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OJB EDIÇÃO 30 - ANO 2026

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ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901

Cooperação e unidade em todo o Brasil Batista

Rio de Janeiro

Noite da Juventude reúne mais de 2000 pessoas em Campos dos Goytacazes

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Maranhão

Batistas maranhenses elegem nova Diretoria em São Luís

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Assembleias das convenções estaduais reafirmam a força da cooperação Batista, reunindo Igrejas e líderes para celebrar o que Deus tem realizado, fortalecer a comunhão e renovar o compromisso com a proclamação do Evangelho. Em diferentes regiões do país, um mesmo propósito ecoa: servir a Cristo e avançar juntos na missão.

Venezuela

Missões Mundiais compartilha informações sobre ações no país

pág. 11

Pioneira

IB Alemã de SP celebra 100 anos e recebe 95ª Assembleia da CB Pioneira

pág. 15

Notícias do Brasil Batista
Notícias do Brasil Batista
Missões Mundiais
Notícias do Brasil Batista

EDITORIAL

Uma mesma missão, um mesmo propósito

Os meses de julho e agosto tradicionalmente marcam um tempo especial para a vida denominacional Batista. Em diferentes regiões do Brasil, convenções estaduais se reúnem para celebrar aquilo que Deus tem realizado, avaliar o presente e renovar o compromisso com o futuro da obra. Mais do que encontros administrativos, as assembleias revelam a força da cooperação batista e testemunham que seguimos caminhando unidos em torno da missão que Cristo nos confiou.

Nas últimas semanas, O Jornal Batista acompanhou assembleias em diferentes estados do país. Em cada uma delas, temas, programações e contextos distintos apontaram para uma mesma direção: fortalecer as Igrejas para que cumpram sua missão de proclamar o Evangelho e fazer discípulos. Em meio a relatórios, eleições, momentos de comunhão, celebrações e cultos inspirativos, tornou-se evidente que a identidade batista continua sendo construída sobre princípios bíblicos, autonomia das igrejas locais e cooperação voluntária.

É significativo perceber que, embora cada convenção possua sua história, desafios e características regionais, todas compartilham a mesma paixão pelo Reino de Deus. Do Norte ao Sul do Brasil, encontramos irmãos servindo com fidelidade, líderes comprometidos com a Palavra e Igrejas empenhadas em alcançar suas comunidades com amor e esperança.

Essa unidade não significa uniformidade. Pelo contrário, ela revela a beleza da diversidade que Deus concede ao Seu povo. Cada convenção contribui com seus dons, experiências

e vocações, enriquecendo o trabalho denominacional e fortalecendo a missão em todo o país. Quando uma convenção cresce, toda a família batista é fortalecida. Quando uma igreja avança, toda a denominação se alegra.

As assembleias também nos lembram que a cooperação continua sendo um dos maiores patrimônios dos Batistas brasileiros. É por meio dela que sustentamos a obra missionária, investimos na formação de líderes, promovemos educação cristã, cuidamos das novas gerações e anunciamos o Evangelho em lugares próximos e distantes. Unidos, alcançamos muito mais do que poderíamos realizar isoladamente.

Em um tempo em que o individualismo frequentemente desafia a comunhão, os encontros convencionais reafirmam uma verdade preciosa: somos mais fortes quando caminhamos juntos. A oração compartilhada, os abraços reencontrados, as decisões tomadas coletivamente e a celebração das vitórias do Reino demonstram que nossa unidade está fundamentada em Cristo, o Cabeça da Igreja.

Que os frutos dessas assembleias ultrapassem os dias de programação e alcancem cada igreja local. Que as decisões tomadas resultem em mais evangelização, mais discipulado, mais serviço e mais compromisso com a missão. E que continuemos testemunhando, em todo o Brasil, que diferentes sotaques, culturas e realidades podem caminhar lado a lado quando o propósito é glorificar a Deus.

Que Deus continue abençoando nossas convenções estaduais, fortalecendo suas lideranças e inspirando nossas igrejas a permanecerem firmes na cooperação, até que “o mundo creia” (João 17.21). n

O JORNAL BATISTA

Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso.

Fundado em 10.01.1901

INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189

PUBLICAÇÃO DO

CONSELHO GERAL DA CBB

FUNDADOR

W.E. Entzminger

PRESIDENTE

Raphael H. P. Abdalla

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A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação Batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal.

DIRETORES HISTÓRICOS

W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919);

A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002)

INTERINOS HISTÓRICOS

Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923).

ARTE: Oliverartelucas

O vazio de uma vida distante de Deus

“E olhei eu para todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito, e que proveito nenhum havia debaixo do sol” (Ec 2.11).

Há pessoas que passam a vida inteira acreditando que a felicidade está na próxima conquista. Pensam que serão realizadas quando alcançarem estabilidade financeira, reconhecimento profissional, prazer, conhecimento ou poder. No entanto, mesmo após obterem aquilo que tanto desejaram, descobrem que ainda existe um vazio no coração. O problema não está necessariamente nas realizações, mas na expectativa de que elas ofereçam o que jamais poderão dar.

O rei Salomão conheceu essa experiência como poucos. Deus lhe concedeu sabedoria extraordinária, riquezas incomparáveis e um reino próspero. Ele experimentou o luxo, construiu grandes obras, acumulou bens e desfrutou de tudo o que o dinheiro e a posição podiam proporcionar. Ao olhar para trás, porém, sua conclusão foi surpreendente: “tudo era vaidade e aflição de espírito”. A palavra hebraica traduzida por “vaidade” (hebel) transmite a ideia de algo passageiro, fugaz, semelhante ao vapor que aparece por um instante e logo se dissipa. Salomão descobriu que uma existência vivida apenas “debaixo do sol”, isto é, limitada à perspectiva terrena, jamais satisfaz plenamente a alma.

Essa realidade continua atual. Muitos tentam preencher o vazio interior com trabalho, entretenimento, relacionamentos, bens materiais ou experiências intensas. Outros procuram sentido na religião, na filosofia ou no reconhecimento das pessoas. Embora algumas dessas coisas tenham seu devido valor, nenhuma foi criada para ocupar o lugar que pertence somente a Deus. Quando o coração humano transforma

qualquer elemento terreno em seu bem supremo, cedo ou tarde experimenta frustração.

O motivo desse esvaziamento é espiritual. O homem foi criado para viver em comunhão com seu Criador. Quando se afasta dEle, perde o referencial para compreender quem é, por que existe e para onde caminha. Como um ramo separado da videira, continua existindo por algum tempo, mas já não encontra a fonte da verdadeira vida. Foi por isso que Jesus declarou: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede” (Jo 6:35). Somente Cristo pode satisfazer a necessidade mais profunda da alma humana.

O evangelho não promete uma jornada sem dificuldades, mas oferece algo infinitamente maior: um relacionamento restaurado com Deus. Quando uma pessoa se arrepende e crê em Jesus Cristo, encontra perdão, paz e um propósito que não depende das circunstâncias. As conquistas deixam de ser o centro da existência e passam a ocupar o lugar que lhes cabe: bênçãos temporárias concedidas pelo Senhor, mas incapazes de substituir o próprio Doador.

O vazio do coração não é um acidente; é um lembrete de que fomos feitos para Deus. Enquanto Ele permanecer do lado de fora da vida, nenhuma realização será suficiente. Mas quando Cristo ocupa o centro do coração, até as coisas mais simples adquirem um novo significado, porque passam a ser vividas na presença dAquele que é a fonte da verdadeira alegria.

