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AH - Pensar Lajeado |26 de janeiro de 2017

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Caderno Especial Lajeado, 126 Anos Janeiro de 2017

Jornal A Hora

Para marcar os 126 anos de Lajeado, comemorados hoje, caderno especial elenca 15 temas fundamentais para a evolução, qualidade de vida e sustentabilidade da cidade. O prefeito Marcelo Caumo, no comando do município desde janeiro, fala sobre cada um deles e projeta investimentos, melhorias e soluções para os próximos quatro anos.

Abertura

Lajeado faz 126 anos e precisa de um plano

Acidade mais populosa do Vale do Taquari cresce ano a ano. Referência na indústria, comércio e serviços, Lajeado recebe, em média, mil novos imigrantes por ano. Espremida em seus 90 quilômetros quadrados, mantém um PIB per capita de R$ 36 mil e vê o orçamento municipal aumentar sistematicamente. A qualidade de vida é destaque em pesquisas de variados institutos. O crescimento populacional e a rápida urbanização evocam problemas e urbanos.

Impasses surgem em todas as áreas. Na saúde, educação, segurança pública e nos investimentos. Também na geração de emprego e renda, na mobilidade urbana, na preservação do ambiente e no saneamento básico. Esse, aliás, está distante da pauta dos últimos gestores municipais. Em 2014, pouco menos de 0,15% do orçamento municipal foi dire-

Fica tudo com a Corsan. A estatal pouco faz. Nos últimos sete anos, por exemplo, desde o término da primeira (ETE), no bairro Moinhos, a média de economias interligadas com a estrumantém índices alarmantes. Menos de 1% das mais de 55 mil economias lajeacorreta.

Nas décadas de 40 e 50, a cidade era povoada por menos de 40 mil pessoas em um território com mais de 1,1 mil quilômetros quadrados. Passados mais de 60 anos, a população quase duplicou,cipação de sete municípios – Boqueirão do Leão, Progresso, Santa Clara do Sul, Sério, Marques de Souza, Forquetinha e Canudos do Vale –, baixou 92%. A área rural, antes predominante, hoje representa pouco ou quase nada diante dos ambientes urbanos. De acordo com índices do Valor Adicionado Fiscal (VAF) por setor, a agricultura alcançava 1% dos R$ 799 milhões registrados em 2003, contra 36% da indústria e outros 63% do comércio. Em 2013, a representatividade rural foi de 0,4% diante dos R$ 2,4 milhões do VAF, gerando pouco mais de R$ 10,2 mil.

vel por 73% do total. Um aumento de 10% em relação aos índices de 2003. No mesmo período analisado, o ramo industrial baixou de 36% para 26%.

Fundado em 1º de julho de 2002

Diretor Geral: Adair Weiss

Publicação do jornal A Hora. Todos os direitos reservados Lajeado - Vale do Taquari - RS

Diretor Editorial: Fernando Weiss

Diretor Administrativo: Fabrício de Almeida

Diretor Comercial: Sandro Lucas

pelo poder público é grande: desemprego, aumento da frota de veículos sem sintonia com a cidade – eram 32,9 mil em 2005 e em 2015 passaram para 62,3 mil –, poluição, insegurança e pobreza em bairros mais distantes, crescimento desordenado e, especialmente, ausência

Ao lado de uma extensa lista de desae orgulho.

Criado pelo Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) para acompanhar o desenvolvimento socioeconômico do país, o IFDM avalia as condições de educação, saúde, emprego e renda de todos os municípios brasileiros. Na edição de 2015, a última lançada, Lajeado ocupa a primeira posição no ranking estadual, com 0,8813 pontos. A cidade repetiu o resultado de 2012, principalmente por conta do avanço no IFDM Educação (0,8882).

Da mesma forma, foi destaque nacional em uma pesquisa da Urban Systems – e divulgada pela Revista Exame – que mostra as cidades brasileiras com menos de cem mil habitantes como modelos de

RedaÁ„o

Av. Benjamin Constant, 1034/201 Fone: 51 3710-4200

CEP 95900-000 - Lajeado - RS ahora@jornalahora.inf.br www.jornalahora.inf.br

Textos: Rodrigo Martini

Arte: Cassia Paula Colla

Revis„o: Viandara Rempel

CoordenaÁ„o editorial: Fernando Weiss

Lajeado na 26ª posição no RS, com um nível considerado “alto”. São números e índices positivos. Mesmo assim, nos últimos anos, a recorrência de saldos negativos nos cálculos de admissões e demissões de trabalhadores – em 2015, de janeiro a novembro, foram admitidos 13.202 e demitidos 13.691 – acende o alerta.

