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Jornal Balcao Automotivo ed 163

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É uma das principais ferramentas para manter a equipe motivada, internamente ou a distância

Entrevistados discutem formas para assegurar rentabilidade nos negócios e rumos do Brasil

PESADOS & COMERCIAIS 25

SOLIDARIEDADE

Mercado se solidariza com a pandemia e desenvolve ações para ajudar colaboradores e comunidade

INDÚSTRIAS SE

PREPARAM

PARA O PÓS-PANDEMIA

Com o advento do novo coronavírus, as fabricantes de veículos e autopeças fizeram adequações: departamentos estão em home office, o abastecimento continua e muitos apostam que haverá mudanças na forma de se relacionarem com os seus clientes. A verdade é que o mundo será diferente após a pandemia.

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Descubra as novas oportunidades que o Balcão Automotivo pode oferecer para a sua marca nas páginas 22 e 23.

Acesse nossa edição digital

JORNAL BALCÃO AUTOMOTIVO Nº 163 | ANO XIV | MAIO DE 2020

O NOVO NORMAL

Não é preciso dizer aqui como o Brasil e o mundo mudaram quando começaram a pipocar casos do novo Coronavírus (Covid-19). Mudaram as relações de trabalho, mudaram as relações comerciais, mudaram as exigências sanitárias, isso só para citar algumas. Enfim, tudo mudou. Se pra melhor ou não, você decide!

Sobre as relações de trabalho, destaque para aqueles que tiveram a possibilidade de fazer home office. Aos que não puderam, dos chamados serviços essenciais, tiveram que continuar exercendo suas respectivas profissões, mas tomando certos cuidados. A todos esses, o nosso muito obrigado.

Bem, mas o complicado de tudo isso é que tivemos que fazer essa transição praticamente de forma abrupta, ou seja, as coisas aconteciam e tínhamos que nos adaptar às diversas situações. A mudança traz coisas boas, como também outras nem tanto. Foi o que em alguns casos aconteceu.

A respeito das relações comerciais, muita gente que não estava, teve que correr para entrar no mundo digital, principalmente no mercado de autopeças. O que era plano distante, virou realidade de um dia para o outro como forma de sobreviver nessa crise. Nessa missão e fase, parceiros ajudaram com lives acerca do assunto. Bastante esclarecedoras!

Outra coisa que felizmente mudou foi o nível de exigência sanitária na vida particular e, principalmente, comercial. O que uns faziam, como lavar bem as mãos, outros começaram a seguir como forma de evitar o contágio da doença. Dos mais ricos aos mais pobres. Um protocolo que certamente levaremos para a vida.

Nesse balaio todo, muitos tiveram redução de salário e jornada, tiveram suspensão de contrato de trabalho (nesses dois casos com beneficiamento com regras do Governo Federal) e tiveram que conviver, infelizmente, com o desemprego. O Brasil claramente sentiu o golpe e o que se viu foi muita gente em busca do auxilio emergencial e de doações da comunidade.

O que esperamos sinceramente que consigamos salvar o maior número possível de vidas, que consigamos preservar o maior número possível de empregos e empresas funcionando, que tenhamos no nosso panorama um cenário alentador, que traga o nosso mundo de volta, mesmo que diferente.

Até mais!

O EDITOR

DIRETORIA

DIRETOR COMERCIAL

Edio Ferreira Nelson edio@jornalbalcaoautomotivo.com.br

CONSELHEIRO CONSULTIVO Carlos de Oliveira

COMERCIAL

EXECUTIVO DE CONTAS

Richard Faria richard@jornalbalcaoautomotivo.com.br

REDAÇÃO

Editor-chefe

Silvio Rocha redacao@jornalbalcaoautomotivo.com.br

Karin Fuchs

Letícia Rocha redacao2@jornalbalcaoautomotivo.com.br

COLABORADORES

Valtermário S. Rodrigues Robson Breviglieri Letícia Rocha

Departamento de Arte Supervisor de Arte/Proj. Gráfico Fabio Ladeira fabio@jornalbalcaoautomotivo.com.br

FINANCEIRO

Analista Financeira Luciene Moreira luciene@jornalbalcaoautomotivo.com.br

MKT DIGITAL Otávio Rocha contato@jornalbalcaoautomotivo.com.br

ASSINATURAS contato@jornalbalcaoautomotivo.com.br

Premiatta Editora & MKT Digital Rua Bela Flor, 211 - Vila Mariana 04128-050 - São Paulo - SP tel (11) 5585-8084 / contato@jornalbalcaoautomotivo.com.br www.jornalBalcaoAutomotivo.com.br

Jornal Balcão Automotivo é uma publicação mensal com distribuição nacional auditada, dirigida aos profissionais automotivos e tem o objetivo de trazer referências ao mercado, para melhor conhecimento de seus profissionais e representantes.

Os anúncios aqui publicados são de responsabilidade exclusiva dos anunciantes, inclusive com relação a preço e qualidade. As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores.

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Jornalista Responsável Silvio Rocha – MTB: 30.375
TIRAGEM DIGITAL: 30 MIL CADASTROS

FIQUE PORDENTRO

NAKATA

DESTACA COMO CRIAR LOJA ONLINE DE

AUTOPEÇAS NO MERCADO LIVRE

ANakata promoveu no dia 14 de maio live sobre venda de autopeças no Mercado Livre: “Levar sua Loja para Internet é mais fácil do que você imagina”, com a participação de Felipe Garcia, executivo Comercial da Auto Parts Brasil – Mercado Livre, e Leandro Ribeiro, fundador da Auto Partners, consultoria especializada em e-commerce e marketplace. Além do E-book “Levar sua loja para a Internet é mais fácil do que você imagina”, que pode ser baixado no link https://bit.ly/3fO6Pkp, a live está gravada e pode ser acessada pela plataforma de Youtube da Nakata, no link: https://www.youtube.com/watch?v=LrELp3fsLXU&t=1snal de vendas

CADEIA PRODUTIVA DE REPARAÇÃO DE VEÍCULOS

MOVIMENTA R$ 67,6 BILHÕES

EM 2019

O setor de reparação de veículos no Brasil concentra mais de 121 mil oficinas e foi responsável pela movimentação financeira da ordem de R$ 67,6 bilhões em 2019, envolvendo toda a cadeia produtiva. Este dado é da 3ª edição do Anuário da Indústria da Reparação de Veículos, publicado pelo Sindirepa Nacional, associação que reúne os Sindirepas dos Estados, que acaba de ser lançado. Esse montante equivale a 70% em peça e 30% em serviço. Para acessar o Anuário: https://documentcloud.adobe. com/link/review?uri=urn:aaid:scds:US:c80b106a-d66f-485aaba5-c7ff27ea055a

EMPRESA OFERECE TREINAMENTOS ONLINE E GRATUITOS SOBRE TROCA DE FILTROS

s profissionais do setor automotivo, como aplicadores, mecânicos e vendedores podem aprimorar seu conhecimento por meio de treinamentos online e gratuitos sobre troca de filtros, oferecidos pela Tecfil, um dos maiores fabricantes de filtros automotivos da América Latina, através do site www.treinamentotecfil. com.br. São 17 cursos, desenvolvidos pela equipe técnica da Tecfil, cujo principal objetivo é apresentar as melhores práticas para troca dos filtros de ar, de óleo, de combustível e de ar-condicionado, de diversos modelos de veículos das principais montadoras do País.

ASSOCIADOS CONTAM COM NOVAS SOLUÇÕES E BENEFÍCIOS EXCLUSIVOS

Desde o início da quarentena para o combate à Covid-19, a Rede PitStop está desenvolvendo novas soluções que ajudem os associados na adequação das operações seguindo as orientações do Ministério da Saúde e dos decretos federal,

DELPHI TECHNOLOGIES

AFTERMARKET DA FABRICANTE FAZ 20 ANOS SEM ACIDENTES COM AFASTAMENTO

A divisão de Aftermarket da Delphi Technologies, em Piracicaba (SP), responsável pela distribuição de autopeças da marca para toda a América do Sul, celebra o marco de 20 anos sem

GAUSS

estaduais e municipais. Os consultores mantiveram as atividades de consultoria e gestão aos associados em home office, seguindo as recomendações de autoridades e órgãos de saúde.

acidentes com afastamento. Atualmente, a área tem mais de 100 trabalhadores, sendo que 60% deles atuam diretamente no centro de distribuição, local com alto risco de acidentes devido ao grande número de materiais em deslocamento.

LOJA VIRTUAL CONQUISTA OS CLIENTES DO GRUPO UNIVERSAL AUTOMOTIVE SYSTEMS

A crise da Covid-19 está acelerando a digitalização da forma como vivemos. Portanto, entender a dinâmica e operação desse canal é fundamental para lojistas, fabricantes e toda a cadeia. O Grupo Universal Automotive se manteve na vanguarda do mercado e por isso integrou a tecnologia à sua estratégia comercial em

ZEN

2016, quando inaugurou sua Loja Virtual. Hoje, o Grupo colhe bons frutos. www.universalautomotive.com.br

EMPRESA COMPLETA 60 ANOS DE FUNDAÇÃO E FORNECIMENTO À INDÚSTRIA AUTOMOTIVA

A Zen comemora 60 anos de fundação e fornecimento para a indústria automotiva no Brasil. A empresa, brasileira e com sede em Brusque (SC), iniciou suas atividades no ano de 1960 com a produção de impulsores de partida (o pino do motor elétrico de partida) e hoje possui portfólio com mais de 2 mil itens. Consolidada no mercado, a Zen iniciou as exportações de seus produtos em 1976 e atualmente metade do que fabrica é destinada a mais de 60 países.

FIQUE PORDENTRO

MONTADORA

AFord lançou sua nova página oficial no Mercado Livre, com visual totalmente repaginado para facilitar a consulta e aquisição de peças de reposição e acessórios para seus veículos – https://www.mercadolivre.com.br/ ofertas/ford-acessorios. “A Ford é a primeira montadora a adotar esse formato, que visa elevar a atratividade do nosso ambiente virtual”, diz Verônica Carmelini, supervisora de Marketing e Comunicação de Serviço ao Cliente da Ford.

ZF AFTERMARKET

OFERECE GARANTIA

DOBRO PARA OS

MOTOQUEIROS

A Cofap lança no mercado de autopeças uma campanha destinada ao segmento de moto. Quem comprar amortecedor Cofap para moto em maio, junho e julho terá prazo de garantia em dobro. Isto é, a garantia, antes, de 6 meses, terá

LANÇA NOVA LOJA OFICIAL DE PEÇAS E ACESSÓRIOS NO MERCADO LIVRE QUALIDADE DA

agora prazo de um ano para as compras realizadas no período. Para participar é fácil: é só guardar a Nota Fiscal e o certificado de garantia, devidamente preenchido pelo revendedor, pelo período de doze meses.

EMPRESA PROMOVE CURSO ONLINE PARA VAREJISTAS ATUAREM COM E-COMMERCE

AZF Aftermarket junto com o Mercado Livre, maior plataforma de marketplace da América do Sul, ofereceram treinamento aos varejistas de autopeças de todo o País. Com a parceria, foram realizados nos dias 19, 21 e 26 de maio uma série de webinars voltada exclusivamente para o treinamento de lojistas de autopeças. A ideia foi oferecer suporte e conhecimento para que esses profissionais possam atuar com mais eficiência no segmento de e-commerce. Os webinars aconteceram sempre às 20 horas. Os interessados

podem assistir os treinamentos pelos canais do programa “Amigo Bom de Venda” e do Balcão Automotivo.

MEDIDAS TRABALHISTAS E TRIBUTÁRIAS TÊM DESTAQUE PARA O SETOR DE DISTRIBUIÇÃO

Manter os associados atualizados com as novidades sobre as medidas do governo que flexibilizam contratos trabalhistas e reduzem a carga tributária foi o objetivo da videoconferência realizada pela ANDAP (Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças) e o SICAP (Sindicato do Comércio Atacadista, Importador, Exportador e Distribuidor de Peças, Rolamentos, Acessórios e Componentes para Indústria e para Veículos no Estado de São Paulo), que reuniu distribuidores, fábricas e outros representantes do setor de reposição nesse momento de pandemia.

No atual cenário nacional e mundial, o preço das commodities internacionais tem reduzido, em especial, o preço do petróleo. Com isso, o preço da gasolina está baixando nos postos de combustíveis. Esta mudança está levando a uma alteração no consumo, em muitas cidades, nas quais o etanol era competitivo. No entanto, o aumento de consumo de gasolina pode provocar o uso de combustível com contaminação por óxido de ferro, alerta a NGK.

Você sabia que a Freios PILOTO tem uma linha completa de cilindros de acionamento do freio motor? Sempre atenta ao mercado, a Freios Piloto está ampliando seu portfólio de cilindros de acionamento pneumáticos com a qualidade que você conhece há mais de 65 anos. Sobre o porquê FREIOS

Para fazer da quarentena um período produtivo, o Maxxi Training, Distribuidor do Conhecimento, em atualização técnica, gestão e atendimento automotivo, disponibilizou em seu aplicativo mais de 80 treinamentos gratuitos com certificação eletrônica. Vale ressaltar que também estão disponíveis dicas de Gestão e Vendas e que, em breve, oferecerá cursos sobre este tema. Os conteúdos são voltados aos profissionais do setor automotivo que atuam como aplicadores, consultores, reparadores e mecânicos. Este é um dos maiores APPs brasileiros com treinamentos gratuitos para o segmento.

BALCÃO AUTOMOTIVO ENTRA NA ONDA DAS LIVES

Diante da pandemia causada pelo novo Coronavírus (Covid-19), algumas novas medidas precisaram ser adotadas para garantir a saúde e proteção de todos com a prática do distanciamento social, impactando diretamente a economia do nosso País.

Pensando nisto, o Balcão Automotivo iniciou no mês de abril uma série de lives em sua página do Facebook e canal do Youtube com importantíssimas figuras do setor, com o intuito de trazer para você conteúdos e opiniões exclusivas para driblar a crise através de novas iniciativas nos negócios.

Confira os principais temas discutidos nas transmissões apresentadas por Silvio Rocha, editor-chefe da publicação:

23/04 | Perspectiva sobre a reposição automotiva brasileira diante do quadro de pandemia do novo Coronavírus

“Acredito que levaremos um tempo para a retomada dos números que estávamos antes da crise. Em relação às oficinas, é preciso uma mudança forte e cultural na maneira de oferecer os serviços aos consumidores, para que eles sintam confiança que o carro está sendo entregue completamente higienizado. Nós vamos ter progressivamente ao longo dos próximos 12 meses um crescimento, mesmo devagar, na venda de peças, pois nosso setor é mágico, havendo a crise que for, sempre se reinventa”.

Gerson Prado, CEO da SK Automotive

“O mercado está assustado, nunca tivemos um problema de saúde nessa magnitude no mundo todo. É tempo de trabalharmos nossa inteligência emocional e velocidade para se adaptar cada vez mais às mudanças, juntos conseguiremos sair dessa! Aproveitando também o momento do câmbio, que

EM QUATRO TRANSMISSÕES, IMPORTANTES

ENTREVISTADOS DISCUTEM NOVAS FORMAS PARA ASSEGURAR RENTABILIDADE NOS NEGÓCIOS E PREVEEM RUMOS DO BRASIL APÓS A COVID-19

favorece a competitividade, agora é uma boa hora para investir e retomar produções locais e gerar mais automação e eficiência no negócio, tornando o Brasil mais forte e sustentável”.

