Com o comércio eletrônico em alta e a rapidez na entrega, vale ampliar o número de lojas? Se para uns a proximidade física é insubstituível, em se tratando de peças técnicas; para outros, prevalecerão os modelos híbrido, físico e digital.
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AMIGO BOM DE VENDA
Há dois anos focando no vendedor de autopeças
LIÇÕES DA PANDEMIA
Distribuidor, varejista e reparador falam o que melhorar
VAREJO DE PESADOS
Primeiro semestre foi bom, mas alguns fatores prejudicaram
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Balcão Automotivo é uma publicação dirigida aos profissionais automotivos e tem o objetivo de trazer referências ao mercado, para melhor conhecimento de seus profissionais e representantes.
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NOSSA PLATAFORMA DIGITAL
OS CAMINHOS QUE O VAREJO
Começando o semestre em grande estilo, trazemos como reportagem de capa desta edição, em tempos de comércio eletrônico em alta e rapidez na entrega, seguindo o modelo do iFood, fica a questão se vale a pena o varejista ampliar o número de lojas. Por outro lado, a proximidade física com o cliente para muitos é insubstituível, ainda mais em se tratando de peças técnicas. Para outros, prevalecerão os modelos híbrido, físico e digital.
Seguindo: As lições da pandemia para os elos da cadeia. No mesmo barco, distribuidor, varejista e reparador participaram da #LiveDoBalcao no dia 24 de junho e apontaram o que poderia melhorar. Na oportunidade, os convidados foram Gilmar Catirica, gerente de Vendas Nacional da Cobra Rolamentos e Autopeças; Fabiano Massariol, diretor da Auto Imports; e Alexandre Dias, do Grupo Guia Norte Auto Center.
problema para todo o segmento automotivo, para alguns, melhorando gradualmente.
Já o especialista em regulação, José Luiz Rodrigues, sócio da JL Rodrigues & Consultores Associados, esclarece as principais dúvidas sobre o Pix. Lançado em novembro do ano passado, essa solução de pagamento instantâneo criada e gerida pelo Banco Central oferece vários benefícios para os varejistas. Somente no primeiro trimestre deste ano foram 869,6 milhões de pagamentos realizados por essa solução.
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Com relação ao varejo de pesados, ele se mantém em alta. A expectativa para esse segundo semestre é ainda melhor e com menos falta de mercadorias. Para o setor, a saber, o primeiro semestre foi bom, fatores que pesaram foram o aumento de preços e a falta de peças que continua sendo um
DIRETORIA
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COMERCIAL
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Por fim, o Programa Amigo Bom de Venda, iniciativa da ZF há dois anos presente pelo País, em detalhes. O sucesso foi tanto com Amigo Bom de Peça, criado há quatro anos, que nasceu o Programa. Como diz o nome, ele tem como foco o aprimoramento profissional do vendedor de autopeças e desde o ano passado tem uma parceria bastante próspera com a MercadoCar com lojas na Capital Paulista e Grande São Paulo.
Especialista em regulação, José Luiz Rodrigues, sócio da JL Rodrigues & Consultores Associados, esclarece as principais dúvidas
Lançado em novembro do ano passado, o Pix é uma solução de pagamento instantâneo criada e gerida pelo Banco Central, que oferece vários benefícios para os varejistas. Somente no primeiro trimestre deste ano foram 869,6 milhões de pagamentos realizados por essa solução, o que superou todas as operações realizadas por meio de cheque, TED ou DOC, segundo o Banco Central. Mesmo assim, há muitas dúvidas sobre a sua utilização e a segurança.
Nessa entrevista, José Luiz Rodrigues, especialista em regulação e sócio da JL Rodrigues & Consultores Associados, consultoria especializada em regulação, organização, supervisão e acesso ao Sistema Financeiro e ao Mercado de Capitais, esclarece as principais delas.
Balcão Automotivo – Quais são as principais vantagens do PIX para os varejistas?
José Luiz Rodrigues – Como o Pix é mais rápido do que os demais meios de pagamento, o dinheiro chega às empresas de forma mais rápida também. Enquanto o boleto bancário demora um dia ou dois para registrar o pagamento, por exemplo, o Pix faz isso em menos de dez segundos. Isso representa uma agilidade no dinheiro em caixa e afeta diretamente o varejo. Com o pagamento confirmado de forma mais ágil, o impacto ocorre em outras etapas do processo de compra: a gestão do estoque é mais rápida e a entrega ao consumidor também. Outro benefício que ocorre principalmente para os gestores de e-commerce é uma possível redução no índice de desistência nos pagamentos via boleto, já que o Pix tende a substituir essas operações.
Tudo o que você precisa saber sobre o Pix
BA – Podemos afirmar que este é um dos sistemas de pagamento mais modernos do mundo?
JR – Sim, absolutamente. O Pix nasceu de um olhar do Banco Central em experiências internacionais de sucesso, além do acompanhamento direto com as inovações tecnológicas. O resultado é um sistema financeiro mais rápido, prático e seguro, que impacta positivamente na gestão de negócios, na própria prestação dos serviços e no comportamento financeiro do consumidor.
BA – A Receita Federal pode usar o PIX para verificar as movimentações financeiras?
José
Luiz Rodrigues, especialista em regulação e sócio da JL Rodrigues & Consultores Associados
JR – Qualquer crime financeiro, seja sonegação de impostos, evasão de divisas ou corrupção terá o combate mais eficiente caso o dinheiro passe pelo Pix. De qualquer forma, a verificação por parte da Receita Federal acontece mediante quebra de sigilo ou autorização do contribuinte. O sistema é centralizado no Banco Central, que processa todas as operações e também poderá ser um denunciante ao COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) caso uma operação suspeita aconteça.
BA – Quais são os principais riscos com a utilização do Pix?
JR – É importante dizer que o Pix está no mesmo ambiente de segurança em que se encontram os demais meios de pagamento, como TED, DOC ou boletos. Isso significa que se trata de um meio de pagamento seguro e extremamente adequado às bases tecnológicas do Sistema Financeiro Nacional. Agora, por estar em dispositivos móveis, a falta de segurança é a respeito de casos de furtos e roubos de celulares e demais aparelhos eletrônicos. E aqui não estamos falando de segurança financeira ou tecnológica, é uma questão de segurança pública.
BA – Quais dicas podemos dar para as pessoas se protegerem contra os possíveis golpes?
JR – Os cuidados com o Pix são os mesmos que as pessoas precisam ter com seus dados bancários: não compartilhar senhas e não divulgar informações pessoais. O Pix trabalha com chave, que é a única informação a ser divulgada em transações. Em casos de furtos ou roubos em que o aparelho perdido está sem senhas ou aberto nos aplicativos das instituições bancárias, é necessário
que a pessoa acione essas instituições, além de efetuar os procedimentos de comunicação do crime, como o registro do boletim de ocorrência.
BA – Segundo o Banco Central, o PIX já responde por mais da metade das transferências bancárias. Em sua opinião, a tendência é que isso aumente muito mais?
JR – Totalmente. O Pix já proporcionou uma mudança imediata de comportamento do mercado e segue em crescimento. Na última semana de junho, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que mais de 73 milhões de pessoas já realizaram transações com esse novo meio de pagamento, e estamos falando de uma inovação que está no mercado há apenas 8 meses. O Pix tende a ser cada vez mais popular, principalmente conforme for ganhando mais funcionalidades, já que o objetivo do Banco Central é moldá-lo conforme as necessidades das empresas e dos consumidores.
“ Os cuidados com o Pix são os mesmos que as pessoas precisam ter com seus dados bancários: não compartilhar senhas e não divulgar informações pessoais. ”
BA – Finalizando, o PIX será obrigatório para transferências, ou o DOC e a TED ainda existirão por um bom tempo?
JR – Não, o Banco Central não trabalha com uma obrigatoriedade para o Pix. Os meios de pagamento tradicionais, como DOC ou TED, continuarão a existir, mas existe um entendimento de que o Pix poderá substituí-los, conforme a população se familiarize com seu uso. Por exemplo, ao balizar os custos das transações para patamares muito baixos com o Pix, o Banco Central está proporcionando melhores condições para que aquelas pequenas transações, típicas de prestadores de serviços autônomos, possam ser realizadas neste novo ambiente digital.
TECFIL É A PRIMEIRA DO SETOR DE FILTRO AUTOMOTIVO A CONQUISTAR A
CERTIFICAÇÃO GPTW COMO UMA DAS
MELHORES EMPRESAS PARA SE TRABALHAR
A Tecfil é a primeira empresa do setor de filtros automotivos a ser certificada pela consultoria Great Place To Work (GPTW) como um dos melhores lugares para se trabalhar no Brasil. A companhia alcançou o índice de mais de 84% de satisfação entre os colaboradores, em pesquisa respondida anonimamente para avaliar as práticas de gestão de pessoas e o ambiente de trabalho. “É um orgulho sermos certificados pela GPTW”, comemora Ana Paula de Oliveira, gerente de Recursos Humanos da Tecfil.
AMORTECEDOR COFAP POWER SHOCK
TRAZ CONFORTO, SEGURANÇA E DIRIGIBILIDADE
A Cofap possui em seu portfólio uma extensa linha de amortecedores com as mais diversas tecnologias. Os amortecedores Power Shock, no mercado há 12 anos, foram desenvolvidos exclusivamente para alguns modelos da linha Fiat, com aplicações para Palio, Palio Adventure, Strada, Grand Siena, Uno e Mobi. O principal diferencial dos amortecedores Power Shock consiste em um dispositivo adicional contido em seu interior, confeccionado em material especial, que entra em ação durante as curvas mais acentuadas.
REDE PITSTOP ANUNCIA PARCERIA COM A LIQUI MOLY
A Rede PitStop anuncia a Liqui Moly, fabricante alemã especialista em lubrificantes e aditivos para o setor automotivo, como a mais nova parceira a integrar a plataforma Negócios em Rede, benefício exclusivo para os associados da rede. Atualmente, a Liqui Moly conta com mais de 4.000 itens dedicados ao setor automotivo e comercializa seus produtos em mais de 150 países. Por meio desta parceria, a marca traz uma ampla oferta de produtos para o mercado brasileiro.
CLAUDIO MOYSES É O NOVO
PRESIDENTE DO IQA
Com o objetivo de incentivar a manutenção preventiva dos veículos, especialmente no período de férias, a Bosch realiza a “Promoção 100 anos de estrada – Sem preocupação na revisão do seu carro”, que ocorre até o dia 8/08. Esta ação tem foco nas mídias digitais, como Facebook, Instagram e Youtube. “O cliente, ao ser impactado pelo conteúdo nas redes sociais, será direcionado para o site da promoção, onde pode conferir todos os serviços inclusos na revisão veicular”, explica Giovanna Vitta, chefe de MKT da divisão Automotive Aftermarket da Bosch.
O IQA – Instituto da Qualidade Automotiva – está sob nova direção: Claudio Moyses, gerente geral de Qualidade da Stellantis, acaba de ser eleito presidente da diretoria executiva do IQA para 2021-2023, e tem como uma das prioridades levar a transformação digital da Qualidade Automotiva para o maior número de organizações brasileiras, por meio dos diversos produtos e serviços oferecidos pelo IQA. Ele sucede Ingo Pelikan, presidente do IQA desde 2013, que deixa o cargo, mas permanece como colaborador do IQA, em outras responsabilidades.
ZF É FINALISTA EM TRÊS CATEGORIAS PARA O PRÊMIO AUTODATA
2021
A ZF foi indicada como uma das melhores do setor automotivo na 22ª Edição do Prêmio AutoData nas categorias Melhor Sistemista, além de Sustentabilidade e Liderança Empresarial, ambas voltadas a fornecedores. Em novembro serão reveladas quais as empresas e executivos que mais se destacaram, em cada categoria, no desenvolvimento do setor automotivo brasileiro nos últimos dozes meses, por votação direta dos leitores da Revista AutoData, dos assinantes da Agência AutoData de Notícias e participantes do Congresso Perspectivas 2022.
DONA DA STOCK CAR, VELOCI LANÇA REDE DE LOJAS AUTOMOTIVAS
Principal marca do automobilismo esportivo nacional, a Stock Car Pro Series anunciou o lançamento da Stock Auto Service, rede de oficinas mecânicas que pretende atrair os fãs da categoria para uma experiência exclusiva. O projeto já se inicia com quatro endereços estratégicos na Grande São Paulo e pretende se expandir para todas as cidades onde existem etapas da Stock Car. Tanto a Stock Car quanto a nova rede de oficinas pertencem à Veloci Investimentos, especializada em negócios ligados ao esporte a motor e à mobilidade.
FREUDENBERG - CORTECO ANUNCIA NOVA GERENTE DE TRADE MARKETING PARA A AMÉRICA DO SUL
A Freudenberg - Corteco, divisão de reposição automotiva da FreudenbergNOK, líder mundial em vedações, anuncia a contratação de Estela Pacheco como nova gerente de Trade Marketing para a América do Sul. Profissional com 20 anos de experiência em aftermarket automotivo, Estela chega à empresa com a missão de ampliar e fortalecer o relacionamento da marca envolvendo toda a cadeia de distribuição, desde distribuidores a varejistas e reparadores.
SAMPEL LEVA INFORMAÇÕES TÉCNICAS PARA O PÚBLICO
A DRiV, detentora das marcas Monroe Amortecedores e Monroe Axios, anuncia reforço na equipe comercial para atender ao crescimento do mercado na Região Nordeste. Edi Carlos Rodrigues Santana foi nomeado gerente Regional da DRiV e cuidará dos distribuidores que comercializam produtos da companhia na região. A empresa também reforçará a presença da linha de amortecedores Rancho, voltada ao universo off road, transporte e reboque, e dos produtos da linha Monroe Axios, com uma gama completa de componentes para suspensão.
