ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901
Batistas fluminenses iniciam celebração de 135 anos da denominação no estado do Rio de Janeiro



Nos dias 20 e 21 de fevereiro, os Batistas fluminenses se reuniram para celebrar o primeiro dos 135 encontros alusivos aos 135 anos de presença Batista em solo fluminense. O evento foi realizado na PIB em Nova Esperança, em Belford Roxo, reunindo cerca de 1.100 pessoas, de todas as regiões do estado, presidentes e executivos de associações, além de diversas representações de ministérios e organizações da Convenção Batista Fluminense. Leia a matéria completa na página 09.


Dia da Esposa de Pastor
Data é celebrada no primeiro domingo de março; confira artigos sobre o tema.
Mais rápido!
JMN quer adquirir novo barco missionário e você pode fazer parte disso. Saiba como!
Fé, medicina e tecnologia
Pastor Batista passa por procedimento cirúrgico por robótica para retirada de câncer de próstata
Ramadã 2026
Missões Mundiais compartilha a transformação de uma jovem muçulmana que conheceu a Cristo na faculdade.
EDITORIAL

Fidelidade que atravessa gerações
Celebrar a história é reconhecer a fidelidade de Deus ao longo do tempo e renovar, no presente, o compromisso com a Sua missão.
Os Batistas fluminenses deram início às comemorações pelos 135 anos de presença Batista no estado do Rio de Janeiro com um encontro marcante, realizado nos dias 20 e 21 de fevereiro, na Primeira Igreja Batista em Nova Esperança, em Belford Roxo, reunindo cerca de 1.100 irmãos e irmãs de todas as regiões do estado, lideranças associativas e representações de ministérios e organizações
da Convenção Batista Fluminense. Este primeiro momento de celebração aponta para uma jornada que atravessa gerações, reafirmando a vocação missionária, o compromisso com a Palavra e o testemunho do Evangelho em solo fluminense. Convidamos você a conhecer os detalhes dessa celebração na matéria especial da página 09.
Nesta edição, O Jornal Batista também destaca temas que tocam a vida da igreja em diferentes frentes. Celebramos o Dia da Esposa de Pastor, lembrando a importância do cuidado,
da valorização e do reconhecimento dessas mulheres que caminham ao lado do ministério pastoral. Somos desafiados a participar do avanço missionário por meio do projeto da Junta de Missões Nacionais para a aquisição de um novo barco missionário, ampliando o alcance do Evangelho em regiões ribeirinhas. Refletimos sobre a relação entre fé, medicina e tecnologia ao acompanhar o testemunho de um pastor batista que passou por um procedimento cirúrgico robótico para retirada de câncer de próstata.
E, no cenário internacional, somos convidados a orar e nos envolver com a obra da Junta de Missões Mundiais durante o Ramadã de 2026, ao conhecer a história de transformação de uma jovem muçulmana que encontrou em Cristo a verdadeira esperança. Que esta edição fortaleça sua fé, desperte sua sensibilidade para o cuidado com pessoas e renove seu compromisso com a missão que Deus confiou ao Seu povo. Seguimos juntos, celebrando a história, vivendo o presente e avançando com esperança no futuro. n


O JORNAL BATISTA
Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso.
Fundado em 10.01.1901
INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189
PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB
FUNDADOR
W.E. Entzminger
PRESIDENTE Paschoal Piragine Jr.
DIRETOR GERAL Fernando Macedo Brandão
SECRETÁRIO DE REDAÇÃO
Estevão Júlio Cesario Roza (Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ)
CONSELHO EDITORIAL
Francisco Bonato Pereira; Guilherme Gimenez; Othon Ávila; Sandra Natividade
EMAILs
Anúncios e assinaturas: jornalbatista@batistas.com Colaborações: decom@batistas.com
REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA
Caixa Postal 13334
CEP 20270-972
Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2157-5557
Site: www.convencaobatista.com.br
A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação Batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal.
DIRETORES HISTÓRICOS
W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946);
Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002)
INTERINOS HISTÓRICOS
Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923).
ARTE: Oliverartelucas
IMPRESSÃO: Editora Esquema Ltda A TRIBUNA

Educador cristão para um novo tempo

Andreia Cristina Ramos educadora cristã
2026 é um convite a sermos um com alegria em tempos desafiadores. O ano de 2025 passou, nos deixando um tempo presente que exige mais do que resistência; exige discernimento espiritual, maturidade e disposição para avançar. O Brasil atravessa um cenário de tensões políticas, instabilidade social e desafios profundos no campo educacional. Essas realidades alcançam diretamente as Igrejas e impactam o modo como discipulamos, ensinamos e formamos pessoas. Diante desse contexto, discipuladores
e educadores cristãos são chamados a não se retraírem, mas a assumirem seu papel com esperança ativa, entendendo que Deus continua conduzindo a história.
Paulo escreve aos Filipenses a partir da prisão, um lugar que simboliza limitação, incerteza e sofrimento. Ainda assim, sua carta é marcada pela alegria. Ele declara: “Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós, […]” (Fp 1.3). Essa gratidão revela um coração que não está preso às circunstâncias, mas firmemente ancorado no propósito de Deus. Paulo chega a afirmar que aquilo que parecia atraso se transformou em avanço,
Quando é o Dia da Esposa do Pastor?
pois “as coisas que me aconteceram contribuíram para o avanço do evangelho; […]” (Fp 1.12).
Esse testemunho bíblico nos convida a olhar para o tempo atual com novos olhos. A Convenção Batista Brasileira, ao propor para 2026 o tema “Sermos Um”, convoca a Igreja a viver uma unidade madura, consciente e intencional. Trata-se de um convite para ensinar e discipular com alegria, mesmo em meio às tensões, reconhecendo que Deus está usando este tempo para amadurecer sua Igreja, fortalecer vínculos e renovar a missão educativa cristã.
Por isso, educadores cristãos e
discipuladores da Escola Bíblica, não retrocedam. Encham-se da Palavra de Deus e avancem com coragem, para alcançar o maior número de pessoas por meio de um ensino bíblico verdadeiramente intencional e transformador. “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” (Fp 4.8). Somente quando nossa missão for assumida e vivida com excelência veremos, pela ação do Espírito Santo, um verdadeiro avivamento alcançar o nosso Brasil e impactar o mundo. n

Extraído e adaptado de www.portasabertas.org.br
Todo primeiro domingo de março, milhares de Igrejas brasileiras comemoram o Dia da Esposa do Pastor. Em 2026, o Dia da Esposa do Pastor acontece em 1º de março. A data celebra a vida e o ministério dessas mulheres, chamadas por Jesus para serem ativas no Reino de Deus dentro da Igreja e para a edificação da própria família.
Qual é a importância da esposa do pastor para a igreja?
A esposa do pastor é essencial na vida da Igreja. O amor e o apoio ao ministério, à família e ao líder cristão é o que sustenta muitos pastores comprometidos em cuidar das comunidades cristãs. Elas são exemplos reais do que a sabedoria bíblica anuncia:
“Quem encontra uma esposa encontra algo excelente, recebeu uma bênção do Senhor” (Provérbios 18.22).
Quando líderes cristãos estão mais vulneráveis, são elas que aco -
lhem as lágrimas secretas. Se muitas vezes pastores não podem expor os temores e dores do ministério para não prejudicar o desenvolvimento espiritual dos membros da comunidade de fé, são essas mulheres que os suportam.
O que fazer no Dia da Esposa do Pastor?
No Dia da Esposa do Pastor, você pode enviar uma mensagem afetuosa, organizar uma breve homenagem ou momento de intercessão durante o culto dominical ou simplesmente
oferecer um abraço e outros gestos de carinho para reconhecer a importância dessas mulheres de fé. Veja a seguir pedidos de oração:
• Agradeça ao Senhor pelo amor e pela coragem das esposas de pastores que servem a Cristo com seus maridos.
• Ore por proteção e sustento das esposas de pastores e seus filhos quando os maridos são sequestrados, presos ou assassinados por causa da perseguição.
• Clame pelo fortalecimento das famílias de pastores n

