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OJB EDIÇÃO 24 - ANO 2022

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ANO CXXI EDIÇÃO 24 DOMINGO, 12.06.2022

R$ 3.60 ISSN 1679-0189 ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901

Chamados para cuidar e ensinar

Dia do pastor Batista

segundo domingo de junho

“E ele designou outros para pastores...” (Efésios 4.11)

Notícias do Brasil Batista

Notícias do Brasil Batista

Notícias do Brasil Batista

Observatório Batista

Primeiro encontro

Tempos difíceis

Discipular as nações

Conselho da CB Maranhense participa de 1° reunião pós Assembleia

CB de Pernambuco fala das ações após fortes chuvas no estado

Confira o que aconteceu no 2° Congresso de Reflexão Missiológica da ABIBET

Político pode usar o púlpito de minha Igreja?

pág. 07

pág. 09

pág.09

Lourenço Rega fala da atuação da Igreja na sociedade pág. 15


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REFLEXÃO

O JORNAL BATISTA Domingo, 12/06/22

EDITORIAL

Qualidades que todo pastor deve possuir As Escrituras devem ser o nosso primeiro guia ao avaliarmos o desejo de um jovem pelo ministério pastoral (I Timóteo 3.1-7; Tito 1.5-9; I Pedro 5.1-4). Este plano precisa, então, ser avaliado pelo desejo do jovem pela obra (chamado interno), e em seguida pelos pastores e congregação de sua Igreja local (chamado externo). Embora essas qualidades bíblicas sejam úteis, elas não são exaustivas. Assim, aqui estão 10 outras características que busco, as quais eu sinto que não necessariamente são fatores

impeditivos, mas, ainda assim, são • Capacidade de se envolver emomuito importantes para o ministério cionalmente com as pessoas, tanto em pastoral e se inserem na estrutura do público quanto em privado; fruto do Espírito na vida de um cristão: • Comunicador capaz de se fazer • Amor profundo e preocupação pe- entender; las pessoas e pelas almas; • Consciência autêntica e honesta • Amor evidente e pessoal por Je- quanto ao seu coração e quebrantasus; mento pessoal;

• Forte capacidade de empatia em relação a uma pessoa que sofre. Pastores, busquem estas características nos futuros pastores de suas Igrejas e considerem o seu próprio caráter à luz dessas qualidades.

Por Brian Croft, pastor efetivo da Auburndale Baptist Church em Louisville, Kentucky, EUA • Personalidade cordial, com a qual • Espírito manso e humilde; Artigo Original: What are 10 quaas pessoas se sintam bem; • Posse evidente de sabedoria e lities every pastor needs to possess? • Capacidade ímpar para compreen- discernimento para enfrentar a vida Adaptação: Mentoria Pastoral OPBB n der e explicar a Palavra de Deus; e lutas;

( ) Impresso - 160,00 ( ) Digital - 80,00

O JORNAL BATISTA Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901

SECRETÁRIO DE REDAÇÃO Estevão Júlio Cesario Roza (Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ) CONSELHO EDITORIAL Francisco Bonato Pereira; Guilherme Gimenez; Othon Ávila; Sandra Natividade

INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189 PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB

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Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas IMPRESSÃO: Editora Esquema Ltda A TRIBUNA


REFLEXÃO

O JORNAL BATISTA Domingo, 12/06/22

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BILHETE BILHETEDESOROCABA DE SOROCABA

A alegria do pastoreio Pr. Julio Oliveira Sanches Na parábola da ovelha desgarrada, Jesus diz que o pastor se alegrou ao encontrar a ovelha que se separou do rebanho. Alegria que foi compartilhada com os vizinhos e amigos. “Alegrai-vos comigo, poque já achei a minha ovelha perdida” (Lc 15.6 b). Este “achei” significa que o pastor passou a noite procurando a ovelha desgarrada. Experimentou o frio da madrugada. A possibilidade de ser confrontado por lobos cruéis, que sempre estão à espreita do rebanho. Ao colocar a ovelha sobre os ombros, pensar-lhe as feridas, remover os espinhos e carrapatos, alisar o pelo úmido pelo sereno da noite, olhar nos seus olhos tristes de fugitiva, não consegue esconder a alegria do reencontro. Não consegue tirar-lhe a alegria

de ser pastor. Esta é a sua vocação e vocação não gera tristeza ou agressividade. O verdadeiro pastor, chamado por Deus, para pastorear as ovelhas de Cristo, por mais rebelde que seja ovelha ou o rebanho, jamais dirá ou pensará: “essa ovelha jamais receberá o bálsamo do meu cajado e o cuidado da vara que uso para defendê-la dos perigos que corre dos lobos cruéis.” Tal pastor ouvirá a repreensão do Senhor do rebanho a dizer-lhe: “Ai dos pastores que destroem e dispersam as minhas ovelhas do meu pasto, diz o Senhor” (Jr 23.1). É algo muito sério desprezar as ovelhas que foram confiadas aos cuidados de pastores humanos, para cuidar do rebanho de Cristo. A alegria que envolve o ministério pastoral desdobra-se e se renova em várias nuanças. Quando o pastor

entra no quarto da UTI, onde sua ovelha geme de dor e, ao mesmo tempo, sorri ao ver seu pastor, no coração deste a alegria se renova. “Que bom vê-lo, pastor”, murmura a ovelha. Novo ânimo invade o coração da ovelha e no coração do pastor a gratidão pelo chamado se renova. A leitura de um texto bíblico, próprio para a ocasião, seguida da oração pastoral traz ao coração que sofre o consolo ministrado pelo Espírito Santo sob os cuidados pastorais. Não há como explicar esses momentos na vida pastoral e no coração das ovelhas que são assistidas com amor. O pastor, às vezes, sabe que aquela ovelha jamais voltará ao templo para orar e agradecer com as demais ovelhas do rebanho. Mesmo assim prevalece a alegria de estar no centro da vontade de Deus,

por assistir as ovelhas de Cristo. No céu não haverá mais o relacionamento pastor-ovelha-pastor, mas haverá a contínua alegria de todos estarem sob os cuidados do eterno Pastor. A alegria do pastoreio advém do fato de o pastor saber que as ovelhas não lhe pertencem. Elas pertencem a Cristo, o supremo Pastor. O pastor é apenas alguém frágil e fraco, por natureza, a quem, por algum tempo, Cristo confia o cuidado das ovelhas ao seu ministério. Portanto não cabe ao pastor desprezar ou expulsar do rebanho as ovelhas de Cristo. Por mais rebelde que seja a ovelha ao pastor só resta amar e cuidar do rebanho que Cristo lhe confiou. Isto deve ser feito com alegria a gratidão, jamais como peso insuportável. n

Celebremos a paz com pastores segundo o coração de Deus Levir Perea Merlo

pastor, colaborador de OJB

“E vos darei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência” (Jr 3.15). No mês de junho temos algumas datas de celebração muito importantes: no primeiro domingo celebramos o Dia do homem Batista, esse incansável servo, chamado para dar um grande suporte nas coisas do Reino de Deus; no segundo domingo celebramos o Dia do pastor, que, acima de tudo, deve ser servo e pronto para servir, a exemplo do Mestre Jesus Cristo; ainda temos o aniversário da Convenção Batista Brasileira, no dia 22, o aniversário da Junta de Missões Nacionais e Junta de Missões Mundiais, nos dias 25 e 27, respectivamente, e o Dia da Educação Cristã Missionária e aniversário da União Feminina Missionária Batista

do Brasil, no dia 23; e para fechar temos, no dia 26, último domingo, o Dia do missionário Batista. Significativas celebrações e em tudo o Senhor seja louvado! O que significa pastor segundo o coração de Deus no século XXI? Como nasce um verdadeiro pastor? E qual é a verdadeira missão de um pastor segundo o coração de Deus? O Dia do pastor originalmente foi criado para homenagear pastores jubilados, ou seja, aqueles que depois de grande labuta conseguiram chegar ao fim de suas carreiras, sendo fiéis despenseiros da graça do Senhor; mas, com o passar dos tempos, as Igrejas entenderam que também é uma oportunidade para agradecer ao Senhor Pastor e Bispo de nossas vidas por todos aqueles que têm uma grande responsabilidade de pastorear (cuidar) do rebanho do Senhor (logo o rebanho é do Senhor, inclusive o pastor humano); o pastor humano tem uma grande

