Anunciada pelo governo do estado nesta semana, estratégia de exigir comprovante de vacinação completa para ingresso em eventos
CASO MONIBEL
13 anos
depois, nenhum centavo
Mais de 150 ex-funcionários de empresa falida em 2008 ainda aguardam pagamento de direitos
Completam neste sábado 13 anos do encerramento das atividades, por decisão judicial, de uma das mais tradicionais empresas de doce da região. Leilão de bens recuperados é esperança para quitação de dívidas com ex-trabalhadores.
Páginas 12 e 13
OPINIÃO
FERNANDO WEISS
É hora de se articular
A um ano do pleito, Vale precisa despertar para eleger deputado.
OPINIÃO
RODRIGO MARTINI
Lula X Antipetismo
Segundo pesquisas, ex-presidente consegue relativizar rejeição à sigla.
ELEIÇÕES 2022
A um ano do pleito, o desafio de ampliar a representativade
Pelo menos dez nomes já são cotados para disputar vagas na Assembleia e Congresso
públicos é bem recebido pelos empresários do setor. Município avança nos próximos dias com a definição de protocolos locais.
Página 10
Com quase 300 mil eleitores, Vale do Taquari luta para aumentar representatividade nos Legislativos estadual e federal. Entidades alertam para necessidade de eleger
forças políticas identificadas com pautas e demandas locais. Nos partidos, já há pelo menos dez nomes da região cogitados para o pleito.
Páginas 6 e 7
ABRE ASPAS
“Churrasco de australiano é salsicha e bifes de hambúrguer”
NaturaldeArroiodoMeio, LetíciaWeizenmann,31, é formada em Ciências Contábeis e trabalhou como analista durante oito anos. Em 2018,resolveuseaventurare foiparaSydney,naAustrália, estudaringlês.Desdeentão, elavivenopaís,eosplanos de voltar ao Brasil ainda são incertos.
JÚLIA DA CUNHA juliacarolina@grupoahora.net.br
Por que decidiu ir para a Austrália? Como lidou com a língua diferente? Eu tinha a opção de ir para a Irlanda também, porém a Austrália é um dos países que permite que estrangeiros trabalhem, mesmo com visto de estudante. Então decidi vir pra cá. O clima também é parecido com o Brasil. Fiquei encantada também com a questão das paisagens, da natureza, que é muito linda. Por isso preferi escolher a Austrália. A língua foi um baque muito grande. Quando eu decidi vir pra cá, comecei a estudar inglês no Brasil. Fiz curso por dez meses, então já cheguei aqui com algum embasamento gramatical, mas tinha muita dificuldade na fala. Logo que cheguei, percebi uma melhora muito grande, pois o ouvido começa a se acostumar com a língua. A parte de estudo do intercâmbio é uma das melhores coisas, pois consegui conhecer muita gente.
Como está a pandemia na Austrália?
Estamos no auge da pandemia aqui. Mas os números não são nada comparados aos do Brasil. Estamos em lockdown agora, então as lojas e bares estão fechados, restaurantes estão fechados, funcionando apenas como delivery. Estamos com restrições bem grandes.
Mas, se tudo der certo, mês que vem as coisas melhorarão.
A cultura e os hábitos dos australianos são parecidos com os dos brasileiros?
É tudo muito diferente. Me convidaram para um churrasco aqui e eu fui, pensando que seria igual ao que fazemos no Rio Grande do Sul. Cheguei lá e descobri que churrasco de australiano é salsicha e bifes de hambúrguer. Isso foi uma frustração. Os australianos também têm hábitos diurnos, acordam muito cedo e praticam atividade física. Eles aproveitam muito mais o dia. Os estabelecimentos fecham muito cedo aqui. Os bares e baladas aqui terminam cedo também, então tu vai mais cedo para a festa, diferente do Brasil. Outra questão é que aqui não pode consumir bebidas alcoólicas na rua. Na praia também não pode, pois é sujeito a multa. Acho
que são as principais diferenças que eu percebi.
Como lida com a saudade da família e dos amigos? Pretende voltar a morar no Brasil? A saudade é uma das piores coisas de morar no exterior. Eu sinto muita falta da minha família, dos meus sobrinhos, afilhados e dos meus amigos. A questão do fuso horário, que é de 13 horas de diferença, dificulta um pouco a questão de manter o contato. Mas hoje temos recursos digitais para mantermos a conexão. Eu vim pra cá sozinha, não tinha ninguém diretamente ligado a mim. Sobre voltar ao Brasil, é uma pergunta muito difícil de responder. Assim que as fronteiras abrirem, pretendo voltar para o Brasil para ver como me sinto. Mas se eu tiver oportunidade de ficar aqui, estando realizada profissionalmente, acho que gostaria de morar aqui. Mas hoje eu não sei o que faria.
Diretor Executivo: Adair Weiss
Diretor de Mercado e Estratégia: Fernando Weiss
Diretor de Marketing e Inovação: Sandro Lucas
Editor-chefe da Central de Jornalismo: Alexandre Miorim
OVale do Taquari tem um ano pela frente para se organizar de forma efetiva e garantir pelo menos uma representação política no centro de poder. A cada ciclo eleitoral, a mesma oportunidade se abre para a região mas, por uma série de fatores, ela é pouco aproveitada.
Em nível nacional, as eleições de 2022 tendem a ser as mais polarizadas da história recente do Brasil e, desde já, as principais forças políticas estão nas ruas em busca de apoio popular. Independente da ideologia ou bandeira partidária, contudo, o que de fato importa para a região é conseguir inserir políticos capazes de defender os interesses locais.
Uma das áreas mais prósperas e produtivas do estado não pode continuar sem interlocutores legítimos, que possam dar vazão às demandas para o desenvolvimento regional. É inconcebível que, com 286 mil eleitores, o Vale não consiga eleger deputados estatuais e federais, de qualquer legenda, para serem porta-vozes da comunidade regional em Porto Alegre e em Brasília.
Para uma região tão forte economicamente, é crucial ter presença política nos grandes parlamentos também”
Importante ponderar que há parlamentares atentos à região, mas que também têm vínculos com outras áreas do estado. De qualquer forma, exercem um papel relevante sim, mas ainda insuficiente para aquilo que o Vale almeja enquanto poder de influência das grandes decisões governamentais. Órfãos de representatividade, municípios, organizações, empresas e sociedade enfrentam entraves para articular políticas públicas junto aos governos. Na ausência deles, quem acaba assumindo esse papel são prefeitos, líderes comunitários, representantes de associações e, até mesmo, empresários. Para uma região tão forte economicamente, é crucial ter presença política nos grandes parlamentos também. É, portanto, o momento do Vale do Taquari despertar para esta necessidade. A comunidade e entidades locais não podem mais aceitar que os partidos façam do pleito nacional e estadual um mero trampolim para as disputas municipais dois anos à frente. Com uma quantidade imensa de candidatos, os votos se espalham e dificultam a eleição de políticos locais. Assim, fica fácil para forasteiros passarem por aqui, levarem milhares de votos e depois, eleitos, virarem as costas.
Um ano nos separa das eleições. Vamos nos articular até lá?
Precisamos de deputados genuínos do Vale do Taquari. Isso já é consenso. No entanto, se não mudarmos nossa postura na eleição que ocorre exatamente daqui um ano, nosso desempenho repetirá o fracasso das últimas eleições. De agora em diante, os movimentos dos partidos e dos propensos candidatos começam a ficar mais salientes. É só atentar para os bastidores para perceber o agito. Enquanto as candidaturas se constroem, é importante mantermos o foco. “Precisamos deputa-
dos do Vale”. Por assim ser, refaço um pedido aos líderes partidários da região, especialmente os mais expoentes: por favor, não olhem para a eleição do ano que vem pensando na de 2024. Por favor, deixem de ser apenas articulistas políticos, para serem articulistas regionais. Se os senhores presidentes de partidos se conscientizarem de que a eleição estadual e federal não serve de trampolim para a municipal, nossa chance de emplacar deputados no próximo pleito passa a ser real. O PT, ao que tudo indica, já
Eleger deputados locais não esteve tanto nas nossas mãos quanto desta vez“
A CPI Covid e o circo armado
Já não deveríamos nos surpreender. Não é de hoje que o congresso nacional esculhamba o sistema político. A CPI Covid é o maior retrato deste poder perverso.
