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OJB EDIÇÃO 27 - ANO 2022

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ANO CXXI EDIÇÃO 27 DOMINGO, 03.07.2022

R$ 3.60 ISSN 1679-0189 ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA

FUNDADO EM 1901

Convenção Batista Brasileira celebra 115 anos de organização

Num culto em parceria com a Junta de Missões Nacionais (JMN), a Convenção Batista Brasileira (CBB) celebrou o aniversário de 115 anos na capela do Seminário do Sul, que também teve transmissão ao vivo. Confira os destaques na página 9. Dicas da Igreja Legal

Notícias do Brasil Batista

Notícias do Brasil Batista

Notícias do Brasil Batista

Parte 10

Festa do Amor

Declaração Doutrinária

Esperança Rio

“Dicas da Igreja Legal” traz último texto sobre atualização do Estatuto

Lar Batista reabre para público Batista após dois anos

Comissão prepara revisão final da Declaração Doutrinária da CBB

Franklin Graham prega para mais de 68 mil pessoas em Copacabana

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REFLEXÃO

O JORNAL BATISTA Domingo, 03/07/22

EDITORIAL

Celebrando os 115 anos dos Batistas brasileiros Datas importantes merecem e devem ser destacadas e comemoradas. Uma aprovação no vestibular, um casamento, a cura de uma doença, entre tantas outras coisas que acontecem em nossa vida. E não é diferente na história dos Batistas brasileiros. Podemos dizer que a semana de 22 a 27 de junho de 1907 é a mais importante da nossa história. Já existíamos como Batistas no Brasil, tínhamos Igrejas, mas é quando

foi formalizada a nossa Convenção e Juntas Missionárias. E um ano depois, 1908, no mesmo período, tivemos a criação da União Feminina Missionária Batista do Brasil (UFMBB). Para marcar esta data, a UFMBB realizou uma série de lives em seu Instagram, no dia 23 de junho; a JMM comemorou no dia 25, durante a 83ª Assembleia da Convenção Batista Norte Rio-Grandense, e a CBB e a JMN

realizaram um culto em parceria, que é o destaque de capa desta edição. Preparamos uma matéria sobre este culto especial e, com certeza, teremos a repercussão dos trabalhos de UFMBB e JMN nas próximas edições. Falando em história temos uma nota sobre o trabalho da Comissão de Revisão da Declaração Doutrinária, que está em fase final, e certamente é um tempo que ficará marcado na

história de nossa Denominação; está na página 12. E, na página 13, uma matéria sobre o projeto Esperança Rio, da Associação Evangelística Billy Graham, quando nosso Departamento de Comunicação teve a oportunidade de participar de entrevista coletiva com Franklin Graham. Certamente, uma edição histórica. Boa leitura! Que Deus te abençoe! n

( ) Impresso - 160,00 ( ) Digital - 80,00

O JORNAL BATISTA Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901

SECRETÁRIO DE REDAÇÃO Estevão Júlio Cesario Roza (Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ) CONSELHO EDITORIAL Francisco Bonato Pereira; Guilherme Gimenez; Othon Ávila; Sandra Natividade

INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189 PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB

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FUNDADOR W.E. Entzminger PRESIDENTE Hilquias da Anunciação Paim DIRETOR GERAL Sócrates Oliveira de Souza

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Fax: (21) 2157-5560 Site: www.convencaobatista.com.br A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação Batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal. DIRETORES HISTÓRICOS W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940);

Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas IMPRESSÃO: Editora Esquema Ltda A TRIBUNA


REFLEXÃO

O JORNAL BATISTA Domingo, 03/07/22

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DICAS DA IGREJA LEGAL

Por que o Estatuto da sua Igreja precisa ser atualizado (Parte 10)

Jonatas Nascimento No artigo anterior falei sobre as implicações da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em espaços eclesiásticos. Até sugeri e abaixo repito a transcrição de um texto para as Igrejas usarem em suas dependências e também em suas mídias: “Em observância à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), informamos que esta igreja utiliza mídias sociais para transmissão de seus cultos. Portanto, ao entrar neste recinto fica caracterizado o consentimento tácito para eventual uso da imagem do fiel ou do visitante” (Lei nº 13.709, de 18 de setembro de 2020). Abro aspas: Em se tratando de menores, os cuidados devem ser redobrados. Fecho aspas. Na ocasião prometi fechar esta série de artigos falando de outros diplomas legais que afetam frontalmente os chamados templos de qualquer culto,

mas muitas vezes passam despercebidos. Refiro-me ao Estatuto da Criança e do Adolescente, ao Estatuto do Idoso, ao Estatuto da Cidade e à lei que disciplina direitos autorais. Idosos: os templos de qualquer culto precisam atentar para as necessidades próprias dos fiéis idosos, tais como acessibilidade às suas dependências como rampas e corrimões, banheiros adaptados, enfermeiros de plantão, material de primeiros socorros e até mesmo veículos para eventuais necessidades de locomoção a um pronto socorro. Crianças e Adolescentes: igualmente, as Igrejas precisam garantir o bem-estar das crianças e adolescentes que frequentam seus espaços, preservando-lhes seus direitos e garantindo-lhes segurança contra eventuais constrangimentos ou mesmo bullying. Estatuto da Cidade: trata-se de uma lei de 2001 que prevê consulta prévia à comunidade para saber se ela deseja ou não a edificação de templos em

suas dimensões. É mister que se faça o Estudo de Impacto de Vizinhança previsto nesse diploma. Conheço aqui no Rio de Janeiro um líder religioso que é muito hostilizado por haver construído um grande templo num determinado bairro, atraindo gente de todos os cantos e com isso provocando muitas aglomerações, veículos estacionados de forma irregular e muito barulho. Direitos Autorais: As Igrejas podem até não saber, mas o jargão de cunho jurídico é mais que perfeito: “O Direito (ou a lei) não protege aos que dormem”. Diferente da Bíblia Sagrada que diz que houve um tempo em que “Deus não levou em conta o tempo da ignorância” (Atos 17.30). Estou me referindo a uma das leis mais ignoradas pelas Igrejas, a saber: a lei de direitos autorais. As músicas que não caíram no domínio público só devem ser executadas quando autorizadas pelo ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição). Outrora, quando inexistiam as mí-

dias sociais, o agente do ECAD eventualmente teria que sair de Igreja em Igreja para fiscalizar eventuais infrações à lei de direitos autorais. Atualmente, com a gama de recursos que até mesmo as mais modestas e distantes Igrejas dispõem, ficou fácil a fiscalização e aplicação de multas. Temos sabido de casos em que a transmissão é “derrubada” exatamente no momento em que determinada música está sendo executada sem a devida licença. As Igrejas devem, portanto, contratar os serviços de um profissional para habilitarem-se perante o mencionado órgão fiscalizador, dando “a Cesar o que é de Cesar”, como bem nos ensina o Mestre Jesus, a quem seguimos e pregamos. n Empresário contábil, diácono Batista e autor da obra “Cartilha da Igreja Legal” E-mail: jonatasnascimento@hotmail.com WhatsApp: (21) 99247-1227

Cooperação Carlos Novaes

pastor da Igreja Batista em Barão da Taquara - RJ

Na narrativa de Lucas 5 - em que Jesus Se apresenta aos discípulos pescadores e faz com que as redes fiquem cheias de peixes, a ponto de quase arrebentarem - Pedro e seus sócios convocam os demais a puxarem as redes juntos: “fizeram sinais aos ocupantes do outro barco para que também viessem ajudá-los” (Lucas 5.7). Duas ações foram fundamentais neste episódio para que o desfecho fosse bem-sucedido. Em primeiro lugar, lançaram as redes. Não há colheita sem semeadura. E não há recompensa sem o esforço necessário, sem a iniciativa indispensável para que as ações se

realizem. Tal qual se deu no casamento de Caná, registrado em João 2.1-11, quando precisaram trazer as talhas e enchê-las de água a fim de que Cristo operasse Seu milagre, também os pescadores tiveram de lançar as redes para, depois, puxá-las com os peixes. Mesmo para a ação divina há o pressuposto da ação humana. O milagre ocorre, mas após a devida participação dos personagens da narrativa. Foi exatamente o que aconteceu por ocasião da cura do paralítico em Marcos 2: seus amigos o trouxeram na maca, subiram ao telhado, desceram-no até a sala em que Jesus estava e só depois ao paralítico foi dada a graça de voltar a se locomover. Portanto, os bons resultados exigem e requerem iniciativa, esforço, empenho e dedicação.

A outra ação foi a cooperação entre os pescadores para que as redes não rompessem. Puxaram juntos as redes. Ali, não havia lugar para egoísmos, interesses individuais, estrelismos e exibicionismos personalistas. Ou puxavam as redes juntos, ou não sobrariam peixes para serem vendidos, e todos sairiam no prejuízo. É indispensável que a obra do Senhor e por extensão a obra denominacional Batista, seja realizada com espírito cooperativo. Convém que cultivemos cada vez mais o interesse no serviço compartilhado, em que carregamos as cargas uns dos outros, em que dividimos os fardos e as responsabilidades, para que juntos, e somados, também desfrutemos dos resultados.

