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Negócios em Pauta - 10/04/2021

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ENTREVISTA

Vinho com sabor de inovação

Conheça a história de Micael Eckert, um dos fundadores da Vivente Vinhos Vivos, vinícola de Colinas que se destaca pela inovação e está presente no cardápio de restaurantes conceituados do Brasil e até do exterior.

Páginas 4 e 5

EFEITO PANDEMIA

Impactos no faturamento de entidades

Assembleias para a prestação de contas mostram os impactos da pandemia no faturamento das entidades empresariais. A CIC-Teutônia teve queda de 43,8% nas receitas financeiras, 34,9% nos serviços e 98,6% com eventos.

O mandato da direção será prorrogado para que a atual di-

Em Encantado, a ACI-E apresentou balanço do ano passado com a mesma arrecadação de 2019.

A criação do Comitê do Futuro foi um dos avanços da entidade mesmo em um ano marcado pela covid-19.

Página 6 e 7

Vale do Taquari Fim de semana, 10 e 11 de abril de 2021 Edição 82
CIC TEUTÔNIA
ACI-E
retoria esteja à frente da Festa de Maio neste ano.

Patrocínio

THIAGO MAURIQUE

thiagomaurique@jornalahora.inf.br

Covid e os dois anos de Pro_move Lajeado

Programa voltado para transformar Lajeado em um polo de inovação tecnológica, o Pro_Move completou dois anos com realizações que merecem destaque. Existe um burburinho, quase um ranço, quanto a morosidade do projeto. É preciso lembrar que a pandemia chegou antes do Pro_Move completar um ano, provocando o engajamento nas ações de combate ao Covid. Mesmo diante de críticas, na minha opinião, infundadas, o Pro_Move avança e coloca Lajeado na vitrine

do Estado. Prova disso, é a seleção da cidade para sediar o Espaço 4.0, laboratório de produção criativa de iniciativa do Deputado Marcel Van Hatten. Entre 42 candidatas, a cidade do Vale do Taquari ficou em primeiro lugar e receberá R$ 300 mil para montar a estrutura.

Outros projetos estão em andamento e devem avançar nos próximos meses. Entre eles, destaco a Rota da Inovação, com percurso da rua Bento Rosa, nas proximidades do Tecnovates, até o Centro de Laje-

MARCANTE E ATUAL

Apoiadores

“Aindústriafoiabertanodia1ºdeabrilde1991,emum galpãoqueexistianapropriedadedaminhasogra.Come ceiaproduzircomumapanelinhade120litros.Eumesmo faziaexatamentedezcaixinhaspordia.Depoisiaparaa estradanosentidoaPortoAlegre,vendiaasdezcaixinhas naidaepassavanosfornecedoresnavolta.Assimfui levantandoereinvestindocapital.”

ado, cuja intenção é integrar agentes de inovação em torno do trajeto. Por fim, o mais ousado e importante de todos: a criação da Agência de Desenvolvimento de Lajeado (AGIL).

Gilmar Bourscheid, presidente da Girando Sol, em entrevista para o Negócios em Pauta de abril de 2018. Em 2021, empresa completou 30 anos de história.

Vibee abre segundo ciclo de aceleração

Com a graduação da primeira turma de startups aceleradas, no dia 7 de abril, o Vibee Unimed agora prepara o segundo “batch”, como é chamado os ciclos de aceleração.

As inscrições seguem até o dia 25 de abril e podem participar startups de todo o Brasil que tenham qualquer tipo de solução dentro do mercado da saúde. Não é necessário vínculo com a cooperativa médica.

O Hub oferece dois programas de aceleração. O Vibee Start é desenhado para startups em fase inicial, sem a necessidade de clientes pagantes ou equipe trabalhando full-time.

Já o Vibee Go acelera startups em fase de crescimento. É destinado a healthtechs com pelo menos um cliente pagante e um dos sócios trabalhando integralmente no negócio. Ótima oportunidade!

Criativo

Se tornou histórica a campanha publicitária da Volkswagen para o lançamento do primeiro modelo SUV 100% elétrico da marca. A companhia criou uma “pegadinha” e anunciou, no fim de março, que a sua divisão norte-americana passaria a se chamar Voltswagen, para mostrar comprometimento com a transição para os motores elétricos.

