Skip to main content

Jornal Balcao Automotivo ed 164

Page 1


Nem sempre ele nasce com esse dom, mas na carreira desenvolve habilidades e se torna um exemplo

Autopeças da capital paulista reabrem cumprindo protocolos de distanciamento social e higiene

MOMENTO ECONÔMICO 30

PANDEMIA E PIBMANIA

Colunista Fauzi Timaco Jorge discorre sobre esse momento difícil que passam o Brasil e o mundo

ANO XIV•JUNHO | 2020

COM A PALAVRA, A DISTRIBUIÇÃO DE AUTOPEÇAS

REPRESENTANTES DAS PRINCIPAIS EMPRESAS DO SETOR DIZEM COMO SE ADEQUARAM À PANDEMIA, NO ATENDIMENTO AOS CLIENTES E O QUE MUDARÁ DAQUI EM DIANTE

De Norte ao Sul do País, o momento impôs mudanças na rotina dos distribuidores de autopeças. Confira em nossa reportagem de capa quais foram as ações postas em prática por cada um deles.

PÁG. 10

Promova seus produtos ou marcas por meio de mídias digitais, através da efetividade das nossas ações.

NOVO PORTAL

REVISTA DIGITAL

REDES SOCIAIS

Um portal completo renovado, com notícias atualizadas todos os dias

• 2 mil visitas/mês

• Tempo médio de permanência de 17 minutos*

• Banners segmentados e flexíveis

• Estrutura responsiva (não importa o dispositivo, celular ou desktop)

*Quando se trata de conteúdo, o tempo de permanência mostra a sua qualidade da forma mais precisa, mais visibilidade gerada entre aqueles que estão usando a Internet.

REVISTA DIGITAL BALCÃO AUTOMOTIVO

Nossa publicação eletrônica

• Versão em PDF (plataforma - issuu)

• Disparo para mais de 27 mil cadastros do mercado de peças e serviços automotivos

• Totalmente customizada, seu anúncio com LINK direcionado para: o site ou redes sociais ou catálogo ou qual for seu obetivo

• Público altamente qualificado

• Relatório completo com engajamento, entre outros dados

AÇÕES NAS REDES SOCIAIS

Novas seções levando sua informação para o público certo na hora certa:

• Mercado

• Fique por Dentro

Impulsionamento/ direcionamento:

• E-mail Marketing

• WhatsApp

• Home novo Portal

• Artigos

• Pesados

• Balconista Automotivo

Contamos com uma equipe de especialistas em Tráfego Digital

• Nossa equipe de profissionais irá encontrar o público pertinente e publicar sua comunicação na hora mais rentável e com melhor engajamento

• Mais de 20 mil seguidores em nossas plataformas sociais

• Segmentamos por região, até mesmo por CEP

• Formatos estáticos ou animados

RELATÓRIOS PERSONALIZADOS

Saiba exatamente o custo do seu retorno de investimento (ROI) Além de otimizar diariamente as estratégias de tráfego, de acordo com cada objetivo do cliente, apresentaremos relatórios personalizados de acordo com as informações que você desejar.

ENVIO DE E-MAIL MARKETING

Mailing atualizado!

• Segmentado por região e cargos

• Ótima taxa de abertura

• Agendamento programado

Nossos relatórios são gerados nas principais e mais respeitadas plataformas digitais do mundo, como Google, Facebook, Instagram, Youtube, etc.

Fale com 30 mil cadastros

Mais informações, consulte nossa equipe de vendas: comercial@jornalbalcaoautomotivo.com.br

JORNAL BALCÃO AUTOMOTIVO Nº 164 | ANO XIV | JUNHO DE 2020

ANTES DE TUDO, SEJAMOS RESILIENTES!

Caro amigo, espero encontrar você, colegas de empresa e familiares gozando de uma boa saúde, o que venhamos e convenhamos está se tornando cada dia mais difícil por conta do aumento de casos do novo Coronavírus, da Covid-19.

Enquanto vemos na europa alguns países já relaxando o distanciamento social, na China, que alardeou ter erradicado momentaneamente a doença, sofre com uns casos espalhados por algumas cidades, o que alguns falam se tratar de uma segunda onda.

Aliás, o governo até contribuiu com a postergação dos pagamentos dos impostos, mas uma coisa que poderia em parte resolver a situação seriam as tais linhas de créditos que se apregoavam aos quatro cantos como a salvação de tudo.

No Brasil, onde passamos de mais de 1,27 milhão de casos de infectados pelo vírus, com mais de 56 mil mortes, isso em 26/06, em uns estados já é possível ver o comércio funcionando normalmente, mas seguindo alguns protocolos de higiene.

Falo em comércio porque no caso das autopeças em alguns estados elas foram consideradas serviços essenciais, assim como as oficinas, mas em outros, como a capital paulista, ficaram quase 80 dias sem poder fazer atendimento ao público.

Por mais que tivessem plano de entrar no ambiente digital, iniciar no comércio eletrônico, tiveram que fazer isso às pressas para diminuir um pouco os impactos dessa pandemia. Isso serviu para honrar compromissos com fornecedores e folha de pagamento.

O fato é que nossa redação conversou com alguns lojistas espalhados pelo País e eles foram unânimes em afirmar que não conseguiram levar adiante a proposta por conta das inúmeras objeções do governo, o que era para beneficiar na prática não foi bem assim.

Torcemos para que o mercado de reposição automotiva mais uma vez exerça o seu papel de segmento forte e pujante, que costumeiramente não sofre tanto os impactos de uma crise, muito embora o que estamos passando não se tenha precedentes na história.

Que continuemos resilientes e mais do que nunca arregacemos as nossas mangas para trabalhar cada dia mais e mais, claro, dentro dos padrões sanitários exigidos daqui para frente, ou pelo menos até que a tão esperada vacina de fato seja descoberta.

Saúde e sucesso a todos!

DIRETORIA

DIRETOR COMERCIAL

Edio Ferreira Nelson edio@jornalbalcaoautomotivo.com.br

CONSELHEIRO CONSULTIVO Carlos de Oliveira

COMERCIAL

EXECUTIVO DE CONTAS

Richard Faria richard@jornalbalcaoautomotivo.com.br

REDAÇÃO

Editor-chefe

Silvio Rocha redacao@jornalbalcaoautomotivo.com.br

Karin Fuchs

Letícia Rocha redacao2@jornalbalcaoautomotivo.com.br

COLABORADORES

Valtermário S. Rodrigues

Robson Breviglieri Fauzi Timaco Jorge Simone Kühl

Departamento de Arte Supervisor de Arte/Proj. Gráfico Fabio Ladeira fabio@jornalbalcaoautomotivo.com.br

FINANCEIRO

Analista Financeira Luciene Moreira luciene@jornalbalcaoautomotivo.com.br

MKT DIGITAL

Otávio Rocha contato@jornalbalcaoautomotivo.com.br

ASSINATURAS contato@jornalbalcaoautomotivo.com.br

Premiatta Editora & MKT Digital Rua Bela Flor, 211 - Vila Mariana 04128-050 - São Paulo - SP tel (11) 5585-8084 / contato@jornalbalcaoautomotivo.com.br www.jornalBalcaoAutomotivo.com.br

Jornalista Responsável Silvio Rocha – MTB: 30.375

TIRAGEM DIGITAL: 30 MIL CADASTROS

Fale com a redação do Balcão Automotivo: (11) 98835-1247

Jornal Balcão Automotivo é uma publicação mensal com distribuição nacional auditada, dirigida aos profissionais automotivos e tem o objetivo de trazer referências ao mercado, para melhor conhecimento de seus profissionais e representantes.

Os anúncios aqui publicados são de responsabilidade exclusiva dos anunciantes, inclusive com relação a preço e qualidade. As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores.

COFAP

AMPLIA AINDA MAIS O CATÁLOGO DE AMORTECEDORES E DE BANDEJAS DE

AMarelli

EMPRESA

LANÇA LUBRIFICANTE COM TECNOLOGIA E QUALIDADE INÉDITAS PARA O MAIOR NICHO DE MOTOS DO PAÍS

Nada

SUSPENSÃO

Cofap Aftermarket, uma das maiores empresas do mercado de reposição de autopeças do Brasil, lança novos códigos de amortecedores e bandejas. Integrantes do sistema de suspensão, os componentes chegam para complementar o portfólio da marca Cofap, que cobre 98% da frota circulante do País. Segundo a indústria, os amortecedores, por exemplo, são responsáveis por garantir que os pneus do veículo fiquem sempre em contato com o solo. Já as bandejas ligam o conjunto rodas, freios, molas e amortecedores ao chassi e também colaboram com a estabilidade e o conforto do veículo, ao contribuir com o correto alinhamento das rodas.

COM ENTREGA DELIVERY EM ALTA, NGK RECOMENDA ATENÇÃO

À MANUTENÇÃO DAS VELAS DE IGNIÇÃO

Com a adoção da quarentena no Brasil, a população teve a necessidade de adaptar seus hábitos de consumo, passando mais tempo em casa. Com isso, a entrega por delivery aumentou consideravelmente, cerca de 77%, somente nas primeiras semanas de março, conforme estudo da Corebiz, empresa de inteligência para marcas do varejo. Diante disso, a NGK, especialista em sistema de ignição, alerta que a manutenção preventiva das motocicletas em circulação é uma das melhores formas de garantir a segurança do motociclista, já que evita situações indesejáveis, como panes e problemas mecânicos diversos.

Amenos do que 80% do mercado de duas rodas no Brasil é composto por motos de baixa e média cilindradas. É para essa ampla faixa de mercado que a Motul oferece a sua mais nova formulação: o lubrificante para motores 5000 20W-50, produto que agrega tecnologia e qualidade únicas no segmento. A novidade foi concebida especialmente para as condições climáticas e de rodagem encontradas no País. Engenheiros e técnicos brasileiros se juntaram aos seus pares no centro de tecnologia da marca, na França, para desenvolver o 5000 20W-50, um óleo semissintético, de alta viscosidade, produzido com a exclusiva tecnologia HC-Tech®

ZM

FABRICANTE ATUALIZA E AUMENTA FUNÇÕES EM SEU CATÁLOGO ON-LINE

Há 37 anos no mercado, completados no mês de abril, a ZM atualiza o seu catálogo on-line com novos itens e disponibiliza novas funções para os clientes. Agora, além dos lançamentos, os usuários podem encontrar também um comparativo entre modelos de peças da mesma linha, informativos técnicos sobre os itens e

uma lista para facilitar a compra das peças, onde é possível visualizar os distribuidores que adquiriram os produtos nos últimos meses. O catálogo conta com mais de 6 mil itens disponíveis para entrega em todo o Brasil, abrangendo as linhas Leve, Pesada e Agrícola, para veículos nacionais e importados.

RECICLAGEM DE PEÇAS AUTOMOTIVAS É IMPORTANTE PARA O MEIO AMBIENTE

Fras-le apresenta uma nova ferramenta para o atendimento do mercado de reposição de autopeças. Está no ar o Auto Experts, catálogo digital que reúne os produtos das marcas Fras-le, Lonaflex, Controil e Fremax, com o objetivo principal de facilitar e agilizar a busca e a identificação dos produtos pelos distribuidores, varejistas, mecânicos e consumidores finais. Além disso, a ferramenta possibilita fazer a pesquisa por tipo de veículo, produto ou montadora, e apresenta todas as opções de peças automotivas disponíveis, em cada uma das marcas da empresa.

Com o objetivo de chamar a atenção de todas as esferas da população para os problemas ambientais, no dia 5 de junho comemorou-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. A DPK, Distribuidora de Peças Automotivas, por exemplo, participa de um processo de reciclagem que conta com empresas parceiras certificadas pelo ISO 14001, que recolhem materiais, separam os itens e dão a destinação correta a cada um deles. “Um dos nossos parceiros é a empresa Mazola Ambiental. Todos os processos são efetuados seguindo altos e rigorosos padrões de qualidade”, destaca Armando Diniz, diretor de Negócios da DPK.

PETRONAS EMPRESA MODERNIZA SUA LINHA DE PRODUTOS PARA MOTO

PETRONAS Lubrificantes do Brasil (PLB), uma subsidiária da PETRONAS Dagangan Berhad (PDB), juntamente com a PETRONAS Lubricant International (PLI), realizou uma importante atualização da sua linha de produtos para moto, PETRONAS Sprinta com FlexiTech™. Projetada para reagir rapidamente às mudanças nas condições das cidades e estradas de hoje em dia, PETRONAS Sprinta com tecnologia FlexiTech™ proporciona uma conexão máxima entre moto e motociclista. Com respostas mais rápidas para a moto, também protege as áreas críticas e fornece desempenho excepcional do motor, aumentando a vida útil da moto.

MOTUL

LANÇAMENTO

Em maio, o Grupo Universal inaugurou apenas internamente, devido à pandemia, o Centro Tecnológico de Formação - CTF, localizado na sede do Grupo, na Anhanguera, em Osasco (SP). O CTF foi concebido para promover o treinamento técnico de profissionais do setor de aftermarket e ajudar no seu desenvolvimento. “O CTF é mais um sonho que se materializa. Temos certeza de que essa fase de pandemia irá passar, o nosso mercado é pujante. O Grupo Universal em 2020 está com diversas novidades para fortalecer sua posição de destaque, continuaremos a investir pesado”, diz Ricardo Ferreira, fundador e presidente do Grupo.

PROMOVE FÓRUNS DURANTE A PANDEMIA

Nesse período de distanciamento social, a SKF promoveu Fóruns com a proposta de levar aos profissionais do setor as opiniões de executivos de algumas das principais empresas brasileiras, de diversos segmentos, para saber como elas vêm atuando e gerando resultados durante a crise. No 5º SKF Fórum, por exemplo, o tema foi Infraestrutura. Bastava se inscrever gratuitamente, mas a indústria incentivava a doação (de no mínimo R$ 10,00) para a entidade Filhos da Luz. Participaram pela SKF,

CONTRATAÇÃO

AClaudinei Reche, presidente SKF Latam, e Silas Santana, industrial Market Business and Service Diretor SKF Brazil.

ZF AFTERMARKET

ZF [PRO]TECH - PROGRAMA GLOBAL DE TREINAMENTOS

DA ZF AFTERMARKET ENTRA

EM NOVA FASE NO BRASIL

AZF Aftermarket trouxe pela primeira vez ao mercado brasileiro o ZF [pro]Tech, programa avançado de capacitação técnica para mecânicos de todo o País. O lançamento aconteceu em outubro de 2019 e, desde então, mais de 600 oficinas realizaram inscrições, com a concretização de mais de 200 parcerias no ZF [pro] Tech start. O ZF [pro]Tech é considerado um modelo de

NAKATA

EMPRESA OFERECE MAIS DE 200 ITENS EM SEU PORTFÓLIO PARA MODELOS CITROËN

treinamento bem-sucedido na matriz da ZF, Alemanha, e em outras unidades da empresa como Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, Suíça, Áustria e Polônia. O Programa existe globalmente desde 2012 e já possui mais de 8.400 oficinas participantes nestes Países.

A Nakata, fabricante de autopeças com linha de componentes para suspensão, transmissão, freios e motor, umas das líderes em componentes undercar, mantém seu compromisso em assegurar ampla cobertura da frota circulante e, por isso, oferece uma linha completa de itens para a reposição. Para os veículos Citroën, a Nakata oferece portfólio com 211 itens dos sistemas de suspensão, freio, direção, motor e transmissão para atender os veículos mais vendidos da marca, como Berlingo, C3, C4, Picasso e Xsara. Em motor, há 8 referências para bombas de água e óleo com cobertura dos modelos mais produzidos pela montadora francesa.

Wega Motors contrata para gerente de Vendas, Fábio Bertini, formado em Administração de empresas. Com vasta experiência no setor de autopeças, Bertini atua na área há mais de 20 anos e com grande experiência no segmento de filtros automotivos. “Estou muito feliz e motivado por estar compondo o time da Wega, que é uma marca sinônimo de high performance. Há muitos desafios e trabalhos para serem desenvolvidos. A Wega Motors é uma marca já conhecida e consolidada no mercado, vamos focar no seu crescimento no Brasil com nossos parceiros. Sempre levando o melhor ao varejo e aos nossos aplicadores”, declara Bertini.

MEIO AMBIENTE

COBREQ INVESTE EM BOAS PRÁTICAS AMBIENTAIS NO DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS

No mês do meio ambiente, a TMD Friction, detentora da marca Cobreq de pastilhas e lonas de freio, reforça as ações e diretrizes ambientais que conduzem suas atividades e processos. O investimento contínuo em pesquisa e inovação garante o desenvolvimento de produtos mais ecológicos e uma operação alinhada aos princípios de responsabilidade socioambiental, saúde

e segurança. Entre as medidas, está a utilização de materiais recicláveis na fabricação de componentes para o setor automotivo. Além do reaproveitamento de materiais, outras ações com foco nas questões ambientais e saúde do trabalhador são adotadas na linha de produção.

THE NPD GROUP CONFIRMA QUEDA DE 15% NO FATURAMENTO DE PEÇAS AUTOMOTIVAS

De acordo com o Monitoramento dos Distribuidores de Autopeças da NPD, a reposição automotiva sofreu queda de -15% no faturamento entre janeiro e abril de 2020 versus o mesmo período de 2019. Os distribuidores seguiram com suas atividades comerciais de portas fechadas para garantir o abastecimento. Como consequência, as vendas unitárias contraíram -20% e os reposicionamentos de preços no setor compensaram, ao menos parcialmente o resultado do período, com aumentos médios de +7% nos preços do acumulado. Das 14 categorias monitoradas mensalmente pela NPD no Brasil, 13 tiveram queda de faturamento.

