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Jornal Balcao Automotivo ed 159

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Venda de caminhões é melhor em 5 anos; e ônibus novos têm alta de 41,39% até novembro

Com um dos melhores níveis de qualidade de vida no País, Santa Catarina é composto por 11 regiões metropolitanas

NOVO HAMBURGO (RS) 39

REPARASUL 2019

2ª edição da feira, realizada na Fenac, reúne milhares de profissionais, 200 marcas e 70 expositores

ANO XIV•DEZ | 2019

CADERNO BALCONISTA AUTOMOTIVO

O QUE ESPERAR DE 2020?

O PIB cresceu 0,6% no terceiro trimestre deste ano, segundo o IBGE. Isto é um indício de que as perspectivas são positivas para o ano que vem, principalmente se acompanhado de medidas que visem aumentar a rentabilidade e a eficiência da economia, entre elas, a Reforma Tributária.

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O fim de ano é o momento de pensarmos em alavancar a nossa carreira, colocando novas ações em prática. Para quem atua diretamente no atendimento ao cliente, é mais do que necessário atentar-se às mudanças que estão acontecendo, principalmente no comportamento do consumidor.

JORNAL

BALCÃO AUTOMOTIVO Nº 159 | ANO XIV | DEZEMBRO DE 2019

CENÁRIO FAVORÁVEL PARA 2020

Medidas na economia devem impulsionar o crescimento do PIB e a tão esperada Reforma Tributária deve se concretizar. Felizmente, puxado pelo consumo das famílias, o PIB cresceu 0,6% no 3º trimestre deste ano, segundo o IBGE, o que pode ser um indício de que as perspectivas são positivas para 2020. Continuamos com taxa de juros baixa e inflação sob controle, e estamos saindo de um patamar de 1% para outro na casa de 2%.

vida no País.

Segundo nossos entrevistados, diferentemente do passado em que o crescimento da economia estava baseado no excesso de crédito, o que eles chamam de crescimento artificial, que culminou no disparo da inadimplência, agora o cenário é diferente. Com a macroeconomia bem posicionada há mais garantias de que o consumo pode crescer, bem como o aumento de emprego e da renda, e do crédito sem grandes traumas no horizonte.

Bons ventos para os mercados de caminhões e ônibus no Brasil em 2020. A venda de caminhões é a melhor em 5 anos e, após período de 2014 a 2017, o segmento de ônibus novos registrou de janeiro a novembro alta de 41,39% em relação a 2018; em Geomarketing Automotivo, as 11 regiões que compõem a Metropolitana de Florianópolis. Aliás, é uma das regiões com melhor nível de qualidade de

No fim do ano é mais do que comum fazermos um balanço do que realizamos, do que nos propusemos e do que não se cumpriu. Também é a época em que traçamos metas para o ano seguinte, profissionais e pessoais, e dos sonhos que queremos realizar. É o momento de pensarmos em alavancar a nossa carreira, colocando novas ações em prática, principalmente para quem atua diretamente no atendimento ao cliente.

O Salão Duas Rodas 2019, que aconteceu em novembro, reafirmou sua força e relevância para o setor de motocicletas e para a cadeia de equipamentos, acessórios e motopeças; a 2ª edição da Reparasul, realizada na Fenac, em Novo Hamburgo (RS), reuniu milhares de profissionais, 200 marcas e 70 expositores, que apresentaram novidades da reposição e equipamentos para a reparação automotiva.

Boas Festas e até ano que vem!

O EDITOR

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Jornal Balcão Automotivo é uma publicação mensal com distribuição nacional auditada, dirigida aos profissionais automotivos e tem o objetivo de trazer referências ao mercado, para melhor conhecimento de seus profissionais e representantes.

Os anúncios aqui publicados são de responsabilidade exclusiva dos anunciantes, inclusive com relação a preço e qualidade. As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores.

NOSSA PLATAFORMA DIGITAL

PORDENTRO

PELA 12ª VEZ,

TECFIL

É UMA DAS MELHORES

EMPRESAS PARA TRABALHAR, DE ACORDO COM O RANKING DA REVISTA VOCÊ S/A

ATecfil foi eleita pela 12ª vez como uma das melhores empresas para trabalhar no “Guia Você S/A – As 150 Melhores Empresas para Trabalhar”, da revista Você S/A. A companhia se posicionou entre as melhores da categoria “Indústria

Automotiva”, sendo a única do setor de filtros a receber o prêmio. A publicação elege anualmente as 150 corporações que mais se destacam na gestão de pessoas e na promoção de um bom ambiente organizacional, e que obtêm boas avaliações de seus colaboradores em relação ao Índice de Qualidade do Ambiente do Trabalho (IQAT) e ao Índice de Qualidade de Gestão de Pessoas (IQGP), entre outros.

SKF INAUGURA LINHA DE PRODUÇÃO QUE CONSOLIDA A ATUAÇÃO DA EMPRESA NA INDÚSTRIA

4.0

Em um espaço de 720 m2, 16 robôs comandados por operadores qualificados trabalham com flexibilidade, assertividade e set up reduzido para produzir um milhão de rolamentos de 3ª geração por ano. “Toda essa operação foi montada em apenas 45 dias e conta com processos integrados, sustentáveis e auto ajustáveis”, afirma Victor Corrales, diretor Industrial da SKF Brasil. A nova

NAKATA

EMPRESA OFERECE

linha de produção possibilita alta performance industrial, suportada por elementos da Indústria 4.0. Esta é a segunda linha de fabricação para rolamentos de roda de 3ª geração instalada em Cajamar, São Paulo, nos últimos dois anos.

MAIS DE 200 ITENS PARA VEÍCULOS DA HYUNDAI

ALANÇAMENTO

LINHA PHILIPS MOTO LED CRESCE E AMPLIA O FORNECIMENTO DA TECNOLOGIA PARA OS FARÓIS PRINCIPAIS DAS MOTOCICLETAS

Afamília Philips Moto LED cresce e amplia o fornecimento da tecnologia para os faróis principais das motocicletas. A novidade agora atende os formatos HS1 e H4 35/35W para os veículos de baixa cilindrada com corrente alternada, antes só disponível em motos de corrente contínua. Com isso, a marca reforça o seu compromisso em atender com excelência o segmento das duas rodas, o contemplando

LWART LUBRIFICANTES

PELO TERCEIRO ANO CONSECUTIVO, EMPRESA É DESTAQUE DO GUIA EXAME SUSTENTABILIDADE

A Lwart Lubrificantes, de Lençóis Paulista (SP), está entre as empresas mais sustentáveis do País pelo terceiro ano consecutivo, da edição 2019 do Guia EXAME Sustentabilidade. “Desde o primeiro momento, entendemos a importância de participar de uma publicação que é uma referência de boas práticas e nos dá um estimulo a melhorar o desempenho a

GAUSS

Nakata, fabricante de autopeças com linha de componentes para suspensão, transmissão, freios e motor, uma das líderes em componentes undercar, conta com mais de 200 produtos para veículos da marca Hyundai. As peças abrangem diversos modelos da montadora, como HB20, Azera, ix35, Tucson, Santa Fé, Vera Cruz e HR. Com o objetivo de assegurar ampla cobertura da frota circulante, a Nakata está sempre ampliando o portfólio de suas linhas de itens, que são fabricados com padrões de qualidade para garantir durabilidade e performance. Para pesquisar e consultar todas as linhas de produtos, www.catalogonakata.com.br

lâmpada em LED acionada pelos dois tipos de alimentação da lâmpada do farol.

cada edição. Mais do que isso, o resultado reflete o compromisso da nossa empresa com o meio ambiente, as pessoas e a promoção do crescimento econômico responsável”, analisa o diretor de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Lwart, Manoel Browne.

AEA SE PREPARA PARA FASE II DO ROTA 2030

A AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva) anunciou estar preparada para debater e encaminhar propostas às futuras regulamentações de emissões para veículos leves, pesados e motociclos, além da Indústria 4.0, capítulos previstos na fase II da principal política industrial do setor automotivo. “O papel da entidade é criar uma forte interação da sociedade, governo e indústria, com a promoção de debates técnicos para suportar a criação de normas técnicas, procedimentos de testes e instruções

normativas para regulamentar as novas fases de emissões”, diz o novo presidente da entidade, Besaliel Botelho.

YPF

FABRICANTE LANÇA NOVOS LUBRIFICANTES PARA CÂMBIOS AUTOMÁTICOS

AYPF apresenta para o mercado a sua nova linha de produtos voltada para veículos de câmbio automático. Os óleos lubrificantes Hidro ATF CVT e Hidro Multi ATF são sintéticos, possuem boa fluidez em baixa temperatura e estabilidade térmica. Ambos os itens têm desempenho similar, entretanto, o Hidro Multi ATF é recomendado para todos os motores de transmissão automática, exceto para câmbios CVT. Esses, por sua vez, devem optar pelo Hidro ATF CVT, que oferece viscosidade maior. Os novos produtos proporcionam mais suavidade na troca de marchas, proteção extrema contra desgaste e em uma ampla faixa de temperatura.

com todos benefícios do LED: mais segurança, estilo e durabilidade. Com isso, a Philips entrega ao consumidor brasileiro a primeira

DRIV™

EMPRESA REALIZA TRAINING DAY 2019

A DRiV™, resultado da fusão da Tenneco com a Federal-Mogul Motorparts, realizou em 21 de novembro o DRiV Training Day. A ação, criada pelo Centro de Treinamento e Desenvolvimento Monroe e Monroe Axios, foi realizada em 17 cidades, simultaneamente, e reuniu mais de 800 pessoas. “O treinamento foi voltado à atualização de conhecimento dos nossos revendedores. O conteúdo foi ministrado por meio de informações

e explicações sobre nossos produtos, assim como orientações que objetivam levar mais qualidade e agilidade ao trabalho dos revendedores e aplicadores”, salienta Juliano Caretta, supervisor de Treinamento Técnico

PROMOVE VISITA À FÁBRICA

A AMPRI abre as portas da sua fábrica em Guarulhos, na grande São Paulo, para receber seus parceiros: reparadores, varejistas e distribuidores. Para tanto, a empresa não mede esforços e mobiliza todos os seus departamentos: técnico, qualidade, engenharia, marketing e produção, aos sábados, para receber as caravanas de clientes para, primeiramente, um café da manhã acompanhado de um bate-papo sobre fabricação de produtos; os presentes conhecem a fabricação das peças, a matéria-prima utilizada e o passo a passo, e ainda, ao final, fazem um tour pela indústria.

PREMIAÇÃO

NOVOS ITENS DA KOLBENSCHMIDT (KS), PIERBURG E BF PARA VEÍCULOS LEVES E PESADOS

ABEDA BOLZENIUS, PRESIDENTE E CEO DA MARELLI, É NOMEADO “AUTOMOTIVE NEWS ALL-STARS” 2019

Oprêmio

“Automotive News All-Stars” é concedido anualmente pelos editores da publicação internacional “Automotive News” aos gestores que fizeram a diferença no setor automotivo nos últimos 12 meses. O evento de premiação ocorreu durante uma cerimônia realizada em 2 de dezembro de 2019. Os juízes decidiram premiar Beda Bolzenius por “gerenciar a criação de uma nova organização global, MARELLI, com várias linhas de negócios, 170 estabelecimentos e 62.000 funcionários, combinando as culturas japonesa e italiana sob a orientação de um gerente alemão e um Fundo de Investimentos norte-americano”.

EMPRESA ESTÁ ENTRE AS 150 MELHORES EMPRESAS PARA TRABALHAR NO BRASIL PELO QUARTO ANO CONSECUTIVO

Pelo quarto ano consecutivo a ZEN SA está entre as 150 Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil no ranking da Revista Você SA, divulgado no dia 19 de novembro, em cerimônia em São Paulo. A empresa de Brusque (SC) é a quarta mais bem avaliada na categoria Indústria Automotiva e está entre as 60 no ranking geral. “A consistência de propósito que temos com relação à motivação de nossos colaboradores vem da convicção de que é somente através deles que poderemos continuamente atender e superar as expectativas de nossos clientes”, afirma Gilberto Heinzelmann, CEO da ZEN.

Motorservice, divisão responsável pela comercialização das marcas Kolbenschmidt (KS), Pierburg e BF no mercado de reposição, oferece novos componentes nas linhas de válvulas, arruelas de encosto, bombas de óleo e tuchos de válvulas para veículos leves e pesados. Também: a Rheinmetall Automotive – área automotiva do Grupo Rheinmetall, que se chamava KSPG Automotive até o ano de 2016, teve alteração no nome em razão do programa estratégico global do grupo para garantir ainda mais integração e identificação das áreas automotiva e defesa.

ZF E CHINESA WOLONG ELECTRIC CRIAM JOINT VENTURE PARA PRODUÇÃO DE MOTORES E COMPONENTES ELÉTRICOS

A ZF Friedrichshafen AG e a Wolong Electric Group Co., Ltd, da China, estão fortalecendo sua cooperação. As duas empresas assinaram um acordo para criar uma joint venture que produzirá componentes e motores elétricos para aplicações automotivas. Esta parceria ampliará o portfólio de produtos da ZF e aumentará a competitividade em sistemas de transmissão elétrica. “A parceria com a Wolong, importante empresa do mercado chinês de motores e componentes elétricos, é um grande passo para fortalecer nossa estratégia de mobilidade elétrica”, diz Jörg Grotendorst, Head da Divisão de E-Mobility da ZF.

LUCAS DÁ DICAS PARA MAIOR DURABILIDADE DA BATERIA DA MOTO

A bateria de um veículo, constantemente, recebe atenção apenas quando apresenta falhas. Mas, existem alguns cuidados que podem preservar o item, fundamental para a partida e o perfeito funcionamento dos sistemas elétricos e eletrônicos da motocicleta, e que muitas vezes podem livrar o condutor de alguns inconvenientes, como ficar parado em vias, à noite. “A vida útil de uma bateria, assim

como de diversos outros componentes, depende também da forma que a moto é utilizada. Mas existem boas práticas que podem favorecer a sua durabilidade”, afirma Jeferson Scarelli, consultor técnico da Lucas.

Foto: Julio Soares

NO GP DO BRASIL

Atecnologia e alta performance das velas de ignição NGK, empresa especialista em sistema de ignição, estiveram presentes no Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, que aconteceu em 17 de novembro, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. A marca equipa os veículos da Ferrari em uma

NGK EQUIPA CARROS DA FÓRMULA 1

parceria que já dura mais de duas décadas. “A NGK tem o automobilismo em seu DNA. Há mais de 50 anos, participamos da Fórmula 1, levando todo nosso know-how, qualidade e excelência para a maior categoria do automobilismo mundial”, diz Marcos Mosso, gerente de Marketing da NGK do Brasil.

