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Revista Balcao Automotivo ed 183

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HÁ 15 ANOS LEVANDO INFORMAÇÃO DE QUALIDADE À REPOSIÇÃO AUTOMOTIVA

DESAFIOS E OPORTUNIDADES PARA A REPOSIÇÃO DE AUTOPEÇAS EM 2022

A postergação da troca e a demanda por veículos seminovos impulsionarão o segmento de reposição para quem está preparado. Em 2021, as vendas de seminovos e usados cresceram 17,8%, em relação ao ano anterior. Foram comercializadas mais de 15 milhões de unidades, segundo a FENAUTO.

CONSULTOR DE VENDAS

Nakata lança EAD gratuito e com certificado para vendedores de autopeças

Os resultados têm sido positivos em diversos setores, incluindo a reposição automotiva COMÉRCIO ELETRÔNICO

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VAREJO FÍSICO

Tendência é ser omnichanel; a necessidade da venda consultiva não deixará de existir

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HÁ 15 ANOS LEVANDO INFORMAÇÃO DE QUALIDADE À REPOSIÇÃO AUTOMOTIVA

Balcão Automotivo é uma publicação dirigida aos profissionais automotivos e tem o objetivo de trazer referências ao mercado, para melhor conhecimento de seus profissionais e representantes.

Os anúncios aqui publicados são de responsabilidade exclusiva dos anunciantes, inclusive com relação a preço e qualidade. As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores.

NOSSA PLATAFORMA DIGITAL

VENDAS DE VEÍCULOS SEMINOVOS E USADOS DEVEM IMPULSIONAR A REPOSIÇÃO AUTOMOTIVA

Que bom chegar a esse nosso primeiro encontro do ano trazendo um conteúdo repleto de informação e as principais tendências do nosso setor. A começar pela nossa reportagem de capa, uma continuidade da edição 182, dezembro/21, em que abordamos com diversos entrevistados, que a postergação da troca e a demanda por veículos seminovos impulsionarão o mercado de reposição para quem estiver preparado.

A saber, em 2021, as vendas de veículos seminovos e usados cresceram 17,8%, em relação ao ano anterior. Foram comercializadas mais de 15 milhões de unidades, segundo a FENAUTO, Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores. Já uma pesquisa da Anfavea e da Webmotors, divulgada no final de 2021, mostra que em um universo de 2.426 participantes, 95% têm interesse em comprar ou trocar de veículos neste ano.

cosméticos, etc. Para os que requerem venda mais consultiva, como autopeças, o físico ainda se faz necessário.

Ano a ano os resultados do comércio eletrônico têm sido positivos em diversos setores, incluindo a reposição de autopeças, em que cada vez mais os elos da cadeia de distribuição se fazem mais presentes. Pelas projeções mais recentes da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o comércio eletrônico cresceu 38% em 2021 em relação a 2020, totalizando um faturamento em torno de R$ 304 bilhões.

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TIRAGEM: 50 MIL CADASTROS DIGITAIS

Apoios e Parcerias

Pelo estudo, 77% têm um ou mais carros e 23% não possuem veículo. Entre os proprietários, a intenção de comprar um carro usado em 2022 aumentou 4 pontos percentuais (85%), em relação à pesquisa do ano anterior. Entre aqueles que ainda não têm um veículo, 93% demonstraram interesse, um aumento de 5%. A constatação é de que adquirir carros usados e seminovos continua a crescer, como reflexo da crise de abastecimento do setor.

Apesar de continuar em alta, a tendência é que o varejo físico se torne mais omnichanel; no entanto, a necessidade da venda consultiva não deixará de existir. Fábio Pina, assessor econômico da FecomercioSP, explica que as vendas puramente digitais servem para os produtos “comoditizados”, como celulares,

Recentemente, a Nakata lançou um curso de EAD, o “Consultor de Vendas Nakata”, gratuito e com certificado para a capacitação de vendedores de autopeças. O curso atende à norma ABNT NBR 16999 – Qualificação de Vendedor de Peças e Acessórios para Veículos, criada pelo Sincopeças-SP e Sincopeças Brasil. O curso é dividido em dois módulos: um técnico de componentes dos sistemas de direção e outro de suspensão, sobre técnicas de vendas.

Por fim, em Pesados & Comerciais, 50 anos no Brasil, o principal marco da Cummins é a transformação em curso na sua fábrica, que antecede à chegada dos motores Euro VI. Os investimentos somam R$ 170 milhões e mudanças significativas no contexto da Indústria 4.0. Ao longo de seu cinquentenário, ela atingiu a marca de 1,4 milhão de motores produzidos e muita inovação.

Até mês que vem e excelente ano!

O EDITOR

DIRETOR COMERCIAL

Edio Ferreira Nelson edio@jornalbalcaoautomotivo.com.br

CONSELHEIRO CONSULTIVO Carlos de Oliveira

COMERCIAL

EXECUTIVO DE CONTAS Richard Faria richard@jornalbalcaoautomotivo.com.br

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FIQUEPORDENTRO

SINCOPEÇAS-RS TEM NOVO

PRESIDENTE ELEITO

ZEN LANÇA LINHA DE ROLAMENTOS PARA MOTORES E ALTERNADORES

A ZEN torna seu portfólio ainda mais completo lançando sua linha de rolamentos, compostos por um conjunto de materiais que proporcionam alto desempenho. Na parte interna do produto a gaiola é produzida em polímero de alta resistência; a graxa presente no sistema segue a quantidade exata e especificidades de padrão original; e garantia do selo de vedação anti-contaminante. Os rolamentos da empresa também contam com 12 meses de garantia.

O empresário gaúcho do comércio de peças automotivas, Marco Antônio Vieira Machado, é o novo presidente do Sincopeças-RS para a gestão 2022-2026, que sucede a Gerson Nunes Lopes. A eleição aconteceu em 12/01, dia em que a entidade completou 71 anos. O novo presidente eleito participou ativamente em diversas ações que o Sincopeças-RS desenvolve em defesa dos interesses dos empresários do setor do comércio automotivo no Estado.

MAGNETI MARELLI AMPLIA CATÁLOGO DE BOBINAS DE IGNIÇÃO

A Marelli Cofap Aftermarket amplia o catálogo de bobinas de ignição Magneti Marelli com o lançamento de quatro códigos para veículos das marcas Chevrolet, Citroën, Jeep, Mitsubishi e Peugeot. Componente essencial para o bom funcionamento dos motores a combustão, a bobina de ignição transforma a alimentação que recebe da bateria em alta tensão, que é conduzida até as velas de ignição por meio dos cabos de ignição ou pela própria bobina.

MONROE AXIOS APRESENTA COXIM, ROLAMENTO

E KIT AMORTECEDOR DIANTEIROS PARA VEÍCULOS DA MARCA

VW E AUDI

A Monroe Axios, marca da DRiV, lança coxim, rolamento e amortecedor dianteiros para veículos das marcas Volkswagen e Audi. Confira a lista de marcas, modelos e ano dos veículos a que se destinam os novos produtos Monroe Axios: Volkswagen Gol G6 de 2012 a 2016 / Volkswagen Gol G7 a partir de 2017 / Volkswagen UP de 2014 a 2021 / Volkswagen Polo a partir de 2017 / Volkswagen Saveiro a partir de 2011 / Volkswagen Virtus a partir de 2017 / Volkswagen Voyage a partir de 2011 / Volkswagen Nivus a partir de 2020 / Volkswagen T-Cross a partir de 2019 / Audi A1 a partir de 2011.

ZF MOSTRA NOVAS INTELIGÊNCIAS

EM SEGURANÇA AVANÇADA, DIREÇÃO AUTOMATIZADA E ELETRIFICAÇÃO NO CES 2022

No Consumer Electronics Show (CES) a ZF mostrou seu progresso em direção à Mobilidade de Próxima Geração e como acredita que não é mais uma visão distante, mas sim uma meta tangível. Agora, a ZF desenvolveu tecnologias com inteligência central avançada que elevam a novos níveis os veículos seguros, automatizados e eletrificados. Esses desenvolvimentos oferecem melhorias importantes que beneficiam a sociedade global e o meio ambiente.

AUTO BUSCA GANHA COBERTURA NACIONAL E OPÇÃO DE ENTREGA PELOS CORREIOS

O Auto Busca, plataforma de venda de peças da Ford para oficinas e reparadores independentes, agora passa a atender a todo o Brasil com a opção de entrega pelos Correios. Outra novidade é a oportunidade de comprar peças de vários vendedores num único pedido, com o chamado carrinho múltiplo. O Auto Busca oferece hoje um catálogo com mais de 20 mil peças das marcas Ford e Motorcraft para veículos Ford de 2002 a 2020, desde óleos e filtros a componentes de freio, suspensão e pneus, e vem sendo continuamente ampliado. Ele conta ainda com peças da marca Omnicraft, aplicáveis a veículos de outras montadoras.

NAKATA APRESENTA 112 LANÇAMENTOS DE COMPONENTES DE SUSPENSÃO, TRANSMISSÃO E MOTOR

A Nakata, fabricante de autopeças para o mercado de reposição com linhas de componentes undercar para veículos leves e pesados, apresenta novas aplicações para atender a uma ampla linha de veículos que demandam peças neste setor. Desta feita, a fabricante amplia portfólio de juntas fixas, mola a gás, bandejas de suspensão, bombas de óleo, kits de reparo da junta homocinética, kits de amortecedor e coxins do motor, entre outros produtos.

TAKAO FIRMA PARCERIA COM SENAI EM DIVERSAS FRENTES

A Takao anuncia que acaba de se associar ao maior centro de excelência do País na formação de mecânicos: o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). A Takao sempre revelou uma preocupação adicional com a formação e o treinamento de reparadores. Por intermédio da “Academia do Motor”, por exemplo, a marca produz um vasto e denso conteúdo em vídeos e textos didáticos que auxilia na construção de melhores profissionais.

PRESIDENTE DO SINDIREPA-SP E

O empresário e presidente dos Sindirepas São Paulo e Nacional, Antonio Fiola, que participa do corpo diretivo da FIESP (Federação da Indústria do Estado de São Paulo) desde 2007, recebeu no dia 14/12/21, das mãos de Paulo Skaf, presidente da FIESP, a Comenda da Ordem do Mérito Industrial por sua participação ativa, concedida a representantes de entidades, líderes políticos e autoridades que contribuíram para o desenvolvimento da indústria.

MOTOR DE PARTIDA START/STOP

DA BORGWARNER EQUIPARÁ O CRETA NOVA GERAÇÃO 2022

A BorgWarner fornecerá o motor de partida Start / Stop PG260D + LLS, nomeado como Stop & Go pela Hyundai, para o Creta Nova Geração 2022 motor Turbo GDI 1.0l. Projetado e desenvolvido para atender à versão de motor Turbo GDI 1.0l, o motor de partida BorgWarner Start / Stop oferece alta eficiência e baixo consumo de combustível para apoiar os fabricantes de automóveis na criação de motores menores, mais leves, potentes e mais econômicos.

TOYOTA LANÇA LINHA COROLLA

2023 COM MAIS TECNOLOGIA E SEGURANÇA

A Toyota do Brasil anuncia a chegada da linha 2023 de dois de seus principais veículos no País, o Corolla e o Corolla Cross. Referências em seus segmentos, ambos os veículos estão ainda mais equipados com itens de conveniência e segurança ativa e passiva da Toyota. As novas linhas Corolla e Corolla Cross estarão disponíveis em todas as concessionárias autorizadas Toyota do Brasil a partir de 11 de janeiro.

