Especial 23 anos de administração autônoma Março - 2016
CAPITÃOCOLINASMATO LEITÃOSANTA CLARA DO SULTRAVESSEIRO
O que mudou em três anos
Após 3 anos de uma edição inovadora, Pensar Cidades retorna à realidade dos seis municípios emancipados simultaneamente em 20 de março de 1992 e confere o quanto mudaram.
TÃCAPI O COLINAS TÃ MATO LEITÃO SANTA CLARA DO SUL TRAVESSEIRO SÉ SÉRIO
ARTE FÁBIO COSTA
SMARÇO DE 2016 2
Flores aos aniversariantes
eis cidades do Vale do Taquari es-
Emancipadas simultaneamente em março de 92, comemoram 23 anos de autonomia política e admi-
O nível de desenvolvimento e qualidade
Santa Clara do Sul, distante apenas 11 franco e acelerado crescimento, tanto po-cipadas no dia 20, apresenta os melhores índices de desenvolvimento, alicerçado na indústria calçadista, no comércio, na
últimos cinco, por exemplo, foram emitidas quase 600 licenças para construção de
e lhe dá a denominação de Cidades das
do perímetro urbano, a exemplo do que o
Outro avanço importante é a ordenação do crescimento, com base no plano
te na hora de abandonar o cultivo da disso, possui uma das maiores empresas
Olhar no turismo
Os morros de Sério nada se assemelham às planícies de Colinas
cascatas, mirantes, campos, Sério aposta na atração de turistas para movimentar
nas comunidades mais distantes, ainda é necessário buscar um atrativo mais ativas e também atrair os jovens a perma-
Publicação do jornal A Hora. Todos os direitos reservados Lajeado - Vale do Taquari - RS
plantou um sistema mais simples, porém,
Mato Leitão
Fundado em 1º de julho de 2002
Diretor Geral: Adair Weiss
Diretor Conte˙do: Fernando A. Weiss
Diretor de OperaÁıes: Fabrício de Almeida
RedaÁ„o Av. Benjamin Constant, 1034/201 Fone: 51 3710-4200 CEP 95900-000 - Lajeado - RS ahora@jornalahora.inf.br www.jornalahora.inf.br
solida um projeto turístico, especialmente
Luta por asfalto
meio ao crescimento do terceiro setor de Capitão e Travesseiro são essencial-
a emancipação, em 92, lutam por acessomentada em direção à BR-386, passando insiste no asfaltamento da VRS-811, que
ERS-482 é
dos anos, mas acabam na retórica dos
Textos: Estevão Heisler e Giovane Weber
DiagramaÁ„o e layout: Gianini Oliveira e Fábio Costa
Tiragem desta edição: 8 .000 exemplares. Disponível para verificação junto ao impressor (ZH Editora Jornalística) Proibida a venda avulsa
o desenvolvimento e garantem renda a milhares de famílias
Indústria e campo garantem renda. Flores viram símbolo
Dependente do setor calçadista no período da emancipação, o município passou por um processo de diversificação econômica na última década. Atraiu empreendedores, fortaleceu o comércio e firmou parcerias com cooperativas para profissionalizar o meio rural. A oferta de emprego e a qualidade de vida atraem moradores e estimulam a construção civil. Como símbolo da reorganização das fontes de arrecadação, surgiu o cultivo de flores, atividade que torna a cidade conhecida em todo RS. O empreendedorismo peculiar eleva Santa Clara do Sul ao posto de maior cidade entre as emancipadas em março de 1992.
Uma vila construída às margens da avenida 28 de Maio, em especial no entorno da igreja matriz, e sustentada pela indústria de Calçados Andreza. Toda a arrecadação de impostos era destinada ao governo de Lajeado, mas pouco retornava em investimentos naticos de desenvolvimento até dezembro
de 1989, quando um grupo de líderes municipais se reuniu para mudar o cenário. Sob o lema “Emancipar para prosseguir”, foi instituída naquela data a primeira comissão para tratar da criação do município. A emancipação, como almejavam os políticos na época, resultou um salto de qualidade ao desenvolvimento. Por muitos anos, a fábrica de calçados se
Aqui tem mais oferta (de empregos) do que procura.
Edson Thomas Empresário
manteve como motriz da economia local, deixando o município suscetível a variações no mercado calçadista, o que de fato anos de atuação, o setor calçadista entrou em declínio e forçou o poder público a
A partir disso, o modelo econômico do município foi reestruturado. Na agricultura, focou-se no empreendedorismo
Município mantém tradição com as fábricas de calçados, propulsores da economia local. Desde a emancipação, são cruciais para
ANDERSON LOPES
e em projetos capazes de desenvolver, em especial, propriedades voltadas à criação de gado leiteiro, suínos e frangos. Recebeu grande estímulo a abertura de agroindústrias, como forma de agregar valor à matéria-prima.