Daniel Leite, diretor Comercial Automotivo da SKF

30/04 | E-commerce: será a saída para lojistas de autopeças enfrentarem a crise do novo Coronavírus?

“O e-commerce nos últimos anos tem crescido muito. No entanto, é preciso pensar estrategicamente na venda para este segmento, é preciso esforço, automação nos processos e um cadastro de qualidade, além de um pós-venda muito bem feito para ganhar o cliente para sempre. Se o empresário ainda não tem uma loja virtual, o ideal é começar pelas vendas via drive-thru e divulgação desse serviço nas redes sociais, além de ingressar no marketplace”.

Moises Sirvente, diretor executivo da Jocar

“Muitas pessoas que não entendiam sobre o consumo online, agora estão procurando compreender esse setor e foram surpreendidas em como o consumo pela internet veio para agregar. O mercado automotivo ainda precisa enxergar este segmento como parte de seu negócio. Para vender online, eu indico começar pelos marketplaces ao invés do e-commerce, pois a chance de ‘engrenar’ em curto prazo é mais fácil, visto que o e-commerce personalizado leva mais tempo”.

Marcos Granado, consultor digital do Balcão Automotivo

07/05 | Como o varejo enfrenta a pandemia do novo Coronavírus e quais as importantes dicas para o setor sair fortalecido dessa crise?

“Pelo histórico do e-commerce, podemos notar um crescimento de 20% ao ano, a venda online em si já era uma tendência e agora com a Covid-19 tivemos uma aceleração. Segundo dados da primeira quinzena de abril os números aumentaram em 15%; podemos ver que é um mercado de muitas oportunidades. Em relação ao legado do coronavírus, acredito que as pessoas se preocuparão muito mais com sua saúde e vão procurar ter hábitos mais saudáveis, além das condições de trabalho mudarem com a quebra do tabu do home office”.

Guilherme Minuzzi, coordenador de Marketing do Bling

“O setor de autopeças é como uma família e podemos ver o que membro mais prejudicado foi o varejo, contudo tenho a certeza que sairemos mais fortes. Sabemos que muitas peças importadas da China não estão chegando a tempo e o comércio como um todo irá sofrer nos próximos meses, por isto, o varejo precisa ter estoque para suprir a necessidade,

LIVES BALCÃO AUTOMOTIVO

o momento é de se preparar. Nós precisamos também pensar em lucratividade como algo positivo, pois ganhar dinheiro é o que sustenta o negócio e faz a empresa crescer”. Ranieri Leitão, presidente do Sistema Sincopeças, Assopeças e Assomotos-Ce e Sincopeças Brasil

“Já que estamos com as atividades reduzidas, é momento de nos prepararmos para vender muito mais, pois isso irá passar, tudo irá voltar ao normal, mas será um ‘novo normal’. É necessário ver o mundo com os olhos dos consumidores para conseguir encontrar as novas oportunidades. Em vez de lamentar, ligue para seus clientes e pergunte como eles estão, quando tudo isso passar certamente eles se lembraram daqueles que estiveram ao seu lado”.

Mario Rodrigues, CEO do Instituto Brasileiro de Negociação e Vendas (IBNVendas)

*Nesta live tivemos também a excelente participação da jornalista

Karin Fuchs, repórter da publicação

14/05 | Oportunidades jurídicas para a reposição automotiva em tempos de pandemia do novo Coronavírus (Covid-19)

“É importante dizer que não existem precedentes jurídicos em qualquer tema para tudo que está acontecendo, são decisões recentes, o que temos são lastros jurídicos para este momento, como a teoria da imprevisão, que diz que quando houver um motivo imprevisível que torne impossível o cumprimento do contrato é possível fazer uma revisão do mesmo. O contrato de locação é possível conseguir a isenção do valor do aluguel ou até moratória desde que se comprove em juízo que existe uma relação entre a sua realidade e a pandemia. Da mesma forma que acontece no contrato de fornecimento, quando há desiquilíbrio por conta da onerosidade excessiva. No entanto, é desejável partir sempre da premissa da boa fé, desde que não haja inadimplência”.

Dr. Paulo Ribeiro, sócio-especialista na área Cível

necessário que as pessoas criem uma reclamação na ouvidoria. O momento agora é do varejista e fabricante intensificarem os laços, para que eles consigam chegar a um meio termo, caso isso não dê certo, é preciso buscar ajuda judicial para propor uma alternativa”.

Dr. Marcelo Di Chiachio, sócioespecialista na área Cível

“O que temos observado são oportunidades de revisão de todas as obrigações que são continuadas, como a perda do faturamento. O governo tem disponibilizado uma série de linhas de crédito, no entanto, as empresas têm encontrado dificuldades para conseguilas, com isto, é

“Em relação à saída tributária, temos alguns projetos de recuperação tributária que são mais eficientes. Esse respiro que o governo possibilitou é bem-vindo para este momento em que os varejistas e as oficinas não têm receitas, contudo a postergação dos vencimentos que temos visto no Regime Simples Nacional é que mais para frente as empresas precisarão pagar duas guias em vez de uma, causando problemas de fluxo de caixa. Por isto, estamos trabalhando próximo ao Sincopeças-SP e SindirepaSP para entender cada negócio e proporcionar uma saída efetiva”.

Dr. Renato Paladino, sócioespecialista na área Tributária

“As primeiras demandas que tivemos foram as trabalhistas, porque as empresas tiveram que pensar o que poderia ou não ser pago. As medidas iniciais concediam férias, banco de horas, entre outras, após surgiram as medidas de redução proporcional de jornada em até 90 dias e a suspensão do contrato de trabalho por 60 dias ou em dois períodos de 30 dias, podendo intercalar ambas as medidas. Essas duas possibilidades geraram estabilidade para o empregador. Daqui um tempo o governo será forçado a criar novas medidas. Por isso, é preciso atenção ao prazo de cada uma delas e também sempre olhar as convenções coletivas de cada categoria”.

Dra. Alessandra Stella, sócia-especialista na área Trabalhista

Assista a essas e outras lives na íntegra em nossa página no facebook e nosso canal no youtube. E se não for nosso seguidor, aproveite para se inscrever.

FABRICANTES DE VEÍCULOS E AUTOPEÇAS SE ADAPTARAM

E SE PREPARAM PARA O PÓS-PANDEMIA

NO RELACIONAMENTO COM OS CLIENTES, O VIRTUAL NÃO SUBSTITUIRÁ O CONTATO PRESENCIAL, MAS HAVERÁ MUDANÇAS

Com a pandemia do novo coronavírus, as indústrias do setor de autopeças fizeram adequações, departamentos que não requerem a necessidade de presença física para a produção estão em home office, o abastecimento continua e muitos apostam que haverá mudanças na forma de se relacionarem com os seus clientes. O mundo será diferente após a pandemia.

POR: KARIN FUCHS | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

Começando pela logística de distribuição, na Delphi Technologies, Amaury Oliveira, diretor executivo de Aftermarket para a América do Sul, conta que por serem uma empresa multinacional foi possível aprender as melhores práticas dos colegas da China, o que lhes permitiu uma preparação melhor para o que estava por vir. “No momento que a situação começou a abranger outras partes do mundo, focamos os esforços em aumentar a produção para garantir o nosso nível de estoque e impedir qualquer problema de abastecimento da cadeia”.

Marcelo Sanches, aftermarket Director – LATAM Dayco, comenta que a presença global da companhia facilitou a disponibilidade de produtos, eliminando grandes faltas. “Enquanto a Ásia já estava vivendo o que à época ainda se tratava de uma epidemia, as demais plantas puderam suprir as necessidades da China, e o mesmo ocorreu quando o vírus avançou pela Europa e as Américas ainda estavam em pleno funcionamento. Um dos nossos grandes diferenciais sempre foi uma entrega ágil e bastante completa aos nossos

clientes. Infelizmente, não conseguimos manter este mesmo nível, mas estamos muito próximo e a cada dia aprimorando este trabalho”.

Colaboração e interdependência têm sido as palavras de ordem na Nakata. “Estreitamos a comunicação entre o cliente com as demais áreas de operação da empresa. Assim, graças ao excelente trabalho integrado dos times de vendas, finanças e logística, cada ponto de entrega tem sido tratado de forma única e exclusiva, monitorando em tempo real informações por estado e cidades para que a mercadoria possa chegar em tempo ao cliente”, afirma o diretor de Vendas e Marketing, Sergio Montagnoli.

Na Bosch América Latina, a palavra-chave é sinergia. “As áreas de vendas e de trade marketing estão trabalhando ainda mais próximas, com atualização diária da situação mercadológica e também dos clientes. Além disso, mantivemos contato constante com nossos fornecedores, tanto internamente, na própria Bosch, quanto externamente, com o objetivo de priorizar os pedidos dos produtos, especialmente os mais críticos, para garantir que não falte nada no mercado”, informa Carlos Abdalla, gerente de Marketing e Comunicação.

Amaury Oliveira, diretor executivo de Aftermarket
Delphi para a América do Sul

Entre as medidas adotadas na ZF, o estoque foi reforçado, processos foram automatizados e toda a operação foi digitalizada para conferir agilidade e, após breve parada, a operação foi posta em funcionamento. “Com isso, estamos prontos para atender nossos clientes”, enfatiza João Lopes, diretor da ZF Aftermarket América do Sul.

Também foram reforçadas inciativas estratégicas, como a já conhecida plataforma gratuita de formação de profissionais mecânicos e vendedores de autopeças, o Amigo Bom de Peça e o Amigo Bom de Vendas. E uma parceria foi fechada com a Aleph, empresa parceira do Mercado Livre, para disponibilizar aos vendedores da plataforma todos os dados para anunciar os produtos das marcas ZF.

Para complementar, Lopes informa que “promoveremos treinamentos para varejistas que queiram iniciar negócios no MarketPlace da plataforma, através de webinars no programa Amigo Bom de Venda. Além do suporte à venda de produtos online, também estamos acelerando o suporte digital às oficinas com o ZF [pro]Tech”, acrescenta Lopes.

Rubens Campos, vice-presidente Sênior Aftermarket Automotivo – Schaeffler América do Sul, conta que houve bastante dificuldade na distribuição de produtos entre a segunda quinzena de março e primeira quinzena de abril. “Muitos de nossos clientes estavam com seus depósitos fechados devido às quarentenas impostas pelas prefeituras e governos estaduais”.

O executivo diz que agora a situação está melhor e mais controlada. “A maioria de nossos clientes está trabalhando, entretanto faturamos e enviamos nossos produtos somente para clientes e regiões que temos confirmação que estão liberadas para o recebimento. Estamos bastante atentos às notícias sobre possíveis bloqueios ou lockdown de qualquer região atendida por nossa rede logística”.

Alexandre Zen, CEO da ZM, também relata que a logística de distribuição depende muito dos governos estaduais, por determinarem a atuação da economia em cada Estado da federação. “Com base nisso, nós decidimos não interromper as atividades da empresa, apenas reduzimos o ritmo de produção para adequar-se à nova demanda. É muito importante que nossos clientes encontrem a empresa em atividade, pois enquanto um Estado fecha, outro abre. Se depender da ZM, não haverá desabastecimento em nenhum momento e nossos distribuidores poderão ficar tranquilos quanto a isso”.

Mais ações

Na avaliação de Edison Vieira, gerente de Vendas & Marketing – Aftermarket DRiV (amortecedores Monroe), levará um tempo para todos os ajustes necessários. “A empresa tem realizado constantes análises das vendas de seus clientes e seus inventários, cruzando com o estoque da empresa e produção. Em casos específicos, poderá faltar algum produto, uma vez que a DRiV também depende dos fornecedores de matérias primas. Com o cenário do coronavírus, toda a cadeia foi afetada. Dessa forma, levará um tempo para que todos os ajustes necessários sejam finalizados”.

“A nossa logística de distribuição não sofreu grandes impactos ou mudanças em função da crise da Covid-19. As principais adaptações ligadas à logística foram na área de expedição, onde implementamos, como no restante da fábrica, medidas rigorosas de proteção aos nossos colaboradores, envolvendo uso de máscaras, luvas, procedimentos de higienização, entre outros”, afirma David Catasiner, diretor de Vendas e Marketing da Zen.

Na Wega, Cesar Costa, diretor de Vendas e Marketing, conta que os recebimentos de material estão normais, bem como as entregas para os seus clientes. “Estamos liberando só com autorização de clientes e das orientações de cada estado, conforme funcionamento. Não corremos riscos de

Edison Vieira, gerente de Vendas & Marketing –Aftermarket

desabastecimento, pois trabalhamos com estoques para 6 meses, hoje nosso índice de entrega está perto de 100%”.

“O nosso sistema de logística foi adaptado de acordo com as recomendações dos órgãos de saúde, garantindo o mesmo nível de excelência de entrega que temos”, afirma Wagner Vieira, diretor Comercial da Tecfil. Na CVN AutoParts (Corven), o gerente Comercial, Ricardo Cesar de Abreu, informa que eles estão revezando as equipes e “como o volume de vendas está bem abaixo, estamos atendendo adequadamente nossos clientes”.

Na Nidec, Daniel Rio, Managing Director, explica que quando eles tiveram notícias dos problemas na China, eles iniciaram a aquisição de mais componentes e dispararam à procura de fornecedores locais. “Com o intuito de aumentarmos o nosso estoque de peças, valorizar a nossa indústria, bem como a redução do lead time nas entregas, nos possibilitando uma maior agilidade na retomada breve do nosso mercado. Estamos produzindo bombas e estocando para garantir o atendimento no momento do pedido”.

Em nota, as Empresas Randon informam que são dois focos primordiais neste momento: a preservação da saúde da população e a sustentabilidade da economia local e global. Seguindo todas as recomendações de saúde e segurança da Organização Mundial da Saúde (OMS), a empresa busca alternativas para seguir preservando ao máximo o seu quadro de pessoal até a estabilidade do cenário.

Para isso, diversas iniciativas de prevenção foram adotadas e os aprendizados com a unidade da Fras-le na China possibilitaram a tomada de decisões mais rápidas em outras empresas do grupo no Brasil. Dentro das medidas implementadas para a garantia da saúde dos colaboradores e manutenção das atividades da companhia, um projeto piloto de trabalho na modalidade home office acabou sendo antecipado e ampliado para toda a empresa.

E para garantir a sustentabilidade de todas as cadeias de negócios em que as suas unidades estão inseridas, as Empresas Randon buscaram manter a disponibilidade de peças em toda a rede de distribuidores de implementos e autopeças. Dentro das determinações legais dos governos regionais, foi priorizada a logística de pós-vendas com a finalidade de manter a rede abastecida.