PENSAR LAJEADO. Para marcar o 126º aniversário de Lajeado, o jornal A Hora elenca 15 temas que impactam na vida dos lajeadenses.

Prefeito desde o dia 1º, Marcelo Caumo discorre uma análise sobre cada um deles, arisca promessas, mas mantém cautela sobre os temas mais complexos. Há menos de um mês no governo, ainda falta uma leitura macro sobre a cidade e também sobre o que será feito.

Com o caderno Pensar Lajeado, A Hora mantém o olhar vigilante sobre o desenvolvimento da cidade, e leva aos leitores as propostas e respostas do novo governo sobre 15 assuntos que dizem respeito aos quase 80 mil lajeadenses. Boa leitura!

Tiragem desta edição: 7.000 exemplares. Disponível para verificação junto ao impressor (ZH Editora Jornalística)

Proibida a venda avulsa

Emprego e renda

Lajeado já é um polo comercial e industrial. A demanda de novos moradores exige consde empregos. Ainda, em um momento de crise, gerem recursos para o município. Falta de áreas para novas indústrias e precariedade do distrito

lajeadense e, segundo, atrair novas empresas e indústrias para a cidade?

Lajeado é um município de gente trabalhadora e empreendedora. Precisamos facilitar a vida de quem quer fazer negócio. Vamos fazer com que Lajeado seja referência em simplicidade para abertura e fechamento de empresas. Isso está ao alcance e está sendo construído com apoio de entidades que representam os empreendedores e contadores da cidade. Queremos que aquelas pessoas que queiram empreender encontrem no poder público um facilitador, não um problema. Temos uma cidade boa de se viver e um IDH alto, de 0,838, maior que Chile e Portugal, por exemplo. Temos um PIB per capita de mais de R$ 36.000,00, o que é equivalente a um país que está entre os 25 melhores nesse quesito no mundo. Estamos no centro de uma região com 350.000 habitantes e um PIB superior a R$ 10 bilhões. Estamos no cruzamento de uma rodovia federal

Estacionamento rotativo

Em funcionamento faz mais de 20 anos, o estacionamento rotativo em Lajeado ainda gera altos

rente aumento no número de veículos a proposta do novo governo para ame-cados no modelo de estacionamento

O QUE DIZ O GOVERNO MUNICIPAL

DIZ RNO PAL

que é uma das mais importantes do estado com uma rodovia estadual que nos liga a outra região importante, que é o Vale do Rio Pardo.

Nossa vizinha Estrela tem um porto e um entrocamento multimodal rodo-hidro-ferroviário. Estamos a uma hora de carro da Serra Gaúcha e a 110 km de Porto Alegre. Temos a Univates, que está conquistando um grande prestígio em âmbito estadual e é uma grande formadora de mão de Educação, que deve ser inaugurado em breve e já tem turmas em formação. Senai, Sebrae, Senac e Precisamos mostrar isso para quem é de fora e quer investir. A economia terá uma retomada sólida e Lajeado precisa estar bem posicionada para aproveitar este momento. Temos de dar dinamismo à cidade.

O QUE DIZ O GOVERNO MUNICIPAL DIZ RNO PAL

Em função do crescimento da frota de veículos em Lajeado, o estacionamento rotativo será mantido. Para se ter uma ideia, a cidade tinha 37.185 veículos regisjá eram 61.739 – um crescimento de mais de 60%. O que temos que fazer é aperfeiçoar o modelo do estacionamento rotativo, cujo contrato atual vai até 2022. Um dos pontos que já estamos encaminhando é ampliar o número de cobradores: muitas vezes, a pessoa quer pagar e não há quem receba, e ela não sabe usar a máquina. Também queremos rever o horário de

necessidade de cobrar o estacionamento no horário do meio-dia e ainda o valor do aviso de irregularidade, que é de R$ 20 e considerado alto por muitas pessoas. Estamos revendo com a Stacione a necessidade de manter como área azul alguns pontos da cidade, como as vias transversais entre a av. Benjamin Constant e rua João Abott. Se não há procura por aquelas vagas, poderia ser suspenso o rotativo nesses pontos, mas essa é uma ideia ainda em discussão.