Executivos confirmavam a mudança da marca em entrevistas para a imprensa. Tudo dava a entender que a mudança era real. Só que a situação se tornou insustentável e, no dia 31 de março, a empresa deu uma declaração oficial explicando a “brincadeira”.

A partir daí, a enxurrada de críticas foi inevitável. Uma das maiores agências de notícias do mundo, a Associated Press, resumiu em uma manchete o sentimento geral: “A Volkswagen mentiu novamente, dessa vez sobre a mudança de nome.”

A chamada remete ao escândalo de 2015, quando foi descoberta a fraude nos testes de poluentes em motores a diesel da empresa – uma mancha e tanto para uma empresa que agora tenta passar uma imagem de “amiga do ambiente” com seus novos modelos elétricos.

No meio publicitário, a campanha dividiu opiniões. Muitos aplaudiram a confusão toda, no estilo “falem mal, mas falem de mim.” Mas o dano na imagem é inegável, até por trazer a memória do escândalo.

O caso serve de reflexão em uma era na qual é preciso cada vez mais criatividade para chamar a atenção do público. Mas existem limites que precisam ser respeitados: a verdade e a transparência são valores sagrados nesses novos tempos. Errar a mão desse jeito é ruim, mas não chega a abalar as estruturas de uma multinacional gigante. Para empresas menores, um erro desses pode ser fatal.

Dos disquetes ao SSD, unidades estão cada vez menores, mais rápidas, seguras e com mais capacidade

Arevolução tecnológica não existiria sem a existência de unidades capazes de armazenar informações. Em menos de cem anos de história, os computadores transformaram a sociedade com uma evolução vertiginosa, que foi acompanhada por sistemas de armazenamento cada vez mais eficientes, seguros, rápidos e com capacidades cada vez maiores.

Do ano 1900 a 1950, os cartões perfurados foram o principal meio de entrada, armazenamento e processamento de dados na computação institucional. Em 1947, nasce o Tubo de Willians, primeiro dispositivo digital de memória de acesso aleatório, com capacidade para armazenar até 0.625 kilobytes (Kb) de informação.

Na década de 1950, os tambores de memória, criados na Áustria quase 20 anos antes, se tornaram populares pela capacidade de armazenar até 17Kb de informações. Vale lembrar que, na época, os computadores eram máquinas enormes, disponíveis praticamente apenas em universidades e unidades governamentais de países desenvolvidos. Na mesma época, surge o primeiro sistema de armazenamento por fita magnética, o Uniservo.

Em 1956, IBM lança o RAMAC 305, primeiro computador com sistema de armazenamento em Disco Rígido (HD). O dispositivo chegou ao mercado no dia seguinte e tinha capacidade para armazenar até 5

megabytes (MB), um grande salto para a época. O RAMAC era formado por 50 discos magnéticos, contendo 50 mil setores.

Em 1980, a hoje Seagate lançou o ST-506, o primeiro disco rígido de 5″ 1/4. A primeira versão do disponibilizados tinha capacidade de 5 Mb após formatação. No ano seguinte, a empresa lançou o ST-412, de 10 MB foi lançado em fins de 1981.

Outro marco na história dos discos rígidos ocorreu em 1996, com o lançamento da série de Hds Seatgate Barracuda. Eles foram os primeiros a operar em 7.200 RPM, velocidade que

Silencioso, veloz e robusto

O SSDs se tornou item obrigatório para quem deseja maior capacidade de armazenamento e rapidez no computador.

Tecnologia: Conheça a evolução do armazenamento

se tornou padrão nas unidades de desktop. Três anos depois, em 1999, a IBM lançou o primeiro disco rígido em miniatura. Chamado Microdrive, o dispositivo tinha uma polegada (2,5 cm) e armazenava até 170 Mb. O dispositivo permitiu o surgimento dos primeiros Ipods da Apple, câmeras digitais, entre outros equipamentos.

Uma das mais recentes tecnologias de armazenamento criadas, que hoje começa a se popularizar, é o SSD – sigla em inglês que significa Unidade de Estado Sólido. Mais veloz e silencioso é considerado o substituto dos Hds.

