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OJB EDIÇÃO 21 - ANO 2026

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ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901

Conectados pela missão Dia da Comunicação Batista

4° domingo de maio

Como a comunicação fortalece a cooperação, o pertencimento denominacional e a unidade entre os batistas brasileiros.

Igreja histórica

PIB em Macaé, no estado do RJ, celebra 128 anos de organização

pág. 09

Vale do Araguaia

Batistas do Mato participam de Conferência Regional Multiplique

pág. 12

Juventude

Rally Missionário da Juventude Batista Capixaba abençoa região norte do Espírito Santo

Conexões

Líderes da CBB visitam a Southern Baptist Convention, nos Estados Unidos

pág. 13 pág. 14

Notícias do Brasil Batista Notícias do Brasil Batista
Notícias do Brasil Batista Notícias do Brasil Batista

EDITORIAL

A comunicação sempre esteve no centro da missão cristã. Desde o anúncio dos profetas, passando pela encarnação do Verbo e chegando à proclamação do Evangelho pela Igreja, comunicar faz parte da essência da fé. Não se trata apenas de transmitir informações, mas de tornar comum aquilo que transforma vidas.

O documento “Pacto e Comunhão”, da Convenção Batista Brasileira, afirma que comunicar é “tornar comum, estabelecer comunhão e participar da comunidade através de intercâmbio de informações”. A comunicação, portanto, não é apenas uma ferramenta institucional. Ela é expressão de relacionamento, testemunho, serviço e missão.

Em um tempo marcado pela velocidade das redes sociais, pela multiplicação de vozes e pela disputa constante por atenção, os Batistas brasileiros são chamados a comunicar com propósito, responsabilidade e fidelidade bíblica. Mais do que ocupar espaços digitais ou produ -

Comunicação que gera comunhão

zir conteúdo, a missão é apresentar Cristo com clareza, verdade e amor.

A comunicação Batista precisa fortalecer a comunhão entre as Igrejas, inspirar vocações, aproximar gerações, registrar a história denominacional e alcançar a sociedade com mensagens que apontem para esperança, justiça e salvação.

Ao celebrarmos o Dia da Comunicação Batista, reconhecemos o trabalho de jornalistas, fotógrafos, designers, videomakers, social medias, editores, radialistas, escritores, pastores e voluntários que utilizam seus dons para servir ao Reino de Deus.

Cada boletim produzido, cada transmissão realizada, cada texto publicado e cada testemunho compartilhado tornam-se instrumentos para que vidas sejam alcançadas.

Que a comunicação entre os Batistas brasileiros continue sendo ponte de comunhão, ferramenta de edificação e voz comprometida com a verdade do Evangelho. n

O JORNAL BATISTA

Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso.

Fundado em 10.01.1901

INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189

PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB

FUNDADOR

W.E. Entzminger

PRESIDENTE

Raphael Abdalla

DIRETOR GERAL

Fernando Macedo Brandão

SECRETÁRIO DE REDAÇÃO

Estevão Júlio Cesario Roza

(Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ)

CONSELHO EDITORIAL

Francisco Bonato Pereira; Guilherme Gimenez; Othon Ávila; Sandra Natividade

EMAILs

Anúncios e assinaturas: jornalbatista@batistas.com

Colaborações: decom@batistas.com

REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA

Caixa Postal 13334 CEP 20270-972

Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2157-5557

Site: www.convencaobatista.com.br

A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação Batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal.

DIRETORES HISTÓRICOS

W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919);

A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002)

INTERINOS HISTÓRICOS

Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923).

ARTE: Oliverartelucas

Comunicação: mais do que informar, gerar comunhão

Texto produzido com base no documento “Pacto e Comunhão”, da Convenção Batista Brasileira

Em uma sociedade marcada pelo excesso de informações, comunicar-se tornou-se algo cotidiano. Mensagens são enviadas em segundos, notícias percorrem o mundo instantaneamente e opiniões são compartilhadas a todo momento. Ainda assim, nunca foi tão necessário refletir sobre o verdadeiro significado da comunicação.

Comunicar é “tornar comum, estabelecer comunhão e participar da comunidade através do intercâmbio de informações”. Essa compreensão amplia o conceito de comunicação para além da técnica ou da tecnologia. Comunicação é relacionamento.

Para os Batistas brasileiros, a comunicação sempre teve papel essencial na vida da denominação. Desde os primeiros jornais impressos até as atuais plataformas digitais, comunicar faz parte da missão de conectar Igrejas, compartilhar testemunhos, mobilizar vocações e proclamar o Evangelho.

A própria Bíblia apresenta a comunicação como parte do agir de Deus. O Senhor se revela por meio de Sua Palavra. Jesus é apresentado como o Verbo encarnado. O Espírito Santo convence, consola e orienta. O Evangelho, em sua essência, é uma mensagem que precisa ser anunciada.

Nesse contexto, a comunicação Batista não pode ser limitada apenas à divulgação de eventos ou informações institucionais. Ela deve promover unidade, fortalecer a identidade denominacional e aproximar pessoas da mensagem transformadora de Cristo.

Toda comunicação cristã precisa carregar responsabilidade espiritual, comprometida com Deus, com Jesus Cristo, com o Espírito Santo e com a pessoa humana.

Isso significa comunicar com verdade em tempos de desinformação; comunicar com amor em tempos de intolerância; comunicar com sabedoria em tempos de superficialidade.

Além disso, vários públicos devem ser alcançados pela comunicação Batista: Igrejas, líderes, membros, sociedade, governos e pessoas sem qualquer vínculo institucional com a denominação. Cada público exige linguagem adequada, sensibilidade e estratégias específicas.

A comunicação que gera comunhão é aquela que aproxima pessoas, fortalece relacionamentos e aponta para Cristo. Não se trata apenas de ocupar espaços, mas de transformar ambientes através da mensagem do Evangelho.

Mais do que produzir conteúdo, a Igreja é chamada a produzir conexão, esperança e edificação. n

Comunicação e missão: anunciando o Evangelho em todas as plataformas

Texto produzido com base no documento “Pacto e Comunhão”, da Convenção Batista Brasileira

A história da Igreja é também a história da comunicação. Cada avanço tecnológico trouxe novos desafios e oportunidades para o anúncio do Evangelho.

Os primeiros cristãos utilizaram cartas, encontros públicos e testemunhos pessoais. Séculos depois, a imprensa impulsionou a distribuição das Escrituras e da literatura cristã. O rádio levou mensagens a lugares distantes. A televisão ampliou o alcance da pregação. Hoje, a internet conecta pessoas em tempo real.

Os Batistas brasileiros são chamados a acompanhar o surgimento de novas formas de utilização dos meios de comunicação, colocando a serviço da missão os recursos compatíveis com sua natureza e objetivos.

Essa visão continua extremamente atual. As plataformas mudam rapidamente. Novas linguagens surgem. O comportamento das pessoas se transforma constantemente. Porém, a missão permanece a mesma: anunciar as Boas-Novas de salvação.

A comunicação missionária vai muito além de estratégias de marketing. Ela envolve sensibilidade espiritual, compromisso bíblico e compreensão das pessoas que estão

sendo alcançadas. Cada vídeo publicado, podcast produzido, transmissão realizada ou postagem compartilhada pode se tornar instrumento para alcançar vidas.

Ao mesmo tempo, a Igreja precisa compreender que presença digital sem propósito não gera transformação. É necessário comunicar com intencionalidade.

A comunicação deve atuar em áreas fundamentais da vida Batista, como evangelização e missões, educação cristã, educação ministerial e teológica, ação social e literatura cristã. Isso revela que comunicar não é tarefa isolada de um departamento, mas responsabilidade compartilhada por toda a Igreja.

A comunicação fortalece campanhas missionárias, mobiliza voluntários, aproxima gerações, amplia projetos sociais e mantém viva a identidade denominacional. Além disso, em um contexto de polarização e ruído informacional, a comunicação cristã precisa ser marcada por equilíbrio, ética e esperança.

