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Revista Balcao Automotivo ed 180

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DE AUTOPEÇAS SE REINVENTA

PEÇA BRASIL

Auto Norte inaugura 1ª unidade em Belo Horizonte (MG)

Apesar dos momentos de crise e pandemia, varejistas não engavetaram projetos de expansão, ao contrário, colocaram em prática. Em um país como o Brasil de dimensões continentais e com gargalos logísticos, há espaço para todos no mercado de reposição.

Consultores dão dicas e lojas de autopeças mostram o que fazem na prática VENDEDOR AUTOMOTIVO

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PESADOS & COMERCIAIS

Os números aferidos do comércio eletrônico indicam potencial crescimento

HÁ 15 ANOS LEVANDO INFORMAÇÃO DE QUALIDADE À REPOSIÇÃO AUTOMOTIVA

Balcão Automotivo é uma publicação dirigida aos profissionais automotivos e tem o objetivo de trazer referências ao mercado, para melhor conhecimento de seus profissionais e representantes.

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VAREJO DE AUTOPEÇAS MOSTRA SUA RESILIÊNCIA E CONTINUA A

CRESCER PELO BRASIL

Em vários cantos do País, varejistas abrem novas unidades, expandem as atuais e mostram um mercado pujante, isso mesmo em momentos de crise ou pandemia, como temos vivido. Aliás, muitos deles não engavetaram projetos de expansão; pelo contrário, colocaram em prática. Em um país como o Brasil de dimensões continentais e com tantos gargalos logísticos, há espaço para todos no mercado de reposição.

pesam na promoção. Consultores dão dicas e as lojas de autopeças mostram o que elas fazem na prática, principalmente priorizando os que já são colaboradores. Muitos empresários do varejo de autopeças preferem promover os seus colaboradores para novos cargos. O receio é que eles venham de fora com vícios que possam comprometer a produtividade e até o desempenho da equipe.

No Caderno Pesados & Comerciais, cada vez mais, o comércio eletrônico ganha novos e-consumidores e na linha pesada não seria diferente, principalmente na de acessórios. Para Danilo Fraga, diretor de Inteligência de Mercado, o comércio eletrônico de peças e acessórios automotivos, sem sombra de dúvidas, pode ser considerado um sucesso e ele mostra isso em números na reportagem de Karin Fuchs.

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Apoios e Parcerias

Auto Norte estreia no Sudeste com a marca Peça Brasil. A primeira unidade foi inaugurada em setembro, em Belo Horizonte (MG), com mais de 30.000 itens. Com toda a expertise e a tradição de mais de quatro décadas no mercado nordestino, a Auto Norte chega ao Sudeste com a marca Peça Brasil. A ideia do nome, conforme conta Bruna Almeida, diretora administrativa, foi dar um tom mais abrangente em nível territorial.

Na 96ª live realizada pelo Balcão Automotivo participaram Wandeson Molina, proprietário e diretor da Auto Peças Molina, de São Paulo (SP), e Guilherme Dietze, assessor econômico da FecomercioSP. Conduzida pelo editor-chefe do Balcão Automotivo, Silvio Rocha; eles falaram sobre demanda por peças, alta dos preços dos combustíveis e um potencial para o mercado, com 2,2 milhões de consumidores a mais neste ano com trabalho formal.

Em Vendedor Automotivo: Os fatores que

Foto capa: nova unidade MercadoCar de Osasco (SP)

DIRETORIA

DIRETOR COMERCIAL

Edio Ferreira Nelson edio@jornalbalcaoautomotivo.com.br

CONSELHEIRO CONSULTIVO Carlos de Oliveira

COMERCIAL

EXECUTIVO DE CONTAS Richard Faria richard@jornalbalcaoautomotivo.com.br

Por fim, Automec é adiada para abril de 2023. Para os executivos do setor, a decisão foi acertada. Segundo eles, a baixa adesão dos grandes fabricantes de autopeças e a pandemia foram os fatores que levaram ao adiamento da Automec neste ano. Ainda: não perca os artigos de Valtermário Rodrigues, “Quebrando a rotina”, e Renato Lass, “Black Friday para o varejista de auto: a corrida já começou”.

Até mais!

O EDITOR

REDAÇÃO

EDITOR-CHEFE Silvio Rocha redacao@jornalbalcaoautomotivo.com.br

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AUTOMEC É ADIADA

Para os executivos das entidades do setor a decisão foi acertada; ela acontecerá em abril de 2023

Por: Karin Fuchs | Foto(s): Divulgação

Abaixa adesão dos grandes fabricantes de autopeças e a pandemia, que ainda não terminou, foram os fatores que levaram ao adiamento da Automec neste ano. Ela estava programada para acontecer entre os dias 9 e 13 de novembro e foi transferida para 2023.

“O Sindipeças foi favorável ao adiamento da Automec pelos riscos que as condições sanitárias ainda podem representar para expositores e público. Além disso, alguns fabricantes acabaram desistindo da participação justamente para não correr riscos. Embora a pandemia esteja bem mais controlada, ainda há incertezas que precisam ser consideradas”, diz Elias Mufarej, diretor de Mercado de Reposição e de Fomento à Exportação do Sindipeças.

Acrescentando sobre as expectativas para 2023, “como parceiro da Reed Exhibitions na organização dessa feira, que é a mais

importante para o setor de autopeças em toda a América Latina, desde sua criação, em 1993, estaremos juntos, para fazer da edição de abril de 2023 a maior de todas. Será no São Paulo Expo, na Rodovia dos Imigrantes, em São Paulo (SP)”.

Sincopeças Brasil – Na opinião de Ranieri Leitão, presidente do Sincopeças Brasil e do Sistema Sincopeças/Assopeças (Ce), a decisão foi acertada e dois fatores devem ser levados em consideração. “Se a Automec acontecesse neste ano seria bom para o setor de autopeças do Brasil. Por ser uma referência na América do Sul, é na Automec que a gente percebe a grandiosidade que

Ranieri Leitão, presidente do Sincopeças Brasil e do Sistema Sincopeças/ Assopeças (Ce)

AUTOMEC É ADIADA PARA ABRIL DE 2023

tem o setor de autopeças do Brasil. Por outro lado, pior do que adiar, seria ela acontecer sem a participação dos principais fabricantes brasileiros e ser um fiasco”.

Andap – Nas palavras do presidente da entidade, Rodrigo Carneiro, a Andap compreende que o momento requer cuidados por conta da pandemia da Covid-19. “Por isso, a mudança de data da Automec para 2023 foi a melhor decisão a ser tomada. Assim, todos teremos segurança na realização do evento quando o programa de vacinação estará mais consistente e a pandemia já deverá estar controlada”.

Ainda de acordo com ele, “sentimos falta de encontros presenciais e a Automec é a feira do setor com representatividade internacional que mostra a magnitude do mercado de reposição no Brasil. Sabemos de sua importância e aguardaremos a nova data com boas expectativas para os expositores e também para o grande público que sempre comparece”.

Sicap – “Entendemos que o adiamento da Automec neste ano foi uma decisão acertada. O Sicap participou de algumas reuniões com os organizadores da feira onde manifestou sua posição para que este evento fosse adiado”, diz o presidente da entidade, Alcides José Acerbi Neto.

Segundo ele, “alertamos e transmitimos as considerações de nossos representados, principalmente de que o local era inadequado e que não oferecia a mesma estrutura do SP Expo, o público seria menor e teria um perfil mais regional, sem a participação das caravanas, visitantes de outras regiões e estrangeiros e que a maioria dos expositores e visitantes não teria a presença do seu corpo diretivo, tudo isso devido aos riscos da Covid-19”.

PRÓXIMA DATA

Elias Mufarej, diretor de Mercado de Reposição e de Fomento à Exportação do Sindipeças

Neto diz também que, por mais que a situação atual seja de melhora nos números de infectados, internados e recuperados, é muito cedo para promover uma feira com o porte da Automec. “Neste intervalo até a próxima edição da feira, acreditamos que teremos outros formatos e opções para nos relacionar e divulgar produtos e serviços para o setor de reposição de autopeças”.

Sincopeças-SP – Para Heber Carvalho, presidente da entidade, a impressão que se dá é que haveria uma evasão de público pelas grandes indústrias não participarem neste ano. “Eu acho que o adiamento aconteceu em boa hora por conta da situação da Covid-19 não estar totalmente liquidada. Até imaginei que esse tenha sido um dos motivos das grandes fábricas não participarem”.

Sindirepa-SP – “A decisão de adiar a Automec para 2023 foi a única solução viável e necessária que a Reed Exhibitions precisou tomar por conta da pandemia da Covid-19. Infelizmente, não havia outra medida, inclusive porque a Automec é um evento de grande porte e atrai expositores de várias partes do mundo e ainda não é o momento apropriado para reunir as mais de 70 mil pessoas que visitam a feira”, afirma Antonio Fiola, presidente do Sindirepa-SP.

Antonio Fiola, presidente do Sindirepa-SP e Sindirepa Nacional

Ele acrescenta que, em 2023, a vacinação já estará em um estágio bem avançado, oferecendo mais segurança e, consequentemente, a situação estará sob controle. “Estamos ansiosos para reunir o mercado com todos os elos da cadeia do aftermarket neste que é um dos mais expressivos eventos do setor no mundo”.

Em nota, a RX (Reed Exhibitions) e o Sindipeças, parceiros na organização e realização da Automec, a maior feira do aftermarket automotivo da América Latina, com apoio da Andap, do Sicap, do Sincopeças e do Sindirepa, comunicaram o adiamento do evento, alegando que a medida está alinhada às expectativas e recomendações de entidades, patrocinadores e empresas do setor. A feira acontecerá entre os dias 25 e 29 de abril de 2023. Antes disso, duas edições online estão confirmadas para 2022, em maio e setembro.

Rodrigo Carneiro, presidente da Andap
Alcides José Acerbi Neto, presidente do Sicap
Heber Carvalho, presidente do Sincopeças-SP

ZM INVESTE EM NACIONALIZAÇÃO DE COMPONENTE PARA ATENDER A REPOSIÇÃO

A ZM, com mais de 38 anos de mercado e considerada uma das empresas automotivas mais rentáveis da região Sul do País, nacionalizou os mancais de acionamento dos motores de partida, utilizado em veículos das linhas leve e pesada e um dos principais itens fabricados pela empresa. Essa nacionalização foi necessária devido à instabilidade de fabricação e entrega de matérias-primas fornecidas pela China, por conta da pandemia.

