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OJB EDIÇÃO 26 - ANO 2022

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ANO CXXI EDIÇÃO 26 DOMINGO, 26.06.2022

R$ 3.60 ISSN 1679-0189 ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA

FUNDADO EM 1901

115 anos da

Convenção

Batista

Brasileira

Reflexão

Reflexão

Notícias do Brasil Batista

Observatório Batista

Curiosidades da OPBB

Mobilizadores são vocacionados?

Mudanças importantes

Político pode usar o púlpito de minha Igreja? (Parte 2)

Organização apresenta dados históricos

pág. 05

Texto apresenta importância de mobilizadores nas Igrejas pág. 06

CBESP atualiza Estatuto e Regimento interno durante Assembleia Extraordinária

pág. 13

Artigo fala do papel da Igreja na formação de pessoas bem discipuladas pág. 15


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REFLEXÃO

O JORNAL BATISTA Domingo, 26/06/22

EDITORIAL

Lembranças Batistas

Lembro muito bem da comemoração de 110 anos da Convenção Batista Brasileira, em junho de 2017. Eu era estagiário no Departamento de Comunicação. Também está na minha memória a celebração da 100a Assembleia da CBB, em janeiro de 2020, em Goiânia-GO. Neste período, já como o responsável pelo OJB e toda a nossa área de comunicação. Acredito que seja assim também com você, querido leitor. Muitas memórias e histórias com a nossa denominação, que se entrelaçam com os 115 anos da CBB, celebrados na última quarta-feira, 22 de junho. História

rica, cheia de dificuldades, barreiras, mas também de muita alegria, conquistas e vidas transformadas pelo Evangelho. Que ao longo dos anos, nós, Batistas brasileiros, continuemos a escrever nossa bela história. Assim como nestes 115 anos, nem sempre teremos dias fáceis. O próprio Cristo nos informou que no mundo teríamos aflições, mas que ao mesmo tempo deveríamos ter bom ânimo, pois Ele já venceu todas as coisas. Temos a certeza de que a obra do Senhor, através dos Batistas brasileiros, será totalmente completada.

A organização da Convenção A comissão organizadora optou pela data de 22 de junho de 1907 para organizar a Convenção, na cidade de Salvador, quando transcorreriam os primeiros 25 anos do início do trabalho Batista brasileiro. No dia aprazado, no prédio do ALJUBE, onde funcionava a PIB de Salvador, em sessão solene, foi realizada a primeira Assembleia da Convenção Batista Brasileira, composta de 43 mensageiros enviados por Igrejas e organizações. A casa estava cheia. O clima era de festa, celebrando o que Deus fi-

zera a partir daquele início tão pequeno! Criada a Convenção, foi eleita sua primeira Diretoria: Presidente - Francisco Fulgêncio Soren; Primeiro vice-presidente - Joaquim Fernandes Lessa; Segundo Vice-presidente - João Borges da Rocha; Primeiro secretário - Teodoro Rodrigues Teixeira; Segundo secretário - Manuel I. Sampaio; Tesoureiro - Zacharias Taylor. n Estevão Júlio

jornalista, coordenador de Comunicação da Convenção Batista Brasileira

( ) Impresso - 160,00 ( ) Digital - 80,00

O JORNAL BATISTA Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901

SECRETÁRIO DE REDAÇÃO Estevão Júlio Cesario Roza (Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ) CONSELHO EDITORIAL Francisco Bonato Pereira; Guilherme Gimenez; Othon Ávila; Sandra Natividade

INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189 PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB

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FUNDADOR W.E. Entzminger PRESIDENTE Hilquias da Anunciação Paim DIRETOR GERAL Sócrates Oliveira de Souza

REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA Caixa Postal 13334 CEP 20270-972 Rio de Janeiro - RJ Tel/Fax: (21) 2157-5557

Fax: (21) 2157-5560 Site: www.convencaobatista.com.br A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação Batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal. DIRETORES HISTÓRICOS W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940);

Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas IMPRESSÃO: Editora Esquema Ltda A TRIBUNA


REFLEXÃO

O JORNAL BATISTA Domingo, 26/06/22

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BILHETE DE SOROCABA

Deus e as leis da natureza

Pr. Julio Sanches Todas as vezes que ocorre uma tragédia é comum as pessoas peguntarem: “Por que Deus não interveio, livrando as vítimas dos resultados catastróficos”? É pergunta recorrente em todas as tragédias que ocorrem, principalmente no Brasil, nos últimos anos. Cada tragédia com elevado grau de comoção nos corações das pessoas. Sofremos ao ver tantos desabrigados. Construções que levaram anos para serem construídas, com sacrifício, viram montes de lamas em segundos. Um casebre no morro ou à beira de um rio deixam de existir porque não havia alicerce profundo para sustentá-las. Pior ainda é a perda de familiares, pessoas amigas e vizinhos. Não há como não se comover ao ver uma mãe descontrolada pela perda de um filho. Há sentimentos que se transformam em revolta descontrolada. Em tais casos sobra para Deus, como responsável pelas desgraças

naturais, que poderiam ser evitadas se ocorresse sabedoria humana em respeitar as leis da natureza. No Brasil, a colonização do interior seguiu o curso dos rios. As leis naturais não foram e continuam não sendo respeitadas. Para complicar, os habitantes usaram e continuam usando as calhas dos rios como depósito de lixo, poluindo continuamente as já poluídas correntes d’águas. Tudo que não serve mais é lançado nos rios que circundam as cidades. Não satisfeita com a poluição dos rios, a população passou a construir nas encostas do morros, que rodeiam e embelezam as cidades. Construções sem alicerces seguros para seus casebres. A parábola de Jesus sobre a casa construída na areia ou na rocha se aplica ao momento atual. Sem orientação e sem ação dos governantes, a população se expandiu trazendo sobre si o perigo pela desobediência às leis naturais, estabelecidas por Deus. Ao entregar o universo

criado à administração do homem, Deus deu-lhe inteligência suficiente para entender o funcionamento das Leis estabelecidas pelo Criador, que requer a preservação de toda a criação. O homem descobriu a Lei da Gravidade e deveria usá-la para preservar as construções que faz nas encostas dos morros. A quebra é constante em todas ações humanas, quer nos morros, quer à beira dos rios. As autoridades eleitas pelo próprio povo deveriam administrar com sabedoria o uso correto das bacias hidrográficas. As construções que circundam as cidades não são fiscalizadas com rigor. A fiscalização só aparece quando a tragédia chega. Autoridades inescrupulosas preferem as tragédias, quando fica mais fácil surrupiar o erário. Perguntam sarcasticamente: Porque Deus não interfere? Por que Deus permitiu? Para tais autoridades, Deus é o grande vilão das mazelas humanas. Deus não precisa de advogados

para dar explicações. Mas avisa que tudo poderia não acontecer se suas Leis fossem levadas a sério pelo homem comum, especialmente por aqueles que administram o Estado. Você, que joga lixo nas estradas, entope os rios com objetos deteriorados, constrói em lugares de riscos, sonega os impostos devidos ao governo, que rouba ou aplica em beneficio próprio o que foi arrecadado, você é responsável pelas tragédias que assolam a população. A natureza revida a agressão que recebe a cada dia dos habitantes da terra. Lamentamos as muitas mortes, mas, lamentamos também a violência e agressividade com que a natureza é tratada. A sociedade está no banco dos réus, não Deus. Jesus admirou a beleza da natureza criada pelo Pai, ao falar das flores e dos passarinhos. Cabe a nós, filhos de Deus, preservar o que o Senhor criou com tanto amor para beneficio do homem. E jamais destruir ou agredir a natureza. n

A consolação eficaz Celson Vargas

pastor, colaborador de OJB

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação!” (I Co 1.3). Vivemos em um mundo infestado de tribulações advindas de enfermidades, sofrimentos, injustiças, malignidades, misérias e morte. Isso, não por parte do Seu Criador, que não o fez para ser a fonte de tudo isso, pois, ao concluir Sua criação, a aprovou como muito boa.

O que o tornou nesse oposto foi a entrada do pecado através do homem Adão, que, ao desobedecer os limites estabelecidos por Deus para ele, inaugurou a era dos aparentes prazeres carnais, mas também de todos os sofrimentos sujeitos ao homem, desconectado de seu Criador. “E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher, e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses: maldita é a terra por tua causa: em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida” (Gn 1.17). Mesmo sofrendo essa ingratidão de nossa parte, o Senhor não deixou

de nos amar, e as provas disso estão contidas no texto inicial, em três atributos Dele, lá destacados: Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, aquele que gerou um filho de natureza humana com a missão de salvar a humanidade da condenação que o pecado lhe imputou, para, além da morte física, também a espiritual. Dessa, Ele nos salvou. “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11.25). O Pai de misericórdias, aquele que é dotado de compaixão natural pelos sofrimentos alheios, pronto e

ansioso para se doar em socorro dos miseráveis. E, ainda, o Deus de toda consolação. Bipartindo essa palavra, temos: Consolo, através de ação. O agir de forma prazerosa e espontânea, para tomar para si nossas dores, sofrimentos, desesperanças, desconsolos, e nos dar o alívio pleno. “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviareis” (Mt 11.28). Quem sabe você esteja, hoje, sob a insuportável carga das angústias desse mundo? Creia nessa palavra de Jesus, vá a Ele com o seu próprio clamor. Ele te aliviará. n


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REFLEXÃO

O JORNAL BATISTA Domingo, 26/06/22

Dia do Missionário Batista Olavo Feijó Rubin Slobodticov

pastor, colaborador de OJB

A biografia dos Batistas brasileiros marca sua história com William Buck Bagby e sua valorosa esposa Anne Luther Bagby. O casal dedicou sua vida em nosso país ao trabalhar por um período de 58 anos plantando Igrejas e auxiliando na criação da própria Convenção Batista Brasileira (CBB). Lucas registra que os cristãos, fruto do trabalho pessoal de Jesus e Seus discípulos, de forma impressionante, sob forte pressão da ordem pública faziam missões: “Mas os que andavam dispersos iam por toda a parte, anunciando a palavra. E, descendo Filipe à cidade de Samaria lhes pregava a Cristo. E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia; pois, que os espíritos imundos saíam de muitos que os tinham, cla-

mando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos eram curados. E havia grande alegria naquela cidade” (At 8.4-8). A obra missionária dos Batistas brasileiros continua a ser: ir por toda a parte e anunciar a Palavra; ir a lugares onde Cristo ainda não é proclamado. Então, o conteúdo da mensagem é contextualizada a cada etnia e conforme suas necessidades. Assim, o Senhor opera maravilhas através de seus servos fiéis e os sinais realizados são evidentes com a demonstração da mudança de vida pela eliminação das influências malignas, tal como o Espírito Santo realizava pela instrumentalidade de missionária os fiéis aos princípios do evangelho vivido e pregado por Jesus. Louvado, pois, seja o Senhor que vocaciona, envia, sustenta missionários fiéis espalhados pelo mundo e opera maravilhas a partir da própria pária brasileira. n

pastor & professor de Psicologia

“Envia-me a mim” “Porque eu sou o menor dos O Senhor sabe o que faz e para apóstolos, que não sou digno de ser quem faz. Pessoas de temperamento chamado apóstolo, pois que persegui mais tranquilo sentem-se mais amaa igreja de Deus” (I Coríntios 15.9). das por Deus quando leem os escritos de João, o “apóstolo do amor”. Por O Senhor Jesus Cristo é quem es- outro lado, indivíduos que se sentem colhe e prepara os Seus discípulos. melhor lendo reflexões sofisticadas O apóstolo Paulo nos revelou esta alegram-se quando descobrem que verdade do Senhor, quando explicou o Senhor também se revelou através sua convicção de que seu apostola- dos escritos lógicos de Paulo, um do jamais teria acontecido, se não doutor da Lei. fosse pela soberana determinação Quando o Senhor nos vocaciona, do Cristo: “De fato, eu sou o menos Ele sabe, antecipadamente, por qual importante dos apóstolos e até nem razão e para qual objetivo. A resposta mereço ser chamado de apóstolo, bíblica, então, é aquela feita por Isaías, pois persegui a igreja de Deus” (I Co ao ouvir o chamado feito pelo Senhor: 15.9). “Aqui estou eu. Envia-me a mim” (Is 6.8).

O missionário Batista Roberto Santos da Silva

pastor, ministro de Missões

“Esforce-se para saber bem como suas ovelhas estão, dê cuidadosa atenção aos seus rebanhos” (Pv 27.23). Com justiça, a Convenção Batista Brasileira (CBB) elegeu em seu calendário o dia 26 de junho como o Dia do Missionário Batista. Essa iniciativa tem por finalidade despertar um olhar mais cuidadoso para com os vocacionados que servem ao Reino de Deus sob a coordenação estadual, nacional ou mundial, e valorizar não somente aquilo que é feito por eles, mas, principalmente, valorizar aqueles que fazem essa obra. Esses vocacionados são membros das Igrejas Batistas, onde

aprenderam amar a Deus e submeter-se a autoridade de Sua Palavra, e que agora foram ao campo missionário por convocação Divina. Mas, muitas vezes, a Igreja vai tendo como parâmetro de Missões os Relatórios de Campo, e acaba esquecendo da pessoa do missionário, e o quanto ele carece de cuidado especial porque está realizando uma missão especial. A missão é especial não por ser mais importante daquela realizada pela Igreja local através da vida de sua membresia, mas é especial porque o missionário vai precisar deixar sua Igreja, sua casa, seus familiares, seus amigos, sua cidade, para ir, muitas vezes, para uma cultura diferente onde precisará aprender nova língua, novas leis locais, novos costumes. A missão é especial também porque exigirá adap-

tação e superação, e isso se torna menos doloroso quando o missionário tem a certeza de poder contar com pessoas na retaguarda, que ficaram orando e trabalhando por ele e sua família. A Bíblia nos ensina que para o missionário desenvolver bem sua vocação no campo, precisará de saúde espiritual, emocional, familiar, financeira, educacional e física, e ciente disso, a CBB tem investido no Cuidado Integral do Missionário (CIM), órgão esse que busca atuar nessas seis dimensões da vida do missionário, mas é de grande importância que todas as Igrejas Batistas saibam como isso funciona e estejam elas também comprometidas com esse importante ministério. A Coordenação geral do CIM deve ser, sim, a nível convencional, mas isso não

exclui que cada Igreja participe de forma atuante e comprometida, pois isso vai apoiar a própria Igreja, fortalecer esse organismo de cuidado e, consequentemente, abençoar a vida dos missionários e seus familiares. Estamos vivendo um tempo de mudanças de hábitos, forçados por uma grande pandemia, o que transforma o cenário de todos os campos missionários semelhantes a campos de guerra ou pós-guerra, e isso exige ainda um cuidado maior com a saúde integral dos missionários, e para isso Jesus conta com a participação de todos os seus discípulos espalhados pela face da terra. “Que o Senhor nos capacite a cuidarmos com amor e responsabilidade daqueles que enviamos ao Campo Missionário” n