O mundo necessita de mensagens que edifiquem, promovam reconciliação e apontem para Cristo.

No Dia da Comunicação Batista, somos lembrados de que cada Igreja, organização e comunicador possui a oportunidade de transformar ferramentas em pontes missionárias.

A tecnologia muda. A missão permanece. n

JUVENTUDE

A voz importa: Uma história de fragmentos

Em Gênesis 34 somos apresentados a Diná, jovem filha de Lia e Jacó, provavelmente na fase da adolescência. O capítulo começa de maneira simples: Diná sai para visitar as mulheres daquela terra. Um passeio comum, aparentemente inocente. O que seria apenas uma visita muda completamente o curso da sua história, da sua família e de toda aquela comunidade. Logo nos primeiros versículos, somos confrontados com uma das dores mais profundas da experiência humana após a queda: Diná é estuprada. A Bíblia não silencia as tragédias humanas. Pelo contrário, ela expõe feridas reais para nos lembrar que coisas ruins acontecem — até mesmo com famílias escolhidas, até em dias comuns, até em momentos inesperados. Ainda assim, Deus nunca está alheio à dor humana.

O estupro é uma violência brutal. Trata-se da prática de atos sexuais sem consentimento, marcada pela força, coerção ou ameaça. E embora o texto bíblico não descreva em detalhes os sentimentos de Diná, não é difícil imaginar o peso que caiu sobre seu coração. Seus sonhos foram interrompidos, seu corpo violado e sua alma atravessada pela dor. Ainda que sua voz não apareça diretamente no relato, Deus ouviu seu sofrimento e eternizou sua história nas Escrituras para nos lembrar que toda voz importa.

Depois da violência, o texto nos apresenta um cenário ainda mais perturbador: Siquém, autor do estupro, diz estar apaixonado por Diná e deseja se casar com ela. É impossível não pensar no conflito emocional vivido por aquela jovem. Como lidar com alguém que destruiu sua dignidade e agora deseja construir uma vida ao seu lado? O pecado sempre deixa marcas profundas — não apenas em quem sofre a violência, mas também em todos ao redor.

Siquém procura a família de Diná pedindo autorização para o casamento. Os irmãos da jovem, indignados com a violência cometida contra ela, elaboram um plano de vingança. Movidos pela ira, matam não apenas Siquém e seu pai, mas todos os homens daquela comunidade. A violência

gerou mais violência. A vingança dos irmãos talvez tenha respondido à questão da honra, mas não curou a questão do coração. Porque existem dores que nenhuma vingança resolve.

Somente Jesus pode tratar as feridas mais profundas da alma. Somente nele existe abrigo para quem foi quebrado pela violência, consolo para quem carrega traumas invisíveis, restauração para quem vive entre fragmentos e esperança para recomeçar.

Diná nunca teve culpa. E nunca terá. A responsabilidade pertence exclusivamente a Siquém, que escolheu ultrapassar limites e ferir uma vida e isso nos lembra que toda ação produz consequências. Naquele tempo, as leis eram estabelecidas pelas próprias famílias e comunidades. Hoje, existem leis que regem as sociedades e determinam punições para crimes cometidos. O perdão e a restauração espiritual jamais anulam a responsabilidade legal de quem pratica violência. Não sabemos qual foi o fim da história de Diná. Mas os fragmentos da sua trajetória já são suficientes para revelar algo poderoso: Deus não ignora a dor das mulheres, dos mais novos como os adolescentes e de ninguém. Ao longo da história, muitos foram silenciados, desacreditados e feridos. Ainda assim, Deus continua ouvindo cada voz quebrada. Talvez essa seja uma das maiores reflexões que a história de Diná nos deixa: a dor pode nos fragmentar, mas não precisa definir nosso destino. Em Deus, fragmentos podem se transformar em restauração. Feridas podem se tornar testemunhos. O silêncio pode dar lugar à voz.

E é justamente através da voz que a restauração começa. Quando um adolescente encontra coragem para falar, denunciar, pedir ajuda, ele deixa de carregar sozinho aquilo que tentou destruí-lo. Sua voz rompe o silêncio da culpa, confronta a injustiça e abre caminhos para a cura. Deus trabalha também através das vozes que se levantam — vozes que acolhem, denunciam, consolam e restauram.

Se você é como Diná que sofreu algo que fragmentou sua vida, deixe Deus restaurar sua história e use sua voz para denunciar o autor da violência. n

A importância da comunicação interna na vida das Igrejas e organizações

Texto produzido com base no documento “Pacto e Comunhão”, da Convenção Batista Brasileira

Muitas vezes, quando se fala em comunicação, o foco está voltado apenas para redes sociais, campanhas ou divulgação externa. No entanto, uma das áreas mais importantes da comunicação é aquela que acontece dentro da própria Igreja e das organizações.

Os Batistas Brasileiros devem desenvolver esforços para criar um sistema de comunicação interna compatível com sua natureza, objetivos e governo, promovendo maior transparência e fortalecendo a credibilidade interna.

Essa orientação demonstra que comunicação também é cuidado.

Uma Igreja saudável precisa comunicar com clareza. Membros precisam ser informados, ouvidos e envolvidos. Líderes necessitam estabelecer canais acessíveis de diálogo. Ministérios devem trabalhar em unidade.

Quando a comunicação interna falha, surgem ruídos, desinformação, afastamentos e conflitos desnecessários. Por outro lado, quando existe comunicação clara e transparente, cresce o senso de pertencimento, participação e

confiança. A comunicação interna fortalece a comunhão porque aproxima pessoas em torno da mesma visão e missão.

Nos últimos anos, muitas Igrejas passaram a utilizar aplicativos, grupos de mensagens, boletins digitais, transmissões online e plataformas de gestão. Essas ferramentas ampliaram possibilidades, mas também trouxeram novos desafios.

Não basta apenas enviar informações. É necessário construir relacionamento. Comunicação interna eficiente envolve escuta, organização e sensibilidade.

Uma Igreja que comunica bem valoriza seus membros, acolhe visitantes, orienta voluntários e fortalece seus líderes. Da mesma forma, organizações e entidades Batistas precisam compreender que transparência e comunicação caminham juntas.

A comunicação é parte essencial da estrutura das relações humanas e institucionais. Isso significa que comunicar bem não é detalhe administrativo. É compromisso com unidade, credibilidade e missão.

Em tempos de excesso de informações e relacionamentos superficiais, a Igreja continua sendo chamada a construir vínculos verdadeiros. E toda comunhão saudável passa pela comunicação. n

O dia 18 de maio foi escolhido pelo Congresso Nacional como o dia de Combate ao Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes. Desde 2000, a data nos convoca a lembrar que milhares de crianças e adolescentes estão constantemente expostos a diversos riscos, seja na rua, nos transportes e, infelizmente, até mesmo dentro de casa e em outros ambientes que deveriam significar segurança e proteção.

Cuidar, proteger, orientar e amar crianças e adolescentes também é papel da igreja. Para a glória de Deus, diversas igrejas em todo o Brasil já assumiram a missão de olhar intencionalmente para as novas gerações, e uma delas fica no Marajó.

A equipe missionária realizou uma ação educativa na Escola Nossa Senhora de Lurdes, em São Sebastião da Boa Vista, no Marajó - PA, por conta do dia de Combate ao Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes. O tema foi abordado de forma acessível, promovendo conscientização e proteção. Também foi apresentado o Farol do Toque, ensinando as crianças a diferença entre toques seguros, inseguros e de cuidado. Elas aprenderam a importância de dizer “não” e procurar um adulto de confiança.

O que o Maio Laranja tem a ver com a minha Igreja?

Nesse dia, as crianças ouviram uma grande e maravilhosa verdade: elas são amadas por Deus!

