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Equipes do programa Voluntários Sem Fronteiras atuam em diversas regiões do país com assistência médica, apoio psicossocial, proteção infantil e distribuição de suprimentos, enquanto convocam as igrejas brasileiras à oração e à solidariedade. Saiba mais na página 11.

Ação tem levado esperança e transformação a todo o Brasil
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Roberto Maranhão explica como funciona esporte que é ferramenta missionária
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Organizações elegem suas diretorias durante 101ª Assembleia da CBBA
CBB participa da 117ª Assembleia da CBESP
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EDITORIAL

Em tempos marcados por crises, conflitos e desastres, a Igreja de Cristo é continuamente lembrada de sua vocação: ser presença que acolhe, serve e anuncia esperança. Nesta edição de O Jornal Batista, encontramos diferentes expressões desse chamado, todas unidas pelo compromisso de viver o Evangelho de maneira prática.
Nossa reportagem de capa apresenta a resposta de Missões Mundiais à emergência humanitária na Venezuela. Em meio às ruínas deixadas pela tragédia, voluntários têm levado atendimento médico, apoio psicossocial, cuidado às crianças, alimentos, medicamentos e, acima de tudo, a esperança que somente Cristo pode oferecer. A mobilização demonstra que a missão da Igreja não se limita às palavras, mas se manifesta em gestos concretos de amor ao próximo. Ao mesmo tempo, somos convidados a fazer parte dessa resposta por meio da oração e da cooperação, princípios que fortalecem a caminhada dos batistas brasileiros.
Essa mesma esperança também percorre o Brasil por meio da Carreta Missionária. Ao chegar a diferentes cidades, o projeto aproxima pessoas, compartilha o Evangelho e oferece oportunidades para que vidas sejam alcançadas. É mais uma demonstração de que criatividade, dedicação

e serviço podem abrir portas para a proclamação da mensagem de Cristo.
Nesta edição, destacamos ainda como o esporte pode tornar-se uma relevante ferramenta missionária. O Pickleball, apresentado pelo missionário Roberto Maranhão, revela que novas estratégias podem criar pontes de relacionamento e ampliar as oportunidades para o discipulado e o testemunho cristão em diferentes contextos.
A cooperação entre os Batistas também ganha destaque com a realização da 101ª Assembleia da Convenção Batista Baiana, onde organizações elegeram suas novas diretorias, e com a participação da Convenção Batista Brasileira na 117ª Assembleia da Convenção Batista do Estado de São Paulo. Esses encontros reafirmam que avançamos mais quando caminhamos juntos, fortalecendo nossas organizações e renovando o compromisso com a missão.
Cada uma dessas notícias nos lembra que a esperança cristã não é passiva. Ela inspira serviço, promove unidade e impulsiona a Igreja a responder às necessidades do mundo com amor, compaixão e fidelidade ao Senhor. Que esta edição nos motive a continuar vivendo esse chamado, certos de que Deus segue realizando Sua obra por meio de um povo disposto a servir.
Boa leitura! n

Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso.
Fundado em 10.01.1901
INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189
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ARTE: Oliverartelucas


