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OJB EDIÇÃO 03 - ANO 2021

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ANO CXX EDIÇÃO 03 DOMINGO, 17.01.2021

R$ 3.20 ISSN 1679-0189 ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA

FUNDADO EM 1901

Solidários no Brasil e no mundo

Trabalho dos Batistas brasileiros tem feito a diferença para muitas pessoas. Em Minas Gerais, Convenção Batista Mineira atendeu mais de 13 mil pessoas através da sua Gerência de Ação Social. No Sul do país, o trabalho de Missões Nacionais através do PGM, alcançou um imigrante haitiano. E o trabalho de missionários no Quênia e em Roma levou ajuda a quem mais precisa. Coluna Dicas da Igreja Legal

Notícias do Brasil Batista

Notícias do Brasil Batista

Notícias do Brasil Batista

Ministro Religioso x Previdência Social

Parte da nossa história

Novos livros no mercado

Conheça a trajetória do fundador de OJB

Colaborador de OJB e ex-aluno do Seminário do Sul lançam livros

Relembre o centenário de OJB

pág. 06

pág. 10

Jonatas Nascimento fala sobre essa relação no artigo da semana pág. 03

Matéria fala sobre o culto de celebração na PIBRJ em 2001 pág. 15


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REFLEXÃO

O JORNAL BATISTA Domingo, 17/01/21

EDITORIAL

A edição desta semana

O aniversário de O Jornal Batista foi no último domingo, 10 de janeiro. Mas, como informamos, continuaremos nas próximas edições a falar sobre os 120 anos de OJB, através de conteúdos especiais, como a reprodução de matérias sobre o centenário, em 2001. Para esta edição, trazemos o histórico de Willian

Edwin Entzminger, fundador de OJB. Um verdadeiro exemplo de dedicação ao Reino de Deus. Republicamos também a matéria sobre o culto de aniversário, que aconteceu em janeiro de 2001, na Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro. Os conteúdos estão nas páginas 06 e 15, respectivamente. Na página 4 tem ho-

menagem ao jornal em forma de poesia. A Coluna Dicas da Igreja Legal traz um assunto muito importante: a relação ministro religioso/Previdência Social. Acreditamos que o artigo produzido por Jonatas Nascimento será útil para a sua Igreja. Os artigos de reflexão e Ponto de Vista, de maneira geral, falam sobre como

encarar o novo ano, a nova realidade que vivemos e como todo esse contexto reflete na vida cristã. Trazemos também algumas notícias de Convenções Estaduais e Igrejas ao redor do Brasil. Que todo o conteúdo aqui publicado abençoe e edifique a sua vida. Que Deus te abençoe. Boa semana! n

( ) Impresso - 120,00 ( ) Digital - 50,00

O JORNAL BATISTA Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901

SECRETÁRIO DE REDAÇÃO Estevão Júlio Cesario Roza (Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ) CONSELHO EDITORIAL Francisco Bonato Pereira; Guilherme Gimenez; Othon Ávila; Sandra Natividade

INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189 PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB

EMAILs Anúncios e assinaturas: jornalbatista@batistas.com Colaborações: decom@batistas.com

FUNDADOR W.E. Entzminger PRESIDENTE Fausto Aguiar de Vasconcelos DIRETOR GERAL Sócrates Oliveira de Souza

REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA Caixa Postal 13334 CEP 20270-972 Rio de Janeiro - RJ Tel/Fax: (21) 2157-5557

Fax: (21) 2157-5560 Site: www.convencaobatista.com.br A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação Batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal. DIRETORES HISTÓRICOS W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940);

Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas IMPRESSÃO: Folha Dirigida


REFLEXÃO

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DICAS DA IGREJA LEGAL

O ministro religioso e o seu vínculo com a Previdência Social Jonatas Nascimento Como artigo introdutório, publicado na primeira edição do ano deste semanário, eu estava ensaiando uma série de artigos sobre aspectos contábeis das organizações religiosas, mas dada a oportunidade em razão da mudança anual da tabela que acontece a cada janeiro, quero abordar a relação do ministro religioso com a Previdência Social (INSS). Já é sabido que o ministro de confissão religiosa não possui vínculo de emprego com a Igreja que o contrata. É sabido também que ele é contribuinte obrigatório da Previdência Social, ainda que encontre-se exercendo o seu ministério após a sua aposentadoria por tempo de contribuição, mas sobre isto eu falarei na próxima edição. É sabido ainda que, embora equiparado a autônomo, o valor da sua contribuição será aquele por ele declarado, independentemente do valor por recebido da Igreja, respeitados o piso e o teto, conforme tabela divulgada pela Previdência. No momento em que produzo este artigo, a tabela de contribuição ainda não foi divulgada, mas certamente quando este artigo for publicado, a mesma já estará disponível. Mas, a título de

exemplo, já temos o valor mínimo que corresponde a 20% do novo salário mínimo, que passou para R$1.100,00. Neste caso, a contribuição mínima que o ministro deverá fazer será de R$220,00. Agora, suponhamos que o teto de contribuição a ser divulgado pela Previdência para 2021 seja de R$1.300,00. Diante deste quadro, o ministro poderá efetuar o recolhimento mensal, utilizando-se o código 1007 da GPS, inclusive variando o valor da contribuição entre o menor e o maior valor, de acordo com a sua capacidade contributiva ou mesmo a sua expectativa de aposentadoria. Em todo caso, a responsabilidade pelo recolhimento será do ministro religioso, e não da Igreja com a qual ele mantém o seu vínculo. Particularmente, defendo que, respeitadas a mencionada capacidade contributiva e a visão de aposentadoria, o ministro deve contribuir com o valor mais alto para fins de definição de um valor mais favorável quando aposentado estiver. O que vejo, não poucas vezes, é o ministro ativo ganhando um valor que lhe garante a subsistência, mas quando se aposenta passa a enfrentar dificuldades financeiras. Em relação ao embasamento legal

sobre a condição do ministro perante às instituições religiosas, transcrevo um pequeno fragmento inserido em minha modesta obra Cartilha da Igreja Legal: “De acordo com legislação vigente, não se considera como remuneração direta ou indireta, para os efeitos da Lei, os valores despendidos pelas organizações religiosas e instituições de ensino vocacional, como ministro de confissão religiosa, membros de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa em face de seu mister religioso ou para sua subsistência, desde que fornecidos em condições que independam da natureza e da quantidade do trabalho executado. Assim, sobre este tipo de pagamento não incide nenhuma contribuição, pois o mesmo não é considerado como remuneração. Cumpre salientar, também, que o Ministro de Confissão Religiosa é considerado segurado obrigatório da Previdência Social na qualidade de contribuinte individual (Decreto 3.048/99). Caso o valor recebido pelo ministro de confissão religiosa ou membro de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa em face do seu mister religioso ou para sua subsistência independa da natureza e da quantidade do trabalho executado,

caberá ao próprio contribuinte individual o recolhimento da sua contribuição que corresponde a 20% (vinte por cento) sobre o valor por ele declarado, observados os limites mínimo de salário-de-contribuição. Desta forma, caso este valor seja pago para a sua subsistência, não incidirão os referidos recolhimentos, pois nesse caso o próprio contribuinte fará seu recolhimento através de carnê, aplicando a alíquota de 20% sobre sua remuneração. Caso o Ministro Religioso receba remuneração pelos serviços prestados de forma diferenciada, conforme a quantidade de serviços prestados, incidirão por parte da Organização Religiosa, sobre esta remuneração, tanto a importância correspondente a 20% a título de renda eclesiástica sobre o valor pago mensalmente ao seu ministro religioso em questão, quanto o recolhimento de 11% a título de contribuição previdenciária do contribuinte individual que lhe presta serviços”. n Empresário contábil, diácono Batista e autor da obra “Cartilha da Igreja Legal” E-mail: jonatasnascimento@hotmail.com WhatsApp: (21) 99247-1227


