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Revista Balcao Automotivo ed 181

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HÁ 15 ANOS LEVANDO INFORMAÇÃO DE QUALIDADE À REPOSIÇÃO AUTOMOTIVA

PARABÉNS VENDEDORES DE AUTOPEÇAS

HOMENAGEM ÀQUELE QUE FAZ A DIFERENÇA NAS DIVERSAS ÁREAS DO VAREJO DE AUTOPEÇAS

Merecidamente, o balconista de autopeças e acessórios agora é vendedor. Não se trata de status, mas sim de considerar que esse profissional é um consultor, principalmente num segmento tão técnico. E, com o advento das ferramentas digitais, ele precisa estar habilitado para atender e encantar o cliente.

MÊS DE OUTUBRO

Conheça os fatores que refletiram nos resultados do varejo de autopeças

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BALANÇO E PERSPECTIVAS

LIVE 100: Marco Flores, da 2D Consultores, traça um panorama do setor

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PEÇAS REMANUFATURADAS

EATON cresce 10% em vendas e FPT adiciona novos motores ao seu portfólio

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HÁ 15 ANOS LEVANDO INFORMAÇÃO DE QUALIDADE À REPOSIÇÃO AUTOMOTIVA

Balcão Automotivo é uma publicação dirigida aos profissionais automotivos e tem o objetivo de trazer referências ao mercado, para melhor conhecimento de seus profissionais e representantes.

Os anúncios aqui publicados são de responsabilidade exclusiva dos anunciantes, inclusive com relação a preço e qualidade. As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores.

NOSSA PLATAFORMA DIGITAL

26 DE NOVEMBRO, DIA DO VENDEDOR DE PEÇAS E ACESSÓRIOS PARA VEÍCULOS

Merecidamente, o balconista de autopeças e acessórios agora é vendedor de peças e acessórios para veículos, segundo Norma ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). E não se trata de status, mas sim de considerar que esse profissional é um consultor, principalmente nesse segmento tão técnico. E mais ainda com as ferramentas digitais, ele precisa estar habilitado para atender e encantar o cliente.

Ouvido para a nossa reportagem de capa, o empreendedor e especialista em gestão, Leandro Sobrinho, conta que “vendedor, atendente, balconista, consultor, não importa o título, o que vai fazer a diferença é o atendimento começar com uma abordagem que prenda a atenção do cliente e que o profissional entenda o que ele busca. Com isso, trazer a solução para o que o cliente busca passa confiança ao consumidor”.

da 2D Consultores Associados. Com o título: “As impressões sobre o mês de outubro e as expectativas para o último bimestre de 2021reposição automotiva”, ele traçou um panorama do setor, falou das grandes oportunidades para o varejo, principalmente pela expansão das vendas de veículos seminovos e deu dicas para gerir o estoque.

Na série de reportagens que marca a chegada da Peça Brasil à cidade de Belo Horizonte (MG), na segunda, trazemos a história de Cacai, fundador da Auto Norte, há 41 anos no mercado, que começou a sua carreira no setor de autopeças como balconista, por três anos e meio, e depois, por dois anos e meio, atuou como representante comercial de algumas fábricas. Foi nessa época que ele percebeu que poderia empreender.

www.BalcaoAutomotivo.com

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Jornalista Responsável: Silvio Rocha – MTB: 30.375

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Apoios e Parcerias

Como termômetro do varejo, lojistas de autopeças avaliam o mês de outubro. É importante conhecer os fatores que refletiram nos resultados do setor nas cinco regiões do Brasil. O que se viu em todo o País: a falta de peças e a disparada de preços têm sido um grande problema para o varejo e, em muitos casos, para o seu desempenho. Para alguns, a instabilidade política também tem influenciado muito pela insegurança gerada.

O convidado especial da nossa centésima live do Balcão Automotivo foi Marco Flores,

Fotos de Capa: profissionais entrevistados na reportagem de capa, vendedores que participaram da 1ª Semana Balconista Automotivo e das nossas recentes lives.

(3) Jean Carlos Maciel Humenhuk, da Mundo do Caminhão, Vacaria (RS) (4) Leonardo de Almeida Assis, da PRPK Auto Peças, São Paulo (SP) (5) Alexandrino Alves da Silva Junior, da Jocar Auto Peças, São Paulo (SP)

DIRETOR COMERCIAL

Edio Ferreira Nelson edio@jornalbalcaoautomotivo.com.br

CONSELHEIRO CONSULTIVO Carlos de Oliveira

COMERCIAL

EXECUTIVO DE CONTAS Richard Faria richard@jornalbalcaoautomotivo.com.br

Em outubro, foi realizado o 27º Seminário da Reposição Automotiva. Promovido pelo Grupo de Manutenção Automotiva (GMA), Rodrigo Carneiro, presidente da Andap, foi o coordenador do seminário. “Muitas mudanças estão acontecendo e a pandemia trouxe mais inovações com o universo digital”, disse. Inovações que foram abordadas pelos participantes, incluindo o consumidor 4.0 e o futuro do varejo.

Até mês que vem!

O EDITOR

(8) Johnny Franco da Silva, da Braskape Autopeças, São Paulo (SP) (9) Vanessa Cristiane de Oliveira Carminato, da Rey Maco Cham, Bragança Paulista (SP)

(10) Manoel Alves Guimarães Filho, da Jaicar Auto Peças, Goiânia (GO) (13) Laura Cristina Rocha, da Auto Imports, Vila Velha (ES) (15) Robson Macedo, da Rocha Auto Peças, Indaiatuba (SP)

REDAÇÃO

EDITOR-CHEFE Silvio Rocha redacao@jornalbalcaoautomotivo.com.br

Karin Fuchs redacao2@jornalbalcaoautomotivo.com.br

COLABORADORES

Valtermário Rodrigues Robson Breviglieri

FINANCEIRO

Analista Financeira: Luciene Moreira luciene@jornalbalcaoautomotivo.com.br

DEPTO DE ARTE

Supervisor de Arte/Proj. Gráfico Fabio Ladeira fabio@jornalbalcaoautomotivo.com.br

MKT DIGITAL

Guilherme Nelson guilherme@jornalbalcaoautomotivo.com.br

Otávio Rocha digital@jornalbalcaoautomotivo.com.br

ASSINATURAS contato@jornalbalcaoautomotivo.com.br

Por: Karin Fuchs | Foto(s): Divulgação

VAREJO DE AUTOPEÇAS AVALIA O MÊS DE OUTUBRO

Conheça os fatores que refletem nos resultados do setor nas cinco regiões do Brasil

Por: Karin Fuchs | Foto(s): Divulgação

m todo o País, a falta de peças e a disparada de preços têm sido um grande problema para o varejo de autopeças e, em muitos casos, para o seu desempenho. Para alguns, a instabilidade política também tem influenciado muito pela insegurança por ele gerada. “Percebemos que o movimento está melhor, mas em virtude dos aumentos exorbitantes de preços, o resultado foi pior. Se vendemos um item por R$ 100,00, por exemplo, na hora de repô-lo, pagamos R$ 110,00. Creio que isso foi o grande vilão do nosso resultado”, afirma Sidney Campos, da Campos Autopeças, de São Paulo (SP).

ECésar Kuroshi, da Peçauto Autopeças, em Curitiba (PR), diz que a expectativa era de que este segundo semestre seria melhor. “Para nós, este ano está sendo bem atípico, achávamos que as vendas cresceriam muito, pois a pandemia está acabando, mas não é o que está acontecendo. Talvez até mais do que a pandemia, o que está prejudicando demais é o cenário político”.

Em Manaus (AM), Altair Chaves Vieira, da Autopeças Caxangá, conta que o comércio tem oscilado muito. “Um mês você trabalha bem, depois passa dois meses sem fluxo de caixa e fica com receio de comprar (reposição), pois não sabe como o mercado irá reagir”.

Edson Luiz Artigas Correa, da Lubrificantes & Cia, localizada em Aquidauana (MS), fala sobre uma recessãozinha. “Com os aumentos de preços, as pessoas estão comprando somente o necessário, o que não tem jeito quando o carro para. Estou com a esperança de que os preços vão parar de subir e as coisas vão melhorar, mas eu não tenho do que reclamar, estamos conseguindo girar bem dentro do possível”.

Sidney Campos, da Campos Autopeças, de São Paulo (SP)

VAREJO DE AUTOPEÇAS / MÊS DE OUTUBRO

Na Irmãos Maturo Autopeças, em São Paulo (SP), Marcelo Aires de Nobrega tem percebido que mês a mês o mercado está melhorando. “Ainda não está como antes da pandemia, mas ele está aquecendo. Acredito que a partir de fevereiro e março do próximo ano será melhor”.

Em Lajeado (RS), Erino Zagonel, da Auto Peças Zagonel, prevê que terminará o ano com um crescimento entre 15% e 20%. “O mercado está bem aquecido, a gente investe muito em variedade de produtos e compramos de onde tiver, às vezes nem importa o preço, o importante é ter o produto”. Por outro lado, ele lamenta o aumento de preços. “O principal prejudicado é o trabalhador que precisa do carro e não tem condições de mantê-lo. Com isso surge a inadimplência e já estamos enfrentando esse problema”.

Especializada na linha pesada, na Rodoceará, em Fortaleza (CE), a grande aposta foi na diversificação com a linha de acessórios, conforme diz Mara Sousa. “Entramos nesse novo segmento para dar uma aquecida nas vendas, pois no geral deu uma parada, mas neste segundo semestre as coisas melhoraram. Até o final de 2021, gostaríamos de pelo menos manter o que a gente conseguiu neste ano”.

Somente neste ano, cinco ou seis novas pessoas foram contratadas na Rodoceará e outra grande aposta é nas redes sociais. “Nos últimos meses do ano as coisas começam a parar, pois as empresas dão férias coletivas. Para o nosso movimento não cair, estamos tentando agitar as redes sociais e promoções para que possamos apenas manter”, afirma Mara.

REPOSIÇÃO

Sobre a falta de peças, Aires pontua que das cotações feitas, 30%

não são recebidas. “Está bastante quebrado, grande parte das peças vem da China”. Um problema que também é vivenciado por Zagonel. “Quando falamos com os distribuidores e importadores, a previsão é de 90 ou até 120 dias para chegarem alguns produtos, porque a maior parte vem da China e a energia deles, que vem do carvão, está faltando na indústria. As fábricas estão trabalhando com 60% ou 70% de sua capacidade”.

Mara conta que estão faltando muitas peças, principalmente as que têm o aço como matéria-prima. “Isso sem falar na alta exacerbada de preços, quando chega para a gente, nós precisamos repassála ao cliente, isso é o que dificulta um pouco e alguns não querem compreender. A nossa empresa é conhecida por não deixar faltar peças e, se não tem, a gente vai buscar. Mas infelizmente chega uma hora em que se está faltando na ponta, não tem como chegar para a gente. Pode ser que no próximo ano dê uma melhorada”.

Na avaliação de Campos, a falta de veículos novos está intimidando o consumidor a trocar o seu carro, o que gera uma demanda para a manutenção. “Quando há muita troca de amortecedores e de embreagens, o cliente está pensando no longo prazo. Se é no curto prazo, a gente percebe que ele só troca o básico para vendê-lo. Temos visto que os clientes estão querendo produtos com maior valor agregado, o que nos leva a crer que a intenção deles é a de ficar com o veículo por mais tempo. Espero que a gente entre em uma situação um pouco melhor de estabilidade e também em relação aos preços”.

Kuroshi conta como está o cenário na Peçauto. “Tem linhas de produtos que estão se normalizando e tem outras que estão começando a faltar e não sabemos ao certo qual é o motivo”. “A falta de peças está horrível e prejudicando muito”, afirma Vieira. “Faltam muitas peças para a gente e com essas altas de preços não sei como ficará, mas a minha esperança é que melhore”, finaliza Correa.

