ANO CXXV EDIÇÃO 34 DOMINGO, 23.08.2026
ISSN 1679-0189 ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901
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Notícias do Brasil Batista
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Multiplique Regional
Parceria
Junção
Top Líderes
Batistas do MS participam de Conferência Regional Multiplique
Convenção Batista Brasileira e AMBB planejam ações para abençoar Igrejas
Jovens Batistas da capital sergipana se reúnem para abrir Mês da Juventude
Educadores Cristãos de 17 estados participam de imersão promovida pela CBB
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REFLEXÃO
EDITORIAL
Líderes de juventude: chamados para cuidar, inspirar e conduzir uma geração No quarto domingo de agosto, celebramos o Dia do Líder de Juventude Batista. É um momento de reconhecer e agradecer a Deus pela vida daqueles que têm dedicado tempo, dons e esforços ao cuidado e à formação espiritual das novas gerações. Liderar jovens e adolescentes é uma missão que exige sensibilidade, disposição e compromisso com o Evangelho. Em um tempo marcado por rápidas transformações culturais, excesso de informações e diferentes formas de compreender o mundo, o líder de juventude é chamado a ser presença. Presença que escuta, acolhe, orienta, ensina e aponta para Cristo. A Bíblia nos apresenta o desafio de transmitir a fé de uma geração para outra. O salmista declara: “Uma geração louvará à outra geração as tuas obras e anunciará os teus poderosos feitos” (Sl 145.4). Essa responsabilidade também alcança os líderes que trabalham diretamente com a juventude. Eles participam de uma tarefa preciosa: ajudar a próxima geração a conhecer, amar e anunciar a Cristo. Por isso, neste Dia do Líder de Juventude Batista, nossa gratidão se estende a cada líder que permanece firme, mesmo diante dos desafios. Àqueles que chegam antes dos encon-
tros, preparam estudos, acompanham jovens, aconselham, oram em silêncio e, muitas vezes, investem em vidas sem saber imediatamente quais frutos colherão. Deus conhece cada gesto de amor e cada semente plantada. Também é tempo de encorajar nossas igrejas a valorizarem e fortalecerem seus líderes de juventude. Que eles sejam capacitados, acompanhados e tenham espaço para exercer seus dons. Que pastores, ministros, famílias e toda a igreja compreendam que investir na juventude não é apenas pensar no futuro: é cuidar da Igreja de Cristo no presente. Que o Senhor conceda sabedoria aos nossos líderes para conduzir uma juventude que não apenas frequente a Igreja, mas que viva uma fé verdadeira, profunda e comprometida com o Reino de Deus. Que sejam instrumentos para formar discípulos, despertar vocações, fortalecer relacionamentos e mobilizar uma geração para a missão. Neste quarto domingo de agosto, celebramos os líderes de juventude com gratidão. E, acima de tudo, oramos para que Deus continue levantando homens e mulheres dispostos a dizer “sim” ao chamado de cuidar de uma geração e conduzi-la, sempre, aos pés de Jesus. n
O JORNAL BATISTA Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901 INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189 PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB FUNDADOR W.E. Entzminger PRESIDENTE Raphael H. P. Abdalla DIRETOR GERAL Fernando Macedo Brandão SECRETÁRIO DE REDAÇÃO Estevão Júlio Cesario Roza (Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ) CONSELHO EDITORIAL Francisco Bonato Pereira; Guilherme Gimenez; Othon Ávila; Sandra Natividade EMAILs Anúncios e assinaturas: jornalbatista@batistas.com Colaborações: decom@batistas.com REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA Caixa Postal 13334 CEP 20270-972
Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2157-5557 Site: www.convencaobatista.com.br A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação Batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal. DIRETORES HISTÓRICOS W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas
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Liderando em tempos difíceis Jéssica Martins Benevenuto
Nacional da Juventude Batista Brasileira; membro da Igreja Batista em Jardim Clarice - RJ
Vivemos em um mundo performático. A credibilidade de alguém tem sido avaliada muito mais pelo que ela consegue “vender” em 90 segundos de vídeo, do que por uma análise mais próxima de sua vida, conduta, caráter ou experiência. Vivemos em um mundo de “influencers”, com a nova geração buscando por pessoas que a inspirem e sejam sua referência. Percebe como a combinação dessas duas situações pode ser devastadora? Adolescentes e jovens em fase de formação escolhendo sua fonte de inspiração baseados em vídeos curtos e postagens filtradas. Some isso a agendas apertadas, rotinas corridas, altas expectativas sobre o futuro, muitas angústias e medos sobre o futuro, necessidade de pertencimento... a mistura pode ser bastante complexa e gerar muitos desafios para adolescentes, jovens, famílias e líderes. As mudanças trazidas por diversos fatores sociais como novas tecnologias, novas ideologias, polarização política, fatores de desigualdade social, novas redes sociais, múltiplas gerações coexistindo, entre outros, empurram a igreja para um dilema de contextualização em que há o desafio de continuar compartilhando a mensagem mais importante do mundo, que é a nossa missão, de uma maneira que se comunique com todas as pessoas que possamos alcançar, de diversas gerações. O que esse desafio necessariamente significa? As novas gerações e as antigas que estão pelas redes sociais vivem suas rotinas rolando seu feed sendo engajadas por vídeos de até 3 minutos (o que já tem sido considerado muito tempo). Como prender a atenção das pessoas em pregações de 40 minutos? Começamos então a pensar que precisamos repensar tudo para proporcionar a experiência que prenda as pessoas, de maneira que a mensagem fique mais atrativa. Eu considero esse um dos maiores desafios de liderar as novas gerações nos tempos de hoje. Parece que estamos reféns do tempo e atenção das pessoas, do engajamento, do algoritmo, da experiência e, quando tudo pode ser relativizado, a liquidez da qual tantas vezes falamos em reflexões sobre a sociedade e as relações, deixa de ser uma ameaça futura para se tornar uma dura realidade cotidiana. Em tempos como este, precisamos nos voltar para aquilo que é essência, porque a forma sempre muda, mas a essên-
cia permanece. Se não estivermos firmes essencialmente na Palavra e na busca constante ao Senhor em devoção e consagração, não teremos as ferramentas adequadas para lidar com essa problemática. A verdade é que temos buscado muitas ferramentas, cursos, palestras, fórmulas e receitas de bolo, tentando replicar o que aparentemente dá certo na grama do vizinho para garantir ministérios bem-sucedidos. Buscar essas ferramentas não é problema nenhum. No entanto, percebo que muitas vezes temos nos perdemos da essência nessa busca por um padrão de sucesso ministerial que ninguém mais sabe quem estabeleceu. Quando olhamos para o ministério de Jesus, percebemos a complexidade da jornada de escolher caminhar com os discípulos, 12 pessoas tão distintas em sua realidade social, financeira, intelectual, física, religiosa, política, além das personalidades tão diferentes. Nos foram relatados três anos de uma desafiadora caminhada de discipulado, em que as formas foram reestruturadas, novas propostas de enxergar algumas coisas foram estabelecidas por Jesus, mas a essência nunca mudou, e foi com essa base que os discípulos, apesar de suas personalidades, foram moldados e transformados em apóstolos, pastores na igreja primitiva, evangelistas apresentando a mensagem que ganhou o mundo, atravessou os oceanos e séculos e chegou até nós. Este artigo não vislumbra apresentar nenhuma fórmula mágica para liderar em tempos difíceis, mas sim apresentar um convite sincero de retorno. Quero te convidar a olhar para sua liderança e refletir sobre a essência que talvez esteja perdida. Quais são seus sonhos e projetos para o ministério que você exerce hoje? Qual é o padrão de sucesso que você estabeleceu? Em que estão baseados os seus indicadores de um ministério que dá certo? O que de fato está dando certo? E se paramos um pouco de olhar para as telas e para a grama do vizinho? Olhando para o ministério de Jesus, o que aprendemos sobre indicadores de sucesso? Sobre método, ferramentas e planejamento? O que aprendemos sobre relacionamentos e discipulado de verdade? O que aprendemos sobre ensino robusto da Palavra? Existem muitas formas de desenvolver um ministério saudável, mas apenas uma essência será o suficiente para embasar a nossa liderança em tempos tão desafiadores. Que todos os dias, no ordinário da sua rotina, você possa viver com Jesus essa essência ao ponto de transbordá-la na condução do seu ministério! Deus te abençoe! n
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Nem omissão, nem opressão, mas instrução e correção Nédia Maria Bizarria dos Santos Galvão
membro da Igreja Batista da Restauração - Missão Batista em Macambira - SE; capelã escolar; especialista em Ciência da Religião; especialista em Docência (com ênfase em Educação Inclusiva); bacharel em Teologia
