Skip to main content

AH - Você | 24 e 25 de dezembro de 2016

Page 1


Peça de natal

Páginas 12 e 13

Quando e como você aprendeu a cozinhar?

Não lembro quando comecei e aprendi a cozinhar, mas desde pequeno já fazia algumas coisas na cozinha. Acho que esse aprendizado é constante. Quando saí de casa para estudar, a necessidade acabou acelerando o aprendizado. Durante parte dos meus estudos na graduação, dividia um apartamento com amigos e o cozinheiro era eu.

Você teve alguma influência na cozinha?

Aprendi muita coisa observando minha mãe cozinhando, com dicas e receitas. Também pesquiso na inter-

QUEM FEZ ESTA EDIÇÃO voce@jornalahora.inf.br

net receitas e técnicas. Faço leituras de livros especializados. O pouco conhecimento que tenho vem, basicamente, da experimentação.

O que lhe encanta no ato de cozinhar?

É um momento em que a cabeça desliga do dia a dia e me concentra em algo único. Acaba sendo relaxante poder pensar em apenas uma coisa, já que minhas atividades profissionais exigem um raciocínio mais complexo que inter-relaciona vários aspectos simultaneamente. A atividade manual também é um estímulo diferente do cotidiano profissional. Não tenho pregui-

Direção Editorial e Coordenação:

ça de fazer um prato só para mim, se estou sozinho. Mas o maior prazer é cozinhar para minha mulher e amigos.

Quais os pratos que mais gos-

A terapia das panelas

O advogado e empresário Alex Schmitt, 38, aproveita os final de semana e até o horário de almoço para praticar um hobby delicioso. Ele adora ficar na cozinha para inventar pratos diversos e, assim, agradar a mulher e os amigos. O aprendiz Alex encara as panelas como uma terapia. Momento em que as tensões do dia vão embora e preserva-se, apenas, a ótima sensação de servir e degustar uma comida gostosa.

ta de fazer?

Gosto de fazer refeições salgadas. Pratos compostos, ou seja, com proteína, carboidrato e salada. Geralmente servido com entrada e prato princi-

O maior prazer é cozinhar para minha mulher e amigos

pal. Normalmente pratico nos finais de semana, mas pelo menos duas vezes por semana acabo fazendo um almoço no estilo cozinha rápida, em 15 minutos.

2 | Você. | FIM DE SEMANA, 24 E 25 DE DEZEMBRO DE 2016

Fernando Weiss - Produção: Taciana Colombo, Anderson Lopes e Carolina Chaves - Arte: Gianini Oliveira e Fábio Costa - Foto de capa: Anderson Lopes - Tiragem: 7.000 exemplares. Disponível para verificação junto ao impressor (ZH Editora Jornalística)
Alex Schmitt
Alex Schmitt gosta de preparar refeições com entrada e prato principal

Sem erro

Kit de viagem

Deus fez as bundas. E viu que isso é bom.

momento

momento é ideal para dar aquela escapadinha entre o Natal e Réveillon. Estes dias de viagem pedem looks leves. Vale colocar na mala um short jeans fresquinho, bons livros e acessórios cheios de personalidade. Quem vai à praia sente a necessidade de levar uma bolsa de mão, que seja fácil de carregar até a orla. Para os dias de verão, um bom solar também é indispensável.

Este ano foi de tomada de rédeas pelas mulheres. A busca por reconhecimento como sujeito de direitos é histórica, mas há anos nos quais determinadas conquistas marcam essa trajetória. Um dos assuntos mais debatidos em 2016 foi o assédio. Começou com a hashtag #PrimeiroAssedio no fim de 2015. As discussões sobre “cultura do estupro” também repercutiram. Próximo a movimentos sociais e de mulheres que se reconhecem como feministas, participei de muitas conversas. Fosse o caso de definir responsabilidade, atribuiria ao machismo histórico, replicado por instituições públicas e privadas e absorvido como única via possível de ser a razão pela qual mulheres sentem insegurança e medo em situações cotidianas nas quais os homens nem sequer imaginam essa possibilidade. Mas a exclusividade pelo pensamento machista precisa ser relativizada. Muitos atestam a existência de amigas, namoradas, mães e professoras reproduzindo senso comum. Ou seja: “mulheres machistas” estimulam nos amigos-namorados-filhos-alunos esse comportamento. Infelizmente, nessa alegação existe, na maioria das vezes, a tentativa de inverter a lógica e de culpar a mulher pelas agressões sofridas. Estratégia leviana, grosseira.