Mara Sousa, da Rodoceará, de Fortaleza (CE)
Lubrificantes & Cia, localizada em Aquidauana (MS)
Auto Peças Zagonel, de Lajeado (RS)
Irmãos Maturo Autopeças, de São Paulo (SP)

MAGNETI

MARELLI

LANÇA MAIS DE 100 CÓDIGOS NA LINHA ELÉTRICA

REDE PITSTOP OTIMIZA BUSCA E COMPRA DE PEÇAS COM NOVO PORTAL DE VENDAS

A Rede PitStop apresenta a plataforma Portal de Vendas PitStop, que tem como objetivo facilitar a busca e a compra de peças das linhas leve e pesada do mercado automotivo. No Portal de Vendas, é possível acessar, em um único lugar, os produtos de 140 lojas integradas, além do estoque vinculado às distribuidoras Dasa, Pellegrino e Roles. A Rede também está trabalhando para que em breve os 1750 membros associados estejam integrados. O Portal de Vendas PitStop já está disponível em: https://loja.pitstop.com.br/

A Marelli Cofap Aftermarket ampliou a linha elétrica com o lançamento de 109 códigos de retificador e regulador de voltagem. As novas aplicações atendem veículos leves e pesados das montadoras BMW, Chevrolet, Ford, Iveco, Scania, Toyota, Volkswagen, Volvo, entre outras. O retificador e regulador de voltagem são componentes fundamentais que asseguram o equilíbrio elétrico do sistema de carga do veículo.

NAKATA LIDERA RANKING DE PESQUISA COM MECÂNICOS EM BARRAS E TERMINAIS

A 5ª edição da pesquisa nacional realizada pelo IPEC Inteligência, do IBOPE, com a participação de 1.026 mecânicos realizada pela revista O Mecânico, que avaliou 47 categorias de produtos, apontou a Nakata a marca que os mecânicos mais gostam, além de ser eleita como a mais lembrada e também a mais comprada em vários itens. Na linha do sistema de transmissão, a marca seguiu na liderança em barra de direção, terminal axial e terminal de direção.

NTN TEM NOVA GERENTE DE VENDAS PARA O MERCADO AUTOMOTIVO

A empresa mostrou a aplicação do Nióbio na indústria de peças automotivas no Centro Nacional de Pesquisa em Materiais, através do convite da CBMMCompanhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, no último dia 8 de outubro, em Campinas (SP). Na oportunidade, recebeu a visita do Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, o astronauta Marcos Pontes, e do Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro.

A NTN, fabricante de rolamentos de alta performance com mais de 100 anos de existência, nomeou Mariana Di Monte como sua nova gerente de Vendas e Marketing, sendo responsável pela presença, expansão e diversificação de produtos para todo o mercado automotivo da América Latina. Vale destacar que Mariana especializou-se no segmento de rolamentos trabalhando em empresas multinacionais com ambientes americano, asiático e europeu.

DAYCO UNIFICA SUA SOLUÇÃO GLOBAL

DE CATÁLOGO WEB

A fim de tornar a localização das peças de reposição corretas mais rápida e fácil, a Dayco redesenhou completamente e integrou a solução do catálogo web, em seu site global de reposição www.daycoaftermarket.com. Historicamente, os usuários acessaram catálogos específicos de mercado, cada um com um estilo e layout diferente, dependendo da localização do usuário.

ZF FORNECE TECNOLOGIAS AVANÇADAS DE SEGURANÇA PARA O NOVO FIAT PULSE

A ZF amplia sua parceria com o Grupo Stellantis no Brasil e, após equipar com suas tecnologias avançadas o novo Fiat Toro, passou a ser fornecedora também do novo SUV Pulse. O novo Fiat Pulse vem equipado com câmera frontal, tecnologia que faz parte do portfólio global de sistemas avançados de assistência ao motorista – ADAS (Advanced Driver Assist Systems) ou Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista da ZF.

DRIV E MEDAUTO COMEMORAM PARCERIA NO ANIVERSÁRIO DE 50 ANOS DA DISTRIBUIDORA

A DRiV, detentora das marcas Monroe e Monroe Axios, celebra a parceria com a Medauto, revendedora e distribuidora de autopeças, que comemora 50 anos de existência em outubro. Neste meio século de história, a empresa se destaca pela tradição, excelência e qualidade, oferecendo produtos de primeira linha ao setor. “É um grande prazer e orgulho comemorar os 50 anos da Medauto”, diz Ivan Furuya, gerente de Vendas para o Aftermarket da DRiV.

SPAAL / DYNAMIC APRESENTA

NOVA GERENTE DE VENDAS PARA O AFTERMARKET

Para continuar a prestar um atendimento de qualidade a todo o mercado de reposição, a SPAAL / DYNAMIC anuncia nova gerente de Vendas do mercado de Aftermarket, Célia Cristina Agrella, profissional com mais de 30 anos de experiência no ramo automotivo, que se integra ao time da empresa com a missão de ampliar e fortalecer o relacionamento da marca envolvendo toda a cadeia de distribuição.

AMPRI AMPLIA PORTFÓLIO COM LANÇAMENTO DE DIVERSOS ITENS

A Ampri amplia seu portfólio e cobertura de frota com lançamento de mais de 60 itens e mais de 80 aplicações, para as linhas leve, utilitários, pesados e motocicletas. Dentre esses itens, Articulações Axiais, Bombas de Direção Hidráulica, Braços Pitman, Braços Auxiliares, Reservatórios de Direção e Caixas de Direção para Motos. O destaque está na nova linha de produtos para Motos, que conta agora também com caixas de direção da empresa.

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TOYOTA CELEBRA MARCA DE 25 MIL VEÍCULOS HÍBRIDOS FLEX

COMERCIALIZADOS NO BRASIL

Neste mês, a Toyota celebra um dos marcos mais importantes de sua agenda de compromissos em prol da descarbonização da mobilidade no País, ao completar exatos dois anos do início da comercialização do primeiro veículo híbrido flex do mundo – o Corolla sedã. Neste período de vendas, somando a entrada do SUV Corolla Cross híbrido flex ao portfólio eletrificado, em março deste ano, foram mais de 25 mil unidades comercializadas.

KIA DEFINE LANÇAMENTO, PREÇO E INICIA PRÉ-VENDA DO STONIC

A Kia Brasil anunciou recentemente o lançamento oficial do Stonic, primeiro modelo alinhado com o novo posicionamento de marca da montadora sul-coreana, incluindo a nova logomarca. O principal atributo é o seu motor Kappa de 3 cilindros, turbo GDI (injeção direta), de 1 litro, a gasolina, com sistema híbrido MHEV 48V (Mild Hybrid Electric Vehicle), capaz de gerar 120 cavalos de potência e torque de 20,5 kgf/m. E já tem preço definido: R$ 149.990,00 .

TIGGO 3X TURBO TRAZ POWERTRAIN INÉDITO NO PORTFÓLIO DA CAOA CHERY

Com uma nova proposta de dirigibilidade, design e tecnologia para o segmento de utilitários esportivos compactos, o Tiggo 3x Turbo vem conquistando os consumidores. Parte desse sucesso é fruto de seu conjunto de powertrain inédito para o mercado nacional, resultado de um extenso trabalho da engenharia da CAOA CHERY, visando atender com excelência o exigente público brasileiro.

NISSAN LEAF é eleito o modelo elétrico com maior valor de revenda do Brasil

O Nissan LEAF não é somente uma boa opção de compra, como a pesquisa anual Os Eleitos indicou. O modelo 100% elétrico, ícone da mobilidade inteligente da marca japonesa, também é o modelo desse segmento mais valorizado no mercado de usados. A conclusão é da 8ª edição do prêmio “Selo Maior Valor de Revenda – Autos 2021”, tradicional estudo de depreciação veicular.

PRIMEIRAS UNIDADES DOS NOVOS A3 SEDAN E SPORTBACK DESEMBARCAM NO PAÍS

Aos mais ansiosos, as primeiras unidades da nova geração do Audi A3 Sedan e do Audi A3 Sportback desembarcaram no Brasil e começam a ser entregues aos clientes do período de pré-venda. Os novos modelos são comercializados na versão Performance Black, com o premiado motor 2.0 TFSI, e em um lote limitado da versão com propulsor 1.4 TFSI, batizada de S line Limited.

CRESÇA NA CARREIRA DESENVOLVENDO NOVAS HABILIDADES

Por: Karin Fuchs | Foto(s): Divulgação

O atendimento aos clientes faz toda a diferença e nos meios digitais ele requer pontos de atenção. Quem tem alta performance consegue os melhores resultados

Merecidamente, o balconista de autopeças e acessórios agora é chamado de vendedor. Não se trata de status, mas sim, considerar que esse profissional é de fato um consultor, principalmente nesse segmento tão técnico. E mais ainda com as ferramentas digitais, em que o uso do WhatsApp se tornou constante, ele precisa estar cada vez mais habilitado para atender certeiramente e encantar o cliente, o que faz a diferença na alavancagem de sua carreira.

“Há anos, quando entrei no setor automobilístico, era o tirador de pedidos. O cliente começou a ficar mais exigente e hoje você não compra um veículo, mas sim um computador que anda. A venda ficou muito mais complexa. O correto é falar vendedor, pois em uma venda consultiva, o cliente entende que ele tem outras oportunidades naquele veículo”, diz Rebeca Toyama.

Ela é especialista em estratégia de carreira, fundadora da Academia de Competências Integrativas - ACI, palestrante e professora da Universidade Fenabrave, e por seis anos, ela foi consultora de mercado da Volkswagen. “Vendedores de alta performance conseguem ter um ticket médio de vendas superior. É entender o que deixará o meu cliente mais satisfeito e que atenda a demanda dele”, afirma.

Para o empreendedor e especialista em gestão, Leandro Sobrinho, não importa como ele é chamado. “Vendedor, atendente, balconista, consultor, não importa o título, o que vai fazer a diferença é o atendimento começar com uma abordagem que prenda

“Não adianta só sonhar para crescer. Entenda quais são as expectativas e necessidades para se alcançar as metas traçadas e deixe elas te guiarem, não desista com obstáculos, eles ensinam e preparam para algo maior”.

Leandro Sobrinho, empreendedor e especialista em gestão

a atenção do cliente e entenda o que ele busca. Com isso, trazer a solução para o que o cliente busca, estar preparado para fazer, caso necessário, uma apresentação do produto passando confiança ao consumidor”.

Ele explica que provavelmente, quem está no balcão será o primeiro contato do cliente na loja, por isso, é necessário ter uma boa abordagem inicial mostrando-se atento à expectativa do cliente entendendo sua real necessidade é primordial para estabelecer uma relação de confiança com o cliente. “Com esse início bem feito e atendendo aquilo que o cliente busca, abrese espaço para ofertar outros produtos, novidades, algo que tenha conexão com a experiência do cliente e que agregue o ticket da venda”.

ORIENTAÇÃO DE SERVIÇO

Rebeca comenta que uma habilidade essencial para o profissional de vendas é a orientação de serviço, ou seja, servir. “O vendedor é um grande servidor, ele não é mais o tirador de pedido e nem o balconista. Ele tem a responsabilidade de transformar a demanda do cliente em uma super experiência”. Para isso, ela pontua

que ele precisa deixar de lado alguns hábitos e comportamentos, que não cabem mais no mundo atual.

“O cliente mudou muito, ele está mais exigente e toda a revolução tecnológica que estamos passando permite a ele ter até mais acesso às informações do que o próprio vendedor. É preciso ter a capacidade de buscar informações para estar atualizado e para receber o cliente que está chegando com alguma necessidade, e usar a tecnologia para ser uma aliada para ter um melhor desempenho no seu trabalho”, sugere.

Nas palavras de Sobrinho, a pandemia, de certa forma, forçou o consumo online, inclusive ensinado aqueles que não eram adeptos a aprender. “Então, a venda física pós-pandemia deve ser cada vez mais qualificada, pois se o vendedor não tiver o que acrescentar ao cliente, ficará mais fácil comprar online”.

