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OJB Edição 06 - Ano 2019

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ISSN 1679-0189

o jornal batista – domingo, 10/02/19

Órgão Oficial da Convenção Batista Brasileira

Ano CXVIII Edição 06 Domingo, 10.02.2019 R$ 3,20

Fundado em 1901

Primeira Igreja Batista em Santarém PA celebra 115 anos de fundação Apesar das perseguições religiosas da época, Igreja foi fundada em 24 de janeiro de 1904, pelo pastor Jephthah Hamilton. Para celebrar tão importante data, a Igreja realizou um belo culto em ação de graças a Deus por seus feitos maravilhosos. Página 09 Notícias do Brasil Batista

Notícias do Brasil Batista

Igreja Batista Emanuel, em Panambi - RS inicia trabalho com surdos

Radical COBAPA oferece treinamento para missionários voluntários

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Missões Mundiais

Notícias do Brasil Batista

Conheça o trabalho da Junta de Missões Mundiais no Uruguai

Junta de Evangelismo e Missões da CB Pioneira tem novo executivo

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o jornal batista – domingo, 10/02/19

reflexão

EDITORIAL O JORNAL BATISTA

Uma Igreja relevante

Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901 INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189 PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB FUNDADOR W.E. Entzminger PRESIDENTE Luiz Roberto Silvado DIRETOR GERAL Sócrates Oliveira de Souza CONSELHO EDITORIAL Francisco Bonato Pereira Guilherme Gimenez Othon Avila Sandra Natividade EMAILs Anúncios e assinaturas: jornalbatista@batistas.com Colaborações: decom@batistas.com REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA Caixa Postal 13334 CEP 20270-972 Rio de Janeiro - RJ Tel/Fax: (21) 2157-5557 Fax: (21) 2157-5560 Site: www.convencaobatista.com A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal. DIRETORES HISTÓRICOS W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas IMPRESSÃO: Folha Dirigida

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edição de O Jornal Batista desta semana traz como destaque o aniversário de 115 anos da Primeira Igreja Batista em Santarém, no Pará. Vale lembrar que o trabalho Batista na cidade começou através de pessoas que se disponibilizaram e foram até a cidade implantar o trabalho. Quando pensamos na frase “Igreja relevante”, o primeiro pensamento é na Igreja como um todo, a Instituição. E não é incorreto. Mas, antes disso,

é necessário que a Igreja (eu e você) sejamos relevantes no contexto que estamos inseridos. É importante destacarmos também algumas características de uma Igreja relevante. Em primeiro lugar, ela produz frutos. E esses frutos precisam estar na videira, que é Jesus; só assim eles permanecerão para sempre. Uma Igreja relevante é aquela que reflete a glória de Deus. E isso não tem relação com a estrutura física, financeira ou número de

membros, mas, sim, através da cura, da ajuda ao necessitado. Outro ponto crucial para reconhecermos uma Igreja relevante é a sua preocupação em levar o Ide. A Palavra nos orienta a levar o Evangelho a toda criatura. Por isso, a Igreja deve pensar em meios para alcançar a todos, como os deficientes auditivos e visuais, por exemplo. A Palavra precisa chegar até eles também! Sua Igreja possui essas características? Se sim, conti-

nuem avançando e fazendo a diferença na realidade onde estão. Caso ainda falte algum desses pontos, ainda é tempo de mudar. E nós queremos saber o que sua Igreja tem feito de relevante em sua comunidade. Envie matéria para decom@ batistas.com e compartilhe com os Batistas de todo o Brasil o que Deus tem realizado através dos irmãos. Que Deus te abençoe! Estevão Júlio, secretário de redação de OJB


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bilhete de sorocaba JULIO OLIVEIRA SANCHES

Neurastenia

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ifícil determinar com precisão quando a sociedade humana começou a viver sob o domínio da ansiedade. Em cada era da civilização temos a presença dessa angústia como fator preponderante na vida de diferentes pessoas. O neurobiólogo Robert Sapolsky afirma que durante centenas de milhares de anos o padrão social humano foi a tribo caçadora e coletora. Não havia a preocupação em amealhar para o dia seguinte. Com a invenção da agricultura, que permitiu o armazenamento de alimentos, surge desse proceder a ansiedade pelo amanhã (*). Modo de agir que não é recomendado por Jesus (Mateus 6.31-34). Conhecemos a Palavra do Mestre, mas não conseguimos colocá-la em prática. O jovem médico George

Miller Beard, em o “Nervosismo americano” (1881), cunhou a palavra neurastenia, formada por neuro, “nervos” e astenia, “fraqueza” para designar o esgotamento nervoso de seus pacientes. Livros e mais livros têm sido editados para tentar explicar a origem e o porquê da neurastenia na vida de pessoas ilustres, de boas condições sociais, cultas, que tem tudo para ser felizes e não o são. Karen Horney, em seu livro “A personalidade neurótica do nosso tempo” (1937), afirma que um dos tiques comportamentais do neurótico constitui em se menosprezar: “Sou imprestável.” Essa baixa autoestima pode conduzir a pessoa ao suicídio. Seria esse um dos motivos que têm levado muitos pastores a cometê-lo? Por não ter resultado mensurável do seu labor, o reconhecimento

do rebanho, o líder deixa-se levar pela ideia de fracasso, às vezes insuportável, além, é claro, do desafio de ministrar a pessoas ansiosas, todos os dias. Como a maioria das pessoas vive ansiosa, temos como resultado a agressão física, emocional e até mesmo espiritual. Denegrir o outro, por inveja ou incapacidade de compreender o seu sucesso, é uma das armas prediletas do neurótico. A elevada quantidade de fármacos no mercado não consegue diminuir o número de vítimas. Atualmente, a mídia contribui para o aumento de mais neuróticos na sociedade. A maioria das mensagens transmitidas têm como foco a violência social. De tanto ouvir sobre crimes, o indivíduo passa a viver sob o tacão do medo. Na Idade Média, um pregador franciscano atormentou uma paróquia

inteira com a mensagem de que em cada 100 mil pessoas, apenas uma seria salva das chamas do inferno. Há púlpitos modernos que continuam fazendo o mesmo. Mediante mensagens desconexas, sem fundamento bíblico que agridem a inteligência dos ouvintes. A Bíblia apresenta um caudaloso manancial para evitar a ansiedade e viver a paz que procede da intimidade com Deus. Isaías 26.3 e 12 dizem: “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em Ti, porque ele confia em Ti.” “Senhor, Tu nos darás a paz, porque Tu és o que fizeste em nós todas as nossas obras.” Jesus, ao despedir-se dos Seus discípulos, rumo ao calvário, afirmou: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou... não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”

(João 14.27). Paulo, ao escrever da imunda prisão romana, afirma alegremente: “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (Fp 4.7). Não menos sugestiva é a sua afirmação aos salvos em Colossos: “E a paz de Deus, para qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações e sede agradecidos” (Cl 3.15). Uma pequena reflexão e prática diária nas verdades expressas nestes textos elimina a presença de muitos neuróticos em nossas Igrejas. Ambientes carregados de amarguras e ódio são propensos a produzir neuróticos em séries. A neurastenia pode ser controlada e quiçá, extirpada. (*) Stossel, Scott “Meus tempos de ansiedade,”Cia de Letras, p 413

de Berizal-MG. Tiramos fotos, minha esposa e filha entraram no rio. Louvamos a Deus sempre que lemos Gênesis 1.1 “No princípio, criou Deus os céus e a terra.” Deus fez tudo do nada, a terra era sem forma e vazia e tudo foi criado do nada. Sendo assim, não posso ficar indiferente, tenho que adorá-lo e bendizer seu Santo Nome. Fico imaginando como algumas pessoas afirmam que

não há Deus; não consigo entender onde os ateus firmam suas convicções. É impossível não perceber a presença de Deus em tudo que vemos, não podemos ser insensíveis a tudo que vemos. Então, não deixe de glorificar o nome de Deus, de honrá-lo e servi-lo sempre. Obrigado, Senhor, por tudo que foi criado, inclusive, cada um de nós, para o louvor da Sua glória.

