O AFTERMARKET TAMBÉM É DELAS

























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Da indústria às oficinas, mulheres conquistam espaço, assumem posições estratégicas e ajudam a redesenhar o mercado de reposição automotiva no Brasil.


HÁ 19 ANOS LEVANDO INFORMAÇÃO DE QUALIDADE À REPOSIÇÃO AUTOMOTIVA
Balcão Automotivo é uma publicação dirigida aos profissionais automotivos e tem o objetivo de trazer referências ao mercado, para melhor conhecimento de seus profissionais e representantes. Os anúncios aqui publicados são de responsabilidade exclusiva dos anunciantes, inclusive com relação a preço e qualidade. As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores.
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BALCÃO AUTOMOTIVO Nº 233 | ANO
MULHERES QUE MOVEM O AFTERMARKET
O dia 8 de março é sempre uma oportunidade para refletir sobre conquistas, avanços e também sobre os caminhos que ainda precisam ser percorridos. O Dia Internacional da Mulher não deve ser lembrado apenas como uma data simbólica, mas como um momento de reconhecer histórias, trajetórias e contribuições que ajudam a transformar diferentes setores da sociedade. No mercado de reposição automotiva, essa mudança vem acontecendo de forma cada vez mais clara.
um pouco desse movimento. São histórias de profissionais que enfrentaram desafios, quebraram preconceitos e conquistaram respeito no dia a dia do trabalho. Experiências que mostram que, no aftermarket, competência se constrói com aprendizado, dedicação e consistência.
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Ao longo dos últimos anos, o Balcão Automotivo tem procurado dar visibilidade a essa realidade. Em lives e conteúdos especiais, destacamos mulheres que atuam em diferentes áreas do aftermarket, da indústria ao balcão de autopeças, da gestão à área técnica. São profissionais que constroem suas carreiras com dedicação, conhecimento e muita persistência em um setor que, por muito tempo, foi visto como predominantemente masculino.
A presença feminina no setor cresce e, mais importante do que isso, ganha reconhecimento. Cada vez mais mulheres assumem funções técnicas, posições de liderança e papéis estratégicos dentro das empresas. Mais do que ocupar espaço, elas ajudam a ampliar visões, fortalecer equipes e trazer novas perspectivas para um mercado que está em constante transformação.
Nesta edição, nossa reportagem mostra
DIRETORIA / COMERCIAL: DIRETOR COMERCIAL - Edio Ferreira Nelson / edio@balcaoautomotivo.com
EXECUTIVO DE CONTAS - Richard Faria / richard@balcaoautomotivo.com
CONSELHEIRO CONSULTIVO: Carlos de Oliveira
FINANCEIRO: Analista Financeira: Luciene Moreira / luciene@balcaoautomotivo.com
O setor também segue movimentado em outras frentes. A 15ª edição do Salão Nacional e Internacional das Motopeças ratificou a força do aftermarket de duas rodas no País, reunindo empresas, profissionais e novas oportunidades de negócios. No automobilismo, a temporada 2026 começou com disputas intensas nas principais categorias, dentro e fora do Brasil.
Nesta edição, também trazemos uma reflexão importante sobre o papel do balconista de autopeças. No atendimento diário, a escolha correta de um componente pode influenciar diretamente a segurança de um veículo. Por isso, conhecimento técnico, atenção e responsabilidade fazem toda a diferença no balcão.
O aftermarket brasileiro segue evoluindo com base em experiência, relacionamento e confiança. E, nesse cenário, a presença feminina se consolida cada vez mais, mostrando que talento, competência e profissionalismo não têm gênero.
O EDITOR
REDAÇÃO: Editor-chefe - Silvio Rocha / redacao@balcaoautomotivo.com | Karin Fuchs | Otavio Rocha / redacao2@balcaoautomotivo.com
DEPTO DE ARTE: Gerente de Produção e Arte/Proj. Gráfico - Fabio Ladeira/ fabio@balcaoautomotivo.com
COLABORADORES: Felipe Orban | Valtermário Rodrigues
MKT DIGITAL: Guilherme Nelson / guilherme@balcaoautomotivo.com | Lary Dias / larissa@balcaoautomotivo.com

FIQUEPORDENTRO
VALEO ENTRA PARA O TOP 100 GLOBAL INNOVATORS 2026 DA LEXISNEXIS
A Valeo entrou no ranking LexisNexis Top 100 Global Innovators 2026, que reconhece empresas com forte relevância tecnológica e portfólio de patentes de impacto global. A companhia investe cerca de 10,9% das vendas em P&D (2,3 bilhões de euros em 2025) e possui mais de 32 mil patentes ativas e 59 centros de pesquisa. As inovações focam em eletrificação e gestão térmica, veículos autônomos e definidos por software e iluminação inteligente, reforçando sua cultura de inovação e parcerias tecnológicas.

DELPHI CELEBRA PARCERIA COM A EQUIPE DRIFT SHOW BRASIL PARA A TEMPORADA DE 2026
A PHINIA, por meio da marca Delphi, será apoiadora oficial da equipe Drift Show Brasil no Campeonato Brasileiro de Drift 2026, oferecendo patrocínio e fornecimento de peças. A parceria dá continuidade ao apoio iniciado em 2025, quando o time conquistou o título da categoria Rookie com o piloto Lucas Hanazono, então com 15 anos. Em 2026, ele disputará a categoria Pro. A iniciativa reforça a conexão da Delphi com o automobilismo e inclui ativações digitais ao longo da temporada. A abertura do campeonato aconteceu em 6 de março, no Mega Space, em Santa Luzia (MG).

FRAS-LE ACELERA LANÇAMENTOS
PARA GARANTIR AMPLA COBERTURA DA FROTA
DE MODELOS DE VEÍCULOS MAIS VENDIDOS DO PAÍS
A Fras-le amplia sua atuação no mercado de reposição com a expansão do portfólio de pastilhas de freio. A fabricante já soma mais de 20 novas aplicações dianteiras e traseiras nas linhas Advanced e Ceramaxx, voltadas aos veículos mais vendidos do Brasil. A estratégia acompanha o comportamento da frota e os rankings de emplacamentos, garantindo agilidade na reposição para oficinas e distribuidores. O portfólio atende a modelos de marcas como Fiat, Volkswagen, Chevrolet, Hyundai, Honda, Jeep e Toyota, além de eletrificados da BYD e GWM.
WEGA MOTORS REFORÇA
COMPROMISSO COM A LIDERANÇA
FEMININA NO 2º ENCONTRO DE MULHERES DO MERCADO DE REPOSIÇÃO AUTOMOTIVA (MG)

O mercado de reposição automotiva brasileiro vive avanço da presença feminina em posições estratégicas. Nesse cenário, foi realizado em 5 de março, em Belo Horizonte, o 2º Encontro de Mulheres do Mercado de Reposição Automotiva (MG).
A Wega Motors apoia a iniciativa com a participação de Thuanney Castro (foto), gerente de Marketing da empresa e fundadora da AMMA. O evento também contou com a executiva Talita Peres e busca fortalecer redes de apoio, estimular negócios e ampliar o protagonismo feminino no setor.

KYB REÚNE LIDERANÇAS GLOBAIS NO JAPÃO PARA ALINHAR ESTRATÉGIAS E REFORÇAR COMPROMISSO COM EXCELÊNCIA E INOVAÇÃO

A KYB Corporation realizou, entre 2 e 6 de fevereiro, em Tóquio, a Global Meeting KYB, reunindo lideranças mundiais para alinhar estratégias e compartilhar experiências. O encontro discutiu prioridades globais da empresa, que conta com mais de 15 mil colaboradores. Após o evento, Gélcia Fedalto Batistel apresentou as diretrizes à equipe da KYB Brasil, reforçando o conceito de “pensamento global, atuação local”, com foco em soluções adaptadas às estradas brasileiras.
ZM RECEBE COMITIVA DO MINISTÉRIO DA DEFESA E APRESENTA EXCELÊNCIA TECNOLÓGICA DA INDÚSTRIA 4.0
A ZM, indústria brasileira sediada em Brusque (SC), recebeu em sua fábrica uma comitiva do Ministério da Defesa, por meio do DEPCOM, com apoio da FIESC e do SEBRAE. O encontro buscou fortalecer a integração entre indústria e governo e estimular o desenvolvimento tecnológico. Durante a visita, a empresa apresentou sua operação em Indústria 4.0, instalada em mais de 70 mil m², destacando sua atuação na fabricação de componentes elétricos, de suspensão e direção para o mercado de reposição.


SABÓ REALIZA CONVENÇÃO DE
VENDAS 2026 INSPIRADA NO TEMA COPA DO MUNDO
A SABÓ realizou sua Convenção de Vendas 2026 entre 2 e 7 de março, em Holambra (SP), reunindo cerca de 60 profissionais de áreas como Comercial, Marketing, Supply, Assistência Técnica, Exportação e Engenharias. Com o tema “Seleção SABÓ”, inspirado na Copa do Mundo, o encontro destacou a integração entre equipes e o alinhamento estratégico para 2026. A programação apresentou metas, oportunidades de mercado e evolução do portfólio, além de uma visita à fábrica em Mogi Mirim (SP), reforçando investimentos em tecnologia, qualidade e inovação.
MTE-THOMSON LANÇA OS PRIMEIROS
SENSORES DE TEMPERATURA PARA VEÍCULOS HÍBRIDOS E ELÉTRICOS NA REPOSIÇÃO


A MTE-THOMSON lança o sensor de temperatura 4350 para híbridos, aplicado ao BYD Song Plus, modelo que vendeu cerca de 41 mil unidades no Brasil em 2025. A novidade amplia o portfólio da empresa, que já soma mais de 4 mil itens, acompanhando o avanço da frota eletrificada. A marca também apresenta o sensor 4307 para híbridos Volvo XC60 e XC90 e elétricos da linha EX, reforçando seu pioneirismo na reposição.

BRUNO INÁCIO DA MAIA É O NOVO
GERENTE DE MARKETING DA RIO
Bruno Inácio da Maia (foto) é o novo gerente de Marketing da RIO –Riosulense, respondendo diretamente ao CEO Ornelio Kleber. Com mais de 20 anos de experiência em marketing, estratégia e desenvolvimento de negócios, o executivo passa a liderar áreas como Comunicação, Inteligência de Mercado, Pricing, Marketing de Produtos, Trade Marketing e Assistência Técnica. Maia destaca que seu objetivo é fortalecer o crescimento da empresa por meio de decisões orientadas por inteligência de mercado, integração com a distribuição, inovação e geração de valor.
DRIV LANÇA CAMPANHA DE INCENTIVOS INOVADORA PARA REDE DE DISTRIBUIDORES
A DRiV lança a campanha “Vitória de Ponta a Ponta” para equipes de vendas de distribuidores em todo o Brasil. A ação conecta desempenho comercial e experiências inspiradas no automobilismo, incentivando a venda do portfólio, com pontuação extra para Ferodo e Champion. Os melhores participam de seletivas de kart e de uma corrida em autódromo. Os três vencedores ganham viagem a Las Vegas e ingressos para o GP de Fórmula 1.