Turismo

Apesar dos poucos investimentos, Lajeado atrai bom número de visitantes e turistas durante o ano, principalmente ao Jardim Botânico e Parque Histórico. No entanto, é perceptível que boa parte do potencial turístico da cidade segue subaproveitada.

Como o Rio Taquari, os belvederes, os prédios históricos e, principalmente, o turismo de negócios. Diante disso, quais são os projetos do governo para incrementar o setor e tornar o município uma das referências em turismo?

Vemos o turismo como uma grande potencialidade da nossa região. Encaramos como aspecto importante no desenvolvimento econômico e é por esse motivo que temos a pasta hoje inserida na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Agricultura. O desenvolvimento de uma região é feito pelos empreendedores, pelos trabalhadores e pela comunidade. Nosso trabalho será buscar investidores dentro de Lajeado e fora dela que queiram explorar o turismo em estruturas que podem ser melhor aproveitadas hoje, como o Parque Histórico. Temos de pensar e fazer o simples para criarmos uma cultura: o primeiro público a ser cativado é o próprio lajeadense.

Além disso, estamos no centro do Vale do Taquari e existe uma enorme demanda reprimida de lazer e cultura.

O QUE DIZ O GOVERNO MUNICIPAL

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Um exemplo de atividade que queremos incentivar são os brew pubs (bares que produzem a própria cerveja). Temos já centenas de pessoas produzindo sua própria cerveja na cidade e um público que cada vez mais se interessa por cervejas artesanais, então, é hora de aproveitar esse potencial. O Parque Histórico tem papel central nisso. Também temos o enorme potencial turístico do Rio Taquari. Precisamos desenvolver atividades e eventos que nos liguem às suas águas. Atividades como a pesca e a motonáutica sempre estiveram presentes, mas podemos ir além com esportes mais acessíveis como o stand up paddle.

A ideia é promover a integração regional com outros atrativos de turismo de aventura da região como o Viaduto 13, em Vespasiano Corrêa. É fundamental que a comunidade utilize

o rio, que é uma beleza natural e pode ser um cartão-postal da cidade. As pessoas estão despertando para isso, assim como a comunidade já despertou para o Natal e, certamente, será novamente outro grande atrativo da cidade. É uma característica local: quando a comunidade abraça alguma coisa, dá certo.

O poder público pode ser o incentivador, mas o investimento da iniciativa privada e o envolvimento da comunidade são a base disso tudo. Vemos cada vez mais a nossa cidade vocacionada ao turismo de eventos e negócios. É uma constatação do governo, de especialistas e de entidades como a Amturvales, por exemplo. A tendência de crescimento desse tipo de turismo é enorme. Temos uma rede hoteleira e de opções de lazer na cidade.

Saneamento e ambiente natural

As providências por parte do Executivo para manter o ambiente longe dos riscos de degradação são raras em Lajeado. A quase completa ausência de um sistema de tratamento de esgoto, o do Rio Taquari, baixos índices de reciclagem de lixo junto ao aterro sanitário, a saturação do mesmo aterro, a falta de regulação sobre o trabalho dos catadores de lixo e o desamparo as associações da área, e o recorrente acúmulo de lixo em bueiros e às margens do Taquari são problemas recorrentes. Tal como a falta de política de arborização. Também faltam programas de preservação de espépassa até pela superlotação do canil municipal. Diante desses percalços, quais são as mudanças e projetos previstos pelo novo governo para sanar os problemas ambientais?

Estamos cientes dos problemas ambientais da cidade e, aos poucos, vamos dar encaminhamento a cada uma das questões. Quanto ao sistema de tratamento de esgoto, importante ressaltar que a responsabilidade é da Corsan que, ao ter o direito de distribuir a água na cidade, assume o compromisso de tratar o esgoto.