A obra do Senhor é de participação coletiva. Da mesma forma como a oração ensinada por Jesus é coletiva (o Pai é nosso) e a mesa da Ceia é coletiva (comemos e bebemos juntos), o serviço ao Reino também é realizado de modo comunitário, interligado e, portanto, cooperativo. Não se trata apenas de uma tradição dos princípios originais Batistas - e o princípio da cooperação convive, harmoniosamente, com o princípio da autonomia das Igrejas locais - mas é, de maneira especial, uma condição da própria natureza da Igreja (que é, em si, condição comunitária) e da denominação (outra notória condição comunitária). Lancemos juntos, pois, as redes. E as recolhamos juntos. n


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REFLEXÃO

O JORNAL BATISTA Domingo, 03/07/22

Minha Igreja não respondeu aos desafios. Será que sou culpado? Edna Paz

coordenadora de Mobilização da Junta de Missões Nacionais em São Paulo

Ao recebermos o desafio de mobilizar pessoas precisamos entender que necessitaremos de inspiração, coragem e força. Isso só acontecerá se usufruirmos do privilégio de poder nos colocar na presença do trono de Deus. Diante dele, em oração e meditação em sua Palavra, a sabedoria transformadora da Bíblia se concretiza em novas atitudes a cada dia. E agora? O que fazer? Em suas mãos foi colocada a responsabilidade de motivar pessoas a amar aquilo que ama: Missões. Lembra? Parecia fácil no começo… Motivação é uma chama interna, um processo do próprio ser. Cada indivíduo vai sentir–se motivado de uma maneira. E, se você é como eu, às vezes você se ouve dizendo: “Quando tal coisa acontecer, então eu…, e se tal pessoa fizesse isto, então eu faria aquilo…, ou eu ficaria feliz se…ou ficaria satisfeito quando… Então começo a sonhar, mas… Na vida, algumas vezes parece que estamos andando em círculos. Nos sentimos perdidos e queremos perguntar a Deus: Já chegamos? Quanto ainda falta? Os objetivos e “alvos” parecem difíceis demais para se alcançar, não conseguimos mensurar os resultados. O sentimento de culpa chega de forma

sorrateira e mina o seu coração e a sua percepção da realidade. Em momentos como estes, é de grande ajuda lembrar que para Deus é importante a jornada, não apenas o destino. Chamado por Deus? Será? Sentimentos de dúvida, fracasso e desânimo parecem te dominar. Então, decide olhar ao seu redor e buscar um culpado. Apesar de tudo, você escolhe assumir sozinho aquilo que chama de “culpa”. Nesta vida, é muito fácil nos desmotivarmos e perdermos o foco. Somos fracos e se não estivermos firmes na Rocha, podemos ficar paralisados. Quando desviamos a vista do nosso Salvador e olhamos para nós mesmos, vemos os nossos defeitos e fraquejamos. Mas se fixarmos os nossos olhos em Cristo, temos motivação para cumprirmos o nosso chamado. “Tudo posso naquele que me fortalece”. Sim, Deus usa pessoas comuns para executar seu plano extraordinário! Deus vê nossa fidelidade nas coisas que fazemos. Embora achemos que nossas obras, grandes ou pequenas, às vezes passem despercebidas, são observadas por um Deus que se importa. Qualquer que seja nossa tarefa hoje, vamos fazê-la em nome de Jesus. Confia os teus cuidados ao Senhor, e Ele te sustentará (Salmos 55.22). Quando entregamos nossos fardos ao cuidado do Senhor, Ele nos mostrará o

Olavo Feijó

pastor & professor de Psicologia

Como para o Senhor “Servindo de boa vontade como lho é realizado. Quando trabalhamos ao Senhor, e não como aos homens” de má vontade, nós o fazemos como (Ef 6.7). se fosse um castigo. Já trabalhar de boa vontade produz bem-estar e reEscrevendo aos cristãos da Igreja sultados de boa qualidade. Foi baseaem Éfeso, Paulo nos ensina sobre a do neste princípio que o apóstolo despostura que devemos ter quando tra- creveu a atitude que cristãos devem balhamos no Reino: “Trabalhem com assumir quando envolvidos na obra prazer, como se vocês estivessem do Reino de Deus: “Isso quer dizer que trabalhando para o Senhor e não para ninguém pode ficar orgulhoso, pois pessoas. Lembrem que cada pessoa, sabe que está sendo visto por Deus…” seja escrava ou livre, será recompenPortanto, como as Escrituras Sasada pelo Senhor de acordo com o gradas dizem - “Quem quiser se orguque fizer” (Ef 6.7). lhar, que se orgulhe de Me conhecer e Aquele que trabalha sempre o faz de Me entender - porque Eu, o Senhor, em função de objetivos, tanto seus, sou Deus de amor e faço o que é justo quanto daqueles para quem o traba- e direito no mundo” (Jr 9.24).

que precisamos fazer, e o que somente Ele pode fazer. Quando esperamos por algum benefício ou um “resultado” futuro, esquecemos que todo o dia - independente das circunstâncias - é um presente de Deus para ser usado para sua glória. É muito importante se lembrar de que a motivação é algo que acontece dentro do indivíduo. É o processo responsável pela intensidade, pela direção e pela persistência dos esforços de uma pessoa para alcançar determinada meta. Portanto, não desista daqueles que caminham ao seu lado, que aprendem

com você. Seja persistente, seja resiliente! Não desista! Estamos onde precisamos estar e aprendemos o que precisamos aprender. Permaneça na rota, pois aquilo que vivenciamos hoje nos levará onde Ele precisa que estejamos amanhã. Repita comigo: Sei que consigo! Pelo poder de Deus, podemos fazer tudo o que Ele nos pedir por meio dele. Podemos alicerçar nossa confiança não em nossa habilidade, mas sim nas absolutas promessas de Deus. Promotor, sua Igreja precisa de você! n

Uma pedagogia do número três Oswaldo Mancebo Reis

pastor, colaborador de OJB

A pedagogia não se limita apenas a questões da educação. Aplica-se a qualquer tema para lições práticas. O número 3 é um bom exemplo. Três são os tempos da vida: passado, presente e futuro. Vivemos das memórias do passado, das realidades do presente e dos sonhos do futuro. Isso, porém, só tem sentido prático se aprendermos as lições do passado, para corrigir os erros do presente, a

fim de construir um futuro melhor. O passado e o futuro estão presentes no presente. Ao mesmo tempo em que o presente é a colheita do passado, é também a sementeira do futuro. Daí o valor de contínua autoavaliação. Três são as virtudes que permanecem. Alvin Toffler, em “O choque do futuro”, diz que somos testemunhas da morte mais estranha de que já se ouviu falar: morte da permanência. Mas o único registro confiável está em I Coríntios 13.13: “Há três virtudes que permanecem: a fé, a esperança e o amor”.

O que determina a permanência da fé é a permanente determinação de crer; o que determina a permanência da esperança é a permanente determinação de esperar; o que determina a permanência do amor é a permanente determinação de amar. Três virtudes que nos colocam em três direções corretas. A fé nos coloca na direção correta com Deus: “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11.6). A esperança nos coloca na direção correta com o futuro: “Este é o segredo: Cristo no coração

de vocês é a sua única esperança de um futuro de glória” (Colossenses 1.27). O amor nos coloca na direção correta com o próximo: “Ame os outros, como você ama a você mesmo” (Marcos 12.31). Fé, esperança e amor: a fé espera o máximo, a esperança crê no máximo e o amor realiza o máximo. As três virtudes máximas, que expressam em grau máximo a experiência máxima, porque só há felicidade onde haja essas três virtudes centradas em Jesus, como Senhor e Salvador. n


REFLEXÃO

O JORNAL BATISTA Domingo, 03/07/22

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Conectando vida nova: a prisão não é o fim Wagner Rosa

missionário da Convenção Batista do Estado do Espírito Santo

“Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo” (Hb 13.3). De fato, a prisão não é o fim para os internos que são lembrados e evangelizados. A iniciativa de cumprir realmente o “Ide” de Jesus tem feito toda a diferença nos campos missionários capixabas, mesmo diante de todos os obstáculos ainda impostos pela pandemia. Destacamos o Projeto Capelania Prisional, na cidade de Cachoeiro de Itapemirim (Sul do Espírito Santo), parceria da Primeira Igreja Batista de Cachoeiro

com a Convenção Batista do Estado do Espírito Santo (CBEES). “Deus repetidamente abriu a porta do Evangelho para as pessoas mais improváveis”, e com menos de um ano de trabalho junto aos presídios masculino e feminino, estamos levando “Nova Vida” através do nosso missionário Wagner Rosa, com a sua equipe de voluntários. Chegamos à marca histórica de 150 batismos de internos e internas nos meses de novembro e dezembro de 2021, que foram discipulados e acompanhados através do material maturidade Cristã. A direção dos complexos dos presídios feminino e masculino tem vibrado com a transformação de vidas dos internos através da ação poderosa de Deus naquele local. E, pela primeira vez, a Secretaria de

Justiça do Espírito Santo (SEJUS), nos permitiu a realização de tantos batismos em um único ano, onde o máximo permitido é de 30 internos por ano. A Deus toda honra e glória! Estamos avançando para a glória de Deus, no acompanhamento e discipulado dos internos, seus familiares, agentes penitenciários e projetos de ressocialização dentro dos presídios. Em 2022, nosso projeto de capelania já tem programado batismos para os meses de março, junho, novembro e dezembro nas unidades masculina e feminina. Arrecadamos também livros de conteúdo cristão para biblioteca das unidades do Complexo Penitenciário Feminino de Cachoeiro de Itapemirim. Foram 210 livros, sendo 80 devocionais e 50 de estudos do Evangelho de

