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OJB EDIÇÃO 16 - ANO 2026

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ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901

UBLA CELEBRA 50 ANOS E REAFIRMA COMPROMISSO COM A MISSÃO NA AMÉRICA LATINA

Ao celebrar cinco décadas de história, UBLA desafiou Batistas latino-americanos a assumirem, com intencionalidade, a responsabilidade de transmitir o legado às próximas gerações. Leia a matéria completa a partir da página 12.

Êxodo silencioso

Por que nossos adolescentes estão deixando a Fé?

Muralha de Oração

Ação de Missões Nacionais mobiliza Igrejas em todo o Brasil

Notícias do Brasil Batista Missões Mundiais

Conselho Geral

Líderes da CBB participam de primeira reunião em 2026

Proclamai 2026

JMM inicia edições simultâneas em São Paulo e Recife

Reflexão Missões Nacionais

EDITORIAL

Unidade, Legado e Missão: o tempo de avançar juntos

O momento que vivemos como povo Batista no Brasil e na América Latina é, sem dúvida, um tempo de alinhamento, celebração e projeção. Três movimentos recentes e complementares revelam com clareza o que Deus tem feito entre nós e para onde Ele nos conduz: a reunião do Conselho Geral da Convenção Batista Brasileira, a celebração dos 50 anos da União Batista Latino-Americana (UBLA) e o início do Proclamai 2026.

A reunião do Conselho Geral da CBB reafirma um princípio essencial para a vida denominacional: caminhar juntos exige escuta, responsabilidade e visão compartilhada. Em um tempo de tantos desafios sociais, culturais e espirituais, líderes de diferentes regiões do país se reunirem para orar, planejar e deliberar é um testemunho

de maturidade e compromisso. Mais do que decisões administrativas, esse encontro representa a busca por discernimento coletivo, onde a liderança se submete à direção de Deus para servir melhor às igrejas locais e fortalecer a missão.

Ao mesmo tempo, a celebração dos 50 anos da UBLA nos convida a olhar para trás com gratidão e para frente com esperança. O legado construído ao longo dessas décadas é fruto de cooperação, fidelidade bíblica e paixão missionária. A UBLA não é apenas uma organização, mas um símbolo da unidade entre os Batistas latino-americanos, que, mesmo em contextos diversos, compartilham a mesma fé e o mesmo chamado. Celebrar esse marco é reconhecer que não começamos hoje, há uma história sendo

escrita com lágrimas, orações e dedicação — e que somos responsáveis por dar continuidade a esse legado.

E é justamente essa continuidade que se expressa no início do Proclamai 2026. Mais do que um evento, trata-se de um movimento que aponta para a essência da Igreja: proclamar o evangelho de Jesus Cristo. Em um mundo marcado por incertezas, relativismos e crises de sentido, a Igreja é chamada a anunciar com clareza, amor e convicção a única esperança que não falha. O Proclamai surge como um chamado à mobilização, à intencionalidade missionária e ao engajamento de cada batista nessa tarefa.

Quando olhamos para esses três movimentos em conjunto, percebemos um fio condutor: unidade com propósito. Liderança que se reúne para

discernir, uma história que nos sustenta e uma missão que nos impulsiona. Não se trata de agendas isoladas, mas de expressões de um mesmo compromisso, mas viver e transmitir uma fé relevante, bíblica e transformadora.

O desafio que se coloca diante de nós é claro: não sermos apenas espectadores desses momentos, mas participantes ativos. O futuro da obra Batista no Brasil e na América Latina não depende apenas de grandes encontros ou celebrações marcantes, mas da fidelidade diária de cada igreja e de cada crente.

Que saibamos honrar o legado recebido, valorizar a unidade construída e responder com coragem ao chamado missionário que está diante de nós. O tempo é agora. E a missão continua. n

O JORNAL BATISTA

Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso.

Fundado em 10.01.1901

INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189

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W.E. Entzminger

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DIRETORES HISTÓRICOS

W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946);

Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002)

INTERINOS HISTÓRICOS

Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923).

ARTE: Oliverartelucas

IMPRESSÃO: Editora Esquema Ltda A TRIBUNA

Vida com Deus: Diagnóstico tardio de autismo

Mariolinda R. R. Ferraz doutoranda em Letras; graduada em Letras e Educação Cristã; especialista em Tecnologias na Educação; professora de Língua Portuguesa, membro da Segunda Igreja Batista em Dourados - MS

“[…] e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8.32)

Caros leitores!

Para além das credenciais de autoria deste texto, sinto necessidade de me apresentar para que possam entender meu lugar de fala e meus propósitos de escrita desta série (Vida com Deus), a que me dedicarei. Eu me chamo Mariolinda Rosa Romera Ferraz, sou cristã evangélica, serva do Senhor Jesus, membro da Segunda Igreja Batista em Dourados, em Mato Grosso do Sul, há 45 anos; educadora cristã, graduada pelo Seminário Teológico Batista Ana Wollermann, desde 2002. Casada há 36 anos com Gilberto Ferraz; mãe de filha única. Graduada em Letras e doutoranda em Linguística Aplicada; professora de Língua Portuguesa, desde 1996.

O ano de 2026 começa, para mim,

totalmente diferente: estou aposentada. E agora!? Me considero jovem para “ficar sem fazer nada”, além do mais, como diz um cântico que aprendi na minha infância, “Deus não quer preguiçoso em sua obra.” Diante disso, decidi me reinventar e escrever, algo que já faço há anos, mas, na maioria das vezes, sob perspectiva teórica, didática, acadêmica. A inovação está na escrita livre, nascida no coração, mas, sobretudo, com fundamentos bíblicos – quase impossíveis de serem expostos na Academia.

Este primeiro “episódio” está fundamentado em João 8.32, versículo que diz muito sobre mim e meu resgate pela verdade. Minha família tinha uma tradição espiritual sincrética. Idolatria e até ocultismo faziam parte da forma de viver uma fé vazia e perigosa, pois o fim era, de fato, o fim. Mas fomos lavados no sangue de Cristo, resgatados, libertos; hoje somos adoradores do Deus único. Glórias, pois, a Ele!

Eu, literalmente, fui libertada da morte por várias vezes. Na minha primeira infância, uma bronquite asmática me tirava o fôlego e, aparentemente, ficava como morta. Aos 10 anos, devido a uma hepatite que

diluía meu fígado, os médicos não me deram mais chance de vida. Mas Deus me deu uma vida abundante! Nessa mesma época, além da cura física, eu e minha família recebemos a cura espiritual. Oh, Deus poderoso, te agradeço! A oração fervorosa dos irmãos da Primeira Igreja Batista em Dourados - MS me tirou do sepulcro físico. O trabalho evangelístico realizado, primeiramente, pelo pastor Nelson Alves dos Santos e, depois, pelo missionário pastor Karl Roland Janzen, aproximou minha família do único e verdadeiro Deus.

Em 2024 (aos 54 anos) – cheguei ao ponto desta série – uma nova libertação! Um diagnóstico, uma verdade libertadora! Antes, é necessário acrescentar: comecei a falar com seus anos de idade; atribuíam-me mudez, já que eu tinha uma tia paterna muda (muda sim; mas não surda). Sempre fui uma criança muito quieta, isolada. Na escola, não saía da sala sequer no intervalo (recreio). Gritaria, corre-corre, cheiro de suor das crianças correndo atordoavam-me… o toque do sino era suportável se eu tapasse os ouvidos. Parecia desinteressada do que acontecia ao meu redor, mas,

por mim mesma e naquilo que me interessava, muito curiosa e desejosa de aprender mais. Leitura, letras, livros, palavras… isso me apetecia demais. Estudar foi/é meu hiperfoco. Sempre tirava notas boas. Nunca reprovei de ano na escola. Na Igreja, eu era a chata, metida, “insibida” (assim mesmo, com erro de escrita e de pronúncia), a cara feia, a arrogante. Mas a que todos queriam nos grupos de gincana, pois eu “matava” a maioria das questões. Autodidata, aprendi muitas coisas “só olhando.”

O diagnóstico?! Autismo! Estou me (re)conhecendo; me libertando, abandonando rótulos amargos e seguindo um novo caminho. Sinto, porém, que na Igreja ainda há muito a se falar, a aprender, a estudar. O currículo eclesiástico não aborda o assunto. Por isso, meu propósito, que chega a ser testemunhal, é falar do autismo em mulheres adultas.

Caminhamos nesta série.

Bibliografia

Dica de leitura: Revista Autismo (digital) – Disponível em: https://www. canalautismo.com.br/revista/ n

Andarei na presença do Senhor (Salmos 116.9)

José Manuel Monteiro

O salmo 116 é um tesouro poético, é uma canção de ação de graças e louvor a Deus por sua libertação e fidelidade. Não sabemos ao certo quem o escreveu. Para o salmista – Deus não apenas ouve as súplicas, mas também age para trazer libertação e salvação. Ele inicia expressando seu amor pelo Senhor, motivado pela resposta divina a sua súplica (Salmos 116.1).

Justamente poque foi alvo do amor e da graça de Deus – que o salmista declara seu amor a Deus e diz que andará em sua presença na terra dos viventes. Andar na presença de Deus é um deleite – mas andar na presença de Deus na terra dos viventes é diferente. Andar na terra dos viventes é difícil por algumas razões: (a) Existem laços de morte (Salmos 116.3). O salmista é alguém que ama a Deus e é temente a Ele, mas entende que durante a sua caminhada –precisa estar alerta para não cair em alguns laços. (b) Existem angústias do inferno (Salmos 116.3). Laços de morte é do lado de fora – angústia do inferno é do lado de dentro. Quando as angústias do inferno se apoderam da gente – somos tomados por uma angústia que muitas vezes não sabemos como nominar. É uma dor que aperta o coração e sufoca a alma. (c) Existem inquietações (Salmos 116.7). Este verso é um solilóquio – e o salmista conversa com a própria alma. É interessante observar ao longo deste salmo – que embora Deus tenha li-

vrado o seu servo – sua alma está inquieta. As circunstâncias ao seu redor já tinham mudado, mas seus sentimentos não.

