ANO CXX EDIÇÃO 14 DOMINGO, 04.04.2021
R$ 3.20 ISSN 1679-0189 ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA
FUNDADO EM 1901
Jesus Cristo ressuscitou e vive em nós!
“Ele não está aqui! Ressuscitou! Lucas 24:6
04 de abril Domingo de Páscoa
Coluna Dicas da Igreja Legal
Coluna Vida em Família
Notícias do Brasil Batista
Notícias do Brasil Batista
Respostas eclesiásticas
Inimigo oculto
Tempo de renovo
Preparo
Jonatas Nascimento responde questões sobre administração eclesiástica
Artigo fala dos cuidados com o casamento e a família
OPBB-MG promove retiro para pastores e esposas
CBEES realiza Conferência “Eu, discípulo”
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REFLEXÃO
O JORNAL BATISTA Domingo, 04/04/21
EDITORIAL
Não comemore a Páscoa isolado de Jesus Esta edição que está em suas mãos, seja impressa ou digital, precisou ser finalizada um pouco antes do prazo normal. Isso porque no Rio de Janeiro, local onde fica a sede da Convenção Batista Brasileira (CBB), existe a possibilidade de uma paralisação que será mantida por muitos dias, com o objetivo de diminuir a contaminação pela COVID-19 no estado. E justamente a edição publicada para o Domingo de Páscoa, quando sempre publicamos diversos artigos sobre o tema em O Jornal Batista. Não houve tempo hábil para que colaboradores enviassem mais artigos sobre este tema tão importante para nós. Mesmo assim, temos textos sobre a
Páscoa. Uns mais específicos, outros, nem tanto. Mas o que importa, mesmo, é a mensagem, o Evangelho, Jesus Cristo. Publicamos o artigo “Um presente de ‘Páscoa’”, de Rogério Araújo, que tem o objetivo de relembrar que Jesus é o maior e melhor presente que podemos receber na Páscoa e em todos os dias de nossa vida. Na Coluna Gotas Bíblicas, que traz artigos do pastor Olavo Feijó, o artigo “Queremos ver Jesus” fala da importância de vivermos em comunhão com Cristo. Também falamos do amor de Cristo em forma de poesia, através do texto “E tudo se fez novo!”. Está na página cinco. “Ser nova criatura é ter um novo pensamento e frutos que demonstrem total
arrependimento”, diz um dos trechos desta poesia. Na mesma página, mais um texto da série “Encontros notáveis”, do colaborador Juvenal Netto. Nesta semana, o artigo fala do milagre que Jesus operou na vida de um homem com lepra. Na página 14, já na seção Ponto de Vista, o artigo “Jesus Cristo no livro de Atos”, do pastor João Reinaldo Purin, mostra que Jesus continuou atuante na Sua Igreja, e cumpriu, assim, a Sua promessa de que estaria com os seus, “todos os dias até a consumação dos séculos”. E na página 15, a última de OJB, o pastor Jeferson Cristianini fala sobre “A missão de salvar”, num paralelo entre animações infantis e a ação salvadora de Jesus Cristo por nós.
Como os irmãos puderam ler, conseguimos trazer para esta edição de Páscoa alguns textos que falam do amor de Jesus por nós, de Seu sacrifício na cruz do calvário. Ainda temos as Colunas e as Notícias do Brasil Batista para lhe informar, edificar e inspirar. Ainda é uma Páscoa diferente. Isolados de familiares e amigos. Mas, o mais importante é não isolar-se de um relacionamento com o Senhor. Agradeça a Jesus tão grande ato de amor e viva todos os dias para honrá-lo e exaltá-lo. Que Deus te abençoe e boa leitura! n Estevão Júlio
secretário de redação de OJB
( ) Impresso - 120,00 ( ) Digital - 50,00
O JORNAL BATISTA Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901
SECRETÁRIO DE REDAÇÃO Estevão Júlio Cesario Roza (Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ) CONSELHO EDITORIAL Francisco Bonato Pereira; Guilherme Gimenez; Othon Ávila; Sandra Natividade
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Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas IMPRESSÃO: Folha Dirigida
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DICAS DA IGREJA LEGAL
Questionário eclesiástico com respostas - Parte 1 Jonatas Nascimento
7. Está a Igreja obrigada ao pagaEscolas: como professor de religião. mento de IPTU, IPVA, ISS, ITBI, IR, Editoras: elaborando, revisando ou Na edição anterior propus um questio- ICMS, ITCMD e outros impostos? avaliando livros de cunho religioso ou nário abrangendo diversas áreas do uniNão. ainda prestando consultoria a escritores. verso eclesiástico, tais como legislação, Veículos de comunicação: na elalegalização, gestão / administração ecle8. Qual é o número mínimo de pes- boração, coordenação ou execução siástica e aspectos fiscais e contábeis. soas para se fundar uma Igreja? de programas e materiais religiosos, Agora chegou a hora de você demonstrar Não há previsão legal. como consultor para obras de ficção os seus conhecimentos. Vamos lá: que tenham elementos de religião em 9. É exigido do ministro religioso seu enredo. 1. Toda Igreja precisa ser legalizada diploma de graduação superior em Instituições de saúde públicas e priperante os órgãos competentes? Teologia, chancelado pelo MEC, para vadas: oferecendo conforto espiritual a Sim. pastorear? pacientes e seus familiares. Não é exigido, mas é recomendável Órgãos públicos: como capelão no 2. Pode a Igreja contemplar, em seus que o ministro religioso possua um grau Exército ou na Marinha, por exemplo. estatutos, atividades de cunho social, de instrução compatível com as suas Organizações Não Governamentais: tais como saúde, educação e assistên- funções. apoiando ou liderando projetos de cunho cia social, sem perder a sua imunidade social, como pastorais, organizações de tributária? 9.1. Qual é o conceito de ministro de ajuda humanitária etc. Sim, de conformidade com a Lei confissão religiosa, de acordo com a lei? Fonte: https://www.mundovestibular. nº13.19/2014 e alterações. “Aquele que consagra sua vida a ser- com.br/cursos/curso-de-teologia viço de Deus e do próximo, com ou sem Nota: Ministro de confissão religiosa 3. Se a resposta à pergunta anterior ordenação, dedicando-se ao anúncio de não recebe salário. for afirmativa, como devem ser reco- suas respectivas doutrinas e crenças, à Recebe: Sustento ministerial, Pronhecidas contabilmente as receitas e celebração dos cultos próprios, à orga- ventos ministeriais, Prebenda (latim: despesas? nização das comunidades e à promoção praebenda), Côngruas (pensão), Renda O reconhecimento contábil das re- de observância das normas estabeleci- eclesiástica, Múnus eclesiástico, óbolo ceitas e despesas das organizações re- das, desde que devidamente aprovados (pequena oferta)... ligiosas deve obedecer às Normas Bra- para o exercício de suas funções pela Obs.: Quem recebe salário é assasileiras de Contabilidade, no que couber. autoridade religiosa competente” lariado, regido pela CLT, por exemplo, assim como militar recebe soldo, pro4. Está a Igreja obrigada a possuir 10. O pastor sempre será obrigato- fissionais liberais recebem honorários, Alvará de Licença Para Localização? riamente o presidente da Igreja? empresários recebem “pró-labore”. Depende do município onde ela se Não, por falta de previsão legal. encontre estabelecida. 12. De quem é a responsabilidade 11. Pastor de Igreja local é regido pelo recolhimento do INSS do pastor? 5. Está a Igreja obrigada a possuir pela CLT (Consolidação das Leis do O próprio ministro religioso é o resCertificado de Aprovação do Corpo de Trabalho)? ponsável pelo recolhimento, pois ele é Bombeiros? Via de regra, não. Observe-se que contribuinte individual obrigatório, equiSim. Estabelecimentos que envolvam existe a possibilidade de o ministro reli- parado a autônomo. aglomeração de pessoas precisam da gioso subordinar-se à CLT quando ele for tutela da autoridade competente. contratado para atuar nas áreas abaixo: 13. O que é FAP (Fundo de Apoio Universidades: como pesquisador ou Pastoral) ou FGTM (Fundo de Garantia 6. Qual deve ser a composição da professor em cursos de Teologia, Letras, por Tempo de Ministério) e qual deve diretoria estatutária da Igreja? Antropologia ou outras ciências huma- ser o percentual utilizado? Não há regras rígidas. nas e sociais. São benefícios concedidos ao mi-
