HÁ 19 ANOS LEVANDO INFORMAÇÃO DE QUALIDADE À REPOSIÇÃO AUTOMOTIVA
EFEITO DOMINÓ NO ORIENTE MÉDIO PRESSIONA OS CUSTOS DO AFTERMARKET

Alta de combustíveis e insumos eleva custos, reduz consumo e afeta a reposição de autopeças
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MERCADO DO SUL GANHA FORÇA COM FROTA ENVELHECIDA
Crescimento da frota e maior vida útil impulsionam a manutenção e os negócios no setor
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HÁ 19 ANOS LEVANDO INFORMAÇÃO DE QUALIDADE À REPOSIÇÃO AUTOMOTIVA
Balcão Automotivo é uma publicação dirigida aos profissionais automotivos e tem o objetivo de trazer referências ao mercado, para melhor conhecimento de seus profissionais e representantes. Os anúncios aqui publicados são de responsabilidade exclusiva dos anunciantes, inclusive com relação a preço e qualidade. As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores.
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AUTOMOTIVO Nº 234 | ANO XX | ABRIL
AFTERMARKET EM MOVIMENTO: DESAFIOS E OPORTUNIDADES NA AUTOPAR 2026
Damos a largada no calendário de feiras de 2026 com a Autopar, que se consolida como o principal encontro regional do setor. Para acompanhar esse momento, preparamos uma edição especial com foco no mercado de reposição automotiva do Sul do País, que segue em ritmo forte.
O crescimento e o envelhecimento da frota continuam puxando a demanda por manutenção e peças. No Paraná, com mais de 9 milhões de veículos e uma cadeia bastante ativa, o mercado exige cada vez mais preparo, eficiência e uso de tecnologia. Em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, o cenário também é positivo, mas traz desafios como competitividade acirrada, logística e mudanças no perfil dos veículos. Ainda assim, o caminho aponta para evolução, integração e mais profissionalização.
Na reportagem de capa, olhamos para fora e entendemos como o conflito no Oriente Médio já impacta o setor. A alta do petróleo pressiona combustíveis, fretes e componentes, afetando toda a cadeia. Por aqui, isso aparece no aumento de custos, na redução do consumo de serviços e até no risco de falta de produtos em alguns casos. Mesmo com expectativa de
crescimento de 4% em 2026, o cenário pede atenção à gestão, principalmente em preços e fluxo de caixa.
Também estivemos próximos de movimentos importantes do setor. A Nakata apresentou o projeto 4Mobility, que leva automação, robótica e inteligência de dados ao centro de distribuição, reduzindo drasticamente o tempo das operações e elevando o nível logístico. Já a Automechanika Buenos Aires 2026 mostrou a força do aftermarket na América do Sul, reunindo milhares de profissionais, marcas e oportunidades de negócios, além de abrir espaço para discussões sobre inovação e inteligência artificial.
Fechamos a edição com um tema essencial: capacitação. O EAD Balcão Automotivo nasce com a proposta de levar conhecimento prático para o dia a dia do varejo de autopeças. O curso “Especialista em Vendas”, desenvolvido com a Nakata, foca em atendimento, conversão e performance. Porque, no fim das contas, no aftermarket de hoje, quem aprende mais, vende mais.
Boa leitura — e nos vemos na Autopar.
O EDITOR
REDAÇÃO: Editor-chefe - Silvio Rocha / redacao@balcaoautomotivo.com | Karin Fuchs | Otavio Rocha / redacao2@balcaoautomotivo.com
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FIQUEPORDENTRO
A FEY CELEBRA 60 ANOS
CONECTANDO EXPERIÊNCIA, INOVAÇÃO E RELAÇÕES QUE GERAM VALOR
Referência no Brasil e no exterior, a FEY construiu sua trajetória com base em colaboração, confiança e inovação. Ao lado de clientes e parceiros, desenvolve soluções com visão de futuro, guiada pelo propósito de transformar a conformação em resultados extraordinários.

WEGA INAUGURA OPERAÇÃO NA CHINA E AVANÇA EM SUA ESTRATÉGIA GLOBAL COM NOVA UNIDADE EM TIANJIN
A Wega anuncia nova unidade em Tianjin, na China, ampliando sua estratégia global em 2026. Instalada no complexo TEDA, a filial atuará como hub de distribuição e suporte técnico para filtros automotivos. “É um marco que fortalece nossa presença na Ásia”, afirma o CEO Cristian Neto. A operação reforça a atuação internacional da marca.
A Wega anuncia nova unidade em Tianjin, na China, ampliando sua estratégia global em 2026. Instalada no complexo TEDA, a filial atuará como hub de distribuição e suporte técnico para filtros automotivos. “É um marco que fortalece nossa presença na Ásia”, afirma o CEO Cristian Neto. A operação reforça a atuação internacional da marca.
APLIC RESOLIT E CABOVEL REFORÇAM PARCERIA E DESTACAM NOVIDADES NA AUTOPAR 2026
A Aplic Resolit e a Cabovel marcam presença, mais uma vez, na principal feira regional do País, a Autopar 2026. As duas empresas compartilham um estande amplo e bem localizado para receber clientes das regiões Sul e Sudeste. Então já sabe: não deixe de visitar o espaço e conferir de perto os principais lançamentos preparados para a feira.
MAHLE AMPLIA ATUAÇÃO E PASSA A OFERECER SOLUÇÕES DE CARREGAMENTO PARA VEÍCULOS
ELETRIFICADOS NO BRASIL
Em ritmo de crescimento, A MAHLE lança no Brasil o chargeBIG, sistema modular de recarga para veículos elétricos com até seis pontos simultâneos. Já consolidada na Europa, a tecnologia estreia com instalação em Jaguariúna (SP). A solução otimiza a rede elétrica, reduz custos e permite uso em condomínios e comércios,


A Aplic Resolit e a Cabovel marcam presença, mais uma vez, na principal feira regional do País, a Autopar 2026. As duas empresas compartilham um estande amplo e bem localizado para receber clientes das regiões Sul e Sudeste. Então já sabe: não deixe de visitar o espaço e conferir de perto os principais lançamentos preparados para a feira.



AUMOVIO É LANÇADA
OFICIALMENTE NO BRASIL

A AUMOVIO, empresa originada do spin-off da divisão automotiva da Continental, oficializou sua chegada ao Brasil com foco em inovação, conectividade e mobilidade inteligente. A companhia aposta em soluções integradas de hardware e software para fortalecer o setor. “Queremos ser um parceiro estratégico na evolução da indústria automotiva, apoiando a transição para uma mobilidade mais digital, segura e conectada”, diz Ricardo Rodrigues.

PARTFLEX APRESENTA INOVAÇÃO E ALTA QUALIDADE EM SUSPENSÃO NA
AUTOPAR 2026
Referência nacional em peças de suspensão metal-borracha, a PARTFLEX leva à Autopar 2026 lançamentos exclusivos e um portfólio com mais de 400 produtos, reforçando seu compromisso com qualidade, segurança e tecnologia no mercado de reposição.

PFX-1022
SUPORTE DIANTEIRO DO MOTOR “COXIM”
Para Linha GM: Corsa 02/12, Meriva 02/12 e Montana 03/12
DRIV APRESENTA NOVA IDENTIDADE VISUAL PARA A MONROE AXIOS E PREPARA EXPANSÃO DO PORTFÓLIO DA MARCA
Em linha com sua estratégia, a DRiV anuncia a evolução da marca Monroe Axios, com novo logotipo que destaca o nome Axios. A mudança reflete o reconhecimento já consolidado no mercado e reforça o planejamento de crescimento no Brasil. Mantendo a força da Monroe, a marca amplia sua atuação no aftermarket, alinhando tradição, clareza de posicionamento e expansão de portfólio.

