ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901
Educação
Colégio Batista Mineiro celebra 108 anos de história com grande solenidade
70 anos
CB Piauiense comemora 70 anos de organização com série de atividades
Brasília
Convenção Batista do Planalto Central promove 64ª Assembleia anual
Imersão
Gerência de Educação Cristã promove imersão com redatores de revistas de EBD pág. 08
09
10
12
Notícias do Brasil Batista Notícias do Brasil Batista Notícias do Brasil Batista Notícias do Brasil Batista
EDITORIAL
A Semana da Páscoa nos conduz, mais uma vez, ao centro da nossa fé. Não apenas como uma lembrança histórica, mas como um chamado vivo à reflexão, à rendição e à esperança.
Antes da cruz, houve uma decisão. Uma decisão que não nasceu na terra, mas no céu. Enquanto os acontecimentos se desenrolavam diante dos olhos humanos — a traição silenciosa, a mesa compartilhada, os gestos de serviço —, o plano eterno de redenção já estava em movimento. Nada foi surpresa. Nada fugiu ao controle. Tudo apontava para o cumprimento perfeito da vontade de Deus.
Naquela quinta-feira, vemos o amor revelado em sua forma mais pura: ser-
Da cruz à vida
viço. O Mestre se levanta, se inclina e lava os pés. Ele ensina que amar não é discurso, é prática. Não é posição, é entrega. Mesmo diante da dor que se aproximava, Jesus escolheu permanecer firme no amor.
Então chegamos à cruz.
A sexta-feira nos confronta com o peso do sacrifício. O silêncio ecoa mais alto do que qualquer palavra. Ali, o Filho de Deus entrega Sua vida. Não como vítima das circunstâncias, mas como cumprimento da missão. Quando Ele declara “Está consumado”, não anuncia derrota — proclama vitória. A obra redentora foi completada.
O sábado nos ensina sobre o tempo da espera. Um dia em que o céu
parece em silêncio, e a esperança, por vezes, parece suspensa. Mas mesmo no silêncio, Deus continua agindo. Mesmo quando não vemos, Ele permanece no controle. O sábado nos lembra que o silêncio também faz parte do agir de Deus.
E então, o domingo chega.
A vida vence. A pedra é removida. O túmulo está vazio. A morte é derrotada. Cristo ressuscitou! Esta é a verdade que sustenta a nossa fé, renova a nossa esperança e transforma a nossa existência. A ressurreição não é apenas o desfecho da história — é o início de uma nova vida para todos os que creem.
Ao percorrermos essa jornada, so-
mos convidados a mais do que contemplar. Somos chamados a viver. Viver uma fé que serve, que se entrega, que permanece firme, mesmo em meio às incertezas.
Que esta Páscoa nos leve de volta ao essencial.
À cruz, onde fomos alcançados. E ao túmulo vazio, onde encontramos vida.
Porque Ele vive, seguimos com esperança.
Porque Ele vive, avançamos em unidade.
Porque Ele vive, há vida hoje e para sempre. n
O JORNAL BATISTA
Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso.
Fundado em 10.01.1901
INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189
PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB
FUNDADOR
W.E. Entzminger
PRESIDENTE
Raphael Abdalla
DIRETOR GERAL Fernando Macedo Brandão
SECRETÁRIO DE REDAÇÃO
Estevão Júlio Cesario Roza
(Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ)
CONSELHO EDITORIAL
Francisco Bonato Pereira; Guilherme Gimenez; Othon Ávila; Sandra Natividade
EMAILs
Anúncios e assinaturas: jornalbatista@batistas.com Colaborações: decom@batistas.com
REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA
Caixa Postal 13334
CEP 20270-972
Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2157-5557
Site: www.convencaobatista.com.br
A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação Batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal.
DIRETORES HISTÓRICOS
W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946);
Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002)
INTERINOS HISTÓRICOS
Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923).
ARTE: Oliverartelucas
IMPRESSÃO: Editora Esquema Ltda A TRIBUNA
“Ele não está aqui, mas ressuscitou” (Lc
24.5-7)
Claudio de Castro Fernandes pastor da Igreja Batista Deus Conosco, em Manaus - AM
“E eles disseram: Por que procurais entre os mortos aquele que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos de como vos falou ainda na Galileia: É necessário que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, seja crucificado e ressuscite ao terceiro dia.”
Morto e sepultado na sexta-feira, mas ressuscitado na manhã de domingo.
F. Rienecker1 começa seu comentário sobre a ressurreição de Jesus assim: “A vida de todas as pessoas na terra sempre termina com a sua morte. A morte dá um fim terminante à história de vida da pessoa. Nem mesmo os maiores entre os grandes constituem uma exceção desse fato. Não obstante: uma pessoa é exceção, com uma sucedeu diferente”.
O texto básico nos traz à memória essa pessoa diferente. O ocorrido com Jesus na sexta-feira, com todo aquele sofrimento que redundou em sua morte, “era necessário”. Tudo fazia parte do eterno plano de Deus. Era imperativo que o Filho do homem fosse “entregue nas mãos de homens pecadores”, fosse “crucificado” e ressuscitasse ao terceiro dia. Depois de Jesus exclamar “Está consumado”, vem a mensagem do anjo: “Ele não está aqui, mas ressuscitou”. Lá foi uma sexta-feira escura; agora, o sol brilha na manhã de domingo.
A morte de Jesus foi um fato histórico confirmado por um experiente centurião que, mesmo convivendo com a morte nas batalhas, ficou extremamente impressionado com a singularidade daquela morte: pela ira dos algozes, pela reação da natureza, pela atitude daquele que era “moído e esmagado”, que, mesmo sofrendo na execução, não nutria ódio por seus carrascos, mas pedia ao Pai que lhes perdoasse. Diante desse quadro inédito, o centurião exclamou: “É verdade! Este era o Filho de Deus”.
João registrou que os soldados, que ao verem Jesus e ao perceberem que já estava morto, não considera-
ram necessário que lhe quebrassem as pernas para acelerar a morte, mas em vez disso, um deles “perfurou o lado de Jesus com uma lança, e logo saiu sangue e água” (João 19.33,34).
A morte foi confirmada pelo centurião; os soldados viram-no morto, e até o corpo de Jesus testemunhou de Sua morte, jorrando de si mesmo sangue e água. É, verdadeiramente Jesus estava morto.
Ainda que guardado por uma guarnição de soldados do Império Romano, pelo medo dos Judeus de que alguém roubasse o corpo do Salvador e, segundo F. Rienecker2, para evitar “a fé na sua ressurreição”, lacraram a pedra da entrada com o selo romano. Mas, tudo foi inútil para deter o invencível. Conforme disse o anjo: “Ele não está aqui, mas ressuscitou”.
Como expressou o poeta Robert Lowry3: “Tomaram precaução com Seu sepulcro; mas tudo foi em vão para o reter. Da sepultura saiu! Com triunfo e glória ressurgiu! Ressurgiu, vencendo a morte e o seu poder; pode agora a todos vida conceder! Ressurgiu! Ressurgiu! Aleluia! Ressurgiu!”
Mateus relata que “Maria Madalena; Maria, mãe de Tiago e de José; e a mãe dos filhos de Zebedeu” observaram de longe todo aquele suplício. (Mateus 27.56). Lucas confirma que, na comitiva que foi procurar o corpo de Jesus, estavam Maria Madalena, Maria mãe de Tiago e de José, e acrescenta Joana e outras mais. Essas mulheres foram bem cedo, no primeiro dia da semana, com especiarias para aplicarem no corpo de Jesus. Eram mulheres piedosas, com boas intenções, mas, por não se lembrarem das palavras de Jesus, e não crerem naquilo que ouviram, não viviam, ainda, a alegria da ressurreição.
Naquele domingo especial, as mulheres “perplexas, sem saber o que fazer”, foram as primeiras a ouvirem a mensagem da ressurreição. Mas, antes estavam procurando um Jesus morto, em um lugar de mortos. João até relata que Maria Madalena pensou que os romanos haviam levado o corpo de Jesus para outro lugar, mas
o anjo disse: “Ele não está aqui, mas ressuscitou”.
É verdade, aquele que morreu é o mesmo que ressuscitou. Foi Ele mesmo quem disse: “estive morto, mas eis que estou vivo por toda a eternidade! E possuo as chaves da morte e do inferno” (Apocalipse 1.17,18). É verdade, disse o anjo: “Ele não está aqui, mas ressuscitou”.
As palavras de Jesus se cumpriram, conforme havia dito, ainda na Galileia: “É necessário que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, seja crucificado e ressuscite ao terceiro dia.” Foi difícil para eles entenderem isso, mas pacientemente Jesus reiterava a instrução de que ressuscitaria. Era o glorioso plano de Deus em ação, para resgatar a humanidade do pecado, pela morte de Seu Filho, e poder justificá- la por meio da ressurreição, conforme Romanos 4.25, que diz: “Ele foi entregue à morte para pagar todos os nossos pecados e ressuscitado para nossa completa justificação.” (KJA).
