ANO CXXI EDIÇÃO 22 DOMINGO, 29.05.2022
R$ 3.20 ISSN 1679-0189 ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA
FUNDADO EM 1901
União Feminina Batista de Alagoas comemora seu centenário Os Batistas alagoanos celebraram, no dia 30 de abril, o centenário de mais uma de suas instituições, a União Feminina Missionária Batista de Alagoas (UFMBAL). Em suas realizações destaca-se a criação do Orfanato Evangélico de Alagoas, em 1953, hoje Lar Batista Marcolina Magalhães, que acolhe meninas em situação de vulnerabilidade social. Saiba mais da história na página 9.
Notícias do Brasil Batista
Missões Mundiais
Notícias do Brasil Batista
Notícias do Brasil Batista
Os primeiros
Voluntários sem fronteiras
Tempo de celebração
De cara nova
PIB em Piraquara - PR celebra 90 anos de história
PIB em Macaé - RJ vai construir novo templo
pág. 12
pág. 13
Subseção realiza concílio pela primeira vez na Bahia
pág. 08
JMM dá dicas para quem quer participar do projeto pág. 11
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REFLEXÃO
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EDITORIAL
Fim de mês Chegamos ao final de mais um mês. E este parece ter sido um pouco mais longo, afinal de contas, maio teve cinco domingos. Mais tempo para falarmos do que Deus tem feito em nossa denominação através das Convenções Estaduais, Organizações, Associações e Igrejas.
Tivemos a novidade da Vila Minha Pátria, espaço que recebeu refugiados afegãos em São Paulo, liderado pela Junta de Missões Mundiais e Junta de Missões Nacionais; celebração do Dia das Mães; Dia Internacional da Família; Dia da Comunicação Batista; e neste domingo, destacamos na capa o cen-
tenário da União Feminina Missionária Batista do Amazonas (UFMBAL). Além de muitos outros fatos importantes que foram publicados em OJB durante o mês de maio. Nesta edição temos a Coluna Vida em Família e Arte e Cultura; notícias da Bahia, Mato Grosso do Sul, Pará,
Paraná, Espírito Santo e Rio de Janeiro, além dos artigos de reflexão e ponto de vista. Obrigado por acompanhar OJB durante este tempo. Cremos que o mês de junho será de edificação e boas notícias em nome de Jesus. n
( ) Impresso - 160,00 ( ) Digital - 80,00
O JORNAL BATISTA Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901
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Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas IMPRESSÃO: Editora Esquema Ltda A TRIBUNA
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Aumentando a foto da família Jeferson Cristianini
pastor, colaborador de OJB
Na jornada ministerial pastoral há grandes alegrias e surpresas. Uma das alegrias é poder acompanhar a história da vida das pessoas e ver como Deus vai agindo. É lindo ver o cuidado Soberano guiando as pessoas e ver as orações respondidas pelo Senhor, no tempo dEle, e do jeito dEle. O ministério reserva surpresas incríveis, quando as pessoas falam o que Deus está fazendo em suas vidas e está cuidando dos mínimos detalhes, por isso, toda semana tem surpresas boas. Tive um casal de ovelhas que lutou por anos na fila da adoção, e depois de muito tempo, eles conseguiram adotar uma criança e começaram a desfrutar da alegria de serem pais. Na época fomos visitar o casal e logo eles mostraram o porta retrato da família com a criança. Que família linda. Que história incrível. Que testemunho de fé e perseverança. Depois de alguns anos, eles me mandam uma mensagem dizendo que teriam que trocar a foto do porta retrato. No primeiro momento eu pensei que seria por conta de que a criança estava crescendo e que eles queriam “atualizar” a foto por conta das crianças. Mas não. Eles receberam a bênção de adotar mais uma criança e
estavam muito felizes por serem contemplados por Deus. Logo recebemos a foto da família com as duas crianças. A felicidade estampada no rosto do casal revelava o amor e cuidado de Deus. Que família linda. É claro que tiveram longos meses de muitas adaptações com novas rotinas e costumes, mas a felicidade era plena. Ao lembrar desse episódio do casal de amigo e ovelhas, pensei no porta retrato da Igreja de Jesus. Está em constante mudança, pois sempre está chegando mais um filho adotivo de Deus. Há um pensamento popular, que é errôneo e sem fundamento bíblico, que diz que “todos são filhos de Deus”, enquanto na realidade, a Bíblia diz que são filhos os que creem e receberam a Jesus como Messias de Deus. Todos nós somos criaturas de Deus, criados a imagem e a semelhança dEle, mas nos tornarmos filhos quando “recebemos e cremos no seu nome”. Na expressão do apóstolo João, “a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome” (Jo 1.12). No mundo antigo, a expressão “filho” estava atrelada a uma posição hereditária privilegiada, e dessa forma, podemos sentir que somos privilegiados, pois recebemos o poder de sermos filhos de Deus. Ele nos adotou em Cristo Jesus.
Saímos de condição de pecadores para filhos adotivos. Nosso Deus nos coloca na foto de Sua família, e assim somos agregados ao porta retrato da família de Deus. Que honra. Que bênção. No Novo Testamento temos a linda doutrina da adoção, bem explicada pelo Apóstolo Paulo que nos esclarece muitas dúvidas, ao mesmo tempo, em que revela o amor eterno e redentor de Deus Pai. O apóstolo Paulo fala em diversos contextos sobre a adoção Divina (Romanos 8.15/8.23/9.4/ Gálatas 4.5/ Efésios 1.5). “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados” (Rm 8.15-17). Temos várias imagens que ilustram o que é Igreja, e uma das mais lindas é a descrição como família (cf. Efésios 2.19-22). A família de Deus, formada por discípulos de Jesus, sempre precisa atualizar o porta retrato, pois o Espírito Santo continua em atuação, convencendo os pecadores do “pecado, justiça e juízo”; assim, muitas pessoas tem se convertido e a família de Deus
não para de crescer por todo o mundo. É uma única família de Deus, pulverizada em várias comunidades de fé, em várias Igrejas locais espalhadas pelo mundo. Em nossa Igreja temos visto, a cada domingo, Deus trazer pessoas novas, e assim a foto da família Igreja Batista Nova Canaã Sorocaba - SP vai crescendo com os filhos adotivos do nosso Pai. Conforme a mensagem do Evangelho é pregada com fidelidade e zelo, o Senhor Deus, o dono da Igreja/Família acrescenta aqueles que Ele mesmo deseja que sejam edificados e salvos (cf. Atos 2.42-47). Que o nosso porta retrato seja sempre alterado com mais pessoas sendo salvas e agregadas como filhas de Deus. Que esteja sempre em mudança e em constante atualização com novos rostos que vão sendo acrescentados à família de Deus. Que o Reino avance e que a cada culto haja festa nos céus por pecadores arrependidos e quebrantados confessando que Jesus Cristo é o Senhor para a Glória de Deus Pai (cf. Lucas 15.10/Filipenses 2.8-11). Que possamos acolher bem os filhos e filhas de Deus que Ele enviar para nossa Igreja. Que nossa Igreja local, nossa família de fé, expresse a beleza da glória de Deus e o poder restaurador do evangelho de Cristo Jesus. Que Deus nos use! n
Trabalho em família Paulo Roberto Sória
pastor da Igreja Evangélica Batista no Alto da Mooca - SP
O mês de maio começa com o tradicional Dia do Trabalho ou do Trabalhador, passa pelo dia da Abolição da Escravatura e termina com o dia do combate ao fumo, vício entre outros, que avassala a humanidade. Mas, a principal e mais comemorada data é o segundo domingo, Dia das Mães. Na metade do mês, dia 15, é o Dia Internacional das Famílias. Quero destacar a necessidade de se viver em família e que essa seja honrada, digna e respeitada. Família como núcleo da sociedade Devemos reconstruir a família nos moldes e padrões bíblicos. Precisamos preservar o conceito de família como base da sociedade, com uma estrutura sólida de respeito à maternidade, à paternidade e à fraternidade. Precisamos, como povo de Deus que somos, voltar a influenciar o mun-
do para que readquira os padrões oriundos dos ensinos do Senhor Deus, e não permitirmos que nossas famílias tenham os bons costumes corrompidos por arautos do caos social. Na família, todos devem ter suas atribuições, pois “vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma” (II Ts 3.10). Trabalho em família é uma proposta simples, direta e necessária nos nossos dias. As famílias precisam ter seu sustento proveniente do trabalho e não de assistencialismo. Em maio se comemora o trabalhador, também a liberdade, sem escravidão e sem dependência. Comemora-se a matriz da vida, portanto, a família livre de qualquer tipo de escravidão, livre do pecado. Liberdade que Cristo dá. Trabalho de resgate Resgatar a dignidade da criança, do adolescente, dos jovens, adultos e idosos. Resgatar a vida em família com diálogo, convívio, distribuição de tarefas e responsabilidades. Resgatar o respeito mútuo.