VETOR AUTOMOTIVOS APRESENTA SOLUÇÕES EM TRANSMISSÃO, DIREÇÃO E SUSPENSÃO NA AUTOPAR
Com mais de 40 anos no mercado de reposição, a Vetor Automotivos participa da Autopar, no Expotrade (PR). Referência nacional, destaca linhas de transmissão, direção e suspensão, essenciais à segurança e performance. A presença na feira fortalece o relacionamento com distribuidores e aplicadores e reforça seu papel como parceira confiável no pós-venda, unindo tradição e inovação.
FIQUEPORDENTROPESADOS

De olho no mercado, a Cofap, da Marelli Cofap Aftermarket, lança pastilhas de freio com fibra de carbono para linha pesada. Com 12 códigos, atendem a marcas como Mercedes-Benz, Scania e Volvo. A nova linha oferece maior eficiência, menor desgaste do disco e mais estabilidade nas frenagens, reforçando o portfólio High Performance com foco em durabilidade e segurança.


ELRING AMPLIA PORTFÓLIO
PARA MOTORES LEVES E PESADOS E LANÇA LINHA DE COLETORES DE ADMISSÃO
A ElringKlinger amplia seu portfólio para reposição com novos componentes para motores leves e pesados. Os lançamentos incluem juntas de cabeçote, jogos de juntas e coletores de admissão, desenvolvidos para garantir vedação eficiente, durabilidade e desempenho. As aplicações atendem a veículos de grande volume de frota, reforçando a presença da marca no aftermarket com soluções de alta qualidade. COFAP LANÇA PASTILHA DE FREIO COM FIBRA DE CARBONO PARA VEÍCULOS PESADOS

Por: Karin Fuchs | Foto(s): Divulgação

TERMÔMETRO DA REGIÃO SUL
Um mercado que pulsa, tem peculiaridades e muitas oportunidades no mercado de reposição automotiva
o Estado do Paraná, onde acontece a Autopar 2026, pela primeira vez, no ano passado a frota de veículos ultrapassou a marca de 9.000.000 de unidades, com uma participação de quase 55% de automóveis e o restante, motos, ônibus, caminhonetes e caminhões. Em 20 anos, o número de veículos no Estado cresceu mais de 160%. Ainda assim, a

Para Sergio Estelai, presidente do Sincopeças-PR, “esse número mostra exatamente o tamanho da responsabilidade que a gente tem. Quanto mais carro na rua, mais manutenção, mais reposição, mais necessidade do nosso setor. Isso movimenta toda a cadeia — do pequeno ao grande. E não é só o crescimento da frota, hoje esses carros ficam muito mais tempo em circulação e isso fortalece ainda mais o nosso mercado”, afirmou.

No Paraná são cerca de 8.700 lojas de autopeças e acessórios. “Eu gosto sempre de dizer que não são números, são famílias, são histórias e empresários que acordam cedo todos os dias para fazerem o nosso setor girar. Nosso papel é estar do lado dessas empresas, dando suporte, representando e defendendo os interesses de quem realmente move a economia”, disse Estelai.
Presidente do Sindirepa-PR, Sandro Cruppeizaki, traçou o mesmo cenário. “Mais do que o crescimento da frota em si, o que se observa é uma demanda permanente por
serviços automotivos, impulsionada tanto pelo uso intenso dos veículos quanto pelo aumento da sua vida útil. Com mais veículos em circulação e uma diversidade cada vez maior de tecnologias embarcadas, as oficinas passam a ser pressionadas a evoluir em diferentes frentes”, relatou.
Isso inclui, segundo ele, “investimentos em equipamentos mais modernos, capacitação constante das equipes para atender às novas



demandas técnicas, melhoria nos processos de gestão e atendimento, além da ampliação do portfólio de serviços”, descreveu. Um processo que é potencializado por iniciativas do Sindirepa-PR, que representa cerca de 10.000 empresas do setor de reparação automotiva no Estado, incluindo oficinas mecânicas, elétricas, funilarias e centros automotivos.
Perspectivas 2026
Para este ano, a expectativa para o setor de reparação automotiva no Paraná é de continuidade de crescimento, como aconteceu em 2025, sustentada por fatores estruturais do mercado, conforme disse Cruppeizaki, “a demanda deve permanecer aquecida, impulsionada principalmente pelo tamanho e envelhecimento da frota, o que mantém o fluxo constante nas oficinas. Ao mesmo tempo, a tendência é de maior integração com a cadeia automotiva, especialmente entre oficinas, fabricantes, distribuidores e o varejo de autopeças,
fortalecendo a geração de negócios. Outro ponto central é o avanço na profissionalização das oficinas, com investimentos em gestão, tecnologia e qualificação técnica”, especificou.
Estelai contou que 2025 foi um ano de resistência. “Não foi fácil, mas o nosso setor mostrou mais uma vez a sua força. O cenário hoje é de mudança, principalmente, com a entrada dos veículos elétricos, que impactam diretamente o nosso dia a dia, principalmente no varejo. Para este ano, eu sou otimista, mas com os pés no chão. O setor de autopeças nunca foi fácil, mas sempre foi forte. A expectativa é de um ano de ajustes, de adaptação, mas também de oportunidade para quem estiver preparado”, afirmou.
O setor no Paraná
Para a distribuidora Scherer, presente nos três Estados do Sul, com sede em Joaçaba (SC) e 30 lojas, o Paraná tem apesentado grandes oportunidades, conforme relatou Leonardo Souza, gerente da Filial de Londrina. “Principalmente, pelo crescimento contínuo da frota circulante e pelo envelhecimento dos veículos, que aumenta a necessidade de manutenção preventiva e corretiva. Além disso, o Estado possui forte atividade logística e agrícola, o que impulsiona também a demanda por peças para veículos comerciais e linha pesada. Outro ponto relevante é o fortalecimento do setor de oficinas independentes e centros automotivos, que buscam parceiros capazes de entregar variedade, agilidade e suporte


técnico”, descreveu.
Como característica, Willian Pelosi, gerente da Filial de Toledo, disse que o Paraná é um mercado pulverizado. “Com forte presença de distribuidores regionais e nacionais, alto nível de competitividade, logística desafiadora, mas decisiva para ganho de mercado, além de um nível relevante de informalidade ainda presente no mercado. As distâncias médias são relevantes entre cidades, exigindo investimento para a eficiência logística”, especificou.
Souza acrescentou que o mercado paranaense é bastante dinâmico e competitivo, com grande presença de oficinas independentes e frotistas. “É um Estado com perfil misto: ao mesmo tempo urbano e industrial, mas também com forte presença do agronegócio e transporte rodoviário, o que gera alta demanda tanto na linha leve quanto na pesada. Outra peculiaridade é a exigência por logística rápida, pois as cidades têm alto fluxo comercial e o
Mesmo diante dos desafios e das mudanças com os veículos elétricos, o setor segue forte. A expectativa é de um ano de ajustes e adaptação, com oportunidades para quem estiver preparado”


A demanda seguirá aquecida pelo envelhecimento da frota. O avanço virá com maior integração da cadeia e a profissionalização das oficinas, com foco em gestão, tecnologia e qualificação” Sandro Cruppeizaki –
reparador não pode manter o veículo parado por muito tempo”, afirmou.
Para corresponder à demanda, disse Pelosi, “possuímos uma equipe de compras que trabalha a inteligência de estoque analisando fatos e dados do mercado, com leitura de giro por região, sempre ouvindo os profissionais da ponta que trazem as demandas e particularidades, afinal, são 30 lojas absorvendo conhecimento do mercado do Sul do Brasil. Além disso, o aumento da complexidade dos veículos elevou a necessidade de conhecimento técnico no atendimento, reduzindo espaço para erro. Nesse cenário, se destaca quem consegue combinar mix assertivo, entrega rápida e confiança técnica na recomendação das peças, ressaltou”.
Autopeças – Na Secchi Autopeças, em Chopinzinho, Thiago Secchi também mencionou o envelhecimento da frota como uma grande oportunidade. “Os carros rodam nos grandes centros e depois do período