nistro religioso e funcionam como espécie de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. 14. Que benefícios são devidos pela Igreja ao seu pastor? Uma vez que o ministro religioso não possui vínculo trabalhista com a Igreja, eventuais direitos poderão ser concedidos por analogia. Mas isto fica a critério de cada Igreja. 15. Pastor aposentado pode continuar pastoreando? Sim. Neste caso, ele continua como contribuinte da Previdência Social, obrigando-se ao recolhimento mensal, ainda que não resulte qualquer benefício futuro, pois, já está aposentado. Considerando que o ministro religioso recolhe o INSS mensal pelo valor por ele declarado, por ele optar pelo recolhimento simplificado à base de 11% do salário mínimo vigente. 15.1. E se a aposentadoria do pastor se der por invalidez? Desde que ele tenha condições físicas e em pleno uso das suas faculdades mentais, pode pastorear, mas não poderá receber prebendas. 16. Como deve a Igreja controlar as suas receitas e despesas? Toda e qualquer organização religiosa deve controlar as suas receitas e despesas com todo rigor, pois a lei não confere tratamento diferenciado às mesmas. n Empresário contábil, diácono Batista e autor da obra “Cartilha da Igreja Legal” E-mail: jonatasnascimento@hotmail.com WhatsApp: (21) 99247-1227
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REFLEXÃO
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Olavo Feijó
Um presente de “Páscoa” Rogério Araújo (Rofa) colaborador de OJB
Muitas datas comemorativas, como Natal, Dia das mães, Páscoa, parecem ser lembradas apenas quando chega o seu dia. E o ano todo são esquecidas... Páscoa é uma data muito representativa, segundo a Bíblia: no Antigo Testamento celebrou a vitória da libertação do Egito e a entrada na Terra prometida de Canaã, sempre com a presença de Deus - chamada em hebraico Pessach - que significa “passagem”; e no Novo Testamento, a passagem da morte para a vida de Jesus Cristo, que ressuscitou ao terceiro dia dia após a sua crucifica-
ção, em um Domingo de Páscoa. Em ambos, a vitória do Senhor! Com o passar dos anos, esta “representação” foi substituída pela fofura dos coelhinhos e pelos deliciosos chocolates que, embora sejam maravilhosos, não significam nada em relação à Pascoa verdadeira. É necessário, em vez de presentear alguém com esses “novos símbolos”, lembrar que o melhor presente que ganhamos foi a ressurreição de Jesus Cristo pelas nossas vidas, para nos salvar da morte eterna. Como disse um autor desconhecido: “Feliz Páscoa! Vamos celebrar a salvação que a ressurreição traz”. n
pastor & professor de Psicologia
“Queremos ver Jesus” “Estes, pois, dirigiram-se a Filipe, que era de Betsaida da Galiléia, e rogaram-lhe, dizendo: Senhor, queríamos ver a Jesus (Jo 12.21). Como é possível ver Jesus? Esta pergunta foi feita por alguns gregos que tinham ido a Jerusalém “para assistir a Páscoa” (João 12.21). O pedido fora feito ao discípulo Filipe, que achou por bem, com André, pedir a ajuda do próprio Mestre. Qual foi a reação de Jesus? “Ele respondeu que havia chegado a hora de Ele voltar à Sua glória, no céu, e que a Sua missão de Salvador do mundo estava próxima de se cumprir completamente”. Para as palavras do
Cristo se cumprirem completamente, o Senhor passaria pela morte do pecado do mundo e experimentaria a ressurreição que só o poder de Deus confere. Ao conversar com Nicodemos, um especialista da Lei judaica, Jesus revelou: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu único Filho, para que todo aquele que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Deus não enviou o Filho Dele para condenar o mundo, mas para salvá-lo” (Jo 3.16-17). Esta é a resposta, então, para os gregos, amigos de Filipe, e para todas as pessoas que decidem, pela fé, viver em comunhão com o Cristo!
A qualidade da Igreja do Senhor (I Coríntios 3.9-15)) José Manuel Monteiro Jr. pastor, colaborador de OJB
O texto em tela ressalta que, um dia, Deus julgará as obras relacionadas a Igreja local. Hernandes Dias Lopes faz a seguinte colocação: “Na edificação dessa Igreja como edifício de Deus é preciso estar apercebido da importância da qualidade. Nós que estamos edificando essa casa da morada de Deus seremos julgados em nosso trabalho”. A fim de construir a Igreja local de acordo com o que Deus deseja, é necessário observar certos requisitos. Vamos elencar alguns pontos para a nossa reflexão. Em primeiro lugar, a graça de Deus (I Coríntios 3.10). Antes mesmo de tratar sobre o tema da edificação da Igreja de Cristo, Paulo reconhece primeiramente a graça de Deus que lhe foi outorgada por
meio da obra de Jesus Cristo, fazendo-o apóstolo. Uma Igreja local, de acordo com que o Deus deseja, é movida pela graça, anuncia a graça, vive a graça. Não é regida e dirigida por uma religiosidade fria e mecânica que não contempla o indivíduo, exclui, fere e segrega. Aquele que está inserido no corpo de Cristo e é um religioso - vivendo os ritos e as regras religiosas sem se relacionar com o Deus de toda graça, torna-se um implacável. É duro com os erros dos outros e condescendente com seus erros. O pastor e escritor Luciano Subirá diz: “A religiosidade é algo tão perverso, tão espiritualmente venenoso, que, ao observar o ensino do Senhor Jesus, entendemos que ela pode ser pior até mesmo do que a imoralidade. E por quê? Porque, diferentemente dos demais pecadores, o religioso, por sua aparência de piedade, é um pecador va-
cinado contra o arrependimento!” Em segundo lugar, alicerce apropriado (I Coríntios 3.11). Aqui, o apóstolo Paulo nos revela um conceito central daquilo que a Bíblia nos tem a dizer sobre a Igreja, a saber, que seu fundamento é Jesus Cristo. Ninguém pode colocar outro fundamento além desse. Foi necessário ao apóstolo Paulo deixar claro para os irmãos em Corinto este princípio, uma vez que eles mesmos diziam: eu sou de Paulo, ou de Apolo, ou de Cefas. Eles deveriam entender que por melhor que seja o líder humano, ele perecerá. Os líderes morrem, mas Jesus Cristo, o fundamento da Igreja continua vivo pelos séculos dos séculos. O teólogo Warren Wiersbie afirma: “Um ministério pode ser bem-sucedido por algum tempo, mas se não é fundamentado em Cristo, acabará desmoronando e desaparecendo”.
Em último lugar, material apropriado (I Coríntios 3.12-15). Chama atenção que nestes versos, Paulo faz distinção de duas categorias de materiais. De um lado temos ouro, prata e pedras preciosas, e de outro, madeira, feno e palha. Esses elementos diante do julgamento divino – ou perecerão ou permanecerão. Ouro, prata e pedras preciosas descreve o ministério que será aprovado no dia do juízo, pois, eles suportam o fogo. Já madeira, feno e palha, representam os ministérios que serão reprovados por Deus – são ministérios cujo material não é apropriado. O pastor e escritor Augustus Nicodemus diz: “Muitas surpresas, nem todas agradáveis, nos aguardam no dia do juízo. Naquele dia, poderemos ser surpreendidos ao descobrir que grandes e respeitados nomes tiveram suas obras queimadas pelo fogo justo de Deus”. n
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E tudo se fez novo! Marinaldo Lima
pastor, colaborador de OJB
Aquele que está em Cristo nova criatura é. Seu lar é abençoado, vivendo sempre pela fé. Semeia a Palavra de Deus como Paulo e Barnabé, Ignora as tentações lhes dando um grande pontapé, Madruga sempre para orar e disto não arreda o pé. Quando o diabo vai tentá-lo, ele diz: “Sou de Jesus. Uma nova vida tenho, pois hoje vivo em Sua luz; Eu já estava perdido, mas Ele me salvou na cruz”. Segue a doutrina do Senhor; é um crente obediente. Estuda sua Bíblia Sagrada, lendo-a diariamente. A todos dá testemunho do seu novo nascimento Leva ajuda aos pobres, tirando do seu orçamento. Glorifica o Mestre amado com voz e com instrumento. Usa os seus dons servindo a Deus a cada momento. Ética está em sua vida e jamais é fraudulento; Mesmo na dificuldade, mostra um nobre sentimento. Esta é a vida que Deus quer para a humanidade. Sua vontade é que todos vivam nesta santidade. Trabalhando em sua obra e fazendo caridade. Árdua é esta missão, mas Ele dá capacidade. Em Cristo, só em Cristo, é que existe remissão. Mérito só Ele tem, pois é a nossa expiação.
