ESTADUAIS JULHO
A MISSÃO COMEÇA ONDE DEUS NOS PLANTOU
E ALCANÇA OS CONFINS DA TERRA
Igrejas, associações e convenções estaduais unidas em oração, mobilização e contribuição para fortalecer a obra missionária em todo o Brasil.
“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra” (Atos 1.8).
ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901


Missões na prática
Alunos do Seminário
Equatorial participam de ações evangelísticas e missionárias
Venezuela
Missões Mundiais leva caravana emergencial de voluntários para assistência humanitária e espiritual
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99 anos
Igreja Batista do Barro Preto - MG inicia caminhada rumo ao centenário
100 anos
PIB de Suzano - SP celebra centenário com programação especial
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EDITORIAL
Julho: um tempo de fortalecer a missão onde Deus nos plantou
Julho ocupa um lugar especial no calendário da Convenção Batista Brasileira. Neste mês, somos convidados a voltar nossos olhos, nossas orações e nossos recursos para Missões Estaduais ou Regionais, reconhecendo que a obra missionária começa onde Deus nos coloca e se estende até os confins da terra.
Quando Jesus declarou em Atos 1.8 que Seus discípulos seriam testemunhas “tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra”, Ele apresentou uma missão sem fronteiras, mas também sem inversão de prioridades. O evangelho alcança as nações sem deixar de transformar as cidades, os bairros, as comunidades e os povos que estão ao nosso redor.
Cada estado brasileiro apresenta desafios, culturas, realidades e oportunidades próprias. Há cidades sem presença Batista, comunidades em situação de vulnerabilidade, povos tradicionais, grandes centros urbanos e regiões onde missionários dedicam suas vidas para anunciar Cristo e plantar Igrejas. É nesse contexto que Missões Estaduais se torna uma expressão concreta do compromisso dos batistas brasileiros com a evangelização do nosso país.
Ao longo deste mês, Igrejas, Associações e convenções estaduais/regionais são chamadas a unir forças em oração, mobilização e contribuição. Cada oferta enviada, cada intercessão realizada e cada ação missionária desenvolvida fortalece aqueles que servem diariamente na expansão do Reino de Deus em seus estados.

Vivemos um tempo que exige uma Igreja presente, comprometida e sensível às necessidades da sociedade. O anúncio do Evangelho continua sendo a resposta para vidas que precisam de esperança, famílias que necessitam de restauração e comunidades que anseiam por transformação. Por isso, investir em Missões Estaduais/Regionais é investir na proclamação do Evangelho onde as pessoas vivem, trabalham e constroem suas histórias.
Como Convenção Batista Brasileira, celebramos o trabalho realizado por nossas convenções estaduais/regionais, missionários, Igrejas e voluntários que, com fidelidade e perseverança, têm levado a mensagem de Cristo aos mais diversos lugares do Brasil. Louvamos a Deus por cada igreja plantada, cada vida alcançada e cada testemunho de transformação que confirma que o Senhor continua agindo em nossa nação.
Que julho seja um mês de renovação do nosso compromisso missionário. Que nossas Igrejas sejam despertadas para orar com mais intensidade, contribuir com maior generosidade e participar ativamente da obra que Deus realiza em cada estado brasileiro.
Somos um só povo, unidos por uma mesma missão: anunciar o evangelho de Jesus Cristo até que todos tenham a oportunidade de ouvir as Boas-Novas. Que o Senhor continue fortalecendo sua Igreja para cumprir esse chamado, começando onde estamos e avançando, juntos, por todo o Brasil. n

O JORNAL BATISTA
Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso.
Fundado em 10.01.1901
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W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919);
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INTERINOS HISTÓRICOS
Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923).
ARTE: Oliverartelucas