Como igreja, somos chamados a fazer a diferença e a olhar com atenção e ação para esse tema tão urgente, que atinge vidas às vezes tão perto de nós. Por isso, trabalhamos com o Programa VIVER, uma estratégia da Junta de Missões

Nacionais para ajudar as igrejas a criarem uma cultura de prevenção, baseada na Bíblia e na ciência, com foco no cuidado intencional de crianças e adolescentes. Você pode ser um agente de mudança dessa realidade tão devastadora. Você pode fazer isso orando pelas novas gerações e desenvolvendo o VIVER em sua igreja. Para saber mais, acompanhe o Instagram @vivernacional “Filhinhos, não amemos de palavra, nem de boca, mas em ações e em verdade” (I Jo 3.18). n

Acampamento JUBAERR e UBAERR

2026 marca jovens com experiências de santificação e renovo espiritual em Roraima

Encontro reuniu mais de 80 jovens e adolescentes Batistas.

Luiz Gustavo

vice-presidente da Juventude Batista do estado de Roraima; membro da Primeira Igreja Batista Nova Cidade - RR;

Debora Marcula

1ª tesoureira da Juventude Batista do estado de Roraima; membro da Igreja Batista da Graça - RR

Entre os dias 30 de abril e 03 de maio de 2026, aconteceu o Acampamento da Juventude Batista do Estado de Roraima (JUBAERR), em conjunto com a União Batista de Adolescentes do Estado de Roraima (UBAERR). O encontro reuniu mais de 80 jovens e adolescentes de diversas Igrejas Batistas do estado, proporcionando dias marcados pela comunhão, adoração, aprendizado da Palavra e experiências profundas com Deus.

Com o tema “Santificados”, o acampamento levou cada participante a refletir sobre o chamado do Senhor para uma vida separada, íntegra e totalmente rendida à Sua vontade. Em tempos em que muitos jovens têm sido influenciados pelos valores deste mundo, Deus trouxe direção, confronto e despertamento espiritual aos corações presentes naquele lugar.

O evento contou com a presença especial do pastor Luciano Freitas, natural do Rio de Janeiro, da Igreja Batista Celebration Recreio, que ministrou poderosamente a Palavra do Senhor durante os cultos e momentos devocionais. Também esteve presente o pastor conselheiro da JUBAERR, Edmilson Junior, acompanhando e apoiando toda a programação espiritual do acampamento.

Durante aqueles dias, foi notório o mover de Deus entre os jovens e adolescentes. O Senhor se fez presente de maneira gloriosa, alcançando vidas, restaurando corações e trazendo renovo espiritual. Muitos participantes testemunharam momentos de quebrantamento, cura emocional e reconciliação com Cristo.

Um dos momentos mais marcantes do acampamento foi a decisão de uma jovem em entregar sua vida a Jesus, reconhecendo-O como Senhor e Salvador. Além disso, adolescentes e jovens que estavam afastados dos caminhos

Participantes tiveram dias marcados pela comunhão, adoração, aprendizado da Palavra e experiências profundas com Deus

Adolescentes e jovens refletiram sobre o chamado do Senhor para uma vida separada e íntegra

demonstrando o agir do Espírito Santo em cada detalhe daquele lugar.

Outro acontecimento que marcou profundamente todos os presentes ocorreu durante um dos cultos ao ar livre. Enquanto uma chuva caía sobre o acampamento, o pastor interrompeu a mensagem e conduziu toda a Igreja em oração, clamando ao Senhor para que a chuva cessasse e o culto pudesse continuar. Para a honra e glória de Deus, imediatamente após a oração, a chuva parou, permitindo que todos permanecessem reunidos em adoração. Muitos enxergaram naquele momento uma resposta direta do Senhor e um sinal do Seu cuidado e presença no meio do Seu povo.

Foram dias extraordinários e inesquecíveis. Cada jovem e adolescente que esteve presente saiu daquele lugar impactado pela presença de Deus e com a convicção de que o Senhor realizou grandes obras naquele acampamento. Os participantes testemunham que, durante aqueles dias, foi possível experimentar um pequeno vislumbre da glória de Deus e sentir o céu tocar a terra.

O Acampamento JUBAERR e UBAERR 2026 ficará marcado na memória e no coração de todos os presentes como um tempo de transformação, santificação e despertamento espiritual. Mais do que momentos de lazer e comunhão, aqueles dias representaram um chamado divino para uma geração comprometida em viver para Cristo.

Que tudo aquilo que foi aprendido e ministrado através da Palavra do Senhor Jesus continue frutificando nos corações, para que esta geração permaneça firme, santa e apaixonada pela presença de Deus. n

NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

Primeira Igreja Batista de Macaé celebra 128 anos espalhando as Boas Novas

Lione Acácia

Igreja Batista fundada no estado do Rio de Janeiro e a 34

PIB Macaé durante celebração de 128 anos Pr. Robson Melo Câmara, da PIB

e Pr. João

jornalista, membro da equipe de mídia da PIB de Macaé - RJ

Fotos: Íris Cristina membro da equipe de mídia da PIB de Macaé - RJ

A Primeira Igreja Batista de Macaé - RJ celebrou, no dia 13 de maio, seus 128 anos de existência. Durante o tradicional culto de aniversário, o pastor Robson Melo Câmara agradeceu à diretoria, à liderança e aos membros da Igreja pelo empenho no serviço a Deus e pela dedicação em continuar abençoando a cidade por meio da proclamação do Evangelho.

A mensagem da noite foi ministrada pelo pastor João Marcos Barreto Soares, diretor-executivo da Junta de Mis sões Mundiais (JMM), que trouxe uma reflexão sobre as características da Igreja de Antioquia.

A celebração também marcou a gra tidão pelos 128 anos da nona Igreja Batista constituída no estado do Rio de Janeiro. Na ocasião, o presidente da Convenção Batista Fluminense, pastor Rafael Antunes, participou do culto e orou em agradecimento pela atuação ativa da PIB de Macaé na denominação Batista.

A noite festiva ainda foi cenário para a posse do novo pastor de jovens e adolescentes da igreja, pastor Ander son Couto, recebido com carinho pela congregação.

Além do culto comemorativo, a pro gramação especial de aniversário inclui o tradicional piquenique da comunhão e ba tismos de novos convertidos, completan do a semana de celebrações da igreja. n

Macaé,
Marcos Barreto Soares, da JMM
Pr. Rafael Antunes, da CBF, agradeceu a participação ativa da PIB Macaé
Pr. Anderson Couto (Juventude), Pr. Charles Henrique (Música), Pr. Robson Melo Câmara (pastor sênior), Pr. João Marcos (JMM) e Pr. Rafael Antunes (CBF)
Pr. Charles Henrique ora pela vida do pastor João Marcos, preletor da celebração
Posse do pastor Anderson Couto

Jubape empossa nova diretoria durante Noite da Juventude na Assembleia da CBPE

Mais de 800 jovens de diversas regiões do estado participaram da programação em uma noite marcada por celebração, gratidão e pelo início de um novo ciclo.

Noite da Jubape foi marcada por celebração, comunhão e renovação de compromisso

Júlia Farias

membro da Igreja Batista em Bela Vista, em Vitória de Santo Antão - PE; Comunicação Jubape

Reidson Filho

membro da Primeira Igreja Batista do Recife - PE; Comunicação Jubape

Fotos: Dryele Dávila

membro da IV Igreja Batista do Centenário, Curado I - PE; Comunicação Jubape

A Juventude Batista de Pernambuco (Jubape) viveu uma noite marcada por celebração, comunhão e renovação de compromisso no último sábado, 16 de maio, durante a Noite da Juventude, realizada na Capela David Mein, do Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, como parte da programação da 126a Assembleia da Convenção Batista de Pernambuco (CBPE). O encontro reuniu mais de 800 jovens de diversas regiões do estado, representando Igrejas e Associações Batistas em um momento de adoração, gratidão e compromisso com o avanço do Reino de Deus.