A tecnologia usa material sólido para o transporte de sinais elétricos entre transistores. Como o armazenamento é realizado em um ou mais chips de memória, o sistema economiza energia, pois não precisa alimentar motores ou componentes. Além disso, por não ter peças móveis, o SSD é totalmente silencioso. Por usar memória flash, o tempo de resposta dos SSDs são menores do que um HD. Hoje, o SSD pode ser encontrado em formato pendrive e opções com até 10 Terabites de capacidade.

A evolução no armazenamento de dados avança a cada dia, e a Olicenter oferece as melhores opções para cada necessidade. A empresa realiza a instalação de SSD com 240 Gigabites de capacidade ao custo de R$ 499. Assim, permite acesso a essa tecnologia de alto desempenho, por um valor que cabe no seu bolso.

Dispositivos externos

Os dispositivos externos proporcionam portabilidade aos dados armazenados e ficaram populares a partir do surgimento dos primeiros disquetes, no fim dos anos 1960. As primeiras versões tinham oito polegadas e 80 Kb de armazenamento disponível. Nos anos seguintes, surgiu o modelo de 5,25 polegadas e, em meados dos anos 1990, se popularizou o formato de 3,5 polegadas e capacidade de armazenamento de até 1,44 Mb. Em 1994 surge o ZipDrive. O periférico tinha formato semelhante ao disquete, mas com capacidade de 100 Mb de armazenamento inicialmente. Nas versões posteriores, o Zip Drive chegou a capacide de 750 Mb.

Surgido em 1985, o CD-ROM nasce para armazenar dados e músicas, com capacidade de até 650 Mb. Em 1990 surge o CD-R, disco que podia ser gravado em casa e, anos depois, o CD-RW, que permitia regravações. Em 1995, foi anunciado o lançamento dos DVDs. O disco, semelhante a um CD, tinha capacidade de armazenar até 4,5 gigabytes graças a uma nova tecnologia de leitura ótica.

Ainda nos anos 1990 foram lançados os primeiros cartões de memória, uma nova fronteira em portabilidade de armazenamento. Cada vez menores e mais potentes, os cartões de memória são usados até hoje em celulares, câmeras digitais e notebooks.

Outra tecnologia ainda em uso, o pendrive surgiu no ano 2000 com o objetivo de fazer backup e registrar dados para substituir os disquetes e, posteriormente, os CDs, devido sua maior portabilidade. Além disso, também são mais rápidos e contam com maior capacidade de armazenamento. Com a popularização do armazenamento remoto em nuvem, o uso de pendrives cai gradativamente.

Apresentado

ENTREVISTA

“Não acreditamos em monocultura”

Micael

Eckert é sócio da Vivente, vinícola com

sede

em Colinas reconhecida internacionalmente por seus vinhos vivos

Alocalidade de Linha Ano Bom Alto, em Colinas, abriga a produção de vinhos que fazem parte do cardápio dos restaurantes mais conceituados do Brasil e até do exterior. Com uma proposta inovadora, a Vivente Vinhos Vivos nasceu pelas mãos de três amigos apaixonados pelo processo de O estrelense Micael Eckert é um dos fundadores da empresa, junto com Diego Cartier e Rafael Rodrigues. No início dos anos 2000, Eckert e Rodrigues fundaram a cervejaria Coruja, marca consagrada no mercado de artesanais, vendida em 2015. Dois anos depois, eles se juntaram a Cartier para fundar a Vivente.

com os maltes disponíveis na época, e levava para os encontros e festas da faculdade. No meu projeto final, idealizei uma escola técnica de cerveja e por isso visitei várias cervejarias. Naquela época conhecei meu sócio da Coruja, o Rafael, que também é arquiteto, mas formado em outra universidade. Me formei no ano 2000 e trabalhava em um escritório quando o Rafael me perguntou sobre produzir a minha cerveja profissionalmente. A partir daí começamos a montar o plano de viabilidade.

– Quando o negócio começou e quais foram os desafios?

– De onde surge a vocação para empreender no ramo de bebidas?