Vivemos tempos de valores invertidos, papéis invertidos, conceitos invertidos e comportamentos invertidos. A sociedade contemporânea contempla o fenômeno das inversões, das mudanças céleres e frágeis, da aversão às tradições, da valorização das amizades virtuais, em detrimento das reais. São tantas coisas que marcam a sociedade contemporânea, e de forma fulminante se esvaem os sustentáculos de uma sociedade saudável. Diante deste contexto difícil e lamentável, precisamos olhar para dentro dos nossos lares e analisar se não estamos corroborando com esta realidade de valores, papéis, conceitos, comportamentos, todos esses invertidos. E, talvez, o leitor deste singelo artigo indague: de que forma confirmo, valido esta realidade? Esta humilde escritora responde: abrindo mão da instrução e correção dos filhos. Tem-se formado esta sociedade, porque algumas vezes a omissão, outras vezes a opressão, toma o lugar da instrução e correção. A omissão é o renunciar à responsabilidade e a opressão é
uma forma violenta de intimidação, quer seja de forma física ou psicológica, as duas formas são danosas. A instrução é investir tempo ensinando os filhos, a correção é investir tempo corrigindo os filhos. Tanto a instrução como a correção exigem tempo, exigem dedicação e atenção. O pai que verdadeiramente ama o seu filho o instrui, como diz Efésios 6.4: “E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor”. Repassar os ensinamentos da Palavra de Deus em uma era tão secularizada é desafiador. Mas, não podemos considerar esses ensinamentos obsoletos, antes fundamentais e atuais para manter os filhos como parte integrante do povo de Deus. O pai que ama verdadeiramente seu filho, também o disciplina, tal como está escrito em Provérbios 3:12: “Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem.” A forte evidência do amor é a disciplina e isso é paradoxal no contexto atual. Disciplina e correção parecem retrógradas e espúrias neste cenário de frouxidão e lassidão. E cuidado para não confundir correção com opressão. A correção deve ser exercida com autoridade, contudo com amor. Já a opressão é exercida com autoritarismo e rancor. E essa última não é a atitude de um pai cristão. Assim, nem omissão, nem opressão, mas instrução e correção para a saudável formação do caráter cristão. n
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Tecnologia e fé: Como a juventude pode usar as redes sociais e ferramentas digitais para testemunhar e promover unidade
Davi Augusto Santos Domingos
vado aos céus. Naquele momento, o Senhor direciona seus seguidores para a missão que deveriam assumir: ir ao mundo e anunciar o evangelho. Esse chamado não estava restrito apenas àqueles que haviam caminhado com Jesus durante seu ministério terreno, mas alcança a Igreja em todos os tempos. Somos, portanto, parte dessa missão e recebemos a responsabilidade de anunciar Cristo ao mundo em que Normalmente, quando chegamos ao final de uma reunião, vivemos. são as últimas palavras que permanecem em nossa memóEm João 17, Jesus apresenta um desafio diretamente ria. Elas sintetizam o que foi dito, apontam para aquilo que realmente importa e continuam ecoando mesmo depois que ligado ao nosso testemunho: “…para que o mundo saiba que aquele momento termina. Com Jesus não seria diferente. tu me enviaste e os amaste assim como amaste a mim” (João Entre suas últimas palavras aos discípulos, encontramos um 17.23). Na oração de Jesus, a unidade entre seus seguidores chamado que atravessa gerações e continua presente para a possui uma dimensão profundamente missionária: ela comuIgreja de hoje: “Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho nica ao mundo quem Cristo é e revela o amor de Deus. Por a todas as pessoas” (Mc 16.15). isso, nosso testemunho não se limita às palavras que pronunO evangelho de Marcos nos apresenta Jesus ressuscitado ciamos ou aos espaços que tradicionalmente associamos à em comunhão com seus discípulos, pouco antes de ser ele- vida cristã. Ele também está presente na maneira como nos membro da Primeira Igreja Batista em Casa Forte - PE, onde atua como líder de juventude. Graduando em História (UFRPE), coordena a área de Comunicação da Juventude Batista Brasileira (JBB) e a comunicação do Grupo de trabalho (GT) de História da Infância e Juventude (ANPUH-Brasil)
6 O JORNAL BATISTA Domingo, 23/08/26 relacionamos, nos posicionamos e nos comunicamos em todos os ambientes que ocupamos. Muitas vezes, pensamos em testemunho na escola, na universidade, no trabalho ou na igreja. Mas e quando esse ambiente está a um toque de distância, na tela do nosso celular? Essa pergunta se torna ainda mais necessária quando consideramos a dimensão que o ambiente digital ocupa em nossa sociedade. Segundo o IBGE, mais de 90,5% da população brasileira com 10 anos ou mais acessa a internet, chegando a 96% entre os jovens de 20 a 39 anos. As redes sociais e as ferramentas digitais já fazem parte da maneira como nos comunicamos, trabalhamos, estudamos, nos informamos e construímos relacionamentos. Se grande parte da nossa vida acontece também neste espaço, nossa fé e nosso testemunho não podem estar ausentes dele. Diante disso, surge uma questão: como podemos utilizar as ferramentas digitais para testemunhar sobre Cristo e promover a unidade? Primeiramente, precisamos, como cristãos, assumir o compromisso com relações sólidas e constantes. No mundo virtual, somos frequentemente levados a exibir nossas qualidades, influências e conquistas em busca de uma aprovação que pode surgir por meio de uma simples curtida. Romanos 12.9 nos adverte: “O amor deve ser sincero. Odeiem o que é mau; apeguem-se ao que é bom.” A sinceridade das nossas relações deve ser marcada pelo amor leal que aprendemos no exemplo sacrificial de Jesus. Não podemos nos desassociar disso no ambiente digital. As relações que nascem na internet precisam expressar o amor de Deus de maneira sincera e verdadeira, assim como aquelas que foram construídas presencialmente e também encontram nas redes sociais um espaço de continuidade. O ambiente pode mudar, mas o nosso compromisso com o outro permanece o mesmo. Como forma de testemunhar a unidade, também é necessário assumir um compromisso com a verdade. Segundo pesquisa realizada pelo DataSenado em 2024, 93% dos brasileiros com 16 anos ou mais utilizam alguma rede social. Entre esses usuários, 72% afirmaram ter tido contato, nos seis meses anteriores à pesquisa, com notícias que suspeitavam ser falsas, o equivalente a 67% da população brasileira nessa faixa etária. Além disso, metade dos brasileiros considera difícil distinguir informações verdadeiras de falsas nas redes sociais. Esses números nos ajudam a perceber que o ambiente digital também é um espaço de responsabilidade cristã. Se somos chamados a testemunhar de Cristo em tudo o que fazemos, precisamos pensar também sobre aquilo que publicamos, comentamos e compartilhamos. Nosso testemunho continua existindo quando estamos atrás de uma tela e, com ele, permanece também o nosso compromisso com a verdade. Afinal, promover unidade também significa não contribuir para a mentira, para a desinformação e para aquilo que deliberadamente alimenta a divisão. Além de sermos cuidadosos com aquilo que fazemos nas redes, somos chamados a utilizá-las intencionalmente para construir pontes. As ferramentas digitais não precisam ser apenas espaços onde consumimos conteúdos ou expressamos nossas opiniões; elas também podem ser instrumentos para aproximar pessoas, encorajar, acolher e anunciar o evangelho. Em um ambiente muitas vezes marcado pela polarização e pelo conflito, a juventude cristã pode escolher construir
REFLEXÃO caminhos de diálogo, respeito e amor. É inegável que grande parte da juventude cresceu em contato com esse novo mundo digital e, por isso, possui familiaridade com suas linguagens e ferramentas, podendo utilizá-las para alcançar diferentes públicos e promover unidade. Isso não significa defender a uniformidade, mas aprender com a pluralidade e reconhecer que nossas diferenças não precisam nos transformar em adversários. Significa comunicar aquilo em que cremos sem transformar o outro em inimigo; usar nossa presença nas redes para aproximar, e não afastar; para edificar, e não destruir; para testemunhar de Cristo, e não apenas para defender nossas próprias opiniões. Se Jesus nos chamou para que o mundo conheça o amor de Deus por meio da nossa unidade, então cada comentário, publicação, mensagem e compartilhamento também pode ser uma pequena oportunidade de cumprir essa missão. Portanto, testemunhar o evangelho e promover a unidade também fazem parte da nossa responsabilidade no ambiente digital. Que possamos viver um evangelho verdadeiro por meio de relações sólidas e sinceras, mantendo nosso compromisso com a verdade e assumindo o papel de quem constrói pontes, e não muros. Que a nossa presença nas redes sociais seja marcada pelo amor de Cristo e que cada ferramenta disponível seja utilizada para aproximar pessoas, anunciar o evangelho e revelar a unidade que Jesus deseja para sua Igreja. Afinal, o mundo para o qual Jesus nos enviou também cabe na tela que carregamos nas mãos. n
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MISSÕES NACIONAIS
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Eu fiz parte da missão nos últimos 10 anos! E você?