Luciano Hang é um empresário astuto, do capitalismo selvagem. Seu comportamento está longe de ser exemplar ou inspirador para quem segue uma doutrina mais sustentável. Ainda assim, emprega 22 mil pessoas nas lojas que espalha pelo país e paga um par de impostos todo mês. Por razões diversas – mas também por ser apoiador declarado e fiel de Jair Bolsonaro – ele foi convocado a depor na CPI do Senado esta semana. Foi uma bagunça, um jogo orquestrado e uma tentativa permanente de extrair falas e afirmações capazes de incriminar o depoente.
Assisti – sim, tenho me dado ao tempo de acompanhar a famigerada CPI – e entendi em vários momentos por que o Brasil é do jeito que é. O senador que, provavelmente, mais responde processos de improbidade e de corrupção no Senado Federal é o relator da CPI e que con-
duz o interrogatório dos depoentes. É um contrassenso completo. Ou seja, o senador que se defende como pode numa dúzia de processos para escapar da Justiça é o mesmo que posa de moralista e arauto da verdade na CPI Covid. De fato, o Brasil não é para amadores.
fechou questão em torno de Emanuel Hassen de Jesus, o Maneco. O PP, especialmente a ala de Marcelo Caumo, tenta atrair ao partido Douglas Sandri, hoje no Novo. Neste caso, é preciso construir acordo com João Braun e Glaucia Schumacher, outros dois nomes cotados pelo partido, já que o prefeito Caumo se recusa a concorrer. Pelo PDT, José Scorsatto é candidato assumido. Pelo MDB, Paulo Kohlrausch tem o desejo de disputar uma vaga à assembléia, mas no apoio regional, especialmente do partido em Lajeado,
onde Márcia Scherer tem a mesma ambição. Ainda tem Filipe Diehl, que tem sido muito importante na articulação regional com Brasília e Jonatan Brönstrup, do PSDB, que está na Casa Civil do Palácio Piratini. Ambos se articulam para emplacar candidaturas coesas. De fato, temos nomes colocadose podem surgir novos – e com reais possibilidades de chegar lá, desde que os partidos não percam o foco e não se desprendam da necessidade regional. Eleger deputados locais não esteve tanto nas nossas mãos quanto dessa vez.
Falta coerência e sobra demagogia
O polêmico projeto que concede liberdade ao comércio de trabalhar aos domingos e feriados continua rendendo debates. O que se vê na câmara de vereadores é um jogo de interesses que já passou do ponto. Sobram demagogia e interesses e falta coerência. Quer ver? Os vereadores Lorival Silveira e Vavá solicitaram tempos atrás, que a secretaria da Saúde de Lajeado amplie os horários e a equipe de vacinação à noite e nos fins de semana, especialmente domingos. Formalizaram o pedido ao secretário Claudio Klein no sentido de viabilizar as vacinas em horário alternado para facilitar o acesso aos trabalhadores da indústria. Nada contra o pedido, pelo contrário. Ele faz todo sentido.
Ocorre que, e por isso a incoerência, que estes dois vereadores são ferrenhos críticos ao projeto do comércio pois, segundo os mesmos, ele é contra a família. Eu pergunto: e a família dos profissionais da saúde que fazem a vacinação aos domingos?
Cito este exemplo para reforçar que a tese de “proteger a família” e evitar a “escravidão” não passa de demagogia. É papo furado e discurso de quem quer alimentar curral eleitoral a qualquer custo.
Já faltam argumentos para quem é contra o projeto. E digo mais: a emenda que foi apresentada ao projeto na última sessão ordinária continua resolvendo o problema apenas pela metade.
A vacinação mitiga os efeitos mais graves da covid-19 e, consequentemente, impede a superlotação das UTIs. É uma escolha pessoal, sim, mas cuja negativa pode impactar a todos. Portanto, vacinem-se!
Quebra-molas
Em Lajeado, a Secretaria de Planejamento (Seplan) elabora um formulário padrão, que permitirá aos contribuintes solicitar a implantação de lombadas e faixas de pedestre elevadas. Após preenchido, o formulário deverá ser protocolado junto ao setor e todos os casos serão devidamente analisados e, após elaboração de estudo técnico, será definida a viabilidade ou não da instalação. Sobre isso, o vereador Marcio Dal Cin (PSDB) solicita que a mesma Seplan realize os investimentos em conformidade com os padrões e critérios necessários à mobilidade dos cadeirantes e pedestres.
Poluição visual
Um grande exemplo no Vale do Rio Pardo. A prefeitura de Santa Cruz do Sul finalizou, nesta semana, a retirada da fiação aérea e postes da frente do principal cartão-postal da cidade, a Catedral São João Batista. A obra de realocação da rede para ruas paralelas, garantindo um vão de pelo menos 70 metros livre para a contemplação da estrutura, custou R$ 32,8 mil aos cofres do município.
Gastropubs
Os chamados “gastropubs” caíram na graça dos moradores do Vale do Taquari. Em Lajeado, a “febre” já está consolidada e com muitos bons exemplos. Há também bons exemplos em Estrela, Teutônia, Encantado, Arroio do Meio e, mais recentemente, em Taquari, onde os boêmios podem contar novamente com o El Granero (foto), que reabriu as portas faz alguns dias. Pouco a pouco e a vida noturna vai voltando à normalidade. E que assim seja. Para sempre!
Lula Antipetismo
As pesquisas mostram que o retorno de Lula à disputa eleitoral freou o antipetismo. Em suma, isto sugere que a rejeição ao Partido dos Trabalhadores não cola totalmente no ex-presidente. A impressão é que o eleitor estaria mais disposto a relativizar os escândalos de corrupção
Coletivo Vale a Luta
Está confirmado para este sábado, às 15h, mais um protesto contra o presidente Jair Bolsonaro em Lajeado. O encontro dos manifestantes ocorre no Parque dos Dick.
Na sessão plenária desta semana, o vereador Sérgio Kniphoff (PT) reforçou o convite aos eleitores contrários ao chefe da nação. O evento deve perdurar até as 17h.
Assembleia em 2023
Ex-vereadora e hoje atuando no setor de inovação da prefeitura de Lajeado, Mariela Portz (PSDB) sofre uma pressão amigável da alta cúpula do partido para concorrer em 2022. Ela tem muito prestígio junto ao governador. Por diversas
vezes, a tucana negou veemente tal possibilidade. Mas, a gente sabe que não existe decisão definitiva na política. Em 2018, ela concorreu a Deputada Estadual e conquistou 11.775 votos, sendo pouco mais de seis mil só em Lajeado.
Assembleia em 2023 II
Douglas Sandri (Novo) é o assunto dentro do PP. A possibilidade do assessor parlamentar ingressar na sigla dos Progressistas é complexa, e, nesta semana, o tema gerou muita dor de cabeça para o diretório do partido na cidade. Marcelo Caumo
Ratzday
(PP) é o nome preferido do partido, mas o atual prefeito reforça o apoio incondicional a Sandri. Fato é que o representante do Novo conquistou mais de 15 mil votos em 2018 e, talvez, seja a melhor oportunidade para o PP emplacar um deputado.
A Secretaria Estadual da Cultura anuncia a realização do Ratzday (Oktober Raiz). O evento está agendado para o dia 23 de outubro, a partir das 14h, no Parque Histórico de Lajeado.
com Lula à frente do Executivo federal. E isso tem uma causa. Para muitos eleitores, Lula ainda personifica a imagem e a memória do bem-estar social e de um Estado provedor de direitos. Entretanto, o antipetismo ainda é uma força política muito forte. E os adversários, da 1ª ou da 3ª via, vão utilizar a rodo essa carta na manga.
Secretariado estrelense
Após o desgaste com o Secretário de Desenvolvimento, Inovação e Sustentabilidade, Rodrigo Kich, o prefeito de Estrela, Elmar Schneider (PTB), precisa contornar um novo problema no secretariado. Responsável pela área da Cultura, Esporte e Turismo, a ex-primeira dama Carine Schwingel pode deixar a pasta em função de problemas particulares. O governo, no entanto, quer a permanência.
Além dos espaços para food trucks e cervejas artesanais, o público poderá acompanhar shows das bandas Stern Blasmusik, Os Legionários e General Rock. A entrada é gratuita.
A UM ANO DO PLEITO
Como o Vale se prepara, ou não, para as eleições de 2022
Pelo menos dez nomes já se articulam para disputar cadeiras na Assembleia Legislativa e Câmara Federal. Líderes de entidades apontam necessidade de maior representação política para discutir demandas regionais. No passado, Vale chegou a ter cinco deputados num mesmo período
MATEUS SOUZA
mateus@jornalahora.inf.br ESPECIAL
Em um ano, no dia 2 de outubro, eleitores de todo o país irão às urnas para eleger presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Para o Vale do Taquari, mais uma chance para aumentar sua representatividade, após tentativas frustradas. Mas será que a região está pronta para dar este passo à frente?