Se viver na terra dos viventes é luta, é difícil, você pode se perguntar: vale a pena andar na presença do Senhor? O salmista dará algumas razões sobre o porquê vale muito andar na presença do Senhor na terra dos viventes. Vamos elencar alguns pontos para a nossa reflexão.

Em primeiro lugar – Ele nos tira da prostração (Salmos 116.6). Os laços de morte, as angústias do inferno, as inquietações – levaram o salmista a um estado de prostração – Entretanto, Deus reverteu a situação e tirou o seu servo do estado de prostração. Somos frágeis em nossa humanidade, mas em nossas fraquezas, encontramos o poder do Altíssimo que nos ergue, nos põe de pé, e nos capacita para enfrentar as lutas do dia a dia (Salmos 145.14).

Em segundo lugar – Desfrutamos de Sua generosidade (Salmos 116.7). Como já dito anteriormente – este verso é um solilóquio, e o salmista medita consigo mesmo e percebe o quanto Deus é generoso. A generosidade de Deus é primeiramente movida pelo seu amor. Ele não apenas nos criou e nos colocou no mundo, ele nos amou incondicionalmente. Nada fazemos para merecer esse amor. Mas Deus, por sua generosidade, estende sua mão em nossa direção e nos abençoa. A generosidade de Deus se manifesta no maior presente que deu a humanidade: seu Filho amado. Ele entregou seu Filho para que pudéssemos ser re-

Controlados pela Graça Divina

“E fez o rei Roboão em lugar deles escudos de cobre, e os entregou na mão dos chefes da guarda, que guardavam a porta da casa do rei” (II Cr 12.10).

Uma das revelações espirituais que Paulo recebeu da parte de Cristo demonstrou que a graça divina se aperfeiçoa na fraqueza: “Quando perco toda a minha força, então tenho a força de Cristo em mim” (II Co 12.10). Na Primeira Carta que escreveu a Timóteo, o apóstolo Paulo lhe recomendou: “Conserve a sua fé e

conciliados com Ele (II Coríntios 5.18).

Em terceiro lugar – Ele enxuga nossas lágrimas (Salmos 116.8). Circunstâncias difíceis e dolorosas nos fazem chorar. Assim como o salmista – muitas vezes nossa vida é inundada com muitas lágrimas, mas temos um Deus que enxuga nossas lágrimas trazendo consolo a nossa vida. O Senhor vê nossos soluços e lágrimas quando estamos sozinhos. Sabe quando acordamos no meio da noite, sem saber como resolver os problemas. Quando andamos na presença de Deus – temos da parte dele o consolo e a convicção de que ele (Senhor) “enxugará dos olhos toda

Uma visão de Igreja

mantenha a sua consciência limpa” (1.19).

Os dois verbos usados pelo apóstolo propõem um comportamento responsável e diligente, capaz de alimentar satisfatoriamente nossa vida espiritual. A vida que o Senhor requer implica uma atitude amadurecia e frutífera, causando o desenvolvimento espiritual capaz de estabelecer o Reino de Deus na Terra. Que o Senhor nos abençoe, usando-nos na espiritualidade que Ele pretende estabelecer em nosso planeta.

lágrima” (Apocalipse 21.4).

Em último lugar – A presença de Deus nos faz prosseguir (Salmos 116.9). A palavra-chave deste verso é “andarei”. O salmista diz que iria prosseguir na presença do Senhor na terra dos viventes - mesmo diante das dificuldades e dos dissabores. Na terra dos viventes temos perdas, sofremos com a traição e ingratidão dos homens. Nos decepcionamos com alguns familiares, com alguns irmãos em Cristo, com os líderes espirituais, com certas ovelhas – mas a despeito de tudo isso, a semelhança do salmista, devemos prosseguir e andar na presença do Senhor. n

Rubin Slobodticov

O texto base de Efésios 5.24-27 descreve uma vida familiar saudável comparando-a ao amor de Jesus por sua Igreja. O que você fez para se casar ou namorar com a pessoa que está com você? Observando suas virtudes ou defeitos?

Jesus viu a glória, a limpeza e a jovialidade de Sua noiva. Mas, Ele assim fez ao comparar com o seu casamento. Incrível! Qual é a visão que se tem da Igreja?

1. Ela é gloriosa. Significa que a temos em alta estima; é notável, extraordinária (Lucas 13: 17 - episódio da cura da mulher paralítica: “... todos

os seus adversários ficaram envergonhados e todo o povo se alegrava por todas as coisas gloriosas que eram feitas por Ele”); coisas “extraordinárias”.

O que faz uma Igreja ser uma instituição gloriosa? Riquezas? Suntuosidade? Harmonia? O número de seus membros? É gloriosa porque Jesus Cristo é o seu noivo e Ele a ama sobre todas as coisas por tê-la escolhido, isto é, por nos ter escolhido.

2. Ela é pura. O texto diz que o Senhor “amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela Palavra” (vs 25b e 26). Por isso, “sem mácula e nem ruga” (vs. 27).

Não que signifique que a Igreja é

boa e pura em si mesma: tudo é purificado “pela Palavra”; esta é o detergente poderoso que purifica a Igreja e que nos limpa. João 15.3 registra as palavras de Jesus: “vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado”. A Palavra de Deus é quem dá um banho na gente para ficarmos limpos, e não qualquer outro subterfúgio.

A tarefa do “lava-pés” só era permitida para escravos, mas Jesus tomou água e lençol e começou a lavar os pés dos discípulos. Pedro se recusou, mas Jesus insistiu: “se eu não lavar, não pode ter parte comigo”. Tem gente que quer um banho por inteiro, mas Jesus diz: “basta os pés” a significar: com pés limpos, você saberá muito bem por onde anda e o que faz e o que diz por aí.

3. Ela está preparada. Significa que a jovem noiva está preparada para manter sua glória e pureza, sempre, “sem macula ou ruga qualquer”. A Igreja nunca envelhece! Ruga é um sinal de envelhecimento; a Igreja nunca fica idosa como muitos de nós podemos ficar. A Igreja não: ela se mantém sempre atual.

Vale a pena fazer parte do organismo vivo chamado Igreja. Mas, para ficar com a Igreja, deve falar com o noivo. Sua Palavra diz: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”. Faça isso: reconheça o seu estado e confesse a Ele; e, o aceite para te rejuvenescer, estar cheio da luz gloriosa que é a Sua Palavra. n

Olavo Fe ijó
pastor & professor de Psicologia

um amor que faz a pessoa se sentir bem.

3.15), inclusive o amor divino (João 5.20, João 16.27).

A língua grega tem quatro palavras para amor, mas o Novo Testamento usa três delas.

Eros

A primeira palavra é Εροσ (Eros, éros) e é empregada para designar o amor erótico, a paixão, o afeto absorve em sio próprio ser a que ama. Este amor é baseado na química do corpo e visa à autossatisfação. É um sentimento condicional. “Eros” é palavra ausente no Novo Testamento.

Storge

A segunda palavra é Στοργή (Storgē, stórguê) e se refere ao amor baseado na natureza da pessoa. É o movimento natural de alguém pelo seu cônjuge, filho ou cão. Trata-se de

Aparece duas vezes no Novo Testamento (Romanos 1.31 e II Timóteo 3.3) mas de forma negativa, antecedido por um prefixo de negação, para indicar a falta de afeição natural. Há uma terceira ocorrência (Romanos 12.10), para indicar o amor fraternal (φιλοστοργος, philostorgos, filostórgos).

Phileo

Já Φιλἐω(phileo) é recorrente. Em 21 passagens, a palavra é usada para indicar o amor amigo e companheiro. É o amor que corresponde à gentileza, ao apreço e ao afeto. Envolve sempre as ações de dar e receber, pelo que entra em crise quando não há reciprocidade.

Em muitos lugares, o termo se refere ao amor em geral (Mateus 10.37, João 12.25, I Coríntios 16.22, Tito

Em outros, a palavra é usada para criticar a atitude dos que gostavam de aparecer (Mateus 6.5; Lucas 20.46) ou para designar o jeito de o mundo amar (João 15.19). Até mesmo para se referir ao beijo traidor de Judas (Mateus 26.48), o termo escolhido foi “phileo”. É com este tipo de amor que as mulheres devem amar sua família (Tito 2.4).

Quase sempre este tipo de amor é tratado de modo positivo, como no amor de Jesus para com Lázaro (João 11.3).

Ágape

Nobre é o Ἀγάπηor Ἀγάπάω(Agape or Agapaō)

É um amor de elevada estima e consideração, que não depende do mérito por parte do ser amado, mas se origina em Deus, que é amor (I João

Na adoração o outro importa As formas do amor

4.8). Em nós é fruto do Espírito Santo (Gálatas 5.22).

O amor-ágape tem prazer em compartilhar, mesmo não havendo reciprocidade. É palavra rara fora da Biblia, mas aparece 320 vezes no Novo Testamento.

Por causa deste amor, Deus nos enviou seu Filho (João 3.16; João 3.35). É com este amor que Jesus nos ama (João 13.1). É como este amor que os maridos devem amar suas esposas (Efésios 5.25). É este amor que Deus derrama em nossos corações (Romanos 5.5) e nos cabe fazer que criem em nossos corações raízes (Efésios 3.17), cada vez mais vigorosas e perfeitas (Efésios 4.15, Colossenses 3.14). É com este amor que Deus nos ama e é com ele que devemos nos amar uns aos outros (1Coríntios 13; João 13.25, Romanos 13.8-10).