PRODUÇÃO
DE MOTOS CRESCE
25,8% EM FEVEREIRO, APONTA ABRACICLO

A produção de motocicletas no Brasil cresceu 25,8% em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, totalizando 176,7 mil unidades, segundo a Abraciclo. Em relação a janeiro, a alta foi de 6,4%. O presidente da entidade, Marcos Bento, atribui o resultado ao melhor planejamento das montadoras diante das dificuldades logísticas no período de seca em Manaus e ao aumento da capacidade produtiva para atender à demanda, impulsionada pelo delivery e pela busca por veículos mais econômicos. No bimestre, as vendas somaram 308 mil motos, alta de 10,1%.
ANO AQUECIDO PARA O MOTOCICLISMO AMPLIA OPORTUNIDADES PARA MARCAS, EVENTOS E EXPERIÊNCIAS NO BRASIL
O mercado de motocicletas vive forte crescimento no Brasil, impulsionado pelo aumento da produção, eventos internacionais, mototurismo e experiências ligadas à cultura biker. Dados da Abraciclo indicam que o País segue entre os maiores mercados do mundo. A realização de uma etapa internacional de motovelocidade em Goiânia e encontros como Aceleradas Experience, Motorcycle Rock Limeira e Festival Moto Brasil reforçam isso. Iniciativas como a 4Ride e novos destinos e bares temáticos também ampliam a conexão entre marcas, motociclistas e o lifestyle das duas rodas.

O BRASIL VIVE UMA NOVA ERA SOBRE DUAS RODAS
O mercado de motocicletas no Brasil vive uma fase histórica de expansão e transformação. A chegada de novas montadoras globais ampliou a concorrência e trouxe mais opções de estilos, tecnologias e propostas ao consumidor. Marcas como BMW Motorrad, Royal Enfield, Triumph, Bajaj, CFMOTO e Zontes reforçam essa nova fase. Com isso, o País ganha relevância no planejamento global das fabricantes, enquanto os motociclistas passam a ter acesso a motos mais tecnológicas, melhor pós-venda e maior diversidade de modelos, consolidando a moto também como estilo de vida.

COFAP FORTALECE PRESENÇA NO SEGMENTO DUAS RODAS

NTN OFERECE LINHA EXCLUSIVA DE ROLAMENTOS DE RODA PARA MOTOCICLETAS
O crescimento dos serviços de delivery no Brasil tem ampliado o uso de motocicletas, que rodam mais tempo e em condições variadas, aumentando o desgaste de componentes de suspensão. Atenta a esse cenário, a Cofap amplia a aplicação do amortecedor CR22530M, antes usado na Honda CG 125 (1983–1999), agora também disponível para a TVS Sport 110i, comum em frotas de entrega. O componente bitubular pressurizado oferece mais estabilidade, controle e durabilidade. A marca tem mais de 80 códigos de amortecedores, cobrindo 97% da frota nacional de motos.
Dados da Fenabrave mostram que, no Brasil, as vendas de motos seguem mais fortes que as de carros, movimento que também impulsiona o mercado de reposição e a demanda por serviços em oficinas especializadas. Atenta a essa tendência, a NTN oferece rolamentos de alta tecnologia para motos, como os modelos 6301LLUC3/2AS, 62/22C3 e 6003, presentes em marcas como Kawasaki, Suzuki e Honda. O portfólio da NTN-SNR também inclui sensores de ABS, kits de rolamentos, componentes de câmbio e suspensão para diversas montadoras.


AUDI DO BRASIL CELEBRA INÍCIO DA PRODUÇÃO DO NOVO Q3 E CONFIRMA A CHEGADA ÀS LOJAS EM MAIO

A Audi anunciou o início da produção da nova geração dos Audi Q3 e Audi Q3 Sportback no Brasil. Os modelos serão fabricados na planta de São José dos Pinhais (PR) e chegam às concessionárias a partir da segunda quinzena de maio. O SUV compacto premium ganha visual renovado, mais tecnologia e cabine com conceito digital. A fábrica recebeu investimento de cerca de R$ 50 milhões para adaptação da produção, reforçando o papel estratégico do Brasil na operação da marca no mercado sul-americano.



VOLKSWAGEN TERA ENCERRA FEVEREIRO COMO O 0KM MAIS PROCURADO NO BRASIL PELO SEGUNDO MÊS
CONSECUTIVO, APONTA WEBMOTORS
O Volkswagen Tera foi o carro zero-km mais buscado no Brasil em fevereiro, segundo dados do Webmotors Autoinsights, repetindo a liderança no ranking em 2026. Na sequência aparecem Volkswagen Nivus e Ford Ranger. Entre os usados, o Honda Civic manteve o primeiro lugar nas buscas, seguido por Toyota Corolla e Chevrolet Onix. O levantamento considera as visitas de usuários em anúncios na plataforma em todo o País.
BYD AMEAÇA GIGANTES EUROPEIAS
AO UNIR EXPANSÃO E LIDERANÇA EM EXPERIÊNCIA DO
CLIENTE
A BYD registrou forte crescimento nas vendas na Europa em janeiro, ampliando sua presença e aumentando a concorrência com marcas tradicionais como Volkswagen, BMW e Renault. O avanço reflete uma estratégia focada em posicionamento e experiência do cliente. Em estudo da Decoupling sobre a jornada do consumidor automotivo, a BYD obteve a melhor média, com nota 8,11, superando concorrentes históricos. O desempenho reforça a mudança no equilíbrio do setor, com tecnologia, atendimento e pós-venda ganhando peso na competitividade das montadoras.


Todas as Terças e Quintas


Por: Karin Fuchs | Foto(s): Divulgação
ELAS NA REPOSIÇÃO AUTOMOTIVA






































o mercado de reposição automotiva, as mulheres têm conquistado o seu espaço e comprovado que a diversidade nas empresas faz toda a diferença para troca de experiência, crescimento e sucesso do negócio. Nos últimos seis anos, segundo a Cinau Inteligência de Mercado, a presença delas no setor passou de 5%, em 2019, para 16,5% em 2025, percentual que deve ser superado nos próximos. Delas, há muitas histórias para contar, relatadas por elas mesmas, que abraçaram o setor para seguirem suas carreiras.
O início
Nesta primeira parte, elas contam como iniciaram a sua trajetória no aftermarket, começando com as mulheres na indústria!
“Iniciei minha trajetória em uma empresa de palhetas, onde atuei por seis anos e estou há 10 anos na Dayco. O segmento sempre fez parte da minha vida. No mesmo ano em que nasci, meu pai começou a trabalhar em uma empresa de filtros, onde permaneceu por 30 anos. Cresci visitando fábrica, participando de eventos do setor e até indo à Automec quando era criança”, Nathália Amorim, gerente de Marketing e Produtos para a América Latina na Dayco

Em todos os elos da cadeia, mulheres estão redesenhando o mercado de reposição automotiva brasileiro e fazendo história
“Atuo no setor automotivo há mais de 10 anos, com uma trajetória construída dentro da Wega Motors e na Perfect Brasil, onde iniciei minha carreira como estagiária de marketing e tive a oportunidade de acompanhar de perto a evolução do mercado, desde ações mais tradicionais até a transformação digital que vivemos hoje”, Thuanney Castro, gerente de Marketing da Wega Motors
“Há 25 anos atuo no setor automotivo. Ao longo desses anos construí minha trajetória no segmento de autopeças, acompanhando de perto toda a evolução tecnológica e cultural desse mercado”, Estela Pacheco, gerente de Trade Marketing da Corteco
“Entrei na Mobensani em 1989 para cobrir temporariamente o faturista da empresa. O contato com o operacional de fábrica e com os processos produtivos despertou em mim um interesse que mudou completamente meus planos e visão de um negócio familiar. Comecei na área administrativa e, em 2010, ao lado da minha irmã e do meu pai, assumi oficialmente a liderança estratégica da empresa”, Simone de Azevedo, CEO de Operações da Mobensani
“Atuo no setor de autopeças em Supply Chain e Operações há 25 anos, período no qual pude acompanhar e vivenciar diversas transformações relevantes nesse mercado”, Gisele Carioca, gerente de Supply Chain e Logística América do Sul da Schaeffler
“Atuo no setor automotivo desde 2017, sempre com foco em marketing e branding. Minha trajetória começou no varejo automotivo, atuando em concessionárias Fiat e Jeep. Depois, avancei para a indústria, ampliando minha experiência em marketing para toda a cadeia automotiva. Estou


na Litens há quase 4 anos, justamente, no período em que a empresa começou a estruturar sua atuação no aftermarket”, Dayana Souza Aliende, analista de Marketing e Comunicação da Litens
“Estou no mercado de autopeças há 32 anos, sempre nas áreas de vendas e marketing, com foco em atendimento a distribuidores e varejistas, atuando em fábricas de autopeças. Na NTN-SNR, estou desde 2019 e tenho tido a oportunidade de fortalecer ainda mais essa trajetória no aftermarket”, Gilssara da Paz, executiva de Vendas e Marketing – Mercado Aftermarket da NTN-SNR
“Este ano eu fiz 14 anos de segmento e 29 anos de profissão. Percebo que o papel da mulher vem ganhando força, voz e espaço. Mas este movimento se iniciou de forma mais intensa nos últimos 3 anos”, Fernanda Barros, chefe de Marketing e Desenvolvimento de Produtos ElringKlinger do Brasil
“Iniciei minha carreira no mercado de reposição há 24 anos como promotora de vendas, uma grande oportunidade que tive para conhecer de perto todos os elos da cadeia. Estive presente em oficinas e lojas de autopeças, no balcão, com o mecânico, entendendo a dinâmica real do dia a dia. Na Sabó, estou há 14 anos e há pouco

mais de um ano assumi a diretoria de Vendas e Marketing”, Ana Paula Soares, diretora de Vendas e Marketing da Sabó
“Atuo no mercado automotivo desde 2002. Ao longo desses mais de 20 anos, construí minha experiência, principalmente, na área comercial. Sempre focada em aprimorar o atendimento, relacionamento com clientes e criação de ações para impulsionar vendas, acompanhando o desenvolvimento do nosso mercado, participações em feiras e eventos do nosso segmento”, Katarina Polido, gerente de Vendas da Radnaq
“Atuo no setor de autopeças há muitos anos, acompanhando de perto a estruturação e a expansão da operação da AutoZone no País. Ao longo de todos esses anos, tive a oportunidade de vivenciar diferentes fases do negócio e contribuir para a construção da cultura organizacional da empresa, especialmente, na formação de equipes e no desenvolvimento de lideranças”, Luciana Wanke, diretora de RH da AutoZone Brasil
Mulheres nas distribuidoras
“Estou no mercado há 17 anos. Iniciei em 2009 em uma distribuidora de autopeças e, desde então, não saí mais da área. Vejo que houve um aumento significativo de mulheres no segmento automotivo em todas as áreas, inclusive em cargos de alta gestão”, Michele Aveiro, gerente de Marketing da Jahu Borrachas e Autopeças
“Comecei no mercado de reposição há 36 anos, quando iniciei a faculdade de Administração. Construí minha carreira integralmente dentro do aftermarket e tive uma experiência de 2 anos fora da empresa da nossa família, atuando em uma grande empresa de auditoria, um período muito enriquecedor, que ampliou minha visão de gestão, controles e governança. Depois, retornei para a Pacaembu Autopeças com uma base ainda mais estruturada e estratégica”, Ana Paula Cassorla, diretora da Pacaembu Autopeças
“Atuo há 10 anos no setor de peças agrícolas. Ao longo dessa trajetória, acompanhei a evolução do mercado e a transformação do perfil dos clientes, o que exigiu bastante atualização técnica e estratégica”, Tatiane Paes, coordenadora de Vendas Agro na Scherer
“Iniciei no setor automotivo há 10 anos, contratada como televendas em uma distribuidora de lubrificantes. Depois, fui