FORD BRONCO SPORT É O PRIMEIRO VEÍCULO A USAR PEÇAS DE PLÁSTICO 100% RECICLADO

DOS OCEANOS

A Ford é a primeira montadora a usar plástico 100% reciclado dos oceanos na produção de peças automotivas. O material está sendo empregado nos clipes de fixação do chicote elétrico do Bronco Sport, o primeiro modelo a estrear a novidade. O náilon obtido dessa forma, segundo a Ford, tem a mesma resistência e durabilidade do que é feito à base de petróleo, mas custa 10% menos e consome menos energia na produção.

PEUGEOT ENCERRA O ANO COMO A MARCA QUE MAIS CRESCEU NO MERCADO BRASILEIRO

Com resultados surpreendentes, a PEUGEOT foi a marca que mais cresceu em 2021. De janeiro a dezembro do ano passado, seu crescimento em relação a 2020 foi de 126%, emplacando o maior volume desde 2014. Já o mercado nacional cresceu apenas 1,7% no mesmo período. Em 2021 foram vendidas 29.531 unidades da marca, que alcançou uma participação de 1,5% do mercado. No ano anterior, essa fatia era 0,7%.

FIAT RETOMA LIDERANÇA DO MERCADO BRASILEIRO EM 2021

E CRAVA NOVA STRADA COMO VEÍCULO MAIS VENDIDO DO PAÍS

A virada de ano do brasileiro foi ainda mais festiva na Fiat. Razões para isso não faltaram, afinal, a marca retomou o posto de fabricante líder de vendas na passagem de 2021, fato que não ocorria desde 2016. Ao fechar dezembro na liderança pelo 12° mês consecutivo e com 21,7% de participação de mercado, a marca emplacou 430.938 unidades. Isso fez com que a Fiat alcançasse o maior crescimento do setor, 5,2% quando comparado a 2020.

RECORDES DE VENDAS MENSAL E ANUAL NO BRASIL EM 2021

A Nissan Frontier segue demonstrando a consistência de sua trajetória no Brasil e superou mais uma vez sua performance de vendas obtendo novos recordes em dezembro e no fechamento do ano. A picape obteve novo recorde de unidades comercializadas em um mês na atual geração – lançada em 2017 –com os 1.402 veículos vendidos em dezembro. E 2021 também marcou o melhor da 12ª geração do modelo: 11.821 unidades vendidas no País.

MAIS UM ANO DE INCERTEZAS

Por: Karin Fuchs | Foto(s): Divulgação

No entanto, a postergação da troca e a demanda por veículos seminovos impulsionarão o mercado de reposição para quem está preparado

Em 2021, as vendas de veículos seminovos e usados cresceram 17,8%, em relação ao ano anterior. Foram comercializadas mais de 15 milhões de unidades, segundo a FENAUTO, Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores. Já uma pesquisa da Anfavea e da Webmotors, divulgada no final de 2021, mostra que em um universo de 2.426 participantes, 95% têm interesse em comprar ou trocar de veículos neste ano.

Também pela pesquisa, 77% têm um ou mais carros e 23% não possuem veículo. Entre os proprietários, a intenção de comprar um carro usado em 2022 aumentou 4 pontos percentuais (85%), em relação à pesquisa do ano anterior. Entre aqueles que ainda não têm um veículo, 93% demonstraram interesse, um aumento de 5%. A constatação é de que adquirir carros usados e seminovos continua a crescer, como reflexo da crise de abastecimento do setor.

“Acreditamos que esse setor deva se manter aquecido até, pelo menos, o fim do primeiro semestre de 2022, quando as montadoras esperam normalizar a produção”, disse Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors. “Acompanhamos de perto todas as movimentações no setor para termos um melhor entendimento do comportamento dos consumidores”, comentou o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

A seguir,

“De

repente, começou tudo de novo, as notícias sobre a pandemia. Nós vamos estar mais preparados do que em 2021, como também de como estávamos em 2021. Porém, ninguém tem bola de cristal, se alguém disser como será 2022, mentirá. Como eu digo, cada dia é um mês e cada mês é um ano para nós”.

João Pelegrini, do Grupo Pelegrini, de Uberlândia (MG)

perspectivas dos varejistas de autopeças e dos empresários da reparação para este ano e um pouco do que foi 2021 para eles. Começando com Alexandre Kohara, da Braskape Auto Peças, de São Paulo (SP), o ano foi de reestruturação. “Fizemos muito saneamento financeiro, estrutural, de pessoas, RH e estoque. Tivemos que revisar tudo isso e tampar todos os ralos que muitas vezes no nosso dia a dia a gente acaba não enxergando. Quem não fez isso, se não fechou as suas portas, ficou numa situação ainda pior”.

Segundo ele, 2021 foi um ano difícil e arrastado. “Nós demos uma atenção bem grande para o que de fato precisávamos comprar para não faltar. A dificuldade no fornecimento atrapalhou um pouco, mas eu diria que houve mais trabalho do que desabastecimento. Trabalho no sentido de que comprávamos a linha completa de uma marca, ela passou a ter falta de alguns itens e tivemos que recorrer a outras. Mas, o desabastecimento foi muito pontual, de poucos itens que são mais difíceis, com giro muito menor ou de carros importados”.

Para este ano, Kohara aposta em um

ano melhor. “Como Braskape, por tudo o que fizemos até agora, acho que teremos um ano melhor pela frente. Em relação à economia do País como um todo. E, ainda, é um ano eleitoral, incerto, difícil e que temos que ver o que acontecerá. Mas, estamos pensando positivamente, já estou contratando dois vendedores”.

METAS ATINGIDAS

Na Jaicar, em Goiânia (GO), César Naves contou que 2021 foi um ano excelente e que eles atingiram as metas. “No início do ano, nós fizemos uma projeção de crescimento acima de 30% e conseguimos bater a meta. A falta de peça atrapalhou

Eduardo Jurcevic, CEO da Webmotors

“Nós demos uma atenção bem grande para o que de fato precisávamos comprar para não faltar. A dificuldade no fornecimento atrapalhou um pouco, mas eu diria que houve mais trabalho do que desabastecimento. Trabalho no sentido de que comprávamos a linha completa de uma marca, ela passou a ter falta de alguns itens e tivemos que recorrer a outras. Mas, o desabastecimento foi muito pontual, de poucos itens que são mais difíceis, com giro muito menor ou de carros importados”.

Kohara,

um pouco, no início foi muita falta de mercadoria, e eu acredito que isso irá se normalizar a partir de março e abril deste ano, pelo que eu ouço falar no mercado”.

Para ele, a falta de peças também significa oportunidades. “No momento está havendo muita falta de mercadorias, mas essa falta dá oportunidade para a gente trabalhar pelo estoque e a estrutura que temos. Acredito que isso influenciou no crescimento que tivemos no ano passado. E também, a falta de veículos novos foi uma beleza para o nosso mercado”.

Naves prevê que este também será um excelente ano. “O nosso mercado deve se manter aquecido, mesmo com a queda do poder aquisitivo da população, a perda do poder de compra”, analisou.

UM ANO DE INCERTEZAS

Na visão de João Pelegrini, do Grupo

Pelegrini, em Uberlândia (MG), ainda não dá para fazer previsões para este ano, mas em 2021, os resultados foram positivos. “Fechamos o ano com sucesso em todos os nossos negócios, exceto no da concessionária de ônibus. Mas, no geral, os números foram saudáveis para que tivéssemos um ano muito melhor do que 2020”.

Saindo de 2021 com toda essa motivação, 2022 já mostrou para ele alguns sinais alarmantes. “De repente, começou tudo de novo, as notícias sobre a pandemia. Nós vamos estar mais preparados do que em 2021, como também de como estávamos em 2021. Porém, ninguém tem bola de cristal, se alguém disser como será 2022, mentirá. Como eu digo, cada dia é um mês e cada mês é um ano para nós”.

Para ele, há uma perspectiva de pelo menos manterem os resultados de

2021. “Mas, temos que ter uma análise quase que diária para podermos tocar os nossos negócios com muito pé no chão, muita resiliência e tendo todo um jogo de cintura para enfrentar as circunstâncias. É um panorama bastante nebuloso. Sempre somos motivados como empreendedor e eu tenho a certeza, a crença e a fé que virão dias melhores”.

REESTRUTURAÇÃO

Na Truckão, em Fortaleza (CE), Rogério Nobre Façanha aproveitou 2021 para fazer reestruturações. “Nós já estávamos preparados para aproveitar as oportunidades, reestruturamos a nossa oficina e melhoramos o relacionamento com o nosso pessoal. Foi um ano de muito trabalho, aprendizado e muitas inovações, procuramos nos reinventar em todos os momentos. Com todas as dificuldades, terminamos o ano bem, organizando a nossa casa”.

Alexandre Kohara, da Braskape Auto Peças, de São Paulo (SP)
Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea
César Naves, da Jaicar, de Goiânia (GO)
Alexandre
da Braskape Auto Peças, de São Paulo (SP)

João Pelegrini, do Grupo Pelegrini, de Uberlândia (MG)

Segundo ele, em 2021 houve muita demanda por manutenção, pela falta e pelo aumento de preços de veículos novos. “Isso continua acontecendo e o mercado de pesados ganhou muito com isso. Quem estava preparado aproveitou essa onda. Estamos começando o ano, as indústrias de pesados estão preparadas para virar a página de falta de equipamentos e peças, acho que os preços começarão a se acomodar e que também a demanda por manutenção continuará, até por conta dos preços dos veículos”.

CORRERIA PELA PEÇA

Roberto Rocha, da Rocha Autopeças, em Campinas (SP) e região, avaliou que 2021 poderia ter sido melhor se não houvesse tanto desemprego e queda da renda da população. “Dentro do panorama geral da economia, para nós, do setor de reposição automotiva, foi bom. As montadoras não entregaram carros novos e quem tinha um seminovo acabou fazendo a manutenção para trocá-lo mais adiante. As montadoras dizem que esperam normalizar a entrega no final do terceiro trimestre, início do segundo semestre deste ano”.

No que tange à falta de peças, Rocha disse que para driblar esse problema a solução foi recorrer a distribuidores

em outros estados. “Tem coisas que compramos para dois meses de estoque e dez dias depois ele acaba, pois ninguém tem a peça. Quem mandar o pedido primeiro para o distribuidor pega, senão, não pega mais. Está virando uma correria pela peça e quando alguém tem, não pode hesitar. Tem que levantar o dedinho e bater o martelo”.

Sobre este ano, Rocha afirmou que é difícil fazer previsões por causa da nova variável do vírus. “Se as empresas começarem a fechar novamente, será mais um ano de pandemia. Não tão grave como foi antes, pois as pessoas estão sendo vacinadas, os sintomas são mais fracos e elas ficam afastadas por um período. Porém, isso gera um impacto no mercado como um todo, as pessoas ficam em casa e carro parado na garagem não quebra”.

Roberto Rocha, da Rocha Autopeças, de Campinas (SP) e região

PREÇOS ABUSIVOS

No Rio de Janeiro (RJ), Júlio Laska, da Auto Accessórios Bangu, contou que o mercado até aqueceu no ano passado, mas o grande problema foi a questão de peças. “Falta de peças e os preços

“Dentro do panorama geral da economia, para nós, do setor de reposição automotiva, foi bom. As montadoras não entregaram carros novos e quem tinha um seminovo acabou fazendo a manutenção para trocálo mais adiante. As montadoras dizem que esperam normalizar a entrega no final do terceiro trimestre, início do segundo semestre deste ano”.

Roberto Rocha, da Rocha Autopeças, em Campinas (SP) e região

abusivos praticados pelas indústrias e os fornecedores foram os impactos negativos de 2021. Isso também promove uma descapitalização dos varejistas, pois compramos, vendemos e temos que repor sempre mais caro. Isso acontece muito nas empresas”.