Cada Batista, um discípulo em Missão
Francisco Lima pastor, gerente de Expansão Missionária da Convenção Batista
Baiana
O livro de Atos dos Apóstolos narra a vibrante expansão da igreja primitiva, um movimento impulsionado pelo Espírito Santo que transbordou as fronteiras de Jerusalém e alcançou os confins da Terra. Em meio a essa narrativa, um versículo se destaca como um marco de identidade e missão: “em Antioquia, os discípulos, pela primeira vez, foram chamados cristãos” (Atos 11.26b). Este evento, ocorrido em uma das mais importantes e cosmopolitas cidades do Império Romano, oferece uma profunda reflexão para a Igreja contemporânea e serve como o alicerce teológico para o tema da Campanha Missionária de 2026 da Convenção Batista Baiana: Cada Batista, Um Discípulo em Missão.
O contexto de Antioquia: um novo centro para a Missão
Para compreendermos a profundidade do que significava ser chamado “cristão” em Antioquia, é crucial entendermos o contexto daquela cidade e da Igreja que ali floresceu. Antioquia da Síria era a terceira maior cidade do Império Romano, um centro de comércio, cultura e poder. Era uma cidade plural, mas também marcada pela imoralidade e idolatria. Foi nesse cenário desafiador que o Evangelho encontrou um terreno fértil, não por mãos de apóstolos renomados, mas por “alguns de Chipre e de Cirene” (Atos 11.20), crentes anônimos que, fugindo da perseguição em Jerusalém, ousaram pregar a Jesus também aos gregos.
A resposta foi extraordinária: “a mão do Senhor era com eles, e grande número creu e se converteu ao Senhor” (Atos 11.21). A notícia desse avivamento entre os gentios chegou a Jerusalém, que enviou Barnabé, “homem bom e cheio do Espírito Santo e de fé” (Atos 11.24), para apascentar o novo rebanho. Percebendo a magnitude da obra, Barnabé busca Saulo em Tarso, e juntos, por um ano inteiro, se dedicaram a ensinar àquela grande multidão. Antioquia, assim, se torna o novo epicentro da missão cristã, a base de onde o Evangelho seria impulsionado para o mundo gentio, através das viagens missionárias de Paulo. A Igreja de Antioquia não era apenas uma comunidade local, mas um portal missionário para o mundo.
De discípulos a cristãos: uma identidade reconhecida
Foi nesse ambiente de fervor missionário e ensino consistente que os discípulos foram, pela primeira vez, chamados de “cristãos”. O termo Christianos, provavelmente cunhado pela população local, não era, a princípio, um título de honra, mas uma forma de identificação, um apelido que os associava diretamente a Cristo. Eles eram os “do partido de Cristo”, os “seguidores de Cristo”. O que a população de Antioquia via naqueles homens e mulheres era uma identificação tão profunda com a pessoa, os ensinamentos e a missão de Jesus, que não havia outro nome que os descrevesse melhor. Eles não se autodenominavam assim; a identidade lhes foi atribuída por aqueles que os observavam. Isso nos leva a uma questão fundamental: o que as pessoas viam naqueles discípulos? Viam um grupo de pessoas cuja vida, palavras e ações refletiam de tal maneira o seu Mestre que o nome
d’Ele se tornou o seu próprio nome. A identidade “cristã” não era um mero rótulo, mas o reconhecimento de uma realidade vivida. Eles eram, em essência, discípulos em missão, e o mundo ao redor percebeu isso.
De Batistas a discípulos em Missão: o nosso chamado hoje
A correlação entre o ocorrido em Antioquia e o tema da campanha é direta e desafiadora. Assim como os primeiros discípulos foram reconhecidos como “cristãos” por sua identificação com Cristo, nós, Batistas, somos chamados a ser reconhecidos como discípulos em missão por nossa identificação com a Grande Comissão (Mateus 28.19-20). O nome “Batista” nos conecta a uma rica herança de fé e princípios, mas, assim como o nome “cristão”, ele não pode ser apenas um rótulo denominacional. Deve ser a expressão de uma identidade vivida, de um compromisso ativo com o discipulado e a missão.
O livro de Atos demonstra que a Igreja primitiva era, em sua essência, uma Igreja missionária. A expansão não era um programa ou um departamento, mas o resultado natural da vida de uma comunidade cheia do Espírito Santo. A Igreja de Antioquia nos ensina que uma Igreja missionária é uma Igreja que ensina (Barnabé e Saulo ensinaram por um ano inteiro), serve (a primeira atitude da Igreja foi socorrer os irmãos da Judeia – Atos 11:29) e envia (Antioquia foi a base de envio para as maiores frentes missionárias da história).
Aplicações para a nossa Igreja
O tema “Cada Batista, Um Discípulo em Missão” nos convoca a resgatar a essência da identidade cristã vista em Antioquia. Isso implica em algumas aplicações práticas e urgentes para nossas vidas e nossas igrejas:
Assumir a identidade de discípulo: ser Batista é, antes de tudo, ser um discípulo de Jesus. Isso significa um compromisso diário com a oração, com a Palavra, com a santidade e com a obediência ao nosso Senhor. Um discípulo é alguém que aprende e segue o seu Mestre.
Viver em Missão: a missão não é uma opção para alguns, mas uma vocação para todos. Cada Batista, em seu contexto de vida, é chamado a ser uma testemunha de Cristo, a compartilhar o Evangelho em palavras e ações. A missão começa em nossa casa, em nosso trabalho, em nossa vizinhança.
Tornar nossas Igrejas portais missionários: assim como Antioquia, nossas Igrejas locais devem ser centros de treinamento, envio e sustento missionário. Devemos orar, ofertar e nos envolver ativamente com a obra missionária em nossa cidade, estado, país e até os confins da terra.
Priorizar o ensino da Palavra: uma Igreja que não ensina não forma discípulos. O exemplo de Barnabé e Saulo em Antioquia nos mostra a centralidade do ensino bíblico consistente para a formação de crentes maduros e missionários. Que a Campanha Missionária 2026 seja um tempo de despertamento em nossas Igrejas. Que o exemplo de Antioquia nos inspire a viver de tal forma que o mundo, ao olhar para nós, não veja apenas “Batistas”, mas reconheça em nós verdadeiros discípulos em missão, pessoas tão identificadas com Cristo que o Seu nome seja a nossa maior e mais evidente identidade. Que a mão do Senhor seja conosco, para que, como em Antioquia, grande número creia e se converta ao Senhor. n
É tempo para abençoar
Convenção Batista do Estado de São Paulo
Em 2026, a Convenção Batista do Estado de São Paulo (CBESP) vai refletir na continuidade da Bênção: de Abraão à Igreja.
A origem da Promessa
O Evangelho foi anunciado primeiramente a Abraão. Embora a ação de abençoar parta exclusivamente de Deus, Ele escolheu o ser humano como condutor dessa graça. A bênção passa pelo homem, mas não pertence a ele; ela pertence a Deus, que mantém o controle soberano, como exemplificado no caso de Balaão.
A extensão aos gentios por meio de Cristo
Com a vinda de Jesus, as promessas feitas a Abraão alcançaram os gentios. “Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós
recebamos a promessa do Espírito” (Gl 3.14). Somos todos um em Cristo Jesus, herdeiros segundo a promessa (Gálatas 3.28-29).
A responsabilidade do cristão hoje

Ao aceitarmos a Cristo, recebemos o poder de sermos filhos de Deus (João 1.12). O cristão é o representante da promessa feita a Abraão e deve anunciar a Nova Aliança em Jesus, cultivando oração e obediência, humildade e reverência, simplicidade e ação.
O Chamado para ABENÇOAR
A bênção que não é compartilhada torna-se infrutífera. Jesus nos lembra, em João 15.5, que somos os ramos, chamados para dar frutos. Compartilhar a salvação não é apenas um convite, mas é a finalidade do plano de Deus para nossas vidas. n

Ide a todo lugar
Sandro Ferreira pastor, presidente da Convenção Batista Mineira
Os Evangelhos nos apresentam a vida, a obra e o grande comissionamento que o Senhor Jesus nos deixou. Antes de subir ao céu, seu ensino teve um tom imperativo – “Ide, fazei discípulos de todas as nações” (Mt 28.19 - AR). Este “ide” tem a ver com persistir na jornada iniciada, como alguém que recebeu a missão e está pronto a compartilhá-la por onde quer que for, para alcançar novos discípulos. E fazer discípulos é a maior missão para quem um dia foi alcançado pela graça do Evangelho, pois experimentaram a transformação da obra na cruz; que, pelo amor, receberam a esperança para uma vida abundante aqui e na eternidade.
Devemos crer que a esperança tem passos: ela é uma pessoa, Cristo! Por isso ela tem mãos, pés e coração. Mas, o que Jesus fazia, cujos passos precisamos imitar? – “Jesus ia passando por todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando as boas novas do Reino e curando todas as enfermidades e doenças” (Mt 9.35 - NVI).
Nestes passos, encontramos o tripé ministerial que Ele exerceu junto às pessoas. Era o que tornava a sua missão
transformadora, atrativa e frutífera, mas também confrontadora ao pecado e aos opositores do Reino de Deus. Nestes passos, o Senhor ensinava, pregava e curava. A ordem é proposital, pois o ensino deve preceder a pregação e a cura. Ele ensinava primeiramente a quem era a fonte das outras ações. Jesus ensinava sobre o amor, o perdão e a obediência à Palavra de Deus. Em sua pregação, era dito “arrependam-se e creiam no evangelho” (Mc 1.15). Esta pregação diz respeito a “proclamar as boas novas e as vitórias” publicamente, pois todos precisam ouvi-las. E, por fim, Jesus curava! A palavra cura (gr. therapeúö) traz o sentido de “servir”, “cuidar de uma pessoa até levá-la a “cura” ou “restauração”. É a descrição prática do papel de todo discípulo.
O Senhor delega aos comissionados a missão de levarem em seus passos a esperança para curar os doentes de forma espiritual, emocional e física, até que sejam curados por completo. Por isso, nos passos do Ide, esta deve ser a mensagem – “A cruz de Cristo é o maior púlpito, com a melhor mensagem, de infinito alcance, por um profundo amor demonstrado ao pior pecador, com eficiente salvação para toda a eternidade.” Lembre-se: nesta campanha de missões estaduais, no ide a esperança tem passos! n