Pensando numa melhor qualificação do mercado como um todo, a Sampel tem se destacado por oferecer vídeos com explicações técnicas dentro da empresa, informações sobre fabricação e vídeos para o setor de autopeças. Nos vídeos, funcionários da empresa explicam como as peças funcionam e simulam a ação do componente dentro do veículo. Nesse vídeo falamos do suporte do motor da linha Chrevrolet (GM) - Técnico Carlos – SAC: https://www.youtube.com/watch?v=2QvhQnKdA4k
Felipe Massa é o embaixador da rede Stock Auto Service
crédito: Duda Bairros/Divulgação
FIQUEPORDENTRO
HONDA COMPLETA 50 ANOS DE PRESENÇA NO BRASIL
Cinco décadas de atuação marcam a presença da Honda em solo nacional. E para celebrar, a empresa lançou uma campanha especial em suas redes sociais. Na estreia, a Honda apresenta um vídeo inspirador, elaborado em técnica de foto colagem, que relembra os principais fatos históricos da empresa no Brasil, além de trazer a visão de futuro da marca para a mobilidade. A campanha também conta com um selo comemorativo, que reforça elementos de brasilidade em suas cores e linhas, além de expressar a força dos 50 anos da empresa.
BMW CRESCE 43% NO 1º
SEMESTRE E SE CONSOLIDA NA LIDERANÇA PREMIUM DO BRASIL
A BMW do Brasil, como parte de sua estratégia de negócios, confirmou sua liderança no segmento premium do mercado automotivo nacional. A marca bávara comercializou 6.573 unidades nos seis primeiros meses de 2021, o que significa um crescimento de 43% em comparação com resultado registrado entre janeiro e junho do ano passado (4.602 unidades emplacadas). Esse número significa que mais de um a cada três automóveis premium vendidos no País é BMW. Os dados são do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores).
VW LANÇA CALCULADORA DE COMBUSTÍVEL E EMISSÃO DE CO2
A Volkswagen do Brasil reforça o seu foco na redução de emissões de poluentes e na sustentabilidade. A partir de 7 de julho, a marca passa a oferecer uma calculadora digital para saber qual combustível é mais vantajoso: etanol ou gasolina. Muito além da questão financeira, a ferramenta mostra qual será a emissão de CO2 (dióxido de carbono) de acordo com o combustível escolhido, considerando a metodologia “poço-à-roda”. Assim, o cliente pode olhar - ao mesmo tempo - para o bolso e para o meio ambiente.
CAOA CHERY SUPERA AS 15 MIL UNIDADES VENDIDAS NO PRIMEIRO SEMESTRE
A CAOA CHERY superou os 15 mil veículos emplacados no primeiro semestre de 2021. Colecionando ótimos resultados, a marca comercializou 3.183 veículos em junho e se manteve na 10ª posição no ranking das montadoras nacionais. O resultado é igual ao alcançado em maio e 207% superior ao mesmo período do ano passado (1.037). Já a participação de mercado ficou em 1,88% no último mês, maior índice mensal desde que a marca foi lançada, há pouco mais de três anos.
A VENDA DE VEÍCULOS DE PASSEIO ELÉTRICOS DA BYD DISPAROU 207,1%
A.A. EM JUNHO
A BYD vendeu 49.765 veículos de passeio em junho, incluindo elétricos e a combustão, o que representa um aumento de 52,5% das vendas anuais e um aumento de 10,2% das vendas mensais. Mais especificamente, as vendas dos veículos elétricos alcançaram 40.116 unidades, um crescimento de 207,1% em relação ao ano anterior e de 26,6% em relação ao mês anterior. No primeiro semestre de 2021, a BYD vendeu um total de 242.321 veículos de passeio.
FIQUEPORDENTRO
VALVOLINE LANÇA SEMISSINTÉTICOS PARA VÁRIAS
MARCAS DE MOTOS
Para ampliar o portfólio destinado a motocicletas, a Valvoline lança dois óleos lubrificantes semissintéticos: 10W40 e 20W50. Com a chegada do semissintético 10W40, a fabricante expande a sua atuação de mercado na linha duas rodas. Com uma nova viscosidade, atende a uma variedade de modelos de motocicletas de montadoras, como Yamaha, Suzuki, BMW, Kawasaki, Dafra, Triumph, entre outras. Já o óleo lubrificante semissintético 20W50 tem especificação japonesa Jaso – MA2.
REVOLUÇÃO SILENCIOSA: BMW
MOTORRAD APRESENTA A NOVA SCOOTER ELÉTRICA CE 04
A BMW Motorrad apresenta a nova scooter elétrica CE 04, que vai integrar a sua linha de duas rodas. Com propulsão elétrica, design voltado para o futuro e soluções de conectividade inovadoras, o modelo combina as funções de transporte e comunicação em uma nova marca de mobilidade urbana pessoal. É uma revolução silenciosa, que vem ao encontro da estratégia de eletrificação global do BMW Group. Com uma potência máxima de 31kW (42cv), o novo BMW CE 04 tem um motor potente para uma experiência de condução emocionante.
MOTO HONDA DA AMAZÔNIA
RECONHECE OS MELHORES FORNECEDORES DE 2020
A Moto Honda da Amazônia promoveu o reconhecimento dos fornecedores que mais se destacaram em suas áreas de atuação ao longo de 2020. Em uma premiação online, em função da pandemia da Covid-19, a empresa reconheceu a performance dos fornecedores que apresentaram resultados superiores nos indicadores de QCD (Qualidade, Custo e Entrega) e atuaram, durante o último ano fiscal, com proatividade, criatividade e inovação, buscando a melhoria contínua.
MOTUL anuncia parceria com startup de locação para motos
VIPAL PNEUS DE MOTO
LANÇA DUAS
NOVAS
MEDIDAS PARA SCOOTERS
A Vipal Pneus de Moto está ampliando o seu catálogo de medidas para Scooters. Aliando esportividade, economia e a alta qualidade dos produtos Vipal, a marca lança dois pneus de 16 polegadas da sua linha ST500: 100/8016 e 120/80-16. Com design moderno e exclusivo, os novos pneus são versáteis e compatíveis com vários modelos de motocicletas, entre estas a Honda SH 150 e a Honda SH 300, ambas sucesso entre o público que gosta da praticidade e conforto das Scooters.
A Motul firmou uma parceria com a Mottu, empresa que realiza aluguel de motocicletas para trabalhadores de delivery. O acordo prevê descontos em produtos, divulgação nas redes sociais e workshop técnico, ministrado pelos experts da Motul, para mecânicos e clientes selecionados. “A parceria expande a nossa atuação em um mercado estratégico e reforça a condição de excelência dos nossos produtos”, diz Matheus Marins, gerente de marca da Motul Brasil, entre outros assuntos.
CAMINHOS PARA O VAREJO
Por: Karin Fuchs | Foto(s): Divulgação
Investir na abertura de novas lojas, nas vendas virtuais, ou em ambos, com a adoção do modelo híbrido. Para cada um, uma realidade diferente
Em tempos de comércio eletrônico em alta, em que o que vale é a rapidez na logística de entrega, seguindo o modelo do iFood, fica a questão se vale a pena o varejista ampliar o número de lojas. Por outro lado, a proximidade física com o cliente para muitos é insubstituível, ainda mais em se tratando de peças técnicas. Para outros, o que prevalecerá são os modelos híbrido, o físico e o digital.
Cantidio Ribeiro Neto, consultor Master da Nitzsche Consultoria Automotiva, especializada em gestão empresarial no segmento de concessionárias de veículos automotivos, diz que a experiência deles têm mostrado que aumentar o número de lojas não aumenta as vendas, mais sim, ter uma comunicação com mais capilaridade. Como exemplo, ele cita o programa CEM - Customer Experience Management, da Volkswagen, que avalia o desempenho do concessionário quanto ao nível de satisfação dos clientes.
A estrutura da avaliação engloba: tratamento ao cliente, organização do dealer, informações prestadas, recomendação do concessionário e a combinação das notas da satisfação geral. “O objetivo do programa é se aproximar do cliente, seja o aplicador ou o dono do automóvel. Entre os clientes que atendemos, observamos que os que levam mais a sério essa metodologia conseguem ter um aumento significativo de vendas, até porque isso causa uma dependência, do aplicador para com a revenda. E dentro desse contexto tem a logística. Por mais que haja o relacionamento, se ela não for
“Esse é o mundo, a automação dos processos e da empresa, e a automação das pessoas nessa nova realidade. Eu acredito muito mais em aplicar a tecnologia, ao invés de abrir novas lojas, e opções não faltam como portais e o WhatsApp. E tem que ser similar ao iFood com entregas rápidas, se não for, perderá do concorrente”.
João Pelegrini, do Grupo Pelegrini, de Uberaba (MG)
boa, com o tempo a relação esfria”.
Neto também diz que outro movimento observado é que a fidelização não se dá só pelo preço e pela promoção. “É disponibilizar um treinamento, fornecer ferramentas e facilitar o acesso a catálogos eletrônicos”, menciona. E, sem dúvida, estar nos meios digitais, principalmente com a venda eletrônica.
“Se mirar o aplicador, que é uma massa significativa de consumidores de peças, a necessidade dele é algo parecido ao iFood, com ênfase na logística. Pois, ele tem o carro no elevador, o cliente ao lado, ele tem pressa e, normalmente, a sua área de produção é limitada e ele não pode ficar com o carro parado esperando a peça chegar. Eu creio que o futuro é algo parecido ao iFood, com investimento em logística, rapidez de entrega, criação de confiabilidade e a reputação de que a entrega é boa”.
Segundo ele, às vezes com a abertura de mais lojas é agregado um custo fixo que muitas vezes a escala não acontece na velocidade necessária. E também pela
experiência deles com concessionárias, o market place tem se mostrado um potencial canal de vendas. “Até por recomendação das montadoras, hoje as revendas de automóveis estão muito presentes nesse canal. Para algumas delas, o market place representa 25% das vendas. A logística mostra que não é só o preço, às vezes ele é até um pouco mais elevado, mas mesmo assim, tem clientes que preferem comprar desse canal só por causa da logística”.
Em sua opinião, a tendência é que o receio em comprar pela internet diminua cada vez mais. “O comércio eletrônico só cresce, se pensar no cliente que compra pela web, havia uma dificuldade em comprar produtos técnicos, para um virabrequim, por exemplo, era muito mais complexo. Na medida em que vai perdendo o medo, o cliente vai buscando outras fontes, hoje em dia, o mecânico apresenta um orçamento para ele e mesmo sem entender, ele vai na internet e confere se a aplicação tem relação com o carro dele e ele faz uma checagem na questão da confiabilidade, do preço, da aplicação e por aí vai”.
Cantidio Ribeiro Neto, consultor Master da Nitzsche Consultoria Automotiva, especializada em gestão empresarial no segmento de concessionárias de veículos automotivos
Foco em logística
Para o empresário João Pelegrini, do Grupo Pelegrini, em Uberaba (MG), o futuro, ou melhor, o presente já é a internet e assim como Cantidio Ribeiro Neto, ele também acredita no modelo do iFood para as vendas de peças. “Eu acredito muito mais na divulgação online do negócio, em criar a expertise de uma logística rápida e acompanhar desde o pedido até a entrega”, afirma.
Segundo ele, vai se sobressair o varejista que conseguir ter o controle e a gestão efetiva do atendimento e a entrega o mais rápida possível. “Esse é o mundo, a automação dos processos e da empresa, e a automação das pessoas nessa nova realidade. Eu acredito muito mais em aplicar a tecnologia, ao invés de abrir novas lojas, e opções não faltam como portais e o WhatsApp. E tem que ser similar ao iFood com entregas rápidas, se não for, perderá do concorrente”.
Na prática, Pelegrini já implementou esse modelo. “Hoje, a entrega é terceirizada, tem os motoqueiros, e controlamos tudo pelo computador. Que nem o Uber que mostra o trajeto do veículo, eu tenho a gestão da ida e da volta dos motoqueiros, e indicadores do tempo médio deles pela distância percorrida. É preciso ter o seu negócio na palma da mão”.
Modelo híbrido
Em Goiânia (GO), o diretor Comercial
João Pelegrini, do Grupo Pelegrini, de Uberaba (MG)
da Jaicar, Júlio César Naves, acredita que prevalecerá tanto a abertura de lojas físicas como o comércio eletrônico. “A abertura de lojas faz com que estejamos mais próximos do consumidor final e temos que estar perto dele, por isso eu acho que a tendência é de abertura de lojas”, diz. Hoje, a Jaicar tem 10 lojas.
Naves acrescenta que as facilidades oferecidas pelo comércio eletrônico também mostram o potencial desse canal.
“O comércio eletrônico só cresce, se pensar no cliente que compra pela web, havia uma dificuldade em comprar produtos técnicos, para um virabrequim, por exemplo, era muito mais complexo. Na medida em que vai perdendo o medo, o cliente vai buscando outras fontes ...”
Cantidio Ribeiro Neto, consultor Master da Nitzsche Consultoria Automotiva, especializada em gestão empresarial no segmento de concessionárias de veículos automotivos
“A tendência é de abertura de lojas para marcar a presença física e o digital é um mercado muito forte, até porque há dois tipos de consumidor: o que não compra pela internet, exceto quando não acha o que precisa na loja física, e os mais jovens que compram pela internet”.
Ele frisa que é preciso estar em ambos os canais, o físico e o digital. “Todas as
nossas lojas valorizam a nossa marca e a nossa divulgação. Elas são acolhedoras e oferecem todo o suporte necessário. Se tem várias lojas, também se fortalece no digital e, assim, se atingem os dois públicos”.
Quando vale ter filiais
Com seis lojas no interior de São Paulo, sendo três em Campinas, uma
Júlio César Naves, da Jaicar Autopeças, de Goiânia (GO)
em Indaiatuba, Jundiaí e Araraquara, o empresário Roberto Rocha, da Rocha Autopeças, assim como Cantidio Ribeiro Neto, mostra que nem sempre é vantajoso investir na abertura de lojas e, para isso, compara com os mercados norteamericano e europeu.
“Em cada esquina nos Estados Unidos tem uma loja de uma mesma rede. Lá o cliente é cativo da rede e os preços são similares. Aqui a realidade é outra, o brasileiro faz cotação, são poucos os que ligam, pedem a peça e não perguntam o preço. Nós temos alguns clientes que pedem e não se preocupam, pois sabem que o nosso preço é bom, ele é balizado pelo custo da nossa estrutura”.
Uma estrutura que Rocha explica que foi muito bem pensada. “Para as nossas três lojas em Campinas, nós fizemos um triângulo na cidade para atender para trás e para a frente, estrategicamente distribuídas. Cada loja tem uma população de 250 mil, 300 mil pessoas, é quase uma cidade do interior. E, mais adiante, eu tenho a meta de abrir mais uma loja também em Campinas, onde tem cerca de 500 mil pessoas e estamos fazendo entregas de moto”.