Estamos analisando o contrato com essa estatal e faremos nos próximos dias uma reunião para ver

Abastecimento 2010

Rede Geral 88,80%

Poço ou nascente 11,10%

Outra forma 0,20%

O QUE DIZ O GOVERNO MUNICIPAL DIZ RNO PAL

o que eles farão nessa área. Queremos que apresentem um projeto de ampliação do tratamento de esgoto na cidade. Quanto ao aterro, ele estará no seu limite de recebimento de lixo daqui a dois anos, então, já estamos dando início à busca por uma nova área. Estamos avaliando o contrato atual para ver a possibilidades de ampliar o índice de reciclagem, que é muito baixo hoje se comparado ao de municípios menores do que Lajeado.

Quanto ao canil, devemos lançar nos próximos dias um projeto para incentivar a adoção de cães em situação de rua. Além disso, queremos agilizar os processos de licenciamento ambiental para reduzir o tempo de espera de empreendedores, que estão aguardando para iniciar ou ampliar sua empresa, ou de moradores, que precisam esperar meses para fazer uma poda de árvore. São formas de a secretaria agilizar o atendimento ao cidadão.

Segurança pública

O

Aassusta cada vez mais os lajeadenses. Com as câmeras de vigilância, os furtos a lojas da área central diminuíram, mas os assaltos a pedestres e motoristas persistem em outras áreas. Ao mesmo tempo, percebe-se um aumento recorrente no número de ocorrências em praças e áreas públicas, locais que deveriam atrair – e não assustar – os lajeadenses. Tais como a Praça da Matriz, o Parque dos Dick, os belvederes do Rio Taquari e o Parque do Engenho. Diante desses percalços, e sabendo que parte dessa responsabilidade cabe ao Estado, o que o governo municipal pretende fazer para amenizar tais problemas?

Sabemos que o crime migra sempre que novos obstáculos ou medidas são adotados para impedi-lo. Os parques e demais áreas públicas devem ser ocupadas de forma sadia, cabendo à prefeitura mantê-los na mais perfeita ordem e conservação, com os bens e serviços necessários, mas também por meio da adoção de políticas e medidas que reduzam a depredação dos locais e que estimulem ao máximo a sua ocupação pela comunidade.

Os bairros têm sido afetados por estarem afastados do centro comercial, fora da atenção, e por serem, em sua maioria, ocupados apenas à noite, após o retorno das pessoas do trabalho. Acontece de muitos moradores perceberem movimentações estranhas e não procurarem os órgãos públicos para externar sua

QUE DIZ O GOVERNO MUNICIPAL DIZ RNO PAL

Acreditamos que a utilização de tecnologia e inteligência permitirá a construção de respostas efetivas e que permitam a redução do crime. Por exemplo, ao se fazer análise criminal, pode-se concluir que a falta ou que contribui com o crime. Isso é algo que deve ser comunicado e consertado, e a Secretaria de Segurança Pública (Sesp) pode buscar o apoio das demais secretarias para resolver o problema de forma mais rápida.

A segurança é uma construção contínua entre poder público e sociedade. Com o levantamento de pontos vulneráveis e análise de informações, os órgãos policiais recebem dados mais rapidamente. Esses diagnósticos permitem um conhecimento da realidade local e também de quais órgãos

deverão intervir, pois muitas ações anteriores, como roçadas, iluminação, ações de ocupação por determinados segmentos da sociedade, como ONGs, feiras, etc, podem minimizar a atuação de criminosos.

Cabe à Sesp ser a estimuladora dessas ações e a conexão mais próxima das demandas da cidade com os órgãos que participam do sistema de segurança pública. Investimento em inteligência, busca da resolução decativamente o status de determinado local, o estímulo à ocupação racional e ordeira, ao cuidado com os bens, a manutenção dos serviços, políticas sociais de integração e a troca de informações com os órgãos integrantes do sistema de segurança pública permitirão agir preventivamente e, assim, reduzir os índices de criminalidade.