MEIO DIGITAL

Sobrinho destaca que o atendimento digital é uma realidade sem volta, mas tem muito a superar o atendimento de um vendedor preparado, que demanda

entender as necessidades do cliente e ter conhecimento do que se está vendendo para expor os benefícios da compra, transformando um simples atendimento em uma experiência de consumo.

E, nesse meio digital, Rebeca explica que o vendedor precisa mudar a forma como se relaciona com o cliente e ele precisa estar apto para atender as novas demandas que o cliente está trazendo. Um dos desafios é a comunicação. “80% da comunicação são não verbais e 20% são verbais. O tom de voz, o olhar e a postura impactam nas vendas. Em uma venda digital, perdemos todas essas ferramentas. Precisa ter

cuidado com o uso das palavras e da pontuação”.

Segundo ela, uma vírgula mal empregada ou a falta de um ponto de interrogação pode induzir ao erro. Portanto, é preciso atentarse à comunicação do cliente. “Mas não se pode colocar toda a responsabilidade no vendedor. A loja tem que tomar o cuidado para criar um ambiente propício para diminuir os ruídos e atritos no processo de venda digital, com formulários, boas perguntas e com uma boa tela”.

DESENVOLVIMENTO DA CARREIRA

Questionados como o vendedor pode alavancar a sua carreira, Rebeca enfatiza a importância do servir e encantar o cliente. “Venda é relacionamento e para o cliente voltar é preciso ter um vínculo com ele. Ele tem que receber um sorriso e ser bem entendido, e até indicá-lo para quem está precisando do que você vende. É a orientação do serviço. Outra dica, é gostar de solucionar problemas em prol da experiência do usuário. Quem resolve os

problemas para ele tem um futuro muito grande dentro da operação”, afirma.

Por outro lado, ela aponta como falha, não exclusividade desse segmento, é olhar o cliente como se ele não tivesse conhecimento. “Hoje, com o excesso de informação, a possibilidade disso ser uma inverdade é grande”. O segundo aspecto é a questão da escuta ativa. “Quando o cliente estiver na sua frente, ele é o mais importante do planeta Terra e você não pode se distrair com outras coisas (telefone e WhatsApp, por exemplo). Nem sempre o que o cliente pede é o que ele precisa, é

Leandro Sobrinho, empreendedor e especialista em gestão
Rebeca Toyama, especialista em estratégia de carreira, fundadora da ACI, palestrante e professora

Márcio Martins de Souza, da Baratão Auto Peças, de Goiânia-GO

preciso escutar para fazer a melhor oferta”.

Para Sobrinho, a falta de planejamento com metas e prazos faz as expectativas ficarem perdidas no tempo, o que gerará desmotivação e por consequência baixa performance. “Uma pessoa com essas características dificilmente será promovida. A falta de paciência em aguardar a oportunidade faz muitos profissionais interromperem sua carreira por acharem que não estão sendo reconhecidos”.

Para isso não acontecer, ele sugere a você compartilhar as suas metas e expectativas com seus superiores, alinhar suas metas e prazos com as da empresa. “Se as metas da empresa não estiverem alinhadas com suas expectativas, talvez você não esteja no lugar certo, movimente-se”.

Em sua opinião, crescer na carreira é subjetivo. “Eu posso ser promovido de vendedor auxiliar para vendedor pleno, mas a pergunta é: após 1 ano como vendedor

pleno estará satisfeito? Então, estabelecer metas de curto, médio e longo prazos são essenciais para crescer na carreira. Sempre estabeleci metas de onde queria estar e em que prazo”.

Ainda de acordo com ele, metas exigem planejamento para serem alcançadas, exigem disciplina e persistência. “Não adianta só sonhar para crescer. Entenda quais são as expectativas e necessidades para se alcançar as metas traçadas e deixe elas te guiarem, não desista com obstáculos, eles ensinam e preparam para algo maior”, conclui.

ATUALIZAÇÕES CONSTANTES

Há 19 anos como vendedor de autopeças, Márcio Martins de Souza, da autopeças Baratão, em Goiânia (GO), conta que esse foi o seu primeiro emprego e que por mais experiência que seja adquirida ao longo da vida, que permite alcançar novos objetivos, isso não pode ser argumento para nos acomodar. “Comecei como vendedor, realizava as vendas e já fazia a separação no estoque para ir conhecendo melhor as peças”.

Para se atualizar, ele acompanha sites de notícias e revistas. “Sou curioso em querer saber das novidades no mercado”, destaca, acrescentando que sempre que possível, ele participa de eventos. “Também fico sempre atento às redes sociais e procuro sempre estar atualizado com as tendências que vão surgindo”. Fatores esses que

William de Sousa Machado, da BL Auto Peças, de Novo Hamburgo-RS

fazem com que ele desenvolva melhor a sua carreira.

MECÂNICO E VENDEDOR

Em Novo Hamburgo (RS), William Patrick de Sousa Machado está na BL AutoPeças há seis meses. Ele já foi mecânico automotivo. “A minha procura pela atividade aconteceu neste ano e me deram a oportunidade de fazer parte da equipe. Eu também queria uma experiência diferente no ramo, antes, era eu quem precisava da peça para tal serviço, hoje sou quem fornece aos meus clientes mecânicos, só trocamos os papeis”.

Ele diz que em todas as empresas que trabalhou sempre buscou o crescimento profissional. “Graças a Deus, sempre fui reconhecido pelo esforço, aqui não será diferente, tento sempre dar o meu melhor junto à equipe, vestindo a camisa da empresa. Tudo é lei do retorno, onde você

Idemar Sousa da Silva, da Truckão Autopeças, de Fortaleza-CE

planta para colher no futuro. Agradeço ao Fausto (proprietário da BL Autopeças) pela oportunidade, a que me foi dada juntamente ao Bruno (gerente). A cada passo, nós vamos longe”.

Assim como Souza, ele busca informações. “Procuro ler algumas matérias, filmes e acompanho alguns vendedores no YouTube, sempre quando consigo, vou às palestras da empresa, onde ganho conhecimento e argumentos de venda daquele produto, e converso bastante com líderes de outras empresas. Sempre procuro estar atualizado, tanto na parte mecânica, quanto nas novidades em peças e tecnologia, tenho cursos também de aprimoramentos de vendas, linguagem e comportamento, liderança, entre outros”.

Mas, segundo ele, a aprendizagem vem do dia a dia. “Cada cliente é diferente do outro, então, temos que fazer o melhor atendimento. Hoje, um vendedor não

pode apenas vender um produto e dizer obrigado. É preciso criar fidelidade com o cliente, dar um bom final de semana e, na semana seguinte, perguntar como foi o final de semana dele. E se sentir bem no ambiente, é um ponto-chave”, finaliza.

PLANOS FUTUROS

Há quinze anos, Idemar Sousa da Silva, da Truckão Autopeças, em Fortaleza (CE), começou no ramo de autopeças na distribuidora GB, também em Fortaleza, onde trabalhou por dois anos como estoquista. Vendo que os vendedores ganhavam mais, ele almejou essa profissão. “Eu não tive uma oportunidade na distribuidora, pedi para sair, e em uma entrevista com o Rogério (Nobre Façanha, dono da Truckão), eu propus trabalhar por um ano no estoque e depois ir para vendas, e ele concordou”.

Após oito meses, ele já estava como vendedor na loja. “Quando eu comecei, tinham vendedores mais veteranos, mas sempre focado no que eu queria, no meu desenvolvimento pessoal e, em aprender, mesmo com pouco tempo, eu me tornei um dos melhores, no mesmo nível deles. Isso já tem uns 13 anos”.

Para se atualizar, Silva diz que hoje um vendedor precisa ter muito conhecimento técnico para prestar um atendimento de qualidade ao cliente. “Quando eu comecei

Luciana Barreto Gomes, da Jocar, de São Paulo-SP

no estoque, eu levava os catálogos para casa para aprender as referências e as marcas. E sempre busquei informação e participava de cursos”.

Sobre seus planos futuros, o seu objetivo é ser um gestor de vendas na parte comercial e, futuramente, ter a sua própria empresa no ramo de autopeças. “Para alcançar esse objetivo, eu tenho buscado o meu autoconhecimento pessoal, investindo na minha carreira e estou cursando Administração”, conclui.

RECONHECIMENTO

Vendedor na Nova Autopeças, em Jundiaí (SP), Marcelo Prates Martins, também começou no setor em uma distribuidora, no ano de 2007, como office boy. “Depois de seis meses, eu passei a ser estoquista e depois, gerente de estoque. Desde 2010, eu sou vendedor”. Desde 2011 em São Paulo, Martins é baiano, ele já trabalhou

“O cliente mudou muito, ele está mais exigente e toda a revolução tecnológica que estamos passando permite a ele ter até mais acesso às informações do que o próprio vendedor. É preciso ter a capacidade de buscar informações para estar atualizado e para receber o cliente que está chegando com alguma necessidade, e usar a tecnologia para ser uma aliada para ter um melhor desempenho no seu trabalho”.

Rebeca Toyama, especialista em estratégia de carreira, fundadora da ACI, palestrante e professora

em três autopeças. “Para onde eu vou, eu tenho uma carteira de clientes fiéis. O pessoal gosta do jeito como eu atendo e do meu conhecimento, e não se importa com preço”, diz.

Para buscar conhecimento, ele vai atrás da informação. “Sou assinante de uma revista do setor (O Mecânico), utilizo muito os sites e sempre que um novo carro é lançado, eu procuro saber o que ele tem de peças de reposição e assim vai. Antes da pandemia, também eu participava de palestra”, conta.

Questionado sobre o que pretende no futuro, ele diz que quando a gente trabalha e é bem reconhecido, se pensa em ganhar mais e se desenvolver cada vez mais. Da sua vivência, ele diz que não imagina ter a própria loja. “É um investimento muito grande, o que nesse momento para mim é inviável, e na nossa área de autopeças, o mais difícil é achar pessoas que queiram aprender”.

EVOLUIR NA EMPRESA

Na DAU Autopeças, em Gravatá (PE), Matheus de Araújo Silva conta que há quatro anos ele atua como vendedor. “Antes disso, eu era estoquista e depois de um ano, passei a vendedor”. Pra se atualizar, ele busca

informações pela internet, participa de palestras de fornecedores, utiliza catálogo e a experiência dos mecânicos. “O meu objetivo é evoluir na empresa, nós sempre queremos mais, e a cada dia eu procuro ser um profissional melhor”.

CRESCER JUNTOS

Na Jocar, de São Paulo (SP), hoje Luciana de Fatima Barreto Gomes é vendedora e coordenadora, liderando uma equipe de doze colaboradores. “O início foi muito inesperado, eu atuava na área de saúde há mais de dez anos, e resolvi mudar de profissão. Eu tinha um conhecido na Jocar, enviei o meu currículo e passei no processo seletivo”.

Há cinco anos na Jocar, inicialmente, ela foi contratada para a área de liberação de pedidos do e-commerce. Depois de quatro anos, ela foi para vendas, no mesmo período em que veio a pandemia. “Por enquanto, eu ainda não participei de nenhum curso, estou aprendendo a cada dia com o trabalho, na prática, com as novidades que acontecem diariamente, tentando me informar todos os dias, principalmente neste momento com o uso da internet”.

empresa é se tornar gerente da loja. “E sempre aprender com meus colegas de trabalho mais antigos de empresa, e mais experientes no ramo, como melhorar meu conhecimento e ajudar toda a equipe a crescer e ser reconhecida junto comigo. Quanto mais você fizer para a empresa crescer, você cresce junto”.

APRENDER PARA EMPREENDER

Em Rio Branco (AC), Elias Schneider, da Dalcar Autopeças, também começou no estoque. “Isso foi há doze anos e depois de quatro anos, eu fui direto para o balcão. Aqui na nossa região, nós buscamos muitas informações pela internet e junto aos amigos que temos fora do Estado, se atualizando cada dia mais, pois todos os meses novos carros são lançados e as peças mudam. O que sentimos mesmo é a falta de palestras e cursos presenciais”.