Para tanto, devemos pedir a Deus que nosso amor aumente (I Tessalonicenses 3.12, I Pedro 4.8). n

“Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram” (Rm 12.15)

É, o egoísmo realmente não é bem-vindo no comportamento de quem pretende, compreende e escolhe que deve viver sua fé, em lugar de apenas participar de uma religião. A liturgia da vida cristã nos convida a tirar espaço do egoísmo. Ele não deve ter lugar, de forma alguma, ainda que apenas para uma participação pequena. Pois nela, nessa liturgia da vida o outro é nosso lugar de amor, de serviço e de adoração a Cristo. Você consegue entender essa ideia? O outro importa! “O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram”, disse Jesus (Mt 25.40).

Veja que estamos diante de mais uma parte da liturgia nos pedindo para adorar por meio de nossa relação com o outro. É um pedido difícil para todos nós, em alguma medida, em algum aspecto. Preferimos lidar só com Deus, sem ter que lidar com as pessoas. Mas Ele nos manda às pessoas, sempre. Alegrar-se com os que se alegram e chorar com os que choram é simples e difícil. Gostamos quando os outros agem assim em relação a nós, mas tirar atenção de nós mesmos e deixar que o outro esteja no centro é outra história. Gostamos de ser ouvidos em nossas queixas e acolhidos. Gostamos quando nossas dores levam outros a trazer consolo e remédio. Mas e ao contrário? A dor dos outros doem em nós? Muitas vezes não. Nosso mundo é um lugar de violências e nem tanto de compaixão. As casas, as ruas e as redes sociais

estão cheias de incompreensão, intolerância, preconceito, autoritarismo, humilhação e vazios de compaixão. E quanto as nossas igrejas? E quanto a fazer o bem? Esquecemos, não temos tempo, não achamos que seja um problema nosso. Até nos consideramos pessoas boas, mas ficamos tão ocupados conosco mesmos que não ouvimos o choro, não entendemos e não enxergamos a injustiça, não compreendemos o dilema, não percebemos a necessidade. Não a do outro. Por isso é importante e necessária essa orientação litúrgica. Se desejamos adorar a Deus hoje, então precisamos prestar atenção no outro. A alegria e o choro do outro devem importar para nós. Precisamos aprender a ficar ao lado, para o bem do outro.

Ouvi uma frase recentemente num pequeno vídeo enviado por um amigo

no mínimo interessante. A frase foi a seguinte: “o mais necessário num encontro é o ausente, porque senão todo mundo fica sem assunto”. E, claro, são conversas que quase nunca favorecem o ausente! Precisamos mudar esse hábito, rever essa atitude. Isso também é parte do respeito amoroso que nos torna capazes de ser compassivos, de participar positivamente na vida do nosso próximo.

A fé cristã é a fé da vida e não apenas do templo, das atitudes e não apenas dos ritos. Nela, o templo só faz sentido se torna a vida cheia de fé. O que cantamos no templo somente tem valor se coopera, se nos fortalece para agirmos de forma coerente com amor que nos alcançou. No nosso culto de hoje, em nossa liturgia da vida, pratiquemos a empatia e a compaixão. Duvido que alguém não ouça o nome de Deus sendo exaltado! n

Israel Belo de Azevedo pastor da Igreja Batista Itacuruçá - RJ

“E foi também congregada toda aquela geração a seus pais, e outra geração após ela se levantou, que não conhecia ao Senhor, nem tampouco a obra que ele fizera a Israel” (Jz 2.10).

Um estudo conduzido pela Unifesp em parceria com a USP, divulgado no começo de abril de 2026, aponta um crescimento significativo no número de adolescentes brasileiros que afirmam não ter religião. Em pouco mais de dez anos, esse grupo aumentou 41,9%. Entre jovens de 14 a 17 anos, a proporção passou de 14,3% em 2012 para 20,3% em 2023.1

Esse avanço supera o observado na população em geral. Além disso, entre os adolescentes, houve uma redução na relevância atribuída à fé: o percentual dos que consideram a religião “muito importante” caiu de 66,2% para 58,4%. Segundo a psiquiatra Clarice Madruga, responsável pela coordenação da pesquisa, as gerações mais jovens demonstram um distanciamento maior das instituições, enquanto adultos e idosos ainda mantêm níveis elevados de identificação com a fé.

Estes dados refletem o que observamos na prática: o diminuto número de adolescentes nas igrejas e o envelhecimento da membresia. A exceção são as igrejas ditas contemporâneas, onde, infelizmente, o culto muitas vezes tornou-se antropocêntrico — um espaço de entretenimento que atrai pelo brilho, mas não pela exposição fiel das Escrituras.

Embora não tenhamos todas as respostas, podemos tentar apontar algumas possíveis razões para esse afastamento:

1. Omissão dos pais: o sacerdócio negligenciado

Embora a fé não seja hereditária, biblicamente os pais são os canais da transmissão do conhecimento que gera a fé salvadora. Foi justamente porque os pais em Israel falharam nisso que lemos sobre o que aconteceu após a morte de Josué: “e outra geração após ela se levantou, que não conhecia ao Senhor”.

Certa vez, preguei em uma Igreja

1 Folha de S.Paulo – Adolescentes sem religião crescem 41,9% no Brasil em uma década

O êxodo silencioso: Por que nossos adolescentes estão deixando a Fé?

onde praticamente não havia crianças, adolescentes e jovens. Era uma comunidade envelhecida. Alguns irmãos me indagaram: “Pastor, o que fazer para atrair os mais novos?”. Eu respondi com uma pergunta: “Onde estão seus filhos e netos?”. Muitos cristãos estão renunciando ao privilégio da paternidade, e outros do compromisso que ela exige.

Em minha experiência pastoral, observo pais que deixam os filhos em casa quando vêm aos cultos, especialmente para a Escola Bíblica Dominical (EBD). As justificativas são sempre triviais: estão cansados da “noite do pijama”, de uma festa, ou simplesmente não quiseram levantar-se. Com isso os pais que assim agem, ainda que inconscientemente, acabam ensinando que a frequência aos cultos e estudos são opcionais, ou algo que possa ser relegado a segundo plano. Eu questiono: esses pais estão realmente interessados na salvação de seus filhos? Eles não se preocupam que eles estejam caminhando para o inferno? Não choram por eles diante de Deus?

Nós, evangélicos, temos o hábito de “apresentar” ou “consagrar” bebês. Como não batizamos crianças por crermos na decisão individual e consciente por Cristo, os pais os trazem à frente. Eu aproveito esse momento para dizer: vocês precisam mais do que apresentar os filhos a Deus; precisam apresentar Deus aos filhos. Esse ato não é místico; é um compromisso de vida. Infelizmente, muitos nunca mais voltam, ou falham miseravelmente em ser o “espelho de Cristo” dentro de casa.

2. Influência Cultural e a “Educação” secularizada Vivemos em uma sociedade onde a fé é tratada como algo opcional e antiquado, quando não é ridicularizada. Escolas e universidades tornaram-se centros de formação ideológica, promovendo uma “Nova Ordem Moral” que se opõe diretamente aos valores cristãos.

Na medida em que Deus é expulso da sociedade, ela se deteriora. Já vemos escolas proibindo a celebração do Dia das Mães ou dos Pais para não “ofender” novas ideologias. Conceitos são ressignificados: termos como “pai”, “mãe”, “homem” e “mulher” ganham novos sentidos por pressão e até força de legislação. Mudando os termos, mudam a mente; mudando a

mente, mudam o comportamento. Se o lar não for um forte anteparo bíblico, o sistema engolirá a identidade dos nossos jovens.

3. O impacto das redes sociais

As redes sociais expõem os adolescentes a uma avalanche de ideias contrárias à Escritura. Conteúdos que ridicularizam o Evangelho e promovem um estilo de vida autônomo ganham alcance meteórico. Sem a supervisão e o diálogo dos pais, eles consomem pornografia, violência e um relativismo que corrói suas convicções antes mesmo de elas criarem raízes.

4. A crise de identidade e a busca por respostas

A adolescência é, por natureza, uma fase de questionamentos. Dúvidas existenciais sobre “quem eu sou”, “de onde vim”, “por que estou aqui” e “para onde vou” são legítimas. O problema ocorre quando essas respostas não são buscadas na Palavra de Deus. Quando a igreja ou a família oferecem respostas rasas para perguntas profundas, o jovem busca acolhimento em ideologias que prometem “pertencimento”, mas entregam confusão espiritual.

5. O engano da autonomia e do relativismo

Nossa cultura idolatra a autonomia. O adolescente é ensinado que ser “livre” é não depender de ninguém, nem de Deus. O relativismo prega que “cada um tem sua verdade”, entrando em choque direto com a fé bíblica, que afirma uma Verdade objetiva e revelada. O adolescente, iludido, se afasta por achar que o Evangelho aprisiona, quando, na realidade, ele é o único caminho que verdadeiramente liberta (João 8:36).

6. Confusão entre religiosidade e novo nascimento

Muitos abandonam a “religião” porque nunca tiveram um encontro real com Cristo; tiveram apenas contato com práticas externas. Nasceram em “berço evangélico”, vão à igreja por cobrança dos pais, por influência de amigos ou interesse em namoro. Alguns simplesmente se “acostumaram” ao ambiente. Sem a experiência do novo nascimento, a religião torna-se um fardo que o adolescente descartará na primeira oportunidade, seja na faculdade ou na “liberdade” da vida adulta.