MICAEL ECKERT – Sou natural de Estrela e quando era criança algo que me marcou era a fábrica da Polar. Ficava no Centro, perto dos prédios públicos, por isso sempre passávamos por ela e sentíamos aquele aroma no ar. Uma das pessoa mais importante da cidade na época era o cervejeiro da Polar. Meu pai e meu avô tinham um apreço muito grande pela fábrica, assim como todos na em estrela, pois era uma cidade com 20 mil habitantes e uma empresa com mil funcionários. Meu avô, que também fazia cerveja, era dono de um posto de gasolina. Minha mãe era professora e lecionava em

Teutônia, então eu ficava com o meu avô. Assim, vivenciei o lado empreendedor da família.

– Como foi a tua formação até começar o negócio?

ECKERT – Estudei no Colégio Martin Luther e depois cursei Arquitetura na Ufrgs. Desde criança eu ajudava meu avô a fazer cerveja, sem beber, obviamente. Continuei ajudando ele na adolescência e, antes de fazer faculdade, tinha o desejo de ser cervejeiro. Conversei com pessoas do ramo e queria fazer um curso na cidade de Vassouras. Mas minha mãe vetou, porque não queria que eu fizesse carreira com bebida alcoólica. Continuei fazendo cerveja durante a faculdade. Fazia no apartamento,

ECKERT – Começamos em setembro de 2004. Buscamos um design diferente e um cuidado para não ter competição com as grandes cervejarias. No início foi difícil entrar nos restaurantes, porque tinham resistência a uma bebida mais turva, mas a partir do momento que bebiam, viam que tinha algo novo, com sabor muito diferente e agradável, assim como o aroma. Ela também estourava como champanhe, o que chamava atenção no bar. O som foi muito importante para nós, pois usávamos todos os sentidos. Nossa linguagem gráfica foi bem estudada, provocativa e ligada a arte. Temos muitos amigos formadores de opinião e do meio artístico O que nos levou ao slogan da Coruja: beba com sabedoria. Assim começamos. Fomos a primeira embalagem de 500 ml feita no Brasil, a primeira com tampinha própria. Sempre cuidamos para sermos diferentes e com qualidade.

– Como foi a decisão de vender a marca e iniciar a Vivente?

ECKERT – Fabricávamos em

Teutônia, na Gol Bier, e fomos para uma cervejaria em Santa Catarina. Foi um grande passo, tivemos outras condições de trabalho lá, uma fábrica muito mais moderna, a questão comercial ficou muito mais desenvolvida. Atingimos o mercado de São Paulo e a Coruja se tornou um grande negócio. Estávamos em uma cervejaria terceirizada e houve uma pressão para que aceitássemos outros sócios no nosso negócio. Acabamos vendendo parte da empresa, deixando de ser majoritários. Com isso perdemos muito do comando e a nossa saída foi natural. Saímos em 2015 e começamos a pensar em outros projetos. Montamos a AVR (Águas Vão Rolar), pela qual trazemos nossas ideias e espírito para outras bebidas. A primeira parceria foi a OvniH , que resultou no primeiro espumante em lata do Brasil. Em paralelo, fizemos uma bebida em parceria com a Dado Bier, a Hop Soda, feita de chá, lúpulo e fruta, sem álcool. A Vivente vem junto com essas ideias.

A Vivente tem esse caráter de inovação que a Coruja teve lá atrás, de ser mais informal e um pouco provocativo.

– Porque a decisão de trabalhar com vinhos vivos?

ECKERT – A Coruja já era uma cerveja viva, onde a maturação prossegue na garrafa, com uma fermentação lenta e gradual. O Diego é um grande amigo que conhecemos porque ele gostava muito da Coruja e trabalhava com cervejas raras e especiais. Também é músico, e em vários momentos falávamos de trabalhar juntos. O Diego é um grande entusiasta dos vinhos naturais e em 2017 fizemos uma brasagem teste com um amigo nosso. O vinho vivo tem uma coisa de deixar ele acontecer, deixar a natureza se expressar, com menos intervenção possível. O produto em si é diferente. Fazemos vinhos naturais, com fermentação espontânea. Usamos somente um ambiente acondicionado no frio para manter a fruta bom estado. Vemos esse mercado de vinho natural crescendo verticalmente. Tem pessoas legais fazendo muita coisa bacana. É um espírito diferente, de cada um deixar o produto evoluir com suas leveduras e seus cuidados.

– Porque a decisão de instalar a vinícola em Colinas?

ECKERT – Sempre gostei de agricultura e a cerveja que é um negócio urbano, enquanto o vinho tem uma pegada mais rural, mais da natureza. Também queria ficar perto da minha família e a ideia era investir em alguma área. Comecei a procurar um lugar com boa condição para a Uva e surgiu Colinas. Estamos a 500 metros de altitude, mesma condição de Garibaldi. O solo tem menos argila, o que é bom. Algumas coisas na vida fazemos pelo coração e a propriedade é encantadora. Estamos plantando vinhas resistentes, testando outras coisas, como mirtilo, framboesa e amora. Não acreditamos em monocultura, por isso plantamos erva mate em torno de todo o terreno. Queremos fazer uma agrofloresta estamos correndo para fazer bastante coisa legal.

– De que formar a vivente alcançou notoriedade rápido. Como isso aconteceu?

ECKERT – A Vivente carrega muito do carinho de todos os sócios desde o início. Conseguimos ter produtos bons, logo fomos legalizados, então conseguimos atender bons restaurantes com toda a parte legal correta. Temos uma garrafa transparente, gravada com design mais limpo e as pessoas gostam disso. Hoje temos pedido de exportação para Europa, EUA, Canadá, mas nossa produção é um tanto quanto pequena. A Vivente tem esse caráter de inovação que a Coruja teve lá atrás, de ser mais informal e um pouco provocativo. Nada além de uvas e leveduras selvagens. É uma pegada nova que tem conquistado muitas pessoas. Em 2019 o Rafa acabou saindo, porque ele tem família em Florianópolis e era difícil ficar aqui. Ele montou a Vôo Líquido

em Santa Catarina e ainda somos sócio na AVR.

– Qual a diferença entre trabalhar com cerveja ou vinho?

ECKER – A cerveja se faz a qualquer momento, pois o cereal pode ser mantido em silos e o lúpulo é refrigerado. A Uva não tem isso, depende de uma safra e de uma época do ano onde você que produz. Normalmente não vende logo e tem um guarda longa. Então o capital imobilizado é maior. Você compra a garrafa antes, a barrica, as uvas e está tudo pago quando começa a venda. É preciso mais investimento. A cerveja fica pronta de 20 a 40 dias e é um produto de consumo mais rápido, então ela dá um retorno mais rápido e o giro mais constante. O vinho é por ano, por safra, por isso é mais difícil.

Assembleias apontam impactos da pandemia

CIC-Teutônia

apresenta queda na arrecadação. ACI-E manteve faturamento igual a 2019

As entidades empresariais começam a mostrar as consequências da pandemia com a realizações das assembleias para prestações de contas relativas ao exercício de 2020. Na última semana de março, a Câmara de Indústria e Comércio de Teutônia (CIC-Teutônia) e a Associação Comercial e Industrial de Encantado (ACI-E), reuniram os associados em formato virtual e também apresentaram as ações realizadas diante da crise provocada pela pandemia.

Os impactos no faturamento da CIC-Teutônia foram grandes. Apresentados pelo tesoureiro Gustavo Luiz Schnoremberger, os demonstrativos mostram queda de 34,9% na receita de serviços, de 98,6% com eventos e de 43,8% nas receitas financeiras.

Na assembleia realizada no dia 31, a entidade também aprovou alteração no estatuto que prorroga por mais um ano o mandato da diretoria administrativa em casos de calamidade pública, estado de emergência, força maior, ou ainda

em casos de justificado interesse da entidade. De acordo com o presidente, Airton Roque Kist, a alteração atende o Planejamento Estratégico no que diz respeito ao modelo de governança. “Seguidamente, para o bem da governança da instituição, é importante rever o estatuto, para que seja atual, dinâmico e acompanhe as necessidades da entidade.”

Diretora executiva, Carina Schulte Bolfe justificou a necessidade de ampliação do mandato para situações de organização de grandes eventos, como a Festa de Maio. Segundo ela, isso possibilita que uma mesma gestão inicie a programação e o planejamento, e esteja à frente da entidade no ano do evento.

Enfrentamento da crise

Kist afirma que a entidade desenvolveu uma série de ações voltadas para ganrantir a sustentabilidade diante da queda de receitas ao longo do último exercício. “O trabalho de gestão foi fundamental para mudar o mapa diante de um cenário muito ruim. Juntos achamos alternativas, temos a mão de muitas pessoas nesse trabalho de reorganização.”