Medidas econômicas

Sobre as medidas econômicas anunciadas pelo Governo Federal, Rubens Campos diz que o aftermarket automotivo não sofre grandes interferências em crises. “Porém, estamos passando por uma situação bastante complexa dessa vez. O coronavírus surpreendeu o mundo todo, pessoas e empresas, e com isso houve retração no consumo e também uma grande mudança de comportamento. Tem sido necessário mudar paradigmas para enfrentar esse período”.

Para Ricardo Cesar de Abreu, as medidas econômicas não afetam diretamente o setor de reposição. “Mas segundo nossos clientes, as linhas de crédito baratas estão muito difíceis de se conseguir. A nossa sensação é que bem pouco destas medidas chegou a quem precisa, e não tenha um cadastro ou um lastro de no mínimo 101% dos valores que irão solicitar”.

Já os executivos da Tecfil e da Bosch comentam que foi positiva a Medida Provisória 936, que definiu regras de flexibilização da jornada e a concessão de crédito para pequenas e médias empresas, a redução das exigências para contratação de empréstimos, entre outras. “Agora, é preciso avaliar a evolução do cenário para se definir se outras medidas serão necessárias, inclusive linhas de crédito para as grandes empresas”, relata Wagner Vieira.

“A Bosch aderiu à Medida Provisória 936, que permite a redução de jornada de trabalho e redução de salário por três meses e a suspensão de contrato de trabalho por dois meses. Também estamos revendo custos fixos e investimentos como forma de manter a sustentabilidade do Grupo Bosch”, coloca Carlos Abdalla.

Para Alexandre Zen, as medidas econômicas em nível federal foram importantíssimas para esse momento. “Incrivelmente, o Poder Executivo, juntamente com o Legislativo, tomou decisões que em ritmo normal de trabalho poderiam levar anos para serem anunciadas. Quem dera tivéssemos no Brasil, em épocas normais, a mesma agilidade que houve agora, principalmente quanto à flexibilização dos acordos de trabalho, a qual foi importantíssima para a manutenção dos empregos”.

Nas palavras de Cesar Costa, “entendemos que o governo está trabalhando para ajudar a economia a não parar e a preservar os empregos, mas sabemos que não podemos depender só das ações do governo. Cada empresa tem um plano para passar pela crise e depois voltar ao crescimento sustentável”.

Na visão de Edison Vieira, nós estamos vivendo uma crise sem precedentes e com mudanças muito dinâmicas. “Assim como as empresas estão avaliando regularmente o cenário e introduzindo as melhores soluções, acreditamos que na esfera política os desafios são muitos e os esforços são com foco na busca de novos caminhos, com aprendizados para superar essa fase”.

Para Amaury Oliveira, “essa crise é algo que nunca vivenciamos e que traz um cenário nebuloso e desconhecido em que se torna muito difícil equilibrar todas as necessidades. Com isso, entendemos que todos estão aprendendo juntos a melhor forma de encarar esse novo desafio”.

“Foram medidas importantes e essenciais para o momento que vivemos. Livres de quaisquer paixões, cuidar da saúde das pessoas e das empresas não deve ser ação excludente”, defende Sergio Montagnoli. “Essas ações têm ajudado a minimizar as perdas de caixa que estamos enfrentando, porém acredito que poderia ter sido flexibilizado o pagamento de alguns impostos, principalmente sobre a folha e para os impostos estaduais”, especifica Daniel Rio.

Marcelo Sanches revela que desde o início da pandemia uma das grandes preocupações foi preservar o time e as medidas econômicas os ajudaram muito nesse sentido. “Dentre as MPs e Portarias utilizadas pela Dayco estão a postergação dos vencimentos do FGTS, redução de jornada de trabalho e salários, utilizadas apenas a partir dos cargos gerenciais, concessão de férias, postergação do vencimento das contribuições previdenciárias, entre outras”.

David Catasiner avalia que as medidas adotadas pelo governo federal estão indo na direção correta, ao apoiar tanto as empresas como os trabalhadores. “Porém algumas ações,

Ricardo

principalmente as relacionadas ao crédito, estão demorando para chegar até a ponta. A grande maioria das empresas ainda não conseguiu acessar essas linhas de crédito”.

Na visão de João Lopes, qualquer ação que os governos tomem, que vise ajudar as empresas a passar por esse período de turbulência, é bem-vinda. “Medidas como a MP 936, que permitiu a suspensão temporária de contratos de trabalho, e a redução de jornada e salários com uma ajuda financeira do governo aos funcionários afetados da inciativa privada são regras que ajudam as empresas a passar por este período difícil”.

Segundo ele, tudo depende, no entanto, da duração da pandemia e mais precisamente das restrições de funcionamento da economia. “Temos que pensar na segurança das pessoas em primeiro lugar, mas esperamos que essa situação de emergência passe o mais rápido possível para que a economia volte a funcionar normalmente”.

Pós-pandemia

No dia 4 de maio, a Bosch deu início ao retorno gradativo das suas operações em linha com as demandas de seus clientes. “Para os colaboradores que estão trabalhando nas plantas, garantimos a adoção de todos os protocolos de segurança conforme determinam os órgãos oficiais de saúde e também da própria Bosch. O plano de contenção estabelecido vai desde a saída do colaborador de sua casa, o transporte e entrada na empresa e, posteriormente, o retorno à residência”, informa Carlos Abdalla.

Entre as medidas adotadas, ele comenta sobre o uso obrigatório de máscaras, medição de temperatura a distância e o distanciamento social, seja nos fretados, nas mesas dos refeitórios e até mesmo enquanto caminha dentro da fábrica. “Para que o colaborador se sinta ainda mais acolhido e protegido, fizemos uma comunicação em massa com informações didáticas a respeito dessas ações e os cuidados necessários em toda a fábrica”.

Na Dayco, os projetos previstos para este ano estão sendo mantidos, alguns apenas com postergação ou

David Catasiner, diretor de Vendas e Marketing da Zen
Cesar Costa, diretor de Vendas e Marketing da Wega

pequenas adaptações. “A Dayco está investindo fortemente em suas operações no Brasil, região que tem se tornado cada vez mais importante para a companhia. O projeto da nova planta, em Indaiatuba (SP), onde unificaremos as linhas de produção, logística, desenvolvimento, comercial e todas as demais área de suporte ao OE e aftermarket, continua a todo vapor. Assim que o período de quarentena acabar, efetivaremos a mudança e, muito em breve, a inauguração”, antecipa Marcelo Sanches.

Conforme especifica Sergio Montagnoli, na Nakata pontes são construídas. “A primeira dá um norte para os agentes envolvidos: nosso propósito em ter a peça certa, na hora e local certos, com diagnóstico e serviços de reparação executados corretamente, o que dá segurança ao transporte de pessoas e bens. Esses agentes serão os construtores das demais pontes, que alcancem clientes, entendendo a necessidade de cada um e levando soluções únicas, bem como pontes com nossos fornecedores e demais parceiros de negócio, orquestrando movimentos sincronizados. É com esse sistema de pontes que conectamos um rol de diferentes soluções, mas que, em seu conjunto, estejam em uma só direção e garantam força de tração a todos no momento da retomada”.

Também a todo o vapor está a Wega. “Reforçamos nossos estoques, aceleramos nossos lançamentos de produtos, ampliamos nossa linha pesada, atualizamos todos os nossos

do Sul

catálogos, informações e treinamentos técnicos, pois assim que passar esse período, nossa meta é visitar nossos clientes e aplicadores restabelecendo nosso relacionamento presencial, ponto forte da Wega junto a toda a cadeia”, define Cesar Costa.

Mais proximidade

Rubens Campos conta que pela forma de trabalho ter

mudado, eles estão buscando diversificar os canais para chegar até os seus clientes e colaboradores. “Recentemente, a Schaeffler lançou uma campanha chamada Super Dicas para Super Mecânicos, com vídeos feitos pelos nossos técnicos dando orientações e tirando dúvidas sobre produtos. Fizemos algumas lives também, para não deixar o mecânico e o reparador sem informação. Internamente, lançamos um aplicativo para que os colaboradores recebam notícias da empresa com mais agilidade. É a tecnologia ajudando. O que antes estava em murais hoje está ao alcance das mãos das pessoas”.

O uso da tecnologia que também se faz presente na Delphi Technologies. “A Delphi Technologies compreende que o momento é de união e que para superar esse período precisamos trabalhar juntos. Com isso, com o apoio das ferramentas tecnológicas, estamos muito próximos dos nossos clientes para alinhar e ajustar os objetivos, mantendo a empresa saudável. Permanecemos otimistas e seguimos trabalhando para que assim que o mercado demandar uma retomada, a Delphi esteja pronta”, afirma Amaury Oliveira.

Na Nidec, foco também em ferramentas digitais. “Estamos trabalhando para melhorar as ferramentas digitais e procedimentos, visto que a utilização do home office será cada vez mais frequente. Deveremos melhorar ou atualizar os meios digitais para facilitar cada vez mais o contato com clientes e fornecedores, e incentivar cada vez mais o

TRADIÇÃO E CONFIANÇA

O mundo todo está passando por momentos de apreensão. Juntos, vamos superar o que vier pela frente. Vamos nos unir. Vamos acreditar.
EQUIPE JAMAICA
João

trabalho em grupo, mas não necessariamente presencial. Definitivamente, a indústria 4.0 estará mais presente, a fim de garantir o melhor controle e melhor informação a respeito do meio fabril”, prevê Daniel Rio.

Conforme as palavras de Edison Vieira, esse é um momento de muito aprendizado e adaptações. “Estamos utilizando muito a tecnologia para nos mantermos próximos de nossos clientes no AM. Certamente, com o uso mais frequente da tecnologia em nosso trabalho, estaremos prontos para continuar atendendo ao mercado no momento em que iniciar a retomada”.

O mesmo se dá na CVN AutoParts. “Estamos nos preparando, nos atualizando e investindo nos meios e mídias digitais/eletrônicas. Estamos adequando nossos estoques, pois acreditamos em um bom crescimento pós-quarentena. Procuraremos também dar continuidade às medidas básicas de higiene na empresa e pessoal em nossos colaboradores”, diz Ricardo Cesar de Abreu.

João Lopes informa que na ZF o objetivo é continuar atendendo o cliente com a mais ampla cobertura para o segmento de leves em freios, direção, suspensão, embreagens, bem como para transmissões e eixos no caso de pesados e veículos fora de estrada. “Por isso, neste ano teremos muitos outros lançamentos. Mantivemos intacta nossa estratégia de apresentação de novos produtos e serviços e teremos mais de 700 lançamentos para o mercado em 2020, que contemplam todas as linhas de produtos da gama da ZF Aftermarket”.

Nas palavras de Alexandre Zen, a ZM está bem preparada para atravessar esse momento e o pós-pandemia. “Nossa empresa sempre foi muito bem estruturada para atravessar turbulências. A nossa verticalização dos processos produtivos é um dos grandes pontos-chave da nossa empresa, os quais nos permitem uma independência produtiva de fácil adaptação em diferentes cenários. Já houve outras crises, claro que menores, mas de todas elas nós saímos tão fortes quanto estávamos antes”.

Wagner Vieira conta que a Tecfil está pronta para retomar a capacidade a pleno ritmo, no momento em que

a situação de saúde do País permitir, mas mantendo as medidas de segurança até que os riscos de contaminação sejam superados ou se encontre uma cura para o vírus. “Em termos de mercado, apesar da atual paralisação ou queda nas vendas em geral, temos um diferencial que nos assegura forte competitividade, que é a nossa grande base local de produção (98% dos itens são feitos no Brasil), o que nos permite assegurar o fornecimento dos produtos a preços competitivos”, comenta Vieira.

Também a Zen está se preparando para uma rápida retomada do mercado de peças de reposição, com uma oferta cada vez maior e diversificada de produtos de qualidade original fabricados em nosso País. “Com a alta do dólar, o produto importado, inclusive o chinês, se tornou mais caro, e isto abre oportunidades para empresas como a Zen, que tem origem nacional e que emprega mão de obra brasileira qualificada. Acreditamos que a nossa relação com o mercado sairá reforçada dessa crise e que o nosso setor de reposição automotiva terá vários ventos a favor no final dessa pandemia”, conclui David Catasiner.

Adequações e preparos para a retomada

Na Aplic Resolit, “logo no início da quarentena, mantivemos a produção normal, tomando os cuidados necessários para com a saúde de todos. Em abril, antecipamos as férias coletivas por 14 dias para a grande maioria dos funcionários, mantendo apenas plantão comercial e situações pontuais. No retorno das férias, entramos no processo de redução de jornada de trabalho conforme Plano do Governo. Pela característica da nossa atividade, em casos pontuais adotamos o Home Office. Entretanto, na fábrica e administrativo, estamos trabalhando em conformidade com as Orientações dos Órgãos Oficiais”, diz Marcos Aurélio Antinori Peres, diretor.

Já na Viemar, “o primeiro movimento feito foi a consolidação de um Comitê de Crise que desenvolveu um plano de gerenciamento para tratar cada uma das partes interessadas, fornecedores, funcionários, sócios, órgãos governamentais, sindicatos, entre outras. Adequamos rapidamente as nossas instalações e operações de acordo com os decretos emitidos, aplicando todos os cuidados

e recomendações de saúde e segurança. Implantamos o trabalho remoto com a utilização e adaptação de ferramentas que a Viemar Automotive já dispunha, garantindo que o trabalho em Home Office seja executado com agilidade”, conta a Governança Corporativa, Juliana Toniolo Vieira Salis.

Logística de distribuição

Sobre qual tem sido a logística de distribuição de peças (adaptações) para não haver desabastecimento, o que poderia causar um sério problema no mercado, na Aplic Resolit, “até o momento, não encontramos dificuldade, ou necessidade de alteração significativa na nossa logística para o envio de mercadorias. Trabalhamos com o envio normal para todos os Municípios e Estados que estão ‘abertos’”, fala o diretor da indústria.

Na Viemar Automotive, “dentre nossos projetos estratégicos, o amadurecimento do nosso Sistema de Gerenciamento de Transporte (conhecido como TMS –Transportation Management System) era um dos nossos esforços desde de 2019. Para o cenário atual, intensificamos ainda mais nossas parcerias logísticas e o gerenciamento de cada carga embarcada e com a implementação de um serviço de entrega ponto-a-ponto para algumas regiões específicas”, descreve a governança corporativa.

Medidas econômicas

Com relação às medidas adotadas pelo governo federal para ajudar as empresas, para a Aplic Resolit, “o governo federal tenta ajudar da melhor forma as indústrias, propondo auxílio salarial, postergando impostos, etc. Entretanto, hoje é difícil uma avaliação mais complexa do resultado disso, uma avaliação só poderá ser feita quando do retorno do comércio e fim das restrições impostas por estados e municípios”, diz Peres.

Já na Viemar Automotive, “dentre as principais medidas econômicas editadas pelo governo federal, nós destacamos: 1) Benefício emergencial de emprego e renda, que permitiu a flexibilização da jornada de trabalho, evitando demissões; 2) Diferimento dos pagamentos de FGTS e Impostos Federais; 3) Medidas de Crédito através do BNDES, pelo aumento da

Juliana Toniolo Vieira Salis, Governança Corporativa da Viemar Automotive
Daniel Rio, managing director da Nidec
Marcos Aurélio Peres, diretor da Aplic Resolit

liquidez para os Bancos Comerciais e redução de custos financeiros para Empresas”, conta Juliana.

