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AH - Você | 08 e 09 de abril de 2017

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Chocolate: fonte de prazer e renda

O prazer de preparar guloseimas se alia ao período de Páscoa e se torna oportunidades de aumentar a renda. Com a ajuda da família, e da internet, profissionais de diversas áreas apostam na produção de ovos artesanais.

Oservidor público Lucas Ahne, 23, estava acostumado a sentir no paladar o gosto do chocolate. Amargo, preto, branco, ao leite, crocante, enfim, de todas as formas, o produto era garantia de prazer.

O mesmo acontecia quando ele dedicava algumas horas do dia para cozinhar. Sempre buscava receitas na internet a fim de fazer algo diferente.

Neste ano, próximo da Páscoa, instigadoeauxiliadopelanamoradaSuhelen da Mota Gomez, 23, ele decidiu unir as duas paixões. Há cerca de um mês, o casal produz ovos de chocolate artesanais. “Gostamos da cozinha, e queríamos ter feito no ano passado. Agora nos adiantamos.”

Fazem ovos de colher, por considerar que o produto é um diferencial no mercado. “Contém mais chocolate que os ovos industrializados, a um preço semelhante.”

Os primeiros exemplares foram entregues aos amigos. E, de cara, conquistou os paladares. Antes da Páscoa, tiveram mais de 30 encomendas. Para o fim de semana da data, são outras cem.

“Divulgamos entre os conhecidos. Depois colocamos no Facebook, e choveu interessados.” O preparo é feito na casa de Suhelen, só nas horas vagas.

Como ambos trabalham durante o dia, e estudam à noite, os doces são feitos após às 22h. “Às vezes ficamos até de madrugada fazendo”, comenta.

Cada ovo custa em torno de R$ 40. Dinheiro que já tem destino certo. O casal planeja viajar para Porto de Galinhas na metade do ano. “É uma forma de garantir um valor extra, para aproveitar mais. Está sendo muito legal ver este retorno.”

Divulgamos entre os conhecidos. Depois colocamos no Facebook, e choveu interessados.

Michelli Guerhardt era profissional de vendas, e ficou desempregada. No fim de 2015, enxergou nos doces a oportunidade de mudar de ramo. Desde o ano passado, faz ovos de chocolate artesanais e conquistou diversos clientes.

Neste ano, oferta 25 sabores. Começou a receber encomendas no mês passado. Para atender a todos, depende da ajuda da mãe e do marido. “Os pedidos de doces praticamente triplicam em relação ao restante do ano”, comenta.

Ela faz questão, inclusive, de atender os pedidos de última hora. Isso porque, além de ter maior retorno financeiro, considera que participar de momentos como a Páscoa é gratificante.

“Eu fico pensando que de certa forma eu vou estar fazendo parte de um momento bom em cada

Então cada pedido

carinho nos detalhes.”

família.
tem muito mais
Lucas Ahne e Suhelen da Mota Gomez começaram a produzir ovos artesanais para viajar
Michelli Guerhardt aposta na variedade de sabores. Já faz 25 tipos de ovos
ANDERSON LOPES
ANDERSON LOPES

Faça você mesmo

A facilidade de produzir os ovos em casa foi um dos motivos que levou Ahne e Michelli a apostar no chocolate. Conheça algumas re-

• Ingredientes

Ovo

170 g de chocolate em barra (marca Nestlé Blend)

Recheio de brigadeiro

– 300 ml de leite condensado

– 150 g de chocolate em pó

– 1 colher de margarina

Recheio de branquinho

– 300 ml de leite condensado

– 150 g de coco

– 1 colher de margarina

• Modo de preparo

Casca: derreta o chocolate em banho-maria ou no micro-ondas. Cuide para que não haver contato com água ou vapor. Despeje em formas de ovos – encontradas em lojas especializadas – tire o excesso e deixe no congelador por 15 minutos.

• Recheios

Brigadeiro: misture o leite condensado, o chocolate em pó e a margarina na panela. Em fogo brando, mexa até desgrudar do fundo.

Beijinho: misture o leite condensado, o coco e a margarina na panela. Em fogo brando, mexa até desgrudar do fundo.