Modernização do Plano Diretor

discussão sobre um novo Plano Diretor passa de gestor para gestor. Enquanto isso, novos loteamentos são construídos todos os anos e milhares de novos habitantes chegam a Lajeado no mesmo período. Para a nova gestão, quais são os principais defeitos do atual Plano Diretor? Quais as propostas para adaptá-lo à nossa realidade? Quais

sociedade para conseguir implantar tais mudanças? Além disso, sobram problemas de mobilidade urbana na cidade. A falta de um processo licitatório no transporte coletivo, a quase ausência de ciclovias e engarrafamentos constantes em algumas avenidas da cidade são problemas pontuais. Como esses serão resolvidos ou amenizados?

O QUE DIZ O GOVERNO MUNICIPAL DIZ RNO PAL

Pavimentação de ruas e estradas

Durante a última gestão da ex-prefeita Carmen Regina, o governo optou bastante pelas pavimentações por meio de contribuição de melhoria. Na administração passada, além das pavimentações comu-

diversas pavimentações por meio da CEF. Todas as três modalidades apresentam bons exemplos, mas também problemas. Entre esses, inadimplência dos contribuintes (contribuição de melhoria), falta de prestação de contas das associações de moradores (comunitárias) e altos

levar o máximo de pavimentações aos bairros de Laje

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Ao longo dos anos, foram diversas propostas para melhor aproveitar o Parque do Imigrante. Também foram construídos o Parque de Eventos em São Bento e o Parque Histórico. Se tratam de grandes áreas de lazer, esportes, negócios e cultura. No entanto, a cada troca de governo, as informações são semelhantes: o cenário desses parques é de abandono e subaproveitamento. Como o governo procederá para tornar esses locais mais atraentes e, principalmente, fazer com que gerem receitas e maior retorno para a sociedade?

Em primeiro lugar, precisamos pensar em modelos de uso em que as pessoas passem a frequentar rotineiramente os parques e áreas públicas. Temos um grande exemplo em Lajeado que deu certo: o Parque dos Dick.

O lajeadense utiliza essa estrutura porque tem uma diversidade de opções de lazer num mesmo lugar: pista de caminhada, pista de corrida, quadras de esportes coletivos, praças e brinquedos para crianças, pista de skate, sombra para um chimarrão e muito mais. É um parque que foi pensado para

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que as pessoas utilizassem: além de estar bem localizado, tem fácil acesso para quem vem a pé, de carro ou transporte coletivo.

espaços públicos. Encontrar o que exatamente fará com que ele seja utilizado pelas pessoas. O Parque Histórico, por exemplo, carece de atividades semanais para que as pessoas se acostumem à ideia de que sempre encontrarão algo divertido por lá. Precisa ser genuinamente um centro cultural da cidade.

O Parque do Imigrante, que é o nosso parque de eventos, precisa

ser utilizado não apenas para feiras. Diversas entidades já demonstraram interesse em ter sua sede lá, mantendo em conjunto um centro de eventos que seria utilizado o ano todo. É um projeto que deve ter um maior debate e deve avançar nesta gestão.

Aideia é sempre envolver a comunidade, a sociedade civil organizada e as entidades por meio de parcerias para que possamos garantir a manutenção adequada e os investimentos. O poder público está com sua capacidade de investimento muito limitada, por isso, parcerias são fundamentais.

Educação e vagas nas creches

Durante a última gestão do PP em Lajeado, o governo construiu as últimas creches em bairros como Igrejinha e Moinhos D’Água. A então gestora também optou pelo aluguel de casas para adaptá-las e atender crianças. Já a administração passada iniciou a obra de uma creche no bairro Conventos, mas ela ainda não foi concluída. Para tentarmas creches foram ampliadas. Mas o problema da falta de vagas é contínuo. Diante disso, como o novo gestor pretende zerar ou amenizar a falta de vagas em creches no município? E no ensino dos jovens e adolescentes, quais as propostas para diminuir a evasão, garantir melhores índices de aprovação entre os alunos, e como melhor aproveitar as escolas técnicas já existentes hoje no município?

Estamos realizando um estudo rigoroso com as gestoras eleitas e indicadas das escolas municipais de Educação Infantil para readequação das turmas. Após a conclusão desse primeiro diagnóstico, poderemos informar o número correto de criançasvas vagas, bem como ter uma noção mais precisa da demanda existente. Ressaltamos que temos conhecimento da existência de falta de vagas na Educação Infantil e que resolver essa questão é uma das prioridades da secretaria. Ao mesmo tempo, não podemos esquecer que devemos atender com qualidade as

LO QUE DIZ

O GOVERNO MUNICIPAL

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crianças já matriculadas e não pensar apenas em quantidade, pois cada nova orçamento da secretaria.