FIQUE PORDENTRO

DANA

EMPRESA É RECONHECIDA MAIS UMA VEZ COMO UM DOS MELHORES FORNECEDORES DA TOYOTA NA AMERICA LATINA

A Dana conquistou o reconhecimento da Toyota na América Latina, o Toyota Latin America and Caribbean Suppliers Conference, como um de seus melhores fornecedores em 2019. As operações do Brasil e da Argentina foram reconhecidas nas categorias Qualidade e Logística e Reconhecimento Especial, respectivamente. "Este é o terceiro ano que somos reconhecidos. Esta conquista é muito importante, ainda mais num momento em que toda a indústria automobilística precisa se reinventar e inovar para superar os desafios e retomar nossos níveis de produção", destaca Raul Germany, presidente da Dana para o Brasil.

NOVO SLOGAN: "PERFORMANCE EM TUDO"

A Vox, uma das marcas de filtros automotivos mais vendidas no País, fabricada pela Tecfil, lança seu novo slogan "Performance em tudo", que enfatiza os principais atributos da marca: a alta qualidade, seu custo-benefício e a durabilidade de seus filtros, destinados às linhas de veículos leves, pesados e

THYSSENKRUPP

Aunidade

agrícolas, comercializados no mercado nacional e nos países da América Latina. "A Vox é uma marca amplamente reconhecida pelo segmento. Agora estamos oficializando o novo posicionamento, que resume esses atributos e reforça a imagem já consolidada da marca", afirma Wagner Vieira, diretor Comercial da Vox.

DIVISÃO DE MOLAS E BARRAS ESTABILIZADORAS DA THYSSENKRUPP REDUZ 5% NO CONSUMO TOTAL DE ENERGIA

de molas e barras estabilizadoras automotivas da Thyssenkrupp reforça o seu compromisso com a sustentabilidade e anuncia a redução de 5% no consumo total de energia em suas fábricas, em São Paulo (SP) e Ibirité (MG). A economia representa um consumo equivalente ao de um ano de quase 400 residências e foi alcançada um ano antes da meta traçada. O resultado é reflexo de uma série de medidas importantes implantadas na operação, como o investimento em motores de alto rendimento, troca de lâmpadas fluorescentes por LED, manutenções que avaliam a vibração, entre outras.

FABRICANTE DESTACA RESPONSABILIDADE

AMBIENTAL EM TODO

CICLO DE VIDA DO PNEU

No próximo dia 5 de junho, comemorou-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Ciente de seu papel na sociedade, a Sumitomo Rubber do Brasil, detentora das marcas Dunlop, Falken e Sumitomo, adota várias medidas para mitigar os impactos ambientais em

suas atividades. Desde a produção dos pneus até o incentivo ao descarte correto, a empresa realiza diversas ações que contribuem com o meio ambiente, começando por seu método de produção chamado TAIYO (Sun) System, sistema de fabricação de pneus sem emendas, adotado em 100% dos pneus produzidos no Brasil.

MOTORSERVICE

EMPRESA APOIA E PARTICIPA DE WEBSÉRIE SOBRE TECNOLOGIA DE MOTORES

AMotorservice, divisão responsável pela comercialização das marcas Kolbenschmidt (KS), Pierburg e BF no mercado de reposição, apoia e participa de eventos virtuais sobre as inovações que estão ocorrendo nos motores e nos desenvolvimentos dos produtos, como pistões e anéis de segmentos para os motores ciclos Otto e Diesel, evento gratuito, organizado pelo SindirepaRJ e Firjan. A websérie conta com quatro lives que aconteceram no período noturno no canal do YouTube da Firjan. Para assistir às transmissões, o link para acesso é https://www.youtube.com/ playlist?list=PL02lOWnZ5Cn9OfHyQmXc2wR2hON1Uudfk

EMPRESA PROMOVE LIVES COM PARCEIROS DO SETOR

A CVN Autoparts, das marcas Corven e Bendix, promoveu nesse período de pandemia do novo Coronavírus duas lives com alguns de seus clientes. Na primeira, em 16/06, convidou

Rogério Menezes, diretor da Golden Componentes Automotivos Ltda, e Gelson Frizzo, diretor da Distribuidora de Peças Poliman. Uma semana depois, no dia 23/06, participaram Gisele Santos Zanon, diretora Comercial da DPS Atacado de Autopeças, e Valmir Campos, diretor da Vila Nori Autopeças. Vale destacar que ambas as transmissões alcançaram bons índices de audiência e tiveram a condução do editor-chefe do Balcão Automotivo, Silvio Rocha.

VALEO DÁ DICAS PRÁTICAS DE COMO PRESERVAR A EMBREAGEM DO SEU CARRO

Considerada uma das principais peças dos carros manuais e robotizados, a embreagem tem como função a sincronização e a troca das marchas, e a absorção das vibrações do motor para não danificar a caixa de câmbio. Segundo Fabio Ferreira Baldin, gerente de Produto da Valeo Sistemas Automotivos, para saber a hora certa de trocá-la, é preciso seguir o manual do veículo. Porém, existem alguns fatores que podem ajudar o motorista a identificar que a peça pode estar chegando ao fim, como por exemplo a quilometragem avançada, os pedais duros, os ruídos, as trepidações e a perda na transmissão da força do motor do carro para as rodas.

DISTRIBUIDORES EM AÇÃO

COMO ELES SE ADEQUARAM À PANDEMIA, NO ATENDIMENTO AOS CLIENTES E O QUE MUDARÁ DAQUI EM DIANTE

De Norte ao Sul do País, a pandemia impôs mudanças na rotina dos distribuidores de autopeças. A grande maioria já estava preparada tecnologicamente para continuar suas atividades remotamente, sem que isso afetasse o relacionamento com seus clientes. Houve queda de vendas, como em qualquer outro setor da economia, mas eles se adaptaram em um mercado que se mostra resiliente. Confira a seguir quais foram as ações postas em prática por cada um deles.

AUTOFORT NORDESTE

Linhas leve, pesada, utilitários e motocicletas

Na distribuidora, o horário de atendimento e a quantidade de horas da equipe foram reduzidos. “As funções que são possíveis o trabalho em home office foram priorizadas, mas outras não têm como, a exemplo de Logística, que requer pessoas na empresa”, diz o diretor, Cesar Garcia.

E por falar em logística, ele lembra que estoque sempre é um grande dilema. “Mas mantivemos estoque para atender o mercado e continuamos as compras adaptadas à nova realidade. Desde o início do ano, nós já vínhamos sofrendo com falta de produtos. A chegada da pandemia no Brasil só fez aumentar essa falta”. Em relação ao

mercado, ele avalia que ele está bem mais retraído com todas as limitações impostas pelos governos em função da Covid-19.

“Aqui no Ceará, com o decreto do Governo de isolamento e lockdown, alguns segmentos até poderiam trabalhar, como o da distribuição de autopeças e serviços (oficinas), mas o varejo fechado. Mas na prática muitas empresas fecharam por falta de clientes e com isso fez a inadimplência disparar”.

Relacionamento – Junto aos clientes eles estão mais presentes nos meios eletrônicos, com informações e catálogo para que eles possam fazer seus pedidos com mais comodidade. “Acredito que muita coisa não acontecerá mais, as formas de contato e negócios sofreram mutações. Aprendemos que tínhamos custos aéreos, hotel, diárias, restaurantes para uma reunião com

Cesar Garcia, da Autofort Nordeste

o cliente e muitas vezes com resultado zero. Aprendemos que boa parte disso pode ser feito de forma virtual, com economia de tempo e de recursos, para investir em bônus ou campanha, ou qualquer outro benefício para o cliente”.

AUTO NORTE

Linhas leve, pesada e motos

Carlos Eduardo Monteiro de Almeida (Cacai), diretor e proprietário da Auto Norte, informa que todos os recursos disponíveis de suspensão de contratos de trabalho e de férias, bem como o home office foram adotados. Na gestão do estoque, diz ele: “Com a queda das vendas devido à pandemia, nós ficamos com estoque médio para 120 dias. Mesmo assim, continuamos comprando as necessidades imediatas”.

Por parte de alguns fornecedores, houve desabastecimento. “Vários fabricantes deram férias coletivas para suas equipes e ficaram sem mercadoria. Com isso, realmente houve um desabastecimento de alguns fornecedores”. Em relação ao mercado, ele conta que para a linha leve, ele está voltando a aquecer um pouco. “O pior segmento é a linha pesada, a queda nas vendas pode chegar a 50%. Porém, na linha de motos estamos com um crescimento de 30% a 40%”.

Relacionamento – Para estarem mais próximos aos seus clientes, uma das medidas foi a flexibilização dos pagamentos na medida do possível. “Também, frequentemente, nossa equipe está em contato com os clientes para continuarmos com o relacionamento sólido

que criamos, durante todos os anos em que atuamos no segmento de autopeças”.

E todos os cuidados foram adotados na Auto Norte. “Estamos atentos às orientações do Ministério da Saúde e do governo de Pernambuco para seguirmos à risca os procedimentos e as medidas de segurança”. Para finalizar, o empresário prevê que até pela recuperação da economia ser mais lenta haverá uma redução de eventos e convenções. “Porém, nada tira o brilho dos olhos. O atendimento e negociação presenciais ainda farão o diferencial”.

CHG AUTOMOTIVA

Linhas leve, utilitários e pesada

Seguindo as orientações trabalhistas e do Ministério da Saúde, a CHG Automotiva adotou o sistema home office para os setores possíveis para este modelo, reduziu em parte a jornada de trabalho, readequou os departamentos para um distanciamento entre os colaboradores e disponibilizou material de higienização pessoal.

Gestão do estoque – Edivaldo Antonio Garcia, gerente de Marketing, informa que a empresa trabalha com um bom nível de estoque em dias, o que possibilitou um bom fornecimento aos clientes no momento da retomada e reabertura das auto peças. E diz também que está havendo desabastecimento.

“Com o choque inicial das medidas restritivas e fechamentos do mercado onde ninguém tinha o mínimo conhecimento e noção das proporções que o problema irá alcançar, os fabricantes praticamente cessaram ou reduziram muito a produção e com isso o desabastecimento foi inevitável”.

Mercado – Segundo ele, no início das medidas

restritivas a queda foi total. “Mas a partir do momento em que foram classificando o mercado de autopeças como essencial e liberando para o comércio, as vendas foram rapidamente se recuperando. Neste momento, nós estamos bem próximos da normalidade de demanda”.

Relacionamento – “A empresa sempre trabalhou de forma muito próxima dos seus parceiros, seja através dos representantes ou da equipe comercial interna, e isso faz muita diferença nesses momentos em que os clientes precisam de uma maior atenção”.

Pós-pandemia – Na visão de Garcia, “o principal para o período pós-pandemia é adequar nosso nível de estoque devido ao desabastecimento do momento e também seguir com as devidas medidas de proteção com toda nossa equipe”. Ele também prevê mudanças. “Realmente será um cenário bem diferente em relação a contatos e visitas presenciais. As visitas, convenções, ferramentas de vendas e demais eventos serão exclusivamente virtuais”.

COBRA ROLAMENTOS

Linhas leve, agrícola, industrial e motos

A adaptação da Cobra Rolamentos e Autopeças foi bastante tranquila, até porque culturalmente a empresa investe bastante em tecnologia. Inclusive, ela é pioneira no setor de autopeças a implementar o sistema Picking by Voice para a separação de pedidos. Na prática, o operador interage por voz com o sistema por meio de um microfone para receber informações detalhadas do pedido.

“A Cobra sempre se pautou em ter as principais

Carlos Eduardo Monteiro de Almeida (Cacai), da Auto Norte
Edivaldo Antonio Garcia, da CHG Automotiva
Angelo Sturaro, da Cobra Rolamentos

DISTRIBUIDORES

tecnologias no seu ambiente de trabalho e o Picking by Voice nos dá uma agilidade muito grande. Ele foi implementado há dois anos e nós tivemos um ganho de aproximadamente 40% no tempo de separação de pedidos. Como cada vez mais os clientes estão comprando menos quantidade e mais vezes ao dia, nós estamos prontos para atendermos agilmente as demandas”, diz Angelo Sturaro, sócio e diretor Administrativo da empresa.

Com a maior parte da equipe trabalhando remotamente, a tecnologia também foi uma aliada. “Antes da pandemia, nós fizemos um investimento alto e atualizamos toda a nossa tecnologia remota. Sem saber o que viria a acontecer, nós já estávamos preparados, hoje a maior parte do nosso time está em home office atendendo normalmente os nossos clientes”.

Abastecimento – Sturaro comenta que já é perceptível um começo de desabastecimento no mercado. “Até então, os fabricantes tinham colocado o seu pessoal em quarentena e havia muito estoque. Isso está mudando, um pedido para um dos nossos fornecedores e ele nos entregou somente 30% do que foi solicitado. Evidentemente, haverá falta de peças daqui em diante”.

Mercado – Enquanto houve uma queda de vendas até pela redução do número de veículos nas ruas, por outro lado, a Cobra Rolamentos registrou aumento de vendas para o segmento de motos e para a linha agrícola, o que lhes possibilitou manter o faturamento em um nível equilibrado.

“Conseguimos no mês passado atingir o ponto de equilíbrio, o que é muito bom nesse momento em que estamos vivendo. Nós estamos preservando todos os empregos e sem redução de salário. Porém, o que estamos vivendo está prejudicando drasticamente a nossa economia e sem dúvida haverá sequelas para o País”.

Relacionamento – Como ninguém sabia o que estava por vir, Sturaro conta que desde os primeiros casos de coronavírus no Brasil, eles receberam várias ligações de clientes solicitando a postergação de títulos a vencer. “Procuramos acomodar a situação, suspendemos protestos de títulos e negociamos com os clientes que estavam dispostos a conversar. Nós conseguimos atendêlos e, o que é o mais importante, estamos todos juntos em uma situação como essa. A receita caiu para todo mundo e foi necessário nos adequarmos”.

Pós-pandemia – Sturaro prevê que o home office

será uma realidade. “Nós temos um vendedor que perde 4 horas por dia para ir e voltar do trabalho, agora em home office, a produção dele não caiu e também temos vendedores que nessa época de pandemia estão até batendo recorde de vendas. É uma situação que teremos que analisar com muito carinho, acreditamos que o home office melhora a qualidade de vida para eles”.

Remotamente, o executivo também comenta outro ganho. “Nós fazíamos poucas videoconferências, o que se tornou muito importante nos dias de hoje. Conseguimos nos comunicar com toda a equipe e toda a gerência sem precisar nos deslocarmos. Essas reuniões são até mais produtivas e mais focadas do que as presenciais”.

Para finalizar, ele antecipa uma novidade para os clientes. “Nos próximos meses, faremos o lançamento da nossa loja online, uma plataforma dedicada a varejistas para que possam fazer pedidos de onde estiverem e a qualquer hora. Pela loja online, eles poderão pesquisar tudo o que precisam. Investimos muito nesse sistema para que não houvesse nenhuma dúvida sobre a aplicação de peças para que possamos minimizar devoluções e retrabalhos. Nossos clientes poderão escolher a melhor forma de contato com a Cobra, sempre acompanhados por seu vendedor”, conclui.

COMPEL

Linhas leve e utilitários

Desde o início, a Compel adotou todas as medidas cabíveis no quesito segurança dos seus colaboradores, dentre elas, a utilização de álcool gel em todas as unidades e departamentos, a disponibilização de máscaras, o afastamento dos profissionais do grupo de risco e para as funções que eram possíveis, o trabalho em home office. “Toda essa comunicação foi divulgada através de vídeos educativos promovidos pelo nosso RH e através das mídias internas e sociais”, afirma o diretor de Vendas e Marketing, Arnaldo Pires.

Gestão de estoque – Segundo Pires, a Compel é uma distribuidora especialista e tem um bom nível de estoque. “Nesse período, utilizamos o estoque disponível e reduzimos as compras pra que pudéssemos nos adequar a um novo ponto de equilíbrio entre despesas x receitas. Avaliamos agora, após quase três meses de pandemia, que as medidas surtiram bons efeitos para a saúde financeira da empresa e em nenhum momento deixamos de atender bem os nossos clientes, pelo contrário, fomos eficientes nesse quesito”.

Abastecimento – Pires conta que em reuniões realizadas com os fornecedores há uma preocupação deles com o desabastecimento de peças. Muitos tiveram redução de programas pelo lado da montadora. Isso acabou trazendo cortes na produção, inclusive algumas fábricas até fecharam. “O conselho que recebemos é melhorarmos os níveis de estoque pra não termos problemas lá na frente, além dos aumentos de preços já anunciados e aplicados. Até o momento, nós ainda estamos administrando bem as faltas, mas o futuro mostra que poderemos ter desabastecimento em alguns SKUS (Unidades de Manutenção de Estoque)”.

Mercado – Pires diz que a queda no final de março e início de abril assustou todo mercado e toda economia. “Comparando com um período normal, em abril operamos com 45%, em maio passamos para 65% e em junho já mostra um crescimento e projeção de fechamento próximo de 80%. Não sabemos se o movimento desse mês significa uma bolha pela queda em meses anteriores ou se já é uma normalidade que viveremos. Talvez em julho o cenário fique mais claro”.

Relacionamento – Junto aos clientes, ele conta que estão atuando com mais ênfase nas mídias sociais e desenvolvendo uma nova ferramenta de B2B que entrará em vigor em julho. “E fomos solidários na medida do possível com a flexibilização de pagamentos, pois entendemos que o momento é de ajuda mútua e não oportunismo”.

Pós-pandemia – Esse movimento já está acontecendo na Compel. “Estamos retomando as atividades, contratações de pessoal e investimentos. Acredito que o mercado voltará em breve dentro de um ‘novo normal’ e, com certeza, o formato das relações comerciais deverá ser revisto e adaptado através de maior contato virtual entre fornecedores, empresa e clientes”.

De acordo com ele, o novo formato de contato virtual já está ganhando força. “Nos últimos meses, as reuniões virtuais ocorreram com grande frequência e confesso que ganhamos no quesito custos e objetividade. Esse formato veio pra ficar, independentemente do tempo em que a pandemia irá durar. Grandes eventos e situações com maior contato presencial vão demorar pra normalizar”.