Francisco Lima pastor, gerente de Expansão Missionária da Convenção Batista Baiana
Estabelecer um alvo de fé para a Campanha de Missões Estaduais não é, em primeiro lugar, uma questão de dinheiro, mas de visão, gratidão e compromisso espiritual. A obra missionária é de Deus, e cremos que Ele continua sendo o Senhor da prata e do ouro, como a própria Escritura nos lembra: “Minha é a prata, meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos” (Ag 2.8). Por isso, quando uma Igreja assume um alvo, ela não está apenas definindo um valor a ser alcançado; está expressando, de forma concreta, sua confiança no Deus que provê e sua disposição de participar daquilo que Ele está fazendo.
Além disso, é importante lembrar que campanha não diz respeito meramente a recursos, mas a oferta. E oferta, na vida cristã, é resposta de gratidão Àquele que já nos deu o Seu melhor: Seu Filho, na cruz, para nos salvar (João 3.16; Romanos 8.32). Contribuir para missões é reconhecer, com amor e reverência, que fomos alcançados pela graça e que agora queremos cooperar para que essa mesma mensagem chegue a muitos outros. Nesse sentido, a oferta se torna uma expressão concreta de amor, fé e obediência.
Vivemos um tempo de grande necessidade, em que o Evangelho precisa alcançar mais lugares e mais pessoas. A ordem de Jesus continua diante de nós: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” (Mt 28.19-20). Nesse contexto, um alvo cumpre um papel importante: ele dá direção, mobiliza a Igreja e a conduz para um propósito concreto. Quando não há um alvo claro e desafiador, corre-se o risco de a Igreja não desenvolver todo o seu potencial de esforço, envolvimento e generosidade. Um alvo bem estabelecido ajuda a Igreja a caminhar com mais intencionalidade, unidade e perseverança.
Por isso, estabelecer um alvo de fé é também um exercício de amadurecimento e ousadia espiritual. A Palavra de Deus nos ensina a trabalhar com visão clara e direção definida (Habacuque 2.2-3). Como Missões Estaduais, definimos para 2026 um alvo 25% maior que o do ano anterior. Nosso alvo é de R$ 2 milhões. Esse crescimento expressa nossa convicção de que é tempo de Expandir Sempre Mais. Quem sabe esse também não pode ser o caminho de cada Igreja? Um alvo mais desafiador, assumido em oração e fé, pode se tornar um instrumento de Deus para ampliar a visão missionária e fortalecer a participação do povo de Deus na expansão do Evangelho.
Uma campanha missionária excelente não acontece por acaso. Ela nasce de uma Igreja que entende que missões devem ser conduzidas com oração, organização, participação e submissão espiritual. Quando esses elementos caminham
juntos, a campanha deixa de ser apenas uma programação do calendário e se transforma em um tempo de despertamento, envolvimento e frutos duradouros.
1. O primeiro passo é sempre a oração. Antes de qualquer definição prática, a Igreja precisa buscar a direção de Deus, pedindo sensibilidade, unidade e discernimento para cada etapa. Uma campanha bem conduzida começa no altar, porque é ali que o coração da Igreja é alinhado com o coração de Deus.
2. Em seguida, é fundamental investir em planejamento. Isso inclui reunir a equipe responsável, ouvir a liderança, distribuir ideias e organizar o caminho que será seguido. Planejar bem não significa engessar a campanha, mas criar condições para que tudo aconteça com clareza, ordem e propósito.
3. Outro passo indispensável é estudar o material da campanha com atenção. A equipe precisa conhecer o tema, a divisa, os desafios apresentados e os objetivos propostos. Quando a Igreja entende bem o conteúdo da campanha, ela comunica melhor, mobiliza com mais convicção e participa com mais consciência.
4. Também é essencial envolver o máximo de pessoas possível, de todas as faixas etárias. Crianças, juniores, adolescentes, jovens, adultos e idosos precisam perceber que todos têm lugar na obra missionária. Uma campanha excelente é aquela que alcança a Igreja inteira e faz cada grupo sentir-se par- te daquilo que Deus está realizando.
5. Nesse processo, a Igreja deve ainda estabelecer um alvo. O alvo ajuda a dar direção concreta ao esforço coletivo, estimula a fé e favorece o comprometimento. Quando a Igreja sabe onde deseja chegar, tende a caminhar com mais intencionalidade, responsabilidade e perseverança.
6. Para que a execução seja eficiente, é necessário também designar os responsáveis e organizar uma escala das principais atividades. Cada ação precisa ter pessoas definidas para conduzir, acompanhar e prestar apoio. Isso evita sobrecargas, reduz improvisos e contribui para que a campanha transcorra com excelência.
7. Por fim, tudo deve ser feito sob a orientação da liderança espiritual. A campanha missionária não pode ser guiada apenas por entusiasmo ou boa vontade, mas pelo cuidado pastoral e pela direção dos líderes que Deus colocou sobre a Igreja. Quando há alinhamento com a liderança espiritual, a campanha ganha equilíbrio, unidade e solidez.
Em resumo, uma excelente campanha missionária é aquela em que se ora (antes, durante e depois), planeja bem, conhece o conteúdo, envolve toda a Igreja, estabelece um alvo claro, distribui responsabilidades com sabedoria e permanece debaixo da direção espiritual. Assim, a campanha cumpre seu propósito e se torna um instrumento real de mobilização para a obra de Deus. n
Nédia Maria Bizarria dos Santos Galvão membro da Igreja Batista da Restauração - Missão Batista em Macambira - SE; capelã escolar; especialista em Ciência da Religião; especialista em Docência; bacharel em Teologia
envolve a instrução de pessoas na fé.
Tiago continua alertando acerca do ofício do ensino, agora:


Tiago, o irmão do Senhor Jesus, era um judeu bem instruído, provavelmente com pleno conhecimento do Antigo Testamento e bem familiarizado com a cultura helênica. No capítulo 3 de sua carta, ele dá ênfase ao uso da língua. Contudo, Tiago inicia este assunto com um alerta sobre o ofício do ensino.
1) Quanto à responsabilidade (3.1a) - “Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres (...)”: O ser mestre envolve um dom e o alerta de Tiago quanto a essa responsabilidade é para que haja uma certificação, uma comprovação desse dom.
O ensino envolve diretamente o uso da língua, o que torna este ofício potencialmente perigoso. Ensinar envolve a instrução de pessoas na fé, sem falar no exemplo que deve passar no testemunho pessoal. O que instrui deve ter um conhecimento mais elevado. Geralmente, o que instrui tem mais conhecimento que os demais.
Isso não significa que quem é instruído não possa passar alguma informação ou conhecimento que agrega ao que ensina. Mas, entende-se que o mestre se dedica e se esmera nos estudos, na leitura e pesquisas, investe tempo para obter o devido preparo no ofício do ensino, além de lidar com questões espirituais, morais e éticas, o que é de suma importância, daí a advertência do mestre Tiago ao ofício do ensino, quanto à responsabilidade do uso deste dom, que
2) Quanto à possível penalidade (3.1b) - “(...) sabendo que receberemos o mais duro juízo”: Tiago agora aponta para um aspecto ainda menos atraente que a responsabilidade, que é um julgamento mais rigoroso. No Evangelho escrito por Lucas, no capítulo 12, versículo 48, estão registradas as palavras do Senhor Jesus: “A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido”.
O que ensina passará por um rigoroso julgamento, visto que a principal ferramenta do seu ministério é a língua, a parte do corpo mais difícil de controlar. Daí o cuidado com o que se fala de forma impulsiva. Também, sua vida é um espelho e deve condizer com seus ensinamentos. E se o mestre falhar nesses quesitos, estará em sérias complicações. Pois, o julgamento para quem ensina é de um rigor mais elevado, segundo Tiago.
Parece até desanimador o ofício do ensino, de acordo com as instruções do irmão do Senhor Jesus, alguns podem pensar e/ou dizer. Todavia, as palavras de Tiago não são para desanimar, mas para mostrar a seriedade deste ofício, deste ministério. O compromisso do mestre deve ser com a verdade do Evangelho. As Escrituras Sagradas devem ser o seu manual de trabalho. Caso esse compromisso não seja levado a sério, haverá um julgamento ultra rigoroso.
Portanto, estejamos atentos ao alerta de Tiago sobre o ofício do ensino, quanto à responsabilidade e quanto à possível penalidade. n