O seu sonho é empreender. “A gente sempre sonha em ter o próprio negócio, por isso, estou sempre me atualizando para quando chegar a hora eu poder concretizar o meu sonho e montar o meu próprio negócio, uma autopeça”.

Ela conta que o seu objetivo na

Marcelo Prates Martins, da Nova Autopeças, de Jundiaí-SP
Matheus de Araújo Silva, da DAU Autopeças, de Gravatá-PE
Elias Schneider, da Dalcar Autopeças, de Rio Branco-AC

Peça Brasil

UM LEGADO DE 41 ANOS COM MUITO MAIS PELA FRENTE

“Dinheiro e crédito têm limites, isso é um fato, mas a credibilidade é o mais importante, o grande impulsionador dos nossos negócios”, diz Carlos Eduardo Monteiro (Cacai)
Por: Karin Fuchs | Foto(s): Divulgação

Mais conhecido como Cacai, Carlos Eduardo Monteiro começou a sua carreira no setor de autopeças como balconista, por três anos e meio, e depois, por dois anos e meio atuou como representante comercial de algumas fábricas. Foi nessa época em que ele percebeu que algumas delas vendiam com um prazo muito longo e que ele conseguiria créditos com os representantes que ele conhecia, de forma que pudesse vender a bons clientes que pagassem em dia e, assim, ter um fluxo operacional positivo.

Foi assim que nasceu a distribuidora Auto Norte, em Recife (PE), em julho de 1980. “Por coincidência, começamos na rua São Miguel,

58, no bairro Afogados, em um prédio alugado, que era da empresa a qual eu fui vendedor. Dois anos depois, nos mudamos para a rua Jean Émile Favre, em Imbiribeira”.

Desde 1993, em um prédio próprio, a Auto Norte está localizada na rua Professor Nestor Bezerra, 266, no bairro Várzea.

Inicialmente com apenas um funcionário e cinco fornecedores, hoje são 500 colaboradores, fora os terceirizados, e a parceria com mais de 150 fornecedores que soma mais de 60.000 itens comercializados das linhas leve, pesada e moto peças.

EXPANSÃO

Bem relacionado e fazendo questão de estar sempre ao lado dos fornecedores e clientes, “trabalhei muito na rua, viajei muito, e tive muitos contatos com pessoas diferentes, cada uma com a sua peculiaridade e a sua maneira, e eu percebi que eu tinha que estar mais externo. Lá fora é que está a imagem da nossa empresa, é onde trazemos o que podemos evoluir, e amanhã temos que estar melhor do que hoje e, assim, sucessivamente”, diz Cacai.

Com esses relacionamentos, logo a Auto Norte extrapolou fronteiras, vendendo para outros estados do Nordeste, do Norte e até para Minas Gerais, Rio de Janeiro e Brusque, em Santa Catarina. “Veio a substituição tributária e ficou difícil para a gente atuar de Pernambuco para outras regiões, foi quando passamos a abrir filiais”. A primeira delas foi em Salvador, depois Fortaleza, Natal, João Pessoa, Teresina e Aracaju.

“Para fecharmos o Nordeste estavam faltando dois estados, Alagoas e Maranhão, e nós tivemos dificuldades em alugar galpões nas capitais. Graças a Deus, conseguimos alugar um galpão de aproximadamente 2.000 m2 em Alagoas, será a primeira filial em Alagoas, onde depois construiremos um prédio próprio. Acredito que até dezembro já iremos faturar, pois a grande vantagem em Maceió é que já temos uma venda boa, um bom histórico”.

Também neste ano, a Auto Norte estreou no Sudeste com a marca Peça Brasil, inicialmente em Belo Horizonte. “Decidimos por Minas Gerais, por ter uma liquidez muito boa, lá tem distribuidores, mas não locais, e as distribuidoras nacionais estão lá e nós fomos

também para fazer um trabalho diferenciado porque é muito bem visto o fornecedor que chega de outra região, o mineiro é muito receptivo. No nosso primeiro mês, em outubro, nós já tivemos uma atuação muito boa”, afirma.

LONGEVIDADE

Nas palavras de Cacai, o segredo para uma empresa longeva é exatamente a dedicação diária. “É perceber que não podemos nos acomodar com nada que nos dê o louro da vitória, a vitória vai ser sempre difícil de ser conquistada. É muito mais manter a perspectiva de que o amanhã será melhor, porque eu farei o hoje melhor ainda. Você vai devagar fazendo um trabalho contínuo sempre. A dedicação é hoje, amanhã e sempre”.

E, principalmente, na gestão de pessoas. “A primeira coisa que eu digo sempre é continuar valorizando os colaboradores”, diz o executivo. Uma das iniciativas da Auto Norte é subsidiar parte ou totalmente o valor da faculdade de seus funcionários, “nós pagamos no mínimo 50% da mensalidade”, e a empresa também conta com duas psicólogas: a Germana e a Maria Paula para apoiá-los, “não entra e nem sai ninguém daqui sem o acompanhamento delas”, destaca Cacai, acrescentando que ele aprendeu que equipamentos se compra de acordo com as suas posses e que gente é o diferencial.

“O nosso diferencial são pessoas, investimos muito nelas. Com certeza esse é o segredo do sucesso dos nossos 41 anos, e nós temos uma equipe diferenciada”. Tanto que a Auto Norte foi certificada entre as melhores empresas para trabalhar em Pernambuco.

Galpão da Peça Brasil, de Belo Horizonte (MG)

EMPREENDER

Ao longo desses 41 anos, Cacai passou por diversos planos econômicos, períodos de alta inflação e de desinflação, e ele se lembra bem quando o Plano Real foi criado, em 1º de julho de 1994, quando R$ 1 valia exatamente US$1. “De uma hora para outra, os preços baixaram e tivemos que correr para vender”, recordase. Agora, diz ele, “a inflação está alta e o preço do combustível disparou. No ano passado, houve uma grande falta de mercadorias, mas as margens melhoraram”.

Um cenário que vem se revertendo neste ano. “Com a entrega das mercadorias, as margens estão voltando a patamares muito baixos, não acho ruim a falta de mercadoria, é salutar a falta de produtos, pois se as fábricas produzirem demais elas vão vender de todo jeito, mais quando baixa a margem nós precisamos melhorar as nossas para dar resultado”.

Da pandemia da Covid-19, Cacai comenta o quanto o setor de autopeças é privilegiado por ter sido decretado como serviço essencial. “Nós trabalhamos de forma certa, pois percebemos que no começo íamos sofrer, de fato teve queda nas vendas, mas que a recuperação seria grande e precisávamos só de uma coisa: ficar rigoroso no crédito, não podíamos vender para não receber. Nós temos um grande princípio na Auto Norte: tudo que nós pagamos nós achamos muito e tudo que recebemos, a gente acha pouco”.

VISÃO

Ao lado de Cacai estão os filhos Gustavo (Guga), que cuida do Comercial e de Compras, e Bruna, no Administrativo e Pessoal. “A compra é essencial para que eu tenha um produto melhor para o meu cliente e o Guga está cuidando muito bem desta parte e do comercial. Hoje nós estamos em expansão na parte de compra, que sempre foi com a gente e não abrimos mão disso, como também da comercialização. Toda a negociação com os fornecedores é comigo e com o Guga, até brinco com os fornecedores que a negociação tem que ser boa para os dois: para mim e para o Guga”.

Segundo ele, “é fundamental respeitar o fornecedor e ter a consciência de que ele é o nosso grande patrão para entregarmos uma mercadoria com um preço melhor para os nossos clientes. Se o meu fornecedor me ajudar e confiar no meu trabalho, nós teremos mercadorias para os nossos clientes, e ele (fornecedor) sabe que terei uma entrega melhor e terei que ser mais ágil, isso tudo é

proporcional ao trabalho que eu faço. Percebo que a gente tem que continuar trabalhando sempre com muita dedicação”.

Na visão de Cacai, “dinheiro e crédito têm limites, isso é um fato, mas a credibilidade é o mais importante, o grande impulsionador dos nossos negócios, porque o nosso fornecedor e o nosso cliente vão verificar que o produto que vendemos é o que entregamos, eu valorizo o produto que recebo do fornecedor, e tenho como princípio não falar mal do produto de ninguém”.

Ele também conta do privilégio por terem sido um dos acionistas da Nakata. “Em 2014, o Jorge (Schertel) selecionou os distribuidores que representavam 70% das vendas da Nakata e lhes deu o privilégio de serem acionistas. Na época (em março de 2014) ele conseguiu manter o dólar a R$ 2,42 e em setembro ele já estava em R$ 3,80, ou seja, já entramos ganhando 50%, além disso, nós só pagamos 50% por ação. O Jorge deu uma loteria para todos nós”.

E mais do que isso, destaca Cacai, “por sermos acionistas da Nakata, nós tivemos um respeito muito grande e até dos concorrentes”. Vendida para Fras-Le, em 2019, ele acrescenta que seja qual for o produto que a Nakata coloque no mercado, eles venderão. “Principalmente na nossa região, Nakata é um nome fortíssimo”, conclui.

www.pecabrasil.com.br

Cacai com os filhos Gustavo (Guga) e Bruna

27º SEMINÁRIO DA REPOSIÇÃO AUTOMOTIVA

Digitalização, eletrificação de veículos e novos desafios foram alguns dos temas abordados no evento

o final de outubro foi realizado virtualmente o 27º Seminário da Reposição Automotiva. Promovido pelo Grupo de Manutenção Automotiva (GMA) e organizado pelo Grupo Photon, Rodrigo Carneiro, presidente da Andap, foi o coordenador do seminário. “Muitas mudanças estão acontecendo e a pandemia trouxe ainda mais inovações com o universo digital”, disse ele na abertura do evento. Inovações que foram abordadas pelos participantes, incluindo o consumidor 4.0 e o futuro do varejo, físico, digital ou figital.

“Só há um negócio e ele é figital”, contou Silvio Meira, cientista, professor e empreendedor. Segundo ele, é preciso reorganizar incentivos, times e processos estratégicos de tomada de decisão para habilitar ampla colaboração. “Integrando pensamento e execução figital em todo o negócio, bem como investir em talento para estratégia figital – gestão de produtos, serviços e sistemas, entendimento e atendimento ao cliente, design, engenharia e dados”.

Gerson Prado, presidente da Nexus Automotive International, falou sobre vendas digitais. “O aumento da presença de montadoras

em plataformas de e-commerce já sinaliza a urgência do desenvolvimento de soluções de comércio eletrônico pelas empresas da reposição. Catálogos mais organizados e de fácil consulta serão capazes de ampliar ainda mais as vendas de autopeças na internet”.

Gerson Prado também falou sobre os veículos elétricos. “A tecnologia vai chegar mais tarde no Brasil, encarecendo ainda mais os carros e toda a cadeia de suprimento. O fim dos motores a combustão também vai interferir no negócio da indústria de autopeças, já que a quantidade de peças dentro dos veículos será bem menor”, afirmou o executivo.

Ainda de acordo com ele, “a maior conectividade nos carros também exige atenção à cadeia de suprimentos automotivos, sobretudo à reposição. A telemática fornece às montadoras todas as informações acerca do desempenho do automóvel, pedestres e motoristas. O setor precisa se mobilizar para exigir uma legislação que obrigue montadoras a compartilharem essas informações”.

No conceito de transformação digital, Daniel Ely, CTO e vice-

presidente executivo das Empresas Randon, falou sobre as mudanças na companhia, com base em duas vertentes: inovação incremental, com melhorias ou atualizações feitas nos produtos, serviços, processos ou métodos existentes, e disruptiva. “Os pontos principais na transformação cultural e digital nas Empresas Randon foram: a ressignificação do conceito de inovação, o resgate da essência da liderança e o redesenho da organização. A inovação é para todos! Não tem nome, sobrenome, área ou departamento”.