A programação também foi marcada pela apresentação da nova diretoria da Juventude Batista de Pernambuco, eleita no sábado anterior, 09 de maio. O momento simbolizou a transição entre lideranças e reforçou o compromisso da juventude Batista com a continuidade do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos.

A antiga diretoria, que esteve à frente da Jubape desde novembro de 2023, encerrou seu ciclo com sentimento de gratidão e dever cumprido.

“Em cada momento Deus foi confirmando o motivo de estarmos à frente da Jubape: ‘Amar a Deus e servir às juventudes’. Esse foi o nosso lema, e procuramos vivê-lo na prática”, destacou a gestão que encerra seu mandato.

Ao longo do período, ações como Teen Day, acampamentos, vigílias, conferências, capacitações e programações do Mês da Juventude marcaram a trajetória da diretoria, fortalecendo o relacionamento entre os jovens Batistas e incentivando o envolvimento denominacional.

Outro ponto destacado durante a Assembleia foi a participação ativa da juventude nos espaços de decisão da

Convenção. “Foi gratificante ver jovens inscritos na Assembleia, exercendo voz e voto, envolvendo-se com a nossa denominação, opinando e sonhando junto à diretoria da nossa Convenção”, compartilhou a antiga liderança.

A Noite da Juventude também contou com a ministração da Palavra do pastor Wesley Sevolo, pastor de jovens da Primeira Igreja Batista no Cabo de Santo Agostinho e ex-vice-presidente da Jubape. Para ele, o momento simbolizou não apenas o encerramento de um ciclo, mas também a continuidade da missão.

“Foi gratificante ministrar a Palavra de Deus num dia que marca o encerramento do ciclo da antiga diretoria e a passagem de bastão para a nova. Deus e somente Deus seja exaltado”, afirmou.

A nova diretoria da Jubape inicia agora um novo ciclo de trabalho e expectativa para os próximos anos.

Eleito presidente da Juventude Batista de Pernambuco, o pastor Marlus Ferraz, pastor de jovens da Igreja Batista Central do Ibura, destacou a alegria e a responsabilidade do novo tempo.

“Meu coração transborda de gratidão e alegria por agora estar na condição de líder da Juventude Batista de Pernambuco. Deus foi muito bondoso comigo ao conceder uma equipe preparada e capacitada para juntos trilharmos essa jornada de fé, dedicação e serviço”, declarou.

Além de Marlus Ferraz na presidência, a diretoria é composta por Gabriel Cláudio (vice-presidente), André Gabriel e Marcos Inojosa (tesoureiros), além de Renata Pereira e Giovanna Rosendo (secretárias).

Representando as juventudes associacionais, Edson Mota, presidente da Juventude Batista de Paulista (JUBAPA), também celebrou o novo momento vivido pela organização.

“Louvamos a Deus porque absolutamente tudo está no controle dEle. Que a diretoria recém-empossada venha com todo o gás para ser um braço forte para as juventudes de todo o Estado”, afirmou.

A Noite da Juventude encerrou a participação da Jubape na Assembleia da Convenção Batista de Pernambuco reafirmando o propósito de unidade, serviço e compromisso com as novas gerações. A Jubape segue olhando para o futuro com a convicção de que Deus continuará conduzindo cada passo dessa caminhada. n

O Senhor continua transformando

Recentemente tivemos batismo na Igreja aqui em Maputo, Moçambique, e foi uma grande festa. Foram 14 novos irmãos que passaram pelo batismo, e os testemunhos encheram nosso coração de força. Entre esses irmãos havia uma família completa (pai, mãe e dois filhos); também dois casais de noivos, com data de casamento marcado; além de outros jovens e um filho de missionários. A Igreja estava cheia de visitantes e o batismo foi realmente um testemunho público de fé e obediência.

Realizamos também a formatura do 1º Curso de Doulas em Moçambique! Doula é uma profissional que acompanha a gestante durante a gravidez, o parto e o pós-parto. Seu objetivo é oferecer suporte físico, emocional e informativo para garantir uma experiência de parto mais segura, tranquila e humanizada.

Estudamos por, aproximadamente, três meses com a frequência de 40 alunas, entre elas médicas, enfermeiras, irmãs da igreja e missionárias. O curso foi um grande marco para a nação. Algumas alunas não eram cristãs, mas tiveram a oportunidade de ouvir sobre Jesus e a palavra de Deus

durante o curso, pois todas as disciplinas eram baseadas na Bíblia. A formatura foi linda e um grande testemunho para todos os presentes.

A semente foi plantada e, com certeza, esse curso fará a diferença não somente na vida das alunas, mas de Moçambique porque cremos que onde elas estiverem multiplicarão tudo aquilo que aprenderam.

Na programação da formatura houve testemunhos de fé e comprometimento com a mudança na área da saúde. Embora o tema seja novidade aqui no país, as alunas abraçaram com força o ensinamento e cremos que a plantação no coração germinará e dará frutos eternos.

Em abril, eu completei mais um ano de vida, e nosso filho primogênito, Calebe, também! Muita festa aqui em casa! Calebe completou 18 anos de idade, motivo de muita alegria e gratidão ao Senhor. Confesso que um friozinho na barriga já existe, pois em breve nossa “flecha” será lançada. Ore para que Deus continue cuidando dos nossos filhos.

Pedimos que ore por todos nós, pelos ministérios que Deus colocou em nossas mãos, e por essas 40 alunas!

Estamos agradecidos a Deus por Seu tão grande amor e por Sua presença real. Sim, dizemos com todas as letras que até aqui nos ajudou o Senhor, e por isso estamos radiantes!

Caso você deseje nos apoiar em ofertas, acesse www.missoesmundiais.com. br/oferte n

Congresso Multiplique Regional fortalece a visão missionária e a

unidade dos Batistas

em

Mato Grosso

Programação reuniu mais de 100 congressistas no Vale do Araguaia.

Congresso reuniu 102 congressistas inscritos, entre eles 20 pastores e 10 missionários conveniados, demonstrando o expressivo envolvimento da liderança batista com o avanço da obra missionária no estado

Samuel Lopes da Silva Filho

diretor-executivo da Convenção Batista de Mato Grosso

O Congresso Multiplique Regional Mato Grosso, realizado entre os dias 01 e 03 de maio de 2026, na cidade de Barra do Garças - MT, marcou de maneira significativa a caminhada das Igrejas Batistas mato-grossenses no fortalecimento da visão missionária e multiplicadora. O encontro aconteceu nas dependências da Primeira Igreja Batista em Barra do Garças, que acolheu os participantes com excelência, amor cristão e espírito de serviço, sob a liderança do pastor Edimar Teles dos Santos e sua dedicada equipe.

Durante os três dias de programação, o Congresso reuniu 102 congressistas inscritos, entre eles 20 pastores e 10 missionários conveniados, demonstrando o expressivo envolvimento da liderança batista com o avanço da obra missionária no estado. Também estiveram representadas 30 Igrejas, oriundas de cinco associações regionais, evidenciando a unidade, a cooperação e o comprometimento das igrejas batistas de Mato Grosso com a expansão do Reino de Deus. O evento foi marcado por momentos de profunda edificação espiritual, comunhão fraterna e alinhamento estratégico em torno da visão de Igreja Multiplicadora. Cada plenária, mensagem e tempo de interação reforçou o compromisso das igrejas em fazer discípulos e avançar na evangelização do estado de Mato Grosso, de forma intencional, bíblica e cooperativa.

O Congresso contou com a participação especial do pastor Hilquias Fábio Nunes Silva, da Primeira Igreja Batista de Caldas Novas - GO, cujas ministrações impactaram

profundamente os participantes, trazendo encorajamento, despertamento espiritual e direcionamentos práticos para o avanço da visão multiplicadora nas Igrejas locais.