7. A Ausência de discipulado intencional

Frequentar cultos não é o mesmo que ser discipulado. O discipulado envolve ensino bíblico consistente, acompanhamento pessoal, correção, encorajamento e formação espiritual. Sem isso, o adolescente não cria raízes. Como ensinado na Parábola do Semeador (Mateus 13.1-23), a semente pode cair à beira do caminho, em solo pedregoso ou entre espinhos. Uma fé superficial não sobrevive a um mundo hostil. Embora cada terreno tenha suas peculiaridades, até um solo difícil pode produzir se for devidamente preparado, irrigado e adubado — este é o trabalho exaustivo do discipulador.

8. Falhas das Igrejas

Embora o ensino bíblico seja tarefa dos pais e jamais deva ser terceirizada, a igreja é a parceira indispensável nesta missão. Além de um ambiente acolhedor, ela deve prover ensino adequado, visando à transmissão de valores, à formação do caráter e à evangelização. O problema é que muitas comunidades priorizam a “adesão” e a “fidelização” em vez da conversão real. Para isso, oferecem entretenimento e atrativos variados, mas negligenciam o discipulado intencional. Isso preenche o tempo, mas não o coração; provê alívio emocional passageiro, mas não livra a alma do fardo do pecado. Oferece incentivos, mas não expõe a Palavra que confronta o erro e convida ao arrependimento. Cria-se um ambiente de aceitação, mas sem as condições bíblicas para que o Espírito Santo transforme o indivíduo.

Estes fatores nos ajudam a entender o fenômeno, mas, acima de tudo, convocam-nos à ação: o resgate do culto doméstico, o ensino e a fé vivida no lar; o discipulado intencional; o testemunho fiel de pais e irmãos; e a parceria da igreja na exposição fiel da Palavra, no companheirismo cristão fora do templo e no esforço estratégico para a comunicação clara do Evangelho.

O diabo trabalha diuturnamente; ele não entra em recesso. Nós precisamos trabalhar ainda mais, com direção de Deus e dedicação. A fé é mais do que adesão cultural — ela é fruto do ouvir a Palavra de Deus, do ensino fiel das Escrituras, produz novo nascimento e leva ao testemunho coerente. n

Muralha de Oração mobiliza Igrejas em todo o Brasil!

Redação de Missões Nacionais

A Muralha de Oração tem reunido igrejas em diferentes regiões do país em um grande movimento de intercessão, fortalecendo a unidade do povo de Deus e reafirmando a importância da oração na vida da igreja. Em diversos contextos, irmãos têm se levantado para dobrar os joelhos em favor das famílias, das crianças, das autoridades e de toda a nação, formando uma verdadeira muralha espiritual.

Em diferentes localidades, testemunhos têm evidenciado o impacto desse movimento. A Igreja Batista Aliança com Cristo, em Pedro Canário, no Espírito Santo, realizou sua participação na Muralha de Oração em um tempo marcado por busca intensa, intercessão e clamor coletivo.

Na Bahia, a Igreja Batista Betel, em Itabuna, também se engajou na iniciativa por meio de seu Ministério de Intercessão. Durante seis horas consecutivas, a igreja permaneceu em oração, intercedendo por vidas, famílias, igrejas e cidades.

Já no Rio Grande do Norte, os irmãos da Primeira Igreja Batista de Natal também participaram de um tempo de intercessão. Foi um momento especial marcado pela convicção de que a esperança da nação está em Deus e de que a oração é instrumento essencial para a transformação de realidades.

A Muralha de Oração tem, assim, se consolidado como um chamado à igreja brasileira para viver uma espiritualidade mais profunda e comprometida. Cada tema levantado — seja família, saúde, trabalho, finanças, missões

ou o futuro da nação — representa his tórias e necessidades que somente o Senhor pode alcançar plenamente. manece aberto para que mais igrejas participem desse movimento. A pro posta é simples: reunir irmãos, estabelecer um período dedicado de oração e unir-se a essa corrente de intercessão

Queremos continuar avançando em oração e, para isso, contamos com cao.com.br e agende uma vigília. Se você já participou, pode fazer um novo agendamento e organizar mais um tempo abençoado de oração. Vamos juntos! n

Conselho Geral da CBB se reúne no Rio de Janeiro pela primeira vez após a Semana Batista

Encontro destacou avanços na formação teológica, unidade entre organizações e o compromisso missionário da denominação.

Estevão Júlio

jornalista na Convenção Batista Brasileira

Nos dias 13 e 14 de abril, a Convenção Batista Brasileira (CBB) realiza a primeira reunião do seu Conselho Geral após a última Semana Batista. O encontro acontece na Igreja Batista

do Recreio, no Rio de Janeiro - RJ, em uma semana especial que também marca as comemorações pelos 50 anos da União Batista Latino-Americana (UBLA).

A programação do primeiro dia teve início com palavras de boas-vindas do presidente da CBB, pastor Raphael Abdalla, seguidas por um momento de

louvor conduzido pela Associação de Músicos Batistas Brasileiros (AMBB). Representando a Igreja hospedeira, o pastor Wander Gomes também saudou os presentes, expressando alegria em receber o Conselho em sua comunidade local.

O momento devocional foi ministrado pelo próprio pastor Raphael Ab-

dalla, com base em II Reis 2.19, trazendo uma reflexão espiritual para o início das atividades. Em seguida, houve a apresentação dos novos membros e a homologação do Conselho Geral. Durante sua fala, o presidente destacou o avanço conjunto das frentes de atuação da Convenção. “Alegria que temos com a caminhada do nosso escritório, das nossas organizações”, afirmou.

O diretor-executivo da CBB, pastor Fernando Brandão, também se dirigiu ao pastor Raphael Abdalla em tom de gratidão. “Gratidão pela sua presença em nosso escritório. É motivador”.

Na sequência, foram apresentadas atualizações administrativas e estratégicas. Entre elas, a implementação da plataforma Microsoft Teams como ferramenta oficial de comunicação entre as equipes e agora também integrada ao Conselho Geral, ampliando as possibilidades de interação e organização dos trabalhos. Também foram explicadas mudanças no formato de apresentação dos relatórios das organizações.

Um dos pontos enfatizados foi o fortalecimento do trabalho conjunto entre as organizações da CBB. “Estamos indo na mesma direção, com a mesma perspectiva”, foi destacado, reforçando áreas prioritárias como Educação Cristã, considerada essencial para o fortalecimento das igrejas, formação teológica ministerial, com a necessidade de seminários

Diretoria eleita em Salvador - BA conduziu reunião do Conselho pela primeira vez
Apresentação de novos membros do Conselho
Tempo de louvor e adoração
AMBB conduziu momentos de louvor
Pr. Fernando Brandão junto à liderança dos Seminários Batistas da CBB
Pr. Fernando Brandão e equipe da UMHBB
Diretoria da CBB
Elana Ramiro, gerente de Educação Cristã da CBB

NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

fortes, e o avanço em evangelização e missões.

A programação incluiu ainda a exibição de um vídeo com destaques das ações recentes da CBB em áreas como Educação Cristã, Comunicação, Juventude, Homens Batistas e Colégio Batista Shepard. Na área administrativa, Juarez apresentou a plataforma de gestão contábil das organizações, além de compartilhar boas notícias financeiras, incluindo o superávit registrado e avanços como a reforma do sítio do Colégio Shepard. Relatórios e testemunhos das organizações também marcaram o dia. Elana Ramiro, gerente de Educação Cristã da CBB, destacou o alto nível de engajamento das igrejas batistas em todo o Brasil, evidenciado, por exemplo, pelo alcance do projeto “EBD Para o Alto”, que chegou a todos os estados do país.

A Juventude Batista Brasileira (JBB), representada por Jessica Benevenuto, coordenadora nacional, trouxe atualizações de sua atuação. Já Jeremias Nunes, gerente de Comunicação da CBB, apresentou destaques da 106ª Semana Batista, incluindo a escolha do local do encontro. Representando a Convenção Batista do Planalto Central (CBPC), o pastor Matheus Guerra, presidente, destacou a alta expectativa em torno do evento, enquanto o executivo Roberto Santos enfatizou a união das Igrejas na reali-

zação da assembleia, classificando como histórica e memorável.

Na área missionária, a Junta de Missões Mundiais apresentou um vídeo-relatório através do pastor João Marcos Barreto Soares, que incentivou a participação no Proclamai. A Junta de Missões Nacionais, por meio do pastor Fabrício Freitas, também apresentou suas ações e resultados, reforçando o compromisso com a evangelização em território nacional.

Ao final do dia, foi comunicado ao Conselho que o contrato do chanceler, pastor Sócrates Oliveira de Souza, foi encerrado e que a função foi oficial mente descontinuada.

O segundo dia da reunião do Con selho Geral da Convenção Batista Bra sileira (CBB), realizado em 14 de abril, na Igreja Batista do Recreio (RJ), foi marcado por momentos de edificação espiritual, apresentação de relatórios e alinhamento estratégico entre as organizações da denominação.

tante da Juventude Batista Brasileira no Centro-Oeste.

O devocional foi ministrado pelo missionário David Bianchi, da Junta de Missões Mundiais (JMM), que serve na Espanha. Em sua reflexão, ele comparou os Batistas brasileiros ao personagem bíblico Filipe, destacando o chamado missionário da denomina-

ção. Segundo ele, assim como Filipe foi enviado ao encontro do eunuco, os Batistas brasileiros têm sido enviados a todas as nações, cumprindo a missão de proclamar o Evangelho.