O CONSUMIDOR

Rodrigo César Parisotto, head TI e produtos digitais da MercadoCar, destacou a importância em olhar de fato para o cliente “É preciso olhar para o cliente para oferecer valor de verdade, entregando respostas ágeis e oferecendo experiências positivas tanto no ambiente virtual quanto digital. Para isso, um banco de dados organizado é muito importante, pois permite a agilidade nas tomadas de decisões e comunicação com quem está na ponta”.

Para Osvaldo Keller, executivo de Tecnologia e Transformação Digital do Grupo DPaschoal, é preciso atender com excelência e resolver os problemas nos canais digitais ou na loja. “A empresa deve seguir os mesmos padrões de comportamento e valores em qualquer modalidade de atendimento. Quem consome são pessoas e é preciso ter empatia com o cliente”. Ainda de acordo com ele, “as redes sociais tornaram os consumidores atuantes e participativos, dando opinião sobre produtos e serviços e que isso tem muita relevância”.

Gerente de Inovação da Cielo, Ana Fusco, falou que hoje o consumidor final tem um poder de decisão e escolha muito maior. “O consumidor é omnichannel. A maneira de se pagar é uma dessas mudanças (maquininha, transferência, Pix). Nesse cenário, não existe uma única alternativa e, por isso, não cabe ao lojista limitar as opções, pois o consumidor é quem vai dizer qual a sua preferência e a tendência”.

Diretor de Vendas e Marketing da Nakata, Sergio Montagnoli, comentou que o consumidor está mais atuante, antes de ir à oficina, ele pesquisa e se informa, e que a indústria conseguiu se aproximar do consumidor por meio dos canais digitais. “Adaptando todo o conteúdo técnico que antes era disponibilizado apenas para os aplicadores para uma linguagem mais simples, com vídeos de dicas de outros materiais”, especificou.

CEO da Car10, que tem como sócia a Webmotors, Fabio Gimenez, explicou a funcionalidade da plataforma digital, que tem como foco facilitar a experiência do cliente para realizar a manutenção, reparação, estética e lavagem do veículo, de forma rápida e segura, usando avançada tecnologia. “São mais de 7000 pontos de atendimento. Entre os diferenciais para o consumidor, descontos de até 25%, garantia adicional, ampla rede qualificada e facilidade de pagamento”.

Para os empresários, a Car10 oferece plataforma de leads,

pool de compras de insumos, APP de operação e antecipação de recebíveis e, entre os diferenciais, novos negócios e incremento de receita, exposição digital, ferramentas digitais, economia na compra de insumos e soluções financeiras.

ENTIDADES

No evento, Rodrigo Carneiro destacou os 50 anos da Andap. “A data é duplamente especial já que a Andap completa 50 anos de história, de apoio ao setor e de superação às transformações, uma proposta do evento, vamos desbravá-las conjuntamente”.

Já o presidente do Sincopeças-SP falou sobre os 80 anos da entidade em prol do desenvolvimento do setor, registrados no lançamento de um livro neste ano, cuja produção editorial foi da equipe do Balcão Automotivo.

Dan Ioschpe, presidente do Sindipeças, comentou que “o avanço da tecnologia vem trazendo e continuará trazendo novos relacionamentos com consumidores, cada vez mais inteligência artificial nos processos, entre outros”, e também sobre os reflexos da pandemia, como a crise de abastecimento de matérias-primas, que afetou o setor de autopeças, a redução da disponibilidade de veículos novos, que estimulou o envelhecimento da frota e a necessidade de manutenção.

Na visão de Antonio Fiola, presidente do Sindirepa Brasil, “o setor deve estar atento às novas oportunidades do mercado com os reflexos da pandemia, como o envelhecimento da frota circulante de veículos”. E mesmo com alguns momentos críticos, Elias Mufarej, coordenador do GMA, contou que o setor vem registrando crescimento, suprindo a demanda da frota. “E novos desafios estão chegando, como digitalização, realinhamento comercial e descarbonização”, alertou.

Presidente do Sicap, Alcides Acerbi Neto falou dos desafios e como o setor de reposição automotiva vem superando-os. “Precisamos continuar nos atualizando, pois há oscilações e escassez de matérias-primas, bem como outras variantes exigindo novas formas de atuação”. Com transmissão ao vivo, a 27ª edição do Seminário da Reposição Automotiva contou com uma audiência de 900 espectadores.

Rodrigo Carneiro, presidente da Andap

Balcão dos Pesados &

Comerciais

TEXTO: REDAÇÃO | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

REMANUFATURA DE PEÇAS EM ALTA

FPT adiciona novos motores ao seu portfólio de remanufaturados; e EATON aponta aumento de 10% em venda de remanufaturados

FPT INDUSTRIAL AMPLIA PORTFÓLIO

REMAN PARA MÁQUINAS AGRÍCOLAS E DE CONSTRUÇÃO

A FPT Industrial amplia o portfólio Reman com a inclusão de novos motores remanufaturados para máquinas agrícolas e de construção, proporcionando maior durabilidade, redução de custos, a mesma performance e a qualidade de um motor novo. Além das novas opções, o Original Reman FPT agora também está disponível em 22 concessionários Case IH e 38 concessionários New Holland Agriculture, ampliando a oferta de norte a sul do País.

Os benefícios do Reman, segundo a fabricante, começam com a agilidade na troca do motor, reduzindo o tempo de equipamento parado. É importante que se entenda que a vida útil do motor é ampliada a um preço competitivo, atendendo a todas as especificações técnicas e de homologação dos motores novos FPT, com garantia de fábrica de um ano. E isso faz toda a diferença, principalmente em tempos difíceis.

REMAN FPT ABRANGE 29 MOTORES DAS FAMÍLIAS S8000, NEF E CURSOR

“O Reman FPT tem a opção de remanufatura do motor completo ou do Long Block, o que representa uma economia significativa se comparado à necessidade de troca por um motor novo completo. Além do menor tempo de troca, permite ao cliente um orçamento imediato, no

momento da avaliação do motor usado”, explica o especialista de Marketing e Produto da FPT Industrial, Edinilson Almeida.

Lançado no Brasil em julho, o Original Reman aproxima a FPT Industrial a cada tipo de missão do segmento off-road. Com a ampliação da oferta, abrange 29 motores das famílias S8000, NEF (N45 e N67) e Cursor (Cursor 9), de modelos Case IH, CASE, New Holland Agriculture e New Holland Construction. Globalmente a FPT já é reconhecida neste mercado, com fábricas dedicadas em Garchizy, na França, e em Springfield, nos Estados Unidos.

ORIGINAL REMAN FPT

O Reman começa com a inspeção do motor, que é desmontado e passa por uma avaliação técnica, seguindo para um processo de limpeza customizado, que aplica metodologia sustentável. Na sequência é realizada a certificação, verificando a conformidade do motor, por meio de uma análise funcional.

O processo continua com a integração de novos componentes, seguida da montagem, mesmo método aplicado na produção de um motor novo, com qualidade FPT assegurada. Por fim, o motor remanufaturado é testado com uma análise customizada, entregando o mesmo desempenho original de fábrica.

Mais Informações: https://www.fptindustrial.com/global/pt

A FPT Industrial amplia o portfólio Reman com a inclusão de novos motores remanufaturados para máquinas agrícolas e de construção

O Reman começa com a inspeção do motor, seguindo para um processo de limpeza customizado. Também é realizada a certificação, verificando a conformidade do motor

A ECOBox® passa pelos mesmos testes de uma caixa nova e, além disso, tem o mesmo tempo de garantia, que é de um ano. Componentes de desgastes, como rolamentos, vedadores e anéis-trava, por exemplo, são sempre trocados

PORTAL DE LOGÍSTICA

REVERSA DA EATON

ECOBox® - Mais Informações: www.eaton.com/br/pt-br.html

O Portal de Logística Reversa da EATON, plataforma de gerenciamento do processo que envolve a linha ECOBox® - caixas de câmbio remanufaturadas da empresa - tem mostrado como a digitalização facilitou um fluxo complexo de logística, garantindo mais segurança, transparência e satisfação ao cliente ao longo das etapas. Desde que lançado, as pendências com cascos despencaram em 60%, enquanto o retorno deles subiu para 30%.

Segundo Felipe Bolognesi, gerente de produtos e inteligência de mercado do Aftermarket da EATON, “o processo de remanufatura envolve o fabricante, distribuidor e o cliente final, que pode ser uma oficina, ou mesmo uma frota. A devolução do casco, que é a caixa retirada do caminhão e que será substituída, é uma etapa importante desse fluxo e que garante um desconto relevante, com um preço mais competitivo a toda essa cadeia”.

Ainda conforme o executivo, “a digitalização desse processo trouxe facilidade e disciplina, e gerou mais confiança ao cliente, que agora acompanha virtualmente o status e prazos de cada componente”, explica. No ano de 2021, para se ter uma ideia, o Aftermarket da EATON apontou um aumento de 10% nas vendas das remanufaturadas, considerando a ECOBox® e as Embreagens.

De acordo com Thiago Sabino, coordenador de projetos da Morelate, distribuidora de peças para caminhões e ônibus, o momento desafiador da pandemia e escassez de peças levaram os clientes a optarem pelas remanufaturadas. “O mercado vem buscando baixar o custo, mas sem perder a qualidade. Com isso, as remans entram como a solução perfeita, pois entregam preços mais competitivos com o mesmo padrão de uma peça nova”.

Completando, Sabino diz que “percebemos que ao longo desse período, muitos clientes que até então tinham uma certa resistência por esses componentes, agora comprovaram sua qualidade. Acreditamos que essa procura deve continuar mesmo após essa fase de dificuldade com novas peças”, comenta. E essa crescente também tem sido vista em outros setores da nossa economia.

CLASSIFICAÇÃO POR NÍVEIS E PADRÃO DE QUALIDADE

Para garantir mais transparência e competitividade ao processo, a EATON conta com uma classificação dividida em três níveis de qualidade do casco: A, B e C. Sendo “A” o nível em que o casco está em melhor condição e “C”, o que exige substituição de mais componentes – clientes com cascos em melhores condições pagam menos pela transmissão remanufaturada.

A primeira avaliação é realizada pelo mecânico, através de um checklist que ele deve obter em qualquer distribuidor ou Posto de Serviço Autorizado EATON. A empresa busca o casco no próprio distribuidor e reavalia a caixa na sua fábrica, seguindo os mesmos critérios, para confirmar a condição do componente recebido.

“A ECOBox® passa pelos mesmos testes de uma caixa nova e, além disso, tem o mesmo tempo de garantia, que é de um ano. Componentes de desgastes, como rolamentos, vedadores e anéis-trava são sempre trocados.

O processo contempla padrões rígidos de análises e o objetivo final é que o produto tenha exatamente a mesma qualidade de uma nova”, finaliza Bolognesi.

Texto: Redação | Foto(s): Divulgação

FROTA DE ÔNIBUS ELÉTRICOS

BYD ADL ENVIRO400EV OPERA COMO TRANSPORTE VIP PARA LÍDERES MUNDIAIS NA COP26

Os ônibus BYD ADL 100% elétricos estão desempenhando um papel importante na COP26, a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática em Glasgow. Uma frota de dez ônibus BYD ADL Enviro400EV de dois andares forneceu transporte VIP com emissões zero para os líderes mundiais, incluindo o Primeiro Ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e o Secretário Geral da ONU, António Guterres.

CUMMINS ANUNCIA VERSÃO

MAIS POTENTE DO QSB 6.7 PARA O MERCADO AGRÍCOLA

A Cummins Brasil, responsável por dar vida aos maquinários e ao segmento com soluções que incluem motores, filtros, turbos e grupos geradores, anuncia a evolução do motor QSB. O produto chega ao mercado ainda neste ano. Pertencente à linha de motores médios, o QSB 6.7, antes de 270 hp, agora conta com 295 hp, com torque de 1.051 Nm (anteriormente 990 Nm), atualizações que trouxeram redução de consumo de combustível.

