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Revista Balcao Automotivo ed 186

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HÁ 15 ANOS LEVANDO INFORMAÇÃO DE QUALIDADE À REPOSIÇÃO AUTOMOTIVA

A IMPORTÂNCIA DO ESTOQUE

Março foi bom, apesar da dificuldade no fornecimento de peças

DE VOLTA AO ANTIGO NORMAL

Com o relaxamento das restrições pelo País, a postergação da troca de veículos e a integração do varejo físico e digital movimentam a reposição automotiva.

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Destaque para semipesados e pesados; setor de ônibus ensaia retomada CAMINHÕES E ÔNIBUS

PERFIS DE LIDERANÇA

O mais indicado é conciliar o próprio perfil com a cultura da empresa

HÁ 15 ANOS LEVANDO INFORMAÇÃO DE QUALIDADE À REPOSIÇÃO AUTOMOTIVA

Balcão Automotivo é uma publicação dirigida aos profissionais automotivos e tem o objetivo de trazer referências ao mercado, para melhor conhecimento de seus profissionais e representantes.

Os anúncios aqui publicados são de responsabilidade exclusiva dos anunciantes, inclusive com relação a preço e qualidade. As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores.

NOSSA PLATAFORMA DIGITAL

COMO SE ADAPTAR AO NOVO MOMENTO DO VAREJO

Que bom poder encontrar vocês nesse momento de relaxamento das restrições sanitárias em todo o País, por conta do aumento do percentual da população vacinada. E na nossa reportagem de capa, pensando nessa retomada, a gente mostra a integração de dois mundos: o físico e o digital. Segundo as fontes ouvidas, mais do que o fim das restrições sanitárias, o que está mesmo movimentando a reposição automotiva é a postergação da troca de veículos.

aos mesmos objetivos”, na sucessão para a 2ª geração no Grupo Bezerra Oliveira, os filhos seguiram os mesmos princípios e os direcionamentos do patriarca. O mesmo deverá acontecer na transição para a 3ª geração. Das mãos do empreendedor Honório Bezerra, o Grupo nasceu em Fortaleza (CE) há 60 anos e, desde 1989, está com a segunda geração.

No Suplemento Especial Vendedor Automotivo, responda rápido à importante pergunta: Qual é o seu perfil de liderança? O ideal é que o líder concilie o seu próprio perfil com a cultura organizacional da empresa. E não faltam dicas para isso. Segundo os entrevistados, a liderança faz a diferença nas empresas, sem falar que é o que motivará e incentivará os colaboradores no dia a dia e também a alcançar os objetivos traçados.

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Apoios e Parcerias

Aliás, na reposição tem sido observado um aumento de demanda e até da manutenção preventiva, pela procrastinação da troca de veículos por muitos. No comércio, de maneira geral, Rodolpho Guedon Tobler, economista e pesquisador do FGV IBRE - Instituto Brasileiro de Economia, diz que o andamento das flexibilizações tem um efeito positivo, como foi observado ao longo de 2021.

Nas diferentes regiões do País, destacase quem tem estoque. O mês de março foi bom para os varejistas, mas a dificuldade no fornecimento de peças persiste em um mercado que tem alta demanda. Em um giro, os varejistas fazem um balanço do mês de março, as oportunidades e os desafios. A demanda por manutenção aumentou em consequência da postergação da troca do veículo pela alta dos preços dos novos e usados.

Na matéria “três mosqueteiros alinhados

DIRETORIA

DIRETOR COMERCIAL

Edio Ferreira Nelson edio@jornalbalcaoautomotivo.com.br

CONSELHEIRO CONSULTIVO Carlos de Oliveira

COMERCIAL

EXECUTIVO DE CONTAS Richard Faria richard@jornalbalcaoautomotivo.com.br

Para finalizar, mas não menos importante, a produção de caminhões e ônibus fecha o primeiro trimestre em alta. Em caminhões, categorias de semipesados e pesados dominam a programação nas linhas de montagem com participação acima de 75% no período; em ônibus, setor ensaia retomada e projeção anual se mantém em 20 mil unidades, a despeito de problemas com o Programa Caminho da Escola.

Até mais!

O EDITOR

REDAÇÃO

EDITOR-CHEFE Silvio Rocha redacao@jornalbalcaoautomotivo.com.br

Karin Fuchs redacao2@jornalbalcaoautomotivo.com.br

COLABORADORES

Valtermário Rodrigues Robson Breviglieri

FINANCEIRO

Analista Financeira: Luciene Moreira luciene@jornalbalcaoautomotivo.com.br

DEPTO DE ARTE

Supervisor de Arte/Proj. Gráfico Fabio Ladeira fabio@jornalbalcaoautomotivo.com.br

MKT DIGITAL

Guilherme Nelson guilherme@jornalbalcaoautomotivo.com.br

Otávio Rocha digital@jornalbalcaoautomotivo.com.br

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MAGNETI MARELLI AMPLIA LINHA DE

CORREIAS COM O LANÇAMENTO DE KITS DE DISTRIBUIÇÃO

Comprometida com o desenvolvimento constante do mercado reparador, a Marelli Cofap Aftermarket lança Kits de Distribuição Magneti Marelli, uma nova família de produtos que fará parte da linha de Correias Automotivas. Composta por 20 códigos, a gama de produtos atende a modelos das montadoras Citroën, Fiat, Ford, GM, Hyundai, Kia, Mitsubishi, Nissan, Peugeot, Renault e Volkswagen.

TECFIL É TOP OF MIND NO MERCADO DE AUTOPEÇAS PELA PESQUISA “MARCAS NA OFICINA”

A Tecfil teve a qualidade de seus produtos reconhecida novamente por reparadores de todo o Brasil e foi eleita uma das marcas Top of Mind na pesquisa “Marcas na Oficina” entre as mais lembradas do mercado de autopeças. A companhia figurou ainda na liderança nos quesitos “marca de maior lembrança e confiança” e “marca mais encontrada no fornecedor” na categoria de filtros.

MONROE LANÇA AMORTECEDORES PARA VEÍCULOS DAS MARCAS

HONDA, BMW, FIAT E SMART E SEMIPESADO VW

O Sincopeças Paraná tem uma mulher no comando para a gestão 2022-2026. Gisele Mari Junqueira Santos Zanon é filha do ex-presidente, Ari dos Santos (in memorian). Em 2017, aos 31 anos, ela assumiu a empresa da família, a DPS Atacado de Autopeças, e desde então passou a integrar o Sincopeças Paraná. “Comecei a acompanhar os trabalhos do Sincopeças e a participar também da diretoria. Um cenário muito novo com muito para aprender”, diz.

A Monroe Amortecedores, uma das principais marcas da DRiV, lança amortecedores para veículos leves e pesados. A Monroe Axios, também da DRiV, traz lançamentos para veículo da Honda para a reposição. Os componentes estarão disponíveis em toda a rede de distribuidores da Monroe espalhada pelo País. O portfólio da Monroe Amortecedores conta com mais de 1.100 produtos, enquanto a Monroe Axios possui mais de 1.700 produtos.

AUTOTRAVI ATUALIZA A LINHA SUPERBOR

A Autotravi Borrachas e Plásticos atualizou recentemente o seu catálogo da linha SUPERBOR. São mais de 50 novas aplicações, entre elas as marcas Jeep, Hyundai, Honda, Toyota, Fiat, GM e muito mais. A linha SUPERBOR é composta somente de guarnições para portas, porta-malas e capôs, e foi criada especialmente para reposição em veículos de alto giro no mercado. Para saber mais, baixe o catálogo no site www.autotravi.com

Da esq. para a dir.: Sérgio Estelai (vice-presidente), Gisele Zanon (presidente), Evandro Maldonado (1º secretário e ex-presidente) e Sr. Ari Bittencourt (vice-presidente da Fecomercio/PR)

DELPHI TECHNOLOGIES

AFTERMARKET INAUGURA FÁBRICA DE SENSORES DE OXIGÊNIO EM PIRACICABA (SP)

A Delphi Technologies Aftermarket, uma marca BorgWarner Inc., amplia a produção de sensores de oxigênio com a inauguração de uma nova fábrica em Piracicaba (SP). A nova fábrica irá abastecer o mercado de reposição global, predominantemente América do Sul e exportações para regiões EMEA. A linha de produção será responsável por 22 SKUs que irão contemplar tanto o Aftermarket quanto a linha de produtos originais.

MARCA DE LUBRIFICANTES

MOBIL™ LANÇA LIVRO “MECÂNICOS DO BRASIL”

Um dos projetos mais importantes da companhia para 2022, o livro “Mecânicos do Brasil”, acaba de ser lançado. A obra é patrocinada 100% pela marca Mobil™, viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura, do Ministério do Turismo, por meio da Secretaria Especial de Cultura, e conta com a realização da Barro de Chão Produtora e apoio do Sindirepa-SP (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo) e Sindirepa Brasil.

A Dayco promoveu alterações nas estruturas de suas áreas de Vendas e Marketing. Alexandre Tolentino é o gerente de Contas responsável por parte da região Nordeste, Rio de Janeiro e Espírito Santo; André Figueiredo é o gerente de Contas responsável pela região Centro-Oeste, Norte e Bahia; e Rafael Oliveira é o gerente de Contas responsável pela região Sul. Ainda: Nathália Amorim foi promovida a gerente de Marketing e Produtos para a América Latina.

NAKATA PROMOVE AUTO STOP COM AVALIAÇÕES GRATUITAS DOS AMORTECEDORES DOS VEÍCULOS

EM ABRIL

O Auto Stop Nakata está de volta. O programa gratuito, realizado em várias regiões do País em centros automotivos parceiros, visa avaliar as condições dos amortecedores, itens de segurança do veículo ligados à estabilidade. “A checagem é feita com a máquina shocktester, que faz os testes no conjunto de componentes a variações de baixa, média e alta frequências”, explica Jeferson Credidio, gerente de Engenharia, Assistência Técnica e Qualidade da Nakata.

EATON ALCANÇA ATERRO ZERO PARA TODAS AS FÁBRICAS BRASILEIRAS COM CERTIFICAÇÃO DA UNIDADE DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

A fábrica da EATON de São José dos Campos (SP), onde são produzidas as válvulas de motores para veículos leves e comerciais pesados, além de máquinas agrícolas e de construção, motores estacionários e marítimos, conquistou o marco de “Zero Resíduos para Aterro Sanitário”. Com isso, a multinacional alcança a meta de certificação para todas as suas unidades brasileiras.

Foto: da esquerda para a direita, Luiz Zappa, Rafael Oliveira, Alexandre Tolentino, Marcelo Sanches e André Figueiredo

DRIV APRESENTA NOVA GERENTE

REGIONAL DE VENDAS

A Monroe Amortecedores e Monroe Axios, duas das principais marcas da DRiV, apresentam a chegada da sua nova gerente Regional de Vendas, Simone Binotto (foto). A executiva comandará o desenvolvimento dos canais de vendas para o mercado de reposição das regiões Sudeste, Centro Oeste, Norte e Nordeste, reportando-se diretamente a Ivan Furuya, Head of Sales and Marketing.