COFAP LANÇA CÓDIGOS DE MOLAS

E BANDEJAS DE SUSPENSÃO

A Marelli Cofap Aftermarket anuncia o lançamento de mais códigos da linha de bandejas, também conhecida como braços oscilantes, e da linha de molas helicoidais para a reposição. O sistema de suspensão é um dos mais importantes do veículo e, por isso, é necessário estar atento à revisão e à qualidade dos componentes que são aplicados. Alguns dos principais elementos que fazem parte deste sistema são as bandejas e as molas helicoidais.

NAKATA APRESENTA NOVA SÉRIE DE VIDEOCAST “PROVOCAÇÃO” COM DICAS DE PERFORMANCE E VENDAS

A Nakata lança mais uma série em seu canal no YouTube com Luciano Pires, consultor e gestor de companhias do setor automotivo. A série de videocasts chamada “Provocações” apresenta aos profissionais de vendas de autopeças, mecanismos para despertar percepções que levem a novas formas de encarar os desafios de bom atendimento no balcão e no telemarketing e que ajudam a dar uma perspectiva diferente para a carreira de vendas no setor.

A série “Provocação” está disponível no link https://bit.ly/3EeZE0I

PARTICIPE DA 2ª EDIÇÃO SAMPEL SHOW DE PRÊMIOS

Com meio século de história, a DS investe em tecnologia sustentável para um mundo melhor hoje e sempre. A DS, indústria do ramo de peças automotivas de São José do Rio Preto (SP), investe em painéis de energia fotovoltaica, engajada na implantação de um sistema de gestão ambiental eficiente com foco na sustentabilidade organizacional, educação ambiental dos colaboradores e redução do desperdício de energia em todas as áreas.

A 2ª edição da campanha Sampel Show de Prêmios começou em outubro e tem prêmios especiais. Para participar do sorteio é preciso realizar a inscrição na plataforma do catálogo online de produtos Sampel e curtir os perfis da marca nas redes sociais. Entre os atuais prêmios estão: Carrinho de ferramentas, pingadeira de óleo, lavadora de alta pressão e muito mais. Atenção: O cadastro da 1ª edição não vale para a 2ª.

TECFIL lança Marketplace com o objetivo de fomentar os negócios online na cadeia de filtros automotivos

A Tecfil avança na direção do mercado digital com o lançamento do Marketplace Tecfil, para comercializar suas linhas de produtos por meio de distribuidores e varejistas de autopeças de todo o Brasil. Para Plinio Fazol, gerente de Marketing e Novos Produtos da Tecfil, esse movimento é um avanço na estratégia digital da companhia, que passa a oferecer gratuitamente toda a estrutura necessária para que seus clientes realizem as vendas online.

VALEO GANHA O PRÊMIO PACE 2021

DA AUTOMOTIVE NEWS

PELO INOVADOR 48V EACCESS

O sistema “tudo em um” contém um motor elétrico, transmissor e inversor (o cérebro do sistema). Veículos equipados com a tecnologia conseguem alcançar velocidades de 45 a 100 km/h (dependendo da montadora) e possuem autonomia de 100 km sem nenhuma emissão de CO2. Essa solução acessível tem fácil aplicação e é feita especialmente para uso urbano. O Valeo 48V eAccess já está no mercado equipando o Citroën AMI.

DANA amplia portfólio com 23 novos kits de reparo de juntas homocinéticas Spicer para Picapes e SUVs

A Dana lança 23 novos kits de reparo de juntas homocinéticas Spicer para picapes e SUVs das montadoras Fiat, Jeep, Volkswagen, Ford, Mitsubishi, Toyota e Renault, que cobrem mais de 750 modelos de veículos. A empresa produz e distribui autopeças para os mercados original em suas unidades de Gravataí (RS), Sorocaba (SP), Jundiaí e Limeira (SP) e de reposição através de seu Centro de Distribuição de Peças localizado em Canoas (RS).

SKF É RECONHECIDA PELA PESQUISA “O MECÂNICO”

A SKF, referência no Brasil em Autopeças, é reconhecida, mais uma vez, pela pesquisa “O mecânico”, como a marca mais lembrada e comprada do mercado. São 106 anos de história de SKF no Brasil, mantendo posição de destaque pela alta qualidade de seus produtos, pela assistência técnica que tem prestado a seus clientes e pela variada seleção de rolamentos que mantém disponível, além de uma linha completa de produtos afins.

PRÊMIO SINDIREPA-SP DESTACA

MELHORES MARCAS ELEITAS

PELOS REPARADORES

A 12ª edição do Prêmio Sindirepa-SP “Melhores do Ano” revelou o resultado das marcas vencedoras em 16 categorias da pesquisa com 484 reparadores de cidades do Estado de São Paulo, no dia 21 de setembro. O evento online teve grande audiência e contou com o presidente da entidade, Antonio Fiola, que participou da apresentação. As três marcas finalistas de cada categoria foram classificadas em OURO, PRATA e BRONZE.

HÁ ESPAÇO PARA TODOS

| Foto(s): Divulgação

Em

vários cantos do País, varejistas abrem novas unidades, expandem as atuais e mostram um mercado pujante
Por: Karin Fuchs
Foto: Em local estratégico, próximo à rodovia Castello Branco, a nova unidade MercadoCar de Osasco (SP) atenderá uma ampla área que abrange diversas cidades

Mesmo em momentos de crise ou de pandemia como temos vivido, muitos empresários do varejo de autopeças não engavetaram projetos de expansão, ao contrário, colocaram em prática. Em um país como o Brasil de dimensões continentais e com tantos gargalos logísticos, predominam o transporte de passageiro e de carga, e o transporte individual. No mercado de reposição, há espaço para todos.

“Os espaços se complementam e a forma de fazer negócio vai se modificando e algumas coisas não mudam: o Brasil não tem uma catalogação padronizada de componentes, nunca teve o know how do faça você mesmo (as pessoas não têm o costume de consertar o carro), a manutenção preventiva ainda é muito baixa perto da corretiva e a questão do crédito é uma deficiência muito grande para o dono do carro”, pontua Sergio Alvarenga, diretor da Alvarenga Projetos Automotivos.

Bem como grande parte das oficinas pelo seu porte não tem poder de compra junto aos distribuidores. Com isso, há uma dependência forte das oficinas em relação ao varejo de autopeças. “As oficinas precisam muito das lojas, pois elas acabam sendo a sua fiadora”, diz Alvarenga, por outro lado, com mais unidades, o varejista tem um poder de compra maior.

“Para financiar com uma margem maior, e sabemos que o varejo sempre tem uma margem maior para vender, a partir do momento em que ele tem um poder de compra grande, ele consegue dosar o preço e atende uma necessidade do mercado, que é a sua disponibilidade logística. A expansão é nesse sentido. Cada um tem o seu espaço, briga pelo mercado e vai se adaptando”, comenta Alvarenga.

Prova disso é o atacarejo. “Ele nasceu do resultado de uma transformação

“Os espaços se complementam e a forma de fazer negócio vai se modificando e algumas coisas não mudam: o Brasil não tem uma catalogação padronizada de componentes, nunca teve o know how do faça você mesmo (as pessoas não têm o costume de consertar o carro), a manutenção preventiva ainda é muito baixa perto da corretiva e a questão do crédito é uma deficiência muito grande para o dono do carro”.

Sergio Alvarenga, diretor da Alvarenga Projetos Automotivos

do mercado. O grande fabricante de peças conhecidas, que já tinha os seus distribuidores nacionais, quando lançou a sua marca própria bateu na porta dos varejistas, digamos mais estruturados, para venderem a sua marca, e o atacarejo cresceu muito em termos regionais, no Norte e no Nordeste, mas não veremos um atacarejo nacional”.

POTENCIAL

CEO da MercadoCar, Rodrigo Carneiro, especifica que no Brasil as distribuidoras somam cerca de 2.500 centrais de distribuição de autopeças, suportando 40 mil varejistas e 90 mil pontos de aplicações. “Desconheço qualquer país que tenha esse número de centrais de distribuição”. Além disso, a frota de veículos do Brasil está entre as dez maiores do mundo, o que viabiliza a atratividade desse segmento.

“No nosso caso que estamos concentrados na Grande São Paulo, o Estado de São Paulo representa 36% da frota nacional e desse total, 60% da frota está na Grande São Paulo. É o maior mercado da América do Sul”, destaca. Atualmente, a MercadoCar tem nove lojas e duas centrais de distribuição que as abastece diariamente. A loja mais recente foi inaugurada no dia 1º de outubro, em Osasco (SP).

“O nosso plano de expansão é realmente trabalhar o maior mercado do País, que é São Paulo. Nós temos previstos os próximos passos e os endereços já estão comprados”. Entre elas, uma segunda loja em Guarulhos e mais uma na Avenida Ricardo Jafet, na zonal Sul da Capital, ambas sem data definida de inauguração.

Sobre o que define a escolha da localização, Carneiro diz que isso não é segredo para ninguém do mercado: o geomarketing, uma ferramenta que permite identificar onde estão, por exemplo, as oficinas mecânicas, qual é o perfil da frota da região, de veículos leves, pesados e de transporte coletivo.

“O que surpreende é que há muitos anos, quando ninguém falava sobre geomarketing, o Sr. Roberto (Gandra, fundador da MercadoCar) já o praticava, pontuando onde queria ter lojas e ia até o local, como faz até hoje, e fazia também muitas prospecções de mercado. Essa sensibilidade que ele tem, o geomarketing ainda não substitui”, ressalta.

MÃO DE OBRA EMPACA EM MAIS

EXPANSÃO

A DAU Autopeças tem três unidades no interior de Pernambuco. A matriz fica em Pombos e as outras duas lojas, em Novo Gravatá, e em Vitória de Santo Antão esta

última inaugurada em 2018. “Vendíamos muito por telefone, as entregas eram feitas de moto, e muitos clientes saíam dessa cidade e iam até a nossa matriz, que fica a 15 km de distância. Com isso, eu via a oportunidade em montar uma filial”, diz o CEO, Williams Prado.

Com a bem-sucedida empreitada, nesse ano, a unidade de Vitória de Santo Antão ganhou um prédio próprio, ao lado da antiga loja. Nos planos de Prado está expandir mais ainda, inclusive, ele já tem um imóvel na cidade de Caruaru para essa finalidade. O que o impede é a falta de mão de obra.

“Há muita dificuldade em encontrar mão de obra especializada. O gargalo para expandir é conseguir formar a equipe, o que não deveria ser. Podemos ter um estoque abarrotado de mercadoria, mas se não tiver bons vendedores, que entendam do assunto, a coisa não vai”, lamenta. A

DAU opera com 70 mil itens da linha leve, utilitários, picapes e vans, nacionais e importados.

