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OJB EDIÇÃO 08 - ANO 2026

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ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901

Unidade, liderança e nova geração em evidência na 105ª Semana Batista

União das Esposas de Pastores celebra 44 anos, OPBB elege nova Diretoria, INTEGRA 26 mobiliza adolescentes e Comissão de Apoio às Igrejas apresenta relatório de ingresso na CBB.

Conversa missionária

Confira a entrevista exclusiva com o Pr. Fabrício Freitas, diretor-executivo da JMN

Atleta de Cristo

Roberto Maranhão apresenta a trajetória de Marcelo Abelheira, atleta de Pickleball

Devoção

Artigo do Pr. Oswaldo Jacob fala sobre a importância da devoção pessoal

Novas gerações

Lourenço Rega compartilha como devemos nos aproximar das novas gerações

Missões Nacionais
Notícias do Brasil Batista Fé para Hoje
Observatório Batista

EDITORIAL

Uma Convenção em movimento e serviço

A 105ª Semana Batista, em Salvador - BA, revelou, mais uma vez, que a Convenção Batista Brasileira não é apenas uma estrutura organizacional, mas um corpo vivo em movimento. Ao longo dos dias, vimos a fé sair dos templos para ganhar as ruas, os lares e os bairros; vimos líderes se reunirem para refletir, aprender e decidir; vimos gerações se encontrarem em torno de um mesmo propósito; e vimos igrejas dando passos concretos em direção à comunhão denominacional.

A Ação Jesus Transforma Salvador mostrou que missão não é discurso, é presença. Em cada visita, em cada atividade com crianças, em cada atendimento, o Evangelho foi anunciado com palavras e atitudes. Foi o testemunho prático de uma Igreja que entende que corpo e alma cami-

nham juntos e que a transformação acontece quando o amor de Cristo é vivido no cotidiano. A presença de missionários de diversas regiões do país expressou, na prática, a unidade que professamos.

No mesmo espírito de comunhão e compromisso, o Congresso Nacional dos Homens Batistas reuniu representantes de 25 convenções em um tempo de louvor, ensino bíblico e fortalecimento do discipulado cristão. A reflexão sobre a missão de fazer discípulos, à luz de Mateus 28.19-20, apontou para um chamado que atravessa gerações: ser discípulo integral, comprometido com o Mestre e com o próximo, diminuindo distâncias e ampliando pontes.

A celebração dos 44 anos da União Evangélica de Pastores Batistas do Brasil (UEPBB) também foi um marco

de gratidão e renovação. Ao mesmo tempo em que honra sua história, a UEPBB sinaliza um novo tempo de atuação nacional, reafirmando a importância do cuidado pastoral, da unidade entre líderes e da fidelidade à Palavra em um contexto de tantos desafios para o ministério.

O Congresso da OPBB, com mais de 900 pastores reunidos, elegeu nova Diretoria e reforçou o valor da comunhão, do alinhamento ministerial e da responsabilidade pastoral diante da igreja e da sociedade. Em paralelo, o INTEGRA 26 mostrou que a nova geração está presente, engajada e desejosa de viver a fé de forma autêntica, lembrando-nos de que investir em adolescentes é investir no presente da igreja, não apenas no seu futuro.

Por fim, o relatório da Comissão de Apoio às Igrejas, apresentado à

105ª Assembleia da CBB, aponta para um movimento contínuo de crescimento e organização da Convenção. Cada pedido de ingresso representa comunidades locais que desejam caminhar juntas, em cooperação, missão e responsabilidade denominacional.

Em Salvador, vimos um retrato do que somos chamados a ser: uma igreja em missão, lideranças em formação contínua, gerações caminhando juntas e instituições servindo como instrumentos de unidade. Que esses dias não sejam apenas memória, mas inspiração permanente. Que a fé continue saindo às ruas, o discipulado continue formando pessoas e a comunhão continue fortalecendo o testemunho dos batistas do Brasil.

A Deus seja a glória por tudo o que Ele tem feito entre nós. n

O JORNAL BATISTA

Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso.

Fundado em 10.01.1901

INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189

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FUNDADOR

W.E. Entzminger

PRESIDENTE Paschoal Piragine Jr.

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A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação Batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal.

DIRETORES HISTÓRICOS

W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946);

Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002)

INTERINOS HISTÓRICOS

Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923).

ARTE: Oliverartelucas

IMPRESSÃO: Editora Esquema Ltda A TRIBUNA

Nilberto de Matos Amorim membro da Igreja Batista da Liberdade - SP

Belas páginas da Bíblia são dedicadas ao Monte Sinai. Elas dão vulto ao lugar onde se verificaram eventos fundadores cruciais para o povo hebreu e para toda a humanidade. Põem diante de nós o ambiente em que Deus se fez plenamente presente como legislador máximo de todos os homens. Na marcha do seu povo rumo à Terra Prometida, Deus sempre se fizera presente na coluna de nuvem e na coluna de fogo, mas a culminância da sua manifestação deu-se no Sinai, ponto de encontro com Moisés para a outorga dos dez mandamentos e das leis.

Evidencia-se, portanto, que o significado do Monte Sinai vai bem além do elemento geográfico ou dos seus contornos físico-territoriais. Ele surge como ponto no qual se manifestam múltiplos planos de realidade.

Realidade é palavra muito usada, mas bem pouco compreendida. Com frequência, é associada ao mundo empírico, ao mundo físico das coisas concretas, externas à mente ou à consciência. Mas, tal noção não exaure o seu significado, porquanto o ser humano, sabemos, vive numa estrutura de realidade completamente diferente daquela em que vivem os

Cuidado com multidões

animais irracionais; na verdade, sua existência transcorre numa multiplicidade de realidades. De modo que o mundo dos valores, das concepções e dos ideais – daquilo que é pensado, imaginado e sonhado - enfim, o universo intrapsíquico dos sujeitos também constitui realidade ou realidades.

Por ser assim, diz-se que o ser humano se situa na tensão de um “entremeio”, ou seja, entre, de um lado, a realidade terrena e, de outro, a “realidade primeira” e fundamental, que é de natureza transcendental, divina e espiritual. O problema, no entanto, é que há uma recusa contumaz da parte do homem em aceitar essa realidade primeira - recusa que se acentua numa civilização que é emancipada da ordem espiritual. Tal recusa é compatível com “perda da realidade”, designação dada por autores não só a essa situação em que o homem se lança, exatamente a de recusar unidade com a ordem primeira e fundamental, mas também a de se pôr no lugar dela; a de substituir Deus pela própria vontade de poder, e também pelas conquistas de sua ciência e tecnologia.

De qualquer maneira, os eventos do Sinai configuram caso representativo da tendência humana de buscar as alturas. Quanto a isso, sobressai singularmente a figura de Moisés, que ascende ao topo do monte em momento

decisivo de pacto ou aliança que ali se inaugurava entre Deus e o homem, entre as alturas celestes e a realidade das baixuras terrenas. Durante a condução do povo pelo deserto, o grande líder provara não poucos momentos de amargores, devido às rebeliões e aos riscos constantes de corrupção e fragmentação desse povo. O momento do Sinai, porém, haveria de viabilizar condições para que os israelitas se entrelaçassem como coirmãos e, em compreensão e em atos, zelassem pelo extraordinário patrimônio que lhes era comum. Ouso afirmar que Moisés buscava na “realidade primeira” os elementos de base para a construção de uma nação. Grande líder que era, sabia que governo algum há que possa prover lastros morais ou suportes para a edificação de instituições sociais confiáveis, ou sequer promover agregação de um povo em torno de projetos comuns e cooperativos. Sabia ele também que qualquer que fosse a forma de governo, para alcançar êxito, haveria de erigir-se sobre fundações de uma espécie diversa da sua, vale dizer, deveria fundar-se sobre plano que vai bem além dos míseros horizontes humanos.

O caso, porém, é que Moisés haveria de esbarrar em enormes obstáculos, a começar pelo próprio povo, que ele deixara acampado no sopé do monte quarenta dias antes. Dizendo

melhor, ao retornar, Moisés deparou-se com parte desse povo afastado do conjunto e colapsado para o estado de multidão.

Ora, multidão é aquele estado em que a pessoa partícipe dela perde a condição de sujeito, troca de personalidade ou de identidade e é propelida pelas dinâmicas do todo coletivo. E lembremos que um dos elementos constituintes da multidão são as paixões, de que decorrem imenso poder de contágio emocional. Daí que as multidões, por vezes, tendem a perder o senso e a cometer desatinos. Estamos falando de uma que, diante da alternativa entre a elevação espiritual da aliança com Deus e a enormidade, a desrazão, da descida ao plano das baixuras do bezerro de ouro, optou por esta última - pela “descida”. Nessa medida, ela revelou-se escassa de capacidade em escolher e seguir líderes sábios, não lhe faltando, ademais, poderosos ardis com que cooptou Arão para efetivar seus objetivos desatinados.

É preciso cuidado com multidão. O seu fim pode ser a morte. A que Moisés encontrou no sopé do Sinai constitui caso exemplar: “Moisés viu que o povo estava desenfreado e que Arão o tinha deixado fora de controle, tendo se tornado objeto de riso ... e naquele dia morreram cerca de três mil dentre o povo” (Ex. 32,25-28). n

Correndo para o prêmio celestial

Weliton Carrijo Fortaleza extraído de www.oecbb.com.br

O apóstolo Paulo, em sua carta aos Coríntios, utiliza uma poderosa metáfora para ilustrar a jornada de vida do cristão: a corrida. Em 1Coríntios 9.24, ele afirma: “Não sabeis que entre todos os que correm no estádio, na verdade, somente um recebe o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis.” Essa imagem não é apenas uma referência ao esporte, mas um convite à perseverança, disciplina e foco na busca pelo prêmio celestial, que simboliza a vida eterna e a recompensa de Deus para aqueles que permanecem fiéis.