Talvez você esteja buscando satisfação em algo que nunca poderá preencher sua alma. Reflita sobre aquilo em que tem depositado sua esperança. Nenhum sucesso, prazer ou patrimônio pode substituir Deus. Volte-se para Cristo e descubra que o maior tesouro da vida não é aquilo que podemos possuir, mas o relacionamento que Ele oferece a todos os que nEle creem.

O que tem ocupado o lugar mais importante em seu coração: as coisas passageiras desta vida ou o Deus eterno que o criou? n

Coração grato (Salmos 103.1-4)

O cântico que temos em mãos foi escrito pelo rei Davi e ele foi composto não por conta de um momento de crise ou de lamento. Ele é fruto de um coração transbordante de gratidão. Davi neste salmo não pede nada a Deus, apenas O exalta. Ao longo de suas palavras, podemos perceber que o salmista reconhece a compaixão, a bondade e o perdão do Senhor.

Davi tem um coração grato e, por isso, ele bendiz ao Senhor. Quem tem o coração grato reconhece a bondade de Deus nas pequenas e grandes coisas. O pastor Hélio Peixoto faz a seguinte observação: “A gratidão e o louvor a Deus devem ser nossos frequentes companheiros”.

Vivemos em um tempo de muita pressa e pouca lembrança. As pessoas pedem muito, mas agradecem pouco. Por esta razão, Davi ordena a sua própria alma que bendiga a Deus. Neste salmo – Davi não apresenta nenhum pedido, ele dedica-se a louvor e agradecer a Deus pelos seus feitos em sua vida. Seu coração é grato?

Tendo como pano de fundo os versos iniciais deste belíssimo salmo, vamos descrever algumas ações daqueles que tem um coração grato a Deus. Vamos elencar alguns pontos para a nossa reflexão.

Em primeiro lugar, um coração grato se entrega inteiramente a Deus (Salmos 103.1). A expressão “tudo o que há em mim” ressalta que o salmista estava entregue por completo na adoração a Deus. Essa entrega não foi superficial. Entregar-se inteiramente a Deus é estar comprometido totalmente com Ele. Deus não aceita coração dividido. Aliás, Jesus, no sermão do monte, deixou claro que “ninguém pode servir a dois senhores”. Deus nos quer por inteiro. De nada adianta chegarmos à casa do Senhor para o adorar, se a nossa mente está em casa, ou em outro lugar.

Em segundo lugar, um coração grato traz a memória a lembrança dos benefícios de Deus (Salmos 103.2). Um coração grato se lembra. O esquecimento dos benefícios

divinos é uma forma de ingratidão. A ingratidão nasce do esquecimento, mas a gratidão nasce da lembrança. A tendência humana é esquecer rapidamente as bênçãos de Deus, especialmente em meio às tribulações. Quando a memória falha, a gratidão esfria, a fé vacila e o desânimo se instala. O pastor Arival Dias Casimiro diz: “A alma precisa ser conduzida à memória da graça. O esquecimento espiritual é inimigo da adoração, mas a lembrança dos benefícios de Deus reacende o louvor. Ele perdoa, cura, sustenta e renova Seu povo. O coração que contempla essas obras não permanece frio”.

Em terceiro lugar, um coração grato celebra a graça perdoadora de Deus (Salmos 103.3). A partir deste verso, Davi passa a enumerar os benefícios de Deus em sua vida, e o primeiro deles é o perdão. Para o salmista, a necessidade mais profunda do ser humano não é a material, física, sentimental ou social; sua maior necessidade é ser reconciliado com Deus. O salmista sabe que o pecado é o problema mais radical da existência humana. O nosso maior problema é o nosso pecado porque nos afasta do nosso maior bem: Deus. Entretanto, louvado seja o nome do Senhor, porque em Deus há o perdão. A maior bênção do perdão é que, uma vez perdoado, temos comunhão com Deus. O pastor e escritor John Piper diz: “Se o perdão é bom, a comunhão é melhor”. Em último lugar, um coração grato celebra o livramento da morte (Salmos 103.4). A morte é a trágica herança do pecado. O apóstolo Paulo salienta que o “salário do pecado é a morte” (Romanos 6.23). Para além da morte física, o pecado também trouxe a morte eterna. Davi ao dizer que é Ele quem redime a nossa vida da cova é o mesmo que dizer que nossa vida é livrada da morte, principalmente da morte eterna e da condenação. A gratidão do salmista surge ao reconhecer que Deus, por meio de Sua graça e misericórdia, nos livra da perdição e da morte eterna. Termino com o coro do hino 25 do Cantor Cristão, intitulado “Amor”, que diz: “Louvemos tão grande amor, Sim, tão grande amor, Que Cristo assim nos manifesta; Que maravilha de amor, Que nos trouxe para Deus!”. Obrigado, Senhor, pelo Seu grande amor! n

Inabaláveis na oração

Matheus Pereira

pastor

Extraído do Devocional da Campanha de Missões Estaduais 2026 da Convenção Batista Paranaense

“Recomendo-lhes, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que se unam a mim em minha luta, orando a Deus em meu favor” (Rm 15.30).

No penúltimo capítulo da carta de Paulo aos Romanos, o apóstolo da graça faz uma recomendação de grande importância para seus leitores e para cada um de nós como igreja. Por nosso Jesus e pelo amor do Espírito, que nos unamos a ele em sua luta, ORANDO A DEUS. Paulo enxerga a Igreja orando por ele na missão como uma Igreja que luta com ele.

Se uma Igreja não ora por missões, ela tem deixado missionários na linha de frente lutarem sozinhos pelo Evangelho. Orar por missões é lutar por missões. Paulo recomenda que aquela Igreja se una a ele em sua luta, orando. Em 2026 precisamos ser INABALÁVEIS NA ORAÇÃO, nos unindo aos missionários na linha de frente, lutando com eles para que o Reino avance, para que a obra de Deus tenha êxito e que vidas sejam alcançadas. Por quais motivos podemos orar? São muitos, mas, vejamos os pedidos do apóstolo Paulo e nos inspiremos neles para sermos inabaláveis na oração.

Oremos para:

1. Que Deus dê livramento e proteção aos missionários. Romanos 15.31a diz: “Orem para que eu esteja livre dos des-

crentes da Judéia...” Paulo sentiu na pele as dificuldades da vida missionária. O campo missionário é desafiador. Surgem obstáculos, perseguições, oposições e lutas internas. Necessitamos ser livrados e protegidos pelas mãos do Senhor. É dEle que vem o nosso socorro.

2. Que Deus dê êxito a cada projeto missionário. Romanos 15.31b diz “...e que o meu serviço em Jerusalém seja aceitável aos santos”. Paulo era um homem de estratégia na pregação do Evangelho. No campo, os missionários precisam de estratégias para servir com êxito e de maneira aceitável. Somente o Senhor é capaz de nos direcionar e capacitar no serviço da Sua obra.

3. Que Deus traga descanso e renovo aos missionários. Romanos 15.32 diz “de forma que, pela vontade de Deus, eu os visite com alegria e juntamente com vocês desfrute de um período de refrigério”. Provavelmente Paulo estava cansado, precisando de um período de renovo. Servir ao Senhor no campo missionário é prazeroso e animador, mas somos limitados. Fisicamente, emocionalmente e espiritualmente, dependemos do Senhor. Ele é a nossa força, é Ele e somente Ele que é capaz de nos trazer renovação e descanso em nossas limitações.