Também esteve presente o pastor Gilson Siqueira de Assis, titular da Primeira Igreja Batista em São José do Rio Claro - MT e atual presidente da Convenção Batista de Mato Grosso, que compartilhou palavras desafiadoras e inspiradoras acerca da responsabilidade das igrejas na evangelização e no cumprimento da missão dada por Cristo.

Outro momento de grande relevância foi o painel realizado durante o Congresso, que contou com a participação dos pastores Hilquias Fábio, Gilson Siqueira e Wemerson Antonio, titular da Primeira Igreja Batista em Lucas do Rio Verde - MT. O painel promoveu reflexões importantes sobre liderança, discipulado, expansão missionária e os desafios contemporâneos da Igreja no contexto batista.

A missionária Licínia de Souza também trouxe valiosa contribuição ao Congresso por meio de uma capacitação voltada para a Igreja Multiplicadora com linguagem e estratégias direcionadas às crianças e adolescentes, enfatizando a importância de alcançar as novas gerações com o Evangelho de maneira contextualizada e intencional.

O Congresso Multiplique Regional Mato Grosso foi, sem dúvida, um tempo de bênção, renovo espiritual e fortalecimento da unidade entre as Igrejas Batistas do estado. Os frutos desse encontro certamente continuarão ecoando nas Igrejas, associações e campos missionários, impulsionando os Batistas Mato-grossenses a prosseguirem firmes no propósito de fazer discípulos e expandir o Reino de Deus em todo o estado de Mato Grosso. n

Rally Missionário mobiliza Juventude Batista Capixaba em São Mateus e região

Projeto reuniu cerca de 150 participantes em ações evangelísticas e contou com parceria inédita das Mulheres Batistas do Espírito Santo.

Projeto proporcionar aos adolescentes e jovens uma experiência missionária, despertamento de vocação e fortalecimento do relacionamento com Deus

Lavínia Ventura

1ª vice-presidente da Juventude Batista Capixaba

O Rally Missionário, projeto missionário da Juventude Batista Capixaba, realizou mais uma edição entre os dias 30 de abril e 03 de maio, mobilizando adolescentes, jovens, homens e mulheres Batistas em ações evangelísticas em São Mateus e cidades da região norte do Espírito Santo.

O objetivo do projeto é proporcionar aos adolescentes e jovens uma experiência missionária, despertar vocacionados e fortalecer o relacionamento com Deus por meio do serviço cristão e da evangelização. Além disso, o Rally também busca apoiar as Igrejas locais e compartilhar estratégias evangelísticas contextualizadas para cada realidade.

Em 2026, a Juventude Batista Capixaba entendeu, em oração, que deveria direcionar o trabalho missionário para São Mateus e região. As equipes foram distribuídas em seis Igrejas parceiras: Segunda Igreja Batista de São Mateus, Terceira Igreja Batista de São Mateus, Primeira Igreja Batista em Jaguaré, Primeira Igreja Batista em Nova Venécia, Primeira Igreja Batista em Pinheiros e Segunda Igreja Batista em Pedro Canário.

Uma das novidades desta edição foi a parceria com as Mulheres Batistas do Espírito Santo, ampliando o alcance das ações missionárias. Ao todo, cerca de 150 participantes estiveram envolvidos nos impactos evangelísticos realiza-

dos durante o período do projeto.

As atividades desenvolvidas incluíram programações para crianças, adolescentes e jovens, ações voltadas para a comunidade em geral e apoio às Igrejas locais. Segundo a organização, todas as iniciativas foram planejadas considerando a cultura e as necessidades específicas

Inspirados pelo texto bíblico de Atos 17.6 — “Esses que têm alvoroçado o mundo chegaram também aqui” — os participantes assumiram o propósito de “pocar” São Mateus e região, levando e refletindo Jesus por meio do Projeto Rally Missionário. A proposta reforça o compromisso da juventude Batista com a Grande Comissão e com a missão de servir em sua Igreja local, no estado, no país e no mundo até a volta de Cristo. n

Participantes

Líderes da CBB visitam sede da Southern Baptist Convention em Nashville, nos Estados Unidos

Encontro

aproximou relações institucionais e proporcionou acesso a documentos históricos da obra Batista no Brasil.

Gerência de Comunicação da Convenção Batista Brasileira

Líderes da Convenção Batista Brasileira visitaramm à sede da Southern Baptist Convention, em Nashville, no estado do Tennessee (EUA), considerada a maior convenção Batista do mundo, reunindo mais de 44 mil Igrejas. O encontro representou um importante momento de comunhão e relações institucionais para acesso a documentos históricos de missionários que atuaram no Brasil.

O grupo foi recebido pelo Dr. Jeff Iorg, diretor-executivo da Southern Baptist Convention, e por Adam Goodwin, ge rente de comunicação da instituição.

Os líderes visitaram o Southern Baptist Historical Library and Archives, onde tiveram acesso a correspondências e documentos históricos relacionados

lomão Ginsburg e William Edwin Entzminger, além de outras fontes primárias ligadas à história dos Batistas.

A visita reafirma o compromisso da Convenção Batista Brasileira com a cooperação internacional, a preservação da memória Batista e o fortalecimento da missão evangelística em diferentes contextos ao redor do mundo.

Correspondências e documentos históricos relacionados aos missionários pioneiros da obra Batista no Brasil

Líderes da CBB com líderes da Southern Baptist Convention
Líderes da CBB tiveram momentos de comunhão e reuniões na SBC
Pr. Fernando Brandão, diretor-executivo da CBB, teve acesso aos documentos históricos durante a visita
Pr. Fernando e Dr. Jeff Iorg

FÉ PARA HOJE

Esta é uma pergunta que nos leva a uma profunda reflexão. Vejamos algumas razões pelas quais Jesus é o nosso melhor amigo. Porque deu a Sua vida por nós (João 15.13,14). Sendo Deus, Ele se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade (João 1.14). Ele é o Pão da Vida que nos alimenta (João 6.35). Ele é o descanso para os cansados e libertação para os oprimidos (Mateus 11.28-30) No Seu precioso sangue, Ele nos purifica os pecados e traz comunhão dos que creem nele (I João 1.7). O nosso melhor amigo está em nós e é a esperança da glória (Colossenses 1.27)

Jesus é o nosso melhor amigo porque é o caminho para o céu, a verdade absoluta do nosso relacionamento com o Pai e com o próximo. Ele concede a vida abundante para os que creem na Sua suficiência (João 14.6). Ele é o nosso melhor amigo porque já preparou as moradas para os redimidos por Seu sangue (João 14.1,2). Ele é a nossa paz (João 14.27). A Sua paz é o árbitro em nossos corações (Colossenses 3.15)

Sim, Jesus é o nosso melhor amigo porque nele fomos reconciliados com Deus (II Coríntios 5.18-20). O Pai nos deu em Cristo Jesus o ministério da reconciliação. É o nosso melhor amigo porque nos deu segurança plena (João 10.28; Romanos 8.38,39). Jesus Cristo é o nosso melhor e incomparável amigo porque levou sobre Si as nossas enfermidades e as carregou com as nossas dores (Isaías 53.4,5)

O Mestre é o nosso melhor amigo porque é a nossa alegria todas as manhãs, a renovação das nossas forças todas as tardes e o nosso descanso todas as noites. Ele é o nosso melhor amigo porque nos ensinou a amar a Deus Pai acima de todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos (Mateus 22.34-40). Sim, o nosso incomparável amigo porque é o Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe da paz (Isaías 9.6). O nosso melhor amigo porque nele estão ocultos todos os tesouros da sabedoria e da ciência (Colossenses 2.3). Jesus Cristo é o maravilhoso amigo que principiou a História e a consumará no devido tempo (Apocalipse 22.13) Sem Ele nada do que foi feito se fez (João 1.3). Ele é a luz do mundo (João 12.46). Que Amigo maravilhoso e poderoso

Por que Jesus é o nosso melhor amigo?