Acampamento de Promotores 2016
Acampamento de Promotores 2017
Ana Luiza Prates Oliveira
Gerência de Comunicação da Junta de Missões Nacionais. Membro da Primeira Igreja Batista em Birigui - SP
Nos últimos dez anos, temos vivido diferentes campanhas missionárias nos campos e nas Igrejas espalhadas pelo Brasil! Vimos Deus escrever uma mesma história, com diferentes temas, por meio de Missões Nacionais. Dissemos a todos que era “tempo de avançar, multiplicando o amor de Deus”. Temos visto com nossos próprios olhos que “Jesus é transformação e vida” e seguimos “movidos pela graça”, sustentados pelo Senhor e expandindo a visão de Igreja Multiplicadora, que nos relembra de que a nossa “razão de viver é multiplicar” discípulos! Isso tudo sem nunca nos esquecermos de que tudo o que fazemos começou “porque Ele nos amou” primeiro. Ao longo dessa caminhada, proclamamos que “Jesus Cristo é a única esperança” e vimos conversões genuínas, de gente que conheceu a mensagem do Evangelho e reconheceu que “só Jesus Cristo salva” e que “a solução é Jesus Cristo”. Com a graça de Deus, não apenas anunciamos que “Jesus transforma”, mas vimos essa transformação acontecer nos campos missionários, nas igrejas locais, nas viagens missionárias, em ações evangelísticas e, claro, nos corações de pessoas improváveis que confessaram Jesus como Salvador! Com intuito de avançar e acelerar, renovamos o compromisso
Acampamento de Promotores 2026
de alcançar a nossa “Pátria para Cristo”. Essas palavras nunca ficaram apenas nos temas de uma campanha. Elas ganharam forma em Igrejas plantadas; batismos; missionários enviados e sustentados; povos indígenas recebendo a Palavra em sua própria língua; refugiados acolhidos; vidas restauradas nas Cristolândias, nos Lares e no Viver; e discípulos multiplicados no Sul, no Sertão, no Pantanal, na Amazônia, nas grandes cidades e no interior! Igrejas foram capacitadas e mobilizadas, Radicais enviados. O Evangelho foi sendo levado em barcos, carretas e estradas, para diferentes povos, línguas e comunidades espalhadas pelo Brasil. Agora, Deus nos chama para um novo passo. Tudo o que vivemos até aqui nos trouxe a este momento: a campanha de mobilização 2026! Sempre estivemos respondendo à pergunta de Romanos 10, mas chegou a hora de intensificar essa resposta: “Como ouvirão se não há quem pregue?” A Campanha de Missões Nacionais 2026 é um chamado para que cada igreja e cada cristão assuma o compromisso de ser resposta, anuncie o Evangelho e faça discípulos, olhando para todos os povos, para que todo o Brasil ouça! Há 10 anos, estávamos promovendo a Campanha 2016! E como passou rápido, não é mesmo? Muito já foi feito e ainda temos muito a fazer! Envolva-se com essa grande mobilização missionária para a glória de Deus. n
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Congresso Regional Multiplique MS reúne Batistas para fortalecer a visão de Igreja Multiplicadora Todas as associações da CBSM foram representadas.
Todas as associações Batistas do estado foram representadas, fortalecendo ainda mais a unidade e a visão de uma Igreja que vive a missão e avança.
Anderson Solano
coordenador de Comunicação da Convenção Batista Sul-MatoGrossense
Nos dias 14 e 15 de agosto, os Batistas de Mato Grosso do Sul viveram momentos especiais durante o Congresso Multiplique Regional MS, com o tema: “MOVIDOS! Igreja viva. Igreja que vai!” O encontro foi realizado no templo da Primeira Igreja Evangélica Batista de Campo Grande - MS e reuniu 346 inscritos, representando 99 Igrejas Batistas de todo o estado. Todas as associações Batistas foram representadas, fortalecendo ainda mais a unidade e a visão de uma Igreja que vive a missão e avança. Os preletores convidados foram o pastor Luís Cláudio Pessanha, coordenador de Igreja Multiplicadora no Centro Oeste e pastor titular da Primeira Igreja Batista em Valparaíso de Goiás - GO, e o pastor Jefferson Dantas, gerente Executivo de Evangelismo e Missões da Junta de Missões Nacionais. Além das mensagens nas plenárias, o evento contou com os seguintes grupos temáticos: “Gerando um movimento multiplicador”, ministrado pelo pastor Ozeias de Gois Dias; “PGM’s saudáveis multiplicam”, com o pastor Fábio Barcellos; “Relacionamentos que transformam”, com a missionária Fran Costa; e “Uma geração movida pela missão”, com o pastor Guilherme Borges. Aconteceu também o painel “Revisitando a Jornada: Erros, Ajustes e Convicções para uma Igreja Multiplicadora Saudável”, com os pastores convidados, Luís Pessanha, Jefferson Dantas e Celso F. Alves Júnior, da Primeira Igreja Batista de Nioaque, tendo como mediador o pastor Josué Moraes, coordenador de Igreja Multiplicadora no MS e pastor da Igreja Batista Memorial de Naviraí. Foi um momento de diálogo muito significativo, no qual os participantes puderam enviar perguntas e compartilhar inquietações relacionadas aos desafios e às oportunidades de uma igreja multiplicadora.
