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AH - Você | 21, 22 e 23 de abril de 2017

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Páginas 12, 13 e 14

Pontos para o bem-estar

O empresário Cristian

Lima dedica algumas horas da semana para acertar cestas, e cuidar da saúde

Dez horas de trabalho por dia. Essa é a média do expediente do empresário Cristian Lima, 39. Uma rotina pesada, de muitas viagens e disciplina. O cotidiano ganhou uma válvula de escape num ponto público de Lajeado. Morador da cidade faz quatro anos, Lima descobriuquepodedescarregar todooestressediárionoParque Professor Theobaldo Dick. Com 1 metro e 87 centímetros de altura, ele sempre gostoudejogarbasquete.“Sempre fui o pior jogador de futebol.

QUEM FEZ ESTA EDIÇÃO voce@jornalahora.inf.br

Sou o gandula do gandula. Então, como sou alto, jogar basquete foi mais fácil”, brinca.

Na adolescência, disputava campeonatos com os colegas da escola. Já na faculdade, formou um grupo de praticantes. Mas foi em Lajeado que conseguiu jogar de modo contínuo.

No parque, conheceu outros amantes do esporte, e o basquete voltou à rotina do empresário. A cada encontro, o vínculo dos jogadores se fortalecia.

Ao passo em que criaram um grupo de Whatsapp, para marcar jogos duas a três vezes por semana. Hoje, o time tem cerca de 15 integrantes, com idade que vão dos 15 aos 75 anos.

“É um local onde encon-

| Você. | FIM DE SEMANA, 22 E 23 DE ABRIL DE 2017

tro pessoas que tenho pouco convívio. Existe uma camaradagem muito forte. Fazemos só pela diversão, sem estresse, sem competição.”

Lima considera que o ambiente é sadio, inspira o relaxamento.

Pela saúde

Além do momento para se distrair, o empresário cita benefícios à saúde. Em 2012, após fazer uma cirurgia na coluna, o médico estimou que ele necessitasse de três a seis meses de recuperação. Mas em um mês e meio Lima executava as atividades normais.

“Como tenho bastante trabalho, acredito que seja ainda mais importante cuidar da saúde”, aponta.

Quando não consegue jogar, Lima fica menos disposto. Mas quando pode acertar algumas cestas, toma um banho, e ainda volta a trabalhar até de madrugada. “Eu simplesmente paro o que estou fazendo, e vou lá. Suo pra caramba, fico cansado fisicamente, mas emocional-

Cristian Lima garante a saúde e novas amizades por meio do basquete

mente renovado. Tenho quase 40 anos, mas não me sinto nem com 30.”

Lima ainda tem como hobby o surf, rafting e stand up paddle.

Disponível para verificação junto ao impressor (ZH Editora Jornalística)

Direção Editorial e Coordenação: Fernando Weiss - Produção: Carolina Chaves - Arte: Gianini Oliveira e Fábio Costa Foto de capa: Divulgação - Tiragem: 7.000 exemplares.

Acessório essencial

Acompanhantes das mulheres em todas as ocasiões, as bolsas já fazem parte do look diário. Grandes, médias ou pequenas, elas são essenciais para carregar tudo o que for necessário. Com a chegada do outono, novas tendências surgem para os diferentes estilos. Nas Lojas Dullius, há diversas opções para arrasar na escolha. O veludo é a aposta da vez.

Big bag de couro
Bolsa saco (pequena)
Big bag em veludo preto
Bolsa média de mão ou lateral
Bolsa saco (grande)
Bolsa lateral em tom laranja
Mochila
Big bag em veludo

Fala, Doutor

Trabalho conjunto garante vidas

Equipe do Hospital Bruno Born (HBB) trabalha na sensibilização das famílias de pacientes para doação de órgãos e tecidos

Omomento de perda de um familiar ou amigo pode se transformar no ganho de outras vidas.

É o que a Organização de Procura de Órgãos e Tecidos (OPO6), do Hospital Bruno Born (HBB), tenta transmitir a familiares de pacientes com morte encefálica.