temos! Ele é o Autor e Consumador da nossa fé (Hebreus 12.2) . Na cruz, sofrendo por causa dos nossos pecados, disse ao Pai: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem” (Lucas 23.34). Que amor incomparável! Este amor nos estimula fortemente a orar pelos que nos perseguem, a abençoar os que nos maldizem, a perdoar os que nos ofendem e estender as mãos aos que precisam, aos que sofrem. Jesus Cristo, o nosso melhor, incomparável amigo, é o nosso modelo de amor, simplicidade, autenticidade, zelo, cumplicidade, harmonia, sintonia, sinergia, dedicação, fidelidade, confiança e cuidado fraterno em nossos relacionamentos! Jesus era amigo, camarada de Judas (Mateus 26.50). Mas Judas não era amigo de Jesus. Pensando nisto, as razões que nos levam a ser tão artificiais, ingratos, fúteis, desonestos, hipócritas, reacionários, frios, vulneráveis, dissimulados, estão em nosso coração mau e perverso descrito pelo profeta Jeremias (17.9,10)

O nosso melhor amigo se manifestou para destruir as obras do diabo em nossas vidas (I João 3.8). Ele se manifestou para nos trazer o amor fraternal e para nos estimular às boas obras (Hebreus 10.24). O nosso melhor amigo não é ‘politicamente correto’, mas autêntico em todas as Suas manifestações, em Seu profundo amor por nós! O verdadeiro amigo, à semelhança de Jesus, é aquele que nos mostra quando estamos errados, nos corrige em nosso caminho tortuoso, nos encoraja quando estamos desanimados, nos levanta quando caímos e nos estimula a ser melhores, mais excelentes. Os verdadeiros amigos, inspirados em e por Jesus Cristo, são um encorajamento, lenitivo, bálsamo e estímulo nos momentos mais difíceis da vida.

Os verdadeiros amigos, à semelhança de Jesus, o são no coração. Eles podem discordar na mente, nas opiniões, visões, mas estão juntos no coração. É muito difícil ter amigos de verdade! Temos muitos colegas, mas pouquíssimos amigos. Como diz o poeta, a palavra ‘amigo’ é fácil de se pronunciar, mas muito difícil de se encontrar. Não existem amigos por interesse, mas os que se interessam em ser benção na vida do outro. Em pagar preço no serviço mútuo. Jesus Cristo, nosso Salvador e Senhor, é uma enorme inspiração para nós nestes dias tão difíceis! Que as nossas verdadeiras amizades estejam centradas nele, com o padrão dele e para a glória do Pai! n

Anatomia da decisão (parte 2)

OBSERVATÓRIO

BATISTA

Lourenço

Utilizando a metáfora da anatomia, no artigo anterior descrevemos alguns impulsores que nos levam a tomar decisões diárias. Vamos agora um pouco mais e quando mencionamos “impulsores” estamos desejando nos referir ao que nos leva a tomar uma decisão ou outra, não necessariamente afirmar que um impulsor é o correto sobre outro, mas demonstrar o ponto de partida e como cada impulsor interage na tomada de decisão.

Vamos recordar que estamos distribuindo os impulsores em uma linha temporal – passado, presente e futuro – a partir do momento presente em que a pessoa vai tomar sua decisão.

E na linha temporal do passado estamos agora ingressando na descrição do principeísmo (não confundir com Principialismo aplicado ao campo da Medicina). No absolutismo consideramos as normas como leis absolutas e literais. O que está escrito é o que deve ser seguido literalmente. Assim, nos Dez Mandamentos o “não matarás” ou o “não adulterarás” é exatamente o que está escrito. Não há preocupação com outros aspectos. No principeísmo a preocupação é em busca as razões mais profundas, ou razões essenciais, ou ainda primeiras, sobre uma ação. Por isso chamamos de “principeísmo”, isto é, a busca é por princípios em vez de normas literais.

Em outras palavras no principeísmo, como o nome propriamente diz, a busca é pela essência do que acabou se transformando até em uma norma ou lei escrita. Jesus mesmo nos ensina o principeísmo ao tratar dois dos Dez Mandamentos:

• Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento. Eu, porém, vos digo que todo aquele que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento […] (Mt 5.21ss)

• Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela. (Mt 5.27ss).

A lei escrita literalmente determinava que era proibido tirar a vida de alguém. Jesus “desce” em busca de algo que vem antes do homicídio que é a atitude subjetiva de uma pessoa antes da ação do homicídio, que, no caso, ele indica ser o ódio. Veja que o ritual jurídico para quem matar é “ser

submetido ao julgamento”, que é o mesmo para quem tiver ódio contra alguém. O mesmo quanto ao adultério, cujo significado mais profundo era a busca pela pureza de mente e alma, além do respeito à fidelidade matrimonial e à vida familiar.

Assim os Dez Mandamentos seriam como linhas mestras para um estilo de vida básico e o que se busca aqui são os princípios que são os alicerces fundamentais dos valores bíblicos. Podemos também chamar essa abordagem de Ética de Princípios, em que a Bíblia deixa, por exemplo, de ser considerada um livro ou catálogo de normas e leis, para ser considerada portadora de linhas mestras com diferentes aplicações em diferentes situações.

Outro exemplo principeísta que Jesus mostra ocorreu quando ele tratou sobre a valorização da vida em relação à observância do sábado, que também aprendemos com o hierarquismo:

• O sábado foi feito por causa das pessoas, e não a pessoa por causa do sábado (Marcos 2.27)

Em outras palavras, a essência da obediência ao sábado era valorizar a vida humana, que estava sendo perdida pela obediência formal e literal de um dia em sete dias, naquela ocasião.

Nesse sentido destacamos a abordagem desenvolvida pelo Dr. Ebbie Smith, chamada de Ética por Equivalência Dinâmica (EED), em que para descobrirmos o certo e errado na perspectiva divina para hoje, será necessário buscar o significado, a emoção e a dinâmica dos ensinos bíblicos naquela época e extrair a sua essência e razões primeiras de modo a ser possível aplicar como princípio ético para qualquer situação e para qualquer época, de modo a sempre manter atualizada a ética bíblica, pois o que vai ser levado em conta em primeiro lugar não será a sua forma, a sua ocorrência, mas os princípios que, de certa forma, regularam aquela norma, lei ou situação.

Smith cita como exemplo tanto Paulo (I Coríntios 11.515), quanto Pedro (I Pedro 3.1-6), ao discutirem a respeito do cabelo e vestimenta (ornamento) de uma mulher. Neste caso a ética principialista (juntamente com a EED) vai abordar esse assunto não aplicando a forma (cabelos longos ou o ornamento, brincos etc.) às demais culturas e épocas, mas vai perguntar qual era o propósito de Paulo e Pedro, qual seria o significado para aquele momento? O que de fato

eles queriam expressar diante daquele ambiente? O que podemos deduzir era a manutenção da modéstia e o bom nome do Evangelho diante da cultura daquela época. Isso é tomado, portanto, em essência e é o que vai ser aplicado em qualquer época e cultura. Assim, em cada cultura, homem e mulher devem cuidar de sua vestimenta e adornos – de sua aparência – de tal forma que isso seja considerado um comportamento adequado e contribua para a boa reputação da causa de Cristo. Veja que descendo ao nível mais profundo das razões primeiras, é possível considerar mais do que a forma do texto que, originalmente, faz menção da mulher, mas que seu propósito mais profundo também o aplica aos homens.

As pesquisas no campo da ética estão abrindo espaço para uma outra direção. Da metodologia ética que considera como ponto de partida a tomada de decisões, uma espécie de ética decisionista, como até o momento tratamos, a busca tem sido dirigida para uma ÉTICA DO CARÁTER, que podemos também chamar de ontologismo ético, isto é, uma abordagem ética que considera que o valor, a qualidade e o conteúdo intrínseco da pessoa, isto é, de seu caráter, precedem a tomada de uma decisão. Assim, navegamos em um outro oceano em que uma abordagem ética prioriza não o resultado de uma operação de busca racional de certo e errado, mas a busca das razões mais interiores da vida de uma pessoa.