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REFLEXÃO

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Cento e vinte anos de o Jornal Batista Marinaldo Lima, pastor, colaborador de OJB Cento de vinte anos do Jornal Batista E vamos celebrar mais esta conquista! Nas várias reportagens e em cada entrevista, Também na opinião de cada articulista O Evangelho está presente; é o protagonista. E novos horizontes nós temos à vista. Vários anos se passaram desde a primeira edição: Incontáveis exemplares nos quatro cantos da nação Narraram fatos importantes da nossa Denominação. Todas as Assembleias e eventos da nossa amada Convenção Estão nos anais do Jornal Batista para esta nova geração. Aos jovens deixamos o dever de continuarem a missão. No Brasil e por todo o mundo é tempo de proclamação! O Jornal Batista continuará dando toda informação Sobre o trabalho batista na obra de evangelização. Dez de janeiro de mil novecentos e um: a fundação. O Jornal chega aos cento e vinte anos: é comemoração! Jornal Batista que deixa seus leitores informados. Os eventos das Igrejas são nele noticiados; Reportagens mostram as Convenções nos seus estados. Nos artigos os temas são muito bem elaborados, As poesias publicadas deixam a todos encantados; Lemos sobre Missões e os campos alcançados.

Olavo Feijó

pastor & professor de Psicologia

Crescendo em Jesus “E crescia Jesus em sabedoria, e mesmos, mas a Deus. Pois Ele os em estatura, e em graça para com comprou e pagou o preço. Portanto, Deus e os homens” (Lc 2.52). usem o seu corpo para a glória Dele” (I Co 6.19-20). A Bíblia descreve o crescimento Nosso modelo de crescimento de Jesus como sendo nosso mode- continua sendo Jesus, conforme o foi lo a ser seguido. Lucas o descreveu, em Antioquia: “Foi em Antioquia que, declarando: “Conforme crescia, Jesus pela primeira vez, os seguidores de ia crescendo também em sabedoria e Jesus foram chamados de cristãos” tanto Deus como as pessoas gosta- (At 11.26). vam cada vez mais Dele (Lc 2.52)”. Ele Nosso modelo não deve ser a lifoi o modelo para o desenvolvimento mitação humana dos cristãos, mas pessoal dos cristãos. Paulo, por reve- o exemplo e o poder do Espírito de lação do Espírito, nos escreveu: “Será Cristo quando viveu entre nós. Esque vocês não sabem que o corpo de crevendo aos Coríntios, Paulo nos vocês é o templo do Espírito Santo, recomendou: “Sigam o meu exemplo, que vive em vocês e lhes foi dado por como eu sigo o exemplo de Cristo” (I Deus? Vocês não pertencem a vocês Co 11.1). Batistas brasileiros, eis o nosso semanário! A História começou com Entzminger, missionário. Teve vários diretores, mas somente um ideário: Instruir-nos sobre a Bíblia, o nosso livro diário. São cento e vinte anos com o nosso noticiário; Todos nós queremos ler este Jornal centenário. Agradeçamos a Deus por mais este aniversário! n

Quem vai voltar pra igreja? Joel Ribeiro da Silva pastor

“Eles saíram do nosso meio, mas na realidade não eram dos nossos, pois se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; o fato de terem saído mostra que nenhum deles era dos nossos” (Jo 2.19) Essa pandemia mexeu com muita gente e muitos pastores já estão sen-

tindo falta de muitas pessoas. Será que todos vão voltar? Já se chegou à conclusão que não. Muitos vão aproveitar “a deixa” e seguir seu rumo. Aqueles que eram apenas membros de Igreja, crentes nominais, vão seguir seu rumo e receberão o nome de “desviados”. Logicamente que existem pessoas com comorbidades, idosos, pessoas que de alguma forma estão impedidas de congregar por alguma casualidade;

isso, nós pastores entendemos. Mas os crentes verdadeiros não têm para onde ir. O desejo de comunhão, o desejo de adorar e louvar em comunidade são inerentes da nova natureza. “Simão Pedro lhe respondeu: Senhor, para quem iremos? Tu tens a palavra de vida eterna” (Jo 6.68). Um nascido de novo não tem para onde ir. Infelizmente há muitas pessoas que se preocupam com números e outros que desprezam inclusive os números.

Quem vai voltar para a Igreja? Na realidade, um crente em Cristo, onde quer que esteja, é um representante do Reino e sua tendência natural é de estar nos átrios do Senhor. Vai voltar para a Igreja, estará no templo, os nascidos de novo, quem realmente pertence aos nossos, quem é dos nossos. Não estou preocupado... A Igreja não é minha, ela não me pertence. n


REFLEXÃO

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Compartilhemos graça e misericórdia Levir Perea Merlo

pastor, colaborador de OJB

“Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Jesus Cristo, o Filho do Pai, serão convosco em verdade e em amor” (II Jo 1.3). O ano de 2020 foi pego de surpresa com uma pandemia que já ceifou a vida de mais de um milhão de pessoas. Novos costumes foram incorporados, eventos de magnitude cancelados e o mundo começou a entender um pouco mais da graça e da misericórdia através de atos de solidariedade.

O tema da Convenção Batista Brasileira para 2021 é muito oportuno e significativo, principalmente se todos colocarmos em prática; se assim não for, será apenas um “tema”, palavras e pura teoria. Para vivermos em graça e misericórdia, se faz necessário andarmos no caminho da integridade. Integridade é honestidade, retidão e incorruptibilidade. Viver em integridade é não viver dividido, é permanecer firme e completo. Andar no caminho da integridade é crescer em compaixão. Isto significa viver somente daquele que é amor. É abrir um espaço infinito. Tanto o verbo quanto o substantivo para a palavra amor, na passa-

gem de I João origina-se da raiz grega ágape, que fala do amor divino. Ágape abre seus braços; dá as boas vindas com alegria. A palavra hebraica para compaixão deriva da raiz rechem, que significa “ventre”. A compaixão nos concebe. Ela nos alimenta e traz nova vida. “Aqueles que se compadecem livremente o fazem às vezes contra um contexto de grandes necessidades e em outras meio a elas”. Eles o fazem na crise e na quietude; nas tempestades da vida e nos tempos de bonança. Estendendo seu cuidado nas batalhas mais íntimas e atravessam os maiores limites da dor humana.