HI TECH AMPLIA

SEU

PORTFÓLIO DE PRODUTOS COM O LANÇAMENTO DE NOVAS GRAXAS LUBRIFICANTES

A Hi Tech Produtos Automotivos, referência em seu segmento, amplia ainda mais a oferta de produtos ao mercado com o lançamento das Graxas Lubrificantes MULTI TECH CA-2 e BLUE TECH MP-2, que são resistentes a água, elevada adesividade e eficiência em lubrificação, e disponíveis em baldes de 10 e 18kg. Para mais informações, entre em contato por telefone: (11) 2703-5930 ou envie um e-mail para: vendas@hitech.ind.br

AUTO NORTE ENTRA NA ONDA DO B2B

A Auto Norte oferece ao mercado de reposição brasileiro uma nova plataforma de atendimento: o B2B. Com isso, a tradicional distribuidora de autopeças do Nordeste do País, e mais recentemente na região Sudeste com a Peça Brasil, quer tornar mais fácil & mais rápido comprar na empresa. E o acesso ao B2B deve ser feito por meio do www.autonorte.com.br e www.pecabrasil.com.br

ZF AFTERMARKET REGISTRA EXPANSÃO NO BRASIL

A ZF Aftermarket vem lançando, em média, mil novos produtos para ampliar sua cobertura para a frota de veículos leves e pesados do País por ano, além dos setores agrícola, etc., por meio das marcas ZF, LEMFÖRDER, SACHS, TRW e WABCO. De acordo com Reynaldo Contreira, novo Head da ZF Aftermarket na América do Sul, “em 2021 a empresa cresceu mais de 26% no mercado de reposição do Brasil e a perspectiva de crescimento para 2022 é de cerca de 12%”.

BORGWARNER CONCLUI A AQUISIÇÃO DO NEGÓCIO EMOTOR DE VEÍCULOS LEVES DA SANTROLL

A BorgWarner Inc. (NYSE: BWA) conclui a aquisição da Santroll Automotive Components, uma divisão do negócio eMotor da Santroll, na China. Espera-se que a aquisição fortaleça a integração vertical, escala e abrangência do portfólio da BorgWarner em motores elétricos para veículos leves, ao mesmo tempo em que permite maior velocidade para o mercado. “Temos o prazer de anunciar a aquisição da Santroll”, diz Frédéric Lissalde, presidente e CEO.

E AOS POUCOS, A VIDA VAI VOLTANDO AO NORMAL...

Mais do que o fim das restrições sanitárias, o que está mesmo movimentando o setor de reposição automotiva é a postergação da troca de veículos

Por: Karin Fuchs | Foto(s): Divulgação

Ao que tudo indica, a vida está voltando ao normal com o relaxamento das restrições sanitárias. Na reposição automotiva tem sido observado um aumento de demanda e até da manutenção preventiva, pela postergação da troca de veículos por muitos. No comércio, de maneira geral, Rodolpho Guedon Tobler, economista e pesquisador do FGV IBRE - Instituto Brasileiro de Economia, diz que o andamento das flexibilizações tem um efeito positivo, como foi observado ao longo de 2021. Mas para o setor do comércio, tem um limite.

“Isso porque já havia tido uma retomada em 2020 e com a flexibilização o setor de serviços volta a ganhar importância, sendo um concorrente para o andamento do comércio. As pessoas diminuem um pouco o consumo de bens e passam a consumir serviços que ficou muito restrito na pandemia. No final de 2021 já se observava uma redução da atividade econômica, que atingia o comércio”, explica.

Em relação ao comércio eletrônico, impulsionado pela pandemia, Kelly Carvalho, assessora econômica da FecomercioSP, afirma que vender por meio de marketplaces, redes sociais e até mesmo aplicativos de mensagens se tornaram práticas cada vez mais comuns no dia a dia das empresas, além das facilidades proporcionadas pelos meios de pagamentos.

“O consumidor que antes da pandemia tinha certo receio em comprar online, teve uma boa experiência, adquirindo os mais variados tipos de produtos. Agora, mesmo que prefira comprar no estabelecimento físico, o canal digital será fundamental para que ele tenha acesso a todas as informações, com a possibilidade de fazer o comparativo das especificidades técnicas do produto que pretende comprar e os respectivos preços”.

“O consumidor pode realizar uma compra e efetuar o pagamento fazendo um PIX ou recebendo um link de pagamento gerado pelo lojista, a fim de finalizar a compra. Este modelo de atuação do varejo continuará, ou seja, a empresa deverá diversificar os seus canais de vendas e buscar conhecer cada vez mais o seu cliente, atendendo-o de forma prática e segura”, esclarece Kelly.

Segundo ela, empresas que vendem produtos de valor agregado maior e que requerem conhecimento técnico também deverão oferecer um canal de venda digital, com as especificidades da mercadoria. “O consumidor que antes da pandemia tinha certo receio em comprar online, teve uma boa experiência, adquirindo os mais variados tipos de produtos. Agora, mesmo que prefira comprar no estabelecimento físico, o canal digital será fundamental para que ele tenha acesso a todas as informações, com a possibilidade de fazer o comparativo das especificidades técnicas do produto que pretende comprar e os respectivos preços”.

Na opinião de Tobler, o comércio online parece que foi acelerado ao longo da pandemia, mas veio para ficar em partes. “Antes da pandemia, o percentual de vendas online no setor era pouco menos de 10%. Esse resultado, nos momentos de mais restrições, chegou a mais de 20%, mas na última apuração no início de 2022, mostrava algo perto de 11%. Ou seja, houve um aumento, mas muito mais tímido que se imaginava no início da pandemia”.

Rodolpho Guedon Tobler, economista e pesquisador do FGV IBRE - Instituto Brasileiro de Economia

MUDANÇAS NO VAREJO

Diante do cenário pandêmico, Kelly analisa que a digitalização dos negócios foi a alternativa encontrada por milhares de empresas para continuar as atividades. A pandemia somente antecipou um processo que veio para ficar. “A expectativa é de que se tenha modelo híbrido de vendas; um mercado no qual os consumidores, em razão da tecnicidade do produto, prefiram comprar em uma loja física”.

Ela acrescenta que quanto aos demais produtos, o cliente poderá escolher entre adquiri-los no estabelecimento físico ou no online, ou comprá-los no comércio eletrônico e retirá-los na loja física. “O ambiente de negócios exigirá cada vez mais que os varejistas mantenham os dois canais de vendas integrados, proporcionando a melhor experiência de

Kelly Carvalho,

compra para o consumidor”, ressalta.

Novas estratégias de vendas também foram a principal mudança no varejo, conforme explica Tobler, “para conseguir passar pelo pior momento da pandemia e às vezes até mudança no seu produto principal. A questão de novos canais de venda parecem ser a estratégia que mais deve ser mantida num mundo póspandemia”.

Sobre o cenário macroeconômico, o economista comenta que elas não são tão favoráveis para o setor, assim como para a economia. “Atualmente, o cenário macroeconômico está negativo, com inflação alta, juros em processo de elevação, e mercado de trabalho reagindo lentamente, com a renda média em níveis muito baixos”.

Além disso, ele acrescenta que este é um ano que vive com grandes incertezas como a questão da guerra, que ainda não tá claro o tamanho do impacto no Brasil, e a eleição, que também adiciona mais incerteza. “Com isso, a expectativa é de um ano muito mais morno do que foi no ano passado, em ritmo lento de recuperação com alguma oscilação ao longo do ano”.

INTEGRAÇAO DO FÍSICO E DO DIGITAL

Lass, diretor de Desenvolvimento

Renato Lass, diretor de Desenvolvimento de Negócios do Segmento Automotivo da Linx

de Negócios do Segmento Automotivo da Linx, não acredita que a reabertura do varejo físico reduzirá as vendas online, mas sim o contrário. “O que mais temos visto é uma integração cada vez maior entre o comércio físico e o digital, a omnicanalidade, e o comércio físico se valendo de um canal online, que muitas vezes permite a retirada em loja ou até mesmo o contrário, compras online e a possibilidade de receber não de um centro de distribuição, mas do estoque de uma loja”.

Ele destaca que cada vez mais nós vamos ouvir falar menos de diferenças de visões entre o comércio físico e o online, mas sim, sobre omnicanalidade, a experiência do cliente no centro e tudo isso se confundindo de uma maneira positiva para o consumidor. “O consumidor já se habituou a comprar pelo online e o varejista precisa se adaptar

“Antes da pandemia, o percentual de vendas online no setor era pouco menos de 10%. Esse resultado, nos momentos de mais restrições, chegou a mais de 20%, mas na última apuração no início de 2022, mostrava algo perto de 11%. Ou seja, houve um aumento, mas muito mais tímido que se imaginava no início da pandemia”.

Rodolpho Guedon Tobler, economista e pesquisador do FGV IBRE - Instituto Brasileiro de Economia

assessora econômica da FecomercioSP
“O que mais temos visto é uma integração cada vez maior

entre o comércio físico e o digital, a omnicanalidade, e o comércio físico se valendo de um canal online, que muitas vezes permite a retirada em loja ou até mesmo o contrário, compras online e a possibilidade de receber não de um centro de distribuição, mas do estoque de uma loja”.

para capturar essas oportunidades. Se ele não entrar no mundo digital, ele perde oportunidade de negócio e fica restrito à clientela de sua região”.

Mesmo do ponto de vista de autopeças, que é uma compra mais técnica, Lass diz que o varejo evoluiu demais no momento da pandemia. “Esse era um dos mais conservadores em termos de transformação digital para efetivamente trazer um movimento de mais conexão com o cliente de forma online. Durante a pandemia, o varejo automotivo teve uma evolução muito rápida na direção de modernizar a sua relação com o cliente”.

Como exemplo, ele cita o catálogo de peças digitais. “Hoje, o cliente consegue verificar a aplicação de uma peça baseada no chassi, nas placas do seu veículo. Com todos os dados na mão, permite que ele tenha cada vez menos a necessidade de um apoio técnico para a compra. Além disso, o atendimento online dos varejistas, que estão mais à frente nesse processo,

Renato Lass, diretor de Desenvolvimento de Negócios do Segmento Automotivo da Linx

evoluiu bastante, é possível realizar uma venda consultiva através de e-commerce”.

Do ponto de vista de logística, Lass destaca que a evolução tecnológica foi gigantesca. “Cada vez mais, vemos no dia a dia a possibilidade de compras instantâneas, entregas no mesmo dia ou até na mesma hora, a exemplo dos supermercados. Os investimentos que os market places fizeram em termos de crescimento de frota e entrega foram cruciais, mas foi a tecnologia que permitiu ao cliente se aproximar do estoque, esteja aonde ele estiver. Hoje, o estoque não está só nos centros de distribuição, ele está nas lojas”.

