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OJB EDIÇÃO 12 - ANO 2026

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ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901

“No amor de Cristo, somos um”:

105ª Assembleia marca Batistas em Alagoas

Amapá

Batistas amapaenses participam de 20ª Assembleia Geral Ordinária na capital do estado

PEPE 25 anos

Projeto da Junta de Missões Mundiais celebra frutos conquistados

História

Primeira Igreja Batista de Bonsucesso - RJ comemora 110 anos de organização

Programação, realizada nos dias 13 e 14 de março, em Delmiro Gouveia, destacou unidade cristã, evangelismo e edificação espiritual. Leia a matéria completa na página 09.

106ª Semana Batista

CBB e Batistas do Planalto Central se reúnem para organização do evento na capital federal

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Missões Nacionais
Notícias do Brasil Batista
Missões Mundiais
Observatório Batista

EDITORIAL

A unidade sempre foi uma marca essencial da Igreja de Cristo. Em tempos de tantos desafios e diferenças, reafirmar esse princípio não é apenas necessário, é urgente. As recentes movimentações entre os Batistas brasileiros evidenciam que, quando caminhamos juntos, a missão se torna mais forte, mais relevante e mais transformadora.

A 105ª Assembleia da Convenção Batista Alagoana, realizada em Delmiro Gouveia, trouxe como tema “No amor de Cristo, somos um”, inspirado na oração de Jesus em João 17.11. Igrejas de diversas regiões do estado reuniram-se não apenas para cumprir uma agenda institucional, mas para testemunhar que a unidade cristã é

A força da unidade

construída no amor, no respeito às diferenças e no compromisso comum com o Reino de Deus. Esse mesmo espírito também foi visto no Amapá, durante a 20ª Assembleia Geral Ordinária dos Batistas amapaenses. Com o tema “Somos Um”, irmãos e igrejas reafirmaram que a cooperação é indispensável para o avanço do Evangelho, tanto local quanto globalmente. Esses encontros não são eventos isolados. Eles refletem uma consciência crescente de que a obra missionária exige comunhão, parceria e visão compartilhada. É nesse contexto que celebramos também os 25 anos do PEPE Internacional. O que começou de forma simples, com poucas crian-

ças em uma comunidade carente, tornou-se um programa missionário de alcance global, presente em dezenas de países. Mais do que números, o PEPE representa vidas transformadas por meio da educação, do cuidado e, sobretudo, do amor de Jesus. Trata-se de uma expressão concreta de unidade em ação: Igrejas, missionários e mantenedores trabalhando juntos por um futuro melhor para milhares de crianças.

Olhando para o futuro, a preparação da 106ª Semana Batista, prevista para 2027 em Brasília - DF, reforça essa mesma direção. Líderes de diferentes áreas da vida denominacional estão unidos no planejamento de um encontro que certamente será mais

um marco de comunhão, edificação e alinhamento missionário para os Batistas brasileiros.

Unidade não significa uniformidade. Significa reconhecer que, mesmo com dons, contextos e realidades distintas, somos um só corpo em Cristo. É essa verdade que sustenta nossa identidade e impulsiona nossa missão.

Que os exemplos recentes em Alagoas, no Amapá, no PEPE Internacional e na articulação nacional nos inspirem a viver, de forma prática e intencional, a oração de Jesus: “para que todos sejam um”. Quando a unidade é vivida no amor de Cristo, o mundo vê, o Evangelho avança e Deus é glorificado. n

O JORNAL BATISTA

Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso.

Fundado em 10.01.1901

INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189

PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB

FUNDADOR

W.E. Entzminger

PRESIDENTE

Raphael Abdalla

DIRETOR GERAL Fernando Macedo Brandão

SECRETÁRIO DE REDAÇÃO

Estevão Júlio Cesario Roza

(Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ)

CONSELHO EDITORIAL

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A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação Batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal.

DIRETORES HISTÓRICOS

W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946);

Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002)

INTERINOS HISTÓRICOS

Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923).

ARTE: Oliverartelucas

IMPRESSÃO: Editora Esquema Ltda A TRIBUNA

Marcelo Aguiar pastor da Igreja Batista em Mata da Praia - ES

No capítulo 13 de Atos somos apresentados à Igreja de Antioquia, uma Igreja missionária. Fundada por cristãos que se dispersaram por causa da perseguição, aquela Igreja se destacou na evangelização e na ação social. Ali os discípulos de Cristo foram, pela primeira vez, chamados de cristãos.

Teologia e Inteligência Artificial: aliadas ou inimigas? Igreja Missionária

O que aprendemos com os irmãos e irmãs de Antioquia?

Uma Igreja missionária é uma Igreja espiritual. Lemos que, em Antioquia, os crentes oravam e jejuavam. Eles viviam em comunhão com Deus, e a expansão missionária nada mais era do que uma consequência daquela comunhão. Amados, é a evangelização que autentica o avivamento!

Uma Igreja missionária é uma Igreja generosa. Quando o Espírito Santo disse aos irmãos que separassem

Paulo e Barnabé para a obra da evangelização mundial, eles se dispuseram a abrir mãos daqueles líderes tão importantes. Eles não fizeram como o Mar Morto (que só recebe as águas), e sim como o Mar da Galileia (que as passa adiante).

Uma Igreja missionária é uma Igreja comprometida. A Bíblia diz que os cristãos de Antioquia impuseram as mãos sobre Paulo e Barnabé e, em seguida, os despediram. É a Igreja que envia, é a Igreja que sustenta! Se você

não pode ir, então ajude quem vai. Os missionários dão tudo de si. O que temos dado de nós?

A história nos diz que a Igreja de Antioquia foi uma das maiores dos primeiros séculos. Ao investirem na vida daqueles que estavam distantes, aqueles irmãos receberam a bênção do Senhor.

Desse modo, eles nos deixaram um exemplo e uma lição. Que Deus faça da nossa Igreja, também, uma Igreja missionária, para a glória de Jesus! n

Túlio Andrade

aluno dos cursos de bacharelado em Teologia e licenciatura em Música do Seminário do Sul

A inteligência artificial (IA) é um dos fenômenos mais marcantes do nosso tempo, alterando profundamente a forma como lidamos com conhecimento, comunicação e até espiritualidade. Em contrapartida, a Teologia continua como um estudo fundamental para compreender a revelação de Deus e orientar a vida cristã. Como essas duas realidades se relacionam? Devem caminhar juntas ou se opor?

Para refletir sobre isso, é preciso entender o que cada uma representa. A teologia é o estudo organizado do registro da revelação divina ao longo da história, buscando compreender quem Deus é e qual é a Sua vontade. A inteligência artificial, por sua vez, consiste na capacidade que sistemas computacionais possuem de executar tarefas características da inteligência humana, como aprender, interpretar, produzir e decidir a partir de dados.

Embora aparentemente distantes, essas duas áreas se interseccionam cada vez mais em ambientes acadêmicos e ministeriais. E isso nos leva

a questionar: quais são as possibilidades e os limites dessa relação?

A Inteligência Artificial como um mordomo intelectual

A IA pode ser considerada um verdadeiro “mordomo intelectual”, um recurso que, quando bem utilizado, auxilia o teólogo em suas múltiplas tarefas. Ela oferece correções linguísticas, adapta textos a diferentes tipos de comunicação linguística e possibilita um acesso facilitado a comentários bíblicos, obras clássicas, textos nas línguas originais e artigos científicos. No campo educacional, as aplicações são ainda mais palpáveis. Sistemas inteligentes podem personalizar planos de ensino, sugerir estratégias didáticas e até elaborar atividades que favoreçam a aprendizagem significativa. Como observa Tony Reinke, em sua obra Deus, Tecnologia e a Vida Cristã, a tecnologia, quando usada para a glória de Deus, pode ser uma extensão do mandato cultural recebido pelo ser humano no Éden: “A tecnologia é um meio pelo qual refletimos a imagem de Deus como criadores, administradores e organizadores da criação”.

Nesse sentido, a IA pode ser um recurso valioso para otimizar o tempo

do teólogo e potencializar a produção acadêmica.

O risco da terceirização teológica

Apesar das vantagens, a IA apresenta perigos quando é utilizada para substituir aquilo que deveria ser resultado de reflexão humana guiada pelo Espírito Santo. A teologia não se resume à organização lógica de informações históricas e religiosas, mas um compromisso sincero com a verdade bíblica, a vida devocional e o cuidado pastoral (seja o teólogo formalmente entitulado pastor ou não).