Todos se respeitando e estabelecendo a tendências. Todos, no lar, precisam ter hierarquia natural. Resgatar o desempe- consciência do quê podem ter, e que, nho do homem como provedor, moral e querer nem sempre é poder. material no seio da família. Promover a participação de todos com direito a deResgate moral fender opiniões e explicar decisões. Trabalhar, em família, os conceitos de honestidade, hombridade, lealdade, Resgate espiritual altruísmo e de urbanidade. Desenvolver Resgatar os momentos de estudo o entendimento de direitos e deveres, bíblico e oração como parte do dia a respeito às leis e às autoridades e fazer dia familiar. Priorizar a comunhão nos perceber que as opções trazem sempre cultos, a vida na Igreja local e colocar o consequências boas ou más. Reino de Deus em primeiro lugar. Resgatar a autoestima de todos. Trabalho imediato Resgate econômico Resgatar a vida financeira e econômica restabelecendo o crédito financeiro, moral e social. Sem inadimplência, sem contrair dívidas desnecessárias e cuidando da administração doméstica, sem desperdícios e sem supérfluos. Valorizar os bens no seu justo valor. Não criar necessidades nem se deixar levar pelo consumismo ou pelas
Comece agora a reunir sua família e a propor mudanças. Comece explicando a necessidade de estarem unidos, se entendendo e convivendo. Mostre o valor da família, o respeito uns para com os outros e a necessidade de interdependência. Orem juntos compartilhando anseios e desafios. Promova a soberania de Cristo em sua vida e em sua família. Que Deus abençoe seu lar e sua família. n
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A didática do amor a Deus Olavo Feijó
Nédia Galvão
bacharel em Teologia, pós-graduada em Ciência da Religião; membro da Igreja Batista do Centenário - Congregação em Areia Branca - SE
Educar sempre foi um desafio e nos nossos dias então! Ante um contexto de deseducação e desconstrução de princípios e valores judaicos-cristãos; bombardeios contra nossas crianças e adolescentes, por filosofias e ideologias ensinadas nas escolas; uma mídia que de forma não mais subliminar, mas escancaradamente tenta manipular seus usuários transformando-os num exército de alienados. É ante esse contexto que está o desafio de cumprir os mandamentos de Deus e ensiná-los a nossos filhos, motivando-os também a cumpri-los. Os pais são os principais responsáveis por essa tarefa, a Igreja é apenas um apoio, porque a base deve ser construída pela família. No livro de Deuteronômio, no capítulo 6, versículos 4 e 5, temos o shemá, a profissão de fé do judeu. “Ouve ó Israel! O Senhor nosso Deus, é o único Senhor. Amarás o Senhor de todo o teu coração, de toda a tua alma e com toda as tuas forças.” O amor a Deus é o primeiro e principal mandamento e este amor deve ser intenso, tem que ser com o coração, e o termo compreende a mente, afetos e vontade; também deve ser com a alma, isto indica com paixão, desejo, apetite; e por último, deve ser com força, não no sentido físico, mas da maneira mais ampla e completa que se pode.
Logo em seguida o shemá, o texto em Deuteronômio traz instruções para que este amor seja repassado para os filhos. Nosso lar é o primeiro ambiente para demonstrar nosso amor a Deus e instruir os que nos cercam a viver este amor. E dos versículos 7-9 do capítulo 6, nos é apresentada a didática do amor a Deus. A primeira ferramenta da didática é inculcação; o início do versículo 7 diz para inculcar o amor a Deus na mente dos filhos, ou seja, ensinar com persistência, de forma eficaz e incisiva. Ainda no verso 7, temos a segunda ferramenta da didática em questão, comunicar verbalmente e com a prática diária. No texto temos a instrução para conversar com os filhos sobre os ensinamentos de Deus quando sentados, quando andando, ao deitar e ao despertar. Uau! Impressionante! O amor que Deus requer é em tempo integral e os filhos devem ser ensinados a amar a Deus desse modo. Por fim, a didática do amor a Deus consiste em cercar-se das suas instruções, amarrando-as como sinal nos braços, prendendo-as na testa, escrevendo-as nos batentes da casa e nos portões. Precisamos aqui considerar o contexto da época, em que o povo não tinha acesso às cópias da Lei, na ocasião a Lei estava sendo escrita. Daí, a necessidade naqueles dias fazer lembretes atados à mão e à testa, assim como nas casas, a fim de não esquecerem dos mandamentos de Deus. Amar a Deus é isso, é se cercar de
pastor & professor de Psicologia
Se vem do Senhor vai até sobrar “Porém seu servo disse: Como hei de pôr isto diante de cem homens? E disse ele: Dá ao povo, para que coma; porque assim diz o SENHOR: Comerão, e sobejará” (II Rs 4.43). A Bíblia nos revela que, se depositamos nossa fé no Senhor, Ele sempre garante nosso sustento material, bem como nosso alimento espiritual. A experiência vivida pelo profeta Eliseu constitui uma das narrativas ilustrativas do poder restaurador de Jeová, quando se trata de garantir o bem-estar das pessoas que se submetem a Ele. Diz o texto bíblico que Eliseu providenciou a comida necessária para alimentar 100 profetas: “Eliseu mandou que o seu empregado desse aquela comida ao grupo de profetas. Mas o seu empregado perguntou - o senhor Sua Palavra. Verdade que no nosso contexto fica estranho fixar trechos sagrados em nosso corpo e na nossa casa, até porque nós temos a cópia completa da Sagrada Escritura em mãos. Precisamos, sim, atá-la no nosso coração e no coração dos nossos filhos, pois a maior prova de amor a Deus é a nossa obediência à Sua Palavra. E os pais são os principais responsáveis em ensinar os filhos a amar a Deus. Como disse Russel Champlin:
acha que isto dá para cem homens? Eliseu respondeu: Entregue a eles e eles comerão, pois o Senhor Deus diz que eles vão comer e ainda vai sobrar. Aí o empregado lhes deu a comida e, como o Senhor havia dito, todos comeram e ainda sobrou” (II Rs 4.43-44). O Senhor nosso Deus continua multiplicando Suas bênçãos sobre nós. Sua misericórdia nunca está encolhida ou escondida. E o Seu amor continua sendo o meio ambiente da nossa saúde espiritual. Quando os discípulos pediram “ensina-nos a orar”, Jesus respondeu mostrando todas as dimensões que devem ser focalizadas, quando conversamos com o Senhor. o “pão nosso de cada dia” nos é garantido por Deus e temos o direito de pedi-lo. “Os melhores mestres das crianças são os pais que praticam o que eles ensinam a seus filhos. E há três coisas que um pai ou mãe devem a seus filhos: exemplo, exemplo e exemplo. Sem isso, muitos anos de instrução religiosa formal redundam em fracasso.” Assim, essa didática começa em casa, com você que é pai e mãe, inculcando, comunicando, vivendo e se cercando da maravilhosa e irrefutável Palavra de Deus. n
Perder alguém Davi Nogueira
pastor, colaborador de OJB
Perder alguém que amamos é muito duro. Diante disso precisamos do apoio da família, dos irmãos em Cristo, dos amigos. Precisamos ser consolados pelo Espírito Santo de Deus.
Faz um ano que meu pai faleceu. Eu sinto saudade dele. E durante esse período fui apoiado por muita gente. Deus tem confortado o meu coração. Sigo em frente superando a perda do meu pai e reconstruindo a minha vida com a ausência dele. Não é fácil perdermos alguém que amamos.
Quando isso ocorre entramos em um estágio chamado luto. E gradativamente, naturalmente o tempo passa e vamos superando a perda. A dor é amenizada em nossos corações. Novas experiências ocorrem trazendo alegria para as nossas vidas e voltamos a sorrir.