Natureza

Cleverson Pereira do Valle, pastor, colaborador de OJB

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m janeiro, tiro 15 dias de férias; é um tempo de reflexão (leio a Bíblia e livros com mais tempo), momento de descanso. Este ano estive no Norte de Minas, na cidade de São João do Paraíso. Visitei meus sogros, que cuidam de um sítio a 48 KM da cidade. Tive oportunidade de ficar cinco

dias neste. Não tem como explicar o quão bom é respirar um ar puro; quem vive em São Paulo deveria passar pelo menos cinco dias desfrutando da natureza. Como glorifico a Deus pelos detalhes da sua criação. Ao contemplá-la, lembro do Salmo 19: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos”. Árvores, plantas, animais, insetos

tudo faz parte da natureza de Deus. Sentir o cheiro da terra é muito bom. Para quem vive no asfalto, faz muita diferença. Acordava todos os dias com o cantar do galo e os berros das cabras, que sensação boa! O dia começava bem cedo: meu sogro ia tirar o leite da vaca e bebíamos leite fresquinho. Tive a oportunidade de conhecer o Rio Pardo e a barragem que construíram na divisa


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reflexão

Relacionamento marcado pelo amor (Rute 1.16-17)

José Manuel Monteiro Jr., pastor, colaborador de OJB

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em dúvida, os versos 16 e 17 de Rute capítulo 01, são os mais conhecidos, e também os mais bonitos. Em um mundo líquido, onde as relações são frouxas e superficiais, o relacionamento de amizade entre Rute e sua sogra Noemi é um contraponto a ideia de relacionamento vivido nos dias atuais. Os relacionamentos atuais têm como premissa o Eros e são de pouca duração. Também podemos pontuar que os relacionamentos não primam pela fidelidade, que é visto como careta e ultrapassado. Na edição da revista Época de 22 de outubro de 2012, em entrevista, a socióloga Catherine Hakim diz: “Ter um caso faz bem ao casamento. Ter um caso é uma ótima forma de manter um casamento feliz”. De que maneira podemos caracterizar o relacionamento marcado pelo amor? Quero elencar alguns pontos para a nossa reflexão. Em primeiro

lugar, no relacionamento marcado pelo amor, o ser é mais importante do que o ter (Rute 1.16). “Porém Rute se apegou a ela”. Orfa vai embora em busca de um novo relacionamento, mas Rute decide ficar com Noemi. Noemi não tinha absolutamente nada a oferecer a Rute, porém, por valorizar mais a pessoa de sua sogra, não a deixa sozinha. Em segundo lugar, relacionamento marcado pelo amor não se intimida diante das dificuldades da vida (Rute 1.16). “Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te”. Temos visto inúmeras famílias e casamentos desfeitos quando aparecem as dificuldades. O pastor e escritor Ed. René Kivitz com propriedade diz: “O amor é paciente. O amor nunca desiste. O amor tem a capacidade de superar frustrações e conflitos”. Em terceiro lugar, relacionamento marcado pelo amor é timbrado por recomeços (Rute 1.16) “Aonde que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu”. O esposo de Rute morrera, e agora ela está

na companhia de sua sogra disposta a enfrentar novos desafios. Ela quer deixar a sua terra e parentela para caminhar ao lado de sua sogra. Rute não tem medo do que viria pela frente. As pessoas resistem à mudança por causa do medo do desconhecido. O escritor John Calvin Maxwell diz: “Tudo o que você ama era algo desconhecido para você antes. Não tenha medo de continuar experimentar algo novo”. Em último lugar, relacionamento marcado pelo amor, tem a Deus como alicerce (Rute 1.16) “O teu Deus é o meu Deus”. Rute não só faz uma aliança com Noemi, mas também uma aliança com o Deus de Noemi. Sem Deus, nossa família fica sem alicerce. Já diz o salmista que “se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os a edificam” (Salmos 127.1). O reverendo Hernandes Dias Lopes com propriedade diz: “Quanto mais amamos a Deus, mais amamos nossa família e mais fortes ficam os nossos relacionamentos com os demais membros de nossa casa”.

GOTAS BÍBLICAS NA ATUALIDADE

OLAVO FEIJÓ pastor, professor de Psicologia

Aguardar em silêncio

“Bom é ter esperança, e cerdotes de Baal contra o aguardar em silêncio a salva- representante do Deus únição do SENHOR” (Lm 3.26). co. Daí, a preocupação de Elias e a sua estratégia de i v e m o s e m u m autodefesa, escondendo-se mundo barulhento, em uma remota caverna na que nos impede de encosta do Monte Horebe prestar atenção ao (I Reis 19.2, 8,10, 12). As ameaças do Inimigo são que é realmente importante. Principalmente, aqueles sons muito mais enganosas quanusados pelo Senhor para nos do prestamos mais atenção ensinar Sua vontade. É neste aos perigos que nos amecontexto que podemos ler drontam do que às soluções Jeremias: “Bom é ter esperan- protetoras e poderosas do ça e aguardar, em silêncio, a nosso Senhor Jesus Cristo. salvação do Senhor” (Lamen- Ouvir ao Senhor exige o silêncio da nossa comunhão tações 3.26). Nossa experiência é mui- com Ele. O Senhor não adto parecida com aquilo que mite concorrência: meia fé é viveu o profeta Elias. Quan- o mesmo que desconfiança do precisou do poder de por inteiro. É preciso, de Jeová, teve a intervenção vez em quando, rejeitar o poderosa do Senhor para barulho das nossas increduliderrotar os ídolos pagãos. dades. Só assim aprendemos O p o d e r do mal, e nt re - o poder da Voz mansa e tanto, reuniu a ira dos sa- suave.