PARCERIAS E LOJAS PRÓPRIAS

Na BL Autopeças, em Novo Hamburgo (RS), o primeiro formato de expansão foi o de parceria, em uma época em que mal se falava de franquias, no final dos anos de 1990. “A ideia era que usassem todo o nosso processo logístico, o nosso sistema e o nosso nome”, conta Bruno Reginatto. Nasceu, assim, a primeira unidade em Sapiranga e mais adiante em Parobé, essa por uma inciativa de um ex-colaborador da matriz.

Todas elas estão localizadas no Rio Grande do Sul, bem como as quatro lojas próprias da BL. Em breve, será inaugurada a unidade em Campo Bom. “Já vendíamos bastante para essa cidade, que é vizinha de Novo Hamburgo, e entendemos que ela precisa de uma unidade própria para atender as oficinas e ter um atendimento de balcão qualificado para o público da cidade”, revela Reginatto. A BL trabalha com mais de 40 mil itens para a linha leve, picapes e utilitários, nacionais e importados.

VITRINE

Na Auto Peças Beija-Flor, na zona Sul de São Paulo, uma oportunidade foi identificada e posta em prática, conforme conta o gerente Comercial, Wagner Franco. “Nós somos um empresa de médio porte, a loja ocupa um prédio de três andares e

são mais de 45 mil itens para a linha leve e utilitários. O carro-chefe sempre foi peças mecânicas, mas também temos acessórios, porém, faltava dar um pouco de atenção para essa parte”.

Percebida a necessidade de ter um braço para acessórios e com um atendimento personalizado, ao lado da loja eles criaram um showroom. “É um salão acoplado à loja. Ele é pequenininho, funciona como uma vitrine e com o potencial de mostrar tudo o que nós temos. A linha de acessório fica no segundo e terceiro andares da loja. É esse showroom que está dando vazão e projeção de crescimento justamente para esses dois andares”.

O que nas palavras de Franco é uma vitrine. “Tirando a lataria, o que pensar em acessório, da ponta do para-choque dianteiro até a ponta do para-choque traseiro, por dentro e por fora, nós temos”, afirma.

Sergio Alvarenga, diretor da Alvarenga Projetos Automotivos
Bruno Reginatto, da BL Autopeças, de Novo Hamburgo (RS)
A DAU Autopeças tem três unidades no interior de Pernambuco. A matriz fica em Pombos e as outras duas lojas, em Novo Gravatá e em Vitória de Santo Antão

A iniciativa é também uma forma de diversificar mais. “Não sei até quando, nós vamos vender peças mecânicas, porque nos próximos 30 anos a nossa frota vai mudar muito. O que vamos vender são os mimos, os acessórios. Tem países que já anunciaram o fim da frota a combustão até 2030 ou 2050. Aqui vai demorar um pouco mais”, prevê.

NOVO CD

Nas previsões feitas no ano passado por Silvano Ramalho, da Edson Autopeças, em Cuiabá (MT), a meta era abrir três novas lojas até 2022, hoje são quatro unidades, mas os planos foram postergados. O foco agora é a inauguração do novo CD, previsto para o primeiro semestre do próximo ano. “Estamos ampliando a matriz, que é uma loja CD com 1.100 m2, e vamos mais do que dobrar de tamanho, para aproximadamente 2.500 m2”.

Além desse CD, Ramalho também está coordenando a construção de um CD, da Rede Âncora no Estado de Mato Grosso, o qual ele é diretor. “Estamos construindo dois CDs simultaneamente e eu estou empenhado nos dois”, afirma. Sobre os planos de abertura de mais três unidades da Edson Autopeças, diz ele. “A ideia é

que elas sejam inauguradas em 2023 ou talvez até antes”, a postergação foi devido à falta de mão de obra na construção civil e o disparo do aumento de preços de materiais de construção, o que fez com ele priorizasse o CD.

EMPRESÁRIO ESTREANTE

Há 38 anos no setor de reposição automotiva, antes de abrir a sua primeira loja, no dia 14 de outubro deste ano, a AutoGiva Auto Peças, em Vila Velha (ES), Givaldo Soares começou como mecânico, onde atuou por cerca de vinte e oito anos, incluindo na Firmino Importadora, pioneira ao importar carros no Estado do Espírito Santo, durante o boom das importações com a abertura durante o governo Collor.

“Eu fui trabalhar lá para fazer a manutenção desses carros e acabei cuidando também da parte de peças,

Silvano Ramalho, da Edson Autopeças, de Cuiabá (MT)
Auto Peças Beija-Flor, na zona Sul de São Paulo (SP)
Givaldo Soares, da AutoGiva Auto Peças, de Vila Velha (ES)

compras, vendas e um pouco de tudo”, recorda-se. Anos depois, a parte de peças da Firmino foi adquirida por Fabiano Massariol, da Auto Imports, e Soares foi trabalhar para ele por 20 anos. Há pouco mais de três meses, ele saiu para abrir a sua loja.

Todas essas experiências lhe deram uma grande bagagem e a escolha pela primeira unidade ser em Vila Velha tem um motivo. “Eu sou bem conhecido no Espírito Santo, no leste de Minas Gerais, em parte do Rio de Janeiro e da Bahia, mas nos últimos doze anos, eu estava na matriz da Auto Imports, em Vila Velha”.

A AutoGiva Auto Peças atuará na linha leve e vans, comercializando entre 15 mil e 20 mil itens. E Soares já faz planos para o futuro. “Sou muito conhecido pelo pessoal de oficina em Serra, onde começarei uma loja no começo de 2022, e em breve em Cariacica”, ambos são municípios do Espírito Santo.

AutoZone

Neste ano, a AutoZone inaugurou a sua 50ª loja no País, em São Vicente, no litoral Sul de São Paulo. Incluindo as operações no Brasil, a AutoZone gera receitas de cerca de US$ 13 bilhões por ano com mais de 6.600 lojas, das quais

mais de 600 estão localizadas no México e agora 50 no Brasil. A escolha de entrar no Brasil está relacionada ao tamanho do mercado local de autopeças e à aceitação do modelo de negócio pelos clientes. Hoje, o País ocupa posição de destaque entre os 10 maiores mercados automotivos do mundo e a atividade responde por 5,4% do PIB nacional.

CAPA
A AutoZone inaugurou recentemente a sua 50ª loja no País, em São Vicente, no litoral Sul de São Paulo

Por: Karin Fuchs e Silvio Rocha | Foto(s): Divulgação

VAREJISTA E ECONOMISTA AVALIAM O MÊS DE SETEMBRO

Assista à live acessando o

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São 2,2 milhões de trabalhadores formais nesse ano, que vão injetar a economia com o 13º salário

Na 96ª live realizada pelo Balcão Automotivo participaram Wandeson Molina, proprietário e diretor da Auto Peças Molina, de São Paulo (SP), e Guilherme Dietze, assessor econômico da FecomercioSP. Conduzida pelo editor-chefe do Balcão Automotivo, Silvio Rocha, na live intitulada “Varejista e economista avaliam o mês de setembro”, eles falaram sobre demanda por peças, alta dos preços dos combustíveis e um potencial para o mercado, com 2,2 milhões de consumidores a mais neste ano com trabalho formal.

Com uma loja física, outras online e mais de 160 mil itens cadastrados, Molina contou que eles foram pioneiros ao implementar o sistema de delivery, em 1995, e que há dez anos eles optaram pelo comércio eletrônico, atualmente, eles operam com três sites. Sobre resultados, disse ele: “por incrível que pareça, em 2020, no primeiro semestre, nós vendemos 25% a mais do que em 2019. E de 2020 para 2021, nós tivemos um crescimento enorme”. Especificamente no comércio eletrônico, ele registrou um

crescimento maior ainda, de 40% no primeiro semestre de 2021, quando comparado ao mesmo período de 2020.

Na sequência, Dietze, comentou que o resultado de Molina está muito dentro do que se vê no comércio automotivo. “No ano passado, os meses de maio a junho foram muito ruins, o setor automotivo foi um dos que mais sofreu na pandemia. Então, estamos comparando um momento agora relativamente melhor com um muito ruim, a nossa base de comparação está lá embaixo. De repente, a comparação do primeiro semestre deste ano deveria ser com o mesmo período de 2019, quando estávamos em condições melhores”.

INFLAÇÃO DOS COMBUSTÍVEIS

Dietze expôs que a inflação dos combustíveis prejudicou a economia como um todo. “Nos últimos doze meses, a gasolina para o consumidor subiu, em média, 39%. O etanol, 56%, e o óleo diesel,

34%”. Sobre os fatores que levaram a esse aumento estão: o preço do barril do petróleo, que teve uma aumento de mais de 90% de 2020 para este ano, e a desvalorização do dólar. “Quando o consumidor vê a gasolina mais cara, ele busca alternativa, que é o etanol”.

Porém, acrescentou Dietze, “aumentou a demanda pelo álcool, o que impulsionou os preços para cima, mais a nossa safra de cana-de-açúcar foi muito ruim neste ano, nós tivemos uma quebra próxima a 30%, uma redução de oferta significativa de etanol e de açúcar. Além disso, o etanol anidro, que é uma composição da gasolina, subiu mais de 70% em um ano. E os impostos que correspondem a 40% do preço da gasolina”.

IMPACTO DO CÂMBIO NAS PEÇAS IMPORTADAS

Na avaliação de Wandeson não está havendo falta de peças no mercado. “O que vemos no nosso setor são grandes empresas trabalhando com uma variedade boa de produtos. No meu cadastro, eu possuo mais de 160 mil itens. Só na loja são 120 mil itens disponíveis e na internet, alcançamos 53 mil. Existem alguns fabricantes com dificuldades em importar produtos, por outro lado, a variedade de opções de outras marcas está tão grande, como nós investimos fortemente em cadastro, nós entendemos que o grande segredo das autopeças no futuro será o seu cadastro”.

Para Dietze, a questão da disponibilidade de peças pode ser afetada pela demanda. “Talvez com a melhora do mercado automotivo, que está vindo agora, e também com o aumento pela espera dos carros novos, antes de três meses, agora, são 9 meses para receber os veículos, isso vai dificultar também se houver a demanda por peças. O estoque pode estar ok agora, mas a reposição não é tão rápida, caso haja uma demanda maior”.

MAIS DINHEIRO NO MERCADO

No ano passado, Molina contou que a preocupação do consumidor foi arrumar o carro para fugir das aglomerações.