Wanderson R. Monteiro
membro da Primeira Igreja Batista Natal, em São Sebastião do Anta - MG; bacharel em Teologia, pedagogo, psicanalista, dr. Honoris Causa em Literatura e dr. Honoris Causa em Jornalismo.
Nos últimos anos, a Igreja e as doutrinas cristãs têm sido confrontadas por desafios que poucos líderes parecem estar preparados para enfrentar. Isso se deu após a propagação e aceitação da cultura pós-moderna por boa parte de nossa sociedade. Uma cultura que impõe novos desafios ao líder cristão e a todos os cristãos em geral. Uma cultura que busca estabelecer novas perspectivas, novas visões e interpretações sobre o mundo, sobre a vida, sobre a verdade e sobre a realidade, relativizando aquilo que antes era considerado absoluto e colocando em xeque os fundamentos da fé cristã. No entanto, o que deveria ser um chamado ao combate tem sido, para muitos líderes, uma oportunidade de rendição. Em vez de resistirem às pressões culturais provenientes da sociedade pós-moderna, muitos se adaptam a elas, moldando sua teologia ao gosto do público. Mas será esse o caminho que a Escritura propõe? O apóstolo Paulo exortou os cristãos dizendo: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente” (Rm 12.2). A fidelidade bíblica sempre exigiu resistência às pressões do espírito de cada época.
O verdadeiro líder cristão não é simplesmente um administrador de comunidades religiosas, como muitos parecem pensar. Ele deve ser um guardião da verdade, uma sentinela sempre a postos para alertar seu povo contra os enganos do século. Ao longo da história do cristianismo, a liderança cristã sempre foi desafiadora, mas talvez nunca tenha sido tão necessária quanto agora. A destruição e a corrupção da cosmovisão cristã não ocorreram de uma hora para outra; foram resultado de um processo gradual, quase imperceptível para os desatentos. Contudo, esse processo ainda não terminou. É importante reconhecer que ser pastor nunca foi uma tarefa simples. Pastorear exige vigilância espiritual, maturidade doutrinária, coragem moral e disposição para suportar críticas, incompreensões e pressões culturais. Em uma época marcada pela confusão intelectual e pelo relativismo moral, essa responsabilidade torna-se ainda maior. Foi justamente essa preocupação que me levou a escrever o livro “Cosmovisão em Crise: A Importância do Conhecimento Teológico e Filosófico do Líder Cristão na Pós-Modernidade”, no qual procuro demonstrar que a formação intelectual e espiritual do líder não é um luxo acadêmico, mas uma necessidade urgente para aqueles que desejam conduzir o povo de Deus com fidelidade em tempos de crise.
Enquanto muitos líderes se ocupam prioritariamente com estratégias de crescimento, marketing religioso e entretenimento, a fé apostólica corre o risco de ser diluída, tornando-se cada vez mais irreconhecível. Paulo advertiu que chegaria o tempo em que os homens “não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências” (II Tm 4.3). A advertência continua atual.
A pós-modernidade, marcada pelo avanço da pluralização,
da privatização da fé e da secularização, tem seduzido e encurralado muitos púlpitos. Aqueles que se recusam a abraçar determinadas tendências culturais frequentemente se tornam alvo de inúmeros ataques, sendo rotulados como preconceituosos, intolerantes ou retrógrados. O medo de receber tais rótulos faz com que alguns pastores relativizem a doutrina, transformando o Evangelho em uma mensagem inofensiva, incapaz de confrontar o pecado e produzir transformação genuína.
Mas o cristianismo nunca foi chamado para ser apenas aceito; foi chamado para confrontar as trevas com a luz da verdade. Jesus nunca negociou princípios para agradar as multidões. Pelo contrário, muitas vezes viu multidões abandoná-lo por causa da dureza de seus ensinamentos. Então, por que tantos líderes contemporâneos sentem a necessidade de adaptar a mensagem para torná-la mais palatável?
A negligência intelectual é um dos grandes fatores dessa crise. Muitos pregadores rejeitam o estudo teológico e filosófico sob a justificativa de que “basta ler a Bíblia”. Entretanto, na prática, grande parte deles não estuda nem uma coisa nem outra: não estudam teologia, não estudam filosofia e tampouco se aprofundam no próprio Livro que afirmam seguir. Como resultado, tornam-se presas fáceis das ideologias seculares e das correntes culturais dominantes.
A fé cristã é racional, coerente e profundamente alicerçada na verdade. O desconhecimento dos perigos e pressupostos da pós-modernidade faz com que muitos líderes incorporem seus valores sem sequer perceber. Sem discernimento, conduzem suas Igrejas por caminhos perigosos. Como advertiu Judas, os cristãos devem “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 1.3). Quando essa batalha é abandonada, a apostasia encontra terreno fértil para prosperar.
Diante desse cenário, o líder cristão precisa urgentemente resgatar sua vocação. Ele não deve ser alguém que apenas diz conhecer a verdade, mas alguém que verdadeiramente a conhece, a domina e a defende com firmeza e coragem. Isso exige estudo, dedicação, discernimento e uma postura disposta a confrontar e corrigir as distorções do Evangelho. O apóstolo Paulo orientou Timóteo a “pregar a palavra, instar a tempo e fora de tempo, corrigir, repreender e exortar” (II Tm 4.2). Essa responsabilidade continua sendo parte essencial do ministério pastoral. Aqui não há espaço para neutralidade. Ou se combate o erro ou se acaba colaborando com ele. O pastor que se cala diante da secularização, da relativização da verdade e da corrupção doutrinária contribui, ainda que involuntariamente, para a destruição da fé que deveria defender. Como escreveu Paulo em Efésios 4.14, a maturidade cristã existe para que não sejamos “levados em roda por todo vento de doutrina”. A história nos mostra que grandes avivamentos vieram em tempos de crise, quando homens comprometidos com a verdade decidiram não se dobrar diante das pressões culturais. Nosso contexto atual necessita de líderes assim: pastores que amam a Deus mais do que sua reputação, que pregam a Palavra sem concessões e que não temem a impopularidade. Se a Igreja deseja sobreviver ao assalto da pós-modernidade, precisa de líderes dispostos a pagar o preço da fidelidade, permanecendo firmes na verdade mesmo quando o mundo inteiro insiste em abandoná-la. n