Marcos. No Complexo Penitenciário masculino de Cachoeiro de Itapemirim angariamos 140 livros, 150 revistas de estudo bíblico e 50 livros de estudo do Evangelho de Marcos Estamos realizando em 2022 cursos de discipulados e no final do ano todos os participantes obterão um certificado de conclusão do curso, bem como os cultos que semanalmente são realizados nas Alas A, B, C e nas celas. Conectados a Deus e certos de suas orações, juntos podemos celebrar os frutos deste projeto dos Batistas capixabas. Gratidão a Deus pela vida de denominação, PIB de Cachoeiro de Itapemirim, Diretoria da CBEES e todos os cooperadores junto ao Ministério de Evangelização e Missões (MEVAM). n

Testemunho do promotor de Missões Sandra Regina

promotora de Missões da Primeira Igreja Batista em Jardim Maranguape - PE

Muitas vezes nos negamos a fazer o que Deus manda por nos sentirmos incapazes, foi assim que me senti ao ser convidada para exercer a promotoria de missões, mas Deus é Deus e logo fui confrontada por Sua Palavra através da divisa de Missões Mundiais, que se encontra em II Timóteo 1.7, que diz: “Pois Deus não nos deu Espírito de covardia, mas de poder, de amor e de equilíbrio”. E foi assim que aceitei o desafio que, na verdade, é um privilégio, ser útil na grande obra redentora do Senhor! Deus é Soberano, onisciente, conhecedor de todas as coisas, sabe o

momento certo de nos convocar para o engrandecimento do Seu nome e também sabe das nossas limitações e falhas. Por isso, em meio a um cenário totalmente adverso, onde o mundo enfrentava e ainda enfrenta o auge de uma pandemia, o Senhor sabia que eu, com minhas limitações de falar em público, poderia desenvolver um bom trabalho como promotora, usando os meios virtuais através da Internet, e mesmo sem conhecer bem esses meios, mas Ele proporcionou os recursos e estratégias necessárias. E foi valiosa demais a experiência vivida logo depois com a campanha de Missões Estaduais, em que os idealizadores foram inspirados por Deus, e o tema proposto foi o mais adequa-

do para aqueles momentos nos quais precisaríamos não somente falar, mas viver e encher nossos corações de compaixão pelas almas sedentas por Jesus. Foi realmente um privilégio sem igual fazer parte desse time como promotora de missões. “Compaixão, eu tenho!” “Ao ver as multidões, teve compaixão delas, porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor” (Mt 9.36). Deus fez tudo! Porque a obra é dEle. Em momento nenhum nos deixa só, a começar pelo apoio que temos por parte das Juntas de Missões seja mundial, estadual ou nacional, sempre com o suporte necessário, materiais riquíssimos disponíveis para nosso uso nas campanhas. Então, gostaria de incentivar

você, que acha que não consegue ser mais participante na Grande Comissão: ser promotor não é um cargo, é um chamado e o Senhor convida a todos para essa missão; ser promotor vai além de alcançar alvo financeiro, é mobilizar, orar e fazer toda Igreja se engajar no propósito e sentido de ser cristão, crescer como discípulos e disseminadores do Evangelho de Jesus Cristo. Por isso, avante, Igreja, todos podem ser promotores, porque não é por nós, é dom de Deus e Ele nos convida! Diga sim e seja um promotor segundo o coração de Deus para Sua glória. E saiba, uma vez promotor sempre promotor; é um caminho sem volta, porque grande é a satisfação. Quem ganha somos nós! n


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REFLEXÃO

O JORNAL BATISTA Domingo, 03/07/22 VIDA EM FAMÍLIA

Os segredos das famílias eficazes - II No artigo anterior, apropriando-se da ideia de Stephen Covey, sobre os “Sete hábitos das famílias muito eficazes”, abordado a importância da proatividade. Ser proativo, como escrevemos, é agir com base em princípios e valores, em vez de reagir guiado pelas emoções ou circunstâncias. O segundo hábito é começar com o objetivo na mente. Para Covey, começar com o objetivo na mente consiste em cultivar uma missão, uma visão clara e impulsionadora para você e sua família. Muitas empresas já descobriram o valor da formulação de uma declaração de missão. Ela faz lembrar sempre onde queremos, como família, desejamos chegar. Um avião, quando decola em qualquer aeroporto do mundo, seus pilotos sabem exatamente onde querem chegar e já, de antemão, traçaram a rota. Escrever a missão da família é como ter uma bússola sempre à mão.

Uma declaração de missão será valiosa, especialmente nos momentos de dúvida, de conflitos e incertezas. Como afirmamos, a mesma servirá como uma bússola para apontar o caminho a seguir em tempos incertos. Olhando para a Bíblia podemos deduzir que a missão de Josué não era, em primeiro lugar, levar o povo à terra prometida, mas que sua casa servisse ao Senhor (Josué 24.15). Uma declaração sempre lembrará aos membros da família que existe um alvo, uma meta, um aeroporto de chegada. Lembrará que tudo o que é feito na família, há um alvo maior. Para ilustrar essa ideia, lembramos da história dos três pedreiros. Cada um deles estava fazendo algo diferente na obra. Uma pessoa passou e perguntou ao primeiro: O que você está fazendo? Ao que ele respondeu: Estou virando a massa. O segundo pedreiro respondeu:

Eu estou assentando os tijolos. Mas o terceiro responde: Eu estou construindo uma catedral. O terceiro pedreiro tinha uma visão mais nobre de sua missão. Quando se tem, por escrito, uma declaração de missão, todos sabem que tipo de família querem ser, deseja ser lembrada e tudo o que faz, em família, tem esse objetivo. Uma declaração de missão deve ser sintética, motivadora, iniciada com um ou dois verbos de ação, no máximo. Todos os membros da família devem participar de sua elaboração e a redação final deve agradar a todos. Não caia no erro de escrever uma declaração e comunicar à sua família. A elaboração, como já afirmamos, deve ser de todos. Exemplos de declaração de missão familiar: “Missão da nossa família: Amar, ajudar um ao outro, acreditar no outro. Amar a Deus juntos, para sempre”. Outro

exemplo: “Criar, por meio de relacionamentos saudáveis, um ambiente familiar que testemunhe de Cristo e seja um lar admirado por todos”. Após a redação final da declaração de missão, a mesma poderá emoldurada e colocada num lugar visível a todos. Covey afirma que a declaração de missão familiar se torna literalmente o DNA da vida em família. Novamente olhando para a Bíblia, Deus escreveu uma missão para família de Abraão. Está registrada em Gênesis (12.1,2). A missão dada por Deus à família de Abraão é para que fosse uma bênção. Que também deve a missão de cada família cristã nos dias de hoje. n Por: Gilson Bifano Palestrante e escritor na área de família e casamento. Siga-o no Instagram: @gilsonbifano

Conselhos sábios (Salmos 4.4-5) José Manuel Monteiro Jr. pastor, colaborador de OJB

O rei Davi, segundo as Escrituras, foi considerado o homem segundo o coração de Deus. O que foi determinante para que ele tivesse sobre si essa alcunha? A maneira pelo qual ele se relacionava com Deus. Por conhecer ao Senhor e manter uma relação de intimidade com Ele, Davi tornou-se um homem capaz de falar aos homens porque primeiro falava com o Pai celestial. O pano de fundo do Salmo 4 é o mesmo do Salmo 3. Davi escreve esses salmos em decorrência da rebelião de Absalão, que tinha em mente tirar seu pai do trono. Quando Davi toma ciência de que seu filho já tinha cooptado o coração do povo e aliciado o exército para removê-lo de seu posto, Davi foge as pressas para não ser morto por seu filho (II Samuel 15.30-31). Nos versos iniciais do Salmo 4, o salmista expressa toda sua confiança em Deus, e nos versos 4 e 5 temos

conselhos práticos que o monarca dá a seus interlocutores. São conselhos preciosos, conselhos sábios, que se colocados em prática por nós abençoarão muito a nossa vida. Vamos elencar aqui que conselhos são esses. Em primeiro lugar, tenha domínio próprio (Salmos 4.4). A ira é um gigante que atormenta a alma de todos. Nem mesmo os cristãos escapam dos ataques de ira. O rei Davi faz um apelo a sensatez e ao autocontrole. Antes de agir inflamado pela ira, o correto é pensar, sossegar e agir adequadamente. A ira pecaminosa produz palavras e atos pecaminosos e até mesmo homicídio. O apóstolo Paulo cita este verso do livro de Salmos em (Efésios 4.26). Hernandes Dias Lopes diz: “As palavras do iracundo são flechas incendiárias e dardos inflamados. Aonde chega, transtorna o ambiente e machuca as pessoas. Suas palavras não são medicina que cura, mas veneno que intoxica e mata”. Em segundo lugar, examine a si mesmo (Salmos 4.4). Que belo conselho de