Luciene Cunha Barbosa membro da PIB Vera Cruz – GO; pedagoga, educadora cristã, neuropsicopedagoga, psicóloga Clínica, mestre em Educação, doutoranda em Educação
O avanço tecnológico da inteligência artificial (IA) tem provocado reações variadas na sociedade, desde entusiasmo até medo. Muitos associam as transformações trazidas pela IA às profecias do Apocalipse, principalmente devido ao seu potencial de mudar rapidamente a vida cotidiana e a organização social. Mas será que a inteligência artificial é realmente uma ameaça ou pode ser uma aliada na construção de um futuro melhor?
A ideia de que a IA poderia desencadear o fim dos tempos não é nova. Desde que surgiram as primeiras máquinas capazes de simular a inteligência humana, cresceu o temor de que a tecnologia, ao se tornar autônoma, escape do controle dos seus criadores. Essa preocupação encontra paralelos em narrativas bíblicas, como o Apocalipse, que fala de sinais, enganos e figuras misteriosas capazes de manipular a humanidade.
Inteligência Artificial Apocalipse ou Esperança?
Um dos trechos mais citados nesse contexto é Apocalipse 13.15-17, que diz: “Também lhe foi permitido dar fôlego à imagem da besta, para que a imagem falasse e fizesse com que todos os que não a adorassem fossem mortos. Ela obrigou a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, a colocarem um sinal na mão direita ou na testa, para que ninguém pudesse comprar ou vender se não tivesse o sinal, ou seja, o nome da besta ou o número do seu nome.” No entanto, é importante lembrar que, até o momento, a inteligência artificial é uma ferramenta projetada e controlada por pessoas, e não uma entidade independente com vontade própria. O que realmente preocupa não é a tecnologia em si, mas o uso que dela é feito. A IA pode ser empregada para disseminar informações falsas, criar ilusões digitais e influenciar decisões coletivas, o que lembra advertências sobre falsos profetas e enganos do fim dos tempos.
Por outro lado, a mesma tecnologia pode ser usada para resolver problemas complexos, como doenças, mudanças climáticas e desigualdades sociais. Portanto, o futuro da IA

Deus leva nossas cargas todos os dias
“Bendito seja o Senhor, que de dia em dia nos carrega de benefícios; o Deus que é a nossa salvação” (Sl 68.19).
O salmista relembra a história de lutas vivida pelos hebreus. Mesmo nas ocasiões mais sofridas, o Senhor finalmente mostrou que estava presente. “Louvado seja o Senhor, que dia a dia leva as nossas cargas! Deus é a nossa salvação” (Sl 68.19).
Vida cristã não é para dias especiais. As tribulações do mundo nos enfrentam diariamente. E o Inimigo fica à nossa espreita constantemente, “andando ao nosso redor como leão pronto para nos tragar”. Em nos-
depende das escolhas humanas e da ética que orienta seu desenvolvimento. A Palavra de Deus nos adverte: “Quem tem ouvidos ouça”. Precisamos nos orientar pelo que a Bíblia diz e não nos enebriarmos por novidades tecnológicas ou futuristas.
Bibliografia
BÍBLIA SAGRADA. Almeida Século
sa jornada não há feriados. As tentações e as provações constituem batalha de tempo integral! Daí a mensagem libertadora que lemos em Davi: “o Senhor, que dia a dia leva as nossas cargas”. A disponibilidade da graça divina é diária. A atuação do poder restaurador do Senhor é contínua. Dia a dia. Hora em hora. Minuto a minuto. É isso que a Bíblia nos afirma, de maneira poética: “eis que não dormirá, nem pestanejará o Guarda de Israel”. É essencial, em nosso coração, cada dia, relembrar a ajuda divina que está disponível cada dia. Dia de vitória ou dia de pecado. Basta deixar que Ele nos controle. Deus leva nossas cargas todos os dias!
21. São Paulo: Vida Nova, 2010. RUSSELL, Stuart; NORVIG, Peter. Inteligência artificial. 3. ed. São Paulo: Pearson, 2010. MITCHELL, Melanie. Inteligência artificial: guia para humanos pensantes. São Paulo: Todavia, 2020. DOMINGOS, Pedro. O algoritmo mestre: como a busca por um algoritmo universal vai mudar nossas vidas Rio de Janeiro: Zahar, 2017. n

Nelson Pacheco pastor
Hoje é comemorado em todo o Brasil o ‘Dia da Esposa do Pastor’, uma pessoa incomum por causa da sua missão e dos seus deveres. A missão da esposa do pastor é cuidar dele como pessoa, pois disto depende o seu desempenho pastoral.
Ninguém o conhece melhor do que ela, que sabe das suas obrigações, necessidades e dos seus limites, por isso é a sua conselheira idônea.
Ela vive os privilégios e as pressões do ministério pastoral, sendo o suporte do marido em suas condições física, emocional e espiritual. Por isso, o Senhor a capacita com virtudes especiais para que ela exe-
Dia da esposa de pastor
cute a sua missão com eficácia. Assim, a primeira lição que a esposa do pastor aprende é a de depender de Deus em seus cuidados, providências e direção. O pastor toma todas as decisões sobre a sua vida pessoal e pastoral em acordo com a sua esposa, pois ainda que não sendo pastora, ela tem total dedicação ao ministério pastoral dele.
A esposa de pastor verdadeiramente vocacionada para isso não teme esta condição, pois ela sabe que virá do Senhor toda a suficiência para sê-lo com capacidade e dignidade. O Senhor que permite a uma serva sua ser esposa de pastor, ele mesmo será para ela a fonte do sustento espiritual, emocional e material. n

A força da Mobilização e o papel do Promotor de Missões na igreja local
Maurício Bastos gerente de Mobilização de Missões Mundiais
Missões Mundiais é a extensão viva da Igreja Batista Brasileira, composta por mais de 14 mil Igrejas e cerca de dois milhões de Batistas comprometidos com a proclamação do Evangelho. Essa poderosa força espiritual se faz presente em 97 países, sustentando e enviando mais de 2.500 missionários que, com coragem e fé, levam o amor de Cristo aos povos que ainda não O conhecem.
Mas toda essa força só se mantém viva porque há uma base mobilizadora. Por trás de cada missionário enviado, há Igrejas despertas, intercessores firmes, mobilizadores e promotores
de missões comprometidos, homens e mulheres apaixonados por vidas, alinhados com a visão da Junta de Missões Mundiais, que transformam propósito em movimento.
Nosso papel, como mobilizadores é de grande responsabilidade e profundo privilégio. Mais do que animar a Igreja, somos chamados a acender a chama missionária que move o povo de Deus. Segurar as cordas dos que estão no campo é viver em parceria com o próprio coração de Cristo é participar ativamente do que o Senhor está realizando nas nações.
A mobilização missionária é a força que mantém o ritmo da Campanha. É o que transforma um tema em experiência, materiais em movimento e informação em envolvimento. Quan-
do a Igreja se move, o Evangelho vai mais longe e o promotor de missões da Igreja local é o ponto de partida desse movimento.
Ser promotor é ser voz profética dentro da Igreja. É inspirar irmãos e irmãs a orar com propósito, contribuir com alegria e se engajar de forma prática no que Deus está fazendo entre os povos. Cada gesto, uma oração, uma palavra, uma oferta, conecta o trabalho local ao avanço global da missão.
Tudo começa de forma simples, mas intencional: estudando bem os recursos da Campanha, envolvendo a liderança, organizando momentos de intercessão, exibindo vídeos, promovendo cultos missionários e despertando cada geração para viver o “ide”. O promotor é o elo vivo entre o altar
e o campo, entre a igreja e o mundo.
Mobilizar é servir à visão de Deus para as nações. É ajudar a igreja a compreender que cada ação local faz parte de um movimento global. É fazer com que a fé se torne ponte e a generosidade, combustível.
A Campanha é o tempo de reacender o compromisso missionário e lembrar que, até que todos ouçam, somos chamados a agir com fé, amor e paixão.
Que nesta Campanha cada promotor de missões se levante com ousadia e alegria, como instrumento nas mãos de Deus para inspirar, envolver e mover a igreja.
“Porque o Filho vive e voltará, vamos completar a missão!” n

