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OJB EDIÇÃO 06 - ANO 2026

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ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901

Com o tema FORJADOS e baseado na divisa de I Pedro 1.7, o Departamento Nacional de Embaixadores do Rei (DENAER), sob a coordenação do pastor Fabiano Lessa, promoveu quatro semanas de acampamento, reunindo representantes de cerca de 140 Igrejas e aproximadamente 1.400 acampantes. Leia mais nas páginas 12 e 13.

Números da Semana Batista

Saiba de onde vieram os mensageiros inscritos na Semana Batista em Salvador

Mulheres Batistas

Saiba como foi a 102ª Assembleia da organização, realizada na capital baiana

ABIBET

Encontro na Semana Batista trouxe mudanças; confira todos os detalhes na matéria

AMBB

Músicos Batistas vivem tempo de ministração e capacitação na IB da Graça, em Salvador

Notícias do Brasil Batista
Notícias do Brasil Batista
Notícias do Brasil Batista
Notícias do Brasil Batista

EDITORIAL

Esta edição de O Jornal Batista retrata, com clareza e esperança, um tempo de intenso movimento entre os Batistas brasileiros. São encontros que fortalecem a fé, iniciativas que apontam para o futuro e experiências que revelam o cuidado com todas as gerações, da infância à liderança madura.

Um dos grandes destaques é o Acampamento Nacional de Verão dos Embaixadores do Rei (ANVER-SS 2026), realizado ao longo do mês de janeiro no Sítio do Sossego, em quatro semanas marcadas por comunhão, discipulado e decisões espirituais. Sob o tema Forjados, inspirado em I Pedro 1.7, cerca de 1.400 acampantes, representando aproximadamente 140

Batistas em movimento

igrejas e diversos estados do Brasil, viveram momentos transformadores.

Mais de 700 decisões foram registradas, incluindo confissões públicas de fé em Cristo e chamados ao ministério pastoral e missionário. O ANVER também celebrou os 75 anos do Sítio do Sossego, reafirmando seu papel histórico na formação espiritual de gerações de meninos e adolescentes. Esse olhar cuidadoso para a formação cristã dialoga diretamente com outro importante acontecimento destacado nesta edição: a Semana Batista em Salvador (BA), que reuniu inscritos de todas as regiões do país.

A capital baiana tornou-se espaço de celebração, reflexão e cooperação, expressando a unidade e a diversidade

do povo batista brasileiro em torno da missão.

No campo da educação teológica, a Assembleia Geral da ABIBET reafirmou o compromisso das instituições batistas com a excelência acadêmica e a fidelidade bíblica. A discussão de diretrizes pedagógicas, a aprovação de relatórios e a apresentação da agenda de eventos para 2026 demonstram planejamento responsável e visão estratégica para a formação de líderes preparados para os desafios contemporâneos.

A cultura e a adoração também ganham evidência com o 42º Congresso da AMBB, realizado em Salvador. O encontro reforça a música como expressão de fé, instrumento missionário e

linguagem que atravessa gerações, conectando tradição e inovação na vida das igrejas.

Completando esta edição, o artigo “É a vez das novas gerações”, de Lourenço Rega, ecoa como um chamado urgente. Em consonância com experiências como o ANVER, o texto nos lembra que investir nas novas gerações é uma responsabilidade inadiável. Ouvir, discipular e caminhar com elas é garantir continuidade, relevância e fidelidade à missão confiada por Cristo.

Que esta edição de O Jornal Batista inspire gratidão pelo que Deus tem feito, compromisso com o presente e esperança confiante no futuro da obra batista no Brasil. n

O JORNAL BATISTA

Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso.

Fundado em 10.01.1901

INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189

PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB

FUNDADOR

W.E. Entzminger

PRESIDENTE Paschoal Piragine Jr.

DIRETOR GERAL Fernando Macedo Brandão

SECRETÁRIO DE REDAÇÃO

Estevão Júlio Cesario Roza

(Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ)

CONSELHO EDITORIAL

Francisco Bonato Pereira; Guilherme Gimenez; Othon Ávila; Sandra Natividade

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A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação Batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal.

DIRETORES HISTÓRICOS

W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946);

Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002)

INTERINOS HISTÓRICOS

Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923).

ARTE: Oliverartelucas

IMPRESSÃO: Editora Esquema Ltda A TRIBUNA

Jornada Bíblica da CBB ressalta a importância da leitura das Escrituras Sagradas

Jénerson Alves membro da Igreja Batista Emanuel em Caruaru - PE

Northorp Frye, eminente crítico literário, declarou que a Bíblia é o “livro dos livros”, funcionando como uma espécie de base arquetípica de toda a literatura ocidental. Certamente, um livro que é lido há cerca de 3 mil anos, traduzido em mais de 2 mil idiomas e que teve mais de 2 bilhões de exemplares publicados somente no século XX trata-se de um impressionante fenômeno.

Convém termos em mente que, ao falarmos em “Bíblia”, estamos falando em uma “coleção de livros” (este é o significado, em grego, do vocábulo). No Cristianismo, o livro sagrado é dividido em Antigo Testamento e Novo Testamento. No Judaísmo, só é reconhecida a primeira parte, denomina-

da de Bíblia Hebraica. Muitos são os autores desses livros. Possivelmente, antes de serem transcritas, as histórias eram transmitidas oralmente por várias gerações.

Entre esses livros, há poemas, leis, narrativas, provérbios. A correta leitura de cada um deles requer uma compreensão do contexto de produção e dos gêneros literários. Sem isso, as interpretações podem ser equivocadas. Por exemplo, o episódio em que alguns jovens são castigados por chamarem o profeta Eliseu de “calvo” pode parecer absurdo, se o leitor não entender que, para a época, essa não era uma conotação infantil, mas uma acusação de que o profeta seria sacerdote de Baal – comportamento muito mais grave. Semelhantemente, não se pode conceber uma poesia (como no livro de Cantares) da mesma forma que se lê uma carta paulina,

cheia de argumentos teológicos. Cada gênero literário possui uma ‘engrenagem’ própria de recursos estilísticos. Podemos usar as palavras de C. S. Lewis para sintetizar esta ideia: “De certa maneira, a Bíblia, uma vez que é, afinal de contas, literatura, não pode ser lida corretamente, senão como literatura; e suas diferentes partes, como os diferentes tipos de literatura que são”.

Obviamente, para o crente, a leitura bíblica reveste-se de maior relevância. Enquanto para o incrédulo, trata-se a Bíblia dum livro antigo, para o que crê é a Bíblia a Carta Magna de toda a verdadeira liberdade. Assim, o cristão estimula a leitura bíblica como um processo de crescimento espiritual.

Na Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira (CBB), as Escrituras Sagradas são tratadas em um capítulo especial. “A Bíblia é a Palavra

de Deus em linguagem humana. É o registro da revelação que Deus fez de si mesmo aos homens. Sendo Deus seu verdadeiro autor, foi escrita por homens inspirados e dirigidos pelos Espírito Santo. Tem por finalidade revelar os propósitos de Deus, levar os pecadores à salvação, edificar os crentes e promover a glória de Deus”, diz um trecho do documento.

A denominação também estimula que seus membros leiam a Palavra, por meio da Jornada Bíblica 2026, que começa no domingo (1º de fevereiro) e segue até dezembro, com milhares de cristãos batistas lendo a Bíblia juntos, em uma só voz, como uma materialização do tema anual: Somos um. O movimento segue mediante um canal no WhatsApp. Entretanto, carrega em si uma mensagem para toda a sociedade hodierna: leia a Bíblia; certamente, sua vida será transformada. n

Somos Um

“E, eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me destes, para que sejam um, assim, como nós” (Jo 17.11).

“Somos Um” é o tema da nossa Convenção Batista Brasileira para o ano de 2026, baseado no verso acima. Esse tema é muito significativo, principalmente se todos nós colocarmos em prática. Uma família, um povo, uma denominação só consegue vencer os seus desafios se viver e trabalhar unida. Uma das armas mais mortais de satanás é semear a discórdia, as desavenças, porque sabe ele que esses entraves são devastadores para uma comunidade e as consequências podem durar anos.