MARCOPOLO CONQUISTA PRÊMIO AUTODATA 2021

A Marcopolo conquistou o Prêmio AutoData 2021 na categoria Produtor de Carroçaria e Implementos (Caminhões e Ônibus). Esta é a 19ª vez que a empresa é agraciada, desta feita por se destacar pelo sucesso e desenvolvimento da plataforma de soluções BioSafe que, além de minimizar os impactos do novo coronavírus, possibilitou o transporte seguro, impedindo a contaminação dentro e fora dos ônibus.

GOODYEAR CARGO MARATHON 2 É EQUIPAMENTO ORIGINAL DA NOVA FORD TRANSIT

Reconhecida pelo desenvolvimento de pneus inovadores, seguros e de alto desempenho, a Goodyear anuncia que os pneus da linha Cargo Marathon 2 equipam originalmente a nova Ford Transit 2022, já à venda no Brasil. A linha foi lançada no Brasil em 2018 para atender as principais demandas dos consumidores e profissionais do segmento e segue os mais rigorosos requisitos das montadoras, a exemplo da Ford.

EMPRESAS RANDON PROMOVEM ENCONTRO COM FORNECEDORES E PREMIAM BOAS PRÁTICAS EM SUSTENTABILIDADE, INOVAÇÃO

Foram conhecidos em 3/11 os vencedores do Supllier Awards Empresas Randon, edição 2021. A premiação reconheceu, em três categorias, os destaques entre os fornecedores da companhia. Usiminas, PPG Industrial do Brasil e Kongsberg Automotive foram as companhias agraciadas nas categorias Sustentabilidade com Foco no Processo Produtivo, Inovação e Tecnologia e Competitividade, respectivamente.

BRIDGESTONE INAUGURA DOIS TRUCK CENTERS EM MINAS GERAIS

A Bridgestone anuncia parceria com as redes concessionárias de Caminhões Mason, de Governador Valadares (MG), e Monvep, de Montes Claros (MG). Agora, os Truck Centers Bridgestone contam com profissionais especializados para a realização de serviços gerais de borracharia e venda de pneus novos. Para Marcos Aoki, diretor de Vendas da Bridgestone, a inauguração de dois Truck Centers Bridgestone amplia a Rede Autorizada da marca pelo País. “Estamos orgulhosos em anunciar que nossos clientes caminhoneiros e frotistas contam com mais duas unidades para a realização de

serviços em seus veículos”, afirma o executivo. “Desejamos que a nossa parceria seja próspera com a Monvep, em nossa primeira unidade de Montes Claros, e com a Mason, em Governador Valadares, e fortalece a presença da Bridgestone e da Bandag na região de Minas Gerais”, conclui Aoki.

Mason Trucks, localizada em Governador Valadares (MG)
Monvep Caminhões, de Montes Claros (MG)

VOLARE DESENVOLVE MICROÔNIBUS QUE POSSIBILITA A INCLUSÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NO MERCADO DE TRABALHO

A Volare desenvolveu para o Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo um Volare New Attack 8 especialmente para o treinamento e habilitação de pessoas com deficiência para processo de habilitação da Categoria D. O veículo foi entregue em 26/10 em cerimônia que marcou o lançamento da terceira fase do programa CNH Social, com a presença do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande.

VOLVO INICIA PRODUÇÃO EM SÉRIE DOS NOVOS CAMINHÕES FH, FM E FMX NO BRASIL

Em 25 de outubro, começou a produção da nova linha de caminhões pesados Volvo na fábrica de Curitiba (PR). Considerada referência mundial em eficiência e qualidade dentro do Grupo, a unidade industrial da marca no Brasil aprimorou ainda mais seus conceitos de Indústria 4.0, com avanços na digitalização dos processos produtivos, robótica avançada, uso intenso de tecnologias de dados, entre outros.

ALLISON EXPÕE NA WASTE EXPO BRASIL, MAIOR EVENTO DO PAÍS COM FOCO NA GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS

FORD TRANSIT TEM PACOTE GRATUITO DE REVISÃO E PEÇAS COMO OFERTA DE LANÇAMENTO

A Ford anunciou uma oferta especial de lançamento da Transit, que começou a ser vendida na versão de passageiros, ou minibus. Os clientes que adquirirem as primeiras 350 unidades da van receberão como cortesia o pacote Ford Protect Manutenção Premium, que inclui as três primeiras revisões e peças de desgaste do veículo pelo período de 36 meses ou 60.000 km (o que ocorrer primeiro).

A Allison Transmission esteve presente na Waste Expo Brasil, evento do setor de gestão de resíduos sólidos que reuniu fabricantes de máquinas, veículos, equipamentos, implementos, fornecedores e prestadores de serviços especializados, além de visitantes qualificados dos setores de limpeza, saneamento e reciclagem, e aconteceu de 26 a 28/10, no Expo Center Norte, Pavilhão Amarelo, na Capital Paulista.

DAF CAMINHÕES BRASIL

ANUNCIA FERNANDO PLANCA COMO NOVO GERENTE DE COMUNICAÇÃO E MARKETING

A DAF Caminhões Brasil comunica a chegada de Fernando Planca para a posição de Gerente de Comunicação e Marketing da companhia. O cargo foi anteriormente ocupado por Rúbia Ribeiro, transferida para a Peterbilt, marca do Grupo PACCAR, com sede no Texas, nos Estados Unidos, no mês de setembro. A história de Fernando com a DAF começou em 2013, quando iniciou o trabalho como assessor de imprensa da marca, em agência de comunicação.

60 ANOS DA COBREQ NO BRASIL

São mais de 6 mil aplicações e cerca de 1300 produtos diferentes, que atendem grande parte da frota de automóveis, caminhões e motocicletas

ACobreq foi fundada em 28 de outubro de 1961, na cidade de São Paulo, pelo imigrante português Manoel Joaquim D’Almeida, a fabricante iniciou produzindo equipamentos para mergulho. Um ano mais tarde, a indústria automobilística apresentava crescimento e, com isso, a Cobreq passou a produzir materiais de fricção e lonas para freios. Pouco mais de sete anos depois, ela já se destacava por lançar a primeira pastilha de freios para automóveis no Brasil e, em 1975, começou a fornecer também para o mercado de motocicletas.

“Outro destaque industrial ocorreu em 1984, quando a Cobreq inovou ao ser a pioneira na fabricação de pastilhas de freios livre de amianto. A peça inédita no Brasil estreou como equipamento original no Ford Escort. Uma recente inovação da Cobreq foi o

lançamento das pastilhas de cerâmica, uma tendência mundial que produz menos sujeira nas rodas e proporciona uma experiência confortável e silenciosa, devido à baixa emissão de ruído”, conta Edilson Jaquetto, vice-presidente das Américas na Cobreq.

PORTFÓLIO – A Cobreq faz parte do grupo TMD Friction, que fabrica mais de 1 milhão de produtos todos os dias. “São soluções especialmente projetadas e formuladas para aplicações específicas atendendo tanto montadoras quanto o mercado de reposição, para uma variada gama de veículos. No Brasil, a Cobreq atende grande parte da frota de automóveis, caminhões e motocicletas. São mais de 6 mil aplicações e cerca de 1300 produtos diferentes”.

ESTRUTURA – A Cobreq conta com cerca de 600 colaboradores

no Brasil e, em outubro de 2017, com investimentos de R$ 142 milhões foi inaugurada a fábrica em Salto (SP), em uma área total de 100.000 m², sendo 32.000 m² construídos. “Na linha de produção são produzidas pastilhas e lonas de freio das linhas leve, pesada e para motocicletas. Vale reforçar que a Cobreq é líder no fornecimento de equipamento original para a linha leve de veículos e com importante participação no mercado de reposição. Antes da nova unidade, manteve a sua linha de produção por cerca de 40 anos em Indaiatuba, cidade vizinha”, diz .

INDÚSTRIA 4.0 – Jaquetto destaca que a Cobreq está na vanguarda de uma série de inovações. “Nossos principais diferenciais são a tecnologia e a inovação, além da qualidade e dos serviços atrelados às diversas linhas de produtos comercializados presentes em automóveis, veículos comerciais, utilitários, motocicletas, carros de corrida e na indústria”.

Segundo ele, o objetivo é desenvolver a solução técnica perfeita para a aplicação do produto em cada modelo. “Todos os nossos processos são conduzidos com excelência por meio de soluções eficazes, confiáveis e seguras de frenagem. Os números mostram que mais de 200 milhões de motoristas, do mundo todo, contam com a TMD Friction para garantir uma viagem segura e confortável todos os dias. Logo, é possível dizer que entregamos soluções 4.0 e que estamos acompanhando de perto toda a parte do processo, desde a produção, até a entrega do produto final”.

ESG – Sobre as boas práticas de ESG, traduzindo para o português, Ambiental, Social e Governança, Jaquetto comenta que a Cobreq já nasceu com o DNA do ESG. “Em 1984, por exemplo, fomos a primeira em lançar pastilhas de freios livre de amianto. Para se ter uma ideia, o minério, também conhecido como asbesto, foi muito utilizado pela indústria por conter grande resistência mecânica, inclusive a altas temperaturas, a ataques ácidos e a bactérias, mas só foi proibido de ser utilizado em 2017”.

Ele destaca que sempre com esse pensamento ambiental inserido em seus pilares, em 2001, a Cobreq conquistou a certificação ISO 14001, que consiste na criação de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) para proteger o meio ambiente, avaliar os impactos e, ao mesmo tempo, criar uma estratégia, proporcionando desenvolvimento sustentável.

“Os benefícios da implementação desse sistema são a redução de custos em função de uma mentalidade sustentável, o aumento

da competitividade da empresa no mercado e maior eficiência na fabricação de produtos. Outra certificação no mesmo período foi a IATF 16.949, norma que reúne requisitos para um Sistema de Gestão da Qualidade focado em empresas da cadeia automotiva”, explica.

PILARES – Nas palavras de Jaquetto, segurança, qualidade, inovação & tecnologia, esses são alguns pilares que há 60 anos sustentam a marca Cobreq e fazem dela uma das maiores fornecedoras em itens para sistema de freios para montadoras e mercado de reposição. “Ela é referência mundial, destacando-se como especialista em tecnologia de fricção, atendendo inclusive o mercado internacional, para todos os segmentos: veículos de passeio, comerciais (caminhões e ônibus) e motocicletas, sempre investindo para o alcance da satisfação dos clientes e inovações para o mercado”.

RELACIONAMENTO – Jaquetto coloca que os aplicadores estão cada vez mais especializados e conhecedores das tecnologias que fazem a diferença na instalação, no desempenho e, principalmente, na segurança dos veículos. E quando um aplicador utiliza uma marca, ele necessita ter a confiabilidade. Por isso, “a cada nova recomendação, a cada nova comprovação de que oferecemos um produto de qualidade e que atende às expectativas ganhamos mais um aplicador parceiro. É assim que construímos a confiabilidade que torna a nossa marca presente em oficinas em todo o País”.

Por isso, acrescenta o executivo, “sabemos da importância dos varejistas que compõem a nossa cadeia e que são tão importantes para que nossos produtos cheguem até o aplicador. Desde os distribuidores, o varejo, os balconistas, que muitas vezes são decisivos na hora da escolha pelo nosso produto perante o aplicador, até o consumidor final, o dono do veículo. Precisa ser um ciclo de relacionamento muito bem estruturado, para que todas as etapas estejam em sintonia”, finaliza.

Edilson Jaquetto, vice-presidente das Américas da Cobreq
Linha de Produtos Cobreq

BALANÇO E PERSPECTIVAS PARA ESTE FIM DE ANO

Assista à live acessando o QR CODE

“Existe a hipótese de o Brasil chegar à incrível marca de 16 milhões de veículos seminovos (vendidos). É isso o que movimenta o nosso mercado”, diz Marco Flores

Oconvidado especial na live de número 100, do Balcão Automotivo, foi Marco Flores, fundador da 2D Consultores Associados. Com o título: “As impressões sobre o mês de outubro e as expectativas para o último bimestre de 2021reposição automotiva”. Ele traçou um panorama do setor neste ano, falou sobre as grandes oportunidades para o varejo, principalmente pela expansão das vendas de veículos seminovos e também deu dicas para gerir o estoque.