A palavra “corrida” deriva do termo grego “agon”, do qual também se originou a palavra “agonia”. A trajetória do cristão não é uma corrida qualquer; trata-se de uma jornada exigente, árdua e, por vezes, agonizante. É necessário um esforço intenso e perseverante para alcançar uma vitória digna. Ao refletirmos sobre essa passagem, percebemos que a vida cristã é uma corrida de resistência, que exige esforço constante, disciplina espiritual e determinação. Todos os cristãos estão na mesma arena, cada um com seu ritmo e sua jornada, mas com um objetivo comum: alcançar

Raiz Santa, Ramos Santos

“E, se as primícias são santas, também a massa o é; se a raiz é santa, também os ramos o são” (Rm 11.16).

Escrevendo aos cristãos de Roma, o Apóstolo Paulo desenvolve a doutrina da universalidade da graça divina, capaz de salvar judeus e gentios. Os não judeus são recebidos como enxerto, no tronco do amor universal do Senhor. Do “trono de Jessé brotará um renovo”, por causa das suas raízes, já dissera Isaías. Por isso, diz Romanos 11:16: “Se a raiz é santa, os ramos também o serão”.

Neste contexto bíblico, com ilustrações da botânica, é uma questão de prudência recordar que “renovo”, “enxerto” e “ramo” não são sinônimos. Renovo é o brotar natural do tronco básico da árvore. Ramo nada mais é do que o renovo amadurecido. Quanto a enxerto, trata-se do

ramo extraído de algum tronco e a sua inserção em um tronco hospedeiro. No raciocínio de Paulo, tudo deve começar pela “raiz”: porque ela foi estabelecida pelo Senhor, a raiz é santa. Porque o objetivo final do Senhor foi a recuperação dos troncos contaminados pelo pecado, a maior dádiva do Criador foi Cristo Jesus, a “videira verdadeira”, isto é, a única raiz santa e o único tronco santo. Somos gentios, nós a grande maioria que não descende de Abraão. Se, pela fé, acreditamos que o Espírito do Senhor pode pegar nosso tronco pervertido e enxertá-lo no santo tronco de Cristo, esta mesma fé faz-nos depender da santidade do nosso novo tronco. É o que diz Jesus: “aquele que está em Mim produz bons frutos”. Viver sem frutos espirituais não tem lógica bíblica. Santo é o que é separado. É neste tronco santo que devemos viver e frutificar.

a meta final, que é o céu. Essa metáfora nos convida a analisar nossa postura na corrida da fé e a entender que, embora muitos corram juntos, apenas aqueles que perseveram até o fim receberão a coroa incorruptível prometida por Deus.

Sobre a caminhada cristã, podemos refletir sobre a trajetória da vida de fé, lembrando-nos do livro “O Peregrino”, de John Bunyan, que ilustra a jornada do cristão como uma caminhada repleta de desafios, obstáculos e provações, simbolizando a busca pela salvação e o crescimento espiritual. Ao narrar a jornada de Christian, Bunyan escreveu: “Ele corre com todo o seu vigor, não se permitindo desviar do caminho, pois sabe que a salvação depende de sua perseverança” (Bunyan, p. 75). Essa passagem nos lembra que a vida cristã exige determinação, resistência e fé firme diante das dificuldades. Para nós, isso implica em manter o foco na nossa jornada espiritual, perseverar mesmo nos momentos de dúvida ou cansaço, e confiar que a perseverança nos levará ao objetivo final de uma vida alinhada com os princípios de Cristo. Assim como Christian enfrenta perigos e tentações, também somos chamados a fortalecer nossa fé e a continuar caminhando com es-

perança e coragem rumo à plenitude espiritual.

A diferença na corrida da vida cristã

Paulo destaca que “entre todos os que correm no estádio”, porém, “somente um recebe o prêmio”. Essa distinção reforça a importância de perseverar até o final, de manter o foco na meta celestial e de não se deixar desviar pelos obstáculos ou distrações do caminho. A corrida cristã não é fácil, ela requer disciplina, resistência às tentações e uma constante renovação da fé. Muitos começam a corrida, mas poucos terminam vitoriosos. Essa realidade nos leva a refletir sobre a importância de estar sempre vigilantes e dedicados na caminhada cristã.

Qual é a atitude do cristão?

Paulo exorta os crentes a correrem “de tal maneira que o alcanceis”. Isso implica uma postura de esforço consciente, de disciplina e de foco espiritual. O cristão deve estar disposto a treinar-se na oração, na leitura da Palavra, na vivência prática do evangelho e na perseverança diante das dificuldades. Como atletas que treinam arduamente para conquistar a

medalha, os fiéis também precisam se dedicar inteiramente à corrida da fé, sabendo que a recompensa é eterna e que o esforço presente vale a pena.

Considerações

Assim como os atletas treinam e se dedicam para vencer uma competição, os cristãos devem viver com propósito e dedicação, conscientes de que nossa jornada é celestial. Nosso objetivo não é apenas uma vitória passageira, mas a recompensa eterna prometida por Deus. Portanto, devemos correr a corrida da fé com empenho, disciplina e esperança, sempre lembrando que a vitória final é garantida àqueles que permanecem fiéis até o fim.

Bibliografia

BÍBLIA SAGRADA. Almeida Século 21. São Paulo: Vida Nova, 2010. BUNYAN, John. O Peregrino. Editora Martin Claret, SP. 2020. COTRIM, Gilberto Vieira. Fundamentos da educação: história e filosofia da educação. 11 ed. São Paulo: Saraiva, 1986.

RICHARDS, Lawrence O. Teologia da Educação Cristã. 3ª ed. São Paulo: Vida Nova, 1996. n

Olavo Fe ijó
pastor & professor de Psicologia

A importância da adoração e do louvor para a alma, o corpo e o espírito

Ater A. Mattos

músico, professor e membro da Primeira

Igreja Batista de Bangu - RJ

Criado por Deus (seguindo uma ordem cronológica decrescente), o homem, vindo do pó, fez-se em alma, espírito e corpo. Anos depois, após pecar no Éden, ele precisou e precisa até os nossos dias de uma conexão direta com o divino, que traga e promova cura, alívio e fortalecimento físico e espiritual para si e para o próximo. Sob uma ótica bíblica e teológica, o que cantamos hoje em nossas igrejas possa superar expectativas, pois não são apenas cânticos, mas um estilo de vida que engloba a totalidade do ser humano em forma de louvor e adoração.

Nesta tríade, testificamos que são prerrogativas da alma fazer residir às emoções, o intelecto (mente) e a vontade. Com isso, o louvor genuíno traz paz às emoções, curando feridas da alma. Essa mudança de perspectiva ajuda a concentrar e convergir o foco para o alvo, que é Cristo, em vez de focar nas ansiedades e problemas.

Através do que é cantado, o ato de adorar produz alegria, contentamento e satisfação interior, mudando o estado mental, bem como promovendo um alinhamento dos pensamentos com a Palavra de Deus e renovando a mente.

Como segundo ponto e embasamento, o espírito é a parte do ser humano que se conecta com Deus. A

cada culto, vivenciamos que louvar através de cânticos é uma ‘porta’ (acesso à presença de Deus) que nos leva à habitação e ao bem-estar divino. Com isso, fortalecer o espírito contra forças espirituais negativas funciona como um ‘escudo’. Na prática, é uma arma espiritual capaz de quebrar corrente e abrir portas, seja no mundo espiritual ou no material.

I Coríntios 6.19 afirma que o nosso corpo é templo do Espírito Santo. Ou seja, o corpo deve ser usado para adorar seja através do canto, palmas, dança ou levantamento de mãos, oferecendo-se por inteiro como sacrifício vivo. Numa ponte muito interessante entre a teologia bíblica e a neurociência, estudos indicam que o louvor e a adoração podem aumentar a pro-

dução de neurotransmissores (como o BDNF) que auxiliam na saúde das células cerebrais. Isso, somado ao relaxamento emocional, reduz o estresse e a ansiedade.

Ministros, levitas, coristas, cantores e compositores: os mais novos precisam entender a importância e a responsabilidade do culto cristão. O louvor e a adoração formam um ministério de serviço à Santíssima Trindade. Quando louvamos com a alma, o corpo e o espírito, alcançamos, na prática, o equilíbrio, a santificação e a plenitude na presença de Deus. Que não nos contaminemos, no momento do culto, com modismos e vaidades, mas que nos apresentemos com uma vida e um estilo de adoração contínua. n

A visão de servir no corpo de Cristo visando o lucro é um grande mal por várias razões teológicas e práticas, pois entra em conflito direto com os princípios centrais do cristianismo, como o altruísmo, a humildade e o foco nas necessidades espirituais em detrimento dos ganhos materiais.

• Contradição com a missão de Cristo: Jesus Cristo exemplificou o serviço sacrificial e o desapego ao mundo, não o ganho financeiro. A ênfase no lucro desvia o foco da missão principal da igreja de pregar o evangelho e cuidar dos necessitados.

• Comercialização da fé: a busca por lucro pode levar à comercializa-

ção de práticas espirituais, como a venda de bênçãos, curas, ou cargos eclesiásticos e a cobrança de cachês para pregar a palavra ou divulgá-la. Isso pode transformar a igreja de um lugar de adoração e comunhão em um mercado, o que desvirtua seu propósito sagrado.