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Deus age para o nosso bem talação. Durante o processo, Wanderson Miranda de Almeida, colaborador de OJB o wi-fi da TV não funcionou. Bem, se paguei por todos os ntem foi dia de recursos da TV, queria que comprar uma TV tudo funcionasse. Entrei em contato com a vennova. Fui à loja e, pensando que es- dedora da loja e ela me disse tava por dentro das informa- para levá-la. Na loja, a vendeções necessárias, pedi uma TV dora me deu a opção de levar de determinada marca. Che- outra da mesma marca ou guei a casa, mostrei a TV ao trocar por outro modelo. Ao meu pai – comprei mais por pesquisar sobre aquela marca causa dele – e fui fazer a ins- depois do problema ocorrido,

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logo disse que levaria a TV de outra marca e, para minha surpresa, alguém da loja me disse: “Essa marca tem a imagem e o som melhores que a outra TV”. Por que não me disseram isso antes? Voltei para minha casa, instalei a nova TV e fiquei muito feliz por ter feito a troca; ela é bem melhor que a outra mesmo! Depois dessa “novela”, pensei em um versículo da

Bíblia que diz o seguinte: “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito” (Rm 8.28). Em tudo Deus age a favor daqueles que O amam. Eu poderia ter me estressado por chegar a casa e ter que voltar à loja para fazer a troca da TV, mas no fim dessa “novela”, Deus agiu a meu

favor, eu saí no lucro e fiquei muito feliz. Da mesma forma que Deus agiu a meu favor na questão da TV, Ele age a nosso favor em todos os assuntos. Se você estiver passando por qualquer dificuldade, não se desespere, mas lembre-se que, no final desse problema, Deus vai te abençoar porque “Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam”.


reflexão

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Não desperdice sua rede social Israel Belo de Azevedo, pastor da Igreja Batista Itacuruçá - RJ

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ma das coisas boas da vida é a rede de relacionamentos que construímos. Umas são alimentadas por encontros em que os nossos corpos se tocam. Outras são vividas através de

aparelhos digitais. Fazemos bem em valorizar os encontros corporais, que serão poucos por demandarem deslocamentos nem sempre possíveis. Não há dúvida que podemos nos relacionar com pessoas que permanecem em seus lugares e nós nos nossos, graças às possibilidades que os incríveis recursos que

o casamento entre o telefone e o computador criou e desenvolveu. Podemos conversar em tempo real com pessoas localizadas a milhares de quilômetros, trocando textos, vozes e imagens como se estivéssemos ao seu lado. Seduzidos, por vezes, por esses recursos, podemos permitir que se tornem mais im-

portantes que as mensagens trocadas e que as próprias pessoas que interagem. Podemos valorizar excessivamente os encontros virtuais, ao ponto de evitarmos o toque, a reunião, a mesa, a festa. Quando tratamos as redes sociais como complementares, fazemos bom uso delas. Quando consideramos

nossas redes sociais como autossuficientes, como se outros encontros não fossem necessários, jogamos fora magníficas oportunidades de relacionamentos profundos, satisfeitos tão somente com sons e imagens superficiais. “Quem anda com os sábios será sábio, mas o companheiro dos tolos acabará mal” (Pv 13.20).

lizou, ainda que apenas no pensamento, a célebre frase: “– Oh, Senhor, tu sabes o quanto eu gostaria de realizar tal coisa, mas...” Até parece que conseguiremos convencer a Deus pelos nossos tão generosos desejos e que Ele vai nos entender por não termos colocado em prática tudo aquilo que almejamos fazer. Os dois filhos da história tiveram intenções diferentes, mas o que contou mesmo foi o resultado final e não o projeto inicial. Portanto, uma boa intenção sem ação, não tem valor algum. Não serve para nada. Provavelmente, o inferno será inaugurado por inúmeras pessoas muito bem-intencionadas. Como, por exemplo, o caso do rei Agri-

pa que confessou ter ficado a um passo de se converter ao cristianismo após ter ouvido uma exposição detalhada e eloquente do Evangelho através do apóstolo Paulo (Atos 26.28). Mas, preferiu “pagar para ver” ao continuar negando ao Salvador. Então, não tenha a intenção de fazer, faça; não tenha a intenção de ser uma bênção, decida ser a partir de hoje; não tenha a intenção de mudar, mude; não tenha a intenção de um dia se render a Cristo, mas, se entregue hoje mesmo a Ele. Jesus falou para aqueles religiosos que muitas prostitutas teriam precedência sobre eles no reino dos céus pelo simples fato de terem crido nEle e se arrependido de seus pecados.

Quanto vale a nossa intenção? Juvenal Netto, colaborador de OJB

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erto homem tinha dois filhos e, chegando ao primeiro, disse: Filho, vá hoje trabalhar na minha plantação de uvas. E este respondeu: Não quero! Mas, depois mudou de ideia e foi. O pai chegou até o outro filho e disse a mesma coisa. Ele respondeu: Sim senhor! Mas, não foi. Qual dos dois filhos fez a vontade do seu pai? Esta ilustração foi utilizada por Jesus para esclarecer alguns religiosos de Sua época sobre a necessidade de transformar meras intenções em ações (Mateus 21. 2832). Enfatizou que não basta apenas falar sobre o que se

deve fazer, mas, demonstrar fazendo; não basta apenas ter o conhecimento acerca do que Deus quer de nós, no entanto, estarmos dispostos a obedecê-lo. Os escribas e fariseus eram rigorosíssimos com as pessoas sobre as práticas da lei judaica e demonstravam ter muito conhecimento sobre ela, entretanto, não foram capazes de perceber a chegada do filho de Deus. Ao invés disso, O rejeitaram e inflamaram as pessoas contra Ele. Quantas vezes nossas mentes são preenchidas por pensamentos piedosos. Pensamos sobre a necessidade de realizarmos visitas nos hospitais ou nos presídios; ajudarmos um amigo que se encontra em apuros; distri-

buirmos alimentos aos mais necessitados ou, ainda, pensamos em parar de beber, fumar ou fazer qualquer outra coisa danosa a nossa alma. Pensar sobre algo que vá trazer benefícios ao próximo e a nós mesmos é fantástico! A Bíblia diz: “... tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas.” (Fl 4.8). Às vezes, só pelo fato de possuirmos boas intenções, vem sobre nós certo sentimento narcisista. Chegamos a achar que somos bons apenas por termos a vontade de fazermos alguma coisa boa. Quem nunca uti-


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Igreja abençoada

Manoel de Jesus The, pastor, colaborador de OJB

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maioria das Igrejas que conheço preocupam-se com uma série de deveres envolvidos com situações passageiras. Terreno, templo, reformas, salários, casa pastoral, e, a seguir, Missões, Evangelismo, e compromissos com Convenções Nacio-

nais, Estaduais e Regionais. Minha aposentadoria ligou-me a outros pensamentos, e fiz uma descoberta emocionante, ou seja, Igreja são pessoas, não coisas ou organizações. Um momento: não há nada de errado em cuidar do que foi mencionado. Felipe, no Evangelho de João, informa a Natanael: “Achamos aquele de que os profetas escreveram, Jesus de

Nazaré, filho de José”. “Nazaré? Perguntou Natanael; pode vir alguma coisa boa de lá?” Jesus responde a crítica com um elogio. Que coisa surpreendente! Responder um menosprezo com um elogio, e além do mais, merecido. Gostaria de aplicar esse episódio na comunhão de nossas Igrejas. Pergunto: Que tal escolhermos palavras que só proporcionem

bem-estar a quem as ouve, como Jesus fez com Natanael? E, além do mais, Jesus não falou só para agradar, mas, o que Jesus falou era verdade sobre Natanael, verdade essa que Natanael jamais pensou que soubessem e que alguém reconhecesse publicamente sua integridade diante de Deus. Fico imaginando o ambiente de uma Igreja onde

todos busquem referir-se ao outro, louvando a Deus, pela descoberta de virtudes neles. Que ambiente de bem-estar e convidativo seria formado! Esquecer o defeito (que geralmente é mais nosso do que dele) e mencionar apenas as virtudes dos irmãos! Como gostaria de pertencer a essa Igreja, para ajudar-me a praticar isso em minha vida.