Inabaláveis na contribuição
José Roberto Santos Oliveira
Mariane Santos Catarin
Existem diversas formas de fazermos missões, e uma delas é através de nossas ofertas. Ser inabalável na contribuição é entender que contribuir não é apenas um ato financeiro, mas uma expressão profunda de fé, gratidão e compromisso com a missão de Deus. A palavra de Deus nos ensina que tudo que temos vem do Senhor e pertence a Ele. Em 1 Crônicas 29:14 lemos: “No entanto, o meu povo e eu não podemos, de fato, te dar nada, pois tudo vem de ti, e nós somente devolvemos o que já era teu”. Quando contribuímos, declaramos que confiamos mais na provisão de Deus do que na segurança do que guardamos. Um coração inabalável não se move pelas circunstâncias, crises ou medos, mas permanece firme na certeza de que Deus cuida de Seus filhos. Ser inabalável na contribuição também significa ser fiel até em momentos difíceis que passamos. A igreja primitiva é um exemplo disso: enquanto sofriam perseguição, dificuldades, aflições, continuavam contribuindo para que a boa obra do Senhor continuasse, pois eles entendiam que estavam trabalhando em uma obra que era muito maior que eles mesmos (Atos 4.32-35). É assim que devemos agir.
Precisamos permanecer fiéis ao Senhor. Contribuir com o nosso melhor também faz parte da missão.
Gosto de compartilhar um exemplo que meu pai deixou em minha vida: sempre que ele ia separar o dinheiro para entregar seu dízimo e suas ofertas, escolhia as melhores notas, as mais novinhas, e as moedas mais brilhantes. Ele fazia isso porque acreditava que, para Deus, devemos sempre dar o nosso melhor, não apenas do que temos, mas também do que somos. Em Provérbios 3.9-10 lemos: “Honre o Senhor com suas riquezas e com a melhor parte de tudo o que produzir. Então seus celeiros se encherão de cereais, e seus tonéis transbordarão de vinho.”
Diante disto, somos chamados a agir e refletir. Sua contribuição tem sido uma resposta de fé e fidelidade que Deus confiou a Igreja? Decida hoje ser inabalável na contribuição, entendendo que com Cristo, somos firmes, constantes e inabaláveis na Obra do Senhor.
Que possamos contribuir com alegria, fidelidade e propósito, para que assim a obra missionária continue avançando. Vamos orar: Senhor, nós te agradecemos porque tudo que temos e tudo que somos provém de Ti. Nos ajude dia após dia a termos um coração grato, generoso e disposto a contribuir com alegria, para o crescimento do teu reino. Que nós sejamos inabaláveis na tua missão. Em nome de Jesus, amém. n
Somos Um ajudando Missões Estaduais
Levir Perea Merlo pastor, colaborador de OJB
“Mas recebereis o poder do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia...” (At 1.8).
Chegamos, pela graça de Deus, ao sétimo mês do ano: julho. No calendário denominacional temos, no segundo domingo, o Dia do Missionário Batista; e, no terceiro domingo, o Dia de O Jornal Batista. Também no mês de julho, a maioria das Igrejas Batistas da CBB celebra Missões Estaduais, com o foco e o esforço de levantar uma grande oferta para ajudar os campos estaduais.
A CBB, neste ano de 2026, tem como tema central o “SOMOS UM”, que é extremamente significativo, pois trabalha a unidade do Corpo de Cristo, a Igreja. No tema acima, somos incentivados e estimulados a desenvolver a obra missionária estadual com bastante força, entusiasmo e dedicação. É o esforço de mais de 9 mil Igrejas locais para levantar uma grande oferta missionária, impulsionando os campos locais. Geralmente, cada Convenção Estadual traz um alvo como desafio para cada Igreja local.
No texto de Atos 1.8 e em seu contexto, temos um dos últimos diálogos de Jesus Cristo, humanamente falando, com a sua Igreja, sobre assuntos de grande importância para a
expansão do Reino de Deus nesta terra. No verso 5, temos uma alusão ao batismo no Espírito Santo (que, para muitos, é um tabu), como promessa gloriosa e sublime para todos os escolhidos do Senhor. O batismo no Espírito Santo acontece quando um pecador se arrepende verdadeiramente, ao ouvir a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, e, tendo nele crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa (Efésios 1.13). O batismo no Espírito Santo é a presença constante, real e permanente no coração de todo aquele que foi lavado no sangue do Cordeiro, que agora se torna “templo do Espírito Santo”, ou seja, a garantia permanente do Senhor Jesus Cristo, por meio do seu Espírito Santo em nós. Todo aquele que se declara servo de Jesus Cristo, tem a convicção da presença do Senhor em sua vida e desenvolve, com fé, essa esperança, jamais vai desistir de seguir Jesus Cristo, jamais vai desanimar da obra redentora do Senhor e vive em permanente avivamento espiritual, independentemente das circunstâncias da vida. Com a presença real do Espírito Santo em nossas vidas, recebemos a Sua força e poder para testemunhar a todas as pessoas, independentemente da classe social. E, quando entendemos e colocamos em prática a ação maravilhosa e poderosa do Espírito Santo, somos verdadeiramente UM e aptos a sair para onde Ele nos levar. Que, nesta campanha de Missões Estaduais, sejamos testemunhas vivas em Jerusalém (nossa cidade) e em toda a Judeia (nosso Estado). n
Raízes profundas, lares indestrutíveis
VIDA EM FAMÍLIA

