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OJB Edição 21 - Ano 2019

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ANO CXVIII EDIÇÃO 21 DOMINGO, 26.05.2019

R$ 3.20 ISSN 1679-0189 ORGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA FUNDADO EM 1901

Dia da Comunicação Batista Quarto domingo de maio

“Pois não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos”. Atos 4.20 Missões Nacionais

Missões Mundiais

Segunda turma de Radicais Uma história de Brasil Sul é comissionada amor à obra Equipe é formada inteiramente por mulheres

Missionários completam 27 anos no Sul da Ásia

pag. 07

pag. 11

Notícias do Brasil Batista

Observatório Batista

“O Amor que nos faz um”

Você está preparado?

ACAB 2019 foi realizado no Batistão

Leia a segunda parte do texto “Seu futuro depende também deste artigo”

pag. 13

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2 EDITORIAL

Os números da Comunicação Batista Durante a história da humanidade, diversas maneiras de comunicação foram utilizadas, depois modificadas ou extintas e novas maneiras foram surgindo e sendo aperfeiçoadas. Não foi diferente em nossa denominação. Hoje, quarto domingo de maio, comemoramos o Dia da Comunicação Batista. Além da CBB, nossas Organizações estão bem engajadas no mundo das redes sociais. Neste editorial vamos nos deter aos números da CBB e de nossas juntas missionárias (JMN e JMN). A página da CBB no Facebook conta com 122 mil seguidores; o perfil no Instagram alcançou a marca de 16,6 mil pessoas. Já no Twitter, o trabalho da nossa Convenção é acompanhado

por 2.510 irmãos e no Youtube temos pouco mais de 2.000 inscritos no canal. O Facebook da Junta de Missões Nacionais tem 413 mil seguidores; o Instagram está perto dos 45 mil seguidores; quando o assunto é Twitter, o número é de 13.500 pessoas e no Youtube já são mais de 30 mil irmãos movidos pela Graça. Chegamos aos nossos irmãos da Junta de Missões Mundiais que têm feito a terra se alegrar, com 487 mil seguidores no Facebook; 69 mil no Instagram; pouco mais de 11 mil no Twitter e 25 mil no Youtube. E não podemos deixar de fora este que está em suas mãos de maneira impressa ou digital. Desde 1901, O Jornal Batista tem comunicado os fei-

O JORNAL BATISTA Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901

CONSELHO EDITORIAL Francisco Bonato Pereira Guilherme Gimenez Othon Avila Sandra Natividade

PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB

EMAILs Anúncios e assinaturas: jornalbatista@batistas.com Colaborações: decom@batistas.com

FUNDADOR W.E. Entzminger PRESIDENTE Fausto Aguiar de Vasconcelos DIRETOR GERAL Sócrates Oliveira de Souza

REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA Caixa Postal 13334 CEP 20270-972 Rio de Janeiro - RJ Tel/Fax: (21) 2157-5557

INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189

tos do povo Batista ao redor do Brasil e do mundo. São 118 anos de história, passando por todas as transições que a comunicação sofreu durante o período de atividade do nosso semanário. Quero agradecer também a alguns irmãos jornalistas das nossas Convenções Estaduais que, desde a minha época como estagiário do Departamento de Comunicação da CBB (junho/2016 a setembro de 2018) e agora como o responsável da área (Outubro/2018 até o momento) tem colaborado com conteúdo de qualidade a respeito do trabalho Batista em seu estado, são eles: Ilimani Rodrigues (Convenção Batista Mineira), Lidiane Ferreira (Convenção Batista Baiana), Tiago Monteiro

(Convenção Batista Carioca) e Érika Travassos, que durante algum tempo foi a coordenadora de Comunicação da Convenção Batista de Pernambuco e colaborou no meu Trabalho de Conclusão de Curso com uma entrevista. Fica o agradecimento também a todas as Convenções, Igrejas, Associações e irmãos que colaboram com O Jornal Batista e interagem conosco através das redes sociais. Nosso desejo é que este contato seja ainda mais próximo e que mais irmãos se aproximem, porque comunicação também é comunhão. Que Deus te abençoe!

Fax: (21) 2157-5560 Site: www.convencaobatista.com A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal. DIRETORES HISTÓRICOS W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940);

Estevão Júlio

secretário de redação de OJB

Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas IMPRESSÃO: Folha Dirigida


3 BILHETE DE SOROCABA

Jesus e as crianças Julio Oliveira Sanches Jesus sempre tratou com carinho todas as pessoas, mas deu especial atenção às crianças. Quando os pais trouxeram seus filhos para serem abençoados pelo Mestre, os discípulos tentaram impedir a aproximação. Jesus os repreendeu com mensagem de esperança: “Deixai vir as crianças a mim, e não as impeçais, porque das tais é o Reino de Deus” (Mc 10.14). Ele viu os pequeninos como futuro do Seu Reino. Quando os discípulos iniciaram uma discussão, sem nexo, para determinar qual deles era o maior, o primeiro, Jesus os silenciou colocando um menino no meio dos pseudos grandalhões. O quadro chama a atenção pela conclusão do assunto e o desafio de ser grande. O mestre chama

a atenção para o ser grande aos olhos de Deus. Não é a posição social, o poder, a empáfia do adulto que vale. Mas, sim o ser humilde que conta: “Se não vos converterdes, não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no Reino dos céus. Portanto aquele que se tornar humilde como esse menino, esse é o maior no reino dos céus” (Mt 18.24). A decepção gerada nos corações dos discípulos foi grande, como grande é a maldade daqueles que se aproveitam da simplicidade das crianças para explorá-las e delas se aproximam com intenções malévolas. Jesus jamais aprovaria o kit gay elaborado por um dos candidatos à presidência do Brasil em 2018. Tal candidato jamais receberia o apoio e voto de Jesus. Cristo soube aproveitar

o potencial de um menino, usando seu lanche para alimentar uma multidão. Para evitar a tentação do orgulho, quando crescesse, tão normal aos adultos, seu nome permanece no anonimato nas páginas bíblicas. A criança merece respeito e carinho especial por parte dos adultos. O melhor lugar na Igreja deve ser oferecido a elas. Toda a atenção deve ser dirigida aos pequeninos. Os professores que as instruem devem procurar o melhor preparo para oferecer-lhes um ótimo conteúdo. No lar, os pais devem educá-las com amor e carinho redobrados, evitando traumatizá-las. Ao crescerem, as crianças devem guardar lembranças agradáveis do seu tempo de infância. Para que isto ocorra, os adultos hão de gerar ambientes propícios para que a

criança seja criança e não adulto estilizado. É triste ver programas na TV que estimulam as crianças a se comportarem como adultos. Mães que vestem as crianças com roupas e aparência de adultos. A criança tem o sagrado direito de ser criança e como tal se comportar. Jesus tratou as crianças como crianças, tomando-as no colo, abraçando-as e abençoando-as como futuro do seu Reino. Ainda hoje a criança se constitui como desafio ao crescimento do Reino de Deus. Por isso não aceitamos kits gay, ideologia de gênero, aborto, educação que estimula a sexualidade precoce e rouba da criança a alegria de ser criança. Prevalece para os salvos a recomendação de Provérbios 22.6 e o convite de Jesus: “Deixai vir a mim as crianças...”

Jesus, o médico dos médicos José Manuel Monteiro Jr. pastor, colaborador de OJB

Jesus está em nosso meio. Não tenho dúvidas de que Jesus hoje quer operar em sua vida. Assim como no passado, Ele ressuscitou os mortos, deu ânimo aos abatidos, curou os leprosos, acalmou a tempestade, Ele pode fazer maravilhas em nossa vida. O texto em tela mostra a cura de um homem com a mão mirrada e a oposição que Jesus sofreu por parte dos fariseus, porque Jesus operara a cura em dia de sábado. Jesus é o médico dos médicos. Ele não se preocupa somente com o exterior, Ele enxerga o homem por inteiro. As ações de Cristo para restabelecer

a saúde física e emocional daquele homem, deixa qualquer um perplexo. Vamos elencar alguns pontos para a nossa reflexão: Em primeiro lugar, o amor de Jesus pelo doente é maior do que sua segurança pessoal (Marcos 3.5-6). Jesus tinha plena convicção de que ao operar a cura na sinagoga no sábado, iria despertar a ira dos fariseus. Sua vida estava em jogo. Jesus coloca sua vida em risco para abençoar o homem da mão ressequida. Que notícia alvissareira: por nos amar – Jesus não desiste de nós (Romanos 5.8). Para tentar paralisar Jesus, o mal reúne suas forças. Marcos mostra que os fariseus e os herodianos se uniram

