entretenimento tem a ver com uma vontade antiga. Desde 2013, quando deixou a Band para ir para o SBT, Nadja flerta com a leveza permitida pelo entretenimento. Com passagens pelo “Programa do Ratinho” e pelo “Programa Silvio Santos”, ela celebra poder mostrar uma outra faceta na tevê. “Sou muito grata ao Jornalismo e a tudo que ele me proporcionou. Mas faz parte da minha história. Agora quero alçar novos voos”, diz a apresentadora, rechaçando qual-

quer possibilidade de voltar a atuar como repórter ou até de estar atrás de uma bancada. Convidada para substituir Carol Fiorentino, que deixou o “Bake Off” por não chegar a um consenso sobre seu salário na emissora, ela conta que se surpreendeu com a proposta. “Queria muito uma oportunidade, mas não achei que fosse acontecer tão rápido. Deu um frio na barriga, mas resolvi encarar”, diz, confiante. Além da atual temporada, Nadja apresentará dois especiais de fim de ano e uma edição infantil, no próximo ano. Por isso, se ausenta temporariamente do “Programa do Ratinho”. “Volto para lá assim que der. Mas continuo com o Silvio, disso ele não me liberou”, diverte-se.

A surpresa do convite veio pela sua falta de experiência de comandar um programa. Mas também por sua falta de intimidade com a culinária. “Entendo de comer, acho que já está bom”, brinca. Para se preparar para a produção, Nadja evitou assistir às edições anteriores da produção exibida pelo SBT, mas confessa que ficou atenta aos formatos estrangeiros, principalmente a percussora, exibida no Reino Unido há oito temporadas. “Os apresentadores não têm nenhuma ligação com a gastronomia, isso não é uma premissa do programa. Como as edições daqui tinham, não vi para não ficar sugestionada”, explica. Por não ter um extenso conhecimento na gastronomia,

Nadja focou em outros detalhes para a apresentação do “Bake Off”. Segundo ela, o propósito é usar seus predicados de jornalista para tirar o máximo de informação pessoal dos candidatos ao prêmio final da produção. “Julgar é missão do Olivier Anquier e da Beca Milano. E o meu trabalho é apresentar os competidores, mostrar suas particularidades. Eles são as grandes estrelas do show”, explica. Por isso, ela garante que gosta de, mesmo no intervalo das gravações, estar entre eles e conversar sobre os mais variados temas. “Quero estar livre para brincar, para mostrar meu humor. E até para fingir que sou psicóloga deles quando estão sob muita pressão. Quero me divertir”, promete.


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>> ponto de vista

“Fantástico” estreia “Infratores”, quadro que mistura realidade com dramaturgia

Irrealidade

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s produções dramatúrgicas sempre tiveram espaço no “Fantástico”. Quadros como o “Retrato Falado” e “Álbum de Casamento”, ambos protagonizados por Denise Fraga, já brincavam com a realidade e a ficção no início dos anos 2000. Há quase dois anos sem intervenções deste tipo - a última havia sido “Segredos de Justiça”, protagonizado por Glória Pires -, uma série nova estreou no último domingo na revista eletrônica global. “Infratores” segue o “modus operandi” do formato. A história é focada em Bibiana, interpretada por Cláudia Gimenez. Ela é a responsável por um curso que dá aulas de reciclagem para condutores que excederam o número de pontos permitido e tiveram a carteira de motorista apreendida.

cotidiana Ao longo dos cinco episódios, o quadro destrincha os tipos de motoristas infratores. Na lista, estão os apressados, os irresponsáveis, os folgados e os distraídos. Sem muita paciência para doutrinar seus alunos ou para as justificativas deles, Gimenez está impecável no papel de uma professora linha-dura, mas cansada do ofício. Para compor sua sala de aula, ela conta com auxiliares de peso. A dondoca Marilu, de Betty Faria, a estudante viciada em “crossfit” Débora, o designer de interiores Rael, de Douglas Silva, e o motorista particular Tony, de Márcio Vito, são os alunos que preenchem a escola de Bibiana. Bem construídos e bem defendidos, eles são pessoas comuns e bastante reais. Além deles, Aldo Perrotta fecha o elenco, na pele do poli-

cial Almeida, que tem como missão notificar os motoristas pelas infrações cometidas. O cenário é simples. Uma sala de aula pequena, com poucas cadeiras e poucos detalhes cênicos. O que não é um problema. Pelo contrário: a falta de artefatos ajuda a insinuar a precariedade daquele ambiente e reforça o tom compulsório da presença ali. A direção artística de Rafael Dragaud funciona bem nesse sentido: nada é composto por excessos - do cenário às atuações. A diretora de cena Luciana Oliveira também faz bem os cortes da ficção para a realidade - já que motoristas reais falam sobre suas infrações de trânsito e contam suas histórias atrás do volante. A diferença entre o que é verdade para o que é dramaturgia fica bem marcada, sem mudanças

grosseiras. Tudo isso é respaldado pelo texto competente de Leandro Soares, que não tornou os episódios em uma enfadonha aula de como se comportar no trânsito e, sim, em uma crônica bem humorada sobre exemplos a não serem seguidos. A inserção de “Infratores” no “Fantástico”, portanto, não é uma manobra inventiva. Mas é mais uma tentativa de trazer de volta o prestígio que o dominical já teve. Com pouco conteúdo relevante e reportagens de peso cada vez mais escassas, o formato apresentado por Tadeu Schmidt e Poliana Abritta vem perdendo audiência de forma significativa. Com 45 anos de exibição recém-completados, o “Fantástico” tem média de apenas 19 pontos de audiência - somente cinco pontos à frente de seus concorrentes da Record e SBT.


