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Revista Balcao Automotivo ed 189

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INADIMPLÊNCIA ATINGE RECORDE COM MAIS DE

66 MILHÕES DE PESSOAS

E ACENDE SINAL DE ALERTA

O cenário econômico não é dos mais favoráveis. Mas de que forma tudo isso pode impactar o setor de autopeças?

A importância de pensar na saúde mental e emocional PESADOS & COMERCIAIS Tradicional feira acontecerá de 17 a 20 de agosto, em Fortaleza (CE) AUTOP 2022

Caminhões e ônibus devem apenas repetir os números de 2021

HÁ 15 ANOS LEVANDO INFORMAÇÃO DE QUALIDADE À REPOSIÇÃO AUTOMOTIVA

Balcão Automotivo é uma publicação dirigida aos profissionais automotivos e tem o objetivo de trazer referências ao mercado, para melhor conhecimento de seus profissionais e representantes.

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NOSSA PLATAFORMA DIGITAL

INADIMPLÊNCIA BATE RECORDE E ATINGE MAIS DE UM QUARTO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA

O cenário econômico não é dos mais favoráveis. A inflação alta corrói o poder de compra dos brasileiros. Segundo o IBGE, apenas no primeiro trimestre deste ano os rendimentos habituais reais médios dos brasileiros recuaram 8,7% em comparação com o mesmo período de 2021. Todos esses fatores impulsionam a busca de crédito por pessoas físicas e o aumento da inadimplência. Mas de que forma tudo isso pode impactar o setor de autopeças?

veículos conectados, híbridos e eletrificados”. Esse foi um dos destaques do 3º Encontro da Indústria de Autopeças, realizado pelo Sindipeças, no dia 20 de junho, no formato online. Entre os muitos assuntos abordados à ocasião, no último painel, Elias Mufarej, diretor da entidade, conduziu o quadro sobre as “Macrotendências na Reposição”.

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Apoios e Parcerias

No Suplemento Especial Vendedor Automotivo, a saúde mental dos colaboradores. Agravada pela pandemia, ela traz um alerta do quanto as empresas precisam se preocupar e apoiá-los. A verdade é que ainda há um longo caminho. No entanto, nunca o tema saúde mental esteve tão em voga, o que não seria para menos. De alguma forma, a pandemia causada pelo coronavírus afetou a todos nós.

Está chegando a Autop 2022. Após quatro anos sem ter sido realizada, ela deve ficar para a história. Em paralelo, um evento marcará a união do setor. Entre os dias 17 e 20 de agosto, Fortaleza (CE) será mais uma vez palco da AUTOP - Feira Nacional de Autopeças, Motopeças, Acessórios, Equipamentos e Serviços. Mais de 200 marcas já estão confirmadas e o evento deve receber mais de 30 mil visitantes.

Ainda: “A transformação da mobilidade com

DIRETORIA

DIRETOR COMERCIAL

Edio Ferreira Nelson edio@jornalbalcaoautomotivo.com.br

CONSELHEIRO CONSULTIVO Carlos de Oliveira

COMERCIAL

EXECUTIVO DE CONTAS Richard Faria richard@jornalbalcaoautomotivo.com.br

Produção de pesados fechará o ano com crescimento zero. Caminhões e ônibus devem apenas repetir os números de 2021; causas são a falta de chips e as dificuldades logísticas. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou na sexta-feira, 8, suas novas projeções para o setor. Nelas, a produção de caminhões e ônibus em 2022 deve apenas repetir os números do ano passado.

Instituto Pedro Molina realiza a 1ª Edição do Show Acordes para a Vida. Um espetáculo para uma causa nobre, que reuniu familiares, amigos e players do setor de autopeças, que aconteceu em 11 de junho, no Tokio Marine Hall, em prol do Instituto Pedro Molina. O espetáculo foi um sucesso, com todas as mesas lotadas e a presença de familiares, amigos e profissionais da reposição automotiva.

Boa leitura!

O EDITOR

REDAÇÃO

EDITOR-CHEFE Silvio Rocha redacao@jornalbalcaoautomotivo.com.br Karin Fuchs redacao2@jornalbalcaoautomotivo.com.br

COLABORADORES

Valtermário Rodrigues Robson Breviglieri FINANCEIRO

Analista Financeira: Luciene Moreira luciene@jornalbalcaoautomotivo.com.br

DEPTO DE ARTE

Supervisor de Arte/Proj. Gráfico Fabio Ladeira fabio@jornalbalcaoautomotivo.com.br

MKT DIGITAL Guilherme Nelson guilherme@jornalbalcaoautomotivo.com.br

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ASSINATURAS contato@jornalbalcaoautomotivo.com.br

FIQUEPORDENTRO

MONROE AXIOS LANÇA PEÇAS PARA VEÍCULOS DAS MARCAS MITSUBISHI, VOLKSWAGEN, JEEP E FORD

A Monroe Axios, uma das principais marcas da DRiV, apresenta para o mercado de reposição novos componentes voltados para os veículos da Mitsubishi, Volkswagen, Jeep e Ford, das categorias SUV, Sedan e Subcompacto. “O nosso objetivo é aumentar a linha de produtos como forma de qualificar o atendimento e também de estarmos cada vez mais juntos da indústria”, conta Ivan Furuya, Head of Sales and Marketing da Tenneco.

“TECNOLOGIA

PARA A VIDA” COM SEMICONDUTORES: BOSCH INVESTE BILHÕES NO MERCADO DE CHIPS

De carros e e-bikes a eletrodomésticos e bens de consumo – os semicondutores integram todos os sistemas eletrônicos. Há muito tempo, a Bosch reconheceu a importância deste dispositivo e, até 2026, a empresa planeja investir mais 3 bilhões de euros em sua divisão de semicondutores como parte do programa de financiamento do IPCEI (Important Project of Common European Interest) em microeletrônica e tecnologia de comunicações.

DANA CELEBRA 75 ANOS DE BRASIL AMPLIANDO SUA PRESENÇA

Com foco na excelência e sustentabilidade de suas operações e programas, a Dana comemora, no dia 10 de julho, 75 anos de atividades no Brasil e dá continuidade ao crescimento de seus negócios no País, ampliando a sua participação no mercado de reposição, fornecimento às montadoras e na exportação. “Um feito igualado por poucos”, define Raul Germany, presidente da Dana no Brasil, para a trajetória da empresa nesse período.

TECFIL CONQUISTA PRÊMIO DE EXCELÊNCIA EM QUALIDADE DE FORNECEDORES DA GENERAL MOTORS

A Tecfil recebeu o prêmio anual de Excelência em Qualidade de Fornecedores da General Motors Brasil, em reconhecimento pelo excelente desempenho de entrega em 2021. “A Tecfil sempre prezou pelos mais altos padrões de qualidade exigidos pela cadeia produtiva da indústria automobilística. O prêmio coroa este nosso compromisso e é fruto do trabalho e dedicação da nossa equipe”, afirma Wagner Vieira, diretor Comercial da Tecfil.

ÍCONE DA PROPAGANDA

BRASILEIRA, COFAPINHO

COMPLETA UM ANO NAS MÍDIAS

SOCIAIS

Com o principal objetivo de participar do dia a dia de consumidores, mecânicos, varejistas e distribuidores, as redes sociais da Cofap, comandadas pelo mascote ícone da propaganda brasileira, somam mais de 100 mil seguidores no Facebook, Instagram, Youtube, Linkedin e TikTok. Em um ano, as redes sociais da Cofap atingiram 76 milhões de impressões, bateram 14 milhões de views e geraram 30 milhões de engajamentos.

VALEO ASSINA CONTRATO COM O GRUPO BMW PARA FORNECIMENTO DE SISTEMA ADAS

A Valeo firmou acordo de cooperação com o Grupo BMW para o fornecimento de controlador de domínio ADAS, sensores e software de estacionamento e manobra para a próxima geração da plataforma “Neue Klasse”* da BMW, com lançamento para 2025. A Valeo vai desenvolver e produzir o controlador de domínio capaz de gerenciar todos os fluxos de dados de todos os sensores ADAS nos veículos do Grupo BMW, com base na plataforma “Neue Klasse”.

NAKATA RECEBE PRÊMIO DO GRUPO COMOLATTI

A Nakata foi destaque no Prêmio Everest dedicado aos melhores fornecedores da BR AutoParts, do Grupo Comolatti, somando mais uma importante conquista e reconhecimento pelo seu comprometimento com as empresas que atuam no aftermarket. A empresa foi eleita a 2ª Melhor Fornecedora do Grupo no ano de 2021 no conjunto: Serviços, Práticas Comerciais e Resultados Econômicos.

FÁBRICA DA BORGWARNER

COMEMORA CINCO ANOS SEM ACIDENTES

A BorgWarner exalta cinco anos sem acidentes de trabalho, em sua fábrica em Brusque (SC). “Celebrar essa marca é celebrar a segurança de cada um dos nossos colaboradores no dia a dia. Estou muito orgulhoso de comemorar essa conquista que o resultado de um conjunto de ações, atitudes, engajamento e comprometimento de todas as pessoas que fazem parte do time BorgWarner”, diz Daniel Silva, diretor da BorgWarner Brusque.

CORTECO COMEMORA 25 ANOS DE OPERAÇÕES JUNTO AO GRUPO FREUDENBERG

A Corteco completa 25 anos de atividades, como marca integrante do Grupo Freudenberg, em todo o mundo. A trajetória da empresa é marcada pelo fornecimento de mais de 26 mil produtos de alta qualidade e tecnologia para o mercado de reposição, com fábricas e centros de distribuição em mais de 15 países. Atualmente, seu extenso portfólio atende a veículos das linhas leve e pesada, além de motocicletas.

JAMAICA MANGUEIRAS

LANÇA 22 PRODUTOS

DA LINHA AUTOMOTIVA

A Jamaica amplia sua linha de mangueiras para o sistema de Arrefecimento, combustível e óleo hidráulico lançando 22 itens, todos da linha Automotiva. Dentre os lançamentos estão mangueiras de reposição para os veículos das montadoras Fiat, GM, Nissan, Volkswagen e Honda. A Jamaica trabalha constantemente para oferecer sempre os melhores produtos aos seus clientes, por este motivo a empresa é responsável por todo o processo produtivo.

Sergio Montagnoli (Nakata) e Paulo Fabiano Navi

SAMPEL PROMOVE LANÇAMENTO DE COXIM HIDRÁULICO DO MOTOR

PARA LINHAS FORD

A Sampel lança coxins hidráulicos para motor de 9 linhas da Ford. Todos são produtos patenteados, exclusivos e produzidos na fábrica. O consumidor pode esperar uma qualidade superior na absorção de vibrações, ruídos e impactos. Uma novidade é a padronização das carcaças que se fixam na carroceria. Além disso, alguns componentes de nylon também estão padronizados. Dos 9 itens, 2 têm padrão convencional e não apresentam fluido hidráulico.

SKF E STOCK CAR PROMOVEM AÇÃO SOLIDÁRIA EM PROL DE COMUNIDADES CARENTES

Nos dias 30 e 31/07, Interlagos (SP) receberá mais uma etapa da Stock Car com uma campanha de arrecadação de alimentos. A SKF como fornecedora oficial de rolamentos da categoria, em parceria com a Vicar (organizadora da Stock Car) e o Fundo Social de Solidariedade de Cajamar, lançaram o “Ingresso Solidário Stock Car”, de arquibancada, com 50% de desconto, mediante doação de 1Kg de alimento não perecível na entrada do autódromo.

MONTADORAS APROVAM EVENTO DE EXPERIÊNCIA EM PISTA

Com mais de 4,5 mil test-drives realizados e público de 20,6 visitantes, foi encerrada a 1ª edição do Festival Interlagos – Carros, no Autódromo José Carlos Pace (SP), cujo feedback de montadoras e outras expositoras foi de aprovação ao seu formato, que priorizou a experiência em pista, tanto on como off-road. Na avaliação de Márcio Saldanha, da organização do Festival, o acontecimento superou as expectativas de empresas e organizadores.

INSCRIÇÕES PARA O PRÊMIO

DA QUALIDADE

IQA 2022 SÃO

PRORROGADAS

ATÉ 4 DE AGOSTO

O IQA – Instituto da Qualidade Automotiva – promove, pelo 2º ano consecutivo, o Prêmio da Qualidade IQA 2022, que conta com o apoio da Anfavea e do Sindipeças. As inscrições podem ser realizadas até o dia 4 de agosto, no site do Instituto. Podem participar profissionais ligados às empresas da cadeia automotiva que podem optar por duas categorias de inscrição: “Qualidade no Processo Produtivo” e “Qualidade na Inovação e Novas Tecnologias”.