“Deu a sensação de que ele estava se preocupando mais com o carro. Como a maioria estava em casa, acho que eles tinham até mais tempo para arrumarem o carro. Teve uma demanda boa e o nosso crescimento na loja foi grande. Agora, a ajuda do governo está acabando, muitos estão endividados, carregando muitas obrigações. As pessoas estão necessitando arrumar os carros, mas estão bloqueadas por não terem renda, elas buscam muito preços e pesquisam demais”.

Dietze falou sobre a redução da renda e que haverá um “novo” dinheiro no mercado, fruto do 13º salário que será pago nos tradicionais meses do ano, novembro e dezembro, e não no auge da pandemia, como foi em 2020. E, ainda, acerca do aumento do número de trabalhadores formais no País.

“Nós estamos em um nível de desemprego muito parecido com que estávamos em 2020, porém, a renda média dos trabalhadores que estão no mercado reduziu de R$ 2.700,00 para R$ 2.500,00. Houve queda na renda e, ao mesmo tempo, uma inflação bastante elevada. Os três grupos que impactam mais na inflação é alimentação, transporte e habitação, ou seja, combustíveis, energia elétrica e gás, o que corresponde basicamente 2/3 do orçamento das famílias”.

Por outro lado, analisou ele, “segundo o Caged, de janeiro a agosto deste ano, o saldo entre admitidos e demitidos soma 2,2 milhões de trabalhos formais abertos. Vai ter uma concentração de 13º salário no seu período tradicional, teremos uma injeção muito interessante de 13º que vai movimentar o comércio varejista e serviços, o que acho que pode recompor um pouco a renda impactada pela inflação. Vale a pena a atenção dos empresários para utilizarem propagandas para chamar esse consumidor para fazer a manutenção do seu veículo. Haverá mais gente nesse ano com 13º e sendo gasto em novembro e dezembro”.

Wandeson Molina, proprietário e diretor da Auto Peças Molina, de São Paulo (SP)
Guilherme Dietze, assessor econômico da FecomercioSP

Tendências

PARA O VAREJISTA DE AUTO: A CORRIDA JÁ COMEÇOU

Chegamos em mais uma Black Friday e, para o consumidor, o momento atual é de definição dos produtos que tem interesse, escolhendo onde e em que momento realizar a compra, se será na loja física ou online, ao longo do mês ou no “dia D”. Já para quem vende, o assunto é prioridade já há alguns meses, pois o universo varejista precisa trabalhar com antecedência para lucrar mais nesse fim de novembro que se aproxima.

Apesar do protagonismo dos itens eletrônicos na “lista de desejos” típica da Black Friday – que historicamente registram altos índices de venda na data – o mercado como um todo, incluindo o automotivo, também tem diversos motivos para investir na Black Friday como o principal pico de venda antes do fim do ano. Afinal, esse é um momento oportuno para conquistar os clientes que já estão pensando nas viagens do final do ano, pois o nicho de autopeças pode se beneficiar do alto número de revisões que acontecem no período. E se o consumidor não fez essa associação

tão naturalmente, o direcionamento das promoções pode dar aquele impulso extra. E mesmo aqueles varejistas que ainda não dedicaram tanto tempo para essa ocasião, ainda podem aproveitar estratégias para otimizar o negócio nesse período.

O setor está dando sinais claros de recuperação após o período difícil de 2020. Dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) mostraram que o terceiro trimestre fechou com alta de 13,19% dos veículos emplacados em relação ao mesmo período do ano passado. Também projetaram que, no acumulado dos últimos 12 meses, deve alcançar uma alta de 11,1% no nicho. No que diz respeito ao volume de vendas de autopeças, uma pesquisa do Sindipeças revelou que o faturamento líquido nominal de agosto deste ano foi 6,8% maior ante julho, e 52,2% superior que em relação a agosto de 2020. Na comparação anual, o crescimento foi ainda maior: 59,5%. Esses bons índices reforçam que o varejista deve ser otimista para essa Black Friday,

Diretor de negócios do segmento automotivo da Linx

focando em trazer e fidelizar mais clientes para o negócio.

Sem dúvidas, a Black Friday é uma época em que o consumidor é bombardeado com ofertas por todos os lados. E o que pode fazê-lo prestar atenção, por exemplo, no setor de autopeças? Primeiramente, é preciso planejar promoções verdadeiras, que realmente valham a pena para quem vá comprar. Os clientes de longo prazo, automaticamente ficam na expectativa para encontrar vantagens na loja que já possuem relacionamento. Se essa expectativa é frustrada, existe até mesmo o risco desse relacionamento ser impactado negativamente. Acessórios e peças de customização para automóveis costumam ter um apelo mais forte durante essa data, mas que tal conectá-las com outros itens, inclusive aqueles de baixo giro? Oferecer pacotes personalizados para o cliente é uma forma de gerar mais oportunidades de vendas cruzadas para o negócio – não só para peças, mas também para serviços automotivos.

Além de otimizar o giro de estoque, várias opções podem ser oferecidas para fidelizar os clientes. Assim como os outros setores do varejo, o mercado automotivo também está passando por uma onda de digitalização. Ter um e-commerce para a loja de autopeças

ou centro de serviços é uma maneira de se posicionar como um negócio que quer alcançar mais públicos, e que pensa em tecnologia e agilidade para o cliente. Uma pesquisa da PwC mostrou que 48% dos brasileiros pagariam mais por um produto ou serviço, desde que a conveniência fosse garantida – e comprar on-line pode oferecer isso, desde que os processos aconteçam sem atritos. Para quem já está sem tempo para estruturar um e-commerce, mas quer oferecer uma jornada de compra on-line, os marketplaces são um caminho rápido para aproveitar um canal já estruturado. Para isso, a dica é definir bem os produtos e quais tipos de combo serão ofertados.

Para essa Black Friday, o varejo automotivo tem todos os motivos e projeções otimistas para focar em para garantir bons momentos de venda e fidelização. Manter em vista as prioridades (planejamento prévio, criação de promoção, ações personalizadas e digitalização) irão mostrar para o consumidor que o negócio escolhido realmente se preocupa em atender da melhor forma as expectativas do cliente - e não apenas entregar descontos rasos durante novembro. Os motores para a B.F. já estão ligados e a largada já foi dada para o empresário que quer sair na frente nessa corrida de vendas e conquistas.

O BLACKOUT DAS REDES SOCIAIS

Interrupção global causa perda nos negócios nas mais diversas atividades e no varejo de autopeças no Brasil

Por cerca de seis horas na segunda-feira (4 de outubro), as redes sociais WhatsApp, Facebook e Instagram ficaram mundialmente fora do ar. Somente Mark Zuckerberg, dono do Facebook e das outras duas redes sociais, computou um prejuízo de US$ 7 bilhões, fora as perdas inestimáveis ao redor do mundo, principalmente porque com a pandemia, o WhatsApp se tornou uma das principais ferramentas de vendas e para o relacionamento com os clientes.

Aqui no Brasil, não foi diferente no varejo de autopeças. Na Braskape, em São Paulo, o balconista Luiz Ratto Jr. conta que os transtornos foram grandes. “Nos atrapalhou bastante, são muitos atendimentos que fazemos pelo WhatsApp, como orçamentos e pedidos, e as nossas linhas telefônicas ficaram congestionadas. Hoje, em torno de 60% do nosso atendimento é pelo WhatsApp”.

O CEO da DAU Autopeças, Williams Prado, relatou uma situação similar, nas suas três unidades no interior de Pernambuco. “Foi horrível, em torno de 15% das nossas vendas são pelas redes sociais, recebemos muitos orçamentos de clientes e pesquisas de peças para saberem se temos o produto. O WhatsApp é hoje uma ferramenta indispensável. Para se ter uma ideia, nas três lojas

nós temos pessoas exclusivamente para atender o telefone e o WhatsApp, são duas em cada unidade”.

Também, notoriamente, aumentou o número de chamadas telefônicas nas lojas de Prado. “Para não gastarem o crédito do celular, é comum alguns mecânicos darem um toque para retornamos a ligação”. E foi isso o que aconteceu no dia de ontem, para minimizar ao máximo as perdas para ambas as partes.

Diretor Executivo da Jocar, em São Paulo (SP), Moisés Sirvente ainda não mensurou os impactos. “Ontem, teve muita gente que lembrou de ligar para a loja. Pelo WhatsApp, são cerca de 30% dos atendimentos, ainda não vi, mas com ele fora do ar, as vendas devem ter caído um pouco. O que vendeu no dia anterior à tarde é o que eu entrego no dia seguinte, e pode ser que quando o WhatsApp voltou, as pessoas tenham feito os pedidos, pois elas também ficaram sem a ferramenta para essa finalidade”.

Segundo o Facebook, o blackout nas redes sociais em todo o mundo ocorreu por uma falha que coordena o tráfego entre seus centros de dados. Isso gerou um efeito cascata, interrompendo a comunicação e fazendo com que outros centros fossem afetados.

AUTO NORTE ESTREIA NO SUDESTE Peça Brasil

Com a marca Peça Brasil, a primeira unidade foi inaugurada em setembro, em Belo Horizonte (MG), com mais de 30.000 itens

Por: Karin Fuchs | Foto(s): Divulgação

om toda a expertise e a tradição de mais de quatro décadas no mercado nordestino, a Auto Norte chega ao Sudeste com a marca Peça Brasil. A ideia do nome, conforme conta Bruna Almeida, diretora administrativa, foi dar um tom mais abrangente em nível territorial. “O nome é muito conectado com o nosso negócio, até para podermos trabalhar novos mercados, não só para entrar no Sudeste, mas pensando nessa marca para podermos fazer novos negócios para a Auto Norte”.

CA primeira unidade foi inaugurada em Belo Horizonte (MG), no dia 22 de setembro, em uma área de 3.500 metros quadrados. São mais de 30.000 itens comercializados e mais de 60 colaboradores diretos e indiretos juntos. A escolha do local foi totalmente estratégica. “Nós estamos bem no centro de Belo Horizonte, no grande polo de autopeças da cidade, o que facilita muito a ida de clientes para a

retirada de peças no local”.

E também com toda a infraestrutura logística de entrega. “Por meio dessa unidade, nós atenderemos todo o Estado de Minas Gerais, trabalhamos com uma malha muito boa de logística, tanto com frota própria de carros e motos, e com a parceria de transportadoras”.

A entrada no Sudeste já estava nos planos da Auto Norte, por ser considerada a principal região em termos de volume e destaque no mercado de reposição automotiva nacional. “O potencial de mercado e a visibilidade nacional foram dois pontos principais para chegarem no Sudeste”, destacou.

