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Há quatro anos Felipe Manfroi, fotógrafo especializado em cerimônias de casamento, estabeleceu como meta pessoal fazer pelo menos uma viagem grande por ano, sempre para um lugar diferente. De lá pra cá, os planos têm dado certo e, o mundo ficou pequeno para ele.
O hobby de viajar surgiu de maneira inusitada, após o término de um namoro, momento em que ele precisava cultuar sua liberdade e buscar novos horizontes. Para relaxar, ele decidiu colocar o pé na estrada. A pri meira viagem foi para Portugal, em 2013, sozinho e com pouco tempo para planejar detalhes. “Olhei o primeiro período livre em minha agenda e comprei uma passagem de ida e volta. Tive dois meses para planejar a viagem com pouco dinheiro no bolso”, relembra.
O fotógrafo, que nunca havia ido além do litoral de Santa Ca tarina, entrado em um avião ou viajado sozinho, surpreendeu-se com a experiência. Pensar em detalhes como hospedagem, alimentação e deslocamento é a parte que mais dá trabalho, segundo Felipe. Isso criou um hábito de organização que o ajuda também na profissão. “A responsabilidade é muito grande, chego a clicar por até 16 ho-
ras em um único evento de casamento. Organização é tudo”, revela.
O melhor período para sair de Lajeado são os meses de junho e julho, quando a demanda dos eventos sociais cai. A partir de 2014, Felipe passou a embarcar em grupos, o que deu origem ao Projeto Road Trip – Expedições Fotográficas. O resultado foram visitas a Patagônia argentina e chilena, entre outros destinos. Algumas das melhores recordações foram durante a expe-
dição pelos cânions gaúchos e catarinenses. “Locamos duas Kombis e circulamos por paisagens inspiradoras durante quatro dias”. A ideia do projeto é juntar pessoas, em um clima descontraído, levá-las a lugares exuberantes e ensinar um pouco de fotografia. O próximo destino do viajante será o Deserto do Atacama.
lugares já viajou
– Portugal,

novamente pelo mesmo lugar. Essa é a principal diferença entre minha profissão e meu hobby.”
Felipe Manfroi
Cada dia que nos é ofertado traz consigo oportunidades e desafios e é fato que ao longo da nossa vida vamos escrevendo uma história repleta de altos e baixos, de movimentos e acontecimentos que vão gerando cicatrizes externas e internas. Essas últimas, em geral, demoram mais para sarar e, em alguns casos, custa para que saibamos qual é o remédio adequado para cada uma delas. Além das cicatrizes internas, também acredito que exista um órgão que fica entre a boca do estômago e o coração ao qual chamamos de “vazio interior”. Parece-me que esse órgão ainda não foi descoberto pela medicina ortodoxa, mas reconhece-se pela sabedoria popular que ele existe.
É inegável sua presença apesar de não haverem exames de imagem que permitam que seja identificado. Faça ecografia, raio x ou ultrassonografia, pode procurar o quanto quiser que não irá encontrá-lo, mas basta perguntar para qualquer pessoa que estiver por perto: “Você já sentiu um vazio interior?” E a pessoa responderá: “Oh sim, senti-o muitas vezes. Acho até que mais vezes do que já senti meu rim, pulmão ou estômago.”
Mas o interessante é que esse tal vazio interior quase sempre está cheio e, quando não está, fazemos mil coisas para preenchê-lo. Nem me fale! É mesmo complexo esse tal órgão. Um vazio que na verdade fica cheio, que não pode ser visto e que, no entanto, quase todos os seres humanos já o sentiram. O pior é que por vezes o enchemos tanto que em alguns casos ele transborda e nos adoece.
Ele causa uma sensação parecida com a que sentimos quando estamos famintos. De repente, surge uma necessidade de saciá-lo. Cada pessoa fará isso ao seu modo. Algumas tentam preenchê-lo com alimentos diversos, comidos ligeira e intensamente. Outras pessoas buscam preenchê-lo com histórias de amor, com filhos, com a profissão, com a fé. Outras buscam amenizar seu tamanho com remédios, meditação ou outras terapias complementares.
Mas há pessoas que passam uma vida toda preenchendo-o com emoções, substâncias e situações que só fazem o tal vazio aumentar e a tal fome passa a ser dolorida, quase incontrolável, chegando, em alguns casos, ao extremo de atingir outros órgãos, colocando a vida da pessoa em risco.
Pois é, não nos damos conta, mas o vazio pode ser preenchido com coisas boas ou ruins. A escolha não é tão simples porque às vezes vamos ocupando o tal vazio com um monte de coisas tóxicas e, quando nos damos conta, esvaziá-lo para recomeçar já não é mais tão simples.
São relacionamentos doentios, amizades nocivas, valores e hábitos inadequados. Esvaziar-nos disso tudo exige uma força absurda, pois talvez o pior de todos os nossos temores seja justamente descobrirmos o tamanho real do tal vazio interior e entender que, para preenchê-lo, teremos que alimentá-lo aos poucos, de forma que ele possa ir diminuindo gradativamente até que possamos conviver com ele sem que a dor que por vezes ele causa impeça de seguirmos em frente.
Chile e Uruguai. 2018 – Em janeiro, retorno ao Deserto do Atacama para outra Expedição Fotográfica. Em junho ou julho, retorno à Europa.
De todos os remédios, parece-me- ainda que a coragem está entre os mais eficazes. É preciso coragem para aprender a viver com o vazio, para esvaziá-lo ou mesmo para conviver com seus danos. É preciso coragem para mudar, para fazer novas escolhas que possam saciá-lo. É bem mais difícil do que em uma dieta convencional, a escolha do que colocare mos no tal vazio será determinada em parte por nós e em parte pelas circuns tâncias. Bem, de uma coisa estou certa: o melhor remédio quando quisermos amenizar seus sintomas é encorajar-se para olhá-lo de frente, tomando doses conscientes de autoestima, de altruísmo e de desapego.
cronicasraquel@gmail.com