contra Jesus. O comentarista Moody afirma: “Os herodianos não eram uma seita religiosa. Eram, antes, homens politicamente devotados à família de Herodes. Consequentemente, não tinham verdadeira afinidade com os fariseus, que odiavam zelosamente a dominação estrangeira; mas um oponente comum pode criar estranhas coligações entre inimigos”. Em segundo lugar, Jesus estimula o doente a crer em sua palavra (v.5). Aos nossos olhos pode parecer coisa simples estender a mão. Entretanto, para aquele homem não. Pois a sua estava ressequida, paralisada. Na verdade, com esta ordem, Jesus estimula o homem a exercer sua fé. Aquele que tem

fé não questiona, obedece. Hernandes Dias Lopes afirma: “À ordem de Jesus, o membro crispado relaxou-se, o que estava imóvel se moveu”. Em último lugar, Jesus encoraja aquele homem a vencer seus complexos (Lucas 6.8). Aquele homem estava na congregação escondido, amuado, possivelmente complexado com sua mão atrofiada. Imagino ele fazendo de tudo para não ser notado por conta de sua deficiência. Jesus ao pedir para que ele venha para o meio da congregação – estava o estimulando para vencer seu complexo de inferioridade. A obra de Cristo é completa. Ele contempla o homem por inteiro, por isso, Ele é o médico dos médicos.


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Valorize seus dias Manoel de Jesus The

pastor, colaborador de OJB

A vida é “como neblina que aparece por instante e logo se dissipa” (Tiago 4.14). Ela está nas mãos de Deus e os dias se passam com rapidez. Nas palavras poéticas de Moisés, a vida é como um “breve pensamento” e “acabam-se os anos” (Salmos 90.9). Moisés pede ao Senhor que o “ensine a contar os dias para alcançar um coração sábio” (Salmos 90.12), dessa forma, temos que aprender a viver um dia de cada vez buscando orientação do Senhor em tudo. Na expressão do salmista poético Davi, a vida é “como um sopro; os seus dias, como a sombra que passa” (Salmos 144.4). Esses versos nos mostram a fragilidade da vida e como nós podemos e devemos aproveitar o tempo que Deus nos dá, a fim de vivermos os Seus propósitos e revelar o Evangelho. Esses versos, e tantos outros, mostram como devemos investir nossos dias naquilo que edifica, que constrói, que desperta nossa alma para as coisas relevantes aos olhos de Deus. Nossa vida passa logo, e quando menos esperamos vemos o tempo passar diante de nossos olhos, sem que façamos com que nossa

Olavo Feijó Pastor & Professor de Psicologia

jornada seja marcada por uma caminhada com Deus. Precisamos ter sabedoria e discernimento necessário para dedicar ao Senhor os nossos dias, a fim de que tenhamos uma vida centrada na vontade de Deus e que o Senhor se agrade de nosso estilo de vida. Viver para glorificá-lo. E isso só é possível quando vivemos na dependência total de Cristo, a fim de que Ele seja Senhor em tudo e nós sejamos apenas, e tão somente, instrumentos e servos dEle. Quando Cristo vive dentro de nós, o nosso “eu” não tem espaço para nada, e o comando é só dEle, e quando Ele governa, nós somos conduzidos a fazer a vontade de Deus em tudo. Uma das maiores lições que aprendemos quando entregamos nossa vida a Jesus e Ele começa a morar em nós é valorizar cada dia, como uma oportunidade de se viver para a Glória de Deus. É um desperdício viver sem buscar a sabedoria de Deus, sem ter Jesus como Senhor e sem se pautar pela agenda do Reino de Deus. Valorize seus dias e deixe Cristo viver em você. Que em 2019 as pessoas vejam Jesus em você e menos você em você.

Abster-se de sacrifícios aos ídolos “Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue” (At 15.20). Qual é a vantagem dos ídolos? Nós os fazemos à nossa imagem e semelhança, característica que agrada nosso egocentrismo e o nosso egoísmo. Quando eles falham, arranjamos todo tipo de desculpa para continuar a adorá-los. Por isso, através da história, a idolatria tem destruído indivíduos e civilizações. A Igreja cristã de Jerusalém achou necessário reunir-se em con-

cílio, para debater os termos da ética dos seguidores de Cristo. Como resultado, escreveu uma carta, na qual dentre outras coisas, recomendou que os crentes “se abstenham das ofertas oferecidas aos ídolos” (Atos 15.20). Esta decisão se aplica à nossa vida cristã. A Bíblia é clara: somente o Senhor deve ser adorado. Mais cedo ou mais tarde, nós nos tornamos iguais aos ídolos que adoramos. O Senhor nos criou à Sua semelhança: adorar ao Deus bíblico é a maneira de crescer espiritualmente, desde nossa conversão.

O problema do “mas” Wanderson Miranda de Almeida colaborador de OJB

Creio que você já observou que essa pequena palavra é muito utilizada na língua portuguesa, mas, talvez, não tenha percebido como ela pode transformar as situações. Como assim? O “mas” é uma conjunção adversativa, sendo assim, quando aparece, está dizendo que o bom ficou ruim e vice-versa. Exemplo: recebi meu salário, mas não foi o suficiente para pagar minhas dívidas. Nesse caso, a primeira

oração foi bem positiva, no entanto, quando o “mas” chegou, o desfecho não foi o esperado. Podemos dar um exemplo que começa mal: Bati com meu carro, mas não sofri nenhum arranhão. Agora, a primeira oração não foi legal – quem quer bater com o carro? -, porém, o desfecho foi muito bom, já que não fiquei ferido. Viu como o “mas” pode ser bom ou ruim? Pois é! E é aí que vejo o problema que ele tem trazido à vida dos cristãos. “Como assim?”, você pode perguntar. E eu responderei.

Na maioria das vezes, vejo os cristãos começando as orações de forma positiva, então vem aquele “mas” e atrapalha tudo. Não entendeu? Vou dar exemplos: “Queria ter ido ao culto, mas não deu tempo”, “Queria ser mais fiel, mas não consigo”, “Preciso ler mais a Bíblia, mas não gosto de ler”, “Sei que estou falhando com Deus, mas não tenho forças”... e por aí vai. Seria muito melhor se ouvíssemos assim: “As lutas têm sido grandes demais, mas sei que vencerei, em nome de Jesus”. “O trabalho está me sufocando,

mas não deixarei de ter meu momento diário com Deus”..., não seria bom? Se ler com atenção o que foi dito aqui, verá que, na verdade, o “mas” não é um problema, desde que ele esteja no lugar certo. Se você começar uma oração de forma positiva e resolver colocar um “mas”, sua vida não estará indo muito bem; todavia, se você começar sua oração de forma negativa e colocar um “mas”, ele estará no lugar certo e será abençoador. Você pode até não concordar com o que escrevi, mas...


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Luz e Vida Eber Soares de Souza

membro da Primeira Igreja Batista de Niterói

Vou iniciar esta mensagem com um trecho do capítulo 10 de Lucas: Ele, no entanto, insistindo em justificar-se, questionou a Jesus: “Mas, quem é o meu próximo?” Diante do que Jesus lhe responde assim: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó, quando veio a cair nas mãos de alguns assaltantes, os quais, depois de lhe roubarem tudo e o espancarem, fugiram, abandonando-o quase morto. Coincidentemente, descia um sacerdote pela mesma estrada. Assim que viu o homem, passou pelo outro lado. Do mesmo modo agiu um levita; quando chegou ao lugar, observando aquele homem, passou de largo. Mas um samaritano, estando de viagem, chegou onde se encontrava o homem e, assim que o viu, teve misericórdia dele. Então,

aproximou-se, enfaixou-lhe as feridas, derramando nelas vinho e óleo. Em seguida, colocou-o sobre seu próprio animal, levou-o para uma hospedaria e cuidou dele. No dia seguinte, deu dois denários ao hospedeiro e lhe recomendou: ‘Cuida deste homem, e, se alguma despesa tiverdes a mais, eu reembolsarei a ti quando voltar’. Qual destes três te parece ter sido o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes? Declarou-lhe o advogado da Lei: “O que teve misericórdia para com ele! ” Ao que Jesus lhe exortou: “Vai e procede tu de maneira semelhante” (Lc 10.29-37). Podemos tirar como exemplo um singular amor tão grande, que ao Jesus pode nos outorgar para seguirmos a Ele como bem disse: “Eu Sou a Luz do mundo e quem me segue não andará em trevas, pelo contrário terá a luz da vida” (Jo 8.12). Esse samaritano que