Jesus fez uma distinção entre o mundo e os que estão no mundo. No Evangelho segundo João, o mundo é a sociedade humana que se organiza sem Deus; é a sociedade secular e materialista, e muitos ainda se declaram ateus. Deus amou o mundo e enviou seu Filho para ser o Salvador e Senhor do mundo. No entanto, no final de Seu ministério terreno, Jesus orou pelas pessoas e não pelo mundo. Neste mundo mau, os Seus seguidores precisam do cuidado e da orientação do Pai para poderem ser testemunhas eficazes de Jesus.

O Senhor cuida e intercede por nós, o seu povo. E, é neste contexto que Ele deseja que todos os seus remidos estejam unidos nEle.

A unidade da Igreja é pessoal, e não institucional. A Igreja de todas as eras está unida no amor e nos propósitos, assim como estão Deus e Jesus, eles são um, um só Deus.

pastor & professor de Psicologia

Criados Para obedecer a Deus

“De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem” (Ec 12.13).

O livro de Eclesiastes revela-nos por qual razão os seres humanos foram criados: “Tema a Deus e obedeça os Seus mandamentos, porque foi para isso que fomos criados. Nós teremos de prestar contas a Deus de tudo o que fazemos, inclusive aquilo que fizermos

O desejo do Senhor é a união da sua Igreja, mas infelizmente, muitas vezes, obstáculos tem impedido a Igreja de viver na plenitude da união e do amor. Disputas internas, inveja, ciúmes, disputas políticas. Essas coisas são as obras da nossa natureza humana, aproveitadas pelo inimigo das nossas almas, contribuindo para a desunião do povo de Deus e obs-

em segredo: seja o bem ou o mal” (Ec 12.13-14).

O Primeiro Livro de Samuel, no seu capítulo 15, faz-nos a importante pergunta: “O que é que o Senhor Deus prefere: obediência ou a oferta de sacrifícios? É melhor obedecer a Deus do que oferecer-lhe em sacrifício as melhores ovelhas. A revolta contra o Senhor é tão grave quanto a feitiçaria... e o orgulho é tão errado como é pecado a idolatria” (I Sm 15.22-23).

truindo de certa forma o avanço do Reino de Deus nos corações. Queridos irmãos em Cristo Jesus, a hora é de segurarmos as cordas do Evangelho, vivendo em constante oração e vigilância, pois os dias são maus e todo cuidado é pouco. Marchemos unidos por Jesus Cristo, e que o ano de 2026 seja de grandes colheitas para o Reino do Senhor. n

Ricos aos olhos de Cristo, pobres sem a ua presença

A forma como Jesus enxerga a riqueza é radicalmente diferente da forma como o mundo a define. Enquanto medimos valor por posses, status e segurança material, Cristo mede pela presença dele, pela fidelidade no sofrimento e pela comunhão viva com o coração humano. As cartas às igrejas de Esmirna e Laodiceia revelam esse contraste de maneira profunda e confrontadora.

À igreja de Esmirna, Jesus declara: “Conheço as suas aflições e a sua pobreza, mas você é rico” (Apocalipse

2.9). A palavra usada para pobreza não é a de quem vive com pouco, mas a de quem vive na mendicância, sem recursos, após ter tudo perdido. Eram crentes perseguidos, tiveram bens confiscados, foram empurrados à margem da sociedade. Ainda assim, Cristo afirma: vocês são ricos. Ricos não em moedas, mas em fé provada, em perseverança, em comunhão verdadeira com o Senhor que caminha com os aflitos. Aquilo que o mundo chama de miséria, Jesus chama de tesouro.

Já à igreja de Laodiceia , a avaliação é oposta. Eles dizem: “Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada” (Apocalipse 3.17). Mas Jesus re-

vela a realidade espiritual: miseráveis, pobres, cegos e nus. A razão aparece logo depois: “Eis que estou à porta e bato” (Apocalipse 3.20). Uma igreja ativa, estruturada, próspera, mas com Cristo do lado de fora. Havia religião, mas não havia comunhão; havia autossuficiência, mas não dependência; havia riqueza material, mas pobreza espiritual profunda.

Este texto nos chama a examinar o coração. É possível perder tudo e ainda ser rico diante de Deus. E é igualmente possível ter tudo e estar completamente vazio. A pergunta não é quanto possuímos, mas quem está no centro Cristo está dentro, governando,

ceando conosco? Ou está à porta, esperando ser ouvido?

Aprendemos com Esmirna que o sofrimento não é sinal de abandono, mas muitas vezes de intimidade. E aprendemos com Laodiceia que conforto excessivo pode anestesiar a alma. A verdadeira riqueza é caminhar com Cristo, ouvi-Lo, depender dele diariamente.

Que o Senhor nos livre da ilusão da autossuficiência e nos conduza à riqueza que não se perde: uma vida marcada pela presença viva de Jesus, mesmo em meio às aflições. Porque, aos olhos do céu, rico é quem tem Cristo, e pobre é quem vive sem Ele n

Levir Perea Merlo pastor, colaborador de OJB
Olavo Fe ijó
Edson Landi pastor da Igreja Batista Aliança, em Campinas - SP

A crise espiritual enfrentada por muitas Igrejas Batistas no Brasil não pode ser colocada apenas na conta da cultura, do secularismo ou das mudanças do nosso tempo. Esses fatores existem, mas não explicam tudo. É preciso humildade para reconhecer que parte do problema pode ter nascido dentro da própria Igreja, especialmente no modo como tratamos a membresia ao longo dos anos.

Por muito tempo, crescimento numérico foi confundido com saúde

Membresia sem conversão: um alerta aos Batistas

espiritual. Batismos, decisões e listas cheias passaram a ser celebrados como prova de bênção, enquanto a conversão genuína nem sempre recebeu o devido cuidado. Em muitos casos, decisões emocionais ocuparam o lugar do novo nascimento, e o discernimento espiritual foi substituído pela pressa em ver resultados.

Como alerta Mark Dever, quando a Igreja perde clareza sobre quem realmente é convertido, ela acaba perdendo sua própria identidade. Já não se sabe com nitidez quem é o povo de Deus nem qual é a missão da Igreja. O discipulado, então, passa a acontecer sem arrepen-

dimento verdadeiro, e os batismos se tornam apressados. O resultado são cristãos nominais: pessoas presentes, ativas e envolvidas, mas sem transformação espiritual real, algo frequentemente apontado por Marcos Granconato.

A situação se agrava quando esses membros chegam à liderança. Líderes sem uma experiência real com Cristo tendem a conduzir a Igreja com critérios humanos e pragmáticos, e não com submissão à Palavra de Deus. Mantêm estruturas, agendas e atividades, mas carecem de vida espiritual. Como bem observa Isaltino Gomes Coelho, é possível preservar a forma

e a história denominacional e, ainda assim, perder a vitalidade espiritual. Talvez aqui esteja uma das razões da falta de crescimento saudável em muitas Igrejas Batistas. Onde não há conversão verdadeira, não há vida; e onde não há vida, não há crescimento espiritual duradouro. A saída não está em novos métodos ou estratégias, mas em um retorno sincero ao essencial: evangelho claro, arrependimento genuíno, conversão verdadeira, membresia responsável e liderança espiritualmente provada. Cuidar da membresia não é rigor excessivo; é amor pela igreja e fidelidade a Cristo. n

Galvão

membro da Igreja Batista da Restauração - Missão Batista em Macambira - SE; capelã escolar, especialista em Ciência da Religião, especialista em Docência (com ênfase em Educação Inclusiva), bacharel em Teologia

Contemplamos um fenômeno que fragiliza referenciais, mina princípios e enfraquece a sociedade. É o fenômeno de homens que abrem mão da sua masculinidade, das suas responsabilidades e do seu papel.

Discorro no assunto com certo melindre, pois sei da polêmica que permeia este fato. Existem alguns fatores que contribuíram para esta

realidade e um deles foi o feminismo. O feminismo que se antagoniza ao machismo, o que também é um mal social, pois tanto um como o outro têm suas mazelas.