As vendas online continuam ganhando força e Lass mostra isso em números. “Em 2021, houve um crescimento expressivo em relação ao e-commerce no Brasil, de quase 27% em relação a 2020, segundo a Neotrust. E a projeção de crescimento é de 42%, de 2021 até 2025, de acordo com a pesquisa Future of Retail, realizada pela Euromonitor International e o Google. Muitos que não tinham feito compras online antes da pandemia, passaram a ter contato com o e-commerce, viram que funciona e que é conveniente e prático”.

Sobre as mudanças tecnológicas que impulsionaram as vendas digitais, muito apoiadas ao varejo físico, Lass destaca as soluções de gestão de ERPs que permitem integrar o estoque na nuvem, disponibilizando-o para que ele seja visto em diversos canais, seja ele um market place, assim como no próprio

e-commerce do varejista ou em um canal de venda exclusivo, como o WhatsApp.

“Por meio de um catálogo, esse estoque fica disponível para que possa ser comprado pelos canais digitais. A tecnologia de análise logística permite cruzar a disponibilidade do estoque, a localização do cliente e do item que está sendo vendido. Isso otimiza o melhor custo disponível de frete e o melhor prazo de entrega, possibilitando também a redução de custo para quem está vendendo, pois viabiliza uma venda de urgência com um preço bacana”, conclui.

RECUPERAÇÃO

Alexandre Dias, gerente Executivo do Grupo Guia Norte de São Paulo (SP), formado por três empresas de portas abertas, uma mecânica com a bandeira Bosch Car Service, outra de funilaria e pintura, e uma revenda de pneus. E de portas fechadas, uma empresa voltada para a preparação e entrega de veículos de locadoras, comenta que eles trabalham muito para o mercado corporativo, principalmente na reparação de veículos para locadoras e foi onde sentiram mais impacto durante a pandemia.

“Como as pessoas ficaram muito em home office, automaticamente, elas deixaram de trabalhar com o carro, deixaram de circular. Os carros passaram a quebrar menos e, com isso, mesmo as manutenções preventivas acabaram sendo prorrogadas. No caso do cliente pessoa física, eu já não senti a mesma

Alexandre Dias, do Grupo Guia Norte, de São Paulo (SP)

coisa, as pessoas passaram a rodar um pouco mais. O impacto foi menor do que no eixo corporativo”, afirma.

Ele conta que em 2021 eles tiveram uma queda de 30% a 40% e, em alguns meses, até um pouco maior. “Nós conseguimos passar pela pandemia sem fazer nenhuma demissão, usamos todas as ferramentas disponibilizadas pelo Governo, entre elas, a suspensão de contrato e redução da jornada. Os piores meses foram entre março e junho de 2021. No segundo semestre nós tivemos uma recuperação e, agora, está até melhor do que o segundo semestre do ano passado”, compara.

PRESENCIAL

Roberto Rocha, da Rocha Autopeças de Campinas (SP) e região, conta que com o relaxamento das restrições não houve um aumento de vendas substancial, mas as pessoas estão indo mais às lojas. “Muitas

Roberto Rocha, da Rocha Autopeças, de Campinas (SP) e região

vezes, o pessoal estava comprando pelo online, como por exemplo pelo WhatsApp. Hoje, eles querem ir à loja, tanto que em um único dia, recebemos cerca de 300 pessoas em uma de nossas unidades”.

Para ele, a postergação da troca do veículo não resultou em aumento de vendas. “As pessoas estão tendo que consertar o carro que não trocou, antes, elas davam um jeito para comprar outro. Hoje, quem tem dinheiro talvez não para comprar um carro zero, mas para fazer a manutenção necessária, acaba gastando um pouco mais. Mas, isso não está refletindo tanto na venda do balcão. A venda está estável e percebemos um crescimento nas compras pelo cartão de débito. A população ainda está muito refém de receber o seu pagamento para poder gastar”.

Rocha informa também que a falta de peças persiste e, para contornar esse problema, a solução tem sido comprar de outros estados, o que eles não faziam antes. “Em alguns deles, a compra é vantajosa por ter benefícios fiscais e, consequentemente, um preço melhor do que em São Paulo. Às vezes entre 2% e 3% menor. Mas pela quantidade, esse percentual acaba sendo muito. Porém, demora um pouco para chegar e não dá para fazer aquela venda cruzada. O que estamos fazendo é comprar para estocar”.

FÍSICO E DIGITAL

Na Jocar, em São Paulo (SP), o

diretor Executivo, Moisés Sirvente, faz uma análise similar à de Rocha. “Não sentimos diferenças com o fim das restrições sanitárias, o que percebemos foi um aumento da manutenção, pois as pessoas estão sem dinheiro para trocar seus carros. Mesmo assim o movimento não foi ótimo neste começo de ano, mas sim bom”.

Para eles, a falta de peças não é mais um problema. “Voltou ao normal e, como sempre aconteceu, faltam alguns itens. Os fornecedores que entregavam rapidamente os pedidos continuam fazendo isso e os que demoravam também continuam igual. No começo da pandemia, não tinha nem embalagem, agora tem e a questão é outra, o aumento de preços”.

Com atuação também pelo comércio eletrônico, ele diz que o recorde de vendas foi no mês passado, mesmo

Moisés Sirvente, da Jocar, de São Paulo (SP)

tendo aumentado muito a concorrência com os market places. “Tudo depende do que o cliente quer. Se o seu carro estiver parado, ele precisa da peça de imediato e só vai comprar se não achar em outro lugar. Quanto mais rápido a entrega é melhor, mas não depende só de nós, tem a questão da transportadora”.

Ele compara que o custo para manter um comércio eletrônico é quase igual ao de manter uma loja. “O que muda é que você não precisa estar em um ponto comercial, às vezes pode estar em um lugar que tem isenção fiscal e isso é o que, no geral, fica até mais barato. Por outro lado, é preciso investir mais em Marketing. E eu acredito que o e-commerce crescerá ainda mais”.

NA REPARABILIDADE

Gerente Administrativo na JK Centro Automotivo, Matheus Macena Pinheiro,

conta que as restrições sanitárias impactaram diretamente a ida do cliente na empresa. “Nós prezamos por um espaço de muito conforto para nosso cliente, como sala de espera climatizada e lanchonete, para que ele se sinta muito confortável, à espera do veículo. Com as restrições, nós não pudemos oferecer esses espaços com total capacidade e muitos clientes que decidiam vir para acompanhar o diagnóstico acabavam, de certa forma, sentindo falta”.

Os que iam ao centro automotivo, todos os cuidados foram adotados, como a disponibilidade de máscaras, álcool em gel e os ambientes o mais higienizados possível. “Aos clientes que optavam por não vir, nós oferecemos serviços como busca e entrega do veículo, nossos consultores passaram a fazer chamada de vídeo e gravar vídeos para mostrar ao nosso cliente o que estava acontecendo com o veículo para esclarecer todas as dúvidas”.

Com o relaxamento das restrições sanitárias, esse cenário mudou. “Já percebemos mais movimento de pessoas em nosso centro automotivo. Nós tivemos um aumento de 20% na demanda de veículos”, afirma.

Na oficina Power Class, em São Bernardo do Campo (SP), Nilson Patrone diz que o fim das restrições não mudou muito para eles. “Tanto que 2021 foi um ano muito bom para a oficina e neste ano não está sendo diferente. A queda

no movimento só aconteceu bem no começou da pandemia, entre o primeiro e o quinto mês de 2020. Acho que depois o pessoal se acostumou com a pandemia e nós adotamos todos os protocolos de segurança”.

O que de fato mudou na Power Class foi o perfil da manutenção. “Hoje, os clientes estão investindo mais nos carros deles, pois perderam muito o poder de troca. Os preços dos carros novos e usados subiram muito. Com isso, a manutenção preventiva está vindo mais para a oficina. Os preços dos carros beneficiam as oficinas mecânicas, pois nós vivemos de carros usados. Não é que temos que torcer por nenhum tipo de crise, mas acredito que tem que ser bom para todo mundo”, finaliza.

“As pessoas estão tendo que consertar o carro que não trocou, antes, elas davam um jeito para comprar outro. Hoje, quem tem dinheiro talvez não para comprar um carro zero, mas para fazer a manutenção necessária, acaba gastando um pouco mais. Mas, isso não está refletindo tanto na venda do balcão. A venda está estável e percebemos um crescimento nas compras pelo cartão de débito. A população ainda está muito refém de receber o seu pagamento para poder gastar”.

Roberto Rocha, da Rocha Autopeças, de Campinas (SP) e região

Matheus Macena Pinheiro, da JK Centro Automotivo, de Fortaleza (CE)
Nilson Patrone, da Oficina Power Class, de São Bernardo do Campo (SP)

Bezerra Oliveira

TRÊS MOSQUETEIROS ALINHADOS AOS MESMOS OBJETIVOS

Na sucessão para a 2ª geração no Grupo

Bezerra Oliveira, os filhos seguiram os mesmos princípios e os direcionamentos do patriarca. O mesmo deverá acontecer na transição para a 3ª geração

Por: Karin Fuchs | Foto(s): Divulgação

Das mãos do empreendedor Honório Bezerra, o Grupo Bezerra Oliveira nasceu em Fortaleza (CE) há 60 anos e, desde 1989, o comando está com a segunda geração. Marcos Nunes Bezerra, diretor Comercial, conta que o processo de sucessão começou logo que os filhos entraram na empresa. “O que já mostrou a intenção dele. O primeiro fui eu, aos 16 anos de idade, e isso já faz 40 anos. Depois veio a Carmem, atualmente a presidente do Grupo, e na sequência chegou a Cláudia, que é a nossa diretora Financeira”.

Cerca de cinco anos depois, o sr. Honório dividiu a sociedade. “Entramos nela com ele e fomos tocando a empresa. Ele sempre à frente, segurando o bastão e nos orientando. Por um problema de saúde, ele foi forçado a sair em 1989 e como nós três já atuávamos com os princípios e a filosofia dele, cada um pegou a sua parcela de responsabilidade. Nós três somos muito unidos e conseguimos tocar para frente. Houve uma certa naturalidade no processo de sucessão, mas claro que não queríamos que acontecesse dessa forma”.

Na definição dos cargos, Marcos diz que o processo foi natural. “Eu sou vendedor, tenho na veia a paixão pela venda. A Cláudia sempre foi financeira, desde criança ela tomava conta das finanças do meu pai, ele tinha umas casas alugadas e ela se responsabilizava pela cobrança. A Carmem sempre foi a mais ponderada e a Cláudia é mais analítica em relação às finanças”.

Nesse sentido, os três mosqueteiros se completam. “Quando eu quero avançar com ideias, visão, estratégia e conquistar mercado, e para isso é preciso investir para dar esse passo, a Carmem fica entre mim e a Cláudia, como a fiel da balança, a pessoa que pondera as demandas e toma as decisões. Para o lado que ela tomar a decisão, é onde a coisa acontecerá. Tudo tem o tempo certo e quando nós três

falamos e apontamos para o mesmo o rumo é porque que chegou a hora certa de fazermos uma mudança, um novo investimento”.