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Terça (04/09) - Maria Alice marca um encontro com Rei e os amigos a apoiam. Brigitte e Getúlio tentam despistar Érico sobre seu relacionamento. Talíssia conversa com Dandara sobre seu namoro com Vinícius. Érico ironiza o encontro mal sucedido de Jade e Santiago. Maria Alice encontra Rei. Todos admiram a postura de Maria Alice. Amanda confessa a Kavaco que a viagem a Barreirinhas a deixou cansada.

Quarta (05/09) - Maria Alice afirma que R lhe causou muito sofrimento e se nega a perdo o rapaz. Santiago pede para consultar os búzi com a mãe de Talíssia. Maria Alice se defende d insinuações machistas dos homens de Barrei nhas. Rei garante a Tito e Garoto que faria qua quer coisa pelo perdão de Maria Alice. Maria A ce revela sua história com Rei a Rosália, m pede que a mãe não fale com Penha.

>>O Tempo Não >>Orgulho e Para Globo – 19h15 Paixão Globo – 18h15

Segunda (03/09) - Camilo sonda Julieta sobre o passado agressivo de seu pai. Fani explica para Edmundo por que não quer se casar. Kléber conta para Virgílio que Susana tem provas contra ele. Fani pressiona Gaetano para saber por que Luccino foi expulso de casa. Rômulo avisa a Ofélia e Felisberto que Darcy está fora de perigo. Delegado Baltazar vai ao hospital inquirir Darcy e Elisabeta sobre o atentado, e eles garantem que não foi Brandão quem os atacou.

Terça (04/09) - Elisabeta culpa Lady Margareth pela falsa morte de Darcy. Ema e Ernesto procuram Edmundo para pedir um empréstimo financeiro. Julieta se machuca ao cair do cavalo. Tibúrcio pede para que Rômulo volte para casa. Brandão se afasta do quartel e promove Otávio a major e Randolfo, a capitão. Lady Margareth exige que Xavier dê fim à vida de Susana. Baltazar questiona Lady Margareth e Xavier sobre o atentado contra Elisabeta.

Quarta (05/09) - Camilo e Julieta ensaiam um reconciliação, mas ele acaba fugindo. Susana r vela a Xavier que trocou as taças, e ele perce que bebeu o sonífero. Susana e Petúlia se prep ram para fugir, mas são interpeladas por La Margareth. Virgílio tenta golpear Susana, que salva por Petúlia, e as duas conseguem fugir. C milo revela a Jane seu passado. Susana se esco de na Fazenda Bittencourt. Mariana comunica família que se casará com Brandão.

Segunda (03/09) - Dom Sabino afasta Bento de Samuca. Pedro Parede faz fotos da confusão no noivado. Marocas se defende de Bento, depois de ser beijada por ele. Emílio recebe as fotos enviadas por Pedro Parede, e Zelda reage desconfortável. Betina procura Samuca, e Marocas os flagra juntos. Marocas e Samuca ficam presos no elevador e fazem as pazes. Miss Celine e Elmo também ficam presos e acabam se beijando. Betina dorme na casa de Samuca.

Terça (04/09) - Elmo ajuda Betina, e Samuca se preocupa com o estado da ex-noiva. Eliseu aconselha Paulina. Dom Sabino pede mais tempo a Coronela para pagar as diárias da pensão. Dom Sabino tenta arrumar um emprego na padaria. Coronela e Januza cochicham sobre Marocas. Elmo e Samuca tentam descobrir quem revelou o local do noivado a Pedro Parede. Marocas começa a trabalhar na Samvita. Dom Sabino matricula Nico e Kiki na escola de uma amiga de Amadeu.

Quarta (05/09) - Samuca tenta acalmar Be na. Cesária pede para Marino vender uma de s as joias. Vanda e Carmen se preocupam com estado de Betina. Coronela flagra Waleska e M teus aos beijos. Marino pede ajuda a Carmen p ra vender a joia de Cesária. Samuca sugere q Betina se afaste da Samvita. Elmo beija Miss C line. Marocas se aconselha com Agustina. Nico Kiki veem Miss Celine deixando o quarto de Elm Nico e Kiki chantageiam Elmo.

>>Segundo Sol

Segunda (03/09) - Beto decide cuidar de seu patrimônio. Naná presenteia Luzia com um véu e pede que ela o use em seu casamento com Beto. Karola dá uma entrevista e diz que foi contra Beto fingir que estava morto. Artur confessa a Katiandrea que o negócio de Roberval é apenas uma fachada. A moça conta a descoberta para Laureta, que extorque o filho de Severo. Valentim se desculpa com Beto por ter escondido as transações financeiras de Karola.

