Região Metropolitana da Baixada Santista é importante centro econômico e de exportação pelo complexo portuário
EVENTO 32
REPOSIÇÃO AUTOMOTIVA
Seminário discute o impacto da digitalização e eletrificação dos veículos, fintechs como soluções de pagamento e operações financeiras e tendências do setor com novas tecnologias
CADERNO 43
BALCONISTA AUTOMOTIVO
A diferença que um bom atendimento faz, tanto no balcão como ao telefone; ganha quem der mais atenção ao cliente
ESTATÍSTICAS 39
NOVAS ESTIMATIVAS
Anfavea e Abeifa apresentam seus resultados do mês de setembro e revisam suas projeções para o final de 2019
no157
ANO XIV•OUT | 2019
A SADIA CONVIVÊNCIA
ENTRE O IMPRESSO E O DIGITAL
Há anos, ouvimos falar que os veículos impressos tendem a desaparecer e que a era digital veio para ocupar o espaço deles. Fato é que a mídia impressa precisa se reinventar para atrair os leitores que buscam por informações mais aprofundadas. E nesse contexto as especializadas têm um grande papel.
13 ANOS DE JORNAL BALCÃO AUTOMOTIVO
Nesta edição, decidimos celebrar essa data tão importante junto aos nossos parceiros comerciais, que estão conosco desde 2006, e trazemos como uma forma de agradecimento a todo o apoio nessa trajetória as suas respectivas logomarcas.
Nossa
JORNAL BALCÃO AUTOMOTIVO Nº 157 | ANO XIV | OUTUBRO DE 2019
PARABÉNS A TODOS NÓS!
Ainda comemorando os nossos 13 anos recémcompletados, nesta edição decidimos celebrar junto aos nossos parceiros comerciais, desde os primórdios lá em 2006, e trazemos com uma forma de agradecimento a todo o apoio nessa trajetória as suas respectivas logomarcas. Uma singela homenagem a quem sempre esteve conosco, nos bons momentos, nos não tão bons assim, enfim, faz parte da nossa história.
Ah, e em complemento a essa ação, demos voz a alguns desses clientes para expressarem em poucas linhas a importância do jornal Balcão Automotivo dentro do contexto de negócios das empresas. E os depoimentos foram os mais diversos possíveis, mas foi muito gratificante ver que nesses anos todos pudemos fazer parte da história de quem sempre nos acompanhou. A todos, o nosso muito obrigado!
E também escolhemos esta edição para lançar o Caderno Balconista Automotivo, que como seu próprio slogan diz contribuirá para o aprimoramento do profissional do varejo de autopeças. Nessa linha, como primeiro assunto, o atendimento faz toda a diferença. No balcão ou ao telefone, ganha quem der mais atenção ao cliente. Cabe ao vendedor antenado ter a sensibilidade de se colocar no lugar dele e lhe dar a solução.
E com uma edição repleta de novidades, como reportagem de capa, ratificando a importância do
veículo impresso, principalmente o segmentado, a rivalidade sadia entre impresso e digital, que segundo especialistas vão conviver em paralelo. Fato é que a mídia impressa precisou, precisa e precisará se reinventar para atrair os leitores que buscam por informações mais aprofundadas.
Em Geomarketing Automotivo, nosso colunista Sérgio Duque, em seu artigo mensal, apresenta desta feita a Região Metropolitana da Baixada Santista, um importante centro econômico e de exportação pelo complexo portuário. Ainda sobre números, trazemos os da Anfavea e Abeifa, que recentemente apresentaram seus resultados de setembro e reviram suas projeções para o final de 2019.
Por fim, o Seminário da Reposição Automotiva 2019 discutiu o impacto da digitalização e eletrificação dos automóveis, fintechs como soluções de pagamento e operações financeiras e tendências de mercado com novas tecnologias, assuntos que rechearam as apresentações. O evento reuniu representantes de toda cadeia produtiva de autopeças, de fabricantes a distribuidoras, varejos e oficinas.
Boa leitura!
O EDITOR
DIRETORIA
DIRETOR COMERCIAL
Edio Ferreira Nelson edio@jornalbalcaoautomotivo.com.br
CONSELHEIRO CONSULTIVO Carlos de Oliveira COMERCIAL
EXECUTIVO DE CONTAS
Richard Faria richard@jornalbalcaoautomotivo.com.br
Anatec Banca on-line: aqui você encontra o jornal Balcão Automotivo, mídia da distribuição de autopeças filiada à Anatec e Mídia Dados. www.anatec.org.br/index.php/banca-virtual
Jornalista Responsável Silvio Rocha – MTB: 30.375
IMPRESSÃO
Gráfica Piffer Print TIRAGEM: 20 MIL EXEMPLARES
Premiatta Editora & MKT Digital Rua Bela Flor, 211 - Vila Mariana 04128-050 - São Paulo - SP tel (11) 5585-8084 contato@jornalbalcaoautomotivo.com.br www.jornalBalcaoAutomotivo.com.br
Jornal Balcão Automotivo é uma publicação mensal com distribuição nacional auditada, dirigida aos profissionais automotivos e tem o objetivo de trazer referências ao mercado, para melhor conhecimento de seus profissionais e representantes.
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O Jornal Balcão Automotivo apoia a causa. #OutubroRosa
13 ANOS DE JORNAL
Quando a publicação surgiu em 2006, no concorrido mercado editorial do aftermarket automotivo, algumas empresas, de início, acreditaram no projeto e nos apoiaram, felizmente muitas outras vieram ao longo dos anos graças ao trabalho que nos propusemos a fazer. E para exprimir toda a nossa satisfação, separamos essas 4 páginas do nosso jornal para essa homenagem! A todos vocês, razão de buscarmos sempre o melhor, o nosso muito obrigado!
Nossa 1ª edição de ago/2006
Nossa edição do mês passado
BALCÃO AUTOMOTIVO
JORNAL BALCÃO AUTOMOTIVO, 13 ANOS DE HISTÓRIA
Uma singela homenagem a quem sempre esteve conosco, nos bons momentos, nos não tão bons assim, enfim, faz parte da nossa história.
DEPOIMENTOS DE PARCEIROS DA REPOSIÇÃO
| POR: SILVIO ROCHA | FOTO(S): DIVULGAÇÃO
DANA
Luis Pedro Ferreira - diretor de Comunicação e Marketing
“O Balcão Automotivo traz ao mercado um viés distinto, de negócios e gestão, com capilaridade e relevância. Temos muito orgulho de fazer parte deste movimento e contribuir com a causa que leva informação relevante de mercado e marketing aos profissionais que movem os negócios da reposição brasileira. Estes 13 anos merecem ser comemorados, com a certeza de que servirão de inspiração para seguir crescendo e evoluindo. Quem venham os próximos! Parabéns!”
CORTECO
Plinio Fazol - gerente de Marketing e Vendas
“A Freudenberg-Corteco parabeniza o jornal Balcão Automotivo S.A pelos seus 13 anos de história. Todo esse sucesso é fruto de um trabalho em equipe e dedicação ímpar todos os dias. Agradecemos por toda parceria e qualidade excepcional no desenvolvimento da comunicação dentro do mercado de reposição automotiva. Recebam o nosso mais sincero agradecimento e o desejo de que continuem nessa caminhada rumo à excelência”.
GRARRO
Rodolfo Graner Rodrigues – gerente Geral “O Balcão Automotivo é mais que um jornal automotivo, é nosso parceiro de negócios. A equipe do Balcão está sempre disposta em nos atender e divulgar a nossa marca da melhor forma possível, trazendo ideias inovadoras e adequadas às nossas necessidades. Para o setor automotivo, é uma importante ferramenta de diálogo e informação da nossa cadeia de negócios, por esse e outros motivos, parabéns pelos 13 anos e que venham muitos mais”.
DELPHI
Amaury Oliveira, diretor executivo de Aftermarket para a América do Sul da Delphi Technologies
“O Balcão Automotivo é um dos ícones do setor, em constante evolução e que se consolidou como referência para o leitor. Estar presente nas publicações é motivo de orgulho para a Delphi Technologies e comprova a excelência de seus produtos e serviços. Acreditamos que com a transformação digital a diversificação de plataformas de conteúdo do Balcão permite estarmos cada vez mais próximos dos clientes e, por isso, queremos trilhar juntos os próximos anos de sucesso. Parabéns”.
AMPRI
Jane de Castro - gerente Nacional / Vendas e MKT
“13 anos de Balcão e devo ter pelo menos uns 6 anos de parceria com esse veículo que com certeza é nossa referência hoje! Quando penso em qualquer tipo de parceria, logo penso no Balcão Automotivo!
Parabéns aos profissionais competentíssimos que sempre estão com sorriso e disposição para encarar qualquer desafio que nós, indústria, propomos. Sem dúvida, é o veículo que mais nos transmite seriedade e credibilidade! Parabéns pelos 13 anos e aos profissionais: Richard e toda equipe!”
HIPPER FREIOS
Jefferson Pereira - supervisor de Marketing
“É um prazer para a Hipper Freios anunciar a sua marca no jornal Balcão Automotivo, conhecemos a notoriedade nacional que esse meio de comunicação possui e o alto nível de aceitação pelo público do segmento. São anos levando todas as novidades de mercado até os balcões do Brasil. Parcerias como essa nos fazem chegar cada vez mais longe no território nacional com informação de qualidade”.
APLIC RESOLIT
Marcos Aurélio Peres – sócio-diretor
“Fabricando peças desde 1963 para a linha motor com qualidade e tecnologia, a Aplic Resolit é parceira do Balcão Automotivo desde 2013, quando entregou à sua equipe de colaboradores a incumbência de contar, à época, os 50 anos da indústria em um livro, que foi apresentado na Automec daquele ano. De lá para cá, essa parceria se estreita cada dia mais, com a empresa partilhando das ações do Balcão Automotivo. Parabéns a toda comprometida equipe!”
ISAPA
Marcelo Martins Ferreira - gerente Nacional de Vendas
“A Isapa parabeniza ao Balcão Automotivo pelo sucesso crescente no mercado de autopeças, e só se consegue esse sucesso com trabalho sério, transparência, inovação e muita coragem para quebrar paradigmas, características que são o elo entre a ISAPA e o BALCÃO AUTOMOTIVO”.
BOSCH
DAYCO
Nathália Amorim – supervisora de Marketing América do Sul
“Para nós, da Dayco, é uma honra poder comemorar com o Balcão Automotivo esses 13 anos de atuação com responsabilidade, competência e profissionalismo. Parabenizamos todos os profissionais envolvidos no desenvolvimento deste jornal que tem feito história em nosso segmento”.
Delfim Calixto - vice-presidente da divisão Automotive Aftermarket da Robert Bosch para a América Latina
“Ao longo desses 13 anos, o jornal Balcão Automotivo tem desempenhado um papel relevante para o setor de reposição automotiva, abordando conteúdos pertinentes ao mercado, além de colocar em foco os principais temas que influenciam os negócios, como tendências, tecnologias, qualificação profissional, novidades, perspectivas e outros, contribuindo para manter os profissionais informados e atualizados. Parabenizamos a toda a equipe pelo trabalho desenvolvido e desejamos ainda mais sucesso à publicação!”
DRIV
GT-OIL
Artur Pilan, diretor
“O jornal Balcão Automotivo está entre os principais veículos do nosso mercado. Um jornal construído com excelência e credibilidade, que conhece os interesses dos seus leitores e se mantém atualizado ante as principais notícias do segmento. Nós, da GT-OIL Lubrificantes, parabenizamos toda a equipe e desejamos muitas décadas de crescimento e sucesso”.
Edison Vieira - gerente de Marketing
“O Balcão Automotivo é um dos maiores veículos do setor de autopeças, crescendo ano a ano e se consolidando como referência, com informações de qualidade e confiança. Marcar presença em suas páginas é gratificante para a DRiVTM e para o fortalecimento das nossas marcas Monroe e Monroe Axios. Parabenizamos o jornal pelos seus 13 anos de sucesso e desejamos que este espírito inovador e empreendedor perdure por muitas décadas”.
JAMAICA
Maria Carolina Ogata - Marketing Estratégico
“Desenhamos a nossa estratégia no que diz respeito aos anúncios publicitários, buscando sempre meios de comunicação com credibilidade e força no aftermarket de autopeças. O Balcão Automotivo chega até nosso cliente, levando conteúdo de qualidade e informações relevantes para o dia a dia do leitor. Isso faz com que a nossa parceria se mantenha próspera há anos”.