Em 2006, a administração municipal incentivou um grupo de pessoas a iniciar na atual denominação de Cidade das de símbolo, mas a economia sustenta-se na indústria e no setor primário. Entre 2010 e 2011, a multinacional Beira Rio comprou parte da estrutura da Calçados Andreza e devolveu ao setor calçadista a liderança no retorno de valor adicionado ao município.
Outras indústrias ampliam a atividade, como a Lisi Calçados, dirigida por Edson Thomas. Fundada em 1993, a empresa
Trabalhava com sandálias, chinelos e tamancos. Em 1997, a produção diária era de 20 pares. Na época, surgiu a proposta de confeccionar tênis esportivos. Pouco tempo depois, a média de calçados fabricados por dia chegou a 300. Há 13 anos, a empresa começou a
Santa Clara do Sul
terceirizar serviços para a Nike. Foi a funcionários e média de oito mil pares por dia. “Na hora de contratar pessoas,
Uma construção a cada três dias
As oportunidade de emprego e renda, associadas à qualidade de vida, atraem novos moradores e culminam na abertura de loteamentos. A denominação de Vila Santa Clara à época da emancipação passou a ser conhecida apenas pelos habitantes mais antigos. A vila se transformou em cidade. Prova disso, o crescimento populacional de 37% nestes 24 anos.
Santa Clara do Sul lidera os índices de construção civil entre os emancipados em 1992. De acordo com dados da Secretaria do Planejamento, entre 2011 e o ano passado, foram liberadas 537 licenças na área da construção civil, cerca de uma a cada três dias. Desde 1992, foram autorizados pelo menos 13 loteamentos.
Proprietário de uma madeireira e construtora, Gilmar Neumann enaltece a qualidade de vida, a assistência do poder público, a oferta de empregos e a proximidade com Lajeado como os principais fatores para o desenvolvimento. “Moramos em uma cidade muito bem reconhecida lá fora. As pessoas que vêm nos visitar sempre deixam muitos elogios. E isso mostra o porque a construção
civil avança tanto.”
A construtora começou em meados da década passada, com impulso do programa federal Minha Casa Minha Vida e de-
prédios. Em dezembro do ano passado, por exemplo, a empresa entregou um imóvel com 40 apartamentos no centro. Outro será lançado na SantaFlor, com projeção de início das obras para abril. Serão 36 apartamentos, com previsão de entrega para três anos. A construtora também se especializou em chalés, principalmente para chácaras no interior.
Moramos em uma cidade muito bem reconhecida lá fora. As pessoas que vêm nos visitar sempre deixam muitos elogios.
Gilmar Neumann
Empresário
De todos os municípios emancipados de Lajeado, Santa Clara do Sul desponta na construção civil. Ano a ano
surgem loteamentos e condomínios. Em cinco anos, foram 574 licenças
“Crescemos junto com o município”
Muitas famílias migraram a Santa Clara do Sul na década de 90 e acompanharam o desenvolvimento do município. O casal Inês e Inácio Reitel saiu de São José do Inhacorá e alugou uma casa no centro em junho de 1993.
Inácio chegou à cidade para trabalhar na Calçados Andreza, onde outros três irmãos estavam empregados. Passado um mês no novo endereço, nasceu o
Maiara. Em 1998, Inácio e Inês construíram a casa própria. “Foram muitos anos de hora extra na fábrica até conseguir juntar o dinheiro”, recordam.
Ele permaneceu na Andreza até 2005, quando decidiu ingressar no ramo da construção civil, que estava em plena as-
censão no município. Começou como servente e hoje trabalha como pedreiro para uma consem frente à sua moradia. “Quando chegamos em Santa Clara do Sul, havia apenas uma vila no centro. Hoje são diversos bairros e centenas de moradias novas. Nós crescemos junto com o município”, aponta Inácio que não cogita deixar a cidade.
Índice de construções
100 licenças
113 licenças
110 licenças
115 licenças
ESTEVÃO HEISLER
Belas e lucrativas: ores conquistam espaço
O município é reconhecido como a Cidade das Flores, denominação decorrente do projeto de implementação de estufas lançado em 2006.
Após cerca de dez anos do projeto,
e 11 estufas. Por ano, são produzidos 350 mil vasos e gerados 17 empregos diretos. Entre os empreendedores, está Leonardo Friedrich, que trocou o
setor calçadista e a área pública para se dedicar ao cultivo.
Ao lado da mulher Monique Bald, construiu quatro estufas. Por ano, vendem 90 mil vasos das espécies ciclame, prímula, gloxinia e gérbera. Entre os diferenciais do produto, destaca a qualidade e a durabilidade. “Entregamos o produto em até dez horas ao cliente. De São Paulo, principal
polo produtor do país, o pedido chega tempo de vida na casa do consumidor eleva nossas vendas.”
Uns dos gargalos para a expansão da atividade são a questão da logística e a instabilidade meteorológica. “Faz 40oC graus no verão e chega a 0oC no inverno. Além de conhecimento, o produtor
precisa saber qual a espécie que melhor se adapta à sua região e qual a preferência do consumidor.”