Segundo o filme Jesus Segundo Lucas, “três dias após a sua morte ocorreu o mais assombroso acontecimento da história”: a ressurreição de Jesus, que, realmente, é um fato espantoso e admirável. Ele mesmo disse que daria a vida, mas a retomaria: “Por isso o Pai me ama, porque dou a minha vida para retomá-la. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou espontaneamente. Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la. Essa ordem recebi de meu Pai” (Jo 10.17,18).
Jesus deu Sua vida, mas a recuperou. O anjo anunciou o triunfo do Deus do universo: “Ele não está aqui, mas ressuscitou”.
Jesus, por ocasião da morte de Lázaro, fez uma das mais contundentes afirmações a seu respeito. Ele disse: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, mesmo que morra, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, jamais morrerá.” Jesus é A Vida; por isso nos criou com vida. Jesus é A Ressurreição; por isso garante a todos a vitória sobre a morte. O temor da morte se esvai diante de Jesus, que ressuscitou.
No episódio da manhã do domingo, com a pedra removida para que todos pudessem ver o túmo vazio, cheios de perplexidades, constatamos que as mulheres se esqueceram das pa-
lavras de Jesus. Semelhantemente os dois, no caminho de Emaús, sem ânimo e sem esperança, incrédulos e sem entender as Escrituras, foram surpreendidos pelo Cristo Ressurreto. Com corações em chama, ouviram o Invencível explicar as Escrituras, que afirmavam a Sua ressurreição, e, no partir do pão, perceberam que estavam diante do Ressurreto.
Pedro o viu ressurreto dos mortos; os demais apóstolos o viram; o Tomé incrédulo o viu, com suas marcas; quinhentos irmãos o viram; e Paulo também o viu. No decorrer da história, o ressurreto Jesus tem sido visto por muitos, pelos olhos da fé; por isso, como disse o poeta, celebram seu glorioso nome, e podem crer no amanhã: “Porque Ele vive, posso crer no amanhã; porque Ele vive, temor não há. Mas eu bem sei, eu sei que a minha vida está nas mãos de meu Jesus, que vivo está”.
Sua morte teve por objetivo atrair um exército de seguidores que, voluntariamente o amasse e vivesse para ele, conforme II Coríntios 5.15: “E ele morreu por todos para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” Sua ressurreição garante que Deus tem poder para ressuscitar os que morreram em Cristo. A Bíblia diz: “Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, também devemos crer que Deus, por meio de Jesus, vai trazer juntamente com ele os que já morreram” (I Ts. 4.14). Lucas diz que “esse Jesus, que vocês crucificaram, foi ressuscitado dentre os mortos!” (At 4.10). Com base nesse assombroso acontecimento, Werner de Boor4 acertou quando disse: “Ele, que estava morto, agora vive! Continua vivendo eternamente como aquele que venceu a morte”. Recordar a fala do anjo dizendo: “ELE NÃO ESTÁ AQUI, MAS RESSUSCITOU” é um alento ao coração que vive e crê, ainda que as lutas sejam grandes, com perdas, doenças e morte. Ele está vivo e nós viveremos. Ele ressuscitou, e nós ressuscitaremos”.
(Pela graça de Deus, Pr. Claudio de Castro Fernandes, IB Deus Conosco, Manaus) n
4 Boor, W. d. (2002; 2008). Comentário Esperança. Editora Evangélica Esperança; Curitiba.
Unidade nas diferentes formas de atuação
Rubin Slobodticov pastor, colaborador de OJB
Ser diferente é normal. Embora os humanos sejam igualmente racionais, são diferentes na forma de existir, sentir, interpretar atos e fatos, falar e proceder; cada um têm personalidades diferentes. Todos reconhecem ser diferentes.
Modos diferentes de ser são muito positivos. As diferenças garantem inovações, criatividade e impedem, portanto, estagnação. Paulo diz que “há diferentes dons e ministérios, mas o Senhor é o mesmo; há diferentes formas de atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos” (I Coríntios 12.4-6).
As diferenças individuais marcam a trajetória de uma pessoa. Elas se constituem em marcas que registram a pessoa quanto a forma de ver a vida, considerar pontos de vista diversos pelos elogios ou críticas a ponto de denunciar indelevelmente a ocupação e relacionamentos interpessoais. Ao conciliar as diferenças, o indivíduo
constrói sua família e estabelece laços de amizades.
O apóstolo Paulo enaltecia a diversidade de modo fascinante. Por isso conduz seus alunos a entenderem e abraçarem a unidade mesmo em meio a multiplicidade de dons, ministérios e formas de atuação.
O conhecimento humano admite a diversidade em amplitude: filosoficamente admite diversidade de formas de opiniões; na antropologia cultural, os hábitos e costumes, crenças e valores nos modos mais diversos de alteridade.
A diversidade na forma de atuação é capaz de encontrar soluções para um mesmo caso ao utilizar a criatividade e a originalidade. A Palavra de Deus afirma que “há diferentes formas de atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos” (I Co 12.6).
Na Igreja de Cristo existe diversidade de formas de atuação dos dons e ministérios. Elas se adequam as condições em que estão inseridas. E assim é nossa Igreja.
A reflexão se encaminha para conclusões óbvias. O tempo é de mudanças no estilo de condução de uma Igreja em particular. A capacidade dos líderes é um diferencial para o seu implante. É preciso potencializar os melhores estilos de gestão ou continuar reforçando as próprias fragilidades.
Promover uma boa administração entre pessoas (a) fortalece relações positivas ao mesmo tempo em que se promove a interação e se constroem parcerias saudáveis.
Uma boa liderança eclesiástica (b) motiva os seus integrantes. Assim as pessoas são orientadas para uma ação coerente, concreta. A motivação, entretanto, deve se atrelar ao treinamento satisfatório de seus líderes e membros. Um bom treinamento deve objetivar o desenvolvimento pessoal e a missão da instituição.
Liderança satisfatória é a que também (c) proporciona qualidade de vida a seus membros colaboradores. A comunhão entre si deve ser desenvolvida dentro de ambiente saudável, confiável capaz de manter segura e adequa-
da todas as formas de manutenção. Uma boa liderança deve ser (d) obrigatoriamente ensinada de modo franco para merecer recepção e manter satisfatoriamente seus objetivos. Ao par, não se descuidar da formação de novos líderes identificados por seus talentos natos e prepará-los para sucessões até sistêmicas dentro da Igreja. Uma liderança saudável deve (e) expor de modo claro suas regras, fundamentos e comportamentos adequados. Afinal, os objetivos de uma organização religiosa – Igreja devem compor finalidades claras e objetivas tanto para cada um de seus associados como para seus líderes a fim de perseguirem seus ideais e proporcionar satisfação.
Na gestão eclesiástica contemporânea, seus temas acompanham os tempos atuais como o poder da comunicação e sua aplicabilidade, o comportamento humano e sua organização, atualização contextual da gestão de pessoas, o conhecimento de modelos de gestão de projetos e a avaliação da gestão contextualizada. n
“Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (I Co 15.3-4).
No último domingo, celebramos o domingo de Páscoa e o culto da ressurreição. Dentre todas as datas de nosso calendário, a lembrança da morte e da ressurreição de Jesus é a mais significativa. Como todas as datas de nosso calendário que fazem referência a Cristo, a Páscoa tem sido esvaziada de seu sentido. Chocolates, coelhos e outros símbolos ou referências estranhas ao sentido original da data surgem para confundir a visão das pessoas acerca do que ocorreu entre a Paixão e a ressurreição do nosso Salvador.
O apóstolo Paulo não estava em Jerusalém quando Cristo morreu. Mas ele recebeu por revelação do próprio Cristo e pelos relatos de testemunhas
oculares toda informação necessária para aprender e ensinar sobre a Páscoa. Seu ministério foi marcado por fidelidade à mensagem que recebeu. Ele afirma: “vos entreguei o que também recebi” (I Co 15.3). O apóstolo proclamou exatamente aquilo que recebeu. Ele não tentou atualizar a Páscoa ou torná-la mais “relevante”. Ele simplesmente procurou anunciar exatamente aquilo que sabia ser verdade. Da mesma maneira, nós devemos crer e anunciar a mensagem que recebemos. Não é nosso papel adaptar o escândalo da cruz às mentes sensíveis de nossa geração. Também não devemos tentar ajustar o milagre da ressurreição à pretensa intelectualidade desta época. O poder do evangelho (Romanos 1.16) continua sendo capaz de romper as barreiras do escândalo e da soberba dos homens para penetrar profundamente no coração endurecido pelo pecado e trazer à vida o morto espiritual (Efésios 2.1).