Essa mudança de direção tem ocorrido porque o decisionismo não oferece uma completa resposta a respeito da vida, ignorando o próprio ser e seu desenvolvimento, amadurecimento, e falha em oferecer lugar seguro e adequado para o papel da comunidade de fé.

Além disso, uma pessoa não toma decisão a partir de um estado ou posição neutra. Não há “decisões esterilizadas”, isto é, isentas de qualquer influência da constituição de vida, de personalidade, de caráter, enfim. Cada pessoa é fruto de disposições, de experiências, de tradições, de heranças etc. Assim o dilema “do decisionismo é que ele não considera as pessoas como elas são e se esquece de que não tomamos decisões em um vácuo, mas nosso caráter e o que somos produzem o que vamos decidir” (Paul Lewis).

Ao afirmar “pelos seus frutos conhecerei” Jesus demonstrou que a qualidade dos frutos dependerá da qualidade e da árvore (Mt 7.15ss), portanto, a qualidade do caráter de uma pessoa determinará a qualidade de suas decisões. E aqui estamos emprestando o significado que William Willimon dá para caráter indicando que o caráter pode ser definido como uma orientação “básica que fornece unidade, definição e direção para nossas vidas pela formação de hábitos e intenções a modelos de sentido e qualificáveis que são determinados pelas nossas convicções dominantes”. Tentando simplificar para melhor compreensão a questão aqui seria indagar qual a nossa disposição pessoal, o que está no “fundo de nosso coração”, que nos levará a tomar essa ou aquela decisão. Assim, cada nova decisão será abordada com intensa disposição para a busca do sentido real da vontade de Deus desde o seu Plano da Criação, do qual nos afastamos, como humanidade, no Éden (Gênesis 3) e, com a conversão, somos novamente para ele encaminhados como nova criação (II Coríntios 5.17) e nesse caso as virtudes são fruto de uma vida ética interior e a maturidade é evidenciada em que a pessoa tem praticado ou cultivado uma virtude até que ela e torne parte de si mesma, integrando-a em sua mente (Filipenses 4.8) de modo a ser reproduzida como reação natural e instintiva diante das decisões.

A palavra-chave aqui é integridade de caráter em que o processamento das decisões de uma pessoa antecede qualquer equação lógica e proposicional na busca do que é certo e do que é errado. A decisões são produto de um caráter, por isso é que Paulo menciona a necessidade de renovação da mente (Romanos 12.2).

Princípios ou normas válidos são invalidados a partir do momento em que são utilizados ou processados por um caráter deformado.

O espaço para o artigo terminou, por isso precisaremos avançar para a próxima edição quando vamos mencionar o contextualismo e a consideração da construção social dos valores, alternativa muito utilizada atualmente. A aí, então, é que conseguiremos resumir tudo em um gráfico para ilustrar melhor todo esse tema. n

Vocacionados para comunicar: a missão dos comunicadores cristãos

Texto produzido com base no documento “Pacto e Comunhão”, da Convenção Batista Brasileira

Por trás de cada jornal, transmissão, vídeo, fotografia, podcast ou publicação existe alguém dedicando tempo, criatividade e talento para comunicar. É fundamental incentivar o surgimento de legítimas vocações de comunicadores e aproveitar os profissionais existentes nas Igrejas. Essa afirmação reconhece algo fundamental: comunicação também é vocação.

Ao longo da história Batista, inúmeros homens e mulheres utilizaram seus dons para registrar acontecimentos, produzir literatura, organizar jornais, criar materiais evangelísticos e compartilhar testemunhos.

Hoje, essa missão continua presente através de jornalistas, designers, fotógrafos, videomakers, escritores, social medias, editores, técnicos de áudio, radialistas e tantos outros profissionais e voluntários.

Mais do que dominar ferramentas, o comunicador cristão carrega responsabilidade espiritual. Suas palavras influenciam pessoas. Suas imagens comunicam valores. Seu trabalho ajuda a construir percepções sobre a Igreja e sobre

o Evangelho. Por isso, comunicar exige preparo técnico, equilíbrio emocional, ética e sensibilidade espiritual.

Em um ambiente marcado pela busca por engajamento, opiniões rápidas e excesso de superficialidade, o comunicador cristão é chamado a produzir conteúdos que edifiquem, informem e apontem para Cristo.

O aperfeiçoamento técnico e o acompanhamento das novas tecnologias também precisam ser incentivados. Isso significa que a Igreja deve investir na formação de novos comunicadores, estimular criatividade e reconhecer a importância estratégica da comunicação.

Muitas igrejas possuem talentos que ainda não foram despertados ou valorizados. Jovens apaixonados por fotografia, profissionais de design, pessoas que escrevem bem, voluntários que entendem de vídeo e redes sociais. Todos eles podem servir ao Reino através da comunicação.

Celebrar o Dia da Comunicação Batista é também reconhecer e incentivar aqueles que utilizam seus dons para tornar o Evangelho conhecido.

Comunicar é servir. E servir através da comunicação é participar diretamente da missão de anunciar esperança ao mundo. n

Texto produzido com base no documento “Pacto e Comunhão”, da Convenção Batista Brasileira

A era digital transformou profundamente a forma como as pessoas se relacionam, aprendem, trabalham e consomem informações. Hoje, milhões de conteúdos são publicados diariamente. Notícias circulam em segundos. Tendências surgem e desaparecem rapidamente. Nesse cenário acelerado, a comunicação cristã enfrenta grandes desafios.

A necessidade de acompanhar novas formas de utilização dos meios de comunicação e compreender a modernidade como um campo estratégico de atuação continua extremamente atual. Décadas depois, essa percepção continua extremamente relevante.

A Igreja vive uma oportunidade histórica de ampliar seu alcance e fortalecer sua presença na sociedade. Porém, também precisa lidar com questões importantes, como desinformação, superficialidade, polarização, cultura da aparência e excesso de estímulos.

A comunicação digital pode aproximar pessoas, mas também gerar isolamento. Pode fortalecer relacionamentos, mas também incentivar conflitos. Pode levar esperança, mas também espalhar medo e intolerância.

O desafio da comunicação cristã na era digital

Diante disso, a comunicação cristã precisa ser guiada por princípios bíblicos. É necessário comunicar com responsabilidade, verificar informações antes de compartilhar, produzir conteúdos que edifiquem, valorizar a verdade, demonstrar amor mesmo em ambientes hostis.

Além disso, a presença digital da Igreja não deve ser apenas institucional. Ela precisa ser relacional. As pessoas desejam pertencimento, escuta e autenticidade. A comunicação cristã precisa apresentar não apenas eventos e programações, mas também testemunhos, cuidado, serviço e esperança.

Outro grande desafio está na formação de uma geração preparada para utilizar as tecnologias de forma saudável e missionária. A Igreja precisa discipular também no ambiente digital. A comunicação deve exercer uma ação transformadora sobre as pessoas. Essa missão permanece atual.

Mais do que alcançar números, curtidas ou visualizações, o objetivo da comunicação cristã continua sendo alcançar vidas. Na era digital, comunicar o Evangelho exige sabedoria, discernimento e compromisso com a verdade. Porque, em qualquer plataforma, Cristo continua sendo a mensagem central. n

A Teologia só cumpre seu propósito quando serve à missão1

Não escolhi este título para privilegiar a Missiologia, área à qual me dedico. O estudo da Missão é apenas uma entre tantas áreas da Teologia. Contudo, se a missiologia é uma disciplina ao lado de outras, o mesmo não se pode dizer da Missão. A Missão — de Deus e da Igreja – está ligada à própria função da Teologia.