Na área de formação teológica, foi apresentado o relatório dos seminários da CBB, com destaque para a quitação das dívidas do Seminário do Sul. O diretor-executivo da CBB, pastor Fernando Brandão, ressaltou a importância do cuidado contínuo com as instituições teológicas. “A bênção do Senhor está sobre os nossos seminários”, afirmou, enfatizando a necessidade de excelência na formação e na preparação de líderes para as igrejas. Também foram destacadas ações realizadas durante a Semana Batista, a concessão de bolsas de estudo, atividades acadêmicas, cursos de graduação, pós-graduação e cursos livres. Houve ainda o registro do au-

A programação teve início com um momento de louvor conduzido pela Associação de Músicos Batis tas Brasileiros (AMBB), que incentivou os conselheiros a orarem em duplas, promovendo comunhão e intercessão.

Na sequência, houve um momento es pecífico de oração dirigido por Maura Rute, presidente da União das Espo sas de Pastores Batistas do Brasil (UEPBB) e Jonatas Castro, represen-

Conselheiros oraram uns pelos outros durante a reunião
Jéssica Martins, coordenadora da JBB
Conselheiros comentaram relatórios de organizações
Pr. Fabiano Lessa, coordenador do DENAER
Ludjana Medeiros e Raquel Zarnotti - MB
Pr. David Bianchi, missionário da JMM Ildegard Herr, presidente da AMBB
Pr. Anderson Cavalcanti e Pr. Valtair Miranda – ABIBET
Maura Rute, presidente da UEPBB
Pr. Fabrício Freitas, diretor-executivo da JMN
Pr. Jeremias Nunes trouxe informações da 106ª Semana Batista
Jean Silveira, diretor-executivo da ANEB
Lucien Freitas, presidente da OECBB

DO BRASIL BATISTA

mento no número de alunos, refletindo investimentos em pessoas, tecnologia e equipes.

A Associação Brasileira de Instituições Batistas de Ensino Teológico (ABIBET) apresentou seu relatório por meio do pastor Valtair Miranda, presidente, e pastor Anderson Cavalcanti, diretor-executivo, que enfatizaram que o foco das casas de ensino deve ser “buscar a Palavra, praticar e ensinar”. Eles também destacaram a importância da unidade e da identidade denominacional, aliando estudo e devoção. A organização apresentou ainda um panorama de suas atividades, incluindo ações na Semana Batista, revisão de materiais institucionais, a marca de 50 instituições filiadas, além de congressos e conferências teológicas e missiológicas que acontecerão durante o ano.

A Associação Nacional de Escolas Batistas (ANEB), através de Jean Silveira, diretor-executivo, e André Israel, presidente, relatou sua participação em congressos educacionais, a eleição de sua nova diretoria e anunciou a realização do Congresso Nacional no mês de junho, em Brasília - DF.

A Associação dos Diáconos Batistas do Brasil (ADBB), representada por Ildegard Herr, destacou ações de revitalização nos campos estaduais e a sua Assembleia, em Salvador - BA, em janeiro.

A AMBB, por meio de Ery Zanardi, presidente da organização, expressou gratidão à Igreja Batista da Graça, em Salvador - BA e à Associação de Músicos Batistas (AMUBAB) pela acolhida e engajamento durante o Congresso da organização na capital baiana.

Destacou também o 33° Encontro, que será realizado em Colombo - PR, e outros projetos que têm o objetivo de valorizar o músico e a hinódia Batista.

A Ordem dos Educadores Cristãos Batistas do Brasil (OECBB), representada por Luciene Freitas e Márcia Kopanyshyn, presidente e diretora-executiva, respectivamente, apresentou um vídeo com destaques de suas atividades, incluindo a Assembleia realizada em Salvador, os projetos de formação continuada e a celebração de 40 anos da OECBB. Márcia também agradeceu pelas orações recebidas durante seu período de tratamento, além de reforçar o alinhamento da organização com o planejamento estratégico da CBB.

A Ordem dos Pastores Batistas do Brasil (OPBB) reafirmou seu compromisso com o cuidado dos obreiros,

entendendo essa como sua principal missão. Representada pelo pastor Riedson Filho, presidente, e pastor Daniel Ventura, diretor-executivo, compartilhou atividades desenvolvidas.

As Mulheres Batistas (MB) foram representadas por Ludjana Medeiros, presidente, e Raquel Zarnotti, diretora-executiva. Elas apresentaram uma série de iniciativas com foco no discipulado como cultura em movimento. Entre os destaques estiveram a realização da 102ª Assembleia, a chegada da nova diretora-executiva, Raquel Zarnotti, o projeto “Caminhada Mente e Coração”, ações evangelísticas no Dia Internacional da Mulher, capacitações e o Plano Nacional de Desenvolvimento, todos alinhados ao planejamento estratégico da CBB. Além disso, o pastor Alexandre Peixoto, assessor da organização, apresentou o avanço no plano de quitação de dívidas das Mulheres Batistas.

O último relatório da reunião foi apresentado pela União de Esposas de Pastores Batistas do Brasil (UEPBB). Maura Rute, presidente da organização, destacou o propósito de fortalecer mulheres ministerial, espiritual e psicologicamente, além de investir na formação de liderança. A organização ressaltou ações voltadas à comunhão, pastoreio e treinamento, além de eventos como o congresso em Salvador, a eleição da nova diretoria, a criação de uma nova logomarca e a celebração do Dia da Esposa de Pastor e do Dia de Oração pelos filhos de pastores.

Os conselheiros também receberam a visita de Elijah Brown, CEO da Aliança Batista Mundial, que veio ao Brasil para a celebração de 50 anos da União Batista Latino-Americana (UBLA).

A próxima reunião do Conselho Geral da CBB será realizada em agosto. n

Ery Zanardi, presidente da AMBB
Pr. Matheus Guerra, presidente da CBPC
Pr. João Marcos Barreto Soares, diretor-executivo da JMM
Pr. Raphael Abdalla trouxe mensagem devocional
Pr. David Bianchi e Pr. João Marcos Barreto Soares
Marcia Kopanyshyn e Luciene Freitas - OECBB
Raquel Zarnotti, diretora-executiva das MB
Pr. Riedson Filho e Pr. Daniel Ventura - OPBB
Momento de oração entre os conselheiros
Equipe da Convenção Batista Brasileira
Relatório das Mulheres Batistas
Pr. Raphael Abdalla em sua primeira reunião como presidente da CBB

Porque o Filho Vive: Proclamai 2026 inicia edições pelo Brasil

Recife e São Paulo acontecem até dia 21, com possibilidade de Day Pass e Campos dos Goytacazes - RJ se prepara para receber o evento entre os dias 23 e 25.

Redação de Missões Mundiais

O Proclamai 2026 já está em andamento e começa a mobilizar Igrejas em diferentes regiões do Brasil com a presença de missionários de 18 países. As primeiras edições acontecem simultaneamente em Recife e São Paulo, reunindo participantes em uma programação que integra plenárias, oficinas e momentos de comunhão, além de um espaço dedicado ao público infantil com o Proclamai Kids

Mais do que um congresso, o Proclamai se consolida como um espaço de reencontro com o propósito que move a Igreja: anunciar o amor de Deus a todos os povos.

Neste primeiro dia, a programação já evidencia a proposta do evento de unir ensino, inspiração e engajamento. Em Recife, a abertura contou com as boas-vindas do pastor Alexandre Peixoto, diretor de Operações da Junta de Missões Mundiais, que destacou a importância do envolvimento da Igreja com a missão global. Na sequência, a reflexão bíblica foi conduzida pelo pastor Daniel Ventura, executivo da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil, reforçando a unidade da Igreja a partir da glória de Cristo.

O momento de louvor foi liderado por Alexandre Magnani, parceiro histórico de Missões Mundiais, conduzindo os participantes a um ambiente de adoração. Os testemunhos dos missionários, pastor Sandro Rocha e pastor Fabiano Nicodemo, que atua na Itália, trouxeram relatos diretos do campo, conec -

tando o público à realidade missionária. O pasto Fabiano desafiou as pessoas a fazerem mais do que um “amém” e oração; logo o Espírito Santo tocou corações vocacionados que se levantaram e foram à frente afirmando seu compromisso com o IDE de Jesus.

Em São Paulo , a programação também teve início com forte engajamento. As boas-vindas foram conduzidas pelo missionário Cláudio Elivan, Líder do Desenvolvimento Comunitário da Junta de Missões Mundiais, seguidas da reflexão bíblica ministrada pelo pastor Alípio Coutinho, executivo da Convenção

Batista do Estado de São Paulo (CBESP).

O louvor ficou por conta da banda O Canto das Igrejas, que levou todos a adorar a Deus com temor e amor. Os testemunhos da missionária Carmen Lígia, líder do PEPE Internacional nas Américas, e do pastor João Marcos B. Soares, diretor-Executivo da Junta de Missões Mundiais, apresentaram experiências que evidenciam o impacto do trabalho missionário em diferentes contextos. O momento de convocação também integra a programação, convidando os participantes a uma resposta prática ao que foi compar -

tilhado. É hora de nos levantarmos para fazer a nossa parte na Grande Comissão.

Ao longo dos próximos dias, o evento segue com uma estrutura pensada para aprofundar o aprendizado e promover troca de experiências. As manhãs e noites são dedicadas às plenárias, enquanto as tardes abrem espaço para oficinas e rodas de conversa, criando um ambiente dinâmico e participativo. Voltado a cristãos interessados em compreender e se envolver com a missão global, o Proclamai também contempla as famílias com o Proclamai Kids, oferecendo uma programação específica para crianças de 4 a 11 anos. Há a possibilidade de inscrição diária para as crianças também, na área de credenciamento.