O fato é que o homem não tem que ser um machista para mostrar masculinidade, mas dentro de uma sociedade patriarcal, o qual é o referencial bíblico, o homem deve ser um exortador, consolador e dar bom testemunho para a glória de Deus (I Tessalonicenses 2.11,12).

O homem cristão deve ser corajoso e forte, ao mesmo tempo que expressa amor (I Coríntios 16.13, 14). Ah, caro leitor! Contemplamos uma ameaça de extinção no quesito homens fortes e corajosos. O termo grego andúzomai, traduzido para

Uma ameaça de extinção, impensada no meio cristão

“corajoso”, significa comportar-se como homem que demonstra coragem diante do perigo. Homens que se posicionam com bravura, o que na sociedade atual até pode parecer loucura. Porque o que vemos é um exército que se forma de homens fracos, que correm das situações difíceis em vez de enfrentá-las.

Mas, o texto de I Coríntios 16.13 também fala que o homem cristão deve ser forte, e o termo krataióomai significa ser forte psicologicamente. Que contraste com a sociedade contemporânea!

Observamos homens frágeis no seu psicológico, entregues às más influências, reféns, dominados por seus tormentos interiores.

Uma ameaça de extinção, impen -

sada no meio cristão. E ainda há mais recomendação, dessa vez vem do apóstolo João. Na sua primeira carta, no capítulo 2, versículo 14, o apóstolo João escreve de forma amorosa, o que é uma característica também masculina, ele dá uma orientação aos jovens, afirmando a força do jovem cristão. “Vocês são fortes”. O termo forte no grego é ischirós que significa forte, potente, na mente e no corpo.

Precisamos repassar com urgência o referencial cristão para nossos jovens, para que estes busquem na Palavra de Deus o modelo, o padrão a ser copiado. Pois, essa ameaça de extinção de homens corajosos e fortes é impensada no meio cristão. n

Nédia

Semana Batista em Salvador - BA reúne inscritos de todas as regiões do Brasil

Bahia lidera número de participantes, seguida por Rio de Janeiro, Maranhão e São Paulo.

Estevão Júlio jornalista na Convenção Batista Brasileira

Durante o período de 19 a 25 de janeiro de 2026, Salvador - BA recebeu Batistas de todo o Brasil para a 105a Semana Batista. A programação recebeu mais de 4000 inscritos, de todas as regiões do país.

A Bahia aparece como o estado com maior número de participantes, totalizando 942 inscritos. Na sequência, destacam-se o Rio de Janeiro, com 576 inscritos, o Maranhão (356), São Paulo (317) e Pernambuco (281).

Outros estados também apresentaram números relevantes, como Espírito Santo (194), Pará (191), Paraná (152), Distrito Federal (126) e Minas Gerais (122). No Nordeste, além da Bahia, registraram-se participações de Piauí (108), Rio Grande do Norte (99), Ceará (56), Alagoas (47), Sergipe (63) e Paraíba (21).

Na Região Norte, o Amazonas contabilizou 54 inscritos, seguido por Tocantins (78), Acre (15), Rondônia (16), Amapá (9) e Roraima (3). Já no Centro-Oeste, houve participação de Goiás (69), Mato Grosso do Sul (56) e Mato Grosso (47).

No Sul do país, os inscritos vieram do Paraná (152), Santa Catarina (36) e Rio Grande do Sul (9), completando o panorama nacional do evento, que reforça sua capilaridade, diversidade regional e alcance em todo o território brasileiro.

O pastor Fernando Brandão, diretor-executivo da Convenção Batista Brasileira, deixou uma palavra de gratidão a todos os participantes. “Amados e queridos irmãos Batistas brasileiros, que estiveram conosco na Semana Batista, na Assembleia da Convenção Batista Brasileira, em Salvador, mais uma vez, queremos agradecer a todos vocês por estarem conosco numa semana histórica para nós, Batistas. A nossa gratidão. Vivemos dias inesquecíveis com nossos irmãos de todo o Brasil e também do exterior. O Senhor Jesus foi exaltado e proclamado! Unidos em amor e no mesmo propósito vamos avançar e cumprir a missão. Deus os abençoe”, declarou. n

Batistas brasileiros reunidos para momentos de louvor e adoração
Auditório do Centro de Convenções Salvador ficou cheio com Batistas de todo o Brasil
Participantes de todo o Brasil tiveram momentos de comunhão durante a 105ª Semana Batista da Convenção Batista Brasileira
Mais de 4000 mil pessoas circularam no Centro de Convenções durante os dias de Assembleia

Uma experiência no Acampamento Radical Amazônia

Deus tem feito por meio de homens e mulheres que decidiram obedecer ao Seu chamado. Tenho visto e vivido a transformação que Ele tem realizado na vida dos ribeirinhos da Amazônia. Com alegria, compartilho um pouco de como foi servir e viver a 4ª edição do Acampamento Radical Amazônia, que aconteceu nos dias 6 a 17 de janeiro deste ano. Esse é um acampamento voltado para vocacionados, que possibilita conhecer a cultura local e ver de perto a realidade de um povo que precisa conhecer Jesus. Ele tem como finalidade levar o jovem vocacionado a descobrir e compreender o chamado de Deus para a sua vida, seja

atuando em sua profissão, servindo em sua igreja local ou indo ao campo

Durante o acampamento, é possível conhecer mais sobre os projetos de Missões Nacionais e ter a oportunidade de conversar e conviver com os missionários. Nesta quarta edição, o acampamento reuniu 175 acampantes de todo o Brasil e 59 missionários voluntários, todos dispostos a compreender acerca do chamado de Deus e da urgência do anúncio do Evangelho. A programação foi composta por momentos de devocionais, louvor, atividades interativas, palestras, testemunhos missionários e visita a uma comunidade ribeirinha. As mensagens abordaram temas como Obediência ao Senhor, Compromisso com o Reino, Vida Espiritual e Conduta de um verdadeiro cristão.

O tema de todas as edições do acampamento é “Transformados para

12.2. De fato, temos visto a transformação de vidas nesse tempo: jovens tomando a decisão de viver ao lado de Cristo e gastar suas vidas na pregação do Evangelho, além do amadurecimento espiritual e da convicção em responder ao chamado de Cristo com seriedade e responsabilidade. Muitos jovens têm se mostrado dispostos a ir ao campo missionário por todo o Brasil, e temos visto os frutos do acampamento para além das vidas transformadas.

Como parte da equipe organizadora, somos imensamente gratos a Deus por tudo o que Ele tem feito nesses quatro anos em que realizamos o acampamento. É uma alegria ver vidas se rendendo aos pés do Senhor, sendo transformadas pelo poder do Evangelho; jovens sendo curados de dores e feridas pessoais profundas e se tornando agentes de

suas casas e igrejas locais. Como missionária e serva do Senhor, servindo nesse ministério, é imensurável a sensação de fazer parte do que Deus tem realizado em nosso meio. Conhecer de perto esses jovens e ser canal de auxílio para uma entrega total a Deus despertou em meu coração a esperança de que, por meio desta geração e da que tem se levantado, o Brasil e o mundo conhecerão a Cristo. Pois, se vale uma vida, vale o nosso esforço!

Oramos para que as sementes plantadas durante o acampamento continuem a gerar resultados duradouros, formando servos dedicados à expansão do Reino de Deus, para a Sua glória. Deixo aqui o convite para você fazer parte do que Deus tem feito na Amazônia, participando da próxima edição do Acampamento Radical Amazônia, em 2027. n

Mulheres Batistas apresentam novo tempo institucional com foco em discipulado e missão

Equipe Gestora das Ações Práticas do Planejamento Estratégico

Mulheres Batistas | MB

A história das Mulheres Batistas no Brasil está profundamente ligada à formação cristã e ao compromisso missionário que marcam a trajetória do povo batista desde o final do século XIX. Desde os primeiros anos da obra missionária no país, mulheres estiveram ativamente envolvidas no ensino da Palavra de Deus, na oração, em ações de compaixão e no discipulado de mulheres, crianças e meninas, contribuindo de forma decisiva para a expansão do evangelho e a transformação de vidas.

