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OJB EDIÇÃO 17 - ANO 2026

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ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901

Onde há ensino da Palavra, há crescimento e transformação

Expandindo horizontes

Elana Ramiro compartilha características e atribuições de quem ensina a Palavra

90 anos

Igreja Batista Sião, em Salvador, na Bahia, celebra 90 anos de história

Parceria

Faculdade Equatorial e Sociedade Bíblica do Brasil firmam parceria e presenteiam seminaristas

James Spann

Conheça a trajetória do pastor que marcou época no Seminário do Norte

Reflexão
Notícias do Brasil Batista
Notícias do Brasil Batista Obituário

EDITORIAL

Dia da Escola Bíblica Dominical

No quarto domingo de abril, celebramos uma das maiores bênçãos da vida da Igreja: a Escola Bíblica Dominical. Mais do que uma programação semanal, a EBD é um espaço de formação espiritual, de comunhão e de transformação de vidas por meio do ensino fiel da Palavra de Deus.

Desde sua origem, a Escola Bíblica Dominical tem cumprido um papel essencial: ensinar as Escrituras de forma sistemática, alcançando todas as faixas etárias e contribuindo para o

crescimento integral dos cristãos. Em um tempo marcado por tantas vozes e influências, a EBD permanece como um ambiente seguro onde a verdade bíblica é anunciada, estudada e aplicada à vida diária.

Celebrar este dia é reconhecer o valor daqueles que, com dedicação e amor, servem como professores, líderes e colaboradores. São homens e mulheres que investem tempo, preparo e oração para que outros conheçam mais profundamente a Deus. Também

é um momento de valorizar cada aluno, cada classe, cada encontro, onde sementes são plantadas e vidas são edificadas.

A Escola Bíblica Dominical não é apenas um departamento da Igreja, ela é um instrumento estratégico no cumprimento da missão de fazer discípulos. É nela que muitos dão seus primeiros passos na fé, amadurecem no conhecimento das Escrituras e são desafiados a viver o Evangelho de forma prática.

Neste Dia da Escola Bíblica Dominical, somos convidados a refletir: qual tem sido o nosso compromisso com o ensino da Palavra? Temos valorizado esse tempo? Temos incentivado outros a participarem? Mais do que comemorar, este é um chamado à ação para fortalecer, investir e renovar o propósito da EBD em nossas igrejas. Que Deus continue usando a Escola Bíblica Dominical para transformar vidas, fortalecer a fé e preparar discípulos comprometidos com o Reino. n

O JORNAL BATISTA

Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso.

Fundado em 10.01.1901

INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189

PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB

FUNDADOR

W.E. Entzminger

PRESIDENTE

Raphael Abdalla

DIRETOR GERAL Fernando Macedo Brandão

SECRETÁRIO DE REDAÇÃO

Estevão Júlio Cesario Roza

(Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ)

CONSELHO EDITORIAL

Francisco Bonato Pereira; Guilherme Gimenez; Othon Ávila; Sandra Natividade

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Anúncios e assinaturas: jornalbatista@batistas.com Colaborações: decom@batistas.com

REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA

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Site: www.convencaobatista.com.br

A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação Batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal.

DIRETORES HISTÓRICOS

W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946);

Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002)

INTERINOS HISTÓRICOS

Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923).

ARTE: Oliverartelucas

IMPRESSÃO: Editora Esquema Ltda A TRIBUNA

Igreja da criança ou igreja com crianças

A partir do século XX, passamos a olhar para a criança de maneira mais atenta à sua constituição psicológica e pedagógica. Esse novo olhar trouxe algo muito importante: o reconhecimento do valor da criança como pessoa. Não apenas como alguém em preparação para o futuro, mas como alguém que já vive, sente e expressa fé.

Esse avanço nos ajudou a compreender que a criança possui linguagem própria, espiritualidade própria e, por isso, necessita de culto, ensino e vivências adequadas à sua fase de desenvolvimento.

Jesus também foi criança

O evangelista Lucas, ao narrar o capítulo 2 de seu Evangelho, apresenta de forma simples e profunda a infância de Jesus. Ali, vemos aquele que é o nosso modelo ministerial, vivendo todas as dimensões do crescimento humano. O texto afirma que ele crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens.

Jesus estava em desenvolvimento. Isso nos ajuda a compreender que o desenvolvimento não é um obstáculo

à fé, mas parte do próprio processo de formação espiritual, exatamente como acontece com as nossas crianças.

Espaço, linguagem e vivência

Oferecer um lugar próprio, com linguagem acessível e vivências que conduzam ao ensino da fé cristã, não é um problema. Pelo contrário, é necessário e essencial. A igreja precisa assumir a responsabilidade de pregar o evangelho que salva e transforma e discipula crianças, respeitando sua fase de vida, sua forma de aprender e sua maneira de se relacionar com Deus.

Quando pensamos em uma “igreja da criança”, geralmente associamos essa expressão a um ambiente lúdico, e ele deve, sim, estar presente. O lúdico comunica, aproxima e ensina.

O cuidado com os nomes e os conceitos

O desafio surge quando adotamos uma nomenclatura bíblico-teológica sem refletir sobre as implicações do conceito que ela carrega. Ao chamarmos esse espaço de “igreja da criança”, corremos o risco de deslocar o centro do que é essencial.

A Igreja não é da criança, nem do

adulto, nem de um ministério específico.

A igreja é de Cristo.

Uma Igreja com crianças

Talvez, a pergunta mais honesta não seja se devemos ou não ter uma igreja da criança, mas se estamos dispostos a ser uma igreja com crianças. Uma comunidade que discipula, integra, ensina e caminha junto, sem excluir nem infantilizar a fé.

Podemos usar a expressão espaço da criança, pois ela comunica valor e pertencimento. Já a expressão igreja da criança transmite a ideia de separação, sem convivência na adoração comunitária. Muitas vezes, líderes afirmam: “Aqui fazemos igual ao culto dos adultos”. Não se trata de tentar ser igual, mas de ser igreja.

Vivenciar o culto é ver o pastor, o diácono, a recepção, a equipe de mídia. É observar como se acolhe um visitante, como acontece quando alguém se converte, como a igreja ora pelos irmãos que necessitam, e muito mais. Tudo isso forma fé. Uma igreja que abre espaço para as crianças compreende que a palavra “com” significa estar ao lado deles e com elas. Pensar em uma igreja de Cristo onde pais e adultos desejam

estar ao lado da criança, inclusive nos momentos de adoração comunitária, é ser igreja de Cristo. Todos juntos. Todos como corpo. Todos como igreja.

Concluindo

“[…] ao passo que os membros mais apresentáveis não têm necessidade disso. Mas Deus formou o corpo de tal maneira que concedeu muito mais honra ao que tinha falta dela, para que não haja divisão no corpo, mas para que os membros tenham igual cuidado uns pelos outros. Se um membro sofre, todos os outros sofrem com ele; e, se um membro é honrado, todos os outros se alegram com ele.” (1Coríntios 12.24–26).

Não é bíblico pensarmos em Igreja da criança, de adolescentes, de jovens ou de adultos. A Escritura fala sobre corpo, membros e comunhão. O perigo está em construirmos hoje algo que, no futuro, não fará sentido para crianças e adolescentes, pois não é possível ser igreja de Cristo e corpo quando cada grupo tem a sua própria Igreja.

Que Deus nos ajude a sermos Igreja desde a mãe que está grávida até o irmão da terceira idade! n

No quarto domingo de abril é comemorado, pelos batistas de todo Brasil, o dia da Escola Bíblia Dominical. Por isso, aproveitamos o dia de hoje para parabenizar todos os que participam ou trabalham na EBD, a maior escola do mundo.

A Escola Bíblica Dominical foi criada em Glaucester, na Inglaterra, no Século XVIII. Seu idealizador foi um

jornalista episcopal chamado Robert Raikes. Ele se preocupava com a situação das crianças que trabalhavam nas fábricas, não tinham acesso ao estudo e viviam expostas à corrupção. O resultado foi extraordinário: a taxa de criminalidade caiu drasticamente. Em 1792, não houve um só caso julgado pela comarca de Gloucester.