Existente desde 2010, a equipe procura sensibilizar as pessoas da importância da doação de órgãos e tecidos. Hoje a maior fila é para a doação de rins. No Brasil, há mais de 20 mil à espera. No RS, são 857.

“A lista cresce a cada ano. Enquanto as doações, nem tanto”, afirma a enfermeira da OPO6, Adriana Calvi. No hospital, durante 2015, houve 12 retiradas de órgãos. Número que caiu para oito, em 2016, de um total de 28 notificações por morte encefálica.

Adriana atribui o baixo número a diversos fatores. Os principais seriam a falta de conversa em vida sobre a morte e sobre a vontade das pessoas serem doadoras. Famílias ainda consideram um tabu falar sobre o assunto em casa.

“Como não há um documento que seja usado como comprovante da vontade do paciente, o diálogo com os familiares é a melhor solução. Percebemos que, quando o assunto é esclarecido, a família nunca se nega. Mas, quando não houve uma conversa prévia, é muito mais difícil de autorizarem”, relata.

Por vezes, também existe dificuldade em aceitar a morte encefálica. “Hoje, já há mais entendimento.” Faz alguns anos que o hospital adotou procedimentos preparatórios para comunicar esse tipo de falência.

Conforme o Conselho Federal de

Medicina, três testes clínicos são necessários para o diagnóstico de morte encefálica. Logo após a percepção das primeiras falhas de alguns sinais vitais, a família é informada.

Em seguida, é feito o primeiro exame clínico. O médico avalia reflexos de dor, nas pupilas, córneo palpebral, óculo cefálico e vestibular, reflexos traqueais (tosse) e apneia (respiração).

Em adultos, o mesmo é repetido em seis horas. Em crianças, em um período de 12 horas a 48 horas, dependendo da idade. Para conclusão do diagnóstico, também é necessário um exame de imagem.

Doação

Com a autorização para retirada dos órgãos, mais exames são feitos. Todas as informações são repassadas à Central de Transplantes, em Porto Alegre, que faz a busca dos possíveis receptores. É preciso que ocorra com-

Apoiadores

Órgãos que podem ser doados

•Córneas

•Rins

•Fígado

•Pulmões

•Coração

•Pâncreas

Às vezes, a família também não quer esperar. Mas, quando aguarda, sente depois o alento em ter doado, em ter ajudado alguém a viver.

patibilidade sanguínea, e outros elementos, como tamanho corporal. Do óbito até a retirada, os procedimentos levam de 14 a 16 horas, podendo se estender a 24 horas. “Às vezes, a família também não quer esperar. Mas, quando aguarda, sente depois o alento em ter doado, em ter ajudado alguém a viver.”

Nova chance

Parte das doações de órgãos também pode ser feita por pessoas vivas. Sem prejuízo à saúde, é possível doar o fígado, que tem capacidade de regeneração, e o rim, já que não há dificuldade para o doador sobreviver com apenas um. Inês Nos Brentano, 57, foi beneficiada com essa possibilidade. A moradora de Arroio do Meio ganhou nova vida em 2010, ao passar por um transplante de rim, doado pela irmã mais nova, Iara. Antes disso, havia permanecido um ano na fila. Além das hemodiálises, sofria com a angústia de não saber como sobreviveria com apenas 9% dos rins funcionando. “Desde que comecei a ter problemas renais, eu sabia que pararia na fila, mas tudo ficou pior quando cheguei lá. Era tudo uma incógnita.”

O marido surgiu como primeira opção, mas nos exames finais foi constatado que ele não estava apto a passar pela cirurgia. A irmã se ofereceu, e teve compatibilidade com Inês.

“Até hoje me sinto em dívida com ela. Nunca terei como agradecer o suficiente o que fez por mim.”

Colocar-se no lugar do outro é a melhor alternativa, aponta Inês.“ Doar órgãos é doar vida. Nunca pense que isso não pode acontecer contigo, ou com tua família.”