QUAL A IMPORTÂNCIA DE MANTER EM DIA O ADITIVO E A MANUTENÇÃO DO SISTEMA DE ARREFECIMENTO DO CARRO

Pensando em facilitar a vida dos profissionais do mercado, o KDaPeça e Valeo explicam como manter a vida útil do carro e prevenir problemas de motor. Parte importante do veículo, o sistema de arrefecimento é composto por ventoinha, bomba d´água e radiador, e precisa funcionar até no máximo 90ºC. "Quando a gente fala em sistema de arrefecimento, é muito importante lembrar, por exemplo, do uso do aditivo correto. Ele é responsável por inibir a ação corrosiva da água sobre todos os componentes do sistema, e manter a sua temperatura sob controle”, conta Neilson Amorim, promotor técnico da Valeo Service.

LANÇAMENTO

CASTROL ENGINE SHAMPOO

ESTÁ DISPONÍVEL NOS PONTOS DE VENDA DE TODO O PAÍS

ACastrol traz para o Brasil o novo Castrol Engine Shampoo. O produto é desenvolvido com um poderoso agente de limpeza que remove até 85% da borra do motor de maneira gradativa em uma única aplicação. Ele também não possui solvente como os demais produtos convencionais conhecidos como flushing. Antes de seu lançamento para o consumidor final, passou por um ciclo completo de testes, que comprovaram sua compatibilidade com as tecnologias de lubrificantes para motor existentes no mercado atualmente, além de garantir a integridade dos materiais de vedação.

BORGWARNER

INDÚSTRIA OFERECE SOLUÇÕES LIMPAS ENERGICAMENTE EFICIENTES

Satisfeita com os resultados obtidos recentemente, a BorgWarner celebra as conquistas obtidas ao longo de 2019. A marca é especialista em soluções que melhoram o desempenho e a eficiência de todos os sistemas de propulsão, desde combustão até veículos híbridos e elétricos. Neste ano, a empresa anunciou o início da produção nacional do motor de partida para o sistema Start/Stop, em Brusque (SC), que terá início no segundo semestre de 2020. O produto será destinado a modelos da linha leve com motores 1.0 e 1.3 de duas grandes montadoras em operação no Brasil.

HELIAR

FABRICANTE ANUNCIA LANÇAMENTO DE BATERIA DE ÍONS DE LÍTIO PARA MOTOS

A Heliar lança no Brasil a Heliar Lítio, bateria de íons de lítio para veículos de duas rodas. A Heliar Lítio é até dez vezes mais durável do que a convencional de chumbo ácido, tem dois anos de garantia (a maior no mercado) e é cerca de 70% mais leve. A marca, que é uma das líderes no fornecimento para as montadoras, presente em 9 de cada 10 motos produzidas no Brasil,

GAUSS

fez o anúncio desse lançamento no Salão Duas Rodas, que aconteceu em São Paulo entre os dias 19 e 24 de novembro. A Heliar é a primeira fabricante de baterias de primeira linha a investir na tecnologia íons de lítio para motocicletas no Brasil.

APTIV REVELA A EVOLUÇÃO DOS CHICOTES ELÉTRICOS

Os chicotes elétricos têm papel fundamental nos veículos. Responsáveis por conduzir a energia e, principalmente, informações, no passado, acionavam itens mais simples como rádio, alarme e limpador do para-brisa. Atualmente, desempenham muito mais funções, dos airbags ao módulo de injeção eletrônica. Segundo a Aptiv, hoje são compostos por fios, terminais e conectores, que transmitem informações e energia elétrica para os diversos componentes ao longo de todo o veículo. Em geral, são feitos

MITOS E VERDADES SOBRE CATALISADORES

AUTOMOTIVOS TÉCNICA

Item obrigatório do sistema de exaustão de um veículo, o conversor catalítico, conhecido apenas como catalisador, é uma cápsula com um substrato, cerâmico ou metálico, elementos ativos que promovem a reação dos gases nocivos resultantes da combustão no motor, transformando-os em água, gás carbônico e nitrogênio. Os elementos ativos consistem nos metais preciosos Platina, Paládio e Ródio, que permitem as reações químicas para que as emissões do escapamento sejam inofensivas. “É preciso desmistificar a ideia de que este item não é essencial”, afirma Cláudio Furlan, gerente de Marketing & Vendas da Umicore.

de cobre e recobertos predominantemente por PVC, entre outros materiais especiais.

REGIÃO METROPOLITANA DE FLORIANÓPOLIS

| POR: SÉRGIO DUQUE*

* Economista, pós-graduado em Marketing e professor universitário. É proprietário da Audatec e atua há mais de 30 anos no mercado de reposição de autopeças.

RUMO À RETOMADA ACELERADA EM 2020

Oestado de Santa Catarina é composto por 11 regiões metropolitanas. São elas: de Florianópolis, do Vale do Itajaí, do Alto Vale do Itajaí, do Norte/Nordeste Catarinense, de Lages, da Foz do Rio Itajaí, Carbonífera, de Tubarão, de Chapecó, do Extremo Oeste e do Contestado.

Notoriamente uma das regiões com melhor nível de qualidade de vida no País, a Região Metropolitana de Florianópolis possui o maior IDH (0,859) entre todas as regiões metropolitanas do Brasil.

Entre os municípios que integram a região, cada um possui uma característica ímpar que o torna peculiar e que faz diferença na comparação com os demais, como Angelina com sua mística pela peregrinação em seu santuário, ou Águas Mornas por suas cachoeiras e águas termais, ou os encantos da mais famosa ilha capital do País, Florianópolis, denominada como Ilha da Magia, ou mesmo São Pedro de Alcântara, primeira colônia alemã do estado.

A região é um dos principais polos da indústria tecnológica do Brasil, especialmente Florianópolis, onde destacam-se também o turismo, a construção

civil, o comércio e o setor de serviços. Nos municípios vizinhos à capital, especialmente São José, Palhoça e Biguaçu, encontram-se em uma diversificada e crescente expansão, especialmente em áreas para o agronegócio.

São 22 municípios que integram a região metropolitana de Florianópolis, onde habitam 1,2 milhão de pessoas, em área de 7.470,7 km² e circulam aproximadamente 477 mil veículos, o que dá uma média de 2,5 habitantes por veículo.

O PIB da RM de Florianópolis deve atingir R$45 bilhões neste ano e representar 15,9% de todo valor agregado do estado de Santa Catarina, cujo

Florianópolis não deverá exatamente registrar esse mesmo desempenho, ficando a parte mais positiva do estado por conta do desempenho da região do Vale do Itajaí.

Já na questão do segmento da reparação automotiva, cabe a constatação de expressivos números que representam a região ora analisada, onde circulam perto de 480 mil veículos, 50% deles apenas na cidade de Florianópolis.

A malha rodoviária aqui é considerada boa, de acordo com última estatística do DNIT (10% excelente, 30% boa, 28% regular, 19% ruim e apenas 13% ruim), o que a classifica dentro da média brasileira.

crescimento real observado no estado em 2018 foi o 3º melhor do País (o estado cresceu 2,47%, segundo IBGE).

Estudos mais recentes de entidades empresariais e governamentais dão conta que em 2019 o estado de Santa Catarina deve crescer próximo de 3,5% em relação a 2018, sendo que a Região Metropolitana de

Se em 2019 encerrarmos o ano com R$ 42 bilhões movimentados na ponta de consumo apenas com peças e serviços, R$ 280 milhões foram gastos nesta região, em 260 lojas de autopeças, 80 centros automotivos, 500 outros pontos consumo de peças, que atendem a outras 800 oficinas mecânicas e 360 funilarias.

PUM CENÁRIO MAIS FAVORÁVEL APONTA PARA 2020

Conforme ele, diferentemente do passado em que o crescimento da economia estava baseado no excesso de crédito, o que ele chama de crescimento artificial, que culminou no disparo da inadimplência, agora o cenário é diferente. “Com a macroeconomia bem posicionada há mais garantias de que o consumo pode crescer, bem como o aumento de emprego e da renda, e do crédito sem grandes traumas no horizonte. O Governo tem basicamente duas estratégias: a primeira delas se concretizou neste ano, com o lançamento das bases dos pilares da macroeconomia que se completou com a Reforma da Previdência Social. Agora, a segunda fase é focar na produtividade”.

O que se traduz em melhorar o ambiente de negócios do País e a infraestrutura por meio das privatizações e concessões, sem perder o que se conquistou na

Medidas na economia devem impulsionar o crescimento do PIB e a tão esperada Reforma Tributária deve se concretizar

uxado pelo consumo das famílias, o PIB cresceu 0,6% no 3º trimestre deste ano, segundo o IBGE. Na avaliação de Luiz Rabi, economista-chefe da Serasa Experian, isto é um indício de que as perspectivas são positivas para 2020. “Desde janeiro de 2018, este foi o maior crescimento do PIB. Estamos voltando a ter um crescimento mais forte, continuamos com taxa de juros baixa e inflação sob controle. Deste ponto de vista macroeconômico, tudo isso aponta para um crescimento mais forte em 2020. Estamos saindo de um patamar de 1%, que dominou os últimos 3 anos, para um patamar na casa de 2%”.

Luiz Rabi, economista-chefe da Serasa Experian

macroeconomia, entrando agora na microeconomia. “Com medidas que visem aumentar a rentabilidade e a eficiência da economia, para trazer investimentos em infraestrutura em longo prazo. Para isso, é preciso um ambiente favorável para os negócios que consiga garantir certa rentabilidade para atrair investimento e com segurança jurídica. Isso é o que gera empregos”.

Entre as medidas que visam a eficiência está a Reforma Tributária. “Há uma série de medidas e reformas que vai começar a predominar, voltada para o aumento da produtividade da economia. Não somente do capital, mas também da mão de obra, que é o que gera crescimento de longo prazo. Para isso, é preciso ter uma economia alinhada e com um bom ambiente de negócios. O foco em 2020 é aumentar a eficiência, existe um novo mercado de crédito com o Cadastro Positivo, o que vai diminuir o

POR: KARIN FUCHS | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

spread bancário, e a Reforma Tributária vai gerar mais eficiência na arrecadação e menos custos para as empresas”.

Tributação

Assessor econômico da FecomercioSP, Altamiro Carvalho, comenta que a Reforma Tributária é o que vai definir os rumos da economia brasileira. “O nosso sistema tributário é um dos maiores entraves para a estagnação econômica que vivemos nas últimas décadas. Ele coloca o Brasil como campeão mundial em horas perdidas, são mais de duas mil horas/ano apenas para calcular o que tem que ser pago em impostos”. O primeiro passo é a simplificação dos impostos e num segundo momento, a redução da carga tributária.

Até porque, o que está sendo arrecadado não está sendo suficiente para o País ter superávit primário. “Tem que ter algumas ações, como privatizações e o enxugamento da máquina, simplificação de processos internos e ganho de produtividade para que se possa pensar em redução da carga tributária. A Reforma Tributária buscará uma melhor distribuição e simplificação da cobrança de tributos”. Carvalho defende que é mais do que necessária a alteração na faixa de tributação da renda na fonte.

“Estamos em um patamar de 1998. Todo o Imposto de Renda na fonte tem um impacto direto muito forte no consumo e na renda. Se simplesmente for corrigida a tabela aos padrões que era a tributação no final dos anos de 1990, uma massa de recurso gigantesca seria liberada

e poderia ser usada para consumo, pagamento de dívida, entre outros. Esta é uma forma de crescimento de consumo saudável, pois quando não se corrige a tabela, quando há aumento de salário ele é taxado somente pelo fato de ter sido corrigido, ou seja, gradativamente, as pessoas ganham menos”.

Na FecomercioSP, Carvalho diz que a expectativa é de que a Reforma Tributária comece por questões que independem de Proposta de Emenda Constitucional (PEC) e de tramitação. “A correção do IR na fonte é um simples ato da Secretaria da Fazenda, não depende do Congresso Nacional e nem de tramitação. Basta ser feita de forma sensata para não prejudicar a arrecadação. É o primeiro passo para avançarmos nas demais rubricas de impostos,

Fauzi Timaco Jorge, economista

que são milhares de problemas, como a dupla tributação”.

Sobre a redução da carga tributária, ele comenta que quando isso acontecer, o Brasil atrairá investimentos. “A nossa carga tributária está em descompasso com a renda per capita. Baixar para um patamar de 20% a 25% é mais do que necessário. E isso parece que é uma determinação do ministro da Economia (Paulo Guedes), ele tem a consciência de que o Brasil não tem a capacidade contributiva para arcar com uma carga tributária deste tamanho. Ao que tudo indica, o cronograma é simplificar para poder reduzila. Simplificando, isso já gera em um primeiro momento aumento de produtividade”.

Carvalho expõe que desde 1980 a economia brasileira não eleva a produtividade do trabalho. “Todos os países a elevaram, por isso, o Brasil é um nanico em termos de comércio internacional, sem nenhuma competitividade. Nós estamos no final da fila no nível de rendimento global. A renda só cresce quando aumenta a produtividade. E para ela aumentar é preciso tirar dos ombros dos empresários

Elias Mufarej, coordenador do GMA e conselheiro do Sindipeças responsável pelas áreas de Fomento à Exportação e Reposição

ou do produtor privado os encargos e amarras que impedem que ele consiga gerar. Isto deve ser revisto, primeiro com a desregulação e com uma carga tributária que seja racional”.

Reflexos na reposição

Na análise do economista Fauzi Timaco Jorge, o panorama para 2020 aponta para uma elevação da taxa cambial, com acentuada depreciação da moeda nacional. “Como consequência, ocorre uma elevação do custo de partes, peças e componentes importados, presentes na grande maioria dos bens de consumo duráveis e, ainda, elevação do custo de insumos utilizados na área agrícola. Essa inflação de custos será repassada parcialmente aos preços dos produtos finais. Por outro lado, haverá forte pressão sobre os preços domésticos, como já é hábito, por parte das montadoras de veículos e de máquinas e implementos agrícolas”.

Ele explica que no caso de repasse dessa inflação de custos aos preços dos bens finais, a expectativa gerada pelo aumento de preços poderá ser emuladora de novas compras. “Antes que o preço aumente mais, provocando a chamada “inflação inercial”, em que os preços hoje consideram a inflação de ontem, num repasse que torna os ofertantes

monopolistas em certos segmentos, configurando uma estrutura de mercado conhecida por concorrência monopolística”.