responsabilidade “como aqueles que hão de prestar conta delas” (Hebreus 13.17). O que significa pastor segundo o coração de Deus no século XXI? O significado é o mesmo de quando o Senhor instituiu homens e mulheres para cuidar do seu povo, ou seja, com entendimento (conhecimento de causa) e com inteligência, dependendo completamente da graça do Senhor! Como nasce um pastor segundo o coração de Deus? Nasce puramente da vontade divina. É o Senhor, dono da obra, que chama, vocaciona e comissiona homens e mulheres para o trabalho na sua seara. (campo). Foi assim com Abraão, Moisés, os juízes, os profetas, os apóstolos e os servos de ontem e de hoje! Se não tiver a certeza, a convicção da chamada do Senhor, quem não foi chamado sempre sofrerá decepção, pois é uma chamada do Senhor. Qual é a missão de um pastor se-

gundo o coração de Deus? Cuidar do rebanho do Senhor com ciência (conhecimento) e entendimento divino, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo. (Efésios 4.12); cuidando do rebanho do Senhor, não por força, mas de boa vontade, nem como dominadores sobre os que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho (I Pedro 5.2-3), ou seja, “que os homens nos considerem, pois, como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus, e o que se requer nos dispenseiros é que cada um seja encontrado fiel. (I Co 4.1-2). Sua principal missão aqui na terra é ser a voz de Deus, ser profeta, ser exemplo para os de dentro e os de fora, mas, principalmente, que sejam verdadeiramente servos! Que o Senhor nos ajude nessa gloriosa chamada e nos revigore nesta jornada belíssima de submissão ao Pastor sublime, até chegarmos lá. n


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REFLEXÃO

O JORNAL BATISTA Domingo, 12/06/22

Davi Nogueira

Pastorear no Espírito Santo

pastor, colaborador de OJB

Fui pastor no Espírito Santo por 12 anos. Foi uma das melhores experiências da minha vida! O povo capixaba é maravilhoso. Nas duas Igrejas fui amado pelos irmãos. Pude fazer um trabalho positivo, deixar um legado especial para as duas Igrejas. E em tudo isso Jesus Cristo foi honrado, foi glorificado! O Espírito Santo é o estado do Brasil que existe a maior concentração de evangélicos. Existem cidades aonde 70, 80% da população é de evangélicos. Os missionários americanos foram os pioneiros do trabalho Batista no Espírito Santo. As Igrejas capixabas têm visão para a realização da obra social. Tem visão para a realização da obra da evangelização. Tem visão para a realização da obra missionária.

A última assembleia geral da Convenção Batista Brasileira foi no Espírito Santo. Sinto muita saudade do período que pastoreei no estado e desejo um dia pastorear novamente nesse campo. O Espírito Santo é um estado da Região Sudeste que possui uma forte imigração de italianos e alemães. A culinária capixaba é sensacional. A moqueca e a torta capixaba são gostosas demais. As praias do Espírito Santo são muito bonitas, bem como as cidades da região montanhosa. Lá faz um frio agradável, a temperatura é amena etc. As Igrejas são fiéis aos princípios Batistas, a estrutura denominacional é bem organizada. Para mim ser pastor no Espírito Santo é uma grande bênção de Deus! Uma oportunidade de servir ao Senhor com alegria cumprindo o chamado que recebemos de Cristo. n

Olavo Feijó

pastor & professor de Psicologia

Missão, em vez de emprego “E respondeu Amós, dizendo a Amazias: Eu não sou profeta, nem filho de profeta, mas boiadeiro, e cultivador de sicômoros” (Am 7.14). Por volta do ano 750 antes de Cristo, a situação econômica de Israel, o Reino do Norte, experimentava prosperidade. Entretanto, seu nível de espiritualidade caíra tristemente. Preocupado com a desdita do Seu povo, Jeová convocou um homem de religião sólida e o mandou pregar Sua mensagem de recuperação. O nome do vocacionado era Amós, cuja própria reação foi de surpresa. “Disse Amós: Não sou profeta por profissão - não ganho a vida profeti-

zando. Sou pastor de ovelhas e também cuido de figueiras. Mas o Senhor Deus mandou que eu deixasse os meus rebanhos e viesse anunciar a Sua mensagem ao povo de Israel. Portanto, escute a mensagem de Deus, o Senhor” (Am 7.14-16). Porque o povo continua pecando, o Senhor continua vocacionando pessoas tementes a Ele, que se dediquem a revelar o plano divino de recuperação. A mensagem final que Cristo nos dá é: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a todas as pessoas. Quem crer e for batizado será salvo” (Mc 16.15-16).

O que o pastor é e não é…

Rogério Araújo (Rofa) colaborador de OJB

Pastor não é alguém escolhido pelos homens para liderar uma Igreja por simpatia ou afinidade, mas, sim, pelo Senhor, com a busca incessante destes “segundo o coração de Deus para que apascente com ciência e inteligência” (Jeremias 3.15). Quando tudo começa de forma equivocada, não pode começar nem terminar bem. Pastor não é alguém sobrenatural, mas humano. Não é um super-homem, mas um ser humano comum, escolhido por Deus, para obra ministerial no Reino Dele com suas qualidades e defeitos, buscando sempre “a unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de

Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Efésios 4.13). Pastor não é um ditador que usa o fato de ser “ministro de Deus” para sobrepor suas vontades, em detrimento dos debates com estes ou aqueles irmãos a respeito dos mais variados temas internos e externos da Igreja, pois “Bendizei ao Senhor, todos os seus exércitos, vós, ministros seus, que fazeis a sua vontade” (Sl 103.21). Pastor não pode ser alguém que ao invés de ajuntar, “espalha suas ovelhas” (Cf. Jeremias 23.1), deixando-as ao relento ou, ainda, bem pior, escolhe todas aquelas a quem dará mais atenção por serem mais chegadas ou pôr o apoiarem em tudo no ministério.

Pastor não é uma pessoa que bate no peito e se acha o “tal”, mas aquele humilde servo a quem o Senhor escolheu e capacitou para trabalhar mais especificamente em sua obra, pois “Ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres (Efésios 4.11). Pastor não é alguém que inicia seu ministério ou o mantém como se este fosse exclusivamente dele, mas sabe colocar-se para Deus, entrar e sair no momento certo para honra e glória Dele, pois não “se apascentam a si mesmos” (Ezequiel 34.8), mas as ovelhas dos pastos do Senhor. Pastor não é o “dono da Igreja”, fazendo com que todos o obedeçam a

base de suas chicotadas, mas um fiel e obediente cristão que somente realiza o que está na Palavra de Deus e passa distante de suas próprias vontades em favor do “dono” e “Cristo é a cabeça da Igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo” (Efésios 5.23). E, finalmente, pastor É alguém que deseja o episcopado e “excelente obra deseja” (I Timóteo 3.1) e precisa ter e governar bem a sua família, pois senão como poderá ter “cuidado da igreja de Deus?” (v. 5) e, inegociável, “Guardando o mistério da fé numa consciência pura” (v. 9). Parabéns pelo Dia do pastor! Deus os abençoe sobremaneira! n


REFLEXÃO

O JORNAL BATISTA Domingo, 12/06/22

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O mito da multitarefa Daniel Ventura

pastor, diretor executivo da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil

Há pouco tempo, eu falava para um grupo de pastores sobre as razões do esgotamento ministerial. Entre as causas destaquei o fato de acreditarmos que quanto mais ocupados estivermos (ou parecermos) mais valorizados seremos! Acredite, preencher o tempo com uma série de tarefas sem valor atrapalhará seu desenvolvimento pessoal e ministerial. Pessoas ocupadas estão propensas a encaixar mais atividades em sua lista de tarefas, enquanto pessoas produtivas reduzirão sua lista de afazeres para que os projetos sejam feitos com qualidade, eficiência e em menos tempo. De acordo com pesquisa1 realizada pelo respeitado professor de neurociência do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Earl Miller, https://ekmillerlab.mit.edu/wp-content/ uploads/2013/03/Warden-Miller-JN-2010. pdf