E ele não vê melhorias para este ano. “É um ano eleitoral e 2022 já começou com o dólar subindo. A falta de peças continua e estão se aproveitando com os preços

Rogério Nobre Façanha, da Truckão, de Fortaleza (CE)

altos. É preocupante, se nós tivermos algum crescimento, ele será próximo a um dígito. A situação nossa é bem caótica, inclusive agora com o aumento de casos e o agravamento da pandemia e, por isso, muitas empresas no começo deste ano já estão com déficit de funcionário. O problema pior é que cada dia a peça está com um preço, às vezes no mesmo dia acontece de o fornecedor dizer que estava errado e não querer entregar”.

Michelle Saori Miyake, diretora Administrativa da Injepremium, em Curitiba (PR), também retratou os mesmos problemas. “O ano passado foi bom para a gente, melhor que em 2020, mas para algumas linhas houve demora na entrega. Como o nosso portfólio é bem grande, nós tivemos um pouco de dificuldade com peças importadas. Está faltando matériaprima e os preços estão bem altos”.

Em sua opinião, se neste ano eles conseguirem manter o faturamento de 2021, já está de bom tamanho. “Até ficaremos felizes, mas este começo de ano está meio parado e até para as oficinas locais, talvez pelas pessoas estarem de férias. A última semana de dezembro e a primeira de janeiro foram tristes. Para nós, o melhor cenário é que a venda de veículos seminovos dê uma

girada, pois todo mundo tem que colocar o carro para a revisão e a manutenção”.

NOVAS CONTRATAÇÕES

Em Balneário Camboriú (SC), Roberto Turatti, o Billy, da Invest Auto, disse que 2021 foi um ano totalmente atípico, de recessão e controle das contas. “Só conseguimos ter um empate com 2020 pela falta de carro novo. Quem tinha a expectativa de trocar, por não ter na pronta entrega, acabou fazendo uma revisão um pouco mais aprofundada no veículo”.

E comentou que ainda é cedo para fazer alguma projeção para este ano, mas que desde 2021 ele está contratando. “Eu estava há uns quatro anos com déficit de mão de obra e a partir de outubro do ano passado, nós começamos a receber mais currículos, contratei mais funcionários e vi que caras mais qualificados estão sobrando no mercado. Antes, não tinha mão de obra para admitir e nem para formar, e eu contratei dois menores aprendizes do Senai e estou formando-os. É uma estratégia que eu estou usando há bastante tempo”.

Também influenciará nas perspectivas o que acontecerá em relação ao vírus e à influenza. “Estamos recebendo muitas informações e acabamos por não acreditar em nenhuma delas, estamos com uma expectativa totalmente incerta. Há 40 ou 50 anos, todos ficavam afastados da empresa por alguns dias por estarem resfriados. Eu tinha perdas todos os anos por esse motivo. Hoje, qualquer coisa é a influenza e o vírus, e o setor de saúde espalhou um pânico muito forte na população”.

CAIXA GARANTIDO

Nilson Patrone, da oficina Power

Class, em São Bernardo do Campo (SP), relatou que havia uma perspectiva para 2021 muito ruim por causa da pandemia. “Nós crescemos em 2020 e, em 2021, imaginávamos que seria um ano ruim, mas continuamos crescendo. Isso tem 100% a ver com a falta de veículos novos no mercado. Quem estava segurando para fazer uma revisão grande no carro, deixou de comprar o novo e o arrumou para ficar mais um tempo. Isso aconteceu muito no mercado de reparação e ele cresceu”.

Falta de peças, por trabalhar com veículos premium, para ele já é corriqueira, mas ele adotou uma forma diferente para evitar esse problema. “Aproveitamos a demanda alta que tivemos para criar um fluxo de caixa para podermos comprar a peça sem depender de três ou quatro

Júlio Laska, da Auto Accessórios Bangu, do Rio de Janeiro (RJ)
Michelle Saori Miyake, diretora Administrativa da Injepremium, de Curitiba (PR)
Roberto Turatti, o Billy, da Invest Auto, de Balneário Camboriú (SC)

autopeças e nem de concessionárias. Eu compro para revender a peça, tem que ter um caixa bom e eu trabalho com um motoboy full time para isso. Além disso, hoje está mais fácil achar a peça pela internet do que ir de balcão em balcão”.

Em sua opinião, 2022 também será um bom ano. “Acho que a demanda vai baixar um pouco adiante, mas ainda vejo crescimento para este ano. O valor dos veículos novos subiu e isso impediu grande parte de comprar o carro novo e como valorizou mais o seu próprio carro, as pessoas tomaram gosto em arrumá-los”.

QUALIDADE DAS PEÇAS

Em Natal (RN), Jaime de Sá Corrêa de Araújo Jr., do Freio Service Centro Automotivo, disse que houve muitas baixas de centros automotivos na sua região, mas que isso não aconteceu com

ele. “Os auto centers que trabalham com qualidade, transparência e honestidade se mantiveram, pois os clientes precisaram dos carros. Muitos ficaram em casa, mas os poucos que saíram precisavam que o carro estivesse com a manutenção em dia”.

A falta e o preço de veículos novos também foram fatores para o aumento da demanda. “Isso fez com que os clientes se preocupassem mais com a manutenção dos seus veículos do que trocá-los. Isso abre um leque bastante grande para os centros automotivos e isso vai gerar bons frutos para a gente”. Ele só lamentou pela qualidade das peças.

“Está havendo uma queda grande na qualidade dos produtos, de grandes marcas, com nomes fortes. Muito retorno, não de execução, mas pela qualidade das peças. E nós ficamos, digamos assim, em cima do muro. Mas, vamos torcer para que a economia volte a crescer e tudo volte a funcionar e as indústrias melhorem a qualidade das peças”.

Para ele, as expectativas são boas para este ano. “Já estamos com a vacinação bastante avançada e creio que essa pandemia irá reduzir para que tudo volte à vida normal. Para que os empregos retornem e as fábricas voltem a produzir como era antes. Acho que neste ano começaremos a levantar voo novamente”.

UNIÃO

Ricardo Cano Pinheiro, da oficina Borborema, em Borborema (SP) e diretor adjunto da ARVAR, Associação dos Reparadores de Veículos de Araraquara e região, relatou que o ano de 2021 não foi nada fácil. “Tivemos perdas familiares e de clientes, o movimento diminuiu, houve dificuldade para comprar peças e o veículo acabou ficando mais tempo parado no box da oficina. A demanda só não foi maior pela falta de insumos na indústria”.

Por outro lado, ele passou a oferecer novos serviços. “O meu forte é mecânica, mas fizemos alguns outros serviços que acabamos agregando e abriu um leque grande na questão de distribuidores de peças. Às vezes, você não conseguia chegar até um deles e eles acabaram

“Eu estava há uns quatro anos com déficit de mão de obra e a partir de outubro do ano passado, nós começamos a receber mais currículos, contratei mais funcionários e vi que caras mais qualificados estão sobrando no mercado. Antes, não tinha mão de obra para admitir e nem para formar, e eu contratei dois menores aprendizes do Senai e estou formando-os. É uma estratégia que eu estou usando há bastante tempo”.

Roberto Turatti, o Billy, da Invest Auto, de Balneário Camboriú (SC)

Nilson Patrone, da oficina Power Class, de São Bernardo do Campo (SP)
Jaime de Sá Corrêa de Araújo Jr., do Freio Service Centro Automotivo, de Natal (RN)

chegando até nós”.

Pinheiro disse que entre os membros da ARVAR o momento foi de mais união. “O pessoal é muito unido, eles passaram por lockdown em Araraquara em 2021 e isso os afetou diretamente. Trocamos muitas informações, a pandemia era muito nova para todos, e serviu pelo lado positivo para unir a classe, para surgir novas ideias e a consciência em relação à saúde e ao bolso. Percebo que as pessoas estão mais conscientes quando há uma manutenção a ser feita, em relação ao que pode ser postergado e o que é mais emergencial”.

Em relação a este ano, ele está otimista. “Começamos bem, o mercado está aquecido, aqui é uma cidade pequena, mas é reflexo para as outras. Todas as oficinas aqui estão com bastante movimento e até onde eu sei, foi um número bem

insignificante das que tiveram que fechar as suas portas. É um ramo que sempre se manteve aquecido de uns anos para cá e eu tenho a esperança nesse ano que está entrando a todo o vapor”.

TERMÔMETRO

No ano passado, Cláudio Araújo, da Êxito Consultoria, apresentou e comentou a pesquisa “Expectativa 2022 na visão do empresário do setor automotivo”, que foi aplicada pelo Sistema Sincopeças/ Assopeças (Ce), em parceria com o Sebrae-CE. Com a participação de 145 empresários do setor, essa foi a 2ª edição da pesquisa. Ela foi apresentada na 9ª edição do Seminário Automotivo do Nordeste, o SAUT 9, realizado em dezembro, na cidade de Fortaleza (CE).

Entre os entrevistados, 13% achavam que haverá queda de demanda neste ano, um percentual maior que no ano anterior (6,7%). “Nós já vemos uma tendência para a cautela. Em 2021, 56% dos empresários esperavam pelo crescimento das vendas, percentual que era de 70%, em 2020. Como positivo, 2022 é um ano muito estratégico, talvez será o ano da consolidação da gestão pós-pandemia, pois houve uma demanda reprimida que refletiu em 2020, um ganho de faturamento inflacionário em 2021 e agora virá a ressaca de tudo isso”, analisou Araújo.

Questionados sobre o fator principal que leva seus clientes a escolherem a sua empresa para consumirem, confiança foi a resposta de 82,6% dos entrevistados. Na pesquisa de 2018, feita pelo SincopeçasCE com o público consumidor, esse percentual foi de 40,2%. Em segundo lugar, 73,9% dos respondentes destacaram o atendimento, resposta que foi dita por apenas 6,1% dos entrevistados em 2018.

Mão de obra qualificada foi citada por 52,2% deles, estoque diversificado, por 37%, preço por 32,6% e localização foi citada por 23,9%. Nesse quesito, o percentual é quase similar à pesquisa de 2018 (24,6%), já em relação a preço, também na pesquisa de 2018, apenas 16,8% citaram esse fator.

Claudio Araújo, sócio e fundador da Êxito Consultoria
Ricardo Cano Pinheiro, da oficina Borborema, de Borborema (SP) e diretor adjunto da ARVAR

Por: Karin Fuchs | Foto(s): Divulgação

A PUJANÇA DO COMÉRCIO ELETRÔNICO

Ano a ano os resultados têm sido positivos em diversos setores, incluindo a reposição de autopeças

Pelas projeções mais recentes da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o comércio eletrônico cresceu 38% em 2021 em relação a 2020, totalizando um faturamento em torno de R$ 304 bilhões. De acordo com um estudo da Conversion, em novembro de 2021, 67% dos acessos a e-commerce foram feitos por celulares, por outro lado, um terço dos acessos a esses sites continua sendo feito por desktops.

Entre os canais de acesso dos consumidores aos sites de e-commerce, o destaque ficou para o tráfego direto, quando o endereço da loja é digitado no navegador, com 43,4% das visitas, e a busca orgânica, com 25% da audiência, considerada o canal de tráfego mais importante do e-commerce brasileiro.

No setor de autopeças cresce o número de novos adeptos ao comércio eletrônico, seja com sites próprios, com a participação em market place ou em ambos. Quem está colhendo bons resultados, por exemplo, é a ArsenalCar, que no ano passado teve um crescimento por esse canal de 28%.

“A crise econômica que a pandemia gerou em todo o mundo mudou alguns cenários por completo, vemos as grandes lojas de cosméticos voando em meio a um caos generalizado e, em contrapartida, o setor de moda indo ladeira abaixo dia após dia.

Thiago Arantes, CEO da AsernalCar

Nosso mercado de autoparts foi considerado como essencial desde o início da pandemia, então as lojas físicas não fecharam. Mesmo com as lojas abertas, tivemos um crescimento de 28% em 2021 em relação a 2020”, afirma o CEO, Thiago Arantes.