Como ele bem diz, meia dúzia de clientes não sustenta uma loja e em uma cidade com menos de 100 mil habitantes, que tem duas lojas, por exemplo, é preciso avaliar se cabe mais uma. “O faturamento tem que
“Em
justificar o custo que aumentou. Tem muita gente abrindo loja que dá prejuízo, fecha no vermelho no final do mês, e o lucro de uma das lojas cobre o prejuízo dela. Quanto precisa faturar para cobrir o custo? Tem que começar a pensar assim”, orienta.
Rocha ressalta que tem empresas que é mais lucrativo fechar uma das lojas do que mantê-la. “Porém, o empresário não admite isso, ele acha que perde status fechando uma loja e vai aguentando o prejuízo, tirando do lucro de outra loja”. E mais uma vez faz comparativos, desta vez, do Brasil com os Estados e também com o mercado europeu.
“Aqui, se tiver mais de uma loja na mesma rua, o cliente vai na que tem o menor preço. Na Europa há uma tabela de preço dos fornecedores, como por exemplo da Bosch, a qual o reparador tem acesso e em função do volume de compra e de como ele faz o pagamento, ele consegue o mesmo desconto em qualquer um dos seus distribuidores. Nos Estados Unidos há uma tabela de preço sugerida pelo fornecedor e aqui, o preço é de custo e cada um coloca o valor que quiser. Por
Roberto Rocha, da Rocha Autopeças, com seis lojas no interior de São Paulo
isso, quem abre muitas lojas corre o risco de ter prejuízo em uma delas”.
Questionado sobre o modelo de comércio eletrônico, Rocha vê como empecilho a logística de entrega. “Conforme a distância, há um tempo maior entre o pedido ser feito e ser entregue. Como no Brasil a manutenção é mais corretiva, a entrega tem que ser muito rápida, ao contrário de outros mercados onde a manutenção é preventiva, os serviços são programados, bem como a compra de peças”, conclui.
cada esquina nos Estados Unidos tem uma loja de uma mesma rede. Lá o cliente é cativo da rede e os preços são similares. Aqui a realidade é outra, o brasileiro faz cotação, são poucos os que ligam, pedem a peça e não perguntam o preço. Nós temos alguns clientes que pedem e não se preocupam, pois sabem que o nosso preço é bom, ele é balizado pelo custo da nossa estrutura”.
Roberto Rocha, da Rocha Autopeças, de Campinas (SP)
TECNOLOGIA
por: Maria Carolina Avis*
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NÃO SALVA SEU NEGÓCIO
ue a tecnologia chegou para revolucionar a forma com a qual as pessoas conversam, consomem, contratam, compram e se relacionam, não é novidade para ninguém.
Mas será que estamos preparados para isso? Será que a solução inovadora das empresas que decidiram investir em inteligência artificial para automatizar o atendimento com o humano, é assim tão efetiva? Até que ponto a inteligência artificial realmente resolve um problema, agilizando o atendimento com o humano, e até que ponto atrapalha?
As empresas, muitas vezes, sem uma estrutura padrão para adotar o uso da tecnologia de automação (a famosa inteligência artificial, aliada ao também famoso aprendizado de máquina), buscam “surfar na onda” da revolução tecnológica.
Elas querem usar a tecnologia dos algoritmos para ser mais produtivas, poupar tempo e, principalmente, para ter um posicionamento invejável de empresa tecnológica e inovadora.
Os usuários, clientes e potenciais clientes, do outro lado do relacionamento, ficam ansiosos para utilizar recursos de tecnologia, mas raras vezes conseguem ter uma boa experiência.
Toda empresa da atualidade inclui a inteligência artificial como fonte de relacionamento com o consumidor, mas o consumidor muitas vezes não tem o mesmo nível de interesse em interagir com o robô.
Isso porque as pessoas, no início, criaram a expectativa de que seria uma experiência incrível interagir com um robô, porém na maioria das vezes a decepção toma conta. Tudo isso porque a inteligência artificial é programada sem planejamento algum, e sem possibilidades de um atendimento híbrido, em que exista a possibilidade de um atendimento humano atrelado ao automático.
Não são raras as situações em que as pessoas tiveram uma experiência negativa com autoatendimento. Basta conversar com duas ou três pessoas que utilizaram a conversa automática pelo menos uma vez, seja para comprar, tirar dúvidas ou acionar o suporte.
Em supermercados em que existem caixas convencionais e autoatendimento, muito mais gente prefere o caixa tradicional, justamente pelo fato de que o autoatendimento, muitas vezes, demora mais do que enfrentar uma fila, já que trava com frequência e tem erros de leitura do código dos produtos.
Entende-se que utilizar automação no atendimento sirva para poupar tempo, mas para isso o humano por trás precisa pensar em
três pontos-chave:
PRIORIZAR A EXPERIÊNCIA DO USUÁRIO
Por mais que a agilidade seja importante, nada melhor do que fazer isso fornecendo uma boa experiência ao consumidor. Enquanto estrategista, coloque-se no lugar da pessoa que utilizará o serviço, para entender se o atendimento está pelo menos satisfazendo suas necessidades e desejos.
USAR E ABUSAR DOS TESTES E VALIDAÇÕES
Implantou um sistema de autoatendimento? Peça para pessoas com pouca intimidade com tecnologia para testarem, e perceba suas dificuldades para cumprir com um objetivo. A regra da boa experiência do usuário é que o objetivo precisa ser concluído com o mínimo possível de cliques.
SEJA HUMANO
Deixe sempre visível a opção de chamar um atendente humano no atendimento comandado pela inteligência artificial. Essa simples ação pode ajudar muito a aqueles que não acham o robô tão inteligente assim. Nem é culpa do coitado do robô, que ainda não aprendeu a lidar com conversas humanas e suas diversas variáveis, mas é responsabilidade do estrategista, pensar em todas as possibilidades.
Quanto aos usuários, não tenha medo de testar novas experiências. Os atendimentos automáticos mudam sempre, já que é uma funcionalidade dinâmica. Esteja aberto, pois, gostando ou não, teremos que aprender a lidar com a integração entre seres humanos e seres digitais.
* Coordenadora do curso de Gestão de Mídias Sociais e professora de Marketing Digital da Uninter. É profissional de Marketing Digital certificada pelo Google e associada ao Facebook, autora de 3 livros na área e consultora especialista do SEBRAE Nacional
NOTÍCIAS DO SETOR
As informações que movimentaram as entidades nesses últimos dias
O fechamento do primeiro semestre de 2021 foi um pouco aquém do que previa a indústria automobilística, muito em função da crise global de fornecimento de semicondutores, materiais usados em todos os componentes eletrônicos que equipam os veículos.
De acordo com os números divulgados no início do mês pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), 1.148,5 mil autoveículos deixaram as linhas de montagem no primeiro semestre do ano, 57,5% a mais que os 729 mil do mesmo período do ano passado, quando todas as fábricas passaram por paradas de até dois meses. Numa comparação mais justa, com o primeiro semestre de 2019 (antes da pandemia), houve uma retração de mais de 300 mil unidades, ou 22%.
As marcas filiadas à Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores –registraram desempenho positivo de 48,1%, com licenciamento de 34.490 veículos nos primeiros seis meses de 2021, entre unidades importadas e fabricadas no País. Em 2020, em igual período comparativo, o total de licenciamentos foi de 23.295 unidades.
Na importação, os dados do acumulado do primeiro semestre mostram aumento de 14,8%: de janeiro a junho de 2021, foram registradas 13.182 unidades, contra 11.483 emplacamentos de importados em igual período de 2020. Já a produção nacional das associadas à Abeifa acumula, no mesmo período, 21.308 unidades licenciadas contra 11.812 unidades dos primeiros seis meses de 2020, alta de 80,4%.
O Instituto Sindipeças de Educação Corporativa deu mais um importante passo para a capacitação de toda a cadeia de autopeças, com o lançamento de cursos específicos para o segmento da reposição, todos on-line ao vivo. São eles:
• Desmistificando o Aftermarket − Como ganhar dinheiro no canal de reposição
• Tendências Globais no Aftermarket Automotivo
• Comércio Exterior no Aftermarket Automotivo
• Introdução ao Aftermarket Automotivo Indicadores – Em oito anos de existência, completados em junho, o Instituto Sindipeças já registrou cerca de 21 mil participações em cursos e palestras. Atualmente são oferecidos mais de 100 cursos.
https://www.sindipecas.org.br/home/
A ANDAP – Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças – inicia a celebração dos 50 anos com uma série de ações que envolvem mudanças na comunicação e eventos online que marcarão esse ano especial para a entidade, que congrega os maiores e mais representativos grupos da distribuição de autopeças do País.
Reunindo empresas tradicionais que fizeram história no aftermarket brasileiro presentes com suas filiais em todo o território nacional, bem como importantes fabricantes, a ANDAP promove um avanço e começa a comemoração de meio século de atividade com a criação do selo alusivo a esta data, que foi realizada por meio de votação digital dos associados que participaram ativamente do processo e que, agora, podem usá-lo em materiais de comunicação.
O presidente do Sincopeças-SP, Heber Carvalho, reuniu-se com representantes do Sebrae-SP, Michelle de Melo Santos, da Unidade de Desenvolvimento Setorial e Territorial, Thiago Herrera e Edson Ichicava, do Escritório Regional Capital Centro, para iniciar as tratativas de implantação do programa Sebrae Vocacional – LOJA LEGAL, que visa levar treinamentos e capacitação profissional para os varejos de autopeças em todo Estado de São Paulo, já que as inovações tecnológicas nos automóveis e a grande variedade de marcas, modelos e versões exigem dos profissionais mais conhecimentos e informações para atender consumidores bem-informados e exigentes, que impulsionam as empresas a buscar atualizações e ferramentas para aprimoramento da gestão dos seus negócios.
O Sindirepa-SP – Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo – completa 80 anos de história, reunindo inúmeras conquistas e marcos importantes que ajudaram no desenvolvimento do setor de reparação de veículos. A entidade, que surgiu muito antes de a indústria automobilística se instalar no Brasil, está sempre inovando para atender as necessidades do segmento ao longo de sua trajetória.
Foi assim com muito trabalho pautado na busca de soluções tanto na área de capacitação de profissionais do setor, com parcerias com o Senai Ipiranga – Escola Conde José Vicente de Azevedo, principais fabricantes e empresas prestadoras de serviços e veículos da imprensa especializada, e demais apoios como: Sebrae, IQA e Fiesp.
Por: Karin Fuchs e Silvio Rocha | Foto(s): Divulgação
AS LIÇÕES DA PANDEMIA PARA OS ELOS DA CADEIA
Assista à live acessando o QR CODE
No mesmo barco, distribuidor, varejista e reparador apontam o que poderia melhorar
No dia 24 de junho, três elos da cadeia – distribuidor, varejista e reparador – participaram de uma live conduzida pelo editor-chefe do Balcão Automotivo, Silvio Rocha. Com o título “Distribuição, varejo e reparação avaliam o primeiro semestre do ano de 2021”, os convidados foram Gilmar Catirica, gerente de Vendas Nacional da Cobra Rolamentos e Autopeças; Fabiano Massariol, diretor da Auto Imports, e Alexandre Dias, do Grupo Guia Norte Auto Center.
A começar pelas mudanças impostas pela pandemia, Catirica disse que na Cobra Rolamentos e Autopeças, que tem matriz em São Paulo (SP), 27 filiais e 34 anos de existência, não foi criado um comitê de crise, mas sim, um comitê de superação. “Nós acreditamos que temos que superar cada momento e essa superação passa pelo trabalho de todos nós da empresa, com o apoio dos fornecedores e dos clientes, e com o respeito da sociedade”.
Para Catirica, o setor automotivo é privilegiado, por não ter sofrido tanto impacto com a pandemia, tanto que eles contrataram funcionários, novos gerentes e duas filiais foram abertas. “A intenção é sempre conseguir passo a passo, momento a momento, muita integração com nossos funcionários e clientes, procurando equilibrar os resultados da venda com os do caixa”, diz.
Alexandre Dias, do Grupo Guia Norte Auto Center, localizado em São Paulo (SP), compartilhou uma visão similar. “Eu costumo sempre falar para a minha equipe que temos que agradecer muito, pois aqui em São Paulo nós não paramos um dia sequer. Eu tive parceiros, como a Motul, Bosch e a PPG, que investiram com a gente, subsidiando máquinas e material de divulgação, isso é força-tarefa, é assim que vamos sair dessa juntos”. O Grupo atua em São Paulo (SP), desde 1995, tem uma loja Bosch Car Service e mais três filiais.
Ele contou que desde a pandemia o faturamento ainda não foi recuperado. “Até março de 2020 estava muito bom, a partir de abril, eu nunca mais tive os mesmos números, com quedas oscilando entre 40% e 50%. Neste ano, a queda foi menor, mas já completamos mais de um ano com um faturamento que não foi o mesmo de março de 2020. Acho que o fato de as pessoas estarem em home office para nós afeta muito, pois os carros rodam menos”.
Em Vitória (ES), Fabiano Massariol, diretor da Auto Imports, que soma quatro filiais e mais uma que será inaugurada em julho, falou sobre o período que passaram com o lockdown. “Foi desesperador, abrimos só com o balcão na porta sem o cliente entrar na loja, a maioria dos funcionários estava em home office, e nós tivemos lojas que ficaram mais de um mês fechadas, com faturamento zero.
Tomamos à frente do negócio, colocamos uma equipe pequena na matriz, de 10 pessoas, antes eram 50, depois foi aumentando e nunca deixamos de atender os nossos clientes”.
Falta de peças
Tema recorrente nas lives do Balcão Automotivo, a falta de peças ainda persiste, porém, em escala menor. “Tivemos um final de 2020 conturbado, neste ano continua faltando produtos, mas está menos pior. Ainda não está bom, tem fornecedor que chega a faltar com 40% a 50% do que pedimos, principalmente, os que dependem de insumos e produtos importados”, informa Fabiano Massariol.
Gilmar Catirica também comentou que o cenário ainda não é de normalização. “Nós temos algumas marcas que nos possibilitam ter produtos de outras empresas e o que procuramos é abastecer as filiais o mais rápido possível para não faltarem mercadorias para o cliente, principalmente de curva A, que é o que se consome mais”.
