ANO CXXI EDIÇÃO 17 DOMINGO, 24.04.2022
R$ 3.20 ISSN 1679-0189 ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA
FUNDADO EM 1901
Dia da Escola Bíblica Dominical quarto domingo de abril
“Sim, vem à escola comigo ouvir boas novas dos céus; boas coisas ali aprendemos da bendita palavra De Deus” - “Vamos à escola” - hino 545 do Cantor Cristão
Missões Nacionais
Notícias do Brasil Batista
Notícias do Brasil Batista
Observatório Batista
Evangelho no ambiente escolar
Novos dias em Brumadinho
Tempo de orar
O futuro dos Batistas brasileiros
JMN sonha com expansão da capelania escolar em todo o país
CB Mineira celebra trabalho missionário na cidade
pág. 07
pág. 08
UMHBB promove encontro nacional de oração
pág. 09
Lourenço Rega fala da inclusão da juventude no ambiente denominacional pág. 15
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REFLEXÃO
O JORNAL BATISTA Domingo, 24/04/22
EDITORIAL
A empolgante Escola Bíblica Dominical “Sim, vem à escola comigo ouvir boas novas dos céus; boas coisas ali aprendemos da bendita palavra de Deus”. Antes de começar a escrever este Editorial fui até o Youtube para ouvir o hino “Vamos à escola”, 545 do Cantor Cristão, que está logo no início deste texto. Encontrei um belo vídeo da Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro-RJ, com toda a Igreja entoando este
belo cântico. Ao ouvir, confirmei o que, ao ler, as estrofes, deduzi. Um convite, bem empolgante, para que as pessoas participem da Escola Bíblica Dominical, a nossa famosa EBD. Acredito que este deve ser mesmo o sentimento de quem vai participar da Escola Bíblica Dominical: empolgação, alegria, entusiasmo. É a oportunidade de conhecer mais profundamente a Palavra do Senhor e o Deus da Palavra.
O conselho de Paulo ao jovem pastor Timóteo serve para nós, em 2022 também: “Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade” (II Tm 2.15). A Escola Bíblica Dominical é um excelente espaço para que possamos entender, corretamente, o que os textos bíblicos querem nos ensinar. Nosso desejo é que seu coração
se encha de alegria e curiosidade nos dias de EBD. Aproveite as aulas, interaja, pesquise e veja o nosso Deus, cada vez mais, Se revelar em sua vida. Foi muito bom ter você conosco neste mês de abril. Seguimos juntos em maio. Um abraço! n Estevão Júlio
coordenador de Comunicação da Convenção Batista Brasileira
( ) Impresso - 160,00 ( ) Digital - 80,00
O JORNAL BATISTA Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901
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Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas IMPRESSÃO: GrafMec
REFLEXÃO
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BILHETE DE SOROCABA
Vendo a multidão Pr. Julio Sanches Jesus viu o homem do Seu tempo com olhar de compaixão e misericórdia. Comparou-o à ovelha desgarrada, abandonada a sua própria sorte. Errante pelos muitos caminhos do pecado, a ovelha não conseguia voltar ao seu redil. Estava sujeita aos muitos predadores religiosos que vorazmente tentavam destruí-la. O Mestre ordena aos Seus discípulos que roguem ao Pai por mais ceifeiros para a seara. Isto incluía os próprios discípulos como ceifeiros. Enquanto oravam por ceifeiros, os próprios discípulos, deveriam, eles mesmos, ir colhendo os frutos do seu labor, recolhendo as ovelhas desgarradas ao aprisco do Bom Pastor (João 10). Esta é a missão da Igreja. Revelar
compaixão ao pecador perdido. Buscar, com amor, a ovelha que se desviou pelos caminhos das heresias que pululam nos arraiais das seitas e religiões heréticas. Atraídas com facilidade por propaganda enganosa. No tempo de Jesus, muitos eram os caminhos que se propunham levar o homem a Deus. A oferta religiosa era farta. Havia cardápios para todos os gostos. Razão de Jesus dizer que Ele é o único caminho para o Pai (João 14.6). As filosofias religiosas pululavam. Os deuses eram múltiplos. Paulo se defrontou com essa realidade em Atenas. Havia tantos deuses, que os atenienses ergueram um altar ao “deus desconhecido.” O apóstolo se aproveitou dessa realidade para anunciar a Cristo. “Esse, pois que vós honrais não o conhecendo, é o que eu vos anuncio. O Deus que fez o
mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos humanas” (At 17.23-24). Duas verdades sobressaem do texto. Deus não precisa de templos para se revelar ao pecador perdido e aos Seus servos. Segunda: o salvo tem a responsabilidade de ser missionário em todos os lugares, enquanto caminha ao lar celestial. O verdadeiro crente não depende da Igreja para evangelizar, testemunhar e viver as verdades bíblicas. Erram aqueles que dependem da Igreja para cumprir o Ide de Jesus. A Igreja pode e deve oferecer-lhe ferramentas para o bom desempenho da missão. A Igreja é o salvo em movimento buscando estimular a todos a viver a compaixão de Jesus. Em Samaria, Jesus desafiou Seus discípulos a erguer os olhos e ver a
seara pronta para a ceifa. “Levantai os vossos olhos, e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa.” (Jo 4.35). “As multidões continuavam errantes como ovelhas sem pastor” (Mt 9.36). A seara continua madura, pronta para a ceifa. Cabe a mim e a você erguer os olhos e ver que há trabalho para todos no Reino de Deus. Não podemos esperar pela Igreja, como um todo indivisível, mas sim usá-la para que seja acolhedora de almas perdidas. Fazer Missões é interagir com os que amam a Cristo e tudo fazem para que o nome do Senhor Jesus seja conhecido e glorificado em todos os recantos da terra. Você foi vocacionado para ser um missionário de Cristo onde Deus o colocou. Façamos o trabalho enquanto é dia. A multidão espera o seu testemunho e o meu também. n
Uma era palimpséstica: Raspar e reescrever ou preservar e reter? Nédia Maria Bizarria dos Santos Galvão
especialista em Ciência da Religião, Bacharel em Teologia, membro da Igreja Batista do Centenário - Congregação em Areia Branca - SE
O apóstolo Paulo, na sua segunda carta aos Tessalonicenses, no capítulo 2, versículo 15, disse: “Assim, pois, irmãos, ficai firmes e guardai a tradições nas quais fostes ensinados, quer por palavra quer por carta nossa”. Essa passagem parece muito atual, as expressões em destaque, relacionadas à firmeza e retenção, aspectos esses que devem ser aplicados nas instruções cristãs recebidas como antídoto
contra falsos ensinos, estão sendo trocados pela fluidez e descartabilidade. Numa era “palimpséstica”, em que há uma certa imposição de adequação a um mundo em que a arte de esquecer é mais importante do que a arte do aprendizado e memorização, permanecer firme e guardar os ensinamentos cristãos é desafiador. O método palimpsesto era utilizado na antiguidade, como meio de raspagem da escrita de um pergaminho para que este fosse reutilizado. O pergaminho, um material de escrita dos tempos antigos, tinha um alto custo, por ser produzido com pele ressecada de animais. Devido esse custo alto, havia esse método de raspagem da escrita, a fim do material
ser reescrito. Por causa do método palimpsesto houve perdas de muitos textos e documentos históricos, poéticos, filosóficos etc. Numa era onde a arte do esquecimento é notável, como permanecer firme e guardar os ensinos cristãos? Numa cultura onde as instruções sagradas são substituídas, isto é, raspadas para dar lugar às inovações e adequações pós-modernas, como preservar nossa crença? O mandamento paulino é duplo. A Igreja precisa permanecer firme e guardar as tradições ensinadas oralmente e escrita, e não aceitar outras instruções que desviam da verdade do Evangelho. Os ensinos cristãos não precisam ser atualizados, apenas contextualiza-
dos. Não devemos raspar a originalidade das tradições e instruções sagradas e reescrevê-las com novos significados. As doutrinas da fé cristã não são coisas do passado, não devem ser raspadas, não devem ser rescritas e alteradas, precisam tão somente serem confirmadas e mantidas intactas, sendo contextualizadas para uma era distinta daquela em que foram escritas e repassadas. Não devemos apagar os conceitos, valores e princípios da nossa fé, dando lugar às inovações ideológicas. Não façamos parte dessa geração “palimpséstica”, tentando reescrever ou redesenhar o Evangelho à nossa conveniência, mas preservar e reter para nosso bem viver. n
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REFLEXÃO