Mateus 9.35 apresenta o padrão contínuo da atuação missionária de Jesus: alcançar todos em todos os lugares. Ele “percorria todas as cidades e aldeias”. O verbo grego traduzido por “percorrer” denota ação sistemática, contínua e abrangente. O pronome “todas” evidencia a sua estratégia missionária de alcançar a todos. Os outros evangelistas, em passagens paralelas, confirmam a estratégia missionária de Jesus de alcançar a todos (Marcos 1.38,39; Lucas 4.44). Marcos registra um detalhe interessante: diante do assédio da multidão para que Jesus continuasse ali realizando milagres, Ele respondeu: “vamos a outros lugares, aos povoados vizinhos, a fim de
que eu pregue também ali, pois foi para isso que eu vim” (Mc. 1.38). O texto também registra que Jesus percorria todas “as cidades e aldeias”. Cidades eram centros urbanos maiores, enquanto aldeias eram comunidades, povoados menores ao redor, para onde os trabalhadores retornavam ao final do dia.
O tema “Ide a todo lugar” é um imperativo fundamentado no exemplo vívido de Jesus. Os evangelistas nos apresentam Jesus em movimento. Assim como ele ia a todos os lugares, somos chamados a seguir seu exemplo. Jesus não apenas ordenou “pregar o evangelho a toda criatura” (Marcos 15.16), mas mostrou como fazê-lo.
Que a campanha de Missões Estaduais 2026 nos mova em direção aos corações que nos aguardam para ouvir a mensagem transformadora do Evangelho. n

Carlos Genival pastor, gerente de Missões da Área 2 na Convenção Batista Mineira
Ir a todo lugar, compartilhando o amor de Deus, é uma missão confiada pelo próprio Senhor à Sua Igreja. Ela carrega não apenas uma tarefa, mas uma responsabilidade e uma ordem divina. Assim como em Atos 1.8, somos chamados a começar por “Jerusalém” e avançar até os confins da terra.
Somente quando a Igreja se move, seguindo o exemplo de Jesus que percorria cidades, aldeias e povoados, conforme Mateus 9.35, ela cumpre plenamente a Grande Comissão. Este é o principal papel da Igreja: pregar o Evangelho e alcançar vidas por meio de Jesus Cristo.
Ir a todo lugar exige uma Igreja consciente de sua missão, vocacionados dispostos a renunciar ao conforto para obedecer ao chamado e o envolvimento da Igreja local. Qualquer Igreja, por menor que seja, se tiver visão missionária, pode começar pela sua própria comunidade e região.
Por meio das Igrejas, Deus pode levantar estratégias eficazes para alcançar cidades ainda não alcançadas. Portanto, o efeito multiplicador acontece quando cada Igreja decide obedecer. Não é impossível alcançar comunidades quilombolas, povos indígenas, circenses, comunidades ciganas, condomínios fechados e favelas. Para que todos os municípios de Minas Gerais tenham pelo menos uma Igreja Batista, precisamos de uma Igreja ousada, resiliente e comprometida com o Reino de Deus. É assim que levaremos o Evangelho de Jesus Cristo a todo lugar, para a glória de Deus! n
Redação Missões Nacionais
“Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus” (Mt 5.16).
Estamos alegres e gratos por tudo o que o Senhor tem feito em nossa nação por meio dos nossos preciosos veículos missionários, que seguem sendo uma ferramenta de impacto social e evangelístico em diferentes regiões do Brasil. Leia as notícias abaixo e celebre conosco!

Carreta Missionária é sinônimo de esperança! De 5 a 7 de junho, ela passou por Paranoá - DF, onde foi recebida pela Segunda Igreja Batista em Paranoá. Foram dias de atendimentos na área da saúde, cortes de cabelo e atividades preparadas especialmente para as crianças. Os pequenos ouviram o plano de salvação e sobre a importância de compartilhar o Evangelho até os confins da terra. Tivemos também um culto evangelístico, que contou com a participação dos missionários e acolhidos da Cristolândia Águas Lindas - DF.
Que alegria poder levar o cuidado, o amor e a Palavra de Deus a tantos lugares no Brasil. Nos dias 20 e 21 de junho, nosso veículo

missionário foi recebido em Samambaia do Norte - DF pela Igreja Batista Betsaida. A equipe de missionários e voluntários compartilhou o Evangelho, levando uma mensagem de graça e esperança. Foram oferecidos atendimentos na área da saúde, além de orientação jurídica e recreação com crianças.