Se você perdeu alguém eu lhe desejo força. Eu estimo os meus sentimentos. Eu desejo que você seja acolhido pelas pessoas. Que você seja bem tratado pelas pessoas. Eu desejo que Deus enxugue as suas lágrimas e traga muita paz para o seu coração. n
REFLEXÃO
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O que fazer quando a família que tenho não é a que quero? (I Samuel 1) Sergio Dusilek
pastor da Igreja Batista Marapendi-RJ; presidente da Convenção Batista Carioca
Nem sempre a construção da família celebrada no casamento corresponde as expectativas geradas numa primeira fase de namoro, noivado e bodas. O que fazer quando no alto do casamento, você se dá conta de que sua relação conjugal, que sua família, não é aquela que você tanto almejou? É aqui que chamo sua atenção para a vida de Ana (I Samuel 1), que viria a ser mãe de Samuel. Ana tinha um bom esposo, Elcana, cujo amor não era suficientemente grande para vencer os tratos recompensatórios dos costumes da época, derramando graça sobre ela (v.4,5). Ao se recusar andar em direção ao caminho da Graça, que trata a todos de modo isonômico e equânime, Elcana reforçou o estigma e a dor que ela sentia por não poder gerar filhos. Soma-se a isso a sua concorrente, Penina, que estava mais para pinimba. As provocações constantes, o desprezo
alheio, as suspeições que automaticamente recaíam sobre Ana por não poder gerar filhos… sim, em comunidades e famílias legalistas, a primeira coisa que se instala é o juízo. Onde a lei impera, não há fresta aberta para o acolhimento, para a compreensão. A incompreensão pode ser vista na insensibilidade de Elcana ao tratar o assunto (v.8). Ao se colocar como solução para o problema, ou mesmo como motivo para que ele nem existisse, Elcana revela sua insensibilidade, sua falta de trato e acentua ainda mais o problema de Ana. Tem certas horas que o melhor é nem falar; é ficar ao lado, silente. Ana entendeu que sua resposta não viria daquele ambiente familiar. Nem mesmo quando a família acampava em Siló, ficando perto do Tabernáculo. Não se tratava de proximidade com Deus. Era preciso uma conversa com a alma rasgada diante de Deus. E assim ela fez. Ana se derrama diante de Deus. Havia na sua alma um profundo e intenso clamor. Conquanto som não saísse de sua boca (v.13), ela clamou ao Senhor. Isto
porque clamor é o grito que sai da alma, e não o som que vem da boca. Seu clamor foi tão intenso que o próprio Eli, sacerdote, pensou que ela estivesse embriagada (v.14), cometendo uma daquelas desnecessárias e homéricas gafes pastorais. Ana chora na presença de Deus (v.10). Aquele fora um choro diferente. Foi O choro de sua vida. Um pranto como bem definiu Henry Nowen: “pranto significa enfrentar o que nos feriu, na presença de Alguém que pode nos curar”. Seu choro e seu clamor foram a antessala de seu despedimento em paz. Eli, o mesmo da gafe, tem a sensibilidade de reconhecer a intensa busca daquele coração. Naquele momento ele se torna boca de Deus para Ana, ministrando uma palavra de pura graça para sua vida (v.17). Como resultado, Ana tem seu semblante mudado: ela entrou na presença de Deus amargurada com sua realidade familiar; ela sai da presença de Deus confiante na promessa de Deus. Perceba: a realidade dela não havia mudado ainda; as mesmas condições que a conduziram para uma
intensa busca de Deus, ainda estavam lá. Entretanto, ela recebeu uma Palavra-Promessa da parte de Deus. Ana havia alcançado o favor divino; sua realidade mudaria, em algum momento. Deus atende o clamor de Ana. Samuel nasce; filho de uma mãe que sabia o lugar de se derramar diante de Deus, Samuel nasce de um ventre cujas vísceras remexiam no altar, como também estava acostumado a ouvir Deus. Não é por acaso que, o ainda menino, Samuel escutava Deus. Antes de se exasperar, de desistir, de achar que não há solução para sua família, procure se derramar diante de Deus, clamando a Ele. Isto porque, a Graça oriunda desta intensa comunhão, se não gerar um milagre, certamente produzirá uma mudança em você, a tal ponto de seu semblante já não ser mais o mesmo. O favor de Deus, já dizia o salmista, é melhor que a vida. Foi esta a principal descoberta que Ana fez em Siló, um lugar que lhe era comum, porém local onde ela teve uma bendita experiência incomum. n
Um servo de Deus diferenciado (I Coríntios 16.5-9) José Manuel Monteiro Jr. pastor, colaborador de OJB
Em minha modesta opinião - depois de Jesus Cristo - o maior personagem bíblico é Paulo. Aqui no final de sua primeira carta aos Coríntios, ele deixa transparecer o quanto ele é um servo diferenciado. Ele aborda temas de grande relevância, como a doutrina da ressurreição, os dons espirituais, disciplina na Igreja, ceia do Senhor. Ele termina a primeira epístola aos Coríntios abordando questões práticas. O conteúdo do capítulo 16 é essencialmente prático - pois, trata da mordomia cristã. Ele abre o capítulo tratando a questão da contribuição, porque ele planeja coletar dádivas em dinheiro dos crentes em Corinto para abençoar os crentes em Jerusalém (I Coríntios 16.14). Chama atenção na vida deste servo de Deus o fato dele conseguir conjugar ortodoxia e ortopraxia. Doutrina e vida estão presentes na vida do apóstolo Paulo. Gostaria de elencar os motivos, os porquês Paulo é um servo de Deus diferenciado. Em primeiro lugar, Paulo não permitiu que seu coração azedasse por cau-
sa dos descontentes (I Coríntios 16.5). Paulo tinha inúmeros motivos para não querer estar entre os Coríntios. Em Corinto foi chamado de impostor. Muitos irmãos da Igreja não o viam e nem o consideravam apóstolo, por isso a todo instante desmereciam sua liderança. A Igreja, por não reconhecer seu esforço e dedicação, não pagava seu salário. Ele teve de despojar outras Igrejas para custeá-lo, para que ele pudesse exercer o ministério em Corinto. Paulo, por ter plena convicção a quem estava servindo, blindou seu coração e não permitiu que ele “azedasse” por conta dos críticos e descontentes da Igreja. Observamos que o coração de Paulo estava voltado para o povo da Igreja de Corinto. O teólogo e comentarista Matthew Henry diz: “Embora algumas entre essas pessoas o desprezassem, e provocassem dissensões contra ele, sem dúvida havia muitos que o amavam ternamente, e lhe rendiam todo respeito”. Paulo ensina que os líderes devem caminhar, seguir adiante, investir, porque mesmo que haja descontentes (e eles sempre existirão), existem aqueles que amam e respeitam o trabalho que é
feito pelo líder. Não deixe seu coração azedar pelas críticas que recebe. Em segundo lugar, Paulo é um servo que planeja e sabe gerir seu tempo (I Coríntios 16.5-6). Paulo era um líder que geria seu tempo com sabedoria, porque era um servo que planejava as coisas. Ele quer ir até os irmãos de Corinto e, para chegar lá, ele tem especificado o que vai fazer. Iria primeiro a Macedônia, depois Corinto e de lá ir para Jerusalém. O objetivo era ficar um tempo considerável com os irmãos da cidade. É importante sabermos gerir o tempo que temos , pois, se não o fizermos alguma área de nossa vida ficará sem a devida atenção. O tempo é o único bem que não podemos recuperar, por isso, a palavra de Deus nos exorta a remi-lo (Efésios 5.15-16). O que significa remir o tempo? Remir o tempo significa não o desperdiçar. Segundo relatório (2018 Global digital) “O Brasil está entre os três países do mundo em que a população passa, em média, mais de nove horas do dia navegando na internet”. O reverendo Hernandes Dias Lopes diz: “Desperdiçar tempo é jogar fora as oportunidades que Deus coloca diante de nós. Não podemos
usar mal o tempo nem perder as oportunidades”. Em terceiro lugar, Paulo planeja, mas sabe que a resposta certa vem do Senhor (I Coríntios 16.7). Paulo é um servo do Senhor. Ele entende que todos os seus planos têm que se sujeitar ao querer e a vontade de Deus. Fazer planos sem submetê-los a direção de Deus não é bom. Todo plano, projeto, deve estar debaixo da direção do Eterno Deus. Para o crente – é Deus que tem a última palavra. Não está em nós o realizar de nossos planos, sem a permissão divina (Provérbios 16.1). Em último lugar, Paulo aproveita as oportunidades que aparecem (I Coríntios 16.8-9). Paulo deixa claro que ele tem trabalho a fazer na cidade de Éfeso. Ele percebe que uma grande oportunidade evangelística se lhe abriu nessa cidade. É interessante observar como Paulo vê a oportunidade. Para ele, a oportunidade é grande e oportuna. Ele encontrou uma porta aberta para o ministério em Éfeso e ganhar as pessoas dessa cidade para Cristo. O intento do apóstolo era aproveitar as oportunidades enquanto estavam a seu alcance. n
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REFLEXÃO
O JORNAL BATISTA Domingo, 29/05/22 VIDA EM FAMÍLIA
Terra das sombras Recentemente revi o filme “Terra das Sombras” (Shadowlands, 1993, ING). Fala de solidão, rotina, casamento, amor, perda e encontro de si mesmo. Torna conhecida parte da vida do escritor inglês C. S. Lewis. Quando ele conhece Joy Gresham, uma admiradora sua e ainda desconhecida poetisa americana, sua vida se transforma. Pela primeira vez, ele encontra alguém que lhe questiona, instiga e desafia. Desafia-o a conhecer-se a si mesmo. Num dado momento do filme, ele descreve o que vê; talvez, por viver num país gélido e nevoento; talvez, por sentir a vida assim: “Nós vivemos na terra das sombras. O sol sempre está brilhando em outro lugar. Depois de uma curva da estrada. Além do alto de uma colina”. Aprofundar o conhecimento de si mesmo pode provocar dor, porém, promove um crescimento profundo. E é isso que passa a acontecer.