CONSULTORIA

Marcos conta que eles chegaram a ter uma consultoria especializada em sucessão familiar, inclusive, com uma das maiores do segmento, a Bernhoeft Consultoria, que somou para validar as vocações de cada um deles. “Como somos uma empresa familiar, por mais que a consultoria apontasse que era eu quem tinha mais habilidades para ser o sucessor na empresa ou a Cláudia, se meu pai dissesse que seria a Carmem, nós dois obedeceríamos a vontade dele. O trabalho da consultoria foi mais no sentido de despertar as vocações e as capacidades de cada um, do que para determinar quem seria o sucessor”.

3ª GERAÇÃO

No Grupo Bezerra Oliveira, a 3ª geração já está presente e seguindo os passos dos pais. As filhas da Carmem, Júlia e Lara, estão na área Administrativa, na Gestão de Qualidade, e na área Comercial, respectivamente. As filhas da Cláudia, Marina atua no Financeiro e Sara, em Compras. Já os filhos de Marcos, diz ele, “o Marcos Filho está no Comercial comigo, o João Pedro também

Bezerra Oliveira

estava no Comercial, mas em uma das nossas lojas, e agora ele está no Canadá fazendo pós-graduação em Marketing. Isaac, o meu filho mais novo, cursa Direito e quer trabalhar na parte Fiscal e Tributária da empresa”.

Marcos conta que trabalhar na empresa foi uma opção de todos. “Foi um processo natural, todos eles se imaginavam dentro da empresa, não precisamos chamá-los, eles que pediram para vir. E todos vão sendo trabalhados pelos seus pais. A Marina, por exemplo, está no Financeiro do jeito que a mãe é do Financeiro. Ela se identifica muito e não foi colocada no cargo por vontade da mãe. Já a Sara é mais Comercial, está no departamento de Compras e desempenha muito bem o seu trabalho, inclusive ela está cursando Psicologia e diz que isso ajudará no relacionamento dentro da empresa”.

Ele acrescenta que seu filho Marcos trabalha com ele em todos os seus projetos, incluindo o Programa Mais Varejo. “Se algo acontecer comigo, ele assume o meu lugar tranquilamente”, afirma. E sobre a próxima sucessão, “é prematuro dizer, mas acho que no máximo em dez anos nossos filhos estarão aptos a tocar o negócio”.

EXEMPLO PARA FORA

Nesse bem-sucedido exemplo de como as empresas familiares podem ter uma continuidade saudável, sem disputas, Marcos declara que o que eles fizeram na empresa foi extremamente saudável e honroso. “Nenhum dos filhos se julga melhor do que o outro, pois eles são muito bem trabalhados pelos pais. Eu monto lojas de autopeças e também trabalho muito com os meus clientes em áreas não convencionais do comércio”.

Ele conta que do exemplo de sucessão no Grupo Bezerra Oliveira, ela dá muitos aconselhamentos aos seus clientes. “Foi um trabalho muito bem-sucedido que fizemos dentro da empresa e quero levar o nosso exemplo para os clientes que porventura precisem, que estejam num momento desse de sucessão. Trocando ideias, fazendo uma palestra para a família, agregando esse serviço para eles. Isso está ligado à inovação, que não está somente focada em tecnologia, mas também em fazer coisas novas”.

O que não é uma novidade para eles. “Já aconteceu de um cliente

nosso pedir para o filho dele trabalhar na nossa empresa por um ano, sem remuneração, para ele aprender a ter responsabilidade e nós o recebemos”. E Marcos pensa em criar uma espécie de programa de aprimoramento. “De forma que o nosso proceder diário e testemunho influencie essa nova geração para poder tocar o negócio dos nossos clientes. Nós temos esse pensamento e eu defendo muito esse ponto de vista”.

Sobre a montagem de lojas de autopeças, trata-se do programa criado no Grupo Bezerra Oliveira, o Mais Varejo, o qual ele se orgulha muito. “Ele atende as pessoas que chegam à nossa empresa e querem montar uma loja. Nós damos para este empreendedor uma consultoria completa, desde a criação da logomarca, do layout, formação de estoque inicial e parte de programação visual. Já montamos mais de 300 lojas. Na verdade, nós criamos até uma rede que faz parte deste programa”, afirma.

Antenado sempre à inovação, em 1993, o Grupo lançou o sistema LDB, Linha Direta Bezerra Oliveira. “Nós fomos o primeiro e-commerce B2B do Brasil e hoje, 90% das nossas vendas não têm interferência de um vendedor, os pedidos são feitos diretamente pelos clientes”, informa Marcos, sem contar o que é, novidades vêm por aí. “Eu tenho um projeto fantástico, revolucionário, extremamente inovador, mas que ainda não pode ser revelado. Quando puder, farei uma matéria exclusiva com vocês, do Balcão Automotivo”.

VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL

No Grupo Bezerra Oliveira, Marcos conta que eles se policiem demais para não misturarem a vida pessoal com a profissional, o que é muito comum nas empresas familiares que não estão profissionalizadas. “Não interferirmos absolutamente em nada na vida de cada um, somos três irmãos que se respeitam muito. Ninguém fala dos seus problemas pessoais um com os outros para não influenciar a impressão que se pode ter de um filho ou do cunhado, por exemplo. Respeitamos muito o limite de cada um”.

Claro que há divergência, o que é natural. “Quando na empresa algum diretor quer fazer algo que não seja bem compreendido pelos demais, como já aconteceu comigo em alguns projetos, os quais eu investi do meu bolso. Uma vez que o projeto fica claro e faz sentido aos olhos de todos, ele passa a ser homologado. E mesmo que eu tenha feito por conta e risco, quando ele dá certo, o mérito não é só meu porque investi e apostei, mas eu estarei colhendo o resultado daquele projeto bem-sucedido. Quando a empresa vê que é bom, ela adota e dá prosseguimento. Graças a Deus não temos brigas, temos divergências, o que é comum”, finaliza.

Cláudia, Marcos e Carmem com o patriarca da família Bezerra Oliveira, Sr. Honório
Marcos Nunes Bezerra, diretor Comercial

Suplemento Especial

QUAL É O SEU PERFIL DE LIDERANÇA?

O ideal é que o líder concilie o seu próprio perfil com a cultura organizacional da empresa. E não faltam dicas para isso

Texto: Karin Fuchs | Foto(s): Divulgação

Aliderança faz a diferença nas empresas, é o que motivará e incentivará os colaboradores no dia a dia e também a alcançar os objetivos traçados. O empreendedor Danilo Mendes, sócio e cofundador da Martello Educação Financeira, explica que quando se fala em liderança, existem muitos estudos e linhas que apontam os diferentes perfis. “Em geral, esses perfis são agrupados por características, como: tomada de decisão, estímulos, participação e comunicação com a equipe”.

Ele cita que entre os principais tipos de líderes estão o autocrático, o liberal, o democrático, o paternalista, o técnico e o líder carismático/motivador (ver Box). Mendes também participou da 6ª temporada do reality Shark Tank Brasil, criado pela Nippon TV no Japão, quem tem como objetivo ajudar os empreendedores a tirarem suas iniciativas do papel.

CEO da Incentivar, Rodolfo Carvalho, esclarece que a liderança pode ser algo que nasce com a pessoa, como um dom, ou pode surgir no dia a dia de trabalho, na construção de relações, especialmente se o profissional está sempre buscando se aperfeiçoar no âmbito profissional e pessoal. “De acordo com as suas características comportamentais e habilidades, um líder reconhece

o perfil de liderança ideal ao conciliar o seu próprio perfil com a cultura organizacional da empresa. É a troca de energia entre a empresa e as pessoas que dela fazem parte que faz com que a atuação de um líder se torne cada vez mais eficiente, apresentando os melhores resultados junto ao time”.

Ele destaca que a troca entre colaboradores e líderes é maior na liderança democrática e a equipe pode influenciar nas tomadas de decisões e nos processos operacionais. “Valorizando o ponto de vista do profissional que está no dia a dia da operação cria-se um ambiente saudável e transparente, em que colaboradores não têm receio de compartilhar informações e opiniões essenciais. É importante deixar claro que o líder democrático não terceiriza decisões. A palavra final será dele. Por isso, para ser um líder deste tipo não basta apenas ouvir, é preciso ter firmeza e assertividade”, ressalta.

DIFERENTES SEGMENTOS

Questionados se os perfis de liderança mudam conforme a área de atuação, Mendes diz que os profissionais que escolhem determinadas áreas possuem algumas características em comum e, por consequência, têm necessidades específicas. Para

Danilo Mendes, sócio e cofundador da Martello Educação Financeira

exemplificar, ele cita os profissionais de áreas de criação artística, em geral, eles demandam de mais liberdade e informalidade, um ambiente leve e flexível, e os da área de Direito, mais formais e rígidos.

Segundo ele, o importante é a adaptação. “O líder precisa adaptar o seu perfil, ou estar em um ambiente e com uma equipe no qual consiga explorar as suas maiores capacidades para trazer mais resultados. Dificilmente um líder com perfil autocrático terá bons resultados em uma área de criação, por exemplo”.

O perfil de liderança varia de acordo com o setor de atuação, mas ele também pode mudar ao longo do tempo, já que uma empresa é um ente vivo. “Missão, visão e valores são elementos mais estáveis, porém cada novo líder que chega terá a sua leitura desses itens. Atitudes e resultados devem ser objetivamente mensurados. Quando há inteligência de dados envolvida no processo fica muito mais fácil para as empresas entenderem o perfil de seus funcionários e tomarem decisões que mantenham a empresa no rumo estrategicamente definido por suas maiores lideranças”, explica Carvalho.

PONTOS DE ATENÇÃO

Para não comprometerem a motivação dos colaboradores, Mendes destaca dois pontos: seja o exemplo e se importe genuinamente com as pessoas. “Para motivar, o líder precisa entender o perfil de cada membro da equipe, conhecer os motivadores de cada um e ser um intermediário para defender os objetivos da empresa e dos liderados. Muitos líderes falham em pender muito para um desses dois lados”.

Segundo ele, ser autoritário e centralizador, não dar o exemplo, não conhecer seu perfil e capacidades, não conhecer o perfil de seus liderados e falta de gestão: não têm, não acompanham ou ignoram as metas estabelecidas, são alguns pontos delicados que geralmente a maioria dos líderes comete.

Nesse quesito, Carvalho ressalta que os líderes precisam estar sempre atentos ao seu papel dentro da organização. “Cada equipe é única, porém identifico alguns erros mais comuns, cometidos tanto por líderes veteranos quanto por novatos, e que podem comprometer o trabalho de toda uma equipe. Talvez os dois principais sejam: não deixar claro para o colaborador o que é esperado dele e não dar a atenção devida ao engajamento e à motivação”.