Outro indicativo é de valorização de veículos seminovos. “Com o aumento do preço do veículo zero km, os seminovos se valorizam. Isso pode servir de estímulo para revisões e reparos de carros usados, proporcionando um aquecimento tanto na reparação automotiva como no comércio de autopeças. Indústrias com forte penetração da marca buscarão uma compensação por eventuais concessões de descontos ou não repasse dos custos inflacionados via intensificação de sua penetração direta no aftermarket automotivo, como já vimos acontecer no período recente”.

A dica dele é: “Ênfase nos canais de vendas de terceiros e canais de distribuição nas principais regiões do País, atuação profissional no e-commerce com plataforma digital própria ou marketplace e campanhas promocionais com comunicação integrada serão decisivas para o aproveitamento de uma nova onda revitalizadora dos negócios nesse segmento. Mais do que nunca, é preciso reforçar o conteúdo de BI (Business Intelligence) e BA (Business Analytics)”.

IMPACTOS COM A FROTA CIRCULANTE

Diretor do Sindipeças responsável pelas áreas de Reposição e de Fomento à Exportação, Elias Mufarej, conta que a entidade estima um crescimento entre 5% e 6% para o mercado de reposição para o próximo ano. Se concretizar, o segmento deve representar cerca de 19% do faturamento total da indústria de autopeças, estimado pelo Sindipeças em cerca de R$148,5 bilhões.

Ranieri Leitão, presidente do Sistema Sincopeças/Assopeças (Ce)

“O principal fator de expansão do segmento da reposição é o aumento da frota circulante brasileira. Os veículos produzidos nos anos de 2014 e 2015 entrarão na fase de necessidade de manutenção por desgaste natural das peças”. No quesito mão de obra, ele comenta que “em todos os elos da cadeia de produção e distribuição de autopeças há esforços para preparar os colaboradores para novas tecnologias e novos parâmetros de gestão. O Instituto Sindipeças de Educação Corporativa oferece mais de cem cursos”.

E no que tange à tecnologia, Mufarej diz que várias mudanças já estão em curso nos métodos de produção e no modo de uso de veículos, mundialmente. “Alguns exemplos de ruptura por parte do consumidor são a não propriedade e o compartilhamento. No processo de produção, os parâmetros da indústria 4.0 e na arquitetura dos veículos: eletrificação, conectividade, autonomia. Atento a estas mudanças, o Sindipeças criou no ano passado a área de Inovação, que traz informações e temas para reflexão por parte dos associados”.

Em nome da Andap, Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças, o presidente Rodrigo Carneiro afirma que “os associados devem estar cada vez mais unidos para conquistar melhorias que irão impactar toda a cadeia do aftermarket. Temos importantes desafios pela frente, como a aprovação da inspeção veicular, a reversão da portaria que permite às seguradoras comercializarem peças usadas de veículos sinistrados e o problemático modelo de substituição tributária que onera o caixa das empresas. A mudança desse cenário depende primordialmente dos nossos esforços e união”.

Presidente do Sistema Sincopeças/Assopeças (Ce) e do Sincopeças Brasil, Ranieri Leitão,

conta que as expectativas são as melhores possíveis para o próximo ano. “Estamos ajustando as contas no País, o governo está com toda a seriedade e toda a boa vontade para que isso aconteça. E isso vai refletir positivamente nos negócios, especialmente no setor de autopeças. Além disso, existe uma demanda reprimida muito grande, muitos veículos precisando ser reparados e isso vai refletir positivamente para o nosso setor”.

Mais do que déficit de mão de obra no setor, ele comenta o que falta é qualificação. “Nós estamos preocupados e atentos a isso, tentando resolver este problema por meio de parcerias com entidades, como o Senac, Sebrae e Senai. A forma de minimizar este problema é qualificando as pessoas, procurando jovens aprendizes dos cursos de manutenção automotiva e de vendas, para fazerem estágios no nosso setor e para que os melhores sejam aproveitados”.

Ele alerta que a maioria das empresas não está acompanhando as evoluções tecnológicas. “Em minha opinião, esta é a parte mais importante e crucial, e a que requer o maior cuidado, pois vemos a velocidade tecnológica que está acontecendo nos automóveis e a grande maioria das empresas não está acompanhando esta velocidade, o que faz com que elas percam negócios automaticamente. As mudanças são fundamentais em relação à tecnologia”.

NAS VENDAS DE VEÍCULOS

Na avaliação de Francisco Wagner De La Tôrre, presidente do Sincopeças-SP e vicepresidente da FecomercioSP, há fortes motivos para recuperarmos o otimismo. “Assuntos importantes que estavam refreando o otimismo dos investidores, dos empresários e dos consumidores em sua predisposição para consumir foram aprovados, principalmente a Reforma da Previdência, e isso trouxe um certo ânimo e uma certa confiança no futuro próximo, o que nos leva a crer que teremos em 2020 um ano melhor”.

Ele também expõe outros indicativos. “A iminência de funcionamento do Cadastro Positivo, que facilitará bastante a concessão de crédito, a redução da taxa de juros e a expectativa de baixa inflação, que permitirão novas formas de financiamentos às empresas para os seus investimentos, tudo isso traz bastante confiança para o ano que vem. Hoje, meados de dezembro, trabalhamos com expectativa de crescimento de 6% em 2019 para o comércio varejista de autopeças, um número significativo, porém ainda muito abaixo dos valores praticados em 2013 e 2014”.

Francisco

O executivo comenta o quanto é positivo o aumento das vendas de veículos novos para o setor. “Um dos fatores que aumentam nossas expectativas para o ano que vem é o grande crescimento de venda de automóveis zero km neste ano. Estamos falando em mais de 12% de crescimento, que trará impacto muito positivo para o nosso setor, pois para cada carro zero km vendido ocorre o giro de três a quatro automóveis usados e isso sempre cria

algum tipo de demanda na reposição de peças e serviços desses veículos usados”.

Falta de mão de obra qualificada para trabalhar no setor utilizando-se principalmente das novas tecnologias e das ferramentas oriundas da TI, é um dos gargalos apontados por De La Tôrre. “Na medida que assistirmos à retomada do crescimento, perceberemos com mais nitidez a dificuldade das empresas em preencher determinados quadros. Cumprindo o seu papel, o Sincopeças-SP mantém parcerias importantes para formação dos quadros necessários ao segmento varejista, com destaque para as parcerias com o Grupo Impacta e Senac, especificamente no curso para formação de balconista. E, inclusive, junto a empresas do setor de autopeças, que estejam dispostas a promover e facilitar o financiamento desses treinamentos”.

Para os varejistas, ele diz que têm que ficar atentos a utilizar intensamente a tecnologia, não somente na gestão do negócio, mas na comunicação com clientes e fornecedores. “Na última década, as vendas de veículos em todas as categorias superaram a marca de 40 milhões de unidades. Ao mesmo tempo, os veículos aumentaram o pacote tecnológico e de opcionais e, assim, o ticket médio. Estamos assistindo a uma revolução tecnológica com enorme velocidade, trazendo impactos significativos na forma de fazer negócios e de conversar com o cliente”.

Principalmente porque, explica ele: “Vimos no nosso mercado um consumidor com hábitos totalmente diferentes de anos atrás, além de impactos com a digitalização e eletrificação dos automóveis, fintechs como soluções de pagamento e operações financeiras e tendências de mercado com novas tecnologias. Segundo projeções, até 2030 metade da produção automotiva será de veículos elétricos. Diante dessa perspectiva, o varejista deve se preparar para essa realidade e, pela minha experiência, o varejo sempre responde positivamente na medida que as demandas nascem, toda vez que há uma inovação tecnológica no automóvel”.

Rodrigo Carneiro, presidente da

TAMBÉM NO VAREJO

Maurício Ribeiro de Paiva, presidente do Sincopeças-GO, conta que a perspectiva para 2020 é continuar crescendo apesar das dificuldades impostas por políticos pouco patriotas. “Os fatores positivos para o setor serão o investimento de empresários que acreditam no Brasil e a política econômico-financeira consciente de Paulo Guedes”.

Para melhorar a mão de obra no setor, Paiva defende a necessidade de focar no melhor preparo técnico cultural dos funcionários do segmento. “O brasileiro é versátil e aprende rápido”. E no quesito tecnologia, “a irreversibilidade da informatização de toda a cadeia de produção, distribuição e venda é um fator que deve preocupar o empresário do setor. Faz-se necessário manter-se atualizado”.

Presidente do Sincopeças-RS, Gerson Nunes Lopes, comenta que as perspectivas para 2020 são melhores do que no ano passado. “A economia dá sinais de melhora,

o PIB deve aumentar também, a venda de veículos novos vem aumentando, a Reforma da Previdência já foi aprovada e a Tributária, Administrativa e outras estão a caminho. A carga tributária é um fardo para as empresas, geram custos adicionais e dificultam o acesso da população a preços menores. No nosso segmento, isso significa veículos sem manutenção adequada, podendo ocasionar mais acidentes, mais poluição e menos vendas para as nossas empresas”.

Na visão do presidente do Sincopeças-PR, Juarez Berti Frizzo, a recuperação da economia, que já sinaliza um pequeno crescimento do PIB, vai trazer algum alento para o setor automotivo em 2020. “O mercado de, certa forma, está reagindo e acreditamos que as medidas que estão sendo tomadas pelo governo e apoiadas pelo Congresso Nacional já significam otimismo. De qualquer forma, estamos na esperança de que a Reforma Tributária venha a alimentar este nosso otimismo, e, é claro, sem descartar as influências até certo ponto negativas vindas do mercado globalizado”.

O mercado de, certa forma, está reagindo e acreditamos que as medidas que estão sendo tomadas pelo governo e apoiadas pelo Congresso Nacional já significam otimismo.

Juarez Berti Frizzo, presidente do Sincopeças-PR

Ele diz que a carga tributária atual tem contribuído principalmente na distorção entre o percentual ajustado de 84,35% da ST/MVA, no Estado do Paraná. “A alíquota está muito longe dos preços praticados ao consumidor final e com um agravante: a invasão de empresas estabelecidas em outros estados que têm incentivos fiscais para venda fora do estado causa grande concorrência com as empresas do Paraná, sem que o cliente seja avisado da obrigatoriedade do recolhimento interno da ST do Estado, expondo-os a autuações”.

A fim de solucionar esta questão, Frizzo conta que “nós temos procurado nos manifestar junto ao governo do Estado, com argumentos que poderão sensibilizálo para que reveja essas distorções que estão afetando de forma insustentável o nosso mercado de autopeças. Alguma coisa tem que ser feita”. Outro problema é a falta de colaboradores mais qualificados. “O mercado está ou vai exigir mais profissionais cada vez mais qualificados. Os carros elétricos e híbridos estão chegando e a tendência

é a de ficarmos completamente desatualizados, se não corrermos atrás dessas mudanças. Vale tanto para o empresário quanto para o trabalhador”.

Principalmente pelas mudanças tecnológicas. “Ainda teremos alguns anos para convivermos com os veículos movidos a combustão, até porque a frota que roda no Brasil tem vida média de 10 a 15 anos, mais os carros que estão sendo fabricados e pelo próprio poder aquisitivo do brasileiro, o nosso mercado atual ainda sobreviverá por longos anos. É claro que não podemos deixar de considerar em curto prazo as mudanças tecnológicas já em expansão da maneira de comercialização de produtos via internet afetando e provando a necessidade de sair das maneiras tradicionais de comercialização”.

José Carlos Santana, presidente do Sincopeças-PE, fala sobre vendas de veículos e os reflexos no setor. “Neste ano, a venda de veículos foi superior ao mesmo período de 2018, com destaque aos seminovos. Segundo reportagem veiculada no jornal da Band, em dezembro, a venda de carros usados cresceu 8,4%, alavancada pela redução das taxas de juros e aumento da confiança do consumidor.

Gerson Nunes Lopes, presidente do Sincopeças-RS
Juarez Berti Frizzo, presidente do Sincopeças-PR
Maurício Ribeiro de Paiva, presidente do Sincopeças-GO
José Carlos Santana, presidente do Sincopeças-PE

Os seminovos, em sua grande maioria, são revisados no mercado de reposição, o que sinaliza aquecimento para o setor em 2020”.

Além do aumento da frota, ele destaca a mudança do comportamento do dono de veículo. “Com o advento dos aplicativos de mobilidade, o carro deixa de ser um bem, para ser uma ferramenta de trabalho e renda. Segundo matéria publicada no Jornal do Commercio, em outubro, em Recife há mais de 30 mil motoristas cadastrados nas plataformas de transporte por aplicativo. Uma nova fatia de mercado para se trabalhar no setor”.

Falta de qualificação também é um problema em Pernambuco. “Existe um déficit gigante de mão de obra no setor, por conta da falta de qualificação. Um dos fatores que contribui para isso é o alto custo para qualificar, seja pela iniciativa do empregado ou do empregador. O elevado custo muitas vezes inviabiliza o investimento para o empresário. Há vários mecânicos no mercado, porém, quando nos deparamos com as tecnologias embarcadas nos carros e nas ferramentas, se revela a deficiência técnica dos profissionais”.

Para modificar este cenário, Santana diz que é necessário uma mudança cultural nos profissionais do segmento, principalmente para os que têm mais de 10 anos na profissão e para o empresário que quer ter um

negócio de sucesso, primeiramente ele tem que treinar sua equipe, trazer para ambiente atual de mercado, pois os carros e as ferramentas são pura tecnologia. “Cada vez mais a tecnologia está presente em nossos negócios, e os profissionais precisam acompanhar essa evolução”.

Em relação às novas tecnologias, ele coloca mais um ponto de atenção. “Os carros híbridos e elétricos já são uma realidade nas ruas de Recife, e até em algumas

lojas. Existe demanda no mercado de reposição, mas falta informação. As montadoras precisam disponibilizar mais informações técnicas desses veículos para o setor, pois a demanda vai aumentar em 2020. Esperamos que neste próximo ano tenham mais pessoas treinando o mercado para a manutenção nos carros híbridos e elétricos”.

PERSPECTIVAS PARA A REPARAÇÃO

Presidente do Sindirepa-SP e Sindirepa Nacional, Antonio Fiola, diz que tem muitas coisas importantes para acontecer, como a implantação da inspeção técnica veicular, “o que traria demanda de serviço para as oficinas e mais oportunidades de crédito a condições favoráveis”. E também, “que a economia apresente melhora e que o programa Rota 45 para promover capacitação seja estabelecido e que seja expandido para as oficinas”.