O movimento da EBD se espalhou pelo mundo, e, durante muito tempo, foi a única forma dos mais pobres terem acesso à educação. Graças aos seus bons resultados, aos poucos

os governos foram assumindo a responsabilidade pelo ensino público. E, assim, a Escola Bíblica Dominical passou a ter um enfoque mais devocional e evangelístico. Em nossa pátria, a primeira Escola Bíblica Dominical foi organizada em Petrópolis pelo congregacional Robert Kalley, em 1855. E quando os primeiros missionários Batistas trouxeram o Evangelho para terras brasileiras, trouxeram igualmente a EBD. “Logo após a abertura dos cultos públicos, iniciamos uma Escola Bíblica Domini-

cal”, escreveu o missionário William Buck Bagby no final do Século XIX. O currículo da EBD se baseia no estudo sistemático dos livros bíblicos, podendo envolver também o exame das doutrinas cristãs ou de temas relacionados a grupos específicos. Foi o amor do povo batista pelo estudo das Escrituras que os levou, ao longo da sua longa história, a promover a educação religiosa em geral e a Escola Bíblica Dominical em particular. Que Deus dê longa vida à Escola Bíblica Dominical! n

Marcelo Aguiar pastor da Igreja Batista Mata da Praia - ES

A realidade crua e a esperança inegociável: o chamado cristão em favor das crianças do Brasil

Luciene Cunha Barbosa

membro da Primeira Igreja Batista em Vera Cruz, em Goiânia - GO; pedagoga, educadora cristã, neuropsicopedagoga, psicóloga Clínica, mestre em Educação, doutoranda em Educação

A infância deveria ser um tempo de descobertas, segurança e desenvolvimento pleno. Contudo, para milhões de meninas e meninos no Brasil, essa realidade é brutalmente ofuscada por privações e vulnerabilidades. Olhar para a situação das crianças brasileiras é confrontar uma dor profunda, mas é também encontrar um clamor que ecoa no coração do Evangelho, nos chamando a agir para que cada criança seja Cristo, a única esperança. O cenário de vulnerabilidade e os dados sobre a infância brasileira pinta um quadro alarmante que exige nossa atenção e resposta urgente: Pobreza multidimensional: No Brasil, mais de 32 milhões de crianças e adolescentes (cerca de 63% do total) vivem na pobreza em suas múltiplas dimensões, que vão além da renda. Isso inclui privações em educação, moradia, saneamento básico, água, alimentação adequada e acesso à informação. Estar fora da escola ou viver em condições precárias agrava imensamente o futuro dessas crianças.

Pobreza extrema: um número estarrecedor de 10,6 milhões de crianças e adolescentes entre 0 e 14 anos vive na extrema pobreza, com renda domiciliar per capita de até um quarto do salário-mínimo. Violência e homicídio: A face mais trágica da violação de direitos é a violência, especialmente os homicídios de adolescentes (entre 10 e 19 anos), vitimando, a cada hora, jovens, predominantemente negros e moradores de periferias e favelas. Trabalho infantil: Milhões de crianças e adolescentes são forçados ao trabalho, comprometendo seu desen-

volvimento, educação e saúde. Saúde em risco: A mortalidade materna, por exemplo, sofreu aumentos vertiginosos, impactando diretamente a vida dos recém-nascidos e suas famílias. Esta não é apenas uma questão social ou política; é uma crise humanitária e moral. As crianças são o futuro da nação, mas, antes de tudo, são indivíduos com dignidade inerente, criados à imagem de Deus, cujos direitos estão sendo negados. A Bíblia é inequivocamente clara sobre o lugar da criança. Jesus não apenas as recebeu, como as colocou no centro do Reino: “Jesus, porém, vendo isso, indignou-se e disse-lhes: Deixai as crianças virem a mim e não as impeçais, porque o reino de Deus é dos que são como elas” (Mc 10.14). Nossa responsabilidade como cristãos decorre de dois mandamentos fundamentais: o Amor a Deus e o amor ao próximo, sendo o cuidado com os mais vulneráveis uma prova palpável da nossa fé. Ver as crianças como Jesus viu: Jesus não via as crianças como meros “adultos de amanhã”; Ele as via como a Igreja de hoje e como modelos de fé. Ele via a dignidade inegociável de cada uma delas. Para nós, cristãos, isso significa:

Interceder sem cessar: a primeira e mais poderosa ação é a oração. Devemos clamar a Deus pela vida, proteção e salvação de cada criança brasileira. Reconhecer a vulnerabilidade: entender que a vulnerabilidade infantil é uma condição especial que nos exige proteção. A Igreja deve ser um refúgio seguro contra a violência, o abuso e o desprezo.

Ser as mãos de Cristo (ação prática): a fé sem obras é morta (Tiago 2.17). Nossa compaixão deve se traduzir em ações concretas que resgatem, protejam e dignifiquem a infância:

Combate à pobreza: apoiar e participar de iniciativas que ofereçam

pastor & professor de Psicologia

A mensagem da Bíblia sobre a fé em Deus

“Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé” (Rm 1.17).

Escrevendo sobre o conceito cristão de fé, na Carta que enviou aos Romanos, o apóstolo Paulo declarou: “Como dizem as Escrituras Sagradas: viverá aquele que, por meio da fé, é aceito por Deus” (Rm 1.17). O autor da Carta aos Hebreus nos

alimento, educação, saneamento e saúde para crianças carentes. Isso pode ser através de trabalhos assistenciais de igrejas ou ONGs cristãs dedicadas à infância.

Ministério integral: a evangelização deve ser inseparável do discipulado e do cuidado integral. A criança precisa conhecer Jesus e ter suas necessidades básicas supridas.

Igrejas seguras: promover a metodologia de “Igrejas seguras para crianças”, garantindo que nossos espaços de fé sejam livres de qualquer forma de abuso ou negligência, e que nossos líderes e voluntários sejam treinados em políticas de proteção infantil.

Envolvimento comunitário: abrir as portas da Igreja para a comunidade, oferecendo apoio educacional (reforço escolar, oficinas) e emocional para as famílias e crianças do entorno, combatendo a evasão escolar e os riscos de rua.

Cada criança: Cristo, a única esperança.

A única resposta capaz de transformar a realidade de sofrimento em vida plena é a esperança que está em Jesus Cristo. O objetivo final de todo o nosso esforço não é apenas alimentar estômagos ou fornecer livros, mas apontar para o Salvador. Ao cuidarmos do corpo e da mente, estamos abrindo o caminho para que a mensagem do Evangelho toque a alma. Uma criança resgatada da rua ou da fome, ao ser acolhida em amor cristão, não apenas tem sua vida temporal transformada, mas é direcionada para a vida eterna. Que a Igreja brasileira se levante, assumindo a sagrada responsabilidade de ser a voz dos que não têm voz e as mãos de Jesus na proteção de seus peque-

ensina que “sem fé ninguém pode agradar a Deus, porque quem vai a Ele precisa crer que Ele existe e que recompensa os que procuram conhecê-lo melhor” (Hb 11.5-6).

Assim como nos é necessária a nutrição diária do nosso organismo, a alimentação espiritual da nossa alma necessita da mesma regularidade: oração e leitura bíblica diária nunca devem ser tratadas como práticas de valor secundário.

ninos. Que cada cristão entenda que, ao estender a mão a uma criança em necessidade, está, de fato, servindo ao próprio Cristo.

“Qualquer pessoa que receber uma destas crianças em meu nome, a mim me recebe; e quem me recebe, não recebe a mim, mas aquele que me enviou.” (Mc 9.37)

Assumir a causa da criança é abraçar o coração de Deus e garantir que a próxima geração do Brasil conheça e viva a única esperança que não decepciona.

Qual passo prático a sua Igreja ou você, pessoalmente, pode dar hoje para fazer de uma criança vulnerável no Brasil um alvo do amor e da esperança de Cristo?

Bibliografia

BÍBLIA Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. Ed. Revista e Atualizada. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2009.

BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal, 1988.

BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Brasília, DF: Diário Oficial da União, 1990.

FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA. Anuário Brasileiro de Segurança Pública. São Paulo: FBSP, 2024. Disponível em: https:// forumseguranca.org.br/. Acesso em: 26 mar. 2026.

Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Brasília, DF: Diário Oficial da União, 1990. n

Você foi chamado para ampliar horizontes

Elana Ramiro gerente Executiva de Educação Cristã da Convenção Batista Brasileira

Ensinar a Palavra de Deus não é apenas transmitir conhecimento, mas assumir uma missão transformadora. Você tem o privilégio e a responsabilidade de ser um guia, discipulador e incentivador para que crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos desenvolvam uma fé madura e significativa.

Deus, em Sua sabedoria, capacita pessoas especiais para conduzir essa jornada de crescimento espiritual. Assim como um navegador precisa de instrumentos seguros para explorar novos territórios, você precisa estar bem-preparado nas seguintes áreas para ajudar sua turma a expandir seus horizontes na caminhada com Cristo:

• Espiritual - Você precisa depender de Deus e ser um imitador de Cristo. Deve ser um leitor e estudioso constante da Bíblia, ter uma vida de oração por si, por sua turma, pela igreja e pelo mundo. Ser fiel na administração dos dons, talentos, tempo e recursos que Deus confiou. Ser assíduo e comprometido com sua comunidade de fé.

• Emocional - O equilíbrio emocional é essencial para lidar com os desafios que surgem ao ensinar diferentes faixas etárias. Você deve cultivar domínio próprio, paciência e resiliência, sabendo administrar tanto as preocupações quanto as frustrações.

• Social - O ensino da fé é relacional. É importante ser acessível, acolhedor e empático, criando um ambiente significativo dentro e fora da sala de aula. Você não apenas ensina, mas caminha junto, demonstrando sinceridade, respeito e alegria no discipulado.

• Intelectual - O aprendizado nunca termina. É necessário buscar formação continuada, estudando as Escrituras, compreendendo as particularidades de cada fase da vida e aprimorando seus métodos de ensino por meio de leituras, troca de experiências e capacitações como o EBD para o ALTO e outras disponíveis.

• Físico - Você também precisa cuidar da sua saúde física e emocional para servir com excelência. Além disso, procure ser cuidadoso com sua apresentação pessoal, transmitindo respeito e atenção aos detalhes, sem elementos que possam distrair ou desviar o foco do ensino.

• Responsabilidade - O compromisso com a preparação e a pontualidade são indispensáveis. Você deve chegar antes na classe, organizar o ambiente e os materiais necessários e garantir que sua aula esteja bem planejada. A constância e a dedicação são marcas de um ensino eficaz.