Kist destacou as ações do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, cuja atuação segue em 2021. “São decisões que afetam as empresas locais, defendemos o equilíbrio entre saúde e economia, sem desrespeitar a legislação e decretos vigentes, embora discordemos de muitas regras estabelecidas”, afirma. Os associados também aprovaram a manutenção dos valores da contribuição mensal.

Resultados

Empossada antes da pandemia, direção da CIC-Teutônia teve mandato prorrogado por um ano

Envolvimento contra a disseminação

Também em formato virtual, a assembleia da ACI-E foi realizada no dia 30 de março. Diretor financeiro da entidade, Fábio Pretto apresentou o balanço de 2020, cuja arrecadação se manteve no mesmo patamar na comparação com 2019.

O conselheiro Rafael Fontana chamou atenção para o envolvimento da ACI-E nas ações de enfrentamento à pandemia, entre elas, a mobilização para a liberação de leitos de UTI no Hospital Santa Terezinha e a coordenação do grupo de apoio ao Centro de Operações Emergenciais (COE),

criado com o objetivo de definir estratégias para preservar a saúde da população.

Ele também destacou as iniciativas realizadas pelos Núcleos setoriais da ACI-E (Saúde do Vale, Mulheres Empreendedoras SuperAção e Jovens Empreendedores) e a mobilização, em conjunto com a Federasul contra os projetos de aumento de impostos propostos pelo governo do Estado. Fontana ressaltou ainda a criação do Comitê do Futuro e a oportunidade de a Associação indicar o nome do presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), o advogado Lu-

ciano Moresco. “A ACIE se transformou num gigante nesse período”, afirma Fontana Presidente da entidade, Maria Cristina Castoldi apresentou projetos que integram o plano de ação para 2021. Entre eles, estão a criação de dois novos núcleos setoriais, o de Recursos Humanos e o de Turismo.

Outra ação é a retomada do Grupo de Apoio ao Associado (GAA), com a participação de profissionais voluntários de diferentes especialidades. “As recentes dificuldades enfrentadas pela população fizeram com que ficasse mais aparente a importância do associativismo no nosso meio empresarial.”

Saúde-Se: novo projeto criado pelo Núcleo Saúde do Vale

O projeto Saúde-Se, desenvolvido pelo Núcleo Saúde do Vale, se propõe a abordar temas relevantes que influenciam a qualidade de vida das pessoas.

A cada 15 dias, profissionais de diferentes áreas, e que integram o Núcleo, criam conteúdo sobre um assunto específico.

A estreia é com a coordenadora do Saúde do Vale, psicóloga Bianca Kappler, que traz reflexão sobre os efeitos da pandemia na saúde mental das pessoas. Ela salienta que são diversos os fa tores psicológicos que precisam ser analisados.

“Existe a responsabilidade de cuidado consigo e com a comunidade, também a culpa por se sentir incapaz de propor saídas eficazes para resolver as situações, somada ao medo das incertezas de futuro”, comenta.

A profissional destaca, que a dica é evitar buscar culpados e julgar as pessoas pelas suas decisões, priorize o que você pode fazer a respeito. Outra situação de estresse, envolve o sentimento de encarar o novo.

O que não quero e acontece, e o que quero e não acontece. Essa condição logo aciona o circuito neural do alarme, conheci-

do como ansiedade, e gera o pensamento de catástrofe, que agrava qualquer situação pré-existente, como uma doença, por exemplo. Nesse caso, só existe uma saída: perceber-se como é e cuidar de si fisicamente, psiquicamente, espiritualmente e socialmente. Bianca acrescenta que o luto é outro fator a ser considerado. Não apenas o luto relacionado à morte, mas também ao isolamento das pessoas em suas casas, à ausência de rituais familiares, às alterações de crenças, rotinas e hábitos. “Há o sofrimento e há o sofrimento psicológico que criamos sobre o que sofremos, e esse nos paralisa. Busque acessar seus sentimentos e encará-los, por isso, se expressar e ouvir é importante”.