DPK Linhas leve e pesada

Diretor da Unidade de Negócios da DPK Distribuidora de Autopeças, Armando Diniz Filho conta que a equipe de vendas interna e externa está 100% trabalhando em home office, com a mesma tecnologia e qualidade que tinham quando estavam no escritório. “Internamente, criamos células de atendimento de pedidos para que não houvesse contato entre as pessoas do armazém e um drive thru com hora marcada para retirada de produtos”.

Segundo ele, o abastecimento começa a se normalizar. “Diversas fábricas estiveram fechadas por até 60 dias e houve um desabastecimento, que neste momento começa a se normalizar”. E em relação ao mercado, ele afirma que a análise tem que ser feita regionalmente e dependendo das determinações que cada estado e município definiu de isolamento. “Os grandes centros sofreram mais com os fechamentos do comércio do que as cidades médias e pequenas, a linha leve está com maior queda do que a pesada”, compara.

Aproximação - O sistema digital, o KDapeça, está disponível para os clientes 24 horas por dia. “Por essa plataforma, disponibilizamos todos os serviços que prestamos com maior rapidez e assertividade. Também implantamos um calendário amplo de treinamentos

virtuais em conjunto com nossos fornecedores através da empresa Maxxi Trainning”.

Outra ação foi melhorarem tecnicamente os sistemas digitais de atendimento ao cliente e na integração, os sistemas de planejamento de estoques com os fornecedores. E para finalizar, Diniz afirma que no relacionamento entre os players do mercado as palavras de ordem serão: integração colaborativa e cooperativa.

FORTBRAS

Linhas leve e pesada

Fundada no final de 2016, desde então a Fortbras vem adquirindo empresas locais e regionais com + de 50 anos atuando na venda de autopeças, motopeças, pneus e lubrificantes. “Com a aquisição de 12 empresas, a Fortbras conquistou presença nacional, diversificou portfólio, acumulou expertise, tradição local e regional na comercialização de produtos para o mercado de reposição automotiva”, diz o diretor Comercial, André Di Giorgio.

Hoje são 150 lojas, em 18 estados e 100 cidades, e a Fortbras ocupa também posição de destaque na venda de peças online através do Hipervarejo. Para se adaptarem às exigências impostas pelo novo coronavírus, o executivo conta que desde março a equipe do escritório central está em home office. “Caso haja retorno ao escritório em julho, trabalharemos em sistema de rodízio da equipe para manter o escritório abaixo de 50% da capacidade”.

Além do escritório central, a Fortbras tem dois importantes escritórios regionais. “São estruturas bem grandes que conseguimos trabalhar respeitando questões de distanciamento”. Nas 150 lojas e centrais de distribuição foram intensificadas as recomendações

dos órgãos de saúde e colaboradores em grupo de risco permanecem em home office.

Gestão de estoque – Esperando por uma desaceleração de vendas, a Fortbras optou por reduzir seu volume de compras junto às indústrias no início de março. “Isso ajudou a blindar um pouco o caixa da empresa e minimizou parte do impacto que teríamos entre a última semana de março e primeira quinzena de abril. O pior período foi a primeira e segunda semana de abril, ali vivíamos um dia de cada vez”.

Abastecimento – Ele conta que o atendimento de pedido pela indústria ainda está aquém dos níveis antes da pré-covid-19. “Algumas fábricas voltando mais rápido, mas no geral, a situação nos preocupa bastante. Mas, nós temos centrais de distribuição com um estoque generoso que funciona como pulmão para nossas lojas e para alguns clientes. Nossa expectativa é que este estoque seja suficiente, ou minimize, o desabastecimento gerado por esta retomada lenta no faturamento da indústria”.

A Fortbras também apostou no reforço da frota de motos para entrega de produtos, o que foi uma decisão certeira. “Acreditando que a venda neste modal aumentaria e de fato foi o que ocorreu. Com várias lojas fechadas, ou parcialmente fechadas, garantimos o abastecimento de nossos clientes através de uma frota de motos ampliada”.

Desempenho - A venda diária da Fortbras em abril foi perto de 75% a venda de janeiro e fevereiro. “De abril para cá, estamos observando uma melhora semana a semana, brincamos que a Fortbras está presente do Oiapoque ao Chuí, com 150 lojas presentes em 18 estados, observamos um movimento bem diferente entre um estado e outro. Também vimos uma explosão na nossa venda de peças de moto e na venda do nosso e-commerce”.

Relacionamento – Nas palavras de Giorgio, o nome do jogo é estar perto. “Estamos contratando mais vendedores, já tínhamos uma jornada interna para ter uma equipe de vendas cada vez mais ativa. Ampliamos limite de crédito de clientes com bom histórico de negócios com a Fortbras e mesmo os que não tínhamos, estamos trabalhando com uma mesa de crédito mais ativa (este time também foi reforçado), para ajustar e tentar ajudar também este cliente”.

Após a pandemia, o executivo prevê que a digitalização não mudará o formato de relacionamento. “Mais do que nunca, existe agora uma corrida pela digitalização, essa é uma tendência que já tinha vindo para ficar. Porém,

André Di Giorgio, da Fortbras
Armando Diniz Filho, da DPK Distribuidora de Autopeças

continuamos acreditando que isso não elimina o modelo atual de loja, visitas e eventos presenciais”.

Pós-pandemia – Questionado sobre como eles estão se preparando para o pós-pandemia, ele diz que a Fortbras não parou. Ao contrário. “No meio da pandemia, abrimos duas lojas e lançamos em nosso portfólio duas novas linhas de produtos. Em junho, abriremos mais uma loja e em agosto, inauguraremos um novo centro de distribuição com mais de 15 mil m2. Estamos cheios de projetos, incluindo a integração da Rondobras (adquirida pela Fortbras em janeiro de 2020). Ela tem 40 anos de existência e 55 lojas presentes nos estados do: Amazonas, Rondônia, Acre, Roraima e Mato Grosso”.

Para finalizar, Giorgio afirma que os acionistas da Fortbras acreditam muito no mercado e no negócio. “A decisão do presidente e de toda a diretoria foi acelerar. Estamos rediscutindo o plano de abertura de loja para manter uma expansão agressiva em 2020. Temos um timaço que transpira este mercado! Queremos estar cada vez mais próximos dos nossos clientes!”.

GRUPO MORELATE

Linha pesada

Nesses quase 90 dias de pandemia, Thais Pereira, coordenadora de Marketing e Pós-vendas, conta que o Grupo Morelate passou por diversos momentos. “Os maiores impactos foram fechar o balcão de vendas, nos adaptar ao home office nas áreas administrativas e comercial, o afastamento dos colaboradores do grupo de risco, a implementação de férias coletivas e nos enquadrarmos à redução de jornada de trabalho”.

Na análise de Thais, de todas as crises, essa foi a primeira que houve uma paralisação na mobilidade. “Os veículos deixaram de circular e não tínhamos nenhuma projeção ou expectativa para o futuro. Hoje já encontramos uma situação mais “calma” e saudável de atuação. A empresa incorporou todas as medidas possíveis de segurança, que vão desde a compra de EPI’S de proteção, adequação do home office, até o distanciamento entre os colaboradores e regras para acesso de externos (transportadores)”.

Thais Pereira, do Grupo Morelate

Gestão de estoque – Segundo ela, uma vantagem que eles sempre tiveram perante o mercado e que agora se mostrou real foi o estoque. “Nós atuamos com um portfólio de produtos que vai de A a Z para os veículos diesel, e além de ter um mix de produtos diferenciado nós buscamos sempre atuar com um alto estoque de produtos. Nosso diferencial sempre foi a disponibilidade e a variedade de SKUS (Unidades de Manutenção de Estoque) a pronta entrega”.

O mundo todo está passando por momentos de apreensão.

TRADIÇÃO

E CONFIANÇA

Juntos, vamos superar o que vier pela frente.
Vamos nos unir. Vamos acreditar.

Abastecimento – “Assim como nós, os fabricantes passaram por grandes mudanças. Houve algumas falhas, mas nada comparado à dedicação e esforço que pudemos perceber por parte dos fornecedores nesse momento. Nossos principais parceiros foram muito cordiais e em todas as fases da evolução da crise estávamos conversando e juntos tentando entender como poderíamos nos ajudar”.

Por estarem bem abastecidos, Thais diz que as falhas nas entregas, devido às paralisações e ausência na produção, não foram evidentes. “Podemos começar a sentir algum impacto a partir de junho/julho, mas estamos nos preparando desde o início da crise e junto aos fornecedores realizando estratégias para caso venhamos a ter falhas, que elas sejam quase que imperceptíveis para os nossos clientes. Com certeza, vamos sair dessa crise com um relacionamento melhor com os fabricantes e com muitas oportunidades de negócio”.

Mercado – Na opinião de Thais, o atual momento do mercado é: “lutando para se recuperar”. “Durante a pandemia pude acompanhar diversas lives e discussões sobre a crise, muito se falou acerca do mercado de linha pesada e sobre como os caminhões movem o País. Para nós que respiramos esse segmento e que conhecemos as divisões que existem, podemos afirmar que estamos sofrendo e muito”.

Ela explica que a linha pesada tem vários grupos de atuação e que cada nicho de mercado deve ser avaliado de forma individual para se ter dados concretos dos impactos. “Alguns segmentos como transporte urbano e rodoviário tiveram uma queda que acreditamos que nunca foi vista antes, com a paralisação da mobilidade urbana e do turismo estamos vendo muitos empresários lutando para não quebrar. O mesmo para as pequenas transportadoras e transportadores autônomos que basicamente pararam”.

Apesar de o principal meio de transporte no País ser o rodoviário, ela lembra que o segmento diesel está envolvido em muitos outros ramos de atividade e para cada um de deles houve uma adaptação ou queda. “Infelizmente, ainda estamos vivendo o ápice da doença e não temos expectativas concretas para avaliar uma recuperação. O que podemos afirmar é que o 2º trimestre do ano está sendo o mais difícil em muito tempo. Talvez tenhamos visto um cenário de vendas como este em 2014/2015, mas nossos esforços e performance hoje são muito maiores e mais dedicados do que na época”.

Relacionamento – Nas palavras de Thais, o que tem lhes ajudado nessa fase é o relacionamento que construíram nos últimos anos com os seus clientes.

“Temos investido em B2B, catálogos de produtos, nossos colaboradores têm se desdobrado para atender aos clientes em diversos canais diferentes, internamente ajustamos a equipe e nosso atendimento para que os clientes sejam atendidos por especialidades de veículos e temos investido no relacionamento através das redes sociais.

De modo geral, ela comenta que os vendedores da Morelate estão mais ativos e próximos aos clientes. “Nosso objetivo diário não é vender peças é apoiar aos nossos clientes para que possamos juntos movimentar o País. E uma ação de sucesso que realizamos durante a pandemia foi a campanha “ESTAMOS AQUI POR VOCÊS”. Uma ação de motivação aos nossos clientes e parceiros e tivemos um feedback muito positivo”.

Pós-pandemia – Ela conta que há vários projetos em andamento. “Nossa empresa está passando por um forte processo de investimento em tecnologia e informatização. Para um futuro próximo, nós vamos ter uma atuação digital forte e presencial também. Por mais que a inovação seja a tecnologia, nosso segmento ainda é muito técnico e de relacionamento. Estamos trabalhando arduamente para estarmos em todos os canais”.

E antecipa: “após a pandemia, nós vamos ter muitos lançamentos de peças pela nossa marca própria, Maxi Parts, e com muita disposição e garra para buscar minimizar os impactos causados durante a pandemia”. No relacionamento, “vamos usar os canais digitais para intensificá-lo, reuniões online, visitas em nossos estoques panorâmicas, orientação e treinamentos aos aplicadores online e por vídeos, entre outros”.

Mas o contato pessoal se manterá. “Acreditamos que o digital será apenas mais um canal de comunicação e nossa intenção não será perder o presencial, mas fazer de cada visita, evento ou reunião um acontecimento importante e que gere conteúdo para ambos os lados. Os cafezinhos ficaram para depois do horário e passaremos a ser muito mais profissionais”.

GRUPO REAL MOTO PEÇAS

Linha leve

João Henrique Coelho, diretor de Vendas, conta que de repente tudo ficou diferente. “Com o entendimento

da nova realidade, nós passamos a planejar em etapas os passos importantes a serem enfrentados, com simplicidade e muita confiança e lucidez. Procuramos cuidar das pessoas da empresa, com muita transparência nas informações e na sequência em que os fatos seriam tratados, transmitindo confiança e fortalecendo o espírito de união e equipe”.

O home office foi o caminho escolhido para esse novo momento, para todas as funções que poderiam trabalhar remotamente. “O resultado foi muita eficiência, o que nos deu a certeza da escolha correta. Mesmo quando voltar à normalidade, certamente algumas funções passarão a ter parte do trabalho realizado neste formato”.

Gestão do estoque – Ele lembra que a gestão do estoque foi uma das grandes preocupações, no sentido de sempre melhor atender às necessidades de seus parceiros clientes. “Tão logo o mercado retomou, mesmo que lentamente as atividades, e os fabricantes a funcionar, nós já começamos a tratar da reposição de nosso estoque de produtos”.

Sobre desabastecimento, Coelho comenta: “acreditamos que poderão acontecer desabastecimentos pontuais de alguns produtos ou linhas, mais pelo descompasso ou equilíbrio da oferta e demanda na cadeia de suprimentos”.

Mercado – Com as medidas de isolamento social, parte do enfrentamento da pandemia, ele diz que o mercado caiu para todos. “Por um período, diminuiu a circulação da frota e, por consequência, a manutenção dos veículos. Nós trabalhamos com a expectativa de vendas em torno de 90% do previsto antes da pandemia, para o mês de junho 2020”.

João Henrique Coelho, do Grupo Real Moto Peças

Relacionamento – A equipe de vendas do Grupo Real está posicionada para estar o tempo todo falando com os clientes, por telefone ou virtualmente. “Procurando levar informações, tirar dúvidas e esclarecer aspectos importantes legais, criados para facilitar a manutenção do emprego no País, auxiliando em todas as demandas do cliente”.

Pós-pandemia – A estratégia da empresa foi montada para manter o time de profissionais motivados e engajados na travessia desta epidemia, e com planos bem definidos e estruturados de crescimento, à medida que o isolamento social diminua de forma importante. E no relacionamento com os players do mercado, Coelho comenta:

“Está bem claro que as empresas e profissionais estão percebendo que muitas ações podem acontecer remotamente, ainda mais que multiplicaram a disponibilidade e a facilidade de ferramentas para reuniões, visitas virtuais e treinamentos. O contato presencial ficará para as reuniões mais importantes, que exijam este formato”, prevê.

ISAPA

Linhas leve e bike

Na Isapa foi criada uma espécie de comitê entre os sócios para que em conversas diárias fossem definidas ações, conforme a pandemia avançava. “Isso era algo novo e ninguém sabia o que iria acontecer. Inicialmente em março, nós fechamos tudo por 15 dias, depois fomos abrindo gradualmente. Colocamos 2/3 das pessoas do escritório em home office e está assim até hoje”, informa o diretor Comercial, Roland Setton.

Para os funcionários do depósito, eles utilizaram o benefício do Governo Federal para a manutenção do emprego. “O Governo oferece uma pequena parte, mas nós fizemos melhor: complementamos para que os funcionários não tivessem nenhuma perda salarial. Agora, os depósitos estão funcionando praticamente 100%, porque temos autopeças e peças para bicicletas, e essa última indo muito bem”.

Gestão de estoque – Setton comenta que por serem importadores, principalmente da China, a situação se inverteu. “No começo do ano, nós queríamos peças e as fábricas chinesas estavam fechadas por causa da pandemia. Depois eles abriram, mas nós tivemos uma queda de vendas e dosamos os embarques”.

DISTRIBUIDORES EM AÇÃO

E sem desabastecimento. “O nosso estoque está muito alto, já vínhamos com um bom estoque, porém, as vendas caíram um pouco em março, mais em abril e maio recuperaram um pouco. Parece que nesse mês de junho teremos o mesmo resultado do ano passado, talvez até venderemos um pouco mais, e achamos que em agosto voltaremos aos nossos níveis anteriores. Antes da pandemia vínhamos com um crescimento muito bom, acima de 15%”.

Relacionamento – “Nós já temos um relacionamento muito próximo aos nossos clientes. No início a maioria deles nos falava para não visitá-los, cada um tinha a sua estratégia, mas passávamos todas as informações para eles via internet, sobre lançamentos, promoções, etc.. Nós intensificamos um pouco mais o uso dos meios digitais”.

Mas Setton pondera que o Brasil é muito heterogêneo, em cada região é uma realidade. “Em algumas cidades o comércio parou, em outras não. Como dizem, são vários Brasis com diferentes momentos de pandemia, e nós nos adaptamos a essa realidade. Houve aumento do contato digital, mas em algumas localidades foi pessoal ou por telefone. Mas a orientação aos diretores foi a de evitarem sair de casa e aos nossos representantes para não fazerem viagens de avião”.

Pós-pandemia – O executivo diz que ainda é cedo para prever o que acontecerá após a pandemia. “Ainda não sabemos quando isso será, pode até haver outro fechamento daqui uns dias se a pandemia piorar, é uma coisa nova que ninguém sabe ao certo como ela evolui. É um dia de cada vez para definirmos o que faremos”.

O que já mudou foi a tradicional convenção anual da Isapa, geralmente realizada no mês de setembro, com a presença de representantes de todo o País. “Nesse ano ela será virtual”, informa Setton. E outras mudanças

também podem vir a ocorrer. “De repente, passaremos a fazer mini convenções e com mais frequência ao longo do ano, e também nesse formato com os clientes. Nós estamos em um momento em que avaliamos várias situações, inclusive, se manteremos pessoas em home office”, finaliza.