Também está acontecendo simultaneamente um estudo da situação física em que se encontram as escolas para posteriormente se pensar em reformas, adequações, ampliações e novas obras. Quanto à obra em andamento da Doce Infância em Conventos, está sendo acompanhada pelos com o Colégio Sinodal a permanência das turmas existentes no espaço locado.

Estamos cientes dos problemas quanto

Lazer e esporte aos jovens

ajeado carece de espaços públicos para diversão e esporte. Diante da ausência, acabam tomando conta de vias públicas e loteamentos novos, levando transtorno – em função dos excessos – aos moradores próximos. Diante dos problemas, as soluções apresentadas por antigos gestores foi proibir o acesso/estacionamento em alguns pontos da cidade, como as avenidas Piraí, Avelino Tallini e Alberto Müller e, mais recentemente, o chamado Pico do 8, nos fundos do ginásio da Univates. Quais propostas para garantir bons espaços para esporte e lazer e, principalmente, a harmonia nessas áreas utilizadas pelos jovens lajeadenses?

à falta de vagas, porém, é importante destacar que são necessários estudos e planejamento para não gerar o comprometimento do trabalho já existente e obrigatório.

Já formamos uma equipe pedagógica de professores da rede com competência para dar suporte pedagógico/administrativo para escolas de Educação Infantil e de Ensino Fundamental quanto ao plaevasão escolar e aumentar os índices de aprovação, garantindo aos alunos e professores um ambiente de conhecimento e educação de qualidade.

Quanto a locais para práticas esportivas e lazer, Lajeado é uma cidade privilegiada, pois temos o Parque Histórico, o Parque dos Dick, onde hoje é possível realizar várias práticas esportivas, e também o Parque do Imigrante, com seus ginásios e a sua vasta área externa, além de outros ginásios e campos de futebol nos bairros.

Além disso, temos ainda as praças de bairro, muitas delas com acade-

O QUE DIZ

O GOVERNO MUNICIPAL

DIZ RNO PAL

mias ao ar livre e canchas de areia, que também podem ser melhor utilizadas. Importante é fazer uma boa manutenção dos espaços já existentes, e para isso precisamos do apoio da comunidade do entorno.

Também estamos avaliando a busca de parcerias na iniciativa privada para a adoção desses espaços públicos. Faremos também um estudo junto às secretarias de Planejamento e do Meio Ambiente para discutir e

planejar outras áreas para esporte e lazer em locais fora da região central. Outra proposta em estudo é a promoção de eventos junto a essas áreas de lazer, com a participação da comunidade, a exemplo de alguns que já vêm ocorrendo, como o Arte na Praça. O mais importante para nós é contar com a participação da comunidade para que esses espaços possam ser mantidos e bem aproveitados.

Saúde pública

Em relação à falta de médicos, já tomamos diversas medidas. No dia 2 de janeiro, contratamos dois médicos clínicos-gerais com 40 horas cada para atender nas unidades de desde novembro. Também recontratamos o infectologista do SAE, que havia sido desligado em novembro e que presta um importante trabalho de saúde pública para o tratamento de doenças infectocontagiosas e no controle da tuberculose.

temos na rede municipal, e estamos ainda negociando a contratação de um traumato-ortopedista. O objetivo é prestar atendimento clínico nessas duas especialidades que têm demanda reprimida e com pedidos aguarnegociando também a recontratação de der-

O QUE DIZ O GOVERNO MUNICIPAL DIZ RNO PAL

matologista para o centro de saúde Montanha.

Em relação à saúde mental, estamos reestruturando os Caps do município, pois o Caps Alcóol e Drogas e o Caps Infantil estão sem a equipe mínima necessária para garantir os incentivos estaduais e a qualidade do atendimento à população. Um dos projetos é o unindo as secretarias de Saúde e Educação

tram que a baixa escolaridade torna os jovens mais propensos a crimes e delitos. Tratar as doenças que estão ligadas ao baixo desempenho escolar estimula a formação escolar, a criminalidade.