Algumas espécies são sensíveis e necessitam de cuidado diário, como controle de água, nutrientes e luz. Tudo tem que ser na medida exata. Atento às mudanças e novidades, o casal participa de seminários, feiras, cursos e visitas técnicas a regiões produtoras.
Do ônibus às estufas
Agronegócio se fortalece
ao se referir à falta de-
o frio e buscar novos produtores
Entre elas, o incentivo para a abertura de
a agroindústria surgiu da necessidade
Santa Clara do Sul
Há oito anos, Gilberto Frölich, de Santa Clara do Sul, deixou a voltei”, brinca
Santa Clara do Sul
Parque poliesportivo anima moradores
Selmo Seifert acompanha com ansiedade a construção do parque poliesportivo no centro. “Será ótimo para meus netos e eu brincarmos”, destaca. Natural de Linha Andreas, Venâncio Aires, mora na cidade faz três anos. Elogia os investimentos feitos em locais de lazer para a comunidade. “Além de reunir tudo em um único local, é seguro. Será um ponto de encontro onde podemos praticar exercícios físicos e
A estrutura é erguida à margem da rua Alberto Schabbach, no centro. O local terá pistas de caminhada e skate, quadra de basquete, de areia e campo de futebol 7, banheiros e iluminação. Ainda está prevista a construção de uma academia ao ar livre.
De acordo com o vice-prefeito, Inácio Herrmann, o parque terá uma área de 11 mil metros quadrados. O custo da
Stoll. Noélia Bald, Terezinha Arenhard e Neide Kronbauer aprovam a iniciativa do Executivo.
Noélia pratica exercícios físicos faz cerca de dez anos e enaltece os benefícios para o corpo e a mente. Terezinha também integra o grupo de ginástica da Secretaria da Saúde e comemora o investimento nas áreas do esporte e lazer.
Parque poliesportivo é construído na área central da cidade. Reunirá espaço de lazer, local para atividades físicas e de recreação e atende reivindicação antiga da sociedade
mil são uma emenda parlamentar e o restante é contrapartida do governo.
Outra obra inaugurada recentemente é a academia ao ar livre na avenida Emancipação, em frente à Praça Airton
A obra ainda inclui a construção dementos, a colocação de uma lixeira e de uma placa com 2 metros de altura por 1 metro de largura na qual estão dispostas as orientações visando à prática correta de cada exercício, além de bancos. Construída pela empresa lajeadense Corema Serviços, a academia foi custeada integralmente pela administração municipal ao valor de
Asfalto leva desenvolvimento ao interior
Empresários e moradores acumulam prejuízos em razão das perdas com o transporte da produção por estradas de chão. Para mudar essa realidade, conter o êxodo rural, fortalecer o agronegócio, o turismo rural e a criação de agroindústrias, o Executivo destina cerca de R$ 1,8 milhão para pavimentar dois trechos de estradas (4,5 quilômetros) nas comunidades de Picada Santa Clara e Nova Santa Cruz.
No primeiro trajeto, entre o Monumento dos Maragatos e a antiga fábrica
comemora a possibilidade de ter asfalto em frente à casa.
A circulação de veículos se inten-
poeira. O asfalto valoriza nossa área de terras e traz mais qualidade de vida. Voltaremos a tomar chimarrão na frente de casa”, compara.
O casal até pensou em vender as terras e morar no centro. “Achamos que era promessa de campanha, nem acredita-
mos. Estamos contentes, nosso sonho aos poucos vira realidade”, destaca a mulher Miriam.
Para Luft, outro benefício da obra será a contenção do êxodo rural e novos investimentos na área do leite, suínos e aves. “Tendo qualidade de vida e conforto igual da cidade, aliada à orientação técnica, oferta de crédito e boas estradas para escoar a produção, nossos jovens se animam a continuar o trabalho dos pais.”
No segundo semestre, iniciam as obras em Nova Santa Cruz, entre o Mo-
numento do Arado e o acesso à estrada em direção à Picada Santa Clara, um trajeto 2,8 mil metros. Segundo o prefeito Fabiano Immich, os asfaltamentos no interior visam, em especial, diminuir as despesas de manutenção das vias, tendo em vista que os trajetos contemplados demandam de melhorias frequentes
de ligação a municípios vizinhos e de escoamento da produção agrícola e industrial”, ressalta.
ESTEVÃO HEISLER
Santa Clara do Sul
Prefeito Fabiano Immich: “esta é a primeira etapa de um ciclo novo que inicia nas estradas do interior. O asfalto precisa ser estendido também para as outras comunidades. Além de melhorar qualidade de vida, gera economia, pois não necessita de reformas como a estrada de chão
“Uma nova vida começa”
Arno Hermann comemora a chegada do asfalto na comunidade. “Representa qualidade de vida, conforto, motivos para investir e fortalecer o agronegócio.”