Davi: “consultai no travesseiro o coração”. Por vezes nos inflamamos e condenamos com muita rapidez o pecado alheio e nos esquecemos de olhar para nós e reconhecer nossas falhas e erros. O próprio Davi havia feito isso (II Samuel 12.1-7). Vemos aqui em Davi a máscara da hipocrisia. Ele conseguiu enxergar a gravidade do pecado do outro, mas não via os seus. Assim é a vida daquele que afivela em seu rosto a máscara da hipocrisia. Ele enxerga o cisco no olho do próximo e não vê a trave que está em seus olhos. O filósofo Sócrates certa feita disse: “A vida não examinada não vale a pena ser vivida”. Em terceiro lugar, cultue a Deus (Salmos 4.5). Davi é um grande líder político e militar, mas também um pastor para seu povo. Ele conclama o povo a adoração. Ele pede que eles não deixem de prestar culto ao Senhor, que é digno de honra, glória e louvor. É necessário que resgatemos a concepção de o culto que prestamos é para Ele e não para homem. A ideia é que eles

deveriam oferecer sacrifícios apropriados como expiação de seus pecados. O teólogo Adam Clark diz: “Nenhum sacrifício, nenhuma realização de dever religioso, valerá coisa alguma para homem algum, se seu coração não estiver correto com Deus”. Em último lugar, confie em Deus (Salmos 4.5). Vemos aqui um contraste interessante entre Davi e seu filho Absalão. Este confiava no exército que estava com ele na luta contra seu pai. Davi, por sua vez, pede ao povo que confie no Senhor. Confiar em Deus é uma das maiores necessidades do ser humano nos dias de hoje. O motivo mais eloquente para confiarmos nEle é o fato de Ele ser digno de confiança. Davi, em tempos de crise, depositava sua confiança no Senhor. O pastor Marcelo Coelho diz: “Para confiar em Deus em tempos de crise – lembre-se que o seu socorro está Nele. Lembre-se que Ele é soberano sobre todas as coisas. Lembre-se que Ele sempre está perto. Lembre-se que Ele é o seu protetor”. n


MISSÕES NACIONAIS

O JORNAL BATISTA Domingo, 03/07/22

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115 anos anunciando que só Jesus Cristo salva

Eurico Nelson na Amazônia, em 1891

Redação de Missões Nacionais No dia 25 de junho, Missões Nacionais completou 115 anos de história norteados por um objetivo: alcançar a todos com o Evangelho de Cristo Jesus! Por isso, ao longo desse mês, relembramos em nossas redes sociais diversas atuações missionárias em anos anteriores. Vimos fotos antigas e fotos recentes, que mostram como o Senhor tem derramado inúmeras bênçãos em nosso meio. Olhar para a trajetória da obra missionária nos enche de alegria, pois temos avançado na proclamação da

Missionária Gecilda na Escola Batista de Itacajá - TO, em 1983

mensagem da salvação pelo Brasil. Em 2021, celebramos a grande conquista de um sonho missionário: a Carreta do Sertão, que desde então tem levado ações de compaixão e graça para os sertanejos. Muito antes disso, essa região brasileira já era uma preocupação de Missões Nacionais e, por volta de 1975, por exemplo, a missionária Lúcia Margarida, junto a outros missionários, usava um jipe para levar a Palavra que transforma e liberta pelo Nordeste do Brasil. Na região Amazônica, se hoje nós temos o Barco Missionário, que leva a esperança pelas comunidades da

Lúcia Margarida usava um jipe para pregar o Evangelho, em 1975

Amazônia, foi porque em 1891 o jovem Eurico Nelson chegou ao Brasil com um desejo enorme de alcançar o povo ribeirinho com o Evangelho de Cristo. O Apóstolo da Amazônia iniciou o trabalho e hoje nós continuamos a escrever essa história! Sobre o trabalho com as novas gerações, por meio da Capelania Escolar, do Viver Escola e do Colégio Batista Carolina, temos visto o quanto as crianças e os adolescentes de todo o Brasil têm sido impactados pela ação de pessoas capacitadas, que levam o Reino de Deus até o ambiente escolar. Desde 1983, como mostra o registro histórico

da missionária Gecilda, que atuou na Escola Batista de Itacajá-TO, sonhamos e trabalhamos para que as instituições de ensino sejam um ambiente seguro e saudável de aprendizado para nossas crianças. Participar da obra missionária é testemunhar todos os dias o agir de Deus nesta terra. Louvamos ao Senhor por todos os que já passaram pelos campos missionários e plantaram sementes para que possamos colher frutos hoje. São 115 anos de uma história escrita por muitas mãos, anunciando que só Jesus Cristo salva! Vamos avançar! n


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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

O JORNAL BATISTA Domingo, 03/07/22

Associação Centro das Igrejas Batistas do MS celebra 60 anos de um passado glorioso Pr. Hilquias Paim, presidente da CBB, participou da celebração.

Emiliany Silva do Nascimento Dias

segunda secretária da Associação Centro das Igrejas Batistas do Mato Grosso do Sul

No último dia 26 de maio, a Associação Centro das Igrejas Batistas do Mato Grosso do Sul (Acibams) comemorou 60 anos de um passado glorioso, com 82 Igrejas e 12 missões servindo ao Senhor e levando a palavra dele àqueles que buscam a transformação por meio de Cristo. O dia foi marcado por muitas homenagens. Logo pela manhã, a Diretoria da Acibams, com o pastor Hilquias Paim, presidente da Convenção Batista Brasileira (CBB), estiveram na Câmara dos Vereadores e foram recebidos com palavras de gratidão por todos os vereadores ali presentes. A Câmara Municipal reconheceu que a Associação tem um diferencial por servir e contribuir com a nossa cidade, através de projetos oferecidos pelas Igrejas Batistas e pela própria Acibams, como as Capelanias Escolar, Hospitalar e Prisional. Após esse encontro, a Diretoria esteve na Prefeitura de Campo Grande-MS, onde teve um momento de conversa e oração por nossa Capital e pela prefeita, Adriane Lopes, dirigida pelo presidente da CBB. A celebração continuou com um encontro de pastores na Segunda Igreja Batista de Campo Grande-MS, em que o Presidente da CBB levou uma palavra sobre a importância da firmeza do cará-

História do trabalho da Associação foi celebrada durante todo o evento ter pastoral, a fim de serem irrepreensíveis, sempre com cuidado e amor, não nos esquecendo de que estamos em constante transformação na sociedade e na tecnologia e devemos unir as gerações com um propósito de proclamar o reino do Senhor. Após essa palavra, foi servido um delicioso almoço de comunhão para os presentes. O culto oficial de comemoração dos 60 anos da Acibams foi realizado onde tudo começou, na Primeira Igreja Batista de Campo Grande-MS, onde foi organizada e fundada nossa Associação por homens e mulheres que deixaram um legado, o qual nós celebramos com alegria. Nossa cerimônia de gratidão contou com a participação da nossa Convenção Batista Sul-Mato-Grossense (CBMS), representada pelo ministro de relacionamento, pastor Paulo José da Silva, e de nossas organizações. A Jubacentro, que congrega os jovens, sob

a presidência do pastor Lucas Henrique, dirigiu os louvores ao nosso Deus. A data também foi marcada pelos 60 anos da União Feminina da Acibams, mulheres comprometidas com o Reino, que dedicaram suas vidas ao trabalho do Senhor, sempre cuidando da futura geração, através das organizações Amigos de Missões e Mensageiras do Rei. Também houve a participação do Coral Canto em Campo, que reuniu irmãos de várias Igrejas Batistas de nossa Associação, sob a regência do pastor Rayse. Para marcar a data, foi entregue um certificado à liderança como simbolismo de honra pelos trabalhos prestados com amor à Acibams neste tempo. O presidente da CBB recebeu o título de visitante ilustre por autoridades presentes na celebração. Pastor Hilquias não mediu esforços para trazer uma palavra de confiança, reconhecendo um passado glorioso e projetando um futuro brilhante, em celebração ao Ju-

bileu de Diamante, trazendo à nossa memória que Deus nos dotou de capacidades e que precisamos confiar no Senhor para correspondermos ao nosso tempo e para fazermos a obra de Deus com amor e perseverança. Continuaremos honrando a memória de homens e mulheres que lutaram para tornar real um sonho de alcançar Campo Grande-MS e região para nosso Senhor Jesus. O presidente da Acibams, pastor Fabiano Jacobsem, afirmou que “até aqui o Senhor nos ajudou e cremos que não será diferente nos dias que estão por vir”. “Precisamos de todos, pois juntos somos mais fortes e vamos mais longe”, afirmou pastor Jacobsem e lançou o desafio para nossas organizações continuarem firme no trabalho do Senhor. Por fim, declarou que todos nós somos peças fundamentais para o exercício e o crescimento do Reino, e que nosso desejo é estar no centro da vontade de Deus. O culto foi encerrado com uma bênção sobre nossos pastores, homens vocacionados para estarem à frente liderando o povo de Deus. Nossa celebração continuará com programações executadas pelas organizações ao longo do ano. Contamos com a participação de todo o povo Batista para a construção de um futuro glorioso em nossa Associação Centro, pois somos membros do corpo, em que Cristo é o cabeça. n

Convenção Batista Alagoana envia donativos para os atingidos pelas chuvas Litoral Sul do estado recebeu assistência da CBAL.