O nosso veículo missionário percorreu também as ruas de Fortaleza, no Ceará, onde fomos recebidos pela Igreja Batista do Caminho. Não é apenas uma ação; é a expressão do amor e da graça de Deus em todos os cantos do nosso país!
Cuidado, esperança e transformação de vidas! Ainda em Fortaleza - CE, de 5 a 7 de junho, fomos recebidos pela Igreja Batista da Aldeota. A população foi abençoada com atendimentos odontológicos, atendimentos médicos e aferição de pressão e glicose, por exemplo. Tivemos oração, evangelismo e cultos no palco da Carreta. Que tempo especial!

Suas orações e ofertas alcançam vidas por todo o país. Invista nessa missão: missoesnacionais.org.br/carreta-missionaria
A Deus, toda honra e toda glória! n



A Conferência Discípulas reuniu 387 mulheres para um dia de ensino bíblico, comunhão e mobilização para o discipulado.

A equipe de voluntárias contribuiu para o acolhimento e a organização da Conferência Discípulas em Goiânia (GO).



Iniciado na década de 60, o Pickleball é o esporte que mais cresce no mundo.
Conheci o Pickleball em São Diego, Califórnia (EUA), por ocasião do treinamento de capelania esportivo nível II. Mas, foi no meu retorno para o Brasil, que finalmente continuei a praticar. Hoje, sou o capelão da Associação Brasileira de Pickleball e Embaixador Mundial pela WPF - World Pickleball Federation, com a missão de promover o novo esporte em terras brasileiras e em lugares onde ele ainda não é praticado.
No contexto das minhas ações missionárias, muitos me conheciam somente através das ações artísticas, ao ministrar através do teatro de bonecos e música, mas logo que descobri o Pickleball, essa tem sido uma excelente ferramenta, que tenho usado constantemente em escolas, projetos sociais, missões, Igrejas e viagens transculturais. Já ministrei em 17 países; e uma das primeiras coisas que faço é buscar Associações e Federações de Pickleball, que já me abram espaços para conexões saudáveis, seguido de excelentes oportunidades para ministrar nas vidas preciosas que tenho a oportunidade de conhecer.
Tenho alunos de cinco a 90 anos; é um esporte para todos. Vamos conhecer mais sobre sua próxima ferramenta missionária??
Como surgiu?
O Pickleball surgiu em 1965, nos Estados Unidos, na cidade de Bainbridge Island. Durante um verão, os amigos Joel Pritchard, Bill Bell e Barney McCallum procuravam uma atividade para entreter suas famílias. Como não tinham todo o equipamento necessário para jogar badminton, improvisaram utilizando uma quadra de badminton, raquetes de madeira e uma bola plástica perfurada. Com o tempo, eles criaram regras próprias, dando origem a um novo esporte: o Pickleball.
De onde veio o nome “Pickleball”?
Existem duas versões populares:
1 . O esporte teria sido nomeado em homenagem ao cachorro da família Pritchard, chamado Pickles.


2. A versão mais aceita pelos historiadores é que o nome veio da expressão “pickle boat”, usada no remo para designar uma equipe formada por atletas de diferentes modalidades.
Qual a importância do Pickleball?
Fácil de aprender - Crianças, jovens, adultos e idosos podem jogar rapidamente;
Promove saúde e qualidade de vida - Desenvolve coordenação, equilíbrio, agilidade e condicionamento físico.
Favorece a inclusão social - Pessoas de diferentes idades e níveis físicos podem jogar juntas.
Baixo custo - Exige pouco equipamento e pode ser praticado em espaços adaptados.
Crescimento mundial - É um dos esportes que mais crescem no mundo, sendo praticado em dezenas de países.
Benefícios para a comunidade
Incentiva amizades e convivência, fortalece projetos sociais e educacionais, pode ser utilizado em escolas, Igrejas, clubes e centros comunitários e estimula hábitos saudáveis e combate o sedentarismo.
Uma definição simples
O Pickleball é um esporte que une diversão, inclusão e saúde, permitindo que pessoas de todas as idades joguem juntas e desenvolvam habilidades físicas e sociais.
Para quem trabalha com projetos esportivos e sociais, o esporte é uma excelente ferramenta de integração, educação e transformação de vidas, onde podemos falar usando a linguagem de valores e bíblica.
Use sua criatividade, seus dons e talentos para levar o amor de Deus e Sua salvação através de Jesus aos corações carentes.
Podemos ajudar você a iniciar o Pickkeball na sua Igreja, congregação, escolas e projetos sociais, Entre em contato através no nosso WhatsApp (31) 99530-5870. n





