Jornal da RegiĂŁo Caderno Especial
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Trajano de Moraes Podemos vender espaço para mensagem
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TRAJANO 125 ANOS
Tapera – 87 anos depois Iniciamos aqui um breve histórico sobre o surgimento do quarto distrito do município de Trajano de Moraes. Seu nome é Tapera. Segundo o professor Francisco da Silveira Bueno, dicionário da língua portuguesa edição de 1972, quer dizer habitação ou aldeia em ruínas pelo abandono. De local inóspito em 1929, passou a capital interiorana do estado do Rio de Janeiro na geração de energia, através da tríade, barragem, túnel e usina hidrelétrica. O imenso canteiro de obras fez migrar aproximadamente três mil trabalhadores absorvidos nas múltiplas funções com vistas à construção, perfazendo uma população distrital de dez mil habitantes. Para tamanho contingente, foi necessária uma infraestrutura capaz de atender às necessidades coletivas e individuais desse núcleo social. Foram construídas cinquenta casas em caráter definitivo e outras 700 provisórias. Na Vila Brasil, próximo ao Hotel Quitandinha, era evidente a distinção de classes. Residia ali a elite composta por chefias ou funcionários graduados chamados escriturários e técnicos. Um salão multiuso, com aproximadamente 400 metros quadrados, foi construído para encenação de peças teatrais, apresentação de cantores, festas, bailes, cinema e escola. Na Vila Americana predominava o operariado. A alta cúpula residia no Parque Tapera, conhecido como jardim, onde a casa mais luxuosa hospedava o coronel Hélio de Macedo Soares e Silva, conhecido dos taperenses mais antigos como general Hélio. As demais, ao redor, serviam aos engenheiros. Um hotel acolhia convidados ou prestadores de serviços do quadro de empregados ou não. Para os baderneiros, tinha cadeia pública, um policial militar destacado e um subdelegado. O castigo mais comum aos infratores era capina e varrição de rua. Para consumo
Tapera atrai turistas pelas belezas naturais e pela imensa represa geradora de energia elétrica
interno, foram construídos um aviário com área de seis alqueires, quatro armazéns abastecedores, um restaurante e um matadouro com abate diário de 35 bois. Ainda havia hospital com clínico geral e pequenas cirurgias, enfermeiros, dentistas, laboratório e farmácia com atendimento 24 horas. Para atender à demanda na área da construção civil, foi derrubada a floresta
natural ao longo da margem direita, considerando-se a chegada por Macaé. Como compensação, foram plantados 400 mil pés de eucaliptos, 20 mil pinheiros do Paraná, 10 mil caneleiras e 10 mil angicos vermelhos. A intenção era de que toda a madeira nativa beneficiada minimizaria o custo das obras. Para comunicação com outras cidades,
prioritariamente a capital Niterói, Norte e Sul Fluminense, foi criada em 1947, próximo à residência oficial do coronel Hélio, uma central telefônica, cujas conexões demoravam, algumas vezes, 3 horas ou mais. Na tentativa de vencer estas dificuldades, criou-se em seguida o serviço de radiocomunicação em telegrafia, mais ágil e rápido. O contato entre dois operadores através de frequências estabelecidas pelo Governo Federal especificamente para uma rede, era imediato. Tapera, palco de toda essa efervescência social, deixou de existir no mapa administrativo das concessionárias de energia em 1967, quando empregados remanescentes foram transferidos para outras cidades. É oportuno lembrar que o reservatório com afluência principal do Rio Macabu está lá, abrangendo 30 quilômetros quadrados de área inundada, o que, do ponto de vista de imaginação empreendedora, a querida Tapera tem condições privilegiadas de colocá-la novamente no noticiário do estado do Rio de Janeiro como um dos municípios mais importantes do Brasil, na produção de pescado, através de gaiolas, com mão de obra local. Gente tem. Tecnologia, estrutura organizacional e logística é prerrogativa do legislativo trajanense por envolver diretrizes de órgãos governamentais em outros níveis. Os pré-candidatos a administração municipal certamente saberão compreender que contar história é importante para a geração presente, fazê-la é vital para a linhagem futura. Tapera tem passado brilhante, tem presente de luta e futuro promissor, tal qual a águia que a cada período mesmo mutilada renova-se e alça novos vôos. Começar, sempre. Desistir, nunca. Fonte: Revista do Comércio – janeiro de 1946. Elaboração – Raul Fernandes é pedagogo, eletricitário aposentado e taperense.