Ele conta que a ArsenalCar atua 100% online desde 2012, tanto com site próprio, quanto nos marketplaces. Os canais de vendas de forma diferente e independente desde os conteúdos até as fotos. Fazemos parte de um grupo socioeconômico que mescla duas empresas, quando falamos de canais de vendas. Uma focada no B2B físico e a ArsenalCar sendo um canal 100% online”.

São diversos itens em catálogo, desde cabos e chicotes de som até para-choques e, semanalmente, foram realizadas ações incentivando as compras online. “Nos últimos anos, nos consolidamos com uma vasta experiência em importação de produtos de linha de colisão, dessa forma temos uma variedade bem grande de faróis, lanternas e para-choques. Com esse foco na importação e na qualidade no desenvolvimento da linha, nossos itens de maior saída são os faróis e lanternas”, especifica.

Arantes destaca que este ano será histórico para o grupo. “Passamos anos estudando uma forma de compartilhar nossa estrutura, relevância, know how e tecnologia com o setor de autoparts. Nas reuniões de brainstorming, tínhamos como meta desenhar um modelo de negócio para mudar a forma de venda online para o setor de forma definitiva e sempre soubemos que era um projeto ousado e desafiador porque já temos um mercado bem consolidado”.

Para eles, 2020 foi um ano de aquisições de empresas para o grupo, a fim de complementar esse projeto, e agora eles estão prontos para lançar uma nova plataforma de vendas para o setor. “Nela, nós iremos compartilhar todo o nosso parque tecnológico e

Uma das categorias que se destaca no Mercado Livre, tanto em busca quanto em resultado de vendas, é a de Peças e Acessórios: mensalmente, são mais de 100 milhões em toda a classe

força de marca com os varejistas de todo o Brasil, proporcionando facilidade na gestão online de suas vendas para quaisquer canais online, além de alavancar as vendas de forma robusta”.

Para finalizar, ele diz que acredita que estão prestes a mudar a forma como o varejista se relaciona com os marketplaces e vendas online como um todo. “Nós estamos focados em abrir caminhos para uma transformação digital irreversível do varejo automotivo”.

DIVERSIFICAÇÃO DE CANAIS

Wandeson Molina, diretor da Auto Peças Molina, de São Paulo (SP), conta que o primeiro passo foi dado com as vendas digitais pelo Mercado Livre, em 2010. Posteriormente, eles criaram o próprio portal, hoje em sua terceira versão, além de estarem integrados às maiores plataformas de market place do setor.

“Estamos bem evoluídos na parte tecnológica, trabalhamos bastante, digamos assim, com a cauda longa, explorando ao máximo o número de itens possíveis no comércio eletrônico. Nós temos 80 mil itens disponíveis à venda e acredito que nem 50% deles estão anunciados. No nosso site até temos um anúncio mais simplificado, mas no market place ele tem que ter bastante qualidade para conseguir alavancar bastante as vendas. Estamos trabalhando para aumentar o número de itens anunciados e chegar nesta qualidade”, afirma.

Molina conta que anualmente a taxa de crescimento, média, do comércio eletrônico para eles é de 20%, que há muito espaço para crescerem, e que somente dos itens eletrônicos as vendas representam cerca de 40% do total e as demais 60% são na loja física. “A internet é um canal relativamente novo, apesar do boom que teve em 2020 e em 2021, a concorrência também aumentou”. E ele aproveita para deixar uma dica.

“Quem está entrando, vai entrar no comércio eletrônico, ou quem já está dentro, cuidado com o resultado. Hoje o pessoal quer vender, isso é legal, mas o importante é ter resultado e ter cuidado também com os compromissos com os impostos. Tem gente que vende na internet e não está recolhendo os devidos impostos. A

Wandeson Molina, diretor da Auto Peças Molina, de São Paulo (SP)

carga tributária para quem vende online é outro fator de bastante relevância que vale a pena destacar”, especifica.

EXPANSÃO

Em abril de 2019, a Perim Auto Peças estreou no comércio eletrônico, mas com volume e relevância, desde janeiro de 2020. Hoje, os principais itens comercializados por esse canal são sensores de motor, válvulas para bancos e retrovisores. Gerente de Marketing e Comercial, Roger Andrade diz que em 2021, o crescimento foi de 34% em relação a 2020 e que poderia ter sido maior. “Este crescimento só não foi maior porque tivemos um problema com nossa loja principal em um e-commerce”, explica.

Em sua opinião, a pandemia fez com que nós, consumidores, tivéssemos que adquirir novos hábitos de consumo e o comércio on-line foi um deles, inclusive na minha visão, entendo que seja o principal hábito hoje. “Com o incremento das compras online, as empresas tiveram que se adaptar e tornar essas vendas muito mais eficientes. Acreditamos em um crescimento significativo para 2022 e, com certeza, teremos muitas novidades neste ano. Hoje, a venda oriunda do comércio eletrônico representa 2,31% do nosso faturamento anual”.

NOVOS MERCADOS

Em Vacaria (RS), a Mundo do Caminhão, criada em 2015, atua 100% online e no ano passado registrou um crescimento de 92% em relação a 2020. “Os principais motivos para este resultado são a consolidação do novo modelo operacional e dos investimentos em atendimento e logística”, informa o diretor da Mundo do Caminhão, Matheus Huff.

A PUJANÇA DOCOMÉRCIO ELETRÔNICO

que desde 2018 o crescimento tem sido superior a 75% ao ano. “Esperamos manter neste ano o ritmo de crescimento acima de 80%. Ainda neste primeiro trimestre, nós iremos inaugurar uma filial no Centro-Oeste, além de uma estratégia agressiva de aumento no portfólio de peças, entrando em novos mercados”.

MERCADO LIVRE

Uma das categorias que se destaca no Mercado Livre, tanto em busca quanto em resultado de vendas, é a de Peças e Acessórios. “Não abrimos dados específicos sobre o tema, mas registramos, mensalmente, mais de 100 milhões de buscas em toda a categoria”, diz Diego Araújo Santos, gerente de Marketplace do Mercado Livre.

Segundo ele, “o excelente desempenho se deve à experiência de compra no Mercado Livre. Além de sermos muito cuidadosos com os prazos de entrega, já que muitas vezes, o comprador precisa da peça o quanto antes porque está com o carro parado na oficina, temos outros benefícios, como uma ferramenta de pesquisa de compatibilidade, que ajuda a garantir que você está comprando uma peça que vai servir no seu carro ou moto. Temos também um sortimento extremamente completo, com peças para veículos novos e antigos, nacionais ou importados, além de parceria direta com montadoras”.

Para este ano, ele acredita no crescimento da penetração do e-commerce. “Quanto mais as pessoas têm a oportunidade de experimentar as compras online, mais elas se sentem confortáveis com isso e se tornam consumidores recorrentes. Ainda temos muito a crescer”.

Atendendo principalmente as regiões Sul e Sudeste, Huff conta

E para quem participa do Mercado Livre, Santos comenta as principais vantagens. “O Mercado Livre, enquanto principal e-commerce da América Latina e do Brasil, pode ajudar os vendedores a alcançar compradores em todo o País. Com o poder do nosso ecossistema, que envolve não apenas a venda, mas a inteligência e operações logísticas, pagamentos, anúncios e até mesmo Shops, que auxilia nossos clientes a ter seu próprio site integrado ao Mercado Livre, podemos ajudá-los a fazer parte do avanço do e-commerce”.

Diego Araújo Santos, gerente de Marketplace do Mercado Livre
Matheus Huff, diretor da Mundo do Caminhão
Roger Andrade, gerente de Marketing e Comercial da Perim Auto Peças

VAREJO FÍSICO EM ALTA

Por: Karin Fuchs | Foto(s): Divulgação

A tendência de ele se tornar cada vez mais omnichanel é evidente, mas a necessidade da venda consultiva não deixará de existir

Com toda a aceleração digital impulsionada pela pandemia, muitos questionam se o varejo físico irá sobreviver, já que comprar pela internet caiu no gosto de muitos consumidores. Na visão de Fábio Pina, assessor econômico da FecomercioSP, as vendas puramente digitais servem para os produtos chamados de “comoditizados”, como celulares, cosméticos, entre outros. Para os que requerem uma venda mais consultiva, como a de autopeças, o físico se faz necessário.

“Eu não acredito que o varejo físico acabará, quando é preciso se consultar com um vendedor especializado, não só apenas para ele vender a peça,

mas também para indicar qual é a peça correta e até onde instalála. E a loja física sempre funcionará como um show room, no caso de autopeças, para o consumidor substituto, que é o da oficina, conhecer as novidades”, afirma.

Fábio Pina, assessor econômico da FecomercioSP

Para Raul Rincon, vice-presidente LATAM da Twilio, plataforma líder global em comunicação na nuvem, o varejo físico não deve deixar de existir, porém ele está cada vez mais se tornando um apoio ao varejo digital. “As lojas físicas estão ganhando novas funções, se tornando ambientes de experiências de consumo diferentes”.

Segundo ele, o objetivo não é mais vender no

local, mas fazer com que o cliente se relacione com os produtos e a marca. “A proposta é que o ambiente físico sirva para complementar um engajamento de forma personalizada, a venda da ideia da marca. O produto tende a ficar a cargo do online vender”.

“Eu

não acredito que o varejo físico acabará, quando é preciso se consultar com um vendedor especializado, não só apenas para ele vender a peça, mas também para indicar qual é a peça correta e até onde instalá-la. E a loja física sempre funcionará como um show room, no caso de autopeças, para o consumidor substituto, que é o da oficina, conhecer as novidades”.

Fábio

Pina, assessor econômico da FecomercioSP

Consultora de varejo, Flávia Nunes também diz que dificilmente o varejo físico irá acabar. “Porém, ele já passa por várias transformações significativas e todos nós participamos ativa ou passivamente dessas mudanças. Entretanto, essa primeira transformação que o varejo sofre não é por causa da pandemia, mas sim por causa do e-commerce em si. A entrada do varejo online fez com que o papel da loja física mudasse”.

Neste contexto, ela acrescenta que é possível observar que as lojas físicas estão começando perder a relevância enquanto veículo de transação comercial. “O ponto de venda vai deixar de ter uma importância grande para venda, porque a venda pode acontecer em qualquer mídia: WhatsApp, e-commerce, Facebook e, também, na loja física, entre outros. Vamos começar a ver a loja física tendo um papel muito mais importante de marca, construção de valor de marca. A loja física sendo um hub de comunidade, um ponto de encontro de uma tribo em torno de um mesmo propósito”.

O QUE FARÁ A DIFERENÇA

Para atrair clientes ao varejo físico, especificamente de autopeças, Rincon sugere ter meios de visualizar a peça em funcionamento, experimentar sua eficiência, quando possível. “São coisas que posso visualizar como sendo diferenciais para se ter em uma loja. Além disso, é possível criar um ambiente que, além de vender peças automotivas, seja um local de vivência do prazer de dirigir”.

Nas palavras de Flávia, o ponto alto é atendimento. “A experiência do varejo físico deve ser totalmente acolhedora. A comodidade das compras online é um

grande inibidor da ida do cliente ao estabelecimento físico. Por que se preocupar em se deslocar até um local para efetuar uma compra que é possível ser realizada do conforto do seu lar? A resposta é um atendimento acolhedor e mais humanizado”.

O que para ela significa dizer: atender bem e rapidamente, ser prestativo, afável e conduzir o cliente pelo ambiente de vendas sem jamais saturá-lo. “Ele tem que gostar de estar ali e se sentir especial”, destaca. Outro ponto que ela ressalta é ficar sempre atento à qualidade do seu catálogo de produtos. “Em um ramo tão específico como o de autopeças, a valorização da qualidade dos produtos é o diferencial. Trabalhe com itens de boa procedência para garantir a segurança dos clientes, dê preferência a marcas com bom custo/benefício”.