Fora o aumento de preços. “Os reajustes estão muito fortes, isso atinge o varejo e o aplicador, e nós da Cobra temos uma grande preocupação em relação à rentabilidade com a reposição da peça. Nós mantemos os nossos preços estabilizados, somos de deixar a mercadoria pronta para entregar para o cliente. O distribuidor tem que ter o cuidado de não comprar em excesso. Tem que ter muito cuidado na reposição”, disse Catirica.
Ainda de acordo com ele, a pandemia deixa uma lição. “Uma das oportunidades que temos é a de sermos melhores, trabalharmos para não termos o inimigo, somos todos do mesmo mundo. O concorrente não é inimigo, tem mercado para todos”. “Estamos passando por uma seleção natural, quem não se adaptar ao momento, não tem administração, não tem capital e não trabalha mantendo o pé no chão, estará fora do mercado”, expôs Fabiano Massariol.
Ambiente digital
O mundo digital também foi um dos temas da live e na reparação automotiva, Alexandre Dias disse que este ambiente vai até um certo limite. “Na prestação de serviço in loco, o cliente tem que levar o
carro. O que eu já faço há mais de 20 anos é o leva e traz, e o serviço de agendamento”. A novidade é que eles lançarão em julho o seu e-commerce, o Guia Norte Auto Part’s. “Será praticamente uma venda casada, usando o estoque do distribuidor e do fabricante”, explicou.
Nas palavras de Catirica, não tem como escapar da tecnologia. “A Cobra tem evoluído tecnologicamente, criando um ambiente de trabalho em que todos possam crescer. O que serve para todos nós é também escolher a tecnologia correta. Ela nunca substituirá o ser humano, ela é um apoio”. E assim como existe o iFood, Fabiano Massariol prevê a criação do iPeças, pela tecnologia ser um caminho sem volta.
Garantia
Outro tema também bastante recorrente nas lives do Balcão Automotivo é a questão da garantia de peças. A sugestão de Catirica é que haja um QR Code nas embalagens informando como é a garantia, como já é feito por algumas marcas do setor, e que também os promotores das fábricas conversassem mais com todos os envolvidos, incluindo o cliente final nas oficinas.
“A garantia afeta o distribuidor, o varejista e bastante o aplicador, principalmente quando ele não tem treinamento e aplica a peça de forma errada. Eu gostaria que melhorássemos muito a questão da garantia, tanto por parte do distribuidor, do varejista, como do aplicador”.
Para Dias, o principal é trabalhar com peças de qualidade. “Nós temos duas variantes extremamente importantes e que têm que ser respeitadas: nós estamos lidando com vidas, nós somos aplicadores e temos uma responsabilidade absurda, e a perda do valor da mão de obra, do tempo de desmontar o veículo, e o pós-venda que é extremamente prejudicado, pois você traz o cliente para dentro da loja e é retrabalho”.
Fabiano Massariol colocou que a garantia não é só por falta de qualidade do produto. “Ao longo de 20 anos, nós fizemos vários treinamentos e palestras. A garantia não é só falta de qualidade do produto”, validou.
Fabiano Massariol, diretor da Auto Imports
Alexandre Dias, do Grupo Guia Norte Auto Center
Gilmar Catirica, gerente de Vendas Nacional da Cobra Rolamentos e Autopeças
Balcão dos Pesados & Comerciais
TEXTO: KARIN FUCHS | FOTO(S): DIVULGAÇÃO
VAREJO DE PESADOS
SE MANTÉM EM
A expectativa para esse segundo semestre é ainda melhor e com menos falta de mercadorias
ALTA
Para o varejo de pesados, o primeiro semestre foi bom, fatores que pesaram foram o aumento de preços e a falta de peças que continua sendo um problema para o todo o setor automotivo, para alguns, melhorando gradualmente. O transporte de cargas não parou no País e as perspectivas são ainda melhores neste segundo semestre para os varejistas.
Na Agro Diesel, em Frutal (MG), Paulo Castanheira Miranda conta que no primeiro semestre deste ano o resultado foi ótimo, com um crescimento de 16,61% quando comparado ao mesmo período do ano passado. “Começamos o ano com muitas incertezas, principalmente na questão de falta de peças. Mas vimos o aquecimento do mercado de autopeças na linha pesada e isso aumentou nossas expectativas”.
Um dos principais fatores desse crescimento é que várias empresas vêm investindo na cidade e na região. “Durante a pandemia, vieram várias empresas para Frutal, como duas grandes redes de supermercados, cervejaria, fábrica de açúcar, fábricas de latinhas, além do aumento de moagem de cana nas usinas da região. Tudo isso contribuiu para o aumento das vendas de autopeças de linha pesada”
Também o transporte de carga não parou no País. “Com o aumento da safra agrícola no Brasil, o transporte rodoviário é um dos principais meios de logística e isso fermenta diretamente nosso ramo de atividade. Desde o início da pandemia não paramos nossas atividades, pelo contrário, fizemos investimentos e contratamos mais colaboradores”, conta Miranda.
Uma das preocupações, como para a maioria dos empresários do setor, foi a falta de peças. “Em novembro, já faltavam peças que classificamos como curva A. Começamos a armazenar mais peças, ou seja, comprar um volume maior para não faltar em nosso estoque. Quando não estávamos achando as peças, começamos a fazer compras em sites, um hábito que não praticávamos muito, e que aumentou muito no nosso cotidiano”.
Segundo ele, como o mercado está aquecido, há pouca produção, o dólar está subindo, a matéria-prima está faltando, o que dificulta a manutenção dos preços. “Alguns preços mais que dobraram, sendo o aço um dos destaques, além de estar faltando no mercado. É importante também buscar parcerias saudáveis para driblar as dificuldades, hoje contamos com a Rede Pitstop, que acompanha cada passo do mercado e nos ajuda a evoluir no nosso negócio”.
Miranda informa que a situação está melhorando, mas ainda não é a ideal. “Estamos com uma grande expectativa que logo isso vai normalizar. Mesmo nesse momento de pandemia, a economia do País não pode parar. Precisamos aprender a viver esse “novo normal” e ser criativos e visar o mundo póspandemia”. Nesse ano, a Agro Diesel completará cinquenta anos.
“As nossas perspectivas são as melhores. Esperamos que o segundo semestre seja ainda melhor. A evolução do processo de vacinação da população enche de esperança a todos e certamente levará à retomada do crescimento da economia”, finaliza.
Reflexo do aumento de preço
Na Perim Autopeças, que tem lojas no interior do Estado de São Paulo, na capital e Baixada Santista, o diretor Comercial, Jesse Perim, conta que os resultados do primeiro semestre são um reflexo do aumento de preço. “Comparando pelos valores vendidos no primeiro semestre de 2020, houve um aumento muito expressivo por conta dos inúmeros aumentos, porém, diverge da realidade em produtos vendidos, que realmente teve crescimento, mas de forma menos acentuada. Após o início da pandemia, os preços dispararam”.
Ele comenta que o primeiro semestre do ano passado foi muito afetado pela pandemia. “Com certeza, isso foi o principal fator para atribuição desse resultado”. E que mesmo com as incertezas que a pandemia trouxe, o mercado manteve-se firme e está aquecido. Por outro lado, há a questão da falta de peças.
“Com a falta de produto no mercado, o nosso departamento de compras teve o trabalho dobrado e fizeram contato com novos fornecedores, porém, a dificuldade de falta de insumos é geral. E mesmo com a alta do dólar e do euro a única saída foi buscar o material fora. A situação tem melhorado de forma muito tímida, os insumos estão começando
Na Agro Diesel, em Frutal (MG), no primeiro semestre deste ano, o resultado foi ótimo, com um crescimento de 16,61% quando comparado ao mesmo período do ano passado
Em Goiânia (GO), onde está a JB Veículos Comércio de Peças, o cenário também está melhor
DESEMPENHO NA REGIÃO NORTE
No acumulado de 2021, até maio, as vendas do comércio varejista nacional cresceram 6,8%. Em um período de 12 meses, a alta foi de 5,4%. Veículos e motos, partes e peças tiveram uma expansão de 26,3% no acumulado do ano e de 4,1%, em 12 meses. A Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE, mostra que, de maneira geral, na região Norte, quando comparada aos resultados de maio de 2020, o destaque foi para o Amapá, com um crescimento de 92% nas vendas do comércio varejista, Pará, com alta de 57,5% e o Amazonas acumulou um crescimento de 10,4%, no ano, e de 12,6%, nos últimos 12 meses. Já Tocantins foi a única unidade da Federação com resultado negativo, uma retração de 2,7%.
“Esperamos por este aquecimento geral há anos no Brasil, quando parece que vai decolar, acontece alguma coisa. Mas, sempre olhamos para o lado positivo em tudo o que acontece, sempre aprendemos alguma coisa com as dificuldades e esperamos que este aquecimento continue sem novas surpresas”.
Paulo Francisquini, da Futuro Peças Diesel, de Jaú (SP)
a aparecer, mas os preços não param de subir”, afirma. Para o segundo semestre, diz Perim, “a expectativa é de otimismo moderado, sabemos que não teremos grandes mudanças nesse cenário infelizmente o semestre já está comprometido”.
Retorno da confiança
No interior de São Paulo, mais precisamente em Jaú, Paulo Francisquini, da Futuro Peças Diesel, informa que o semestre deste ano foi mais positivo do que o do ano passado, por saberem como lidar com a situação sanitária. “O ano passado foi um baque com tudo o que aconteceu e as restrições que foram impostas, mesmo que na parte de caminhões nada parou, quem trabalhava com vans e ônibus sofreu muito, e nós ficamos com medo sem saber ao certo o que iria acontecer. As vendas caíram bastante no mês de abril, mas, logo em maio as coisas começaram a voltar ao normal”.
Pela vacinação em massa, Francisquini diz que a confiança vai voltar “e a luz no final do túnel começou a brilhar mais forte”, ressalta. E que também o mercado está aquecendo aos poucos. “Esperamos por este aquecimento geral há anos no Brasil, quando parece que vai decolar, acontece alguma coisa. Mas, sempre olhamos para o lado positivo em tudo o que acontece, sempre aprendemos alguma coisa com as dificuldades e esperamos que este aquecimento continue sem novas surpresas”.
Para se precaverem contra a falta de mercadorias, ações foram adotadas com antecedência. “Eu e meu irmão deixamos nosso estoque bem abastecido com o medo de falta de mercadorias, mas, sempre cautelosos por causa do aumento de preços. Temos que estar atentos na atualização geral, pois, todo dia tem uma variação e não é pouca, se não ficarmos atentos acabamos vendendo a mercadoria pelo preço que iremos repor, então o trabalho está sendo diário”.
Ele diz que devagar parece que a situação está normalizando. “Aos poucos parece que sim, mas, ainda acho que este ano vamos ter que conviver com essa variação tanto de preços quanto a falta de mercadoria”. E para este segundo semestre, “a nossa perspectiva é que continue o otimismo de
todos, que esse vírus seja controlado e voltemos a ter uma vida próspera em todos os sentidos, financeiro e mental”, conclui.
Por dias melhores
Em Fortaleza (CE), o empresário Rogério Nobre Façanha, da Truckão Autopeças, espera colher os frutos que plantou e com todo o aprendizado que a pandemia impôs. “Foi um aprendizado muito grande, pois tivemos muito aumento de preços de peças, as fábricas não tinham estoque e para o cliente absorver isso não foi fácil. E também funcionários que tiveram que ser afastados, tivemos nos reinventar com o nosso pessoal”.
Façanha também conta que o mercado de pesados se mantém aquecido, porém, o de ônibus deu uma balançada. “O setor de transporte não parou, mas as empresas de ônibus tiveram perda de passageiros, pela concorrência com motoristas de aplicativos, além do home office e das pessoas com receio de sair de casa”. E que a falta de peças persiste. “Tem fábrica que eu mando o pedido hoje para receber em janeiro”.
Na Truckão, além de um período de aprendizado, ele disse que também foi o momento de colocar a casa em ordem. “Espero que este segundo semestre melhore, já começa a diminuir a contaminação pelo vírus, estamos tomando todos os cuidados e aguardamos colher o que plantamos com todo o aprendizado. E reinventando o nosso negócio, esperamos ver os resultados, mas não está fácil”. E otimista, diz ele, “e que possa superar mais uma vez, somos duros na queda, vamos para cima desse mercado, fazer o que a gente sabe, que é trabalhar com lealdade, honestidade, com disciplina, treinar e formar pessoas, e trabalhar de forma com que tenhamos resultados”.
Normalização
Em Goiânia (GO), Luís Felipe Homem Pereira, da JB Veículos Comércio de Peças, diz que o cenário está melhor. “Primeiro semestre foi muito bacana para nós, pois em momento algum o movimento na malha rodoviária parou no País e, portanto, também não parou na linha pesada. Ao contrário, por causa da pandemia, os caminhões circularam mais pela demanda de
compra e venda de mercadorias”.
Assim como os outros empresários, falta de mercadoria também foi uma realidade na JB Veículos Comércio de Peças. “A falta de matéria-prima, como do aço, ferro e do inox, fez com que houvesse aumento de preço na linha pesada, os preços praticamente dobraram. E com mais caminhões circulando nas ruas, consequentemente, aumentaram o desgaste de peças e a demanda por mais manutenção”.
Uma situação que Pereira diz que já está normalizando. “A indústria não conseguia entregar os pedidos. A situação está normalizando e vai melhorar, pois as indústrias estão conseguindo entregar mais pedidos”,
Rogério Nobre Façanha, da Truckão Autopeças, de Fortaleza (CE)
comenta, acrescentando que para este segundo semestre o cenário deve ser ainda melhor. “Com a normalização da entrega dos pedidos por parte das fábricas, os preços se ajustam e não mais aquela loucura que estava, vai ser melhor que o primeiro semestre, pois não terá tanta falta de peças, empresas fechadas por causa da pandemia e haverá mais flexibilidade”, conclui.
Perim Autopeças, que tem lojas no interior do Estado de São Paulo, na capital e Baixada Santista; e seu diretor Comercial, Jesse Perim
Texto: Redação | Foto(s): Divulgação
CURSOS DE QUALIFICAÇÃO
A DISTÂNCIA TÊM MAIOR ADESÃO E TRAZEM MAIOR SEGURANÇA NO DESENVOLVIMENTO DE COLABORADORES
Economia, desenvolvimento digital e agilidade no cumprimento da legislação são alguns dos benefícios obtidos pelas Empresas Randon ao implementar cursos de qualificação no formato de ensino a distância. O projeto, realizado com o propósito de acompanhar a transformação digital e oferecer aos colaboradores mais uma opção de desenvolvimento, foi acelerado em função da pandemia. Até o final do ano, 12 cursos estarão disponíveis na plataforma de treinamentos da companhia e a expectativa é formar 2,5 mil pessoas neste formato.