• Finalização: no interior da casca, despeje os recheios. Um em cada lado. Para enfeitar, faça bolinhas com cada um dos recheios e cubra o ovo.

ceitas dessas delícias que podem ser feitas na semana que antecede a Páscoa.

•Ingredientes

– 75 g de açúcar

- 1 colher (chá) de margarina

– 50 g de amendoim sem pele ou castanha de caju

– 500 g de chocolate branco derretido

•Modo de preparo

Crocante: em uma panela média, coloque o açúcar, a margarina e leve ao fogo, mexendo sempre até formar uma calda caramelada. Retire do fogo, acrescente o amendoim ou a castanha de caju e misture bem.

Espalhe a mistura sobre uma assadeira grande untada com margarina. Depois de fria, leve-a para bater no processador de alimentos ou simplesmente quebre, usando um martelinho de cozinha. Reserve.

Casca: derreta o chocolate branco conforme as instruções da embalagem. Com uma colher, espalhe uma camada do chocolate derretido em uma forma para ovo de 500 g. Leve à geladeira para secar por apenas 2 minutos. Espalhe outra camada de chocolate e leve novamente à geladeira por mais 2 minutos. Misture o crocante ao chocolate restante e espalhe a terceira e última camada.

Deixe na geladeira por mais 30 minutos. Embale em papel-chumbo.

Ovo de colher com recheio Dois Amores –receita de Michelli Guerhardt
Ovo branco crocante

Sociedade, cultura e entretenimento

Aprender nunca é demais

A troca de experiências entre profissionais corporativos é uma necessidade. Estou adorando participar dos workshops que reúnem gente do nosso Vale, por meio do projeto Negócios em Pauta. Uma vez por mês, as ferramentas de gestão ganham o tempo de empresários, contadores e líderes de organizações. Perfis ecléticos, todos dispostos a aprender uns com os outros, fazem uma pausa e transformam o aprendizado em um momento agradável, útil e objetivo. O próximo será em Teutônia, dia 26. Seguem alguns clics de quem prestigiou o último evento, em Estrela, dia 29, que teve mais de 70 participantes.

Para descontrair

A última quarta-feira do mês é especial no Clube Tiro e Caça. A proposta do Happy Hour Cultural veio para ficar. Na semana passada, a banda Franchicos subiu ao palco e animou o público. Neste mês, dia 26, o show principal ficará por conta do músico Nei Van Sória.

Carla de Quadro, Juliana Arenhart e Joana Auler
Gabriela Longo, Caroline Pfingstag, Luana Germano e Bruna Lais Alves
Cíntia e Ivan Fortes
Cléber Holz, Paulinho Magetanz, Fabiano Luft e Mateus Pedó
Daiane e Ueslei Steffens
Loreni e Elson Bender
Rodrigo Kich, Márcio Follmann e Anelise Hauschild

A arte influencia a vida Cuidar da saúde é top

Manter corpo e mente saudáveis é uma sabedoria milenar. O estresse e ansiedade diária que a rotina nos impõe pede um tempo para cuidar de si mesmo. Essa é a proposta de um grupo de profissionais, que inauguram um aconchegante espaço na rua Alberto Torres, voltado ao bem-estar: Plena Espaço de Saúde. Uma pitada cultural enriquece o ambiente, com trabalhos de artistas expostos na pequena galeria de fotografias e quadros. Na estreia, a sensibilidade de Alessandro Cenci agradou os presentes.

“Um povo sem arte e sem cultura é um povo que não existe.” A frase é do jornalista e escritor Leandro Flores e cabe bem à nossa realidade.

Afinal, a cultura de um povo também pode ser medida por seu interesse pela arte. Foi isso que levou um grupo lajeadense a organizar o 1º Festival de Cinema de Lajeado.

Foi uma oportunidade ímpar para vivenciar e apreciar. Durante três dias, o Teatro da Univates exibiu filmes, livros e até CDs relacionados ao turismo. Pena que nossa plateia ainda é tímida para essas ricas e nobres atividades.

O idealizador do festival, Lauro Bergesch, quer o Vale na rota do cinema. Achei ótima a ideia. Mas precisa de apoio. Fiz alguns registros de quem passou por lá e aproveitou.