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Oração de ressurreição! Teremar Lacerda R. missionária
Senhor, neste dia de Ressurreição, Venho humildemente pedir-Te Que o Teu sacrifício Não tenha sido em vão. Que as feridas das Tuas mãos, As marcas dos Teus pés, Não se reduzam a mera adoração! Ainda vejo imagens andando pelas ruas Para o povo adorar… Quando há mais de dois mil anos Venceste a morte, Deixaste a tumba vazia, Foste elevado ao céu
Para o mundo salvar! Poderoso Jesus! Neste Dia de Ressurreição, Venho humildemente pedir-TE: Que o mundo reconheça Que não estás morto, Nem pregado numa cruz; Que ressuscitaste, Que saíste da tumba, Que vives para sempre e voltarás... Obrigada Jesus, por escutar esta oração, Que humildemente Te faço No dia da Ressurreição n
Olavo Feijó
pastor & professor de Psicologia
Proclamar o Evangelho “E disse-lhes: Ide por todo o mun- aqueles que falam diferente e cultivam do, pregai o evangelho a toda criatura” hábitos diferentes. (Mc 16.15). Esses membros de Igreja ultraortodoxos repetem a miopia religiosa do A mensagem de Jesus não é para discípulo João, que foi repreendido por ser anunciada apenas para um grupo Cristo. “Encontrando um homem que de religiosos privilegiados. O Evange- expulsava demônios, João não teve lho pregado pelo Mestre se dirige a dúvidas em proibi-lo, porque ele não “toda criatura” (Marcos 16.15), incluin- é do nosso grupo. Jesus respondeu: do aqueles que discordam de nós. In- Não o proíbam, pois não há ninguém felizmente, muitos membros de Igreja que faça milagres pelo poder do Meu gostam tanto do bom ambiente de que Nome e logo depois seja capaz de falar gozam que acham perigoso compar- mal de Mim. Porque quem não é contra tilhá-lo com “os outros”, isto é, com nós é por nós” (Marcos 9:38-40).
A Palavra Lúcia Margarida Pereira de Brito
descobrindo verdadeiros tesouros de verdades que me inspiram, alegram, fortalecem, exortam, enfim, falam comigo! Por exemplo, quando estou medi“Desvenda-me os olhos, para que tando no Salmo 23, gosto de pensar eu veja as maravilhas da Tua Lei” (Sl no quanto podemos confiar em nosso 119.18). amado Pastor! E sempre estou pedindo a Deus para que eu veja as maravilhas Fico impressionada como cada vez desse texto. Ainda para ajudar tive duas que leio e medito na Palavra de Deus vou revelações preciosas. extraído do site da Associação de Educadores Cristãos Batistas do Brasil
Vejamos: há um tempo uma aluna de EBD, ao recitar o Salmo 23.1, assim se expressou: “O Senhor é o meu Pastor, e não preciso de mais nada”. Haveria tradução mais profunda? Mas nesse ano, ouvindo o testemunho do missionário da Junta de Missões Mundiais (JMM), Henrique Davanso, que trabalha na Albânia, ele disse que na língua albanesa o Salmo 23.1 é: “O Se-
nhor é o meu Pastor, e nada, nunca me faltará.” Completou! Busquemos essa plenitude numa vida de comunhão e obediência a Deus. Querido Deus, desvenda os nossos olhos para que vejamos as maravilhas da Tua Lei! E nos torne aptos para ensinar a Tua Preciosa Palavra aos nossos alunos! n
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Dinâmicas de grupo no ensino bíblico? Madalena de Oliveira Molochenco
educadora e professora; extraído do site da Associação de Educadores Cristãos Batistas do Brasil
Você, que trabalha com adolescentes, jovens ou adultos, já pensou sobre a utilização de dinâmicas de grupo em suas aulas de ensino bíblico? Talvez, sua resposta seja: dá muito trabalho; não sei onde buscar ideias para isso; ou, não se brinca com a Palavra de Deus. Tudo bem, vou lhe dizer que dá um pouco mais de trabalho do que simplesmente estudar o texto e fazer uma boa preleção. Também devo lhe alertar que alguns livros de dinâmicas não nos ajudam a escolher uma boa dinâmica, porque não apontam para o objetivo que ela quer alcançar, ou qual habilidade ou intenção se quer desenvolver. Mas, posso lhe garantir que a Palavra de Deus não se opõe a um professor que queira utilizar dinâmicas de grupo, para alcançar melhores índices de aprendizagem da Bíblia. O que é dinâmica de grupo? É uma ferramenta utilizada em grupos de pessoas que se reúnem sistematicamente, ou não, e têm algo em comum. As dinâmicas têm por finalidade o crescimento pessoal e coletivo, e são muito utilizadas em processos de desenvolvimento nas áreas da psicologia e sociologia. Dinâmicas de grupo e ensino. Por que utilizar? No ensino, a utilização da ferramenta de dinâmicas tem por finalidade a motivação e a fixação de aprendizagem. O
professor diz em um de seus livros, que buscava meios de tornar suas aulas e avaliações de aprendizagem mais interessantes e dinâmicas. Buscou como ferramenta as dinâmicas. A dinâmica por si só não tem uma finalidade única, ela precisa estar atrelada a um objetivo de ensino, algo que o professor queira alcançar em seu momento de aula. Por isso, a importância de estar atrelada a seus objetivos. No processo da dinâmica emanam emoções, sentimentos, deduções, correlações e situações de significância para o aprendiz. Há muitas apresentações de dinâmicas de grupo na internet. Separei a dinâmica chamada “Receita de monstrinho” apresentada por Renata Melo. Você pode encontrar a apresentação completa no endereço:
Escolhi esta dinâmica, porque ela tem uma aplicação prática para a vida do cristão. A facilitadora explica que a dinâmica tem o objetivo de mostrar que cada pessoa tem maneiras diferentes de ver e representar o mundo. A dinâmica inicia com a entrega de uma folha em branco a cada participante, com um lápis, e cada pessoa vai fazer um desenho, sem mostrar aos outros, seguindo a orientação da facilitadora – Desenhe uma cabeça grande e redonda, um corpo pequeno e todo peludo, braços finos,
grandes e com dedos pontiagudos, pés grandes e arredondados, um olho só bem no meio da cabeça, um nariz pequeno com narinas quadradas, uma boca grande com dentes falhados, orelhas grandes e pontiagudas. Cada pessoa mostra seu desenho, e com certeza, haverá um momento de risadas e descontração. A aplicação é no sentido de que todos receberam a mesma instrução, mas cada um teve uma forma diferente de representar aquilo que era pedido. No mundo temos diferentes percepções e maneiras de reagir ao que nos acontece. Aprender a respeitar as diferenças em situações de stress ou de decisões é uma forma de demonstrar maturidade. Dinâmicas de grupo e ensino bíblico. Por que utilizar? Na dinâmica apresentada acima, podemos aplicar os ensinamentos da mutualidade. Há vários versículos na Bíblia que nos ensinam a amarmos, respeitarmos, e apoiarmos uns aos outros. No ensino bíblico, as dinâmicas têm uma utilidade fantástica, e essa em particular é útil para o ensino sobre mutualidade em diferentes aspectos. Deixo para você explorar: • Dinâmica sobre relacionamentos pode ser encontrada neste endereço:
• Dinâmica sobre ‘desvenda meus olhos’ pode ser encontrada neste endereço:
Utilizar dinâmicas em estudos bíblicos não significa que a cada classe de EBD ou de pequeno grupo tenha que ter uma novidade. Mas, tal utilização já tem comprovada sua garantia quanto à aplicação na vida prática, motivação, correlação de ideias, reflexão. Muitas vezes derramamos muitas informações bíblicas sobre nossos alunos, mas que tal levá-los a uma vivência que os ajude a encontrar caminhos para o viver cristão? Utilizei fontes da internet, mas asseguro que também há boa literatura sobre dinâmicas de grupo. Seguem algumas sugestões: – ANTUNES, Celso. Manual de técnicas e dinâmicas de grupo, de sensibilização, de ludopedagogia. Rio de Janeiro: Vozes, 1990. – CASTANHEIRA, Alexa Guerra. 100 dinâmicas para aprender brincando. Santa Bárbara: SOCEP, 2008. – MERKH, David J. 101 ideias criativas para pequenos grupos. Campinas: JUMOC, 1995. – MERKH, David J e FRANÇA, Paulo. 101 ideias criativas para professores. São Paulo: Hagnos, 2004 – SOLONCA, Paulo. Dinâmicas. Santa Bárbara: SOCEP, 2006. n
A Parábola da viúva com fé Marinaldo Lima
pastor, colaborador de OJB
Uma viúva pobre era sempre injustiçada; Tinha seus direitos constantemente negados. Os seus adversários a oprimiam e humilhavam, Vendo-a tão sozinha, sem amparo e sem cuidados. Porém, esta viúva era uma serva do Deus vivo E sabia que podia contar com o Seu amor. Exercendo a fé, ela esperava nEle, Crendo nas providências que viriam do Senhor.