de garantia, de três, cinco e sete anos, eles vêm para o interior e aí é onde entramos, vendendo produtos, melhorando as nossas amostras dos produtos com marcas opcionais e entendendo o perfil do cliente. O nosso cliente quer rodar nas condições básicas possíveis, gastar o menos possível e percebemos que mais de 70% deles têm buscado por marcas alternativas”, revelou.
Uma mudança que ele observou nos últimos 20 anos foi a diversidade da frota. “Várias marcas que não eram tão conhecidas aqui, ficaram conhecidas. Aumentou a diversidade da frota e a procura por diversos produtos que não tinham antes. A frota aumentou, isso é maravilhoso, mas em contrapartida, nós, empresários do setor, tivemos que ter um investimento pesado, estar atentos ao mercado, em qual é a idade média da frota que está rodando e que tipo está rodando, para podermos acompanhar essa evolução e, consequentemente, tirar vantagem disso também”, afirmou.
Oficina – Em Curitiba, Evaldo Kosters, da Berko Autopeças e Serviços, ponderou que se por um lado o aumento da frota circulante em Curitiba e a modernização dos veículos têm sido as principais oportunidades na sua região, por outro lado, a diversidade é um desafio. “Este é um desafio constante das oficinas e para fazer frente, temos que treinar nossas equipes e atualizar nossos equipamentos”, sintetizou.
Como uma peculiaridade de sua região ele disse que “há uma alta densidade de oficinas novas e um alto grau de informalidade”.
Sindirepa-PR
E sobre o que mais mudou nos últimos anos, “foi a visão de que oficina não é só conhecimento técnico do mecânico, mas um negócio complexo de que evolve gerenciamento empresarial e comercial”, respondeu Kosters.
O setor em Santa Catarina
Proprietário e vendedor da Seresolve Autopeças, na cidade de São Joaquim, Emerson Rosa de Lima contou que especialmente no interior de Santa Catarina há uma frota envelhecida e altamente dependente de manutenção, o que deixa de ser apenas uma característica e se torna uma grande oportunidade estratégica.
“Na Seresolve, enxergamos esse movimento como um direcionador de negócio. Veículos com mais de 10 anos demandam manutenção constante, principalmente, em sistemas como suspensão, freio e ignição, que hoje são nossos principais pilares. Além disso, existe



uma oportunidade forte na construção de relacionamento. Em mercados menores, quem entende o cliente mais rápido e entrega solução com consistência se posiciona à frente. É nisso que temos apostado”, revelou.
Ele acrescentou que na sua região o que move é a confiança e proximidade. “Aqui, o relacionamento ainda é um dos principais ativos comerciais. Outro fator importante é o perfil da frota: veículos mais antigos, submetidos a condições severas — seja pelo clima frio, estradas ou uso intenso. Isso acelera o desgaste de componentes, principalmente, de suspensão. Além disso, enfrentamos uma concorrência com empresas tradicionais e bem estabelecidas, o que eleva o nível do mercado. Isso nos obriga a ser mais estratégicos, mais rápidos e mais próximos do cliente todos os dias”, afirmou.
Camboriú, Roberto Turatti, o Billy, disse que as principais oportunidades começam com a entrevista do cliente para entender as suas necessidades. “Deixamos claro que iremos focar nas suas solicitações e fazer um diagnóstico completo no veículo para deixá-lo informado da verdadeira situação do veículo, quanto à manutenção corretiva e preventiva”, explicou.
Em sua região, ele disse que as peculiaridades são muitas. “Uma delas, respondendo pela minha empresa, é que o cliente gosta de deixar o veículo se programando com mais tempo de permanência, porém com menor frequência”, sintetizou. Nos últimos anos, ele relatou o que mais mudou. “Com a atualidade e a realidade da situação do País, foi a busca por fornecedores que tenham maior prazo, entrega, qualidade e preço justo para poder fazer uma negociação diferenciada para o cliente”, concluiu.
O setor no Rio Grande do Sul
Ao contrário da maioria, o envelhecimento da frota não tem sido uma oportunidade para a Auto Serviços Capalonga, em Lajeado, mas a renovação da frota, como observado por Diego Capalonga. “Aqui, as pessoas e as empresas estão trocando de carro e estão preferindo, muitas vezes, fazer as revisões preventivas, inclusive com baixa quilometragem conosco, com as oficinas independentes”, relatou.


Ele contou também que há algum tempo eles têm restringido a gama de atuação. “Atendendo o que realmente a gente entende, mas sempre inovando, vendo o que compensa e qual é o tipo de veículo que o nosso cliente está adquirindo e trazendo até nós. As novas maneiras de propulsão estão vindo muito rápido e a gente tem que se preparar com treinamentos de equipamentos propícios para atender a demanda dos nossos clientes”, afirmou.
Como característica, em sua região o cliente tem a consciência sobre a manutenção de seu veículo. “Aqui, nós temos uma cultura a qual os proprietários sabem que uma prevenção sai muito mais barata do que uma correção. Então, isso para nós facilita e é bem gratificante trabalhar dessa maneira. Hoje, o cliente é muito mais crítico, muito mais interessado. Ele se preocupa com o que foi feito e quer saber sobre o andamento do



serviço. Embora isso tenha dado um pouco mais de trabalho, isso é muito bom, porque o cliente sabe o que está sendo realizado no seu veículo e tem a consciência de que às vezes os serviços exigem um diagnóstico maior”, explicou.
Autopeças – Também em Lajeado, Alessandro Braun, vendedor na Auto Peças Zagonel, disse que para atender a demanda
eles tiveram que reorganizar a loja ampliando o estoque e que os clientes estão ficando mais tempo com seus carros. “Aquele carro de 8, 10 ou até menos anos de uso, que daria duas ou mais manutenções um pouco mais altas, o pessoal já procurava trocar de carro, o que não está acontecendo hoje. Antes, tínhamos em estoque de 2 a 3 pares de amortecedores e agora, de 5 a 6. Tivemos que organizar a loja para deixar um estoque mais elevado de peças que giram mais, e ainda estamos neste processo, pois é complicado organizar a loja com ela funcionando”, afirmou.
E a procura maior tem sido por peças de pronta-entrega, principalmente, para oficinas que não têm espaço físico ou poucos mecânicos. “Estamos nos preocupando muito em ter bastante quantidade, além da variedade, pois o cliente ficando mais tempo com o carro ele tem mais manutenções seguidas, a cada dois ou três anos ou até menos, ele vai ter que parar para dar uma geral no carro.


Notamos também, nas nossas conversas no balcão da loja, que os carros mais novos não têm a mesma durabilidade de um carro de 2008, 2010, 2015. Hoje a gente pega carro 2024, 2025, quebrando a peça mesmo, com uma manutenção mais precoce. Tudo isso fez com que aumentasse o giro de peças na loja. Antes, em janeiro e fevereiro o movimento dava uma parada, há alguns anos isso não acontece mais”, finalizou.



NAKATA INOVA SUA OPERAÇÃO LOGÍSTICA COM O PROJETO 4MOBILITY
Único no aftermarket brasileiro e primeiro do grupo Randoncorp, o projeto integra robótica, inteligência de dados e automação avançada em larga escala
ANakata modernizou o Centro de Distribuição da Frasle Mobility, em Extrema (MG), com o projeto 4Mobility, uma solução inédita no aftermarket brasileiro e latino-americano e a primeira do grupo Randoncorp. A plataforma combina robótica, inteligência de dados e automação em larga escala para garantir maior eficiência na entrega de peças.
Segundo Marcelo Tonon, diretor-executivo da Frasle Mobility, “o mercado caminha para o aumento do número de itens, maior fracionamento de pedidos e operações mais eficientes, alinhadas às práticas ESG. Somos uma empresa que precisa disponibilizar produtos considerando, cada vez mais, a atualização da frota e estar preparada para atender bem nossos clientes. Esta é a primeira jornada de automação da área logística”, afirmou.
A operação conta com 25 robôs — com capacidade para chegar a 100 — que circulam sobre trilhos em uma estrutura com 35 mil caixas, podendo chegar a 50 mil. Os robôs levam os itens até estações de separação no modelo goods-to-person. O sistema realiza até 1.000 pickings por hora e processa 1.500 volumes, apoiado por 140 metros de esteiras automatizadas. Todo o fluxo utiliza tecnologia picking by light e gestão
inteligente de estoques em tempo real.
Produtividade
O ganho de produtividade é significativo: atividades que antes levavam de 4 a 6 horas agora são concluídas em cerca de 30 minutos. Além disso, o espaço de armazenamento foi reduzido em 30%. Desde fevereiro, 76% das linhas de separação estão automatizadas, com previsão de alcançar 100% até o fim do semestre.
Para o gerente de Supply Chain, Alexandro de Abreu Barbosa, a inovação reforça a competitividade e a qualidade do serviço. “Um distribuidor trabalha com 200 mil itens; na Frasle Mobility, esse número está próximo de 40 mil, e, a cada ano, entram de 1.200 a 1.300 novos itens com a chegada de novos veículos. No Brasil e na América Latina, somos os primeiros a ter uma solução como essa para o mercado de reposição automotiva. A ideia é replicar para as outras operações da companhia”, comentou.
A Frasle Mobility tem em seu portfólio as marcas Fras-le, Fremax, Controil e Nakata, além de outras do grupo Randoncorp.