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realizar simultaneamente duas ou mais tarefas que requerem raciocínio e atenção consome mais tempo, induz a erros e compromete nossa efetividade, tanto no trabalho como na vida pessoal. A boa notícia é que para ser mais produtivo (e menos ocupado) não é preciso mudar a vida ao avesso. Basta implementar pequenas práticas em seu dia a dia. Com o tempo, essas pequenas mudanças se transformam em novos hábitos. Para ajudar, compartilho algumas dicas: Reduza as interrupções e distrações Segundo estudo2 compartilhado pela professora Gloria Mark, da Universidade da Califórnia em Irvine (UCI), 44% das interrupções que atrapalham uma rotina produtiva vêm do próprio indivíduo. Portanto, analise seu comportamento e descubra o que inicia suas distrações (pense em aspectos como https://www.ics.uci.edu/~gmark/chi08-mark.pdf

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redes sociais, e-mails, ruídos, pessoas importantes e urgentes? etc.). Depois de encontrar a causa raiz, Liste todas as coisas que você elimine-a! quer/precisa fazer e coloque tudo no papel. Não se preocupe com o que é Saiba dizer não mais urgente ou mais importante nesse momento, isso você vai no passo Ao dizer sim, quando intimamente a seguir; queriam dizer justamente o contrário, Classifique as tarefas pelo seu grau muitos se sujeitam a situações que de urgência e importância. Isso evitará lhes causam prejuízos. que você perca tempo, ou se disperÉ importante valorizar o seu tempo se, com tarefas que não deveriam ser e suas competências. Caso identifique prioritárias. que alguma tarefa oferecida te gerará DICA: Utilize a Matriz de Eisenhodanos, diga não. Lembre-se de que wer. Acesse: bit.ly/opbbmatriz um ‘não’ dito com convicção é melhor e mais importante que um ‘sim’ dito Gerencie seu tempo meramente para agradar. Para ajudar você no gerenciamenCrie níveis de prioridade to do tempo, sugiro o uso da Técnica Pomodoro - método de gerenciamento Sem saber no que focar primeiro, de tempo desenvolvido pelo italiano acabamos realizando várias atividades Francesco Cirillo. A técnica consiste que não são importantes e que não na utilização de um cronômetro para vão trazer resultados ou contribuir o dividir o trabalho em períodos de 25 suficiente para conseguirmos concluir minutos, separados por breves internossos objetivos e metas. valos. Para saber mais acesse tecniComo conseguir dar prioridade e capomodoro.com.br. n definir quais tarefas são realmente

Atendei por vós José Manuel Monteiro Jr. pastor, colaborador de OJB

“Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue” (At 20.28). Comemoramos, no segundo domingo do mês de junho, o Dia do pastor. Creio que não existe em nossa sociedade uma figura tão desgastada e questionada como a figura do pastor. O puritano Richard Baxter - em seu livro intitulado “O pastor aprovado” - cita o texto de (Atos 20.28) para ressaltar a importância do obreiro cuidar e atender por si mesmo. O apóstolo Paulo fala aos presbíteros da Igreja de Éfeso e deixa instruções valiosas. Dentre elas encontramos a expressão: “Atendei por vós

e por todo rebanho”. O que significa para o obreiro olhar por ele? Gostaria de elencar nestas poucas linhas o que significa o obreiro olhar por ele. Em primeiro lugar, o pastor precisa ter plena convicção de que pertence a Cristo. Por mais chocante que possa parecer existem obreiros não convertidos no ministério. Não há nada mais desastroso do que termos no ministério alguém na liderança que não entregou sua vida genuinamente a Cristo. Baxter com propriedade diz: “Ser não convertido é terrível, mas ser um pregador não convertido é muito pior”. A pregação dos ministros não convertidos é fria e sem vida justamente porque Cristo não está em seu coração. Em segundo lugar, o pastor precisa contemplar o rebanho e não parte dele. Paulo, ao se dirigir aos presbíteros de Éfeso, é claro ao dizer que além deles

atentarem para si deveriam atentar para o rebanho. Por vezes, no ministério, nós, pastores, focamos no rebanho as ovelhas que não nos dão problema, que são para a nossa vida um deleite e não pastoreamos as ovelhas indóceis. A orientação é pastorear o rebanho e não parte dele. Creio que quando tratamos as ovelhas indóceis, automaticamente também nos tratamos, pois, nós os pastores temos nossas sombras, defeitos e imperfeições. Em terceiro lugar, o pastor necessita ter plena convicção de que o Espírito Santo de Deus o separou para o pastoreiro do rebanho de Deus. Paulo deixa explícito aos presbíteros de Éfeso que o rebanho não era deles e sim de Deus. Essa magna verdade deve estar bem viva em nosso coração. Nós pastoreamos algo que não nos pertence, é exclusivamente de Deus. O rebanho, por ser do Senhor, deve ser conduzido

por nós, pastores, com zelo e senso de responsabilidade. Deus não nos deu título de propriedade do rebanho. Os pastores não são donos da Igreja, são apenas servos a serviço de seu verdadeiro dono, a saber, Jesus Cristo. Em último lugar, o pastor necessita ter convicção que o Espirito Santo o constituiu como obreiro. Encontramos em nossos seminários pessoas que afirmam ter o chamado para o episcopado, mas, na verdade, estão ali porque não conseguiram se estabelecer na vida secular e veem o ministério como uma possibilidade de ganho e sustento. Aqueles que estão na lide ministerial e não tem a convicção de que o Espírito de Deus os separou para tal obra tornam-se um peso para a Igreja e vice-versa. A recomendação de Paulo aos presbíteros de Éfeso é pertinente: “Atentai por vós”. Que Deus abençoe os pastores! n


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REFLEXÃO

O JORNAL BATISTA Domingo, 12/06/22

A propósito do Dia do pastor Irland Pereira de Azevedo

pastor, presidente emérito da Convenção Batista Brasileira

Instituído pela Convenção Batista Brasileira há muitos anos, o Dia do pastor servia no passado a que as Igrejas lembrassem e homenageassem seus antigos pastores, que no seu pastorado serviram o Senhor e abençoaram Seu povo. Mais tarde, também passou a ensejar o reconhecimento por parte das Igrejas do trabalho dedicado de seus obreiros do presente, mediante programas em que participavam ovelhas de todas as idades, sempre agradecidas ao seu pastor. Felizmente, o Dia do pastor não teve o mesmo destino de outras efemérides que se transformaram em incentivo a um consumismo desvairado. Pouca gente se lembra de comprar um presente e oferecer ao pastor. Aliás, isso não faz muita diferença. O presente que conta mesmo é a resposta pronta e jubilosa do povo de Deus à Palavra pregada, à orientação ministrada, aos desafios à fidelidade e ao cumprimento da missão como cristãos no mundo. Pensando bem, o Dia do pastor presta-se a três propósitos, em relação ao próprio. O Dia do pastor serve para lembrar o privilégio de ser Ministro da Palavra. Nenhum de nós merecia a chamada divina e o privilégio de cooperar com Deus no pastoreio de Seu povo. Não são os anjos que houve

por bem escolher como mensageiros e expositores de Sua Palavra, ainda que isso eles desejassem, e muito. Deus nos escolheu, nos provisionou e nos permitiu o preparo em escola teológica e o labor prático nas Igrejas, para o ministério que hoje exercemos. Mais importante do que outra qualquer atividade ou empresa dos homens, porque não se prende aos limites do espaço e do tempo, o Ministério Pastoral lida com valores eternos e apresenta resultados muito além do tempo curto de nossas vidas. Aquelas pessoas que aqui conduzimos a Jesus Cristo ou para cujo crescimento nosso ministério contribuiu, começam a viver aqui e adentram as portas da eternidade. Nossa obra jamais será destruída, porque está edificada sobre a Rocha, que é Jesus Cristo. O Dia do pastor serve para reafirmar a responsabilidade que nos assiste privilégio e impõe responsabilidade. O Ministério Pastoral envolve enorme responsabilidade: diante de Deus, que nos chamou em Cristo, diante da Igreja a que servimos, diante da sociedade, a qual espera que sejamos exemplo de verdadeiros cristãos, diante da verdade e dos absolutos do Evangelho. Não são as glórias do mundo, a riqueza material ou a notoriedade que nos fascinam. Mas, sim, o cumprimento cabal de nossa missão, e a certeza, no fim de nosso ministério, de havermos combatido o bom combate,