promovida a vendedora externa. Esse movimento foi um divisor de águas na minha carreira, pois tive a oportunidade de conhecer de perto o varejo e oficinas mecânicas. Em 2019, atuei como promotora em um escritório de representação, mas voltada para a área de marketing, onde conheci as distribuidoras de autopeças. Em 2021 comecei a trabalhar em distribuidora, passando pelos cargos de supervisão, coordenação e agora gerência”, Cecilia Joana Ribeiro Vasconcelos, gerente da Distribuidora Cobra Rolamentos e Autopeças – Filial Salvador (BA)
“Entrei no Grupo Auto Norte no início de 2002 como estagiária, enquanto cursava a faculdade. Assim como meu irmão, passei por todos os setores operacionais da empresa antes de assumir posições estratégicas. Essa vivência prática foi essencial para compreender o negócio de forma sistêmica e construir uma atuação estruturada ao longo do tempo”, Bruna Monteiro, diretora de Gente, Gestão e Marketing do Grupo Auto Norte
“Estou indiretamente no setor desde que eu nasci e formalmente há 9 anos”, Sara Bezerra, gestora de Compras do Grupo Bezerra Oliveira
Mulheres nas autopeças



“Atuo no setor há 6 anos. Comecei como auxiliar de estoque e, em poucos meses, me tornei chefe de estoque, fiz grandes mudanças na logística da Lemarauto e ganhei a confiança dos líderes. Hoje podemos dizer que sou um braço direito para vários setores da empresa”, Camila Maux, gerente de Logística da Lemarauto
“Estou no setor de autopeças há aproximadamente 20 anos. Entrei muito jovem e cresci junto com o mercado. Ao longo desse tempo, vivi transformações profundas, não apenas no setor, mas também como profissional e mulher”, Vanessa Carminato, vendedora na Ray Maco Chan
“Atuo no setor de autopeças há aproximadamente 1 ano, antes, eu trabalhava como profissional de Educação Física. Essa mudança representou um grande desafio pessoal e profissional. Precisei aprender praticamente tudo do zero, desde aplicações técnicas de peças até sistemas de gestão e atendimento específico do setor. Está sendo um processo intenso de adaptação, mas também extremamente enriquecedor”, Priscila Almeida e Silva, gestora Administrativa e Comercial da Auto Peças High Tower

“Atuo há mais de 40 anos no setor, nas áreas de compras, vendas, marketing e e-commerce. Na minha percepção, triplicou a quantidade de mulheres trabalhando no setor, principalmente nas áreas comerciais”, Sandra Bressan, gerente de Compras Josecar
“Eu atuo no setor há 4 anos. É um ramo ainda muito masculino, porém, há muitas mulheres qualificadas que têm aparecido para somar. Há muitas esposas que abriram mão, muitas vezes de suas profissões, para auxiliarem, principalmente, no apoio, na organização e auxílio na parte financeira”, Keilla S. Keppe, responsável pelo setor Financeiro na Keppe Autopeças
“Iniciei minha carreira como estagiária durante a graduação em Administração com Ênfase em Comércio Exterior, em uma fábrica do setor automotivo, a FCI Connector do Brasil. Depois atuei em diferentes setores da economia e há 10 anos estou à frente da empresa da família”, Priscila Rodrigues da Silveira, gestora da Auto Peças Rodrigues, idealizadora da Tríade do Mecânico e mentora do Movimento Mulher AutoMotiva
“Estou no setor há 11 anos. Desde que entrei, muitas coisas mudaram e muitas mulheres entraram no ramo. Há 10 anos era bem mais raro ver mulheres nas autopeças e oficinas, agora já é mais comum. Quando entrei, a gerência era conduzida por homem, assim como o balcão de vendas, agora temos colaboradoras mulheres em todos os setores, inclusive, já tivemos uma mulher no cargo de mecânica”, Luciane Justino de Barros, gerente Geral da M Autopeças e Bosch Car Service Milani
“Em abril, eu completo 17 anos de loja física e mais pelo menos 2 anos de representante no mesmo ramo”, Tatieli Dalcin, sócia e proprietária da Dalcin Comércio de Peças
Mulheres nas oficinas mecânicas
“Estou no setor de autopeças há 19 anos e há dois anos trabalhando diretamente em posição de liderança, participando ativamente das decisões estratégicas e da gestão de pessoas”, Natália de Sousa Rocha, gerente Estrategista da Auto Diesel Peças e Serviços
“Há 23 anos comecei auxiliando meu esposo no administrativo e quando vi já estava apaixonada e totalmente envolvida com a oficina.

Uma empresa familiar com tradição desde 1971 e que passou por transformações com minha entrada. O meu filho veio fazer parte da sociedade da empresa, trazendo novas ideias e inovando a Scopino Auto Club, que iniciou com meu sogro e depois, meu esposo”, Izabel Scopino, diretora Administrativa da Scopino Auto Club
“Atuo no setor automotivo há 15 anos. Recentemente, inaugurei meu novo negócio no segmento, o Car Care da Lu, em São Paulo (SP), uma estética automotiva para carros premium”, Luciana Felix, especialista em Mecânica, proprietária também da Oficina da Lu
“Estou no setor automotivo há 16 anos. Sou fundadora da Meu Mecânico – A Oficina da Mulher, 1ª oficina mecânica para mulheres do Brasil. Ao longo dessa trajetória, fui indicada como uma das finalistas brasileiras do Empretec Women in Business Awards, um prêmio internacional ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), que reconhece iniciativas de destaque no empreendedorismo feminino”, Agda Óliver, fundadora da Meu Mecânico
“Atuo no setor há 7 anos. Comecei minha trajetória em 2019, como auxiliar em um auto center (box rápido), depois passei pela mecânica



geral em uma oficina que trabalhava com transmissão automática. O que sempre me intrigou era a tecnologia complexa empregada em uma transmissão e como evoluía o mercado automotivo neste quesito”, Simone Aparecida Soares, especialista em transmissão automática
“Estou há 8 anos no setor automotivo. Desde que comecei até os dias de hoje, avalio o avanço das mulheres no setor automotivo como extremamente positivo”, Rieli Freire Carlos, empresária e Gestora da Garagem R Motors
“Atuo no setor há 30 anos. Cheguei aos 15 anos e nunca mais saí. Após oito anos, meus pais deixaram a empresa e eu assumi a gestão. Tenho orgulho de ter superado grandes desafios: a insegurança inicial, a necessidade de conquistar aceitação como mulher em um segmento predominantemente masculino, as retrações de mercado, a formação de equipe e, paralelamente, a criação de três filhos”, Aleteia Abreu, CEO da Maxtroc Bosch Car Service
“Estou no setor automotivo há 22 anos, acompanhando de perto as transições técnicas e comportamentais da nossa área. Comecei aos meus 16 anos”, Bárbara Brier, idealizadora e fundadora do Selo Oficina Amiga da Mulher

“Há mais de 18 anos entrei nesse mercado ao lado do meu marido, que já possuía uma oficina automotiva. Ao longo do tempo assumi a gestão estratégica do negócio e das pessoas, da nossa equipe. Minha trajetória foi de construção e profissionalização. Transformar uma oficina em uma empresa estruturada exige visão, organização e responsabilidade. Desde cedo compreendi que crescer no setor não é apenas dominar a técnica, mas estruturar processos, cultura e pessoas”, Vanessa Martins, Psicoterapeuta Integrativa, Chief Happiness Officer e sócia da Torigoe Reparação Automotiva
Avanço das mulheres no setor
Nesta segunda parte, as participantes avaliam o quanto avançou a participação das mulheres no setor automotivo.
“Nos anos 2000, a presença feminina era muito tímida, especialmente, em áreas técnicas e de liderança. Hoje, vemos mais mulheres ocupando posições estratégicas, participando de decisões e assumindo responsabilidades que antes eram quase exclusivamente masculinas. Ainda assim, esse crescimento não acontece na mesma velocidade em todos os níveis. Então, entendo que há espaço para mais progressos e conquistas”, Estela Pacheco
“Quando iniciei minha trajetória, a presença feminina era discreta, principalmente, nas posições de decisão. Existia espaço, mas ele não era naturalmente ocupado por mulheres. Era preciso consistência e preparo para conquistar reconhecimento. Ao longo desses 36 anos, vi uma transformação gradual e sólida. Hoje, as mulheres estão presentes em áreas técnicas, comerciais, industriais e em cargos de liderança. Ainda há caminho a percorrer, mas a mudança cultural é real”, Ana Paula Cassorla
“Acredito que já evoluiu bastante, porém ainda há muito a crescer. Muito disso também depende de nós, mulheres, que devemos estar em constante busca por capacitação, pois de nada adianta reclamar de desigualdade e não buscar conhecimento sobre o assunto”, Luciane Justino de Barros, gerente Geral da M Autopeças e Bosch Car Service Milani
“Este movimento se iniciou de forma mais intensa nos últimos 3 anos, graças a alguns projetos encabeçados por mulheres e apoiados por muito homens. Apesar de perceber uma mudança, sabemos que ainda é de longe o

reconhecimento e espaço que devemos ter. Prova disso é a diferença de cargos, remunerações e reconhecimentos, que ainda são muito abaixo e aquém do que vimos acontecer com os homens, de forma geral”, Fernanda Barros
“Desde que comecei, em 2001, percebo avanços significativos na presença feminina em áreas produtivas do setor. No entanto, ainda há muito caminho a percorrer, principalmente, em cargos de liderança. Embora seja possível observar cada vez mais mulheres se destacando, a participação feminina em funções técnicas e operacionais ainda não ultrapassa 35%, o que demonstra que o desafio da equidade permanece”, Gisele Carioca
“Sempre existiram mulheres nesse mercado, porém, por muito tempo, elas ficaram nos bastidores, atrás do balcão ou restritas aos escritórios. Hoje vemos mulheres ocupando os pátios das oficinas, ganhando visibilidade nas redes sociais e, principalmente, assumindo posições de liderança. Esse movimento não só fortalece o setor, como inspira e motiva outras mulheres a acreditarem que esse espaço também é delas”, Rieli Freire Carlos
“No início da minha trajetória, a presença feminina praticamente não existia nas oficinas. As