Mesmo com quase 300 mil eleitores, a região não tem representantes na Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. Edson Brum, morador de Encantado, mas com domicílio eleitoral em Rio Pardo, foi o único eleito em 2018. Porém, desde março deste ano está no secretariado do governador Eduardo Leite.
Ainda há um relativo período a ser percorrido até a oficialização das candidaturas. Mas movimentos já ocorrem em toda a região. Partidos mais estruturados preparam nomes principalmente à Assembleia. E a quantidade de nomes especulados, bem como possíveis dobradinhas com políticos de fora, traz à tona a falta de unidade local.
Nas últimas eleições, o Vale foi um território convidativo para os postulantes aos parlamentos. Em 2018, mais de mil candida-
tos, entre federais e estaduais, fizeram votos no Vale do Taquari. O percentual de votos aos “forasteiros” na corrida ao Congresso, por exemplo, representou quase 70% do total dos votos da região.
CEP do candidato
Mas não basta apenas a região eleger um candidato apenas por ter nascido ou residir no Vale. É o que alerta Ivandro Rosa, presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC-VT). Para ele, é preciso que se identifique com as pautas prioritárias da região. “Não adianta o candidato ter o mesmo CEP que o nosso e não atender nossas demandas. Precisamos de representantes que vistam a camisa”, avalia. Rosa lembra que também não basta diminuir o número de candidaturas da região. “É uma caminhada complexa. E os que
Eleitores irão às urnas em 2 de outubro de 2022. Serão votos para deputados estadual e federal, senador, governador e presidente
tiverem êxito, tem que abraçar a região e serem combativos com nossos desafios”.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), Cristian Bergesch, por outro lado, entende que é necessário ter menos postulantes aos parlamentos para aumentar as chances de eleição. “A sociedade precisa de uma representação direta, independente de qual partido seja. É necessário concentrar forças em um menor número de lideranças, e lideranças mais qualificadas”.
Em pleitos anteriores, entidades listaram candidatos preferenciais da região e inclusive abriram espaço a eles em sabatinas. “Há alguns nomes, levantados através de um trabalho de pesquisa e consulta. É um trabalho que continua acontecendo”, ressalta a presidente da Associação Comercial e Industrial de Encantado (ACI-E), Maria Cristina Castoldi.
Organização das entidades
Sem força política para fazer frente às demandas regionais, entidades e organizações tem tido papel importante. Temas como a concessão de rodovias estaduais à iniciativa privada evidenciaram este trabalho, onde se buscam mudanças no plano que atendam os interesses da região.
“Mais do que nunca, estivemos muito presentes na discussão deste plano. Colocamos todas as nossas forças nas lideranças empresariais. Mas temos uma limitação em nossa atuação”, aponta Maria Cristina.
Luciano Moresco, presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), comenta que foi preciso apoio de deputados ligados a outras regiões para o debate. “Parlamentares que não tem
vínculo territorial conosco nos auxiliaram. Mas porque nas regiões deles também haverá pedágios”, pontua.
A questão da outorga, principal crítica da região ao plano de concessões, também é citada. “No Vale do Rio Pardo, vários deputados defendem os interesses deles. Lá, o pedágio custa R$ 3,70 e sem outorga. Nós, aqui, a previsão será de R$ 7, R$ 8. E quem nos defende?”, questiona Ivandro Rosa. Moresco endossa. “Entre os deputados mais votados na região, há alguns que não participaram de audiências públicas, não se posicionaram, mas votaram a favor da outorga”.
População
Cidades como Lajeado tiveram um acréscimo populacional considerável na última década, lembra Cristian Bergesch. Contudo, a representatividade política registrou movimento contrário. “Estamos crescendo e, em função da nossa relevância no cenário estadual, ganhamos mais habitantes. Por isso a necessidade de maior representação”, frisa. Rosa lembra que municípios de população inferior estão melhor representados no cenário
Capas do A Hora após as três últimas eleições.
1. Em 2010, manchete destacou percentual de votos aos candidatos de fora.
2. Em 2014, uma leve melhora no desempenho, mas com apenas um eleito.
3. E em 2018, restou comemorar a eleição de Edson Brum, mais identificado com o Vale do Rio Pardo.
OS NÚMEROS DAS ÚLTIMAS ELEIÇÕES
Deputado Estadual
2010
Dos 240 mil eleitores, 27,4% votaram em candidatos do Vale 2014
Dos 269 mil eleitores, 31,8% votaram em candidatos do Vale 2018
Dos 280 mil eleitores, 43% votaram em candidatos do Vale
Deputado Federal 2010
Dos 240 mil eleitores, 31% votaram em candidatos do Vale 2014
Dos 269 mil eleitores, 9,2% votaram em candidatos do Vale 2018
Dos 280 mil eleitores, 32% votaram em candidatos do Vale
político. “Olha Santo Augusto, que fica próxima de Ijuí. Cidade de 13 mil habitantes e com representantes na Assembleia e no Congresso”.
Pesa muito, conforme Moresco, os interesses político-partidários nestas situações. “Isso se sobrepõe a interesses regionais, seja no campo do desenvolvimento econômico, seja no social”.
Olhar para o passado
Entre as décadas de 70 e 90, o Vale do Taquari viveu períodos áureos na representatividade política. Em 1978, por exemplo, cinco candidatos foram eleitos – quatro para a Assembleia Legislativa e um para o Congresso. Foi o auge da ainda chamada região Alto Taquari. Municípios como Lajeado, Estrela, Arroio
do Meio e Taquari emplacaram seus representantes.
Nas eleições seguintes, a região mantinha cadeira cativa na Assembleia e voltou a ter representante no Congresso a partir de 1994, com a primeira eleição de Ênio Bacci. Então no PDT, ele emendou cinco mandatos consecutivos, feito inédito na região. Abriu mão da reeleição em 2014, ocasião em que foi eleito deputado estadual.
A última vez que o Vale elegeu representante para as duas casas legislativas foi em 2006, quando Bacci conquistou o quarto mandato em Brasília e Marquinho Lang, de Bom Retiro do Sul, foi eleito deputado estadual pela primeira vez, após assumir como suplente um ano antes. Em 2010, Bacci se elegeu pela quinta vez e Luís Fernando Schmidt, eleito suplente, assumiu uma cadeira na Assembleia no ano seguinte.
PP
POSSÍVEIS NOMES DA
DEPUTADOS DO VALE AO LONGO DA HISTÓRIA
REGIÃO A 2022
Entre os nomes do Vale cogitados para a Assembleia Legislativa, segundo a atual coordenadora regional da sigla, Mareli Vogel, está o prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo
MDB
Mas o vereador João Braun, de Estrela, se colocou à disposição do partido.
“Se tivermos mais de um nome, aí o partido terá que construir essa decisão, de manter os dois ou escolher um só”, afirma.
O prefeito de Santa Clara do Sul e atual presidente da Amvat, Paulo Kohlrausch, e a delegada aposentada e suplente de deputada federal, Márcia Scherer, são cotados. “Continuando o interesse das duas candidaturas, teremos uma prévia para decidir. Qualquer um dos dois tem plenas condições de se eleger, mas queremos só um candidato”, afirma o presidente do partido, Celso Cervi.
PT
Ex-prefeito de Taquari e presidente da Famurs até junho, Emanuel Hassen de Jesus, o Maneco, será o candidato preferencial do partido ao parlamento. “É o nome que se construiu aqui. Tem bastante visibilidade. Apostamos nele, mas não impediremos qualquer tipo de apoio a candidatos de outras correntes do PT”, comenta o coordenador regional da sigla, Jones Fiegenbaunm.
PSDB
Dois nomes são ventilados para concorrer a vagas na Assembleia e no Congresso. O exprefeito de Teutônia, Jonatan Brönstrup , é uma das apostas do partido. Ele atua hoje como
PDT
assessor da Casa Civil. A ex-vereadora de Lajeado e atual coordenadora de Inovação e Projetos Especiais, Mariela Portz , também está no páreo. Ela já disputou a eleição passada, mas não se elegeu.
O partido deve apostar na candidatura do ex-prefeito de Arvorezinha, José Scorsatto a deputado estadual. Nos últimos anos, ele atuou como coordenador-geral da Famurs e hoje é o coordenador da sigla no Vale. Nos últimos meses, ele tem percorrido a região em busca de apoio. “Tivemos um ótimo desempenho nas eleições municipais na região, apostamos em um bom desempenho”.