Acerca da escolha de Belo Horizonte para abrigar a primeira

(MG), com mais de 30.000 itens em estoque

unidade da Peça Brasil, Bruna falou sobre similaridades. “Começar por Minas Gerais foi uma opção estratégica por considerarmos a cultura nordestina e a mineira muito próximas por essência em seus valores. A identificação com o mercado mineiro de autopeças foi imediata, fluindo com maior facilidade nosso trabalho”.

O público-alvo são varejistas, oficinas e autosserviços, atendendo todo o Estado de Minas Gerais. Questionada sobre os diferenciais competitivos, ela destacou o portfólio. “Temos como diferenciais nosso extenso e diversificado portfólio com as melhores marcas do mercado e nossa agilidade no atendimento, sempre buscando ser o distribuidor preferido de nossos clientes”. O próximo é a abertura de mais um unidade. “Já estamos prospectando uma nova unidade Peça Brasil para São Paulo, ainda neste ano”.

AFETIVIDADE

A divulgação da nova marca está sendo feita no corpo a corpo e também por meio de visitas. Ainda neste mês, tanto a Auto Norte como a Peça Brasil estarão nas redes sociais, no Instagram, LinkedIn e Facebook, mais para a divulgação institucional. “Nós temos uma conexão muito forte com os nossos parceiros e com os nossos clientes em termos de relacionamento. Essa é a nossa cultura organizacional que já vem desde a Auto Norte e de seu fundador (Cacai), que tem um ótimo relacionamento de mercado, e estamos trazendo isso também para Belo Horizonte”.

E o resultado já está sendo imediato. “Nós sentimos uma abertura e uma receptividade muito boa por parte do povo mineiro, de maneira geral, e pelos clientes que estão abraçando essa ideia da nossa

ida para Belo Horizonte; acho que eles valorizam muito o que nós também valorizamos: a afetividade”.

Afetividade que faz parte do DNA da empresa. “Quando falamos em sermos o distribuidor favorito dos nossos clientes, a preferência vai além de melhores serviços, preços e condições, está relacionada também com a afetividade. O nosso relacionamento interno, com os nossos colaboradores e o nosso networking nós construímos com afetividade, pois no logo prazo isso perpetua com mais facilidade”, especificou Bruna.

Bruna Almeida, diretora administrativa, diz que a ideia do nome Peça Brasil foi dar um tom mais abrangente em nível nacional

FERRAMENTAS TECNOLÓGICAS

Em breve, um novo ERP, um sistema integrado de gestão empresarial será implementado no formato B2B. “Trata-se de um sistema de informação direta com os nossos clientes atuais, que ainda não é o e-commerce. Nós estamos fazendo esse projeto para implementar esta ferramenta nos nossos clientes no início de 2022, tanto na Auto Norte como na Peça Brasil, para todos os nossos clientes das duas empresas”.

“Começar por Minas Gerais foi uma opção estratégica por considerarmos a cultura nordestina e a mineira muito próximas por essência em seus valores. A identificação

com o mercado mineiro de autopeças foi imediata, fluindo com maior facilidade nosso trabalho”.

Bruna Almeida, diretora administrativa

Atualmente, a empresa passa pela análise de uma consultoria que vai auxiliá-la no seu planejamento estratégico. Nas palavras do fundador da Auto Norte, Eduardo Monteiro, o Cacai, “o futuro passa, necessariamente, pelo investimento em tecnologia e nas novas formas de se relacionar com os parceiros e clientes”. O que inclui a implementação do comércio eletrônico, em uma outra etapa e já em análise, de forma que os clientes tenham a facilidade para acessar, em tempo real o estoque completo com preços, prazos e condições de compra.

EMBRIÃO

A Peça Brasil é o embrião da Auto Norte, fundada em 1980 por Eduardo Monteiro, conhecido como Cacai. Anteriormente, ele representava algumas fábricas, atendendo varejistas. Cacai percebeu que essas fábricas concediam prazos longos de pagamento, sendo assim, ele pensou que tornando-se um distribuidor, vendendo a bons clientes que honrassem seus compromissos, pagando sempre em dia, ele conseguiria ter um fluxo operacional positivo.

Foi assim que ele deu início à sua bemsucedida empresa. A primeira unidade foi inaugurada em Recife, depois vieram as filiais em Salvador, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Teresina e Aracaju. Em breve, a Auto Norte englobará todo o Nordeste. “Estamos em construção de mais duas unidades no Nordeste, em Maceió e Alagoas, fechando, assim, todos os estados da região com um centro de distribuição nosso”, afirmou Bruna.

Ao todo, são mais de 60.000 itens comercializados pela Auto Norte e mais de 150 fornecedores das linhas leve, pesada e moto peças. Com a marca Peça Brasil, já antecipado por Bruna, o objetivo é expandir fronteiras, atrair novos parceiros de negócios, sempre com o foco que a Auto Norte teve desde o começo, o de buscar trabalhar com peças originais e fornecedores fortes, para garantir a satisfação e a consequente fidelização dos clientes graças à garantia de confiabilidade.

www.pecabrasil.com.br

Balcão dos Pesados & Comerciais

TEXTO: KARIN FUCHS | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

COMÉRCIO

ELETRÔNICO

VAI DE VENTO EM POPA

Os números indicam um potencial crescimento para a linha pesada, devendo avançar bastante nos próximos anos

Cadavez mais, o comércio eletrônico ganha novos e-consumidores e na linha pesada não seria diferente, principalmente na de acessórios. Para Danilo Fraga, diretor de Inteligência de Mercado, o comércio eletrônico de peças e acessórios automotivos, sem sombra de dúvidas, pode ser considerado um sucesso e ele mostra isso em números.

“Atualmente, os canais digitais de vendas já somam entre 3% e 5 % do total de receitas geradas no aftermarket. Isso sem levar em consideração o que é transacionado nas plataformas B2B dos grandes distribuidores do Brasil. Segundo dados publicados pelo Mercado Livre, 13% do seu faturamento na categoria “autoparts” são referentes à venda de produtos da linha pesada, onde na plataforma enquadram-se os produtos de Caminhões, Ônibus e Embarcações”.

Fraga comenta que esse cenário ainda pode ser considerado tímido, levando em consideração a participação da linha pesada no faturamento do mercado offline, porém, é preciso levar em consideração que para esse segmento de negócios a disponibilidade da peça precisa ser muito mais ágil do que na linha leve, por exemplo. “E, ainda, que parte significativa dele é concentrado nos frotistas que necessariamente precisam comprar em canais B2B”, acrescenta.

Sobre o potencial de crescimento, Fraga cita novamente o Mercado Livre, maior player na internet. “Entre 2019 e 2020, ele anunciou um crescimento de 45% nas ordens de compra

da plataforma e o segmento de autopeças, até então, se manteve como o principal. Levando em consideração os constantes investimentos em logística e melhoria das publicações não resta dúvida que em um futuro breve a linha pesada apresentará números contundentes assim como a linha leve”.

Fraga comenta que os principais pontos positivos do comércio eletrônico da linha pesada certamente encontraram na capacidade que as ferramentas digitais possuem para facilitar a jornada de compra do cliente. “Com poucos cliques é possível encontrar os produtos necessários, comparar preços, disponibilidade e marcas. Ou seja, há uma maior centralidade e empoderamento do cliente nas tomadas de decisões”.

INTELLIAUTO

Um dos principais problemas para quem atua no comércio eletrônico é a devolução. “Aproximadamente 15% das vendas são devolvidas geralmente por algum erro de aplicação ou falta de informações fundamentais para uma boa experiência de compra”, alerta Fraga.

Para evitar isso, ele diz que é fundamental que as indústrias e agentes comerciais invistam cada vez mais em informações de qualidade, imagens de boa resolução e catálogos eletrônicos padronizados. “Visto que esse será um grande

Fraga comenta que os principais pontos positivos do comércio eletrônico da linha pesada certamente encontraram na capacidade que as ferramentas digitais possuem para facilitar a jornada de compra do cliente.

Danilo Fraga, diretor de Inteligência de Mercado
“Os próprios sites estão mais fáceis e os pagamentos estão mais descomplicados, como o próprio PIX, que está ajudando”.
Matheus Huff, da Mundo do Caminhão

Luiz Gustavo Rocha Magalhães Pereira, CEO do Grupo Tracbel

Pela plataforma digital, a Tracbel já registra cerca de 50% de comercialização de componentes para o varejo.

diferencial competitivo nos próximos anos. A indústria que não se atentar, corre o risco de ficar para trás nesta corrida digital, e é justamente este setor do mercado que vejo mais resistência a mudanças culturais”.

Uma iniciativa da Inteligência de Mercado foi o lançamento do Intelliauto. “Uma plataforma de catalogação digital muito prática, barata e integrada com os principais players do segmento online e offline. Ele permite a transação dos dados da indústria de forma padronizada, pesquisa pela placa do veículo, entre outras inúmeras funcionalidades que reduzem drasticamente as devoluções no segmento. A adesão por parte das indústrias tem nos surpreendido de forma positiva, mas ainda há muito trabalho pela frente para que o ambiente digital seja mais eficiente e que o ambiente tradicional mais produtivo”.

PRIMEIRO DO SETOR DE MÁQUINAS PESADAS

Luiz Gustavo Rocha Magalhães Pereira, CEO do Grupo Tracbel, conta que a jornada da Tracbel no e-commerce iniciouse em 2017, como pioneira do setor no desenvolvimento de uma plataforma própria. “Após o amadurecimento do canal, o lançamento para todo o mercado de pesados ocorreu em 2019. Temos orgulho de ter criado o primeiro e-commerce do setor de máquinas pesadas do País”.

A introdução da digitalização foi cuidadosamente planejada, “pois não queríamos só vender peças online” e eles investiram para começar uma verdadeira transformação digital na empresa. “A ideia é aumentar as vendas de peças mas, ao mesmo tempo, trazer benefícios reais aos clientes. Queremos garantir maior agilidade nas entregas, melhorar processos e modernizar a empresa de uma maneira geral. Do total de 27 lojas do grupo, 24 já estão integradas na plataforma de comércio eletrônico e operando normalmente”.

Pela plataforma digital, a Tracbel já registra cerca de 50% de comercialização de

componentes para o varejo, “nós temos tido um crescimento excepcional, que dobra ano a ano”, afirma. O volume mensal de transações digitais, que no início se contava em dezenas de milhares de reais, atualmente ultrapassa a casa de milhões. “A base de clientes da plataforma quase triplicou, assim como o percentual de clientes ativos do e-commerce (aqueles que compram com frequência) aumentou 400%. Quem compra pela internet, compra de novo”.