Extraído do site da Convenção Batista Alagoana Durante a manhã de 01 de junho, o pastor Djalma Inoue, executivo da Convenção Batista Alagoana (CBAL), visitou as cidades do Litoral Sul de Alagoas, que foram atingidas pelas fortes chuvas dos últimos dias. Durante a visita foram entregues donativos frutos de doações e também adquiridos com recursos próprios da CBAL, advindos do Plano Cooperativo. A primeira parada da viagem foi na cidade de Feliz Deserto, uma das mais afetadas pelas chuvas. A Igreja Batista da cidade é liderada pelo irmão Adriano Noberto, o qual tem trabalhado na assistência às famílias afetadas, não apenas da Igreja, mas de toda a comunidade. “Inicialmente formamos uma

Litoral de Alagoas foi uma das regiões mais afetadas em todo o estado força-tarefa e fomos ajudar as pessoas a tirarem e/ou levantarem seus móveis para evitar que as águas destruíssem, e após as águas baixarem fomos trabalhar na limpeza, e agora o trabalho é de atender as necessidades básicas, como de roupas, alimentos e assistên-

cia emocional e espiritual”, compartilhou Adriano Norberto. Você pode continuar a abençoar as vidas destas pessoas. Convenção Batista Alagoana (CBAL) tem recebido doações de materiais de limpeza, alimentos, agasalhos e também doações

em dinheiro. Para doar, basta entrar em contato através das nossas redes sociais, do WhatsApp da CBAL (82 3336-2207) ou através do site (www. convencaobatistaalagoana.com.br). Doação em dinheiro através do link www.asaas.com/c/225143265253. n


NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

O JORNAL BATISTA Domingo, 03/07/22

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Batistas brasileiros celebram 115 anos de organização da Convenção Batista Brasileira CBB e organizações realizam série de comemorações. Departamento de Comunicação da Convenção Batista Brasileira A semana de 22 a 27 de junho é importante para os Batistas brasileiros, pois temos a celebração de aniversário da Convenção Batista Brasileira (22), União Feminina Missionária Batista do Brasil (23), Junta de Missões Nacionais (25) e Junta de Missões Mundiais (27). Para marcar esta data, a UFMBB realizou uma série de lives em seu Instagram, no dia 23, a JMM comemorou no dia 25, durante a 83ª Assembleia da Convenção Batista Norte Rio-Grandense, e a CBB e a JMN realizaram um culto em parceria. Numa quinta-feira, dia 23 de junho, a capela do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (STBSB) recebeu a celebração de 115 anos da CBB e da JMN. O evento também foi transmitido online, nos canais das organizações. O coral Sons da Missão realizou vários momentos musicais e o público Batista, na capela e em casa, pôde acompanhar relatos de missionários espalhados em todo Brasil sobre o trabalho abençoador dos Batistas brasileiros. O pastor Fabrício Freitas, apresentador da Rede 3.16, deu a largada para o início do culto durante a Sala de Oração, programação diária para breve momentos de orações de missionários. Pastor Fernando Brandão, diretor-executivo da JMN, saudou a todos na capela do STBSB. Ele enfatizou que era uma semana histórica e extraordinária que os Batistas brasileiros estavam vivenciando. E que há mais de um século, o evangelho de Cristo é compartilhado através de Missões Nacionais. Apresentou dados históricos e lembrou que a cidade de Salvador, capital da Bahia, foi o local onde a CBB foi organizada. Fernando Brandão defendeu o legado dos Batistas ao dizer que todos eles tinham o mesmo sentimento e convicção do passado e de hoje, que o propósito é de avançar, e agradeceu a presença dos Batistas na celebração. As lideranças da Denominação marcaram presença na celebração. O pastor Hilquias Paim, presidente da CBB, deixou uma mensagem de carinho e gratidão. “Alegria do povo Batista! Eu venho em nome dos Batistas brasileiros parabenizar o pastor Sócrates, diretor-geral da Convenção Batista Brasileira, pastor Fernando Brandão nosso diretor de Missões Nacionais e o nosso querido João Marcos, da Junta de Missões Mundiais; parabéns a vocês e a todos os cooperadores e a todos aos que servem a obra Batista no Brasil e no mundo”, explanou o presidente. Pastor Sócrates Souza de Oliveira, diretor-executivo da CBB, apresentou

Pr. Fernando Brandão e UFMBB foram homenageados durante a celebração

História de organização da CBB foi contada pelo Pr. Sócrates Oliveira de Souza

Sons da Missão, trabalho da JMN, conduziu a parte musical do culto de 115 anos o pano de fundo da organização da CBB em 22 de junho de 1907. No depoimento, pastor Sócrates enalteceu os números expressivos da expansão Batista no Brasil e no mundo. “Naquela época, nós chegávamos a 74 Igrejas no Brasil; estávamos em sete estados, e hoje, entre Igrejas e Congregações, nós somos 14 mil; estamos no Brasil e de mais de 90 países”, informou o executivo. Ainda disse que a evangelização e a formação de liderança sempre foram alvos dos Batistas brasileiros e a importância da cooperação das Igrejas. Também relembrou a Primeira Igreja Batista em solo brasileiro, na cidade de Santa Bárbara d’Oeste-SP, marco inicial do trabalho Batista em solo brasileiro, que em 2021 celebrou 150 anos. De acordo com o pastor Sócrates, todo esse histórico denominacional é a maneira dos Batistas brasileiros anunciarem a proclamação do Evangelho.

A mensagem da noite foi ministrada pelo pastor Fernando Brandão e relembrou que a CBB, as organizações associadas e os Batistas brasileiros formam um só corpo. O pastor também contou sobre a fundação da JMN, em 25 de junho de 1907. A Junta de Evangelização Nacional foi o seu primeiro nome. Pastor Fernando destacou Joaquim Lessa, secretário correspondente na cidade de Campos, no Rio de Janeiro, primeira sede da junta missionária. “Nós somos herdeiros desta visão, deste pessoal aí, destes irmãos com a visão de que não podemos ficar estacionados; nós temos que avançar e alcançar cada pessoa em nossa pátria com o Evangelho de Cristo”, ressaltou Fernando Brandão. Segundo o pastor, desde o início, a organização missionária sempre teve a visão de compaixão, que hoje é retratada na área social da JMN, como os projetos Radical e Cristolândia.

Ele também falou do amor e dedicação dos Batistas brasileiros por Missões. “Uma história de um povo que luta, um povo que leva a educação para as pessoas que não tinham o acesso, que pregam o Evangelho, que investem, que ofertam e os Batistas brasileiros estão sustentando a obra missionária. Se tem uma denominação que ama e faz missões são os Batistas brasileiros”, comemorou. No fim da mensagem, o pastor ressaltou que os Batistas brasileiros são reconhecidos de não se envergonharem em dizer que são propagadores do evangelho de Cristo. A celebração ainda teve uma homenagem da equipe de Missões Nacionais ao pastor Fernando Brandão, que completou 15 anos à frente da organização no dia 22 de junho. A União Feminina Missionária Batista do Brasil completou naquele dia 114 anos. Marli Gonzalez, diretora-executiva, expressou a gratidão da UFMBB em servir ao Senhor. n


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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

O JORNAL BATISTA Domingo, 03/07/22 ARTE & CULTURA

Amigos de Missões da PIB Raposa, em São Luís - MA celebram com arte A Primeira Igreja Batista em Raposa, em São Luís do Maranhão celebrou missões de uma forma diferente. Convidado pelo pastor Helben Barros, pastor-presidente, e pela irmã Kalyne Oliveira, líder do Ministério Infantil, cooperamos com a celebração especial dos Amigos de Missões. Foi uma bênção colaborar com a querida Igreja. No culto pela manhã, tivemos uma boa representatividade de Igrejas da região e visitantes. Que alegria ver nossos missionários mirins Amigos de Missões em atuação, na direção de culto, ministração dos louvores e participando em todas as atividades. Também ministramos sobre o compromisso de sermos amigos de verdade de Jesus e fazermos o que Ele manda (João 15.14). Desafiamos a todos os que ainda não tinham Cristo no coração, para que o convidassem, pedindo para que lhes perdoasse os pecados e prometessem andar com Ele para sempre, como um amigo de verdade e vivendo em obediência. Dezenas de crianças fizeram a decisão certa de viver para Cristo. A ministração foi intercalada com músicas, ministração da Palavra de Deus e conclusão do uma apresentação do teatro de bonecos. Na parte da tarde, tivemos atividades esportivas e recreativas, onde apresentamos o Pickeball, nova modalidade esportiva no Maranhão e aplicação de jogos que promovem unidade, trabalho em equipe e exposição do plano de salvação, através de um grande paraquedas colorido. A ministração da noite foi também evangelística e desafiadora, para que a Igreja, como um todo, continuasse a crescer mais e mais, no cuidado dos pequeninos. Quero parabenizar ao querido pastor e toda sua equipe. “Foram momentos ótimos! Cada criança e membro da Igreja foram conduzidos a ouvir a Palavra de Deus de uma maneira diferente e que, com certeza, encontrou morada nos corações. E a mensagem que o Senhor levou à noite tocou em um ponto que eu e uma outra mãe estávamos conversando pela manhã, sobre a importância do pai e mãe terem momentos com os filhos (o pai com a menina e a mãe com o menino). Conversamos justamente sobre essa necessidade”. (Kalyne, líder do Ministério Infantil da PIBRA). Continuemos em oração pelos Amigos de Missões do Maranhão e do nosso querido Brasil. n Coluna Arte e Cultura CBB Roberto Maranhão Ministro de Arte e Esporte Internacional Capelão da Associação Brasileira de Pickleball. Embaixador da Federação Internacional de Pickleball.