Terça (04/09) - Zefa confronta Severo por colocar a mansão à venda, e ele acaba passando mal. Rochelle dá uma festa na casa de Roberval. Maura e Ionan tentam resistir, mas se beijam novamente. Dodô procura Gorete para oferecer ajuda financeira. Valentim se enfurece ao ver Remy na casa de Karola. Roberval revela que é o comprador da mansão de Severo. Naná vai até a casa de Karola, e a flagra na cama com Remy. Roberval deixa que sua família continue morando na mansão.

Quarta (05/09) - Manu apoia Acácio na m nifestação para salvar o casarão. Luzia e Valent se reconciliam. Beto e Luzia aceitam fazer u show para ajudar o casarão. Valentim e Ícaro te tam se entender. Severo pede desculpas a Ze que o repele. Selma convida Ionan para ser p drinho de seu filho. Rosa e Laureta se preocupa com a festa promovida por Remy. Luzia diz pa Beto que sonha em ter um filho dele. Karola con para Laureta que encomendou a morte de Rem

Segunda (03/09) - Luísa diz que Poliana está proibida de conversar novamente com Sr. Pendleton. Os comparsas do Rato, chefe do crime da comunidade, vão até a padaria para alertar Jeferson a parar de movimentar os moradores se quiser que nada aconteça com o estabelecimento de Durval. Claudia recebe um telefonema da O11O dizendo que ela será recontratada. A mulher fica feliz e comemora com os filhos. Verônica sofre por não ter sido aceita no comitê, mas ao falar com Roger decide criar o seu próprio comitê.

Terça (04/09) - Arlete e Verônica se estranham ao se encontrarem na padaria. Começa a reunião na O11O. João tenta ensinar Poliana a ficar mais afinada no canto. Éric vai escondido até a sala de dança e veste seus calçados de sapateado para dançar sem ser visto. João e Poliana veem o menino ensaiar. Éric pede para que os dois não contem nada para ninguém. Sr. Pendleton recebe uma carta de Poliana dizendo que não pode mais visitá-lo por uma ordem de Luísa. Roger decide que Guilherme vai trabalhar na galeria de arte de Glória para ocupar a mente.

Quarta (05/09) - Benício, Gael, Mário e L rena vão até a casa de Sr. Pendleton para agr decer ele ter ajudado Claudia a ser recontratad Ciro é demitido e a família fica preocupada. Gley diz para Kessya que vai aceitar trabalhar com V rônica até Ciro conseguir um novo trabalho. Lu e Yasmin descobrem onde fica o clubinho de B nício, Gael, Mário e Lorena. Guilherme vai até casa de Raquel para assistir um filme com ela Lorena, pois Durval saiu para um encontro. Soph descobre o esconderijo de João e o menino reve a verdade para a professora sobre seu histórico

Globo. – 21h

Globo – 17h35

>>malhação

Segunda (03/09) - Érico se aproxima de Dandara e Jade os observa. Com ciúmes de Rei, Alex acredita que foi enganado por Maria Alice. Márcio insinua que há algo a mais na história entre Rei e Maria Alice. Érico questiona Brigitte sobre Getúlio. Rafael comemora com Gabriela sua recuperação. Talíssia se incomoda por não conseguir ficar a sós com Vinícius. Alex confronta Maria Alice, que se sente ofendida com a atitude do rapaz.

>>As Aventuras de Poliana SBT - 21h

Resumo das novelas

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Domingo, 2 de setembro de 2018

Rei oar ios das irialAlimas

Quinta (06/09) - Maria Alice revela a Alex que Armando a humilhou e Rosália ouve. Todos voltam para a escola. Hugo provoca Dandara. Marcelo repreende Michael por estar de salto alto no colégio. Márcio comenta com Rafael que se sente excluído entre os colegas da escola. Todos discutem sobre a proibição de Marcelo em relação a Michael. Verena desabafa com as amigas sobre Álvaro. Érico confronta Brigitte em sala de aula.

Sexta (07/09) - Marcelo afirma a Gabriela que a proibição faz parte do regulamento do colégio. Alex e Flora parabenizam Paulo e Marli pelo relacionamento. Dandara afirma que os alunos deveriam protestar contra a proibição ao sapato de salto. Gabriela revela a Rafael as boas atitudes de Márcio com os amigos durante a viagem. Rosália conversa com Maria Alice sobre Armando. Dandara, Hugo, Santiago e Michael discutem.

ma reebe paady eé Caonaà

Quinta (06/09) - Darcy aprova o romance entre Charlotte e Olegário. Ernesto procura Ema, que duvida de que o marido aprove sua ascensão profissional. Nicoletta vai à casa de Brandão e se reconcilia com Luccino. Ernesto reclama de Ema com Elisabeta, e Jane encoraja a reconciliação. Julieta aparece usando roupas coloridas e surpreende a todos. Josephine pede abrigo a Uirapuru. Rômulo libera Darcy a voltar para casa.

Sexta (07/09) - Susana conta a Darcy e Elisabeta que tem provas contra Lady Margareth. Felisberto revela a Mariana que sabia sobre a real identidade de Mário. Ernesto e Luccino conversam sobre Ema e Otávio. Darcy leva as provas contra Lady Margareth para Baltazar. Mariana mostra às irmãs que está com os cabelos curtos. Mariana convida Mariko para ser sua madrinha de casamento. Randolfo e Otávio discursam para os soldados.