Na cidade havia um juiz mal, insensível. Não respeitava ninguém e não temia a Deus. Vivia apenas pra si e desprezava o povo; Só tinha preocupações com os interesses seus. Porém, a viúva foi bater em sua porta E disse para ele que lhe fosse favorável. O juiz a ouviu e ficou aborrecido Pensando: “Que faz aqui esta mulher miserável?” Contudo, a viúva continuou com os apelos, Importunando o juiz, por sua causa lutando.
Diante daquela persistência medonha, O juiz pensou bem e acabou falando: “Ainda que eu não respeito os homens Nem tema a Deus, vou atender esta mulher. Para ela não ficar batendo em minha porta Julgarei a sua causa e dar-lhe-ei o que ela quer. Da mesma forma Deus atende as orações Quando nós clamamos com fé e piedade. Dá ao seu povo as bênçãos celestiais Segundo seu propósito, conforme sua vontade.
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REFLEXÃO
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A Igreja do batistério molhado Davi Nogueira
pastor, colaborador de OJB
Quando fui pastor no Espírito Santo conheci uma Igreja que realizava muitos batismos. Carinhosamente, era chamada de “Igreja do batistério molhado”. O penhor dos membros estava no trabalho da evangelização. Esse olhar pelas almas perdidas, pelas pessoas que necessitam de ajuda deve ser o olhar de todas as Igrejas. 1) Há muitas pessoas sofrendo que necessitam de Jesus. Em Marcos 2.17 está escrito: “Ouvindo isso, Jesus lhes disse: “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar justos, mas pecadores”. Muitos em nosso tempo necessitam de médico. Muitos precisam de Jesus. Como igreja devemos evangelizar. Ajudar os que sofrem; precisamos testemunhar Jesus. Precisamos de irmãos e irmãs que sejam ganhadores de almas, pescadores de vidas. Ore para ser um instrumento na evangelização. Que através do seu testemunho, pessoas sejam conduzidas a Cristo. Na “Igreja do batistério molhado”, os irmãos se mobilizavam na evangelização. A Igreja começou a ter problemas por falta de espaço para comportar todos que se convertiam. Um “santo problema”. Aí, a Igreja decidiu abrir novas Igrejas Batistas para a obra crescer, expandir, prosperar.
2) O que você pode fazer pela obra de Deus? “Cada um exerça o dom que recebeu para servir aos outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas. Se alguém fala, faça-o como quem transmite a palavra de Deus. Se alguém serve, faça-o com a força que Deus provê, de forma que em todas as coisas Deus seja glorificado mediante Jesus Cristo, a quem sejam a glória e o poder para todo o sempre. Amém” (I Pe 4.10-11). Cada um de nós recebemos dons espirituais. E precisamos aplicá-los na obra de Deus. Na “Igreja do batistério molhado” haviam muitos evangelistas. Não é função apenas do pastor, dos obreiros evangelizarem. É missão primordial de todo cristão compartilhar a esperança que há nEle. Falar de Jesus, dos Seus feitos, milagres, amor etc. Na “Igreja do batistério molhado”, os irmãos, com maestria, falavam de Jesus. Havia muita intercessão pela conversão dos moradores da comunidade. E naturalmente, a obra de Deus foi se desenvolvendo. Pessoas se convertiam e eram batizadas em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Desejamos que as Igrejas cresçam. Queremos ver a vida das pessoas que carecem de Jesus sendo transformadas pelo Seu amor, receberem um novo sentido, misericórdia, ura, libertação, salvação. O que você pode fazer pela obra de Deus? Na “Igreja do batistério molhado”,
muitos irmãos evangelizavam. O que você pode fazer pela obra de Deus? Há oportunidade para você servir ao Senhor em sua Igreja. O irmão, a irmã receberam dons espirituais. Vamos aplicar essas virtudes, esses atributos na obra de Deus. 3) Na igreja do batistério molhado havia muito amor no coração dos irmãos. Na igreja do batistério molhado os irmãos evitavam falar mal uns dos outros; tinham paciência uns com os outros; perdoavam uns aos outros; ajudavam uns aos outros; oravam uns pelos outros; cuidavam uns dos outros. “Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade” (I Jo 3.18). Atitude de amor. O ministério cristão, muitas vezes, é feito de atos corajosos. Ações de acolhimento, de solidariedade. Que sejamos superabundantes no amor. Que haja preocupação em nosso coração com os irmãos. Ajudarmos no que for possível. Que haja diálogo, compreensão, afetividade etc. E, principalmente, atitudes de amor em nós. 4) Que a igreja seja cheia do Espírito Santo. A “Igreja do batistério molhado” era uma Igreja viva para o Deus vivo. Era uma Igreja calorosa, contagiante, cheia do Espírito Santo. Precisamos ser cheios do Espírito
Santo. Termos o fruto do Espírito Santo. Precisamos ser avivados espiritualmente. Que haja fervor no povo cristão. Fé, confiança no Senhor, compreendendo que Ele é o nosso refúgio. “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Sl 46.1). A alegria é maravilhosa. Quem dera se a vida fosse feita exclusivamente de alegria. Mas existe a antítese da alegria em nossas vidas. Em alguns momentos sentimos infelicidade. Sentimos angústia. E o Senhor é o nosso refúgio e fortaleza nessas horas. Nos momentos difíceis, na “Igreja do batistério molhado”, o Senhor era o refúgio e fortaleza para a vida daqueles irmãos. Conclusão A Igreja é uma família espiritual. Desejamos que todas tenham seus batistérios constantemente molhados. Que muitos batismos sejam realizados. Que as Igrejas cresçam na evangelização, o ensinamento da Palavra de Deus. Que os irmãos sejam amorosos, dedicados na obra com os seus dons espirituais. Que os irmãos sejam ganhadores de almas, que a Igreja ore pela conversão da sua comunidade. Que a obra de Deus possa crescer, expandir, multiplicar. Assim como aconteceu na Igreja do batistério molhado, que muitas Igrejas cresçam numericamente, havendo saúde espiritual, relacionamentos marcados pelo amor entre os irmãos etc. Esse é o desejo do Senhor para as Igrejas. n
O alto refúgio Celson Vargas
pastor, colaborador de OJB
“O Senhor é também alto refúgio para o oprimido, refúgio nas horas de tribulação” (Sl 9.9). Refúgio é definido por lugar seguro em momentos de grandes perigos. O texto acima nomeia o Senhor Deus como alto refúgio, ou lugar seguro e também inacessível, por estar nas alturas, podendo ser ilustrado por ninhos de águias que são construídos em penhascos. Esse refúgio é destinado a receber o oprimido ou aquele que está sob uma
força opressora que o leva ao abatimento e prostração. Todos vivemos em uma atmosfera opressora, que atua em todas as áreas de nosso ser, nos empurrando a cada momento a um estado de total desânimo, fragilidade, humilhação, impotência, desesperança. O que fazer, por exemplo, diante de uma sociedade tão injusta e cruel, onde reinam determinados grupos, amparados por suas riquezas e posições de autoridades, que se consideram intocáveis, e que, por isso, agem ilegalmente de acordo com seus interesses ou de seus clãs, subjugando aos demais de tal sociedade? O que fazer diante da