Ao longo dessa caminhada, as Mulheres Batistas consolidaram um legado de fé, serviço e educação cristã missionária, mantendo o compromisso com o desenvolvimento integral da mulher e sua atuação no Reino de Deus. Esse testemunho histórico motivou, nos últimos anos, um amplo processo de reflexão institucional, voltado a compreender os desafios do tempo presente e a projetar caminhos para o futuro, sem perder de vista a herança recebida.

Desde 2024, a liderança da União Feminina Missionária Batista do Brasil (UFMBB) dedicou-se à construção de um Planejamento Estratégico, desenvolvido a partir de escuta ativa, discernimento coletivo e participação democrática de representantes de todo o país. Esse processo foi concluído e apresentado à Assembleia da UFMBB em 2025, consolidando diretrizes que orientam a atuação das Mulheres Batistas para os próximos anos. Em 2026, esse planejamento passa a ser

vivenciado por meio de ações práticas, estruturadas e alinhadas à missão de Deus.

Reposicionamento institucional e nova identidade

Como parte desse novo tempo, as Mulheres Batistas apresentam um reposicionamento institucional que reafirma sua identidade cristã, denominacional e missionária. A partir de 2026, a UFMBB passa a se chamar oficialmente Mulheres Batistas, um nome que comunica de forma direta quem são e qual é seu propósito: mulheres batistas engajadas na missão de Deus, comprometidas com a formação de discípulas de Jesus Cristo. Esse reposicionamento inclui um

processo de rebranding que contempla a identidade verbal, visual e conceitual da organização, respeitando a trajetória histórica construída ao longo de mais de um século e apontando para o futuro. Ao longo dessa história, diferentes nomes, símbolos e expressões visuais marcaram etapas significativas da caminhada das mulheres Batistas no Brasil. O novo momento busca preservar essa memória, ao mesmo tempo em que comunica unidade, clareza e intencionalidade missionária.

Nesse contexto, os ministérios também passam por adequações em suas nomenclaturas e identidades visuais. O ministério Mulher Cristã em Missão passa a se chamar Mulheres em Missão; Amigos de Missões passa

a ser denominado Pequenos Missionários; e Mensageiras do Rei preserva seu nome histórico, utilizado ao longo de seus 77 anos de trajetória. As logomarcas desses ministérios foram desenvolvidas em alinhamento com a identidade visual das Mulheres Batistas, reforçando a continuidade do legado e sua conexão com uma nova geração.

De organizações a ministérios: fortalecimento da Igreja local

Outra mudança significativa é a adoção oficial do termo “ministérios” em substituição à expressão “organizações missionárias”. Essa escolha reflete a compreensão de que Pequenos Missionários, Mensageiras do Rei

Conselho Nacional da 101ª Assembleia MB de 2025
Nova Diretoria das Mulheres Batistas, eleita em Salvador - BA
O futuro das Mulheres Batistas é marcado por compromisso com a missão e engajamento de mais mulheres para o Reino

NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

e Mulheres em Missão acontecem primordialmente no contexto da igreja local, integrados à vida eclesiástica e ao discipulado cristão. Dessa forma, os ministérios podem ser organizados conforme a realidade de cada congregação, mantendo unidade de visão e propósito.

Essa reformulação reafirma que estruturas, símbolos e formatos existem para servir à missão, e não para substituí-la. O foco permanece na formação de discípulas e discípulos de Jesus Cristo em todas as fases da vida, com base na Palavra de Deus e no chamado missionário.

Discipulado ao longo da vida

O ministério Pequenos Missionários, voltado para crianças de quatro a oito anos, segue com o propósito de formar a consciência missionária desde a infância. A reformulação fortalece sua ênfase pedagógica e

discipuladora, destacando o caráter missionário do ministério. Um dos avanços já implantados é o Sistema de Graduação, iniciado em 2025, que organiza o discipulado infantil de forma progressiva, integrando aprendizado bíblico, vivência prática da missão e participação da família.

Já o ministério Mensageiras do Rei, destinado a meninas de nove a dezessete anos, passa por uma atualização estratégica de sua proposta formativa, preservando sua essência histórica. O Sistema de Graduação Aventura Real foi reformulado para contemplar áreas como estudo bíblico, identidade batista, missões, evangelismo, desenvolvimento de dons e serviço cristão, com uma abordagem acessível e inclusiva. A ampliação da faixa etária e o fortalecimento da liderança discipuladora reforçam o caráter intergeracional do discipulado.

O ministério Mulheres em Missão responde aos desafios contempo -

râneos enfrentados pelas mulheres, reafirmando o compromisso das Mulheres Batistas com o pleno desenvolvimento feminino. Sua atuação é orientada por quatro princípios: crescimento integral, cuidado e companheirismo, serviço e cooperação, e vida missional. Com funcionamento mais flexível e contextualizado, o ministério fortalece a igreja local e incentiva as mulheres a viverem o discipulado de forma intencional no cotidiano.

Capacitação e iniciativa Discípulas

Como desdobramento do Planejamento Estratégico, as Mulheres Batistas lançam o Plano Nacional de Capacitação e Desenvolvimento de Liderança, voltado à formação de lideranças alinhadas institucionalmente e comprometidas com a missão. O plano contempla as diferentes instâncias organizacionais e busca integrar propósito, visão e prática. Nesse mesmo espírito, surge a iniciativa Discípulas, que reafirma o discipulado como eixo central da caminhada das Mulheres Batistas. Desenvolvida a partir do planejamento estratégico, a iniciativa se concretiza em diversos projetos e contextos, compreendendo o discipulado como um estilo de vida que permeia todas as áreas da atuação feminina.

Entre suas expressões estão o Trilho Discipular, as Conferências Discípulas, o Discípulas em Movimento, os projetos voltados à maternidade, como Desde o Ventre e Mães Discipuladoras, além de Discípulas em Missão, que integra ações como Mulheres em Campo e Missionárias MB. Essas iniciativas ampliam a vivência do discipulado para além da igreja local, alcançando diferentes contextos sociais, familiares e profissionais.

Um compromisso que atravessa gerações

Ao olhar para sua história e para os desafios do presente, as Mulheres Batistas reafirmam seu compromisso de permanecer fiéis à Palavra de Deus e à missão confiada pelo Senhor. Inspiradas pelos testemunhos de fé que as precederam, seguem firmes no propósito de formar discípulas de Jesus Cristo, engajadas na missão de Deus no lar, na igreja e na sociedade.

Esse novo tempo representa continuidade, fidelidade e intencionalidade. As Mulheres Batistas seguem como um movimento vivo, relevante e comprometido com o anúncio do evangelho às novas gerações. Somos Mulheres Batistas. Somos um. n

Mulheres Formandas pelo CIEM em 1954
Mulheres de diferentes idades fazem parte dos ministérios missionais das Mulheres Batistas
Participação das Mulheres Batista no Conselho Geral da Convenção Batista Brasileira
Painel Discípulas na 105ª Assembleia Anual da Convenção Batista Brasileira

ABIBET discute diretrizes pedagógicas, aprova relatórios e apresenta agenda de eventos para 2026

Reunião ordinária teve foco na continuidade dos trabalhos das instituições teológicas filiadas e no fortalecimento da formação teológica Batista.

que ocorrerá nos dias 18 e 19 de maio de 2026, em formato online , com o apoio da Junta de Missões Nacionais (JMN) e da Junta de Missões Mundiais (JMM). Foi mencionada ainda a realização da 26ª Conferência Teológica da ABIBET, programada para os dias 15 a 17 de setembro de 2026, nas dependências do Seminário Teológico Batista do Nordeste, em Feira de Santana - BA.

A programação incluiu palavras denominacionais da JMN e da JMM, com destaque para a Revista de Reflexão Missionária da JMM. O pastor João Emílio dirigiu uma palavra em nome da Convenção Batista Brasileira às instituições filiadas, enfatizando a importância da unidade na formação teológica das casas de formação batista vinculadas à CBB.

Lucas Ferreira pastor, 1° secretário da ABIBET

A Assembleia Geral Ordinária da Associação Brasileira de Instituições Batistas de Ensino Teológico (ABIBET) foi realizada em 21 de janeiro de 2026, durante a Convenção Batista Brasileira. A reunião aconteceu sob a presidência interina do 1º secretário, pastor Lucas dos Santos Ferreira, e tratou de assuntos relevantes para a continui-

teológicas filiadas à associação.