Nosso grande desafio em 2021, como corpo de Cristo, é compartilhar graça e misericórdia com aqueles que nos cercam e que necessitam, independente da condição social, porque ela nos alcançou primeiro e nos trouxe para a luz do seu amor! Nessa saudação de II João, o autor termina com duas palavras significativas: verdade e amor, que unem a Igreja e forma uma verdadeira comunidade em ação a favor do Reino de Deus. Que o ano de 2021 seja de muitas bênçãos do Senhor para todos os Seus servos. n

Dia Internacional do Obrigado

Rubin Sloboddticov

pastor, colaborador de OJB

Pessoa que recebe recompensa é grata pelo benefício do destaque. Essa pessoa sabe aplaudir seu doador. Não se trata, pois, simplesmente de reverenciar a quem tem o dever de recompensar a quem prestou um serviço. O “obrigado” é virtude que faz nascerem emoções e transformar momentos. O Dia Internacional do Obrigado surge como oportunidade de demonstrar amor para com as pessoas que se ama, porque a cortesia faz a pessoa ajudar seu semelhante a se alegrar por existir. Neste passo, as redes sociais contemporâneas até facilitam externar gratidão de muitas maneiras seja por palavras, gifs e mesmo as lives. O Dia Internacional do Obrigado foi no dia 11 de janeiro. Excelente oportunidade para ser grato a quem se ama. “Obrigado” altera o humor para quem o

dá e desperta sentimentos para quem o ouve. A primeira, por se sentir agraciada por um favor imerecido, e a segunda pessoa, por reagir amorosamente à gratidão externada. Um texto dos evangelhos narra um impressionante “obrigado” para com Jesus. Após ter restaurado pessoas da lepra, por gratidão um deles glorificou a Deus em alta voz que, ao se encontrar com o Mestre, cai a seus pés e o agradece. Entretanto, a história registra que dez foram as pessoas que receberam a graça da cura do flagelo que era a lepra. Entretanto, apenas um voltou para dizer “muito obrigado”. Vale ler o registro: “E um dos leprosos, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz; e caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe graças; e este era samaritano. E, respondendo Jesus, disse: Não foram dez os limpos? E onde estão os nove?” (Lc. 17.15-17). Observem-se algumas

lições. Primeira: só recebe favores quem precisa de auxílio. Jesus fez muitos milagres a pessoas que precisavam ver, andar e viver. E, o cego que passou a ver, o coxo a andar e mortos e endemoninhados libertos reconheceram que precisavam do auxílio. E, por receberem, foram agradecidos e O seguiram. Segunda: só agradece o benefício quem reconhece a incapacidade própria de ser beneficiado. O cego não enxergava, o coxo não andava e mortos e endemoninhados não podiam por si mesmos se reabilitar. E, agradecidos disseram: “muito obrigado”, Jesus! Terceira: dizer “muito obrigado” é típico de pessoas que têm o coração mudado em razão do favor não merecido. Nota-se, no relato feito por Lucas, que até Jesus estranhou que nove deles permaneceram com a alma como antes: inalterada. “Muito obrigado” parece

ser gesto desnecessário para pessoas que entendem que outras pessoas ou instituições têm o dever de lhes satisfazer, sem qualquer gesto que tipifique gratidão, como retorno, o que fizeram os nove. “Obrigado” deve ser gesto que parte de um coração que entende ser incapaz para gerir a própria vida sem a intervenção sobrenatural do Senhor da vida, mas transformado pode expressar o amor da gratidão, e vivê-la, melhor. Na vida comum, o princípio da gratidão deve partir de um coração regenerado, que entenda não ser mérito pessoal ter e receber os benefícios de que dispõe para viver melhor. Assim, filhos e cônjuges que praticam o “obrigado” constroem uma família mais feliz e respeitosa. Membros de instituições religiosas, como uma Igreja, que vivem o “muito obrigado” ganham o respeito de seus iguais. Obrigado, Senhor, por Jesus ensinar a gratidão. n


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REFLEXÃO

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História de fé e heroísmo Marcus Azen* Willian Edwin nasceu em uma pequena comunidade rural, na Carolina do Sul, nos Estados Unidos da América, chamada Blythewood, em 25 de dezembro de 1859. Toda sua família era Batista. No início de sua adolescência aos 12 anos, Entzminger decidiu entregar sua vida a Jesus e logo em seguida foi batizado. Estudou na Universidade de Furmam, também na Carolina do Sul. Nesta época, Deus já estava falando ao seu coração para que ele se preparasse a fim de ser missionário fora do seu país. Concluiu o seu curso e estudou no Seminário Teológico de Louisville, no Kentucky. Enquanto cursava o seminário frequentava a Harmony Baptist Church. Namorava a jovem Maggie Griffith (no Brasil, conhecida como Graça), filha do pastor da Igreja, que mais tarde seria sua esposa. Como era comum entre os missionários, Willian pretendia ir para a China. Um certo dia, ele recebeu um folheto, escrito pelo missionário Z.C. Taybroom uma convocação para os campos missionários brasileiros. Este folheto tocou profundamente seu coração e, a partir daí, passou a pensar em vir para o Brasil. Em junho de 1891, Willian foi consagrado ao santo ministério. Casou-se logo depois e, em Richmond, na Virgínia, o casal juntou-se a outros dois, os J.J. Taylor e os Dowing, e vieram para o Brasil. O casal chegou ao Brasil em 11 de agosto de 1891. Aprenderam o português na casa de Z.C. Taylor, que estava evangelizando na capital baiana. Willian, logo de início, gostou muito da Bahia e em pouco tempo já estava pregando. Entzminger adoeceu e contraiu febre amarela. Chegou a ser desenganado, tão mal ficou. Alguns médicos deram sua morte como certa. Recuperou-se se, lentamente, com as orações da esposa e dos outros missionários. Algumas pessoas chegaram a pensar que ele desistiria do Brasil. Mas ele aqui ficou, firme. Curado, foi com a esposa para Recife, junto com Salomão Ginsburg. Ali só havia uma Igreja Batista, que estava há três anos fechada. Era tempo de grande perseguição católica no Estado. Durante alguns anos, Entzminger se dedicou totalmente àquela Igreja, a fim de que ela se fortalecesse. Em Recife, o casal teve dois filhos que faleceram vitimados pelas péssimas condições de saúde pública. Perder os dois primeiros filhos de uma só vez foi um golpe terrível na vida deles. Para agravar a situação, Entzminger também ficou enfermo com uma moléstia local. Com o missionário muito abatido, o catolicismo iniciou mais uma ofensiva contra os evangélicos. Os

crentes eram agredidos e sofriam forte retaliação da sociedade. Várias Igrejas eram atacadas. Há registros destas perseguições que aconteceram nos estados de Pernambuco e Paraíba. Houve um episódio em que os comerciantes foram proibidos de vender pão ou qualquer produto a qualquer evangélico. Assim que Entzminger melhorou, contatou um dos principais jornais da cidade de Recife, dizendo que queria defender os crentes das falsas acusações dos padres católicos. Depois de muita insistência, conseguiu uma coluna periódica para defender os postulados evangélicos. Os artigos que passou a escrever no Jornal do Recife foram excelentes. Deus o inspirava. O resultado foi o melhor possível. A perseguição católica perdeu apoio da opinião pública na área de alcance daquele jornal. Nos anos de 1896 a 1897, Willian e a esposa foram várias vezes aos Estados Unidos. Chamava a atenção de todos o fato de ele sempre se reportar ao Brasil como a melhor opção de campo missionário, mesmo depois de tanto ter sofrido aqui. Um dos alunos do Seminário, Arthur Deter, anos depois acabou vindo para o Brasil, influenciado pelas palavras de Willian. Willian e sua esposa ficaram muito angustiados quando, por causa de problemas financeiros da Junta de Richmond, sofreram a ameaça de não voltar ao Brasil. Ele resolveu escrever uma carta para a junta: “Nos últimos tempos, temos ouvido que alguns missionários vão ter que deixar o campo e regressar para suas casas, eu, porém, suplico aos irmãos que não me peçam para voltar, por que eu não vou deixar o