Kevin Vanhoozer, em sua obra O pastor como teólogo público, afirma que mentes teológicas pertencem a corpos eclesiásticos, o que significa que a teologia não pode ser reduzida a um exercício puramente teórico ou impessoal. Quando terceirizamos a interpretação bíblica, a construção de sermões ou a demanda pastoral para sistemas de IA, corremos o risco de transformar uma vocação ministerial em mera produção automatizada.

A IA pode oferecer respostas rápidas, mas não pode orar, não pode amar a igreja, nem discernir espiritualmente, pois carece da dimensão relacional e da dependência do Espírito,

aspectos que constituem a essência do teólogo. Ela deve ser digerida como ferramenta e não como substituta do papel vocacional.

O essencial acima do útil

A inteligência artificial é útil, mas não é suficiente. Ela pode agilizar processos, ampliar o acesso à informação e melhorar a organização do trabalho, porém não é capaz de substituir a responsabilidade do cristão diante de um chamado pessoal e nem a experiência com Deus.

A tecnologia, por si só, não é boa ou má; o que importa é como a usamos. Cabe, portanto, ao cristão discernir como usá-la à luz da revelação bíblica. O convite não é rejeitar a inteligência artificial, mas integrá-la com sabedoria, aproveitando seus recursos sem comprometer princípios bíblicos ou a vocação teológica.

A inteligência artificial deve servir à teologia, e não o contrário. Ela é uma aliada quando permanece no lugar de ferramenta, mas se torna inimiga quando assume o lugar que pertence ao teólogo. Em última análise, a fidelidade a Deus deve ser sempre mais importante que a eficiência tecnológica. n

O crescimento na verdade e no amor de Deus não é opcional, mas expressão da semelhança de Cristo

Extraído de www.oecbb.com.br

“Pelo contrário, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo”. (v. 15)

Tradução: “Antes, sendo verdadeiros com amor, cresçamos na direção dele em todos os aspectos, o qual é a cabeça, o Cristo”.

Paulo inicia o versículo 15 com a expressão “pelo contrário”, apontando para uma direção oposta à imaturidade mencionada no versículo anterior. A pergunta que se impõe é: o que devemos fazer? E mais: o que acontece quando uma igreja se esquece da verdade ou do amor?

O termo grego traduzido por “seguindo a verdade” implica mais do que simplesmente falar a verdade. Significa praticar, viver e manter a verdade em amor. O crescimento tem lugar e o corpo se edifica em amor. Verbos com esse sufixo indicam ações contínuas e significativas. O crescimento aqui proposto por Paulo é crescer em tudo, em todas as áreas da vida, em Cristo, que é a cabeça da Igreja.

Segundo Júlio Zabatiero, (2009), “a edificação do corpo acontece quando cada um de seus membros realiza seu trabalho sob a direção de Cristo. O trabalho de todos nós deve ser realizado em um ambiente de amor e honestidade. Ademais, o alcance do ministério é integral, pois devemos crescer “em tudo naquele que é o cabeça, Cristo.” John Stott observa que essa expressão é frequentemente mal traduzida. O apóstolo Paulo não está apenas incentivando uma comunicação

sincera, mas sim uma vida que aplica e manifesta a verdade com amor. Ele denuncia o desequilíbrio de alguns que, embora comprometidos com a verdade, são severos e ásperos em sua abordagem. “A verdade torna-se dura se não for suavizada pelo amor; o amor torna-se fraco se não for fortalecido pela verdade”.

O versículo termina com a afirmação: “Cristo é a cabeça”. Isso nos lembra que não devemos ser guiados por nós mesmos, nem por lideranças humanas apenas, mas por Cristo. Ele é a fonte da nossa direção, da nossa unidade e do nosso crescimento. Conforme Keller e Coekin (2019, p. 234), “Precisamos ter conversas bíblicas uns com os outros. Elas são uma forma de ensino que promove maturidade e nos faz crescer na semelhança com Cristo”. A Bíblia nos revela tanto a verdade de Deus quanto o amor de Deus. Nenhum dos dois é opcional.

“Nele o corpo inteiro, bem ajustado e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a correta atuação de cada parte, efetua o seu crescimento para edificação de si mesmo no amor”. (v. 16)

Tradução: “De quem o corpo inteiro, estando ajustado e unido por meio de cada ligação de sustentação, conforme a ação apropriada de cada parte, promove o crescimento do corpo, para edificação de si mesmo em amor”.

“Nele”, isto é, em Cristo, está o centro da vida e da unidade da igreja. Paulo recorre à analogia do corpo humano: a igreja como organismo vivo, interdependente, ajustado e suprido por Cristo. Ele é quem provê a direção,

a nutrição e a vitalidade necessárias para o crescimento de todos os membros. É Deus estabelecendo uma relação com a sua Igreja nesta geração. Os termos “juntar”, “ligar”, “ajustar” apontam para a coordenação harmoniosa entre as partes do corpo. A ideia de “junta” remete à conexão por onde flui o suprimento. No contexto grego, o termo era também usado para descrever o sustento oferecido por um provedor, como um marido que cuida da esposa, ou a provisão para um coral público. Aplicado aqui, reforça que Cristo é quem supre e mantém o corpo unido e operante. A expressão “segundo a correta atuação de cada parte” destaca que cada membro tem uma função específica e vital. A igreja cresce de forma saudável quando todos contribuem, servem e se edificam mutuamente em amor.

Assim, sua igreja precisa de você! Precisa do seu dom, da sua presença, da sua cooperação. Efésios 4.1-16 nos ensina que devemos preservar a unidade, contribuir com nosso ministério e buscar a maturidade espiritual como expressão da semelhança com Cristo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Neste breve estudo expositivo, vimos que: Jesus designou homens e mulheres para a diversidade de ministérios e a variedade de dons espirituais no contexto da igreja; todos estamos sendo aperfeiçoados para a obra do ministério, visando a edificação do Corpo de Cristo; esse aperfeiçoamento nos conduz à unidade da fé e ao pleno conhecimento do Filho de Deus, em

busca da maturidade cristã; o crescimento da igreja se dá na verdade e no amor, sob a direção de Cristo, nossa Cabeça; o ministério não é privilégio de poucos, mas responsabilidade de todos que compõem o Corpo de Cristo e a edificação da igreja local depende do envolvimento fiel, humilde e amoroso de cada membro com os dons que Deus concede. Que o Senhor nos ajude a viver esse chamado, crescendo em tudo naquele que é a Cabeça: Cristo. Nas palavras de Jesus: “A fim de que todos sejam um, para que o mundo creia que tu me enviaste.” (Jo 17.21). Amém!

REFERÊNCIAS

AZEVEDO, Israel Belo de. No compasso da graça: comentários às epístolas aos Gálatas, aos Efésios, aos Filipenses e aos Colossenses. Rio de Janeiro: JUERP, 2012.

HAHN, Eberhard; BOOR, Werner de. Cartas aos Efésios, Filipenses e Colossenses. Comentário Esperança Curitiba: Esperança, 2006.

HOEHNER, Harold W. Efésios. Comentário Exegético. São Paulo: Vida Nova, 2023.

KELLER, Timothy; COEKIN, Richard. 90 dias em Gálatas, Juízes, Efésios São Paulo: Vida Nova, 2019.

RIENECKER, Fritz; ROGERS, Cleon. Chave linguística do Novo Testamento Grego São Paulo: Vida Nova, 1995. STOTT, John. Lendo Efésios. Viçosa: Ultimato, 2019.

ZABATIERO, Júlio. Novos caminhos para a educação cristã. São Paulo: Hagnos, 2009. n

A geração

Z Batista no

mercado de trabalho: carreira, propósito

e

testemunho cristão

A entrada da Geração Z no mercado de trabalho apresenta um novo panorama para a igreja. Os jovens batistas não buscam apenas profissões, mas significados. Suas escolhas de carreira estão entrelaçadas com valores, com o desejo de impactar a sociedade e de permanecerem fiéis à fé cristã. Nesse contexto, a educação cristã tem um papel insubstituível: formar jovens preparados tecnicamente, emocionalmente e espiritualmente para serem sal e luz no ambiente profissional (cf. Mt 5.13-16).

Segundo Souza et al. (2022), essa geração tem perfil pragmático e digital, buscando conexão, significado e flexibilidade. Farias (2019) destaca que o jovem contemporâneo deseja que sua vida profissional esteja alinhada com valores éticos e causas sociais. Assim, a igreja deve contribuir para que esses jovens desenvolvam uma vocação cris-

tã, e não apenas uma profissão.

A Bíblia oferece fundamentos sólidos para a atuação no trabalho: honestidade, diligência, serviço e humildade. Timóteo foi exortado a ser “exemplo para os fiéis, na palavra, no comportamento, no amor, na fé e na pureza” (1Tm 4.12). Tito, a “mostrar-se padrão de boas obras” (Tt 2.7). Esses princípios são fundamentais para quem deseja atuar com integridade e liderança no mercado de trabalho.