Por: Karin Fuchs | Foto(s): Divulgação

O EFEITO DOMINÓ DO CONFLITO NO ORIENTE MÉDIO
A alta de preços nos combustíveis e componentes afeta o consumo de frotistas e consumidores, que adiam suas compras de serviços de reparos e acessórios. O conflito implica, ainda, aumento no custo de reposição
Em 28 de fevereiro, quando Israel e Estados Unidos começaram uma guerra contra o Irã, o mundo presenciou o início de mais um conflito que traria consequências para a economia global. Com a interdição do Estreito de Ormuz, principal rota de escoamento do petróleo, o preço do barril disparou provocando um efeito dominó não somente no preço dos combustíveis – diesel e gasolina –, mas em

toda a cadeia produtiva global, incluindo o setor de autopeças no Brasil.
Segundo Cláudio Sahad, presidente do Sindipeças, o setor de autopeças deve acompanhar eventual desaceleração do setor automotivo em 2026. “As instabilidades geopolíticas têm trazido incertezas para todo o mundo. Na primeira revisão do ano, que deve ocorrer em abril, nossas previsões

As instabilidades geopolíticas têm gerado incertezas globais. Na primeira revisão do ano, prevista para abril, nossas projeções de crescimento podem ser ajustadas — mas ainda é cedo para afirmar em que direção”
Cláudio Sahad, presidente do Sindipeças
de crescimento poderão ser alteradas. Porém, ainda não podemos afirmar o que será revisado”, afirmou.
Para a indústria de autopeças, o ano começou com uma recuperação de 21% do faturamento real em janeiro, reflexo de uma base mais fraca em dezembro, e comparado a janeiro de 2025, houve queda de 6,5%. “Por enquanto, nossa área de Economia mantém as previsões para o ano fechadas em dezembro passado: crescimento de 4% no faturamento do setor em 2026 sobre 2025 – para R$ 286,8 bilhões. Quanto aos investimentos, nossa estimativa é de R$ 6,6 bilhões, mesmo valor de 2025”, informou Cláudio Sahad.
Desabastecimento
Na análise do economista Fauzi Timaco Jorge, não se descarta o risco de desabastecimento de componentes essenciais. “Há um encarecimento de frete, com repercussões na logística de peças, aumentando os custos para

oficinas e distribuidores. A alta de preços nos combustíveis e componentes afeta o consumo de frotistas e consumidores, que adiam suas compras de serviços de reparos e acessórios. Além disso, não se descarta risco de desabastecimento de componentes essenciais, por problemas de logística e suprimento de matérias-primas. É, portanto, um tempo de observação dos próximos acontecimentos, com muita atenção ao fluxo de caixa do negócio”, alertou.
Da mesma forma, comentou Rodrigo Carneiro, presidente da Andap. “Pode haver algum desabastecimento, considerando que grandes produtores transferiram suas plantas para países como China, Índia e outros centros. E quando pensamos em condutores/placas eletroeletrônicas e as dificuldades logísticas causadas pelos conflitos, custos e rotas poderão causar rupturas. O nosso mercado não se caracteriza pela geração de demanda e não operamos com especulação. Mesmo assim, por vezes, não reagimos pragmaticamente e/ou subordinados à lei de oferta e demanda. Recomendo e vou insistir que todos tenham sempre ‘à vista’ qual será o custo de reposição amanhã e adequar suas estratégias de precificação a uma nova ordem mundial e a uma situação muito delicada de nosso querido Brasil”, afirmou.
Além dos juros altos e a instabilidade econômica em ano de eleições, Cláudio Sahad disse que há elevação de custos provocada por guerras, com escassez
de combustível e de outros insumos e o consequente aumento da inflação. “São todos problemas que estão fora de nosso poder de atuação e que nos atingem diretamente, tanto como empresários, quanto como cidadãos. No caso do setor automotivo, soma-se ainda o expressivo aumento das importações de veículos e de autopeças da China, roubando mercado dos fabricantes nacionais. Definitivamente, o ano de 2026 não será fácil”, previu.
Reflexos
Questionado se o conflito no Oriente Médio, envolvendo em especial os Estados Unidos, Israel e Irã, representa uma crise, mas também uma oportunidade, Fauzi Timaco Jorge respondeu que “por um lado, repercussões negativas sobre o abastecimento de petróleo, sabidamente uma commodity de ampla utilização no universo de insumos industriais, pode provocar uma elevação no preço do produto. No entanto, como vimos acontecer nos choques da década de 1970, uma alta no preço pode estimular a produção mundial e, por extensão, também aqui no Brasil. Outra importante constatação diz respeito ao aumento da demanda por veículos elétricos ou mesmo híbridos, principalmente, por heavy users, ou seja, por aqueles que dependem em grau elevado dos seus veículos para a execução de suas tarefas básicas”, analisou.
Na visão de Rodrigo Carneiro, “o impacto desta triste guerra, como ainda o conflito no Leste Europeu e os históricos problemas

que envolvem Israel e o Hezbollah, altera toda a geopolítica econômica e a relação entre os mercados. Acrescentese a isto o efeito ‘Trumpismo’ quebrando todas as práticas do multilateralismo e o cenário pode ser catastrófico. Não se aplica aqui uma discussão apenas sobre a distribuição de autopeças, mas sobre todas as cadeias produtivas, com os custos de produção e distribuição fortemente inflacionados”, afirmou.
Inflação e pressão nos preços
Com a pressão nos preços, alguns setores sentirão mais do que outros. “No agronegócio, insumos importados, como fertilizantes e, parcialmente, o diesel, podem provocar sensível aumento nos custos de produção. Para contornar estes efeitos negativos, o Governo se vale de redução ou mesmo eliminação integral de tributos sobre tais insumos e, no caso do IPCA, que é o medidor oficial da inflação brasileira, o monitoramento sobre outros componentes deste índice pode contrabalançar tais aumentos de preços. A rigor, este monitoramento responde por praticamente um quarto da flutuação de preços, para cima ou para baixo, em preços básicos como transporte urbano, energia elétrica, combustíveis e outros”, descreveu Fauzi Timaco Jorge.
Ele falou também sobre as repercussões de uma queda acentuada no câmbio, ou

seja, uma valorização da moeda nacional, como vimos acontecer no período recente, sobre o nível da taxa de juros básica da economia, a taxa Selic.
“Desde 2016, o Banco Central deixou de utilizar a política monetária como suporte ou anteparo da política cambial. Assim sendo, o câmbio varia, desde então, em função do volume de entrada e saída de moeda estrangeira. Como vimos acontecer no período recente, há uma atração especial do capital estrangeiro por papéis brasileiros, como ações e títulos da dívida pública. Esta entrada acentuada de dólares implica em apreciação – também conhecida por valorização – do real, ou seja, menos unidades de real por unidade de dólar, em pouco mais de três meses, quando saímos de R$ 5,50 em 31/12/2025 para R$ 5,08 em 08/04/2026. Isso barateia as importações, mas desestimula as exportações, cujos preços terão que ser renegociados, tanto pelo aumento dos custos de produção como pela perda de rentabilidade na
exportação. Quanto à taxa de juros Selic, certamente o Copom do Banco Central levará em consideração tais fatores nas suas próximas reuniões”, afirmou.
Para finalizar, Rodrigo Carneiro contou que o câmbio, de forma geral, traz outro componente, além do cenário já anteriormente descrito. “O movimento GAMA ou Great América Again e a decisão clara do presidente Donald Trump de baixar o valor da moeda americana como estratégia de atrair investimentos na produção dentro do território americano. Isto, se bem explorado, pode ser positivo para os países em desenvolvimento e, particularmente, para o Brasil, grande produtor de autopeças”, concluiu.
Barril de petróleo
Cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito (GNL) global transitam pelo Estreito de Ormuz, em uma passagem estreita de menos de 40 km, entre o Irã e Omã. Desde o início do conflito, no final de fevereiro deste ano, o petróleo Brent subiu mais de 40% a 49,2%, ultrapassando a marca de US$ 100/barril, em vários momentos do conflito. Inicialmente em fevereiro, antes do conflito, as previsões aprontavam para um preço médio de US$60/barril. Para o segundo trimestre, a EIA (U.S. Energy Information Administration) projeta um patamar de US$ 115/barril, com queda gradual no final do ano.