CONTROIL DISPONIBILIZA SOLUÇÕES EM POLÍMEROS PARA PRINCIPAIS

MONTADORAS

A Controil é a fornecedora original de soluções em polímeros para as principais montadoras que atuam no País e no exterior, como Mitsubishi, Mercedes-Benz, GM, Fiat/Jeep, Agrale, além de grandes sistemistas. A marca produz uma linha completa de mangueiras para filtro de ar, para respiro de óleo de motor, além de anéis de vedação e coletor de admissão. São itens resistentes e que se enquadram às necessidades dos clientes.

O MOMENTO É DE PRECAUÇÃO

As pessoas estão buscando mais crédito, a inadimplência bateu recorde, mas o País não para

Ocenário econômico não é dos mais favoráveis. A inflação alta, que atingiu 11,89% em 12 meses computados até o mês de junho, corrói o poder de compra dos brasileiros. Segundo o IBGE, apenas no primeiro trimestre deste ano os rendimentos habituais reais médios dos brasileiros recuaram 8,7% em comparação com o mesmo período de 2021. Além disso, a taxa básica de juros, a Selic, está em 13,25%.

Todos esses fatores impulsionam a busca de crédito por pessoas físicas, só para ilustrar, em maio foi 11,2% maior do que no mesmo período de 2021 e, consequentemente, o aumento da inadimplência: em abril 66,13 milhões de pessoas ficaram negativadas, o maior número desde o início da série histórica, em 2016, segundo a Serasa Experian. Mas de que forma tudo isso impacta no setor de autopeças?

Na Auto Peças Rocha, de Campinas (SP), Roberto Rocha conta que tem sido observado um maior número de clientes parcelando em mais vezes as compras no cartão. “Alguns mecânicos que têm uma situação mais estável na oficina estão sofrendo, recebendo muitos cheques sem fundo ou seus clientes estão pedindo um prazo de 30 dias para começarem a pagar pelos serviços. Isso descapitalizou o caixa que eles tinham e, se antes eles pagavam à vista pelo desconto que oferecíamos, hoje eles pedem mais prazo”.

Rocha acrescenta que isso já está acontecendo há uns dois meses, “talvez

“Em 2020, no auge da pandemia, o valor do consumo caiu 6,5%. No ano passado, o consumo das famílias cresceu 4,5%, recuperando parte das perdas de 2020. O que se esperava para 2022 era, ao menos, a recuperação das perdas ocorridas em 2020, mas o cenário econômico, tanto nacional como internacional, não permitiram um crescimento maior neste ano”.

Marcos Pazzini, sócio da IPC Marketing Editora

adiante melhore um pouco”, otimiza, e sobre as vendas, diz ele, “está estável, mas deveria estar melhor por ser um mês de férias. Nós vamos fechar o mês uns 8% ou 10% abaixo do esperado. Não terá o crescimento que tem todos os anos nesta época”.

Para completar, o empresário informa que a falta de peças persiste. “Nós fizemos compras de alguns itens que prevíamos que iria faltar. Compramos o que achamos no mercado, alguns distribuidores não estão vendendo em mais quantidades, pois o estoque deles também está falhando. Um sinal de que eles também não estão recebendo das fábricas”.

VENDAS IMPULSIONADAS

Há cerca de cinco meses, André Keppe adquiriu a Pajomar, em Curitiba (PR), loja de autopeças que já foi referência na cidade e estava em decadência. Ele mudou o nome para Keppe Autopeças. Desde então, as vendas se mantêm em alta, mês a mês. “Acredito que foi pela loja estar decadente e eu ter dado outra cara para ela”. Em relação ao mercado, o cenário é diferente. “Conversando com os meus amigos mecânicos, muitos dizem que o movimento caiu”.

Para ele, o caminho é a diferenciação e um dos seus slogans nas mídias sociais é “eu tenho o que todo mundo tem, mas tenho o que ninguém tem”. “Se eu não tiver a marca que o cliente quer, eu vou atrás para ele. E o que ninguém tem são peças de carros antigos e aqui eu tenho muita coisa. A minha abordagem é diferente. É um atendimento mais de consultoria, muito mais qualificado e até mais demorado”.

Segundo ele, é preciso ter muita atenção no estoque. “Hoje, nas grandes autopeças o estoque de giro está em torno de 30%. Ou seja, você investe muito e fica mais de 60% mortificado no seu estoque”. Uma mudança que ele tem percebido é na forma de comprar. “O balcão não deixará

Roberto Rocha, da Auto Peças Rocha, de Campinas (SP)

de existir, mas está migrando muito para o delivery. Para mim, o volume está vindo pela internet e pelas mídias sociais, até o telefone começou a migrar muito para o WhatsApp”.

PRECAUÇÃO

Para evitar a inadimplência nas oficinas mecânicas, Roberto Turatti, o Billy, da Invest Auto, de Balneário Camboriú (SC), orienta a não aceitar cheques, não começar nenhum serviço sem o cadastro do cliente, nem que seja feito no papel, e nem sem a aprovação do orçamento. “Por essa filtragem, meu nível de inadimplência é quase zero e, quando tem alguma, é porque deixamos escapar algum procedimento e verificamos”.

Ele acrescenta que muitos têm medo de perguntar como o cliente irá pagar. “A maioria não sabe como perguntar. A culpa de inadimplência no meu setor, nas oficinas, é a falta de comprometimento e de clareza”.

Sobre o movimento na oficina, Billy conta que “teve uns momentos de redução, baixou um pouco em virtude da pandemia, por todo mundo ter sido afetado de uma forma ou de outra. Já neste ano, o índice de aprovação dos orçamentos tem sido alto. Porém no Nordeste eles têm reclamado um pouco. O poder aquisitivo influencia no movimento”.

Billy também fala sobre a falta de peças. “Aumentou, porque teve uma

queda nas vendas de carros novos no acúmulo do ano e somente em junho a queda foi de 5% em relação ao junho de 2021, isso fez com que aumentasse um pouco o movimento nas oficinas. A falta de peças tem sido mais para carros mais premium do que para os populares”.

EFEITO CADEIA

José Natal da Silva, da Mega Car Centro Técnico Automotivo, da capital paulista, informa que do diagnóstico realizado na oficina o cliente pede para que seja feito o que é mais urgente. “Isso é o que temos observado neste cenário atual”. Assim como Billy, ele também não aceita pagamentos em cheque.

“Há dez anos, optamos por só trabalhar com cartão e dinheiro. Naquela época, eu percebi que se continuasse aceitando cheque, eu quebraria. Perdemos alguns serviços, mas fomos nos adequando à nova realidade, mostrando para os clientes que o cheque não fazia mais parte desse negócio. Em função disso, nós não temos inadimplência”, afirma.

Por outro lado, ele conta que tem uma pequena distribuidora, com o mesmo nome de sua oficina (Mega) e que lá, sim, nota-se como a inadimplência impacta o setor. “A inadimplência das oficinas aumentou bastante, o que reflete no varejo. Talvez seja pela queda de aprovação dos orçamentos. Isso causa um efeito cascata em todo o nosso setor”. Ele também enfrenta a falta de alguns itens. “Esta falta no mercado está

judiando. Tem horas que falta por causa do preço e tem horas que é porque não há a peça disponível”.

CONSUMO DAS FAMÍLIAS

Pelo estudo IPC Maps 2022, o consumo das famílias deve movimentar cerca de R$ 5,6 trilhões ao longo deste ano no País, o que representa um aumento real de apenas 0,92% em relação a 2021, a uma taxa positiva de 0,42% do PIB.

Marcos Pazzini, sócio da IPC Marketing Editora e responsável pela pesquisa, comenta que o esperado era uma recuperação. “Em 2020, no auge da pandemia, o valor do consumo caiu 6,5%. No ano passado, o consumo das famílias cresceu 4,5%, recuperando parte das perdas de 2020. O que se esperava para 2022 era, ao menos, a recuperação das perdas ocorridas em 2020, mas o cenário econômico, tanto nacional como internacional, não permitiram um crescimento maior neste ano”.

Segundo ele, “o que percebemos é que quanto mais a inflação aumenta, menor fica o rendimento do brasileiro e quanto menor o rendimento, maior é o comprometimento com despesas básicas, como habitação, alimentos, bebidas, medicamentos, etc..”. O IPC Maps 2022 também mostra que das preferências dos consumidores na hora de gastar sua renda, nota-se o aumento de gastos com carro próprio (11,5%), ultrapassando, inclusive, os desembolsos com alimentação no domicílio e bebidas (10,5%).

André Keppe, da Keppe Autopeças, de Curitiba (PR)
José Natal da Silva, da Mega Car Centro Técnico Automotivo
Roberto Turatti, o Billy, da Invest Auto, de Balneário Camboriú (SC)

“Este aumento do potencial de consumo com veículo tem a ver com o aumento da demanda da população por serviços de entrega e, também, pelos serviços de táxi por aplicativo. Na pandemia, aumentou o contingente da população que passou a comprar produtos online, o que demandou uma frota maior de motos para este serviço e se mostrou uma oportunidade de renda para aquela população que ficou desempregada ou precisava aumentar sua renda. O mesmo raciocínio vale também para os serviços de táxi por aplicativo, principalmente em grandes cidades”, explica.

De maneira geral, Pazzini prevê um segundo semestre mais promissor que o primeiro semestre. “Pois a inflação começa a cair, o governo mexeu nos preços dos combustíveis, o que deve ajudar a diminuir a inflação, e o governo deve começar a pagar auxílio para pessoas necessitadas, caminhoneiros e taxistas, o que vai injetar dinheiro na economia e ajudar a movimentar o consumo, nesse segundo semestre”.

CENÁRIO MACROECONÔMICO

Renato Aragon, Associate Director da Xsfera, boutique de consultoria para o mercado financeiro e de pagamentos, explica como a inflação impacta no poder de consumo. “Temos uma taxa de inflação bem distante da meta estabelecida pelas entidades monetárias do País, que está estipulada em cerca de 5,5% ao ano, e atualmente marca a casa dos dois dígitos. Isso afeta diretamente o poder de consumo das famílias brasileiras e, consequentemente, o setor produtivo do País. O cenário macroeconômico ainda está desfavorável, o que fortalece essa tendência”.

Por outro lado, ele diz que a queda do valor dos combustíveis deve provocar influência positiva para a queda desse índice. “É importante este movimento para que tenhamos capacidade de estruturar novas medidas para trazer a inflação perto da meta anual. Não obstante, existem reformas importantes para o País que dependem de uma série de iniciativas, porém precisaremos aguardar a continuidade ou não do governo atual para traçar cenários mais realistas. Tem muita especulação no ar em ano eleitoral.”

Guilherme Cortez, coordenador de Investigações da Leme Inteligência Forense, analisa que além de impactar o poder de consumo das famílias, a inflação gera uma alta generalizada de preços. “Além disso, como movimento natural, a taxa de juros costuma acompanhála. Sendo assim, a tendência a reduzir o poder de compra é potencializada,

pois o crédito também se torna mais caro. O crédito mais caro desestimula a economia no geral, reduzindo o apetite pelo risco e, consequentemente, gerando menos postos de trabalho. Em poucas palavras, o custo de vida aumenta, e as formas de mantê-lo diminuem”.

INADIMPLÊNCIA

Diogo Catão, CEO da Dome Ventures, especialista em govtechs e inovação dos setores públicos, diz que com a elevação da taxa Selic, acima de 13%, a tendência é que a inadimplência aumente. “O grande desafio das fintechs é justamente a capacidade de dar crédito. Elas estão sendo bem avaliadas, por isso os preços das fintechs estão bastante descontados como a bolsa valores”.

Exemplo disso é o preço das ações dos bancos inter e Nubank que despencaram. “Pois há um temor de que cada vez mais fique difícil controlar a inadimplência. Nos dias atuais, é mais fácil as pessoas baixarem aplicativos e tentar pegar crédito em diversos lugares de forma

Renato Aragon, Associate Director da Xsfera

simultânea, o que tende a aumentar a inadimplência. Quanto maior os juros, maior a probabilidade da inadimplência. Já nos bancos tradicionais existem as garantias solicitadas na hora de disponibilizar o crédito, o que mantém as taxas mais controláveis”.