Dietrich Bonhoeffer lembra que “A graça não é barata; ela custa a vida de Cristo e nos chama ao discipulado” (Discipulado, 2004). Isso implica que, no trabalho, o cristão não adota práticas antiéticas por conveniência. Ele carrega a cruz também em suas escolhas profissionais. A educação cristã deve formar consciências vocacionadas, comprometidas com o Reino de Deus também na cultura organizacional.

N.T. Wright (2007) complementa: “A fé não se resume a um destino celestial, mas transforma a vida no

presente.” Isso significa que trabalhar com excelência, honestidade e responsabilidade também é espiritualidade. Jovens devem ser ensinados a glorificar a Deus com sua profissão: seja como médicos, designers, técnicos ou empreendedores, todos podem viver o Evangelho com relevância.

Além disso, é fundamental desenvolver habilidades relacionais: escuta ativa, empatia, colaboração e resolução de conflitos. A igreja, como ambiente intergeracional, pode ser um campo de formação para isso. Como afirmam Benson et al. (2006), relações saudáveis são pilares para a permanência e amadurecimento da fé. O mundo corporativo é competitivo, mas o cristão caminha com outro referencial: o amor ao próximo.

A resiliência também é essencial. A pressão por performance e sucesso pode desencadear adoecimento. A educação cristã deve ensinar a descansar em Deus, a reconhecer seus limites e a pedir ajuda. A oração, a

comunidade e o aconselhamento são recursos para manter a sanidade espiritual e emocional.

Saúde à nossa Juventude!

Bibliografia:

BENSON, Peter L.; ROEHLKEPARTAIN, Eugene C.; HONG, Linda S. The Complete Book of Youth Ministry. Zondervan, 2006.

BONHOEFFER, Dietrich. Discipulado. São Leopoldo: Sinodal, 2004.

FARIAS, Lúcia. Juventude Brasileira e Religião. Religião & Sociedade, v. 39, n. 1, p. 75-92, 2019.

KELLER, Timothy. A Fé na Era do Ceticismo. São Paulo: Vida Nova, 2009.

WRIGHT, N. T. Surpreendido pela Esperança. São Paulo: Ultimato, 2007.

SOUZA, Rosana S. de et al. As ferramentas de aprendizagem preferidas da geração Z. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, v. 103, n. 264, p. 430-449, 2022. n

Firmes na Palavra do Senhor

Carlos Elias de Souza Santos pastor da Primeira Igreja Batista de Campo Grande - RJ

“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para julgar os pensamentos e propósitos do coração” (Hb 4.12 -NAA).

A Carta aos Hebreus foi dirigida a cristãos judeus pressionados por perseguição e tentação ao retrocesso. O autor mostra que, em Cristo, Deus oferece o verdadeiro “descanso” prometido (4.1-11), e conclui destacando o ministério da Palavra (4.12-13): ela é viva, eficaz, penetrante e discernidora - ninguém pode esconder-se da Palavra de Deus. Ela é viva (porque possui vida), eficaz (é poder em ação), irresistível e penetrante (pois nada fica oculto ao seu escrutínio). (4.12–13).

1) A Palavra de Deus é Viva: Deus fala “Hoje” (4.7; 4.12a) — Palavra atual e autoritativa. O autor cita o Salmo 95 dizendo que Deus “fala por Davi… Hoje” (4:7). A Escritura, embora escrita no passado, é Palavra do Deus vivo para a igreja hoje. Por isso ela é “viva” (zōsa): não é arquivo morto, mas voz atual do Senhor. A autoridade da Palavra deriva do próprio Deus que fala nas Escrituras (Hebreus 1.1; 3.7; II Timóteo 3.16-17; I Pedro 1.23-25). A comunidade precisava ouvir novamente, hoje, o chamado à fé perseverante: não endureçam como a geração do Êxodo. Quem deseja ouvir Deus falar ainda hoje, precisa ler as Escrituras Sagradas. Muitos livros nos inspiram, somente a Bíblia nos transforma.

2) A Palavra de Deus é Eficaz: conduz pela fé ao descanso (4.1-11; 4.12a) — poder em ação. A mesma mensagem (“boas-novas”) foi anunciada a Israel e a nós (4:2). No entanto esse anúncio não foi aproveitado por alguns “por não ter sido recebido por

meio da fé”; porém, para os que creram pela fé, a Palavra efetuou a sua entrada no descanso (4:3). O descanso é um dom inaugurado em Cristo, temos “paz” com Deus (já), será consumado no porvir (ainda não). “Palavra Eficaz” (energés) é poder em ação — a Palavra realiza os propósitos de Deus (Isaías 55.10–11). A comunidade vacilava. O autor afirma: a Palavra não é ineficaz; ela cria, sustenta e conduz ao fim (ao propósito de todas as coisas).

3) A Palavra de Deus é Discernidora: expõe e cura o coração (4.12b13) — nos alerta sobre a prestação de contas. Neste momento o autor usa a metáfora da “espada de dois gumes” e comunica profundidade e inevitabilidade: a Palavra vai ao ponto mais íntimo (“alma e espírito, juntas e medulas”) e julga (kritikós) pensamentos e intenções. Nada fica oculto “aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (4:13). A Palavra é o instrumento de Deus para expor e preparar-nos ao tribunal. Em tempos de

pressão, cresce a tentação de racionalizar pecados e justificar o retrocesso. A Palavra desmonta o autoengano, traz convicção e chama ao arrependimento perseverante.

Se a Bíblia é a voz de Deus (Vox Dei), ela é normativa para o culto público, a doutrina dos cristãos, sua ética e sua missão. Não consultamos a Bíblia como opinião entre muitas; submetemo-nos a ela como a voz de Deus. Precisamos da Palavra não só para consolo, mas para uma cirurgia espiritual — ela confronta motivações, alinha desejos e forma o caráter semelhante ao de Cristo.

A Bíblia é a voz de Deus hoje (viva), o poder de Deus em ação (eficaz) e o juízo de Deus em amor (penetrante/ discernidor) nos chamando para o exercício de uma fé obediente. O caminho ao descanso não é pelo esforço autônomo, mas pela perseverança na Palavra que aponta e aplica Cristo. Quando a Palavra volta ao centro, Deus traz reforma, aliança e vida. Portanto: firmemo-nos na Palavra de Deus. n

Refletir sobre o ministério pessoal à luz do evangelho é reconhecer que a verdadeira mudança cristã não se mede pelo comportamento visível, mas pelo que acontece no coração. Em Instrumentos nas Mãos do Redentor, Paul David Tripp alerta para o risco de formar cristãos de “boas aparências”: pessoas com práticas religiosas corretas, mas sem transformação interior. A distinção entre exterior e interior não é detalhe teológico, é central para a saúde espiritual individual e comunitária.

Jesus, em Lucas 6.43-45, ensina que o fruto revela a árvore. De modo semelhante, atitudes e palavras revelam o que domina o coração. Quando líderes ou discipuladores enfatizam apenas frequência, disciplina ou comportamento exemplar, podem criar uma espiritualidade superficial,

O ministério pessoal e o perigo da falsificação dos frutos

sustentada por hábitos, não por fé viva.

Tripp destaca três elementos essenciais para que o ministério pessoal produza transformação genuína.

1. Diagnóstico do coração

Antes de corrigir atitudes, é preciso identificar suas raízes: medos, ídolos, inseguranças, orgulho, desejo de aprovação ou controle. Muitas orientações são superficiais porque atacam apenas o sintoma, não o motivo. Perguntas como “O que você busca quando age assim?” ou “O que teme perder?” ajudam a expor o coração diante de Deus. Esse processo exige escuta, paciência e oração, pois só há mudança verdadeira quando a raiz é tratada.

2. Proclamação da graça e dependência do Espírito: Mudança interior não ocorre por técnicas, regras ou força de vontade. Ela é fruto da obra de Deus, que trans-

forma pela graça e pelo poder do Espírito. A vida cristã não se sustenta em desempenho, mas na identidade que recebemos em Cristo (Efésios 2.8-9). Sem a Videira verdadeira nada podemos fazer (João 15.5). O discipulador, portanto, não age como treinador, mas como alguém que constantemente aponta para Cristo, lembrando que confissão, humildade e dependência são o início de qualquer transformação duradoura.