Sábado (08/09) - Mariana e Brandão se casam e deixam a igreja pilotando duas motocicletas. Baltazar mantém Susana e Petúlia presas. Edmundo se desculpa com Cecília. Ernesto sofre ao ouvir Ema reclamando de seu casamento para Elisabeta. Petúlia sugere que Susana entregue Lady Margareth à Polícia. Mariana e Brandão se amam. Baltazar avisa a Darcy que Kléber está preso. Darcy se surpreende ao encontrar Lady Margareth desorientada.

etisumo Mapaque Ceoe mo.

Quinta (06/09) - Marocas se enfurece ao saber que Betina está com as irmãs. Carmen e Agustina discutem. Lalá mente para Barão pagar as contas de Eliseu. Betina nomeia Emílio como seu representante na Samvita, e Samuca se irrita. Marino tenta vender a joia de Cesária para Mariacarla. Nico e Kiki pedem ajuda a Elmo para resgatar as outras pessoas congeladas. Emílio vai à sala de Marocas. Miss Celine distrai Petra, enquanto Nico e Kiki acordam Pirata.

Sexta (07/09) - Carmen tenta acalmar o filho. Elmo avisa a Samuca sobre as pessoas congeladas que despertaram. Samuca leva Marocas até a Criotec. Miss Celine e Menelau tentam acalmar Cecílio e Damásia. Marocas reencontra Damásia. Petra é hostil com Marocas. Cesária conversa com Damásia. Menelau se preocupa com Cecílio. Coronela expulsa Miss Celine da pensão. Elmo encontra Miss Celine. Betina e Zelda se divertem em uma boate.

Sábado (08/09) - Marocas fica incomodada com a boate. Samuca tenta tranquilizar Marocas, quando Betina se aproxima do casal. Miss Celine conversa com Mariacarla. Betina tenta convencer Samuca a levar Marocas para ficar com ela na área VIP. Agustina acorda assustada e Dom Sabino tenta acalmar a esposa. Betina sabota a bebida de Marocas, sem que ninguém perceba. Betina se diverte ao ver Marocas passar mal. Igor tenta ajudar Samuca com a noiva.

matim um enefa, paam ara nta my.

Quinta (06/09) - Remy exige dinheiro para revelar a Luzia o paradeiro de seu filho. Karola se surpreende ao ver Remy de volta em seu apartamento. Luzia adia sua ida para Boiporã, contrariando Beto. Nice vê Agenor boicotando sua comida no restaurante e enfrenta o marido. Roberval convida Cacau para sair. Luzia conta para Groa e Cacau sobre a conversa que teve com Remy. Ícaro insiste que o bebê que Rosa está esperando é seu filho. Laureta aconselha Karola.

Sexta (07/09) - Zefa incentiva Edgar a reatar com Karen. Laureta negocia com Remy e pede uma porcentagem para convencer Karola a lhe pagar. Luzia consegue juntar o montante pedido por Remy, que não aparece no local combinado. Remy vai ao encontro de Karola e Laureta, e revela que contou a Luzia que o filho que ela teve com Beto está vivo. Beto vai para o Rio de Janeiro participar de um programa de televisão. Luzia se desespera com o desaparecimento de Remy e vai atrás de Karola.

Sábado (08/09) - Remy marca um lugar para Luzia encontrar sua suposta filha. Beto declara seu amor por Luzia em um programa de televisão. Ícaro procura Maura e afirma que é o pai do filho que Rosa está esperando. Cacau e Roberval ensaiam uma reconciliação. Ícaro e Rosa fazem amor. Luzia vai ao encontro de Remy em uma pensão. Laureta combina com Viana para surpreender Remy e Luzia. Ionan conta para Beto que recebeu uma denúncia de tráfico de drogas .

Lorada. yci Veuigi Beéa ae hie ela o.

Quinta (06/09) - Sr. Pendleton vai até a escola conversar com a diretora Ruth Goulart. A diretora mostra para Sr. Pendleton, investidor do colégio, como está a tecnologia das salas da escola. Poliana apresenta na aula de dança a coreografia, mas Débora diz para as outras alunas memorizarem aquilo como algo que não se deve fazer. Durval está chocado ao descobrir que a sua padaria foi destruída e roubada durante a noite. Sr. Pendleton vai até a casa de Luísa e a surpreende. Luísa pede para Nanci inventar que ela saiu.

Sexta (07/09) - Jeferson tem uma surpresa quando o homem tira a máscara de Rato na comunidade. Dona Branca recebe uma entrega em casa de um produto que comprou pela internet para aumentar o seu pique para exercícios físicos. Sophie revela para Iuri que diz ter um noivo apenas para afastar qualquer pessoa que se aproxime dela e de sua banda. Iuri declara para a professora estar apaixonado por ela. Acontece uma nova reunião com Otto na O11O. Sérgio é promovido para estar à frente de um projeto sem precisar da aprovação de Roger.

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perguntas Michel Teló valoriza sua trajetória profissional televisiva

Domingo, 2 de setembro de 2018

Diante das câmeras muito intensa. Viajava pelo mundo em turnê. Naquela época, a cada três meses, eu precisava tomar remédios por algum problema de saúde. Só na base da medicação para segurar a onda. Não tinha tempo para dormir ou comer direito e isso influencia muito. Foi legal viver aquele momento de muito trabalho e tudo aconteceu de uma forma incrível. Mas, quando eu me tornei pai, sabia que eu precisava estar mais em casa e um novo momento da minha vida começou. O programa casou muito com esse período.