Quando a passividade dos pais gera tragédia

Pr. Gilson Bifano
A Bíblia, um tesouro de sabedoria e relatos históricos, apresenta exemplos de pais que servem tanto de inspiração quanto de advertência. Suas histórias estão registradas na Palavra para nos guiar, seja para imitarmos suas virtudes ou para aprendermos com seus erros. Nesses relatos, verdadeiras minas de princípios e ensinamentos divinos, podemos encontrar diretrizes cruciais para a nossa vida hoje.
Um exemplo marcante de passividade com consequências trágicas é encontrado em Gênesis 34, na família de Jacó. A história narra o triste episódio em que sua filha Diná, ao visitar moças nas redondezas, foi violentada por Siquém. A narrativa bíblica destaca que, ao tomar conhecimento do ocorrido, Jacó permaneceu inerte, não agindo. Essa omissão paterna abriu caminho para as decisões precipitadas de seus filhos, que culminaram em vingança, mentiras e homicídios, mergulhando a família em desgraça. A história aponta, assim, para uma atitude negativa de Jacó: a passividade. Passividade é um padrão de com-
portamento caracterizado pela ausência de iniciativa, pela evitação de confrontos e pela dificuldade em exercer autoridade ou expressar opiniões. Infelizmente, a Bíblia está repleta de exemplos de pais passivos e permissivos, pois a passividade e a permissividade são, de fato, irmãs gêmeas.
Eli, o sacerdote, é outro caso emblemático. Sua passividade em relação aos filhos Hofni e Fineias é evidente. Ele falhou em agir com firmeza e em exercer sua autoridade ao presenciar seus filhos profanando as ofertas, envolvendo-se em relações sexuais pecaminosas com as mulheres que serviam à entrada da tenda da congregação e demonstrando total desprezo pelo Senhor. A trágica história de Eli e seus filhos está detalhada em I Samuel 2.12-17, 22-25, 29 e 3.13. O rei Davi também se destaca como um pai passivo e permissivo. Sua inação diante do estupro de Tamar por Amnom é chocante; ele se indignou, mas não tomou nenhuma atitude disciplinar. Essa passividade levou Absalão a buscar vingança pessoal, desencadeando uma série de eventos que resultaram em uma
tragédia familiar. Para mais detalhes, leia II Samuel 13.1-22. Aliás, Davi foi, em muitos aspectos, um mestre na passividade. Em relação ao seu filho Adonias, a Bíblia afirma que Davi nunca o contrariou ou corrigiu em toda a sua vida, revelando uma grave ausência de autoridade paterna firme (I Reis 1.6).
Esses exemplos bíblicos servem como advertências claras: a passividade paterna cria perigosos vácuos de autoridade que abrem portas para o pecado e a desordem familiar.
Nos dias de hoje, a passividade paterna manifesta-se quando pais e mães permitem que os filhos determinem seus próprios horários, deixam que crianças pequenas decidam se irão ou não aos cultos dominicais e à Escola Bíblica Dominical, fecham os olhos para o uso ilimitado de celulares, não supervisionam conteúdos online, hesitam em dizer “não” para “não traumatizar” os filhos, deixam de estabelecer limites claros para o comportamento, ou evitam impor restrições na ânsia de serem vistos como “pais/mães legais”.
Pais que anseiam criar filhos se-
gundo os preceitos bíblicos devem não apenas conhecer essas histórias e suas graves consequências, mas também vivenciar ativamente as recomendações de Efésios 6.4 e Colossenses 3.21. Essas passagens exortam os pais a educar seus filhos na disciplina e admoestação do Senhor, exercendo uma liderança amorosa, firme e respeitosa.
As narrativas bíblicas de Jacó, Eli e Davi ecoam através dos séculos como um alerta poderoso contra a passividade na criação dos filhos. Elas demonstram que a ausência de uma liderança paterna ativa e responsável não apenas compromete a estrutura familiar, mas também pavimenta o caminho para a dor, o pecado e a desordem. Para construir lares sólidos e formar a próxima geração com caráter e fé, é imperativo que pais e mães abracem seu papel com sabedoria, coragem e amor, fundamentando suas decisões nos princípios imutáveis da Palavra de Deus. n
Por: Gilson Bifano Diretor do Ministério OIKOS oikos@ministeriooikos.org.br

Um novo barco missionário: o Evangelho chegando mais longe e mais rápido

Redação de Missões Nacionais
Com o coração cheio de fé e propósito, iniciamos um novo desafio: adquirir um barco missionário rápido! Já imaginou fazer em 10 horas uma viagem que costuma fazer em 36 horas? O Brasil é cortado por tantas estradas, ruas e rodovias, que às vezes é fácil não lembrar que existem muitos locais que só podem ser acessados pelos rios, locais onde o barco é a única forma de acesso à comunidade. Esses lugares abrigam famílias que também precisam ouvir o Evangelho. Um barco mais rápido significa
chegar a mais regiões em menos tempo, alcançar mais vidas e levar socorro físico e espiritual. Esse veículo missionário será usado para abençoar diversas comunidades ribeirinhas da região Norte, incluindo as ilhas do Marajó, na foz do Rio Amazonas. Ela é uma das maiores ilhas fluviais do mundo. Rica em cultura e tradições, também enfrenta sérios desafios sociais, espirituais e estruturais.
A iniciativa surge da necessidade de chegar com mais agilidade a comunidades cada vez mais distantes, superando os desafios das longas distâncias enfrentadas na região. O novo
barco permitirá levar a esperança de Cristo de forma mais rápida!
Esse é apenas um recorte do conteúdo apresentado na edição 290 da revista A Pátria para Cristo, que traz como tema: “Como ouvirão? A obra missionária e os povos não alcançados no Brasil”. Você também encontrará outros assuntos como a história da Primeira Igreja Batista em MarajaíAM, o funcionamento de Rede de Ação e Desenvolvimento Social de Missões Nacionais, os primórdios do trabalho batista no Brasil e muito mais!
Para conferir a matéria completa aponte a câmera do seu celular para o
QR Code ao lado. São desafios, experiências e testemunhos que ampliam o olhar sobre o fazer missões e mostram como o Evangelho tem alcançado pessoas de Norte a Sul do país. Vale a pena a leitura completa!


