Ainda é alta a taxa de desemprego, de 14,7%, 36 milhões estão na informalidade e para conter o avanço da inflação, que deve terminar este ano em 9% pelas previsões dos especialistas, a taxa de juro está subindo: a expectativa é de 7,63% no final de 2021. Além disso, o litro da gasolina acumula alta de 37% nos últimos 12 meses, segundo aponta o IBGE. A verdade é que todos esses fatores somados influenciam no consumo.
MERCADO RESILIENTE
Dados, fatos e experiências traduzem a força do segmento de reposição
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Há sempre como se aperfeiçoar. Saiba o que o setor está demandando HABILIDADES COMPORTAMENTAIS
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COMPRA ONLINE
Reposição automotiva ainda tem desempenho inferior às expectativas
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HÁ 15 ANOS LEVANDO INFORMAÇÃO DE QUALIDADE À REPOSIÇÃO AUTOMOTIVA
Balcão Automotivo é uma publicação dirigida aos profissionais automotivos e tem o objetivo de trazer referências ao mercado, para melhor conhecimento de seus profissionais e representantes.
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NOSSA PLATAFORMA DIGITAL
FATORES QUE INFLUENCIAM O CRESCIMENTO DA REPOSIÇÃO AUTOMOTIVA
Alta do combustível, inflação, taxa de juro, desemprego e informalidade. Percalços que refletem no consumo, no desempenho do PIB e no setor de autopeças. O Brasil vive um momento delicado do ponto de vista macroeconômico. Ainda é alta a taxa de desemprego, de 14,7%, 36 milhões estão na informalidade e para conter o avanço da inflação, que deve terminar este ano em 9% pelas previsões dos especialistas, a taxa de juro está subindo.
Para se ter uma ideia, em setembro de 2020, a taxa Selic era de 2,0% ao ano, agora está em 5,25% e com a expectativa para 7,63% no final de 2021. Além disso, o litro da gasolina subiu nove vezes neste ano (muito, né?) e acumula alta de 27,5%, e de 37% nos últimos 12 meses, segundo o IBGE. A verdade é que todos esses fatores impactam sobremaneira o consumo e diretamente todo o setor.
totalizava 62,2 milhões de brasileiros. Apesar de ainda estar bem alta, a inadimplência está diminuindo, conforme a entidade.
É com imenso prazer que contamos nesta edição com materiais exclusivos de Danilo Fraga, diretor de Inteligência de Mercado, em seu artigo de nome “Afinal, quão resiliente é o mercado de reposição?”, e Laurent Guerinaud, diretor Geral da GiPA do Brasil, no seu artigo de título “Por que o E-commerce de peças está aquém do seu potencial no Brasil?”. Não perca também os artigos dos colunistas Renato Lass, da Linx , e Valtermário Rodrigues.
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Do lado do varejo, a manutenção preventiva volta a ser perceptível. Da reparação, a especialização é um diferencial. Na live de número 91, que aconteceu no dia 28 de agosto, participaram Renato Prevelaro Gonçalles de Toledo, supervisor de Vendas da Scario Autopeças, e Giezel Dias da Trindade Júnior, da DTR Garagem, ambos mostraram um cenário otimista para o mercado, falaram sobre mão de obra, falta de peças e garantias.
Com a inadimplência em queda, mas ainda afetando milhares de brasileiros, prejudicando o consumo e, principalmente, as empresas que ficam sem receber, com base no Mapa da Inadimplência, publicado mensalmente pela Serasa Experian, em julho, o número de inadimplentes no Brasil
DIRETORIA
DIRETOR COMERCIAL
Edio Ferreira Nelson edio@jornalbalcaoautomotivo.com.br
CONSELHEIRO CONSULTIVO Carlos de Oliveira
COMERCIAL
EXECUTIVO DE CONTAS Richard Faria richard@jornalbalcaoautomotivo.com.br
Em Pesados & Comerciais, na manutenção dos pesados: aos poucos, o mercado está voltando aos níveis normais de abastecimento. No caso da RTE Rodonaves, um dos maiores e mais reconhecidos nomes do País no setor de transportes e logística, o planejamento faz toda a diferença. É bom que se diga que no início da pandemia o abastecimento de peças foi bastante impactado e ao que tudo indica caminha para voltar à normalidade.
No Suplemento Especial Vendedor Automotivo, as habilidades comportamentais em alta: há sempre como se aperfeiçoar. Saiba o que o mercado está demandando, na voz de quem está junto aos clientes e no varejo. Cada vez mais, o comportamento das pessoas tem um grande peso não somente na hora da contratação, mas também no dia a dia junto aos seus pares e no relacionamento com os clientes.
traduzem em números a força do segmento de reposição
Omercado de reposição de autopeças é resiliente. Essa é uma frase muito utilizada pelos profissionais do segmento em contextos de crises, mudanças de legislações e em momentos de turbulências estruturais que, infelizmente, são um tanto quanto comuns no mercado brasileiro.
Entretanto, os anos de 2020/2021 trouxeram consigo um novo significado para essa frase, pois testaram de diversas maneiras o sentido da palavra resiliência. Seja na forma com que as empresas se organizam internamente, quanto no desenvolvimento de negócios.
Fazendo uma breve reflexão, parece inimaginável que estaríamos em setembro de 2021 com grande parte de nossos colaboradores vacinados, negócios caminhando de forma sustentável e com grande redução nas infecções pela doença.
Afinal, os meses de março a julho de 2020 foram de extrema apreensão aos colegas do setor. Parecia iminente uma crise de crédito e abastecimento, já que por um lado diversas empresas ligaram seu “modo de sobrevivência” prorrogando ou negociando os vencimentos de seus títulos.
Por outro lado, as grandes indústrias do mercado tiveram sua capacidade produtiva severamente afetada pela paralisação da produção nas montadoras de veículos e pelo lockdown decretado em alguns estados, que interromperam parcialmente as operações das oficinas e lojas de autopeças.
Contrariando a expectativa generalizada, o mercado de reposição reagiu no que tange à demanda (como se previu à época) e conseguiu manter sua liquidez com a valorização dos estoques existentes em um cenário de baixo índice de abastecimento pelo lado da indústria.
O índice de utilização veicular Fraga nada mais é do que o consumo médio de combustível por veículo existente no Brasil. Seus cálculos contam com as variáveis de vendas de novos veículos mensais no Brasil, frota brasileira de veículos em circulação mensal, mortalidade de veículos em nível mensal e o consumo dos combustíveis Gasolina do tipo C e Etanol, sendo que para o Etanol os valores são ajustados por sua eficiência energética, ou seja, o rendimento de um combustível em relação à performance do outro.
Aliado a isso, a capacidade de adaptação das empresas provou que: soluções criativas e inovadoras, somadas à experiência dos profissionais do setor são vacinas capazes de atenuar os impactos de qualquer crise.
Pelo lado da oficina mecânica, estima-se que os serviços de “leva e traz” passaram a ser oferecidos por mais de 70% das empresas, já os agentes comerciais e industriais, diversas inciativas nas áreas logísticas, expansão dos serviços de entrega e a aceleração de projetos digitais (principalmente os projetos com foco no B2B), minimizaram os impactos da crise em sua “pior onda”, ocorrida entre a segunda quinzena de março e primeira quinzena de abril.
Estes certamente integrarão os principais legados dessa pandemia.
Atualmente o que se observa é uma constante e concreta manutenção das taxas de utilização dos veículos, que deverá se manter 3,01% a menos do que nos períodos que antecedem à pandemia.
Por outro dado, a frota brasileira em circulação manterá seu crescimento de forma estável.
Entre os anos de 2018 e 2020, o total de veículos em circulação teve um crescimento positivo de 3% no período. Quando analisamos
QUÃO RESILIENTE É O MERCADO DE REPOSIÇÃO?
a evolução da frota fora do período de garantia das concessionárias (acima de 3 anos de uso) o desempenho é ligeiramente inferior, mas ainda positivo. No mesmo período esta faixa de veículos, a qual denominamos “Frota Reparável”, cresceu 2,91%. A previsão para 2021 é de um novo crescimento de 1,01% em relação a 2020.
2018/2025 - Evolução real e prevista da Frota Brasileira em Circulação e da Frota Reparável
Quanto ao perfil etário dos veículos brasileiros em circulação, 37,81% deles possuem entre 4 e 10 anos de idade (faixa etária mais populosa entre os veículos do País). 28,50% dos veículos da frota possuem de 11 a 20 anos e outros 13,57% já possuem mais de 20 anos de idade.
Conforme poderemos analisar no gráfico abaixo, até 2025 o perfil etário dos veículos brasileiros irá envelhecer. 36,60% dos automóveis estarão com 11 a 20 anos, enquanto 21,24% dos veículos terão entre 0 a 3 anos.
2018/2025 – Evolução real e prevista da participação % das faixas de idade na Frota Brasileira Linha Leve
Essa dinâmica elevará a idade média dos veículos em circulação no País. Atualmente a média de idade dos carros é de 10,84 anos de uso. Até 2025 a idade média será de 11,52 anos.
Esse processo de envelhecimento irá no primeiro momento aquecer o mercado de reposição de autopeças, até que a queda no volume total a ser reparado supere os ganhos com a maior incidência de falhas nos produtos em decorrência da idade e condições gerais do veículo (que se deterioram com o uso). Veja abaixo:
Esses indicadores nos dão a segurança de que os serviços no mercado de reposição independente permanecerão acima da média nos meses de outubro, novembro e dezembro de 2021.
Seguiremos com o compromisso de acompanhar e informar o nosso segmento a respeito dos impactos da pandemia, além de oferecer informações precisas para o desenvolvimento de estratégias de marketing, produtos e soluções comerciais para o mercado de reposição.
Afinal, quando se trata de soluções práticas, precisas e confiáveis, sejam elas técnicas ou de inteligência, a Fraga Inteligência Automotiva é seu parceiro estratégico por mais de 30 anos.
Sobre a Fraga Inteligência Automotiva
Especializada no fornecimento de dados estratégicos para o mercado de reposição brasileiro, a Fraga Inteligência Automotiva conta com mais de 130 clientes no território brasileiro, usufruindo de diversos serviços que envolvem a coleta, análise e o planejamento do mercado de reposição de autopeças, acessórios, pneus e demais produtos aplicados em veículos automotores. Fundada em 1990, a empresa tem como propósito trazer soluções práticas e confiáveis para profissionais que atuam nas áreas de Marketing e Vendas de diversos segmentos do setor automotivo, tais como: indústria (fabricantes), prestadores de serviços (seguradoras) e varejo (distribuidores). Mais informações em: fraga.com.br
Danilo Fraga, Diretor de Inteligência de Mercado
DANA APOIA CAMPANHA SETEMBRO AMARELO®, QUE DESENVOLVE AÇÕES PARA A VALORIZAÇÃO DA VIDA E PREVENÇÃO AO SUICÍDIO
“Agir salva vidas” é o tema da Campanha Setembro Amarelo® de 2021, que promove ações para a valorização da vida e a prevenção ao suicídio. A iniciativa reúne entidades de psiquiatria, instituições públicas, entidades e empresas privadas de todo o território brasileiro. Idealizada e promovida pela Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM. A Dana apoia esta iniciativa há vários anos e desenvolveu material para a divulgação da campanha em várias mídias, para seu público interno e externo.
NOVA SÉRIE MTE PODCAST EM VÍDEO TEM SCOPINO NA ESTREIA, SONDA LAMBDA E CUPOM DE DESCONTO
Abrindo uma nova série de vídeos (e áudios) sobre o mundo automotivo, em seu canal no Spotify, a MTE-THOMSON apresenta o MTE PODCAST. Os convidados serão sempre pessoas relevantes nesse universo, falando sobre mercado, experiências, empreendedorismo, histórias, etc. Nesse primeiro episódio, o convidado foi Pedro Scopino, professor do SENAI e da Oficina do Saber, além de proprietário da Auto Mecânica Scopino, oficina que completou 50 anos recentemente. Acompanhando um formato atual, dinâmico e moderno, o MTE PODCAST, além de ouvido, poderá ser assistido no canal oficial da MTE-THOMSON no Youtube.
A plataforma Automec 365, criada neste ano pela Reed Exhibitions (RX), organizadora da Automec, contou no início de setembro com vários representantes da indústria e das entidades do setor que trataram dos temas mais relevantes do atual cenário do aftermarket automotivo. A RX também confirmou a realização da Automec presencial no período de 09 a 13 de novembro, no Expo Center Norte. Ainda: a Automec 365 abriu a série de apresentações neste mês com um dos temas mais críticos para o mercado automotivo atualmente, a escassez de semicondutores, que vem impactando a indústria.
SABÓ RECEBE PELA 7ª VEZ PRÊMIO DA GENERAL MOTORS POR
NA QUALIDADE
Pela sétima vez, a SABÓ foi reconhecida e recebeu premiação de destaque no programa GM SQEA – Supplier Quality Excellence Award da General Motors. Na composição de seus sites produtivos, e considerada a transferência recente das operações para Mogi Mirim com total segurança e robustez, a empresa está entre as mais premiadas nas nove edições. Por conta da pandemia e a exemplo da premiação no ano passado, ao invés do envio de uma placa comemorativa, o cliente optou por celebrar enviando um certificado digital, marcando o momento com evento em base de conferência eletrônica reservada a 166 convidados.