Para ele, mais importante do que um time ser reconhecido por suas atitudes, ações e metas cumpridas, é explicitar o valor que a empresa percebe em cada resultado trazido pelo colaborador. “Quando montamos um programa de Incentivo aqui na Incentivar, prezamos muito pelo acompanhamento. Ao mesmo tempo em

que o gestor deve seguir de perto os resultados de seus colaboradores para poder ser um mentor construtivo, o próprio colaborador deve poder acompanhar o progresso de suas entregas de maneira clara e objetiva e, principalmente, mensurável”, afirma.

ENVOLVIMENTO

Como todos nós estamos constantemente nos aprimorando, para os líderes não seria diferente. A primeira dica de Mendes é focar nas pessoas, pois não existe empresa que se inicie ou funcione sem elas. “Simon Sinek, um grande nome do empreendedorismo e liderança mundial, diz: se você não entende de pessoas, não entende de negócios. Uma boa forma de focar nas pessoas é ter empatia! E isso não é simplesmente “se colocar no lugar do outro”, porque muitas vezes somos incapazes de nos livrar de nossos julgamentos, crenças, valores, histórias e experiências. Ser empático é ser capaz de ter um interesse genuíno, de criar um vínculo verdadeiro”.

Outra dica dele é não deixar o poder subir à cabeça e desenvolva continuamente suas habilidades técnicas e comportamentais em programas específicos para aperfeiçoamento de líderes.” Mapeie seu perfil e trabalhe nos gaps e pontos de melhoria, sem deixar de fortalecer o que já faz bem. Estabeleça metas SMART (específicas, mensuráveis, atingíveis, realistas e relevantes, temporais). Para isso, você precisa conhecer o potencial de sua equipe e usar isso para defender e atingir os interesses da companhia”.

E tão importante quanto é acompanhar os resultados da equipe ante as metas estabelecidas, com formas efetivas e consistentes para medição. “Para isso eu sugiro duas ferramentas que são mais utilizadas: KPI (Key Performance Indicators) ou OKR (Objectives and Key Results)”, especifica Mendes.

Carvalho sugere engajar a equipe e empoderar o gestor através da inteligência de dados, presente em todas as soluções da Incentivar. “O participante tem suas metas em mãos, em um aplicativo fácil de usar, e ao atingir os melhores resultados, ele é premiado (produtos em marketplaces, viagens, experiências, etc.). O gestor, por outro lado, tem autonomia para acompanhar resultados e criar novas metas e ações sempre que julgar necessário. Cada empresa pode criar suas ações de incentivo, de acordo com as suas necessidades, inclusive contratando a parte de comunicação e engajamento conosco”, conclui.

João Pelegrini, do Grupo Pelegrini, de Uberlândia (MG)
Rodolfo Carvalho, CEO da Incentivar

UMA BOA COMUNICAÇÃO

Na visão do empresário João Pelegrini, do Grupo Pelegrini, em Uberlândia (MG), o principal de uma empresa é ter uma boa comunicação e os processos bem definidos; definir quem faz o quê. “Aqui, nós fazemos reuniões constantemente. O diálogo transparente e a verdade fazem com que o clima na empresa seja agradável e você seja entendido com as suas diretrizes. A partir do momento em que se tem essa comunicação, o líder passa a ter segurança e, com isso, ele transmite ao seu imediato a tranquilidade para exercer a sua função”.

Pelegrini enfatiza que liderança é ter todo o clima organizacional definido e, ao mesmo tempo, constância de propósitos na rotina de trabalho. “A partir do momento em que você foge dessa rotina, o líder fica um pouco aquém”. E, principalmente, a pessoa ter o perfil de liderança. “Delegar é importante, mas para quem delegar é o grande segredo do negócio. Às vezes, a pessoa tem uma posição na hierarquia, mas não dá abertura ao diálogo. Isso não é só de cima para baixo, mas de baixo para cima, ela também é muito bem aceita; é o que faz o sucesso de um negócio”.

E não se esquecer da motivação. “Os parâmetros, métodos e objetivos nos apoiam para criar incentivos e também motivação, as pessoas precisam de algo a mais para se motivarem diariamente e não só a mesma coisa. Temos que estar sempre buscando novas oportunidades”, afirma.

LIDERANÇA FEMININA

Sócia e diretora Administrativa da Auto Peças e Oficina Auto Elétrica Donires, em Porto Alegre (RS), Veni Dolejal Goulart traz em sua bagagem muito do que aprendeu com liderança na Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul, onde trabalhou por 19 anos como

Líder autocrático: Centralização total pelo poder, coerção, exposição. Os liderados trabalham por medo de punição ou medo da demissão.

Líder liberal: Tem a total confiança na equipe como base. O líder com esse perfil promove a liberdade aos liderados para que tomem o que acreditam ser as melhores decisões.

Líder democrático: Um equilíbrio onde existe um pouco do liberalismo, mas não o controle total de suas atividades. Existe a figura presente do líder, que tem as rédeas das situações e atua mais incisivamente quando necessário.

Líder paternalista: Cria um forte vínculo e até mesmo causa uma

gerente administrativa. “Eu liderei uma equipe muito grande de 60 homens e 7 secretárias. Levei dois anos para formar uma equipe, a qual nos olhávamos, nos entendíamos e a coisa funcionava muito bem”, recorda-se.

Dessa experiência, ela coloca em prática na empresa a motivação e o encorajamento. “O que batemos muito na tecla é o atendimento, a cordialidade e em tratar todos igualmente, isso funciona muito bem e a cordialidade é incrível. As pessoas são carentes, se elas chegam para buscar uma peça e estão indecisas, a gente ajuda, dá uma opinião, um sorriso, e quando vemos, elas ficam muito agradecidas. É isso que procuramos transmitir no dia a dia”.

O seu perfil é falar o que pensa e o que acha para a equipe. “Eu também sei ouvir, o que é muito importante, saber ouvir e conversar sobre os conflitos e motivar a equipe. As pessoas precisam ter muita força, medo é o inimigo da nossa vontade. Devemos seguir em frente, se acreditamos nas nossas ideias e na nossa visão”.

Como diretora suplente do Sincopeças-RS, para a gestão 2022 a 2026, Veni também tem como meta colocar mais mulheres no sindicato, “isso faz a diferença. Eu quero manter esse foco na liderança, criar, fortalecer e ativar algum departamento”. Também nessa nova gestão, ela coordenará um comitê para mulheres, cujo objetivo é a troca de conhecimento e informações entre as profissionais do setor, e claro, o foco também será temas sobre liderança.

Da mesma forma, “quando comecei era muito preconceito por eu ser mulher, nós temos muita força e se temos isso, objetivo e acreditamos, temos que colocar em prática, planejar, estudar e ir. O que não pode é empacar, ficar com medo, na indecisão, isso não existe. Procuro passar isso para o pessoal, nada de indecisão se achar que está difícil, pare um pouco, respire, tome um ar e volte com garra”, diz.

identificação pessoal, gerando um comportamento ambíguo confuso e delicado. Assim como um pai, pode adotar uma figura muito liberal e permissiva com alguns, enquanto autoritário e punitivo com outros.

Líder técnico: Geralmente traz resultados para a companhia pelo seu desempenho técnico e tem a confiança dos superiores e equipe, mas nem sempre é capaz de lidar com pessoas.

Líder carismático/motivador: Tornam o ambiente leve, conquistam a confiança dos colaboradores e conseguem gerir com bom humor, sempre prezando pelo bom relacionamento com todos, sejam superiores, pares de trabalho ou abaixo. Eles lideram através do exemplo. É preciso um cuidado para não cair no liberalismo.

Comportamento

O SONHO

m casal de colegas de trabalho conversa durante o intervalo do almoço. O rapaz conta à colega o sonho que teve na noite anterior, em que o fim da pandemia teria sido decretado e, para comemorar, a empresa promoveu um evento com a participação de todos os colaboradores.

Sobre o evento:

Em um local aconchegante, à beira de uma piscina, aconteceu um jantar com música ao vivo, karaokê e troca de presentes (amigo oculto). Para ter acesso ao recinto, era necessário cada colaborador apresentar o convite individual.

O sonho:

O evento teve início com um breve discurso do diretor/presidente da empresa: “Senhoras e senhores, boa noite! Aproveitem esse momento pra lá de especial, afinal, é um marco importante em nossas vidas. O fim da pandemia foi algo bastante esperado por todos e merece ser comemorado, portanto, que possamos nesta noite nos contagiar pelo vírus da alegria e do companheirismo.

Sabemos o quanto foi difícil passarmos por esses pouco mais de dois anos de pandemia, quando nossa empresa precisou estabelecer e fazer cumprir as regras com vistas ao cuidado com nossos colaboradores e boa condução nos negócios a fim de que os desafios fossem enfrentados com resiliência, enfim, vencemos esse período, com a compreensão e apoio de todos vocês.

Nos últimos dois anos, por conta da pandemia, não tivemos festa de confraternização, motivo pelo qual, mesmo que um pouco fora de época, para matar a saudade, organizamos um amigo oculto, para troca de presentes e, consequentemente, uma maior interação.

Quero finalizar, agradecendo a presença de todos que aqui estão para abrilhantar esse evento. A noite é nossa! Divirtam-se!”

Durante o evento aconteceram algumas situações inusitadas:

• Acostumado a apresentar o cartão de vacina para ter acesso a diversos locais, assim fez um dos colaboradores. Foi informado que não tinha necessidade de apresentar o cartão de vacina e sim o convite da empresa deveria ser apresentado para que tivesse acesso ao ambiente. Como esqueceu o convite em casa, foi barrado e precisou aguardar um dos organizadores do evento a fim de obter a liberação.

• Somente no dia do evento, o coordenador de RH reconheceu o rosto de um colega de trabalho contratado após o início da pandemia. Esse colega, com quem desenvolveu uma afinidade e assim estabeleceram uma relação de amizade, é na verdade a mesma pessoa, desafeto de anos atrás quando trabalharam, por pouco tempo, em uma outra empresa. Na empresa atual, por conta do uso de máscaras de proteção contra a Covid-19, embora terem se tornado amigos, o chefe não o reconheceu. Um pequeno problema que aconteceu no passado, que poderia ter sido resolvido com uma simples conversa, implicou em antipatia de ambos os lados e, somente, agora, durante o evento, essa conversa aconteceu e tudo foi esclarecido. “Quem não vê cara, vê coração”.

• Um grupo de três colegas conversavam, esqueceram que estavam sem máscaras e que, sem esse acessório, o qual podemos dizer, faz parte da nossa vestimenta desde o início da pandemia, é possível fazer a leitura labial. Um colega que estava distante, se aproximou e os alertaram: “Cuidado! Não esqueçam que estão sem máscaras. Consegui entender, através da leitura labial, tudo o que estavam conversando”.

Dentre outras coisas, contaram a história de um garoto de cinco anos que, ao visitar com os familiares a casa de um amigo da família, em jan/20, quando o Brasil ainda não tinha nenhum registro de Covid-19, encontrou uma pessoa usando máscara e com ar de espanto correu em direção ao tio-avô e disse: “Meu tio, meu tio! Não toque em nada nessa casa! Coronavírus! Coronavírus! Tem uma pessoa lá na sala usando máscara!