A dependência química pode ser acompanhada nas unidades de saúde e no Caps Álcool e Drogas, que conta com uma equipe

para atendimentos individuais, em grupo, busca ativa na população vulnerável e casos graves, acompanhamento na Casa de Acolhida com moradores de rua, vagas para internaFrancisco. A saúde do idoso está inserida dentro da medicações para o tratamento das doenças mais comuns, com acompanhamento nutri-

de saúde, vacinas, exames para diagnóstico precoce de osteoporose e outras doenças frequentes na terceira idade. As unidades oferecem atendimento individual e também grupos de educação em saúde, onde são abordados temas relacionados à saúde em geral, prevenção de doenças e qualidade de vida.

Habitação e assistência social

Nos próximos dois meses, as famílias moradoras desses novos apartamentos do Programa Minha Casa, Minha Vida vão assumir suas residências. A partir daí, faremos um

qual é a demanda por habitação na

Estimamos hoje que seja um número muito menor, porque temos

Área

Enfermeiros

Quantidade

26 Agentes comunitários desaúde

191 Número deLeitos

149 Médicos 194 Hospitais 1 PostosdeSaúde 15

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135 famílias na lista de suplência do Minha Casa Minha Vida e, durante a inscrição do programa, foi necessáinscrição porque não havia demanda

junto ao governo federal a participação no programa. Além disso, estamos estudando

a instalação de um posto de saúde nas proximidades para esses novos moradores dos 448 apartamentos, teremos equipes para orientação sobre como podem buscar os serviços públicos naquela área, apoio para a formação do condomínio, assistência social e outras ações que se mostrem necessárias para que essas pessoas se integrem bem ao seu novo bairro.

Áreas alagáveis

Enchentessão históricasem Lajeado. Nosúltimos anos, novospontosdealagamentosvêmsendo registrados nacidade. Osúltimosgovernos já iniciaramaremoçãodediversas famíliasquemoravam, principalmentenaregiãoconhecidacomoCantãodoSapo. DiversascasasqueestavamcondenadaspelaDefesaCivil foramdemolidas,masamaioriadelasseguehabitada.Ao longodotempo,alémdetentarretirarfamíliasdessasáreas, governosanunciaramprojetosdediqueseoutrasformasde tentarconterascheias,entreessas,novastubulaçõespara aumentaravazãodosarroios.Diantedisso,quaissãoospropósitosdonovogestorparaamenizarosproblemasgerados pelasenchenteseparaevitarnovospontosdealagamento?

O QUE DIZ

O GOVERNO

MUNICIPAL

DIZ RNO PAL

Agricultura

A prefeitura não autoriza novas construções em áreas alagáveis abaixo da cota 24 justamente pelos problemas que as enchentes causam para esses moradores. Nos últimos anos, a prefeitura conseguiu transferir alguns moradores, e as áreas desocupadas passaram a integrar o Parque dos Dick. No entanto, existem diversas moradias antigas que, para serem desocupadas, necessitam de uma ampla negociação com os proprietários.

Os projetos que prometem diminuir a intensidade das cheias precisam ser analisados com cuidado porque passam por uma extensa análise no quesito ambiental, mas podemos sim estudar maneiras possíveis de realizar esse trabalho e, de acordo com a viabilidade, planejar a sua execução.

Ao mesmo tempo, seguimos permanentemente com os trabalhos de ampliação da canalização nos locais necessários e com as ações de desobstrução de redes do esgoto pluvial, o que pode contribuir para melhorar a vazão das águas em dias de cheias.

Desde as emancipações no início da década de 90, as áreas rurais de Lajeado quase desapareceram do mapa. Mas ainda existem, mesmo com remanescentes. Diantedisso, quaissãoas propostasdogovernoparatentaralavancare darsustentabilidadeaosetordaagricultura?

O QUE DIZ

O GOVERNO

MUNICIPAL DIZ RNO PAL

As áreas agricultáveis em Lajeado diminuíram e tendem a continuar reduzindo com o crescimento da cidade, no entanto, a região continua tendo na agricultura, avicultura e suinocultura, por exemplo, grandes alicerces do seu desenvolvimento econômico.

A maior empresa de Lajeado é um abatedouro de aves e suínos, que é também um dos maiores do país. A região tem em Lajeado um polo de comércio e de serviços. A indústria do alimento, em sua maioria, tem ligação direta com a atividade primária. Nosso grandenas e médias do município para que possam vender fora de Lajeado.

As primeiras estão ingressando agora no Sistema UniFamiliar (Susaf), um programa que permite que comercializem seus produtos em todo o RS.

Rodovias em perímetro urbano

As duas rodovias que cruzam Lajeado são motores do desenvolvimento. Não há dúvidas que, não fosse por essas, Lajeado e região não teriam atingido certos índices atuais que nos colocam entre as melhores cidades do RS. No entanto, são visíveis os problemas de mobilidade e de segurança em pontos de travessias entre bairros ou de acesso a localidades. Diante disso, quais os planos do governo para sanar os recorrentes na rótula da BRF, na ERS-130, no entroncamento do Posto do Arco (também na ERS-130) e nos acessos aos bairros Montanha, Olarias e Conventos, todos pela BR-386?

camento do Posto do Arco porque o trânsito seria todo reorganizado nesses dois pontos. Mas para que não tenhamos que esperar a duplicação, já estamos estudando uma solução de curto prazo para a rótula

O QUE DIZ O GOVERNO MUNICIPAL DIZ RNO PAL

ção do trecho, ela se encaixaria no trecho já remodelado. Quanto à BR-386, já estamos tratando em uma parceria da prefeitura com o Dnit e a PRF soluções locais, que facilitem os acessos aos trecho Lajeado-Soledade. O Dnit já sinalizou a viabilidade de incluir e de dar início a esse projeto, assim como à construção das vias laterais entre o trevo de acesso a Lajeado e Forquetinha.

ENTREVISTAS

“Temos que colocar Lajeado na rota dos grandes eventos”

A Hora – Uma das bandeiras da Acil é a transformação do Parque do Imigrante em um centro de eventos. No ano passado, um projeto chegou a ser encaminhado para a câmara, mas acabou rejeitado. Como você avalia a estrutura atual da cidade para a realização de grandes eventos? E como a entidade pretende levar adiante a ideia do centro?

Miguel Arenhart – Nos últimos anos, grandes investimentos foram realizados na cidade de Lajeado que beo crescimento do setor hoteleiro, assim

isso que estamos engajados, juntamende um grande centro de eventos no de colocar a cidade na rota dos grandes eventos, como congressos, conferên-

“Aqui

do Imigrante num grande centro de

Lajeado hoje padece de uma melhor infraestrutura para instalação de novas indústrias? Como a Acil

indústrias para gerar receitas e empregos?

Arenhart – Realmente, Lajeado tem-

Expovale, Construmóbil são eventos já consolidados no estado. O que é preciso fazer para reinventá-los e torná-los ainda mais atraentes para empreendedores, investidores e clientes?

Arenhart –

entre os dias 26 de setembro e 1º de outu-

em Lajeado,

A Hora – Lajeado sempre foi um centro comercial de destaque. Hoje como lojista em relação há décadas anteriores? Por quê?

Heinz Rockenbach – Nossa localiza-

rarmos em entidades que trabalham um grande diferencial da nossa cidade,

e no incentivo aos negócios de ele-

só não se quali ca quem não quer”

Castilhos e paralelas? Se for, como e qual o papel da CDL nesse contexto?

Rockenbach –

cialmente quando falamos em mobilidade-

Como avalia, hoje, a segurança dos melhorar? E onde melhoramos nos últimos anos?

Rockenbach –

que interfere diretamente na rotina dasmelhore, oferecendo condições dignas

em determinados pontos comerciais, principalmente fora do eixo central. e a sustentabilidade desses comerciantes e lojistas que optam por pontos mais distantes da Júlio de

em qual aspecto? E como?

Rockenbach –todo e em todos os sentidos, sejamoferece cursos da mais alta qualidade, -

Nos últimos anos, percebeu-se uma desconexão entre Executivo e CDL na organização de eventos, principalmente referente ao Natal e à decoração. O que espera de 2017 nesse contexto?

Rockenbach – Preferimos falar do

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