O conteúdo desta tradição pascal inclui os fatos históricos da morte por crucificação de Jesus e de sua ressur-
reição dentre os mortos ao terceiro dia. Sobre a morte de Cristo, Paulo fornece duas informações (I Coríntios 15.3). Em primeiro lugar, sua morte foi “pelos nossos pecados”. Isso significa que o propósito da crucificação é a expiação dos nossos pecados. Em segundo lugar, o sacrifício de Jesus fora “segundo as Escrituras”. Isso porque Jesus não morreu fora dos planos de Deus para a história da redenção. A crucificação já havia sido determinada desde os tempos eternos (Apocalipse 13.8) e sua execução histórica profetizada muito tempo antes de acontecer (Isaías 53.5-12). Estes dois fatores demonstram que Deus não foi pego de surpresa na morte de Seu Filho. Pelo contrário, ele mesmo já havia decretado o sacrifício de Jesus pelo pecado para que seu plano de salvar a humanidade fosse concretizado. Deus planejou, anunciou e executou o pagamento do preço por nossos pecados através do sacrifício de Jesus na cruz, que é o ponto focal da história da redenção. Além disso, Paulo afirma que Jesus Cristo “foi sepultado e ressuscitou
ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (I Coríntios 15.4). Porque sua morte foi real, ele foi sepultado. Seu corpo desceu ao sepulcro e ali foi deixado diante de testemunhas e sob à vigilância das forças romanas. Para reverter uma morte real, seria necessária uma intervenção divina real. E foi exatamente isso o que aconteceu na madrugada de domingo. Seu corpo não mais estava na sepultura. Nem pedra, nem selo, nem guarda romana puderam deter aquele que venceu a morte e o pecado! Mais que um sinal poderoso, a ressurreição de Jesus é a corroa do projeto salvífico de Deus. Uma vez que a consequência do pecado é a morte, a vitória sobre o pecado é confirmada e evidenciada pela vitória sobre a morte. Tudo isso fora anunciado no Antigo Testamento (Salmos 16.8-10). O Deus que conduziu seu Filho ao madeiro, o levantou dentre os mortos e lhe deu o nome que está sobre todo o nome (Filipenses 2.9-11).
Foi assim que a Páscoa aconteceu. Foi assim que Deus providenciou para nós tão grande Salvação! n
Lucas Rangel de C. Soares pastor
Redenção: uma obra de libertação definitiva
Carlos Elias de Souza Santos pastor da Primeira Igreja Batista de Campo Grande - RJ
“Quando Cristo veio como sumo sacerdote…, ele entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, e obteve eterna redenção” (Hb 9. 11-12).
O que significa redenção? Sabemos ou não? A palavra grega é derivada do verbo que significa “libertar ante o recebimento de um resgate”. O redentor é Jesus Cristo, – “Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo” (Lc 1.68). O preço que Jesus pagou em favor da redenção de seu povo foi o seu próprio sangue, derramado em sua morte, — “o Filho do Homem… veio para… dar a sua vida em resgate por muitos” (Mt 20.28).
A verdade é que Cristo redimiu o seu povo de todo pecado — do pecado original ou atual, público ou secreto, de comissão ou omissão, de pensa-
mentos, palavras ou ações, Cristo nos libertou de todo pecado. “Virá de Sião o Libertador e ele apartará de Jacó as impiedades. Esta é a minha aliança com eles, quando eu tirar os seus pecados” (Romanos 11.26,27; Isaías 59.20,21).
A verdade é que Cristo nos redimiu da culpa do pecado — o pecado visto com base na justiça de Deus. “O Senhor resgata a alma dos seus servos, e dos que nele confiam nenhum será condenado” (Sl 34.22). “No qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça” (Ef 1.7; Cl 1.14).
A verdade é que Cristo nos redimiu do poder do pecado — o domínio do pecado sobre os pecadores. “Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da mor-
te, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida” (Hb 2.14-15).
A verdade é que Cristo nos redimiu da punição do pecado — a penalidade de morte merecida pelo pecado, devido à transgressão da lei de Deus. Cristo profetizou a respeito daqueles que ele haveria de salvar: “Eu os remirei do poder do inferno e os resgatarei da morte; onde estão, ó morte, as tuas pragas? Onde está, ó inferno, a tua destruição?” (Oséias 13.14; cf. I Coríntios 15.54, ss.) Portanto, “vindo… a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos” (Gl 4.4,5).
A verdade é que Cristo nos redimiu da presença do pecado — um benefício a ser outorgado por Ele em sua vinda (glorificação). O Espírito Santo é “o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade” (Ef 1.14).
“Também nós, que temos as primícias
do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo” (Rm 8.23). “E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção” (Ef 4.30). “Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória. Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima” (Lc 21.27-28).
Se você é um cristão, então se alegre, pois nenhum daqueles em favor dos quais Cristo derramou seu sangue, para redimi-lo, será considerado por Deus como não-redimido. Que todos os salvos “recebam a promessa da eterna herança” (Hb. 9.15). Ele prometeu a cada um dos redimidos: “De modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida” (Ap 3.5).
A redenção é uma libertação definitiva e nada tem o poder de desfazer essa obra. n
O Deus que faz (Salmos 91.1-7)
José Manuel Monteiro Jr. pastor, colaborador de
OJB
O salmo 91 é, com certeza, um dos textos mais conhecidos da Palavra de Deus. É incrível porque, até mesmo pessoas que nunca leram a Bíblia, o conhecem. É um salmo popular frequentemente recitado em tempos de dificuldade ou incerteza. Não sabemos quem o escreveu e nem o seu contexto histórico – mas o salmista nos encoraja a confiar em Deus para a nossa segurança, sabendo que o Senhor tem poder para nos livrar de todos os perigos, incluindo doenças mortais, e até pestes.
O pastor e escritor Charles Swindoll em sua obra intitulada (Vivendo Salmos – motivação para os desafios da vida moderna) – diz: “Os dois primeiros versículos do salmo 91 retratam o caráter fiel de Deus, ao passo que os versículos 3 e 4 descrevem o que Deus faz”. É justamente em torno desta premissa que nossa reflexão irar girar. O salmo 91 não retrata somente a proteção que Deus oferece aqueles que habitam no esconderijo do Altíssimo. O salmo também tem um tom de batalha. O
inimigo é o nosso perverso adversário, que nos ataca com persistente regularidade. Dentro do contexto desta batalha – o que Deus faz? Vamos elencar alguns pontos para a nossa reflexão.
Em primeiro lugar – Ele livra (Salmos 91.3) . A metáfora do “laço do passarinheiro” aponta para perigos ocultos e traiçoeiros que nos cercam. O “laço do passarinheiro” é uma arapuca e o salmista diz que Deus nos livra destes laços (arapucas). Laço – é uma armadilha usada para capturar as aves sem barulho ou confronto. Passarinheiro – é aquele que arma o laço com intenção estratégica, esperando o momento certo.
Temos um grande inimigo, o diabo (Passarinheiro) que é perito em armar ciladas (Laços). É especialidade dele fazer armadilhas (Laços) para cairmos. Ele espera o momento certo para agir e aguarda a nossa queda (Efésios 6.11). A boa notícia que o salmista nos traz é que – seja qual for o laço do passarinheiro, Deus livra seus servos fiéis. Aqueles que habitam a sombra do Deus Todo Poderoso tem a certeza de que, de fato, Deus é capaz de livrá-
-los de qualquer que seja a armadilha do inimigo.
Em segundo lugar – Ele nos cobre (Salmos 91.4). Está em pauta aqui a figura de uma ave mãe que reúne os filhotes sob suas asas, quando aparece algum perigo. Quem confia em Deus não está isento de lutas, mas está protegido no meio delas. Quando Yahweh abre as asas por sobre Seus filhos, a defesa é segura. Deus, sendo Todo Poderoso, ao perceber as artimanhas e os perigos que o inimigo pode nos causar – nos atrai para debaixo de suas asas – onde encontramos segurança e descanso.
Em terceiro lugar – Ele protege os seus com a verdade (Salmos 91.4b). O poeta usa aqui uma metáfora militar. Pavês era um escudo pequeno e redondo, ao passo que o escudo cobria o corpo inteiro e tinha um formato comprido. A verdade é a lei de Deus. Aqueles que conhecem a verdade (lei de Deus) e a obedecem, são protegidos por ela. Quando andamos na verdade de Deus – temos um escudo suficientemente poderoso para nos livrar dos dardos inflamados do inimigo.
Em último lugar – Ele preserva os fiéis (Salmos 91.7). Alguns estudiosos são de opinião que o poeta estivesse pensando em uma batalha militar quando escreveu – “caiam mil ao teu lado, e dez mil, a tua direita”. Alguns acreditam que o salmista tivesse em mente as pestilências e os perigos que assolam o homem de dia e de noite levando pessoas a morte.