A assembleia contou com a participação do pastor Lucas Rangel, que abordou o tema “Projeto Pedagógico da CBB para os Seminários Batistas”. Em sua exposição, destacou a importância da construção de um projeto pedagógico coeso, capaz de atender às necessidades das Igrejas, formar vocacionados e promover uma teologia bíblica adequada, centrada na

Durante o encontro, foi apresenta do o relatório de atividades da ABIBET referente ao ano de 2025, pelo executivo, pastor Anderson Carlos Guimarães Cavalcanti. O documento foi apreciado e aprovado por unanimidade, assim como os relatórios do Conselho Fiscal relativos ao mesmo período.

tos previstos para 2026. Entre eles, o 6º Congresso Missiológico da ABIBET,

Outro ponto abordado foi o novo Programa de Mestrado da CBB, que contará com a participação da FABAPAR, da Faculdade Teológica de São Paulo e dos seminários da Convenção Batista Brasileira.

Ao final da assembleia, foi empossada a nova diretoria eleita para o biênio 2024-2025, composta por Valtair Afonso Miranda (presidente), William Tenório Quintela (vice-presidente), Lucas dos Santos Ferreira (1º secretário) -

Líderes de instituições teológicas e missionárias participaram da Assembleia da ABIBET, na Igreja Batista Metropolitana em Salvador - BA
Nova Diretoria da ABIBET
Momento de deliberações na Assembleia da ABIBET

Fortalecendo a Igreja no Japão

Ao longo dos anos, vejo como o Senhor levantou missionários, sustentadores, intercessores e líderes que entendem a grande missão de alcançar os povos e fortalecer a obra de Cristo em todas as nações. Hoje, compartilho um tema urgente e, ao mesmo tempo, profundamente espiritual: o número crescente de igrejas evangélicas no Japão enfraquecendo e fechando as portas.

O Japão é uma nação marcada por desafios culturais, espirituais e sociais muito específicos. Apesar do alto nível de desenvolvimento, há uma realidade dolorosa: muitos japoneses vivem sob solidão, pressão emocional, vazio existencial e pouca abertura natural para o Evangelho. Neste cenário, a Igreja cristã local enfrenta uma luta silenciosa. Muitas congregações japonesas são pequenas, envelhecidas e com poucos recursos. Em vários lugares, vemos igrejas fiéis, com décadas de

Igrejas estão enfraquecendo e fechando as portas.

história, que agora estão perto do encerramento não por falta de amor a Deus, mas por falta de renovação geracional, discipulado contínuo, liderança preparada e apoio estruturado. E isso precisa mexer conosco.

Quando uma Igreja local fecha, não é apenas um prédio que se apaga: é uma luz que deixa de brilhar naquele bairro. É uma base missionária que desaparece. É um ponto de evangelização que se perde. Por isso, creio que Deus está chamando a Igreja brasileira para algo maior do que “enviar missionários para plantar novas igrejas”. Ele nos chama também para fortalecer, encorajar e reavivar igrejas que já

existem, mas que estão fragilizadas. O Japão não precisa apenas de “novos projetos”. Precisa de alianças. Precisa de irmãos e irmãs que digam: “Vocês não estão sozinhos. Nós caminharemos juntos.”

A Igreja brasileira pode ajudar de forma prática e direta:

• intercedendo com constância pela igreja japonesa;

• investindo em obreiros e famílias missionárias que sirvam com perseverança;

• apoiando treinamentos e formação de líderes locais;

• criando pontes de encorajamento, visitas, parcerias e discipulado;

• sustentando iniciativas que conectem jovens e famílias ao Evangelho.

Cremos que ainda há esperança e Deus não terminou Sua obra no Japão. E quando a Igreja brasileira estende a mão, não é um ato de “superioridade”, mas de irmandade. É o corpo de Cristo funcionando como deve funcionar: com amor, cuidado e mutualidade! Que o Senhor desperte em nós uma visão renovada: ajudar a salvar igrejas japonesas é parte da missão de Deus para este tempo.

Contamos com suas orações, apoio e envolvimento. Que a chama do Evangelho permaneça acesa no Japão, e que juntos vejamos frutos, perseverança e renovação espiritual neste país!

Porque o Filho Vive e Voltará, Vamos Completar a Missão.

“Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Sim, Venho em breve! Amém, vem Senhor Jesus!”, (Ap 22.20). n

Um testemunho de fé, obediência e serviço

Jamile Darlen

jornalista em Missões Mundiais

Débora Silva, 25 anos, saiu do Piauí para a África Ocidental com o coração e a profissão à disposição do Senhor. Enviada pela Primeira Igreja Batista de Teresina, ela serviu durante um mês como cirurgiã-dentista na Fábrica da Esperança, por meio do Programa Voluntários Sem Fronteiras (VSF) – modalidade Individual.

Ela chegou pouco antes do Natal e participou de muitos encontros marcantes: um casamento, um culto de Natal, além de visitar três igrejas plantadas pela JMM em um país fechado. “Conhecer a cultura e um povo tão diferente do nosso, mas que é tão alegre em servir a Deus, foi realmente inspirador”, conta.

Além da oportunidade de vivenciar todas essas experiências de comunhão, ela pôde exercer sua profissão de forma intensiva. Na terceira semana, Débora já atendia uma média de 10 pacientes por dia no centro médico. Ela relatou que, a essa altura, já conseguia se comunicar melhor com seus pacientes no projeto. “Os desafios culturais são muitos, mas também tenho aprendido a depender do Senhor, porque Quem nos chamou para a obra também nos capacita e nos prepara.”

A troca e a convivência com os missionários de Missões Mundiais também marcaram sua jornada, ensinando-lhe muito sobre missão e vocação. Segundo Débora, para muitos, o chamado missionário se resume somente a pregações, entrega de folhetos etc. Mas, no dia a dia, ela percebeu que a realidade é bem diferente.

“Para muitos, o chamado missionário se resume somente às pregações, entrega de folhetos etc. Mas a realidade é que a vida do missionário transcultural é cheia de desafios grandes que não envolvem somente isso. É uma vida de total e completa dependência de Deus. E de um esvaziamento de si mesmo. Nesse tempo aqui, tenho entendido que precisamos cobrir mais nossos missionários de oração e que nossas ofertas estão sendo bem empregadas na obra.

Para você pregar para um povo transcultural, é necessário realmente adentrar em sua cultura e conhecer o povo — é isso que nossos missionários têm feito. Eles têm desenvolvido relacionamentos e, assim, têm testemunhado do Senhor.”

Foi nesse contexto de cuidado diário que a jovem voluntária compartilha também o testemunho marcante de uma paciente de 23 anos que atendeu no projeto na primeira semana. A paciente, Adassa*, chegou pedindo que ela arrancasse um dente da frente porque estava sentindo dor. Débora logo ficou angustiada, porque o caso não necessitava de uma medida tão drástica quanto a extração. O tratamento era mais simples. Apesar das barreiras de comunicação,

ela conseguiu explicar para a paciente e então começaram o tratamento.

A cada semana, Adassa voltava para o tratamento. Débora orava com ela ao final, apresentando-lhe o amor de Jesus. Em um dos atendimentos, ela se emocionou de gratidão e agradeceu por todo o cuidado que a Fábrica da Esperança tem tido com ela. Nas palavras da jovem voluntária, isso também é levar o amor e a compaixão de Jesus, por meio do cuidado com o próximo.

Com o passar do tempo, ela foi desenvolvendo um relacionamento com os pacientes, orando com cada um e compartilhando o Evangelho. Em seu coração, ela sabe que as sementes da Palavra do Senhor que foram plantadas jamais voltarão vazias.

Além do atendimento de saúde, Débora também teve a oportunidade de passar o dia em uma comunidade local. Ela entrou no transporte e, três horas depois, estava com a família missionária que lidera uma igreja evangélica e uma ação aos sábados com as crianças. Mais de 95 crianças se aproximaram correndo quando viram nossos missionários e Débora chegando.