Pr. Gilson Bifano
Como construir uma família que seja, de fato, um alicerce inabalável para os dias de hoje?
Diante dos constantes desafios da sociedade contemporânea, seria fácil listar conselhos humanos e estratégias comportamentais, mas essas seriam apenas palavras vazias. O verdadeiro desejo de quem busca um lar estruturado é que as diretrizes venham diretamente de Deus.
Na epístola aos Colossenses, o apóstolo Paulo escreve para combater heresias que ameaçavam a igreja e, ao mesmo tempo, direcionar a vida prática dos crentes, apontando para o ambiente do lar. Em Colossenses 2:6-8, encontramos três conselhos divinos fundamentais para que as famílias se tornem alicerces de valores eternos.
O primeiro conselho consiste em reconhecer e viver com Jesus como o Senhor absoluto da família. O apóstolo nos exorta a continuar seguindo a Cristo da mesma maneira que O aceitamos. Ter Jesus como Senhor significa, na prática, colocá-Lo no centro de todas as decisões familiares, desde as mais simples até as mais complexas.
A liderança espiritual no lar não é uma imposição autoritária, mas sim uma entrega diária e o reconhecimento de Cristo como guia. Cada escolha e cada momento de convivência devem refletir essa submissão amorosa. O maior exemplo bíblico dessa postura é Josué, que demonstrou coragem ao contrariar a cultura de sua época, convicção de que os caminhos de Deus são perfeitos e uma profunda intencionalidade ao declarar que ele e sua casa serviriam ao Senhor.
O segundo passo para consolidar esse alicerce é estar profundamente enraizados e continuamente edificados em
Cristo. Paulo utiliza aqui duas metáforas complementares: a botânica e a arquitetônica.
A primeira refere-se às raízes de uma árvore, que garantem sua estabilidade vital. Uma oliveira, por exemplo, pode estender suas raízes por até seis metros de profundidade em busca de água. Da mesma forma, a família precisa buscar nutrição profunda na Palavra de Deus, assemelhando-se à árvore frutífera descrita no Salmo 1.
A segunda metáfora é a da edificação de uma casa. Jesus ensina em Mateus 7:24-27 que aquele que ouve e pratica as Suas palavras é como o homem prudente que constrói sua casa sobre a rocha. Enquanto a raiz nos lembra da invisibilidade e do que é construído no oculto da oração e da devoção diária, a edificação representa a visibilidade daquilo que se mostra à sociedade. É no secreto que se estabelece a estrutura capaz de manter a família de pé diante de qualquer tempestade cultural.
Por fim, o terceiro conselho nos convoca a edificar uma proteção ativa contra as filosofias vãs do mundo. O texto traz a advertência solene para que tenhamos cuidado, o que exige uma vigilância constante e ativa.
O lar deve ser protegido por meio do discernimento espiritual, do ensino bíblico contínuo e de uma postura consciente diante das mídias e das ideologias modernas que tentam redefinir os valores familiares com base em tradições humanas e rudimentos do mundo, e não em Cristo.
Uma família torna-se um verdadeiro alicerce de valores eternos quando vive sob o senhorio absoluto de Jesus, aprofunda suas raízes na verdade e mantém a guarda levantada contra as ilusões do presente século, transbordando de gratidão em sua caminhada diária. n

Missões Nacionais completou 119 anos!

Aniversário é tempo de festa, alegria e gratidão. Como não louvarmos a Deus por tudo o que tem feito em nós e por meio de nós em todo esse tempo? Temos visto a obra avançar e vidas serem transformadas pelo poder do Evangelho. Levar a mensagem da cruz é uma tarefa desafiadora, que requer coragem e fé, mas que dá sentido a nossa existência.
Há 119 anos, em 1907, nascia a Junta de Missões Nacionais na primeira Assembleia da Convenção Batista Brasileira, com uma certeza: o Brasil precisava ser alcançado. Ribeirinhos, indígenas, sertanejos; crianças, adultos, idosos; nos centros urbanos, nas vilas isoladas. O Evangelho precisava chegar a todos – uma convicção que permanece até hoje, guiando nossas orações e ações.
Durante esse tempo, a atuação da JMN foi além de enviar missionários; ela ajudou a formar uma consciência missionária, despertando novos vocacionados para os campos e ampliando a visão de urgência em alcançar os que ainda não ouviram sobre a salvação em Cristo Jesus. Para a glória de Deus, esse trabalho cresceu, floresceu e segue dando frutos em todo o país.
Há 100 anos, o amor por Cristo e por alcançar vidas moveu Lewis Mallen Bratcher rumo ao interior do país. Missionário norte-americano, ele se tornou em um dos mais influentes


como “O Apóstolo do Sertão”. L. M. Bratcher não apenas so nhou com a expansão do Evangelho, mas também planejou e trabalhou para que isso fosse realidade. Ele atravessou estradas, rios e sertões movido por uma pergunta: “Se essas pessoas não podem chegar até o Evangelho, por que eu não iria até elas?”
Durante nosso culto pelos 119 anos de Missões Nacionais, relembramos essa trajetória de expedições pioneiras, que abriu muitos caminhos pelos quais trilhamos hoje. Celebrar mais um aniversário é celebrar a vida de todos aqueles que têm se doado para que o Brasil ouça a mensagem do Evangelho. A história de Missões Nacionais é a história missionária das nossas igrejas! n

Convenção Batista Fluminense celebra 135 anos com culto histórico em Duque de Caxias - RJ
Celebração reuniu líderes, igrejas, autoridades e representantes de diferentes gerações.

Convenção Batista Fluminense foi homenageada durante programação

Teatro Raul Cortez recebeu a celebração dos Batistas Fluminenses
Carlos Alberto dos Santos pastor Presidente da PIB Universitária do Brasil, em Duque de Caxias - RJ; secretário Executivo da Associação Batista Caxiense; diretor de Comunicação do Instituto Nilson Fanini; jornalista e comunicador
A Convenção Batista Fluminense celebrou seus 135 anos de história em uma noite especial realizada no dia 23 de junho, no Teatro Raul Cortez, em Duque de Caxias - RJ. O evento reuniu pastores, líderes, caravanas e membros de Igrejas de diversas regiões do Estado do Rio de Janeiro para um momento de adoração, gratidão e celebração da fidelidade de Deus ao longo da trajetória da denominação.
A programação destacou o legado da obra Batista no estado, relembrando a plantação de Igrejas, o envio de missionários, a formação de líderes e o impacto do Evangelho na transformação de vidas ao longo de mais de um século de atuação.
A celebração contou com a participação da Banda Sarando a Terra Ferida, das Mensageiras do Rei, dos Embaixadores do Rei, do Coral Missionário de Homens Batistas Caxienses e do Coral da Primeira Igreja Batista em Parque Fluminense, conduzindo os presentes em momentos de louvor e adoração.
A mensagem bíblica foi ministrada pelo pastor Fernando Brandão, diretor-executivo da Convenção Batista Brasileira (CBB), que destacou a importância do legado construído pelas gerações anteriores, o compromisso missionário da Igreja e os desafios para as próximas gerações de cristãos. Durante a solenidade, a liderança da Convenção Batista Fluminense expressou gratidão a Deus pelos 135 anos de atuação da denominação e reconheceu o trabalho desenvolvido pela diretoria da instituição, especialmente pelo presidente, pastor Rafael Antunes, e pelo diretor-executivo, pastor Diego Bravim. Também foram homenageados pastores, líderes, Igrejas, voluntários e colaboradores que contribuíram para a realização da celebração.