John Frame afirma que a tarefa da Teologia é “tomar a verdade da Escritura e humildemente servir ao povo de Deus ensinando-a e pregando-a, e aconselhando e evangelizando”. O que é isso, senão Missão? Por isso, afirmo: a Teologia, em todo o seu compêndio, só cumpre seu propósito quando serve à Missão. Trago três razões para sustentar essa proposição.

1) A Bíblia, fonte da Teologia, é um texto missionário

Na Bíblia, a Missão é contada da primeira à última página. Nela, vemos o propósito de Deus de constituir uma comunhão plena entre Ele e os seres humanos; propósito prejudicado pela queda, mas restaurado em Cristo. Das Escrituras emerge também o convite para nos engajarmos nessa Missão “até os confins da Terra”.

A Bíblia não apenas contém missões; ela é, em si, um livro missionário. Se Deus não quisesse que as futuras gerações conhecessem seus feitos em favor de seu povo, o Antigo Testamento não teria sido escrito. Se Ele não decidisse registrar a vida e obra de seu Filho e a atividade apostólica, o Novo Testamento também não existiria. Como João explica ao final de seu Evangelho, seu objetivo foi levar o leitor a crer em Jesus e, assim, ter vida eterna. Toda a Escritura tem essa finalidade missionária: levar pessoas a conhecerem a Deus por meio de Cristo. É também por isso que um dos gestos mais simples e poderosos de evangelização é presentear alguém com uma Bíblia. Se não a virmos como livro missionário, a teremos compreendido – e ensinado – de forma equivocada.

2) A Grande Comissão é o que justifica a educação teológica

A Grande Comissão foi a ordem de Jesus para que seus discípulos, no poder do Espírito, pregassem o evangelho e fizessem discípulos de todas as nações, ensinando-os a obedecer a tudo o que Ele ordenou. Há, portanto, estreita conexão entre essa ordem e a necessidade de formar líderes capazes de ensinar corretamente a fé e liderar a Igreja na Missão. Wayne Grudem lembra que a Grande Comissão nos manda não apenas fazer discípulos, mas ensinar-lhes a guardar tudo o que Jesus ordenou, o que implica uma Teologia abrangente e fiel. Foi por causa da Grande Comissão que casas de formação teológica, como o Seminário do Sul, foram criadas. Nossos pioneiros, que eram teólogos e missionários, fundaram o Seminário do Sul movidos pelo desejo de cumprir essa Missão no Brasil e a partir dele para o mundo. Se deixarmos de reafirmar tal compromisso, perderemos nosso princípio fundamental. Queridos formandos, se tudo o que aprenderam aqui for aplicado a qualquer coisa, menos à Grande Comissão, vocês

terão frustrado o propósito para o qual esta casa foi criada e se mantém.

3) Tudo o que vocês aprenderam tem desdobramento missionário

É na Missão cristã que todos os campos do saber teológico encontram sentido. Se vocês estudaram História do Cristianismo, foi para aprender com erros e acertos da igreja e realinhar sua trajetória. Filosofia, psicologia e sociologia ajudaram a compreender melhor o ser humano e a sociedade, alvo da tarefa missionária. Teologia Bíblica e Sistemática visam garantir fidelidade à revelação de Deus ao fazer e ensinar discípulos. Hermenêutica, Exegese, Hebraico e Grego capacitam a extrair e transmitir o sentido original da Escritura. Homilética, Práticas Pastorais e Aconselhamento Bíblico formam discípulos que são, ao mesmo tempo, alvo e agentes da Missão.

Todo o currículo da Teologia encontra seu caminho de volta à Missão. Para algumas matérias, esse caminho é evidente; para outras, nem tanto. Mas todas convergem, direta ou indiretamente, para ela.

Teologia missionária: da reflexão à ação

Existe, porém, uma Teologia que não serve à Missão: aquela que, diante do cego à beira do caminho, transforma sua dor em tema de debate (“Quem pecou?”), sem compaixão nem ação. A Teologia que serve à Missão responde à questão, mas também toca, cura e restaura, manifestando as obras de Deus. É uma Teologia que pensa e age, que se preocupa não apenas em responsabilizar o pecador, mas em conduzi-lo à graça.

Essa Teologia missionária, observada nitidamente em Jesus, também se vê em Paulo. Não é por acaso que ele foi, ao mesmo tempo, o maior teólogo e o maior missionário da história. Romanos, sua epístola mais densa, é também profundamente missionária: ele se declara devedor do evangelho, clama por pregadores enviados e convida a igreja a cooperar com o avanço da Missão até regiões mais distantes. Quem ama Romanos, mas não ama missões, está lendo o livro de forma equivocada.

Exortação final

Amados formandos, sejam, portanto, teólogos missionários. Não permitam que a Missão se torne apenas uma lembrança dos dias de seminário. Esqueçam o professor de Missiologia, mas não esqueçam a Missão. No ministério, façam da Grande Comissão o critério de cada iniciativa. Perto ou longe, em qualquer campo de atuação, perguntem-se sempre: de que maneira isto contribui para o cumprimento da Missão?

Lembrem-se: o fim de tudo, inclusive da Missão, é a glória de Deus. A Missão é a vitrine de sua graça, o lugar onde sua glória brilha quando pecadores são alcançados, regenerados e salvos. Façam de sua jornada ministerial um canal para essa glória. Desenvolvam uma Teologia que sirva à Missão e, assim, glorifique a Deus. Que Ele os acompanhe. n

1 Transcrição resumida do discurso de paraninfo proferido por Diogo Carvalho na cerimônia de formatura da Graduação em Teologia EAD (Capela do Seminário do Sul, 28/02/2026).

Intercessão: o combustível invisível da obra missionária

A obra missionária se sustenta sobre quatro pilares fundamentais: orar, mobilizar, ir e ofertar. Cada um deles é essencial, mas a oração ocupa um lugar estratégico, pois é ela que sustenta e impulsiona todos os demais.

Enquanto alguns são chamados a ir, todos são chamados a interceder. A intercessão não é apenas um complemento da missão — ela é parte vital do seu avanço. Antes do envio, vem o clamor. Em Mateus 9:38, Jesus nos ensina: “Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.”

O que começou de forma simples, com um grupo criado para compartilhar alguns motivos de intercessão, cresceu de maneira surpreendente. Deus foi acrescentando pessoas, despertando corações e ampliando essa rede de oração. Hoje, já somos mais de 8.5 mil intercessores, unidos em clamor constante pela obra missionária ao redor do mundo.

Esse crescimento vai além dos números. Cada novo intercessor representa mais cobertura espiritual para os missionários, mais sensibilidade ao agir de Deus e mais envolvimento da igreja na missão global. Em um cenário onde os desafios missionários são cada vez mais intensos, a intercessão se torna indispensável.

Mas qual é, de fato, o impacto da intercessão?

A oração sustenta missionários em contextos difíceis, fortalece igrejas em meio à perseguição, abre portas em lugares fechados ao Evangelho e transforma vidas antes mesmo que o missionário chegue. Muitas vezes, aquilo que não vemos no mundo físico já está sendo movido no mundo espiritual por meio da intercessão.

Além disso, a oração também mobiliza. Quando a igreja ora, ela se envolve, se sensibiliza e se move. A intercessão desperta vocacionados para ir, encoraja outros a ofertar e amplia a visão missionária da igreja. Assim, os quatro pilares se conectam e se fortalecem.

Participar de um grupo de intercessão é uma forma prática e poderosa de fazer parte da missão. Os grupos são organizados, fechados e focados no compartilhamento de pedidos de oração e notícias do campo missionário, permitindo que cada participante esteja conectado ao que Deus está fazendo entre as nações.

Diante disso, o convite é claro: você não pode ficar de fora do que Deus está fazendo.

Participe de um dos nossos grupos de intercessão.

Basta acessar através do QR Code e fazer parte desse movimento de oração que já está impactando vidas ao redor do mundo.

A missão continua, sustentada por aqueles que oram, mobilizam, vão e ofertam. n

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