Pós-pandemia

A respeito de como estão se preparando para o póspandemia, “a Viemar Automotive tem uma característica muito forte de acreditar na capacidade econômica nacional e neste momento não será diferente: seguiremos com nossas convicções e estratégias. Somos uma indústria brasileira e globalmente competitiva, temos foco em soluções completas e de qualidade, atuando desde o projeto, desenvolvimento e fabricação dos nossos produtos”, fala a governança corporativa.

“Acreditando que toda a nossa equipe será extremamente necessária quando a retomada do mercado de fato acontecer, tomamos diversas medidas para não precisar demitir nenhum funcionário, essa tem sido nossa maior preocupação. Entretanto, para com outros preparos e planos, precisamos ainda esperar, temos que aguardar uma previsão de término da atual situação, para aí sim nos organizarmos melhor estrategicamente”, descreve o diretor da Aplic Resolit.

Relacionamento com o mercado

Sobre o que pode mudar no relacionamento com o mercado, na Aplic Resolit, “nosso segmento é muito específico, mas também mudará! Principalmente no início da retomada pós-pandemia. Aglomerações de feiras e eventos terão redução significativa. Teremos um aumento no contato ‘a distância’ do que presencial, entretanto, alguns de nossos clientes e parceiros demandam nossa presença física, e nós sempre estaremos lá para eles”, diz Peres.

Já na Viemar Automotive, relacionamento segue sendo o grande motor dos negócios. “Acreditamos que levaremos aprendizados importantes desta pandemia, a tecnologia está nos suportando e propiciando fazer mais com menos, e certamente isso irá gerar novas oportunidades. Estar junto não dependerá somente da forma física, mas colaborar com suporte estratégico em dados e elementos para avaliações e construção de previsões e novos cenários”, finaliza Juliana.

Technologies está implementando outras possibilidades de encontros, de soluções digitais, encontrando meios de nos manter próximos mesmo que distantes. É claro que o virtual não vai substituir o contato presencial, mas, com certeza, descobrimos novas possibilidades que pretendemos manter, principalmente nas maneiras de levar informação para os nossos clientes”.

David Catasiner, Zen: “O contato direto e presencial entre os players do mercado vai ser retomado, mas a pandemia nos fez enxergar que, muitas vezes, é possível ter reuniões produtivas usando meios de comunicação virtual. Bem antes da pandemia, a Zen já tinha entendido que a digitalização das vendas e do relacionamento com o mercado era uma tendência clara e irreversível, e já vínhamos nos relacionando de forma digital através de nossas redes sociais. A pandemia está provocando uma aceleração da digitalização dos negócios e isto não será revertido após o término dessa crise”.

Alexandre Zen, ZM: “Percebemos que por força do distanciamento social, criamos novas rotinas de comunicação que poderão ser em parte mantidas para o futuro. As reuniões virtuais, por exemplo, economizam tempo e recursos, podendo ser uma nova forma de contato com os nossos parceiros. Claro que o contato pessoal ainda é indispensável, pois nada substituirá o calor humano e o “olho no olho”, sendo assim feiras e eventos ainda continuarão por muito tempo, sendo importantíssimos, principalmente para os novos negócios e produtos que as empresas pretendem disponibilizar ao mercado”.

hábito e maneiras de fazer acontecerão, garantindo maior consciência de interdependência e colaboração. Assim, poderemos sair mais rápido e de forma consistente desta crise. Afinal, somos mantenedores da cadeia de transporte, importantíssima para o atual momento e para a retomada de toda a atividade econômica no País”.

Wagner Vieira, Tecfil: “A mudança na rotina das empresas imposta pela COVID-19 certamente vai promover transformações na forma como as pessoas fazem negócios e se relacionam. O uso da tecnologia para promover essas interações será mais intenso, bem como os treinamentos online, mas, no momento em que a pandemia estiver superada, os encontros presenciais deverão ser retomados, bem como os eventos e convenções de vendas com as medidas de segurança devidamente implementadas”.

Carlos Abdalla, Bosch América Latina: “Apesar de todos os desafios que estamos vivenciando, é importante destacar também que enxergamos que esse momento é um grande divisor de águas no que se refere à aceleração da transformação digital da indústria e de toda a cadeia automotiva. O que aconteceria daqui há alguns anos, começa a se tornar realidade: os varejos mais tradicionais - com atendimento exclusivo nos balcões - terão que se adaptar a essa nova realidade, as oficinas mecânicas deverão trilhar um caminho com foco no atendimento/ agendamento online, além de passarem a comprar mais através dos e-commerces dos distribuidores, por exemplo”.

Marcelo Sanches, Dayco: “Agregaremos soluções. Nós prezamos e gostamos do contato pessoal, não vemos a hora de poder reencontrar os nossos clientes, sejam nas visitas diárias, nos grandes eventos, ou no ciclo de palestras que havíamos programado por todo o Brasil. O “lado bom” dessa pandemia é que quebramos barreiras e preconceitos. Começamos a utilizar recursos que pouco dávamos atenção e percebemos ainda mais o quanto a tecnologia está aí para nos ajudar. Com certeza, o mundo será outro quando tudo isso passar e eu acredito que será muito melhor, pois estaremos mais conectados e, ao mesmo tempo, valorizando muito mais os laços familiares e de amizade”.

O que mudará no relacionamento

Edison Vieira, DRiV: “Independentemente de todas as ferramentas e tecnologias, o contato presencial é fundamental e determinante em muitas ocasiões. No entanto, acredito que teremos uma nova realidade, alternando formatos virtuais, com mais treinamentos online e lives, por exemplo, e, claro, encontros presenciais quando for necessário compartilhar as informações mais estratégicas para os nossos clientes”.

Amaury Oliveira, Delphi Technologies: “A Delphi

Cesar Costa, Wega: “Estamos passando por um processo novo, de aprendizagem, mas nada vai tirar o contato físico, a visita presencial aos clientes, aos reparadores, aos varejos, mas acredito que o número de reuniões e trabalhos por vídeo vai permanecer, pois assim ganhamos velocidade e encurtamos distâncias. Queremos que tudo isso passe o quanto antes e que todos possam voltar às suas vidas em família, amigos e trabalho”.

Sergio Montagnoli, Nakata: “Acreditamos que, além de novas formas de usar e mais soluções de tecnologia que serão ainda incorporadas ao nosso dia a dia, agora de forma muita mais rápida e intensa, também mudanças de

Carlos Abdalla, gerente de Marketing e Comunicação da Bosch América Latina
Alexandre Zen, CEO da ZM

Daniel Rio, Nidec: “Após este período de quarentena, nós teremos cada vez mais a utilização de atendimentos virtuais, reuniões virtuais e a utilização de vídeos aula. Com relação aos eventos e convenções, penso que num primeiro momento serão cancelados ou postergados, mas isso será momentâneo, retornando a ocorrer em 8, 12 meses após o final da quarentena”.

Ricardo Cesar de Abreu, CVN AutoParts: “Acredito que

por um período de curto e médio prazos evitaremos eventos e aglomerações. O relacionamento pessoal com os clientes, creio que tem que existir, “o olho no olho” jamais será substituído por qualquer meio digital, virtual ou eletrônico. Claro que seremos menos assíduos em um primeiro momento por cautela e medo, e descobrimos que podemos fazer muito remotamente. Mas nada irá substituir o relacionamento pessoal, que hoje é o que todos nós mais estamos sentindo com a quarentena da Covid19: o distanciamento social”.

João Lopes, ZF Aftermarket América do Sul: “Durante esse difícil período, pudemos também perceber que muitas atividades são possíveis de ser realizadas virtualmente sem prejuízo de qualidade alguma. Nesse aspecto é positivo, tanto para nós como para nossos clientes, perceber que se pode dar uma atenção eficiente para certas funções mesmo estando em home office. Isso talvez leve a uma revisão conjunta da forma de interação com os próprios clientes utilizando mais reuniões por meio digital. Porém, não podemos abrir mão da realização de eventos e contatos presenciais. Eles são fundamentais nas ações de qualquer empresa. Para a ZF, é imprescindível sempre ouvir os clientes e estar ao lado deles”.

Rubens Campos, Schaeffler América do Sul: “O comportamento e a maneira de se relacionar sem dúvida vão se transformar, mas acredito que somos flexíveis e podemos sim nos adaptar. É preciso conseguir enxergar oportunidades

Sergio

em situações como essa. Na Schaeffler, acreditamos que manter a comunicação entre as empresas é fundamental. As visitas que fazíamos com frequência aos clientes estão acontecendo pelo computador. Apesar de não estarmos fisicamente perto, estamos juntos. Acho que nossa cadeia de distribuição tem bastante experiência e vai conseguir passar por essa adversidade”.

Montagnoli, diretor de Vendas e Marketing da Nakata
Wagner Vieira, diretor Comercial da Tecfil

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O QUE MUDOU NAS DUAS ÚLTIMAS SEMANAS

o mar revolto em que se transformou o mercado global da indústria automobilística, a palavra “previsão” parece ser proibida. Ter informações robustas sobre o futuro do setor no Brasil é a diferença entre a decisão alinhada ao momento e ajustes cujas consequências poderão custar milhões de reais às empresas. É determinante ter o domínio de informações sobre o comportamento do mercado, com o objetivo de orientar os gestores do setor, uma vez que o planejamento das empresas no retorno às atividades tem por base as decisões de curto e de médio prazos.

São apenas 15 dias desde a última publicação, mas algumas mudanças são significativas: enquanto a grande maioria do mercado acreditava em uma queda de até 90% nas vendas de veículos leves de abril em relação a março e que o fim dos tempos estava próximo, prevíamos uma venda de 43 mil unidades, já que a participação de São Paulo era insignificante devido à queda dos licenciamentos como consequência do fechamento do Detran no estado.

Abril fechou com emplacamentos de 51,4 mil unidades, 67% a menos do que o mês anterior, devido às incertezas com relação à pandemia e aos efeitos do “lockdown” parcial nos principais centros do País. Acredita-se que aproximadamente 15 mil veículos já vendidos deixaram de ser licenciados, majoritariamente em São Paulo, volume este que deverá ser computado às vendas de maio.

Riscos e consequências

* Inviabilização das pequenas e médias empresas - O temor pela sobrevivência das PME’s aumentou consideravelmente nas últimas 2 semanas, uma vez que o fundo de caixa restante está se acabando. Os bancos receiam socorrer empresas que podem quebrar, o que se traduz em aprovações morosas e taxas mais altas – tudo o que o mercado não precisa.

* Postergação das compras de veículos – A segurança necessária para a compra de um veículo novo evaporou, tanto pela descapitalização das famílias quanto pela menor utilização dos mesmos. “Compre agora e pague no ano que vem” tem sido o mote mais frequente das ofertas. Veículos usados, transformados em caixa para pagar despesas, viram seus preços despencarem. As montadoras retardaram seu reinício de operações e trabalharão a venda dos estoques existentes, sem loucuras. Já não se encontram mais exemplos de taxa zero.

* Desemprego – O Programa Emergencial de Manutenção de Emprego e Renda (MP-936/2020) está permitindo que uma parcela do emprego seja protegida com demissão proporcionalmente menor que a redução dos negócios. As demissões ocorrem agora em maio por toda a cadeia e serão informadas nos noticiários. Mantemos sua previsão com a redução de aproximadamente 10 mil empregos nas montadoras e de 20 mil posições nas autopeças.

* Rede de distribuição – De acordo com a Fenabrave, aproximadamente 30% das concessionárias não suportarão passar o mês de maio fechadas. As montadoras e seus bancos vinculados concederam o auxílio que era possível, mas que não resolve o problema. A ajuda governamental na forma de postergação de impostos e oferta de capital de giro deve ser

Apesar de nossas previsões considerarem expectativas econômicas (as quais neste momento carregam grande parcela do imponderável), nossa metodologia ancora os números na evolução de alguns segmentos e na redução das vendas corporativas, ou seja, o peso de vendas a locadoras deverá diminuir enquanto o peso das vendas PCD deverá aumentar.

Nossa previsão de vendas e produção para o mercado de veículos leves está detalhada no quadro abaixo e foi ajustada à extensão do isolamento decretada em vários estados após 15 de abril: Com isso, nossa previsão para o 2º trimestre do ano reflete, agora, vendas de 295,4 mil unidades – uma queda de 45% em relação ao primeiro trimestre de 2020.

O que nos aguarda após o isolamento

Países inteiros tiveram sua mobilidade restringida, mas os efeitos da crise que irão perdurar após a volta da livre circulação das pessoas e veículos farão parte da gestão diária dos executivos do setor automotivo por longo tempo. As consequências na indústria automobilística serão multifacetadas e permanentes, a ponto de a reorganização do setor ser uma nova história a ser contada.

prioridade. Decisões tomadas em abril e implementadas em maio irão separar as empresas que continuam daquelas que ficam pelo caminho.

* Metas regulatórias - Espera-se que haja, por parte do governo, flexibilização na qualificação das montadoras às regulações de eficiência energética e segurança do Programa Rota 2030 e de emissões PL7 e PL8 do Proconve. Achatar a curva das metas para evitar aumento de custos em um momento futuro de recuperação do mercado parece ser razoável. Postergar obrigações regulatórias por até 3 anos como ventilado em abril traria prejuízos imensos tanto à saúde pública quanto à economia.

* Mudança no perfil da venda – As regras de isolamento causaram grande impacto na mobilidade de pessoas e veículos, o que abalou pesadamente o negócio das locadoras cujo business estava alavancado pelos serviços de mobilidade sob demanda. A consequência foi a devolução em massa de veículos aos pátios das locadoras, que irão acelerar as ações de redução de estoque e queda nos preços dos usados. Mostramos como as locadoras participarão menos nas vendas da indústria em 2020.

No entanto, é necessário pensar na nova configuração do mundo pós-pandemia, que está diretamente relacionada à forma como os mercados e as atividades comerciais irão se reestabelecer no “novo normal”.

Continuará a indústria automotiva a ser um polo de desenvolvimento no mundo e quais as consequências para o Brasil? Como ficarão as empresas, os empregos em toda a cadeia de valor, os investimentos e a regulação relacionada à segurança, emissões e eficiência energética? Qual será a vontade política para continuar limitando as emissões de gases de efeito estufa a fim de mitigar o aquecimento global?

Os governos federal e estaduais vieram em socorro ao mercado estendendo prazos de pagamento de tributos. As negociações entre empresas e empregados evoluíram. Porém, as negociações relacionadas a capital de giro entre montadoras e bancos continuavam na pauta ao final de abril. Pagamentos em toda a cadeia continuam escassos impactando, principalmente, as pequenas e médias empresas tanto no fornecimento de componentes quanto de distribuição.

Vagamente, começam a ser sinalizados novos produtos e novos prazos de lançamento, ajustados a esta nova realidade mais lenta e de menor volume. Como um sinal dessa mudança, diminuíram muito as campanhas publicitárias em TV, refletindo os novos tempos de contas mais enxutas.