mulheres estavam estampadas em calendários nas paredes, mas não nos pátios de serviço, nem como clientes frequentes, nem como gestoras, muito menos na área técnica. Sua participação ficava restrita, em geral, ao setor administrativo. Hoje elas representam quase 30% da nossa carteira de clientes e conquistaram espaço nas empresas, representam um percentual crescente na gestão, protagonistas, especialmente, nas áreas financeira e administrativa, começando a ocupar posições técnicas e de liderança operacional. Na Maxtroc, 40% da nossa equipe é formada por mulheres”, Aleteia Abreu
“Quando iniciei, eu era bem jovem e as mulheres ainda começavam a ganhar espaço no setor. Em três décadas, isso mudou muito. Hoje, vemos a presença feminina de forma muito mais forte em todos os elos da cadeia automotiva. Na NTN-SNR quase 50% dos colaboradores que atuam no escritório são mulheres e, no total, a empresa já superou a marca de 30% de representatividade feminina. Um exemplo concreto desse avanço é a presença das mulheres em cargos decisivos, ocupando 50% das posições de liderança”, Gilssara da Paz
“No início da minha carreira havia poucas mulheres em praticamente todas as áreas,

especialmente, na engenharia e em cargos de liderança. No setor automotivo ainda vemos poucas mulheres em posições de liderança nas grandes empresas. Em empresas familiares, como varejo de autopeças e oficinas mecânicas, existe um desafio importante relacionado ao posicionamento feminino na gestão e como empresária”, Priscila Rodrigues da Silveira
“Quando iniciei, a presença feminina era discreta, especialmente nas decisões estratégicas. Hoje vemos mulheres assumindo a parte prática, pondo a mão na massa como mecânica, cuidando da gestão, liderando equipes e buscando qualificação técnica. Mas acredito que o maior avanço foi na postura. A mulher passou a se posicionar com mais clareza e segurança. Ainda há muito espaço para crescer, mas estamos construindo uma presença sólida e preparada”, Vanessa Martins
“Muitas esposas abriram mão, muitas vezes de suas profissões, para auxiliarem, principalmente, no apoio, na organização e auxílio na parte financeira. Nas áreas de venda também já existem mulheres com profissionalismo técnico tirando este preconceito de que as mulheres não entendem do assunto, mostrando que as portas estão abertas para elas neste ramo”, Keilla S. Keppe
“No início éramos exceções, hoje somos inúmeras trabalhando no setor automotivo em suas diversas áreas, somando contribuições. Esta conquista se dá aos poucos e gradualmente, pois ainda enfrentamos preconceito em nossas escolhas profissionais. Assumimos funções, antes majoritariamente masculinas, e desempenhamos o papel com muito conhecimento, dedicação, cuidado e por que não amor. O avanço é nítido e a maior mudança foi o reconhecimento de que nossa visão técnica, analítica é indispensável para a inovação”, Simone Aparecida Soares
“A participação das mulheres no setor vem crescendo de forma muito significante. Na nossa empresa, hoje são 10 mulheres e 3 homens, e nas empresas que visito, tanto autopeças como transportadoras, a presença feminina se tornou algo natural”, Tatieli Dalcin
“Desde que iniciei no setor de autopeças, percebo um avanço ainda gradual, mas significativo da presença feminina. Percebi que as mulheres, cada vez mais, passaram a ocupar posições comerciais e de liderança. Apesar

dos desafios existentes, pois o setor ainda é visto como masculinizado, percebo uma maior abertura a essa diversidade e ao reconhecimento da contribuição feminina”, Sara Bezerra
“A minha avaliação é muito positiva. Especialmente, nos últimos 10 anos, houve um crescimento exponencial. A voz feminina deixou de ser periférica e passou a ocupar um espaço de protagonismo e liderança. Hoje, a presença da mulher é muito mais perceptível e, acima de tudo, respeitada como peça-chave na gestão e na técnica”, Bárbara Brier
“Quando comecei, o setor era predominantemente masculino e o preconceito era mais evidente. Muitas vezes, a mulher precisava provar sua capacidade repetidas vezes, inclusive diante de clientes que demonstravam resistência ao atendimento feminino. Hoje, vejo um cenário diferente. A mulher conquistou espaço com competência, preparo e profissionalismo. Ganhamos respeito e mostramos que entendemos de gestão, de técnica e de mercado. O cliente passou a enxergar segurança na nossa entrega. Ainda há desafios, mas o avanço é real e consistente”, Vanessa Carminato
“Acredito que existe uma barreira que



primeiro precisou ser quebrada por nós mesmas. Quando atuei como televendas não senti muita dificuldade, porém, quando passei para venda externa, cuja abordagem era presencial, havia uma certa estranheza e ouvia perguntas como: “Você viaja sozinha?”, “Você não tem medo de pegar estrada?”. Nessa época, a empresa realizou um programa chamado multiplicadores, onde os vendedores eram capacitados a realizar treinamentos sobre técnicas de lubrificação, com uma abordagem bem comercial, do qual eu fiz parte. Nas viagens, no final do dia, eu agendava treinamentos para mecânicos e balconistas. Havia certa resistência por parte de alguns no início, mas as trocas eram muito significativas, fiz muitos amigos nesse período. Hoje, percebo que houve um avanço significativo de mulheres no setor automotivo. Há pesquisas que indicam que em 20 anos essa presença quase dobrou, porém a representatividade em cargos estratégicos, no geral, ainda é muito tímida”, Cecilia Joana Ribeiro Vasconcelos
“Antes, mesmo como clientes, as mulheres praticamente não tinham espaço dentro das oficinas. Muitas vezes, eram inferiorizadas ou tinham suas decisões questionadas por falta de conhecimento técnico atribuído a elas. Hoje esse cenário mudou significativamente. As mulheres estão mais presentes nas

oficinas, principalmente, na linha de frente, atuando no atendimento, na gestão e na liderança. Elas demonstram forte capacidade de comunicação, organização e liderança, o que impacta diretamente nos resultados financeiros e no crescimento dos negócios”, Natália de Sousa Rocha
“Mesmo estando relativamente há pouco tempo no setor, percebo um movimento claro e consistente de crescimento da presença feminina. Cada vez mais, mulheres estão ocupando posições estratégicas, não apenas no atendimento ou na área administrativa, mas também em vendas técnicas, gestão e liderança. Também percebo uma mudança gradual de mentalidade, existe mais abertura para reconhecer a competência feminina e uma valorização crescente da diversidade dentro das equipes. Embora ainda exista um histórico masculino forte no setor, a transformação está acontecendo de forma visível e contínua”, Priscila Almeida e Silva
“Houve avanços, sim, mas eles ainda são limitados. Muitas vezes, se diz que faltam mulheres capacitadas no setor, quando na verdade o problema começa antes. A profissão não é amplamente apresentada ou aberta às mulheres. Falta acesso, incentivo e oportunidade. Muitas mulheres até gostariam de seguir carreira na mecânica automotiva, mas acabam optando por outras áreas porque o mercado não se mostra receptivo, não oferece portas de entrada nem caminhos claros de formação. Quando a oportunidade existe, a capacitação acontece e a competência aparece com força”, Agda Óliver
“Quando iniciei minha trajetória, a presença feminina estava concentrada, em sua maioria, nas áreas administrativas. Hoje vemos mulheres na gestão, na área comercial, em cargos técnicos e posições estratégicas. Ainda é um setor historicamente masculino, mas a mudança cultural já está em curso. O que antes era exceção, hoje começa a se tornar parte da estrutura. Isto é resultado de formação, preparo e oportunidade”, Bruna Monteiro
“Hoje vemos mulheres ocupando posições estratégicas, técnicas e de liderança com muito mais naturalidade do que há 15 anos. A presença feminina é cada vez mais forte e respeitada, no entanto, ainda há espaço para evoluirmos. Historicamente, o setor automotivo foi predominantemente masculino e algumas áreas ainda refletem essa cultura. O que mudou foi a

percepção, competência deixou de ser associada a gênero. Quanto mais mulheres ocupam posições de destaque, mais abrimos caminho para as próximas gerações. O avanço é real, mas o movimento precisa continuar”, Nathália Amorim
“No início, via algumas mulheres mais em áreas comerciais e administrativas. Atualmente, as mulheres têm atuado em vários setores da cadeia, inclusive, na parte de reparação automotiva e até no varejo. Isso é muito positivo, não apenas pela questão da participação feminina no mercado, mas, principalmente, pela diversidade de ideias, competências e visões que as mulheres trazem para o negócio. Ainda há desafios, mas o avanço é real e consistente”, Michele Aveiro
“Quando comecei, a presença feminina era bastante limitada, principalmente, em áreas técnicas e comerciais externas. Hoje vemos mulheres ocupando posições estratégicas, liderando equipes, gerenciando contas importantes e contribuindo diretamente para o crescimento das empresas. Ainda temos espaço para evoluir, mas o cenário é muito mais inclusivo e aberto do que há 10 anos”, Thuanney Castro
“Quando comecei, a presença feminina no setor de autopeças era muito tímida, especialmente,


em posições técnicas e de liderança. Ao longo dos anos, tenho acompanhado uma evolução consistente: mais mulheres ocupando espaços estratégicos, mais preparo técnico e mais protagonismo nas decisões. Ainda não estamos no nível ideal de representatividade, mas o avanço é real e perceptível, principalmente, porque hoje existe consciência de que diversidade gera resultado e não é apenas uma pauta social. A criação da Associação das Mulheres do Mercado Automotivo (AMMA), da qual sou cofundadora, é uma das iniciativas que mais me orgulham nessa trajetória”, Simone de Azevedo
“O avanço é claro. A presença feminina deixou de ser pontual e passou a ocupar espaços de gestão, atendimento e áreas técnicas. Quando iniciei tinha pouquíssimas mulheres, hoje já encontramos muitas mulheres, embora na parte técnica a mão obra feminina ainda é menos presente no chão de oficina”, Izabel Scopino
“Quando iniciei minha trajetória no setor, a presença feminina era muito mais restrita, especialmente, em funções técnicas e operacionais. Hoje, percebemos um movimento de maior inclusão, com mulheres ocupando posições estratégicas, de liderança e na linha de frente das operações. Ainda há desafios, mas o avanço é real e reflete uma mudança cultural