Concluímos que o nosso desafio é sermos inabaláveis na oração por missões, entendendo que quando oramos nos unimos aos missionários no campo e lutamos com eles. Que nunca deixemos de orar. Que nunca deixemos de reconhecer que a obra acontece no poder e na dependência do Senhor. n

Inabaláveis no Serviço da Missão

Aroldo Vieira

Extraído do Devocional da Campanha de Missões Estaduais 2026 da Convenção Batista Paranaense

A vida cristã é uma jornada de fé e ação, e a bússola que nos guia é a Palavra de Deus. Em I Coríntios 15.58 (ARA), encontramos uma exortação poderosa e atemporal: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, INABALÁVEIS e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.” Esta divisa não é apenas um belo versículo; é o nosso chamado à perseverança.

Ser inabalável significa ser resistente, sólido, imutável em face das tempestades e dos desafios. No cumprimento da missão que Cristo nos confiou, de levar o Evangelho e servir ao próximo, esta firmeza é essencial. Vivemos em um mundo de mudanças constantes, onde as prioridades e os ânimos oscilam, mas nosso foco deve permanecer fixo na Rocha, que é Cristo. A promessa anexada é a nossa maior motivação: nosso trabalho “não é vão”. Cada esforço, cada oração, cada ato de serviço feito nEle tem valor eterno.

A ênfase em sermos “inabaláveis no serviço” nos lembra que a missão não é um hobby ou algo a ser feito apenas quando conveniente. É a essência do nosso discipulado.

Ser inabalável, ou firme, no serviço significa manter o ritmo, a qualidade e a paixão pela obra do Senhor, independentemente do reconhecimento, das dificuldades ou dos resultados imediatos. Significa manter a sincronia da divisa em nosso coração: “...Nos mantermos inabaláveis (firmes) na missão...” O fundamento dessa solidez não está em nossa própria força, mas na presença de Cristo em nós. Com Cristo, somos INABALÁVEIS. É Ele quem nos capacita, renova nossa energia e sustenta nossa fé contra as dúvidas e o desânimo. Quando focamos em fazer a Sua vontade, a obra se torna a expressão de Sua força, e não o esgotamento da nossa.

Irmãos e irmãs, a Palavra nos desafia hoje! Chega de hesitação ou de “deixar a peteca cair”. A missão é urgente e o tempo é precioso. Sejamos, pois, INABALÁVEIS na fé e abundantes no serviço! Há vidas esperando, há um mundo a ser alcançado e um Senhor a ser glorificado. Não permita que a fadiga, a crítica ou a rotina roubem a sua firmeza. Olhe para a promessa de que seu trabalho é eterno.

O que o Senhor te chamou a fazer? Comprometa-se agora a ser inabalável nessa obra.

Identifique uma área do seu serviço que precisa de mais firmeza e comece a agir com renovado vigor. n

VIDA EM FAMÍLIA

Convivialità: A expressão italiana que nossas famílias precisam resgatar

Gosto muito de estudar expressões idiomáticas que podem enriquecer nossa vivência social, especialmente dentro da família. Já escrevi sobre o hygge, palavra dinamarquesa que fala de aconchego e bem-estar, e sobre o dolce far niente, a doce arte italiana de simplesmente não fazer nada. Agora, quero apresentar outra palavra carregada de significado e beleza: convivialità

Em italiano, convivialità significa muito mais do que mera sociabilidade. Ela descreve o prazer genuíno de estar junto, de compartilhar momentos à mesa com boa companhia. Refere-se à capacidade de criar um ambiente acolhedor, onde a comida, a conversa e a presença uns dos outros se combinam para gerar uma atmosfera agradável e memorável. Não se trata apenas de comer, mas de viver juntos.

A convivialità é aquele momento em que nos sentamos à mesa, deixamos o celular de lado e conversamos sem nos preocuparmos com o relógio. Recordo-me de uma experiência inesquecível na minha juventude, quando visitei uma família querida e o almoço se estendeu até a noite chegar.

Cultivamos uma amizade especial com a família Colombani, que vive em São José dos Campos - sp. Sempre que vamos visitá-los, praticamente todo o nosso tempo é passado ao redor da mesa. Não visitamos shoppings nem fazemos passeios turísticos convencionais. A convivialità se concretiza ali, nos momentos de conversa, risadas e refeições compartilhadas.

Precisamos urgentemente resgatar a convivialità em nossos dias. Hoje, a “praga” do celular, as agendas lotadas e a impaciência têm roubado de nós essa experiência tão essencial. Muitos lares já não têm mais hora certa para sentar-se à mesa juntos. O resultado é visível: famílias mais distantes, conversas superficiais e filhos que crescem sem a sensação de pertencimento.

Jesus valorizava profundamente a convivialità. A mesa, para Ele, era lugar de comunhão, ensino e restauração de

relacionamentos. Ele não apenas alimentava as multidões, mas escolhia intencionalmente sentar-se com pessoas marginalizadas.

No Evangelho de Lucas, lemos que “Jesus entrou na casa de um homem chamado Levi, publicano, e este o recebeu em sua casa. Havia ali uma grande multidão de publicanos e outras pessoas que estavam à mesa com eles” (LC 5.29-30).

Em outra ocasião, após a ressurreição, Jesus caminhou com dois discípulos até Emaús e, ao sentar-se à mesa com eles, “tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes deu” (Lucas 24.30). Foi nesse momento de partilha à mesa que os olhos deles se abriram.

A mesa de Jesus era sempre um espaço de acolhimento, ensino e transformação. Ele usava esses momentos para transmitir verdades profundas, perdoar pecados e restaurar a dignidade das pessoas. Não por acaso, a última noite antes de Sua morte foi vivida em uma ceia com Seus discípulos (Lucas 22.14-20).

Em nossas casas, a mesa precisa ser resgatada como lugar sagrado. É nela que os laços familiares se aprofundam, que os filhos aprendem valores e que a intimidade se constrói. Estudos mostram que filhos que crescem em famílias onde os pais dedicam tempo regular às refeições em conjunto tendem a se envolver menos com delinquência e uso de drogas, apresentam melhor desempenho escolar e desenvolvem maior estabilidade emocional.

A convivialità não é um luxo reservado aos italianos. É um presente que podemos recuperar. Que tal começar hoje? Desligue o celular, prepare uma refeição simples e sente-se à mesa com quem você ama. Não precisa ser elaborado. Basta estar presente.

Porque, no final, não são os grandes eventos que constroem uma família forte. São os momentos simples de convivência à mesa que, repetidos ao longo dos anos, criam memórias eternas e corações unidos. A convivialità é exatamente isso: a arte de viver juntos, com tempo, presença e afeto. n

Uma experiência servindo na Ação Jesus Transforma Marajó

Willian Ferreira voluntário na Ação Jesus Transforma Marajó

Olá, me chamo Willian Ferreira, tenho 17 anos e sou da Igreja Batista Multiplicadora, em Abaetetuba, no Pará. Na Ação Jesus Transforma, eu auxiliei em algumas áreas como no trabalho com as crianças (EBF) e no ministério de louvor. Como igreja local, fiquei responsável pela organização e pela estrutura dos equipamentos de som, entre outras funções de suporte à equipe da operação.