Brenda Buffé
Carolina Leipnitz, Alessandro Cenci e Sabrina Fritsch
Maria Elena e Giseli Jacques, Deisirê Eckert, Camila Caye e Micheli Jacques
Cristiana Pretto
Josi e Juca Richter
FOTOS LEILA FRANZ

Comportamento

Raquel comemora a vida

Neste sábado, 8, Dia Mundial de Combate ao Câncer, a analista de RH serve de exemplo de persistência e luta contra a doença

“Hoje não posso mais esperar algo acontecer para que eu seja feliz. Tenho que viver o agora. Amanhã eu não sei.” Raquel Schmidt, 39, assim como qualquer ser humano não tem noção da hora em que o fim da vida chegará.

esquerda.“Com o cabelo fui lá, enfrentei, coloquei o lenço e até saio sem. Mas o seio foi complicado. Perdi uma parte do meu corpo, algo que mexe com a minha sensualidade.”

Hábitos saudáveis: antes e depois

O oncologista e responsável pelo serviço de quimioterapia do Hospital Bruno Born (HBB), Leandro Brust, considera que a auto-estima, como a de Raquel, é essencial para enfrentar o tratamento. “Pensamento positivo atrai coisas positivas”, considera o médico.

Mas passa por um momento difícil, que lhe fez pensar acerca da importância da vida. Raquel é uma das 12,7 milhões de pessoas no mundo que no ano passado foram diagnosticadas com câncer. Descobriu um nódulo no seio esquerdo enquanto tomava banho. A suspeita de neoplasia surgiu de imediato.

Após uma ecografia e uma biópsia, em julho, a presença de um tumor maligno foi confirmada. Ainda em fase inicial, mas já perigosa.“Nunca pensamos que pode acontecer com nós. Foi algo bem impactante.”

Raquel precisou passar por oito sessões de quimioterapia. Já na primeira, perdeu o cabelo, e precisou explicar para a filha Natalia, de cinco anos, o que estava acontecendo.“Até agora não é fácil para ela. Sempre me promete fazermos mil coisas, quando eu voltar a ter cabelo.”

O procedimento também fez ela se afastar do trabalho. A analista de Recursos Humanos, agora passa por uma avaliação para verificar se necessitará de radioterapias. Mais uma batalha, que ela talvez deverá enfrentar. Nada que a faça tirar o sorriso, e a maquiagem, do rosto.

A família e amigos são imprescindíveis, mas nada é mais importante do que estar bem consigo mesmo.“Eu me considero uma pessoa muito positiva. Sempre fui auto astral. Tenho uma luta diária, então preciso disso para me motivar. Tem que ter vontade de viver.”

Assim como outras condições de vida saudável. Manter-se no peso ideal, praticar esportes, alimentar-se bem, cuidar da pele, não fumar e não beber em excesso, são aliados de quem enfrenta a doença.

Raquel considera que a alimentação regrada, e a prática de atividades físicas foram o que lhe renderam força, para ainda estar em pé. Controlar tais fatores é extremamente relevante para quem também quer diminuir os riscos de ter câncer, aponta o médico.

Lenha na fogueira

Por ter câncer de mama tipo HER 2, uma forma agressiva da doença, que atinge 20% das pacientes, Raquel também precisa fazer imunoterapia Uma aplicação de medicamento na veia, a cada 21 dias, para evitar que o câncer se espalhe.

Do limão está fazendo uma limonada, como ela mesma diz. “Tiro muitas lições disso. Precisamos olhar mais para a gente. Vou esperar me aposentar para fazer alguma coisa? Não. A felicidade está nos pequenos momentos. Podemos ser felizes todos os dias.”

A última e mais violenta fase ocorreu faz apenas 20 dias. No dia 15 de março, Raquel passou por uma cirurgia para a retirada de toda a mama

Ele acredita, com base em estudos, que não cuidar da saúde seja um fator extra para quem já tem tendência à doença, como em casos hereditários.

“A hereditariedade, que pode passar de um pai ou mãe para o filho, compreende entre 5 e 10% de todos as causas do câncer. Mas existe uma interação entre estes e os fatores de risco ambientais que ainda não é bem compreendida, e pode aumentar a ocorrência do câncer de forma significativa. Seria como ter um risco e colocar lenha na fogueira.”