Foto(s): Divulgação

Imaginando uma situação inversa, qual seria a reação desse mesmo garoto ao visitar o mesmo local em jan/22 e encontrar pessoas sem máscaras? “Meu tio, meu tio! Não toque em nada nessa casa! Tem pessoas lá na sala que não estão usando máscaras!

• Durante o jantar, dois colegas, empreendedores, iniciaram conversas no sentido de buscar um financiamento a fim de criar uma startup e tirar do papel a ideia de desenvolver um modelo de negócio que visa reaproveitar, ou seja, transformar/reciclar junto às empresas fabricantes e revendedoras de itens, tais como: máscaras de proteção e galões de álcool em gel que se tornaram obsoletos por conta do fim de pandemia.

• E a festa transcorreu de forma animada. Todos se divertindo bastante conforme sugeriu o diretor/presidente em seu discurso. Um dos colaboradores, bastante tímido em seu dia a dia e sempre tenso com receio de contágio, durante o evento, tirou a máscara da timidez, tomou uns drinks e, finalmente, conseguiu mostrar o seu lado comunicativo e alegre, inclusive, contando algumas piadas que levaram os colegas a sorrirem bastante.

• Duas colaboradoras chegam ao sanitário para retocar a maquiagem, cena comum ao público feminino. De repente, em tom de surpresa uma delas, comenta: “nossa... é você...? Posso dizer que somente hoje estou conhecendo a sua fisionomia mesmo após dois anos de empresa. Sempre te vi de máscara e não tinha ideia como era o seu rosto. A propósito, esse batom tem uma tonalidade muito bonita e combina com a cor da sua pele...”.

• De repente, colegas notaram um clima, uma troca de olhares entre dois colaboradores. Embora trabalhando no mesmo setor há mais de

um ano, no dia do evento, ele se encantou pelo sorriso dela e ela, por sua vez, achou bonito o cavanhaque dele. Um dos colegas se aproximou de ambos e brincou cantando um trecho da música de Bruno e Marrone: “do jeito que você me olha, vai dar namoro...”.

• O evento terminou após a troca de presentes e cada colaborador apresentou seu amigo oculto de um jeito peculiar, como aconteceu com um amigo que assim fez: “meu amigo oculto é uma pessoa maravilhosa e de fé. Vocês não terão dificuldade em descobrir de quem estou falando: Ele não mede “distância” para ajudar aos colegas; não deixa de usar “gel” no cabelo e com seu estilo conservador, passou os últimos dois anos usando “máscaras” da mesma cor e modelo (verde com a palavra fé bordada ao lado esquerdo). Meu amigo oculto é...”.

O horário de almoço passou rapidinho e a colega comentou com o rapaz acreditar estar próximo de ver esse sonho dele realizado, ou seja, o fim da pandemia ou, pelo menos, o controle do vírus considerando o avanço da vacinação e, consequentemente, a liberação do uso de máscaras, como já está acontecendo em alguns locais.

“Viver com o vírus”, sem restrições, ainda é algo incerto. Segundo especialistas, o desaparecimento do vírus por completo é algo improvável. Possivelmente a COVID-19 passará do status de pandemia para endemia, embora a OMS ainda não tenha decidido nada nesse sentido.

*Analista Administrativo Sênior da Distribuidora Automotiva S/A – Filial Salvador; Bacharel em ADM; MBA em Gestão de Empresas; MBA em Liderança Coaching; Co-autor dos livros “Ser Mais Inovador em RH” –“Motivação em Vendas” e "Planejamento Estratégico para a Vida”

Balcão dos Pesados & Comerciais

TEXTO: REDAÇÃO | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

PRODUÇÃO DE CAMINHÕES E ÔNIBUS CRESCE NO PRIMEIRO TRIMESTRE

Categorias de semipesados e pesados dominam a programação nas linhas de montagem

Oritmo de produção de caminhões sinaliza que, apesar das dificuldades com a falta de componentes, a demanda por transporte de carga segue ativa. No primeiro trimestre do ano, a indústria produziu 34,3 mil unidades, volume 3,9% superior ao registrado um ano antes, de 33 mil modelos.

“Considerando o desarranjo logístico, o desempenho até aqui mostra que as empresas tentam cumprir com o planejamento”, resumiu Marco Saltini, vice-presidente da Anfavea. “Cabe dizer que este foi o melhor trimestre desde 2014”, completou o executivo da entidade.

Mês a mês, o segmento mostra o ritmo de fábrica mais acelerado. De janeiro a março a produção saltou 43%, de 9,4 mil para 13,5 mil unidades. Em comparação a fevereiro, quando saíram das linhas 11,3 mil caminhões, marcou crescimento de 18,8%. Ante março de 2021, com 12,4 mil unidades, resultou em alta de 18,8%.

Os números mostram que os semipesados e pesados são as categorias que mais movimentam o chão de fábrica, com participação de 76,4% no total produzido no primeiro trimestre, ou seja, mais 26,2 mil unidades. O volume registrado ainda representou alta de 2,5% sobre o apurado um ano antes, de 25,6 mil unidades.

Ônibus

Em março, foram produzidos 2,4 mil ônibus, desempenho 23,8% melhor que o

de fevereiro. O acumulado do ano já chega a 5,7 mil unidades montadas, o que indica alta de 10,2% sobre o primeiro trimestre do ano passado. As informações foram divulgadas pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Para se ter uma ideia, os números da entidade mostram que a produção de ônibus rodoviários cresceu mais de 100% no primeiro trimestre ao somar 811 unidades no período. “Apesar das dificuldades, o setor, aos poucos, ensaia uma recuperação”, afirmou o vice-presidente da Anfavea, Marco Saltini.

Exportações

As fabricantes instaladas no País, no mês de março exportaram 398 ônibus, com alta de 75,3% sobre fevereiro. O acumulado do ano teve 970 embarques e anotou alta de 14,8%. Os ônibus rodoviários responderam por 454 unidades desse total e anotaram alta próxima a 60% no trimestre.

Vendas internas

Em março, os licenciamentos de ônibus alcançaram 1.362 unidades e anotaram alta de 47,9% sobre fevereiro. “A participação do Caminho da Escola (Programa) se manteve em 23% como em outros meses, mas os urbanos atingiram 37%, indicando um começo de resposta das renovações de frota”, disse Saltini.

Em ônibus, setor ensaia retomada e projeção anual se mantém em 20.000 unidades

Marco Saltini, vice-presidente da Anfavea

Texto: Redação | Foto(s): Divulgação

NOVO DAF CF COM MOTOR PACCAR GR-7 SEMIPESADO É VERSÁTIL E PODE SER UTILIZADO EM DIVERSAS APLICAÇÕES

Com a chegada do Novo DAF CF com Motor PACCAR GR-7 de 6.7 litros, os modelos ganharam implementação e novas aplicações, ampliando ainda mais a atuação da empresa no mercado. O novo caminhão é direcionado ao setor de distribuição para profissionais autônomos e pequenos produtores; possui duas versões: 6x2, com Peso Bruto Total (PBT) de 23 toneladas, e 8x2, com PBT de 29 toneladas; e disponíveis em 280cv e 300cv, com chassi rígido.

MERCEDES-BENZ E ONGS PARCEIRAS

REGISTRAM

MERITOR BRASIL ELEVA CAPACIDADE DE PRODUÇÃO DIÁRIA EM RESENDE (RJ)

A Meritor Brasil celebra a elevação da sua produção diária na cidade sul fluminense em 14,3%. A fabricante de eixos e sistemas de drivetrain concluiu recentemente a transferência completa, de Osasco(SP) para Resende (RJ), do posto de trabalho para montagem dos suportes de molas do novo eixo tandem HUB SVE do VWCO Constellation 32.360 6x4, além realizar a readequação do layout da linha de produção para atender estas montagens.

A Mercedes-Benz do Brasil e ONGs parceiras estão comemorando o primeiro ano do projeto #UnindoForças, que contempla a atividade de 8 carretas puxadas por caminhões e 2 ônibus como Unidades Móveis de Saúde. Esta ação conta com o engajamento de várias entidades e empresas para levar atendimento médico, assistência social e vacinas a comunidades carentes de localidades distantes e à população em vulnerabilidade de várias regiões do Brasil.

WEGA PATROCINA PILOTO RAPHAEL

ABBATE NA COPA TRUCK 2022

A Wega Motors Brasil patrocina o Piloto Raphael Abbate na Copa Truck 2022, categoria do automobilismo brasileiro composta de caminhões preparados para corrida. “É um orgulho para a Wega patrocinar essa categoria do automobilismo, e poder fortalecer a marca Wega na Linha Pesada, em que contamos com mais de 470 Skus para atender os veículos (caminhão / máquinas agrícolas / ônibus)”, afirma o diretor de Vendas e MKT, Cesar Costa.

Seguindo a série de vídeos LabCar lançada em 2020, agora a ZM apresenta também a série LabTruck. Como o nome já sugere, o LabTruck apresenta vídeos com conteúdo técnico, voltados para o mundo dos pesados, facilitando e instruindo o aplicador a fazer, na prática, instalações e verificações de peças como “troca do terminal de direção no VW Constellation, alternadores, fixação automotiva, troca do terminal de direção”, entre outras.

CAMINHONEIROS TESTAM E APROVAM AS LÂMPADAS PHILIPS

MASTERDUTY X-TREMEVISION

Caminhoneiros que testaram as lâmpadas Philips MasterDuty X-tremeVision comprovaram em testes práticos os benefícios da linha oferecida no mercado brasileiro pela fabricante que é uma das líderes em iluminação automotiva há mais de 100 anos. De forma consensual, os profissionais da área de transporte destacaram atributos como segurança e durabilidade após uso em estradas e até mesmo em condições mais severas de uso, como na construção civil.

COM 60 NOVOS ÔNIBUS, VOLVO AMPLIA

PRESENÇA NO TRANSPORTE PÚBLICO DE CUIABÁ

Os veículos estão sendo entregues a dois grandes operadores da cidade. Primeiros ônibus começaram a circular no ano passado e os últimos do lote chegarão em abril. Com os novos ônibus, mais de 1/3 da frota do sistema de transporte urbano integrado da capital será da marca Volvo. Os veículos foram adquiridos pelas empresas Vpar e Caribus, que compraram 30 ônibus cada. Todos os carros são Volvo B270F, com motor dianteiro.

ALLISON

TRANSMISSION INAUGURA NOVO CENTRO

INOVAÇÃO NA SEDE DE INDIANÁPOLIS

A empresa apresentou o Allison Transmission Innovation Center, uma nova instalação de 8.920 m2 para o desenvolvimento aprimorado de produtos e tecnologias e capacidades de validação para apoiar clientes, parceiros e fornecedores do setor. Nas instalações no campus da sede da Allison e na base de fabricação primária em Indianápolis, os engenheiros da empresa estarão focados no avanço da produção tecnológica dos veículos comerciais.