Jesus elogia é nada mais nada menos de quem realmente O segue. Muitas vezes ocorre de estarmos nas mesmas condições desse homem, quando nos deparamos na necessidade de socorrermos alguém nas mesmas circunstâncias daquele homem estava, espancado e jogado à beira de uma estrada qualquer, e depois de passarem várias que se dizem o plumo da religião e fazem de conta não ver essa pessoa em necessidade. Não tenho dúvidas de que aquele samaritano não julgou ser aquele a quem socorreria. Portanto, o ajudou sem pensar em nenhuma hipótese. Uma vez contou-me um irmão em Cristo ter entrado em sua Igreja um moço com semblante completamente triste como se estivesse vindo de um massacre discriminante e sentou-se ao lado de uma senhora, que imediatamente mudou de lugar, se afastando daquele

jovem que se levantou e sentou-se ao lado de um outro irmão que também se levantou saindo de perto dele. Até que enfim, o irmão que estava observando aquele quadro entristecido e sentou-se ao lado daquele visitante e colocou as mãos sobre seus ombros fazendo uma oração pedindo a Deus para que o livrasse da tristeza que o abatia. E aquele jovem que ouviu a oração disse que isso nunca tinha acontecido em sua vida e agradeceu aquelas palavras que o fez sentir em paz. Que as pessoas ao visitarem pela primeira vez nossas Igrejas possam sair com a luz da vida, que vem de Cristo e voltar, porque encontraram ninho para suas almas. Assim, possamos tal como diz o hino 239 entoar: Tu anseias hoje mesmo a salvação? Tens desejo de banir a escuridão?
 Abre então de par em par teu coração.
Deixa a luz do céu entrar.

Batalhar juntos pela fé evangélica

Cleverson Pereira do Valle pastor, colaborador de OJB

Quando criança, me recordo dos cultos ao ar livre. A Igreja dirigia-se até uma praça pública e levava um caixote, microfone com caixa de som e um violão. Um grupo convidava as pessoas para participar do culto. A Igreja cantava com entusiasmo, o pastor pregava com muita convicção e, após a mensagem, era feito o apelo; dezenas de pessoas iam à frente confessando Jesus como Senhor de sua vida.

O trabalho de ar livre não é mais uma prática de muitas Igrejas em nossos dias. Sei que foi importante para aquela ocasião. Hoje, a Igreja tem evangelizado de diversas maneiras, como distribuição de folhetos, filmes, evangelismo pessoal, pequenos grupos nos lares e outros métodos. O que nós não podemos deixar é de batalhar pela fé evangélica, isto é, fazer o nosso papel como cristãos. Paulo, ao escrever para os irmãos filipenses, no capítulo 1 verso 27, diz assim: “Vivei acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que,

ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica.” É necessário vivermos o Evangelho de Cristo de modo digno. As pessoas sem Cristo só darão atenção ao Evangelho se verem coerência entre o falar e o agir. Muitas vezes questionamos o porquê as pessoas não vêm a Cristo. O que está acontecendo? Qual metodologia podemos aplicar para ver resultados? Creio que todas essas questões não são corretas, devemos perguntar para

nós mesmos: será que estamos vivendo de modo digno o evangelho de Cristo? A pergunta acima leva-nos a pensarmos na unidade do corpo de Cristo. Viver de modo digno é viver de forma unida. Jesus explica que quando Seu povo estiver unido o mundo crerá. Precisamos viver o evangelho de Cristo em nossos dias. Batalhar juntos pela fé evangélica só será possível quando nós estivermos praticando. Pensemos em todas as implicações do batalhar juntos pela fé evangélica. Que possamos viver sempre até a volta de Cristo este Evangelho.


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Mãe e a história de nossas vidas Celson Vargas

pastor, colaborador de OJB

A história de nossas vidas terá em todas as suas fases uma inevitável participação de nossas mães. Ela se inicia a partir de um útero que se dispõe a gerar, alimentar e suportar, até o momento que já formos autossustentáveis, no que se refere ao funcionamento de todos os nossos órgãos. Aí ocorre sua última participação em nossa vida intrauterina. Ela, de forma honrosa, é capaz de suportar as distintas dores de parto para nos trazer à luz. Também dela é que recebemos o primeiro e mais sincero sorriso de apreciação, mesmo que seja misturado

com as lágrimas das dores de segundos atrás. Nossos primeiros dias e anos são de uma dependência total, que é autoritariamente exigente, sem tolerância; queremos agora. Não aceitamos passar nossas insônias das madrugadas sem seu aconchego, companhia e afagos, nem de alguns minutos de atraso em nossa alimentação. Na adolescência continuamos com nosso autoritarismo e, muitas vezes, achamos no direito de feri-las com palavras e desobediências. Não reconhecemos sua dedicação em nos oferecer a melhor alimentação possível, às vezes privando a si mesma de algo, para nos dar o melhor.

Na juventude desconsideramos suas preocupações com nossas exposições a perigos e aventuras. Não nos preocupamos com sua impossibilidade de dormir serenamente, sabendo que ainda não chegamos de nossas aventuras noturnas. Perdemos o costume de beijá-las e reclinarmos em seu colo, como fazíamos no passado. Tornamo-nos adultos. Somos independentes, não precisamos mais delas. Nos casamos e iniciamos a constituir nossa própria família. Com a chegada dos filhos, voltamos um pouco ao passado, porque precisamos delas em nossas inexperiências de cuidar deles, até que também cresçam. Então, já idosas, não tão bonitas

como as achávamos, já reclamando das dores da idade, é então que começamos a meramente suportá-las; escasseando nossas visitas a elas. Não tolerantes como antes, passam a ser um “peso”; de seu desejo de não incomodar, as tachamos de teimosas. Isso não é uma generalização, mais é, sem dúvida, a realidade da maior parte de nossas histórias. Nisso, contrariamos um mandamento de Deus, com promessa: “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolongue os teus dias na terra” (Êx 20.12). Parabéns mães, vocês são uma realidade distinta em nossas histórias. Só vocês podem tudo isso. Aceitem nossos carinhosos abraços.

inclusão social, que nada mais é que um paliativo, um transtorno na vida dos autistas (exceto os Asper), ou então, uma sessão semanal de terapia, e, depois de seis meses, cede lugar a outro que ocupa a vaga que se abre. Nos municípios com pequena população infantil, nenhum atendimento. Quanto tenho louvado a Deus pelo doutor Raymond, doutorado na Universidade da Califórnia, com especialização em transtorno TEA, pelo apoio que tem dado às famílias com filhos autistas!

Conheço, em São Paulo, cinco pastores Batistas com filhos autistas. Em 1950, era um autista para cada 2.500 crianças. Hoje é um autista para cada 150 crianças. Há aumento em outros transtornos também. Parece-nos que a volta de Cristo, dada a semelhança do caos, que domina todos os setores da sociedade atual, está próxima. Será que ele vai nos encontrar em condições de ouvir aquilo dito aos que estiverem à sua direita em Mateus 25.34-36?

Mães tristes

Manoel de Jesus The

pastor, colaborador de OJB

Nestes últimos dias desse ministério de apoio a famílias com filhos autistas, conforme o grau do transtorno, tenho certeza que a única comemoração do dia das mães para elas seria ouvir a primeira frase, receber um abraço, uma troca de olhares, um andar correto. Em uma de minhas visitas a uma clínica, via a movimentação na hora do almoço. Um deles estava deitado no chão,

testa colada ao solo, alheio ao que se passava ao redor. Perguntei ao diretor: “O que há com ele?” Resposta chocante: “É cego”. “Como? Nasceu assim?” “Não!” Foi a resposta, e explicou: “Numa crise nervosa arrancou os olhos. Depois, deu uma ordem: “Levanta, fulano!” Desabei naquele momento! Eu o conheci quando menino. Ele era lindo! Um casal inteligente, ótima formação profissional, eu os admirava muito. Aquela semana tornou-se um luto para mim. O governo criou a chamada