É imprescindível pensar na norma consolidada pela repetição. Não se deixa(va) para o menino em formação a chance de vislumbrar como poderia ser um adolescente ou um adulto diferente. Possibilitá-lo, creio, teria minimizado o sofrimento até dos homens, porque sustentar o “macho-alfa” nem sempre é desejado, confortável e sem dor. Muito embora seus privilégios decorram desse arquétipo.

É preciso de uma noção de alteridade muito apurada para entender minimamente o movimento reivindicatório feminino, seu significado e necessidade. Todavia, essa capacidade não está atrelada ao aceite de todos os instrumentos usados e ações sugeridas. E me permito discordar das soluções apontadas para a problemática do assédio. Por um lado, existe clareza de que algumas situações – como chantagem, por exemplo –são abuso de poder. Requerem ações educativas (preventivas) e punições enquanto se repetirem. De outro, tem sido complicado separar a sedução, o flerte, a cantada, o “investimento” do excessivo e invasivo. Provavelmente, o limite segue por linhas sinuosas, com traçado diferenciado para cada qual, embora se juntem em certos trechos.

Infelizmente, muitas pessoas seguem um caminho ao final do qual os corpos voltam a ser tabu. O desejo sexual se reafirma como perverso e sujo. No bojo da justa luta contra o assédio, o estupro e a objetificação, as tentativas de estabelecer como regra algo próximo ao celibato me incomodam. Poderíamos definir limites menos austeros? Autorizar apertadinhas na bunda (porque Deus fez os homens com bunda e a bunda é algo bom), fungadas e abraços (na área de imigração alemã, demonstrar afeto é raro mesmo nas famílias), sem isso ser interpretado para além da amizade, carinho, descoberta e interesse sexual salutar?

Mas existem os (incontáveis) sem noção. Extrapolam. Devido a eles, corremos o risco de recriar uma sociedade carola e careta. Se for para escolher entre livrar as mulheres do medo, da opressão e da violência e ter a liberdade para beliscar os bumbuns, fico com as mulheres.

Mas ainda acredito que outra via será encontrada.

Chapéu Praiana (Petit Poá)
Bolsa de palha (Petit Poá)
Top cropped (Loja Gang)
Short Rosa Chá (Loja Tribo)
Livro A Garota no Trem, de Paula Hawkins (Livraria Nobel )
Óculos MustBe Eyewear (Ótica Lauro)
Chinelos Melissa (Loja Tribo)
FOTOS TACIANA COLOMBO

Fala, Doutor

Prática da meditação ajuda a esvaziar a mente

Professor Rafael Klabunde ensina qual é a postura e ambiente para começar a praticar o hábito que promove bem-estar

“Namastê”, saúda o professor de Estrela, Rafael Klabunde, ao iniciar uma aula de meditação para um pequeno grupo de alunos, no centro de Lajeado. Na sala, de luz âmbar, o silêncio é ouro. Sob o banco seiza, os praticantes começam a ajeitar a coluna para liberar as pernas e joelhos do excesso de peso. Inclinam as mãos em postura “mudrá”. Em instantes, estão confortáveis para iniciar a prática.

“Meditação é o que acontece quando você estabiliza os movimentos da mente, mas permanece plenamente atento, consciente de sua própria consciência”, lembra o professor. “Isso ocorre dentro de você, através de sua própria vontade.”

Segundo ele, é possível esvaziar ou silenciar a mente em qualquer lugar, sob

quaisquer condições externas. Por exemplo, enquanto lavamos a louça, comemos, caminhamos ou mesmo em ambientes barulhentos ou sob situações estressantes.

“Se você está iniciando a prática, é bom criar um ambiente propício para isso.” Para meditar corretamente, recomenda seguir as dicas.

O ambiente

Se a pessoa não tem um companheiro para meditar, nem professor que oriente,

nem participa de um grupo de meditação, o ambiente para a prática deve ser restrito apenas a ela. “Você deve meditar sozinho e sem ser interrompido. O local pode ser o seu quarto, carro ou escritório, desde que respeite sua privacidade. Se puder meditar em um local arborizado, em meio à natureza, em seu quintal, será maravilhoso.”

O interessante é criar um ambiente com uma iluminação suave como a que presenciamos ao amanhecer

ou entardecer, com velas ou abajur, por exemplo. “Isso irá gerar relaxamento, tranquilidade e introspecção, facilitando a transição das atividades físicas e mentais do dia a dia para a quietude e o conforto. Um ambiente amplo e com poucos objetos também pode incentivar a amplitude e o vazio interior encontrados em meditação.”

Também vale explicar para as pessoas de casa o desejo de treinar meditação, comunicar que o silêncio irá ajudá-lo e gentilmente pe-

dir que façam o mínimo de barulho possível durante os poucos minutos de sua prática. “Se, no entanto, elas não cooperarem e fizerem muito barulho, apenas vá para o seu espaço e medite. Afinal, talvez você more em um local agitado onde ruídos sejam inevitáveis.”

Vestimenta adequada

Vista roupas largas, leves e confortáveis. Medite com os pés descalços. “Dê preferência para meditar sem usar relógio, óculos, brincos, anéis. O ideal é que você se sinta livre e leve.”

Tempo para começar

Klabunde recomenda iniciar com três meditações diárias de cinco minutos cada. “Não importa quanto tempo você permanece sentado com os olhos fechados, mas sim o quão corretamente você medita.” Segundo ele, uma meditação bem feita pode ser muito melhor e mais eficaz do que uma meditação desconfortável de duas horas.”

Inicialmente, a pessoa perceberá uma mente turbulenta com muitos pensamentos inquietos. “Isso é normal. Então, muito facilmente, você pode se distrair, se confundir e lutar contra os próprios pensamentos. Isso apenas irá gerar desconforto

Rafael Klabunde recomenda a meditação como prática vital para treinar a consciência corporal
CAROLINA LEIPNITZ/DIVULGAÇÃO

A postura ideal

É possível meditar sentado sobre uma almofada ou em uma cadeira. “O importante é que você se sinta confortável o suficiente para permanecer estável na postura, sem dor ou desconforto, durante o tempo de meditação. A coluna deve estar alinhada.”

A técnica

Após o término do ciclo de respirações completas, você continuará com os olhos fechados, normalizará a respiração e novamente observará a postura e o relaxa-

Dica: todos os aspectos da postura precisam ser observados, como equilíbrio, estabilidade e conforto. O corpo e a cabeça não podem cair para nenhum dos dois lados, nem para frente nem para trás. A imobilidade deve ser preservada durante a meditação, para gerar atenção e aquietamento. No entanto, a imobilidade não deve causar desconforto e tensão muscular, mas, sim, ser desenvolvida em conjunto com o relaxamento.

Foco na respiração

Inicie a meditação com um exercício de respiração para gerar mais energia, atenção e relaxamento. Feche os olhos e faça cinco ou dez respirações completas, da seguinte maneira:

1) Inspire profundamente pelas narinas enquanto você expande completamente o abdômen.

2) Mantenha os pulmões cheios por um, dois ou três segundos, de acordo com sua capacidade e sem forçar.

3) Expire pelas narinas o mais lentamente possível, de maneira que a saída de ar não produza ruídos.

4) Mantenha os pulmões vazios por um, dois ou três segundos, de acordo com a sua capacidade e sem forçar.

5) Volte a inspirar profundamente pelas narinas, repetindo este ciclo mais quatro vezes ou até você achar necessário.

mento físico. Depois iniciará a meditação com a seguinte técnica de meditação:

Inspire, expire

Para o professor, o mais importante é estar consciente de respiração. “Inspire e expire pelas narinas como você achar melhor, mas é imprescindível estar inteiramente consciente de cada respiração durante toda a meditação.” Provavelmente, a pessoa vai inspirar e depois perceber, ao inspirar novamente, que não percebeu a expiração. “Fique tranquilo, isso é normal.” Perceber que a mente está cheia de pensamentos. Nesta hora muitos pensam que desligar a mente é impossível mas, para Rafael, é muito fácil resolver. “Simplesmente volte para a respiração, inspirando conscientemente, sentindo o ar em suas narinas.”

Conforme o professor, um pensamento o levará para longe, fazendo com que se desligue da presença na respiração. “De repente, percebe que não está mais atento à respiração, mas que está pensando. Este momento é crucial para o desenvolvimento de sua auto-observação neutra, autocontrole e autoconhecimento.”

Quando isso acontecer, é o momento exato para se lembrar que o pensamento não pode fornecer o silêncio que você está buscando. “Se desapegar desse pensamento e voltar a observar atentamente em mais uma inspiração consciente.”

ju po s e desânimo. Portanto, inicie devagar.” O mais importante é manter constância da prática. “À medida que você evoluir em seu treinamento de meditação, pode expandir o tempo para dez, 15 ou até 20 minutos.”

Como os médicos se atualizam

Na área médica, diz-se que o conhecimento dobra a cada quatro anos e que em dez anos muito do que se sabe e se pratica pode ser questionável ou já não é mais o que se acreditava ser. Assim sendo, nenhuma área profissional como a atividade médica requer tanta atualização. Isso motivou John Conley, um dos mais distinguidos professores da cirurgia plástica facial, a marcar o dito de que “O médico nunca se forma e nunca se aposenta”. E isso ficou como uma cobrança permanente em cada seguidor seu.

Cursos, estágios, congressos e eventos distribuem-se por todo o mundo e Lajeado marca sua posição com a realização de um evento anual em tópicos de cirurgia plástica facial, com ênfase na correção das deformidades nasais e no tratamento da face envelhecida. Nesse último ítem, o aumento da vida média, em alguns países já atingindo mais de 75, e sabendo-se que os que nascem na atualidade viverão mais de cem anos, faz com que as pessoas cada vez mais busquem contornar também o “desconforto visual da velhice”.

Em outubro passado, realizou-se na Clínica Dr. Wilson Dewes o XVIII Workshop de Cirurgia Plástica Facial, com a participação de distinguidos cirurgiões internacionais, como os Drs. Andrew Jacono, cirurgião plástico facial em N.Y., Ramon Medel, cirurgião óculoplastico na Espanha, Enzo Citarella, da equipe Pitanguy, e uma dezena de cirurgiões do Brasil e exterior que já fazem parte de um staff permanente nos cursos realizados em Lajeado. Durante três dias, mais de cem participantes do Brasil e exterior tiveram a oportunidade de observar demonstrações cirúrgicas e participar de palestras e discussões do que há de atual no mundo.

O envelhecimento facial enseja um tratamento seja por cirurgia ou por procedimentos de “medicina estética” voltados para o revestimento cutâneo, ou com preenchimentos de correção dos contornos da face, quando a perda de substancias, como gordura, massa muscular e até a reabsorção óssea são compensados pela injeção de produtos bioquímicos ou os enxertos, com gordura em especial. E nas demonstrações e discussões sobre as técnicas de “preenchimento” e também sobre as substâncias rotineiramente usadas, enfatizou-se as reações inerentes a cada produto e a cada pessoa, pois todo “corpo estranho” tende a ser rejeitado do organismo, o que leva a um rigoroso critério de usarem-se produtos que, mesmo com resultados não duradouros ou definitivos, possam ter seus inconvenientes revertidos.

Com o desenvolvimento da “medicina estética”, os procedimentos cirúrgicos estão mais específicos e menos traumáticos, inclusive com a introdução da cirurgia endoscópica. A “cirurgia das rugas” já não deve deixar faces estigmatizadas. Mas, mesmo com os recursos clínicos, a ritidoplastia continua sendo um procedimento que deve permanecer no arsenal cirúrgico e todos que ficarem velhos são candidatos...

Uma das cirurgias plásticas mais realizadas no mundo é a rinoplastia, ou seja, a cirurgia corretiva das deformidades nasais. Em nosso meio, 12% dos adultos têm deformidade nasal que pode causar transtornos. O nariz não está na face só por motivos estéticos, mas tem sobretudo funções importantes como filtrar, aquecer e umidificar o ar que respiramos.

O funcionamento adequado do nariz está na dependência de sua forma e a forma funcional é a estética. Dessa feita, para a correção nasal, o cirurgião qualificado deve dominar o nariz como um todo e sobretudo realizar um prolongado acompanhamento pós-operatório, pois todo trauma em nosso corpo tem um período de cicatrização que demanda um ano para completar-se. E uma rinoplastia, mesmo que realizada para corrigir formas e consequentemente funções, é um traumatismo, cuja evolução cicatricial muitas vezes requer um ajuste.

Assim como na cirurgia do envelhecimento da face temos uma tendência a cirurgias menos agressivas, a cirurgia da correção das deformidades nasais pende para procedimentos ditos “conservadores”, mesmo no momento em que alguns centros mundiais estejam entusiasmados com cirurgias ditas de “rinoplastia estruturada” a partir de enxertos de cartilagem costal. Já há alguns anos desenvolvemos uma técnica conservadora, em que cada elemento anatômico nasal é reformado, buscando-se um resultado funcional e que não deixa vestígio de “nariz de plástica”. Esse modo de corrigir o nariz deformado ganha progressivamente espaço internacionalmente e já é conhecido como SPAR , uma síntese de “Septo Piramidal Ajuste e Reposicionamento”. No workshop, vários cirurgiões demonstraram suas técnicas e os participantes tiveram mais uma oportunidade de comparar os resultados.

Wilson Dewes Cirurgião facial, otorrinolaringologista
Coluna

No palco, os melhores

O Portal Cultura do Sesc premiou os melhores do ano na semana passada. Na ocasião, apreciadores de arte, atores e diretores estiveram reunidos, no Lajeado brar mais um ano do projeto que aproxima o teatro da comunidade. Para o ano que vem, a proposta é ampliar o calendário de espetáculos e, assim, proporcionar uma agenda ainda mais recheada de cultura para o público de

O Lendário Pub, inaugurado Mall, segue com programação amantes do jazz, blues, quarta a domingo. O setlist conforme as atrações, e expert no assunto, Marcelo vates FM). No local, diferenciadas em festas como a Noite do

Vinil.
FOTOS ANAYLA RIZZI/DIVULGAÇÃO
TACIANA COLOMBO
Ivete (grupo A alegria Está no Ar) e Betina Durayski
Denis e Fernando (grupo Zip Zap) e Ana Lucia Silva
Laura (grupo Faz de Conta) e Leandro Ferreira
Laura Peixoto com Douglas e Júlia (grupo FoiceAcena) Taty (grupo Univates) com Leandro Ferreira
Marcelo Petter e Ivan Bustamante
Daiana Becker e Bianca Coletti Schauren

Clima de verão

O Clube Tiro e Caça (CTC) recebeu a dupla Claus e Vanessa na quarta-feira, 21. O show animou mais uma edição do Happy Hour Cultural, no espaço Ladies Lounge. Em clima de verão, o casal apresentou seus clássicos em show intimista, com voz e violão. A grande surpresa da noite foi o lançamento da música JanelaparaoMar, que promete ser o single da estação.

Amor antigo

inaugurado no Garden Open programação intensa para os blues, soul e rock and roll, de setlist é pensado dia a dia, atrações, e assinado pelo jornalista

Marcelo Petter (leia-se Unio público aprecia cervejas festas com temáticas especiais, Vinil.

Os cariocas da Roupa Nova encantaram o público em apresentação no Teatro da Univates no dia 15. A banda, que já havia se apresentado em Lajeado em 2014, desta vez trouxe ao palco uma fórmula inédita, por meio da turnê Todo Amor do Mundo, que mistura clássicos dos seus mais de 30 anos de história com o álbum conceitual.

DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO
Laura Peirolo Sudbrack e Raissa Trentini
Elio e Viviane Weimer
Claus e Vanessa
Daniela Atkinson, Vanessa Heinen Duarte e Aline Costa Mathias

Comportamento

No Natal, o desafio é o bem-receber

Especialista orienta anfitriões a manter a etiqueta. Para os convidados, indica contribuir com o momento

ÉNatal. Dia de reunir os amigos e familiares para confraternizar e comemorar. Sentar à mesa para degustar a ceia, aguardar a chegada do Papai Noel para trocar os presentes. Um momento memorável, que, por vezes, acaba sendo motivo de preocupação a quem se responsabiliza por prepará-lo.

Ser anfitrião, principalmente das festas de fim de ano, não é tarefa simples. É preciso esforço e disposição para atender bem todos os convidados, seguindo premissas básicas de etiqueta. Para a consultora de imagem, estilo e comportamento, Zoraia Lahude, mais do que decorar com bom senso e criatividade, é preciso caprichar na organização para assegurar que tudo funcione perfeitamente.

Há três pontos essenciais para isso: contabilizar convidados, identificar se há espaço e disponibilidade financeira para bem atender a todos. “Ao recebermos em casa, mesmo que de maneira mais informal, devemos observar esses detalhes.” Com o cálculo, é preciso partir para o planejamento da noite.

Tenha certeza de que a etiqueta social não é frescura. É uma

estratégia que vai mudar a maneira como somos

percebidos pelos outros”

Zoraia Lahude, consultora de imagem, estilo e comportamento

10 | Você. | FIM DE SEMANA, 24 E 25 DE DEZEMBRO DE 2016

Mesa

O principal deles é a hora da janta ou ceia. Zoraia afirma que não há regras para isso. É possível que cada um estabeleça um estilo próprio. Ela indica que, caso seja possível, é preferível acomodar os convidados à mesa, com tudo organizado para todas as partes da refeição – entrada, prato principal e sobremesa. Caso contrário, devem ser servidos à americana – o chamado de bufê.

Bufê

É um método mais prático de serviço. As comidas são dispostas em um aparador ou mesa e os convidados se encarregam do resto. Para organizar a mesa, é preciso montar o bufê no sentido horário: pratos, talheres, guardanapos, travessas de comida, copos e bebidas. Caso não haja espaço para todos ficarem sentados, é preciso dar atenção especial aos pratos de carnes, alerta Zoraia. “Precisam estar cortados em pequenos pedaços, pois os convidados de pé não conseguirão utilizar a faca.”

Finger foods

Além do bufê, há outras opções mais práticas. Uma delas é distribuir pequenas porções, chamadas de finger foods. O serviço necessita de garçom, mas dispensa o uso de pratos e talheres pelos convidados.

Atenção

A consultora ressalta que, em todos os casos, é importante servir algumas entradas para que as pessoas possam ir comendo até que todos os convidados cheguem, o que ajuda a evitar transtornos com o consumo excessivo de bebidas. Para não atrapalhar o momento, orienta deixar a entrega de presentes ou amigo-secreto para depois da sobremesa.

Decoração da mesa

Existem várias maneiras de decorar uma mesa, da mais tradicional até a mais singular. “O nosso jardim oferece heras, folhas verdes, flores. Juntas, formam uma bela decoração.” Frutas também podem ser usadas. Para harmonizar a mesa, Zoraia dá uma dica: sobre toalha lisa, use louça estampada; sobre toalha estampada, use louças com poucos detalhes. Utilize os guardanapos combinando com os tons da mesa. “Se não tiver os anéis de guardanapo, improvise.”

Para os convidados

Segundo Zoraia, não só o anfitrião precisa estar atento ao bom andamento do evento. Ele deve contar com a ajuda dos convidados. A primeira tarefa a ser cumprida por eles é chegar no horário estabelecido. O máximo de atraso é meia hora. Caso haja um traje previsto, é preciso segui-lo. Caso contrário, a escolha da roupa mais adequada varia de acordo com o local e a formalidade do evento. Mas é preciso priorizar o conforto, principalmente quando a pessoa é a dona da casa.

Outra questão que depende dos convidados é o bem-estar e descontração. Nessas reuniões é comum falar sobre inúmeros assuntos, até a noite acabar. Porém, é preciso evitar alguns temas, como doenças, desastres, assaltos. “Afinal, estamos reunidos para comemorar. Tenham certeza que a etiqueta social não é frescura. É uma estratégia que vai mudar a maneira como somos percebidos pelos outros.”

Na casa de Rosimeri Ruppenthal, guirlandas, Papais Noéis e pisca-piscas dão o tom festivo à época A empresária adora preservar as tradições. O preparo do décor natalino já começa em novembro. “Carrego na memória essa ideia de reunir toda a família durante as festas. O costume me faz lembrar do tempo em que morávamos com minha avó, na localidade de Arroio Alegre, em Forquetinha.”

Para ela, o encanto está em reproduzir a história da família, seja por meio do acervo de enfeites ou

Herança de família

Quando chega o Natal, Tânia Mara Loeffler Neves relembra uma típica receita herdada pela bisavó, que veio da Alemanha. O doce tem o sabor da infância, quando passava as tardes confeitando bolachas na cozinha da avó Amália Colling, em Arroio do Meio

As mesmas forminhas dão contorno para as guloseimas feitas por ela e a mãe Dulcy Loeffler hoje. “Sempre produzimos do mesmo jeito. Minha mãe tem o cuidado de observar a textura da massa, deixá-la bem aerada, de acordo com aquela que aprendeu.” A produção não tem hora para termi-

nar. “ Começamos a produzir uma remessa de tardezinha e terminamos só de madrugada. No outro dia, decorei com uma merengada e confeitos coloridos. O trabalho levou oito horas.”

O gostoso para a família é reunir todos em volta da cozinha. “Buscamos preservar o espírito de Natal, rezar e agradecer. Até hoje tentamos dar valor para essa cultura do feitio das bolachas ao invés de valorizar apenas os presentes.” Além das bolachas, Tânia costuma fazer um tipo de pão de panetone. “Leva muitas frutas, nozes e fica fresquinho para a ceia.” (confiraareceitanapágina14)

Buscamos preservar o espírito de Natal, rezar e agradecer.”

Tânia Loeffler Neves

Tânia e a mãe Dulcy se reúnem para preparar confeitos de Natal

Festa à moda antiga

nas panelas.

Perto da festa, a ceia vira o assunto preferido entre ela e as irmãs Isolde e Isolete. Todas trabalham juntas numa loja do centro de Lajeado. “Gostamos de preparar os doces e salgados em casa. Cada uma tem uma especialidade. Minha mãe faz o frango recheado e eu fico responsável pelo acompanhamento.” O data para reunir a família é sempre no dia 25. “Neste almoço, tentamos reproduzir a fartura à mesa que meu pai Olavo, falecido há sete

seis irmãos, com mais Evandro, Gilberto e Eduardo. É uma comilança. Tem bolo, cuca, assados. A única regra é cada um oferecer algo para festejar.” Os sobrinhos estão sempre envolvidos nos preparativos e prestigiam a decoração de Natal de Meri, como é conhecida. “Gosto de criar um clima de Natal, de me envolver com toda essa magia.”

Rosimeri aguarda o natal para confraternizar com a família e relembrar as festas quando morava em Arroio Alegre

Inspirações para as festas

Aproveite as tendências da estação para atualizar o look das festas de fim de ano. O foco está nos ombros e nos recortes estratégicos.

Babados em looks mais minimalistas atualizam a onda latina, que vem de outras temporadas. O top cropped mais curto, com modelagens que lembram os sutiãs de luxo, também têm vez. Materiais como o laminado sintético, que traz a aparência do couro, sempre são bem-vindos em versão festa. Nas cores, as apostas giram em torno de tons claros, como o off white, rosa e caramelo e estampas bem tropicais.

Crédito: Fotos: Anderson Lopes/Modelo: Thaís Giongo/Mädchen Models (51. 9-8944-5314) / Peças: Lojas Dullius/Produção: Taciana Colombo

A carta

Acordei com um sentimento saudoso, daqueles que nos causam uma sensação de urgência, de vazio, uma vontade incontrolável de reencontrar. Fiquei pensando em uma forma de aliviar esse tormento e me ocorreu a ideia de escrever uma carta para o ser que motiva essa mistura de melancolia e saudade... Bem, fiz a tal carta e agora a ideia é compartilhá-la, pois penso que talvez um dia possa acontecer de uma saudade assim tão, mas tão forte tomar espaço no seu coração também. Faço votos que aconteça e que neste dia você leia a carta e reflita.

“Ah se estivesse aqui! Pergunto-me por que foi tão boa a sua companhia? Certamente porque me proporcionou emoções inesquecíveis, momentos intensos, dias de prazer e contato com o que eu tenho de melhor. Sua presença ecoa em minha vida até hoje. Quer ver? Vou lhe relembrar algumas circunstancias que compartilhamos:

Lembra-se da euforia que sentíamos nas tardes em que passávamoshorasehorassonhandoemcomoseriaonossofuturo?

E do deleite que eram aquelas fugidinhas que dávamos ao País das Maravilhas sempre que queríamos nos refugiar do mundo real e nos deliciar com o que havia de mais doce e saboroso que conhecíamos. E as viagens? Nossa! Podiam ser para qualquer fim de mundo e ainda assim nos pareciam sempre perfeitas, cheias de suspense e descobertas. Passávamos dias planejando cada detalhe e sempre era melhor do que o planejado

Mas sabe do que mais sinto saudade? Da simplicidade que nos alegrava. Do abraço que dávamos sempre que algo de bom ou de ruim acontecia. Sua presença mais frequente certamente aliviaria esse vazio que sinto quando a solidão tenta sentar-se ao meu lado.

Enfim, eu poderia dar-lhe mil motivos que justificariam a saudade que sinto de você. Se estivesse aqui agora, certamente aproveitaríamos a chuva que cai e que deve estar gelada. Acho que depois disso, eu lhe convidaria para um banho quente e um lanche bem farto (e sem controle de calorias). Iríamos tomar um café bem cheiroso e comer biscoitos e bolo de chocolate. Que tal?

Se estivesse aqui e depois de comermos tudo isso, certamente sem nenhuma culpa, iríamos nos jogar no primeiro sofá que encontrássemos próximo de uma televisão e assim ficaríamos enrolados em uma manta qualquer, assistindo todos os nossos programas favoritos e nem nos importando com o tic tac do relógio.

Mas a verdade é que faz muito tempo que não nos encontramos. Às vezes até nos vemos rapidamente, mas com tempo, sem pressa e sem preocupações, ah assim...já faz muito tempo que não lhe vejo! Que tal nos reencontrarmos? Aceita? Marcado então o nosso encontro! Só eu e você! Eu , essa mulher adulta e cheia de responsabilidades, e você, a criança descompromissada que ainda vive dentro de mim mas que há muitos anos está distante. Aquela criança que fui um dia e que me acolheu e fez feliz. Quer saber? Decidi que vou lhe convidar para passar horas ou mesmo dias comigo e vir brincar mais de faz de conta, porque fazer de conta também é bom quando a realidade faz-se tão concreta que fica difícil de levar leve. Pensando melhor, não precisamos marcar encontro algum. Apareça sempre que quiser.”

Ceia à brasileira

Receitas elaboradas por expert da cozinha inspira os pratos de festa

Reunir a família em volta da mesa durante os festejos de fim de ano é um dos prazeres que a temporada proporciona. Os amantes da gastronomia não medem esforços para deixar tudo ao gosto dos convidados, mas para não cair na mesmice alguns apostam em receitas inusitadas.

O chef Sérgio Rabaioli Júnior sugere uma combinação bem brasileira para a ceia, com entrada de saladas de camarões, ovo de codorna e cenoura. Para o prato principal, recomenda sardinhas grelhadas com batatas e molho à portuguesa. Na receita, utiliza cebola, pimentões, tomate-cereja, azeitonas e alcaparras. A sugestão vai bem com mix de folhas verdes, aba-

caxi e manga. “Não é um prato conhecido para o Natal, pois a tradição é preparar o peru. Essa cultura vem dos países do Norte, que nesta época vive o inverno. Minha combinação é típica do Brasil e pode ser preparada em 15 minutos.” Segundo ele, o prato é leve, saudável e adequado para épocas quentes.

“Uma refeição para duas pessoas tem um custo aproximado de R$ 50.”

Bolachas

da Tânia

Ingredientes:

7 ovos, 3 claras, 2 xícaras de açúcar, 3/4 xícara de leite , 3/4 de xícara de manteiga, 1 colher (sopa) de salamoníaco, farinha até dar o ponto.

Montagem

Misturar todos os ingredientes,sovaramassa até ficar no ponto de abrir com o rolo. Utilize forminhas de desenhos para moldar cada bolacha. Para a cobertura, use merengue e confeitos coloridos.

melhor, não pr algu quiser

Raquel Winter vou lhe convidar par br reali

cronicasraquel@gmail.com

Chef Sérgio Rabaioli Júnior recomenda salada de camarão e sardinhas grelhadas para fugir da ceia tradicional

Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
AH - Você | 24 e 25 de dezembro de 2016 by Jornal A Hora - Issuu