chamada cultura pós-moderna, que está destruindo as famílias e seus valores? O que fazer diante de uma juventude, cujo olhar clama por socorro nas suas famílias desorientadas e em processo de destruição? Por total impossibilidade de acesso a uma formação que os capacitem e lhes garantam um trabalho digno? Pela desilusão de construir um lar nos moldes estabelecidos pelo Criador? Por nós, não encontramos nenhuma solução, e isso nos oprime e nos faz tribulados ou como estivéssemos sendo moídos. Se você estiver se sentindo assim por essas ou outras tribulações, que-
ro te convidar a crer na afirmativa do texto acima, que nos diz que o Senhor é também alto refúgio para o oprimido, nas suas horas de tribulações, ou seja, quando imaginamos não haver mais jeito para o que estamos passando. Não desista, não se deixe derrotar pelas pressões do tempo presente, lute, tendo Jesus à sua frente, passando para Ele, o que você não pode suportar, Ele nos convida a isso, veja: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Entre para o alto refúgio, que é Jesus, e sinta o alívio de suas tribulações. n
MISSÕES NACIONAIS
Redação de Missões Nacionais
O JORNAL BATISTA Domingo, 24/04/22
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Capelania Escolar abençoa colégios brasileiros
A Capelania Escolar é uma iniciativa missionária nas escolas do Brasil, que visa alcançar alunos professores e funcionários. Para a glória de Deus, esse precioso trabalho tem avançado e impactado famílias envolvidas no ambiente escolar. A nossa missão é multiplicar discípulos dentro da comunidade escolar, por meio de atividades de compaixão e graça, abordagens estratégicas e a implementação do Viver Escola em cada unidade de educação do nosso país. A missionária Maria de Jesus, que atua em Bacabal-MA, foi convidada por uma escola para lecionar aulas de Ensino Religioso. Além disso, mais duas instituições escolares a convocaram para organizar um cenário de Páscoa, tempo especial em que celebramos a ressurreição de Jesus Cristo. Louvamos a Deus porque, assim como a irmã Maria, dezenas de líderes capacitados compartilham e ensinam sobre a Palavra de Deus nas escolas brasileiras. As turmas do curso de Capelania Escolar têm sido formadas e enviadas aos campos para abençoar nossas crianças, mas ainda precisamos do em cada escola brasileira. Se você possa fazer parte da transformação de escolar e para que Deus levante mais fazer mais. deseja servir ao Reino de Deus nessa vidas nos colégios do Brasil? obreiros para esse trabalho missionáSonhamos com um capelão atuan- área, não perca tempo! Quem sabe você Continue orando pela comunidade rio. n
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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
O JORNAL BATISTA Domingo, 24/04/22
Culto de Gratidão a Deus marca mudança de ciclo na PIB em Brumadinho – MG Igreja foi ponto de apoio no período do rompimento de barragem em 2019.
Kátia Brito
jornalista da Convenção Batista Mineira
No dia 02 de abril, foi celebrado na Primeira Igreja Batista em Brumadinho-MG, culto de gratidão a Deus pela lavanderia montada pela Convenção Batista Mineira (CBM), que funcionou com o apoio da Igreja no período do rompimento da Barragem Córrego do Feijão, em janeiro de 2019. E também para agradecer pela vida do pastor João Luiz e sua esposa, irmã Marina, missionários da CBM que revitalizaram a Igreja. Durante esses 10 anos que estiveram na Igreja, famílias e crianças foram o alvo de evangelização. Um dos muitos resultados, destaca-se a criação de uma Embaixada dos Embaixadores do Rei. Um dos frutos deste trabalho com os meninos é a vida do seminarista Gabriel Augusto, que hoje é líder na Igreja. Em 2019, a Igreja fez parte de um dos momentos mais difíceis da história de Minas Gerais e porque não dizer do Brasil: o rompimento da Barragem Córrego do Feijão um desastre ambiental, mas com danos profundos e perdas irreparáveis na vida de centenas de pessoas. Diante de uma necessidade observada pelo pastor Marcio Santos, diretor executivo da CBM, de lavar os uniformes dos bombeiros e demais militares que trabalhavam dias com o uniforme sujo, criou-se a lavanderia
Liudiomar Silva Oliveira
PIB em Brumadinho foi ponto de ajuda às vítimas do rompimento das barragens na cidade em 2019
Depois de três anos do acidente, trabalho Batista foi edificado e expandido a outras regiões do estado
com o apoio da PIB Brumadinho. “A Igreja compreendeu e se envolveu em sua missão - cuidar de vidas - e o resultado não poderia ter sido outro - o nome do Senhor foi glorificado! Compreendi, ao final, que todo o preparo e investimento - tanto da liderança e relacionamentos, como na estrutura da Igreja - foram essenciais para sermos vasos úteis nas mãos do Oleiro”, afirma o pastor João Luiz. Diante da conclusão desta etapa da missão, o pastor João Luiz agradece a Deus pelos resultados obtidos, com a Graça do Senhor: “Gratidão por atestar que deixamos ali uma liderança amadurecida e firme à frente do trabalho na PIB. Gratidão por preparar um seminarista, que demonstra total vocação para o ministério pastoral - fruto da própria Igreja - em seu último período de Teolo-
gia no Seminário Batista. Gratidão por deixar a semente para a organização de uma nova igreja, ao adquirirmos com coragem um terreno em uma área central da cidade. Gratidão aos Batistas Mineiros, que sempre estiveram conosco através das orações e contribuições. E gratidão a Deus; a Ele toda honra e toda glória. Encerramos o nosso tempo nesta amada cidade entregando ao Autor e Consumador da nossa Fé, os frutos do trabalho que realizamos com muito temor e afinco, certos de que muito mais Ele ainda fará através das nossas vidas”. De acordo com o pastor Marcio Santos, diretor executivo da CBM, tudo que foi realizado por meio da lavanderia e pelo trabalho missionário de revitalização da PIB Brumadinho é motivo de dar glórias e Graças ao Senhor: “Celebramos
este culto, primeiramente, em gratidão ao Senhor, que nos direcionou em todos os passos, enviou pessoas que oraram, serviram e investiram no projeto da lavanderia e no processo de revitalização da Igreja. E depois, para agradecer aos nossos missionários pastor João Luiz e sua esposa, a irmã Marina, que serviram com tanto amor, deixando um legado lindo de vidas salvas e restauradas e uma liderança forte para dar continuidade ao trabalho batista em Brumadinho”, encerra. Os missionários pastor João Luiz e Marina já estão atuando na cidade Guarani, com o objetivo de plantar um novo trabalho Batista. Oremos por este casal e para que esse trabalho seja abençoado e que a PIB Brumadinho continue sendo bênção na região. n