Brasil (...) e se não houver alternativa, e os irmãos não puderem mais me pagar, ainda assim eu não vou voltar. (...) Vou ficar no Brasil e tenho fé que Deus vai me sustentar, mesmo que ele tenha que mandar corvos me trazerem pão e água”. Ao receberem esta carta, os diretores da Junta de Missões da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos decidiram que se tivessem que trazer missionários de volta não esta ria entre eles o casal Entzminger. No final do ano de 1899, Willian foi mais uma vez terrivelmente abalado. Desta vez foi sua esposa, que caiu muito doente, provavelmente também atingida pela terrível febre amarela. Ele começou a se desesperar. Orava a Deus dizendo que tinha suportado perder dois filhos e ter ficado várias vezes doente, quase ter morrido e enfrentado dificuldades financeiras. Tudo isto ele também suportou, mas não suportaria perder a mulher que amava. Secretamente, ele decidiu voltar para seu país. Todavia, Grace, mesmo de cama, começou a perceber que seu esposo estava diferente e notou que estava planejando deixar o Brasil, por causa da sua enfermidade. Ela disse, então, ao marido que não queria deixar o Brasil. Mesmo doente, ela obrigou seu esposo a ficar no Brasil. E ainda mais, o obrigou a jurar que não deixaria este país mesmo que ela morresse. Entzminger compartilhou seu drama com outros missionários e foi aconselhado a deixar Recife e ir morar em Nova Friburgo, no Estado do Rio de Janeiro, pois lá o clima era muito agradável. A esposa curou-se. Na época, o casal Entzminger recebeu o convite da Junta para

comandar a missão do Rio de Janeiro, capital do Brasil. Assim que chegou ao Rio de Janeiro, no segundo semestre de 1900, Entzminger pastoreou a PIB do Rio, por quatro meses, isto porque voltava dos EUA, já formado em Teologia, o jovem Francisco Soren. Entzminger deu passe ao pastor Soren como pastor da PIB do Rio. A partir daí, ele passou a trabalhar em três outras frentes: a reorganização da PIB de Niterói, que estava fechada, a organização de O Jornal Batista e a expansão das Igrejas Batistas pelo subúrbio carioca. Willian Entzminger trabalhou duro nestes primeiros meses no Rio. No final de 1900, ele já havia reiniciado os cultos da PIB de Niterói. Em janeiro de 1901, depois de um trabalho em conjunto, que envolveu os missionários Bagby, Taylor, Ginsburg, entre outros, Entzminger uniu dois periódicos Batistas que circulavam, um no Sul e outro no Norte do Brasil, e assim fundou a Casa Publicadora e O Jornal Batista, cuja primeira edição circulou neste primeiro mês de 1901. Willian Entzminger dirigiu O Jornal Batista até o ano de 1904, quando teve que deixar o jornal devido a uma terrível doença que o abateu: a hanseníase. Quem ficou em seu lugar foi o missionário Arthur Deter, que viera para o Brasil influenciado pelo próprio Entzminger. Anos depois (1930), na edição especial de O Jornal Batista publicada na morte de Entzminger, Deter deu o seguinte depoimento: “Quando vi aquela mancha, perguntei o que havia acontecido, e porque ele havia se machucado. Ele me disse: ‘Você me pergunta por que esta mancha no meu rosto? Vou lhe dizer, amigo,é lepra. Imediatamente, fiquei atordoado, mas Willian, sempre calmo, me disse: ‘Amigo, vou precisar muito de você, assuma o meu lugar, leve este trabalho adiante, pois vou me ausentar, experimentar experiências novas, tristes e horríveis, mas não estou sozinho, o Senhor estará comigo”. Em dezembro de 1904, Entzminger voltou para sua terra natal e foi internado em um hospital de Nova York. Ao final do ano de 1907, já quase três anos doente, Entzminger com a esposa oravam pela cura, a fim de voltar para o Brasil. Uma noite, no final daquele mesmo ano. Deus o curou. As edições de O Jornal Batista do final do ano de 1907 anunciaram que Entzminger estava restabelecido e que voltaria para o Rio. Ele chegou, curado, no início de 1908, e sua cura provocou um grande avivamento espiritual em nossas Igrejas. n * Texto originalmente publicado na edição 02/2001 de OJB, veiculada entre 08 e 14 de janeiro.


MISSÕES NACIONAIS

O JORNAL BATISTA Domingo, 17/01/21

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Lar Batista David Gomes e o desenvolvimento cristão das crianças e adolescentes

Semanalmente, a equipe missionária do Lar Batista David Gomes desenvolve atividades lúdicas que explicam de maneiras simples sobre importantes valores humanos e bíblicos. O trabalho que tem mais de 50 anos é localizado no município de Barreiras-BA e atua no cuidado integral de crianças e adolescentes que foram afastados do convívio familiar por abandono, violência sexual/física ou no caso de

a família não conseguir garantir cuidado e proteção aos mesmos. No Lar, as crianças estudam, participam de grupos de convivência, vão à Igreja, tem acompanhamento psicológico, dentre outros recursos. Com todo este contexto, as atividades de desenvolvimento cristão e pessoal se tornam muito importante na formação do caráter dessas crianças e adolescentes acolhidos.

Recentemente, a atividade ministrada mostrou às crianças que Deus as ama e que criou todas as pessoas de uma forma especial. A equipe missionária conduziu a dinâmica e todos puderam aprender sobre o cuidado de Deus ao criar cada ser humano e sobre como Ele pensou nos detalhes, desde a cor dos olhos, até a altura e o jeito de ser. Para reforçar todos os ensinamentos, as crianças viraram verdadeiros artistas!

Desenharam e pintaram a si mesmas, na certeza de que Deus as fez com muito amor e carinho. Essas crianças, que antes viviam em situações de intensa vulnerabilidade, hoje, entendem que são especiais para Deus. Louvado seja Deus! Participe da obra missionária e sustente projetos, como este, que influenciam diretamente na vida dos que vivem em nossa Pátria: https://missoesnacionais.org.br/campanha2020/oferta/ n


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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

O JORNAL BATISTA Domingo, 17/01/21

Mensageiras do Rei na Bahia promovem 1º Acamp em Casa Evento é muito aguardado pelas Mensageiras do Rei no estado. Meg Matos

líder Estadual das MR Bahia; gerente de Educação Cristã da CBBA

Todos os anos, um dos momentos mais esperados pelas Mensageiras do Rei na Bahia é o Acampamento Estadual. São, geralmente, três dias de evento, com cultos, oficinas, gincanas e lazer, reunindo mensageiras e orientadoras de diversas Igrejas Batistas do estado. Em 2020, por conta da pandemia da COVID-19, as atividades foram realizadas pela primeira vez no formato virtual. O primeiro Acamp em Casa teve como tema “Minha casa conectada com Cristo”, sendo realizado no templo da Igreja Batista Jardim Caiçara, em Salvador-BA, e com transmissão ao vivo pelos canais no Youtube da Igreja e da Convenção Batista Baiana (CBBA). A programação contou com os cultos à noite (sexta e sábado, 20 e 21 de novembro) e pela manhã (domingo, 22 de novembro), com as seguintes oradoras: Joana Machado (coordenadora do Projeto Novos Sonhos), Soraia Machado (missionária do Projeto Radical Metropolitano de Salvador), Solange Ribeiro (diretora executiva do Seminário de Educação Cristã) e participação especial de