JORNAL BALCÃO AUTOMOTIVO, 13 ANOS
DEPOIMENTOS DE PARCEIROS DA REPOSIÇÃO
ZF
Fernanda Giacon - gerente de Marketing da ZF Aftermarket América do Sul
“Em seus 13 anos, o jornal Balcão Automotivo provou que conhece muito bem o setor de reparação e reposição de peças e sabe inovar acompanhando as novas tendências globais de comunicação. Com mídia impressa e digital, oferecendo também excelentes conteúdos em vídeo, além de forte atuação nas Redes Sociais, o Balcão Automotivo se destaca entre as mais relevantes mídias do setor e é um importante veículo estratégico para a ZF Aftermarket. Parabéns a toda equipe por mais um ano oferecendo a nós todos um jornalismo de primeira linha!”
SK Michele Aveiro - Marketing
“A SK Automotive sempre teve o Balcão Automotivo como um grande e importante parceiro. Já são anos de trabalho em conjunto e esperamos que essa parceria se fortaleça cada vez mais! Parabéns e sucesso sempre!”
LNG
JUNTALIMA
Sérgio Lima- diretor Comercial “Nós, da Juntalima, gostaríamos de parabenizar a todos do jornal Balcão Automotivo. Que esses 13 anos se multipliquem. Obrigado pela forte parceria, repleta de respeito e profissionalismo. Parabéns!”
Laura Guido - Depto. de Marketing
“Para nós, da LNG, é muito gratificante estar presente nas edições do Balcão Automotivo, pois além de a revista trazer muitas matérias interessantes, é uma empresa super engajada às movimentações do setor automotivo. Está sempre antenada aos novos meios de comunicação e trazendo novas formas e oportunidades das fábricas se relacionarem com os públicos. Parabéns pelos 13 anos”.
MARELLI
Mônica Cassaro – diretora de Marketing, Comunicação, Engenharia de produto e Assistência Técnica Marelli Cofap do Brasil
“A Marelli Cofap parabeniza toda a equipe do jornal Balcão Automotivo pelos 13 anos de história no Brasil. Temos orgulho de sermos parceiros de uma das mídias mais importantes do aftermarket nacional e que, ao longo desses 13 anos, noticiou as diversas transformações do setor automotivo e da indústria de autopeças, sempre de maneira responsável e comprometida. Temos também a certeza de que o Balcão Automotivo continuará se reinventando, acompanhando e contando as histórias de quem movimenta o mercado reparador”.
KYB
Gélcia Batistel - gerente de Marketing
“Ao longo dos 5 anos de atuação da KAYABA no Brasil, sempre tivemos uma parceria muito produtiva com o Balcão Automotivo. Foram inúmeros trabalhos realizados na área de produção de conteúdos técnicos, blitz em autopeças e centros automotivos, anúncios e outros trabalhos de grande retorno para a KYB do Brasil. Acreditamos muito no sucesso desta parceria e desejamos que o Balcão Automotivo prospere e continue levando ao mercado conteúdos de relevância que ajudem o segmento automotivo a se manter bem informado”.
NGK
Marcos Mosso - gerente de Marketing
“É uma honra para a NGK fazer parte das comemorações dos 13 anos do jornal Balcão Automotivo. O serviço prestado pelo periódico, de informar com qualidade, honestidade e transparência, é diferencial muito valorizado pela NGK. Estar inserida nessa história, ajudando a levar conhecimento ao leitor, seja por meio impresso ou online, tem um grande objetivo: estar cada vez mais próximo dos balconistas e de nossos clientes. Que a parceria NGK e Balcão Automotivo seja de longa data”.
FORD
VETOR
Ricardo Xavier - Marketing
“A Vetor Automotivos e o Jornal Balcão Automotivo já formam uma parceria há alguns anos. E somente temos de agradecer pela parceira, apoiada em um trabalho de qualidade e dedicação, levando através desse meio de comunicação impresso do setor automotivo informações e novidades, desse mercado que a cada dia vem crescendo. A Vetor Automotivos parabeniza o Jornal Balcão Automotivo pelos seu 13 anos de competência, desejando, com sinceridade, ainda mais sucesso por longos anos à frente”.
MTE-THOMSON
MANN+HUMMEL
Luciana Steffen - Marketing “Nós, da MANN-FILTER, desejamos a todos os colaboradores do jornal Balcão Automotivo muito sucesso e que continuem entregando informação de qualidade aos seus leitores!”
Alfredo Bastos Jr. - diretor de Marketing
"Acompanhamos o nascimento e o desenvolvimento do Balcão Automotivo ao longo desses 13 anos e é com grande satisfação que vemos ele completar mais um ano de existência, mantendo-se sempre de acordo com a linguagem que o mercado precisa para levar a boa informação para o setor. Parabéns a toda equipe que, com certeza, segue alinhada e focada em um mesmo objetivo, engrandecendo o jornalismo da reposição! Que venham muitos outros anos pela frente!"
SCHAEFFLER
NAKATA
Daniela Mitsueda, coordenadora de Marketing
“Nesses 13 anos de atuação do Balcão Automotivo, veículo de comunicação voltado ao mercado de reposição com produção de notícias que retratam as mudanças e tendências para levar informações relevantes ao mercado, a Nakata só agradece de poder fazer parte dessa trajetória de sucesso, contribuindo com pautas e também sendo parceria desta importante publicação. Parabenizamos a toda equipe pelo excelente trabalho e seguimos juntos nessa jornada de manter o mercado bem informado”.
Rubens Campos - vice-presidente Sênior Aftermarket Automotivo –Schaeffler América do Sul
Hoje, para se manter em destaque no mercado, é preciso muito mais do que fornecer produtos e serviços da mais alta qualidade. Por isso, a Schaeffler, com suas marcas LuK, INA e FAG está sempre atenta às necessidades de seus clientes e um dos pilares principais que enxergamos nisso é oferecer informação. Assim, acreditamos muito na comunicação com o mercado e a nossa parceria com o Balcão Automotivo certamente nos aproxima de nossos clientes, pois é uma importante ferramenta de disseminação de conteúdos informativos para toda a cadeia. Parabéns por esses 13 anos de conteúdo e de uma parceria muito valiosa para os nossos negócios!”
Joaquim A. Pereira - diretor de Serviço ao Cliente da Ford América do Sul
“Nestes 13 anos, o jornal Balcão Automotivo conquistou espaço no mercado, trazendo informação de qualidade e uma excelente cobertura de todos os assuntos de interesse do setor de reposição. Dessa forma, tem sido um parceiro importante da Ford na execução da estratégia de reposicionamento e sustentação das marcas Motorcraft, Omnicraft e do aplicativo Auto Busca junto às oficinas independentes. Como principais atributos da publicação, podemos destacar a sua credibilidade e capilaridade no mercado nacional, ajudando a disseminar novas ações para esse público e fortalecer a presença das marcas. Parabéns a toda a equipe, muito sucesso e que continuem a realizar esse trabalho com a mesma seriedade e competência!”
RADNAQ
Katarina Polido - Vendas
“A RADNAQ AUTOMOTIVE aproveita a edição especial de aniversário e parabeniza o jornal Balcão Automotivo pelos seus 13 anos de tradição e história. Estar presente e ser referência na imprensa por assuntos relacionados ao mercado automotivo, por tanto tempo, em um ambiente tão competitivo, são provas de que o trabalho sério e a dedicação de todos foram fundamentais para esta conquista. Desejamos ainda mais sucesso por cumprir com excelência o importante papel de abastecer os leitores com informações relevantes e divulgar a nossa marca com credibilidade e profissionalismo. Parabéns!”
DEPOIMENTOS DE PARCEIROS DA REPOSIÇÃO
CORVEN
Ricardo Cesar de Abreu - gerente Comercial Brasil
“Há mais de uma década somos parceiros e amigos dos diretores do Balcão Automotivo, iniciamos com algumas parcerias (distribuidores e Corven), ações promocionais, ações de MKT, eventos e muitos anúncios no decorrer desta década. Parabéns pelos 13 anos de vida e muito sucesso e que continuemos sempre estas amizade e parceria por décadas e décadas entre a CorvenAutoparts/ Bendix e o Balcão Automotivo”.
TECFIL
Equipe de Marketing
“Nossa parceria com o jornal Balcão Automotivo já dura vários anos. É um relacionamento estratégico para nós, e que tem se mostrado importante para nos ajudar a estreitar os laços com reparadores e outros profissionais que lidam, no dia a dia, com o mercado de filtros automotivos. O Balcão Automotivo produz conteúdo altamente relevante para mecânicos e todo o setor, e por este motivo anunciar e participar das reportagens do jornal nos faz estar mais próximos de nosso principal público”.
REMSA
Reinaldo Junior - gerente Nacional de Vendas
ZEN
Acácio Freitas – coordenador de Marketing
“A ZEN gostaria de parabenizar o Balcão Automotivo por seus 13 anos. O jornal é uma importante ferramenta de divulgação de conteúdos para o meio automotivo. Além de instruir o balconista e aplicador, a publicação faz o papel de comunicador entre a indústria e a ponta da cadeia de fornecimento. O setor de autopeças necessita de materiais de qualidade e o Balcão cumpre este papel com excelência”.
WEGA
Thuanney Castro - supervisora de Marketing
“O jornal Balcão Automotivo faz parte da nossa história, e consideramos que também fazemos parte da sua história de sucesso nesses 13 anos de parceria, lutas e vitórias. A diretoria sempre se faz presente e, com muita cordialidade, entende nossas necessidades e apresenta a solução mais adequada.
Agradecemos ao jornal Balcão Automotivo a estes anos de parceria e o parabenizamos por todo o seu sucesso consolidado no setor automotivo, conquistado com muita competência. Parabéns e muitos anos mais de sucesso e conquistas pela frente. Obrigado mais uma vez pela parceria. Abraços”.
“Manter-se no mercado da informação na era da internet e do imediatismo não é para qualquer veículo de comunicação! É preciso muita dedicação, objetivo, informação, perseverança, união, relevância e muita competência! E tudo isso vemos em cada nova edição que recebemos do jornal Balcão Automotivo! Obrigado por engrandecer o nosso setor com uma excelente prestação de serviço para o nosso público, traduzindo em palavras e entregando a balconistas e reparadores todos os nossos produtos e serviços. Parabéns a toda equipe!”
LONTRA
Mirian Salomão - gerente de contas
“É com grande satisfação que parabenizamos o jornal Balcão Automotivo pelos seus 13 anos e nos sentimos honrados em fazer parte dessa história. Essa é uma publicação de grande prestígio e manter essa parceria é de grande importância para nossa empresa. A revista é um canal de comunicação que atinge diretamente o nosso público-alvo, permitindo assim que, nós, da “ Lontra Indústria Mecânica de Precisão”, consigamos nos manter conectados aos nossos clientes, e também com a divulgação dos nossos produtos, o jornal nos possibilita atingir novos mercados, um grande apoio na divulgação de eventos que participamos, como, por exemplo, a Automec, onde estamos ativamente desde o ano de 2000.
Desejamos que esse sucesso se perdure por muitos anos!”
FIQUE PORDENTRO
COFAP
EMPRESA AMPLIA PORTFÓLIO COM NOVOS CÓDIGOS DE CUBOS DE RODA
AMagneti Marelli Cofap, uma das maiores empresas da reposição do Brasil, lança 12 novos códigos de cubos de roda. As peças atendem mais de 30 aplicações das principais montadoras do País, como Chevrolet, Fiat, Honda, Hyundai, Kia Motors, Nissan e Volkswagen. Com a oferta desses novos componentes, a empresa mantém sua estratégia de oferecer ao mercado reparador a maior cobertura da frota nacional. Hoje, o catálogo de cubos de roda Cofap atende cerca de 90% dos veículos que circulam no Brasil.
INSPEÇÃO VEICULAR É TEMA DE REUNIÃO DA CÂMARA BRASILEIRA DO COMÉRCIO DE PEÇAS E ACESSÓRIOS PARA VEÍCULOS, EM BRASÍLIA
A Câmara Brasileira do Comércio de Peças e Acessórios para Veículos (CBCPAVE) reuniu seus membros, em Brasília (DF), para debater temas de interesse do setor automotivo, entre eles o que trata da Inspeção Técnica Veicular e da reforma tributária. Pelo segmento de peças e serviços automotivos do CE, o presidente do Sistema Sincopeças/Assopeças/ Assomotos Ceará - SSA/CE e do Sincopeças Brasil, Ranieri Leitão, coordenou o encontro, realizado no último dia 25/09, na sede da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
SCHAEFFLER
FÁBRICA APRESENTA MOTORES ELÉTRICOS PRONTOS PARA PRODUÇÃO EM SÉRIE
ADPASCHOAL
EMPRESA EXIBE CTTI À IMPRENSA ESPECIALIZADA
ADPaschoal
abriu as portas de sua sede em Campinas (SP) para alguns veículos do trade automotivo, entre eles o jornal Balcão automotivo. Em seu CTTI – Centro de Treinamento Técnico e Inovação –, falou da evolução tecnológica dos veículos, de como está se preparando em termos de equipamentos
FEIRA
e recursos para atender esse novo momento, da capacitação dos profissionais, etc. Luís Norberto Pascoal e Victor Dante, presidente e gerente de Marketing, respectivamente, também conversaram com o grupo de profissionais de imprensa.
VEÍCULO ELÉTRICO LATINO-AMERICANO SE CONSOLIDA
COMO A PRINCIPAL PLATAFORMA DE DEBATE, IMPULSÃO E DESENVOLVIMENTO DA MOBILIDADE ELÉTRICA
A15ª edição do Veículo Elétrico Latino-Americano, que aconteceu entre os dias 1 e 3 de outubro, no Transamérica Expo Center, zona sul de São Paulo, reuniu mais de 60 marcas em um espaço de 6.000 m2. Foram 7.200 visitantes durante os três dias, que puderam encontrar novidades em produtos, serviços e soluções para a eletrificação de veículos no País. O evento, mais uma vez, se consagrou como uma das principais plataformas de desenvolvimento para veículos elétricos e mobilidade no Brasil.
SALÃO DUAS RODAS REFORÇA SEU POSICIONAMENTO COMO O MAIS COMPLETO EVENTO DA CULTURA E LIFESTYLE
Schaeffler entra no setor de fabricação de motores elétricos com uma plataforma tecnológica modular e altamente integrada. Essa família de motores elétricos foi projetada para oferecer eficiência e uma boa relação preço/desempenho, e as possíveis aplicações variam de módulos híbridos e transmissões híbridas dedicadas (DHTs) até motores elétricos para propulsão de eixos elétricos. São possíveis faixas de tensão de 48 a 800V e classes de potência de 15 a mais de 300kW. A produção em série está programada para iniciar em 2021.
Quem visitar o Salão Duas Rodas de 2019, entre 14 e 19 de novembro, no São Paulo Expo, terá a oportunidade de vivenciar uma das mais versáteis e completas experiências do universo do motociclismo. A pouco mais de um mês de sua realização, a organização do evento reforçou em recente coletiva de imprensa, realizada no Hotel Renaissance, em São Paulo, seu posicionamento que vai além da exposição de motos e adentra na era da experiência dos visitantes junto a
FEIRA
REPARASUL APRESENTA NOVIDADES PARA
SEGUNDA EDIÇÃO
Em 15/10, expositores e apoiadores da Reparasul – Feira de Autopeças e Reparação Automotiva – se reuniram para o café de lançamento da segunda edição da mostra, que acontecerá de 20 a 23 de novembro, na Fenac, em Novo Hamburgo (RS). Na oportunidade, a coordenadora da
Reparasul, Angela Dias (foto), disse que “registramos mais de 40% de crescimento de metragem da feira em relação a 2018. Nesta edição, reuniremos mais de 70 expositores, incluindo representantes do Mercousul, totalizando mais de 200 marcas presentes ao evento”.
elementos do universo do motociclismo.
FIQUE PORDENTRO
VIEMAR AUTOMOTIVE
EMPRESA LANÇA PESQUISA DE SATISFAÇÃO PARA
CLIENTES
AViemar Automotive lançou uma Pesquisa de Satisfação que tem como objetivo mensurar a satisfação do cliente. A coordenadora de Marketing, Carolina Martau, explica que a pesquisa se aplica às (aos) oficinas, distribuidores, autopeças, auto centers e ao consumidor final do produto. A divulgação da pesquisa está sendo realizada através dos
canais de comunicação da empresa, visando atingir o mercado como um todo. Para participar basta acessar o link https://bit.ly/2mnr2q3
APRESENTA SAPATAS DE FREIO PARA MODELOS DA MARCA GM
A Cobreq, marca da TMD Friction, uma empresa do grupo Nisshinbo, apresenta sapatas de freio para veículos da marca GM. Os lançamentos para eixo traseiro atendem os modelos Onix LT/LTZ e Prisma LT/LTZ, além das caminhonetes Montana e S10 LS/LT/LTZ. A sapata de freio é primordial ao sistema de frenagem e trabalha em conjunto com as pastilhas de freio, sendo aplicada no sistema a tambor e tem múltiplas funções. Além da atuação no freio principal, a sapata também tem a função secundária de atuar como freio de estacionamento.
ARTEB
1° PROGRAMA FIDELIDADE ARTEB GERA
CRESCIMENTO NAS VENDAS
PARA CLIENTES NA REPOSIÇÃO
AArteb, uma das principais fabricantes mundiais de sistemas de iluminação para o setor automotivo, realizou a primeira edição do FIDELIDADE ARTEB, programa de incentivos que envolveu os principais clientes da companhia, onde se estipulou objetivos de compras e maior envolvimento com a marca. Para se ter uma ideia, por meio do programa, que foi iniciado em 2018 e finalizado em 2019, a média de crescimento nas vendas para os principais clientes foi de 36% no período da campanha.
FREUDENBERG-CORTECO
INDÚSTRIA INTEGRA O BRASIL À NOVA ESTRATÉGIA MUNDIAL DO GRUPO
Ao celebrar 170 anos de atividades, a Freudenberg-Corteco avança com um novo conceito global de atendimento aos clientes. Estão sendo realizados investimentos bilionários em produtos, complexos industriais, logística e suporte técnico-comercial. Aos distribuidores, varejistas e reparadores brasileiros, a boa notícia será a constante atualização e ampliação das linhas de retentores, kits de vedação, selos, juntas e coxins. Tudo para garantir as melhores soluções aos distribuidores, frotistas, varejos, retíficas e oficinas da América do Sul.
FORD LANÇA O APLICATIVO DE VENDA DE PEÇAS AUTO BUSCA EM CAMPINAS
Presente já em Curitiba (PR), Florianópolis e São José (SC), a Ford avançou mais uma etapa no programa de lançamento do Auto Busca, aplicativo de venda online de peças automotivas para reparadores e oficinas independentes, com o início de operação em Campinas (SP), em parceria com a concessionária Tempo. O catálogo inicial do app, formado por 2.000 peças de reposição das marcas Ford, Motorcraft e Omnicraft para veículos fora do período de garantia, foi ampliado agora com mais 500 itens.
NGK DIVULGA LISTA
ROADIX MARCA PRESENÇA NA AUTONOR 2019
Pela primeira vez na Autonor, de Olinda (PE), a Roadix ficou muito satisfeita com o resultado alcançado nesse importante evento da região Nordeste do País. À ocasião, houve uma grande visitação em seu estande com um excelente retorno sobre seus produtos. Segundo a empresa, a intenção é humanizar as negociações com os clientes e prepará-los com
treinamentos técnicos/comerciais, além de fazer um pós-vendas e controle de estoque eficiente. A preocupação da Roadix é ter um produto de qualidade com preço justo e negociações bastante flexíveis.
DE VENCEDORES DA PROMOÇÃO 60 ANOS QUEM GANHA É VOCÊ
Empresa especialista em sistemas de ignição, a NGK celebrou 60 anos de atuação no Brasil, em agosto. Como parte das comemorações, a companhia realizou a promoção “60 ANOS QUEM GANHA É VOCÊ”. A campanha, que teve três meses de duração, distribuiu um total de 120 prêmios, sorteados pela Loteria Federal. A participação foi
feita por meio de cadastro de cupom fiscal de compra dos produtos NGK. Cada item equivalia a um número da sorte. Confira a lista de vencedores no link: www.ngkntk. com.br/automotivo/14624/
Foto: Julio Soares
DISTRIBUIDORA
REDE ANCORA LEVA UM
NOVO TIPO DE EXPERIÊNCIA
A ALAGOAS E PERNAMBUCO
E
m setembro, a Rede ANCORA, que vem se destacando há mais de 20 anos no mercado de reposição automotiva, iniciou o ANCORA Experience, um projeto em formato de Seminário Estadual que tem o objetivo de aproximar, fidelizar e levar inovação sobre o setor aos seus franqueados. E, para começar, o Nordeste foi a região escolhida, mais especificamente os estados de Alagoas e Pernambuco! ANCORA Experience Alagoas (foto maior) aconteceu entre os dias 6 e 7/09 e, em Pernambuco, nos dias 9 e 10 do mesmo mês.
JAMAICA MANGUEIRAS LANÇA APP E REFORMULA SEU SITE
O aplicativo traz algumas funcionalidades do site que foi reformulado, apresentando um novo design e projetado para melhor atender as necessidades dos usuários. O diferencial é o novo buscador. “Lançamos nosso aplicativo com um buscador mais intuitivo, onde qualquer informação digitada gera uma busca. Esta ferramenta facilita o dia a dia do nosso cliente, otimizando o seu tempo na busca por nossos produtos. Criamos o APP Jamaica Mangueiras para oferecer mais praticidade aos nossos clientes”, diz Carol Ogata, do Marketing Estratégico.
ESPAÇO PARA TODOS
ESPECIALISTAS PREVEEM QUE NO PAPEL O CONTEÚDO TEM QUE SER CADA VEZ MAIS
RELEVANTE. IMPRESSO E DIGITAL VÃO
HCONVIVER EM PARALELO
á anos temos ouvido falar que os veículos impressos tendem a desaparecer e que a era digital veio para ocupar o espaço deles. Fato é que várias publicações fecharam as suas portas, não somente no Brasil, como também em vários países, mas igualmente é fato que a mídia impressa precisou e precisa se reinventar para atrair os leitores que buscam por informações mais aprofundadas. E nesse contexto, as especializadas têm um grande papel.
POR: KARIN FUCHS | FOTO(S): DIVULGAÇÃO
“No futuro, eu acredito que terá espaço para o impresso e o digital, o balanço entra eles é o que pode mudar com o tempo. Eu me lembro que há quinze anos, o Thomaz Souto Corrêa (editora Abril) dizia que todo dia morre um leitor de impresso, mas todo dia nasce um. Isso acontece no mundo inteiro e não é uma coisa que está mudando muito rápido, nós é que temos essa sensação”, comenta Sérgio Oliveira, presidente da Anatec, Associação Nacional das Empresas de Comunicação Segmentada, e diretor da Signus Editora.
O fundamental, diz ele, é o impresso ter um conteúdo relevante. “A publicação customizada tem que ter conteúdo relevante para um público específico. A mudança do papel para o eletrônico foi a mudança mais drástica, mas eu acho que o cerne da questão ainda é a relevância do que você publica. Se ela for relevante e importante para o leitor, ele irá atrás”.
Sérgio Oliveira, presidente da Anatec, Associação Nacional das Empresas de Comunicação Segmentada, e diretor da Signus Editora
Como exemplo, Oliveira cita que uma das publicações da Signus Editora, a revista Brasil Mineral, que tem como foco levar informação que tenha utilidade para o profissional da mineração. “Se tem informações novas sobre tecnologia e inovação, por exemplo, nós podemos publicar um artigo de dez páginas. Se ele é importante, o leitor lê. E nós buscamos fazer com que o nosso conteúdo atenda às necessidades do nosso leitor”. Uma fórmula que tem dado muito certo, neste ano, a revista completa 36 anos de circulação.
“Nós também distribuímos a revista para todos os acadêmicos das faculdades de biologia e engenharia do País, isto é uma forma de conquistar o leitor, tanto que nós temos um anuário das maiores empresas do setor mineral e na última edição, entre 50 empresas, 6 presidentes delas
me disseram que começaram a ler a revista na faculdade. Nós levamos conteúdo para os nossos leitores e eles se tornam fiéis, eles têm um vínculo com este órgão de imprensa”.
Comparado ao meio digital, o executivo avalia que pela internet o acesso à informação é mais rápido, mas pelo impresso ela é mais aprofundada. “O modelo de negócio não mudou muito. As publicações especializadas continuam sendo distribuídas gratuitamente e o acesso pela internet também. Tudo isso nos ajuda a irmos adaptando o formato para a necessidade do leitor. É um modelo de negócio parecido com a TV aberta. Alguém está pagando por ela (anunciantes)”.
Especializada na pessoa
Partner da Digital Transformation da Kick Corporate Ventures e presidente do i2a2 (Instituto de Inteligência Artificial Aplicada), Cezar Taurion, defende que sairá na frente a publicação que for personalizada no sentido de atender aos interesses das pessoas. “Hoje, nós temos uma overdose de informações, o que precisamos é de uma curadoria. Eu gosto de alguns assuntos, como tecnologia da informação, política e economia. Se eu pudesse ter tudo isso em um único lugar, eu simplesmente selecionaria o que me interessa. Acredito que a mídia do futuro será especializada na pessoa e não no assunto”.
Ele cita como modelo o britânico Financial Times. “A receita de conteúdo de qualidade dele é direcionada para um grupo de leitores fiéis que se interessam pelos temas publicados, e está atraindo anunciantes premium, que querem se comunicar com este público específico. Mas, para isso, é preciso manter uma equipe de caros jornalistas especializados e contar com staff de pesquisa e apoio. A lição é que, se você atender bem seus leitores com algo original que não conseguirão em outro lugar, eles pagarão por isso”.
Questionado se o impresso irá desaparecer, ele diz que isto é difícil de prever, mas o que desaparecerá é a relevância. “Quando eu era criança, a enciclopédia Barsa ficava em destaque na biblioteca da minha casa, hoje ela não existe mais. Também perdeu a relevância a câmera digital, quem a utiliza é um nicho de público, basicamente, aficionado por fotografia, que diminuirá, pois as câmeras do celular vão evoluindo e chegará um momento em que a diferença só é visível para aquele profissional”.
Na comparação com o meio digital e o impresso, no que tange à informação, Taurion acredita que a mídia que conseguir divulgar no digital notícias em tempo real no momento que elas acontecem e no impresso a notícia mais aprofundada é a que se destacará. “O problema do papel é que grande parte das notícias chega desatualizada, e mesmo no assunto profissional, notícias de evolução
E com conteúdo relevante. “A minha leitura é que tanto as publicações genéricas como as especializadas vão caminhar para ser concentradas nas pessoas, portanto, é muito provável que sejam mais abrangentes e não tão focadas. A tendência é de não haver separação do lado pessoal e profissional, e isso me leva a crer que, em geral, o jornal personaliza a notícia e tenho também as publicações profissionais. Leio o que é importante para mim e o restante, posteriormente”.
Cezar Taurion, partner da Digital Transformation da Kick Corporate Ventures, e presidente do i2a2 (Instituto de Inteligência Artificial Aplicada)
tecnológica acontecem muito rapidamente. Para o impresso ser interessante, as matérias têm que ser mais atemporais, com análises mais aprofundadas. No digital é muito mais fácil ter notícias mais curtas”.
E a uma velocidade que o impresso não consegue concorrer. “O tempo gasto pelas pessoas conectadas à internet é muito maior que o tempo que era gasto lendo jornais. Este tempo está sendo gasto nas redes sociais, a maior fonte de notícias atualmente, e em aplicativos. E a maioria das pessoas que deixam o impresso não vai para assinatura digital, pois tem acesso a informações gratuitas na internet. Por isso, o impresso tem que ter conteúdo relevante e como eu disse anteriormente, especializada na pessoa e não no assunto”.
Potenciais leitores
Para o diretor da Impresul Serviços Gráficos, Fernando Garbarski, o futuro é promissor para o papel e a indústria gráfica. “No Brasil, o consumo anual de papel por habitante é
de 55 kg. Na França é de 170 kg por habitante. Nós temos uma capacidade de crescimento muito grande, apenas em impressos promocionais”, compara.
Garbarski comenta também que o Brasil tem um potencial de 150 milhões de pessoas que poderiam consumir mais impressos. “O papel impresso é a ferramenta mais eficaz para a comunicação. Nas camadas socialmente menos favorecidas da população há um potencial enorme de crescimento de leitura”. E que, no caso específico de livros, a participação dos eletrônicos, os chamados e-books é irrelevante. “Vinte e dois anos após o aparecimento do primeiro e-book o livro impresso continua tendo o seu espaço”.
Em sua opinião, mesmo que haja uma redução da demanda do mercado editorial e publicitário, o setor gráfico irá voltar a um patamar superior ao de hoje, e ele faz uma comparação: “Sobreviveram e se adaptaram com as novas tecnologias, as mídias tradicionais como o rádio e a televisão. Com o impresso não será diferente, creio que ele tem um futuro longo”.
No contexto digital e impresso, Garbarski avalia que pela internet a tendência é ter informações e notícias muito voláteis e que o impresso se encarregará de oferecer uma leitura mais especializada. “Como leituras técnicas que requerem mais concentração. Para este tipo de leitura, pesquisas apontam que no impresso é mais fácil e as pessoas aprendem mais. O digital e o impresso vão conviver em paralelo”.
Tanto que pesquisas revelam que a mídia impressa ainda responde por pelo menos 50% do orçamento global de comunicação, sendo o principal recurso de marketing das empresas. “É a maior ferramenta de comunicação entre as empresas e os consumidores. Outro indicativo é que a partir de 2015 muitas empresas voltaram a imprimir catálogos. E há uma percepção de que o impresso tem mais confiabilidade que a informação online, além disso, na leitura no papel as pessoas se concentram mais no conteúdo”.
“Em sincronia com as novas mídias”
foi nosso tema da edição 152, de maio deste ano, quando conversamos com presidente da Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER), Fábio Petrossi Gallo
Bolo publicitário
Share de Investimento entre os Meios
“A metamorfose da mídia impressa”
foi nossa matéria da edição 151, de abril, quando falamos que a modernização pode até esconder o jogo, mas o impresso apesar de opiniões contrárias ainda mantém sua importância
De acordo com levantamento da Kantar IBOPE Media, no primeiro semestre deste ano foram mais de 21 milhões de inserções na mídia, 7% superior ao mesmo período de 2018. A TV (aberta, por assinatura e merchandising) concentrou 71% dos valores destinados para compra de espaço publicitário. Digital, cuja cobertura passou a incluir vídeo em desktop e display em dispositivos móveis, deteve 10% do investimento no primeiro semestre, jornal, abocanhou uma fatia de 9% e as revistas, 2% do total
TV aberta inclui valores de merchandising. Fonte: Kantar IBOPE Media – Advertising Intelligence
SETORES ECONÔMICOS E CATEGORIAS
O levantamento da Kantar IBOPE Media também identificou que os setores que tiveram aumento de investimento foram Higiene Doméstica (+ 69%), Minas & Energia (+ 65%) e Casa & Decoração (+ 36%). O mercado Automotivo ocupou a 12ª posição no ranking, que foi liderado pelo segmento de Comércio, seguido do de Serviços
Fonte: Kantar IBOPE Media – Monitor Evolution – ME1806TOTALPTVSH e REME1906TOTALPTVSH3 –Período: de Jan/2018 a Jun/2018 e Jan/2019 a Jun/2019.
Em termos de crescimento, as categorias de produto com maior variação foram Auto Revendas e Concessionárias (+81%) e Serviços de Saúde (+59%).
Fonte: Kantar IBOPE Media – Monitor Evolution –ME1806TOTALPTVSH e REME1906TOTALPTVSH3 – Período: de Jan/2018 a Jun/2018 e Jan/2019 a Jun/2019
*Valores publicitários brutos (GAV – Gross Advertising Value), desconsiderando descontos e negociações # Categorias que não figuravam entre as 30 maiores no 1º semestre de 2018
Meios
O digital apresenta o maior crescimento, com 75% de variação positiva, reflexo dos novos formatos e do contínuo refinamento da cobertura. Revista apresentou uma retração de 29% e jornal, uma queda de 6% nos investimentos publicitários.
Investimentos
Com base nos dados da 20ª edição da Pesquisa Global de
Fernando Garbarski, diretor da Impresul Serviços Gráficos
Entretenimento e Mídia, produzida pela consultoria PwC, PricewaterhouseCoopers, globalmente, a estimativa é de que o investimento das empresas em publicidade digital deve chegar a US$ 468 bilhões até 2023. No Brasil, ele saltará de US$ 3 bilhões, em 2018, para mais de US$6 bilhões. Já o investimento em publicidade tradicional deverá se manter estável US$ 332 bilhões para US$333 bilhões mundialmente, e de US$ 7 bilhões para 8 bilhões no País.
O estudo foi realizado em 53 países, incluindo o Brasil.
Uma das constatações é que os meios que mais crescerão em investimento publicitário no País, na casa de 43% ao ano, são: vídeo online, com alta de 27%, e games online e eSports, com uma previsão de crescimento de 17%. Jornais, revistas, impressos e rádios não terão crescimento no volume total de publicidade.
Conteúdo de confiança
Uma pesquisa realizada pela Two Sides, uma iniciativa global de empresas da indústria da comunicação gráfica, revelou que os consumidores confiam e têm um entendimento melhor em informações adquiridas de fontes impressas. Feita em 10 países sendo eles Austrália, França, Alemanha, Itália, Nova Zelândia, África do Sul, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos, 71% dos entrevistados disseram que se sentem inseguros com seus dados pessoais circulando pela internet.
Para eles, manter informações impressas é a maneira mais segura de armazená-las. Também consideraram a questão da saúde, afirmando que estão sofrendo uma sobrecarga digital. Para eles é mais agradável ler um conteúdo impresso do que digital, mesmo que esteja inserido no mundo digital.
GAV Index 2018 vs 2019
Fonte: Kantar IBOPE Media – Advertising Intelligence
SEMINÁRIO DA REPOSIÇÃO AUTOMOTIVA
2019
A ELETRIFICAÇÃO ENERGIZA A REPOSIÇÃO
Até 2030 o Brasil terá um celeiro de oportunidades com uma das frotas mais heterogêneas da história e a eletrificação exigirá a capacitação de todos os elos do aftermarket automotivo
| POR: ROBSON BREVIGLIERI | FOTO(S): DIVULGAÇÃO
Oimpacto da digitalização e eletrificação dos automóveis, fintechs como soluções de pagamento e operações financeiras e tendências de mercado com novas tecnologias rechearam as apresentações da 25ª edição do Seminário da Reposição Automotiva, o mais importante evento do aftermarket automotivo brasileiro, que reuniu representantes de toda cadeia produtiva de autopeças, de fabricantes a distribuidoras, varejos e oficinas. Cerca de 300 profissionais prestigiaram o encontro, aberto pelos representantes das entidades que compõem o Grupo da Manutenção Automotiva, Elias Mufarej, coordenador do GMA; Antonio Fiola, presidente do Sindirepa-SP e Sindirepa Nacional; Heber Carvalho, vice-presidente do Sincopeças-SP; Rodrigo Carneiro, presidente da Andap; Alcides Acerbi Neto, presidente do Sicap; e Dan Ioschpe, presidente do Sindipeças.
Nesta edição, a presidência do seminário, que é alternada entre as entidades a cada ano, ficou a cargo do Sindirepa. Segundo Fiola, os temas dessa edição foram voltados para algumas tendências que já são realidade no aftermarket, como experiência de venda, particularidades dos setores de reposição nos Estados Unidos e no Brasil e inovações tecnológicas. “Nosso mercado é muito parecido com o europeu, que tem oficinas de bairro, enquanto o norte-americano é muito forte no do it yourself ou faça você mesmo, que não funciona no Brasil. Esses conceitos já são muito diferentes no nosso País. Já temos um modelo tradicionalista que envolve fábrica, distribuidor e varejo até chegar ao reparador e consumidor final. O nosso mercado de reposição cuida de quase 80% da frota, que está próxima a 60 milhões de veículos. Mesmo com as novas tecnologias motrizes, como a eletrificação, continuaremos a consertar carros, claro que existem desafios para reparação, mas o modelo brasileiro é único porque tem paixão, tem relacionamento", assegurou.
Para Fiola existem muitos desafios a enfrentar e também oportunidades, uma delas no mercado segurador que está legalizando a aplicação de peças nos automóveis. “É importante que nós, que fazemos a diferença, estejamos atentos uma vez que quem responde pela qualidade da
peça aplicada são o reparador e o varejista. Temos de privilegiar o nosso mercado e olhar para o nosso negócio porque temos que ser responsáveis por tudo aquilo que é vendido. Temos que pagar imposto no Brasil, dar emprego aqui e o cenário é de oportunidade. Por isso temos de ficar atentos à nossa cadeia produtiva”, alertou. Sobre as fintechs, Fiola explicou que os novos meios de pagamentos já são muito utilizados hoje tanto no varejo quanto na oficina. “Muitos processos de pagamento são facilitados por essas empresas. Vamos olhar para isso no varejo, na reparação e também na distribuição, que pode ser um dos beneficiados desses processos visto que o varejo pode fazer o repasse direto para distribuidor”, disse.
O vice-presidente do Sincopeças-SP, Heber Carvalho, representando o presidente Francisco De La Tôrre, ressaltou a importância do seminário em disseminar informação e conhecimento para o mercado e apresentou em primeira mão o Programa Rota 45 (nome dado em referência ao CNAE 45 – Cadastro Nacional de Atividade Econômica que identifica lojas de autopeças e oficinas mecânicas, elaborado a partir do Programa Rota 2030), que visa a promover capacitação, qualificação e certificação de varejos e oficinas independentes, iniciativa do Sindirepa-SP, Sincopeças-SP, Sebrae-SP e IQA (leia box). “Temos um público que quer ouvir, adquirir experiência e buscar informação. O Rota 45 é composto por entidades que pretendem promover capacitação, qualificação e certificação para as empresas envolvidas no ramo de autopeças. O embrião está lançado”.
Carvalho salientou que o País tem milhares de empresas no ramo de autopeças que necessitam capacitação. “Uma cidadezinha pequena, com três mil habitantes, por exemplo, tem loja de autopeças, tem distribuidor, tem oficinas mecânicas independentes porque tem veículos e gente precisando reparar e cuidar do seu automóvel. Apesar de toda essa modernidade de mobilidade, de novas tecnologias, o automóvel vai ter que ser reparado”, garantiu.
O presidente da Andap e CEO da Mercadocar, Rodrigo Carneiro, destacou que a evolução tecnológica na produção de peças na produção de veículos tem tido um comportamento muito acima do esperado, até acima das expectativas e da necessidade do público consumidor. “Neste momento de grandes mudanças no perfil de consumo, na evolução dos meios de pagamento, dos meios de comercialização, me preocupa a evolução tecnológica da gestão. Temos que trabalhar fundamentalmente a qualidade da informação, objetivando atender o novo consumidor que se mostra mais exigente e o seminário é um ótimo momento para discutir essas questões”, afirmou.
No seu entendimento, um dos grandes pecados do mercado de reposição, de modo geral, é ter um nível de articulação e de estratégia de comunicação fragmentado. “Em 2020 não temos sequer um catálogo de produtos no mercado brasileiro. Isso é fundamental. Não existe qualidade na informação se não tiver informação sobre o portfólio de produtos que atenda a necessidade do consumidor final que, aliás, tem de ser o centro dos negócios porque, afinal, é ele quem paga a conta. Temos de fazer com que a informação chegue de maneira limpa e objetiva”, avaliou.
Carneiro explicou que o MercadoCar promove esse diferencial porque 98% do negócio é para o consumidor final. “Não poderia fugir a essa responsabilidade de levar informação com qualidade. No MercadoCar temos como mote principal o encantamento do cliente na forma de serviço, de instalação, de serviços agregados e, principalmente, na qualidade do atendimento. Não temos metas quantitativas de volume de negócios, temos metas qualitativas de atendimento ao cliente”, garantiu.
Na condição de presidente da Andap, Carneiro alertou sobre a portaria que permite às seguradoras comercializarem peças usadas de veículos sinistrados.
Representantes de entidades do setor presentes à ocasião
“Preocupo-me com o gap que está havendo entre a evolução tecnológica na produção de veículos e de autopeças e a evolução tecnológica da gestão e informação. Estou absolutamente sensível à necessidade da inovação, seja disruptiva ou não, mas não consigo aceitar que o mercado de autopeças no Brasil incorpore inovações disruptivas como a aprovação pelo glorioso Congresso Nacional de portaria autorizando as seguradoras a utilizar peças usadas de veículos sinistrados sem qualquer rastreabilidade, sem identificação de origem, que vão também gerar uma comercialização que nos deixa bastante inseguros quanto à segurança veicular”, lamentou.
Carneiro disse que isso acontece porque talvez o setor não esteja significativamente articulado para fazer valer o que esse mercado gera de riqueza para o País. “Inclusive na forma de contribuição para uma máquina arrecadadora cada vez mais gulosa. Volto a insistir que na distribuição somos grandes estocadores de impostos. Jamais deixarei de lembrar que a distribuição sofre terrivelmente com este ônus de estocar imposto. Pagamos na entrada e sequer sabemos se iremos vender, e se não vendemos,
infelizmente não temos o retorno desse capital investido, como deveria ser. Embora 80% da frota sejam atendidos basicamente pelo mercado independente de reposição, mesmo assim não somos ouvidos pela sociedade governamental”, criticou.
O presidente do Sicap, Alcides Acerbi Neto, complementou as críticas apontando que a substituição tributária, que inicialmente parecia uma medida viável, se tornou um grande entrave para as empresas de distribuição, e reforçou que essa é uma luta do Sicap. “Todos sabemos da complexidade que temos em pagar, arrecadar, distribuir e fazer da forma correta. Como entidade, temos pleiteado a mudança desse sistema de substituição tributária porque hoje não se faz necessária. O governo tem outras formas de fiscalizar e rastrear todas as empresas por meio da nota fiscal eletrônica, não havendo mais necessidade de as empresas de distribuição arcarem com esse custo”, disse. Neto também comentou sobre o novo perfil de demanda com a concentração de frotas e motoristas de aplicativos. “Vimos essas concentrações como oportunidades porque esses carros rodam muito mais e precisam de manutenção, portanto, geram
demanda no mercado de reposição”.
Para o coordenador do GMA e conselheiro do Sindipeças, Elias Mufarej, o mais importante é exaltar a união do setor para enfrentar os desafios que estarão muito presentes a partir dos próximos anos. "Nosso ramo de atividade é extremamente importante e também extremamente competitivo. Apesar de todas as crises e desafios, nos últimos anos apresentamos crescimento e o mais importante nesse momento é buscar, através da inovação, a atualização dos nossos negócios, visando exatamente enfrentar esse grande desafio que é o mercado de praticamente 60 milhões de veículos que estarão rodando nos próximos anos. O segmento de reposição independente é praticamente responsável por 80% das transações em autopeças no Brasil e a importância para nós, como indústria, é a consolidação desse mercado a partir da união de todos os seus setores, haja vista que a maioria das empresas é de micro e pequenas empresas”, avaliou.
Por sua vez, o presidente do Sindipeças, Dan Ioschpe, demonstrou perplexidade com a velocidade das
mudanças, que vão alterar significativamente a forma de uso e de consumo da mobilidade, seja dos veículos ou de outros meios que virão pela frente, como a questão do uso e da propriedade dos veículos, assunto significativo, tanto que 45% das vendas de veículos novos do Brasil são para frotistas e locadoras. “Já temos uma alteração significativa na arquitetura dos veículos com a eletrificação, autonomia, células de hidrogênio e ao mesmo tempo o etanol, enfim, uma multimodalidade de formas de motrização em relação ao que estamos acostumados. Também teremos alteração na indústria na forma de produzir e se comunicar com o restante da cadeia, para trás e para frente, o que chamamos de manufatura 4.0 ou digitalização ou inteligência artificial, que já está correndo, aliás, alterações para melhor”, considerou.
Ioschpe salientou que o Brasil precisa estar inserido no mundo, pois representa de 3 a 4% da produção global de veículos, para que a indústria nacional se torne competitiva e entregue a setores consumidores itens, peças, serviços, sistemas e conjuntos modernos, confiáveis e competitivos. “Para isso são necessárias políticas públicas para investimento em pesquisa. As empresas associadas ao Sindipeças registram vendas anuais ao redor de R$100 bilhões e o mercado de reposição representa quase 20% dessas vendas, algo em torno de R$ 19 bilhões”, informou. O presidente do Sindipeças enfatizou ainda a importância da inspeção técnica veicular e afirmou que o assunto faz parte da pauta do setor discutida em Brasília por ser um assunto de amplitude nacional.
O impacto da eletrificação
A palestra “O impacto da digitalização e eletrificação dos automóveis”, apresentada por Bruno Neri, gerente corporativo de vendas da Bosch, e Danilo Lapstini, CEO da Hexagon Manufacturing Inteligence, apontou a vulnerabilidade na segurança de dados e metodologia e qualidade dentro da manufatura, e foi complementada com painel sobre o tema mediado por Antonio Fiola, com participação de Rodrigo Carneiro, Gerson Prado, executivo da SK Automotive, e Silvio Cândido, diretor do SindirepaSP e proprietário da oficina Peghasus.
Em sua apresentação, Neri ressaltou que, se ao chegar à rede CAN correta por meio das vulnerabilidades, é possível usar técnicas para obter controle do veículo.
"Os componentes eletrônicos já são o segundo maior causadores de ações de recall no Brasil, mesmo com eletrificação de powertrain incipiente. Assim como os celulares, os carros precisam ainda mais de mecanismos e dispositivos de segurança, pois poderão impactar a integridade das pessoas. Sem esses mecanismos, a manipulação da dirigibilidade, por exemplo, pode ser feita por meio da comunicação wireless, registros na ECU e na interface de diagnose EOBD. Os pontos mais vulneráveis são aqueles que se comunicam com o meio externo, por isso, fabricantes de veículos e componentes, em conjunto, precisam olhar com atenção para a segurança de dados”, enfatizou.
Neri disse que, segundo as estimativas, em 2030 aproximadamente um em cada grupo de quatro carros no mundo será elétrico. No Brasil, a evolução será diferenciada em função dos biocombustíveis. "Apesar de decrescente, o veículo a combustão ainda terá seu lugar, mesmo porque a eletrificação veicular tem riscos, como perda, inadequação ou atraso da desaceleração, movimentação na direção incorreta, perda ou degradação da propulsão e da assistência, liberação não intencional de energia térmica e de alta voltagem, fogo, queimaduras e choques. Portanto, a eletrificação representa dificuldade técnica de equipamentos que a oficina deverá ter e necessidade de capacitação dos profissionais", afirmou
Na sequência, Lapastini ressaltou pontos que devem ser considerados com a digitalização para manter qualidade, entre eles assertividade na detecção de falhas e suas causas, redução dos tempos de medição, monitoramento contínuo e interface com metrologia, seleção automática dos framers e componentes, desvios de processo em tempo real, velocidade de reação nas correções de processo e rastreabilidade de componentes vitais. "A metodologia não deixará de existir, mas a qualidade passa a ser da empresa como um todo e não somente da metodologia. Já se começa a pensar em qualidade desde a engenharia", comentou.
Depois dessas apresentações, Fiola abriu o painel comentando que até 2030 o Brasil terá um celeiro de oportunidades com uma das frotas mais heterogêneas da história. “Ao constatar que países como China e Estados Unidos ainda usam carvão como energia e o Brasil tem uma energia não-poluente, que é o etanol, consigo
formular esse celeiro de oportunidades para oficinas, varejistas, distribuidores e fabricantes. Óbvio que teremos que nos especializar para isso”, alertou.
Em seguida, Fiola convidou Gerson Prado a responder sobre o impacto da digitalização de componentes na distribuição, se poderia ser uma abertura de possibilidades e se poderia afetar positivamente ou negativamente a atividade. Prado disse que, com o avanço da digitalização, a cadeia de valor do setor de reposição será alterada e que, junto com a telemática, mudará a maneira como se consome peças. “Acredito que na cadeia de valor da digitalização quem mais corre risco são as marcas porque, quando o sistema decide que peças serão reparadas, não discute que marca ou oficina vai reparar. Já há alguns anos, a Europa e os Estados Unidos se organizaram e pressionaram o Parlamento e o Congresso para regulamentação das informações geradas. Não vejo esse movimento no Brasil e isso é preocupante, é um risco para o mercado e temos que criar legislação para não destruir essa cadeia de valor”, ponderou.
Com a digitalização e a eletrificação, Fiola indagou a Silvio Cândido se essa variedade de matrizes energéticas para reparar vai fazer com as oficinas obtenham certificação, tema de suma importância defendido pelo setor. Cândido afirmou que todos terão de ser certificados, pois o profissional pode morrer se não souber lidar com componentes elétricos. “Esse processo não tem volta, temos um futuro promissor e não vai demorar muito. Com a eletrificação, as empresas deverão ser certificadas e poderão se beneficiar com o Programa Rota 45. Por sinal, o maior produtor de carros na China, BYD, já está montando fábrica de bateria de lítio”, adiantou.
Falando pelo varejo, como CEO do MercadoCar, Rodrigo Carneiro foi otimista, mas reafirmou sua preocupação com o abismo entre evolução tecnológica e a informação de qualidade. “O varejo tem enorme capacidade de se renovar, mas o que o preocupa é o gap enorme entre a evolução tecnológica e a informação de qualidade, que está gerando um atraso enorme para o País. Todos os elos devem produzir informação com qualidade. Ou evoluímos e investimos em tecnologia de informação e nos qualificamos em todos os níveis, seja na indústria, na distribuição ou no varejo ou novos players poderão ocupar nosso espaço", concluiu.
Tendências do mercado de reposição
O Seminário contou ainda com diferentes temas referentes ao cenário do mercado de reposição. Na palestra “O aftermarket automotivo transitando do produto para a experiência”, o consultor Valter Pieracciani ressaltou que o momento é de reposição, no sentido de reposicionamento, e toda história do setor é baseada em relacionamento. “Grande parte das inovações feitas hoje não é baseada em tecnologia, mas em emoções e relacionamentos entre os produtos e seus consumidores, portanto quem tem isso como tradição, tem a tradição da Inovação e a possibilidade de alavancar ainda mais inovação para o setor”.
Com o tema “Mercado de reposição de autopeças: tendências no Brasil e nos Estados Unidos”, os presidentes do NPD Group, empresa internacional de pesquisa, Steve Flavin, dos EUA, e José Guedes, do Brasil, apresentaram um trabalho de pesquisa de mercado há 20 anos com 10 mil pontos de venda de lojas das grandes redes, realizado pela NPD Group, apesentado por Steve Flavin, presidente da unidade Automotiva NPD nos Estados Unidos, com vasta experiência em reposição, mostrou a evolução nesse período. O segmento nos Estados Unidos possui rede de 500 mil membros, entre fabricantes, distribuidores, lojas e oficinas que movimentam US$ 400 bilhões e empregam 4,7 milhões de pessoas, sendo 70% reparadores com mais de 250 mil pontos de venda, com uma frota de 289 milhões de veículos, maior que o número de condutores, estimado em 225 milhões. Por sua vez, Guedes comentou que a maior parte da frota tem idade superior a 10 anos, o que propicia uma série de oportunidades para a reposição e a reparação.
Com números impressionantes, a última edição da Automec, realizada em abril, contou com 1,5 mil marcas expositoras, 75 mil visitantes e gerou 77 milhões em negócios.
O apresentador e piloto do programa AutoEsporte, da Rede Globo, César Urnhani, fez uma exibição intitulada “Momento Automec”, onde evidenciou a importância da feira de autopeças, realizada bienalmente em São Paulo, e relatou fatos de sua vida profissional em 30 anos de atividade no setor.
A palestra “O que as fintechs podem ensinar ao analógico universo do aftermarket automotivo”, com o sócio e CPO da Pague Veloz, Paulo Gomes, teve objetivo de mostrar as vantagens de lojas de autopeças e oficinas independentes concentrarem pagamentos e operações financeiras em uma única plataforma, possibilitando transferência de valores por meio de uma conta digital sem taxas cobradas, revolucionando os meios de pagamentos com soluções ágeis e menores custos.
RECEITAS, SEM EFEITO COLATERAL, PARA UMA
VIDA
SAUDÁVEL
NO AMBIENTE DE TRABALHO
POR: VALTERMÁRIO DE SOUZA RODRIGUES* | FOTO(S): DIVULGAÇÃO
ste artigo, embora faça uma abordagem sobre algumas patologias existentes no ambiente de trabalho, não tem a intenção de tratar o assunto de forma científica, até mesmo porque tais abordagens vão além do seu sentido mais usual, adotando uma linha mais conotativa:
• Impotência – o termo impotência aqui tratado é quando o indivíduo perde o entusiasmo e a motivação e não sente prazer pelo que faz, se contenta apenas em cumprir o seu horário de trabalho e não vislumbra outras possibilidades;
• Audição – saber ouvir é uma arte. Na correria do dia a dia perdemos a oportunidade de ouvir um colega de trabalho, de aprender algo com ele e até mesmo de ajudá-lo de alguma forma. Calado e mesmo sem dizer uma única palavra, em seu íntimo, pode estar “implorando” para receber a atenção de alguém, e muitas vezes não percebemos, simplesmente, por estarmos preocupados apenas com as nossas próprias demandas de trabalho;
• Insônia – costumo dizer que o melhor remédio para insônia é a ausência de preocupações, o que não é algo fácil, afinal, problemas fazem parte da vida de todo e qualquer ser humano, embora algumas pessoas tenham o dom de atrair problemas sem necessidade. Pense nisso!;
• Cegueira – manter-se preso a velhos paradigmas nos impossibilita “enxergar” e vislumbrar algo novo, afinal, como diria
Lulu Santos:” Há tanta vida lá fora. Aqui dentro sempre...”.;
• Amnésia – alguns colaboradores “esquecem” que um ambiente de trabalho é saudável quando é livre de fofocas, de picuinhas e de falta de coleguismo;
• Stress e ansiedade – são patologias que trazem prejuízos enormes à saúde e podem ser minimizadas com certas mudanças de hábitos, tais como: cuidados com a alimentação; prática de atividade física; procurar dormir melhor e fazer atividades que nos proporcionem algum tipo de prazer.
Se você está enfrentando alguma(s) patologia(s) descrita(s) acima, está na hora de se cuidar. Recomendo se tratar na CTI: Cidades com Terapias Interessantes.
A seguir, “Vide Bula” com indicações de remédios, ou melhor, indicações de viagens para a região Nordeste do Brasil.
São muitas as opções:
1. São Luiz/MA e os lençóis maranhenses;
2. Fortaleza/CE sem deixar de ir conhecer Jericoacoara;
3. João Pessoa/PB com direito aos passeios para ver pôr do sol na praia do Jacaré ao som do Bolero de Ravel; às piscinas naturais de Picãozinho e Seixas e as praias do Litoral Norte e Sul;
4. Natal/RN e os passeios em suas maravilhosas dunas;
MERCADO
NÚMEROS DO SETOR
*Analista Administrativo Sênior da Distribuidora Automotiva S/A – Filial Salvador; Bacharel em Administração de Empresas; MBA em Gestão de Empresas; MBA em Liderança Coaching; Co-autor dos livros “Ser Mais Inovador em RH” – “Motivação em Vendas” e "Planejamento Estratégico para a Vida”
5. Maceió/AL e as piscinas naturais de Maragogi;
6. Recife/PE e os encantos de Porto de Galinhas;
7. Salvador/BA e as paradisíacas praias do litoral Norte com direito a uma esticada até a Costa do Descobrimento, em Porto Seguro, e a Costa do Cacau, em Ilhéus, onde reside um casal de amigos – Sr. Paulo e Sra. Araci, local onde eles desfrutam de praias belíssimas; do Balneário de Tororomba; Cachoeira de Tijuípe; Mirante; Lagoa Encantada; Catedral; Fazendas de Cacau; Fábricas de chocolate; Casa de Jorge Amado; Bataclan; Bar Vesúvio, dentre muitos outros atrativos. Vale muito à pena conhecer essa região;
8. Aracajú/SE e, também, fazer um passeio no rio São Francisco no Cânion do Xingó;
9. Teresina/PI única capital do Nordeste que não é banhada pelo oceano. Vale à pena conhecer o belíssimo encontro das águas dos rios Poti e Parnaíba (perceptível pela coloração).
Tem alguma dúvida que viajar é o melhor remédio para as muitas patologias existentes no ambiente de trabalho?
Se os sintomas persistirem, aí sim, o médico deverá ser consultado. Boas viagens, saúde e felicidades!
ANFAVEA E ABEIFA APRESENTAM SEUS RESULTADOS DE SETEMBRO E PROJEÇÕES
PARA O FINAL DE 2019
POR: REDAÇÃO | FOTO(S): DIVULGAÇÃO
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revelou suas novas projeções para o fechamento do ano, com expectativa de crescimento na produção, e principalmente nas vendas ao mercado interno. De acordo com o levantamento da equipe econômica da entidade, as vendas internas fecharão o ano com 2,8 milhões de unidades vendidas, um crescimento de 9,1% sobre 2018. O destaque positivo é o setor de pesados, com importante crescimento estimado de 35%, ultrapassando a marca das 100.000 unidades comercializadas –número que não era alcançado desde 2014. Já a produção deverá crescer menos, em função da queda de 33,2% nas exportações, provocada em grande parte pela crise da Argentina. Estima-se a alta em 2,1%, o que representará o terceiro ano consecutivo de recuperação na produção. Em setembro, destaque para a marca de mais de 2 milhões de autoveículos licenciados em nove meses, melhor resultado do período desde 2014 e mais do que todo o volume de 2016. Este foi o segundo melhor mês do ano em média diária de vendas, o que comprova o aquecimento do mercado neste segundo semestre. Mais uma vez, o melhor desempenho é o do setor de caminhões, que em nove meses praticamente atingiu todo o volume de vendas do ano passado.
As 15 marcas filiadas à Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores), com licenciamento de 2.846 unidades, registraram em setembro queda de vendas de 6,1% em relação a agosto de 2019, quando foram vendidos 3.031 itens importados. Para se ter uma ideia, ante setembro de 2018, quando foram negociadas 2.913 unidades, a retração é de 2,3%. O desempenho negativo de 6,1% em setembro último afetou ainda mais o resultado do acumulado dos primeiros nove meses do ano. A queda ainda persiste, agora de 9,8% no período de janeiro a setembro. Embora o setor tenha anotado tendência mensal de alta, a três meses do final de 2019, a estimativa de vendas para o ano – já revisada em julho último – de 40 mil veículos, foi agora para 35 mil unidades. Em compensação, as quatro montadoras associadas à entidade que fabricam veículos localmente mantêm taxa de crescimento de 38,8%, passando de 16.486 veículos licenciados nos primeiros nove meses de 2018 para 22.887 unidades em igual período deste ano. No setor de importados, as cinco marcas que mais venderam, em setembro, foram a Kia Motors (660 itens / -19,8%), Volvo (595 / -11,7%), BMW (461 / +22%), Land Rover (252 / -41,4%) e Jac Motors (203/ +5,7%).
CAMINHÃO DAF CHEGA A 1 MILHÃO DE QUILÔMETROS
A fábrica da DAF Caminhões em Ponta Grossa (PR) iniciou suas operações no Brasil em 2013. Um dos primeiros modelos a deixar a linha de produção foi um XF105 com cabine Space e motor de 410 cv, adquirido, em 2014, pela Transportes Begnini. Nestes cinco anos de estrada, o veículo rodou 1 milhão de quilômetros pelas estradas brasileiras sob a missão de transportar os mais variados tipos de insumos.
GT-OIL DESTACA LANÇAMENTOS DA LINHA DE ÓLEO LUBRIFICANTE PARA VEÍCULOS DIESEL
Uma das principais marcas nacionais de óleo lubrificante, a GT-OIL oferece amplo portfólio para linha a diesel. Os veículos pesados contam com diversos produtos com formulação premium que proporcionam estabilidade térmica, evitam oxidação e protegem o motor. A GT-OIL apresenta ampla rede de distribuição em todo o País para atender a variedade de modelos da frota circulante.
NA BUSWORLD 2019, MARCOPOLO SE DESTACA
COMO PARCEIRA GLOBAL EM SOLUÇÕES DE TRANSPORTE
A Marcopolo, uma das principais fabricantes brasileiras de carrocerias de ônibus e uma das maiores do mundo, participa da Busworld Europa 2019, de Bruxelas, Bélgica, com o objetivo de ampliar sua presença global por intermédio de novos negócios e da presença em diferentes mercados para oferecer soluções de mobilidade e transporte. O foco é ser o parceiro ideal na oferta de soluções em mobilidade que possam ser aplicadas nos diversos mercados mundiais.
NEOBUS AMPLIA PRESENÇA EM SÃO PAULO
A JTP Transportes, de Barueri, na grande São Paulo, comprou 20 unidades do ônibus urbano NEOBUS New Mega. Os novos veículos são os primeiros da marca adquiridos pela operadora e serão incorporados à frota da empresa para uso no transporte público coletivo de passageiros da cidade de Embu das Artes (SP). “Esta é a primeira aquisição de carrocerias da marca pela JTP Transportes”, enfatiza Douglas Cristiano Pessoa, supervisor de vendas da NEOBUS.
AS AUTOMÁTICAS ALLISON RESPONDEM POR 65% DAS VENDAS DOS CAMINHÕES MÉDIOS HINO NA AUSTRÁLIA
A grande aceitação das transmissões totalmente automáticas Allison como um opcional nos caminhões médios da Hino que são comercializados na Austrália exemplifica claramente uma mudança no mercado de caminhões no sentido de satisfazer as demandas
dos frotistas que operam nas áreas urbanas cada vez mais movimentadas.
A demanda pelas automáticas Allison tem aumentado, e continua a crescer.
ACTROS LEVA MERCEDES-BENZ A
VWCO OFICIALIZA PARCEIROS PARA PRODUÇÃO DOS PRIMEIROS CAMINHÕES ELÉTRICOS BRASILEIROS
CONHEÇA AS LINHAS DE PNEUS PARA CAMINHÕES E ÔNIBUS DA BRIDGESTONE
Com base em telemetria, inteligência artificial, algoritmos, tecnologia digital e automatização, o Novo Actros leva a Mercedes-Benz a um novo patamar de serviços e conectividade. O portfólio de soluções que chega junto a esse lançamento da marca se destaca por inovações para o setor de caminhões, como o MercedesBenz Uptime, o sistema de logística Habbl, os serviços e consultoria do Total Mobility e aplicativos que ajudam o motorista no dia a dia.
A VW Caminhões e Ônibus acaba de oficializar seus parceiros para a produção dos primeiros caminhões elétricos brasileiros. Bosch, CATL, Moura, Semcon, Siemens, Weg, Meritor e Eletra fazem parte do inédito e-Consórcio no complexo de desenvolvimento e produção da VWCO em Resende (RJ). A produção em série já tem data marcada: começa em 2020, com e-Delivery 14 toneladas, que será o primeiro do portfólio elétrico da VWCO
VOLARE REFORÇA
PARTICIPAÇÃO DE MERCADO EM SANTA CATARINA
Com a entrega de duas novas unidades do modelo Fly 9 Executivo para a Alexandre Turismo, de São José, a Volare reforça a sua liderança no Estado de Santa Catarina. Do total de veículos emplacados nos primeiros meses deste ano, a montadora detém cerca de 65% de participação. Os novos veículos têm capacidade de 33 lugares (31 passageiros, além de motorista e auxiliar), motorização Cummins ISF 3.8 com 162cv e muitos outros diferenciais.
Segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), as vendas de caminhões aumentaram 35% e de ônibus 36,8% entre janeiro e setembro de 2019. A Bridgestone – uma das maiores fabricantes de pneus do mundo - apresenta aos frotistas e motoristas autônomos suas linhas de produtos produzidas com tecnologias avançadas. Além dos produtos, a Bridgestone Bandag fornece bandas de rodagem para recapagem dos pneus.
CUMMINS CONQUISTA PRÊMIO WEPS BRASIL 2019
A Cummins Brasil está entre as empresas vencedoras, na categoria Prata, da 3ª edição do Prêmio WEPs Brasil – Empoderando as Mulheres, que tem como propósito incentivar e reconhecer os esforços das empresas que promovem a cultura da equidade de gênero e o empoderamento da mulher no Brasil. A premiação ocorreu no último dia 7/10, segunda-feira, no Villa Blue Tree, em São Paulo.
REGIÃO METROPOLITANA
DA BAIXADA SANTISTA
| POR: SÉRGIO DUQUE*
* Economista, pós-graduado em Marketing e professor universitário. É proprietário da Audatec e atua há mais de 30 anos no mercado de reposição de autopeças.
IMPORTANTE CENTRO ECONÔMICO E DE
EXPORTAÇÃO PELO COMPLEXO PORTUÁRIO
Com 1,865 milhão de habitantes residentes fixos, que em épocas de altas temporadas podem atingir cerca de 3,5 milhões, em área de 2.419,9km², a baixada santista caracteriza-se pela grande diversidade de funções presentes nos 9 municípios que a compõem, sendo eles: Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente.
Segundo recentes dados divulgados pelo IBGE, a baixada santista sofreu em 2018 crescimento de 20 mil moradores, aumento de 1,34% em relação a 2017, enquanto a evolução média nacional foi de 0,79%. Para geógrafos e estudiosos, vários fatores justificam os números de crescimento acima da média nacional, mas o exemplo maior está no quesito de melhoria de qualidade de vida percebida em vários municípios da baixada, como observado mais claramente em Praia Grande, atualmente valorizado e com estrutura turística e socioeconômica melhores desenvolvidas nos últimos anos.
No campo das atividades econômicas regionais, o destaque fica por conta do complexo portuário de Santos. Com aproximadamente 13 km de cais, quase 500 mil m² de armazéns, o porto de Santos, maior e mais importante da América do Sul, movimenta anualmente 80 milhões de toneladas, entre carga geral, líquidos e sólidos a granel e mais de 40% do movimento nacional de contêineres, ou seja, de cada cinco contêineres embarcados ou desembarcados na costa brasileira, dois passam pelo Porto de Santos. Para o Estado de São Paulo, a presença do porto representa enorme avanço econômico, permitindo o direcionamento de grande parcela de suas atividades industriais e agrícolas para o suprimento de mercados internacionais, além das atividades realizadas predominantemente em Cubatão, importante polo siderúrgico em escala regional, com reflexos diretos na economia da região e que respondem pela geração de um PIB de R$ 60 bilhões (2018), o que representa aproximadamente 4,1% do PIB do estado de São Paulo.
O turismo também tem grande participação no
PIB da região, quesito que inclui todas as cidades da Região Metropolitana, que têm vários atrativos naturais e culturais.
A frota circulante de veículos nas cidades litorâneas que compõem a região metropolitana da baixada, estimada em 687 mil unidades, chega a triplicar na época da alta temporada, fazendo elevar a curva da demanda de serviços e peças de manutenção automotiva.
Por serem cidades de topografia plana, favorece a circulação de motocicletas e, portanto, é proporcionalmente alta a relação de frota deste segmento de veículos.
Em 2019, aproximadamente 1% de toda demanda de autopeças e serviços no País, equivalente a R$ 420 milhões, será demandada no consumo de peças e serviços na região metropolitana da baixada santista, em 200 lojas de autopeças, centros automotivos, 300 outros pontos de vendas, que atendem 850 oficinas mecânicas e 150 funilarias.
CADERNO BALCONISTA AUTOMOTIVO
Contribuindo para o aprimoramento do profissional do varejo de autopeças
O atendimento faz toda a diferença
No balcão ou ao telefone, ganha quem dá mais atenção ao cliente
KARIN FUCHS | FOTO(S): DIVULGAÇÃO
Vender é uma arte, assim como atender bem o cliente. Principalmente em se tratando de autopeças, que é uma compra por necessidade, pode acontecer de o cliente chegar à loja com o humor alterado. Cabe ao vendedor ter a sensibilidade de se colocar no lugar dele e lhe dar a solução. Mário Rodrigues, diretor do Instituto Brasileiro de Vendas (IBVendas), diz que a primeira dica é simples: dedique-se efetivamente ao atendimento.
“Se você está atrás do balcão e o cliente veio até você é para comprar, mas é possível ele pedir algo que não necessariamente vai comprar. A primeira vantagem que precisamos ter consciência é de que, se o cliente veio até o balcão, eu tenho algo que ele precisa e não tem, consequentemente eu posso trocar. Pode ser que às vezes o cliente venha apenas para pedir uma informação de algo que ele não tem ou não domina, isso é ótimo, então eu troco coisas. Todo bom vendedor é aquele que está atento a trocar coisas”.
Ele explica que em toda venda é preciso ter atenção, interesse e credibilidade. Não basta apenas perguntar “posso lhe ajudar?”. “É preciso se esforçar para interpretar o cliente, para que seja possível estabelecer uma relação que eu chamo de “escuta ativa”, não apenas escuto e parafraseio, ou seja, eu confirmo e valido o que ele disse ou até posso sugerir e incrementar, então começa a arte da venda. Tanto presencialmente ou por telefone é necessário o interesse genuíno nas necessidades do cliente para atender o que ele precisa e assim proporcionar uma boa experiência de compra”.
Cláudio Zanutim, consultor Netas (Treinamento empresarial), comenta que há dois tipos de venda por telefone: a ativa, quando os vendedores ligam para possíveis clientes, e a receptiva, quando os mesmos entram em contato. “Na ativa, vale destacar que o cliente não está esperando o contato, ele está ocupado fazendo outras coisas no momento da ligação. Então, sem invasões, sem intimidades. Outra dica importante é saber fazer as perguntas certas para seu cliente de forma que você o sirva”.
Na receptiva, ele explica que neste caso o cliente começa no controle da negociação. “Ele já tem alguma questão para fazer para sua empresa ou sabe exatamente que tipo de peça precisa. Mas tem uma pegadinha aqui: o cliente raramente sabe o que quer e o que precisa... você, vendedor do balcão, é quem sabe tudo sobre o produto e sua aplicabilidade correta, então, educadamente, ensine seu cliente. Assuma o controle da situação, de forma natural, fazendo uma pergunta que gere interesse no consumidor e, assim, conduzir a negociação. Nas duas situações, o sorriso na voz é imprescindível”.
Outra dica importante que ele dá é que na venda por telefone a voz tem uma interferência bem maior do que as palavras. “82% são voz e 18%, palavras”. E no atendimento presencial, tudo muda. “Pois, o cliente tem contato visual com o vendedor e o vendedor com o cliente. Então, sua postura, na recepção, e o sorriso no rosto geram automaticamente um bem-estar no primeiro contato. Este bem-estar leva 1/20 de segundos para acontecer, então se você não estiver super atento ao seu cliente, já tem uma barreira inicial para quebrar.
E lembre-se de que o WhatsApp é um aliado forte nas vendas, mas também se deve ter cautela e técnica para utilizar. Tudo que é demais, cansa rápido”.
TEXTO:
Atenção ao cliente
CADERNO BALCONISTA AUTOMOTIVO
Para atender o cliente é preciso estar preparado com ferramentas, e tempo também é ferramenta para atendê-lo, conforme orienta Rodrigues. “Um cliente poderia estar realizando qualquer outro tipo de atividade, mas ele veio até seu balcão ou fez uma ligação, então o mesmo espera que no atendimento tenha retorno de toda demanda naquele momento, de maneira clara e objetiva. Pedir “um minutinho” é quase pedir para o cliente ligar para outro lugar, pois não vai ser atendido. Nós chamamos de Lead Time, quando precisamos atender e oferecer uma solução em um pequeno espaço de tempo”.
Ainda de acordo com ele, “a procura por algum produto é a busca por uma experiência de compra. A satisfação ou solução de sua necessidade ou problema e o significado de não atingir isso não é só algo que não se concretizou, é também uma frustração. E todo ser humano, conforme com que a psicologia nos ensina, está buscando o prazer e fugindo da dor e frustrações. Isso tudo pode parecer apenas uma exigência do cliente, gerente ou do patrão, mas não é ciência do relacionamento humano”.
Nesta linha, Zanutim afirma que um erro fatal é imaginar que se pode fazer duas coisas ao mesmo tempo com excelência. “Vejo muitos vendedores em autopeças que não estão atentos à abordagem inicial e perdem vendas. Ao telefone isto se amplifica, visto a facilidade que
o cliente encontra em se desviar do vendedor rapidamente. Uma dica muito importante é focar no cliente e em suas necessidades fazendo perguntas abertas e de levantamento de necessidades. Deixe o cliente falar de suas necessidades, assim ficará mais fácil de você atendê-lo. Focar em você, vendedor é erro fatal”.
Rodrigues diz que a primeira coisa que pode trazer confiabilidade é mostrar algo conhecido para o consumidor, ou seja, algo parecido com ele, estabelecendo um rapport antes de vender determinada opinião ou produto para o cliente. O que é o “rapport”? É a conexão e sintonia do cliente e empatia da outra pessoa. É preciso ser um espelho para o cliente, para que ele possa se identificar com o atendimento. O rapport faz parte do atendimento e faz com que as pessoas se encantem durante o atendimento”.
Segundo ele, é muito comum, por falta de rapport, o fenômeno que ocorre quando o cliente diz “obrigado, estou só olhando”, quando o vendedor aborda o cliente e diz “posso te ajudar?”. “Isso pode parecer “oi, posso oferecer coisas de que você não precisa?”, “posso fazer com que você fique com mais faturas no cartão de crédito?”, ou seja, a frase real é uma frase que pode ser compreendida por qualquer um, mas ainda assim faz com que muitos mintam para o vendedor dizendo que não estão em busca de nada, “só olhando”. Ele quer comprar, mas o que ele não quer é alguém desconhecido participando do seu processo de decisão e da sua experiência de compra”.