acabado a carreira e guardado a fé. Incumbe-nos conduzir pessoas ao Salvador, pois fomos chamados a ser pescadores de gente. Também nos cabe fazer os crentes crescerem na graça e a amadurecerem no conhecimento do Senhor, tendo por alvo e medida a estatura do Varão Perfeito, Jesus Cristo. Incumbe-nos transmitir a mensagem e cumprir o ministério da reconciliação (II Coríntios 5.18-19). E que oportuna e imperativa é essa mensagem, num mundo de violência e dividido como o nosso! O Dia do pastor presta-se a que lembremos e reafirmemos as exigências do Ministério da Palavra. Sim, o Ministério da Palavra, que é excelente em sua essência, apresenta importantes exigências: Ele requer que cada um de nós se ache fiel; Ele requer que cada um de nós tenha profundo e crescente conhecimento da Palavra de Deus e do Deus da Palavra. Do Deus Pai, e Filho e Espírito Santo; Ele requer santidade de vida e compromisso, num mundo que zomba da pureza e dos valores espirituais e morais; O Ministério Pastoral requer integridade, diante da sociedade, de nós mesmos; O Ministério Pastoral requer o cultivo das disciplinas espirituais, no mes-

mo ritmo com o compromisso com a excelência acadêmica. Oração, leitura da Palavra, seu estudo e meditação nela, solitude e outras disciplinas devem constituir marcas de nossa vida pessoal, como obreiros do Senhor; O Ministério Pastoral requer relacionamentos saudáveis: com Deus, com a família, com as ovelhas, com as pessoas, pois a excelência de nossos relacionamentos glorifica o nome do Senhor e decisivamente contribui para a eficácia de nossa liderança pastoral. Costumo falar dos relacionamentos do pastor como relações humanas redentivas. Indagará você, colega, como Paulo outrora: “Para estas coisas, quem é idôneo”? A nossa capacidade vem de Deus. Que Ele tenha compaixão de nós e habilite ao exercício de nosso ministério, de modo a podermos afirmar como Paulo aos coríntios: “Este é o nosso orgulho: A nossa consciência dá testemunho de que nos temos conduzido no mundo, especialmente em nosso relacionamento com vocês, com santidade e sinceridade provenientes de Deus, não de acordo com a sabedoria do mundo, mas de acordo com a graça de Deus” (II Co 1.12 NVI). Deus abençoe todos os pastores neste seu Dia! n

Pastor, um farol para as ovelhas Paulo Roberto Sória

pastor da Igreja Evangélica Batista no Alto da Mooca - SP

“Os pastores aprendem com o Senhor nosso Deus a se tornarem como farol na vida de suas ovelhas”. “Mas a vereda dos justos é como uma luz resplandecente, Que aumenta de brilho mais e mais até o dia perfeito” (Pv 4.18). Os pastores aprendem com o Senhor nosso Deus a se tornarem como farol na vida de suas ovelhas. Mostram a direção para que saibam como

e para onde se dirigirem. O pastor, que é servo de Cristo descobre como viver sendo luz na vida do crente. O pastor que crê no Deus Criador e sustentador do Universo, sabe dar a condição de se tornarem luzeiros brilhantes. Como um farol que orienta, guia e mostra o porto seguro e os perigos dos arrecifes aos navegantes; o pastor temente a Deus é capaz de indicar o Norte, o Sul e encaminhar sua ovelha a tomar decisões e a superar os perigos. O Farol brilha, dia e noite, semanas e meses, anos e decênios, mostrando o rumo, fazendo com que nas tem-

pestades noturnas, ou na claridade da manhã radiante, o crente colocado sob seus cuidados pastorais possa saber o que fazer. Pastor “farol” é o que através da oração, da leitura bíblica e do convívio cristão sempre ilumina, clareia e esclarece sobre o poder do Deus Justo e Bom. Pastores usados pelo Senhor para darem à Igreja a visão do grande amor de Deus na Cruz do Calvário. Pastores que se deixam sondar e guiar pelo Espírito Santo se tornam como um farol: Sonda-me, Senhor E me conheces

Quebranta o meu coração. Transforma-me conforme a Tua Palavra E enche-me até que em mim Se ache só a Ti, então. Usa-me, Senhor Usa-me. “Tu tens um braço poderoso; forte é a tua mão, e elevado a tua destra. Justiça e juízo são a base do teu trono; benignidade e verdade vão adiante de ti. Bem-aventurado o povo que conhece o som festivo, que anda, ó Senhor, na luz da tua face” (Sl 89.13-15). n


MISSÕES NACIONAIS

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Projeto AVIVA celebra mais batismos e conversões

Adriana Dias

gerente executiva de Assistência Social

Adaptação: Redação de Missões Nacionais O Projeto Aviva, que reúne uma Igreja composta de adolescentes do Colégio Batista de Carolina, no Maranhão, celebrou no último mês de maio mais batismos. Nessa oportunidade, mais quatro adolescentes desceram às águas: Kaio e seu irmão gêmeo Kaique, Maria Rita e Thiago. Todos eles já são fruto do trabalho realizado durante os cultos e programações do Aviva. Além dos batismos, outro testemunho de como o projeto tem feito a diferença no meio escolar onde está implementado é o do professor de geografia Davi Resende. Ele teve o seu encontro

com Deus depois de uma caminhada de seis anos ouvindo sobre a vida de Jesus nos devocionais do colégio. Davi conta que, certa vez, quando estava de saída, ouviu um louvor vindo do auditório e uma voz o chamou para ir até lá junto com os meninos do Aviva, que eram quase todos seus alunos. “Fazia dois meses que eu não tinha um sorriso verdadeiro. Naquela noite, voltei a sorrir”, compartilha o professor. Louvamos a Deus por mais uma vida transformada! Os batismos foram comemorados por diversos outros adolescentes que têm servido a Deus com alegria. Grandes coisas o Senhor tem feito por meio do Aviva, liderado pela missionária Es- muitos adolescentes têm sido alcanter Alves, com o acompanhamento da çados pelo Evangelho. Louvamos a Deus também pela diretora do Colégio Batista de Carolina, Jaceane Mota. Para a glória de Deus, vida dos líderes do Aviva, adolescentes

que têm se dedicado a compartilhar o Evangelho entre os seus. Que Deus continue a honrar esse lindo projeto. n


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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

O JORNAL BATISTA Domingo, 12/06/22

CB Maranhense realiza primeira reunião ordinária após eleição da nova Diretoria União dos conselheiros foi ressaltada durante o encontro. Convenção Batista Maranhense Nos dias 24 e 25 de maio, o Conselho Geral da Convenção Batista Maranhense reuniu seus membros após eleição da nova Diretoria, no final do mês de abril de 2022, na 85ª Assembleia. A reunião aconteceu de forma presencial, no auditório da CBM, com momento devocional, e palavra do novo presidente, Rogério Ribeiro Linhares, apresentação de relatórios trimestrais de atividades e financeiros do Conselho e das Organizações; deliberações e encaminhamentos da 85ª Assembleia da CBM e outras comunicações. O momento aconteceu com dinamicidade dos assuntos, com destaque para a performance do Super Tito (boneco), o novo mascote do Colégio Batista Daniel de ‘La Touche’, com in-

Primeira reunião teve agenda extensa, mas objetiva tuito de ajudar a comunidade escolar permanentes do Conselho Geral. e ensinar sobre o bem. Outra ênfase é O presidente Rogério Ribeiro Linhapara a posse dos novos membros e a res ressalta o papel dos conselheiros nomeação dos membros dos órgãos de juntos lutarem por construírem uma

denominação que seja referência, não para outras denominações, mas para o mundo, a partir das convicções e exortações que a Bíblia apresenta em Filipenses 4.8,9. n