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Segunda Turma de Radicais Brasil Sul é comissionada e inicia treinamento No mesmo fim de semana que c o m i s s i o n a m o s a 2 2 ª Tu r m a d e Radical Brasil Cristolândia, a região Sul também foi cenário de uma noite memorável no sábado, 11 de maio, marcando o avanço da formação de líderes na obra missionária no Brasil. Foi quando aconteceu o comissionamento da 2ª Turma de Radical Brasil Sul, desta vez formada inteiramente por mulheres, que estão deixando sua rotina com suas famílias para a dedicação exclusiva na obra missionária por, pelo menos, um ano. Após o lançamento com a primeira turma em 2018, nesta segunda estão representados seis estados (Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará e Rio de Janeiro), além de três integrantes gaúchas que atenderam ao chamado e completam o quadro. “Ficamos muito felizes com todos estes estados representados, mas o nosso sonho é que cada vez mais sulistas venham se preparar neste programa a fim de expandir e avançar na plantação de Igrejas multiplicadoras e multiplicação de discípulos em sua própria região”, disse o coordenador do programa, pastor Hilton Ferreira. O missionário gaúcho Jesiel Dias, membro da Primeira Igreja Batista Sapiranga - RS e um dos professores do treinamento na matéria de Contextualização Gaúcha, dirigiu toda a

programação e conduziu os louvores. O preletor da noite foi o pastor Joel D. Whitenton, missionário da International Mission Board, trouxe uma linda mensagem inspirativa sobre a necessidade de evangelização e multiplicação de discípulos na região. E ainda estiveram presentes algumas radicais da primeira turma no Sul, missionários de Missões Nacionais que atuam no Rio Grande do Sul e a presença e participação do pastor Thiago Weege, da Convenção Batista Pioneira. Conheça mais sobre o programa e colabore com o avanço da obra missionária no Sul do Brasil: https:// www.radicalbrasil.org/sul


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Pastor Genilson Souto é novo secretário geral da Convenção Batista Baiana Posse acontecerá durante a 96ª Assembleia da Convenção Batista Baiana Lidiane Ferreira

jornalista da Convenção Batista Baiana

O pastor Genilson Souto aceitou formalmente o convite da Diretoria da Convenção Batista Baiana (CBBA) para ser o novo secretário geral da CBBA. O convite foi enviado após a aprovação da indicação do nome dele durante a Reunião do Conselho Geral realizada nos dias 09 e 10 de abril. Na carta-resposta, o pastor Genilson afirma que “Assim, venho responder positivamente ao convite, dizendo que aceito, tendo convicção de que esta é a vontade do Senhor!”. Ele esteve no escritório da CBBA no dia 10 de maio, junto ao presidente da CBBA, pastor Adelson Santa Cruz e do secretário geral Interino, pastor Roberto Amorim, quando foi formalmente apresentado aos funcionários. Pastor Genilson Araújo Souto é paraibano, casado com Damiana e pai de dois filhos, Joab e Joel. Fez o Curso Livre em Teologia (Regime Integral) pelo Instituto Bíblico Peniel e é Bacharel em

Da esquerda para a direita: pastor Roberto Amorim (secretário geral Interino), pastor Genilson Souto (novo secretário geral) e pastor Adelson Santa Cruz (presidente da CBBA) Administração pela UNOPAR. Foi missionário transcultural entre povos tribais no Brasil, pastor da Igreja Batista Central de Paulo Afonso-BA, pastor adjunto da Primeira Igreja Batista de Ilhéus-BA e pastor adjunto e posteriormente titular da Igreja Batista Teosópolis em Ita-

Pastor Genilson Souto

buna-BA. Foi membro do Conselho da CBBA, Presidente da Associação Batista do Extremo Norte da Bahia, membro da Comissão de Ética da OPBB-BA, Primeiro vice-presidente da CBBA, Membro da Comissão de Conciliação e Apoio às Igreja da CBBA e Membro do Conselho

da Associação Batista Grapiunense. A posse do pastor Genilson Souto como secretário geral da Convenção Batista Baiana deverá ocorrer durante a 96ª Assembleia, que ocorrerá de 02 a 05 de julho, na Primeira Igreja Batista em Cruz das Almas-BA.

Terceira Igreja Batista de João Monlevade promove trabalho para formar líderes de PGM Após a formação, Igreja terá 10 PGM’s. Ilimani Rodrigues e Kátia Brito

jornalistas da Convenção Batista Mineira

A Terceira Igreja Batista de João Monlevade, liderada pelo pastor Alexandro Albino de Oliveira e a sua esposa, a irmã Priscila Dornelas Oliveira, iniciou, há alguns meses, a Escola de Líderes de Pequenos Grupos Multiplicadores. A ideia nasceu logo após o pastor participar da Conferência Nacional Multiplique, em outubro de 2018. “Assim que cheguei, elaboramos um seminário para apresentar a visão da Igreja Multiplicadora a todos os membros. Após isso, entramos em um período de oração, e com a direção do Senhor, designei 10 irmãos, cada um morador de um bairro da região onde está localizada a Igreja, para participar da escola de líderes, na qual estão sendo preparados para assumir um pequeno grupo multiplicador onde moram”, explica o pastor Alexandro. Após a conclusão das 13 lições aplicadas na escola, todos participa-

Expectativa da Igreja para o início do trabalho de Pequenos Grupos Multiplicadores é grande rão do protótipo de Pequeno Grupo Multiplicador (PGM), chamado Gênesis. Ele acontecerá na casa do pastor Alexandro, como um exercício prático da teoria aprendida em sala de aula. Portanto, ao todo, em breve, a Igreja terá 10 PGM’s, inclusive, um deles voltado para a comunidade surda e muda, já que um dos líderes, o irmão Clariston Ribeiro, também é surdo e mudo. “Nossa igreja tem desenvolvido um trabalho

especial com este grupo, temos uma irmã que tem o curso de libras, e tem se dedicado a ensinar a língua aos membros. Com isso, já temos em nossa membresia quatro irmãos surdos e mudos, que participam ativamente da Igreja. Em breve, por meio do PGM, esperamos alcançar mais pessoas que fazem parte da comunidade surda e muda de João Monlevade”, compartilha o pastor Alexandro.

Segundo pastor Alexandro, a expectativa para o início dos pequenos grupos é grande, principalmente porque a causa é a pregação do Evangelho e crescimento do trabalho Batista. “Nosso alvo é promover o crescimento da Igreja e por meio da visão multiplicadora evangelizar em cada casa, expandindo o trabalho batista na região e sobretudo o Reino de Deus nesta cidade”, encerra o pastor Alexandro.


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17-20 de JULHO

PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS

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Jovens da Primeira Igreja Batista em Aracaju - SE participam do Congresso 220 Obediência foi o tema central do Congresso de jovens. Sheyla Morales

assessora de Comunicação da Primeira Igreja Batista em Aracaju - SE

Com o tema “Obediência Radical”, os jovens da Primeira Igreja Batista de Aracaju (Piba) participaram, durante os dias 03 a 05 de maio, do Congresso 220. O evento contou com a participação de diversos cantores e bandas como, Felipe Cabral; Suelen Freitas; Aleluia do Altíssimo; Atos 1.8; Filhos da Promessa e Ministério Kadosh. O palestrante responsável por ministrar a Palavra de Deus durante os três dias foi o missionário da Jocum, Felipe Duarte que trabalha com jovens desde 2004. “A nossa expectativa no final desse tempo em que estivemos com a juventude é que o Espirito Santo de Deus fale com eles através da postura. Nós estamos passando por uma fase em que nossos jovens ficam muito em cima do muro com medo do que possa repercutir em sua reputação e com medo do que os outros vão falar e por isso não se posi-

Evento teve bom público e contou com a participação de cantores e bandas cionam. Dessa maneira, vivem uma vida fake. Esperamos que o Espírito Santo traga um impacto para a juventude de forma que tenham uma postura radical de seguir Jesus em todos os níveis de sua vida”, declarou o missionário. O pastor de Jovens da Piba, Flávio Amorim, explica o objetivo do congresso. “A expressão 220 representa energia, avivamento. Isso traduz a ideia

do congresso. O tema “Obediência Radical”, bem como toda a decoração do evento foi bastante envolvente e inspiradora para a juventude. O objetivo desse encontro está dentro do planejamento temático para nossa juventude. Analisamos uma realidade e estamos respondendo com esse Congresso para abençoar diretamente nossa juventude”, explicou Flávio Amorim.

Para João Guilherme Menezes Sousa Santos, integrante do ministério de louvor Atos 1.8, os congressos impactam vidas. “Eu creio que as programações que nos dispomos a ir tem um propósito que não é só ouvir palavras de pessoas famosas, mas abrir nosso coração para aquilo que Deus tem para nós. Eu creio que este congresso foi transformador”.