Características indispensáveis a quem ensina a Bíblia

• Um encorajador - Cada pessoa precisa se sentir valorizada e capaz. Você deve incentivar a sua turma a crescer na fé, a desenvolver seus dons e a confiar no propósito que Deus tem para cada um de maneira especial.

• Alguém que compreende e se importa - A empatia é fundamental. Se esforce para conhecer a realidade de cada integrante d sua turma, percebendo seus desafios e necessidades (vamos ensinar uma ferramenta para ajudar você nesta tarefa). Sua tarefa não é apenas ensinar, mas demonstrar cuidado genuíno, sendo um ponto de apoio em sua jornada espiritual.

• Um construtor de confiançaQuando alguém se sente seguro e acolhido, está mais aberto para con-

fiar em Deus. Crie um ambiente onde o respeito, a transparência e a fé são vividos de maneira autêntica.

• Um designer de ambientes - O espaço de aprendizagem influencia muito na experiência da turma. Cultive a hospitalidade, organize o ambiente para que seja convidativo e inspirador, adaptando-se às necessidades de diferentes públicos e criando um espaço propício para a reflexão e o crescimento espiritual.

Atribuições gerais de quem ensina a Bíblia

Você é o agente transformador que guia os participantes na sua jornada de fé. Este papel vai muito além da simples transmissão de conteúdo, focando na formação de caráter e na aplicação prática da Palavra de Deus. Suas atribuições essenciais, com nuances para cada faixa etária, incluem:

• Preparação e execução dinâmica - Participe ativamente do planejamento com o coordenador e prepare cuidadosamente o conteúdo da aula, aplicando as lições de forma dinâmica, motivadora e relevante. Isso envolve desde a pontualidade e organização do espaço até a condução de experiências de ensino-aprendizagem que conectem o conteúdo bíblico à vida real.

• Discipulado relacional e empático - Seja um guia, incentivador e figura de confiança. Para os bebês, você é o “principal recurso didático”, cuidando e ensinando através do carinho, atenção e estímulo sensorial (“enquanto cuida, ensina”). Para crianças, adolescentes e jovens, crie um ambiente acessível, acolhedor e empático, prestando atenção às suas necessidades emocionais, dúvidas e desafios, sendo um amigo sincero e uma referência

de fé. Para adultos e idosos, demonstre flexibilidade, abertura ao diálogo, e valorize suas experiências de vida, fomentando o compartilhamento e o cuidado mútuo. Visitas e acompanhamento são práticas essenciais.

• Desenvolvimento contínuo e proativo - Sugira atividades adicionais e melhorias para o programa da EBD, informe sobre a falta de materiais e busque capacitação constante para aprimorar seus métodos de ensino, estudando as Escrituras e compreendendo as particularidades da faixa etária que você ensina.

• Engajamento e cuidado pastoral - Interaja ativamente com a turma por meio de grupos de comunicação online (como WhatsApp), acolha os participantes ausentes ou com dificuldades e colabore com a direção da EBD para o bom funcionamento e crescimento da classe. Pastoreie a sua turma, ore por cada um e por suas famílias.

• Evangelismo e aplicação prática - Utilize o ensino bíblico como uma ferramenta evangelística e desafie sua turma a aplicar a Palavra de Deus em suas vidas diárias, contribuindo para a expansão do Reino de Deus e a transformação da sociedade. Para adultos, isso envolve sugerir planos de ação e atividades práticas.

• Exemplo de vida e integridade –Você é chamado a viver o que ensina, sendo um imitador de Cristo, com uma vida de oração e estudo constante da Bíblia. Demonstre fidelidade na administração de seus dons, equilíbrio emocional, inteligência social, busca intelectual e cuidado físico, além de ser responsável e pontual. Sua postura e seu exemplo são um testemunho poderoso para todos os que o cercam. Para os adolescentes, é crucial ser alguém em quem eles possam confiar o que se passa em suas vidas. n

Bênçãos vazias ou correção fiel?

Lições

da mãe de Mica para pais de hoje

A Bíblia está repleta de exemplos de pais e mães que acertaram e erraram na criação de seus filhos, oferecendo lições atemporais tanto positivas quanto negativas.

Um caso marcante é o da mãe de Mica, narrado em Juízes 17. Ao descobrir que o filho roubara 1.100 siclos de prata, ela não o repreendeu com firmeza, mas proferiu uma bênção superficial. Pior: dedicou 200 siclos para esculpir uma imagem de escultura e um ídolo de metal fundido. Mica, então, ergueu um santuário doméstico, confeccionou um éfode sacerdotal e preparou outros ídolos familiares (Juízes 17:4-5). Esse episódio revela falhas graves em meio ao caos espiritual de Israel.

Desse relato emergem lições profundas para pais e mães que buscam

formar filhos fiéis a Deus e moralmente íntegros.

Primeiro, Mica confessou o roubo, mas a mãe falhou na correção amorosa essencial à educação bíblica. Em vez de confrontar o pecado com graça restauradora — como exemplificado em Provérbios 22.6 (“Ensina a criança no caminho em que deve andar”) —, ela optou por palavras vazias e incentivou a idolatria. Pais verdadeiramente abençoadores modelam consistência: corrigem erros com amor firme, guiando os filhos à confissão genuína e à mudança de vida, evitando que pecados se enraízem.

Como israelita, ela conhecia os Dez Mandamentos. O segundo proíbe imagens: “Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da

Revestidos de força

terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam” (Êxodo 20.4-5). E o oitavo ordena: “Não furtarás” (Êxodo 20.15).

Ao ignorá-los, permitiu que o roubo e a desonestidade persistissem no lar, ilustrando como falhas parentais ecoam geracionalmente. Pais íntegros priorizam a honestidade prática: ensinam transparência financeira, santidade, ética cotidiana e responsabilidade, cultivando caráter desde cedo.

Além disso, fomentou o sincretismo religioso, misturando o nome do Senhor com ídolos — uma abominação que compromete a fé pura (Deuteronômio 12:30-31). Hoje, em um mundo de influências difusas, pais

sábios promovem discipulado bíblico exclusivo: estudam a Escritura em família, rejeitam sincretismos modernos e ancoram os filhos em Cristo como único Senhor (Colossenses 2:8). Isso forja resiliência espiritual.

A bênção autêntica não é ritual vazia, mas vida alinhada à Palavra.

Na época de Mica, “não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (Juízes 21:25). Diante do caos cultural atual — rebeldia juvenil, relativismo moral —, pais firmes atuam como “reis espirituais” do lar: amorosos, mas inabaláveis na disciplina, discipulando para gerar filhos maduros e resilientes, como a avó e mãe de Timóteo (II Timóteo 1.5). n

Por: Gilson Bifano Diretor do Ministério OIKOS oikos@ministeriooikos.org.br

qualquer prazer momentâneo oferecido pelas telas.

para si mesmo nem para Deus, mas para os outros.

“Quanto ao mais, sejam fortalecidos no Senhor e na força do seu poder” (Ef 6.10).

Vivemos em uma geração conectada, em que celulares, computadores, tablets e redes sociais ocupam grande parte do nosso tempo. No entanto, a Palavra nos lembra que a verdadeira força não vem das distrações digitais, mas do Senhor. Quando a família se une em torno da fé, encontra poder para enfrentar desafios e resistir às pressões do mundo. Jovens e adultos, juntos, podem aprender que a força espiritual supera

Observe em quais momentos você busca refúgio ou prazer rápido no celular ou nas redes sociais. Perceba como essa busca é intensa, mas lembre-se de que nossa verdadeira satisfação e alegria devem vir da Palavra de Deus (Salmo 1). Procure reduzir o uso do celular, estabelecendo horários definidos. Melhor ainda: escolha um período do dia em que você não utilizará o celular nem acessará as redes sociais. O problema não está no aparelho em si, mas em viver de forma reativa, sempre conectado, em qualquer momento da vida. Quem responde a tudo imediatamente, guiado pelas notificações, acaba não vivendo

Quando Paulo escreve esse capítulo, encontra-se em uma espécie de despedida dos amados irmãos de Éfeso e demonstra preocupação com as grandes lutas que eles enfrentariam. Na Antiguidade, a vida era considerada muito mais ameaçadora do que em nossos dias. Acreditava-se que o ar estava “carregado” de maus espíritos, empenhados em causar dano aos homens. Paulo usa termos como principados, potestades e governadores para descrever essa realidade. Para ele, o universo inteiro era um campo de batalha: os homens atacavam, mas as forças espirituais também.

Hoje, esse “ar cheio” de obstáculos para uma vida cristã equilibrada pode se manifestar por meio das ações escravizadoras da tecnologia. Existe uma verdadeira “nuvem” de distrações e prazeres imediatos ao nosso redor, contra a qual também precisamos lutar. Mesmo que não interpretemos literalmente a linguagem de Paulo, sabemos, por experiência, que o mal continua sendo um poder ativo neste mundo online.

Aproveite este momento de oração e, em família, conversem sobre como cada um lida com o tempo online. Compartilhem experiências em que perceberam estar vivendo longe da força de Deus, trocando-a pela distração digital. n

Mês da Família 2026
Missões Nacionais

A obra missionária avança pelo Brasil!