Pr. Luís Claudio Pessanha, um dos preletores
Pr. Jonas Xavier de Pina, presidente da CBSM
A programação também contou com vídeos de testemunhos de pastores e Igrejas que já vivenciam essa visão há algum tempo. Foram momentos marcantes, nos quais os pastores abriram o coração para compartilhar desafios, aprendizados, conquistas e experiências dessa caminhada. Os testemunhos apresentados foram das PIBs de Iguatemi, Água Clara e Rochedo, além da Igreja Batista Liberdade, no Portal Caiobá, em Campo Grande. A Convenção Batista Sul-Mato-Grossense (CBSM), representada por seu presidente, pastor Jonas Xavier de Pina, pelo coordenador Executivo, pastor Ozeias de Gois Dias, e pelo pastor Jonathan de Oliveira Junior, coordenador da Área de Expansão e Relacionamento, celebra a realização de mais um evento que promove capacitação, comunhão e fortalecimento das Igrejas. Pastor Josué Moraes tem trabalhado de forma dedicada para ampliar o acesso de Igrejas, pastores e líderes aos conteúdos de Igreja Multiplicadora e contribuir para sua aplicação na realidade local. A CBSM é parceira nesse trabalho e, por meio de seus eixos e diretrizes estratégicas, reafirma seu compromisso com iniciativas que fortalecem a igreja e impulsionam sua missão. Louvamos a Deus pela instrumentalidade da Primeira Igreja Evangélica Batista de Campo Grande - MS, anfitriã do evento, por seus pastores, equipe de adoração, equipe técnica, voluntários e todos os colaboradores que contribuíram para que esses dias fossem possíveis e inesquecíveis. Também registramos nossa gratidão à Equipe Voluntária de Mídia da CBSM, que serviu junto a equipe da CBSM e esteve presente durante toda a programação, realizando uma cobertura dedicada e cuidadosa de cada momento do congresso. Seguimos MOVIDOS pela missão, pela esperança e pelo desejo de ver uma igreja cada vez mais viva, saudável e comprometida em cumprir o chamado de Cristo. A Deus toda honra, toda glória e todo louvor! n
Pr. Jefferson Dantas, da JMN, foi um dos preletores
Pr. Luís Claudio Pessanha é coordenador de Igreja Multiplicadora no Centro Oeste
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CBB e AMBB fortalecem parceria para valorizar músicos e ampliar ações em favor das Igrejas Reunião tratou de novos projetos na área da música, participação na Semana Batista e ações integradas com a CBB e os seminários.
Encontro entre CBB e AMBB aconteceu no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil
Estevão Júlio
jornalista na Convenção Batista Brasileira
Com informações de Paulo Queiroz, vice-presidente da AMBB A liderança da Associação dos Músicos Batistas Brasileiros (AMBB) se reuniu, nesta segunda-feira (17), com o pastor Fernando Brandão, diretor-executivo da Convenção Batista Brasileira (CBB), e parte de sua equipe. O encontro foi marcado por diálogo e planejamento de ações, com o objetivo de fortalecer a parceria entre a AMBB, a CBB e os seminários batistas. Durante a reunião, a AMBB foi desafiada a caminhar em unidade com a CBB, tendo suas ações ligadas ao planejamento estratégico da Convenção e convergindo para uma mesma missão. O encontro também foi considerado um momento de renovação do compromisso com o chamado de Deus e com o fortalecimento das Igrejas Batistas brasileiras. Entre os projetos apresentados está uma iniciativa de valorização do músico e compositor Batista brasileiro. Uma equipe da AMBB já trabalha na seleção de mais de 40 composições recebidas, avaliadas a partir de critérios bíblicos, musicais e técnicos. As canções selecionadas farão parte de um novo hinário ou cancioneiro, com lançamento previsto para janeiro, durante a Semana Batista, em Brasília - DF. A proposta é disponibilizar às Igrejas um repertório atual, bíblico e contextualizado à realidade Batista brasileira. O material contará com partituras, QR Code e recursos para ensaio, facilitando a utilização das músicas pelas Igrejas locais e ampliando o acesso a composições de músicos e autores brasileiros. Outra iniciativa apresentada foi a valorização da hinódia Batista brasileira. Durante o último encontro da AMBB, realizado em Curitiba - PR, foram gravados em Encontro foi marcado por diálogo áudio e vídeo diversos hinos e planejamento de ações
compostos por brasileiros e presentes no Hinário para o Culto Cristão. Os conteúdos serão disponibilizados no canal da AMBB no YouTube e poderão ser divulgados em parceria com a CBB, seu Departamento de Comunicação e os seminários batistas. A iniciativa busca fortalecer a cultura e a tradição cristã-batista, valorizando hinos que fazem parte da história das Igrejas e apresentam conteúdo bíblico e teológico alinhado à identidade Batista. A expectativa é que os materiais contribuam para aproximar novas gerações desse repertório e preservar a memória musical das Igrejas. A reunião também tratou das necessidades das Igrejas locais e de como a AMBB pode contribuir com soluções práticas para diferentes contextos, desde Igrejas com maior estrutura até aquelas com recursos mais limitados. A proposta é oferecer capacitação, ferramentas e apoio a músicos e líderes que desejam servir a Cristo por meio da música, da adoração e das artes. O diálogo contou ainda com a participação do professor Marcelo Nelles, fortalecendo a perspectiva de novas parcerias entre a AMBB, a CBB e os seminários batistas. A aproximação está alinhada ao “Somos Um” e à busca por ações integradas que contribuam para o cumprimento da missão e para o fortalecimento das igrejas locais. Participação na Semana Batista A AMBB também conversou com a liderança da CBB sobre sua participação na programação da Semana Batista. A associação pretende atuar como instrumento facilitador das celebrações, contribuindo para momentos de louvor e adoração durante o encontro que reunirá mensageiros e mensageiras de Igrejas Batistas de todo o Brasil. A proposta envolve não apenas a música, mas também diferentes elementos que colaboram para a experiência das celebrações, como mídia, iluminação, estrutura, conteúdos e planejamento. A intenção é que tudo seja realizado com excelência, organização e espírito de serviço, criando um ambiente de acolhimento e unidade. n
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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
Junção 2026 reúne cerca de 400 jovens e abre o Mês da Juventude em Sergipe Programação trouxe um dia de comunhão, louvor, reflexão, integração e celebração da unidade.
Com aproximadamente 400 participantes, o congresso abriu o Mês da Juventude e reuniu jovens e adolescentes de diferentes Igrejas
Juventude Batista da Capital A Juventude Batista da Capital (JUBACAP) realizou, no dia 1º de agosto, o Junção 2026, Congresso da Juventude Batista da Capital, na Primeira Igreja Batista de Aracaju - SE (PIBA). Com aproximadamente 400 participantes, o congresso abriu o Mês da Juventude e reuniu jovens e adolescentes de diferentes Igrejas para um dia de comunhão, louvor, reflexão, integração e celebração da unidade. A JUBACAP é composta por cinco regiões: Aracaju, São Cristóvão, Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros e Laranjeiras. Por sua dimensão, o Junção também recebe participantes de outras regiões do estado. Em 2026, o tema foi “Para que todos sejam um”, baseado em João 17.21. A programação contou com louvor, oração, leitura bíblica, conversas, dinâmicas, interação e a Jornada. Polliana Ramos conduziu as reflexões da tarde e da noite. Na música, participaram Alexandre Magnani e a Banda JUBACAP, formada por jovens músicos de diferentes Igrejas da Capital. A Jornada levou os participantes a espaços voltados ao conhecimento da história e atuação da Juventude Batista Brasileira (JBB), Juventude Batista Sergipana (JUBASE) e JUBACAP, além de instituições Batistas, missões, oração, interação e convivência, unindo informação, espiritualidade, missão e comunhão. A acessibilidade também foi uma dimensão marcante do congresso. O evento contou com intérpretes de Libras para participantes surdos e intérpretes de inglês para participantes vindos da Nigéria, permitindo que diferentes pessoas pudessem compreender e participar da programação. Para a liderança, essa experiência reforçou que falar de unidade também significa construir espaços onde todos possam pertencer e participar. A diretoria da JUBACAP - Thailany Talyssa, Elias, Geysa Rodrigues, Fábio Júnior e William Kevin, com a colaboração direta de Emelly - destacou que o congresso foi resultado de meses de oração, planejamento e trabalho conjunto. Para Geysa Rodrigues, 2a vice-presidente, “o Junção co-
Participantes viveram dia de comunhão, louvor, reflexão, integração e celebração da unidade
Programação contou com louvor, oração, leitura bíblica, conversas, dinâmicas, interação