Jahu Borrachas e Autopeças

Linhas leve, pesada e utilitários

Além de seguirem todas as orientações dos decretos vigentes e as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), também foram feitas palestras orientativas para todos os funcionários da Jahu. “Introduzimos na nossa rotina a higienização frequente dos postos de trabalhos, contratando inclusive uma empresa para reforçar a limpeza neste período, fornecemos máscaras e álcool em gel para todos, colocamos higienizadores de calçados em todas as entradas das dependências da empresa, medimos a temperatura de todos que entram na empresa”, informa o diretor Comercial, Alcides Acerbi Neto.

Outra ação foi adequar a redução de jornada pelas regras governamentais, de acordo com o momento. “Também avaliamos a situação de cada colaborador para colocá-lo ou não em home office. Dividimos também, quando possível, os colaboradores de cada departamento em dois grupos, para evitarmos uma possível paralisação daquele setor. Flexibilizamos os horários para poderem utilizar o transporte público fora do pico ou para que possam utilizar a carona com outros colegas e apoiamos o uso do transporte particular”.

Gestão de estoque – Na Jahu, os estoques estão dimensionados para continuarem atendendo as necessidades de seus clientes. “Sem deixar de atender ninguém, trabalhamos todos os dias respeitando as recomendações e os decretos vigentes, com as portas fechadas, sem atendimento direto e com o delivery funcionando intensamente. Com entregas mais frequentes e com a equipe de logística focada no atendimento e despacho dos pedidos regulares, e uma flexibilização da política comercial para oferecer a melhor condição”.

Abastecimento – Neto comenta que o desabastecimento já era esperado. “Com a redução brusca no início da pandemia, muitos fabricantes optaram pelas férias coletivas e depois pela redução de jornada. Como cada um fez sua própria gestão da crise, o desabastecimento está disperso, faltando desde a matéria prima até a mão de obra, o que deverá perdurar pelos

Roland Setton, da Isapa

próximos meses em todos os elos da cadeia de fabricação”.

Mercado – Segundo ele, o mercado da linha leve está retomando aos poucos, mas com algumas mudanças quanto à maneira de comprar. “Temos notado uma frequência maior nas compras, mas com valores menores. A queda nas vendas foi uma realidade para o nosso setor. Comparando com a nossa média do início do ano, tivemos uma queda de 25% em março, de 45% em abril e de 20% em maio”.

Relacionamento – Nas palavras de Neto, hoje o relacionamento passou a ser até maior. “Neste momento, as videochamadas substituíram as visitas presenciais e acabaram sendo mais produtivas, pois eliminaram o tempo gasto com o deslocamento, o “cafezinho” e colocaram mais gente participando das reuniões. Com isso, temos nos “reunido” mais do que antes. Para ajudar nossos clientes, conversamos e analisamos cada caso, lembrando sempre que a crise veio para todos”.

Ainda de acordo com ele, “acredito que as reuniões de negócios serão mais por meio virtual, entre todos os elos da cadeia. Já os eventos, quando não for possível uma interação virtual, ocorrerão de maneira menos aglomerada, com restrição de participantes”.

Pós-pandemia – Na Jahu, o pós-pandemia virá com a cultura de métodos de higiene pessoal incorporados e procedimentos preventivos de transmissão de doenças mantidos. “Também com mudanças na forma de atendimento aos clientes e fornecedores, com o aproveitamento de modelos de trabalho que deram certo durante a crise e projetos de melhoria focando nos novos tempos. Para o mercado, projetos de implementação de novos modelos de negócios, visando os diversos cenários que podem ocorrer durante uma eventual crise”.

Luporini

Linhas leve, utilitários, vans e picapes

Na Luporini, inicialmente, o horário de atendimento foi alterado para evitar o horário de pico dos funcionários no transporte público (de 8h às 18h, para 9h às 17h).

“Também estabelecemos banco de horas para quem não pudesse trabalhar de casa e implementamos um sistema de rodízio, no qual uma metade dos vendedores trabalha

Alcides Acerbi Neto, da Jahu Borrachas e Autopeças

de casa e a outra metade na empresa. Os funcionários que tinham férias a vencer foram “incentivados” a tirá-las”, conta o diretor Geral, Guido Luporini.

Luporini informa que protocolos mais rígidos de higienização foram estabelecidos, com uso e distribuição de máscaras e álcool em gel, medição de temperatura, bem como testes em todos os funcionários sempre que aparece alguém infectado ou familiares próximos. “E também acompanhamento psicológico online, com profissionais especializados visando o bem-estar emocional de nossos funcionários”.

Gestão de estoque – A Luporini tinha estoque suficiente para atender a demanda dos clientes e não sofreu desabastecimento. “Em relação às entregas, mesmo com a frota de transportadoras reduzida, não deixamos de atender prontamente nossos clientes com a mesma qualidade e agilidade de sempre, despachando os pedidos no mesmo dia”.

Por parte dos fabricantes no Brasil, Luporini diz que não está tendo desabastecimento de peças, o que falta é cliente para comprá-las. “As fábricas têm entregado bem. Nós é que não estamos comprando”. Porém, a questão é dos importados. “Nesse caso o problema foi maior. Faltou abastecimento. Quando a China parou, e quando eles voltaram, o Brasil parou. A mercadoria chegou, mas não foi vendida por consequência da quarentena. O dólar foi às alturas e o mercado caiu drasticamente”.

Mercado – Ele avalia que o mercado está paulatinamente se recuperando. “Nos meses de março, abril e maio, a queda foi de, em média, 45%, comparando com o mesmo mês do ano anterior. Junho está sendo melhor”.

Relacionamento – A Luporini estabeleceu uma linha de crédito para os pequenos comerciantes, cujo acesso a crédito é mais difícil e caro, e eles estão fazendo ações de marketing no Automobilismo Virtual para continuar sendo lembrado pelos clientes. Segundo Luporini, “as reuniões virtuais vieram para ficar. Mas, nós não deixaremos de fazer as presenciais, nem os eventos comemorativos. Para o nosso segmento pouca coisa vai mudar com o fim da pandemia”.

MEDAUTO

Linha pesada e utilitários

Na Medauto duas linhas de frente de trabalho foram adotadas: medidas de saúde e medidas operacionais do setor de autopeças, conforme explica o diretor Comercial, Alex Leal. “Quanto às medidas de saúde, imediatamente afastamos os funcionários que estão no grupo de risco, reforçamos a higiene local e adotamos medidas preventivas. No que diz respeito às medidas operacionais, fortalecemos o relacionamento com nossos clientes, entendendo o momento de cada um e nos adequando a estes”.

Para não haver desabastecimento nas demandas dos clientes, o estoque foi reforçado, mas Leal comenta que está tendo falta de peças no mercado, em especial de fabricantes que atendem as montadoras. Sobre o desempenho das vendas, o momento é de retomada. “É inegável que tivemos uma queda nas vendas no mês de abril. Entretanto, sentimos que há uma retomada do setor e a perspectiva é positiva para os próximos meses”.

Relacionamento – No relacionamento com o cliente não houve grandes mudanças. “Nos nossos 50 anos de

história sempre tivemos próximo de nossos clientes e este período apenas reforçou a fidelidade e a parceria que temos com nossos clientes/fornecedores”.

Pós-pandemia – “Seguimos fazendo o que acreditamos: relacionamento estreito com nossos clientes e fornecedores, bem como entregar qualidade, competitividade e zelar pela manutenção da frota que circula em nosso País”.

E ele diz que não somente no mercado de autopeças, mas todas as interações comerciais estão se digitalizando. “Acreditamos na era digital pela facilidade na geração de valor de nosso negócio. Caso nossos clientes demandem estruturas mais modernas, estamos à disposição para atendê-los prontamente”.

ODAPEL

Linha pesada

Logo no início, José Augusto Dias, diretor Comercial da Odapel, conta que uma das medidas foi garantir a proteção de todos os funcionários com o uso de máscaras, em seguida, foram adotadas todas as medidas de segurança, conforme as recomendações dos órgãos de saúde, incluindo o distanciamento das pessoas no refeitório e em todas dependências da empresa.

“Todas as pessoas que tinham condições de trabalhar remotamente estão em home office, principalmente os vendedores que também tiveram seu ramal telefônico transferido para fazer o atendimento de casa. Nas filiais não tivemos problemas, pois nelas trabalham menos pessoas e são regiões que foram menos afetadas pela pandemia. Mesmo assim, adotamos as mesmas medidas de segurança da matriz”.

Augusto Dias,

Alex Leal, da Medauto
Guido Luporini, da Luporini
José
da Odapel

NOVO CENTRO TECNOLÓGICO DE FORMAÇÃO

O Grupo Universal sabe de sua posição de liderança no setor aftermarket e pensando nisso desenvolveu o Centro Tecnológico de Formação – CTF, criado para capacitação dos profissionais.

Vendas – Jô comenta que pela queda generalizada de consumo no País, houve reflexos para quem trabalha com a linha pesada, já que o transporte de mercadorias é feito por caminhões. “Nós estamos recuperando aos poucos as nossas vendas, mas acredito que a linha pesada sofreu um pouco menos do que a linha leve, mas logicamente, conforme for voltando à normalidade, a linha leve se recuperará rapidamente”.

Gestão de estoque – Com o estoque bem regulado, uma prática já recorrente na Odapel, Jô conta que foi possível suspender por 15 dias o recebimento de mercadoria dos seus fornecedores. “Fizemos isso para garantir a segurança dos nossos funcionários”. Por outro lado, com a queda de venda no início da pandemia, o estoque estava garantido. “Como a queda na venda foi forte, em torno de 50%, se você tem um estoque de 3 meses, com uma queda de venda dessa, seu estoque se torna de 6 meses”, compara.

Relacionamento – Uma das ações foi ajudar e orientar os seus clientes, com informações sobre o que a Odapel está fazendo, inclusive sobre os cuidados com os seus funcionários. “Os nossos clientes tiveram que se adaptar da noite para o dia para atender por delivery ou drive thru. Com o aumento do uso do celular, houve uma facilidade para o contato com o vendedor e pudemos notar a capacidade de venda através do WhatsApp. Alguns dos nossos clientes já estavam mais avançados, mas a maioria não, tendo que se adaptar com a venda fora do balcão e assim foram se encaixando nessa nova situação”.

Pós-pandemia – Para Jô, uma mudança após a pandemia é a continuidade do trabalho remoto. “Principalmente para os vendedores que moram longe, provavelmente vamos estender o home office. Mas isso será uma decisão pessoal, pois não são todos que se adaptam a esse modelo”.

No relacionamento com clientes e fornecedores, ele acha que o cenário é temporário. “O brasileiro não perderá nunca o relacionamento pessoal, não é da nossa cultura. Imagina não poder fazer reuniões presenciais com um fornecedor? Pelo Skype, pelo WhatsApp ou qualquer outra ferramenta de vídeo conferência não é a mesma coisa. Uma reunião virtual pode ser produtiva, pois é mais objetiva, porém nada substituiu o relacionamento pessoal”, finaliza.

DISTRIBUIDORES

POLIPEÇAS

Linha leve

Na Polipeças, que soma 16 unidades, inclusive uma unidade foi aberta nesse ano em plena pandemia, em São José do Rio Preto (SP), o diretor Comercial, Neomar Costa, conta como foi a adaptação. A começar que o home office foi aplicado aos gerentes e administradores, principalmente para os profissionais enquadrados no grupo de risco, que são os acima de 60 anos.

“Nós seguimos todas as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e dos governos Federal, Estadual e Municipal nas nossas unidades de negócios. As que tiveram que fechar as suas portas, tão logo os governos editaram seus decretos, passaram a atender pelo sistema drive thru, com a entrega de mercadoria na porta da loja sem contato físico”. Algumas delas ainda estão trabalhando de portas fechadas com o sistema drive thru e a Polipeças foi adequando as suas unidades, conforme os decretos Estadual e Municipal de cada região.

Abastecimento – Segundo Costa, eles já estão sentindo dificuldades com a entrega de produtos por parte dos fornecedores. Inclusive, esse foi um dos assuntos de uma live que ele participou junto aos membros da Andap. “Grande parte delas parou ou reduziu o seu funcionamento, e agora elas estão voltando ao atendimento bem lentamente, pois elas não sabem se estamos passando por uma bolha de retomada e a indústria não quer ficar com estoque”.

Por parte dos distribuidores, ele comenta que não há desabastecimento. “Nós trabalhamos bem estocados e estamos repondo as nossas vendas. De maneira geral, o distribuidor tem um compromisso com a indústria de comprar um volume de cada linha dela e estamos cumprindo esse compromisso”.

Vendas – Ele lembra que após o dia 21 de março houve uma parada violenta no volume de venda. “Em algumas das nossas unidades de negócios a queda foi de mais de 30%, em relação ao que vendíamos em 2019”. A retomada começou no mês passado. “No final de maio, as vendas foram voltando à normalidade e houve uma pequena melhora. As lojas de Porto Alegre, Vitória, Brasília e São Luis voltaram a abrir suas portas, por isso que tivemos essa retomada das vendas”.

Relacionamento – Em algumas localidades, os promotores da Polipeças voltaram à rotina de visitas físicas, com todos os cuidados recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelos governos. “Vendas pela internet são para a pessoa física. No nosso caso, que é uma relação entre pessoas jurídicas, ela é feita com muitas informações por parte da indústria para nós, distribuidores, e de nós para o comércio, por isso, é muito necessária a presença física”. Também no relacionamento com os seus clientes, a Polipeças mantém uma comunicação muito eficiente por telefone, e-mail e aplicativos.

Por parte dos seus fornecedores, Costa prevê que o contato físico demorará um pouco mais. “Acreditamos que após o término do isolamento social voltarão as visitas dos promotores, gerentes e vendedores da indústria, porém, isso se dará com muita cautela. Por outro lado, com a postergação da redução de carga horária e dos salários até o final do ano, por parte do Governo Federal, algumas fábricas e distribuidores poderão aplicar essa nova legislação, o que postergará esse contato”.

REDE PITSTOP

Diretor da Rede PitStop, Paulo Fabiano conta que eles estão vivendo um momento de saída da Paulo Fabiano, da

Rede PitStop
Neomar Costa, diretor da Polipeças

quarentena. “Mas, os nossos primeiros movimentos foram realmente de ações voltadas à segurança e à saúde dos nossos colaboradores e dos colaboradores das lojas. Suspendemos os atendimentos presenciais de nossos consultores nas lojas. Nossa equipe atuou junto aos associados remotamente e mantendo o mesmo nível de atendimento”.

Por ter sido uma mudança importante, diferente do que estar presencialmente nas lojas, houve um trabalho intenso na capacitação da equipe. “Nós sentimos uma resposta muito positiva, apesar do nosso mercado muitas vezes não ser visto como digitalizado. Conseguimos provar tecnicamente, com altos níveis de interação, que isso não é verdade. Levamos conhecimento de forma rápida e estruturada para nossos associados”.

Fabiano destaca que um ponto importante é a manutenção da capacitação dos associados. “A Rede PitStop tem uma agenda anual de treinamentos presenciais, trabalho que faz parte do nosso programa de formação que existe há mais de 10 anos, com números importantes de pessoas capacitadas. Criamos o programa

Conhecimento Digital, 100% online e exclusivo pela nossa intranet. Os conteúdos são elaborados com temas diretamente voltados ao momento que estamos vivendo, além de disponibilizarmos ferramentas de gerenciamento e gestão”.

Operação – Desde o início das orientações dos órgãos de saúde e das autoridades, eles estão acompanhando de perto tudo o que envolve decretos e protocolos de saúde para garantir que as lojas operem com todo o amparo legal e que funcionem da forma mais correta e alinhada. “É importante que o associado saiba como proceder e identificar os protocolos de saúde da sua região ou cidade”.

Próximos passos – Com pensamento em longo prazo, Fabiano comenta que a Rede PitStop já vinha trabalhando, desde o final de 2018 e durante o ano de 2019, com conceitos do varejo Fisital, uma mistura de varejo físico com varejo digital, com foco em omnichannel. “Acreditamos que este ciclo que estamos vivendo irá trazer aprendizados que vão mostrar que o mundo físico e o mundo digital precisam viver juntos e integrados. Teremos

impacto direto e positivo para o nosso negócio com o crescimento desta interação”.

ROLEMAR

Linha leve

Adaptada ao cenário atual, a Rolemar trabalha seguindo todas as exigências legais. “Além de boas práticas que nós

Itamar J. Mesatto, da Rolemar

entendemos como benéficas nos cuidados com a saúde dos nossos colaboradores”, ressalta o diretor Comercial, Itamar J. Mesatto. Na gestão de estoque, ele diz que desde o início da pandemia, a estratégia e o desafio foram adaptá-lo à demanda do momento. “Mas sem deixar faltar produtos para nossos clientes”.

Por outro lado, ele fala que “por conta do câmbio volátil, da desaceleração do mercado e, principalmente, das montadoras, temos encontrado dificuldades no abastecimento de alguns produtos”. Em relação às vendas, Mesatto diz que a retomada já está acontecendo. “Houve uma queda significativa, mas o mercado vem passando por uma retomada rápida se compararmos com outros setores que estão sofrendo mais. Nosso maior objetivo não foi traçado nos números, mas sim em mantermos o nosso quadro de colaboradores, o que felizmente conseguimos”.

Relacionamento – Estar próximo aos clientes sempre foi o mote da Rolemar, agora o que tem ajudado é a tecnologia. “Sempre presamos muito a proximidade com os nossos clientes. Infelizmente as regras quanto ao afastamento tiraram um pouco deste contato mais próximo, mas também nos ensinaram a fazer melhor uso das tecnologias, o que tem nos conectado com nossos clientes. Em matéria de ajuda aos nossos clientes, neste momento o maior desafio e o também benefício para o varejo é trabalharmos para que a falta de produtos no mercado não afete tanto os clientes Rolemar”.

Pós-pandemia – “Investimos muito no nosso negócio e nos preparando para as oportunidades que o mercado trará”, afirma Mesatto, acrescentando que a tecnologia sempre esteve à disposição de todos, “mas pela necessidade foi que aprendemos a usá-la, de forma a ampliar nossos canais de comunicação, reduzindo tempo e custos para empresa”.