* Pressão de preços nos veículos “0 km”- A pressão de preços dos usados vai reverberar nos veículos zero em um momento em que as montadoras necessitam repassar em torno de 12% de aumento de preço devido à desvalorização do Dólar, base para commodities e conteúdo importado dos veículos. Mesmo com a lógica da crise nos direcionando a pensar que os consumidores irão procurar veículos de entrada, entendemos que o perfil de compra no Brasil de hoje é completamente diferente daquele de 2013/2014. Em um mercado no qual a venda à pessoa física representou 1,2 milhão de veículos, o perfil do comprador de SUV e com “dinheiro na mão” deverá prevalecer.

* Globalização em xeque – O mundo tem assistido a ações protecionistas de países como Japão, Alemanha e USA que estão patrocinando o retorno de empresas instaladas na Ásia a seus territórios. No caso do Brasil, a atual desvalorização do Real abre oportunidades reais e necessárias à localização de componentes desviados em passado recente principalmente à China e ao México devido à falta de competitividade da indústria local.

A Bright Consulting continuará monitorando os desenvolvimentos da crise do coronavírus diariamente, re etindo no Auto Industry Monitor os impactos nas vendas, produção, estoques, importação, exportação e preços no horizonte dos próximos 6 meses e dos próximos 2 anos. http://www.brightisd.com/

COMBATE À COVID-19

Mercado de pesados se solidariza com a pandemia do novo Coronavírus e cria ações para ajudar colaboradores e comunidade a enfrentar mais essa crise

Não é de hoje que as empresas estão em busca de alternativas para continuar com os seus negócios funcionando normalmente. Na impossibilidade, buscam meios para cuidar da saúde de seus colaboradores, àqueles negócios essenciais que têm permissão para funcionar, e da comunidade, com ações diversas, mas que visam conter a propagação da doença e amenizar um pouco o sofrimento da população, haja vista o crescimento em todo o País do número de casos. Acompanhe agora como isso está acontecendo com as fabricantes e empresas de autopeças no mercado de pesados.

VOLKSWAGEN CAMINHÕES E ÔNIBUS

Ao longo das próximas semanas, a Volkswagen Caminhões e Ônibus vai doar dois mil protetores faciais produzidos em sua fábrica localizada em Resende (RJ) para prefeituras da região, que poderão distribuir a profissionais ligados a serviços essenciais. As entregas devem iniciar na primeira quinzena de maio e vão

se estender até junho. A ação se soma a outros esforços da empresa para apoiar a frente de prevenção e combate ao novo coronavírus no País. A montadora também já doou máscaras de proteção para hospitais do Sul Fluminense e distribui refeições a caminhoneiros nas estradas.

EMPRESAS RANDON

Como parte do esforço coletivo de enfrentamento à Covid-19, as Empresas Randon vêm trabalhando para auxiliar outras instituições, contribuindo com doações que possam atender as necessidades deste momento. Uma dessas parcerias, com a Universidade de Caxias do Sul (UCS), é a produção de ventiladores pulmonares, que reforçará as iniciativas voltadas para o atendimento da população na rede de saúde. A Randon está fornecendo sensores de pressão importados para a montagem de 200 unidades do protótipo. A peça é fundamental para o funcionamento do ventilador pulmonar.

TEXTO: SILVIO ROCHA | FOTO(S): DIVULGAÇÃO
Entrega de doação de sensores - Foto Wagner Dias - Randon

DAF CAMINHÕES BRASIL

A DAF Caminhões Brasil vem realizando uma série de iniciativas para ajudar a comunidade de Ponta Grossa (PR), onde está localizada sua sede, a combater a pandemia de COVID-19. Os esforços da companhia se concentraram em doações para o Sistema Público de Saúde da região, além de auxílio para a confecção de máscaras para a população. A primeira iniciativa consistiu na doação de álcool gel 70% para a UPA Santa Paula. A empresa também está em processo de doação de materiais de proteção individual para o Hospital Universitário da UEPG (Universidade Estadual de Ponta Grossa).

CONTINENTAL PNEUS

Os caminhoneiros, categoria que reúne mais de 2 milhões de profissionais (Consultoria NTC & Logística 2018) no Brasil, deixam a segurança de suas casas para garantir que produtos essenciais continuem chegando aos consumidores. Como agradecimento, a Continental Pneus decidiu utilizar a sua rede de revendas autorizadas no País para oferecer um kit que inclui, além de álcool em gel, água e alimentos não perecíveis, um guia reunindo boas práticas de prevenção. Para retirá-lo, basta passar em uma das lojas participantes nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Pará.

MARCOPOLO

Em mais uma ação para garantir a segurança no transporte coletivo urbano e prevenir o avanço da pandemia de Covid-19, a Marcopolo criou um sistema de divisórias que funciona como uma barreira de proteção para motoristas e cobradores. A Visate, operadora de transporte coletivo urbano de Caxias do Sul (RS), vem testando o sistema em sua frota. O novo sistema de proteção será comercializado em forma de kit. Para possibilitar e tornar mais rápida a sua instalação nos ônibus, a Marcopolo fornecerá o produto para os operadores e proprietários de veículos por intermédio de suas filiais e rede de representantes nacionais.

BR7 MOBILIDADE

A BR7 Mobilidade, nova operadora de transporte público de São Bernardo do Campo (SP), começou no dia 4 de maio a distribuir máscaras de pano, confeccionadas por colaboradores voluntários, para clientes do transporte coletivo. Segundo Milena Braga Romano, diretora executiva da BR7 Mobilidade, o transporte coletivo terá papel fundamental para garantir a retomada das atividades econômicas em todo o País. “Precisamos garantir que o transporte seja um fator determinante no êxito desta nova fase do combate à pandemia e que quem precise utilizá-lo esteja protegido para evitar a propagação do novo coronavírus”, enfatiza.

MERCEDES-BENZ

Em proteção aos seus colaboradores na retomada das atividades, e de maneira inédita entre os fabricantes de veículos comerciais, a Mercedes-Benz construiu um ambulatório de campanha para tratamento específico de funcionários com sintomas do Coronavírus. Instalada na Companhia em São Bernardo do Campo (SP), esta unidade dispõe de leitos, ventiladores mecânicos e outros equipamentos, com cerca de 30 profissionais da área médica. “Essa iniciativa faz parte de uma série de medidas preventivas que tomamos para voltar a produzir no País”, afirma o presidente do Brasil e CEO América Latina, Philipp Schiemer.

ZF Aftermarket

A ZF Aftermarket iniciou uma série de ações de comunicação e segurança voltadas para os seus públicos, especialmente caminhoneiros, mecânicos, balconistas e varejistas, com a finalidade de ajudá-los a enfrentar as dificuldades do período de quarentena. Desde o início de abril, começou um grande trabalho de prestação de serviços aos caminhoneiros que já estão cadastrados no aplicativo TruckPad, parceiro da empresa há mais de um ano, que estabelece a conexão entre caminhoneiros e cargas. Atualmente a plataforma conta com um milhão de downloads e cerca de 400 mil caminhoneiros cadastrados.

MARELLI COFAP AMPLIA OFERTA DE AMORTECEDORES PARA CAMINHÕES E ÔNIBUS

A Marelli Cofap Aftermarket, umas das líderes na reposição de autopeças no Brasil e particularmente no mercado de amortecedores da marca Cofap, amplia o portfólio desse componente para veículos pesados. Responsável por controlar o movimento de distensão e contração das molas com o objetivo principal de manter o contato permanente dos pneus com o solo, o amortecedor é um componente fundamental para a estabilidade, conforto e segurança dos caminhões e ônibus.

KOLBENSCHMIDT (KS) DESTACA NOVOS COMPONENTES PARA VEÍCULOS PESADOS

A Motorservice oferece novas arruelas de encosto, conjunto motor pistão + anel, kits, bronzinas de biela e de mancal para leves e pesados. Em pesados, conta com conjunto motor (pistão + anel) para Agrale, Foton, Volare, Volkswagen e Mercedes-Benz com motorização Cummins 3.8L 16V Diesel Euro 5 (ISF); Iveco de motor 3.9L 16V e 5.9L 24V Diesel Euro 3 (F4AE0481A / F4AE0481C / F4AE0481D / F4AE0681A / F4AE0681B / F4AE0681D / F4AE0681E / F4AE0684C). E bronzinas de mancal, para Iveco, com motorização Cursor 8 - F2 BE 0681.

FAMÍLIA F1: EFICIÊNCIA DOS

MOTORES FPT INDUSTRIAL MOVE O NOVO IVECO DAILY

Referência em sua categoria, o Novo IVECO Daily tem atributos da família F1 da FPT Industrial. Feitos na fábrica da marca da CNH Industrial em Sete Lagoas (MG), os motores FPT F1A, de 130 cv, e FPT F1C, de 150 cv e 170 cv, entregam modernidade à gama do utilitário. A família F1 representa a trajetória de mais de 35 anos da FPT Industrial na produção de motores para veículos comerciais leves. Pioneira com o turbo de geometria variável e a injeção Common Rail, a marca já entregou mais de 2 milhões de unidades da família no mundo.

CENTRO TECNOLÓGICO RANDON LANÇA CTR INNOVATION LAB

Um espaço para o desenvolvimento e a experimentação com objetivo de apoiar as demandas das Empresas Randon e seus parceiros na busca de soluções inovadoras em produto. Esse é o conceito do CTR Innovation Lab, mais novo ambiente da companhia. O espaço de 300 m² é composto por áreas destinadas à cocriação e salas funcionais que acolhem as equipes multidisciplinares de inovação, com o propósito de potencializar a utilização de tecnologias sustentáveis nos produtos do grupo.

TECNOLOGIAS DA WABCO MELHORAM A EFICIÊNCIA DO SEMIRREBOQUE

A WABCO, fornecedora global em sistemas de controle de frenagem, conta com avançadas soluções conectadas e sustentáveis para a eficiência operacional de empresas de transporte e logística. Das diversas tecnologias, com mais de quarenta funções, que integram o Programa Semirreboque Inteligente (Intelligent Trailer Program – ITP), os clientes têm no Brasil mostrado interesse nas funções que contribuem para a segurança, conectividade e eficiência operacional. Os destaques são: SafeStart; Tilt Alert, OptiLevel™, OptiLoad™ e OptiLink™.

DUNLOP E MARCOPOLO S.A CELEBRAM PRIMEIRO FORNECIMENTO DE PNEUS DE VEÍCULOS PESADOS NA AMÉRICA LATINA

A Dunlop Pneus, marca da Sumitomo Rubber do Brasil, e a Volare, uma das empresas da Marcopolo S.A, firmaram parceria para o fornecimento de pneus para os novos veículos produzidos no País. Para a Dunlop, esta parceria significa o primeiro fornecimento de pneus de carga para equipamento original na América Latina. A escolha pela Dunlop mostra que a marca foi testada e aprovada pelo fabricante de veículos de transporte de passageiros, mostrando confiança, segurança e rendimento do produto ante as necessidades da Marcopolo.

CENTRO DE EXPERIMENTAÇÃO E SEGURANÇA VIÁRIA DESTACA REGULAGEM DOS FREIOS DE VEÍCULOS PESADOS

Pode ser caminhão ou ônibus. A maioria dos veículos pesados tem um sistema pneumático para acionamento dos freios e utiliza guarnições (lonas de freio), tambor e cames (eixo) tipo "S" como principais componentes desse conjunto. Como a regulagem desses tipos de freios, na maioria dos casos, é realizada manualmente, o Cesvi Brasil destaca a sua importância. Com o uso contínuo dos freios, existe o desgaste natural das guarnições e da superfície do tambor. Com isso, a folga desse conjunto vai aumentando e o poder de frenagem tende a diminuir.

MERCEDES-BENZ ENTREGA 147 ÔNIBUS URBANOS EQUIPADOS COM TRANSMISSÕES ALLISON

PARA O URUGUAI

A partir de janeiro a CUTCSA (Compañía Uruguaya de Transporte Colectivo S.A.), uma das maiores empresas de transporte urbano do país vizinho, passará a operar 147 novos ônibus Mercedes-Benz OH 1721 equipados com transmissões Allison totalmente automáticas. A empresa uruguaia trabalha com transmissões Allison desde 2010, quando recebeu seus primeiros OH 1518 XBC, de motor

UMICORE

ALERTA PARA

traseiro. O bom resultado obtido dessa primeira experiência evoluiu para a compra dos ônibus OH 1622 L também de motor traseiro.

IMPORTÂNCIA DA MANUTENÇÃO

DO FILTRO DE PARTÍCULAS

NOS VEÍCULOS

DIESEL

Neste período repleto de desafios impostos da pandemia de Coronavírus, o abastecimento de produtos essenciais, como alimentos e remédios, por exemplo, segue normalizado para garantir as necessidades da população. Por conta disso, é essencial que os profissionais de transporte redobrem a atenção sobre os cuidados com o seu veículo. A Umicore, empresa especialista em tecnologias contra emissões tóxicas, alerta para a importância de manter a manutenção correta do filtro de partículas.

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PHILIPS LANÇA NOVA LÂMPADA COM TECNOLOGIA ORIGINAL DE FÁBRICA PARA CAMINHÕES E ÔNIBUS

O segmento dos veículos pesados acaba de ser contemplado com uma nova lâmpada original de fábrica e tecnologia Philips. Já disponível na reposição, a nova Standard Essential 24V traz os padrões de qualidade exigidos por quem há mais de 100 anos é uma das líderes no desenvolvimento de produtos que contribuem com a indústria quando o assunto é iluminação automotiva. A nova lâmpada traz qualidade original da fábrica e, além de certificada pelo Inmetro, é utilizada pela maioria das montadoras em caminhões e ônibus zero quilômetro.

Desenvolvemos o PROJETO FROTAS, que atende às necessidades de abastecimento de produtos originais para o mercado de reposição, promovendo aos seus consumidores especialização técnica, serviços e informações personalizados de acordo com o perfil e necessidade da Frota.

• Fortalecimento da marca e da rede de distribuição

• Geração de demanda de abastecimento

• Homologação de peças junto às empresas de Frotas

• Aumento do market share do Fabricante

• Mapeamento e cobertura de novos mercados

• Relatórios detalhados da capacidade de utilização de produtos junto às Frotas

ANFAVEA, FENABRAVE E ABEIFA APRESENTAM SEUS RESULTADOS DE ABRIL

POR: OTÁVIO ROCHA | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

A indústria automobilística brasileira sofreu uma queda de 99% na sua produção de abril, atingida pela paralisação econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus, informou no começo deste mês a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Segundo seus números, em abril, com quase todas as 65 fábricas paradas, foram produzidos 1.847 veículos entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. Comparando os números de abril com os de março, quando foram fabricadas 189.958 unidades, a redução foi de 99%. Em comparação a abril de 2019, quando foram produzidos 267.561 veículos, a redução do mês passado foi de 99,4%. De acordo com a Anfavea, a fabricação de abril é a mais baixa desde o início da série histórica da indústria automobilística, em 1957.