Primeira Igreja Batista em Tocantínia - TO recebe seu novo pastor Culto teve a presença de pastores, autoridades locais, irmãos e amigos. Rosana Brelaz Batista

membro da Primeira Igreja Batista em Tocantínia - TO

No dia 03 de maio de 2019, na Primeira Igreja Batista de Tocantínia, foi empossado o pastor José Henoque e sua amada esposa Maria Lucia Araujo de Carvalho. A solenidade teve a participação da Convenção Batista do Tocantins, e a presença de 20 pastores, autoridades locais, irmãos e amigos. Transcrevo aqui as palavras do mensageiro da noite, o diretor executivo da Convenção Batista do Tocantins, pastor Josimar Rodrigues Costa, que falou à Igreja dizendo: “Irmãos, vocês estão recebendo o seu pastor, um servo, um grande homem de Deus. A Igreja foi chamada para olhar para fora. Para buscar e alcançar os nossos irmãos que estão sem esperança. O pastor é o cuidador

Programação teve a presença da Convenção local, pastores, autoridades locais, irmãos e amigos do pastor de ovelhas. Deus quando chama, Ele capacita e sustenta. Ser pastor é muito difícil, mas é uma missão grandiosa. Ouvir é uma arte e o pastor tem essa característica. O preço é alto, mas é graciosa essa missão. O pastor representa a figura de Cristo”. Ele mencionou o texto bíblico encontrado em Mateus 9.35 a 38 que diz:

“E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo. E, vendo a multidão, teve grande compaixão deles, porque andavam desgarrados e errantes como ovelhas que não têm pastor. Então, disse aos seus discípulos: A

seara é realmente grande, mas poucos são os ceifeiros. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara”. O pastor Josimar encerrou a sua mensagem dizendo que: “A doutrina Batista, toda ela, está baseada na Bíblia Sagrada, que é, a nossa regra de Fé e Prática”.


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Uma história de 27 anos de avanços no Sul da Ásia Anand e Asha Jones

missionários de Missões Mundiais no Sul da Ásia

Em janeiro deste ano, os missionários Anand e Asha Jones (pseudônimos) completaram 27 anos de missão transcultural. Eles, assim como todos que contribuem para esta missão com suas orações, ofertas, vocação e mobilização, estão escrevendo a história de Missões Mundiais no Sul da Ásia. Para marcar a data, nossos missionários escreveram o primeiro de uma série de artigos que relembram a trajetória da JMM no Sul da Ásia, uma região de grande resistência ao Evangelho de Cristo. Recordar o que Deus realizou faz nos prostrarmos diante Dele em admiração, em razão das inúmeras intervenções sobrenaturais no campo missionário. A profunda gratidão ao Senhor pela sua vida e de sua igreja foram instrumentos-chaves na materialização do projeto de Deus. Em abril de 1998, quatro anos após o início do trabalho em um grande país do Sul da Ásia, escrevemos aos nossos adotantes dizendo que o ministério que realizamos aqui é um projeto de Deus! Incentivamos nossos irmãos a refletir

sobre o Natal ou a Páscoa sem seguidores de Cristo. O que é uma realidade em muitas partes da região Norte do país. Mas mostramos também que, por causa de suas orações e apoio, Deus começava a agir em vários grupos étnicos onde atuam os obreiros da terra. Naquele ano, em uma cidade do Norte, onde estavam Masih, Murmu e Das, o Natal foi celebrado em um culto com 50 pessoas. Não havia ninguém há dois anos! Em outra cidade da região, onde estavam Singh e Burh, 15 pessoas adoraram ao Senhor no dia de Natal. Surgiam os novos seguidores do caminho naquela área! Numa outra localidade, onde estavam Champ e Dupka, 33 pessoas estiveram presentes. Ali a comemoração chamou a atenção dos vizinhos porque a casa estava decorada externamente. Esta é uma tradição nos festivais religiosos por aqui. A decoração provocou curiosidade. Os vizinhos perguntaram: “O que é o Natal?”. A oportunidade foi aproveitada para testemunhar. O mesmo aconteceu entre outros grupos em que estavam os obreiros que Igrejas no Brasil sustentam. Pulamos de alegria, pois ‘O verbo se fez carne’ há 2 mil anos, mas só então o Natal aconteceu nesta área, com alguns seguidores.

Ficamos imaginando como isso seria possível sem você, no contexto de Romanos 10.13-15? Desde o início daquele ano, centenas de seguidores confirmaram a sua fé nas águas. Eram apenas ‘molhos’, (Salmos 126.6), em meio aos milhões que aqui vivem. Contudo, nos regozijamos no Senhor pela atuação do Espírito Santo nesta área. Dissemos à época que, juntamente com os obreiros da terra, esperávamos, pela fé, que dez igrejas fossem estabelecidas naquele ano. Contamos com as constantes orações dos irmãos, a fim de que o alvo se materializasse para glória de Deus. Deus fez a obra. Você e a sua Igreja participaram. Valeu a pena! Hoje são cerca de 60 comunidades estabelecidas, milhares de seguidores. O Natal e a Páscoa chegaram em várias vilas na região Norte desse grande país do Sul da Ásia, o qual não citamos o nome por questões de segurança. Sim, o Evangelho é o poder de Deus! Ore por sabedoria do Senhor na escrita da história de Missões Mundiais no Sul da Ásia, pois a pesquisa e a documentação histórica já foram feitas e agora estamos na fase da escrita.

Restaurando vidas na Colômbia Colaboração Jamile Barros (com supervisão de Marcia Pinheiro)

o vício, começou a viver na rua. A partir daí sua vida deteriorou-se por completo e ele tornou-se um morador de rua na Jesus David Parra, 37 anos, cres- cidade de Medellín. Um dia, com o convite de um amigo, ceu sem uma família estável. Sentia a ausência dos pais, mesmo quando visitou e conheceu o PARE –Programa estavam por perto. No entanto, conse- de Ajuda, Reabilitação e Esperança deguiu construir um grande laço de afeto senvolvido por Missões Mundiais. Foi lá com o pai que se tornou sua família que Deus lhe deu uma oportunidade de inteira. Aos 16 anos, Jesus David pas- recomeço. Jesus David passou, então, sou por um período difícil de perda do a frequentar os serviços oferecidos pelo seu progenitor, amigo e família. Após o PARE, até que três meses depois finalassassinato de seu pai, o então ado- mente tomou a decisão de se internar e lescente cresceu com diferentes tios e iniciar o processo de reabilitação. Seis meses mais tarde, aceitou a tias paternos sem nunca encontrar seu lugar. Anos mais tarde, veio a cair nos Cristo e viu sua vida mudar. Ao concluir o período de um ano, viu-se livre das braços das drogas. “Tornei-me o que meu pai mais drogas e com oportunidade de trabalhar odiava: um viciado em drogas. Conse- diretamente para Deus. Depois de dois gui consumir diferentes tipos de subs- anos de internação na Fundação PARE, tâncias. Com o passar do tempo, perdi voltou à vida cotidiana vindo a trabalhar o pouco que consegui na vida, perdi o e estudar para ser um instrutor teraemprego, os poucos parentes que eu pêutico na Universidade Luís Amigo, tinha, amigos e até uma companheira também em Medellín. Hoje, ele integra a equipe de missentimental. Cada vez consumia mais drogas, cada vez caía mais fundo e as sionários da terra na Fundação PARE, chances de sair do vício desaparece- ajudando pessoas que estão na mesma situação pela qual passou. E tamram”, conta Jesus David. Depois de 05 anos convivendo com bém está estudando inglês no Instituto

Bíblico para poder melhor servir para Deus. “É uma alegria poder servir ao Senhor para aqueles que precisam.” Sobre o PARE A Fundação PARE é uma porta que o Senhor abriu para ajudar e ensinar sua Palavra a pessoas que estão em situações difíceis como vícios, exploração sexual e pessoas que não têm família ou apoio familiar. Muitas delas vivem nas ruas de Medellín. A fundação oferece diariamente, a cerca de 80 pessoas que vivem em situação de rua, um prato de comida bem preparada. E o mais importante, prega e ensina a Palavra de Deus. Faça a Fundação PARE e Medellín se alegrarem com suas orações e doações! CENTRAL DE ATENDIMENTO JMM 2 1 2 2 - 1 9 0 1 / 2 7 3 0 6800 (cidades com DDD 21) 0800-709-1900 (demais localidades) dias úteis, 8h às 19h (horário de Brasília) centraldeatendimento@jmm.org.br 21 98216-7960 / 98055-1818 (WhatsApp)