NOVO
Depois de quase ser eleito em sua primeira tentativa, com 15.907 votos, Douglas Sandri prepara nova candidatura ao parlamento gaúcho. Hoje assessor parlamentar em Brasília, ele é bastante próximo do prefeito de Lajeado, que o apoiou na eleição passada. Seu nome tem sido ligado também ao PP.
PTB
Na ausência de coordenadoria, o partido não deve apresentar candidatos na região. O principal ícone da sigla hoje no Vale, Ênio Bacci, atual diretor do Detran-RS, é cotado para trocar de legenda e concorrer pelo PSDB a uma cadeira em Brasília. Bacci já foi deputado federal por cinco mandatos. Não conseguiu se reeleger à AL-RS em 2018.
Estaduais
Oscar da Costa Karnal (Lajeado)
Décio Martins Costa (Lajeado)
Bruno Born (Lajeado)
Mário Lampert (Lajeado)
João Batista Marchese (Encantado)
Dalton de Bem Stümpf (Lajeado)
Guido Lermen (Arroio do Meio)
Valdir Antônio Lopes (Cruzeiro do Sul)
Antonino Fornari (Arroio do Meio)
Elton Fensterseifer (Roca Sales)
Guido Moesch (Arroio do Meio)
Élio Corbellini (Lajeado)
Gabriel Mallmann (Estrela)
Hélio Musskopf (Estrela)
Sérgio Zambiasi (Nova Bréscia)
Heron de Oliveira (Lajeado)
Julio Redecker (Taquari)
Erni Petry (Lajeado)
Luis Fernando Schmidt (Lajeado)
Elmar Schneider (Estrela)
Marquinho Lang (Bom Retiro do Sul)
Ênio Bacci (Lajeado)
Federais
José Bonifácio Cardoso
Fregapani (Taquari)
Guido Moesch (Arroio do Meio)
Ênio Bacci (Lajeado)
Julio Redecker (Taquari)
Daniel Fontana (Lajeado)
Passaporte vacinal anima setor de eventos
Medida integra o pacote de flexibilizações recém anunciadas pelo Estado
MARCEL LOVATO
marcellovato@grupoahora.net.br
LAJEADO
Oanúncio da exigência de passaporte vacinal completo para acessar estádios, boates e eventos diversos, bem como a flexibilização de protocolos nessas atividades, ecoa em Lajeado. Poder Público e empresários avaliam as alterações e projetam o futuro. O movimento do Piratini ocorre a partir da imunização contra a covid-19, superior a 92% dos gaúchos com ao menos uma dose, e a estabilidade nos índices de contágio.
Segundo o procurador jurídico do município, Natanael dos Santos, o Executivo analisa o decreto, válido desde sexta-feira, 1°. Na próxima semana, deverá ser realizada uma reunião com o Comitê Gestor da pandemia para traçar as estratégias de fiscalização. Em seguida, os empresários serão chamados pela Administração para uma conversa.
No encontro, a intenção é de que as partes trabalhem juntas na definição das ações para o cumprimento das regras. “Buscaremos o acordo para que o
processo ocorra com prudência. O município entende a necessidade da retomada. Toda a medida sempre estará atrelada ao panorama do coronavírus. Por isso, é fundamental a colaboração para seguirmos com as liberações”, concluiu Natanael. Um decreto será baixado após as reuniões.
Recepção positiva
Para o dono da Opium Club, Jeferson Ricardo, a iniciativa é uma forma dos setores trabalharem com mais segurança e simboliza um retorno à vida “praticamente normal”. “A exigência do comprovante vacinal é um incentivo para as pessoas se imunizarem. Um grande passo para todos, uma esperança de melhora nos meses seguintes e em 2022”, opinou Jeferson. De acordo com o auxiliar de marketing da boate Sprits, Cássio Bonfandini, a expectativa é de que o retorno total, mantidos os indicadores da pandemia, possa ocorrer no fim do ano ou início de 2022. “Sem dúvidas, é um grande avanço e vamos nos adaptar. Afinal, o setor de eventos representa 13% do PIB nacional, gera 25 milhões de empregos e foi
muito prejudicado”, concluiu. O proprietário da MSommer Produções, Marcelo Sommer, celebrou a agenda lotada de eventos até dezembro. Em paralelo, considera fundamental o equilíbrio. “Temos de pensar na economia e na preservação da vida. Por isso, sou a favor de iniciativas que possibilitem essa equação”, esclarece. Na sua projeção, as atividades poderão normatizar na metade deste mês.
Orientações
Conforme o Estado, os eventos, jogos de futebol e shows impõem o passaporte devido ao alto risco de contaminação. Quem frequentar ou trabalhar neles terá de apresentá-lo, seja pelo aplicativo Conecte SUS ou da caderneta emitida pela Secretaria Estadual da Saúde (SES). Atividades como pistas de dança, festas infantis e eventos sociais com até 400 pessoas não vão precisar de autorização. A partir daí, os municípios terão de intervir, além de ordenarem a testagem em massa. Competições esportivas com 2,5 mil pessoas ou mais precisarão ter ocupação máxima de 30% nos locais e distanciamento de 1 metro.
CRONOGRAMA PARA A OBRIGATORIEDADE DO ESQUEMA VACINAL COMPLETO
• 40 anos ou mais: desde sexta-feira, 1° de outubro
• 30 a 39 anos: A partir de 1° de novembro
• 18 a 29 anos: A partir de 1° de dezembro
Douglas Obregon completou a imunização e celebra a volta das festas noturnas
13 ANOS DE ESPERA
Novo leilão é a esperança aos ex-funcionários da Monibel
Imóveis recuperados à massa falida, em 2016, ainda não têm data para venda. Morosidade na tramitação do processo gera indignação
FELIPE NEITZKE regional@jornalahora.inf.br
LAJEADO
Afalência da fábrica Monibel completa 13 anos neste sábado, 2. Até hoje, nenhum dos 154 ex-funcionários recebeu os direitos trabalhistas. O valor devido em 2008 somava R$ 1,6 milhão. A expectativa em receber a indenização está no leilão de novos bens recuperados pela Justiça.
A morosidade no processo e o receio de não haver dinheiro suficiente para pagar todos os credores gera indignação aos demitidos. Os critérios de prioridade no pagamento também são questionados. Conforme legislação, os fornecedores que participaram da recuperação judicial
têm preferência.
O valor devido pela Monibel passa de R$ 12 milhões. No total, são mais de 300 credores: 233 da recuperação judicial, 5 com garantia real, 5 com privilégio geral e 103 fornecedores sem preferência. Em 2015, prédio e maquinário foram vendidos por cerca de R$ 4,5 milhões.
Com o avanço do processo, em agosto de 2016 a Justiça determinou a reintegração de bens
vendidos em suposta fraude a credores. A avaliação e leilão destes itens (imóveis) devolvidos à massa falida ainda não tem data para ocorrer.
Enquanto isso, ex-trabalhadores buscam respostas e agilidade para obter acesso aos recursos de direto. Os valores das indenizações chegam a R$ 50 mil em alguns casos. O dinheiro até agora reivindicado não inclui a correção por índices inflacionários.
Mobilização
Tarcisio de Almeida era vendedor da Monibel. Ele trabalhou por nove anos na empresa e tem cerca de R$ 20 mil a receber de indenização. “Eu era um dos mais novos na indústria, pois a maioria dos colegas trabalhou por mais de 20 anos. Ficamos sem nada, simplesmente fecharam a fábrica e até agora nenhuma solução”, desabafa. Almeida lembra da mobiliza-
ção dos colaboradores antes da falência. “Trabalhamos até o último momento, a promessa era dar a volta por cima e sair fora do processo de recuperação judicial. Mas nesse meio tempo, trocou a direção da empresa e a situação só piorou”, recorda o ex-funcionário.
No dia do fechamento da fábrica, Almeida estava em vendas e recebeu a informação por telefone. “Foi um momento triste, de comoção, nós todos tínhamos a empresa como uma segunda família. E o pior de tudo, ninguém se posicionou do nosso lado, nem mesmo o sindicato”, comenta.
A data que marca os 13 anos desde a falência faz muitos reviverem aquele dia e renovarem o pedido por justiça. No ano passado, diante do pior momento da pandemia, o grupo solicitou a liberação parcial de valores a fim de contribuir com as famílias, mas não obtiveram resposta.