Fiola também comenta sobre as vendas de veículos novos que tiveram uma recuperação. “O que indica que o setor volta a se movimentar. A frota de veículos envelhecida também é outro ponto relevante, já que à medida que mais autos usados com mais idade trafegam pelas ruas e avenidas do País, eles vão precisar de manutenção, seja para fazer revisão preventiva ou mesmo quando param de funcionar. Isso gera demanda para as oficinas e movimenta toda a cadeia (varejos, distribuidores e fabricantes)”.

Antonio Fiola, presidente do Sindirepa-SP e Sindirepa Nacional

Falta de mão de obra é um dos gargalos apontados pelo executivo. “Existe defasagem de atualização, principalmente com as novas tecnologias que avançam a cada dia. O lançamento de um veículo traz uma série de inovações e recursos que precisam ser estudados e as oficinas não têm informações para se atualizar. As montadoras estão dificultando cada vez mais o acesso

aos dados para os reparadores independentes, o Sindirepa Nacional lidera aliança com outras entidades correlatas do Uruguai e Argentina para tratar de questões como esta. Nos Estados Unidos, existe o movimento Right to Repair, que viabiliza o direito de acesso às informações. Isso é o que pretendemos fazer”.

E as oficinas precisam se preparar para as novas tecnologias. “Ainda não vemos o elétrico chegar com força nos próximos anos, acreditamos que no Brasil o que vai prevalecer são os híbridos porque temos o etanol que é uma energia limpa. Mas isso acontecerá gradativamente. Contudo, precisamos considerar essas tecnologias. Por isso, o Sindirepa-SP promove vários eventos para discutir o assunto. Há muitas coisas relacionadas aos veículos híbridos e elétricos que vão impactar a forma de reparar, não só porque são tecnologias e sistemas diferentes, mas porque o reparador vai precisar ter cuidado para mexer nesses carros que possuem eletricidade e o manuseio exige atenção e equipamentos para isolamento, pois estamos falando de alta tensão”.

Ele conta que o Sindirepa-SP também está participando oficialmente do programa do governo brasileiro que trata da construção da base normativa e legal da eletrificação veicular no que tange à segurança no seu manuseio.

“Embora o parque de veículos puramente elétricos e híbridos ainda seja pequeno, a tendência é que esta frota aumente nos próximos anos e a questão da segurança é vital para a reparação de autos porque os primeiros depoimentos revelaram que um ser humano pode virar pó devido à energização encontrada no veículo”.

Pedro Paulo Medeiros de Moraes, presidente do Sindirepa-PE, avalia que as perspectivas são boas. “A recuperação da economia não está acelerada como queríamos, mas ela está acontecendo, e de forma crescente. É um grande momento para o nosso setor, pois há uma demanda de veículos a ser reparados. Com uma maior oferta de empregos e a economia em crescimento, o consumidor está perdendo o medo de fazer crédito, tanto que algumas oficinas estão cheias. Há também um grande volume de veículos saindo da garantia, e acho que 2020 será um ano de crescimento para o nosso setor, espero que seja acima de 10%”.

Na questão de falta de mão de obra, Moraes defende que há uma necessidade imediata de capacitar os profissionais nas oficinas. “Os empresários precisam entender de uma vez por todas que investir em capacitação é custo, pois o maior capital que ele tem é o humano. Muitas vezes, quando o carro chega na oficina o mecânico não tem

Pedro Paulo Medeiros de Moraes, presidente do Sindirepa-PE

coragem de abrir o capô, principalmente de veículos híbridos que já são uma realidade. Nós estamos com um nível de profissionais muito aquém da necessidade, quem não investir nos seus profissionais ficará fora do mercado ou vai atender somente veículos antigos”.

Assim como Fiola, ele prevê que há um longo caminho

para a reparabilidade de veículos a combustão, ao menos pelos próximos dez anos. “Depois do ciclo Otto, partiremos para o ciclo do híbrido e depois lentamente para o 100% elétrico. Não imagino uma mudança muito grande nesse sentido em 2020, acho que vai acontecer mais a partir de 2022 em diante, mas temos que nos preparar para isso no próximo ano”. E também atentar-se à questão ambiental.

“É preciso ter um cuidado especial com a logística reversa, nós somos grandes poluidores e tecnologia também é mitigar a poluição. As oficinas precisam dar a sua contribuição com o destino correto do lixo que é gerado na cadeia da reparação. Temos que ter muito cuidado com isso. Além da consciência ecológica, tem que pensar no resultado que trará para a sua empresa pelas pessoas que pensam no bem do nosso planeta”.

No Paraná, o presidente do Sindirepa, Wilson Bill, comenta que a cada ano que se inicia, a esperança é sempre a melhor. “Porém, o mercado continua recessivo e com pouco dinheiro circulando, muitos orçamentos e algumas efetivações. Se o reparador quiser manter a qualidade de seu serviço, ele não pode entrar em leilão do usuário, inclusive hoje, o cliente dentro de uma reparadora, liga ou passa um áudio para outra para comparar preços”.

E como é de se esperar, ele diz que “a expectativa é de que o consumidor acorde para a realidade e veja que não existe almoço grátis, e que o barato sai caro. Ele busca o melhor preço, porém, o mercado está inchado e a informalidade está aumentando cada vez mais. Na ilusão de que vai fazer o serviço mais em conta, o consumidor só analisa o preço final, não vê o que vai ser feito para resolver o seu problema”.

Mão de obra também é um gargalo no Paraná. “Falta o principal para o profissional: amor à profissão e interesse em se atualizar. Não temos mais gente que queira realmente trabalhar. Além da falta de incentivo para o ingresso na profissão, no setor em geral, todos estão na ilusão de que irão começar como profissional e não como aprendiz ou auxiliar. Basta fazer um cursinho e já é profissional e o salário tem que ser o teto”.

De mudanças no próximo ano, Bill prevê muitas tecnologias, principalmente do carro elétrico que está chegando. “E poucos estão preparados para mexer nele sem causar um grave acidente e até mesmo fatal. Nós temos que conscientizar os profissionais que vão precisar de treinamento para fazer a manutenção destes veículos. Estamos fazendo a nossa parte, preparando treinamento para o segmento”, conclui.

Wilson Bill, presidente do Sindirepa-PR

NÚMEROS DO SETOR

ANFAVEA, FENABRAVE, ABEIFA E ABRACICLO APRESENTAM SEUS RESULTADOS DE NOVEMBRO

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Anfavea

Por conta da queda nas exportações para a Argentina, os números não foram melhores, mas o mercado interno brasileiro apresentou crescimento de 8,3% em emplacamentos de janeiro a novembro. Em entrevista coletiva realizada na sede da entidade, o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, divulgou os números de produção de veículos automotores até novembro deste ano. O executivo apontou que está otimista (com cautela) em relação à recuperação econômica do País e apresentou os dados de fabricação do setor. A produção em novembro foi – 7,1% comparada com a fabricação de outubro de 2019. Porém, no acumulado de janeiro a novembro deste ano a produção teve um aumento de 2,7% devido ao crescimento do mercado interno. Em novembro foram fabricados 227,5 mil veículos (automóveis, caminhões, ônibus e comerciais leves), com a 2ª melhor média diária de vendas de 2019. Segundo Moraes, a boa notícia é que a produção total deste ano registrará aumento de 2 a 3%, na comparação a 2018. Os estoques em novembro estão em torno de 41 dias, dentro da normalidade.

Fenabrave

A venda de veículos novos cresceu 4,9% em novembro ante igual mês do ano passado, informou a Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Foram 242,3 mil unidades vendidas, em soma que considera automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O volume, contudo, se comparado a outubro, representa queda de 4,3%. O recuo em relação a outubro se deve à diferença de dias úteis. Novembro teve 20 dias e outubro, 22. Tanto é que, na comparação entre médias diárias, a variação passa a ser positiva em 5%, para 12,1 mil carros vendidos. Novembro de 2018 teve o mesmo número de dias úteis que 2019. No acumulado do ano até o mês passado, as vendas chegaram a 2,52 milhões de unidades na soma de todos os segmentos, alta de 8,3% sobre o volume registrado em igual período de 2018. Os automóveis e comerciais leves, que representam mais de 90% do setor, registraram 230,9 mil emplacamentos no penúltimo mês de 2019, crescimento de 4,3% em comparação a igual mês de 2018, mas queda de 4,2% ante outubro.

Abeifa

As 15 marcas filiadas à Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, com licenciamento de 2.767 unidades, anotaram em novembro último forte queda de vendas de 18,8% em relação a outubro de 2019, quando foram vendidas 3.407 itens importados. Ante novembro de 2018, quando foram comercializadas 2.947 unidades, a retração é de 6,1%. “A permanência do dólar acima de R$ 4,00 tem agitado o mercado interno, mas o impacto mais devastador tem sido para o setor de importação de veículos automotores, pois além do dólar na faixa atual, ainda pagamos os 35% do Imposto de Importação, maior percentual permitido pela Organização Mundial do Comércio e competimos com empresas com grandes subsídios federais e estaduais”, analisa José Luiz Gandini, presidente da Abeifa, para quem – por conta do resultado de novembro– será muito difícil que as associadas fechem o ano com 35 mil itens comercializados projetados. Segundo Gandini, “o setor vive um momento dramático, de inviabilidade do negócio de importação”.

Abraciclo

As fabricantes instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) superaram, até novembro, toda a produção de 2018. Foram fabricadas 1.038.696 unidades, volume 7,2% superior as 968.976 motocicletas registradas no mesmo período do ano passado. Esse resultado consolida o PIM como importante centro de geração de negócios do País e confirma as projeções da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, que prevê a fabricação de 1.105.000 itens em 2019, correspondendo a uma alta de 6,6% na comparação com 2018 (1.036.788 unidades). Para Hilário Kobayashi, 1º vice-presidente da Abraciclo, o aumento da produção de motocicletas no PIM, que movimenta cerca de 98% do mercado nacional, visa o atendimento de uma demanda crescente verificada ao longo deste ano. “Entre os principais fatores que estimulam os negócios está a maior oferta de crédito pelos bancos de grande porte, além das instituições financeiras de montadoras e, mais recentemente, até mesmo dos chamados bancos digitais”, afirma.

TECFIL REFORÇA EQUIPE COMERCIAL E DE MARKETING

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Em momento de crescimento e forte ampliação da linha de produtos, empresa traz dois destacados profissionais do setor

ATecfil, uma das maiores fabricantes de filtros automotivos da América Latina, prepara-se com uma série de ações inovadoras, que tiveram início em 2019 e seguirão em 2020. E para comandar os novos projetos, está ampliando seu time, com a contratação de dois profissionais com trajetória destacada do setor de autopeças e inovação: Wagner Vieira, com 28 anos de experiência no segmento, assume as diretorias Comercial e Marketing, e Plinio Fazol, com 20 anos na área, passa a ocupar a gerência de MKT, Trade Marketing, Inteligência de Mercado e Novos Produtos.

Wagner Vieira, bacharel em Economia, construiu uma bem-sucedida carreira em empresas nacionais e multinacionais do setor de autopeças, ocupando cargos

“CLIENTE FIEL A BORDO”

de direção. Na Tecfil, ele comandará as diretorias que englobam toda a operação Comercial e de Marketing, bem como as diversas frentes de relacionamento com o cliente. O novo gerente de Marketing, Trade Marketing, Inteligência de Mercado e Novos Produtos, Plinio Fazol, também acumula uma trajetória destacada no setor de autopeças.

“Nossa missão será conduzir o processo de consolidação da liderança já sólida e constante da Tecfil. Em 2020, nossos times trabalharão intensivamente para isso, com o lançamento de um volume de produtos ainda maior do que o realizado em 2019”, contou Vieira. Já o novo gerente de Marketing, Trade Marketing, Inteligência de Mercado e Novos Produtos destacou

Programa para distribuidores da ISAPA agita contemplados no Costão do Santinho (SC)

POR: REDAÇÃO | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

AISAPA, uma das maiores importadoras de autopeças do País, surpreendeu a todos os seus clientes e parceiros com a campanha “Cliente Fiel a Bordo”.

“Eu não imaginava que a família ISAPA tinha tanto cuidado com seus clientes. Nós somos parceiros da empresa de longa data, e sempre ficamos muito satisfeitos com o carinho e cuidado que eles têm nas negociações e na forma como tratam seus clientes. E esse cuidado reflete em o que ela realmente é: uma grande família”, disse Sandra Lobato, do Mercadorcar.

O gerente nacional de Vendas da ISAPA, Marcelo Martins Ferreira, conta que a ideia do “Cliente Fiel a Bordo”

a importância do suporte aos clientes. “Também buscaremos uma proximidade cada vez maior com os nossos clientes, principalmente com os aplicadores, balconistas e, inclusive, usuários finais”, conclui Fazol.

é estreitar o relacionamento e superar as expectativas dos clientes. “Queremos sempre fidelizar ao máximo as parcerias que temos atualmente, e gerar algo diferente e único para o mercado de autopeças. Após o término do evento, sentimos que não só conseguimos alcançar o esperado, mas sim superar as expectativas. E isso nos deixa muito contentes”, afirmou o gerente.

A campanha contemplou 15 clientes, mais acompanhantes, que passaram 5 dias em um dos melhores resorts do Brasil, o Costão do Santinho, localizado em uma praia paradisíaca de Florianópolis (SC), com tudo pago pela ISAPA. “A iniciativa foi um sucesso. Levamos os clientes que

mais cresceram na ISAPA em 2019. Foram cinco dias de lazer, descontração e alegria. É muito importante essa proximidade entre nós e nossos clientes”, falou Roland Setton, diretor da empresa.

Para completar, esta foi a segunda edição da campanha “Cliente Fiel a Bordo”, que, assim como a edição de 2019, teve aceitação total de clientes e parceiros da ISAPA. E para o próximo ano a importadora promete trazer uma experiência ainda mais emocionante. Aos clientes, é aguardar para ver o que esta conceituada empresa irá fazer.

Wagner Vieira e Plinio Fazol, novos contratados da Tec l

SICAP COMEMORA 20 ANOS E CONSOLIDA

| POR:SILVIO ROCHA | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

Na comemoração do vigésimo aniversário, entidade reúne distribuidores de autopeças e reafirma responsabilidade com o desenvolvimento do setor de distribuição

Sem dúvida, completar duas décadas é um importante momento para qualquer organização. Por essa razão, o SICAP, Sindicato do Comércio Atacadista, Importador, Exportador e Distribuidor de Peças, Rolamentos, Acessórios e Componentes para Indústria e para Veículos no Estado de São Paulo não deixou que este marco passasse despercebido pelo calendário anual. Junto aos novos e antigos colaboradores e parceiros de todo o mercado de reposição, promoveu no dia 4 de dezembro um evento de comemoração e despedida do ano corrente no Buffet França, na capital paulista.