RUFATO

Linhas leve e pesada

Desde o primeiro dia que foi considerado pandemia, Marcelo Frias, diretor Executivo, informa que começou na Rufato a medição diária de temperatura de todos os funcionários, prestadores de serviço, clientes e fornecedores que entram em suas dependências, a limpeza foi reforçada e as áreas críticas desinfectadas, além de todos os cuidados para atender às recomendações dos órgãos de saúde.

“Preparamos um questionário para identificar todos os grupos de risco na empresa, além dos que já tínhamos pelas informações do RH, os que têm mais de 60 anos e as grávidas. Optamos por dar férias para alguns e colocamos outro contingente de pessoas em férias coletivas nas primeiras semanas. A área de Vendas e parte da equipe Administrativa estão em home office”.

Gestão de estoque – “Nosso foco na Rufato foi acreditar que isso irá passar e que não duraria para sempre. Continuamos efetuando nossas compras no mercado interno e internacional. A Rufato sempre trabalhou com grandes estoques. 95% dos produtos são importados e tínhamos acabado de inaugurar mais um CD, o que contribuiu para não ficarmos desabastecidos. Por parte dos exportadores, os embarques ficaram suspensos por um período, mas já voltou à normalidade”.

Vendas – Ele lembra que no início todos foram pegos de surpresa e as vendas foram impactadas de imediato, em função do fechamento do comércio e da redução de circulação de veículos. “Nós tivemos redução de consumo nas vendas, mas temos observado a retomada gradativa. No mês de abril nossas vendas caíram 30%, em maio apenas 20% e no início de junho elas vêm melhorando. A nossa expectativa é que em julho já estejamos com um volume de vendas próximo do que tínhamos antes do início da pandemia”.

Relacionamento – Frias conta que como eles não têm vendas diretas pela internet, o foco foi apoiar os clientes. “Parte dos nossos clientes tem alta dependência e nós fizemos o máximo para apoiar os que vendem pelo seu próprio e-commerce ou via Market Place. Melhoramos o prazo de entrega, como por exemplo, entrega para

grande São Paulo em 24 horas e ampliamos o horário para o cliente retirar o seu pedido na nossa matriz”.

Eles também aproveitaram as primeiras semanas com baixa nas vendas para fazer melhorias. “Organizamos os nossos 4 CDs, focamos na implementação que já estávamos em andamento de um novo ERP e em um sistema para melhorar a logística com WMS integrado com o novo ERP. E estamos melhorando nossa ferramenta de força de vendas para nossa equipe interna de telemarketing e para nossos representantes em todo o Brasil”.

Pós-pandemia – Na opinião Frias, há muitas oportunidades. “Acreditamos que em função da crise as montadoras vão procurar reduzir seus custos e melhorar suas margens, reduzindo, assim, o lançamento de novos carros e aproveitando muito mais o compartilhamento das peças entre os próprios carros da marca e modelos”.

Com isso, ele prevê que todo o segmento tem uma enorme oportunidade de ter quantidade menor de SKUS (Unidades de Manutenção de Estoque) para administrar e gerenciar seus estoques. “Poderemos ter melhor controle dos inventários, melhorando as margens e podendo passar para os clientes finais preços mais competitivos”.

No setor de peças de colisão, o qual eles estão inseridos, o executivo avalia que há um potencial de retomada em voltar à sua normalidade nos próximos meses, em função da flexibilização da quarentena e retomada das atividades em todas as cidades nas próximas semanas. “Com isso, esperamos que o consumo de peças de reposição para colisão em geral volte à sua normalidade, com um potencial de atender uma demanda reprimida”.

Ele acrescenta, informando que a Rufato continuará investindo na implementação e atualização de sistema. “Obtendo, assim, melhoria no nível de serviço para nossos clientes, gerando mais disponibilidade de peças com velocidade no atendimento e estoques”.

Para finalizar, ele prevê que o consumidor tende a manter seu carro usado por um período mais longo. “O que ocasionará mais trocas de peças no mercado do aftermarket e, por isso, a oportunidade de ter estoques para atender esta demanda. Haverá muito mais compras pela internet e o nível de serviço fará a diferença. Além disso, as pessoas evitarão o transporte público e haverá em todo o País uma circulação maior de veículos”.

Marcelo Frias, da Rufato

SK Automotive Linhas leve, pesada, acessórios, motos e utilitários

Na SK Automotive, o CEO Gerson Prado informa que logo no início da pandemia foram tomadas decisões rápidas para protegerem seus funcionários, clientes e fornecedores. “Em nossa matriz, praticamente todos os funcionários com funções de escritório foram colocados em home office. Nas filiais conseguimos colocar também um grande número de pessoas em home office. Como nossa operação não parou, para proteger os funcionários que puderam adotar o home office, adotamos rígidos protocolos de segurança seguindo tanto as diretrizes das OMS quanto do Ministério da Saúde”.

Gestão de estoque – Na logística de gestão de estoque, nada mudou. “Ela é a mesma de sempre, porém agora adicionando os protocolos de segurança seguindo tanto as diretrizes das OMS quanto do Ministério da Saúde”. Prado conta que ainda não está havendo desabastecimento, mas que em breve poderá haver por parte de alguns fornecedores.

“Acreditamos que alguns fornecedores terão problemas em suprir o mercado de reposição, seja devido ao produto ou parte do produto ser importado, seja pela praticamente paralisação das operações das montadoras, o que torna a fabricação somente para o mercado de reposição algo muito custoso”.

Mercado – De acordo com ele, o mercado de reposição sofreu bastante logo no início da crise, mas vem se recuperando bem nas últimas semanas. “Nosso mercado é bem resiliente e já passou por muitas crises e continua firme. Nós somos o remédio do automóvel”.

Relacionamento – Desde o início, a SK Automotive deixou as suas portas abertas para os seus clientes. “A diretriz foi a de ajudar cada cliente com cada uma de suas demandas”. Ele acrescenta dizendo que, infelizmente, ainda teremos um longo tempo de pandemia. “Porém, a vida continua e as pessoas e as empresas terão que estar preparadas para idas e vindas de contágio”.

E, ainda, “acredito que a melhor maneira de estar preparado para o pós-pandemia é estar saudável do ponto de vista físico e financeiro. E nós seres humanos somos em nossa essência animais sociais. Em algum momento isto tudo irá passar e voltaremos a nos tocar novamente. Enquanto isto não acontece, a tecnologia existente irá nos ajudar a manter contato com nossa comunidade de negócios”.

TONINI

Linhas leve, vans e utilitários

Gleverson Cavallaro, gerente de Marketing, pontua várias medidas que foram estabelecidas para manterem a empresa funcionando, mesmo que parcialmente. Entre elas: a renegociação de contratos com fornecedores e prestadores de serviços, “levamos em consideração alguns pacotes de benefícios liberados pelo governo”, orientação aos colaboradores sobre os cuidados necessários, “instalamos álcool em Gel 70% Antisséptico em todas as dependências da empresa, e uma parte dos colaboradores está em home office, a outra recebeu férias”.

A visita de representantes ou fornecedores foi proibida e desde o dia 20/3 a loja física está fechada para vendas presenciais. “Focamos e intensificamos o nosso atendimento através dos canais: telefone, WhatsApp, loja virtual e Mercado Livre. Mantivemos as entregas normais pelos nossos motoboys, Correios e transportadoras. E também a opção retirar na loja, com todos os devidos cuidados e protocolos”.

Gestão de estoque – Mesmo com um número de colaboradores menor do que o habitual, Cavallaro informa que os processos não mudaram muito quanto à logística e à gestão de estoque. “Apenas pontuamos aos nossos colaboradores que precisaríamos de mais agilidade para atender o cliente prontamente através das nossas entregas diárias. Outra mudança foi um maior distanciamento entre os colaboradores do setor”.

Abastecimento – Segundo ele, houve uma pausa no fornecimento de peças, pois a maioria dos fornecedores

fechou. “Como tínhamos muitas peças em nosso estoque, isso foi um ponto positivo para enfrentar essa crise, e isso nos deixou em evidência no mercado”.

Mercado – Apesar de quedas nas vendas, Cavallaro diz que era esperada uma queda maior. “Houve uma queda nas vendas, mas pensávamos que essa queda seria bem maior do que está se apresentando em nosso segmento. O pior momento foi logo no início da pandemia”.

Relacionamento – Eles estão virtualmente mais próximos os seus clientes. “Passamos a nos comunicar muito mais pelos canais digitais da Tonini (Facebook, Instagram, blog, chat online, e-mail marketing e aplicativos de mensagens) e, claro, a tradicional ligação telefônica. Seja para vendas, dúvidas e orientações”.

Pós-pandemia – Na opinião de Cavallaro, ainda está tudo meio nebuloso, o cenário de incerteza é muito grande, mas algumas coisas nunca mais serão as mesmas. “Precisaremos nos adaptar à nova realidade e nos prepararmos para um mundo com uma maior interação digital. Um exemplo é o home office, segundo pesquisas, muitas empresas tiveram sucesso em manter este recurso. Ainda iremos discutir e planejar o pós-pandemia com todos os diretores e gerentes, analisaremos o que funcionou e o que podemos melhorar para transformar todo este aprendizado em oportunidade”.

Ele diz que essa pandemia trouxe mais humanização, o relacionamento será mais forte e solidário. “Creio que se manterá e fortalecerá o contato virtual, pois descobrimos nesta crise que conseguimos entregar resultados, onde quer que estejamos e economizamos tempo. Os eventos em alguns segmentos já estão em plena mudança, migrando do físico para o digital. No nosso segmento creio que essa mudança demorará um pouco, mas mudanças acontecerão”.

Gleverson Cavallaro, da Tonini
Gerson Prado, da SK Automotive

MOMENTO ECONÔMICO

PANDEMIA E PIBMANIA

A*Mestre em Economia pela PUC/SP. Exerceu função executiva em empresas nacionais e estrangeiras nas áreas de vendas, exportação e planejamento. É sócio-gerente da Timaco Planejamento Empresarial desde 1994, uma consultoria na área de planejamento empresarial. Atua como Professor-Tutor no Pós-Graduação Online em Gestão Financeira do sistema FGV Online, desde 2010. Em suas atividades acadêmicas consta a coautoria de diversos livros versando sobre Economia, Finanças e Controladoria

“FICAR EM CASA” SIGNIFICA, PARA MUITOS, DEIXAR DE EXERCER UMA ATIVIDADE ECONÔMICA

pandemia do novo coronavírus, responsável direto pela doença denominada em nível mundial como COVID-19, uma abreviação de COronaVIrusDisease e a indicação do ano 2019 como sua detecção e rápida disseminação por quase todo o planeta, está aí, afrontando nossos cientistas, médicos e técnicos, além de penalizar indivíduos em todas as faixas etárias, com variações em razão de comorbidades, ou seja, de coexistência de doenças preexistentes.

“Ficar em casa” significa, para muitos, deixar de exercer uma atividade econômica; outros, graças à tecnologia, prosseguem firmes em seu trabalho, de forma remota e, até mesmo, mais eficiente. Conciliar certos afazeres e outros interesses domésticos com este trabalho em casa é um dos desafios a serem enfrentados por todos os que ali estão.

Neste estado de coisas, como fica a economia do País? Recuemos no tempo e vejamos o que ocorreu durante a Grande Depressão nos Estados Unidos da América, que começou em 1929 e persistiu até o começo da Segunda Guerra Mundial. Neste período, os americanos se defrontaram com um elevado desemprego, uma brutal queda da produção nos mais diversos setores da economia e um estado geral de desânimo que impedia uma retomada. Com o desemprego, advém uma cessação da renda do assalariado e, com isso, uma queda acentuada no consumo das famílias que, por sua vez, implica em diminuição da produção, com mais e mais desocupação de postos de trabalho, menos renda, menos consumo, menos produção e... Instala-se o círculo vicioso da pobreza. Nesta mesma época, na Inglaterra, um economista britânico, John Maynard Keynes, desenvolvia sua “Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda”, que serviria de inspiração para uma atuação de um Estado Regulador por grande número de governos ocidentais. Um dos aspectos desta obra, que vinha a reboque de estudos sobre os ciclos econômicos, diz

respeito à mensuração da atividade econômica, ou seja, de que maneira se poderia medir adequadamente o valor dos produtos e serviços que chegariam até o consumidor final, uma forma de avaliar as alterações na produção. Daí surgiu a macroeconomia, ou seja, a medição dos agregados econômicos, denotados pela demanda agregada e oferta agregada. Esta medição inclui o valor do chamado Produto Nacional (PN), que revela a diferença entre todas as vendas e todas as compras no conjunto das atividades econômicas, restando, portanto, aquilo que foi efetivamente agregado em cada estágio de produção dos bens e operação dos serviços. Com a consideração, nesta estimativa, dos valores relacionados à depreciação dos ativos utilizados na produção e os movimentos de remessa e de recebimento de divisas, isto é, entrada e saída de moeda estrangeira, no mercado internacional, surge o tão falado Produto Interno Bruto (PIB).

O PIB é uma das medições da atividade econômica que é mais utilizada. É um dado estimado com base em três visões: primeiro, a visão da renda. No caso brasileiro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) levanta os rendimentos de todos os agentes econômicos, em suas diversas formas: salários, lucros, juros e aluguéis. Depois, para ter certeza deste número, o IBGE faz uma medição de tudo o que foi produzido como decorrência da cessão dos fatores de produção de propriedade dos indivíduos. Esta é a visão da produção. Finalmente, os dados são contrapostos aos gastos efetuados pelos indivíduos, caracterizando a visão das despesas. Serão, portanto, três formas diferentes de efetuar uma mesma avaliação, que leva ao valor do PIB. No caso brasileiro, algo em torno de R$7,3 trilhões, em 2019.

Não é difícil imaginar que há uma robusta transferência de rendimentos entre todos os agentes do processo econômico: indivíduos e famílias, empresas, governo e não-residentes, ou seja, indivíduos que habitam outros países. O isolamento social implica

em diminuição do consumo das famílias, que é parte substancial na consideração do PIB. Com isso, cessa uma boa parte desta transferência, que fica retida na forma de poupança, ou seja, não consumo.

A pandemia afetou profundamente as estimativas de PIB para 2020 e 2021. É de se esperar uma forte queda da produção no decorrer dos primeiros meses deste ano. Uma eventual recuperação no terceiro e no quarto trimestres não será suficiente para compensar a queda ocorrida nos trimestres anteriores. As estimativas mais otimistas destacam uma redução do PIB no ano de 2020 da ordem de 6%, comparativamente a 2019. Para 2021, as projeções igualmente mais otimistas apontam para um crescimento de 3,6% em relação ao PIB assim reduzido em 2020. Não haverá, então, uma compensação da queda em 2020. Tudo isso envolto, ainda, por um elevado grau de incerteza.

Por se tratar de uma pandemia, ou seja, uma enfermidade epidêmica amplamente disseminada, nossos parceiros comerciais no exterior também se ressentem de elevada retração na produção. Consequentemente, as projeções para as contas externas apontam para forte contração das exportações e importações de bens e serviços, ao redor de 6,4% para 2020, com aumento da ordem de 4,3% para 2021.

Quando a evolução da COVID-19 for controlada, desaparecerão as atuais restrições ao livre funcionamento das atividades econômicas. Com isso, a taxa de crescimento do PIB retomará sua trajetória de leve crescimento anual, como registrado no período antes da epidemia. Evidentemente, o encolhimento da base de comparação em 2020 apontará para crescimento mais acentuado em 2021 em relação ao ano anterior, do que nos anos subsequentes. É preciso, portanto, disposição para o enfrentamento de um período de retração da atividade econômica. E, sobretudo, muita fé na recuperação mais à frente.

EMPRESAS RANDON REGISTRAM

CRESCIMENTO DE 3% NA RECEITA LÍQUIDA DO PRIMEIRO TRIMESTRE DO ANO

O desempenho das Empresas Randon ao longo do primeiro trimestre do ano resultou em crescimento da receita líquida, que alcançou R$ 1,2 bilhão, 3% maior que o obtido no primeiro trimestre de 2019. Em linha com este avanço, está a evolução da receita bruta, 2% maior que o mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 1,7 bilhão. Além disso, a companhia alcançou EBITDA consolidado de R$ 107 milhões, com margem EBITDA de 9,2%, e EBITDA ajustado de R$ 150 milhões, com margem EBITDA ajustada de 12,6%.

VOLVO APRESENTA NOVIDADES NA LINHA 2021 DOS CAMINHÕES VM E FH

A Volvo está introduzindo em sua linha 2021 o novo VM City. Equipado com o eficaz motor de 270 cv, de reconhecida economia, a nova versão conta com cabine curta, transmissão de seis marchas e um eixo traseiro de dupla velocidade. “Projetamos esse caminhão para atender tudo o que os transportadores com operações de tiro curto, dentro das cidades ou de distribuição regional, precisam. Mas sem abrir mão da qualidade e robustez de um Volvo”, afirma Alcides Cavalcanti, diretor Comercial de caminhões da marca.

ZF INICIA

PRODUÇÃO EM SÉRIE DO CETRAX - SISTEMA DE TRAÇÃO CENTRAL ELÉTRICO PARA TRANSPORTE PÚBLICO

Para tornar o transporte público livre de emissões da forma mais fácil e flexível possível, a ZF suporta montadoras de veículos comerciais com sua ampla experiência em tecnologia e competência em sistemas. Vários fabricantes em todo o mundo já contam com o eixo portal elétrico AVE AxTrax como acionamento elétrico para ônibus em transporte coletivo. A partir do 3º trimestre de 2020, o sistema de tração central elétrico CeTrax será o 2º produto nesta linha de eletrificação da ZF a entrar em fabricação em grande escala. A unidade será fabricada em Friedrichshafen, Alemanha.