E, ainda, ter um ter um catálogo variado, além da possibilidade de se especializar em determinados nichos, como itens de elétrica e eletrônica, por exemplo. “Você também pode adotar uma estratégia mais abrangente e trabalhar com diferentes categorias, atingindo assim um maior número de clientes em potencial”.

OMNICHANEL

Com o consumidor mais conectado, nasceu o consumidor omnichanel, o que quer comprar onde quiser (loja física ou digital) e receber o produto como quiser (em seu endereço ou retirando-o na loja). “Se há um omniconsumidor, você tem que ter uma venda omnivenda, é preciso estar em todos os canais, até para atrair o consumidor para lhe encontrar na internet e depois até te procurar fisicamente”, afirma Fábio Pina.

Raul Rincon, vice-presidente LATAM da Twilio

Para ele, não funciona somente ter a loja física ou somente a virtual, exceto, como disse no início, para itens mais comoditizados. “Quanto mais o consumidor souber o que ele quer, funciona mais o canal digital. Quanto mais longe de uma commodity for o produto, funciona mais o canal físico. Também acontece de o consumidor ver o que quer pela internet e querer vê-lo no canal físico. Portanto, é preciso ter um canal online até para ele te conhecer e te procurar”, esclarece.

Flávia Nunes explica que a estratégia digital omnicanal implica que deve existir um foco em múltiplos canais, como os canais de vendas, o apoio ao cliente e ao marketing. “É centrada na oferta de uma experiência unificada para o cliente independentemente do canal que seja utilizado pelo cliente para contatar a empresa”.

Ela destaca que o varejista precisa entender que não ter um bom site e bons produtos não é o bastante para o cliente. “É preciso agilizar todas as interações com o cliente através de todos os pontos de contato. Só através da unificação da experiência é possível oferecer uma experiência de compra coerente”.

Para oferecer uma experiência omnicanal para os seus clientes, Raul Rincon diz que o primeiro ponto é abraçar a transformação digital e, independentemente do ramo varejista, é importante que para engajar seu cliente você o conheça bem, mas é impossível que um atendente conheça centenas ou milhares de clientes.

“Se uma empresa visa atender a mercados crescentes, ela não pode pensar como uma empresa pequena, adequada apenas a uma quantidade pequena de clientes. Ela precisa estar pronta a oferecer a mesma atenção e personalização para cada cliente, e isso demanda inteligência de negócios baseada em grandes quantidades de dados”.

As lojas físicas estão ganhando novas funções, se tornando ambientes de experiências de consumo diferentes

Ele explica que uma empresa que migrou para o digital tem como captar, organizar e usar de forma estratégica dados sobre o cliente. “Isso ajuda o atendente a criar engajamento e trabalhar com estratégias de contato que venham de todos os canais possíveis, mas sem perder a personalização, passando a mesma mensagem e mantendo um mesmo diálogo coerente, independentemente do canal de preferência do cliente”.

Outra dica que ele dá é: avaliar quais canais são preferenciais do seu cliente. “Não basta ser omnicanal e gastar esforços e investimentos em plataformas que seu cliente habitual não gosta de usar, não conhece ou não lhe é cômoda. É preciso estar no canal correto para cada cliente. Ser omnicanal é estar onde você é mais eficiente e necessário, não exatamente em todo lugar para um mesmo cliente”.

FERRAMENTAS

Além do WhatsApp, que se tornou uma ferramenta muito utilizada nas autopeças, Flávia Nunes e Raul Rincon dão algumas outras dicas que são eficientes no atendimento ao consumidor. “Uma boa ferramenta é o programa JIVO CHATA, que junta em um único ponto múltiplas plataformas de contato. Feito especificamente para experiências omnicanal, o Jivo permite um amplo monitoramento em seu site, e-mail e redes sociais em tempo real. E o melhor de tudo, o app é totalmente em português”.

A partir do momento em que se conhece o cliente e sabe quais são os canais para ele em cada momento da jornada de compra, Raul Rincon diz que o e-mail e SMS, por exemplo, podem ser aliados no envio de ofertas e promoções, o telefone pode ser mais usado para solução de problemas, o chat pode ser usado para esclarecimento de dúvidas antes de uma compra.

“As soluções de comunicação via API permitem que todos esses canais estejam integrados para que você entenda todas as comunicações que aconteceram entre a empresa e o cliente. Falando, especificamente do WhatsApp, quando já há um forte relacionamento com o WhatsApp, por parte do cliente, o interessante é usar uma API de WhatsApp Bussiness, como a da Twilio, que ajuda a empresa a manter a plataforma de relacionamento com a qual o cliente já está habituado, mas com funcionalidades, eficiência e segurança de uma solução voltada a empresas”, conclui.

Flávia Nunes, consultora de varejo

O EFEITO CASCATA DA ESCASSEZ DE SEMICONDUTORES NA INDÚSTRIA AUTOMOTIVA

GLOBALMENTE, A QUEDA DE PRODUÇÃO DE VEÍCULOS ERA ESTIMADA ENTRE 10 E

12 MILHÕES EM 2021. AQUI

NO BRASIL, DEVERIA CHEGAR A 300 MIL UNIDADES

No mundo inteiro, a falta de semicondutores afetou a produção das montadoras. O motivo principal foi o aumento da demanda de chips pela indústria eletroeletrônica, que teve um aquecimento substancial pela escalada de consumo de seus produtos por causa da pandemia e do isolamento social. Além disso, a produção é bastante concentrada em dois países, segundo a Jato Dynamics, 43% do total em Taiwan e 21%, na Coreia do Sul.

De acordo com a Anfavea, os carros fabricados no Brasil têm, em média, 600 semicondutores, porém, os modelos mais tecnológicos chegam a empregar mais de mil chips em seus módulos. “Em janeiro de 2021, já alertávamos sobre o desafio do setor na questão de logística com a oferta de componentes”, disse o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

Em março, aconteceu o que eles chamam de ruptura de logística. “São outros aspectos que iam afetar a cadeia produtiva global, o que chamamos de ruptura da logística, entre eles, fretes, falta de contêineres, e como primeiro alerta, a crise dos semicondutores que falamos ao longo de 2021 e que afetou a indústria global automotiva”, explicou o executivo.

ESCALADA

Gradualmente, a queda de produção de veículos no mundo foi acompanhada pela consultoria BGC. Em junho, ela estimou que o

volume ficaria entre 5 e 7 milhões, em 2021. Em agosto, a previsão foi de uma queda ainda maior, entre 7 e 9 milhões, e a mais recente delas, do mês de outubro, mostra que essa ruptura poderá ficar em 12 milhões de veículos, em 2021.

No Brasil, o mercado enfrentou uma redução drástica dos estoques, em torno de 16 a 18 dias. Segundo Moraes, “a restrição na oferta de insumos provocou essa dificuldade, em especial de semicondutores, e tivemos um recorde histórico de estoques baixos no País. Gostaríamos de ver uma recuperação mais forte em 2021, mas estamos limitados, especialmente pela crise dos semicondutores”.

A Anfavea previa uma queda de 300 mil unidades produzidas em 2021 e o problema não se resolve tão rápido. De acordo com especialistas, ele deve se estender até o final de 2022 e ser resolvido apenas em 2023.

Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea

CURSO A DISTÂNCIA DA NAKATA PARA OS PROFISSIONAIS DE VENDAS DE AUTOPEÇAS

“No mercado de reposição de autopeças, conhecimento do produto e técnicas de atendimento influenciam diretamente no resultado das vendas”, afirma Daniela Mitsueda

Texto: Karin Fuchs e Silvio Rocha | Foto(s): Divulgação

Recentemente, a Nakata lançou um curso de EAD, o “Consultor de Vendas Nakata”, gratuito e com certificado para a capacitação de vendedores de autopeças. O curso atende à norma ABNT NBR 16999 – Qualificação de Vendedor de Peças e Acessórios para Veículos, criada pelo Sincopeças-SP e Sincopeças Brasil, para regularizar e reconhecer a profissão do vendedor de autopeças, que é técnica, e também tem a finalidade de otimizar os resultados das empresas de comércio de autopeças no Brasil.

O curso é dividido em dois módulos: um técnico de componentes dos sistemas de direção e de suspensão e o segundo, sobre técnicas de vendas. “Na parte técnica, o curso oferece informações a respeito dos produtos de suspensão e direção, com detalhes acerca da função, peças agregadas, características construtivas, dicas técnicas e também tem informações para o diagnóstico e manutenção”, pontua Daniela Mitsueda, coordenadora de Comunicação e Marketing da Nakata. Além de peças correlacionadas e argumentação técnica e comercial desses produtos.

Ela destaca que voltado à realidade atual do profissional de vendas de autopeças, o conteúdo foi desenvolvido por técnicos e engenheiros de produtos e consultores de área comercial da empresa, levando conceitos e soluções, para atender consumidores cada vez mais conectados na busca de peças.

TÉCNICAS DE VENDAS

Neste módulo, o vendedor terá acesso às metodologias como técnicas de atendimento ao cliente, planejamento de vendas, ferramentas digitais, como saber filtrar as diversas situações do dia a dia para atender aos mais diversos perfis de cliente, que vão ajudá-lo. “Além de alavancar as vendas, criar um relacionamento diferenciado, onde o vínculo é construído por meio da credibilidade e transparência, elementos essenciais e necessários para fidelizar o cliente”, acrescenta.

INICIATIVA

O curso “Consultor de Vendas Nakata” vem ao encontro de uma demanda de mercado. “No setor de reposição de autopeças, conhecimento do produto e técnicas de atendimento influenciam diretamente no resultado das vendas. Devido às especificidades do próprio setor, envolvendo diversidade da frota circulante com centenas de modelos e marcas há ainda outros detalhes que estão relacionados diretamente com a escolha da peça certa para o carro que só um vendedor com conhecimento pode efetivamente garantir com êxito a escolha adequada”, afirma.

Segundo ela, sabendo de toda essa complexidade e da importância de o vendedor de

Daniela Mitsueda, coordenadora de Comunicação e Marketing da Nakata

A marca também dispõe em seu perfil uma série de conteúdos voltados à capacitação em diferentes formatos

autopeças estar atualizado sobre os produtos, a Nakata desenvolveu o curso, que permite que o profissional de vendas de autopeças se atualize com informações técnicas a respeito de produtos e aprimore suas técnicas em vendas, obtendo melhores resultados.

“Há muitas vantagens em participar do curso, como a facilidade de o curso ser online, que possibilita ao vendedor poder acessar a qualquer momento do dia via celular, tablet ou computador. As aulas são de curta duração, pois sabemos que a rotina do vendedor é muito corrida, é muito prático, cada pessoa pode fazer o curso como e quando achar conveniente, além de ser totalmente gratuito e oferecer certificado”.

PARTICIPE

Para participar, basta acessar o link https://www.nakata.com.br/ treinamento fazer o login e começar. “Ao finalizar as duas trilhas de aprendizado das nove aulas e estar aprovado em todas as avaliações (Quizz), o vendedor terá acesso automaticamente ao seu Certificado de Conclusão, para baixar, compartilhar nas redes sociais e imprimir”, informa Daniela.

Ela antecipa que novos módulos serão inclusos neste ano. “O conhecimento transforma os resultados de toda a cadeia e vamos

Norma ABNT NBR 16999 – Qualificação de Vendedor de Peças e Acessórios para Veículos, criada pelo Sincopeças-SP e Sincopeças Brasil

continuar investindo em capacitação do setor com novos conteúdos de vendas e novos sistemas como transmissão e freios”.