Ao completar 20 anos, o atual presidente do SICAP – 2018-2022 – Alcides Acerbi Neto destacou os principais diferenciais do setor: “É um Sindicato que inspira confiança, responsabilidade e muito gratificante ter assumido a presidência desde 2018 para defender nossa categoria. Nesses 20 anos muito foi feito. Como sempre dizemos, não é um sindicato com muito glamour. Nós não temos muitos eventos sociais, mas temos compromissos, que procuramos, como nossos antecessores fizeram nestes 20 anos, administrá-los com responsabilidade e muito trabalho”.

Ainda segundo Neto, “temos grandes desafios, sendo uma de nossas bandeiras a parte tributária – simplificação tributária, podendo ser também por meio de uma reforma tributária, e simplificação dos encargos trabalhistas, com a atualização que o mercado precisa. E dessa forma é muito prazeroso lutar por conquistas que, acima de tudo, são dos nossos representados. Realmente eu só tenho motivo para agradecer todas essas empresas, distribuidoras e fabricantes que sempre nos prestigiaram. Gratidão a todos por terem me permitido participar dos 20 anos de SICAP”, afirmou o também empresário do setor da Jahu Borrachas e Autopeças.

Ratificando o exposto anteriormente, fez questão de afirmar que a questão tributária e a alta carga de impostos comprometem o capital de giro e encarecem as operações, prejudicando os resultados das empresas. No Estado de São Paulo, onde a substituição tributária é elevada, Neto revelou que o SICAP participa ativamente e monitora a pesquisa conjuntural apresentada à Secretaria da Fazenda, com intuito de minimizar os reajustes do MVA, apresentando ao governo o retrato real do mercado. A entidade também tem como atribuição a emissão do certificado de regularidade sindical para licitações públicas e alvarás de funcionamento.

SINDICATO

O SICAP, que representa legalmente as empresas de distribuição de autopeças no Estado de São Paulo, tem intensificado a sua atuação para promover debates que tragam à tona questões relevantes para ajudar a entender as mudanças que estão ocorrendo e os impactos que causarão no negócio de distribuição de autopeças.

Para isso, juntamente com a ANDAP – Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças, com a qual divide o mesmo espaço e compartilha da mesma diretoria, tem realizado eventos

COMPROMISSO COM DISTRIBUIDORES

nos últimos anos em várias ocasiões, incluindo seminários, feiras nacionais, como a Automec, e internacionais, como a Automechanika.

Além disso, a entidade trabalha para oferecer suporte e serviços a partir das demandas do mercado, em um cenário desafiador, com surgimento de novos players, mudança de comportamento de compra dos consumidores, canais digitais, chegada dos híbridos, eletrificação dos veículos e aplicativos, e a missão de estreitar o relacionamento e cooperação entre distribuidores e fabricantes com os demais elos da cadeia. ”Nos eventos, treinamentos, palestras e também em ocasiões especiais, orientamos o mercado com informações de qualidade. É isso que temos orgulho de fazer”, alegou Fernando Vasconi, diretor executivo da ANDAP/SICAP.

2020

Com relação ao próximo ano, o SICAP comedidamente demonstra esperança de momentos ainda melhores do que os de 2019 para os empresários do setor. “Sem dúvida, não dá para prever o quanto vai mudar e o que vai acontecer ao certo, mas estamos realmente muito otimistas. Eu acho que o cenário é bastante positivo e as empresas devem continuar investindo”, revelou Ana Paula Cassorla, vice-presidente do SICAP. Para ilustrar, o PIB cresceu 0,6% no 3º trimestre deste ano, segundo o IBGE, o que pode ser um indício de perspectivas positivas para o ano que vem.

Rodrigo Carneiro, presidente da ANDAP e vice-presidente do SICAP, compartilha do mesmo otimismo para o novo ano que iniciará. “O importante é dizer que tudo leva a crer que devemos ter crescimento econômico. A frota brasileira de veículos é uma das mais importantes do mundo e ninguém para a manutenção automotiva. Portanto, devemos ter um ano muito bom. Mesmo que tivéssemos num processo de desaceleração econômica, que não parece o cenário indicado. Na verdade, indica um cenário de crescimento econômico e nós devemos ter um 2020 melhor que 2019 e 2018. Eu tenho certeza disso”, afirmou.

Para chegar a esta maturidade, é importante ressaltar o trabalho realizado pelas gestões que o antecederam, como Mario Penhaveres Baptista, primeiro presidente do SICAP, que foi homenageado pela entidade na comemoração e se disse emocionado pelo rumo da entidade: “Foi um trabalho árduo, unimos fabricantes e distribuidores de autopeças para atender o mercado de reposição”, declarou.

O presidente do SICAP 2010-2018 Renato Giannini também foi homenageado na ocasião. Neto fez questão de ressaltar a qualidade de sua gestão, tratada com extremo zelo, e agradecer o apoio constante durante a transição.

E com a presença de outras importantes figuras do setor, o atual presidente enfatizou: “O SICAP foi criado há 20 anos para atender as necessidades do segmento, e assim seguirá fazendo”.

Veja essas e outras entrevistas no facebook do Jornal Balcão Automotivo

SINCOPEÇAS NOTÍCIAS

DEZEMBRO 2019

São Paulo, novembro de 2019

À

ALESP – ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO Att. Excelentíssimos. Senhores Deputados Estaduais e Senhoras Deputadas Estaduais nesta,

APROVAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DO PL 1187/2009 SOBRE INSPEÇÃO VEICULAR AMPLA, GERAL E IRRESTRITA

Excelentíssimos Srs. e Sras. Parlamentares,

O SINCOPEÇAS-SP – SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE PEÇAS E ACESSÓRIOS PARA VEÍCULOS NO ESTADO DE SÃO PAULO, representando 37.500 lojas de autopeças no Estado, 80% delas EPPs - Empresas de Pequeno Porte que empregam diretamente 90 mil trabalhadores, entidade sindical representante de segmento da economia responsável por um significativo percentual do Produto Interno Bruto – PIB brasileiro e que tem por missão promover o desenvolvimento pleno e sustentável das empresas representadas e da sociedade de modo geral, filiado à FECOMERCIO SP - Federação do Comércio do Estado de São Paulo, que congrega 156 sindicatos ligados ao comércio e serviços da Capital e do Interior; vem mui respeitosamente a Vossas Excelências tecer considerações sobre a premente necessidade de APROVAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DO PL 1187/2009, projeto de lei que dispõe sobre o Programa Ambiental de Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso no Estado de São Paulo - IM/SP, em Municípios do Estado de São Paulo.

Em recente reportagem, o Jornal Nacional de 21 de outubro de 2019 divulgou estudo do Reino Unido apontando que a poluição contribui para aumento do número de infartos e derrames.

SINCOPEÇAS-SP ASSINA CCT COM COMERCIÁRIOS DA CAPITAL

O reajuste salarial para os comerciários da Capital ficou em 3,64%. Motoristas e vendedores também firmaram acordos de trabalho

O Sincopeças-SP assinou convenção coletiva com o Sindicato dos Comerciários da Capital. O reajuste salarial foi de 3,64% incidente sobre os salários reajustados em 1º de novembro de 2018.

Os pisos salariais são os seguintes:

a) Empregados em geral: R$ 1.555,00

b) Office-boy, faxineiro, copeiro e empacotadores em geral: R$ 1.244,00

c) Garantia dos Comissionistas: R$ 1.969,00

REPIS para EPPs (Empresas de Pequeno Porte), MEs (Microempresas) e MEIs (Microempreendedores Individuais) mediante adesão ao Sincopeças-SP: EPPs (Empresas de Pequeno Porte)

a) Empregados em geral: R$ 1.477,00

b) Office-boy, faxineiro, copeiro e empacotadores em geral: R$ 1.182,00

c) Garantia dos Comissionistas: R$ 1.871,00

MEs (Microempresas)

d) Empregados em geral: R$ 1.400,00

e) Office-boy, faxineiro, copeiro e empacotadores em geral: R$ 1.120,00

f) Garantia dos Comissionistas: R$ 1.772,00

MEIs (Microempreendedores Individuais)

g) Empregados em geral: R$ 1.400,00

h) Office-boy, faxineiro, copeiro e empacotadores em geral: R$ 1.120,00

DIZ A REPORTAGEM:

Fale com o Presidente

Francisco Wagner de La Tôrre, presidente do Sincopeças-SP

O empresário varejista tem linha direta com a Presidência do Sincopeças-SP no Portal da Autopeça. A íntegra das notícias e legislações citadas abaixo pode ser encontrada em www.portaldaautopeca.com.br

circulando, então tem de passar por inspeção.

“Uma pesquisa britânica concluiu que o aumento da poluição atmosférica é acompanhado pelo aumento de ocorrências de derrames e infartos.

É uma média assustadora: quase meio milhão de mortes ligadas à poluição só na Europa por ano.

A poluição é um assassino silencioso, mas também deixa rastros. Para ter uma noção do impacto desse problema no dia a dia, os pesquisadores britânicos foram atrás das sirenes em nove cidades do Reino Unido.

Primeiro, verificaram o número de chamadas de ambulância ao longo de todo o ano.

Depois, compararam com a média apenas em dias em que medidores detectaram poluição acima dos níveis permitidos.

A conclusão é que, nessas nove cidades, foram 124 chamadas de emergência extras no ano de paradas cardíacas por causa da poluição.

Os dias de alta poluição provocam 231 internações a mais de acidente vascular cerebral ou derrame por ano.

A equipe da universidade britânica King's College também calculou 193 ataques de asma adicionais em crianças e adultos.

Os pesquisadores afirmaram que as políticas de redução da poluição do ar trabalham em geral com estatísticas frias, de mais longo prazo, como um aumento dos casos de pulmão atrofiado ou recém-nascidos com peso baixo.

Os dados divulgados de hoje destacam a necessidade de medidas urgentes. É um chamado de emergência.”

No entendimento do SINCOPEÇAS-SP, a premissa para o bom funcionamento da inspeção veicular e, consequentemente, o bom funcionamento da frota, é que seja uma Inspeção Técnica Ampla, Geral e Irrestrita sobre Itens de Emissão de Poluentes e de Segurança de todos os veículos particulares e comerciais. Ou seja, o veículo está

i) Garantia dos Comissionistas: R$ 1.772,00

Veja íntegra da CCT Comerciários Capital no Portal da Autopeça: - CCT Comerciários Capital: portaldaautopeca.com.br/wp-content/uploads/2019/12/CCT2019-2020-Comerci%C3%A1rios.pdf

Outras CCTs

Também foi celebrada Convenção Coletiva de Trabalho com o SINDICATO DOS EMPREGADOS EM EMPRESAS DISTRIBUIDORAS DE GÊNEROS ALIMENTÍCIOS, REMÉDIOS, JORNAIS E REVISTAS, DE GÁS (GLP), MATERIAIS PARA ESCRITÓRIO, PEÇAS E ACESSÓRIOS PARA VEÍCULOS, MATERIAL DE CONSTRUÇÃO, EMPRESAS DE SUCATAS E DE MATERIAIS PARA RECICLAGEM, LOCADORAS E PRESTADORAS DE SERVIÇO COM VEÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SEEDESP, aplicável à categoria profissional respectiva, com data-base em 1º de setembro, conforme poderes outorgados através de procuração específica, e com o SINDICATO DOS EMPREGADOS VENDEDORES E VIAJANTES DO COMÉRCIO NO ESTADO DE SÃO PAULO, aplicável à categoria profissional respectiva, com database em 1º de julho, conforme poderes outorgados através de procuração específica.

Veja íntegra das CCTs:

- CCT Motoristas Estado de São Paulo (Varejistas e Serviços) 2019-2020: CCT Motoristas Estado de São Paulo 2019-2020 (Varejista e Serviços)

- CCT Vendedores e Viajantes Estado de São Paulo 2019-2020: CCT Vendedores e Viajantes Estado de São Paulo 2019-2020

JUSTA HOMENAGEM

Sincopeças-SP presta homenagem a Antonio Carlos de Paula, que recentemente retirou-se do aftermarket automotivo

O ex-diretor Geral da Pellegrino, Antonio Carlos de Paula, recebeu homenagem das mãos do

O SINCOPEÇAS-SP ressalta que não há como isentar da inspeção parte da frota circulante. Todo veículo tem de ser inspecionado a partir do segundo ano de fabricação, mesmo porque é a forma de exigir que os veículos passem por uma manutenção preventiva ambiental e de segurança. Não há outro caminho.

A inspeção veicular é um tema sério que, apesar da sua aparência impopular, deve ser enfrentado pelo Poder Público. Sem inspeção não há prevenção contra mortes por acidentes ou danos à saúde. Embora a maior responsabilidade dos acidentes ocorra pela direção irresponsável do motorista, se ele estiver dirigindo um veículo em perfeitas condições sua capacidade de resposta no momento do acidente será mais rápida e, consequentemente, a possibilidade de evitá-lo ou minimizá-lo será maior.

Diante do exposto, o SINCOPEÇAS-SP clama a Vossas Excelências especial atenção à APROVAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DO PL 1187/2009, Programa Ambiental de Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso no Estado de São Paulo, visando minimizar impactos negativos, sociais, econômicos e, principalmente, de saúde pública, gerados pela ausência de um programa de controle de emissões e de segurança veicular.

Certos da sua especial atenção ao nosso pleito, reiteramos protestos de estima e consideração.

Cordialmente,

Francisco Wagner De La Tôrre Presidente

SINCOPEÇAS-SP - Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo Vice-presidente

FECOMERCIO SP - Federação do Comércio do Estado de São Paulo

presidente do Sincopeças-SP, Francisco De La Tôrre, e do 1º tesoureiro da entidade, Álvaro Pereira, pela inestimável contribuição prestada à entidade ao longo de sua trajetória profissional. Diz a placa comemorativa:

ANTONIO CARLOS DE PAULA

O SINCOPEÇAS-SP agradece a inestimável contribuição com a nossa entidade ao longo da sua trajetória profissional.

Reconhecemos em seu trabalho total dedicação ao empreendedorismo, à ética e transparência que tanto contribuiu para o fortalecimento da atividade do varejo de autopeças.