Pr. Fernando Brandão foi o preletor da solenidade
O evento contou ainda com a presença de autoridades civis, militares e eclesiásticas. Entre elas estavam o deputado estadual Rosenverg Reis, o vereador Marcos Dias (Rio de Janeiro), a vereadora Jane Pereira (Magé), o secretário municipal de Cultura de Duque de Caxias, Aroldo Brito, o vereador Fabiano Gonçalves (Niterói), o coronel Príncipe e o superintendente de Vigilância Sanitária de Duque de Caxias, Dr. Carlos Ampliato Cabral, além de outras lideranças.
Um dos destaques da noite foi a entrega de comendas da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), realizada pelo deputado estadual Rosenverg Reis. Na ocasião, o parlamentar reafirmou seu compromisso com o projeto de lei que reconhece a Convenção Batista Fluminense como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro, em reconhecimento à sua contribuição espiritual, social, educacional e cidadã.
A Convenção Batista Fluminense também recebeu homenagem do vereador Fabiano Gonçalves, que ressaltou a atuação dos Batistas na promoção dos valores cristãos, da cidadania e da transformação social em todo o estado.
A participação das autoridades evidenciou o reconhecimento público da contribuição histórica da Convenção Batista Fluminense para a sociedade fluminense. Além do caráter comemorativo, o encontro reafirmou a relevância da atuação batista nas áreas da evangelização, educação, assistência social e formação de cidadãos comprometidos com os princípios do Reino de Deus.
Reunindo representantes de diferentes gerações e igrejas de todo o estado, a celebração também reforçou a unidade dos batistas fluminenses e renovou o compromisso com a proclamação do Evangelho.
Ao celebrar seus 135 anos, a Convenção Batista Fluminense homenageou o legado construído ao longo de sua história e reafirmou sua visão para o futuro, mantendo o compromisso de fortalecer Igrejas, investir na obra missionária e continuar anunciando a mensagem de Jesus Cristo em todo o Estado do Rio de Janeiro. n
NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
Faculdade Batista Equatorial fortalece formação ministerial por meio da prática missionária
Ao longo do primeiro semestre, diversas atividades desenvolvidas levaram os alunos a diferentes contextos da Amazônia paraense.
William Costa da Silva jornalista e membro da Primeira Igreja Batista em Murinin - PA
A formação teológica exige mais do que conhecimento acadêmico. Ela demanda vivências que aproximem os vocacionados das realidades humanas e dos desafios da missão cristã. Com esse propósito, o Centro de Missões e Evangelismo da Faculdade Batista Equatorial (CME/FABAE) tem promovido ações evangelísticas e missionárias que permitem aos estudantes aplicarem, na prática, os ensinamentos recebidos em sala de aula, fortalecendo sua preparação para o ministério.

Ao longo do primeiro semestre de 2026, diversas atividades desenvolvidas pelo CME levaram os alunos a diferentes contextos da Amazônia paraense. As experiências envolveram evangelização, discipulado, visitas domiciliares, ações com crianças, apoio às igrejas locais e interação com comunidades urbanas e rurais, contribuindo para uma formação que integra conhecimento teológico, sensibilidade pastoral e compromisso missionário.
Formação que ultrapassa os muros da sala de aula
Entre as atividades realizadas, destacam-se a visita à Comunidade Quilombola Menino Jesus, localizada no município de Acará, e a viagem missionária ao município de Ponta de Pedras, no Arquipélago do Marajó. As ações ocorreram como parte das atividades das disciplinas ministradas pelo pastor Davi Galúcio, como Aconselhamento Bíblico, Vocação e Ministério Cristão e Fundamentos Bíblicos da Missão.
Nas visitas à comunidade quilombola, os estudantes participaram de momentos de escuta, aconselhamento, reflexão

bíblica e oração junto às famílias. Já em Ponta de Pedras, os acadêmicos atuaram em visitas missionárias, evangelismo, atividades infantis, convites para cultos e programação em rádio local.
As iniciativas proporcionaram aos alunos o contato com diferentes realidades sociais e espirituais, ampliando a compreensão sobre o papel da Igreja na proclamação do Evangelho e no cuidado com as pessoas.
Igreja e seminário unidos pela missão
O trabalho missionário do CME também se estende às igrejas batistas parceiras. Nos dias 16 e 17 de maio, seminaristas da Faculdade Batista Equatorial participaram de uma grande ação evangelística promovida em parceria com a Primeira Igreja Batista em Murinin (igreja filiada à Convenção Batista do Pará - COBAPA), em Benevides, Pará.
Durante dois dias, os vocacionados atuaram nas comunidades da Tapera, Touro Bravo, Piçarreira e Murinin, realizando visitas domiciliares, evangelismo pessoal e momentos de comunhão com os moradores. A programação incluiu ain-

da um culto público realizado na Praça Moacir Girundi e atividades voltadas às crianças e às famílias da região.
A parceria entre Seminário e Igreja lo cal permitiu aos estudantes experimenta rem a dinâmica do ministério em campo, ao mesmo tempo em que fortaleceu a presença missionária da igreja nas co munidades alcançadas.
Aprendendo a missão na prática
Para o pastor Davi Galúcio, coordena dor do Centro de Missões e Evangelismo, as experiências missionárias desempenham papel fundamental no processo de formação ministerial.

“Entendemos que a formação teológica precisa caminhar lado a lado com a prática missionária. O estudante precisa aprender a servir, ouvir, evangelizar e caminhar com as pessoas. As experiências promovidas pelo Centro de Missões ajudam a desenvolver uma visão ministerial mais ampla, preparando líderes comprometidos com a missão de Deus e com as necessidades da sociedade.”, disse.
Segundo o professor, a vivência em diferentes contextos possibilita que os alunos desenvolvam maturidade espiritual, consciência missionária e habilidades pastorais indispensáveis ao exercício do ministério.
Impacto na vida dos estudantes
A acadêmica Ana Célia Gonçalves da Silva, 55 anos, Igreja Batista Nova Esperança, estudante do terceiro semestre de Teologia, afirma que as experiências promovidas pelo CME marcam profundamente sua caminhada vocacional.
“Participar dessas ações me ensina que anunciar o Evangelho vai muito além das palavras. Aprendo que o amor de Cristo também é demonstrado por meio da presença, da

escuta e do cuidado com as pessoas. Cada experiência reforça em mim a importância de estar preparada para servir e de compreender realidades diferentes daquelas às quais estamos acostumados”, conta.
A estudante destaca ainda que o contato com comunidades do interior e com diferentes grupos sociais amplia sua compreensão sobre os desafios da obra missionária e sobre a responsabilidade da Igreja em compartilhar o amor de Deus de forma prática.
Compromisso com a missão
Ao promover experiências que unem teoria e prática, o Centro de Missões e Evangelismo da Faculdade Batista Equatorial reafirma sua contribuição para a formação de líderes comprometidos com a evangelização, o discipulado e o serviço cristão.
Mais do que atividades extracurriculares, as ações missionárias tornam-se espaços de aprendizado, crescimento espiritual e exercício ministerial, preparando uma nova geração de vocacionados para servir às igrejas e às comunidades com fidelidade ao Evangelho e dedicação à missão de Cristo. n

Jamile Darlen
Missões Mundiais está na Venezuela com uma caravana emergencial de voluntários
Redação de Missões Mundiais
Após os dois terremotos que atingiram a Venezuela no dia 24 de junho, Missões Mundiais mobilizou-se para levar assistência humanitária, apoio espiritual e esperança às famílias afetadas. A primeira caravana emergencial de voluntários já está no país, enquanto uma nova equipe se prepara para reforçar os trabalhos junto às Igrejas locais. Os terremotos provocaram um dos maiores desastres naturais da história recente da Venezuela.