Impacto Alegria para Toda Vida, em Biritiba
Mirim - SP, atende mais de 600 pessoas em três dias
Iniciativa da PIB de São Caetano, em parceria com a PIB em Biritiba, contou com mais de 150 voluntários em diversas áreas.
Lucas Meloni jornalista, membro da Primeira Igreja Batista de São Caetano do Sul – SP
O período de Carnaval de 2026 na cidade de Biritiba Mirim, na Região Metropolitana de São Paulo, foi marcado pelo grande impacto evangelístico e social Alegria para Toda Vida, promovido pela Primeira Igreja Batista de São Caetano do Sul. O evento chegou à 17ª edição e contou com apoio da PIB em Biritiba Mirim. Foram realizados atendimentos nas áreas de saúde, beleza e estética, bazar, além de atividades com as crianças. Pelo menos 50 pessoas tomaram a decisão por Cristo. A programação foi destaque na imprensa regional.
Esta foi a maior edição já realizada do evento, carinhosamente chamado por todos de Impacto, e aconteceu entre os dias 14 e 16 de fevereiro. Os voluntários ficaram hospedados e concentraram boa parte das atividades na Escola Municipal Waldemar Costa Filho, no Jardim dos Eucaliptos, bairro mais periférico da cidade. Outro polo dos trabalhos foi no salão do Marimba, líder comunitário que abriu, gentilmente, as portas do seu espaço, no Jardim Santo Antônio II, voltado a atender crianças em vulnerabilidade social, para receber atividades para os pequenos, atendimentos médicos e um bazar.
As equipes de voluntários foram divididas para atuarem nas duas frentes ao longo do evento. Nos dois locais, a organização contabilizou mais de 600 pessoas atendidas. Apenas no terceiro e último dia (segunda, 16), foram mais de 200 crianças que participaram da programação, que foi concentrada na escola. Elas ganharam kits com presentes e doces, além de sorvetes, devido à alta temperatura na cidade, que bateu os 30 graus.
No geral, o evento contou com dois médicos (ortopedista e pediatra), profissionais da área da saúde em geral, além de outros voluntários que trabalharam nas áreas de evangelismo, visitas, crianças, bazar, logística, infraestrutura e cozinha.
“A edição deste ano está, com certeza, entre as três melhores porque tivemos uma adesão em massa da igreja local e este apoio é fundamental para que o trabalho seja desenvolvido”, disse o pastor Gregory Scarabel, pastor de Juventude da PIB São Caetano e coordenador do Impacto.
Segundo a organização, um dos grandes desafios para o Alegria para Toda Vida deste ano foi a realização em uma cidade tão próxima à capital

Evento chegou à 17ª edição e contou com apoio da PIB em Biritiba Mirim
paulista. Todas as edições anteriores aconteceram no interior de São Paulo (com exceção de uma, que aconteceu em Juiz de Fora - MG). Biritiba Mirim está a apenas 90 quilômetros de São Paulo e fica perto de grandes cidades, como Mogi das Cruzes e Suzano. A população biritibana é de cerca de 30 mil pessoas, segundo o Instituto Brasi leiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A grande proposta do evento é atrair público por meio dos diversos serviços, quase todos gratuitos, com exceção do bazar, com itens a menos de quatro reais. Enquanto esperam para ser atendidas, as pessoas são abordadas pelos voluntários do evangelismo que explicam o plano da redenção por meio de uma pulseira de seis cores.



Foram realizados atendimentos nas áreas de saúde, beleza e estética, bazar, além de atividades com as crianças
giu a partir do Impacto e a tendência é que aconteça com frequência.
Parceria
Durante os três dias, 650 pulseiras foram distribuídas. As pessoas que, após ouvirem a mensagem, tomaram a decisão por Cristo, tiveram uma ficha preenchida, onde demonstravam interesse em participar de estudo bíblico e receber uma visita. Ao todo, foram 36 decisões nos atendimentos de evangelismo e, pelo menos, 14 pessoas que aceitaram a Jesus durante visitas realizadas em casas em diferentes bairros da cidade.
“Somos gratos a Deus pelas suas infinitas misericórdias em atender a nossas orações. Tivemos a presença da equipe da PIB São Caetano realizando o Impacto e alcançando bairros estratégicos para a expansão do Reino de Deus. Como resposta a esta ação, a nossa igreja iniciou o trabalho de visitação, estudos bíblicos e integração das pessoas e famílias alcançadas pelo projeto. A nossa expectativa é batizar e integrar aquelas pessoas que aceitaram a Jesus, abrindo novas frentes missionárias nos bairros trabalhados. A Deus toda a glória”, comentou o pastor Jair Braz, titular da PIB em Biritiba Mirim.
No dia 7 de março, a Igreja local realizará uma programação voltada às crianças da região do Santo Antônio II, no salão do Marimba. A iniciativa sur-
Além da parceria com a PIB da cidade, o Impacto foi realizado com apoio de outras duas Igrejas. A primeira delas foi a Comunidade Batista de Moema. A outra foi a PIB da Paulicéia, bairro de São Bernardo do Campo.
Imprensa
O Alegria para Toda Vida 2026 foi destaque na imprensa do Alto Tietê, região em que Biritiba Mirim fica localizada. O projeto teve duas inserções com notícias em jornais locais da TV Diário, afiliada da Rede Globo na localidade. Uma delas, foi uma entrada ao vivo, direto da escola, no Diário TV 1ª edição, de segunda-feira, em que o pastor André Castilho, da PIB São Caetano, foi entrevistado e explicou sobre o projeto. As gravações foram disponibilizadas pelo APP Globoplay (serviço de streaming da Globo).
O evento foi ainda destaque no jornal Diário de Suzano, um dos principais veículos da região, e foi noticiado também pelo portal Vanguarda Alto Tietê.
Bazar, recursos e melhorias
Boa parte dos recursos arrecadados com as vendas no bazar foram
repassados à Primeira Igreja Batista em Biritiba. O excedente de material não vendido nos três dias de bazar também foi cedido à igreja para que realize outros bazares no futuro. Vale destacar que a equipe de infraestrutura do Impacto realizou intervenções e melhorias na escola, como a troca de torneiras, reativação de tanques, consertos de ventiladores, entre outras iniciativas, de modo a retribuir à cidade o espaço que foi, gentilmente, cedido pela administração municipal.
Sobre a PIB São Caetano do Sul
Fundada em primeiro de janeiro de 1941, a Primeira Igreja Batista de São Caetano do Sul nasceu com o propósito de evangelizar. O foco missionário persiste até os dias atuais. Nosso trabalho baseia-se em três pilares: edificar (vidas); exaltar (a Deus) e evangelizar (pessoas) escolhidos à luz do texto de 1 Pedro 2.4-5 e 9. Nosso lema é “Uma igreja de portas abertas”. Mais do que o templo aberto para as mais diversas programações, os corações dos membros estão abertos porque são ensinados a serem hospitaleiros e generosos. Promove o Alegria para Toda Vida há 19 anos, com 17 edições realizadas. A igreja contabiliza 45 parcerias missionárias com organizações e projetos que buscam a expansão do evangelho. Os canais oficiais são: primeirabatista.com.br (site) e @pibsaocaetano (redes sociais). n
Batistas fluminenses iniciam as celebrações
pelos 135 anos de presença Batista no Rio de Janeiro
Primeiro dos 135 encontros comemorativos reuniu cerca de 1.100 pessoas em Belford Roxo.


Lideranças e irmãos de todas as regiões do estado participaram da programação que abriu as comemorações de 135 anos dos Batistas em solo fluminense
Rodrigo Zambrotti pastor, coordenador de Comunicação da Convenção Batista Fluminense
Nos dias 20 e 21 de fevereiro, os Batistas fluminenses se reuniram para celebrar o primeiro dos 135 encontros alusivos aos 135 anos de presença Batista em solo fluminense. O evento foi realizado na Primeira Igreja Batista em Nova Esperança, em Belford Roxo, reunindo cerca de 1.100 pessoas, entre irmãos de todas as regiões do estado, presidentes e executivos de associações, além de diversas representações de ministérios e organizações da Convenção Batista Fluminense.
A associação local, sob a liderança do pastor Jonas Sales, juntamente com o mobilizador da convenção, pastor Marcos Félix, trabalhou de forma incansável para garantir uma logística tranquila e acolhedora aos congressistas, contribuindo para o sucesso do encontro.
Na primeira noite, o presidente da convenção, pastor Rafael Antunes, desafiou os Batistas fluminenses a

Pr. Diego Bravim, diretor-executivo da Convenção Batista Fluminense, e Pr. Alexandre Lima, da PIB em Nova Esperança, que recebeu o evento
celebrarem com gratidão e a partici parem ativamente dos encontros es tratégicos que acontecerão ao longo deste período comemorativo.
internacional Richard Blackaby, cuja mensagem foi interpretada pelo pas tor Alberto Stassen. A preleção emo cionou e impactou os presentes com uma palavra sobre liderança espiritual e a importância do discipulado, forta lecendo o compromisso com a missão e o desenvolvimento de líderes.