Segundo Pereira, a recorrência é de quase 80%, e continua aumentando. “É um resultado excelente, levando-se em consideração o pouco tempo de funcionamento do novo conceito”. O e-commerce abrange praticamente todo o amplo universo de cerca de 100 mil part numbers das máquinas, equipamentos e veículos por eles comercializados, além de pneus e implementos.

“Ali estão as marcas Volvo (equipamentos de construção, caminhões e chassis de ônibus), SDLG (máquinas amarelas), Tigercat (equipamentos florestais) e pneus comerciais da Michelin e da Camso. As transações são geralmente rápidas, durando poucos minutos. O usuário pode comprar desde filtros e lubrificantes, passando por pneus, freios, componentes de transmissão e motores e, futuramente, até máquinas inteiras”, especifica.

Na visão de Pereira, o comércio eletrônico veio para facilitar a compra de peças online. “Adquirir uma peça de reposição de um bem de capital nunca foi tarefa fácil. Sempre houve a necessidade do conhecimento técnico do cliente ou de uma equipe do distribuidor. O e-commerce, na plataforma digital, veio para facilitar tudo isso, pois o sistema foi desenhado para facilitar todos estes processos, uma vez que ele é a prova de erros”.

E, ainda, é possível filtrar seu equipamento pelo chassi. “Com isso, você só encontrará peças que encaixem exatamente nos seus equipamentos. Os clientes ainda têm a funcionalidade “Minha garagem”, onde cadastram todos os seus produtos, e o sistema mostrará apenas as peças para os equipamentos cadastrados”, conclui.

Desde 2015, o foco do Mundo do Caminhão é o comércio eletrônico de acessórios. Ano a ano, eles vêm colhendo ótimos resultados.

EXPANSÃO COM FOCO EM ACESSÓRIOS

Desde 2015, o foco do Mundo do Caminhão é o comércio eletrônico de acessórios. Ano a ano, eles vêm colhendo ótimos resultados. Somente neste, o crescimento foi de 40% em relação a 2020, um resultado que o diretor, Matheus Huff, atribui ao próprio desempenho do comércio eletrônico e à maior adesão de novos consumidores.

“Nós acompanhamos o crescimento do e-commerce. Na linha automotiva ainda há um público mais conservador, mas quando ele faz a sua primeira compra online, como, por exemplo, de uma TV, ele vê que não é nenhum bicho de sete cabeças. Os próprios sites estão mais fáceis e os pagamentos estão mais descomplicados, como o próprio PIX, que está ajudando. Quando o cliente faz a primeira compra na internet, nós estamos no jogo. O nosso público está aumentando muito, o caminhoneiro está vindo para a internet”.

E a partir de agora, Huff diz que os resultados são melhores ainda. “É no último trimestre em que a loja dá o grande salto dela do ano, em função da Black Friday e das campanhas de final de ano”. Para se ter uma ideia, ele conta que os dois dias de vendas na Black Friday representam as vendas de um mês inteiro. “E no ano passado, o resultado foi ainda maior do que esse”.

Ao todo, são 2.400 códigos cadastrados no Mundo do Caminhão e, por enquanto, eles não pensam em entrar com a linha mecânica. “O nosso maior foco é o acessório, ainda há tanto a crescer nessa linha que a gente vai protelando um pouco a nossa entrada na linha mecânica”. A novidade nesse ano foi a expansão.

“Nós aumentamos em 30% o tamanho da nossa equipe, abrimos duas novas filiais (que é como eles chamam o centro de distribuição) e já estamos nos preparando para o crescimento do próximo ano, para dar conta do crescimento deste”, conclui Huff.

OPORTUNIDADES DE MELHORIAS

Danilo Fraga aproveita para deixar algumas dicas para tornar o comércio eletrônico mais eficiente. São elas:

Catalogação do Produto

• Aplicações padronizadas e descritas de forma que o cliente entenda corretamente se o produto se aplica para o veículo do cliente;

• Dados técnicos com preenchimento de um padrão descritivo, que mostre na ficha do produto aquilo que de fato é importante ele saber antes de comprar a peça;

• Fotos de boa qualidade, preferencialmente em dimensões igual ou maior que 1000 x 1000 pixel,

• Referência com os códigos originais e da concorrência corretos.

Disponibilidade do Produto

- O produto precisa estar na mão do caminhoneiro ou frotista em questão de horas, esse será um grande ponto e que tem desprendido investimentos volumosos no

comércio eletrônico.

Crédito

- As plataformas digitais precisarão se atentar à questão do crédito para conquistar um espaço ainda maior no mercado de reposição.

- Grande parte das transações do mercado tradicional ocorre via linhas de crédito ofertadas pelos próprios lojistas e distribuidores do segmento e não serão facilmente substituídas pelas compras em cartões de crédito tradicionais.

- Atualmente, o volume de compras de uma oficina é infinitamente superior à capacidade que ela tem em contrair limites nos bancos tradicionais, dado as características mais informais do segmento. Este fato é agravado pelo ticket médio muito mais alto quando falamos de peças de linha pesada.

- Para um salto disruptivo em direção da digitalização das compras é necessário ferramentas que compreendam essa singularidade no segmento e que tragam soluções concretas para o tema.

Matheus Huff, da Mundo do Caminhão

Texto: Redação | Foto(s): Divulgação

DAF CAMINHÕES BRASIL

COMEMORA OITO ANOS DE PRODUÇÃO NO PAÍS COM MELHOR DESEMPENHO COMERCIAL DA SUA HISTÓRIA

A DAF Caminhões Brasil celebra oito anos de produção no País já estabelecida como uma das principais fabricantes de caminhões pesados e com soluções completas de transporte para o cliente. Em 2021, a Rede DAF atingiu 100% de cobertura do território nacional e ampliou a área de Serviços ao Cliente, com foco no atendimento premium. Também bateu recordes consecutivos de emplacamento, sendo cerca de 16 mil caminhões na frota nacional circulante.

VOLVO RECEBE PEDIDO DE RECORDE DE CAMINHÕES ELÉTRICOS NA EUROPA

A Volvo Trucks recebeu um pedido de 100 caminhões FM Electric da DFDS, a maior empresa de transporte e logística do norte da Europa. “Este é um marco importante em nosso compromisso com o transporte livre de combustíveis fósseis e estou muito orgulhoso da parceria que temos com a DFDS. Juntos, estamos mostrando que a eletrificação do transporte por caminhões pesados já é uma solução viável”, diz Roger Alm, presidente da Volvo Trucks.

ROBUSTA E CONFIÁVEL, 3ª GERAÇÃO DO CUMMINS ISL 8.9 CONQUISTA LIDERANÇA NA APLICAÇÃO

COCA-COLA BEVERAGE COMPANY OPERA CAMINHÕES

HYUNDAI MIGHTY EM 28 CENTROS DE LOGÍSTICA EM TODO O PAÍS

A Coca-Cola Beverage Company adquiriu 70 unidades do caminhão Hyundai Mighty de 3,5 toneladas equipados com a transmissões totalmente automáticas Allison 1000 xFE™ em agosto do ano passado. “No ano passado, em meio à grande demanda por caminhões equipados com transmissões totalmente automáticas, a empresa adquiriu essas unidades”, afirma Gwan-yong Kim, gerente de Atualização e Logística da Coca-Cola Beverage Company.

Mais uma vez, a Cummins Brasil antecipou tendências tecnológicas tendo como base a sólida sinergia da engenharia global, apresentou ao País a nova versão do ISL 8.9 e, como resultado, celebra a liderança na categoria de potência, de 360 hp até 53 t, com 47,9% de participação. Dedicado ao segmento de pesados, o projeto foi liderado pela equipe de engenharia brasileira e integra a prática de melhoria contínua presente no DNA da corporação.

EMPRESAS RANDON REALIZAM ENCONTRO DE APROXIMAÇÃO COM A COMUNIDADE EM CAXIAS DO SUL (RS)

As Empresas Randon realizaram um encontro com a comunidade local da Serra Gaúcha, em Caxias do Sul. O evento ocorreu de forma presencial, na Conexo, seguindo os protocolos sanitários recomendados, e contou com a presença de lideranças comunitárias de Caxias, dos bairros das regiões Interlagos e Forqueta – que concentram a maioria das unidades da companhia –, e de Farroupilha – onde se localiza o Centro Tecnológico Randon (CTR).

Suplemento Especial

# 5 OUTUBRO/2021

OS FATORES QUE PESAM

NA PROMOÇÃO

Consultores dão dicas e as lojas de autopeças mostram o que elas fazem na prática, principalmente priorizando os que já são colaboradores

Texto: Karin Fuchs | Foto(s): Divulgação

Muitos empresários do varejo de autopeças preferem promover os seus colaboradores para novos cargos do que contratar profissionais do mercado. O receio é que eles venham de fora com vícios que possam comprometer a produtividade e até o desempenho da equipe. Identificar quem são esses talentos é o primeiro passo. Segundo o CEO da Heach Recursos Humanos Brasil, Elcio Paulo Texeira, para isso é preciso cruzar dois principais pilares: as competências técnicas e as competências comportamentais. E hoje em dia, a que pesa mais é a segunda.

“Pessoas que apresentam soluções de problemas, melhoria de performance, que trazem ideias e redução de custo, ou seja, que participam ativamente da empresa, precisam ser observadas e de alguma forma serem recompensadas. Não necessariamente de forma financeira, mas com oportunidades, elogios, com um reconhecimento para elas poderem se manter doando e contribuindo cada vez mais para o

crescimento da empresa”, afirma.

Vice-presidente da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) e autor de diversos livros, entre eles, do best-seller O Poder da Atitude, Alexandre Slivinik sugere para as empresas que não tenham um formato de identificação de forma estruturada, que seja feito o mapeamento das competências.

“É preciso estruturar as competências que precisam ter o caixa, o vendedor e o estoquista, por exemplo. A partir do momento que essas competências são mapeadas e também as competências que cada colaborador tem, você consegue entender qual é o colaborador certo para a vaga”, explica.

Vivian Rio Stella, coordenadora do comitê de Comunicação Digital da Aberje, Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, diz

Elcio Paulo Texeira, CEO da Heach Recursos Humanos Brasil
Vivian Rio Stella, coordenadora do comitê de Comunicação Digital da Aberje

que para identificar potenciais profissionais é preciso estimular o desenvolvimento deles. “Conversas, feedbacks construtivos, incentivos não apenas financeiros (mas também), cursos à escolha da pessoa pagos pela loja, plano de carreira claro, tudo pode ser uma forma de estar próximo e permitir o desenvolvimento”.