A expressão “Caiam mil ao teu lado, e dez mil, à tua direita” dá a entender que existe uma crescente na calamidade (mil a dez mil). Na visão do salmista – a praga que atinge os homens ganha uma proporção elevada que derruba uma grande quantidade de pessoas. Entretanto, o salmista mostra que mesmo em meio a tanta calamidade – o fiel encontra o favor de Deus – pois, não será atingido. Isto mostra o quanto Deus preserva os fiéis. O pastor e teólogo Daniel Conegero diz: “Sem dúvida este versículo demonstra o quão perto o crente fiel pode estar de uma calamidade, e ainda assim desfrutar do cuidado providencial do Senhor”. n
Inconstância gera incredulidade
Regiane Barbosa
membro da Igreja Batista da Pituba, em Salvador - BA
Quando o automático toma seu lugar no dia a dia, traz consigo um esquecimento do que foi colocado como “objetivo, meta” no ano, mês, semana anterior. Observe as festas do final de ano e verás o quanto parece que o ano só começa após o carnaval. O cômico é que, infelizmente, isso é trazido até mesmo para o nosso crescimento espiritual.
Inconstância gera incredulidade. E não precisa acreditar em mim: veja a palavra do Senhor. Em tudo, Deus nos estimula a perseverarmos, a não nos abatermos em meio às aflições que, sim, chegarão até nós. E esta falta de constância chega por diversos motivos; contudo, um deles é o vencedor: quando as coisas não estão do jeito que gostaríamos.
“Como assim, Senhor? Eu tenho orado, meditado na tua Palavra, jejuado, trabalhado em teu Reino, e parece que nada muda?” — eu e você podemos indagar. E, mesmo assim, o Senhor não responder. Permanecer em silêncio, como se estivesse nos “castigando”. E algo começa a acontecer…
Desanimamos. Duvidamos. Nos distraímos. A incredulidade vem porque já não mais fazemos como antes o que deveríamos — a saber, o básico que funciona: oração, intercessão, meditação na Palavra, jejum.
“Por qual motivo irei fazer se nada muda? Parece que Deus não me ouve.”
E aqui, o inimigo de nossas almas sussurra em nossos ouvidos: “Ele não quer te ouvir, não adianta você insistir, as coisas ficarão da mesma forma, nada vai mudar, você está esperando a conversão dessa pessoa já fazem anos, acorda, este Jesus nem liga para você”.
Satanás não chega te oferecendo um convite a sair da Igreja, por exemplo; entretanto, ele sabe que é muito mais eficiente te esfriar, estando dentro. Um espírito cansado, desanimado e incrédulo destrói qualquer ambiente, o que é muito mais eficaz para o reino das trevas.
Na Bíblia, encontramos o livro de Habacuque. E, neste livro, percebe-se que é possível termos fé e duvidarmos. O contrário da fé não é a dúvida, mas sim a incredulidade. No entanto, em meio às suas dúvidas, vemos Deus renovar sua esperança. E Habacuque, diante disso, escreve ao final do último capítulo:
“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na videira; ainda que a colheita da oliveira decepcione, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas desapareçam do aprisco, e nos currais não haja mais gado, mesmo assim eu me alegro no Senhor, e exulto no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha fortaleza. Ele dá aos meus pés a ligeireza das corças e me faz andar nas minhas alturas. Ao mestre de canto. Para ins-
trumentos de cordas”. (Hb 3.17-19).
Meu querido irmão, minha querida irmã, o Senhor nos vê. O Senhor nos ouve. Levar todas as coisas a Ele, inclusive as dúvidas, ainda que não sejam respondidas de imediato, sujeita o nosso coração a quem é o dono das nossas vidas. Rotinas espirituais podem não mudar circunstâncias; todavia, nos mudam. Abrem a nossa mente, educam a nossa alma, sondam os nossos corações.
Profissionalmente, sou contadora e empreendo na área, além de atuar com a parte financeira de pessoas físicas e jurídicas. Uso, inclusive, minhas redes sociais para falar sobre finanças e negócios à luz da Bíblia; você pode me seguir no @falaregianebarbosa. Ironicamente, até os clientes que chegam para mim no off-line são cristãos, e dinheiro é algo que gera muita incredulidade. Primeiro, por ser um assunto quase que considerado pecado dentro da igreja; e, segundo, por um medo criado na própria cultura brasileira.
Você acha mesmo que seu cérebro, focado em te proteger, ficaria tranquilo com a possibilidade de enriquecer? Mas é claro que não. Permanecer com o necessário, enterrando talentos (habilidades, recursos, dons), tornou-se uma dádiva.
No entanto, a área financeira é a que mais deixa cristãos incrédulos. Será mesmo que Deus irá prover? Será que conseguirei sair daqui? Posso orar pela minha vida financeira? Posso não ajudar alguém? Vou para o inferno se não pagar a dívida do meu parente? Meu irmão, minha irmã, a Sagrada Escritura traz resposta para todas estas questões. Porém, muitas vezes, nós temos medo de falar sobre este assunto e parecer que o dinheiro é um ídolo. Ele pode se tornar — assim como qualquer outra coisa, seja família, cargo na igreja, trabalho, maternidade —, mas não falar sobre isso aumenta a possibilidade de não acreditarmos na soberana vontade de Deus e no seu constante agir em nossas vidas, inclusive em nossas finanças.
Esteja certo de que Aquele que é poderoso para fazer infinitamente mais pode retirar toda incredulidade nascida da inconstância do seu coração ainda hoje. Desejo-lhe um novo olhar sobre sua vida espiritual, pois dela vem a base necessária para as demais áreas. Deus te abençoe poderosamente!
A TV, por muito tempo, teve — e ainda tem — uma forte influência sobre as pessoas. O personagem vilão, em 100% das novelas, era rico. As pessoas tinham raiva, o chamavam de explorador, e o “bonzinho” era o pobre financeiramente. Ele, sim, era alguém digno de valor. Se você não veio de uma família rica, é provável que aquele parente que mais prosperou em finanças não tenha sido o preferido, principalmente se ele não saía pagando viagens para todos, dívidas não feitas por ele, etc. Era considerado egoísta, avarento.
Com carinho e zelo. n
Prepare-se para a Campanha da Família 2026!
Missões Nacionais
Vivemos em uma era marcada pela hiperconectividade, em que o uso excessivo da internet , das redes sociais e dos canais de streaming tem impactado profundamente a dinâmica familiar. Muitos lares enfrentam desafios como a perda da comunicação entre seus membros, a busca desenfreada por prazer imediato e a dependência emocional de estímulos digitais. Esses comportamentos, muitas vezes sutis, têm gerado negligência espiritual, enfraquecimento dos vínculos familiares e afastamento dos princípios bíblicos. A nomofobia é o medo ou a ansie -
dade de ficar sem acesso ao celular ou à internet . Embora pareça algo comum no mundo moderno, esse comportamento pode se tornar um vício silencioso que afeta profundamente a vida espiritual, emocional e familiar.
Pessoas com nomofobia sentem desconforto ao se afastarem das telas, verificam constantemente notificações e, muitas vezes, substituem momentos de comunhão com Deus e com a família por horas de navegação contínua em redes sociais ou consumo de conteúdo digital. Isso resulta em isolamento, dispersão espiritual, perda de produtividade e enfraquecimento dos relacionamentos.
Diante desse cenário, torna-se urgente que as famílias sejam fortalecidas espiritualmente para resistirem às investidas do inimigo que se aproveita dessas brechas tecnológicas para semear divisão, ansiedade e superficialidade. A Palavra de Deus, especialmente em Efésios 6, nos exorta a vestir toda a armadura de Deus para permanecermos firmes contra as ciladas do diabo.
Nessa iniciativa, temos o desejo de combater esse vício com ações práticas e espirituais. Por meio da oração, da leitura da Palavra e de atividades familiares saudáveis, queremos ajudar cada lar a reconquistar o equilíbrio, restaurar a comunhão e
fortalecer a mente e o coração contra os excessos digitais.
A campanha “Famílias Protegidas pela armadura de Deus” surge como uma resposta espiritual e prática a essa realidade, convocando as famílias a se unirem em oração, reflexão bíblica e ações concretas para restaurar hábitos saudáveis, fortalecer os laços familiares e viver de forma santa e equilibrada no mundo digital. Teremos diversos materiais gratuitos disponíveis para você, sua família e sua igreja. Acesse o site : missoesnacionais.org.br/familia e saiba mais.
Vamos juntos fortalecer as nossas famílias em Cristo! n
Colégio Batista Mineiro celebra 108 anos de história
Uma noite de fé, música e reconhecimento marca o legado de mais de um século de dedicação à educação e à formação integral dos estudantes.
Comunicação da Rede Batista de Educação
No sábado, 21 de março, o Colé gio Batista Mineiro celebrou seus 108 anos com um emocionante culto de gratidão a Deus e homenagem aos profissionais que contribuíram para a educação ao longo de décadas. A cerimônia aconteceu no Teatro Mad dox, na unidade Floresta/Séries Finais, reunindo estudantes, familiares, colaboradores e autoridades locais.