Os licenciamentos de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus novos no Brasil em abril caíram cerca de 76% sobre o mesmo mês de 2019, para 55,7 mil unidades, informou a Fenabrave. Na comparação com março, o recuo foi de 66%, afirmou a entidade, alertando que mais de 30% das empresas do setor podem "não ter fôlego financeiro para chegar ao final deste mês". A entidade diz ter pedido ao governo federal adiamento no pagamento de impostos e recomendado que os associados negociem junto às montadoras "maiores prazos de pagamento, para veículos e peças, assim como a antecipação de recebíveis". Montadoras brasileiras ainda estão no impasse nas negociações com bancos estatais e privados sobre ajuda ao setor em meio à epidemia do novo coronavírus.

As quinze marcas filiadas à Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, com licenciamento de 750 unidades, assinalaram em abril queda de 64,1% em relação a março, quando foram vendidos 2.090 itens importados. Ante abril de 2019, quando foram vendidas 2.950 unidades, a retração foi de 74,6%. Com esses resultados, o primeiro quadrimestre do ano fechou com caída 24,2%: 7.915 itens contra 10.446 emplacamentos de veículos importados. Para se ter uma ideia, a demanda da entidade observa medidas emergenciais como a redução da alíquota do imposto de importação, atualmente de 35% para 20% e redução também do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), incidente sobre os veículos automotores importados, a fim de estimular o consumo, observando o princípio da isonomia.

INICIATIVAS DE MONTADORAS DE VEÍCULOS,

E DEMAIS EMPRESAS E PROFISSIONAIS NO COMBATE

POR: REDAÇÃO | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

PROMAX BARDAHL

A Promax Bardahl está sediada em Cajamar (SP) desde 1978, onde reúne cerca de 400 funcionários. Destes, 300 são moradores da cidade. Em tempos de pandemia, adaptou parte de seu maquinário para produzir álcool em gel e colaborar no combate ao novo coronavírus. Após destinar o primeiro lote para a proteção de seus colaboradores internos, a empresa procurou a prefeitura para oferecer ajuda à comunidade local.

CONTINENTAL

A Continental realizou a doação de máscaras de proteção facial para profissionais da saúde de Guarulhos (SP), que abriga a sede da empresa no Brasil há mais de 60 anos. A iniciativa contemplou o desenvolvimento e produção local dos equipamentos no modelo face shield, destinados a três polos da rede pública de saúde da cidade: o Hospital Municipal Pimentas Bonsucesso e as unidades básicas de saúde (UBS) de Cumbica e Jardim Álamo.

HIPPER FREIOS

A Hipper Freios iniciou na segunda quinzena de maio a distribuição de 8 mil máscaras de algodão, laváveis e feitas conforme as especificações da Organização Mundial da Saúde (OMS), para contribuir no combate à pandemia do Coronavírus. A ação no mercado nacional reforça uma presença permanente junto à rede de distribuição da marca que já é reconhecida pelos mecânicos e balconistas por fabricar o disco mais vendido no Brasil.

GRUPO RHEINMETALL

O Grupo Rheinmetall, que detém a divisão Rheinmetall Automotive com as marcas Kolbenschmidt (KS), Pierburg e BF, apoia o governo alemão na crise do coronavírus, fornecendo máscaras de proteção respiratória de alta qualidade. Já a unidade KS Gleitlager GmbH converteu uma linha de produção completa para buchas de alta precisão, usadas para válvulas solenóides para a fabricação de equipamentos para unidades de terapia intensiva.

FORD

A Ford anunciou no começo de abril a produção inicial de 50.000 máscaras de proteção facial em suas instalações de Camaçari (BA), e de Pacheco, na Argentina, para equipar os profissionais da saúde que atuam na linha de frente tratando pacientes que contraíram a doença. As máscaras, fabricadas com lâmina de acetato e peças de suporte, fazem parte dos itens de proteção individual mais requisitados por esses profissionais no momento.

PETRONAS LUBRICANTS INTERNATIONAL

Escritórios da empresa em todo o mundo organizam iniciativas para contribuir com os médicos na linha de frente e a comunidade global durante a pandemia de Covid-19. Diante disso, a PETRONAS Lubricants International (PLI) mobilizou seus recursos e expertise para auxiliar serviços de saúde em cinco países ao redor do mundo. Por meio de sua sede na Malásia e repartições regionais na Ásia, Europa e América do Sul, a PLI embarcou em diversas iniciativas.

MOURA

O Grupo Moura, maior fabricante de baterias da América do Sul, promove a doação de 1.200 baterias para garantir o funcionamento de respiradores utilizados no atendimento de pacientes graves do novo Coronavírus no Brasil. Somente em São Paulo, o Hospital das Clínicas (HCFMUSP), vinculado à Universidade de São Paulo (USP), receberá 930 acumuladores elétricos.

PETROBRAS

A Petrobras já realizou cerca de 6,3 mil testes para Covid-19 entre seus empregados, prestadores de serviços e contactantes de casos suspeitos. Desse total, cerca de 4 mil foram testes do tipo rápido, que detectam anticorpos e vêm sendo usados, por exemplo, para triagem dos profissionais antes de início de atividades em áreas operacionais, principalmente em plataformas.

TÉCNICO-MECÂNICO

A crise causada pela pandemia do coronavírus viu na ausência de respiradores para infectados seu maior desafio na luta para combater a violência da doença. No Brasil, técnicomecânico com passagens por marcas como a Renault e por equipes da Stock Car, Arlindo Romero se viu na obrigação de usar todo seu conhecimento técnico para poder auxiliar, e foi assim que surgiu a ideia de criar um respirador utilizando componentes disponíveis no mercado de autopeças.

FABRICANTES DE AUTOPEÇAS

COMBATE À COVID-19

CAOA CHERY

A CAOA CHERY, por meio do empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, Chairman da CAOA, vai doar mais de 118 mil itens de proteção individual, entre luvas, macacões, jalecos e óculos em contribuição ao combate à pandemia da COVID-19 no País. Também serão disponibilizados respiradores e outras seis milhões de máscaras médicas da mais alta qualidade.

DELPHI TECHNOLOGIES

A Delphi Technologies, uma das líderes em gerenciamento de motores, deu início em 27/04 a uma ação solidária para arrecadação de mantimentos para a CUFA (Central Única das Favelas) e para o Lar Betel, em Piracicaba (SP), cidade em que está localizada sua fábrica no interior paulista. A iniciativa visa contribuir com doações para as famílias mais afetadas pela crise provocada pelo coronavírus e dar suporte à comunidade local.

PIRELLI

A Pirelli doou oito mil pneus para equipar as ambulâncias, os veículos de assistência pública sanitária e os meios de socorro utilizados pelas estruturas e pelas instituições empenhadas no combate à Covid-19. O fornecimento de pneus será distribuído de forma proporcional tendo em vista a população de todos os três estados em que a empresa conta com unidades produtivas: São Paulo, Bahia e Rio Grande do Sul.

LAQUILA

A Laquila Peças, uma das empresas líderes do mercado de motopeças na AL, realizou a doação de três toneladas de alimentos e milhares de máscaras de proteção para projetos de auxílio à população carente durante o enfrentamento ao coronavírus. Os itens foram destinados a três projetos que atuam em Curitiba (PR) e região: Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar), Juntos Somos Mais Fortes e Associação de Moradores da Vila Zumbi dos Palmares.

GENERAL MOTORS

Para ajudar na desaceleração do contágio e se preparar para um retorno gradual e seguro da sua produção, a empresa está investindo na produção de máscaras de proteção que está alocada na área de montagem de protótipos do Complexo Industrial de São Caetano do Sul (SP). Além disso, lidera uma força-tarefa de conserto

de respiradores no Brasil promovida pelo Ministério da Economia.

CLARIOS

A Clarios, uma das líderes globais em soluções inteligentes de armazenamento de energia e produtora das baterias Heliar, fez em abril a doação de mais de três toneladas de alimentos para comunidades carentes em todo o Brasil, a fim de minimizar os impactos causados pelo isolamento social, que tem afetado diversas famílias. A Clarios organizou essa ação solidária diante da pandemia do Coronavírus.

ZM

Para auxiliar o combate à Covid-19, provocada pelo novo coronavírus, a ZM em parceria com o Centro Universitário de Brusque (UNIFEBE), e com a organização do projeto através do Dr. Humberto Fornari, Psiquiatra e Anestesiologista na Maternidade e Hospital Evangélico de Brusque, está produzindo máscaras para proteção de médicos e enfermeiros que trabalham na linha de frente com pacientes infectados.

RANALLE

"A Ranalle entende que estamos passando por um momento muito delicado e que precisamos nos unir para o combate à Covid-19. O nosso objetivo é colaborar com a saúde daqueles que precisam sair para trabalhar. Por isso, estamos doando as máscaras (5 mil no total) para nossos clientes, lojas de autopeças e oficinas mecânicas, com a certeza de que estamos ajudando a prevenir a transmissão do vírus", diz Letícia Ranalle, coordenadora de Trade Marketing.

TOYOTA

A Toyota apoia as autoridades no combate ao novo coronavírus ao integrar uma rede de empresas voluntárias para a manutenção de cerca de 3.600 respiradores destinados ao tratamento de pacientes com a COVID-19. Após o período de treinamento e capacitação de 12 colaboradores, realizado pelo SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), a empresa está apta para receber mais equipamentos e colaborar ainda mais com a iniciativa.

CAUPLAS CELEBRA 10 ANOS DE BRASIL

Balcão Automotivo conversa com Mayara Novaes (foto), administradora da empresa no País, que fala sobre o tempo no Brasil e os planos futuros

| POR: REDAÇÃO | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

ACauplas iniciou suas atividades em 1982, criando misturas químicas de borrachas para fornecer às montadoras Renault e Fiat na cidade de Córdoba, na Argentina, onde se estabelece a matriz empresarial. E na busca por melhorar os processos e a fabricação, a Cauplas passou a renovar seu parque industrial, adquirindo equipamentos com tecnologia de ponta e produzindo componentes automotivos de alta confiabilidade, tanto que todos os seus produtos possuem certificações de qualidade ISO 9001, e outras, assim como são ganhadores de diversos prêmios de qualidade.

“A empresa fabrica peças moldadas, tubos e mangueiras de fôrma, tecido tricotado, espiralado, trançado de baixa e meia pressão, para indústrias automotivas, agropecuárias e alimentícias. Para se ter uma ideia, a fabricante possui pontos de distribuição em seis países e produção em três deles, como o Brasil, onde busca a consolidação da marca e tomar posição como uma das líderes em mangueiras automotivas em padrão de originalidade e protocolos de fabricação exigidos pelas montadoras mais conceituadas no mercado”, diz enfática Mayara Novaes, administradora da Cauplas Brasil.

No Brasil, a empresa fica estabelecida no Alto do Tietê (SP), com grande estrutura, possuindo além de um centro de distribuição de peças importadas, fabricação própria, garantindo aos seus clientes mangueiras automotivas com fabricação nacional de alto padrão de qualidade e confiabilidade. “A empresa possui ainda a linha mais completa do setor de mangueiras automotivas, com mais de 7.500 itens em seu portfólio, por isto, pode garantir ao seu cliente encontrar tudo em um único fornecedor”, conta ela satisfeita.

E para se ter uma ideia do seu crescimento, “no Brasil, a empresa possui a sua estrutura fabril, que recebeu em sua nova planta equipamentos e maquinários com a máxima tecnologia, onde, unidos a uma equipe capacitada

e motivada, ostenta recordes de fabricação, empregando excelência absoluta e um crescimento sólido e contínuo. Do mesmo modo, sua capacidade de estoque aumentou consideravelmente, o que justifica o exemplar atendimento de seus pedidos, em volumes crescentes e consolidando a política de satisfação implementada neste ano”, completa a administradora.

Portfólio de produtos

A respeito da linha de produtos, como dito, a empresa possui atualmente a mais completa linha de mangueiras automotivas do mercado, garantindo a seus clientes e distribuidores a comodidade em adquirir de um único fornecedor. Com empresa estabelecida no Brasil há mais de 10 anos, inclusive com fabricação nacional, possuindo uma reputação ilibada e um invejado histórico de pós-venda, os clientes Cauplas podem revender os produtos como itens de primeira linha, ao mesmo nível de uma peça conhecida como sendo original, com procedência, qualidade e garantia de fábrica.

A respeito dos lançamentos apresentados neste início de ano, “a empresa desenvolveu 86 novos itens apenas nos primeiros dois meses de 2020, dos quais, 33 deles, são exclusivos, demonstrando seu compromisso em manter a maior e mais completa linha de mangueiras automotivas no mercado, sempre atenta aos lançamentos e tendências,

com uma equipe treinada e competente para enxergar os avanços no segmento. Assim, vem investindo fortemente na linha pesada, ampliando seu portfólio, em tecnologia na produção de mangueiras de silicone”, diz Mayara.

Em razão disto, a Cauplas Brasil conta com mídias efetivamente responsáveis e que garantam ao público a melhor informação, como a exemplo esta revista tão importante. “A marca Cauplas estará presente nos mais diversos meios de informação, inclusive, estará cada vez mais visível em feiras e eventos para que o consumidor possa ter a informação necessária e que garanta a ele a melhor escolha. Nesta mesma senda, a empresa busca a capacitação de sua equipe, que constantemente tem em vista otimizar as relações com nossos clientes e tornar ainda melhor tais experiências”, conta a administradora.

“A empresa ostenta crescimento nas vendas de 17% em relação ao mesmo período anterior, o que reflete a política comercial implementada e a nova planta de fabricação nacional, assim como a implantação de um estoque de segurança para a melhoria contínua nas entregas, com prazos cada vez menores e preços mais competitivos. Com o atual quadro, a Cauplas Brasil passou a consolidar sua posição no mercado automotivo brasileiro com a expansão da marca em território nacional, investindo em mais tecnologia na fabricação local e ampliando assim seu setor fabril”, finaliza ela.

DE COMPONENTES

LINHA

CADERNO BALCONISTA

NESSE MOMENTO,

A COMUNICAÇÃO

TRANSPARENTE É FUNDAMENTAL

Uma das principais ferramentas para manter a equipe motivada, internamente ou a distância

TEXTO: KARIN FUCHS | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

OContribuindo para o aprimoramento do profissional do varejo de autopeças

mundo está vivendo um momento sem precedentes e cada vez mais é fundamental o papel dos líderes em manter as suas equipes motivadas e mais seguras, como os gerentes de vendas. Para isso, o primeiro passo é uma comunicação eficiente e transparente, se colocando também no lugar deles.

A primeira dica de Milton Camargo, sócio do Grupo Empreenda, é estar perto dos seus liderados, presente no dia a dia, mesmo com a distância física. “O líder precisa se colocar à disposição, dar o apoio e o suporte necessários. Tem pessoas que estão muito impactadas, têm familiares que perderam a renda ou alguma pessoa querida. Estamos em um momento bastante crítico. O líder precisa mostrar o real interesse no contexto em que os colaboradores estão vivendo”.

Até porque ele é um espelho. “O poder do exemplo do líder é muito forte para manter a sua equipe motivada. A questão do propósito entrou muito na moda, mas eu sempre acreditei muito em trazer as pessoas para um objetivo em comum, nem que seja momentâneo para daqui dois ou três meses. Ter clareza no que se espera das pessoas é muito importante, bem como o alinhamento das expectativas. Estar próximo, olho no olho, mesmo que seja virtualmente, é a forma que temos para manter a equipe motivada e saber como as pessoas estão vivendo esses dias”, afirma Camargo.