• Exploração dos membros: líderes que priorizam o lucro podem explorar a generosidade e a fé dos membros, pressionando por dízimos e ofertas com promessas de prosperidade material em troca, em vez de focar no crescimento espiritual genuíno.

• Divisão e Escândalo: a riqueza e o acúmulo de bens por parte da liderança, enquanto muitos membros enfrentam dificuldades financeiras, podem causar ressentimento, divi -

Porque servir visando lucro
um grande mal no Corpo de Cristo

são e escândalo dentro da comunidade. Isso mina a unidade do corpo de Cristo e prejudica o testemunho altruísta da igreja para o mundo. Pois, para o mundo, o Evangelho do Senhor ainda é considerado loucura.

• Prioridades invertidas: a Bíblia adverte repetidamente contra o amor ao dinheiro e a ganância, destacando que não se pode servir a Deus e ao dinheiro (Mamom) ao mesmo tempo. Servir visando lucro inverte as prioridades, colocando os bens materiais acima dos valores espirituais.

• Administrar mal os recursos que pertencem a Deus: todo recurso que entra na casa de Deus pertence a Ele e deve ser usado santamente (cf. Levítico 27.30). Servir visando lucro leva o administrador da Casa de Deus a

pensar que todo o recurso que entra na Casa lhe pertence e, desta forma, se torna um administrador infiel (cf. Mateus 24.45-46).

Em essência, o serviço cristão deve ser motivado pelo amor e pela fé, e não pela expectativa de retorno financeiro, pois o foco no lucro compromete a integridade e a pureza da mensagem do evangelho.

Testemunho altruísta da Igreja para o mundo - É a Igreja confirmar a sabedoria do Evangelho para o mundo, onde o Senhor deixa claro em toda Boa Nova este pensamento altruísta, este pensamento de: desapego, de abnegação, de servir ao próximo desinteressado e de uma ausência completa de egoísmo. n

Túlio Maia colaborador de OJB

Quando a ciência descobre o Espírito: a Revolução Quântica e a mente de Deus

Marcos de Oliveira Pinto pastor, membro da Primeira Igreja Batista de Niterói-RJ; formado em Teologia e Administração de Empresas, mestrado em Sistemas de Gestão e doutorado em Engenharia (Área de Gestão)

Novas fronteiras da física revelam um universo onde a consciência precede a matéria e a criação fala do Criador.

Por séculos, a visão científica dominante foi o materialismo reducionista: a realidade como partículas sólidas governadas por leis mecânicas. Essa perspectiva criou um aparente abismo entre o laboratório e o altar, tornando-se, para muitos, a justificativa intelectual para afastar-se da fé.

No entanto, no século XX, a física quântica desmontou esses alicerces. No mundo subatômico, partículas podem estar em dois lugares ao mesmo tempo (superposição), influenciar-se instantaneamente à distância (entrelaçamento) e, o mais intrigante, seu comportamento muda radicalmente quando observadas. Como disse o físico John Wheeler: “Nenhum fenômeno é um fenômeno real até que seja um fenômeno observado”. Essa constatação sugere que a mente não é um mero produto da matéria, mas um componente ativo da criação. Para Max Planck, pai da teoria quântica: “Considero a consciência como fundamental. Considero a matéria como derivada da consciência”.

Diante disso, surgiram interpretações que conectam essas descobertas ao pensamento cristão, aqui colocamos três pontes entre o Quântico e o Cristão:

1. A Interpretação Realista-Teísta (John Polkinghorne, Francis Collins): a natureza “aberta” e não determinística do mundo quântico reflete um universo criado por um Deus pessoal e livre. A imprevisibilidade quântica é espaço para Sua ação criativa contínua e para o livre-arbítrio. A ordem matemática subjacente aponta para uma Mente Racional (Logos) por trás de tudo.

2. O “Observador” como ponto de contato (inspirado em Nikola Tesla): o

protagonismo do observador quântico faz paralelo com a doutrina do ser humano como imago Dei. Nossa consciência derivada reflete a Consciência criadora. Hebreus 11:3 afirma que o universo foi formado pela “palavra” (logos) de Deus — expressão de uma mente. O mundo quântico, sensível à observação, ecoa esse princípio.

3. A crítica ao materialismo (William Lane Craig): as descobertas quânticas não “provam” Deus, mas desconstroem o materialismo. Se a matéria não é a realidade última e a consciência é fundamental, o ateísmo materialista perde sua base científica “óbvia”. A porta se abre para um diálogo renovado entre fé e razão.

A física clássica via o universo como um relógio determinístico. A física quântica revelou uma realidade probabilística e relacional. O emblemático experimento da Dupla Fenda mostra que uma partícula age como uma onda de possibilidade até ser observada, quando então “colapsa” em um fato concreto. Isso levou ao Princípio da Incerteza de Heisenberg, que revela que a natureza fundamental da realidade não é de coisas sólidas, mas de relações e informação. Aqui, a visão de Nikola Tesla ressoa profundamente. Ele via a mente humana não como um processador isolado, mas como uma antena sintonizada com uma fonte cósmica de inteligência: “A capacidade mental vem de Deus”. Se a realidade quântica é um campo de potencialidades que se atualiza mediante interação consciente, então a consciência parece ser uma propriedade fundamental do universo. O Nobel Eugene Wigner afirmou que é impossível formular as leis quânticas consistentemente “sem fazer referência à consciência”.

A teologia cristã oferece a estrutura para esse mistério. Se uma consciência finita (humana) pode afetar a realidade em escala quântica, que dizer de uma Consciência Infinita, Onisciente e Onipresente? O mundo não é um artefato abandonado, mas um pensamento contínuo na Mente de Deus, sustentado por Seu amor. O Sal-

mo 33:9 ecoa: “Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo surgiu”. Galileu intuía que o “livro da natureza” estava escrito em caracteres matemáticos — a linguagem que Deus usou para arquitetar o cosmos.

A física quântica levou isso ao extremo. Equações como a de Schrödinger preveem com assombrosa precisão o comportamento subatômico. Constantes fundamentais, como a de Planck, possuem valores tão precisos que, se alterados em uma fração ínfima, tornariam a vida e o universo ordenado impossíveis. Esse ajuste fino não é uma “prova” de Deus, mas uma grandiosa consonância que aponta para um Criador racional. Einstein, embora não teísta, reconhecia o mistério: “Quanto mais estudo a ciência, mais acredito em Deus”, vendo uma “mente manifesta nas leis do universo”.

A revolução quântica desferiu um golpe fatal na versão ingênua do materialismo. Se a matéria em seu nível básico se comporta como informação dependente de um observador, a afirmação “somente a matéria existe” torna-se filosoficamente insustentável. Sir James Jeans sintetizou: “O universo começa a parecer mais um grande pensamento do que uma grande máquina”.

A física quântica não “prova” Deus — a ciência lida com o natural. Mas ela remove o obstáculo intelectual ao demonstrar que o materialismo reducionista está defasado. A porta se abre para considerar que a realidade última seja espiritual, consciente e inteligente.

Neste espaço, a fé cristã floresce. Ela oferece a narrativa mais coerente para os dados que temos: um universo com um começo (Big Bang, teorizado pelo padre Georges Lemaître), regido por leis matemáticas inteligíveis, sensível à consciência e que sustenta a vida. A Encarnação de Cristo, o Logos feito carne (João 1.14), é o ápice desta lógica: a Inteligência criadora entrando na própria criação para redimi-la.

A revolução quântica iluminou um antigo caminho: reconhecer na criação os traços de um Criador pessoal e racional. A realidade é sustentada,

informada e sensível à consciência. O papel do observador revela nossa participação derivada em uma realidade maior — um eco científico da imago Dei. Somos portadores de uma mente capaz de investigar e, acima de tudo, adorar a Inteligência que no-la deu.

Cientistas como Newton (teólogo) e Mendel (monge) viviam a unidade perdida: toda verdade é verdade de Deus. Fé e ciência convergem para o mesmo Logos . Isso nos traz três Implicações práticas:

1. Para a apologética: Abandonar a postura defensiva. Apresentar o cristianismo como a visão mais coerente para interpretar os achados científicos profundos.

2. Para a espiritualidade: Transformar o estudo da natureza em ato de devoção (Sl 19:1).

3. Para a missão: Anunciar Deus não como “hipótese” para lacunas, mas como a Realidade Fundante que dá sentido a todo conhecimento.

A física quântica nos dá um Deus das fundações, não das lacunas. Ela aprofunda o mistério, mostrando um universo relacional e aberto à consciência.

O desfecho glorioso é este: a Bíblia revela o Observador Supremo, em cuja consciência toda a realidade encontra sua verdade plena (Hb 4:13). E em Cristo, esse Deus entrou na criação, participou de sua história e, na cruz e ressurreição, colapsou a função de onda da morte em vitória eterna.

Portanto, sejamos adoradores conscientes. Que nossa fé acolha os instrumentos da ciência como meios para ler algumas linhas a mais do grandioso pensamento de Deus. E que, com Kepler, confessemos:

“Grande é o Senhor nosso e mui grande o seu poder; a sua sabedoria não tem limite... Adorai o SENHOR na beleza da sua santidade.” (Sl 147:5; 96:9).

A verdadeira revolução não está apenas em como vemos as partículas, mas em como, através delas, somos reconduzidos ao Autor de todas as coisas. n

Redação de Missões Nacionais

Há cerca de um ano, em janeiro de 2025, durante a 104ª Assembleia da Convenção Batista Brasileira, em Fortaleza - CE, tinha de fato o início de um novo capítulo na história dos Batistas brasileiros. Na manhã da quinta-feira, dia 30, o pastor Fabrício Freitas tomou oficialmente posse como diretor-Executivo de Missões Nacionais. Foi um momento muito especial, marcado pela emoção de um novo tempo em nossa denominação e pela certeza de que Deus continuará conduzindo o trabalho dos batistas no Brasil.