A jornada continua nas duas cidades e avança para sua próxima edição em Campos dos Goytacazes (RJ), entre os dias 23 e 25 de abril

A expectativa é reunir ainda mais participantes em um tempo de imersão, despertamento e compromisso com a missão. Ainda dá tempo de se inscrever e garantir participação por meio do site proclamai.org

O Proclamai reafirma, assim, seu papel como um movimento que atravessa gerações, conecta culturas e fortalece o compromisso da Igreja com a proclamação do Evangelho. Não fique de fora. Porque o Filho Vive e Voltará, Proclamai! n

União Batista Latino-Americana celebra 50 anos com grande conferência no Rio de Janeiro

Representantes de 25 países e 4 continentes participaram do encontro.

Estevão Júlio

Celebração e gratidão marcaram a abertura dos 50 anos da UBLA

jornalista na Convenção Batista Brasileira

A Igreja Batista do Recreio, no Rio de Janeiro (RJ), foi palco, de 14 a 17 de abril, do Congresso de 50 anos da União Batista Latino-Americana (UBLA). Com o tema “Legado – Luz para o mundo, esperança para as nações”, a celebração reuniu líderes, pastores e representantes de diversos países da América Latina, Europa e África, marcando dias de comunhão, reflexão e renovação do compromisso missionário. O evento reuniu 963 inscritos de 20 países da América Latina e contou, ao todo, com representantes de 25 países, distribuídos por quatro continentes.

Logo na chegada, o ambiente já apontava para a diversidade e a unidade do povo de Deus. No telão, bandeiras de nações latino-americanas davam as boas-vindas ao público, enquanto representantes carregavam as bandeiras de seus países, simbolizando a comunhão entre os

Na manhã de quarta-feira, 15 de abril, a celebração da União Batista Latino-Americana (UBLA) foi marcada por um profundo senso de unidade, comunhão e renovação do compromisso com o legado cristão.

Logo na abertura, o diretor-executivo da Convenção Batista Brasileira, pastor Fernando Brandão, destacou o espírito de unidade que marca a UBLA: “Somos uma família; um povo, o povo

povos. A música também destacou essa pluralidade: o ministério Sons da Missão conduziu momentos de louvor com versões em espanhol de canções conhecidas, como “Awesome God”, de Michael W. Smith, em um medley com *Agnus Dei*.

As saudações iniciais foram conduzidas pelo diretor-executivo da Convenção Batista Brasileira, pastor Fernando Brandão, e pelo pastor Parrish, acolhendo as delegações internacionais. “Há muita história na América Latina celebrando Cristo Jesus”, destacou o pastor Fernando, enfatizando a trajetória missionária da região.

Um vídeo institucional relembrou a história da UBLA, desde sua origem até sua consolidação como um movimento de cooperação entre os Batistas latino-americanos. Em seguida, líderes compartilharam palavras de gratidão e visão.

O pastor Alberto Prokopchuk, presidente da UBLA recordou as origens da organização: “É uma noite tão especial. A missão da UBLA começou

de Deus”. Ele também ressaltou a importância do esforço da organização em promover a integração entre os batistas latino-americanos: “É uma bênção o esforço da UBLA para unir os Batistas na América Latina”.

O momento de louvor refletiu essa integração, com cânticos entoados em português e espanhol, expressando a diversidade cultural presente no encontro. Em seguida, um tempo especial de

no Rio de Janeiro”. Já Filipe Espíndola, presidente da Convenção Batista Nacional (CBN) ressaltou o papel do Brasil no avanço missionário: “É uma honra muito grande. O Brasil foi chamado para ganhar almas em todas as nações. Somos um só corpo de Batistas espalhados pelo mundo”.

Representando a CIBI, foi destacada a alegria pela unidade: “Nos sentimos honrados. Estamos unidos no mesmo propósito de anunciar Jesus Cristo a todas as nações”. O pastor Raphael Abdalla, presidente da CBB, também celebrou a diversidade presente: “Apenas o Reino de Deus possibilita um encontro tão plural como esse”. O anfitrião, pastor Wander Gomes, reforçou o foco da igreja: “Nosso único objetivo é proclamar o nome de Jesus”.

A programação seguiu com momentos marcantes de adoração. O Sons da Missão apresentou uma versão em ritmo brasileiro de “Grandioso És Tu”, envolvendo o público em um tempo de celebração vibrante. Em seguida, uma encenação destacou a

oração intercedeu por um avivamento missionário na América Latina e pelo crescimento das igrejas, com orações realizadas em português, inglês e espanhol.

A devocional foi conduzida por Jéssica Benevenuto, coordenadora nacional da Juventude Batista Brasileira, que trouxe a reflexão “Um legado que nasce da intimidade com Deus”, baseada em I Samuel 15.10. Em sua

mensagem de que Jesus é a luz do mundo, culminando com a canção “Brilha Jesus”, interpretada em espanhol.

A noite também trouxe desafios práticos para a missão na América Latina. Entre eles, a necessidade de levar ensino e capacitação a regiões com poucos recursos, manter estruturas ministeriais em meio à instabilidade econômica, apoiar voluntários, discipular novas gerações em um contexto de distrações constantes e preservar a unidade entre igrejas de diferentes países, sempre com o compromisso de ser luz em meio às trevas.

O pastor Irland Pereira de Azevedo, presidente emérito da CBB, destacou a importância de perseverar diante desses desafios, encorajando a Igreja a manter firme o compromisso com o avanço do Evangelho.

Encerrando a noite, o secretário-geral da Aliança Batista Mundial, Elijah Brown, trouxe uma mensagem desafiadora com foco na missão global. Ele lembrou que a Igreja se aproxima da celebração de dois mil anos da morte e ressurreição de Cristo, destacando marcos como o Pentecostes, o nascimento da Igreja, a Grande Comissão e o testemunho dos primeiros mártires. Brown convocou os Batistas a um novo tempo de cooperação: “Chamamos todos os Batistas a se empenharem em uma missão global colaborativa, sem precedentes e cheia do Espírito Santo”. Ele alertou que ainda há muitos lugares onde as boas novas de Jesus não chegaram e reforçou a necessidade de humildade: “Não é a nossa inteligência, mas a graça de Deus”. Como direcionamento prático, apresentou cinco caminhos para essa missão global colaborativa: o fortalecimento do testemunho cristão — especialmente diante do crescimento da fé em regiões como América Latina, África e Ásia; a tradução e distribuição da Bíblia em línguas ainda não alcançadas; o cuidado e assistência aos necessitados; a promoção da liberdade e justiça; e o amor ao próximo como expressão concreta do Evangelho.

mensagem, destacou que o verdadeiro legado começa na vida pessoal com Deus: “Legado tem a ver não primeiramente com outras pessoas, mas com o que o Senhor Deus vê em nós”. Ao comparar as vidas de Saul e Davi, enfatizou que o legado é construído na intimidade com o Senhor e desafiou os presentes a avaliarem sua vida devocional: “Como vai o nosso tempo com Deus?”. Também ressaltou a beleza de

Pr. Alberto Prokopchuk, Pr. Fernando Brandão e Pr. Raphael Abdalla
Elijah Brown, diretor da Aliança Batista Mundial, pregou na Noite de Abertura

NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

diferentes gerações vivendo de forma harmoniosa no propósito de Deus. A primeira mensagem foi ministrada pelo pastor Jonas Neves, presidente da Junta Administrativa da Convenção Batista Nacional, com o tema “Vivendo hoje o que tem valor na eternidade”, com base em Salmos 145.4 e II Timóteo 2.2. Ele destacou que o legado cristão está diretamente ligado à transformação de vidas: “Nós estamos nas mãos do Senhor nosso Deus para transformar pessoas. Esse é o nosso legado”. Enfatizou ainda a responsabilidade de transmitir a fé às próximas gerações, lembrando o exemplo missionário de William Buck Bagby. Em sua pregação, reforçou que o impacto do Evangelho é eterno e atravessa todas as camadas sociais: “Ter a certeza de que o seu trabalho está marcando algo para sempre, em todos os níveis sociais”. Também afirmou que uma vida e mensagem transformadoras atraem a atenção do mundo: “Quanto mais transformadora for a nossa mensagem e testemunho, mais chamaremos a atenção do mundo atual”. Ao definir legado, declarou: “Legado é isso: é fé transmitida, crentes comprometidos com Jesus, que amam ao Senhor de todo o coração, alma e entendimento”, resumindo-o como fé transmitida, caráter reproduzido e obediência vivida.

Encerrando a manhã, Carolina Carro de Mangieri, CEO da Editorial Mundo Hispano, trouxe a reflexão “O legado da Palavra que transforma vidas”. Em sua fala, destacou a relevância das Escrituras em meio a uma sociedade saturada de informações: “A Palavra não só informa, mas também transforma” (2 Timóteo 3.16-17). Reafirmou que quando Deus fala, vidas são transformadas, e que a Palavra permanece viva e eficaz, conforme I Pedro 1.25. Carolina enfatizou que o legado cristão precisa ser intencional: “Somos os responsáveis em discipular esta geração. O legado não é auto-

mático, é intencional”, com base em Salmos 78.4. Destacou ainda o princípio da multiplicação (II Timóteo 2.2) e a eternidade da Palavra como fundamento seguro (Mateus 5.18).

Como aplicação prática, apresentou três ações essenciais para a construção de um legado duradouro:

• Viver a Palavra

• Transmitir a Palavra

• Multiplicar a Palavra

Na noite de 15 de abril, a celebração dos 50 anos da UBLA foi marcada por um forte clamor missionário, reafirmando o compromisso dos Batistas latino-americanos com a Grande Comissão. A programação integrou a chamada “Noite Missionária”, dentro da agenda oficial do congresso.