Na cruz, rude cruz, Ele trouxe redenção. O exemplo de amor infindo tocou um coração: Vendo a injustiça daquela grande humilhação, Aos prantos, um dos homens, pediu por compaixão. Cristo olhou para ele com uma grande afeição. Respondeu-lhe que tinha conquistado o perdão; Ia para o lindo céu, à sua eternal mansão. Assim, em paz e perdoado morreu aquele ladrão, Tendo partido já liberto da eterna condenação. Um paraíso ele encontrou, desfrutando a salvação. Realmente isto acontece; Deus dá esta condição A todos que aceitam a Cristo com fé e convicção. É somente Jesus Cristo que dá tal libertação! Ali na cruz Jesus cumpriu a sua grande missão: Sacrificar-se como o Cordeiro em uma imolação. Com a missão cumprida tudo foi consumado; O Cordeiro de Deus morreu crucificado. Isto tudo confirmou o que fora profetizado. Sepultaram o Senhor em um túmulo nunca usado. Ao terceiro dia, Jesus, tendo ressuscitado, Se mostrou aos apóstolos e foi por eles adorado. Vitória sobre a morte teve o nosso Salvador E recebeu dos discípulos o mais perfeito louvor. Lembrou a todos eles os seus ensinos de amor. Homens e mulheres estiveram com o Senhor. Após quarenta dias, Jesus Cristo, o Redentor Subiu para o céu, revestido de esplendor.
Como o Cordeiro de Deus Ele veio a este mundo; Recebeu o castigo por nosso pecado imundo. Isto tudo Ele fez baseado em amor profundo; Jerusalém viu a fé cristã no início: Sacrificando-se entre dois homens do submundo, Árduos anos de perseguições e sacrifício. Transpassado entre ladrões, o primeiro e o segundo, O seu sangue derramando com um propósito fecundo.
Prisões sempre constantes os discípulos enfrentaram. Açoites receberam, mas da fé não duvidaram. Seus perseguidores, com ódio, os ameaçaram. Sentenciaram Estêvão e logo após o apedrejaram. As falsas testemunhas, para isto não faltaram. Reunidos, os discípulos jejuaram e oraram; Assumiram o risco, saíram às ruas, curaram. Mesmo sendo afligidos, insistiram e pregaram. E o Evangelho expandiu-se entre as nações; Intensificou-se, alcançando multidões. Sua abrangência hoje chega aos bilhões. Qualidade de vida o Evangelho traz! Um novo comportamento que a todos apraz, Elevando o ser humano com novos padrões morais. Tudo vai se renovando na vida do cristão, Unindo-o com amor à sua irmã, ao seu irmão, Dotando-o de altruísmo e de abnegação, Ocupando a vida com a santa pregação. Ser nova criatura é ter um novo pensamento E frutos que demonstrem total arrependimento. Feliz é aquele que se converte de verdade E tem uma nova vida de fé e piedade, Zelando pelo nome do Pai da Eternidade. No Evangelho o ser humano tem uma nova postura, Obedecendo sempre a Deus, em uma vida segura. Vive com a sua mente saudável, santa e pura; Orando e vigiando, sendo uma nova criatura. n
Encontros notáveis - Série IX Juvenal Netto
colaborador de OJB
Nesse tempo de pandemia, muitas pessoas passaram pela amarga experiência de serem obrigadas a ficar em quarentena por terem contraído o coronavírus. Algumas delas distantes até mesmo de pessoas da sua própria casa. Neste artigo contaremos a história de um homem que vivia em uma quarentena infinita até o dia em que teve um encontro com o “Médico dos médicos”, chamado Jesus de Nazaré (Mateus 8.14; Marcos 1.40-45 e Lucas 5.12-16). O evangelho, segundo Marcos, narra o modo como Jesus ficou profundamente compadecido diante de um homem prostrado aos Seus pés o qual lhe suplicava pela cura de sua lepra, uma doença altamente contagiosa e incurável que difere da que nós conhecemos hoje como hanseníase. O que impressionou sobremaneira o Senhor,
além de seu estado de humilhação, foi a sua postura de fé: “— Se quiseres, pode purificar-me” (Mc 1.40). Aquele leproso em nenhum momento questionou se Jesus tinha ou não poder para curá-lo, isto é, condicionou seu restabelecimento apenas a predisposição do Mestre em atender-lhe a súplica. Sua atitude nos remete a carta escrita aos Hebreus, a qual enfatiza que sem fé é impossível agradar a Deus, pois, é necessário que aquele que se aproxima dEle creia que ele existe e que se torna premiador dos que o buscam (Hb 11.6). O leproso pede para ser purificado e não curado, talvez, pelo fato dos hebreus acreditarem que a lepra estaria correlacionada ao pecado. Independente dessa concepção judaica, fato é que existem algumas características que os tornam semelhantes. Ambos causam separação e distanciamento; seus efeitos criam deformidades e são terrivelmente mortais (Romanos 6.23; Efésios 2.12-19).
Não conhecemos maiores detalhes sobre a vida pregressa desse homem, mas, levando-se em conta todos os protocolos adotados pela comunidade para impedir o contágio da doença, pode-se chegar a algumas conclusões. Esse indivíduo, bem como as demais pessoas atingidas pela lepra, viviam miseravelmente, independentemente, de seu poder aquisitivo ou classe social. O isolamento social talvez fosse ainda mais doloroso do que a própria sentença de morte. Hoje, apesar de termos perdido centenas de pessoas para a COVID-19 e de não haver cura para a mesma, a sua letalidade nos humanos é baixíssima se comparada com a doença daquela época. As pessoas que contraíam a lepra eram colocadas numa quarentena por tempo indeterminado. Além do isolamento, sabiam que havia poucas hipóteses das coisas retornarem ao normal e o pior, a possibilidade de nunca mais manterem
contato com os seus familiares, dar um último adeus. Imaginem que situação deplorável, aguardar silenciosamente a chegada da morte em condições sub-humanas? Quanto vazio, desespero e dor! Pior do que os efeitos produzidos no corpo, como feridas, deformações, coceiras etc., eram os causados na alma. Logo, chegamos à conclusão de que Jesus não curou apenas sua lepra, mas, ao fazer isso, lhe restituiu a alegria de viver. Restaurou os seus relacionamentos, concedendo-lhe a oportunidade de ser reinserido em seu meio social. Enfim, seu proceder após ter sido curado, demonstrou que a sua experiência foi ainda mais profunda. Anunciou a todos com tamanha alegria acerca do seu encontro com Jesus, demonstrando, significativamente, que fora revigorado também na alma, ou seja, venceu o dano da segunda morte (Apocalipse 2.11). Aleluia! n
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REFLEXÃO
O JORNAL BATISTA Domingo, 04/04/21 VIDA EM FAMÍLIA
Inimigo oculto Estava lendo a Bíblia, num dia desses, e me deparei com o texto que se encontra em Josué 18.3, que diz: “E disse Josué aos filhos de Israel: Até quando sereis negligentes em chegardes para possuir a terra que o Senhor Deus de vossos pais vos deu?”. Deus já tinha feito grandes coisas no meio do povo. Já tinha demonstrado todo o Seu poder ao abrir o Mar Vermelho, dado o maná diário para o seu sustento, feito passar o Rio Jordão a pé enxuto, derrubado os muros de Jericó, mas aqui, neste texto, Josué chama atenção de algumas tribos por cultivarem a negligência. Deus já tinha lhes garantido que as terras daquela região seriam deles, mas eles precisariam se levantar, lutar e conquistar as terras. Por isso, Josué perguntou: “Até quando sereis negligentes?” Ser negligente é não cuidar, não
zelar de algo, não dar atenção. Olhe para um jardim e você logo saberá se o jardineiro é negligente ou não. Um jardim sem mato, com as plantas podadas e canteiros arrumados denota que o jardineiro é diligente, cuidadoso, o oposto de negligente. Deus tem grandes promessas, grandes planos para nós e nossas famílias, mas não podemos cultivar a negligência em nossos corações. Vamos pensar em termos da vida conjugal. Quantas coisas boas no casamento deixamos de experimentar devido à negligência. Muitos casamentos, inclusive cristãos, estão como jardins feios, com ervas daninhas. Não se pode ter um casamento feliz se as pessoas envolvidas forem negligentes. O que esperar de um casamento em que os cônjuges não são atenciosos um para com o outro? O que esperar de um casamento quan-
do os cônjuges não valorizam as datas especiais como início do namoro, de casamento, por exemplo? O que esperar de um casamento onde não há palavras de afeição, de carinhos, de dedicação de tempo, de andar de mãos dadas, de um abraço sem conotação sexual, de um presentinho inesperado, de oração, de um mimo? Assim como aquelas tribos negligenciaram a tomada das terras, podemos deixar de conquistar um relacionamento feliz no casamento pela negligência, da falta de cuidado em relação ao que Deus tem para nós nessa área. Para ter um casamento feliz, uma família ajustada e boa para se viver é preciso muito, mas muito trabalho, diário, constante. Muitas vezes podemos comparar o casamento, a família como um parque de diversão, onde rimos, brincamos e nos divertimos. Mas, na maioria
das vezes, casamento e família é, também, um canteiro de obra. No canteiro de obra suamos a camisa, trabalhamos duro. Contemplar um jardim bonito, florido, onde as borboletas visitam diariamente é fruto de muito trabalho do jardineiro. Termino com um pensamento de Barbara Russel Chesser, que diz: “O casamento é como um jardim. Cuide dele com capricho, molhe-o, tire as ervas daninhas, tome medidas necessárias contra insetos prejudiciais, e terá um jardim luxuriante de flores, frutos e legumes para usufruir” Isso só será possível se não formos negligentes. n
RESGATE ESPIRITUAL Resgatar os momentos de estudo bíblico e oração como parte do dia a dia familiar. Priorizar a comunhão nos cultos, a vida na Igreja local e colocar o Reino de Deus em primeiro lugar. Resgatar a autoestima de todos.