A Redação de Missões Nacionais entrevistou o pastor Fabrício Freitas. Continue lendo e saiba mais sobre essa história de amor e dedicação à obra missionária.

Missões Nacionais: Como foi seu processo de conversão?

Fabrício Freitas: Eu não sou filho de pais cristãos. Meus pais não conheciam Jesus, e eu cresci em uma família com raízes bem diversas: do lado materno, descendentes de indígenas; do lado paterno, descendentes de portugueses. Apesar dessa riqueza cultural e histórica, a fé cristã ainda não fazia parte da nossa história.

Ainda criança, nos mudamos de Minas Gerais para o Distrito Federal e passamos a morar em Brazlândia. Foi ali que Deus começou a escrever um novo capítulo da minha vida de uma forma muito simples e profundamente marcante. Tínhamos uma vizinha muito especial, a irmã Abigail Maria de Oliveira. Ela aceitou aquilo que, hoje, entendo como um chamado de Deus:

Uma entrevista exclusiva com o Pr. Fabrício Freitas

atravessar a rua e nos amar. Com um carinho genuíno, uma presença constante e um amor que se expressava em gestos simples, ela conquistou

nossa confiança e nos apresentou ao Evangelho. Foi ela quem conversou com minha mãe, quem me levou à igreja e quem, sem discursos longos,

nos mostrou Jesus com a própria vida. Eu tinha 13 anos quando vivi um momento decisivo. Era uma fase cheia de dúvidas e perguntas profundas sobre o futuro, sobre a morte e sobre a vida eterna. Em uma manhã de domingo, ouvindo a mensagem do meu pastor, Massatoshi Sato, fui confrontado pela Palavra de Deus em João 5.24, que diz: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna; não entra em juízo, mas passou da morte para a vida.” Naquele instante, algo aconteceu dentro de mim. Eu reconheci Jesus Cristo como Senhor e Salvador da minha vida e experimentei algo que até então eu não conhecia: a paz em Cristo Jesus. Foi ali que minha caminhada com Deus começou, de forma simples, verdadeira e profundamente transformadora. Para continuar lendo essa entrevista aponte a câmera do seu celular para o QR Code ao lado. Assim, você terá acesso à edição 290 da revista A Pátria para Cristo, onde encontrará ainda outros temas como experiências de Promotores de Missões na igreja local, povos não alcançados, vazios batistas e visão de Igreja Multiplicadora.

UEPBB celebra 44 anos com comunhão, inspiração e novo tempo de atuação nacional

Mais de 400 mulheres participaram da celebração.

Maura Rute presidente da União de Esposas de Pastores Batistas do Brasil

No dia 20 de janeiro de 2026, das 9h às 17h, a União de Esposas de Pastores do Brasil (UEPBB) realizou seu último encontro nacional na Igreja Família da Graça, localizada na Rua General Bráulio Guimarães, 852, no bairro Jardim Armação, em Salvador - BA. O evento reuniu mais de 400 mulheres vindas de diferentes regiões do país, marcando um dia profundamente inspirador, de comunhão, edificação espiritual e gratidão a Deus pelos 44 anos de história da organização. Reconhecidas como a força silenciosa que sustenta, acompanha e fortalece o ministério pastoral e suas Igrejas, as esposas de pastores viveram momentos intensos de louvor, oração, testemunhos e troca de experiências. Sob a liderança da então presidente Iracy Leite, o encontro

reforçou laços, curou corações e renovou o compromisso com o chamado que Deus confiou a cada uma dessas mulheres.

O encontro teve como tema “Sê tu uma bênção”, fundamentado na divisa bíblica de Gênesis 2.18, que nos lembra que Deus nos criou para a comunhão, o cuidado mútuo e a edificação uns dos outros. Esse tema traduziu com fidelidade o espírito vivido ao longo do dia e também refletiu o trabalho desenvolvido pela irmã Iracy Leite durante seus últimos quatro anos à frente da presidência da UEPBB. Com sensibilidade, sabedoria e profundo amor pelas esposas de pastores, Iracy exerceu um ministério relevante, marcado pelo acolhimento, pela escuta atenta, pelo incentivo à unidade e pelo fortalecimento espiritual das irmãs em todo o Brasil. Seu legado permanece como inspiração, e a UEPBB expressa sua gratidão a Deus pela vida, dedicação e serviço dessa líder que foi e

continua sendo uma bênção.

A programação especial também foi marcada pela eleição da nova diretoria da UEPBB, que assume com o desafio de conduzir a instituição em um novo ciclo, que ficou assim constituída:

Presidente: Maura Rute Carvalho Antunes (RJ - CA)

1ª Vice-presidente: Lucia Cerqueira Coelho de Souza (RJ - CA)

2ª Vice-presidente: Rita de Cássia Magalhães Odwyer Andrade (SP)

1ª Secretária: Juliana Oliveira Uchôa Ramos (BA)

2ª Secretária: Marcele Portes Correa Dias (PR)

1ª Tesoureira: Maria da Conceição de Sousa Gomes Oliveira Ribeiro (PB)

2ª Tesoureira: Elisabete Guimarães Macharet (MG)

A diversidade geográfica da nova diretoria executiva é celebrada como

uma grande riqueza para a UEPBB. Ter representantes de diferentes estados brasileiros assegura uma atuação verdadeiramente nacional, sensível às realidades culturais, ministeriais e emocionais de cada região. Essa unidade na diversidade se torna um testemunho poderoso do agir de Deus em meio às diferenças, fortalecendo a missão de cuidar e apoiar cada esposa de pastor, do interior do Nordeste às grandes cidades do Sudeste, passando pelo Sul e demais localidades do país.

A nova presidente, Maura Rute, já iniciou reuniões estratégicas e apresentou como foco de sua gestão três pilares fundamentais. O primeiro é a Comunhão, com o fortalecimento dos vínculos por meio de mais canais de comunicação e encontros regionais, promovendo a certeza de que nenhuma esposa de pastor caminha sozinha. O segundo pilar é a Formação, com a oferta de recursos, palestras, mentoria e ferramentas que auxiliem essas mulheres em suas múltiplas funções, no cuidado com a família, no casamento, no ministério, na liderança e no desenvolvimento pessoal e espiritual. O terceiro pilar é o Pastoreio e cuidado, buscando uma UEPBB mais próxima, atenta e sensível às necessidades emocionais, físicas e espirituais, especialmente das esposas mais novas e daquelas que enfrentam desafios específicos.

Como palavra final, a UEPBB deixa uma mensagem às esposas de pastores batistas do Brasil: “Mulher, você é importante, seu chamado é válido, e você não está sozinha. Deus vê você. A UEPBB é a sua casa, a sua rede de apoio. Nosso desejo é que, nos próximos dois anos, cada esposa de pastor se sinta ainda mais amparada, valorizada e capacitada para o seu papel. Que possamos, juntas, ser parceiras na alegria umas das outras, como nos ensina a Palavra. Contem conosco e orem por nós. Que Deus nos una cada vez mais em Seu amor e propósito.” n

Última Diretoria e eleitas em Salvador Momentos de louvor e adoração

Congresso da OPBB reúne mais de 900

pastores e elege nova Diretoria em Salvador - BA

Congresso propôs uma convocação espiritual ao realinhamento do olhar e das prioridades.

Leone Ferreira comunicação da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil

O Congresso e Assembleia da Or dem dos Pastores Batistas do Brasil (OPBB) reuniu mais de 900 pastores de diversas regiões do país nos dias 20 e 21 de janeiro de 2026, na Igreja Batista Metropolitana de SalvadorBA. O encontro integrou a programa ção da Semana Batista, período que concentra as principais atividades da comunidade Batista no Brasil.

Com o tema geral “Distrações”, o congresso propôs uma convocação espiritual ao realinhamento do olhar e das prioridades, à luz do texto bíbli co que norteou toda a programação: “Afasta os meus olhos das coisas inú teis; faze-me viver nos caminhos que traçaste” (Sl 119.37).

A programação foi dedicada à edifi cação espiritual, ao fortalecimento da liderança pastoral e à reflexão sobre os desafios do ministério no contexto atual. As plenárias e mensagens per correram uma trilha temática voltada ao diagnóstico das distrações do co ração, à crítica do ativismo religioso, ao cuidado da saúde emocional no pastorado, à construção de hábitos que protegem o foco em Cristo e ao resgate do altar no lar e na Igreja.

nio será composta pelos pastores Pedro Elízio da Silva Duarte (RJ), Benilton Custódio (DF) e Abraão Neto (BA).

Ao longo da Semana Batista, a

Segundo o pastor Daniel Ventura, diretor-executivo da OPBB, “ao escolhermos o tema Distrações, buscamos chamar os pastores de volta ao centro,

ça pastoral. Ao final da Assembleia, foi confirmado que o próximo congresso nacional da ordem será realizado em 2027, em Brasília - DF. n

Cristo, porque um ministério frutífero
Paulo César Baruk foi a atração musical do congresso
Pr. Raphael Abdalla, presidente da CBB, foi um dos preletores
Nova Diretoria da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil
Pastores viveram momentos de louvor e adoração
Líderes da Convenção Batista Brasileira participaram da programação

Foi, para mim, uma alegria muito grande conhecer meu irmão, amigo e atleta, Marcelo, alguém que vem nos motivar a viver uma vida de Foco, Equilíbrio e Direção, que tem um bom testemunho do amor a Deus e bom relacionamento com todos ao seu redor. Vamos conhecer nosso entrevistado.