OPERAÇÃO BRASILEIRA DA DANA CONQUISTA PRÊMIO PACCAR

A operação da Dana de Sorocaba (SP) conquistou pela quarta vez consecutiva o Prêmio PACCAR, pela excelência no padrão de qualidade dos componentes fornecidos durante 2019 à fabricante norteamericana de veículos comerciais, com índice inferior a 10 PPM. Nesta edição, outras quatro operações da Dana no mundo também foram reconhecidas. "Estamos honrados em ser novamente reconhecidos pela PACCAR. A conquista demonstra o padrão internacional de qualidade que os produtos fabricados no Brasil possuem", enfatiza Raul Germany, presidente da Dana para o Brasil.

A TRANSPORT BOARD, DE BARBADOS, REVITALIZA SUA FROTA COM MOTORES ELETRÔNICOS E TRANSMISSÕES ALLISON

Uma colaboração entre a Mercedes-Benz do Brasil e a Allison Transmission fornecerá um trem de força totalmente atualizado para 30 ônibus MercedesBenz OH 1420 da frota da Transport Board, empresa de transporte público de Barbados, país do Caribe. Os modelos estão recebendo novos motores eletrônicos MB Euro 3 em substituição aos antigos, com bomba de injeção controlada mecanicamente, e novas transmissões Allison totalmente automáticas modelo T270R™ que substituirão as antigas, também Allison, MT643R™.

CONTINENTAL EXPLICA DIFERENÇAS ENTRE TACÓGRAFO DIGITAL E ANALÓGICO

Com a função de monitorar informações essenciais e contribuir para a segurança nas estradas, o tacógrafo é item obrigatório no Brasil para veículos de carga com PBT (Peso Bruto Total) a partir de 4.536 kg, de transporte escolar e de passageiros acima de 10 lugares. A Continental, multinacional alemã líder no segmento, possui três modelos em seu portfólio, contemplando versões analógicas e digitais. O equipamento é fonte confiável para registros de dados estratégicos, como velocidade, distância percorrida e tempo ao volante, tanto para gestão de frotas, quanto para a prevenção de acidentes.

PHILIPS AMPLIA LINHA DE LÂMPADAS PARA CAMINHÕES E ÔNIBUS

A Philips reuniu dois benefícios em uma mesma linha de produtos e no último ano colocou no mercado brasileiro a MasterDuty X-tremeVision nos formatos H4 e H7. A nova lâmpada agora passa a ser oferecida também no formato H1, para caminhões e ônibus. A avançada tecnologia MasterDuty traz alta resistência às vibrações e vida útil de até 550 horas. O objetivo é aumentar ao máximo a vida útil da lâmpada, reduzir as paradas frequentes em oficinas e evitar a queima constante das lâmpadas dos faróis dos veículos pesados, expostos diariamente em condições severas de operação.

A ZF Friedrichshafen AG concluiu com sucesso a aquisição do fornecedor de tecnologia para veículos comerciais WABCO, tendo obtido a aprovação de todas as autoridades regulatórias necessárias. As ações da WABCO, listadas anteriormente na Bolsa de Valores de Nova York, foram removidas das negociações públicas imediatamente após a conclusão da aquisição. Sinalizando o início da integração da WABCO com a ZF, a aquisição une os dois líderes do setor em uma visão compartilhada, focada no cliente e no desenvolvimento de tecnologias avançadas para veículos comerciais.

CUMMINS POWERS WOMEN CHEGA AO BRASIL!

O programa global Cummins Powers Women, lançado em 2018, chega ao Brasil apoiado nos pilares de empoderamento e apoio feminino, para que mulheres e meninas ganhem mais espaço na sociedade. “Um dos principais desafios que temos para avançar rapidamente na igualdade de gênero é a falta de autoconsciência dos benefícios dessa equidade. Por isso, vamos construir ações no Brasil para promover a igualdade de gênero”, afirma Adriano Rishi, diretor de Engenharia da América Latina e líder do Comitê de Diversidade e Inclusão da Cummins na região.

LCG LANÇA MAIS 14 ITENS PARA A LINHA AGRÍCOLA COM PRODUÇÃO NA SUA FÁBRICA EM BARUERI

A indústria D’Paula, proprietária da marca LCG, lança mais 14 itens entre Chaves de Partida, Chaves de Luz e Chaves de Contato, todos os itens com aplicação para o segmento Agrícola, produzidos em sua fábrica em Barueri (SP). A marca continua em crescimento, reconhecida pela sua qualidade e credibilidade no mercado. Os lançamentos e toda linha podem ser encontrados nos sites: www.lcg.com.br ou www.dpaula.com.br ou solicitados pelos canais de comunicação WhatsApp 55 11 9 9846 1779 ou e-mail: dpaula@dpaula.com.br

Você, Fabricante

de Autopeças, quer ter maior acesso às Frotas?

DESCUBRA AS SOLUÇÕES QUE A SIMÉTRICA TEM PARA VOCÊ!

Desenvolvemos o PROJETO FROTAS, que atende às necessidades de abastecimento de produtos originais para o mercado de reposição, promovendo aos seus consumidores especialização técnica, serviços e informações personalizados de acordo com o perfil e necessidade da Frota.

• Fortalecimento da marca e da rede de distribuição

• Geração de demanda de abastecimento

• Homologação de peças junto às empresas de Frotas

• Aumento do market share do Fabricante

• Mapeamento e cobertura de novos mercados

• Relatórios detalhados da capacidade de utilização de produtos junto às Frotas

# 08

JUNHO 2020

CADERNO BALCONISTA AUTOMOTIVO

Os segredos do bom vendedor

Nem sempre ele nasce com esse dom, mas desenvolve habilidades e se torna um exemplo

TEXTO: KARIN FUCHS | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

EContribuindo para o aprimoramento do profissional do varejo de autopeças

m qualquer profissão, nós queremos ser reconhecidos pelo nosso trabalho. A cada um de nós cabe desenvolvermos as nossas habilidades, nos aperfeiçoarmos, e no balcão de autopeças não é diferente. Nas palavras de Ivan Correa, sócio-diretor da Posiciona Educação & Desenvolvimento, as cinco habilidades que todo bom vendedor desenvolve são: ele aprende a ouvir melhor, aprende a fazer as perguntas certas, vai perder o medo de se colocar à prova, aprende a lidar com a rejeição e aprende a abrir mão.

A primeira dica dele é saber ouvir o cliente, o que está diretamente envolvido ao controle da ansiedade na venda. “Percebemos que quanto mais ansioso para fazer a venda, menos o vendedor tende a ouvir. Obviamente, vários elementos podem contribuir para essa ansiedade, como a alta pressão por metas e um baixo número de clientes para converter”.

Ele acrescenta que essa ansiedade de vender pode ser trabalhada por meio de um diálogo consultivo, no qual o vendedor vai gradualmente encaixando perguntas e

respostas. “Com isso, ele não apenas estimula o seu ‘saber ouvir’ como também amplia sua capacidade de entender as necessidades dos clientes”.

Sergio Cruz, sócio-diretor do Grupo Bridge, orienta que você comece estabelecendo uma relação com o cliente. “Um bom dia e qual seu nome, também se apresentando antes de perguntar, como posso ajudá-lo hoje? Quando o cliente quer algo, ele pode vir focado no que deseja e solicitar diretamente, cabe ao vendedor entender por qual motivo o cliente quer aquele produto e oferecer algo complementar que seria interessante para a finalidade desejada”.

Quando o cliente vem com um problema ou uma escolha que não sabe exatamente o que precisa, Cruz comenta que cabe ao vendedor lhe oferecer as melhores opções para atender o desejo do cliente. “Feito isso, ofereça o que poderia ser algo que tornaria ainda melhor a solução de seu problema. Pode também perguntar se o cliente quer conhecer promoções falando a oportunidade única, sem forçar ele a querer ver”.

34

CADERNO BALCONISTA AUTOMOTIVO

Luciane Graboski, CEO da Infinity Consultoria, especialista em implantar novos canais de vendas e desenvolver equipes de alta performance, diz que o primeiro passo é deixar o cliente falar. “Existe uma etapa de vendas que chamamos de sondagem, que consiste em fazer perguntas ao cliente, com o objetivo de usar as respostas a nosso favor. Para tanto, precisamos entender do cliente e quais as expectativas dele ao adquirir o produto”.

Não seja invasivo

Um ponto de atenção para o bom vendedor é saber como se portar perante o cliente. “O bom vendedor deve ter em mente que o principal objetivo ao atender um cliente não é vender, mas sim criar relacionamento. Portanto, deve-se cuidar com abordagens inadequadas e exercitar o feeling de vendas para entender o momento de parar. Parcerias saudáveis e duradouras agregam valor, diferente de uma venda, que se resume em preço”, afirma Luciane Graboski.

Para Sergio Cruz, o ponto principal aqui é não ajudar se o cliente não quer ajuda. “Deixe-o à vontade para suas escolhas e só então pergunte se ele precisa de algo mais, se ele não quer conhecer as ofertas da loja e de como isso pode acrescentar algo diferente e interessante para ele. A questão não é só dinheiro por causa da oferta é sim de como isso pode ser atrativo para o cliente”.

Ivan Correa alerta que toda vez que o vendedor não conseguir entender as necessidades e desejos do cliente, ele corre o risco de forçar a barra em uma venda. “Em um passado não muito distante, o bom vendedor era aquele que falava muito e falava bem, não dando muita chance do cliente se manifestar. O foco era enaltecer o produto ou serviço, sem considerar o que o cliente faria depois com aquilo. Ainda bem que isso ficou no passado, pois isso pode até gerar vendas, mas não é sustentável. Não basta vender volume, é preciso vender com qualidade”.

Esteja preparado

Pensando que a venda de peças é bem técnica, o bom vendedor tem que estar preparado. “A principal armadilha da venda técnica é focar exageradamente nas características técnicas do produto e se esquecer o porquê de o cliente estar comprando aquilo. E pode haver muitos elementos na mesa, além da peça em si”, diz Ivan Correa.

Ele explica que o conhecimento técnico é necessário, mas não é suficiente para realizar a venda consultiva. “A venda técnica geralmente foca nas características e vantagens do produto. Mas para realizar a venda consultiva o vendedor precisa ir além disso, precisa entender os motivos do cliente e quais os benefícios são valorizados”.

Luciane Graboski destaca que para uma venda consultiva é necessário estudar o produto, entender suas características e funcionalidades e saber transmitir tudo isso ao cliente. “É preciso acreditar no produto que vende e comprar a ideia, para passar convicção”.

Para Sergio Cruz, a venda consultiva é uma forma de expandir o olhar do cliente. “Como, por exemplo, para que o cliente precisa da peça, qual é o desejo dele ao comprá-la ou o que mais pode desejar para tornar seu veículo melhor. Explicações detalhadas de como funciona o produto são boas para os que não são profundos conhecedores de automóveis. Quando você oferece algum conhecimento é uma forma de estabelecer uma conexão com o cliente”.

Ainda de acordo com ele, “se o cliente é um técnico, pode ser que a sua grande necessidade seja a velocidade com a qual é atendido. Como vendedor, você precisa ser conhecedor profundo do que está vendendo, pode ir aprendendo aos poucos e tem de qualquer forma que chegar lá sabendo muito do que está vendendo”.

Transmita segurança

Mesmo que o cliente não saiba exatamente o que ele quer, é importante você transmitir segurança. “Mesmo não sabendo exatamente o que ele precisa, o seu interesse pelo problema, pela sua necessidade, é fundamental. O cliente sabe quando o vendedor se importa com ele. Não adianta se preocupar só com a transação, precisa entender que tipo de alívio ele quer comprando aquela peça. Dar uma direção quando você

não tem a resposta pode ser útil para o cliente entender que fez um bom atendimento e voltar para uma nova compra quando precisar”, orienta Sergio Cruz.

Para Luciane Graboski, conversar é sempre a melhor solução. “O trabalho de um vendedor consiste em se atualizar o tempo todo sobre os produtos que vende. Isso exige dedicação e força de vontade. Em contrapartida, se o vendedor é novo no segmento e não tem o conhecimento necessário dos produtos, não tem problema em dizer isso ao cliente, mas sempre deixando claro que vai buscar as informações para o cliente”.

Ivan Correa ressalta que em uma venda técnica, o vendedor precisa ser autoridade no assunto. “Seja porque o cliente pode precisar de um esclarecimento, seja porque o cliente já entende do assunto, mas precisa confirmar se quem está do outro lado do balcão também entende. A segurança pode ser transmitida por essa autoridade, esse conhecimento específico, mas não se limitar a isso”.

Ele acrescenta que ela pode ser amplificada, se o vendedor buscar esse entendimento com algumas perguntas. Como, por exemplo, sobre como aquele produto será aplicado ou se há preferência ou rejeição por determinada marca. “Isso pode fazer com que a venda saia da tentativa e erro para tentativa e acerto”, afirma.

Base de clientes

Como todo bom vendedor tem os seus clientes e recebe indicações por eles mesmos, ele também pode ampliar a sua base de clientes. “Se essa for a intenção, ele deve conhecer algumas técnicas de Marketing e de CRM (Customer Relationship Management). Iniciativas como organizar eventos técnicos, campanhas de indicações de clientes, e, principalmente, o uso de plataformas digitais para divulgação e captação de leads, o chamado

Sergio Cruz, sócio-diretor do Grupo Bridge
Ivan Correa, sócio-diretor da Posiciona Educação & Desenvolvimento

CADERNO BALCONISTA AUTOMOTIVO

Inbound Marketing”, sugere Ivan Correa.

Do ponto de vista de Sergio Cruz, hoje, novos clientes vêm de duas formas: ou da pesquisa na internet ou da indicação. “Alimentar um site, um blog de assuntos relacionados ao que vende e uma boa campanha de negócios virtuais é um passo certo para o futuro. Se a questão é de indicação, trate bem seu cliente, conheça ele pelo nome, se interesse pelo seu tipo de carro, seu tipo de desejo, pela oficina que trabalha. Ser bem tratado garante muitas indicações e a indicação corresponde a mais de 80% dos negócios no mercado”.

A dica de Luciane Graboski é ser sempre ativo. “Atualmente, os canais de vendas são extremamente importantes para o crescimento de qualquer empresa. Sabemos que a venda de balcão gera bons retornos, inclusive de indicações, mas o recomendável é que o vendedor seja sempre ativo e vá atrás de novos clientes. Então, apostar em ações de marketing digital nas redes sociais e ligar para prospects ou clientes inativos são fundamentais”.

Pontos de atenção

Como consumidores é comum nós percebemos algumas falhas quando alguém está nos atendendo. Para que você não cometa os mesmos erros, os três especialistas dão algumas dicas. A começar por Sergio Cruz: “não trate mal o cliente, seja ele qual for e pelo motivo que for. Seja cortês e direto ajudando-o com sua necessidade. Evite tratar o atendimento só como transacional. O que precisa, aqui está. Evite falar mal do produto e de qualquer coisa ou situação mesmo que corriqueira”.

Além disso, ele orienta também a evitar passar por cima de algum colega fazendo atendimento como se não soubesse direito o que está fazendo, ajude ele na venda. “Por fim, agradeça sempre com entusiasmo. O cliente é importante para você, então deixe ele saber disto”.

Ivan Correa relembra que alguns dos erros mais comuns no processo de venda são a ansiedade e o

Luciane Graboski, CEO da Infinity Consultoria, especialista em implantar novos canais de vendas e desenvolver equipes de alta performance

excessivo foco no produto, “esquecendo” que por trás do cliente tem uma pessoa. “Essa ansiedade faz com que o vendedor passe rapidamente por algumas das etapas clássicas da venda, especialmente a investigação, pulando diretamente para a negociação. Se isso ocorre, o foco passa a ser contornar objeções, que talvez nem haveriam se o vendedor investigasse e capturasse minimamente as necessidades e desejos mais latentes”.

Falar mal da concorrência é um erro que Luciane Graboski destaca. “Esse é o erro mais cometido por

CADERNO BALCONISTA AUTOMOTIVO

Elizeu Alves dos Santos, vendedor na Caicó Auto Peças, da cidade de Caicó (RN)

vendedores. Isso, sem dúvidas, passará uma impressão desagradável ao cliente. Outro erro clássico é tentar vender coisas que ele não precisa. Não estou dizendo que devemos vender somente o que o cliente busca, muito pelo contrário, devemos fazer venda casada, associando produtos que realmente sejam necessários para o cliente. E aí entra novamente a técnica da sondagem”.

E no pós-venda, nas palavras de Ivan Correa, o erro mais comum é acreditar que ele existe. “É acreditar que após a assinatura do contrato ou a emissão da Nota Fiscal a venda foi concluída. O vendedor deve pensar que toda venda formalizada é a base das vendas futuras. Portanto, os serviços geralmente associados ao pósvenda, como garantia, assistência técnica, trocas, etc., devem ser tratados como venda! Se encararmos o processo de vendas como sendo algo contínuo, um ciclo permanente, provavelmente o chamado pós-venda talvez dê mais ênfase na venda do que no pós”.

Ele orienta também a aprender a lidar com as rejeições. “Qualquer vendedor ouve muito mais não do que sim, a rejeição é parte do negócio, aprenda a lidar com os números e colocá-los a seu favor. No fim, os contatos de sucesso te dão a motivação necessária para ouvir todas as negativas e fica mais fácil lidar com a rejeição em outros campos da sua vida, pois você valoriza o lado bom do que vivência”. E mesmo sofrendo toda a pressão que há.

“A pressão para bater metas, vender sempre mais e conseguir se destacar é grande em qualquer time comercial de alta performance. No entanto, o bom vendedor sabe quando parar de insistir com um potencial comprador. E abrir mão é importante em muitos momentos da vida, aprendendo a ter maturidade nas situações”, finaliza.

Solução de problemas

Na cidade de Caicó (RN), Elizeu Alves dos Santos trabalha como vendedor na Caicó Auto Peças há cinco ano, mas antes disso, trabalhou em oficina mecânica e em outra loja. Ele conta que ter a experiência do outro lado é um diferencial que ajuda, mas que por ele ter sido mecânico da linha diesel é bem diferente da linha leve. “É um mundo diferente, pois ela exige ter mais experiência, pois nos carros as mudanças são mais frequentes”.