meçou antes do dia 01/08”: a liderança foi desafiada a abrir mão do “eu” para que a mensagem de unidade fosse vivida antes mesmo do congresso. Fábio Júnior destacou que o evento foi reflexo de uma caminhada já construída por meio de visitas, encontros e aproximação com a juventude. William Kevin, secretário da JUBACAP, relacionou a experiência a Filipenses 2.1-5 e afirmou ter visto, na prática, “comunhão no Espírito, profunda afeição e compaixão”. Para a presidente da JUBACAP, Thailany Talyssa, o Junção
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Junção, da Juventude Batista da Capital, também recebe participantes de outras regiões do estado de Sergipe
representa mais do que um evento: “Quando falamos ‘para que todos sejam um’, não estamos falando apenas sobre estarmos juntos porque é bonito ou porque é bom reunir a juventude. Existe um propósito muito maior do que nós. Jesus diz: ‘para que todos sejam um, para que o mundo creia’. A nossa unidade tem uma finalidade missionária.” Segundo Thailany, a acessibilidade também expressou esse propósito: “Não faria sentido falar sobre unidade e pertencimento sem pensar em quem precisa de acessibilidade para participar. Se dizemos que somos um, precisamos construir espaços onde as pessoas realmente possam estar.” O Junção 2026 encerrou sua programação, mas deixou um propósito para a caminhada da JUBACAP: fortalecer vínculos, desenvolver uma cultura de pertencimento e viver a unidade para além dos grandes eventos. O Junção passou, mas a missão continua: que todos sejam um, para que o mundo creia. n
Acessibilidade foi uma das marcas do evento; adolescentes e jovens viveram momentos de adoração
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MISSÕES MUNDIAIS
O JORNAL BATISTA Domingo, 23/08/26
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Somos Um na Missão: jovens seguem como missionários para a Ásia
Jamile Darlen
Redação de Missões Mundiais
Missões Mundiais segue ampliando sua atuação no mundo e se prepara para dar continuidade ao trabalho em um campo fechado na Ásia. Em breve, um jovem casal brasileiro, Vitória (28) e ítalo (27), seguirá como missionários para um país onde anunciar o evangelho exige sensibilidade, preparo e fé. Nesta entrevista, eles compartilham como o chamado nasceu, o tempo de preparação até aqui e as expectativas para servir em um lugar onde muitos ainda não têm liberdade para conhecer a Jesus. Por segurança, suas identidades e o país de destino não serão divulgados. Como surgiu o chamado missionário de vocês? Vitória: Desde criança, eu me emocionava ao ouvir testemunhos de missionários na igreja e lia as cartas daqueles que eu adotava em oração. Sempre houve essa certeza em meu coração. Na minha primeira experiência no campo, servindo por meio da odontologia, entendi de uma vez por todas que esse era o propósito da minha vida. Ítalo: Meu chamado foi sendo construído desde pequeno. Cresci envolvido com a educação missionária na igreja, nos Embaixadores do Rei e, mais tarde, no G.A.M. – Grupo de Ação Missionária. Missões transculturais sempre foram um desejo natural em minha caminhada; sempre quis servir e fui caminhando nessa direção. Como surgiu a decisão de servir em um campo fechado? Vitória: Participo de um grupo de oração pela Igreja Perseguida, que se reúne semanalmente. Foi orando que entendi que o Senhor estava me chamando para esses lugares. Depois que conheci Ítalo, passamos a orar juntos para que Deus nos enviasse a um país fechado. Ítalo: Entendemos que Deus chama seus servos para onde Ele deseja. Mais do que olhar para as dificuldades ou limitações de um campo fechado, queremos nos concentrar no privilégio de participar daquilo que o Senhor já está fazendo ali. Não somos capazes por nós mesmos, mas confiamos na soberania e na graça de Deus. Como vocês têm se preparado para essa nova etapa? Vitória: Temos servido em nossa igreja local, realizado ações com pessoas em situação de rua e em vulnerabilidade,
participado de viagens missionárias no Brasil e em campos fechados por meio do Voluntários sem Fronteiras, estudado teologia com foco em missões transculturais e nos dedicado aos idiomas. Ítalo: Também buscamos crescer profissional e academicamente, com especializações da nossa área, visando sempre o que poderá nos preparar para o campo. Queremos oferecer ao Senhor o nosso 100%, o nosso melhor, e ser cada vez mais parecidos com Cristo. De que forma a profissão e os talentos de vocês poderão contribuir no campo? Vitória: Nossa profissão, dons e talentos são ferramentas que Deus nos dá para o Reino, para cuidar das pessoas e abrir portas. Tenho muita alegria em servi-Lo com a minha profissão, com tudo que eu tenho (...) isso me faz entender o propósito da minha existência. Ítalo: Busquei me preparar seguindo o mais alto grau da profissão que Deus colocou em meu coração, procurando fazer tudo com excelência. O que vocês diriam a quem sente um chamado missionário, mas tem medo? Vitória: Continue caminhando, mesmo com medo. Entregue sua ansiedade e suas preocupações nas mãos do Senhor. Escolher servir e obedecer ao Senhor sempre valerá a pena. Ítalo: Vá com medo mesmo. É uma ilusão pensar que o missionário não tem medo, lutas e batalhas. Mas a felicidade e a paz que Deus nos dá em meio a essas dificuldades são muito maiores. Então, se você tá com medo, mas sabe que Deus tá te chamando, vai com medo mesmo. Qual é a expectativa de vocês para o campo? Ítalo: Eu quero muito, quando chegar lá na minha velhice, poder olhar para trás e ter feito um bom trabalho. Ter a certeza de que aquilo que Deus me chamou, que me pediu para fazer, executei com excelência, com o meu melhor e sempre com fé. Olhando e vendo que o impossível foi possível, não por mim, mas por Deus, entende? Vitória: Estou muito feliz e animada com a nossa ida para o campo. Meu maior desejo é que eu e o meu esposo possamos ser usados pelo Senhor e que em tudo nós possamos honrá-lo. Como podemos orar por vocês? Vitória: Orem pelas etapas de visto e documentação nos próximos meses, além da nossa adaptação ao campo. Ítalo: Orem para que a igreja nunca se esqueça de seu papel de enviar. Orem para que Deus dê graça e mostre que há espaço no campo missionário para todos e que a igreja faz parte disso. Que a igreja nunca se esqueça de que ela é quem envia, é quem faz o outro conhecer a Jesus, essa é uma das missões da igreja. Ao enviar esse casal, Missões Mundiais avança mais um passo em direção aos povos não alcançados, povos esses que ainda vivem sem acesso ao evangelho. Eles vão, mas não vão sozinhos: seguem sustentados pela oração, pelo cuidado e pela generosidade da igreja brasileira. Então, continue orando, mobilizando e contribuindo com a obra missionária de fazer Cristo ser conhecido até os confins da Terra. n
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Top Líderes II de Educação Cristã reúne participantes de 17 estados em Brasília - DF Encontro reuniu lideranças de diferentes regiões do país para refletir sobre o tema “Ecossistema da Educação Cristã Batista”.
Encontro reuniu 39 participantes de diferentes regiões do Brasil, com o tema “Ecossistema da Educação Cristã Batista”
Gerência de Comunicação da Convenção Batista Brasileira Entre os dias 14 e 16 de agosto, a Fazenda Água Viva, da Lifeshape Brasil, em Brasília - DF, recebeu o Top Líderes II de Educação Cristã, encontro que reuniu 39 participantes de diferentes regiões do Brasil. Com o tema “Ecossistema da Educação Cristã Batista”, a iniciativa promoveu momentos de reflexão sobre unidade, cooperação, integração e os caminhos para o fortalecimento da Educação Cristã no contexto batista brasileiro. A proposta do encontro parte de uma visão de unidade para fortalecer a Educação Cristã e contribuir para a formação das próximas gerações. A compreensão apresentada é de que a Educação Cristã Batista não deve ser vista como um conjunto de iniciativas isoladas, mas como um ecossistema no qual diferentes organizações, igrejas e lideranças exercem funções complementares e trabalham em torno de um mesmo propósito. Uma visão de ecossistema
forma, cada parte da estrutura da Educação Cristã possui sua importância e contribui para que todo o sistema seja fortalecido. A proposta apresentada durante o encontro considera a atuação conjunta da Convenção Batista Brasileira (CBB), das Convenções estaduais, da Ordem dos Educadores Cristãos Batistas do Brasil (OECBB), dos seminários e das Igrejas. Nesse modelo, a CBB exerce um papel de visão, oferecendo fundamento teológico, recursos e articulação nacional. A OECBB e os seminários contribuem para a formação e o aprimoramento de educadores cristãos para o exercício de sua vocação. As Convenções estaduais potencializam a Educação Cristã dentro de suas respectivas realidades, enquanto as igrejas são o ambiente no qual essa educação acontece de forma concreta, alcançando crianças, adolescentes, jovens e famílias. A visão apresentada reforça que nenhuma dessas partes caminha sozinha. O fortalecimento da Educação Cristã depende da qualidade das conexões entre elas e da compreensão de que todas são parceiras de um mesmo propósito.