Do outro lado, ele lembra que os próprios líderes estão enfrentando esse momento difícil e que precisam de apoio. “É importante também eles compartilharem os seus anseios,

as pessoas se identificam com seus líderes. No fundo estamos tratando com os sentimentos das pessoas. É se expor de forma positiva para que as pessoas baixem também um pouco a guarda”.

Outra dica de Camargo é compartilhar informações. “O líder tem que ter transparência, aliás, nesse momento a transparência é fundamental em todas as relações. Há os que não conhecem a realidade da empresa, os números e o que está acontecendo. Ele tem que se apropriar dessas informações para compartilhar com os seus colaboradores. Dessa forma, ele consegue mostrar também para as pessoas que estão com dúvidas, medos e receios, o que é natural, que existem oportunidades”.

Sócio-diretor do Grupo Bridge, Celso Bridge Teixeira Braga compartilha da mesma visão de Camargo. “Para liderar equipes em tempos de pandemia é preciso estar próximo com uma rotina de comunicação, como, por exemplo, ligar para dois ou três colaboradores, fazer reuniões de grupos ou conversar individualmente. Na primeira parte da conversa, saber como estão a pessoa, a sua família e o seu entorno. Um “truque” para ter essa abertura é o líder falar de si mesmo e compartilhar o que está sentindo”.

Na segunda parte da conversa, o foco é o profissional. “Questione o colaborador o que pode ser feito para manter o negócio, aumentar as vendas e como se preparar para o pós-pandemia. Claro que se ele tiver uma visão distorcida da realidade, algo que não faça sentido, diga que pensará sobre ela, mas que você pensa diferente e no que ele deve focar

CADERNO BALCONISTA AUTOMOTIVO

nesse momento”. O papel do líder é dar as diretrizes do que há para ser feito.

“O que ele espera do liderado, escutando as suas ideias e dizendo que irá aproveitá-las em um momento oportuno. Isso dá uma tranquilidade para a pessoa, pois ela não tem que ficar pensando em como lidar com a situação. Isso pode ser feito tanto com o colaborador que está na empresa como também com os que estão remotamente. Sempre apoie os seus colaboradores e divida as diretrizes nesse momento”, acrescenta.

Camargo alerta sobre alguns erros que o líder não pode cometer. “A primeira coisa é se esconder, o momento não

permite que você faça isso, que fique em cima do muro ou que não seja transparente, como também não permite que você faça uma coisa e aja de outra forma. Se fizer isso, você perde a sua relevância como líder. É o momento de praticarmos muito a empatia, ser solidário, mas não complacente. O líder tem que ter bom senso na forma de cobrar a equipe, de definir produtividade e resultados, compatíveis com a realidade que estamos vivendo”.

Ainda de acordo com ele, perceba a essência dos colaboradores. “É um momento em que muitos talentos que estavam desapercebidos florescem e aqueles que talvez você apostasse não estão despontando tanto assim. O importante também é enxergar o grau de estresse que cada uma das pessoas está vivendo, para poder ajudá-las. E desapegar, pois o mais importante enquanto líder é você desenvolver pessoas melhores do que você”.

Braga sugere também que sejam criados grupos de ideias. “Deixe os colaboradores sugerirem ideias, elas podem ser filtradas e traduzidas em pequenas alterações e alternativas no cotidiano da empresa”. E que o próprio líder cuide de si mesmo e não apenas da sua equipe. “Procure alguém com quem você possa compartilhar o que está sentindo, isso tranquiliza, pois mostra que as pessoas estão vivendo coisas muito parecidas”.

Apoio total

André Franco, CEO do Dialog, ferramenta online que

funciona como um canal de comunicação interna para as empresas, como se fosse uma rede social para gerar maior engajamento e facilitar a comunicação interna com os colaboradores, dá várias sugestões para os líderes se aproximarem dos colaboradores, a partir da ferramenta que é utilizada em grandes varejistas.

“O que tem feito sentido para eles é uma comunicação maior e mais constante com os seus colaboradores, para eles saberem o que a empresa está fazendo e planejando em relação a essa nova realidade, em que os colaboradores estão inseguros, não sabem se serão demitidos, se continuarão com a empresa e o que farão agora como daqui em diante, sabendo que a vida não será mais a mesma”.

Milton Camargo, sócio do Grupo Empreenda
Celso Bridge Teixeira Braga, sócio-diretor do Grupo Bridge

36 CADERNO BALCONISTA AUTOMOTIVO

O propósito é a aproximação. “Nós estamos percebendo que essa comunicação direta, que até então não existia, está fazendo a diferença. Normalmente, os varejistas faziam uma comunicação para o gestor da loja que replicava as informações. Agora com as pessoas em casa e a perda do contato físico, tem que ter uma ter transparência e uma proximidade maior”.

Por outro lado, há uma preocupação das empresas se a comunicação está fluindo diretamente, se o colaborador está recebendo-a e se ele está entendendo a mensagem. “Nós ajudamos as empresas a garantir a eficiência dessa comunicação e medir se ela funciona bem. Como o Dialog é um canal direto delas com os colaboradores (via aplicativo), a empresa dispara alertas, ela sabe quem viu e quem abriu, e assim conseguimos medir”.

De maneira geral, Franco sugere que a comunicação com os colaboradores seja feita diariamente, no início do dia. E também nesse momento de pandemia suas ações podem ajudá-los. Uma delas é o que ela chama de pílulas de informações para trabalharem a saúde mental. “Não apenas informações frias do que está acontecendo, mas também, pequenos vídeos motivacionais”.

A segunda é a questão financeira. “Há muitas pessoas que não estão perdendo o emprego, mas alguém da sua família certamente está e isso abala a saúde mental da pessoa. O que temos feito é levar serviços financeiros para a contratação de crédito com juros mais baixos do que os praticados pelo mercado, através de parcerias com empresas de crédito para contratação 100% online”.

Ele lembra que muitas empresas têm um acordo de crédito consignado com os bancos em que elas trabalham, mas nem sempre o colaborador sabe disso ou é tanta burocracia para consegui-lo que nesse momento fica inviável. O que é uma alternativa com a contratação 100% digital.

A voz do gestor

Sócio-diretor da rede de franquias Orthodontic, Fernando Massi comenta que em momentos de crise a responsabilidade pesa duas vezes mais do que em tempos normais, e aproveita para compartilhar alguns de seus aprendizados como líder empresarial. “A primeira dica é ser transparente. As pessoas já sabem que a situação não está favorável e quando não há clareza sobre a situação abre-se margem para que a equipe passe a pensar que o pior pode estar acontecendo nos bastidores”.

O primeiro passo é explicar para onde a empresa está caminhando e quais medidas vêm tomando para vencer a crise. “A confiança entre gestores e time é a base para o desenvolvimento de uma consciência coletiva determinada a buscar novas soluções para o negócio. Na mesma linha de raciocínio, é fundamental ser coerente em relação às palavras e aos atos”.

Ele destaca que a famosa frase: “faça o que digo, mas não faça o que eu faço” jamais se aplicará em um ambiente profissional saudável. “Um discurso bem alinhado entre líder e equipe é poderoso e pode ir além do escritório, afetando ou não a imagem institucional e a visão do público externo sobre a empresa.

Quando a organização mantém os seus compromissos, adotando uma comunicação transparente com seu público interno, a relação com os clientes também será influenciada positivamente. O resultado será a sua fidelidade, essencial para uma retomada pós-recessão”.

Em um momento como este, Massi ressalta que o gestor também precisa ser protagonista. “Você já deve ter escutado que uma equipe é o reflexo do seu líder. Assim, quando o gestor tem atitudes proativas, executa tarefas que poderiam ser feitas por subordinados e mantém uma perspectiva otimista, com certeza será uma inspiração para os colaboradores”.

De acordo com ele, o líder deve estar preparado para o agora, com um planejamento de gestão considerando medidas emergenciais (curto prazo), mas sem esquecer da visão macro. “Nesta ótica, elabore uma estratégia de recuperação, com ações em médio e longo prazos, isso será o diferencial quando a empresa se reerguer”.

Nesse momento que estamos vivendo, ele diz não é fácil o líder manter o equilíbrio emocional, por isso, a dica que ele dá é investir algumas horas na busca de autoconhecimento. “Será esta capacidade que possibilitará ao líder manter a serenidade, controlar a ansiedade e não transmiti-la à equipe, proporcionando um clima tranquilo, ainda que cheio de dúvidas sobre o futuro, e potencializando a tomada de decisões assertivas em todos os níveis”.

Exemplos de ações

Na empresa liderada por Ariane Marta, a Brascont Contabilidade, ela cita algumas ações que fizeram junto aos colaboradores para minimizar esse período de pandemia. A começar pelo envolvimento dos colaboradores. “Para quem está suspenso, nós estamos fazendo reuniões virtuais para eles saberem o que está acontecendo, ficarem mais seguros

e não se sentirem excluídos. É importante para quem está em casa participar de algum encontro”.

Para os colaboradores ativos, encontros gerais e de setores são realizados, e também foi feita uma pesquisa para analisar como os colaboradores estão em casa, se o ambiente lhes permite trabalhar e se eles têm equipamentos para isso. “Isso foi muito importante, pois tinham coisas que nem imaginávamos. Como um colaborador nosso que estava trabalhando em um banquinho de plástico, sem condições”.

Também os colaboradores recebem boletins periódicos com informações sobre o mercado, os clientes e o que a empresa tem feito em termos de planejamento para os próximos meses para eles se sentirem mais seguros.

Internamente, foi preciso adaptar a tecnologia. “Mudamos o sistema de telefonia e o sistema de reunião para ficarmos online”.

Para os que têm filhos, Ariane Marta conta que foi feita uma parceria com um dos seus clientes que tem uma empresa de brinquedos. “Nós conseguimos um cupom de desconto e esse cliente também tem uma plataforma que ajuda os filhos dos colaboradores a ficarem mais entretidos e deixarem os pais trabalhar”.

Na parte de saúde e do emocional, ela buscou informações do convênio de saúde para saber quais são os protocolos, os procedimentos, se ele tem telemedicina, por exemplo, para passar as informações aos colaboradores. E por uma parceria com uma coach psicóloga, grupos de 4 ou 5 colaboradores são atendidos semanalmente. “Eu não participo dessas reuniões, mas temos funcionários que moram sozinhos e não é fácil ficar 100% isolado, isso também é uma preocupação. Agora, estou buscando hobbies em comum entre eles para promover interações de forma online, que não sejam associadas ao trabalho”, conclui.

NA LINHA DE FRENTE COM OS COLABORADORES

Desde julho de 2008, Renato Akio Yonekura é o gerente da unidade do Koga Koga Auto Peças, da Avenida do Oratório, em São Paulo (SP). Com uma equipe de 26 colaboradores diretos, sendo que a equipe voltada para vendas é composta por 9 colaboradores, ele conta que a sua equipe sempre foi muito unida e motivada. “Agora, com a pandemia, todos estão cuidando uns dos outros com mais apreço e responsabilidade, respeitando o distanciamento e todas as recomendações de higiene pessoal e coletiva”.

Ariane Marta, da Brascont Contabilidade
André Franco, CEO do Dialog
Fernando Massi, sócio-diretor da rede de franquias Orthodontic

CADERNO BALCONISTA AUTOMOTIVO

A empresa fornece todos os equipamentos de segurança, como os EPIs e instalação de proteção acrílica nos pontos de venda e no balcão de garantia. “E conscientizando a todos de que estamos passando por uma fase crítica, mas que unidos conseguiremos atravessar a tempestade com muita tranquilidade”.

Do lado emocional, ele diz que todos estão muito inseguros, pois a cada dia aumentam as notícias negativas em relação à covid-19. “Em primeiro lugar, afastamos todos os colaboradores com perfis de risco maior, seja abatendo o banco de horas, antecipando férias e, em último caso, fazendo a interrupção temporária de contrato de trabalho. O Koga Koga persegue sempre o lema “qualidade e preços

baixos “, mas um dos pilares é sempre o cuidado e a valorização de todos os colaboradores da empresa, desde a base até o topo”.

Ele informa que é essa a conscientização que estão tentando passar para todos os colaboradores para que possam estar emocionalmente equilibrados e seguros num momento muito turbulento nas nossas vidas. “Todos eles sabem que têm a retaguarda necessária da empresa. Cada um tem um problema, uma necessidade, mas dentro do possível vamos nos ajudando e resolvendo as devidas necessidades individuais e coletivas”.

Para finalizar, ele deixa uma mensagem: “Tudo vai passar e sairemos mais fortes deste episódio. O mais importante é sabermos nos adaptar para o nosso “novo normal”, nos reinventando, achando soluções em equipe, atendendo os nossos clientes com mais qualidade e dedicação, criando novos canais de vendas/distribuição e interação com os clientes. Bem como administrar bem o fluxo de caixa, o controle de estoques para nossa nova realidade e dar bastante importância para o feedback dos nossos clientes internos e externos, sempre tendo em vista preservar a segurança de todos clientes e colaboradores”.

Alexandrino Alves da Silva Junior trabalha na Jocar, em São Paulo (SP), há um bom tempo. Ele foi coordenador da loja da Lapa e, desde março deste ano, lidera uma equipe de balcão com seis vendedores na unidade de Pirituba. Nesse momento de pandemia, ele diz que o importante é

o controle geral para manter a qualidade do atendimento e colocando os cuidados pessoais de higienização adequados com as recomendações da Secretaria da Saúde.

“Somos seres humanos que tememos as consequências da contaminação, tomamos todos os cuidados como o uso de máscaras, mantendo o distanciamento dos clientes e orientando-os sobre o uso das máscaras e do álcool em gel”. E como um líder de equipe, ele diz que isso irá passar.

“Deus é fiel, tudo passa, e como no início do mundo o dia vai chegar ao fim. Mas esse não é o momento de desespero e sim de unimos para nos manter saudáveis e com empregos. A medicina está muito avançada, devemos fazer a nossa parte nos protegendo e tendo fé em Deus”, conclui.

Alexandrino Alves da Silva, da Jocar, de São Paulo (SP)
Renato Akio Yonekura, da Koga Koga, de São Paulo (SP)
“Somos insignificantes. Por mais que você programe sua vida, a qualquer momento tudo pode mudar”. Ayrton Senna

MUDANÇA DE HÁBITOS

Disse-me um amigo de longa data: “sabe...aquela velha opinião formada sobre tudo? Pois é! Mudei. Agora posso me considerar uma “metamorfose ambulante”.

As consequências da pandemia do novo coronavírus nos fizeram olhar para outras formas, já conhecidas, de fazer as coisas, portanto, “Eu quero dizer: agora o oposto do que eu disse antes”.

Relação trabalhista

“Nunca me vi trabalhando em home office, entretanto, nesse momento de distanciamento social, a empresa onde trabalho adotou esse sistema de trabalho. Estou há um mês exercendo as minhas atividades laborais em casa e percebo que essa possibilidade mais flexível de trabalho é bem interessante”.