OPBB no Sul de Minas Gerais promove retiro para pastores e famílias A partir desta edição programação expandiu-se para ‘Retiro da Família Pastoral’. Associação Batista do Sul de Minas Gerais e Ordem de Pastores Batistas do Brasil – Subseção Sul de Minas Gerais Nos dias 02 a 05 de maio de 2022 aconteceu nas exuberantes paisagens de Monte Verde, no sul de Minas Gerais, o 27º Retiro da Ordem dos Pastores Batistas do Sul de Minas Gerais. Até a edição anterior, foi chamado de ‘Retiro de Pastores e Esposas’; a partir desta edição expandiu-se para ‘Retiro da Família Pastoral’, consagrando-lhe seu real significado e propósito: cuidar do pastor e de sua família. Devido a pandemia, por dois anos o evento não pôde acontecer. Monte Verde depende exclusivamente do turismo e ficou impedido de receber visitantes. Como consequência, os pastores tiveram de aguardar ansiosamente por este retiro. A história começou há 30 anos, quando a Igreja Batista em Monte Verde se reuniu e questionou: “Como podemos servir às Igrejas e aos pastores do Sul de Minas Gerais?” Em resposta a isso, os irmãos que vivem do turismo, administrando suas pousadas e chalés, decidiram doar generosamente a hospedagem para a realização deste evento, o qual se tornou uma tradição em nossa região. A Igreja Batis-

Momentos de oração e troca de experiências entre as famílias pastorais foram os destaques do primeiro Retiro da família pastoral ta em Monte Verde, por cerca de 30 anos doou tempo e talentos de seus membros para o preparo geral do retiro, incluindo a imensa tarefa de preparar todas as refeições. A eterna gratidão aos irmãos que tomaram essa decisão tão amorosa, graciosa e generosa. E que Deus seja louvado! Seguindo a tradição de grandes preletores, esse ano não foi diferente. Recebemos o pastor Sidney Machado, reitor do Seminário Bíblico Palavra da Vida, em Atibaia-SP, desde 2020. Ele nos trouxe uma série de seis reflexões sobre o Rei Davi, suas lutas, fraquezas e dependência de Deus registradas nos

chamados Salmos da Caverna. Este ano, o evento foi totalmente organizado pelos próprios pastores da OPBBMG - Subseção Sul de Minas. Uma experiência que aproximou ainda mais os pastores, as esposas e os filhos. Como normalmente acontece, havia uma equipe para ministrar aos filhos dos pastores, desta vez formada por integrantes do Radical Minas. A dedicação destes jovens radicais impressionou a todos. Não era difícil ver que estavam ali por amor, aproveitando a oportunidade de serem bênçãos nas mãos de Deus. Sempre marcantes são os momen-

tos de oração, em que os pastores e esposas puderam compartilhar suas tristezas, suas experiências, lutas, vitórias e alegrias. Eles se repetiam nos momentos de culto, quando em cada palavra e cada canção, éramos presenteados com a presença do Espírito do Senhor. O Retiro da Família Pastoral em Monte Verde é aberto para todos os pastores filiados à OPBB/MG/Sul. As vagas são disponibilizadas com antecedência e segue o critério de ordem das inscrições. Para o próximo retiro, elas serão divulgadas em breve nas redes sociais da ASSIBASUL. n


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Cidadãos dos céus e bons cidadãos do mundo

Paula Sales

coordenadora da Área de Comunicação da Convenção Batista de Pernambuco

São mais de 100 mortos em Recife-PE por causa das enchentes; por causa da falta de estrutura urbana, por causa do descaso. Estamos vivendo uma tragédia. Ainda temos visto, em vários pontos da cidade, um verdadeiro cenário de guerra. São entulhos por todo lado. Lamentamos a dor do nosso povo. Lamentamos diante do Justo que participa conosco do sofrimento. Das mãos de Deus, nada escapou; bem sabemos. Caminhando com Jesus temos aprendido a lamentar a injustiça e a desgraça, ao mesmo tempo que promovemos a justiça e derramamos graça sobre as pessoas. Nesses dias, a graça vem através das refeições, cestas básicas, roupas, mobílias, colchões e intercessão constante pelas vidas. A mobilização tem sido intensa em toda parte, são muitas mãos, cabeças e pés trabalhando juntos durante toda a semana. Recebemos todos os dias imagens de Igrejas trabalhando para amenizar o sofrimento de famílias inteiras. A Igreja Batista em Coqueiral, por exemplo, está assistindo 2.500 pessoas com refeições, cestas básicas, roupas, kits de higiene e colchões. A Igreja Batista do Caçote, localizada

também em uma região muito carente no bairro de Areias, está abrigando 70 pessoas em seu templo e assistindo 200 com cinco refeições por dia. A Igreja Batista Central do Ibura não parou de trabalhar nesses dias, atuando para socorrer as comunidades próximas com alimento, agasalho, colchão e água mineral. A PIB de Jaboatão Velho e a Congregação Batista de Nova Galileia são exemplos de Igrejas que tiveram seus templos tomados pela água, com perdas materiais ainda incalculáveis. Apesar do cenário de guerra, a compaixão tem movido as pessoas e ajuda tem chegado de vários lugares em forma de donativos, voluntários e palavras de ânimo. O Reino tem sido anunciado em Pernambuco, a partilha da mesa é real em nosso meio, os nossos olhos estão fixos no Autor da nossa fé, Ele tem nos movido em direção às pessoas e nos enchido de alegria por poder contribuir generosamente com elas. Fica aqui nossa palavra de gratidão às empresas que disponibilizaram recursos e pessoas para nos ajudar nessa hora de calamidade, assim como àquelas Igrejas que não fazem parte da nossa Convenção, mas que estão socorrendo as Igrejas da CBPE em seus prejuízos; a Igreja Batista Vida e a Igreja Batista Semente de Esperan-

ça são exemplos disso. Somos gratos pela Junta de Missões Nacionais (JMN), Cristolândia, Convenção Batista Brasileira (CBB), Convenção Batista de São Paulo (CBESP), Convenção Batista do Rio Grande do Norte (CBNR) e os Batistas capixabas (CBEES,) que se solidarizaram e estão conosco, orando

e ofertando, a fim de amenizar a dor do nosso povo. Precisamos do suporte intercessório e financeiro dos cidadãos do Reino de Deus que não se cansam de promover o bem comum. Não deixe de orar pelos pernambucanos e contribua como puder, com o quanto puder, pelo tempo que puder. n

Segundo Congresso de Reflexão Missiológica da ABIBET promove dois dias de aprendizado ABIBET

Evento, em parceria com a JMM e a JMN teve mais de 1000 inscritos.

Nos dias 30 e 31 de maio, aconteceu o 2° Congresso Brasileiro de Reflexão Missiológica da Associação Brasileira de Instituições Batistas de Ensino Teológico (ABIBET). Esta edição, em parceria com a Junta de Missões Nacionais (JMN) e a Junta de Missões Mundiais (JMM), trouxe mais conteúdos missionários que colaboraram com o tema escolhido para 2022: “Discipular as Nações”. A abertura do congresso aconteceu oficialmente a partir das 19h do dia 30 de maio (segunda-feira) e durante a programação estavam presentes missionários e representantes de Missões Nacionais, Missões Mundiais e da ABIBET. “Quero aqui agradecer desde já ao pastor João Marcos B. Soares, ao pastor Fernando Brandão e as suas equipes por essa parceria e por nos abençoar em tudo que foi preparado”, declarou o pastor Claiton Kunz, presidente da ABIBET.

Ao longo do congresso aconteceram as plenárias, que marcaram como um momento de reflexão e aprofundamento teológico e missiológico para todos os participantes do congresso. No dia 30, com os preletores doutor Tomé Fernandes e a mestre Márcia Doneda e, no dia 31, com o doutor Diogo Carvalho e a missionária Terezinha Candieiro. O momento “Ao Mestre, com Carinho” foi um espaço de diálogo entre professores das instituições teológicas refletindo sobre seu papel transformador. Esse ambiente informal e construtivo foi mediado pela doutora Analzira Nascimento e pelo doutor Alcir de Souza, ambos missionários de Missões Mundiais e com vasta experiência no ensino em instituições teológicas. Durante os dois de congresso, os O tema “Discipular Missões” foi debatido durante o 2° Congresso Brasileiro inscritos no evemto também particide Reflexão Missiológica da ABIBET em parceria com a JMN e JMM param de oficinas. Foram dez temas simultâneos que contribuíram com o parceiras do congresso: Editora Vida foram abençoados com conteúdos sigtema central, Discipular as Nações. Nova, Ultimato, Descoberta Editora e nificativos para a expsnsão do Reino de Deus no Brasil e em todo o mundo. Além das oficinas, os inscritos recebe- a Livraria de Missões Nacionais. ram cupons de desconto das livrarias Ao total foram 1.170 inscritos, que Até a próxima edição! n