Equipe unida
Na Truckão Auto Peças e Serviços, em Fortaleza (CE), a equipe participa de treinamentos interno e externo, a exemplo dos oferecidos pelo Sincopeças, Sebrae, entre outros. “Também realizamos reuniões quinzenais com as participações dos vendedores, do pessoal da logística e das áreas de serviço e financeira, para que todos compartilhem as informações e não tenham aquela história de que eu não sabia disso ou eu não tinha conhecimento daquilo”, conta Rogério Nobre Façanha.
Para ele, é essencial que a equipe esteja muito bem preparada para atender o cliente. “Hoje, os nossos principais clientes são frotistas (ônibus e caminhão), raramente o caminhoneiro vem à loja. Quem vem é o gestor da frota, o chefe da frota, que também é muito atendido pelo telemarketing. E nós usamos todas as ferramentas possíveis de informática e internet para prestar o melhor serviço para os nossos clientes”.
Por telefone, a regra é não deixar o cliente esperando. “Muitas vezes pedimos para o vendedor que não está atendendo pessoalmente, atender por telefone e não deixar o cliente esperando. Como consumidores, sabemos que nem sempre isso é possível, é um vício as pessoas deixarem o outro na espera na linha e tirar vício não é fácil”.
O caminho, diz ele, é separar a equipe. “Nós ampliamos a nossa área de serviços e aqui é bem dividido, o vendedor de serviços e o de balcão. Não dá para atender tudo, temos uma equipe para a oficina, uma para o balcão e outra para o telemarketing. Atendemos empresas de ônibus e frotistas que fazem serviços conosco e clientes que compram peças”.
Empatia
Para Emanuela dos Santos Macambira, que há 19 anos trabalha na Truckão Auto Peças e Serviços, a palavra de ordem é empatia. “Para prestar um bom atendimento, primeiro de tudo, tem que ter empatia, se colocar no lugar do cliente, pois quando ele chega à loja não é para fazer uma compra por prazer, mas por necessidade. Precisamos entender o problema que ele está passando, redobrar a atenção para tentar amenizá-lo”.
Ela também explica que é diferente o atendimento do balcão com o atendimento ao telefone. “Quando o cliente está na sua frente percebe a movimentação, e dá para ele aguardar um pouquinho. Por telefone, não sabe o que está acontecendo no balcão, acha que somente ele está sendo atendido. Portanto, é preciso dar prioridade e até lhe oferecer outras ferramentas, aqui, por exemplo, usamos bastante o WhatsApp, facilita e agiliza o atendimento por telefone”.
Para estar sempre por dentro das novidades, Emanuela participa de cursos e palestras. “Além disso, como a Truckão tem a parte de serviço e uma grande rotatividade de diferentes modelos de veículos, sempre aprendemos com o pessoal da oficina e conferimos as novidades”, conclui.
Mário Rodrigues, diretor do Instituto Brasileiro de Vendas (IBVendas)
José Bonifácio (gerente), Emanuela Macambira e Rogério Façanha, da Truckão Auto Peças e Serviços
CADERNO BALCONISTA AUTOMOTIVO
Bagagem de atendimento
Na Braskape Auto Peças, em São Paulo (SP), Alexandre Kohara conta que eles não têm um protocolo de atendimento. “Seria até bacana se tivéssemos, mas na correria do dia a dia nós vamos trabalhando por osmose”. E ele está sempre observando e dando suporte para a equipe. “Eu fico próximo ao balcão e do pessoal que atende o telefone”.
Por ter clientes de anos, Kohara diz que já é bem comum os vendedores conhecerem o perfil deles, têm um histórico, uma bagagem. “Muitos também participam de palestras sobre vendas e atendimento ao cliente, e eles vão acumulando experiência”.
Para os novatos, a fórmula é seguir os mais experientes. “Geralmente, os novos vendedores replicam o que os mais experientes vão fazendo. Quando acontece de uma abordagem não ter sido a indicada, a gente conversa para que seja de outra forma, mostramos como gostaríamos que fosse o atendimento dele”.
Kohara compara que o atendimento presencial é diferente do que é feito por telefone. “Toda relação interpessoal fica mais próxima quando se está ao vivo
com a pessoa e alguns vendedores têm a sensibilidade de já entenderem o que o cliente quer e também fazem a leitura da sua expressão corporal, com o tempo eles vão pegando isso. Por telefone é diferente, pois eles não estão vendo o cliente”.
Também por telefone, a orientação é sempre não deixar o cliente esperando. “Ficamos muito no pé para que isso não aconteça, da mesma forma que, como consumidores, não gostamos que façam isso com a gente. Tem também a geração mais nova que prefere ser atendida pelos meios digitais e estamos trabalhando para melhorar o nosso comércio eletrônico. Nós temos que proporcionar a melhor experiência para o cliente. Qual experiência você está deixando para o seu cliente? No final, ele está satisfeito?”.
Presencial ou a distância, imprevistos podem acontecer. “Podemos ter problemas nas duas situações, como a venda errada de uma peça, de pagamento no caixa da loja ou com operadora do cartão de crédito. Nós temos que ter a solução para não deixar uma experiência ruim aos olhos do cliente, isso é o mais importante”.
Duas décadas no balcão
Há 20 anos, Fábio Alves da Silva trabalha na Braskape e conquistou uma clientela fiel de longa data. “Eu tenho muita fidelização dos meus clientes, porque eles se identificam com o meu atendimento. Se não temos a peça de imediato, eu corro atrás para atendêlos”. O formato que ele adotou é de um atendimento mais personalizado, seja ao telefone ou no balcão.
“Eu tento prestar um atendimento personalizado, com o máximo de atenção possível ao cliente, tanto pessoalmente como por telefone. Principalmente quando ele vem à loja, quer ser bem atendido, por isso, eu tento lhe dar exclusividade e não costumo atender nenhuma ligação”. E ele também busca estar sempre atualizado.
“Sempre que possível, eu participo de cursos que as fábricas disponibilizam. Hoje em dia com a internet, ela se tornou uma ótima ferramenta para buscarmos mais informações. Quando eu tenho dificuldade de identificar algum item que o cliente precisa, sempre uso esta ferramenta para atendê-lo da melhor forma possível”.
ERROS MAIS COMUNS NO ATENDIMENTO
Por Cláudio Zanutim
• Não anotar cada objeção que receber (ou recebeu) para poder superá•las;
• Pouca atenção à ligação causando uma falta de reflexão sobre o impacto e o resultado da sua resposta;
• Falta de um roteiro pré•elaborado de perguntas e a falta da escrita de resposta mais adequada para esse caso e situações semelhantes;
• Não monta um repertório de respostas para treinar;
• Cada cliente é de um jeito, de uma forma, jamais atenda clientes diferentes, em ambientes diferentes, da mesma forma e jeito sempre;
• Não saber fazer pergunta é um crime, vendedor de alta performance sabe fazer perguntas com foco no cliente;
• A utilização demasiada do gerúndio é um erro fatal;
• O vendedor força uma intimidade que não existe;
• O vendedor que se esforça demais para comunicar o preço do seu produto perde o foco no cliente;
• Vender com a própria carteira. A gente nunca sabe o quanto um cliente está disposto a pagar;
• O vendedor não deixa o cliente falar,
• O vendedor tenta fugir da conversa fiada.
Alexandre Kohara e Fábio Alves da Silva, da Braskape Auto Peças
50 ANOS DE CLICK AUTOMOTIVA
Thomas Bärmann, presidente da empresa, destaca a importante marca e conta um pouco da história, das ações vigentes e dos planos para os próximos meses
| POR:REDAÇÃO | FOTO(S): DIVULGAÇÃO
undada em 1969, em São Paulo, a Click Automotiva é pioneira em soluções para sistemas de condução de combustíveis, arrefecimento e lubrificação, sendo reconhecida como a principal fabricante de tampas e válvulas da América do Sul, além de ser fornecedora global de OEM’s nos Estados Unidos, México, China e Rússia. Em 1970, iniciava a produção de tampas para tanques de combustível diretamente para as montadoras Ford e Volkswagen, além do mercado de reposição.
PASSADO
Com uma visão empreendedora, a Click Automotiva investiu em tecnologias, materiais e processos mais robustos para desenvolvimento de produtos com padrão mundial. O resultado foi que em 1980 a Click desenvolveu e iniciou a fabricação de tampas de combustível para motores a Álcool. Conquistou novos clientes, como Volvo, Fiat, Ford Tratores, Volkswagen dos Estados Unidos, Robertshaw Controls, além de 100% do fornecimento de sistemas de ignição para a Yamaha.
O momento era de traçar novos rumos e seguir firme na estrada do crescimento que se apresentava à indústria automotiva. A Click investiu em equipamentos de laboratório e engenharia de desenvolvimento para
iniciar, na década de 90, as operações no comércio exterior com a exportação para América do Sul e EUA. Com a ampliação do mercado, em 1995 foi criada uma divisão específica para a reposição, a TanClick, atual líder no segmento no Brasil e América do Sul.
Já nos anos 2000, a Tampas Click passou a se chamar Click Automotiva, consolidando-se no mercado com solução de alta tecnologia para controle inteligente de fluidos dos sistemas de combustível, refrigeração, óleo e freio. Para se ter uma ideia, “o Brasil, hoje, é uma peça fundamental no segmento automotivo mundial, com grande destaque entre os dez maiores produtores e consumidores de automóvel”, diz Thomas Bärmann, presidente da empresa.
PRESENTE
Para Click Automotiva, segundo o presidente, “ser líder do segmento, fornecedor direto de OEM e mercado de reposição, é resultado de um processo que começa pelo design e desenvolvimento do produto, posteriormente à fabricação com alta tecnologia, competitividade e padrões de qualidade mundiais. Os principais produtos da Click Automotiva são: Tampas para Tanques de Combustível, com vedação inteligente, e Tampas para reservatórios de expansão, com válvulas com controle de pressão”.
Além de Tampas para abastecimento, a Click produz Tampas de Óleo e Tampas de Radiador, que garantem uma vedação precisa e absoluta. Também desenvolve e fabrica válvulas para sistema de combustível e retenção de vácuo no servo freio e pescadores de óleo para motores. Para manter o elevado padrão de qualidade, a Click Automotiva investe em tecnologia e inovação na escolha de ferramentas de trabalho essenciais para a execução dos processos de produção da empresa.
Nesse contexto, softwares especiais, engenharia de desenvolvimento, laboratórios, ferramentaria interna e injetoras de alta performance são os pilares para a qualidade, os resultados alcançados e a satisfação dos clientes. Todos os processos e produtos atendem a rigorosas normas e certificações exigidas pela indústria automotiva mundial (IATF e ISO14001), razão pela qual a Click Automotiva tem aprovação das montadoras no Brasil e oferece um produto qualificado e com presença
em 16 países.
FUTURO
Sobre a sua atuação no Brasil, a fábrica da Click Automotiva está localizada em Valinhos (SP) com uma área de 5.500m2 e 30.000m2 disponíveis para expansão, onde estão também a engenharia de desenvolvimento, laboratórios de testes, ferramentaria de manutenção e construção, além do parque produtivo para fabricação das peças. Tem ainda: um escritório Comercial em SP e Representante Comercial e Distribuidor nos EUA para atendimento e distribuição de itens ao(s) EUA, México e Canadá.
Ocupando uma posição de vanguarda no concorrido afitermarket automotivo brasileiro, a respeito das iniciativas da empresa nas áreas de pesquisa e desenvolvimento e compromisso com o meio ambiente, a Click Automotiva está em constante desenvolvimento de novos produtos para o mercado nacional e internacional para atender as novas normas e legislações referentes a emissões, além da busca constante de novas tecnologias.
Sobre o primeiro semestre, a Click Automotiva cresceu moderamente, dentro das expectativas. “Estamos investindo em expansão dos mercados EUA e América Latina através de novos distribuidores e clientes para aumentar nossa gama de produtos; em automatização das operações para melhoria na comunicação junto aos clientes e representantes através de ferramentas intuitivas e interativas; e em implementação de marketing de conteúdo para cadeia de clientes”, conclui o presidente.
Portfólio completo
A linha de produtos oferecida pela TanClick à reposição é ampla, com cobertura de 98% de marcas e modelos, com destaque às tampas de carros antigos, com exportação para os EUA e América Latina. “Fazer 50 anos é um privilégio e a consagração da marca, da excelência dos produtos, dos resultados obtidos e dos sonhos e projetos para os próximos 50 anos. Um sonho transformado em realidade. Uma empresa brasileira que acompanha um mundo em constante evolução”, conta Bärmann.