3. Conduzir a Cristo, não a pessoas O ministério se desvia quando gera dependência emocional do conselheiro ou cria grupos baseados em aprovação. O papel do líder é conduzir a pessoa a Cristo, não a si mesmo. Comunidades centradas no evangelho promovem liberdade, vulnerabilidade e responsabilidade diante de Deus. A maturidade espiritual não nasce de agradar líderes, mas de se relacionar com o Senhor.

Quando esses três pontos se alinham, coração revelado, graça aplicada, Cristo exaltado, os frutos são mais que moralidade: amor, humildade, paciência, compaixão e perseverança. Esses frutos permanecem mesmo em tempos difíceis, porque não foram fabricados, mas cultivados pela ação do Espírito.

Em contraste, a “falsificação dos frutos” produz um cristianismo frágil, baseado em aparência. Quando a situação muda, a fachada cai, revelando que a transformação nunca aconteceu. Igrejas podem parecer cheias de atividades, mas pobres de vida espiritual.

Portanto, o ministério pessoal não busca conformidade externa, mas vida real em Cristo. Isso exige tempo, honestidade, graça e foco inabalável no evangelho. O objetivo não é formar bons comportamentos, mas discípulos cujo coração pertence a Deus e produz fruto que glorifica o Senhor. n

Coordenador Ministerial na Primeira Igreja Batista em Londrina - PR

Há muitas pessoas que ainda necessitam conhecer o Evangelho. Há vidas que nunca ouviram falar sobre o Reino de Deus e, dentro desse grupo, também está a comunidade surda. Vamos juntos ao longo do texto acompanhar melhor um pouco dessa realidade.

Existe um Brasil que vive no silêncio. São mais de 10 milhões de surdos e deficientes auditivos. Muitos nunca tiveram acesso pleno à sua própria língua. Muitos nunca ouviram o Evangelho em Libras.

O Missões com Surdos nasce do chamado de alcançar os surdos com a mensagem de salvação. Somos um projeto de Missões Nacionais e temos um propósito claro: Multiplicar discípulos de Jesus entre os surdos no Brasil, evangelizar surdos, falar a língua do coração, plantar igrejas em LIBRAS e formar líderes surdos para alcançar seu próprio povo.

Essa missão não começou hoje. Desde 1991, a Junta de Missões Nacionais desenvolve um trabalho pioneiro na evangelização e no discipulado de surdos no Brasil. Criamos o primeiro manual de sinais bíblicos, lançamos o livro “O Clamor do Silêncio”, estruturamos treinamentos nacionais, plantamos igreja em LIBRAS, formamos líderes surdos.

Alcançando os surdos com a mensagem de salvação

Hoje, os próprios surdos são protagonistas na expansão do Reino entre o seu povo, e seguimos treinando novos obreiros por meio do Radical Surdos e de outras capacitações pelo Brasil. Sabemos que não é apenas inclusão. É discipulado. É plantação de igrejas. É missão.

Na nossa página no Instagram “Missões com Surdos”, fizemos o quadro: Fé em Libras! Já lançamos o nosso primeiro devocional semanal em Libras, um tempo de reflexão na Palavra de Deus para fortalecer a fé e ampliar a propagação do Evangelho entre os surdos no Brasil. Nossa reflexão foi em Lucas 15.1-2: Jesus se aproximava dos rejeitados, ouvia, acolhia e amava. Deus se importa com todas as pessoas. Ninguém é invisível para Ele. E isso inclui você. Que essa mensagem alcance muitos corações! Compartilhe e acompanhe toda semana o Fé em Libras. Ore por esse trabalho. O Evangelho é para todos. n

Convenção Batista do Estado do Amapá realiza sua 20a Assembleia Geral Ordinária

Assembleia foi marcada pela ênfase à unidade e na cooperação do sustento da obra missionária.

Fotos: Joel Fagundes

Eliane Ferreira Borges da Graça membro da Igreja Batista Central de Macapá - SP; assessora Jurídica da Convenção Batista do Estado do Amapá

Nos dias 10 a 14 de março, os Batistas amapaenses reuniram-se na Igreja Batista Memorial de Macapá - AP para sua 20ª Assembleia Geral Ordinária, com o tema “Somos Um” e a divisa em João 17.11: “Sejam um, assim como somos um”.

Com 116 mensageiros inscritos, representando 20 Igrejas e a participação de outros irmãos, essa Assembleia foi marcada pela ênfase à unidade para o avanço do Evangelho no Amapá, e na cooperação do sustento da obra missionária no Brasil e no mundo.

No Culto de abertura foi exibido vídeo com a mensagem enviada pelo pastor Fernando Brandão, diretor-Executivo da Convenção Batista Brasileira (CBB), com palavras de saudação em nome da diretoria da CBB e palavras de encorajamento aos pastores e Igrejas e justificou-se e pediu perdão pela ausência em razão do conflito na agenda.

Os oradores foram o pastor Adiel Fagundes, da Igreja Batista Monte Gerizim; pastor Woshinton Brandão, da Igreja Batista Felicidade; e casal André e Germana Mateus, da Junta de Missões Nacionais (JMN), que visitaram o campo naquele período e foram eleitos como mensageiros de honra, juntamente com o casal pastor Michel R. da Silva e a irmã Erlândia, que vieram do Pará para conhecer a terra

a convite da Igreja Batista Infraero. A COBAAP completou 30 anos ano passado e reúne 34 Igrejas e 14 Congregações. A Igreja Batista Boas Novas, pastoreada pelo pastor Paulo Fagundes, organizada pela Igreja Batista Central de Macapá - AP, em 10 de maio de 2025, foi arrolada nesta assembleia.

As mensagens ministradas abordaram o tema “Somos um” e a divisa em João 17.11, que relata a oração de Jesus. Os preletores enfatizaram que a oração de Cristp ensina que antes de cumprirmos a missão, de fazer discípulos de todas as nações começando pelo Amapá, precisamos ter intimidade com o Pai, se preocupando com a salvação das pessoas e estarmos unidos para que esse propósito seja alcançado.

Foram eleitas as diretorias do COBAAP, das organizações executivas e da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil - Seção Amapá (OPBB/AP).

Diretoria da COBAAP

Presidente: Washington Brandão Moreira (IB Felicidade);

1º vice-presidente: Leudovaldo Rabelo Nogueira (IB Nova Vida);

2º vice-presidente: Lauadir da Conceição Barbosa Junior (IB Felicidade);

1ª secretária: Ligiane da Silva Gama Costa (IB Felicidade);

2º secretário: Osiel Amoras de Araujo (IB Felicidade);

3ª secretária: Nizeth Alves Duarte (IB Felicidade);

Diretorias das organizações eleitas na Semana Batista OPBB-AP

Presidente: Francinei Vaz da Silva; Vice-presidente: José Crispiniano Filho;

Secretário Executivo: Aldery Bezerra da Silva.

Presidente: Frank Max Costa Del Castillo; Vice-presidente: Antônio Castro, Coordenador dos Embaixadores do Rei: Wladimir Cunha.

Presidente: Fábia Ferreira Rabelo

Vice-presidente: Kátia Peixoto; Coordenadora das Mulheres em Missão: Maria de Jesus Correa; Líder das Mensageiras do Rei: Lauriani Barroso; Líder dos Pequenos Missionários: Tainá Araújo.

JUBAP

Presidente: Luciano Costa Mendonça; Vice-presidente: Pablo Ruann da S. Cunha

Foram dias edificantes de comunhão do povo de Deus. Na palavra como novo presidente eleito, o pastor Whashington Brandão disse que “entende a grandiosidade da tarefa que deve ser atendida como chamado de Deus, a quem não se pode dizer não, e atendeu sabendo que quem coloca a mão no arado, não pode olhar para trás e que o Amapá é a grande seara que Jesus mandou e conclamou ao povo Batista a avançar, olhando para a seara que é grande, como disse Jesus. Os desafios são muitos, mas temos um Deus que é maior que os nossos desafios. Que possamos neste tempo, viver a unidade que foi pregada, que isso esteja na mente e no coração, que sejamos um conforme o tema, para trabalharmos com afinco, com dedicação, com amor, com prazer, com alegria, com disposição e disponibilidade na obra do Senhor. Que Deus em Cristo nos abençoe, diante do que temos para fazer como servos e servas do Senhor na nossa Convenção Batista amapaense.” n

UMHBAP
MBAP
O pastor Adiel Fagundes e o missionário André Mateus ministraram a Palavra na Assembleia da COBAAP
Diretoria eleita da COBAAP
Plenária da 20ª Assembleia Geral Ordinária

Batistas Alagoanos realizam 105a Assembleia em Delmiro Gouveia com foco na unidade cristã

Encontro reuniu líderes, organizações e membros em programação marcada por comunhão, evangelismo e prestação de contas.