O pastor Fernando Brandão abriu o culto destacando a identidade missionária do povo Batista na América Latina: “Temos sangue M missionero”. Em seguida, a missionária Ruth Cordero, da Junta de Missões Mundiais (JMM), compartilhou seu testemunho, lembrando que seu chamado é fruto de um legado de fé, iniciado ainda em sua família, e conduziu a Igreja a um momento de oração.

A noite seguiu com louvor congregacional conduzido pelo cantor Alexandre Magnani, com cânticos conhecidos que exaltaram a grandeza de Deus e reforçaram a esperança em Cristo.

Uma noite para ver o que Deus está fazendo no mundo

O diretor-executivo da JMM, pastor João Marcos Barreto Soares, destacou o propósito da celebração: “Esta é uma noite missionária”, enfatizando que os Batistas precisam conhecer e participar do que Deus está fazendo entre as nações. Ele reforçou a responsabilidade da Igreja: “Recebemos uma missão: fazer discípulos em todas as nações”.

peração entre os países, agradecendo ao Peru pelo envio de um pastor para atuar com latinos em São Paulo. “Os irmãos são sensíveis à Grande Comissão”, afirmou.

A Igreja também se uniu em oração pelos presidentes das convenções nacionais, intercedendo para que sejam cada vez mais convenções enviadoras.

Testemunhos reforçaram o impacto do chamado missionário, como o da jovem Lorena, que hoje atua entre povos indígenas no Peru e coordena o Radical América Latina. O culto contou ainda com a participação do coro Radical Minas e vídeos de missionários atuando em contextos desafiadores, como no Iraque e no Sudão, onde o missionário Filemon destacou o impacto das contribuições dos Batistas latino-americanos.

Plenárias aconteceram nas manhãs e nas noites

Durante a programação, Missões Mundiais apresentou realidades missionárias, como o testemunho de Josué Rodríguez, que saiu de Cuba para plantar uma igreja na Espanha, evidenciando o alcance transcultural da obra.

Também foi compartilhada a Visão 2033 da UBLA, com participações de líderes como Thiago Faria, Carmem Lígia, Gladys Ortiz, Carlos Rodríguez e Paschoal Piragine, apontando caminhos estratégicos para o avanço missionário no continente.

Um dos momentos marcantes foi a exibição de um vídeo sobre o Uruguai, destacando desafios como altas taxas de suicídio e o baixo percentual de cristãos — pouco mais de 7% —, além das estratégias de evangelização no país.

Unidade latino-americana na missão

O pastor Fabrício Freitas, diretor de Missões Nacionais, ressaltou a coo-

“Mais que herança: o poder de um legado vivo”

A mensagem da noite foi ministrada pelo pastor Wander Gomes, que destacou a honra da igreja em receber a celebração e refletiu sobre o tema: “Mais que herança: o poder de um legado vivo”.

Baseado na vida e no testemunho do apóstolo Paulo, ele afirmou que o maior legado que a Igreja pode deixar é a proclamação do Evangelho de Jesus Cristo.

Em sua reflexão, destacou princípios sobre o legado missionário:

O legado de proclamar exige renúncia: mais importante que o conforto é cumprir o propósito de Deus

• O legado de proclamar é urgente

• O legado tem um nome: Jesus

• O legado é estratégico, exigindo inteligência missionária

• O legado vem do poder do Espírito Santo

A leitura de diferentes versões de 1 Coríntios 9.16 em espanhol reforçou o chamado à proclamação como prioridade inegociável da Igreja.

Momentos de louvor foram realizados em português e espanhol
Momento de oração feito em português, inglês e espanhol
Pr. Jonas Neves e Carolina de Mangieri pregaram no dia 15, pela manhã; Jéssica Martins, da JBB, ministrou a devocional no mesmo culto
Pr. João Marcos Soares, da JMM, com Pr. Joseph Curt, do Sudão
Pr. Wander Gomes, da Igreja do Recreio, foi o preletor da Noite Missionária
Participação do Radical Minas

Na manhã de quinta-feira (16), os participantes foram conduzidos a um tempo de reflexão profunda sobre o legado da fé cristã e sua continuidade nas próximas gerações.

Abrindo o culto, o pastor Fernando Brandão destacou a presença marcante de brasileiros e hispânicos ao redor do mundo, reforçando o caráter global da missão cristã. Em seguida, o momento de louvor evidenciou a unidade entre as nações, com canções conhecidas em versões em espanhol, como “Em Nome de Jesus” e “Clamo Jesus”. O devocional foi ministrado por Felipe Burgos, do Chile, com o tema “A luz que se multiplica em novas gerações”, baseado em Mateus 5.14-16. Em sua reflexão, enfatizou que a luz de Cristo define a identidade do cristão e lançou um desafio direto: o que estamos fazendo com essa luz? Segundo ele, mais do que preservar, é necessário melhorar e multiplicar, destacando que “uma única luz pode mudar uma vida, mas uma luz que se multiplica pode transformar gerações”.

A primeira mensagem da manhã foi ministrada pelo pastor Jackson Jean Silva, vice-presidente da Convenção das Igrejas Batistas Independentes do Brasil (CIBI), com o tema “O legado – 50 anos da União Batista Latino-Americana”, baseado em Salmos 145.4. Ele ressaltou que o legado cristão está fundamentado em três pilares: memória, identidade e continuidade.

Durante sua exposição, afirmou que “o maior legado que temos é Cristo, é a salvação, é a nova vida”, alertando também para o cenário atual de desconstrução de verdades. Destacou que o legado celebrado não é apenas histórico, mas também doutrinário, missionário e espiritual, reforçando que “o legado não é um museu, é uma missão”.

O pastor ainda chamou a atenção para a necessidade de transmitir às novas gerações convicções firmes, doutrina sólida, compromisso missionário e espiritualidade bíblica, diante dos desafios da sociedade contemporânea.

O culto também contou com um momento missionário, com a partici-

pação do aplicativo YouVersion, através de Jeff Moore, diretor global de expansão, e Nando Valente, líder do hub do Brasil, além de um destaque especial para o trabalho dos capelães Batistas da Marinha.

Encerrando a programação da manhã, Elier Romero, diretor-geral da Convenção Batista Nacional da Venezuela (CBNV), trouxe a mensagem “Quando o legado torna-se missão”. Ele apresentou a Grande Comissão como um legado completo deixado por Jesus, estruturado em dimensões claras: o modelo (“Como o Pai me enviou”), a magnitude (“Ide por todo o mundo”), o método (fazer discípulos), a mensagem (arrependimento e perdão) e o poder para cumprir essa missão.

Ao sintetizar sua reflexão, afirmou que Jesus é o centro de tudo: missão, modelo, magnitude, método, mensagem e meio. Reforçou ainda que o verdadeiro legado está diretamente ligado a um evangelho que conduz ao arrependimento e produz salvação.

Grupos de Interesse fortalecem a prática do legado

Um dos destaques da programação do Congresso da União Batista Latino-Americana foi a realização dos Grupos de Interesse, que proporcionaram momentos mais direcionados de aprendizado, troca de experiências e aprofundamento em áreas estratégicas da vida e missão da Igreja.

No dia 15 de abril, os encontros foram marcados pelo eixo “Compromisso”, abordando temas essenciais para a caminhada cristã e ministerial. O pastor Paschoal Piragine Jr. conduziu o grupo sobre o compromisso com a Palavra. Já Elijah Brown compartilhou sobre missão e visão da Aliança Batista Mundial, enquanto Carlos Rodríguez destacou a importância da oração comunitária. Outros temas também foram trabalhados em grupos menores, como missão e discipulado, com Thiago Faria; atenção a pessoas vulneráveis, com Carmen Ligia; e paz e liberdade religiosa, com Gladys Ortiz, todos promovendo refle

xões práticas e contextualizadas para os desafios atuais.

No dia 16 de abril, os Grupos de Interesse seguiram com temas voltados à ação missionária e ao fortalecimento das Igrejas. O pastor Fernando Brandão conduziu o encontro sobre evangelismo, enquanto Ruy Oliveira abordou missões. Também houve espaço para temas contemporâneos, como o uso da plataforma YouVersion na vida da Igreja, apresentado por Jeff Moore. A formação teológica foi destaque com Richard Serrano, além de discussões sobre revitalização e plantação de igrejas, lideradas por Arnulfo Durán.

Os Grupos de Interesse evidenciaram o compromisso dos Batistas latino-americanos em viver um legado intencional, unindo conhecimento bíblico, prática ministerial e relevância social.

A noite de 16 de abril foi marcada por entusiasmo, reflexão e um forte chamado ao protagonismo das novas gerações. A programação da Noite da Juventude evidenciou que os jovens não são apenas o futuro, mas parte ativa e essencial da Igreja no presente.

A abertura contou com um esquete apresentada por Embaixadores e Mensageiras, que declararam com convicção serem a nova geração. Em seguida, entoaram a canção “Até que Ele venha”, reforçando o compromisso com a missão de Cristo.

Jéssica Martins trouxe uma palavra desafiadora ao afirmar: “Não somos a Igreja do amanhã. Fazemos parte da Igreja hoje”. Em sua fala, destacou que os jovens estão sendo formados para fazer a diferença, como parte do legado que está sendo construído agora.

O momento de louvor ficou sob a responsabilidade da banda jovem da Igreja do Recreio, conduzindo a Igreja em adoração vibrante e contextualizada.

A noite também contou com um momento missionário, com a exibição de um vídeo da International Mission

Fernando relembrou o envio do casal Bagby ao Brasil, ressaltando a importância do legado missionário da IMB não apenas no país, mas em toda a América Latina.