importante, tanto das empresas quanto da própria sociedade”, Luciana Wanke
“O avanço é real e muito significativo. Quando comecei, era comum eu ser a única mulher em eventos, fornecedores ou em ambientes técnicos. Hoje já vemos mulheres como mecânicas, engenheiras, gestoras, consultoras técnicas e até influenciadoras do setor, que é meu caso também. Ainda não é proporcional, mas o movimento é crescente e consistente. O mais importante é que hoje existe representatividade e isso muda mentalidades”, Luciana Felix
“Em todos os elos da cadeia a presença feminina está cada vez mais forte e só tende a crescer. Em áreas como marketing e administração, a presença das mulheres já é bastante consolidada. Algo muito positivo é ver o aumento da participação feminina também na área técnica, nas oficinas, autoelétricos e centros de serviços. Hoje é muito mais comum encontrar mulheres na linha de frente técnica, o que há alguns anos era exceção. O mercado está amadurecendo para enxergar a competência profissional acima do gênero. O caminho é oportunidades baseadas em qualificação, resultados e potencial, independentemente se é homem ou mulher”, Dayana Souza Aliende
“Quando comecei a trabalhar na loja eram somente a caixa e a diretora financeira, depois vieram mais e mais mulheres para compor a equipe. Hoje ocupamos quase 50% da equipe. Existem muitas mulheres buscando qualificação técnica e assumindo posições estratégicas. Como o Sindipeças tem debatido cada vez mais o tema, vemos que a pauta ganhou relevância. Os desafios são gigantescos, a representatividade ainda não é proporcional, mas estamos avançando aos poucos e ocupando nosso espaço”, Camila Maux
“No início da minha trajetória, a presença feminina era bem mais restrita e concentrada em funções administrativas. Hoje vemos mulheres mecânicas, liderando equipes comerciais, atuando em áreas técnicas, na indústria, na produção, enfim, estamos conquistando cada vez mais espaço no mercado. Ainda existe espaço para evoluir, mas a mulher deixou de ser exceção e passou a ser protagonista dentro do setor”, Katarina Polido
“A evolução é evidente. Quando iniciei minha carreira fui uma das primeiras balconistas de peças agrícolas na minha região, ambiente

predominantemente masculino. Hoje as mulheres estão muito mais presentes nas áreas de compras e vendas de autopeças e maquinário agrícola, ocupando posições mais técnicas e estratégicas”, Tatiane Paes
“Quando comecei, há mais de duas décadas, as mulheres já estavam no balcão de autopeças e na parte administrativa de oficinas, distribuidores e indústrias. O que vimos foi uma evolução natural da presença feminina em todas as áreas. Elas foram ocupando novos espaços, assumindo funções e cargos de liderança e explorando áreas, antes menos comuns para elas, como a parte técnica de mecânica nas oficinas e engenharia nas fábricas. Hoje, há uma compreensão mais abrangente de que as mulheres podem atuar onde desejarem. O que determina essa evolução é menos o gênero e mais a competência, formação e disposição em se desenvolver”, Ana Paula Soares
Diversidade é estratégia
Nesta última parte da matéria, as representantes do aftermarket comentam o quanto a diversidade é estratégica nas empresas.
“Eu trabalho há 5 anos no setor e houve um


aumento significativo das mulheres nesse setor. Na Perim, trabalhamos e seguimos com muitas oportunidades e muito com a adversidade. Para as mulheres, a questão de ter que administrar carreira, filho e desenvolvimento ainda são desafios”, Mariza Roberto de Campos, gerente de Recursos Humanos no Grupo Perim
“Empresas com equipes diversas tomam decisões mais completas, enxergam o mercado sob diferentes perspectivas e conseguem se conectar melhor com seus clientes. No setor de reposição automotiva, altamente competitivo e dinâmico, ter diferentes visões dentro da empresa aumenta inovação, agilidade e performance”, Katarina Polido
“Grupos heterogêneos trazem perspectivas diferentes que solucionam problemas de forma mais ágil. Além disso, as novas gerações de consumidores são muito vocais, não ficam caladas, em breve, os novos proprietários de veículos exigirão ambientes neutros, inclusivos e respeitosos. Empresas que não se adaptarem à cultura da equidade perderão mercado e talentos”, Bárbara Brier
“Diversidade é algo natural e necessário e não

deveria ser uma pauta de marketing, mas uma realidade das organizações. Empresas são feitas de pessoas, e pessoas são diversas por natureza. Quando diferentes perspectivas, experiências e visões convivem no mesmo ambiente, a tomada de decisão se torna mais rica, mais humana e mais eficiente. Mais do que estratégia, diversidade é inteligência organizacional. Não é sobre cumprir uma meta, é sobre refletir a sociedade dentro das empresas”, Nathália Amorim
“A combinação de diferentes origens, gêneros, formações e experiências enriquece as equipes, ampliando a capacidade de resolver problemas complexos sob múltiplas perspectivas. Esse olhar diversificado contribui para maior atenção aos detalhes, identificação precisa de riscos e antecipação de oportunidades, fatores essenciais para a inovação e sustentabilidade dos negócios”, Gisele Carioca
“Empresas que valorizam diferentes perspectivas se tornam mais inovadoras, mais humanas e mais conectadas com o cliente. O mercado exige renovação constante. Quem não evolui, fica para trás. Ter mulheres e diferentes perfis dentro da equipe não é apenas inclusão, é inteligência empresarial”, Vanessa Carminato
“A diversidade impacta diretamente o desempenho do negócio, contribui para um clima organizacional mais saudável, estimula a criatividade e fortalece a responsabilidade social. Um dos efeitos mais relevantes é a retenção de talentos. O comportamento do trabalhador vem mudando. Hoje, além de salários e benefícios, os profissionais mais jovens, principalmente, buscam pertencimento e identificação com a cultura da empresa. Ambientes diversos tendem a ser mais acolhedores e engajadores, o que faz diferença na atração e permanência de profissionais qualificados”, Cecilia Joana Ribeiro Vasconcelos
“Sem dúvida, a diversidade, em especial a presença feminina é estratégica e garante novas perspectivas, promove ambientes mais inclusivos e impulsiona a inovação e a competitividade. Esse avanço abre caminhos para as novas gerações, inspira outras mulheres a buscarem posições de destaque e contribui para empresas mais equilibradas e sustentáveis. Quando você tem diferentes olhares, as decisões tendem a ser mais completas e alinhadas com um mercado que também é diverso”, Gilssara da Paz

“Empresas que contam com diferentes perfis nas tomadas de decisão ampliam a capacidade de análise, reduzem vieses e se tornam mais adaptáveis às mudanças do mercado. No aftermarket, onde negociação, relacionamento e leitura de cenário são constantes, ter pluralidade de visão fortalece o posicionamento competitivo. Não é apenas uma questão social, é inteligência empresarial”, Ana Paula Cassorla
“Equipes diversas questionam mais, trazem experiências diferentes, identificam oportunidades que muitas vezes grupos homogêneos não enxergam. Acho isto extremamente estratégico em mercados competitivos, como o automotivo de reposição, onde entender diferentes perfis de clientes (mecânicos, distribuidores, varejistas, de regiões e culturas diversas do nosso País) faz toda diferença”, Fernanda Barros
“Times diversos trazem diferentes pontos de vista, experiências e formas de pensar, o que contribui diretamente para decisões mais completas, processos mais organizados e maior capacidade de inovação. No varejo e no setor automotivo, isso é ainda mais relevante, porque lidamos com um público igualmente diverso. Ter equipes plurais nos ajuda a entender melhor



o cliente e a oferecer soluções mais assertivas”, Luciana Wanke
“As empresas só têm a ganhar quando cargos são ocupados por mulheres que realmente dominam os setores onde trabalham, isso traz, naturalmente, leveza e passa credibilidade para outras mulheres que muitas vezes se sentem enganadas por não entenderem de peças. Todos ganham”, Luciane Justino de Barros
“O próprio setor automotivo, através dos tempos, conhece a contribuição de reunir mulheres e suas vivências numa mesma mesa para buscar soluções de inovação e tecnologia para um mesmo problema. A diversidade, comprovadamente, entende a pluralidade dos seus próprios clientes tornando sua prestação de serviço lucrativa. Nós, mulheres, nos damos muito bem no trabalho em bancada, pois nossa dedicação e cuidado torna o processo minucioso, trazendo um resultado assertivo”, Simone Aparecida Soares
“O setor automotivo é movido por inovação rápida e soluções para assuntos de alta complexidade, muitas vezes. Uma equipe com perfil diversificado trará soluções a partir de diferentes visões. Empresas com maior foco

na diversidade inovam mais, entendem melhor os clientes, tomam decisões mais assertivas e constroem ambientes mais saudáveis. No atual cenário que vivemos no setor automotivo, com a eletrificação, a digitalização, novos modelos de negócio, ter equipes plurais é um diferencial competitivo”, Estela Pacheco
“Em um setor industrial competitivo como o automotivo de reposição, decisões melhores vêm de equipes plurais, com diferentes experiências e formas de pensar. Na prática, isso significa mais qualidade nos processos, menos retrabalho, maior atenção aos detalhes e mais capacidade de adaptação às mudanças do mercado. Na Mobensani, tratamos diversidade como pilar de performance, porque ela fortalece a cultura organizacional, amplia a visão estratégica e sustenta o crescimento de longo prazo. Hoje quase 30% da nossa força de trabalho é composta por mulheres”, Simone de Azevedo
“A diversidade é absolutamente estratégica. Empresas diversas são mais inovadoras, mais humanas e mais conectadas com o mercado real. No setor automotivo, onde as mulheres já são responsáveis por grande parte das decisões de manutenção e compra, ignorar a diversidade é perder competitividade”, Agda Óliver
“A diversidade deixou de ser apenas um tema institucional e passou a ser uma estratégia de negócio. Empresas mais diversas são mais inovadoras, mais próximas do cliente e mais preparadas para entender diferentes perfis de consumo. No marketing, isso é ainda mais evidente: quanto mais plural for o time, mais assertiva será a comunicação e o posicionamento da marca”, Thuanney Castro
“Times diversos trazem diferentes pontos de vista, enriquecem as discussões e melhoram a qualidade dos projetos e decisões. Isso se traduz em inovação, em produtos mais bem pensados e em serviços mais aderentes às necessidades reais do mercado. Nós mulheres também somos consumidoras, proprietárias de veículos e influenciamos diretamente decisões de compra. Portanto, o mercado precisa pensar em soluções, experiências e comunicações que dialoguem com esse público. A diversidade não é apenas uma pauta de inclusão, é um fator de competitividade”, Dayana Souza Aliende
“A diversidade garante pluralidade para a construção da estratégia de negócios e

enriquece o processo decisório. Ter um time diverso de especialistas proporciona muita troca de experiências, visões complementares e, consequentemente, resultados mais consistentes. Na Sabó, vivemos isso no dia a dia. Mantemos o foco em números, metas e resultados, com o mesmo olhar voltado às pessoas. Eu considero esse um ganho excepcional para a corporação, ao unir alta performance com respeito, escuta ativa e valorização das diferenças. Esse é muito o jeito de trabalhar da SABÓ”, Ana Paula Soares
“Empresas diversas tendem a ser mais adaptáveis, mais criativas e mais próximas da realidade do seu público. Além disso, ambientes inclusivos fortalecem a cultura organizacional, aumentam o engajamento das equipes e contribuem diretamente para resultados mais sustentáveis no longo prazo. É uma mudança cultural e as empresas precisam estar abertas, receptivas e dispostas a evoluir com esse novo cenário”, Michele Aveiro
“A diversidade é um fator estratégico para qualquer organização que busca crescimento sustentável. Equipes diversas ampliam a visão de mercado, fortalecem a tomada de decisão e contribuem para soluções mais


