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OJB Edição 15 - Ano 2019

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ISSN 1679-0189

o jornal batista – domingo, 14/04/19

Órgão Oficial da Convenção Batista Brasileira

Ano CXVIII Edição 15 Domingo, 14.04.2019 R$ 3,20

Fundado em 1901

Fotos: Selio Morais

Conselho da Convenção Batista Brasileira se reúne pela última vez a antes da 99 Assembleia

Créditos das fotos: Selio Morais

Durante os dias 25 a 28 de março, o Centro Batista Brasileiro, na Tijuca - RJ, recebeu a última reunião do Conselho antes da 99a Assembleia em Natal - RN. As Organizações apresentaram seus relatórios e foi também o último encontro da atual diretoria da CBB. Páginas 08 e 09 Missões Nacionais

Missões Mundiais

Primeira Igreja Batista de Gramado - RS é organizada

JMM colhe frutos do trabalho missionário na Suíça

Página 7

Página 11

Notícias do Brasil Batista

Coluna Observatório Batista

UFMBB e CIEM promovem conversa sobre violência contra a mulher

A Convenção pode ministrar ceia e realizar batismos?

Página 12

Página 15


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o jornal batista – domingo, 14/04/19

reflexão

EDITORIAL O JORNAL BATISTA Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso.

Natal, estamos chegando!

Fundado em 10.01.1901 INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189 PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB FUNDADOR W.E. Entzminger PRESIDENTE Luiz Roberto Silvado DIRETOR GERAL Sócrates Oliveira de Souza CONSELHO EDITORIAL Francisco Bonato Pereira Guilherme Gimenez Othon Avila Sandra Natividade EMAILs Anúncios e assinaturas: jornalbatista@batistas.com Colaborações: decom@batistas.com REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA Caixa Postal 13334 CEP 20270-972 Rio de Janeiro - RJ Tel/Fax: (21) 2157-5557 Fax: (21) 2157-5560 Site: www.convencaobatista.com A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal. DIRETORES HISTÓRICOS W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas IMPRESSÃO: Folha Dirigida

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alta pouco para a 99a Assembleia da Convenção Batista Brasileira (CBB). De 23 a 28 de abril, daqui a pouco mais de duas semanas, os Batistas brasileiros se encontrarão na capital do Rio Grande do Norte para celebrar ao Senhor, viver momentos de comunhão e também tomar decisões importantes. Na Assembleia, também acontecem os encontros das nossas Organizações. Juventude Batista Brasileira (JBB), União Feminina

Missionária Batista do Brasil (UFMBB), Associação dos Diáconos Batistas do Brasil (ADBB), entre outras. A 99 a Assembleia da CBB deste ano ganha ainda mais importância devido a eleição da nova diretoria. Dois anos se passaram desde a última eleição na 97a Assembleia, em Belém - PA, e agora chegou o momento de sabermos quem vai liderar a denominação no próximo biênio. No fim de março, aconteceu a última reunião do Conselho

da Convenção Batista Brasileira, em nossa sede, no Rio de Janeiro. A diretoria que está se despedindo pensou em ações para o futuro da Organização, para que sejamos ainda mais relevantes no Reino. Nas páginas 08 e 09, você vai poder conferir como foi essa reunião, o que foi tratado e uma entrevista com o pastor Luiz Roberto Silvado, nosso atual presidente, dando um panorama sobre seu trabalho à frente dos Batistas brasileiros, o que os membros das Igrejas

podem esperar e um pouco do que foi tratado no Conselho. Sem dúvidas, a Assembleia de Natal ficará marcada em nossa história. A expectativa é a melhor possível e temos certeza de que Deus está à frente de tudo. Esperamos você em Natal e, caso não possa ir, ore para que tudo aconteça da melhor maneira possível. É tempo de vivermos “Ensinando a mensagem do Reino de Deus”. Estevão Júlio, secretário de redação de OJB


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bilhete de sorocaba JULIO OLIVEIRA SANCHES

Maldanado

É

o nome de um diabo que escreve cartas a seu aprendiz, Vermelindo, ensinando-o e orientando-o como usar as táticas do inferno para desviar os salvos dos propósitos divinos. No livro “Cartas de um diabo a seu aprendiz”, C.S. Lewis, de modo atraente, jocoso e bem-humorado, descreve como o diabo Maldanado, ensina o sobrinho, Vermelindo, a entrar na comunidade cristã e levar salvos simples a desprezar as verdades do Evangelho. Como distorcer os caminhos e os objetivos dos salvos. O diabinho Vermelindo comete falhas e mais falhas no desvio dos salvos do caminho da verdade. Para cada falha cometida leva

um pitaco de Maldanado. A estratégia é mudada a cada momento, com intenção de levar o salvo a desistir de Jesus e de sua Igreja. Na carta XVI, Maldanado ensina como Vermelindo deve atuar com os salvos que vivem à procura da Igreja perfeita. O salvo que Vermelindo está atacando não está satisfeito com sua Igreja de origem. Maldanado orienta: “Certamente você deve saber que, se uma pessoa não pode ser curada da frequência à Igreja, o próximo passo é fazê-lo percorrer a vizinhança à procura da que mais lhe agrade, até que ele se torne um degustador ou especialista em Igreja.” E continua: “Faça o favor de se apressar

em fazer com que esse idiota visite as Igrejas circunvizinhas.” O demônio orientador ou mentor do aprendiz diz que investigou todas as Igrejas da cidade. Aponta seus acertos e até mesmo os seus defeitos. Um dos púlpitos se alegra em promover o ódio entre o rebanho. Ele o faz como se fosse a vontade de Deus, a serviço de um grande projeto, mas, na realidade está a serviço do inferno. Tudo deve ser aproveitado para impedir que pecadores venham a conhecer Jesus como Salvador e safar-se do inferno. Uma das ações sugeridas por Maldanado é promover o ódio, a crítica, a mentira e o julgamento entre os membros

do rebanho. Por natureza, todo ser humano é maldoso. Adora julgar os outros. Usam a Bíblia como fonte de inspiração para seus juízos falsos. A Bíblia, quando usada sem a ação do Espírito Santo, na vida do intérprete, serve para qualquer ação ou reação, até mesmo para levar pessoas a afastar-se de Deus. Jesus afirmou, ao término do Seu ministério (João 13.34-35), que o amor entre os discípulos serviria como catalisador aos perdidos. O Diabo tem insistido, com sucesso, em desviar os salvos do objetivo colocado por Jesus. Diz Jesus que quando um irmão não aceitar a conciliação, deveria ser tratado como

gentio e publicano. Isto é: objeto de maior amor. Razão simples: Jesus foi acusado de elevado amor aos publicanos e pecadores. O ódio, a humilhação que alguém impõe a quem errou é produto da ação diabólica. Quando isso ocorre, Vermelindo recebe o prêmio aprovação de Maldanado. A Bíblia não diz para mandar alguém ao desafeto, mas que o ofendido vá e resolva a desavença com amor. Caso não consiga, redobre seu amor ao inimigo. O ódio, especialmente o religioso, é uma fagulha nas mãos do inimigo. Foi a raiz da amargura e do ódio que levou Esaú a desejar matar a Jacó (Hebreus 12.14-17). Em Cristo prevalece a graça.