Adriana Calvi, enfermeira do OPO6
Inês Nos Brentano recebeu um rim da irmã mais nova, Iara. Procedimento ocorreu em 2010
ANDERSON LOPES

Disposição em alta

Manter uma alimentação saudável é uma das formas de garantir energia para enfrentar o dia a dia. Quando o impulso natural não é suficiente, suplementos caseiros podem ajudar a dar a disposição necessária.

Com base de frutas e legumes frescos, estes sucos ganham um toque especial com o acréscimo de energéticos naturais, como o guaraná e a canela, além de vitaminas e minerais como água de coco e spirulina em pó.

Suco de guaraná, gengibre e canela

Ingredientes

– 250 ml de água

– 1 colher (chá) de guaraná em pó

– 1 fatia média de gengibre

– suco de 1 limão

– 1 colher (sobremesa) de melado

– 5 folhas de hortelã

– 1 colher (chá) de canela em pó

Preparo

Bata tudo no liquidificador e beba, de preferência, sem coar. Esta é uma bebida muito energizante, estimulante, portanto, o uso deve ser feito somente durante a manhã.

Fonte:www.greenme.com.br

Um apelo ao senhor sisudo

Há alguns dias, participei de uma conversa de negócios e deparei-me com um jovem empresário. Escutando atenta ao seu inflamado discurso, também pude ver em seus olhos a expressão da esperança, da paixão e da vontade de fazer acontecer. Falou sobre a importância de entusiasmar as pessoas, sobre a relevância de aceitar opiniões adversas às suas e, acima de tudo, sobre os sonhos que tinha para si e para aqueles que com ele estavam compartilhando a vida. Então, repentinamente, diminuiu o tom entusiasmado e demonstrou sua frustração, fechou seu sorriso, franziu a testa e expôs as amarras que o induzem a acreditar que para ser um líder sério, capaz de manter a força, é preciso manter, como ele próprio falou, “uma certa imagem de sisudo”.

Perguntei-me, por quê? Por que ele oscilava em seu comportamento, estando hora aqui, hora lá? A resposta foi entregue quando conheci os demais diretores com quem ele convive. Para manter um pouco de suavidade, direi apenas que são pessoas exageradamente conservadoras.

Lamentei que, para viver em meio aos demais colegas de diretoria, ele tivesse que sustentar o tal rótulo de senhor sisudo. Há muitos anos trabalhando em ambientes corporativos, afirmo o quanto é raro encontrar almas esperançosas e sonhadoras, capazes de fazerem-se inspiradoras e admiráveis. Capazes de legitimar discursos que equilibrem as abordagens cartesianas da gestão com as premissas de mudança e adaptação que emergem em um universo cada vez menos previsível. Pois saiba, senhor sisudo, que o que nos falta no dia a dia das organizações

Raquel Winter

são senhores inspiração, senhores afeto, senhores visionários e, acima de tudo, senhores leveza. É esse o perfil de liderança que os nossos jovens desejam encontrar e seguir. Para alcançar metas e elevar os indicadores de performance das organizações, exige-se, sim, ambientes propícios à criatividade, expressão, inovação.

Necessitamos de lideranças capazes de dar sentido aos movimentos da equipe e tanto faz se a cara for sisuda ou feliz desde que seja coerente com o ambiente e o discurso. Nesse contexto, talvez uma pitada de loucura seja igualmente vital. Por outro lado, parece-me que a loucura já está presente nos seres que insistem na tentativa de se manterem sanos em atmosferas impregnadas de mediocridade e de disputa pelo poder. Ai, ai, ai. O que fazer então com esse papo duro e confuso? Sei não, mas, por ora, pedir-te-ei, senhor sisudo, que não percas as falas do teu olhar e faça-te um líder raro e que não sucumbe à verdadeira insanidade dos demais que te invocam essa postura que jaz no mundo atual.