Francisco Wagner De La Tôrre

SINCOPEÇAS-SP – SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE PEÇAS E ACESSÓRIOS PARA VEÍCULOS NO ESTADO DE SÃO PAULO

Para De La Tôrre, é importante valorizar e compreender o passado para enxergar com clareza o futuro. “Nossa homenagem a Antonio Carlos não se limita exclusivamente ao profissional em si, mas deve se estender a toda uma geração. Homenagens que deveriam ter sido feitas em vida para Pedro Molina, fundador da Roles e presidente da Andap, para Frederico dos Ramos, fundador da Ginjo e também presidente da Andap, João Gomes da Silva Neto, fundador da Careca Autopeças e por muitos anos 2º tesoureiro do Sincopeças-SP, e tantos outros que contribuíram enormemente para que esse setor tivesse o tamanho que tem hoje, com tamanha capilaridade, que é tão somente resultado da construção de pessoas. Essa homenagem tem o intuito de mostrar nossa gratidão não apenas a Antonio Carlos, mas a todos aqueles que, lado a lado, contribuíram para a construção desse segmento. Novos desafios existem, mas se hoje esse segmento tem vantagens comparativas com outros canais de abastecimento de autopeças é graças a essas pessoas. Para o Sincopeças-SP essa homenagem é importante porque somos uma instituição que, apesar do terremoto que foi a Lei 13.467, que instituiu da Reforma Trabalhista, chega aos 80 anos forte, vigorosa, atuante, bem estruturada graças a essas pessoas que não só tiveram uma atuação empresarial muito importante, mas deixaram como grande lição que, sempre em paralelo com as suas atuações empresariais, caminharam as suas atuações institucionais. Foram essas pessoas que construíram os pilares do Sincopeças, do Sicap, da Andap e do Sindipeças”, declarou De La Tôrre.

BONS VENTOS PARA OS MERCADOS DE CAMINHÕES E ÔNIBUS NO BRASIL EM

2020

Venda de caminhões é a melhor em 5 anos e, após período de 2014 a 2017, o mercado de ônibus novos registrou de janeiro a novembro deste ano alta de 41,39% em relação a 2018

TEXTO: REDAÇÃO | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

Os resultados do acumulado até novembro mostram uma recuperação consistente no mercado interno de caminhões. As vendas totais no período somam 92,7 mil unidades e alta de 35% sobre iguais meses de 2018. Foi o melhor acumulado para os 11 meses desde 2014 e novembro registrou a melhor média diária (453 itens) também desde aquele ano. Os números foram divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

“A retomada dos caminhões não está mais concentrada nos pesados por causa do

agronegócio. Agora ela ocorre nos semipesados e médios igualmente”, ressalta o vicepresidente da Anfavea, Gustavo Bonini. A alta ainda é a mais expressiva. Até novembro foram entregues 47,4 mil unidades, 53,1% a mais que em iguais meses de 2018. Em seguida vêm os caminhões médios, com 9,3 mil itens no período e acréscimo de 34,1%. Os semipesados, 21,3 mil, anotaram alta de 32,4%. Os semileves, 4,5 mil, tiveram acréscimo de 19%. O único segmento com queda (-3,3%) foi o de leves, com 10,2 mil licenciamentos nos 11 meses.

Mercado de ônibus novos

Em plena recuperação após mais de três anos de expressivas quedas, entre 2014 e 2017, o mercado de ônibus novos no Brasil, para se ter uma ideia, registrou de janeiro a novembro deste ano, alta de 41,39% em comparação ao mesmo período de 2018. O resultado foi divulgado em dezembro pela Fenabrave – Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos, que reúne concessionárias e revendedoras. Foram emplacados em onze meses, 24.759 ônibus, entre urbanos e rodoviários dos mais variados setores.

No ano passado, neste período, foram 17.511 unidades. Entre outubro e novembro, porém, houve queda de 17,44%, passando de 2.700 itens para 2.229. Já na comparação entre novembro do ano passado e novembro de 2019, a alta é de 16,64%, de 1.911 unidades para 2.229. No segmento geral de ônibus, no acumulado entre janeiro e novembro, segundo o boletim da Fenabrave, a Mercedes-Benz lidera com 61,87%. Em seguida, está a Volkswagen, com participação de 20,59%. Na terceira posição se encontra a Volare (Marcopolo), que vende os miniônibus já montados, com 9,55%.

CUMMINS BRASIL ESTREIA O FLY-IN DISTRIBUIDORES E JÁ FOCA EM 2ª EDIÇÃO

Devido ao sucesso alcançado com a estreia do Fly-in Distribuidores, a Cummins Brasil já planeja a segunda edição do evento, promovido pela área de Peças de Reposição em parceria com a rede de Distribuição, previsto para o início de 2020. O Fly-in Distribuidores teve como objetivo reforçar parceria com clientes, ampliar o relacionamento, além de revelar com profundidade o universo da companhia, incluindo suas missões e valores. Nesta primeira edição, um total de 16 convidados foram estrategicamente selecionados, entre eles, clientes de pós-vendas de diversos setores, como retíficas, oficinas, empresas portuárias, frotistas, etc.

HEAVY STAR: CONHEÇA A LINHA DE LÂMPADAS PARA CAMINHÕES DA TUNGSRAM

A Tungsram tem ampla gama de produtos standard e premium para o mercado OEM e aftermarket, entre eles, a linha para pesados Heavy Star, que oferece a robustez necessária para caminhões. “A Heavy Star 24V é uma linha premium, que contempla lâmpadas para farol e miniaturas, como pisca, luz de ré, indicadores e lâmpadas traseiras. Todas têm um design especial, que proporciona longa vida útil e capacidade de suportar as vibrações do terreno”, afirma Mario Morelli, diretor da BR Light, distribuidora GE e Tungsram para as regiões Norte, Nordeste e CentroOeste, e estados do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

NOVA GERAÇÃO DA TRANSMISSÃO

ZF EQUIPA LINHA SPRINTER, LANÇADA PELA MERCEDES-BENZ EM OUTUBRO

A nova geração da transmissão mecânica de seis marchas 6S 480 da ZF equipa a nova linha Sprinter, lançada pela Mercedes-Benz para o mercado brasileiro em outubro. Produzida na fábrica da ZF em Sorocaba (SP), a nova transmissão tem diversos novos atributos desenvolvidos especialmente para os novos modelos vans, furgões e chassi com cabina. Em relação à transmissão 6S 450 que equipava o modelo anterior da Sprinter, a nova transmissão traz uma série de novidades. O modelo tem novo escalonamento de marcha, sensor de identificação de marcha e preparação para montagem de PTO para tomada de força.

MOTOR CAMPEÃO DA FIA, FPT CURSOR 13 ACELERA

NA GRANDE FINAL DA

COPA TRUCK

A Copa Truck chegou ao seu final, acelerada pela força e a robustez do Cursor 13 da FPT Industrial. Recentemente premiado com o título de equipes e pilotos do European Truck Racing Championship 2019, realizado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o motor equipou no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, quatro dos 26 pesados previstos para o grid de largada. Danilo Alamini (#00), Djalma Pivetta (#21), Felipe Giaffone (#4) e Luiz Lopes (#99) tiveram à disposição os 1.200 cv de potência e 4.300 Nm de torque de uma preparação especial, que permite aos caminhões velocidades de até 250 km/h na pista.

RANDON VEÍCULOS AVANÇA PARA 2020 COM PORTFÓLIO AMPLIADO

Inovações em design, pintura e em opções de produtos integram o portfólio da Randon Veículos em 2020. As mudanças buscam oferecer maiores benefícios e valor agregado aos itens da marca, já reconhecidos pelo melhor custo de manutenção. O grande destaque fica por conta da inovadora tecnologia Duratech, que agora estará integrada a todas as linhas de retroescavadeiras, minicarregadeiras e ao chassi dos caminhões. O conceito de pintura eletrostática por submersão Duratech resulta em maior durabilidade, resistência e retenção de brilho e cor, garantindo, também, melhor valor de revenda ao cliente.

QUALIDADE É TEMA DE DESTAQUE NA MERITOR

A Meritor do Brasil, uma das principais fornecedoras de eixos e sistemas para drivetrain de veículos comerciais na América do Sul, teve o mês de novembro marcado pelo tema Qualidade. Para marcar o Dia Mundial da Qualidade, comemorado em novembro, a empresa realizou o evento batizado de Semana da Qualidade, que reuniu cerca de 500 colaboradores com o objetivo de chamar a atenção para a importância das pessoas no alcance da excelência dos produtos. “Com esses encontros pretendemos mostrar o quanto todos os colaboradores têm importância em todo o processo produtivo”, diz Adalberto Momi, diretor geral da Meritor.

NOVO MERCEDES-BENZ ACTROS NGT COM MOTOR A GNC E TRANSMISSÃO ALLISON É APRESENTADO NA MUNICIPALIA

Na Exposição Internacional Municipalia de Equipamentos e Serviços Municipais, mais uma vez ficou demonstrado que as transmissões totalmente automáticas Allison operam em perfeita harmonia com os motores GNC. No evento, realizado nos dias 22, 23 e 24 de outubro no centro de feiras Fira de Lleida, o novo Actros NGT da Mercedes-Benz Trucks estava em exibição no estande da Allison Transmission. O veículo foi

projetado visando o transporte sustentável e para empresas especializadas em distribuição de média distância, como os serviços municipais de coleta de lixo, além de entregas noturnas ou circulação em áreas com restrições de tráfego.

FIRESTONE ANUNCIA EXTENSÃO DE LINHA PARA O SEGMENTO DE MICRO-ÔNIBUS E CAMINHÕES LEVES

A Firestone, marca pertencente à Bridgestone, anuncia a extensão da sua linha FS558 para a medida 235/75R17.5. O produto, pneu radial indicado para micro-ônibus e caminhões leves, apresenta melhor performance quilométrica, capacidade de tração e excelente dirigibilidade, além de desgaste uniforme e melhor frenagem em piso molhado. “Essa extensão fortalece ainda mais a competitividade da marca Firestone neste segmento, oferecendo aos nossos clientes soluções completas”, comenta Oduvaldo Viana, diretor de Marketing da Bridgestone. “A tecnologia aplicada no FS558 mantém o nosso alto padrão de qualidade”, finaliza.

COM PASTILHAS DE FREIO COBREQ, PESADOS DISPUTAM FINAL DA COPA TRUCK

METRA ABRE SUA GARAGEM PARA OS APAIXONADOS POR ÔNIBUS

A nona e última etapa de 2019 da Copa Truck aconteceu no domingo, dia 8 de dezembro, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP). Para disputar a grande final, os caminhões entraram na pista com pastilhas de freio dianteiras e traseiras produzidas pela Cobreq, marca da TMD Friction, uma empresa do grupo Nisshinbo. As pastilhas de freio Cobreq marcaram presença durante todas as provas da temporada 2019. Exigidas ao extremo ao enfrentar situações críticas durante uma hora de corrida, as peças são desenvolvidas com alta tecnologia para suportar temperaturas que podem ultrapassar 500° C, dependendo dos circuitos.

A Metra, empresa dedicada ao transporte de passageiros no Corredor ABD, entre o bairro de Jabaquara, na zona Sul de São Paulo, São Mateus, zona leste, e sua extensão entre o município de Diadema e o bairro do Brooklin, na zona sul, promoveu o programa Garagem Aberta que reuniu busólogos, mantendo uma longa tradição de relacionamento com os admiradores de ônibus. O grande interesse e procura dos busólogos levou a Metra a organizar duas turmas de admiradores, que nos dias 26 de novembro e 3 de dezembro foram recebidos na sede da empresa.

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JOSECAR REALIZA A 10ª EDIÇÃO DE SUA FESTA DE FINAL DE ANO

Evento mais uma vez reúne clientes, fornecedores, colaboradores e amigos para celebrar

AJosecar Distribuidora de Autopeças, pelo 10º ano consecutivo, realizou sua tradicional festa de confraternização com seus clientes, fornecedores, colaboradores e amigos. Neste ano, aconteceu no dia 1º de dezembro, no Sítio Quinta das Fontainhas, na cidade de Jundiaí (SP), quando os convidados tiveram momentos de descontração, juntamente com seus familiares.

“Hoje pela manhã, a caminho do evento na estrada, pude refletir sobre os dez anos deste encontro tão especial e muito esperado pelos participantes. No primeiro encontro, realizamos um evento pequeno, que foi regional, apenas para a cidade de Jundiaí. Entretanto, a partir de então, nossos encontros tomaram outras proporções, com a participação de grandes parceiros fornecendo materiais promocionais, brindes, entre outras opções de entretenimento para o encontro. Atualmente o evento conta com aproximadamente 1.000 pessoas. Entre os participantes, temos nossos principais fornecedores, nossos funcionários e colaboradores e o mais importante, neste dia é possível a interação e a troca de informações com os maiores fabricantes de autopeças do mercado nacional. Uma grande oportunidade de aprendizado e troca de experiências, além disso, de relacionamentos para o dia a

dia dos negócios. Isso é bacana e nos dá muito orgulho”, conta diretor do Grupo Josecar, Ricardo Carnevale.

História

A Josecar atua no setor de autopeças desde 1.983, fundada pelo patriarca Sr. José Carnevale. “Contando com a solidez, tradição e a trajetória da empresa, em 2001, resolvemos abrir novos horizontes, com a inauguração da nossa segunda loja no bairro da Lapa, na cidade São Paulo. E atualmente estamos com oito unidades, sendo a mais recente inaugurada em maio deste ano, na cidade de Atibaia, interior do estado de São Paulo. No nosso plano de negócios para 2020 temos uma grande novidade: um Centro Logístico de Distribuição para nossas lojas, este novo formato aprimorará ainda mais nossos processos de abastecimento, buscando a plena satisfação dos nossos clientes”, diz o empresário.

Mensagem

Sobre 2019, “sem dúvidas, foi um ano de incertezas para todos os cidadãos brasileiros, principalmente na política e economia. Entretanto, nosso setor possui características passiveis de atuação diferenciada, por exemplo, com a queda de venda de autos novos ou zero km, o comércio de reparação se mantém ou pode se elevar levemente. Importante sempre perceber e estudar as oportunidades de cada região que se atua”, afirma Carnevale.

Para fechar, “desejamos um ótimo final do ano e que todos tenham alcançado os objetivos traçados para 2019. E com os novos índices positivos demonstrados para a economia, desemprego, entre outros, já podemos ter a percepção de melhores resultados para 2020. “Acredito que devemos continuar investindo na estrutura organizacional da empresa, além disso, trabalhando duro no dia a dia, somente assim poderemos obter os resultados positivos desejados”, conclui o empresário.