MISSÕES MUNDIAIS

Jamile Barros

O JORNAL BATISTA Domingo, 03/07/22

Sede na Missão: primeira caravana voluntária no Vila Minha Pátria

jornalista de Missões Mundiais

Os colaboradores da Sede de Missões Mundiais participaram da primeira caravana voluntária para o projeto Vila Minha Pátria, em Morungaba-SP. Carinhosamente chamado de Sede na Missão, a proposta da ação consistia em uma imersão transcultural na qual todos atuaram diretamente com mais de 40 famílias afegãs refugiadas, que agora residem no Brasil a partir de uma parceria entre Missões Mundiais e a Junta de Missões Nacionais. Entre os dias 16 e 19 de junho, os colaboradores de Missões Mundiais dividiram-se em diversas tarefas se inserindo na rotina já seguida pelas famílias afegãs. Pela manhã, todos participaram do devocional que contou com a presença de alguns afegãos, seguido do café da manhã e atividades livres antes e depois do almoço. Respeitando a cultura, as tarefas foram divididas entre homens e mulheres. Os homens da Sede, com outros missionários de Missões Mundiais que estão atuando na Vila, promoveram um campeonato de futebol composto por quatro times, com direito a eliminatórias e campeões. “Uma coisa que me marcou bastante foi ver que o futebol,

Redação Missões Mundiais

o esporte, aproxima muito as pessoas. Eu joguei bola com os refugiados e a minha relação com eles melhorou bastante depois disso”, relatou Ediel Brito, colaborador da JMM que atuou na recreação. Houve também o Dia da Beleza com as mulheres, e aulas de crochê, pilates e de danças tradicionais do Brasil e do Afeganistão. Um momento muito divertido no qual as mulheres refugiadas deixaram suas inseguranças de lado para se relacionarem com as mulheres brasileiras, de outra cultura. “Algumas delas vieram falar comigo agradecendo essa ajuda e esse suporte, e dizendo que através desse nosso trabalho voluntário, nós tornamos o dia dela e da família dela, mais feliz”, expressou

Anile Justino, colaboradora da JMM, que trabalho com as mulheres afegãs. As ações com os pequenos foram divididas entre maternal e educação infantil, na qual as colaboradoras voluntárias ajudaram as crianças a desenvolverem suas habilidades sociais, assim como reforçar o aprendizado de atitudes higiênicas tais como lavar as mãos e escovar os dentes. Além disso, as crianças praticaram a Língua Portuguesa através de musicais infantis cristãs. Todos os refugiados afegãos têm tido aulas de português, portanto foi muito importante a ida dos colaboradores para que eles também pudessem treinar a fala e o entendimento. Em caso de dificuldades, havia alguns

missionários e colaboradores que ajudaram com a tradução do inglês para o português de maneira que todos conseguiram se comunicar e ter momentos de comunhão. Assim como as atividades que envolviam relacionamentos, os voluntários também trabalharam na área de serviços gerais, ajudando na cozinha, na limpeza do refeitório e dos espaços de convivência. Havia trabalho para todos, auxiliando conforme suas capacidades e desenvolvendo novas habilidades. No final, a despedida envolveu lágrimas e “Até logo”. O que marcou os colaboradores brasileiros foi a unidade dos afegãos e a valorização deles para com seus relacionamentos, desde os familiares até a comunidade como um todo. Já para os afegãos, a mensagem que ficou foi a da alegria, da hospitalidade e do amor de Jesus. Entre conversas, sempre que possível um colaborador afirmava que o amor de Deus tornava possível amar o próximo, eles, como se fosse um membro da sua própria família. O Sede na Missão ficou marcado no coração de todos, com a certeza de que Deus ainda tem grandes planos para o Projeto Vila Minha Pátria e os refugiados afegãos. n

Caravanas voluntárias levarão ajuda a refugiados ucranianos

O Programa Voluntários Sem Fronteiras de Missões Mundiais abriu novas caravanas para voluntários que querem dedicar seu tempo ajudando os refugiados ucranianos que estão abrigados na Polônia e na Alemanha. A guerra já passou de 100 dias, após a invasão russa no dia 24 de fevereiro. Desde o 1º dia um terço da população foi forçada a sair de suas casas, provocando a maior crise de deslocamento humano atualmente. Além dos milhões de deslocados internamente, mais de 6,5 milhões de ucranianos saíram em busca de abrigo nos países vizinhos. Os últimos dados mostram que mais de 3,5 milhões foram para a Polônia e mais de 700 mil foram para a Alemanha. Para ajudar os refugiados que estão nesses dois países, Missões Mundiais convoca voluntários para participar de caravanas que levaram não só ajuda e socorro humanitário, mas também o amor e a compaixão de Jesus. Veja abaixo as informações completas: CARAVANA PARA A ALEMANHA - VAGAS LIMITADAS

Alemanha Períodos: 01/08 a 12/08/2022

Perfil do voluntário Ser crentes em Cristo; Ser membro há, pelo menos, dois anos de uma Igreja evangélica; Estar bem física e psicologicamente; Profissional da Educação Física; Ter aptidão por futebol; Ter habilidades na área da estética; Ser fluente em inglês. Atividades que serão desenvolvidas: Futebol; Atividades esportivas; Cuidado da mulher. Valores: Inscrição: R$ 250,00 Passagens aéreas (Média): R$ 7.700,00 Valores de Hospedagem e Alimentação: entrar em contato pelo número (21) 98055-5558 Em caso de dúvidas, entre em contato com nossa equipe pelo e-mail: voluntarios@jmm.org.br

Seja um voluntário e leve Compaixão Ação com refugiados ucranianos na aos refugiados ucranianos! n

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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

O JORNAL BATISTA Domingo, 03/07/22

Comissão de Revisão da Declaração Doutrinária se reúne na sede da CBB Texto vai para consulta pública dos Batistas brasileiros.

Pr. Fernando Brandão recebeu Comissão na sede da JMN Departamento de Comunicação da Convenção Batista Brasileira;

Brasileira (CBB), o trabalho da revisão da Declaração Doutrinária da CBB está em fase final. No início dos trabalhos Lourenço Rega foi feita a primeira consulta pública relator da Comissão de Revisão da amplamente divulgada. A partir desse Declaração Doutrinária procedimento, a Comissão iniciou seus trabalhos e nos dias 13 a 15 de junho, Conforme tem sido objeto de rela- esteve em nossa sede para revisar a tórios nas reuniões do Conselho Geral publicação que vai para a 2° consulta e Assembleias da Convenção Batista pública dos Batistas brasileiros.

CB Baiana realiza prélançamento da Campanha de Missões Estaduais 2022 Culto foi momento inspirativo e de celebração.

Comissão durante atividade na sede da CBB O texto seguiu para a revisão gramatical coordenada pela professora Klaudy Garros, que também faz parte da Comissão. Em breve estará disponível e divulgaremos o link em nosso site e redes sociais. De acordo com a Comissão, na história Batista mundial os Batistas brasileiros são os primeiros a terem a

participação do povo Batista colegiadamente na elaboração de uma Declaração Doutrinária. Participaram da reunião os pastores Josué Mello Salgado, Linaldo de Souza Guerra, Oswaldo Jacob, Samuel Mouta e Lourenço Stelio Rega (relator), que também visitaram a sede da JMN com o pastor Sócrates, diretor-executivo da CBB. n

Batistas Fluminenses celebram Festa do amor do Lar Batista Fluminense Depois de dois anos de pandemia, Lar Batista reabriu espaço para público.

Abertura do Lar Batista ao público depois do ciclo de pandemia marcou a edição de 2022 Diana Sampaio Rodrigues

Departamento de Comunicação da Convenção Batista Fluminense

Lançamento oficial da Campanha será na 97a Assembleia da CBBA Lidiane Ferreira

Comunicação e Marketing da Convenção Batista Baiana

No dia 10 de junho, realizamos o nosso Culto de pré-lançamento da Campanha de Missões Estaduais 2022. Foi um momento inspirativo e de muita celebração. Promotores de Missões, pastores, líderes e membros de diversas Igrejas Batistas da Bahia participaram tanto presencialmente, no templo da Igreja Batista da Graça em Salvador-BA, como online, através

da transmissão ao vivo pelo Youtube. A programação contou com muitas músicas de louvor e adoração a Deus, culminando com o Hino Oficial da Campanha 2022. O tema este é ano é “Jesus: o Caminho, a Verdade e a Vida”, com divisa em João 14.6: “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. O lançamento oficial aconteceu no dia 29 de junho, durante a 97ª Assembleia da Convenção Batista Baiana (CBBA), em Luís Eduardo Magalhães-BA. n

Depois de dois anos de pandemia, a conhecida e tão amada Festa do Amor ganhou mais uma edição. No dia 16 de junho, o Lar Batista Fluminense realizou o evento em seu espaço, localizado na cidade Niterói-RJ, e reuniu diversos irmãos para celebrarem o amor e o serviço cristão. O Lar é um abrigo de idosos que realiza essa festa com o intuito beneficente, de ajudar e manter os cuidados com os seus moradores. Na edição deste ano, muitas Igrejas estiveram presentes e participando ativamente da Vila Gastronômica, oferecendo várias opções de alimentação durante todo o dia. Houve participações musicais, como Andréa Fontes, Jairo Bonfim, Un-