O que mais me marcou durante esses 15 dias de ação foi conhecer uma missionária de quase 80 anos, servindo ao Senhor! Aquilo me chamou atenção, porque eu não imaginava ver pessoas com essa faixa etária tão empolgadas em servir a Deus a ponto de viajar milhares de quilômetros. Eu me senti muito grato e motivado pela vida dela e de muitas outras senhoras que participaram da ação.

Com toda essa experiência, aprendi que Jesus não mede a sua estrutura física; ele quer que você vá. E, se Ele te chama, Ele te faz ir e vai com você! Na operação havia pessoas com problemas diversos, mas os problemas delas não as pararam. O Deus a quem elas servem foi e é maior que toda doença, toda depressão, todo o cansaço. Deus faz com que alguém anuncie o Evangelho em meio a tantas dificuldades – e isso é algo extraordinário!

A Ação Jesus Transforma Marajó acabou, mas há diversos missionários atuando integralmente no campo. Sabemos as dificuldades que eles enfrentam e, por isso, venho pedir que você ore por essas famílias missionárias, oferte, adote um missionário. Se você tem sido chamado para estar lá também ou em qualquer outro campo, vá. Seja por alguns dias ou de forma integral, não deixe de viver a obra por insegurança, medo, falta de coragem. Acredite no chamado que Deus tem para a sua vida e não se esqueça: Se Deus te chamou, Ele vai com você. n

PIB em Barro Vermelho (São Gonçalo, RJ) celebra seus 19

anos e 18 anos das Mulheres em Missão

O tema do aniversário da PIBBV foi “Edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

Rogerio Araujo (Rofa) diácono, teólogo, jornalista e colaborador de OJB

A Primeira Igreja Batusta em Barro Vermelho (PIBBV), em São Gonçalo - RJ celebrou nos dias 21 e 29 de março de 2026, respectivamente, os 18 anos da organização Mulheres em Missão (MM, ex-Mulheres Cristãs em Missão) e os 19 anos de organização da própria Igreja.

A PIBBV, igreja-filha da Primeira Igreja Batista em São Gonçalo, foi organizada no dia 31 de março de 2007 e tem como atual pastor, Ricardo Moraes, por 15 anos e alguns meses.

As programações celebrativas aconteceram no sábado, 21 de março, tendo como preletora Maura Rute, presidente da União das Esposas de Pastores do Brasil (UEPBB) e autora do livro “Bastidores do Altar: a mulher por trás o Ministério Pastoral”, e com a participação musical do Coral Expressão de Louvor, sob a regência da ministra de Música Kátia Figueiredo. Momentos de gratidão pela importante organização para a Igreja e ministérios!

O tema do aniversário da PIBBV foi “Edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. No domingo, 29 de março (manhã), o louvor ficou com o Ministério de Louvor local, sob a direção da ministra de Música Keila Gruvira e, tendo como pregador, o pastor Lusitano Couto, da Primeira Igreja Batista do Rocha, da mesma cidade, baseado em Atos 2.42, refletindo sobre “Os 4 pilares que fazem uma Igreja forte: perseverança na doutrina, vida em comunhão, partir do pão e firmeza nas orações”. Edificante para o momento festivo da igreja! No domingo, 29 de março (noite), o ministério de louvor da PIBBV dirigiu e o pastor Eduardo Sarmiento, pastor por mais de 50 anos da Primeira Igreja Batista em Ponte Paraguai, vizinha à Igreja, pregou a Palavra, baseado em Josué 22.5: “A Igreja sempre será vitoriosa não por causa dos homens, mas por causa de Cristo, quando: 1) experimenta a transformação em Cristo em sua vida; 2) é liderada por servos do Senhor; 3) ama o Senhor, filho de Deus de todo o coração; 4) guarda os mandamentos do Senhor; 5) se aproxima mais do Senhor e fica mais longe do mundo; 6) serve a Ele com fidelidade. Uma noite de bênçãos para todos os presentes!

A PIBBV, agora, se prepara, com um ano de antecedência, para os seus 20 anos, em março de 2027. “A graça de Jesus jamais nos faltará!” n

19 anos da PIB em Barro Vermelho e 18 anos das Mulheres em Missão
Pr. Lusitano Couto, Pr. Ricardo Moraes e Pr. Eduardo Sarmiento

NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

Noite da Juventude reúne mais de 2 mil jovens na Semana Batista Fluminense

Programação faz parte de agenda da 117ª Assembleia da Convenção Batista Fluminense.

Estevão Júlio

jornalista na Convenção Batista Brasileira

A Noite da Juventude, promovida pela Juventude Batista Fluminense (JUBERJ), marcou a programação da Semana Batista da Convenção Batista Fluminense na noite do dia 22 de julho, na Igreja Batista em Parque Rio Branco, em Campos dos Goytacazes (RJ). O encontro reuniu mais de 2 mil jovens em uma celebração de adoração, comunhão e compromisso com Cristo.

A programação contou com momentos de louvor conduzidos pelo cantor PG, que levou os participantes a um tempo de intensa adoração. A mensagem da noite foi ministrada pelo pastor Alexandre, ministro de Novas Gerações da JUBERJ, desafiando a juventude a viver uma fé comprometida com o propósito de Deus.

A repercussão da Noite da Juventude também foi expressiva nas redes sociais. Participantes compartilharam mensagens de gratidão e entusiasmo pela programação. “Noite maravilhosa! Parabéns à diretoria da JUBERJ, a Deus toda honra e glória”, escreveu Rosimar Antunes. O pastor Thiago Crespo destacou: “Há tempo não presenciava algo tão extraordinário como essa noite. Parabéns, JUBERJ e Convenção Batista Fluminense”. Paulo Xavier definiu o encontro

PG foi a atração musical da Noite da Juventude realizada pela

como uma “Noite Jovem e Histórica”, enquanto Clariana Vilela celebrou: “Glória a Deus nas alturas por essa noite abençoada e abençoadora”.

A Noite da Juventude reafirmou o compromisso da JUBERJ em incentivar uma nova geração de jovens apaixonados por Cristo, fortalecendo a comunhão entre as Igrejas Batistas fluminenses e inspirando vidas a servirem ao Reino de Deus. n

OPBB Fluminense elege nova Diretoria durante Assembleia Anual

Encontro deste ano trabalhou o tema “Distrações”.

Estevão Júlio

jornalista na Convenção Batista Brasileira

A Ordem dos Pastores Batistas do Brasil - Seção Fluminense (OPBB Fluminense) realizou, no dia 22 de julho, sua Assembleia Anual no templo histórico da Segunda Igreja Batista em Campos dos Goytacazes (RJ).

O encontro reuniu pastores de diversas regiões do estado para momentos de comunhão, edificação e deliberações. Durante a Assembleia, foi eleita a nova diretoria da OPBB Fluminense para o biênio 2026–2028.

O pastor Adonias Júnior foi eleito presidente da Ordem. Também compõem a diretoria o pastor Erik Mendonça, como 1º vice-presidente; a pastora Raquel Theophilo, como 2ª vice-presidente; o pastor Samuel Mury, como 3º vice-presidente; o pastor Milton Duarte, como 1º secretário; o pastor Felipe Oliveira, como 2º secretário; e o pastor Maximiliano Fernandes, como 3º secretário.