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Ser pastor é… João Luiz

estagiário do Departamento de Comunicação da Convenção Batista Brasileira*

Neste domingo celebramos o Dia do pastor. No ministério precisa atuar em situações boas e outras nem tanto. Eles são escolhidos por Deus. Lutam incansavelmente para ensinar o Evangelho. O ministério pastoral traz uma série de responsabilidades. Além do cuidado da Igreja, o cuidado com a família é primordial. E o apoio familiar no ministério faz toda a diferença, seja em ações, palavras e orações. Para marcar esta data trouxemos depoimentos de pastores filiados à Ordem dos Pastores Batistas do Brasil (OPBB) apresentando sua visão do ministério pastoral. “Servir” (Linaldo de Souza Guerra). “Ter o privilégio de cuidar das ovelhas do Senhor Jesus Cristo, o Sumo e Bom Pastor” (Carlos Henrique da Silva Soares). “Ter a lúcida consciência da sublimidade da vocação a mim confiada por Jesus e, como consequência, amar e servir as ovelhas do seu rebanho” (Valtenci L. Oliveira). “Ser um instrumento vivo da Graça de Deus pra todos que dela precisam, inclusive eu mesmo. É uma bênção, um enorme privilégio!” (Mãnu Mezabarba). “Amar e servir a Jesus até o fim” (Carlos César Januário). “É ouvir e seguir uma voz doce e gentil, andando em um caminho Imagens da Assembleia da OPBB, realizada em Vitória – ES espinhoso e difícil, com o coração pulsando de alegria” (Ioneida Petinati Bastos da Rocha). mos no Seminário, ou quando somos cionar o melhor caminho a ser seguido, não é para sempre, o mestre nos ensiordenados, mas desde o momento que mostrando que nele terá segurança, na dizendo: “No mundo tereis aflições, “Ser chamado por Deus para servir sentimos no coração uma grande ale- paz e descanso. Ser pastor é alimentar mas tende bom ânimo; eu venci o muna Igreja” (Eliomar Corrêa de Jesus). gria em cuidar das pessoas através aqueles que têm fome, entregando- do” (Jo 16:33). O pastor é aquele que de relacionamentos intencionais. Ser -lhes o pão da vida, da vida eterna. Ser ama a palavra de Deus (Bíblia), e faz “Ser pastor é um privilégio. Receber pastor é ser um amigo, que indepen- pastor, é estar em todos os momentos dela o seu cajado, é aquele que teme um singular chamado por Deus para dentemente do dia e da hora, estará na vida do próximo; aconselhando os dedicar a vida ao cuidado do rebanho disposto a cuidar do rebanho do Se- casais, orientando os filhos, cuidando ao Senhor e obedece o seu chamado e do Senhor. Trazer ao mundo a melhor nhor, rebanho esse que Ele nos con- dos doentes, corrigindo e disciplinando entende que não na sua vida vale coisa mensagem que existe. Ser pago para fiou. Ser pastor é ser lembrado nos com amor os que erraram, é ajudar a alguma para si mesmo, a menos que estudar e ensinar o livro que contém momentos mais difíceis e, por vezes, carregar as cargas dos outros, é su- complete a sua carreira e o ministério as verdades preciosas divinas para esquecidos nos momentos mais feli- portar a dor da solidão, é amar sem ser que recebeu do Senhor, para dar tesnossa existência aqui e na eternidade. zes. Mas, sem dúvidas, ser pastor é o amado e, muitas vezes, até mesmo ser temunho do evangelho da Graça de Investir tempo em oração, que aciona o chamado mais lindo que alguém pode criticado. Ser pastor é oferecer a outra Deus. Parabéns a você, pastor, pois, o maior poder de todo o universo. Lide- receber, pois o que o pastor realiza aqui face para ensinar que o perdão é ne- Senhor te convocou para uma grande rar os salvos para que cumpram a sua neste mundo ecoará para a eternidade” cessário na caminhada com Deus. Ser missão; a de cuidar com amor de suas missão neste mundo. Contribuir para o (Miguel Lima). pastor é sofrer com o próximo para leovelhas perdidas. Feliz Dia do pastor!” fortalecimento emocional e espiritual vá-lo aos pés de Cristo e receber o far(Orlando Dias). n de famílias. Haverá privilégios maiores “Ser pastor é obedecer o chama- do leve e suave do mestre. Ser pastor que estes?” (Marcos Vieira Monteiro). do de Deus para cuidar de ovelhas. O é entender que na missão recebida do *Supervisionado por Estevão pastor tem um responsabilidade sem Senhor para pastorear o seu rebanho, “Um chamado, feito não por ho- igual e está acima de qualquer profis- não estamos sozinhos, pois, ele disse: Júlio, coordenador do Departamento de Comunicação da Convenção mens, mas pelo próprio Deus e que são. Ser pastor implica em abdicar de “Estou sempre com vocês” (Mateus Batista Brasileira começa não apenas no dia que entra- tempo para doar-se aos outros, é dire- 28.20). Ser pastor é saber que a aflição


MISSÕES MUNDIAIS

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O apoio das mães no PEPE Rosimeri Francisco missionária no Togo

Louvo a Deus pela vida do pastor Mondji e dos missionários-educadores do PEPE de Adedjikopé, em Lomé, Togo, que mostram para a comunidade através do testemunho, palavras e ações que não há outro Deus em nossas vidas maiores que o nosso Deus. As aulas de final de ano da unidade de PEPE de Adedjikopé foram finalizadas e tive o privilégio de participar da linda cerimônia de entrega de diplomas. O pastor agradeceu o apoio das mães ao PEPE, pois sem elas não seria possível o avanço do projeto. Muitas vezes é desafiador para elas apoiarem, pois a mulher togolesa tem responsabilidades grandes com os afazeres domésticos e muitas ainda saem às ruas para vender sabão, vasilhas de plástico, frutas, pano e várias outras coisas para o sustento de suas famílias. A agenda cheia não a impede de apoiar o PEPE, mostrando o quanto valorizam os estudos dos filhos. Elas ficaram orgulhosas de seus filhos na cerimônia e viram que tudo que fizeram não foi em vão, pois seus filhos estão crescendo e se desenvolvendo em tamanho, em conhecimento e como pessoas criadas à imagem e semelhança de Deus. As mães também se comprometeram a acompanhar mais os deveres de casa de seus filhos, participando ativamente da educação deles em sala de aula.

Não é comum os pais participarem da vida escolar de seus filhos. Dentro da sociedade, cada um tem o seu papel a cumprir, é raro ver homens quebrando esta e outras regras, pois se sentem orgulhosos com o papel que exercem na família, que é de sustentar a casa. Porém, muitos desses papéis falham, pois o dinheiro que ganham, não é suficiente para todas as despesas familiares, e aí que as mulheres entram e precisam fazer algo para aumentar a renda familiar para sobreviverem. Deus tem feito fortes essas mu-

lheres, que não fogem das lutas. Na maioria das vezes, cheias de dores, levantam e começam o seu dia com um lindo sorriso no rosto, e com palavras cheias de amor e carinho, mostrando o quanto Deus as renova e ampara diariamente. Pedido de oração Ore pelas unidades do PEPE e pelas comunidades onde estão inseridos; pelos pastores que abrem suas Igrejas para a implantação dos PEPE’s;

pelo sustento financeiro de cada missionário-educador; pelas crianças e seus familiares; pelos coordenadores nacionais do Togo e do Benin; pelos contatos feitos para que o PEPE seja implantado em novos países; pela minha família, e por mim, aqui no Togo; e agradeça ao Senhor a formação de base realizada para os novos missionários-educadores do Togo e do Benin; pelos novos pastores que entram em contato querendo saber mais do projeto; e pela vida dos missionários aqui no Togo. n

O Deus que restaura Carmen Lígia Ferreira

missionária na Colômbia

Conhecemos o Alexander na Fundação PARE - Programa de Ajuda, Reabilitação e Esperança, desenvolvido por Missões Mundiais aqui em Medellín, na Colômbia. Ele cresceu como uma criança em situação de vulnerabilidade. Na infância, acompanhando amigos, ingressou no mundo da delinquência e das drogas. Como consequência foi preso no correcional para menores de idade. Preso, recebeu visitas e cuidados de integrantes da Fundação Nova Geração, parceira da Fundação PARE. Um dos missionários dessa fundação conversou com o diretor do presídio porque queria ajudar o Alex. A resposta foi que ele seria liberado somente se fosse para estar como interno em uma fundação, para ser cuidado até que estivesse com a vida restaurada e pronto para voltar a viver em sociedade. Foi assim que Alex ingressou na Fundação PARE, em 2015, com apenas 16 anos de idade.