Segundo a BBC News, mais de duas mil pessoas morreram, mais de 11 mil ficaram feridas e cerca de 15 mil famílias foram desalojadas. De acordo com o UNICEF, mais de 680 mil crianças necessitam de assistência humanitária nos seis estados afetados.
A região de La Guaira, no litoral norte do país, foi a mais atingida e é onde atua a Caravana Emergencial. A Igreja Batista Bethesda funciona como centro de operações e tem servido como refúgio para famílias afetadas pela tragédia. Em parceria com a Convenção Batista da Venezuela, Missões Mundiais apoia as equipes locais na distribuição de água, alimentos, medicamentos e outros itens essenciais. Os voluntários também visitaram um campo de refugiados administrado pelo governo em parceria com a UNICEF, levando acolhimento às crianças e famílias desabrigadas.
O pastor Francisco, da Igreja Batista Bethesda, que acompanha a equipe, compartilhou um testemunho que renovou a esperança em meio à tragédia. Em um edifício residencial de 14 andares completamente destruído, onze pessoas foram resgatadas com vida logo após o desa bamento e outras três dias depois.


O pastor pediu aos brasileiros que orem pela Igreja, que segue acolhendo famílias, e destacou a necessidade de alimentos, água potável, medicamentos e insumos básicos.
Ao acompanhar as imagens enviadas pela equipe em campo, o diretor-executivo de Missões Mundiais, pastor João Marcos Barreto Soares, reforçou o compromisso da organização com o povo venezuelano. A Resposta Venezuela nasce do compromisso bíblico de “chorar com os que choram” (Romanos 12.15), levando o amor de Cristo por meio da presença, do cuidado e do serviço.
“Estamos lá porque somos o povo de Deus. Estamos lá porque sentimos a dor dos nossos irmãos venezuelanos. Estamos lá porque você está orando, contribuindo e se voluntariando. Quero agradecer a todos que têm participado dessa resposta. Já temos a primeira equipe em campo, novas equipes estão sendo enviadas e, se Deus quiser, veremos uma poderosa ação da Igreja de Cristo na Venezuela”. A mobilização continua crescendo. Além da equipe que já atua em La Guaira, outra Caravana Emergencial de Voluntários seguirá para a Venezuela nos próximos dias para ampliar o atendimento às comunidades afetadas e fortalecer o trabalho desenvolvido em parceria com a Convenção Batista Venezuelana. Permaneça em oração pelo povo venezuelano. Mobilize sua igreja, parceiros, amigos e familiares, e contribua com esta resposta emergencial. Participe da campanha A Resposta Venezuela.
Oferte com o PIX (e-mail) venezuela@doeagora.com ou doe pelo site https://missoesmundiais.colabore.org/respostavenezuela Quando um povo clama, a Igreja se levanta.
Fonte:
IB do Barro Preto - MG celebra 99 anos de história e inicia a caminhada rumo ao centenário
Com cultos, homenagens e projetos comemorativos, Igreja deu início à contagem regressiva para o centenário.


Davi Samuel Equipe de Comunicação da Igreja Batista do Barro Preto - MG
A Igreja Batista do Barro Preto comemorou, nos dias 20 e 21 de junho, o 99º aniversário de organização. Reunindo membros e visitantes, em um tempo de gratidão ao Senhor por quase um século de fidelidade, serviço e proclamação do evangelho, “a IBBP recordou as bênçãos da bela caminhada empreendida até aqui e reafirmou o compromisso de viver unida e perseverante para a glória de Deus”, destaca Tarcísio Guimarães, pastor titular da Igreja.
As celebrações contaram com a participação do pastor Abraão da Silva, pastor titular da Igreja Batista Metropolitana em Salvador - BA, e do músico Cezar Elbert, membro da Primeira Igreja Batista de São Paulo - SP. A programação também foi enriquecida pelas apresentações de grupos musicais, coros e da orquestra da IBBP, que conduziram a Igreja em momentos de adoração e louvor ao Senhor.
A celebração dos 99 anos marcou, igualmente, o início oficial da contagem regressiva para o centenário da Igreja, que será comemorado em 2027. Como símbolo desse novo tempo, foi apresentado o hino oficial do Centenário, “Caminhando Pela Fé”, composto por Cezar Elbert. A composição convida a Igreja a recordar a fidelidade de Deus ao longo de sua história e seguir confiando nEle para servir nos anos que virão.
Outro momento significativo foi o lançamento do projeto Bíblia Manuscrita, uma das iniciativas comemorativas do centenário. O projeto convida cada membro da Igreja a transcrever, de próprio punho, um trecho das Escrituras Sagradas com atenção e zelo pela Palavra, que é a revelação do sólido fundamento da vida da Igreja. “Neste tempo em que até a Bíblia é substituída por aplicativos, o Projeto resgata o valor da leitura, oração e escrita à mão das Escrituras. Em apenas duas

semanas de inscrição, centenas de membros, de todas as idades e ministérios, abraçaram o desafio, mostrando a força da comunhão e da fé. A Bíblia Sagrada será transcrita pelos membros da sede e das frentes missionárias, como parte da celebração do Centenário da IBBP”, ressalta Laiza Assumpção, relatora da comissão do projeto.
As comemorações também foram marcadas por um momento de reconhecimento e gratidão àqueles que têm servido fielmente à Igreja. Foram lembrados o pastor Robertson Pevidor e o ministro de música Éder Campos, que completaram mais de dez anos de serviço ministerial na IBBP. Ao longo dessa década, ambos têm exercido o chamado de Deus com dedicação, amor e fidelidade, contribuindo para a edificação do Corpo de Cristo por meio dos Ministérios de Integração e Comunhão e do Ministério das Artes. A Igreja expressou sua gratidão pelo testemunho, pela liderança e pelo serviço prestado ao longo desses anos.
Ao completar 99 anos de história, a Igreja Batista do Barro Preto renova seu compromisso de permanecer firme na missão que o Senhor lhe confiou. Com os olhos voltados para Cristo, a Igreja segue caminhando pela fé, sustentada pela graça de Deus e convicta de que Aquele que conduziu sua história até aqui continuará guiando seus próximos passos.
Ao caminhar pela fé, a IBBP chega aos 99 anos de história e, neste mesmo caminhar, prossegue firme rumo ao seu centenário no ano de 2027. n


PIB em Suzano - SP celebra centenário com programação especial
Foram três dias de celebrações marcadas por gratidão, memória, comunhão e renovação do compromisso com a proclamação do Evangelho.