Depois que se vê pego pelo inusitado casamento, sem ainda dar-se conta de seus sentimentos pela esposa, ele abre seu coração a um amigo. “Como poderia ser ela minha esposa? Eu teria que amá-la, não teria? Eu teria que gostar mais dela do que qualquer outra pessoa no mundo. Eu teria de sofrer como um condenado com a perspectiva de perdê-la”. Isso é bonito demais! Não é mais do que como deveria ser. No entanto, quantas pessoas há que vivem o casamento como a “terra das sombras”: não há sol, não há brilho. A felicidade está depois de alguma curva da estrada ou no alto de uma colina - difícil demais para alcançar. Quando ficamos esperando pela felicidade, como se ela tivesse que surgir de um momento mágico, ela nunca nos acontecerá. Quando só é percebida em acontecimentos especiais, então, só
raramente a desfrutaremos. Um dos momentos mais belos e tocantes do filme se dá quando o filho de Joy, sentado diante de um antigo armário, guardado no porão, fica a olhá-lo, como se de dentro dele pudesse sair um mundo mágico. Porém, nada aconteceu, porque era apenas um armário e a vida era por demais real. Naquele momento, o menino não podia vislumbrar qualquer sinal de encantamento, apesar de já ter acreditado nele antes. Quanta semelhança há disto em nós… Um outro momento tocante acontece num curto diálogo entre o par romântico: “- Você está feliz? - Que tipo de felicidade? - Só feliz. - Sabe o meu tipo de felicidade? Ir a palestras e comprar o livro”. E eles riram… Tão simples! A felicidade está onde a queremos encontrar; no que apreciamos fazer; com quem gostamos de estar; onde podemos enxergá-la.
Se as circunstâncias tiverem tornado seu casamento em “terras de sombras”, em primeiro lugar faça uma análise de você mesmo. Aprofunde o conhecimento a seu respeito, mesmo que provoque dor; porque será lindo quando você puder dizer: “Não quero mais estar noutro lugar. Não espero mais que nada novo aconteça. Não procuro mais a próxima curva, nem a próxima colina. Estou aqui agora… e isso basta”. Seja especial; veja em seu cônjuge alguém especial. Ame, doe-se. Seja feliz e terá capacidade de dar felicidade. Se necessário, peça isto a Deus. Seu casamento poderá ser maravilhoso, quando você puder acreditar que “Um casamento de verdade é uma declaração perante Deus”. Vale a pena conferir o filme. A dois. n Elizabete A. S. Bifano
MISSÕES NACIONAIS
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Obra missionária avança no estado do Paraná Thatiana Cordeiro
Redação de Missões Nacionais
Os missionários trabalham muito de Norte a Sul do país, para que cada vez mais pessoas reconheçam Jesus Cristo como Senhor e Salvador, e cresçam no conhecimento da Palavra de Deus. Para a glória de Deus, a cidade de Assaí, no Paraná, é uma das muitas que têm sido impactadas pelo Evangelho. Nos dias 15, 16 e 17 de abril, Assaí recebeu a caravana Jesus Transforma, com irmãos da Primeira Igreja Batista de Vila Progresso, em São Paulo, que aceitaram o desafio de se unir à equipe missionária para o evangelismo de casa em casa. Mensagens evangelísticas foram anunciadas e muitas vidas se renderam aos pés de Cristo! Exemplo disso foi o pequeno Ryan, uma criança que reside em um bairro carente de Assaí e que aceitou Jesus em seu coração. Durante esses dias, uma equipe se deslocou até o bairro de Ryan, visitando as casas, orando com as famílias e convidando-as para o culto. Ryan aceitou o convite e foi ao culto. No momento do apelo, ele foi o primeiro a ir à frente, fazendo com que todos se emocionassem. Muitos diziam que ele “não tinha mais jeito”, mas para Deus nada é impossível. Ryan agora vai aos cultos, está sendo discipulado e sua família também tem sido acompanhada pelos missionários. Outro motivo de muita alegria é a vida de Damares. Ela e sua avó, com quem mora, receberam uma visita da equipe, que levou cesta básica e realizou um momento de oração,
apresentando o Plano da Salvação. Damares compreendeu essa mensagem e recebeu Jesus em seu coração! “Minha vida e minha família foram
transformadas. Onde havia tristeza, está sempre presente nas atividades agora, só há esperança. Sinto tanta da Igreja. paz! Jesus me achou! Minha casa foi Deus seja louvado pela obra missiotransformada!”, contou Damares, que nária no Sul do Brasil! n
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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
O JORNAL BATISTA Domingo, 29/05/22
Subseção da OPBB na Bahia realiza seu 1° concílio examinatório Dois candidatos passaram pela avaliação. Anaivison Cedraz da Silva
pastor presidente da Ordem de Pastores Batistas do Brasil - Subseção da Associação Batista da Chapada Diamantina;
Alberto Gonçalves de Oliveira
pastor, secretário da Ordem de Pastores Batistas do Brasil - Subseção da Associação Batista da Chapada Diamantina
Filiados da Subseção da Ordem dos Pastores Batistas da ABCD fizeram 1° concílio A mais nova ordem de pastores da Ordem de Pastores Batistas do Brasil – Seção Bahia – Subseção da Associação Batista da Chapada Diamantina (ABCD) realizou o seu primeiro concílio examinatório, no dia 07 de maio de 2022, no templo da Primeira Igreja Batista em Seabra, atendendo a um pedido da Igreja Batista do Garcia – Salvador-BA, liderada pelo pastor Elson de Souza, para o exame de dois candidatos: Andrei Ricardo de Farias, que auxilia a Congregação Batista na cidade de Novo Horizonte-BA e Dênison Campelo Subseção da OPBB examinou dois candidatos: Andrei Ricardo de Freitas e Dênilson Campelo Purificação, que auxilia a Congregação Batista na cidade de Piatã-BA, ambas ção, agradece a cooperação de todos ciação Batista da Chapada Diamantina na Chapada Diamantina. O concílio foi pastores filiados à OPBB. realizado com a presença de vários Com muita gratidão a nossa subse- os colegas e Igrejas da nossa Asso- (ABCD). n
PIB em Sidrolândia - MS promove evento para levantar oferta para Missões Estaduais Festa do Milho e concurso de música ajudaram a campanha. Comunicação Social da Convenção Batista Sul-Mato-Grossense A Primeira Igreja Batista em Sidrolândia-MS realizou no sábado, 07 de maio de 2022, sua tradicional Festa do Milho e o Concurso de Música Gospel, primeiro evento realizado após o afrouxamento das medidas sanitárias em decorrência da COVID-19. Nossa equipe de comunicação esteve presente na festa e registrou uma linda preparação, excelente organização e o entusiasmo dos irmãos da Igreja em realizar o evento, que teve como destaque a venda de produtos derivados do milho, doces, bolos e o um delicioso espetinho. Um palco foi instalado para a apresentação dos participantes do concurso de música; foram 17 pessoas de diversas denominações que puderam apresentar seus louvores e técnicas vocais. A avaliação dos calouros foi atentamente observada por uma mesa
Equipe de comunicação da CBMS registrou momento de diversão e comunhão durante a festa do milho; toda oferta arrecadada vai para campanha de Missões Estaduais com três jurados especialistas em produção musical. Os primeiros lugares receberam uma premiação em dinheiro. Na ocasião, pastor Jonas Xavier de Pina, presidente da Convenção Batista Sul-Mato-Grossense, (CBSM) e o pastor Paulo José da Silva, ministro de Relacionamento e Expansão da CBSM, puderam dar uma palavra de saudação às dezenas de pessoas que prestigiavam o evento assistindo e consumindo alimentos.
Pastor Bruno Jorge Rodrigues Magalhães, pastor presidente da PIB em Sidrolândia-MS agradeceu ao público e desde o início informou que todo o recurso arrecadado na festa seria para enviar para Missões Estaduais da Convenção Batista Sul-Mato-Grossense. Pastor Ramão Sérgio da Silva, responsável pela área de Missões da PIB em Sidrolândia-MS, agradeceu a todos os voluntários e responsáveis pelo evento
e fez um desafio para que as Igrejas envie suas ofertas missionárias para Missões Estaduais. Foi uma bela festa, um momento de confraternização, diversão, comunhão, cultura e de exaltação ao nome Santo do Nosso Deus. A Convenção Batista Sul-Mato-Grossense louva ao Senhor pelo amor por missões que essa Igreja demonstrou com a realização deste evento! n
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União Feminina Missionária Batista de Alagoas comemora 100 anos Instituição nasceu como fruto do trabalho de mulheres comprometidas em ganhar vidas para o Reino de Deus. Raimundo Gomes jornalista
Os Batistas alagoanos celebraram, no dia 30 de abril, o centenário de mais uma de suas instituições, a União Feminina Missionária Batista de Alagoas (UFMBAL). Em 2021, a comemoração de um século foi da Convenção Batista Alagoana. Este ano, a UFMBAL também está em festa pelo 100º ano trabalhando na valorização da educação cristã nas Igrejas da denominação em todo o estado. A professora Gislaine da Silva Gonçalves, presidente da UFMBAL, esclarece que o trabalho da instituição consiste em fazer com que os membros das Igrejas reconheçam a soberania do Senhor e cumpram a grande comissão.
Centenário da UFMBAL simboliza trabalho de mulheres Batistas que têm feito a diferença para o Reino de Deus Suas atividades são desenvolvidas junto às senhoras, jovens, adolescentes e crianças, envolvendo todos no comprometimento de tecer vidas para o Reino de Deus.