O organizador do evento e diretor Geral dos Batistas fluminenses, pastor Diego Bravim, expressou sua gratidão aos participantes e líderes pelo empenho e presença, destacando o papel relevante da convenção na formação e projeção de líderes para o Brasil e
“Nossa convenção sempre inspirou e sempre apontou caminhos. Continuaremos focados na missão, cumprindo o ide e abençoando o mundo”, afirmou.
A Convenção Batista Fluminense louva a Deus pelo empenho e participação das Igrejas neste primeiro encontro comemorativo e reforça o convite para que todos continuem orando, mobilizando e participando das próximas programações que marcarão este tempo histórico.
Acompanhe as próximas notícias e atualizações no site oficial e nas redes sociais da Convenção Batista Fluminense: www.batistafluminense. org.br n



Ǫuem procura, acha... o caminho da prevenção que reduz a mortalidade para o Câncer de Próstata
Com 90% de ocupação tumoral, pastor Batista realiza procedimento cirúrgico por robótica em tempo recorde.
Muitas vezes ouvimos, em tom de deboche, a frase: “Quem procura, acha”. No universo masculino, esse ditado costuma ser usado para justificar o medo ou a negligência com os exames de rotina. No dia 7 de janeiro deste ano, nossa família provou que essa frase é verdadeira, mas de uma forma providencial. Nós procuramos, achamos a doença a tempo e encontramos o caminho para o tratamento.
O Daniel Medeiros — pastor Batista, advogado e hoje com 57 anos — sempre foi um homem muito ativo. Às segundas-feiras, o compromisso é certo: jogar futebol com os pastores no campo do Colégio Batista Shepard, na Tijuca, Rio de Janeiro. Duas vezes por semana, Daniel pratica vôlei de areia na praia e, nos outros dias, musculação e corrida. Um homem saudável, sem dores, sem dificuldades urinárias e sem nenhum sinal de alerta. Mas o câncer de próstata é um inimigo silencioso. Foi a partir de um exame de rotina anual, o PSA, seguido de ressonância magnética e uma biópsia por fusão, que o diagnóstico surgiu: um adenocarcinoma prostático usual, de classificação Gleason 4+3 (ISUP 3). A gravidade foi confirmada pela biópsia, que revelou que o setor posterior esquerdo da próstata já apresentava cerca de 90% de ocupação por células neoplásicas. Estávamos diante de um quadro de estágio intermediário para avançado que, a qualquer momento, poderia evoluir para uma metástase.

O Milagre da agilidade e da providência
Vivemos um verdadeiro milagre cronológico. Entre o diagnóstico e a cirurgia, transcorreram apenas 27 dias. No dia 3 de fevereiro, o Daniel já estava na mesa de operação no Hospital Barra D’Or, no Rio de Janeiro. Deus colocou em nosso caminho o Dr. Adolfo Henrique de Oliveira, um profissional cujo currículo e competência são instrumentos do Senhor.
A forma como chegamos até ele foi um sinal claro do cuidado de Deus: eu estava em uma consulta dermatológica para o meu avô, de 93 anos, quando vi uma placa no consultório indicando que ali também atendia um urologista. Agendei para a semana seguinte. O Daniel já sentia no coração que precisava mudar de especialista, e Deus já estava preparando tudo. Encontramos um médico completo: urologista, especializado em oncologia, cirurgião e referência em cirurgia robótica. Não tivemos a menor dúvida de que seria ele o instrumento enviado por Deus para o tratamento.
Robótica: a excelência tecnológica a serviço da vida
Daniel foi submetido a uma Prostatectomia Radical e Linfadenectomia através da plataforma robótica Da Vinci, considerada o “Padrão Ouro” internacional. Essa tecnologia incrível permitiu uma reconstrução interna extremamente precisa, visando os

melhores resultados funcionais e uma recuperação mais rápida. O laudo histopatológico pós- cirúrgico confirmou o sucesso absoluto da intervenção: as margens cirúrgicas (vesical, uretral e radial) foram entregues totalmente livres de neoplasia e todos os 7 linfonodos pélvicos retirados estavam limpos.
A Força da oração e a jornada da remissão
Agora, aguardamos o início de uma nova fase: a busca pela remissão. Sabemos que, na medicina, o tempo padrão para a cura é celebrado a partir de cinco anos de exames limpos. No dia 3 de abril, Daniel fará o seu primeiro PSA pós-cirúrgico para confirmar que os níveis estão zerados. As orações das igrejas e amigos são o combustível que nos mantém fortalecidos. Elas abriram portas e trouxeram paz em meio à tempestade.
Câncer de Próstata tem cura
Segundo as projeções para 2026, o Brasil deve registrar mais de 72 mil novos casos de câncer de próstata anualmente. O diagnóstico precoce eleva as chances de sucesso para mais de 90%. A prevenção é sabedoria e cuidado com o “Templo do Espírito Santo”. De fato, nossa mente muitas vezes está condicionada a receber o diagnóstico de câncer como uma sentença de morte. Mas não é. O avanço dos tratamentos é muito positivo. Há um sofrimento natural, mas que logo
é acolhido pela doce presença do Senhor.
A fé não anula a nossa responsabilidade. Homens, não deixem que o orgulho ou o medo os afastem da prevenção. O tratamento é eficaz enquanto há tempo. Deus opera milagres, mas muitas vezes Ele usa o estetoscópio, o robô e o exame de sangue para realizá-los.
Caminhos para o Cuidado (No Rio e no Brasil)
A partir de abril de 2026, as operadoras de saúde são obrigadas a oferecer cobertura para a cirurgia robótica em casos de neoplasia prostática. Não espere pelo surgimento de sintomas. Faça os exames de prevenção anualmente: o PSA e o toque retal. Se você tem acesso a operadoras de saúde, procure especialistas e exerça seus direitos. O Dr. Adolfo é uma referência e atende no Rio de Janeiro. Dr. Adolfo Henrique de Oliveira (Rio de Janeiro): WhatsApp : (21) 99214-8263.
Para quem depende do sistema público (SUS)
No Rio de Janeiro: O INCA é uma referência mundial. O acesso é feito via SISREG após consulta inicial numa Unidade Básica de Saúde (UBS).
No restante do Brasil: O SUS oferece atendimento especializado através dos CACONs e UNACONs. Procure o Posto de Saúde da sua cidade e solicite os exames de rotina. n
Deus está fazendo o extraordinário na Espanha
David Ojeda pastor, missionário na Espanha
“Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Sim, venho em breve! Amém. Vem, Senhor Jesus!”, (Ap 22.20).
O exemplo de todos se ajudando mutuamente na Espanha é verdadeiramente impressionante. Devido ao grande número de imigrantes que chegaram, principalmente da América do Sul, isso está criando uma situação em que todos se ajudam. Pastores e missionários espanhóis estão alcançando e ministrando aos que vêm da América Latina, e missionários de origem latino-americana alcançando os espanhóis. Deus está fazendo algo verdadeiramente extraordinário na Espanha –unindo muitos países para que todos compartilhem a mesma visão!
Sonhamos alcançar 15 capitais de