O mesmo ocorreria em relação ao excesso de trabalho, estudo, ou seja, da falta de descanso. “O impacto em uma engrenagem vai repercutir sobre outra, seja na forma de câncer ou de alguma outra doença.”

Comportamento

Raquel comemora a vida

Neste sábado, 8, Dia Mundial de Combate ao Câncer, a analista de RH serve de exemplo de persistência e luta contra a doença

“Hoje não posso mais esperar algo acontecer para que eu seja feliz. Tenho que viver o agora. Amanhã eu não sei.” Raquel Schmidt, 39, assim como qualquer ser humano não tem noção da hora em que o fim da vida chegará.

esquerda.“Com o cabelo fui lá, enfrentei, coloquei o lenço e até saio sem. Mas o seio foi complicado. Perdi uma parte do meu corpo, algo que mexe com a minha sensualidade.”

Hábitos saudáveis: antes e depois

O oncologista e responsável pelo serviço de quimioterapia do Hospital Bruno Born (HBB), Leandro Brust, considera que a auto-estima, como a de Raquel, é essencial para enfrentar o tratamento. “Pensamento positivo atrai coisas positivas”, considera o médico.

Mas passa por um momento difícil, que lhe fez pensar acerca da importância da vida. Raquel é uma das 12,7 milhões de pessoas no mundo que no ano passado foram diagnosticadas com câncer. Descobriu um nódulo no seio esquerdo enquanto tomava banho. A suspeita de neoplasia surgiu de imediato.

Após uma ecografia e uma biópsia, em julho, a presença de um tumor maligno foi confirmada. Ainda em fase inicial, mas já perigosa.“Nunca pensamos que pode acontecer com nós. Foi algo bem impactante.”

Raquel precisou passar por oito sessões de quimioterapia. Já na primeira, perdeu o cabelo, e precisou explicar para a filha Natalia, de cinco anos, o que estava acontecendo.“Até agora não é fácil para ela. Sempre me promete fazermos mil coisas, quando eu voltar a ter cabelo.”

O procedimento também fez ela se afastar do trabalho. A analista de Recursos Humanos, agora passa por uma avaliação para verificar se necessitará de radioterapias. Mais uma batalha, que ela talvez deverá enfrentar. Nada que a faça tirar o sorriso, e a maquiagem, do rosto.

A família e amigos são imprescindíveis, mas nada é mais importante do que estar bem consigo mesmo.“Eu me considero uma pessoa muito positiva. Sempre fui auto astral. Tenho uma luta diária, então preciso disso para me motivar. Tem que ter vontade de viver.”

Assim como outras condições de vida saudável. Manter-se no peso ideal, praticar esportes, alimentar-se bem, cuidar da pele, não fumar e não beber em excesso, são aliados de quem enfrenta a doença.

Raquel considera que a alimentação regrada, e a prática de atividades físicas foram o que lhe renderam força, para ainda estar em pé. Controlar tais fatores é extremamente relevante para quem também quer diminuir os riscos de ter câncer, aponta o médico.

Lenha na fogueira

Por ter câncer de mama tipo HER 2, uma forma agressiva da doença, que atinge 20% das pacientes, Raquel também precisa fazer imunoterapia Uma aplicação de medicamento na veia, a cada 21 dias, para evitar que o câncer se espalhe.

Do limão está fazendo uma limonada, como ela mesma diz. “Tiro muitas lições disso. Precisamos olhar mais para a gente. Vou esperar me aposentar para fazer alguma coisa? Não. A felicidade está nos pequenos momentos. Podemos ser felizes todos os dias.”

A última e mais violenta fase ocorreu faz apenas 20 dias. No dia 15 de março, Raquel passou por uma cirurgia para a retirada de toda a mama

Ele acredita, com base em estudos, que não cuidar da saúde seja um fator extra para quem já tem tendência à doença, como em casos hereditários.

“A hereditariedade, que pode passar de um pai ou mãe para o filho, compreende entre 5 e 10% de todos as causas do câncer. Mas existe uma interação entre estes e os fatores de risco ambientais que ainda não é bem compreendida, e pode aumentar a ocorrência do câncer de forma significativa. Seria como ter um risco e colocar lenha na fogueira.”