Aragon avalia que a inadimplência chegou forte no cotidiano das famílias. “Desde 2016, não tínhamos índices com esse nível de endividamento. Tradicionalmente, a maioria das dívidas das famílias é com bancos e cartões de crédito. Porém, chama a atenção o fato de que cerca de 20% disseram respeito a utilities (água, luz, gás), o que demonstra que a inadimplência chegou forte no cotidiano das famílias brasileiras. O risco de crédito continua alto e as instituições financeiras certamente devem tomar medidas mais restritivas de concessão de novos contratos”.

Cortez comenta que o aumento da taxa de juros básica tem um impacto maior em novas concessões de crédito, porém há um impacto direto em relação à inadimplência. “Os devedores que não estão suportando pagar suas dívidas nas condições originais do contrato, em eventual negociação, serão impactados

pelo encarecimento do crédito, com taxas mais agressivas que as anteriores, podendo ocasionar um possível efeito bola de neve”.

COMPORTAMENTO DO VAREJO

Pela aprovação da PEC dos Auxílios, Diogo Catão afirma que a tendência é uma injeção no varejo. “O índice Cielo do varejo ampliado, o IVCA, mostra que as vendas no varejo neste primeiro semestre tiveram um crescimento de 18% descontado da inflação e comparado ao mesmo período do ano de 2021. Claro que ainda não chegou aos níveis pré-pandemia, mas o varejo tem de certa forma se reinventado e vem conseguindo sobreviver bem. Com a PEC recém-aprovada, R$ 41 bilhões serão injetados na economia e é muito provável que o varejo se manterá em níveis satisfatórios até o final do ano”.

Guilherme Cortez diz que a tendência natural é que produtos não essenciais tenham impactos negativos, enquanto os essenciais se mantenham relativamente estáveis. Mas para o setor de autopeças o aumento da frota de automóveis mais antigos pode impactar.

“Segundo estudo encomendado pelo Sindipeças (jun/2021), a tendência de aumento de frota de veículos com mais de 12 anos seguiria até 2022. Considerando também a crescente da taxa de juros, que obstaria o crescimento da frota de carros mais novos, devido ao encarecimento do crédito, o varejo de autopeças pode atingir estabilidade, mesmo em cenário econômico geral desfavorável, pois a frota de veículos do País será composta por máquinas com maior necessidade de reposição de peças”, explica.

Guilherme Cortez, coordenador de Investigações da Leme Inteligência Forense

ANO ELEITORAL

Historicamente, ano eleitoral traz muita volatilidade para os mercados, conforme explica Renato Aragon. “Já sentimos esse impacto nos juros, câmbio, inflação, inadimplência, etc. O segundo semestre será marcado pela definição da continuidade ou não do governo atual. Essa definição é de extrema importância para que o planejamento econômico, a partir de 2023, produza impactos positivos na retomada do crescimento econômico do PIB’”.

Para Guilherme Cortez, as propostas econômicas, somadas à recepção do mercado, às pesquisas eleitorais e resultado da eleição, serão um dos grandes pontos para recuperar a confiança na economia do País. “Embora os resultados do segundo semestre reflitam majoritariamente o movimento de retomada após a pandemia da Covid-19, alguns indicadores como fluxo de entrada de recursos estrangeiros irão demonstrar se haverá um aumento de confiança diante do cenário político que irá se desenhar ou se a tendência ainda será negativa em relação à economia brasileira”, conclui.

“Temos uma taxa de inflação bem distante da meta estabelecida pelas entidades monetárias do País, que está estipulada em cerca de 5,5% ao ano, e atualmente marca a casa dos dois dígitos. Isso afeta diretamente o poder de consumo das famílias brasileiras e, consequentemente, o setor produtivo do País. O cenário macroeconômico ainda está desfavorável, o que fortalece essa tendência”.

e de pagamentos

CAPA
Diogo

INSTITUTO PEDRO MOLINA REALIZA

A 1ª EDIÇÃO DO ACORDES PARA A VIDA

Um espetáculo para uma causa nobre, que reuniu familiares, amigos e players do setor de autopeças

No dia 11 de junho, o Tokio Marine Hall foi palco de um show em prol do Instituto Pedro Molina. O espetáculo foi um sucesso, com todas as mesas lotadas e a presença de familiares, amigos e profissionais do mercado de reposição automotiva.

Casado com a única filha de Pedro Molina, Branca Regina S. Molina, o empresário Carlos Malagoni conta que o show foi produzido pelo Centro Musical RMF, onde seus filhos Julia e Pedro Molina Malagoni se apresentaram, além de contar com “o nosso grande amigo” Ricardo Ribeiro Pereira, gerente Regional de Vendas da Nakata e cantor profissional.

“O Centro Musical RMF, do maestro Reynaldo Martinelli Filho e da maestrina Edna Martinelli, nos ajudou a produzir um show musical de primeira. A Julia, o Pedro e o Ribeiro, e mais alguns amigos, se apresentaram em prol de uma causa beneficente, que é a bandeira que o Instituto carrega. Foi uma oportunidade para contarmos o que é o Instituto e o que ele se propõe a fazer”, afirma Malagoni.

Nas palavras dele, o evento foi memorável. “Um encontro familiar, de amigos e profissionais do setor com o objetivo de comemorar e celebrar um projeto importante que estamos fazendo no Instituto Pedro Molina. Ficamos muito felizes com a presença dos amigos do setor. Depois de tantos anos da passagem do Sr. Pedro, vimos

que o legado dele continua intacto, o respeito e o carinho, e todos demonstraram isso”.

Um sucesso que também é comentado por Ribeiro. “Foi especial demais, com uma produção fantástica. O objetivo foi alcançado e com o apoio que tivemos de todos os fabricantes que foram patrocinadores desse evento e com os amigos que colaboraram, nós fizemos com muito carinho todo esse trabalho. No dia do show, só de olhar de cima e ver todas as mesas lotadas e os amigos presentes para prestigiarem, foi muito bom”.

AÇÕES

O Instituto Pedro Molina foi lançado em 8 de abril de 2021, no dia do aniversário de Pedro Molina, em parceria com o Dr. Acary Souza Bulle Oliveira, médico neurologista da Unifesp. “Ele cuidou do Sr. Pedro quando ele teve a doença (Esclerose Lateral Amiotrófica). O objetivo do Instituto é apoiar projetos relacionados a doenças neuromusculares”, diz Malagoni. Para quem não sabe, Pedro Molina é um dos grandes nomes do mercado de autopeças, sócio-diretor da Roles – Distribuidora de Autopeças.

Muitas das doenças neuromusculares são raras, faltam estatísticas precisas e até informações básicas para atendimento aos pacientes. Dentre os projetos em andamento, Malagoni

destaca o aplicativo TeleNeuMu, que já está presente em projetos de entidades que atuam junto aos acometidos por doenças neuromusculares.

O objetivo é conectar pacientes, médicos e profissionais da saúde, além de apoiar a linha de cuidado e jornada dos pacientes; criar estatísticas confiáveis para as doenças neuromusculares e eventuais outras especialidades, e um banco de dados que permita e apoie ainda mais os laboratórios a trazerem testes clínicos (clinical trials) para o Brasil. “Estamos conversando com outros parceiros para aumentar o escopo de atuação do aplicativo e a gama de serviços prestados”.

INCENTIVO FISCAL

O Instituto Pedro Molina tem uma agenda para estruturar e enquadrar projetos que permitam às empresas terem incentivos fiscais nas doações. “Muitas empresas já praticam ações sociais e se elas também puderem acolher as nossas inciativas, será de grande valia e incentivo para termos mais recursos de forma recorrente, direcionados a projetos e ao Instituto. A necessidade é contínua e perene”.

AGRADECIMENTOS

Malagoni agradece a todos que apoiaram o evento. “Deixo aqui um grande agradecimento para os fabricantes que estiveram conosco, aos amigos de estrada. Esse prestígio foi de grande valia para nós, acalenta o coração ver que o Sr. Pedro deixou uma história e um legado bonito nas pessoas e no coração de cada um”.

E outros virão. “Através da marca IPM Acordes para a Vida, nós pretendemos organizar mais eventos musicais, não só dessa dimensão, mas menores e com formatos diferentes, trazendo figuras importantes do cenário musical”, finaliza.

APOIADORES

Para a realização do primeiro Acordes para a Vida, o Instituto Pedro Molina contou com o apoio de várias empresas do setor de autopeças e de outros setores. São elas: Grupo Comolatti, Delphi Technologies BorgWarner, Editora Novo Meio, Mapa Capital, KIA, NGK, Driveway, NFA Advogados, Urba, JPM Par, Leite Martinho Advogados, Cofap, GreenPCR, Dana, Nakata, Atos, Flash Travel, Delage e a Sunny Bags.

Julia em performance no evento
Julia e Ribeiro em apresentação
Carlos Malagoni, empresário
Julia e Pedro encantaram os presentes
Pedro e o maestro Reynaldo Martinelli

NSuplemento Especial A SAÚDE MENTAL DOS COLABORADORES

Texto: Karin Fuchs | Foto(s): Divulgação

unca o tema saúde mental ficou tão em voga, o que não seria para menos. De alguma forma, a pandemia causada pelo coronavírus afetou todos nós, mas conforme explica a psicóloga Luciene Bandeira, diretora de saúde mental da Conexa e responsável técnica de Psicologia Viva, a saúde mental da população brasileira já era alvo de preocupações antes mesmo da pandemia.

“Já aparecíamos nas estatísticas entre os países mais ansiosos do mundo e com maior índice de depressão das Américas. Certamente, a pandemia contribuiu para agravar quadros pré-existentes e para

Agravada pela pandemia, ela traz um alerta do quanto as empresas precisam se preocupar e apoiá-los. Ainda há um longo caminho

a manifestação de quadros latentes. Segundo o estudo One Year of COVID-19, realizado pelo instituto Ipsos e divulgado no início de 2021, 53% dos brasileiros relataram piora do bem-estar mental no ano de 2020”, afirma.

Especificamente na plataforma Psicologia Viva, ela conta que em 2021 o número de atendimentos psicológicos triplicou em relação a 2020, passando de 300 mil para mais de 1 milhão. “O aumento na procura por tratamento psicológico tanto pode indicar uma piora na saúde mental da população, como uma maior preocupação com os cuidados com ela”, esclarece.

NOVOS FATORES

Na avaliação de Maria Luiza A. Mendonça de Almeida, psicóloga e psicanalista, o índice de piora na saúde mental dos colaboradores no País é exponencial e foi mais ainda no período da pandemia. “Esta piora se torna visível neste momento pós-pandêmico e tende a crescer, pois a manifestação de sintomas e transtornos psiquiátricos são muito específicos, ou seja, há pessoas que irão adoecer e manifestar esses sintomas, outras poderão elaborar o que passaram de uma forma mais amena”.

Entre os principais motivos para o agravamento deste quadro durante a pandemia, ela atribui ao “confinamento, à falta de informações precisas, ao trabalho remoto excessivo, à falta de uma política pública para combater a pandemia e dar um suporte à população. E, principalmente, à sensação de desamparo e ameaça à finitude”.

Luciene conta que agora, que boa parte da população já está vacinada e a vida foi retomando o padrão normal, outros fatores se misturam com os iniciais, mas por outras razões. “Primeiro, tivemos que nos adaptar ao home office e agora precisamos nos readaptar à volta ao presencial, os relacionamentos sociais ficaram prejudicados durante o afastamento social e na volta aos escritórios não conhecemos muitas pessoas que entraram na empresa durante a pandemia e sempre trabalharam de forma remota. Essas adaptações são fator de estresse e, a depender do estado emocional de cada um e dos fatores ambientais a que se está exposto, podem predispor ao adoecimento mental”.

QUEBRA DE TABU

Para muitos, saúde mental ainda é um tabu. Para acabar com isso, tanto Maria Luiza como Luciene dizem que o caminho é mais informação. “Para acabar como tabu sobre a saúde mental, o que necessitamos são mais informações por parte de profissionais especializados, bem como uma boa formação desses profissionais. Quanto a esses profissionais, me refiro a psiquiatras, psicólogos e psicanalistas”, afirma Maria Luiza.

“A informação é sempre a melhor arma contra o preconceito. Há no imaginário das pessoas uma crença de que saúde mental é algo referente à loucura. E esta é ainda muito associada à imagem dos manicômios. A realidade é que saúde mental é um dos componentes da saúde, e assim como a alimentação saudável e a prática de atividades físicas são fundamentais para uma boa saúde, a saúde metal também é um fator essencial à boa saúde e bem-estar”, explica Luciene.