A ideia de ecossistema foi utilizada como uma imagem Superando a atuação isolada para compreender a dinâmica da Educação Cristã. Na natureza, um ecossistema é formado por diferentes elementos Um dos pontos centrais da reflexão foi a necessidade de que se relacionam e se alimentam mutuamente. Da mesma superar uma visão fragmentada da Educação Cristã. Em vez
Iniciativa promoveu momentos de reflexão sobre unidade, cooperação, integração e os caminhos para o fortalecimento da Educação Cristã
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Diversidade de participantes contribuiu para que as reflexões considerassem diferentes realidades e desafios em diversas partes do Brasil
de estruturas que atuam de maneira independente, o encontro propôs uma perspectiva de cooperação, na qual conhecimentos, experiências, recursos e boas práticas possam circular entre diferentes contextos. A proposta é reconhecer que cada realidade possui suas particularidades, mas que existe um propósito comum que pode unir as diferentes iniciativas. Quando há integração, os resultados alcançam mais pessoas e contribuem para que a Educação Cristã se desenvolva de maneira mais ampla e consistente. Nesse sentido, o conceito de ecossistema também aponta para a interdependência. Assim como diferentes elementos de um ambiente natural precisam estar conectados para que ele permaneça saudável, a Educação Cristã também necessita de relações fortes entre suas diferentes estruturas. Representatividade nacional A abrangência do Top Líderes II de Educação Cristã foi marcada pela participação de representantes de diferentes regiões do país. Ao todo, foram 39 participantes, distribuídos entre 18 representações de Convenções e organizações batistas. A maior delegação foi da Convenção Batista Carioca, com seis participantes. As Convenções de Goiás e São Paulo tiveram quatro representantes cada. Bahia e Convenção Batista Fluminense participaram com três representantes cada. Também estiveram representadas as Convenções do Amazonas, Tocantins, Maranhão e Pernambuco, com dois participantes cada, além do Distrito Federal – Planalto Central, também com dois representantes. Com um participante cada, participaram representantes do Amapá, Solange Ribeiro, diretoraPiauí, Alagoas, Ceará, executiva do SEC Sergipe, Mato Grosso do
Sul, Espírito Santo e da Convenção Batista Pioneira do Sul do Brasil. A diversidade de participantes contribuiu para que as reflexões considerassem diferentes realidades e desafios encontrados pelas Igrejas e organizações na área da Educação Cristã em diversas partes do Brasil. Líderes como arquitetos e jardineiros A reflexão proposta no encontro também apresentou aos líderes de Educação Cristã uma imagem de sua missão: a de serem “arquitetos e jardineiros” desse ecossistema. Como arquitetos, os líderes são chamados a pensar e fortalecer a estrutura que conecta diferentes pessoas, organizações e iniciativas. Como jardineiros, são convidados a cuidar das relações e acompanhar com paciência o crescimento de cada parte, reconhecendo que processos de formação exigem tempo, cuidado e intencionalidade. A imagem reforça que o trabalho de Educação Cristã não se resume à organização de eventos ou à produção de materiais. Trata-se de um processo contínuo de formação, relacionamento e cuidado, que tem como objetivo contribuir para que pessoas conheçam, amem e sirvam a Deus. Um compromisso com as próximas gerações Ao propor uma visão integrada da Educação Cristã, o Top Líderes II busca contribuir para uma nova forma de pensar e realizar esse trabalho no Brasil. A iniciativa coloca em evidência a necessidade de fortalecer as conexões entre as estruturas batistas e construir caminhos de cooperação que beneficiem diretamente as igrejas e as novas gerações. A proposta é que cada organização, Convenção, seminário e Igreja compreenda seu papel dentro de um movimento maior, no qual diferentes partes trabalham de maneira articulada. Com o tema “Ecossistema da Educação Cristã Batista”, o Top Líderes II reforçou que uma Educação Cristã fortalecida nasce da unidade, cresce por meio da cooperação e alcança seu propósito quando todos reconhecem que fazem parte de um mesmo corpo e de uma mesma missão: contribuir para a formação de uma geração que conheça, ame e sirva a Deus. n
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59ª Assembleia da Convenção Batista Piauiense reúne Batistas do Piauí e Maranhão em três cidades Evento aconteceu entre os dias 17 e 19 de julho, celebrou os 70 anos da CBPI.
Culto Evangelístico na Praça da Integração do bairro Parque Piauí
Rossi Sousa Matos
assessora de Comunicação da Convenção Batista Piauiense
A 59ª Assembleia da Convenção Batista Piauiense (CBPI), realizada entre os dias 17 e 19 de julho, reuniu pastores, mensageiros, líderes e representantes de Igrejas Batistas do Piauí e do Maranhão em uma programação marcada pela celebração dos 70 anos da Convenção Batista Piauiense, pelo fortalecimento da visão missionária e pela comunhão entre as igrejas. Diferentemente das edições anteriores, a Assembleia deste ano teve um formato itinerante. A programação foi realizada em três locais distintos, fortalecendo a integração entre as igrejas e ampliando a participação dos batistas dos dois estados. A cerimônia de abertura aconteceu na Primeira Igreja Batista de Timon - MA, sob a liderança do pastor João Pedro, reafirmando a atuação da Convenção também em território maranhense. Nos dias seguintes, as sessões administrati-
Homenagem às Igrejas que celebraram aniversário
vas, conferências e encontros foram realizadas na Primeira Igreja Batista de Teresina - PI, liderada pelos pastores Gilvan Barbosa e Augusto Sales. O encerramento da programação aconteceu em um formato diferente das assembleias tradicionais: uma grande celebração evangelística na Praça da Integração, no bairro Parque Piauí, em Teresina, com o apoio da Primeira Igreja Batista no Parque Piauí, liderada pelo pastor Teonas Moura. Fernando Brandão destaca missão e liderança cristã Um dos principais convidados da Assembleia foi o pastor Fernando Brandão, diretor-executivo da Convenção Batista Brasileira (CBB). Durante as conferências, ele apresentou reflexões voltadas ao fortalecimento da liderança cristã, enfatizando a necessidade de líderes comprometidos com o serviço, a humildade e a missão da Igreja. Ao abordar os desafios do ministério pastoral e da liderança eclesiástica, ele alertou sobre os riscos do ego na condução da obra de Deus e incentivou as Igrejas a desenvolverem uma liderança cada vez mais saudável, bíblica e eficaz. “Café e Oração” fortalece comunhão entre líderes Outro destaque da programação foi o encontro Café e Oração, que reuniu pastores e líderes em um momento de comunhão, diálogo e intercessão. A iniciativa proporcionou um ambiente de fortalecimento dos relacionamentos ministeriais e de reflexão sobre os desafios da liderança cristã. Juventude recebe desafio para investir na plantação de igrejas
Juventude Batista Piauiense (JUBAPI) em reunião estratégica com Pr. Fernando Brandão
A programação também reservou um espaço para a Juventude Batista Piauiense (JUBAP). Em encontro específico com os jovens, pastor Fernando Brandão reforçou o chamado
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Convenção homenageia pastores e igrejas missionário das novas gerações e os desafiou a participadurante celebração dos 70 anos rem ativamente da plantação de igrejas e da expansão do Evangelho. Em celebração ao jubileu de 70 anos da CBPI, a AssemA mensagem destacou o protagonismo da juventude na missão da Igreja e incentivou os participantes a responderem bleia prestou homenagens a pastores que contribuíram para ao chamado de Deus com disposição para servir em diferen- a construção da história da Convenção. Cada líder homenageado recebeu uma placa comemorativa em reconhecimento tes contextos missionários. ao legado deixado por seu ministério e pela contribuição ao fortalecimento da obra batista no Piauí e no Maranhão. Projeto Jesus Transforma leva As igrejas que celebraram aniversário durante o ano coevangelização ao Parque Piauí memorativo também foram reconhecidas, destacando sua No sábado (19), a Assembleia saiu do ambiente dos tem- participação na expansão da presença batista e no desenvolplos e promoveu uma grande mobilização evangelística na vimento da missão ao longo das últimas décadas. Praça da Integração, no bairro Parque Piauí, por meio do projeto Jesus Transforma. Assembleia reafirma compromisso com a missão A ação reuniu igrejas da Zona Sul de Teresina, além de Além das deliberações administrativas, a 59ª Assembleia caravanas de diversas cidades do Piauí e do Maranhão, em consolidou-se como um espaço de celebração da história, um momento de proclamação pública do Evangelho. A programação contou com a participação do Ministério fortalecimento da unidade entre as igrejas e renovação da de Louvor da Primeira Igreja Batista no Parque Piauí, além da visão missionária. Ao comemorar seus 70 anos, a Convenção Batista Piauienpresença de diversos pastores e líderes. Durante o evento, o pastor Fernando Brandão ministrou uma mensagem evan- se reafirmou seu compromisso de servir às igrejas do Piauí gelística voltada à comunidade e reforçou o compromisso e do Maranhão, investir na formação de líderes, incentivar das igrejas batistas com a evangelização e a expansão mis- a plantação de igrejas e seguir anunciando o Evangelho de Jesus Cristo às próximas gerações. n sionária.