inovadoras. No setor comercial, isso impacta diretamente na capacidade de entender diferentes perfis de clientes e gerar melhores resultados”, Tatiane Paes
“A diversidade da presença das mulheres na empresa é altamente estratégica no mundo organizacional, pois amplia perspectivas, melhora a tomada de decisão e impulsiona inovação e, assim, mais resultados. Acredito que a empresa tende a ser mais criativa, adaptável e alinhada às demandas de um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo. Hoje, definitivamente, é um diferencial de performance e sustentabilidade do negócio”, Sara Bezerra
“No Grupo Auto Norte buscamos manter a equidade o mais próxima possível do equilíbrio real. Não é sobre cota, é sobre competência e oportunidade concreta. Empresas diversas tomam decisões mais consistentes, ampliam visão de mercado e fortalecem a cultura interna. No setor de reposição automotiva, que está passando por transformação digital e comportamental, ter diferentes perspectivas na mesa de decisão é uma vantagem competitiva. Diversidade não é discurso, é inteligência organizacional”, Bruna Monteiro
“Equipes diversas ampliam a visão, fortalecem a tomada de decisão e contribuem para um ambiente organizacional mais equilibrado. Em um setor que passa por intensa transformação tecnológica, ampliar perspectivas é uma vantagem competitiva. Negócios sustentáveis não crescem apenas com técnica, mas também precisam ter maturidade de gestão”, Vanessa Martins
“Empresas que valorizam diferentes perfis ganham em inovação, comunicação, clima organizacional e resultados. A presença feminina traz novos pontos de vista, melhora o relacionamento com clientes e fortalece a imagem da empresa no mercado. Negócios que investem em diversidade tendem a ser mais modernos, sustentáveis e preparados para o futuro”, Natália de Sousa Rocha
“Acredito que a diversidade seja muito estratégica, pois aumenta a competitividade e a inovação nas empresas”, Keilla S Keppe
“A diversidade é muito mais que uma questão de imagem, é uma necessidade e realmente faz diferença no resultado. Quando você tem pessoas com experiências e visões diferentes trabalhando juntas, as decisões ficam mais ricas. No setor de autopeças, que sempre foi mais tradicional, isso ajuda a trazer inovação, novas ideias e até uma forma diferente de se relacionar com o cliente. Diversidade impacta na competitividade, reputação e o futuro da empresa. Quem entende isso sai na frente”, Camila Maux
“Além da responsabilidade social, equipes diversas trazem diferentes perspectivas, aumentando a criatividade e a capacidade da equipe de resolver problemas complexos”, Sandra Bressan

“As mulheres trazem habilidades comportamentais importantes: comunicação, empatia, visão estratégica, organização e capacidade multifuncional. Entender a diversidade como ferramenta estratégica de resultado é um movimento que as empresas começam a perceber. Quando bem aplicada, ela fortalece cultura, inovação e performance”, Priscila Rodrigues da Silveira
“A diversidade é totalmente estratégica, visto que a mulher é mais dinâmica, atenciosa, cuidadosa e caprichosa em um mercado bastante exigente e, ao mesmo tempo, carente!”, Tatieli Dalcin
“Ter uma equipe diversa amplia a visão sobre problemas e soluções, melhora a comunicação e torna o atendimento mais eficiente, na prática, a diversidade contribui para decisões mais completas, reduz erros, estimula novas ideias, fortalece o clima organizacional e aumenta a capacidade de adaptação da empresa às mudanças do mercado, ou seja, não é apenas um valor social é um fator real de competitividade e crescimento sustentável”, Priscila Almeida e Silva
“Equipes diversas trazem diferentes perspectivas, favorecem a inovação e


fortalecem a tomada de decisão. Na prática, vejo que ambientes mais diversos são também mais colaborativos, engajados e próximos do cliente. Na Garagem R Motors, contamos com uma mulher na equipe atuando como auxiliar mecânica, o que fortalece a diversidade no dia a dia da oficina e contribui para um atendimento mais humano, soluções mais eficientes e um negócio mais preparado para evoluir junto com o mercado”, Rieli Freire Carlos
“Diversidade é estratégica para resultados. Empresas diversas têm tomada de decisão melhor, maior conexão com clientes e ambientes mais produtivos”, Izabel Scopino
“As mulheres já influenciam mais de 60% das decisões de compra de veículos no Brasil e crescem como motoristas de aplicativos, para muitas delas são a principal fonte de renda da família. Elas não apenas consomem o setor automotivo, elas movimentam a economia através dele. Empresas que entendem esse público ampliam mercado, fortalecem marca e se tornam mais competitivas. Diversidade, hoje, é inteligência de negócio”, Luciana Felix
DISSEMINANDO CONHECIMENTO E UNIÃO
As mulheres que atuam no setor também têm mostrado que unir forças é o melhor caminho para que não apenas mais mulheres, como homens também, se desenvolvam mais profissionalmente e até pessoalmente.
No setor automotivo há 16 anos e com 26 anos de carreira em marketing e vendas, Paola Brandão é a idealizadora do Mulher AutoMotiva, que nasceu para dar suporte às empresárias e gestoras do setor. “De forma geral, o Mulher AutoMotiva as coloca para assumirem as rédeas da empresa com mais segurança, para terem mais lucros e não se sentirem sozinhas”, afirmou.
O AutoMotiva atua em três pilares estratégicos: Comunidade, ambiente de troca pelas redes sociais e grupo do WhatsApp; Capacitação, ambiente de mentorias e cursos para empresárias e gestoras em assuntos relacionados à gestão empresarial com foco em lucratividade, e Conexões, participação em eventos, treinamentos presenciais e feiras.
Neste ano, Carla Nórcia completa 40 anos de atuação no setor automotivo. Ela idealizou e preside a AMMA, Associação Brasileira das Mulheres do Mercado Automotivo, entidade de representatividade feminina, sem ser segregacionista.
“A AMMA é a favor da ampliação de espaço, visibilidade, formação e conexão entre mulheres do setor automotivo. Defendemos protagonismo com competência, preparo técnico, liderança responsável e colaboração com todo o ecossistema, homens e mulheres. Quando ampliamos a presença feminina, ampliamos

capital humano, que é o principal ativo de qualquer economia contemporânea. O futuro do mercado automotivo já não será mais nem possível, nem certo, sem a representatividade feminina, sem a presença ativa da AMMA. Não por discurso. Mas por inteligência econômica”, disse Carla.
Consultora técnica automotiva, Giovana Carolina Toso, atua no setor automotivo há mais de 13 anos, trabalhou como mecânica entre 2019 e 2025 e fez uma transição para consultoria sem ser direcionada a gêneros.
“Ela foi criada para resolver um conjunto de gargalos que envolvem experiência do cliente, domínio técnico do consultor e a forma como esse conhecimento é transmitido. Atendo a homens e mulheres que ocupam cargos de liderança ou atendimento ao cliente. Meu objetivo é transformar profissionais em verdadeiros consultores automotivos, capazes de explicar com clareza, gerar confiança e aumentar aprovações e ticket médio de forma ética e técnica. A consultoria será disponibilizada ao público no segundo semestre deste ano”, descreveu Giovana.


SALÃO MOTOPEÇAS
SALÃO DAS MOTOPEÇAS SE CONSOLIDA COMO
PRINCIPAL EVENTO DO SEGMENTO NO PAÍS
Evento reforça a força do aftermarket de duas rodas no Brasil
Entre os dias 10 e 13 de março, no Expo Center Norte, aconteceu a 15ª edição do Salão Nacional e Internacional das Motopeças. O evento, um dos maiores voltados para a linha moto, reuniu centenas de empresas e milhares de profissionais do aftermarket automotivo, com o objetivo de apresentar lançamentos ao mercado e movimentar R$ 300 milhões em negócios.
De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), a frota nacional de motos é de 35 milhões, 42% a mais que na última década. E a produção também acompanha esse grande momento, com o primeiro bimestre batendo 348.732 unidades, o maior resultado dos últimos 15 anos.
Para entender como as empresas estão enxergando esse mercado, o Balcão Automotivo conversou com os principais players do segmento.
REAL DUAS RODAS AUTHOMIX
”Estamos mais um ano marcando presença no Salão Nacional e Internacional das Motopeças. Tem sido uma oportunidade incrível para nós. Estamos com um estande maior, um projeto grande para receber nossos clientes. Apresentamos muitas ofertas, novidades e expandimos nosso portfólio”, explica João Romualdo, analista de Comunicação da Real Duas Rodas. “O mercado, este ano, passa por uma fase de consolidação e de expansão de portfólio. Estamos chegando com tudo”, finaliza.


Diretor de Marca Própria e Comércio Exterior, Victor Motta comenta a importância de estar no Salão. “Esta feira é muito produtiva para o segmento como um todo, principalmente, porque, pelo lado do cliente, ele consegue ver tudo o que as marcas estão lançando. O mercado de motos se movimenta muito rápido. E, para nós, acaba sendo uma oportunidade de mostrar as novas linhas de produto e a qualidade. A Authomix tem uma característica que ela cuida muito da qualidade dos produtos. A gente imprime isso na marca com o slogan ‘Qualidade Original’. Então, é um momento ótimo para o cliente ter o touch and feel – ele poder sentir a peça e ver o que sentimos efetivamente trabalhando o ano inteiro para desenvolver”.
SALÃO MOTOPEÇAS

BATERIAS MOURA
A primeira participação da Moura como expositora é destacada por Rui Pinto, coordenador de Gestão e especialista em Produtos, que avalia o cenário positivo da marca. “Nós estamos pela primeira vez no Salão das Motopeças. Sabemos que é um salão muito importante para o mercado de duas rodas e nós estamos nos posicionando como líderes de setor. Nós ganhamos esse patamar desde o ano passado, quando fomos líderes no mercado de reposição de baterias de moto. Temos de estar presentes nos maiores salões, estamos aqui exatamente para isso. No segmento ciclomotivo no ano passado, tivemos quase 2 milhões de motocicletas vendidas. Então, viemos com esse intuito de continuar crescendo cada vez mais neste mercado tão exigente”.

RINALDI

“A nossa participação no Salão é sempre muito especial porque a gente gosta muito de receber as pessoas. Os nossos clientes já esperam que a empresa traga muitas novidades e este ano incrementamos a Campanha Nacional de Vendas, que vai ser inédita dentro da Rinaldi. Ela funciona como um programa de milhagem, então queremos trazer mais vantagens para cada negócio”, explica Jana Nalin, head de Marketing da empresa. A executiva também comenta sobre o novo posicionamento da marca. “E, neste ano especial, também fizemos um rebranding da nossa marca, em que estamos trazendo nosso slogan ‘Muito Mais que Pneu’, porque realmente somos. A gente quer entregar resultado e performance para trabalhar o nosso produto de uma forma destacada, a fim de driblar todas as questões mercadológicas que envolvem o produto nacional”.