Ele e a mulher Erta moram na localidade faz 17 anos. A intensidade da poeira causou problemas pulmonares a -
dade de respirar. Com esta obra, uma nova vida começa.”
Ele conta que há dez anos um vereador prometou asfaltar a via. Mesmo
diante da demora em iniciarem as obras, ele diz nunca ter perdido a esperança.
“Sempre dizia aos prefeitos que levar asfalto ao interior era uma das soluções para manter os jovens e um incentivo para as famílias investirem mais na agricultura.”
Terezinha Neumann concorda. “Talvez se antigamente tivessem investido em projetos assim, algum dos meus
Outro trecho que está em obras é a
rua Silvestre Adolfo Gregory, no centro. Compreendida entre as avenidas 28 de Maio e Emancipação, a via é uma das secundárias de maior movimento do centro. Serão investidos R$ 573 mil. O asfaltamento terá 401 metros de extensão e 14 metros de largura. O projeto também prevê a construção de calçada em ambos os lados. Com essa obra, o Executivo somará quase R$ 4 milhões de investimentos em pavimentação nos últimos três anos. Marceli Maria Lang
festeja. Ela reside faz 16 anos na rua, onde mantém um salão de beleza. “O asfalto melhorará muito a nossa vida.”
ESTEVÃO HEISLER
Immich entrega o governo em abril
Prefeito desde 2012, Fabiano Immich (PMDB) continuou o projeto de diver-
crise e manter os investimentos em Entre as principais conquistas, destaca
tos no centro e no interior, compra de 21
Qual o principal objetivo da SantaFlor?
Immich
na feira uma oportunidade singu-
Ao mesmo tempo, o evento ajuda a -
Immich deixa o comando do Execu-
O município passou por grandes
cação e superou adversidades. Quais
Immich
A Hora – O país enfrenta uma das piores crises econômicas das últimas décadas. Apesar disso, Santa Clara do Sul mantém investimentos. Como faz?
Fabiano Immich – É preciso uma -
rem os impostos em obras que tragam
É preciso uma gestão sólida, técnica e e caz, uma equipe pro ssional e uma comunidade empreendedora.
Fabiano Immich
Prefeito
ANDERSON LOPES
Da lavoura sai a renda, do turismo, a motivação
Setor primário compõe 80% do orçamento e condiciona aposta na atração de turistas
Situada entre montanhas e ladeada pelo Rio Taquari, a cidade jardim desponta para o turismo e começa a colher frutos da aposta. Belas paisagens, o capricho da comunidade e a ornamentação diferenciada de ruas e imóveis na Páscoa e no Natal atraem mais de 30 mil visitantes todos os anos. Mas provém do setor primário a maciça arrecadação de impostos e o sustento das atividades do poder público.
De acordo com dados da Secretaria da Fazenda, a agricultura corresponde a quase 80% do orçamento – R$ 12,6 milhões em 2015. As mais de 375 propriedades rurais têm como principais bases as criações de suínos, frangos e gado leiteiro. “O
também garante segurança ao município. Além desses três setores, a fruticultura começa a se destacar”, aponta o secretário da Agricultura, Harri Luckemeier.
Tamanha a importância da agricultura, destaca o secretário, que 70% dos serviços de máquina se concentram nas propriedades, como no reparo dos acessos, confecção de silagem e terraplenagem. Embora o setor esteja em constante crescimento, existe preocupação com o êxodo rural.
A história da família Uebel, de Linha Leopoldina, se assemelha à do município e retrata a realidade da grande maioria dos agricultores. A lida no campo começou em 1988. A renda obtida com
apenas para o sustento do casal. A má conservação das estradas e a pouca assistência do poder público desestimulavam investimentos na propriedade.
Com a emancipação, contam Louvani, 48, e o marido Ademir, 50, a infraestrutura melhorou e viabilizou planos da faantes precisávamos puxar o caminhão leiteiro com a junta de bois recebeu até calçamento”, lembra a mulher. Em 2000, produção. Em paralelo às vacas leiteiras, eram alojados cem suínos. “Naquela
hoje e tínhamos que evoluir dentro das nossas possibilidades.”
Todo o dinheiro arrecadado com a criação de suínos era guardado para a expansão da atividade. Dois anos depois, a
família ampliou a estrutura para alojar 250 animais. Em 2006, para 500 e, em 2011, para 750. Os resultados positivos motivapassado, um novo chiqueiro, para outros de fevereiro. As condições encorajam os
Turismo em ascensão
A cada Páscoa e Natal, ou também no período da tradicional Blumentanzfest,
Setor primário em números
Aves – 725 mil cabeças/ano – 40 produtores
Galinhas poedeiras –53 mil cabeças/ano (1.426.968 dúzias/ano) - três produtores
Suínos – 45 mil animais alojados – 60 produtores
Leite – mais de 7 milhões de litros/ano – 130 produtores
a cidade com pouco mais de dois mil habitantes se transforma. Centenas de ornamentos embelezam as ruas centrais, jardins e as praças.