QUEM FEZ ESTA EDIÇÃO voce@jornalahora.inf.br
Foto

Casal estava em dúvida entre o litoral brasileiro e a Argentina. Escolha foi baseada no estilo de vida dos pombinhos
Aproveitar a lua-de-mel conhecendo novas praias da Região Nordeste e comendo muito camarão foi a escolha do casal Manuela Teixeira, 25, e Diogo Schneider, 28. A consultora de imagem viajou com o marido e empresário entre os dias 10 e 17 de abril para Maragogi e Maceió. Os destinos foram baseados no estilo de vida do casal, que ama praia e realizou a cerimônia de troca de alianças na beira do mar. “Alagoas tem muitas praias que remetem ao cenário do Caribe, com águas cristalinas e mornas”, compara Manuela. O momento único do casal, depois de toda a correria da fes-
ta, trouxe serenidade. As praias, paisagens, gastronomia e pessoas que conheceram durante a viagem permanecem vivas na memória do casal. Foram mais de dez orlas visitadas, com destaque para a Praia do Burgalhau, Praia do Patacho, Praia do Francês e Praia do Gunga. Não faltou energia para mergulho
em piscinas naturais, banho de mangue, stand um padlle, passeios de bugue e a curtição da vida noturna daquele estado.
A mala dos pombinhos voltou para Lajeado recheada de licores e cocadas. A paisagem que mais encantou a noiva foi a praia de Antunes. “Lá tem água cristalina e quente, onde se pode andar vários metros para o fundo do mar com a água pela cintura”, conta.

Fazer amizade com pessoas locais é uma ótima maneira de descobrir paisagens que estão fora do roteiro tradicional e economizar
Manuela Teixeira
A visita a Jacarecica do Sul, destino menos explorado pelo turismo, também rende boas recordações. É praticamente impossível transitar de carro por lá, e o passeio foi realizado em um caminhão de transporte de tropas da Segunda Guerra, veículo robusto adaptado para trafegar em lugares menos acessíveis. “Jacarecica do Sul nos encantou devido ao contraste das falésias alaranjadas com o mar em tons de azul e verde, é realmente uma paisagem impressionante”, recorda.



