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Jornal Balcao Automotivo ed 156

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Região Metropolitana de Campinas (SP) é uma das mais dinâmicas no cenário econômico brasileiro

UNIVERSO DO AFTERMARKET

Fórum IQA discute rotas da qualidade para o futuro do setor, que passam pela interface com o consumidor

Defendendo o livre direito de escolha do consumidor, Marcio Codogno, presidente da ANFAPE

10ª edição da Feira, realizada de 11 a 14 de setembro, registrou público de mais de 45 mil visitantes

O período de 2006/2007 foi o final do chamado superciclo das commodities, que durou uns cinco anos A fase final combinou com a crise financeira internacional; a quebra do Lehman Brothers (EUA), em 2008

13 ANOS JORNAL BALCÃO AUTOMOTIVO,

Quando a publicação surgiu, nos idos de 2006, o Brasil vivia o final do chamado superciclo das commodities, que marcou um período de forte crescimento das economias mundiais...

A balança comercial negativou, inflação apareceu, aumentou o déficit público e o País ficou recessivo em 2015/2016

O estímulo ao crédito e ao consumo continuou, mas de forma artificial, gerando um desiquilíbrio na economia

Fundamentalmente, o cenário se inverteu, o mundo entrou em recessão e o Brasil a partir de 2009

À época, lançou-se um pacote anti-crise no País, reduzindo impostos em setores, como veículos e linha branca

... de lá para cá, as vendas de veículos novos somaram mais de 40 milhões de unidades, o setor automotivo viveu significativas mudanças tecnológicas, o comportamento do consumidor mudou e o País passou por duas crises econômicas.

Estamos num quadro de semi-estagnação, com um crescimento do PIB que não resolve os nossos problemas sociais A taxa de desemprego e inadimplência é alta no País: 64 milhões inadimplentes ou 40% da população

A taxa Selic hoje está baixa, no entanto os juros de empréstimos ainda se encontram na estratosfera

JORNAL BALCÃO AUTOMOTIVO Nº 156 | ANO XIV | SETEMBRO DE 2019

MUITA HISTÓRIA PRA CONTAR

13 anos de uma publicação que segue à risca o seu slogan de ser referência em informação para o setor. Pouco mais de uma década se passou quando a primeira edição do jornal Balcão Automotivo chegava ao mercado de reposição automotiva. Era meados de 2006, o Brasil vivia o final do chamado superciclo das commodities, que marcou um período de forte crescimento das economias mundiais.

De lá para cá, as vendas de veículos novos somaram mais de 40 milhões de unidades, o setor automotivo viveu significativas mudanças tecnológicas, o comportamento do consumidor mudou e o País passou por duas crises econômicas. Tudo isso você pode acompanhar num excelente trabalho de nossa equipe de reportagem, que traz fatos que nortearam o caminho da publicação ao longo de todo esse período.

Sergio Duque traz a Região Metropolitana de Campinas, uma das mais dinâmicas no cenário econômico brasileiro, representando 1,85% do PIB (produto interno bruto) nacional e 8,75% do PIB paulista, ou seja, cerca de R$ 180,3 bilhões. Com área estimada de 3.791 km² em 20 municípios, todos com IDH alto ou muito alto, onde habitam cerca de 3,2 milhões de pessoas e circulam cerca de 1,375 milhão de veículos.

Estivemos na 10ª edição da Feira de Tecnologia Automotiva do Nordeste (Autonor), realizada de 11 a 14 de setembro, que registrou um recorde de público alcançando uma marca de mais de 45 mil

visitantes. Também marcamos presença no 7º Fórum IQA da Qualidade Automotiva, que teve o módulo do aftermarket automotivo mediado pelo diretor executivo do Sindirepa Nacional, Luiz Sérgio Alvarenga.

Na entrevista desta edição, por acreditar na importância do “Right to Repair”, um movimento mundial no qual, apesar das particularidades e legislações de cada país, todos defendem o direito da livre escolha do consumidor, “nossa intenção é levantar a bandeira do “Direito de Consertar” no Brasil, defendendo o livre direito de escolha do consumidor”, diz, entre outros assuntos, Marcio Codogno, presidente da ANFAPE.

Em De Balcão (Gestor), numa loja de autopeças, produtos entram e saem do estabelecimento a todo tempo. Principalmente, após o advento das plataformas digitais que possibilitam um maior número de pedidos, mas também um maior número de compras para gerenciar. E para oferecer um atendimento mais efetivo, segundo consultor do Sebrae-SP, é preciso ter sempre o que o cliente precisa à mão, com agilidade e qualidade.

Até mais!

O EDITOR

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COMERCIAL

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Jornal Balcão Automotivo é uma publicação mensal com distribuição nacional auditada, dirigida aos profissionais automotivos e tem o objetivo de trazer referências ao mercado, para melhor conhecimento de seus profissionais e representantes.

Os anúncios aqui publicados são de responsabilidade exclusiva dos anunciantes, inclusive com relação a preço e qualidade. As matérias assinadas são de responsabilidade dos autores. NOSSA PLATAFORMA

FIQUE PORDENTRO

ZF AFTERMARKET

LANÇA VÍDEO SOBRE “SISTEMA DE FREIOS” NO CANAL AMIGO BOM DE VENDA

AZF Aftermarket lançou um vídeo sobre “Como Vender Tecnicamente Freios para Veículos Leves” no Canal Amigo Bom de Venda, primeiro programa voltado exclusivamente a balconistas e vendedores de autopeças do Brasil. Isso porque o sistema de freios é um dos componentes de

TECFIL

REFORÇA SUA LIDERANÇA COM O MAIOR LANÇAMENTO DE FILTROS DA SUA HISTÓRIA

segurança mais importantes do veículo, e é quem garante que a redução de velocidade ocorra de forma segura e no momento esperado.

A nova aula já está disponível e aborda as principais funções de alguns componentes do sistema de freio.

Fabricante de filtros automotivos, a Tecfil lançará mais de 250 novos tipos de filtros no mercado brasileiro, no prazo de apenas dois meses, entre agosto e setembro. O aumento de seu catálogo em quase 20% visa atender todos os segmentos de veículos –automóveis, ônibus, caminhões e equipamentos agrícolas –, e dar cobertura completa às demandas de seus clientes, de montadoras e repositores até consumidores finais. São filtros de ar, óleo, combustível, hidráulico e para cabine, que se aplicam em mais de 8 mil modelos de veículos.

MOTOR NA TEMPERATURA

CERTA: MAGNETI MARELLI

COFAP AUTOPEÇAS ALERTA

PARA A IMPORTÂNCIA DA VÁLVULA TERMOSTÁTICA

RDELPHI TECHNOLOGIES

ESCLARECE DÚVIDAS SOBRE SENSORES DE OXIGÊNIO

ADelphi Technologies, que lançou recentemente dois novos modelos de sensores de oxigênio para o mercado de reposição, aplicáveis a diversos veículos das marcas Hyundai, Chevrolet, Volkswagen, Fiat e Toyota, informa que o sensor de oxigênio tem como função monitorar a quantidade de oxigênio que está

MANN+HUMMEL

ecado importante: o superaquecimento do motor pode colocar os ocupantes do veículo em risco e causar desgastes em diversos componentes; manter o propulsor operando em uma faixa de temperatura muito baixa também é negativo. Segundo a Magneti Marelli Cofap, motores que trabalham em baixas temperaturas podem prejudicar o meio ambiente e o bolso do dono do carro, uma vez que o consumo de combustível será elevado, com o consequente aumento da emissão de gases poluentes e a vida útil do motor será reduzida.

contida no gás do tubo de exaustão do motor e repassar esta informação para a unidade eletrônica de gerenciamento do motor, que, por sua vez, utiliza esta informação para trazer a relação de mistura ar/combustível para o valor estequiométrico.

INDÚSTRIA INAUGURA UNIDADE EM SAPUCAIA

DO SUL/RS

Umadas maiores fabricantes do mundo em soluções de filtragem e fornecedora de equipamentos originais para as indústrias internacionais de engenharia automotiva e mecânica, a MANN+HUMMEL inaugurou no dia 2 de setembro uma fábrica em Sapucaia do Sul (RS). A nova unidade tem como diferencial o conceito plant in plant, já utilizado em outras unidades no Brasil para atender as necessidades dos clientes. A fábrica trabalhará com os novos conceitos de indústria 4.0 e com a filosofia lean, focada na redução de desperdícios.

GAUSS

NAKATA POSSUI VARIEDADE DE PRODUTOS PARA VEÍCULOS FORD

A Nakata, fabricante de autopeças e uma das líderes em componentes undercar, para atender a frota de veículos Ford no Brasil, apresenta ampla linha de produtos em sistemas de suspensão, freios, motor, direção e transmissão. O portfólio garante extensa cobertura e atende modelos e versões de anos variados do EcoSport, Ka, Fiesta, Fusion, Focus, Ranger e Ford Transit. Para checar a relação completa de itens e códigos de referência dos produtos para os veículos da Ford, acesse o

ZEN SA

EMPRESA REPRESENTA BRASIL

EM PREMIAÇÃO MUNDIAL

Indústria automotiva sediada em Brusque (SC), a ZEN SA representará o Brasil na primeira edição do Global KAIZEN™ Award, que ocorrerá em 14 de novembro, na Itália. Realizada pelo KAIZEN™ Institute, esta é uma das mais importantes premiações mundiais destinada a

reconhecer práticas de melhoria contínua aplicadas por meio da Filosofia Lean. Em cerimônia realizada em São Paulo, no dia 27 de agosto, a ZEN também acaba de conquistar, pelo segundo ano consecutivo, o primeiro lugar em uma das categorias da edição nacional do Prêmio.

FRAS-LE

FRAS-LE DAY REÚNE INVESTIDORES EM CAXIAS DO SUL

Dentro da permanente política de aperfeiçoamento das práticas de governança corporativa, a Fras-le S.A recebeu, em sua sede, em Caxias do Sul (RS), no dia 04/09, 62 profissionais do mercado de capitais de todo o Brasil para o Fras-le Day, que realiza pela primeira vez. Recepcionados pelos diretores

WEGA

Anderson Pontalti, Hemerson Fernando de Souza e Paulo Ivan Barbosa Gomes, os visitantes assistiram a uma apresentação da Companhia e conheceram suas estratégias de crescimento.

EMPRESA TEM NOVO

GERENTE NACIONAL DE VENDAS

A Wega Motors, fabricante de filtros automotivos, velas aquecedoras para motores diesel e de ignição, com sede na Argentina e Centro de Distribuição na cidade de Itajaí (SC), promoveu Thiago Messuca, reforçando sua equipe de Vendas para que siga seus planos de crescimento

TUNGSRAM

DANA

OPERAÇÕES BRASILEIRAS DA DANA SÃO RECONHECIDAS

PELA MERCEDES-BENZ DO MÉXICO POR EXCELÊNCIA EM QUALIDADE

As operações brasileiras de cardans da Dana, em Gravataí (RS) e Sorocaba (SP), foram premiadas pela Mercedes-Benz do México como “Master of Quality” pelo excelente desempenho em qualidade e entrega no fornecimento de cardans para os ônibus fabricados na planta da montadora. “Estamos honrados e motivados por esse importante reconhecimento da Daimler, logo no primeiro ano de fornecimento de cardans para este programa de exportação”, comemora Raul Germany, líder nacional da Dana Brasil.

TECNOLOGIA

até o final de 2019. Thiago Messuca, com mais de 20 anos de experiência no segmento automotivo, ascendeu a gerente Nacional de Vendas, continuando o processo de crescimento da empresa junto à equipe de MKT, aos supervisores e representantes de Vendas.