A interação entre poder público e comunidade culmina na atração de milhares de turistas a cada época e, em determinados dias, o número de pessoas na cidade duplica. O comércio local colhe frutos do projeto idealizado pelo ex-prefeito Edelbert Jasper. Lojas de vestuário, bazar, artesanato, setor de alimentação e outros. Todos começam a perceber que é possível lucrar com o turismo, como a empresária Roseli Clair Eckel, 55, proprietária de um estabelecimento às margens da ERS-129.
O hobby da família se transformou em
Agregamos produtos e recebemos clientes todos os dias. Jamais imaginei viver do turismo.
Roseli Clair Eckel Comerciante
negócio. Na primeira vez em que a cidade foi decorada, Roseli foi convidada pelo município a confeccionar os enfeites. “Fomos surpreendidos pela quantidade de visitantes e muita gente queria comprar o que estava exposto, mas não era vendido por aqui”, relata Roseli.
Gisele, Roseli decidiu abrir uma loja. Com o tempo, todo o leque de produtos foi expandido e hoje a família mantém o estabelecimento aberto o ano inteiro. “Agregamos produtos e recebemos clientes todos os dias. Jamais imaginei viver do turismo.”
Aposta no trem turístico
Apesar dos avanços na atração de tu-
ristas, a infraestrutura continua carente. Entre os principais apontamentos feitos pelos visitantes, está a falta de diversidade gastronômica e de produtos. Além disso, não há hotéis ou pousadas para viajantes de outras regiões permanecerem por mais tempo no município. Um dos marcos para o setor na cidade e região é o início do trem turístico
Serra Verde Express fará o transporte de passageiros por meio dos trilhos da América Latina Logística (ALL), entre Estrela e Guaporé. Em Colinas, já está liberada a estação férrea. Pelos próximos 20 anos, o município tem a concessão para restaurar, conservar e utilizar o prédio como uma das paradas do roteiro.
Decoração e atrativos especiais para datas comemorativas, como Páscoa e Natal, levam mais de 30 mil pessoas ao município todos os anos
MACIEL DELFINO
Gestão no setor primário fortalece economia local
Propriedades rurais correspondem a 67,8% do valor adicionado do município
Maior fonte de arrecadação de impostos do município, o setor primário se desenvolve a partir da gestão implementada nas propriedades rurais e do incentivo oferecido pelo poder público. Programas voltados à melhora dos resultados no campo, como o Produção Integrada de Sistemas Agropecuários (Pisa), dos custos, aumento da produtividade e diminuição dos impactos ambientais. A cidade desenvolve o que tem de melhor: a agricultura. Prova disso, a instalação de uma indústria de laticínios na comunidade de Picada Felipe Essig
Inaugurada em meados de 2014, demandou investimento de quase R$ 1,5 milhão e hoje emprega 16 pessoas. A cada mês, são industrializados 400 mil litros, matéria-prima oriunda de 200 propriedades rurais da região. Todos fornecedores recebem acompanhamento técnico. Além de garantir renda às famílias, a empresa agrega valor ao produto. São fabricados queijo mussarela fatiado, queijo inteiro, leite UHT integral, desnatado e estreia o achocolatado.
Os produtos são vendidos para os vales do Taquari, Rio Pardo, Serra Gaúcha e Região Metropolitana. O faturamento atinge R$ 600 mil mensais. O proprietário Eduardo Grave enaltece o auxílio do poder público para viabilizar o empreendimento. Foram R$ 250 mil de incentivo em serviços de terraplanagem e na compra da área. O setor leiteiro integra o tripé da agricultura no município, acompanhado pela avicultura e suinocultura. Ao todo
são 252 produtores, com 2,5 mil vacas em lactação e produção anual de 9,4 milhões de litros. Entre eles, está Rogério Meyer, 45, de Três Saltos Baixo. Há 12 anos, Meyer decidiu fechar o mercado que tinha em Porto Alegre e, em busca de qualidade de vida, retornar ao município de origem. O lucro obtido com a venda dos quatro mil litros mensais de leite produzidos na propriedade era destinado para ampliar o rebanho e
investir em maquinário. Na última década, estima ter aplicado mais de R$ 150 mil em infraestrutura.
Gestão na propriedade -
priedade, buscou informações por meio do programa Pisa. A grande maioria das dúvidas foi esclarecida e o produtor aprimorou o serviço. “Hoje não devemos mais chamar de propriedade rural, mas sim
Travesseiro está entre as cidades gaúchas com melhor índice de propriedades livres de brucelose e tuberculose, fruto do projeto pioneiro desenvolvido na comarca de Arroio do Meio
ESTEVÃO HEISLER
empresa rural. A gestão é essencial para quem pretende permanecer no campo”, aponta Meyer.