Obem-casado é um doce popular nas festas de casamento. A tradição diz que a delícia deve ser servida no final da festa para trazer sorte e prosperidade aos noivos. Simboliza a união e o compromisso mútuo entre os recém-casados. Bastante peculiar, o doce tem uma massa macia, e é recheado com doce de leite ou baba de moça. Tem origem lusitana e se espalhou pelo Brasil com a colonização. A diferença básica entre o bem-casado português e a versão brasileira é a textura da receita, que em Portuga l é mais densa e por aqui ganha leveza. Ambos são descendentes indiretos do multicentenário alfajor árabe. Sua apa -
Ingredientes
•125 g de açúcar (3/4 de xícara de chá)
•3 claras
•3 gemas peneiradas
•Raspas da casca de 2 laranjas (1 ½ colher de sopa)
•1 colher (chá) de baunilha
•180g de farinha de trigo (1 ½ xícara de chá)
•1/2 colher (sopa) de fermento em pó
•400g de doce de leite gelado
•Açúcar de confeiteiro para decorar a gosto


rência lembra muito o macarons, bolinho recheado francês. Muito lembrado em épocas de casório, o
doce pode ser uma ótima sugestão para adoçar também momentos longe do altar.
Modo de preparo
1. Em uma batedeira, coloque 125 g de açúcar, 3 claras, 3 gemas peneiradas e bata bem em velocidade alta até formar um creme claro (+/- 10 minutos).
2. Com a batedeira ainda ligada, junte as raspas da casca de 2 laranjas, 1 colher (chá) de baunilha e bata até misturar.
3. Desligue a batedeira, adicione peneirando aos poucos 180 g de farinha de trigo com ½ colher (sopa) de fermento em pó e misturando delicadamente com um fouet (batedor de arame).
4. Transfira a massa para um saco de confeiteiro com bico liso. Em seguida, com ajuda de um aro (com cerca de +/- 4 cm de diâmetro). faça marcas circulares numa assadeira untada e enfarinhada para servir de molde para os bem-casados.
5. Coloque a ponta do bico de confeiteiro em cada marca circular da assadeira e vá fazendo os discos.
6. Leve para assar em forno médio preaquecido a 180°C por +/10 minutos ou até dourar. Retire do forno e deixe esfriar.
7. Pegue um disco de massa (já assado) coloque uma porção de doce de leite gelado e cubra com outro disco de massa formando um sanduíche. Repita o mesmo procedimento até terminarem os ingredientes.
8. Em seguida, polvilhe açúcar de confeiteiro a gosto e sirva em seguida.
A receita rende 28 doces. No mercado, a sobremesa pode ser encontrada por cerca de R$ 3, sendo que, com essa receita, a unidade sai por menos de R$ 1.




Nada é tão chique quanto o bom e velho look black and white. Quando o branco típico dos vestidos de noiva faz tabelinha com o sempre sofisticado preto, o sucesso no estilo é garantido. O duo de cores é reinterpretado a cada estação e, para os próximos meses, a tônica é realçar a modernidade e elegância no vestuário. O clássico contraste é destaque nas lojas Dullius. Aposte no look “salva-vidas” e sinta-se à vontade para brincar também com acessórios. Confira uma seleção do que foi visto de melhor, em Black and White, até o momento.