Não temais

Celson Vargas, pastor, colaborador de OJB “Moisés, porém, respondeu ao povo: Não temais; aquietai-vos e vede o livramento do Senhor que hoje vos fará…” (Êxodo 14.13)

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ncontrava-se a nação de Israel, recém-saída do domínio egípcio, quando se depararam diante do Mar Vermelho, tendo na retaguarda o poderoso exército de faraó a persegui-los, quando, então, ouviram

de Deus, através de seu líder Moisés, que não temessem, se aquietassem, pois, veriam o Seu agir poderoso para livrá-los. Sabemos que naquele momento abriu-se uma passagem em pleno mar, por onde aquele povo passou a pés secos, e que os egípcios tentaram segui-los, mas as águas voltaram ao seu normal e eles foram eliminados. A aplicabilidade desse fato para os que creem no poder desse mesmo Deus, nos tempos atuais, é que também não devemos temer diante das grandes bar-

reiras que os inimigos do reino de Deus tentam erguer para impedir o avanço de Sua obra salvadora nesse mundo. Muitas vezes, à semelhança do povo de Israel, somos tentados a pensar que seria melhor termos continuado da forma que vivíamos antes de nos entregarmos a Jesus para sermos libertos da escravidão do pecado; aparentemente, lá não tínhamos tantas dificuldades e rejeições. Repreendamos esses pensamentos e creiamos na palavra do Senhor: “não temais; aquietai-vos...”

O Senhor nos livrará de todo e qualquer obstáculo, para que Seus propósitos sejam cumpridos através de seu povo nesse mundo. Outras vezes, deixamos que nossas fraquezas e limitações se sobreponham sobre o poder de Deus, que atua em nós; e trememos diante do aparente poder do mundo, refletido na prepotência dos homens que se elegem como seres superiores, capazes de tudo resolverem, sem precisarem de Deus. Esses O rejeitam e nos desconsideram. Tam-

bém isso devemos combater, sabendo que somos por Ele comissionados, mesmo em nossas fraquezas, para a obra que nenhum homem pode fazer: Levar todos a Jesus pela Sua Palavra, para serem por Ele salvos. “E Deus escolheu as coisas humildes desse mundo, e as desprezadas, e aqueles que não são, para reduzir a nada as que são” (I Co 1.28). “Não temas porque Eu sou contigo...” (Isaías 41.10) Maior é o Deus que está em nós, do que o que está no mundo tentando nos impedir.


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reflexão

GOTAS BÍBLICAS NA ATUALIDADE

OLAVO FEIJÓ pastor, professor de Psicologia

Orai sem cessar

A oração de um justo Manoel de Jesus The, pastor, colaborador de OJB

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onheço uma loja de roupas femininas, que a cada dia estampa dizeres alusivos, sobre educação, felicidade, sobriedade, piedade, etc. Para mim, o estabelecimento tornou-se ponto de atenção, devido a boa ideia. Mais adiante, ao ler o Salmo 7, fiquei pensando se aquela oração não deveria estar publicada, tanto na Câmara dos Deputados Federais, no Congresso, onde se reúnem

os Senadores, nas Assembleias Legislativas Estaduais e nas Câmaras dos Vereadores de todos os municípios do Brasil. Qual a razão? É a oração de um justo, que busca de Deus a justiça em defesa da calúnia que lhe fizeram. Sua honestidade é tão patente, que ele pede castigo, se o merecer. Alguns de nossos políticos, não fizeram, nem conhecem essa oração, mas, alguns, estão sofrendo consequências como se tivessem feito. Uma verdade é bem patente. O verso 12 tem se cumprido na vida de muitos

deles. O verso 9 também tem mensagem muito eloquente: “Deus é aquele que sonda as mentes e os corações. Ah! se nos lembrássemos disso! Quantas consequências desastrosas teríamos evitado em nossas vidas! Os versos 14,15 e 16, deixa aos leitores um grande aviso, mas no último verso, o autor agradece a Deus e o louva. Foi alcançado pela justiça divina, vinda a todos nós, pelo sacrifício de Cristo, no Calvário, a disposição de todos os que se arrependem, e o aceitam como único Senhor e Salvador.

“Orai sem cessar” (I Ts relacionamento sem afeto, seco, destituído de amor. 5.17). A recomendação de Paulo, á pessoas religio- entretanto, faz parte de um sas que veem, na ensino muito mais amplo, oração, uma pos- que se refere à conduta ditura de requeri- ária, regular, do cristão. Seja mento, constituída de uma no seu relacionamento com lista enorme e detalhada de Deus, seja na dinâmica da pedidos. Que inclui desde vida em comunidade. Assim pedir por um dia ensolara- como há condutas recomendo, até que um inimigo seja dáveis, na comunhão entre as pessoas, deve haver tamcastigado. “Orar sem cessar” (I Tes- bém atitudes de intimidade, s alonicenses 5.17 ) nada na nossa comunhão com o mais é do que apresentar Senhor. O “orar sem cessar”, um re qu e rim e nto inte r- então, será o mesmo que minável de satisfação de manter com Deus uma connecessidades - sé rias ou versa amorosa, destituída de imaturas - então, a prática intenções pragmáticas ou inda oração corre o perigo teresseiras. É como se Paulo de se transformar em um dissesse: amai sem cessar.

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Servos inteiros para um Deus inteiro José Manuel Monteiro Jr., pastor, colaborador de OJB

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s sacerdotes eram líderes espirituais. Entretanto, para exercer o sacerdócio, o homem deveria, primeiramente, ter um chamado especial de Deus (Hebreus 5.4) “Ninguém, pois, toma esta honra para si mesmo, senão quando chamado por Deus, como aconteceu com Arão”. Ser sacerdote era uma honra especial e os que desempenhavam esta função eram diretamente chamados por Deus.

Eles tinham como função ensinar o povo (Levítico 10.111). Deveriam conhecer a lei e explicar. Oferecer sacrifícios e interceder pelo povo (Êxodo 29.10-11). Eles oravam a Deus pedindo o perdão dos pecados do povo e de si mesmos por intermédio do sacrifício. O texto de Levítico 21 salienta que um sacerdote com defeito não podia ministrar no altar (Levítico 21.17). “Fala a Arão, dizendo: Ninguém dos teus descendentes, nas suas gerações, em quem houver algum defeito se chegará para oferecer o pão do seu Deus”. Um sacerdote

com defeito podia ser sustentado como sacerdote. Ele podia comer do pão do seu Deus, mas não podia ministrar no altar. Os defeitos listados por Moisés no texto de Levítico revelam porque esses sacerdotes não podiam ministrar no altar. Vamos elencar alguns pontos para a nossa reflexão. Em primeiro lugar, o cego é aquele que não se examina (Levítico 21.18). Existem irmãos peritos em dar solução para a vida do outro e não conseguem enxergar o que está a um palmo a frente de seu nariz. Um filho que reclama de atenção e

cuidado. Uma esposa que grita por carinho, ou um esposo que pede para ser ouvido etc. Cego é aquele que não consegue enxergar suas mazelas. Em segundo lugar, o coxo é aquele que não consegue caminhar só (Levítico 21.18). Estamos vendo crescer assustadoramente uma quantidade de servos de Deus que nunca aprenderam a andar com suas próprias pernas. São crentes dependentes, que não decidem, pois usa o líder espiritual ou algum membro da comunidade como bengala. Crentes que ainda estão no leitinho e não querem nada substancial.