Comunicação da Convenção Batista Alagoana

A Convenção Batista Alagoana realizou, nos dias 13 e 14 de março, a sua 105ª Assembleia anual, reunindo Igrejas de todas as regiões do estado, na Primeira Igreja Batista em Delmiro Gouveia, no município de Delmiro Gouveia, localizado a cerca de 290 km de Maceió.

Com o tema “No amor de Cristo, somos um”, inspirado em João 17.11, o encontro destacou a importância da unidade entre os cristãos, respeitando suas diferenças e fortalecendo a missão conjunta.

A programação foi antecedida pela chamada “pré-assembleia”, iniciada na quinta-feira (12) com a tradicional Noite da Juventude, reunindo jovens de diversas Igrejas. Já na tarde da sexta-feira (13), aconteceu o encontro das organizações da convenção, com a participação de pastores, mulheres e educadores cristãos.

Durante a assembleia, o destaque espiritual ficou por conta das mensagens do pastor João Marcos Barreto Soares, diretor-executivo da Junta de Missões Mundiais (JMM), que enfatizou que “unidade é diferente de uniformidade”, ressaltando que as diferenças entre os cristãos devem ser vistas como oportunidades de crescimento. O encerramento contou ainda com a ministração do pastor Anderson Nunes, pastor da Primeira Igreja Batista

em Maceió - AL.

tes foi a caminhada evangelística realizada no sábado à noite, quando os participantes percorreram as ruas

da cidade proclamando a mensagem cristã, culminando em um culto ao ar livre. A programação também contou com a participação das Mensageiras do Rei e dos Embaixadores do Rei, na

noite de sexta-feira.

Deliberações e ações missionárias fizeram parte da programação da 105ª Assembleia da CBAL

Além da edificação espiritual, a assembleia também foi espaço para a apresentação de relatórios institucionais, evidenciando o avanço do trabalho Batista em Alagoas, bem como o compromisso com a organização e a transparência da convenção.

O evento contou ainda com a presença de um representante da Convenção Batista Sergipana, fortalecendo os laços entre as convenções estaduais.

Segundo o presidente da convenção, pastor Carlos Ruben, o sentimento ao final do encontro foi de gratidão e renovação: “Saímos de Delmiro Gouveia com o coração transbordando, gratos ao Senhor e a todos os Batistas alagoanos pela presença e participação”.

A realização da assembleia na Igreja anfitriã também teve um significado especial, atendendo ao pedido da própria congregação e marcando a abertura das comemorações pelos 50 anos de sua organização.

Para a liderança da convenção, o encontro foi mais do que uma agenda institucional. “Foi um momento especial, em que tudo, desde os louvores até a apresentação dos relatórios, se tornou um verdadeiro culto ao Se

nhor”. n

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105ª Assembleia da Convenção Batista Alagoana teve mais de 500 participantes
Pr. João Marcos Barreto Soares foi um dos preletores PIB Delmiro Gouveia recebeu Batistas de todo o estado de Alagoas

Embaixadores do Rei do ABC realizam seu 1o congresso

Mais de 200 pessoas, de 12 Igrejas, participaram da primeira edição do evento.

Wagner Fernandes pastor, membro da Primeira Igreja Batista de São Caetano do Sul; conselheiro de Embaixadores do Rei

A Igreja Batista Vila Gerte - SP, no último dia 28 de fevereiro, foi sede do pri meiro Congresso regional dos Embaixa dores do Rei da história do Grande ABC, na cidade de São Caetano do Sul - SP. Esta marcante primeira edição do conclave trouxe o tema “Anunciando Jesus”, fundamentado na sua divisa em Marcos 16.15 e teve a abertura oficial com a palavra do coordenador do DAER ABC, conselheiro Wesley Martins, membro da Igreja Evangélica Batista Ebenézer, que deu as boas-vindas e passou imediatamente ao momento cívico de entrada das bandeiras, com a recitação de seus respectivos hinos e compromissos. O estandarte do Estado de São Paulo também fez parte da solenidade, bem como o Tema e a Divisa da organização.

Participantes do 1° Congresso de Embaixadores do ABC

Estiveram presentes, ainda, na programação, o coordenador estadual dos Embaixadores do Rei, Saulo Pazini e o presidente dos Homens Batistas do ABC, pastor Jailson Abreu, da PIB Missionária do Areião.

Embaixada da Igreja Evangélica Batista Ebenézer foi a campeã

vida com Deus, levando embaixadores e líderes à frente.

Após a participação especial da banda musical da Igreja anfitriã, com uma canção autoral sobre confiança em Deus, a organização do evento parabeniza e ora pelo ER especial Davi Huch (embaixada de Vila Gerte) e os demais aniversariantes presentes e, em seguida, é feita uma homenagem ao conselheiro Antônio Carlos da Silva, obreiro da embaixada pastor Mario Pereira da Silva, também da Igreja local.

Precedido por um momento alegre e mais descontraído de hinos e corinhos, assume a palavra o preletor oficial do Congresso, o pastor Gileade Soares, pastor titular da Primeira Igreja Batista da Paulicéia, em São Bernardo do Campo - SP e ex-conselheiro de Embaixadores do Rei na região do Grande ABC. A palavra versada em Romanos 1.16,17, refletiu sobre a consciência do pecado e salvação, enfatizando que o Evangelho de Cristo ofende o mundo, a vaidade e a lógica humana. O momento terminou com mais de 50 decisões ao lado de Jesus, sejam por conversão ou mudança de

Ao longo do dia inúmeras atividades foram realizadas, tanto bíblicas quanto sociais. Os ER participaram das competições de gincana bíblica com atividades tradicionais como a esgrima bíblica, o debate de versículos com referência, o estudo do livro de Josué, entre muitas outras. O livro missionário escolhido para estudo nesta oportunidade foi “Sempre Embaixador”, biografia do pioneiro da organização no Brasil, Willian Alvin Hatton. Além das atividades recreativas como pingue-pongue e dominó, o Congresso inovou trazendo a competição de futebol de FIFA, com os consoles dos vídeos-games PlayStation 4, 5 e X-Box One.

O conclave contou com a participação de 12 Igrejas, sendo seis de outras regiões da Grande São Paulo e seis

embaixadas do ABC, somando 172 inscritos, chegando a aproximadamente 230 participantes contando com os 60 voluntários e convidados da Igreja Vila Gerte. A embaixada campeã no somatório total de pontos foi a Igreja Evangélica Batista Ebenézer, seguida pela vice, PIB de São Caetano do Sul e a Igreja Batista em Vila Iório, que ficou com a terceira maior pontuação. E como não só de competições se faz um congresso associacional de ER, a já conhecida “gincana filantrópica” foi um abençoado sucesso, reunindo 219 litros de leite e uma oferta no valor de 1.321,00, já entregues à Cristolândia de Parelheiros - SP. Que Deus seja cada vez mais exaltado no ABC com o fortalecimento da organização Embaixadores do Rei, sempre construindo meninos para não remendar homens. n

Mulheres Batistas Belforroxenses realizam

Assembleia Anual com ampla participação

Encontro reuniu cerca de 150 mulheres, representantes de 42 Igrejas, em um momento de comunhão, louvor e consagração.

Aliomar Cesario Roza membro da Igreja Batista Central em Andrade de Araújo, em Belford Roxo - RJ

No dia 14 de março de 2026, as Mulheres Batistas Belforroxenses realizaram sua Assembleia Anual, na Igreja Batista de Vila Entre Rios, sob a liderança do pastor Livistron Sampaio Guerra. O encontro contou com 125 irmãs inscritas, reunindo aproximadamente 150 mulheres, com representação de 42 Igrejas da Associação.

A programação contou com a presença da irmã Joice de Souza Nogueira, executiva das Mulheres Batistas Fluminenses, e da irmã Nilda Silva, representante da Região Metropolitana 1. A mensagem principal foi ministrada pela diaconisa Lindomar Ferreira da Silva, membro da Primeira Igreja

Coro das Mensageiras do Rei

Batista de Nova Iguaçu - RJ. Também esteve presente o pastor Jonas Sales, presidente da Associação Batista Belforroxense (ABB).

Durante a Assembleia, momentos de louvor marcaram a programação, com apresentações do Coral das Men-

Participação do Coro das Mulheres em Missão

sageiras do Rei Belforroxenses e do Coral das Mulheres em Missão Belforroxenses. Um dos destaques foi a oração de consagração pela vida da jovem Rebeca, Pequena Missionária, representando todos os Pequenos Missionários.