EMPRESA APRESENTA OS DESTAQUES DA LINHA DE LÂMPADAS AUTOMOTIVAS PREMIUM

ATungsram, marca húngara fabricante das lâmpadas automotivas GE, oferece os modelos standard e premium voltados para os segmentos Original Equipment Manufacturers (OEM) e aftermarket. Em sua linha premium, disponibiliza vasta gama, como Megalight Ultra +150, Sportlight Extreme, Heavy Star e Long Life. A atuação no Brasil é parte da estratégia global da marca, representada no País pelas empresas BRLight e GLA, que já atuam como distribuidoras máster da GE Iluminação Automotiva, recentemente adquirida pelo Grupo Tungsram.

EDUCAÇÃO CORPORATIVA

GRUPO LWART LANÇA EDUCAÇÃO CORPORATIVA ‘CRESCER JUNTOS’

O Grupo Lwart lança a “Crescer Juntos” – Educação Corporativa. Por meio de uma plataforma digital de aprendizagem, os profissionais da Lwart Lubrificantes, empresa do Grupo que atua com a coleta e rerrefino do óleo lubrificante usado e contaminado (OLUC), serão os primeiros a passar pela experiência com a “Escola

de Coleta”, que conta com quatro Trilhas de Aprendizagem – a do Supervisor, do Motorista de Coleta, do Operador de Coleta/Laboratorista e do Auxiliar e Assistente Administrativo.

O mundo da mobilidade está mudando. Para atingir o objetivo de dois fatores especificados pelo Acordo de Paris, é absolutamente essencial uma mistura de propulsores puramente elétricos, híbridos e motores de combustão interna ecológicos [eco-friendly]. A Schaeffler prevê que o motor de combustão interna continuará desempenhando um papel decisivo no futuro. No ano de 2030, ele será instalado em cerca de 70% dos novos veículos – dos quais 30% contarão apenas com motores de combustão interna e 40% serão híbridos.

UFI FILTERS INTENSIFICA LANÇAMENTOS PARA MERCADO DE REPOSIÇÃO

A UFI Filters, uma das líderes em filtragem e gerenciamento térmico, adicionou diversos novos produtos ao seu portfólio de filtros de reposição em 2019, e ainda mais serão lançados neste

segundo semestre, como parte de uma estratégia de dois anos. O objetivo é fornecer a melhor cobertura de frota de veículos leves, pesados e agrícolas, em todas as categorias de itens. "Este ano apresentamos 722 produtos, incluindo 77 filtros derivados do equipamento original", afirma Luca Betti, diretor Global da Unidade de Negócios do Aftermarket.

Foto: Julio Soares

MONTADORA

AUTO BUSCA: PLATAFORMA DE VENDA DE PEÇAS DE REPOSIÇÃO

DA FORD CHEGA A CURITIBA

A Ford lançou neste mês em Curitiba (PR) o Auto Busca, nova plataforma online de venda de peças automotivas para reparadores e oficinas independentes. O aplicativo foi criado para proporcionar uma experiência de compra inovadora desde a identificação das peças até o pagamento e entrega, com rapidez e eficiência em todo o processo. O catálogo inicial é composto por cerca de 2.000 peças de reposição das marcas Ford, Motorcraft e Omnicraft e será ampliado progressivamente. A chegada em Curitiba é a segunda etapa do lançamento do Auto Busca, depois da estreia em julho nas cidades de Florianópolis e São José (SC). O Auto Busca tem como próximas etapas o lançamento nas cidades de Campinas (SP), em outubro; e Porto Alegre (RS), em novembro. Mais informações no site Reparador Ford (www.reparadorford.com.br)

JAC MOTORS

JAC MOTORS ASSUME PROTAGONISMO NO SEGMENTO DE ELÉTRICOS AO LANÇAR CINCO MODELOS DE UMA SÓ VEZ

“Enquanto algumas marcas têm um carro elétrico em sua linha... a JAC Motors tem uma linha de carros elétricos para você”. Essa é somente uma frase que faz parte de uma das peças da campanha publicitária que a JAC Motors prepara para o advento de seus cinco modelos 100% elétricos no Brasil. São três utilitários-esportivos, uma picape cabine dupla e um caminhão para 6 toneladas de PBT que estão sendo apresentados juntos no mercado brasileiro, com a pretensão de escreverem um novo capítulo da história da mobilidade no País. São eles: JAC iEV 20 - SUV de entrada; JAC iEV 40 - SUV de porte médio; JAC iEV 60 - SUV maior; JAC iEV 330P – primeira picape 100% elétrica produzida no mundo; JAC iEV 1200T - caminhão com capacidade para 6 toneladas de PBT.

13 ANOS

E COM MUITAS HISTÓRIAS PARA CONTAR

NESTA EDIÇÃO COMEMORATIVA, OS PRINCIPAIS FATOS QUE MARCARAM O SETOR DE AFTERMARKET E O QUE VEM PELA FRENTE

Pouco mais de uma década se passou quando a primeira edição do jornal Balcão Automotivo chegava ao mercado de reposição automotiva. Era o ano de 2006, quando o País vivia o final do chamado superciclo das commodities, que marcou um período de forte crescimento das economias mundiais. De lá para cá, as vendas de veículos novos somaram mais de 40 milhões de unidades (ver Box), o setor automotivo viveu significativas mudanças tecnológicas, o comportamento do consumidor mudou e o Brasil passou por duas crises econômicas. Fatos que marcaram o nosso setor.

“A frota brasileira de veículos passou de 24 milhões para aproximadamente 43 milhões entre 2006 e 2015 (último dado disponível na Anfavea). Apesar do crescimento, a idade média da frota não sofreu grandes alterações entre 2006 a 2018: iniciou o período com 9 anos e 6 meses e terminou o período com o mesmo. Isto aconteceu porque tivemos um crescimento acelerado da frota e das vendas até 2013. Depois disso observamos uma queda nas vendas até 2017”, analisa Leticia Costa, sócia-diretora Prada Assessoria.

Segundo ela, “a recente retomada do crescimento é insuficiente para que a idade média seja impactada. A previsão do Sindipeças é que esta idade média continue crescendo até 2020. Assim sendo, o setor de reposição não deveria sofrer grandes impactos exceto por melhoria de qualidade e durabilidade de peças e queda no poder aquisitivo, ante o patamar atual de desemprego”.

Leticia Costa,

Economista especializado no mercado de reposição de autopeças, Sergio Duque, comenta que se não fossem as variações no comportamento da economia nacional, o Brasil seria o 7ª ou 6ª maior fabricante de veículos automotivos do mundo, com volumes próximos a 3 milhões de unidades por ano. “Em 2006 chegamos a produzir 4 milhões de unidades no ano. Seguindo em ritmo de crescimento natural, deveríamos estar com quase 5 milhões por ano, mesmo volume produzido hoje pelos Estados Unidos ou China”.

Na avaliação de Alexandre Costa, diretor da Alpha Consultoria, mesmo com a desaceleração nas vendas nos últimos anos o mercado continuou crescendo. “A cada ano, quase dois milhões de veículos novos são inseridos nas ruas, isso já garante demandas futuras para o setor de reposição. Hoje, estão à disposição dos clientes mais de 240 modelos diferentes de 30 montadoras distintas. O desafio

do setor de reposição será justamente se adequar a essa nova realidade, com uma variedade muito maior de modelos e, consequentemente, de peças para reposição”.

Sergio Duque, economista especializado no mercado de reposição de autopeças

Reflexos na reposição

Coordenador do GMA – Grupo de Manutenção Automotiva – e conselheiro do Sindipeças responsável pelas áreas de Fomento à Exportação e Reposição, Elias Mufarej diz que a demanda poderia estar melhor. “Acima de cinco anos, o veículo requer manutenção devido ao desgaste dos componentes, é o período que mais frequenta as oficinas independentes, após o fim da garantia. Se há mais veículos nessa faixa idade, mais demanda o mercado de reposição tem. Isso é positivo, contudo a crise que o País passou nos últimos anos diminuiu o poder de compra do consumidor e isso também afeta na hora da manutenção. Além disso, não há a cultura da manutenção preventiva”.

José Carlos Alquati, consultor Especialista em Reparação Automotiva, explica que o aumento da frota não significa uma demanda tão rápida para a reposição. “São veículos que vieram num prazo de garantia maior de fábrica, com intervalos de garantias mais prolongados e com uma tecnologia consolidada em termos de eletrônica embarcada. Além disso, os carros começaram a rodar menos e não houve um impacto de serviços de undercar como o esperado. Os veículos que vão dar manutenção na reposição automotiva são os com 15 anos de uso e isso acontecerá em 2021”.

Na avaliação de Ranieri Leitão, presidente do Sistema Sincopeças/Assopeças (Ce), em um determinado momento os veículos irão para a revisão, para o mercado independente. “Com isso, a reposição irá vender mais e, da mesma forma, o de reparação irá trabalhar mais. Oficinas que apostaram na qualificação estão com seus pátios lotados, movimentando o mercado na aquisição de peças. Isso tem feito com que o

setor não sofra tanto neste momento de crise que o País está passando”.

Para Francisco Wagner De La Tôrre, presidente do Sincopeças-SP e vice-presidente da FecomercioSP, há o que comemorar. “Primeiro, o salto bastante acentuado do aumento da frota tem um impacto positivo enorme porque estamos falando no aumento da demanda na reparação e na reposição das peças. O segundo dado importante é que os veículos, de 2006 para cá, aumentaram bastante o seu pacote tecnológico e de opcionais, e isso elevou consideravelmente o ticket médio. Então, de 2006 para cá o mercado de reposição e de manutenção da frota circulante tem muito o que comemorar”.

Antonio Fiola, presidente do Sindirepa-SP e Sindirepa Nacional, também vê como positivo o aumento da frota, mas diz que poderia ser melhor. “Quanto mais carro em circulação, mais veículos para fazer manutenção. Por isso, esse aumento é positivo. Mas poderia ser muito melhor se houvesse a inspeção técnica veicular para que o dono do carro fizesse a manutenção preventiva, não só para o mercado, mas principalmente para segurança no trânsito”.

Na opinião de João Pelegrini, empresário do Grupo Pelegrini, em Uberlândia (MG), o consumidor está mais consciente. “Houve um salto de tecnologia neste período, os veículos têm mais segurança embarcada e aumentou a frota de carros automáticos. Antigamente, havia muita demanda de motor, hoje é mais com a parte de suspensão e freios. Outra coisa fantástica é a conscientização sobre a manutenção. As pessoas passaram a trocar o óleo e o filtro, a fazerem as manutenções preventivas, o que só acontecia quando o carro quebrava!”

Marcos tecnológicos

Ao longo dos últimos treze anos, o setor presenciou mudanças consideráveis. Para ilustrar quais foram as principais, Alexandre Costa faz uma divisão em três fases: “A primeira que mais despontou foi a tecnologia bicombustível

Elias Mufarej, coordenador do GMA e conselheiro do Sindipeças responsável pelas áreas de Fomento à Exportação e Reposição

(Flex), primeiro por ser uma tecnologia nacional e, em segundo lugar, pelo alcance que hoje atinge mais de 80% dos veículos leves vendidos no País. É sem dúvida a tecnologia inovadora mais ampla mesmo nos dias de hoje”.

Na fase intermediária, ele destaca a massificação dos dispositivos de segurança, ativa e passiva, como freios ABS e Airbag, que receberam um impulso pela regulamentação que tornou esses itens obrigatórios em 2014. “E na última fase, nós pudemos ver o sistema de transmissão automática se consolidando como uma preferência nacional. Nesse período de treze anos, nossos carros se tornaram menos poluentes, mais seguros e confortáveis”.

José Carlos Alquati, consultor Especialista em Reparação Automotiva

Para Leticia Costa, as mudanças estão apenas no início. “Elas foram numerosas e significativas entre 2006 a 2013. Porém, as grandes mudanças ainda estão em seu início: maior conteúdo de eletrônica e software nos veículos, sendo tecnologias assistivas uma importante parte destas mudanças. Esta última mudança é a que tem o maior potencial de impactar o mercado de reposição, seja porque os mecanismos de diagnóstico e telemetria mudam, seja porque o carro passa a ter um componente de sistemas muito grande, até se chegar ao veículo autônomo e conectado”.