“Muitas foram as mulheres que, nesses 100 anos de existência da instituição, vieram a ser usadas por Deus como instrumento na expansão e desenvolvimento do trabalho em nossas
Igrejas e na União. Somos gratas ao Senhor pela vida de todas as presidentes que, juntamente, suas equipes, escreveram e continuam escrevendo a história da UFMBAL”, enfatizou Gislaine Gonçalves. Fundada em 1922, a UFMBAL é uma seccional da União Feminina Missionária Batista do Brasil (UFMBB). É constituída das organizações de mulheres (Mulher Cristã em Missão), meninas e adolescentes (Mensageiras do Rei) e crianças (Amigos de Missões) das Igrejas Batistas. Em suas realizações destaca-se a Criação do Orfanato Evangélico de Alagoas, em 1953, hoje Lar Batista Marcolina Magalhães, que acolhe meninas em situação de vulnerabilidade social. n
Mulheres Batistas da Grande Belém-PA se reúnem no “UFMBB Mais Perto de Você” Mais de 180 mulheres participaram do encontro. Extraído do site da Convenção Batista do Pará A União Feminina Missionária Batista do Pará (UFMBPA), organização executiva da Convenção Batista do Pará, (COBAPA) organizou, no dia 14 de maio, um grande encontro para as mulheres Batistas da Grande Belém. O Congresso “UFMBB Mais Perto de Você” contou com a presença de mais de 180 mulheres e foi marcado pela adoração e louvor a Deus, comunhão e oração entre as irmãs e a capacitação de novas líderes para a obra missionária na Igreja local, por meio das Organizações Missionárias que compõem a UFMBB: Amigos de Missões, Mensageiras do Rei e Mulher Cristã em Missão. A preletora foi Ilvana Brazão, membro da Primeira Igreja Batista do Pará-PA. Programação foi coordenada por Iolanda Leão, executiva da UFMBPA; Glória Rosa, presidente da UFMBPA; e pelas coordenadoras das Mulheres das Regionais Metropolitana 1, 2 e 3. O Coordenador Regional da Metropolitana 1, pastor Ebenézer Barros, deu uma palavra de saudação as mulheres presentes em nome da Equipe Executiva da COBAPA, na gestão do pastor Ruy Gonçalves, diretor executivo. n
Trabalho teve apoio das organizações que compõem a UFMBB
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O JORNAL BATISTA Domingo, 29/05/22 ARTE & CULTURA
Como já é de conhecimento de muitos, o Pickleball, esporte com raquetes, parecido com o tênis, já é realidade no Brasil e tem sido implantado em algumas Igrejas da nossa denominação também. Como é o caso da Igreja Metropolitana em Contagem-MG, onde já se pratica o esporte por mais de seis meses, em aulas e jogos. Pastor Argemiro, homem de visão, já adquiriu todos os seus equipamentos, raquetes, bolas e espaço físico. Os jogos acontecem todas as terças, das 17:00 às 21:00. Pude apoiar o pastor David, na cidade de Valinhos-SP, onde ministramos um Workshop para alguns alunos tenistas, que também se apaixonaram pelo Pickleball. Pastor David é um querido amigo, um exemplo de servo, que vem abençoando muitos através do seu ministério esportivo, o Rocksportz . Um americano com coração brasileiro. Pastor Luiz Carlos da Primeira Igreja Batista em Cardoso, é um grande parceiro que já adquiriu sua rede oficial de Pickleball e já vem utilizando espaço próximo de sua Igreja para ganhar vidas através do novo esporte. Pastor Francinaldo, amigo de ministério, também já prática o Pickeball com toda a sua família. Entramos agora, no Floresta Tênis Club, em Belo Horizonte, onde inauguramos uma quadra oficial, pintada, onde podemos ensinar os associados sobre a modalidade. Em São Luís do Maranhão, a Igreja Tabernáculo Batista e a Primeira Igreja Batista da Cidade Operária também já possuem dias fixos para a prática do novo esporte. Escolas e ambientes sociais estão de portas abertas para nossas ministráveis. Agradeço ao bom Deus por nos abençoar com mais uma ferramenta para facilitar o relacionamento evangelizador. Aqui vai um pouco sobre a Associação Brasileira de PICKLEBALL, bem como as regras. Sobre a Associação Brasileira de Pickleball A Associação Brasileira de Pickleball foi fundada em Governador Valadares-MG, em 2018, com a intenção de promover o esporte pela região e pelo Brasil, promovendo eventos e dando suporte a novos atletas, assim também como para os mais experientes nas quadras, buscando trazer para as quadras cada vez mais pessoas. Resumo das regras O saque deve ser feito por baixo e cada equipe deve jogar sua primeira tacada fora do ressalto. Depois que a bola quicou uma vez de cada lado, ambas as equipes podem lançar a bola no ar ou
Construindo relacionamentos através do Pickleball
jogá-la fora do quique. Isso é chamado de “regra do salto duplo”, porque a bola deve quicar uma vez em cada lado antes de poder ser voleio. Isso elimina a vantagem de saque e voleio e prolonga os rallys. Jogar uma bola significa atingi-la no ar sem primeiro deixá-la quicar. A zona de não voleio é a zona de 7 pés em ambos os lados da rede. Nenhum voleio é permitido dentro da zona de não voleio. Esta regra impede que os jogadores executem golpes de uma posição dentro da zona. Ao volear a bola, o jogador não pode pisar ou ultrapassar a linha. É uma falta se o impulso do jogador fizer com que o jogador ou qualquer coisa que o jogador esteja vestindo ou carregando toque a zona de não-voleio. É uma falta mesmo que a bola seja declarada morta antes do jogador tocar a zona. Um jogador pode estar na zona de não-voleio em qualquer outro momento. A zona de não-voleio às vezes é chamada de cozinha. Ambos os jogadores da equipe sacadora podem sacar, e uma equipe deve marcar pontos apenas quando sacar. Um jogo é jogado a onze pontos e uma equipe deve vencer por dois pontos. Os rallys são perdidos por não devolver a bola dentro de campo para a
quadra adversária antes do segundo quique, entrar na zona de não voleio e volear a bola, ou por violar a regra de voleio duplo. A mão é considerada uma extensão do remo. O jogador perde a jogada se a bola atingir qualquer outra parte do seu corpo ou roupa. No início do saque, ambos os pés devem estar atrás da linha de base. No momento em que a bola é tocada, pelo menos um pé deve estar na superfície de jogo atrás da linha de base e os pés do sacador não podem tocar a superfície de jogo em uma área fora dos limites da área de saque. O saque é feito por baixo. A raquete deve tocar a bola abaixo da cintura. O saque é feito diagonalmente na quadra e deve ultrapassar a zona de não-voleio. Se a bola atingir a linha de não-voleio, o saque é uma falta. Todas as outras linhas são boas em todos os momentos. Apenas uma tentativa de saque por um jogador de separação é permitida no início de cada novo jogo. Se a bola tocar a rede no saque e cair na quadra de saque apropriada, ela está em jogo e precisa ser devolvida. Deixar os saques (bolas sacadas que tocam ou batem na rede) não são repetidos (a bola deve cair na quadra de saque apropriada). Depois
disso, a primeira equipe sacadora saca; ambos os membros de cada equipe sacarão e faltarão antes que a bola seja passada para a equipe adversária. Quando a equipe receptora vence o saque (ocorre lateralmente), o jogador da quadra da direita sempre sacará primeiro. Quando a equipe sacadora ganha um ponto, o sacador se move para o outro lado da quadra da equipe sacadora. Observe que se a rotação do saque for feita corretamente, a pontuação da equipe sacadora será sempre par, quando o jogador que iniciou o jogo do lado direito estiver do lado direito, e ímpar, quando esse jogador estiver do lado esquerdo. Singles Play: o sacador saca do lado direito quando seu placar é par e do lado esquerdo quando seu placar é ímpar. Exceção de regra: os jogos geralmente são vencidos por dois pontos. Em algumas situações, os diretores de eventos do torneio podem optar por ganhar por um para acelerar o jogo. n Arte e Cultura CBB Roberto Maranhão marapuppet@hotmail.com WhatsApp: (31) 9730-5875
MISSÕES MUNDIAIS
Jamile Barros
O JORNAL BATISTA Domingo, 29/05/22
Compartilhe a compaixão sendo um voluntário
Redação de Missões Mundiais
Elisa Medeiros* tinha apenas 17 anos quando descobriu seu amor por missões. Sempre ativa na Igreja participava de todas as ações que podia, seja na própria cidade, Macaé-RJ, quanto nas cidades e estados vizinhos. Foi nessa idade também que Deus lhe deu sua primeira oportunidade transcultural. Após um período de treinamento, ela passou dois meses na Colômbia, sentindo a confirmação do seu chamado a cada momento. “E eu sempre soube que era isso o que eu queria para a minha vida, era isso o que Deus queria para mim. Que eu estivesse envolvida com missões de alguma forma. Depois de fazer faculdade e tudo mais, esse foi o meu combinado com meus pais, que eu voltaria para missões”, conta Elisa. O Senhor a levou para ainda mais longe de casa, para Texas, nos Estados Unidos, onde cursou faculdade de Administração. Após a conclusão do curso, ela estava pronta para ser missionária em tempo integral. Conversando com o gerente da Gerência de Missões da JMM, o pastor Alexandre Peixoto, ela viu que talvez fosse melhor começar a perseguir seus sonhos de uma forma diferente. Assim ela se inscreveu no Programa Voluntário Sem Fronteiras em 2020. Mas o seu envio só ocorreu em Setembro de 2021 para um país fechado da África Ocidental, no qual está até hoje servindo como voluntária. No campo, ela atua principalmente na área administrativa, ajudando os missionários e voluntários nacionais
