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Pouco conhecidas, as plantas são de fácil cultivo. Antes de consumir, é preciso saber quais tipos são comestíveis
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As Plantas Alimentícias Não Convencionais (Pancs) servem de alimento, corante alimentício ou ingrediente de bebidas. Hoje pouco conhecidas e cultiva-
das, são plantas ruderais, que nascem espontaneamente. Segundo a responsável pela escola de gastronomia em Teutônia e professora da Universidade de Caxias do Sul, Michele Valent, as Pancs fo-
ram esquecidas com o tempo. “Eram alimentos comuns dos nossos avós e bisavós.”
Entre as Pancs mais comuns encontradas na região, Michele cita o menstruz, utilizado em cachaças, mas que também serve para machucados e rende uma nutritiva salada. A beldroega é planta que nasce nas calçadas e meios-fios. Rica em ácidos graxos e ômega 3, faz bem para o funcionamento cerebral. A azedinha tem gosto cítrico e também pode ser acrescentada às saladas.
O poejo, usado como tempero para carnes no período medieval, deixou de ser utilizado devido ao potencial abortivo. Mas pode ser empregado em pequenas quantidades, e não deve ser consumido por mulheres grávidas, diz Michele.
Para ela, a importância de comer Pancs está nos nutrientes. Trata-se da soberania alimentar, e no momento que a boa alimentação está disponível para todos, se torna democrática, considera.
Para fazer com que as pessoas retomem o hábito, informa-
ção e divulgação são essenciais. “Isso deve ser buscado em fontes idôneas e confiáveis.” Também é importante conversar com pessoas de gerações passadas. “Os idosos sabem sobre muitas espécies de Pancs que os mais novos não sabem por conta do conhecimento que se perdeu com o tempo.”
Além disso, cursos, leituras e acompanhamento com livros são importantes. A recomendação é ter um livro com figuras para comparação e identificação das plantas.
A Univates promove na instituição no dia 11 de novembro o curso Identificação e Cultivo de Plantas Alimentícias Não Convencionais (Pancs).
Segundo Michele, o cultivo das Pancs deve ser feito em áreas intocadas, matas e ambientes rurais. Mas isso não é uma regra. “Hoje, é difícil encontrar uma área que não tenha sido tocada pela civilização.” Por isso, é importante higienizar bem antes de comer. As Pancs também crescem facilmente em jardins, finaliza.
Direção Editorial e Coordenação: Fernando Weiss - Produção: Tammy Moraes e Cássia Paula Colla - Arte: Gianini Oliveira e Fábio Costa Foto de capa: Estúdio Objetivo - Tiragem: 7.000 exemplares. Disponível para verificação junto ao impressor (ZH Editora Jornalística)
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Aestação mais quente do ano começa só em dezembro, mas as tendências do verão já tomam conta das vitrinas e antecipam seu uso na primavera. Abuse das cores, mas não esqueça das combinações total e off white: básicas, minimalistas e superestilosas. Os tênis e flatforms em cores claras, metalizados ou preto são a dica. Versáteis, compõem looks despojados e até mais formais.
Os looks deste editorial foram fotografados em frente a painéis pintados por alunos da Apae Lajeado. Parte das vendas da campanha da Dullius será revertida à instituição.






Referência em atendimento de pessoas com fissuras labiopalatais, a FundeF trabalha agora para viabilizar seu hospital
AFundação para Reabilitação das Deformidades Craniofaciais (FundeF) se tornou referência de atendimento no estado. Só neste ano, atendeu 1.799 pacientes na área de fissura labiopalatal. A instituição reabilita pessoas com má-formação craniofaciais, em especial, com fissuras labiopalatais. Proporciona aos pacientes a integração ao am-
biente psicossocial, por meio de tratamento interdisciplinar, que dura, em média, 18 anos ou mais.
A fundação foi iniciada pelo especialista em cirurgias Wilson Dewes. Depois de voltar de uma viagem aos Estados Unidos, em 1979, juntou um grupo formado por pediatra, fonoaudiólogo, cirurgião bucofacial e um psicólogo para operar pacientes com fissuras.
Precisava dividir essa tarefa devido à complexidade.
No início, tratava os pacientes no próprio consultório. Aos poucos, o atendimento ganhou maiores proporções. Dewes solicitou a colaboração do Hospital Bruno Born (HBB), pois na época fazia parte da diretoria. Com o apoio e o espaço necessário, iniciou a FundeF.
Quando estavam com um número considerável de pacientes, o SUS credenciou a
A FundeF em números
Em 2016 (até agora) foram:
– 1.799 pacientes atendidos na área da fissura labiopalatal
– 54.872 procedimentos ambulatoriais na área da fissura labiopalatal
– 341 pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos
Além disso, há uma equipe de reabilitação do paciente com perda auditiva. Em 2016 foram:
– 754 casos novos
– 18.030 procedimentos
instituição. Por ser referência, a FundeF recebe pacientes de todos os municípios do RS. Por ter estrutura de entidade, muitas pessoas e empresas começaram a ajudar, sendo necessária a criação de uma diretoria. E aos poucos outros profissionais compuseram a equipe.
Segundo Dewes, quando começouotrabalho,nuncasupôs seu alcance social. “A FundeF é minha recompensa profissional.” O médico sempre encarou a medicina como uma profissão capaz de valorizar e ajudar o ser humano. “Essa é minha vocação.” Receber pelo serviço nunca foi sua prioridade. Para ele, o pagamento vem por meio do sorriso da criança e do seu bem-estar.
Um dos maiores percalços da FundeF é o espaço destinado aos atendimentos. Todo o custo ocorre pelo SUS, e o credenciamento para a parte cirúrgica é do hospital. Então, o retorno financeiro é pouco, esclarece Dewes. “Por isso, o hospital é obrigado a limitar o atendimento.” Além disso, a demanda cirúrgica é grande, e alguns casos têm que esperar. Mas há um tempo definido para fazer os procedimentos no paciente fissurado. Em alguns casos, não é possível protelar. “A cirurgia do palato, por exemplo, não pode passar dos 2 anos de idade porque a criança pode ter sequelas.” Esses são casos que têm prioridade. Para cirurgias complementares ao tratamento, da parte estética, há uma grande fila. Com o potencial da equipe




As alternativas para a captação de recursos são várias. Entre elas, está a opção de destinar 6% do Imposto de Renda à instituição. “Em vez de pagar para o governo, a pessoa pode dar à FundeF.” Dewes se mostra otimista quanto à arrecadação de recursos para viabilizar a construção do local. “Devemos ter nosso hospital até no máximo quatro anos.”
O hospital terá apenas um andar, e será um prédio plano. Isso economiza o projeto, pois não terá elevadores. Na cobertura, haverá uma praça que os pacientes podem aproveitar. Na frente do hospital, existirão bambus que, em contato com o vento, produzem som. Tudo para deixar o local aconchegante. O terreno, no bairro Universitário, foi doado pela prefeitura.
Segundo Dewes, o hospital não pode ter menos que 50 leitos, além dos ambulatórios, quatro salas de cirurgia e a área de recuperação dos pacientes. Na parte dos fundos, haverá um painel, onde quem quiser pode doar um pedaço dele. “Isso envolve a comunidade, e traduz a ideia de um trabalho colaborativo.”
O atendimento no hospital sempre será gratuito, por meio do SUS. Alguns profissionais da equipe da FundeF recebem salários ou por caso atendido, mas a maioria trabalha de forma voluntária. Segundo Dewes, é uma questão de vocação.
de 60 pessoas, a FundeF poderia fazer cirurgias mais complexas se tivesse a estrutura adequada, diz Dewes. “Não é só a cirurgia, e sim um complexo de atividades relacionadas ao paciente.” Mas, apesar das limitações, o atendimento é de qualidade. “Somos uma das poucas instituições com esse atendimento no Brasil, existem muitos pacientes com deformidade.”
Com o hospital da FundeF, que tem o projeto em andamento, Lajeado teria uma posição de destaque mundial ainda maior, acredita Dewes. Dessa forma, os pacientes também teriam mais conforto e a ciência poderia progredir. Agora, com o curso de Medicina na Univates, uma parceria poderia ser benéfica para ambos os lados, diz o médico. O projeto consiste em fazer



uma instituição particular. Isso não significa que os atendimentos serão particulares (pagos), e sim que os fundos recebidos pelo local serão de fonte privada. Será criado ainda um meio de captação de recursos para que o hospital

possa funcionar.
A parte do projeto arquitetônico do hospital está na fase de finalização. Já existe um terreno, e uma parte dele está em aprovação na Secretaria do Meio Ambiente.
Quanto à captação de re-
cursos, Dewes esclarece que o governo federal não pode destiná-los para construções de hospitais de entidades privadas. Pode apenas terminar e equipar um hospital. Por isso, esse será mais um passo de um esforço em conjunto.


A amizade e o companheirismo foram celebrados durante o tradicional Baile da Amizade, promovido pelo Rotary Club, no Clube de Tiro e Caça (CTC) no sábado passado. O evento chegou a sua 25ª edição. O valor arrecadado será destinado ao Lar da Menina.








O artista Duca Leindecker dominou o palco do Teatro do Centro Cultural Univates na sexta-feira passada. No show, ele tocou piano e violão, além de cantar as músicas das bandas Cidadão Quem e Pouca Vogal e de Voz, Violão & Batucada, seu projeto solo.
A cantora Tati Portella esbanjou simpatia e talento na edição deste mês do Happy Hour Cultural do CTC. O evento foi realizado na quarta-feira, 26, no Salão Paineira/restaurante do clube. Tati esteve acompanhada de Bibiana Petek.
A 21ª edição do livro JovensPoetasfoi lançada neste mês na Univates. Além de um texto feito pelos alunos da Apae, outras 250 produções, entre poesias e desenhos, estão estampadas no livro. Todas foram feitas por estudantes das 35 escolas lajeadenses, das redes municipal, estadual e particular. A coordenação do projeto é do Rotary Club Engenho.


Show, mostra de dança e exposições fotográficas. Fique por dentro do que a Univates promove no próximo mês
Abrindo as atividades do mês de novembro, a banda Nenhum de Nós chega ao Teatro do Centro Cultural Univates. O show, no dia 10, às 21h, comemora os 30 anos de carreira completados neste mês. No Vale do Taquari, estreiam o show acústico intitulado 1 + 2 = 30. Depois de seguir para Porto Alegre, a apresentação só chegará a outras cidades em 2017. Com a marca de 1,9 mil shows e participações em festivais, a banda recebeu prêmios e destaques, além do reconhecimento do público. O grupo tem base sólida de fãs no Brasil e em países do Mercosul. A formação é a mesma desde o início. A Nenhum de
Nós é considerada pioneira no rock brasileiro por incluir o acordeon entre seus instrumentos.
Em junho de 2015, a banda lançou o 16o disco, Sempre é Hoje. Depois, entrou em turnê pelo país. O grupo cruzou as regiões Sul e Norte, passando por São Paulo, Brasília, Goiânia, Porto Alegre, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Florianópolis e chegando ao Nordeste antes de terminar 2015. Entre as canções, duas se tornaram um sucesso: Milagre e Foi Amor.

é a vez das apresentações na categoria juvenil/adulto (a partir de 13 anos) no mesmo horário.
Com apresentações nos dias 11 e 12 de novembro, a Mostra de Dança da Univates tem entrada gratuita e ocorre no Teatro do Centro Cultural. Dividida em duas categorias, infantil e juvenil/ adulto, a mostra tem escolas de toda região inscritas.
A categoria infantil (até 12 de idade) se apresenta a partir das 19h30min, no primeiro dia do evento. No segundo,
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A mostra não é competitiva. Para a professora Silvane Fensterseifer Isse, uma das organizadoras, a fórmula estimula os dançarinos a mostrar as características de cada dança sem a pressão do resultado. “A ideia é justamente contemplar a diversidade da dança.”
Entre as mostras artísticas do mês de novembro, estão Animalia, no Espaço Arte 11 da Univates. A exibição pode ser conferida até o dia 14. O
artista Rodger Timm, de Encantado, usou a técnica da microfotografia para capturar os menores animais em suas lentes.
Amazônicas fica em exposição até o dia 23, no Espaço Arte 7 da Univates. Trata de uma série de imagens fotográficas produzidas pelo casal Paula Biazus e Rafael Johann durante viagem à Floresta Amazônica em 2013.