São crentes que são imaturos, que sempre precisam de alguém para transportá-lo (Atos 3.2). Em último lugar, o de rosto mutilado é aquele que perdeu a alegria na obra (Levítico 21.18). Existem ministros que estão cansados da obra. São ministros que perderam o prazer em servir. Estão com o coração azedo devido às frustrações que tiveram no ministério. Por mais duro e difícil que seja o ministério, o ministro deve se alegrar em Deus, naquele que o vocacionou. Que Deus abençoe sua vida e seu ministério.


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Ensinando a mensagem do Reino através da Escola Bíblica Dominical Levir Perea Merlo, pastor, colaborador de OJB

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eram o Livro da Lei de Deus, interpretando-o e explicando-o a fim de que o povo entendesse o que estava sendo lido”. [Ellos leían com claridad El libro de La ley de Dios y lo interpretaban de modo que se comprendiera su lectura.] (Ne 8.8) No mês de abril, a ênfase da denominação é a Escola Bíbli-

ca Dominical. Essa escola, tal como conhecemos nos tempos modernos, tem um pouco mais de 200 anos, mas tanto os judeus e cristãos de séculos passados desenvolveram um sistema de estudo semelhante à escola moderna. Povos que estudavam a lei, livros e cartas que eram produzidos por homens e mulheres inspirados pelo Senhor, através do seu Espírito Santo. (II Pedro 1.20-21). No pós-exílio judaico, ano de 427, Esdras e Neemias lide-

raram não só a volta de Israel do cativeiro para a palestina, mas também tinham a missão de regularizar os negócios judaicos de acordo com a lei e instruir o povo sobre ela (a lei). Vale lembrar que os povos desse período estavam sob o domínio do império Persa, inclusive os judeus. Sendo um povo de leitura, os judeus que voltavam do longo cativeiro babilônico estavam sedentos da palavra, o contexto do texto acima diz que eles (o povo)

pediram que o escriba Esdras lesse o livro da Lei, o que foi executado em alta voz desde o raiar da manhã até o meio dia. Não só leram, mas o interpretavam explicando-o para que o povo pudesse entender o que estava sendo lido. Ainda hoje o maior objetivo da Escola Bíblica moderna é ler a Palavra e explicar de forma correta os ensinos das sagradas Escrituras de forma coerente e dentro do seu contexto histórico, cultural,

econômico, social e político, trazendo para os nossos dias a essência da mensagem que deverá ser praticada por todos nós e ajudará no crescimento intelectual, mas sobretudo e principalmente na vida espiritual dos servos do Senhor neste século de tantas misturas e confusões. Que a Escola Bíblica Dominical possa se fortalecer a cada dia com líderes e professores conscientes da sua responsabilidade para com a obra do Reino de Deus.

mente participar da evangelização de todos os povos, você deve começar pela oração. Não pense você que os nossos obreiros não enfrentam batalhas espirituais. Não pense você que os nossos obreiros estão imunes às oposições culturais, políticas e religiosas. Não pense que os nossos obreiros não sentem medo, saudade da família, dificuldades em relação à cultura, língua, etc.

Eles precisam de cuidado e consolo. E isso só pode ser encontrado em Deus. Eles precisam ser revestidos de poder. E quem pode revestir com poder os nossos missionários? Deus. Somente Deus (Atos 1.8). Há inúmeros lugares ainda não alcançados por falta de missionários. Oremos por isso também, para que o Senhor da Seara envie mais obreiros (Mateus 9.38) e sustente aqueles que já estão no campo.

A obra missionária exige oração Edson Landi, pastor, colaborador de OJB

O

apóstolo Paulo foi um grande missionário. Levou a mensagem do Evangelho a muitos lugares e para muitas pessoas. Plantou Igrejas. E ele tinha em mente o quão necessário é orar por aqueles que estão levando a Palavra de salvação. Escrevendo aos crentes de Tessalônica

ele diz: “Finalmente, irmãos, orem por nós para que a mensagem do Senhor continue a se espalhar rapidamente e seja bem-aceita, como aconteceu entre vocês. Orem também para que Deus nos livre das pessoas más e perversas, pois nem todos creem na mensagem” (II Ts 3.1-2). Todos os anos, nos períodos de campanha de Missões, somos desafiados a nos engajarmos ainda mais na obra

de evangelização do mundo. Geralmente, nos esforçamos, participamos, contribuímos, realizamos nossas festas de missões e adotamos obreiros. Além de fazermos tudo isso, jamais devemos nos esquecer que a obra missionária não pode ser feita apenas com os recursos humanos. Não basta ter pessoas preparadas e recursos financeiros. É preciso orar. Orar muito. Se você deseja verdadeira-


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Como estou vivendo?

Paulo Berberth, pastor da Igreja Batista Mandacaru, em Maringá - PR

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ão se enganem: de Deus não se zomba. Pois aquilo que a pessoa semear, isso também colherá. Quem semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna” (Gl 6.7-8) Reflita: quando penso na vida, é natural pensar por alguns ângulos, passado, presente e futuro. É importante saber como estamos vivendo, porque envelhecemos a cada dia e a verdade é que algumas pessoas envelhecem graciosamente, enquanto outras se tornam mal-humoradas, amargas, altamente críticas e reclamando bastante, muito mais da vida dos outros, do que da própria. Nunca estão contentes, não possuem contentamento, não são felizes. Aprendi que em vez de viver, na verdade estamos morrendo a cada dia. Há pessoas que

apenas passam pela vida, mas não vivem, não deixam nenhum legado, melhor dizendo: “Há pessoas que estão vivendo mortas, outras morrendo vivas” – não tem nada a ver com a série famosa “The Walking Dead” (explicarei na sequência). Em nosso texto, o apóstolo Paulo deixa bem claro uma lei natural da vida, “a Lei da semeadura”. Aqueles que buscam o interesse próprio, que pensam somente em si mesmos, estão plantando as sementes que produziram uma colheita de sofrimentos para si e também para os outros que estão ao seu redor, mas essa pessoa não consegue perceber isso. Por outro lado, aqueles que amam a Deus e se preocupam com o próximo, estão semeando sementes que, em seu tempo, trarão uma colheita de grande alegria, pois se alimentam das coisas de Deus - como disse o apóstolo Paulo: “Andai no Espírito e não cumprireis os desejos da carne” (Gl 5.16). Desde a queda do homem, a humanidade passou a mor-