De forma prática, o caderno Você traz, no mês das noivas, algumas dicas importantes que garantirão a tranquilidade para aproveitar o grande dia
Deixar tudo pronto para o casório não é tarefa fácil. Antes de mais nada, o importante é respirar fundo e colocar no papel os desejos para tornar a organização eficiente. As futuras noivas devem ter ciência de que o casamento será um momento único na vida do casal, demandará atenção e dará muito trabalho.
O cerimonialista Carlos Câmara já realizou mais de 300 casamentos e conta que o nervosismo da mulher é algo comum. Faz parte do processo que ela se sinta angustiada com dúvidas sobre esse ritual de passagem tão tradicional. Contudo, afirma que uma noiva calma se envolve muito mais com os preparativos e pode curtir com mais seriedade o momento do “sim”.
A ansiedade desmedida pouco antes do reforço de laços é conhecida como tensão pré-nupcial (TPN) e pode colocar tudo a perder se não houver jogo de cintura para lidar com imprevistos. Um dos maiores erros cometidos pelas mulheres que subirão ao altar é jogar toda a preparação para o alto assim que algo sai diferente do planejado. “Este é um dos piores erros que as mais nervosas podem cometer: esquecer do planejamento gera uma atrapalhação com todo o resto”, afirma Câmara.
Ele sugere que a festa seja organizada conforme o estilo de vida do casal. “Sempre seguimos os desejos deles. É importante que o evento tenha o espírito de ambos”, revela.
A psicóloga Samanta Krabbe, 34, casará em novembro e, para evitar dores de cabeça de última hora, planeja a cerimônia e a festa

faz cerca de dois anos. “Me sinto mais calma por saber que houve uma dedicação prévia à organização”, afirma. Samanta não descarta ficar ansiosa assim que a marcha nupcial tocar, mas afirma que a certeza de que teve um bom tempo para planejar deverá minimizar qualquer alteração de script.
São várias as tarefas que necessitam da atenção da noiva. Manter a organização das demandas é o que fará a diferença no humor e nos ânimos antes de chegar ao altar.


Ajuda é sempre bem-vinda!
Algumas noivas defendem que tudo só dará certo se for feito por elas mesmas. Mas é impossível controlar tudo! É indicado pedir ajuda para pessoas que inspiram confiança. O envolvimento do noivo também é fundamental. Sogros, sogras, irmãos e padrinhos devem zelar pela calma do casal. Evitar cobranças e garantir um ambiente tranquilo faz toda a diferença
Desencane na reta final
Não deixe para as últimas 24 horas qualquer atividade relacionada à logística do casamento. A essa altura tudo deve estar pronto e qualquer mudança vai gerar estresse. O bacana neste último momento sem a aliança no dedo esquerdo é descansar e se preparar para o ato da celebração. Vale fazer uma tarefa simples: depois de vestir o véu e a grinalda, permita-se alguns minutos à sós com o espelho. Contemplar a beleza e desejar coisas boas a si mesma faz bem. É hora de ser feliz.
Sem pressa
Depois de uma noite tranquila, não adianta começar o dia correndo. Ficar atenta aos horários é relevante, mas sem agitação. Ao abrir os olhos, não levante imediatamente: aproveite alguns minutos para pensar na importância do dia e como ele trará felicidades e novas expectativas. Revisite a programação para o dia e repasse cada item: cabeleireiro, maquiagem, horário em que o carro estará disponível para o caminho até a igreja. A certeza de que haverá tempo para fazer tudo a deixará mais confiante.
Tome um bom café da manhã
A primeira alimentação do dia é fundamental para garantir a energia para a festa. Abuse de cereais, frutas, sucos. Uma noiva bem alimentada é sinônimo de mulher forte e preparada para a rotina puxada do grande dia. Atenção: se o casamento for à noite, nada de pular o almoço para evitar a barriguinha no vestido. Saco parado não para em pé. O almoço deve ser farto em legumes e verduras. Aposte também em beber água para hidratar.

Vestido à vista
Deixe todo seu traje montado, juntamente com os acessórios, já na noite anterior da cerimônia. Vestido, joias, lingerie, sapatos.... Ver o look montado costuma dar mais segurança à noiva.
Aposte no bucólico
É merecido que tudo ao redor de você esteja agradável. Vale decorar o quarto e outros ambientes da casa. Flores frescas ou aromas artificiais são ótimos aliados para criar um clima gostoso. Se não for possível decorar a casa toda, eleja pelo menos um ambiente para organizar com a temática do casamento. Excesso de bagunça pode deixá-la mais aflita.
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Mande um “oi” para o noivo
Os dois estarão distantes, cada um curtindo seu dia e se preparando para arrasar. É bem provável que o noivo esteja ansioso também. Dar um “bom dia” e conversar com ele sobre a ansiedade que está sentindo faz bem para os dois. Um simples emoticon pelo WhatsApp tem o poder de quebrar o nervosismo e aproximar ainda mais os dois.