Exemplo de bom vendedor, ele diz que o segredo para isso é simples. “Eu costumo sempre atender o cliente da melhor forma possível, às vezes não tenho a peça no estoque, mas indico onde tem, o caminho para ele conseguir resolver o seu problema. Muitas vezes com uma simples ação como essa, ele volta a comprar comigo”.

Para ele, tempo é dinheiro e é preciso simplificar o máximo possível para agradar o cliente para que ele volte. “Eu busco resolver o problema dele de alguma forma, tanto do mecânico como do consumidor final. Hoje, ele pode comprar um parafuso, amanhã pode vir comprar um kit de embreagem e, assim, sucessivamente”.

Também, segundo ele, é fundamental ouvir o cliente. “Atendê-lo da melhor forma possível e não querer explorá-lo. Eu conheço todos os meus clientes e o que eles gostam. Quando um deles não está numa situação financeira muito boa, procuro indicar uma marca similar que atenda às suas necessidades, sempre lhe oferecendo o melhor para que ele volte, fale bem da minha empresa e de mim”. E trabalhar em equipe. “Ninguém é vendedor sozinho, aqui nós somos uma equipe e estamos sempre nos ajudando”.

No lugar do cliente, Santos comenta que um erro é o julgamento inicial. “Às vezes eu chego em uma loja e percebo que a pessoa julga o livro pela capa, às vezes ela não sabe nada da situação financeira do cliente e já diz que não tem o que ele pediu, sem saber o que interessa ao cliente. Isso é um mau atendimento”, conclui.

Solução de problemas – Parte II

Amarildo César Barboza, o Mazinho, está no Mercadocar, em São Paulo (SP), há três anos e meio, sendo um ano e meio como vendedor. Ele começou como garagista, no departamento de prevenção, até surgir uma vaga para vendedor. Após dois dias de teste, ele foi aprovado. “Eu entrei no Mercadocar com o objetivo

Amarildo César Barboza, o Mazinho, do Mercadocar, de São Paulo (SP)

de vestir a camisa e, desde que cheguei na empresa, eu sempre trabalhei com clientes e fui me aprimorando para atendê-los, para tentar saber o que eles realmente precisavam e até o que não precisavam”.

Formado em técnico e operador logístico e atualmente cursando Administração, Mazinho lembra que quando surgiu a vaga de vendedor, o que ele mais tinha era um tino em relação ao atendimento ao cliente. “Agradeço a todos do Mercadocar por essa oportunidade, meus antigos e atuais gestores me apoiaram em tudo e também os colaboradores, foi uma transição muito bacana”.

No atendimento ao cliente, ele diz que o primordial é a educação e a cordialidade. “É dar as boas-vindas aos clientes que chegam e agradecendo-lhes por procurar os nossos atendimentos. Isso é uma ótima forma de fidelização, eles se sentirão seguros e tranquilos. Os meus gestores passam isso para a gente, essa orientação”.

Segundo ele “o cliente se fideliza porque sabe que aqui tem essa cordialidade, tem essa empatia. Eu gosto muito de me colocar no lugar do cliente, pois a necessidade dele pode ser a minha amanhã. Tem que olhar pelo lado humano, assim você consegue conciliar o técnico e o lógico, entender o que ele procura e até o que ele não procura”.

Como cliente, Mazinho diz que nada é pior do que um mau atendimento. “Quando você vai a um estabelecimento comercial, o que você procura é um bom atendimento e informações, o cliente muitas vezes sabe onde está o que ele quer na loja, mas o vendedor tem que estar por perto, case ele precise de suporte. Como eu disse anteriormente, eu prezo muito pela educação, porque nada é pior do que chegar em uma loja e ser mal-atendido. Quando entro em uma loja e alguém me diz: ‘pode falar’, isso me quebra”, finaliza.

CADERNO BALCONISTA AUTOMOTIVO

RELARGADA

A corrida de Fórmula 1 transcorria normalmente. Foi dada a largada e o pole position seguia tranquilamente na liderança

Depois de guiar por toda uma reta e atingir o pico da aceleração, lá pela vigésima volta, após uma curva e uma subida acentuadas e, em seguida, uma descida rápida, ao se aproximar da reta dos boxes, de repente, o piloto percebe à frente um grave acidente, o qual implicou em bandeira amarela e entrada do carro de segurança.

Em consequência, demorou bastante até que a pista fosse totalmente liberada e possibilitasse a relargada da corrida.

Nesse período, entre a bandeira amarela e a relargada, cada equipe aproveitou para rever a estratégia inicial de corrida. Algumas equipes aproveitaram para realizar alguns ajustes nos carros, além da troca de pneus e aquelas que já tinham realizado uma única troca apostaram na estratégia de ir até ao final da corrida como o mesmo composto de pneus.

Finalmente, o carro de segurança sinaliza que vai sair da pista na próxima volta. A relargada dar-se-á com os carros em movimento.

Texto: Valtermário de Souza Rodrigues* Foto(s): Divulgação

A distância do líder para o segundo colocado, antes da bandeira amarela, desapareceu após a entrada do carro de segurança. Não há mais aquela distância significativa entre os primeiros colocados, com isso, cabe a cada equipe e a cada piloto colocar em prática as novas estratégias.

Cabe ao líder da prova tentar se manter na liderança, abrir um boa vantagem em relação aos demais pilotos e seguir rumo à vitória, de ponta a ponta.

Perceba, agora, como a dinâmica de uma corrida de Fórmula 1, em muito se assemelha com a dinâmica atual da economia, em especial, com a dinâmica do mercado automotivo, então vejamos:

O mercado automotivo caminhava tranquilo em 2019. A indústria automotiva brasileira apresentou números interessantes, com crescimento de 8,65% na venda de veículos, ano em que 2,78 milhões de veículos foram emplacados durante o período. De repente, veio a pandemia, fato que trouxe, em 2020, enormes desafios aos empresários e empregados do setor.

Assim como a curva de crescimento de casos confirmados do novo coronavírus, cresce exponencialmente a curva crescente de números negativos para o setor automotivo, que prevê para

o ano de 2020 prejuízos que atingem a marca de R$42 bilhões.

Diversas estratégias e ações foram tomadas pelas empresas que compõem a cadeia do setor automotivo, durante esse período em que, fazendo uma analogia com uma corrida de “Fórmula 1”, podemos dizer que a economia mundial encontrase em período de bandeira amarela, ou seja, em ritmo lento aguardando o momento da relargada, na expectativa de que quando o vírus “sair da pista” a corrida da economia recomece com o mesmo ímpeto que vinha se apresentando até 2019.

Portanto, no momento da tão esperada relargada, espera-se uma corrida protagonizada por todos os integrantes da cadeia automotiva, sejam as fábricas, montadoras, distribuidoras, lojas autopeças, oficinas, consumidor final, enfim, todos ávidos por movimentar a economia e gerar negócios.

Esperamos que essa corrida travada pelos cientistas do mundo inteiro pela descoberta de uma vacina capaz de combater o coronavírus não tarde a chegar e que, assim como milhares de brasileiros vibravam nas manhãs de domingo com as vitórias de Ayrton Senna, na narração marcante de Galvão Bueno, que possamos vibrar logo, logo, pelo fim da pandemia e pela retomada da economia e do emprego.

NEXUS AUTOMOTIVE INTERNATIONAL

NEXUS! NOMEIA O BRASILEIRO GERSON PRADO COMO NOVO CHAIRMAN OF THE BOARD

| POR: REDAÇÃO | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

Em comunicado, a NEXUS Automotive International (N!) nomeou Gerson Prado, CEO da SK Automotive, como seu novo chairman. O executivo foi eleito na reunião semestral de acionistas da aliança e substitui a Akram Shahrour, que ocupou o cargo nos últimos seis anos, desde a fundação da N!.

Gerson trabalha no setor de autopeças há 36 anos. Como CEO da SK Automotive, ele dirige um dos maiores distribuidores de autopeças do Brasil. O executivo iniciou sua carreira no segmento como vendedor, alcançando cargos de gerência e diretor na distribuição e indústria. A SK faz parte do Grupo Shark, juntamente com outras 12 empresas.

Sobre o momento em que vivemos, “estes são tempos sem precedentes, tanto para o mercado de reposição automotiva quanto para o mundo todo. Mas vamos passar por isso e, preparando-nos agora, estaremos em uma posição forte para aproveitar as oportunidades que surgirão em uma indústria remodelada”, conta Prado.

“Desde garantir que temos nossa posição em smart mobility até atrair talentos do futuro, existem grandes desafios pela frente. Mas a N! é uma aliança progressista, e estou ansioso como seu novo chairman, trabalhando com a equipe N! e a Comunidade N! para enfrentar esses desafios, aproveitando o excelente trabalho do meu antecessor”, complementa.

Akram, CEO do membro da N! Abu Khader Group, com sede na Jordânia, diz que “foi uma honra servir como chairman. No ponto em que meu mandato terminou e um novo chairman foi nomeado, a N! provou novamente que é verdadeiramente internacional ao eleger Gerson Prado, do Brasil”.

Ainda segundo Akran Shahrour, “Gerson é um amigo íntimo e estou bastante ansioso para dar-lhe todo o meu apoio, pois continuamos a servir juntos como membros do Comitê Executivo do Conselho da N! pelos próximos três anos. Desejo-lhe muito boa sorte e sucesso em sua nova posição”, conclui.

Gael Escribe, CEO da Nexus, enfatiza que “foi um enorme prazer trabalhar com Akram, que, como acionista/ membro e chairman, esteve envolvido na construção da N! desde o começo. Foi uma ótima jornada, com um ótimo resultado. E tenho o prazer de receber Gerson como chairman, um chairman extraordinário sendo seguido por outro!”

Gerson Prado, CEO da SK Automotive, e novo chairman da NEXUS Automotive International (N!)

NBALCÃO AUTOMOTIVO SEGUE COMO DESTAQUE NO AFTERMARKET COM A SUA SÉRIE DE LIVES

Reabertura das atividades e novas oportunidades de negócios são discutidas por grandes nomes do setor

esta edição, resumos de quatro lives realizadas com personalidades do aftermarket automotivo, convidados para debater acerca dos principais desafios durante este período de pandemia, como a reinvenção dos negócios e os novos comportamentos para a retomada da economia.

Confira agora os principais temas abordados e alguns pensamentos importantes destacados durante as transmissões, que foram coordenadas mais uma vez por Silvio Rocha, editor-chefe do Balcão Automotivo Digital.

28/05

Perspectiva sobre o mercado de reposição automotiva brasileiro diante do quadro de pandemia do novo coronavírus

“Nós, da GiPA, adaptamos nossas ferramentas de trabalho nesta pandemia para continuar a medir as atividades e projetar o futuro do aftermarket neste ano com os impactos do coronavírus. No começo da pandemia um terço dos reparadores estava fechado, mas esse índice tem melhorado, houve também dificuldades de peças, mas hoje apenas 1 em 5 reparadores afirma ter esse problema. Nós não sabemos quando a retomada irá ocorrer, pois de um lado estamos vendo uma flexibilização, mas de outro lado a curva de óbitos continua crescendo, além disto, a crise política impacta a economia. O que podemos considerar é que se a crise da Covid-19 durar mais dois meses, podemos triplicar ou quadruplar a queda do faturamento anual. Mas temos que enxergar que crise também é oportunidade para quem se preparar, for pró-ativo e iniciar desde agora seu planejamento para a retomada”.

Laurent Guerinaud, diretor Geral da GiPA do Brasil

“Temos realizado um trabalho em conjunto com as entidades governamentais para prover soluções que amenizem os impactos da crise para a indústria de autopeças. Segundo a federação do comércio, tivemos mais de 60 mil demissões no estado de São Paulo, no segmento de shoppings, desta forma podemos ver que o setor de autopeças é quase que privilegiado nesse momento, em outros países a manutenção é considerada um item de necessidade, o que fez com que as autoridades reconhecessem isso. Além disto, de acordo com as informações que reuni não tivemos dados de demissões no comércio de autopeças e na parte efetiva que controla a manutenção, o que fará com que nos recuperemos mais brevemente, mostrando a importância do mercado de reposição independente. Na realidade várias ações estavam a caminho de acontecer e acabaram se precipitando, como a busca em soluções digitais. O grande trunfo nesse momento é aproveitar para introduzir nas empresas novas oportunidades para se apresentar ao cliente e investir no treinamento de equipe”.

Elias Mufarej, diretor do Sindipeças para Mercado de Reposição e Fomento à Exportação

*Nesta live tivemos a participação da repórter Karin Fuchs

04/06

Retomada do Varejo - Panorama do setor de autopeças com presidentes de Sincopeças brasileiros

“O Ceará foi um dos estados mais penalizados com a Covid-19, desde 19/03 temos trabalhado através de delivery onde conseguimos diminuir o quadro de trabalhadores no setor, além disto conseguimos que o governo do Estado admitisse nosso setor como essencial para esse período, com isto não paramos,

mas os negócios diminuíram. Acredito que agora é o momento de o governo dar o retorno para quem impulsiona o Brasil, que somos nós, os empresários. Temos duas frentes funcionando, uma para que os empresários estudem e foquem na forma de saída da pandemia e outra também dialogando com o governo para que os empresários não tenham problemas, dando condições para eles trabalharem. Agora é um momento de entender o problema do outro, falta diálogo e entendimento entre todos (cadeia automotiva), pois as dificuldades são passageiras, precisamos nos unir”. Ranieri Leitão, presidente do Sistema Sincopeças, Assopeças e AssomotosCE e do Sincopeças Brasil

“Desde o início do afastamento social, em 23/03, as borracharias e as mecânicas foram consideradas como atividades essenciais, com isto, o Sincopeças-SP centralizou suas ações em dois eixos, o primeiro com o governo do Estado para alinhar o setor varejista de autopeças com as oficinas mecânicas, pois sem as autopeças as oficinas teriam dificuldades para atender as demandas, e em abril o governo considerou as autopeças como um dos serviços essenciais também. E o segundo eixo focou no financiamento para as empresas. De acordo com pesquisas da FecomercioSP, o impacto do faturamento no Estado durante o período de pandemia é da ordem de 43% de queda em relação a 2019, o que acarretará no fechamento de 44 mil pequenas e micro empresas de todo o comércio, não apenas autopeças. Temos que cobrar com bastante força dos governos (municipal, estadual e federal) recursos para sobrevivermos durante o afastamento e recuperação, com condições realistas de financiamento e fácil acesso para todas as empresas”. Francisco de La Tôrre, presidente do Sincopeças-SP

“Como sindicato, nossa primeira medida foi suspender todo e qualquer pagamento das empresas em relação a contribuições e mensalidades, além disto realizamos uma convenção geral extraordinária para normalizar a questão das MPs (redução de jornada, suspensão de contrato, fundo de garantia, etc.). Agora no dia 2/06 foi decretada a retomada do comércio em um projeto de 6 etapas, cada uma com 15 dias, estamos ainda na 1ª fase e o comércio está configurado para a 3ª, no entanto a FecomercioRJ está em negociação com a prefeitura para que possamos estar na 2ª fase. Acredito que o nosso governo precisa entender que não está emprestando (recursos), e sim apoiando o nosso setor. Acredito que a economia de um modo geral e não só o setor de autopeças só vai voltar a funcionar aos antigos normais em 2021, esses seis meses que restam até o final do ano será de adaptação a esse novo normal”. Rodrigo Moreira, presidente do Sincopeças-RJ

11/06

Covid-19: Desafios e oportunidades para o comércio varejista

“O Brasil é gigantesco e cada cidade e estado se diferencia de uma forma, nós passamos 77 dias com lojas fechadas, o que gerou um prejuízo de R$17 bilhões, principalmente para os micro e pequenos empresários, mas com reabertura do comércio tivemos um alívio relativo. Estamos saindo de um cenário de incertezas para um cenário negativo, mas com mais clareza, é preferível que saibamos quais são os danos para podermos administrar. Será um processo longo de aprendizado e precisaremos de adaptação e bom senso dos varejistas e consumidores, para não recuarmos a um nível de isolamento. Acredito que a relação com os clientes será mais próxima, além disto, os empresários precisaram se adaptar a um novo modelo de comércio eletrônico e interação online. O e-commerce é um caminho sem volta, ainda há um passo muito grande a ser dado pelo seu potencial, sendo necessário planejamento em longo prazo”.

Guilherme Dietze, assessor econômico da FecomercioSP

“Nossa categoria profissional é mágica, já passamos por vários processos de crises econômicas e evoluções tecnológicas com bastante capacidade de resiliência. Uma estratégia inteligente da região Sul foi a criação de um modelo de sinaleira com indicadores (da Covid-19), além de uma equipe dedicada da

Universidade de Pelotas para monitorar os casos. Acredito que o marco para a reposição automotiva seria o ano de 2020, prova disto é que começamos o ano muito bem, janeiro e fevereiro foram meses de grande demanda e rentabilidade, contudo tivemos uma freada brusca, o que fez muitas fábricas restringirem suas operações. Além disto, a relação com a importação causou complicações, pois somos dependentes de fornecedores do exterior e não temos alternativas para isso. Aconselho os empresários a repensarem seus modelos de negócios e aproveitarem o momento para se transformar com criatividade”. José Carlos Alquati, consultor Especialista em Reposição Automotiva

18/06

Sebrae responde as principais perguntas sobre gestão do varejo

“Esses dois primeiros meses de retomada darão um melhor direcionamento, enxergo com otimismo a recuperação do setor. O Sebrae também está oferecendo nesse período gratuitamente consultoria pelo telefone: 0800 570 0800. Além disto, contamos com programas de formação de preço de venda, treinamento de equipe, atendimento ao cliente, maximização do estoque, venda pela internet e muito mais. Nós, brasileiros, somos um povo lutador, vamos conseguir recuperar o tempo perdido”.