Por conta da pandemia da COVID-19, as atividades foram realizadas pela primeira vez no formato virtual. Raquel Zarnotti (líder nacional de MR). Foram seis oficinas ofertadas, divididas por faixas etárias: Oficina 1 - de 08 a 09 anos - Tema: Obedecer é uma escolha! (Eliane Vila Flor, CB Shalom, da SIB Alagoinhas); Oficina 2 - de 10 a 11 anos - Tema: Lidando com as mudanças do corpo e emoções! (Caroline Alves, IB Jardim Caiçara, em Salvador); Oficina 3 - de 12 a 13 anos, Tema: Conversando sobre adolescência e namoro (Ramile Pereira, IB Dois de Julho, em Cardeal da Silva); Oficina 4 - De 14 a 17 anos, Tema: Lidando com a ansiedade e depressão (Irana Silva, da IB Pituba, em Salvador);

Oficina 5 - Monitoras, Tema: Estratégias missionárias em meio virtual (Valdete Pereira, PIB Lobato, em Salvador) e Oficina 6 – Orientadoras - Tema: Como priorizar a Deus, mesmo com rotinas excessivas de trabalho? (pastor Geremias Bento, diretor geral do Seminário Teológico Batista do Nordeste). Uma das atividades mais relevantes foi o Reconhecimento de Etapas Virtual do Sistema de Graduação Aventura Real para um grupo de 36 Mensageiras do Rei de seis das nossas Igrejas. Essa amostra sinalizou que, mesmo com distanciamento social, as organizações deram continuidade aos estudos com as meninas e adolescentes, logrando

êxito na aprendizagem da proposta educacional, que incluem as seguintes áreas: Missões, Vida Cristã, História da Igreja, Denominação, Serviço Social Cristão, Higiene, Relações Humanas e Vocação. Para agradecer a Deus as superações dos desafios com o I Acamp em Casa, foi realizado um culto online no dia 30 de novembro, tendo como preletor o pastor Elisângelo Oliveira. Foi um agradável momento celebrativo com importantes depoimentos delas, coroado com a entrega de vida ao Senhor de uma MR. “Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (I Co 15.57). n

Igreja Batista no Jardim, em Cáceres - MT, celebra batismos no fim do ano Rio Paraguai foi o local da celebração dos batismos. Anderson José

pastor da Igreja Batista no Jardim, em Cáceres - MT

Na manhã de 19 de dezembro de 2020, a Igreja Batista no Jardim, em Cáceres, no estado de Mato Grosso, vivenciou mais momentos marcantes de celebração de batismo às margens do rio Paraguai. Os irmãos Luiz, Isadora e Thaylia fizeram sua pública confissão de fé na presença da Igreja, amigos e familiares, que prestigiaram esse momento Os irmãos Luiz, Isadora e Thaylia foram recebidos oficialmente como membros da Igreja na celebração de Natal tão especial na vida deles. À noite, os novos irmãos foram recebidos oficialmente como membros da certificado de Batismo, onde puderam Foi um final de semana muito espe- É muito bom ver a Igreja celebrar o nasIgreja na celebração de Natal e recebe- ler o Pacto Batista e, desta forma, con- cial onde celebramos a nossa Cantata cimento de Jesus com a celebração de ram uma Bíblia personalizada, além do cretizar esse novo passo na fé. de Natal “Jesus, nosso maior presente”. sua ordenança.  n


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O JORNAL BATISTA Domingo, 17/01/21

Membros da Primeira Igreja Batista de Josenópolis - MG experimentam uma Nova Vida Antes do batismo, candidatos passaram por um curso. Joana Dark Martins Rodrigues

membro do Ministério de Comunicação da Primeira Igreja Batista de Josenópolis - MG

No dia 06 de dezembro de 2020, a Primeira Igreja Batista de Josenópolis, no norte de Minas Gerais, realizou cinco batismos. Todos eles passaram pelo curso Nova Vida, ministrado por Robson Ribeiro Matos, presidente da Igreja. Além de batismo, os candidatos aprenderam sobre pecado, vida cristã e outros temas. Joana, uma das batizadas na ocasião, falou sobre a sua experiência: “O Espírito Santo age de forma contundente sobre a vida de cada um. Por sermos singulares para Deus, Ele sabe a forma exata de nos atingir. Para cada um, há uma fórmula única, pessoal e infalível. A minha experiência no domingo (06/12/2020) foi impactante. Os testemunhos, o mergulhar nas águas foi tudo tão perfeito e cheio da presença de Deus. Não posso deixar de mencionar o curso (Nova Vida), o qual foi ministrado pelo pastor Robson Ribeiro. Nele

abrangia muitos pontos importantes e foi de grande importância saber sobre o batismo, pecado e como devo viver na presença do Senhor. Os testemunhos durante a profissão de fé deixaram o momento ainda mais emocionante; foi lindo ver como Deus transforma a vida das pessoas, tira elas do pecado e lhes dá uma vida nova. Cada testemunho teve um grande impacto para as pessoas presentes naquela noite. Foram muitas experiências de renovação pelo Espírito Santo, muitos testemunhos de pessoas que viviam

Escritor, colaborador de O Jornal Batista lança seu quarto livro

no pecado, rodeados de bebidas, muitas festas. Testemunhos de pessoas que conheciam o amor de Deus e mesmo assim optaram por viver coisas mundanas. Cada momento naquela noite foi especial, mas presenciar como Deus agiu de maneiras diferentes e com um único intuito na vida daquelas pessoas foi impressionante. É difícil explicar a sensação. Deus é tão maravilhoso que usa um casamento, um encontro qualquer em um lugar inusitado ou até mesmo uma pessoa desconhecida para nos alcançar e

mostra o quão perfeito é estar junto a Ele. Deus me transformou e deu um novo sentido para minha vida; esse foi o ano que eu mais cresci espiritualmente, vivi experiências incríveis e dei início a uma vida de entrega total, muita coisa foi tirada, coisas novas entraram, e hoje eu posso dizer que eu amo a Deus com toda minha alma; eu aceito perder tudo, menos a presença dEle, e desejo que todas as pessoas possam encontrar o amor que encontrei em Deus. Hoje, eu me sinto preenchida; minha alma não tem mais vazios”. n

Monografia de ex-aluno do Seminário do Sul se torna livro Inicialmente, livro seria lançado no ano passado.

Depois dos livros Gotas de entendimento, Gotas de entendimento 2 e Gotas de entendimento 3 (livros com artigos e reflexões cristãs), Wanderson Miranda de Almeida acabou de lançar seu quarto livro – A Bíblia x A Igreja Católica. Neste livro ele fala sobre algumas das principais doutrinas católicas, ana-

lisando cada uma de acordo com o que a Bíblia diz. O lançamento deste livro aconteceu na Igreja Batista Betel de Italva, igreja da qual Wanderson é membro. Foi no domingo, 27 de dezembro de 2020. Ao Senhor toda honra e toda glória e que este livro seja um canal de bênçãos para a vida de todos os que o lerão. n

No ano de 2019, Igor Alexandre Botelho concluiu seu último ano como aluno do curso de Bacharel em Teologia da Faculdade Batista do Rio de Janeiro | Seminário do Sul. Foi o ano também em que ele escreveu sua monografia e teve a feliz surpresa do interesse de uma editora em publicá-la como livro. “O livro seria lançado em 2020, mas o tempo de Deus não é nosso. Ele tem um relógio diferente. No entanto, aí está”, disse Igor. O prefácio foi escrito pelo pastor Luiz Alberto Sayão, ex-reitor do Seminário do Sul, e o livro “O Cristão e o Estado - Uma Perspectiva Paulina” foi lançado no domingo passado, dia 10 de janeiro no culto noturno da Igreja Batista Monte Moriá, em Duque de Caxias - RJ. “Esse livro é fruto da bondade de Deus para comigo e também da vontade de se trabalhar um tema relevante para a igreja e para a sociedade. Busco, no livro, desenvolver a teologia política de Paulo, bem como suas implicações para a conduta da Igreja”, comentou o autor em suas redes sociais. n