Ensinando a mensagem do Reino através da comunhão Levir Perea Merlo, pastor, colaborador de OJB “Em seguida beijou todos os seus irmãos e chorou com eles. E só depois os seus irmãos conseguiram conversar com ele” (Gn 45.15).

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mensagem do reino de Deus também passa pelo ensino sobre a comunhão. Comunhão é o ato de viver em profunda união, que é produzida pelo amor e pelo

perdão entre os seres humanos. No contexto do reino de Deus, só os lavados no sangue do Cordeiro é que podem realmente ter essa experiência maravilhosa que produz uma paz no coração do salvo. José do Egito tinha tudo para não ir por esse caminho da comunhão. Era rico e poderoso. Poderia empreender uma vingança total contra todos aqueles que o maltrataram, humilharam e, por fim, o venderam a uma

caravana de mercadores. No Egito, foi caluniado e preso, mas não levou nada disso em consideração, porque no seu coração havia a convicção de servir um Deus misericordioso e cheio de Graça. O beijo dado em todos os seus irmãos era verdadeiro e significava a ausência total de qualquer sentimento negativo contra eles. Quando da morte de Jacó, no Egito, os irmãos de José temeram por suas vidas, porém eles estavam enganados

quanto às verdadeiras intenções do seu irmão; ali estava um homem temente e com convicções de fé muito forte no Senhor. Aquele ato de perdão gerou não só em José, mas em todos os seus irmãos um sentimento de alívio, de alegria, de gratidão e, por fim, gerou comunhão. Se José não tivesse aquela atitude, ele seria pelo resto da sua vida um homem infeliz e sem paz, seria um péssimo exemplo para as gerações futuras, entretanto

ele era temente ao Senhor. Ainda hoje é assim, quem quiser viver o ensino e a mensagem do reino de Deus, não pode jamais guardar mágoas, rancor, ódio ou qualquer sentimento negativo contra ninguém, pois o reino de Deus se traduz em alegria pelo Espírito Santo, gratidão pela vida eterna e compromisso com o reino. A vida de José é uma inspiração e exemplo para as gerações e principalmente para os súditos do Reino.


missões nacionais

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Uma história de amor e chamado radical

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pós sete anos namorando, Caio e Jéssica estavam convictos de seus planos. Terminar a faculdade e casar parecia uma realidade próxima. Mas Deus tinha projetos maiores para os Seus servos e fez tudo no tempo dEle. O casal decidiu participar do Retiro Radical em Pernambuco, mas não ima-

ginavam que a partir daí o Senhor começaria a mostrar Seus propósitos para os dois. Então, foi durante a programação que o chamado missionário de Caio falou mais alto que os seus próprios planos. Ele deixou tudo para trás! O namoro e faculdade tiveram que esperar, e ele iniciou seu treinamento como Radical Brasil Cristolândia.

Eles não entendiam, no entanto, enquanto isso, Deus cuidava de tudo e organizava o momento certo de cada coisa. E assim, após algum tempo e mesmo não entendendo o fim de um amor tão lindo, o chamado missionário chegou também para Jéssica. E seu amor pelas almas perdidas, fez com que ela se inscrevesse para o programa de missionários temporários de Missões Nacionais.

Como Deus é perfeito! No tempo certo, depois de ambos entenderem que o Ide de Cristo é o que temos de mais importante, eles se reencontraram e perceberam que um precisava do outro para seguir com o ministério. Se casaram no fim do ano de 2018, como missionários em formação, e neste início de ano Caio foi consagrado ao Ministério da Palavra, após concluir seu

seminário. Glória a Deus! Esta história real e radical é um exemplo do que Deus pode fazer em nossas vidas, se ouvirmos o Seu chamado e obedecermos. Faça como estes jovens, que hoje experimentam o melhor do Senhor em suas vidas! Seja um Radical Brasil em algum dos campos missionários em nosso país: www. radicalbrasil.org


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notícias do brasil batista

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Janeiro é de celebração na Primeira Igreja Batista em Dois Unidos - PE Igreja comemorou 21o aniversário de fundação.

Escola Bíblica de Férias

Ministério de Comunicação da Primeira Igreja Batista em Dois Unidos - PE

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Primeira Igreja Batista em Dois Unidos, localizada no Recife PE, celebrou em janeiro o seu 21° aniversário de fundação. Os cultos festi-

Conferência de 21 anos da Primeira Igreja Batista em Dois Unidos - PE

vos tiveram como preletores os pastores Maurílio Mendes, Erick Monteiro e o seminarista Rafael Ferreira. Com o tema “Tempo de Recomeçar”, as Conferências de Aniversário receberam vários visitantes entre os dias 10 e 13 de janeiro. Além dos ministérios e pastores convida-

dos, os irmãos receberam um vídeo do pastor Bartolomeu Patrício, que foi o segundo pastor efetivo da Igreja. Hoje, ele desenvolve o ministério pastoral em Xanxerê, no Oeste de Santa Catarina. O pastor fundador, Jeroan Moura, e o pastor Abraão Júnior, que liderou o rebanho por dois anos,

também enviaram cartas de saudação e encorajamento à Igreja. Hoje, a Igreja é liderada pelo pastor Róbson Ferraz. Ainda no mês de janeiro, a Igreja realizou também um intercâmbio jovem com a Igreja Batista no Alto José do Pinho, sendo a palavra ministrada pelo pastor Gildivan Maranhão.

O ministério infantil também realizou uma atividade comemorativa, a Escola Bíblica de Férias, mobilizando algumas dezenas de crianças para celebrar “O maior pintor do mundo”. Além de oficinas, brincadeiras, teatro e coreografias, a EBF teve o educador Márcio Amorim como palestrante.

Igreja Batista Emanuel, em Panambi - RS, inicia trabalho com surdos PRIMS foi desenvolvido durante todo o ano de 2018. Eduardo Leimann Balaniuk, pastor, coordenador do Prims

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o fim de 2018, iniciou-se o ministério de surdos na Igreja Batista Emanuel, em Panambi - RS, fruto do Programa de Implantação de Ministério com Surdos, chamado Prims, o qual foi desenvolvido durante todo o ano de 2018 sob a direção do pastor Eduardo Balaniuk. Para marcar esta data especial, o Centro de Atendimento Integral ao Surdo (CAIS) localizado em Ijuí - RS, em parceria com a Igreja Batista Emanuel de Panambi teve um encontro especial com os surdos de Ijuí e Panambi. À tarde, houve culto em Libras, brincadeiras, lanches e jogos. No culto da noite, os líderes do ministério de surdos

Surdos em atividade recreativa

receberam seu certificado por concluírem as aulas de Libras e todos tiveram a oportunidade de auxiliar na interpretação do culto. O Prims tem como objetivo proclamar o Evangelho de Cristo aos surdos através de equipe capacitada. Também faz parte deste minis-

Líderes do ministério com surdos receberam certificado pela conclusão das aulas

tério incluir o surdo na Igreja, para que possam se sentir respeitados pela sua cultura e seu modo de se expressar. O alvo desse ministério é alcançar não só o surdo, mas também familiares, amigos e profissionais que têm contato com o surdo. A missão deste

programa é levar a Palavra de Deus para surdos através de estudos bíblicos, culto em língua de sinais, discipulados, interpretações nos cultos. Também visa incentivar os surdos a serem comprometidos com a Bíblia e, assim, mostrar sua responsabilidade frente

a evangelização de outros surdos. O ministério já alcançou mais de 15 surdos na cidade de Panambi. Ore para que Deus continue abençoando este ministério e os próximos ministérios que serão implantados em outras cidades.