Começando pelo segundo semestre, Flores destacou que julho foi

o melhor mês para o ano, repetindo a série histórica do setor que ele acompanha nos últimos doze anos, o que sinalizaria que o segundo semestre alavancaria as vendas, o que ainda não aconteceu. “O mercado, de forma geral, apresentou uma desaceleração anormal em agosto e essa anomalia se intensificou em setembro e foi um pouco sanada em outubro”.

Ele expôs que o número de negócios realizado no varejo diminuiu em 3,93%, ou 4%, em média, comparando o mês de julho até o dia 26 de outubro deste ano. “Uma desaceleração de 4% é um número

Por: Karin Fuchs e Silvio Rocha | Foto(s): Divulgação

assombrosamente alto”. Conforme ele explicou, até o 18º dia do mês, o varejo trabalha para pagar as contas, a partir do 19º ele gera resultado econômico, restando apenas seis dias para que isso aconteça, considerando 25 dias úteis, com a inclusão dos sábados.

“Se pegar 100, que é o total de faturamento e dividir por cinco dias úteis, que é a média, você vê que em cada um dos dias, em média, o varejo fatura 4% de sua receita e como ele diminuiu na ponta 4% de sua operação, ele perdeu tecnicamente um dia útil”. O que faz com que a DRE (Demonstração do Resultado do Exercício) seja afetada negativamente na empresa em um número próximo a 18% a 20% e, ainda, refletindo em toda a cadeia.

“O distribuidor é altamente impactado por um fator emocional, que faz com que a redução de compras dele (varejista) tenha uma progressão geométrica, ou seja, não de 4%, mas muito maior, porque a percepção dele é que não está bom. Esse número do distribuidor para a indústria também tem uma grande afetação e passa por uma desaceleração muito maior. O epicentro do problema nasce com uma redução de 4% no varejo, exponencial na distribuição e com um exponencial elevado para a indústria”.

DESABASTECIMENTO

Ao que tudo indica, a falta de semicondutores e chips, que tem afetado diretamente as montadoras, tende a permanecer pelos próximos meses. Flores explicou que 54% dos semicondutores e chips são fabricados em Taiwan, (somente a TSMC detém 70% da produção mundial de chips automotivos) e a fábrica da Renesas Electronics, (também uma das maiores fabricantes de chips automotivos do mundo) pegou fogo neste ano. Além disso, Taiwan passa pela maior crise hídrica dos últimos 50 anos.

“Neste momento há um desabastecimento claro, sem a menor possibilidade de reversão nos próximos meses para o reabastecimento de microchip e semicondutores. Um carro, ainda que básico, tem uma composição enorme de semicondutores e o problema não é só esse, mas também pouco falado, que é o da liga de alumínio e da liga de magnésio. O desabastecimento será muito maior e mais pulsante do que está sendo com os semicondutores. Nós perceberemos que as montadoras não ficarão paradas em dezembro 10 dias, mas 30 dias”.

Como exemplo, ele citou a Hyundai na Coreia do Sul. “Ela está com a sua produção absolutamente

parada pela falta de alumínio. 85% das ligas de alumínio são fabricadas na China, das 50 fábricas, 35 estão fechadas por falta de energia. O planeta vive uma crise de energia, o que está afetando pesadamente o setor de veículos zero quilômetro”.

OPORTUNIDADES PARA O VAREJO

Diante de todo esse cenário acima exposto por Flores, ele disse que o mercado de reposição automotiva é extremamente beneficiado. “Especificamente em 2019, de 1º janeiro a 30 de setembro, o Brasil comercializou em torno de 10,6 milhões de veículos seminovos. Neste ano, chegou à marca de 11,7 milhões de veículos, o maior da série histórica, e nesse último trimestre é possível que o Brasil comercialize em torno de 4,5 milhões de veículos. Se esse fato ocorrer, existe a hipótese de o Brasil chegar à incrível marca de 16 milhões de veículos seminovos (vendidos). É isso o que movimenta o nosso mercado”.

GESTÃO DO ESTOQUE

Para proteger o estoque em um momento inflacionário, Flores deu algumas dicas. “Eu precificaria o meu preço de venda tendo como atribuição o último preço de custo, eu não utilizaria o custo médio. Se vivemos um processo de viés inflacionário, o certo para corrigir o patrimônio, a conta patrimonial, é fazer o preço de venda pela última conta como balizador”.

Mas com algumas variantes: “Uma empresa que faz 8 mil vendas por mês é uma loja excepcional. Se eu tivesse uma loja assim, eu faria exatamente isso (usar o último preço de custo). Mas se ela fizer entre 4 mil até 6 mil vendas por mês, eu escolheria em quais itens, mas não faria isso com amortecedores e embreagens”, exemplificou.

Dos exemplos citados, ele esclareceu que embreagem é um item de eficácia imediata, quem cota compra para resolver o problema do veículo parado, e no caso do amortecedor, é um produto de eficácia programática, cotado em mais de uma loja. Em suma, Flores sugeriu usar para produtos de revisão o último preço de compra.

Quase no final da live, Flores deu uma dica para os varejistas prosperarem. “O que faz a empresa prosperar é a perseverança, coragem, não desistir e ter obstinação pelo que você procura”.

Marco Flores, fundador da 2D Consultores Associados

RISO: A MELHOR FORMA NATURAL DE COMBATER O

ESTRESSE

Representante Comercial de conceituadas empresas do setor de autopeças, Paulo Barddal tem disseminado a técnica da Yoga do Riso com excelentes resultados

Odia 6 de novembro é considerado o Dia Nacional do Riso. O riso é o melhor remédio natural para combater o estresse, a tensão, melhorar o humor e, ainda, ele conecta pessoas. No ritmo frenético em que a cobrança por resultados é frequente, um dos caminhos para praticá-lo é através da Yoga do Riso. A técnica foi criada em 1995 pelo médico indiano, Dr. Madan Kataria.

Curitibano e representante comercial das marcas Corteco, Micronair, Bovenau e VDP, Paulo Barddal, está no setor de autopeças há 25 anos e, desde 2018, pratica e dissemina essa técnica, não apenas para quem está no setor, mas também para empresas de outros segmentos, escolas, clínicas, entre outros. Ele foi o responsável por inserir a metodologia no Hospital do Cajuru e no Hospital do Trabalhador, ambos em Curitiba (PR). Em 2020,

ele recebeu do próprio Dr. Madan Kataria o título de Embaixador Internacional do Riso.

No setor de autopeças, tudo começou quando ele fez uma palestra técnica da Corteco e, para quebrar o gelo, ele propôs aos participantes a Yoga do Riso. “Fiquei impressionado com a adesão do pessoal”. De lá para cá, ele passou a conduzir os exercícios do riso nos encontros e treinamentos do setor, passando a ser chamado pelos seus colegas como Anjo do Riso.

“Eu faço um trabalho bastante diferenciado para nosso ramo de autopeças, levo para distribuidores, varejistas, aplicadores e em palestras técnicas essa ferramenta, onde mostro a importância do bom humor no ambiente de trabalho. O meu propósito é espalhar a risada em nome da paz mundial”, afirma.

Pelos dados divulgados pela International Stress Management Association (Isma- BR), cerca de 70% da população economicamente ativa no Brasil têm sintomas de estresse, o que provoca várias alterações importantes no corpo, que podem resultar em doenças. “A cobrança pela alta performance é um liquidificador humano e, se deixarmos, nós somos moídos. Quando rimos, nós mudamos, e quando rimos, o mundo muda com a gente”.

MAIS LEVEZA – Barddal explica que a Yoga do Riso funciona como uma meditação que leva a um relaxamento muito grande. “Quando a gente ri, a gente não pensa, perdemos o julgamento, o tentar ser melhor do que o outro, o querer chegar na frente, dando lugar ao querer chegar juntos. O riso conecta as pessoas e o principal dentro do nosso ramo é a resiliência”.

Segundo ele, é preciso encher o tanque de energia positiva, pelo riso, e a partir disso enfrentar os desafios do dia a dia. “Tem que ter a resiliência e com o tanque um pouco mais cheio, fica um pouco mais fácil passar pelos desafios. É difícil a concorrência no nosso setor e cumprir as metas, mas dá para ser mais leve. A vida pode ser mais leve”.

NA PRÁTICA – A Yoga do Riso é uma rotina de exercícios única que combina o riso incondicional com respiração yogui (Pranayama). O riso é inicialmente simulado, como exercício físico, enquanto os participantes mantêm contato visual com todos do grupo, promovendo uma atmosfera infantil. Na maioria dos casos, isso logo leva a risos reais e contagiosos.

“Na Yoga do Riso, não usamos nem humor, nem piada e nem comédia. A nossa técnica é um riso exercitado, e o nosso lema é: “finge, finge, até que atinge”. Mostramos que não se pode rir do outro, mas rir com o outro. Dessa forma, conectamos pessoas e construímos pontes ao invés de muros”.

COMPROVAÇÃO – O riso induz o nosso corpo a liberar endorfina, hormônio responsável pela sensação de bem-estar. Dr. Madan Kataria, que já estudava há anos os benefícios do riso à saúde, deparou-se com a história de um jornalista americano, Norman Cousins, que sofrera muito de estresse, tendo sido diagnosticado com uma doença terminal em 1964.

“Ele pensou que se substituísse por situações mais positivas, o estresse poderia diminuir. Esse jornalista começou a ver alguns filmes de humor e ele percebeu que quando ria por dez minutos, ele conseguia dormir duas horas sem sentir dor. E o médico descobriu que o nosso cérebro não diferencia um riso real de um riso simulado, trazendo os mesmos benefícios”.

Cousins morreu aos 75 anos, em 1990. E, para finalizar, Paulo Barddal costuma usar uma frase do poeta, dramaturgo e estadista francês: “O riso é o sol que varre o inverno do rosto humano”.

Acesse o site e conheça mais sobre o trabalho desenvolvido por Paulo Barddal: https://www.paulobarddal.com.br/

Paulo Barddal aplica a Yoga do Riso
Barddal conduz exercícios do riso nos encontros e treinamentos do setor de autopeças, passando a ser chamado pelos seus colegas como Anjo do Riso

Comportamento

por: Valtermário Rodrigues

HOMEM E MÁQUINA

CADA VEZ MAIS CONECTADOS

or uma questão de saúde, o médico suspende completamente o uso de cafeína por um paciente que está acostumado a tomar café durante anos e anos.

Ao parar de ingerir cafeína, segundo estudos do Hospital Universitário Johns Hopkins, a depender da quantidade diária de consumo, os sintomas podem variar, sendo os mais severos os de abstinência.

Certamente, o café fará falta ao indivíduo que está acostumado a usá-lo, rotineiramente, entretanto, há opções que podem substituí-lo,

sendo o café descafeinado o mais comum.

Em outro contexto, também por uma questão de saúde, a pandemia impôs a suspensão momentânea de visitas presenciais pelos profissionais da área de Vendas.

As visitas para estreitamento de relações, tomar um café com o cliente, concretizar uma venda presencial..., por força das circunstâncias, foram substituídas pelos atendimentos online.

Ainda assim, temos a comemorar o fato

de a tecnologia permitir contatos e vendas online, lives, o home office, etc.

Imagine o quão mais difícil deve ter sido aos vendedores que vivenciaram pandemias em épocas quando não existiam as facilidades que a telefonia celular e internet trouxeram ao mundo moderno?

Naquela época, quais alternativas restariam aos caixeiros-viajantes?

Os caixeiros-viajantes eram o elo vital entre indústria, comércio e consumo, empregado que normalmente recebia comissões sobre as vendas de produtos que seriam entregues depois.

As vendas online, na verdade, são uma tendência que já vinha se concretizando bem antes da chegada da pandemia, seja no mercado automotivo, seja nos diversos outros mercados.