rer cada dia, a viver menos e com um agravante, com a possibilidade de morrer sem Deus, sem a sua presença e, portanto, passar a eternidade longe Dele (Romanos 3.23 ; 6.23). Contudo, há esperança ao pecador, o Evangelho ensina que “para viver, temos que morrer”, e então viver não para nós mesmos, mas para Cristo (Gálatas 2.20). Ainda, o apóstolo Paulo disse que “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” (I Co 15.19). E em Filipenses 3.20: “A nossa cidadania, porém, está nos céus, de onde esperamos ansiosamente o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”. Portanto, consideremos que estamos morrendo a cada dia, humanamente falando (sem considerar a fé), o ser humano só tem certeza de uma coisa: da morte. Há uma frase popular que diz “não ter solução para a morte”. O ser humano não tem certezas, não sabe quando chegará sua hora, não

tem esperança da vida eterna com Cristo. Contudo, para o cristão não é assim, pois possui a bendita e segura esperança de que está a cada dia mais perto do Senhor. Podemos dizer sem medo: “Menos um dia e não mais um dia de vida”. Deus seja louvado! Você poderia dizer com convicção: “Eu creio em Jesus Cristo como meu único e suficiente Deus, Senhor e Salvador, fui justificado, remido, restaurado e reconciliado com Deus por causa de sua Graça

e Misericórdia e aguardo ansiosamente pela eternidade”. Podemos escolher submeter nossas vidas a vontade de Deus diariamente, pedindo-lhe que nos dê forças para vivermos para Ele e também para os outros, fazendo o bem (Galátas 6.9). Viva bem e terá uma boa velhice, mas durante a vida, faça boas escolhas e todos terão apenas boas coisas a dizer a teu respeito quando morrer. Mas a medida em que Deus trabalha em nós, precisamos nos perguntar: Como estou vivendo?


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Organização de Igreja Batista em Gramado - RS marca avanço da obra missionária com apoio dos Batistas brasileiros

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mês de março deste ano foi marcado pelo avanço da obra missionária no Sul do Brasil. Após pouco mais de quatro anos de quando todo o Brasil Batista se envolveu neste grande desafio, durante a 95ª Assembleia da Convenção Batista Brasileira na cidade, a Primeira Igreja Batista na cidade de Gramado - RS foi organizada. Com 103 membros e 14 Pequenos Grupos Multiplicadores, a nova Igreja nasceu graças a orações e contribuição fiel dos parceiros. Mas, como foi mencionado, a história não começou neste ano e também não somente na Assembleia da Convenção. Em julho de 2011, pastor Renato Florêncio chegou com sua esposa Kenia Cristina em Gramado, como missionários de Miss õ e s Na c i ona i s en via d o s pela Primeira Igreja Batista em Aracruz - ES, presidida pelo pastor Luciano Estevam Gomes, e também fomentados pela Igreja Batista Capital, em Brasília. E logo dois meses após a chegada, a família missionária cresceu com o nascimento de Isa, primogênita do casal, que em 2015 ganhou companhia

de sua irmã mais nova Bely. “O que nós sabíamos sobre a realidade dos Batistas brasileiros na cidade de Gramado era que nos últimos 30 anos, vários pastores e missionários haviam iniciado a plantação da Igreja, todavia sempre voltando a estaca zero, fechando o ponto e distribuindo seus poucos membros para as outras denominações”, lembrou pastor Renato. Mas mesmo assim, no dia 11 de setembro de 2011, eles realizaram o primeiro culto na sala de seu apartamento alugado. E assim que iniciaram as atividades, a sala já não comportava mais

os congregados, tendo que se reunirem no salão de festas do edifício. Com poucas reuniões neste salão, alguns moradores sentiram-se incomodados com as reuniões e a síndica então pediu que não fosse mais realizado reuniões de cunho religioso ali. Foi assim que começaram a alugar um auditório de um dos hotéis que existem na cidade. A família missionária montava e desmontava toda estrutura para o culto, domingo após domingo e também continuavam reunindo nos lares. “Ficamos no hotel por 10 meses e neste período celebramos nosso primeiro aniversário de congregação

com dois batismos, para glória do Senhor Jesus”, contou. Após esse tempo, deixaram esse auditório e decidiram encarar um espaço de uso exclusivo, bem localizado no acesso dos principais bairros residenciais de classe trabalhadora do município. Por três anos permaneceram ali, conquistando o reconhecimento da cidade como uma Igreja séria e comprometida com os valores do Reino de Deus. Foi quando em 2015, mais de 80 missionários de 16 estados brasileiros realizaram a grande evangelização: Jesus Transforma Gramado, paralelo à 95ª Assembleia da CBB, e a partir daí a con-

gregação experimentou um salto de 17 para 70 membros, nesses três anos neste ponto. E com este crescimento contínuo, em setembro de 2017, Deus deu à congregação um novo espaço e, desta vez, próprio. Um prédio de 750 metros de área construída, onde muitos irmãos e igrejas de todo Brasil contribuíram para as reformas. E recentemente a congregação é submetida ao concílio e aprovada por unanimidade, para glória do Senhor Jesus! Tudo isso em apenas sete anos e meio, resultado das orações, ofertas e dedicação dos Batistas brasileiros.


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Conselho Geral da Convenção Ba a 99 Assembleia e traça plan

Pr. Silvado se despede da presidência da Departamento de Comunicação da Convenção Batista Brasileira

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tem como objetivo focar os aspectos positivos e fortalecedores de nossa Instituição, bem como identificar áreas/ ações/projetos a serem potencializados e outras ações e/ou projetos a serem incorporados no âmbito da Instituição CBB. Como resultado, tivemos uma riqueza de informações e contribuições, que darão uma nova dinâmica e modernização a nossa amada Instituição CBB. Caso sejam aprovadas, serão incorporadas na Proposta Final de Reestruturação da CBB e na Atualização do Planejamento Estratégico da CBB, e encaminhadas para a Assembleia, em Natal, para a última deliberação. Foram 12 temas centrais, já conhecidos de todos, os quais geraram contribuições, conforme abaixo descritas.

urante os dias 25 a 28 de março, o Conselho Geral da Convenção Batista Brasileira (CBB) realizou em sua última reunião do ano convencional onde foram apresentados os relatórios que serão apreciados pela 99ª Assembleia da Convenção durante os dias 25 a 29 de abril na cidade de Natal - RN. A diretoria, que terá seu mandato finalizado na próxima Assembleia, iniciou os trabalhos agradecendo a todos que durante esses dois anos trabalharam juntos na execução de todas as atividades da Convenção. Além dos relatórios apreciados, foi a oportunidade ESTRUTURA DO de serem apresentados os RELATÓRIO FINAL resultados do Fórum Batista, Etapa I - ações/propostas realizado em novembro de 2018. No referido Fórum, foi que já existem e precisam utilizada a metodologia da ser potencializadas, as quais Investigação Apreciativa, que chamamos de o que quere-

mos manter e potencializar e que sendo aprovadas por este Conselho Geral e Assembleia serão executadas. ETAPA II – Ações/Propostas Essenciais, geradas pela visão de futuro de todos os participantes que sonharam os sonhos de Deus, denominadas de propostas essenciais (sonhos), e que, portanto, merecem uma atenção especial para sua implementação, sendo aprovadas por este Conselho e Assembleia Geral em Natal-RN; ETAPA III - Ações/Propostas Prioritárias, as quais foram selecionadas e consideradas como propostas prioritárias, para serem colocadas em prática imediatamente, em sendo aprovadas por este Conselho Geral e Assembleia Geral em Natal-RN. Também foi apreciado o relatório de novas Igrejas que pediram ingresso na Convenção ao longo deste ano. Com a atualização o número de