rolândia); Vice-presidente: pastor Marcos Barbosa (Igreja Batista Canaã Eunápolis); Primeiro secretário: pastor José Adenilson (Primeira Igreja Batista em Itabela); Segundo secretário: pastor Manuel Ludovico (Primeira Igreja Batista em Belmonte); Secretário executivo: pastor Adilson Assis Ribeiro (Primeira Igreja Batista em São João do Paraíso). O pastor Manuel Ludovico, que com maestria conduziu até aqui esta As-
sociação, ressaltou a importância do povo Batista no campo baiano, também agradeceu pela confiança e apoio dos colegas enquanto presidente. Foi encerrado também o período de mandato da Diretoria e a posse da nova, que atuará no próximo biênio. Em seu primeiro discurso como presidente, o pastor Liudiomar destacou que Deus é soberano e que é consciente da responsabilidade, do privilégio que Deus confiou, e destaca a importância dos pastores e Igrejas para uma boa gestão. n
Associação Jequinhonhense elegeu nova Diretoria
Associação Jequinhonhense, na Bahia, elege nova Diretoria
pastor, presidente da Associação Batista Jequinhonhense
No dia 30 de março, na Igreja Batista Canaã, em Eunápolis-BA, foi realizada a reunião da Associação Batista Jequinhonhense (ABAJE). Fomos bem recepcionados pela Igreja e por seu pastor, Marcos Barbosa. Na oportunidade tivemos a eleição da nova diretoria da associação, que ficou assim disposta: Presidente: pastor Liudiomar Silva Oliveira (Primeira Igreja Batista em Bar-
NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
O JORNAL BATISTA Domingo, 24/04/22
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60a Assembleia Anual da Associação Batista Belforroxense elege nova Diretoria Pela primeira vez, ABB elegeu uma mulher para a presidência. André Senna
pastor da Segunda Igreja Batista em Areia Branca, em Belford Roxo - RJ
A Associação Batista Belforroxense reuniu-se nos dias 30, 31 de março, 1, 2 de abril para a sua 60a Assembleia Anual, com o tema “Busquemos a paz com misericórdia”. Realizada na Primeira Igreja Batista em Nova Esperança, Associação elegeu sua nova diretoria para o biênio 2022 / 2023. Os Batistas belforroxenses contaram com a recepção muito elogiada por todos do pastor Alexandre Lima e equipe da PIBANE. O pastor André Senna, então presidente da ABB, e sua Diretoria agradeceram os esforços que resultaram em grandes celebrações ao Senhor. Foram noites abençoadas, com a presença do pastor Elildes Macharete, presidente da Convenção Batista Fluminense (CBF), pregando na noite de abertura, além de pregadores locais, como a pastora Sheila Boechat, da Primeira
Foram quatro dias de celebração, comunhão e deliberação Igreja Batista em Heliópolis, e pastor Roberlan Julião, da Segunda Igreja Batista em Vila Pauline. Na música, a orquestra “Entre amigos” , o coro da ABB, o coro masculino Moisés Gomes, da Primeira Igreja Batista em Bairro das Graças, e o Grupo Comunhão, da Igreja Batista Central em Belford Roxo, louvaram a Deus enlevando a todos. A noite de sábado é sempre reservada para Missões. Tivemos a oportuni-
dade de receber importante palavra da Junta de Missões Nacionais, (JMN) com o pastor Exequias Cerqueira Santos, e pastor Kelson Franco, pela Junta de Missões Mundiais (JMM). Além disso, ouvimos o testemunho de campo do pastor Jessé Carvalho, do Oriente Médio. Os mensageiros elegeram a nova diretoria que ficou assim constituída: Presidente: pastora Sheila Boechat Ferreira, a primeira mulher a presidir a
ABB em seus 61 anos (Primeira Igreja Batista em Heliópolis); Primeira vice-presidente: Nádia Mello da Silva (Primeira Igreja Batista em Parque Roseiral); Segundo vice-presidente: pastor Leandro Moreira Gomes (Primeira Igreja Batista de Miguel Couto; Terceiro vice-presidente: pastor Rodrigo da Silva Santos (Primeira Igreja Batista em Parque São Bernardo); Primeira secretária: pastora Jeane Pereira de Mourão Charles (Primeira Igreja Batista em Nova Esperança; Segundo secretário: pastor José Antônio Raia de Oliveira (Primeira Igreja Batista em Jardim Tropical); Terceiro secretário: pastor Oswaldo Faustino de Oliveira (Primeira Igreja Batista em Jardim Colonial). A Assembleia decidiu que no ano de 2023, debaixo da aprovação de Deus, a ABB vai se reunir na PIB em Heliópolis, por ocasião do aniversário de 70 anos da Igreja. n
UMHBB reúne Homens Batistas em Encontro Nacional de Oração
Reunião online também aludiu ao Dia Mundial de Oração e Testemunho do Homem Batista. Jairo de Souza Peixoto
coordenador da Secretaria Nacional de Homens Batistas
No dia 02 de abril, tendo em vista o início da gestão da nova diretoria da CBB, convidamos e fomos servidos pelo nosso presidente, pastor Hilquias Paim. O pastor nos conduziu numa reflexão bíblica, com base em II Timóteo 1.7: “Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.” Na oportunidade, o pastor nos fez relembrar o texto do apóstolo Paulo em três pilares: ousadia na proclamação da Palavra; amor pela obra e pelas almas; moderação e equilíbrio nas abordagens, assim como nos testemunhos aos perdidos.
Homens Batistas de diversos estados participaram do encontro A reunião também aludiu ao Dia Mundial de Oração e Testemunho do Homem Batista, comemorado no dia 22 de abril. O dia foi representado por esta reunião, permitindo assim que as
lideranças estaduais pudessem fazer as suas programações em dias mais próximos ou na data específica. A oração é um dos pilares da proposta de trabalho da Secretaria Nacional
dos Homens Batistas. Em obediência aos estatutos bíblicos queremos e devemos “orar sem cessar”. O Encontro de oração é uma realização da Secretaria Nacional de Homens Batistas, sob a coordenação dos irmãos da União Masculina Missionária Batista do Estado de São Paulo (UMMBESP), especialmente nas pessoas dos irmãos Ademar de Barros e Eraldo. Iniciamos este trabalho em meio à pandemia, em 2021, de forma virtual e em período bimensal, obtendo sempre uma boa representação dos líderes e representantes dos estados/convenções. A próxima reunião deverá ocorrer em junho próximo. Soli Deo Gloria! n
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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
O JORNAL BATISTA Domingo, 24/04/22 ARTE & CULTURA
Pickleball cresce em São Luís do Maranhão - Parte II
Pickleball, o esporte que mais cresce nos Estados Unidos, avança também no Brasil e, agora, está ganhando o coração dos maranhenses. Após nos reunirmos com líderes religiosos, de educação e esportes das comunidades, continuamos a promover o esporte ainda mais, através da Associação Maranhense de Pickleball. A Associação tem criado estações satélites, onde se é possível assistir e praticar o novo esporte. Hoje, temos duas em funcionamento: uma na Cohab, dirigida por voluntários da Igreja Tabernáculo Batista, com o seu primeiro mês de prática. E a segunda está localizada na Primeira Igreja Batista, na Cidade Operária. Iniciamos também a promoção do Pickleball, em praças públicas, escolas e instituições particulares.