MARCOPOLO E VOLVO
AMPLIAM PRESENÇA NA COSTA DO MARFIM
A Marcopolo e a Volvo realizaram o embarque de mais um pedido ao mercado externo. Desta vez, por meio da SMT África, importadora parceira das empresas, foram exportados para a Costa do Marfim 17 novos ônibus com Marcopolo Viaggio 1050, destes 15 contam com chassi B270F e dois com chassi B8R. Os veículos serão utilizados por um dos maiores operadores locais no serviço interurbano da cidade de Abidjan. Das 491 unidades exportadas pela encarroçadora no primeiro trimestre de 2021, 265 foram destinadas ao transporte rodoviário.
YPF BRASIL PATROCINA A ÚNICA PILOTO MULHER PRESENTE NA COPA TRUCK 2021
YPF Brasil patrocina Débora Rodrigues na Copa Truck, única piloto mulher no evento que é um dos principais do automobilismo brasileiro. A competição, composta por caminhões preparados para corrida, tem duração até 5 de dezembro deste ano. A iniciativa para o patrocínio foi mútua, visto que Débora identificou sinergia com a multinacional e a procurou para selar a parceria. Com isso, empresa e piloto buscam dar visibilidade para a diversidade na categoria e ressaltar a necessidade da presença feminina em todos os ambientes.
FORD APRESENTA “ESPELHO INTELIGENTE” PARA VANS TRANSIT NA EUROPA
A visibilidade traseira é um item importante de segurança no trânsito, ainda mais para as vans que têm de parar a toda hora para o embarque e desembarque de passageiros e de carga em ruas congestionadas. A Ford lançou um “espelho inteligente” para as vans Transit na Europa que garante a visão do motorista mesmo nos modelos sem janela na porta traseira. O acessório é mais uma novidade da Ford na linha de vans mais vendida da Europa, trazendo tecnologias avançadas que aumentam a segurança, a eficiência e a produtividade de frotistas.
SCANIA COMEMORA 64 ANOS DE BRASIL
A Scania completou em 2 de julho 64 anos de história no País. Para comemorar a data, o Dia da Paixão Scania, criado em 2020, teve uma live especial. Além disso, durante os dias 29 e 30 de junho, duas outras lives e conteúdos diversos fizeram parte das comemorações nas mídias sociais oficiais da marca. Participaram executivos, colaboradores, rede de concessionárias, convidados, clientes e fãs apaixonados. Todo este conteúdo está disponível no canal da Scania Brasil no Youtube.
DUNLOP E VOLKSWAGEN CAMINHÕES E ÔNIBUS
CELEBRAM NOVA PARCERIA DE FORNECIMENTO DE EQUIPAMENTO ORIGINAL PARA VEÍCULOS DE CARGA
Após atingir a marca de produção diária de 1000 pneus para veículos pesados, ainda em 2020, em sua fábrica no Brasil, a Dunlop amplia parcerias com as montadoras de veículos pesados no País, como já previsto no planejamento, além de reforçar o fornecimento de pneus para o mercado de reposição. Dessa forma, a Dunlop anuncia a mais nova parceria fechada com a Volkswagen Caminhões e Ônibus, com foco no fornecimento de pneus para a linha de caminhões Constellation, que sairão de fábrica com pneus Dunlop como equipamento original.
SABÓ TEM LANÇAMENTO EXCLUSIVO DE JOGO DE JUNTAS PARA MOTOR SCANIA DC13
A SABÓ lança um jogo de juntas com retentores (sem anéis de camisa), para os veículos equipados com motor Scania modelo DC13. Ele contém seis jogos de juntas monocilíndricos, com retentores de haste de válvulas, jogo de juntas do radiador de óleo do câmbio e do radiador do óleo do motor compostos por juntas de alumínio com borracha injetada e anéis de vedação em materiais de alto desempenho do motor, junta do resfriador de óleo e do filtro rotativo, metálicas, recobertas com borracha para suportar as exigências severas do motor.
MWM DOBRA A SUA CAPACIDADE DE PRODUÇÃO DE GERADORES
A MWM fabricante independente de motores Diesel e grupos geradores de energia investe na duplicação da sua capacidade produtiva na fábrica de grupos geradores, em Santo Amaro (SP). Entre as melhorias na fábrica de geradores, estão: o aumento da área fabril para duplicação da linha de montagem, redução no tempo de montagem dos componentes através da inclusão de novos equipamentos, com aumento da produtividade, construção e liberação de mais um banco de testes de última geração, com operação em Diesel e gás natural.
A ALLISON APRESENTA DUAS NOVAS VERSÕES DA CONSAGRADA XFE, AGORA PARA CAMINHÕES
A Allison Transmission acaba de apresentar duas novas versões da sua transmissão totalmente automática xFE para caminhões médios da região EMEA (Europa, Oriente Médio e África). Já disponíveis, os modelos 3000 xFE™ e 3200 xFE™ foram projetados para motores com potência de até 370 cv, torque de 1.695 Nm (dependendo da aplicação) e peso bruto do veículo de até 28,5 toneladas. Em comparação com os modelos padrão das Séries 3000 e 3200, as novas 3000 xFE e 3200 xFE podem reduzir as emissões de CO2 e o consumo de combustível em até 3,7%.
TRP MULTIMARCAS ALERTA PARA OS ERROS MAIS COMUNS NA TROCA DE ÓLEO
A TRP, linha multimarcas da PACCAR Parts, alerta sobre o cuidado com a troca de óleo do motor. O lubrificante tem como função criar uma fina película que é responsável por diminuir o atrito e, consequentemente, o desgaste e a quebra das peças, sendo uma etapa importante na manutenção dos veículos. O primeiro passo é sempre seguir as orientações dos fabricantes. A troca do óleo deve ser realizada em acordo com o manual do veículo, no qual vários fatores podem influenciar no momento correto da troca.
Evoluindo e aprendendo muito com seus parceiros, amigos e colaboradores, a tradicional indústria tem o objetivo de expandir suas operações, ampliando sua participação no mercado brasileiro e nos mercados globais, oferecendo produtos e serviços com qualidade
Sr. Manuel Lino Teixeira
A TRIADE COMPLETA 60 ANOS
Triade foi fundada em 1961 por um casal de alemães que veio para o Brasil fugidos da Segunda Guerra Mundial: o Sr. Edgard e a Sra. Ruth junto ao Sr. Urbano – fundador da Urba. Com o tempo, o Sr. Urbano se retirou da sociedade para se dedicar à Urba e o casal de sócios avançou com o negócio que contava com apenas um torno convencional e priorizava a produção de moringas de câmbio com aproximadamente 10 itens em linha.
Em entrevista ao Balcão Automotivo, Rogério Savoy Teixeira, diretor Comercial, fala entre outros muitos assuntos que passados 60 anos hoje a Triade é uma marca referência tanto no mercado de polias brasileiro como para mais de 15 países, conta com mais de 500 itens regulares na linha de produtos com ampliação em média de 20% do portfólio, que abrange as linhas leve, média, SUVs, utilitários, pick-ups, pesada e empilhadeiras, e tem aumentado a participação no mercado agrícola.
Balcão Automotivo - Em primeiro lugar, conte mais sobre a história de 60 anos da Triade e seu crescimento.
Rogério Savoy Teixeira - A história da nossa família na Triade começa em 1981. Neste ano, o Sr. Ariovaldo Savoy – meu avô –que era representante da Triade, faleceu. Meu pai, Sr. Lino Teixeira, então desempregado e sem nenhuma experiência no ramo, pediu às representadas do meu avô que o deixassem trabalhar as pastas, mas nenhuma aceitou pela falta de experiência dele, exceto a Triade. O trabalho de representação começou e evoluiu bem. O Sr. Edgard como não tinha herdeiros que se interessassem pelo negócio, sugeriu a venda da Triade a meu pai que não tinha condições de pagá-lo e quitou sua dívida então compartilhando o lucro da empresa com o credor por anos. Desde então, a Triade começou um processo de expansão, com lançamentos de produtos sempre focados no mercado de linhas pesada e agrícola, sendo focada em moringas de câmbio, cubos de embreagem, anéis de encosto de cubo de roda e torres de câmbio. Com sua expansão, mudou-se para uma nova sede em 1990 e ampliou o leque de operações com a fundação da Caremar em Catanduva (SP), especializada em fundição e remanufatura de embreagens – braço que mais tarde foi vendido por não representar mais os interesses da companhia. Em 2004, todo o parque fabril da empresa foi transferido para a cidade de Carmo da Mata, em Minas Gerais, o que possibilitou uma evolução significativa na ampliação de maquinários, tecnologia, portfólio de produtos e melhoria de qualidade. O Centro de Distribuição e escritório administrativo foram mantidos em São Paulo para agilizar o prazo de entrega dos produtos aos clientes. Em 2006, a terceira geração envolvida na Triade começou a participar dos negócios. Iniciei meus trabalhos na Triade como assistente administrativo, passando pelas áreas de produção, logística, estoque, financeira e me estabelecendo nas relações comerciais. Como gerente comercial, tivemos a oportunidade de ampliar exponencialmente a participação da Triade no mercado
brasileiro e, principalmente, ampliar o leque de produtos – com novo foco em polias damper do virabrequim – nos consolidando mais tarde como a maior fabricante brasileira de polias damper e atendendo as contas de montadoras no Brasil. Hoje a Triade não apenas é uma marca referência no mercado de polias brasileiro, como exporta para mais de 15 países no mundo e atende montadoras no Brasil. Contamos com mais de 500 itens regulares na linha de produtos com ampliação em média de 20% do portfólio por ano e iniciamos um projeto pioneiro de instrução e treinamento no campo das polias damper do virabrequim em parceria com os principais distribuidores de autopeças no Brasil. Nosso escopo de produtos abrange linhas leve, média, SUVs, utilitários, pick-ups, linha pesada, empilhadeiras e temos ampliado bastante a participação no mercado agrícola nos últimos três anos.
BA - Descreva como é a participação da empresa nos mercados nacional e internacional, no caso de ser exportadora.
RST - A Triade hoje tem seu maior foco na venda para o aftermarket brasileiro, representando aproximadamente 70% do faturamento da companhia. Os outros 30% são divididos entre contas OEM e exportação - que tem tido uma ampliação significativa nos últimos anos. Temos uma operação mais expressiva nos países do Mercosul por similaridade de frota, mas contamos com clientes na África do Sul, Itália, Grécia, Índia e México.
BA - A respeito da sua atuação no Brasil, fale mais sobre as instalações da Triade no País e como estão estruturados os seus escritórios de representações.
RST - Nós entendemos a Triade não como uma fabricante de autopeças, mas como uma fornecedora de soluções mecânicas e tecnológicas para as frotas de veículos. Essas soluções passam, invariavelmente, por serviços agregados ao produto que buscamos oferecer aos nossos clientes. Isso significa uma equipe treinada e disposta a compreender a demanda do cliente e oferecer a solução correta. Nos orgulhamos do time que formamos nos últimos anos. Hoje contamos com mais
Maria Eliza e Rogério Savoy Teixeira
Triade completa 60 anos
de 30 escritórios de representação espalhados pelo Brasil, compostos por profissionais de altíssimo nível, capazes de atender rapidamente os clientes e nos dar feedbacks do mercado em tempo real. Nossa planta fabril opera com maquinário 100% automático, o que permite que trabalhemos em turnos de 24h sem a necessidade de pausas e com índices superiores de qualidade. Qualidade inclusive é uma das palavras mais relevantes em nossa indústria que possui certificação I.Q.A. desde 2004 atestando o compromisso com a qualidade dos nossos serviços. Nosso cliente conta com um time pronto para esclarecer dúvidas técnicas, de produtos e de aplicação – podendo utilizar inclusive nossa ferramenta de contato pelo WhatsApp em nosso site com atendimento em tempo real pelos nossos técnicos. O Centro de Distribuição localizado em São Paulo proporciona maior agilidade nas entregas e mais proximidade com nossos clientes e transportadoras, possibilitando que tenhamos atualmente o menor lead time da história da empresa.
BA - Comente acerca do que a empresa faz para se manter atualizada e por dentro das tendências de mercado.
RST - Tomar decisões corretas no tempo correto. Esse é um objetivo que todos os nossos gestores devem buscar e para alcançá-lo informação é essencial. As mídias do setor, os relatórios gerados pelo Sindipeças e Sindirepa e as reuniões de brainstorm que realizamos rotineiramente nos permitem traçar sempre estratégias fundamentadas no momento em que vivemos e na perspectiva de futuro que nossos gestores enxergam em seu cotidiano no mercado.
BA - Discorra sobre a linha de produtos da empresa, seus principais diferenciais e benefícios.
RST - Como citado acima, não nos enxergamos apenas como fabricante de autopeças. No tempo em que vivemos, nossos clientes precisam de soluções prontas e em tempo real. Consideramos que entregar um produto de qualidade superior não é um diferencial e sim uma missão para a qual trabalhamos. Uma polia de baixa qualidade gera inúmeros problemas secundários no virabrequim e no motor, além de danos adicionais que prejudicam e frustram o proprietário do veículo. Nosso diferencial é o conjunto de serviços que oferecemos junto à polia damper e aos demais itens do nosso portfólio. Nosso time é capaz de identificar o produto correto para o cliente, orientar o ponto de venda mais próximo dele, auxiliar com informações sobre aplicação correta e substituição de componentes complementares a fim de ampliar a vida útil do produto e prestar suporte em campo caso ainda haja alguma dúvida. Temos o menor tempo de entrega e o maior portfólio de dampers do mercado, oferecemos treinamento e instrução sobre aplicação, funcionalidade e métodos de vendas para polias do virabrequim em parcerias com distribuidores em todo o Brasil, além de campanhas de vendas e promotores de campo trabalhando diretamente com os aplicadores.
BA - Conte a respeito das iniciativas da empresa nas áreas de pesquisa e desenvolvimento e compromisso com o meio ambiente.