MISSÕES MUNDIAIS

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Chuvas de bênçãos no Quênia Jacqueline Matos

missionária de Missões Mundiais no Quênia

Cheguei à cidade de Meru, no Quênia, em abril de 2020 e fui apresentada à liderança das Igrejas Batistas locais. Após oração, decidi cooperar com duas Igrejas: Mualhandankari e Ngaredhare. A primeira, com sérios problemas internos, e a segunda, com uma paixão incrível por crianças. Hoje vivo o poder de Deus para transformar a vida dos irmãos destas comunidades. No início deste ministério, iniciei o discipulado e desafiei os irmãos a orar para que pudéssemos fazer alguma ação especial no fim do ano. Com a colaboração de todos, conseguimos entregar 11 cestas básicas a idosos e deficientes que vivem próximo à Igreja de Mualhandankari. Todos os irmãos contribuíram, vivendo assim um começo de transformação na vida daquelas pessoas. Realizamos também, entre os dias 26 e 30 de dezembro de 2020, uma atividade com as crianças nas duas Igrejas. Foi um tempo em que todos puderam sentir o cuidado de Deus através do lanche, dos brinquedos e das histórias bíblicas. E durante todo o mês de dezembro desenvolvemos uma série de estudos com as crianças sobre a promessa do Messias e Seu nascimento. Nos dias das atividades pudemos recordar as

lições. Atendemos a cerca de 300 crianças! No último dia, na vila de Ngaredhare, reunimos os pais para que pudessem ver seus filhos encenando o nascimento de Jesus e apresentamos a eles o Plano de Salvação. No final do dia 30 de dezembro choveu torrencialmente. Uma

chuva que há muito não caía por aqui; a colheita estava comprometida pela falta da chuva. Ao amanhecer, no dia 31 de dezembro, antes de sairmos da vila, ouvimos dos moradores que Deus os tinha visitado com bênçãos para as crianças e com a chuva.

Louvo a Deus pela honra de viver o Seu poder, ajudando a transformar vidas aqui no Quênia. Agradeço a todos que fazem parte deste ministério com suas ofertas e orações direcionadas a Missões Mundiais. Viva você também o poder de transformar. n

Missionários distribuem mais de 100 bolsas de ajuda a refugiados em Roma Fábio Pisa

pastor, missionário de Missões Mundiais em Roma

No fim de dezembro, eu e minha esposa, a missionária Nathalia Pisa, tivemos a oportunidade de retornar à Estação Termini, em Roma, para rever os nossos irmãos e irmãs de humanidade. A Nathalia tinha acabado de sair de uma situação de COVID-19, mas o desejo de estar com os menos favorecidos durante o Natal foi maior do que a possibilidade justificada de ficar em casa. Às vésperas do Natal, nós fomos aos menos favorecidos e refugiados que se abrigam na Estação Termini para levar o amor de Cristo não somente em palavras, mas, sobretudo, de forma concreta através da doação de roupas, alimentos e materiais de proteção contra a COVID-19. Distribuímos mais de 100 bolsas com um agasalho, máscaras, álcool em gel e alimentos. Tudo organizado pela Igreja

Batista de Roma. Foi uma bênção poder rever alguns e conhecer outros, conversar com eles e ver o sorriso no rosto de cada um. Eles nos olhavam como quem diz: “Se lembraram da gente?!” A Deus seja toda a honra e toda a glória. Cremos que cada vez que vamos até

eles, plantamos sementes que somente a eternidade nos fará ver os frutos. Por favor, não deixe de orar por esta nova Igreja que se inicia em Roma, pelo grande amor por missões que está no coração dos irmãos romanos. Só o poder de Cristo é capaz de transformar. E se você

deseja participar deste ministério, entre em contato com a Central de Atendimento da JMM no horário comercial através do WhatsApp: (21) 98055-1818 ou acesse agora mesmo www.doeagora.com. Obrigado a todos que já estão conosco transformando vidas aqui em Roma. n


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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

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Gerência de Ação Social da CB Mineira encerra 2020 com mais de 13 mil pessoas assistidas Organização estabeleceu parcerias para realização de atendimentos.

Ilimani Rodrigues e Kátia Brito

jornalistas da Convenção Batista Mineira

O ano de 2020 marcou profundamente a história de Minas Gerais. Em janeiro, as chuvas assolaram vários municípios, deixando famílias desabrigadas e em situação de risco e vulnerabilidade. Desde março os mineiros têm convivido com a pandemia da COVID-19 e seus reflexos econômicos e sociais. Entendendo o seu papel social, em contribuir para a implementação de ações assistenciais para auxiliar famílias em situação emergencial, a Convenção Batista Mineira, por meio da sua Gerência de Ação Social, assistiu a mais de 13 mil pessoas. “Em parceria com as Igrejas de Belo Horizonte, cidades da região metropolitana e do interior, e contanto com o apoio dos CRA’S de cada município, temos conseguido diagnosticar os problemas urgentes e estabelecer os meios de atender necessidades básicas e mais complexas, além de identificarmos situações de risco social, de forma a trabalhar a promoção e garantia dos direitos das famílias assistidas”, explica Doroti Campos, Gerente de Ação Social da CBM. No princípio do ano, nas cidades atingidas pelas chuvas, mais de 2 mil famílias foram assistidas por meio do Projeto Vida na Estrada, e também com benefício eventual em situação de calamidade, com o recebimento de alimentos, kits de higiene pessoal, kits de limpeza, móveis e eletrodomésticos. Na cidade de Espera

Feliz, foi montada a mesma lavanderia que assistiu aos bombeiros em Brumadinho, e foram lavadas cerca de 20 mil peças de roupas das famílias atingidas pelas inundações. Já no atual contexto da pandemia, mais de 5 mil famílias têm sido assistidas pelo plano emergencial de enfrentamento situação de calamidade pública. “Temos ido a comunidades mais isoladas, como quilombolas e ciganos, na região metropolitana de Belo Horizonte, e também alcançado famílias circenses e estudantes estrangeiros, que com a pandemia perderam suas fontes de renda, implicando em dificuldades para sustento e manutenção da vida familiar. O que nos chama a atenção, é o número de crianças que temos conseguido auxiliar, ao todo foram mais de 7 mil. É um público que merece nossa atenção, pois a situação de isolamento, imposta pela pandemia, aumenta as situações de risco e vulnerabilidade, declara Doroti.

