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AH - Você | 06 e 07 de maio de 2017

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Estilo e consciência ecológica

Páginas 4 e 5

Comportamento

QUEM FEZ ESTA EDIÇÃO voce@jornalahora.inf.br

Moda em

Empresas da região investem na confecção sustentável de roupas e calçados. Tingimento orgânico é uma das novidades no Vale

Na contramão do consumo exagerado, um movimento de moda consciente ganha força no mundo. Intitulada de fashion revolution, a ação busca incentivar os consumidores a conhecer melhor os processos de produção de suas roupas. Identificar onde, quem e como elas foram feitas. Além de estimular a preocupação com a reutilização e descarte das mesmas. Um olhar sustentável, tanto no âmbito ambiental quanto no social, que pode ser visto em várias empresas do Vale do Taquari.

Uma delas é a fabricante de camisetas e camisas Sueka. Criada por Rodrigo Alex Kronbauer e Tainá Gross, a marca lajeadense investe em produtos cada vez mais naturais.

Na semana passada, realizou o primeiro tingimento orgânico, de tecidos também orgânicos – produzidos com o menor nível de agressão ao ambiente.

Em um caldeirão, sobre o fogo de chão, pintaram de azul o pano que será algumas camisas da marca.

A cor forte, semelhante ao jeans, havia sido extraída de uma mistura de plantas e verduras, num processo tão simples quanto o de tingimento.

“Quanto mais evoluímos, mais percebemos que vol-

tamos ao passado”, comenta Kronbauer. Formado em Administração, ele uniu forças à designer de moda faz cerca de um ano e meio para criar a empresa. Desde então, focam em processos que tragam benefícios para toda a cadeia produtora.

“O mundo já tem muito produto. A indústria já gera muito lixo. Então queríamos criar uma marca com propósito, que oferecesse além do life style. Queríamos fazer algo que não fosse bom somente para os criadores, mas para toda a sociedade”, comenta Tainá.

Não ao

desperdício

Pensando nisso, optaram por reutilizar em punhos e golas matéria-prima que seria descartada. Além de doar as demais sobras a outras confecções. Nas etiquetas, incentivam a doação dos produtos após o uso. E agora pensam uma maneira de fazer a logística reversa.

A dupla ainda acompanha toda a fabricação, feita em Lajeado, e busca oferecer um pagamento justo às costureiras. Além de um preço adequado aos consumidores.

“A questão social é o mais importante. Dar um valor para além do produto. Quem compra, pensa muito em quanto vai pagar, mas não avalia a custo do que está desembolsando tão pouco”, aponta Tainá.

Hoje a marca lança duas coleções por ano. Uma fabricação chamada de slow – devagar, em português. Assim provoca a consciência de que se deve consumir só o necessário.

“Há um consumismo exagerado. Tudo é descartável. Precisamos mudar essa lógica. Optar por algo que dure mais.”

Para além do RS

A comercialização dos produtos da Sueka é feita na Região Metropolitana e via e-commerce. Mas ainda neste ano também ocorrerá no Rio de Janeiro, num espaço criado pela Malha – coworking onde se produz moda sustentável.

Recriando

Faz cinco anos, Thaisa Ayessa,29,tambémapostanamoda consciente. Ela criou uma marca de customização, que leva o seu sobrenome. Recria peças e dá novo uso ao que seria colocado no lixo.

As primeiras produções surgiram bem antes do empreendimento. Ainda criança, transformava as próprias roupas e deixava a mãe de cabelos em pé. “Nunca soube muito bem de onde isso surgiu. Mas sempre tive esse repúdio ao desperdício”, comenta.

