

QUALIDADE DA ÁGUA





![]()











Monitoramento feito pelo Grupo A Hora, por meio do Laboratório Unianálises, aponta que a qualidade dos mananciais da região estão nas duas piores faixas: ruim e péssima. Despejo de esgoto doméstico sem tratamento é uma das principais causas. Arroios Encantado, localizado em Lajeado, no Parque dos Dick, e o Lambari, em Encantado, são os que apresentam maior contaminação.
PÁGINAS 10 E 11

Sustentabilidade transforma hábitos
PÁGINAS 14 E 15

SEMANA DOS ORGÂNICOS
Dia para repensar o que vai à mesa
PÁGINA 2


Projeto sugere ecossistemas saudáveis
Engenheiro florestal apresenta benefícios de áreas que aumentam a biodiversidade e auxiliam na qualidade de vida
PÁGINAS 12 E 13




MATA ATLÂNTICA
Bioma auxilia no equilíbrio climático e abriga milhares de plantas e animais
PÁGINAS 4 E 5 Uma floresta em permanente mudança


Jessica R. Mallmann e Luciane Eschberger Ferreira

De 25 a 31 de maio é celebrada a Semana Nacional do Alimento Orgânico. Conforme a engenheira agrônoma da Emater, Andréia Binz Tonin, o alimento orgânico é aquele que recebe uma certificação quando, em todas as etapas de sua produção, é comprovada a ausência do uso de adubos químicos, agrotóxicos, medicamentos veterinários, aditivos químicos ou sementes transgênicas.
No processo de certificação é fundamental assegurar que não existam riscos de contaminação interna ou externa. Além disso, qualquer insumo utilizado deve ter procedência garantida e estar livre de contaminações. A garantia da produção orgânica nas propriedades ocorre por meio da certificação realizada por Organismos de Controle Social (OCS) ou Organismos Participativos de Avaliação da Conformidade (Opacs), com emissão de declaração de conformidade e registro junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). “Produzir de maneira orgânica envolve também relações éticas e responsáveis entre produtores e consumidores”, destaca a engenheira.
Os produtores de orgânicos da região comercializam seus produtos na feira



que ocorre nas segundas-feiras das 15h às 18h30, no bairro Americano, ao lado da Secretaria do Meio Ambiente. Elso Algayer, 60, morador de Santa Clara do Sul, é um dos feirantes, Ele iniciou a produção orgânica em 2015, em 2017 conquistou a certificação.
Elso é filho de agricultores, mas trabalhava na indústria calçadista. Depois que se aposentou, passou a dedicarse à agricultura, com a produção de orgânicos. “Aqui é como uma família, um apoia o outro.” Em relação aos clientes, Algayer tem a mesma impressão. “Eles vão na nossa propriedade, vem todas as semanas na feira, é uma família.”

Durante a Caravana Educame, no Colégio Santo Antônio, em Estrela, ganhamos um sabão ecológico produzidos pelos estudantes. Até mesmo a embalagem é com papel reciclado (papel machê) feito pelos alunos.


ARTIGO



A recém-eleita secretária-geral da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos é uma mulher, brasileira e negra. A oceanógrafa Letícia Carvalho é a primeira mulher, cientista e latinoamericana a ocupar o cargo. Ela está empenhada em concluir o código para mineração em águas profundas. Tratase de um conjunto de regras internacionais para permitir a extração de recursos no leito dos oceanos de forma sustentável.
Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, a Prefeitura de Lajeado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente, Saneamento, Sustentabilidade e Bem-Estar Animal (Sema), realiza a 4ª Rústica do Meio Ambiente no dia 7 de junho, um domingo. A realização é em parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc). Todas as modalidades - corrida adulta e infantil e caminhada - terão largada e chegada no Parque do Engenho, às 8h. Informações no lajeado.rs.gov.br