RST - Ampliamos significativamente nosso share nos últimos anos através da abertura de novos pontos de venda, mas pesquisa e desenvolvimento são o coração da expansão e da visão de futuro da empresa. Realizamos mapeamentos constantes de frota circulante, cruzando com o portfólio desenvolvido pela área de projetos e tomamos decisões rápidas de lançamentos de produtos. Temos também as demandas de desenvolvimento que vêm do mercado OEM e temos um time especializado nesse tipo de tarefa. Nossa área de pesquisa
ligada à engenharia trabalha em novas técnicas de fundição, usinagem e manipulação de borracha – o que nos levou a desenvolver um sistema próprio de montagem de polias damper com maior absorção de vibração sem desmontar. Nosso parque industrial possui o cerificado da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de Minas Gerais atestando as boas práticas ambientais adotadas, destacando o sistema de reutilização de água, reciclagem de óleo e o projeto em implantação de abastecimento de energia solar que deverá suprir praticamente 100% da nossa demanda de energia elétrica até 2023 – consumindo exclusivamente energia limpa.
BA - Em mais um ano de pandemia, como foi o desempenho da empresa no primeiro semestre de 2021 e qual a expectativa para o segundo? RST - O primeiro semestre de 2021 foi desafiador, sem dúvida. A pandemia nos obrigou a repensar as relações empresariais, sejam com nosso cliente, sejam com nosso colaborador interno. Os gestores precisaram compreender a nova rotina de trabalho da equipe em home office e se adaptar e nossa equipe de vendas precisou desenvolver métodos diferentes de se comunicar com o cliente e se aproximar em tempos diferentes. Conseguimos tomar as decisões corretas no tempo correto, como citado acima, e isso fez toda diferença em adaptarmos nossos estoques e custos, conseguindo reduzir ao máximo os impactos dos constantes reajustes e falta de matéria-prima no mercado. Entendemos um segundo semestre mais otimista, com o mercado mais aquecido e com gestores de compras mais seguros para realizar os investimentos necessários em produtos, estoques e lançamentos. A inflação e o desemprego certamente representam um risco em curto e médio prazos e esperamos decisões acertadas do governo para que não tenhamos um choque de mercado no próximo ano.
BA - Para completar, quais os próximos investimentos e projetos da Triade?
RST - Estamos bastante empenhados em finalizar o processo de implantação de energia limpa – solar – no parque fabril e nos lançamentos de produtos ainda na linha de polias damper e moringas de câmbio. Devemos ampliar nossa participação no mercado latino americano com exposição em feiras e contratação de mais equipes especializadas nesses mercados-foco. O projeto de treinamento técnico que começou a ser implantado com sucesso em 2019 teve que ser pausado na pandemia, mas receberá aportes significativos em 2022 para que ganhe escala com nosso time viajando pelo Brasil ajudando os aplicadores a compreenderem mais sobre nossos produtos.
BA - Faça suas considerações finais...
RST - A Triade é a expressão do que acreditamos. Nosso time tem em nossa empresa a oportunidade de transformar em realidade o que entendemos como excelência, dedicação, suporte ao próximo e realização pessoal e procuramos oferecer esses valores para todos os clientes da nossa indústria. Conseguimos em 60 anos evoluir e aprender muito como nossos parceiros, amigos e colaboradores e temos o objetivo de expandir nossas operações em velocidade recorde nos próximos cinco anos, ampliando nossa participação no mercado brasileiro e nos mercados globais, oferecendo produtos e serviços com qualidade e surpreendendo positivamente nossos clientes, o que contribui assim com a imagem do mercado de reposição brasileiro e oferece soluções práticas aos nossos clientes.
Linha de produtos
# 2 JULHO/2021
JUNTOS NO PROGRAMA AMIGO BOM DE VENDA
A
iniciativa da
ZF já está há dois anos presente pelo País e há quase um ano em parceria com a MercadoCar
Texto: Karin Fuchs | Foto(s): Divulgação
Há quatro anos, na Automec 2017, a ZF lançou o Programa Amigo Bom de Peça voltado para o reparador automotivo. O sucesso foi tanto que dois anos depois foi a vez do Programa Amigo Bom de Venda. Como diz o nome, ele tem como foco o vendedor de autopeças e desde o ano passado tem uma parceria com a MercadoCar. Fernanda Giacon, gerente Sênior de Marketing e Comunicação da ZF América do Sul, contou como tudo começou.
“Quando lançamos o Programa Amigo Bom de Peça nós tínhamos muito claro o nosso propósito, que era o de levar conhecimento para todos os mecânicos e também aos entusiastas e consumidores que têm dúvidas. Quando criamos o programa, nós fizemos uma pesquisa bem detalhada em relação aos aplicadores, pois ainda havia a dúvida se o mecânico estava conectado, se ele procurava a informação técnica durante o período de trabalho e confirmamos que mais de 95% deles acessam e buscam informações”, recorda-se.
Fernanda Giacon, gerente Sênior de Marketing e Comunicação da ZF América do Sul
Pensando no mercado como um todo, por que não os vendedores? E foi assim que dois anos depois foi lançado o Programa Amigo Bom de Peça. “A formatação do programa é a mesma, com vídeos de 5 a 10 minutos, no máximo. O acesso é gratuito para os vendedores e sempre há uma apostilha, um e-book disponível para complementar a informação. E se o vendedor quiser se aprofundar um pouco mais, ele
faz um teste, uma provinha, e recebe um certificado no endereço do cadastro”, explica.
O conteúdo é bem abrangente. Além da parte técnica sobre produtos e vendas correlacionadas a sistema, há informações a respeito de atendimento ao cliente, argumentação de vendas, e-commerce, marketing digital, entre outros. “São vários temas disponíveis na plataforma para a formação dos vendedores. O propósito do Programa é melhorar a experiência do cliente, fazendo com que ele tenha segurança e encurte o tempo de manutenção do veículo dele parado”.
Fernanda Giacon também disse que desde março de 2020, quando começou o pior momento da pandemia, aumentou ainda mais o engajamento dos vendedores no Programa e que a parceria com a MercadoCar foi a cereja do bolo. “Juntamos a fome com a vontade de comer”. Segundo ela, mostrar para o setor o que estão fazendo, a fábrica criar um programa e a MercadoCar abraçar a ideia, deixou claro que eles estão totalmente ligados aos propósitos.
“A gente vê porquê a MercadoCar é bem-sucedida, é porque ela não deixa a oportunidade passar”.
Parceria
Representante de Marketing da MercadoCar, Tamiris Zamara, informou que a parceria com a ZF
Tamiris Zamara, Representante de Marketing da MercadoCar
no Programa Amigo Bom de Venda começou em junho de 2020. “Nós começamos a divulgar e fazer a campanha dos cursos, foi um período um pouco turbulento, pois estávamos retomando os negócios. O ápice da pandemia foi de março a maio, a retomada foi em junho, e tivemos que nos reinventar em muitas coisas”, afirmou.
Mesmo com um programa de talentos interno, ela disse que ter um conteúdo com um certificado de uma empresa como a ZF é uma valorização do empenho e do trabalho do vendedor, uma forma de ele se destacar no balcão. “Para a gente o valor é inestimável, pois o colaborador é o nosso maior ativo”. E também um diferencial para a satisfação do cliente.
“Ver que o consumidor final chega à nossa loja com uma dúvida, querendo informações corretas, sem ter que ler o manual ou buscar um vídeo, e ter a confiança nos nossos vendedores, isso estreita o nosso relacionamento com ele e gera uma relação de confiança. O nosso principal pilar é a satisfação do cliente”, destacou Tamiris Zamara.
Assista à live acessando o QR CODE
Desde que começaram a participar do Programa Amigo Bom de Venda, já foram emitidos mais de 300 certificados, de mais de 120 vendedores. Além disso, toda a equipe do telepreços também participou. “Os vendedores aqui são os de mecânica, os de acessórios e o nosso pré-venda, que é o nosso telepreços”. São mais de 400 pessoas no telepreços e cerca de 20 mil ligações por dia. “Não é um canal de venda, mas de consulta de disponibilidade e de valores. E todos eles também fizeram o Programa Bom de Venda para aprender”, afirmou.
Tamiris Zamara disse também que juntando o conhecimento e o know how da ZF e os cursos ministrados na MercadoCar o encontro foi perfeito para conseguirem capacitar e desenvolver os vendedores. “Muitas vezes, o cliente chega no balcão sem entender sobre a peça ou o problema do carro. Antes, ele confiava plenamente no mecânico, terceirizava essa função para ele, que é quem conhece. Mas hoje o cliente tem autonomia, pode escolher a peça e o fabricante, e sendo a MercadoCar multimarcas, se faz ainda mais necessária a capacitação e o desenvolvimento dos vendedores”.
Ela acrescentou dizendo que a qualificação e o desenvolvimento dos vendedores é o cliente sair da loja com a peça certa e com instrução. “Acreditamos muito que conseguimos atingir a satisfação do cliente, além do nosso portfólio com mais de 130 mil itens, e de fácil acesso para quem mora em São Paulo, o que contribui para uma experiência positiva do cliente é exatamente a instrução”, finalizou.
ENTENDA MAIS SOBRE A VENDA DE JUNTA HOMOCINÉTICA FIXA
QUAL É A FUNÇÃO DA JUNTA HOMOCINÉTICA FIXA?
A junta homocinética fixa trabalha entre o eixo homocinético e o cubo da roda, a sua principal função é realizar a transmissão de torque e velocidade constantes na mesma angulação.
Além disso, a junta homocinética concede estabilidade aos veículos ao transferir a tração para as rodas constantemente e, por essa razão, é considerada um item de segurança.
O QUE PODE ACONTECER EM CASO DE PROBLEMAS?
Nas situações em que a junta homocinética fixa apresenta problemas, os proprietários de veículos muitas vezes se assustam, já que, quando ela quebra, o veículo não roda.
Por esse motivo, é importante que, durante a venda de junta homocinética fixa, o vendedor mostre ao seu cliente peças novas e de qualidade, produzidas por marcas com reconhecimento no mercado, como a Nakata Automotiva.
COMO IDENTIFICAR A NECESSIDADE DE TROCA?
Existem alguns indícios que sinalizam falhas das juntas homocinéticas, sendo importante que os comerciantes os conheçam para orientar os clientes da melhor maneira. Um dos principais sinais é o aparecimento de ruídos similares a um “clique”.
Os barulhos, em geral, surgem nos casos em que o veículo sofre tração nas curvas, ou se o veículo for manobrado em marcha ré, como quando o motorista realiza uma baliza. É válido ressaltar que, se o som ocorrer, a peça, em geral, já está em estado crítico e, portanto, deve ser substituída por uma nova.
QUAIS SÃO OS OUTROS ITENS QUE PRECISAM SER CHECADOS?
Por fim, no momento de efetuar a manutenção e a troca da peça, é importante que outros itens também sejam checados, uma vez que são componentes relacionados. Assim, sempre que a junta homocinética fixa tiver de ser substituída, é fundamental verificar, ainda, a situação das seguintes peças:
• Junta deslizante ou tripeça
• Cubo de roda
Além disso, ao finalizar a troca da junta homocinética fixa e dos demais componentes necessários, é indispensável alinhar o conjunto de suspensão
Mostrar para o cliente que você é um expert no assunto é uma forma de fidelizar para as próximas compras. Agora que já conhece tudo sobre o tema, a venda de junta homocinética fixa ficará mais fácil, afinal, quanto mais informações um vendedor de autopeças sabe sobre os itens que vende, mais preparado ele fica para atender as exigências de seus clientes. Além disso, ele passa a inspirar mais confiança, aumentando as chances de retenção.
Quer ler outros conteúdos sobre vendas como esse? Acesse https://blog.nakata.com.br/
TÉCNICAS DE VENDAS NO VAREJO
O varejo é a grande oportunidade para botar técnicas de vendas infalíveis em prática. Por ser um comércio de pequenas quantidades, fica mais fácil desenvolver uma relação com o consumidor
Mas, além de métodos sabidos, existem mais 7 maneiras que você pode aplicar no varejo.
1 - Não invada o espaço do cliente:
Saber ouvir, observar e convencer, sem empurrar o produto, são habilidades extremamente importantes no momento da venda.
2 - Entenda o motivo da compra:
Compreender a necessidade do cliente é a melhor forma de apresentar o produto certo.
3 - Saiba ler a linguagem corporal do cliente:
Muito do que não é dito verbalmente, é dito por movimentos e olhares.
4 - Conheça bem os produtos:
Parece simples, mas é fácil encontrar lojas em que os vendedores não conhecem bem os produtos que vendem. E,
por isso, não têm argumentos de venda.
5 - Valorize o que está oferecendo:
É importante sempre valorizar o que está oferecendo. Mas, para que os outros acreditem no seu produto, você precisa acreditar nele primeiro.
6 - Ofereça produtos a mais:
No diálogo com o cliente, é comum surgirem ideias de novos produtos que ele pode precisar ou querer. Identificar essas oportunidades e não ter medo de oferecer novos itens muitas vezes podem dar um resultado positivo.
7 - Pós-venda: Nunca se esqueça do cliente. Um dos segredos da fidelização de um cliente é o pós-venda. Essa ação faz com que ele volte a fechar outros negócios com você e indique a sua empresa.
Fonte: meuSucesso.com
3 FOCOS PARA EXECUÇÃO DA ESTRATÉGIA DE VENDAS
Como transformar a estratégia que definimos para 2021 em resultados de vendas e lucro?
Proponho um método simples para aumentar a energia e velocidade da execução, por meio da sua equipe.
1- As pessoas precisam querer executar
Mobilizar emocionalmente para a estratégia, vai muito além de comunicar e pagar para quem a executa.
A capacidade de concentração e absorção da comunicação está cada vez menor. Um grande evento ou anúncio tem sua importância, mas a comunicação terá curta duração na mente das pessoas. Muitas vezes, poucas semanas, se tanto.
Pagar para quem a executa é reconhecimento importante, mas não gera mudança na maior parte das pessoas que poderia elevar muito sua performance. Dinheiro não muda a forma como fazemos as coisas. A ciência e nossos filhos já nos ensinaram isso.
Proponho que a mobilização seja feita a partir de gatilhos emocionais, que devem estar embutidos nos incentivos de vendas. A melhor e mais fácil forma é um game que dure todo o ano e mobilize seus times a ganharem status e reconhecimento.
2- As pessoas precisam saber como agir
Treinamento não é suficiente para que as pessoas façam o que gera resultados. Elas precisam desenvolver hábitos.