Mais tarde, descobriu os brechós, onde comprava algumas peças, para depois recriar. Foi em uma dessas remodelagens que surgiu a Ayessa. Thaisa havia comprado uma calça de cinturaaltaedelafezumshort. Uma amiga pediu um igual, e assim o sucesso da customiza-

Direção Editorial e Coordenação: Fernando Weiss - Produção: Carolina Chaves Arte: Gianini Oliveira e Fábio Costa Foto de capa: Fagner Damasceno/Divulgação Tiragem: 7.000 exemplares. Disponível para verificação junto ao impressor (ZH Editora Jornalística)
Plantas são utilizadas como base para líquido que dará cor às camisas
Kronbauer fez o processo de tingimento do tecido orgânico no fogo de chão
Tainá cuida da gestão da marca, que investe em produções sustentáveis

evolução

Ayessa

ção foi crescendo. Aos poucos, ela foi descobrindo que, além de ter sucesso,poderiaauxiliaroambiente.

“A customização é a melhor maneira de fazer moda sustentável. É totalmente o contrário da moda descartável. Com certeza, é o melhor rumo que podemos seguir.”

Antes de produzir, ela busca provocar uma reflexão no cliente. “Quero que ele avalie se é realmente necessário. Se faz falta no guarda-roupa. Às vezes,atédeixodevender,mas é o certo.”

Comaideianacabeça,fazas peçascomomenordesperdício possível. Até os adereços usados são reutilizáveis. A produçãoéfeitaemparceriacomum

“Primeiro, as pessoas precisam despertar para a necessidade de comprar menos, e melhor. E depois, para a possibilidade de reutilizar a peça”

Thaisa Ayessa, estilista

grafiteiro e uma bordadeira.

“Acho ótimo ter esses colaboradores. No momento que a gente se une, a ideia de fazer algo diferente se expande muito mais.”

Depois de pronto, entrega o produto e incentiva o empréstimodasroupas,numesquema de closet compartilhado.

Reforma fashion

Ao contrário dos séculos passados, em que as peças eram reformadas sem nenhum apego à beleza, hoje a customização é toda voltada ao fashion. “A criação é especial. Ninguém mais terá nada igual”, comenta. Thaisa acredita que essa exclusividade seja a chave para o sucesso da moda sustentável. “Para mim, falta avaliação do custo-benefício. Primeiro, as pessoas precisam despertar para a necessidade de comprar menos, e melhor. E depois, para a possibilidade de reutilizarapeça.Hojeumatendência dura seis meses, e não é feita para ti.”

O domínio da informação também seria o segredo para o consumo mais consciente. “A internet tem muita informação. Alguns aplicativos até avaliam as lojas nesse sentido. Então é preciso também mais sensibilidade das pessoas, e vontade de saber como suas roupas foram feitas. Depende só do consumidor.”

Ensinando a sustentabilidade

O curso de Tecnologia de Desing de Moda da Univates busca trabalhar, em todas as ações, a chamada moda com propósito. A coordenadora do curso, Josiane da Costa Schmitt, explica que são levantadas todas as responsabilidades inerentes à profissão alicerçadas sobre o tripé da sustentabilidade: a de uma moda ecologicamente correta, economicamente viável e socialmente justa.

Mudança em sala de aula

O curso busca estimuar ações com viés social, promo discussõescomacomunidadeecomomercadoerepen osprocessosdodesign,afimdeformarprofissiona rados tecnicamente, mas também capazes de ser a cha para mudanças positivas no sistema da moda.

“Acreditamosqueatravésdaeducaçãopoderemoscapt soluções e levantar os questionamentos corretos par mudançacoletiva.”Pelosegundoano,ocursoépart te oficial do Fashion Revolution.

“Entre os estudantes, a preocupação com essas quest é cada vez mais clara e a indústria já mostra que é sim trabalhar de forma limpa e justa”, aponta.

Avanço necessário

Josiane acredita, para avançar, ainda é preciso dar mais atenção às políticas sociais e ambientais. Buscar a redução da geração de resíduos, gases de efeito estufa e o consumo de energia, além da reutilização da água. Assim como desenvolver o olhar social, com produção justa e boas condições de trabalho.