RM - Fale um pouco sobre você, campeão.

Sou Marcelo Abelheira, nascido em 06/12/1977. Atuo como profissional de Educação Física, jogador e professor de esportes de raquete há mais de duas décadas (squash principalmente)

RM - Como você conheceu o Pickeball?

Conheci o Pickleball em abril de 2024 (cerca de 2 anos) e me apaixonei, principalmente pela possibilidade de promover, através deste esporte, saúde, diversão e entretenimento para TODOS.

Desde então, passei a disseminar o esporte em todos os lugares que eu pude. Para conhecer pessoas e aprender sobre o esporte dentro e fora das quadras, participei de cerca de 15 torneios no RJ, SP e MG, e a Copa das Federações na BA. Escrevi um e-book (distribuição gratuita), montei duas Arenas (shopping Pátio Petrópolis - RJ e Clube Espanhol de Niterói - RJ) e estimulei a implantação de pelo menos 10 quadras em condomínios, clubes, praças e até mesmo em um Paróquia em Petrópolis (que atualmente tem 3 quadras cobertas).

Também estive em quatro universidades: Estácio-Petrópolis, Estácio-Teresópolis, Estácio-Niterói e UCP-Petrópolis apresentando o esporte (teoria e prática) para alunos de Educação Física. Realizei curso para os professores das escolas municipais de Petrópolis - RJ.

Represento o Brasil na World Pickleball Magazine , com colunas mensais desde abril do ano passado. E isso é só o começo

RM - Fantástico! Qual é a Igreja onde congrega?

Sou membro da Igreja Batista Atitude, em Itaipava-RJ. Meu pastor, Saulo Feliciano, tem feito um excelente trabalho e a Igreja está prosperando bastante. Preciso destacar minha gratidão ao pastor presidente da IBA, Josué Valandro Jr., que sempre nos estimula a buscar o nosso melhor e isso me inspira e fortalece a continuar entendendo tudo que estou fazendo pelo Pickleball como “propósito de vida” para abençoar pessoas com saúde,

ARTE & CULTURA

Marcelo Abelheira, um atleta de Cristo

diversão e entretenimento, e também com uma maior proximidade com a vida espiritual.

RM - Como nasceu sua paixão pelo esporte?

Minha paixão pelo esporte veio “desde sempre”. Ainda criança me lembro que além de jogar futebol, vôlei, andar de bicicleta e demais brincadeiras que a maioria das crianças da década de 80 faziam, eu também sempre gostei de fazer exercícios individuais em casa. Como aulas e competições, o primeiro esporte foi natação. Com 10 anos eu já tinha minhas conquistas e até mesmo um troféu.

Em seguida passei a jogar basquete (apesar da baixa estatura) e depois para o tênis (ainda na adolescência).

Na fase adulta conheci o squash, que se tornou meu principal esporte (mas sempre praticando vários outros – inclusive o Triathlon (Natação no mar, Mountain Bike e corridas de rua).

Sempre tive muita paixão por treinar e competir. E atualmente eu participo das competições com muita tranquilidade e alegria, independentemente do resultado.

RM - O que o esporte significa para você?

Além de uma forma de lazer e busca por uma vida mais saudável, o esporte representou para mim uma importante questão social. Eu era muito tímido na infância e o esporte me ajudou a fazer amigos e a me sentir incluído na sociedade.

Além disso, me ensinou muitas lições de dedicação, disciplina, comprometimento, trabalho em equipe, foco (concentração), assim como saber lidar com pressões, aprender a ganhar e perder, e, ainda, mostra a importância do respeito aos treinadores, colegas de time e adversários.

E como sempre gosto de ressaltar a famosa frase: Esporte é Saúde! Esporte é Vida! Faz bem ao corpo e à mente.

RM - Como foi seu encontro com Jesus?

Em 2023 eu estava passando por um momento muito difícil na minha

vida pessoal, em especial na vida espiritual. Embora já fosse católico (com eventuais idas às missas) e tivesse uma família estruturada (esposa e 2 filhas), eu entrei em depressão. Foi aí que um amigo (Marcio Pais Junior) me sugeriu ir a um encontro, chamado Vida Vitoriosa da Igreja Batista Atitude de Petrópolis. E ali foi uma grande transformação, um verdadeiro encontro com do Deus.

Em seguida eu me batizei, em um evento maravilhoso na praia do Recreio dos Bandeirantes - RJ, com mais de 1.000 pessoas). Depois Fui em outro Vida Vitoriosa servindo. E sigo minha caminhada com Jesus. Glória a Deus por tudo. Cabe sempre destacar minha gratidão eterna ao amigo e irmão de Fé, Jorge Domingues, evangélico há muito tempo, que orou muito por mim nos momentos mais difíceis.

RM - Como o esporte tem te ajudado a levar o amor de Deus aos corações dos atletas, alunos, amigos e familiares?

Tento agir no esporte com os ensinamentos bíblicos. Pelas ações eu procuro dar o exemplo dentro e fora das quadras. Me esforço para que minhas condutas sejam inspiração para outros atletas.

Como jogador, procuro respeitar ao máximo os adversários, ser honesto nas marcações e aceitar as vitórias ou derrotas de forma comedida.

Como professor, procuro dar o máximo de atenção e carinho com os alunos. Entender as limitações e dificuldades de cada um e mostrar que eles podem confiar em mim. O mais importante não é a evolução técnica ou o resultado nos campeonatos, mas a satisfação em praticar uma atividade saudável (física e mentalmente).

Como empreendedor, procuro mostrar aos clientes que meu propósito não é apenas o financeiro, mas proporcionar a eles um espaço que promova saúde, diversão e entretenimento por meio de uma atividade física.

Ou seja, agir com integridade, amor e obediência a Deus em todas as fases de minha atuação esportiva. Sempre buscando me colocar no lugar do outro seguindo os dois maio-

res mandamentos “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”. Seguindo o caminho de Deus, vamos ter paz, tranquilidade e o verdadeiro sucesso.

RM - Sabendo que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que cuidados físicos, alimentares e espirituais devemos ter?

Outra grande vantagem do esporte é que normalmente o atleta tem um cuidado maior com o corpo, procura se alimentar melhor, evitar dormir tarde, ter uma vida mais regrada. Um corpo mal cuidado não apenas reduzirá o desempenho, mas aumentará o risco de lesões e o afastamento das quadras.

RM - Existe limite de idade para a prática esportiva ou até mesmo sonhar em se tornar atleta de alto rendimento?

Como já coloquei anteriormente, o sonho em se tornar um atleta de alto rendimento pode sim servir de motivação, mas não deve ser colocado como objetivo único, tampouco ser buscado “a qualquer custo”. Devemos sim fazer nossa parte, mas Deus sabe de todas as coisas e está no controle sempre. Ou seja, independentemente da idade que começar, o poder de Deus pode agir e transformar um Filho em atleta de alto rendimento.

Mas volto a ressaltar, independentemente de ser um atleta de alto rendimento, há muitos outros ensinamentos e conquistas que o esporte pode proporcionar a um jovem, inclusive na sua vida espiritual.

Já na parte recreativa e falando do Pickleball, a idade não é fator limitante, muito pelo contrário. No Pickleball “a avó joga com o neto” e isso não é apenas um chavão, mas algo bastante real e frequente.

RM - Grato por nos compartilhar um pouco sobre sua vida esportiva e comprometimento com a obra de Deus. Continue firme, sendo benção para a sua família, amigos, irmãos e ministério.

Querido leitor, temos uma ótima oportunidade de utilizar o novo esporte, Pickeball, para ser mais uma super ferramenta para a sua missão, congregação, Igreja ou projetos especiais. Entre em contato para mais informações. n

Arte e Cultura CBB Roberto Maranhão, Ministro de Arte e Esporte Internacional E-mail: marapuppet@hotmail.com WhatsApp (31) 995305870

Instagram: robertomaranhaopuppetshow

Encontros com Jesus no Ramadã 2026

Já há algum tempo, anualmente, Missões Mundiais promove uma campanha de oração chamada “Encontros com Jesus no Ramadã”. Mas, afinal, o que é o Ramadã e por que precisamos orar por isso?

O mês do Ramadã é um período sagrado para os muçulmanos, marcado pelo jejum, pela oração intensa, pela leitura do Corão, seu livro sagrado, e por atos de caridade. Durante esse tempo, milhões se preparam espiritualmente, dedicando-se de corpo e alma à busca por Deus. Em 2026, o Ramadã acontecerá entre os dias 17 de fevereiro e 19 de março.

Entre os momentos mais significativos deste mês, destaca-se a Noite de Poder (ou Noite do Destino), na qual acredita-se que foi nessa noite o anjo Gabriel revelou o Corão para o profeta Maomé. Portanto, é uma noite de intensa espiritualidade, cujas orações possuem um valor muito grande, equivalente a mil meses de devoção (ou 83 anos). É nessa ocasião que muitos

muçulmanos clamam a Alá (Allah) por revelação, transformação e esperam que seus desejos sejam atendidos. Milhões de muçulmanos passam a madrugada em busca de respostas divinas e há relatos de ex-muçulmanos que dizem ter tido encontros reais e autênticos com Jesus enquanto oravam.

E é por relatos assim, que nos unimos em oração. Assim, enquanto eles clamam a Allah, há um exército de cristãos intercedendo para que o

Deus Vivo se revele a cada um. E esse exército somos nós. Porque reconhecemos que o poder do nosso Deus e o amor revelado em Jesus, o nosso Salvador, ultrapassam barreiras culturais e religiosas. Também cremos que é o Espírito Santo quem capacita os missionários e abre portas e corações para ouvirem a Palavra de Deus.