Pr. Caleb, Rebeca & Ismael Mubarak
nos processos, protocolos e relatórios dos projetos que precisam enviar para a Sede de Missões Mundiais. Elisa conta, no entanto, que embora já tenha estudado e trabalhando com Administração, precisou entender que cada lugar é de um jeito e, portanto, se adaptar e entender como as coisas funcionam no país africano. Principalmente, para que pudesse ensinar um novo modo de ser feito. Além disso, embora já esteja melhor atualmente, outra barreira que ela precisou enfrentar foi a língua. Tanto do idioma oficial quanto do falado popularmente. Outro choque cultural, um aspecto sempre presente no campo missionário, foi algo que, para Elisa, precisa ser aprendido e vivido: “O que eu aprendo com eles também, é esse senso de comunidade. Eles sempre pensam no coletivo. Quando vai se sentar para comer, senta todo mundo para comer junto, por exemplo. Então acho que isso é algo que me ensina muito. Que é a forma como eles vivem né, porque eles vivem juntos, dividem o mesmo quarto, eles dividem prato de comida, então é sempre pensando no coletivo.” Esse senso coletivo, a voluntária de 26 anos vivenciou também de forma
especial ao participar de um casamento. Foi uma das experiências que a marcou, ao ir para um culto na Igreja que os missionários fundaram presenciou a cerimônia religiosa de dois casais. E o que lhe chamou a atenção foram os convidados de vários lugares do mundo. Havia pessoas de outros países da África, da China, da América Latina, dos Estados Unidos, da Europa e até do Brasil. Todas aquelas pessoas, de diferentes nações, louvando a Deus juntas, foi uma emoção que a fez pensar no céu, de como será quando estivermos lá. Além disso, ela diz que é possível ver a diferença que o trabalho de Missões Mundiais tem feito na vida das pessoas através dos projetos voltados para saúde e educação. Pessoas que chegam na clínica, vivendo há anos com problemas, mas que pela graça do Senhor têm sua saúde restaurada. Pacientes que conseguem sentir a presença de Deus através dos tratamentos e da forma como são tratadas. Já na escola, Elisa diz que a alegria das crianças é palpável porque elas sabem que estão em um lugar onde são amadas e queridas. A realidade educacional do país africano é com professores que realizam punição física nos alunos,
Mães refugiadas
Vivendo a compaixão no mundo árabe
Muitas mulheres que enfrentaram a migração forçada são mães. Não só é provável que as mulheres daquelas famílias tenham enfrentado traumas profundos e múltiplos, como é provável que seus filhos também tenham. Eventos traumáticos antes e durante a migração estão associados a um risco aumentado de problemas de saúde mental, como estresse pós-traumático, problemas emocionais e comportamentais em crianças refugiadas. No entanto, as circunstâncias atuais da vida nos países receptores, como status de asilo, frequência escolar e discriminação percebida, podem ser de igual ou maior importância para a saúde mental das crianças refugiadas, do que experiências anteriores de violência. Estudos recentes também en-
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contraram uma conexão entre a psicopatologia do cuidador de refugiados e a saúde mental mais precária em seus filhos. As mães refugiadas, portanto, têm um duplo fardo: lidar com seus próprios problemas de saúde, além de saber que seus filhos também podem ser afetados; e portanto precisam tentar apoiá-los na adaptação e lidar com os vários problemas que podem surgir, da melhor maneira que puderem.
De acordo com uma revisão sistemática sobre a prevalência de transtornos psiquiátricos e problemas de saúde mental entre refugiados e menores de idade solicitantes de refúgio na Europa, até um terço pode ser afetado por depressão, transtornos de ansiedade ou outros problemas emocionais ou comportamentais, e até metade por transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Por décadas, a Igreja brasileira esteve orando pelos países que mais sofrem com perseguição religiosa. Nos últimos 10 anos, a Coréia do Norte sempre esteve na posição número 1 como a nação que mais oferecia resistência e perseguia os cristãos nacionais. Porém, em 2022 o cenário mudou, o Afeganistão assumiu a primeira posição depois do retorno do grupo fundamentalista Talibã ao poder. Nos lembramos do tempo em que oramos pelo Afeganistão e por oportu-
algo que não acontece na escola fundada por Missões Mundiais. Para quem deseja ser voluntário e viver essas experiências transformadoras de perto, Elisa dá alguns conselhos. O primeiro é alinhar suas expectativas com Deus. Para ela, que sempre trabalhou com crianças na Igreja, o Senhor a colocou para atuar na Clínica. “Então, assim, às vezes a gente vem com uma ideia muito formada… eu só quero se for assim, eu só quero se for desse jeito, eu só quero se for em tal país, mas Deus é quem é o dono da nossa vida”, explica ela. Já o segundo conselho é estar disponível para ouvir, para aprender com os missionários que estão há mais tempo no campo, e com o próprio povo. E o terceiro conselho, um tão importante quanto os outros, é para, com certeza, não desistir de atender o chamado de viver missões. Seja como missionário, seja como voluntário, Elisa fala que ter essa experiência realmente muda a vida de alguém. “Eu acho que o impacto na gente é muito grande porque a gente vê uma outra forma de enxergar a vida, de ver o mundo, uma outra forma de ser igreja, de adorar a Deus.” Se você sente o chamado do Senhor para servi-lo como voluntário em outras nações, então se inscreva agora mesmo no Programa Voluntários Sem Fronteiras, escreva para voluntarios@ jmm.org.br Não fique de fora do que Deus está fazendo no mundo. Viva a Compaixão sendo um voluntário. *Por motivos de segurança, foi usado um pseudônimo para se referir à voluntária. n
nidades de termos mais missionários entrando naquela nação, o que agora com o retorno do Talibã se torna quase impossível. Mas Deus nos ouviu, e no último dia 19 de abril chegaram no Brasil 52 refugiados afegãos que estão sob os cuidados da Convenção Batista Brasileira através de suas juntas missionárias (Missões Nacionais e Missões Mundiais). Somos os responsáveis pela abordagem cultural e evangelística entre os refugiados. Que privilégio fazer parte dessa iniciativa! Pedimos que você possa orar por essas famílias sob nossos cuidados, e que as 16 mamães presentes nesse grupo possam viver um momento único, sob uma nova perspectiva de futuro e esperança. Você também pode ser um voluntário(a) entre os afegão, basta escrever para voluntarios@jmm.org.br e solicitar informações e mais detalhes. Paz! مالَّسn
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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
O JORNAL BATISTA Domingo, 29/05/22
Primeira Igreja Batista de Piraquara - PR celebra seus 90 anos
Durante três dias, Igreja comemorou aniversário com o tema “90 anos pregando a Palavra”. Lianna Mara Lindbeck
secretária da Primeira Igreja Batista em Piraquara - PR
“90 anos Pregando a Palavra”. Esse foi o tema escolhido para a celebração do aniversário da Primeira Igreja Batista de Piraquara-PR e que, muito além de uma frase, tem nos direcionado como Igreja local para o desenvolvimento da obra de Deus. Atualmente, a Igreja é presidida pelo pastor Josavias Ferraz, que conta com um conselho pastoral, líderes, diretores e toda a membresia para realizar a missão que o Senhor confiou a essa Igreja. Durante os dias 29 de abril a 01 de maio, tivemos quatro cultos de louvor e gratidão ao Senhor por esses anos que Ele tem sustentado esse ministério local na região metropolitana de Curitiba-PR. Houve a participação dos pastores Eduardo Getão, Nivaldo Thé, Hilquias Paim e Paschoal Piragine, que ministraram a Palavra do Senhor
Celebração foi oportunidade para recordar a história da Igreja e os pastores que por ela passaram a nós e à comunidade que esteve presente. Além da presença desses amados pastores, recebemos a visita de outros líderes que prestigiaram as festividades, cultuando ao Senhor conosco. As festividades foram marcadas por cultos de adoração e por momentos de confraternização com um delicioso bolo, servido no sábado à noite, e um almoço, no domingo, ambos pre-
parados por irmãos da Igreja. Momentos de comunhão, celebração, oração e aprendizado fizeram parte desses três dias de festividades em agradecimento ao Senhor pelo o que Ele tem feito por nós e fez através de irmãos que foram usados para a construção dessa história. Pudemos, juntos, relembrar acontecimentos que marcaram esses 90 anos revendo fotos registradas nesse período e marcos
nessa trajetória, um rol de pastores que presidiram a Igreja, a declamação de uma poesia que o falecido pastor Antonio Cardona escreveu para a Igreja no aniversário de 26 anos, e um breve histórico de momentos importantes. Louvamos ao Senhor pelos benefícios que nos têm dado e pela visão de Reino entregue aos atuais pastores e líderes. Somente a Ele a glória. n
Juventude da PIB em Cachoeiro de Itapemirim - ES fala das mudanças durante a pandemia “Onde você tem fincado suas raízes?” foi o tema da celebração.