Em paralelo, investir em ações que incentivem o consumidor a conhecer as marcas que consome; a priorizar à qualidade ao invés da quantidade, e ter consciência que nem toda a matéria-prima natural é a mais sustentável. Além de aumentar o ciclo de vida dos produtos já adquiridos com customizações ou ações de troca, por exemplo.

Thaisa
reutiliza peças antigas para criar roupas novas e exclusivas

Fala, Doutor

Conteúdo patrocinado

Doença silenciosa causa perda da visão

Diagnóstico precoce é a melhor forma de evitar o avanço do glaucoma

Causador de cegueira irreversível, o glaucoma é considerado o ladrão da visão. Silencioso, sem sintomas aparentes, ele “rouba” devagar a capacidade de enxergar ao atingir o sistema responsável por captar as informações visuais e enviá-las ao cérebro.

De acordo com o oftalmologista Nédio Castoldi, o glaucoma inicia a partir da falta de drenagem do líquido que preenche o globo ocular, o humor aquoso. Essa deficiência provoca aumento da pressão intraocular. O que gera a atrofia do nervo óptico, causando a perda de fibras e danos às células da retina, que capta as imagens.

No início, o doente não tem sintomas. Aos poucos, há perda do campo visual periférico, o que ainda é sutil. Somente com o avanço da doença, o problema começa a ser percebido pelo paciente. A visão toma um aspecto tubular, o que lhe faz esbarrar em objetos e pessoas e tropeçar com facilidade.

Se não for tratado nessa fase, o campo visual estreita-se cada vez mais até obscurecer a visão central e evoluir para a cegueira. “A perda visual do glaucoma é irreversível, porém, pode ser prevenida, estabilizada ou retardada quando tratada.” O diagnóstico precoce, por meio de consultas regulares com um oftalmologista, é a melhor forma de evitar o avanço da doença.

Identificação do glaucoma

O diagnóstico é feito com a medição da pressão ocular e o exame de fundo

de olho. Dependendo do caso, outros exames complementares como retinografia, campo visual, curva diária de pressão, testes de sobrecarga hídrica, tomografia de coerência óptica po-

Apoiadores

dem ser realizados. Os tipos mais comuns são os glaucomas de ângulo aberto ou fechado, que podem ser classificados como crônicos ou agudos, primários ou secundários.

Tratamento

Para impedir o avanço do glaucoma, o médico induz a redução da pressão ocular, por meio do uso de medicamentos. Porém, nos casos mais resistentes, há necessidade de cirurgias com laser (trabeculoplastia) ou de maneira convencional (trabeculectomia).

Fatores de risco

As consultas periódicas são ainda mais necessárias para quem tem algum fator de risco. Ter mais que 45 anos é um deles. Assim como possuir históricofamiliardadoençaeoângulo irido-corneano estreito. O uso crônico de colírios de corticoides sem controle também representa um perigo.

A perda visual do glaucoma é irreversível, porém, pode ser prevenida, estabilizada ou retardada quando tratada”.

Nédio Castoldi, oftalmologista

Viagem

Japão: da tradição à tecnologia

Casal lajeadense conheceu o país oriental nas férias passadas, e surpreendeu-se com a cultura local

Os laços sanguíneos

levaram Marcos Minoru Otsuka, 35, a conhecer o outro lado do mundo. Descendente de orientais, o professor visitou o Japão entre os meses de dezembro e janeiro.

Ao lado da mulher Caroline Trapp Otsuka, 33, conheceu as diversas faces do país e de seu povo. Pôde ver, ao mesmo tempo, o avanço em tecnologias, e a preservação de antigos costumes e tradições.

A viagem iniciou no dia 29 de dezembro, em Lajeado Depois de quase dois dias, entre pousos e decolagens, chegaram à cidade de Yatomi. Lá, ficaram hospedados na casa de três primos brasileiros, que Minoru não via faz sete anos.

Mas, antes de rever os parentes, já passaram pela primeira aventura de viagem. O casal precisou comemorar a virada de ano na estrada.

“Compramos espumante em uma loja de conveniência e brindamos, não havia movimentação, fogos, nada.”

Renovação de energias

Após descansar, no dia 1º, rumaram a Tóquio. No caminho, conseguiram avistar o Monte Fuji. Durante os três dias de estadia na capital, puderam aproveitar e contemplar a tranquilidade japonesa. Depois da virada, os orientais fazem um feriadão para que

as pessoas consigam visitar os templos para agradecer, fazer os pedidos e trocar os amuletos do ano.

Na parte central da cidade, encontraram diversas lojas de marcas reconhecidas mundialmente, e conheceram o cruzamento de Shibuya, o mais movimentado do mun-

do. Ainda aproveitaram para ver de perto a Sky Tree Tower, a torre mais alta do mundo.

Aprendizado

Depois retornaram a Yatomi, onde passaram o restante dos dias conhecendo a cultura e os costumes locais. Os guias de passeio foram duas crianças, uma menina e um menino, de 9 e 12 anos, filhos da prima do Otsuka.

Com eles, o casal visitou parque de diversão e alguns pontos de Nagoya, como o aquário. Também aproveitaram os dias de neve em Yatomi, e conheceram mais os japoneses.

“Ojeitodeserdelesémuito diferente dos brasileiros, é um povo gentil, mas eles não interagem com desconhecidos, são mais frios. O brasileiro é mais comunicativo, alegre, expansivo e divertido.”

Moderno e tradicional Inteligentes, eles aproveitam a tecnologia produzida no próprio país para garantir conforto e praticidade. “Em vários pontos, há máquinas com bebidas quentes e frias, tickets para o trem, e com sorvete. Até os banheiros possuem botões e têm o assento aquecido.”

O jeito de ser deles é muito diferente dos brasileiros, é um povo gentil, mas eles não interagem com desconhecidos, são mais frios

Caroline Otsuka, publicitária

Apesar do conforto e comodidade à mão, conservam hábitos saudáveis, como o uso da bicicleta e do transporte público. Outro aspecto positivo é a segurança, e o modo correto como os japoneses levam a vida.

“As diferenças culturais são o que mais chamam a atenção. Tínhamos expectativa quanto à questão tecnológica e foi muito legal ver como é utilizada em benefício das pessoas.”

FOTOS ARQUIVO PESSOAL
Na capital do Japão, foram à Sky Tree Tower, a torre mais alta do mundo
No caminho a Tóquio, Caroline e Otsuka pararam para ver o famoso Monte Fuji, a montanha mais alta do Japão

Sociedade, cultura e entretenimento

Espetáculos ecléticos agradam

A quarta-feira, 26 de abril, foi marcada por muitas gargalhadas no Teatro da Univates, com a irreverência e bom humor do artista Carlos Alberto Klein, que encena Simplesmente Herta. O espetáculo divertido narra a vaidade feminina na cultura alemã, com muita interação. Herta contou histórias de vida e se valeu de gestos e expressões humorísticas, em alemão e português. Por falar em atrações culturais, o Teatro da Univates traz o cantor e compositor Fábio Jr no dia 25. E no dia 26 sobe ao palco o duo Anavitória.

Nos dias 1º e 2 de junho, será a vez do público infantil. O Ceat sedia o espetáculo oficial Masha e o Urso, pela primeira vez em Lajeado. Os ingressos estão disponíveis na Multisom e aos assinantes, no A Hora

Casal Graciela Eugênio de Matos e Marcelo Doertzbacher aprecia a diversidade de espetáculos
Tais Regina e Noeli Fátima Silveira
Vilson Brauwers e Janice Scherner

Prático e aconchegante

Precisamos ocupar os espaços

Ainda no Arte na Universidade, o debate Cidades em Pauta reuniu profissionais para discutir o tema “Cidades criativas”. Protagonizou reflexões interessantes sobre as cidades desejadas. Na opinião dos especialistas que participaram da conversa, é preciso ocupar os espaços públicos para despertar a atenção das autoridades. Foi um “papo-cabeça” que reuniu gente curiosa e crítica, no painel e na plateia.

A lajeadense Bárbara Pedó, estudante de Arquitetura na UFRGS, veio de Porto Alegre para conferir o debate e enriquecer seu trabalho de conclusão sobre o Porto de Estrela com o título “Um ensaio sobre a orla: resignificação do porto”. quarta-feira, agora no câmpus. A terceira unidade da rede na cidade comprova que esse nicho de negócios segue em alta. A praticidade do cardápio conta com um espaço bem aconchegante.

Arte e suas expressões

De tudo um pouco: arquitetura, desenho, esculturas, pinturas, música, dança... Até teatro e cinema rolou. O cenário foi o câmpus da Univates, na semana passada, para receber alunos, professores e a comunidade, num dia especial dedicado à arte.

Muita gente bonita, criativa e interessada propiciou uma “atmosfera” que pulsou variadas formas de expressão cultural. Foi uma espécie de ensaio para tornar a arte mais presente. Pelo jeito, a ideia agradou!

As amigas Cláudia Reginatto e Luciane Fontana aproveitam o intervalo das aulas para colocar o papo em dia e experimentar a novidade
O universitário Luís Fernando Schmitz de Venâncio Aires também aprovou o espaço
Bárbara Pedó
Casal Gustavo e Letícia Weiand prestigiou a apresentação da filha violinista, Isadora, no Recital 2017 da Escola de Música Josélia Jantsch Ferla

O que deixaremos quando partirmos

Frequentemente ouço as pessoas me dizerem “que desta vida nada se leva”. Concordo, portanto, quero que hoje façamos uma reflexão relacionada sim ao que deixaremos aqui quando partirmos e não ao que não levaremos. É evidente que não estou me referindo a bens materiais, mas também não os estou de todo excluindo.

Sabe, acredito que existam objetos que carregam consigo uma memória afetiva e que, materializados e expostos aos nossos olhos, podem representar muitas coisas, inclusive os nossos valores. É como se eles pudessem contar a nossa história e um pouco do que sentimos e pensamos.

Talvez com uma personalidade demasiadamente romântica, espalho por todos os cantos da minha casa alguns móveis, objetos e livros que lembram, simbolizam ou até mesmo descrevem passagens importantes, emocionantes, tristes e alegres da minha vida e da vida de pessoas que me são muito caras.

Tomei o cuidado de restaurar uma cômoda que passou por quatro gerações da minha linha familiar materna. É uma cômoda que representa muito bem a personalidade das mulheres desta família, pois é feita de madeira forte e firme. Atravessou mais de um século observando as pessoas e as estações. Não deve ter sido nada fácil para ela, mas, pensa comigo, ela sobreviveu inclusive à 2ª Guerra Mundial! Então se ela consegue permanecer lá, de pé, por que eu não conseguiria? Há também alguns versos do Thiago de Melo. Nesse caso, o que os tornou ainda mais especiais foi o fato de terem sido pincelados em algumas paredes da minha casa, letra por letra, pelas mãos de uma artista muito querida para mim. Ela

é a mãe de uma amiga de infância e talvez ela própria não saiba, mas algumas das minhas memórias mais felizes estão nos momentos em que eu ficava parada, maravilhada observando aquelas pinturas brotarem nas telas que ela criava. Eu poderia descrever ainda o que simbolizam para mim a xícara e o pires verde e rosa, a bandeja de vidro e crochê de linha branca, as garrafas de vidro verde, a mesa da sala de estar cheia de marcas de copos ou mesmo a rosa de veludo vermelho. Mas, para finalizar, escolhi falar ainda da base de ferro fundido que sustentava a máquina de costura que foi de minha mãe.