Recorde e dependência
Em 2025, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), o Brasil bateu recorde nacional de produção de petróleo, com a marca de 3,77 milhões de barris por dia, consolidando-se como um grande exportador de petróleo bruto. A Petrobras tem reservas de petróleo para quase 13 anos. Por outro lado, o Brasil é dependente da importação de derivados, chamados de combustíveis refinados.
A produção brasileira de diesel atende a cerca de 70% a 80% da demanda nacional. Em 2024, o País importou 103,2 milhões de barris de petróleo, ou cerca de 280 mil barris por dia, principalmente da África (40%) e do Oriente Médio (23%). A autossuficiência de diesel é planejada pela Petrobras até 2031.
Alta dos combustíveis
No mês de março, a inflação (IPCA) atingiu 4,14% ao ano, impulsionada pelo aumento dos combustíveis, óleo diesel (13,9%), da gasolina (4,59%) e do etanol (0,93%). Enquanto o preço médio do diesel passou de R$ 6,04 para R$ 7,09 de março para abril, no mesmo período, o litro da gasolina variou de R$ 5,99 para cerca de R$6,38, em média.
Para conter a alta dos combustíveis, o Governo Federal anunciou um pacote de medidas, que incluem: o aumento da mistura de etanol na gasolina de 30% para 32% e a subvenção do diesel nos meses de abril a maio deste ano, de R$ 1,20 no ICMS do diesel importado e R$ 0,80 no produzido no Brasil. E, ainda, a isenção de impostos federais sobre o biodiesel, subvenção ao gás de cozinha e ao querosene de aviação e linhas de crédito para o setor aéreo.
Inflação e Selic
No mês de março, a inflação oficial (IPCA) registrou alta de 0,88%,

acelerando em relação a fevereiro (0,70%) e acumulando 4,14% em 12 meses, pressionada por alimentos e serviços.
Para o final deste ano, o mercado financeiro elevou de 4,36% para 4,71% a inflação no País, impactando o consumo das famílias e acima da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, para até 4,5%.
Para a taxa Selic, o mercado financeiro manteve a projeção de 12,50% ao ano,
com uma expectativa de redução gradual para 2027 e 2028, de 10,50% e 10,00%, respectivamente, segundo o Boletim Focus, do Banco Central.
O Banco Central manteve a projeção de crescimento do PIB em 1,6% para este ano, mas o resultado pode ser impactado pelo prolongamento do conflito no Oriente Médio e pelo aumento da inflação. Já para o dólar, a previsão é de R$ 5,37 no final do ano.


AUTOMECHANIKA BUENOS AIRES 2026 BATE RECORDES E CONFIRMA A FORÇA DO SETOR
Evento supera 30 mil visitantes, amplia participação internacional e impulsiona negócios no aftermarket automotivo
AAutomechanika Buenos Aires 2026 reafirmou sua força ao reunir mais de 30 mil visitantes de 42 países e de todas as províncias argentinas. Com mais de 500 expositores, 750 marcas e área superior a 33 mil m², a feira cresceu em relação a 2024 e se consolidou como um dos principais encontros do setor na América Latina.
O evento destacou-se como ambiente estratégico para geração de negócios, networking e atualização tecnológica, reunindo empresas, especialistas e lideranças da indústria. A programação contou com mais de 40 atividades, incluindo debates sobre inovação, inteligência artificial e estratégias de mercado.
Rodadas de negócios e encontros entre montadoras e fornecedores impulsionaram oportunidades comerciais e fortaleceram a cadeia automotiva, reforçando o caráter global e a relevância da feira.
EXPOSITORES IMPULSIONAM NEGÓCIOS E INOVAÇÃO
NA AUTOMECHANIKA 2026

CAUPLAS
Durante o evento, a Cauplas apresentou a linha mais completa de mangueiras automotivas da América Latina, destacando qualidade, tecnologia e ampla cobertura para diversas aplicações.

BORGWARNER
A BorgWarner participou da Automechanika Buenos Aires com soluções em turbocompressores, embreagens viscosas e válvulas EGR, incluindo lançamentos voltados às normas Euro 6, no estande da parceira Factory Parts.

CORTECO
A Corteco reforçou sua atuação na América do Sul, estreitando parcerias estratégicas e acompanhando as principais tendências do aftermarket automotivo.
DAYCO
A Dayco marcou presença com uma marca ainda mais fortalecida, preparada para expandir sua atuação, tendo a Argentina como mercado estratégico.

EATON
A Eaton apresentou novos produtos para o aftermarket, reforçando a importância estratégica da América do Sul em seus planos de expansão.


FRASLE MOBILITY
A Frasle Mobility levou um portfólio completo, com soluções em frenagem, suspensão e direção, reforçando sua estratégia de crescimento no mercado argentino.
PHINIA
A PHINIA destacou seu portfólio das marcas Delphi e Delco Remy, evidenciando sua expansão e fortalecimento no aftermarket sul-americano.


SCHAEFFLER
A Schaeffler evidenciou sua inovação com soluções para veículos híbridos e elétricos, novos componentes eletrônicos e investimentos em capacitação técnica.


TECALLIANCE
A TecAlliance apresentou soluções voltadas à digitalização e padronização de dados, contribuindo para mais eficiência e integração no mercado de reposição.

SINDIPEÇAS
O Sindipeças destacou a forte presença brasileira, com 52 fabricantes no pavilhão do BAP, reforçando a Argentina como principal destino das exportações do setor.

TECFIL
A Tecfil encerrou sua participação com a geração de novas parcerias, ampliação da base de clientes e identificação de oportunidades de negócios.
A ZF Aftermarket reforçou sua liderança ao apresentar tecnologias para veículos leves, pesados e do segmento agro, destacando inovação e conectividade.


ZM
A ZM reforçou sua presença na América Latina ao participar de um dos principais eventos do aftermarket na região, destacando seu portfólio para linhas leve e pesada e fortalecendo o relacionamento com distribuidores e profissionais do setor.



O BALCÃO VIROU SALA DE AULA. E DE VENDAS

Capacitação prática para transformar o balcão em resultados no varejo de autopeças

Em um cenário cada vez mais competitivo no aftermarket automotivo, o conhecimento deixou de ser um diferencial para se tornar peça-chave na performance das equipes. É nesse contexto que surge o EAD Balcão Automotivo, a primeira plataforma do setor desenvolvida exclusivamente para atender às demandas reais do varejo de autopeças — transformando o balcão em um verdadeiro ambiente de aprendizado contínuo e geração de resultados.
A proposta é objetiva: capacitar profissionais para vender melhor, atender com mais eficiência e agregar valor a cada interação com o cliente. Mais do que conteúdo, a iniciativa aposta em uma formação alinhada à prática, conectada diretamente à rotina de quem está na linha de frente.
O pontapé inicial da plataforma acontece com o Curso Especialista em Vendas de Autopeças, desenvolvido em parceria com a Nakata. A formação oferece uma trilha completa, com 12 horas
de conteúdo estratégico, distribuídas em 8 aulas, além de materiais complementares em ambiente EAD e uma avaliação final que valida o aprendizado.
Com abordagem prática, linguagem acessível e foco total na aplicação imediata, o curso foi estruturado para impulsionar a performance no balcão, melhorar a experiência do cliente e potencializar resultados em vendas.
No novo cenário do aftermarket, a lógica é simples: quem aprende mais, vende mais.
Inscreva-se gratuitamente agora e transforme conhecimento em resultado no balcão. Garanta sua vaga no EAD Balcão Automotivo e leve sua performance de vendas para o próximo nível.