Alguns hábitos essenciais definem mais de 80% dos nossos resultados. Fazer esportes, se alimentar mal, ficar em bares até tarde ou gostar de ler são exemplos. Hábitos podem ser aprendidos, se as pessoas quiserem mudar.
Ao definir uma estratégia de crescimento, você define mudanças para melhores resultados. Para que as pessoas as executem, normalmente precisam de novos comportamentos. Mas precisamos de ajuda para que isso aconteça. Os gerentes devem ser coachs.
É fundamental identificar quais os hábitos realizam a estratégia. Profissionais que os executam e têm os melhores resultados são o benchmark ideal. Os gerentes devem ser treinados para liderar suas equipes para desenvolverem estes comportamentos.
3- As pessoas precisam saber o que fazer
Apenas definir metas e designar mercados não são suficientes para que os profissionais realizem os objetivos da organização.
Mesmo querendo e com os hábitos corretos, sua equipe precisa saber o que fazer a cada dia. Eu posso estar motivado por minha saúde a ir diariamente a academia, mas ainda preciso de orientação sobre exercícios, número de repetições e tempos para pausas.
Precisamos de um checklist. Um planejamento diário é ferramenta dos melhores profissionais. Definir exatamente onde vamos colocar energia, por meio de metas diárias para alcançar e aumentar foco. Isso evita que os imprevistos definam as ações.
Reuniões com o gerente para revisar o plano do dia não são comando e controle. É boa gestão. O gerente coach deve dar, com autonomia, direcionamento para sua equipe. Alinhar o plano para levar ao resultado, por meio da estratégia da organização.
Conclusão
Sua estratégia pode ser executada por toda a equipe, se você investir muito mais tempo e energia em:
• Criar um programa emocional para apoiar as pessoas a quererem segui-la;
• Dar ferramentas para seus gerentes orientarem a equipe para novos hábitos;
• Desenvolver checklists diários para tratar a realidade com ritmo e disciplina.
Sucesso e ótimos negócios!!!
Comportamento
por: Valtermário Rodrigues
UMA VIAGEM NO TEMPO: “DA CARROÇA AO CARRO ELÉTRICO”
“Comparados aos carros do primeiro mundo, os carros brasileiros são verdadeiras carroças.”
Fernando
Collor de Mello, Bonn, Alemanha, 2/02/1990
Ocondutor dessa viagem no tempo deu uma forte acelerada e chegou ao ano de 2035. Lá, percebeu e ficou surpreso sobre o quanto o mercado automotivo evoluiu no Brasil, principalmente em relação à frota de veículos elétricos.
A data é 17 de julho de 1935: um final de semana de muita alegria para a família do Sr. Adherbal, afinal, chegou o tão esperado dia de viajarem para o sítio da família situado à 250km da capital.
Há aproximadamente 15 anos que não se reúne toda a família para um passeio ao sítio.
Ao acordar após longo período em coma, Sr. Adherbal ainda carregava na memória as viagens que realizava com os familiares em sua VAN movida à combustão, e levou um “choque” ao descobrir que estava viajando em um “veículo elétrico” do seu neto.
Amante do automobilismo, ele participava de corridas amistosas em vésperas de provas oficiais. Em uma dessas corridas sofreu um acidente relativamente grave, em que o veículo à combustão acabou explodindo e lhe causou algumas sequelas.
Pouco tempo após, seu neto dá partida no veículo, Sr. Adherbal sugeriu que ele parasse no próximo posto para abastecer o veículo. Foi nesse momento que ele percebeu que estavam viajando em um veículo elétrico e que a parada no posto, na verdade, seria para recarregar a bateria do carro.
Essa informação lhe causou uma série de dúvidas e seus questionamentos foram assunto durante, praticamente, toda a viagem: Sorrindo, Sr. Adherbal relembrou uma história de sua juventude, quando brigou feio com um colega da Faculdade de Administração,
que brincou chamando de “Maria Gasolina” uma garota que ele andava cortejando, e comentou: “nos dias atuais, praticamente, com a inexistência de veículos movidos à combustão, essa briga não teria sentido”.
Sua primeira pergunta ao neto foi em relação ao marca-passo que usa para monitorar o ritmo cardíaco e estimular o coração.
1. Há algum tipo de restrição para pessoas que usam marca-passo serem conduzidas ou conduzirem veículos elétricos?
Antes mesmo de ouvir alguma resposta, já emendou outras tantas perguntas:
2. Sendo o carro elétrico, o que acontece se o mesmo for atingido por um raio?
3. O carro elétrico pode ser lavado em lava-jato sem qualquer tipo de restrição?
4. O carro elétrico pode ser recarregado enquanto estiver chovendo?
5. A velocidade que você imprime em um veículo elétrico afeta sua autonomia durante uma jornada?
6. Assim como as baterias de telefones celulares, a bateria de um veículo elétrico pode ficar viciada?
7. Você pode fazer uma ‘chupeta’ em um carro elétrico?
A introdução do artigo conta uma história fictícia do personagem – Sr. Adherbal - projetada no ano de 2035. As dúvidas por ele questionadas, a seguir esclarecidas, embora pareçam simples, são dúvidas comuns a muitas pessoas, a saber:
Em um estudo publicado no site https://portaldocoracao.com.br, quatro tipos de carros elétricos mais comuns no mercado da Europa foram estudados por pesquisadores e concluíram que mesmo na maior intensidade do campo magnético não houve evidência de interferência nos dispositivos eletrônicos dos pacientes, contudo, não é possível estabelecer uma conclusão definitiva quanto à segurança dos carros elétricos para pacientes portadores de dispositivos eletrônicos, por conta do pequeno tamanho do estudo realizado.
Em caso de evento improvável de um carro elétrico ser atingido por um raio, existem proteções que impedem a ocorrência de danos ao carro ou à bateria, entretanto, caso o veículo esteja sendo carregado no momento em que for atingido, é possível que aconteça algum dano tanto ao carregador quanto aos circuitos internos.
Quanto à preocupação em relação à segurança em lavar o carro elétrico em lava-jato, a resposta é sim, é seguro, visto que os fabricantes realizam testes de encharcamento, replicando as condições de chuva com alagamento, a fim de garantir que o carro esteja totalmente vedado.
É possível sim carregar um carro elétrico enquanto estiver chovendo, tomando os mesmos cuidados como acontece com outros equipamentos elétricos, tais como: evitar que a chuva caia diretamente sobre o conector ou a porta de recarga.
“Em relação à autonomia de um carro elétrico, é certo que acelerar muito se comparada a alcançar a velocidade desejada aos poucos, gasta mais energia do que dirigir mais regularmente. Pisar fundo em toda arrancada implica em uma diminuição de 20% na autonomia durante a jornada”.
Uma outra dúvida bastante comum é se a bateria de um veículo elétrico pode ficar viciada, assim como acontece com as baterias de telefones celulares. No caso dos veículos elétricos, essa deterioração acontece de forma muito mais lenta. É provável que, mesmo após rodar 100 mil milhas ou mais, pelo menos 75% da performance original da bateria ainda estará disponível.
Não é possível fazer um carro elétrico funcionar com uma chupeta, ele deve ser recarregado. É importante sempre verificar o manual antes de tentar conectar cabos em um veículo elétrico. Muitos fabricantes recomendam que não faça ‘chupeta’ em um carro usando como fonte um veículo híbrido ou elétrico.
A humanidade vive em constante evolução tecnológica e nesse contexto podemos citar a descoberta do fogo e da roda, a descoberta da eletricidade, a invenção do carro, a primeira viagem do homem à lua, a invenção do telefone, o mercado de fotografias, as gerações que se comunicavam por meio de cartas e hoje se utilizam das redes sociais, tais como Facebook, Twitter, Instagram, dentre outras que já se tornaram comuns, principalmente na vida dos jovens, a descoberta do petróleo, enfim, poderíamos citar tantas outras evoluções tecnológicas que aconteceram e/ou estão acontecendo e que, por consequência, facilitam a vida das pessoas e possibilitam o processo constante de
evolução da humanidade.
Impulsionado pelo elevado preço dos combustíveis, menor custo de manutenção e por não serem poluentes, o mercado de automóveis elétricos no Brasil tende a crescer bastante, até mesmo porque o mercado do petróleo começará a declinar a partir de 2030.
Segundo o Ministério da Economia, dados colhidos através do Registro Nacional de Veículos Automotores, existem hoje rodando no Brasil 46.851 unidades de carros eletrificados, sendo que, em 2021, foram emplacados 4.584 veículos elétricos no País, informações essas exclusivas do site Click Petróleo e Gás, através da assessoria de imprensa da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE).
Em 1990, o então presidente Fernando Collor de Mello comparou os carros brasileiros a verdadeiras carroças, e olhe que o surgimento das carroças aconteceu desde que o homem inventou a roda em tempos mais remotos, por volta de 3.500 a.C., quando o homem conseguiu melhorar o trabalho e as formas de transporte.
De 1990 até os dias atuais, o mercado evoluiu das “carroças” para os veículos elétricos e a tendência é que esse mercado continue crescendo. Diferentemente de diversos países da Europa que estão definindo prazos para o fim da comercialização de veículos com motores à combustão, até a ano de 2030. A Dinamarca, inclusive, pretende retirar de circulação todos os veículos à combustão até 2035.
Com a evolução de veículos elétricos, se adequar a essa nova realidade será o grande desafio das oficinas mecânicas, centros automotivos, lojas de autopeças e, principalmente, dos balconistas, afinal, a manutenção automotiva, inevitavelmente, passará por um importante processo de mudança nos próximos anos.
No Brasil, “pelo andar da carruagem”, essa tendência deve demorar um pouco mais em função das alternativas existentes de combustíveis fósseis e, também, do alto custo que ainda é um desafio a ser vencido pelas fabricantes de veículos. De toda maneira, assim como muitas pessoas evoluíram daquele velho carro movido à combustão para um carro automático, podem começar a pensar em evoluir do seu atual carro automático à combustão para um veículo elétrico.
Pense nisso e boa sorte!
*Analista Administrativo Sênior da Distribuidora Automotiva S/A – Filial Salvador; Bacharel em ADM; MBA em Gestão de Empresas; MBA em Liderança Coaching; Co-autor dos livros “Ser Mais Inovador em RH” – “Motivação em Vendas” e "Planejamento Estratégico para a Vida”
Acompanhe mais notas do Sincopeças-SP no portal: www.jornalbalcaoautomotivo.com.br
Sincopeças-SP
e IBER orientam comércio sobre
reciclagem de baterias de chumbo ácido
O tema envolve toda a cadeia produtiva, por isso, é fundamental que os comerciantes se mantenham atualizados com relação às informações e os controles legais exigidos pela lei
A Receita Federal informa que prorrogou o prazo para início da obrigatoriedade do envio da DCTFWeb (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de Outras Entidades e Fundos), que substitui a GFIP.
A previsão inicial para o cumprimento da obrigação era agosto, mas a data foi adiada para novembro. A alteração vale para os grupos que não aderiram à entrega antecipada da declaração.
Amanda Schneider, para promover, conjuntamente, a divulgação e os procedimentos que as empresas envolvidas com a comercialização de baterias chumbo ácido deverão adotar com relação ao destino de seus insumos.
Segundo Heber Carvalho, o tema envolve toda a cadeia produtiva, desde a fabricação até distribuidores, varejistas e consumidor final. “É fundamental que os comerciantes se mantenham atualizados com relação às informações e os controles legais exigidos pela lei. Tanto o Sincopeças-SP quanto o IBER estão disponíveis para orientações às empresas de autopeças que comercializam baterias para automóveis, caminhões e motocicletas”, assegura o presidente. https://portaldaautopeca.com.br/noticias/local/sincopecas-sp-e-iberorientam-comercio-sobre-reciclagem-de-baterias-de-chumbo-acido/
Prorrogada entrega da Escrituração Contábil
A alteração vale para os grupos que não aderiram à entrega antecipada da declaração
A DCTFWeb tem, regra geral, periodicidade mensal e deve ser transmitida pela internet até às 23h59 do dia 15 do mês seguinte ao da ocorrência dos fatos geradores. Portanto, o prazo para envio dos fatos geradores de outubro de 2021, novo prazo de adesão, será até o dia 15 de novembro
A prorrogação da escrituração contábil fiscal foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira
A Receita Federal prorrogou o prazo para a entrega da Escrituração Contábil Fiscal (ECF), referente ao ano-calendário 2020, para o dia 30 de setembro. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (16) por meio da Instrução Normativa nº 2.039/2021.
A Fenacon e o Conselho Federal de Contabilidade haviam enviado ofícios à RFB solicitando a postergação do prazo para transmissão da obrigação acessória que, tradicionalmente, deve ser transmitida até o último dia útil de julho.
Entre os principais pontos que foram destacados pelas instituições foi a necessidade da entrega da Escrituração Contábil Digital na mesma data da Escrituração Contábil Fiscal, o que geraria uma sobrecarga do sistema. É o segundo ano consecutivo que a Receita Federal prorroga a ECD e a ECF devido aos efeitos de isolamento social provocados pela pandemia de coronavírus.
adia para 15 de novembro prazo para envio da DCTFWeb
A alteração vale para os grupos que não aderiram à
A Receita Federal informa que prorrogou o prazo para início da obrigatoriedade do envio da DCTFWeb (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais Previdenciários e de Outras Entidades e Fundos), que substitui a GFIP.
A previsão inicial para o cumprimento da obrigação era agosto, mas a data foi adiada para novembro. A alteração vale para os grupos que não aderiram à entrega antecipada da declaração.
A DCTFWeb tem, regra geral, periodicidade mensal e deve ser transmitida pela internet até às 23h59 do dia 15 do mês seguinte ao da ocorrência dos fatos geradores. Portanto, o prazo para envio dos fatos geradores de outubro de 2021, novo prazo de adesão, será até o dia 15 de novembro deste ano.
Na falta do envio, quando obrigatório, é cobrada multa por atraso na entrega da declaração. Assim que transmitir a declaração em atraso, a aplicação gera automaticamente, além do recibo de entrega, a notificação de lançamento da multa e o respectivo DARF.
que estabelece a base de cálculo na saída de autopeças, a que se refere o artigo 313-P do Regulamento do ICMS.