REFLEXÃO

Daniel Ventura

O JORNAL BATISTA Domingo, 26/06/22

Curiosidade sobre o Dia do pastor

pastor, diretor-executivo da Ordem de Pastores Batistas do Brasil

Recentemente, participando de uma live, surgiu o seguinte questionamento: Quem instituiu o Dia do Pastor? Para responder, precisamos regressar a 1928. Naquele ano - por ocasião da 17ª Assembleia da Convenção Batista Brasileira, realizada na cidade do Rio de Janeiro, então Capital Federal - foi criada a Junta de Beneficência. O objetivo primário era oferecer às Igrejas um fundo onde pudessem aportar recursos financeiros destinados à jubilação do pastor. Em junho de 1936, durante a realização da 23ª Assembleia, realizada na cidade de Recife-PE, no templo da Igreja Batista da Capunga, foi autorizada a

criação de um dia especial para coletas destinadas a este fundo: segundo domingo de maio, Dia Especial da Junta de Beneficência. Em 19 de janeiro de 1957, na 7ª sessão da 40ª Assembleia da Convenção Batista Brasileira, realizada no templo da Primeira Igreja Batista de Belo Horizonte-MG, é aprovada a alteração da expressão “Dia da Junta de Beneficência” para “Dia do pastor”, e definido no calendário denominacional o 2º domingo de junho para esse fim. Quase um século depois, a Ordem dos Pastores Batistas do Brasil (OPBB) tem a alegria de resgatar esse movimento de cuidado e entregar para seus filiados, bem como aos seus cônjuges e dependentes econômicos, um Plano de Previdência Privada/Complementar (OPBBPrev). OPBBPrev é um plano ins-

tituído, administrado pelo Sebrae Previdência e estruturado na modalidade de Contribuição Definida. São oferecidas três possibilidades de renda: aposentadoria programada, aposentadoria por invalidez e pensão por morte. Diferente de outros fundos, o Plano OPBBPrev: (1) não possui taxa de carregamento; (2) o filiado paga apenas uma taxa de administração de 0,80% ao ano (uma das menores do mercado); (3) a Igreja onde o pastor serve pode destinar o FGTM para constituição do fundo; (4) toda rentabilidade obtida com os investimentos e todo excedente financeiro gerado é repassado obrigatoriamente para os participantes do Plano OPBBPrev - pois diferente de outros fundos, o SEBRAE Previdência é uma instituição sem fins lucrativos; (5) todas as contribuições para o Pla-

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no OPBBPrev podem ser abatidas no imposto de renda até o limite de 12% do rendimento bruto anual (IN SRF n° 588/2005). Esses são alguns benefícios que os pastores e suas famílias terão ao escolher o Plano de Previdência Privada da OPBB. Todo o processo de adesão é feito de forma online. Basta acessar o link bit.ly/opbbprev. Lá, disponibilizamos todas as informações sobre o Plano e um simulador para que os interessados consigam, com segurança, avaliar qual a sua contribuição ideal. É importante frisar que o SEBRAE Previdência está com uma equipe pronta para atender as demandas dos nossos filiados, de segunda a sexta, das 09h às 18h, através do telefone (61) 3327-1669 ou através do e-mail relacionamento@ sebraeprev.com.br. n

OPBB em números Ordem dos Pastores Batistas do Brasil

Paranaense

699

Pernambucana

869

A Ordem dos Pastores Batistas do Brasil (OPBB), fundada em 1940, é estruturada organizacionalmente em 33 seções distribuídas em todo o território nacional.

Piauiense

108

Pioneira

147

Rondoniense

158

Roraima

45

MEMBROS

São Paulo

2601

Acreana

38

Sergipana

126

Alagoana

151

Sul Maranhense

51

Amapaense

39

Sul Mato-grossense

466

Amazonense

233

Tocantinense

212

Baiana

1166

Carajás

53

TOTAL DE MEMBROS ATIVOS

Carioca

1195

Catarinense

190

Cearense

110

CIBUC (Ceará)

103

Distrito Federal

414

Espírito Santo

1071

Fluminense

3289

Gaúcha

203

Goiana

285

Maranhense

385

Mato Grosso

226

Meio Norte do Brasil

200

Mineira

1272

Norte-rio-grandense

158

Paraense

296

Paraíba

257

SEÇÃO

14485

A OPBB tem as seguintes finalidades: I - promover a convivência, fraternidade e solidariedade entre os filiados; II - zelar pelo ministério Batista, sob todas as formas e aspectos, a fim de que o ministério pastoral seja exercido por vocacionados com boa formação teológica e conduta exemplar; III - tratar dos interesses dos filiados, junto às entidades particulares e aos poderes públicos; IV - fazer gestões junto às igrejas, que objetivem a valorização, a capacitação continuada e o sustento pastoral; V - representar o ministério Batista na sociedade; VI - promover encontros, simpósios, conferências, congressos e retiros, visando à confraternização, à capacitação do ministério pastoral e o posicio-

namento da OPBB, face às demandas da época; VII - diligenciar junto aos poderes constituídos, o cumprimento das garantias, efetivação dos institutos e direitos constitucionais e o pleno exercício da liberdade religiosa, pela efetiva prática dos direitos humanos e pela influência dos valores e princípios cristãos na cultura, nas leis e na vida brasileira; VIII - manter as Igrejas e a liderança denominacional informadas sobre os assuntos relacionados com o ministério Batista, especialmente sobre os melhores procedimentos para orientação, exame e consagração de candidatos ao pastorado. Presidentes e diretores-executivos da OPBB | Última Década

tas 2018 - 2021 Presidente: pastor Adilson Santos Diretor-executivo: pastor Daniel Ventura 2022 - 2024 Presidente: pastor José Maria Diretor-executivo: Pr. Daniel Ventura NÚMERO DE PASTORES (FAIXA ETÁRIA) 22 a 35 anos

793

36 a 50 anos

5.005

51 a 65 anos

5.870

Acima de 65 anos

2.611

Sem data de nascimento

206

GERAÇÕES DE PASTORES Pastores até 25 anos

33 pastores

2012 - 2013 Presidente: pastor Éber Silva Diretor-executivo: pastor Augusto Carvalho

Pastores acima de 95 anos 16 pastores

2014 - 2015 Presidente: pastor Estevam Fernandes Diretor-executivo: pastor Augusto Carvalho

NÚMERO DE ORDENAÇÃO POR DÉCADA

Pastor mais novo

22 anos

Pastor mais idoso

101 anos

1950

25

1960

150

2015 - 2016 Presidente: pastor Éber Silva Diretor-executivo: pastor Juracy Bahia

1970

449

1980

1276

1990

2096

2017 Presidente: pastor Juracy Bahia Diretor-executivo: pastor Davidson Frei-

2000

4234

2010

5018


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REFLEXÃO

O JORNAL BATISTA Domingo, 26/06/22

Viagem virtual durante a pandemia Daisy Santos Correia de Oliveira

ministra de Evangelismo e Missões da Igreja Batista Emanuel em Boa Viagem - PE

A Igreja Batista Emanuel em Boa Viagem-PE planejou, para 2021, duas viagens missionárias aos campos adotados por nossa Igreja: Itacuruba, no Sertão de Pernambuco, em convênio com a Área de Missões Estaduais da Convenção Batista de Pernambuco (AME/CBPE), e Santo Antônio, Agreste do Rio Grande do Norte, com a Junta de Missões Nacionais (JMN) da Convenção Batista Brasileira (CBB). Tudo estava preparado para viagens presenciais, mas a pandemia não permitiu, então criamos a “Viagem Missionária Virtual”, uma reviravolta nos planos e a incerteza da aceitação por parte dos campos. Foi uma verdadeira

descoberta! É muito mais difícil fazer uma viagem virtual, mas, com Deus, tudo é possível, e adaptamos tudo ao novo momento. Ah! Como aprendemos novas estratégias e ferramentas que nos fizeram vivenciar ricas experiências. Nossos missionários tomaram um susto, mas, vimos a mão de Deus à frente do projeto. Em maio, fomos a Itacuruba, o campo mais novo adotado por nossa Igreja. O casal de missionários, Rubens e Crislaine Ramos e sua filha, Sara Lavínia, aceitaram o desafio. Preparamos um Grupo de Oração com horários definidos para orarmos com Itacuruba, realizamos uma palestra para casais sobre “Crise Conjugal - separação”, tema proposto pelo missionário pois, durante a pandemia, cresceu na cidade o número de casos de divórcio. O tema foi trabalhado por uma psicóloga em