https://ead.balcaoautomotivo.com/pages/home

COLUNA DO

* Piloto, profissional do automobilismo, fundador e diretor técnico-esportivo da Cobra Racing Team, atuante na TCR South America
TCR SOUTH AMERICA: O QUE O AUTOMOBILISMO ENSINA AO AFTERMARKET
ATCR South America deixou de ser promessa — virou realidade. E não foi por acaso. Em pouco tempo, a categoria conseguiu construir algo que muita gente leva anos (ou nem consegue): um modelo consistente, competitivo e, principalmente, sustentável dentro de um ambiente que sempre foi desafiador.
Muito disso passa pelo próprio conceito TCR. Um regulamento global, padronizado e ajustado com frequência para manter o equilíbrio entre as montadoras. E isso faz diferença. Hoje você vê Audi, Honda, Hyundai, Toyota, Peugeot… carros diferentes, com propostas diferentes, mas andando juntos, disputando de verdade. No fim das contas, é isso que dá credibilidade: competição real, sem domínio absoluto.
Outro ponto importante é o custo. Automobilismo nunca é simples nesse aspecto — mas é possível torná-lo mais viável. E a TCR entendeu isso. Criou um modelo com limites mais claros, mais previsibilidade e um ambiente que faz sentido para equipes, pilotos e patrocinadores. Soma-se a isso um regulamento estável, bem construído, que evita mudanças no calor do momento. Isso gera confiança — e confiança sustenta qualquer projeto.
Agora, nada disso anda sozinho. Sem gestão, não existe categoria
que se sustente. E a TCR conseguiu transformar um bom conceito em um produto bem posicionado no mercado, mesmo competindo com várias outras categorias pelos mesmos patrocinadores, equipes e atenção do público.
E é aqui que entra o paralelo com o mercado de reposição.
Assim como no automobilismo, o aftermarket vive um ambiente competitivo, com pressão de margem, variações de preço e mudanças o tempo todo. Enquanto a TCR avançou com um modelo mais organizado e padronizado, o setor de reposição segue evoluindo — ainda buscando mais integração e eficiência ao longo da cadeia.
E isso é natural. Faz parte do processo. Mas também deixa um recado claro: o modelo de negócio precisa estar sempre em revisão. O mercado muda, o cenário muda, o comportamento do cliente muda. E quem consegue acompanhar esse ritmo sai na frente.
No fim, a lógica é simples: não basta ter um bom produto. É preciso ter gestão, adaptação e visão de longo prazo.
A TCR já entendeu isso.
A pergunta é: o aftermarket também está pronto para acelerar?


Comportamento
por: Valtermário Rodrigues*



Fauna Empresarial
Omês de abril é marcado por importantes datas, como o Dia do Descobrimento do Brasil, o Dia de Tiradentes, o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, o Dia Mundial do Livro e o Dia dos Povos Indígenas.
Os povos indígenas nos oferecem importantes lições sobre a relação com o meio ambiente e com os animais que, ainda que não sejam humanos, não são coisas — são seres dignos do nosso respeito. Por isso, a luta pelos direitos indígenas, que também deve ser nossa, é também a luta pelos animais. Afinal, toda vida importa.
E, por falar em animais, tirei alguns dias de férias. Ninguém é
de ferro, e nada melhor do que aproveitar esse momento para ir ao encontro da Mãe Natureza. Estive na região do Baixo Sul da Bahia, na cidade de Ituberá, onde visitamos a comunidade quilombola Jatimane.
A estrada até lá, o mesmo caminho que leva à praia de Pratigi, é simplesmente encantadora, pois corta uma densa vegetação, além de rios, manguezais e uma variada fauna.
A cidade de Ituberá é muito ligada aos povos indígenas, pois nasceu de uma aldeia dos Aimorés, evoluindo, em seguida, para o povoado de Santarém e, posteriormente, para o município
de Ituberá. Portanto, sua cultura valoriza as raízes indígenas e quilombolas da região.
O Brasil possui uma das faunas mais diversas do mundo, com mais de 116 mil espécies de animais, distribuídas entre Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal e Pampa. Muitas dessas espécies estão ameaçadas de extinção por conta do desmatamento, do tráfico de animais e da caça ilegal, como a onça-pintada e o tamanduá-bandeira, símbolos de campanhas de preservação.
Essa viagem me fez lembrar alguns ditados populares com nomes de animais — ditados que, por analogia, podem ser relacionados ao mundo empresarial:
1. Quem não tem cão, caça com gato
Esse ditado ressalta a importância de utilizar os recursos disponíveis de forma eficaz, em vez de esperar por circunstâncias ideais para agir. Trata-se de uma abordagem bastante relevante em um mundo dinâmico e em constante mudança. No ambiente profissional, adotar essa mentalidade demonstra adaptabilidade e capacidade de inovação, fatores críticos de sucesso nas carreiras.
2. Boca de siri
Determinados assuntos no ambiente profissional requerem silêncio, sigilo e, por questões estratégicas, nem sempre podem ser compartilhados em grupo — ao menos até que chegue o momento oportuno.
3. Gato escaldado tem medo de água fria
Significa dizer que quem passou por experiências negativas ou dolorosas adota uma postura de extrema cautela e medo de reviver situações semelhantes no futuro — assim como o gato que evita qualquer tipo de água após uma experiência ruim.
A metáfora da “água quente” representa o trauma ou a dor, enquanto a “água fria” simboliza situações inofensivas que passam a ser evitadas por cautela. É um exemplo claro de como experiências negativas impactam comportamentos futuros, podendo causar medo generalizado.
4. Cada macaco no seu galho
Quando cada macaco está no galho certo, como diz a metáfora, a árvore permanece equilibrada. Diferente de quando um tenta ocupar o espaço do outro, momento em que o caos se instala.
No ambiente empresarial, é comum observarmos situações como: pessoas assumindo funções sem a devida preparação; líderes que acumulam tarefas quando poderiam delegar; profissionais talentosos subutilizados, atuando em atividades que não exploram seu potencial; e equipes atuando sem clareza de prioridades e papéis.
5. Sangue de barata
Diariamente convivemos com pressões por resultados e tomadas de decisão. Dificilmente conseguimos nos isolar dessas demandas durante a jornada profissional. Nesse contexto, o autocontrole torna-se essencial, e competências como escuta ativa e empatia precisam ser constantemente desenvolvidas.
6. Macaco velho não mete a mão em cumbuca
É sinônimo de experiência. Profissionais experientes aprendem a evitar riscos desnecessários e a tomar decisões mais assertivas.
7. Estar com a pulga atrás da orelha
Expressão utilizada para indicar desconfiança ou um estado de alerta. No ambiente profissional, essa postura pode levar à observação mais cuidadosa das situações, ajudando a compreender melhor o que está acontecendo antes de agir.
8. Matar dois coelhos com uma cajadada só
Expressão que ilustra situações em que se resolvem duas tarefas com uma única ação — demonstrando criatividade e capacidade de otimizar tempo e recursos.
Matam-se dois coelhos com uma cajadada só quando, por exemplo:
• estudamos para uma disciplina que abrange conteúdos cobrados em duas provas diferentes;
• remarcamos uma consulta médica para o mesmo dia em que realizamos exames no mesmo local, evitando deslocamentos desnecessários.
Para concluir, uma reflexão: no dia a dia, muitas vezes nos cobramos demais. Somos persistentes, não temos “preguiça” de ir à luta e seguimos firmes em nossos objetivos, enquanto o “povo” observa, comenta, critica — e nem sempre compreende nossas escolhas.
Preparar-se e passar em um concurso, por exemplo, não é “zebra”. É fruto de esforço, disciplina e da capacidade de abdicar de prazeres momentâneos em prol de um futuro melhor.
E é sempre gratificante ouvir: esse “cabra” é bom no que faz… é uma verdadeira “águia”.
Te esperamos, caro leitor, até a próxima edição!