ção Ágape, Matheus Ferreira, Lagoinha Worship, Trio Nascimento, Keiphany Gomes e Michelly do Vale. Também foram realizados sorteios, torneios de futebol para as Igrejas e um espaço kids dedicado às crianças. Foi um dia abençoado e muito especial, onde Deus foi glorificado através do amor e do serviço de todos os que participaram, desde crianças até idosos. Louvamos ao Senhor por nos permitir viver esse momento novamente, mesmo depois das dificuldades e oramos para que Ele continue sustentando e nos enviando para sermos bênçãos na vida dos idosos do Lar. Se você deseja conhecer um pouco mais sobre o Lar Batista Fluminense ou fazer doações, pode acompanhar através das redes sociais (Facebook e Instagram). n


NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

O JORNAL BATISTA Domingo, 03/07/22

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Esperança Rio leva mensagem de amor e fé a milhares de pessoas em Copacabana-RJ Franklin Graham, filho de Billy Graham, pregou para mais de 68 mil pessoas. Departamento de Comunicação da Convenção Batista Brasileira Mais de 68 mil pessoas estiveram na Praia de Copacabana-RJ para participar do Esperança Rio, projeto da Associação Evangelística Billy Graham, no dia 11 de junho. Celebração teve a participação musical de Dunamis Music, Theo Rúbia, o rapper americano KB, Aline Barros e Fernandinho. A mensagem da Palavra de Deus foi transmitida por Franklin Graham, filho do pastor Billy Graham, considerado o maior evangelista do século XX. Mesmo com a chuva em alguns momentos, a programação foi realizada. “A Bíblia diz que o valor da alma humana vale mais do que o mundo inteiro. Digamos que você é dono de todos os imóveis da Praia de Copacabana, você é dono dos hotéis, dos apartamentos de luxo, dos belos restaurantes. Digamos que tudo isso fosse seu - sua alma vale muito mais do que tudo isso - você tem mais valor.”, compartilhou Franklin Graham, com a multidão. “Para qualquer um que se converte de seus pecados e coloca sua fé e confiança no Filho de Deus Jesus Cristo, saiba disso - Deus perdoou seus pecados! Como diz a Bíblia, Ele os lançou nas profundezas do mar”. A preparação do Esperança Rio durou cerca de três anos e 4000 Igrejas de diferentes denominações se mobilizaram na ação. Esta foi a quinta pregação de Franklin no Brasil. Ele já compartilhou a Palavra de Deus em Londrina (1991), Recife (2001), Belo Horizonte (2010) e Fortaleza (2015).

Mesmo com chuva, mais de 68 mil pessoas compareceram ao Esperança Rio

Na coletiva de Imprensa e no evento, Franklin Graham destacou a mensagem de Jesus para o mundo

Coletiva de Imprensa Dois dias antes, no dia 09 de junho, o jornalista Estevão Júlio e o estagiário João Luiz, do Departamento de Comunicação da Convenção Batista Brasileira (CBB) participaram de uma entrevista coletiva com Franklin Graham, no hotel Hilton Copacabana, que também teve a participação de jornalistas por videoconferência. A coletiva foi mediada pelo pastor Davidson Freitas, diretor-executivo do Esperança Rio. Chris Swanson, vice-presidente de vice-presidente de Iniciativas Hispânicas da Associação Evangelística Billy Graham, falou da cooperação e mobilização das 4000 Igrejas parceiras do evento em todo o período de preparação, que teve treinamentos de evangelismo e os trabalhos com crianças (Fest Kids), jovens (Geração Esperança) e mulheres (Mulheres de Esperança). “Durante os últimos quase 3 anos estivemos mobilizando e treinando todo

Franklin Graham seguiu o legado de seu pai Billy Graham

Durante aproximadamente 30 minutos, jornalistas perguntaram sobre o projeto Esperança Rio o povo de Deus no Rio de Janeiro e seus arredores para a nossa missão de comunicar esperança no nome de Jesus. Provimos oportunidades para

cada crente, a fim de que possam se sentir mais preparados em compartilhar sua fé. Envolvemos mais de 4 mil Igrejas. Isso traz unidade, porque es-

tamos juntos como Igreja na mesma missão”, disse. Franklin Graham em um dos momentos da entrevista, disse que a mensagem de Jesus é a única esperança. Indagado sobre as dificuldades em que o mundo enfrenta, o evangelista lembrou as palavras de Jesus em João 16.33, a catástrofe da pandemia, lembrou que a pregação do Evangelho é capaz de render almas para Jesus e completou dizendo que o Rio de Janeiro é um lugar de salvação. Perguntado sobre o desafio de pregar, Graham destacou a característica do pecado. “Deus ama o Brasil, Ele ama cada pessoa. E Ele enviou o seu Filho amado, Jesus Cristo, para remover os nossos pecados. Jesus não veio para nos condenar, mas para salvar. A Bíblia nos diz que Deus amou de tal maneira o mundo que deu o seu único filho para que quem nele crê não morra, mas tenha a vida eterna. E é esta mensagem que eu venho para pregar”. Um dos assuntos da coletiva foi a última vez que seu pai pregou no Rio de Janeiro, em 1974. “Eu tenho uma foto em meu escritório em Charlotte, na Carolina do Norte, com o meu pai pregando no estádio do Maracanã. Era uma multidão. Naquela época havia uma pista (geral) ao redor do estádio. E quando o meu pai convidou as pessoas a entregarem suas vidas a Jesus, elas não tinham como atravessar aquela pista com um fosso que a separava do gramado. E nos seus lugares, milhares de pessoas ergueram suas mãos sinalizando que haviam aceitado a Jesus”. Ele também falou sobre a ação do Espírito Santo em nossas vidas. “Eu creio que quando uma pessoa confessa o seu pecado e convida Jesus para a sua vida e o seu coração, dali em diante o Espírito Santo de Deus vai para a vida daquela pessoa”, respondeu. Os Batistas e o Esperança Rio Pastor Davidson Freitas, diretor-executivo do projeto, é pastor da Primeira Igreja Batista em Heliópolis, em Belford Roxo-RJ, e já atuou à frente do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (STBSB) e da Ordem de Pastores Batistas do Brasil (OPBB). Maura Rute, uma das lideranças do Mulheres de Esperança, é membro da Primeira Igreja Batista em Madureira-RJ e colabora frequentemente com a União Feminina Missionária Batista do Brasil (UFMBB). Um dia antes do evento na Praia de Copacabana, o pastor Sócrates Oliveira de Souza, diretor-executivo da CBB, participou de um encontro de pastores e líderes com Franklin Graham. n


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PONTO DE VISTA

O JORNAL BATISTA Domingo, 03/07/22

Lançando sementes, nascendo Igrejas!

Andrei Júnior Souza Rosa

presidente da Juventude Batista de Rondônia

“E Saulo estava ali, consentindo na morte de Estêvão. Naquela ocasião desencadeou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém. Todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e de Samaria. Alguns homens piedosos sepultaram Estêvão e fizeram por ele grande lamentação. Saulo, por sua vez, devastava a igreja. Indo de casa em casa, arrastava homens e mulheres e os lançava na prisão. Os que haviam sido dispersos pregavam a palavra por onde quer que fossem” (At 8.1-4). O texto acima fala de um acontecimento muito conhecido na Bíblia: a morte de Estêvão e o aparecimento, do então desconhecido, Saulo de Tarso; e além disso, nos diz sobre o dispersar de nossos primeiros irmãos em Cristo em Jerusalém. Interessante que grandes despertamentos da Igreja do Senhor aconteceram, em sua grande maioria,

em um cenário de “caos”, se visto por uma ótica não cristã, pois na verdade, como diz em Atos 5.41, sofrer por Cristo e por Sua causa é alegria para nós que somos cristãos. Pensando sobre isto, podemos extrair algumas verdades bíblicas sobre nosso tema “Lançando sementes, nascendo Igrejas e avivamentos”. No contexto rural, antes de se lançar sementes é necessário a preparação do solo para que elas possam ter a possibilidade de se desenvolverem ao máximo; da mesma forma ocorreu quando houve grande perseguição da Igreja após a morte de Estêvão. Jesus havia dito que os discípulos seriam testemunhas não só em Jerusalém, como também em toda Judéia e Samaria; entretanto, após o pentecostes pode-se imaginar que alguns irmãos acharam cômodo permanecer em Jerusalém, afinal, a Igreja aparentemente tinha todos os requisitos para ser abundante: eles serviam ao Senhor, cresciam em quantidade, estavam em comunhão… Contudo, lhes faltava o senso de missão! O ide, tão neces-

sário, só foi se concretizar de fato quando os cristãos se dispersaram quando houve a perseguição, levando a mensagem do Evangelho por onde iam. Essa primeira concepção é muito peculiar para nossos dias, afinal é muito cômodo permanecermos em nossas Igrejas, onde temos quase tudo que precisamos para servir ao Senhor, enquanto deixamos a evangelização e a plantação de novas Igrejas de lado. Quantas cidades, e até mesmo bairros imensos, temos hoje em nosso estado sem a presença de uma Igreja Batista? Nós precisamos mudar esta realidade, pedir que o Senhor traga em nós um novo avivamento para que possamos olhar para os campos e ver que estão brancos para a colheita! Brock (2010, p.25), afirma que “[…] o empresário, o professor, o fazendeiro – todos eles, sob a liderança do Espírito Santo, podem plantar igrejas. Esta é a expectativa normal que se tem para as pessoas que estão “no Caminho”.” Todos que experimentaram o desper-

tamento do Senhor podem e devem ser plantadores de Igrejas, para a glória de Jesus! Seguindo a lógica do plantio, após revirar o solo chega o momento de lançar as sementes. O verso quatro do capítulo oito do livro de Atos, nos traz a ideia do que é o ideal para a Igreja do Senhor: pregar e levar o Evangelho a todos os lugares. Nessa fase, a Igreja de Cristo vive um verdadeiro avivamento que, ao contrário do que muito afirmam, não é sobre barulhos, gritos ou até mesmo, palmas, mas sim sobre mudança radical de direção, ou seja, a Igreja de Atos começou a evangelizar em toda a Judéia e Samaria logo após ter sido dispersada e despertada, cumprindo a grande comissão. Hoje, nós precisamos voltar nossas mentes à nossa missão, sair do nosso ciclo vicioso do comodismo e nos permitir ser totalmente despertados pelo Senhor, para que possamos ser missionários e plantadores de Igrejas em todo lugar que formos, para que surjam novos começos, novas realidades e novas vidas em Jesus. n