O produtor tem 60 vacas leiteiras no rebanho. Dessas, 30 integram grupo destinado a substituir as 20 que estão em lactação. As outras dez começam a dar leite no inverno. “Precisamos pensar a longo prazo e por isso crio as vacas que daqui alguns anos farão parte do grupo de lactação. Assim consigo manter e elevar a média de leite produzido por mês.”
Hoje cada animal produz 20 litros por dia, cada um vendido a R$ 1. Um dos empecilhos apontados por Meyer, o alto custo dos insumos. Nos últimos dois anos, esses encareceram quase 50%. “Neste cenário percebemos a importância da gestão na conseguimos encontrar uma solução.” Meyer enaltece o apoio oferecido pelo poder público. “Sempre que precisamos de alguma coisa eles nos auxiliam. São muito ágeis. E isso ajuda muito para quem trabalha no campo.” Como exemplos, cita terraplanagem, melhoria de acessos e fechamento dos silos.
Sanidade animal
Setores em ascensão
O município integra o Projeto de Sanidade de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose, desenvolvido pela comarca de Arroio do Meio. Lançado em 2009, busca erradicar as doenças das propriedades rurais e, assim, além de garantir a saúde de produtores e consumidores, valorizar quem recebe a
De acordo com o engenheiro agrônomo da Secretaria da Agricultura, André Rosenbach, o município tem o melhor índice de controle das doenças no país. Das 252 propriedades rurais que trabalham como livres de tuberculose e brucelose.
Hoje não devemos mais chamar de propriedade rural, mas sim empresa rural. A gestão é essencial para quem pretende permanecer no campo.
Rogério Meyer
Produtor rural
A avicultura e a suinocultura são outros setores de grande relevância na economia do município. São 38 aviários de frango de corte (28 produtores), nove aviários de ovos férteis (3 produtores), 34 chiqueiros no sistema terminação (29 integrados), 29 creches (22 integrados) e oito galpões UPL (três produtores). Como na cadeia leiteira, a gestão ganha espaço nas propriedades.
Há 13 anos, Marcelo Spiecker, 38, desistiu do ramo de restaurantes e trocou Porto Alegre pela comunidade de Três Saltos Médio. No interior, apostou na construção de dois chiqueiros, cada um com capacidade para alojar cerca de mil animais. Passados 12 anos, decidiu focar as atenções também na avicultura.
Naquela época, a mulher obtinha bons resultados com um aviário recém-construído, onde eram alojados 26 mil frangos.
para dar o destino correto aos dejetos suínos e apostamos na avicultura. Decidi suspender os chiqueiros para me dedicar
Propriedades rurais: 375 Empresas: 90
ao novo projeto”, ressalta o produtor. Semanas depois, Spiecker conseguiu a liberação para construir um segundo aviário. Com na primeira estrutura, foram investidos R$ 300 mil. Um dos fatores que do poder público. O município auxiliou em R$ 61 mil para terraplanagem. As operações do novo espaço começam neste mês. Os bons resultados, acredita, devemnecerem na propriedade.
Ao lado da produção de leite, criações de aves e suínos lideram empreendimentos pelo interior
ESTEVÃO HEISLER
Educação: a base para o desenvolvimento
Município
zera
déficit de vagas e atende mais de 33
Na divisa entre os vales do Rio Pardo e Taquari, o município de colonização alemã se destaca pelos investimentos em educação. A construção de uma escola de Ensino Fundamental no centro e a ampliação de outros edupor vagas. Além disso, o turno integral chega a 330 crianças da rede municipal. Idealizada em 2013, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Ireno Bohn é inaugurada neste mês, em meio às programações do aniversário de emancipação. O prédio, que contempla quatro blocos (pedagógico, administrativo, de serviço e central), foi construído ao lado da escola infantil Vó Olga e da Biblioteca Pública, com o intuito de criar um núcleo educacional no centro. Foram investidos mais de R$ 1 milhão, recursos do FNDE. O bloco pedagógico integra seis salas de aula, uma de informática e outra de leitura. De acordo com a prefeita Carmen Goerck, o projeto condiciona a construção futura de outras seis salas de aula. “Será
pelas próximas décadas.”
A ocupação do imóvel começou mesmo antes da inauguração, visto a demanda por vagas. No dia 29 de fevereiro,
cerca de 50 crianças iniciaram o ano letivo na Ireno Bohn. O educandário atende alunos do 1º ao 4º ano em tempo integral. Para 2017, projeta-se a implantação de mais uma turma, do 5º ano, também com atendimento de manhã e à tarde. Pais ainda podem optar pelo Ensino Fundamental na Escola Estadual
Poncho Verde, mas em turno normal. Além das seis salas de aula na nova escola, outras cinco foram construídas na Vó Olga e na Santo Antônio de Pádua, essa situada na comunidade de Vila Santo Antônio, onde foi implantada uma pista de atletismo. “Todas essas salas estão ocupadas. Mas para isso precisamos aumentar a equipe de servidores da Secretaria da Educação”, aponta Carmennalismo.
de vagas em novembro do ano passado, período de matrícula das escolas. “O que se planta no pátio de uma escola vai ser sucesso, vai dar certo”, enfatiza a prefeita ao citar os benefícios dos investimentos feitos em educação para a comunidade local, como a condição aos pais para se focarem no mercado de trabalho enquanto as crianças passam mais de sete horas e meia no educandário.