Apesar de o local ser simples, o povo era extremamente acolhedor. Ela brincou, cantou e ensinou. As crianças aprenderam sobre escovação e depois receberam aplicação de flúor. Ao todo, foram entregues 155 escovas de dente, 75 pastas e fios dentais.

Toda a experiência com as pessoas e as crianças da vila a lembraram do relato bíblico de Paulo sobre os irmãos das igrejas da Macedônia: “Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam, e até além do que podiam. Por

iniciativa própria” (II Coríntios 8.3). Nessa interação, ela foi tocada pelo Espírito Santo com a certeza de que aquela vila era um terreno fértil para o Evangelho germinar e frutificar. O trabalho missionário ganhou ainda mais admiração de Débora, pela dedicação empenhada em espalhar as boas novas aos que ainda não conhecem Jesus.

“Ao fim do dia, embora muito cansada, só conseguia pensar no privilégio e na honra que é poder ver com meus próprios olhos e poder contribuir, mesmo com meu pouco, para a expansão do Reino em todo mundo.”

Débora já voltou ao Brasil e, depois dessa experiência, sabe que seu coração e sua vocação estão ainda mais alinhados com o Senhor. Para outros que têm o chamado e desejam participar de uma caravana do Voluntários Sem Fronteiras, ela diz que atender à vontade de Deus é, antes de tudo, uma questão de obediência.

“Se Deus tem colocado no seu coração o desejo de fazer parte e ter uma experiência missionária transcultural, obedeça ao chamado. Ele quer usar você, com os seus dons, talentos e habilidades. Coloque-os nas mãos do Senhor e seja usado por Ele. Os frutos virão!”

Esperamos que, assim como Débora, você se deixe ser usado(a) pelo Senhor. Coloque sua vida nas mãos d’Ele e espere.

Para participar do Programa Voluntários Sem Fronteiras (VSF), acesse missoesmundiais.com.br/va

Acompanhe-nos em nossas redes sociais: @voluntariossemfronteiras_ e @missoesmundiaisoficial n

Sítio do Sossego recebe mais uma edição do Acampamento Nacional de Verão dos ER

Esse acampamento marcou os 75 anos do Sítio do Sossego.

Lucas Mourão redator da revista O Embaixador Especial para o Departamento Nacional de Embaixadores do Rei

O Acampamento Nacional de Verão de Embaixadores do Rei no Sítio do Sossego (ANVER-SS) aconteceu ao longo do mês de janeiro de 2026. Foram quatro semanas de intensa comunhão, alegria e momentos marcantes, que, mais uma vez, fizeram parte do cotidiano do Sítio do Sossego no verão. Vidas foram transformadas, amizades foram fortalecidas e novas conexões foram criadas. O pastor Fernando Brandão, diretor-executivo da Convenção Batista Brasileira, esteve presente na segunda semana do acampamento, juntamente com o pastor Fabrício Freitas, diretor-executivo da Junta de Missões Nacionais, que pregou na manhã da decisão. Também marcaram presença missionários de Missões Mundiais e da Junta de Missões Nacionais, além de estande do Seminário do Sul, do Seminário do Norte e do Seminário Equatorial, para encorajar e orientar aqueles meninos que já se sentem vocacionados ao ministério. Com o tema FORJADOS e baseado na divisa de I Pedro 1.7, o Departamento Nacional de Embaixadores do Rei (DENAER), sob a coordenação do pastor Fabiano Lessa, promoveu quatro semanas de acampamento, reunindo representantes de cerca de 140 Igrejas e aproximadamente 1.400 acampantes. O evento contou com participantes dos

estados do Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Santa Catarina, Goiás, Ceará, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amapá, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Sul e Amazonas, além do Distrito Federal. Nos cultos realizados durante as manhãs da decisão, ao longo das quatro semanas, foram registradas mais de 700 decisões. Entre elas, houve chamados para o ministério pastoral e missionário, meninos reconhecendo publicamente a Jesus como único e suficiente Salvador, compromissos de viver uma vida cristã mais fiel e manifestações de interesse em se tornar líderes dos Embaixadores do Rei.

EMBAIXADAS CAMPEÃS

1ª SEMANA

PIB EM JARDIM MARILÉA (RJ)

Embaixada Pr. Francisco Gomes de Castro CAMPEÃ

2º LUGAR

Embaixada Diácono Orlando Soares da Silva

SIB Areia Branca, Belford Roxo - RJ

3º LUGAR

Embaixada Pr. Roque Monteiro de Andrade

PIB Madureira, Rio de Janeiro - RJ

4º LUGAR

Embaixada Guilherme Carey

IB em Parque Araruama - RJ

1ª SEMANA | 05 a 09 de janeiro de 2026

Diretores: Douglas Cordeiro (CB Fluminense) e Tiago Rocha (CB Carioca). Líder/Pastor da Semana: Pr. Paulo Barreto (CB Fluminense). 235 acampantes.

2ª SEMANA | 12 a 16 de janeiro de 2026

Diretores: Pr. Charles Gomes (CB Espírito Santo) e Fábio Machado Nascimento (CB Planalto Central). Líder/Pastor da Semana: Pr. Jhonathan Domingos (CB Espírito Santo). 344 acampantes.

5º LUGAR

Embaixada Pr. Guenther Carlos Krieger

IB do Flamboyant, Campos dos Goytacazes - RJ

2ª SEMANA

IB ATITUDE NOVA IGUAÇU (RJ)

Embaixada Russel Sheed CAMPEÃ

2º LUGAR

Embaixada Pr. Jessé Moreira

IB Central Taguatinga, Brasília - DF

3º LUGAR

Embaixada William de Souza

PIB Areia Branca, Belford Roxo - RJ

4º LUGAR

Embaixada Rubens Silva

IB Central em São João de Meriti - RJ

5º LUGAR

Embaixada Antônio Teixeira de Albuquerque

IB Aliança, Fortaleza - CE

3ª SEMANA

PIB EM CAMPO GRANDE (RJ)

Embaixada Pr. Zacarias Campelo CAMPEÃ

2º LUGAR

Embaixada CER Ely Ferreira Paiva

PIB Paciência, Rio de Janeiro - RJ

3º LUGAR

Embaixada Pr. Gessy Frutuoso

IB CEHAB, Itaperuna - RJ

4º LUGAR

Embaixada Pr. Joaquim José da Silva

PIB de Moça Bonita, Rio de Janeiro - RJ

5º LUGAR

Embaixada Pr. Josué Valandro de Oliveira

IB Atitude da Barra, Rio de Janeiro - RJ

4ª SEMANA

PIB NO BAIRRO DAS GRAÇAS (RJ) Embaixada CER Paulo Roberto Tederixe CAMPEÃ

2º LUGAR

Embaixada Pr. Berladin de Amorim Pimentel

PIB Alcântara, São Gonçalo - RJ

3º LUGAR

Embaixada Edrisio Celso de Araújo

PIB Cidade Beira Mar, Rio das Ostras - RJ

4º LUGAR

Embaixada Pr. Zacarias Campelo PIB Teresópolis - RJ

5º LUGAR

Embaixada Pr. Francisco Fulgêncio Soren PIB do Rio de Janeiro - RJ

3ª SEMANA | 19 a 23 de janeiro de 2026

Diretores: Tiago Rodrigues (CB Carioca) e Glauber Sabino da SIB Vieira Fazenda (CB Carioca). Líder/Pastor da Semana: Pr. Alex Santana (CB Fluminense). 419 acampantes.

4ª SEMANA | 26 a 30 de janeiro de 2026

Diretores: Luiz Felipe Faria (CB Fluminense) e Pr. Ezequiel Decothe (CB Fluminense). Líder/Pastor da Semana: Pr. Tony Zamba (CB Carioca). 409 acampantes.