O começo foi difícil, mas foi ali que, depois do período de desintoxicação, conheceu o amor de Deus, entregou sua vida a Cristo, foi discipulado e batizado. Alex se desenvolveu muito rápido, porque dia e noite dedicava o seu tempo lendo a Bíblia. Ele tinha muita

sede de conhecer mais e mais sobre Deus. Isso era um destaque de sua personalidade. Alex passava todo o tempo lendo a Palavra e nos procurava para ajudar com suas dúvidas. Muitas vezes tínhamos que dizer a ele que deixasse a Bíblia e fosse cumprir suas tarefas.

Ele recebeu e aceitou o chamado de Deus para o ministério e, em 2018, participou como missionário do Projeto Radical Latino, de Missões Mundiais. Durante o tempo como interno, conheceu a Andrea, que também foi missionária Radical, e esteve na fundação durante um ano, apoiando o ministério como missionária voluntária. Deus uniu os dois corações e no dia 15 de junho de 2019 se casaram. Recebendo e atendendo ao chamado de Deus para missões, foram viver na Bolívia, onde estudam no Seminário Batista e ajudam uma Igreja. Hoje, Alex e Andrea estão estudando, trabalhando na Igreja e se preparando para receber o novo presente de Deus: um filho. São histórias como essa que alegram o nosso coração e nos dão a cada dia mais ânimo para seguir investindo em vidas. Tudo isso porque temos um Deus maravilhoso, que restaura corações que estavam em pedaços, resgata vidas que estavam perdidas e dá nova oportunidade de recomeço aos que já estavam sem esperança. n


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Igreja Batista do Jardim Brasil SP celebra Jubileu de Diamante Igrejas filhas têm participado das comemorações ao longo do ano. Wagner Fernandes

pastor presidente da Igreja Batista Jardim Portal II – SP

No domingo, 05 de junho, a Igreja Batista do Jardim Brasil, da Zona Norte de São Paulo-SP deu continuidade às celebrações do seu 60º aniversário recebendo a Igreja Batista Jardim Portal II para um lindo e memorável culto de louvor e adoração a Deus. A programação foi compartilhada com os membros de sua Igreja filha, que ficou com o momento de louvor, incluindo a canção “Andar com Deus”, de Kléber Lucas, música oficial da campanha do seu “III Clamai”, desafio de oração da Igreja Batista do Jardim Brasil-SP, que ocorre durante todo este mês de junho. Durante o culto, além das canções e momento de dízimos e ofertas, o culto foi marcado por duas participações do Coro principal da Igreja, sob a regência da irmã Débora Ribeiro, e um momento histórico, onde foi contada a história da Igreja e do trabalho na fundação da Congregação da Igreja Batista Jardim Portal II, em 2005, com a presença do casal que iniciou o trabalho em seu lar no Jardim Felicidade, irmãos Jocimar e Edna. E ainda, a participação do pastor Norberto Gonçalves da Silva, pioneiro do trabalho na região, contando histórias marcantes da época. Com mensagem pregada pelo pastor da Igreja filha presente em bom número, o pastor Wagner Fernandes trouxe o tema: “Fazer história é andar com

Deus” ,no texto de Lucas 17. 11-19. A programação seguiu até o momento de Celebração da Ceia do Senhor, com os dois pastores e a IB Jardim Brasil-SP sendo servida pela Igreja Batista do Jardim Portal II-SP e vice-versa, em um momento belo e marcante para a Glória de Deus. Organizada em 06 de janeiro de 1962, com 49 membros fundadores, a Igreja Batista do Jardim Brasil-SP, hoje é liderada pelo pastor César Soares de Oliveira, vice-presidente da Associação das Igrejas Batistas do Nordeste da Capital (ABANORC), pastor interino da Congregação. Ao longo deste ano de celebrações, a Igreja já havia recebido outra de suas Igrejas filhas, a Igreja Batista Vila Guilherme-SP, no dia 13 de março, e em seguida realizou uma programação com sua Igreja mãe, a Igreja Batista do Carandiru-SP (hoje Igreja Batista Nova Comunhão), no dia 03 de abril, bem como ainda terá um culto de louvor e adoração ao Senhor com outra de suas Congregações no dia 03 de julho, a Igreja Batista Jardim Maggi, também de São Paulo. Deus seja louvado pelo lindo, abençoado e histórico culto deste dia e que venham ainda muitos anos dados pelo Senhor à Igreja Batista Jardim Brasil-SP, seguindo sua missão de pregar a Salvação em Jesus Cristo. Igreja Batista do Jardim Brasil - SP celebra Jubileu de Diamante Igrejas filhas têm participado das comemorações ao longo do ano. n

Momento da celebração de ceia entre as duas Igrejas

Pr. Norberto contou a história da congregação da IBJ

Japaratinga recebe impacto evangelístico da União Missionária de Homens Batistas de Alagoas Homens de oito Igrejas do estado participaram da ação.

Convenção Batista Alagoana No último sábado, 21 de maio, a União Missionária de Homens Batistas de Alagoas (UMHBAL), braço da denominação que reúne todas as sociedades de homens das Igrejas Batistas no estado de Alagoas, realizou um impacto evangelístico na cidade de Japaratinga, litoral norte de Alagoas. A programação contou com entregas de panfletos, culto ao ar livre durante Casal de missionários Carlos e Marta têm servido ao Senhor na Congregação Batista em Japaratinga-AL o dia e culto no local onde funciona a Congregação. Estiveram representadas oito Igrejas: Igreja Batista em ceió, Branca de Atalaia e Igreja Batista nários conveniados Carlos e Marta sal missionário tem se esforçado para Assunção, e sua Igreja mãe é a Igreja plantar uma Igreja naquela cidade que São Bento, Ipioca, Flexeiras, Paripueira, Fonte da Vida. A Congregação Batista em Japa- Batista Memorial em Porto Calvo, diri- não contava com presença Batista. n Canaã, Primeira Igreja Batista em Maratiga é dirigida pelo casal de missio- gida pelo pastor João Tertuliano. O ca-


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Jesus, o nosso modelo de pastor

Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob Realmente, o Senhor Jesus Cristo é o nosso modelo de pastor. Ele deu a Sua vida por nós na cruz (João 15.13,14). Andou por toda a parte fazendo sempre o bem. Ele era manso e humilde de coração (Mateus 11.29). Andava entre os párias, alijados da sociedade, e entre os religiosos para lhes pregar o Reino de Deus, a soberania de Deus no coração do homem. O Mestre chamou homens comuns para um trabalho extraordinário. Deu-lhes uma formação continuada. Treinou-os para reproduzirem vidas. Jesus não só os chamou, como também teve uma rica convivência com eles. Não é possível ter um ministério bem-sucedido sem conviver com as ovelhas de Jesus. Sem ser sal da terra e luz do mundo (Mateus 5.13-16). É necessário andar entre as pessoas, abraçá-las com o amor, a pureza e a ternura de Cristo. O Senhor era possuído de compaixão pelos pecadores perdidos. Realizou milagres debaixo da soberania do Pai. Curou a todos os que precisavam ser curados. Sempre foi um excelente ouvinte e expositor das Escrituras. A Sua Palavra era proferida na hora

certa. No curto tempo de vida aqui na terra e no limitado espaço geográfico, o Mestre fez uma revolução. Ele nos deu a Grande Comissão (Mateus 28.1820). Multiplicou pães e peixes. Deu-nos ordem para alimentarmos as pessoas com a Palavra e com o pão. Fez o maior de todos os convites: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei” (Mt 11.28-30). Ele nos conferiu uma missão integral, isto é, atender com amor as necessidades de todo o homem, do homem todo e em todo o lugar. O Mestre não fez promessas enganosas. Ele deixou claro que segui-lo e servi-lo implica em renúncia, em estar com Ele às raias da morte (Mateus 16.24-27). Não é possível ser discípulo de Jesus sem tomar a cruz e segui-lo. O Senhor Jesus, o nosso modelo de pastor, sempre foi coerente. Na verdade, Ele morreu de coerência. Na perspectiva da Trindade, Jesus era obediente ao Pai. O Cordeiro manso e que foi para a cruz com o objetivo de nos substituir, derramando o Seu sangue para nos salvar plenamente. O Senhor nunca se acomodou diante dos desafios do Seu ministério. Ele sempre aproveitou cada oportunidade