Lazer e saúde
Outro destaque no município são as ações nas áreas da saúde e lazer. Em paralelo à inauguração da escola Ireno Bohn, serão entregues à comunidade
mais duas academias ao ar livre, somadas a outra feita no ano passado. Uma foi construída no Loteamento Carolina e outra no anexo da escola construída no centro.
Diferenciais dos espaços são os equipamentos para crianças. Assim, acredita o município, os pais podem praticar
As academias integram projeto direcionado à saúde preventiva dos moradores. A partir desse propósito, o município também implementou a segunda equipe do ESF. O Centro de Referência de Assistência Social (Cras), construído em 2009, foi reestruturado.
inaugurado o Parque de Eventos, na Vila Santo Antônio. Com a conclusão da obra, o CTG Querência da Mata receberá o espaço para realização de rodeios crioulos. A área tem cinco hectares.
Potencial produtivo
Conhecida como terra da erva-mate, a exemplo do município de origem, Venâncio Aires, a cidade troca os ervais por culturas inovadoras e desenvolve a indústria. Até poucos anos, a agricultura
Complexo escolar reúne nova escola municipal de Ensino Fundamental, a ser inaugurada neste mês, e a escola de Educação Infantil Vó Olga
ESTEVÃO HEISLER
liderava os índices de arrecadação dos cofres públicos. Mas o empresariado se destaca e os setores primário e industrial passaram a caminhar juntos, com 42,7% e 36,6% respectivamente.
A calçadista Beira Rio emprega mais de 800 funcionários e assume o posto de maior empresa do município. Ainda no ano passado, anunciou a construção de um Centro de Logística e guarita na cidade, totalizando 2,5 mil metros qua-
da obra, a representatividade tende a ser segundo em retorno.
Em fevereiro, a cooperativa Dália Ali-dade Incubatório do Complexo Avícola no município, que concorria ao lado de outras quatro cidades. A estrutura será construída na localidade de Palanque Pequeno e deve entrar em funcionamento em 2019.
em integrar o projeto ASA – Complexo granjas de frango de corte.
Será uma parceria público-privada,
Mato Leitão
cabendo aos governos municipais doar a área de terras, realizar o serviço de terraplanagem e a infraestrutura da área onde os produtores interessados emções. Na primeira fase, o projeto estará estruturado para produzir 55 mil frangos por dia, dobrando a produção para 110 mil aves/dia na segunda fase.
Frigorífico de peixes
estado pela criação de alevinos, vendidos para criadores particulares e fornecidos ainda aos escritórios da Emater no RS e prefeituras. A Piscicultura Águas do Vale, gerida pelo empresário Vandir Luis Leonhardt, 48, foi uma das pioneiras do
O que se planta no pátio de uma escola vai ser sucesso, vai dar certo.
Carmen Goerck
Prefeita
ramo no Vale do Taquari. Leonhardt criava frangos na comunidade de Boa Esperança Alta e, em 1990, viajou ao Paraná em busca de solução ao capim que invadia o açude na propriedade. Retornou a Mato Leitão com alevinos de uma variedade de tilápia. Ao verem o resultado, vizinhos começaram a comprar os peixes do avicultor. “Foi assim que comecei no ramo. Aos poucos substituí os aviários por açudes, pois era mais rentável”, aponta.
A produção cresceu e com o tempo novas variedades foram incluídas, como a carpa-capim, que entrou no mercado em 1998. Hoje Leonhardt administra 60 açudes, cuja lâmina de água chega a 20 hectares, a grande maioria situada na propriedade de vizinhos, em um raio de dois quilômetros.
Por ano, a Águas do Vale vende cerca de três milhões de alevinos, a maioria carpa-capim, cabeça grande, prateada e tilápia. Neste mês, o empresário ingressa no mercado da distribuição de peixes de água salgada, doce, de camarões e como o salmão. Está para estrear uma na propriedade.
Propriedades rurais: 687 Empresas: 339
Turismo para travar o êxodo
Essencialmente agrícola e prejudicado pelo êxodo rural, Sério aposta na exploração turística
Oritmo alucinante das cidades tem gerado nas pessoas a necessidade de buscar cada vez mais ambientes diferentes e, principalmente, contatos com a natureza. Com base nesse panorama, o município de Sério tenta criar uma nova alternativa de renda para as famílias do interior.
Sem indústrias e pouca oferta de emprego, a população reduziu 27,8% em duas décadas. O agroturismo e o ecoturismo surgem como opção. Há dois anos e meio, Henrique Mânica, 27, e outros quatro amigos criaram a empresa Life –Natureza e Lazer. A ideia é divulgar os pontos turísticos e a gastronomia típica durante caminhadas.