Quando falamos em construção sustentável, é comum que a primeira imagem que venha à nossa mente sejam projetos caríssimos, com tecnologias importadas e materiais difíceis de encontrar. Mas essa associação diz mais sobre o que nos foi ensinado — ou o que não foi — do que sobre a realidade da construção civil.
Construir de forma mais consciente é, em muitos casos, mais acessível do que parece. E começa por decisões simples, tomadas antes mesmo de qualquer parede ser erguida: como por exemplo orientar a edificação para aproveitar a luz natural corretamente, priorizando áreas como quartos e salas, reduzindo o consumo de energia durante o dia.
Além disso, projetar aberturas estratégicas — como janelas em lados opostos — permite a ventilação cruzada,
que renova o ar e diminui a sensação de calor no verão, sem precisar de arcondicionado. Essa é uma alternativa simples no nosso Vale, onde os verões são intensos.
Técnicas de bioconstrução como a taipa de pilão e o tijolo de adobe existem há séculos e utilizam terra crua como matéria-prima principal. São de baixo custo, baixo impacto ambiental e ótimo desempenho térmico. No nosso contexto regional, a adaptação é simples mas necessária: construções em taipa precisam ser elevadas do solo e ter beirais generosos para proteger das chuvas frequentes — ajuste que garante durabilidade sem grandes custos.
Substituir calçadas de concreto por blocos intertravados (o famoso PVS) permite que a água da chuva infiltre no solo em vez de sobrecarregar bueiros e
gerar alagamentos. Soluções como jardins de chuva e valas de infiltração reforçam essa lógica e contribuem para cidades mais resilientes.
O paisagismo segue a mesma lógica: não precisa ser luxuoso ou caro para ser bonito e funcional. O jardim da casa da sua avó é possivelmente muito mais sustentável do que a maioria dos projetos que vemos por aí — justamente porque tem árvores nativas, frutíferas, ervas, chás e temperos que geram alimento, atraem polinizadores e criam uma relação mais viva com o espaço habitado.
A maioria das pessoas sabe da importância de separar o lixo ou economizar água. Mas poucos sabem que a forma como uma casa é construída — sua orientação, seus materiais, seus sistemas — impacta tanto quanto essas outras ações, e por décadas. Projetos

sociais em comunidades pelo Brasil já demonstram que é possível construir com dignidade, conforto e consciência ambiental com recursos modestos. O que ainda falta é tornar esse conhecimento mais presente nas escolas, nas políticas públicas e nas conversas cotidianas. Um profissional de arquitetura não é exclusividade de quem vai construir uma mansão. É quem traduz essas possibilidades em escolhas concretas, adaptadas ao terreno, ao clima e ao bolso de cada família. Quanto antes essa cultura for incorporada, mais as nossas casas — e as nossas cidades — vão refletir como precisamos viver: adaptados às mudanças climáticas e em harmonia com a natureza.




No dia 27 de maio é celebrado o Dia Nacional da Mata Atlântica, bioma fundamental para proteção dos rios, manter o equilíbrio climático e abrigar milhares de plantas e animais

Jessica R.
Mallmann
jessica@grupoahora.net.br
Água limpa, sombra, ar mais puro, fauna diversificada e paisagens verdes. Este cenário representa a Mata Atlântica, um dos biomas mais importantes do Brasil e que também faz parte da realidade do Vale do Taquari. Para conscientizar a população sobre a importância da preservação desse patrimônio natural, no dia 27 de maio é celebrado o Dia Nacional da Mata Atlântica. Mesmo ocupando hoje uma área muito menor do que no passado, ela segue sendo fundamental para a vida das pessoas, pois ajuda a proteger rios, manter o equilíbrio climático e abrigar milhares de espécies de plantas e animais. Segundo o engenheiro florestal e assistente técnico em silvicultura do Regional da Emater/RS-Ascar, Alvaro Mallmann, o Rio Grande do Sul possui dois biomas principais: Mata Atlântica e Pampa. “A primeira possui uma enorme diversidade de espécies vegetais, o que garante uma riqueza ambiental muito grande”, explica.
Uma floresta marcada pela transformação
Antes da colonização, a Mata Atlântica ocupava cerca de 40% do território gaúcho. “Isso representava, mais ou menos, 10 milhões e 700 mil hectares”, destaca o engenheiro. Com o passar do tempo, a ação antrópica do homem sobre as florestas transformou a paisagem.
Em 1983, quando foi realizada a primeira análise do inventário florestal do Rio Grande do Sul, o percentual caiu de forma drástica: o levantamento apontou que restavam apenas 5,62% das florestas originais no estado. Com ações de preservação realizadas pelos órgãos de controle, bem como as mudanças no uso da terra, por parte dos agricultores, a vegetação voltou a se recuperar. “De 1983 para 2001, quando foi feita uma nova análise, nós já tínhamos esse percentual aumentado para quase 17,5% da cobertura florestal do estado”.
Mesmo assim, boa parte dessas áreas já não corresponde à mata original, mas sim a florestas secundárias, regeneradas