província na Espanha até 2030. Há três anos, e desde que assumi a liderança do ministério missionário nacional, há dois anos, começamos a moldá-lo. Desde o início, evangelizamos essas cidades de modo estratégico porque, após 100 anos da Convenção Batista Espanhola, não conseguimos plantar uma única Igreja nessas gran-
des cidades. E depois de sonhar, orar e planejar, Deus começou a abrir portas.
Em San Sebastián, o pastor Romel e sua esposa, de Honduras, se juntaram a nós. Em Zamora, com a ajuda da JMM, conseguimos abrir uma Igreja Batista, liderada pela família do Josué Rodriguez e Drixis, de Cuba.
Em Salamanca, Josué Rodriguez viaja àquela cidade todas as semanas para formar um grupo de crentes que, atualmente, se reúnem em casas. Em Cáceres, também com a ajuda da JMM, Deus levantou um casal espanhol para iniciar o trabalho e hoje eles têm um templo aberto.
O pastor Marinaldo, do Brasil, começou um pequeno trabalho missionário na cidade de Miranda de Ebro. Depois, passou a viajar para Burgos e iniciou um trabalho com espanhóis. Hoje, existem dois grupos que se reúnem em casas, e esperamos que, em breve, possamos abrir o templo.
Além de todo esse movimento que estamos realizando nas cidades, distribuímos gratuitamente 4 mil Bíblias em espanhol, 3 mil Novos Testamentos em espanhol e mil Novos Testamentos em árabe. Atualmente, buscamos apoio e missionários para as cidades de: Palência, Huesca, Segóvia e Leão.
Ore para que Deus continue levantando obreiros para alcançar a Espanha. Interceda por sabedoria para os missionários ao evangelizarem espanhóis e imigrantes. Agradeça a Deus por todo o apoio que recebemos de Missões Mundiais e por seu investimento na evangelização da Espanha. Interceda também por nossa família: eu e minha esposa, Margarita; nossos filhos, Gabriela e Moisés; sua esposa, Celine; e nossa neta, Victoria.
Porque o Filho Vive e Voltará, Vamos Completar a Missão na Espanha! n
Ramadã 2026: uma família rendida a Cristo
Pr. Jessé e Quésia Carvalho coordenadores da JMM no Oriente Médio, Norte da África e Sahel Africano.
Rrevisão e edição por Jamile Darlen (Comunicação & Marketing JMM)
No texto abaixo você lerá o testemunho de uma jovem que decidiu abandonar o Islã e seguir a Cristo. Mesmo com as dificuldades e a rejeição familiar, sua fé e coragem permaneceram firmes. Ela foi o início de uma cadeia de transformação e salvação em sua família. Leia abaixo o relato do missionário sobre a história de Ada* (nome fictício). Ada, uma jovem, saiu do seu país para estudar na Europa. Na faculdade, conheceu alguns jovens cristãos e uma das jovens, Zola*, a convidou para assistir a alguns vídeos que eram os estudos bíblicos do curso Al Massira.
Al-Massira é um curso de discipulado para muçulmanos que apresenta a história da salvação desde a criação até Cristo. Com linguagem e imagens acessíveis ao mundo islâmico, especialmente entre migrantes árabes de origem muçulmana, nossos missionários têm usado o curso para capacitar obreiros e evangelizar.
Conforme assistia aos vídeos com Zola, a jovem Ada foi inundada pela presença do Espírito Santo. Antes mesmo de terminar todos os encontros do curso, entregou sua vida a Jesus.
Pouco tempo depois, ela começou a sentir que deveria compartilhar o Evangelho com sua família. Em uma chamada de vídeo, falou da sua decisão aos seus pais e irmãos. Foi uma decepção tremenda. Sua família a rejeitou, e seu pai ameaçou cortar as verbas que enviava para pagar os estudos e a manutenção dela, se ela
não abandonasse a ideia maluca de se tornar cristã e voltasse para o Islã. O irmão ameaçou ir buscá-la à força.
Ela ficou muito triste e compartilhou com a amiga cristã. Zola a incentivou a orar e jejuar pelos seus parentes, já que estava próximo do período do Ramadã. Ada aceitou o desafio e começou a orar pela conversão de seus familiares.
Algum tempo depois, ela recebeu a notícia de que uma prima sua estava internada em um hospital, desenganada pelos médicos e com poucos dias de vida. Ada sentiu que o Espírito Santo estava direcionando-a para ligar e falar com sua prima e orar pela cura dela, e assim ela fez.
Ada falou de Jesus para a sua prima, orou pela cura e disse que se ela cresse, o Senhor a curaria.
Na manhã seguinte, a prima doente, levantou-se do seu leito e começou a caminhar normalmente pelos corredores do Hospital. As enfermeiras vieram e disseram que ela não podia fazer aquilo, pois estava muito doente. Ela então disse:
–Mas o médico que veio nesta noite e que me operou, disse que eu já estava de alta e que poderia andar.
As enfermeiras, assustadas, disseram que não havia ocorrido nenhuma cirurgia. Mas a jovem insistia e dizia que sim, e descrevia um médico de roupa branca, mas que não tinha visto o rosto. Na confusão foi que a jovem lembrou do que a sua prima, Ada, havia lhe dito ao telefone.
A experiência deste milagre levou à conversão de toda a sua família. Não só dos pais de Ada, mas também dos demais parentes, seus tios e primos, os irmãos da jovem curada.
Tive o privilégio de ver as imagens

de quando toda a família estava reunida, em uma chamada de vídeo: eles de joelhos e Ada, à distância, orando com todos os seus familiares que repetiam a oração que ela fazia de confissão a Jesus como Senhor.
Agradeça por esse milagre! Pela cura da prima de Ada e por essa família que foi alcançada.
Ore para que mais pessoas possam ter encontros reais com Jesus e serem curadas por Ele. Interceda pelos muçulmanos que, durante o Ramadã, estão mais abertos para relacionamentos e espiritualidade.
Junte-se a nós na campanha de oração, Encontros com Jesus no Ramadã 2026. n
Academia Missionária 2026 reúne famílias missionárias para tempo de cuidado integral em MG
Mais de 50 famílias vindas de diferentes regiões do estado participaram da programação.
Kátia Brito
jornalista da Convenção Batista Mineira
Entre os dias 2 e 5 de fevereiro, a pousada Cheiro da Terra sediou a Academia Missionária 2026, promovida pela Gerência de Missões da CBM. Nesta edição, o encontro teve como eixo central o cuidado com as famílias missionárias, reunindo mais de 50 famílias vindas de diferentes regiões do estado.
De acordo com o pastor Otílio Moraes, gerente de Missões da CBM, a Academia é um espaço estratégico para fortalecer aqueles que estão no campo. “É aqui que reunimos todos os nossos missionários. Neste ano, de forma especial, estamos focados na família. A proposta é oferecer suporte emocional, espiritual e social, entendendo que uma família bem cuidada tem melhores condições de desenvolver seu ministério”, afirmou.
A programação foi estruturada para atender não apenas os missionários, mas seus familiares, por meio de uma ampla rede de voluntários. O pastor Robsom Martins, gerente de Missões – Área 1, destacou o envolvimento de profissionais de diversas áreas. “Deus levantou um exército de voluntários: cabeleireiros, médicos,

psicólogos, dentistas, podólogos, profissionais da beleza. Foi marcante ver a família inteira sendo atendida, cada um em sua necessidade”, relatou. O encontro também exigiu esforço logístico das famílias participantes. Segundo o pastor Carlos Genival, gerente de Missões – Área 2, alguns missionários percorreram longas distâncias para estar presentes. “Há famílias que viajaram cerca de 900 quilômetros, saindo do Vale do Jequitinhonha. Apesar disso, o retorno tem sido muito positivo. Eles estão satisfeitos com tudo o que está sendo oferecido, e isso mostra que a Academia tem cumprido seu propósito”, avaliou. Momentos de edificação espiritual