Ministério de Mídias e Comunicação da Primeira Igreja Batista de Suzano
A Primeira Igreja Batista em Suzano (PIBS) celebrou, de 26 a 28 de junho, seu centenário de fundação, data oficialmente comemorada no dia 24 de junho. A programação especial aconteceu no Complexo Educacional Mirambava, espaço cedido pela Prefeitura de Suzano - SP, reunindo membros da Igreja, visitantes, pastores de outras comunidades religiosas e autoridades municipais em um tempo de gratidão ao Senhor por cem anos de história.

No sábado, dia 27, a celebração contou com a participação do cantor Paulo César Baruk e do pastor Fernando Brandão, diretor-executivo da Convenção Batista Brasileira. A noite também reuniu o prefeito de Suzano, demais autoridades, pastores e representantes de diversas Igrejas da cidade. Com grande participação do público, o encontro foi marcado por louvor, celebração e alegria.
As comemorações começaram com o tema “Revisitando as Origens”, em uma noite que contou com a participação do violeiro Vitor Quevedo. A execução de hinos tradicionais resgatou memórias da trajetória da igreja e proporcionou um ambiente de celebração e gratidão. A mensagem foi ministrada pelo pastor titular da PIB Suzano, pastor Elizeu Manoel dos Santos.
Durante toda a programação, o público também pôde visitar uma exposição histórica composta por fotografias que retrataram a caminhada da igreja desde sua fundação até os dias atuais, apontando também para os desafios e projetos futuros. A feira gastronômica promovida durante o evento favoreceu momentos de reencontro, convivência e comunhão entre irmãos e convidados.

No domingo, dia 28, as atividades começaram pela manhã com o lançamento da pedra fundamental do novo edifício de educação religiosa da Igreja, no terreno onde será construída a futura edificação. Em seguida, foi realizado o culto matinal no local das comemorações e, após a celebração, membros e visitantes participaram de um almoço na feira gastronômica.

Às 18 horas, aconteceu o culto de encerramento das comemorações, com a apresentação de um coral de 130 vozes, formado pelo Coro da PIB Suzano e pelo Coro da Primeira Igreja Batista do Brás - SP, igreja-mãe da PIB Suzano. A apresentação contou ainda com orquestra e banda, sob a regência do maestro Prado Benfica. A mensagem da noite foi ministrada pelo pastor Fernando Brandão, que trouxe uma reflexão desafiando a Igreja a renovar seu compromisso com a proclamação do Evangelho. Com casa cheia durante todos os dias da programação, o centenário da Primeira Igreja Batista em Suzano foi marcado por memória, gratidão, comunhão e compromisso com o futuro, reafirmando a relevância histórica da Igreja para a cidade e seu chamado para continuar anunciando a mensagem de Cristo.

Um século de fé e testemunho

A história do trabalho Batista em Suzano começou antes mesmo da organização oficial da Igreja. Em 11 de agosto de 1921, a Igreja Batista do Brás oficializou um ponto de pregação na cidade, então um pequeno vilarejo. Ainda naquele ano aconteceram os primeiros batismos, dando início à formação da futura Igreja.
Nos anos que antecederam sua organização, uma Sociedade de Senhoras já atuava intensamente na arrecadação de recursos para a aquisição do terreno onde seria construído o primeiro templo. Desde os primeiros dias, a dedicação dessas mulheres revelou o compromisso da comunidade em estabelecer uma presença permanente na cidade.
Após cinco anos de crescimento e consolidação, a Igreja foi oficialmente organizada em 24 de junho de 1926, com dezesseis membros fundadores. Desde o início, a congregação reunia-se em templo próprio, tornando-se a segunda igreja evangélica da história de Suzano.
O primeiro pastor da Igreja foi Antonio Ernesto da Silva. Ao longo das décadas seguintes, diversos ministérios marcaram profundamente a trajetória da PIB Suzano.
Entre 1927 e 1936, durante o pastorado de José Gresemberg, foi organizada a primeira Igreja filha, em Bragança Paulista. No período de 1936 a 1945, sob a liderança de Antonio Carmo dos Santos, primeiro pastor residente, houve o fortalecimento do vínculo da Igreja com a comunidade local.
Entre 1945 e 1951, o pastor Antonio Lopes conduziu um período de expressiva expansão missionária, com a organização das Igrejas em Ermelino Matarazzo e Guaianases, além da construção do segundo templo.
Já entre 1951 e 1960, o pastor Alfredo Lourenço de Carvalho destacou-se por métodos criativos de evangelismo, como a “semeadura da Palavra nos rios”, realizada por meio de garrafas contendo porções bíblicas, além da organização das Igrejas de Poá e Ferraz de Vasconcelos.
Sob o ministério do pastor Raini Raimundo Peterlevitz, entre 1968 e 1982, o mais longo até então, a Igreja celebrou seu Jubileu de Ouro em 1976 com uma grande campanha evangelística realizada no Ginásio de Esportes da cidade.

Entre 1977 e 1980, a membresia mobilizou-se na histórica “Campanha dos Patriarcas”, que possibilitou a construção do atual templo sem a necessidade de empréstimos externos, culminando com sua inauguração no início de 1980.
Nas décadas seguintes, a PIB Suzano deu continuidade à sua missão sob diferentes lideranças, ampliando sua estrutura por meio da aquisição de novos imóveis destinados ao Ministério Infantil e da construção de uma quadra poliesportiva. Ao longo de sua história centenária, organizou 16 igrejas filhas, das quais duas passaram posteriormente a seguir outras linhas doutrinárias, deixando de integrar a denominação Batista.
Mesmo diante de desafios recentes, como o período da pandemia de Covid-19 e a transição pastoral, a Igreja iniciou um processo de reconstrução inspirado no exemplo bíblico de Neemias. Hoje, sob a liderança do pastor Elizeu Manoel dos Santos, a Primeira Igreja Batista em Suzano celebra seu centenário honrando o legado de homens e mulheres que dedicaram suas vidas ao Evangelho e reafirmando seu compromisso de continuar sendo um instrumento de transformação em Suzano para as futuras gerações. n