Igrejas integrantes da CBB fica assim: número de membros: 1.775.390, que congregam em 8.974 Igrejas e 4.739 congregações, ou seja, 13.713 templos. Entre os temas tratados nesta reunião foi ajustada a programação do próximo ano convencional, em que as assembleias voltarão a ser realizadas no mês de janeiro, já com a definição da próxima, que será a 100ª Assembleia, na cidade de Goiânia, nos dias 23 a 26 de janeiro de 2020, cujo o tema será: Celebrando o Reino de Deus e a divisa: “Os reinos do mundo vieram a ser de nosso SENHOR e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre” (Ap 11.15b). O diretor executivo da CBB, pastor Sócrates Oliveira de Souza, destacou no relatório que um dos motivos de ações de graças e celebrações deste ano é o aniversário de 112 anos de organização da Convenção Batista Brasileira e suas juntas missionárias que

é comemorado no dia 22 de Junho, como descrito na primeira ata de organização, que contou com 43 mensageiros representando 39 Igrejas, no estado da Bahia. Durante a 99a Assembleia, em Natal, receberemos os representantes da Aliança Batista Mundial que iniciará as inscrições do “Congresso Batista Together 2020” em julho do próximo ano, na cidade do Rio de Janeiro. O presidente O pastor Luiz Roberto Silvado, presidente da CBB, fez um balanço dos seus dois anos à frente da Organização dos Batistas brasileiros. “Foi uma experiência muito desafiadora, porém, abençoadora. Foi um privilégio poder servir os Batistas brasileiros como presidente. Acho muito importante essa ênfase de que não é um cargo político. A presidência da Convenção não é um cargo que você se candidata, que você faz campanha, que você tem uma


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atista Brasileira se reúne antes da nos para os próximos anos

a CBB e faz um balanço do seu mandato. plataforma política, algumas pessoas se equivocam e comparam ser eleito presidente da Convenção com um cargo público eletivo e não é isso. Não é assim que a gente funciona no Reino de Deus. No Reino de Deus você tem o conceito do líder/servo. Fui eleito pra servir os Batistas brasileiros”, disse o presidente. Ele comentou também a respeito da área Teológica na denominação. “Dentro da percepção que eu tive, que eu tinha dos Batistas brasileiros ao estar na presidência, vi uma grande necessidade de agir dentro da área Teológica. Nós tínhamos um Seminário que a Convenção pediu que tomássemos providências e tinha uma séria possibilidade de fechar o Seminário do Sul. E dentro desse processo de avaliação, graças a Deus nós conseguimos que uma nova estratégia fosse implantada, uma nova direção. Pastor Fernando Brandão veio nos auxiliar como diretor interino com toda uma equipe e isso

permitiu que evitássemos que aquela casa fosse fechada, uma casa centenária. Em paralelo a isso, foi eleita uma comissão e essa trabalhou no processo de elaborar um perfil do vocacionado Batista brasileiro. Procurando entender o porquê dessa crise nas nossas casas teológicas, quando existem tantos seminários e tantos seminários com tantos vocacionados. Essa comissão fez um trabalho muito bonito e levou esse trabalho a ser aprovado pelo Conselho e, posteriormente, pela Assembleia do ano passado. Esse perfil do vocacionado nos fala como a Igreja deveria preparar, despertar aqueles que foram chamados por Deus para que eles estivessem prontos para ir a uma casa de ensino teológico. Depois, como aquela casa de ensino teológico trabalha para que aquele vocacionado, ao concluir o curso, esteja pronto para assumir um ministério. Perfil em termos de ensino

teológico, doutrina, vida cristã, caráter para que ele possa cumprir a vocação. Na terceira etapa foi falado de como a denominação deveria trabalhar pra garantir que aquele novo pastor tivesse suporte nos dois primeiros anos, para que a experiência ministerial dele seja positiva o suficiente para que isso tenha impacto positivo em toda vida ministerial dele. Esse perfil foi aprovado e, a partir disso, uma nova comissão foi eleita e está indo para a Assembleia uma proposta de matriz curricular dos Batistas brasileiros. Sendo aprovada, a ideia é que seja a base dos três Seminários que pertencem à CBB (Seminário do Sul, Norte e Equatorial) com um certo percentual de características regionais sendo respeitadas, mas que o aluno possa sair de um lugar para o outro sem problemas no currículo e, principalmente, que nós tenhamos uma formação teológica, doutrinária, bíblica e prática ministerial que seja a mesma. A expectativa é que,

no futuro, isso, de alguma forma, venha estimular algo semelhante nas demais Instituições teológicas Batistas, que não são da CBB, mas que estão ligadas a Convenções Estaduais, Associações ou Igrejas Batistas” O pastor falou a respeito da última reunião antes da Assembleia em Natal. “Nós estamos levando para a Assembleia uma proposta da Convenção Batista Brasileira olhando para o futuro. O Conselho está trabalhando em várias mudanças, adequações, para que a nossa Convenção funcione de uma maneira mais contextualizada. Na reunião de julho, foram dois dias pensando a CBB do futuro, sonhando e avaliando o que precisava ser mudado. Nesta reunião investimos um dia e meio avaliando as propostas que eram consideradas prioritárias. Agora é a fase que o Conselho está se debruçando sobre isso e vendo como isso afetará o planejamento es-

tratégico da Convenção nos próximos anos”, ponderou. Sobre a expectativa dos Batistas para o futuro, pastor Silvado disse que “Os membros, as Igrejas podem olhar para o futuro com uma expectativa muito boa, porque nós somos uma Convenção muito viva. Temos uma obra missionária pujante, um número de vocacionados enorme, algumas áreas que precisam ser revitalizadas, mas existe a possibilidade de fazer isso acontecer com facilidade. Nós temos muitas Igrejas crescendo, batizando, prosperando”, lembrou o líder. Ele ainda deixou uma palavra ao povo Batista. “A minha palavra para aqueles que têm uma visão mais triste, mais pessimista da denominação é dizer: por favor, levante os olhos e olhe ao redor. Talvez, você esteja em um ‘bolsão’ de dificuldades, mas o Brasil Batista é de vitórias, bençãos, de Igrejas que estão crescendo e fazendo discípulos em nome de Jesus”, finalizou. Fotos: Selio Morais


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notícias do brasil batista

PIB em São Sebastião - DF comemora 26o aniversário em clima de muito louvor e gratidão Programação estava repleta de participações especiais. Edmilson Campos Braga, pastor Titular da Primeira Igreja Batista em São Sebastião - DF

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om o tema “Buscando Ser a Igreja de Cristo”, baseado na divisa em I Pedro 2.5: “... vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo”, a Primeira Igreja Batista em São Sebastião - DF comemorou o seu 26º aniversário, nos dias 16 e 17 de março de 2019. Foram momentos preciosos de muita alegria, louvor, gratidão e compartilhamento da Palavra de Deus.