A FORÇA DO MOTOR CUMMINS DE 6,7 LITROS ESTÁ NA RAM 3500

Em nova versão que traz 12 cv a mais em relação à que equipa a Ram 2500, o propulsor Cummins de 6,7 litros da Ram 3500, que desembarcou no mercado brasileiro, gera 377 cv a 2.800 rpm. Feito nos Estados Unidos com participação do time de engenharia brasileiro, a nova versão do motor Cummins turbo diesel de 6,7 litros, com 6 cilindros em linha, coroa a Ram 3500 também como a picape com as maiores capacidades de reboque e carga no País.

COFAP AMPLIA LINHA DE MOLAS A GÁS PARA ÔNIBUS

A Marelli Cofap Aftermarket amplia o catálogo de molas a gás para ônibus com 25 novos códigos, com a marca Cofap. As peças são tampas de bagageiros, grades dianteiras e tampas de motor para carrocerias dos fabricantes Caio/Induscar, Comil, Marcopolo, Neobus e Nielson. A mola a gás é um dispositivo monotubular pressurizado, composto por um tubo e uma haste, cujo pistão se encontra submetido a uma pressão imposta pelo gás contido no tubo.

Termômetro do Varejo

Por: Redação | Foto(s): Divulgação

MARÇO | 2022

NAS DIFERENTES REGIÕES DO PAÍS,

DESTACA-SE QUEM TEM ESTOQUE

O mês de março foi bom para os varejistas, mas a dificuldade no fornecimento de peças persiste em um mercado que tem alta demanda

Em um giro pelas cinco regiões do País, os varejistas fazem um balanço do mês de março, as oportunidades e os desafios. A demanda por manutenção aumentou em consequência da postergação da troca do veículo pela alta dos preços dos novos e usados, enquanto para muitos a falta de peças continua sendo um problema. O diferencial tem sido para quem tem estoque.

E quem bem diz isso é César Naves, diretor Comercial da Jaicar, destacando que esse foi um dos motivos para o mês de março ter sido recorde de vendas na história da Jaicar. “Foi um aumento significante. O mercado dá muitas oportunidades e o

estoque da Jaicar é um dos motivos para termos crescimento em 2022 em relação ao mesmo período de 2021”.

César Naves, da Jaicar Autopeças, de Goiânia (GO)

De acordo com ele, “ainda não foi resolvida a falta de peças, mas trabalhamos muito bem o estoque, essa é uma oportunidade para nós. A falta de mercadoria é ruim, mas por outro lado, o mercado se volta para nós. Um dos segredos é termos estoque e habilidade, o que faz a gente crescer. Com a pandemia, todo mundo tirou o pé do acelerador e nós fizemos o contrário, quem acelera não para e tem benefícios”, afirma.

Naves diz também que o primeiro trimestre deste ano foi muito bom para a Jaicar e que deverá ser melhor ainda neste

Termômetro do Varejo

“Todos os meses, em cada novo pedido, recebemos ajustes de boa parte dos fornecedores. Repassá-los ao consumidor e ao reparador é uma parte bem delicada do nosso negócio, mas seguimos sempre na luta para trazer o melhor preço e qualidade a quem nos procura”.

terceiro trimestre. “Não tenho dúvida de que só irá melhorar e nem penso muito em retração, eu acredito no mercado e ele vai reagir. O mercado ainda não está bom, o consumidor perdeu muito o seu poder de compra, os salários não acompanharam os aumentos de combustíveis e das peças. Mas acredito que vai melhorar”.

PODERIA SER MELHOR

Na Campos Auto Peças, em São Paulo (SP), Sidney Campos informa que março foi um mês bom, mas poderia ter sido melhor. “Nós tivemos um bom faturamento em março, conseguimos superar as expectativas. Porém, a falta de peças é um desafio ainda muito forte para nós, estamos tendo muito problema com a reposição de peças, e parte do faturamento do mês foi impactada por esse motivo, por termos perdido vendas”.

A falta de peças mudou também a forma como as compras são feitas na Campos. “Nós elegíamos uma marca e trabalhávamos unicamente com ela. Hoje, quando vamos fazer uma cotação, abrimos o leque para mais fabricantes e distribuidores para poder suprir essa falta de mercadorias. E mesmo com uma lista com uma redundância de tentativa de compra de mais ou menos 150 itens, nós não encontramos de nenhuma marca e percebemos que isso está longe de acabar”, lamenta.

Ele conta que essa falta não é só de peças tecnológicas ou que têm semicondutores em sua fabricação e que dependem de

manufatura externa. “Outra questão é o aumento de preços. Quando um produto está vendendo muito, a gente já fica em alerta, pois ele pode estar com o preço defasado”.

Segundo ele, a principal oportunidade é a idade da frota. “Ela está ficando mais velha, forçando os proprietários a fazer uma manutenção mais apurada, do que não era feito antes. Isso é um dos fatores para o aumento de demanda no mês de março”, explica.

INFLAÇÃO E REAJUSTE DE PREÇOS

Bruno Reginatto, da BL AutoPeças, em Novo Hamburgo (RS) e região, acredita que os principais desafios neste ano serão driblar a inflação e os reajustes constantes de preços dos fabricantes de autopeças. “Todos os meses, em cada novo pedido,

recebemos ajustes de boa parte dos fornecedores. Repassá-los ao consumidor e ao reparador é uma parte bem delicada do nosso negócio, mas seguimos sempre na luta para trazer o melhor preço e qualidade a quem nos procura”, afirma.

A grande oportunidade também para este ano, destaca ele, é a vida voltar ao normal. “Com certeza, será a volta da circulação do povo nas ruas, as aulas presencias em escolas e universidades, os comércios de rua, as grandes indústrias e todos que voltarão a circular novamente com seu meio de transporte e, assim, fazendo reparos e manutenções em um número maior do que nos anos de 2022 e 2021, anos os quais a circulação foi bem reduzida”.

Reginatto conta que os resultados foram positivos nas vendas em março. “Podemos notar que a circulação aumentou bastante nas ruas após o Carnaval e com o fim de

Sidney Campos, da Campos Auto Peças, de São Paulo (SP)
Bruno Reginatto, da BL Auto Peças, de Novo Hamburgo (RS) e região
Bruno Reginatto, da BL Auto Peças, de Novo Hamburgo (RS) e região

Termômetro do Varejo

diversas restrições que ainda tínhamos na região desde o início da pandemia. As duas primeiras semanas de março foram bem impactantes positivamente no resultado, e o restante do mês foi dentro do esperado”.

De maneira geral, ele diz que o primeiro trimestre do ano foi bom. “Algumas lojas se destacaram mais do que as outras, mas no geral, não foi o que esperávamos para o início de 2022, mas um trimestre de bons números para o varejo”. Para o próximo trimestre, Reginatto comenta que ele deverá ser muito bom para todo o varejo “Acreditamos que há muita demanda reprimida em diversas áreas e que esse próximo trimestre possa voltar a aquecer o comércio, em diversas áreas além das autopeças”.

GESTÃO

Na Lucena Auto Service, em Recife (PE), Kleybson Lucena pontua que o crescimento foi de 5% em março em relação ao mês anterior. “Consideramos que as vendas ficaram estáveis, tendo em vista que o

Carnaval foi imprensado entre o final de fevereiro e início de março. Com isso, percebemos um final de fevereiro e um início de março fraco nas vendas”.

E ele coloca outros números. “No balanço do primeiro trimestre, o crescimento foi de 6%, o que consideramos um bom resultado. Entretanto, fazendo um histórico de vendas antes da pandemia, ficamos 10% abaixo de nossas meta. Historicamente, a nossa empresa sempre tem melhores resultados a partir do segundo semestre em diante. Tem um ditado que aponta que o brasileiro só inicia suas atividades após o Carnaval. Parece que é verdade, pois sempre temos resultados mais satisfatórios após o Carnaval. Estamos bem otimistas”.

Lucena destaca que a frase principal para 2022 é uma boa gestão. “As oportunidades estão na visibilidade da empresa, em sempre conquistar novos clientes e a fidelização, oferecendo serviço de qualidade, bom atendimento e preços justos. Os desafios são enormes, como a guerra, pandemia e eleição. Esses fatores mexem com o mercado e uma boa gestão será a palavra-chave”.

SAZONALIDADE

Edmilson Begatti, da Norte Auto Peças, Manaus (AM), diz que o mês de março não foi tão ruim em relação a fevereiro. “Mas, não chegamos ao volume que tínhamos em mente, tivemos uma melhora referente ao mês de janeiro, uma crescente pequena. Normalmente, o primeiro trimestre em Manaus é um pouco fraco devido ao alto índice de chuva. Geralmente, para nós, o

pico de vendas no comércio de autopeças é nos meses de junho e julho”.

Assim como na Jaicar, Begatti diz que o diferencial deles está no volume de estoque. “No Amazonas e nos outros estados em que temos loja, a Norte Autopeças é considerada a maior no ramo de estoque. Nós temos um estoque muito forte e essa é a principal oportunidade, ter mercadoria a pronta entrega”. O grupo é composto pela Norte Auto Peças e Sudeste Auto Peças. Ao todo são 31 lojas nos estados do Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Acre, Amapá, Maranhão e Bahia.

Mesmo assim, ele diz que o grande desafio está nas prateleiras. “O maior desafio de meados do ano passado e ainda presente, é conseguir fazer com que cheguem mercadorias nas nossas prateleiras. As indústrias ainda estão muito fracas no atendimento, elas não estão conseguindo atender todas as demandas. Hoje, esse é o principal desafio no ramo de autopeças”.

Edmilson Begatti, da Norte Auto Peças, de Manaus (AM)
Kleybson Lucena, da Lucena Auto Service, de Recife (PE)

Feiras e Eventos

Por: Redação | Foto(s): Divulgação

AUTOPAR MARCA O RETORNO DAS FEIRAS PRESENCIAIS DO SETOR

A expectativa é grande em termos de novidades, para o relacionamento e aprimoramento dos profissionais da reposição automotiva

A10ª edição da Autopar, Feira de Fornecedores da Indústria

Automotiva, marca o retorno das feiras presenciais do setor. No Expotrade em Pinhais, Curitiba, entre os dias 11 e 14 de maio, os visitantes poderão conferir muitas novidades, conforme conta Cassio Dresch, diretor da Diretriz Feiras e Eventos.

“Nós agregamos a área expositiva como os auditórios e planificamos o evento para ocupar todos os espaços disponibilizados no pavimento térreo do Expotrade, o que nos possibilita ampliar em 20% a área da feira e, com isso, teremos a maior edição da Autopar em 2022”. Na edição anterior, em 2018, a feira ocupou 30 mil m2

Outra mudança foi na data. Antes, ela acontecia em junho. “O comitê gestor, grupo formado pelas principais distribuidoras com sede no Estado do Paraná e com representantes do Sincopeças, Fecomércio e Sindirepa, junto à Diretriz Feiras e Eventos, decidiu que neste ano, além de trazermos o evento para maio, também operaríamos a feira das 14h às 21h, de quarta a sexta, e das 9h às 16 horas, no sábado”.