Esperança no Sul da Ásia Colaboração: Ana Jhuly Stellet (com supervisão de Marcia Pinheiro) Em um país no Sul da Ásia, o qual não citamos o nome por questões de segurança, muitas mulheres e meninas são martirizadas e não têm acesso à informações sobre discriminação, violência, assédio sexual e a maioria não tem o direito de tomar decisões relativas a sua própria vida. Nessa região, os missionários Benjamin e Sarah Vilela estão levando esperança para as meninas, uma delas é a Marta. A Marta (nome fictício) é uma jovem que reconheceu Jesus como o seu Salvador e iniciou os estudos no curso de teologia ministrado pelo missionário Benjamin. Após terminar os estudos, o casal de missionários teve a oportunidade de identificar na vida de Marta um potencial enorme do ensino da Palavra, mas também feridas profundas em sua alma. Então conversaram e decidiram tratar essas questões. Marta começou a servir no ministério dos missionários ali na região e a fazer estudos bíblicos nas casas dos projetos de Missões Mundiais para crianças órfãs e resgatadas de tráfico humano. Recentemente, Marta foi ao extremo oeste do país e ministrou aulas para a turma de Teologia por uma semana, em um curso intensivo. Ela está feliz em avançar em seu ministério. Dessa forma é possível compartilhar o DNA missionário de Missões Mundiais na região, com líderes locais treinando líderes locais. “Alegramo-nos em participar deste período de crescimento na vida de Marta e por esse passo importante no avanço do Reino de Deus nesse lugar hostil ao conhecimento do Rei dos reis”, declara Sarah. Graças à atuação de Missões Mundiais por meio dos missionários nessa região, Marta se sente uma nova pessoa. “Não sei o que seria de mim se não estivesse aqui. Eu sinto que estou sendo curada”, diz Marta. Somos gratos a você, que ora, oferta, vai e mobiliza porque você faz parte desta história.


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Associação Nacional de Escolas Batistas participa de evento de juristas evangélicos Mais de 50 Organizações foram representadas no Congresso. Associação Nacional de Escolas Batistas No dia 08 de maio, a diretoria da Associação Nacional de Escolas Batistas (ANEB) participou do 6° Congresso Internacional da Associação Nacional de Juristas Evangélicos (ANAJURE) sobre Liberdade Religiosa, Liberdade de Expressão e Objeção de Consciencia, no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na ocasião, foi entregue um documento apresentando o histórico e as contribuições das Escolas Batistas para educação brasileira ao doutor Uziel Santana, presidente da ANAJURE. O Congresso contou com a particiInstituição entregou documento que apresenta a colaboração das escolas Batistas na educação brasileira pação do Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, da Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos outras figuras de destaque no cenário tor-Executivo, Mário Jorge Castelani, a espalhadas pelo país, continuem contri1ª. Vice-presidente, Rosimeire Marinho, buindo de maneira significativa para formaHumanos, Damares Alves, doutor Javier político brasileiro atual. Representando a ANEB estavam o e o 2° vice-presidente, Gézio Medrado. ção de cidadão com valores sólidos, e que Marinez-Torrón, da Universidade ComOremos para que as Escolas Batistas, influenciem a sociedade positivamente. plutense, de Madrid, na Espanha, entre seu presidente, Valseni Braga; o dire-

Ministério de Integração e Comunhão da PIB em Cachoeiro - ES realiza Retiro de Páscoa Programação do retiro foi agradável e diversificada.

Retiro é realizado pelo terceiro ano consecutivo e foi uma benção na vida dos irmãos que participaram Primeira Igreja Batista em Cachoeiro de Guarapari-ES, o retiro foi uma benção Itapemirim - ES para aqueles que tiveram o prazer de participar. O Ministério de Integração e Faça a mistura de um lugar lindo, Comunhão, liderado pelo irmão Alexanmoldado carinhosamente pelas mãos dre Simões (com apoio constante de de Deus, um preletor com uma palavra sua esposa Adriana) e acompanhado de abençoada, um louvor que flui e um uma equipe disposta, preparou uma propovo animado. Só pode sair coisa boa. gramação agradável, com várias opções. E foi isso que aconteceu no Retiro de Houve momentos para se ouvir a Palavra Páscoa/2019 da PIBCI. de Deus, mas também de muita diversão. Realizado pelo terceiro ano conse- Futebol de campo e de sabão, caminhada, cutivo no Sítio Riacho das Pedras, em pedalada, piscina e muito mais.

A ministração das mensagens ficou por conta do pastor Felipe dos Anjos da Igreja Batista Água Branca (IBAB), em São Paulo. Falando sobre a vinda, vida e morte de Jesus, ele despertou a Igreja, com uma mensagem profunda e impactante. As crianças também tiveram oportunidade de conhecer os ensinamentos bíblicos, com aulas na natureza e também ao redor da piscina, quando foi falado da importância de sermos ser-

vos. Nesse momento, eles vivenciaram a passagem bíblica em que Jesus lava os pés dos discípulos. Foram momentos inesquecíveis, de muita comunhão, confraternização, crescimento espiritual e louvor. Tudo preparado com muito carinho e dedicação para aqueles que estiveram presentes. E no final, a certeza que valeu a pena. Quem foi, gostou, e já aguarda a páscoa de 2020.


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Juventude Batista do Planalto Central realiza Acampamento de Adolescentes no Batistão Unidade foi o tema central do evento de adolescentes. Adenildo Souza

Comunicação da Convenção Batista do Planalto Central

A edição 2019 do ACAB – Acampamento dos Adolescentes Batistas, evento promovido pela Juventude Batista do Planalto Central, aconteceu no ‘Batistão’ de 18 a 21 de abril. O evento reuniu, durante os quatro dias, 200 adolescentes e 50 voluntários de diferentes Igrejas do nosso campo. O encontro teve como tema “O Amor Que Nos Faz Um”. O Amor que nos dá uma identidade, nos encoraja a vivermos na contramão e nos chama a viver um pelo outro. Entre brincadeiras, gincanas, momentos de comunhão, os participantes tiveram a oportunidade de louvar ao Senhor e ouvir a Sua palavra. Entendemos que o sucesso do ACAB não é o que acontece no evento, mas sim toda experiência após o acampamento. Foram momentos impactantes na vida de muitos adolescentes, vimos o agir de Deus naquele lugar. “Não sei o que vocês fizeram em comparação ao ano passado, mas a

para a Palavra de Deus. “Ficamos muito felizes com o agir de Deus porque nós tivemos dentro do grupo que levamos duas conversões. Os meninos voltaram com um mover do Espírito Santo queimando nos corações”, acrescenta Claudia Caldas, líder da Igreja Batista Sião. Pedimos sua oração para que Deus fale com os adolescentes através de sua Palavra, para que eles submetam cada pergunta, decisão e desejo à autoridade Batistão recebeu 200 adolescentes no ACAB 2019 da Bíblia e, de bom grado, sigam o Seu Palavra e o Louvor foram muito mais como sempre, tanto os acampantes, conselho, conforme está escrito em Salimpactantes e o mover de Deus estava como a equipe me receberam de braços mos 119.9. muito absurdo”, afirma Alice Naves Lôbo, abertos. Eles me aconselharam e Deus da PIB Sobradinho. me tocou fortemente”, testemunha BerSOBRE O BATISTÃO No entanto, esta não é a única coisa nardo Fortes Galvão, da Igreja Batista No intuito de oferecer comodidade, importante que acontece no evento. Eles do Lago Sul. conforto e alegria aos seus visitantes, gostam de se reunir com seus amigos e “Foi uma experiência maravilhosa. O a CBPC tem investido em contínuas fazer novas amizades, muitas das quais Senhor falou muito em meu coração e me melhorias no nosso Acampamento Baduram a vida toda. Agrada a Deus quando mostrou pessoas que precisam mais do tista (Batistão), localizado na cidade de trabalhamos juntos, nos divertimos jun- meu amor, além de atitudes que eu tenho Luziânia (70 km de Brasília). Fazendo tos, nos relacionamos uns com os outros que mudar”, conta Gabriela Fernandes, da valer aquele como um local permanente e demonstramos amor uns pelos outros PIB do Guará. da memorável história dos Batistas do e tudo isso acontece no acampamento. Os pastores estavam antenados Planalto Central. Um local aconchegante “E eu fui para esse ACAB querendo com a linguagem dos adolescentes, e bem estruturado para a prática do lazer, me revigorar, me encher novamente e motivo que trouxe uma atenção deles diversão, congressos e retiros.