OUTRAS INICIATIVAS

Daniela conta que “no Instagram Feras da Venda Nakata, maior comunidade de vendedores de autopeças no Brasil, a marca também dispõe em seu perfil uma série de conteúdos voltados à capacitação em diferentes formatos, podcasts no Spotify, Feras da Venda Nakata, vídeos no Youtube, e o catálogo eletrônico, onde o vendedor pode ficar atualizado de todas as aplicações disponíveis. No Blog, temos uma seção com artigos exclusivos para vendas e E-books para além do EAD de Consultor em Vendas”, finaliza.

Para participar, basta acessar o link https://www.nakata.com.br/treinamento fazer o login e começar

Novo ano, novos planos. Já se preparou para 2022?

Quais foram os resultados de 2021? Quais objetivos foram alcançados ou superados? Quais os pontos negativos e que precisam ser melhorados? Já adivinhou que estamos falando do balanço do ano que se encerrou e do planejamento para o novo período, não é. E então, pronto para entrar com tudo nesta nova etapa?

Com certeza, 2021 não foi tudo aquilo que esperávamos, mas foi bem melhor que o ano anterior. O avanço da vacinação contra a COVID-19, o retorno gradativo das atividades nas empresas e no comércio, juntamente com a queda na venda de veículos novos, seja pela falta de componentes importados ou o aumento dos juros que encareceu as linhas de crédito ao consumidor, favoreceram a venda de veículos usados e seminovos e aumentou a demanda por serviços de reparação automotiva e venda de autopeças no primeiro semestre.

Se em 2019 experimentamos uma situação inédita de restrição de circulação, que reduziu a utilização dos veículos e a necessidade de serviços de manutenção, em 2021 a volta do uso de veículos nos deslocamentos diários retornou, não com a mesma intensidade, uma vez que aulas nas escolas só retornaram no segundo semestre, levando os proprietários a cuidarem melhor de seus veículos, uma vez que os planos de troca por um modelo zero foram adiados pelas razões apresentadas acima.

Com isso, aumentou a busca por veículos usados, que também exigiram serviços de reparação e manutenção, levando as oficinas para o topo das despesas prioritárias, como forma de garantir a segurança e confiabilidade das novas aquisições.

O que se verificou foi um crescimento considerável na venda de autopeças, com o Sindipeças apontando um incremento de 18,1% em relação ao faturamento do 2020, índice que superou as previsões do começo de 2021, que projetava um crescimento de 14,6% neste ano.

Essa mesma percepção do Sindipeças foi observada no setor de reparação automotiva pela CINAU – Central de Inteligência Automotiva, organismo de pesquisa vinculado ao jornal Oficina Brasil, que previu no começo do ano que o crescimento do mercado de reposição alcançaria dois dígitos e no acumulado até outubro de 2021 já registrava um índice de crescimento de 10,26% em relação ao período anterior, prevendo que os números devem ser até melhores, uma vez que novembro e dezembro são meses bons para o setor.

Estes dados constam do relatório Pulso do Aftermarket, que é uma análise da média de passagens nas oficinas, medida pela CINAU em 14 estados que abrigam aproximadamente 90,96% da frota circulante no País.

Como será 2022?

Os especialistas do setor automobilístico projetam um novo ano com os mesmos fatores que influenciaram o desempenho do setor de autopeças e reparação automotiva em 2021, ou seja, dificuldades com a importação de componentes para abastecer as linhas de montagem, juros altos para financiamento de veículos e intenso comércio de veículos usados e seminovos.

Como fator adicional, a volta das aulas presenciais e as viagens se tornando mais frequentes demandarão mais cuidados com a manutenção dos veículos em circulação e consumo de autopeças e insumos para a realização dos serviços.

Para concluir, é certeza que o mercado de autopeças e reparação automotiva continuará crescendo, pois a frota nacional ficou um ano mais velha e exigirá reparos mais frequentes, com as empresas do setor independente sendo responsáveis por mais de 80% dos atendimentos.

Sua empresa está preparada para atender essa demanda? Vai precisar contratar novos colaboradores? Seu estoque de peças, ferramentas e equipamentos está apto a suprir as necessidades dos seus atuais e futuros clientes?

Aqui na Dana já estamos preparados, prontos para atender você e sua empresa e ajudá-los a superar mais este desafio. Desejamos estar com vocês construindo o futuro a cada dia, celebrando as conquistas e comemorando o hoje e o amanhã, para estamos juntos sempre.

Comportamento

por: Valtermário Rodrigues

RESILIÊNCIA: COMBUSTÍVEL QUE CONDUZ AO SUCESSO

“Nossa maior glória não está em jamais cair, mas em levantar a cada queda.

Variante: A honra não consiste em não cair nunca, mas levantar cada vez que se cai”.

Confúcio

Enfim, 2022 chegou e junto com ele expectativas de que esse novo ciclo seja marcado por importantes conquistas e realizações e, para os momentos em que, porventura, as coisas não aconteçam da forma desejada, que possamos nos valer da resiliência.

A palavra resiliência é oriunda do latim resiliens, que significa voltar ao estado normal, principalmente após uma situação crítica que altera o equilíbrio de um sistema, da morfologia de um objeto, ou do estado natural de um indivíduo.

Originário da Física, o termo resiliência está relacionado com o retorno à forma original de alguns corpos após serem submetidos a uma deformação elástica.

Assim acontece com a mola de um automóvel. Quando passamos por uma lombada, as molas são encolhidas e, quando passamos por um buraco, são esticadas, dessa forma, absorvem a energia recebida, que é controlada pelos amortecedores e rapidamente fazendo-as retornarem ao seu estado normal e seguir a viagem sem maiores impactos.

Na psicologia, resiliência pode ser compreendida como a capacidade de uma pessoa lidar com sérios problemas, vencer

obstáculos pessoais ou sociais e não ceder à pressão, seja qual for a situação.

Especialmente nos últimos dois anos, com a pandemia, muitos de nós tivemos que nos adaptar a um “novo normal” e a buscar alternativas para enfrentar as adversidades que nos foram impostas.

“Enquanto houver sol, enquanto houver sol, ainda haverá...” diz o refrão da música do Titãs, portanto, enquanto houver esperança e desejo, ainda haverá um caminho para seguir em frente.

Resiliência e fé não faltaram para muitos brasileiros que, por conta da pandemia, enfrentaram e venceram situações do tipo:

• Desemprego e consequentes dificuldades financeiras;

• Adaptação ao trabalho em home office;

• Restrições de locomoção por conta de medidas governamentais;

• Problemas de saúde na família.

Portanto, nos momentos em que as adversidades acontecem, temos dois caminhos: otimismo ou pessimismo.

No desenho animado Lippy & Hardy – O personagem Lippy é o leão sempre positivo com ideias mirabolantes e Hardy, a hiena, pessimista, que sempre desacreditava dos planos de Lippy para os dois se darem bem. Nessas horas Hardy sempre dizia: “Oh céus! Oh Vida! Oh azar! Isto não vai dar certo!”

Possivelmente, a maioria de nós já observou aquela pessoa que sabemos que está enfrentando sérios problemas, seja de

saúde, na família, financeiro, enfim, mas que não tira o sorriso do rosto e a força para seguir em frente, superando os desafios que lhe são apresentados.

“Reconhece a queda

Mas não desanima Levanta, sacode a poeira E dá a volta por cima!”.

Mário Lago

Essa é a postura que se espera de todo vendedor de sucesso. Reclamar e se lamentar não resolvem o problema.

No momento em que a luz de alerta ascende no “painel” de nossa mente, é sinal de que alguma ação precisa ser tomada. O ideal é pisar no freio, parar, entender o problema, saber se precisa contar com a ajuda de alguém, resolvê-lo, retomar o caminho ou proceder com uma mudança de rota.

“E não diga que a vitória está perdida

Se é de batalhas que se vive a vida Tente outra vez”.

Imagine a resposta de 2 (dois) vendedores que não bateram a meta de vendas no mês anterior ao serem questionados pelo seu gestor sobre o que fariam de diferente no mês atual a fim de reverterem a situação:

RESILIÊNCIA: COMBUSTÍVEL QUE CONDUZ AO SUCESSO

VENDEDOR 1:

R: “Este mês tenho certeza que os resultados serão diferentes. Estou intensificando os contatos com os clientes ativos e inativos, com foco nos itens de campanhas promovidas pelos fabricantes e itens “grupo família” a fim de agregar um maior volume de vendas e, também, prospectando clientes. Tenho objetivos profissionais e pessoais de curto, médio e longo prazos, que dependem do meu faturamento mensal, afinal, condições de trabalho não me faltam: a empresa me disponibiliza um ambiente de trabalho agradável (limpeza, ar-condicionado, café da manhã...), equipamentos necessários para o desenvolvimento de minhas funções; benefícios, salário pago em dia, etc. Cabe a mim dar o melhor possível em prol de cumprir os meus objetivos e os objetivos da empresa”.

VENDEDOR 2:

R: “O mês passado foi ruim em vendas e este mês, ao que parece, será ainda pior. Já estou cansado de fazer ligações e a maioria dos clientes não atende e, quando atende, não compra e questiona os preços e pede descontos. Sem contar que precisei me afastar alguns dias para tratar uma gripe. Estou com umas contas atrasadas e não vou conseguir quitá-las nos vencimentos. Enfim, estou cada dia mais preocupado e isso está

interferindo em meus resultados. Não sei mais o que fazer”.

Interessante é que antes de responder ao gestor, ao chegar à empresa, pela manhã, ele recebe de um colega uma mensagem de “bom dia” e responde: “Bom dia só se for para você, meu amigo. O meu dia começou péssimo. O ônibus atrasou seu horário habitual e passou lotado, motivo pelo qual, durante todo o trajeto, não consegui um assento. Com sua licença, vou me preparar para a guerra, afinal, o dia hoje promete. Tomara que chegue logo 18h para eu receber a carta de alforria provisória para retornar ao batente amanhã com um pouco menos de estresse. Ainda bem que ao meio dia, durante o horário do almoço, terei um tempinho para tomar o banho de sol.

E então? Ficou claro qual dos dois vendedores tem mais chances de conquistar os objetivos? Reclamar, lamentar, se fazer de coitadinho, fazer jogo emocional, não resolvem os problemas. No momento em que as adversidades acontecem, o que se espera é que as pessoas absorvam o problema, parem, pensem, busquem respostas, soluções a fim de reverterem situações incômodas. Logicamente que é normal o ser humano se abater um pouco diante de determinadas situações, o que não é tolerável é se debruçar no problema e achar

que tudo está perdido.

Ainda que ditas da “boca pra fora” palavras têm poder. Para quem externa palavras ou frases negativas, vale lembrar que negatividade atrai resultados negativos; para quem as ouve, é importante tomar o cuidado para não deixar que fluidos negativos invadam seu interior e lhe causem desânimo, afinal, é possível que essas pessoas negativas estejam apenas tentando trazer pessoas positivas para o seu “time” ou simplesmente fazem isso sem intenção ou sem perceber, seja por conta da educação que receberam ou pelas situações que tiveram que enfrentar ao longo da vida, desenvolveram certas crenças limitantes.

A resiliência, portanto, é característica de pessoas positivas. Pessoas que não se abatem diante das adversidades e que estão sempre dispostas a reverter uma situação inesperada, com fé, garra, foco e motivação.

Que sempre prevaleçam atitudes positivas e otimismo!

Feliz Ano Novo!