O mesmo ocorreria em relação ao excesso de trabalho, estudo, ou seja, da falta de descanso. “O impacto em uma engrenagem vai repercutir sobre outra, seja na forma de câncer ou de alguma outra doença.”

Os perigos da vida longa

Brust atribui o aumento dos casos de câncer também ao envelhecimento da população - Conforme a Organização Mundial da Saúde a estimativa é de que em 2020 surjam 15 milhões de novos casos de câncer no mundo.

“O nosso corpo não é diferente de um carro. Ele tem um prazo de validade. Além desse prazo existe um custo. Felizmente estamos começando a aprender a fazer economia ou administração biológica.”

Avanços no tratamento

Brust também se mostra animado quanto a evolução nos tratamentos. Há um expressivo ganho no tempo de vida das pessoas, mesmo com um câncer avançado. “Não falo com base no que leio e estudo, falo do que temos vivenciado efetivamente, no dia a dia, no nosso Centro de Pesquisa para Novos Tratamentos do Câncer, junto ao HBB.”

O médico afirma que o tempo de vida estimado para alguns tumores avançados tem saltado de seis a oito meses para mais de três anos. Hoje são realizadas desde cirurgia até radioterapia, quimioterapia e transplante de medula óssea. Alguns pacientes, necessitam, inclusive, da junção de vários tratamentos.

Como o câncer se desenvolve

Estimativa de novos casos – por taxa de incidência

HomensMulheres

CasosTaxa BrutaCasosTaxa Bruta

Pele não Melanoma7770141,81566097,97

Próstata6000109,5900

Mama Feminina00521090,2

Colo do Útero0087015,14

Traqueia, Brônquio e Pulmão264048,16160027,67

Cólon e Reto 1510 27,56168029,13

Estômago 830 15,175108,86

Estima-se que, no total, todas os tipos de neoplasias – além destas citadas na tabela - chegaram a afetar 32.230 homens e 26.100 mulheres no estado. Fonte:Inca

Causas aleatórias

Um estudo do Centro do Câncer da Universidade Johns Hopkins, publicado na revista científica Science no mês passado, apontou que as causas do câncer podem ser aleatórias. Fatores ambientais, como tabagismo, alcoolismo e obesidade, não foram descartados. Corresponderiam a 29% dos casos, a hereditariedade a 5%, e os outros 66% seriam fruto apenas do azar.

A pesquisa afirma que a maioria das

mutações cancerosas são resultantes de erros comuns, do próprio organismo, no momento em que as células se dividem, e novas são criadas. Foram analisados 32 tipos de câncer, amostras da população e dados epidemiológicos de 69 países. Porém, outros estudos, feitos antes, convergem para a direção contrária. Novos apontamentos acerca da pesquisa ainda não foram feitos de forma oficial.

Uma mãozinha para o fim do medo

Se cada um de nós pudesse expressar quais são e de onde surgem os medos, ficaríamos todos impressionados com a variedade de respostas. Há medos peculiares e outros comuns à maioria das pessoas. Não é minha intenção classificar ou debater os medos, mas sim falar de alguns bálsamos que utilizamos no dia a dia para ameniza-los.

Em geral, para os medos mais evidentes, adotamos medidas de precaução, como instalar alarmes, cercas elétricas, ficar longe de animais ferozes, usar repelente e filtro solar, olhar bem para os dois lados antes de atravessar uma rua, lavar as frutas e verduras antes de comê-las, fazer seguros e previdência privada, etc.

Mas há alguns medos um tanto mais complexos e, na maioria das vezes, inconscientes. Alguns desses, e talvez os mais presentes em nossas vidas, são medos invisíveis mais derradeiros. Medo da morte e medo da solidão. Pensa bem, ninguém tem medo de viajar de avião. As pessoas sentem medo mesmo é de morrer em uma possível queda. Se tivéssemos certeza absoluta de que nunca, de que jamais cairíamos, voaríamos despreocupados.

Sim, a maioria de nós conhece esses medos e para esses não há muitas ações de ordem prática que podemos adotar, mas, ainda assim, talvez sem nos darmos conta, já temos algumas atitudes para amenizá-los. A mais usual é o ato de seguramos a mão de alguém que sente medo ou então de darmos a nossa mão para que alguém a segure quando somos nós que sentimos aquela sensação de insegurança nos invadindo.