SAÚDE DE CORPO E ALMA

Saúde mental na família
Pr. Ailton Desiderio
O ambiente familiar é o grande berçário da vida. É nele que somos nutridos — ou desnutridos — em nossa dimensão espiritual, emocional e física. Em grande medida, somos o resultado daquilo que recebemos dentro da nossa família. No entanto, isso não significa que estejamos presos a um determinismo familiar. Se assim fosse, teríamos de admitir que o ditado popular “pau que nasce torto morre torto” está correto. Mas, graças a Deus, não está. A Bíblia mostra isso de modo muito claro – a história de José do Egito é prova disso. A influência da família é enorme, mas não é absoluta. Ela molda, porém não determina. Cada pessoa recebe uma história, mas continua sendo responsável pelas decisões que toma a partir dela. Como bem disse o filósofo e escritor francês Jean-Paul Sartre: “Não importa o que fizeram de você, mas sim o que você está fazendo com o que tentaram fazer de você”.
Veio à minha mente uma metáfora sobre o ambiente familiar que gostaria de desenvolver aqui. É o seguinte: a família pode ser comparada a um manguezal.
Quando eu era criança, imaginava o manguezal como um lugar sujo, escuro, malcheiroso e ameaçador. No entanto, com o passar do tempo e do aprendizado, descobri a extraordinária importância ecológica do manguezal, que é um dos ecossistemas mais ricos do planeta. É um verdadeiro berçário da vida, onde inúmeras espécies encontram abrigo, alimento, proteção e condições para crescer. Até a lama, que parece esconder a morte, na verdade, sustenta a vida.
Vamos às comparações:
A saúde mental na família não consiste em esconder a “lama” dos nossos erros e pecados para debaixo do tapete.
Muito menos em construir uma imagem artificial de felicidade permanente. Famílias emocionalmente saudáveis não são aquelas que nunca enfrentam crises, mas aquelas que aprendem a transformar a lama das dificuldades em solo fértil para o crescimento. Estou sendo um tanto poético quanto poético, reconheço isso. Mas, sem essa reciclagem nenhum relacionamento se sustenta. O manguezal recicla matéria orgânica e a transforma em nutrientes, famílias saudáveis reciclam sofrimentos, conflitos e frustrações, transformando-os em maturidade, empatia e crescimento. Infelizmente, esse processo de reciclagem emocional tem se tornado cada vez mais raro por conta do excesso de telas – celulares e redes sociais vem roubando o tempo da convivência, da conversa e da escuta. Muitas famílias hoje em dia dividem o mesmo teto, mas já não compartilham a mesma vida. Por conta desse isolamento emocional tristezas, medos, angústias e frustrações deixam de ser compartilhados e elaborados. O que tem comprometido a saúde emocional no ambiente familiar. Uma das causas da depressão, por exemplo, pode estar associada a essa falta de compartilhamento no ambiente
O manguezal nos ensina outra lição importante: ele é um ambiente de renovação contínua. Ali a vida nunca permanece estagnada. Os nutrientes alimentam novas espécies, que se reproduzem e mantêm o ciclo da vida. A família também deve ser um lugar onde os sonhos são renovados e a vida é promovida.
A gravidez talvez seja a expressão mais bonita da renovação no ambiente familiar. Muita coisa muda com a chegada dos filhos. Entretanto, a renovação da vida não acontece apenas por meio do nascimento de uma criança, gerada no ventre ou no coração, como acontece na adoção.
O JORNAL BATISTA
A realização de sonhos, a concretização de projetos — uma viagem, a compra de uma casa, o início de uma nova etapa profissional — também representam o fechamento de um ciclo e a abertura de outro.
Sonhar faz parte da saúde emocional. Os sonhos sustentam a vida. Mas, os sonhos que se concretizam são aqueles que encontram espaço para serem compartilhados. É justamente aqui que o sonho se diferencia do delírio. Quem sonha divide, conversa, escuta, ri, chora, acolhe, compartilha e constrói junto. Quem delira se fecha, se isola em seu mundo fictício.
O manguezal também nos ensina que a vida precisa respirar. As árvores que ali crescem desenvolvem raízes especiais que emergem da lama para captar oxigênio. É como se a própria natureza dissesse que não basta sobreviver; é preciso respirar. Assim também acontece na família. Quando uma família perde a capacidade de conversar ela fica sufocada emocionalmente.
Outra característica fascinante do manguezal é que ele nasce do encontro entre águas diferentes: a água doce dos rios e a água salgada do mar. Não existe manguezal sem essa convivência entre diferenças. A família também é formada por pessoas diferentes. A saúde mental na família não consiste em eliminar as diferenças, mas em aprender a conviver com elas de maneira respeitosa e amorosa.
O manguezal vive no ritmo das marés. Ora as águas sobem, ora descem; ora tudo parece coberto, ora tudo fica exposto. Assim é a vida familiar. Existem períodos de abundância e tempos de escassez; dias de celebração e dias de lágrimas; momentos de encontros e tempos de despedidas. Famílias emocionalmente saudáveis compreendem que a vida é feita de ciclos. Elas não se desesperam na maré baixa, nem se tornam arrogantes na maré alta. Aprendem a viver
cada estação da vida com sabedoria e esperança.
O manguezal filtra as impurezas antes que elas alcancem o oceano. Da mesma forma, uma família espiritualmente e emocionalmente saudável exerce influência positiva sobre o ambiente em que vive: igreja, trabalho, escola e sociedade. A família recebe influência do meio, mas também influencia o meio em que está inserida. Muitos problemas que aparecem na igreja, por exemplo, são reflexos de conflitos familiares que nunca foram devidamente trabalhados e resolvidos.
A metáfora do manguezal nos mostra que o ambiente familiar não deve ser idealizado a partir de um padrão ilusório de perfeição. Não existem famílias perfeitas — basta ler a Bíblia para perceber isso. A saúde da família não nasce da ausência da lama, símbolo das nossas imperfeições, mas da presença da Graça de Deus. É Ele quem continua fazendo a vida florescer em terrenos que, aos nossos olhos, pareciam incapazes de produzir qualquer beleza.
Por mais que você sonhe com uma família semelhante a um jardim florido, a verdade é que, em muitos momentos, a minha família e a sua se parecem muito mais com um manguezal do que com um jardim. Famílias perfeitas não existem; toda família tem a sua lama. O segredo da saúde mental não está em esconder as imperfeições, mas em reconhecê-las, compartilhá-las e permitir que Deus as transforme em crescimento e maturidade. Tenhamos na nossa mente que a boa notícia do Evangelho é que Deus faz brotar vida onde por vezes só enxergamos lama. O que precisamos ter em mente é que onde a graça de Deus encontra espaço, até o manguezal floresce. n
Ailton Gonçalves Desidério Pastor da PIB Lins - RJ Psicólogo clínico