Acompanhe algumas notícias do trabalho nos campos em todo o país e louve ao Senhor por cada vida transformada.

Em Estância Velha, no Rio Grande do Sul, celebramos um momento especial: o batismo de adolescentes que declararam publicamente sua fé em Cristo. Luiz Felipe, Rafael, Fernanda e Maria, de Estância Velha, e Vitória, fruto do projeto de plantação de igrejas em Campo Bom, deram esse passo de obediência, testemunhando um amor genuíno por Jesus. Louvamos a Deus por essa geração apaixonada por Cristo e disposta a viver o Evangelho com verdade!

O Projeto VIVER está formando uma nova geração de discípulos que amam Jesus! A Igreja Batista Colonial, em Belford Roxo (RJ), realizou a Conferência Multiplicação, reunindo diversas crianças e adolescentes em uma noite especial, marcada pela presença dos gestores da Casa Viver no Rio de Janeiro. Foi um tempo de grande alegria, com o batismo de dois adolescentes: Isaac, de 11 anos, e Raissa, de 16 anos, que já estão se levantando para viver e compartilhar o Evangelho. Seguimos celebrando cada decisão por Cristo e cada vida que escolhe viver para Ele!

Em Bom Jesus da Lapa (BA), mais três jovens reconheceram Jesus como único e suficiente Salvador e foram batizados, para a glória de Deus. Eles são fruto do trabalho realizado pela Igreja Batista Multiplicadora, onde atua o missionário Pr. Manoel Brás e uma linda equipe de Radicais Sertanejo. Louvado seja Deus por esse momento especial!

Continue fazendo parte do que Deus tem feito pelo Brasil. Ore, oferte e participe pelo site: missoesnacionais.org.br/contribuir n

Segunda Igreja Batista em Barra do Piraí - RJ celebra Jubileu de Ouro

Igreja viveu um tempo especial de celebração, memória e reconhecimento pela fidelidade de Deus.

Bruna Jorge

membro da Segunda Igreja Batista em Barra do Piraí - RJ

No último dia 27 de março, a Segunda Igreja Batista em Barra do Piraí - RJ celebrou com gratidão ao Senhor o seu Jubileu de Ouro, comemorando 50 anos de organização e testemunho cristão na cidade e região. Foi um tempo especial de celebração, memória e reconhecimento pela fidelidade de Deus ao longo dessas cinco décadas de história.

Organizada em 27 de março de 1976, a Igreja teve como seus primeiros líderes o pastor Doriscélio de Souza Pinheiro e o pastor Israel José Pinheiro. Desde 24 de março de 1979, é liderada pelo pastor Celso Fortunato Sequeiros Martinez, cuja trajetória pastoral tem sido marcada por dedicação, visão ministerial e compromisso com a expansão do Reino de Deus.

Durante seus primeiros anos, os cultos foram realizados em um templo alugado localizado no Centro da cidade. Com o crescimento da Igreja, surgiu o desafio da construção de um templo próprio. Movida pela fé e pelo esforço coletivo de seus membros, a Igreja adquiriu o terreno onde hoje se

encontra o atual templo, com capacidade aproximada para 1.000 pessoas. Um momento especialmente marcante dessa caminhada ocorreu em 27 de novembro de 1994, quando a Igreja realizou uma caminhada pelas ruas da cidade, louvando ao Senhor, saindo do antigo endereço em direção ao novo templo ainda em construção, celebrando ali sua pré-inauguração. A SIBBP tem se destacado igualmente por sua atuação missionária e social. Entre os projetos desenvolvidos está o Projeto Oficina de Sonhos, que ofereceu formação musical a mais de 400 crianças das redes públicas municipal e estadual. Destaca-se também o trabalho do Ministério MAPED no apoio e resgate de pessoas

envolvidas com drogas, promovendo restauração de vidas. Outro marco importante ocorreu em 2017, com a aquisição de um espaço contíguo ao templo, representando mais um passo significativo de crescimento estrutural. Durante o período da pandemia, em 2020, mesmo com a suspensão das atividades presenciais, a Igreja manteve suas ações por meio de cultos online e conseguiu concluir a quitação do imóvel antes do prazo previsto.

As comemorações do Jubileu de Ouro foram marcadas por uma programação especial ao longo de todo o mês de março. Entre as atividades realizadas estiveram uma caminhada comemorativa pelas ruas da cidade, um

churrasco de confraternização com a Igreja, além de uma celebração de batismos, reafirmando o compromisso com a proclamação do Evangelho e a formação de novos discípulos.

A programação culminou com os cultos comemorativos realizados nos dias 28 e 29 de março, momentos de louvor, gratidão e celebração pela trajetória da Igreja e pela fidelidade do Senhor ao longo desses 50 anos.

Ao celebrar seu Jubileu de Ouro, a Segunda Igreja Batista de Barra do Piraí reafirma sua gratidão a Deus por Sua fidelidade, reconhecendo que: “Até aqui nos ajudou o Senhor” (I Sm 7.12).

A Igreja segue avançando com fé renovada e compromisso com a proclamação do Evangelho. n

Encontro de Líderes de Embaixadores do Rei reúne cerca de 70 participantes na Bahia

Evento em Camaçari celebrou o Dia Nacional do Conselheiro e reforçou o compromisso com a formação de novos líderes

Departamento Convencional de Embaixadores do Rei da Bahia

No dia 07 de fevereiro de 2025, a Segunda Igreja Batista de Camaçari - BA sediou o Encontro de Líderes de Embaixadores do Rei da Bahia. O evento reuniu cerca de 70 participantes, entre homens, mulheres e líderes de DAER, em um momento marcado por celebração, comunhão e capacitação. A programação teve como destaque a comemoração pelo Dia Nacional do Conselheiro, além de reforçar o compromisso do Departamento de Embaixadores do Rei (DCER) Baiano com a formação de novos líderes. A presença de Embaixadores do Rei na faixa dos 17 anos evidenciou o investimento no discipulado da nova geração.

Estiveram presentes importantes lideranças da denominação, entre

Programação foi marcada por celebração, comunhão e capacitação

elas Meg Matos, Gerente de Educação Cristã da Convenção Batista Baiana e Líder Estadual de Mensageiras do Rei; Adalberto Jorge, presidente da União Missionária de Homens Batistas da Bahia (UMHBBA); e o pastor Naldo Luís, Secretário Executivo da UMHBBA.

Durante o encontro, foi apresenta-

do o relatório das atividades do DCER Baiano para 2025, além de homenagens e da mensagem inspiradora do missionário Genilson Nascimento, que ministrou sobre o tema “Liderar é servir: princípios eternos para uma liderança eficaz”.

No período da tarde, os participantes se envolveram em dinâmicas

e palestras. O coordenador estadual, Rafael Amorim, abordou o tema “A missão do líder na Organização Embaixadores do Rei”, enquanto o coordenador adjunto, Alison Neri, destacou “Caráter e serviço antes da função: os fundamentos do verdadeiro líder”.

O evento também apresentou importantes novidades, como a implementação de carteirinhas digitais e gratuitas para conselheiros e Embaixadores do Rei da Bahia, além da divulgação de um curso online gratuito de formação para novos líderes de Embaixadores do Rei, iniciativa que visa fortalecer a expansão das embaixadas em todo o estado.

O DCER Baiano segue avançando em sua missão de “construir meninos para não remendar homens”, reafirmando seu compromisso com a formação cristã e missionária das novas gerações. n

Fachada da Segunda Igreja Batista em Barra do Piraí - RJ
Igreja reunida na celebração de 50 anos da SIBBP

Vitória Lopes

Igreja Batista Sião, em Salvador - BA, comemora 90 anos de história

Programação comemorativa destacou o legado da Igreja e reuniu mais de três mil pessoas em momentos de gratidão e adoração.

Comunicação da Igreja Batista Sião, em Salvador - BA

A Igreja Batista Sião, em Salvador - BA, celebrou, nos últimos dias 17 a 19 de abril, seus 90 anos de história. A trajetória da Igreja teve início com o casal White e alguns irmãos, em 17 de abril de 1936. O pastor M.G. White continuou à frente da Igreja até o ano de 1948, sendo sucedido pelos pastores Valdívio Coelho, Walter Baptista e, atualmente, Riedson Filho. O museu preparado para a ocasião permitiu que todos conhecessem um pouco mais dessa história.

Durante os três dias de programação, diversos pastores e representan-

Lidera

Participações musicais fizeram parte da celebração da IB Sião

tes da denominação estiveram presentes, além de mais de três mil pessoas reunidas “Celebrando a Unidade em Cristo”.

O evento teve como preletores os

Pr. Fernando Brandão, diretor-executivo da CBB, foi um dos preletores

pastores: Irland de Azevedo, presidente emérito da Convenção Batista Brasileira (CBB) e Fernando Brandão, diretor-executivo da CBB. Marcaram, também, presença, o cantor Sérgio

Lopes, o Coral El Shaddai e Salomão, exaltando o nome do Senhor. Os 90 anos foram celebrados em dias realmente muito abençoados. A Deus toda glória! n

ACIBAMS 2026 mobiliza lideranças em encontro estratégico em Campo Grande - MS

Evento promove capacitação, unidade e alinhamento ministerial com a presença de líderes de organizações, setores e missionários da associação.