Rogério e Ricardo Carnevale, diretores da Josecar

SALÃO DUAS RODAS

Evento confirma sua posição como principal acontecimento do setor de motos e quebra todos os recordes de experiências e motocicletas em exposição

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Salão Duas Rodas encerrou a edição 2019 reafirmando sua força e relevância para o setor de motocicletas e para a cadeia de equipamentos, acessórios e motopeças como o principal evento de experiências no segmento do mundo. Estiveram presentes mais de 420 empresas de toda a cadeia do setor e as principais fabricantes de motocicletas que, juntas, contabilizam mais de 98% da produção e vendas do mercado nacional. São elas: Honda, Yamaha, Kawasaki, Triumph, Suzuki, KTM Royal Enfield, Vespa, Kymco e Hao Jue.

Para se ter uma ideia, em seis dias de corredores cheios no São Paulo Expo de experiências nos mais de 85.000m² de ocupação, o público conferiu as motos que estavam no Salão, um recorde: Os mais de 560 modelos

em exposição e mais de 70 para experimentação nos test-rides somaram mais de 630 motos à disposição dos visitantes, 80 a mais do que na última edição. Uma variada programação de eventos paralelos, com shows a cada hora, levou o público ao delírio a cada manobra das equipes Fred Kyrillos, Força & Ação e Alto Giro.

A mostra teve atrações em todos os cantos do complexo São Paulo Expo e, como novidade, Oval Track, trazido pela Reed Exhibitions em parceria com o piloto Leandro Mello com exclusividade para o Salão Duas Rodas. Sexta-feira e sábado foram os dias dedicados à competição com uma etapa especial do Arena Cross. Pela segunda vez no São Paulo Expo, o evento ocupou 55.000m² de área interna e 30.000m² de área externa para experiências. Mais de 15 mil test rides foram realizados em 10 km de percursos.

"A Reed Exhibitions Alcantara Machado terminou essa edição com a sensação de dever cumprido, com a entrega de um Salão Duas Rodas marcado pela retomada da indústria e confiança das principais marcas do setor. A maior prova disso é que pela primeira vez, com dois anos de antecedência, Honda, Yamaha, Kawasaki, KTM e Royal Enfield já confirmaram presença no SDR2021 e outras grandes novidades deverão ser anunciadas ainda este ano", destacou Lucas Pimentel, gerente da mostra.

RETOMADA DO SETOR

No evento, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) revisou as projeções para 2019. Esta é a segunda vez que a entidade atualiza suas expectativas, graças à retomada do setor. A nova estimativa para produção total deste ano é de 1.105.000 unidades, correspondendo a uma alta de 6,6% na comparação com o volume produzido em 2018 (1.036.788 itens).

A projeção anterior, apresentada em abril, apontava 1.100.000 unidades.

Segundo Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, o desempenho positivo do mercado interno foi a principal razão para a revisão das projeções para este ano. "A maior oferta de crédito, com taxas de juros mais atrativas e novos players, como os bancos digitais, aumentou o interesse do consumidor pela aquisição um modelo 0 km. Esse quadro também foi estimulado pela apresentação de novos modelos no mercado, mais modernos, com novos recursos tecnológicos e design renovado".

REPARASUL 2019

Feira encerra com bons negócios e demonstra força do segmento de reparação automotiva no Sul do País

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o longo de quatro dias, a 2ª edição da Reparasul – Feira de Autopeças e Reparação Automotiva, realizada na Fenac, em Novo Hamburgo (RS), reuniu milhares de profissionais, 200 marcas e 70 expositores, que apresentaram novidades da reposição e equipamentos para reparação automotiva. A feira proporcionou networking e gerou negócios entre toda a cadeia, envolvendo fabricantes, distribuidores, varejos de autopeças e oficinas mecânicas.

Angela Dias, coordenadora da Reparasul, disse que a Feira cresceu acima do esperado. “Tivemos um aumento de mais de 60% em público em relação à última edição. A equipe da Fenac e entidades se uniram e trabalharam de forma diferenciada, fazendo dessa feira o sucesso que ela foi”. “A expectativa é renovarmos 70% dos expositores durante os próximos 15 dias”, explicou.

A coordenadora ainda evidenciou a programação de conhecimento da feira. “A Arena do Conhecimento Reparasul/AutoRede e a Unidade Móvel do SENAI foram um sucesso e são espaços que já estão confirmados para 2020. Além disso, a parceria com Carlos Fortes, organizador do Congresso Sul Brasileiro de Vendas de Peças, Acessórios e Serviços Automotivos também foi ótima”.

Marcio Jung, diretor-presidente da Fenac, contou que para a edição de 2020 a projeção é de ainda mais crescimento. “A Reparasul deve crescer mais de 50% em termos de área comercializada em sua terceira mostra”. “O sucesso da Reparasul demonstra como a Fenac tem esse know-how, com um padrão para promover e

organizar feiras em diferentes segmentos”, avaliou.

Caravanas e próxima edição

A Reparasul reuniu mais de 15 caravanas de diferentes regiões do estado buscando promover a visitação

qualificada, incluindo cidades como Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Lajeado, Passo Fundo, Pelotas, Rio Grande, Camaquã, Santa Maria, litoral Norte, Santa Cruz do Sul, Cachoeira do Sul, além de grupos de países do Mercosul como Argentina e Uruguai. Paulo Weber, embaixador da

caravana de Santa Maria e região, falou da ação.

“É uma iniciativa fantástica, pois permite que profissionais de diferentes regiões do nosso estado possam procurar novidades e conhecimento para se atualizar. Essa movimentação atende uma necessidade

do nosso setor”. O transporte dos participantes foi gratuito através de apoio de empresas parceiras. Por fim, a 3ª edição está confirmada nos dias 18, 19, 20 e 21 de novembro de 2020, na Fenac, em Novo Hamburgo (RS).

VOCÊ PODE RIR DAS PREOCUPAÇÕES COM SUAS

METAS SE CONSEGUIR ENTENDER ISSO!

| POR:PROF.

Olá, tudo bem? Espero que esse texto lhe encontre bem!

Eu trabalho com vendas desde 1997. Em todo esse período, já passei por grandes dificuldades para atingir minhas metas de vendas.

Talvez você também já tenha passado ou está passando por algo parecido.

VOU LISTAR ALGUMAS POSSIBILIDADES:

Pode ser que a sua dificuldade em bater suas metas seja pelo fato de que trabalhamos com pessoas, e pessoas têm comportamentos, ideias, sugestões características e personalidades diferentes.

Isso dificulta muito o seu trabalho. Pessoas possuem medo da conjuntura, possuem diversas estruturas familiares e, em alguns casos, têm decisões conjuntas.

Outra grande dificuldade para conseguir realizar seus desejos nessa profissão pode ser a tendência mundial de comoditização que está acontecendo em vários segmentos.

A incapacidade de o cliente compreender problemas e soluções, a oferta excessiva de desempenho e a semelhança entre produtos e serviços fazem com que o cliente, na sua percepção, imagine que todos os produtos e serviços são iguais e passam a ser commodities.

Além disso, ainda existe a concorrência, que em muitos segmentos é desleal. Uma oferta de qualidade e benefícios superior ao que o cliente precisa.

Ele, o cliente, passa a ignorar recursos que não precisa, oferta excessiva de desempenho por algumas empresas e a uma superação das necessidades originais. Tudo isso acaba por somar mais dificuldade ao trabalho do vendedor.

Em resumo, de um lado temos a complexidade dos processos comerciais através da tecnologia, a competição, a legislação e as exigências em geral.

Do outro, temos a ideia e a tendência de comoditização, que levam aos produtos e serviços soluções e características muito parecidas.

No meio disso tudo, tem o lucro, as vendas, os ganhos que parecem estar cada vez mais apertados.

Todas essas dificuldades podem levar você a pensar que o lado negro desse processo é o Cliente. No entanto, eu pergunto para você:

Será que o cliente também não tem dificuldade em tomar uma decisão com qualidade?

O excesso de informação e semelhanças entre produtos e serviços estão fazendo o cliente ter muita dificuldade de decisão.

Ele passa a analisar os produtos e serviços dentro de uma funcionalidade, de uma confiabilidade, de uma conveniência e, obviamente, vai diretamente discutir preço.

Ou seja, se o produto funciona, é confiável, é conveniente

FATURAMENTO DA INDÚSTRIA DE AUTOPEÇAS

para ele, resta apenas discutir preço. Afinal de contas, o papel do consumidor é comprar o melhor pelo menor preço sempre.

Espero que, ao entender isso, você passe a criar estratégias assertivas para fugir dessas armadilhas comerciais e atingir suas metas de vendas todos os meses.

Um forte abraço, fique com Deus e até o TOPO, porque é lá que vamos nos encontrar!

* Palestrante, professor em cursos de pós-graduação e sócio fundador responsável pela empresa Executivos de Vendas - Soluções Comerciais, por acreditar que as experiências compartilhadas em Vendas possuem poder de transformação compartilhadas em Vendas

SINDIPEÇAS REVISA METODOLOGIA DE ESTIMATIVA DE SEUS ASSOCIADOS

O Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) revisou sua série histórica de estimativas de faturamento da indústria de autopeças, utilizando nova metodologia. Até 2018, o cálculo do faturamento anual levava em conta o resultado de pesquisa feita com empresas associadas. A partir de agora, serão incorporadas estatísticas oficiais. “Com isso, os dados de anos anteriores foram recalculados em razão da alteração dos números”, explica George Rugitsky, conselheiro do Sindipeças responsável pela área econômica.

O levantamento do Sindipeças passa a adicionar as informações de autopeças extraídas da Pesquisa Industrial Anual (PIA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dados da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), que não são originalmente do setor, embora diretamente relacionados a ele. São utilizados também indicadores da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério da Economia. A indústria de autopeças deve faturar este ano cerca de R$ 144 bilhões de reais (a previsão anterior era de R$ 102,5 bilhões). Em 2020, estima-se crescimento de 3%, para R$ 148,5 bilhões.

MERCADO

CADERNO BALCONISTA AUTOMOTIVO

Contribuindo para o aprimoramento do profissional do varejo de autopeças

Quais são seus planos para 2020?

Aproveite para pensar em como alavancar a sua carreira e melhorar as suas habilidades pessoais

TEXTO: KARIN FUCHS | FOTO(S): DIVULGAÇÃO

No fim de ano é mais do que comum fazermos um balanço do que realizamos, do que nos propusemos e do que não se cumpriu. Também é a época em que traçamos metas para o ano seguinte, profissionais e pessoais, e dos sonhos que queremos realizar. É o momento de pensarmos em alavancar a nossa carreira, colocando novas ações em prática. Para quem atua diretamente no atendimento ao cliente, é mais do que necessário atentar-se às mudanças que estão acontecendo, principalmente no comportamento do consumidor.

“O profissional que atua no atendimento direto ao cliente ocupa uma posição de destaque para alavancar sua carreira. Ele lida diretamente com o consumidor, se relaciona diariamente com ele. É quem tem a melhor visão da satisfação do cliente, quem tem a possibilidade de criar vínculos estreitos com eles e quem tem a possibilidade de ampliar diariamente seu networking”, afirma Marcelo Braga, CEO da Reachr, soluções inovadoras em RH.

Ele comenta também que, diferentemente de outras áreas, estar na linha de frente lhe proporciona um contato mais íntimo. “Muitas vezes, criando uma relação até de amizade, onde, em situações muito especificas, podese abrir o desejo de buscar novos desafios profissionais e por este canal lhe surgir um convite para mudança de carreira. Também é uma área que proporciona conhecer concorrentes, participar de eventos, feiras, fortalecendo ainda mais seu networking”.

Consultor do Sebrae-SP, Adriano Augusto Campos, diz que como em qualquer outra profissão, a de balconista

também vem mudando. “Os hábitos e o comportamento das pessoas mudam e o tempo delas também. O primeiro ponto é reconhecer que por mais que se tenha o conhecimento técnico e a experiência, é preciso sempre se reciclar e estar disposto a melhorar. O fato de reconhecer com alguma constância que isso é necessário já é um começo”.

E mesmo com o avanço tecnológico, as mídias digitais e o comércio eletrônico, um movimento que está acontecendo é a necessidade do contato físico. “Parte dos consumidores começou a enxergar esta necessidade. É uma experiência meio ambígua, pois a pessoa tem que se deslocar até a loja, enfrentar o trânsito, o que acaba sendo um esforço. Por isso, é importante tentar identificar em cada consumidor qual é o seu histórico, o que ele foi buscar e em qual cenário ele está envolvido (estressado ou mais tranquilo, para poder adaptar o discurso, a maneira como lidar com ele”.

De acordo com Campos, o profissional que está atendendo o cliente não pode ser uma ameaça, um intimidador. “Ele tem que tentar fazer a leitura do cliente numa fração de segundos, observando as suas características corporais, a maneira como ele está chegando à loja. É uma análise muito rápida que tem que ser feita para adaptar o atendimento, que não pode ser no piloto automático. Afinal, cada cabeça é uma sentença”.

Visão similar compartilha Braga: “O tipo de produto, tipo de atendimento que realiza, o estágio que entra no atendimento ao cliente impacta diretamente na sua forma de atuação. No entanto, um passo muito importante para o sucesso é saber entender e ouvir o consumidor, e com base nesta compreensão traçar sua linha de

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atuação. Ao ouvir o cliente, perceberá se deve ser mais formal, mais informal, entre outras percepções”.

Ele também comenta o quanto é importante o atendimento humanizado. “O consumidor está digital sim, mas não quer perder o aspecto humanizado. Soluções digitais humanizadas têm tido maior destaque. Soluções omnichannel que integram CRM, WhatsApp, SMS, e-mail e ligações têm maior sucesso se por trás existe um atendimento diferenciado, ou se quem desenvolveu buscou criar uma comunicação humanizada. Nesta criação o profissional de atendimento tem muito a agregar”.

Habilidades

Nas habilidades pessoais, Campos informa que tem sido muito falado que o profissional do futuro tem que ter resiliência. “Com a internet, o conhecimento técnico é muito fácil de ser adquirido. Uma competência pessoal que está começando a ter muita evidência é a resiliência, a capacidade do profissional lidar com muitos problemas e conseguir solucioná-los, utilizando a sua inteligência emocional. Independentemente do problema, se falta peça ou o cliente reclama, ter equilíbrio e ser previsível. Eu acho que a resiliência é um conhecimento pessoal muito grande”.