Após reuniões com o Colegio Batista Daniel de La Touche, pudemos ministrar uma clínica básica de apresentação, para alunos da Unidade do Colégio Batista da Cohama. O colégio experimentará o novo esporte, nas atividades esportivas da escola. A apresentação na AABB foi muito agradável, com participação de famílias associadas e curiosos. A Associação Maranhense de Pickleball (AMAPK) apresentou o projeto do novo esporte para líderes da Convenção Batista Maranhense, em especial para a Associação Batista Metropolitana, que será beneficiada através das capacitações para líderes das Igrejas locais, que usarão mais uma ferramenta para ganharem suas comunidades, através do relaciona-
mento intencional e promoção do amor de Deus. A Base da JOCUM em São Luís-MA será uma estação satélite, bem como as instituições prisionais do estado, na promoção de valores, que ajudarão na ressocialização na comunidade, terapia ocupacional e atividade física. A AMAPK, em breve, disponibilizará os equipamentos de Pickleball através da nossa loja virtual. Para mais informações, entre em contato através do nosso WhatsApp: 31 9730-5875. Quais serão os próximos passos? 1. Continuar promovendo o Pickleball Popular, projeto que visa colocar uma raquete e uma bola nas mãos dos nossos associados; 2. Organizarmos o nosso primeiro Torneio de Pickleball Popular e o São Luís Pickleball Open, com participação de atletas locais e da Associação Brasileira de Pickleball; 3. Promover o I Pickleball Camp Workshop para professores de Educação Física, atletas e público em geral; 4. Buscar ajuda para a construção de uma quadra poliesportiva na escola Sagrados Corações, no Bairro do Maracanã, que beneficiará uma escolinha de Pickleball para a comunidade local.
Um testemunho emocionante foi poder ver a alegria dos adolescentes da unidade de segurança de jovens infratores, durante a prática do Pickleball em uma das nossas clínicas. Na ocasião também pude ministrar sobre a importância do equilíbrio, da honestidade e do foco e pude deixar uma mensagem do amor de Deus. Pude também visitar uma penitenciária Regional, ministrar para um grupo de mais ou menos 120 pessoas e testemunhar da decisão de 21 pessoas, que entregaram suas vidas para Jesus. Pude obter os nomes dos novos decididos, que já aguardam por Bíblias. Buscamos por espaços disponíveis para futuras bases satélites da nossa Associação. Agradecemos aos amigos e irmãos que estão colaborando no avanço do Reino de Deus através do bom uso dos seus dons e talentos. n Coluna Arte e Cultura CBB Roberto Maranhão Ministro de Arte e Esporte Internacional Capelão da Associação Brasileira de Pickleball. Embaixador da Federação Internacional de Pickleball.
MISSÕES MUNDIAIS
O JORNAL BATISTA Domingo, 24/04/22
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Escondida entre cobertores Jessé Carvalho
Bíblia, começou a estudar e veio a crer em Jesus como Senhor de sua vida. Mas precisou esconder isso de sua família, porque todos são muçulmanos e eram muito conservadores e exigentes em relação à religião. Omar e sua família moram em uma casa tradicional de uma região daquele país, na qual há uma cozinha, um banheiro e uma grande sala com os acolchoados ao chão que servem também para todos dormirem. O único móvel é um onde eles guardam os cobertores individuais. E os pertences de cada um, ficam enrolados no seu cobertor. Dessa forma, Omar escondia a sua Bíblia
no seu cobertor, para que ninguém a descobrisse. Um dia ele, o seu discipulador, disse em uma conversa que havia recebido a ligação de alguém em sua região que estava interessado em saber mais sobre a pessoa do Livro. Então, o discipulador perguntou se ele aceitaria ajudar a essa pessoa, como alguém que já estava caminhando com Jesus. Omar aceitou o desafio e pediu que o seu orientador marcasse um encontro em um local na cidade para ele se encontrar com essa pessoa. Ao chegar no café onde foi marcado o encontro, Omar foi surpreendido, pois a pessoa que havia feito contato com o orientador era a sua mãe! Ela havia encontrado a Bíblia dele e tinha começado a ler. Como Deus é maravilhoso! Hoje, Omar e sua mãe oram e trabalham para que o restante da família possa conhecer a Cristo um dia também. Deus continua a fazer coisas extraordinárias e a obra missionária segue avançando para a sua glória! Obrigado por sua parceria conosco, por suas orações e suporte financeiro. Contamos com suas intercessões pela nossa campanha E ore para que mais Bíblias e Novos Testamentos cheguem aos países fechados ao Evangelho. Um forte abraço e Viva a Compaixão! n
milagre da gestação. Todos os crentes oraram naquele momento pela família e pelo milagre. Eles continuaram frequentando aquelas reuniões. Dois meses depois, novamente numa reunião de oração, o casal trazia a notícia da tão sonhada gestação.
Eles estavam muito agradecidos aos irmãos pelas orações e queriam trazer publicamente a notícia de que de agora em diante, eles seguiriam a Jesus, pois fora Ele e não Allah quem lhes concedeu aquele milagre pedido em oração durante o mês do Ramadã. Ore por muçulmanos que estão buscando o favor de Deus durante o mês do Ramadã. Muitos estão mais propícios a falar, ouvir e dialogar sobre assuntos de espiritualidade. Missões Mundiais está presente nessa região atuando através de projetos de ajuda humanitária, educação e esporte. Para unir nossas orações participe da live Encontros com Jesus no Ramadã, que acontecerá no dia 28 de abril, a partir das 19h, no Canal JMM. Vamos, juntos, Viver a Compaixão nesse tempo. n
pastor, coordenador da JMM no Oriente Médio, Norte da África e Sahel Africano
Eu e Quésia, minha esposa, fomos em uma viagem para contatos e tentativa de restabelecer o trabalho em um país que se fechou para nós já há algum tempo. A pedido do pastor que nos convidou para essa viagem, levamos Bíblias e Novos Testamentos, que o missionário local do país solicitou. Na ida estávamos com nossas malas cheias de Bíblias, Novos testamentos e material de estudo. E a nossa oração em casa foi a mesma do irmão André, do livro “O Contrabandista de Deus”, em que ele dizia: “Feche os olhos daqueles que não podem ver estes livros e abra os olhos daqueles que vão receber esses livros”. No desembarque, estávamos bem apreensivos e minha esposa orou novamente. Graças ao Pai, nossas malas não foram revistadas. Quando encontramos os nossos amigos, eles disseram que também oraram porque estavam apreensivos, já que nos últimos meses todas as pessoas que receberam tiveram as malas abertas. Isto porque geralmente os voos chegam espaçados uns dos outros então, os policiais tinham tempo de olhar todas as malas com cuidado. Mas no horário em que aterrissamos, muitos voos
também haviam chegado; algo que nossos amigos disseram que nunca tinham visto antes. Assim, para não haver aglomeração eles não estavam tendo tanta exigência. Nossos irmãos que dirigem o trabalho de plantação de Igreja naquele país nos disseram da importância que era ter aquele material em mãos e ficamos muito felizes pelo Senhor ter nos guardado e nos permitido levar para os que precisam. Eles nos contaram muitas histórias de como esses livros têm feito a diferença na vida das pessoas. Uma delas é sobre um rapaz que chamaremos de Omar. Ele recebeu a
Milagres de Jesus no Ramadã
Caleb Mubarak
missionário para o Mundo Árabe
No Norte da África é aconselhável vestir-se com recato durante o Ramadã. Homens e mulheres devem cobrir os ombros e joelhos o tempo todo. Roupas justas e reveladoras são estritamente proibidas, especialmente para mulheres. Mahmoud tinha o sonho de ter uma família. O grande dia chegou, ele se casou e agora, como em todos os países árabes, estava sobre ele o peso de trazer ao mundo um herdeiro(a). Os anos se passavam e o filho tão desejado não chegava. Amigos, parentes e vizinhos sempre lhes perguntavam por que não tinham filhos. Aquilo era uma grande vergonha na cultura. O casal lembrou que durante o Ramadã é recomendado que muçulmanos busquem mais a Deus e lhe peçam aqui-
lo que mais desejam. Naquele mesmo mês, convidados por um amigo, participaram de uma reunião às escondidas com cristãos locais. No encontro, foi sugerido que pedidos de oração específicos fossem feitos. O casal tomou coragem e pediu pelo
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O JORNAL BATISTA Domingo, 24/04/22
NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
O JORNAL BATISTA Domingo, 24/04/22
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Convenção Batista Meio Norte do Brasil reúne Conselho Administrativo para tratar assuntos de 2022
Tomada de decisões para realização de eventos marcou o encontro dos Batistas Meio Norte. Extraído e adaptado das redes sociais da Convenção Batista Meio Norte do Brasil Mais uma reunião do Conselho Administrativo da Convenção Batista Meio Norte do Brasil (COMNBRASIL) foi realizada, no dia 05 de abril. Encontro aconteceu sob a presidência do pastor Antônio Rodrigues e demais representantes presentes. Na oportunidade reiteramos os nossos próximos eventos: Batistas do Meio Norte do Brasil trataram de assuntos deliberativos e eventos para este ano o Congresso de Missões Regionais, no mês de maio, em formato híbrido; e a Trans Missionária, na cidade de Nova de julho. Esta programação será presen- 2022 vai trabalhar o tema “Ser e fazer Que Deus abençoe nossos conseIorque, no estado Maranhão, de 23 a 30 cial. Nossa campanha missionária em Discípulo de Jesus”. lheiros, lhes revestindo de sabedoria. n
Associação das Igrejas Batistas do Norte do PR promove capacitação de líderes Programação alcançou Igrejas indígenas da região.