Assessoria de Comunicação da Associação Centro das Igrejas Batistas do Mato Grosso do Sul

No dia 18 de abril, a Associação Centro das Igrejas Batistas do Mato Grosso do Sul realizou o LIDERA ACI BAMS 2026, em sua sede, localizada em Campo Grande - MS. O encontro reuniu líderes de organizações, seto res e missionários, com o objetivo de capacitar, alinhar e fortalecer a atuação ministerial das lideranças eleitas na 57ª Assembleia Anual.

Com o tema “Encorajados, unidos e frutíferos”, o evento aconteceu das 16h às 18h e foi marcado por momentos de comunhão, aprendizado e troca de experiências. A programação teve início com um momento de oração, seguido pela apresentação dos objetivos do encontro, destacando a importância do desenvolvimento da liderança e da unidade entre os participantes. A primeira palestra foi ministrada por Wellington Santos, que abordou o tema “Organizando, planejando e executando: o desafio do novo líder”. Em sua fala, destacou a necessidade de equilíbrio entre preparo espiritual e organização prática, incentivando líderes a desenvolverem uma gestão

Encontro teve objetivo de capacitar, alinhar e fortalecer a atuação ministerial das lideranças

eficiente, fundamentada em princípios cristãos.

Na sequência, o deputado federal Luiz Ovando conduziu a palestra “O papel do líder cristão na sociedade: primeiros passos na cidadania ativa”. Ele ressaltou a responsabilidade social das lideranças cristãs e a importância de uma atuação ética e consciente no relacionamento com o setor público, além de orientar sobre captação de recursos e elaboração de projetos.

Encerrando a programação de palestras, Mara Silvia trouxe o tema “Governança na prática: liderando com transparência e confiança através do estatuto e do regimento interno”. A

palestrante enfatizou a importância da aplicação correta das normas ins titucionais, da transparência e da boa comunicação como pilares para uma liderança confiável e eficaz.

Contexto e propósito

O LIDERA ACIBAMS integra o calendário oficial da associação e tem como foco principal o preparo das lideranças para uma atuação mais eficiente e alinhada aos princípios organizacionais e espirituais da instituição. A iniciativa busca fortalecer os vínculos entre os líderes e promover uma gestão ministerial mais estruturada e frutífera.

Durante o encontro, participantes destacaram a relevância do evento para o fortalecimento da liderança. “Foi um tempo de muito aprendizado parados para servir com excelência”, relatou um dos líderes presentes.

O LIDERA ACIBAMS 2026 reforça o compromisso da associação com a capacitação contínua de suas lideranças. A expectativa é que os ensinamentos compartilhados se reflitam diretamente na atuação das organizações e igrejas, contribuindo para o avanço da obra missionária em Mato Grosso do Sul. n

AIBAS chega a 43 anos fortalecendo a unidade e a missão no Médio Solimões

Associação amplia atuação, integra novas Igrejas e reafirma seu compromisso com a cooperação e a expansão do Reino de Deus na região amazônica.

Perpétua Souza da Costa Parente presidente da Associação das Igrejas Batistas do Solimões;

Raimundo de Oliveira Parente 1°secretário da Associação das Igrejas Batistas do Solimões

Há exatamente 43 anos, no dia 10 de abril de 1983, o sonho do pastor José Cláudio Nunes de Carvalho, da Primeira Igreja Batista de Coari - AM, de criar a Associação das Igrejas Batistas do Solimões (AIBAS) se concretizava. Nascia a AIBAS, com a finalidade de promover o entrosamento, a união e a cooperação entre as Igrejas Batistas do Rio Solimões. Devido a fatores geográficos, em meados dos anos 2000, o alcance da AIBAS foi limitado do município de Codajás ao município de Uarini. Nessa ocasião, a AIBAS passou a ser Associação das Igrejas Batistas do Médio Solimões, mas a sigla AIBAS permaneceu e se tornou uma forte marca, registrada em Cartório e na Receita Federal.

No início dos anos 2020, passa ram a fazer parte da AIBAS as Igrejas do Rio Japurá e a Igreja Batista da Fé, do Rio Juruá. A partir do ano de 2025, a Igreja Batista Fonte de Luz, do município de Fonte Boa; a PIB de Marajaí, do município de Alvarães; e a Igreja Batista Grande Vitória, do município de Coari, também se filia ram à AIBAS.

A AIBAS é composta por 21 Igrejas em nove municípios, numa extensão de mais de 700Km; possui mais de 2.000 membros, e tem mais de 30 pastores. A primeira Assembleia foi na PIB de Coari; a última acabou de ser realizada na Igreja Batista da Fé, no município de Juruá, com 88 inscritos. A maior Assembleia realizada foi no Município de Codajás, em 2025, com a presença de 311 inscritos. A menor assembleia realizada foi em Juruá, em 2022, com pouco mais de 20 inscritos. O primeiro presidente da AIBAS foi o pastor Thomé Eliziário Tavares Filho, e a atual presidente é a irmã Perpétua Souza da Costa Parente. É importante

Lideranças da AIBAS

ressaltar que em seus 43 anos de existência só não houve assembleia no ano de 2020, por conta da pandemia da COVID- 19.

No início dos anos 2000 foram criados os departamentos de Homens, Mulheres e de Jovens com seus respectivos congressos acontecendo em datas no decorrer do ano. A partir do ano de 2017, a AIBAS expandiu o trabalho com os Amigos de Missões, as Mensageiras do Rei e os Embaixado-

res do Rei, culminando com a Mega Conexão Real realizada em Tefé, no ano de 2019. Desde 2025, tem-se dado ênfase ao Grupo de Ação Missionária (GAM), sendo implantado nas Igrejas de Coari e de Codajás.

Em mais de quatro décadas de existência, Deus tem levantado, preparado e capacitado homens e mulheres, que têm trabalhado com amor, fé, coragem, responsabilidade e seriedade, para liderar e continuar a missão tão importante desenvolvida pela AIBAS junto às igrejas associadas.

São 43 anos cumprindo seus objetivos com fidelidade, na pregação do Evangelho e na expansão do Reino de Deus. Que nossa AIBAS continue avançando forte, firme e atuante, cumprindo sua missão de entrosamento, união, fortalecimento e cooperação entre as igrejas batistas associadas. Que Deus continue abençoando a AIBAS: suas igrejas, seus líderes e pastores e todos nós que fazemos parte dela. Que Deus continue nos abençoando. n

PIB Baeta Neves - SP realiza o IDE em Capela do Alto

Retomado após anos, projeto missionário alcança 160 residências em quatro dias de programação.

Wagner Fernandes pastor, membro da Primeira Igreja Batista em São Caetano do Sul - SP

Uma história que vale a pena ser contada

A Primeira Igreja Batista em Baeta Neves, em São Bernardo do Campo (SP), iniciou no ano 2000 o Projeto IDE, uma iniciativa missionária que teve sua primeira edição em Itaí - SP e, ao longo dos anos, abençoou diversas cidades. Com o propósito de servir ao próximo e anunciar o Evangelho, o projeto passou a mobilizar membros, colaboradores e até pessoas de outras confissões, especialmente por seu impacto social. Em 2025, após interrupção desde 2018, também devido à pandemia, a Igreja decidiu retomar o projeto. Sob a direção do Pr. Sérgio Laurentini e com coordenação do irmão Timóteo Nunes, buscou-se a orientação de Deus para uma nova missão. Em parceria com o pastor Hélder Didoff, da Junta de Missões Nacionais da CBB, foi definida a cidade de Capela do Alto (SP), que receberia os missionários Pr. Nicholas

Projeto evangelístico atraiu muitos participantes

Bié Baptista da Silva e sua esposa, Jaqueline Valois Bié. Assim, entre os dias 02 e -5 de abril de 2026, o Projeto IDE foi retomado.

Hora de viver o extraordinário de Deus

Após quase um ano de planejamento com o pastor Nicholas Bié, foi realizado, em 28 de março, um treinamento para os participantes, muitos em sua primeira experiência missionária. No dia 2 de abril, a caravana seguiu para Capela do Alto com ônibus, van, 10

carros e um caminhão com doações. Hospedados na EMEI Tereza Quevedo Lopes, os voluntários iniciaram as atividades com culto e comissionamento liderado pelo Pr. Sérgio Laurentini. Durante os dias de ação, houve caminhada de oração pelas ruas, convidando a população para as programações, como a tarde das crianças e o espetáculo evangelístico circense. Foram oferecidos atendimentos sociais, como aferição de pressão e glicemia, corte de cabelo e artesanato, além de 752 refeições servidas.

A Escola Bíblica de Férias atendeu 60 crianças, mesmo com chuva no primeiro dia, totalizando cinco horas de programação. Entre as atividades, houve teatro de fantoches com André Milano, intérprete do personagem Lilo, do programa Sábado Animado (SBT), junto à Companhia Tá Tudo Bem.

As ministrações ficaram a cargo dos pastores Tiago Simão e Nicholas Bié, além de apresentações da juventude com pantomimas evangelísticas como “Life House” e “Isaías 53”. Na última noite, o espetáculo circense contou com a bailarina Evelin Danzi e

o palhaço Pixuruca, interpretado por Marcelo Prado, da Cia. Circo do Céu Aberto, reunindo cerca de 70 visitantes, incluindo ao menos 25 crianças.

A missão continua

Mesmo em um contexto desafiador, com predominância católica e presença da Congregação Cristã do Brasil, o projeto alcançou 160 residências, sendo que 78 demonstraram interesse em receber visitas da Igreja local.

O pastor Nicholas Bié destacou que os resultados representam um milagre para a realidade da igreja local e celebrou a união entre os voluntários e membros locais no propósito de anunciar o Evangelho.

Ao final, 80 membros da PIB Baeta Neves foram impactados pela experiência. A ação contou ainda com participantes das igrejas batistas de Capela do Alto, Sorocaba e Votorantim, totalizando 94 voluntários.

O Projeto IDE retorna, assim, ao seu propósito missionário, com a expectativa de alcançar novas cidades em São Paulo e em todo o Brasil. n

Faculdade Batista Equatorial entrega Bíblias a seminaristas em ação com a SBB

Sociedade Bíblica do Brasil presenteou todos os seminaristas, calouros e veteranos, com exemplares personalizados das Escrituras Sagradas.

William Costa

Para a diretora acadêmica da FABAE, doutora Vanessa Galúcio, o momento representa um marco na história da instituição e no processo formativo dos alunos. “Esta cerimônia simboliza mais do que a entrega de um livro. É a reafirmação do compromisso com a Palavra de Deus como fundamento da formação teológica e da vida ministerial. Estamos plantando um legado para as próximas gerações”, destacou.

Programação reuniu alunos, professores, familiares e convidados

jornalista voluntário na Faculdade Batista Equatorial, doutor em Comunicação, membro da Primeira Igreja Batista em Murinim - PA

Em um momento inédito e carregado de significado espiritual, a Faculdade Batista Equatorial (FABAE) realizou pela primeira vez em seus 71 anos de história a Cerimônia de Entrega da Bíblia aos seus seminaristas. A celebração ocorreu durante culto na capela da instituição, reunindo alunos, professores, familiares e convidados em uma noite marcada por fé, compro misso e vocação ministerial.

A iniciativa foi realizada em parceria com a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), que presenteou todos os seminaristas, calouros e veteranos, com exemplares personalizados das Escrituras Sagradas. Para o pastor Adriano Casanova, diretor regional da SBB no Pará e Amapá, o gesto reforça o compromisso da instituição com a centralidade da Palavra de Deus na formação teológica e ministerial.

“Somos parceiros do Seminário Equatorial há muitos anos. Eu sou egresso da casa e participarmos desse momento único na vida dos semi naristas e familiares e, sem dúvida, muito significativo e importante para

refletirmos sobre a necessidade de coragem e fidelidade diante do chamado divino”, pontua Casanova que também foi o preletor da solenidade. Em um momento profundamente simbólico, os seminaristas receberam exemplares da bíblia por seus familiares, recebendo o texto sagrado como sinal visível de sua vocação e compromisso. A cerimônia foi acompanhada por oração de consagração e por um juramento público, no qual os estudantes assumiram o compromisso de estudar, meditar e proclamar a Palavra de Deus com fidelidade. O rito de entrega da Bíblia foi conduzido pelo reverendo Benildo Veloso.

Mais do que um ato litúrgico, o rito representa uma etapa formativa essencial na jornada acadêmica e espiritual dos seminaristas. A entrega da Bíblia simboliza o chamado à intimidade com as Escrituras, indo além do conhecimento teórico e promovendo uma vivência profunda da fé, marcada pela prática da oração e pela dedicação ministerial.

Entre os seminaristas, a emoção também contagiou. Gabriel Moura, aluno do primeiro período de Teologia e bolsista parcial pelo fundo Orman Gwynn, membro da Primeira Igreja Batista em Murinin, ressaltou o significado pessoal da experiência. “Receber a Bíblia neste momento da minha formação é um chamado à responsabilidade e à intimidade com Deus. É um compromisso que levo para toda a vida e para o ministério que estou sendo preparado”, afirmou.

Para a comunidade acadêmica da FABAE, a realização da cerimônia inaugura uma nova tradição institucional, reafirmando a identidade da faculdade como espaço de formação integral, onde fé, conhecimento e missão caminham juntos. A parceria com a Sociedade Bíblica do Brasil fortalece ainda mais esse compromisso, conectando a formação teológica à missão maior

Esta foi a primeira vez que o Seminário Equatorial realizou a Cerimônia de Entrega da Bíblia aos seus seminaristas

NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

OBITUÁRIO

Pr. James Frederick Spann foi chamado à casa paterna

Francisco Bonato Pereira da Silva membro do Conselho Editorial de OJB; discípulo de Fred Spann no STBNB

O pastor Fred Spann, nosso amigo-irmão, partiu para a Pátria Celeste a 11 de abril de 2026, aos 02 anos de idade, bem vividos ao lado da esposa Bettye Clay Spann e dos filhos Jim (James Jr), Edward Clay, Grady Brawner, Suzanne Davia, do irmão Dee, dos netos Charles, Hannah, Ben, Cheree, Joshua, Kendra, Anthony, Davia, Paul, Andrew, Daniel, Lenzie, Trine e Patrick.

A mensagem da família postada na internet traduz o sentimento de tantos quantos o amaram familiar e fraternalmente: “O falecimento de James Frederick Spann (Wynne, Arkansas) deixa um vazio no coração de muitos, enquanto nos despedimos de uma alma amorosa que partiu em 11 de abril de 2026, aos 92 anos. Familiares e amigos podem enviar flores e ou acender uma vela como um gesto de amor para quem amam. Deixe uma mensagem de condolências à família no livro de visitas desta página memorial de James Frederick Spann para demonstrar apoio”.

E ainda: “Ele foi precedido na morte por sua esposa Betty Clay Spann (missionária no Brasil com o marido de 1952 a 1987). Ele deixa os filhos James Frederick Spann, Jr (Jim), de Washington; Edward Clay Spann (Patricia), de Colt, Grady Brawner Spann (Josefina), de Farmington, e Suzanne Davia Brown (Kenneth Earl), de Green-briar; seu irmão F. Dee Spann (Searcy); seus netos, Charles Spann, Hannah Wheeler, Ben Spann, Cheree Lamb, Joshua Spann, Kendra Cox, Anthony Spann, Davia Brown, Paul Spann, Andrew Spann, Daniel Spann, Lenzie Brown, Trine Holt e Patrick Dean.

O velório e o funeral

A visitação foi realizada na terça-feira, 14 de abril de 2026, das 10h00 às 11h00, na Kernodle Funeral Home

(315 E Union Ave, Wynne, AR 72396). Um serviço fúnebre foi realizado na terça-feira, 14 de abril de 2026, às 11h00, no mesmo local. O sepultamento foi realizado na terça-feira, 14 de abril de 2026, no Cemitério Loughridge (Wynne, Arkansas, USA).

A vida do Dr. James Frederick Spann (1933-2026)

Dr James Frederick (Fred) Spann, educador, escritor, compositor, regente de renome, tradutor, e compilador de coletâneas de músicas de coros, nasceu em 19 de julho de 1933, na Cidade de North Little Rock, no Arkansas (USA), filho de um ministro de música Lenzie Spann. Casou-se com Bettye Clay Brawner e dessa união nasceram James (Jim) Frederick Spann Junior, Edward Clay, Grady Brawner e Suzane Davis. Convertido em 1940, Fred foi batizado pelo pastor Taylor Stanfield na Igreja Batista Baring Cross, North Little Rock, Arkansas (USA). Ingressou na Marinha dos Estados Unidos onde serviu por tres anos. Sentindo a chamada para o serviço missionario pediu baixa da Armada.

A formação acadêmica

Cursou o Bacharelado na Universidade Batista de Ouachita e cursou o Seminário Teológico Batista do Sudoeste, Estado do Texas (USA), recebendo os títulos de mestre em Música Sacra e mestre em Educação Religiosa. Também fez o Doutorado em Educação Musical na Universidade da Florida. Os primeiros campos de atividade do Dr Fred Spann foram igrejas batistas nos Estados do Missouri e do Texas (USA) e no México.

A missão no Brasil (1962-1987)

Fred Spann chegou ao Brasil em 1962, iniciando suas atividades no Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil e passando a promover Clí-

nicas de Música nas igrejas batistas do Estado, apoiado pela Convenção Batista Evangelizadora de Pernambuco. Durante mais de três décadas Fred Spann “exerceu um brilhante ministério no Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, na capital pernambucana (...) e tem colocado o Departamento de Música de seu Seminário numa posição de destaque nos círculos musicais do Nordeste” (MEIN, David, O QUE DEUS TEM FEITO, JUERP, 1982, p. 342). Além de dirigir o departamento, o pastor Fred Spann, como é mais conhecido, dirigiu o Coral Sinfônico do STBNB, cuja influência se espalhou não apenas o Brasil, e de forma particular no Nordeste, mas também nos Estados Unidos e em outros países, através das apresentações feitas, inclusive nas Assembleias da Aliança Batista Mundial, no Canadá e na Coréia do Sul.