Cursos

online

“Sempre fui muito resistente a fazer cursos online. Acreditava que o curso presencial proporcionava um maior aprendizado. Nesse período de quarentena, aproveitei para fazer alguns cursos em plataformas digitais e cheguei à conclusão de que, na impossibilidade de realizar um curso presencial, o

Delivery

“Diariamente eu saía para almoçar em algum restaurante, diferente da maioria dos meus colegas de trabalho que optavam pelo serviço delivery. Por conta do distanciamento social, utilizei o delivery algumas vezes e pude perceber o quanto esse serviço é prático e eficiente. A partir de agora, pelo menos nesse período de pandemia, vou considerar a possibilidade de utilizar o serviço de delivery, por ser a opção mais conveniente no momento”.

Compras digitais – e-commerce

Sabe aquela história de São Tomé: “Só acredito vendo?”

“Minhas primeiras compras digitais aconteceram nesse período de quarentena. Comprei uma smart tv, que chegou no prazo previsto e exatamente da forma que eu queria. Precisei, também, comprar uma peça para o meu carro e, mesmo bastante receoso por se tratar de um tipo de produto muito técnico, optei por uma compra digital e não me arrependi. Antes eu não abria mão de ir diretamente em uma loja, olhar o produto, pegar, testar, enfim. Daqui pra frente, sempre vou considerar a possibilidade de fazer uma compra digital, pois experimentei e gostei”!

Lives

“Nunca achei uma boa ideia assistir, por TV ou internet, lives de conteúdos profissionais ou shows musicais de meus artistas preferidos. Na impossibilidade de realizar shows ao vivo, lives se tornaram a principal alternativa, tanto para os artistas como para os profissionais das mais diversas áreas de atuação. Durante esse período assisti a algumas lives, em especial, a live promovida pelo Balcão Automotivo. O tema foi sobre o e-commerce e acabou por me motivar a realizar as compras digitais que citei anteriormente”.

“Tudo muda o tempo todo no mundo”. (Lulu Santos)

É tempo de enfrentamento. Momento de encarar novos desafios; tempo de enfrentar nossos medos e tudo aquilo que nos impede de conquistar nossos objetivos e metas por conta dos paradigmas e das crenças limitantes, que por vezes nos impõem verdades absolutas, verdades essas que podem ser trabalhadas e encaradas de forma que possamos considerar outras possibilidades, outros caminhos para seguirmos em busca dos nossos sonhos.

curso online torna-se uma boa opção”.
Texto: Valtermário de Souza Rodrigues* Foto(s): Divulgação
*Analista Administrativo Sênior da Distribuidora Automotiva S/A – Filial

QUALIDADE

É ESSENCIAL EM MOMENTOS DE CRISE

| POR: INGO PELIKAN E ALEXANDRE XAVIER* | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

forma mais consagrada globalmente para o consumidor identificar se produtos –independentemente do setor da economia – atendem a qualidade mínima, com referência em legislações e normas técnicas, é a chamada certificação da qualidade, cuja relevância é grande para todos, inclusive, em cenários adversos como o de pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Para o IQA – Instituto da Qualidade Automotiva, a importância da certificação não diminui neste momento, pelo contrário. A lógica de cada organização deve ser como manter as certificações dentro das condições necessárias, em alinhamento com as medidas recomendadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para conter a propagação do vírus.

A certificação representa para o consumidor a garantia de segurança e qualidade e para a empresa

o compromisso com a responsabilidade social e a preservação do meio ambiente, associados ao senso de preparação para o momento de retomada que, com certeza, virá com força, como normalmente ocorre depois de toda crise mais pesada.

Se realizada de maneira adequada por parte de um organismo de certificação competente e autorizado pelo órgão regulador do produto em questão, a certificação da qualidade assegura ao consumidor o direito inerente de usufruir de um produto que possui controle perceptível ou não nas áreas de saúde e segurança direta e de terceiros.

Dessa maneira, a certificação deve ser objetivo prioritário de todos os países para o bem-estar da sociedade, uma vez que é medida direta para o

desenvolvimento e a força de uma nação na economia, o que influencia a qualificação dos profissionais, a competência das organizações e os níveis de fiscalização e controle aplicados, assim como a própria consciência do consumidor.

Está em desenvolvimento no Brasil um novo modelo regulatório. Caso desenvolvido de forma adequada, com a participação do governo, indústrias, comércio e serviços – incluindo os organismos de certificação, o novo modelo trará grandes avanços ao País com a modernização necessária para a ampliação da competitividade das organizações.

*Ingo Pelikan é presidente do IQA – Instituto da Qualidade Automotiva e gerente sênior de Gerenciamento de Fornecedores da Mercedes-Benz; e Alexandre Xavier é superintendente do IQA

MOBILIZAÇÃO PELA LIBERAÇÃO DE INFORMAÇÕES TÉCNICAS PARA REPAROS DOS VEÍCULOS

| POR: ANTONIO FIOLA* | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

Omundo não será o mesmo, pelo menos para a reparação de veículos no Brasil. As oficinas independentes praticamente há três décadas têm buscado soluções junto às montadoras de veículos e mesmo junto à ANFAVEA (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), para uma liberação gradual e responsável das informações técnicas dos veículos automotores para realização de reparos, dando assim o direito de livre escolha dos consumidores quanto ao local da manutenção de seus veículos, ou seja, na rede de concessionárias ou na rede independente.

A telemetria e os últimos acordos automotivos que impactam os países sul-americanos têm trazido algumas preocupações que alertaremos aos consumidores dos riscos de ficarem reféns de um único local para realizarem a manutenção de seus veículos. Quem são estas marcas?

Logicamente temos notado alguma liberação gradual de informações técnicas por parte de algumas montadoras, mas longe de atender a real necessidade. Podemos afirmar, por exemplo, que as marcas japonesas ainda são muito fechadas e sequer mantêm algum diálogo, mas o pior de tudo isto é que estas poucas liberações estão sempre vinculadas ao interesse comercial de suas autopeças junto à sua rede de concessionárias, sem qualquer viés de relação

ao bem-estar dos consumidores, na sua comodidade. Há aquelas marcas que simplesmente se fecham como citadas acima sem ao menos conhecer que seu parque circulante não está sendo atendido na totalidade por sua rede e com simples indicadores: quantidade de veículos vendidos, quantidade de concessionárias e tamanho do território brasileiro. Como ficam estes consumidores?

Atenta a esse problema, as instituições patronais da reparação de veículos da Argentina, Brasil e Uruguai se mobilizaram para mudar essa situação junto à OMC – Organização Mundial do Comércio, visto que as autoridades brasileiras, argentinas e uruguaias, sempre que foram acionadas, pouco fizeram a respeito.

Desta forma, as entidades destes três países se alinham aos responsáveis e valorosos esforços de entidades congêneres dos Estados Unidos e Europa na busca pela livre escolha dos consumidores no local de manutenção de seus veículos.

Aqui no Brasil, desde 1990, com a abertura do mercado brasileiro, a introdução de novas tecnologias incorporadas aos veículos têm sido uma constante, não obstante o governo brasileiro por meio de suas políticas automotivas não tem contemplado com clareza as regras do aftermarket,

tendo apenas participações tímidas e inconclusivas como foi no caso da certificação compulsória de autopeças, ou mesmo, questões estritamente relacionadas à produção e não de pós-vendas, deixando um ambiente que já era ruim com a Lei nº 6.729 de 28/11/1979 e melhorada timidamente com a Lei 8.132 de 26/12/1990, pior por não contemplar os anseios de uma nova sociedade, ávida por liberdade de escolha, de opções.

É relevante ressaltar o importante papel da rede de concessionárias para o bom funcionamento desta engrenagem da cadeia de valor, assim como suas responsabilidades no que tange à garantia do produto. No entanto, os pleitos nestas últimas três décadas tiveram a sensibilidade de respeitar os espaços e responsabilidades de cada um, ficando claro que o consumidor jamais aceitaria ficar retido por qualquer imposição, mesmo as tecnológicas como vemos fortemente hoje, mas sim pela excelência no atendimento, qualidade, pela oferta e prestação de serviços.

*Presidente do Sindirepa-SP (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo) e Sindirepa Nacional (Associação de Entidades Oficiais da Reparação de Veículos do Brasil)

INFORMATIVO

DO SINDICATO DO

COMÉRCIO VAREJISTA DE PEÇAS E ACESSÓRIOS PARA VEÍCULOS NO ESTADO DE SÃO PAULO

Com prorrogação da quarentena, Sincopeças-SP, Andap e Sicap pleiteiam alinhamento do rol das atividades essenciais em todas as instâncias do Poder Executivo

Com a prorrogação da quarentena em todo o Estado de São Paulo até o dia 31 de maio, anunciada pelo governador João Doria (PSDB) em 8 de maio, o Sincopeças-SP, a Andap e o Sicap encaminharam ofício ao Governo do Estado e às Prefeituras Municipais do Estado pleiteando o alinhamento do rol das atividades essenciais abarcadas pelos Decretos dos Poderes Executivos Federal, Estadual e Municipais, com objetivo de proporcionar segurança e consolidação da isonomia jurídica para este tema.

Em 29 de abril, o Diário Oficial da União publicou o Decreto 10.329, de 28 de abril de 2020, que incluiu a comercialização de autopeças e pneumáticos na lista das atividades essenciais do comércio no País.

Por seu lado, o Governo do Estado de São Paulo, através dos Decretos nº 64.865 de 18/03/2020 e nº 64.881, de 22/03/2020, recomendou que as lojas de autopeças preservem suas atividades internas que não envolvam atendimento presencial ao público, mantidos fechados os acessos ao interior do estabelecimento.

Da mesma forma, a Prefeitura do Município de São Paulo, através dos Decretos nº 59.285 de 18/03/2020 e nº 59.383, de 28/04/2020, suspendeu o atendimento ao público das lojas de autopeças, destacando que a atividade interna pode continuar normalmente e se valendo dos meios de Internet, telefone e serviços de entrega (delivery).

Por sua vez, o STF – Supremo Tribunal Federal, em julgamento realizado em 15/04/2020,

confirmou competência concorrente de Estados, Distrito Federal, Municípios e União, em ações para combater a pandemia ocasionada pelo coronavírus.

Ocorre que, com a inclusão do comércio de peças e pneumáticos no rol de atividades essenciais, determinadas pelo Decreto da União nº 10.329, acima citado, torna-se premente o alinhamento das atividades essenciais definidas pelos Decretos do Estado de São Paulo e dos Decretos da Prefeitura do Município de São Paulo e dos demais Municípios do Estado, com vistas a proporcionar segurança e consolidação da isonomia jurídica para este tema.

Complementarmente, pela necessidade inadiável da manutenção de veículos do transporte público, mesmo com alguma redução de frota, dos transportes vitais como Corpo de Bombeiros, Polícias Civil e Militar, Ambulâncias, bem como a continuidade do transporte privado para efeito de possíveis deslocamentos emergenciais de profissionais da saúde, de segurança ou mesmo de pacientes e enfermos, o Sincopeças-SP, a Andap e o Sicap ratificam a necessária manutenção do comércio de autopeças no rol de atividades essenciais e seu alinhamento em todos os Decretos dos Poderes Executivos, em cada uma de suas instâncias (Federal, Estadual e Municipais), como suporte imprescindível e sine qua non ao funcionamento dos serviços automotivos e oficinas mecânicas para os transportes em circulação.

Confira os Ofícios em nosso portal:

- Ofício 0506 - Governador João Dória – SP

- Ofício 0506 - Prefeito Bruno Covas - SP

Pesquisa SINCOPEÇAS-SP apura medidas adotadas pelos varejos de autopeças para enfrentar a pandemia

Considerando os impactos econômicos para o varejo de autopeças decorrentes da pandemia da COVID-19, o SINCOPEÇAS-SP – Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo – realizou, no período entre 10 e 15 de abril, pesquisa de amostragem com as lojas de autopeças de sua base de representatividade para apurar as medidas que os empresários estão adotando para enfrentar a crise gerada pelo fechamento do comércio.

Sete questões foram apresentadas aos empresários:

1 - Pretende manter sua equipe?

Sim 68,42% / Não 31,58%

2 - Precisará demitir ou já demitiu colaboradores?

Sim 49,33% / Não 50,67%

3 - Utilizará ou já está utilizando a redução de salários?

Sim 36,84% / Não 63,16%

4 - Buscou acesso aos financiamentos anunciados pelo governo junto ao seu banco?

Sim 40% / Não 60%

5 - Conseguiu linha de financiamento junto ao seu banco?

Sim 13, 51% / Não 86,49%

6 - Vai utilizar os parcelamentos de impostos?

Sim 52,63% / Não 47,37%

7 - Vai fazer recuperação tributária?

Sim 30,14% / Não 69,86%

Os resultados tabulados indicam as tendências apontadas pelos empresários do setor para sobreviver a esse período.

Para o presidente do SINCOPEÇAS-SP, Francisco Wagner De La Tôrre, o cenário é muito volátil, muda diariamente, e todos os empresários devem ficar atentos a esses dados porque apontam caminhos que podem ser adotados pelas empresas neste momento turbulento.

Dentre as questões apresentadas, De La Tôrre destaca a 5ª pergunta (Conseguiu linha de financiamento junto ao seu banco?) e a resposta negativa apurada: apenas 13,51% dos entrevistados responderam “sim”, contra 86,49% “não”. Especificamente sobre financiamentos, De La Tôrre informa que a entidade já vem pleiteando linhas de crédito a juros zero junto ao Governo do Estado, via banco de fomento Banco do Povo e Desenvolve SP. Junto ao Governo Federal, o SINCOPEÇAS-SP alinhou linha de crédito via BNDES para pagamento da folha de salário a juros Selic.

Por extensão desse pleito, o SINCOPEÇAS-SP também sugere linha de crédito especial para proprietários de

veículos, especificamente para manutenção de seus carros. Além do SINCOPEÇAS-SP, as entidades patronais SICAP-SP –Sindicato do Comércio Atacadista, Importador, Exportador e Distribuidor de Peças Rolamentos, Acessórios e Componentes para Indústria e para Veículos no Estado de São Paulo, assim como o SINCOPEÇAS-SP também filiado à FECOMERCIO SP – Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo, pela ANDAP – Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças, e pelo SINDIREPA-SP, Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo, filiado à FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, encaminharam ofício ao presidente da Febraban – Federação Brasileira de Bancos, Isaac Sidney Menezes Ferreira, solicitando medidas emergenciais que visam a minimização da inadimplência junto aos bancos, assim como estimular a retomada destas atividades junto ao mercado.

Diz o ofício: “Em razão das perspectivas econômicas apontarem para uma brusca queda no faturamento das empresas do segmento de autopeças no Estado de São Paulo, os sindicatos patronais da cadeia econômica responsável pela reposição de peças e reparação dos veículos automotores no Estado de SP reivindicam apoio para a criação de novas linhas de crédito em condições especiais, voltadas aos clientes dos bancos proprietários de veículos, a fim de suportá-los financeiramente e exclusivamente para a devida reparação de seu bem, o veículo automotor, no momento da crise e pós-crise”.

Francisco De La Tôrre Presidente do Sincopeças-SP

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