Providências
Graziela Sartori trabalhou por mais de 20 anos na Monibel nas funções de RH e cobranças. Lembra que além dos funcionários registrados, a empresa contava com vários representantes
Graziela Sartori estima ter R$ 45 mil para receber da rescisão. Ela trabalhou por mais de 20 anos na Monibel nas funções de RH e cobranças
SOBRE A MONIBEL
A Monibel iniciou atividades em 1° de maio de 1977 no formato de representação comercial. Em 1987, criou-se a indústria com atuação nacional e mais tarde as exportações. Em 2001, conquistou a certificação ISO 9001 por demonstrar alto nível de qualidade.
No auge da produção, empregou mais
de 300 funcionários e produzia 12 linhas de guloseimas: balas, chiclete, caramelos, pirulitos e pastilhas. As exportações incluíam o Paraguai, Argentina, Uruguai, África do Sul, Portugal, Chile, Cabo Verde, Costa Rica, Gana, Nigéria, Guiné, Senegal, Angola, Cuba, Benin, Gâmbia, Venezuela, Ilhas Canárias e Israel.
• Os sócios da Monibel entraram com pedido de recuperação judicial em outubro de 2006. Na época, o valor estimado da dívida chegava a R$ 4,6 milhões;
• Em 2 de outubro de 2008, a Justiça decretou a falência da empresa, considerando não haver condições de recuperação financeira, com passivo de R$ 7,7 milhões;
• Na ocasião, o MP iniciou investigação sobre a venda da empresa e transferência de bens dos sócios para terceiros;
• O fechamento da indústria levou ao desemprego de 154 funcionários. Até hoje, os trabalhadores não receberam os direitos rescisórios. O valor estimado na época foi de R$ 1,6 milhão;
• A primeira tentativa de venda de bens da Monibel ocorreu em março de 2012. Na época, o processo foi cancelado para reavaliação de valores. A intenção era arrecadar R$ 8,5 milhões;
• Com dívida estimada em R$ 12 milhões, a venda do prédio, às margens da BR-386, ocorreu em agosto de 2015. O imóvel e maquinário foram arrematados por R$ 4,5 milhões;
• Em 2016, a Justiça determinou a reintegração de bens vendidos em suposta fraude a credores. Ainda não há valor de avaliação e data de venda dos itens (imóveis).
Pelo MP, o leilão dos bens pode ser o quanto antes. Porém o Judiciário tem seus trâmites.” CARLOS AUGUSTO FIORIOLI PROMOTOR DE JUSTIÇA
Desvio de bens
O promotor de Justiça, Carlos Augusto Fiorioli, acompanhado de dois oficiais e 14 policiais militares, cumpriu o decreto de falência e apreensão de documentos e computadores na indústria de balas Monibel, em 2008.
Conforme Fiorioli, a empresa passou por um período de recuperação judicial, processo que substituiu as antigas concordatas. Como não superou essa fase, foi decretado o fim das atividades e aberto um processo para resgate de bens e pagamento de credores (fornecedores e trabalhadores).
“Obtivemos sucesso na ação e evitamos desvios de bens dos sócios. Assim, preservamos o patrimônio, que mais tarde foi colocado à venda. Identificamos ainda, que antes do pedido de recuperação judicial, os sócios passaram bens para terceiros”, comenta o promotor.
Pagamentos
comerciais espalhados pelo país. “Estamos esperando respostas da Justiça, do Ministério Público e dos responsáveis pela massa falida. Simplesmente esqueceram de nós. Foram anos de dedicação, para não recebem nem o que é de direito”, cita Sartori. No auge da produção, a indústria empregava mais de 300 funcionários e exportava para vários países. “A notícia dos problemas financeiros foi uma surpresa. Jamais pensei que isso poderia ocorrer. Na época informaram que eu teria direito a R$ 45 mil da rescisão. Não estou nem pedindo o valor corrigido”, acrescenta a ex-funcionária.
O advogado Evandro Weisheimer, administrador judicial da massa falida, reitera que durante o processo foram pagos os salários de todos os funcionários, referente ao mês de setembro de 2008. Também foram pagos os adiantamentos a contratos de câmbio, impostos municipais, honorários dos avaliadores, empresa de vigilância e despesas com manutenção do imóvel.
Conforme Weisheimer, a tramitação processual segue a dinâmica da legislação, sendo que, no momento são or-
ganizados os dados bancários para pagamento dos credores extraconcursais, com créditos contraídos durante a recuperação judicial.
“Há perspectiva de pagamento dos credores após o leilão dos imóveis, objeto de ação revocatória, que determinou o retorno de bens vendidos em fraude a
credores”, explica o advogado. Ainda conforme Weisheimer, todas as informações sobre a falência são publicadas no site wepadvogados.adv.br.
Com os constantes reajustes na cobrança da luz, o uso da energia solar desponta como uma das melhores alternativas para diminuição de custos, além de representar uma escolha ecologicamente correta. E para incentivar e facilitar o acesso de seus associados a esse recurso, a Sicredi Integração RS/MG oferece uma linha de crédito específica para a instalação do sistema de captação, conversão e distribuição de energia solar.
Esse tipo de energia pode ser consumido por estabelecimentos comerciais, residenciais ou rurais, sendo uma opção limpa, renovável e sustentável, além de garantir um retorno financeiro imediato, visto a garantia da economia na conta da distribuidora de energia elétrica. De acordo com o pesquisador Daniel Lehn, o sistema envolve a instalação de painéis fotovoltaicas que captam a luz do sol e de um conversor da irradiação que vai transformar a corrente contínua em alternada, a qual é direcionada para o empreendimento e utilizada normalmente. “Atendendo aos princípios de sustentabilidade, a energia elétrica gerada através da luz solar é limpa, não gera ne -
FINANCIAMENTO DE ENERGIA SOLAR É ALTERNATIVA PARA REDUÇÃO DE CUSTOS
nhum tipo de resíduo e tem o mínimo de perdas durante a transmissão. Essa geração necessita apenas de área para instalação dos painéis de coleta, que pode se dar em estruturas
já existentes, como telhados de diversos empreendimentos”, explica. Conforme o assessor de negócios da Sicredi Integração RS/MG, Ismael Carlos Joanella, a queda nos custos
QUEM FINANCIOU E INSTALOU, APROVA!
O alto valor da conta de energia elétrica foi a principal motivação para Telmo Valmir Fischer, associado da Sicredi Integração RS/MG de Boqueirão do Leão, optar pelo sistema fotovoltaico. Especialmente porque, ao instalar 26 placas na propriedade da família, o dono de um restaurante no município vai produzir o suficiente para suprir duas residências e seu estabelecimento comercial. Ele comenta que a alternativa da energia solar foi indicada por conhecidos e que, apesar de estar em funcionamento há menos de 30 dias, já impacta na sua fatura da distribuidora, cuja economia deve se equiparar ao valor da parcela do financiamento de cinco anos.
com a instalação de um sistema de energia solar gira em torno de 95%, sendo que nas simulações de financiamento geralmente se observa uma equivalência entre o valor da parcela e o da fatura da distribuidora paga até então. Exemplificando, ele cita o caso do projeto residencial cujo investimento fica em torno de R$ 18 mil. Para que ocorra uma redução de R$ 329,00 na conta mensal, o projeto se viabiliza em 81 parcelas. Já em estruturas comerciais ou industriais, cujo investimento necessita de cerca de R$ 215 mil, a redução na fatura de R$ 5.977,00 será viável em 45 meses. Joanella também esclarece que o financiamento está disponível para todos os associados que buscam subsídios para a instalação das placas solares de geração de eletricidade e para solicitar o recurso é preciso apresentar orçamento ou projeto de viabilidade na sua agência, sendo que a liberação está sujeita à análise de crédito. “Sugiro que os interessados solicitem a realização do projeto a fornecedores qualificados e que busquem informações junto às agências para apoio no cálculo do estudo de efetivação”, orienta.
O alívio nos custos da propriedade e da moradia em Linha Paredão, interior de Sério, que giravam entre R$ 3,5 mil e R$ 4 mil mensais com a conta de luz, também levou o agricultor Alberto Danieli a financiar a instalação de 198 painéis para o sistema de energia solar em 2019. Tendo como principal atividade econômica a integração de aves, ele precisou investir R$ 215 mil para um sistema capaz de atender à residência e os três galpões e hoje a satisfação está no desempenho e na projeção da recompensa. “Daqui uns 6, 7 anos isso se pagou. Lá no começo, com a energia gerada nós somente pagávamos a taxa para a empresa de luz e neste tempo todo em apenas um mês o consumo foi maior do que a produção”, observa o associado da Sicredi Integração RS/MG.