Hugo Sampaio
pastor de juventude da Primeira Igreja Batista em Cachoeiro de Itapemirim - ES
Essa foi a pergunta que buscamos responder no Congresso da Juventude da Primeira Igreja Batista de Cachoeiro de Itapemirim-ES. Um congresso marcado por diversas mudanças, inclusive em seu nome, que, neste ano, passou a se chamar Criative, uma referência a duas palavras essenciais para um ministério de juventude: criatividade e espiritualidade. Nossa Igreja, como qualquer outra, vem enfrentando uma série de desafios durante a pandemia. E uma das grandes preocupações desse tempo tem sido não perder a conexão com a juventude. Esse desafio ficou ainda maior pelo fato de o pastor Hugo Sampaio ter assumido o Ministério da Juventude da Igreja um mês antes da “explosão” da pandemia, no início de 2020. Vindo com sua família do Rio de Janeiro, precisou se reinventar em poucos dias num ministério novo, sem conhecer a Igreja e, muito menos, a juventude que dela participa. Muitos foram os encontros virtuais, as escolas bíblicas, os bate-papos, os telefonemas e a interação via app de conversas para aproximar a juventude e não perdê-la. Também investimos em
Depois de muitos desafios superados na pandemia, congresso Criative marcou a volta presencial da Juventude da PIB em Cachoeiro de Itapemirim-ES programas gravados e cultos online de jovens e adolescentes, gerando uma unidade no grupo e uma participação efetiva de todos. O desafio ficou ainda maior quando, entre os meses de março e maio de 2021, a juventude da PIB viu seu pastor ficar 68 dias internado por COVID e mais um mês em casa se reabilitando. A mobilização da Igreja foi intensa, com vigílias de oração em frente ao hospital, confiantes de que seu pastor iria voltar. E Deus honrou toda Igreja! Alguns meses depois, aconteceu o impactante congresso Criative. Realizado nos dias 06 e 07 de novembro de 2021, o evento contou com a presença mar-
cante do cantor Lucas Marsan, líder de adoração da Primeira Igreja Batista da Barra da Tijuca-RJ e sua banda. Além disso, teve também a apresentação do incrível Musical Raízes, encenado pela própria juventude da Igreja nas noites de sábado e domingo. Ainda tivemos, no domingo pela manhã, uma Escola Bíblica especial da juventude, com mais de 50 pessoas, e um culto abençoado, em que o próprio pastor Hugo Sampaio falou sobre o tema Raízes da Fé. Quando falamos de um congresso “impactante”, não estamos nos referindo somente aos cultos, que foram tremendamente inspirativos e transfor-
madores, mas também sobre a mobilização de toda a juventude da Igreja. Englobando adolescentes, jovens, jovens casados, pais e demais adultos, tivemos um número aproximado de 60 pessoas servindo em diversas áreas, tais como: teatro, música, coreografia, área técnica, transmissão, recepção e apoio operacional. Em todos os cultos, a presença na Igreja foi marcante, sempre com a casa cheia. Tivemos muitas respostas para conversão e um renovo da parte de Deus para vida espiritual de muita gente. Testemunhos de alguns membros da Igreja dão conta de que ninguém queria ir embora, para continuarem vivendo aquele momento. Segundo o pastor Hugo, “o Criative foi a expressão da bondade do Senhor sobre nossas vidas”. Esse é o relato não só de um simples congresso, mas de uma restauração que Deus está fazendo na Juventude da PIB de Cachoeiro de Itapemirim-ES. E essa restauração tem levado muitos jovens e adolescentes a um reencontro com o Senhor de forma viva, intensa e verdadeira, ensinando-os a fincar suas raízes no que realmente importa. Se você quiser assistir ao Musical Raízes, basta acessar o canal do YouTube “PIB CACHOEIRO” e clicar no culto do dia 07.11.21. n
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Primeira Igreja Batista de Macaé-RJ aprova construção do novo templo Através de votação na Assembleia Geral Extraordinária, templo Batista vai passar por obras de ampliação. Robson Melo Câmara
pastor da Primeira Igreja Batista em Macaé-RJ;
Lione Acácia
jornalista, membro da Primeira Igreja Batista em Macaé-RJ
No domingo, dia 15 de maio, foi homologada a construção do novo templo da Primeira Igreja Batista de Macaé-RJ, obra a ser iniciada em breve. A Assembleia Geral Extraordinária da Igreja aconteceu durante o Culto da Manhã e os membros votaram aprovando as obras de ampliação da atual estrutura. Na ocasião, além da Diretoria Estatutária, equipe ministerial, conselho diaconal, líderes de ministérios e quase a totalidade da membresia, estavam presentes o atual prefeito da cidade de Macaé-RJ, Welbert Rezende, vários secretários municipais e convidados. O culto festivo e histórico foi parte das comemorações do aniversário de 124 anos da PIB de Macaé-RJ, que começou na sexta-feira, dia 13, dia da organização da Igreja pelo missionário Salomão Luiz Guinsburg.
Primeira Igreja Batista em Macaé - RJ tem 124 anos e pretende construir novo templo em pouco tempo Na sexta-feira, o culto teve a participação do pastor José Paulo Moura Antunes, da Primeira Igreja Batista em Madureira-RJ. No sábado, pela manhã, um momento de confraternização, na turística Lagoa de Imboassica, em Macaé-RJ, reunindo várias famílias da Igreja para um grande piquenique. No sábado, à noite, toda a Igreja se emocionou bastante com o Musical “Ouvi Contar a História”, apresentado pelo Sons da Missão, com o Coro da Cristolândia, Teatro e Orquestra. No domingo, ainda participaram o Coro Masculino, o Coro Infanto
Associação das Igrejas Batistas do Oeste do Paraná promove capacitação de líderes Atividade foi realizada em parceria com a Convenção Batista Paranaense. Extraído das redes sociais da Convenção Batista Paranaense A Primeira Igreja Batista de Campo Mourão-PR recebeu, no dia 14 de maio, a Capacitação de Líderes promovida pela Associação das Igrejas Batistas do Oeste do Paraná (AIBOP) em parceria com a Convenção Batista Paranaense (CBP). Tivemos a participação de 13 Igrejas da Associação, com um total de 73 pessoas. Foram ministradas palestras sobre Ministério com Crianças, Mulheres, Homens, Jovens, Adolescentes, Evangelismo e Pregação. Agradecemos a Deus pela vida do pastor Gustavo, da PIB Campo Mourão-PR, e do coordenador regional, pastor Gentil dos Santos, pela hospitalidade, recepção e auxílio durante o treinamento. n
Participantes tiveram acesso a diversas palestras
Juvenil e a Banda de Louvor e Adoração. O novo templo da PIB Macaé-RJ aproveitará grande parte da estrutura que já existe e ampliará a capacidade do auditório para mais de mil pessoas. O projeto foi acompanhado pela comissão de construção, composta por engenheiros e arquitetos, membros da Igreja. O relator, irmão Judson Gomes, apresentou um vídeo do novo projeto e se emocionou ao contar sua história pessoal com a PIB de Macaé-RJ. “Eu, com 15 anos de idade, estagiei no escritório que fez o projeto do templo onde
estamos hoje. Eu ainda não fazia parte desta Igreja. Hoje Deus me presenteou em mais uma vez fazer parte desta história”, contou o arquiteto. Agora, a expectativa do pastor titular da Igreja, Robson Melo Câmara, é que a construção seja realizada no menor tempo possível. “Estamos animados com essa nova etapa, a Igreja apoiou, os membros estão unidos e felizes e agora é trabalhar para conseguir realizar a obra em pouco tempo, para que nos próximos anos possamos celebrar no novo templo”, disse o pastor. n
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PONTO DE VISTA
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Sobre novas gerações Hugo Pereira Sampaio
pastor de juventude da Primeira Igreja Batista de Cachoeiro de Itapemirim - ES
E a vida vai passando e a nossa luta entre experiência versus força, habilidade versus vontade, conhecimento versus vitalidade vai tomando sua forma em vários sentidos. Não é de ontem que temos ouvido a importância sobre as novas gerações dentro do contexto das nossas Igrejas. Do entendimento entre as gerações, da busca mais efetiva dos jovens dentro das nossas realidades denominacionais. Mas a pergunta que fica é: O que mudou ao longo desses anos? A Juventude conseguiu seu tão sonhado espaço? Nossas liturgias e homilias (só para não perder a rima) estão conseguindo alcançar o líquido coração da geração pós-moderna? Ao que tudo indica, ainda estamos num processo. Nessa jornada que tenho vivido como pastor de Juventude e que já chega aos seus 20 anos, têm mostrado alguma evolução em alguns aspectos, mas em outros, ainda estamos longe de ser uma Igreja que seja inclusiva no aspecto das novas gerações. A visão fracionada e segmentada nas Igrejas impede uma relação mais harmoniosa entre as gerações. Ainda temos dentro de muitos contextos eclesiásticos, ministérios que possuem mais investimento que outros, agenda mais disponíveis que outros, o que gera sempre uma instabilidade nas relações ministeriais e que em nada favorece uma visão global sobre o que fazer e
como fazer com as gerações tão definidas que temos dentro das nossas Congregações. Cada geração possui a sua necessidade e o nosso papel como líderes deve ser de manter viva a missão das gerações: “compartilhar umas às outras os grandes feitos do Senhor”, como diz o salmista no capítulo 145.4. As perspectivas ministeriais quando olham para si mesmas esquecem que quem as mantém vivas são as pessoas, e cada uma dessas envolvidas no seu ministério precisa carregar em seu coração o desejo de deixar um legado, algo sólido, robusto e vivo para as próximas gerações. Por muitas vezes boas oportunidades passam entre nossos dedos quando o assunto é deixar um legado. Via de regra, o trabalho com as novas gerações não evoluiu porque não pensamos no futuro. Não treinamos as pessoas para serem as próximas a decidirem, a orarem, a ministrarem sobre a Igreja daqui a cinco, 15 ou 30 anos. Quer algo prático para refletir? Sua Igreja tem diáconos? Se sua resposta for positiva pense, quantos deles têm menos de 25 anos? A última diretoria da sua Igreja tem alguém com menos de 25 anos de idade? É só pensarmos um pouco sobre isso e veremos que a maioria (salvo algumas exceções) não investem no futuro. Elas se preocupam com presente, com as articulações do dia de hoje e não percebem que poderiam treinar outras e novas pessoas em possibilidades reais e possíveis dentro do Corpo de Cristo.