RESGATE MORAL Trabalhar, em família, os conceitos de honestidade, hombridade, lealdade, altruísmo e de urbanidade. Desenvolver o entendimento de direitos e deveres, respeito às leis e às autoridades, e fazer perceber que as opções trazem sempre consequências boas ou más.
Por: Gilson Bifano Palestrante e escritor na área de família e casamento. Siga-o no Instagram: @gilsonbifano
Resgatando a família Na família todos devem ter suas atribuições, pois “vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma” (II Ts 3.10). Quero destacar a necessidade de se Trabalho em família é uma proposta viver em Família e que essa seja honra- simples, direta e necessária nos nossos da, digna e respeitada. dias. As famílias precisam ter seu sustento proveniente do trabalho e não de FAMÍLIA COMO NÚCLEO assistencialismo. DA SOCIEDADE Devemos reconstruir a família nos TRABALHO DE RESGATE moldes e padrões bíblicos. Precisamos Resgatar a dignidade da criança, preservar o conceito de família como do adolescente e dos jovens, adultos e base da sociedade, com uma estrutura idosos. Resgatar a vida em família com sólida de respeito à maternidade, à pa- diálogo, convívio, distribuição de tarefas e responsabilidades. Resgatar o respeito ternidade e à fraternidade. Precisamos, como povo de Deus que mútuo. Todos se respeitando e estabesomos, voltar a influenciar o mundo para lecendo a hierarquia natural. Resgatar que readquira os padrões oriundos dos o desempenho do homem como proveensinos do Senhor Deus e não permi- dor, moral e material no seio da família. tirmos que nossas famílias tenham os Promover a participação de todos com bons costumes corrompidos por arautos direito a defender opiniões e explicar do caos social. decisões.
Paulo Roberto Sória
pastor da Igreja Evangélica Batista em Moema - SP
RESGATE ECONÔMICO Resgatar a vida financeira e econômica restabelecendo o crédito financeiro, moral e social. Sem inadimplência, sem contrair dívidas desnecessárias e cuidando da administração doméstica, sem desperdícios e sem supérfluos. Valorizar os bens no seu justo valor. Não criar necessidades nem se deixar levar pelo consumismo ou pelas tendências. Todos, no lar, precisam ter consciência do quê podem ter, e que, querer nem sempre é poder.
TRABALHO IMEDIATO Comece agora a reunir sua família e a propor mudanças. Comece explicando a necessidade de estarem unidos, se entendendo e convivendo. Mostre o valor da família, o respeito uns para com os outros e a necessidade de interdependência. Orem juntos compartilhando anseios e desafios. Promova a soberania de Cristo em sua vida e em sua família. Que Deus abençoe seu lar e sua família. n
MISSÕES NACIONAIS
O JORNAL BATISTA Domingo, 04/04/21
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Trabalho missionário avança no Sul do país O estado do Rio Grande do Sul, no Sul do Brasil, tem sido abençoado por meio do trabalho das radicais Anita Leite Lima e Luciene Silva. Ambas atuam em Vila Vargas, um bairro do município de Sapucaia do Sul, onde realizam atividades com crianças, como contação de histórias, memorização de versículos bíblicos, cânticos e evangelização. Com os adultos, o foco do trabalho está na oração e no estudo da Palavra, o que já acontecia antes da pandemia, mas não parou, apesar do isolamento social. Os encontros passaram a ser virtuais, tanto de forma individual quanto em grupo, e, assim, puderam continuar os momentos de oração e de estudo. Além disso, algumas famílias da comunidade local são atendidas com doação de roupa e cestas básicas, e também podem contar com aconselhamento com as missionárias, que se colocam à disposição para ajudar. Outra ação desenvolvida pelas missionárias é a caminhada de oração pelas ruas do bairro, seguindo os protocolos de cuidado durante este tempo. As radicais, que fazem parte do Projeto de Plantação de Igrejas, têm como objetivo ganhar almas para Jesus e discipular e acompanhar cada uma dessas vidas, para que também se tornem discipuladoras do Reino de Deus. “Nosso sonho é ver as pessoas multiplicando a Palavra de Deus através da compaixão e da graça, e praticando os princípios bíblicos aprendi-
dos”, comenta Anita. O pastor Walter Azevedo, coordenador de Plantação de Igrejas Multiplicadoras no Sul do Brasil, se alegra com o que Deus já tem feito na região. “O Projeto Radical Sul tem avançado e mul-
tiplicado discípulos do Senhor Jesus. A visão de Igreja Multiplicadora tem sido desenvolvida e implementada pelos Radicais. Mesmo em meio a pandemia, têm acontecido ações de compaixão e graça, formação de líderes e relacionamentos
discipuladores, sempre respeitando os protocolos de segurança sanitária”, relata o pastor, que desafia todos a se tornarem Radicais! Louvamos o Senhor pelos Radicais Sul e pelo pastor Walter Azevedo! n
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O JORNAL BATISTA Domingo, 04/04/21
JBB
O JORNAL BATISTA Domingo, 04/04/21
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Carta aos líderes de Juventudes De fé em fé Amnom Lopes
Juventude Batista Brasileira
“Estejam vigilantes. Permaneçam firmes na fé. Sejam corajosos. Sejam fortes” (I Co 16.13). Fala, galera! O que podemos dizer depois de enfrentarmos um ano de pandemia? Já se passaram 12 meses desde que tudo isso começou aqui em nosso país. Um ano de lutas, tristezas e perdas em uma realidade que, com certeza, não estávamos preparados para enfrentar. Mas a vida é assim mesmo. Não sabemos o que pode vir, e por isso, nunca estamos tão preparados quanto gostaríamos, mas precisamos seguir sempre adiante, com a lembrança de que Jesus está conosco todos os dias. Assim, quero, de alguma forma, trazer conforto ao seu coração e encorajá-lo a prosseguir apesar de todas as dificuldades que ainda enfrentaremos. Paulo nos lembra, em uma de suas cartas aos Coríntios, que “não vivemos pelo que vemos, mas pela fé”, e é nessa certeza que quero refletir com vocês sobre um caminho que se dá de “fé em fé”. No exercício da liderança é comum passarmos por altos e baixos. Isso acontece porque somos humanos e nossas emoções variam conforme o que enfrentamos em nossos dias. Então, não se cobre tanto se estiver passando por
momentos difíceis. O desânimo bate à porta de qualquer um e temos visto muitos líderes desistirem da caminhada por causa do cansaço excessivo. Não podemos medir nossa liderança pela quantidade de coisas, ou a velocidade em que nossas ações acontecem, sobretudo em tempos como este. Não é pelo muito, nem pelo pouco, mas, principalmente, pela consistência do que precisa ser feito. Liderar, para nós, é um ato de fé. Não é apenas técnica ou função. É ministério. Então vamos juntos neste entendimento. A fé é o combustível que nos faz seguir o rastro da nossa Esperança. Se a esperança está para o futuro, posso dizer que a fé está para o presente. E o que me impulsiona a percorrer o trajeto para o que almejo é a certeza do que vou encontrar “lá na frente”. Por isso para nós, a fé é mais que uma simples crença. É, na verdade, um vislumbre do futuro no agora. De maneira ainda mais específica, como nossa Esperança está no eterno, a fé é que nos move hoje a vivermos para a eternidade. Pelo que você está construindo, a esperança não pode ser produto da fé, porque pelo texto, a fé só existe porque há uma esperança. A fé seria a esperança pelo futuro vivida no presente, então, nesse caso, a fé é produto da esperança e a esperança é combustível para a fé. As circunstâncias terrenas passam a não ditar todas as
regras, justamente porque “não vivemos pelo que vemos, mas pelo que cremos”. Nossa certeza não está nas notícias dos jornais, nas fake news, nem no que blogueiros e youtubers afirmam. Nossa esperança está no Eterno e, através da nossa fé, nos movemos para Ele. Pensando neste sentido em que fé e esperança se alimentam, talvez o seu tanque esteja vazio porque a sua esperança está nas coisas erradas. De um mesmo modo, quero alertar você para que não perca de vez a sua fé. Dúvidas fazem parte da trajetória. Passar por desânimo não é falta de fé. Podemos lembrar de Elias, um dos grandes profetas, que enfrentou os profetas de Baal e os venceu, mas que em seguida se recolheu de medo por causa de uma ameaça. Se até Elias passou por momentos de dúvida e medo, que dirá nós, pelo que podemos passar. Entretanto, é fato que o desânimo demasiado pode sim levar a desesperança e a uma total falta de fé. Não deixe que isso aconteça. Faça uma autorreflexão e perceba em si o que precisa mudar. Lembre-se sempre que você não está sozinho. Jesus está com a gente. Ele é a nossa esperança. E Ele envia os amigos para nos ajudarem na caminhada. Por último, preciso lhe encorajar a não fugir de sua responsabilidade. Nesse ponto que fica tudo mais interessante,