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Carmem Costa, uma cantora trajanense
Carmelita Madriaga, a trajanense Carmem Costa
Carmelita Madriaga, conhecida como Carmen Costa, nasceu em Trajano
de Moraes, no dia 5 de janeiro de 1920, e veio a falecer no Rio de Janeiro, no dia 25 de abril de 2007. Aos 15 anos, ela trabalhava na cidade do Rio de Janeiro como empregada doméstica do cantor Francisco Alves. Numa festa, ele a fez cantar para os convidados, entre eles Carmen Miranda, e a incentivou a iniciar uma carreira. Se apresentou como caloura no programa de rádio de Ary Barroso, saindo-se vencedora. Passou a cantar profissionalmente e a fazer dupla com o cantor e compositor Henricão. Seu primeiro sucesso foi ‘Está Chegando a Hora’, versão da canção mexicana Cielito Lindo, nos anos 1940.
Parabéns, Trajano, pelos 125 anos! São os votos de
Omair e Ada Diniz
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Antiga estação de Trajano, inaugurada em 1891
Quando foi inaugurada (1891), a estação recebeu a denominação de Ventania, nome da localidade. Um ano depois, passou a ser Trajano de Moraes, em homenagem
Quem foi Trajano de Moraes?
Trajano: influência que virou nome da cidade
Trajano Antônio de Moraes nasceu na Fazenda Aurora e era filho de José Antônio de Moraes (o Visconde de Imbé) e Leopoldina Neves de Moraes (a Viscondessa de Imbé). Era um homem influente de sua época e um grande fazendeiro, proprietário das fazendas de Santo Inácio, Barro Alto e Retiro. O comendador Trajano Antônio de Moraes faleceu em 1911. ao comendador Trajano Antônio de Moraes, benfeitor da região, proprietário das terras da Fazenda Santo Inácio, que se estendiam até o Centro de Ventania.
Trajano de Moraes era filho do Visconde de Imbé (José Antônio de Moraes) e sobrinho-neto do Barão da Duas Barras (João Antônio de Moraes).
João de Moraes, 18 anos de prefeito
São Francisco de Paula, hoje Trajano de Moraes O desbravamento do município de Trajano de Moraes está ligado aos portugueses estabelecidos nas baixadas, que subiram a serra em busca de riquezas. Os veios de ouro não existiam, mas logo eles descobriram um outro tipo de riqueza: o café. Os colonos portugueses e a mão de obra escrava tornaram a terra produtiva e dela extraíram grandes fortunas. Em 1881, chegava os primeiros colonos europeus à região, atraídos pelos cafezais. Sabe-se que o primeiro núcleo populacional se formou em volta da capela Nosso Senhor dos Passos, em 1840, situada na atual São Francisco de Paula. A agricultura fez com que São Francisco de Paula vivesse um período de imponência. Os barões do café vestiam-se de acordo com a moeda e costumes vivido pela população da capital. Criaram os jornais que circulavam na localidade, a banda de música, desenvolveram o
comércio, etc. Em 1846, em decorrência do desenvolvimento alcançado pela região através da cultura cafeeira e por influência de José Antônio de Moraes, proprietário da fazenda Aurora, o núcleo foi elevado à categoria de freguesia, sob a denominação de São Francisco de Paula, então pertencente ao município de Cantagalo. Em virtude da emancipação de Santa Maria Madalena, no ano de 1861, essa freguesia foi incorporada ao território desse novo município fluminense. Com a abolição da escravatura e esgotamento dos solos, toda a economia da região ficou abalada. No intuito de atenuar a crise econômica, o governo decretou a criação do município de São Francisco de Paula, através do Decreto nº 178, de 12 de março de 1891, instalado em 25 de abril do mesmo ano, tendo a freguesia sido elevada à categoria de vila e sede do novo município.