Assuma que, assim como nos propõe algumas passagens da obra Elogio da Loucura, do Erasmo, se mantiveres teus desejos e sonhos circulando em tuas veias, bastará que te olhem de frente para que logo te conheçam a fundo, sem a necessidade de palavras, sem simulação alguma e mostrando-te por fora como és no coração. E por ora basta.

cronicasraquel@gmail.com

Coluna

Sociedade, cultura e entretenimento

Para celebrar bons momentos

Empreender é lançar-se ao novo, enxergar possibilidades e realizar antes. Desejar e partir para a ação. A família Althaus tem história no empreendedorismo e mostrou isso na semana passada, em Novo Paraíso, , onde apresentou mais um negócio: o Centro de Eventos Bella Vita. Mais de uma centena de convidados brindou com os Althaus a transformação da casa de chácara em um salão de festas amplo e moderno. A área externa para amplo estacionamento e a vista sobre o interior de Estrela dão uma atmosfera

Aproveitei a noite para registrar algu-

Ereneide K.Cunha, nam os novos trajes oficiais concluída. Segundo Werner, bandeira do município sofisticação dos trajes em detalhes. O público Suinofest, marcada para

Clima nórdico inspira lajeadenses

Respirar novos ares e desafiar as fronteiras geográficas permitem ampliar nossos horizontes. A foto é mais um exemplo de quem busca se atualizar e qualificar.

Jean e Franciele Zagonel, recém-casados, deixaram o Brasil poucos dias após a cerimônia para voltar a residir na cidade de Linköping, a duas horas de Estocolmo, na Suécia. O intercâmbio da PUC de Porto Alegre com a universidade de Linköping (LIU) viabiliza o doutorado em Medicina e Ciências da Saúde para Franciele. E Jean cursa mestrado em Estratégia e Gestão Master - Strategy and Management in International Organizations.

Fabiana e Henriqueta Althaus Engster. A última coordena o espaço
Ricardo e Tchany com o pequeno Oscar
OBJETIVO FOTOGRAFIA
Miguel Arenhart e Márcia Pierozan
Rose e Daniela Rodrigues, Isolete Hünemeier e Camila Schere

Na expectativa

Maiara Durante Gonçalves e Ricardo Werner assioficiais das soberanas de Encantado. A criação está Werner, o grupo se inspirou na tradição. As cores da município combinadas com elementos da cultura italiana. A de passeio e social ganharam tecidos nobres e ricos público poderá conferir a novidade em breve, durante a para junho.

CRIS COSTA
Jean e Franciele em passeio pela cidade aproveitam as poucas horas de sol naquela região

Turismo

Pelas veias da América Latina

Fernanda Pinheiro Brod narra a viagem que fez, neste ano, com o marido pelo Uruguai. Com as próprias palavras, destaca as experiências culturais, e as surpresas inerentes às vivências turísticas

Abordo do próprio carro, a professora Fernanda Pinheiro Brod e o marido Rodrigo embarcaram, no verão passado, rumo ao Uruguai. A decisão de ir ao segundo menor país da América do Sul ocorreu no início deste ano.

A princípio, uma viagem rápida, de alguns dias, que seria mais acessível em tempos de crise. Mas que, ao fim, foi capaz de mostrar que a América Latina tem muito a oferecer – apesar do deslumbramento que outros continentes sempre possam despertar.

A ideia era conhecer o litoral uruguaio e chegar à capital, Montevidéu, conta Fernanda. Para isso, o casal optou pelo caminho do Chuí, tendo em vista que a primeira parada era a praia de Punta del Diablo. Rumo a Pelotas, passando por Rio Grande, Fernanda e Brod atravessaram a Estação Ecológica do Taim.

A viagem até cruzar a fronteira durou seis horas. Já em Punta del Diablo, encontraram uma praia que mistura

belezas naturais com um certo charme hippie. “Não espere nenhum glamour, mas prepare-se para se encantar com a beleza das coisas simples, com casas coloridas, com gente circulando displicentemente por todo o lugar.” Fernanda não sabe se tem hotel por lá, mas há hostel – uma versão mais desco-

“Não espere nenhum glamour, mas prepare-se para se encantar com a beleza das coisas simples”

Fernanda Brod

-americana, artistas de rua, comida e cerveja boa, relembra. “O dia parece mais familiar com nossas praias gaúchas, com a diferença de que a praia em si é mais interessante e a água bem mais gelada.”

lada, onde a moçada divide espaços coletivos e se pode experimentar a sensação de viver em uma república de estudantes. “Sempre tem alguém tocando violão, e outro compartilhando um mate.”

A noite é um dos períodos mais interessantes de Punta del Diablo, com muita gente circulando, música latino-

Na cidade, o casal se hospedou no El Diablo Tranquilo. Para Fernanda, foi bacana, exceto pelo fato de que na saída o cartão de crédito não passava, pois o pagamento no local ocorre via um sistema on-line. “Eu me imaginei lavando pratos em um hostel o resto da vida para pagar nossa estadia naqueles dias, mas no fim deu tudo certo.”

Em Punta Ballena, Fernanda esteve na Casapueblo, que abriga o acervo do
O Teatro Solís foi um dos pontos visitados pelo casal em Montevidéu
A praia de Punta del Diablo é rica em belezas naturais e atrações locais
FOTOS ARQUIVO
PESSOAL

Montevidéu

De Punta Ballena viajaram mais cinco horas até Montevidéu. Por lá, o casal conheceu belas paisagens, circulou em boas estradas, e pagou alguns pedágios – reza a lenda que aceitam reais, mas pagamos em pesos uruguaios – dá a dica.

“Montevidéu é uma cidade linda. Mistura o antigo e o moderno, tem avenidas largas, e uma ramblaàbeiradoRiodelaPlataqueédeencantar qualquer um. Duas noites na cidade foram pouco pra tudo que há para fazer.”

Fernanda e Brod se hospedaram em um hotel no bairro Pocitos, onde à noite há uma grande opção de bares e restaurantes, bem próximos à rambla. “O hotel emprestava bicicletas e era possível pedalar quilômetros, ainda que, no nosso caso, tenhamos sido surpreendidos por uma tormenta que quase nos fez sair voando. No dia seguinte, ficamos sabendo que era pra ter sido um ciclone, mas que veio mais tranquilo.”

Fernanda alerta para sempre verificar a previsão do tempo antes de viajar. Durante o dia, aconselha conhecer o centro histórico. O casal optou por ir de táxi e começou o passeio pelo

Teatro Solís – um local elegante que recebe espetáculos de todo o gênero.

Há uma visita guiada por estudantes que fazem uma espécie de estágio no local, com pe-

quenasintervençõesdeatoresencenandoesquetes durante o passeio. “A atmosfera é acolhedora e remete a um outro tempo.”

No centro, visitaram diversas feiras, onde se vende cuia, bomba, artesanato, antiguidades, entre outros objetos – por falar em antiguidades, foi em Montevidéu que encontraram umas raridades em vinil, por um preço muito camarada. O passeio foi encerrado no centro com uma visita ao Mercado Público, que tem comidas típicas, lojas de souvenirs, bares e restaurantes –detalhe para as copitas que você vai recebendo durante a caminhada pelo mercado, com aperitivos que quase lhe deixam embriagado só pelo passeio. “Os vegetarianos que não me ouçam, mas a carne servida no mercado é sensacional, um dos melhores assados que já comi.”

Na volta, o casal apenas parou no Chuí para gastar a “poca plata” que sobrou. “Nada relevante, já que na bagagem trazíamos cuia e bomba, osdiscosdevinilgarimpadosnocentrohistórico, uma bola do time celeste para o Lucas, camiseta para João e um instrumento musical chamado marimba para o Igor. Além da certeza de que tem muita coisa bonita pra ver por latino america e dá vontade de marcar logo a próxima viagem.”

Dicas da Fernanda

CaboPolônio

Saindo de Punta del Diablo, eles passaram por Cabo Polônio. “Só passamos mesmo porque descobrimos que tem que se ir com muita vontade de passar um dia inteiro na praia. A galera chegava com cadeiras, guarda-sóis e comida e a gente não estava propriamente equipado para tudo isso.” Na próxima vez, pretendem voltar melhor equipados, com os dois filhos a tiracolo.

Para ir aos países do Mercosul, não é necessário ter/levar passaporte, mas portar a carteira de identidade. Não é aceita carteira nacional de habilitação. –

Em Punta del Diablo, há apenas um caixa eletrônico e, no dia em que precisamos usar, ele havia “engolido” o cartão do cliente anterior. Então o melhor é levar sempre dinheiro em espécie. A maioria dos lugares aceita dólares, reais e pesos ou a mistura de tudo isso.

De Punta del Leste foram a Punta Ballena – onde tiveram uma das mais interessantes experiências da viagem: visitar Casapueblo, o antigo ateliê do artista Carlos Paez Villaró, local por ele construído e que hoje abriga seu acervo.

“O lugar é lindíssimo, tem uma cafeteria, a vista do pôr-do-sol da baía e é de uma experiência cultural ímpar. Grande parte do prédio é um hotel de luxo, mas a parte da galeria é aberta à visitação pública, mediante pagamento de entrada.”

– A legislação não permite a compra de cannabis por turistas, mas apenas a venda de sementes para cidadãos locais.

– Você encontra alguns produtos interessantes feitos a partir de cannabis, como sabonetes. Esses você pode trazer e colocar no banheiro de casa, sem ter problemas jurídicos.

Punta del Leste
Punta Ballena
ateliê do artista Carlos Paez Villaró

Comportamento

Energia capaz de transformar

A energia gerada pelo ser humano, e objetos que o cercam, tem interferência na vida do indivíduo.

Estudiosos de diferentes áreas apontam que saber controlá-la é um dos segredos para garantir bem-estar.

Afísica quântica afirma que tudo no universo é energia. Desde a cadeira onde senta, ao jornal que lê, e até o seu próprio corpo.

Isso acontece porque os humanos e os objetos são formados por moléculas, compostas por átomos, que contêm apenas vibrações em seu interior, ou seja, energia.

Força profunda que para diversas áreas é a principal causa dos avanços, ou regressos, que cada indivíduo conquista na vida pessoal, profissional e espiritual.

A ciência que estuda a saúde mental aponta que as energias positivas e negativas se formam no cérebro de cada pessoa. Surgem por meio dos pensamentos e sentimentos, e podem ter diversas consequências.

“A forma que você pensa está diretamente ligada à forma com que você se sente”, aponta a psicóloga Maria Copetti.

Ela afirma que se a pessoa pensa de modo positivo irá gerar emoções e sentimentos agradáveis como a alegria, esperança e a gratidão. Esses, consequentemente, provocarão a energia necessária para comportamentos mais saudáveis e funcionais.

A prática de esportes, de terapias e meditação, auxilia nessa produção e assim aumentam os níveis de energia psíquica, aponta.

“A terapia auxilia ainda na identificação e na mudança dos padrões de pensamento disfuncionais, gerando novas formas de pensar e, como consequência, um maior número de pensamentos e de comportamentos sau-

dáveis, geradores de bem-estar.” Quando os pensamentos são positivos, até a dor pode passar. “Pessoas com a crença de serem altamente eficazes e fortes diante dos problemas, toleram melhor a dor e reagem com uma secreção elevada de opioides quando confrontadas com um estímulo doloroso”, explica.

Isso ocorre, principalmente, quando a pessoa começa a ver a dor menos como uma catástrofe sobre a qual ela não tem controle e mais como uma condição até certo ponto controlável.

“De acordo com esse raciocínio, o que realmente faz as terapias de dor crônica funcionar é o processo de mudança cognitiva, ou seja, a intensidade da dor está intimamente relacionada com o que a pessoa acredita sobre o mundo e sobre si mesma.”