NGK OFERECE TREINAMENTOS GRATUITOS PARA PROFISSIONAIS DO AFTERMARKET
Como parte de seu comprometimento com o desenvolvimento dos profissionais do setor automotivo, a NGK – multinacional japonesa fabricante e especialista em velas de ignição – oferece treinamentos gratuitos para os mercados brasileiro e sul-americano. Os conteúdos são abrangentes e atendem oficinas mecânicas e lojas de autopeças, além de escolas técnicas e universidades. “Acreditamos que a capacitação técnica é fundamental não apenas para o desenvolvimento dos profissionais, mas também para que seja possível entregar um serviço de excelência ao consumidor final”, diz Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da NGK.
COFAP AMPLIA LINHA DE METAL BORRACHA
A Marelli Cofap Aftermarket amplia sua linha de buchas de suspensão, aplicadas nas articulações do sistema, na dianteira e traseira do veículo. As buchas absorvem impactos, ruídos e vibrações provocados pelas imperfeições na pista e são fabricadas com borracha de alta qualidade, o que garante condução segura ao motorista e conforto para os ocupantes do veículo. As buchas fazem parte da linha Metal-borracha da Cofap, também composta por coxins e suportes. São cerca de 500 itens, que cobrem aproximadamente 80% da frota nacional de veículos.
SERRAF INICIA SUAS VENDAS NAS LOJAS OFICIAIS KS E PIERBURG NO MERCADO LIVRE
A Kolbenschmidt (KS) e Pierburg, uma das principais fabricantes de pistões, anéis, camisas, kits, bronzinas, filtros, válvulas e bielas do Brasil, iniciou a operação de suas lojas oficiais no Mercado Livre e a SERRAF Autopeças é uma das integrantes pioneiras. Próxima de completar 29 anos de existência, a distribuidora é especializada na comercialização de itens para o mercado de reposição, contando atualmente com 17 filiais de lojas físicas espalhadas por todo o estado de São Paulo e agora, acompanhando a tendência de e-commerce, marca presença através da loja oficial Kolbenschmidt (KS) em um dos maiores marketplaces do Brasil.
DPK REFORÇA OFERTA COM PRODUTOS DA KNORR-BREMSE, REFERÊNCIA EM FREIOS PNEUMÁTICOS
O sistema de freio é um dos mais importantes nos veículos. Os primeiros modelos nasceram em 1690. Hoje, o controle da velocidade e da aceleração pode ser feito por meio de sensores e até mesmo a distância. Pensando em fornecer produtos de alta qualidade e total segurança, a DPK, distribuidora de autopeças do Grupo DPaschoal, iniciou a comercialização dos produtos da marca alemã Knorr-Bremse, uma das líderes mundiais no fornecimento de freios para veículos comerciais. Com 44 anos de atividades no Brasil, a companhia está presente em 100% do mercado original, fornecendo itens de alta tecnologia com ênfase em segurança veicular.
ZF AFTERMARKET AMPLIA LINHA DE PASTILHAS DE FREIO TRW
Monroe e Monroe Axios, duas das principais marcas da DRiV, patrocinaram o evento Rota 2025 voltado para aplicadores, varejistas e profissionais da área automotiva, com o objetivo de incentivar a capacitação e o conhecimento. O evento no formato on-line ocorreu dia 15 de setembro, das 14h às 21h. O Rota 2025 contou com palestras de fabricantes e especialistas da área automotiva, com foco em buscar soluções aplicáveis para os negócios de reparação e comercialização de peças. Além disso, houve dicas de como se preparar para o mercado em 2025.
A ZF Aftermarket, com o objetivo de ampliar sua atual cobertura e deixar ainda mais completo e atrativo seu portfólio da linha TRW para o mercado de reposição, amplia sua atual cobertura de pastilhas de freio para veículos leves e pesados. As novas pastilhas têm como principais aplicações na linha leve os carros Audi A3 Sportback (2009-2012) e Caoa Chery Tiggo 5x TXS 1.5 16V (2019) e na linha pesada os caminhões Iveco Eurocargo (1991) e Volkswagen Dellivery 6.160 (2020). A lista completa de aplicações pode ser consultada em: https://aftermarket.zf.com/ la/brazil-images/lan-amentos/ pastilha-de-freio-trw.pdf
POSTERARO BATERIAS DESTACA
MARCA PRÓPRIA DURAMAX
Fundada em 1977, a Posteraro Baterias é uma empresa passada de pai para filho, que trabalha desde o varejo até distribuir renomadas marcas. Já há algum tempo difundido a marca própria DURAMAX, de excelente custo/ benefício e todas certificações necessárias de qualidade e meio ambiente, e também devidamente registrada no INMETRO e INPI, vem conseguindo à custa de muito trabalho de sua comprometida equipe alcançar um lugar de destaque nesse concorrido mercado. A empresa marca presença no Facebook e Instagram com posts acerca de suas novidades.
Stefan Tolle é o novo presidente e gerente geral para automotive aftermarket da MANN+HUMMEL
Stefan Tolle assume o cargo de presidente e gerente Geral para Automotive Aftermarket na MANN+HUMMEL. Aos 57 anos, segue Kurk Wilks, presidente e CEO do Grupo MANN+HUMMEL, que ocupou esse cargo interinamente. “Estamos muito satisfeitos por ter Stefan Tolle, um gerente experiente e especialista comprovado no mercado de reposição automotiva conosco”, diz. Tolle trabalhou para a Bosch por mais de três décadas em várias funções, incluindo muitos anos no pós-venda automotivo. Mais recentemente, ele foi CEO da Syntegon Cartoning - Track & Trace GmbH, uma spin-off da Bosch Packaging Technology.
100 ANOS DE BOSCH CAR SERVICE: INOVAÇÃO QUE NASCE DA TRADIÇÃO
Foi no início da década de 1920 que Robert Bosch, fundador da empresa, reconheceu a necessidade de estabelecer uma rede de centros de reparo para instalar e reparar os seus produtos. A rede de oficinas de serviços Bosch está presente no Brasil desde a década de 50, já o conceito da rede Bosch Car Service chegou ao Brasil em 2001 e, desde então, tem se expandido no País. Atualmente, são mais de 1.400 oficinas em todo o território nacional, considerando Bosch Car Service, Bosch Diesel Service, Bosch Diesel Center e Bosch Centro de Direções.
Em sistema de suspensão, a empresa ficou na primeira posição em amortecedor, pivô, bandeja e bieleta e em peças de transmissão com junta homocinética, além de ser eleita uma das marcas que os profissionais mais gostam no share of mind geral. A Nakata está entre as três marcas mais adoradas pelos mecânicos, ficando também em primeiro lugar no ranking em vários itens de suspensão, como amortecedor, pivô, bandeja e bieleta e de transmissão com junta homocinética, conforme pesquisa nacional pelo IPEC Inteligência, do IBOPE, com a participação de 1.026 mecânicos realizada pela revista O Mecânico, da editora Infini.
AUTOZONE ABRE 50ª LOJA NO BRASIL
A rede de autopeças AutoZone, há nove anos em solo brasileiro, inaugura sua 50ª loja. O local escolhido foi a cidade litorânea de São Vicente (SP), famosa na história do País por ser a primeira vila, fundada em 1532. Segundo o presidente da rede no Brasil, Mauricio Braz, a inauguração da 50ª loja reflete o compromisso da AutoZone em investir em um modelo de negócios diferenciado no mercado brasileiro de autopeças que valoriza o momento da compra por meio do apoio dos “AutoZoners” que oferecem “Conselhos Confiáveis” e serviços diferenciados de atendimento ao cliente.
FIQUEPORDENTRO
MONTADORAS
COM 4 MESES DE RECORDES DE VENDAS, BYD COMERCIALIZA 60.508 ELÉTRICOS EM AGOSTO
Depois de atingir a marca de 50.000 unidades, as vendas mensais de automóveis elétricos da BYD continuam a crescer, aumentando a participação de mercado da empresa. O aumento das vendas da linha DM-i auxiliou ainda mais o sucesso do modelo DM, resultando na venda de 30.126 unidades em agosto, um aumento de 555,6% em relação ao ano anterior. As vendas dos veículos elétricos à bateria subiram para 30.382 unidades no mês, 222,7% em relação ao ano anterior. De acordo com os dados de vendas dos veículos elétricos, em julho de 2021 a BYD retornou ao topo das vendas globais em um único mês, após 26 meses.
TIGGO 8 COMEMORA UM ANO DE SUCESSO NO MERCADO BRASILEIRO
Mesmo com um ano marcado por dúvidas e muita instabilidade, a CAOA CHERY conseguiu se firmar como a 10ª montadora no ranking das fabricantes de veículos nacionais. Dentre os modelos que contribuíram para esse desempenho, está o Tiggo 8, SUV lançado há um ano e que já se tornou um dos mais vendidos do País. No resultado de janeiro a julho de 2021, o utilitário esportivo atingiu a 15ª posição no ranking dos SUV’s nacionais. Em julho, foram 907 emplacamentos, que fizeram do modelo o segundo carro mais vendido dentro do portfólio da CAOA CHERY.
KIA APRESENTA NOVA CARNIVAL NO MERCADO BRASILEIRO
Construída sobre nova plataforma de médio porte da Kia, a Carnival foi apelidada de “Grande Veículo Utilitário (GUV)” - mais refinada, espaçosa, capaz de oferecer mais conforto e eficiência do que seus antecessores, assim como em relação a todos os atuais concorrentes no segmento de minivan. Seu novo design inspirado em SUVs é combinado com um moderno interior, com uma gama de tecnologias projetadas para auxiliar os motoristas e, ao mesmo tempo, protegendo e entretendo os ocupantes. Cockpit inteligente, em três filas, capacidade de carga líder na classe e uma variedade de áreas de armazenamento em toda a cabine.
NISSAN FRONTIER BATE RECORDE DE VENDAS NO BRASIL
Com força, conforto e equipamentos únicos, a picape Nissan Frontier segue conquistando cada vez mais os brasileiros. O resultado é que em agosto o modelo bateu seu recorde histórico de vendas no mercado brasileiro. No mês passado, a picape da marca japonesa teve 1.161 unidades comercializadas, o maior volume desde que a atual geração – a 12ª – foi lançada no início de 2017. Até então, o recorde era de 944 unidades, registrado em outubro de 2020. E a Nissan segue avançando com a Frontier, agora com a nova campanha desenvolvida para o modelo.
AUDI GRANDSPHERE CONCEPT OFERECE PRIMEIRA CLASSE EM DIREÇÃO AO FUTURO
Na IAA 2021, a Audi apresentou o segundo de três novos carros-conceito batizados de “sphere”: o Audi grandsphere concept. Como a primeira classe de um voo ou uma viagem em um jato particular, o sedan grandsphere de 5,35m de comprimento combina luxo e conforto. O nível 4 de direção autônoma permite novas dimensões de liberdade: nesse modo, o interior se torna uma esfera de experiência espaçosa, sem volante, pedais ou displays. O banco da frente se torna um lounge de primeira classe com máximo espaço, vistas mais livres e acesso a todas as funções de um ecossistema digital holístico.
NOVA HONDA
CBR 1000RR-R
FIREBLADE SP
2022 ELEVA O PADRÃO ENTRE AS ESPORTIVAS
Desenvolvida nas pistas, a nova CBR 1000RR-R Fireblade SP oferece performance elevada sem abrir mão do “Total Control”. O motor mantém a arquitetura de quatro cilindros em linha. A eletrônica é destaque, com o sistema de controle de tração Honda (HSTC) otimizado e a introdução do “Launch Control”. O chassi tipo Diamond de alumínio tem balança de suspensão traseira mais longa, e inédita também é a plataforma inercial - IMU, Inertial Measuramente System - de seis eixos; destaque ainda para o novo amortecedor de direção (HESD), as suspensões Öhlins e o sistema de freios Brembo de elevada especificação.
BMW
MOTORRAD APRESENTA A NOVA G 310 R
A BMW Motorrad lança a nova BMW G 310 R com estilo renovado e novas tecnologias de ponta. A moto representa a união perfeita do design e da agilidade esperada nas cidades e estradas. Projetado em conjunto com o Brasil, o modelo está à venda nas concessionárias da marca por R$32.900,00. “O Brasil está entre os principais países do mundo para a BMW Motorrad e foi o principal foco no desenvolvimento para motocicletas como a BMW G 310 R, a primeira BMW que oferece tecnologia, qualidade, ciclística e experiências premium com uma oferta especial de lançamento”, afirma Julian Mallea, diretor Geral da BMW Motorrad Brasil.
PELA QUARTA
VEZ, TRIUMPH É ELEITA A “MARCA DO ANO” PELA FENABRAVE
Concessionárias de veículos associadas à Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) acabam de eleger a Triumph a “Marca do Ano” e a Associação Brasileira dos Concessionários Triumph (Abrat) a “Associação de Marca do Ano”. “Com estes novos prêmios, a Triumph reforça, novamente, a importância que dá não só à alta qualidade das suas motocicletas, mas também à construção de uma Rede de Concessionárias moderna e preparada para prestar o melhor atendimento para os nossos clientes”, explica Renato Fabrini, General Manager da Triumph no Brasil.
ALÉM DO CAPACETE: ITENS DE VESTUÁRIO GARANTEM SEGURANÇA E CONFORTO
VALVOLINE
A Valvoline, fabricante de lubrificantes e aditivos com 150 anos de história, tem mais uma ação voltada aos motociclistas que trabalham em aplicativos, agora com iFood. A empresa firma parceria com o aplicativo para estabelecer um canal direto com os profissionais para levar informação sobre a linha de lubrificantes semissintéticos para motocicletas. Com a pandemia, o serviço delivery se tornou essencial e cresceu muito nos centros urbanos. Com isso, as motocicletas acabaram aumentando ainda mais a quilometragem para atender o aumento da demanda dos serviços.