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Primeira Igreja Batista de Santarém - PA completa 115 anos História dos Batistas em Santarém começou entre 1866 e 1867. Cleilma e Thiego Breno Riker, coordenadores do Ministério de Evangelismo e Missões da PIB em Santarém - PA

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história dos Batistas em Santarém começa entre 1866 e 1867, quando as primeiras famílias protestantes, dentre elas Batistas, oriundas do Sul dos Estados Unidos estabeleceram uma colônia nos limites da cidade de Santarém. No entanto, em virtude de vários fatores, essa colônia deixou de existir, ainda assim, as poucas famílias remanescentes mantinham cultos domésticos, e uma fé prática e vivencial. Por volta dos anos de 1898 e 1899, o missionário Batista Erik Nelson as conheceu e pregou a palavra entre elas. Recebendo a acolhida entre as famílias americanas, a missão Batista do vale amazônico, que tinha à frente os pastores Jephthah Hamilton e Erik Nelson, decidiu fundar a Primeira Igreja Batista no interior do vale amazônico, na esperança de que a semente do Evangelho crescesse a partir destas famílias.

Templo atual, inaugurado em 24 de janeiro de 1954 e ao lado o prédio de educação cristã.

Em 1903, a missão enviou para Santarém Emygdio Alves, que tinha começado sua caminhada na PIB do Recife, em 1892. Chegando à cidade no final de setembro, no dia 18 de outubro, realizou o primeiro culto da missão, dando início ao trabalho de plantação da Igreja. O pastor Hamilton viajou para Santarém, tendo permanecido 12 dias, pregando por 11 seguidos, batizando Guilherme Wallace, cujos pais vieram dos Estados Unidos em 1867. No dia 24 de Janeiro de 1904, apesar das perseguições religiosas sofridas, o Pastor Hamilton organizou a comunidade com o nome de “Egreja de Christo denominada Batista”, com os seguintes

membros: Emygdio Alves, Alexandrina Alves, Guilherme Wallace, Demetrio Elespuro e Manoel Cotrina. Na oportunidade, Emygdio Alves foi eleito e consagrado pastor da Igreja e para secretário e tesoureiro, Guilherme Wallace. Após a fundação, as famílias americanas tornaram-se membros, entre elas estão às famílias Pitts, Vaughan, Jennings e Riker. Durante 30 anos, os cultos ocorreram nas casas de irmãos e em uma modesta casa de cultos de madeira. Em 1935, começou a campanha para construção de um templo de alvenaria, sob a administração de David Bowman Riker – ele tinha seis anos quando seu pai, um sacristão luterano,

Momento de celebração do culto de aniversário de 115 anos

deixou Charleston e trouxe a família para Santarém em 1867 – inspirado na arquitetura de uma capela protestante americana, erigiu um belo templo inaugurado no dia 24 de dezembro de 1935. Então a igreja continuou crescendo, e durante o pastorado de 20 anos de Sóstenes Pereira Barros, a igreja cresceu significativamente, sendo necessário construir um novo e atual templo, o qual foi inaugurado em 24 de janeiro 1954, no jubileu de ouro. Por gratidão, em comemoração aos 115 anos de fundação da comunidade, no dia 24 de janeiro de 2019, foi realizado um belo culto em ação de graças a Deus, por seus

feitos maravilhosos. Na ocasião, o ministério de louvor conduziu a Igreja ao louvor e adoração, que antecederam a mensagem bíblica proclamada pelo Pastor Presidente da Igreja, Eber Oliveira, o qual discorreu expositivamente sobre o papel de “Uma Igreja Relevante”, no contexto passado e atual, baseado em Atos dos Apóstolos, e desafiou a Igreja a continuar a ser relevante alicerçada na Palavra, sensível ao agir do Espírito Santo e comprometida com o Reino de Deus. Em clima de alegria, o culto encerrou com a tradicional participação do coral da Igreja. Louvado seja Deus, pois grandes coisas têm feito por nós!

Faculdade Batista Pioneira realiza formatura do curso de Teologia Turma de formandos em Teologia tinha 12 alunos. Josemar Modes, pastor, professor e coordenador de Extensão da Faculdade Batista Pioneira

A

Faculdade Batista Pioneira, em Ijuí RS, tem auxiliado no cumprimento da missão da Igreja do Senhor Jesus no envolvimento e desenvolvimento de mais pessoas para o Reino de Deus. É nossa missão, como seguidores de Jesus, desejar o envolvimento de mais pessoas, segundo a ordem de Jesus: “Então disse aos discípulos: a colheita é grande mesmo, mas os trabalhadores

são poucos. Peçam ao dono da plantação que mande mais trabalhadores para fazerem a colheita” (Mateus 9.38). Oramos por mais pessoas, nos envolvemos pessoalmente e também auxiliamos na preparação daqueles que querem servir mais e melhor no Reino, mas precisam de ajuda para esta grande tarefa. No dia 15 de dezembro de 2018, nas dependências da Primeira Igreja Batista em Ijuí - RS tivemos a alegria de celebrar mais uma formatura, onde os seguintes alunos tiveram a sua colação de grau: Acsa Menezes, Danielli Meiri

Cadore, Débora Machado Gadêlha von Mühlen, Diego Waldow, Djonas Ismael von Mühlen, Fernando Henrique de Bairros, Guilherme Silva, Iuri de Brito Sadovik, Manuela Bellan, Maristela dos Santos Lemos e Michael Luft Viana. Nossa missão segue através das orações pelos que se formaram, pelas oportunidades que geraremos nas quais os agora formados serão envolvidos no serviço do Reino, e pela nossa disposição em aceitarmos o desafio de fazermos mais e melhor para o Senhor. Talvez, Deus queira mais de

Formandos em Teologia da Faculdade Batista Pioneira

você! Se assim for, como Con- preparo: a Faculdade Batista venção Batista Pioneira temos Pioneira te espera de braços um ótimo lugar para o nosso abertos!