naturalmente após o abandono de antigas áreas agrícolas.
A floresta e a água caminham juntas
Um dos principais benefícios da Mata Atlântica está relacionado à água. As florestas ajudam a proteger nascentes, conservar rios e evitar problemas como erosões e assoreamento.
A vegetação próxima aos cursos d’água, conhecida como mata ciliar, funciona como uma proteção natural. Além disso, as árvores ajudam a


A presença da floresta junto aos mananciais garante qualidade e quantidade de água para a manutenção da vida.”
ALVARO MALLMANN, Engenheiro florestal

• A Mata Atlântica abrange cerca de 15% do território nacional, em 17 estados.
• É o lar de 72% dos brasileiros e concentra 80% do PIB nacional.
• Dela dependem serviços e atividades essenciais como abastecimento de água, regulação do clima, agricultura, pesca, energia elétrica e turismo.
• Hoje, restam apenas 24% da floresta que existia originalmente.

manter a umidade e colaboram para o equilíbrio climático.
“A presença da floresta junto aos mananciais garante qualidade e quantidade de água para a manutenção da vida”, destaca Mallmann. Por isso, muitas áreas próximas de rios e encostas possuem proteção ambiental e não podem sofrer desmatamento.
O cenário no Vale do Taquari
Na região, alguns municípios ainda preservam importantes áreas de Mata Atlântica, especialmente nas regiões de encosta. Entre os destaques estão cidades como Dr. Ricardo, Ilópolis, Putinga e Arvorezinha.
Poço das Antas também chama atenção pelo grande percentual de cobertura florestal existente no município. A preservação das áreas verdes se tornou motivo de orgulho para a cidade.
Segundo Mallmann, uma característica da região ajudou nesse processo de regeneração: as pequenas propriedades rurais. Com o passar do tempo, muitas áreas deixaram de ser utilizadas para
agricultura ou pecuária, permitindo o crescimento natural da vegetação.
“Cada propriedade preserva uma pequena parte. Quando tudo isso é somado, o resultado se torna significativo para a região”, explica.
Proteção para o futuro
A Mata Atlântica é protegida por leis ambientais. Em muitos casos, o corte de árvores nativas é proibido, principalmente em áreas consideradas sensíveis, como encostas íngremes e margens de rios.
Existem situações em que o manejo controlado pode ser realizado, mas sempre com autorização e acompanhamento técnico especializado. Além disso, especialistas defendem o aumento do plantio das chamadas florestas exóticas, para reduzir a necessidade de exploração das espécies nativas.
“Ainda temos muito que evoluir”, destaca Mallmann. “Para se ter uma ideia, hoje o total de florestas plantadas no Rio Grande do Sul está em torno de apenas 1% do nosso território total. Ou seja, estamos longe ainda de ter a nossa autossuficiência


Durante o “Educame de Férias”, nossa equipe visitou o Boulevard Encantado, ponto turístico da região que possui uma pequena trilha de 600 metros de extensão e abriga seis pontos de contemplação da Mata Atlântica.

e capacidade de produzir sem intervir nas florestas nativas”.
Responsabilidade de todos
Mesmo com a recuperação de algumas áreas, a preservação da Mata Atlântica ainda é um desafio. Pequenas atitudes podem fazer a diferença, como evitar queimadas, não jogar lixo na natureza e valorizar as áreas verdes.
Mais do que um conjunto de árvores, a Mata Atlântica é responsável por manter a vida em equilíbrio. Preservála é cuidar da água, dos animais e do futuro das próximas gerações.
RAFA NEDDEMEYER/AGÊNCIA BRASIL