Em Belo Horizonte, 18 Igrejas se apresentaram para contribuir na assistência às famílias afetadas de forma socioeconômica pela pandemia. A Igreja Batista do Palmares, liderada pelo pastor Ronan Eustáquio Pinheiro, assistiu mais de 250 famílias e mais de mil crianças. “Atender estas famílias, no contexto da pandemia, foi muito importante para Igreja em, pelo menos dois aspectos: o contato com uma realidade social que desconhecíamos, com famílias apresentando várias necessidades, tais como materiais, físicas, emocionais e relacionais. E o segundo aspecto é a oportunidade de dar continuidade a assistência das famílias, de maneira próxima, guardando as devidas precauções sanitárias, e sendo um ponto de apoio para elas, enquanto ainda lidamos com os desdobramentos da pandemia”, disse o pastor Ronan. A Igreja Batista do bairro Araão Reis assistiu mais de 250 famílias, e mais de 500 crianças. O pastor Paulo Júnior,

líder da Igreja, comenta a importância da Igreja estender seus braços até a comunidade, cooperando com o social: “A justiça social tem sido uma ação da Igreja, imitando Jesus que se envolvia com o ser humano integralmente. Servir as pessoas é expressar o coração do Pai e cumprir nosso propósito exercendo misericórdia, através da capacidade de estar junto, perto, no sofrimento do outro. É sentir a dor do outro como se fosse a nossa. As pequenas atitudes de amor, da nossa Igreja local, tem alcançado famílias e minimizado dores e sofrimento. Dessa forma, a Igreja tem cumprido a sua missão de revelar o amor de Jesus”. Para 2021 seguimos com o propósito de implantação de projetos socioassistenciais, em parceria com as Igrejas e CRAS, visando promover a garantia e defesa dos direitos das crianças e adolescentes e dos idosos, em todo o estado de Minas Gerais, finalizou a gerente de ação social da CBM, Doroti Campos. n

Associação Batista em SP realiza assembleia e elege liderança para 2021/2022 Programação teve participação de liderança da CBESP.

CBESP Em assembleia extraordinária no dia 05 de dezembro de 2020, a Associação das Igrejas Batistas do Vale do Ribeira (AIBAVAR) elegeu sua Diretoria 20212022. A solenidade contou com a presença do pastor Adilson Santos, diretor executivo do Conselho de Administração e Missões da Convenção Batista do Estado de São Paulo (CBESP). O encontro dos Batistas da região interiorana aconteceu na Primeira Igreja Batista de Jacupiranga. A liderança da Associação para o

exercício de 2021-2022 ficou composta da seguinte maneira: Presidente: Edmilson Lara; 1º vice-presidente: Eduardo Brasil; 2º vice-presidente: Marcos Jesus; 3º vice-presidente: Rubem Lota; 1º secretário: Cristiano Martins; 2º secretário: Claudio Redhed; 3º secretário: Jael Chemite; 1º tesoureiro: Renaldo Rodrigues; e 2º tesoureiro: Waldomiro Pereira. Já o conselho fiscal está integrado por Daniel Sipriano Neto, Onesio Santos e Jezes Alves. A suplência está com Zenaide Pinto, Paulo Alves e Lauro Rodrigues. n


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PONTO DE VISTA

O JORNAL BATISTA Domingo, 17/01/21

Chegou a hora de se reinventar! Davi Nogueira

pastor, colaborador de OJB

Estamos no ano de 2021. É momento de mudança. É período para transformação, quebrar paradigmas, desconstruir e construir; refazer. Se reinventar. Estamos na era dos computadores, smartphones, tablets, games, aplicativos etc. Tudo isso a nossa disposição para facilitar a nossa vida. Se você não se adaptar a essas mudanças, provavelmente ficará para trás. Atualmente temos aplicativos para praticamente todas as coisas, as redes sociais, que facilitam a comunicação, aplicativo para pedir comida, para fazer compras no supermercado,

para pedir um carro que te transporte até o seu destino etc. É uma infinidade de aplicativos. Eles vieram para ficar! Reinventaram a vida das pessoas, e quem não acompanhar, ficará, muito provavelmente, ultrapassado. Reinvente-se. Faça diferente. Aproveite as novidades que facilitam a vida. Eu conheço algumas pessoas que em pleno século XXI vivem com a mentalidade do século XIX. Pessoas próximas, familiares, amigos, irmãos da Igreja. Respeito, mas penso que estão perdendo muita coisa boa que a inovação nos trouxe. E a tendência mundial é de cada vez mais avançar. Recentemente dei de presente para a minha filha um óculos

de realidade virtual. Ela adorou! Essa é uma tendência. A holografia, outra tendência. As televisões em 4K, a telefonia 5G, a nanotecnologia, automação dos sistemas, fonte de energia híbrida. Se a gente não acompanhar essas mudanças, essas verdadeiras revoluções, perderemos muitas vantagens que essas coisas nos trazem. O que você precisa reinventar na sua vida? Seu jeito de viver em família? A forma como você administra o seu tempo? O seu jeito de estudar? A sua forma de trabalhar? Qual tem sido a sua postura perante as inovações? Você acompanha ou não? Na minha opinião, os que acompanham estão evoluindo, estão a

frente dos demais. Vamos nos reinventar! Talvez, você tenha medo, insegurança, preconceito, tradicionalismo etc. Que essas barreiras possam cair por terra. Pois, exatamente essas coisas estão te impedindo de crescer, expandir, ampliar, aumentar, melhorar a sua vida. E é interessante que quando melhoramos de vida não apenas nós somos beneficiados, mas os outros também são. A evolução traz um benefício subjetivo e coletivo. Fica essa mensagem de exclamação para a sua vida. Quero chamar a sua atenção sobre a necessidade de se reinventar. Aproveite as mudanças. Absorva as coisas novas. Não fique receoso, pois, o que chegou veio para ficar. n

voz daquele que como potro selvagem, anunciava a plenos pulmões a morte e a ressurreição do Filho de Deus. Paulo ficava acorrentado a um soldado romano 24 horas por dia! Cada soldado cumpria uma carga horária de seis horas, e desta forma, pelo menos quatro soldados por dia estavam diretamente com o apóstolo Paulo. Warren Wiersbie diz: “Em pouco tempo, alguns desses soldados também aceitaram a Cristo. Paulo pôde levar o Evangelho à guarda de elite pretoriana, algo que teria sido impossível se estivesse livre”. No término da carta aos Filipenses, Paulo faz uma saudação especial aos da casa de César. Quem eram os homens da casa de César? Eram os soldados da guarda pretoriana. Fica claro que os planos de Deus são maiores do que os nossos. De que forma podemos encarar este novo ano pela perspectiva do Eterno? Em terceiro lugar, vivendo uma fé que sirva de estímulo para os demais (Fp 1.14). O exemplo de fé de Paulo estimu-

lou os crentes a pregarem a palavra de Deus com ousadia. O reverendo Hernandes Dias Lopes afirma: “O instrumento da mensagem estava algemado, mas o conteúdo da mensagem estava livre”. Que a nossa vivência de fé em Cristo - seja um estímulo para que o nosso cônjuge queira a Cristo, que nosso filho (a) se constranja e se renda ao Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Que nossa vivência de fé estimule aqueles que estão ao nosso redor a crescer em fé. De que forma podemos encarar este novo ano pela perspectiva do Eterno? Em último lugar, não fazendo da vida um queixume (Fp 1.18). O que é um queixume? Ação ou efeito de queixar-se. Excesso de lamentação; que expressa dor ou sofrimento. Paulo não estava azedo por conta de sua prisão. Ele aproveitou a prisão para escrever cartas que abençoam vidas. Na prisão ele escreveu Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemom. Desejo a você e a minhas ovelhas queridas um feliz ano novo! n

Encarando o novo pela perspectiva do Eterno (Fp 1.12-18) José Manuel Monteiro Jr. pastor, colaborador de OJB