José Carlos Alquati especifica duas principais mudanças, a elétrica e a eletrônica nos veículos. “Hoje há tanta tecnologia embarcada nos veículos que não temos nem estrada e nem tempo de usá-las se percorremos um determinado

Alexandre Costa, diretor da Alpha Consultoria

Ranieri Leitão, presidente do Sistema

trecho. A escolha do consumidor pelo veículo não é mais pelo modelo e pela marca, mas pelo que ele oferece de tecnologia e conforto”.

Novas marcas

Para Leticia Costa, apesar da entrada de novos players no mercado, como por exemplo os chineses, apenas a Hyundai teve impacto no mercado ao lançar o HB20. “Um veículo moderno, com conteúdo, qualidade e confiabilidade, e rede. Os demais players continuam a ser “marginais”. A entrada da Hyundai fez com que a necessidade de inovação e de entrega de mais funcionalidade/valor para os clientes ficasse mais explícita e premente”.

Sergio Duque, faz uma outra avaliação. “Segundo estatísticas recentes, o crescimento de vendas das marcas de veículos chineses no Brasil aumentou cerca de 165% no período de 10 anos. Se antes a razão era por questão de preço, hoje a avaliação das pesquisas já começa a apontar aspectos relativos à qualidade, design e conforto dos modelos. Os veículos chineses não são competidores apenas em preços, eles começam a incomodar em outros atributos de valor agregado como produto”.

“Os chineses terão o grande desafio de investir pesadamente na qualidade dos serviços de oficina e peças, a fim de conquistar clientes em nosso País, pois em função do ineditismo de seus modelos, não há memória recente para o consumidor. Porém, pela melhoria dos produtos recentemente anunciados, essas marcas irão garantir seu espaço no mercado”, diz Alexandre Costa.

Entre as marcas que entraram no País entre 2006 e 2019, Francisco Wagner De La Tôrre conta que elas basicamente impactaram no número de itens do inventário. “Nenhuma delas chegou com fórmulas que efetivamente tenham impactado o mercado de reposição independente ou com modelos de negócios estruturados para atuar ativamente na reposição independente. Apenas hoje a gente começa a ver alguns movimentos nas montadoras, dando mais atenção ao mercado independente de reposição, querendo ganhar market share. Mas, nos treze anos passados, nada significativo”.

Já Ranieri Leitão comenta que independentemente da origem o mundo está tão globalizado que não existe mais uma marca de um país. “O Brasil abriu as suas fronteiras e abrirá cada vez mais, tanto no setor de autopeças como no de veículos. São novas marcas que estão chegando, trazendo novidades e que exigem muito mais competência por parte dos nossos profissionais”.

A cadeia mudou?

Para alguns, houve um movimento considerável na cadeia de reposição. “Tem ocorrido diferentes movimentos, com a formação de redes de varejo e oficinas. O mercado está em constante transformação, o que é natural. Surgiu o e-commerce, mas a rede de distribuição continua forte e atuante levando autopeças para todos municípios do País para abastecer as lojas que atendem as oficinas”, diz Elias Mufarej.

Visão similar tem Antonio Fiola. “Há novos players e formatos diferentes, como redes de lojas e oficinas, montadoras criando redes multimarcas e credenciando oficinas. Esses movimentos fazem parte da evolução do mercado. Há também vendas pela internet. Muita coisa está surgindo, mas ainda prevalecem os elos da cadeia: fabricante, distribuição, varejo e oficinas, o relacionamento construído e a confiança que são características intrínsecas deste mercado”.

Francisco Wagner De La Tôrre, presidente do Sincopeças-SP e vice-presidente da FecomercioSP

“Além da mudança imposta pela tecnologia, que levou a uma conexão maior entre fornecedores e clientes, essa tecnologia impactou muito na forma dos players se relacionarem. Hoje, muitos fornecedores já conseguem se conectar com os estoques de seus clientes, estabelecendo relações estratégicas, aumentando em muito a eficiência e a velocidade de reposição, impactando de forma positiva na necessidade do número de peças por item estocado”, informa Francisco Wagner De La Tôrre.

João Pelegrini diz

Antonio Fiola, presidente do Sindirepa-SP e Sindirepa Nacional

milhões de veículos vendidos ao longo dos últimos treze anos, isso impactou os nossos negócios, nas oportunidades, na quantidade de lojas e de oficinas, principalmente de centros automotivos. Antigamente, falávamos sobre a cadeia automotiva, hoje ficou o grande distribuidor e o centro automotivo. Hoje não se discute mais elos de cadeia, hoje é uma nova contextualização”.

Para Leticia Costa, não houve mudanças significativas no relacionamento entre os players do setor. “Embora o relacionamento dos vários elos da cadeia tenha melhorado em termos de cooperação, ainda é conflitivo na maioria das vezes. Deve-se destacar, todavia, o aumento de venda direta no período sob análise, que certamente impacta o relacionamento montadora-concessionário”.

Comportamento do consumidor

Ao longo dos últimos treze anos, o mercado sentiu que o consumidor não é mais como era antes e a internet teve um grande peso. “Houve uma mudança fundamental no processo de tomada de decisão, inclusive, alguns chamando esse processo, como “a jornada do consumidor”, ou seja, levantando questionamento de como ele tem tomado decisões”, explica Mário Rodrigues, diretor do IBVendas.

Segundo ele, a primeira grande mudança é que nos últimos anos o modo de acessar as opções de ofertas e compará-las se tornou muito mais fácil, por exemplo, valores ou formas de pagamento. “Essa possibilidade naturalmente tem garantido uma autonomia, gerando mudanças no comportamento e o consumidor não tem sido mais tão influenciável por conta do atendimento imediato na hora do atendimento presencial. Essa tem sido de longe a transformação mais visível do consumidor”.

Ainda de acordo com ele, “a tecnologia não só trouxe mais informações ao consumidor, mas também a possibilidade de experiências simuladas, portanto, muito mais rapidamente os consumidores têm autonomia para tomar sua decisão ou mudar de opinião rapidamente. Dessa maneira, a internet afetou diretamente o comportamento e

João Pelegrini, empresário do Grupo Pelegrini, em Uberlândia (MG)

no relacionamento com os consumidores”.

Hoje o que se fala é na experiência do consumidor, uma abordagem que antes de fato não se aplicava. “Estávamos na era do produto e a promessa que se oferecia era o que direcionava nossa comunicação, até mesmo nossa imposição ao cliente, determinando quais eram as tendências, dentro das ideias que se criavam dentro

das indústrias. Hoje, nós falamos de experiências efetivas, inclusive, estamos experimentando os produtos antes mesmo de eles serem produzidos, simulando com ajuda da tecnologia e da internet”.

No varejo de autopeças, a revolução tecnológica tem trazido impactos na forma de fazer negócios. “Nesses anos, vimos inseridos no nosso mercado um consumidor com hábitos totalmente diferentes daqueles que os consumidores tinham em 2006. As lojas têm que ficar muito atentas e utilizar intensamente a tecnologia, não somente na gestão do negócio, mas na comunicação com seus clientes e fornecedores”, orienta Francisco Wagner De La Tôrre.

Além disso, complementa o executivo, “hoje, a responsabilidade social e negócios sustentáveis são valores para a empresa, no que tange à percepção do seu cliente para com ela, então, o empresário tem que estar muito atento a esses temas e sempre acompanhar as mudanças e, principalmente, preparar sua mão de obra através de treinamento contínuo para que ela esteja pronta para atender essas demandas”.

Restituição de impostos

Se em 2015 o assunto era a Substituição Tributária,

Mário Rodrigues, diretor do IBVendas

hoje, fala-se em restituição de impostos. Só para lembrar, a Substituição Tributária, no formato previsto pela Portaria CAT 158/2015, da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, tinha o objetivo de descomplicar o ressarcimento do ICMS-SP. O que não se concretizou, conforme explica Renato Marcondes Paladino, gestor da Área Tributária da RDG Sociedade de Advogados.

Luiz Rabi, economista da Serasa Experian

“Ela foi uma boa portaria, mas ficou conhecida como aquela que solucionaria a problemática da CAT 17/99, conhecida como mapa do inferno, pois era muito difícil de ser realizada, com muitos procedimentos, o que dificultou o ressarcimento do crédito. Em 2018, houve uma grande mudança com a Portaria CAT 42/2018, o que permitiu o ressarcimento de maneira mais fácil. Porém, enquanto o ressarcimento da ST em relação a outros Estados tem funcionado de maneira célere, no ST do próprio Estado de

São Paulo isto não está acontecendo, pois ainda há muitas discussões administrativas”.

O que há de mais novo é a recuperação tributária a partir da apuração do PIS e Cofins monofásico que da mesma forma que o ICMS-SP são pagos na ponta. Segundo Paladino, a menina dos olhos das empresas inseridas no Simples. “As autopeças e os reparadores geralmente pagam um contador que emite para eles a guia de recolhimento dos impostos, a partir do faturamento informado. Porém, essa guia tem vários impostos, entre eles, o PIS e Cofins monofásico, que já foram pagos e eles poderiam tirar do cálculo”.

Paladino conta que 99% deles não fazem isso. “Muitas vezes isso acontece por não terem um sistema que consiga parametrizar o que é ou não monofásico. Nós já tínhamos este trabalho aqui no escritório, mas não especificamente para o segmento de autopeças. Nós fizemos uma parceria com o Sincopeças e o Sindirepa, cobramos 25% do recuperado, abaixo da média de mercado, e recebemos este percentual quando o ressarcimento for feito”.

Até agora, de um total de mais de 70 empresas atendidas, cerca de 90% conseguiram a restituição, um montante de R$ 2 milhões, sendo que a maioria teve um ressarcimento entre R$ 60 mil e R$ 80 mil. “É um dinheiro que agrega valor para o empresário, lhe dá fluxo de caixa ou lhe ajuda a pagar um dívida e não existe qualquer problema ligado a uma

Renato Marcondes Paladino, gestor da Área Tributária da RDG Sociedade de Advogados

fiscalização porque é um procedimento online de acordo com a legislação vigente”, afirma. O período de ressarcimento que pode ser objeto do trabalho são os últimos cinco anos.

Para as empresas inseridas no Lucro Presumido, pela apuração ser mais acirrada, há menor chance da recuperação do imposto. “Para as que estão inseridas no Lucro Presumido, metade dos casos não tem direito à restituição pelo contador já fazer esse trabalho. Porém, têm muitos que não fazem isso e elas podem conseguir o ressarcimento”, conclui.

RETRATO DO PAÍS

Nos últimos treze anos, o Brasil viveu períodos de altos e baixos, mudanças na política e na economia, passou por duas recessões, hoje o quadro é de semi-estagnação. Porém, os níveis de inadimplência atuais são iguais aos de 2006, conforme analisa Luiz Rabi, economista da Serasa Experian.

“O período de 2006/2007 foi o final do superciclo das commodities, que durou uns cinco anos, com um crescimento muito forte das economias mundiais. A fase final deste ciclo combinou com a crise financeira internacional, com a quebra do Lehman Brothers, nos Estados Unidos, em 2008. Basicamente, o cenário se inverteu, o mundo entrou em recessão e o Brasil a partir de 2009”.

Na época, o governo lançou um pacote anti-crise no País, que incluiu, entre outras iniciativas, redução de impostos em vários setores, como no de veículos e da linha branca, aumento de crédito para pessoas físicas e jurídicas, aumento do salário mínimo e das aposentadorias acima da inflação, a fim de deixar mais dinheiro nas mãos das pessoas e estimular o consumo.