A cobra-verde-cipó (Philodryas olfersii) é uma serpente de corpo fino, alongado e extremamente ágil, facilmente reconhecida por sua coloração verde intensa, que funciona como uma excelente camuflagem entre folhas e galhos.
Pode atingir cerca de um metro de comprimento e apresenta olhos grandes e bem desenvolvidos, que auxiliam na localização de presas e na percepção de movimentos. Sua coloração é verde viva, podendo variar entre tons amarelados ou azulados dependendo da luminosidade do local, já a região ventral costuma ser mais clara.
Habita áreas de mata, bordas de floresta, jardins arborizados e ambientes com vegetação densa, onde se desloca com facilidade entre arbustos e galhos baixos.
Sua alimentação é composta, principalmente, por pequenos vertebrados, como lagartos, anfíbios, aves e pequenos roedores. Trata-se de uma predadora ativa, utilizando agilidade, visão apurada e discrição




para capturar suas presas. Apesar de não ser considerada uma serpente de grande importância médica, possui dentição opistóglifa (presas localizadas na parte posterior da boca) e produz secreção tóxica utilizada para imobilizar presas. É uma serpente mordedeira quando manuseada, reagindo principalmente por defesa. No ambiente natural, foge na presença de humanos, e evita confrontos. Ágil e discreta, prefere escapar e se esconder entre a vegetação. Tem importante papel ecológico, pois contribui para o controle populacional de pequenos animais e ajuda a manter o equilíbrio das cadeias alimentares nos ambientes em que vive.
Luiz Corrêa Doutor em Biologia


1. Que comprimento pode chegar o intestino?
2. Quantas células aproximadamente existem no corpo humano?
3. Qual a maior célula do corpo humano?
A) 10 METROS
B) 2 METROS C) 5 METROS D) 15 METROS

Esse mês é a vez da goiabaserrana (Acca sellowiana), árvore nativa da região Sul do Brasil e com um fruto delicioso! Já experimentou? Não se engane pela aparência do fruto que, mesmo maduro, é da cor verde. A casca não se come, por ser espessa e mais dura, mas ela esconde em seu interior uma polpa de cor branca e levemente transparente, gelatinosa e muito saborosa e saudável. Apesar do nome ser goiaba, o sabor não se parece com a “goiaba” que encontramos no mercado.
A goiaba-serrana frutifica entre março e maio. Já suas flores chamam a atenção, por serem muito ornamentais, formadas por quatro pétalas brancas, carnosas levemente rosadas, e do meio das pétalas saem os estames vermelhos que dão um aspecto de pompom, difícil passar despercebido.
A floração ocorre no verão e são as aves, como os sanhaços, sabiás e saíras, que fazem a polinização.



Espécie: goiaba-serrana
Nome científico: Acca




Ao se alimentarem das pétalas carnosas, elas encostam nos estames e carregam o pólen de flor em flor. Alguns insetos também são agentes polinizadores.
Colher os frutos para degustar não é tão difícil, já que ela pode ser considerada uma arvoreta tendo em média cinco metros de altura. Suas folhas também são ornamentais verdes escuras de um lado e


A) 100 MILHÕES B) 30 TRILHÕES C) 1 TRILHÃO D) 50 BILHÕES
A) EPITELIAL B) MUSCULAR C) CARDÍACA D) ÓVULO
4. Quais são os três predadores do reino animal reconhecidos pela habilidade de caçar em grupo, se camuflar para surpreender as presas e possuir sentidos apurados, respectivamente:


A) TUBARÃO BRANCO, CROCODILO E SUCURI
B) TIGRE, GAVIÃO E ORCA
C) HIENA, URSO BRANCO E LOBO CINZENTO
D) ORCA, ONÇA E TARÂNTULA E) LEÃO, TUBARÃO BRANCO E URSO CINZENTO
esbranquiçadas do outro, dando um aspecto de serem prateadas. Os galhos nascem tortuosos e formam uma copa mais larga. O tronco, assim como outras espécies da família das mirtáceas, descama e revela um interior mais castanho do que a casca cinzenta que recobre o tronco. Uma árvore bonita, amiga da fauna, com frutos saborosos e nutritivos. Vale a pena conhecer!