A doença do negativismo

Um pensamento negativo irá gerar emoções e sentimentos desagra-

dáveis como tristeza e culpa, que ocasionam comportamentos menos saudáveis, como o isolamento e a desistência.

A preocupação com o futuro, típica da ansiedade, gera a ativação da glândula suprarrenal e a excreção de um hormônio chamado cortisol. Substância que, além de tóxica, enfraquece o sistema imunológico. “Por esse motivo, é comum que as pessoas adoeçam após passarem por um período estressante ou ansiogênico”, explica Maria.

A ativação demasiada de pensamentos ruins também pode ser a origem de doenças como a depressão. “Ao interpretar um evento neutro de uma forma negativa, a pessoa sente-se triste e age de forma a perpetuar essa emoção, com comportamentos depressivos, como ficar na cama o dia inteiro.”

Comportamentos de evitação, como utilizar álcool para distrair-se dos problemas ou o tabaco para alívio momentâneo da ansiedade, também são propulsores da diminuição da energia psíquica.

DIVULGAÇÃO

Energia espiritual

Já para a doutrina espírita, as energias são produzidas pelo espírito que cada pessoa tem. Sentimentos, pensamentos e emoções são as fontes geradoras dessas vibrações, que podem variar de um dia para outro.

Diretor da Associação Espírita Ramatis, Adivi Luis Secco, 55, trabalha com o espiritismo faz 15 anos. Aponta que as energias dependem da situação emocional de cada um, que é formado não só pelas energias próprias, mas de outros

Sugestões da psicóloga Maria Copetti para “controlar a mente”

A psicóloga aponta que a produção de energia psíquica não pode ser modificada diretamente, mas o pensamento que a gera pode. Para isso, a primeira tarefa é de automonitorização.

“Aprendendo a tornar-se mais consciente dos seus padrões de pensa-

mento, é possível modificarmos nosso padrão de pensamento, aumentando a produção de pensamentos mais realistas e positivos e consequentemente gerando mais energia positiva e qualidade de vida”, afirma.

Depois de identificar um pensamento negativo, a pessoa pode testar a validade do mesmo por meio das seguintes perguntas:

• Esse pensamento é baseado na realidade? Quais são as evidências que apoiam e que são contra?

• Existe uma explicação alternativa para esse pensamento?

• Qual é a pior coisa que poderia acontecer se isso fosse real? Seria possível superar isso?

• Esse pensamento tem como base alguma experiência negativa que vivenciei (especialmente na minha infância)?

• Se eu tivesse somente mais um ano de vida, esse pensamento continuaria sendo assim tão importante?

• Se esse pensamento fosse de um amigo meu, o que eu diria para ele?

espíritos encarnados, e desencarnados.

Para dominar as nossas energias, Secco acredita que é necessário conhecimento interno, atual e de vidas passadas. A percepção de que a felicidade está nas pequenas coisas do dia a dia é um avanço rumo a um bom estado emocional.

Assim como assimilar as dificuldades, encarar os problemas e se livrar de sentimentos ruins, como orgulho, ódio e inveja. Orar, meditar, ouvir música e

ter uma alimentação saudável também ajuda nesse processo.

“Cada vida faz parte de um processo evolutivo.Àsvezes,apessoaaindanãoalcançouonívelnecessárioparacompreender que a felicidade não está num celular novo, mas na família e amigos. Por isso, acabasofrendo,tendoenergiasruins.”

Essa falha no estado emocional também pode abrir caminho para as más correntes externas, como um carma, ou pessoas da vivência diária, que

não têm o espírito evoluído.

CONTINUE>>>

“São duas espécies de obsessor que podem lhe atingir, e sugar suas energias. Isso só não acontecerá se você estiver forte, atento ao que lhe faz mal, e o que precisa fazer para evoluir como pessoa.”

Rafael Klabunde é adepto de uma das práticas mais tradicionais para transformação de energias: a meditação. Faz cinco anos, ele medita, em média, cinco vezes por semana. Cada sessão dura de dez e 20 minutos.