A nova diretoria assume o compromisso de servir aos pastores batistas fluminenses, promovendo a comunhão ministerial, o fortalecimento da liderança pastoral e a coope-

Nova Diretoria da OPBB Fluminense

ração em favor da obra de Deus no estado do Rio de Janeiro. Nesta semana, a cidade de Campos dos Goytacazes recebe a 117ª Assembleia da CBF, na Segunda Igreja Batista, com o tema “A missão de ser e fazer discípulos”. n

JUBERJ

Convenção Batista Maranhense realiza 89ª

Assembleia e elege nova Diretoria

Encontro fortalece unidade, missão e cooperação.

Estevão Júlio jornalista na Convenção Batista Brasileira

Nos dias 10 e 11 de julho, a Igreja Batista Getsêmani, em São Luís - MA, recebeu a 89ª Assembleia da Convenção Batista Maranhense (CBM). Com o tema “Somos Um”, o encontro reuniu mensageiros, pastores, líderes e membros das Igrejas Batistas maranhenses para momentos de adoração, comunhão, capacitação e delibe rações.

Painel Missionário antecedeu a Assembleia da CBM

Um dos destaques da programação foi o Painel Missio nário, realizado no dia 8 de julho, que abordou diferentes aspectos do desafio missionário da Igreja. O pastor Jedaias Azevedo, presidente da CBM, ministrou sobre “O ministério pastoral é o elo entre o campo missionário e a Igreja local”. O pastor José Marques, vice-presidente da CBM e pastor da Igreja Batista Getsêmani, falou sobre “As marcas de uma Igreja missionária com o objetivo de ganhar sua comunidade para Cristo”.

Também participaram do painel o pastor Helben Barros, diretor-executivo da CBM, com a reflexão “O silêncio no campo missionário”; o pastor Jairon Paiva, da Igreja Batista Luz e Vida, que ministrou sobre “Igreja missionária: alcançando pessoas, formando discípulos”; e Willy Menezes, coordenador da Portas Abertas e membro da Igreja Batista em São Bernardo do Campo - SP, que trouxe uma mensagem sobre “A Igreja perseguida”.

Nova Diretoria da Convenção Batista Maranhense

Momento de louvor e adoração

sêmani, como 1º vice-presidente; o pastor Carlos Magno, da Igreja Batista Gileade, como 2º vice-presidente; Jacira Figueiredo, da Igreja Batista Plenitude, como 1ª secretária; e Rachel Nunes, da Igreja Batista Nova Jerusalém, como 2ª secretária.

Durante as sessões administrativas da Assembleia, foi eleita a nova diretoria da Convenção Batista Maranhense. O pastor Jedaias Azevedo, da Igreja Batista em Olho D’Água (IBOA), foi reeleito para a presidência da CBM. Também foram eleitos José Marques, da Igreja Batista Get -

A 89ª Assembleia reafirmou o compromisso dos Batistas maranhenses com a unidade, a cooperação entre as Igrejas e o avanço da obra missionária, fortalecendo a visão de que, juntos, a Igreja cumpre com excelência a missão de anunciar o Evangelho de Jesus Cristo. n

Grande Coro na Convenção Batista Maranhense Igreja Batista Getsêmani recebeu os Batistas maranhenses

Voluntários Sem Fronteiras: acolhendo a Venezuela com amor e esperança

Redação de Missões Mundiais

Diante das marcas deixadas pelos terremotos na Venezuela, Missões Mundiais tem mobilizado homens e mulheres que deixam suas casas, famílias e rotinas para servir pessoas que enfrentam perdas profundas. São profissionais de diferentes áreas que decidiram colocar conhecimentos, dons e tempo a serviço do próximo, levando atendimento, acolhimento e o amor de Cristo.

Profissionais de diferentes áreas unidos para atender as famílias afetadas e as crianças nos projetos Goal of Hope e Tenda de Brincar

Durante um dos atendimentos, a psicóloga voluntária Mylène Soares acolheu um pescador de 26 anos que havia perdido toda a família. Desde a tragédia, ele não conseguia dormir ou compreender como seguir vivendo.

Mylène perguntou por que ele acreditava ter sobrevivido. Após alguns instantes, o jovem respondeu: “Será que existe um propósito?”. A pergunta abriu espaço para que ela falasse sobre Deus e o ajudasse a perceber que sua vida não estava sendo preservada por acaso.

“Ele disse que não conversava com ninguém e nem sabia por que havia se atrevido a falar comigo. Ao sair, contou que estava mais leve e com algo diferente para pensar”, relembra Mylène Soares, psicóloga voluntária da Primeira Igreja Batista de São Caetano do Sul - SP.

As equipes oram pelas pessoas que enfrentam o luto e oferecem escuta nos atendimentos psicológicos.

Na Igreja de Caraballeda, o fisioterapeuta intensivista Glauber Bressanin presenciou a chegada de uma mulher cujos dois filhos ainda estavam sob os escombros. Assim que se sentou para a admissão, ela começou a chorar intensamente e a pedir que retirassem seus filhos de lá.

Diante de uma dor para a qual não existem respostas fáceis, os voluntários interromperam o atendimento, aproximaram-se e a abraçaram. Depois, ela foi encaminhada à equipe psicossocial.

“Naquele momento, nosso papel não era apenas realizar um atendimento de saúde. Era acolher aquela mãe e oferecer o cuidado possível em uma situação tão difícil”, compartilha Glauber Bressanin, 42 anos, da Primeira Igreja Batista de Itaipu, em Niterói - RJ.

Atendimento médico com os profissionais de saúde e distribuição de cesta básica

A estudante de Odontologia Letícia também encontrou na missão a confirmação de seu chamado. Ao chegar a Caraballeda, foi recebida com um abraço e uma pergunta: “Como você se sente estando aqui na Venezuela e sabendo que é resposta das nossas orações?”.

Naquele momento, compreendeu que sua formação fazia parte dos propósitos de Deus. Ao realizar profilaxias, percebeu que cada atendimento ia além de um procedimento: era uma oportunidade de demonstrar o amor de Jesus por meio de suas mãos.

“Essa viagem confirmou que estou exatamente onde Deus quer que eu esteja. Aprendi que o tempo d’Ele é perfeito e que vale a pena dizer ‘sim’ ao Seu chamado”, testemunha Letícia Dal Cin Costa, confeiteira, estudante de Odontologia e membro da Primeira Igreja Batista em São Gabriel da Palha - ES.

Médicos

Missões Mundiais já enviou seis equipes à Venezuela da Caravana Emergencial do Voluntários Sem Fronteiras. Até agosto, sete caravanas terão atravessado fronteiras para tornar visível o amor de Cristo, permanecendo ao lado do povo venezuelano em um dos momentos mais difíceis de sua história.

Agradeça a Deus pelos voluntários que já estiveram na Venezuela. Interceda pelos que permanecem no país e pelos que ainda irão. Ore para que o Senhor renove suas forças e continue usando cada um para levar cuidado, consolo, amor e esperança.

A próxima caravana viajará no dia 10 de agosto. As inscrições podem ser realizadas até 5 de agosto no link: https:// forms.gle/ryiiPXwHiHPMEcmZ9 . Se preferir, entre em contato conosco pelo WhatsApp: (21) 98055-1818.

Quando um povo clama, a Igreja se levanta. Ore. Contribua. n

voluntários de um grande hospital de referência no Brasil realizam atendimentos

94ª Assembleia da Convenção Batista Paranaense reafirma compromisso missionário e elege nova diretoria

Encontro reuniu Batistas de todo o estado e contou com a participação de representantes da CBB.