A natureza apresenta uma beleza impressionante, mas também pode ser extremamente poderosa e ameaçadora. Em certas ocasiões, sua força se revela por meio de desastres naturais, que ocorrem de maneira repentina e aterrorizante. Um instante pode ser de céu sereno, e, logo depois, uma tempestade se inicia com ventos intensos, relâmpagos e chuvas abundantes. Ruas se inundam, rios transbordam e há deslizamentos de terra que destroem tudo o que encontram pela frente. Outros fenômenos, como os terremotos, fazem o solo vibrar e podem derrubar edifícios inteiros. Os tsunamis, que são imensas ondas geradas por atividades sísmicas no fundo do oceano, atacam as cidades litorâneas com força e rapidez, levando consigo casas, automóveis e pessoas. Esses acontecimentos mostram que a natureza possui uma força monstruosa, algo que o ser humano não consegue dominar. Mesmo com o avanço da tecnologia atual, continuamos a ser irrelevantes diante da potência da natureza. Por essa razão, é crucial respeitar o meio ambiente e compreender que ele pode se transformar de maneira inesperada. A natureza não dá aviso quando decide agir, e quando o faz, pode causar grande devastação. Esses desastres nos lembram que não temos controle sobre o planeta. Precisamos aprender a conviver com a natureza, preservando-a e nos preparando para quando ela revelar seu lado mais poderoso.



Tales Castro Decker Estudante da Escola Estadual de Ensino Médio Santa Clara




O programa Educame, do Grupo A Hora, traz dicas de atividades para celebrar as datas envolvendo o meio ambiente

Luciane Eschberger Ferreira lucianeferreira@grupoahora.net.br
3 de maio - Dia do Solo e do Pau-Brasil

22 de maio - Dia Internacional da Biodiversidade.
Sugestões
Caminhar em parques ou áreas verdes para observar diferentes plantas e bichos locais. Caça ao tesouro natural: criar uma lista de itens para as crianças encontrarem (uma folha seca, uma pedra lisa, uma flor caída), estimulando a observação.
27 de maio - Dia Nacional da Mata Atlântica
A Mata Atlântica é um dos biomas que compõem o estado Rio Grande do Sul, o outro é o Pampa. A Mata Atlântica abrange cerca de 15% do território nacional, em 17 estados. Hoje, restam apenas 24% da floresta que existia originalmente, sendo que apenas 12,4% são florestas maduras e bem preservadas. É preciso monitorar e recuperar a floresta, além de fortalecer a legislação que a protege.
1º a 5 de junho: Semana do Meio Ambiente

3 de junho - Dia Nacional da Educação Ambiental
Definido em 2012, o Dia Nacional da Educação Ambiental busca incentivar a reflexão frente às questões socioambientais e a construção do conhecimento em torno dessas problemáticas, para que assim se possa trabalhar para fomentar soluções aplicáveis e efetivas. A educação ambiental é uma das formas de levantar discussões de como todos estão diretamente ligados ao meio ambiente.

5 de junho - Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia
Criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em homenagem à Conferência de Estocolmo, que aconteceu entre 5 e 16 de junho de 1972. Esse dia é dedicado para debates que envolvam problemáticas ambientais e soluções para a preservação da natureza, por meio de práticas sustentáveis, buscando uma convivência harmoniosa entre sociedade e natureza.
Sugestão - Roda de conversa: com os alunos, identificar quais as iniciativas realizadas na escola ajudam a preservar o meio ambiente, como por exemplo, separar os resíduos sólidos. Quais iniciativas ainda podem ser implementadas na escola. Os alunos podem fazer um sedenho para mostrar como são os cuidados com o meio ambiente nas suas casas.
8 de junho - Dia Mundial dos Oceanos
17 de junho - Dia do Gestor Ambiental e Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca
24 de junho O Dia Nacional da Araucária

A data foi instituída por decreto federal em 2005 para destacar a importância ecológica e cultural da Araucaria angustifolia e conscientizar sobre a preservação da espécie, já que a araucária é estritamente protegida por lei no Brasil. Devido ao risco de extinção e à drástica redução de seu habitat original, o corte, a poda ou qualquer intervenção sem autorização do órgão ambiental competente é proibido.
Sugestão: fazer uma cozinhada de pinhão para as crianças saborearem durante uma roda de conversa para explicar a importância da preservação de espécies, do quão prejudicial é a exploração sem limites e o que significa a “proteção por lei.”