Os benefícios de optar pela moto como meio de transporte são evidentes e inquestionáveis. Mas para que a condução de motocicletas se torne integralmente vantajosa e tranquila, é preciso apostar em itens pessoais de segurança que vão muito além apenas do uso de capacete. “Hoje, a legislação brasileira exige somente o uso do capacete como obrigatoriedade para os motociclistas, o que é um problema, pois muitos pilotos acabam não se preocupando e não dando a atenção necessária para a proteção do restante do corpo”, diz a gerente de Marketing e Desenvolvimento de Produtos da Laquila, Érica Trosman.
EFEITOS MACROECONÔMICOS
Por: Karin Fuchs | Foto(s): Divulgação
Alta do combustível, inflação, taxa de juro, desemprego e informalidade. Percalços que refletem no consumo, no desempenho do PIB e no setor de autopeças
Brasil vive um momento delicado do ponto de vista macroeconômico.
Ainda é alta a taxa de desemprego, de 14,7%, 36 milhões estão na informalidade e para conter o avanço da inflação, que deve terminar este ano em 9% pelas previsões dos especialistas, a taxa de juro está subindo. Em setembro de 2020, a taxa Selic era de 2,0% ao ano, agora está em 5,25% e com a expectativa para 7,63% no final de 2021. Além disso, o litro da gasolina subiu nove vezes neste ano e acumula alta de 27,5%, e de 37% nos últimos 12 meses, segundo o IBGE. Todos esses fatores impactam no consumo.
Planejador financeiro CFP (um dos mais respeitados certificados globais do mercado) e conselheiro da Planejar, Carlos Castro, esclarece que a taxa de desemprego é um reflexo da queda do crescimento econômico. “Para poder absorver essa mão de obra desempregada hoje, a economia precisa crescer. No caso do Brasil, a taxa Selic foi colocada para baixo, em 2,0% ao ano, para estimular a economia e houve um efeito positivo. O FMI (Fundo Monetário Internacional) previa uma queda de 10% para o PIB em 2020 e caiu 4%”.
Agora, o cenário é o inverso, esse estímulo está sendo retirado. “A retirada de estímulo que começou com a elevação da taxa Selic é exatamente para poder trabalhar a retomada da economia. O efeito do excesso de estímulo foi o aumento da inflação, que subiu muito, e agora se busca uma normalização
“Para poder absorver
desempregada
essa
mão
de obra
hoje, a economia precisa crescer. No caso do Brasil, a taxa Selic foi colocada para baixo, em 2,0% ao ano, para estimular a economia e houve um efeito positivo. O FMI (Fundo Monetário Internacional) previa uma queda de 10% para o PIB em 2020 e caiu 4%”.
Carlos
Castro, planejador financeiro CFP e conselheiro da Planejar
econômica, que é voltar a crescer a Selic para conter a inflação para que as expectativas de crescimento retornem. Pelo Boletim Focus (do Banco Central), a previsão para 2022 é de um crescimento em torno de 2% para o PIB, para um PIB que cresce a 2% há uma tendência de o emprego voltar”, diz Castro.
Estrategista da RB Investimentos, Gustavo Cruz, pontua que quanto mais formalidade, mais seguras as pessoas se sentem. “A informalidade deixa os trabalhadores mais inseguros e com menos propensão para consumirem. Eles estão menos protegidos por leis trabalhistas, essa forma de emprego se mostra mais instável, inconstante e imprevisível”. Para exemplificar, ele menciona o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), do FGV IBRE.
Em julho deste ano, o ICC subiu 1,3 ponto, para 82,2 pontos, maior valor desde outubro de 2020 (82,4 pontos). Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 3,2 pontos, segundo aumento
após seis meses consecutivos de queda. Pelo índice, acima de 100 é otimismo e abaixo, pessimismo. “Ele ainda não voltou ao patamar pré-pandemia, mas as expectativas estão melhores. O mais interessante é que, na relação com a informalidade, ele mostra por faixa de renda que quanto mais baixa, menos confiante eles estão”.
Cruz comenta que a instabilidade política impacta na taxa de desemprego, lembrando que em 2022 haverá eleições. “Na Alemanha, por exemplo, no próximo mês há uma eleição, deve haver troca de poder, mas o mercado não fica tão inseguro, pois os partidos que têm chances de ser eleitos discordam de algumas maneiras de como chegar lá, mas não diferem tanto. Aqui no Brasil é bem diferente, nós temos uma insegurança muito grande”.
Ele acrescenta que as eleições de 2022 prometem ser muito polarizadas. “O que acaba afastando muitos investimentos internos e de empresas externas no
Carlos Castro, planejador financeiro CFP (um dos mais respeitados certificados globais do mercado) e conselheiro da Planejar
País. Isso encarece a dívida pública, o que comprime bastante o espaço para investimentos do próprio governo. O ideal seria discutir mais gastos públicos, monitorar o que é gasto e desengessar as despesas”, afirma.
E, ainda, que o momento de transformação digital complexo no mundo inteiro, requer novas maneiras de formação. “Os governos precisam se preparar para treinar montantes relevantes da população que não estão preparadas para trabalhar nesse mundo digital. O Executivo podia focar em
formular programas de treinamentos, claro que isso seria bem mais fácil com uma harmonia entre os partidos”.
INFLAÇÃO E CRISE HÍDRICA
Carlos Castro explica que os maiores impactos na inflação são a moradia, transporte e alimentação. “A inflação da cesta de consumo, medida pelo IPCA está, em média, em 9%. A média de renda do brasileiro é em torno de R$2.200,00 e quem ganha essa renda acaba comprometendo cerca de 60% com esses três itens essenciais. Se a inflação é maior, quem tem uma renda comprometida sente muito o impacto inflacionário”.
A previsão é a inflação subir para algo em torno de 7% neste ano, para trazer a inflação para o centro da meta, que é de 3% para 2024, conforme definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). “Estamos acima desta meta. Para normalizá-la é preciso aumentar a taxa de juro. Com isso, a expectativa do Banco Central é terminar 2021 com uma inflação de 7%, começando
Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos
a convergir a partir de 2022”.
Além disso, ele pontua outros fatores que impactam no crescimento econômico. “Há outros efeitos globais, como a questão do commodity do combustível, o câmbio e a crise hídrica, que revertem isso mais em inflação, de forma que a perspectiva de recuperação econômica pode se tornar mais lenta”.
Gustavo Cruz comenta que a inflação vai pesar no bolso e diminuir o espaço para outros gastos. “A reação das pessoas é segurar um pouco os gastos e
se readaptar. Temos que levar em conta também que as taxas de juros estão subindo, elas vão encerrar o ano em torno de 8%, sendo que começamos o ano em 2,5% (taxa Selic) é um aumento de taxa bem forte que obviamente mexe com a quantidade de pessoas que está mais disposta a um financiamento e as famílias estão mais apertadas”.
Em relação à crise hídrica, ele diz que o maior temor é chegarmos a um tipo de racionamento ou a um apagão. “Isso reduz o PIB diretamente, são as indústrias deixando de produzir, pois ficam sem luz em um determinado horário, é o agricultor que planta menos pela incerteza se terá água para irrigar a plantação, porque o custo irá subir muito, o que não torna tão
rentável, e assim por diante”.
No bolso das pessoas, Cruz coloca que essa crise afeta de duas formas. “A direta é no reajuste da conta de luz e a indireta está no fato da energia impactar vários preços da cadeia, quase tudo o que usamos leva energia para ser produzido. Vários serviços usam energia para atender os clientes, todos os itens praticamente passam por alguma utilização de luz, desde a sua saída até chegar ao consumidor final”.
GASOLINA E VEÍCULO ELÉTRICO
Como dito no início, neste ano, o litro da gasolina subiu nove vezes e acumula alta de 27,5%, e de 37% nos últimos 12 meses, segundo o IBGE. Rodrigo Aguiar, sócio-fundador da Elev, conta que a desvalorização da moeda e os impactos da pandemia afetam diretamente no seu valor e no uso do veículo.
brasileira poderá ser representada por carros elétricos.
“O preço do carro elétrico é alto, visto que não temos uma política nacional de redução dos impostos. Somente a diminuição da carga tributária para os veículos elétricos e a revisão das políticas automotivas brasileiras para este tipo de automóvel farão com que haja uma grande redução no valor dos carros elétricos em território nacional. Devemos considerar que o aumento da produção dos automóveis elétricos poderá refletir diretamente na diminuição destes valores”.
“Reflete diretamente, principalmente quando pensamos que a partir do momento em que temos um aumento do valor do combustível por km rodado as pessoas limitam o uso do veículo, utilizando o automóvel apenas conforme o necessário”. Pelas previsões da Anfavea, até 2035, 62% da frota de veículos
Rodrigo Aguiar, sócio-fundador da Elev
Questionado até que ponto a alta da gasolina faz com que consumidores migrem para os carros elétricos? Aguiar responde: “O carro elétrico vive hoje um momento em que vemos o aumento da sua autonomia, no qual o valor do km rodado nestes automóveis representa apenas 25% do valor que um usuário gasta em um veículo de combustíveis fósseis. Além disso, temos que considerar que ainda teremos aumento no valor da gasolina”.
Mas, ainda, ele é inacessível para a grande maioria da população. “O preço do carro elétrico é alto, visto que não temos uma política nacional de redução
Bruno Reginatto, da BL Auto Peças, de Novo Hamburgo (RS)
Rodrigo Aguiar, sócio-fundador da Elev
Ricardo
Chiarato, da DR Auto Mecânica, de São Paulo (SP)
dos impostos. Somente a diminuição da carga tributária para os veículos elétricos e a revisão das políticas automotivas brasileiras para este tipo de automóvel farão com que haja uma grande redução no valor dos carros elétricos em território nacional. Devemos considerar que o aumento da produção dos automóveis elétricos poderá refletir diretamente na diminuição destes valores”.
Para finalizar, Aguiar defende um planejamento. “Precisamos iniciar um planejamento de políticas e regras. Leis convergentes visando a melhoria do ambiente para o mercado de veículos elétricos, em paralelo, o crescimento da infraestrutura para o atendimento da recarga destes automóveis”.
No quesito mobilidade, Gustavo Cruz diz que há uma tendência de usar menos os veículos e ilustra isso com uma pesquisa da Kantar. “Ela mostra que no mundo as pessoas estão realmente utilizando menos carros, indo para transportes mais ecológicos, como bicicletas e até mesmo caminhadas. O Brasil não foge muito à regra. A tendência é que até 2030 os carros sejam 28% menos utilizados, as bicicletas 47% mais, transporte público 10% mais e a caminhada 25% mais. Até na nova geração há um percentual menor de quem tira carta de motorista”.
REFLEXOS NO VAREJO
Em Novo Hamburgo (RS), Bruno Reginatto, da BL Auto Peças, comenta como esse cenário macroeconômico tem se mostrado presente no dia a dia. “O que temos observado é a redução do uso do carro, principalmente das famílias que têm mais de um, adequando a logística dos moradores da casa para utilizarem somente um carro. Isso ficou muito mais acentuado neste ano”.
Na questão do aumento da gasolina, o impacto está no custo das entregas. Por trabalharem com a parte de lataria, além de motos, elas também são feitas com carro. “Não tem como repassar esse custo para o cliente, tarifar a entrega. O poder de compra está cada vez menor, principalmente para o cliente final. Nas oficinas, os clientes estão fazendo somente a manutenção básica e
“Os governos precisam se preparar para treinar montantes relevantes da população que não estão preparadas para trabalhar nesse mundo digital. O Executivo podia focar em formular programas de treinamentos, claro que isso seria bem mais fácil com uma harmonia entre os partidos”.
Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos
postergando cada vez mais adiante o que realmente precisa ser feito no veículo”.
Além do aumento exorbitante dos preços. “Para nós, a inflação a partir do início da pandemia foi algo absurdo. Estamos falando de um aumento de 200% em peças de giro e da curva A dobrarem de valor, principalmente de produtos a base de plástico, peça mecânica, cabo, vela, pastilhas e discos de freio, que tiveram um bom reajuste. Trabalhamos com faróis, lanternas e para-choque, que também tiveram um aumento absurdo”.
Sobre a crise hídrica, Reginatto diz que houve reajuste nas tarifas, mas especificamente para eles que adotaram desde o início deste ano a energia solar nas instalações da empresa, o impacto não será tão grande.
UMA BOLA DE NEVE
Em São Paulo (SP), Ricardo Chiarato, da DR Mecânica, comenta que o aumento constante da gasolina neste ano pode impactar o setor de oficinas. “Esse aumento é um absurdo, estamos vendo postos cobrarem mais de R$ 6,00 o litro e ninguém faz nada sobre esse valor. Por enquanto, as pessoas ainda estão preferindo andar com seus carros ao invés do transporte público, acredito que uma grande parcela ainda receosa em contrair a Covid, mas não tem como saber até quando as pessoas vão conseguir arcar com esses valores tão altos. Os clientes estão reclamando todos os dias e se as coisas não mudarem, vamos vêlos fazendo cortes nos itens de revisão do carro com medo de como será daqui para frente”.