Muitas histórias. Uma missão! Joivan Ferreira Sousa

pastor da Primeira Igreja Batista no Parque Mingone-GO

“Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.10 - NVI) A Igreja continua sendo um lugar de muitas histórias, que se multiplicam, misturam e tomam forma. A Igreja continua sendo um lugar de alegrias, desafios, tristezas, crescimento e também lugar de cumprimento de promessas. Apesar da realidade apontada, a Igreja de hoje parece enfrentar um de seus maiores desafios: não perder de

vistas a sua missão, ou seja, manter o foco na missão para qual foi criada e chamada. O mais impressionante é que Deus, na Sua infinita soberania, já sabedor das “muitas vozes e acontecimentos” de hoje, definiu que apesar das muitas histórias, a Sua Igreja teria apenas uma missão. É como se Deus antecipadamente dissesse: “não percam o foco, não se distraiam, não se assustem, não se desviem”. Assim, precisamos relembrar que a missão continua sendo a mesma, aquela recebida do Senhor Jesus por intermédio da Sua Palavra quando resumiu toda a Lei e também deixou sua última orientação. “Respondeu Jesus: “Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de

toda a sua alma e de todo o seu entendimento”. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: “Ame o seu próximo como a si mesmo” (Mt 22.37-39 NVI). “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu ordenei a vocês. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mt 28.19-20 NVI). Dessa forma, precisamos cumprir a missão até que a vontade de Deus seja feita na terra, como é no céu e que o Seu Reino esteja estabelecido de forma completa, para toda a eternidade. Quanto a Igreja, ela continua

sendo um lugar onde muitas histórias do passado são e serão contadas e muitas outras terão origem. Pessoas chegarão, pessoas sairão - uns plantam, outros regam e Deus dá o crescimento. Porém, a Igreja continua e continuará com a mesma missão. Ela continua sendo um lugar onde vidas são alcançadas e transformadas para a glória de Deus. Ela continua tendo como missão amar a Deus, ao próximo e anunciar o Evangelho! Então, que venham muitas outras histórias e que possamos, firmados na Palavra, continuar cumprindo nossa missão como Igreja - Foco na Missão! E que ao Deus e Pai seja dada glória para todo o sempre! Amém! n


PONTO DE VISTA

O JORNAL BATISTA Domingo, 03/07/22

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Reflexos da Educação Cristã na sociedade brasileira

Claudio Souza Rabelo

extraído do site da Associação de Educadores Cristãos Batistas do Brasil

O exercício da Educação Cristã é um direito expresso na Constituição de 1988 e proporciona inclusão social, a formação integral do ser humano, concomitante às organizações sociais de interesse público. Com efeito, Durães e Ramiro (2018, pág. 97) lecionam que a Educação Cristã, manifestada em espaços educacionais múltiplos, é o processo de formação integral do ser humano, cuja vida é moldada pela Palavra de Deus, a produzir virtudes que devem ser partilhadas com a família, a comunidade de fé e o mundo. Sustenta ainda que, a Educação Cristã permite que a vida do ser humano seja, de fato, moldada pelas Escrituras. Importante destacar o exemplo do primeiro mártir, ocorrido nos Atos dos apóstolos, a saber, Estêvão, que mesmo num momento trágico perdoou seus algozes (Atos 7.60). A Educação Cristã não se limita apenas em levar a Palavra de Deus, mas a interagir com a sociedade no ambiente em que ela está inserida, a fim de mitigar os impactos sociais. Em II Timóteo 3.16,17, o apóstolo Paulo ensina ao seu discípulo com maestria que: “Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; a fim de que o homem de Deus tenha capacidade e pleno preparo para realizar toda boa obra”. As leis do ordenamento jurídico brasileiro, também têm uma forma educativa mais traumática de ensinar, desde privações de liberdades até incentivos

fiscais na área social. Pelo que se pode observar na história, o homem não é capaz de viver em sociedade, primeiro, sem ensino e, depois, sem disciplina. A proposta da Educação Cristã é o amor, respeito, fraternidade e perdão, entretanto, a proposta da lei dos homens é a retribuição à medida da culpabilidade. Os reflexos da Educação Cristã estão em todos os segmentos da sociedade, sejam cristãos ou não-cristãos, de modo imperativo ou argumentativo, pois desperta nas pessoas comportamentos de ação em prol do bem comum, mesmo em ambientes de pessoas encarceradas. Para Durães e Ramiro (2018, pág. 138) a Educação Cristã é um processo amplo e contínuo voltada a uma produção coletiva e social. Nesse contexto, pode-se destacar dois autores destinados a alcançar os objetivos da Educação Cristão, sendo o educador social cristão e o capelão. Durães e Ramiro (2018, pág. 156, 157 e 159) ensinam que o papel do educador social cristão está em reconstruir o bem coletivo a partir das relações sociais e espirituais, e precisa adequar suas metodologias de forma que elas auxiliem na construção de uma subjetividade de acordo com os padrões de Cristo. No mesmo sentido, explicam que o trabalho do capelão é dar assistência espiritual dentro de uma organização cuja finalidade não seja prioritariamente religiosa. No meio da sociedade brasileira, a Carta Magna de 1988 potencializou as atribuições desses profissionais de confissão religiosa, a garantir a todos inclusão social por meio do exercício dos direitos fundamentais previstos

constitucionalmente. Alguns desses direitos são de acordo com o art. 5º da CF/1988: é inviolável a liberdade de consciência e de crença e assegurado o livre exercício dos cultos religiosos, é assegurada a prestação de assistência religiosa, e ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política. Acerca de levar conforto espiritual a toda a sociedade e criatura, segmentos da sociedade tanto cristãos como não-cristãos estão empenhados em diversas áreas, tais como, capelania prisional, orfanatos, a exemplo do Ministério Pastoral Carcerária Batista do Estado do Paraná [1], que há 19 anos realiza trabalhos em presídios naquele estado da Federação. Outro exemplo relevante na sociedade brasileira é o Lar Batista F. F. Soren [2], em Palmas, estado do Tocantins, que há mais de 75 anos abriga crianças em estado de vulnerabilidade social, encaminhadas pelo Juizado da Infância e da Juventude e Conselho Tutelar. Observa-se que o poder público tem interesse em fazer convênios, com o fim de terem apoio das instituições cristãs. Suas ações são reconhecidas como interesse público social a contribuir também a inclusão social, pois eles têm uma parcela em educar seus educandos internos. A Educação Cristã é um instrumento político na sociedade como um todo, tendo como objeto a formação integral da pessoa humana. A Educação Cristã tem suas bases voltadas à dignidade do ser humano, assim como a Carta Magna de 1988. Esta sustenta que todos são iguais perante a lei. Aquela

defende que Deus não faz acepção de pessoas. A intenção desse estudo/reflexão não é esgotar a temática de Educação Secular e Educação Cristã, mas a fazer o leitor a refletir acerca de assuntos abordados na CF/1988, mas não conhecidos na Bíblia que são voltados para o mesmo fim. A Educação Cristã auxilia o Estado Democrático de Direito à satisfação da paz pública, justiça e inclusão social, manifestada por meio das instituições cristãs. À luz da Bíblia, a Educação Cristã é uma inspiração da democracia, manifestada por meio do pluralismo político, pois esta veio de uma vontade política fundamentada na paz social. Dessa forma, não há se falar em princípios cristãos sem alcançar a paz e inclusão social. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2014/06/penitenciaria-federal-de-ro-recebe-capelania-prisional-do-parana.html. Acesso em 04.12.2021. [2] https://euqueroajudar.org.br/ blog/lar-batista-ff-sores-75-anos-ajudando-criancas-e-jovens-a-terem-um-futuro-melhor/. Acesso em 04.12.2021. Constituição da República Federativa do Brasil. http://www.planalto. gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em 04.12.20 Durães, Ivan de Oliveira. Ramiro, Elana Costa. Educação Cristã: Reflexões sobre desafios e oportunidades. 1ª Ed. São Paulo. Editora Reflexão, 2018. n


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