PLANO DE CARREIRA

Dependendo do porte da empresa, nem sempre é possível ela ter um plano de carreira para os seus colaboradores. No caso de pequenas empresas, por exemplo, em muitas delas o nível hierárquico mais alto é do dono da loja, mas é possível traçar um plano de crescimento no cargo, como bem explica Slivinik.

“Muitas vezes, o plano de carreira está associado ao crescimento de cargo, mas, crescimento e plano de carreira não é só crescer no cargo, é crescer na função profissionalmente. É a empresa oferecer cursos para que a pessoa possa se desenvolver mais. Infelizmente, muitos empresários não investem no crescimento e na competência de seu colaborador com receio de ele ir para a concorrência. Pior do que investir e ele sair para a concorrência, é ter um colaborador desmotivado e que, consequentemente, não trará nenhum resultado para a empresa”.

A mesma opinião compartilha Vivian. “O plano de carreira dá uma visão de médio e longo prazos para as pessoas, senão, elas passam a ver apenas o trabalho como mais um emprego, como uma fonte de salário e não como oportunidade de desenvolvimento e carreira. O custo da troca de pessoas é alto, não é só sobre repor uma pessoa que foi embora, é o tempo de capacitação, a confiança que se

estabelece, o conhecimento que ela adquire e leva embora”, alerta.

Alexandre Slivinik, vice-presidente da ABTD e autor de diversos livros

Teixeira explica que o plano de carreira se aplica a empresas de qualquer porte, com foco na performance e no resultado que o colaborador apresenta. “Quanto mais ele participa, quanto mais rápido é o resultado dele, há uma tendência natural de se linkar a remuneração e o nível de responsabilidade. Não importa o tamanho da empresa, é necessário construir um plano de carreira inteligente com o auxílio de um profissional de RH”. O que segundo ele, nunca um plano de carreira bem feito vai dar prejuízo para a empresa. “Bem feito, ele é um instrumento estratégico que vai ajudar a manter, reter e aumentar a performance da equipe”.

CAPACITAÇÃO

Em comum, os três afirmam que é necessário capacitar os colaboradores, mas em primeiro lugar, defende Slivinik, é preciso identificar o que precisa ser treinado. No caso de um vendedor, por exemplo, não basta apenas um curso de vendas, mas sim, saber quais competências ele precisa ter para exercer essa função, entre elas, ouvir o cliente, se colocar no lugar dele e ter empatia. “Identifique em cada colaborador quais competências eles precisam desenvolver, a partir disso, busque instituições que oferecem cursos até de graça. O desenvolvimento profissional é um dos fatores

principais de motivação dos colaboradores”.

O mesmo diz Teixeira. “Investir em treinamento e capacitação é um diferencial competitivo, mas não adianta trazer qualquer profissional, empresa, ou repetir tudo que é dito em todos os lugares, se o treinamento não for customizado para as necessidades da empresa. É necessário entender os problemas que são apresentados no dia a dia, o que quer melhorar e construir um treinamento e uma capacitação onde seja possível medir o antes e o depois, além de garantir que tem um processo de melhoria ao longo da capacitação”.

E a capacitação também pode ser feita internamente, conforme sugere Vivian, com reuniões para a troca de ideias e aprendizados. “Com discussão de casos difíceis que cada pessoa enfrentou e o que aprendeu com isso; incentivo a fazer cursos online e gratuitos, até criando alguma premiação para quem faz, e ser o exemplo de quem estimula a aprendizagem, de quem compartilha aprendizados. Erros e acertos também são formas que não impactam tanto nos custos e que geram muito mais foco no desenvolvimento de pessoas”.

ATITUDES COMPORTAMENTAIS

Cada vez mais, as atitudes comportamentais ganham peso na hora da promoção e isso vale para qualquer empresa, de qualquer setor. “Normalmente, as empresas contratam por aptidão (pelo currículo) e demitem por falta de atitude. Dentro dessa linha de pensamento, o comportamento é fundamental e interfere diretamente na promoção e no desenvolvimento da carreira. Se não tiver atitudes assertivas para resolver os problemas dos clientes, pensando estrategicamente nos resultados da empresa, não há promoção. O profissional ativo é o que tem a maior chance de uma promoção”, afirma Alexandre Slivinik.

Vivian Rio Stella cita o mesmo que Slivinik. “A máxima é bem conhecida: contratamos por competência e demitimos por comportamento. Não à toa, as soft skills, as habilidades

comportamentais, são tão valorizadas e trabalhadas hoje em dia. São elas que criam motivação, engajamento, desenvolvimento, bom clima e, sim, bons resultados. Por isso, vale se atentar ao perfil da vaga, das pessoas, estimular a diversidade e ir além dos números para desenvolver pessoas”.

Elcio Paulo Texeira comenta que há diversas pesquisas que falam que os grandes CEOs possuem boas formações, mas o que faz a grande diferença são as características comportamentais, dentre elas, a inteligência emocional. “As empresas precisam treinar comportamentalmente os profissionais para eles estarem engajados para solucionar problemas, pensarem fora da caixa, serem rápidos na entrega de soluções, desenvolverem empatia e para eles entenderem a necessidade do cliente”.

Ele destaca que quando a empresa treina esses profissionais para também trabalhar de forma coletiva e colaborativa, isso, ainda é mais significativo. “Então, investir em treinamentos comportamentais pode ser um enorme diferencial. Hoje, no mundo tecnológico, onde as máquinas fazem muitas coisas, menos pensar, a questão do investimento em comportamento se torna essencial”, conclui.

ESCOLA DE FORMAÇÃO

Desde o início, o mote da Jaicar sempre foi dar oportunidade para que os colaboradores internos possam crescer. “Falar em promoção interna na Jaicar é algo muito recorrente. Lá nos anos de 1992, quando a primeira loja foi aberta, o nosso primeiro colaborador, o Roberto Rosa, era motoqueiro. Hoje, ele é o gerente do nosso televendas”, conta o gerente Comercial, Guilherme Naves.

“Pessoas que apresentam soluções de problemas, melhoria de performance, que trazem ideias e redução de custo, ou seja, que participam ativamente da empresa, precisam ser observadas e de alguma forma ser recompensadas”.
Elcio Paulo Texeira, CEO da Heach Recursos
Guilherme Naves, gerente
Comercial da Jaicar
Humanos Brasil
“Conversas, feedbacks construtivos, incentivos não apenas financeiros (mas também), cursos à escolha da pessoa pagos pela loja, plano de carreira claro, tudo pode ser uma forma de estar próximo e permitir o desenvolvimento”.
Vivian Rio Stella, coordenadora do comitê de Comunicação Digital da Aberje

Como Rosa, são vários exemplos na empresa. “O grupo tem dez filiais, somos em 13 gerentes, basicamente seis começaram no estoque e dois começaram como vendedores. São poucos os gerentes de fora que trouxemos para o grupo”. Ele mesmo começou no estoque. “Mesmo sendo filho do César (diretor Comercial), eu nunca deixei que o fato de ser o filho dele me norteasse dentro da empresa”. Com um passo de cada vez, Guilherme passou por praticamente todos os departamentos da Jaicar até a gerência comercial, que assumiu antes da pandemia.

Para ele, a identificação dos bons profissionais começa no processo seletivo. “O mais importante é ter uma seleção muito boa para conseguirmos reconhecer possíveis pessoas para entrarem no grupo. A porta de entrada principal é no estoque, que ainda tem aquela visibilidade mais masculina, mas estamos quebrando isso. Nós temos muitas vendedoras mulheres bem capacitadas, que entraram como recepcionistas, assistentes de vendas, ou como operadoras de caixa”.

O comportamental também tem um grande peso. “Um dos aspectos que mais analisamos é a postura, como a pessoa se porta ao falar, a sua linguagem no processo seletivo, se está atenta ou não ao que está acontecendo, e se a sua dicção é boa. No RH da Jaicar, ela preenche uma ficha com algumas perguntas que nos mostra o seu perfil comportamental, o que nos norteia para termos o profissional que queremos”.

Há cerca de três anos na Jaicar foi criada uma escola de formação de vendedores, voltada principalmente para os profissionais internos. Participam os que têm uma postura adequada, saibam conversar com os clientes e que tenham um bom atendimento na função que desempenham. “Nós estamos conseguindo ter excepcionais

resultados hoje, com a formação interna de pessoas que são vendedores natos, digamos assim, mas que não tenham nenhum conhecimento dentro do segmento automotivo. Todos eles passam por esse curso”.

Sempre na abertura de uma vaga interna, os olhos são voltados para quem já está na empresa. “Caso tenha alguém que se enquadre, a vaga é destinada a ele, se não tiver dentro de casa, nós vamos para o mercado de trabalho, mas a preferência da Jaicar foi sempre trabalhar com a mão de obra interna”, finaliza.

UMA EMPRESA DE OPORTUNIDADES

Gestor de logística da Perim Autopeças, Bruno Damião de Almeida costuma falar que a Perim é uma empresa de oportunidades em vários setores, mas que a principal deles parte do almoxarifado, por ser o setor que tem mais colaboradores. “São 116 no total, nas 14 lojas do grupo e no CD em Santa Catarina. Pelo público maior ser no almoxarifado, as oportunidades são bem maiores”.

A promoção não é apenas de cargo. “No almoxarifado, nós temos três níveis de salários e a primeira promoção é a do salário. Nós temos a cultura de promovermos internamente. Se não encontramos o profissional adequado, nós vamos para o mercado”. Para a promoção interna, o que inclui não apenas no almoxarifado, mas também em outras áreas, as vagas são divulgadas em todos os departamentos da empresa e os respectivos gestores fazem as indicações.

“Aqui na unidade de Guarulhos, quatro vendedores que estão no balcão saíram do estoque, todos com mais de três ou quatro anos de Perim. E isso acontece em todas as lojas, a maioria dos vendedores veio do estoque. Dentro de casa, podemos formar o colaborador de acordo com o que necessitamos, assim, conseguimos mais resultados, isso está virando uma política interna da Perim, o que está dando certo”. Somente neste ano, em um período de quatro meses, conta Almeida, foram cerca de 8 promoções.

Bruno Damião de Almeida, gestor de logística da Perim Autopeças

4 MANEIRAS DE AUMENTAR A PRODUTIVIDADE EM VENDAS E CRESCER NA CARREIRA

Quem trabalha na área de vendas conhece bem o significado da expressão “matar um leão por dia”. Além de ter que cumprir metas e lidar com a concorrência de outros profissionais, ainda precisa competir com a tecnologia e os sites de vendas online — uma realidade que vem crescendo muitos nos últimos anos.