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Chuva de arroz à vista: nervosismo em excesso pode ameaçar o momento da noiva
Apsicóloga Rebeca Katz concorda que pode existir muita ansiedade frente ao casamento, aos preparativos da festa, mas convida o leitor do caderno Você a pensar além do que ela própria define como a “ponta do iceberg”. Ansiedade, segundo a definição da especialista, é um excesso de sentimentos com o qual não conseguimos lidar. Ela pode aparecer perante a quantidade de tarefas pelas quais a noiva precisa estar atenta: lista de convidados, escolha do lugar perfeito e padrinhos ideais, etc –ou ainda por questões fora do cenário matrimonial.
Quando uma pessoa procura ajuda, muitas vezes, chega ao consultório do psicólogo com a afirmação de que não sabe bem o que está sentindo, afirmando um desconforto enorme. Pode ser ansiedade. Isso dependerá do histórico de cada um. No caso das noivas, a influência dos exemplos de outros casamentos ou mesmo a idealização de um momento perfeito costumam ser o estopim. “O menos importante é o dia do casamento frente a uma vida inteira que o casal vai dividir”, afirma a psicóloga.
Inegavelmente o ritual de casamento tem grande importância para a sociedade, mas é necessário identificar até onde a expectativa de outros in-

Nos últimos momentos antes da cerimônia, não ouça mais conselhos. Confie na sua organização
fluencia nas escolhas do casal. A data pontual marca um novo momento de compromisso, de responsabilidades. O ideal, segundo Rebeca, é que o casal participe em conjunto de todas as tarefas pré-matrimoniais. Afinal, casamento marca a celebração do companheirismo e esse é um bom momento para identificar se aquela pessoa será mesmo parceira na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.
A especialista defende que a padronização não é bem-vinda. “Há casamentos em que o homem faz

a festa inteira, mulheres que se envolvem mais, ou menos. Importante tirar as pessoas da rigidez do conservadorismo para que elas não se preocupem tanto com o que sociedade impõe. O belo não é restrito ao socialmente aceito”, provoca. Por mais que a festa de casamento gere ansiedade, os sintomas em cada um aparecem de formas diferentes. Pode ser por meio de um medo intenso, apetite a mais ou a menos, sono descontrolado, agitação intensa ou ausente. “Devemos ficar de olho nos
excessos”, afirma Rebeca. Identificar uma ansiedade é relativamente fácil, basta dar vazão aos sentimentos e ligar o sinal de alerta quando algo está fora do compasso. Importante para tratar esse transtorno é identificar a válvula que aciona a angústia. “Somos seres humanos construídos por experiências. Os livros que lemos, pessoas que conhecemos. Padronização gera desconforto pois é impossível se encaixar exatamente no que é defendido com base na ilusão”, confirma Rebeca.




Cuidado com a boca. Nada de xingar o noivo ou familiares por causa do nervosismo

Somos seres humanos construídos por experiências. Os livros que lemos, pessoas que conhecemos. Padronização gera desconforto[...]
Rebeca Katz psicológa
O momento da troca de alianças pode parecer cheio de magia para a noiva, mas é importante manter o pé no chão e lidar com a realidade. A mulher acaba sendo muito exigida por um padrão de perfeição atordoante. É mais do que natural se sentir ansiosa com a eminência do casório, o que deve ser evitado é a idealização do momento, a ponto de que qualquer detalhe que saia fora do planejado se transforme em sinônimo de dor e sofrimento. O compromisso gera ansiedade, assim como muitas outras decisões da vida. “O sofrimento é aumentado perante a força social do casamento. Está tudo muito enraizado no imaginário das pessoas”, defende Rebeca.
A psicóloga concorda que é bonito se envolver com a festa, os detalhes, mas nunca perdendo de vista que será um momento real. Que vai tangenciar a idealização em diversos momentos. É aí que a cinderela dá espaço para a mulher de verdade, aquela que não desmoronará na primeira briga de casal e lidará com o dia a dia sabendo que a rotina com o companheiro será repleta de desafios. O melhor do casamento é a possibilidade de festejar o fato de que ambos querem viver juntos e dividir suas individualidades, independentemente da cor, credo ou escolhas pessoais. O assunto fica mais leve – e deveria ser sempre encarado dessa forma – quando é tratado como relação, não exclusivamente como instituição. Seja clássica ou contemporânea, a festa vai terminar, e o sucesso da ocasião não é uma certeza de que a pasta de dente permanecerá sempre fechada ou de que a tampa do vaso repousará, todos os dias, sobre a louça. Saber disso e fugir da idealização é meio caminho para o sucesso do casamento.