A maior parte dessa visão vem de conceitos pré estabelecidos, de que pessoas jovens não têm experiência, mas se hoje você fizer um breve estudo sobre as pessoas mais ricas do mundo, muitos jovens estão entre eles. Por medo do novo, não arriscamos, e com isso vamos perdendo, como Igreja, oportunidades únicas de verdadeiramente sermos uma Igreja que pensa nas novas gerações. Sobre o que estamos mais preocupados? Em manter um público que tenha uma identificação maior com a faixa etária do seu pastor, ou investir de forma mais ampla no que se refere aos adolescentes e jovens das nossas Igrejas? Quando iniciei o ministério tinha uma resistência a colocar adolescentes em papel de liderança. Eu me lembrava de minhas inseguranças e das barreiras que eles poderiam enfrentar e isso me bloqueava em delegar coisas mais importantes dentro do ministério que existia para eles mesmos. Até que um dia, num curso de liderança com a equipe pastoral da Igreja Batista Central de Belo Horizonte-MG, fui tremendamente desafiado a rever a minha visão. Com uma pergunta, um dos pastores da equipe quebrou toda minha resistência ao meio e a pergunta foi a seguinte, na verdade foram duas. A primeira: “Você é do Rio de Janeiro né?” E minha resposta: Sim! E aí veio a derradeira e segunda pergunta: “Engraçado, no Rio, os traficantes botam os adolescentes com um fuzil na mão pra tomar conta de uma boca de fumo e
você não confia nos seus adolescentes para liderar com a Bíblia na mão?” Confesso que o paralelo foi forte. Mas precisava ser forte, pois a minha resistência era forte. Mas o que aquele pastor me perguntou me incomoda até hoje. Se não confiamos em nossa geração atual com a Bíblia na mão, em quem poderemos confiar? As novas gerações nunca vão deixar de existir, nem suas demandas, a Igreja nunca será mais atrativa que o mundo; (e nem vejo que tem que ser) devemos ser o local onde as novas gerações encontrem o seu espaço através do que temos de melhor! A mensagem redentora da cruz, que é para todas as pessoas. E não apenas aos adultos de hoje, que já ocupam suas posições. Ver a Igreja de forma geracional é uma necessidade de hoje. Assim como no passado fizemos a transição de departamentos para ministérios. E assim cada geração poderá exercer seu chamado, ser atendida, e ainda contarmos com mais pessoas para servir juntos. As novas gerações estão em cada geração. Pois, hoje, o corpo de Cristo são as novas crianças, os novos adolescentes, os novos jovens, os novos adultos e a nova terceira idade (que de animação às vezes dá de goleada nuns jovens aí). A Igreja geracional que se comunica com cada geração tem os ministérios como ferramenta e pode ser a resposta para muitos questionamentos que vivemos em nossos contextos eclesiásticos atual. Paz! n
PONTO DE VISTA
O JORNAL BATISTA Domingo, 29/05/22
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Tremendo testemunho acerca da oração!
Carlos Alberto Martins Manvailer colaborador de OJB
“Ah! Senhor, estejam, pois, atentos os teus ouvidos à oração do teu servo e a dos teus servos que se agradam de temer o teu nome; concede que seja bem sucedido hoje o teu servo e dá-lhe mercê perante este homem. Nesse tempo eu era o copeiro do rei” (Nm. 1.11). A história de Neemias é um extraordinário testemunho de confiança absoluta no poder da oração. Ele, um hebreu que estava servindo àquela nação idólatra. Interessante que o próprio significado do seu nome já nos dá um norte acerca de sua fidelidade a Deus. No hebraico, Neemias significa “Deus é o meu deleite”. E quando nós lemos o livro de Neemias aprendemos valiosíssimas lições de amor, coragem, ousadia, mas, principalmente, de fé no Deus que ele confiava. Humanamente falando qual seria a possibilidade de Neemias realizar algo em prol do seu povo? E a resposta seria nenhuma. Ora, um simples copeiro do rei, que estava ali na condição de escravo. Distante da sua terra e do seu povo. Desempenhando uma função, até de certo prestígio, pois, servia o rei.
Muito embora, diariamente corresse o risco de morte. Pois, tudo quanto o rei fosse comer, primeiramente ele tinha que provar. Caso estivesse envenenado, a morte seria dele. Mas, mesmo assim, o fato de estar constantemente no palácio real, ao lado do rei, era algo distinto. Diante disso, poderia Neemias então se considerar privilegiado. Vivia aparentemente bem, se alimentando das iguarias do rei. Por que, então, se preocupar com o seu povo? Entretanto, todo aquele que realmente tem compromisso com o Senhor, não deve pensar apenas em seu bem-estar, mas também do próximo. Assim era Neemias. Embora estivesse ali se beneficiando daquele ambiente real, o seu coração pulsava pelo seu povo. Ao tomar conhecimento da real situação de Jerusalém e do seu povo, o seu coração ardeu. Ficou deveras preocupado. Obviamente, num primeiro momento, ele não sabia objetivamente o que fazer. No entanto, ele sabia a quem recorrer. A sua primeira iniciativa foi buscar a Deus em oração. Se derramou diante do Senhor, confessando o seu pecado e do seu povo. E conclui a sua oração expressando as palavras contidas no versículo acima, buscando de Deus orientação e, acima de tudo, sabedo-
ria para apresentar a sua petição ao rei e ser atendido. Porém, sem saber como iniciaria aquele diálogo, pois, a sua condição não lhe dava o direito de dirigir a palavra ao rei. Mas, o Deus a quem servimos vai além daquilo que pensamos ou imaginamos. E, assim aconteceu. Neemias orou ao Senhor, buscou direcionamento em sua vida e Deus ouviu e respondeu a sua oração. Pois, Deus usa quem Ele quer, como quer e da forma que melhor Lhe apraz. Diante do quadro de Jerusalém arrasada, a tristeza tomou conta de Neemias, a ponto do rei perceber o seu estado de ânimo abalado, questionando a razão de sua tristeza. Nesse momento, então, surge a oportunidade que ele tanto desejava. Obviamente, Deus preparou o momento para que ele apresentasse ao rei a razão de toda a sua preocupação. E, tudo quanto Deus faz é perfeito. Neemias apresenta o seu pedido e o rei então lhe autoriza, não apenas ir a Jerusalém para reconstruir os muros, mas, fez muito mais do que isso, garantiu uma escolta da realeza pra conduzi-lo até Jerusalém, Além de prover tudo quanto ele necessitava para a viagem e também para o desempenho de sua tarefa.
Assim, Neemias realiza o seu intento. Vai até Jerusalém e dá início ao trabalho de reconstrução dos muros da cidade. Muito embora não tenha sido fácil, pois os inimigos se levantaram, porém, quem começa certo, permanece dessa forma. O Deus que moveu os meios para ele chegar até Jerusalém e realizar a obra, também estava com ele durante a realização da reconstrução. E cada inimigo que se levantava com a intenção de obstaculizar o seu trabalho, era frustrado. A obra foi iniciada e concluída! Neemias sempre contou com a mão poderosa e cuidadosa do Senhor. Isso porque ele iniciou tudo com a plena consciência da sua incapacidade e limitação; no entanto buscou refúgio no Deus a quem servia. Pois, quem coloca Deus em primeiro lugar, está certo da vitória. Que possamos aprender com Neemias, que o impossível com Deus se torna possível. E aquilo que, aparentemente, parece contrário, quando se está na inteira dependência do Senhor se torna favorável. Sempre foi assim e sempre será. Que o Senhor nos ajude a ter essa consciência de buscá-lo em primeiro lugar. Na certeza de que Ele usa incrédulos e até mesmo idólatras em nosso favor. Amém. n