Ela acrescenta que “por isso, quanto mais falamos da importância da saúde mental para uma vida saudável, mais estamos desmistificando esse tabu. A falta de saúde mental ou prejuízos nela é que desencadeiam os transtornos e doenças mentais. Portanto, quando cuidamos da saúde mental estamos fazendo além de promoção de saúde a prevenção de doenças”.

NAS EMPRESAS

Mesmo com o tema tão em moda, muitas empresas ainda não se atentaram ou não adotaram ações para ajudar os colaboradores, ou até mesmo, colocam a culpa neles, o que de acordo com Luciene é o maior erro. “Somos fruto do nosso meio em grande parte, portanto culpabilizar o indivíduo por adoecer no trabalho é algo inaceitável”.

Outros erros bem comuns, diz ela: é ter um discurso de preocupação e cuidado com a saúde mental dos colaboradores que está distante da prática e do que é vivenciado no dia a dia das organizações; acreditar que oferecer benefícios já é o suficiente para garantir a satisfação dos colaboradores, e a convivência ou falta de ação em relação a comportamentos e crenças estereotipadas acabam promovendo um ambiente tóxico para os colaboradores.

E ainda, não capacitar as lideranças para lidar no dia a dia com questões referentes à saúde mental; o foco exclusivo em resultados sem um olhar para o aspecto humano da força de trabalho, entre tantos outros. “Tudo isso impacta negativamente no bem-estar, na qualidade de vida e saúde mental do colaborador, que se refletirá em baixa produtividade e altos índices de absenteísmo e turnover”, afirma Luciene.

Luciene Bandeira, diretora de saúde mental da Conexa e responsável técnica de Psicologia Viva
Maria Luiza A. Mendonça de Almeida, psicóloga e psicanalista

A dica de Maria Luiza para cuidar do bem-estar e da saúde mental dos colaboradores é o acesso a informações. “O que pode ser feito através de palestras, comunicação interna e um intenso preparo da equipe de Recursos Humanos para dar o suporte necessário, principalmente aos colaboradores que porventura apresentem sintomas psiquiátricos e emocionais. Quando me refiro ao preparo da equipe de RH, seria principalmente a ética, sigilo e proporcionar uma equipe de parceiros para atender a demanda de tratamentos psiquiátricos e psicoterapêuticos”.

Na visão dela, os principais erros nas empresas que acabam por deixar de lado a questão da saúde mental de seus colaboradores são “a falta de informação a partir do CEO, não tendo uma visão completa da Empresa. E, principalmente, a falta de ética e preparo em lidar com essas questões”.

UM NOVO MODELO

Segundo Luciene, as empresas precisam compreender que estamos vivendo um novo tempo e precisam se adaptar à nova ordem. “A pandemia mudou muito a relação das pessoas com o trabalho e elas passaram a priorizar um pouco mais a qualidade de vida. Assistimos nos últimos meses empresas com saídas em massa de colaboradores porque obrigaram o retorno ao trabalho presencial. O modelo que conhecíamos antes não funciona mais 100% hoje e não temos ainda um novo modelo totalmente validado. As empresas precisam estar dispostas a se adaptar à nova ordem”.

Para isso, ela diz que as empresas precisarão ser flexíveis e estarem dispostas a ouvir sua força de trabalho de modo a conciliar as necessidades dos trabalhadores com os objetivos da empresa. “Investir em bem-estar corporativo e saúde mental no trabalho se tornou uma urgência no mundo corporativo. E nada mais justo, afinal, as pessoas

Mariza Perim, gestora de Recursos Humanos da Autopeças Perim

passam 1/3 de seu dia no trabalho (mesmo que seja em home office), logo, seria muito mais proveitoso para todos que esse período fosse tão agradável quanto produtivo”.

Sobre a Conexa, Luciene conta que é oferecida uma gama de serviços voltados para o cuidado com a saúde do trabalhador. “Desde o pronto atendimento médico, atenção primária à saúde, programa de cuidado para pacientes crônicos, cuidados nutricionais e psicológicos até um programa de bem-estar no trabalho, o BETI (BemEstar no Trabalho Importa), que conta com ações que vão desde o atendimento em telessaúde, campanhas de conscientização para a saúde até o desenvolvimento de programas de saúde mental e capacitação de lideranças”.

EXEMPLOS NO VAREJO

precaverem e pagamos o teste de Covid para quem estava com suspeita. Foram ações para tentar amenizar e até melhorar a saúde dos colaboradores. Quem precisou se afastar só voltou quando estava bem”, informa Mariza Perim, gestora de Recursos Humanos da Autopeças Perim.

A palavra de ordem na Perim foi acolhimento. “Creio que com essas ações nós conseguimos amenizar, pois o colaborador se sentiu acolhido. E para quem testou positivo, nós continuamos dando o apoio. Alguns conseguiam trabalhar de casa, outros não pela necessidade de sua função ser presencial. Nesses casos, nós ligávamos para eles para saber se estavam se sentindo bem e se precisavam de ajuda”.

Na Autopeças Perim, que tem 14 lojas e 420 funcionários, desde o início da pandemia foi adotado o protocolo Perim de orientação e sensibilização, envolvendo os gestores e colaboradores. “Nós fizemos várias ações, demos muitas orientações para eles se

Com todos esses cuidados, Mariza diz que foram muitos casos de afastamento e nem um por saúde mental. “A mensagem aos colaboradores é que estamos preocupados com a saúde e o bemestar deles. Até porque eles são a maior riqueza da nossa empresa. Temos que cuidar dos nossos colaboradores e a nossa empresa cuida”, finaliza.

Uma iniciativa na Rodrigues foi a criação de uma área de descompressão, onde os colaboradores têm à disposição o clube do livro,

Rodrigo Rodrigues, gestor da Auto Peças Rodrigues

Já aparecíamos nas estatísticas entre os países mais ansiosos do mundo e com maior índice de depressão das Américas. Certamente, a pandemia contribuiu para agravar quadros pré-existentes e para a

manifestação de quadros latentes. Segundo o estudo One Year of COVID-19, realizado pelo instituto Ipsos e divulgado no início de 2021, 53% dos brasileiros relataram piora do bem-estar mental no ano de 2020.

Luciene Bandeira, psicóloga e diretora de saúde mental da Conexa e responsável técnica de Psicologia Viva

AÇÕES ANTECIPADAS

Pouco tempo antes da CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes ser obrigatória dentro das empresas com mais de 20 funcionários, de acordo com a Lei 13.174/2001, ela foi implementada na Auto Peças Rodrigues, que também tem uma oficina mecânica. Ao todo são 26 colaboradores diretos e terceirizados, e a criação de um grupo CIPA teve como objetivo a segurança e o bem-estar dos seus colaboradores.

“Começamos implementando o banco de horas, para que eles pudessem usá-lo quando precisassem, como, por exemplo, para emendar um feriado, desde que acordado anteriormente com o seu gestor”, conta o gestor da empresa, Rodrigo Rodrigues.

Outra iniciativa foi a criação de uma área de descompressão, onde os colaboradores têm à disposição o clube do livro, vários jogos e o WiFi aberto para eles utilizarem no horário do almoço ou após o expediente. “Foram ideias que tivemos justamente para poder melhorar o bem-estar dos colaboradores durante o horário de trabalho, principalmente porque a maior parte do dia nós estamos no ambiente de trabalho”.

Sem nenhum registro de afastamento por saúde mental, Rodrigues credita também que as ações da empresa ajudaram

nesse sentido. “Hoje, a saúde mental é um dos principais pontos comentados nas organizações. Acho que em parte, por fugirem do ambiente do trabalho, dos amigos e familiares que podem interferir também com uma negatividade que já vem de fora, as nossas ações ajudam a termos um ambiente mais agradável”, finaliza.

DIFERENTES PERCEPÇÕES

No artigo “The C-suite’s role in well-being”, publicado no site da Deloitte, dados levantados pela consultoria apontam que enquanto 84% dos C-levels ou executivos sêniores disseram que a saúde mental dos funcionários é “boa ou excelente”, apenas 59% dos colaboradores admitiram que esse é o caso.

Por outro lado, 56% dos funcionários pensam que os executivos de sua empresa se preocupam com seu bem-estar, enquanto 91% dos C-levels acreditam que os funcionários sentem que seus líderes se preocupam com eles.

A pesquisa também mostrou que mais de três quartos (76%) dos C-levels disseram que a pandemia afetou negativamente seu bem-estar e menos de dois em cada três funcionários classificaram várias dimensões de sua saúde como “excelente” ou “boa”.

O

mercado da reposição tem um caminho entre a indústria e o aplicador. E o veículo é o Balcão Automotivo

ESTÁ CHEGANDO A AUTOP 2022

Após quatro anos sem ter sido realizada, este ano ela deve ficar para a história. Em paralelo, um evento marcará a união do setor

Entre os dias 17 e 20 de agosto, Fortaleza (CE) será mais uma vez palco da AUTOP - Feira Nacional de Autopeças, Motopeças, Acessórios, Equipamentos e Serviços, desde a sua última edição em 2018. Mais de 200 marcas já estão confirmadas e o evento deve receber mais de 30 mil visitantes; um público bem focado e especializado no mercado independente de autopeças.

Esta 17ª edição da Feira também marca o retorno dos relacionamentos presenciais, onde serão mostradas as principais novidades, tendências, produtos e soluções do mercado com aplicações na prática.

Ranieri Leitão, presidente do Sistema Sincopeças/Assopeças/Assomotos do Ceará - SSA/CE e do Sincopeças Brasil

Assim como nas edições anteriores, os visitantes terão a oportunidade de participar de várias palestras e treinamentos para capacitação técnica e profissional.

Entre os atrativos, Ranieri Leitão, presidente do Sistema Sincopeças/ Assopeças/Assomotos do Ceará - SSA/CE e do Sincopeças Brasil, destaca, “o Congresso Brasil e Itália de Injeção a Diesel, que é muito interessante, e de hora em hora, o Senai proporcionará um curso. Também a SK Mobility, pelo seu programa Balconista S/A, realizará vários cursos. Será um momento de muita capacitação e treinamentos”.

Ranieri acrescenta que “a AUTOP 2022 nos dará clareza em relação às oportunidades, aos novos modelos de negócios que vão surgir e à questão da responsabilidade socioambiental no nosso setor”. Única feira do setor a ser realizada por uma entidade de classe, o SSA/CE, ela é uma referência para o setor automotivo do Norte e Nordeste. E, como sempre, receberá caravanas de diversas cidades do País que estão sendo organizadas em parcerias com os distribuidores e o Sebrae/

CE. A Feira é patrocinada pelo Sebrae/CE e pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

POSSE E UNIÃO DO SETOR

Um dia antes da abertura da Feira será realizada a cerimônia de posse da reeleição de Ranieri Leitão para o comando das entidades SSA/CE e do Sincopeças Brasil. No mesmo dia haverá uma reunião com os representantes da Andap e do Sincopeças Brasil, Sicap, Sindirepa, Sincopeças-SP e Conarem.

“Nesta reunião serão definidas as nossas propostas e o que pretendemos avançar em benefício do setor como um todo. O objetivo é mostrarmos para todo o Brasil, e para o poder público, através da imprensa, que todas as entidades que representam o mercado independente de autopeças estão unidas”, afirma.

ATUALIZAÇÕES NECESSÁRIAS

Diretor de Vendas e Comunicação Corporativa na SK Mobility, Flavio Portela,

diz que as expectativas com a AUTOP são as melhores possíveis. “Nós estamos vivendo um momento de retomada do mercado de reposição, pode não parecer, mas nos últimos dois anos sem eventos, sem feiras, nos distanciou muito de nossos clientes, os balconistas e reparadores, sobre as novidades e atualizações técnicas das fábricas”.

Portela frisa a grande necessidade de atualização. “Com essa pegada presencial, a feira proporciona isso. Ela aproxima o fabricante e o distribuidor com seu públicoalvo, que são os profissionais formadores de opinião e que decidem para qual lado e quais tendências que o mercado seguirá. É um momento ímpar e importante para a retomada da reposição automotiva. Muitas empresas novas entraram no mercado, muitos importadores ganharam força pela falta de presença do fabricante nacional em algumas linhas de produtos. O momento é do fabricante nacional e o importador entenderem o seu papel nesse mercado de transformação, o qual nós vivemos”.

A SK Mobility levará para a AUTOP o seu programa de relacionamento, o Balconista S/A. “Nós colocaremos uma arena para treinamentos na feira e divulgaremos os fabricantes que participarão de palestras e treinamentos. Vamos aproveitar esse momento de novidades e atualizações técnicas e comerciais para fazermos um trabalho de capacitação para mecânicos e balconistas. Todos os participantes presentes sairão com certificado nas mãos”, finaliza.