É sexta, o Domingo está chegando Amnom Lopes
Juventude Batista Brasileira
Tudo tão confuso. Tanta tristeza, medo e solidão. Sobram incertezas,
Falta Esperança. Dias sombrios. Mas não se preocupe, É sexta-feira. O Domingo está chegando.
Sábado é Silêncio Amnom Lopes
Juventude Batista Brasileira
Quanto desespero. Sofrimento que não cessa. A noite mais escura,
Corações vazios. Onde está a Esperança? Esse silêncio ... É ensurdecedor! - O mal venceu? - Calma. Vai passar. Hoje é sábado. O domingo está chegando.
porque precisamos ser cuidadosos, e se, por vezes, precisamos que injetem uma carga de fé e esperança em nós, não podemos esquecer, que precisamos ser a fé e a esperança daqueles que estão descrentes. Essa é nossa vida. Mutualidade. Como cristãos, e objetivamente, como líderes, na mesma medida que precisamos de ajuda, precisamos ajudar aos que estão ao nosso redor. Na Bíblia temos muitos exemplos disso acontecendo. O relato que mais gosto é daqueles quatro amigos levando um paralítico até Jesus. Eles enfrentam obstáculos, escalam uma casa e abrem o telhado alheio para que seu amigo tivesse um tempo com Jesus. No final, o mestre contempla a fé, mas a fé de quem? Sim, a fé dos amigos. Eles creram pelo amigo que não acreditava mais. Que sejamos esses amigos para aqueles que precisam também. Finalizando este escrito, quero terminar com um poema popular que diz assim: “Pra se manter em pé, Pra se manter em paz, Um pouco mais de fé nunca é demais”. No nosso servir e no nosso viver é a fé que faz acontecer. Que Deus possa renovar a sua Esperança. Que sua fé esteja viva. Que você seja a fé e a esperança daqueles que estão passando pela desesperança! Precisando de algo, mande uma mensagem para nós. Queremos te ajudar. Que Jesus seja sempre a nossa razão. n
Domingo é Esperança Amnom Lopes
Juventude Batista Brasileira
Diante do caos, Do silêncio, Da escuridão, A esperança renasce! Suas promessas? São sempre cumpridas. Irrompe na noite, A Luz do alvorecer O grito silencioso Do mundo Ecoou à eternidade.
O que estava morto, Ressuscitou! E por isso, O amanhã renasce. Por isso, Existe Esperança. - Por que está abatida, Oh minh’alma? - Hoje é domingo. Ele está vivo!
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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
O JORNAL BATISTA Domingo, 04/04/21
Ordem dos pastores de Minas Gerais realiza encontro de pastores e esposas Temas abordaram crescimento espiritual e amadurecimento da relação conjugal.
Ilimani Rodrigues e Kátia Brito
jornalistas da Convenção Batista Mineira
Entre os dias 11 e 14 de março, no Resort Tauá, em Caeté, região metropolitana de Belo Horizonte, aconteceu o Encontro de pastores e esposas, promovido pela Ordem dos Pastores Batistas de Minas Gerais. O Preletor foi o pastor Sebastião Arsênio da Silva, da Igreja Batista da Esplanada em Governador Valadares-MG, abordando temas para o crescimento espiritual e amadurecimento da relação conjugal. Outros momentos importantes do encontro foram os devocionais, louvores e também os momentos reservados para o lazer e comunhão. “Tivemos conosco cerca de 60 casais de várias partes do estado e foi um momento muito edificante para a vida conjugal dos pastores e suas esposas”, afirma o pastor Renê Toledo, diretor-executivo da OPBB em Minas Gerais. Segundo o pastor José Angêlo, da
Igreja Batisa da Esplanada em Governador Valadares-MG e Coordenador da Associação Batista Central Riodocense (ABACERD), apesar do momento delicado que todos estão vivendo, em razão da pandemia, “tivemos a oportunidade de renovar nossas energias e recarregar nossas baterias. Passamos dias inesquecíveis de comunhão, crescimento espiritual e aprendizado no relacionamento conjugal”, comentou. O pastor Demétrio Basílio, da Igreja Batista Memorial de
Belo Horizonte-MG destaca o valor das mensagens e da comunhão: “As mensagens foram profundas e repleta de conselhos que mexem com a gente. Eu e minha esposa nos sentimos gratos por viver esse tempo com os irmãos!”. O tempo exclusivo com a esposa e família foi ressaltado por alguns dos participantes, como o pastor Túlio Toledo, presidente da OPBB-MG, Subseção ABC: “Foi uma experiência única e maravilhosa! Conversarmos e oramos juntos e para nossa filha de seis anos foi muito bom; a estrutura e o cuidado oferecido a ela foi maravilhoso! Nossa gratidão em usar a ordem para abençoar nossas vidas!”. Para o pastor Edson Dutra, da Primeira Igreja Batista em Sete Lagoas-MG foi uma oportunidade de estar mais perto da família: “Foi tempo de descanso, lazer e aprendizado e ainda tive oportunidade de curtir meus netos! Agradeço a ordem dos pastores por promover este encontro”. A irmã Marly leite, presidente da As-
sociação de Esposas de Pastores Batistas da Associação Batista Central (ABC) e esposa do pastor Ozirmar Leite, coordenador da ABC, agradece a ordem pela “oportunidade de conceder aos pastores e esposas bons momentos que nos alegram a alma. Como esposa de pastor e presidente da Associação quero incentivar às Igrejas que enviem ao próximo retiro o seu pastor e a esposa”. Segundo o pastor Marcio Santos, diretor-executivo da Convenção Batista Mineira (CBM), que estava presente no encontro ao lado da sua esposa Marselle Karolina, esses dias foram fundamentais para “o desenvolvimento do ministério pastoral, pois um casamento saudável biblicamente colabora para o crescimento pessoal e ministerial dos pastores e também de suas esposas, que servem junto aos seus maridos e no ministério que Deus as confiou. A Ordem dos Pastores Batistas de Minas Gerais, na pessoa do pastor Renê está de parabéns pelo belíssimo encontro”, encerra. n
Executivo e gerente de Missões da Convenção Batista Alagoana viajam ao agreste e sertão do estado Viagem faz parte do planejamento da CBAL para 2021. João Vitor Leite
auxiliar de Comunicação da Convenção Batista Alagoana
No dia 12 de março, a Convenção Batista Alagoana (CBAL), através de seu gerente-executivo, pastor Djalma Inoue, e o gerente de Missões estaduais, pastor José Benzeval, esteve em visita a várias cidades do sertão. A visita foi realizada para conhecer novos trabalhos, registrar depoimentos para a composição do material da Campanha de Missões Estaduais 2021, dar suporte aos obreiros e pastores da região, na área pessoal e ministerial; bem como entregar materiais para auxiliar o desenvolvimento das Igrejas e Congregações. Foram entregues materiais para evangelismo e uma revista com 52 lições para um ano de estudo na Escola Bíblica Dominical. A equipe também foi composta por Lucas Santos, membro da diretoria da CBAL e responsável pelas gravações em vídeo, e o irmão João Vitor Leite, auxiliar de Comunicação da Convenção, que elabora
o roteiro das atividades para preparar a Campanha de Missões. Arapiraca O primeiro destino da viagem foi a cidade de Arapiraca, onde a comitiva visitou Luciano Brito, pastor da Igreja Batista Betel em Arapiraca. Durante a visita foi realizada a entrega de materiais para evangelismo e revistas para a EBD. Foram realizadas gravações em vídeo, onde o pastor mostrou os imensos desafios daquela cidade, que hoje conta com cerca de 230 mil habitantes, apenas uma Igreja Batista e algumas Congregações. Batalha Seguindo viagem, o segundo destino foi a cidade de Batalha, já no sertão de Alagoas. A Igreja Batista em Batalha e seu pastor Ubaldo Sena e sua família receberam a visita da equipe da CBAL. Após um delicioso bate papo fomos para a Igreja para realizar as gravações em vídeo e a entrega de materiais para evangelismo e EBD.