Relato da rotina atual de um representante comercial: “no primeiro horário da manhã, após o café, se dirige ao escritório montado em sua própria residência. Tranquilamente, sem o stress do trânsito, liga o computador, abre o arquivo de catálogos eletrônicos, acessa o portal de vendas, verifica os pedidos em andamento que foram transmitidos diretamente pelos clientes e inicia os contatos para concretizar novas vendas, através de telefone, skype e e-mails. Seu

Você conhece as Polias Roda Livre?

A polia roda livre do alternador é um componente cada vez mais presente nos motores de última geração. Sua principal função é transmitir a rotação do motor para o alternador através da correia, transformando a energia mecânica em energia elétrica, para que seja gerada a carga necessária para bateria do veículo.

Desta forma, permite-se que o rotor da polia gire livremente e, nos casos de desacelerações bruscas, ou paradas do motor, ela evita que a correia patine, gere ruído, ou cause alguma abreviação de sua vida útil.

Uma polia roda livre em perfeito estado e de boa qualidade, também assegura o baixo nível NVH (ruído, vibração e aspereza), proporcionando maior conforto na condução do veículo, o que também contribui com aumento da vida útil dos demais componentes do sistema, além de economia de combustível e redução de emissões.

Assim como todos os outros produtos fabricados pela Dayco, as polias Roda livre da marca oferecem um excelente custo x benefício e atendem a todos os padrões das montadoras, garantindo maior segurança, eficiência, durabilidade e originalidade.

Como saber se está na hora de fazer a manutenção nas polias roda livre do veículo?

Dentre os principais diagnósticos, temos:

• Desgaste prematuro nos ribs da correia Poly-V: provocando ruído e desfiamento. Em alguns casos, fazendo com que ela vá de encontro à correia sincronizadora, ocasionando a perda de sincronismo do sistema, gerando danos ao cabeçote.

• Quebra da carcaça em alumínio do tensionador: ocorre devido à polia roda livre não conseguir absolver os picos de carga e vibrações do sistema, ocasionando atrito direto entre as bases fixas e móveis do tensor, acarretando sua quebra, comprometendo seu funcionamento e danificando os demais componentes do sistema.

Para exemplificar a importância da manutenção preventiva no caso das polias roda livre, podemos utilizar o veículo Amarok 2.0 16v TDI de 2011 em diante.

A Dayco disponibiliza atendimento técnico especializado através do telefone 0800 772 00 33, ou WhatsApp: (11) 99385 1313.

Nesta aplicação, indicamos a polia roda livre Dayco ALP2434. Para evitar que os diagnósticos acima aconteçam, ela precisa ser verificada e trocada imediatamente a qualquer sinal de desgaste.

Para maiores informações sobre a Dayco e seus produtos, acesse o website da empresa: www.dayco.com.

HOMEM E MÁQUINA CADA VEZ MAIS CONECTADOS

filho, que atua com assistente de vendas, a partir do horário vespertino, quando chega da faculdade, é o responsável pelo pós-vendas e captação de novos clientes.

Ciente da importância de manter um bom relacionamento com os clientes, o representante comercial segue uma agenda semanal e a cada dois dias realiza algumas visitas presenciais, para tomar um café, fechar uma venda se porventura o cliente apresentar uma necessidade no ato da visita, trocar ideias sobre possíveis novidades da empresa e do mercado, receber feedback sobre a operacionalidade do sistema, enfim”.

Muitas empresas já intencionavam partir para as vendas online. A pandemia, na verdade, acabou por antecipar muitos projetos que estavam guardados ou em andamento.

A tendência é que o atendimento online cresça a cada dia. As empresas que anteciparam os projetos puderam perceber que esse é um caminho sem volta, embora os atendimentos presenciais devam acontecer em paralelo, afinal, muitos clientes valorizam bastante essa forma de atendimento.

Às empresas do ramo automotivo, essa tendência deve se consolidar de forma bem mais efetiva, considerando que, com todas as dificuldades, o volume de faturamento se manteve em níveis bastante aceitáveis.

O custo das empresas com deslocamentos da equipe de vendas, custos fixos e operacionais, etc. foram significativamente reduzidos por conta dos atendimentos online, isso sem que houvesse uma perda significativa no faturamento, fato que compensa o investimento para implantação, bem como o tempo de retorno.

A evolução tecnológica não deve privar o cliente que prefere ser atendido de forma

presencial, bem como as empresas devem investir em facilidades para o cliente que prefere o atendimento online, portanto, o atendimento híbrido (presencial e online) deve ser o caminho ideal para o comércio de forma geral.

Imagine as seguintes situações:

• O representante comercial chega ao cliente para apresentar o sistema de vendas online e sugere uma simulação. O cliente pede para escrever no sistema de busca a seguinte descrição de produto: “burrinho” de freio do gol – ano de fabricação 2012. A busca certamente não logrou êxito, porém, essa é uma questão de tempo para adaptação, afinal, como dissemos anteriormente, esse é um caminho sem volta.

• O representante comercial visita o cliente para tentar fechar uma venda, e ao chegar na recepção, é informado que o comprador está ocupado em uma reunião virtual e que todas as compras da empresa são realizadas de forma online através das plataformas de determinados distribuidores.

Ao homem de vendas, acostumado com os contatos presenciais, visitas rotineiras aos clientes, de início pode ter apresentado problemas, tais como: ansiedade, irritabilidade, stress, perda de produtividade, enfim..., porém, esse processo de adaptação, por força da evolução tecnológica, que contempla vendas online sem eliminar os contatos presenciais, traz benefícios para ambas as partes, seja em relação à redução de custos, ganho de tempo, processos logísticos... afinal o mercado é bastante dinâmico.

Lembra-se da época em que um office boy passava horas na fila de uma agência bancária para efetuar dezenas de pagamentos?

Lembra-se do Representante Comercial

que viajava em um dia de segunda-feira para visitar clientes em diversas cidades; tirava os pedidos e encaminhava para a empresa via telex e depois por fax (grande avanço tecnológico da época), para providenciarem todo o processo logístico até a mercadoria chegar ao cliente e só retornava à sua base aos finais de semana?

Lembra-se das lojas que vendiam com notinhas e/ou cheques pré-datados? Pois é! As máquinas de cupom fiscal; de cartões de crédito; pix, código de barras, etc., quer seja por imposição fiscal ou necessidade de rapidez no retorno financeiro são presenças indispensáveis em todo e qualquer tipo de comércio, até mesmo no comércio realizado por vendedores ambulantes.

A cada dia essas histórias fazem parte do passado. Na palma da mão, de um aparelho celular, as pessoas conseguem resolver inúmeros assuntos.

Aconteceu esse mês de novembro, no Brasil, o leilão 5G. A nova tecnologia é a quinta geração de conexões de internet móvel com maior alcance e velocidade. A rede 5G permitirá a interconexão entre mais dispositivos em simultâneo e promete mudar a vida das pessoas e empresas. É estimado que a tecnologia 5G seja capaz de entregar velocidades 50 a 100 vezes maiores.

Há algum tempo, bem antes da pandemia, o homem (pessoas físicas e jurídicas) descobriu a possibilidade de realizar várias coisas ao mesmo tempo, sem esquecer ou se afastar do lado humano, afinal, o homem e a máquina estão cada vez mais conectados.

*Analista Administrativo Sênior da Distribuidora Automotiva S/A – Filial Salvador; Bacharel em ADM; MBA em Gestão de Empresas; MBA em Liderança Coaching; Co-autor dos livros “Ser Mais Inovador em RH” – “Motivação em Vendas” e "Planejamento Estratégico para a Vida”

CARROS ELÉTRICOS NO BRASIL

UMA AGENDA NECESSÁRIA

PARA A MAIOR PRESENÇA DOS CARROS ELÉTRICOS NA FROTA

Em 2018, na 24ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 24), em Katowice, Polônia, foi apresentado um relatório que mostra que o transporte é o responsável por 25% destas emissões. Segundo a Anfavea, se o Brasil aderir a tendência mundial, 60% dos novos veículos vendidos no País serão elétricos até 2035. Na avaliação de Ricardo David, sócio-fundador da Elev, empresa que oferece ao mercado soluções para o ecossistema de mobilidade elétrica, o Brasil precisa ter uma agenda relacionada ao tema.

Balcão Automotivo – Quais são os entraves para esta agenda? Ricardo David – Para que tenhamos no Brasil uma presença maciça de carros elétricos até 2035, precisaremos desenvolver os seguintes temas: criar arcabouços regulatórios e incentivos que auxiliem investidores, montadoras e clientes nas suas tomadas de decisões, como, por exemplo, o governo brasileiro deixar mais claro as suas iniciativas de descarbonização da economia, criando uma agenda positiva para esse fim. O aumento dos incentivos aos carros elétricos, pois temos hoje um carro a combustão menos onerado do ponto de vista tributário do que um veículo elétrico, e a regulamentação de acesso aos veículos a combustão nos grandes centros urbanos, restringindo os mesmos a veículos com emissão zero. A obrigatoriedade de infraestrutura de carregamento em espaços públicos e privados. Esses são alguns exemplos de políticas que precisam ser adotadas para incrementar a população de veículos elétricos em nosso país.

BA – O etanol seria um entrave?

RD – Quanto ao etanol, visualizamos que o Brasil tem uma excelente oportunidade de convivência dos dois modelos, o veículo elétrico puro e o híbrido, que pode utilizar o etanol e manter o País em sua rota de descarbonização da economia. Em nenhuma hipótese o etanol será um entrave para o veículo elétrico.

BA – Também para que tenhamos no Brasil uma presença maciça de carros elétricos até 2035, o que precisa ser feito quanto à infraestrutura?

RD – Um relevante programa de investimento em infraestrutura urbana e rodoviária para permitir que qualquer usuário de carro elétrico tenha todas as facilidades para recarregar a bateria sem a preocupação de ficar parado

no meio da rua à espera de um socorro. É vital, também, que os condomínios comecem a estudar uma metodologia de implantação de carregadores em suas instalações, pois proprietários de veículos elétricos priorizam o carregamento domiciliar como principal ponto de recarga e as atuais instalações elétricas não estão preparadas para essa nova realidade.

BA – E aos olhos do consumidor?

RD – Há a necessidade de uma maior percepção dos clientes quanto às vantagens da utilização dos veículos elétricos, seja por razões econômicas, por possuir um combustível mais barato ou por razões de posicionamento pessoal e empresarial ante os desafios da descarbonização. Várias empresas já anunciaram a adoção de medidas desafiadoras para possuírem apenas uma frota de veículos elétricos nos próximos anos. A redução de preços dos veículos elétricos é outra condição básica para sua maior inserção no mercado brasileiro. Esta redução só será possível com o aumento dos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento, principalmente no tocante à descoberta de novos métodos de armazenamento de energia, tornando as atuais baterias mais leves, com mais autonomia e mais baratas.

BA – Como será o descarte das baterias dos veículos elétricos?

RD – Com o desenvolvimento de novas metodologias para o armazenamento de energia, vislumbra-se que as baterias dos veículos elétricos terão uma vida útil maior que o próprio veículo, permitindo a sua reutilização em processos estacionários que requerem armazenamento de energia. Os processos de reuso e reciclagem continuarão a ser adotados e serão tão mais eficazes quanto maior forem os mecanismos de fiscalização dos órgãos responsáveis pelo cumprimento das regulamentações existentes e a serem criadas para esse fim.

BA – Finalizando, e a manutenção dos carros elétricos?

RD – Possuindo 10 vezes menos componentes do que um similar a combustão, a manutenção dos veículos elétricos será muito mais simples e as montadoras já possuem suficiente experiência para o estabelecimento de uma rede de oficinas credenciadas para essa finalidade.

Na Jamaica é assim: controle de qualidade desde a fabricação até a instalação.

Apresentamos o Manual de Instalação para mangueiras e tubos de arrefecimento. Um material prático com orientações de como instalar corretamente nossos produtos.

Aponte sua câmera para o código ao lado e baixe o MANUAL DE INSTALAÇÃO em formato PDF.

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