AUMOVIO OFICIALIZA A SUA PRESENÇA NO MERCADO BRASILEIRO
Com soluções completas para uma mobilidade segura, no aftermarket, a meta é triplicar de tamanho nos próximos três anos, com as marcas
VDO e ATE
AAUMOVIO, criada em setembro de 2025 a partir do spin-off da antiga divisão Automotiva do grupo Continental, oficializou a sua entrada no mercado brasileiro na primeira quinzena de abril deste ano, em evento realizado em São Paulo (SP). Com uma solução completa de mobilidade para veículos leves e pesados, fornecendo para montadoras e para o mercado de reposição automotiva as marcas ATE, uma das mais tradicionais do mundo em sistemas de freio e segurança veicular, e VDO, referência global em soluções eletrônicas, telemática e gestão inteligente de dados para frotas e veículos comerciais, para o mercado de reposição automotiva, a expectativa da companhia é triplicar de tamanho nos próximos três anos.
Segundo Ricardo Rodrigues, Country Head
da AUMOVIO no Brasil, “o nosso propósito é fornecer não apenas peças e componentes, mas soluções para a mobilidade do futuro. A nossa visão é de uma mobilidade segura, emocionante, conectada e autônoma, baseada em tecnologia, inovação e proximidade com o mercado local, com o nosso legado industrial”, afirmou.
Para uma mobilidade segura, o portfólio da AUMOVIO contempla de sistema completo de freios até sistemas de segurança passiva. Para uma mobilidade emocionante, são vários produtos com telas, displays e interfaces imersivas com o usuário. No quesito conexão com o motorista, destacam-se módulos eletrônicos, centrais de telemática, antenas e controles. “No caso da mobilidade autônoma, onde o veículo consegue sentir o ambiente através dos


Ricardo Rodrigues, da Aumovio
sensores, entender situações complexas que estão ocorrendo e agir de maneira rápida e precisa”, acrescentou Rodrigues.
Plantas
Com duas unidades fabris em São Paulo, uma em Guarulhos, responsável pela produção de eletrônicos, e a planta de Várzea Paulista, onde são produzidos freios de fricção, EBS e sensores, a AUMOVIO também tem uma unidade fora de São Paulo, em Jacutinga (MG), dedicada à produção de diferentes soluções de antenas e cabos. “São 1.600 funcionários dedicados e mais de 100 engenheiros, distribuídos nas três plantas, capazes de realizar todo o desenvolvimento local para projetos locais”, disse Rodrigues.
Ainda de acordo com ele, “a AUMOVIO nasce com uma proposta clara: integrar hardware, software e conhecimento
automotivo para entregar soluções mais inteligentes, eficientes e alinhadas à nova dinâmica da indústria. Essa combinação é o que sustenta nosso posicionamento em um setor cada vez mais orientado por tecnologia e inovação”, sintetizou.
Mercado de reposição
Pedro Simões, Sales Digital Services & Aftermarket, contou que nos últimos cinco anos, a AUMOVIO dobrou de tamanho no mercado de reposição automotiva, com um portfólio que vai desde o transporte de carga até o carro de passeio. “A marca VDO é soberana na linha pesada, não apenas de componentes, mas do coração tecnológico do caminhão, desde sensores de velocidade e rastreadores, até o nosso icônico tacógrafo. O nosso mais novo lançamento é o óleo de motor da VDO (para veículos comerciais leves, médios, pesados e vans)”, anunciou.
Na linha de veículos leves, a marca é a ATE. “Ela assumiu o protagonismo de tudo que envolve frenagem, do fluido aos cilindros e kits de reparo. Em 2025, a ATE obteve um crescimento de 30%. Em paralelo, a VTO complementa esse ecossistema com a precisão da linha de injeção e linha elétrica, com as nossas bombas de combustível, corpo de borboleta e sensor de nível. Nos próximos três anos, queremos triplicar de tamanho. A AUMOVIO não está aqui apenas para manter o que existe, está aqui para ser a facilitadora do aplicador e do distribuidor”, ressaltou.



Rodrigues falou sobre a importância do aftermarket para a AUMOVIO. “A gente leva com muita seriedade o negócio do aftermarket. Vocês podem ter certeza disso. Eu imagino que todos os clientes do aftermarket reconhecem isso, mas vocês vão ver coisas melhores para frente, inclusive com a extensão do nosso
PORTFÓLIO
portfólio. A AUMOVIO cuida da mobilidade por completo, essa é a nossa missão e o nosso propósito, de tornar a mobilidade mais inteligente, mais flexível, mais acessível e mais saudável como a bicicleta”, afirmou.
Soluções digitais
Simões também destacou as soluções digitais oferecidas pela AUMOVIO. “Ter as melhores peças é apenas a metade do caminho, a outra metade que realmente muda o jogo é a forma como entregamos isso digitalmente. Há cinco anos não tínhamos nenhum veículo conectado e hoje ultrapassamos a casa dos 100 mil veículos, a nossa ambição é gigante e nos próximos cinco anos desejamos passar de 1.000.000 de veículos conectados. Aqui eu trago um ecossistema relacionado ao financiamento de garantias. Quando uma instituição financeira precisa liberar um crédito ou gerir uma alocação, o maior gargalo é o risco. A AUMOVIO resolve esse problema, através do rastreamento e telemetria, tudo em tempo real”, explicou.
A oficialização da AUMOVIO aconteceu na Casa Bisutti, na capital paulista, reunindo representantes de montadoras, do mercado de reposição, entidades do setor e imprensa. A empresa tem sede em Frankfurt (Alemanha), cerca de 82 mil colaboradores em mais de 80 unidades globais e faturamento de € 18,5 bilhões, em seu primeiro ano fiscal. A operação teve início com base financeira robusta, sem endividamento, € 1,5 bilhão em caixa e acesso a uma linha de crédito de € 2,5 bilhões.
VDO: Instrumentos de medição, tacógrafos digitais, sistemas de conectividade, telemetria e softwares de gestão, que ajudam transportadoras e embarcadores a aumentar a segurança, a eficiência operacional, em conformidade com a legislação. A empresa oferece um ecossistema completo que integra hardware, serviços e plataformas digitais para a mobilidade.
ATE: Pastilhas, discos, fluidos, cilindros, sensores e componentes hidráulicos, tanto para linhas de montagem, como para o mercado de reposição para carros de passeio, utilitários, ônibus e caminhões.




VENDAS DE VEÍCULOS NOVOS E USADOS IMPRESSIONAM EM MARÇO

Por: Karin Fuchs | Foto(s): Divulgação

O cenário também foi positivo para a produção e exportação de veículos 0 km. No entanto, as entidades do setor preveem cautela para o segundo semestre
Tanto no segmento de veículos novos quanto no de usados, os números do mês de março foram muito positivos, inclusive no volume de produção e exportação. A Fenauto computou 1.674.346 unidades transacionadas, incluindo automóveis, comerciais leves e pesados e motocicletas, 22,8% acima do mês anterior e 21,5% superior a março de 2025. No acumulado do ano, foram 4.378.062 unidades comercializadas, 12,7% a mais do que no primeiro trimestre do ano passado.
Apesar dos números otimistas, Everton Fernandes, presidente da Fenauto, afirmou que o cenário é de cautela para o segundo semestre. “O setor tem demonstrado uma resiliência muito grande, apesar das condições da economia e de outros fatores. No entanto, temos uma confiança cautelosa para os resultados deste ano, ressaltando que obstáculos como a Copa do Mundo e as eleições podem criar oscilações. Mas acreditamos que, persistindo

José Éverton Fernandes, presidente da Fenauto
essa performance mensal, teremos, mais uma vez, um bom ano para o segmento”, afirmou.
Na rede de concessionários
Com 22 dias úteis no mês de março, ante 18 no mês anterior e 19 em março de 2025, a Fenabrave registrou 513.099 veículos emplacados, 36,86% acima do mês anterior e 35,26% em comparação com março do ano passado, sendo o segundo melhor mês de março da série histórica da entidade.
Desse total, automóveis somaram 206.375 unidades, com crescimento de 46,85% em relação ao mês anterior e de 45,82% na comparação com março do ano passado. Comerciais leves totalizaram 51.848 unidades, 43,05% a mais do que em fevereiro e 21,68% acima de março de 2025.
No segmento de pesados, foram 8.766 caminhões emplacados, 32,60% a mais do que no mês anterior e 3,66% a menos do que em março de 2025. Já os ônibus cresceram 42,02% em relação ao mês anterior e 10,99% na comparação com o mesmo mês de 2025, totalizando 2.477 unidades emplacadas.
O resultado para caminhões em março pode ser atribuído à liberação de créditos do programa Move Brasil.