Coro Feminino da Igreja foi uma das atrações da Celebração

No sábado, 16, tivemos a Noite de Abertura com a participação da cantora sacra Lucina Santos & Banda; ministrando a Palavra o pastor Luciano da Costa Alves, pastor da Igreja Batista Palavra Viva, em Luziânia - GO. No domingo, 17, começamos o dia com um gostoso café de comunhão, seguido do culto.

Ministrando a Palavra o pastor Hércio Fonsêca, pastor da Igreja Batista do Lago Norte, em Brasília - DF, e presidente da Convenção Batista do Planalto Central (CBPC). Na música, a ministração do louvor foi por conta do Ministério de Louvor local. À noite, o encerramento com o Culto de Gratidão, com

Igreja viveu momentos de louvor e adoração ao Senhor

a Igreja expressando grande alegria por mais um ano de bênção. Ministrando a Palavra o pastor Marcos Antônio Mateus, pastor da Igreja Batista Nova Jerusalém, em Gama - DF, e participação do Ministério de Louvor, grupos de coreografia, Banda Som de Crente e Coro Feminino da Igreja.

Foi, sem dúvida, um momento especial na vida da Igreja, sendo edificada com preciosas mensagens que falaram profundamente a todos quantos participaram. Agradecemos a Deus o privilégio de sermos a Igreja de Cristo e podermos celebrar vitórias em Seu nome. A Deus toda a glória!

Igreja Batista no Jardim, em Cáceres - MT, realiza batismos Ato aconteceu durante Retiro espiritual da Igreja. Anderson José, pastor da Igreja Batista no Jardim, em Cáceres - MT

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o último dia 05 de março, a Igreja Batista no Jardim, em Cáceres - MT, viveu um momento especial com a celebração de batismo de seis novos irmãos: Ednilson, Vinicius, André, Luíza, Raissa e Beatriz. O mesmo aconteceu na conclusão do Retiro Espiritual da Igreja que teve como divisa II Pedro 3.18 “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém”. O tema escolhido foi “Meu Alvo Crescer em Cristo” que é o tema anual da Igreja. Durante três dias, a Igreja esteve reunida em um lindo espaço, às margens do rio Paraguai, o que tornou ainda mais especial os momentos de adoração, comunhão, oração e estudo da palavra de Deus de

Jovens batizados pela Igreja

forma que a presença do Espírito Santo foi algo marcante para cada acampante. “Momentos assim são especiais e que bom que estive participando deles” falou pastor Andrés, acampante e amigo da Igreja. “Ao ver meus dois filhos serem batizados no mesmo dia, não tive como conter as lágrimas”, disse o irmão Antônio, pai de André e Luiza. No final da celebração, como pastor da Igreja, lancei

Momento da realização dos batismos

o desafio aos presentes a voltarem para suas casas e viverem de forma intensa; tudo que nos foi revelado, ensinado pela Palavra durante o retiro e com uma oração de mãos dadas pedimos ao nosso Deus que guardasse em nosso coração tudo quanto foi vivido, para que assim o Alvo de Crescer em Cristo não saísse de meta. Logo em seguida, um delicioso Churrasco selou aquele lindo momento de comunhão. A entrega dos certificados aos

novos batizados foi feita no culto de abertura de Missões Mundiais, no dia 17 de março, quando os irmãos puderam participar de sua primeira Celebração da Ceia do Senhor. Os certificados, de forma especial foram entregues pelos irmãos que desceram às águas no batismo anterior realizado pela Igreja, em setembro de 2018 (Geovana, Gustavo, Ramylli, Milena, Maria Eduarda). Após recebido, foi lido o pacto de compromisso Batista,

os novos membros receberam das mãos dos Irmãos Marcílio e Weudes (1º e 2º vice da Igreja) uma Bíblia simbolizando as boas vindas como agora membros da Igreja Batista de Jardim. Momento de muita emoção e celebração. Viver aquilo que Deus nos orienta a fazer como Igreja é sempre algo que preenche nossos corações e nos faz continuar buscando o alvo de juntos crescermos em Cristo a cada dia.


missões mundiais

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Faça o Togo se alegrar Gleici Balaniuc - missionária de Missões Mundiais no Togo “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e Salvador, pobre e montado sobre um jumento, sobre um jumentinho, filho de jumenta” (Zc 9.9).

O

s profetas que anunciaram o nascimento de Jesus proclamaram que a chegada do Messias traria uma grande alegria. E realmente trouxe. Onde Jesus é anunciado, a alegria chega. A vida de Cristo em nós é para ser levada às nações, como o apóstolo Paulo testemunhou de uma maneira clara no final do verso 19 e verso 20 de Gálatas 2, dizendo: “Estou crucificado com Cristo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no filho de Deus, que me amou e a si mesmo se

entregou por mim”. Estamos vivendo a vida de Cristo em nós ao ponto de transbordarmos essa Alegria ao mundo? O Togo é um pequeno país da África Ocidental, onde o Islamismo tem avançado a todo vapor nos últimos anos.

A África Ocidental precisa da Alegria da Salvação que só encontramos em Jesus. O Togo precisa dessa alegria. Missões Mundiais, em parceria com a Convenção Batista do Togo, tem investido no norte do país através do envio

de missionários locais para a região e da implantação de Igrejas, em uma área dominada pelos animistas e muçulmanos. Temos 12 missionários locais trabalhando com 16 etnias, no norte do país. Ainda há, nesta região, sete povos

que não ouviram da Salvação em Jesus, que não conhecem a Alegria de ter um Salvador que nasceu e morreu na cruz por seus pecados. Estamos trabalhando diretamente com a Convenção Batista local para implantar o DNA missionário, a fim de que esse pequeno país possa ser um enviador de missionários que levarão a Alegria, que é Jesus, aos povos não alcançados aqui no Togo e por toda a África Ocidental. Estamos trabalhando também no treinamento de missionários locais e ajudando na estruturação de Igrejas fortes e comprometidas em levar essa Alegria. E você pode fazer parte desse projeto nos ajudando com recursos para as viagens ao norte, para os treinamentos, para o sustento dos missionários locais e apoio à implantação e fortalecimento das Igrejas. Ore, contribua e se envolva com esta missão de levar a Alegria ao Togo.