O evento contou com a presença de representantes da Convenção Batista Mineira (CBM) e da Junta de Educação da Convenção Batista Mineira, que prestigiaram a celebração. A Orquestra da RBE abriu o culto com momentos de louvor e adoração, impactando a todos os presentes e fortalecendo o espírito de fé e comunidade da instituição.
Para o diretor-Geral da Rede Batista de Educação, Valseni Braga, a
comemoração marca mais do que a longevidade da escola: é um momento de reverência à missão iniciada em 1918. “Celebramos uma promessa que atravessa gerações. Há 108 anos, não plantamos apenas uma escola, mas um altar ao conhecimento e à fé. Ao olharmos para trás, podemos dizer com convicção: ‘Ebenézer, até aqui nos ajudou o Senhor’”, declarou.
A mensagem bíblica ficou por conta do pastor Márcio Santos, diretor-
-Executivo da Convenção Batista Mineira, que trouxe inspiração de Gálatas 6.9, encorajando todos a perseverarem na presença de Deus.
O momento cultural também emocionou o público: estudantes do 5º ano entoaram o hino do Colégio Batista Mineiro, enquanto os adolescentes do Colégio Batista Mineiro BH – Floresta/Séries Finais apresentaram um coral repleto de harmonia e emoção. Durante a cerimônia, o Capelão Geral da RBE, pastor Rubens Cordeiro, prestou homenagem a Davi Maddox, filho mais novo de Dona Efigênia Maddox e Dr. Otis Maddox, que completou 100 anos no ano passado e reside nos Estados Unidos. Em seguida, ao lado do diretor-Geral, vários homenageados receberam a Medalha Maddox: pastor Roberto Macharet, professora Suely Menezes e professor Mário Jorge Castelani.
A celebração também reconheceu colaboradores pelo tempo de serviço:
• 40 anos: professora Raquel Estevam Nazar.
• 30 anos: André Carvalho Gomes, professora Eliane Kátia Vieira Dias, professora Rita de Cássia S. Silva Miranda.
• 20 anos: Ana Eliúde Sarmento dos Santos, Eilton Jadson Santos Miranda, Emilene Batista Silva, professora Joana D’arc Carlos Soares, Valter Ferreira da Silva.
• 10 anos: professora Carla Conceição C. da Silva, Profa. Érica Cristina F. Del’amarques Alves, professora Jerusa Mara R. Carvalho Sampaio, professor José Carlos Árabe de Almeida.
A noite de sábado reforçou o compromisso da Rede Batista de Educação com a excelência, a fé e a formação integral dos estudantes, celebrando a história do Colégio Batista Mineiro e os frutos de mais de um século de dedicação à educação. n
Igreja Batista Vila Falchi - SP dá posse ao Pr. Pedro Rosolen
Ele é o terceiro pastor da história da Igreja.
Wagner Fernandes
pastor, membro da Primeira Igreja Batista de São Caetano do Sul - SP
Fotos: Maristela Langraff Gratidão. Esta foi a palavra central da solenidade do dia 14 de março, na Igreja Batista Vila Falchi, em uma noite marcante onde deu posse ao pastor Pedro Rosolen, que assumiu como o 3º pastor de sua história, após um pe ríodo de busca em oração pelo novo obreiro.
A abertura da programação foi dada pelo pastor Alexandre Segura Sanches, presidente da Ordem dos Pastores Batistas do ABC, quem assumiu o interinato do ministério pastoral na Igreja por cerca de um ano, durante o processo de sucessão. Na saudação aos presentes, fez menção ao momento feliz e ao mesmo tempo triste da ocasião, comunicando o falecimento do irmão Aldo, diácono da Igreja Batista Vila Marchi, em São Bernardo e pai da irmã Anair Rosolen, esposa do pastor Pedro. Em seguida, com apoio da membresia, abre oficialmente a
Igreja em assembleia extraordinária.
O culto solene contou com várias participações especiais, como o coral das mulheres da Vila Falchi, do Conjunto Jovem e, ainda, a participação do Coral Maior, tradicional grupo musical da Igreja.
As palavras institucionais foram trazidas pelo pastor Diego Fernandes e, num segundo momento pelo pastor Sebastião Neto, respectivamente, 1º vice e presidente da Associação Ba-
tista do ABC e pelo pastor Alexandre, representando a Ordem dos Pastores Batistas do ABC e foi o orador oficial
A mensagem da noite tratou sobre o tema: “Encorajamento de Deus em tempos de desânimo”, fundamentada no texto de Ageu 2.1-9, enfatizando que a Obra de Deus não depende de estrutura e recursos e o ministério pastoral é inteiramente dependente da Graça de Deus. Palavra espiritual reconfortante, que impactou positivamente os presentes à solenidade.
O termo de posse foi lido pela irmã Larissa Anjos Rocha, secretária da Igreja, e depois todos foram convocados a ficarem de pé para o momento de imposição de mãos. Os pastores presentes foram chamados à frente e a oração de posse foi impetrada pelo pastor Sebastião Neto.
A programação contou com aproximadamente 160 pessoas que lotaram o templo, dentre estas, 50 visitantes de outras Igrejas do ABC, incluindo alguns membros da Igreja Batista em Vila Independência, onde o pastor Pe-
dro Rosolen encerrou seu pastorado e teve sua despedida no último dia 1º de março.
A Igreja Batista Vila Falchi, que completa 28 anos no próximo mês de abril, nasceu por uma iniciativa conjunta de duas congregações e o comum acordo entre as duas Igrejas que as dirigiam: A Igreja Batista Jardim Mauá e a Primeira Igreja Batista de Mauá, que promoveram a união que viabilizou a organização da Igreja.
O pastor Pedro Rosolen agradeceu aos presentes, falou sobre o misto de sentimentos que foi para ele aquele dia, ao mesmo tempo festivo e de lamento, quando sepultou seu sogro na parte da tarde e à noite estava sendo recebido com carinho pela Igreja. Momento difícil que justificava a ausência de sua esposa, irmã Anair Rosolen.
A Deus seja a glória por este novo tempo para a Igreja Batista Vila Falchi e que o Senhor conduza o pastor Pedro Rosolen em sabedoria da Palavra. Que Cristo siga sendo exaltado na cidade de Mauá por intermédio desta abençoada Igreja do Grande ABC. n
Teatro Maddox recebeu cerimônia de celebração
Oração de Posse do Pr. Pedro Rosolen
Treinamento de líderes fortalece atuação missionária em Salvador - BA
Capacitação promovida pela Associação Batista do Salvador reuniu participantes de diversas Igrejas da região.
Encontro, realizado na Igreja Batista dos Mares, ofereceu treinamento em diversas áreas para os participantes
Lidiane Ferreira gerente de Comunicação e Marketing da Convenção Batista Baiana
A Associação Batista do Salvador (ABS) promoveu, no sábado, dia 28 de março, um treinamento de líderes na Igreja Batista dos Mares, em Sal-
vador - BA. A capacitação reuniu Batistas de diferentes Igrejas da capital baiana e do município de Lauro de Freitas, com o objetivo de fortalecer o serviço ministerial e o desenvolvimento das organizações nas Igrejas locais.
Durante o encontro, foram ofe -
recidos treinamentos em diversas áreas, incluindo Mulheres em Missão, Mensageiras do Rei, Pequenos Missionários, Juventude (com ênfase em Comunicação e Discipulado), Embaixadores do Rei, Grupo de Ação Missionária, Sociedade Missionária de Homens Batistas, além de Secretaria e Tesouraria. A iniciativa reforça o compromisso da Associação Batista do Salvador com a capacitação contínua de líderes, contribuindo para o avanço da obra missionária e o fortalecimento das Igrejas na região. n
Convenção Batista Piauiense celebra 70 anos com mobilização espiritual e expansão missionária
Celebração reuniu participantes de diferentes regiões e destacou avanço missionário
Rossi Sousa Matos assessoria de Comunicação da Convenção Batista Piauiense
A Convenção Batista Piauiense (CBPI) celebrou, no último dia 29 de março, 70 anos de atuação marcada pela expansão da fé cristã e pelo trabalho missionário no Nordeste brasileiro. A data foi comemorada com uma programação especial que reuniu momentos de espiritualidade, valorização histórica e celebração coletiva. As atividades comemorativas foram precedidas pelo desafio “70 dias na Palavra”, uma mobilização que propôs a leitura completa da Bíblia em 70 dias. A iniciativa contou com a
participação de aproximadamente 100 pessoas que concluíram o propósito, consolidando a ação como um dos principais marcos espirituais da celebração.
O encerramento ocorreu no próprio dia 29, no Sítio Batista Spiegel, espaço cultural da denominação no Piauí. Durante a programação, foram entregues certificados aos participantes do desafio, além da realização de um batismo coletivo, que reuniu mais de 50 pessoas, simbolizando o crescimento da Igreja e a renovação da fé.