Acredita que a meditação é uma prática fundamental para se equilibrar, acalmar a mente, despertar a consciência para viver com mais clareza e discernimento, mais tranquilidade e assertividade.

Além de estabilizar a pressão sanguínea; traz benefícios emocionais, como redução do estresse e da ansiedade; mentais, melhora da memória, do raciocínio, da concentração e da produtividade; e espirituais, sensação de paz interior, plenitude e felicidade

Diversas religiões e filosofias espirituais, como o taoísmo, o hinduísmo, o budismo e o cristianismo apostam em diferentes formas de meditação como meio de purificação do ser humano, de transformação de energias negativas em positivas.

“Temos uma mente impura e sem disciplina que se torna descontrolada, agressiva e maléfica. A meditação se-

ria uma espécie de treinamento mental para se alcançar maior equilíbrio e equanimidade da mente”, afirma Klabunde.

Ele relatou em dois livros as mudanças que a prática trouxe à sua vida.

Hoje ensina outras pessoas a meditar, em busca de autoconhecimento e paz.

“Antes, eu era confuso e vivia através de hábitos maléficos e, hoje, me sinto muito mais confiante, saudável e feliz. Sei que sou responsável por minhas

A energia dos ambientes

emoções, sei como lidar com minha mente.”

Além da meditação, yoga, reiki, cromoterapia e acupuntura trabalham a positividade por meio do controle da mente.

Estudioso da biofísica, o geobiólogo Isnar Amaral acredita que as energias que afetam as pessoas não são apenas de origem espiritual, mas também física.

Energias que circulam no ambiente de trabalho ou em casa podem até ser consideradas perigosas para a saúde, aponta.

Entre as mais presentes no convívio humano atual, estão as micro-ondas, usadas pelo celular; as eletromagnéticas, presentes nas correntes elétricas; as geomagnéticas, provenientes da terra; as eletrostáticas, que movem as tubulações de água, esgoto e gás; e a energia mental, que está em cada pessoa.

“São frequências de energias sutis, não ionizantes, como aquelas dispensadas pelos aparelhos de raios x, mas que aos poucos podem interferir na multiplicação das células do DNA. Assim,

agravar ou desencadear certas doenças, de acordo com a situação.”

O câncer seria uma das patologias mais comuns em quem recebe maior carga de energias externas. Como exemplo de perigo, o geobiólogo aponta o fato de dormir sobre correntes de água ou trabalhar em locais onde há quinas sobre a cabeça.

“Muitos não acreditam porque não veem, mas esses feixes de energia estão a todo momento refletindo em nós. Se passamos muito tempo num local onde elas são batidas e rebatidas, como nas quinas, somos mais afetados.”

O mesmo ocorre quando se vive ou trabalha em um ambiente com pessoas que têm pensamentos negativos. “Há pessoas com medo, angústia, outras com raiva, inveja, que acabam baixando a energia do ambiente e também podem afetar aos demais. Por

outro lado, também podem estar desequilibradas por conta do ambiente.”

Ele acredita que o ideal é trabalhar, mesmo nesses casos, de fora para dentro. Tratar o ambiente, e assim melhorar as pessoas. Amaral aplica uma tecnologia alemã, bastante usada em países de primeiro

mundo, para reenergizar os locais. “Os humanos são complicados de tratar, não são constantes. Então é melhor trabalhar as energias do local, que logo elas se sentirão mais harmônicas.” Como consequência à melhora da saúde das pessoas, a técnica possibilitaria ganhos nos relacionamentos e rendimentos.

Rafael Klabunde ensina a técnica da meditação. Prática melhora concentração e autocontrole e traz paz interior, plenitude e felicidade

Objeto de desejo

Ambiente purificado

Acasa é o porto-seguro, para onde vamos após o trabalho a fim de descansar e renovar as energias. Esses momentos de relaxamento ficam ainda melhores quando o ambiente contribui. Na Arla, há uma infinidade de objetos que podem trazer mais tranquilidade para seu dia a dia.

Coruja para trazer sabedoria Bambu-da-sorte
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