Quanto à crise hídrica, somada à inflação, Chiarato diz que elas estão
impactando, e muito, nos valores tanto dos serviços prestados quanto no valor das peças. “Tudo aumentou, conta de luz, água, peças, produtos. Tem peças que estão dando diferença de valor de uma semana para a outra, não tem como manter o valor do serviço que prestamos quando a conta de luz e da água da oficina dobraram de valor”.
Segunde ele, tudo virou uma bola de neve. “Pandemia, crise política, desemprego e, infelizmente, quem está sentido no bolso, tudo o que está acontecendo, são as pessoas que vivem com um poder aquisitivo menor”. O lado bom é em relação à inadimplência. “Não sentindo a inadimplência, pois parcelamos no cartão. O que fizemos foi aumentar o número de parcelas para ajudar os clientes”, finaliza.
Mercado
Por: Karin Fuchs | Foto(s): Divulgação
INADIMPLÊNCIA EM QUEDA
Mas ela ainda afeta milhares de brasileiros, prejudica o consumo e, principalmente, as empresas que ficam sem receber
Com base no Mapa da Inadimplência, publicado mensalmente pela Serasa Experian, em julho, o número de inadimplentes no Brasil totalizava 62,2 milhões de brasileiros. Apesar de ainda estar bem alta, a inadimplência está diminuindo, conforme expõe o gerente da Serasa Experian, Thiago Ramos. “Ela teve um pico no começo da pandemia. Em março e abril de 2020, chegou a 65,9 milhões, já em dezembro apresentou o menor índice desde janeiro de 2019, totalizando 61,3 milhões. No início deste ano esse número cresceu novamente, mas com quedas consecutivas desde abril”.
Entre os motivos que têm colaborado para essa redução, Ramos atribui à flexibilização de pagamentos por parte de algumas empresas, a menor concessão
Thiago
de crédito pelas instituições financeiras no País, a medida provisória que permitiu às empresas não negativarem os consumidores durante a pandemia e o retorno das atividades econômicas no País. “Esse último é um fator importante que contribui para a queda da inadimplência”, destaca.
Ramos, gerente da Serasa Experian
Na divisão por segmento, banco e cartão de crédito representaram 29% das dívidas, seguidos por utilities (contas de consumo), com 23,59% de participação e varejo, 13,09%. Percentuais praticamente similares ao mês anterior, em junho: 28,6%, 23,6% e 13,10%, respectivamente. O valor total das dívidas dos inadimplentes no mês de julho foi de R$ 244,8 bilhões, sendo a média de R$ 3.935,51 por pessoa e R$1.170,00 por dívida.
“A recomendação que fazemos é deixar reservado até 1/3 de sua renda, da soma de todas as receitas que ele tiver, para pagamentos de contas e de parcelas, pois sempre surgem algumas surpresas no meio do caminho, importante ter uma forma de pagar isso, sem precisar contrair uma dívida”
“Em julho foram realizados 2,5 milhões de acordos, um aumento de 17% em relação ao mês anterior”, comenta Ramos. Ele também destacou a campanha Serasa Limpa Nome, que terminou no dia 5 de setembro. “Foram concedidos mais de R$ 3,8 bilhões em descontos, em cerca de 14 milhões de acordos em parceria com 24 empresas, o que permitiu a milhares de pessoas negociarem suas dívidas por até R$ 100,00”.
IMPACTOS
A inadimplência não é boa para ninguém. Ela diminuiu o acesso ao crédito por parte de quem tem um endividamento. “Por mais que haja empresas que ofereçam crédito para inadimplentes, as condições são diferenciadas”, alerta. E afeta o consumo no País, por ter muito a ver com o cenário de endividamento.
“O brasileiro tem um histórico de não ter a vida financeira muito organizada. O que recomendamos para quem tem dívidas é priorizar o pagamento delas, principalmente das que têm taxas mais altas, e ficar de olho em alguma oportunidade que as empresas venham a oferecer. Acreditamos que a pessoa organizando a sua vida ela volta a ter um consumo saudável, sem cair em dívida”.
A recomendação para se organizar é fazer uma reserva da renda. “A recomendação que fazemos é deixar reservado até 1/3 de sua renda, da soma de todas as receitas que ele tiver, para pagamentos de contas e de parcelas, pois sempre surgem algumas surpresas no meio do caminho, importante ter uma forma de pagar isso, sem precisar contrair uma dívida”. Inclusive no portal da Serasa Experian há várias dicas para uma vida financeira Saudável, no Serasa Ensina.
CAPITAL PAULISTA
Especificamente na capital paulista, a inadimplência recuou de 19,1%, em julho, para 18,8%, em agosto. Por outro lado, inflação e desemprego altos impactaram em um novo recorde de endividamento. Tudo isso está na Pesquisa de Endividamento
e Inadimplência do Consumidor (PEIC), feita pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
Para se ter uma ideia, em agosto, a taxa de famílias endividadas passou de 66,1% para 67,2%. São 2,68 milhões com algum tipo de dívida, 46 mil pessoas a mais que no mês de junho e 446 mil quando comparado a agosto de 2020. Naquele época a taxa de inadimplência na capital foi de 56,4%.
A pesquisa também revelou que 309 mil famílias não conseguirão pagar as dívidas em atraso. Além disso, de maneira geral, para continuarem a consumir, a fonte principal é o cartão de crédito, responsável por 80,7% dos endividados, seguido pelos carnês (18,6%), com o maior porcentual desde agosto de 2015. E as famílias com renda mais elevada também estão ficando mais endividadas.
A PEIC, da FecomercioSP, também integra o Índice de Consumo das Famílias (ICF). Em agosto, ele teve alta de 2,1%, mas com um índice de satisfação de 69 pontos ante os 67,5 de julho. Desde abril, o ICF se mantém no patamar dos 60 pontos e todos os sete itens analisados pelo ICF estão abaixo dos 100. São eles: Emprego Atual; Perspectiva Profissional; Renda Atual; Acesso ao Crédito; Nível de Consumo; Perspectiva de Consumo e Momento para Duráveis.
O índice vai de zero a 200 pontos, no qual abaixo de cem pontos é considerado insatisfatório, e acima de cem pontos, satisfatório. O que influenciou a alta no mês, entretanto, foram os itens relacionados ao Futuro, à Perspectiva de Consumo (8% e 73,2 pontos) e Perspectiva Profissional (4,5% e 80,9 pontos). Para a Federação, de forma geral, a situação econômica das famílias ainda requer cuidados. O endividamento elevado sem uma retomada consistente na geração de emprego deve ser um limitador para o aumento nas vendas no comércio.
Por: Karin Fuchs e Silvio Rocha | Foto(s): Divulgação
VISÕES DA REPOSIÇÃO AUTOMOTIVA
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Do lado do varejo, a manutenção preventiva volta a ser perceptível. Da reparação, a especialização é um diferencial
Na live de número 91, que aconteceu no dia 28 de agosto, participaram Renato Prevelaro Gonçalles de Toledo, supervisor de Vendas da Scario Autopeças, e Giezel Dias da Trindade Júnior, da DTR Garagem, ambos mostraram um cenário otimista para o mercado, falaram sobre mão de obra, falta de peças e garantias. Conduzida pelo editor-chefe do Balcão Automotivo, Silvio Rocha, Toledo contou que está neste mercado há 26 anos, sendo cerca de 17 anos na Scario Autopeças.
Já Júnior, depois de nove anos na ZF como chefe de oficina na parte de teste veicular, abriu a sua própria oficina, em 2019. Antes disso, por cinco anos, ele investiu para essa finalidade, ferramenta por ferramenta. A sua oficina é especializada em transmissão automática e também trabalha com mecânica em geral. Veio a pandemia e a necessidade das adaptações, tanto no varejo como na reparação.
Mesmo assim, os planos foram mantidos na Scario Autopeças. “Nenhum funcionário foi demitido e nós mantivemos o projeto de abertura da terceira loja. Nos sobressaímos com pontos de vendas próximos aos clientes, o que faz com que as entregas sejam mais rápidas”, disse Toledo. As três lojas estão localizadas nos munícipios paulistas de Cajamar (matriz), Santana do Parnaíba e em Franco da Rocha, sendo esta última bem diferenciada.
Nela são vendidos produtos que vão além de autopeças, como itens para pet shop e ferramentas para agricultura, e há também uma lanchonete. “É a primeira loja com esse conceito e a meta é que a mesma padronização seja adotada nas outras”, informou Toledo, acrescentando que uma quarta loja já está prevista. Sobre o balanço do mês, ele contou que o retorno da manutenção preventiva foi perceptível.
“O cliente está procurando a autopeças antes do veículo quebrar, o que gera movimento para as autopeças e para as oficinas. A minha expectativa é que esse fim de ano será bom e todos os vendedores que trabalham comigo estão com esse mesmo sentimento. O mercado está começando a aquecer novamente”.
Um cenário que Júnior colocou como um ponto de atenção. “Muitas oficinas cortaram pela metade o quadro de funcionários. Com esse aquecimento, se não tiver como atender, perderá negócios. Os reparadores têm que tomar cuidado com isso, faltam pouco meses para o final de ano, a contratação agora é importante para suprir a demanda lá na frente. Hoje eu trabalho sozinho, mas no próximo mês, precisarei de alguém para atender a demanda de final de ano”.
Equipe – Questionados sobre mão de obra, Toledo falou da dificuldade em encontrar um profissional de vendas de autopeças. “Não é simples. Nós estamos investindo e treinando quem está conosco. Já conseguimos formar uns dez e, assim, transformálos em bons vendedores. Em todas as lojas temos vendedores que foram formados aqui dentro”.
No caso de Júnior, por ser especializado em transmissão automática, ele destacou que quem atua nesse segmento precisa, principalmente, ter cuidado e organização para uma reparação de transmissão automática. Para o atendimento da demanda, disse ele: “na minha empresa, pelo meu perfil e dos meus clientes, tem que fazer como se estivesse fazendo para si mesmo. É muito difícil encontrar um colaborador que tenha esse perfil, mas se pegar na base, lapidar quem realmente queira aprender, é fácil e ao mesmo tempo trabalhoso”.
Abastecimento – Sobre o abastecimento de peças, Júnior dividiu a resposta em duas partes: a de transmissão automática e a de mecânica em geral. Na primeira, ele colocou: “a maioria das peças tem novas, mas passando do kit básico da troca da transmissão tem que recorrer às empresas especializadas em desmontagem de câmbio para fornecimento de peças avulsas. Temos que ter contatos
com empresas que tenham peças desse ramo”.
E na mecânica em geral, uma normalização. “Eu percebi que a dificuldade em encontrar opções está diminuindo. Eu costumo sempre trabalhar com peças de primeira linha, quando não, trabalho com as originais, e têm aumentado bastante as marcas nacionais, há diversas entrando no mercado. Mas ainda há uma certa resistência, por isso, procuramos sempre as originais”.
Na Scario Autopeças o negócio é a variedade. “Nós trabalhamos com várias marcas, temos parcerias com muitos fabricantes e compramos diretamente deles. Está faltando bastante, mas não podemos ficar parados, esperando aquele fabricante não ter a peça. Temos que ter opções, outras marcas de primeira linha, que vão dar o atendimento e o suporte que o cliente precisa”.
Ele destaca que ter 100% de mercadoria é impossível. “O que não pode é na hora de aumentar a demanda não ter a mercadoria. Por isso, conseguimos fazer parceria com várias empresas. Claro que nunca vai existir a autopeças que tem 100% de mercadoria”.
Garantia – Para a agilidade no atendimento ao cliente, em toda as lojas da Scario Autopeças há um departamento de garantia. “Nós temos que ser bem sinceros com os clientes, depois, as peças em garantia são enviadas para a matriz e, posteriormente, para os respectivos fornecedores”, explicou Toledo.
Júnior acrescentou que nem sempre o problema é do fornecedor ou do cliente. “Eu tive um caso em que o cliente trocou a pastilha de freio, rodou quase dois mil quilômetros e ela já estava quase no osso. Fui analisá-la e a aplicação estava errada. Não foram tiradas as hastes deslizantes da pinça de freio e não foi feita a lubrificação. Ou seja, as hastes estavam travadas e quando a pinça não retorna a pastilha fica tocando o disco, o que causa um super aquecimento e um desgaste acentuado”, esclareceu.
Compra online
Por: Laurent Guerinaud | Foto(s): Divulgação
POR QUE O E-COMMERCE DE PEÇAS ESTÁ
AQUÉM DO SEU POTENCIAL NO BRASIL?
Enquanto o e-commerce movimenta bilhões de reais no Brasil, a reposição automotiva fica de fora, com desempenho bem inferior às expectativas. Presente em 40 países e monitorando o aftermarket brasileiro há mais de 20 anos, a GiPA traz elementos para entender essa peculiaridade
Entre os países monitorados pela GiPA, o Brasil é o único onde a proporção de motoristas que usam a Internet para buscas relacionadas ao carro está acima da média, enquanto o nível de compra online está abaixo. Isso mostra claramente que o e-commerce tem um grande potencial inalcançado no aftermarket brasileiro, o que nos levou a analisar as principais barreiras que freiam sua expansão. Atualmente, a GiPA entrevista 4.000 motoristas e 2.000 profissionais (reparadores e varejistas), e aproveita a oportunidade para fazer perguntas relacionadas ao uso da Internet, analisando as razões para não comprar online.