A produção musical de Fred Spann inclui várias composições e compilações de músicas para coro e de hinos, entre as quais merecem destaque as duas coletâneas de O Novo Som e seis coletâneas do Coral Sinfônico “grandemente usadas por corais em todo o Brasil.” (MEIN, David, O QUE DEUS TEM FEITO, JUERP, 1982, p. 343). Estas músicas compostas por professores do STBNB são prediletas dentre as das coletâneas. Muitos hinos das coletâneas Vinde, Cantai, compilada por ele para a II Campanha Nacional de Evangelização foram difundidas no país e estão incluídos no Hinário para o Culto Cristão. Este notável talento musical exerceu influência sobre a música executada nas igrejas batistas, não somente por sua produção musical, mas através da formação dos alunos, do Curso de Bacharel em Música Sacra e em matérias curriculares de Cursos de Teologia e Educação Religiosa. Articulista dotado deixou sua colaboração em revistas especializadas, em particular na revista de música Louvor, demonstrando objetividade e senso profissional.”.

O pastor Fred Spann foi professor e maestro no âmbito nacional, dirigindo a música em assembleias da Convenção Batista Brasileira (CBB) e Convenções Batistas de Pernambuco. Agiu no ensino e na regência em Congressos da Associação de Músicos Batistas Brasileiros (AMBB), recebendo o Prêmio Arthur Lakschetivz, em 1989, como reconhecimento da sua contribuição para a música sacra brasileira. (NASSAU, Rolando de Prêmio Arthur Lakschevitz, 1989, O Jornal Batista nº 16, p. 2). No Recife, regeu como maestro convidado, a Orquestra Sinfônica do Recife, no Teatro Santa Isabel.

Além da música, a pregação da palavra

Nomeado pela Junta de Richmond, para servir no Brasil, como professor de música (1965), foi consagrado ao Ministério da Palavra para o pastorado da Igreja Evangélica Batista em Casa Amarela, no Recife - PE, exercido no período de 1965 a 1968. Convidado para servir como Ministro de Música da Igreja Batista do Cordeiro, dedicou-se a este ministério no período de 1968 a 15 de novembro de 1982, dirigindo a música congregacional e os coros de adolescentes e da Igreja, apresentando algumas dezenas e peças musicais para enlevo desta Igreja e para louvor do Senhor Deus Criador e de Jesus Cristo nosso Salvador e como Pastor interino deste rebanho. Exerceu, interinamente, o pastorado da Igreja Batista do Cordeiro, em 1980, quando das férias do Dr. David Mein. A sua esposa Professora Betty Spann e aos seus filhos James, Grady, Edward e Suzane, estiveram sempre integrados na IB do Cordeiro. A Sala Fred Spann, do Coro, homenageia a sua pessoa. A vida de Fred Spann serviu e honrou ao Senhor e foi exemplo para os filhos, netos, parentes e amigos-alunos, na memória dos quais viverá enquanto estes recordarem do amigo-irmão Fred Spann, o servo do Senhor! n

Uma Igreja saudável

O contexto do texto de Atos 2.42-27 é riquíssimo na manifestação da fidelidade de Deus, nosso Pai, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador e Senhor e o Espírito Santo, terceira Pessoa da Trindade. Há três eventos marcantes: a descida do Espírito Santo (Atos 2.113; a pregação de Pedro (Atos 2.1436); e os resultados do Pentecostes, especialmente o nascimento da Igreja Evangélica. John Stott afirma que a vida da igreja era o efeito de Pentecoste: uma igreja que aprendia; uma igreja que amava; uma igreja que adorava e uma igreja evangelística. Mark Dever considera as nove marcas da igreja: pregação expositiva; teologia bíblica; o Evangelho; um entendimento bíblico da conversão; um entendimento bíblico da evangelização; um entendimento da membresia da igreja; disciplina bíblica na igreja; interesse pelo discipulado e crescimento; liderança bíblica na Igreja. Uma Igreja saudável significa que ela tem saúde, vigor espiritual, visão de Reino, vida de amor em comunidade, paixão pelas almas, liberalidade e visão missionária. Em Atos 2.42-47, há algumas características de uma igreja saudável. Examinemos cada uma delas com humildade.

1. Uma Igreja que persevera na doutrina ou ensino dos apóstolos Sim, uma igreja que está comprometida com as Escrituras. Uma igreja que aprende com interesse nobre. Ela tem grande aspiração e persevera intensamente na meditação da Palavra de Deus. Uma igreja fiel à Bíblia. Centrada na Palavra. Seus membros têm prazer em estudá-la e colocá-la em prática no dia a dia. Uma igreja que tem amor pela revelação de Deus. Ela não renuncia à centralidade das Sagradas letras em todas as suas atividades. Uma igreja que vive e celebra os atributos naturais e morais de Deus expostos nas Escrituras. Uma igreja que anda em temor e tremor fundamentada na Palavra de Deus.

2. Uma Igreja que persevera na comunhão e no partir do pão

Uma igreja que leva a sério a Bíblia, está preparada para viver em co-

munhão, celebrar a Ceia do Senhor, a Sua morte e ressurreição, até que Ele volte. Celebra a Ceia com corações limpos de amargura, ressentimento, sentimento legalista, implacável. A igreja é a comunidade dos redimidos no sangue de Cristo. Ela vive a unidade com os seus dons e talentos. Ela tem prazer nos relacionamentos saudáveis. Satisfação na informalidade do partir do pão. Os seus membros vivem a aceitação, o perdão e a festa. Há um ambiente de amor extravagante em Cristo Jesus. Rejeita a formalidade da religião e vive a informalidade do Evangelho das insondáveis riquezas de Cristo.

3. Uma Igreja que persevera nas orações

A igreja entende que a oração é a chave do despertamento espiritual e o consequente avivamento. A igreja que ora, cresce qualitativa e quantitativamente. A comunidade que intercede alcança o mundo. Onde se pratica a oração sincera, há poder. Deus se agrada ao ver Seus filhos orarem com um coração quebrantado e contrito (Salmos 51.17). Tiago ensina que “a oração do justo pode muito em seus efeitos” (Tiago 5.16). A oração quebra barreiras. Quebranta corações. Amplia os horizontes. Une as pessoas. Age poderosamente no caos, trazendo a restauração de Deus. A igreja precisa perseverar nas orações. A oração é a chave do avivamento.

4. Uma Igreja cheia de temor

Sim, a igreja de Cristo é uma igreja que considera a sublimidade, a majestade e o poder de Jesus. Reverência e referência. Uma igreja que anda em temor torna-se relevante na sociedade. Oferece um belo testemunho de Cristo. Cumpre a sua missão (I Pedro 2.8,9). Pedro nos ensina que devemos “andar em temor durante o tempo da nossa peregrinação” (I Pedro 1.17). Uma igreja cheia de temor é uma igreja santa, que atrai os perdidos. Os seus encontros, os seus cultos são reverentes (Habacuque 2.20). Sim, temor nos pensamentos, nas palavras, nas atitudes e nas ações. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Provérbios 1.7).

5. Uma Igreja vivendo a unidade cristã

Unidade é muito diferente de uniformidade de uma linha de montagem. A diversidade de dons e talentos torna a igreja uma comunidade (comum unidade). Unidade e cumplicidade. A unidade em Cristo é que também atrairá pessoas à salvação. Viver a unidade cristã é colocar em prática o que Paulo ensina aos irmãos em Filipos: “para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa” (2.2). A igreja deve sempre expressar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz (Efésios 4.3). O apóstolo Paulo em I Coríntios 12.12-31, usa a analogia do corpo humano para ensinar sobre a unidade da igreja, o ser da igreja de Jesus, cujos membros são dependestes de Deus e interdependentes em sua expressão comunitária. Vivamos, pois, a unidade cristã!

6. Uma Igreja cujos membros são liberais, têm prazer em repartir, em investir em pessoas

Só quem conhece a Cristo profundamente está liberto do poder do dinheiro e das coisas materiais (Mateus 5.19-24; Gálatas 5.1). Coração convertido torna o bolso convertido e aberto para ajudar, para usar de misericórdia. Temos aqui uma liberalidade impactante. Que exerce a liberalidade está desapegado das coisas deste mundo. Os membros do Corpo de Cristo têm prazer, deleite em contribuir, em investir na expansão do Reino de Deus. Eles sabem que tudo o que são e que têm, pertence a Deus (Salmos 24.1). Contidos no contentamento, temos prazer em repartir. O dinheiro é um assunto altamente espiritual. Vidas consagradas no altar de Deus têm prazer em investir em pessoas. O altar de Deus é o lugar onde vidas e bens são coerentemente oferecidos a Deus como culto racional (Romanos 12.1,2). Se o mundo está em crise, nós estamos em Cristo.

7. Uma Igreja vivendo a simplicidade de Cristo Jesus Humildade por dentro e simplicidade por fora. Como Rei dos reis e Senhor dos senhores, o Senhor Jesus

não tinha onde reclinar a Sua cabeça (Mateus 8.20). O Deus feito homem ou encarnado viveu aqui com tamanha simplicidade. Ele vivia intensamente com os rejeitados pela sociedade. Ele nos ensinou a sermos “simples como as pombas” (Mateus 10.16). O cristão é uma pessoa revestida da humildade e simplicidade de Cristo (Filipenses 2.5-8). Ele convive com as pessoas no seu ambiente muitas vezes difícil. Como igreja, vivamos a humildade e a simplicidade daquele que deu a Sua vida por nós!