Ca(Fé) e Oração
Assembleia da JUBAPI, na Igreja Batista da Vermelha
Culto Evangelístico na Praça da Integração do bairro Parque Piauí
Primeira Igreja Batista em Teresina - Último dia da 59ª Assembleia da CBPI
Diretoria da CBPI 2025/2027
Homenagem aos presidentes e diretoresexecutivos da CBPI, desde sua fundação
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Culto das Equipes do Centro Batista celebra o Mês da Juventude com chamado à unidade Programação reuniu colaboradores em um momento de louvor, oração, reflexão bíblica e compromisso com a juventude e a unidade do Corpo de Cristo.
Gerência de Comunicação da Convenção Batista Brasileira Em celebração ao Mês da Juventude, as equipes que atuam no Centro Batista se reuniram, nesta quarta-feira (19), para um culto marcado por louvor, oração, comunhão e reflexão sobre o papel da unidade da Igreja na proclamação do Evangelho. O encontro teve início com a recepção dos colaboradores e a entrega de cartões de oração e momento de louvor. Durante o convite à adoração, Ana Clara Gama, da equipe da JBB, conduziu uma leitura bíblica congregacional alternada de João 1.1-5,14 e Colossenses 1.16-17. A programação também dedicou um momento especial à intercessão pela unidade. Conduzidos por Rayane Correia, que atua no Seminário do Sul, os participantes foram convidados
Gabrielly Valentim - JBB
a formar duplas ou trios para orar uns pelos outros, a partir dos textos de Tiago 5.16 e Efésios 4.2-3. “Um só, para que o mundo creia” A mensagem bíblica foi ministrada por João Pedro Encarnação, Gerente da Convicção Editora, a partir de João 17.20-21. No texto, Jesus ora não apenas pelos discípulos que estavam com Ele, mas também por aqueles que haveriam de crer por meio da mensagem deles. A reflexão destacou que a unidade pela qual Cristo ora não significa que todos devam ser iguais, pensar da mesma maneira ou compartilhar as mesmas preferências. A verdadeira unidade nasce da união de cada cristão com Cristo e, a partir dela, da comunhão com os demais irmãos.
Rayane Correia - STBSB
João Encarnação, gerente da Convicção Editora
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Momento de oração pelos jovens que atuam na CBB e organizações
Participantes tiveram momento de oração em duplas e trios
A mensagem também chamou a atenção para uma compreensão equivocada da unidade. Ela não significa uniformidade, ausência de conflitos ou a formação de uma comunidade composta apenas por pessoas com as mesmas opiniões e afinidades. A Igreja, conforme apresentado na reflexão, é chamada a viver a graça mesmo em meio às diferenças e aos desafios dos relacionamentos. A partir de Efésios 2.13-16, foi ressaltado que a reconciliação entre os cristãos nasce, primeiramente, da reconciliação com Deus por meio da cruz. Assim, a comunhão horizontal — entre irmãos — é fruto da comunhão vertical — com Cristo. Outro ponto destacado foi a responsabilidade no relacionamento com os demais membros do Corpo de Cristo. A mensagem lembrou que, quando Cristo se identifica com sua Igreja, ferir um irmão não pode ser tratado simplesmente como uma desavença sem maiores consequências. Palavras duras, fofocas, desprezo e indiferença também precisam ser enfrentados à luz do Evangelho. A reflexão trouxe ainda contribuições do pastor e teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer, especialmente de sua obra “Vida em Comunhão”. A partir de Bonhoeffer, os participantes foram convidados a refletir sobre a diferença entre o sonho de uma comunidade perfeita e a realidade da comunhão que Deus oferece. A decepção com pessoas, grupos ou a própria Igreja pode revelar expectativas que precisam ser substituídas por uma compreensão mais profunda da comunhão sustentada por Cristo. Nesse contexto, o perdão e o pedido de perdão foram apresentados como caminhos de obediência. Com base em Efésios 4.32 e Colossenses 3.13, a mensagem reforçou que o cristão é chamado a perdoar porque foi perdoado por Cristo e a buscar reconciliação porque recebeu graça e misericórdia. A mensagem também destacou a dimensão evangelística da unidade. Segundo João 17.21, Jesus relaciona a unidade
NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
Culto teve momentos de louvor, adoração e oração
Momento da ministração da Palavra
Apresentação de novos colaboradores
de seus seguidores com o testemunho diante do mundo: “para que o mundo creia que tu me enviaste”. Dessa forma, a maneira como os cristãos se relacionam também comunica o Evangelho. Oração pela juventude Após a mensagem, Vanessa Barbosa, que atua no setor Jurídico da CBB, conduziu um momento especial de oração pela juventude. Os cartões entregues na recepção foram utilizados como parte da dinâmica de intercessão, e os jovens foram convidados a estar à frente para receber oração. Na sequência, Bianca Pires, da área de Recursos Humanos da JMN, conduziu a apresentação dos novos colaboradores do Centro Batista. Ao celebrar o Mês da Juventude, o Culto das Equipes lembrou que investir nas novas gerações também passa por construir comunidades marcadas pela comunhão, pelo perdão e pela reconciliação. n
PONTO DE VISTA
O JORNAL BATISTA Domingo, 16/08/26 FÉ PARA HOJE
Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob
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Os absolutos do amor
iniciativa própria e responsável; é assertivo, isto significa firmeza, segurança e clareza em se expressar; e criativo, o Deus é amor (I João 4.8). O amor é um dos Seus atributos que significa ser capaz de inovar tendo atitudes e atos que ou qualidades morais. O capítulo 13 de 1 Coríntios é chamado constroem relacionamentos saudáveis. o capítulo do amor. Neste texto, vemos o que é e o que não é amor. Desejo, portanto, examinar o verso 7, que nos ensina • O terceiro absoluto do amor é que ele tudo espera. Sim, ele os absolutos do amor. Ora, sendo Deus absoluto, tudo o que espera o melhor. A ideia não é de um otimismo irracional, que vem dele é absoluto, pleno, total, sem nenhuma falha, pois deixa de levar em conta a realidade (Morris). É antes a recusa Ele é perfeito em todas as Suas obras. Tratar desse assunto a tomar o fracasso como final. Decorrente de tudo crê, vem a confiança que olha para a vitória final da graça de Deus. No é caminhar com segurança, pois estamos convictos do amor amor damos o melhor de nós porque Deus, que é amor, quer de Deus em Cristo Jesus, nosso Senhor. o melhor de cada um de nós. • O primeiro absoluto do amor é que ele tudo sofre. Sim, o amor tudo resiste. É no sofrimento que o amor faz o seu tra- • O quarto absoluto do amor é que ele tudo suporta. Aqui traz balho de aperfeiçoamento. O amor é altamente edificante e a ideia de constância, perseverança. O verbo revela, não uma restaurador. Sejam quais forem as áreas de nossos relaciona- aquiescência paciente, resignada, mas uma fortaleza ativa, mentos, o amor sempre resistirá, sempre será vencedor. Ele é positiva. O amor persevera, suporta calma e heroicamente. É altruísta. O amor vivenciado é o amor que revela o nosso Deus. a resistência de um soldado que, no grosso da batalha, não As lutas da vida jamais serão maiores que o amor revelado fraqueja, mas continua a