FIQUEPORDENTROPESADOS

CORTECO REFORÇA SOLUÇÕES
EM RETENTORES E JUNTAS PARA O
SEGMENTO DE VANS DE PICK-UPS
ZF AFTERMARKET LANÇA DISCOS E PLATÔS SACHS PARA VEÍCULOS
PESADOS AGRALE, MERCEDES-BENZ E VOLKSWAGEN
A ZF Aftermarket amplia o portfólio de embreagens da marca SACHS para veículos pesados no mercado de reposição. A linha passa a contar com novos discos, platôs e kits de embreagem destinados a aplicações Agrale, Mercedes-Benz e Volkswagen. A iniciativa reforça a cobertura da marca e amplia a oferta de soluções desenvolvidas para operações severas, com foco em durabilidade, desempenho e confiabilidade no transporte pesado.
A Corteco, marca do Grupo Freudenberg, reforça sua atuação no mercado de reposição com um portfólio completo de retentores e juntas para vans e pickups, desenvolvidos com tecnologia OEM. As peças são projetadas para oferecer durabilidade, confiabilidade e menor índice de retrabalho, fatores importantes para veículos de uso comercial intenso. Segundo o gerente de Produtos, Alexandre Morselli, a correta instalação é essencial para garantir desempenho e vida útil. A empresa segue investindo em tecnologia para ampliar soluções no segmento.

Salvador iniciou testes operacionais com o e-Volksbus, ônibus 100% elétrico da Volkswagen Caminhões e Ônibus. Durante um mês, o modelo circulará em rotas selecionadas para avaliar desempenho, autonomia e adaptação ao transporte urbano. Com capacidade de 22 toneladas e autonomia de até 250 km, o veículo conta com recarga noturna, frenagem regenerativa e Eco Drive Mode. Entre os diferenciais estão proteção contra inundação, sistema de ajoelhamento e suspensão pneumática. O modelo também foi destaque na Expo Foro Movilidad, no México, primeiro país a receber o e-Volksbus fora do Brasil.

CUMMINS BRASIL RECONHECE
DESEMPENHO DA REDE E CONSOLIDA PADRÃO NACIONAL DE EXCELÊNCIA EM PÓS-VENDA
A Cummins Brasil reforçou o padrão de atendimento da rede com o Programa Nacional de Excelência em Pós-Venda 2025, que avalia desempenho técnico, eficiência operacional e satisfação do cliente nos segmentos On e Off Highway. Com base em dados, auditorias e pesquisas, a iniciativa busca elevar a qualidade do serviço no País. A distribuidora DCCO, responsável por GO, DF e TO, alcançou o nível máximo do programa. A empresa também prepara para 2026 uma campanha nacional para reconhecer os melhores técnicos da rede.


DANA ACELERA FORTE NA COPA TRUCK 2026 COM PATROCÍNIO AOS DOIS CAMINHÕES DA ODAPEL
RACING/FULL TIME
A Dana renovou o patrocínio à Copa Truck 2026 por meio da marca Spicer, apoiando a equipe Odapel Racing, agora operada pela Full Time Sports. Os pilotos José Augusto Dias (Jô), na classe Elite, e Paulo Salustiano, na Pro, passam a competir com caminhões Mercedes-Benz. Presente em cerca de 95% dos caminhões produzidos no Brasil com eixos dianteiros e cardans, a Dana reforça sua ligação com o transporte e a alta performance nas pistas. A temporada começou em 8 de março, em Campo Grande (MS), com nove etapas pelo País.
COLUNA DO

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O PAPEL DO BALCONISTA NA SEGURANÇA VEICULAR
No dia a dia de uma loja de autopeças, muita coisa acontece em poucos minutos. Um cliente chega com pressa, pede uma peça, o balconista consulta a aplicação e a venda é feita. Parece uma situação simples, rotineira. Mas, muitas vezes, essa decisão tomada ali no balcão pode ter impacto direto na segurança de quem dirige aquele veículo — e também de todos que estão no trânsito.
Por isso, falar sobre o papel do balconista na segurança veicular é algo muito importante para quem vive esse mercado. Uma peça errada, mal aplicada ou de qualidade inadequada pode trazer consequências sérias. No pior cenário, pode provocar um acidente. No melhor, o carro quebra e gera um custo inesperado para o dono. Em qualquer situação, fica claro que a escolha da peça certa não é apenas uma questão de venda, mas também de responsabilidade.
Nesse processo, o balconista tem um papel fundamental. Muitas vezes é ele quem ajuda a identificar a aplicação correta, sugere a melhor opção e orienta o cliente. Mas para fazer isso com segurança, é essencial ter informação técnica e treinamento. A atenção precisa ser grande dos dois lados do balcão. O problema é que, na prática, quase sempre existe pressa — de quem compra e também de quem vende. E é justamente nessa correria que podem acontecer erros.
Também é importante lembrar que essa responsabilidade não é só do balconista. O empresário do setor precisa escolher bem os fornecedores e as marcas que coloca na prateleira. Quando a loja trabalha com peças de qualidade e investe em treinamento, o profissional do balcão tem mais condições de orientar corretamente o cliente.
Outro ponto é a conversa com quem está comprando. Muitas vezes a pessoa procura apenas o preço mais baixo. Cabe ao balconista explicar as diferenças entre as opções: qualidade, durabilidade e aplicação correta. Em alguns casos, vale até levantar outras questões. Se o cliente está trocando um componente de desgaste, por exemplo, pode ser o momento de verificar se outros itens relacionados também não precisam de atenção.
No fim das contas, o mercado mostra que existem balconistas que simplesmente atendem e outros que se destacam pelo conhecimento e pela confiança que passam ao cliente. Esses profissionais deixam de ser apenas vendedores e passam a ser uma referência dentro da loja.
Valorizar esse tipo de profissional é valorizar também a segurança no trânsito. Porque, no mercado de reposição automotiva, vender uma peça nunca é apenas uma venda. É sempre uma responsabilidade.




AUTOMOBILISMO ACELERA EM 2026 COM VITÓRIAS, ESTREIAS E GRANDES
DISPUTAS NA ABERTURA DA TEMPORADA
Fórmula 1, Stock Car, Copa Truck e TCR South America dão a largada no ano com bons resultados de brasileiros, estreias promissoras e corridas movimentadas nas primeiras etapas
A temporada 2026 do automobilismo começou cheia de emoção nas principais categorias do mundo e do Brasil.
Fórmula 1
Na abertura da temporada da Fórmula 1, George Russell venceu o GP da Austrália, enquanto o brasileiro Gabriel Bortoleto terminou em nono e marcou seus primeiros pontos com a Audi. Já no GP da China, Kimi Antonelli conquistou sua primeira vitória na categoria, com Russell em segundo e Lewis Hamilton garantindo seu primeiro pódio pela Ferrari. Bortoleto não largou.


Stock Car
No Brasil, a Stock Car iniciou o calendário em Curvelo (MG) com
vitória de Felipe Fraga, que começa o ano liderando o campeonato e mostrando que chega forte para mais uma temporada.

Copa Truck
Na Copa Truck, em Campo Grande (MS), o fim de semana foi bastante movimentado. Na categoria Pro, tivemos uma vitória para cada lado: Leandro Totti venceu a corrida 1 e Felipe Giaffone levou a corrida 2, começando o ano entre os favoritos ao título.
Na Elite, o grande destaque foi Nicolas Giaffone, que venceu as duas corridas da etapa e assumiu a liderança do campeonato. Entre os bons resultados do fim de semana, Jô Dias (#81), da Odapel Racing, terminou em terceiro na primeira corrida e em quinto na segunda. Já Paulo Salustiano (#55), na Pro, fez uma grande primeira corrida, também terminando em terceiro, mas acabou não completando a segunda após um grave acidente — felizmente, sem consequências físicas.
TCR South America
E no TCR South America, também em Curvelo (MG), Leonel Pernía venceu a primeira corrida e Camilo Trappa levou a segunda,
abrindo uma temporada que promete muito equilíbrio. Outro destaque foi a estreia de Gabriel Moura, de apenas 17 anos, da Cobra Racing Team, que fez sua primeira participação na categoria pilotando um Audi.

Assim começa o ano no automobilismo: novas disputas, novos campeonatos e muita velocidade pela frente.
HELENA SABE

Vamos chamar ela de Helena. Não porque esse seja exatamente seu nome, mas porque poderia ser.
Helena chegou ao mercado automotivo há uns vinte anos. Na época em que ainda era raro ver uma mulher atrás de um balcão de autopeças sem que alguém perguntasse duas vezes se ela realmente trabalhava ali.
A loja ficava — e ainda fica — num bairro cheio de oficinas. Daquelas ruas onde sempre tem um carro com o capô aberto, um motor desmontado em cima de uma bancada e alguém gritando do portão:
— Tem essa peça aí?
Helena era a única mulher no balcão.
Cinco vendedores. Quatro homens. E ela. No começo, alguns clientes pediam para falar “com um dos rapazes”.
Outros perguntavam, meio desconfiados:
— Você entende disso?
Helena respondia com calma. Não discutia. Não levantava a voz. Apenas atendia. E atendia bem.
Porque Helena tinha um talento raro para quem trabalha em autopeças: memória.
Ela sabia de cabeça aplicações que muita gente precisava consultar no sistema. Sabia que aquele amortecedor servia em três modelos diferentes. Sabia que o mesmo rolamento mudava apenas o código dependendo do ano do carro. Sabia quando duas marcas eram iguais por dentro e quando uma peça mais barata voltaria com reclamação. Era como se tivesse um catálogo inteiro dentro da cabeça.
Mas um dia aconteceu uma cena clássica do mercado.
Um mecânico entrou na loja pedindo uma peça específica para um motor complicado. Helena ouviu com atenção e respondeu quase imediatamente.
— Temos sim. Aplicação no modelo 2012 até 2016.
O homem franziu a testa. — Melhor você conferir com um dos vendedores.
Helena girou o monitor, digitou rapidamente no sistema e o cadastro confirmou exatamente o que ela havia dito.
Silêncio.
Ele olhou para a tela. Depois para ela.
E soltou, meio sem graça:
— Você sabe mesmo. Helena sorriu.
Não era arrogância. Era prática.
Era repetir aquilo todos os dias. Era ouvir mecânicos, aprender aplicações, errar algumas vezes, acertar muitas outras e guardar tudo na memória como quem organiza uma biblioteca de peças.
Vinte anos depois, Helena continua no balcão, porque quer.
Atende mecânicos pelo nome. Resolve problemas antes mesmo de eles terminarem de explicar. E, em muitos casos, é a primeira pessoa em quem pensam quando surge uma dúvida difícil.
Curiosamente, ninguém mais pergunta se ela entende.
O mercado automotivo tem dessas ironias bonitas.
Às vezes ele demora para acreditar.
Mas quando acredita, respeita.
E respeita porque descobre algo muito simples: competência não tem gênero.
Tem dedicação.
Tem experiência.
Tem memória de catálogo… e de estrada.
E Helena sabe.
Sabe de peças.
Sabe de clientes.
E sabe, principalmente, que ninguém fica no balcão sem aprender a transformar desconfiança em respeito.
Carla Nórcia, Presidente da Amma Associação Brasileira das Mulheres do Mercado Automotivo www.ammaoficial.com.br @amma.oficial_