FOTOS OFICIAIS DAS SEMANAS

NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

ASES

1ª SEMANA

Aquário - Claudio Caetano da Silva Junior SIB em Areia Branca, RJ

Arco-íris - Miguel Adriano Vanini Zuqui SIB em Itaperuna, RJ

Alvorada - Enzo Andrade Manso

IB Central de Iguaba Grande, RJ

Abilene I - Roger Paraiso IB Central de Iguaba Grande, RJ

Abilene II - Lucas Benevides Gama SIB de Itaperuna, RJ

Alto da Boa Vista - Enzo Gabriel R. Pereira PIB em Jardim Mariléa, RJ

Valentes - Pedro Mendes de Oliveira

IB Central de Iguaba Grande, RJ

EMBAIXADA DESTAQUE

Embaixada Pr Francisco Gomes de Castro

PIB em Jardim Mariléa, Rio das Ostras, RJ

ASES

ASES E EMBAIXADAS DESTAQUES

ASES

2ª SEMANA

Aquário - Lucas Lemes Torres PIB do Rio Verde, GO

Arco-íris - Matheus Chaves Yamamoto IB Central em Taguatinga, DF

Alvorada - Emanuel Gomes de Oliveira

IB Central em S. J. de Meriti, RJ

Abilene I - Gabriel Lucca Ruivo Rodrigues IB Atlântico

Abilene II - Marcos Moreira Melo PIB em Goiânia, GO

Alto da Boa Vista - Lucas Silva Moreno PIB em Senador Canedo, GO

Valentes - Thiago Vieira Ramos Alves PIB em Anápolis, GO

Valentes (Avançado)* Destaques Vitor Augusto Rosa Soares, GO Guilherme Guerra Gama Tinoco, DF

EMBAIXADA DESTAQUE

Embaixada Pastor Jessé Moreira Igreja Batista Central de Taguatinga, DF

3ª SEMANA

Aquário - Gabriel Oliveira Félix Santana

IB em Vila Juaniza, RJ

Arco-íris - Nicolas dos Santos F. Barboza

IB Atitude da Barra da Tijuca, RJ

Alvorada - Allan Raimundo Marinho

IB da Vitória, RJ

Abilene I - Miguel Alves de Souza PIB Nova Jerusalém, RJ

Abilene II - Daniel de Oliveira Martins

IB Vargem Pequena, RJ

Alto da Boa Vista - David Gabriel IB da Vitória, RJ

Valentes - *Não teve

EMBAIXADA DESTAQUE

Embaixada Pastor Josué Valandro

IB Atitude da Barra da Tijuca, RJ

FOTOGALERIA

ASES

4ª SEMANA

Aquário - William de França Melo PIB em Alcântara, RJ

Arco-íris - Calebe dos Santos José IB Cidade Beira Mar, RJ

Alvorada - Mateus Willian Sander Garcia PIB em Alcântara, RJ

Abilene I - Andrey Felisbino Zamba PIB da Coroba, RJ

Abilene II - José Guilherme de Mattos

Batista PIB do Rio de Janeiro, RJ

Alto da Boa Vista - Asafe Felisbino Zamba PIB da Coroba, RJ

Valentes - Weskley Venâncio da Silva Mata PIB em Rio Varzea, RJ

EMBAIXADA DESTAQUE

Embaixada CER Paulo Roberto Tederixe PIB no Bairro das Graças, RJ

Fotos de Lucas Tavares, Cleyton Nunes, Carla de Jesus, Francisco Medeiros, Mauricio Pingo, Robério Barros, Leonardo Oliveira e diversos colaboradores

1. ER vibrando no bandeirão na 2ª semana | 2. Pr Fabiano Lessa, coordenador nacional dos ER| 3. Pr Fabiano Lessa (DENAER), e equipe dos Seminários Batistas da CBB | 4. Teatro Bíblico na 1ª semana | 5. ER no culto da manhã da decisão na 2ª semana | 6. Pr Paulo Barreto durante 1ª semana.

1. ER visitando o Museu dos ER durante a 3ª semana | 2. Pr Fernando Brandão, diretor executivo da CBB | 3. Pr Fabrício Freitas da JMN | 4. Momento da foto oficial da 2ª semana | 5. Alto da Boa Vista| 6. Pr Fabrício Freitas (ao fundo) e Pr Lucas Mourão orando com ER na manhã da decisão

1. Núcleo do Abilene durante a 2ª Semana | 2. Medalhas oficiais do ANVERSS/2026 | 3. Portal do Sítio do Sossego durante 4ª semana | 4. Manhã da decisão na 2ª semana | 5 Momento de foto oficial da 3ª semana | 6. Acampantes em frente ao refeitório

Fé e Sinfonia: Salvador sedia o 42º Congresso da AMBB

Evento que uniu capacitação técnica, reflexão teológica e a renovação da liderança para o próximo biênio.

Samuel Barros, presidente da AMBB no biênio 2024-2026

A capital baiana, conhecida por sua musicalidade vibrante, tornou-se o epicentro da música sacra brasileira nos dias 20 e 21 de janeiro de 2026. A Igreja Batista da Graça, em Salvador - BA, abriu suas portas para o 42º Congresso da Associação dos Músicos Batistas Brasileiros (AMBB), um evento que uniu capacitação técnica, reflexão teológica e a renovação da liderança para o próximo biênio.

Inspiração e Palavra

Sob o tema da unidade e do serviço, o congresso contou com preleções marcantes. Samuel Vieira Barros, então presidente da AMBB, e o pastor Raphael Abdalla, da PIB em GuarapariES e presidente da Convenção Batista Brasileira, conduziram mensagens que desafiaram os músicos a enxergarem seu ministério além das partituras, fo cando na saúde espiritual e no com promisso com a Igreja local.

foi a diversidade de práticas coletivas e oficinas, que trouxeram nomes de peso do cenário nacional e internacional:

• Coro: sob a batuta de Nathan D’Avilla (EUA) e Karine Marques (ES)

• Orquestra: regida por Rodrigo Lara (PR)

• Banda: coordenada por Leo Gomes (ES)

As oficinas setoriais permitiram um aprofundamento técnico raro. O pastor Ragner Seifert (PR) abordou o “Pastoreio de Artistas”, enquanto Mariane Godoi (RJ) discutiu “Culto e Liturgia”. A área técnica foi suprida por Maristela Araújo (ES) e Vagner Araújo (RJ), tratando de técnica vovocal, respectivamen

te. Fechando o ciclo, Jorginho Araújo (EUA) trouxe insights modernos sobre “Produção Musical”.

Momentos de Celebração

A beleza estética do evento foi elevada pelas participações especiais. O projeto Canto e Harpa, com a soprano Maristela Araújo, a mezzo-soprano Andreia Souza e a harpista Glaucia Castilhos, emocionou os presentes. Já o Madrigal AMBB, sob regência de Urgel Rusi Lóta e acompanhamento da pianista Marília Cavallari, demonstrou o vigor da tradição coral Batista.

O louvor congregacional, coração de todo congresso da categoria, foi conduzido com maestria pela AMUBAB (Associação dos Músicos

Batistas da Bahia) e pela musicista Martha Keila Lorenzo Faria, garantindo que a assembleia participasse ativamente da adoração.

Nova Gestão: Biênio 2026-2028

Um dos momentos mais aguardados foi a Assembleia Geral para a eleição da nova diretoria. Com o compromisso de dar continuidade ao trabalho de expansão da associação, foram eleitos:

• Presidente: Ery Herdy Zanardi

• Vice-presidente: Paulo dos Santos Queiroz Junior

• 1º secretário: Éder Maurício Alves Campos

• 2ª secretária: Martha Keila Lorenzo Faria

O encerramento do 42º Congresso deixa um legado de renovação técnica e fôlego espiritual para os músicos que agora retornam às suas comunidades em todo o Brasil, prontos para “afinar” o serviço ao Reino.

AMBB - ASSOCIAÇÃO DOS MÚSICOS BATISTAS BRASILEIROS (21) 97169-4646 / ambbmusicosbatistas@gmail.com / @ambboficial n

Congresso da Associação dos Músicos Batistas brasileiros teve diversidade de práticas coletivas e oficinas
Samuel Barros, presidente da AMBB no último biênio Músicos foram desafiados a enxergarem seu ministério além das partituras
42° Congresso da Associação dos Músicos Batistas Brasileiros teve participações especiais e canto congregacional

É a vez das novas gerações

Na 105ª Assembleia da Convenção Batista Brasileira (CBB) terminada há alguns dias na cidade de SalvadorBA, a denominação foi presenteada com a eleição da sua diretoria com líderes amados e, entre eles, dois pastores jovens na composição da sua diretoria: pastor Raphael Abdalla como nosso presidente e pastor William Menezes como nosso segundo vice-presidente. E, mais ainda, na Ordem de Pastores com pastor Riedson Filho, pastor Diego Bravim e pastor Abraão Neto, ao lado de outros colegas também líderes.