Telmo Valmir Fischer, de Boqueirão do Leão, investiu em energia solar para diminuir o consumo de 2 casas e seu restaurante
Alberto Danieli financiou a instalação de 198 painéis para sua residência e galpões de frangos
MUITO ALÉM DA COMPETIÇÃO
Comissão Organizadora anunciou ontem a equipe vencedora da 39ª edição da Gincana do GEAT
Companheirismo, solidariedade
Nesta sexta-feira, a tradicional Gincana do GEAT anunciou a equipe vencedora da 39ª edição. Evento se adaptou à pandemia e abre as portas para a retomada das gincanas que fizeram história na região
BIBIANA FALEIRO
bibianafaleiro@grupoahora.net.br
RENATA LOHMANN renatalohmann@grupoahora.net.br
Acomunidade enchia as ruas para assistir aos tradicionais desfiles. Era dia de gincana e não tinha família que não saísse para assistir. Mais do que competir, os gincaneiros buscavam o desafio, o companheirismo e o desenvolvimento pessoal. Em uma região que respira a atividade desde o início dos anos 80, a pandemia fez adormecer a tradição. Nas últimas semanas, no entanto, os primeiros movimentos de retomada são vistos em Lajeado, com a 39ª edição da Gincana do Grêmio Estudantil do Colégio Evangélico Alberto Torres (CEAT). Atual presidente da Comissão Organizadora (C.O.), Ana Lau-
ra Werner Balbinot, 18, conta que as tarefas estavam prontas desde o ano passado, mas, com a pandemia, foram engavetadas e sofreram adaptações para serem executadas em 2021.
Assim, as atividades eram postadas na plataforma Classroom, ao invés de entregues de forma presencial aos líderes das cinco equipes concorrentes: Kalon, Mavericks, Fenrir, Aquarius e Mamba. Outra tarefa adaptada para evitar aglomerações foi o tradicional desfile que preenchia as ruas de Lajeado. Este ano, ele foi elaborado no teatro do colégio, com apresentações por alas solicitadas pela comissão.
Na manhã desta sexta-feira, o resultado foi divulgado de forma presencial no pátio interno da escola.
A vencedora foi a equipe 1, Kalon, seguida da Aquarius (equipe 4), Mavericks (equipe 2), Mamba (equipe 5) e Fenrir (equipe 3).
Quase quatro décadas de história
Ex-professor do CEAT, Ladair Rahmeier foi o responsável por criar a primeira gincana da instituição, em 1982. Ele conta que o evento foi pequeno, mas significativo: visava a integração escolar de estudantes, pais e professores. A atividade aconteceu na quadra de basquete do antigo prédio da escola, com tarefas como o desfile, dança, mímica e um casamento na roça.
Tradição de família
A advogada Alessandra Glufke, 42, lembra dos tempos de gincaneira no CEAT. Depois de participar como integrante de equipe, no Ensino Médio foi convidada a fazer parte da Comissão Organizadora do evento.
Na época, anos 90, a gincana era diferente: sem celulares, computadores e internet, as equipes se viravam com máquinas de escrever e câmeras polaroides. Para responder às tarefas teóricas a pesquisa era feita em livros em jornais na biblioteca
da escola e cada equipe recebia um cartão para acessar o acervo. Para se comunicar, as equipes dependiam dos telefones fixos das casas próximas à escola. Os estudantes podiam acampar à noite nas dependências do colégio e participar da tarefa mais esperada, o enduro, que envolve um rally por diferentes pontos da cidade.
A paixão pela gincana faz parte da tradição da família. Alessandra foi a primeira a integrar a C.O. e, depois dela, mais seis membros da família entre irmãos e primos ajudaram a organizar a gincana.
VALE DO TAQUARI
Comissão Organizadora da Gincana do GEAT nos anos 1980
RENATA LOHMANN
Desde o início dos anos 80, as gincanas reuniram participantes de todas as idades. Os municípios mais tradicionais na organização das atividades são Lajeado e Arroio do Meio, e o evento contava com o apoio de grande parte da comunidade nos dias oficiais
e tradição nas gincanas do Vale
Para entidades
Outros eventos semelhantes também foram organizados no município, a fim de envolver a comunidade mesmo fora do ambiente escolar e, em 1983, surgiu o projeto “Grande Gincana Câmara Júnior”, organizada pela Câmara Júnior Internacional (JCI) até 1990. A Gincana da Cajula, como ficou conhecida, foi reativada dois anos depois, e permaneceu até 2002, quando passou pela 18ª e última edição.
Integrante da JCI, Américo Martinho Canelas de Assunção, conta que a gincana foi criada para angariar fundos a entidades sociais do município. Entre elas, a Slan e o Lar da Menina.
A equipe vencedora recebia um prêmio e o valor restante era destinado às instituições. Participavam empresas, grupos de amigos e as próprias entidades. Com o tempo, as equipes passaram a juntar 400 pessoas para as tarefas, que envolviam raciocínio lógico, conhecimentos gerais e a história do município.
Anos mais tarde, Lajeado passou a ter outra gincana que ganhou o coração da comunidade, a Gincana Lajeado, criada em 2014, uma herança da Gincana da União Lajeadense dos Estudantes (ULES) e, mais tarde, da gincana organizada pelo DCE da Univates.
Bibiana Deitos era uma das participantes das equipes e, depois
de 15 anos, coleciona histórias também na comissão organizadora do evento que movimentava milhares de famílias e grupos de amigos no município.
“Quando ouço a palavra gincana, meu pensamento se remete a nostalgia, a amor, alegria e, acima de tudo, a família”, destaca a advogada. Afinal, foi por exemplo da mãe Eloísa que ela desenvolveu o gosto pela tradição.
Em 2018, ocorreu a última edição. Depois disso, gincanas menores surgiram. Uma, inclusive, no ano passado, de forma virtual.
Em meio aos jogos, solidariedade
Além do companheirismo, da aventura e da recreação, as ginca-
nas também tinham cunho social. Gabriela Mueller, 29, lembra de uma edição da Gincana Lajeado em que a equipe que ela ajudou a fundar quando saiu do Ensino Médio, arrecadou sete toneladas de alimentos para o Mesa Brasil. Na edição de 2013, a equipe projetou e construiu um quiosque para o Lar Tabita de forma voluntária. “Isso foi uma das coisas que eu nunca vou esquecer na minha vida”, completa.
Com o exemplo da mãe, que participava da Cajula, o gosto por gincanas veio de berço e, por muitos anos, Gabriela também integrou equipes do Castelinho, outra instituição tradicional na organização do evento.
“Me conheci como pessoa, os meus valores, meus limites, sobre responsabilidades. As gincanas
formaram a pessoa que eu sou hoje”, explica.
Uma gincana
comunitária
Em Arroio do Meio, outra gincana era organizada no período, pela Associação Recreativa Beneficente e Cultural The Horse, entre 1993 e 2015. Naquele primeiro ano, o quiropraxista Ândreo Felipe Bersch Sturmer participou das atividades com a equipe do colégio São Miguel, de Arroio do Meio, e saiu campeão. Na época, a motivação veio dos professores, por acreditarem que a gincana estimulava o raciocínio lógico, e novas amizades. Outro fator que fez as gincanas se tornarem tradicionais no município era o comprometimento da
comunidade. “Podíamos bater na porta de qualquer casa e dizer que era pela gincana que eram sempre bem recebidos. As pessoas esperavam esse final de semana durante o ano todo e após o término já pensávamos na do ano seguinte”, conta. Ândreo lembra de uma tarefa que foi marcante na época. Os integrantes tinham que levar um Fusca funcionando ao local da prova, retirar o motor, dar a volta ao redor do veículo e instalar o motor outra vez. Também era preciso bater o arranque e fazer o carro funcionar de novo.
Quando a The Horse encerrou, a prefeitura municipal contratou novas empresas para organizar as atividades. Em 2018, depois de mais de 25 anos de gincana, depois da festa de comemoração de uma das equipes, um acidente de carro matou dois participantes.
“Um pouco da essência da gincana se perdeu naquele dia. Foi a primeira vez em 25 anos que aconteceu algo assim e ninguém estava preparado para isso. As festas sempre existiram, foi uma fatalidade”, lembra Ândreo.
Na região, outras gincanas escolares que viraram tradicionais foram a do Madre Bárbara e do Mellinho, que esperam ser retomadas nos próximos anos. As maiores, no entanto, já tinham menos incentivo nas últimas edições e aguardam novos gincaneiros dedicados para continuar a tradição.