também marcaram a programação. O músico Josimar Bianchi e o pastor e músico Atilano Muradas conduziram tempos de louvor e ministração, contribuindo para fortalecer o ânimo e o coração dos missionários e de suas famílias.
Entre as atividades, ações de autocuidado chamaram a atenção, especialmente voltadas às mulheres. A consultora de beleza Jaciane Pitzer explicou que o objetivo foi trabalhar autoestima e saúde. “Falamos sobre cuidados com a pele, proteção solar e automaquiagem para o dia a dia e eventos. É um estímulo para que elas se cuidem e se sintam bem”, explicou. Para o pastor Marcio Santos, di-
retor-executivo da CBM, a Academia Missionária representa um tempo de renovação para famílias que enfrentam desafios constantes no ministério. “É um refrigério para homens e mulheres que deixam suas igrejas e cidades para servir. Aqui, eles encontram Palavra, comunhão e cuidado integral. Esse encontro fica marcado no coração das famílias missionárias”, destacou.
A Academia Missionária 2026 reforça o compromisso da Convenção Batista Mineira em cuidar não apenas da atuação ministerial, mas também da saúde emocional, espiritual e social das famílias que sustentam o trabalho missionário no estado. n
CBSM realiza reunião do Núcleo Gestor e promove capacitação de liderança em Campo Grande - MS
Encontro presencial definiu estratégias de governança e planejamento, e promoveu treinamento para fortalecimento institucional.
Gerência de Comunicação da Convenção Batista Brasileira
No dia 26 de fevereiro, a Convenção Batista Sul-Mato-Grossense (CBSM) realizou, em sua sede, em Campo Grande - MS, a segunda reunião do ano do Núcleo Gestor, desta vez em formato presencial. O encontro foi dedicado à tomada de decisões estratégicas, ao planejamento institucional e à definição de ações voltadas ao fortalecimento da governança e ao avanço da obra batista em Mato Grosso do Sul.
A iniciativa reforçou o compromisso da CBSM com a transparência, a organização e a excelência no serviço às Igrejas do estado.
Na mesma data, a sede da CBSM permaneceu excepcionalmente fe -

Encontro definiu estratégias e ações para fortalecer a governança e impulsionar a obra batista em Mato Grosso do Sul
chada ao público para a realização de um treinamento interno voltado à capacitação e ao desenvolvimento de lideranças. A equipe e a diretoria participaram de uma formação conduzida por Juarez Solino, geren-

te de Administração e Finanças da Convenção Batista Brasileira (CBB), que esteve em Campo Grande como preletor do LIDERA MS 2026. Durante o treinamento, foram compartilhados princípios de gestão, liderança

cional, reafirmando que investir em capacitação é investir em excelência, inovação e crescimento sustentável da Igreja. n

A Educação Cristã do Amanhã: tudo começa pela Grande Comissão de Jesus Cristo

Genivaldo Félix pastor
Antes de entrar propriamente dito neste subtema, quero fazer ainda algumas considerações ainda que considere importantes para a nossa reflexão. Para dizer primeiramente que, pastores e educadores cristãos devem estar focados no serviço cristão e na fidelidade à Grande Comissão de Jesus Cristo que, “E, aproximando-se Jesus, falou-lhes: Toda autoridade me foi concedida no céu e na terra. Portanto, ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; ensinando-lhes a obedecer a todas as coisas que vos ordenei; e eu estou convosco todos os dias, até o final dos tempos” (Mt. 28.18-20).
Em segundo, ambos são cooperadores do Reino de Deus, pessoas que tem contribuído grandemente para o ministério do ensino, da evangelização e do discipulado, bem como da pregação e da música proclamando assim, o Evangelho seja no contexto da família, da igreja ou no trabalho/vida secular. Nossa assertiva parte em tese da ideia de que o ensino da Palavra esteja tanto sob a responsabilidade do pastor como do educador cristão e presente no processo de evangelização, pregação e da música. C.S. Lewis, disse que “É muito fácil pensar que a igreja tem muitos objetivos diferentes – educação, obras, missões, cultos… A igreja não existe para outro propósito senão atrair os homens para Cristo, transformá-los em miniaturas de Cristo. Se ela não faz isso, então todas as catedrais, todos os líderes, todas as missões, todos os sermões, a própria Bíblia – tudo não passa de perda de tempo”. E terceiro e último, dizer que todos nós temos o compromisso com o desenvolvimento integral, físico, espiritual e moral das pessoas no cenário societal em transformação. Esse é sem dúvida um outro grande desafio para o pastor e o educador cristão em nível pessoal precisa pensar, isto é, não ter a vida “dividida” entre fé (ortodoxia) e a prática (ortopraxia). Eles precisam ter uma vida integrada com os princípios da Palavra de Deus, assumir com responsabilidade seu papel pastoral e de educador cristão, ou seja, ministerial e as decisões necessárias para o desenvolvimento integral das pessoas.
Com certeza esse foi o principal motivo e motivação em compartilhar algo que parte da paixão de aprender a pensar. Um chamamento para temas tão importantes que dizem respeito a nossa responsabilidade para com a formação de gerações futuras, dos “educadores do amanhã”, que o pastor e o educador cristão não poderão deixar de lado, mas assumi-los desde uma perspectiva ativa e cristã, promovendo seu conhecimento e sua discussão. Vamos aprender a olhar o ministerial pastoral e de educação cristã em um cenário em que haverá menos espaço para o currículo oculto.
Com relação ao “pensamento pós-moderno”, eu não estou convencido de que nosso tempo seja marcado por uma ruptura com a modernidade, de modo que, ao abordar o tema “olhares e cenários”: “A educação cristã do amanhã”, “não há uma preocupação em delimitar, ou seja, demarcar determinado período histórico, ainda que em alguns momentos isso seja necessário, nem abordar o tema na perspectiva da pós-modernidade.
Reconheço que precisamos considerar a trajetória vivida pelos sujeitos envolvidos com a educação cristã, seu senso de pertencimento e de oportunidade, algo que exige “tempo”, paciência e persistência. Somos sujeitos de uma história que se faz com a memória de tantos pastores e educadores cristãos espalhados por esse País. História e memória de pessoas que construíram o olhar atento, reflexivo e diferenciado sobre o objeto de estudo da educação cristã, algo que exige um pensar do escrito, do dito e do não dito.
Para exemplificar, eu compartilho com vocês algo que me chamou atenção! O homem tem sua vida dependente de dois tipos de cuidados essenciais: saúde e educação. O filósofo Heidegger, em seu livro “O ser e o tempo”, alude a esta dependência através de uma alegoria mítica, em que três personagens Terra, Céu e Cuidado concorrem cooperativamente para dar origem ao homem. O Cuidado, passeando ao acaso, tomou uma porção de Terra e pediu ao Céu que lhe insuflasse espírito de vida. Causou, porém, uma disputa entre a Terra e o Céu, quando quis dar um nome a sua criatura, porque tanto a Terra quanto o Céu reivindicavam maiores direitos sobre o homem. Foi preciso que outra entidade mítica, o
Tempo, fosse chamada, para que se pusesse fim à disputa. A solução ministrada pelo Tempo foi que a criatura deveria chamar-se “homem”, de húmus, terra. Quando morresse, sua alma iria para o Céu, enquanto o corpo voltaria para a Terra. Mas, durante sua vida, precisaria depender permanentemente do cuidado.
Na verdade, ao pensar sobre “olhares e cenários”, estamos em busca do sentido e do significado da Educação Cristã, mesmo que para isso tenhamos que revisitar a história a fim de reconstruir a história da Educação Cristã, da sua identidade (questão ontológica – ser ou tornar-se) dos sujeitos da Educação Cristã.
A luz da Palavra de Deus, sua revelação o olhar é profético e escatológico, ou seja, realizado sob inspiração divina. Com o pastor e o educador não é diferente, ao manusear a Palavra de Deus, depender da iluminação e total dependência do Espírito Santo. O próprio Jesus capacita-o com autoridade-divina-humana. Imagino que, isso é o que faz diferença no ministério e na prática educativa de todo pastor e educador cristão, ou seja, consciência da presença divina, dependência do Espírito Santo e a autoridade dada por Jesus Cristo.
Posso afirmar que o pastor e o educador cristão foram colocados no contexto da igreja por um propósito divino, com uma missão e o dom dado por Deus. A igreja é uma comunidade que deve se apresentar para a sociedade como prova do amor e do projeto de Deus. Somos pessoas transformadas pelo poder do Espírito Santo. Creio que o pastor e o educador são imbuídos desta autoridade. Na Bíblia temos educadores a exemplo da figura do patriarca (pai), do sacerdote e do profeta (mediador), pessoas que conhecem o Deus da Palavra; assim como os apóstolos, o evangelista e o missionário incumbidos da proclamação.
Na história da Igreja cristã, a reforma protestante – século XVI, o mestre sempre se colocou na brecha, no cumprimento de um propósito divino. Para dizer que a figura do pastor e do educador cristão pelo menos na perspectiva bíblica é de fundamental importância para compreender a ação educativa de Deus na vida e história de vida do homem.
A educação de um modo geral e,
a educação cristã em particular, é uma atividade intencional, objetiva e metódica, modalidade não formal, que deveria partir de uma realidade situada historicamente dos sujeitos envolvidos no processo de gestão e organização e do ensino aprendizagem, isto é, da ação de sujeitos concretos, mas sobretudo ação divina sobre a vida desses sujeitos.
Nossa prática educativa cristã e pastoral é por natureza, transformadora e coletiva, configura-se na autoridade e prática na Palavra, em bases sólidas e consistentes e, sobre os quais sedimenta-se o plano redentor e propósito de Deus para o homem em todos os tempos. Continua no próximo blog.
REFERÊNCIAS
DELORS, Jacques.(Coord.) Educação um tesouro a descobrir. Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI. 7 ed. São Paulo: Cortez; Brasília: UNESCO, 2012.
FAVA, Rui. Educação 3.0. 1 ed. aplicando o PDCA nas instituições de ensino. São Paulo: Saraiva, 2014. JARAUTA, Beatriz; IMBERNÓN, Francisco. Pensando no futuro da educação. Uma nova escola para o século XXII. Porto Alegre: Penso, 2015. LITTLEJOHN, Robert; EVANS, Charles T. Sabedoria & Eloquência. Um modelo cristão para o ensino clássico. São Paulo: Trinitas, 2020.
MORAIS, Regis de. Educação contemporânea. Olhares e cenários. Campinas: Alínea, 2003. (Coleção educação em debate)
PETERSON, Eugene H. O caminho de Jesus e os atalhos da igreja. São Paulo: Mundo Cristão, 2009. (Série –Teologia Espiritual)
SINE Tom. O lado oculto da globalização. Como defender-se dos valores da nova ordem mundial. São Paulo: Mundo Cristão, 2001.
STETZER, Ed; PUTMAN, David. Desvendando o código missional. Tornando-se uma igreja missionária na comunidade. São Paulo: Vida Nova, 2018.
TAVARES, José. O poder mágico de conhecer e aprender. Brasília: Liber Livro, 2011.
THIESEN, Juares da Silva. O futuro da educação. Contribuições da gestão do conhecimento. Campinas: Papirus, 2011. n
Perdão e ressentimento