Frutos missionários na Suíça Colaboração: Jamile Barros (com supervisão de Marcia Pinheiro)

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Igreja Batista Brasileira em Basel (IBBB), na Suíça, tem cerca de 13 anos e congrega em torno de 70 pessoas incluindo brasileiros, portugueses, suíços e também pessoas da Alemanha e de um país hostil ao Evangelho. O desenvolvimento da Igreja é motivo de grande alegria. Resultado de oração e trabalho de servos do Senhor, os missionários de Missões Mundiais, Ricardo e Tatiana Arakaki - que trabalham em conjunto com o casal de missionários da International Mision Board (IMB), Henry e Cyntia Kennedy. No dia do “Encontro Ministerial”, os missionários Ricardo e Tatiana apresentaram um novo projeto ministerial e também um calendário das atividades. Os alvos ministeriais do primeiro projeto, que visavam a reestruturação da IBBB – tornando-a um instrumento missionário

na cidade ainda mais efetivo – foram abençoados. “Como resultado da graça do Senhor, mais de 30 pessoas foram batizadas, de diferentes países como Suíça, Portugal, Romênia e Brasil. Hoje, elas permanecem na Igreja; algumas com efetivos ministérios. Ainda como frutos da reestruturação, outros, de perfil já cristão, também se achegaram e ajudaram no fortalecimento da Igreja”, conta o missionário Ricardo Arakaki. O suíço R.S. é um dos exemplos de vidas alcançadas através da obra do Senhor. Ele e

uma brasileira que moravam juntos, começaram a frequentar a Igreja. Logo se interessou pelo Evangelho e participou de um dos acampamentos da IBBB. Em um dos cultos do evento, R.S. se sentiu tocado profundamente e curado de uma enfermidade. Desde então entregou sua vida para Jesus, casou com a brasileira, foi batizado e agora faz parte do corpo de Cristo na Igreja Batista Brasileira em Basel, para a honra e glória de Deus! Outra gratidão é o Curso Básico de Teologia Bíblica, iniciado em fevereiro. Ele tem

como programa três módulos semestrais: Antigo Testamento, Novo Testamento e Doutrinas Centrais da Fé Cristã. O objetivo é oferecer um panorama bíblico e teológico, em nível básico aos participantes – principalmente àqueles que estão iniciando sua caminhada na fé e carecem dos alicerces fundamentais para se firmarem e prosseguirem. Além do curso, os missionários também têm trabalhado para a formação de uma nova classe de batismo. Durante o mês de março, três pessoas mostraram interesse e já iniciaram os estudos.

Ore pelos missionários Ricardo e Tatiana (saúde física, emocional e espiritual), pelo crescimento da IBBB, pelo Curso Básico de Teologia Bíblica e classe de batismo, e pela possibilidade da plantação de uma nova Igreja na cidade de Frick, por meio de um grupo de estudos que lá se reúne. Que mais frutos provenientes do trabalho missionário possam ser colhidos para a glória de Deus! Faça a Suíça se alegrar com suas orações e doações. Acesse: vocacionados.jmm.org.br/ relacionamento


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Massacre de Suzano ocorreu no dia 13 de março de 2019, na Escola Estadual Professor Raul Brasil, no município de Suzano, em São Paulo. A dupla de atiradores, Guilherme Taucci Monteiro e Luiz Henrique de Castro, ambos ex-alunos, mataram 10 pessoas entre alunos e funcionários. Vidas preciosas foram ceifadas. Essa catástrofe atingiu a todos nós. Ficamos consternados. Deixou o Brasil de luto. Sabemos que as nossas escolas são muito vulneráveis a ações de vândalos, ladrões e assassinos como Guilherme e Luiz Henrique. Os dois eram

ponto de vista

O que aprendemos com o massacre de Suzano? jovens que viviam no submundo das redes sociais, tendo uma educação extremamente deficiente. Do ponto de vista das Escrituras, o homem possui um coração perverso e desesperadamente corrupto (Jeremias 10.9). Há inúmeros textos bíblicos que mostram como o homem pode arquitetar coisas horripilantes. Por causa do pecado, a natureza humana é má em essência: “Em pecado fui formado, em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51.5). Outro texto de David, em Salmos 58.3, diz: “Alienam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nasceram, falando men-

tiras”. No Novo Testamento, Paulo afirma: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons; traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus” (II Tm 3.1-4). Os nossos adolescentes e jovens estão perdidos, viciados, vazios, altamente vulneráveis a homens e mulheres perigosos. Eles têm transitado na

desobediência e nos vícios, resultando em desequilíbrio psíquico emocional. É claro que há muitos deles sérios, trabalhadores, estudiosos, responsáveis e obedientes aos pais e aos mais velhos. Aprendemos com esse massacre que devemos orar mais pelos nossos adolescentes e jovens; investirmos tempo e formação de qualidade; ter atitudes e atos rigorosos ou disciplina séria; monitorando seus passos; estabelecermos limites razoáveis; aprendermos a dizer não; demonstrarmos amor, carinho, afeto, atenção, diálogo; tarefas terapêuticas e um plano de encorajamento e metas de desempenho. Eles

necessitam ser motivados a cada dia. Se queremos um Brasil de vanguarda, de oportunidades para todos, justiça social e uma sociedade equilibrada e ética, precisamos investir nas famílias, na educação de alta qualidade (escolas de tempo integral), na segurança e na disciplina exemplar. Que Deus nos conceda um espírito de sabedoria e discernimento. Que sejamos tomados de indignação em relação à violência e a toda a forma corrupção e imoralidade. Construamos um país novo. Um Brasil sério, comprometido com a excelência em tudo o que faz.

UMA CHAMADA A ESTE COMPROMISSO Estaremos reunidos entre os dias 23 a 28 de abril de 2019, no Centro de Convenções de Natal - RN, para a 99ª Assembleia da Convenção Batista Brasileira. Queremos que seja marcada por um clima de muita alegria e conscientização para chamada ao compromisso de mudarmos a história de nossa denominação, com o foco em nosso tema: “Ensinando a Mensagem do Reino de Deus”. Venha e participe por você, por sua Igreja! Vidas poderão ser impactadas pelos Batistas no Brasil. Endereço: Avenida Senador Dinarte Mariz, 6664-6704 - Ponta Negra, Natal - RN


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ponto de vista

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OBSERVATÓRIO BATISTA LOURENÇO STELIO REGA

A Convenção pode ministrar ceia e realizar batismos!?