Estevão Júlio

jornalista na Convenção Batista Brasileira

A cidade de Paranaguá - PR sediou, entre os dias 16 e 19 de julho, a 94ª Assembleia da Convenção Batista Paranaense (CBP), reunindo mensageiros, líderes e membros das Igrejas Batistas de todo o estado em um tempo de comunhão, edificação espiritual e fortalecimento da cooperação. Com o tema “Inabaláveis no cumprimento da missão”, o encontro aconteceu no Ginásio Joaquim Tramujas, marcando o retorno da Assembleia à cidade após 24 anos.

Mais do que uma programação denominacional, a Assembleia representou um momento de unidade entre as Igrejas Batistas paranaenses, proporcionando oportunidades para compartilhar experiências, renovar o compromisso com a missão de Deus e fortalecer a caminhada conjunta na proclamação do Evangelho. Durante os quatro dias de programação, os participantes vivenciaram cultos, momentos de celebração, inspiração, comunhão e direcionamento para o avanço da obra missionária no estado.

A Convenção Batista Brasileira (CBB) esteve presente por meio de seus representantes. Participaram da programação como preletores o presidente da CBB, pastor Raphael Abdalla, o diretor-executivo de Missões Nacionais, pastor Fabrício Freitas, e a diretora-executiva das Mulheres Batistas, Raquel Zarnotti, ministrando a Palavra de Deus aos mensageiros e participantes.

Também representaram a CBB e suas organizações o pastor Jeremias Nunes, gerente de Comunicação da CBB, e o pastor Alexandre Peixoto, diretor operacional da Junta de Missões Mundiais. O diretor-executivo da Convenção Batista Brasileira, pastor Fernando Brandão, participou por meio

Fotos: Comunicação CBP

de uma mensagem em vídeo, na qual saudou os Batistas paranaenses e destacou a importância da cooperação entre as convenções estaduais e a Convenção Batista Brasileira para o fortalecimento da missão.

Durante a Assembleia, os mensageiros também elegeram a nova diretoria da Convenção Batista Paranaense para o próximo biênio. Foi eleito presidente o pastor Jair Cardoso de Sá, da Igreja Batista da Vila Operária. A nova mesa diretora é composta ainda pelo pastor Nivaldo Cavallari (Primeira Igreja Batista de Paranaguá), como 1º vice-presidente; pastor Marcilio de Oliveira (Primeira Igreja Batista de Curitiba), como 2º vice-presidente; pastor Oswaldo Lobo (Igreja Batista Bom Retiro), como 3º vice-presidente; Renata Vasco do Amaral (Primeira Igreja Batista de Curitiba), como 1ª secretária; pastor Isaias Berbet (Congregação Batista 28 de Outubro), como 2º secretário; e pastor Dorgival Lima (Primeira Igreja Batista de Curitiba), como 3º secretário.

Além da diretoria da Convenção, também foram eleitas as lideranças das organizações auxiliares da CBP, entre elas os Homens Batistas do Paraná (HOBAPAR), Mulheres Batistas do Paraná (MBP), Juventude Batista Paranaense (JUBEPAR), Ordem dos Pastores Batistas do Brasil – Seção Paraná (OPBB-PR), Associação dos Diáconos Batistas do Paraná, União de Esposas de Pastores e Associação dos

A 94ª Assembleia da Convenção Batista Paranaense encerrou-se renovando o compromisso dos Batistas do estado com a cooperação, a unidade e o cumprimento da missão. Que Deus conceda sabedoria, discernimento e graça aos líderes eleitos para conduzirem o trabalho da Convenção e de suas organizações, fortalecendo as Igrejas Batistas paranaenses e contribuindo para o avanço do Reino de Deus. n

Coro e Orquestra durante Noite de Abertura da 94ª Assembleia da CBP
Nova Diretoria da CBP
Pr. Raphael Abdalla, presidente da CBB
Pr. Fabrício Freitas, diretorexecutivo da JMN
Pr. Jeremias Nunes, gerente de Comunicação da CBB
Pr. Alexandre Peixoto, diretor operacional da JMM Raquel Zarnotti, diretoraexecutiva das MB

Convenção Batista de Rondônia realiza Assembleia Inspirativa em Ji-Paraná

Programação reuniu Batistas de todo o estado para momentos de comunhão, deliberações administrativas e fortalecimento da visão missionária.

Estevão Júlio

jornalista na Convenção Batista Brasileira

Nos dias 17 e 18 de julho, a Convenção Batista de Rondônia (COBARO) realizou a Assembleia Inspirativa, com o tema “Rondônia para Cristo”, na Primeira Igreja Batista em Ji-Paraná - RO, reunindo Batistas de diversas regiões do estado para momentos de comunhão, inspiração e fortalecimento da obra missionária.

A programação contou com sessões administrativas da Assembleia, apresentação de relatórios, eleição de conselheiros, culto de Missões e momentos de intercessão pela expansão do Reino de Deus em Rondônia. O cantor Alexandre Magnani participou da programação conduzindo os momentos de louvor e ministrando as mensagens durante o encontro.

Durante a Assembleia, também foi reforçado o convite para que as Igrejas contribuam com a Campanha de Missões Estaduais Rondônia para Cristo, iniciativa que apoia missionários, incentiva a plantação e revitalização de Igrejas e fortalece a proclamação do Evangelho em todo o estado. n

Momentos de gratidão e homenagens

“Rondônia para Cristo” foi o tema da Assembleia Inspirativa da COBARO

Batistas de diversas regiões do estado se reuniram para momentos de comunhão, inspiração e fortalecimento da obra missionária
Líderes e missionários da Convenção Batista de Rondônia durante a Assembleia

95ª Assembleia da Convenção Batista Pioneira destaca unidade, missão e

eleição da nova

diretoria

Encontro tem celebração pelos 100 anos da IBASP e reforça o compromisso com a proclamação do Evangelho, a cooperação e o avanço missionário.

Estevão Júlio

jornalista na Convenção Batista Brasileira

Teve início na quarta-feira (22) a 95ª Assembleia da Convenção Batista Pioneira do Sul do Brasil, realizada na Igreja Batista Alemã de São Paulo (IBASP). A programação segue até o dia 25 de julho, reunindo mensageiros, pastores e líderes sob o tema “Somos Um para que o mundo creia”, com divisa em João 17.11,21. Além das atividades administrativas e inspirativas da Assembleia, a edição deste ano também celebra os 100 anos da Igreja Batista Alemã de São Paulo.

A noite de abertura teve como preletor o pastor Fernando Brandão, diretor-executivo da Convenção Batista Brasileira (CBB). A celebração contou ainda com uma mensagem em vídeo do pastor Raphael Abdalla, presidente da CBB, saudando os participantes e reforçando a importância da cooperação entre os Batistas brasileiros. Também participou da programação o pastor João Marcos Barreto Soares, diretor-executivo da Junta de Missões Mundiais (JMM), que compartilhou um inspirador testemunho sobre o avanço da obra missionária e as ações na Venezuela.

O culto de abertura teve também participação do Coro da Cristolândia e do grupo Geração Fiel.

Compromisso com a missão

Em sua mensagem, baseada no tema da Assembleia, o pastor Fernando Brandão destacou que a unidade da Igreja encontra seu fundamento em Cristo e se manifesta no cumprimento da missão confiada por Deus ao Seu povo.