A organização expressou gratidão ao diácono Mario Lúcio Mateus de Souza pela doação de um banner às Mulheres Batistas Belforroxenses, bem como à presidente, irmã Célia Barbosa Marques, e sua equipe, pelo trabalho desenvolvido. n

Paulista

Internacional 25 anos: sementes de esperança pelo mundo

O PEPE Internacional fez aniversário essa semana, em 18 de março! São 25 anos de dedicação integral, oferecendo a milhares de crianças não apenas educação e suporte nutricional, mas também alegria, acolhimento, segurança e, acima de tudo, o amor de Jesus.

Muitos podem não saber, mas o PEPE começou pequeno, com apenas 25 crianças de uma comunidade carente em São Paulo. Hoje, graças ao trabalho e dedicação de incontáveis missionários da JMM, ele se tornou referência em educação pré-escolar para crianças de 4 a 6 anos. Hoje, está presente em 51 países da América, Ásia e África.

O PEPE é um programa socioeducativo missionário que abre caminhos para o futuro a meninos e meninas em situação de vulnerabilidade, ao fortalecer sua autoconfiança e habilidades nos dois anos cruciais que antecedem sua entrada no ensino formal.

Além disso, é uma ferramenta missionária estratégica para a expansão do Reino de Deus. Em parceria com igrejas evangélicas e comunidades do Brasil e do mundo, o PEPE consegue chegar até os campos mais fechados ou difíceis de propagar a Palavra de Deus.

“A cada nova fronteira, o PEPE planta sementes de conhecimento e esperança, transformando vidas e construindo um futuro mais promissor para milhares de crianças ao redor do mundo.” (Relatório Anual, 2025)

Atualmente, o PEPE planta sementes por meio de 866 unidades e uma força de 2.255 missionários-educadores.

Em 2025, alcançou um marco: mais de 28 mil crianças beneficiadas. E hoje se inicia a campanha para plantação de árvores em cada unidade do PEPE. A

proposta é simples: uma criança = uma árvore plantada.

São milhares de sorrisos e histórias reescritas, um mundo melhor. Além da educação, o Programa oferece apoio nutricional e social, alcançando inclusive as famílias.

Em 2025, o impacto ultrapassou os muros das unidades: mais de 68 mil famílias foram visitadas! E, com a ação do Espírito Santo, mais de 40 mil decisões por Cristo foram registradas entre adultos e crianças. A cada passo, a cada empenho da liderança global, a cada oferta para a JMM, mais vidas e comunidades inteiras são impactadas pela presença de uma unidade do PEPE. Ao celebrarmos os 25 anos do PEPE, olhamos para trás com gratidão e para frente com esperança. Essa visão se reflete em uma verdade já destacada por Billy Graham: “Um dos maiores legados que podemos deixar para a próxima geração é o conhecimento de Deus e uma educação que as prepare para servir ao próximo”.

É por isso que o PEPE existe: para devolver a uma criança o direito de voltar a sonhar e para que ela viva a plenitude da vida que Jesus Cristo oferece. Ao fazermos isso, estamos plantando sementes de eternidade.

Que venham os próximos 25 anos transformando vidas, uma história por vez.

Confira: Veja como as unidades ao redor do mundo estão celebrando o Aniversário do PEPE Internacional pelo nosso instagram

Plantando Esperança: 28 mil árvores, 28 mil futuros

Em celebração aos 25 anos do PEPE nasce um movimento que une fé, educação e ação: a campanha Plantando Esperança. Mais do que uma comemoração, trata-se de um convite global para semear vida, cuidado e futuro através do investimento na natureza.

Inspirado no mandato cultural de Gênesis 1: 26-28, onde Deus confia ao ser humano a responsabilidade de cuidar da criação, o PEPE reafirma seu compromisso não apenas com crianças, mas com o mundo que elas irão herdar. Cuidar da Terra também é uma expressão de fé.

A proposta é simples, mas profundamente significativa: plantar 28 mil árvores ao redor do mundo. Cada árvore representa uma criança alcançada, um futuro cultivado e uma resposta prática ao chamado de Deus para sermos bons administradores da criação.

Essa mobilização se sustenta em três pilares que fazem parte da essência do PEPE:

Educação, porque cada criança é ensinada sobre o valor da criação, a importância das árvores e o papel que cada um tem no cuidado com o meio

ambiente. Elas também entenderão a relação entre fé e cuidado com o mundo criado por Deus. Aprender, aqui, é também desenvolver consciência e responsabilidade.

Ação Prática, porque o aprendizado se transforma em atitude. Crianças, educadores, igrejas e comunidades colocam as mãos na terra, participando ativamente do plantio e vivenciando, na prática, aquilo que aprenderam.

Mobilização Global, porque cada árvore plantada conta uma história. Por meio das redes sociais, testemunhos e registros, o mundo acompanha esse movimento e é convidado a participar. O que começa localmente se torna parte de algo maior.

Além de seu valor simbólico, a campanha também se alinha a um compromisso global: o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 15 — Vida Terrestre, que promove a proteção, recuperação e uso sustentável dos ecossistemas. Assim, o PEPE reforça que sua missão

também contribui para comunidades mais saudáveis e sustentáveis. Plantar uma árvore é investir no futuro. É acreditar que, assim como uma semente cresce e dá frutos, uma criança bem cuidada, ensinada e amada também florescerá. É um gesto simples que carrega impacto para gerações. Ao longo dos próximos meses, milhares de mãos ao redor do mundo estarão unidas por esse propósito. Crianças plantarão mudas, famílias se envolverão, igrejas se mobilizarão — e, juntos, formarão um testemunho vivo de cuidado, esperança e missão. Porque, assim como o PEPE planta sementes na vida de cada criança, agora também planta árvores que crescerão, darão frutos e lembrarão ao mundo que cuidar da criação de Deus é, também, parte da missão. Que cada árvore seja mais do que um plantio. Que seja um marco de fé, um sinal de esperança e um investimento eterno. n

LEGADO capacita mais de 600 líderes de ministério infantil no campo fluminense

Encontro reuniu líderes, professores e voluntários de diversas Igrejas com o propósito de fortalecer e capacitar aqueles que servem no ministério infantil.

Rodrigo Zambrotti

pastor, coordenador de Comunicação da Convenção Batista Fluminense

No dia 14 de março, o Acampamento Batista Fluminense, em Rio BonitoRJ, recebeu mais de 600 participantes para a Capacitação LEGADO - Imersão para Líderes de Crianças, promovida pelo Ministério de Educação Cristã da Convenção Batista Fluminense. O encontro reuniu líderes, professores e voluntários de diversas Igrejas com o propósito de fortalecer e capacitar aqueles que servem no ministério infantil.

Durante todo o dia, os participantes viveram momentos de comunhão, louvor, plenárias e oficinas práticas voltadas à construção de projetos evangelísticos de impacto para crianças, abordando desde o planejamento até a continuidade dos resultados nas Igrejas locais.

As plenárias foram conduzidas por Polli Ramos, que trouxe reflexões importantes sobre estratégias de disci-

Participantes viveram momentos de comunhão, louvor, plenárias e oficinas práticas

pulado, formação de equipes e o desafio de transformar programações em experiências que gerem verdadeiro impacto espiritual na vida das crianças.

Além das plenárias, os participantes puderam escolher entre diversas oficinas temáticas, conduzidas por líderes e educadores experientes no ministério infantil. Entre eles estiveram pastora Tânia de Lima, Cássia Rodrigues, Elaine Macedo, Cristiane Europeu, Sirlene Alves e o casal Marcinho e Arilene, que compartilharam

conhecimentos práticos sobre ambiente de celebração, planejamento de projetos, evangelismo infantil, ensino bíblico por faixa etária, criatividade no ministério e acompanhamento pós-evento.

O evento também contou com momentos de consagração e oração pelos líderes, reafirmando o compromisso de servir a Deus na formação espiritual das novas gerações.

A Capacitação LEGADO foi marcada não apenas pelo conteúdo com-

partilhado, mas também pela grande participação e pelo entusiasmo dos líderes presentes, demonstrando a importância de investir no ministério com crianças.

A expectativa é que cada participante leve para sua igreja novas ideias, ferramentas e visão, multiplicando projetos que alcancem e discipulem crianças, deixando um verdadeiro legado de fé para as próximas gerações. n

PIB de Bonsucesso - RJ celebra 110 anos e reafirma compromisso missionário

Guilherme Toledo Machado

membro da Primeira Igreja Batista de Bonsucesso - RJ

Igreja comemorou história marcada pela fidelidade de Deus.

A Primeira Igreja Batista de Bonsucesso - RJ celebrou, com alegria e gratidão, seus 110 anos de organização em um fim de semana marcado por momentos históricos de adoração e reflexão espiritual.