A evangelização do mundo muçulmano exige perseverança, fé e uma oração ardente. As batalhas espirituais que acontecem durante o Ramadã precisam estar debaixo de nossas intercessões, pois é nesse período que a realidade de perseguição e intolerância religiosa se torna mais intensa. Missionários e evangelistas que atuam em territórios de maioria muçulmana correm riscos enormes para levar o Evangelho, sendo frequentemente obrigados a agir em silêncio por questões de segurança.

Definimos três motivos principais que devem nos acompanhar durante essa campanha de oração:

Interceder pelos ex-muçulmanos convertidos ao cristianismo que vivem em países de maioria islâmica e

enfrentam medo, pressão familiar e social por não participarem publicamente dos rituais do Ramadã.

Orar contra a perseguição, comumente promovida por vertentes extremistas do Islã, que pressionam, ameaçam e até agridem cristãos — especialmente os ex-muçulmanos que se recusam a negar sua fé.

Interceder durante a Noite de Poder, pedindo que muçulmanos tenham um encontro verdadeiro com Jesus nesse período de intensa busca espiritual.

Assim como o Ramadã reúne famílias e comunidades em celebração, nós, como igreja, devemos intensificar nossas orações para que os muçulmanos venham a conhecer a Verdade que liberta, salva e transforma. Dobre seus joelhos para que cada coração seja alcançado nesse período sagrado da religião islã que movimenta milhões de pessoas ao redor do mundo.

Você está pronto para esse desafio?

Junte-se a nós na campanha Encontros com Jesus no Ramadã 2026! No Amor do Pai, Vamos Completar a Missão! n

O povo está cansado de esperar pela Paz na Ucrânia

Pr. Lyubomyr, Natasha, Máximos e Natan Matveyev família Missionária na Ucrânia

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

Os ucranianos estão cansados da guerra. São mais de 1430 dias de esgotamento. Além do estresse, é natural ficar cansado da rotina de trabalho voluntário, ajuda humanitária, envio de produtos, doações etc.

Cansam, também, as circunstâncias que vivemos, o fluxo de informações, o som das sirenes, os sonhos interrompidos, a correria aos abrigos. Desgasta ver a destruição da infraestrutura do país, a falta da energia elétrica e de aquecimento, o inverno (-17ºC), a constante expectativa do fim da guerra e da chegada da paz... Esperar tantos anos pela paz é muito cansativo!

Mesmo nas festas de fim de ano, as condições de guerra prevalecem nos tons de preto e cinza das roupas do povo. Parece que estamos presos à fadiga, durante todos esses anos. E o mundo pensa que nossos recursos físicos, mentais e espirituais são ilimitados. Se você é ucraniano, está 100% cansado e incapaz de sentir prazer com coisas que antes nos agradavam.

É o resultado das feridas causadas pela guerra.

Mesmo diante deste cenário, o ano novo traz consigo planos a executar, agendas a atender e compromissos aceitos. Mas isso também cansa porque a inconstância da guerra fez com que muito do que planejamos para 2025 fosse cancelado ou adiado para este ano. Entretanto, vamos seguir em frente! Se for a vontade de Deus vai se cumprir; se não, então, Deus sabe o melhor e acontecerá de algum modo.

Os planos principais para 2026 são trabalhar com vítimas de guerra, viúvas ou viúvos, e crianças órfãs de várias faixas etárias; pais e mães que perderam seus filhos na guerra; soldados nos hospitais; e nos cen -

tros de reabilitação pós-traumático onde há civis com depressão ou pânico, em desequilíbrio emocional, espiritual e psicossomático. Nossos encontros começaram em janeiro e peço que você ore por cada um deles!

Outro ponto para este ano é treinar novos líderes. Muitas das nossas lideranças foram convocadas para a guerra ou saíram do país. A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Só Deus pode prover e enviar Seus obreiros para atuar aqui na Ucrânia.

Este ano, darei aulas e ministrarei conferências nas Igrejas, farei treinamentos e estudos em acampamentos, encontros e retiros para líderes atuantes.

Visitar e ajudar os cinco missio -

nários nacionais nos processos de organização, treinamentos e projetos esportivos em vários estados do país. Além disso irei apoiar o processo do desenvolvimento da recém-organizada Igreja (05/2025), no centro de Kiev, um local estratégico, cujo nome é “Igreja Urbana” (Urban Church), com 95 membros e média de 130 pessoas frequentando os cultos dominicais.

Este ano, daremos aulas e ministraremos conferências nas igrejas, faremos treinamentos e estudos em acampamentos, encontros e retiros para líderes atuantes. Visitaremos e ajudaremos os cinco missionários nacionais nos processos de organização, treinamentos e projetos esportivos em vários estados do país. Além disso apoiaremos o processo do desenvolvimento da recém-organizada igreja (05/2025), no centro de Kiev, um local estratégico, cujo nome é “Igreja Urbana” (Urban Church), com 95 membros e média de 130 pessoas frequentando os cultos dominicais.

Mais uma vez expressamos a profunda gratidão às igrejas da Convenção Batista Brasileira e a Missões Mundiais por estarem juntos a nós tanto nos tempos da paz, quanto nos tempos da guerra.

Forte abraço e gratidão por estar conosco entre nosso lamento e esperança! n

INTEGRA 26 reúne adolescentes de várias regiões na Semana Batista

Encontro de adolescentes reuniu participantes de várias regiões e reforçou o chamado de Deus para essa fase da vida.

Programação reuniu cerca de 50 adolescentes de diferentes Igrejas de Salvado - BA e de outras regiões do Brasil

Glaucia Alencar líder de adolescentes da Primeira

Igreja Batista de Floriano-PI; voluntária da coordenação de adolescentes da Juventude Batista Brasileira

O INTEGRA é o encontro de adoles centes que acontece durante a Sema na Batista, organizado pela Coordena doria de Adolescentes da Juventude Batista Brasileira (JBB).

Realizado no dia 24 de janeiro, no Centro de Convenções Salvador, a pro gramação reuniu cerca de 50 adoles centes de diferentes Igrejas de Salva dor-BA e de outras regiões do Brasil.

Com o tema “DAVI - INVISÍVEL PRA GENTE, ESCOLHIDO POR DEUS”, baseado em I Samuel 16.7, esta edição teve como objetivo levar os adolescentes a reconhecerem que Deus vê além das aparências, forma identidade no secreto e os capacita a enfrentar e vencer seus “gigantes” com fé, obediência e humildade, assim como Davi. Ao final do encontro, cada adolescente recebeu uma pedrinha branca com a inscrição “para o meu GIGA”, como um lembrete físico de que Deus os fortalece para vencer os desafios.

O INTEGRA aconteceu de forma criativa, com os adolescentes divididos em quatro grupos para os jogos, louvor animado e blocos temáticos com linguagem acessível à faixa etária. A programação contou ainda com a presença dos líderes nacionais de Mensageiras do Rei, Embaixadores do Rei e missionários da Junta de Missões Mundiais e da Junta de Missões Nacionais. Foi um tempo preparado exclusivamente para conectar, forta-

O próximo INTEGRA está marcado para a próxima Semana Batista, que será realizada em Brasília - DF, no ano de 2027

lecer a fé, viver a comunhão e celebrar tudo o que Deus tem feito em nossa juventude.

Servir no INTEGRA 26 foi uma bênção. Pude aprender e testemunhar de perto adolescentes de diversas regiões do país, com o coração rendido aos pés do Senhor, conhecedores da Palavra e dispostos a servir. Essa

experiência reafirma que Deus inicia muitas de Suas obras ainda na adolescência; Ele vê, acredita e investe nessa fase da vida, formando identidade, despertando propósito e vocação. Como líder, fico feliz pelo investimento da JBB nos adolescentes, reconhecendo-os como parte ativa e essencial do Reino de Deus, pois, como afirma o

pastor William Menezes em seu livro Eu acredito nos adolescentes, “Adolescente é uma plataforma de lançamento que pode fazer a diferença na vida de milhares de pessoas.”

O próximo INTEGRA já está marcado para a próxima Semana Batista, que será realizada em Brasília - DF, no ano de 2027. n

Objetivo desta edição foi levar os adolescentes a reconhecerem que Deus vê além das aparências, forma identidade no secreto e os capacita a enfrentar e vencer seus “gigantes”

NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

Comissão de Apoio às Igrejas apresenta relatório de solicitações de ingresso de igrejas no rol da CBB

Conheça as Igrejas recebidas no rol da CBB em

Salvador.

Gerência de Comunicação da Convenção Batista Brasileira

A Comissão de Apoio às Igrejas, eleita com a atribuição de analisar e emitir parecer sobre os pedidos de ingresso de Igrejas na Convenção Batista Brasileira (CBB), apresentou ao Conselho Geral o relatório referente aos processos recebidos para apreciação durante a 105ª Assembleia da CBB, realizada em Salvador - BA.

Ao longo de 2025, diversos formulários de solicitação de filiação foram encaminhados à Comissão. Todos os pedidos passaram por análise criteriosa, conforme o Estatuto da CBB e, especialmente, os artigos 3º, 4º e 5º do Regimento Interno da Convenção Batista Brasileira, que tratam dos requisitos para filiação, das responsabilidades e dos princípios adotados pelas igrejas cooperantes.

Após a avaliação, a Comissão emitiu parecer sobre os pedidos recebidos e recomendou ao Conselho Geral a aprovação das igrejas que atenderam plenamente às exigências estatutárias e regimentais.