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notícias do brasil batista

JUMAP reúne mais de 600 pessoas no Acamzeca 2019 Centenas de adolescentes se posicionaram e firmaram compromissos com Cristo. Alex Assis, executivo da JUMAP

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melhor acampamento do mundo aconteceu dos dias 21 a 26 de janeiro, na cidade de Bozano, no Rio Grande do Sul. Mais uma vez, o Acampamento Batista Pioneiro foi o local escolhido para receber os “teens” da Junta de Mocidades e Adolescentes da Pioneira (JUMAP). A temporada de verão reuniu mais de 600 pessoas, entre adolescentes, líderes e equipantes. O tema “Game Over - o fim é só o começo”, foi desenvolvido e aprofundado por três preletores: Tiago Mattes, de Indaiatuba - SP; Daniel Coelho, de Santo André SP e Josemar Modes, de Panambi - RS. Foram mais de 900 minutos de exposição da Palavra de

Deus, inúmeros desafios sobre a vida, chamado e as decisões futuras. Centenas de adolescentes se posicionaram e firmaram compromissos com Cristo. As atividades recreativas não deixaram a desejar. As tardes foram recheadas de adrenalina, contando com os esportes mais tradicionais, como o futebol e o vôlei, até os mais radicais, como a tirolesa, paredão de escaladas e o paintball. Opções não faltaram! Os dias estavam quentes, então, a piscina, o futebol de sabão e os caiaques no lago fizeram sucesso. As programações especiais foram: a Noite do Rock, com muita música cristã no estilo mais ouvido pelos adolescentes; o “The Voice”, uma disputa alucinante das melhores vozes das novas gerações; a “Noite Marvel”, onde heróis da telona

Acampamento Batista Pioneiro recebeu os participantes do Evento

saltaram direto para o ginásio do ABP; e a célebre “Noite da Fogueira” que, sem dúvida, é a programação mais esperada da semana. Desde a recepção, na segunda-feira, até a última refeição, no sábado, a poderosa mão redentora de Cristo Jesus agiu, transformando realidades obscurecidas e conflitantes em vidas renovadas. Jesus Cristo foi honrado e glorificado através dos nossos queridos “zequinhas”.

Uma noite memorável “Parecia uma noite normal...” Ao contrário de tudo o que já foi visto, um pouco antes da meia- noite de quinta-feira todos os adolescentes foram redirecionados ao refeitório do Acampamento. Ali, eles foram separados em grupos interligados e receberam instruções acerca do que estava prestes a acontecer. Foram montados oito circuitos; quatro bases de con-

frontação pessoal e quatro bases mais contemplativas, de oração e adoração. Cada momento foi intercalado com o soar de uma música que percorria todo o acampamento. Não há como descrever com palavras tudo o que os adolescentes viveram naquela madrugada. Parecia uma noite normal, mas não foi. Após completarem o circuito, todos os adolescentes adentraram o ginásio onde ali foram confrontados explicitamente com o evangelho de Jesus Cristo, que redime o pecador. Foram instantes de reflexão sobre a vida e sobre a morte. O resultado foi o céu aberto derramando a glória de Deus, adolescentes quebrantados de joelhos entregando suas vidas a Cristo.

Projeto missionário Radical COBAPA oferece treinamento para missionários voluntários Objetivo do projeto é oferecer meios para melhor atuação no campo. Julia Falkenstens, coordenadora do Projeto Radical COBAPA

O

Radical COBAPA é um projeto de impacto missionário, gerenciado pela Convenção Batista do Pará. Seu empenho é glorificar a Deus pelo trabalho exercido através do fortalecimento de Igrejas e na propagação do Evangelho em locais que ainda não há presença Batista (plantações de Igrejas). Aconteceu nos dias 11 a 13 de outubro de 2018, no Acampamento Paraíso Batista, localizado na cidade de Castanhal, a 70 Km de Belém - PA, o ADVANCE Treinamento Radical Cobapa. O Treinamento Radical COBAPA é um sonho realizado para a glória de Deus. A Convenção Batista do Pará tem trabalhado para oferecer aos missionários voluntários meios para a melhor

Missionários tiveram acesso a oficinas, palestras e vivência do campo missionário

atuação no campo. Os dias de treinamento foram marcados por diversas palestras e oficinas, vivências missionárias do campo paraense e testemunhos de missionários e pastores, na representatividade dos campos em Marajó e Irituia-PA. No domingo, a programação foi encerrada com a palavra denominacional, na pessoa do diretor Executivo, pastor Ruy G. Ferreira. Deus, em Sua soberania e Graça, tem aberto portas para

que possamos exercer o trabalho pelo qual Ele mesmo nos chamou. Nos alegramos no Autor e Consumador de nossas vidas, pelas bênçãos recebidas. Por vários motivos, incentivamos os irmãos a continuarem em oração e apoio com o envio de missionários voluntários de suas Igrejas. Testemunhos dos Missionários “Geralmente, ouvimos muitos testemunhos de missioná-

rios e criamos um filme em nossa mente. Nesse filme até há conflitos entre mocinho( missionário) e bandido (dificuldades), porém, a luta é menos dolorida e a vitória é mais simples e rápida. O treinamento Radical nos deu um choque de realidade ao nos proporcionar uma ‘amostra grátis’ do que realmente se vive no campo missionário. Podemos, então, compreender, na prática, que o chamado de Cristo é um chamado para renúncia do nosso próprio eu em favor do próximo, em favor do Reino, renúncia por vezes até mesmo de necessidades pessoais íntimas como tomar banho e escovar os dentes; compreendemos que somos corpo de Cristo, portanto, devemos viver em união. Aprendemos o quanto o relacionamento é importante na pregação do Evangelho, como a arte atrai a atenção das pessoas e que o evangelismo criativo é uma gostosa e inte-

ressante didática para falar do amor de Deus. Aprendemos que acima de tudo devemos estar sempre em profunda intimidade com Deus, buscando conhecimento em Sua palavra, pois a boca fala do que está cheio o coração. O treinamento Radical COBAPA foi um instrumento nas mãos de Deus para transformar e preparar vocacionados para Sua maravilhosa obra”. Ivanice - Igreja Batista do Tapanã “O Treinamento com certeza superou minhas expectativas. Lá, eu pude aprender não só na teoria, mas na prática, situações que realmente vivemos e que podemos viver futuramente. Fui tocada por Deus em todos os momentos; lá eu pude me encontrar e recebi uma resposta de Deus para o meu chamado. Foi um momento de grande crescimento e aprendizado”. Ellen Elis - Igreja Batista Transcoqueiro


missões mundiais

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Faça o Uruguai se Alegrar

Um dos batismos realizados por nossos missionários no Uruguai

Redação de Missões Mundiais

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issões Mundiais está no país menos religioso da América Latina, o Uruguai, há algumas décadas. As principais atividades dos missionários no local são o trabalho com a plantação de Igrejas e pequenos grupos. Eles atuam para reverter a realidade, cuja uma pesquisa de 2008, a mais recente, realizada pelo Instituto Nacional de Estatística do Uruguai apontou que 30,1% da população não pertence a nenhuma religião. No país, a Igreja e o Estado estão oficialmente separados.