A Union Evangelica Bautista da España (UEBE) apresentou um vídeo sobre a obra missionária na Espanha, destacando a relevância desse campo e a parceria com a UBLA. “Nos sentimos privilegiados”, foi a expressão compartilhada, refletindo gratidão e compromisso com a missão.

Elisama Torres, coordenadora nacional de Mensageiras do Rei, trouxe uma reflexão prática sobre a formação das novas gerações, enfatizando a responsabilidade de ensinar valores como gentileza, cuidado e respeito mútuo entre meninos e meninas.

A mensagem da noite foi ministrada por Raphael Abdalla, presidente da Convenção Batista Brasileira, com o tema “Novas gerações”, baseada em Gênesis 49.14-15 e I Crônicas 12.32. Ele destacou a bênção de Jacó sobre Issacar, apontando o contraste entre força e acomodação: “Forte, mas prefere não lutar. Forte, mas prefere se acomodar. Forte, mas prefere ser escravo”. Em contrapartida, lembrou que a descendência de Issacar era conhecida por compreender o seu tempo, instruir e liderar. Reforçou que, ao contrário da ideia de que cada geração piora, há esperança: “De uma geração para outra, as coisas podem melhorar. E melhorar muito!”.

O pastor também trouxe o alerta baseado em Êxodo 8.25, mostrando as tentativas de limitar o povo de Deus: “Podem ir, mas não vão muito longe… deixem os jovens”. E concluiu com

Felipe Burgos, do Chile, ministrou a devocional da manhã
Pr. Elier Romero, da Venezuela, foi um dos preletores
Pr. Jackson Jean Silva, da CIBI, também ministrou a Palavra no dia 16, pela manhã
Capelães Batistas da Marinha compartilharam sobre seu trabalho
Noite da Juventude teve participação de coro da PIBJPA
Momento de oração pela Juventude Batista Latino-Americana
Pr. Raphael Abdalla, presidente da CBB, foi o preletor da Noite da Juventude

NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

uma declaração de fé: “Eu creio que o vento está soprando e Ele está levantando novas gerações que não sejam apenas fortes, mas conhecedoras do

cenário, que não vão se corromper e que darão a vida para que todos tenham assento à mesa do Cordeiro”.

O encerramento foi marcado pela

Verônica

A manhã do dia 17 de abril no Congresso da UBLA foi marcada por momentos de profunda reflexão espiritual, chamados à responsabilidade geracional e testemunhos do agir de Deus por meio de vidas comprometidas com o Reino.

O devocional foi conduzido pelo pastor Ruan Noce, da Primeira Igreja Batista em Belo Horizonte - MG com base em João 16.33, destacando que a esperança cristã vai além de um sentimento otimista. “A esperança cristã não é otimismo, é convicção inabalável”, afirmou. Ele enfatizou que, enquanto o mundo trata a esperança como uma simples torcida, a Igreja está firmada em uma base sólida: a Palavra de Deus. Durante sua ministração, pastor Ruan apresentou caminhos para desenvolver uma esperança inabalável. Segundo ele, essa esperança nasce na Palavra, é fortalecida no relacionamento com Cristo e tem como objetivo a paz; não a ausência de crises, mas a presença constante de Cristo. Além disso, ressaltou que a esperança exige uma decisão diária de ter ânimo e está fundamentada na vitória de Cristo. “Esperança não é probabilidade, é convicção”, reforçou.

Na sequência, o pastor Edgar Aponte, da Iglesia Bautista Idlewild, na Flórida (EUA), trouxe a primeira mensagem com o tema “Passando a tocha: de geração em geração”. Ele alertou sobre o perigo de uma liderança que não pensa no legado, citando o exemplo do rei Ezequias, que priorizou seu próprio bem-estar em vez de considerar o futuro do povo.

O pastor destacou que é possível ser um bom líder e ainda assim falhar na transmissão de um legado missionário. “A lealdade não se mede somente pelo que fazemos, mas pelo que deixamos nas mãos da próxima geração”, afirmou.

Entre as marcas de um líder comprometido com o futuro, ele apontou a

paixão pela glória de Deus, o compromisso em transmitir o Evangelho e o sacrifício em favor da próxima geração. Enfatizou ainda que não é possível passar a tocha sem renúncia. “Alcançar a próxima geração requer sacrifício, flexibilidade, humildade e disposição para abrir mão de preferências pessoais”, destacou.

O momento também contou com a participação de Verónica León, presidente da União Feminina Batista da América Latina (UFBAL), que compartilhou sobre o trabalho da organização. Em complemento, o pastor Fernando relembrou a história de Anna Bagby, missionária sustentada pelas mulheres batistas do Texas, ressaltando a importância do envolvimento feminino na obra missionária ao longo da história.

Encerrando a manhã, Raquel Zarnotti, diretora-executiva das Mulheres Batistas (MB), ministrou a segunda mensagem, baseada em Marcos 14.39, com o tema “Mulheres que iluminam gerações”. Ela destacou o papel das mulheres na propagação do Evangelho e na formação de discípulas que se multiplicam.

Ao refletir sobre exemplos bíblicos como Maria Madalena e a mulher do vaso de alabastro, Raquel evidenciou três aspectos fundamentais: entrega, postura e discernimento. “O valor da entrega está em reconhecer plenamente quem é Cristo”, afirmou.

Ela concluiu reforçando que mulheres que impactam gerações são aque-

participação do coro jovem e do ministério de louvor, que cantaram “Somos el Pueblo de Dios”. Em seguida, Jéssica convidou líderes de juventude

las que vivem Jesus de forma autêntica e mantêm uma postura alinhada ao propósito de Deus. “Nosso sonho é que cada mulher Batista seja uma discípula que se multiplica”, declarou.

O culto de encerramento da celebração dos 50 anos da União Batista Latino-Americana, realizado na noite de 17 de abril, foi marcado por emoção, simbolismo e um forte chamado à continuidade do legado cristão. Intitulada “Noite da Família”, a programação destacou o papel das famílias e da liderança saudável na transmissão da fé às próximas gerações.

Toda a programação da noite foi conduzida pelas Mulheres Batistas (MB), que organizaram o culto em três atos, ressaltando as dimensões do legado cristão.

Ato 1 - O legado que recebemos

O culto teve início com um momento de oração conduzido por mulheres líderes Batistas, seguido da exibição de um vídeo com o testemunho da família Loiola, evidenciando a importância da transmissão da fé no ambiente familiar.

Ato 2 – O legado que vivemos

A adoração reuniu vozes em português e espanhol, simbolizando a unidade latino-americana, com cânticos como “Bondade de Deus” e “Santo pra Sempre”, reforçando o tema do congresso: um legado vivido no presente. O público também foi convidado a acender as lanternas de seus celulares, como representação do legado que ilumina gerações.

Ato 3 - O legado que deixaremos Uma coreografia ao som da canção “Tu és” e “Eu também”, interpretada pelo grupo Sons da Colina, conduziu a Igreja a refletir sobre o impacto das escolhas de hoje nas próximas gerações. Um vídeo também anunciou que a próxima Assembleia Geral e Congresso da UBLA acontecerá na Cidade do México, de 27 a 30 de abril de 2027.

Palavra final: 50 anos de legado e o desafio da liderança

A mensagem da noite foi ministrada por Alberto Prokopchuk, presidente da UBLA, sob o tema “50 anos de legado”. Em sua reflexão, ele destacou que a trajetória da organização é marcada por desafios que impulsionaram a mis-

do Brasil e de toda a América Latina à frente para um momento de oração pela Juventude Batista Latino-Americana.

são, o companheirismo e o desenvolvimento de novas estratégias. “Estamos escrevendo um legado para as novas gerações”, afirmou, enfatizando a importância da evangelização e da cooperação mútua entre Igrejas e lideranças.

O líder também fez um alerta sobre a necessidade de liderança saudável nos dias atuais. “O mundo precisa de líderes sãos, a Igreja precisa de líderes sãos. A família precisa de líderes sãos.”

Entre os princípios destacados, ele ressaltou que uma liderança saudável:

• não busca benefício próprio, mas serve aos outros;

• abandona o passado e avança com propósito;

• age com sabedoria, fundamentada em Deus, evitando decisões impulsivas.

Símbolos, homenagens e gratidão

Um dos momentos marcantes foi a dinâmica conduzida pelas Mulheres Batistas, em que cada família recebeu uma chave como símbolo do compromisso de guardar e transmitir a fé às próximas gerações.

A noite também foi marcada por homenagens aos membros da primeira diretoria da UBLA, nomeada em 1976, reconhecendo o legado daqueles que lançaram as bases da organização. Ex-secretários-executivos também foram lembrados por sua contribuição ao longo das décadas. O pastor brasileiro João Falcão Sobrinho foi o primeiro presidente da organização. Ao final, o diretor-executivo da UBLA, Parrish Jácome Hernández, expressou gratidão à Convenção Batista Brasileira e às equipes envolvidas na organização do evento.

Um legado que continua

Encerrando quatro dias de celebração, o culto reafirmou o propósito da UBLA de fortalecer a unidade, a missão e a transmissão da fé entre as gerações, mantendo vivo o compromisso de ser luz e esperança para as nações.

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Pr. Edgar Aponte ministrou uma das mensagens na última plenária da manhã
Congresso foi marcado por momentos de louvor e adoração bilíngues
Pr. Ruan Noce, da PIBBH, trouxe a devocional
Raquel Zarnotti, das Mulheres Batistas, trouxe a segunda mensagem da manhã
Leon, presidente da UFBAL
Batistas mexicanos receberão congresso da UBLA em 2027
UBLA homenageou membros de sua primeira Diretoria e secretários-executivos
Pr. Alberto Prokopchuk, presidente da UBLA, trouxe a mensagem na Noite da Família, que encerrou o congresso

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