As comemorações contaram com programações especiais ao longo do domingo (15). Pela manhã, a mensagem bíblica foi ministrada pelo pastor Gerson Antonio dos Santos, que liderou a Igreja por 17 anos (1993–2010). Baseando-se em Hebreus 11.1-7, destacou a importância de uma vida pautada na fé: “A igreja precisa viver pela fé; a opção do cristão é andar com Deus”.

No culto da noite, o pastor Carlos Gilmar da Silva, da Igreja Batista Memorial em Irajá - RJ, trouxe a mensagem com base em Romanos 1.1-7,

Comemorações contaram com programações especiais ao longo do dia 15 de março

enfatizando o chamado da igreja à missão, transformação e santificação.

À frente da igreja há quase 15 anos, o pastor Wellington Ferreira Leal expressou gratidão a Deus pela oportunidade de liderar a congregação em um momento tão significativo de sua história.

A celebração marcou não apenas a trajetória centenária da Igreja, mas

também reafirmou seu compromisso com o Evangelho e com a missão de anunciar a Palavra de Deus. Ao longo de mais de um século, a PIB de Bonsucesso enfrentou desafios como guerras, crises econômicas e a recente pandemia, permanecendo firme na convicção da fidelidade divina.

Com uma história marcada pela fé, transformação e serviço, a igreja segue olhando para o futuro e para

o início de seu segundo século de atuação, renovando o compromisso de proclamar que Jesus Cristo é a única esperança. Reconhecida por seu trabalho missionário, formação de discípulos e atuação na sociedade, a PIB de Bonsucesso mantém viva sua essência desde a fundação: ser uma comunidade comprometida com o Reino de Deus e com a expansão do Evangelho. n

NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

Batistas acreanos celebram 117 anos do início do trabalho Batista no estado

Culto destacou o legado missionário iniciado por Chrispiniano José da Silva.

Redação de O Batista Acreano

No sábado, 14 de março, os Batistas Acreanos celebraram os 117 anos do primeiro batismo e organização da primeira Igreja Batista no Acre. Há 117 anos, o pastor Chrispiniano José da Silva batizava 25 irmãos que passaram à membresia da Igreja Batista no seringal Porangaba, no Rio Iaco, atual município de Sena Madureira. A programação começou às 18h30, no templo da Igreja Batista Esperança.

O pastor Ícaro Alencar de Oliveira, presidente da Igreja, recepcionou os irmãos das Igrejas co-irmãs, dando-lhes boas-vindas. Em seguida, pediu ao pastor Gilsandro Machado, pastor da Igreja Batista do Evangelho Pleno e presidente da Convenção Batista Acreana, que fizesse oração para darmos início à programação; fomos todos tocados pelas solenes palavras da oração de nosso irmão. De contínuo, foi lido por todos os presentes, o Salmo 145:4, “Uma geração louvará as tuas obras à outra geração, e anunciarão as tuas proezas” (Sl. 145.4).

Em seguida, o pastor João Marcos e o conjunto musical da Igreja Batista Nova Canaã trouxeram o momento musical da celebração, enlevando-nos todos de gratidão a Deus. Repassada a palavra ao dirigente da solenidade, foi convidado o pastor Charly Kennedy Angelim, pastor-auxiliar da Igreja Batista da Vila Ivonete, que nos comunicou acerca do início das aulas do Instituto Teológico Batista Atos 1.8; também informou acerca do Culto Koinonia que aconteceu no dia 21/03, na Igreja Batista do Taquari.

Seminário do Sul celebra

118 anos com programação especial no Rio de Janeiro

Programação reunirá líderes, pastores, alunos e convidados para momentos de reflexão e celebração.

Caroline Azevedo jornalista dos Seminários da Convenção Batista Brasileira

O Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil celebrará seus 118 anos de história com uma programação especial nos dias 26, 27 e 28 de março, na Igreja Batista do Recreio, no Rio de Janeiro. O evento reunirá líderes, pastores, alunos e convidados para momentos de reflexão e celebração.

Com o tema “Liderança que Transforma: A Visão Cristã de Influência, Sabedo-

ria e Serviço”, a programação propõe uma reflexão sobre o papel da liderança cristã na igreja e na sociedade, destacando valores bíblicos que inspiram uma liderança marcada pelo serviço, sabedoria e pelo impacto transformador do Evangelho.

Entre os convidados confirmados estão o pastor Luiz Sayão, o pastor Fernando Brandão e a autora Trudy White, que participarão das ministrações e momentos de ensino ao longo dos três dias de celebração.

A comemoração dos 118 anos do Seminário do Sul será uma oportunidade especial para relembrar a história da instituição, celebrar a formação de líderes ao longo de mais de um século e renovar a visão de preparar servos de Deus para as igrejas e para a missão.

Você é nosso convidado a participar desta celebração e fazer parte desse momento histórico.

Inscreva-se através do site: www.seminariodosul.com.br n

Em seguida, o pastor Enock da Silva Pessoa, pastor da Igreja Batista da Seis de Agosto, trouxe-nos um relato histórico acerca da vida de Chrispiniano José da Silva, palavra que muito nos edificou. Em seguida, o pastor Ícaro convida o pastor Valdir Pedro, presidente da Igreja Batista da Fé, no Calafate, para que assuma a tribuna, fazendo uma oração pelo orador da noite.

O pastor Valdir, fez a leitura de Mateus 13.1-9, e falou sobre “O Crescimento da Igreja à luz da parábola do semeador”, desafiando-nos a bus-

car o crescimento orgânico da igreja, especialmente, das Igrejas Batistas Acreanas.

Após o sermão, o pastor Ícaro fez a apresentação de todas as Igrejas presentes que foram levantando-se uma após a outra: IB Vila Ivonete, IB do Evangelho Pleno, IB Nova Canaã, IB Fonte de Vida, IB da Fé, IB Seis de Agosto e IB Esperança. Estando todos de pé, assistimos a um vídeo preparado pelo diretor-executivo da Junta de Missões Nacionais, pastor Fabrício Freitas, parabenizando os Batistas Acreanos pela Celebração. n

Brasília - DF se prepara para receber a 106a

Semana Batista

Reunião entre líderes da CBB e do Planalto Central reforça unidade e organização do maior encontro batista do país.

Jeremias Nunes gerente de Comunicação da Convenção Batista Brasileira

Líderes da Convenção Batista Brasileira (CBB) e da Convenção Batista do Planalto Central se reuniram para alinhar e planejar, de forma conjunta, a 106ª Semana Batista, que acontecerá em Brasília - DF, de 18 a 24 de janeiro de 2027.

O encontro, realizado na sede da Faculdade Teológica Batista de Brasília (FTBB), reuniu representantes da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil (OPBB), Mulheres Batistas,

Juventude, homens Batistas e pastores de diversas Igrejas da capital federal.

Mais do que estratégico, foi um momento de unidade e de reconhecimento de que o sucesso de tudo depende da direção de Deus, fortalecendo o compromisso de realizar uma Semana Batista relevante e abençoadora. E nós queremos que você participe do maior encontro anual dos Batistas brasileiros em 2027. Estaremos juntos, na capital do Brasil, de 18 a 24 de janeiro, e as inscrições já estão abertas. Acesse www.bit.ly/semanabatista2027 n

Igreja Batista Esperança recebeu Batistas acreanos para celebração do trabalho Batista no estado
Líderes da CBB e da CBPC se reuniram na FTBB