Redação de Missões Mundiais
Em meio à dor de milhares de venezuelanos, Missões Mundiais chega como resposta imediata à emergência humanitária. Por meio do programa Voluntários Sem Fronteiras, diversas equipes foram mobilizadas para atuar em áreas com baixa cobertura de assistência.
As ações integram atendimentos em saúde, distribuição de kits de medicamentos, alimentos e higiene pessoal, apoio psicossocial e atividades recreativas e esportivas com crianças. A atuação alcança Caracas, La Guaira, Catia La Mar, Caraballeda, El Moro, Plaza del Panteón, Parque del Oeste, Parque del Este e o campo de refugiados administrado pela UNICEF.
Para garantir a continuidade dos atendimentos médicos, foram implantadas duas estruturas: uma Clínica Fixa, instalada na Primeira Igreja Batista de Caraballeda, e uma Clínica Móvel. Ambas contam com recepção, triagem, atendimentos médicos, urgência e emergência, atendimento de saúde mental, com psicólogos e psiquiatras, e farmácia. A operação será ampliada com a chegada de aproximadamente 20 profissionais de saúde de cerca de 10 especialidades médicas, de um dos principais hospitais de referência do Brasil. Missões Mundiais implementou o projeto Goal of Hope, iniciativa voltada à proteção infantil. As ações incluem práticas esportivas, momentos recreativos, interação comunitária, apoio emocional, fortalecimento de vínculos familiares e identificação de situações de vulnerabilidade infantil.
O projeto Tenda de Brincar, de Missões Mundiais, também chega à Venezuela com uma iniciativa voltada para crianças e adolescentes de 3 a 14 anos. Já presente na África e no Oriente Médio, o projeto oferecerá um ambiente seguro para aprendizagem, convivência, apoio psicossocial e fortalecimento de vínculos, contribuindo para que crianças que estão
fora da escola reconstruam a rotina e a esperança.

Em meio às ações humanitárias, um pedido dos vene zuelanos tem sido reforçado às igrejas brasileiras: orem pela Venezuela.
Somos chamados a “chorar com os que choram” (Romanos 12.15). Junte-se a nós em oração pelas famílias enlutadas, pelos milhares de desabrigados, pelas crianças que enfrentam os traumas provocados pelo desastre e pelas equipes de resgate e de voluntários que seguem servindo diariamente.
Além da intercessão, seja resposta por meio de suas ofertas. Contribua via PIX: venezuela@doeagora.com ou pelo site: missoesmundiais.colabore.org/respostavenezuela.
Siga @missoesmundiaisoficial e receba atualizações sobre a situação na Venezuela. n

101ª Assembleia da CBBA aconteceu na cidade de Jequié.
Comunicação da Convenção Batista Brasileira
De 08 a 10 de julho, a Convenção Batista Baiana (CBBA) realizou a sua 101ª Assembleia, na cidade de Jequié, município no sudoeste da Bahia, a 365 km de Salvador, capital do estado.
Durante a semana, as organizações ligadas à CBBA, realizaram seus encontros e Assembleias e elegeram suas novas diretorias.
Mulheres Batistas da Bahia

Presidente: Sueli de Alcântara Mota Sena - Primeira Igreja Batista em Nazaré (Nazaré-BA);
1ª vice-presidente: Noélia Santos Oliveira Silva - Igreja Batista Cordeiro (Salvador-BA);
2ª vice-presidente: Cristiana Carvalho de Siqueira Santana - Igreja Batista Central (Paulo Afonso-BA);
1ª secretária: Maria Helena Vieira dos Santos - Primeira Igreja Batista em Feira de Santana (Feira de Santana-BA);
2ª secretária: Norma Pinto da Silva Alvarenga - Primeira Igreja Batista em Ubatã (Ubatã-BA).
Associação dos Músicos Batistas da Bahia

Presidente: Cleise Silva Neves - Primeira Igreja Batista em São Caetano | Salvador (BA)
Vice-presidente: Adailton de Jesus Neres - Igreja Batista do Parque Ipê | Feira de Santana (BA)
1ª secretária: Ester Nery Souza de Oliveira - Primeira Igreja Batista em Feira de Santana | Feira de Santana (BA)
2º secretário: Saulo de Andrade Oliveira - Primeira Igreja Batista em Aratuípe | Aratuípe (BA)
1º tesoureiro: Jucélio dos Santos Batista - Igreja Batista Monte Sinai | Teixeira de Freitas (BA)
2º tesoureiro: Mezac de Santana Gomes - Igreja Batista Sete de Setembro | Ipiaú (BA)
Também foram eleitos para o Conselho:
Alécia Gomes da Silva Mota - Igreja Batista Nova Esperança | Itarantim (BA)
Elder A. Miranda - Primeira Igreja Batista de Jequié | Jequié (BA)
Rosa Eugênia Vilas Boas Moreira de Santana – Igreja Batista Alvorada | Feira de Santana (BA)
Juventude Batista Baiana

Presidente: Iana Mendes de Almeida Moreira – Igreja Batista Memorial | Serrolândia (BA)
Vice-presidente: Amós Sampaio Araújo – Primeira Igreja Batista em Mundo Novo | Mundo Novo (BA)
1ª secretária: Cristina Lucas Peixoto dos Santos – Igreja Batista Jerusalém | Salvador (BA)
2º secretário: Pr. Igor Pimentel de Souza Alencar – Primeira Igreja Batista Missionária | Brumado (BA)
OPBB Bahia

Presidente: Pr. Raian Sátiro (Salvador)
1° vice-presidente: Pr. Jorge Mariano (Salvador)
2° vice-presidente: Pr. Lucas de Jesus (Sudoeste)
1º secretário: Pr. Antonio Marcos (Salvador)
2° secretário: Pr. Idézio Prazeres (Rionovense)