Neste período em torno de 400 pessoas
tas, um trajeto de 45 quilômetros entre Sério, Boqueirão do Leão e Progresso. O investimento é de R$ 300. São dois dias de caminhadas por trilhas, arroios e muita natureza. “Quem vive na zona urbana deseja melhor qualidade de vida, o que é possível no ambiente rural. No campo, elas sabem a procedência dos alimentos que consomem, respiram ar puro e saudável, encontram sossego e simplicidade. É uma busca de valores e hábitos que os grandes centros não têm.”
Além da empresa, Henrique e o irmão Everton, 19, investiram R$ 80 mil na construção de uma pousada, a única da cidade, com capacidade de acomodar 17 pessoas. “Recebemos 20 clientes por mês. O segredo do lugar é a simplicidade
e o contato com a natureza.” Além da pousada, os irmãos mantêm uma padaria e um mercado.
“Nossa saída é o turismo de aventura”
Para conter o êxodo rural, o governo aposta na exploração turística. Faz dois anos que investe em cursos na área para motivar a comunidade a permanecer no interior. “Nossa saída é o turismo de aventura e explorar as belezas naturais”, entende o vice-prefeito Paulinho Aroldi. O município tem paisagens, com cascatas, grutas e outros atrativos. O cenário
atrai visionários, que pretendem explorar o potencial, criando uma alternativa de renda para as famílias. “Buscamos cursos em receber turistas. Ajudamos elas a incrementar o potencial das suas propriedades e a sua capacidade de transformar os atrativos que ela oferece.”cerias com Sebrae, Senar, Emater paradades. “É um trabalho lento, gradual e progressivo. Os resultados ainda são incipientes, mas unir a agricultura ao turismo é um setor com um futuro promissor.”
Outro projeto em fase de elaboração é o Plano Municipal de Turismo e busca verbas para melhorar a infraestrutura tanto do centro como do interior para receber os visitantes.
A agricultura é responsável por 95% da arrecadação, baseada na produção de
Agroindústrias incrementam vendas
Há oito anos o então funcionário público Flávio Mattei, 50, investiu R$ 20 mil na construção de um prédio para iniciar a produção de rapadura. O projeto foi montado para tentar oferena cidade e ter um emprego com renda garantida.
assumiu a gerência foi Flávio, após a aposentadoria em 2012. Por mês, processa 250 quilos de melado e 500 de amendoim. O produto é vendido para mercados locais, de Boqueirão do Leão e Canudos do Vale.
O movimento de turistas incrementa as vendas. “Muitos que participam das caminhadas compram e me ligam para fazer novos pedidos.” Para ele, explorar o potencial turístico é uma saída para evitar que a cidade “suma” do mapa. Com a maioria da população acima dos 50 anos, Mattei acredita que a proposta
visitantes é uma forma de minimizar a saída de muitas famílias do interior.
Aos poucos, estrutura rotas e caminhos em meio à natureza para atrair turistas de todo o estado
ARQUIVO A HORA
O asfalto ainda não veio
Cidade completa mais um aniversário sem ter o acesso pavimentado e vê travar o desenvolvimento
Aguardado há pelo menos 18 anos, o asfalto entre Arroio do Meio e Capitão, na ERS-
Em agosto do ano passado, o então secretário estadual de Infraestrutura e Logística, João Vitor Domingues, prometeu a retomada dos trabalhos,
acordo com o prefeito de Capitão, Cesar Beneduzi, o governo anterior prome-
“Agora teremos que negociar com o novo governo, o Daer e a empresa que venceu
segundo maior produtor de suínos do -
vas e projetos de incentivo do governo, crescem os investimentos nas áreas de
Segundo Beneduzi, a agricultura muito pobre, e o sistema integrado foi
Destaca o projeto das composteiras, onde boa parte dos dejetos produzidos
minimizar os problemas ambientais, deu ao produtor uma nova alternativa
“Vivemos isolados”
Conforme o empresário Gerson Barth, sem acesso asfáltico, a cidade acaba parando no tempo, sem oportunidades diversos setores como o escoamento da Dono de uma loja de material de cons-precariedade da estrada, aumentam o
portes, Carlos Castoldi trafega no trecho
Todos os dias, leva para Lajeado alunos que moram em Capitão e estudam na Acredita que o asfalto reduziria pela
As obras iniciadas em setembro de
empresa responsável geraram novos visita de candidatos a prefeito, vereador
O motorista Fernando Lagemann, de por semana para fazer entregas em mer-
Agricultura é a força econômica
asfalto, não acredito mais que essa obrate de pedreiro e motorista, Hernandezdade dos pais atraído pelos incentivos concedidos pela Secretaria da Agricultuum free stall para acomodar o rebanho
são alojados 85 mil animais, o que torna a cidade a segunda maior produtora do