O olhar de um idoso

Passava de carro numa das ruas de Barra Mansa, cidade onde vivo, no Sul Fluminense, quando vislumbrei um idoso bem trajado olhando algo com firmeza. Talvez estivesse ali aguardando alguém. Mas o olhar dele me impressionou. Fiquei a pensar na sua postura. Um idoso resolvido, ágil, elegante, zeloso, responsável e bem firme em sua expressão. Talvez, de um senhor proativo, que não se acomodou por ser de terceira idade. Tenho a impressão de que ele não tem vocação para pijama, mas para macacão. Não se acomoda, mas trabalha. Não fica dormindo, mas bem acordado sempre fazendo algo de útil. Para mim, a pessoa só deve parar de trabalhar quando está muito doente ou que tenha falecido. Voltando ao olhar daquele homem de avançada idade, tenho refletido so-

bre a sua vivência, a sua experiência tão desvalorizada neste país, que não tem como herança, um legado de respeito pelo idoso. Este não deve ser olhado com pena, mas com admiração. Não deve ser tratado com desprezo, mas com honra. Não deve ser motivo de chacota, mas motivo de gratidão e louvor a Deus. O olhar do ancião é um olhar clínico, capaz de discernir e dar orientações sábias. É uma visão a partir da experiência. O Brasil precisa do olhar do idoso, da sua opinião, da sua avaliação e do seu trabalho. Os países desenvolvidos como Japão, Suécia, Alemanha, Estados Unidos, França e Inglaterra têm muito apreço pela pessoa de avançada idade. O olhar do idoso é para ser valorizado. É uma visão com a experiência do passado, a sensatez do presente e a esperança do futuro. A tendência dos mais velhos é olhar no retrovisor e re-

clamar da vida. Há, todavia, exceções. Devemos aprender com o idoso, com a sua experiência de vida. Conversar com ele e buscar conselho, ouvindo-o com muita atenção. Agradecer a Deus a sua instrumentalidade. Ser idoso não é sinônimo de frustração, murmuração e insatisfação. A terceira idade deve ser sempre modelo de alegria, entusiasmo, conselho, motivação, experiência e afetividade. Feliz o idoso que sabe agradecer a salvação em Cristo, os seus anos de vida, a sua experiência, a sua família, o trabalho onde ganhou o pão, os verdadeiros amigos, o país onde vive e o seu legado positivo. Bem-aventurado ou mais que feliz é o idoso que crê na suficiência de Cristo Jesus, que o tem como Salvador e Senhor, se alegrando nEle e confiando na Sua fidelidade, experimentando a Sua segurança. É muito precioso ver uma pessoa

com idade avançada esboçando um sorriso e uma simpatia contagiantes. Ter sempre um motivo de gratidão a Deus (1 Tessalonicenses 5.18). Os olhos de uma pessoa na terceira idade podem estar cansados, mas o seu olhar deve ser penetrante, radiante, brilhante e contagiante. A pessoa idosa pode ter problemas de saúde, mas o seu coração é alegre. As suas forças físicas podem estar diminuídas, mas “o Senhor renova as suas forças” (Isaías 40.29-31). Na sua velhice ainda dará frutos viçosos (Salmos 92.14). Feliz é o ancião que tem a fé de Abraão, a persistência de Jacó, a intimidade de Enoque com o Senhor, o espírito evangelístico de Paulo, a liberalidade de Barnabé e a visão de João na Ilha de Patmos. Bendito é o olhar do idoso que ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo com a si mesmo! Este é o que glorifica a Deus! n

OBSERVATÓRIO

O poder e o dinheiro não corrompem ...

Lourenço Stelio Rega

Ao ler diariamente os noticiários, não é difícil notar que muita gente, ao galgar cargos de elevada responsabilidade, acaba se envolvendo em corrupção e outros atos ilícitos tal como abuso de poder, suborno etc. Há até um ditado que diz que o poder e o dinheiro corrompem!

Será que o poder de fato corrompe mesmo? O que temos visto é que o poder e o dinheiro necessariamente não corrompem, mas revelam. Revelam o que estava latente no estado de ego da pessoa que, a depender do que está escondido lá em seu interior, funciona como um gatilho que dispara os mais egoístas instintos de levar vantagem do poder assumido, pode também disparar o que é chamado na Psicologia de kratomania (mania de poder) ou à megalomania (mania de grandeza). Pelo menos é o que posso concluir depois de algumas décadas acompanhando como pessoas assumem a liderança, seja no cenário público, social ou mesmo religioso.

Em recente artigo citei Peter Drucker quando ele apontou que líderes são admitidos por sua competência e demitidos pelo seu comportamento e relacionamento.

Para uns assumir cargos de elevada responsabilidade é tido como um privilégio em servir, em indicar novos rumos para a organização ou área que vão liderar visando alcançar com criatividade, eficiência e eficácia a missão a ser cumprida. Mas, para outros, o poder e o dinheiro poderão revelar o ego inflado de uma personalidade perturbada e desajustada. Já convivi com líderes que demonstravam marcantes traços de esquizofrenia, paranoia, bipolaridade e outras psicopatologias.

Estamos vivendo no Brasil mais uma onda de denúncias e exposição sobre o uso inapropriado do poder. Mais recentemente tivemos o mensalão, o petrolão e agora é a vez da área bancária e financeira que alcança inúmeros estágios passando da vida privada e empresarial, alcançando até a vida pública. As investigações prosseguem e quem sabe onde tudo isso poderá nos levar?

Em todos esses casos é notório o uso de posições de poder seja no âmbito privado, seja no público, e até mesmo no religioso, em que as regulações, leis e marcos legais passam a ser meras figuras ornamentais que perdem seu papel diante do abuso de poder.

Se o líder, por exemplo, sofre de paranoia geralmente se imagina como o porta voz da divindade e tudo o que fala passa a ser como que a “pura e incontaminada” verdade incontestável. Ele poderá se imaginar como um enviado de Deus para “colocar em ordem” uma organização, uma empresa. Tudo o que fizer ou levar o povo a fazer será como se fosse o próprio Deus fazendo. Isso tem um efeito colateral em que a pessoa pode acabar se achando superior a todos os demais e que não será pega e passará ilesa diante do tempo. Mas o tempo é verdadeiro juíz e acaba revelando a verdade.

É possível ainda que a pessoa tenha outros distúrbios em seu estado do ego, tais como a kratomania ou megalomania, como falei há pouco, a ponto de não saber lidar com o poder. Tem sido possível ver líderes que, ao assumir o comando de alguma área, mudam da “água para o óleo” do dia para a noite, se desfiguram, se transfiguram, como se o cargo que está assumindo fosse como que uma elevada força interna que os eleva sobre

os demais como o mais importante dos seres na face da terra.

O poder e o dinheiro não corrompem, mas em geral revelam o desejo que a pessoa pode ter de se valer da máquina pública ou privada para dar vazão ao seu ego inflado, ao seu desejo de levar vantagem ou transformar a sua atuação em “ação entre amigos”, que poderão se filiar às suas intenções para proteger o “negócio corrupto” criando uma relação incestuosa entre o público e o privado.

Assim, é possível notar que assumem a liderança e acabam se imaginando agora como “reis” e se tornam a lei, a verdade absoluta. Na história do país já vimos situações desse naipe em que até juízes que possuem o mesmo tipo de perfil são “convidados” a participar para que possam dar seu voto a favor do “negócio” dando cobertura para que tudo possa ir avançando.

Em casos semelhantes, se a pessoa carece de firmeza de caráter e de estabilidade emocional, poderá se sentir como o dono da última palavra e tudo deve andar conforme sua vontade e quem questionar logo vai para a “senzala” e é tratado como perigoso.

Na prática, a história mostra que quando alguém se torna líder, se torna figura pública e perde o conforto da privacidade e o tempo é o melhor mestre e juiz para que tudo comece a vir à tona e ser desmascarado. Em meu livro sobre o jeitinho brasileiro em fase de republicação (se desejar uma cópia da primeira edição é só me pedir) busco demonstrar que na história mundial, e por aqui em nosso quintal, muitas vezes a verdade vem à tona não necessariamente porque se deseja a busca da verdade, da honestidade, mas quando alguém deixou de receber algo prometido ou foi prejudicado.

Enfim, não posso deixar ainda de falar que o poder e o dinheiro não corrompem, mas revelam também o estado esfarrapado e decaído da vida e caráter de muitos que se colocam na posição de líderes sem o devido preparo pessoal e íntimo. A humildade, a verdade, a honestidade são as mais elevadas virtudes de um líder. Respeitar o próximo, cumprir o seu papel como líder deixando sólido e saudável legado para as futuras gerações – eis enorme desafio para quem deseja ser líder, empresário, membro do poder público, sabendo separar o público do privado e tendo o princípio de fomentar sério trabalho.

Há abundantes citações na literatura sobre o tema, mas vou lembrar pelo menos uma e esta é específica ao se referir ao dinheiro, mas também se aplica ao poder, no ensino da ética paulina: “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males” (I Tm 6.10).

Mais do que uma arte e posição diante dos outros e da organização, ser líder exige autoconhecimento para descobrir áreas de seu ego que necessitam de cuidado. No campo da liderança madura hoje se estimula a busca por soft skills, que foi tema do artigo anterior, que são habilidades intrínsecas da pessoa que a elevam a um patamar superior de serviço, como líder-servo em vez de líder que aspira tirar vantagem de sua atuação. E isso implica em mudança radical de vida, de visão do mundo, adoção de valores éticos saudáveis que venham a ser referencial no papel que cada um de nós tem em participar da construção do futuro de uma nação, de uma empresa, até mesmo de um departamento que nos foi confiado.

Contato: rega@batistas.org

Instagram: @lourencosteliorega n

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