Com a chegada da linha férrea, em 1893, na localidade denominada Ventania, foi inaugurada a estação ferroviária Dr. Trajano de Moraes, um novo núcleo populacional se formou ao redor da linha férrea. Essa localidade desenvolveu-se com tal rapidez que o governo transferiu para lá a sede municipal, em 1915. Entre 1919 e 1923, a sede do município foi temporariamente alterada para a localidade onde ficava a estação de Aurora, atual Visconde de Imbé. Em 1923, a sede do município foi novamente transferida para Vila Ventania (hoje Trajano de Moraes). Em 27 de dezembro de 1929, o coronel Alfredo Lopes Martins mudou o nome do município de São Francisco de Paula para Trajano de Moraes. Foram políticos influentes da época: José Antônio de Moraes, Visconde de Imbé, fazendeiros da Fazenda Aurora, Trajano Antônio de Moraes (que mais tarde daria o nome à sede do município), entre outros.
João de Moraes Souza foi prefeito durante 18 anos. Começou na política como vereador em 1962. Elegeu-se prefeito pela primeira vez em 1966. Seu segundo mandato foi de 1973 a 1976. Já o terceiro mandato foi exercido de 1983 a 1988, enquanto que seu último mandato foi no período de 1993 a 1996. É de família política, pois seu pai, o médico José de Moraes Souza, foi deputado estadual, e sua avó, Honestalda de Melo de Moraes Martins, foi a primeira prefeita do Brasil, em 1936.
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TRAJANO 125 ANOS Deixou de ser reeleito por se sentir cansado
Collecto José Leite, primeiro prefeito Collecto José Leite foi o primeiro prefeito do município de São Francisco de Paula, hoje Trajano de Moraes. Quando da emancipação, em 25 de abril de 1891, ele era o presidente da Intendência (Câmara), e, à época, tal cargo correspondia ao de prefeito. Collecto era filho de Leocádia Cândida Leite e Francisco José Leite. Nasceu na Fazenda São Bento (Barra dos Passos) no dia 27 de agosto de 1856. Era casado com Ilídia Guilhermina Freire Leite. Faleceu no Rio de janeiro em 24 de dezembro de 1942, aos 86 anos. Foi sepultado no cemitério de São Francisco de Paula, onde, da irmandade ali existente, foi provedor durante 30 anos, deixando de ser reeleito, a seu pedido, por sentir-se cansado devido à idade. Collecto José Leite nasceu em 28 de agosto de 1856, na Fazenda de São Bento, no município de São Francisco de Paula, hoje pertencente ao segundo distrito, Visconde de Imbé. Collecto José Leite casou-se com Ilídia Guilhermina Leite, com quem teve cinco filhos. Faleceu de uma síncope cardíaca no Rio de Janeiro, no dia 24 de dezembro de 1942, aos 86 anos, satisfazendo seu desejo de ser levado pós-morte para o Cemitério de São Francisco de Paula. Foi provedor durante 30 anos consecutivos da Irmandade de São Francisco de Paula, deixando de ser reeleito por achar-se cansado devido ao avanço de sua idade. O coronel Collecto José Leite foi o primeiro prefeito do município de São
Collecto foi intendente (correspondia a prefeito)
Francisco de Paula. Seu mandato foi de 1921 a 1923.