“Isto deu certo, o Brasil saiu rapidamente da recessão. Porém, este pacote anti-crise era para ser desmontado gradualmente, mas foi prolongado além do que devia. Todo o estímulo ao crédito e ao consumo continuou, o que resultou em uma fase de crescimento, mas artificial, gerando um desiquilíbrio na

economia, a balança comercial ficou negativa, a inflação voltou a aparecer, aumentou o déficit público e o País voltou a entrar em recessão em 2015/2016”.

Este pacote anti-crise acabou após o impeachment de Dilma Rousseff. “Desde 2017, o Brasil está tentando encontrar outro caminho para o crescimento econômico, que não seja artificial, com equilíbrio nas contas públicas e da inflação. Hoje, estamos em um quadro de semi-estagnação, com um crescimento do PIB que não resolve os nossos problemas sociais”.

A taxa de desemprego ainda é alta no País e da mesma forma, a inadimplência. “São 64 milhões de pessoas inadimplentes ou 40% da população adulta. Com a inadimplência alta, o crédito não flui de forma adequada. A taxa Selic está baixa, mas os juros de empréstimos ainda estão na estratosfera”, reflexo da alta inadimplência.

VENDAS DE VEÍCULOS

MERCADO EM MOVIMENTO

Com tantas mudanças que aconteceram a longo desses anos e as que estão por vir, o setor de aftermarket tem que estar cada vez mais preparado para os novos tempos. A seguir, os participantes desta matéria dão as suas dicas:

“Haverá uma segmentação do mercado onde os veículos serão distribuídos em função do nível de eletrificação embarcado, com os veículos 100% elétricos no topo, com os híbridos na camada intermediária do setor e os populares na base com soluções mais simples de eletrificação. Os mercados terão que definir um segmento de atuação a fim de poder atender a essa nova demanda, muito mais sofisticada tecnologicamente”. Alexandre Costa

“Para se preparar para as demandas que virão, a resposta é simples e direta: com qualificação profissional. Nós que estamos à frente de entidades de classes precisamos nos preocupar demasiadamente com esta situação, para não deixar nosso pessoal sem condições de absorver estas tecnologias que estão chegando a cada dia nos veículos”.

“A primeira coisa é estar consciente desta mudança. Quando vem coisa nova pela frente, tem que se preparar. O profissional da nossa área tem que buscar informação e hoje ela está muito disponível devido à internet. Vejo que

nós, com todo o otimismo, estamos muito preparados para as novas tecnologias que estão chegando”. João Pelegrini

“Treinamento dos seus colaboradores, acesso às informações técnicas desses produtos e a conectividade do próprio negócio com uma ampla base de fornecedores, não apenas no Brasil, mas considerando também fornecedores de fora do País, dependendo da característica e da especificidade do negócio do varejo. A atual diretoria do Sincopeças-SP tem se empenhado em promover subsídios e oferecer ferramentas para a melhoria da gestão do comércio varejista de peças e acessórios”. Francisco Wagner De La Tôrre

“A introdução de combustíveis alternativos, tais como veículos híbridos e elétricos, deve impactar a reposição pelo menos de duas maneiras, principalmente no que tange aos veículos elétricos: novas habilidades e menor necessidade de manutenção. Apesar de potencialmente ter impacto, acredito que a penetração destes veículos vá ocorrer de forma ainda lenta, com impacto apenas no médio e longo prazos”. Leticia Costa

“Veículos híbridos/elétricos com mistura a base de gasolina e etanol já são ajustados em nossa cultura. Nossos reparadores devem, progressivamente, buscar informações e treinamento, pois a frota desses veículos é crescente e

constante. Estima-se atualmente uma frota circulante de 11.000 veículos entre elétricos e híbridos e uma entrada de mais 5.000 unidades a cada ano a partir de 2020”. Sergio Duque

“As oficinas estão buscando conhecer essas novas tecnologias e como será o reparo desses veículos, uma verdadeira revolução no setor. Há muitas coisas relacionadas aos veículos híbridos e elétricos que vão impactar a forma de reparar, não só porque são tecnologias e sistemas diferentes, mas porque o reparador vai precisar ter cuidado para mexer nesses carros que possuem eletricidade e o manuseio exige atenção e equipamentos para isolamento, pois estamos falando de alta tensão”. Antonio Fiola

“As tecnologias não impactam mais de forma significativa. A evolução tecnológica já aconteceu, o que as empresas precisam é acompanhar a evolução da tecnologia. Porém, só a capacitação técnica não serve mais para o negócio, as empresas devem se preparar nas questões organizativas. Focar na gestão, no empreendedorismo, na profissionalização. Tanto que as últimas feiras automecânicas na Alemanha foram voltadas para equipamentos e métodos de processos de gestão”. José Carlos Alquati

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17ª CONVENÇÃO ISAPA

IMPORTADORA REÚNE SEU TIME DE REPRESENTANTES NA PRESENÇA DE CLIENTES VAREJISTAS NUM ENCONTRO DE

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tibaia (SP) foi palco da 17ª Convenção Isapa, em setembro, reunindo toda a sua equipe de representantes do Brasil e, como já vem acontecendo há alguns anos, lojistas de várias cidades do País. Neste ano participaram clientes de Sinop (MT), Belo Horizonte (MG), Campinas e Praia Grande (SP). A convenção anual tem como objetivo motivar a equipe, apresentar os rumos da empresa, novidades do mercado e na sua linha de peças.

Com seis marcas exclusivas: Allen, Autotec, DLZ, Frontier, Mecarm e ROC, a Isapa atende amplamente os veículos nacionais e importados na linha mecânica – linha leve, vans e pick-ups –, são mais de 10 mil itens para mais de 40 mil aplicações. Neste ano, o tema da convenção, “Jogando no Maior e Melhor Time”, reiterou o conceito da empresa de estar próxima ao cliente.

Marcelo Ferreira, gerente nacional de Vendas da Isapa, falou da 17ª Convenção e do apoio do jornal Balcão Automotivo na cobertura desses encontros. “Esse trabalho que fazemos de trazer todos os nossos representantes em nível Brasil e alguns dos nossos melhores clientes é muito bonito. E como temática deste ano fizemos uma alusão ao futebol. E queria agradecer ao Balcão Automotivo pela parceria nessas convenções já há alguns anos”.

“Nós sabemos que a tecnologia está disponível a todos, no entanto, acreditamos ainda muito no potencial humano. Nós temos pessoas trabalhando nas ruas, em contato direto com o cliente, o que é muito mais produtivo em termos de vendas do que se usássemos a inteligência artificial”, comparou Roland Setton, diretor Comercial da Isapa.

E é exatamente com o foco no contato humano que a Isapa realiza a sua convenção. “A empresa tem 20 anos e estamos na 17ª convenção. É o momento de troca de experiências, de falarmos sobre novos produtos e promoções. É um investimento alto, mas muito compensador, e nos últimos anos nós temos trazido lojistas. Eles trocam experiência entre eles e a nossa equipe de vendas, expondo

as suas necessidades e demandas”.

O diretor Comercial Roland Setton também comentou sobre o atual momento do mercado. “Não podemos nos queixar, o segmento de reposição atende uma frota demandante que continua crescendo, apesar da produção de veículos ter caído. A Isapa tem crescido mais do que a média, ganhando participação de mercado”.

Momento de troca de experiência também relatada pelo diretor da Isapa, Alberto Douek. “Nós fazemos convenções em todos os segmentos em que atuamos (auto, bike, motos e pesca), pois acreditamos muito neste modelo para reunirmos a nossa equipe, conversarmos, sempre saem novidades, além de promoções e campanhas. É um momento muito importante para sairmos fortes no mercado”.

Segundo ele, “a Isapa cresce a uma taxa acima de dois dígitos ao ano. Acreditamos muito neste mercado, ele tem muito a se desenvolver e está em expansão”. E como política

comercial, “quando o dólar sobe, contatamos os nossos fornecedores para negociar preços. Se for preciso, baixamos a margem para continuarmos suprindo o mercado a um preço justo”, complementa.

Depoimentos dos clientes

“Eu gostaria muito de agradecer à Isapa por esta oportunidade. É a primeira vez que eu participo de um evento como esse, de interação e troca de ideias, o que para nós é muito satisfatório, pois absorvemos e transmitimos para o nosso pessoal na empresa. A Autopec é uma loja que tem 19 anos e desde o início nós temos uma parceria com a Isapa. Hoje, para se ter uma ideia, eles são um dos nossos melhores fornecedores”.

Carlos Eduardo Cavalli, Autopec Auto Peças, Campinas (SP) - foto 1

“É a primeira vez que eu participo de uma convenção da Isapa, foi uma experiência que levarei para sempre. É importante este diálogo com a Isapa, em estarmos cada vez mais próximos de quem fornece peças para a gente. Aprendemos com eles e passamos o que o mercado está vivenciando para que nos deem um suporte ainda melhor. A nossa parceria com a Isapa tem mais de dez anos”.

Marcelo Alves, Cornélio Auto Peças, Praia Grande (SP) - foto 2

“Foi muito produtivo participar deste evento. Nós conhecemos como a Isapa trata os seus funcionários, os seus colaboradores. Há muito tempo, nós temos uma parceria com a Isapa, que se fortaleceu mais nos últimos dois ou três anos, e que fortalecerá ainda mais com outras linhas que passaremos a vender. A Koreauto trabalha com a linha diesel leve, basicamente HRs, vans e picapes, e vamos começar na linha leve de veículos junto à Isapa”. Marcelo Horta, Koreauto Auto Peças, Belo Horizonte (MG) - foto 3

“A nossa parceria com a Isapa tem dado bons frutos para nós porque a importadora aumentou muito o seu portfólio de produtos. Também se trata de uma empresa que tem história e que dá todo o suporte que o cliente precisa. A nossa loja começou as atividades em 2005, com muita dificuldade. Hoje temos uma linha completa de peças para veículos leves, utilitários e caminhões, com mais de 60 mil itens no pujante mercado Matogrossense”.

Elias Lopes de Oliveira, da Copeçal Auto Peças, Sinop (MT) - foto 4

Executivos da Isapa e lojistas convidados
Ex-jogador Evair entre Roland e Alberto, da Isapa
Isapa reúne seu time para a 17ª Convenção

GEOMARKETING AUTOMOTIVO

REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINAS

ARegião Metropolitana de Campinas é uma das mais dinâmicas no cenário econômico brasileiro e representa 1,85% do PIB (produto interno bruto) nacional e 8,75% do PIB paulista, ou seja, cerca de R$ 180,3 bilhões.

Com área estimada de 3.791 km² em 20 municípios, todos com IDH alto ou muito alto: Americana, Artur Nogueira, Campinas, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itatiba, Jaguariúna, Monte Mor, Morungaba, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara d'Oeste, Santo Antônio de Posse, Sumaré, Valinhos e Vinhedo, onde habitam aproximadamente 3,2 milhões de pessoas, circulam cerca de 1,375 milhão de veículos, o que dá a média de 2,3 veículos por habitante, abaixo da média Brasil que é de 3,2.

Nos últimos anos, a região vem ocupando e consolidando importante posição econômica nos níveis estadual e nacional. Localizada próxima à Região Metropolitana de São Paulo, a RMC comporta um parque industrial moderno, diversificado e composto por segmentos setoriais complementares. Possui uma estrutura agrícola e agroindustrial bastante significativa e desempenha atividades terciárias de expressiva especialização. Destaca-se, ainda, pela presença de

* Economista, pós-graduado em Marketing e professor universitário. É proprietário da Audatec e atua há mais de 30 anos no mercado de reposição de autopeças.

CONCENTRAÇÃO DE RIQUEZA SUPERIOR A 17 ESTADOS BRASILEIROS

centros inovadores no campo das pesquisas científica e tecnológica, bem como do Aeroporto de Viracopos, localizado no município de Campinas, o segundo maior do País em transporte de carga e a maior porta de entrada de mercadorias importadas.

que a demanda de peças e serviços representa quase que 50% de todos estados, com exceção das regiões metropolitanas de Salvador, João Pessoa e São Luís.

1,3 milhão de veículos circulam na RMC e se abastecem de autopeças em aproximadamente 1,1 mil lojas de varejo, auto centers, auto elétricos e retíficas. Os gastos previstos na ponta de consumo para este ano são estimados em cerca de R$ 1,7 bilhão, 2,9% de todo volume a ser negociado no aftermarket brasileiro, incluindo serviços de mecânica e funilaria em 2,5 mil pontos que aplicam e substituem componentes automotivos na região.

Nas regiões metropolitanas concentradas tendo as capitais dos estados como base, pode se observar

Já a frota de veículos que demandará reparação exclusivamente no Nordeste é estimada em 5,8 milhões de unidades, de todos os segmentos, incluindo motos. 17% do total demandarão peças e serviços em concessionárias, aproveitando o período de garantia. Alguns veículos exigirão serviços mais de uma vez durante o ano, e o volume de unidades compreende a frota circulante de veículos produzidos desde 1985. Para o mercado de oficinas independentes a estimativa é que aproximadamente 4,7 milhões de unidades visitarão os pontos de reparação, incluindo aqui as partes mecânica e de funilaria (ou lanternagem). A Audatec Marketing, fonte desta informação, possui estudos com maior detalhamento.

EM 20 ANOS, A MELHOR AUTONOR DE TODAS

EDIÇÃO 2019 DO TRADICIONAL EVENTO NO NORDESTE DO PAÍS AINDA REGISTRA RECORDE DE PÚBLICO

A 10ª edição da Feira de Tecnologia Automotiva do Nordeste (Autonor), realizada de 11 a 14 de setembro, registrou um recorde de público alcançando uma marca de mais de 45 mil visitantes. Segundo a organização, tanto o público como os resultados obtidos no evento surpreenderam os expositores. Para a grande maioria deles, a feira foi um sucesso, o que motivou um aumento na procura por estandes para a próxima mostra.

“No primeiro dia de Feira, olhando para o credenciamento, já tínhamos 18% a mais do que no primeiro dia da edição anterior. Nós sabemos que fizemos um trabalho muito forte este ano, visitando cidades, estados que compõem a região do Nordeste. Nós tínhamos essa perspectiva ao longo do período do evento de mais ou menos 100 caravanas – o que abrange entre 2500, 3000 pessoas”, disse Emanuel Luna, diretor e idealizador da mostra.

POR: SILVIO ROCHA | FOTOS: DIVULGAÇÃO

Quantidade e qualidade

“Fico feliz que o público da Feira cresceu, mas mais importante do que crescer em tamanho, cresceu em qualidade com foco na qualidade. Fico muito feliz com isso. É um trabalho árduo, o Brasil é muito grande, mesmo sendo uma região concentrada, só no Estado de Pernambuco temos 800 quilômetros de Leste a Oeste, foi um trabalho muito intenso, mas bastante compensador”, contou ele.

Bruna Miranda, diretora da Autonor Empreendimentos, ratificou as palavras de Emanuel. “A qualificação do público visitante que, em sua maioria, era constituído de empresários e profissionais ligados à cadeia de reparação automotiva, vindos de vários estados da região Nordeste e do restante do Brasil, foi o ponto alto. E isso favoreceu a realização de negócios e o estabelecimento de relacionamentos comerciais permanentes”.

Negócios gerados

Contando com mais de 730 marcas expositoras, a Autonor 2019 gerou cerca de R$50 milhões em negócios. “Pelos relatos que recebemos de muitos expositores, podemos dizer que essa foi a melhor Autonor de todas. Para nós, feira boa é aquela na qual nossos expositores comemoram os bons resultados. Com isso constatamos que cumprimos nosso propósito”, afirmou Emanuel.

“O que nos deixa bastante realizados é saber que um grande número de empresas expositoras aqui presentes já confirmou participação na edição de 2021. Isso, acima de tudo, evidencia que as empresas estão acreditando no mercado e na força do evento como instrumento de promoção de negócios”, contou Bruna Miranda, uma das responsáveis diretas pela organização da feira.

2 - Grande público presente

3

A melhor de todas

5 - A esposa Sandra e a filha Bruna

6 - Balé Popular do Recife

“O que ouvi pelos corredores foi uma satisfação muito grande. Alguns chegaram a dizer que de todas as Autonor, essa foi a melhor. É realmente o que a gente espera que aconteça, que a próxima seja melhor do que essa. Estamos adquirindo experiência e lutando para cada vez minimizar erros. Eu estou muito feliz com o que vi. E o índice de renovação foi muito grande. Algo que me deixa otimista e feliz”, relatou Emanuel.

Em 2021, “teremos mais caravanas, um público ainda mais focado. Acredito que também estaremos com uma economia melhor. Temos um novo governo trazendo reformas maduras, que já deviam ter acontecido há muito tempo e isso é algo que vai propiciar coisas muito boas. Então, eu espero que no próximo evento façam mais negócios, se preparem com lançamentos, tragam coisas novas para mostrar e estaremos aqui esperando todos em 2021”, completou.

1 - Coral foi uma das atrações da noite
- Flavio Portela, da SK Automotive
4 - Claudinei Reche, da SFK do Brasil e América Latina
Miranda fazem homenagem a Emanuel Tenório

Sincopeças-PE

O presidente do Sincopeças do Estado de Pernambuco, José Carlos de Santana (ao centro), disse que vê com bastante alegria a evolução das empresas que, ano a ano, participam da Autonor. “Eu, que tenho a felicidade de fazer parte desde a 1ª edição, vejo que as empresas estão sempre renovando suas participações como reflexo do crescimento positivo dos resultados obtidos durante o evento”.

A Autonor, nessa edição de 20 anos – a décima, “nos deixou muito orgulhosos. Pelo que pode proporcionar e o que está proporcionando ainda. O que nós vimos foi a participação em massa, nós tivemos com um público maravilhoso. As fábricas, os distribuidores, todos os expositores estavam maravilhados com o que aconteceu: uma participação em massa do pessoal do segmento”, contou.

Sindirepa-PE

Para o presidente da entidade, Pedro Paulo Medeiros Moraes, “a Autonor, em 2019, comemorou 20 anos. 20 anos de sucesso absoluto. Um evento nem termina e já pensamos na próxima edição. Hoje, já começamos a trabalhar na próxima montagem. O Sindirepa, junto com o Sebrae, trouxe para esta feira, entre outras atrações, a Oficina do Futuro. Um espaço diferenciado para as tecnologias, voltado para o desenvolvimento e inovações”.

“O Sindirepa também colocou 25 empresas que não poderiam estar participando abertamente desta feira de maneira normal e junto com o Sebrae fizemos uma parceria dando condição a esse pequeno e médio expositor de estar na Feira, na mesma condição e mesma proporção dos que os grandes expositores. E isso nos traz muita alegria porque nós estamos cumprindo o papel junto aos nossos associados”, relatou.

Impressões diversas

Alexandre Costa, da Alpha Consultoria, disse estar muito feliz de participar dessa que foi a melhor Autonor de todas as edições. “Digo isso porque, neste ano, a feira completou 20 anos de existência! E essa foi a melhor edição de todas, principalmente, pelo fato de se agregar muito mais conteúdo e trazer muito mais informação para as pessoas que estão participando do evento“.

“Nós tivemos várias áreas de treinamento, Arena do Conhecimento, o Espaço Inovação do Sebrae, a Oficina do Futuro, o Balconista SA, além de várias ações de treinamento – onde pudemos agregar muito mais

informação e treinamento. Eu só tenho que agradecer à organização da Autonor pela oportunidade de fazer parte do Conselho e poder agregar mais informação e conteúdo para este evento”, contou.

Na opinião de Carlos Eduardo da Silva (Cacai), da Auto Norte, “a Autonor se consolida a cada ano como a maior feira de autopeças das regiões Norte e Nordeste”. Para Flávio Portela, gerente geral de Vendas da SK Automotive, “a Autonor proporcionou, mais uma vez, a oportunidade do contato direto com o que existe de mais inovador em tecnologia, apresentando aos expositores a maior vitrine para um público interessado“.

“Ficamos particularmente muito felizes por estarmos mais uma vez entre os protagonistas desse grande e importante evento, participando como expositor de todas as edições ao longo desses 20 anos de história”, afirmou Geraldo Villarim, diretor da Rediesel. Para ele, sem sombra de dúvida, a Autonor é o evento mais importante do calendário do mercado de autopeças regional.

Estande Jornal Balcão Automotivo e revista Reparação Automotiva
Estande do jornal Balcão Automotivo e da revista Reparação Automotiva recebeu grande público
Estande da Jahu Borrachas e Autopeças foi um dos destaques da Autonor 2019, onde foi apresentada uma nova linha de produtos

Capacitação

A Autonor proporcionou a empresários do setor de autopeças, mecânicos e balconistas eventos gratuitos de capacitação. Um dos realizadores dos seminários foi o Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), que, nos quatro dias, promoveu, no seu estande, palestras sobre inovações tecnológicas aplicadas aos veículos recém-lançados no mercado e assuntos relacionados à gestão empresarial e às perspectivas futuras do setor automotivo.

Além disso, foi instalada no pavilhão da Feira a Arena do Conhecimento, espaço onde várias empresas promoveram palestras de especialistas de renome nacional no mercado automotivo, como o embaixador do projeto, Doutor Carro (foto ao lado) e, também, os convidados: Pedro Scopino, Alexandre Costa, da Alpha, Cristiano Rei dos Carros, Diego Riquero, Ishi Ar Condicionado e César Urnhani (apresentador e piloto de testes).

Espaço Sebrae-PE
Balconista SA
Oficina do Futuro
Arena do Conhecimento
CABOVEL
DAYCO / NYTRON FILTRAN
COBREQ
ELRING
FRAM
GT-OIL ANCORA
CAUPLAS
DRIVEWAY / GONEL
FINDER
BOSCH
RUFATO
JAMAICA
ISAPA
LNG
INDISA
ILLINOIS
JUNTALIMA
MERITOR
/ MOBENSANI / VALCLEI
SNAP-ON / SUN
TENNECO / MONROE
TRIADE
TARANTO
TIRRENO
YiMiNG PARTS
TAKAO
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São visitas realizadas presencialmente em lojas de autopeças, oficinas mecânicas e centros automotivos por promotores especializados e munidos de material técnico e de PDV, com o objetivo de trazer informações relevantes dos pontos visitados para as contratantes.

Loja em Destaque 2020. O maior evento do mercado varejista de autopeças.

20 ANOS DE METALMATRIX

Para comemorar, promoção em seu site “Garantindo por 20 anos o nosso abraço”, com 20% de desconto em compras para os clientes de E-commerce e valorização do seu time de colaboradores

| POR: REDAÇÃO | FOTOS: DIVULGAÇÃO

AMetalmatrix iniciou suas atividades em 1999, em Caxias do Sul (RS), buscando solucionar um problema que na época era eminente: a falta de competitividade e de alta qualidade de abraçadeiras no mercado nacional. “Buscamos então os melhores projetos em nível mundial para lançarmos no Brasil um produto confiável e competitivo. A tecnologia europeia foi a escolhida para os investimentos mais robustos da Metalmatrix nos últimos anos”, diz Cristiano Grillo, diretor executivo da Metalmatrix.

“Atualmente, somos um dos principais provedores de abraçadeiras para toda indústria e distribuição nacional. Exportamos para toda a América Latina, EUA e Europa. Buscamos mercado no Oriente Médio e Ásia, recentemente participamos da Automechanika DUBAI e Missão Comercial na Rússia”, completa.

Os produtos Metalmatrix possuem padrão de alta qualidade e certificações internacionais. “Atuamos fortemente no ramo automotivo com a linha Tucho na linha para Turbos e escapamentos onde nossos competidores são dos EUA e da Europa. Com amplo portfólio, possuímos toda a linha de abraçadeiras para os setores agrícola, da construção civil, linha elétrica, náutica, entre outros. Com aplicação universal, as Abraçadeiras New Minor, Super e Flex são chamadas as abraçadeiras com rosca sem fim, pelo sistema de aperto das mesmas. As linhas Mangote, com borracha e Termorretrátil, têm ampla utilização na indústria de transformação. Por fim, as abraçadeiras em Nylon se destacam junto aos clientes pela sua diversidade e facilidade de aplicação”, conta o diretor.

INVESTIMENTO EM INOVAÇÃO

Sobre o que a empresa faz para se manter atualizada e por dentro das tendências de mercado, “o grau de investimento em inovação da Metalmatrix se compara à indústria de Tecnologia de Informação, com mais de 5% em valores investidos da sua Receita Líquida. Recentemente foi aprovada como empresa participante do Programa de Incentivo à Inovação do Governo Federal, o Rota 2030, o qual nos orgulhamos muito pela participação, sendo a sétima indústria do País a entrar no Programa, à frente de gigantes da indústria automotiva”, diz Cristiano.

“Além disso, investimos constantemente em Feiras e Eventos Internacionais buscando o que há de melhor e mais moderno em tecnologia no mundo. Nos próximos meses estaremos promovendo um lançamento inédito em nosso segmento que irá revolucionar o mercado de abraçadeiras, consagrando a Metalmatrix como uma das empresas mais inovadoras do País”, completa.

Acerca das iniciativas da Metalmatrix nas áreas de capacitação e relacionamento com o segmento, “a criação do novo site foi um marco no setor onde somos a única indústria do nosso segmento com E-commerce. Promovemos uma competição sadia com o nosso time em busca de novos clientes e fortalecimento dos canais de distribuição, e hoje utilizamos técnicas das famosas Startups nos nossos sistemas de força de vendas, CRM e software de captação e qualificação de LEADS, o que nos torna pioneira da indústria na sua utilização. Além disso contamos com um time capacitado tecnicamente de Representantes distribuídos em todo o País para suporte técnico e comercial aos clientes”, conta o diretor.

E a respeito do envolvimento da empresa nas feiras e eventos do setor, “como já referenciado, somos muito ativos nas Feiras Nacionais e Internacionais, citando como exemplo a participação na Automec, em São Paulo (SP), Automechanika Dubai, Colômbia AutoPartes, Expotransporte México, AAPEX– Las Vegas, etc. Viajamos em missões aos EUA e Rússia. O planejamento aponta para a participação em massa das feiras, nos aproximando do mercado e dos consumidores, onde objetivamos conhecer de perto as suas necessidades”, relata.

PRODUTOS INOVADORES

Sobre as novidades da fabricante no quesito produtos e lançamentos para este segundo semestre, “lançamos constantemente produtos inovadores e nosso laboratório técnico conta com impressora 3D para prototipagem e envio aos clientes de amostras para préavaliação e codesign. Também adquirimos um braço de escaneamento 3D para análise e desenvolvimento de peças com alto grau de confiabilidade. Reeditamos a linha Heavy trazendo competitividade no mercado de distribuição e assumimos o protagonismo de maiores fabricantes da linha V-MAX Clamps no mercado automotivo Global, sendo aprovadas as peças pelos mais rigorosos laboratórios da Alemanha”, diz Cristiano.

Acerca do primeiro semestre e expectativas para o fechamento deste ano, “a Metalmatrix cresce

constantemente e anualmente na faixa de 15%, o que nos deixa extremamente motivados para trabalharmos junto aos nossos clientes em busca do crescimento sustentado. A empresa prevê um crescimento maior com as aprovações das reformas estruturais do País, achando primordial e tão necessária quanto a Reforma da Previdência a Reforma Tributária. O incentivo ao Empreendedorismo também é fundamental para uma nação crescer e se desenvolver, assim como o espírito da Liberdade Econômica”, conta. A respeito dos próximos investimentos e projetos, “investimos pesado em indústria 4.0 em toda a linha produtiva garantindo repetibilidade de processo, buscando competitividade igual à da China. Projeto Inovador sendo incubado junto à Inteligência de Negócio Metalmatrix, o qual será divulgado somente após a assinatura de contrato”, relata o diretor.

O MELHOR ABRAÇO

Para comemorar um importante marco, seus 20 anos, “lançamos a promoção em nosso site “Garantindo por 20 anos o nosso abraço”, com 20% de desconto em compras para os nossos clientes de E-commerce, um belo presente. Valorizamos o nosso time com Festa dos Balões, comemorando ao som de Grupo Musical, comes e bebes; realizamos evento de aniversário na sexta-feira, dia 6 de setembro. Nossos Representantes ganharão presente especial que reforça a imagem da empresa junto ao mercado. Todos nossos clientes são recebidos a qualquer momento em nosso Programa Portas Abertas. É a Metalmatrix Garantindo o melhor abraço ao seu público”, diz Cristiano.

Por fim, “nosso DNA reforça que o mundo Seguro é nosso compromisso e, para tanto, a Metalmatrix é uma empresa Certificada IATF 16949 e ISO 9001, com participação ativa na sociedade buscando através do apoio a projetos em Universidades, Sociedade de Engenharia e fomento ao seu time em desenvolvimento. Agradeço à oportunidade de falar um pouco da Metalmatrix em sua jornada para o Suce$$o. Que venham os próximos 20 anos!”, conclui.

Equipe Metalmatrix

BOM ATENDIMENTO: A ALMA DO SUCESSO EM VENDAS

POR: VALTERMÁRIO DE SOUZA RODRIGUES* | FOTOS: DIVULGAÇÃO

o observar a conduta de vendedores das mais diversas áreas, é possível perceber o quanto muitos deles pecam no quesito atendimento. Um atendimento torna o cliente satisfeito e fiel a uma marca ou produto.

Relacionamos, abaixo, dez tipos de vendedores os quais nos deparamos no dia a dia e que trazem consequências negativas para a empresa, para o vendedor e para o próprio cliente:

1. Vendedor Limitado - Uma das principais limitações de um vendedor que não atinge as metas é desconhecer os próprios produtos que vende. A sugestão é dedicar um tempo para estudar e buscar conhecer mais sobre produtos e, fatalmente, reverter esse conhecimento em bons resultados.

2. Vendedor Desatento - Trabalhar a percepção é muito importante. No processo de vendas, em algum momento, o cliente deixa escapar algo em que o vendedor pode aproveitar e, de repente, fechar um negócio. O vendedor perspicaz deve manter-se atento aos detalhes no processo de comunicação e captar sinais de evidência em que muitas vezes são dados involuntariamente pelo cliente, e que podem ser a chave para o fechamento de uma venda.

3. Vendedor Afobado - O vendedor afobado está tão preocupado em fechar a venda que muitas vezes afugenta o cliente. É preciso ter paciência e não atropelar o processo de

vendas, o qual tem início, meio e fim. Não dá para queimar etapas, afinal, a pressa é inimiga da perfeição.

4. Vendedor Irritado - Não se pode tolerar irritação com aquele que se dirigiu até a sua empresa disposto a deixar seu dinheiro em troca de um produto e/ou serviço e um bom atendimento. Seja paciência com o cliente!

5. Vendedor Mentiroso - Menosprezar a inteligência do cliente pode ter como resultado a perda de uma venda. Procure ser verdadeiro. Hoje os clientes buscam um consultor de vendas e não um vendedor que tenta empurrar algo de qual ele não precisa. A relação de compra e venda deve ser vantajosa para ambos os lados, ou seja, uma relação “ganha-ganha”.

6. Vendedor Indiferente - A indiferença em vendas é fruto do pré-julgamento. Nem sempre o que imaginamos ao analisar o perfil de um cliente sem um aprofundamento maior no primeiro contato reflete a realidade. Procure conhecer e entender as necessidades do cliente e o processo de vendas se tornará mais fácil.

7. Vendedor Insistente - A cada dia que passa o cliente está mais exigente, sabe exatamente o que quer e o que precisa e, com a concorrência cada vez mais acirrada, ele não tolera o vendedor “chato”. Cabe ao vendedor ter bastante habilidade e perceber qual a medida certa da insistência e do poder de

*Analista Administrativo Sênior da Distribuidora Automotiva S/A – Filial Salvador; Bacharel em Administração de Empresas; MBA em Gestão de Empresas; MBA em Liderança Coaching; Co-autor dos livros “Ser Mais Inovador em RH” – “Motivação em Vendas” e "Planejamento Estratégico para a Vida”

convencimento para não entregar o cliente de bandeja ao concorrente.

8. Vendedor Introvertido - O comportamento introvertido não combina muito com a função de vendedor. A pessoa introvertida, embora seja mais observadora e compenetrada, tem certa dificuldade no processo de comunicação, o que é essencial para obter sucesso em vendas. Treinamento pode ser um bom caminho.

9. Vendedor Indiscreto - Ter cuidado com a abordagem e com a comunicação em vendas é muito importante. Cada cliente tem suas particularidades e um vendedor observador deve saber o limite do que é tolerável no processo de comunicação em vendas, para não ser indelicado com o cliente em alguma situação e, consequentemente, perder a venda ou o cliente.

10. Vendedor Pessimista - Todo contato pode se transformar em uma oportunidade de negócio. Em vendas não há lugar para pessimistas. Acreditar sempre! Desanimar jamais!

Boas vendas e sucesso!

NO UNIVERSO DO AFTERMARKET, O CONSUMIDOR É A ESTRELA DA VEZ

Fórum IQA discute rotas da qualidade para o futuro do mercado automotivo, que passam necessariamente pela interface com o consumidor

O7º Fórum IQA da Qualidade Automotiva, realizado pelo Instituto da Qualidade Automotiva, teve como tema “A Qualidade do Futuro: Como Enfrentar os Desafios e Superar as Expectativas Diante das Novas Tecnologias e Regulamentações” e exaltou a necessidade de ampliar a interface com consumidor final. O encontro reuniu lideranças de diferentes elos da cadeia automotiva – montadoras, indústrias de autopeças, distribuidores, varejos, oficinas, concessionárias, entidades de classe, instituição de ensino, consultorias e governo – organizado em quatro módulos em que palestrantes debateram novas tecnologias, desafios em logística, impactos no aftermarket, novos modelos regulatórios, experiências práticas e novos caminhos para o setor.

O módulo do aftermarket automotivo foi mediado pelo diretor executivo do Sindirepa Nacional, Luiz Sérgio Alvarenga, e contou com pronunciamentos do vice-presidente da Fenabrave, José Maurício Andreata Jr., do presidente da Andap, Rodrigo Carneiro, do vice-presidente do Sincopeças-SP, Heber Carvalho, do presidente do Sindirepa Nacional, Antônio Carlos Fiola, e do diretor técnico do Sebrae-SP, Ivan Hussni.

Alvarenga abriu os trabalhos apresentando um slide com um “universo do aftermarket”, onde o consumidor é a estrela principal, rodeado primeiramente por “planetas” dos concessionários, onde se origina o veículo original que depois da garantia foge para oficinas independentes, que podem escolher onde se abastecer em dois balcões, o das concessionárias ou das lojas de autopeças, que por sua vez são alimentadas por “satélites” de distribuidores e grandes atacadistas.

“Existem ainda nesse universo planetas menores que são as seguradoras, empresas de softwares, fornecedores de equipamentos, um rol de empresas que orbita nesse setor em número incomensurável. Temos ainda outro astro, que são as locadoras de veículos, inseridas nesse slide simbolicamente porque têm praticamente vida própria e toda manutenção depois da garantia fica dentro do negócio deles”, detalhou Alvarenga.

José Maurício Andreata Jr., da Fenabrave, afirmou que os mais de seis mil concessionários em atividade no País têm se preparado para suportar todas as novidades tecnológicas que surgem rapidamente. “Vai sobreviver quem for mais eficiente, buscar novas tecnologias e atender melhor o cliente, sempre acompanhando as mudanças e focado na satisfação do cliente, na qualidade dos serviços prestados e, principalmente, não ter retorno porque custa muito caro para o concessionário e para o cliente. Acredito que a rede está se preparando para isso porque, em recente pesquisa que realizamos, comprovamos que o concessionário é fundamental para colocar o veículo no mercado e também para o pós-venda. Por isso, vamos sempre nos adaptar, seja para vender carro a gasolina, elétrico ou qual for porque 70% da venda são feitas no concessionário”, resumiu.

da Andap,

que, pela primeira vez, o segmento está dando destaque a um personagem que nunca mereceu atenção: o consumidor final. “Agora ele assumiu lugar de destaque como nunca na história, justamente por conta de mudanças disruptivas que têm acontecido de baixo para cima, com a exigência do cliente por posturas mais assertivas do ponto de vista qualitativo. Esse consumidor final é que vai começar a fazer a diferença e exigir o avanço tecnológico da qualidade das autopeças, da distribuição e da aplicação correta”, afirmou.

Catálogo de produtos

Carneiro comentou também sobre a margem de valor agregado das autopeças em concessionárias e lojas, que trabalham com margens menores que os distribuidores. “O único player que de fato estoca imposto extremamente elevado, com uma margem de valor agregado acima de 70%, é a distribuição de autopeças, que tem o mérito de ter espalhado pelo Brasil 2.534 warehouses. Nenhum país do mundo tem isso”, contou.

O presidente da Andap questionou por que o Brasil, que tem uma das maiores frotas de veículos, de plantas industriais de montadoras e de autopeças do mundo, ainda não tem um catálogo de produtos. “Por que o mecânico tem de ir à loja de autopeças com três modelos diferentes para saber qual é a correta a ser aplicada? Estamos em 2020 e o Brasil não tem catálogo. E de quem é a responsabilidade? Certamente é nossa, de quem está atuando no aftermarket. Por isso, temos de ter respeito com o consumidor final”, concluiu.

Heber Carvalho, do Sincopeças-SP, mostrou preocupação com a informatização, avançada nas grandes empresas do comércio de autopeças, mas ainda distante do pequeno varejista. “Quando olhamos a ponta do varejo, a maioria é formada por pequenas empresas familiares, acostumadas com catálogos impressos e peça na mão, portanto, é muito complexo e difícil organizá-las. E perigoso também porque envolve custo que não tem retorno financeiro quando se investe em estrutura contábil. A empresa quer vender peças, que dão lucro, e o consumidor, quando entra na loja, não quer saber se a loja tem estrutura, se tem catálogo, se tem peça de primeira linha. Ele só quer comprar uma peça que sirva e resolva o problema do carro dele e, preferencialmente, com baixo custo”, assegurou.

Representantes de entidades do setor presentes à ocasião

Carvalho disse que é necessário conscientizar o comerciante de autopeças sobre a necessidade de qualidade em seu negócio. “O varejista precisa se informatizar, se atualizar e se houvesse um catálogo padronizado seria perfeito para as lojas. Um ano atrás nem utilizávamos Whats app. Além disso, existem peças de alto valor que precisam ser repostas. Como o pequeno varejo vai ter esse item no estoque? Temos que ter o cuidado de preparar o varejista para esse futuro tecnológico”, alertou.

Antônio Carlos Fiola, do Sindirepa, salientou que, ao mesmo tempo em que a indústria desenvolve carros híbridos e elétricos, existem 44 milhões de veículos que estão circulando no Brasil sem nenhum tipo de fiscalização. “Um carro com quatro anos de uso com uma sonda lambda comprometida polui o triplo do que poluiria normalmente. Isso é uma displicência do poder público que deixa a frota matando e poluindo”, apontou.

Fiola reconheceu a limitação do reparador brasileiro e frisou a necessidade de melhorar o dia a dia desse empresário. “Essa é nossa maior preocupação. Precisamos criar uma cadeia de certificação de oficinas, proporcionar melhorias diárias e fazer com que esse empresário olhe de maneira diferente para o seu negócio. Ele tem de sair das mazelas das reclamações, que não tem ferramenta, não tem acesso à tecnologia, à informação. E o caminho para isso é a certificação das oficinas”, garantiu.

O presidente do Sindirepa fez apelo para que a indústria e as empresas seguradoras olhem para o reparador, sejam parceiras e incentivem a certificação. “Assim, vamos preparar o reparador para todo esse cenário de novas tecnologias. Ao tornar esse reparador um empresário melhor, estaremos prestando um excelente serviço ao consumidor final porque quando ele chega na oficina está angustiado, tem de ser bem atendido e de forma muita clara, e a certificação é um passo fundamental para alcançarmos essa qualidade”, disse.

Ivan Hussni, do Sebrae-SP, avaliou que o atual momento representa “um mar de oportunidades para pequenas empresas” e frisou a necessidade de segmentos trabalharem em conjunto. “O Sebrae tem papel importante no desenvolvimento das pequenas empresas, mas temos de trabalhar de forma conjunta”, ressaltou.

Rodrigo Carneiro,
frisou

Luiz Sérgio Alvarenga, diretor executivo do Sindirepa Nacional

Mudanças disruptivas

Na abertura do evento, o presidente do IQA e gerente sênior de Gerenciamento de Fornecedores da Mercedes-Benz, Ingo Pelikan, disse que o 7º Fórum IQA da Qualidade Automotiva representa uma oportunidade de atualização para os profissionais do setor que estão envolvidos com qualidade ou satisfação do cliente. “Essa urgente atualização inclui entender claramente o cenário, conhecer as possibilidades de adequação e se qualificar para os desafios de novas tecnologias e regulamentações. A cultura da qualidade precisa fazer parte do DNA de todas as empresas”, afirmou.

Para o presidente do Sindipeças, Dan Ioschpe, é fundamental o Brasil avançar em acordos de livre comércio para garantir inserção competitiva. “Defendemos a internacionalização da nossa indústria”, ressaltou.

O vice-presidente da Anfavea, Marcus Vinícius Aguiar, lembrou que o programa Rota 2030 levará os carros nacionais a um melhor patamar em segurança e eficiência. “Ficaremos em pé de igualdade com os veículos da Europa no fim do ciclo”, afirmou.

No módulo sobre novas tecnologias, o diretor industrial de Sistemas & e Mobility da WEG, Valter Luiz Knihs, apresentou materiais para o avanço da eletrificação, como o silício, semicondutor abundante e de baixo custo.

O professor associado do Instituto Mauá de Tecnologia, Mauro Andreassa, falou sobre a economia compartilhada e frisou que a indústria precisa entender o cliente para dar passos seguros. “Nunca tivemos tantos dados”, disse.

Para o gerente de Produto do Groupe PSA na América Latina, Bruno Ramos, o desafio é trabalhar com todas as informações disponíveis para entregar soluções que atendam necessidades reais.

O líder de Equipe de Inovação da Robert Bosch, Daniel Lange, falou que a indústria precisa abrir espaços favoráveis para a inovação, como investir em desenvolvimento orientado para o usuário. “É sair do escritório e ir falar com os consumidores para conhecer as realidades”, afirmou.

O líder da KPMG para Indústria Automotiva no Brasil, Ricardo Bacellar, mostrou o capítulo brasileiro de pesquisa global, lançado em junho, sobre posicionamentos dos consumidores neste contexto de mudanças, como 87% têm interesse em carros por assinatura e 90% gostariam de ter veículos elétricos à disposição para compra no Brasil. “O consumidor quer ter direito de escolha, assim quem apostar num único cavalo perderá”, comparou.

Pela primeira vez, o fórum reuniu representantes de logística, como a gerente de Qualidade da Transzero Transportadora de Veículos, Sandra

Klanfar, que falou sobre uma série de medidas tomadas pela empresa para a redução do índice de avarias, como o uso de dispositivo para delimitação de distância segura.

O gerente de Qualidade e Confiabilidade do Produto da Mercedes-Benz, Marcio Santos, apontou que uma dificuldade por parte de fornecedores é o atendimento a normas internacionais de logística, que “não se complementam e não são aderentes ao mercado brasileiro”.

O gerente de Logística da CCS, Fábio Bortoleto, destacou a necessidade de colaboração na indústria. Ensinem os seus fornecedores a serem melhores e busquem melhorias de resultado”, recomendou.

Representantes do governo marcaram presença e falaram sobre novas regulamentações, como o coordenador geral de Segurança Viária do Denatran, Daniel Tavares, que apresentou as últimas medidas para reduzir o índice de mortos e feridos em acidentes do trânsito no País, uma delas o aprimoramento de legislações para aumentar a segurança dos veículos.

Finalizando o evento, o diretor de Avaliação da Conformidade do Inmetro, Gustavo Kuster, comentou sobre a implantação do novo modelo regulatório, que vem oferecer maior capacidade de resposta e orientação para resultado do que o vigente, além de propor compatibilidade com os modelos aplicados nos mercados europeu e norte-americano.

Heber Carvalho, do Sincopeças-SP
Rodrigo Carneiro, da Andap
Antônio Carlos Fiola, do Sindirepa-SP

FOCO AMPLIADO

ANFAPE DEFENDE QUE É NECESSÁRIO GARANTIR O DIREITO DE ESCOLHA DOS CONSUMIDORES NA REPARAÇÃO DO SEU AUTOMÓVEL,

EM TODAS AS ESFERAS QUE ENVOLVEM O TEMA

| POR: SILVIO ROCHA | FOTOS: DIVULGAÇÃO

or acreditar na importância do “Right to Repair”, um movimento mundial no qual, apesar das particularidades e legislações de cada país, todos defendem o direito da livre escolha do consumidor, “nossa intenção é levantar a bandeira do “Direito de Consertar” no Brasil, defendendo o livre direito de escolha do consumidor”, diz, entre outros assuntos, Marcio Codogno, presidente da ANFAPE, em entrevista ao jornal Balcão Automotivo.

Balcão Automotivo - Em primeiro lugar, conte um pouco sobre a trajetória da Anfape, seus principais desafios e como foi o seu fortalecimento ao longo dos anos no Brasil.

Marcio Codogno - A ANFAPE – Associação Nacional dos Fabricantes e Comercializadores de Autopeças para o Mercado de Reposição – surgiu com o intuito de proteger o consumidor e defender a livre concorrência, para que as grandes montadoras não acabem com o direito da liberdade de escolha na hora do conserto do veículo. Queremos ajudar a garantir o direito do consumidor de fazer a manutenção integral do seu veículo onde ele avaliar ser a melhor opção. As empresas do mercado independente de reposição são agentes que podem contribuir na manutenção desse direito. Desde a nossa constituição, em 2007, buscamos reverter as ações de montadoras de que registram os componentes dos veículos (capôs, para-lamas, para-choques, faróis, retrovisores, etc.) como desenhos industriais, com o propósito de inibir a atuação dos fabricantes independentes no segmento de reposição, por meio da proibição da produção e da comercialização das peças.

BA - Quais são as principais causas que a entidade defende?

MC - A ANFAPE defende a opção de o consumidor ter a manutenção integral do seu automóvel dentro do mercado de livre concorrência. Nosso foco de atuação é defender e preservar o direto de escolha dos consumidores, levantando a bandeira do “Right to Repair” ou “Direito de Consertar” no País.

BA - Comente as iniciativas focadas da Anfape com relação aos direitos de seus associados.