Igrejas com recomendação favorável de ingresso na CBB

Por cumprirem todos os critérios estabelecidos nos documentos oficiais da Convenção, a Comissão de Apoio às Igrejas recomenda a aceitação das seguintes igrejas, organizadas por suas respectivas Convenções Estaduais:

CONVENÇÃO BATISTA BAIANA

1. Igreja Batista Betel - Teixeira de Freitas;

2. Igreja Batista da Vitória - Jequié;

3. Igreja Batista Ebenézer - Teixeira de Freitas;

4. Primeira Igreja Batista de Araci - Araci;

5. Primeira Igreja Batista de Canudos - Canudos;

6. Primeira Igreja Batista em Itaiá - Firmino Alves;

7. Primeira Igreja Batista em Ribeira do Amparo - Ribeira do Amparo;

8. Primeira Igreja Batista em Vereda - Vereda;

9. Segunda Igreja Batista em Cruz das Almas - Cruz das Almas.

CONVENÇÃO BATISTA DO ESTADO DE SÃO PAULO

1. Igreja Batista Betel Parque Payol - Pirapora do Bom Jesus;

2. Igreja Batista Boas Novas Morumbi - São Paulo;

3. Igreja Batista Capelinha - São Bernardo do Campo;

Pr. Samuel Lopes, relator da Comissão, apresentou os pedidos de ingresso de Igrejas

4. Igreja Batista em Jardim Alzira - São Paulo;

5. Igreja Batista no Jardim Paraíso do Sol - São José dos Campos;

6. Igreja Batista Nova Vida - Ribeirão Preto;

7. Igreja Batista Pedras Vivas em Orlândia - Orlândia;

8. Igreja Batista Urbana - Guarulhos;

9. Igreja Monte Sião em Bilac - Bilac;

10. Primeira Igreja Batista Fazenda Itaim.

CONVENÇÃO BATISTA PARAIBANA

1. Igreja Batista na Rua Nova - Camutanga;

2. Igreja Evangélica Batista em Missão - Patos;

3. Primeira Igreja Batista em Jureminha - Pilar;

4. Segunda Igreja Batista em Bayeux - Santa Rita.

CONVENÇÃO BATISTA PERNAMBUCANA

1. Igreja Batista Parque Vila Rica -

2. Primeira Igreja Batista em Nova Morada - Recife;

CONVENÇÃO BATISTA DO AMAZONAS

1. Primeira Igreja Batista em Marajaí - Alvarães.

CONVENÇÃO BATISTA GOIANA

1. Comunidade Batista Sal e Luz - Anápolis.

CONVENÇÃO BATISTA DE MATO GROSSO

1. Igreja Batista Casa na RochaCuiabá;

2. Primeira Igreja Batista em Itanhangá - Itanhangá;

3. Primeira Igreja Batista de Nova Fronteira - Tabaporã.

CONVENÇÃO BATISTA SUL-MATO-GROSSENSE

1. Igreja Batista Karós - Campo Grande;

2. Primeira Igreja Batista em Anastácio.

CONVENÇÃO BATISTA DO PARÁ

1. Igreja Batista Bairro Novo - Ananindeua;

2. Igreja Batista Ágape - Paraupebas;

3. Igreja Batista de Soure;

4. Igreja Batista Nova Sião - Medicilandia;

5. Igreja Batista Peniel - Paragominas;

6. Primeira Igreja Batista em Mosqueiro - Belém;

7. Segunda Igreja Batista de Mocajuba.

CONVENÇÃO BATISTA PARANAENSE

1. Igreja Batista da Cruz de Paranaguá;

2. Primeira Igreja Batista de Califórnia

CONVENÇÃO BATISTA MARANHENSE

1. Primeira Igreja Batista em Vila Socorro - Governador Eugênio Barros;

CONVENÇÃO BATISTA MINEIRA

1. Igreja Batista em JerusalémInhapim.

CONVENÇÃO BATISTA FLUMINENSE

1. Igreja Batista Missionária - Cachoeiras de Macacu.

CONVENÇÃO BATISTA PIONEIRA DO SUL DO BRASIL

1. Primeira Igreja Batista em Santa Helena - PR

A Comissão destaca a importância do fiel cumprimento dos princípios doutrinários, administrativos e cooperativos estabelecidos pela Convenção Batista Brasileira. Reafirmamos nosso compromisso em servir às Igrejas e à CBB com zelo, responsabilidade e espírito fraterno, buscando sempre fortalecer a unidade denominacional.

COMISSÃO DE APOIO ÀS IGREJAS

Relator: Samuel Lopes da Silva Filho - Convenção Batista de Mato Grosso

Membros

Adoniran Judson Barros - Convenção Batista Sergipana

Isaías Herculano da Silva - Convenção Batista Norte Rio-Grandense

Josué Moura Santana - Convenção Batista do Tocantins

Tiago Lopes Pedro - Convenção Batista do Estado do Espírito Santo n

A grande importância da devoção pessoal

O que é devoção? Respeitabilidade, consideração, atenção, deferência, culto, dedicação, contemplação, lealdade, obediência, genuflexão, inclinação, distinta consideração. 1

A grande importância da devoção pessoal está na glória de Deus e na maturidade do cristão. A devoção pessoal é o estilo de vida do cristão autêntico.

Neste estudo, vamos examinar a devoção pessoal como característica do cristão genuíno; a sua contribuição vital para o fortalecimento do cristão; a sua prática como demonstração de amor ao Senhor e os seus resultados na vida do cristão autêntico.

A devoção pessoal é uma característica bem marcante do cristão genuíno.

Porque justo não anda no caminho dos ímpios; não se detêm no caminho dos pecadores e nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor na qual medita dia e noite (Salmos 1.1-2). A devoção autêntica produz fruto, ou seja, é como a árvore plantada junto ao ribeiro de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria (Salmos 1.3). A devoção do crente é motivada por sua sede e fome de Deus (Salmos 42.1,2).

A Palavra de Deus é a mensagem para o seu coração e a sua mente. A oração é o derramar do seu coração diante de Deus pela confissão, intercessão, gratidão e petição. Para o cristão, a oração não se torna uma obrigação, mas um deleite.

Aquele que pratica a devoção não se acomoda com a sua vida espiritual, pois está sempre buscando o aperfeiçoamento. A devoção é o aprofun-

1 AZEVEDO, Francisco Ferreira dos Santos. Dicionário Analógico da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Lexikon. 2010, 2ª. Ed., p. 451.

damento da sua vida com Deus. É um mergulho nas profundezas das Escrituras.

Na devocional do cristão autêntico, a oração é semelhante a de Davi: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto” (Salmos 51.10).

Jesus, que sempre se retirava para o vazio do deserto, que vivia e trabalhava orando, que ouvia e fazia somente o que o Pai dizia e fazia, é a expressão da tradição contemplativa em sua plenitude e completa beleza. 2

A devoção pessoal fortalece a vida espiritual do cristão

Este era o desejo de Paulo quando orou pelos irmãos em Éfeso, 3.14-21. Neste precioso texto o apostolo usa algumas expressões bem características de uma vida espiritual madura: “sejais corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior” (v.16); “estando arraigados e fundamentados em amor” (v.17); “compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus” (vv.18,19).

Precisamos de água e alimento para sobrevivermos e crescermos. Eles são essenciais à vida humana. Na vida espiritual, precisamos da Palavra e do Espírito Santo. Aquele, pois, que não busca a intimidade com Deus, acaba se enfraquecendo. Devemos sempre depender de Deus para o nosso crescimento espiritual (2 Coríntios 3.5). O apóstolo Paulo afirmou: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4.13).

Há uma pergunta procedente: Por que há muitos fracos na fé, emocional-

2 FOSTER, Richard J. Rios de Água Viva. Práticas essenciais das seis grandes tradições da espiritualidade cristã. São Paulo: Editora Vida, 1998, p. 26.

mente desequilibrados e mentalmente divididos? Falta-lhes a devoção diária. Assim como no corpo precisamos de alimento, água, sol e descanso, assim é também na vida espiritual. No Salmo 37.1-7, encontramos alguns verbos essenciais ao nosso crescimento cristão: “confiar, deleitar, entregar, descansar e esperar”. São verbos de um movimento do Espírito em nosso interior. Sabemos que a nossa luta é espiritual e demanda a armadura de Deus. Podemos perfeitamente vencer a batalha porque o Senhor está presente em nossas vidas (Efésios 6.10-20).

A devoção pessoal revela o amor ao Senhor.

Sabemos que quem ama tem prazer na intimidade. Em estar junto. Jesus nos lembra a importância de amarmos o Senhor de todo o nosso coração; de toda a nossa alma; e de todo o nosso entendimento (Mateus 22.34-40).

Quando amo ao Senhor desejo estar com ele. Cear com Ele. Meditar em Sua Palavra e orar intensamente são prazeres da nossa vida. Thomas Merton disse: “A contemplação nada mais é que o aperfeiçoamento do amor”. 3

Quem ama o Senhor tem prazer em buscá-lo de todo o coração. Diz o Senhor através de Jeremias: “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração “(Jeremias 29.13). Temos um Pai que trabalha dia e noite visando sempre o nosso bem (Isaias 64.4). É maravilhoso o cuidado que Deus tem por nós, Seus filhos amados!

A devoção pessoal tem resultados extraordinários.