Honestalda Mello de Moraes Martins, primeira prefeita da América em 1936 Honestalda Mello de Moraes Martins nasceu em 10 de setembro de 1867, na Fazenda São José, em São Francisco de Paula, localidade que pertencia à comarca de Cantagalo. Era filha de Antônio Pereira de Mello e Basília de Moraes Pereira. Seus pais eram fazendeiros de café e integravam uma grande rede familiar, por isso, no ano de 1879, com 12 anos de idade, puderam lhe matricular como aluna interna no Colégio Braune, em Nova Friburgo, onde permaneceu por vários anos. Em 1884, com 17 anos de idade, casouse com seu primo-irmão João de Moraes Martins. O casal se instalou na Fazenda Olaria. Os filhos do casal eram sobrinhos e afilhados que foram adotados, como é o caso do deputado José de Moraes Souza, que, além de político, era médico. Muitas histórias contadas sobre Honestalda revelam uma personalidade marcante e generosa. Ela desempenhou um papel maternal para vários parentes e amigos que passavam por dificuldades financeiras. Além disso, os filhos dos empregados da fazenda contavam com seu apoio. Ter uma escola na fazenda foi uma maneira de ajudar as crianças da fazenda e das redondezas. Grande parte da localidade de Barra dos Passos era administrada por Honestalda, com pulso firme. As fazendas produziam quase tudo que era necessário à própria subsistência. Honestalda protagonizou ainda uma longa vida na esfera política após o falecimento do coronel João em 18 de fevereiro de 1933. Viúva e auxiliada por seu filho José de Moraes Souza, assumiu os negócios do marido, fundou o Banco de São Francisco de Paula, ampliou as atividades de suas várias fazendas, que tinham como sede principal a Fazenda Olaria, admi-
Deputado Comte
Honestalda: abertura ao papel das mulheres
nistrou a cooperativa de leite e o departamento de café. Em 1934, o papel da mulher na sociedade brasileira foi fortalecido pela nova constituição. A partir de então, as mulheres adquiriram o direito de votar e serem eleitas. Beneficiada por essa nova conjuntura, em 5 de julho de 1936, Honestalda candidatou-se e obteve sua grande vitória: foi eleita prefeita do município de São Francisco de Paula, atual Trajano de Moraes, com 1.416 votos, num total de 2.389 votos, como candidata do Partido ‘Tudo por São Francisco de Paula’, sendo, porém, a primeira mulher prefeita da América Latina. Seu mandato foi de 1936 a 1936, sendo a oitava prefeita do município. Hoje, a Escola Estadual de Barra dos Passos leva seu nome com justa homenagem.
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Trajano d positivam Ao assumir a Prefeitura de Trajano de Moraes em 2009, os desafios encontrados por Carlinhos Gomes e seu grupo político eram assustadores. Com certidões negativas relativas a débitos de tributos federais (Cauc), o município não estava recebendo qualquer verba do Estado ou do Governo Federal. Citações da Polícia Federal referentes às gestões públicas anteriores deterioravam o conceito das oportunidades de desenvolvimento da cidade. O Instituto de Previdência, arrastando débitos e execuções por falta de repasses, transmitia insegurança aos aposentados que contribuíram durante longos anos de trabalho. Enfim, a primeira e eficaz medida a ser tomada seria o saneamento da dívida pública e as questões de entraves junto ao Ministério Público, para que se pudesse vislumbrar um horizonte melhor para Trajano de Moraes. Então, começou o diálogo franco, aberto e de construção de parcerias junto às secretarias estaduais, deputados amigos, como Paulo Melo e Júlio Lopes, associações municipais, entre outros. Em 2011, com o apoio do Legislativo, é implantada a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, trazendo esperança de uma gestão pública transparente e com conceitos e procedimentos da gestão privada (o prefeito Carlinhos Gomes é empresário). O município de Trajano de Moraes é saneado em suas contas públicas, saindo do Cauc, com os pagamentos de servidores e fornecedores em dia, a Previ Trajano organizada, então, promove-se a implementação da Lei Geral em 2014, que coroa de êxito uma administração pública com seriedade. O cadastro de fornecedores obteve mais empresas, as compras governamentais, com assessoria do Sebrae, passou a dar mais oportunidades às empresas locais, com os novos modelos de editais. Os cursos profissionalizantes realizados nos Cras (Centros de Referência de Assistência Social) formaram mais profissionais em diversas atividades, foram criados mais de 400 microempreendedores individuais trajanenses e a orientações e organização da Vigilância Sanitária propiciaram empresas mais legalizadas.
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de Moraes avança mente com atual administração Os produtores rurais, ao receberem o seu asfalto na Serra das Almas e Ponte de Zinco, passaram a escoar suas produções com rapidez e segurança, evitando grandes prejuízos em suas atividades agrícolas, como era no passado. O Hospital Francisco Limongi, com
ações positivas da administração do governo Carlinhos Gomes, recebeu uma grande reforma e até passou a realizar partos das crianças trajanenses, pois, até então, estes eram efetuados em hospitais de cidades vizinhas. Os gerenciamentos da saúde e da
educação receberam investimentos em suas unidades de atendimentos à população, sejam postos de saúde, que receberam até médicos cubanos, bem como escolas municipais, com reformas em seus prédios e direcionamentos pedagógicos.