Entre os motoristas, a proporção que compra online é cinco vezes menor do que quem faz buscas
Um dos primeiros motivos pelos quais os motoristas não compram online é que não costumam comprar peças de forma alguma. De fato, a taxa de Do-It-Yourself (DIY) é muito baixa no Brasil. A compra e delegação (Buy-and-fit: o motorista compra o produto e o leva
para se instalado por um profissional) é um pouco maior, mas é principalmente para operações complexas, que envolvem peças técnicas, mais difíceis de encontrar online.
A baixa taxa de DIY é típica dos mercados onde o custo de mão de obra é baixo: no Brasil, apesar da pulverização dos preços, é sempre possível encontrar um reparador barato no mercado independente, o que não incentiva o motorista a fazer ele mesmo.
Considerando essa particularidade cultural, não é surpresa que o primeiro motivo mencionado pelos motoristas para não comprar online é que não precisam ou não gostam.
Mas essa não é a única razão, e os estudos da GiPA mostram que o potencial do e-commerce no mercado brasileiro de pós-venda é muito maior do que seu atual desempenho. O segundo motivo mais citado pelos motoristas para não comprar pela Internet é a dificuldade que experimentam para identificar a peça certa para o seu carro, seguido por questões de confiança (qualidade da peça, medo de fraude).
Essas preocupações são fáceis de entender quando se observa a oferta: o site mais conhecido pelo motorista para comprar peças é o Mercadolivre, baseado no modelo forasteiro do eBay. Como o eBay, ele foi originalmente desenvolvido para vender produtos usados, de particular a particular; e apesar do incremento de lojas oficiais, inclusive de montadoras e fabricantes de peças, ainda não traz ao comprador toda a confiança de uma grande loja online já que, de fato, os vendedores são independentes da plataforma e existem fraudes.
Além disso, não foi projetado para ajudar o motorista a encontrar e identificar peças para carro. A comparação com sites de e-commerce dedicados à reposição automotiva em outros países evidencia ainda mais essa carência: lá é só digitar a placa do carro e a peça procurada que os sites providenciam uma lista de referências de múltiplas marcas do mercado independente, com preço e vários detalhes, e mesmo passo a passo para instalação.
Até existem alguns sites especializados no Brasil, como o Misterauto (e-commerce de peças integrando uma ferramenta de pesquisa por marca/modelo/ano/motorização), mas não são conhecidos entre os motoristas.
Apenas um em cada dez pedidos é feito através de soluções digitais pelos profissionais do mercado independente
A situação não é muito diferente entre os profissionais do mercado independente (IAM - reparadores e atacadistas). Apenas um em cada dez pedidos é feito através de soluções digitais (plataforma Internet/extranet, catálogo online, etc.); mesmo nos canais com maior proporção de redes (lojas bandeiras de pneus e postos de combustível), o peso da Internet não chega a 25% dos pedidos.
A principal explicação fornecida pelos profissionais parece ser cultural: privilegiam o contato direto. Mas é válido se perguntar se é mesmo uma causa ou uma consequência... Com certeza, resolver os demais obstáculos pode abrir o caminho para a mudança profunda dos comportamentos. Uma vez que a maioria das barreiras identificadas pela GiPA podem ser removidas através da melhoria dos processos. Os principais freios podem ser repartidos em três categorias interligadas: tempo, eficiência e confiança.
Ainda considerando a questão da agilidade, mais de um terço dos profissionais dizem que gastam mais tempo para fazer o pedido através de uma plataforma Internet/Extranet. Ao contrário do que se observa em outros países, onde a maioria dos sistemas dos distribuidores são vinculados a uma plataforma comum, no Brasil, cada distribuidor (e sabemos que são muitos) possui a própria plataforma. Isso é um verdadeiro desafio para os clientes que perdem um tempo precioso passando de um sistema para outro ao fazerem seus pedidos; sem falar da dificuldade de aprendizagem para se familiarizarem com cada sistema.
Outra questão importante relacionada à confiança e eficiência é semelhante à preocupação dos motoristas: um terço dos profissionais diz que na Internet não conseguem se certificar de que estão escolhendo a peça correta.
E para terminar, outro motivo importante mencionado pelos profissionais para não comprar através de uma plataforma Internet/ Extranet é que... o fornecedor não oferece essa solução!
Em conclusão, tanto para motoristas, quanto para profissionais, o mercado brasileiro não está maduro o suficiente, em termos de oferta, para garantir uma experiência convincente de compra online. Todavia, o desafio parece longe de ser inalcançável, até porque existem muitos modelos já provados no exterior que poderiam ser implementados com sucesso no Brasil.
“ ... a maioria das barreiras identificadas pela GiPA podem ser removidas através da melhoria dos processos. Os principais freios podem ser repartidos em três categorias interligadas: tempo, eficiência e confiança. ”
A maior preocupação que os profissionais mencionam é que, segundo eles, a entrega leva mais tempo quando o pedido é feito pela Internet. O problema não necessariamente é operacional, pode até ser uma simples questão de percepção. Por isso, é importante que os fornecedores implementem um processo, não apenas eficiente, mas também que passem confiança a seus clientes em relação a prazos.
Com certeza, quando uma oferta atraente for desenvolvida e bem divulgada, associada a um nome de confiança, os comportamentos podem começar a mudar e o potencial é alto! Quem quiser entender mais sobre o assunto pode entrar em contato com a GiPA, instituto de referência no aftermarket, com mais de 35 anos de experiência em 40 países e 20 anos de presença no Brasil.
Laurent Guerinaud, Diretor Geral da GiPA do Brasil
Balcão dos Pesados & Comerciais
TEXTO: KARIN FUCHS | FOTO(S): DIVULGAÇÃO
MANUTENÇÃO DOS PESADOS
Aos poucos, o mercado está voltando aos níveis normais de abastecimento. No caso da RTE Rodonaves, o planejamento faz toda a diferença
Noinício da pandemia, o abastecimento de peças foi bastante impactado e ao que tudo indica caminha para voltar à normalidade. “No início, atingiu níveis de falta de mercadorias muito preocupantes. Apesar do esforço dos distribuidores em manter o setor abastecido, grande parte dos nossos fornecedores parou suas atividades acompanhando o movimento das montadoras, deixando o mercado de reposição desabastecido”, afirma Eduardo Felipe
Sá de Camargo, diretor de Vendas da Pacaembu Autopeças e membro do Supervisory Board da Temot International.
Um cenário que começou a mudar a partir do segundo trimestre deste ano. “Desde o início da pandemia, o segundo semestre de 2021 foi o melhor em abastecimento. Ele ainda não está normalizado, houve uma melhora em relação aos meses mais críticos da pandemia, mas ainda temos muitas faltas de produtos em função da demora da entrega dos pedidos por parte das indústrias”, diz.
Ele informa que são vários fatores que explicam esta situação. “Entre eles, podemos
mencionar a falta de matérias-primas importantes, a dificuldade de transporte dos itens importados, o aumento da demanda visto que o mercado de reposição está aquecido e a retomada das montadoras”. Tudo isso refletiu no bolso. “Os aumentos de preços, desde o início da pandemia, nos assustaram muito”, ressalta.
E acrescenta que eles estão sendo frequentes. “Não apenas pela escassez de insumos, mas também em função da desvalorização cambial e do preço internacional das commodities. O aumento dos custos de mão de obra, energia, combustíveis, entre outros, impactam diretamente os preços, e ainda hoje, temos alguns fornecedores promovendo aumentos muito acima dos níveis de inflação”.
O resultado é uma instabilidade no mercado de reposição. “Isso trouxe uma instabilidade também muito grande no mercado de reposição, que não consegue repassar estes preços para nossos clientes. Podemos dizer que o período de estabilidade de preços em autopeças, que vivenciamos por um longo período de tempo, acabou”, valida.
As filiais da Pacaembu mantêm um estoque abastecido de acordo com a demanda de cada região, disponibilizando itens a pronta entrega.
Eduardo Felipe Sá de Camargo, diretor de Vendas da Pacaembu Autopeças e membro do Supervisory Board da Temot International
No início da pandemia, o abastecimento de peças foi bastante impactado e ao que tudo indica caminha para voltar à normalidade.
“Desde o início da pandemia, o segundo semestre de 2021 foi o melhor em abastecimento. Ele ainda não está normalizado, houve uma melhora em relação aos meses mais críticos da pandemia, mas ainda temos muitas faltas de produtos em função da demora da entrega dos pedidos por parte das indústrias”.
Eduardo Felipe Sá de Camargo, diretor de Vendas da Pacaembu Autopeças e membro do Supervisory Board da
FROTISTA E DISTRIBUIDOR
No relacionamento com os frotistas, Camargo comenta que há tempos eles estão buscando entender o negócio de cada cliente da Pacaembu e levar para eles a melhor solução para a manutenção da sua frota. “Sempre trabalhamos muito próximos aos nossos clientes para levar soluções que diminuam seu custo por quilômetro rodado”.
Ele destaca que a filosofia da Pacaembu está baseada em ajudar ao máximo o seu cliente para que ele tenha uma maior eficiência na sua operação. “Quanto mais eficientes e fortes estiverem nossos clientes, mais oportunidades a Pacaembu terá para continuar sua parceria com eles”.
E a pandemia intensificou mais ainda essa relação. “Intensificou algo que já trabalhávamos junto aos nossos clientes nos últimos anos. Eles viram da noite para o dia que precisavam olhar com muito mais cuidado para todos os aspectos de sua operação. A manutenção e, por conseguinte, as peças de reposição passaram a ser foco maior de atenção. Nossa forma de atuação veio ao encontro a essa crescente necessidade por parte dos frotistas de ônibus e de caminhões, na redução de custos e aumento de eficiência”.
Camargo comenta que a Pacaembu investe muito em lançamento de novos produtos. “Com um portfólio sempre atualizado para atender a frota, não importando sua idade. A qualidade incontestável de nossos fornecedores garante a qualidade no
serviço de transporte e a tranquilidade de nossos clientes”.
DEMANDA
Questionado em que proporção os frotistas demandam peças dos distribuidores, Camargo responde que, na visão dele, eles concentram suas demandas de fornecimento de peças nos distribuidores. “O frotista tem uma exigência de nível de serviço que está muito alinhada ao trabalho do distribuidor. A Pacaembu, sempre trabalhando para prestar um serviço de qualidade, realiza no mínimo duas entregas por dia para todos os nossos clientes no raio de atuação de nossas 32 filiais. Temos uma equipe de mais de 400 profissionais para dar um pronto atendimento técnico para atender suas demandas”.
Esse compromisso em atender com o menor tempo possível vem ao encontro às exigências dos frotistas. Para isso, as filiais da Pacaembu mantêm um estoque abastecido de acordo com a demanda de cada região, disponibilizando itens a pronta entrega.
“A indústria não consegue realizar o atendimento técnico que nosso cliente frotista necessita e ao mesmo tempo atender com a rapidez e assertividade que sua atividade exige. Por isso, trabalhamos muito próximos aos nossos fornecedores para chegarmos ao mercado como um só no atendimento aos nossos clientes frotistas, levando nossa qualidade de atendimento e serviço a todo Brasil”, conclui Camargo.
Temot International
Sidnei Petruco, diretor de Operações da RTE Rodonaves
CASE DA RTE RODONAVES
A RTE Rodonaves tem uma frota de mais de 3.000 veículos e, para a manutenção, ela tem oficina própria. “A manutenção preventiva é feita de acordo com a quilometragem rodada de cada categoria: a cada 10.000 km para os veículos leves, a cada 20.000 km para os médios, a cada 40.000 km para os pesados e a cada 50.000 km para os implementos”, informa o diretor de Operações, Sidnei Petruco.
Ele conta também como são feitas as compras. “Elas são centralizadas nas concessionárias IVECO do Grupo e também com os maiores distribuidores de peças do País, como Pacaembu, Sama e Morelate. O volume mensal é de mais de R$ 615.000,00”.
Em relação à falta de peças, Petruco diz que isso não foi um problema por eles terem planejamento.
“Faltam peças no mercado, como pneus, lubrificantes, Arla 32 e derivados de ferro/ aço como tambor de freio, rolamento, entre outros. Mas não tivemos maiores impactos por falta de material devido ao nosso planejamento realizado em conjunto com a manutenção. O planejamento prévio foi fundamental para minimizar os impactos do desabastecimento”, conclui.
A RTE Rodonaves tem uma frota de mais de 3.000 veículos e, para a manutenção, ela tem oficina própria.
Texto: Redação | Foto(s): Divulgação
ZF EQUIPA O NOVO JEEP
COMMANDER COM AVANÇADAS
TECNOLOGIAS DE SEGURANÇA E DIREÇÃO ELÉTRICA
A ZF participa do importante lançamento da Stellantis no Brasil fornecendo avançadas tecnologias de segurança ativa e passiva e direção elétrica para o novo Jeep Commander, modelo desenvolvido e produzido no Brasil e que será exportado para outros países latino-americanos. O novo Jeep Commander contará com tecnologias da ZF como a Coluna de Direção Elétrica – EPS, Cinto de Segurança, Airbag Lateral, Airbag de Passageiro e Freio de Estacionamento Elétrico – EPB. A renomada transmissão automática de 9 velocidades da ZF também equipa as versões a diesel do lançamento.
UMICORE APONTA DICAS PARA MANTER A EFICIÊNCIA
DO CATALISADOR NOS CAMINHÕES PESADOS
De acordo com os dados divulgados pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), nos sete meses do ano, as vendas de caminhões pesados no Brasil registraram um aumento de 50,2% sobre as vendas do mesmo período de 2020. Com esse crescimento, a frota de caminhões pesados do País enfrenta um desafio de transportar mais e poluir cada vez menos. Em razão disso, a Umicore, empresa especialista em tecnologias para redução de emissões tóxicas e uma das principais fabricantes de catalisadores automotivos do mundo, aponta dicas de como manter a eficiência do catalisador nos veículos pesados.