Dresch diz que o número de 500 marcas expositoras já foi superado para esta edição, bem como o de visitantes. “A julgar pelo que registramos no pré-cadastro do evento, também quebraremos a barreira dos

60 mil profissionais visitantes. A Autopar atrai visitantes de todo o Brasil e América do Sul, além de caravanas provenientes não só do Sul e Sudeste, mas também do extremo

Cassio Dresch, diretor da Diretriz Feiras e Eventos

Ranieri

Norte do País”. Em 2018, a Autopar recebeu mais de 56 mil visitantes.

Sobre a origem dos expositores, ele informa que a maioria tem a sua área fabril nos Estados do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. “As cidades da grande Curitiba, Norte de Santa Catarina, Serra Gaúcha e municípios da grande São Paulo e de São Paulo são as que mais se apresentam como sede dos expositores”.

Ele acrescenta que a Autopar é um evento de grandes dimensões; o maior de aftermarket automotivo do continente nos anos pares. “Depois de quatro anos de ausência, é impossível determinar o que teremos de novidades. Fato é que o tempo para inovações foi bastante estendido com a prorrogação das feiras”.

NOVAS ATRAÇÕES

Neste ano, a feira abrigará dois novos segmentos: a MOTOPAR, Feira de Motopeças, Equipamentos e Serviços, e a RACINPARTS, Feira de Peças, Acessórios e Componentes para Customização e Performance Veicular. Ambas se apresentam como eventos embrionários.

“A MOTOPAR tem por objeto chamar a atenção do público-alvo ligado ao setor de duas rodas para o fato de que pelo menos 6% dos expositores tradicionais da Autopar

também apresentam tecnologias para o setor “motomotivo”. Agregar mais alguns nomes dedicados exclusivamente ao segmento de duas rodas é o passo inicial para já em 2024 termos uma feira com potencial para se colocar como a principal do segmento na região Sul”.

A RACINPARTS tem propósito semelhante. “Faremos em maio um salão com alguns nomes que atuam na performance veicular. A proposta da RACINPARTS é a de ser o evento nacional do segmento, posto que, até aqui, as plataformas que se apresentam têm como foco principal o consumidor final e/ou aficionado, enquanto a RACINPARTS tem o foco no B2B”.

Numa primeira etapa, Dresch explica que o objetivo é oferecer plataforma comercial e tecnológica para ofertadores e demandadores de tecnologias específicas. “Este é o atrativo maior, chamar a atenção para o fato de que essas iniciativas têm por objeto potencializar e otimizar o investimento do expositor tradicional da Autopar e abrir nova vitrine para empresas que procuraram uma nova ferramenta para intercâmbio comercial e tecnológico”.

RECEPTIVIDADE

A Autopar é um marco de retorno das feiras presenciais do setor. Dresch conta que ela tem sido recebida pelos empresários e profissionais do setor com entusiasmo. “A confiança é total de que a retomada, já perceptível, se tornará ainda mais visível com a feira. Normalmente, já teríamos na Autopar um divisor de águas. Agora, como primeiro grande evento do setor de reposição de reparação automotiva pós-pandemia, projetam-se números espetaculares”.

O diretor da Diretriz Feiras e Eventos ressalta que as feiras têm sua origem nas corporações de ofício, por isso, a importância delas. “Se o que precisamos agora é abreviar tempo e distâncias perdidos com a reclusão e afastamento social forçados pelos cuidados sanitários, qual mecanismo melhor teríamos? Afinal, faz-se num pavilhão de 30 mil m2 de área, em quatro dias, o que se levaria meses ou anos, em condições normais de contato com o mercado”.

Especificamente sobre a Autopar, ele diz que “o fato de a feira vir numa constante de crescimento, de ter renovação assegurada ainda no decorrer da edição e de receber profissionais de todos os estados e de mais 10 países, são dados que não passam despercebidos, seja de organizadores, expositores, comissão organizadora e até dos visitantes da Autopar”.

PROTOCOLOS

Em relação aos protocolos de segurança sanitária, Dresch informa que todos os que forem determinados pelas autoridades sanitárias serão adotados. “A nossa percepção, no entanto, é que por ocasião da feira, nós tenhamos um cenário muito

Rodrigo Carneiro, presidente da ANDAP

AUTOPAR 2022

mais aberto do que observamos hoje. Acreditamos que as iniciativas de estados da região Sudeste sejam seguidas em breve e que atitudes como o uso de máscaras venham a ser optativas”, conclui.

QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

Presidente do Sincopeças Brasil e do Sistema Sincopeças/Assopeças (SSACE), Ranieri Leitão, comenta que as feiras presenciais são importantes e que ele percebe que as pessoas do setor estão precisando se encontrar. “As indústrias têm muitas coisas a nos mostrar. É necessário que a gente implemente com as feiras os momentos de qualificação profissional, principalmente na parte de mecânica automotiva, pois passamos muito tempo nos reunindo só virtualmente, o que é diferente de fazer um curso ou uma palestra técnica presencial e as pessoas colocarem a mão na massa, verem as peças e como elas são aplicadas”.

Leitão também compara as diferenças entre fazer negócios presencialmente e virtualmente. “Uma coisa é fazer negócio por telefone, outra é fazer olho no olho. Nesse sentido, também percebo as pessoas querendo se encontrar para negociarem”. Ele acrescenta que apenas com o que ele disse

já dá para dar uma dimensão do quanto as feiras presenciais são importantes. “Aprendemos a conversar virtualmente na hora da necessidade, mas não há nada como aprender e se qualificar melhor no presencial”.

INTERAÇÃO

Rodrigo Carneiro, presidente da ANDAP, também comenta a Autopar como uma marca da retomada dos eventos presenciais. “Esta edição da Autopar, feira do setor tradicional que acontece na região Sul, planejada sob à nova realidade que a pandemia impôs, representa a retomada de eventos presenciais. A ANDAP, mais vez apoia a inciativa que promoverá a interação e o encontro dos profissionais do mercado que há tanto é esperado por todos nós, claro que com todos os cuidados e protocolos de saúde necessários neste momento”.

Ainda de acordo com ele, “a ANDAP acredita que a feira marca um novo ponto de partida para a volta de eventos do setor diante desse novo cenário. O aftermarket segue em evolução para atender as necessidades da frota circulante de veículos e a ANDAP deseja aos organizadores e expositores sucesso e excelentes negócios”.

Alcides Acerbi Neto, presidente do Sicap, diz que os eventos presenciais sempre trouxeram bons frutos comerciais e de relacionamento para o setor automotivo. “Por mais que tenhamos eventos virtuais, os presenciais ou híbridos são indispensáveis para nós. Participaremos da Autopar com apoio institucional ao evento e também durante o período da feira, promoveremos uma reunião para os nossos representados que possuam empresas na região”.

RECOMEÇO

Presidente do Sindirepa Nacional e Sindirepa-SP, Antonio Fiola, afirma que é muito bom voltar com os eventos presenciais. “Sem dúvida, essa retomada tão esperada traz um misto de alívio e de recomeço com os encontros que geram relacionamento em nosso mercado. Por isso, as expectativas são as melhores possíveis, claro que devemos considerar todo o período que atravessamos na pandemia, mas é muito animador que os eventos tradicionais do setor, como a Autopar, sejam retomados, tomando é claro os devidos cuidados que são necessários”.

Pelos empresários do setor, Fiola diz que a Autopar foi recebida de forma muito positiva. “Com o avanço da vacinação, as pessoas se sentem mais seguras. O anúncio da volta da feira foi bem recebido pela maioria dos empresários”. Em sua opinião, o retorno das feiras presenciais significa voltar às origens que norteiam o mercado.

“Ele tem como base o relacionamento, foi assim que a reposição foi construída. Feiras, como a Autopar, estreitam as relações entre os elos da cadeia para a troca de experiências. É aquele momento em que o reparador encontra com fabricantes e

Alcides Acerbi Neto, presidente do Sicap
Antonio Fiola, presidente do Sindirepa Nacional e Sindirepa-SP

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distribuidores em um ambiente propício para poder não só falar de questões relacionadas ao trabalho, como também tem momentos de descontração. Claro, que a feira apresenta as novidades de nosso universo e também permite esse contato direto com o fabricante que é muito produtivo”.

Fiola conta que ele deve visitar a feira, mas que as ações ficarão por conta do Sindirepa Paraná, entidade local associada ao Sindirepa Nacional. Para finalizar, ele diz que a expectativa é a melhor possível. “Para que sejam realizados negócios, bem como marque a retomada do circuito de feiras tradicionais que tanto sentimos falta na pandemia e que promovem momentos de muita interação entre todos os agentes do mercado”.

Gisele

Wilson Bill, empresário da reparação e presidente do Sindirepa-PR

CONSOLIDAÇÃO

Gisele Mari Junqueira Santos Zanon, diretora Comercial da DPS Atacado de Autopeças e recém-eleita presidente do Sincopeças-PR, comenta que a Autopar sempre teve um papel importante no setor de reposição, uma feira que se consolidou no Sul do País, mas com a participação de todo o mercado de reposição automotiva. E que este ano ela terá um papel muito importante por ser presencial.

“A retomada do relacionamento presencial é fundamental para as questões comerciais, para o relacionamento e a realização de negócios. A importância da Autopar é sempre apresentar as novidades, novos produtos e marcas que estão atuando no mercado. Portanto, é fundamental esse relacionamento e o contato mais próximo com os aplicadores e clientes. A Autopar sempre viabilizou muitos negócios e neste ano, por ser o primeiro evento após todo o período mais crítico da pandemia, com certeza, ela será um sucesso de público e de novos negócios para o nosso segmento”.

Para Wilson Bill, empresário da reparação e presidente do Sindirepa-PR, “Depois de um longo período de isolamento, a expectativa é grande. Nesta feira esperamos reencontrar velhos amigos, fornecedores e comemorar que estamos vivos, pois passamos por

muito medo. Infelizmente muitos não conseguiram esta vitória”, diz.

Ainda segundo ele, todos estão ansiosos para o reencontro, por novidades e promoções que já são tradicionais nas feiras, inclusive para atualização das empresas de reparação que estão enfrentando uma nova fase da evolução tecnológica dos veículos, tanto na área de equipamentos como também para qualificação dos profissionais. “Cada vez mais os veículos estão com mais eletrônica embarcada, e os profissionais têm que mudar seus conceitos e atitudes. Podemos comparar em 1989 com a entrada da injeção eletrônica; hoje são os veículos elétricos, os híbridos, a eletrônica embarcada, os semi autônomos, cada vez mais com novidades e desafios para nossos profissionais”, finaliza.

SERVIÇO

10ª edição da Autopar, Feira de Fornecedores da Indústria Automotiva

Data: 11 a 14 de maio

Local: Expotrade em Pinhais, Curitiba (PR)

Horário: Das 14h às 21h, de quarta a sexta-feira, e das 9h às 16h, no sábado

Mari Santos Zanon, diretora Comercial da DPS Atacado de Autopeças e presidente do Sincopeças-PR

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