A nação aprovou leis como o casamento civil igualitário, a descriminalização da prática do aborto e, recentemente, a legalização do uso da maconha. E desde o início do século passado, o calendário de feriados religiosos do Uruguai foi secularizado, por exemplo, a semana da Páscoa é chamada oficialmente de “Semana do Turismo” e o Natal passou a ser o “Dia da Família”. São feriados oficiais do país, com nomes alterados para que não sejam lembrados nem o nascimento e nem a crucificação de Jesus. “Todo comportamento tem um impacto na vida e na sociedade, ao deixar Jesus de

Taxa de suicídios no Uruguai está entre as mais altas

lado. Ele é a razão da nossa esperança, e depositá-la apenas no “conceito de família” leva a terríveis consequências, como frustração, tristeza, decepção e conflitos, podendo até levar a ideias suicidas, porque a família falha, mas Jesus não”, conta o missionário pastor Daniel Oliveira, que atua na região. Segundo o Ministério da Saúde Pública, uma pesquisa feita em 2017 confirmou que o Uruguai é um dos países da América Latina com o maior índice de suicídios. Com uma taxa de mortalidade por suicídio de 19,64 por 100 mil habitantes. Com isso, além da plantação de Igrejas, Missões Mundiais,

por meio dos missionários no país, atua com o Grupo de Apoio aos Sobreviventes de Suicídio (GASS). Para levar esperança e a verdadeira Alegria, que é Jesus, ao povo dessa nação. Apesar do grande secularismo, o Seminário Batista do Uruguai tem formado pessoas para contribuir na obra missionária. Recentemente, o missionário pastor Oseias Penido, que atua no país, recebeu alunos do seminário para colaborar nas atividades da Missão Mananciais, na capital Montevidéu. “Orávamos por um seminarista para nos ajudar na missão, para estagiar conforme as

exigências do seminário. Deus já respondeu as nossas orações e um casal se apresentou. Sabemos que sem vidas preparadas, o trabalho do Senhor segue com deficiência. Mas Ele é o dono da obra e levanta vocacionados dignos a realizar essa tarefa”, declara o pastor Oseias. Ore pela obra missionária nesse país tão próximo ao Brasil e tão distante das coisas de Deus. Ore para que os missionários sejam usados pelo Senhor para levar a esperança, paz e a verdadeira Alegria àquele povo. Faça o Uruguai se Alegrar. Ore, oferte, mobilize e vá!


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notícias do brasil batista

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Junta de Evangelismo e Missões da Convenção Batista Pioneira possui novo executivo Pastor Thiago Weege já tinha atuado como missionário da JEVAM. Equipe da JEVAM

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m 2018, Junta de Evangelismo e Missões da Convenção Batista Pioneira do Sul do Brasil (JEVAM) deu início à transição de seu executivo, até então representado pelo pastor Helmuth Scholl. Pastor Helmuth entendeu que seu tempo como executivo havia chegado ao fim e sentia um grande desejo em retornar a pastorear, recebendo assim um convite da Primeira Igreja Batista em Tapejara - RS. Dessa forma, a diretoria da Convenção Batista Pio-

neira e a JEVAM colocaram-se em oração e em busca de alguém que pudesse compor a equipe, chegando ao nome do pastor Thiago Weege, tendo em vista os desafios atuais da Junta e os planos. O pastor Thiago já havia atuado como missionário da JEVAM junto à Igreja Batista Memorial em Porto Alegre - RS e como líder do Grupo Geração Fiel, além de colaborar com a Junta através da elaboração dos informativos online de oração (Minuto Missão e Oração) e promoção da Campanha de Missões da Pioneira nas diversas Igre-

jas da Convenção entre 2017 e 2018. Pastor Thiago assume a partir deste ano a posição de executivo da JEVAM. Muitos são os desafios e sonhos junto aos campos missionários. Rogamos que Deus conceda sabedoria e dê direção para o novo executivo e ao presidente da JEVAM, irmão Mário Preto, no planejamento para cada campo missionário, na arrecadação de recursos e condução da Junta, para que continuemos avançando e cumprindo o ministério que Deus nos confiou. Pastor Thiago Weege

UMA CHAMADA A ESTE COMPROMISSO Estaremos reunidos entre os dias 23 a 28 de abril de 2019, no Centro de Convenções de Natal - RN, para a 99ª Assembleia da Convenção Batista Brasileira. Queremos que seja marcada por um clima de muita alegria e conscientização para chamada ao compromisso de mudarmos a história de nossa denominação, com o foco em nosso tema: “Ensinando a Mensagem do Reino de Deus”. Venha e participe por você, por sua Igreja! Vidas poderão ser impactadas pelos Batistas no Brasil. Endereço: Avenida Senador Dinarte Mariz, 6664-6704 - Ponta Negra, Natal - RN


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ponto de vista

A geração de cabeça baixa

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ados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) indicam que o Brasil terminou junho de 2018 com 235,1 milhões de celulares e densidade de 112,44 celulares por 100 habitantes. É alarmante o número de pessoas de cabeça baixa usando esses aparelhos nas calçadas, nas ruas, encostadas nas paredes e esquinas da vida, nos pontos de ônibus, nas salas de aula, nos hospitais, nas prisões, atravessando faixa de pedestres, no carro, ônibus, trens. Há subserviência em relação à tecnologia, à mídia e a toda forma de massificação nesta sociedade pós-moderna. Com tantas formas de comunicação, nós estamos nos comunicando pessimamente. Os aparelhos têm sido mediadores nos diálogos. Eles estão tomando mais o nosso tempo e nos escravizando. O ser humano está se tornando robotizado, insensível, péssimo em relacionamentos de proximidade física. Esta é palavra de alerta para aqueles que ficam online como estilo de vida. Nossas crianças, já muito cedo, estão recebendo celulares de presente. Onde vamos parar?

desconectadas do sofrimento alheio. Essas pessoas interagem com as máquinas e não com o próximo. É uma geração, com exceções, de gente dispersa e alienada. Há, porém, os que reconhecem a sua condição humana fraca, limitada, defeituosa, sendo consciente da grandeza de Deus. A geração de pessoas com cabeça baixa diante do celular está desaprendendo a lidar com gente, com o próximo, com as suas necessidades mais básicas. Jesus nos chama à humildade, prudência, simplicidade e solidariedade. A geração cabeça baixa está voltada para si mesma e com uma forte prática consumista. Uma geração fútil e desconectada do sofrimento alheio. Em alguns casos, esses aparelhos, essa via de acesso, tem criado monstros. Produzido pessoas insensíveis.

com a pobreza, a miséria e o desespero de tanta gente neste país. Precisamos nos envergonhar e nos indignar com a corrupção, injustiça, hipocrisia, frieza, egoísmo, omissão, pornografia, pedofilia, com as drogas, com o tráfico de mulheres, com a saúde precaríssima, com governos corruptos e incompetentes, que gastam mais do que arrecadam, etc.

A geração de cabeça baixa é a geração não da tecnologia como serva, mas da tecnologia que escraviza, que se torna senhora, dominante. Essa geração está voltada para os aparelhos sofisticados, para tocar as imagens e não o próximo. Inclinada para a comunicação, mas que, na verdade, não se comunica. Que valoriza a informação pela informação. Uma geração que está adquirindo problemas físicos sérios de coluna, A geração de cabeça baixa postura e visão (funcional, das não é uma geração de pessoas necessidades e estratégica ou longo alcance), pois cada atienvergonhadas. Sim, envergonhadas com tude tem uma consequência. o seu pecado, seus desacerA geração de cabeça baixa tos; com a sua condição de vazio, futilidade e alienação. nos desafia. A nossa resposta a essa geEnvergonhadas com um investimento tão caro muitas vezes. ração deve ser: orarmos mais, Endividam-se para ostentar meditarmos mais nas Escrituaparelhos sofisticados. Essa ras, fazermos amizades singeração de cabeça inclinada ceras e agirmos com amor e A geração de cabeça baixa para a tela do celular de forma solidariedade (Atos 10.38). é uma geração de pessoas doentia não se envergonha Devemos evangelizar muito