Pelo quinto ano consecutivo, as análises apontam para despejo de esgoto doméstico

Luciane Eschberger Ferreira lucianeferreira@grupoahora.net.br
OÍndice de Qualidade da Água (IQA) dos rios
Taquari e Forqueta e de doze arroios da região apontam para as piores classes: ruim e péssima. O monitoramento, realizado desde 2022, é uma iniciativa do Grupo A Hora, que contrata o Laboratório Unianálises para fazer as coletas de amostras dos mananciais e as análises físico-químicas e microbiológicas. Os dados técnicos são interpretados pelo biólogo Cristiano Steffens, parceiro do A Hora neste projeto.
Os parâmetros que compõem o IQA e determinam o enquadramento nas faixas de qualidade da água são: coliformes termotolerantes (maior indicador da presença esgoto doméstico na água); demanda bioquímica de oxigênio (DBO); nitrogênio amoniacal; fósforo total; e oxigênio dissolvido.
O biólogo destaca que dos 15 pontos analisados nesta etapa, 11 (onze) foram classificados como ruim e quatro como péssimo, as duas piores faixas numa escala que ainda tem regular, bom e ótimo. Os pontos com os piores Índices de IQA e classificados como “péssimos” foram: Arroio Encantado, no Parque Professor Theobaldo Dick, em Lajeado, com um IQA de 13,74; Arroio Lambari, próximo da ponte da Rua João Sana, em Encantado, com um IQA de 14,44; Arroio Saraquá, na ponte da Rua José Francisco Allgaier, em Santa Clara do Sul, com um IQA de 22,34; e Arroio da Seca, próximo a
ponte da divisa entre os municípios de Colinas e Imigrante, em Colinas, com um IQA de 24,02.
Já o ponto que apresentou o melhor Índice de Qualidade da Água – IQA, dentre os 15 pontos amostrados, foi o ponto 20, no Arroio Estrela, após a Cascata Santa Rita, no município de Estrela, com um IQA de 32,75, o qual ainda foi classificado como “Ruim”. Considerando apenas o parâmetro Coliformes termotolerantes, dos 15 pontos, dois foram classificados como classe 1, cinco como classe 2, quatro para classe 3 e quatro acima do limite da pior classe. Este parâmetro revela a falta de saneamento básico. O esgoto não tratado chega aos mananciais. Conforme Steffens, os pontos com os piores índices foram no Arroio Lambari, próximo da ponte João Sena, no município de Encantado, e no Arroio Encantado, no Parque Professor Theobaldo Dick, em Lajeado. As duas amostras apontaram para 160.000 Coliformes termotolerantes em 100 ml de água.
ÓTIMA: 91 a 100
BOA: 71 a 90
REGULAR: 51 A 70
RUIM: 26 a 50
PÉSSIMA: 0 A 25



IQA 28,21 – ruim 1600 Ct/100ml



IQA 27,06 -Ruim 7900 Ct/100ml
Rio
IQA 31,35 - Ruim
110 col/100ml

Rio Forqueta - Marques de Souzadepois da ponte Marques
IQA 31,18 – Ruim
330 Ct/100ml

Arroio Grande - Arroio do Meio –ponte da ERS-130
IQA 27,78 – Ruim
790 Ct/100ml

Arroio Lambari - Encantadopróximo da ponte da rua João Sana
IQA 14,44 – Péssimo >160000 Ct/100 ml



Arroio da Seca - Colinas
Ponte da divisa de Colinas / Imigrante
IQA 24,02 - péssimo
coliformes termotolerantes: 17000 col/100 ml de água
Arroio do Meio

ponte
IQA 29,8 - Ruim
330 Ct/100ml

Arroio Encantado, Lajeado, Parque Professor Theobaldo Dick, Lajeado
IQA 13,74 - péssimo > 160000 col/100 ml