A carta de Paulo aos Filipenses é chamada pelos teólogos de carta da alegria. O que chama atenção é o fato de que o apóstolo estava preso e algemado, mas sua atenção não era voltada para si mesmo. Havia alegria em seu coração, mesmo em situação delicada (Fp 4.4). Pode ser que você diga: não tenho do que me alegrar. Perdi pessoas queridas por conta da COVID, perdi o emprego, desenvolvi uma série de problemas psíquicos em decorrência da pandemia. Não tenho do que me alegrar. O que Paulo diria a você e a mim no dia de hoje? Tendo como pano de fundo o texto que encabeça este artigo, gostaria de elencar alguns pontos para a nossa reflexão. De que forma podemos encarar este novo ano pela perspectiva do Eterno? Em primeiro lugar - não concentrando a vida no sofrimento (Fp 1.12). O filósofo e romancista russo Dostoievski

definia o ser humano como o ser que a tudo se habitua, inclusive, curtir, abraçar o sofrimento. Existem pessoas que têm prazer em focar somente no sofrimento. Esta não era a atitude do veterano apóstolo. Paulo estava preso, algemado, impedido de viajar, de visitar as Igrejas e de abrir novos campos. Ao escrever, porém, à Igreja de Filipos, não enfatiza os seus sofrimentos, mas o progresso do Evangelho. Warren Wiersbie diz: “Em lugar de se queixar das suas cadeias, Paulo consagrou-as a Deus e pediu que as usasse para o avanço pioneiro do evangelho”. De que forma podemos encarar este novo ano pela perspectiva do Eterno? Em segundo lugar, compreendendo que os planos de Deus são maiores do que os nossos (Fp 1.13). A maneira de o nosso Senhor agir transcende o limite humano de compreensão. O imperador Romano colocou Paulo com a guarda pretoriana - que era a guarda de elite. O império romano queria calar a


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O JORNAL BATISTA Domingo, 17/01/21

Relembre a celebração do centenário de O Jornal Batista

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Culto aconteceu em janeiro de 2001, na PIB do Rio de Janeiro. Utahy Caetano dos Santos Filho editor de O Jornal Batista entre (in memoriam)

Quinta-feira, 11 de janeiro de 2001, os Batistas estiveram na Primeira Igreja Batista do Rio de Janeiro e agradeceram a Deus por dois motivos especiais: os 100 anos de existência de O Jornal Batista e o lançamento do portal na Internet. Dia útil, à noite, em uma cidade como o Rio de Janeiro, com justa fama de violenta, não fazia com que se esperasse um público excepcional, mas o piso térreo do santuário da PIB do Rio esteve lotado. Às 19h30, pontualmente, o culto de ações de graças começou e logo o pastor Fausto Aguiar de Vasconcelos, presidente da Convenção Batista Brasileira e pastor da PIB do Rio, saudava os presentes e entusiasticamente, como é de seu feitio, declarava a alegria de ser participante daquele momento de festa, uma festa duplamente histórica. No começo do século 20, surgia O Jornal Batista e, provavelmente, nem em sonhos seus articuladores esperavam que ele durasse tanto. Milhares de jornais nasceram e morreram neste período, alguns amparados por forte poder econômico. No começo do século 20, jornais apareciam e desapareciam sem deixar rastro. OJB enfrentou muitas turbulências, mas está aí, cumprindo sua missão evangelizadora, formativa e informativa. O culto prosseguiu e regida por Ilazy Idelfonso, a Igreja cantou com vigor “Temos por lutas passado”, hino que em sua letra bem poderia relatar a vida de um semanário que tem rica história para contar. O pastor Salovi Bernardo, secretário-geral da CBB (atuou no cargo entre 1995 e 2002) e diretor de OJB, chamou para estar à frente do plenário, junto com ele, Josino Judson Ribeiro, diretor do DECOM; o deputado federal Arolde de Oliveira (in memoriam), diretor da MK Publicitá; o pastor Fausto Aguiar de Vasconcelos; o pastor Sócrates Souza, secretário-executivo da Convenção Batista Fluminense; e Othon Ávila Amaral, pesquisador da história Batista por 17 anos e secretário de redação de OJB. O atual diretor do OJB agradeceu a presença de muitas pessoas que haviam participado ativamente da história do semanário, desde colaboradores até assinantes, passando por aqueles que estiveram em posição de liderança no jornal. O relato feito por Othon Ávila Amaral deu aos presentes a exata ideia da gran-

diosidade da história do jornal centenário. Falou sobre os grandes homens que o comandaram e seus colaboradores diretos, destacou a importância de cada período da história do jornal e situou as ênfases que foram desenvolvidas por cada diretor. O filme que foi apresentado um pouco depois do relato histórico feito por Othon mostrou, em imagens, o que havia sido dito e serviu de preparação para as homenagens que se seguiram. Receberam quadros com texto reconhecendo a inestimável colaboração para a história do jornal, os parentes de ex-diretores de OJB. O único ex-diretor de OJB vivo, pr. Nilson Dimarzio (faleceu em 08 de outubro de 2017) enviou telegrama dizendo-se impossibilitado de comparecer, mas parabenizou o jornal pela data festiva. O pastor Sócrates Souza, que foi relator do grupo que assessorou o Conselho

em todas as negociações que envolveram a construção do Portal, empolgado, descreveu o que seria dali para a frente a comunicação da CBB. O jornal e o portal, como disse momentos antes o pastor Fausto em sua mensagem, são partes de algo maior, o Plano Global de Comunicação da CBB. Aliás, a mensagem do pastor Fausto, baseada em Mateus 23.23, destacou que o Portal é um marco na história denominacional, que firma uma presença que precisa fazer diferença. Diferença que O Jornal Batista tem feito. A música esteve sob a responsabilidade da dupla Eduardo e Silvana e do Coral Arthur Lakschcvitz, regido por Jussara Novaes, da Igreja Batista de Barão da Taquara-RJ, e proporcionou momentos de deleite para a plateia, que não parecia sentir o tórrido calor que fazia.

O pastor José Ricardo Pimentel, CEO da ElNet, fez uma apresentação do Portal com DataShow. Neste momento, o deputado Arolde de Oliveira, da PIB de Niterói-RJ, diretor da MK, grupo ao qual a ElNet pertence, falou sobre a felicidade de estar participando daquele momento e se declarou honrado por ser parte de um momento tão relevante na história dos Batistas. Desde o começo do culto, o Portal estava no ar, resultado de trabalho incessante da equipe da ElNet e do empenho pessoal do pastor Salovi Bernardo. O pastor Salovi fez um convite-apelo à construção da comunicação Batista. Reiterou que os Batistas precisavam tomar para si a responsabilidade dessa construção: “Não é mais tempo de dizermos que outros têm e nós, não. É tempo de termos. E isto está em nossas mãos”, afirmou. “Os Batistas precisam ser assinantes de seu jornal”, concluiu. Ao final do culto, a alegria com a festa que recordou a história de um jornal que enfrenta percalços, sempre, duras críticas, mas persiste, lutas é, sim, um sobrevivente. No limiar do século 21, O Jornal Batista olha para o futuro, otimista. É jornal de papel, é jornal na Rede, é jornal que se habituou a desafios. Nenhuma instituição chega aos 100 anos por acaso. OJB está pronto para o próximo século, ou até quando Jesus voltar, como disse em determinado momento o pastor Fausto. Othon Ávila do Amaral, em seu resumo histórico, contou que OJB, por muitos anos, foi o elemento unificador da denominação. É um jornal, então, para ser amado e respeitado. n


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OJB EDIÇÃO 03 - ANO 2021 by Jornal Batista - Issuu