São José da Tapera O terceiro destino foi a cidade de São José da Tapera, onde foi visitada a Primeira Igreja Batista da cidade e seu pastor, Josias Alves. Foram entregues também os materiais para evangelismo e as revistas para a EBD. O pastor compartilhou os desafios que têm enfrentado na região e que, mesmo diante da pandemia, Deus tem realizado proezas; pela graça do Senhor iniciaram a construção da casa pastoral, que está em fase avançada.
Delmiro Gouveia O quarto e último destino da viagem foi a cidade de Delmiro Gouveia. O pastor Alecsandro Nogueira, recebeu a equipe na sede da Primeira Igreja Batista da cidade; além disso, a Congregação no Povoado Rabeca também fez parte do roteiro. A Congregação é liderada pela irmão Simeão e já conta com 80 membros e congregados. O pastor Sandro, como é conhecido, tem feito um excelente trabalho em Delmiro Gouveia. A Igreja construiu, junto com a Congregação local, um lindo templo no Povoado de Rabeca, que em dias de festa e congresso já recebeu 200 pessoas. A viagem fez parte da programação da Convenção Batista Alagoana para o ano de 2021, que pretende visitar todas as regiões do estado. É importante observar que a viagem seguiu todos os protocolos de segurança sanitárias, para a não proliferação do novo coronavírus e foi muito proveitosa. n
MISSÕES MUNDIAIS
O JORNAL BATISTA Domingo, 04/04/21
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Viver o poder de transformar em meio ao drama de uma guerra Pr. Caleb, Rebeca & Ismael Mubarak ( مُكْيَلَعَو ُمالَّسلاPaz seja convosco!) Há exatos 10 anos começava o maior drama humanitário já vivido pelo povo da Síria na História Moderna. Com danos colossais às casas, escolas, hospitais e diversas outras infraestruturas, grande parte daquele país foi destruído pelos infinitos combates. Sanções internacionais e uma onda de infecções por COVID tornaram a vida ainda mais difícil para muitas famílias cansadas daquele infindável estado de guerra. NÚMEROS CATASTRÓFICOS De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), o ocorrido na Síria é “o pior desastre causado pelo homem desde a Segunda Guerra Mundial”. São 9,3 milhões de sírios que sofrem de insegurança alimentar e aproximadamente 4,5 milhões de crianças passam fome no país. Os sírios representam um terço de todos os refugiados em todo o mundo. De acordo com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), 80% dos refugiados sírios vivem abaixo da linha da pobreza, com acesso limitado a serviços básicos, educação ou oportunidades de emprego. Pelo menos 5,5 milhões de refugiados vivem nos países vizinhos: Iraque, Turquia, Jordânia, Líbano e Egito - e na Síria, 6 milhões de pessoas estão deslocadas internamente. NÚMEROS DE TRANSFORMAÇÃO Desde que o drama sírio se iniciou em 2011, Missões Mundiais já contava com missionários naquela região, inclusive nós. Bastava ligar a TV ou ler um jornal local para perceber o quanto os refugiados sírios que chegavam aos diferentes países da região do MENA (Oriente Médio e Norte da África) precisavam ter sua esperança renovada. Me lembro de passar em frente à prefeitura de nossa cidade, num país do Norte da África e ver um amontoado de gente ali com roupas diferentes e um dialeto que me soava muito peculiar. Me aproximei e percebi que eram sírios. Eles estavam a milhares de quilômetros de sua terra, mas, ao me ouvir falar com eles num dialeto muito próximo ao deles, alguns homens disseram: aqui está quem poderá nos ajudar! Na verdade, não os ajudei muito senão como intérprete em algumas situações específicas. E aquele sentimento de impotência não nos deixava dormir. Até que convidados por nossa coordenação, fomos direcionados novamente ao Oriente Médio, onde estaríamos mais perto dos sírios.
Outros de nossos companheiros de missão, já instalados nos países vizinhos à Síria, igualmente se empenharam em ajudar aquelas pessoas tão necessitadas. Surgiria nos anos seguintes os projetos Esperança aos Refugiados e também a Tenda de Brincar. Ambos, até hoje, fazem uma grande diferença entre os sírios. A Tenda tem abençoado centenas de crianças numa das zonas mais complexas em termos de vítimas do terror causado por grupos extremistas como o Estado Islâmico. Já o Esperança aos Refugiados, com excessivas doses de amor e cuidado, já viu surgir uma pequena, porém, sedenta comunidade de
novos discípulos de Jesus, os quais não caminhavam lado a lado ao Messias se não fosse pelo caos que vieram a sofrer com a guerra. Louvamos a Deus pela oportunidade de voltarmos ao Oriente Médio e fazermos algo em prol dos refugiados sírios. Como você que nos acompanha já sabe, enquanto ainda aguardamos a finalização do processo de adoção de nosso filhinho Ismael, desde 2015 levamos caravanas de voluntários a três diferentes países daquela região. Quase 200 voluntários (brasileiros, chilenos e argentinos) estiveram conosco servindo por meio da saúde,
educação, beleza, esporte e recreação, a milhares de refugiados naqueles três países. Nosso maior desejo, hoje, é poder, em breve, regressar para lá como família e, assim, seguirmos vivendo o poder de transformar entre o povo sírio refugiado. Essa tem sido nossa oração, há exatos 10 anos, quando aquela guerra teve seu início ilógico e desastroso. ( مالَّسPaz) Vivendo o poder de transformar no mundo árabe ( )مُكْيَلَعَو ُمالَّسلاn
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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA
O JORNAL BATISTA Domingo, 04/04/21
CB do Espírito Santo promove a Conferência “Eu, Discípulo” Cerca de 500 pessoas participaram da programação.