O cálculo e o recolhimento do ICMS no regime de Substituição Tributário – ST (ICMS-ST), realizado na maioria dos casos pelo fabricante e importadores responsáveis por reter o ICMS das operações subsequentes no estado de São Paulo, é regulamentado por meio de Portarias publicadas pelo Coordenador da Administração Tributária, que divulga o Índice de Valor Adicionado (IVA-ST) que estabelece a base de cálculo na saída de produtos sujeitos à substituição tributária.
Assim, com base no artigo 1°, inciso I, “b”, da Portaria publicada, nas operações internas envolvendo os produtos de autopeças, o IVA-ST para o período de 01/04/2020 até 31/03/2022 será de 41,24%.
ICMS na transferência interestadual de mercadorias entre filiais é inconstitucional
Entenda a recente decisão do STF que considerou inconstitucional a tributação do ICMS sobre mercadorias a título de transferências entre filiais nas operações interestaduais (Por Anderson Souza*)
A decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) n° 49/2021, declarou inconstitucionalidade dispositivos da Lei Complementar n° 87/96 (Lei Kandir). Vamos entender o caso
Por muito tempo, a tributação do ICMS nas operações de transferências entre filiais foi questionada, principalmente no quesito de operações interestaduais, já que a operação não é uma transferência de propriedade e sim uma alteração de localização das mercadorias.
Portaria CAT define valor do IVA-ST de autopeças
em 41,24% até 2022
Nas operações internas envolvendo os produtos de autopeças, o IVA-ST para o período de 01/04/2020 até 31/03/2022 será de 41,24%
O Coordenador da Administração Tributária da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo publicou, no dia 23 de junho 2021, a Portaria CAT n° 38/ 2021, alterando a Portaria CAT 45/17, de 29-06-2017,
Porém, o ICMS não vincula sua tributação sobre a mudança de propriedade, em regra geral, o artigo 12, inciso I, da Lei Complementar n° 87/96 estabelece que ocorre o fato gerador do ICMS em toda saída de mercadoria de estabelecimento de contribuinte, inclusive na saída em transferência para outro estabelecimento do mesmo titular. A Lei Kandir dispõe ainda em seu artigo 11, § 3 que os estabelecimentos devem ser tratados de forma autônoma, para fins de tributação do ICMS, assim sendo, a matriz e suas filiais mantêm suas independências na apuração e recolhimento do ICMS.
Cuidados e implicações com a possibilidade de demissão por meio do WhatsApp
Aplicativo tem sido fonte de segurança e insegurança jurídica para as empresas porque, da mesma forma que otimiza o trabalho, traz também inseguranças, em especial quando o empregador não se atenta ao uso apenas “para” e “no” trabalho
As tecnologias impactaram fortemente as relações do trabalho. Os meios telemáticos, como assim entende a CLT, trouxeram consigo novas modalidades, novas formas de se trabalhar. Quase não há atividades laborativas que possam ser exercidas sem o uso das tecnologias. São os computadores, celulares, tablets, centenas de aplicativos que nos conectam com o trabalho. Assim como as tecnologias estão cada vez mais presentes na vida de todos os humanos, também se fazem presentes dentro dos tribunais do trabalho. Isto porque as tecnologias estão gerando cada vez mais reflexos jurídicos no âmbito das relações do trabalho.
A revolução das tecnologias é, certamente, uma revolução silenciosa, que mudou e está mudando a forma com que os humanos trabalham.
Consolida-se, por exemplo, a subordinação virtual, onde o empregador, dirige, coordena, disciplina o trabalhador, dando seus comandos virtualmente. O trabalho presencial se fragmenta. A pandemia gerada pela Covid-19 potencializou o trabalho virtual, por conta da necessidade do isolamento social, o que se denomina de isolamento laboral, no campo trabalhista.
Sincopeças-SP recomenda economia de água por parte das empresas
Após alerta hídrico do Sistema Nacional de Meteorologia, empresários do comércio precisam preservar este precioso recurso
A situação exige atenção porque o Sistema Nacional de Meteorologia (SNM) emitiu pela primeira vez uma nota com alerta de emergência hídrica, no último dia 27 de maio, associado à escassez de chuva para a região hidrográfica da Bacia do Paraná que abrange os estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná para o período de junho a setembro de 2021.
Embora não haja sinalização de crise na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), os mananciais usados para o abastecimento de água desta área estão em média com cerca de 54% da capacidade. Além disso, em outras regiões do Estado, como em municípios do Noroeste e Nordeste paulista
APAREM orienta sobre instalação do Selo de Registro de Temperatura para motores retificados
Selo de Temperatura da APAREM é importado dos EUA, onde é considerado um selo “top de linha”, sendo utilizado em motores aeronáuticos e homologado pela Caterpillar
Os motores reinstalados nas retíficas ou por terceiros devem obter o “Selo de Registro da Temperatura”, que é instalado na bomba d’água do motor, para maior segurança do retificador quanto à garantia do motor, sendo obrigatória a sua aplicação pela Norma NBR 13.032, da ABNT.
O Selo de Temperatura da APAREM é importado dos EUA, onde é considerado um selo “top de linha”, sendo utilizado em motores aeronáuticos e homologado pela Caterpillar.
Este selo possui uma escala graduada que escurece, registrando a temperatura máxima atingida, revelando se o motor excedeu o limite por causa de problemas na sua reinstalação e no sistema de refrigeração, ou se por mau uso do cliente.
Possibilidade de um racionamento ainda é baixa, mas a conta de eletricidade ficará mais cara
Diante da possibilidade de uma emergência hídrica, a FecomercioSP –entidade empresarial líder do sistema sindical de comércio de bens, de serviços e de turismo paulista, com apoio do Sincopeças-SP – recomenda que as empresas economizem água potável por meio de adoção de medidas de uso racional e práticas para aproveitamento de água de chuva, água de reuso (compra ou tratamento local) e água subterrânea.
Lembrando que não é necessário ser sócio da entidade e também não há quantidade mínima na aquisição.
Diretor de negócios do segmento automotivo da Linx
ATENDIMENTO NA PALMA DA MÃO DO CLIENTE
Imaginar nossas vidas em pleno 2021 sem utilizar o WhatsApp pelo menos uma vez ao dia parece meio impossível. Segundo uma pesquisa da Mobile Time e da Opinion Box, o aplicativo está instalado em 99% dos celulares do País. Mas há muito essa rede social já deixou de ser apenas para bate-papo e se consolidou como parte crucial do varejo. Um estudo do Sebrae comprovou que o WhatsApp fez parte da estratégia de vendas de 84% dos empreendedores durante a pandemia, período que acelerou intensamente a digitalização do varejo. Apesar da ferramenta ser mais comum em nichos de moda, por exemplo, o varejista automotivo também tem uma janela importante de oportunidade para atrair o cliente – e converter vendas, claro – por meio do WhatsApp.
Após um período de queda nas vendas, o setor automotivo começa a se recuperar. Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostraram que o primeiro semestre desse ano marcou um crescimento de 38,98%, em comparação ao mesmo período do ano passado. Para que o varejista de auto aproveite a crescente em vendas é preciso acompanhar a digitalização do consumidor e ter a tecnologia como aliada definitiva – e, aqui, o WhatsApp deve fazer parte de toda a jornada do cliente.
Já é realidade, por exemplo, vender, comprar, agendar a manutenção ou adquirir uma peça de um carro pelo WhatsApp, incluindo pesquisar, negociar, marcar um test drive, assinar e enviar contratos e realizar o pagamento. Para as concessionárias e lojas de autopeças, o aplicativo na versão WhatsApp Business tem a função de catálogo, mais um ponto facilitador para a jornada de compra e um recurso que tem impulsionado as vendas e a fidelização de clientes em outros setores do comércio.
Por ser uma ferramenta familiar para o cliente, é fácil torná-lo parte natural do contato e atendimento, integrando on-line com o off-line. Um bom ponto de partida é implantar uma forte campanha de marketing para reforçar a novidade, que pode ser divulgada em banners, panfletos, site, no famoso boca a boca de vendedor para cliente na loja presencial e também em outras redes sociais de seu negócio automotivo. O objetivo é alcançar o máximo de pessoas, aumentando a carteira de clientes e, consequentemente, as vendas.
O WhatsApp, com sua interface de uso fácil – tanto para o cliente quanto para o varejista – é um bom investimento, pois não requer treinamentos complexos para a equipe (todo mundo já conhece!).
Porém, é interessante ter um Guia de Boas Práticas para que o time possa fazer um atendimento padronizado, eficiente e alinhado à identidade do negócio, com uma linguagem única mesmo que automatizada. O uso da versão Business possui diversas opções para programação de respostas automáticas, além de outras funcionalidades, o que agiliza o processo para o cliente. Mas, mais uma vez, é preciso atenção especial para atendimentos uniformes, humanizados e simpáticos, pensando em atrair e conquistar o cliente, que também precisa se sentir acolhido, presencialmente ou virtualmente. É importante que a empresa tenha um canal de atendimento próprio, evitando que cada vendedor atenda o cliente do seu número pessoal.
Para o cliente, além de receber um atendimento rápido, é uma forma de pular etapas simples (otimizando também a produtividade da equipe). A exemplo, ao invés de o consumidor se deslocar até a loja para saber se há uma peça em estoque, ele pode recorrer à consultoria do vendedor no aplicativo. Para não perder a venda ou engajar esse potencial comprador em outros itens, o envio de link de catálogo pelo WhatsApp tem sido um aliado importante para tempos de distanciamento social.
A facilidade para pagamento é outra vantagem para o varejista de
auto, principalmente o de autopeças. O avanço das tecnologias de métodos de pagamento on-line está a todo vapor. O Pix, por exemplo, até junho deste ano contabilizou mais de 98 milhões de cadastros, segundo o Banco Central. O WhatsApp Pay, que chegou ao Brasil em maio, é outra forma de pagamento rápido e simples para os clientes.
O atendimento via WhatsApp é um passo importante, porém é essencial que o varejista tenha seu sistema de gestão integrado a esse canal para registrar todos os atendimentos em uma plataforma única. Essa integração mantém o histórico organizado e gera indicadores de performance essenciais para o acompanhamento e crescimento do negócio, como por exemplo qual o tempo de atendimento do cliente e quais são os contatos que mais têm convertido em vendas.
Com as expectativas de crescimento para 2021 e consumidores que esperam encontrar opções tecnológicas na hora de consumir, o caminho é apostar na digitalização. Afinal, só há vantagens em marcar presença em um aplicativo que está literalmente na palma da mão de quase todos os brasileiros. O WhatsApp tem potencial para impulsionar o mercado automotivo – desde que bem gerenciado e medido - e quem esperar para ver pode virar apenas plateia nessa corrida cada dia mais acirrada para conquistar clientes.
Por: Redação | Foto(s): Divulgação
VEÍCULOS ELETRIFICADOS SERÃO RESPONSÁVEIS POR MAIS DA METADE DOS VEÍCULOS LEVES VENDIDOS
GLOBALMENTE EM 2026
Segundo o BCG, no Brasil, estimativa aponta para uma evolução mais gradual e penetração abaixo de 10% em 2030 para os carros novos elétricos ou híbridos
Os carros elétricos estão chegando a uma velocidade surpreendente em alguns mercados no mundo, como é o caso de China, Estados Unidos e União Europeia. Segundo projeção do Boston Consulting Group (BCG), até 2026, os veículos elétricos serão responsáveis por mais da metade dos automóveis leves vendidos globalmente. Isso é quatro anos mais cedo do que as projeções anteriores da consultoria estimavam. Além disso, o estudo prevê que os veículos de emissão zero (ZEVs) serão responsáveis por quase metade dos veículos leves novos vendidos globalmente em 2035. E alguns dados já antecipam essa realidade.
As vendas no mercado global de carros e SUVs eletrificados, incluindo os veículos híbridos, por exemplo, saltaram de 8% em 2019 para 12% em 2020. Na União Européia, a participação de mercado de híbridos plug-in (PHEVs) e veículos elétricos a bateria (BEVs) aumentou 9,3 pontos percentuais em 2020, em comparação com 2,2 pontos percentuais nos EUA e 5 p.p. na China. Na Alemanha, as vendas de híbridos plug-in (PHEVs) aumentaram 342% em 2020 e as vendas de carros elétricos a bateria (BEVs) em 207%. As vendas de veículos leves movidos a gasolina caíram 36% e a diesel 29%.
No entanto, no Brasil a situação é menos clara, e apesar do rápido crescimento nas vendas nos últimos dois anos, veículos eletrificados ainda são um nicho pequeno, respondendo por menos de 1% do mercado em 2020. Há um grande caminho a ser percorrido e potencial sem igual para as fabricantes
de veículos. Por um lado, a evolução tecnológica e redução de custos de baterias, combinada com a migração das plataformas globais das montadoras e crescente pressão dos consumidores por alternativas mais limpas, pode favorecer uma convergência global.
Por outro, o contexto regulatório e de incentivos, o custo total ainda elevado se comparado aos veículos a combustão e a existência de uma alternativa sustentável através do etanol, tecnologia genuinamente brasileira, podem retardar a transição ou ainda criar novas rotas tecnológicas para redução de emissão de CO2. Para se ter uma ideia, o estudo recentemente realizado estima que em 2030 menos de 10% dos carros novos vendidos no Brasil serão totalmente elétricos ou híbridos - dependente em grande parte das ações tomadas pelo governo e indústria.
Para completar, no contexto brasileiro, além do cenário de eletrificação e rota tecnológica em si, uma série de outras questões ligadas a estratégias de produto e produção, relação com o consumidor e mobilidade, de forma mais ampla, começam a emergir, gerando desafios e oportunidades para os participantes do mercado. A oferta de eventos do gênero pode colaborar nesse aspecto. E pairam ainda algumas perguntas, por exemplo: qual modelo de negócios é mais adequado a um veículo elétrico; produzir localmente vs. importar; quem será o responsável por prover a infraestrutura de carregamento, entre outras.
Sobre o Boston Consulting Group - Atua em parceria com lideranças empresariais e sociais para ajudá-las a enfrentar seus desafios mais importantes e capturar as melhores oportunidades. Fundado em 1963, o BCG é pioneiro em estratégia de negócios. O BCG oferece soluções por meio de consultoria estratégica de ponta, aliada à tecnologia e design, assim como corporate e digital ventures. Adota um modelo de trabalho colaborativo único em toda a empresa e em todos os níveis da organização dos clientes, impulsionados pelo objetivo de ajudá-los a prosperar para tornar o mundo um lugar melhor. Para obter mais informações, acesse www.bcg.com
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