REENCONTRO

Marcos Nunes Bezerra, diretor Comercial do Grupo Bezerra Oliveira, diz que as feiras do setor são um momento de reencontro, de confraternização, de se atualizar e ficar por dentro das novidades e tendências. “Tudo isso se vê e se conversa dentro de uma feira. Toda feira tem que ser presencial, ainda mais depois de uma pandemia como essa, que eu nunca tinha visto nada igual e nem em filme, que me isolasse e me colocasse

tão distante das pessoas que eu amo, dos meus clientes e fornecedores”.

Bezerra compara a AUTOP deste ano com a Autopar, que aconteceu em maio em Curitiba (PR), marcando a retomada das feiras presenciais do setor. “Foi um momento muito gostoso e nós abraçamos os amigos que venceram a crise de pandemia. Foi simplesmente fantástico esse reencontro. A AUTOP será a consolidação da nossa vitória, nós vencemos e estamos aqui contando as nossas histórias. Muitas empresas tiveram as suas dificuldades, mas nós da Bezerra Oliveira saímos dessa pandemia fortalecidos. Acredito que essa AUTOP será marcante e ficará para a história”.

Para finalizar, ele conta que eles estão organizando caravanas para levarem seus clientes para a Feira e que também participará de uma palestra ao lado do Doutor Carro. “O tema da minha é ‘Como

“A AUTOP 2022 nos dará clareza em relação às oportunidades, aos novos modelos de negócios que vão surgir e à questão da responsabilidade socioambiental no nosso setor”, diz Ranieri

Flavio Portela, diretor de Vendas e Comunicação Corporativa na SK Mobility
Leitão

montar uma autopeça com baixo custo’. Vai ser muito interessante, pois consolidaremos ainda mais esse trabalho que fazemos pela Bezerra Oliveira de ajudar as pessoas a realizarem o sonho de ter o próprio negócio”.

APOIO

Leandro Machado, diretor Comercial da Padre Cícero, também destaca a volta do relacionamento presencial na AUTOP. “A expectativa é a melhor possível, depois da pandemia e de vários anos sem ter a feira, nós estamos muito esperançosos de que ela será muito boa, com muito público e muitas caravanas das cidades dos interiores dos estados do Nordeste”.

Em sua opinião, as novidades e o relacionamento são os maiores atrativos da AUTOP. “O mercado não para de inovar. Os expositores da feira são os fabricantes e, apesar de os distribuidores não entrarem

com estande, nós temos todo o apoio deles para levarmos os nossos clientes para eles estreitarem o relacionamento, o que é muito importante. E também a parte de capacitação e treinamentos, principalmente para os mecânicos”.

E a distribuidora Padre Cícero estará em peso. “Vamos ter a nossa equipe de vendas para dar assistência aos clientes. A nossa diretoria, gerência, representantes e vendedores estarão todos na AUTOP com foco total nos nossos clientes, para levá-los até os nossos fornecedores”, conclui.

CONSOLIDAÇÃO

Para César Garcia, diretor da Autofort Nordeste, a AUTOP se consolidará mais ainda. “As expectativas são as melhores possíveis. A feira está toda vendida, após 4 anos sem um evento de grande porte do setor automotivo, certamente, a AUTOP 2022 ficará como a maior feira do Nordeste

e uma das principais do País”.

Questionado sobre os principais diferenciais desta feira, Garcia afirmou: “uma feira só com expositores fabricantes já é um diferencial. Nesta edição, nós teremos muitas novidades, até porque não houve eventos presenciais, mas as indústrias continuaram produzindo, investindo em tecnologia e em desenvolvimento. O nosso mercado ainda é muito do contato presencial, o aplicador, o balconista e o lojista gostam de ver as peças, de falar com o técnico da fábrica e tocar no produto. Isso só é possível em um evento presencial”.

Para finalizar, ele conta que a Autofort Nordeste está participando com a organização do evento, com sugestões e com o relacionamento com as fábricas. “Nós estamos trazendo parceiros exclusivos para estarem no evento. Queremos ajudar a viabilizar e fazer da AUTOP um espelho para as outras feiras”.

SERVIÇO

17ª AUTOP

Feira Nacional de Autopeças, Motopeças, Acessórios, Equipamentos e Serviços

Local: Centro de Eventos do Ceará - Av. Washington Soares, 999 - Edson Queiroz, Fortaleza (CE)

Data: de 17 a 20 de agosto

Hora: Quarta a sexta-feira, das 16h às 22h; e sábado, das 14h às 19h

Marcos Nunes Bezerra, diretor Comercial do Grupo Bezerra Oliveira
Leandro Machado, diretor Comercial da Padre Cícero
César Garcia, diretor da Autofort Nordeste

KOUBE APRESENTA NA AUTOP PRODUTOS COM SEGURANÇA E TECNOLOGIA

Os fluidos de freio DOT4 e DOT4 LV Koube atendem as normas NBR9292 e são aprovados pelo INMETRO, garantindo segurança a partir de sua aplicação. Sendo pioneiro no mercado, o Konvertech foi desenvolvido para converter a polaridade do óleo, fazendo com que seja solubilizado na água do sistema, reparando-o com apenas 1 frasco. A Koube convida a todos a visitar seu estande na Autop 2022!

DAYCO ESTARÁ PRESENTE NA FEIRA COM GRANDES LANÇAMENTOS

A Dayco estará na Autop com grandes novidades. A empresa vem ampliando o seu portfólio de produtos nos últimos anos e um grande destaque que será levado à feira do Ceará é a linha de correias para ATVs e UTVs, com produtos desde o uso recreativo, até a linha de competição. Para a reposição automotiva, os lançamentos têm sido constantes e a empresa vem trazendo cada vez mais as principais tecnologias desenvolvidas em parceria com as montadoras.

DRIV LANÇARÁ NA AUTOP LINHA DE AMORTECEDORES E COMPONENTES DE SUSPENSÃO

“A Autop é uma oportunidade de encontrarmos as pessoas do Aftermarket. Depois de dois anos afastados, queremos mostrar ao mercado do Nordeste nossos lançamentos da linha de amortecedores e componentes de suspensão. Estaremos com nossas equipes comercial e de treinamento. E no dia 18/08, receberemos o piloto Cesar Urnhani”, diz Ivan Noda Furuya, Head de Marketing e Vendas da Driv, das marcas Monroe Amortecedores e Monroe Axios.

DIVERSAS ATRAÇÕES MARCAM A PRESENÇA DA RIO NA FEIRA

A marca global RIO – Riosulense S.A. (Rio do Sul/SC) – estará presente na 17ª edição da Autop, promovendo uma série de atrações: palestras com especialistas, lançamentos de produtos e um passeio virtual (360 graus), pelo qual os visitantes poderão ver a amplitude e a modernidade do seu parque fabril e também a sua tecnologia inovadora. No estande 63, ainda estará em exposição um motor de acrílico para apresentar as peças fornecidas pela empresa.

WEGA MOTORS COMPLETA 20 ANOS NA REPOSIÇÃO BRASILEIRA

A Wega Motors Brasil, fábrica de produtos para reparação automotiva nas linhas leve e pesada, completa 20 anos de atuação no mercado local. A Wega Motors é uma marca pertencente ao Grupo Argentino R. Neto S.A, fundada em 1969 por Rafael Neto. Localizada em Buenos Aires, a empresa possui três plantas industriais em solo argentino. Por aqui, o Centro de Distribuição da Wega fica em Itajaí (SC).

KYB ALIA PRECISÃO E TECNOLOGIA NA 17ª EDIÇÃO DA AUTOP

A KYB, uma das líderes mundiais na fabricação de amortecedores, participa da 17ª edição da Autop Ceará unindo precisão e tecnologia. Além dos amortecedores mais destacados de seu portfólio, a multinacional japonesa promoverá aos visitantes dois treinamentos técnicos, ainda entre os destaques estão o relançamento do Programa Tomodachi e do novo portal KYB. Visite o estande da empresa localizado na Avenida A, Rua 3, 101.

TECFIL PARTICIPA DE MAIS UMA EDIÇÃO DA FEIRA

A Tecfil, uma das maiores fábricas de filtros da América Latina, estará presente na Autop 2022. Nesta edição, a empresa levará todas as novidades de filtros para linha leve, pesada, moto e agrícola, além de apresentar as novas palhetas Tecfil Max Vision na versão Plus. Aos visitantes, a fabricante informa que estará localizada no estande 65/69 e que conta com a presença dos que por lá passarem!

SAMPEL CONVIDA A TODOS A VISITAR SEU

ESTANDE NA AUTOP

Entre os dias 17 e 20 de agosto, a Sampel participará da Autop 2022. O evento na capital do Ceará, maior referência em feiras automotivas do Norte e Nordeste, conectará pessoas, ideias, negócios e o setor automotivo como um todo. No encontro em Fortaleza, sobretudo a marca Sampel destacará os componentes originais e hidráulicos produzidos na própria fábrica de ponta a ponta.

Define-se verdade como tudo o que está intimamente ligado ao que é sincero, correto, verdadeiro, afirmação do que é correto e seguramente o certo e dentro da realidade do que se apresenta, portanto, é a ausência da mentira.

E por falar em verdade/mentira, o termo fakenews fake (falso/ falsa) e news (notícia/notícias) consiste em disseminar notícias com mentiras, veiculando-as como verdades, com a finalidade de omitir situações reais.

O foco do artigo é abordar o tema “Verdades” em nosso dia a dia, quer seja nos relacionamentos pessoais e/ou profissionais, afinal, quantas verdades podem estar por trás de cada pessoa? Quais impactos, certas verdades podem causar implicações ao relacionamento humano?

Consequências negativas podem acontecer em nosso dia a dia quando:

• Verdades, através das palavras, são ditas sem o devido cuidado;

• Crenças limitantes, verdades que podam o indivíduo de alcançar objetivos;

• Feedbacks são dados sem o devido cuidado;

• Nos retraímos através do silêncio ou de um sorriso e não expomos nossas verdades;

• Competências e fragilidades são desconhecidas pelo próprio indivíduo.

A VERDADE DÓI?

Há pessoas que adotam a seguinte postura: “o que eu tenho que dizer, digo na cara” e esquecem das regras da boa educação. Quando uma crítica não é construtiva é melhor ficar calado.

Na eletricidade, quando dois fios (positivo e negativo), neutro e fase se encostam, acontece um curto circuito e, caso um disjuntor não desarme, pode implicar em danos aos equipamentos. Assim acontece com o relacionamento humano, no momento em que certas verdades entram em rota de colisão e são ditas, podem acarretar em um curto circuito, portanto, uma explosão de emoções pode acontecer e implicar em consequências difíceis de se contornar, afinal, não sabemos o que se passa na vida do outro, não se sabe as dificuldades, tristezas, dores, marcas do passado... portanto, todo cuidado é pouco em relação a prejulgamentos, preconceitos, intolerância, incompreensão e falta de empatia.

“Você não sabe o quanto eu caminhei Pra chegar até aqui Percorri milhas e milhas antes de dormir Eu nem cochilei Os mais belos montes escalei Nas noites escuras de frio chorei” Trecho da música “A Estrada” Cidade Negra – Composição de Da Gama

Foto(s): Divulgação

As crenças limitantes, ou seja, as verdades que são impostas ao longo da vida se caracterizam por terem cunho negativo, e levam o indivíduo a não acreditar na possibilidade de alcançar os seus objetivos por medo ou para não irem ao encontro daquilo que se acredita.

Feedbacks positivos e negativos são importantes ferramentas para destacar a qualidade dos colaboradores, além de informar os pontos de melhoria e orientar sobre a execução do trabalho, porém, se o feedback não for bem conduzido, se não for verdadeiro, coerente e tratado com a devida importância e respeito, pode implicar em ressentimentos, constrangimentos e conflitos.

Às vezes, perde-se a oportunidade de perceber aquele que está bem ao nosso lado. Pode ser um colega de trabalho, por exemplo, que mesmo sorrindo ou quietinho em seu canto pode estar disfarçando sérios problemas pessoais. É muito importante trabalharmos a percepção, estender a mão a alguém e se predispor a ouvi-lo. É possível que o silêncio ou o sorriso seja uma espécie de grito, uma expressão que significa um pedido de atenção ou ajuda.