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ichel Teló desenvolveu uma relação intensa com a tevê quando decidiu ampliar sua participação para além dos programas de auditório. Primeiramente, ele encabeçou o projeto do “Bem Sertanejo”, quadro de 12 episódios e duas temporadas que foi ao ar no “Fantástico”. A produção, inclusive, deu origem a CD, DVD, livro e musical. Logo depois, foi convidado para ser jurado do “The Voice Brasil”, a partir da temporada de 2015, substituindo Daniel. De lá para cá, viu seus pupilos conquistarem o troféu do “reality show” três vezes e, atualmente, está em busca do tetracampeonato. Apesar da trajetória vencedora na competição, o cantor mantém os pés no chão e também não foca em uma única estratégia durante a produção. “Costumo dizer que não venho para brincar (risos). Sinto-me honrado de participar desse programa e trabalhar ao lado de gênios da música. Fiz escolhas muito certeiras e as coisas foram dando certo. Existe um trabalho intenso por trás de todo mundo. Programa ao vivo é uma surpresa. Não pode montar estratégia porque alguém sempre derruba. É um programa de emoção”, valoriza. Natural de Medianeira, no Paraná, Teló viveu boa parte de sua vida no Mato Grosso do Sul, onde deu início a sua trajetória na música. Foi a partir de sua entrada no Grupo Tradição que sua carreira tomou impulso. Porém, foi através de seu trabalho solo e com o estouro do “hit” “Ai

Se Eu Te Pego” que o cantor ganhou alcance nacional e internacional. Há mais de 20 anos trabalhando com música, Teló busca levar seus conhecimentos e suas histórias de vida para auxiliar na jornada dos participantes da competição da Globo. “A vida é uma grande batalha, mas claro que, em alguns momentos, há uma luz maior em cima de você. É necessário saber aproveitar esses momentos. Música é muito sobre fazer o que você ama ou gosta. O ‘The Voice’ gera uma visibilidade enorme para quem participa. São milhões de pessoas assistindo. Muda a vida de qualquer um”, aponta. P – Este ano, o “The Voice

Brasil” é exibido duas vezes na semana. Como você concilia as gravações do programa com a agenda de shows? R – Estamos conseguindo administrar isso bem. Nos fins de semana, eu tenho os shows e, durante a semana, venho para o “The Voice”. É óbvio que nesse período a rotina fica mais corrida. Mas a gente sempre dá um jeito. Às vezes, trago meus filhos para as gravações e os programas, por exemplo. Estamos sempre juntos. Como muitas coisas na minha, o “The Voice” veio no momento certo. P – Como assim? R – Durante 2011 e 2012, eu tinha uma sequência de shows

P – O fato de o programa ir ao ar duas vezes na semana mudou algo na dinâmica da competição para você? R – Sinto que a “pegada” competitiva continua a mesma, mas deixa o programa mais dinâmico. Acho que agora todo mundo tem mais tempo para mostrar seu talento e contar um pouco da sua história. Para nós, técnicos, podemos cantar mais e curtir mais. Nos últimos anos, não tivemos tantas apresentações. Além disso, o botão de bloqueio também foi inserido para dar um “upgrade” na brincadeira. Podemos brincar mais entre nós. Zoamos bastante, mas nos respeitamos muito também. P – Ao longo do programa, qual é o momento mais delicado do “reality show”? R – A fase das “Batalhas” é a mais complexa. Esse momento é o mais sofrido porque logo após montarmos nossa equipe a gente acaba tendo que cortá-la ao meio. A gente acaba conhecendo a história de cada um, respeitamos o sonho deles e isso dificulta ainda mais. Não é um momento fácil, mas é quando o programa vai ficando mais claro.


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Domingo, 2 de setembro de 2018

>> raio x Juliano Laham valoriza as mudanças de seu personagem em “Orgulho & Paixão”

Eterna construção

J

uliano Laham manteve a mente aberta para os rumos de seu personagem em “Orgulho & Paixão”. Sem uma trama específica no início da novela de Marcos Bernstein, o ator deixou espaço em sua preparação para acrescentar novos detalhes ao longo do caminho. Tanto foi que, nas últimas semanas, o intérprete do doce Luccino viu seu papel ganhar outros contornos ao revelar que é gay. Nos capítulos mais recentes, o mecânico decide assumir seu romance com Otávio, de Pedro Henrique Müller, confessando seus sentimentos pelo capitão italiano. “O meu processo de criação é continuo. Como na vida, vamos nos transformando, o meu personagem também. A cada cena que chega, eu estudo e enxergo para qual caminho o autor está levando e nisso vou moldando, buscando sempre trazer a verdade para aquele momento em que eu vivencio o Luccino”, explica Juliano, que não tinha certeza de como seria a reviravolta de seu personagem. “Nunca descartei essa possibilidade porque novela é uma obra aberta. Quando esse momento chegou, quis construir essa história de uma forma bonita e sutil. Busquei vivenciar a dificuldade de falar sobre sua sexualidade, pois a cena é retratada em 1910, existia outra cultura e outras formas de lidar com determinadas coisas”, completa. A trama de “Orgulho & Paixão” é a segunda novela de Juliano. Antes, ele integrou a temporada 2016 de “Malha-