Comportamento
por: Valtermário Rodrigues*



I Mulher.con
mportantes datas são comemoradas no mês de março, a exemplo do Dia Internacional da Mulher (08/03), do Dia do Consumidor (15/03) e do Dia Mundial da Água (22/03).
O “.com”, em e-mails e sites, é uma abreviação de comercial; já o “*.con”, escrito com “n”, no título deste artigo,
nada mais é do que um trocadilho para justificar o tema: Mulher e Consumidor.
A mulher é símbolo de força, inteligência e diversidade de vivências, abrangendo a fase adulta. É o ser humano do sexo ou gênero feminino, caracterizado, biologicamente, por sua capacidade reprodutiva (produção de óvulos).
Consumidor é uma palavra que tem origem no latim consumere, sendo o seu significado “esgotar”, “gastar”, “destruir” ou “corroer”. Porém, com a evolução do tempo, passou a descrever aquele que adquire e utiliza bens e serviços.
Consumir é, portanto, satisfazer necessidades e desejos, representando a etapa final do ciclo econômico. A economia gira em torno da compra de itens essenciais, tais como alimentação e moradia, bem como da aquisição de itens supérfluos.
Comemorado anualmente em 08 de março, o Dia Internacional da Mulher relembra as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres ao longo dos anos.
Em 1975, a comemoração do dia 8 de março foi oficializada pela ONU, ao declarar o Ano Internacional da Mulher, uma ação voltada ao combate das desigualdades e da discriminação de gênero em todo o mundo. Dessa forma, a data foi oficializada como o Dia Internacional da Mulher.
No Brasil, foi criado, em março de 1991, o Código de Defesa do Consumidor, sancionado pelo presidente da época, Fernando Collor de Mello. Com isso, o comércio passou a utilizar o dia 08 de março como uma oportunidade após o carnaval, o final do ano e o início do ano letivo, período em que parte da população tem menos dinheiro após muitos gastos — data em que o varejo movimenta grandes promoções, descontos e cashback.
Sem nos aprofundarmos em dados estatísticos, pois não é o foco deste artigo, ao longo das últimas décadas, as mulheres conquistaram maior espaço no mundo profissional, ampliando sua presença em diversos setores e níveis hierárquicos.
Na sociedade contemporânea, as mulheres exercem diversos papéis, seja na gestão do lar, na maternidade, na política, na pesquisa acadêmica, no empreendedorismo e
nas funções de liderança profissional.
No mercado automotivo, a presença feminina é cada dia maior e representa uma transformação importante, visto que, durante décadas, o ambiente automotivo era tido como um ambiente quase exclusivamente masculino — cenário que mudou significativamente nos últimos anos. Atualmente, muitas mulheres assumem posições estratégicas, lideram negócios e participam diretamente das decisões que impactam produtividade, gestão e rentabilidade.
Parabéns a vocês, mulheres brasileiras, guerreiras, que merecem proteção nas relações de consumo, a exemplo das diretrizes estabelecidas pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), que publicou a Nota Técnica nº 2/2025, reafirmando a necessidade de combater práticas abusivas e discriminatórias que afetam as consumidoras e reforçando o compromisso do Estado na defesa desse público. O documento foi elaborado pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) e pela Coordenação-Geral de Estudos e Monitoramento de Mercado.
Parabéns a vocês, mulheres, consumidoras. Parabéns às mulheres que atuam no mercado automotivo, em especial à minha esposa, Mary, que também atua no setor automotivo; às colegas de empresa, em especial Célia Simioli, minha colega de cargo/função; e ao time de analistas administrativas que trabalham em nossas equipes.
Até a próxima edição!
Valtermário Rodrigues

Por: Karin Fuchs | Foto(s): Divulgação





O MERCADO DE VEÍCULOS NOVOS E USADOS EM FEVEREIRO E NO PRIMEIRO BIMESTRE
O segmento de leves segue em crescimento. Destaque para os eletrificados fabricados no Brasil, com participação de 43% das vendas no segundo mês do ano
mês de fevereiro foi atípico, com menos dias úteis por conta do Carnaval — foram 4 dias a menos do que em janeiro. Mesmo assim, o mercado de veículos seminovos e usados cresceu 1,7% na comparação com o mês anterior, com 1.363.383 unidades transacionadas. No primeiro bimestre, a alta foi bem maior, de 16,1% em relação ao mesmo período de 2025, fechando com 2.703.716 unidades comercializadas, segundo a Fenauto.
Segundo o presidente da entidade, Everton Fernandes, “embora a Fenauto ainda não tenha definido uma projeção fechada de crescimento para 2026, e considerando fatores que tradicionalmente afetam o ritmo do mercado, como eleições e Copa do Mundo — que tendem a gerar momentos de cautela por parte do consumidor —, acreditamos que será um ano bom para o setor”, afirmou.
Conforme divulgado pela entidade, a evolução desse crescimento não é isolada, já que o setor vem de uma sequência de resultados históricos positivos. 2024 consolidou-se como um ano de recuperação sólida, com recordes de transações, e 2025 manteve o fôlego, impulsionado pela maior oferta de crédito e pela estabilização dos preços dos usados, servindo de base para os números expressivos no início de 2026.
José Éverton Fernandes, presidente da Fenauto


Pelos dados da Fenabrave, o volume de emplacamentos em fevereiro cresceu 4,13% em relação a fevereiro de 2025, totalizando 374.931 unidades, incluindo veículos leves, pesados, motocicletas e implementos rodoviários. O maior volume no mês foi de motocicletas, com 171.508 unidades emplacadas.
Os leves totalizaram 176.797 unidades, 8,82% acima do mês anterior e 1,67% a mais do que fevereiro de 2025. Automóveis somaram 140.548 unidades e comerciais leves, 36.249.
Na somatória do primeiro bimestre, foram emplacados 265.675 automóveis, 2,93% acima do mesmo período de 2025, e 73.596 comerciais leves, representando queda de 2,64% na mesma base de comparação.
Ainda no segmento de leves, no primeiro bimestre do ano, a Anfavea registrou crescimento de 18% no volume de emplacamentos de automóveis e comerciais leves em comparação ao mesmo período de 2025 e de 8,8% sobre o mês anterior. Foram emplacadas 340.100 unidades no bimestre, sendo 177.200 em fevereiro.
Pesados – Em fevereiro, foram emplacados 6.611 caminhões, 24,15% abaixo do mesmo mês de 2025 e 3,73% acima do mês anterior. Ônibus totalizaram 1.742 unidades emplacadas, uma retração de 26,65% na comparação com fevereiro de 2025 e um acréscimo de 3,51% sobre o mês anterior. No total, foram 8.353 veículos pesados emplacados em fevereiro.
No primeiro bimestre, em relação ao mesmo período de 2025, tanto caminhões quanto ônibus retraíram. Com 12.984 unidades emplacadas, caminhões tiveram queda de 27,25%, enquanto ônibus registraram recuo de 24,99%, totalizando 3.425 unidades no período.


Arcelio Junior, presidente da Fenabrave
As expectativas dos presidentes da Fenabrave, Arcelio Junior, e da Anfavea, Igor Calvet, estão voltadas ao programa Move Brasil, que incentiva a renovação da frota.


“O segmento de caminhões e ônibus ainda enfrenta dificuldades. No bimestre, as vendas caíram 29,4% ante os dois primeiros meses do ano passado. Apesar disso, os resultados de fevereiro apontam alguma melhora, com alta de 4,5% sobre janeiro”, avaliou Calvet.
Segundo a Anfavea, mais de R$ 4 bilhões em financiamentos — de um total de R$ 10 bilhões em crédito — já foram liberados pelo BNDES no âmbito do programa Move Brasil, para a troca de modelos antigos por seminovos ou 0 km.
De acordo com Arcelio Junior, “o transporte de cargas é historicamente mais sensível às condições macroeconômicas. A decisão de investimento nesse segmento depende diretamente do custo do crédito e das expectativas em relação à atividade econômica, além de iniciativas de estímulo às vendas, como o programa Move Brasil”, comentou.
Programa Carro Sustentável – Na avaliação de Arcelio Junior, o segmento de leves segue positivo e impulsionado pelo programa. “De modo geral, observamos um consumidor mais criterioso, mas disposto a investir quando encontra boas condições e produtos alinhados às suas necessidades. Cabe destacar também o Programa Carro Sustentável, do Governo Federal, que, desde julho de 2025, aumentou em quase 25% os emplacamentos dos modelos incluídos na iniciativa”, analisou.








Igor Calvet, presidente da Anfavea
Para se ter uma ideia, foram 301.977 veículos emplacados dos modelos que fazem parte do programa no período de 11 de julho de 2025 a 28 de fevereiro de 2026, 25% acima do período anterior, quando o programa ainda não vigorava.
Eletrificados – Entre os modelos híbridos (automóveis e comerciais leves), o volume de emplacamentos em fevereiro foi 1,33% superior ao mês anterior e 65,48% maior do que em fevereiro de 2025. “O crescimento demonstra maturidade do consumidor e avanço da oferta, consolidando a tecnologia como alternativa cada vez mais relevante na mobilidade brasileira”, comentou Arcelio Junior. Já os 100% elétricos avançaram 5,41% sobre janeiro e 92,96% na comparação com fevereiro de 2025.
Avanço dos nacionais – Pelas contas da Anfavea, em fevereiro foram 28.120 modelos híbridos e elétricos emplacados, representando 15,9% do total de leves. O destaque foi a participação recorde de 43% das vendas de modelos fabricados no Brasil.
“Os resultados dos investimentos em novas tecnologias e produtos são cada vez mais palpáveis. Temos desafios para manter nosso crescimento dos últimos anos, e o mais novo deles é a guerra no Oriente Médio, que pode ter impactos macroeconômicos e logísticos. Porém, acreditamos na resiliência da cadeia automotiva brasileira e na firme intenção dos nossos associados de continuar investindo no País”, disse Calvet.
Produção e exportação – Reflexo da queda expressiva das exportações no primeiro bimestre, de 28%, com 59.400 unidades embarcadas, a produção acumulada no período retraiu 8,9% na comparação com o primeiro bimestre de 2025, totalizando 338.000 unidades. A Anfavea lembra que, neste ano, o Carnaval ocorreu em fevereiro, enquanto no ano passado foi em março, o que também impactou a produção.
Segundo Calvet, “causa preocupação a retração expressiva nas exportações para a Argentina, mercado que nos ajudou muito nos resultados positivos de 2025”. Por outro lado, houve queda também no volume de veículos importados emplacados no primeiro bimestre, em relação ao mesmo período de 2025, porém em menor proporção, de 4,5%, somando 71.800 unidades.