*Analista Administrativo Sênior da Distribuidora Automotiva S/A – Filial Salvador; Bacharel em ADM; MBA em Gestão de Empresas; MBA em Liderança Coaching; Co-autor dos livros “Ser Mais Inovador em RH” – “Motivação em Vendas” e "Planejamento Estratégico para a Vida”

Balcão dos Pesados & Comerciais

TEXTO: KARIN FUCHS | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

CUMMINS:

50 ANOS NO BRASIL

O principal marco da empresa é a transformação em curso na sua fábrica, que antecede à chegada dos motores Euro VI

Os investimentos somam R$ 170 milhões e mudanças significativas no contexto da Indústria 4.0

Em 1971, a Cummins dava início à produção de motores no Brasil, com a aquisição das instalações da fábrica de motores diesel e tratores Otto Deutz, localizada em Guarulhos (SP), onde continua sendo a sua sede. Antes disso, ela já tinha um escritório regional em São Paulo (SP) para supervisionar vendas e serviços em toda a América do Sul. Ao longo de seus 50 anos, ela atingiu a marca de 1,4 milhão de motores produzidos e muita inovação.

Hoje, cerca de 20% do que é produzido na fábrica em Guarulhos é dedicado à exportação, o foco é aumentar esse percentual, a Cummins exporta para a América Latina produtos finais, além de componentes para a Inglaterra e os Estados Unidos.

Investir em produtos e processos sempre foi prioridade para a Cummins em seus 50 anos de Brasil, mas a transformação em curso na fábrica de Guarulhos, que antecede à chegada dos motores Euro VI, é um dos mais importantes marcos da sua história no País. “Estamos preparados, temos expertise e, mesmo nos beneficiando dos desenvolvimentos lá fora, mantivemos os engenheiros trabalhando no Euro VI em nossa região durante a crise e de forma dedicada”, diz

Os investimentos em todo o projeto Euro VI no País já somam R$ 170 milhões e a Cummins é detentora de tecnologias e competência técnica para desenvolver a integração da solução completa (motores, filtros, turbos compressores e sistemas de pós tratamento) para a fase Euro VI/ Proconve P8, prevista a partir de 2022/2023.

“Um diferencial no atual processo de transformação da fábrica, iniciado em maio de 2020, foi a criação de uma equipe de manufatura dedicada exclusivamente ao projeto Euro VI, que começou em 2018/2019 e as transformações foram iniciadas em 2020. Tudo para garantir a entrega dos novos motores entre o final de 2022 e começo de 2023, quando a nova legislação de emissões de poluentes entra em vigor”, ressalta o diretor de Operações, Celso Ricardo de Oliveira.

PRODUÇÃO

Em área dedicada de 2 mil metros quadrados, a Cummins Emission Solutions inaugurou a primeira linha de produção dos sistemas de pós tratamento Euro VI. Com estrutura moderna e integrada à planta de motores da Cummins

Ao longo de seus 50 anos, ela atingiu a marca de 1,4 milhão de motores produzidos e muita inovação

Adriano Rishi, presidente da Cummins Brasil.
Adriano Rishi, presidente da Cummins Brasil

Maurício Rossi, diretor de Vendas Para outubro deste ano, está previsto o lançamento da segunda linha, de alto volume, com capacidade de 22 mil unidades/ano, considerando 2 turnos. O projeto teve início em 2019 e traz referências de inovação de manufatura vindas da Cummins México e Índia como também foco na Indústria 4.0

“Ao investirmos na nacionalização, fizemos um trabalho junto aos clientes para mostrar que ter duas fontes de fornecimento reduz eventuais riscos no processo produtivo. Havia resistência nesse sentido, mas agora conseguimos validar componentes de origens diferentes, garantindo maior agilidade nas operações”.

Celso Ricardo de Oliveira, diretor de Operações

Brasil, a nova linha das plataformas U Module e Single Module, de baixo volume, tem capacidade de produção de 9 mil peças por ano.

Para outubro deste ano, está previsto o lançamento da segunda linha, de alto volume, com capacidade de 22 mil unidades/ano, considerando 2 turnos. O projeto teve início em 2019 e traz referências de inovação de manufatura vindas da Cummins México e Índia como também foco na Indústria 4.0. “As linhas da CES no Brasil serão responsáveis pela importação dos módulos e montagem final nesta nova linha de manufatura”, informa Elba Morais, gerente de Operações da CES.

A nova plataforma de motores Euro VI (2.8, 3.8, 4.5, 6.7, 9, 12 e 15 litros), contempla também opções a gás (9, 12 e 15 litros), de classe Premium. “Desenvolvemos uma nova versão da motorização F4.5 (antes ISB), com turbo de dois estágios Holset visando a perfeita adequação de potência e performance aos projetos de nossos clientes e ciclo de operações”, conta Dennys Santi, líder de Engenharia de Motores da Cummins.

NACIONALIZAÇÃO

Já há protótipos prontos entregues para testes e com a chegada do Euro VI, a empresa conseguiu implantar o sistema dual sourcing. “Ao investirmos na nacionalização, fizemos um trabalho junto aos clientes para mostrar que ter duas fontes de fornecimento reduz eventuais riscos no processo produtivo.

Havia resistência nesse sentido, mas agora conseguimos validar componentes de origens diferentes, garantindo maior agilidade nas operações”, diz Oliveira.

Dentre as peças nacionalizadas, estão o cabeçote do motor F 3.8, que antes vinha da China e também é utilizado no motor F 4.5. Com o processo já encaminhado de localização, a Cummins terá mais de 50% de índice de nacionalização em seus motores, invertendo proporção anterior, que era mais favorável aos componentes importados.

PLANT TRANSFORMATION

Em paralelo a todas as inovações acima citadas, investimentos foram feitos na fábrica de Guarulhos com o projeto Plant Transformation. “Incluindo mudanças significativas no contexto da Indústria 4.0, além da inauguração da nova linha de produção da Cummins Emission Solutions (CES), líder global na concepção, fabricação e integração de tecnologia e soluções de póstratamento de gases de escape”, afirma Rishi.

Dentre várias ações em andamento, um dos destaques foi a chegada dos robôs colaborativos nas linhas de usinagem e de montagem em 2021. Ao todo serão 14 Cobots, dos quais cinco já estão em operação e outros nove chegam este ano. “Nosso projeto Plant Transformation envolve mudanças significativas no contexto da Indústria 4.0, com evoluções na parte dos softwares, em ergonomia, abastecimento de linha e

“Se pensarmos em cinco a sete anos, é possível que o grau de competitividade do veículo movido à célula de combustível passe a ser maior do que o elétrico, invertendo o quadro atual”.

Maurício Rossi, diretor de Vendas

Em 1971,

a Cummins dava início à produção de motores no Brasil, com a aquisição das instalações da fábrica de motores diesel e tratores Otto Deutz, localizada em Guarulhos (SP), onde continua sendo a sua sede. Antes disso, ela já tinha um escritório regional em São Paulo (SP) para supervisionar vendas e serviços em toda a América do Sul

logística, abrangendo todos os processos desde o desenvolvimento do produto até a sua produção final”, pontua Oliveira.

Ele acrescenta que com esse trabalho e os investimentos em manufatura há expectativa em ter ganhos de lucratividade e dentre outras ações nessa área está o aumento do número de leitores elétricos que fazem a rastreabilidade das peças, mostrando a origem de cada uma. “Vamos ampliar esse número de 182 para 393, com ganhos expressivos em qualidade”, diz Oliveira.

DIVERSIFICAÇÃO ENERGÉTICA

No final de 2021, a Cummins Brasil anunciou a chegada da Unidade de Negócios New Power na região, um dos marcos mais importantes na história da empresa no País, sob a liderança do diretor de Vendas, Maurício Rossi. Globalmente, a unidade New Power é a quinta no portfólio Cummins. As outras quatro são: Motores, Componentes (filtros, turbos, pós-tratamento), Geração de Energia e Distribuição.

“Nessa estratégia, a diversificação energética, incluindo portfólio inicial de energia, com motores elétricos, propulsores a diesel e a gás mais limpos, as células de combustível e, principalmente, o hidrogênio, serão essenciais no contexto carbono zero para o Brasil”, informa o presidente da Cummins Brasil.

O pacote de eletrificação principal da Cummins inclui conjunto de baterias, sistemas de controle e motores de tração que

podem ser combinados, de acordo com o projeto do cliente. As opções de motores a gás Euro VI, de 12 e 15 litros, também entram no pacote de soluções da companhia para uso em caminhão porta a porta de 48 a 50 toneladas.

Com a compra da Hydrogenics, no Canadá, um caminho que vem sendo perseguido pela Cummins é o uso do hidrogênio, como combustível de propulsão para os veículos que utilizem célula de combustível. Para isso, ela traz ao mercado brasileiro nova linha de módulos de células de combustível.

Os veículos elétricos carregados por bateria já são uma realidade em alternativa ao diesel e pelas pesquisas mais recentes da Cummins, eles serão uma ponte para os que utilizam células de combustível e hidrogênio, permitindo 100% de redução dos particulados e de toda a contaminação que há hoje. “Se pensarmos em cinco a sete anos, é possível que o grau de competitividade do veículo movido à célula de combustível passe a ser maior do que o elétrico, invertendo o quadro atual”, afirma Rossi.

Ele destaca que “a célula de hidrogênio é parte da eletrificação, mas não requer uma tomada, como acontece com o veículo elétrico”. Por meio de um painel solar ou um conversor eólico é possível gerar a energia para a produção do próprio hidrogênio com a gama de eletrolisadores da Cummins.

Outra novidade é que recentemente a Cummins anunciou a compra da Nprox, empresa que fabrica tanques para armazenamento de hidrogênio, reforçando e consolidando-se no mercado brasileiro como

líder em tecnologia, trazendo mais um pacote completo de solução para o hidrogênio verde: módulos de célula de combustível, eletrolisadores e tanque para armazenamento.

SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL

Desde a década de 1990, a Cummins desenvolve ações para a redução dos impactos ambientais, com motores a diesel e gás natural eliminando em mais de 95% a emissão de dois contribuintes principais para a poluição: partículas em suspensão e óxidos de nitrogênio.

Dentre suas estratégias de sustentabilidade ambiental mais recentes está o PLANET 2050, focado em três áreas prioritárias: abordar as mudanças climáticas e as emissões atmosféricas, usar os recursos naturais de maneira mais sustentável e melhorar as comunidades. As metas do PLANET 2050, baseadas em dados científicos aprovados,

incluem a redução das emissões de GEE (Gases de Efeito Estufa) das suas instalações em 50% e a redução absoluta do tempo de vida nas emissões de GEE por meio de seus produtos recém-vendidos em 25%

A Cummins também integra campanhas globais como a ‘Ambition for 1.5° C’, que incentiva as empresas a estabelecerem metas robustas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE), além do ‘Race to Zero’ das Nações Unidas, ação que reúne a liderança e o apoio de empresas, investidores, cidades e regiões para uma recuperação saudável, resiliente e zero de carbono.

Recentemente, a companhia também se juntou a outras empresas para apoiar as disposições climáticas da Lei Build Back Better, visando manter o setor privado e o governo trabalhando juntos para defender ações climáticas e, consequentemente, prevenindo ameaças ambientais futuras e desbloqueando o crescimento sustentável.

Os veículos elétricos carregados por bateria já são uma realidade em alternativa ao diesel e pelas pesquisas mais recentes da Cummins, eles serão uma ponte para os que utilizam células de combustível e hidrogênio, permitindo 100% de redução dos particulados e de toda a contaminação que há hoje

Texto: Redação | Foto(s): Divulgação

COFAP APRESENTA NOVOS AMORTECEDORES PARA VEÍCULOS LEVES E PESADOS

A Cofap segue expandindo seu portfólio. A linha de produto, com cobertura de 98% da frota circulante, já ultrapassou a marca de 1.500 códigos ativos e recebe mais de 30 novos códigos que contemplam veículos da linha leve e pesada. Para a linha leve, as aplicações atendem às montadoras Audi, Chery, Chevrolet, Ford, Honda, JAC, Kia, RAM e Volkswagen. Já os novos códigos da linha pesada possuem aplicações para Ford, Mercedes-Benz e Volkswagen.