Neste breve relato da gestão pública trajanense é apresentada uma noção da razão de Trajano de Moraes ter sido finalista em duas modalidades do Prêmio Prefeito Empreendedor 2016 e vencedor estadual, indo agora disputar em Brasília a fase nacional.
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Além disso, a produção de flores já chegou a embelezar a rainha da Inglaterra
Trajano já teve 30 mil habitantes Segundo o pesquisador Jomar Pereira Dias, autor do livro ‘De São Francisco de Paula a Trajano de Moraes’, a população escrava em Trajano de Moraes registrava 13.617 indivíduos a partir de 1876, enquanto a população livre era de 17.716. Os fazendeiros existentes à época eram 94. Essa população, de mais de 30 mil habitantes, reduziu-se, sobretudo, após a extinção de linha de trem e, hoje, o município soma pouco mais de 10 mil habitantes, de acordo com o IBGE. No livro comemorativo de 100 anos do município, consta que “os moradores mais antigos se orgulham de dois produtos de exportação do município: a cera de abelha, largamente utilizada nas fábricas de tecido do Rio, e as flores, que eram embarcadas na estação em embalagens especiais, semelhantes a balaios, fazendo uma festa de cores. Na coroação da rainha Elizabeth II, as flores de Trajano de Moraes estavam presentes, estendendo o orgulho dos trajanenses até o reino da Inglaterra.”
Maria Mendonça deu origem a uma localidade rural do município
Maria P. Mendonça nasceu em 19 de setembro de 1889, na cidade de Bom Jardim. Em 1909, se casou com Manoel Antônio de Mendonça, quando se mudaram para a fazenda em Alto Macabu, quatro distrito do município de Trajano de Moraes. Tiveram seis filhos. Na fazenda, cultivaram café. Juntamente com alguns colonos, construíram uma usina para o preparo do café e ergueram uma igreja evangélica Metodista. Como não havia escolas no distrito, Maria Mendonça ofereceu as dependências da igreja para o estudo primário durante a semana. A professora designada pela cidade de Campos ficava hospedada em sua casa. Pastores evangélicos também ficavam hospedados em sua casa quando iam visitar as igrejas da região. Maria Mendonça era uma pessoa humilde, de caráter íntegro e promovia o bem-estar social de todos os que a conheciam. Seu nome marcou a história de Alto Macabu. Em 1950, mudou-se para o Rio de Janeiro, deixando seu nome gravado no coração dos moradores da localidade. Faleceu no dia 4 de novembro de 1974, sepultada no cemitério Jardim da Saudade, em Jacarepaguá (Rio de Janeiro).
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EVELIN STUTZ
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As 7 maravilhas de Trajano de Moraes DIVULGAÇÃO
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Com a participação de centenas de pessoas, e com início em janeiro deste ano, o concurso via internet selecionou, por voto popular e via rede social, as 7 maravilhas do município de Trajano de Moraes. “Foi uma brincadeira saudável, em que todos os participantes levaram a sério e qualificaram nosso concurso”, afirma Nilton Riguetti, idealizador do concurso. Para ele, independente do resultado, o objetivo maior foi atingido, o de apresentar a centenas de pessoas as belezas do município de Trajano de Moraes, seja na parte cultural, artística ou de belezas
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naturais. As belezas mais votadas, pontos turísticos e de interesse cultural no município, agora denominadas as 7 Maravilhas de Trajano de Moraes, são: 1 – Represa do Macabu; 2 – Cachoeira Graças a Deus, em Sodrelândia; 3 – Barragem do Macabu; 4 – São Francisco de Paula; 5 – Rio Macabu; 6 – Visão de Serra das Almas; 7 – Cachoeira da Caveira.