uma live. Enquanto isso, as crianças tinham atividades bíblicas, educativas e recreativas com o material enviado pela Igreja. Realizamos ainda um culto missionário com tema de Missões Mundiais “Viva o Poder de Transformar”, com a participação do Coro Cantar’t (Coro Jovem) e doações enviadas para a realização de um Bazar. Por transferência bancária enviamos a nossa oferta missionária para o campo. Que dia de bênção para aquela comunidade e para nossas vidas. Em agosto, já com mais experiência, fomos para Santo Antônio-RN, onde atua a família missionária pastor Alberto e Diana Costa com seus dois filhos, Miquéias e Mikaelly. O foco foi Missões Nacionais com o culto temático “Cristo é a Única Esperança”. Foi emocionante ver a Igreja participando. Seu alvo foi ultrapassado, com o envio

de nossa oferta. Essa viagem virtual contou com um grupo de motociclistas “Guiados Pelo Senhor” (GPS), da nossa Igreja, que se propôs ir lá, levar nosso carinho oferecendo um almoço à família missionária, entregando Bíblias e conhecendo mais o trabalho no campo. As crianças tiveram dois cultos e participaram de atividades artísticas com cunho bíblico, realizadas com a supervisão da missionária. Para os adolescentes teve estudo bíblico e para os casais uma palestra com o tema “Família Enfrentando Crises na Pandemia”, por uma psicóloga. Foi uma experiência maravilhosa, grupos orando através do telefone com a família missionária, mensagens foram enviadas para os grupos da Igreja e Deus nos proporcionou a alegria de apoiar nosso campo missionário. Em tudo damos graças! n

Mobilizadores são vocacionados? Silvana S. P. Martines

extraído do blog de Missões Nacionais

Muitas vezes temos a impressão que apenas aqueles que deixam tudo e vão para o campo missionário são vocacionados, mas todos somos vocacionados e temos a missão de fazer discípulos! Deus realmente levanta pessoas entre os promotores de missões para deixar tudo e ir para os campos missionários. Isso é muito natural, pois promotores são apaixonados por missões e muitos missionários hoje no campo, foram promotores em suas Igrejas. Mas, dificilmente, mais do que 5% dos presentes nos Acampamentos de Promotores vão para o campo missionário distante. Os 95% que ficam não são vocacionados? Ficam porque são desobedientes e sem fé suficiente para abandonar o conforto? Os 5% que vão têm um chamado mais especial e importante do que os 95% que ficam? Amar missões é um sinal evidente que você deve estar entre os 95%?

Muitas vezes encontramos promotores de missões em crise vocacional, tristes, achando que fizeram alguma coisa errada na vida e por isso não estão entre os 5%. Você já se sentiu assim? A questão não é se estamos entre os 5% ou entre os 95%. O que realmente importa é se estamos no centro da vontade de Deus, obedecendo ao Seu chamado e cumprindo com excelência a missão que Ele nos deu! Hoje, mais do que nunca, vivemos um tempo onde a vocação para mobilização é importante e faz parte da engrenagem missionária. Infelizmente, mais de 60% das Igrejas Batistas não compreendem a importância da cooperação e não contribuem com nossas Juntas missionárias. Dentre estas, poucas se envolvem com projetos missionários em geral. Sem intercessão, mantenedores e vocacionados não chegaremos até os confins da terra com a mensagem do Evangelho. É através da mobilização que Deus despertará o Seu povo! Por isso, Ele, o Deus

missionário, está levantando um exército de vocacionados para mobilização! Em todas as Igrejas, em cada cantinho deste país, Deus tem escolhido, chamado e capacitado servos para mobilizar Sua Igreja. É muito interessante como seus olhos brilham quando falam de missões! Estes são os vocacionados para mobilização, mas normalmente não sabem disto e se sentem frustrados por não estarem entre os 5%. Muitos destes estão tristes por suas Igrejas não estarem envolvidas com a obra missionária. Romanos 10 diz: “E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados?” A vocação para mobilização é a resposta para esta pergunta, pois nossas Igrejas precisam acordar para urgência da obra missionária. Por isso, Deus realmente tem vocacionado pessoas cheias do Espírito Santo, para ficar! Muitos dentre estes, são vocacionados para mobilizar também sua região como mobilizadores voluntários.

O mobilizador não é um missionário frustrado que desobedeceu a Deus em algum momento em sua vida e ganhou um prêmio de consolação ou um castigo: ser promotor de missões! Nós somos chamados por Deus para ficar e precisamos compreender a importância do nosso chamado. Você pode já ter trabalhado na sua vida secular em projetos de grande envergadura, mas nada se compara ao seu trabalho como vocacionado para a mobilização, pois está no maior e mais relevante projeto de toda a humanidade, trabalhando com o Rei dos reis e Senhor dos senhores, em sua grandiosa e mais sublime missão, em que todo o céu está envolvido: “…buscar e salvar o que estava perdido” (Lucas 19.10). Glória a Deus por fazer parte disto! Façamos nosso melhor e cumpramos com excelência a nossa vocação, pois quem nos chamou sempre nos capacitará para cumprir a missão! Nós, mobilizadores, somos vocacionados! n


MISSÕES NACIONAIS

O JORNAL BATISTA Domingo, 26/06/22

Rio Grande do Sul para Cristo Ana Luiza Prates Oliveira

Redação Missões Nacionais

Como cristãos, entendemos a necessidade de levarmos o Evangelho até os lugares mais distantes e é por isso que a nossa visão missionária percorre o país de norte a sul, de leste a oeste. Ao olharmos para a Região Sul, mais especificamente, para o Rio Grande do Sul, o “rincão”, o solo gaúcho, uma terra conhecida pelo chimarrão e pela temperatura amena, vemos que é um terreno fértil para a pregação da Palavra. Dos 497 municípios desse estado, ainda falta, como Batistas, plantarmos Igrejas em cerca de 380 deles. Devemos olhar os campos que ainda estão brancos para a colheita. Um grande desafio precisa ser, para nós, uma grande oportunidade. Somos gratos a Deus, pois em um estado colonizado por diversas culturas, onde o sincretismo religioso é latente, temos a chance de mostrar uma nova cultura: a cultura do Reino. Dessa forma, os missionários têm seguido e servido. Das aulas de flauta e violão em Caxias do Sul às aulas de kickboxing, em Porto Alegre. Do Projeto Viver, que ensina culinária em Taquara, às aulas de reforço escolar em Sapucaia do Sul. Da plantação de Igreja em Sapiranga à revitalização em São Lourenço do Sul. Da Igreja localizada em cima de morro à Igreja próxima ao rio. A visão é a mesma: alcançar o Rio Grande do Sul para Cristo, multiplicando discípulos! É com essa visão que as missionárias em formação Amanda Sales e Cristiane Janke Oliveira servem incansavelmente. Suas agendas têm sido feitas por Deus: estudos para batismo, caminhadas de oração, mentorias, contato com parceiros, culto de oração, aulas de alfabetização e reforço, relacionamentos intencionais, pequenos grupos, idas à feira do produtor para criar vínculos, dentre outras atividades. A rotina das missionárias é intensa e intencional, para alcançar São Lourenço do Sul, para levar compaixão e graça. Para plantar mais uma Igreja. Para salvar vidas, para levar a mensagem de que Jesus transforma. Para ver Deus transformando a realidade gaúcha. Para ver um povo que é conhecido pelos altos índices de suicídio e depressão contemplar a graça de Jesus e sorrir novamente. Louvado seja o Senhor por tudo o que já tem acontecido no Rio Grande do Sul e por tudo o que, pela fé, já sabemos que vai acontecer. Vale a pena investir na obra missionária. Vamos avançar! n

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O JORNAL BATISTA Domingo, 26/06/22

NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

115 anos da Convenção Batista Brasileira em imagens Para celebrar esta data de destaque na história dos Batistas brasileiros escolhemos alguns registros fotográficos para celebrar os 115 anos da Convenção Batista Brasileira.