De acordo com Arcelio Junior, presidente da entidade, “o mês de março confirmou um mercado mais dinâmico, com desempenho disseminado entre os principais segmentos e um primeiro trimestre que já se posiciona entre os melhores da série histórica. O calendário ajudou, mas os dados mostram também uma reação consistente da demanda”, comentou.
Acumulado
No acumulado do ano, a entidade computou 625.114 veículos leves e pesados emplacados, 13,33% acima do primeiro trimestre de 2025. O resultado só não foi melhor devido à retração acumulada no período para caminhões e ônibus, de 19,28% e 13,19%, respectivamente, fechando o primeiro trimestre com 21.750 caminhões e 5.899 ônibus emplacados.
Enquanto isso, automóveis somaram 472.028 unidades e comerciais leves, 125.437 unidades, com crescimentos de 18,11% e 6,12%, respectivamente.
Destaques
O programa Carro Sustentável continuou impulsionando as vendas. Desde sua implementação, de 1º de junho a 31 de março de 2025, foram emplacadas 372.340 unidades, 30,3% acima do mesmo período anterior, quando não havia o programa.
Destaque também para os eletrificados (automóveis e comerciais leves), com 95.474 unidades emplacadas no primeiro trimestre do ano, 88,6% acima do mesmo período de 2025.
O crescimento mais expressivo foi dos veículos 100% elétricos, com 30.929 unidades emplacadas, 138% acima do primeiro trimestre de 2025. No mesmo período, foram 37.632 veículos híbridos emplacados, 71,5%


Junior, presidente da Fenabrave
a mais do que nos três primeiros meses do ano passado.


Assim como a Fenauto, diante das incertezas macroeconômicas e dos eventos previstos para este ano, a Fenabrave manteve, pelo menos por enquanto, a previsão de crescimento de 6,1% para o fechamento do ano, impulsionado pelo segmento de motocicletas (+10%), seguido por caminhões (+3,5%), automóveis e comerciais leves (+3%) e, no mesmo percentual, ônibus.
Recordes
Os números da Anfavea mostram que março foi o melhor mês de produção de veículos desde outubro de 2019 e o melhor resultado para o mês em volume de emplacamentos desde 2013.
“O mês de março foi excepcional, sem feriados, com bom ritmo de produção e vendas. Ficamos entusiasmados, mas devemos aguardar se esse desempenho se repetirá nos próximos meses, para verificar se não foi um momento isolado de aquecimento pós-férias”, disse Igor Calvet, presidente da Anfavea.
Ao todo, foram 264.100 unidades produzidas em março, 27,6% acima do mês anterior e 35,6% a mais do que em março de 2025. Por segmento, automóveis e veículos leves totalizaram 249.200 unidades, 35,6% acima do mesmo mês do ano passado.
Considerando o primeiro trimestre do ano, saíram das fábricas 634.700 unidades, 6% acima do mesmo período de 2025, sendo 478.800 veículos leves (+6,3%) e 122.500 pesados (+12%).







Emplacamentos
Com 269.500 unidades emplacadas em março, 45,5% a mais do que no mês anterior e 37,8% acima de março de 2025, este foi o segundo melhor resultado desde dezembro de 2014.
Do total, 206.400 unidades foram de veículos leves e 52.300, de pesados. No acumulado do ano, as vendas totalizaram 625.200 unidades, 13,3% acima do primeiro trimestre de 2025.
O grande destaque foi o volume de eletrificados emplacados, atingindo a marca de 100.000 unidades — um marco histórico, quase o dobro em relação ao primeiro trimestre de 2025. Esses veículos representaram 15,5% dos emplacamentos, e 42% dos veículos comercializados são nacionais.
Já o volume de emplacamentos de importados cresceu 5,6% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2025. Das 119.100 unidades, 54.300 são provenientes da China, representando um crescimento de 68,9% na comparação anual. Por outro lado, os emplacamentos vindos da Argentina retraíram 23,2%, somando 40.000 unidades.
Destaque também para caminhões, com 8.800 unidades emplacadas em março, 31,9% acima do mês anterior, impulsionadas pelo programa Move Brasil. “Além de promover a renovação da frota, o Move Brasil ainda se refletirá em muitos emplacamentos nas próximas semanas, pois há um intervalo entre a compra e o registro do veículo”, afirmou o presidente da Anfavea.
E, ainda, para o volume de emplacamentos do programa Carro Sustentável: segundo a Anfavea, são 369.000 unidades acumuladas,
com crescimento de 30% desde julho de 2025 até o final de março de 2026, sendo 67,5% em vendas no varejo e 21,6% em vendas diretas, com 276.000 e 93.000 unidades, respectivamente.
Exportação
Março também apresentou avanço nas exportações, somando 40.400 unidades, 21,1% acima do mês anterior e 1,1% superior a março de 2025. Ainda assim, o primeiro trimestre acumula queda de 18,5%.
O único mercado em que as exportações brasileiras cresceram foi o colombiano, com alta de 21,5% e 7.500 unidades embarcadas. Por outro lado, a Argentina apresentou retração de 28%, com 51.700 unidades, e o México, de 8,9%, com 16.700 unidades.
Para a Anfavea, o crescimento das exportações em março sinaliza uma possível recuperação dos volumes embarcados, principalmente com a retomada das importações por parte da Colômbia.
Completando as boas notícias de março, as exportações atingiram 40,4 mil unidades, após um primeiro bimestre aquém das expectativas. O crescimento em relação a fevereiro foi de 21,1% e de 1,1% sobre o mesmo mês de 2025, amenizando a queda acumulada no trimestre, que agora é de 18,5%.
Igor
Calvet, presidente da Anfavea

PATRÍCIA NEGOCIA
Carla Nórcia*

a autopeças, Patrícia escolheu trabalhar em Compras.
Onde boa parte do jogo acontece.
Ali não tem graxa. Mas tem pressão. Tem meta. Tem margem.
E margem, todo mundo sabe… é onde o negócio vive ou morre.
A loja dela fica perto da loja da Helena. Lembra da Helena?
Pequena, organizada, sem barulho.
Mas experimenta negociar com a Patrícia.
Ela sorri. Inclina a cabeça.
E começa com uma pergunta simples — que muda tudo:
“Me explica como isso melhora o meu negócio?”
Silêncio.
Porque muita gente acredita que negociar é tensão.
É apertar. É tentar levar vantagem.
Patrícia não tenta levar vantagem. Ela constrói acordo.
E, ainda assim, ganha quase todas.
Não porque força. Mas porque entende.
Entende prazo. Entende volume.
Entende o momento do fornecedor. Entende, principalmente, o impacto de cada compra no resultado da loja.
E isso muda tudo.
Enquanto muita gente entra na negociação pedindo desconto, Patrícia entra entendendo o jogo.
Ela pergunta. Ela compara. Ela calcula. E só então… ela negocia.
Enquanto alguns negociam com pressa, ela negocia com estratégia.
E, enquanto muitos fecham pelo menor preço, ela fecha pelo melhor cenário.
Fornecedor com discurso pronto. Representante cheio de argumentos. A velha urgência disfarçada de oportunidade.
Patrícia escuta tudo.
E depois volta com o que realmente importa: volume, prazo, giro, parceria.
Ela não compra só peça. Ela compra condição.
Não é frieza. É clareza.
Porque negociar, para ela, nunca foi sobre pagar menos. Sempre foi sobre comprar melhor.
E aqui está o ponto que pouca gente fala:
Mulher não tem dificuldade de negociar. Tem dificuldade de aceitar jogo ruim.
Durante muito tempo, ensinaram que era melhor ser flexível. Ceder. Ajustar. Entender o outro lado.
Patrícia entende.
Mas não entende prejuízo.
Ela não entra em conflito. Mas também não entra em acordo ruim.
E isso aparece.
Na margem que sobra.
No estoque que gira. No caixa que respira.
Enquanto muitos comemoram o desconto, Patrícia comemora o resultado.
E é aí que mora a virada.
Porque o aftermarket não precisa de mais gente que compra barato. Precisa de gente que compra certo.
E isso não é só técnica. É postura.
E Patrícia tem.
Patrícia negocia bem.
Carla Nórcia, Presidente da Amma
Quer saber quais técnicas a Patrícia usa?
Acesse o aulão “Negociando como a Patrícia” em: www.ammaoficial.com.br