A celebração também foi marcada por um momento de memória e gratidão. A Convenção teve início em 1955, com a realização da primeira Assem-
bleia Geral na Primeira Igreja Batista de Teresina - PI, organizada pelo pastor John Samuel Oliver, configurando o marco inicial da instituição.
A formação da primeira diretoria, presidida pelo pastor John Samuel Oliver, ao lado do vice-presidente, doutor João Martins de Morais, do primeiro secretário, pastor José Moreira, do segundo secretário doutor Ditimar Sousa Brito e do tesoureiro, missionário Everette Buddin, representa um importante referencial histórico, por simbolizar o início de uma trajetória pautada pela organização, propósito e compromisso com a expansão da obra Batista na região.
Atualmente, a Convenção Batis-
ta Piauiense reúne 114 Igrejas e 70 Congregações distribuídas nos estados do Piauí, Maranhão e Bahia. O crescimento ao longo das décadas reflete o compromisso com a missão evangelizadora, tendo como desafio permanente a plantação de novas igrejas aliada ao seu fortalecimento e consolidação.
A programação reuniu Batistas de diferentes regiões em um ambiente de comunhão, gratidão e reconhecimento pelos avanços alcançados ao longo dessas sete décadas. A celebração reforça o compromisso da Convenção com o futuro, mantendo viva a missão de expandir o evangelho e impactar vidas. n
Parte dos Pastores da Zona Sul de Teresina Culto de Lançamento dos 70 anos CBPI - AIBATAR Participantes da Maratona de Leitura Bíblica
Convenção Batista do Planalto Central realiza 64ª Assembleia Geral e elege nova Diretoria
Encontro foi marcado por comunhão, decisões importantes e edificação espiritual.
Estevão Júlio
jornalista na Convenção Batista Brasileira
A Convenção Batista do Planalto Central (CBPC) realizou, nos dias 27 e 28 de março, na Igreja Batista Esperança, a sua 64ª Assembleia Geral, reunindo líderes e mensageiros de diversas Igrejas para um tempo de comunhão, adoração e alinhamento ministerial.
A programação foi dividida em três sessões. A abertura, na noite do dia 27, contou com a participação do diretor-executivo da Convenção Batista Brasileira, pastor Fernando Brandão, que trouxe a mensagem bíblica, edificando os presentes com a Palavra de Deus. O pastor Fabrício Freitas, diretor-executivo da Junta de Missões Nacionais (JMN) e líder da Comunidade Batista Hope, no Distrito Federal, também participou da sessão inicial.
Ao longo da Assembleia, foram apresentados relatórios de órgãos e organizações da CBPC, como o Conselho de Administração, a União Feminina Missionária Batista do Planalto Central, a União Missionária de Homens Batistas e a Ordem dos Pastores Batistas do Brasil – Seção do Planalto Central, além do parecer do Conselho Fiscal e outras deliberações administrativas.
Um dos momentos mais significativos foi a eleição da nova diretoria da CBPC, seguida de oração e posse durante a terceira sessão. A liderança eleita ficou assim constituída:
• Presidente: Pr. Matheus Guerra, da Igreja Batista Central de Taguatinga;
• 1º vice-presidente: Pr. Ezemar Linhares, da Igreja Batista Esperança;
• 2º vice-presidente: Pr. David Pereira, da Igreja Memorial Batista;
• 3º vice-presidente: Pr. Adriano Teixeira, da Primeira Igreja Batista em Ponte Alta Norte;
da Igreja Batista Ebenézer;
meira Igreja Batista de Planaltina;
• 3ª secretária: Doracy Rodrigues, da Igreja Batista El-Shaddai.
A terceira sessão também foi marcada pela mensagem bíblica do pastor Benilton Custódio, presidente da CBPC no último período e pastor da Primeira Igreja Batista de Brazlândia - DF, e momentos de louvor que envolveram Igrejas e grupos participantes.
Ao final da Assembleia, o presidente eleito, pastor Matheus Guerra, destacou a importância do encontro e convocou os Batistas da região para o avanço da obra: “Povo Batista do Planalto Central, estamos encerrando a nossa Assembleia convencional, um tempo maravilhoso, um tempo especial. Fomos desafiados, vivemos um tempo de crescimento e nós cremos, queridos, que vamos crescer ainda mais. Eu quero conclamar você, você é meu irmão, minha irmã, você é líder, você é pastor. Vamos juntos trabalhar para que as nossas Igrejas pos-
sam avançar ainda mais, para que o Evangelho seja anunciado em todas as regiões do Planalto Central, para que mais vidas conheçam o poder de Deus em Cristo Jesus. Nós somos a convenção. Você é a convenção. Vamos juntos para a glória de Deus. Que o Senhor te abençoe, em nome de Jesus”, declarou.
O diretor-executivo da CBPC, pastor Roberto Santos, também ressaltou a relevância do momento e o desafio que se inicia com a nova gestão: “Tivemos uma assembleia muito especial. É um momento muito especial, um novo momento, quando nos preparamos para dar sequência a todo o trabalho da nossa convenção e ao trabalho especial, que é a preparação da nossa 106ª Semana Batista, que acontece aqui em Brasília. E nós temos, hoje, uma tarefa muito séria, de dar continuidade aos projetos da nossa convenção e de prepararmos a chegada dos Batistas brasileiros aqui em nossa cidade, em nosso Distrito
Federal. Pastor Mateus, muito obrigado pela disponibilidade, pelo coração aberto. Que Deus abençoe ricamente a sua presidência”, comentou o diretor. O pastor Fernando Brandão também celebrou o encontro e reforçou a expectativa para o próximo grande evento denominacional: “Um tempo precioso de edificação e comunhão. Parabéns, CBPC. Deus seja exaltado! Em janeiro de 2027 estaremos juntos na Semana Batista em Brasília.”
A realização da Assembleia reafirma o compromisso dos Batistas do Planalto Central com a proclamação do Evangelho e o fortalecimento das Igrejas, ao mesmo tempo em que mobiliza a denominação para um dos próximos grandes momentos: a 106ª Semana Batista, que acontecerá em Brasília, de 18 a 24 de janeiro de 2027, reunindo Batistas de todo o Brasil para um tempo de comunhão, despertamento e avanço missionário.
Faça agora mesmo a sua inscrição: www.bit.ly/semanabatista2027 n
Nova Diretoria da Convenção Batista do Planalto Central Diversas faixas etárias tiveram representação na Assembleia da CBPC
Pr. Fernando Brandão e Pr. Fabrício Freitas junto a líderes Batistas do Planalto Central Deliberações fizeram parte da programação
Sessão de abertura da 64ª Assembleia da CBPC
das Igrejas Batistas do Planalto Central
Redação da JMM
Um legado marcado pelo serviço e amor aos povos
Celebramos a vida da missionária Ludmila, em um culto de gratidão na Primeira Igreja Batista de Curitiba.
A história de uma vida entregue a um propósito não começa no destino, mas no caminho. Para ela, a jornada começou com o desafio do espanhol no Paraguai e o rigor do inglês no País de Gales. Cada idioma aprendido não era apenas gramática, era uma ponte sendo construída.
No Egito, o desafio exigiu tudo. Entre os estudos do árabe e o serviço aos refugiados no Cairo, o coração dela já batia em um ritmo diferente. Foi ali, em uma igreja presbiteriana, que o extraordinário aconteceu: sem ainda dominar a língua, ela pregou em um árabe fluente. Não eram apenas palavras; era a confirmação de que Deus a levaria onde o impossível morava.
O visto para o Sudão não era apenas um adesivo no passaporte; era a chave de uma promessa. Por 12 anos, aquele chão se tornou sua casa. Do pequeno grupo de mulheres,
nasceu a PIB Sudão. O que era um culto doméstico tornou-se um refúgio de amor.
Ela se tornou raízes. Representando a Junta de Missões Mundiais, ela foi pioneira. Olhou para os adolescentes e viu o futuro; olhou para as crianças e viu o projeto “Pedra Fundamental”. Ela não deu apenas educação e alimento; ela devolveu identidade. Construiu escolas onde antes só havia carência e ensinou que o amor de Jesus alcança do bebê ao vovô. Cada formatura de alfabetização era uma vitória sobre o destino.
Mas, em meio aos frutos e alegrias, a jornada tomou um rumo inespera-
do. De forma inesperada e prematura, veio a deportação. O governo fechou as portas, mas não o coração dela. A maior dor não foi o que ficou para trás — os registros, as fotos, os bens — mas o adeus que não pôde ser dito aos seus incontáveis filhos na fé. O ciclo parecia interrompido por um silêncio de dez anos.
Mas Deus não encerra histórias no meio. Dez anos depois, o chamado ecoou novamente. De Curitiba para Uganda. Em 2023, as mãos que serviram no Sudão encontraram as mãos dos refugiados em terras ugandenses.