Durante a pregação, ele enfatizou que os Batistas Pioneiros permanecem comprometidos com a proclamação do Evangelho, a multiplicação de discípulos, o avanço missionário, a plantação de Igrejas e a cooperação entre as Igrejas, pilares essenciais para o fortalecimento da obra Batista.

Ao desafiar os participantes, o diretor-executivo da CBB afirmou: “Somos um na proclamação do Evangelho, unidos

pela cruz, unidos no Espírito e na missão. Não podemos recuar”.

A mensagem incentivou as Igrejas a permanecerem firmes no cumprimento da Grande Comissão, caminhando em unidade para que mais pessoas sejam alcançadas pelo Evangelho de Jesus Cristo.

Nova diretoria eleita

Durante a Assembleia, também foi eleita a nova diretoria da Convenção Batista Pioneira.

O pastor Mario Luige Preto, da Primeira Igreja Batista de Rio Vermelho, foi eleito presidente para mandato de quatro anos, com término previsto para 2030.

A composição da diretoria ficou definida da seguinte forma:

• Presidente: Mario Luige Preto (PIB Rio Vermelho) - mandato até 2030;

• 1º vice-presidente: Denis Moacir Beuter - cargo com mandato até 2030 (a ser eleito);

• 2º vice-presidente: Felipe Leimann Balaniuk (PIB São Miguel do Oeste - SC) - mandato até 2028;

• 3º vice-presidente: Mathias Jerke Pires (Igreja Batista Santa Rosa - RS) - mandato até 2028;

• 4º vice-presidente: Jacques Kleiman R. de Souza (PIBP Blumenau - SC) - mandato até 2028;

• 1º suplente: Wagner Buteseke (Igreja Batista Santa Rosa - RS) - mandato até 2028;

• 2º suplente: Josué Samuel Sälzer (PIB Santa Maria de Jetibá - ES) - mandato até 2028.

Com uma programação marcada por celebração, inspiração e decisões administrativas, a 95ª Assembleia reafirma o compromisso dos Batistas Pioneiros de permanecerem unidos em Cristo, fortalecendo a cooperação entre as Igrejas, investindo na plantação de novas igrejas, na formação de discípulos e no avanço missionário, para que o mundo conheça o Evangelho de Jesus Cristo. n

Momento de louvor e adoração Pr. Fernando Brandão, diretor-executivo da CBB, participou do encontro
Coro da Cristolândia durante celebração

117ª Assembleia da Convenção Batista Fluminense destaca unidade e cooperação para o avanço da missão

Na abertura do encontro, em Campos dos Goytacazes (RJ), pastor Fernando Brandão desafiou os Batistas fluminenses a seguirem unidos no cumprimento da missão.

Pr. Rogério Souza, diretor-executivo

Noite de abertura da 117ª Assembleia da Convenção Batista Fluminense

jornalista na Convenção Batista Brasileira

Pr. Fernando Brandão, diretor-executivo da

Pr. Rafael Antunes (presidente da CBF), Pr. Fernando Brandão (diretor-executivo da CBB) e Pr. Diego Bravim (diretor-executivo da CBF)

Nesta semana, de 23 a 25 de julho, a cidade de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense recebe a 117ª Assembleia da Convenção Batista, na Segunda Igreja Batista, com o tema “A missão de ser e fazer discípulos”.

Na abertura oficial do evento, o diretor-executivo da Convenção Batista Brasileira, pastor Fernando Brandão, deu uma palavra aos Batistas fluminenses. Em sua saudação, transmitiu o abraço dos Batistas brasileiros e destacou a relevância da Convenção Batista Fluminense para o avanço da obra missionária no país. Ele enfatizou a necessidade de uma convenção unida, forte e comprometida com a cooperação entre as igrejas, investindo em organizações missionárias, Escola Bíblica, evangelização, discipulado e missões. Em um momento de grande participação da plenária, lançou o desafio: “Se depender dos Batistas Fluminenses, nós recuamos ou avançamos?”, recebendo em uníssono a resposta “Avançamos!”. Encerrando sua participação, reforçou o chamado à unidade e à missão: “Somos um, cooperando com alegria, com humildade, proclamando ao Brasil e ao mundo que Jesus transforma. Vamos avançar em nome de Cristo Jesus”. Reforçando a cooperação entre os Batistas brasileiros, líderes Batistas de outros estados participaram da programação, como o pastor Samuel Trindade, diretor-executivo da Convenção Batista de Pernambuco (CBPE), o pastor Rogério Souza, diretor-executivo da Convenção Batista Catarinense (CBC), o pastor Eliomar Corrêa, presidente da Convenção Batista do Estado do Espírito Santo (CBEES) e o presidente emérito da CBB, pastor Irland Pereira de Azevedo. n

Até a abertura, evento tinha 900 inscritos oficiais e recebeu um plenário com 1.800 pessoas
Pr. Samuel Trindade, diretorexecutivo da CBPE
Pr. Eliomar Corrêa, presidente da CBEES
da CBC
CBB

Não sou pastor para disputar

FÉ PARA HOJE

Não sou pastor para entrar em disputas, mas para somar, facilitar, ajudar, cooperar e encorajar em amor. Não preciso disputar ministério ou cargo com ninguém. Cada um tem o seu ministério para exercer com temor e tremor. Tem a sua vocação dada por Deus, por graça, e não por mérito pessoal (1 Co 15.10). Somos o que somos somente pela graça de Deus. Por esta razão, o ministério pastoral deve ser exercido com graça, amor, humildade e misericórdia. Pastores que invejam, disputam, criam animosidade, divisão, maledicência, discórdia não são pastores, são apenas líderes e sem caráter. Quando deprecio o companheiro de ministério, quando o rejeito, não o honro como irmão e companheiro de jugo, ajo como um desqualificado para o exercício de uma vocação tão sublime e tão baixa, ao nível do chão, ao mesmo tempo. O ministério pastoral é para poucos. É para aqueles que não se apegam às coisas materiais, que consideram o ministério uma vocação e não uma vacação. Está destinado àqueles que estão contidos no contentamento em Cristo Jesus. O seu tesouro é o Senhor. Os seus bens são os tesouros conferidos por Cristo apenas por graça. Os tesouros do caráter de Cristo Jesus. A sua porção é o Senhor (Lamentações 3.24). A sua alegria está NAQUELE que tudo pode. Ele pode dizer com convicção: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fp 4.13). O pastor não está interessando em luxo, ostentação e tietagem, pódio. Não depende de homens, mas de Deus. Não busca os seus interesses, mas os de Deus. Não faz conchavos, alianças políticas ou quaisquer arranjos para se promover. Para se manter no cargo. Ele não busca cargos, mas cargas. O ministério não é para a sua autopromoção, mas para a exaltação de Cristo Jesus, o Supremo Pastor e Bispo das nossas almas.

O ministério não combina com popularidade, mas com discrição. Não é função de destaque, de status, mas de recato. O pastor chamado por Deus não deseja aparecer, mas quer que Cristo apareça à semelhança de João Batista quando afirmou em relação ao Senhor Jesus: “Importa que Ele cresça e eu diminua” (João 3.30). O ministro do evangelho é um homem simples e manso, revestido da simplicidade e da mansidão de Cristo. Ele não tem nenhum interesse em negociar cargos, posições, poder ou quaisquer postulados meramente humanos e que só trazem prejuízos para o ministério e para a família. O seu prazer maior e inegociável é o Senhor.