Igrejas Batistas do Bico do Papagaio, em Tocantins, promovem Retiro de Carnaval Programação é realizada anualmente. Ministério de Comunicação da Primeira Igreja Batista em Tocantins Aconteceu no período de 02 a 05 de março o Retiro das Igrejas Batistas do Bico do Papagaio (RETIBICO). Como nos anos anteriores, o evento foi realizado na Chácara São José, localizada no município de Araguatins - TO. O retiro acontece anualmente por ocasião do feriado de carnaval, e tem como objetivo o relacionamento, comunhão, intercâmbio entre as Igrejas, lazer e, principalmente, o crescimento espiritual dos participantes e consequentemente das Igrejas. Esse, que foi a terceira edição do evento, segundo a opinião unânime dos participantes, apesar do número de pessoas ter sido inferior ao dos anos anteriores, foi o melhor retiro já realizado nessa modalidade. Com o tema “Liberando o Fluir do Avivamento”, os estudos, reflexões e ministrações tiveram uma sequência bem intuitiva e de fácil entendimento. Começando com

Segundo os participantes, esta foi a melhor edição do evento uma explanação reflexiva sobre “O Que é Avivamento”, ministrada com bastante propriedade e clareza pelo pastor João Evangelista da Primeira Igreja Batista de Axixá, na abertura do evento. Na noite seguinte, o pastor Luís Bezerra, da Primeira Igreja Batista de Augustinópolis, ministrou com bastante eloquência sobre “Os Empecilhos que Impedem o Avivamento na Igreja”. E na última noite, o pastor Marcos Levi Rios, da Primeira Igreja Batista do Tocantins, anfitriã do evento, trouxe uma reflexão com uma pergunta sugestiva “E Agora?”, ou seja, ao entender o que é avivamento,

conhecer os empecilhos para o avivamento, e agora, como o povo de Deus deve agir, como cada um precisa se comportar na condição de servo eleito de Deus para influenciar outras pessoas? Houve também culto matutino domingo e segunda-feira com estudos e dinâmicas voltados para o tema que terá continuidade na programação da Igreja. Durante o retiro houve muito tempo para lazer, esporte, integração entre os irmãos de diferentes municípios que estiveram presentes. Nessa edição, contou-se com a presença de irmãos da Igreja Batista Peniel de Araguatins, PIB de Axixá, PIB de

Augustinópolis e da anfitriã, PIBTO. Foram, portanto, três dias de muito lazer, destacamos aqui o futebol, o voleibol, tênis de mesa, o banho de córrego, entre outros. Todas as noites, após os cultos, a tenda do irmão João Carlos foi o principal point, onde era oferecido um delicioso capuccino para todos e ali acontecia sempre um bate-papo muito agradável. Além do lazer desfrutou-se também de uma alimentação muito bem preparada pelas equipes da cozinha, que capricharam no cardápio e no tempero. Por fim, o que ficou foi o sentimento de que o RETIBICO 2019 superou mesmo todas as expectativas, conforme depoimento dos participantes. E ficou marcado por tudo, principalmente pela comunhão, o aprendizado, resultando em crescimento espiritual. O qual, pela vontade de Deus será estendido para toda Igreja. Que “o amor de Deus pai, a graça do Senhor Jesus Cristo filho e as doces consolações do Espírito Santos esteja com todo povo de Deus”. Amém!


14 FÉ PARA HOJE

Desconstrutores de caráter Oswald Luiz Gomes Jacob Há anos, muita gente do Brasil tem se especializado em desconstrução do caráter do próximo. É lamentável que tantos brasileiros falem mal dos seus compatriotas. Somos versados em detonar as pessoas, rotulá-las. Somos conhecidos lá fora como os que destroem os seus heróis. As Escrituras são claras em dizer: “Irmãos, não faleis mal uns dos outros” (Tiago 4.11,12). É muito triste vermos como as pessoas detonam o seu próximo sem nenhuma consciência ética, moral. Para mim, essa atitude é doentia e altamente nociva e criminosa. Falamos mal de governos, artistas, escritores, policiais e tantos outros. Perdemos o bom senso. Atropelamos a ética da convivência pacífica, respeitosa e criativa. Infelizmente, somos um país dividido por interesses político-partidários. Um Brasil partido por partidos fisiologistas. Um país fragmentado por ideologias bestas, idiotas e retrógradas, barrando o desenvolvimento sustentável. Os interesses corporativos estão acima do interesse

comum. Perdemo-nos em discussões tolas, fúteis e inócuas. Os nossos representantes no Congresso, com raríssimas exceções, chegaram a um nível baixíssimo de patriotismo, bom senso e consciência de missão dada pelo povo que os elegeu. São despreparados para legislarem, mas muito articulados para negociatas, falcatruas, interesses ocultos e fisiologismos. Gente apequenada por uma visão marcada pelo narcisismo e estilismo. São corporativistas, vaidosos e elitistas. Apreciam a ostentação. São sanguessugas da nação brasileira que paga os seus vultosos rendimentos. Temos também os nossos jornalistas, excetuando muito poucos, que são experts em desconstruir o caráter e as boas intenções dos que governam bem, profissionais e pessoas que desejam fazer toda a diferença. Esses jornalistas estão sempre insatisfeitos. Eles não têm uma palavra de encorajamento, uma postura crítica construtiva, mas usam de críticas ferinas, céticas e altamente doentias para desfigurarem a imagem daqueles que não lhes ape-

tecem. Percebe-se uma falta de caráter, ética e profissionalismo. Quando desconstruímos as pessoas estamos na contramão do ensino das Escrituras, do bom senso, equilíbrio, da dignidade e justiça. Parece-me que vivemos em uma cultura estigmatizada pela maledicência na língua, mente doente e pela maldade no coração. Há muitos elegantes e cheirosos por fora, com um linguajar rebuscado, mas podres por dentro. O coração e a mente estão contaminados pelo vício de falar mal do próximo. Jesus mesmo, sabiamente, diagnosticou o coração do homem, ao dizer: “Porque do coração procedem maus desígnios ou pensamentos, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias” (Mateus 15.19). Jesus acertou na mosca. Diagnóstico preciso como lhe é peculiar. Vivemos em um país marcado pela cultura do jeitinho, do tá bom assim e da mediocridade. Temos enormes dificuldades em reconhecer o valor, a relevância do próximo. Seja em casa, nos escritórios, nas escolas, nas esquinas e mesas da vida, temos nos

especializado em comentar negativa e maldosamente a vida das pessoas. Isso demonstra a enormidade do pecado e a pequenez do coração. Os detonadores do caráter alheio são dominados por um coração mal e perverso, produzindo adoecimento (Jeremias 17.9). Eles trabalham para que a nação brasileira sofra. Se desejamos um Brasil marcado por ordem e progresso, precisamos combater, de forma veemente, os desfiguradores de caráter. Todos os dias devemos confrontar essa gente mesquinha, apequenada e de alma agonizante. Essa alma que se alimenta do prejuízo alheio. Esses detonadores de pessoas, de sonhos e projetos, devem ser condenados a falarem sozinhos, para si mesmos. Que as pessoas de bem se unam para o confrontamento dessa gente altamente prejudicial ao país. As críticas devem ser sempre construtivas, baseadas em valores nobres, para a construção de uma nação igualmente nobre, feliz, justa, empreendedora, ética e altamente comprometida com a excelência em tudo o que faz.


15 OBSERVATÓRIO BATISTA

Seu futuro depende também deste artigo – (parte 2) Você está preparado?