atirar sem parar, vigorosamente. O por Deus na Pessoa de Jesus Cristo (Romanos 8.38-39). O amor não se deixa vencer, mas faz a sua parte, varonilmente, amor tudo sofre. Para Leon Morris, a ideia aqui é de cobrir. sejam quais forem as dificuldades (Morris). Jesus Cristo é o Daí significa “esconder cobrindo”; desviar cobrindo, suportar. nosso modelo amor, pois a si mesmo se entregou por nós na O amor apaga tudo aquilo que em outrem é desagradável. cruz. Ele suportou a cruz em nosso lugar por nos amar com Suportamos tudo porque amamos. O amor não recusa fa- um amor incondicional (Filipenses 2.5-11). O amor jamais acaba. Para Thayer, aqui é característico cilmente, pois ele aguenta firme. Ele é vencedor diante das de um homem que é inabalável no seu propósito deliberado pressões contrárias. e sua lealdade à fé e piedade, não sendo desviado pelas • O segundo absoluto do amor é que ele tudo crê. Ele revela maiores provações ou sofrimentos. O amor permanece. integridade, fidelidade, lealdade e confiança. O amor tem tudo Ele tem abundantes provisões. Nesse tempo tão estranho, a ver com fé, com o ato de crer. Ele é sempre ávido em crer num contexto de ódio, extremismos ou polarizações, canno melhor. Sabemos que é fácil pensar o pior, mas o amor celamentos, insensibilidade, maldades, precisamos viver e retem a sua fé (Morris). O amor acredita no melhor. Ele vence testemunhar os absolutos do amor. Deus, que é amor, requer sempre pensando o melhor. O amor é sempre proativo, isto de nós compromisso com o amor que tudo sofre, tudo crê, é, ele tem a capacidade de antecipar problemas, agir com tudo espera e tudo suporta; com o amor que jamais acaba. n
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PONTO DE VISTA OBSERVATÓRIO BATISTA
O que é verdade em um mundo da “Pós Verdade”? Lourenço Stelio Rega A busca pela verdade é uma das engrenagens centrais da história humana e permanece como um tópico fundamental da Filosofia, da Teologia e da Ciência em geral. Em termos gerais, a verdade pode ser definida como a compreensão a respeito de algo que coincide perfeitamente com a realidade factual, isto é, com os fatos acontecendo ou ocorridos. Essa correspondência empírica serve justamente para diferenciar o fato objetivo e verificável daquela realidade construída apenas pela mente, deduzida pelo uso da razão, fruto de intuições e interesses, ou mesmo moldada por temperos emocionais. Contudo, a sociedade contemporânea atravessa uma crise profunda e sem precedentes nesse pilar. Vivemos hoje no ecossistema da “Pós-Verdade”, expressão criada pelo dramaturgo Steve Tesich em 1992, na revista “The Nation”, para descrever um contexto cultural no qual os fatos objetivos têm menos poder de persuasão na formação da opinião pública do que os apelos à emoção e às crenças pessoais. No mundo da “Pós-Verdade”, que se propaga pelas redes sociais e o ambiente digital, aquela informação que mais conseguir se espalhar pelos usuários, acaba sendo considerada a verdade incontestável. Nesse novo cenário, uma questão crucial se impõe: afinal, quem define o que é verdade no mundo contemporâneo? Seria a realidade factual dos acontecimentos, a imprensa tradicional, o poder governamental, ou aqueles que conseguem fazer sua própria versão ser a mais divulgada e aceita nas redes sociais, tornando-a aparentemente inevitável e convincente? Antes, acreditava-se sinceramente que bastava apresentar fatos concretos, dados por meio de estatísticas, números e documentos para que a verdade triunfasse naturalmente no debate público. A dinâmica atual, porém, desmistificou essa ilusão. O que se observa é que a realidade factual pode existir e, ainda assim, perder a disputa de aceitação para narrativas construídas por quem convence melhor, articulando discursos sedutores e espalhando pelas redes o que deseja, favorecendo o surgimento das fake news. Isso ocorre porque a sociedade jamais recebe os fatos e a realidade em seu “estado puro”. No campo da comunicação temos o estágio inicial da construção da informação, sua circulação, consumo e reprodução. Assim, toda informação passa por filtros determinantes: quem seleciona o que deseja expor e a forma como expõe, os interesses corporativos e ideológicos dos veículos que publicam, a interpretação individual de quem lê e a amplificação por aqueles que reproduzem o conteúdo por aceitá-lo como verdadeiro. Soma-se a isso a estratégia do framing, ou enquadramento,
que estabelece qual fração da realidade ganhará destaque, muito comum no jornalismo contemporâneo e na política. A guerra começa no próprio uso das palavras. Se dois jornais cobrem o mesmo protesto de rua, um pode chamá-lo de “manifestação popular”, atribuindo-lhe um sentido positivo e legítimo, enquanto o outro o define como “atos de grupos radicais”, transmitindo um sentido bélico e pejorativo para o outro grupo. O acontecimento empírico é exatamente o mesmo, mas cada veículo entrega uma mensagem emocional que, desde o começo, manipula a interpretação do leitor. Assim, ao debater dentro do enquadramento mais divulgado, o público assiste ao abandono da honestidade por veículos de comunicação e políticos que se valem de uma espécie de engenharia de manipulação para ganhar a atenção (e o voto) do público. A comunicação atual deixa de se interessar pela realidade factual para alimentar uma “realidade editada”, na qual estudos científicos sérios e documentos probatórios são ignorados caso não sirvam à narrativa. Nessa engenharia da opinião pública, a definição do real passa a depender da figura do comunicador, dos símbolos criados, da repetição exaustiva para impor uma versão e da aprovação medida pelo número de seguidores nas redes sociais. Quando esses atalhos são organizados estrategicamente, uma mera interpretação ganha o status de fato inquestionável. Essa engenharia se aprofunda com a tecnologia das redes sociais, nas quais o algoritmo assumiu o papel de um “editor silencioso da realidade”. As pessoas perdem a independência para avaliar o que ouvem, sendo cooptadas por grupos identitários e militâncias de caráter totalitário que operam por meio de discursos entorpecentes e buscam segregar quem pensa diferente. No mundo da pós-verdade, o grande dilema não é necessariamente obrigar o indivíduo a acreditar em uma mentira deslavada, mas fazê-lo crer que recebeu a verdade completa quando consumiu apenas um recorte. Assim, a versão mais intensa e carregada de apelo emocional passa a ser sentida como a mais verdadeira. Por todas essas razões, a pergunta fundamental do nosso tempo já não é apenas “isso é verdade?”. Torna-se indispensável investigar quem selecionou a informação recebida, se a mensagem apresenta todos os lados do evento, qual fração ficou de fora e quem obtém vantagem quando essa interpretação específica se torna dominante. Embora esse teste crítico não seja infalível para revelar a realidade em sua totalidade, ele cumpre o papel essencial de expor a arquitetura de manipulação construída ao redor da informação. E, então, diante disso você conseguirá SABERviver nesse mundo da “realidade-irreal”? n
NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
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