Muitas competências e fragilidades são desconhecidas pela própria pessoa, por conta disso, oportunidades são perdidas e persistir em algo que faz parte de uma fragilidade demanda em se manter no campo da estabilidade (zona de conforto) ou em resultados aquém do potencial. Importante realizar uma análise de PFOA e identificar

nossas próprias Potencialidades, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças. Ao receber um incentivo de alguém, do tipo: “vá em frente; você é capaz ou uma crítica não construtiva do tipo: “desista disso...; acho que você deveria mudar de...”, você vai saber exatamente se está ouvindo uma verdade ou uma mentira pois sabe exatamente qual o seu potencial.

Em determinado momento do dia, no atendimento em um balcão, cliente e balconista se encontram. Cada um saiu de casa pela manhã, carregando verdades totalmente opostas. Um deles, totalmente sensível por conta de sérios problemas pessoais: problemas de saúde na família, dívidas e problema conjugal. O outro, sem perceber, foi dominado por uma dose de arrogância e intolerância, pois a mudança repentina de patamar financeiro lhe subiu um pouco à cabeça, enfim, verdades opostas, emoções à flor da pele e um passo para uma situação de conflito.

A verdade é que, na medida em que praticamos a tolerância; em que buscamos qualidade de vida; praticamos a empatia, a meditação, no momento em que nos conectamos com nosso interior, com fé e disposição, a tendência é que tenhamos sucesso em tudo aquilo que nos propomos a fazer em benefício próprio e/ou do outro.

*Analista Administrativo Sênior da Distribuidora Automotiva S/A – Filial Salvador; Bacharel em ADM; MBA em Gestão de Empresas; MBA em Liderança Coaching; Co-autor dos livros “Ser Mais Inovador em RH” – “Motivação em Vendas” e "Planejamento Estratégico para a Vida”

Balcão dos Pesados & Comerciais

TEXTO: REDAÇÃO | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

PRODUÇÃO DE PESADOS FECHARÁ

ESTE ANO COM CRESCIMENTO ZERO

Caminhões e ônibus devem apenas repetir os números de 2021; causas são a falta de chips e as dificuldades logísticas

AAssociação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou na sexta-feira, 8, suas novas projeções para o setor. Nelas, a produção de caminhões e ônibus em 2022 deve apenas repetir os números do ano passado. Serão 178 mil veículos pesados, o mesmo total alcançado em 2021.

Inicialmente, eram estimadas (em janeiro) 192 mil unidades. O motivo da revisão não é a queda na procura, mas a dificuldade de produzir pela falta de componentes nas linhas de montagem. “Não é apenas a falta de semicondutores [chips], há um grande desafio logístico para abastecer as linhas”, garante o vice-presidente da Anfavea, Gustavo Bonini.

Por segmento, os caminhões devem responder por 159 mil unidades e os ônibus, por 19 mil, como no ano passado. A Anfavea também reduziu outras projeções, como as vendas internas.

A avaliação inicial para 2022 era de 157 mil emplacamentos, mas foi reduzida para 146 mil. Desse novo total, 129 mil serão caminhões, volume semelhante ao de 2021 (128,7 mil). Se as novas projeções se confirmarem, as vendas de ônibus crescerão 21%, atingindo 17 mil unidades.

De acordo com a Anfavea, essa alta nos ônibus será puxada pelos modelos urbanos, rodoviários, fretamento e também destinados ao turismo. A revisão da entidade também prevê exportações estáveis, em 27 mil veículos pesados, como no ano passado. A projeção inicial foi pouco mais otimista, 29 mil.

Vendas de ônibus

O setor de ônibus foi o mais afetado pela pandemia de Covid-19 e suas vendas continuam patinando. Como consequência, a Federação Nacional da Distribuição de Veículos

Automotores (Fenabrave) revisou para baixo a projeção do setor para 2022. Em vez de 19,1 mil unidades e alta de 8%, a entidade estima agora 18,2 mil veículos e leve crescimento de 2,8%. “O que havia de emplacamentos para o Programa Governamental Caminho da Escola já ocorreu durante o 1º semestre”, afirma o diretorexecutivo da Fenabrave, Marcelo Franciulli. Com isso, o pequeno crescimento que deve ocorrer até o fim do ano será puxado por operações de fretamento e renovações pontuais de frota. Franciulli admite que as retomadas no turismo e também no transporte interestadual podem gerar vendas de ônibus.

Implementos rodoviários

A venda de implementos rodoviários em junho anotou 13,1 mil unidades. A comparação com maio aponta pequena queda de 4,1%, mas a média diária aumentou de 622 para 625 equipamentos entregues. No entanto, o acumulado do ano teve 75 mil unidades emplacadas e indica retração de 2,3% na comparação com iguais meses do ano passado. Os números foram divulgados na quartafeira, 6, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), que revisou para baixo a expectativa de vendas do segmento, assim como fez a Fenabrave para os caminhões. No início do ano a Anfir estimava crescimento de 5% a 10% (algo entre 171 mil e 179 mil implementos), mas agora prevê 165 mil unidades, ou seja, alta de apenas 1,4% a mais que em 2021.

A venda de implementos rodoviários em junho anotou 13,1 mil unidades. A comparação com maio aponta queda de 4,1%

O setor de ônibus foi o mais afetado pela pandemia de Covid-19 e suas vendas continuam patinando

Texto: Redação | Foto(s): Divulgação

JENNIFER RUMSEY É PROMOVIDA A PRESIDENTE E CEO DA CUMMINS

A Cummins Inc. anuncia que, a partir de 1º de agosto de 2022, Tom Linebarger encerrará seu mandato como CEO da empresa e Jennifer Rumsey, presidente e diretora de Operações (COO), assumirá o cargo. Rumsey, além de ser a sétima CEO, será a primeira mulher a liderar a empresa desde que foi fundada em 1919. Linebarger continuará atuando como presidente do Conselho de Administração e como presidente Executivo.

DESENVOLVIMENTO DO FPT CURSOR 13 DA COPA TRUCK TEM

NOVIDADES EM LONDRINA

Toda a energia do FPT Cursor 13, produzido pela FPT Industrial, marca do Iveco Group, aceleraram os pilotos Felipe Giaffone #4, Djalma Pivetta #21 e Raphael Abbate #26, da equipe Usual Racing, e Felipe Tozzo #57, da FPT/Dakar Motorsports, na quinta etapa da Copa Truck, em Londrina (PR). Os caminhões IVECO voltaram à pista no final de semana 9 e 10/07 com novidades nos motores que elevam ainda mais a competitividade na temporada 2022.

ZF AFTERMARKET LANÇA NOVO SERVO EMBREAGEM PARA MODELOS VOLKSWAGEN DE 8 A 13 TONELADAS

COM FÁBRICA EM INDAIATUBA (SP), CASTERTECH EXPANDE CAPACIDADE PRODUTIVA COM GERAÇÃO DE EMPREGOS

O movimento de expansão da Castertech Fundição e Tecnologia em Indaiatuba (SP), consolidado em meados de 2021, fortalece a liderança das Empresas Randon no mercado de autopeças. Com posição logística estratégica para o mercado interno, a unidade responde pela produção de 9 mil toneladas/ ano de itens para sistemas de rodagem e segmento agrícola, representando 15% do volume total de peças fundidas e usinadas pela companhia.

A ZF Aftermarket lança para o mercado de reposição um novo modelo de servo embreagem, com o objetivo de suprir demandas de veículos pesados. O servo embreagem 970051330 pode ser aplicado em veículos Volkswagen de 8 a 10 toneladas (modelos Delivery 9.170 e 11.180) e de 13 toneladas (micro-ônibus modelo 13.180), todos com fabricação entre set/2017 a out/2020, de acordo com a descrição do comunicado de lançamento.

A ALLISON CEDERÁ UNIDADES EGEN POWER

100S E 100D PARA A XOS AO LONGO DE 2022

A Xos, Inc. (NASDAQ: XOS), fabricante líder e fornecedora de serviços de veículos elétricos a bateria para caminhões das classes 5 a 8, trens de força, infraestrutura de carregamento e software de gerenciamento de frota, anunciou que firmou parceria estratégica com a Allison Transmission, Inc. (NYSE: ALSN), para desenvolver conjuntamente veículos elétricos comerciais das classes 7 e 8 para serviços pesados.

DANA LANÇA NOVA LINHA DE CATÁLOGOS PARA COMPONENTES DE DIFERENCIAL POR MODELO DE EIXO

A Dana lançou sete Catálogos de Componentes para Eixos Diferenciais classificados por modelo de eixo com vista explodida do eixo e seus componentes. “Mudamos a forma de apresentar os dados nos catálogos de componentes para eixos diferenciais, separados por modelo de eixo para linha leve, pesada e agrícola”, destaca o diretor de Comunicação, MKT e Relações Institucionais da Dana para a América do Sul, Luis Pedro Ferreira.

EMPRESAS RANDON APRESENTAM ESTRATÉGIAS DE FUTURO DA COMPANHIA PARA INVESTIDORES

Reunindo investidores e analistas de mercado, apresentaram as estratégias para o futuro da companhia, em evento híbrido, no dia 8/07. As iniciativas de inovação em sintonia com as megatendências globais de mobilidade e o crescimento sustentável por meio da internacionalização dos negócios estiveram na pauta. Entre os presentes aos painéis, os diretores executivos e corporativos, o CEO Sérgio L. Carvalho e o presidente Daniel Randon.

CINCO EQUIPES LATINO-AMERICANAS ESTÃO NA

Dentre as equipes classificadas para a final que acontece em Gotemburgo, Suécia, cinco representarão a América Latina, sendo quatro do Brasil e uma do Peru. O VISTA (Volvo International Service Training Awards) chegou à sua reta final. Foram 43 equipes de diversos países classificadas para a grande final, que será realizada presencialmente em setembro, na cidade sueca de Gotemburgo.

FRAS-LE APRESENTA PASTILHA DE FREIO PARA VEÍCULOS

PESADOS SCANIA COM MAIS DE 80 APLICAÇÕES

A Fras-le amplia o seu portfólio de componentes para o sistema de freio. Para caminhões e ônibus Scania, incluindo versões 2022, lança pastilha de freio que atende 15 modelos. Com os lançamentos, a marca expande a sua cobertura para a reposição. Com a referência PD/224, as pastilhas dianteira/traseira são destinadas aos 15 modelos da Scania série R, P e G e chassi de ônibus K400 / K440 e têm cobertura para 86 aplicações para todas as versões e motorizações.

LINHA COMERCIAL LEVE E PESADA EXIGEM ATENÇÃO E CUIDADO REDOBRADO NO SISTEMA DE FREIOS

A Cobreq, empresa do grupo TMD Friction, alerta para os cuidados com a manutenção do sistema de freios dos veículos das linhas comerciais leve e pesada. Dentre essas categorias, o uso excessivo e severo dos freios aliados à falta de cuidado e manutenção faz com que os veículos se tornem potenciais protagonistas de graves acidentes, tanto em estradas como em cidades, colocando em risco a vida de seus ocupantes e de outras pessoas.

COLUNA ALTA VELOCIDADE

“ESPERO QUE SEJA A PRIMEIRA DE MUITAS VITÓRIAS NESTA

TEMPORADA”

POR: JOSÉ AUGUSTO DIAS (JÔ)

Sem dúvida, largar em 21º no Autódromo de Londrina, que é uma pista complicada de passar, não é fácil. Você tem que esperar o errado, você tem que abusar no radar. E eu abusei bastante do radar. Vários radares já na marca do pênalti, passei no limite para conseguir fazer a ultrapassagem. Mas conseguimos fazer essa corrida com bastante empenho e dedicação de toda a equipe.

O caminhão estava bom, a equipe toda está de parabéns pelo caminhão que preparou pra corrida. Queria agradecer muito aos meus familiares que estavam aqui me apoiando pessoalmente, a galera passou uma vibração muito boa; agradecer aos meus patrocinadores, que tão sempre junto, aqui pessoalmente, e também pelas mídias e televisão. Com tudo isso, estou muito satisfeito.

Essa foi a minha primeira vitória neste ano, e espero que seja a primeira de muitas nesta temporada. A gente quer estar sempre brigando um pouquinho mais lá na parte de cima. O pessoal deu duro... e felizmente deu tudo positivo para mim. Toda a corrida foi legal. Obrigado, galera! Agora é se preparar ainda mais. Até São Paulo, em 21/08.

SÉRIE

DE LIVES ALTA VELOCIDADE

O Balcão Automotivo e José Augusto Dias (Jô), diretor Comercial da Odapel e piloto da Copa Truck (#81), iniciaram em 7/07 a série de lives Balcão Automotivo em Alta Velocidade. Nesta primeira, receberam a piloto Débora Rodrigues, piloto #7, e Paulo Salustiano, piloto #55, todos da Equipe R9 Competições/VW.