para cumprir a missão que lhe foi confiada pelo Pai. Levou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores (Isaías 53.4,5). O Seu compromisso com o Pai era buscar e salvar o perdido (Lucas 19.10). Ele estava focado nessa missão estupenda. O Mestre tem nos chamado para um compromisso com Ele. Não podemos olhar para trás, mas devemos avançar, olhando para Jesus, o Autor e o Consumador da fé (Hebreus 12.2). Como 100% homem perfeito, sem pecado, no poder do Espírito Santo, Jesus enfrentou e venceu o maligno (Mateus 4.1-11). Nele somos mais que vencedores (Romanos 8.37). Nós, pastores, devemos sempre olhar para Jesus como o nosso modelo de obediência, consciência de missão, compromisso com o Reino, compaixão, amor, justiça, verdade, santidade, humildade, simplicidade, mansidão, renuncia, visão, empatia, graça, aceitação, perdão, celebração, disciplina e compromisso com a formação de pessoas. Ele é o nosso modelo de líder-servo. Ele deixou claro o seguinte: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate de muitos” (Mt 20.28). Pastor arrogante, frio, profissio-

nal, ciumento, invejoso, politicamente correto, ganancioso, brigão, nervoso, destemperado, violento, acomodado, preguiçoso, ávido por cargos, apreciador de pódio, não tem nada a ver com o Pastor Jesus Cristo. Está na contramão do Mestre. O líder, cujo modelo é o Senhor Jesus, está comprometido com a excelência em tudo o que faz. Ele não se contenta com o bom, porque sabe que este é inimigo do ótimo. A maior aspiração do pastor autêntico, chamado por Deus, é parecer-se com o Supremo Pastor. Jesus é o modelo do pastor autêntico, comprometido com a pregação do Evangelho da cruz. Que ama a Igreja de Jesus. Que ora, contribui e trabalha fortemente para a expansão do Reino de Deus em toda a terra. O pastor deve olhar para o zelo de Jesus. A agenda do Mestre era marcada pela vontade do Pai. A nossa agenda deve ser determinada pelo Senhor Jesus, pelos Seus ensinos e pelo Seu exemplo. Sigamos os passos de Jesus Cristo, nosso Supremo Pastor, até que Ele volte. Maranata, Senhor Jesus! n


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OBSERVATÓRIO BATISTA

Político pode usar o púlpito de minha Igreja? (Parte 1) Lourenço Stelio Rega É uma pergunta frequente, que tenho ouvido ultimamente. Há colegas pastores e líderes que entendem que o púlpito não é lugar para político discutir política, apenas para a pregação da Palavra de Deus. Um outro grupo entende que devemos abrir espaço no púlpito para a discussão do cotidiano e não veriam problema com isso. Há ainda quem entende que seria possível abrir espaço para que políticos de diversos partidos pudessem ter a oportunidade de apresentar seu programa de atuação e ainda outros para os quais seria lícito até abrir espaço para um debate entre políticos diante da Igreja reunida. Entendo, por outro lado, que o tema necessita ser compreendido em nível mais profundo do que apenas essas possibilidades ou mesmo que a pergunta deveria ser até outra, especialmente quando vejo a ação da Igreja primitiva no seu contexto e, ainda mais, o cumprimento de uma estratégia essencial que Jesus nos deixou antes de partir ou mesmo a descrição de como deveria ser a nossa natureza diante do mundo em que vivemos. Em primeiro lugar, quando leio Atos 17.6,7 e observo a intensa atuação da Igreja no ambiente em que vivia, Paulo e Silas chegam a Tessalônica, na sinagoga, e discorrem sobre as Escrituras, diversas pessoas aceitam o Evangelho, inclusive gregos. Os judeus, inundados por raiva, procuraram as autoridades gregas da cidade para apresentar a denúncia por meio das seguintes palavras: “Estes que têm transtornado

o mundo chegaram também aqui … todos estes procedem contra os decretos de César, afirmando ser Jesus outro rei”. Eu já ouvi pessoas entendendo que os crentes daquela época simplesmente pregavam o plano da salvação e isso provocava todo esse alvoroço, mas considerando a narrativa do Novo Testamento é possível notar muito mais do que isso, pois a vida das pessoas após a conversão promovia alterações em seus valores, que entravam em choque com os valores adotados naqueles contextos. Como, por exemplo, seria possível um escravo considerar seu proprietário, não como dono, mas como irmão (I Timóteo 6.16)? A Filemon, Paulo admoesta que considere seu escravo Onésimo como amigo (Filemon 1.6). Tudo muito estranho para a cultura e vivência prática daquela época. E isso é só um entre muitos exemplos. Além disso, vamos lembrar que naquele cenário do primeiro século, nem todos moravam em casas, muitos viviam em estilo nômade de vida, iam para onde havia trabalho. Aliás Paulo era um “construtor” fabricando casas-tendas (Atos 18.1-3). Ao viverem intensamente os valores cristãos como testemunhas vivas e se mudando de lugar para lugar, estavam colocando em risco o sistema de vida vigente, bem como aquela cultura e seus valores, uma vez que os valores do Cristianismo traziam elevados princípios. Então, era muito mais do que simplesmente pregar o plano da salvação, era viver na prática os ideais do Evangelho com vida renovada e transformada.

O destaque do texto de Atos 17 acima, nesse momento é para a frase “Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui” (v.17). O verbo “transtornar” no original grego (ναστατόω - anastatoo) aponta para o fato de que eles estavam “virando o mundo de cabeça para baixo” (veja Eerdman’s Exegetical Dictionary of the New Testament, Vine’s Complete Expository Dictionary). Em outras palavras estavam como que “revolucionando” o mundo da época. Há dados estatísticos da época que demonstram um crescimento de 0 a 50% da Igreja, em relação à população do império, em seus primeiros 300 anos. E aí a ameaça já era demais, a ponto de o imperador Constantino assumir o comando da situação quando, no ano de 325, transforma o Cristianismo em religião oficial do Império. Vamos lembrar que os judeus já haviam perdido o templo que fora destruído no ano 70 da era cristã pelo general Tito e já não tinham onde adorar, tendo perdido o seu símbolo centralizador de sua religiosidade. E aqui dou uma pausa para indagar se, como Igreja evangélica no Brasil, fomos efetivos não apenas em fazer missões e evangelizar a nação, mas também e especialmente, em “transtornar” esse país com o modo cristão de ser, pensar e viver? Será que esse nosso país seria hoje como é com tanta injustiça, corrupção, promiscuidade e tantas outras mazelas que nos causam tristeza? Será que nossa cultura eclesiástica e ministerial acabou nos restringindo tanto a alimentar-nos institucional-

mente, centralizando também nossa vida eclesiástica no domingo, no templo, dependendo do púlpito e transformando o Cristianismo em atividades, eventos, programas e estruturas a ponto de sermos como mosteiros de final de semana, em que os crentes são preparados para viver essa cultura “centrípeta” (voltada para dentro de si), nos preparando para a volta de Cristo e nem sempre preparados para sermos sal e luz no mundo? Vejo muita notícia triunfalista de líderes que, de forma triunfalista, propagam que já somos quase 40 milhões de evangélicos, temos uma frente parlamentar evangélica etc. etc. Mas, ao lado disso tem se multiplicado a quantidade de situações que não trazem assim tanta animação para a atuação de evangélicos no cenário político e mesmo empresarial brasileiro. Somos milhões, mas temos milhões de pontuação em credibilidade de vida, honestidade, firmeza de caráter e modelo cristão de vida, em situações como estas? Será que quantidade, sem qualidade de vida poderia ter sustentação e peso na construção da história desse país? Como você poderia me ajudar a responder essa pergunta? Que Brasil teríamos e seríamos se houvesse efetividade nossa como evangélicos no país? No próximo artigo vamos ampliar essa caminhada em busca de segura resposta para a nossa pergunta inicial. Desejando entrar em contato: rega@ batistas.org. n


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