A psicóloga ainda inclui o ambiente econômico e de trabalho como outro aspecto que pode causar distúrbios mentais, uma vez que gera nas pessoas a exigência em oferecer seu melhor desempenho para ser mais produtivo.

“Reconheça suas dificuldades e seja prático para traçar estratégias. A dica é aliar-se a outros negócios, pessoas e entidades. Aceite ajuda”, sugere.

Redemac Mezzacasa eleva resultados com vendas remotas Lajeado

LAJEADO

Empresa com 20 anos de atuação no ramo de materiais de construção, a Redemac Mezzacasa colhe os frutos da aposta na tecnologia em meio a pandemia. Em janeiro, a loja passou a contar com um sistema de vendas remoto que une os atendimentos por telefone, whatsapp e redes sociais. De acordo com o diretor da empresa, Marcelo Mezzacasa, a criação da Central de Vendas Ativa se deu pela demanda dos clientes por atendimento multicanal. “Definimos uma pessoa interna para centralizar esses atendimentos digitais e modernizamos o sistema de telefonia.”

Segundo ele, antes as demandas pelo Whatsapp eram repassadas diretamente para o vendedor, que nem sempre conseguia atender prontamente o cliente. “Muitas vezes ele estava em um atendimento na loja e não conseguia dar atenção na hora.” Outra vantagem do sistema é permitir mensurar o quanto a venda remota

Central inclui atendimentos por telefone whatsapp e redes sociais

representa para a empresa.

Conforme Mezzacasa, antes da Central não havia um controle específico sobre

da Redemac

sa, Marceloezzacasa destaca resultados dos primeiros meses do sistema

motas, por meio do envio de fotos e vídeos dos produtos diretamente para o celular do cliente.

zzacasa possui tele-entrega com frota própria e máquinas de cartão para facilitar o pagamento.

Mudança de comportamento

“Nosso setor está dentro dos essenciais e somos privilegiados por podermos trabalhar com as portas abertas”, ressalta.

Mesmo assim, ressalta que o público caiu na loja física, enquanto a demanda por telefone e meios digitais aumentou muito.

“Com essa ferramenta, conseguimos fazer bons atendimentos e aumentar o nosso público”, destaca. Mezzacasa afirma que a tendência de compras remotas veio para ficar mesmo em um ramo tradicional como o de materiais de construção.

quanto esse tipo de venda representava para a empresa. Segundo ele, a tecnologia facilitou muito as vendas re -

“Alguns acabamentos ainda precisam da presença física do comprador na loja, mas o material bruto, como saco de cimento e tijolos, podem ser totalmente negociados do conforto de casa”, destaca. Lembra que a Me -

“Todas as empresas precisam se atualizar e é isso que estamos fazendo”, aponta. Para ele, o principal fator para o sucesso das vendas remotas é ganhar a confiança do público, por meio de um serviço ágil, eficiente e que supra as necessidades do cliente.

Desco chega à Região Metropolitana com megaloja

Foi inaugurada a primeira unidade do Grupo Imec na Região Metropolitana na quinta-feira, 8. O Desco Super&Acatado fica na BR116, n° 4.500, km 258 em Esteio, junto ao Multistop Centro de Compras, empreendimento próximo ao parque Expointer.

A marca é o formato do grupo, misto de supermercado e atacado, trabalhando com produtos de mercearia, higiene e limpeza, perecí -

veis e bazar direcionados ao atendimento de consumidores finais e empreendedores com a necessidade de abastecer os seus negócios.

Para o Diretor-Presidente do Grupo Imec, Leonardo Taufer, chegar à Região Metropolitana é um passo importante na estratégia de expansão do Grupo Imec, que vem crescendo de maneira sustentada em seus princípios e no seu compromisso de proporcionar a melhor experiência de compra para os clientes.

“O Desco se diferencia por oferecer praticidade em um ambiente de loja simples, com amplos corredores, marcas e produtos de qualidade, com mais de 7 mil itens e preços baixos”, destaca.

Com fácil acesso para os moradores da Região Metropolitana, a unidade de Esteio terá mais de 3 mil metros quadrados de área de venda e cartão próprio que proporciona 45 dias para pagamento e acesso a ofertas exclusivas.

Diretor
Mezzaca-
ESTADO
Mais de 7 mil itens comercializados na nova

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