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No passado
Compositor e cantor Carlos Colla retornou à represa de Tapera, onde morou muitos anos, em razão do seu pai, que era engenheiro, e trabalhara por muito tempo
Carlos Colla, ilustre “filho” da Tapera Carlos Colla, um dos maiores compositores brasileiros, não é nascido em Trajano, mas, segundo suas próprias palavras, lá viveu belos momentos da infância. Seu pai era engenheiro e trabalhou como tal na construção da barragem da represa da Tapera. No ano passado, Carlos Colla enviou um e-mail para o diretor-presidente da Rádio Antena Jovem FM, Tarcel Henry: “Morro de vontade de ir a Trajano de novo. Passei os melhores momentos de minha infância aí. Às vezes, sonho em ter um cantinho, um pedacinho de terra para me refugiar junto à represa, para sentir aquele friozinho delicioso e rever pessoas que ficaram lá no passado distante, mas que permanecem dentro do coração”, disse Carlos Colla. Considerado o compositor preferido dos cantores brasileiros, Carlos de Carvalho Colla é um dos mais gravados do país, e também um dos raros que têm o privilégio
de compor para Roberto Carlos. Filho de imigrantes italianos, Carlos Colla, como é conhecido, nasceu em agosto de 1944, em Niterói, e, hoje, vive no Rio de Janeiro. Desde muito jovem, interessou-se por música e, vez ou outra, aparecia em casa com uns trocados no bolso. A mãe, intrigada, queria saber que dinheiro era aquele. “Ganhei cantando”, respondia, orgulhoso de seu feito. Aos 14 anos, Carlos Colla mudou-se com a família para Teresópolis, onde conheceu e fez amizade com o violonista Alfredo Pecegueiro do Amaral. Observando Alfredo, Carlos Colla começou a tocar violão, e bastou aprender os primeiros acordes para que o instrumento se tornasse uma paixão que o acompanha até hoje. Durante anos, Colla custeou os estudos se apresentando nas noites do Rio de Janeiro. Além de fazer voz e violão, também tocava com a banda Julinho show, até ser convidado por Maurício Duboc para participar do conjunto musical ‘O Grupo’.
Foi numa apresentação do conjunto ‘O Grupo’, no Canecão – célebre casa de shows carioca –, que Carlos Colla e Roberto Carlos se conheceram. Acompanhado de Maurício Duboc, Colla foi pedir ao rei uma música e, prontamente, Roberto Carlos respondeu: “tudo bem, desde que vocês façam uma pra mim”. Em 1974, Carlos Colla graduou-se bacharel em direito. Com o diploma nas mãos, e o sentimento do dever cumprido, o então advogado enviou um bilhete à mãe: “Eis aí, minha mãe, a sua meta, ver seu filho doutor, homem formado. Pobre de mim, queria ser poeta e acabei me tornado advogado…” Durante dez anos, Carlos Colla exerceu brilhantemente a carreira de advogado, mas não abandonou o amor pela música e tampouco a inquietação de compor as canções encomendadas pelo mais importante intérprete brasileiro, Roberto Carlos.
Deputado autor do Dia das Crianças nasceu em Trajano de Moraes A ideia de criar um dia em homenagem aos pequenos partiu do deputado federal Galdino do Valle Filho (1879-1961), autor do projeto de lei que instituiu o 12 de outubro como o Dia das Crianças. Galdino do Valle Filho nasceu em
Trajano de Moraes, no dia 24 de setembro de 1879, e veio a falecer em Niterói, em 11 de maio de 1961. Ele era médico e foi político brasileiro. Foi vereador de Nova Friburgo, deputado estadual pelo Rio de Janeiro, de-
putado federal e prefeito de Nova Friburgo. Durante seu mandato, a energia elétrica chegou a Nova Friburgo. Em 1924, como deputado federal, instituiu o Dia das Crianças no Brasil, comemorado no dia 12 de outubro.
A origem do município de Trajano está ligada à Freguesia de São Francisco de Paula, estabelecida em 20 de maio de 1846, por sua vez originária do Curato de mesmo nome estabelecido em 27 de maio de 1840. Subordinado a Cantagalo, o distrito foi transferido em 24 de outubro de 1861 para Santa Maria Madalena. Em 12 de março de 1891, foi emancipado como Vila de São Francisco de Paula e desmembrado de Madalena (a data oficial do é, no entanto, 25 de abril de 1892). Em 1915, a sede foi transferida para a estação de Trajano de Moraes, que havia sido fundada em 1891, no ramal de Madalena. Em 18 de novembro de 1919, a sede é novamente transferida, desta vez para o povoado de Aurora (cuja estação, Visconde de Imbé, tinha sido fundada em 1896, no ramal de Manuel de Moraes, com o nome de Aurora). Em 1923, a sede é novamente transferida a Trajano de Moraes, que é elevada a Vila. O município é renomeado Trajano em 31 de março de 1938. Cresceu em torno da capela de São Francisco de Paula, no território de Cantagalo, sendo elevada a Freguesia em 1846. A agência postal veio logo a seguir, sendo criada em 9 de outubro de 1855. Sua crescente importância resultou na sua emancipação em 1891, como município de São Francisco de Paula. No entanto, em 1896 foi inaugurado ramal de Manuel de Moraes, ligando essa localidade à estação Trajano de Moraes, construída em 1891 e situada no entroncamento com o ramal de Santa Maria Madalena. O traçado da ferrovia não privilegiava São Francisco, mas passava pela vizinha Aurora (futura Visconde de Imbé). Sua decadência foi rápida e, em 1915, o município foi extinto, sendo sua sede transferida para Trajano de Moraes. A agência postal fechou em dezembro do mesmo ano. A localidade está hoje em ruínas. Não há imagens atuais da localidade.