Outro ponto bastante válido, diz ele, é a competência na comunicação. “Saber se comunicar com clareza, entender muito bem o que está sendo dito pelo cliente e a sua linguagem verbal e não verbal. A comunicação ajuda a dar clareza e a segurança de que a pessoa está fazendo uma compra certa. Também é importante a capacidade de se relacionar para solucionar problemas, ajudando o cliente quando ele precisa de um apoio e de uma orientação. Por isso, é importante o balconista ter uma rede de relacionamentos, como, por exemplo, com os fornecedores, que seja positiva para a sua profissão e para a sua vida”.

...é preciso sempre se reciclar e estar disposto a melhorar. O fato de reconhecer com alguma constância que isso é necessário já é um começo.

Adriano Augusto Campos, consultor do

Sebrae-SP

O relacionamento interpessoal é até mais importante do que o conhecimento técnico. “Existe a máxima de que se contrata pelo técnico e demite pelo comportamental. O aspecto comportamental para quem atua no atendimento ao cliente é muito importante, até mais do que o técnico. Relacionamento interpessoal, solução de problemas, resiliência, saber ouvir, são comportamentos que devem ser lapidados”, orienta Braga.

Para desenvolver as suas habilidades pessoais, ele diz que um primeiro aspecto importante é o autoconhecimento. “Existem inventários comportamentais que o profissional pode fazer para ter um melhor conhecimento sobre si mesmo. Com este resultado, ele compara com os comportamentos esperados para a sua função e faz um cruzamento para identificar onde estão os maiores gaps entre o desejado para a função que ocupa e onde está”.

Com base neste estudo, é possível traçar com mais clareza o plano para o seu desenvolvimento e você

mesmo pode fazer isto. “Muitos profissionais hoje em dia esperam a empresa fazer esta análise por eles. Quando a empresa não faz, ele toma decisões de realizar cursos para se desenvolver, mas em grande parte, estes cursos nada agregam para o seu desenvolvimento, acabando por investir recursos em frentes que não terão resultados diferenciados”.

O que cada um se propõe

Na Auto Accessórios Bangu, de Rio de Janeiro (RJ) a meta de Marcio Lima de Sena para 2020 é aumentar as suas vendas. “Nós estamos em uma fase de transição, saímos de um período ruim em que o mercado não estava favorável. As vendas caíram muito e agora estamos entrando em uma fase melhor. A minha perspectiva para 2020 é poder fidelizar o maior número de oficinas mecânicas possíveis para que o meu ticket médio aumente, o que também é melhor para a empresa. Profissionalmente, eu não tenho muito o que mudar, mas sim manter o que eu estou fazendo e melhorar um pouco mais”.

Para ele, isso não se limita ao balcão. “Na minha área, eu não posso ficar somente limitado ao balcão, eu tenho que ser um intraempreendedor, tendo a visão do patrão para poder acompanhar a empresa”. Para isso, ele está sempre antenado com o que acontece no mercado e sempre se atualizando. “Eu uso muito as mídias sociais para me atualizar, gosto muito do YouTube, que tem canais muito bons e profissionais, isso faz com que eu fique muito à frente do mercado”.

Na prática, ele explica que assim que um novo veículo é lançado já busca as informações. “Dessa forma, eu consigo ter uma visão ampla do que podemos ter na empresa, ajudando a área de compras com os produtos que realmente venderão na loja. Também é preciso ter noção de mecânica, se o vendedor não

Adriano Augusto Campos, consultor do Sebrae-SP
Marcelo Braga, CEO da Reachr, soluções inovadoras em RH
Marcio Lima de Sena, da Auto Accessórios Bangu, do Rio de Janeiro (RJ)

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tiver conhecimento de um pouco de tudo dentro da nossa área, ele não consegue desenvolver bem o seu trabalho”.

Do lado pessoal, Sena conta que estudar faz parte dos seus planos para 2020. “Eu gosto muito de estudar, eu já fiz vários cursos da minha área e está nos meus planos fazer outra faculdade no próximo ano, um curso mais relacionado às áreas de vendas, gerenciamento e marketing. Quero buscar mais conhecimento para

melhorar ainda mais o relacionamento com o cliente”. Sena tem curso superior na área de saúde, chegou a estagiar na área, mas sem uma oportunidade, voltou para a Bangu após 8 meses de estágio.

Na Gian Auto Peças, de São Paulo (SP), Bruno Costa diz que o objetivo é sempre buscar crescimento profissional, em todos os sentidos, o que não será diferente em 2020. “No relacionamento, na capacitação, na melhor administração do tempo e no maior uso das mídias sociais. Com objetividade e dedicação, criar metas de vendas com controles periódicos, aumentar o número de clientes inativos e focar nos que dão mais resultados. Fazer a diferença usando as melhores técnicas de vendas, oferecendo soluções que os clientes necessitam. Com tudo isso, o objetivo é um maior faturamento para a empresa”.

Por ser um setor muito dinâmico, Costa afirma que aprimoramento é a palavra de ordem. “O nosso negócio é muito dinâmico e necessita de constante aprimoramento. Nós estamos sempre aprendendo com a evolução e as inovações frequentes, eu busco

sempre ser um profissional qualificado. Estou sempre à procura de cursos, palestras, leituras e até solicito auxílio a colegas mais experientes”.

Na vida pessoal, ele conta quais são os seus objetivos. “Eu quero melhorar a minha qualidade de vida em todos os sentidos. Ter muita saúde e trabalho, assim conseguirei adquirir a minha casa própria”.

Luiz Ratto Jr., da Braskape, de São Paulo (SP)
Bruno Costa, da Gian Auto Peças, de São Paulo (SP)

Mais vendas

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Para 2020, o objetivo de Luiz Ratto Jr., da Braskape, também da capital paulista, é aumentar as vendas e ele já traçou seus planos para isso. “Eu irei visitar os clientes e estreitar ainda mais o relacionamento com eles. Quero aproveitar ao máximo as oportunidades que existem de vender mais e atender mais os clientes atuais. Já participamos de muitos cursos e palestras, pesquiso muito pela internet e continuarei fazendo tudo isso no próximo ano”.

O seu sonho para o próximo ano é mudar de apartamento e cuidar mais de si e da sua família. “As minhas metas para 2020 são aumentar mais a minha renda, obter mais consumos materiais e cuidar mais da minha família e da minha saúde. A gente se empenha bastante no dia a dia, e chegamos em casa bem esgotados. E o meu grande sonho é mudar de apartamento”.

Planos similares têm Emanuela dos Santos Macambira, da Truckão Autopeças e Serviços, de Fortaleza (CE). “Eu pretendo em 2020 otimizar as

minhas vendas, pois a situação está complicada, mas se conseguimos manter o que estamos fazendo já é de grande valia. Para atingir esta meta, precisamos trabalhar em conjunto, com os setores de compra e de logística para que as coisas aconteçam. Precisamos estar antenados com as faltas e as novidades do mercado para passarmos para o departamento de compras. Um trabalho que já fazemos na loja”.

E também continuar se aperfeiçoando. “É sempre importante estamos antenados e sabermos sobre as novidades do mercado, até porque isso é algo a mais para podermos passar para os clientes e para prestarmos um atendimento cada vez melhor”. Pessoalmente, o sonho dela é trocar de carro no próximo ano. “Eu quero trocar o meu carro e queria ter mais tempo para mim. O meu sonho seria não trabalhar aos sábados, queria ter mais tempo para ficar com a família, sou casada e tenho filhos”, finaliza.

O que os profissionais precisam

Fonte: Summit - Sua Carreira em 2020, promovido pela Universidade Positivo

- Competência interpessoal:

Esta é a habilidade que mais influencia as contratações no País, para 95% dos entrevistados brasileiros que participaram do relatório “Tendências Globais de Talento”, divulgado pelo LinkedIn e baseado em pesquisa com mais de 5 mil profissionais de talentos em 35 países. Competência interpessoal pode ser listada em cinco habilidades:

criatividade, persuasão, colaboração, adaptabilidade e gestão do tempo.

- Relacionamentos:

Para a psicóloga e LinkedIn Top Voices, Tais Targa, a qualidade dos relacionamentos vai ditar grande parte da felicidade e longevidade das pessoas. “O maior preditor da felicidade são os relacionamentos saudáveis, e o que torna uma pessoa infeliz são os relacionamentos

disfuncionais”. Para ela, o profissional do futuro não pode ser acomodado. “Isso limita a capacidade de ser a sua melhor versão. Precisamos de pessoas autênticas, genuínas, com a capacidade de entregar e fazer mais”.

- A era da digitalização:

Segundo David Forli, diretor de Relações Institucionais da Universidade Positivo, todas as atividades estão sendo fortemente impactadas pela

tecnologia, por isso, compreender e estar atento em como os avanços tecnológicos podem impactar as carreiras são essenciais hoje em dia. “O grande medo das pessoas é que suas profissões sejam substituídas pela tecnologia, mas quem acompanhar os movimentos de inovação tende a se encaixar automaticamente em novos papéis que o mercado vai exigir e ainda não sabemos”.

- Sonhar grande:

David Forli, diretor de Relações Institucionais da Universidade Positivo
Tais Targa, psicóloga e LinkedIn Top Voices
Emanuela dos Santos Macambira, da Truckão Autopeças e Serviços, de Fortaleza (CE)

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Para a CHRO do Ebanx, Daniele Fonseca, sonhar grande é uma das competências requeridas para o profissional do futuro. “É a relação que você tem com seu trabalho, como você olha para as pessoas que trabalham ao seu lado, é como você faz entregas

e dá ideias diferenciadas”. E a empresa precisa dar condições para fazer acontecer. “É necessário engajar, de fato, promover a vontade de fazer diferente, o orgulho. Brilho nos olhos dos colaboradores ainda não dá para fabricar”.

- Aprendizado contínuo:

“Aprender novas habilidades não é mais um diferencial, assim como não é mais algo que você faz apenas quando está em busca de uma grande guinada profissional. Para se manter competitivo no mercado atual, é preciso firmar um compromisso com o aprendizado contínuo, e não importa qual é seu cargo ou plano de carreira", aconselha o head da Amazon, Paulo Cunha.

- Informação :

Pela revista The Economist, em 2017, e reforçada pelo

professor e especialista em inovação, Gil Giardelli, “a informação é moeda de troca no século XXI”. Já o head da Amazon, Paulo Cunha, coloca a capacidade analítica como primordial para qualquer área. “Não basta mais encontrar os dados, pois eles estão a um clique dos nossos dedos, mas sim saber filtrar o que serve e como utilizá-los de forma estratégica”.

Daniele Fonseca, CHRO do Ebanx
Paulo Cunha, head da Amazon

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“QUE VENDEDOR SOU EU!”

Texto: Valtermário de Souza Rodrigues* | Foto(s): Divulgação

Os amigos Douglas e Israel se reencontram após longa data e, dentre muitos assuntos, conversaram sobre as atividades profissionais que exercem no momento.

Douglas atualmente trabalha em uma Distribuidora de Autopeças na função de vendedor interno, por sua vez, Israel informou para Douglas que, também, atua na área de vendas, porém, sua função é de telemarketing em uma empresa de telefonia.

Importante esclarecer a diferenciação entre a função de vendedor interno e a de telemarketing, a saber:

Telemarketing

A função de Israel consiste basicamente em utilizar o telefone para vender um produto e/ou serviço e atender ao cliente nas suas mais diversas necessidades.

A ATIVIDADE DIVIDE-SE EM DUAS CATEGORIAS:

Telemarketing ativo: Quando ele entra em contato oferecendo planos de telefonia.

Telemarketing receptivo: Quando recebe ligações de clientes necessitando comprar algum produto, reclamar de algum serviço, solicitar cancelamentos, etc.

Na função de telemarketing, Israel tem jornada reduzida de 36 horas semanais com base no artigo 227 da CLT e, também, no Anexo II da NR 17 do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), o qual estabelece parâmetros mínimos para o trabalho em atividades de telemarketing nas diversas modalidades desse serviço, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança, saúde e desempenho eficiente.

Vendedor interno

O Vendedor Interno é o profissional responsável por executar atividades relacionadas à venda de

produtos ou serviços. Um Vendedor Interno é responsável pelas vendas, pela negociação do preço do produto ou serviço vendido, negociação do prazo, das condições de pagamento e dos descontos da venda.

Na Distribuidora de Autopeças, Douglas realiza vendas por atacado, aos clientes, pessoa jurídica do ramo de autopeças, cadastrados em sua carteira, sendo que a maioria compra por cotações realizadas junto às distribuidoras concorrentes.

Para isso, ele faz uso do telefone, e-mail, Skype, WhatsApp e, esporadicamente, até mesmo visita pessoalmente alguns de seus clientes. Diferentemente da função de telemarketing que tem uma jornada de 36 horas semanais, a jornada de trabalho do vendedor interno é de 48 horas semanais, com intervalo de 01h12 para almoço.

Ainda, para melhor atender aos clientes, faz uso de catálogo físico e digital, participa da negociação de preços junto ao gestor; vai ao estoque comparar peças e acompanha o pedido desde o início até o pósvenda, quando confirma a entrega da mercadoria dentro do que foi combinado.

Telemarketing e vendas internas, portanto, são atividades de vendas, cada uma com suas particularidades e legislação específicas que regem os parâmetros para o desenvolvimento delas.

COACHING A HORA DA VIRADA - Vol. III

Na atualidade, aparecem problemas que antes não eram tão visíveis ou sequer influentes, mas que hoje ganharam grandes proporções. E são esses bloqueios que, por vezes, impedem as pessoas de seguir em frente. Um dilema contemporâneo requer uma solução contemporânea, eis que surge a obra: Coaching a hora da virada vol.III. O livro idealizado por Mauricio Sita, com colaboração de Valtermário Rodrigues, usa o empirismo como aliado para transmitir a mensagem de forma eficaz e sem rodeios.

*Analista Administrativo Sênior da Distribuidora Automotiva S/A – Filial Salvador; Bacharel em Administração de Empresas; MBA em Gestão de Empresas; MBA em Liderança Coaching; Co-autor dos livros “Ser Mais Inovador em RH” – “Motivação em Vendas” e "Planejamento Estratégico para a Vida”

Boas Festas

É o que deseja toda a equipe do jornal Balcão

Automotivo aos seus clientes, fornecedores e amigos leitores. Que 2020 seja repleto de paz, esperança e muita prosperidade. OBRIGADO!

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