MC - Desde 2007 a ANFAPE defende o direito dos consumidores de promover a manutenção de seus veículos de forma justa, sem nenhuma imposição. Para assegurar essa independência, a Associação promoveu diversas ações ante as montadoras, lutando pelo direito da livre produção e comercialização de peças de reposição no mercado independente.

BA - Queria que você falasse inicialmente da ampliação do foco da entidade. A que se deve essa mudança de foco e que o mercado pode esperar?

MC - A ANFAPE ampliou seu foco de atuação porque acreditamos que é necessário defender o direito de escolha dos consumidores na reparação do seu automóvel, em todas as esferas que envolvem o tema. Por isso, acreditamos na importância do “Right to Repair”, ou seja, o “Direito de Consertar”. O “Right to Repair” é um movimento mundial no qual, apesar das particularidades e legislações de cada país, todos defendem o direito da livre escolha do consumidor. Graças ao movimento, a comunidade europeia conquistou direitos importantes como a utilização das peças similares na reposição e a manutenção dos veículos em oficinas independentes, mesmo se o prazo de garantia oferecido pelo fabricante ainda estiver em vigor. Nossa intenção é levantar a bandeira do “Direito de Consertar” no Brasil, defendendo o livre direito de escolha do consumidor.

BA - Conte como está sendo este ano para a Anfape e quais as expectativas para o fechamento dele?

MC - A ANFAPE tem marcado presença em feiras e eventos do segmento de forma estratégica, como parte de uma trajetória de aproximação, reconhecimento e diálogo com toda a cadeia. Entre as participações, no primeiro semestre, estivemos na Automec (Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços), um dos principais eventos do País no setor automotivo. Foi uma ótima oportunidade para refletir sobre as recentes tendências, informações técnicas do mercado e a nossa atuação. Em

2018, estivemos presentes em reuniões representativas internacionalmente, como o R2R, em Frankfurt, na Alemanha. A discussão sobre o “Right to Repair” (Direito de Reparar) contou com a presença de entidades de 17 países, entre elas AIA Canada (Associação da Indústria Automotiva do Canadá), AAAA Australian (Associação Australiana do Mercado de Acessórios Automotivos) e Autocare USA (Associação Independente de Reposição Automotiva dos Estados Unidos). No Brasil, Curitiba (PR) e Fortaleza (CE) foram palcos para os encontros. Em 2019, também estamos fazendo um grande trabalho interno para ampliar as linhas de atuação da Associação, para que fique mais claro às diversas frentes que o “Right to Repair” tem, como a relação com as peças cativas, o direito do consumidor consertar aonde quiser o seu carro, a questão da garantia, telemática, entre outros temas que envolvem a liberdade de escolha dos proprietários dos veículos.

BA - Falando sobre investimentos, quais são os projetos, iniciativas e novidades da entidade para este segundo semestre de 2019?

MC - Nossa principal iniciativa é a ampliação da ação da ANFAPE nas diversas frentes que o consumidor necessita para garantir a reparação justa e democrática, dentro de um novo parâmetro de economia colaborativa, que dê mais opções ao consumidor. Isso envolve diversas frentes de trabalho e inclui temas poucos discutidos até o momento, como a possibilidade e o direito de o consumidor escolher aonde ele quer consertar o seu carro, o direito das oficinas independentes de terem acesso a todas as informações sobre o carro, o direito de o consumidor escolher as peças sem a intervenção das montadoras e a sua conscientização com relação à titularidade dos dados do próprio carro dele (que é dele e não das montadoras).

Marcio Codogno, presidente da ANFAPE

EMPRESAS RANDON ENTREGAM MEDALHA RAUL RANDON EM EVENTO ESPECIAL DOS 70 ANOS PARA PÚBLICO DE CERCA DE 500 PESSOAS

Ante um público de cerca de 500 pessoas, entre clientes, colaboradores, autoridades, amigos, familiares e parceiros, as Empresas Randon oficializaram a passagem dos 70 anos, em Caxias do Sul (RS), no dia 29/08, com a entrega da Medalha Raul Randon àqueles que ajudaram a construir sua história. Além da premiação, os convidados ainda celebraram a noite com intensa programação artística e viveram momento de emoção no brinde especial conduzido pela matriarca da família, Da. Nilva Randon.

ALLISON TRANSMISSION ADQUIRE A WALKER DIE CASTING

A Allison Transmission Holdings Inc. (NYSE: ALSN), uma das maiores fabricantes globais de transmissões totalmente automáticas para veículos comerciais médios e pesados, anuncia que comprou os ativos e determinadas responsabilidades da Walker Die Casting, localizada em Lewisburg, Tennessee, e também da C&R Tool and Engineering, situada em Muscle Shoals, Alabama. "Temos o prazer de comunicar as aquisições da Walker Die Casting e da C&R Tool and Engineering", celebrou o presidente e CEO da Allison Transmission, David S. Graziosi.

PEÇAS TRP AJUDAM A MANTER O SISTEMA DE FREIOS EM DIA

Sendo muito demandado no dia a dia, seja na cidade ou na estrada, o sistema de freio é fundamental para a segurança e dirigibilidade de qualquer veículo. Por isso, fazer a manutenção preventiva ajuda a evitar acidentes ou paradas longas na oficina, um grande problema para os caminhões. A TRP, linha multimarcas da PACCAR Parts, oferece, entre os componentes disponíveis, kits de reparo, atuadores, discos, tambores, sapatas, pinças, acoplamentos, secadores de ar, mangueiras, compressores, entre muitos outros.

FOTON E ZF INAUGURAM FÁBRICA CONJUNTA NA CHINA PARA A PRODUÇÃO DE TRANSMISSÕES AUTOMATIZADAS

A Foton Motor, uma das maiores montadoras de veículos comerciais da China, inaugurou há pouco uma fábrica em Jiaxing, no sul de Xangai, em conjunto com a ZF, uma das maiores fornecedoras mundiais de sistemas de mobilidade para carros de passeio, veículos comerciais e aplicações industriais e parceira da marca desde 2016. A planta concentrará a produção de transmissões automatizadas para veículos comerciais leves e pesados ao mercado chinês e é resultado de duas joint-ventures firmadas entre as empresas para os dois segmentos.

UMICORE EXPLICA CATALISADORES PARA VEÍCULOS A DIESEL

Empresa especialista em tecnologias contra emissões tóxicas, a Umicore produz componentes fundamentais para o controle das emissões de poluentes para os veículos a diesel. Entre eles estão o Catalisador de Redução Seletiva (SCR), o Catalisador de Oxidação Diesel (DOC) e o Filtro Catalítico de Partículas para Motores Diesel (cDPF). Com legislações de restrição às emissões de poluentes cada vez mais rígidas, estas aplicações são essenciais para que os veículos se adequem ao PROCONVE P8.

NAKATA APRESENTA COMPONENTES DE SUSPENSÃO E DIREÇÃO PARA O CAMINHÃO CONSTELLATION DA VW

Buscando atender a frota em circulação, a Nakata, fabricante de autopeças e uma das líderes em undercar para o mercado de reposição, tem diversificado o seu portfólio de produtos, principalmente para modelos de veículos de maior demanda. As linhas de itens para veículos pesados têm atualizações constantes de aplicações para oferecerem diversidade de produtos. Exemplo disso, são os componentes de direção para o caminhão 24.280 Constellation da VW, líder no segmento de semipesados no Brasil.

ESTOQUE:

SINCRONIA ENTRE ESTRATÉGIAS E BOA GESTÃO

Em entrevista ao jornal Balcão Automotivo, consultor do Sebrae oferece técnicas para uma organização de estoque mais efetiva

Numa loja de autopeças, produtos entram e saem do estabelecimento a todo tempo. Principalmente, após o advento das plataformas digitais que possibilitam um maior número de pedidos, mas também um maior número de compras para gerenciar. E para oferecer um atendimento mais efetivo é preciso ter sempre o que o cliente precisa à mão, com agilidade e qualidade – o que é possível apenas com uma organização estratégica do estoque.

Isso inclui criar bons hábitos, sejam eles mais estruturais, como programas de otimização e CRMs, ou até mesmo em ações diárias, como alimentação de planilhas e organização de espaço, são fundamentais para transformar atividades diárias em aceleradores do sucesso de uma empresa. Além, é claro, de funções mais documentais das vendas, como é o caso de relatórios periódicos que refletem os resultados da loja, tanto de vendas como em feedbacks.

E as questões acerca disso não se baseiam apenas nos quesitos de controle de compras, mas também em fatores como o espaço que esse produto ocupa dentro do depósito. “Um estoque bem pensado e organizado pode ser o diferencial que a sua loja precisa para seguir no mercado mesmo em tempos de crise”, conta José Paulo Albanez, coordenador Estadual do Comércio de Autopeças - SEBRAE-SP, em entrevista ao jornal Balcão Automotivo.

POR ONDE COMEÇAR

Por diversas razões, muitos gestores se sentem numa emboscada quando o assunto é dar o primeiro passo em direção a mudanças nas diretrizes do fluxo de produtos. Seja em questionamento quanto à quantidade de compra ou em ações práticas, como a precificação. Com os estoques não é diferente. Mas o consultor explica que o pontapé inicial está mais próximo do que parece.

“Inicialmente, o empresário pode adotar o hábito de fazer relatórios que irão ajudar na criação das estratégias para a loja. Ter esses relatórios semanais ou mensais de como o Estoque se modificou nesses períodos dá a chance de analisar como proceder nas próximas compras”, explica Albanez. Assim, o administrador terá mais controle sobre o fluxo de peças e outros dados importantes, tais como datas de compra, produtos mais ou menos vendidos, entre outros. E ainda possuirá condições para entender o comportamento do seu estoque, e obter informações que serão úteis para decisões a serem tomadas mais à frente.

Para o consultor, o uso de planilhas é essencial para a boa gestão de uma loja de autopeças e para o seu estoque. Esse tipo de documento adequa as informações de forma organizada, fazendo com que as análises qualitativas venham por meio dos dados quantitativos. Já que ao colocar o seu estoque em uma planilha você quantifica, coloca números, valores, quantidades, datas, compra e venda de forma numérica e isso ajuda em seus sistemas automáticos na loja, ajuda nas análises de caixa, de lucratividade e a racionalizar a sua gestão.

Além disso, Albanez sugere a confecção de inventários – listagem dos produtos da loja – constantemente, onde a equipe se mobiliza para executar uma apuração dos itens disponíveis no estoque. ˜Isso dá a posição e os valores de quanto tem em mercadoria estocada, de quanto vendeu das últimas compras e de possíveis peças quebradas, sem giro e com pouca saída. Fazendo isso mensalmente você consegue avaliar os itens que saem todo mês, analisar estes itens por valor de compra e de revenda e conseguir parâmetros para a gestão administrativa do seu negócio. Por isso, é determinante em conjunto com os relatórios ter em mãos inventários para complementar a gestão do seu estoque˜, explica o consultor.

ESTEJA ATENTO AOS RESULTADOS

Com todas essas informações em mãos, o gestor precisa que estes dados estejam decifrados para seu entendimento

e não apenas para questões de documentação. Por essa razão, segundo o consultor, "investir em um bom software para gestão dos estoques, necessariamente não o mais caro, investimento fundamental num negócio como a Loja de Autopeças, pois permite a integração do contador com o sistema, o que facilita a importação de relatórios e agilização da sua área financeira".

Além disso, o consultor recomenda fatores como o empenho num modelo inovador de negócios, investir tempo e preparação técnica no atendimento ao clientejá que os moldes atuais necessitam que a equipe esteja sempre bem informada e consultar o SEBRAE mais próximo para atualização. Pois assim o gestor poderá participar dos diversos cursos de gestão, vendas pelo e-commerce, planejamento estratégico, entre outros, para aumentar o faturamento das empresas e continuidade dos negócios.

José Paulo Albanez, coordenador Estadual do Comércio de AutopeçasSEBRAE-SP

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