É corriqueiro um filho querer adormecer de mãos dadas com a mamãe ou o papai. Por quê? Para sentir-se seguro, protegido. Quando apaixonados, caminhamos de mãos dadas e assim demonstramos que não estamos sós. Da mesma forma, quando oramos, são elas que unimos em um gesto de súplica e fé.

E tem mais: é o aperto de mãos que simboliza a paz e vela acordos que para muitos ainda vale mais do que qualquer documento. Quando enfermos, é pelo seu toque que passamos e recebemos afeto. Segurar a mão de alguém nos dá coragem. Até a injeção dói menos!

Arte nas cascas

Manter a tradição da pintura das cascas de ovos é um desafio na sociedade atual. Para propagar a atividade, Leila Kauffmann ensina as novas gerações.

Com o auxílio das tias paternas Helga e Edel, Leila Kauffmann pintou na infância as primeiras cascas de ovos de galinha. Tinta guache e pincel, papel crepom e vinagre eram materiais indispensáveis à atividade.

Comum no período de Páscoa, além de promover o momento de integração familiar, a prática rendia bons e gostosos presentes. Coloridas, as duras crostas eram preenchidas com amendoim, envolto em açúcar e davam água na boca das crianças.

“Na década de 1960, 1970, ganhávamos pouco chocolate. As casquinhas eram o mais comum”, conta. O aprendizado passado de geração em geração foi conservado.

Na fase adulta, Leila continuou pintando as cascas, entregando aos filhos e afilhados. Até que encontrou na atividade familiar uma forma de expandir a produção artesanal.

Por meio de cursos de pintura em tela, aprimorou as técnicas usadas e hoje faz verdadeiras obras de arte nas

cascas.“Pinto direto na casca como se ela fosse uma tela. Usando a mesma técnica tradicional de pintura. Ao fim, envernizo para dar mais durabilidade e deixá-la lavável.”

Flores e coelhos são alguns dos desenhos que enfeitam as cascas, comercializadas em feiras de artesanato. Apesar de ganhar com a venda, Leila

São costumes que permitiam transmitir carinho, amor, admiração com a confecção do presente”

Leila Kauffmann, artesã

considera que as famílias não deveriam ter perdido o hábito de guardar as cascas, e enfeitá-las.

“O nosso corre-corre não permite que as pessoas percam tempo com isso. Mas acho que culturalmente é necessário transmitir aos nossos filhos, sobrinhos, alunos como a Páscoa era comemorada. São costumes que permitiam transmitir carinho, amor, admiração com a confecção do presente.”

Para incentivar

Para manter a tradição e propagá-la a outras famílias, Leila ministra neste sábado, 8, uma oficina de pintura de ovos, na Toca do Coelho, na Praça da Matriz. A aula será promovida pela Associação dos Artesãos de Lajeado, da qual Leila é presidente, e será aberta só para as crianças. Elas devem levar as próprias cascas.

Raquel Winter

As mãos são mesmo poderosas quando usadas para o bem. Feitas para amar, acariciar, criar, tocar, energizar. Jamais para agredir e ferir. Então fica a dica: quando sentir medo, tire-o com as mãos. cronicasraquel@gmail.com

mãos são mesmo usad tas cria Jama feri quan tire cro Ra

Artesanato
Leila aplica nas cascas a mesma técnica usada para pintura em tela
ANDERSON LOPES

Objeto de desejo

À espera do Coelhinho

Enfeitar a casa para a Páscoa é hábito de muitas famílias e dá um sentido ainda mais especial à troca de abraços e chocolates. Quem se atrasou, mas ainda quer dar aquele toque na decoração tem tempo. Na ABC Lajeado, as opções são variadas.

nfeitar a casa para a Páscoa é hábito de muitas e um mais à troca de abraços e chocolates. se atrasou, mas ainda dar toque na decoração tem tempo. Na ABC são variadas.

Casal de coelhos
Árvore de Páscoa
Guirlanda
Cesta de chocolates
Porta-objetos
Família de coelhos
Peso de porta

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AH - Você | 08 e 09 de abril de 2017 by Jornal A Hora - Issuu