A Gincana Lajeado reunia milhares de pessoas entre quatro e cinco equipes para executar as tarefas. A última edição de uma das maiores gincanas do Vale foi em 2018
Justiça condena homem por homicídio no bairro Conventos
JÚLIA DA CUNHA juliacarolina@grupoahora.net.br
LAJEADO
OTribunal do Júri de Lajeado condenou nessa quinta-feira Thiago Roberto Lenhardt, de 29 anos, por homicídio duplamente qualificado. O fato aconteceu no dia 28 de novembro de 2020. O crime aconteceu em um bar no Bairro Conventos, após uma discussão em jogo de cartas. Todas as teses da Promotoria foram aceitas pelos jurados, que entenderam que o crime foi cometido por motivo fútil. A vítima, Dioni Peterson Vargas da Silva, de 38 anos, foi atacado de surpresa, com golpes de faca, no pescoço.
O réu foi condenado a 15 anos e 3 meses de prisão em regime fechado.
LÉCIO BERAL, 67, faleceu nessa sexta-feira, 1º. Foi sepultado às 15h do mesmo dia, no Cemitério Evangélico de Olarias, em Lajeado.
ROSAURA ESTELITA LISBOA COIMBRA, 93, faleceu nessa sexta-feira, 1º. Foi sepultada na tarde do mesmo dia, no Cemitério Municipal de Novo Paraíso, em Estrela.
A condenação ocorreu por meio de júri popular nesta semana
A pena foi aplicada pelo juiz titular da 1ª Vara Criminal de Lajeado. O réu respondeu ao processo preso. A acusação foi feita pelo titular da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Lajeado, Diego Prux.
Relembre
Por volta das 18h15min do sábado, 28 de novembro de 2020, acusado e vítima iniciaram uma briga. Durante
OBITUÁRIO
ALCIDES VENÇO, 86, faleceu nessa sexta-feira, 1º. Foi sepultado no mesmo dia, no Cemitério Católico de Doutor Ricardo.
IRIA PETTERS KUNZ, 92, faleceu na quinta-feira, 30. Foi sepultado no nessa sexta-feira, 1º, Cemitério Católico do Bairro Boa União, em Estrela.
Para informar falecimentos:
• WhatsApp: (51) 92487689
• Fone: 3710 4200
o desentendimento, o agressor saiu do local retornando, momentos depois, com uma faca. Ele esfaqueou a vítima algumas vezes no pescoço.
O homem foi imobilizado por outros clientes do bar, que chamaram a Brigada Militar. Ele foi levado para a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Lajedo, onde foi autuado em flagrante. Ele foi levado ao Presídio Estadual de Lajeado (PEL).
ORLANDINO LABRES DA SILVA, 91, faleceu na quinta-feira, 30. Foi sepultado nessa sexta-feira, 1º, no Cemitério Católico de Estrela.
NELSI TEOLINA SILVEIRA, 76, faleceu na quinta-feira, 30. Foi sepultada nessa sexta-feira, 1º, no Cemitério Santo Antônio, em Santa Cruz do Sul.
• E-mail: centraldejornalismo@grupoahora.net.br
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FUTEBOL AMADOR
ENTRE RECOMEÇOS E DECISÕES
Enquanto Travesseiro inicia as finais, Progresso retoma o Campeonato Municipal
EZEQUIEL NEITZKE ezequiel@grupoahora.net.br
Ofim de semana será de opostos no Vale do Taquari. Distantes cerca de 50 quilômetros, as comunidades de Tiririca, em Progresso, e Picada Felipe Essig, em Travesseiro, terão um misto de emoções neste domingo. Enquanto que no primeiro ocorre a retomada do municipal de futebol de campo, no segundo haverá a partida de ida da final.
A comunidade de Picada Felipe Essig recebe a partida de ida. O Aspirante inicia às 14h, enquanto que os titulares jogam às 16h. A partida deste domingo repete a abertura da competição. Em fevereiro de 2020, Ser Cultural e Travesseirense empataram em 2 a 2. Desde a ocasião, muita coisa mudou. O Ser Cultural perdeu diversos jogadores titulares, Enquanto que no Travesseirense apenas Augusto Finger é dúvida.
Já no aspirante o confronto é entre Juventude, de Três Saltos Altos, e Guarani, de Barra do Fão.
PROGRESSO
Depois de muita espera, as praças esportivas de Progresso matarão a saudade do futebol. Neste domingo, a comunidade de Tiririca recebe a partida de ida das quartas de final do municipal de campo. A previsão de encerramento é para o fim de novembro ou começo de dezembro.
O primeiro jogo da tarde será entre Gaúcho e Flamengo, de Xaxim, pela fase classificatória da categoria veterano. Logo após, às 16h, o Cruzeiro, de Tiririca, enfrenta o Internacional, de Campo Branco.
COPA INTEGRAÇÃO
A Copa Integração pode conhecer os primeiros classificados para a fase eliminatória neste domingo.
Ser Cultural e Travesseirense fazem a partida de ida da final do Campeonato Municipal de Travesseiro, neste domingo
Os confrontos ocorrem em Forquetinha, Encantado e Arroio do Meio. Em Encantado, o Lago Azul pode se classificar em caso de vitória sobre o Rui Barbosa. Líder com 6 pontos, o time pode abrir nove para o lanterna. Outro que pode se garantir no mata-mata é o Nacional. O time recebe em Forquetinha o 7 de Setembro, de Capitão. A equipe também está com 100% de aproveitamento.
Já em Arroio do Meio, Cruzeiro e Estudiantes fazem confronto direto para fugir da lanterna. Quem perder corre sério risco de ficar fora da próxima fase.
LINHA PERAU
AGENDA
TRAVESSEIRO PROGRESSO
FINAL/JOGO DE IDA
QUARTAS DE FINAL - TIRIRICA PICADA FELIPE ESSIG
3ª RODADA SÁBADO DOMINGO 4ª RODADA
GRÊMIO
NA VOLTA DA TORCIDA, NOVA CHANCE DE DEIXAR O Z4
17 mil torcedores
poderão acompanhar o Tricolor na partida contra o Sport, neste domingo
CAETANO
Arodada do final de semana pode ser emblemática para o Grêmio neste Campeonato Brasileiro. Além de marcar o retorno do público à Arena, pode significar a saída da zona de rebaixamento após 22 rodadas. Para isso, basta vencer o Sport, no domingo, às 20h30min. 570 dias depois do último jogo com torcida em seu estádio, o Tricolor dis-
Douglas Costa pode ser a novidade do time contra o Sport
ponibilizou ingressos apenas para sócios. Com o novo decreto do Estado, que liberou a capacidade de ocupação de 30% do estádio, 17 mil gremistas
INTERNACIONAL
PROVA DE FOGO NO MINEIRÃO
Com oito jogos de invencibilidade no Brasileirão, o Internacional tem uma prova de fogo nesta rodada. Com o objetivo de entrar pela primeira vez na zona de classificação à Libertadores, o Colorado encara o líder Atlético-MG, no Mineirão. A partida ocorre no sábado, às 21h.
Para entrar no G6, o Inter só precisa vencer o Galo, uma vez que quinto e sexto colocados, Bragantino e Corinthians, se enfrentam na rodada. Ambos possuem 33 pontos, um a mais que o Colorado. Em campo, Diego Aguirre deve promover alterações nas laterais.
Edenilson enfrenta o Galo antes de se apresentar à Seleção
Fora da última partidas, os titulares Saravia e Moisés retornam aos seus postos. Quem também estará em campo é Edenilson, que enfrenta o Atlético-MG antes de embarcar para a Seleção Brasileira.
poderão comparecer à Arena. Os torcedores que matarem a saudade do Grêmio, verão a equipe na luta contra a zona de rebaixamento. E com novidades no time. A principal delas é a entrada de Douglas Costa entre os titulares. O camisa 10 contribuiu com a sua primeira assistência na última rodada, e pode voltar ao 11 inicial. Como os dois times logo acima do Grêmio, Bahia e Santos, não jogam na rodada, o time deixa a zona de rebaixamento com uma vitória simples. Penúltimo colocado na tabela, o Sport vive crise. É dono do pior ataque e não marca gols ou vence uma partida há oito jogos.
LAJEADENSE
caetano@grupoahora.net.br CAETANO
BRASILEIRÃO
ALVIAZUL
ENFRENTA O LANTERNA NA SEGUNDA
Com a classificação encaminhada e esperança de brigar pela liderança, o Lajeadense entra em campo apenas na segunda-feira. Na 12ª rodada da Divisão de Acesso, sai para encarar o São Gabriel, lanterna do grupo, fora de casa. A partida ocorre às 19h.