Presidente: Walmira Tibiriçá (Segunda Igreja Batista em Tucano - BA)
Vice-presidente: Eliane Chagas (Segunda Igreja Batista em Alagoinhas - BA)
1ª secretária: Célia Caribé (Igreja Batista Alvorada em Feira de Santana - BA)
2ª secretária: Jocilene Dalmondes (Igreja Batista Filadélfia - Jacobina, BA)
União Missionária de Homens Batistas da Bahia

Presidente: Adalberto Jorge de Sousa Freitas – (PIB de Feira de Santana - Feira de Santana - Feirense)
1° vice-presidente: Manoel Vitor Lima dos Santos (Igreja Batista Nova Jerusalém em Eunápolis - Jequitinhonhense)
2° vice-presidente: Eduilson Barcelos Moreira (Igreja Batista Independência e Vida em Vitória da Conquista - Sudoeste)
1° secretário: José Marcos da Silveira e Silva (Primeira Igreja Batista Missionária de Brumado - Serravale)
2° secretário: Ronaldo da Silva Santos (Igreja Batista Parque Sevilha em Feira de Santana - Feirense)
Nas próximas edições teremos a matéria completa sobre a 101ª Assembleia da CBBA e a sua nova Diretoria. n


Encontro denominacional aconteceu na cidade de Sumaré.
A Convenção Batista Brasileira (CBB) esteve representada na 117ª Assembleia Anual da Convenção Batista do Estado de São Paulo (CBESP), por meio do pastor Jeremias Nunes, gerente de Comunicação da instituição. O evento é realizado na Segunda Igreja Batista em Sumaré (SP) e segue até o dia 11 de julho, reunindo pastores, líderes, mensageiros e batistas de diversas regiões do estado.
Em sua participação, o pastor Jeremias transmitiu a saudação do diretor-executivo da CBB, Pr. Fernando Brandão, e do presidente da Convenção Batista Brasileira, Pr. Raphael Abdalla. Em sua mensagem, destacou a importância da cooperação dos batistas paulistas com a obra batista em todo o Brasil, reforçando o compromisso conjunto com a missão e convidando os participantes a estarem presentes na próxima Semana Batista, que será realizada em Brasília (DF).
O gerente de Comunicação também agradeceu o apoio da CBESP na realização do 26º Congresso Nacional da Maturidade Batista, ressaltando que o evento já registra um número de inscrições superior ao dobro do alcançado na edição de 2025, demonstrando o engajamento dos batistas com essa iniciativa.
Com o tema “Cooperação pela Fé”, baseado em Filipenses 2.2 — “Tenham o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude” —, a 117ª Assembleia da CBESP foi um tempo de comunhão, adoração, deliberações e fortalecimento da cooperação entre as Igrejas Batistas do estado, reafirmando o compromisso da denominação com a proclamação do Evangelho e a unidade da obra batista. n


Mensageiros ouviram sobre cooperação e próximos eventos da CBB


Mais de 200 jovens estiveram presentes na atividade.

Encontro da Juventude Batista do Agreste serviu como um exemplo de fortalecimento dos laços entre a família Batista
Jénerson Alves
Fotos: Clara Santos
Sintonizada com o tema “Somos um”, trabalhado pela Convenção Batista Brasileira (CBB) neste ano de 2026, a Juventude Batista do Agreste de Pernambuco (Jubagre-PE) realizou o Louvorzão Somos Um, com o objetivo de promover a vivência prática da unidade em Cristo. O evento aconteceu no sábado (04 de julho), no templo da Primeira Igreja Batista em São Caetano-PE, e mobilizou jovens cristãos de vários municípios da microrregião Agreste.
Mais de 200 jovens estiveram presentes na atividade, que contou com um vasto repertório de louvores a Deus e promoveu a comunhão entre a juventude local. Ademais, o encontro serviu como um exemplo de fortalecimento dos laços entre a família Batista, tendo como horizonte a divisa do tema anual, a qual se encontra no Evangelho de João, capítulo 17, versículo 11: “...sejam um, assim como somos um” (NAA). A programação foi encabeçada por representantes de igrejas de Belo Jardim, Toritama e Caruaru, além do município anfitrião, que fica a aproximadamente 150 quilômetros do Recife e possui uma população média de 35 mil habitantes. Durante o evento, o pastor Daniel Rodrigues, líder da PIB em São Caetano, salientou que a identidade cristã se conforma à Palavra de Deus, traduzida numa comunhão que conduz à santificação. “Jovem de Jesus tem ‘sangue nos olhos’ por missões”, declarou enfaticamente o pastor Daniel, destacando que a identidade em Cristo é revestida do propósito de testemunhar dEle para um mundo que perece em trevas. O preletor ainda parabenizou o trabalho da Jubagre, que vem influenciando positivamente os jovens da região. “Tenho muita esperança e acredito muito nesta juventude”, proferiu, ressaltando a unidade, força e perseverança da nova geração. Dirigente da atividade, a vice-presidente da Jubagre, Júlia Albuquerque, frisou que um dos objetivos do evento foi cons-