Primeira Assembleia da Convenção Batista Brasileira Realizada de 22 a 27 de junho de 1907, na cidade de Salvador, capital da Bahia. A comissão organizadora optou pela data de 22 de junho de 1907 para organizar a Convenção, na cidade de Salvador, quando transcorreriam os primeiros 25 anos do início do trabalho Batista brasileiro. No dia aprazado, no prédio do ALJUBE, onde funcionava a PIB de Salvador, em sessão solene, foi realizada a primeira Assembleia da Convenção Batista Brasileira, composta de 43 mensageiros enviados por Igrejas e organizações. A casa estava cheia. O clima era de festa, celebrando o que Deus fizera a partir daquele início tão pequeno! Criada a Convenção, foi eleita sua primeira Diretoria: Presidente - Francisco Fulgêncio Soren; Primeiro vice-presidente - Joaquim Fernandes Lessa; Segundo vice-presidente - João Borges da Rocha; Primeiro secretário - Teodoro Rodrigues Teixeira; Segundo secretário - Manuel I. Sampaio; Tesoureiro - Zacharias Taylor.

50 anos da Convenção Batista Brasileira

100 anos da Convenção Batista Brasileira

No ano em que a Convenção Batista Brasileira completou seu Jubileu de Ouro foi realizada a sua 40a Assembleia, na cidade de Belo Horizonte-MG, nos dias 17 a 22 de janeiro de 1957.

No dia 22 de junho de 2007, a CBB celebrou 100 anos de fundação, num culto realizado na Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro-RJ. Culto teve a participação do Coro do Seminário do Sul e o pastor David Baêta como orador. A celebração também marcou a posse do pastor Fernando Brandão como diretor executivo da Junta de Missões Nacionais (JMN). “A PIB do Rio de Janeiro recebeu grande público que participou de um culto simples, mas muito agradável. Houve oportunidade de se ouvir palavras inspirativas, música de qualidade e, principalmente, os participantes saíram muito bem impressionados com o novo diretor executivo de Missões Nacionais, homem que demonstrou entusiasmo e paixão pelo trabalho missionário” (O Jornal Batista, 01/07/2007).


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110 anos da Convenção Batista Brasileira Cerca de 250 pessoas compareceram ao Culto de Gratidão a Deus por 110 anos de história da Convenção Batista Brasileira (CBB) e as Juntas Missionárias - Missões Nacionais (JMN) e Mundiais (JMM). A celebração aconteceu na quarta-feira, dia 21 de junho de 2017, na Capela do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (STBSB), no Centro Batista Brasileiro, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro, e também foi transmitido ao vivo.

100ª Assembleia da Convenção Batista Brasileira O “coração do Brasil” recebeu os Batistas brasileiros para um dos momentos mais importantes de sua história. Entre os dias 23 a 26 de janeiro de 2020, no Centro de Convenções de Goiânia, a Convenção Batista Brasileira (CBB) realizou a 100a Assembleia da sua história. O evento também comemorou o centenário do trabalho Batista no estado de Goiás.

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Campanha de Missões Estaduais está em todos os cantos de Minas Abertura da Campanha envolve os Batistas mineiros. Extraído do site da Convenção Batista Mineira A Campanha de Missões Estaduais 2022 está só no início e já temos notícias maravilhosas. Na Associação Batista Central ABC foram oito cultos acontecendo de forma simultânea, alcançando por volta de 500 pessoas. Em Ribeirão das Neves, Santa Luzia, Belo Horizonte e outros locais, esses cultos foram de grande impacto Associações e Igrejas promovem Campanha de Missões Estaduais em todo estado de Minas Gerais iniciando esse tempo mais que especial do ano. Pastor Osvaldo Santos (gerente da Área 4) fez um momento especial de lançamento da Campanha em seu Pequeno Grupo Multiplicador protótipo, na cidade-alvo de Jaboticatubas. Lá no Sul de Minas, na Primeira Igreja Batista de São Lourenço, foram 61 pessoas envolvidas no lançamento da Campanha. Cachoeira de Minas também participou desse momento tão especial, com o missionário Jeferson Matias e pastor José Elio (gerente da Área 3) iniciando a Campanha. Promotores de Missões estão conduzindo os laçamentos da Campanha em cada região do estado No Norte de Minas, pastor Carlos Genival (gerente da Área 2) esteve nas encontros, com a participação de 93 Deus tem mais, muito mais para fazer cidades de Brejo do Amparo, Janaúba, panha. através de nossas vidas nesta CampaNa região Oeste, pastor Robsom pessoas e 11 Igrejas representadas. Bocaiúva e em outros locais. Muitas nha de Missões. Você está pronto para Martins (gerente da Área 1) lançou a Tem sido um tempo de festa e de pessoas participaram desses cultos este tempo? n campanha de Missões em cultos e grandes expectativas. Cremos que e encontros de lançamento da Cam-

MCM da PIB em Pantanal, em Duque de Caxias - RJ, comemora aniversário de 20 anos Louvores, dança e Palavra falaram sobre o perdão na caminhada cristã. Dayane Rodrigues

membro da Primeira Igreja Batista em Pantanal, em Duque de Caxias - RJ

Com o tema “Busquemos a Paz com Misericórdia”, em 28 de maio foi realizado o culto em comemoração ao aniversário desta organização que é tão importante para a vida espiritual e organizacional da Igreja. Mulheres Cristã em Missão, grupo feminino formado por diferentes gerações, mas que se complementam para o objetivo de levar a Palavra de Deus no bairro, edificam e promovem através da sua união o fortalecimento da Igreja local. A Primeira Igreja Batista no Pantanal, em Duque de Caxias-RJ, promoveu um maravilhoso culto com louvor e adoração ao Senhor através desse grupo de mulheres. Efésios 4.3 “Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente,

Igreja celebrou aniversário da MCM da PIB em Pantanal assim como Deus perdoou vocês em Cristo”, foi a passagem escolhida para uma linda noite de celebração e festa com a Igreja, demonstrando o amor e o poder que por meio de Cristo transborda na vida dessas pessoas.

Louvores, dança e Palavra trataram sobre o perdão e sua importância para a caminhada cristã buscando o seu alvo Cristo. A festividade foi marcada com crianças, jovens e adultos unidos, formando um único mover na adora-

ção ao Rei, as mulheres vestiram seu uniforme, na sua cor característica, o roxo, e formaram um lindo coral. Ao Senhor damos glória pelo fôlego e unção que tem derramado na vida desse ministério. n


MISSÕES MUNDIAIS

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Reunião com os pais do Projeto Viva Sarah Marques

missionária no Oriente Médio

No início do mês de junho tivemos a nossa primeira reunião presencial com pais do Projeto Viva, Criança Especial (PKU Taskforce) e sete pais compareceram. Foi a primeira vez que eles se reuniram e puderam se conhecer pessoalmente, pois estão no grupo de pais do WhatsApp, mas nunca tinham se encontrado pessoalmente. O Projeto Viva, Criança Especial é um projeto de visitas, acompanhamento e orientações às crianças com fenilcetonúria e suas famílias. Neste encontro falamos, dentre vários outros assuntos, sobre a importância de termos pais que possam representar as famílias para fazer a advocacia mediante governos, ou seja, representar o grupo diante das autoridades para conversar sobre soluções e melhorias no processo de diagnóstico e tratamento de crianças com fenilcetonúria. Que é uma doença congênita, na qual o portador não consegue processar o aminoácido fenilalanina e os níveis elevados deste aminoácido no

sangue causam problemas neurológicos, incluindo inabilidade motora e cognitiva. Atualmente, temos dois voluntários de diferentes regiões para esta representação. Eles sugeriram que fossem dois representantes: um da nossa província e outro de outra província. Acreditamos que foi bem encorajador para eles e para nós também. Outros assuntos abordados foram:

1) Papel da The Restoraction Action (TRA), a organização não governamental na qual somos voluntários no trabalho com as crianças (O Projeto Viva, Criança Especial ou PKU Task Force é a equipe que trabalha com as crianças dentro da Organização TRA) 2) Educação 3) Importância dos pais ajudando pais na educação de experimentar alimentos