“Queria agradecer a vocês do Balcão Automotivo pela oportunidade de a gente estar aqui fazendo essa live (no Autódromo de Londrina), de ter essa interação, de passar um pouquinho do que a gente pensa, do que acontece nos bastidores; agradecer a todos os patrocinadores que a gente tem e que, de uma forma ou de outra, colaboraram com essa live. Abraços a todos e fico muito contente de

Patrocinadores Live - Dia 07/julho

já na primeira ter esse pessoal de peso aqui com a gente”.

José Augusto Dias (Jô)

“Queria agradecer aos nossos parceiros e patrocinadores da live, que já começou chique. Minha nossa senhora! Obrigada a todos”.

Débora Rodrigues, piloto #7

“Queria agradecer essa oportunidade de falar sobre o que é a nossa vida; agradecer a todos os nossos parceiros da equipe (22 no total) e do projeto; inclusive, a Cofap está no meu caminhão, a Irma Cestari, no da Débora, e a ZF está no do Jô. Meu muito obrigado ao Balcão Automotivo, foi um grande prazer participar do Alta Velocidade”.

Paulo Salustiano, piloto #55

Foto(s):
Divulgação
Jô foi o primeiro, no domingo, na divisão Super Truck; a comemoração em grande estilo com os familiares. Salustiano comemora a vitória, também no domingo, na divisão Truck

Por: Por: Karin Fuchs | Foto(s): Divulgação

A TRANSFORMAÇÃO DA MOBILIDADE COM VEÍCULOS CONECTADOS, HÍBRIDOS E ELETRIFICADOS

OSindipeças realizou o 3º Encontro da Indústria de Autopeças, no dia 20 de junho, no formato online. Entre os destaques, no último painel, Elias Mufarej, diretor da entidade, conduziu o quadro sobre as “Macrotendências na Reposição”. Nele, os participantes falaram a respeito da mobilidade, eletrificação dos veículos, conectividade, transformação digital e do modelo do mercado de reposição.

César Ferreira, diretor de Inovação e Tecnologia do Grupo Randon, comentou sobre os novos players no mercado de mobilidade. “O que está acontecendo no mundo em relação à inteligência artificial ligada à mobilidade são alguns players incomuns aparecendo, como a LG e a Intel, menos conectados à indústria automotiva, mas que começam a se destacar. São novos agentes tentando trabalhar com os dados que a indústria da mobilidade está disponibilizando e tem uma oportunidade importante para aproveitarmos isso de forma que faça os nossos negócios se perpetuarem,

mas sempre focado no cliente”.

Ferreira também falou sobre a tendência de eletrificação dos veículos. “O Parlamento Europeu já disse que até 2025 serão banidos os carros a combustão na comunidade europeia. Como um País seguidor de tecnologias, principalmente automotivas, mais cedo ou mais tarde seremos impactados. O mercado de veículos elétricos e híbridos no Brasil cresceu 250% nos últimos três anos, até 2021. A base é pequena, mas vemos uma presença importante dos híbridos, carros realmente populares eletrificados tendo uma procura interessante e grandes empresas, inclusive ligadas à linha leve, buscando desenvolver soluções de transporte individual que não são mais sobre rodas. Isso é um alerta para entendermos se realmente será uma realidade e em qual escala”.

PREPARAÇÃO DA CADEIA

Delfim Calixto, vice-presidente de Aftermarket da Bosch, expôs como o setor

precisa se preparar para as mudanças que virão. “Quando falamos de eletrificação, essa mudança está acontecendo, porém, ela será de maneira e velocidade diferentes, em regiões e países. No Brasil, nós temos uma matriz energética verde com o etanol e entendemos que passaremos primeiro pelo veículo híbrido. Alguns produtos deixarão de existir, mas outros não, como pneus, freios e suspensão. Nós vamos aprender é trabalhar com outros produtos. É preciso se preparar para essa transformação, que não será da noite para o dia. Temos um caminho a seguir para preparar a cadeia e o mercado para essa mudança”.

Calixto comparou a transformação que virá como foi com a transição do veículo carburado para o injetado. “Conectividade e veículos autônomos já são uma realidade e estão vinculados na questão de segurança, o que é extremamente importante. A conectividade e a eletrônica embarcada são partes do nosso negócio. Os carros já são computadores sobre rodas e o

grande desafio é preparar toda a cadeia, especialmente as oficinas mecânicas. Quem está há mais tempo no mercado lembra como foi a transição do veículo carburado para o injetado. Estamos nesse processo novamente, de começar a preparar a cadeia nesse processo”.

PADRONIZAÇÃO

Sobre a transformação digital no setor de reposição, Paulo Gomes, diretor Comercial da Reposição do Grupo Randon, disse que em relação a outros setores, como telecom e turismo, que já estão bem avançados nesse processo, o de autopeças seguirá no mesmo caminho. “Talvez numa velocidade um pouco menor, pela variedade de peças, veículos e segmentos de atuação, linhas leve, pesada e comercial. Estamos em um processo muito bom de transformação digital, mas na digitalização dos processos nem tanto, somos morosos”.

Outro ponto colocado por ele foi a falta de padronização. “Infelizmente, não conseguimos ter a padronização de peças e de veículos no Brasil. Conforme o catálogo, o mesmo veículo é chamado de forma diferente e, conforme a região, a mesma peça tem outra denominação. Temos a dificuldade de padronizar pelo tamanho do País, nossa complexidade e pela forma que conduzimos os negócios até então. Precisamos de forma geral ter desde o desenho do veículo até a comercialização de peça na reposição de forma catalogada e padronizada”.

REPARABILIDADE

O veículo vai se tornar um dispositivo conectado à Internet das Coisas, assim como já é com o celular e a TV. Na reparabilidade, Robinson Silva, gerente de Marketing e Novos Negócios na América Latina da Bosch, colocou alguns pontos sobre como os dados dos veículos transmitidos para as montadoras vão chegar nas oficinas independentes. “Como eu garanto o acesso a esses dados e como a oficina irá recebê-

los? Ela terá que entrar em um portal ou receberá por e-mail. Ela conseguirá conectar o seu equipamento para fazer a leitura desses dados”?

A grande questão, disse ele, é o processamento desses dados, como eles estarão disponíveis e de que forma. “A gente tem um caminho bem longo para seguirmos nessa linha e não só ler os dados. A hora que a oficina precisar fazer um reset na unidade de comando do veículo, apagar um código de falha ou resetar a memória, como ela vai fazer isso de forma eficiente e segura? Tem uma série de informações e questionamentos que temos que trabalhar e organizar como isso irá funcionar, nesse ambiente do carro conectado”.

CADEIA DE REPOSIÇÃO

Questionado por Elias Mufarej se o modelo tradicional do mercado de reposição está ameaçado, Conrado Comolatti Ruivo, diretor Comercial da BR AutoParts (Grupo Comolatti), respondeu que não. “A gente tem falado bastante de digitalização e sabemos da complexidade do nosso setor. O parque de veículos está aumentando cada vez mais, tem a complexidade das peças, o aumento do número de SKUs e está cada vez mais difícil achar a peça, ainda mais no momento em que a gente vive a ruptura de produção e distribuição de autopeças”.

Com toda essa complexidade, ele acrescentou. “Eu não acredito que o nosso modelo está ameaçado, acho que o processo

de digitalização é natural, como vemos em outros setores, mas o nosso ainda está muito analógico, porque o offline funciona muito bem. O que temos feito na Rede PitStop é um projeto de digitalização da rede para trazer uma melhor solução na busca de peças para as oficinas mecânicas. Vemos a evolução de Mercado Livre e de algumas frentes de digitalização, mas o nosso mercado é muito grande, ainda vai ter espaço para crescimento de e-commerce e para consolidação do modelo tradicional”.

Ruivo disse também que o setor está no começo desta jornada. “Acredito que estamos bem no começo desse modelo. Mas vai acontecer a consolidação do nosso mercado, por todos os motivos de complexidade dos veículos e o número crescente de SKUs que precisamos trabalhar. Eu entendo que tem espaço para todos os modelos, de distribuição nacional e varejos especialistas. O Brasil é muito grande, a frota de veículos é muito grande”.

FOCO NO CONSUMIDOR

Rodrigo Carneiro, CEO do MercadoCar e presidente da Andap, contou que o setor já vem se preparando para a transformação digital. “No Seminário da Reposição Automotiva, que aconteceu no ano passado, esse foi o tema, e nós falamos dessa transformação digital muito mais no sentido do ponto de vista da mudança do mindset, do que da produção como foi tratada aqui por todos. Que bom que a indústria trabalha a transformação muito mais do ponto de

SINDIPEÇAS

vista da produção e deixa a comercialização por nossa conta, porque isso a gente faz muito bem”.

Ele também foi questionado até quando as informações (por parte das montadoras) serão negadas para o mercado independente. “Isso é o mesmo que negar para o consumidor final. É ele quem paga a conta no final do mês. A forma analógica de fazer a distribuição tem sido muito bem feita no Brasil, com toda a complexidade e dificuldade logística. Nós temos feito isso muito bem, tanto que nós temos uma liderança absoluta e inquestionável na manutenção da frota brasileira de veículos”.

Para finalizar, Carneiro afirmou que o papel do mercado independente da reposição tem que ser do protagonismo e não de coadjuvante. “Nesse sentido, nós estamos redesenhando nosso roadmaps, atualizando tecnologicamente os recursos de gestão. Estamos nos adaptando para as inovações e mudanças, e a necessidade, principalmente, de satisfazer de forma mais eficiente o consumidor final”.

TRANSFORMAÇÃO

DIGITAL: OS EXEMPLOS DA REPOSIÇÃO COM FOCO NA COMPETITIVIDADE

A transformação digital foi tema de um dos painéis do 3º Encontro da Indústria de Autopeças. Os participantes Luiz Gustavo Mwosa, presidente da Paranoá e fundador da DataWake; Marcos Oliveira, presidente e CEO da Iochpe Maxion, e Ricardo Teixeira Avila, diretor de Operações (COO) da Sabó, contaram como foi e continua sendo o

processo de transformação digital em suas empresas. Renate Fuchs, diretora da Accenture Strategy & Consulting, falou como chegar à inteligência da operação. A mediação do painel foi feita por Maurício Muramoto, diretor de Inovação do Sindipeças.

A começar por Renate Fuchs, ela expôs que ainda há uma certa dificuldade em visualizar em tempo real a performance das operações e tomar a decisão correta e no momento certo. “Ainda existe um desafio em relação à produtividade da nossa força de trabalho, em como aumentar essa produtividade ainda mais, junto à tecnologia. E um ponto crítico é que as empresas, cada vez mais, estão tentando capturar os dados de forma correta. Mas, a questão é como utilizá-los da melhor forma e ter a possibilidade de entender falhas nas máquinas de maneira mais rápida e até preditiva. E como garantir o melhor nível de inventário e trabalhar novas demandas por produtos, principalmente novas peças e novos SKUs”.

CEREJA DO BOLO

De acordo com Renate, com o acesso a dados em tempo real e com bons dados,

é possível trabalhar a cereja do bolo: a inteligência da operação. “Podemos utilizar os dados e criar algoritmos e insights, que levarão a operação para um lugar de mais alta performance. Aqui, começamos a falar de gestão de ativos, preditiva, prescritiva, e em como se cria um digital clean da fábrica, possibilitando novos formatos e novas demandas. E em como trabalhar o centro de excelência de dados que trará já importantes tomadas de decisões na fábrica”.

O CAMINHO

Luiz Gustavo Mwosa contou como eles criaram um modelo, um mindset digital, a partir do que não queriam. “Quando começamos a transformação digital, em 2017, era desbravar um caminho que não sabíamos aonde iria dar. O que nos norteou no começo foi saber o que não queríamos. Para nós, a robotização extrema, a substituição de pessoas por robôs, não é sustentável no Brasil. Já sofremos com plantas (fabris) que eram altamente automatizadas e não tivemos muito sucesso com isso”.

O segundo ponto colocado por ele foi a respeito de sobrecarregar as pessoas com informações. “Se pegar a força da 4ª Revolução Industrial e extrair os dados e jogar em tempo real para as pessoas, só aumentará a angústia e a ansiedade delas, pois não somos feitos para processar uma quantidade de dados tão grande. E também não é substituir a caneta pelo tablet”.