Fortalece o coração. Renova a mente (Romanos 12.1,2). Recreia as

3 Citado por Richard J. Foster e Emilie Griffin em “Celebrando as 12 Disciplinas Espirituais”. São Paulo: Editora Vida, 2010, p.28.

entranhas. Produz sabedoria. Jesus nos introduz à sabedoria interior. Sabedoria não significa saber muito, mas olhar mais profundamente, observar os abismos do mundo e da alma do ser humano para poder sondar o segredo de Deus e da Sua criatura. 4

A devoção pessoal torna-nos mais sensíveis à voz de Deus e aos clamores dos homens. Temos consciência da seriedade do nosso relacionamento com Deus e com o nosso próximo.

A devoção pessoal amplia a nossa visão espiritual, dando-nos discernimento. Substancia positivamente os nossos relacionamentos. Torna-os mais maduros, produtivos e criativos. A prática da devoção pessoal nos fortalece para o enfrentamento diário. Orienta-nos em nossa profissão. Ela se torna um instrumento de evangelização. Aprendemos a usar cada oportunidade porquanto os dias são maus (Efésios 5.15,16). Assim, somos testemunhas fidedignas do evangelho.

A necessidade de soledade ou de estar só e quietude nunca foi maior do que hoje [...]. Aparentemente, as massas querem as coisas como estão, e na maioria os cristãos acham-se tão conformados com a presente era, que eles também querem que as coisas continuem como estão.5

Como precisamos de um “centro tranquilo”! Precisamos necessária e urgentemente de comunhão íntima com o nosso Pai. Jesus é o nosso exemplo de intimidade com o Pai.

Que a devoção ao Senhor domine os nossos corações para que sejamos cristãos relevantes nesse mundo que jaz no maligno. Oração e meditação nas Escrituras são tão essenciais à nossa vida como a água e o alimento. Que Deus, o nosso Pai, seja glorificado em nossa devoção! n

4 GRUN, Anselm. À Procura do Ouro Interior. Petrópolis, Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2011, p. 35.

5 TOZER, Aiden W. De Deus e o Homem. Cultivemos a simplicidade e a solidão. São Paulo: Editora Mundo Cristão: 1981, p. 87.

Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob

OBSERVATÓRIO

Novas gerações e o senso de pertencimento

No artigo anterior procuramos destacar o tema da necessidade abrirmos e ampliarmos o espaço para as novas gerações na liderança e participação seja denominacional, seja eclesiástica.

Precisamos ligar nosso “radar” para muitos indicadores do tempo presente para conseguirmos cumprir cabalmente nossa missão como líderes nacionais deixando sólido um legado que alimente com contínua segurança o cumprimento de nossa missão no atendimento de nossas Igrejas.

Em termos ilustrativos desse cenário das novas gerações, veja uma situação que tem ocorrido e ocorrerá com mais intensidade quando jovens quando vão à Faculdade nem sempre permanecem e acabam se afastando do convívio eclesiástico, muitas vezes sem terem recebido suporte para essa nova fase de suas vidas em que estejam ingressando no ensino superior, quando estariam sendo inseridos em um ambiente de estudos quando estariam expostos a crenças e ideologias diferentes dos ideais bíblicos e cristãos, tais como ateísmo, moralidade aberta, drogas, cultura de gênero etc. Em alguns casos acabam retornando ao convívio eclesiástico, quando se casam e têm filhos para que possam, pelo menos, ter assistência na formação religiosa deles.

Estes jovens têm a necessidade de serem preparados para esse ambiente, muitas vezes insalubre, para serem embaixadores do reino de Deus, manifestando lealdade a Deus e sua Palavra e, ainda, manifestando o modo de vida cristão de modo atraente, sendo sal e luz, testemunhas vivas das Boas Novas.

Tudo isso é algo preocupante, mas precisamos compreendê-lo para dar suporte e conseguirmos ter igrejas fortes e saudáveis com a manutenção das diversas gerações no viver cristão e sendo testemunhas de vidas transformadas e transformadoras em seu ambiente de convivência.

Como poderemos nos aproximar às novas gerações e desenvolver um ambiente de pertencimento e acolhedor? Vamos a algumas sugestões.

• Mapear a situação - ver riscos e oportunidades - Em primeiro lugar precisamos notar que uma situação como essa pode ser classificada como uma CRISE; se assim for, será necessário considerar que toda crise tem dois lados - PERIGO/RISCO e OPORTUNIDADE. Como a palavra chinesa (no kanji) para crise nos ensina – “Wei-ji”, em que “Wei” pode ser traduzido por “risco/perigo” e “ji”, por “oportunidade”. Então precisamos mapear o risco que teremos e os prejuízos se esse tema não se tornar prioridade. Em seguida desenhar um caminho para as oportunidades de aproximação às novas gerações e desenhar as futuras conquistas que elas poderão trazer para enriquecer ainda mais o cumprimento da missão denominacional e das igrejas, quando nos referimos às novas gerações que nela estão.

• Conhecer e compreender as características das novas gerações - Em seguida torna-se necessário que invistamos tempo em compreendermos as diversas características, interesses, necessidades das novas gerações, além de buscar compreender como percebem e compreendem a vida e o mundo pelas suas próprias lentes. Hoje há muita literatura disponível para conhecermos essas novas gerações. É possível utilizarmos a tipologia clássica sobre as gerações, então conhecermos especialmente estes detalhes sobre a Geração Y, que se refere aos nascidos a partir de 1980, que em geral, podemos dividir em duas ou três fases. Mas também a Geração Z, dos nascidos a partir de 1995 e assim por diante. Especialmente sobre a geração Z tem saído muitos artigos e demonstrado a enorme variação de sua caracterização.

• Compreender como cada geração enxerga o mundo, a vida - As novas gerações são fruto das experiências que seus pais foram vivendo ao longo do tempo, em como enfrentaram as crises de cada época e como isso foi transferido aos filhos, como puderam ensinar os filhos a enfrentarem crises, frustrações, planejar o tempo, desenvolver relacionamentos e amizades. Também como preparam os filhos para a vida etc. Com isso é possível colocar as mesmas lentes e cores que as novas gerações utilizam

para ver as situações da vida, os dilemas, e como buscam respostas e se buscam ou esperam que o tempo dê as respostas etc. Assim poderemos ver a vida e as suas situações com o mesmo olhar, “calçando o mesmo tênis!”

• Compreender como as novas gerações estabelecem o que de fato importa - Como cada geração, em termos gerais, estabelece suas prioridades, o que de fato toma a atenção delas? Como o aspecto institucional e formal é considerado por estas novas gerações? Como daremos oportunidade para que possam dinamizar o atendimento às igrejas e à sua própria Igreja? Como conseguirão fazer transição institucional em busca de resultados mais dinâmicos? Se a visão institucional não tem prioridade para as novas gerações, como seria possível promover o processo de decisões? Decisões colegiadas e de consenso seriam melhores que decisões juridicamente legitimadas em reuniões formais?

• Compreender como cada geração busca resolver dilemas, desafios, problemas, conflitos - O item anterior nos conduz a este. Soluções de conflitos, por exemplo, demandam processos de negociações, estabelecimento do que seja de fato importante. Muitas soluções de problemas e conflitos passa pelo valor que se dá para os relacionamentos. Se um relacionamento, por exemplo, é prioritário, será necessário descobrir com os pertencentes das novas gerações qual seria o melhor caminho para a resolução de algum conflito, que, em geral, poderá não seguir um caminho formal ou institucional. Assim, as gerações mais adultas (Baby Boomer, X) que estão, em geral, hoje na liderança, podem valorizar mais resultados, mais o aspecto institucional, com menor peso para os relacionamentos. E isso pode ser fator de conflito entre as gerações anteriores e as novas gerações, de modo que os ruídos de compreensão se instalam e podem impedir a abertura de espaço para diferentes abordagens nesse sentido.

• Desenvolver senso de pertencimento - A verdadeira integração das novas gerações não começa na adaptação dos jovens às estruturas

existentes, mas na maturidade do pertencimento dos próprios adultos. Frequentemente, a resistência em abraçar o novo pode ser resultado de insegurança identitária na geração adulta, se não possuir um senso de propósito e lugar bem definido, pois sem isso há a tendência de enxergar a inovação geracional como uma ameaça à sua própria relevância. Esse acolhimento autêntico exige a coragem de reconhecer que a sucessão não é uma perda de território, mas a expansão de um legado que só permanece vivo se for capaz de ser ressignificado por aqueles que chegam. Sem essa segurança identitária, a inovação dos jovens é vista como ameaça e não como sucessão. Ao sentir-se em casa em sua história, o adulto torna-se um anfitrião do futuro, permitindo que o legado se renove e se expanda por meio daqueles que acabam de chegar que se sentirão pertencentes também de uma relevante história, também se sentindo no mesmo teto.

• Abrir diálogo com as novas gerações - Escuta atenta aqui vale mais do que escuta ativa. Isto é, ouvir primeiro, para compreender, depois buscar retornar com respostas. Quando a pessoa nota que estamos atentos para ouvir, os ruídos de comunicação são atenuados. As novas gerações precisam ser ouvidas, pois podem ter respostas diferentes para situações e podem trazer melhores resultados dos que estamos acostumados. Quem sabe as novas “lentes” possam trazer novas luzes, novas percepções, novas variáveis que poderão indicar caminhos com maior resolução.

Creio que estas dicas podem nos ajudar na abertura do diálogo e de espaço para que as novas gerações possam participar ativamente da missão que Deus tem nos dado, seja no âmbito denominacional, seja no eclesiástico. Afinal estas novas gerações são nossos filhos, filhos de nossas ovelhas nas igrejas, que poderão estar esperando ser ouvidos e com oportunidade para participar. É tempo para que possamos refletir e atuar na busca desses novos caminhos.

Para dialogar use Instagram @lourencosteliorega n

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