8. Uma Igreja que cresce de forma qualitativa e quantitativa

A igreja que persevera na doutrina dos apóstolos, na comunhão e no partir pão; nas orações; cheia de temor; experimentando a unidade em amor entre os seus membros; contribuindo com liberalidade; vivendo a simplicidade de Cristo, certamente há de crescer qualitativa e quantitativamente como a Igreja primitiva em Atos dos apóstolos (Atos 2.42-47; 4.32-37). Devemos plantar e regar a semente, mas Deus é que dá o crescimento (1 Coríntios 3.6).

Charles Swindoll em seu precioso livro “A Igreja Desviada” – um chamado urgente para uma nova reforma – discorre acerca das características de uma igreja contagiante (não repele, mas atrai): local de graça (2 Timóteo 2.1); local de mentoria (Mateus 28.1920); local de sofrimento e comunhão (2 Timóteo 2.3); e local de resistência abnegada (2 Timóteo 2.10).

Aspiremos ser essa igreja saudável, plenamente comprometida com a mensagem da cruz, com a mensagem do evangelho de Jesus, com uma vida intensa de amor fraternal, que celebra a fidelidade de Deus. Uma igreja viva, atuante e perseverante, constituída de discípulos e discípulas de Jesus, cheios do Espírito Santo, sendo sal da terra e luz do mundo (Mateus 5.13-16). Uma igreja que está preparada e aguarda com grande expectativa a volta de Cristo. Pode dizer como a igreja primitiva; “Maranata, Senhor Jesus!” Sejamos essa igreja saudável celebrando a fidelidade de Deus, nosso Pai, e para a Sua glória. n

OBSERVATÓRIO

Vivemos em busca do que é certo tomando decisões o tempo todo. O fato de decidirmos o tempo todo sobre tudo o que temos de escolher na vida, seja no campo pessoal, relacional, profissional ou mesmo público, marca uma caraterística importante na natureza humana que demonstra o fato de que somos seres éticos e isto nos leva a mais um importante detalhe de nossa modelagem como seres humanos que indica que somos portadores de liberdade.

Fomos criados assim, seres livres, que para exercermos a nossa liberdade tomamos decisões. E mesmo que eu queira dizer que não estou tomando uma decisão, ra realidade estou decidindo, pois uma não-decisão é também uma decisão – a de não decidir. O filósofo existencialista

Jean Paul Sartre chegou a afirmar que “O homem está condenado a ser livre”. E um dos dilemas por ele discutido, ao desenhar a sua concepção existencialista, foi exatamente em sincronizar a liberdade com a responsabilidade, o que se torna, de certo modo, um ponto de incômodo ao ser humano.

Liberdade associada à responsabilidade se torna uma equação fundamental que para mim separa a própria liberdade do que conhecemos como autonomia. Autonomia vem do grego “auto” (eu próprio) mais “nomia” (de “nomos”, norma, lei), em que nós próprios somos a fonte referencial para nossas decisões. Não dependemos de outros para que digam o que devemos ou podemos decidir e, nesse caso, cada um de nós, como indivíduos, somos nosso próprio legislador (estabelecendo as normas ou leis de referência) e nosso próprio juiz (ao validar por si mesmo nossas decisões e atos, sem precisar da opinião ou julgamento alheio).

Diferentemente a liberdade associada à responsabilidade leva em conta os efeitos de nossas decisões, seja em relação ao próximo, mas também nos papéis que exercemos em nossa história de vida.

Alguém poderia dizer que a autonomia pode ser associada à respon-

sabilidade também, levando em conta o outro em relação às consequências de decisões autônomas tomadas. Mas aí a autonomia deixa de ser “auto” (eu próprio) e passa a ser heteronomia, do grego “hetero” (outro) mais “nomia” (norma, lei).

Veja que estou fazendo as definições a partir da exatidão dos termos que utilizamos, se não for assim, a imprecisão e incompreensão se tornam patentes. Ou somos exatos ou não, não é uma questão desejo pessoal. Ou é, ou não é. Me perdoem.

Um outro lado de tudo isso é que podemos concluir que todo ser humano é um ser ético – um ser que decide. Então dizer que alguém não é ético seria uma certa imprecisão. O ponto não é esse, mas quais os referenciais que a pessoa está seguindo para se basear em suas decisões. Por exemplo, se eu tomar uma decisão levando em conta as suas consequências, seguirei uma abordagem consequencialista, em termos técnicos chamamos de fundamento teleológico (do grego “teleios”, algo completo, fim).

Se, por outro lado, eu tomar uma decisão em que busco valorizar o aspecto existencial, isto é, o quanto essa decisão vai promover a minha existência, posso estar seguindo o Existencialismo como meu fundamento e aí vou buscar os ingredientes dessa abordagem para justificar e fundamentar minhas decisões.

Se eu levar em conta minha religião, seja o Cristianismo, Judaísmo, Budismo, Islamismo etc., então vou levar em conta os valores éticos que minha opção religiosa indica.

Você compreende? Então não é questão que alguém não seja ético ou não, mas qual é o ponto de partida que a pessoa leva em conta para encontrar os “ingredientes” para elaborar a sua “receita” que vai lhe oferecer o referencial de certo e de errado para suas decisões.

Então vamos colocar tudo isso na prática com um exemplo interessante em que partiremos do pragmatismo para o qual não existe uma verdade ou valores absolutos. A verdade é algo que acontece a uma percepção ou ideia quando se mostra útil, que funciona e dá certo. Pode se dizer que

Nem tudo que dá certo é

certo!

as percepções ou ideias seria como uma chave de fenda e a sua validade dependeria da capacidade de apertar o parafuso certo e de uma maneira certa que produz um resultado uma ação, daí o nome pragmatismo (do grego “pragma”, ação). Não é nosso interesse entrar muito em reflexão abstrata e teórica, mas é possível, com algumas limitações, aproximar o pragmatismo de uma outra abordagem chamada de utilitarismo, que também compartilha o interesse pelos resultados.

Em resumo essa abordagem considera uma decisão certa é aquela que dá certo, que funciona ou que é útil.

Assim, é normal pensarmos que tudo que dá certo é bom ou correto. Atualmente o sucesso é tido como paradigma de aprovação. Assim, se a sala de aula está cheia, é sinal de que o professor é competente. Se a empresa está lucrando, significa que seus produtos e serviços têm qualidade. No mundo religioso, igreja lotada é sinônimo de ministério abençoado. Mas, será mesmo?

O problema é quando aplicamos esta mesma lógica para o campo da ética em nossas decisões diárias. Mensalão, petrolão etc., são exemplos típicos. Assim surgem situações em que “benefícios” são generosamente distribuídos para que projetos de leis ou interesses de grupos possam ser aprovados e empresas sejam beneficiadas com obras de elevado rendimento; ou mesmo o alimento à corrupção com o pagamento de propinas a servidores públicos que participam de “esquemas”, que deixam “passar” ao largo certas exigências legais beneficiando empresas ou pessoas e por aí vai. Enquanto o esquema funciona, tudo é “correto” e cada recebe a sua “parte”. Mas alguém se alguém entra em prejuízo no “esquema”, acaba colocando a “boca no trombone”, coloca tudo a perder.

Parece-me que esta lógica “mensalista e petroleira” ainda reina solta em toda tessitura da vida ética nacional, pois não é apenas em altas esferas do poder que é possível detectar isso, na “vidinha” comum também é possível ver inúmeros casos de gente “pega com a mão na botija”.

Quem nunca ouviu falar do funcionário que apresenta para reembolso notas fiscais mais altas do que as despesas que fez? Nos restaurantes e nas corridas de táxi, é “normal” pedir comprovantes com valores mais altos e a pessoa vai se dando bem, até o dia em que é descoberta e vai para o “olho da rua” e fica com a “ficha suja”. E o cônjuge, que vive um caso extraconjugal, escondendo a situação da família durante anos a fio? Um belo dia, um telefonema indiscreto, uma mensagem digital ou um bilhete perdido no paletó ou na bolsa, põem a farsa por água abaixo.

E o que dizer do motorista com a sua pontuação já beirando os 40 pontos, acaba colocando a infração em nome de outra pessoa. Se dá certo, por que não pensar que isso é certo?

Todas são situações em que tudo parecia dar certo, apesar dos flagrantes transgressões da verdade dos fatos, da lei, da retidão e equidade. Logo, nem tudo que dá certo, ou que funciona por um tempo, é certo e correto. Se a sua ética é orientada pela funcionalidade, utilidade ou por princípios que sinalizam se nossos atos estão certos ou não, seu fundamento é utilitarista que desconsidera que a verdade precisa ser compatível com a realidade dos fastos e não com a conveniência ou adequação e com os resultados. O contrário disso é uma postura ética fundamentada em valores egoístas e que estimulam a “lei de Gérson” – a lei da vantagem pessoal – em que a ideia é congelar a realidade dos fatos e fazer valer nosso interesse pessoal ou de nosso grupo. Satisfeito isso, tudo volta ao normal como se nada tivesse acontecido, até que surja outra oportunidade.

Precisamos buscar resultados, mas que sejam compatíveis com a justiça, com a verdade factual e retidão. Se almejamos um mundo melhor, o desafio é, escolher entre buscar o utilitarismo pragmático ou ter uma vida orientada por princípios éticos fundamentados em elevados, perenes valores e responsabilidade para com o legado que temos a deixar para as gerações futuras. Somente assim nossas atitudes e decisões serão essencialmente certas e responsáveis. n

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