Segundo colocado com 21 pontos, o Alviazul está quatro atrás do líder Guarany. Para pensar em liderança do grupo, precisa vencer seus três compromissos. Nas últimas rodadas, recebe o Guarani e fecha o campeonato contra o Bagé.
Para o jogo de segunda-feira, o técnico Gelson Conte tem problemas para formar o time. O goleiro Thiago e o zagueiro Iago estão fora e somam-se ao atacante Wendel. No gol, Kevin será titular, enquanto que algum jogador de fora da posição deve ser escalado na zaga. Outra dúvida, Ariel, que está recuperado de lesão, deve iniciar a partida no banco de reservas. O provável time do Lajeadense para o jogo tem Kevin; Marlon,
RICARDO DUARTE
Dadalt, Darlã e Alan Bald; Renan, Júlio César, Luca Giovanella e Marquinhos; Ramon e Maycon Bamberg.
ELTON DE ANDRAD/RDK COMUNICAÇÕES
Lajeadense ainda persegue a liderança do Grupo B
CORRIDA DE RUA
RETORNO DAS PREMIAÇÕES
Etapa de Lajeado do Circuito dos Vales premiará os melhores da primeira e segunda etapa
EZEQUIEL NEITZKE ezequiel@grupoahora.net.br
OCircuito dos Vales promove neste domingo a segunda etapa das provas físicas. A primeira largada será às 8h30min junto ao Imec Supermercado do Bairro Montanha, em Lajeado. Em caso de chuva, a prova será mantida.
Segundo os organizadores, a novidade da prova fica por conta do retorno do pódio. Na abertura do Circuito dos Vales, no começo de setembro, foi acertado com os participantes premiados que eles receberiam a premiação neste domingo. Os organizadores informam que o kit atleta deve ser retirado de forma individual no sábado das 11h às 16h, no Imec do Montanha. Já no dia da prova a retirada do kit é das 7h às 8h. Quem retirar no sábado estará concorrendo a três vales compras de R$ 200 no Imec Supermercados.
A utilização de máscara será obri-
gatória nas dependências do Imec, bem como na largada e chegada. Durante o trajeto será opcional.
A fim de evitar aglomerações, a comissão organizadora solicita que os atletas não demorem no local do evento após a prova.
TRAJETO
A largada é do Imec do Bairro Montanha e os atletas partem até a Rua dos Ipês, os corredores do 3km e Kangoo retornam ao ponto de largada. Os que vão para prova dos 5k vão até quase a Avenida Benjamim Constant, quando haverá o ponto de volta.
LARGADAS
10k – 8h30min
Caminhada – 8h35min
5k – 8h40min
3k e Kangoo – 8h45min
Kids – 9h15min
Já os do 10km entram na Benjamim Constant e correm por mais 2,5km, quando fazem o retorno para o ponto de largada.
Percurso de Caça é a modalidade que visa simular ao atirador situações de caça
PERCURSO DE CAÇA TIRO 7 ORGANIZA EVENTO ESTADUAL
CAETANO PRETTO caetano@grupoahora.net.br
O Vale do Taquari recebe neste fim de semana dezenas de praticantes do tiro esportivo. O Tiro 7 – Clube de Caça e Tiro de Cruzeiro do Sul, realiza no domingo, 3, a 8ª etapa do Ranking Gaúcho de Percurso de Caça. O evento promovido pela Federação Gaúcha de Caça e Tiro irá ocorrer na sede esportiva do clube, situada na Rua Roberto Mallmann, 1703, Bairro São Bento. Conforme Anderson Mallmann, sócio-proprietário do Tiro 7, são esperados cerca de 100 praticantes.
A programação inicia no sábado, às 9h, com os treinos Compak Sporting 25 pratos e Poule 10 pratos. No domingo, haverá recepção com café da manhã às 7h, mesmo horário em que se iniciam as inscrições. O início das provas de Percurso de Caça será às 8h e seguirá o regulamento da FGCT.
As inscrições vão até às 12h e custam R$ 180 para os federados, R$ 140 para os Iniciantes e R$ 210 para os não federados. Mais informações com Anderson Mallmann no 999390379 ou com Marlon Siebenborn, no 99358-1180.
DIVULGAÇÃO
A primeira largada será às 8h30min, junto ao Imec, no Bairro Montanha
EZEQUIEL NEITZKE/ARQUIVO A HORA
MINIFUTEBOL
RETA FINAL DA FASE CLASSIFICATÓRIA
Copeiros e Afusi fazem confronto direto por uma vaga na Série Ouro da segunda divisão da Copa Sete Clubes sociais do Vale começam a definir o futuro das equipes nas competições
ezequiel@grupoahora.net.br
Com a chegada de outubro, as competições de minifutebol do Vale do Taquari começam a entrar na reta final. Os jogos deste sábado devem definir os caminhos das equipes nas séries Ouro e Prata.
Na Copa CTC/Construtora Diamond de Minifutebol, pela primeira divisão, Donos da Bola e Bitterflex buscam os primeiros pontos na competição. Por outro lado, o EPTG pode confirmar a classificação para Série Ouro em caso de vitória sobre o Ghost. Na segundona, o destaque fica para Limitados e Borussia. Quem vencer praticamente se garante na Série Ouro. Já a terceira divisão é a mais equilibrada. Faltando três rodadas para o fim, o Grupo B pode apontar neste sábado o primeiro classificado. O Dínamo encara o ADL Old School, às 16h.
SETE
A Copa Sete/CBM/C2B de Minifutebol terá confrontos diretos entre os líderes da primeira divisão. Quarto colocado, o Tabajara enfrenta o Lendas do Movimento, quinto colocado. Pouco depois, o segundo colocado, Real Madruga, enfrenta o Cataluña, terceiro colocado. Ambos os jogos terão transmissão do Grupo A Hora em seus canais no Facebook e Youtube.
Pela segunda divisão, Copeiros e Afusi fazem confronto direto por uma vaga na Série Ouro.
SOGES
A Copa Soges promove a 9ª rodada. O equilíbrio entre as equipes é grande e, faltando cinco rodadas para o fim da fase classificatória, o torneio ainda não definiu classificados para a disputa da Série Ouro.
Nesta rodada, os times da primeira divisão que estão na parte alta da tabela buscam a vitória para seguir entre os primeiros colocados. O confronto mais difícil é o do Sokanelinhas, que enfrenta o Saidera. Na segunda divisão, a diferença do líder Interditados para o quinto colocado é de cinco pontos.
AGENDADO AGENDADO
FUTEBOL
Depois de muito tempo, o time Cinquentão do EC Americanos Coroas não entrou em campo no fim de semana passado. No sábado, os atletas se juntaram na chácara do Osório Storck, em Conventos, Lajeado. Na ocasião os amigos aprovei-
taram para botar as conversas em dia e planejar o restante da temporada.
Neste sábado, teremos dois jogos em nossa sede. O jogo dos Cinquentões será às 13h30min. Logo depois, o time master recebe a equipe do Boa União, de Cruzeiro do Sul.
PARTIDAS HISTÓRICAS
No dia 13 de maio de 1978, o Coroas enfrentou em seu campo um combinado do bairro São Cristóvão e foram derrotados por 4 a 1. O gol foi marcado por Jarbas. Na ocasião, o Coroas jogou com Pedrinho, Marquito, Nildo, Figueroa, Ênio, Thomas, Schneidinha, Schossler, Jarbas, Gerevini e Juarez, Batata, João Haugg e Sérgio.
No dia 27 de maio de 1978, o Coroas enfrentou em seu campo o veterano do Nova Petrópolis e venceram por 2 a 1 com dois gols de Gerevini. O time jogou com Pedrinho, João Haugg, Ildo, Figueroa, Ênio, Thomas, Schneidinha, Juarez, Schossler, Gerevini, Jarbas, Gerson, Írio, Batata, Kolling, Marquetto e Fauri.
Alguns registros antigos dos times do Coroas
Turma do Cinquentões celebrando a vida e a amizade
FESTA NOS ESTÁDIOS
No retorno das torcidas, Grêmio e Inter lutam por situações opostas
A rodada do final de semana marcará o retorno das torcidas aos estádios do Campeonato Brasileiro. O primeiro time do estado a receber o seu torcedor será o Grêmio, que volta a ter público na Arena após 570 dias. O momento é delicado e, se vencer, o time pode deixar a zona de rebaixamento pela primeira vez no campeonato. Para o Inter, a espera continuará por mais alguns dias. Na rodada, o Colorado vai até Belo Horizonte enfrentar o líder Atlético-MG. Uma vitória coloca o time de Diego Aguirre pela primeira vez na zona de classificação à Libertadores.