COM METAS ESTABELECIDAS ATÉ 2025 E 2030, ROTA VERDE REFORÇA COMPROMISSO AMBIENTAL DAS EMPRESAS RANDON
As Empresas Randon reforçam o compromisso com o meio ambiente ao estruturar o programa Rota Verde. Os principais objetivos são zerar a disposição de resíduos em aterros industriais e lançamento de efluentes até 2025 e reduzir em 40% a emissão de gases de efeito estufa gerados no processo de produção até 2030. O programa, que conta com três grandes desafios: aumentar, reduzir e zerar, está também estruturado em três pilares: desenvolvimento ambiental sustentável; tecnologias e inovações em meio ambiente que resultam em eficiência operacional, e responsabilidade ambiental.
DANA AMPLIA SUAS SOLUÇÕES PARA ELETRIFICAÇÃO E LANÇA
E-AXLES PARA O SEGMENTO DE VEÍCULOS COMERCIAIS PESADOS, EXPANDINDO AS OFERTAS DE E-POWERTRAIN
A Dana anunciou, no início de setembro, a expansão de suas ofertas Spicer Electrified™ e-Powertrain com o lançamento de uma família de e-Axles, projetados para uma ampla variedade de aplicações em veículos comerciais pesados, das Classes 7 e 8. Os e-Axles Spicer Electrified™ Zero-8 complementam os sistemas de e-propulsão de veículos elétricos (EV) para serviços pesados da Dana, que atualmente equipam milhares de veículos em todo o mundo. Os e-Axles Zero-8 elevam ainda mais os padrões de robustez e eficiência da tecnologia de eixo motriz da Dana e são precisamente projetados para aplicações exigentes em estradas.
EATON LANÇA PRIMEIRA LINHA DE INTERRUPTORES E REFORÇA ESTRATÉGIA EM NOVOS MERCADOS
Seguindo uma estratégia consolidada para ampliar sua atuação no mercado de reposição, a EATON tem apresentado ao longo de 2021 uma agenda dinâmica de lançamentos. Neste mês, anuncia uma novidade da marca Eaton Aftermarket Parts: a primeira linha de interruptores para aplicação em veículos comerciais (caminhões e ônibus) e para o segmento agrícola (tratores e colheitadeiras). O novo portfólio contará com 81 itens e inclui interruptor de luz de ré, pressão de óleo, luz de freio, interruptor de transferência e embreagem, pneumático e sensor de nível.
FORÇA E EFICIÊNCIA:
MOTOR FPT F1A
EQUIPA O FIAT
DUCATO
Sinônimo de confiabilidade e mais de 35 anos de experiência da FPT Industrial para veículos comerciais, o FPT F1A é o motor do Fiat Ducato. Compacto, com 2,3 litros e 16 válvulas, o propulsor entrega força e eficiência para o modelo, pronto para missões de múltiplos perfis de transportadores, com uma redução média de consumo de combustível de até 10%. Produzido na fábrica de Sete Lagoas (MG), para a atual geração do Fiat Ducato, o motor da FPT Industrial recebeu três cavalos de potência e 0,5 kgfm de torque adicionais, desenvolvendo 130 cv a 3.600 rpm e 32,7 kgfm a 1.800 rpm, acoplado a uma nova transmissão de seis velocidades.
BRIDGESTONE FIRMA PARCERIA COM EINRIDE PARA A PRODUÇÃO DE CAMINHÕES ELÉTRICOS E AUTÔNOMOS
A Bridgestone Americas (Bridgestone) e a Einride, fabricante sueca de caminhões, anunciaram uma parceria com o objetivo de cocriar soluções de mobilidade inovadoras e sustentáveis, para veículos elétricos e autônomos de Classe 8. A colaboração permitirá que a Einride utilize as informações de segurança e eficiência dos pneus da Bridgestone nas plataformas de veículos a bordo da Einride. Juntas, elas trabalharão em direção a um futuro mais sustentável para grandes frotas de caminhões comerciais. A Bridgestone se tornará a parceira oficial de lançamento da Einride nos EUA e a fornecedora exclusiva de pneus da empresa no país.
COPA TRUCK: MAXON
OIL APRESENTA
A RHINO, NOVA
LINHA PESADA DE LUBRIFICANTES, EM
ETAPAS DE CURITIBA
Terra natal da Teclub, fabricante dos óleos lubrificantes Maxon Oil, a região metropolitana de Curitiba (RP) foi palco do lançamento da Rhino, a marca da linha de lubrificantes específicos para veículos pesados da empresa. A apresentação ao mercado ocorreu durante a sexta e sétima etapas da Copa Truck, competição patrocinada pela Maxon Oil, que foram disputadas no Autódromo de Curitiba. A família RHINO é composta por três principais classificações de acordo com as necessidades de cada veículo. São elas: Rhino Premium, Rhino Ultra e Rhino Performa.
CUMMINS REALIZA TESTE COM PEÇAS NÃO GENUÍNAS: 100% DE REPROVAÇÃO
A Cummins realizou amplo estudo comparativo entre suas peças genuínas e peças de variadas marcas encontradas no mercado, avaliando um total de 237 itens. De todos os componentes testados pela sua engenharia, incluindo pistões, anéis, válvulas, camisas de cilindros, bielas e pinos, além de itens ainda menores, como molas e anéis de retenção, nenhum passou nos testes, medições e especificações definidas pela fabricante. Os testes incluíram desde inspeção visual até medições mais detalhadas como pedem os padrões de inspeção Cummins, análises dimensionais, composição química e dureza são exemplos de características avaliadas.
A MARCA DE LUBRIFICANTES
MOBIL DELVAC™ E GIOVANI DAROLT DÃO DICAS PARA A SAÚDE DOS CAMINHONEIROS
Pensando nos desafios enfrentados pelos profissionais da estrada, a marca Mobil DelvacTM convidou o caminhoneiro e influenciador Giovani Darolt para dar algumas dicas importantes que podem ajudar a manter uma rotina mais saudável. Um estudo feito por duas das maiores concessionárias de rodovias do País apontou que, em 2017, 79% dos caminhoneiros estavam com excesso de peso. A mesma pesquisa indicou ainda que 35% dos profissionais tinham colesterol ou glicemia altos. Manter uma rotina saudável gera bem-estar físico e pode evitar consequências ainda mais sérias na vida desses profissionais.
HABILIDADES COMPORTAMENTAIS
EM ALTA
Há sempre como se aperfeiçoar. Saiba o que o mercado está demandando, na voz de quem está junto aos clientes e no varejo
Texto: Karin Fuchs | Foto(s): Divulgação
Cada vez mais, o comportamento das pessoas tem um grande peso não somente na hora da contratação, mas também no dia a dia junto aos seus pares e no relacionamento com os clientes. Com base em um estudo realizado desde 2012 pela Thomas International, maior provedora global de avaliações psicométricas, sobre o perfil de preferências comportamentais de 148.210 vendedores, Angelina Assis, gerente de Relacionamento com clientes do Grupo Soulan, conta quais foram as preferências mais fortes.
“Elas estão relacionadas a ser proativas, assertivas e motivadas para alcançar resultados, comunicativas, positivas e convencer os outros a reagir favoravelmente, ativas, independentes e persistentes. Nesse mesmo estudo foi analisada a Inteligência Emocional de 9.408 vendedores em todo o mundo e os dados sugerem que os vendedores têm níveis mais altos de inteligência emocional em comparação com a população trabalhadora em geral”, diz.
Desde 1988, o Grupo Soulan desenvolve projetos na área de Recursos Humanos, assessorando os clientes, e da experiência de Angelina, é possível desenvolver conscientização das pessoas sobre suas tendências comportamentais e como e quando elas podem precisar modificá-las para ser mais eficazes no trabalho.
“Como, por exemplo, um vendedor que não opte por comportamentos diretos, competitivos e assertivos pode aprender a modificar seus comportamentos para ser mais direto. O mais importante é saber que essa é uma competência que pode ser desenvolvida para se estabelecer relacionamentos mais empáticos e tomar decisões de forma mais equilibrada entre emoção e razão”.
Angelina Assis, gerente de Relacionamento com clientes do Grupo Soulan
Segundo ela, cada vez mais o mercado de trabalho valoriza as competências comportamentais alinhadas aos objetivos do cargo e cultura da empresa. “De forma geral, as mais destacadas são:
inteligência emocional, agilidade de aprendizado, adaptabilidade, comprometimento, habilidade de comunicação/negociação e atitude positiva”.
Inclusive, a conduta comportamental das pessoas nas interações de grupo afeta diretamente o clima da empresa, favorecendo um ambiente positivo ou negativo. “As pessoas com maior grau de consciência social tendem a se afastar de colegas que apresentam uma postura inadequada e sabem reconhecer atitudes que inspiram o seu desenvolvimento. Já as pessoas com menor grau de autopercepção podem ser influenciadas no seu modo de agir e pensar e imitar os comportamentos negativos. As consequências disso, na maioria das vezes, são o desempenho prejudicado e uma possível demissão”.
TÉCNICAS E COMPORTAMENTOS
Também é importante aliar as competências técnicas e as comportamentais para se tornar mais competitivo em um processo de seleção ou potencializar seu crescimento na carreira. “É muito importante identificar quais são as competências técnicas e comportamentais que precisam ser renovadas em seu campo de atuação, principalmente com a influência das transformações digitais nas relações de trabalho”.
A dica de Angelina para esse mercado altamente dinâmico, o de autopeças, é estar aberto ao aprendizado contínuo e se atualizar constantemente, seja através de cursos online, comunidades digitais, leituras, palestras, pesquisas na internet, entre outras atividades que possam agregar valor ao seu desenvolvimento. “Os profissionais que são capazes de unir habilidades técnicas e comportamentais são os mais propensos a obter sucesso em suas carreiras e gerar resultados positivos para suas organizações”, ressalta ela.
Ela acrescenta que os que
Renato Gobbi, gerente de Recursos Humanos da MercadoCar
valorizam o processo de autoconhecimento possuem uma visão mais completa de suas fragilidades e fortalezas e apresentam maior chance de se destacar porque investem em se capacitar melhor para atender as necessidades do momento e oferecer soluções. Para isso, ela deixa duas dicas, a autoavaliação e o uso das análises preditivas – ferramentas tecnológicas. “Dependendo do seu interesse, elas mostram com alto grau de acerto quais são suas habilidades, inclusive indicando como desenvolvê-las”, conclui.
RESPEITO, HUMILDADE E COMPROMETIMENTO
A MercadoCar é muito forte na linha de acessórios e autopeças, por isso, o conhecimento técnico é fundamental no processo seletivo de vendedor de balcão. Já a parte comportamental é essencial por estar no seu DNA o desejo de satisfazer o cliente acima de tudo. Tanto que Renato Gobbi, gerente de Recursos Humanos da MercadoCar, cita uma frase que escuta regularmente dos colaboradores em suas visitas às lojas, atribuída ao fundador, Roberto Gandra: “você tem apenas uma chance de causar uma boa primeira impressão para o cliente”. E faz uma análise: “tanto isso é verdade que investimos fortemente na satisfação de nossos colaboradores, pois acreditamos que pessoas satisfeitas geram clientes satisfeitos”.
Gobbi destaca que o bom vendedor tem que ser resolutivo, didático e acolhedor a todo o momento. “Ele tem que ter o perfil de gostar de trabalhar com pessoas, conhecer a parte técnica e buscar sempre o encantamento”. Nesse sentido, diz ele, “em primeiro lugar, o que pesa muito na MercadoCar na parte comportamental é o respeito e a humildade, tanto com o cliente quanto internamente com as pessoas que vão galgar outras posições. Principalmente, porque não há uma escola que ensina o que fazemos, nós temos que formar muito internamente”.
O segundo ponto é o comprometimento. “Os nossos processos são fluidos e passam por diversas áreas, desde a recepção em loja até a finalização da compra. Todos têm que estar comprometidos até a última etapa para que o sucesso da jornada seja completo. O comprometimento com a experiência do cliente tem um valor muito grande para nós”. O que inclui também ser polivalente. “O profissional que estiver disposto a se doar e tiver interesse genuíno no aprendizado certamente crescerá conosco”, conclui.
HABILIDADE DE INTERAGIR, SUPERAR DESAFIOS E ESTAR DISPOSTO À MUDANÇA
Gerente Comercial da Casa do Chevrolet, Dari Martins da Silva, também diz que tanto o conhecimento técnico como o comportamental são importantes na contratação. “Ambos os
conceitos têm o mesmo peso, pois o vendedor é uma peça importante para qualquer loja de autopeças, responsável por fidelizar clientes e aumentar os lucros do negócio. No entanto, o grande desafio é contratar um vendedor que realmente faça a diferença. Por isso, além das habilidades, comportamento e conhecimento técnico”.
Como dica, ele sugere avaliar o futuro vendedor e analisar a personalidade de cada um e verificar como ela vai interferir de maneira positiva na rotina da sua equipe, habilidade de interagir, superar desafios, disposto à mudança e ter uma boa comunicação. “Em um mundo cada vez mais competitivo e repleto de opções de consumo, como o que estamos vivendo atualmente, estar acessível é o fator mais relevante para os negócios”.