mais, aproveitando muito bem cada oportunidade. Criarmos na Igreja muito mais comunhão por meio dos Pequenos Grupos. Desenvolver projetos de alcance dos que estão viciados nos aparelhos. Promovermos celebrações, mais comunhão entre as pessoas. Há muitos que estão doentes, que são viciados dos aparelhos e suas informações, jogos, etc. Precisamos elaborar um programa eficiente de aconselhamento bíblico. Promover mais diálogo. Orientar o uso equilibrado desse aparelho que não deixa de ter o seu valor e ser muito útil. Diante do exposto, que tipo de cristão ou cristã sou? Que baixa a cabeça em todo o tempo para os celulares ou dá prioridade às Escrituras, a conversar com o próximo,

com familiares, ler um bom livro sobre a fé e outros assuntos edificantes? O nosso grande desafio é andarmos na contramão de tudo o que está aí. Não podemos nos conformar com o mundo (Romanos 12.1,2). Sejamos a geração de cabeça baixa diante do senhorio de Cristo; diante das Escrituras; diante da majestade de Deus, Sua santidade; Sua soberania. Reconheçamos os nossos pecados e nos arrependamos, confessando e orando como Davi no Salmo 51.10: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro em mim um espírito inabalável”. Que a cabeça baixa seja um estilo de vida de oração com os olhos fechados diante de Deus e não um estilo de vida com os olhos abertos diante de uma tela de celular.


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ponto de vista

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OBSERVATÓRIO BATISTA LOURENÇO STELIO REGA

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amos avançar um pouco mais no desenvolvimento deste tema, que também pode ser aplicado à Igreja local ao se considerar Plano de governo e Plano de igreja, de modo que, ao dirigir os projetos e as atividades da Igreja, a liderança conseguirá maior implementação e resultados levando-se em conta a necessidade da Igreja ter executado um plano maior de médio e longo prazo, com ampla abrangência e com um cronograma de cumprimento, à semelhança do que estamos mencionando para a vida convencional. Voltando a este mesmo ambiente podemos avançar um pouco mais. Ainda nas definições, vamos lembrar o uso da preposição “de” para conectar Plano e denominação, indicando um estado indefinido, isto é, plano de denominação em geral, aplicando-se a qualquer ambiente denominacional, dentro e fora de nosso ambiente da Convenção Batista Brasileira. Neste artigo, ainda teremos de ampliar a extensão do que até o momento apresentamos, agora para os demais níveis de atuação, isto é, os demais escalões na estrutura decisório-política e na estrutura operacional. Em outras palavras, tudo o que mencionamos nos artigos anteriores, também se aplica aos demais membros da estrutura convencional, seja política (membros de diretoria, membros de Conselhos e/ou Juntas, membros de departamento ou setores, membros de Grupos de Trabalho e Comissões), seja operacional (demais

Plano de governo e Plano de denominação (Parte 3) níveis da estrutura operacional de cada instituição ou entidade convencional). Assim, ao assumir uma função, seja qual for na estrutura tradicional, remunerada ou não, cada pessoa deverá ter em mente a natureza do que seja uma convenção, associação, instituição ou entidade, que não é a mesma de uma Igreja, mas a serviço dela estará. Toda estrutura convencional, seja em que nível for, é estrutura de serviços, como já dissemos no artigo anterior, portanto, terá diante de si cumprir com eficiência, eficácia e efetividade seu papel. Além disso, deve ter também em mente e missão da Convenção, começando pelo nível nacional, depois pelos níveis regionais (Convenções estaduais e Associações locais). Mais ainda, quais são os objetivos e metas setoriais que precisam ser alcançadas dentro do cronograma em que se estão operando as decisões, atividades e projetos? Ao levar em conta pelo menos esses componentes do processo de atuação, estaremos todos olhando para o mesmo alvo, para o mesmo foco em servir as Igrejas locais. Princípios conectados à natureza de uma Igreja ou visão eclesiológica não se aplicam à estrutura convencional. Pensar em autonomia no Plano de governo (seja em qual for) é promover confusão e desordem no nosso alvo e missão em servir a Igreja local. Um exemplo para ajudar na melhor compreensão disso pode ser aplicado à formação teológica e ministerial. Já é notória a existência crescente de

certa fragilidade nos púlpitos, nos relacionamentos ministeriais; na redução cada vez mais acentuada da credibilidade no ministério pastoral, segurança doutrinária, manutenção, pelo menos do mínimo, da identidade do modo de ser e de pensar como Batistas, etc. A inexistência de uniformidade na formação ministerial tem sido apontada como uma das causas. Fora isso, a organização de instituições de formação teológica e ministerial com ausência de critérios, sejam curriculares, sejam de qualidade (embora a ABIBET já tenha aprovado um documento chamado “Padrões de Qualidade”, mas até o momento não o colocou em prática). E, ainda mais, muitas vezes sem a devida legalização fiscal (não estamos aqui falando de oficialização pelo MEC, mas de cursos livres), faz com que o curso seja reduzido e coloque em risco a sobrevivência de instituições legalizadas, pois sem o cumprimento de legalidade fiscal o custo orçamentário é menor, portanto, mensalidades menores. Em contrapartida, como denominaríamos essa atitude que se insiste em praticar no meio teológico Batista? Neste tema, há ainda outro fator preponderante, como a qualificação e qualidade de ensino de todas estas instituições, estão sendo verificadas ou aferidas? Tem a ABIBET feito isso pelo menos junto às suas filiadas? Aliado a tudo isso ainda temos o indicador de que o investimento em formação teológica e ministerial em termos internacionais precisa ser subsidiado em cerca de 50%. No

caso de instituições legalizadas e as oficializadas isso se torna mais aplicável ainda. A realidade tem demonstrado que, com a afluência simultânea (para evitar o uso da palavra “concorrência”) de cursos sem a devida legalidade fiscal com custo de mensalidade menor, instituições que possuem como alvo ter sua legalidade fiscal (e/ ou legitimidade em ensino superior também) acabam sendo penalizadas financeiramente e acabam deixando de receber alunos em seu quadro discente, promovendo grave prejuízo em sua manutenção e colocando em risco a sua sobrevivência. Como resolver essa grave situação? O que temos ouvido de líderes é que não é possível mexer no tema por causa da autonomia Batista. Autonomia Batista? Isso é doutrina eclesiológica e não se aplica no âmbito institucional-estrutural-convencional, seja em que nível for. Estamos colocando em risco a qualidade da formação ministerial, estamos observando a ausência de princípios éticos na manutenção de insti-

tuições sem a devida legalidade fiscal e apelamos para um princípio eclesiológico? Onde está a razão disso tudo? Não pense o leitor que somos contra a existência de seminários Batistas no Brasil, pois nesse campo da formação teológica e ministerial pensamos que há espaço para todos os que desejarem ofertar esse tipo de ensino, mas com qualidade comprovada (aqui deveria entrar a ABIBET), com legalidade fiscal e, para quem desejar, até com a legitimidade da formação no nível superior com cursos oficializados. O que não pode haver é utilizarmos argumentos doutrinário-eclesiológicos para uma situação operacional fora da Igreja local e que já está colocando em risco o futuro das Igrejas e da denominação em termos de qualificação teológica e ministerial. Vejam, aqui temos o Plano de Governo em contraste com o Plano de Denominação. É isso aí. Continuamos à disposição. Escrevam para rega@ batistas.org.


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OJB Edição 06 - Ano 2019 by Jornal Batista - Issuu