ção”, em que viveu o lutador Rômulo. Porém, seu primeiro contato com a tevê não aconteceu através dos folhetins, mas sim de um “reality show”. Filho de libaneses, o ator foi convidado para interpretar um libanês durante uma prova da 16ª temporada do “Big Brother Brasil”. “Fui convidado a fazer uma atuação no ‘BBB’ como ator. E foi muito importante participar, até hoje eu agradeço à produção por me darem a oportunidade de mostrar o meu trabalho”, valoriza. Paulista de São José do Rio Preto, Juliano

mudou-se para o Rio de Janeiro em 2014, onde frequentou diversos cursos na área de tevê, cinema e teatro. Além do Brasil, o ator também morou no Líbano, Londres e no Qatar. “Sempre tive a vontade de fazer algo que eu pudesse preencher o próximo de uma certa forma. Quando entrei para o teatro, percebi que, naquele momento único em cena, eu poderia captar a atenção de quem estivesse me prestigiando e fazê-lo ter sensações que o despertassem e levassem para casa com uma nova mensagem”, filosofa.

Nome: Juliano Hadi Laham. Nascimento: Em 9 de dezembro de 1992, em São José do Rio Preto, São Paulo. O primeiro trabalho na tevê: “Malhação - Pro dia Nascer Feliz”, de 2016, da Globo. Atuação inesquecível: “Recentemente, em ‘Orgulho & Paixão’, o momento em que meu personagem resolve contar que é homossexual”. Momento marcante na carreira: “Em ‘Malhação’, gravar nos parques de Orlando”. O que falta na televisão: “Novos conteúdos. Semelhante aos que a internet e as plataformas de streaming oferecem”. O que sobra na televisão: “Uma nova geração de talentos”. Com quem gostaria de contracenar: Wagner Moura. Se não fosse ator, o que seria: “Não sei, talvez chefe de cozinha,nãodeixadeserumaarte,amo cozinhar é meu maior hobby”. Ator: Wagner Moura. Atriz: Meryl Streep. Novela preferida: “Caras & Bocas”, de 2009, da Globo. Vilão marcante: Félix, papel de Mateus Solano em “Amor à Vida”, de 2013, da Globo. Personagem mais difícil de compor: “O atual”. Papel que mais teve retorno do público: “O lutador Rômulo, que interpretei em ‘Malhação’”. Que novela gostaria que fosse reprisada: “Amor à Vida”. Que papel gostaria de representar: “Um vilão”. Filme: “Diário de Uma Paixão”, de Nick Cassavetes. Autor: Nicholas Sparks. Diretor: Woody Allen. Vexame: “Errar o nome de alguém em público”. Uma mania: “Baixar o som ou desligar o ar-condicionado do carro toda vez que eu vou falar alguma coisa. As pessoas ficam irritadas comigo”.


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Ao lado da banda Tio Chê, Sérgio Guizé solta a voz em "PopStar"

Domingo, 2 de setembro de 2018

Voz principal

M

uito antes de se tornar galã de novelas, Sérgio Guizé já "batalhava" como músico na cena roqueira e alternativa de São Paulo. Desde 2001 à frente da banda Tio Chê, onde canta e toca guitarra, Guizé caiu no gosto de autores e diretores da Globo, onde protagonizou novelas como “Saramandaia”, "Êta Mundo Bom!" e "O Outro Lado do Paraíso". Mesmo famoso e cobiçado na emissora, em nenhum momento pensou em largar o grupo, também formado pelos guitarristas Leandro Moreti e Luthi Marques, o baixista André Gieswein e o baterista Nego Will. "Fiquei com o tempo mais limitado. Quando estou no ar, as gravações me exigem muito. Mas essa banda é meu projeto do coração e faz parte do que quero fazer como artista", explica Guizé. Em comemoração aos quase 20 anos dedicados à música, o intérprete agora vai mostrar seus dotes vocais ao lado de seus companheiros na segunda temporada do "PopStar", disputa musical entre famosos que reestreia no domingo, dia 16 de setembro. "Adorei o convite do programa e acho que a banda merece essa visibilidade", destaca. Acostumado a um público mais intimista em seus shows, o quinteto está apreensivo com a plateia e a audiência nacional das tardes de domingo. A partir do convite para o "reality", a banda optou por intensificar os ensaios, experimentar novos arranjos e montar um repertório que una referências musicais dos integrantes e apelo popular para garantir uma boa

votação no programa, que será apresentado por Taís Araújo. "Nosso foco é a música brasileira. Todo mundo deu sugestões e ficaram canções muito representativas e que dialogam com o momento confuso que o país está passando, às vésperas de eleições importantes", conta. Com cenários, figurinos e instrumentos prontos para a estreia, a banda vem visitando os Estúdios Globo, localizados na Zona Oeste do Rio de Janeiro, com cada vez mais frequência. "A produção musical do programa é muito bem cuidada. Então, precisamos acertar os diversos detalhes que envolvem uma produção de tevê", ressalta. Além das chamadas, a ban-

da já gravou um piloto e performances para os primeiros dos 10 episódios previstos para o segundo ano da produção. A dinâmica do programa é simples: a cada semana os artistas se apresentam, são avaliados por uma bancada de especialistas e recebem o voto da plateia. A partir da terceira semana, a votação das melhores performances também é aberta ao público de casa, que vota pelo site da produção no GShow. Guizé garante estar à vontade com a primeira etapa do programa. Principalmente, pelo ótimo clima de bastidores, que divide com nomes como a modelo Carol Trentini, a jornalista Renata Capucci e os atores Eri