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Turismo Rural Fazenda Olaria preserva história e investe em conhecimento do campo Foi inaugurado na Fazenda Olaria, na região de Barra dos Passos, no município de Trajano de Moraes, o esperado projeto Turismo Rural. O evento faz parte da parceria dos proprietários com a Prefeitura trajanense e o Sebrae, que capacitou e direcionou todas as ações dos participantes. Todo o processo iniciou há quase dois anos numa reunião no prédio do Cras (Centro de Referência de Assistência Social) de Visconde de Imbé, quando foi apresentada às consultoras do Sebrae as intenções das propriedades em participar do projeto de turismo. Daí então, reuniões periódicas foram realizadas e com capacitações dos moradores e demais interessados. Hoje, o município começa a ser divulgado com inédita ação de geração de renda e empregos. Durante a inauguração, estiveram na Fazenda Olaria políticos, empresários, profissionais em diversas áreas, imprensa regional e grande número de moradores, que aplaudiram e apoiaram os membros da família Moraes pela iniciativa de preservar o rico patrimônio histórico e a natureza exuberante da região. O responsável da fazenda, que guarda uma emocionante história do ciclo do café, Cláudio Moraes, disse que a intenção da sua família com o projeto inaugurado era de preservar toda a propriedade, que mede aproximadamente 500 alqueires em terras e com a união dos funcionários, moradores das comunida-
Em 1891 Vista parcial da área onde fica a sede da Fazenda Olaria, em Barra dos Passos, Trajano de Moraes
des vizinhas e demais participantes, como as fazendas Santa Iria, Coqueiro e demais interessados, iriam fomentar a região com o Turismo Rural. Ainda em suas explicações, Cláudio disse que os visitantes na sua fazenda têm contato direto com a natureza, podem pescar, realizar caminhadas ecológicas, conhecer toda a história do café na região e ainda desfrutar de deliciosos doces e comidas preparadas pelas capacitadas cozinheiras profissionais, que estão à disposição de todos os interessados a um passeio ecológico.
Pai e filho. O ex-prefeito João de Moraes com o ex-vereador Cláudio Moraes, da Fazenda Olaria
Trajano de Moraes está comemorando 125 anos de emancipação. No ano de seu “nascimento”, 1891, também aconteceu a promulgação da 2ª Constituição Brasileira, além do início das atividades do Jornal do Brasil. No lado esportivo, em 1891 se iniciou a prática do esporte que, mais tarde, passou a ser chamar basquete. Neste mesmo ano, o Brasil perdeu D. Pedro II, que vitimou-se de pneumonia em Paris. Também recebeu o nome atual a mais alta corte do Brasil, que, em 1891, passou a se chamar Supremo Tribunal Federal. Houve a inauguração da Avenida Paulista, em São Paulo. Tomás Edson obtém a patente da primeira câmara fotográfica. Belo Horizonte foi o local escolhido para abrigar a nova capital mineira.
Orgulho é o que sentimos de sermos trajanenses, com belezas incomparáveis, histórias mil e um povo privilegiado por nascer ou viver nessa cidade maravilhosa. Por amor a essa terra, que trabalhamos para construirmos juntos um futuro ainda melhor. Parabéns a Trajano de Moraes e a todos os trajanenses, pelos 125 anos de História. Romualdo Wenderoscky e Elisabete Sandre de oliveira
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