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reio que todos temos a resposta para esta indagação. A Convenção não pode, nem deve ministrar ceia, muito menos realizar batismos. São prerrogativas das Igrejas. Na nossa Teologia Batista são chamados de ordenanças para a Igreja. Mas então por que desse título? É muito simples. A Convenção não é Igreja. Isso todos sabemos ou deveríamos saber. Não temos nenhuma estrutura piramidal sobre a Igreja local, ela é suficiente em si, do ponto de vista de sua soberania e autonomia. O dilema é que constantemente observamos a aplicação do modelo funcional e até eclesiológico de Igreja no funcionamento da estrutura convencional. Convenção e igreja local possuem natureza e finalidade diferentes. A primeira é serva da segunda, tem como alvo promover a cooperação entre as Igrejas locais para que elas possam ter mais facilidade na viabilização do cumprimento de sua missão recebida por Deus. Estrutura convencional deve, portanto, estar à disposição da Igreja local. Nesse papel será necessário entender a estrutura e funcionamento convencional diferentemente do que seja uma Igreja. A Convenção é como uma cooperativa que agrega Igrejas cooperantes entre si (e não entre a Convenção como dizia um estatuto antigo). Seu papel é como que uma agência prestadora de serviços para atender às demandas das Igrejas. Assim, o modelo de sua gestão e funcionamento será, naturalmente, diferente. Por exemplo, será necessário que, como Convenção, tenhamos um plano de atuação estratégica pelo menos de médio prazo que seja aprovado pelas Igrejas. Um plano que tenha como alvo essencial

atender às Igrejas, seja em suas necessidades atuais, seja em necessidades futuras diante dos novos cenários que estão se formando pelas novas tendências culturais, sociais, ideológicas. Assim, a Convenção tem papel de atender demandas, mas também de oferecer alternativas que possam preparar as Igrejas, pastores, líderes e seus membros para que possam “saberviver” (em vez de sobreviver) diante das ameaças ideológicas e culturais que se nos avistam. Um papel de oferta e demanda ao mesmo tempo. Vamos a alguns exemplos práticos. Será necessário que sejam implementados elevados padrões de qualidade e performance em todos os níveis da estrutura convencional, que deverão ser indicadores de processos e ciclos avaliativos contínuos que deverá alcançar todos estes níveis – da sua presidência ao funcionário convencional menos graduado. Isso afetará naturalmente a escolha de líderes na área estratégica, desde a presidência até membros de juntas e conselhos. Assim também na área operacional, desde executivos até colaboradores menos graduados. Todos necessitam preencher critérios de um mapeamento de competências e habilidades de modo que se alcance elevados níveis de qualidade sejam nas decisões estratégicas, sejam nas executivas. Mas não é só isso. A autonomia é da Igreja local e não da estrutura convencional, assim, nenhuma junta ou conselho é autônomo, mas deve funcionar dentro de uma visão sistêmica, como um corpo em que, se uma parte falha, tudo o mais falha. Se uma área desejar ser autônoma será como que uma célula independente

e isso em um corpo é como que um câncer. Não questiono a autonomia jurídica, especialmente quando nos referimos a instituições que são sem fins econômicos que possuem restrições no campo financeiro e patrimonial pelo menos, e, mais ainda, instituições filantrópicas que precisam seguir legislação mais rigorosa ainda. Me refiro aqui ao fato de que, mesmo sendo filantrópica ou mesmo sem fins econômicos, uma instituição, junta, conselho ou área, deve funcionar a partir da visão de um todo que opera em favor da Igreja local. E isso não apenas no âmbito de uma Convenção, mas como um todo, seja no âmbito nacional, seja no Estadual, seja regional e até alcançando as associações. Já discuti isso na série de artigos relacionando “política de denominação e política de governo” (parte 3), quando mencionei a existência de seminários em situação de irregularidade fiscal ou mesmo que não possam demonstrar com segurança a oferta com a necessária qualidade de ensino, o que afetará um todo em termos de Igrejas e denominação ao longo do tempo com a presença nos quadros ministeriais de obreiros que nem sempre preenchem as qualificações necessárias para que a obra possa ser realizada com esmero e o povo possa ser atendido de forma adequada. Neste caso, o que se pode alegar é que não podemos interferir em instituições criadas seja por convenções ou associações ou mesmo Igrejas, pois devemos respeitar a sua autonomia. Mas a autonomia é um componente da eclesiologia, da doutrina da Igreja e não do funcionamento da estrutura convencional. Com este argumento estamos deixando

de buscar a unidade e desenho da formação ministerial dentro do que seja necessário para termos garantia ampla da qualidade que afetará e tem afetado seja positiva ou negativamente as Igrejas e a vida denominacional. Vejam que aqui não se trata de interferir, mas requerer que a formação de líderes siga padrões mínimos de qualidade e não se trata aqui de ser a escola credenciada ou não pelo MEC, não é disso que estamos falando. Há instituições com cursos livres que possuem elevada qualidade no ensino. Conheço diversas delas em minhas viagens pelo Brasil. Nesse ponto, a ABIBET já aprovou, em janeiro de 2013, um documento chamado “Padrões de qualidade para seminários e escolas teológicas”, que em certo ponto é mais exigente que os instrumentos do MEC, para certificar instituições em termos de sua qualificação. Já pensou as Igrejas, pastores e líderes possuírem uma listagem de seminários e Faculdades certificadas pela ABIBET, tendo maior garantia de que a indicação de estudantes para estas instituições? E como isso será útil para a própria Igreja e denominação? Ninguém estará intervindo em nada, mas será possível ter maior garantia da oferta com qualidade e, pelo menos, dentro até da legalidade fiscal dando exemplo moral e ético aos alunos, igreja e denominação. E, neste exemplo, estamos demonstrando que precisamos possuir uma “política de denominação” que regule, em nível nacional, a formação de pastores, líderes, obreiros, de modo a se buscar qualidade, unidade, mas também diversidade (de acordo com dons, talentos e habilidades e, mesmo, regionalidade) no caminho de melhor qualifica-

ção ministerial e, consequentemente, maior qualidade no atendimento das Igrejas. No artigo anterior, em que discuti sobre se os seminários são de fato culpados, esse tema ficou melhor explanado. Igrejas que desejam melhor qualidade ministerial precisam exigir melhor formação ministerial. É assim que outras denominações históricas estão agindo há muitos anos. Alguém poderia reclamar que isso seria “reserva de mercado”. Chame como quiser, qualidade e profundidade aqui não podem estar em jogo. Como está a qualidade do atendimento às Igrejas nas variadas regiões do Brasil? Podemos melhorar? Esse é o rumo. E aqui temos até de motivar a Ordem de Pastores Batistas do Brasil que necessita urgentemente aperfeiçoar os critérios de filiação de seus membros inserindo em suas regulações a necessidade de que o candidato ao ministério deve estudar numa escola certificada. Já existe decisão da Convenção Batista Brasileira de que se um candidato ao ministério vier estudar em escola não Batista deverá se submeter à adaptação curricular indicada pela ABIBET. Então, isso é conexão sistêmica, uma parte colaborando para outra funcionar adequadamente em busca do cumprimento da missão maior – servir a Igreja local, promover a cooperatividade entre elas. Afinal, a Convenção pode então ministrar ceia e realizar batismos? Certamente que não, então por que, em muitas ocasiões, se busca aplicar ao funcionamento da estrutura convencional o modelo de gestão de uma Igreja e mesmo a própria eclesiologia? Desejando participar deste diálogo escreva para rega@ batistas.org.


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OJB Edição 15 - Ano 2019 by Jornal Batista - Issuu