Comunicação CBEES “Por anos o bastão da fé tem sido passado de geração a geração. E nós, vamos passar este bastão para quem?” (pastor Roberto Silvado). Abordando o tema relevante e atemporal de discipulado, a Conferência “Eu, Discípulo”, organizada pela Convenção Batista do Estado do Espírito Santo (CBEES), procurou ser mais do que uma breve inspiração. A visão foi nutrir um movimento de Igrejas, pastores e líderes que intencionalmente fazem discípulos. E a iniciativa se provou eficaz. No dia 13 de março, cerca de 500 pessoas - pastores de norte a sul do estado, missionários, líderes de união feminina e masculina, juventude e membros de Igrejas, além de representantes de mais nove estados - foram impactadas e incentivadas a cumprirem o propósito de todo discípulo de Jesus: fazer mais discípulos. Com o foco em pontos que fazem parte do planejamento estratégico da
CBEES, o programa foi transmitido pelo YouTube e Facebook da CBEES, com plenárias e salas simultâneas de grupos estratégicos: Crianças; Pré-adolescentes, Adolescentes; Jovens; Terceira Idade; Líderes de Pequenos Grupos (células) e Não crentes e Novos crentes; Pastores iniciantes no Discipulado e Pastores veteranos. A palavra do pastor Roberto Silvado, na primeira plenária, trouxe reflexões para os cristãos mais maduros na fé, como a importância de garantir que a tocha da fé celestial seja transmitida sem se apagar de uma geração para outra e que discipulado tem que ser um estilo de vida no qual todos os discípulos
de Jesus se envolvem. “Existe um propósito maior que permanece através das gerações! Ativismo nem sempre significa ir ao destino certo. As perguntas certas a serem feitas são: quantos e que tipo de discípulos estamos construindo com a nossa vida? Que tipo de impacto a sua vida terá na eternidade? As nossas Igrejas têm feito discípulos fiéis? Façamos discípulos que farão discípulos para que as próximas gerações sirvam ao Deus Altíssimo, pois desejamos que as próximas gerações levem as seguintes a Cristo”, disse o pastor Roberto Silvado. Na segunda plenária, o pastor Sidney Costa ressaltou que somos transforma-
dos para viver a missão de Deus, dada pela Trindade aos discípulos. Ao longo da História, os cristãos abraçaram problemas institucionais e acabaram por perder de vista a missão de fazer discípulos, que não se resume a um programa institucional, mas a viver e entender que todos os minutos de nossas vidas somos discípulos de Cristo, pois Ele mora em nós. A conferência teve tradução simultânea em Libras e foi conduzida pela coordenadora do Ministério de Educação Cristã da CBEES, Gilciane Abreu, e o coordenador de Missões Mundiais, pastor Fábio Daniel. Os louvores foram entoados pelo ministério de adolescentes da Igreja Batista de Itaparica, Vila Velha. Acesse: www.batistas.es/discipulado e assista à conferência e o programa de discipulado com recurso para pequenos grupos, produzido em formato PDF, de forma simples, fundamentada no Evangelho e que compreende várias etapas da Igreja local. n
Núcleo Social de Diadema, da CB Pioneira, trabalha para minimizar efeitos da pandemia nas famílias Instituição também fez melhorias em suas áreas de trabalho. Simone Heimann Almeida
diretora do Núcleo Social de Diadema - SP e coordenadora da Junta de Serviço Social da Convenção Batista Pioneira do Sul do Brasil
A pandemia vulnerabilizou ainda mais a comunidade que atendemos e deixou evidente a fragilidade das famílias, bem como das crianças e adolescentes que, além das dificuldades materiais que a falta de empregos gerou, especialmente os informais “bicos”, estão, neste momento, mais expostos à violência doméstica, aos abusos e às crises emocionais, como ansiedade e depressão. O Núcleo tem trabalhado, com sua equipe, atendendo essas famílias através de ligações telefônicas e das mídias sociais, levando as atividades e ensino bíblico até os lares dos atendidos. Além disso, tem suprido as necessidades das famílias com alimentos e produtos de higiene. Necessidades especiais, como: aconselhamento,
orientações, compra de medicamentos e outras, também têm sido realizadas pela instituição. A gratidão das crianças e seus familiares é nítida. Regularmente recebemos mensagens e ligações agradecendo o atendimento e cuidado com as famílias neste momento atípico. Compartilhamos duas das mensagens recebidas: “O Núcleo, pra mim, é como uma família; é meu apoio neste momento e sempre. Sempre cuidou bem da minha
filha, que ama o Projeto. Sempre me ajudou em vários procedimentos médicos e agora, na pandemia, descobri uma leucemia. O Projeto está me ajudando, pois, o tratamento que faço é muito longe e o processo de quimioterapia me deixa muito fraca. O projeto está me acompanhando e também disponibiliza um carro para me levar nos atendimentos médicos. Como não tenho familiar próximo, o Núcleo se tornou a minha família. Também agradeço os alimentos que recebo sempre e as orações, confio em Deus que vou vencer” (Mensagem de Luiza Quintiliano Alves, de 38 anos, mãe da atendida Heloiza Mariana Alves dos Santos, de 10 anos). “Tias e tios, agradeço por tudo que fizeram por mim, pela minha irmã e pela minha família. Vocês ajudaram muito nos momentos difíceis; agradeço também pela cesta básica, porque no dia que vocês trouxeram, nós estávamos sem comida em casa. Então, agradeço muito a vocês. Muito obrigado Tabea, por tudo que vocês já fizeram por mim
e por outras crianças. Obrigado por me aproximarem de Deus e me ensinarem coisas que eu vou levar pra vida inteira. Amo vocês de todo o meu coração. Um beijo!” (Mensagem da Jennefer Sabrina da Silva. de 11 anos) Além de todo o atendimento na área social e espiritual, como Instituição, utilizamos esse período de distanciamento social para realizar reformas e melhorias em nosso espaço físico. Pintura de vários ambientes, manutenções e limpezas foram realizadas enquanto o espaço estava ocioso. Somos imensamente gratos a Deus pelo sustento e proteção. Durante o ano conseguimos atender, regularmente, 183 famílias, cerca de 750 crianças, adolescentes, jovens e adultos. E, embora muitos de nossa equipe tenham contraído a COVID-19, todos se recuperam e continuam se dedicando à missão da Instituição. Somos gratos por todas as doações, apoio, orações, voluntariado e parcerias. Muito obrigada! n
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PONTO DE VISTA
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Jesus Cristo no livro de Atos João Reinaldo Purin pastor
Geralmente tem se dito que o livro de Atos é o Evangelho do Espírito Santo. Pretendo, entretanto, demonstrar que a pessoa de Jesus Cristo continuou atuante na Sua Igreja, e cumpriu, assim, a Sua promessa de que estaria com os seus, “todos os dias até a consumação dos séculos”. De maneira nenhuma menosprezo a atuação poderosa do Espírito Santo a partir da sua vinda ao mundo no dia de Pentecostes, que veio para ficar conosco para sempre (João 14.16). Vejamos os fatos: conforme o historiador Lucas, a respeito do seu Evangelho “Fiz o meu primeiro livro a respeito de tudo o que Jesus começou tanto a fazer como a ensinar, até ao dia em que foi elevado aos céus” (At 1.1,2). O trabalho iniciado no seu Evangelho é continuado em Atos. Em ambos, Jesus Cristo é o grande Personagem que permanece presente e atuante entre os Seus seguidores. O grande propósito de Atos é demonstrar a continuação do trabalho iniciado por Jesus Cristo é continuado por todos os fatos narrados, e pela afirmação dos próprios apóstolos. Palavras de Pedro em seu sermão no dia de Pentecostes: “E foi a esse Jesus que Deus ressuscitou; e cada um de nós aqui é testemunha disso. Depois de ser elevado às alturas e sentar-se à direita de Deus, ele recebeu a promessa do Espírito Santo da parte do Pai e derramou o Espírito
Santo que recebeu. É isso que vocês estão vendo e ouvindo” (At 2.32,33). E quando na cura do coxo à porta Formosa do Templo, Pedro diz: “Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda”. Isto quer dizer que foi Jesus mesmo quem curou o coxo (Atos 3.6). Mais tarde, Jesus aparece a Estêvão, o primeiro mártir do Cristianismo, ao ser apedrejado e para encorajá-lo; quando, nos últimos suspiros, tem uma visão da Sua glória, Jesus lhe garante o bom acolhimento na entrada celestial. Diz o texto: “Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, com os olhos fixos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus em pé à direita de Deus, e disse: Vejo o céu aberto, e o Filho do homem em pé, à direita de Deus” (Atos 7.55-60). Mais à frente, Jesus detém Saulo no meio da sua carreira hostil de perseguir e exterminar os crentes, quando diz: “Eu sou Jesus a quem persegues...” (Atos 9.4-6), e o envia a Ananias a batizá-lo e dar os primeiros passos no preparo para a sua missão (Atos 9.10): “o Senhor lhe disse: Vai, porque ele é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome perante os gentios, reis e israelitas; pois eu lhe mostrarei quanto lhe é necessário sofrer pelo meu nome” (At 9.16). Depois, Jesus toma sobre Si a missão de instruir Saulo nas verdades do Evangelho, preparando-o para o trabalho para o qual o chama. Paulo diz, em Gálatas 1.12, que recebeu instruções por meio de revelação diretamente de Jesus Cristo. Isto, por certo teria sido durante