Lourenço Stelio Rega

No artigo anterior busquei demonstrar indicadores que apontam para grandes transformações no futuro próximo que trarão novas facilidades para a vida, mas também muitas rupturas com o estilo de vida que estamos vivendo. Já existe listagem de profissões que deixarão de existir, outras que surgirão, mas também consequências diversas, como o desemprego e subemprego. Se hoje fala-se muito em analfabetismo funcional, já se fala em analfabetismo digital que poderá ser muito maior e com mais consequências. Enquanto normalmente se chama este novo tempo de 4ª Revolução Industrial, ao estudar sua abrangência e implicações, prefiro chamar de 4ª Revolução Industrial e muito mais. Pois é exatamente isso que está acontecendo, não é apenas um novo modo de fazer “indústria”, é um novo modo de se fazer, pensar, decidir e agir em diversos aspectos da vida e não apenas no aspecto tecnológico. Vamos entender um pouco mais. Em rápida retrospectiva, a Primeira Revolução Industrial aconteceu no século 18 com o surgimento das máquinas a vapor na Inglaterra. A Segunda Revolução Industrial trouxe o emprego da energia elétrica na produção de massa, enquanto, na Terceira Revolução Industrial tivemos a chegada da informática nas relações comerciais do século passado. Esta Quarta Revolução Industrial e mais é considerada aperfeiçoamento da terceira por sua natureza hiperconectada em tempo real proporcionada pelo uso da internet, com a convergência de várias tecnologias digitais, físicas, biológicas e inteligência artificial. A rapidez dos tempos atuais é impressionante e a perspectiva é que a velocidade das mudanças também continue acelerada. Isso está promovendo o surgimento e crescimento de sistemas ciberfísicos que combinam infraestrutura com software, sensores, nanotecnologia e tecnologia digital de comunicação e que já são capazes de tomar decisões e de cooperar (por enquanto?) com humanos. Diversas inovações e facilidades já se fazem presentes. Me lembro quando comecei a me envolver, no início dos anos 80, com o campo da informática, um dos grandes dilemas era o custo das memórias para os computadores. Quando assumi a criação e coordenação do setor de informática aqui do Colégio Batista Brasileiro, trabalhávamos com dois computadores que não conversavam entre si. Em um computador tudo estava programado em Cobol (que ainda resiste ao tempo e é uma das linguagens de computação mais utilizadas) e no outro havia

algo em dBase, Basic. No aparelho em que operávamos Cobol trabalhávamos com um disquete (alguém lembra o que é isso?) de 9 polegadas e que armazenava, para a época, o absurdo volume de 1Mb (um megabyte), isso mesmo. Hoje, um arquivo apenas qualquer pode ter 10Mb. Ao criar o setor na Teológica de São Paulo, trabalhei com um disco rígido que era gigante para a época, de 10 Mb. Meu primeiro computador tinha apenas 16Kb de memória RAM e o computador que estou utilizando para escrever este artigo tem 20Gb de RAM, Disco Rígido (Hard Disc) de 2 Tb. E já está quase lotado. Mas utilizo também “cloud computing”, isto é, espaço de armazenamento fora do computador físico que fica em algum lugar na rede mundial de computadores. Popularmente é chamada de armazenamento em nuvem. Na realidade não existe nada armazenado no espaço, nem mesmo em alguma nuvem, mas em subsolos na terra e até em regiões marítimas, com elevada segurança tecnológica. O dilema dessa ciência é que é necessário estar sempre “logado” na Internet e se submeter aos riscos de invasão. Mas, em resumo, facilita e as memórias de massa dos computadores não precisam ser gigantes. Mas também temos a ampliação de casas hiperconectadas que já estão facilitando a vida. Já é possível ter aplicativos (antes chamávamos de programas, depois sistemas e hoje, simplesmente, APPs) avisando quando certo produto está acabando na dispensa ou geladeira e fará o pedido para o supermercado em que, com a inteligência artificial do próprio sistema, escolherá o local de compra mais barato e com qualidade, e com produtos dentro da validade a partir do hábito de consumo da família. Em maio de 2018 visitei um dos meus filhos em Kansas e fomos fazer juntos uma aventura, indo numa loja da Tesla para conhecer um carro elétrico computadorizado. Não há consumo de qualquer combustível fóssil, tudo é elétrico e informatizado. O carro é conectado com a Internet. Confesso que fiquei meio inseguro pois fiz perguntas sobre se era possível “haquear” (invadir o sistema) do carro e assessor da loja tentou me convencer que era impossível, mas não me convenceu 100% do ponto de vista técnico. Num dado momento ele pediu ao meu filho para acionar um comando e soltar do volante e o carro entrou no modo autodirigido, seguindo o plano de viagem sozinho e desviando dos obstáculos. Mais ainda, dentro do limite de velocidade permitida no trecho. Ficamos conversando dentro do carro, como se estivéssemos numa viagem de ônibus, metrô ou avião.

Vida facilitada, porém sem multas (legal isso, pois a indústria de multas no Brasil vai falir), muitos acidentes serão evitados, levando à queda empresas de seguros com a redução de sinistros, oficinas de funilaria, redução de despesas médicas. Já estão sendo feitos experimentos com carros totalmente autodirigidos de modo que você não precisará ter carteira de habilitação para andar nestes carros. Mas o costume está mudando também a redução da aquisição de bens que afetará a posse de veículos, pois as pessoas estão começando a ver que compensa mais utilizar um aplicativo para chamar um carro (por exemplo o Uber), pois assim não precisam pagar seguro de carro, multas de trânsito, IPVA, oficina, etc. Para diversos casos fica mais barato mesmo. No próximo artigo vamos entrar nesse tema (pensei que seriam dois artigos e agora já são três). Temos ainda que mencionar avanços pela nanotecnologia, Biomedicina, ampliação da disponibilização e funcionalidade da Inteligência Artificial com o aperfeiçoamento de algoritmos (instruções) que se constroem por si mesmas (algoritmo mestre) e “máquinas” que aprendem (“learning machine”), redução drástica de agências bancárias com a ampliação e aperfeiçoamento das operações bancárias e inteligentes online, ampliando o desemprego no ramo bancário, e muito mais, pois a lista segue quase sem fim. O ponto aqui não é apenas o crescimento da aplicabilidade da tecnologia de informação, mas muito mais (daí o meu acréscimo na designação desta época). Hoje temos a convergência paralela de muitos componentes que estão potencializando a “invasão” disso tudo em nossa vida. Alguns exemplos para podermos terminar este artigo. Para haver inteligência artificial (IA) é necessária aprendizagem por meio da inteligência natural do ser humano. Quando o Google, como mecanismo de busca foi inventado no início dos anos 2000, perguntaram a Larry Page, um dos seus pais, o que ele queria com aquele simples sistema de indexação de sites? Ele respondeu: “Estamos criando a Inteligência Artificial!”. Ficaram sem entender nada. Pois é, cada vez que você se conecta (se “loga”) com seu computador na rede de Internet e faz uma pesquisa em um mecanismo de busca (especialmente o Google), você é “monitorado” e os dados que você busca são associados com seu perfil e vão construindo os hábitos de uma pessoa gerando grande quantidade indexados. Em linguagem simples, daqui veio o conceito de “Big Data”, que se refere não apenas à grande quantidade armazenada de dados, mas à qualidade destes dados

quando indexados (um dia eu explico melhor). Então, as máquinas precisam se “alimentar” desse Big Data para poderem “aprender” a processar melhor as informações e começar a “ajudar” os humanos a tomarem decisões (e amanhã, será que conseguiremos manter nossa autonomia das máquinas?) dentro do que se conhece como Inteligência Artificial. O Big Data que temos hoje é gigantesco. Praticamente quase tudo o que é preciso para alimentar a Inteligência Artificial já existe. Mas temos um problema técnico, que chamamos tecnicamente de “delay de acesso”, isto é, a velocidade para o acesso a tanta informação cria um “gap”, cria um abismo, que impede que todos os dados sejam acessados em curto espaço de tempo de modo que possam ser utilizados de forma útil e rápida. Tínhamos este delay de acesso, agora estamos deixando de ter com o aumento gigantesco (será mais gigantesco ainda) da velocidade de acesso, hoje com a disponibilização do padrão 5G, mas tenho notícias que o padrão 6G já em testes. Isso tudo já está ampliando de forma fenomenal o acesso ao Big Data de modo que a Inteligência Artificial começa a sair de sua “adolescência”. E ainda não falamos da “Lei de Moore” aplicada ao hardware e que agora se desloca para novos modelos de engenharia de software, pois, do ponto de vista físico já está sendo muito complexo construir os componentes dos circuitos eletrônicos para os computadores, pois a atual tecnologia não tem mais espaço físico nas bases solidas destes componentes. Mas, não se preocupe, pois a IBM já construiu o computador quântico, ainda meio gigante, mas que a engenharia chinesa já reduziu de tamanho. Enquanto o computador binário (o nosso computador, smartphone, tablet), em geral, processa uma informação por vez (numa explicação simples), o computador quântico processa muitas informações ao mesmo tempo amplificando quase que indefinidamente a velocidade de processamento. Vamos terminar. Então associe Inteligência Artificial, algoritmo Mestre, Big Data, 5/6G, Learning Machine, computação quântica e muito mais que vem por aí, tudo junto e ao mesmo tempo, onde vamos parar? Continuaremos a ter domínio sob nossas decisões? Nossos costumes e valores vão permanecer? Como nossa vida vai ser impactada positiva, mas também negativamente com tudo isso? Você conhece o “Mundo VUCA”? Estes são assuntos para o próximo artigo e, tem mais, até mesmo considerarmos tudo isso no mundo da escatologia. Até lá.


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