Sabe, a base não possui nenhum design que mereça muita atenção, mas, ainda assim, por muitas vezes, surpreendo-me observando sua simplicidade e a sua engenharia esquisita, que faz um pedal que sobe e desce ligeiramente impulsionar uma roda que antes tracionava um fio grosso que por sua vez possibilitava que a agulha daquela humilde máquina de costura subisse e descesse muito rápido até cumprir o seu papel e unir umas partes às outras. Separadas as partes de tecido, não representavam nada. Unidas, formavam lindas vestes, assim como cada um dos membros da minha família. É...não tem como eu não me apegar à essa antiga amiga de ferro.

Numa era em que tudo é descartável, devemos nos responsabilizar por deixar algo que realmente seja valoroso para as próximas gerações. Algo tão valoroso que não tenha preço e sim pelo qual tenhamos apreço.

No vôlei, uma paixão para toda vida

A arquiteta Adriana Nunes pratica o esporte em equipe desde os primeiros anos do Ensino Fundamental

Ainda na infância, com 10 anos, a arquiteta Adriana Nunes, 33, descobriu por acaso uma das paixões de sua vida. Na época, estudante do Colégio Madre Bárbara, ela gostava das aulas de Educação Física. Da oportunidade de contato com o esporte, entrosamento com os colegas, incentivo à liderança e ao mesmo tempo do espírito de equipe.

conquistou o terceiro lugar no estadual de voleibol. Ela ainda se divertiu no vôlei de areia, em que subiu ao pódio várias vezes, nas ca-

tegorias 4x4, dupla e vôlei misto.

“A competição é sadia, e o vôlei, por não ter o contato direto entre as duas equipes, faz com que o entrosamento dos times seja definitivo na obtenção de bons resultados, exigindo uma superação coletiva”, comenta.

Hobby

Com a ascensão de outra paixão em sua vida, a arquitetura, Adriana precisou deixar o vôlei um pouco de lado. “Tive que diminuir muito o ritmo, em função dos compromissos profissionais e mudança de rotina.”

Aos poucos, foi conhecendo diferentes modalidades, até que uma delas lhe fisgou – o voleibol. Empolgada pela sensação de superação, poder de melhora a cada jogada e conquista em equipe, ela se empenhava cada vez mais no esporte.

Na adolescência, ganhou campeonatos locais e regionais com o time do colégio. Mais tarde, ainda representou o Clube Esportivo Ubirajá, o Bira, com o qual

A competição é sadia, e o vôlei, por não ter o contato direto entre as duas equipes, faz com que o entrosamento dos times seja definitivo na obtenção de bons resultados”

Adriana Nunes, arquiteta

Hoje joga uma vez por semana, em Arroio do Meio Leva o esporte como um hobby, algo que faz bem, para o corpo e a alma. No jogo com as amigas, consegue se divertir e aliviar as tensões do dia a dia.

Isso porque hoje ela chega a trabalhar mais de dez horas diárias. Além de se dedicar ao escritório, leciona três vezes por semana em um curso técnico de Edificações.

Adriana pratica a atividade uma vez por semana, para descontrair com as amigas e descarregar as energias

Objetos de desejo

O charme da meia-estação

Os altos e baixos nas temperaturas da meia-estação são um dilema, ainda mais quando o assunto é escolher o look do dia a dia. Para não passar frio e nem calor, o ideal é optar por peças que possam entrar e deixar a composição a qualq momento, sem desconfigurar o estilo. Na Loja Aziend há diferentes coringas para este outono, como colet e jaquetas leves, jeans ou bomber. Além de lenços com estampas e adereços. da meia s o ia. Para não pta o a qualquer enda, ças mom há j est

Blazer sem costura
Jaqueta jeans com pérolas e renda
Lenço com pérolas
Colete de pelúcia
Jaqueta bomber estampada
Colete verde-musgo, com estampa interna de oncinha
Casaco esportivo
Lenço estampado
Jaqueta bomber
FOTOS
CAROLINA
CHAVES DA SILVA

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