Nesse contexto, Martins defende que é importante estar acessível e vender onde quer que seus clientes estejam. “Ampliar os canais de vendas é fundamental para a loja que deseja aumentar o fluxo de vendas e de clientes. Na loja física, no e-commerce, no WhatsApp, Instagram, Facebook, SMS, chat do site, e-mail, entre outros canais de comunicação”, especifica.
Para finalizar, ele comenta que não é aceitável a imagem que milhares de pessoas têm de vendedores: pessoas espertas, que não perdem oportunidades de tirar proveito das pessoas e que sempre querem tirar alguma vantagem em alguma coisa. “É assim que os perdedores de vendas se comportam. Infelizmente, por mais que por dentro eles estejam acreditando estarem abafando e fazendo sucesso, isso não é verdade. A imagem do vendedor profissional está longe disso e não são mais aceitáveis a falta de preparo, não saber quem é o cliente, porque ele deveria comprar e abandoná-lo”.
Ele destaca que o digital também serve para ganho de eficiência para o vendedor e que há muitas ferramentas que podem ser usadas para pesquisar e contactar possíveis clientes, comunicando-se com eles através de mensagens ou de e-mails de forma automatizada. “E, assim, ganhar eficiência nos seus processos de busca de clientes. Boa sorte a todos nesse novo mundo digital!”.
Dari Martins da Silva, gerente Comercial da Casa do Chevrolet, de Uberlândia (MG)
BANDEJA AUTOMOTIVA:
ENTENDA OS PRINCIPAIS
TIPOS E
FUNÇÕES
Para que seja possível vender uma peça, como a bandeja automotiva, é fundamental que o vendedor tenha domínio sobre as características e os aspectos técnicos desse item. Afinal, somente dessa forma ele é capaz de ajudar o seu cliente.
A bandeja automotiva é uma peça que está inserida no contexto da suspensão como um todo. Isso porque a bandeja , também chamada de braço oscilante, realiza a ligação da manga de eixo ao chassi do veículo.
QUAL É A FUNÇÃO DA BANDEJA AUTOMOTIVA?
A bandeja automotiva faz parte do sistema de suspensão dos veículos e se trata de um item que tem como função ligar as rodas do veículo ao chassi ou monobloco. Na prática, é um item de segurança, uma vez que ele é capaz de proporcionar estabilidade na condução do veículo em diferentes situações, além de atuar em casos de arranques e frenagens.
A bandeja automotiva, além de proporcionar segurança e estabilidade ao veículo, também é responsável por boa parte de seu conforto. É válido ressaltar que, até mesmo um pequeno problema nesse item, é capaz de ocasionar a perda de controle do automóvel — motivo pelo qual é fundamental usar uma peça de qualidade e monitorar o seu desgaste.
Também é função da bandeja automotiva, além de ligar as rodas ao chassi:
• Suportar as forças laterais em curvas • Determinar e manter o alinhamento das rodas • Limitar o movimento indesejado das rodas
COMO DETECTAR PROBLEMAS NA PEÇA?
Como vimos, é fundamental realizar a manutenção do sistema de suspensão de maneira completa. Isso porque, apesar de os amortecedores e molas serem os principais responsáveis por absorver as irregularidades do solo onde se trafega, a bandeja automotiva é um componente imprescindível para a segurança do carro.
Dessa maneira, é importante que o motorista dê atenção a possíveis sinais que indiquem problemas na peça — e você pode orientá-lo a fazer isso. De maneira geral, o desgaste da bandeja automotiva acontece com a mera utilização do carro, especialmente, quando o veículo trafega em pistas irregulares ou passa por buracos — situações que podem fazer com que ocorram empenamento, buchas com folgas, trincas ou soldas danificadas.
Isso ocorre, como vimos, porque se trata de um item que é responsável por controlar as forças laterais em curvas, assim como o movimento feito pelo veículo em lombadas, arrancadas e freadas.
Quando a bandeja automotiva apresenta problemas, é possível detectá-los por meio de um barulho que é feito sempre que o veículo passa em um buraco. Esse desgaste é capaz de comprometer a estabilidade do carro, ocasionando desgaste prematuro dos pneus, entre outros problemas.
O QUE É PRECISO PARA SOLUCIONÁ-LOS?
É importante realizar o diagnóstico do sistema de suspensão, a fim de analisar o estado do item. Nos casos em que ela está com buchas desgastadas, trincas ou amassamento, o veículo pode ficar instável prejudicando a dirigibilidade
Para solucionar o problema de uma bandeja automotiva danificada, o ideal é que, ao perceber o barulho na suspensão, o proprietário leve o seu veículo a uma oficina mecânica para descobrir se o item corre risco de ruptura. Por isso é tão importante que ele seja orientado sobre essa situação. A tendência é que o barulho aumente cada vez mais e se torne mais frequente, principalmente, em locais esburacados. O ideal é procurar pela ajuda do profissional o quanto antes para realizar a troca da bandeja danificada. Por isso, se o motorista verifica algum barulho, é fundamental levar o veículo até um mecânico para realizar uma verificação nos componentes da suspensão. A bandeja danificada por se desprender e gerar perda de dirigibilidade — o que pode provocar acidentes e colocar em risco a segurança do condutor, ocupantes do veículo e até de terceiros.
QUAIS OUTRAS PEÇAS PODEM SOFRER DANOS COM ESSES PROBLEMAS?
Quando a bandeja automotiva apresenta falhas, outras peças também podem estar danificadas e prejudicar a direção do veículo. Seguem os outros itens que devem ser observados:
• Coxim do amortecedor • Amortecedores • Pneus • Pivôs e terminais
É válido ressaltar que, depois de fazer a substituição e instalação da bandeja automotiva, é fundamental que o proprietário também realize o alinhamento do veículo, de acordo com as especificações do fabricante. Isso porque, ao mexer nesse item, há o desalinhamento das rodas do carro.
Se você quer descobrir todos os itens que fazem parte do conjunto de suspensão, acesse o nosso vídeo sobre o tema, disponível no canal da Nakata no YouTube!
QUE REI SOU EU?
inutos antes de iniciar o expediente no balcão da loja de autopeças, alguns colegas de trabalho, balconistas e, também, de outros diversos setores, conversavam sobre vários assuntos e de repente um deles lançou a seguinte pergunta:
Qual dos setores é o mais importante para uma empresa? O setor administrativo, o setor financeiro, o setor de RH, o setor comercial ou o setor operacional?
Cada qual defendeu o seu ponto de vista e, com maior ênfase, um dos balconistas opinou: “o setor mais importante de uma empresa é o setor de vendas, afinal, tudo passa pelo balcão. Toda a engrenagem da empresa funciona em prol do balcão”.
Um cliente que se dirigia ao balcão ouviu o posicionamento do balconista, achou o assunto da conversa bastante interessante e pediu permissão para emitir sua opinião sobre o tema:
“Todos os setores de uma empresa fazem parte de uma importante “engrenagem” que atua em prol do objetivo de vendas de toda organização com fins lucrativos”.
A engrenagem de uma empresa em muito se assemelha com o corpo humano. Assim como o cérebro, o coração, o fígado e os pulmões, em contextos diferentes os objetivos de uma empresa são os mesmos: saúde, longevidade e sonhos, com base em uma missão, visão e valores.
“Nesse contexto, o setor de vendas exerce papel fundamental, pois se constitui no principal elo entre o cliente e a empresa, afinal, grande parte do fluxo financeiro das empresas passa pelo balcão”.
De todo modo, na verdade, tudo acontece em prol do cliente: prospecção, retenção, satisfação e fidelização de clientes, fazem parte do dia a dia das empresas.
“É o cliente quem, efetivamente, gera lucros para o negócio. É ele, portanto, o principal ativo de uma empresa. Tudo gira em função do cliente”.
A propósito o “Dia do Cliente” é comemorado, anualmente, em 15 de setembro.
Como uma forma de valorizar os consumidores e incentivar as compras em um mês de baixa para o varejo, o empresário gaúcho João Carlos Rego, especialista em Marketing e Recursos Humanos, teve a ideia de criar uma data diferenciada, onde os clientes pudessem ser homenageados, ajudando a desenvolver uma relação de fidelidade entre os consumidores e os comerciantes.
O “Dia do Cliente”, oficializado no Rio Grande do Sul em 2003, atualmente já foi aprovado em 14 estados brasileiros e 167 municípios.
Todos os setores de uma empresa formam uma grande orquestra onde um instrumento por mais simples que pareça tem uma importância fundamental para o sucesso no negócio.
Já observou quando assiste uma novela ou um filme na TV ou no cinema quando ao final é exibido na tela o nome e função de dezenas de profissionais que atuaram na retaguarda. Imagine uma produção de TV, de cinema ou de teatro sem essas pessoas que estão por trás de um espetáculo?
Na retaguarda do balcão, equipe de vendas e clientes contam com uma equipe de profissionais que atuam nas diversas áreas da empresa, a fim de possibilitar as melhores condições de comercialização:
Setor Administrativo: é considerado o “coração” da empresa. O setor responsável pela administração empresarial. Atua de modo a estabelecer o planejamento estratégico e a gestão das tarefas de uma empresa.
Setor Financeiro / Contábil: é o responsável pelos recursos empresariais da empresa, controla a tesouraria, o fluxo de caixa, o contas a pagar e receber, os investimentos e os riscos, a gestão de contas e impostos, a análise de resultados e investimentos, além de desenvolver um planejamento financeiro e a divulgação dos resultados, demonstrando a obtenção de lucro ou, por outro lado, o prejuízo das operações. Deve trabalhar de forma a garantir que sejam disponibilizados recursos aos demais setores de uma empresa de forma que cada um deles possa cumprir com suas funções.
Recursos Humanos: responsável pelo recrutamento de pessoal, pela gestão de pessoas, políticas de motivação e de treinamento; qualidade de vida dos colaboradores; retenção de talentos e formas de manter a empresa atrativa para seus profissionais talentosos.
Setor Comercial ou Marketing: representa a empresa externamente a ela. Atua na criação de estratégias, formas de relacionamento e de vendas. Tem como objetivo gerar receitas através do conhecimento sobre os clientes da empresa e prospects, a fim de satisfazer as suas necessidades e expectativas.
Setor Operacional ou Logística: é o responsável por todo o controle do estoque, política de fretes e de transporte. É o responsável por fazer chegar os pedidos ao cliente no momento certo e de maneira correta.
Parabéns para o cliente, que tem o seu dia comemorado em 15 de setembro, ao administrador de empresas, em 09 de setembro, parabéns antecipado para o vendedor, visto que seu dia é comemorado em 1º de outubro, e parabéns para todos os componentes da “engrenagem” de uma empresa que trabalham dia a dia superando os desafios que se apresentam em prol de um bem comum, o processo de compra e venda com resultados ganha-ganha.
Afinal, “Que rei sou eu”? Ou melhor... “Que reis somos nós”?? Somos pessoas que atuam na linha de frente ou na retaguarda de uma empresa no exercício de atividades de extrema importância no desempenho de funções estratégicas, seja no setor administrativo, finanças, recursos humanos, logística, fiscal, comercial, vendas...., assim como os parceiros de negócios (fornecedores, transportadoras, bancos, prestadores de serviços diversos), enfim, cada componente dessa enorme engrenagem atua em prol da realização de seus próprios sonhos pessoais e profissionais e contribuem de forma decisiva para o cumprimento dos objetivos e metas da empresa e da satisfação do cliente.
*Analista Administrativo Sênior da Distribuidora Automotiva S/A – Filial Salvador; Bacharel em ADM; MBA em Gestão de Empresas; MBA em Liderança Coaching; Co-autor dos livros “Ser Mais Inovador em RH” – “Motivação em Vendas” e "Planejamento Estratégico para a Vida”
Diretor de negócios do segmento automotivo da Linx
Tendências
O PODER DOS DADOS PARA O VAREJISTA AUTOMOTIVO
uito tem se falado sobre dados durante 2021, principalmente por conta de questões envolvendo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Os varejistas de todos os setores seguem se adaptando para ficar em linha com todas as questões acerca dessa lei. Em agosto, as multas já começaram a ser aplicadas, mas as dúvidas não param: um estudo da Fundação Dom Cabral apontou que 40% das empresas ainda não estão em conformidade com essa lei. O setor automotivo, que foi um dos mais afetados com esse período de pandemia, pode encontrar nesse momento de adequação uma oportunidade para pensar mais na questão de dados como um todo. Olhar com atenção para esse universo de informações pode trazer insights essenciais para o crescimento do negócio, se estratégias inteligentes forem implantadas da maneira certa.
A verdade é que dados por si só não acrescentam relevância. É necessário pensar em como coletar, assimilar, interpretar, estruturar e gerar informações a partir disso – sempre em conformidade com a LGPD. O desafio começa na coleta desses dados, que não acontece do dia para a noite e não é algo que o cliente oferece por livre e espontânea vontade quando visita uma concessionária ou loja de autopeças. Por isso, o varejista precisa desenhar como conquistar esses dados: criar promoções, implantar benefícios exclusivos e aplicar descontos são formas de atrair o consumidor, pensando em fidelização e coletando as informações de forma correta, com a devida permissão.