Para Mwosa, digitalização é extrair e saber utilizar os dados. “É digitalizar atividades

humanas, máquinas antigas e novas, que por mais que tenham CLP (Controladores Lógicos Programáveis), não estão digitalizadas no nosso conceito. Se digitaliza, os dados são extraídos em tempo real e se jogar em um banco de dados, aí que vem o lance de criar vários algoritimos para o que é mais importante: informação para ação, o que interessa às pessoas é o que elas têm que fazer agora”.

NETWORK DE DIGITAL CHAMPIONS

A Iochpe Maxion é uma multinacional brasileira, com 32 fábricas em 14 países, 17 mil colaboradores e mais de 40 clientes espalhados no mundo, entre montadoras e do setor de aftermarket. Conforme Marcos Oliveira, presidente e CEO da empresa, a transformação digital não era por uma questão de tecnologia. “Mas sim para sermos mais eficientes e respondermos mais rápidos às necessidades de nossos clientes e do mercado. E para integrarmos as novas tecnologias que estão chegando e as que estamos desenvolvendo nas fábricas e, com isso, agregar valor na cadeia automotiva”.

Pela complexidade da operação e para envolver os times dos diferentes países, o esforço inicial foi o processo de educação, treinamento e comunicação nas 32 fábricas, para quem pudessem criar uma visão compartilhada e objetiva. “E com o desafio maior, pois além dos diferentes processos nas diferentes fábricas, nós temos fábricas de cinco e dez anos e fábricas de 40 e 50 anos em produção. Nós temos uma grande diversidade de

tecnologia em nossas fábricas”.

O passo seguinte foi a criação de um network de digital champions nas fábricas globais, de líderes do ponto de vista de desenvolvimento e implementação, e que, ao mesmo tempo, compartilham experiências entre as diferentes fábricas. “Esse processo foi muito importante, com a participação de líderes de diferentes níveis na organização e que procuram ajudar na priorização e na organização das atividades de digital transformation da companhia. Esse processo é evolutivo, vem crescendo em termos de integração do que é uma fábrica digital”.

E como Oliveira disse antes, as 32 fábricas não são similares, não estão no mesmo patamar e elas também têm necessidades diferentes, foi estabelecida uma fábrica piloto, na já existente fábrica na Turquia. “Onde procuramos integrar todos os elementos de uma digital factory para a produção de rodas de alumínio poder experimentar e implementar de forma organizada e programada tudo o que temos do ponto de vista de digital transformation. Nas outras 31 fábricas, nós vimos que as necessidades eram diferentes. Mas, a mesmo tempo, avançando com a digitalização em processos que eram mais críticos”, concluiu.

COMPETITIVIDADE

Ricardo Teixeira Avila, diretor de Operações (COO) da Sabó, disse que o trabalho de transformação digital na companhia já vem desde 1980. “Esse processo vem em uma jornada muito natural para o nosso negócio, que é a rodada da competitividade. Não

estamos indo pela tecnologia simplesmente por ela, mas realmente focando muito nos nossos processos de custos, nas nossas soluções de portfólio de produto e, principalmente, de qualidade”.

É com esse trabalho iniciado na década de 1990, a Sabó incluiu sistemas de informação no contexto de integração. “A partir de 1998, a Sabó optou pela instalação de seu ERP e, com essa solução, nós viemos graduando a disponibilidade de recursos dele”.

Avila também falou sobre sistemas dedicados. “Nós tivemos uma experiência muito interessante ao implantar um sistema integrado de manutenção, mas que não era integrado, era absolutamente isolado. O que foi muito bacana ao longo dessa jornada, para de fato transferir toda a gestão de ativos para um sistema integrado. Viemos fazendo isso em vários passos nessa jornada de competitividade”.

“NO BRASIL, O MODELO DE DESCARBONIZAÇÃO DOS VEÍCULOS DEVERÁ SER HÍBRIDO”, DIZ O PRESIDENTE DA TOYOTA DO BRASIL, RAFAEL

CHANG

Na abertura, Cláudio Sahad, presidente do Sindipeças e da Abipeças, fez um balanço dos temas das edições anteriores. “Em 2019, nós trouxemos as montadoras instaladas no Brasil para exporem a sua visão de futuro, entre outras apresentações, como são interessantes diagnósticos sobre a reposição. O encontro foi presencial, com mais de 400 participantes”.

Na segunda edição, em 2021, já online devido à pandemia, o evento contou com representantes de autopeças da Europa, Estados Unidos, Índia, do México e da Argentina, “Eles apresentaram suas perspectivas para mudanças na mobilidade”, comentou o executivo. Nesta edição, foi a vez dos representantes da Ásia, onde se concentra cerca de 40% da produção mundial de veículos, e as participações dos

Painel Modelo de Descarbonização

SINDIPEÇAS

representes do setor de reposição sobre os impactos e as mudanças necessárias com a transformação digital.

“O que o importantíssimo segmento de reposição precisa fazer para acompanhar as mudanças. Nesse movimento disruptivo na arquitetura dos veículos e na matriz energética, vamos refletir e trabalhar quais são as oportunidades para o setor de autopeças no Brasil”, afirmou Sahad.

DESCARBONIZAÇÃO

Na sequência, a Palestra Magna foi sobre a descarbonização e alteração da matriz energética, os impactos para a cadeia de produção na indústria automotiva mundial e no Brasil, considerado todo o ciclo de vida do veículo. Conduzida por Dan Ioschpe, membro do Conselho de Administração do Sindipeças, os palestrantes foram Masahiro Inoue, CEO da Toyota da América Latina e Caribe, e Rafael Chang, presidente da Toyota do Brasil.

“A redução das emissões de CO2 tornouse uma obrigação para toda a humanidade e também para todas as empresas. Com base no conceito e avaliação do ciclo de vida, a Toyota tem um conceito de redução de emissões de CO2 mais amplo. Nós vamos trabalhar em todos os processos desde a produção de carro até que eles sejam sucateados”, disse Inoue.

A Toyota foi pioneira ao lançar o primeiro carro híbrido, em 1997. “A Toyota é a primeira empresa totalmente amigável e tem orgulho de desenvolver tecnologia de produção de veículos híbridos em massa. Nós vendemos e exportamos o Corolla Sedã e o Corolla Cross, os primeiros veículos híbridos e flex do mundo, que combinam biocombustível de etanol e motor híbrido. O importante nos esforços da Toyota é desenvolver tecnologia híbrida e aplicar formas para reduzir custos e permitir que clientes em todo o mundo comprem veículos híbridos”, afirmou Inoue. Ainda de acordo com ele, nas quatro fábricas da Toyota no Brasil, a partir de 2018, houve a mudança no processo produtivo com o uso

da energia elétrica para 100% eletricidade renovável.

MODELO

Rafael Chang, presidente da Toyota do Brasil, contou que no caminho da descarbonização, a montadora tem quatro rotas que vão depender muito de cada país e região. “Deveremos ter uma matriz para eleger essa tecnologia, que tem que ser prática e sustentável, ser financeiramente viável, sobretudo, para colocar a tecnologia à disposição dos consumidores”. Tecnologia que, segundo ele, tem que ser prática e sustentável para as montadoras e para a cadeia de fornecedores.

Ainda de acordo com Chang, “a matriz energética, a infraestrutura e o uso dos carros pelos consumidores são, para nós, a consideração chave para entendermos as rotas tecnológicas e chegaremos em um momento em que duas ou três e até quatro rotas estarão juntas. Pelas condições atuais e a produção de etanol que temos no Brasil, a combinação de híbrido e flex é a melhor solução para o País”.

Em números, Inoue colocou que anualmente, 100 milhões de veículos são produzidos no mundo e vendidos, primordialmente, de motor a combustão. “A vida útil de um carro é de 15 a 20 anos e no mundo são 1,5 bilhão de carros rodando.

É impossível trocar essa frota em um ou dois anos, mas, passo a passo, ano a ano. Trocar essa frota no mundo inteiro, seria a solução mais prática de reduzir o carbono. Eu proponho esse tipo de pensamento global”, concluiu.

PAINEL TRAZ A FORÇA E A TRANSFORMAÇÃO DO MERCADO ASIÁTICO

No painel “A Visão da Ásia”, mediado pelo diretor de Tecnologia do Sindipeças, Gábor Deák, no 3º Encontro da Indústria de Autopeças, executivos sediados no Japão, China e nos Estados Unidos mostraram a força do mercado asiático e as mudanças que estão por vir. Tony Bell, vice-presidente de Operações da GKN Driveline na Ásia, falou sobre o mercado japonês.

“Desde 2012, o nível de produção de veículos no Japão tinha sido estável e as vendas anuais em torno de 9 milhões. Durante esse período, os fabricantes mantiveram um alto nível de exportação para o mundo. Com o início da pandemia, a produção e as vendas caíram bastante e a recuperação tem sido lenta, devido a questões de fornecimento. A recuperação não chegará ao nível de 2019, nem de produção e nem de vendas”, previu.

O resultado, disse ele, “é que a base de sistemistas está encolhendo no Japão. “O que significa que eles terão que ser mais

Painel “A Visão da Ásia”, mediado pelo diretor de Tecnologia do Sindipeças, Gábor Deák

inovadores para continuarem competitivos. Todos os fabricantes têm produção fora do Japão, em duas ou três regiões importantes, e a questão não é só a terceirização local, mas mundial”. Além disso, ele colocou que todos estão mudando para a eletrificação.

“A previsão da Toyota é de 3,5 milhões de veículos elétricos com bateria até 2030, a Honda, 5% até 2040, e a Subaru, 100% até 2030. Tudo isso seguido por metas de carbono neutro até 2040, isso vai reduzir as emissões eliminando a necessidade de combustíveis fósseis no futuro”, especificou.

Segundo Bell, “a eletrificação é o maior ponto de mudança na história do veículo de passageiros, com investimentos de 330 bilhões de dólares americanos, em pesquisa e desenvolvimento. Como fornecedor, há uma necessidade de evoluir e investir na tecnologia de próximo nível, não apenas para o produto, mas com o processo alinhado com a orientação das montadoras”.

MERCADO CHINÊS

Mingyu Guan, Managing Partner da McKinsey & Company em Beijing, comentou sobre a potência da China. “Nos últimos dez anos, ela tem sido o motor de crescimento da Ásia, mais de 10% do crescimento vêm dos mercados chineses e no futuro os países da Asia também vão contribuir bastante para o crescimento”.

Sobre a eletrificação, Guan ilustrou que a China é a locomotiva para o fornecimento de baterias. “O país tem muitas medidas e

políticas de incentivo do Governo. A China é a locomotiva das baterias para veículos elétricos e vai continuar sendo, tendo quase 80% do mercado, quando olhamos para 2029”.

Guan também contou que há muitos players emergentes na China, incluindo os fornecedores automotivos tradicionais e outros que também são vistos com potenciais para entrarem na cadeia de valor mais ampla. “Eles querem trabalhar no que têm de ponto mais forte, na tecnologia das últimas décadas, o que pode ser muito benéfico. Inovação pode ser acionada localmente e isso vai acelerar mais ainda nos anos futuros. Algumas empresas chinesas vão aparecer e vão ter também presença nos mercados locais”, previu.

MERCADO AMERICANO

Scott McEwan, diretor da Hyundai Mobis nos Estados Unidos, retratou o sulamericano. “É um mercado que tem um crescimento muito importante, acima de 5%

todos os anos, e que já tem acontecido a localização no suprimento de componentes, graças aos incentivos governamentais para a fabricação local e por exigências do próprio mercado. Por vezes, os fabricantes de automóveis querem que os fornecedores estejam na mesma região ou até no mesmo quarteirão”.

Com a eletrificação, McEwan falou sobre as mudanças. “Mais componentes serão produzidos para as unidades na América do Sul, os negócios exigem sistemistas locais, assim como sub-sistemistas, sempre que possível, e isso nos dá um forte incentivo de estarmos presentes (como Hyundai Mobis)”.

Para garantir a capacidade de manufatura para os veículos elétricos, ele defendeu a abertura do plano estratégico por parte das montadoras. “Podemos exigir que elas esclareçam seus projetos de veículos elétricos na América Latina, agora para 2030, para que a capacidade de manufatura corresponda aos veículos que talvez exigirão discussões”.

Segundo ele, muitas coisas terão que ser feitas e muitas substituídas, mas falta clareza. “Acho que em nenhum lugar do mundo essas coisas estão claras, mas nós temos a oportunidade de participarmos dessas conversas também. A pressão global e as ações locais do governo vão continuar para abrir, cada vez mais, brecha para os veículos elétricos e os ices (carros com motor a combustão)”.

Painel “A Visão da Ásia”
Painel “A Visão da Ásia”

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