Pr. Ailton Desidério
O perdão é um tema central na Bíblia. Ele aparece na oração do Pai Nosso — “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” (Mt 6.12) — e ecoa nas últimas palavras de Jesus na cruz: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23.34). Na cura do paralítico de Cafarnaum, Jesus declarou: “Filho, os teus pecados estão perdoados” (Mc 2.5). Quando Pedro perguntou: “Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?”, Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mt 18.21-22).
A ênfase que Jesus dá ao perdão revela o quanto essa prática é vital para a vida espiritual, emocional e relacional. Sem perdão, não há saúde integral. O bispo anglicano Desmond Tutu, que lutou ao lado de Nelson Mandela contra o apartheid na África do Sul, afirmou: “Sem perdão, nos tornamos prisioneiros dos agressores.” A tese que compartilho neste texto é simples: onde
não há perdão, sobra ressentimento. No livro Ressentimento, a psicanalista Maria Rita Kehl afirma que o ressentido não é alguém incapaz de perdoar e esquecer, mas alguém que não quer perdoar, não quer esquecer, não quer superar o mal que o vitimou (KEHL, 2020, p. 10). Isso nos leva a uma pergunta incômoda: por que até mesmo cristãos piedosos e sinceros encontram tanta dificuldade para perdoar?
Creio que parte dessa dificuldade esteja no represamento da raiva e da ira. Persiste entre nós o equívoco de que “crente que é crente sofre calado”. Ledo engano. A Escritura afirma: “Irai-vos e não pequeis” (Ef 4.26). A ira, em si, não é pecado; ela pode ser reação legítima diante da injustiça. O pecado pode residir justamente na distorção ou na negação dessa emoção.
Em muitas situações, o pseudoautocontrole não passa de repressão emocional. A raiva que não encontra espaço saudável de expressão tende a se cristalizar. E aquilo que não é elaborado transforma-se em ressentimento. Não é incomum ouvir pessoas feridas perguntando a si mesmas, em tom de
culpa: “Por que fiquei calado(a)?”, “Por que não me posicionei?”
Quando Jesus expulsou os vendilhões do templo, confrontando a exploração da fé, Ele expressou indignação diante da injustiça. Fico imaginando o espanto de alguns ao verem o “Príncipe da Paz” agindo com tamanha indignação. No entanto, ali não havia descontrole, mas zelo santo. Observamos nessa atitude de Jesus que é a fé não é uma rolha destinada a vedar emoções legítimas.
Ser cristão não significa ter “sangue de barata” nem viver anestesiado diante da dor. É verdade que há tempo de falar e tempo de calar (Ec 3). Contudo, engolir sapos continuamente azeda a alma. O silêncio permanente diante da ferida não produz maturidade espiritual; produz endurecimento.
Onde não existe perdão, o que resta é o ressentimento — uma espécie de fidelidade à própria ferida. Ele alimenta fantasias de vingança ou narrativas de vitimização. O ressentimento corrói a saúde espiritual, emocional e relacional. Não é falta de fé; é sofrimento não tratado, dor não elaborada, memória
não integrada.
Perdoar só é simples para quem fala: “Você tem que perdoar!”. Esquecem que perdão é processo. Ele começa com o reconhecimento do rancor e do ressentimento, passa pela decisão consciente de não permitir que a ofensa continue governando a vida e se desenvolve por meio da fala — diante de Deus e de pessoas maduras, capazes de ouvir sem julgar.
Perdoar é esvaziar, pouco a pouco, a carga tóxica da mágoa. É retirar do passado o poder de determinar o presente. O ressentimento fermenta emoções não elaboradas, azeda a alma e paralisa a vida. Sem perdão, o passado governa o presente e a dor se torna permanente, impedindo o surgimento da beleza e leveza da vida.
Perdoar, ainda que seja um caminho lento e doloroso, é devolver à vida a possibilidade de seguir em frente. É abrir espaço para que a graça de Deus cure o que a injustiça feriu. n
Ailton Gonçalves Desidério Pastor da PIB Lins - RJ Psicólogo clínico e palestrante