por: Leila Franz leilafranz@jornalahora.inf.br


Difícil encontrar alguém que não gosta de viajar. Desperta sentimentos únicos e sempre se aprende algo para a vida. Motivado pelo propósito de conhecer novas experiências, um grupo de viajantes da região embarca em junho para uma jornada inca, com a guia lajeadense Iede Schnorr. Desvendar os mistérios dessa cultura milenar no Peru motiva participantes de várias cidades do Vale.





O domingo passado foi especial para as mães. Quem conseguiu dar uma atenção maior aproveitou o dia para distribuir amor e carinho. O Shopping Lajeado foi um destino de mães e filhos que curtiram a data especial em atividades ecléticas.




APRESENTA:
Revitalização das fachadas, integração da edificação com ambiente, reformulação dos layouts internos, reforma das estruturas e criação de novas áreas foram os desafios do projeto
Rodrigo Guimarães Madeira

9 9877-8548 sommararquitetura@yahoo.com.br
Oarquiteto Rodrigo Guimarães Madeira assina o projeto de reestruturação de uma empresa do ramo de tecnologia em Outsourcing de Impressão, localizada na avenida Adão Rodrigues de Oliveira, em Novo Hamburgo.
O prédio foi construído em 1982 com o objetivo de abrigar funções de comércio e de serviços, tendo sua execução embasada em um sistema misto de concreto armado e alvenarias de fechamento de tijolos seis furos.
Os 600m² comerciais estão localizados em um terreno de esquina às margens de uma avenida


larga e de grande fluxo de veículos. Rodrigo conta que os proprietários chegaram até ele com a reclamação de que o teto estava caindo e, ao avaliar cobertura, foi constatado que a umidade e os cupins haviam comprometido a estrutura como um todo.
A opção foi uma reforma geral, com ênfase na reestruturação dos layouts de ambientes e otimização de sistemas elétricos, lógicos e hidrossanitários.
“O caso foi bem além de um problema com telhados. Na verdade, a edificação estava bastante debilitada, não só tecnicamente, mas também
A arquitetura tem o dever de educar a população na busca pela qualificação dos espaços. Uma boa arquitetura tem o poder de qualificar a área na qual está inserida, gerando sensações e regrando a evolução das cidades”
Rodrigo Guimarães Madeira
conceitualmente”, relata. Os materiais usados foram aço na cobertura, telhas com tratamento termo acústico, pastilhas e porcelanatos, entre outros.
O projeto ampliou a edificação e inovou em design. Cerca de um ano entre planejamento e execução resultou em uma nova e requalificada construção. Foram alteradas as características fundadoras, tornando o empreendimento mais contemporâneo, utilizando materiais e técnicas modernas e inovadoras que proporcionaram durabilidade e demandarão baixo custo de manutenção.
APOIADORES

Integração com o meio
Alguns elementos ganham destaque na promoção da integração da edificação com o meio ambiente. A valorização dos acessos e circulações no entorno promovem

maior segurança interna e externa.
Após a reforma, a empresa passou a oferecer espaços de convivência

larga e melhor iluminada. A altura do prédio também foi pensada com cuidado. Rodrigo buscou um relacionamento respeitoso com as edificações vizinhas, além das vias e as vegetações do entorno.