É triste dizer que há poucos pastores, de fato, e muitos líderes. Há poucos homens de envergadura ministerial, mas muitos comprometidos com esquemas do mundo e sem nenhuma relevância no testemunho pessoal. Não são éticos. Apreciam os elogios, as bajulações e gostam dessas coisas. Há líderes de igreja, e não pastores, que

estão terceirizando o ministério na igreja local. Elementos disputando cargos e não dispostos a levar as cargas. Que ganham altos salários sem repartir, sem investir em gente necessitada, sem perceber que o salário dos crentes, a começar dos que pastoreiam, é social. Paulo ensina assim em suas epístolas. Ensina que é muito importante investirmos em pessoas, exercermos a liberalidade amorosa. Veja o que ele diz aos pastores de Éfeso: “Vós mesmos sabeis que estas mãos supriram as minhas necessidades e as de meus companheiros” (At 20.34).

Pastores na acepção da palavra estão em extinção. Há bons líderes, inteligentes, jeitosos, talentosos, espertos, escorregadios, políticos, mas poucos homens de Deus, destemidos, corajosos, intrépidos e que não são conduzidos pelo estômago, mas estão dispostos a serem enforcados por causa das suas convicções em Cristo, do seu amor ao Salvador, por causa do seu compromisso com a mensagem da cruz, seu amor à obra missionária, seu zelo pela doutrina da Palavra de Deus e seu amor à Igreja pela qual Jesus morreu, derramando o Seu precioso sangue.

Deus não nos chamou como homens extraordinários, mas nos chamou como homens comuns para realizarmos um trabalho extraordinário, sublime, impactante, poderoso e transformador. Não preciso de honra, mas quero dar honra ao meu Senhor. Não desejo o pódio, mas o chão. Não desejo conforto físico, mas necessito do precioso conforto do Espírito e dos meus irmãos. Não quero disputar lugar na fila das vaidades. Ministério não existe para dar fama a ninguém. Ministério é para escravos do Senhor Jesus Cristo (em 1 Coríntios 4.1, Paulo usa a palavra huperetes, servos remadores de baixa categoria, para se referir a nós, ministros). Fomos comprados por grande preço e por esta razão a glória é DAQUELE que nos comprou ou redimiu (I Coríntios 6.20). A honra é DELE. Não estou interessado no estilismo, na aparência, mas em que o Senhor domine o meu coração e a minha mente, tornando-os cativos à Sua vontade. Não quero focar a aparência, mas desejo que o Senhor trabalhe o meu interior para que as minhas intenções, ações e reações glorifiquem o Seu nome!

Que o Senhor nos livre das disputas, da síndrome do pequeno reino. Que nos liberte do egoísmo, da fama, da tietagem, da vaidade, do pódio e da imagem que gosta de ser admirada e ovacionada. Que sejamos desviados da feira das vaidades. Que sejamos homens de Deus! Que O agrademos, que O honremos, que Ele assuma o centro do nosso coração, que Ele defina as nossas prioridades. Que Ele seja, acima de tudo, a nossa PRIORIDADE. Aí não haverá disputas porque as minhas razões para vivenciá-las estão crucificadas com Cristo, nosso Pastor Supremo, que a Si mesmo Se humilhou e morreu numa cruz como um marginal para nos tornar aceitos pelo Pai. n

Qual o CEP de sua Igreja?

O Código de Endereçamento Postal (CEP) foi criado em 14 de maio de 1971 pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) com o objetivo de indicar a localização de endereços no país. Cada um de nós, cada organização ou instituição tem sua localização física indicada pelo CEP.

Em geral a cada domingo nos levantamos de manhã e nos preparamos para ir ao culto dizendo “vamos à Igreja”. Assim, podemos inicialmente pensar que iremos a um local onde o culto ocorrerá que possui um CEP.

Essa percepção de ir a um local para adorar já havia sido indicada pelo próprio Deus para Moisés quando da elaboração do Tabernáculo que seria o centro de adoração do povo de Israel em sua caminhada no deserto e “o lugar que […] Deus escolher […] para ali pôr o seu nome e sua habitação” (Dt 12.5). Isso se transfere ao Templo construído por Salomão (1Re 8.12-13). No livro dos Salmos o Templo de Jerusalém é nomeado como a casa de Deus (23.6; 27.4; 122.1). E assim a história do Antigo Testamento foi sendo vivida.

Ao longo da história do Cristianismo é possível ver que essa compreensão se instala em nossa prática de adoração, serviço e vida religiosa. Vamos domingo à Igreja e tendemos centralizar nosso relacionamento com Deus e nossos irmãos na fé nesse dia e esperamos que durante a semana possamos ter dele a atenção. Então corremos o risco de separar o secular do sagrado, e entender que há um lado religioso e um lado profano em nossa vida, situação que ficou marcada especialmente pela Modernidade.

Como compreender biblicamente o “ir à Igreja” – um espaço geográfico – diante do fato de que Jesus Cristo morreu pela própria Igreja (Atos 20.28; Efésios 5.25-27)? Em primeiro lugar, certamente ele não morreu por um edifício, ou mesmo por equipamentos mobiliários, mas por nós que, por ele fomos salvos.

Em segundo lugar, a conversa de Jesus com a mulher samaritana é fundamental para encontrarmos uma resposta segura. Ela estava preocupada em descobrir qual era o LOCAL legítimo da adoração – Samaria ou Jerusalém – e

Jesus realoca a pergunta dela migrando de um espaço geográfico para o interior de um coração sincero ao mencionar “mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai […] vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores”. Tanto Estevão, quanto Paulo nos ensinaram que Deus não habita em templos ou santuários feitos por mãos humanas (Atos 7.48; 17.24), Paulo ainda mencionou que nosso corpo é o templo do Espírito Santo (I Coríntios 3.16; 6.19; II Coríntios 6.16).

O que vemos nesse processo todo de deslocamento da compreensão sobre a adoração e habitação de Deus entre o Antigo e o Novo Testamento faz parte do que chamamos nos estudos bíblicos de revelação progressiva em que Deus vai se revelando ao ser humano à medida que o próprio ser humano pode, com suas limitações, compreender as suas verdades eternas.

Em resumo, Jesus morreu por sua Igreja, que somos nós, e que nós, salvos por ele, somos o templo do Espírito Santo, que em nós habita. A partir desse ensino do Novo Testamento será necessário reajustar a compreensão de nosso relacionamento com Deus de modo a ampliar nosso papel na adoração, no serviço por meio dos nossos dons e talentos de modo que a igreja, que somos nós, não possui um CEP, como possui o edifício que utilizamos para nossas reuniões, nossos cultos.

Assim, nós somos a Igreja pela qual Jesus morreu não apenas quando estamos juntos em um espaço geográfico, mas também em todo o lugar onde vivermos. Nos outros seis dias somos também a igreja espalhada (João 17.15ss) onde estivermos atuando como embaixadores de Cristo (II Coríntios 5.20), como cristãos em tempo integral a cada dia (Lucas 9.23). Figurativamente podemos dizer que somos o CEP de Deus e que o mundo o conhecerá por meio do que somos (Jo 14.9).

Essa percepção que Jesus, Estevão e Paulo nos fornecem amplia o nosso papel e engajamento na vida cristã nos sete dias da semana. n

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