4) Adição de fórmula proteica suplementar à comida; mistura de fórmulas quando a criança não gostar do sabor. 5) A importância de exercitar as crianças e tentar alimentá-las sentadas quando elas já podem se sentar, mesmo que seja necessária assistência. Por exercício, também queremos dizer estimular a criança, conversar, brincar. Ore por este projeto e por todas as pessoas envolvidas. n

firme no propósito de seguir fazendo a vontade de Deus a cada dia, mortificando seu eu. “Deus me curou de uma crise de ansiedade terrível; fiz tratamento por oito meses com psicólogo. Pensava

que desse tratamento viria a cura, mas a angústia que sentia não passava. Intensifiquei as orações e propósitos com Deus, e senti a doce paz do Pai. Hoje estou totalmente curada, para a honra e a glória de Deus. São tantos

benefícios que o Senhor tem feito. Sou eternamente grata a Ele pela oportunidade e por uma nova chance de viver para o seu louvor”, declarou Santana às missionárias Ana Cristina e Esmeralda. n

Reencontrando a paz

Redação Missões Mundiais Santana é um dos motivos de alegria das missionárias Ana Cristina Santos e Maria Esmeralda da Silva, que estão à frente do projeto Sublime Tarefa na comunidade Ndunda 2, na cidade da Beira, em Moçambique. As brasileiras vivem o Evangelho na prática por meio deste trabalho de desenvolvimento da comunidade com ações de combate à fome e à desnutrição. Há dois anos, Santana estava afastada dos caminhos do Senhor. Ela descreve aquele momento como “um imenso vazio”. Era como algo lhe faltasse. Em determinado momento de sua existência, ela percebeu que estava tão longe do Pai, que já não conseguia viver em paz. Despertou e entendeu que nada preenchia aquele imenso vazio. Santana reconheceu que jamais deveria ter se afastado do Pai. Foi então que passou a buscá-lo incessantemente, de uma forma sincera e reconhecendo suas falhas, confessando seus pecados e buscando o precioso perdão de Deus. Aos poucos, com a ajuda do Espírito Santo e as intercessões, apoio espiritual e aconselhamento das missionárias, Santana foi se reerguendo. Hoje ela se sente imensamente grata por ter sido acolhida naquele momento de batalha. Para glória de Deus, hoje está


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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

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Encontro da Associação Batista Jaguaquarense promove treinamento e celebra 94 anos de história Evento destacou importância da comunhão, missões e da denominação. Comunicação da Associação Batista Jaguaquarense A Igreja Batista do Jequiezinho, em Jequié-BA, sediou no dia 04 de junho o Encontro da Associação Batista Jaguaquarense. Durante o evento, foi realizado o primeiro Congresso de Treinamento de Líderes da ABJ. Nesse período, líderes das Igrejas associadas receTreinamento da ABJ alcançou todas as faixas etárias das Igrejas beram treinamento nas seguintes áreas: Ministério Infantil; Jovens e Adolescentes; Missões e Evangelismo; Sociedade Missionária de Homens Batistas (SMHB) e Mulher Cristã em Missão (MCM). O encontro também foi marcado pela reunião da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil - Subseção Jaguaquarense e um culto de louvor a Deus pelos 94 anos de história da Associação. Culto de celebração pelos 94 anos da Associação Batista Jaguaquarense De acordo com o pastor Bruno Loureiro, pastor presidente da Associação Batista Jaguaquarense, o evento foi promover o avanço missionário e a im- felizes por entender esse novo tempo para que ela seja cada vez mais releimportante para aproximar as Igrejas, portância denominacional. “Estamos da ABJ. Queremos continuar investindo vante.”, disse ele. n

Juventude Batista Betel recebe o Interjubas Centro com jovens de cinco municípios do RJ Programação é realizada pela Juventude Batista do Estado do Rio de Janeiro. Felipe do Valle Viana

presidente da Juventude Batista Betel e mobilizador de Missões Estaduais

A Juventude Batista Betel-RJ (JUBABE) realizou, no dia 28 de maio, o Interjubas Centro, uma programação da Juventude Batista do Rio de Janeiro (JUBERJ). Foi um intercâmbio entre as Juventudes Batistas (JUBAS) da nossa região. Recebemos diversos jovens Batistas dos municípios de Itaboraí, Cachoeiras de Macacu, Maricá, São Gonçalo e Niterói. Servimos a juventude com quatro oficinas: “Missões e Evangelismo”, com o ,issionário da Convenção Batista Fluminense (CBF) Bruno Madeira, líder da Associação da Família Ambiental Social e Esportiva (AFASE) e da Escola VemSer+1; “Liderança em Movimento”, com o vice-presidente da JUBERJ, Temoteo Santos; “Música”, com o multi-instrumentista Alex Davis; e “Dança”, com a artista e missionária Alice Gonçalo Bittencourt. Depois de muito aprendizado fizemos uma pausa para um lanche, o famoso “coffee-break”. Para alimentar o físico também e prosseguir

Oficinas e celebração marcaram as atividades do Interjubas Centro com a programação desse sábado abençoado. Jovem gosta de conversar, e para um bate-papo franco e aberto sobre os desafios da Juventude nos dias de hoje convidamos dois jovens, servos de Deus, que amam e trabalham com Juventude: o Sérgio Henrique Almeida, da Primeira Igreja Batista em Vila Rosali, em São João de Meriti-RJ, nosso querido “Serginho”, que continua servindo a Juventude com uma paixão intensa; e o Erick Trigueiro, missionário da Cruzada Universitária (CRU). Como os jovens são fortes, não paramos por aí. Afinal, programação

de crente tem que ter culto. Fizemos uma grande celebração a Deus com a Banda Start, da Primeira Igreja Batista de Alcântara, em São Gonçalo-RJ, no louvor, e do Ministério Movidos pela Graça, da Primeira Igreja Batista em Campo Lindo, através da dança. Para finalizar, uma Palavra viva e eficaz da parte de Deus através do Bacharel em Teologia e vice-presidente da JUBERJ Temoteo Santos, da Primeira Igreja Batista de Maricá-RJ. Através do seu presidente, Felipe do Valle Viana, a JUBABE agradece a participação dos jovens e de suas Igrejas; o apoio da diretoria da JUBERJ e do seu

presidente, Filipe Tavares, vice-presidente, Temoteo Santos, e diretor-executivo, pastor Diego Fagundes; a parceria com a Fernanda Esposito Gonçalves, nossa querida coordenadora da Região Centro; ao amado pastor Isaías, que nos recebeu cordialmente em sua Igreja, a Primeira Igreja Batista de Vila Brasil, em Itaboraí-RJ, e seus membros, em especial ao casal Maycon e Gisele; e aos servos do Senhor que nos ajudaram de forma totalmente voluntária. Nossa gratidão a Deus pela programação e o sonho de ver essa juventude forte e saudável para glória de Deus Pai. n


NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

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Plenário da CBESP aprova atualização de estatuto e regimento interno Assembleia Extraordinária atua para modernização.

Foto: Chico Junior/CBESP

Chico Júnior

jornalista da Convenção Batista do Estado de São Paulo

A Convenção Batista do Estado de São Paulo (CBESP) realizou no sábado, 04 de junho, sua Assembleia Extraordinária para reforma do Estatuto e do Regimento Interno. O encontro convencional aconteceu no salão nobre do Colégio Batista Brasileiro, em Perdizes-SP. Os trabalhos foram abertos pelo presidente da CBESP, pastor Genilson Vaz, e conduzidos pelo relator da comissão especial, pastor Elias Soares. A relatoria apontou que as bases para as reformas foram estabelecidas a partir do planejamento estratégico da CBESP (2019-2022), das cartas de intenções - material que traz os passos de adaptações para o cumprimento do planejamento -, da criação da Rede Batista de Educação CBESP, das consequências decorridas da pandemia, e da necessidade de adequações às leis brasileiras.

Diretoria da CBESP conduziu trabalhos durante toda a Assembleia Extraordinária Ao final dos trabalhos e das participações dos mensageiros, as alterações no Estatuto e no Regimento Interno foram devidamente aprovadas pelo plenário. A Diretoria da CBESP louvou a Deus pelo êxito na agenda e pelo empenho colaborativo dos presentes.