Jovens se reuniram na PIB de São Caetano - PE
cientizar a juventude acerca do valor do serviço. “Queremos reforçar que nossas juventudes sirvam na igreja local, sendo um na igreja local, mas sendo um também com os outros, assim como nós somos com o Senhor. Então é sobre a nossa conexão vertical e horizontal, para que a gente possa realmente fortalecer isso, a gente tem trazido isso nas nossas programações”, afirmou Júlia Albuquerque, a qual também é membro da Igreja Batista Emanuel em Caruaru. Para além da comunhão entre os crentes em Cristo, o evento ainda foi marcado por um emocionante testemunho de salvação. Naquela noite, um jovem em situação de rua procurava uma igreja para ouvir uma palavra de esperança. Ao perambular pelas ruas daquele município, chamou-lhe a atenção as músicas entoadas no louvorzão e, impactado pelos cânticos e pelo sermão, decidiu render-se a Jesus, sendo acolhido pela igreja local. Desta forma, o intuito da Jubagre-PE e das igrejas que fazem parte da região é intensificar as ações de evangelismo e de comunhão entre o corpo de Cristo, cumprindo com os direcionamentos do Senhor Jesus e promovendo a expansão do reino de Deus na terra. n

Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob
Descansa no Senhor e espera nEle (Salmos 37.7).
Estes dois verbos são difíceis de viver. Geralmente não descansamos e temos muitas dificuldades em esperar as coisas acontecerem no tempo de Deus. No texto bíblico, ‘descansar’ significa ‘estar em silêncio, estar calmo, ser mudo, crescer mudo’. E o verbo ‘esperar’ quer dizer ‘dançar, ser lavado a suportar, ser trazido à luz’. (Bíblia Word, a tradução no hebraico). Esses preciosos verbos estão conectados. São coerentes. Na verdade, descansar é confiar. Quando estamos em silencio diante de Deus, aguardamos o que Ele vai nos dizer e fazer. Esperar é dançar ou se alegrar nEle, suportar o tempo que Ele vai usar para nos responder. Então, confiamos e entramos no tempo do Senhor porque Ele sempre sabe o momento de agir. Ele é soberano e sempre atua segundo o Seu propósito em Cristo Jesus.
Por que falamos em vez de ficarmos mudos, em silêncio, diante do Senhor? Por que somos apressados em querermos as coisas rapidamente? Dizem que as melhores coisas levam tempo para acontecer. É pura verdade. O nosso tempo é das coisas rápidas, objetivas e malfeitas, para durarem pouco tempo, descartáveis. Geralmente somos muito ansiosos, imediatistas e rasos diante de questões que mexem com a vida. Aprender a descansar e a esperar é uma arte bem articulada e benéfica. O Senhor nos trata enquanto descansamos (confiamos) e esperamos (aguardando o Seu tempo de agir). Diante dos problemas da vida precisamos orar. No processo da oração aprendemos a descansar e esperar. O salmista Davi nos ensina quando declara: “Esperei pacientemente ou confiantemente no Senhor e Ele se inclinou para mim e ouviu o meu socorro” (40.1). Aqui temos os dois verbos: descansar e esperar.
Não podemos controlar e nem manipular o Senhor. A vontade dEle é sempre boa, agradável e perfeita (Romanos 12.1,2). Ele é muito sensível às nossas necessidades em Cristo Jesus. Esta era a certeza de Paulo quando escreveu aos irmãos em Filipos. “O meu Deus, segundo as Suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus. Ora, a nosso Deus e Pai seja dada a glória para todo o sempre. Amém” (Filipenses 4.19,20). Precisamos
contemplar o nosso Pai e vislumbramos a Sua beleza, Sua santidade, Sua misericórdia, Sua Graça e o Seu amor. Quando descansamos e esperamos no Senhor o nosso coração se alegra nEle. Temos satisfação nEle. Estamos contidos no contentamento, pois Paulo afirma “Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho” (Filipenses 4.11). É maravilhoso confiarmos no Pai que nos ama com um amor incomparável. Quando estamos em silêncio e contemplamos a fidelidade do Senhor somos levados a vencer os obstáculos. Concordamos com o Senhor quando Ele diz: “Agindo eu, quem impedirá?” (Isaías 43.13). Quando descansamos e esperamos, conforme a orientação do Senhor, Ele age para a Sua glória e para o nosso aperfeiçoamento.
Descansar e esperar são verbos peculiares ao justo – aquele que foi justificado, declarado justo, pela obra de Cristo na cruz e ressurreição (Romanos 5.1). A paz decorrente da nossa justificação é uma característica de uma vida que descansa e espera. Vivemos num tempo de “cristãos nervosos”, sem paciência, tomados pela ansiedade. Eles sofrem sem necessidade e atingem suas famílias também. O Pai se inclina para socorrer Seus filhos quando estes confiam e esperam nEle. É maravilhoso entrarmos no descanso, na confiança dAquele que faz todas as coisas conforme o conselho da Sua vontade e para o louvor da Sua glória (Efésios 1.11). Jesus sempre descansou na vontade do Pai. Para Ele, a vontade do Pai era central e soberana.
Aprendamos com Jesus a descansar e a esperar. Confiemos e esperemos o tempo de Deus. Um coração quebrantado e contrito o Senhor não despreza, testemunhou o rei Davi (Salmos 51.17). Pessoas que têm um coração alquebrado e humilhado confiam e esperam a intervenção de Deus. Eles louvam ao Senhor nas circunstâncias mais difíceis. Alegram-se em Deus, têm a sua satisfação nEle. O coração sossega na fidelidade de Deus. Podem dizer como o salmista: “Grandes coisas fez o Senhor por nós e por isso estamos alegres” (126.3). Os que confiam e esperam no Senhor têm a plena segurança dEle. Deus é sempre fiel e não pode negar-se a Si mesmo (II Timóteo 2.13). Quando confiamos e esperamos no Senhor Ele é glorificado. n