Parceria proporcionou maior alcance para a capacitação Extraído das redes sociais da Convenção Batista Paranaense Numa parceria com a Convenção Batista Paranaense (CBP), a Associação das Igrejas Batistas do Norte do Paraná (ABANOPA) promoveu Capacitação de Líderes, no dia 09 de abril, na Primeira Igreja Batista de Ibiporã-PR. Foram
seis oficinas, nas áreas de Homilética, Ação Social, Mulheres, Adolescentes e Jovens, Embaixadores do Rei e ministério com Crianças. Contamos com 105 participantes de 18 Igrejas Batistas da Associação e de fora dela! Dentre elas, três igrejas indígenas e em torno de 40 irmãos indígenas participantes. Além do missionário
Osvaldo, que também esteve conosco, estavam presentes pastores indígenas locais, o missionário Luiz Jagjo Gino, que é vice cacique na Reserva Indígena Barão de Antonina, em São Jerônimo da Serra-PR. Foi um dia maravilhoso para capacitação e comunhão com os irmãos. Agradecemos a Deus pela dedicação
do pastor Devanir, coordenador da Associação, pelo pastor Almir, da PIB de Ibiporã-PR, pelo esforço e dedicação na organização, aos palestrantes e o esforço em dedicar o seu melhor e pelas igrejas participantes! Que muitos frutos sejam gerados deste tempo de capacitação n
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PONTO DE VISTA
O JORNAL BATISTA Domingo, 24/04/22 FÉ PARA HOJE
Devoção, comunhão e expressão Pr. Oswaldo Luiz Gomes Jacob As Escrituras ensinam com clareza a necessidade de praticarmos a devoção, a comunhão e a expressão de nossa fé em Cristo. Somos testemunhas de Cristo e precisamos de devoção a Deus e comunhão com o irmão. Jesus morreu na cruz para nos ensejar uma vida de devoção (intimidade com Deus); comunhão (unidade do Corpo de Cristo) e expressão (a missão de testemunhar de Cristo a toda a criatura). Nessa exposição, veremos a como são importantíssimos os três substantivos que caracterizam, entre outras coisas, a vida cristã. DEVOÇÃO - amor ao Senhor pela meditação nas Escrituras e pela prática da oração (Salmos 119.97-105; Lucas 18.1). A nossa vida devocional diária está para o espírito, para a mente e as emoções como o alimento está para o corpo. Assim como o corpo precisa do alimento para sobreviver, o espírito, a mente e as emoções precisam do alimento vindo da parte de Deus pelas Escrituras e pela oração para a sua manutenção. Quando meditamos nas Escrituras, Deus fala conosco. Quando oramos, falamos com Ele em temor e tremor. A devoção é adoração. A devoção fortalece a nossa vida espiritual, alarga a nossa mente e equilibra as nossas emoções. Ela também aumenta a nossa sensibilidade no campo espiritual, produzindo discernimento. Amplia a nossa percepção da vontade de Deus diante das necessidades do próximo. A devoção é remédio, é bússola, alimento e encorajamento. Ela é uma autêntica adoração. Quando fazemos a nossa devocional pessoal ou coletiva, estamos adorando a Deus no Espírito e em verdade, João 4.24. Na devoção conhecemos mais a Deus e a nós mesmos. Nela, o nosso ego sai do centro das nossas vidas para dar lugar a Cristo, Seu domínio e orientação. Após a devoção, temos a comunhão.
COMUNHÃO - amor ao próximo como a nós mesmos (Salmos 133; Mateus 22.37-40 e Atos 4.32). No Salmo 133 aprendemos que a comunhão vem de cima, pois o verbo descer aparece três vezes nos três versículos do Salmo. A comunhão (comum + união) tem como fundamento a Trindade (a revelação perfeita da comunhão) e o consequente amor fraterno. Quando fazemos uma leitura de João 17 - a oração sacerdotal de Jesus -, percebemos claramente o testemunho acerca da Sua unidade com o Pai. Está muito clara a operação do Espírito na oração sacerdotal de Jesus. No texto de Mateus 22.37-40, Jesus nos ensina dois princípios cardeais da vida cristã: amar a Deus de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e com todas as forças, e ao próximo como a si mesmo. No texto primoroso de Atos 4.32, encontramos alguns princípios: fé, unidade de coração (kardia - coração, mente, personalidade, caráter, vida íntima, estado emotivo, vontade, intenção); e de propósito (psique - alma, vida); desprendimento e liberalidade. Depois de considerar a comunhão, precisamos, por último, compartilhar a relevância da expressão da fé. EXPRESSÃO – amando ao Senhor e ao próximo, testemunhando do evangelho (Salmos 40.1-3; Atos 1.8). O texto do Salmo 40.1-3, nos remete à grande diferença entre a vida sem Cristo e a vida com Cristo. Este texto é um relato da nossa pequena biografia. O verso 3 fala da alegria da salvação e o consequente testemunho: “Muitos verão isso, temerão e confiarão no Senhor”. O texto de Atos 1.8, nos fornece alguns princípios da nossa missão de testemunhar de Cristo: o poder que vem do Senhor, do Seu Espírito; depois, estamos qualificados para o testemunho; e no final do texto temos o alcance geográfico do nosso testemunho. Aqui é a nossa missão global. O cristão genuíno é um ser global.