José Paulo Albanez, consultor do Sebrae-SP

“Nós, do comércio de autopeças, temos que agradecer, pois, embora termos sido atingidos pela crise, não paramos, hoje estamos recuperando as vendas, nossa maior preocupação ainda é a falta de mercadoria e inadimplência, vai faltar dinheiro para as pessoas, por isso é preciso segurar as despesas nessa retomada. Agora é hora de nos estruturarmos também. Ainda estamos receosos sobre um possível fechamento do comércio, mas temos que ter fé, acreditar e fazer o nosso melhor possível”.

César Naves, da Jaicar Autopeças, de Goiânia (GO)

“Quando retornamos às atividades estávamos mais fracos, mas hoje o movimento em si está dentro do normal, porque as pessoas estavam há muito tempo em suas casas. Mas ainda vai demorar para o faturamento

voltar ao que era, acredito que irão surgir oportunidades, por exemplo, tem fornecedor que antes não vendia para mim e hoje vende. O e-commerce também é uma boa visibilidade para a marca e está em crescimento, mas é preciso ter gente e estrutura para investir”.

Moisés Sirvente, da Jocar Autopeças, de São Paulo (SP)

“Em fevereiro, prevendo que a China não iria mandar peças, compramos o máximo de mercadoria que pudemos, prevendo a falta no mercado. Com isto, antecipamos nossa promoção de aniversário que era em agosto para o mês de abril, o que ajudou a manter as vendas. O declínio que as pessoas tiveram em suas vendas, para nós foi suavizado por causa do nosso estoque. Eu vejo que no segundo semestre a crise irá refletir, precisamos tomar cuidado porque não sabemos o que irá acontecer”.

Roberto Rocha, da Auto Peças Rocha, de Campinas (SP)

“Essa pandemia é algo que nunca tínhamos visto, por isto estamos tentando nos reinventar. Vamos ter 20 milhões de desempregados e 15 estados que não irão conseguir honrar seus compromissos e isso é muito sério. Como os bancos estão fechados, as exigências são tantas para quem vai procurar capital de giro, que muitos acabam desistindo. Temos ainda trabalho pela frente, mas essa situação difícil irá passar e conseguiremos muitos ganhos e novos aprendizados”.

Rogério Façanha, da Truckão Peças e Serviços, de Fortaleza (CE)

BOLETIM INFORMATIVO SINCOPEÇAS-SP / JUNHO 2020

Lojas de autopeças reabrem cumprindo protocolo de distanciamento social e de higiene

O presidente do Sincopeças-SP e vice-presidente da FecomercioSP, Francisco De La Tôrre, assinou com a Prefeitura de São Paulo decreto que autoriza a reabertura do comércio de rua na Capital. As lojas de autopeças reabriram suas portas em 10 de junho, seguindo os critérios da Fase 2 (laranja) do Plano de Retomada das Atividades Econômicas do Governo do Estado de São Paulo, com 4 horas de funcionamento por dia e capacidade máxima de 20%. (Veja íntegra do protocolo sanitário no Portal da Autopeça, link: http://portaldaautopeca.com.br/wp-content/uploads/2020/06/ Sincope%C3%A7as-SP-entrega-protocolo-para-reabrir-lojas.pdf

Em continuidade às ações para retomada do atendimento ao público das atividades não essenciais no município de São Paulo, a Prefeitura baixou decreto que autoriza a reabertura do comércio de rua com atendimento ao público, desde que cumprido o protocolo sanitário. O Sincopeças-SP entregou à Prefeitura, como signatário, juntamente com a Fecomercio, proposta de protocolo sanitário com base em recomendações da OMS – Organização Mundial da Saúde, para retomada das atividades das lojas de autopeças.

As entidades dos setores incluíram no protocolo regras de distanciamento social, sanitização de ambientes, testagem de colaboradores, horários alternativos de funcionamento, sistema de agendamento de atendimento e alternativas às mães que trabalham e não vão ter onde deixar seus filhos, já que escolas e creches vão permanecer fechadas.

Conforme De La Tôrre, o Sincopeças-SP, cuja base de representatividade abrange 27 mil lojas de autopeças no Estado de São Paulo com mais de 180 mil empregos diretos, participou ativamente nas negociações que estabeleceram os protocolos de funcionamento para o comércio da Capital. “Defendemos para o comércio de rua a jornada das 9h às 15h para lojas com a numeração par e das 11h às 17h para lojas com numeração ímpar, a fim de evitar a aglomeração. Porém, nossa sugestão não foi aceita. Todavia, entendemos que, apesar de discordarmos principalmente desse ponto, é melhor funcionar 4 horas do que não funcionar e que os protocolos relativos à saúde devem nortear a política governamental de retomada responsável da atividade econômica”, disse.

Segundo De La Tôrre, neste momento o Sincopeças-SP está fazendo ampla divulgação em todo Estado das normas estabelecidas pelo governador João Dória e, quando o caso, as específicas nos municípios que entenderam estabelecer protocolos diferentes do estadual, além de dar ampla divulgação

aos decretos que possibilitem alguma economia de despesa que impactam os custos das empresas.

“A partir da abertura, entendemos que devido ao represamento de consumo decorrente de quase 100 dias de afastamento social teremos, num primeiro momento, uma demanda favorável. Concomitantemente, encontraremos um consumidor com renda menor e mais resistente ao endividamento, conforme pesquisa FecomercioSP, o que ajuda nosso mercado, pois não há disposição para a troca de seus veículos por mais novos”, acredita o presidente do Sincopeças-SP.

Fique por dentro dos protocolos de distanciamento social e de higiene na capital paulista

Reabertura do comércio de rua na cidade de São Paulo depende do cumprimento de série de medidas; con ra a maioria delas

A reabertura do comércio de rua na cidade de São Paulo depende do cumprimento de uma série de protocolos de distanciamento social e de higiene, e não somente da autorização concedida pela administração pública, que passou a valer a partir da última quarta-feira (10). Isso significa que apenas os estabelecimentos que seguirem as orientações da prefeitura poderão voltar a atender o público presencialmente.

Destacamos parte das determinações para auxiliar o comércio neste momento de reabertura. No caso do distanciamento, o foco principal está em evitar aglomerações. Para isso, o protocolo detalhado na Portaria n.º 625/2020 limita a 20% da capacidade instalada dos estabelecimentos, enquanto a cidade estiver classificada na fase 2 (laranja) no Plano São Paulo.

Além disso, é preciso implantar regras que possibilitem o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre as pessoas nos locais. Esse distanciamento pode ser feito de acordo com as sugestões a seguir:

• orientar filas e demarcar o piso para que se respeite o distanciamento;

• instalar barreira de proteção acrílica em caixas, balcões de atendimento e credenciamento, pontos de informação, recepções e similares, quando não for possível manter o distanciamento mínimo obrigatório. No caso de impossibilidade, o funcionário deverá usar obrigatoriamente viseira face shield;

• fazer marcações internas na área do caixa e nos demais setores, para facilitar o distanciamento social da força de trabalho no balcão de vendas e atendimento;

• caso se formem filas do lado de fora do estabelecimento,

responsabilizar-se pela sua organização, observando o distanciamento de 1,5 metro entre as pessoas;

• adotar medidas para evitar qualquer tipo de aglomeração de pessoas nas calçadas em frente aos estabelecimentos;

• limitar a quantidade de pessoas nos elevadores (duas pessoas, no máximo);

• nas passagens de grande fluxo, é desejável que sejam implementados corredores de um fluxo só, a fim de coordenar a circulação dos clientes nas lojas, evitando encontros desnecessários;

• se preciso, realizar modificações na disposição de móveis, decoração ou layout para facilitar a circulação de pessoas e o distanciamento entre elas;

• restringir áreas de atividades não essenciais ou espaços coletivos desnecessários, como brinquedotecas ou espaços de lazer.

Os responsáveis pelos estabelecimentos comerciais também podem orientar os clientes que, se possível, façam as compras sem acompanhantes, para evitar quantidade desnecessária de pessoas nos espaços. De acordo com o segmento de atuação e clientela, pode-se implantar um horário exclusivo para clientes acima de 60 anos ou de grupos de risco, preferencialmente nas primeiras horas de funcionamento. É recomendável ainda que seja feita a medição da temperatura corporal dos clientes e que aqueles em estado febril (igual ou superior a 37,5°C) sejam impedidos de entrar no local.

Ainda sobre o distanciamento, as empresas não devem realizar nenhum evento ou promoção que possa criar algum tipo de aglomeração. A orientação é que deem, sempre que possível, preferência a vendas online, remotas ou outros mecanismos de atendimento não presencial de clientes.

No aspecto da higiene, deve-se exigir o uso de máscaras por todos os clientes, colaboradores e fornecedores e, se possível, oferecer máscaras a clientes que não disponham de uma, além de máscaras e equipamentos de proteção para os colaboradores.

É preciso disponibilizar álcool em gel 70% para uso obrigatório na higienização das mãos; o produto deve estar em local visível e de fácil acesso, preferencialmente próximo à entrada e à saída, do local de realização do pagamento e na utilização das maquininhas – que devem estar cobertas com plástico-filme e ser higienizadas após cada utilização.

Outra orientação é sobre a disponibilidade de formas de pagamento alternativas, como transferência bancária e pagamentos por aproximação, que não necessitam de contato com o caixa e as máquinas de cartão.

Francisco De La Tôrre Presidente do Sincopeças-SP

AS EMPRESAS TAMBÉM PRECISAM:

• separar lixo com potencial de contaminação para descarte (Equipamento de Proteção Individual (EPIs), luvas, máscaras etc.);

• efetuar a limpeza de cestas, carrinhos, sacolas (ou semelhantes) a cada uso. Se possível, essa higienização deve acontecer na frente do cliente;

• manter lenços de papel e sacos de lixo próximos aos locais de trabalho dos funcionários e orientar o uso no caso de tosse ou espirro. Orientar ainda às equipes sobre o correto descarte de materiais possivelmente contaminados;

• orientar colaboradores e clientes sobre a necessidade de lavagem frequente das mãos, bem como sobre a maneira correta de fazê-lo e pedir que o empregado reforce os procedimentos de higiene logo após receber dinheiro em espécie;

• retirar do estabelecimento tapetes e objetos que dificultem a limpeza, optar por uma decoração minimalista;

• retirar todos os itens fáceis de tocar, como catálogos, revistas ou tablets. Caso algum item seja absolutamente necessário, envelopá-lo com plástico-filme e higienizá-lo frequentemente;

• fornecer copos de uso pessoal para cada colaborador ou

Webinário

cliente;

• minimizar a necessidade de manuseio de fechaduras, mantendo, sempre que possível, as portas abertas;

• manter provadores fechados e proibir provas de roupas, calçados e acessórios no estabelecimento;

• evitar receber de volta as mercadorias. Os itens devolvidos devem ficar sob quarentena por 72 horas, armazenados separadamente. Sempre que possível, higienizar a mercadoria antes de incluí-la de volta ao estoque;

• sempre que o produto precisar ser exposto e tocado pelo consumidor, ele deverá ser envelopado em plástico-filme ou material equivalente e obrigatoriamente será higienizado pelos funcionários todas as vezes que houver manipulação;

• de maneira complementar ou alternativa, o estabelecimento poderá fornecer luvas descartáveis aos clientes e solicitar que as utilizem sempre que tocar nos produtos;

• no caso de o estabelecimento disponibilizar serviço de entrega/delivery, o preparo e a entrega da mercadoria deverão ser realizados com todos os devidos cuidados de higiene e limpeza, a fim de proteger entregadores e clientes, que terão de evitar contato físico entre si;

• evitar oferecer serviços e amenidades adicionais que retardem a saída do consumidor do estabelecimento, como

Guilherme Dietze e Ana Paula Locoselli, assessores da FecomercioSP, esclareceram dúvidas dos empresários em relação aos protocolos de reabertura neste momento de retomada das atividades. Assista íntegra do webinário: https://youtu.be/SVah5wHmiHg

CANAL DO YOUTUBE BALCÃO AUTOMOTIVO

Se inscreva e tenha acesso em primeira mão às principais lives, entrevistas e depoimentos de profissionais do setor em vídeo

• ENTREVISTAS ESPECIAIS

• LIVES

• DEPOIMENTOS

disponibilizar café, doces, poltronas para espera, áreas infantis, etc;

• as medidas sobre o novo funcionamento sempre precisam ser informadas a todos os clientes.

Limpeza de ambientes

Os ambientes devem ter a limpeza intensificada em áreas de maior circulação de pessoas, banheiros, elevadores, refeitórios/ copas, corrimãos, maçanetas, puxadores, catracas, bebedouros, demais áreas de uso comum e superfícies de uso coletivo (balcões, botões dos elevadores, mesas de reunião, etc.), bem como sistemas de ar-condicionado/ventilação/climatização, com periodicidade semanal. Outra medida é borrifar nos displays ou estoques expostos solução sanitizante e/ou álcool 70% diversas vezes ao dia, especialmente se houver manipulação pelos clientes.

O estabelecimento precisa garantir ainda que lavatórios e banheiros, para clientes e funcionários, sejam devidamente equipados com água, sabão e toalhas descartáveis, além de lixeiras com acionamento não manual.

Fonte: FecomercioSP (https://www.fecomercio.com.br/noticia/ que-por-dentro-dos-protocolos-dedistanciamento-social-e-de-higiene-na-capital-paulista)

Sua principal fonte de informação, principalmente nesse período de pandemia do novo coronavírus (COVID-19)

O FUTURO É TECFIL

HÁ QUASE SETE DÉCADAS NO SEGMENTO, EMPRESA ANUNCIA REPOSICIONAMENTO E SE APRESENTA COMO UMA MARCA DE VANGUARDA NA TRANSFORMAÇÃO E NO FUTURO DO SETOR

| POR: REDAÇÃO | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

undada em 1953, a Tecfil possui uma trajetória de sucesso marcada por investimentos em pessoas e tecnologia. A empresa tornou-se sinônimo de qualidade na produção de filtros automotivos, com uma estrutura capaz de atender clientes e treinar profissionais em todo o território nacional. Posicionando-se como uma indústria 4.0 de filtros e atingindo um alto nível de excelência, a Tecfil dá um novo passo em sua história e anuncia a renovação de sua marca.

“O novo posicionamento “O Futuro é Tecfil” reflete os atributos da marca construídos ao longo de quase 70 anos de atuação – como a busca pelos mais altos padrões de qualidade, inovação e o constante investimento em pessoas, estrutura e tecnologia. E mostra como a empresa se preparou para liderar as principais inovações no segmento, a fim de se tornar uma das maiores referências

em indústria no continente”, explica Wagner Vieira, diretor Comercial da Tecfil.

“Aqueles que conhecem a Tecfil de perto surpreendemse com o nível de tecnologia e precisão que integram nosso processo de produção. Atingimos os mais altos níveis de desenvolvimento mesmo comparados aos padrões internacionais. Estava na hora de mostrar tudo isso para mais pessoas. Faz tempo que nos preparamos para o futuro, e, agora, todos podem ver”, conta Flavio Montanari Boni, diretor Industrial da Tecfil.

12 vezes entre as melhores empresas para trabalhar no "Guia Você S/A - As 150 Melhores Empresas para Trabalhar", a Tecfil sempre valorizou o elemento humano. “Para nos posicionarmos à frente do mercado, a participação dos nossos colaboradores é fundamental, seja nas estratégias

empresariais quanto nas ações junto a todas as nossas frentes de atuação”, destaca Rogel Delgado, diretor Administrativo e Financeiro da Tecfil.

Ainda sobre a nova postura a ser adotada pela Tecfil, Plinio Fazol, gerente de Marketing e novos produtos da empresa, diz que “este reposicionamento é fruto de um trabalho de vários meses. É a maior transformação na história da Tecfil, com o objetivo de atender às novas necessidades dos clientes e a ajudar a construir um novo modelo para o mercado em que atuamos há quase 70 anos”.

LOJAS DE AUTOPEÇAS PODEM RECUPERAR CRÉDITOS

FISCAIS PARA REPOR A RENDA EM TEMPOS DE PANDEMIA

| POR: REDAÇÃO | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

Empresas enquadradas no Simples Nacional ou demais regimes de apuração podem recuperar valores pagos a maior com consultoria jurídica especializada

Ainda que as empresas de reparação de veículos sejam consideradas serviços essenciais pelo governo para garantir a manutenção do transporte de cargas e frotas de ambulâncias e viaturas de órgãos públicos, de acordo com o Decreto Federal 10.329, de 28 de abril de 2020, o movimento sofreu queda durante a pandemia e agora toda ajuda para recuperar receita é bem-vinda.

Em vista disso, lojistas de autopeças e reparadores de todo o Brasil podem recuperar débitos fiscais do PIS, Cofins, INSS, entre outros, pagos indevidamente de acordo com a legislação e têm a oportunidade de participar do programa com metodologia criada pelo escritório Ribeiro,

Di Chiacchio Sociedade de Advogados para recuperarem os créditos e garantirem uma renda extra a que têm direito.

O trabalho desenvolvido pela equipe agiliza o levantamento de dados fiscais das empresas, bem como faz toda a parte de apuração das informações de modo prático, sendo que não há custo inicial. “Essa análise de dados dos pagamentos fiscais da empresa possibilita identificar se houve falha que precisa ser corrigida e também fazer a restituição de créditos quando há comprovação”, revela Renato Paladino, sócio do escritório.

Para se ter uma ideia, segundo Paladino, em 2019, foram recuperados aproximadamente R$ 3 milhões por centenas

de processos de clientes do escritório. Ele explica também que o método proporciona agilidade e produtividade, reduzindo consideravelmente a burocracia, possibilitando o ressarcimento de créditos acumulados de tributos, o que impacta diretamente no caixa da empresa.

O escritório firmou parceria com o Sindirepa-SP (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo) e Sincopeças-SP (Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo) para que as empresas interessadas possam participar e fazer a consulta, detalhes e mais informações podem ser obtidas em contato com o escritório.

Renato M. Paladino, sócio do escritório Ribeiro, Di Chiacchio Sociedade de Advogados

Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook