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O publicitário Guilherme Zagonel transforma a parede branca em manifesto de arte
Com tinta spray e inspiração, Guilherme Zagonel, 27, ocupa painéis, muros e paredes com grafite. A arte de rua faz parte da rotina do designer lajeadense desde a adolescência. Na época, o pai era proprietário de uma loja de material de construção e o spray vendido lá virou um verdadeiro objeto de desejo. Inserido na cultura do skate, Zagonel passou a observar a arte presente nas pistas e nas revistas do meio, mas foi com as aulas de pintura em tela que percebeu a possibilidade de transformar essa cultura, antes marginal, em arte para “gringo ver”.
Os primeiros muros, pintou antes de cumprir temporada no México. “Lá tive um contato muito grande com a arte e a cultura mexicana durante seis meses.” O país é multicultural. “Isso expandiu muito a forma como vejo o grafite. Pintar algo, produzir uma peça em cerâmica, escrever poesia ou música é deixar sua marca escrita na história.”
QUEM FEZ ESTA EDIÇÃO voce@jornalahora.inf.br
A fusão de cores e a liberdade das formas que encontrou nas ruas mexicanas deixaram um legado para ele. “Tudo é muito vivo e expressivo. O que me surpreende é o resultado dos contrapontos: o colorido e o terracota, as matas e os desertos, o rústico e o moderno, a

Apenas pinte, tenha a liberdade de testar coisas novas sem regras. Seja você mesmo.”
e Coordenação:
4 | Você. | FIM DE SEMANA, 11 E 12 DE MARÇO DE 2017
metrópole e o rural. São esses extremos que fazem a identidade do país ser tão rica e completa.”
O estilo abstract grafite, máscaras, desconstrução de tipografias e desenhos geométricos envolvem o cotidiano do artista. Suas principais referências são Picasso, Burle Marx, Bas-
quiat, Saner, Rekaone, Frida Kahlo, Speto, OsGemeos, Cusco Rebel e Alexandre Wollner. Zagonel tem um escritório de design em Lajeado faz oito anos. Na rotina, atendimentos, criação, desenvolvimento de marcas. Em paralelo, viaja com frequência. Gosta de conhecer novos artistas, seja na música,
pintura, design ou arquitetura. “Admiro muito as plantas e de estar junto à natureza, seja fazendo uma trilha ou em uma cascata.” Para quem quer aprender a arte do grafite, aconselha: “Apenas pinte, tenha a liberdade de testar coisas novas sem regras. Seja você mesmo.”
Estampas listradas, cores como branco, azul e pontos luminosos de vermelho ajudam a compor uma mesa em estilo navy. A temática está relacionada à vida na praia, com a calmaria de estar pertinho do mar. As porcelanas portuguesas também podem ser utilizadas na sala de jantar para compor esta estética de leveza. Harmonizar fica por conta das peças neutras em nude, bege e texturas como a palha e a fibras trançadas, que são as mais indicadas.
A China tomou mesmo conta do mundo. Em nossa vida há muito mais impacto dos amarelos, como são conhecidos etnicamente os asiáticos do que nos damos conta. Seus costumes e sua cultura nos são comumente estranhas na mesma proporção que nos são encantadoras. Cá entre nós, haja coragem para comer tamanha variedade de insetos! E ora bolas, Yin e Yang? Como não pensamos nisso antes?
Ainda questionamos a qualidade dos seus produtos com expressões como “ah...é barato assim porque é chinês!” e é neste momento que o vendedor reproduz aquele que provavelmente seja o mais difundido dos costumes da cultura chinesa: o sorriso amarelo. Esse sorriso é um recurso que nos salva, nos permite sair pela tangente, nos dá a oportunidade de calar sem consentir, de ficar em cima do muro para depois decidir se pulamos ou não. Chineses culturalmente sorriem muito e para tudo, inclusive para o que os intimida ou desagrada




Imagine que outro recurso caberia melhor para você utilizar nas seguintes situações: você vai jantar pela primeira vez na casa do seu namorado e, ao sentar-se à mesa, ocupa logo de cara o lugar da mãe dele. Ela lhe avisa e você? Evidentemente pede desculpas, sorri amarelo e troca de lugar.


Vejamos outra: abordada em uma blitz, o policial lhe solicita os documentos. Você, como uma boa representante da espécie feminina, revista a carteira, a bolsa e procura, procura e nada. Você? Olha pra ele e depois de tirar da bolsa os seus 17 batons, caixa de lenços, pinça, escova, ticket de supermercado de 2013, aspirinas, barrinha de cereal, finalmente lembra que para que isso não acontecesse, seus documentos estão intactos no console do carro. Bem, resta sorrir amarelo e alcançá-los o quanto antes.


Para concluir esse entendimento vamos para mais um exemplo: você linda, poderosa, sentada à beira-mar tomando sol. Passa por você um rapaz simpático, acenando sorridentemente enquanto olha em sua direção. Mais do que depressa, você devolve o aceno e o sorriso e quase que no mesmo instante percebe que não era para você e sim para a moça ligeiramente sentada ao seu lado e que lhe parece usar um biquíni cuja estampa combina com a sunga do tal moço. Você? Sorri amarelíssimo e continua acenando entusiasmada para qualquer outra pessoa (ou mesmo para ninguém) até que ele pense que foi ele quem se enganou ao pensar que você é quem havia se enganado. Entendeu?
Bem, o fato é o seguinte. No meu dia a dia, o sorriso amarelo tem sido um recurso incrível nos mais variados momentos: ao pagar a conta do supermercado, ouvir asneiras que me aborrecem e também quando preciso sufocar alguma coisa que não pode sair de dentro do peito. Até pensei em clarear meu sorriso, mas do jeito que ando necessitando sorrir amarelo é melhor assumi-lo sem facetas de qualquer natureza.
Raquel Winter
cronicasraquel@gmail.com




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Amoda busca inspiração no street style e na praticidade do esporte na temporada de outono. Peças e acessórios como o tênis, a calça jeans e a jaqueta bomber confirmam a tendência. A camisa branca ganha novos recortes e babado.
O preto aparece como protagonista para conectar tons como o branco e o rosa pastel. Transita entre produções de alfaiataria e o casual. Além disso, tecidos como a renda e o veludo molhado brincam com a dramaticidade das décadas de 1980 e 1990.










O Clube Tiro e Caça sediará um verdadeiro Baile de Máscaras no dia 25. O evento organizado pelo gabinete da primeira-dama mobiliza a comunidade para arrecadar verbas que atenderão demandas da comunidade escolar. O lançamento ocorreu no dia 2, na Scapini Motors – Concessionária Honda.


Aneris Gross foi anfitriã do abre-portas do novo endereço de sua assessoria contábil, na quinta-feira, 2. A instalação com mil metros quadrados, em endereço bem pontuado na av. Sete de Setembro, foi pensada para atender o plano de expansão do grupo, que atua no mercado faz 30 anos e conta com 200 colaboradores.
Bruna Eduarda Franz e Bruna Sartori Zilio colaram grau em Arquitetura e Urbanismo, no dia 4. As amigas recepcionaram os convidados em festa dupla, na Acvat de Lajeado. Os pais, Paulo Ricardo Franz e Maria Piaccini e Diane e Rudi Zilio, e o irmão Pedro Zilio brindaram com as formandas.


A Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) facilitou o debate entre gestão pública e empresariado durante o Fórum das Entidades. O evento ocorreu no dia 9, na primeira reunião-almoço do ano. Em pauta, a Lajeado que queremos – diagnósticos e projeções. O município quer recuperar sua capacidade de investimento, possibilitar a retomada de obras e a promoção do desenvolvimento local e regional.
O Clube Tiro e Caça prestou homenagem ao Dia Internacional da Mulher, nessa quarta-feira, durante o Happy Hour Cultural. A apresentação foi das cantoras Niola Petter e Cristiana Pretto, com rodada dupla de chope Salva



A primeira edição do Pratas da Casa Sorriso apresentou a Banda Mr. Soul. O evento ocorreu no dia 8 no Sesc de Lajeado. Na voz de Kelly Carvalho, o grupo prestou tributo à diva do soul, Amy Winehouse, e uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher.




Os amigos Sandro Haetinger Santos e Fernando Blau
enfrentaram o desafio de escalar a maior montanha das Américas
Muitas gente se pergunta: o que move o ser humano a largar o conforto de casa?
O que o leva a abandonar a comodidade e o aconchego das cidades e das curtas distâncias, os desejos facilmente realizáveis, o consumo rápido e prazeroso, a segurança das relações, dos cenários projetados? O que conduz o ser humano a caminhos tão árduos, lugares tão inóspitos?
O geólogo Sandro Haetinger Santos e o médico Fernando Blau, de Lajeado, já estiveram, muitas vezes, diante desses paradoxos. “Mecanismos psíquicos racionais e emocionais são desencade-
Quem procura a aventura nesses locais (...) percorre paralelamente um árduo caminho interior
ados para justificar o processo de decisão e anunciar para si e para os outros que tal caminho vai ser seguido”, lembra o médico.
Os amigos resolveram explorar o montanhismo na região do Aconcágua, na Argentina, para pensar a respeito de tais questões. Para eles, é diante desses caminhos que se revelam possibilidades para o desenvolvimento das capacidades humanas.
“As mais variadas formas de expressão da sensibilidade, quando exercidas nos caminhos da montanha, são potencializadas. Vão muito além dos aspectos conhecidos no cotidiano da baixa altitude”, conta Blau. “Quem procura a aventura nesses locais em que a realidade se manifesta percorre paralelamente um árduo caminho interior, cujo resultado final é a redescoberta da real dimensão da vida”
Em Aconcágua, não é raro encontrar restos mortais de sacrifícios humanos, bastante preservados em função das condições meteorológicas e da altitude. “Vivenciamos a morte de um ita-
liano por edema pulmonar. Ao presenciar o helicóptero do resgate sobrevoar sobre nós, senti as energias pesarem e as pessoas se tornarem igualmente instáveis.”
Para eles, o Aconcágua manifesta a chamada realidade extrema. “Ela surge com tamanha força que não podemos suportá-la. É tão intensa e aguda que ultrapassa a própria realidade. Os homens sacrificam suas ilusões no altar mais alto da América e, muitas vezes, perdem também sua alma.”
Ao desembarcar do aeroporto do Parque Nacional Aconcagua, em Buenos Aires, e após tomar um café na companhia de Santos, Blau iniciou um pequeno diário. Ainda “bêbado” com a visão da realidade e a possibilidade do destino, pensou que talvez caminhar pelas trilhas inóspitas dos Andes pudesse ser exatamente o trajeto de ligação entre o seu “eu” egoísta e “eu” superior. “Atingir o extremo chega-se ao equilíbrio, ou será apenas o forte impulso que me conduz?”, refletiu. Em Mendoza, os amigos largaram os equipamentos no hotel para conhecer a cidade, caracterizada por plátanos, ruas e praças bem cuidadas. No centro, alugaram o que faltava em lojas de montanhismo.” De lá, embarcaram em um micro-ônibus urbano. “Na direção sul da autoestrada, passando por muitos parreirais. O solo começava a mostrar sua aridez original. No início da pré-cordilheira, o deserto era total.” Dentro do transporte, avistaram as encostas, as altas montanhas e o Rio Mendoza, com suas corredeiras especiais para rafting. “Os 180 quilômetros entre Mendoza e Penitentes, na entrada do Parque Nacional Aconcagua, foram percorridos rapidamente. A paisagem apresenta uma árida monotonia, mas com incríveis variedades de cores”, lembra.
A partir desse ponto, enfrentaram as primeiras provas física e psicológicas do trajeto. “O vento predominante, para não dizer constante, é o oeste, que vem da direção do Chile. A vegetação, quando a encontramos em pequenas ilhas, é baixa, herbáceo”, anotou o aventureiro.
O primeiro acampamento ficava a oito quilômetros da entrada do parque e a três mil metros. “Chama-se confluência: onde as águas do degelo dos glaciares Horcones afluem. Ao chegar-

mos, montamos nossas barracas, improvisamos uma cozinha.”
À noite, a temperatura despenca vertiginosamente. “Comecei a usar a terceira pele por baixo. Minha garganta se contraía engolindo o ar seco, minha cabeça latejava pedindo trégua. O frio aumentava, entediei-me próximo das 9h e entrei na barraca para descansar um pouco e abrigar-me do vento congelante”, conta Blau.
No outro dia, os amigos saíram cedo. “A desolação do terreno é completa: pó e pedra. À direita, paredões graníticos, à esquerda, o imenso glaciar que mistura gelo e terra em suas falésias escarpadas pela erosão dos ventos e chuvas”, conta. A medida que subiam, o grande maciço de gelo e rocha mostrava a sua verdadeira dimensão. “Como nos caminhos do Himalaia, aqui também os caminhantes colocam pequenas pedras, uma sobre as outras, para saudar os espíritos da montanha e também, simbolicamente, deixar seus pesos e apegos.” No fim, estavam face a face com o portal mais impressionante da imensidão: o sul do Aconcágua. No campo base, também chamado de Plaza de Mulas, a aridez e a desolação são tão marcantes e impositivas

Os homens sacrificam ilusões no altar mais alto da América e, muitas vezes, perdem também sua alma
Fernando Blau, médico
sobre o estado físico e psicológico das pessoas, que cerca de 70% dos que entram no parque retornam desse ponto. “Minha aparência era simplesmente lamentável: cabelo empoeirado, ressecado. A pele do rosto, apesar de protetor solar 50, apresentava manchas de queimadura.” Blau estava com os lábios rachados, as pálpebras inchadas, os olhos vermelhos, feições contorcidas de exaustão. “Após pagar dez dólares e esperar na fila com uma ficha na mão, pude ter cinco minutos de briga com a água escaldante e o chuveiro mal rregulado”, recorda. A recompensa veio à noite. “Pela janelinha da barraca, nunca havia visto um céu tão estrelado.”
De manhã, os aventureiros tiveram a impressão de que o cume estava logo ali. “Foi uma ilusão de ótica, pois ele estava a dois mil metros acima”, lembra Blau. Ao contemplar a a vista, imaginou que, quanto mais alto, mais belo seria. “Mais um pouco e os rochedos de Plaza Canadá me aguardavam, em cinco mil metros de altitude. Subimos mais e fomos até Berlim, último acampamento antes do cume”, explica. No jantar, surgiu a dúvida. “ Conversamos sobre a situação. Com o abalo psíquico e desgaste físico, resolvemos voltar a um passo do cume.” A decisão surpreendeu alguns amigos que fizemos o mesmo caminho. “As dificuldades para chegar ao cume e a descida nos lembram da insignificância do homem. Às vezes, nos é permitida a glória e, noutras não”, avalia.

Primeiro acampamento fica a oito quilômetros da entrada do Parque Nacional do Aconcágua e a três mil metros. No local, a temperatura é muito baixa
A partir dali, Blau passou a refletir. “Até onde a determinação se mistura com a obsessão, qual a diferença entre realizar um sonho, um desejo, um objetivo?” Para ele, ficou a sensação de que não pode escalar sua montanha interior. “Se tivesse chegado ao cume, certamente estaria exultante, como outras vezes anteriormente. E como antes, também estaria projetando mais um cume”, pensa. “Por isso, o meu cume fica um pouco abaixo de onde eu estive, entre o orgulho justo de superar-se e a humildade de me reconhecer muito aquém do que meu ser realmente pode alcançar”, resume.
Expert aposta no corte mais “queridinho” das últimas temporadas para este outono-inverno
Atendência dos fios na altura dos ombros não sai da cabeça da mulherada desde que foi adotada por celebridades como Alexa Chung e Kim Kardashian. O corte de cabelo, que é uma nova versão do tradicional chanel, foi batizado de long bob ou simplesmente lob. Dá menos trabalho que aquela cabeleira a la Gisele Bündchen, é descolado e democrático. O long bob deixa o cabelo texturizado e permite variações de estilo. “Se a mulher não gostar do estilo muito retão, o corte pode ser adotado com os fios levemente mais compridos na parte da frente”, sugere a cabeleireira Daia Petry. O leve desfiado confere
leveza de movimento. “O caimento é sutil”, lembra. O upgrade fica por conta da franja. “Lateral, grossa e naalturadonariz”,explica.
A versão mais adotada mantém o comprimento na altura da linha do sutiã, um pouco abaixo do ombro. “Há quem prefira, entretanto, os mais curtos, na altura do pescoço”. Para iluminar os fios e emoldurar o rosto, a cabeleireira recomenda mechas ou tons de loiro.
Segundo ela, os fios mais amarelos serão substituído pelos platinados na temporada outono e inverno. “O loiro branco vem com tudo.” Para criar o efeito “gelo”, a expert recorre a produtos como o Olaplex, entre outros importados.
“São protetores da fibra do cabelo, que permitem a coloração e descoloração em condições saudáveis. Eles ajudam a evitar o rompimento de algumas fibras do cabelo e o ressecamento.”
Outro destaque da temporada são os cabelos coloridos, chamados de unicorn hair. “Nos Estados Unidos e na Europa, são a nova onda”, lembra Daia, que cumpriu recentemente temporadaemNovaIorque e Barcelona. “Estão bombando e começam a aparecer adeptas por aqui.” A linha dos tons pastéis metalizados estará disponível em breve, em cores como o rosa pink e o roxo. “Criam a ilusão ótica de um arco-íris em degradê, pois são mesclados no fio.”



Conteúdo patrocinado
Nutricionista indica alimentação equilibrada e boas práticas para o bem-estar e longevidade da mulher
Milhares de mulheres brasileiras precisam se desdobrar para dar conta de todas as tarefas do dia.
Jornada dupla, às vezes tripla, tem se intensificado ano após ano e, por conta disso, a preocupação com a saúde é fundamental.
Segundo a nutricionista
Natalia Dourado, a alimentação saudável aliada a boas práticas é essencial para manter a disposição durante o dia. “A alimentação equilibrada pode evitar muitas doenças cardiovasculares e a baixa imunidade”, explica. Os alimentos ricos em vitamina A, fibras, proteínas, gordura saudável, entre outros, estimulam a energia e agem de forma positiva nos cuidados com a pele, unhas e cabelos. Para garantir o bem-estar, é preciso beber muita água. “Cerca de dois litros por dia, evitar o consumo frequente de bebidas alcoólicas, eliminar o fumo, e ter cuidado com a exposição excessiva ao sol.”
Combata o resfriado
Um resfriado pode atra-


palhar a rotina de qualquer pessoa e quando isso acontece a primeira atitude é recorrer à vitamina C. “Entretanto, outras substâncias como zinco, ômega 3 e ácido fólico são igualmente capazes de promover defesas no organismo prevenindo o incômodo do resfriado”, lembra. Essas substâncias podem ser encontradas nas frutas cítricas, leguminosas, vegetais escuros e também na cebola, principalmente se
consumida crua.
Aumente a disposição
Em dias agitados, é difícil manter a mesma energia sempre, mas alguns alimentos podem contribuir para não perder o pique. “Opte sempre por produtos que contêm baixo ou zero açúcar, eliminando o carboidrato desnecessário.” Natalia também recomenda substituir o chocolate quente por shakes de baixa caloria. “Além de aumentar

a disposição, ajuda com a saciedade.” Apostar nos chás termogênicos com gengibre, canela, hibisco, entreoutros,tambéméótimo para estimular a energia e ainda ajuda a queimar as gordurinhas indesejadas.
Pratique exercícios físicos
Os alimentos com baixo teordegorduraecarboidratos são fundamentais para manter a saúde e o equilíbrio do corpo, mas isolados não são suficientes. “Prati-

Alimentação equilibrada pode evitar doenças cardiovasculares
Natalia Dourado, nutricionista


car exercícios físicos é essencial para a qualidade de vida, pois pode reduzir as chances de doenças, estimula a circulação do corpo, além de contribuir para a aparência física saudável”, recomenda.
Turbine os cuidados com a beleza
A busca por uma pele viçosa e cabelos e unhas hidratados está ligada à produção de colágeno no organismo. “No entanto, a partir dos 30 anos, a mulher começa a perder 1% de colágenonocorpo.Podeultrapassar os 2% após os 50 anos de idade”, comenta. Segundo a nutricionista, a ciência tem ajudado na reposição da proteína com a concentração do colágeno em produtos solúveis. “Com índices de 90 a 95% de absorção dentro das primeiras seis horas, e diferenciando-se das demais proteínas animais e vegetais, o colágeno hidrolisado é vendido em cápsulas nas farmácias e tem características especiais que ajudam no objetivo de hidratar e enrijecer a pele e os cabelos”, afirma Natalia.





Gastroterapia
convida pessoas a confraternizar ao redor da mesa e aliviar as tensões do dia a dia
Achef e psiquiatra Michele Valent, idealizadora do Projeto Gastroterapia, montou um verdadeiro laboratório de felicidade em Teutônia. Idealizado em 2012, propõe aulas de culinária para interessados em descontrair ao redor da mesa e aliviar as tensões diárias. “Hoje ter tempo para um hobby e amigos é um verdadeiro luxo,” lembra.
Michele diz que muitas pessoas reclamavam que gostariam de ter um jardim, mas não tinham espaço, e queriam aprender a cozinhar, mas estavam sem tempo. “Eu via os efeitos dessa vida sem ócio no consultório: estresse, ansiedade, pâni-
co, solidão a dois, isolamento familiar, filhos distantes.”
Baseada na própria vivência, de médica psiquiatra estafada, encontrou no curso de Gastronomia um respiro de prazer. “Cedi ao pedido de um pequeno grupo de amigos e comecei a recebê-los em casa, uma noite por mês, para cozinhar e dividir uma refeição.”
A conversa rendeu. Fala-se de agricultura urbana, melhores escolhas alimentares, função simbólica da cozinha e da mesa de jantar, culinária como caminho para a iluminação, interfaces da gastronomia com as artes visuais, literatura, antropologia e história.
Amigos indicaram mais amigos e assim, em 2014, Michele e o namorado e sócio, Peter Krause, mais o filho Francisco, mudaram-se para uma casa já construída com a gastroterapia em mente. Tem cozinha-escola e um horto chamado carinho-

Hoje ter tempo para um hobby e amigos é um verdadeiro luxo
Valent, chef e psiquiatra
samente de Il Giardin. O local de 400 metros quadrados tem mais de 200 espécies alimentícias, além de grandes mesas para os convidados desfrutarem sem pressa do que foi colhido e preparado na hora. “O que temos hoje é uma comunidade de cerca de 40 frequentadores regulares, que se reúne em torno do alimento para trocar pontos de vista, valores, afeto e diversão.” Os encontros ocorrem nas quartas-feiras à noite e aos sábados.


Cheesecake de kes-schmier com rúcula e presunto cru
•320g de biscoitos salgados de arroz
•1000g de kes-schmier escorrido
•400g de creme de leite fresco
•3 pacotes (36g) de gelatina sem sabor
•100g de rúcula colhida na hora
•200g de presunto cru, finamente fatiado
•160g de manteiga derretida
•Sal e pimenta-do-reino preta
Preparo
Processar os biscoitos com 40g de rúcula e a manteiga até obter um composto homogêneo. Transferir para uma forma com lados removíveis, compactar e levar à geladeira por uma hora.
Dissolver a gelatina em água fria, deixar hidratar e diluí-la em 100g de creme aquecido em uma panela. Bater o restante do creme com o kes-schmier, sal e pimenta. Por fim, unir o composto de creme e gelatina. Dispor sobre a base de biscoitos na fôrma e resfriar por seis horas. Desenformar em um prato de apresentação e decorar com as fatias de presunto e a rúcula. Finalizar com um fio de azeite.
(receita para 10 pessoas)