Arroio Boa Vista - Teutônia - próximo a ponte Afonso Wallauer
IQA 30,37 - Ruim
490 col/100ml
Arroio Posses – Teutônia - ponte da RS 128
IQA 29,64 Ruim
1300 Ct/100 ml
Arroio Estrela - Cascata
Santa Rita - Estrela
IQA - 32,75 ruim
49 Ct/100ml
Arroio Boa Vista - divisa
Teutônia e Estrela
IQA 29,88 – Ruim
1300 Ct/100 ml








Engenheiro florestal desenvolve projeto no município de Santo Ângelo.
Entre os benefícios, aumenta a biodiversidade, ajuda o clima e melhora o ar

Luciane Eschberger Ferreira lucianeferreira@grupoahora.net.br
“Imagine um terreno vazio na cidade. Se os humanos desaparecessem e a natureza tomasse conta, com o tempo aquele lugar se encheria de árvores, arbustos e plantas que já existiram ali há milhares de anos. Uma minifloresta urbana imita exatamente isso: ela acelera esse processo natural.” A explicação é do engenheiro florestal Nelson Lopes de Almeida. Ele é responsável pelo projeto de criação de miniflorestas urbanas no município de Santo Ângelo, no Noroeste do RS. Conforme Lopes, o sistema de plantio imita a forma como uma floresta se recolonizaria se os humanos desaparecessem. “São plantadas apenas espécies nativas que ocorreriam naturalmente naquela área sem a presença humana, dadas as condições climáticas específicas”, frisa. As espécies vegetais nativas
passaram milhares de anos se adaptando ao seu ambiente local para criar um ecossistema de suporte. Portanto, destaca o engenheiro, plantá-las não apenas restabelece essa biodiversidade, como também constrói um local mais adaptado às mudanças climáticas. “Os benefícios são muitos e valem cada muda plantada”
Os princípios do plantio de uma minifloresta baseiam-se na compreensão de como essas espécies interagiriam em uma floresta natural. “O objetivo é restaurar um terreno degradado utilizando apenas árvores nativas.” A ideia, destaca Almeida, é plantar uma mistura diversificada de árvores nativas para criar equilíbrio. O primeiro passo é identificar as espécies nativas mais adequadas à área a ser plantada. “Por isso, estudamos as espécies e escolhemos as mudas, muitas vezes, encontradas em viveiros da região.” A ideia é plantar apenas espécies que são nativas da região, ou seja, plantas que já cresciam ali
antes da cidade existir. Essas plantas já estão adaptadas ao clima, ao solo e às estações do ano do local – por isso, elas sobrevivem melhor, precisam de menos cuidados e ajudam os animais

da região (como pássaros e abelhas) a voltar. “O resultado é um pequeno ecossistema saudável, que ajuda a combater os efeitos do calor, das enchentes e até da poluição.”

Em Santo Ângelo, uma área entre residências foi escolhida para o plantio de minifloresta



Araçá-amarelo
Angico-vermelho
Açoita-cavalo
Aroeira-piriquita
Aroeira-vermelha
Branquilho
Butiá
Cambará
Canafístula
Canela-preta
Cedro
Cerejeira
Chal-chal
Chá-de-bugre
Guajuvira
Erva-mate
Ingá
adequada para compor uma minifloresta urbana
“Os benefícios são muitos e valem cada muda plantada”
Como a minifloresta se caracteriza?
Engenheiro florestal Nelson Lopes de Almeida - Uma mini floresta urbana se destaca pela grande variedade de espécies nativas. Quanto mais diferentes forem as plantas entre si, mais equilibrada e resistente a floresta será.
Quais as espécies mais apropriadas para este fim?
Para uma minifloresta em Santo Ângelo (ou região similar), foram escolhidas plantas que produzem flores e frutos em diferentes épocas do ano. Assim, abelhas, pássaros e outros bichos sempre encontram alimento.
A floresta urbana pode ser implantada em qualquer local da cidade?
Em tese, sim. Mas na prática, é
Nelson Lopes, engenheiro florestal
melhor escolher um terreno que tenha espaço suficiente para pelo menos 20 a 30 mudas de árvores nativas. Não existe um tamanho mínimo ou máximo obrigatório, mas áreas muito pequenas dificultam o desenvolvimento saudável da floresta.
Quem tem um pátio um pouco maior, pode criar sua minifloresta?
Sim, pode! Mas é importante planejar com cuidado. Antes de começar, observe: o tamanho do quintal; a distância da casa, do muro e dos vizinhos; o risco futuro de galhos grandes caírem ou a árvore tombar. Com um bom planejamento, mesmo um quintal de casa pode virar uma pequena floresta – um cantinho mais fresco, vivo e cheio de natureza.