Apesar de exigir um pouco de dedicação, a produtividade em vendas pode ser incrementada com técnicas e estratégias simples, que ajudam você a bater as metas e fidelizar os clientes. Conheça, a seguir, 4 maneiras de dar uma turbinada nos seus resultados!

1. TENHA CONHECIMENTO TÉCNICO SOBRE AS PEÇAS

Em um segmento tão específico quanto o ramo de autopeças, torna-se fundamental buscar conhecimento técnico, afinal, é preciso tirar as dúvidas do cliente na compra do item certo e orientar sobre o melhor custo-benefício. Quando se trata de um consumidor final, mostrar que você tem autoridade no assunto vai deixá-lo mais seguro.

O seu conhecimento técnico também é muito valioso para o mecânico, pois, mesmo que ele já conheça as peças, pode ter dúvidas e precisar de esclarecimento sobre garantias ou, até mesmo, como discriminá-las no orçamento.

2. MANTENHA-SE ATUALIZADO SOBRE AS TECNOLOGIAS

A tecnologia passou a fazer parte de nossas vidas pessoais e profissionais de uma forma irreversível. Essa realidade tem cobrado do profissional de vendas uma necessidade cada vez maior de estar conectado e presente nos meios digitais o tempo todo.

Pode ser um moderno software, que permite o acompanhamento detalhado do cliente, um sistema de e-commerce ou um simples número de WhatsApp. O fato é que ela deve ser encarada como um recurso essencial para alavancar o desempenho nos negócios.

3. CONHEÇA OS GATILHOS MENTAIS DE VENDAS

Pode parecer complicado, mas eles nada mais são do que estímulos que chegam até nosso cérebro e nos fazem tomar uma decisão, sendo muito utilizados por profissionais de marketing e vendas. Você pode usar esse recurso para ajudar seus clientes a se decidirem pela compra de um produto.

Os gatilhos mentais para vendas mais importantes são:

• Reciprocidade • Compromisso e coerência

• Prova social • Afeição

• Autoridade

4. APOSTE NAS VENDAS AGREGADAS

Vender não é simplesmente entregar um produto, é preciso entender as necessidades do cliente para que ele possa ficar satisfeito ao sair da loja. A venda agregada — ou cross selling — é uma das técnicas de venda que mais pode ajudar você a aumentar a produtividade em vendas e deixar o cliente feliz.

O conceito é simples: imagine que alguém precise trocar um pivô desgastado. Com um bom conhecimento técnico, você saberá que o ideal é, também, substituir a bieleta, a bandeja e as buchas, e poderá orientar o comprador a incluir esses itens na compra, a fim de garantir um reparo bem-feito.

Tenha certeza que, ao seguir essas dicas, é possível melhorar a produtividade em vendas e se destacar muito na empresa. Lembre-se também de investir no pós-venda, pois um cliente que se sente cuidado sempre volta.

Gostou das nossas dicas? Então, siga o @ferasdavendanakata no Instagram para ficar por dentro das novidades do segmento de autopeças!

Se você quer descobrir todos os itens que fazem parte do conjunto de suspensão, acesse o nosso vídeo sobre o tema, disponível no canal da Nakata no YouTube!

A importância da manutenção das mangueiras de arrefecimento

Para que o motor do veículo trabalhe de forma correta evitando um superaquecimento, perda de potência e possíveis danos, é recomendada a revisão completa do sistema de arrefecimento (mangueiras, válvula termostática, bomba d’água e interruptores) a cada 10.000 km. Essa também é a quilometragem indicada para trocar o líquido de arrefecimento (aditivo e água desmineralizada no caso de aditivo concentrado), substância que protege e garante a limpeza interna do sistema de arrefecimento, aumentando a vida útil dos componentes.

Pensando nisso a Dayco oferece a melhor solução para você aproveitar a potência máxima do seu veículo de forma segura e eficaz, nossas mangueiras de arrefecimento. As mangueiras de arrefecimento Dayco, produzidas nos padrões de segurança e qualidade original, comercializadas em embalagens individuais contendo código do produto e a indicação de aplicação, o que impede que ocorra contaminação durante seu armazenamento, oferecendo um excelente custo-benefício.

São confeccionadas com silicone de alto desempenho e trama interna de poliéster, possuindo um baixo nível de manutenção, além da maior resistência à pressão nas mais severas condições de trabalho, atendendo as exigências do ponto de ebulição e congelamento, resistência eletroquímica, resistente à contaminação de óleo e demais derivados de petróleo, como também ao torque das abraçadeiras e travas.

Para maior durabilidade não recomendamos a utilização de água da torneira, pois ela possui flúor e cloro e com a pressão e temperatura do sistema estes elementos se transformam em ácido (hidrolise) corroendo todos os componentes do sistema, diminuindo sua vida útil, comprometendo o perfeito funcionamento do sistema de arrefecimento do veículo.

SIGA A ORIENTAÇÃO DO MANUAL DO FABRICANTE DO VEÍCULO.

Entre em contato com os técnicos e canais de comunicação da Dayco em caso de dúvidas de instalação, através do telefone 0800 77 0033, ou WhatsApp 11 99385-1313.

Para maiores informações sobre a Dayco e seus produtos, acesse o website da empresa: www.dayco.com.

Comportamento

QUEBRANDO A ROTINA

Durante longos 30 anos, Sr. Daniel frequentou a aconchegante barbearia do Sr. Arnaldo.

De repente, chegou o momento do Sr. Arnaldo encerrar suas atividades profissionais.

Com “mãos atadas”, Sr. Daniel foi conversar com um grande amigo e lhe perguntou: E agora, Juvenal? Onde irei cortar o meu cabelo desse momento em diante?

- Reflexos da rotina, meu amigo, respondeu Sr. Juvenal. Todos nós, no dia a dia, cumprimos algumas rotinas, entretanto, não devemos nos tornar reféns delas, afinal, há um mundo de possibilidades à nossa volta.

Sr. Juvenal continuou abordando o assunto: “incomodado com a rotina diária, meu amigo, Sr. Rotinaldo, contou-me sobre um dia diferente que propôs para si mesmo. Ao sair do trabalho, passou em uma floricultura, comprou rosas para presentear a esposa e a convidou para jantar em um restaurante o qual recebeu ótimas referências e passaram a noite em um local bem interessante. No dia seguinte, durante o café da manhã, sentou-se à mesa em um local diferente do habitual e incrementou itens novos ao tradicional café. Em seguida, saiu para o trabalho e experimentou um novo trajeto de casa até à empresa; chegou um pouco mais cedo e pôde conversar com os colegas de trabalho. No horário de intervalo, fez uma ligação para um amigo o qual não mantinha contato há bastante tempo e no decorrer do dia evitou usar as redes sociais, enfim, ficou atento a cada detalhe de sua rotina durante o dia todo. Resultado: gostou da experiência e se comprometeu em sempre fazer algo novo e não ficar preso, engessado, à rotina.

A rotina gera uma certa previsibilidade e observação por parte de outras pessoas: ao sair para o trabalho, logo após o café da manhã, acredite, Sr. Daniel foi abordado por um vizinho que o perguntou se aconteceu algum problema, pois percebeu que ele chegou em casa mais tarde no dia anterior, depois saiu com a esposa e agora está saindo para o trabalho um pouco mais cedo, diferente de como acontece habitualmente.

Se para as crianças cumprir uma rotina é fundamental em seu processo de formação e desenvolvimento e, principalmente, ensina a conviver com a realidade familiar e comunitária e contribui para o fortalecimento da autonomia, aos adultos é, também, importante cumprir uma rotina, como

por: Valtermário Rodrigues

por exemplo, horários para as refeições e horários para dormir e acordar, pois ajuda no funcionamento do corpo, a estabelecer prioridades e a evitar a sensação que estamos atropelando as atividades do dia a dia, entretanto, sair um pouco da rotina faz muito bem à nossa mente, afinal, o cérebro se acostuma com a rotina e tende tornar nossas ações automatizadas.

No ambiente empresarial, a rotina é favorecida por aqueles colaboradores que preferem se manter na zona de conforto.

Se manter na zona de conforto é não experimentar novas experiências, acomodar-se, ou seja, ao se acostumar com determinados comportamentos, o indivíduo sente-se em segurança e seu desempenho acontece de forma constante.

A cada dia as empresas estão mais automatizadas. O trabalho que era realizado, por exemplo, por 10 (dez) homens, atualmente, é realizado por apenas 01 (um) e esse processo de automação e evolução tecnológica pode implicar em cansaço mental por conta da padronização dos processos.

Para amenizar os efeitos dessa rotina estressante, muitas empresas investem na qualidade de vida de seus colaboradores, promovendo diversos tipos de ações.

Em contrapartida, cada indivíduo deve investir em sua própria qualidade de vida, seja através de atividades de lazer, reservar momentos para a família e para os amigos, praticar alguma atividade física, assim como praticar o seu principal hobby.

Não precisa esperar pelo período de férias, uma vez por ano, para sair um pouco da rotina, sem falar nos profissionais que optam por vender as férias. Mas calma! Também não precisa estabelecer como regra a necessidade de fazer algo diferente durante os 365 dias do ano. As coisas devem acontecer naturalmente, sem pressão sobre si próprio.

Se analisarmos o dia a dia, por exemplo, de um balconista de autopeças, o crescente número de veículos lançados a cada ano; a grande quantidade de peças automotivas; o stress diário do profissional de vendas e do cliente; a pressão por resultados; as normas e procedimentos e processos bem definidos, forçadamente provoca uma rotina que pode implicar em prejuízos à saúde física e mental.

Para fugir um pouco da rotina, o balconista pode: trocar com um colega a posição de atendimento no balcão; usar o catálogo eletrônico em vez do catálogo manual; quebrar paradigmas; se é especialista em um determinado produto, procurar conhecer outros produtos; em vez de levar almoço todos os dias, variar pedindo delivery ou almoçar no restaurante próximo à loja; experimentar uma forma diferente de atender o cliente e de realizar suas atividades, etc.

E agora, Daniel, Juvenal, Arnaldo, Pedro, Paulo, Antônio, José...? Que tal quebrar a rotina de vez em quando?

A vida é bela e nos proporciona muitas possibilidades, quer seja no ambiente pessoal ou profissional.

A propósito, “Quebrando a rotina” escrevi à beira de uma cachoeira localizada em um lindo balneário na cidade de Ituberá, baixo sul da Bahia, afinal, ninguém é de ferro!

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