Johnson, Fafy Siqueira, João Côrtes, Jonathan Azevedo, Klara Castanho, Lua Blanco, Malu Rodrigues, Mouhamed Harfouch, Fernando Caruso, Jeniffer Nascimento, Samantha Schmütz, famosos que integram a nova edição do "Popstar". "Já conhecia uns de vista, já trabalhei com outros. Acho muito legal o clima de amizade e descontração que surgiu de forma natural. Claro que todos queremos ganhar, mas se divertir e passar sua mensagem parece ser a principal motivação do elenco", minimiza o ator, sobre o prêmio de R$ 350 mil para o finalista. Natural de Santo André, cidade do ABC Paulista, Guizé buscou na música e na atuação uma forma de se livrar da timidez. Aos 38 anos, ele ainda mantém uma postura mais introspectiva e reservada. Só se solta mais nos palcos e através de seus personagens. A estreia na televisão foi com uma pequena participação em "Da Cor do Pecado", de 2004. Ao longo dos anos, participou de séries em canais fechados como Fox e HBO. Em 2011, se destacou ao viver o conturbado Breno de "Sessão de Terapia", do GNT. Por conta de seu desempenho, foi chamado para viver o alado João Gibão no "remake" de "Saramandaia", de 2013. A partir daí, começou uma carreira de personagens principais nos folhetins da Globo. "Sempre trafeguei com mais desenvoltura por projetos alternativos. Demorei a me adaptar ao universo televisivo, mas me apaixonei e sou muito feliz em poder estar na novela das nove e ser visto por milhões de telespectadores, mas também por ter a possibilidade de mostrar meu som para 200 pessoas em um bar. É uma forma de equilíbrio", destaca.


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Domingo, 2 de setembro de 2018

>> BASTIDORES TV Brasil comemora uma década de "Samba na Gamboa" com temporada especial

Batuque bom

D

iogo Nogueira estava começando a sedimentar sua carreira no mundo do samba quando recebeu um convite inusitado da TV Brasil: apresentar um programa dedicado ao gênero. Mesmo inexperiente e introspectivo diante das câmaras, aceitou a empreitada. Uma década depois, agora seguro no posto de apresentador e ciente da contribuição da produção à memória do samba, Diogo continua a se divertir, cantar e contar histórias à frente do "Samba na Gamboa", programa que já recebeu os melhores partideiros, sambistas e intérpretes do país e que acaba de estrear sua temporada de aniversário. "Nunca imaginei que o programa fosse crescer tanto. Aprendi tudo fazendo, sendo bem guiado pelos diretores, ajudado pelos músicos e convidados. A atual temporada é um grande recorte de tudo de melhor que esteve no nosso botequim nesses 10 anos. Me sinto um privilegiado por fazer parte dessa grande homenagem ao gênero e seus bambas", conta o sambista que, entre os muitos convidados da temporada, recebeu nas gravações o trio do projeto "Amigos do Pagode 90", composto por Salgadinho, Márcio Art e Chrigor, ex-vocalistas das bandas Katinguelê, Art Popular e Exaltasamba, além da cantora Roberta Sá e do compositor Cézar Mendes. Como precisa respeitar a agenda de shows de Diogo e a disponibilidade dos convidados, as gravações da atual temporada aconteceram em meados dos

meses de maio, junho e julho, captando quatro programas a cada dia de gravação. Pensados como uma grande celebração, os novos episódios elevaram o nível técnico do "Samba na Gamboa". Antes gravado em pequenas casas de shows, como o Centro Cultural Carioca e o Trapiche Gamboa, agora o programa se distancia da zona central e boêmia do Rio de Janeiro e invade os estúdios da PlayRec, localizados na Zona Oeste da cidade. Trocar o local de realização do programa foi uma atitude meramente logística, tomada em comum acordo pela TV Brasil e a Giros, produtora envolvida com o projeto desde a primeira temporada. "Antes, a gente tinha de levar todo o aparato técnico para a realização do programa e adaptar ao espaço da casa de shows. Montar tudo dava um trabalho enorme. Agora, em estúdio, fica muito mais fácil posicionar câmaras e ajustar o som dos instrumentos", entrega a coordenadora de produção Claudia Lima. A mudança para um ambiente mais técnico também proporcionou a concepção de um cenário especial para o "Samba na Gam-

boa". Para festejar os 10 anos de exibição, fotos de todas as temporadas e de convidados importantes como Dona Ivone Lara, Zeca Pagodinho, Monarco e Paulinho da Viola tomam o estúdio. No melhor estilo conversa de botequim, Diogo chega ao cenário, e a produção logo coloca cerveja e petiscos tudo real devidamente posicionados na frente do cantor e da banda, composta por cinco músicos e o premiado produtor musical Alceu Maia. "A gente chega um pouco antes dos convidados e passa as músicas do dia. O programa é muito vivo e sempre tem espaço para o inusitado. A banda precisa estar em sintonia para dar conta desses improvisos", conta Alceu. Outro ponto positivo da nova "casa" é a disposição da banda, convidados e instrumentos. Diogo fica no meio da mesa, com os instrumentistas em volta têm mais espaço para tocar sem sair do foco das quatro câmaras instaladas no estúdio. Cada programa é pensando de forma única e escolhe um tema que consiga "casar" os convidados. Nos últimos dias de gravação, sentaram ao lado de Diogo os pagodeiros Salgadinho,