As mudanças abarcam modernizações, como a implantação do modelo de plataformas, conforme proposto pela 111ª Assembleia CBESP, realizada em Bauru-SP, a criação do Conselho Gestor das Plataformas, não sendo mais necessária a continuidade do Conselho de Administra-

ção e Missões (CAM). Outra decisão importante foi a mudança de status do executivo. Pastor Adilson Santos, executivo do CAM, passa agora a ser o diretor-executivo da CBESP. Em breve, a CBESP disponibilizará em seu site o estatuto e o regimento atualizados. n

Associação de Esposas de Pastores e OPBBDF promovem celebração do Dia do pastor Programação também teve atividades para os filhos de pastores. Comunicação da Convenção Batista do Planalto Central No sábado, 11 de junho, a Associação de Esposas de Pastores juntamente a Ordem dos Pastores do Planalto Central (OPBB-DF) realizaram na Primeira Igreja Batista do Guará-DF, um encontro de pastores em comemoração ao Dia do pastor. O evento contou também com a participação do FIPAS (Filhos de Pastores). Os FIPAS se reuniram com a nossa líder da juventude do Planalto Central, Gabriela Paz, que também é filha do pastor, para conversar sobre como é ser filho de pastor. Tivemos também programação do Fórmula Kids para as crianças, lideradas pela nossa irmã Beatriz Dantas. Na oportunidade tivemos a participação do presidente da Convenção Batista do Planalto Central (CBPC), pastor Benilton Custódio Filho, e do nosso diretor-executivo, pastor Luís Cláudio Pessanha, que falaram sobre a nossa unidade e a Mobilização Missionaria 2022. Foco na Missão! n

Pastores e suas esposas durante celebração do Dia do pastor na Igreja Batista do Guará - DF

Filhos de pastores tiveram programação especial; evento também teve representação denominacional


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PONTO DE VISTA

O JORNAL BATISTA Domingo, 26/06/22 FÉ PARA HOJE

Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob O texto de I Pedro 5.1-4, inspirado pelo Espírito Santo, exorta os presbíteros ou pastores a pastorearem (pastoreai, no imperativo) o rebanho de Deus, não por constrangimento, obrigação, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade (emoção positiva de fazer o trabalho); nem como dominadores (que governam pela força, subjugamento) dos que lhes foram confiados, antes tornando-nos modelos do rebanho. Pastorear, segundo doutor Russell Shedd, enfatiza a responsabilidade de guiar, proteger e alimentar o rebanho. Quando o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível (que não murcha) coroa de glória. No texto de Hebreus 13.7 temos os verbos lembrai-vos ou “continuai a lembrar-vos” (o mesmo verbo ocorre em II Timóteo 2.8, quando o apóstolo ordena a Timóteo a lembrar-se de Jesus Cristo). Considerando atentamente significa uma observação cuidadosa. No verso 17, o verbo obedecer aparece no imperativo (sede submissos). Há aqui também uma vigilância constante. Os líderes são conclamados a cumprir suas tarefas com alegria, não gemendo. Como deve ser a relação entre Igreja e pastor? Certamente, um relacionamento de amor e respeito; de afeto e exortação; de sinceridade e confrontação, e profunda aceitação em Cristo Jesus.

A Igreja e seu pastor

A Igreja é maior que o seu pastor. Este é um servo de Jesus, chamado por Ele, para servir à Sua Igreja, trazendo a visão e pregando o genuíno Evangelho. A Igreja deve tratar o seu pastor com amor profundo, honra, zelo, respeito, sinceridade, autenticidade, lisura e transparência no Espírito. O pastor, por sua vez, deve ver a Igreja como Corpo vivo de Cristo, coluna e firmeza da verdade, comunidade da fé, assembleia dos santos e comunidade dos servos. A Igreja é composta dos chamados de dentro para fora do mundo. Composta por pessoas feridas, com problemas emocionais, espirituais e éticos. O pastor é um vocacionado por Deus para exercer os seus ministérios, quais sejam: pregação, pastoreio, ensino, evangelismo e administração, a começar da família. A Igreja de Deus precisa ver no seu pastor a veracidade do chamado para o ministério, o seu amor pelo Senhor e por ela. Nesta perspectiva, as práticas serão comuns. O pastor é o servo da Igreja de Cristo. Igreja e pastor devem se alegrar, respeitar, manter o diálogo, se contentar mutuamente em Cristo Jesus. Este é o referencial para ambos. As duas partes devem viver a fidelidade, integridade, sinceridade, na relação. A Igreja deve obedecer ao seu pastor: “Obedecei a vossos líderes, sendo-lhes submissos, pois eles estão cuidando de vós, como quem há de prestar contas; para que o façam com alegria e não

gemendo, pois isso não vos seria útil” (Hebreus 13.17). Os dois precisam caminhar juntos na unidade do Espírito pelo vínculo da paz (Efésios 4.3). Igreja e pastor são como agulha e linha, isto é, não podem trabalhar separadamente. Há uma completude. Eles se complementam no caráter das Escrituras, na sua verdade absoluta. O Espírito Santo conduz Igreja e pastor no caráter de Cristo, em toda a Sua personalidade. Não deve haver discórdia entre eles. As suas respectivas funções indicam convergência e não concorrência. Foram chamados para uma sintonia fina. Como instrumentos usáveis, devem ser afinados no diapasão de Deus. Igreja e pastor se alimentam das Escrituras. Vivem em oração, na dependência de Deus. Eles compartilham os ensinos das Escrituras na experiência comum. Fazem parte da Comunidade da aceitação, do perdão e da festa. São gerados e pastoreados pelo Pastor Supremo, o Senhor Jesus Cristo, que os comprou com o seu precioso sangue (I Pedro 1.18,19). Por esta razão, ambos são ovelhas de Jesus. Alegram-se profundamente por estarem nEle. O seu coração se rejubila na obra de Cristo na cruz e na ressurreição. Na experiência do novo nascimento ou da regeneração, Igreja e pastor experimentam a crucificação, morte, ressurreição e glorificação com Cristo Jesus: “Já que fostes ressuscitados com Cristo, buscai as coisas de cima, onde Cristo está as-

sentado à direita de Deus. Pensai nas coisas de cima e não nas que são da terra; pois morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, também vós vos manifestareis com ele em glória” (Cl 3.1-4). A Igreja e seu pastor estão sob o guarda-chuva do Reino de Deus. Este Reino é justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Romanos 14.17). Reino de amor e graça; perdão e aceitação; poder e unção; vida e missão. A relação vocacional entre Igreja e pastor é muito significativa. Sublime. Revela perseverança e confiança. Eles têm prazer em fazer Cristo conhecido na sua comunidade, nos lugares mais próximos e distantes. Estão comprometidos com a obra missionária, com o evangelismo e com a ação social. Igreja e pastor têm prazer em servir ao Senhor com alegria e singeleza de coração a partir de uma só alma, uma só mente e um só coração (Atos 2.42-47). Que relação preciosa é a relação Igreja/ pastor! É uma relação de comprometimento com Aquele que os chamou por Sua graça. Há uma cumplicidade entre a Igreja, o pastor e Cristo Jesus. A Igreja deve se submeter à liderança do seu pastor e este deve se submeter a autoridade que a Igreja tem de Cristo Jesus, nosso Senhor. Cristo Jesus é muito maior do que a Sua Igreja. Fica muito claro que Igreja e pastor devem viver neste mundo, acima de tudo, para a Glória de Deus! n