Esse fato nos amplia em muito amplas oportunidades que a percepção das novas gerações pode nos trazer para ampliar e dinamizar ainda mais o cumprimento da missão da própria CBB que é “Viabilizar a cooperação entre as Igrejas Batistas no cumprimento de sua missão como comunidade local.”

Essa redação da missão da CBB é significativa e podemos destacar três palavras chaves: cooperação, igrejas batistas e missão da igreja.

No mundo contemporâneo o sentido da cooperatividade é fundamental diante do individualismo fomentado especialmente a partir do Iluminismo, movimento originado na Modernidade, que tem sido amplificado e potencializado na Pós-modernidade em que cada pessoa (indivíduo) passa a ser o legislador e juiz de suas decisões e atos. Nesse sentido o mundo acaba se resumindo na visão de mundo que cada pessoa-indivíduo possui. Isso afeta a compreensão do que seja a verdade factual, pois cada um decide o que bem entender. Então estamos em um mundo em que a verdade não é universal e baseada nos fatos e na realidade, mas na percepção e sentimento de cada pessoa. Assim um mundo em que as verdades são individuais, mas também plurais, pois cada um tem o direito de definir o certo e o errado ao seu modo.

Cooperar envolve abrir o espaço da geografia pessoal para participar com outros de um desafio comum. Então unir esforços, dialogar, atitude aprendente, respeito, escuta atenta mais do que ativa, generosidade, e tudo isso se resume apenas em uma palavra-chave que é amor.

Mas há um ponto a ser considerado que é a compreensão matricial

que temos da autonomia da igreja local, que tem sido possível notar, infelizmente, que tem sido aplicada ao ambiente pessoal e acaba potencializando o individualismo. Mas também no âmbito institucional, quando entidades e instituições no âmbito denominacional desejam ser autônomas e independentes e aí os esforços se fragmentam.

As outras palavras-chave que podem ser consideradas unidas: igreja e missão-da-igreja , como o foco ou destino de toda perspectiva e atividade convencional e denominacional. Novamente precisamos voltar nosso olhar para o mundo contemporâneo em que a compreensão do que seja igreja muitas vezes está bem distante do sentido sobre isso no Novo Testamento. E quando falamos em missão da igreja o campo da missiologia hoje nos ensina a importância de considerar que esse importante componente definidor do rumo da própria igreja precisa ser conectado em Deus e em sua missão ( missĭo Dei) em restaurar a criação e a criatura por meio de seu Filho Jesus Cristo (Efésios 1).

E, nesse ponto, precisamos relembrar o que o missiólogo Christopher Wright nos ensinou: “[…] não é tanto que Deus tenha uma missão para sua igreja no mundo, mas que Deus tenha uma igreja para sua missão no mundo. A missão não foi feita para a igreja; a igreja foi feita para a missão: a missão de Deus […] A missão surge do coração do próprio Deus e é transmitida de seu coração para o nosso. A missão é o alcance global de um povo global que pertence ao Deus global […] Como parte dessa missão divina, Deus chamou à existência um povo para participar com ele na realização dessa missão. Toda a nossa missão procede da prévia missão de Deus”.

Aos poucos aqui em nossa nação temos notado que essa visão, que tem sido conhecida como “visão missional”, tem aberto espaço para o aprofundamento da compreensão do que seja igreja e seu papel diante de todo propósito de Deus (Atos 20.27; cf. Efésios 1.9,10). E essa percepção amplia e também aprofunda até mesmo a visão missionária pois a estende a cada cristão, cada membro da igreja que tem diante de si ampliado o seu papel para além de alguém que apenas contribui financeiramente para a obra missionária, passando a ser NOS

OUTROS SEIS DIAS um enviado de Deus para ser uma testemunha viva de transformação na vida que a salvação lhe proporciona tornando-se a tradução, mas também a vitrine da realidade transformadora das Boas novas em sua vida e, como consequência, o agradável perfume do Evangelho (II Coríntios 2.15). Assim será possível ampliar a conquista de pessoas pelo Evangelho, por meio da ação missionária e por meio da ação de cada cristão no seu cotidiano.

E, dessa forma, a Igreja vai muito mais além de ser um ponto de encontro de final de semana, como nos lembra o missiólogo Michael Goheen “A igreja é um povo enviado ao mundo sete dias por semana como testemunhas do reino de Deus, em contraste com a igreja como um povo reunido um dia para adoração [e ocupação religiosa]”.

Há uma citação que tenho repetido em diversos artigos, também de um missiólogo, Ed Stetzer, quando nos ensinou que “se vivo uma vida missional, vivo uma vida moldada pela missão de Deus (missĭo Dei)”. Então é possível deduzir que, a partir de minha conversão, o meu projeto de vida, minha agenda e prioridades fazem parte agora do projeto da missão de Deus (missĭo Dei) e eu me entrego como sua ferramenta para que ele, em sua missão de restaurar toda criação e criatura, me tenha como seu instrumento. E, assim, cada cristão unido à sua igreja, com seus dons e talentos, passa a ser ferramenta de Deus 24/7/365 (tempo integral; Lucas 9.23). E aqui entra a Grande Comissão em que o discipulado (Mateus 28.18-20) é A estratégia de Jesus na transfusão de vida madura àqueles que se rendem aos pés do Mestre.

Todo esse desafio demonstra a necessidade de descobrir oportunidades para além de nossos espaços dominicais e institucionais, e aprendermos a desenhar o perfil da cultura contemporânea, descobrirmos os riscos que ela representa para a sadia vivência de nossa fé em um mundo secularizado e sem Deus e como plantar igrejas, fazer missões, ser profissional, estudante, manter nossos lares e formação de filhos, diante desse cenário insalubre para nossa fé, buscando viver os inegociáveis valores bíblicos.

Temos aprendido que novas gerações são mobilizadas por ideais, por causas que lhe encantem ao que se

entregam e dedicam suas energias e sabedoria vinda de Deus. Conseguem visualizar outras perspectivas de um enorme empreendimento tal como a Convenção e seus gigantescos desafios em cumprir sua missão.

Estando já há algum tempo na jornada denominacional, nosso principal papel nesse momento é ouvir nossas novas gerações, por meio do que é chamado de “escuta atenta”, descobrir realidades de mundo e espaços da vivência humana que poderemos não estar conseguindo enxergar com detalhes e como tudo isso é significativo para o cumprimento de nossa missão denominacional.

Novas gerações nos trazem alegria, nos trazem esperança de que novos ciclos podem e precisam ser fortalecidos em todas as nossas perspectivas de futuro dentro de um senso denominacional e institucional, proporcionando vida ininterrupta de nossa história.

Novas gerações nos ajudam a promover um processo de “revisão de vida e de futuro”, pois já precisam ir assumindo o comando e gestão de um futuro que já está aqui às portas de nosso presente.

Podemos estar seguros com propostas e projetos em andamento, podemos já ter bons resultados, e tudo isso é muito bom e precisamos juntos aprender a valorizar. E as novas gerações, sendo ouvidas, nos ajudarão a aprofundar os ideais que historicamente já temos nutrido ao longo de nossa jornada institucional e denominacional. As novas gerações poderão muito nos ensinar, abrir ainda mais nossa mente, promover ainda mais a dinamização de nosso atendimento às igrejas e ao reino de Deus no cumprimento do papel que Deus tem nos confiado.

Estejamos abertos às novas gerações, tenhamos ânimo e coragem em tê-las ao nosso lado. O diálogo regado com amor, carinho e comunhão vai também abrir espaço para que as novas gerações possam valorizar a nossa história institucional e denominacional construída até esse momento, para que possam também unir-se lado a lado conosco no cumprimento da nobre missão que como Convenção temos, amplificando ainda mais as bênçãos de nosso Deus para os batistas brasileiros.

Sejam bem-vindas novas gerações de líderes denominacionais. n

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