Márcio Art e Chrigor, integrantes do grupo Amigos do Pagode 90. Na edição final, a conversa entre o apresentador e os convidados é entremeada por canções. Na gravação, entretanto, todo o batepapo é gravado direto e depois as músicas são todas captadas sem interrupção. Em média, cada programa leva cerca de três horas para ser gravado. "É uma forma de a gravação não dispersar. Se deixar, eles ficam conversando e tocando músicas o dia todo", brinca a diretora Julia Favoretto. No estúdio desde cedo, Diogo segue empolgado ao longo de todo o dia. Após uma breve pausa para trocar a camisa, ele já anuncia a presença de Roberta Sá e Cézar Mendes no palco. Compositor baiano pouco conhecido da massa, mas muito prestigiado no meio artístico, Mendes foi descoberto por Caetano Veloso e hoje é o "queridinho" das cantoras nacionais. "Acho lindo o trabalho que o Diogo faz no programa. Além de evidentemente valorizar os clássicos, ainda abre espaço para novidades e novas gerações. Sou telespectadora assídua e participar é sempre um privilegio", elogia Roberta Sá.


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Domingo, 2 de setembro de 2018

Zapping

>> por Caroline Borges

Amor na emergência Os dramas médicos não serão os únicos protagonistas da segunda temporada de “Sob Pressão”, da Globo. A série também abrirá espaço para o amor entre Carolina e Evandro, interpretados por Marjorie Estiano e Julio Andrade. Na nova leva de episódios, eles estarão casados após trocarem alianças em uma cerimônia simples realizada no cartório, sob o testemunho de Samuel, de Stepan Nercessian, o único convidado. Segundo o ator, o amor do casal é inquestionável, mas precisa superar uma série de obstáculos pessoais para crescer sem grandes problemas. “A relação deles é conturbada porque eles ainda precisam se conhecer como indivíduos. Ambos têm anseios e questões pessoais que ainda não foram resolvidas e que interferem nessa relação. Mas eles têm um amor muito grande, uma adoração intensa um pelo outro, o que faz com que queiram ficar juntos”, defende. Com estreia prevista para outubro, “Sob Pressão” é uma coprodução da Globo com a Conspiração Filmes.

Um novo guia

Didi Wagner, co-criadora e apresentadora do programa “Lugar Incomum”, do Multishow, já está a todo vapor nas gravações da nova temporada. O destino escolhido desta vez é Israel. Com uma forte relação pessoal com a história do país, a apresentadora reforça que a ideia é ir além da parte tradicional e já conhecida, para mostrar um lado alegre e criativo do local. “Não é à toa que o programa se chama ‘Lugar Incomum’. Nossa intenção é sempre mostrar o lado curioso e inusitado de cada país que visitamos, e é exatamente o que faremos também em Israel”, afirma. A 16ª temporada de “Lugar Incomum” tem previsão de estreia para o primeiro semestre do ano que vem.

Bola no pé

A RedeTV! está de olho no mercado esportivo. Atualmente exibindo o Campeonato Inglês de futebol, a emissora estuda a possibilidade de transmitir o Campeonato Italiano. O torneio conta com o jogador português Cristiano Ronaldo, que atua pela Juventus.

Trabalho de casal

Junno Andrade será repórter da nova temporada do “Dancing Brasil”, da Record. O posto já foi ocupado por Sérgio Marone e Leandro Lima. O programa volta ao ar a partir de setembro e

Balanço geral

contará com Camila Rodrigues, Pérola Faria, Nizo Neto e Oscar Filho no elenco.

Novos trabalhos

Após participar de “O Rico e Lázaro”, da Record, Kayky Brito voltará aos Estúdios Globo. O ator está cotado para integrar o elenco de “Verão 90 Graus”, próxima novela das sete. O folhetim conta com a direção de Jorge Fernando e a estreia está prevista para janeiro do ano que vem.

Leitura estrangeira

Marcelo Serrado participará da versão internacional de “Amores Roubados”. A série foi escrita por George Moura e Sérgio Goldenberg e foi ao ar em 2014 pela Globo. O “remake” conta com a supervisão artística da emissora e irá ao ar nos Estados Unidos através do canal Telemundo.

O Natal é a época ideal para histórias lúdicas e amorosas. Por isso mesmo, no dia 24 de dezembro, a Globo exibe o especial “O Natal Perfeito”. A produção conta a história de Catarina, papel de Melissa Nóbrega, uma menina que vive em um condomínio de luxo e decide fugir de casa porque seus pais não compraram o presente que ela esperava. Ao cruzar o muro, desmaia e é resgatada por Jonas, de Cauã Antunes, menino órfão que mora em um ferro-velho e constrói a sua realidade a partir do lixo, cercado por acessórios e engenhocas feitos de sucata. O projeto foca em uma trama de amizade e aborda questões sobre as diferenças sociais dentro da realidade brasileira.


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