PONTO DE VISTA

O JORNAL BATISTA Domingo, 26/06/22

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OBSERVATÓRIO BATISTA

Político pode usar o púlpito de minha Igreja? (Parte 2) Lourenço Stelio Rega Retomando o artigo anterior, em que terminei indagando sobre a metáfora do sal e da luz que Jesus nos atribuiu (Mateus 5.13ss), será necessário relembrar que ao lado disso tem a oração sacerdotal (João 17) sinalizando o nosso envio para o mundo em que nosso Mestre afirma: “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal (no original em grego poderia ser Satanás) … Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo (Jo 17.15, 17,18). Ser sal e luz é muito mais do que pegar um plano conceitual da salvação e ficar lendo para quem quer aceitar a ideia de ser pecador, que precisa se arrepender e aceitar a morte de Jesus. Muito mais. Ser sal e luz significa influenciar o ambiente em que se está, esse é o papel do sal e da luz. Outras figuras aparecem no Novo Testamento, tal como sermos embaixadores de Cristo (II Coríntios 5.20). Em outras palavras, além de ter sido salvo, é demonstrar a vida de um salvo, por meio de transformação do caráter, da mentalidade (mindset), dos valores da vida e tudo à luz dos ensinos da Palavra de Deus. Conhecer a Deus é muito mais do que ouvir falar de Deus, ouvir que há uma salvação vinda de Deus e isso tudo é necessário, mas para que o mundo creia é necessário que ele veja Deus por intermédio de como vivemos, de como somos, como decidimos, tratamos os outros, como vivemos em situações de crise e fronteira ética. Aliás, Jesus nos ensinou: “quem me vê a mim, vê o Pai” (João 12.45 e 14.9), e Ele ainda nos mostrou que nos deixou o exemplo para que sigamos (João 13.15). Assim, todos nós cristãos e cada um de nós somos o ELO entre Deus e as pessoas que conhecerão de Deus ao nos ver, considerar nossas escolhas, nosso falar, nosso relacionamento, nosso modo de ser e de agir. E, então, surge mais uma indagação, como as pessoas e o mundo nos veem como cristãos? Temos sido o elo entre Deus e as pessoas? Temos, em geral, sido o bom perfume de Cristo para o

mundo (I Coríntios 2.15). Ou nosso viver cristão tem sido muito ativo nas atividades dominicais, estruturais e programáticas de nossa Igreja? E o que dizer de certos equívocos que se tornaram cultura e mesmo ideologia em nosso meio, como o de afirmar que o imperativo e núcleo central da Grande Comissão (Mateus 28.19,20) é o IR, e como geralmente não podemos ir como missionários e evangelistas, então é só dar a oferta missionária e tudo está resolvido. Uma análise gramatical no grego sobre esse texto mostrando três verbos no particípio (inclusive o IR, que, portanto, não é imperativo) e o verbo principal, “fazer discípulos”, este, sim, está no imperativo e é o núcleo do texto e o verbo que gerencia toda a dinâmica dos outros verbos secundários no particípio (verbos: ir, batizar e ensinar). Mas, em geral, aprendemos que “ir” se refere à obra missionária feita por missionários, mas “fazer discípulos” requer vida transformada e transformadora para poder ser modelo a ser transferido para quem aceita o Evangelho (I Coríntios 11.1 e II Timóteo 2.1,2). Isso requer muito mais do que aceitar a salvação, requer abnegação, reconstrução de vida pela renovação da mente (Romanos 12.1ss), dependência da graça de Deus (Romanos 8; II Coríntios 12.1ss). E o que é possível ver no cenário evangélico no cotidiano eclesiástico, Igrejas maduras ou orfanatos espirituais (I Coríntios 3.1-3; Hebreus 5.11-14)? Que tipo de representantes ou embaixadores do reino temos sido? Temos conquistado para o Evangelho pessoas e investido em seu discipulado que se tornarão governantes, políticos, juízes, empresários, profissionais liberais, executivos, pedreiros, eletricistas, de modo que, sendo discipulados, atuarão em seu ambiente como cristãos seguindo os valores cristãos? Ou temos conquistado estas pessoas tornando-as bons membros da Igreja, fiéis, contribuintes, pontuais? Nosso modo de atuar tem sido como o dos cristãos da Igreja do primeiro século? Temos “revolucionado” o mundo com nosso modo de viver e de ser (Atos 17.6)? Qual é a história

que temos contado ao mundo? Apenas de um Cristo morto que nos garante o bilhete para o céu? Ou um Cristo vivo que transforma nossa vida a ponto de que as pessoas, ao ver-nos, enxergam Deus por nosso meio? Então, a pergunta se político pode usar o púlpito é irrelevante, a pergunta é outra, como John Stott nos lembra: “Não devemos perguntar: ‘O que há de errado com o mundo?’ Esse diagnóstico já foi dado. Em vez disso, devemos perguntar: ‘O que aconteceu com o sal e a luz’”? No fundo, estamos indo ao mundo para evangelizar as pessoas da cidade, trazemos os convertidos para dentro da Igreja, mas estamos devolvendo esses convertidos, transformados, de volta para a cidade para que vivam intensamente o Evangelho e seus valores? A Igreja primitiva ouviu mas não entendeu o chamado de Jesus em Atos 1.8 - era para ser bênção de Deus para as nações, começando em Jerusalém. O que ela tentou fazer foi demonstrar aos judeus que tinha a mensagem que eles não tinham a do Messias. Até que Estêvão é morto e a Igreja se espalha, mesmo assim, resistia avançar para Samaria e muito menos até os confins da terra. Podemos até arriscar que Deus precisou “forçar” a situação para que a Igreja entendesse, pois estava respondendo perguntas e temas desatualizados, como o de que precisavam “tomar posse” do templo e da religião judaica. O desafio e o chamado era para que fossem testemunhas e não revolucionassem a instituição, o judaísmo. A grande narrativa missional (muito mais profunda que a missionária apenas) de Deus revelada nas Escrituras é restaurar todas as coisas e colocá-las tudo debaixo de Seus pés (Efésios 1). Foi para isso que Seu Filho veio, não somente morrer, mas ressuscitar para nos dar nova vida. A instituição, trabalho, atividades, programas, estruturas devem ser ferramentas e não o fim de tudo. Será que transformamos o meio em fim, em finalidade? Novamente saímos da cidade, fomos salvos; depois de discipulados, nosso desafio é o mesmo que Deus deu a Abraão - sai e vai (Gênesis 12.1,2). Esse não é apenas o papel dos missio-

nários, que lutam e sofrem muito para cumprir com seu dom e devemos enviar muito mais missionários, mas isso não nos dispensa de sermos testemunhas vivas e reais em nosso ambiente, em nosso meio de influência. Precisamos voltar à cidade, ao campo, ao mundo de onde viemos e demonstrarmos um Evangelho vivo e transformador que vá além do que seja institucional, programático. Assim, político deve assumir o púlpito? A pergunta é outra, estamos discipulando aqueles que se entregam para Jesus para que sejam bons políticos, bons governantes, bons juízes, bons empresários, bons executivos, bons profissionais liberais, bons carpinteiros, bons comerciantes? Exercendo sua influência onde vivem e onde atuam com os valores cristãos, com vida transformada? Ou será mais fácil continuarmos como estamos vivendo como se fosse uma espécie de “monte da transfiguração” de final de semana, centralizados no templo e em cumprir programas, atividades e eventos? O final de semana deverá ser um tempo de descanso, celebração, comunhão entre os irmãos, mas como resultado também de uma vida transformada e transformadoras. Mais ainda, como Igreja e líderes, necessitamos, com urgência, priorizar a compreensão dos dilemas do mundo contemporâneo em busca de soluções e estratégias bíblicas para encontrar caminhos de modo que o crente possa SABERviver, mais do que sobreviver, nesse complexo mundo, vulnerável, incerto e ambíguo. Assim poderemos também dar caminhos para que os discípulos, homens e mulheres, que viverão sua vida no mundo concreto possam ser muito mais sal e luz, revolucionando o mundo com os valores cristãos (Atos 17.6). Em artigo futuro vamos aprofundar esse tema destacando a grande narrativa missional de Deus com a Sua mão abençoadora e restauradora ao mundo a partir do protoevangelho prometido por Deus em Gênesis 3.15 e do chamado de Deus para Abraão para as nações (Gênesis 12.1,2). Desejando entrar em contato: rega@ batistas.org. n


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