Ali, entre refugiados de guerra, ela estabeleceu um novo ministério entre
sudaneses e burundineses. Ela formou líderes infantis em aldeias e resgatou a identidade de órfãos do Sudão que estão na Uganda através da Palavra de Deus.
Esta é a história de quem não apenas passou pelo mundo, mas deixou que o mundo fosse transformado pelo amor de Cristo através de suas mãos. Uma vida. Muitos povos. Um único propósito: a expansão do Reino. Missões Mundiais é imensamente grata pelos 22 anos de dedicação da missionária Ludmila. Somos gratos por caminhar ao lado de quem dedica cada batida do coração para que as nações conheçam o Salvador. n
Proclamai 2026 percorre o Brasil com missionários de 18 países e foco em mobilização
Evento traz uma programação que une plenárias e oficinas, além de um espaço exclusivo para o público infantil.
Redação da JMM
O Proclamai é mais do que um congresso. É um reencontro com o propósito que move a Igreja a anunciar o amor de Deus a todos os povos. Em 2026, missionários, preletores e convidados especiais de 18 países virão ao Brasil para compartilhar as conquistas e desafios do campo missionário.
Entre os países representados estão nomes como a Coreia do Norte, Síria, Haiti, Irã, Ucrânia, Japão, Itália, Nepal e muitos outros.
Este ano, o evento ganha ainda mais força com três edições acontecendo em Recife, São Paulo e Campos dos Goytacazes (RJ). São três oportunidades de, mais uma vez, reunir vozes, histórias e corações dispostos a responder: “Eis-me aqui, envia-me”.
A jornada começa simultaneamente em Recife e São Paulo, entre os dias 18 e 21 de abril. A estrutura foi pensada para ser produtiva e inspiradora: as manhãs e noites são dedicadas às plenárias, enquanto as tardes são ocupadas por oficinas e rodas de conversa.
Logo em seguida, de 23 a 25 de abril, o Proclamai chega a Campos dos Goytacazes, mantendo o ritmo de imersão e troca de experiências que marca o evento.
Ele é destinado a cristãos em geral, interessados em ouvir o que Deus tem feito no mundo. Cristãos que entendem a urgência da missão. É um tempo para aprender mais sobre como proclamar o Evangelho da Verdade.
A inscrição será de R$137,70. Este valor contempla um kit exclusivo do participante e acesso a todas as áreas do evento. A alimentação, hospedagem e transporte, não estão inclusos, ficando sob responsabilidade de cada inscrito.
O Proclamai é uma experiência para toda a família.
Para que ninguém fique de fora, o Proclamai Kids oferece uma programação especial para crianças de 4 a 11 anos. Com um investimento de R$68,00, os pequenos recebem um kit
de participante e participam de atividades pensadas para a idade deles. Desejamos que os pais possam
mergulhar nas plenárias principais com tranquilidade, enquanto os filhos vivem sua própria jornada de aprendizado no espaço Kids
Voluntários do Proclamai – Servir e Transformar
Você pode também ser um voluntário no Proclamai, em qualquer uma das edições.
Quem deseja viver o evento por trás das cenas ainda pode se candidatar como voluntário por meio do Programa Voluntários Sem Fronteiras da Junta de Missões Mundiais. É uma oportunidade de serviço prático e troca cultural intensa. As inscrições devem ser feitas pelo site do evento até o dia 07 de abril, e os selecionados passarão por um processo conduzido pela equipe da organização.
Para se inscrever ou mais informações, acesse: proclamai.org
Não fique de fora!
Porque o Filho Vive e Voltará, Proclamai! n
Imersão anual reúne redatores da Convicção Editora na sede da CBB
Iniciativa promove capacitação e alinhamento entre redatores das revistas da Escola Bíblica.
Estevão Júlio
jornalista na Convenção Batista Brasileira
Nos dias 01 e 02 de abril, foi realizada a imersão anual com os redatores das revistas de Escola Bíblica da Convicção Editora. O encontro aconteceu na sede da Convenção Batista Brasileira (CBB), na Tijuca - RJ, e reuniu educadores de diversas regiões do país, sob a liderança da Gerência de Educação Cristã.
O momento foi marcado por comunhão, troca de experiências e alinhamento ministerial, fortalecendo o compromisso com a produção de conteúdos que sirvam às Igrejas locais em todo o Brasil. A programação foi pensada de forma intencional para promover crescimento, capacitação e avanço, reafirmando o propósito de educar à luz da Palavra de Deus.
Durante a imersão, o diretor executivo da CBB, o pastor Fernando Brandão, destacou a importância do trabalho desenvolvido pelos redatores e pela equipe de Educação Cristã. “Estamos vibrando com este momento. Estamos reunidos com os redatores das revistas da Escola Bíblica Dominical traçando planos e estratégias.
É uma alegria ver a qualidade e o cuidado em cada material produzido. Cada redator é responsável por uma revista que abençoa vidas em todo o Brasil. Por isso, pedimos: orem por essa equipe. São homens e mulheres de Deus, comprometidos, que têm buscado ao Senhor em total dependência do Seu Espírito. Nós, Batistas, precisamos de uma Escola Bíblica forte, preparada para formar uma geração que ama, serve, glorifica e proclama o nome do Senhor Jesus. Pais, levem seus filhos à Escola Bíblica. Pastores, invistam nesse ministério. Uma das principaispular seus filhos, e a Igreja tem papel
Saio daqui impressionado com a visão, dedicação e excelência dessa equipe. Se depender dos redatores e da Gerência de Educação Cristã, nós não vamos recuar. Vamos avançar. Somos um. Vamos avançar!”
A gerente de Educação Cristã, Elana Ramiro, também reforçou a visão do trabalho realizado. “Estamos trabalhando intensamente para que cada Igreja Batista seja uma agência do Reino de Deus, formada por cristãos maduros, com caráter de Cristo estabelecido e prontos para cumprir a missão. Sonhamos com cada Batista crescendo para a glória de Deus, sendo edificado, e estamos empenhados para que isso se torne realidade. Pe dimos que as Igrejas orem por nós”.
tégico da Convicção Editora no apoio às Igrejas, por meio de materiais que contribuem para o ensino bíblico e o discipulado, impactando diferentes gerações com a mensagem do Evangelho. Para conhecer e adquirir o material
da Convicção Editora acesse: www. conviccaoeditora.com.br
Siga a Convicção Editora nas redes sociais
Redatores da Convicção Editora se reuniram na sede da Convenção Batista Brasileira, na Tijuca - RJ
Elana Ramiro e Pr. Fernando Brandão participaram da imersão
A Igreja no mundo: missão, ética e testemunho em tempos contemporâneos (João 17.14-19)
Rony Cleiton Barbosa pastor
A relação entre a Igreja e o mundo sempre foi marcada por tensão, responsabilidade e propósito. Em meio aos desafios atuais, como crises sociais, desigualdade, avanços tecnológicos, relativismo moral e conflitos culturais, a noiva de Cristo é chamada a reafirmar sua identidade e missão, vivendo de forma coerente com os princípios do Evangelho.
João 17 faz parte do discurso de despedida de Jesus aos discípulos, pouco antes da crucificação. Usando a metáfora da “videira verdadeira” (Jo 15), Jesus ensina que permanecer ligado a Ele é a única forma de frutificar, produzir amor e vida espiritual abundante. Jesus termina este momento orando não só por seus discípulos, mas por todos aqueles que viriam a crer nEle. Sua oração não é para nos blindar, nos preservar ou nos livrar do que enfrentaríamos; não é para nos dar poder para “pisar na cabeça do inimigo” ou nos conceder um “superpoder”, mas para nos fortalecer para permanecermos firmes e, mesmo em dificuldades, sermos reflexo do Seu amor onde estivermos.
Só frutifica quem permanece nEle (João 15.4); só vive a verdade quem tem o Espírito da Verdade (João 15.26). Só recebe o Espírito da Verdade para viver neste mundo quem está ligado a Ele, e só está ligado a Ele quem confessa seus pecados, se arrepende e se entrega inteiramente ao Senhor.
A igreja não é apenas uma instituição religiosa, mas o “corpo de Cristo” (I Coríntios 12.27), chamado a viver no mundo sem se conformar com seus padrões (Romanos 12.2). Esse princípio expressa um dos fundamentos teológicos mais importantes: a doutrina da santificação, que aponta para uma vida separada para Deus, mas não isolada da realidade social. Jesus declarou que seus seguidores não são deste mundo (João 17.14), mas que, enquanto aqui estamos, devemos ser “sal da terra” e “luz do mundo” (Mateus 5.13-16). Isso implica influência ativa: preservar valores, iluminar caminhos e testemunhar a verdade. Portanto, o povo de Deus não deve se afastar do mundo para se esquivar de sua responsabilidade, mas atuar nele com discernimento e integridade. Todo cristão verdadeiro deve ter sua vida pautada nas Escrituras, pois não há a mínima possibilidade de uma vida e de uma igreja saudáveis sem que estejam fundamentadas na Palavra de Deus como única regra de fé e prática.