Há uma ligação íntima entre devoção, comunhão e expressão. Como terei comunhão com o meu irmão se não o faço com o Senhor? Como evangelizarei o perdido se não tenho comunhão com o meu irmão? O amor liga esses três substantivos – devoção, comunhão e expressão. O amor é o vínculo da perfeição, Colossenses 3.14. A vida cristã é formada
por esse tripé. Precisamos fazer uma avaliação de nossas vidas à luz das Escrituras. O tempo é essencial para a comunhão com o Senhor (adoração), com o nosso irmão (fraternidade) e o nosso testemunho aos perdidos (expressão). A nossa agenda não pode prescindir desses três substantivos cristãos. Deus é glorificado quando praticamos esses três princípios. n
EDITAL DE CONVOCAÇÃO Às Igrejas da Convenção Batista Carioca No uso de suas atribuições legais, conforme o Art. 17. do Estatuto e o Art. 20. do Regimento Operacional, o Presidente da Convenção Batista Carioca, Pr. Sergio Ricardo Gonçalves Dusilek, através do Diretor-Geral, Pr. Nilton Antônio de Souza, convoca as Igrejas filiadas à CBC para enviarem seus representantes, segundo o Art.18. § 3° do Regimento Operacional: “Cada igreja filiada poderá credenciar mensageiros na quantidade de até 05 (cinco), por sua condição de ser igreja, mais 01 (um) por grupo de 50 (cinquenta) membros ou fração, limitado este credenciamento ao número máximo de 30 (trinta) representantes por igreja”, para a 118ª Assembleia Anual, presencial, a iniciar-se no dia 24 de maio de 2022, terça-feira, às 19h, com continuidade nos dias 25, 26 e 27 de maio de 2022, com Sessões das 14h às 18h e das 19h às 21h15, no Templo da Igreja Batista Evangélica de Abolição, sito à Rua Belmira, 329, Piedade- Rio de Janeiro – RJ. Fone: (21) 2595-4213. A credencial (anexa) poderá ser reproduzida, bem como copiada do site da CBC. A inscrição também poderá ser feita através do nosso Site - www. batistacarioca.com.br, a partir de 08 de abril de 2022. A inscrição será de: a) R$80,00 (oitenta reais) para o Livro Impresso, limitado às 80 primeiras inscrições que fizerem esta opção; e b) e R$50,00 (cinquenta reais) para os Mensageiros que optarem pelo Livro Digital. O número total de inscritos será de 350 Mensageiros. Preenchidas as vagas, as inscrições serão suspensas. Por fim, lembramos que cada mensageiro, ainda que tenha feito a sua inscrição com antecedência, precisará trazer a credencial assinada pelo presidente da igreja. Rio de Janeiro, 08 de abril de 2022 Fraternalmente em Cristo,
Nilton Antonio de Souza Diretor Geral da CBC
PONTO DE VISTA
O JORNAL BATISTA Domingo, 24/04/22
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OBSERVATÓRIO BATISTA
Será que vamos perder as novas gerações na denominação? Lourenço Stelio Rega Tem sido notável a reduzida presença de líderes mais jovens nos encontros denominacionais e isso já nos traz preocupações para o cumprimento da missão convencional que foca o atendimento da Igreja local expresso na missão da Convenção Batista Brasileira que é viabilizar a cooperação entre as Igrejas Batistas no cumprimento de sua missão como comunidade local. Por algum tempo temos incentivado líderes a se ocuparem no preparo das novas gerações para que o processo sucessório possa ocorrer normalmente e seja produtivo no atendimento cada vez mais dinâmico, eficiente, eficaz e efetivo à Igreja local no cumprimento de sua missão. Me parece que ainda não conseguimos implementar esse sonho, pelo menos de forma efetiva. E aqui precisaríamos ir além de termos alguns jovens eleitos em cargos principais. Será necessário o desenvolvimento de ecossistema mais encantador e inspirador para envolver as novas gerações para que se engajem com paixão em um ambiente de decisões colegiadas e colaborativas, onde o poder jurídico e judicialista fica em menor plano diante da busca de resultados efetivos e dinâmicos no atendimento às Igrejas, pastores, líderes. Assim, experiências como “Future Ready” poderão nos ajudar. O conceito dessa experiência aponta para a capacidade que uma organização tem para lidar com muitas variáveis extraindo oportunidades e valores de atuação em mundo complexo, repleto de incertezas e até de extremo risco. São organizações capazes de lidar com situações normais, mas também com uma pandemia, com uma guerra, e, ao mesmo tempo atender ao seu público, cumprindo sua missão institucional. Temos de pensar nas organizações denominacionais como “Future Ready”. Para isso, será necessário buscar estratégias adequadas para demonstrar o valor dos ideais denominacionais que até agora estamos adotando e estarmos dispostos a que estas novas gerações possam abrir novas janelas a partir de novas demandas e necessidades presentes em um mundo repleto de volati-
lidade, incertezas, complexidade, ambiguidade, (Mundo V.U.C.A.), mas também frágil, ansioso, não-linear (não segue uma lógica comum) e incompreensível (Mundo B.A.N.I.). Veja artigo publicado nessa coluna “Do mundo VUCA ao Mundo BANI” (24/01/2021). Por muito tempo discutimos reestruturação da Convenção, alterações estatutárias e regimentais, mudanças de nomenclaturas de setores, planejamentos estratégicos com documentos bem elaborados etc. Fiz parte de muitos grupos de trabalho nesse terreno. Depois de algumas décadas precisamos seriamente perguntar sobre o volume e qualidade efetiva de mudanças. Descobertas mais recentes no mundo corporativo nos levam até mesmo a princípios já revelados há muito tempo nas Escrituras. Mas será que estamos atentos a isso? Por exemplo, o conceito hoje muito difundido em grandes corporações que atuam em forma de PLATAFORMAS, para que possam atender às múltiplas demandas para o seu público
destino - no nosso caso Igrejas, pastores, líderes etc. (veja artigos sobre isso publicados aqui em OJB (“Convenção, estratégia de PLATAFORMA como caminho para ampliar sua ação”, 27/02 e 13/03/2022). A proposta que apresentei nestes dois artigos visa a união nacional entre as múltiplas organizações Batistas para que possamos prosseguir de forma mais profunda e dinâmica para atender esse nosso público destino. É uma proposta que traz profundas transformações em nosso modo de pensar (mindset) e, consequentemente, nos resultados daí advindos. No diagrama a seguir temos a demonstração da diferença entre organizações clássicas lineares, orientadas a organogramas, poder e forma jurídica apenas, e organizações orgânicas (vamos lembrar da metáfora paulina do corpo?) e em rede, em que todas as partes e áreas se comunicam amplamente para que possam alcançar seus alvos e missão organizacional.
As novas gerações, geralmente movidas por elevados ideais e paixão no que fazem, precisam ver em nós o desejo de abrir espaço para que elas participem com suas percepções e que poderão muito nos ensinar. Será que estamos buscando desenvolver nossas atividades denominacionais apenas para podermos conseguir pagar as contas do funcionamento institucional? Para podermos dar conta de pendências do passado que ainda permanecem e necessitam que olhemos para o passado como que em um trabalho de arqueolo-
gia organizacional? Como tudo isso tem nos tomado energias e tempo evitando que possamos mirar o futuro que já está aqui correndo em nosso presente? Assim, torna-se urgente que abramos espaço para as novas gerações assumirem a liderança denominacional e, se não conseguirmos vencer esse desafio, certamente o que nos espera é um apagão de talentos. Nesse exato momento, se adotarmos estratégias incorretas iremos nos desviar das novas gerações e nosso futuro denominacional será incerto.
Precisamos, com urgência, olhar para o futuro como se fosse um funil ou cone invertido com amplas possibilidades de atendimento e crescimento diante dos diversos desafios culturais e sociais que até colocam em risco nossa fé e vivência à luz dos ideais da Palavra de Deus diante da cultura em que estamos imergidos e as tendências que estão semeando novos cenários. Abranger as novas gerações é abrir espaço para que possamos compreender essas questões e como encontrar caminhos para que todos possamos prosseguir com segurança. Afinal, o número de universitários, profissionais liberais, microempresários e até empresários tem crescido em muitas Igrejas e necessitam de que o púlpito, o ensino, a comunhão, o discipulado consigam trazer respostas concretas para o cotidiano (veja o artigo “Teologia da segunda-feira”, em OJB, 21/12/2018). Pois, para as novas gerações não existe mundo sagrado e mundo profano, tudo é um só mundo em que vivem e necessitam de suporte bíblico. Deus está em todo e qualquer lugar, e necessita ser adorado, honrado. As novas gerações desejam ser desafiadas a viverem intensamente os valores cristãos no dia a dia, a serem apaixonadas por Deus. Para isso também precisam participar nos ajudando, nos ensinando, nos mostrando quais novos desafios estão diante de nós e que, talvez por nossa mente (mindset) organizada, linear, não estejamos conseguindo notar. Se torna urgentemente necessária a criação de fóruns para fazermos perguntas, mas também para sermos indagados por essas novas gerações, bem como simpósios para a discussão de temas relevantes que estudem profundamente a cultura presente e as suas tendências em busca de caminhos sadios para que todos saibamos viver os ideais e valores bíblicos. Aí está um gigante, mas necessário desafio - alcançar, encantar, envolver e mobilizar as novas gerações de Batistas. Com a Bíblia e nossos princípios distintivos em uma das mãos e as novas gerações com seus ideais em outra, poderemos nos garantir o futuro com mais certeza. Aberto o diálogo: rega@ batistas.org. n