os três anos que permaneceu na Arábia (Gálatas 1.17). Em outra oportunidade, Jesus se apresenta a Cornélio em forma de “um homem com vestiduras resplandecentes” que ordena a chamar Pedro, o qual por meio de uma visão antecipa as objeções que surgiriam no seu ânimo (Atos 10.30 e ss). Assim faz com que sejam quebradas as barreiras entre judeus e gentios. Depois da perseguição em Jerusalém, quando alguns crentes chegaram a Antioquia para pregar aos gentios, “a mão do Senhor era com eles e um grande número creu e se converteu ao Senhor” (Atos 11.21). Foi ali “que os discípulos pela primeira vez foram chamados cristãos” (At 11.26b). Em seguida, quando Paulo e Barnabé foram enviados em sua primeira viagem missionária era o Senhor “que dava testemunho à palavra de sua graça, concedendo que se fizessem, por suas mãos, prodígios e milagres” (Atos 14.3). Foi Jesus que, por uma visão, em Trôade, conduziu o apóstolo para a Europa (Atos 16.9); em seguida, abriu o coração de Lídia, quando Paulo lhe pregou à beira do rio, em Filipos. “O Senhor lhe abriu o coração para acolher as coisas que Paulo dizia”. (At 16.14). Prosseguindo, em sua segunda viagem missionária, Jesus apareceu a Paulo em Corinto, animando-o a perseverar, quando, “de noite, o Senhor disse em visão a Paulo: Não temas! Mas fala e não te cales. Porque estou contigo e ninguém te atacará para te fazer mal
algum, pois tenho muita gente nesta cidade”. (At 18.9). Outra vez ele aparece a Paulo, agora na fortaleza de Jerusalém, com a promessa de que ele haveria de testemunhar igualmente em Roma. “Na noite seguinte, o Senhor lhe apareceu e disse: Sê corajoso! Como deste testemunho de mim em Jerusalém, assim é necessário que o dês também em Roma” (At 23.11). Na viagem para lá enviou seu anjo, antes do navio naufragar, para lhe garantir que todos a bordo escapariam com vida (Atos 27.23,24). Assim cumpriu a promessa que lhe tinha feito em Jerusalém, dando lhe oportunidade de pregar durante dois anos em sua casa alugada na cidade de Roma. “Paulo morou durante dois anos inteiros na casa que havia alugado e recebia todos que o visitavam, pregando o reino de Deus e ensinando as coisas concernentes ao Senhor Jesus Cristo, com toda a liberdade, sem impedimento algum” (At 28.30,31). Do princípio ao fim de Atos (cuja narrativa não tem o seu final) é o trabalho de Jesus, por Sua agência do Reino de Deus, a Igreja, que está aqui registrado, e não apenas nos Atos dos Apóstolos, mas continuou através dos séculos e para sempre. Assim Jesus, que prometeu que estaria com os Seus, durante todos os dias, está evidenciado nos relatos de Lucas e, por certo, até os dias atuais monitora os trabalhos dos seus discípulos com a garantia de que estaria eles “todos os dias, até o final dos tempos” (Mateus 28.30). n
PONTO DE VISTA
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A missão de salvar Jeferson Cristianini
pastor, colaborador de OJB
Meu filho sempre gostou do filme “Carros”, da Pixar. Assistiu centenas de vezes os filmes da série. Algumas falas dos personagens eu até decorei. Os filmes da Pixar são repletos de detalhes e o roteiro é sempre incrível. Após enjoar do filme, meu filho descobriu o filme “Aviões” dos mesmos criadores, e assistiu muitas vezes. A história de superação do personagem central, o Dusty Voorasante, é muito interessante. Além de ter uma boa dose de ensino sobre a busca pelo sonho, meu filho e eu sempre torcemos para que o Dusty vença e supere os oponentes que agem com maldade nas competições. O filme mostra como Dusty, um avião de pulverização de lavouras, que voa baixo, pode alcançar as nuvens e superar o medo de voar mais alto. O filme traz a proposta de superarmos nossos medos para desfrutarmos de novas experiências e desafios. Enquanto o medo paralisa, o sonho nos move na direção da superação. Dia desses assisti com meu filho o filme “Aviões 2 - Heróis do fogo ao resgate”, continuação do filme “Aviões”. O enredo do filme é para enaltecer os bombeiros brigadistas, que apagam o fogo da floresta em chamas. A ideia, na
minha opinião, foi incrível, pois, eleva o valor dos bombeiros no sentido de salvar a natureza e, consequentemente, a vida. As falas dos personagens são fantásticas e marcantes, e o personagem principal é o avião Dusty Voorasnte, que, desde o primeiro filme, era um avião de pulverização de plantações que se tornou o mais veloz na corrida de aviões (se não assistiu o primeiro, assista). Dusty queria fazer parte da corporação dos bombeiros e precisava aprender como ser um avião que ajudasse nas queimadas das florestas e sua função era trabalhar de maneira coordenada com as demais aeronaves, liberando água para apagar o fogo. Blade era a aeronave que supervisionava Dusty, e em um determinado momento, em que Dusty queria desistir, Blade disse uma frase que mexeu comigo: “Se desistir agora, não salvarás vidas amanhã”. Imediatamente lembrei de vários versos bíblicos. Lembrei-me da fala cheia de blasfêmia das pessoas que passavam perto da cruz de Jesus e diziam para Ele descer. As palavras malignas eram idênticas as do tentador no deserto: “Se és Filho de Deus, desce da cruz” (Mateus 27.40). O escárnio e blasfêmia ao pedir que Jesus descesse da cruz também estava nos lábios dos principais sacerdotes, escribas e anciãos (Mateus 27.41-42). Eles também pediam que Je-
sus deixasse a cruz, mas Ele, fiel a Deus Pai, permaneceu na cruz para vencer a morte e nos dar vida e assim se tornar o Salvador da humanidade. Jesus veio com a missão de salvar e resgatar o homem de seu estado de rebelião e pecado contra Deus e, assim, fazer a reconciliação. Jesus disse que veio salvar “os doentes e para os sãos”, pois veio “chamar os pecadores” ao arrependimento (cf. Marcos 2.17/ Mateus 9.12). Jesus disse de si mesmo assim: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido” (Lc 19.10). A missão de Jesus é salvar os perdidos, e nós, que seguimos o Mestre, devemos atuar na missão de salvar vidas. Jesus veio para salvar e nós devemos dar sequência nessa missão, afinal de contas, a Igreja recebeu a missão de divulgar o Evangelho. Os discípulos de Jesus receberam o “ministério da reconciliação”, e dessa forma, somos considerados “embaixadores de Cristo” (II Coríntios 5.18-21). Temos a vocação de exalar o “bom perfume de Cristo” (II Coríntios 2.15). Os discípulos de Jesus têm a missão de ser sal e luz da terra e atuar para que mais pessoas sejam salvas por Deus por meio do sacrifício de Jesus (cf. Mateus 13 a 16). Além do filme ser um excelente entretenimento, traz uma mensagem de superação e busca pelo sonho, e nesse
segundo filme uma dose de emergência de salvação da floresta e as vidas que estavam em perigo. Da mesma forma que o desenho apresenta a emergência da floresta em chamas, podemos fazer um paralelo que o nosso mundo está um caos e precisamos cumprir nossa missão. João, o evangelista diz que o “mundo jaz no maligno” (I João 5.19) e o apóstolo Paulo diz que os incrédulos estão cegos pela atuação maligna (II Coríntios 4.3-6). As pessoas estão em trevas, mergulhadas em pecados, cegas para ver a glória de Deus, e nós, como filhos de Deus, que conhecemos e desfrutamos da salvação, precisamos ter a consciência de nossa vocação-missão de buscar os perdidos. O mundo está em colapso um caos, e nós somos chamados a ser os salva-vidas que apagam o fogo e que lançam a boia para os que se afogam. A frase do Blade me marcou e ainda ecoa em minha mente: “Se desistir agora, não salvarás vidas amanhã”. Não desistamos de nossa missão, pois, o futuro eterno das pessoas que nos cercam depende de nossa atuação e da propagação da mensagem do Evangelho. Seja luz! Salgue a vida com o tempero do amor de Deus! Exale o perfume de Jesus. Atue para salvar vidas preciosas. Não vamos desistir de nossa vocação-missão. O mundo espera nossa atuação. n