A Igreja como voz profética
Diante de um cenário global marcado por polarizações, crises humanitárias e mudanças culturais, a missão da Igreja se fortalece no cumprimento da Grande Comissão (Mateus 28.19-20). Além disso, a teologia cristã destaca o conceito de Missio Dei (Missão de Deus), que compreende a igreja como participante da ação redento-
ra de Deus no mundo. Isso significa que a Igreja não apenas proclama a fé, mas atua na transformação social, promovendo justiça, paz e dignidade humana.
A Igreja deve ser uma voz profética, denunciando injustiças e anunciando esperança. Ela é chamada a refletir o caráter de Cristo não apenas em palavras, mas, principalmente, em atitudes. Nos Evangelhos, vemos que Cristo confrontava a hipocrisia religiosa e valorizava uma vida coerente. Ele não separava “verdade” de “conduta”. Por isso, uma Igreja que afirma anunciar a verdade, mas não vive de forma ética, perde sua credibilidade.
O desafio da hipocrisia e do relativismo
A hipocrisia religiosa pode assumir várias formas. Uma delas é o moralismo seletivo: quando se condena com rigor o erro do próximo, mas se relativiza ou esconde o próprio erro, ou o daqueles que nos são convenientes. Outra manifestação é o uso da fé como instrumento de poder ou vantagem social. Jesus condenava os fariseus justamente por buscarem o reconhecimento público enquanto suas vidas privadas contradiziam seus discursos.
Somado a isso, enfrentamos o relativismo moral, que nega a existência de uma verdade absoluta. A Verdade, que é Cristo e Sua Palavra, acaba sendo tratada como “apenas mais um ponto de vista”. Não por acaso, Jesus ora ao Pai pedindo que nos santifique na verdade (João 17.17); ou seja, que
sejamos separados pelo Espírito para vivermos a Palavra, independentemente das pressões externas.
Ética e Cultura
A ética do Reino propõe valores como amor, perdão, humildade e justiça. Esses princípios confrontam o individualismo extremo e a corrupção. A moral cristã também enfatiza a imago Dei (imagem de Deus), ensinando que todo ser humano possui dignidade intrínseca.
A relação entre Igreja e cultura deve ser equilibrada: não podemos simplesmente rejeitá-la, nem a absorver sem critério. No contexto digital, por exemplo, enfrentamos a tentação da superficialidade e da busca por “likes”, que muitas vezes nos leva a deixar princípios de lado para nos adequar ao sistema. Somente conectados a Cristo conseguiremos usar a tecnologia para alcançar vidas sem perder nossa essência.
Conclusão
A credibilidade da Igreja depende do seu testemunho. A coerência entre fé e prática é essencial. A Igreja no mundo não é um elemento passivo, mas uma presença transformadora que, fundamentada nas Escrituras, responde aos desafios contemporâneos com fidelidade, sabedoria e amor. Em um mundo em constante mudança, permanecemos como sinal do Reino de Deus, anunciando a verdade e sendo luz onde houver escuridão. n
Marinaldo Lima pastor, colaborador de OJB
Muitas vezes começo a pensar no significado das três cruzes do Calvário. Três homens estavam crucificados. E muitas pessoas assistiam aquele horrível espetáculo
Soldados escarneciam e até mesmo os príncipes zombavam Mulheres viam a cena de longe e muito choravam.
Porém, a atenção maior estava na cruz do meio, Onde estava Jesus, o meu Senhor e
Salvador. Ele ali era o personagem principal, Que a Si mesmo se dava por causa do Seu amor.
Jesus não tinha pecados, mas sobre Ele estavam as nossas iniquidades. De cada lado de Jesus havia um homem crucificado, E qualquer um de nós hoje somos um daqueles homens. Nós somos pecadores como eles e temos que decidir. Pois, a nossa decisão, decidirá a nossa vida no porvir.
De um lado estava a cruz do ladrão que blasfemou até a morte.
Era a cruz dos que só querem saber da vida mundana, Eles sempre dizem:
“Eu não quero saber de Deus
Que tem Cristo comigo?
Deixa o Evangelho para lá”. Sim, aquela era a cruz da indiferença.
Porém, do outro lado estava a cruz do ladrão que se arrependeu.
Era a cruz da confissão. A cruz dos homens que reconhecem seus pecados. Era a cruz dos que dizem:
“Senhor Jesus, eu quero teu perdão”. Aquela era a cruz do arrependimento.
Você tem que tomar a sua decisão: arrependimento ou indiferença. Sim, olhe para a cruz do meio. E você verá o perdão maravilhoso que saia de Jesus.
Aceite Aquele que estava crucificado em seu lugar.
Aquela cruz de Jesus era a cruz do amor de Deus.
Era a cruz da promessa de uma vida eterna do céu.
Aquela era a cruz do perdão. n
Identidade e Missão
Não sou velho.
Sou
nolt!
Pr. Ailton Desidério
No livro “Não nascemos prontos: provocações filosóficas”, Sergio Cortella afirma: “Gente não nasce pronta e vai se desgastando; gente nasce não pronta e vai se fazendo. Eu, no ano em que estamos, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada); o mais velho de mim (se é o tempo a medida) está no meu passado e não no meu presente.” (2009, p. 13, Ed. Vozes). Achei essa colocação do Cortella muito interessante. Com certeza, por conta de já ser um idoso. Mas eis que surge uma nova nomenclatura para aqueles que estão com mais de sessenta anos NOLT, ou New Older Living Trend, que numa tradução livre significa: Nova Tendência de Vida dos Mais Velhos. Para aqueles que, como eu, estão na chamada terceira idade — ou, como alguns preferem dizer, na “melhor idade” – convenhamos: um eufemismo um tanto quanto questionável, principalmente quando levamos em conta as dores nas juntas e algumas outras que nós, idosos, sentimos – ficou mais chique, não é mesmo?
Historicamente, as idades da vida
sempre oscilaram. Se compararmos com o início do relato bíblico, uma pessoa considerada idosa hoje seria praticamente uma adolescente no tempo de Matusalém, que viveu 969 anos. Segundo muitos estudiosos da Bíblia, essas idades extraordinariamente longas presentes nas primeiras páginas do Gênesis devem ser compreendidas à luz de fatores históricos, literários e teológicos.
Alguns intérpretes defendem a possibilidade de uma longevidade literal em um mundo antigo cujas condições seriam diferentes das atuais. Outros entendem que esses números possuem também uma função simbólica, comum na literatura do Antigo Oriente, indicando honra, proximidade com a origem da criação e a relevância teológica desses personagens.
Há ainda paralelos culturais com tradições mesopotâmicas, nas quais antigas listas de reis também atribuíam grande longevidade aos primeiros homens. Assim, mais do que fornecer um registro biológico preciso, essas genealogias parecem destacar a profundidade histórica da narrativa bíblica e a ação soberana de Deus ao longo das gerações.
O quadro abaixo ilustra como a expectativa de vida vai diminuindo ao longo do relato bíblico:
Matusalém — 969 anos Noé — 950 anos Abraão — 175 anos Moisés — 120 anos
Referência do Salmo 90 — 70–80 anos
Diante disso, surge uma pergunta inevitável: será que uma pessoa que viveu muitos anos viveu mais — em termos de qualidade de vida — do que outra que teve poucos anos de existência? Sem dúvida, não. Se fosse assim, teríamos que concluir que Jesus, que morreu aos trinta e três anos, morreu novo, como falamos, teve uma vida de menor valor. O que não é verdade. Jesus, o Senhor da vida, viveu de maneira plena os poucos anos que teve neste mundo.
A vida não se mede pelos anos vividos, mas pela forma como cada ano é vivido. O valor da existência está no modo como atravessamos cada estação da vida, aprendendo e crescendo com cada experiência. A oração do salmista — “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (Sl 90.12) — é uma prova clara disso. Quando
alcançaremos um coração plenamente sábio? Nunca! Na vida estamos sempre aprendendo.
Ser NOLT é entender que os anos vividos são páginas de uma história que continua sendo escrita.
Ser NOLT é ter a consciência de que, embora já tenhamos aprendido muito, ainda há muito a aprender.
Ser NOLT é preservar a fragrância da vida — e não aquele cheiro de naftalina que insiste em conservar apenas o passado, repetindo nostalgicamente: “tempo bom não volta mais...”.
Ser NOLT é carregar rugas no rosto, mas mantendo e renovando sonhos no coração.
Ser idoso descreve uma fase da vida, mas não define a vida. Envelhecer não é castigo; é bênção. Ǫuem é NOLT não conta apenas os anos que viveu; conta, sobretudo, a vida que ainda deseja viver.
Eu não sou velho. Sou NOLT. Velho é quem parou no tempo. NOLT é quem continua vivendo. n
Ailton Gonçalves Desidério Pastor da Primeira Igreja Batista em Lins - RJ Psicólogo clínico e palestrante