NOVO MOTOR FPT F1C MAX OFERECE MÁXIMA ECONOMIA, DESEMPENHO, POTÊNCIA E TECNOLOGIA

VOLVO FH 540 É O CAMINHÃO MAIS VENDIDO NO BRASIL PELA NONA VEZ

Em 2021, o Volvo FH 540 repete mais um importante marco em sua já vitoriosa trajetória no mercado brasileiro: foi novamente o caminhão mais vendido entre todas as categorias comercializadas no País. O modelo ficou mais uma vez à frente de todos os demais, com o emplacamento de 8.935 unidades de janeiro a dezembro do ano passado, de acordo com estatísticas divulgadas pela Fenabrave.

COBREQ LANÇA PASTILHA VOLTADA

AO

SEGMENTO DE FURGÕES E VANS

Marca Multi-Power que provém a energia do futuro, a FPT Industrial equipa o IVECO Daily Euro VI com o novo motor FPT F1C MAX. Integrante da consagrada Série F1, o propulsor apto à fase P8 do Programa de Controle de Emissões Veiculares (PROCONVE) entrega mais força, com 160 cavalos de potência e 380 Nm de torque; mais tecnologia, com injeção eletrônica Common Rail de última geração e Turbocompressor de Geometria Variável (VGT).

A COBREQ lançou a linha Max Performance, pastilha especialmente projetada para quem precisa de maior autonomia e alto desempenho em aplicações severas ou contínuas. Trata-se de um produto ideal para veículos de passageiros ou cargas em longas jornadas de trabalho, na cidade ou no campo. A Max Performance usa uma tecnologia avançada que garante uma rápida resposta na frenagem, maior controle de movimento e menor força no pedal.

BUSCA POR MELHOR CUSTO/BENEFÍCIO LEVA A RACLI A COMPRAR OS NOVOS ATEGO 1719 EQUIPADOS COM AS AUTOMÁTICAS ALLISON

Os caminhões para a coleta de resíduo público equipados com as transmissões totalmente automáticas Allison, que já têm preferência dos principais frotistas do setor das grandes capitais brasileiras, gradativamente começam a ser a principal opção também para as cidades do interior. Um bom exemplo disso é a aquisição de mais cinco caminhões Mercedes-Benz Atego 1719, Allison da Série 3000™, para a frota da Racli Limpeza Urbana, de Criciúma (SC).

MONROE LANÇA CONJUNTO PNEUMÁTICO DA SUSPENSÃO DA CABINE PARA CAMINHÕES VOLVO

A Monroe Amortecedores lança conjunto pneumático da suspensão da cabine para caminhões da marca Volvo. O lançamento contempla os modelos FH II 420 e FH II 460 a partir de 2012 e modelos FH II 500 e FH II 540 a partir de 2008. Como um dos itens de segurança e conforto do veículo, o conjunto pneumático de suspensão da cabine é responsável pela filtragem dos buracos da via e estará disponível em toda a rede de distribuidores da Monroe.

CERTIFICAÇÕES ATESTAM UNIDADES DAS

EMPRESAS RANDON ENTRE AS MELHORES PARA TRABALHAR

As Empresas Randon foram novamente reconhecidas entre as Melhores Empresas para Trabalhar, conforme levantamentos promovidos pela consultoria Great Place To Work (GPTW). A unidade JOST Brasil está entre as classificadas no ranking setorial da Indústria, com a 12ª posição entre as médias empresas de todo o País. O levantamento foi realizado em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

VENDA DE CAMINHÕES

CRESCE EM 2021; E CONCESSIONÁRIA

COMEMORA RESULTADO

Dados da Anfavea, do início de janeiro, mostram que a produção de caminhões teve alta de 74,6% em 2021 na comparação com 2020. Foram fabricados no ano passado 158,8 mil unidades. Nas vendas, houve alta de 43,5% com a comercialização, durante o ano, de 128,7 mil unidades. Desempenho comemorado pelas montadoras e revendas autorizadas, como a Via Trucks, concessionária DAF com unidades em Contagem (MG), Guarulhos e SBC (SP).

BYD ENTREGA 4 ÔNIBUS ELÉTRICOS

PARA O PRIMEIRO CIRCUITO DE TRANSPORTE PÚBLICO 100% ELÉTRICO DO JAPÃO

A BYD Japão, a Keihan Bus Co., Ltd., e a Kansai Electric Power Co., Inc., anunciaram que colocaram em operação 4 ônibus elétricos BYD J6 no primeiro circuito de transporte público totalmente elétrico do Japão. As três empresas chegaram a um acordo tripartite em fevereiro deste ano e planejam realizar uma operação de demonstração durante cinco anos com o primeiro lote de quatro ônibus BYD J6 na famosa linha de ônibus turísticos de Kyoto.

PARCEIRO DA MARCA DE LUBRIFICANTES MOBIL™

GIOVANI DAROLT REFLETE

SOBRE O TRABALHO DOS CAMINHONEIROS DURANTE A PANDEMIA

Parceiro da marca de lubrificantes Mobil Delvac™ há muitos anos, Giovani Darolt, caminhoneiro e influenciador, foi convidado para destacar algumas das lições aprendidas. “Foram várias mudanças, principalmente na higienização das mãos, distanciamento, passamos a evitar lugares fechados e a própria higienização da cabine do caminhão, além do uso de máscara durante todo o tempo”, afirma.

Varejo

A FORÇA DO MATO GROSSO DO SUL

A trajetória de um vendedor nato até montar a sua própria loja

André Figueiredo começou a trabalhar muito cedo, ele é o que chamamos de vendedor nato. Com cinco anos de idade vendia pasteis. “Ninguém me obrigava a fazer isso, eu tinha o anseio de ter as minhas coisas desde cedo, pois o meu pai me ensinava o valor delas”, diz. Na sua cidade natal, Imperatriz (MA), o seu pai montou um ferro velho em dois locais e ele passou a conhecer o mundo das peças. “Mas eu nunca me adaptei com peças usadas”, revela.

Quando tinha cerca de 11 anos de idade, a sua família voltou para Dourados (MS). “A nossa família é uma das fundadoras da cidade, meu tio-avô era topógrafo e mediu todas as divisas de Dourados. Eu sempre vendia alguma coisa e depois eu fui ser jardineiro, eu queria ganhar o meu dinheiro. A minha avó era muito rica e me questionava o porquê de eu querer trabalhar tão cedo”.

Com a separação dos pais, Figueiredo foi morar em Campo Grande (MS), onde seu avô era muito conhecido, e foi trabalhar com ele. “Meu avô tinha um ferro velho. Eu me deitava embaixo dos carros, cortava lata velha, desmontava carros, limpava as peças. Meu avô era um vendedor nato e ele me dava total liberdade para vender, eu tinha 13 ou 14 anos e fui sempre aprendendo mais. Mas eu não gostava de peças usadas e até hoje não atuo nesse ramo”.

Estreia em autopeças – Aos 17 anos de idade, Figueredo almejava um emprego com carteira assinada e conseguiu na Mercopel uma

autopeças para caminhões, onde ficou por apenas onze meses. “Lá, eu conheci os caras mais conceituados em vendas de peças de caminhão. Eu trabalhava no estoque, que antigamente chamava-se de boqueteiro e não estoquista. A loja era muito organizada, o que me fez aprender a ser muito organizado também”.

Ele pontua os grandes aprendizados que teve na Mercopel. “Eu aprendi com o meu patrão tudo o que eu não deveria (ele era ignorante) e ter a paciência que eu tinha que ter. A terceira e a mais importante foi a resiliência, pois eu saí humilhado daquela empresa e eu dizia que eu queria ser mais. Ele me ensinou muito”. Logo surgiu outra oportunidade que marcaria para sempre a sua vida.

“A Estrela Autopeças tinha recém-chegado em Campo Grande e foi onde eu tive a oportunidade da minha vida. Eu ia completar 18 anos e eu disse que queria muito trabalhar lá, eles precisavam de um motoqueiro, mas eu não tinha carteira de motorista. Entrei no estoque, fazia algumas entregas e, em pouco tempo, eu fui para o balcão. Lá, tinha uns três vendedores bons e até hoje eu levo comigo um lema: eu não preciso ser o melhor, mas preciso estar entre os melhores”. Logo, ele se tornou um dos melhores vendedores da loja.

Nova oportunidade – “Eu devo ao meu patrão, o Emerson Mangini Loureiro, tudo o que eu aprendi no balcão. Tudo o que você possa imaginar ele me ensinava, me dava dicas para eu sempre estar entre os tops, eram mais de doze telefones no balcão e dizia para eu

atender mais de um simultaneamente e queria que eu atendesse todos bem e de maneira rápida, sem me esquecer de ninguém no balcão. Eu fui condicionado para ser muito dinâmico. Ele me cobrava muito e dizia que só cobrava quem acreditava que seria alguém na vida. Me dizia que sabia que eu queria ser mais e tudo isso foi me motivando”.

Certo dia, em uma reunião, Loureiro perguntou aos 17 funcionários da loja qual era o maior sonho deles e Figueiredo surpreendeu a todos com a resposta. “Para a maioria o sonho era ter a casa própria e eu respondi que o meu maior sonho era ter uma autopeça e virar seu concorrente. Ele achou ousado e eu virei motivo de chacota na empresa. Toda vez que eu errava os meus amigos diziam, ‘ai, ai e ele quer ser dono de autopeça’.”

Tudo isso, só o motivava. “Foram seis anos e meio trabalhando lá. Como todo mundo, passei por estresse, problemas, mas eu só tenho coisas boas para me lembrar de lá. Foi a maior empresa que trabalhei e a maior em termos de aprendizado”. Na sequência, ele continuou no ramo de autopeças, mas não no balcão, por alguns anos trabalhou em algumas empresas e até como vendedor na parte de treinamento de mecatrônica na linha pesada. “Eu sou apaixonado por caminhões, pela linha pesada, mas hoje estou na linha leve”.

Empreitada – Em 2014, ele abriu uma loja de acessórios para caminhões com um sócio, o que não deu certo. No ano seguinte, foi a vez da Carretão Acessórios, em Ponta Porã (MS), que trabalhava

com a mesma linha.

“Não achava um lugar para alugar e encontrei um que tinha um portão de elevação e vi que tinha uma garagem que cabia uma caminhonete. As pessoas brincavam que eu deveria colocar o nome de garagem. A loja bombou, depois eu aluguei quase meio quarteirão. Fazíamos muitos vídeos dos caminhões na loja, hoje ainda tem uns dois vídeos no YouTube”.

Decidido a voltar para Campo Grande (MS) e por influência de sua esposa, a sua próxima empreitada foi entrar no ramo de linha leve. O nome da loja é Total Peças Acessórios. “Aluguei no centro da cidade uma loja bem pequena, ela chegou a ter 12 funcionários e hoje é bem enxuta, pois aprendemos a trabalhar pela internet. Só que eu não consigo deixar o balcão, mas eu entrei fortemente nisso quando veio a pandemia, e fui desenvolver um trabalho muito legal. O dia inteiro ficamos no market place e no Facebook divulgando nos grupos. Vendemos muito e 70% das minhas vendas são pela internet”.

Sobre a profissão, Figueiredo diz que acha que o balcão não acabará, mas é preciso ficar atento acerca dessa possibilidade. Enquanto isso, lembrar-se de que ainda há o hoje e alguns anos para ganhar dinheiro com o balcão. Para finalizar, ele demonstra muita gratidão. “Eu jamais chegaria até aqui sem as pessoas que me ajudaram e eu ainda vou mais longe. Em primeiro lugar, agradeço a Deus, depois à minha família e às pessoas como o Emerson Mangini Loureiro”.

André Figueiredo, da Total Auto Peças, de Campo Grande (MS)

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