Essas ações são exemplos práticos de como alimentar o CRM (Customer Relationship Management, ou Gestão de Relacionamento com o Cliente, em tradução livre), e alcançar mais efetividade na hora de vender. Trazendo o papo um pouco para o digital, que nos dias de hoje deve ser atrelado ao físico, vale pensar na geração de “leads”, que consistem basicamente em pessoas que demonstraram interesse de alguma forma em certo produto ou serviço. Na prática, é quando um consumidor está buscando por um produto X e visita o site ou o e-commerce do negócio, visualizando aquele produto, mas não necessariamente finaliza o processo. O que pode ser gerado a partir disso são os “leads” de venda, que serão dados captados, qualificados e classificados, para se transformarem em ações de
marketing direcionadas para o perfil daquela pessoa.
É por isso que não é incomum fazermos uma pesquisa na internet e depois recebermos ofertas especiais justamente sobre aquele produto, principalmente nas redes sociais. Essas estratégias direcionadas estão em crescimento, mas há muito a se percorrer. Em 2019, uma pesquisa publicada pelo portal Resultados Digitais mostrou que 41,7% das empresas entrevistadas não possuíam nenhum critério para a conversão de “leads”, prejudicando as vendas que poderiam ser feitas e tornando os dados pouco úteis para a empresa.
Buscando soluções efetivas
Utilizar dados para entender o mercado, produtos e toda a jornada de consumo é importante para trabalhar as vendas de forma fundamentada. No aftermarket, o que acontece com mais frequência, muitas vezes em negócios de pequeno e médio portes, como oficinas ou lojas de autopeças, é a ausência quase total de recolhimento de dados, muito pela falta de um sistema mais robusto que possa auxiliar nesse processo. Por isso, um caminho que tem sido efetivo é utilizar soluções que trabalhem esses dados, focando em usabilidade e entregando análises aprofundadas. Neste ponto, a tecnologia não proporciona apenas mais praticidade, mas, com tecnologias como Machine Learning e Inteligência Artificial, otimizam a experiência do varejista, dando mais tempo para quem está à frente do negócio focar em ações práticas a partir das informações filtradas.
Dados nunca estiveram tão em alta. Ao mesmo tempo, sabemos que o varejo automotivo, assim como outros setores, ainda está entendendo como utilizar o poder deles para impulsionar o negócio. Com o aquecimento do setor e início da retomada econômica, o segundo semestre deve ser o momento de resolver questões burocráticas e buscar novos meios de expandir o negócio, com os dados como combustível. Entender que os dados são uma das matérias primas para crescer daqui em diante é o pontapé inicial para sair na frente em uma competição pela conquista do cliente, que tende a se acirrar a cada dia que passa.
Presidentes do Sincopeças-SP e Sindirepa-SP falam sobre o novo comprador na Automec 365
“O novo comprador: como os novos comportamentos e padrões de consumo mudam o jogo” foi o tema da apresentação de Heber Carvalho, presidente do SincopeçasSP, e de Antônio Fiola, presidente do Sindirepa-SP
Maior evento do aftermarket automotivo está confirmado para 09 a 13 de novembro de 2021, no Expo Center Norte. Todo conteúdo do evento realizado nos dias 31 de agosto e 1 e 2 de setembro está disponível no site www.automecfeira.com.br
A plataforma Automec 365, criada neste ano pela Reed Exhibitions (RX), organizadora da Automec, contou com vários representantes da indústria e das entidades do setor que trataram dos temas mais relevantes do atual cenário do aftermarket automotivo. A RX também confirmou a realização da Automec presencial no período de 09 a 13 de novembro, no Expo Center Norte.
A Automec 365 abriu a série de apresentações dessa semana com um dos temas mais críticos para o mercado automotivo atualmente, a escassez de semicondutores, que vem impactando a indústria. Rafael Aidar, Gerente Comercial de Contas Estratégicas na QAD, apontou como causas desse cenário a grande demanda/ consumo com previsões inadequadas, implantação insuficiente de pedidos na cadeia de suprimentos, prazos de entregas insuficientes e a competição com outras indústrias por semicondutores.
O especialista apontou alguns processos que estão por trás da maioria dos desabastecimentos e destacou 5 passos para melhorar a cadeia de suprimentos: identificar processos essenciais para a cadeia; avaliar as suas competências atuais; desenvolver as competências; promover a adaptação organizacional para foco na cadeia; e automatizar e integrar os processos. Para se evitar ou pelo menos minimizar uma próxima escassez de semicondutores, Aidar apontou 5 caminhos: garantir que a transmissão da previsão da demanda seja frequente e que os horizontes de planejamento sejam adequados; estabelecer políticas de aquisição e inventário baseados nos requisitos do cliente; avaliar os riscos e adotar planos de contingência; utilizar ferramentas baseadas na Web, tais como EDI, Web EDI e Web Portal, para fornecedores de níveis mais baixos; e avaliar os fornecedores através de uma ferramenta qualitativa e quantitativa formal.
Outro tema abordado no evento foi o Direct to Consumer (D2C) para a indústria automotiva. Jacques Benadiba, head comercial, da Synapcom Comércio Eletrônico, apontou pesquisas que mostram o crescimento expressivo do e-commerce. O número de pedidos feitos on-line e recebidos em lojas físicas pelos clientes cresceu 208% durante a pandemia. Globalmente, 49% dos consumidores compram mais on-line atualmente do que antes da pandemia. E 67% dos consumidores nascidos nos anos 80 e 56% dos nascidos nos anos 60 preferem comprar on-line em vez de ir à
loja, sendo que 41% dos nascidos nos anos 40 comprarão on-line. As soluções na reposição do segmento de pesados “Nós tivemos um grande desafio com relação à parte de suprimentos, principalmente de matéria prima desde o início da pandemia. As empresas em geral não esperavam uma forte recuperação a partir de julho do ano passado. A demanda principalmente de reposição para o mercado de caminhões surpreendeu muitos fornecedores”, destacou Thomas Püschel, Diretor da Unidade de Negócios de Peças de Reposição e Marketing da MWM. A empresa passou a atuar em conjunto com os fornecedores para fazer frente a essa demanda. Atualmente, há uma percepção de uma estabilidade maior nesse mercado. Nesse cenário, o mercado de reposição está desenvolvendo novas plataformas digitais para incrementar suas vendas.
O mercado automotivo
Vacinas, disponibilidade de crédito e os estoques baixos das montadoras e a continuidade de seus investimentos estão marcando de forma positiva o cenário automotivo atual no Brasil. Por outro, a escassez de matéria prima, principalmente de semicondutores, que tem paralisado a produção de muitas fábricas no mundo, deverá ter uma solução prevista apenas para o segundo semestre de 2022. Um desajuste na cadeia de suprimento, provocado no ano passado pela falta de produção das montadoras, tem causado um vácuo entre suprimento e demanda das montadoras.
Além disso, a instabilidade política afeta o câmbio e as perspectivas de crescimento da economia. A inflação, provocada principalmente pelo aumento do dólar, também faz parte de um cenário negativo para a indústria. Fizeram parte desse painel o Diretor de Economia do Sindipeças – Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores, George Rugitsky, e Elias Mufarej, Diretor de Mercado de Reposição e de Fomento à Exportação da mesma entidade. As projeções completas da entidade, apresentadas na Automec 365, podem ser acessadas diretamente nessa plataforma:
Heber Carvalho e Antônio Fiola
O novo comprador: como os novos comportamentos e padrões de consumo mudam o jogo
A frota de veículos no mercado brasileiro, principalmente no período da pandemia, envelheceu e esse fator deve gerar maior movimento nas oficinas para a reposição de peças, de acordo com Antônio Fiola, presidente do Sindirepa – Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo. Fiola mencionou que, baseado no constante contato entre balconistas das oficinas e compradores, que ainda existe grande dificuldade do consumidor na compra pelos canais eletrônicos. Ele destacou ainda que ao buscar as oficinas, os novos compradores não querem perder tempo com os problemas de seus veículos para poderem se dedicar a outros temas de seu interesse. “O novo comprador quer ter a confiança no meu negócio, na minha pessoa, para resolver o seu problema”, resumiu Fiola. Isso irá exigir, segundo ele, uma nova postura dos profissionais das oficinas no atendimento desse novo cliente.
Heber Carlos de Carvalho, presidente do Sincopeças – Sindicato do
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Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo, reforça também que a preocupação com a qualidade de peças é constante dos mecânicos e dos varejistas para garantir a segurança e a satisfação dos consumidores. Isso porque, atualmente, o carro é hoje mais um meio de transporte e de trabalho para a maioria dos usuários, que exigem, portanto, maior agilidade e confiança no conserto de seus veículos. O reparador do futuro
O último dia da Automec 365 trouxe discussões extremamente atuais para o profissional da reparação automotiva, cumprindo com o compromisso dos organizadores de gerar conteúdo relevante para o setor. Com o tema “Como será o reparador do futuro?”, o evento online reuniu o diretor do Senai Ipiranga (tradição de mais de 56 anos na formação de novos mecânicos), Adelmo Belizário, o head de Treinamento da BMW Group Brasil, Emílio Paganoni, e o vice-presidente de Tecnologia do Sindirepa, Ricardo Cramer.
Riquíssimo em conteúdo, o painel trouxe à luz os desafios do profissional do futuro, principalmente com a disseminação de tecnologias atuais como eletrificação, hibridização e digitalização dos automóveis. “Já estamos atuando fortemente na formação dos atuais reparadores hoje, entendendo que a eletrificação automotiva é um caminho sem volta”, garantiu o executivo do Sindirepa. “O carro virou uma plataforma de aplicativos com um imenso volume de processamento de dados, o que exige cada vez maior capacitação do reparador em mecatrônica”, afirmou Paganoni. O diretor do Senai enfatizou que a escola, em 2022, irá estrear um curso justamente dessa matéria. “Quando você parte para especialidades como gerenciamento eletrônico de motor e tecnologias ligadas à assistência na condução, como piloto adaptativo e alerta de mudança de faixa, a instrução requerida está dentro do curso de mecatrônica. E é por isso que vamos colocá-lo na grade”, disse Belizário. Fidelização e treinamento
Com o tema “Fidelização e Treinamento do Profissional Reparador”, o gerente de Certificação de Serviços do IQA (Instituto de Qualidade Automotiva), Sérgio Ricardo Fabiano, discorreu sobre o desafio de fornecer formação técnica e conhecimento tecnológico na área de reparação automotiva em um segmento com mais de 480 mil profissionais em um País que ainda conta com grau de instrução muito baixo.
“Por este motivo, nós, do IQA, investimos muito na certificação de conhecimentos e habilidades dos reparadores, o que irá chancelar suas competências e criar diferenciais competitivos em sua carreira”, destacou, lembrando que, sob o ponto de vista dos empregadores, essa certificação dá a segurança de contratar e reter profissionais com formações reconhecidas. E revelou uma novidade vital para reciclagem dos mecânicos que atuam no segmento: “estamos preparando novas certificações, que serão válidas por 3 anos, totalmente online, que irão classificar os profissionais em níveis básico, intermediário e avançado. Para 2022, teremos ainda a master”.
Conexão estratégica com os players do setor
“A plataforma 365 foi organizada para estabelecer uma conexão estratégica entre fabricantes, expositores e consumidores visando manter um ritmo constante de geração de negócios durante o ano todo, além, portanto, dos dias da realização da feira em pavilhão”, explicou Ricardo Barbosa, gerente da Automec. Basicamente, a Automec 365 proporcionará aos inscritos na plataforma um sistema de recomendações de marcas para compradores, com base em interesses comerciais em comum; indicações de reuniões individuais para negócios; sessões de rodadas de negócios; ativação de
marca nos canais digitais, entre outras possibilidades para movimentar os negócios do mercado.
ABNT abre consulta pública para qualificação de vendedor de autopeças e acessórios
Projeto deflagrado pelo Sincopeças-SP encontra-se na Consulta Nacional da ABNT para aprovação. Basta acessar o link e participar
Foto: Balcão Automotivo
O Projeto ABNT NBR 16999 - Qualificação de Vendedor de Peças e Acessórios para Veículos encontra-se na Consulta Nacional até 27/09/2021.
• Para acessar e participar da Consulta utilize o link http://www.abntonline.com.br/consultanacional/
• Pesquise por Comitê ABNT/CB-099 – Qualificação e Certificação de Pessoas
• Acesse Projeto ABNT NBR 16999 - Qualificação de Vendedor de Peças e Acessórios para Veículos
• Vote (Se não tiver cadastro, basta realizá-lo)
O projeto para criação da norma técnica da profissão de Vendedor de Peças e Acessórios para Veículos, deflagrado pelo Sincopeças-SP e coordenado pelo presidente do Sincopeças Brasil, Ranieri Leitão, com secretaria de Luiz Sérgio Alvarenga, diretor da Alvarenga Projetos Automotivos, contou com apoio de profissionais do mercado, varejistas, atacadistas, indústrias de autopeças, instituições de capacitação, entidades, profissionais da imprensa especializada, que contribuíram sobremaneira para o sucesso desse importante trabalho em prol do comércio de autopeças no Brasil. Para o presidente do Sincopeças-SP, Heber Carvalho, a norma objetiva buscar resultados para as empresas de autopeças. “Entre as medidas mais recentes que nossa entidade tem conquistado está a normalização para a profissão de balconista do nosso segmento, hoje já denominados muito apropriadamente Vendedor de Peças e Acessórios para Veículos. Através da regulamentação da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, proporcionaremos a esses profissionais segurança e assertividade para o exercício do trabalho, com objetivo premente de buscar resultados promissores para as empresas de autopeças. Afinal, nosso País tem uma frota de veículos que precisa de cuidados. Veículos que a cada dia ficarão mais modernos e com mais tecnologia, garantindo aos usuários maior mobilidade e segurança”, assegurou Carvalho.