Ipê-amarelo
Jerivá
Maria-preta
Pitanga
Uvaia
Timbaúva.


Além dessas árvores, pose ser plantado o "Margaridão": arbusto resistente, que não precisa de muitos cuidados. Ele cresce de 2 a 3 metros e solta flores amareloalaranjadas bem bonitas no outono e inverno. Ele atrai beija-flores e abelhas, o que deixa a floresta mais viva e colorida.

• Aumentam a biodiversidade – trazem de volta insetos, pássaros, pequenos animais e micro-organismos.
• Ajudam o clima – funcionam como um ar-condicionado natural, reduzindo a temperatura da região.
• Melhoram o ar – as plantas filtram a poluição e absorvem gás carbônico (sequestro de carbono).
• Previnem enchentes e deslizamentos – as raízes seguram a terra, e a vegetação diminui a velocidade da água da chuva.
• Recarregam o lençol freático – a água da chuva penetra melhor no solo.
• Quebram a força do vento – em dias de tempestade, a floresta funciona como uma barreira natural.

Antes de plantar, é preciso avaliar os riscos, como:
• Fios de rede elétrica próximos;
• Muros, calçadas ou casas muito perto;
• Locais onde árvores grandes possam cair ou galhos possam quebrar com o vento.






Projetos ambientais desenvolvidos em escolas do Vale do Taquari aproximam estudantes da sustentabilidade e transformam hábitos dentro e fora da sala de aula

Jessica R. Mallmann jessica@grupoahora.net.br
ACaravana do Educame seguiu sua jornada pelo Vale do Taquari, levando educação ambiental às escolas da região. Desde a última edição do caderno, publicada em abril, a trupe passou por quatro municípios e apresentou as aventuras do “Por quê?” a oito escolas. Cerca de duas mil crianças acompanharam as atividades, que percorreram Roca Sales, Arroio do Meio, Estrela e Lajeado. Em Estrela, a programação contou com duas visitas, sendo uma delas em formato especial. Diferente das ações tradicionais, o encontro foi aberto à comunidade, o que ampliou o alcance da iniciativa. A atividade ocorreu no Parque Princesa do Vale, com a apresentação da peça teatral “Educa-me, por quê?”. Participaram mais de 300 estudantes das escolas municipais de ensino fundamental Arnaldo José Diehl, Professora Ruth Markus Huber, José Bonifácio e Pinheiros.





Nossa primeira parada foi na região alta, na EMEF Dom Pedro I Localizada em Roca Sales, a escola acredita no potencial da educação ambiental e investe em diversos projetos, como o plantio de girassóis para embelezamento da cidade e as composteiras. Mas o destaque é para a horta escolar, onde os alunos realizam o cultivo de chás e árvores frutíferas.
“Os alunos participam de todo o processo: plantio, manutenção e acompanhamento do crescimento das plantas”, detalha o professor e orientador do projeto, Ítalo Rakowski. “Tudo é trabalhado junto com a conscientização sobre a importância do equilíbrio ambiental”.
Desde que a escola implementou

os projetos ambientais, Rakowski percebe que os alunos mudaram a rotina e a forma de lidar com o meio ambiente. “Eles se tornam mais engajados, compreendem melhor as questões ambientais e levam esse aprendizado para além da escola”.
Para a estudante, Ana Beatriz de Abreu Ferreira, as atividades são oportunidades para se manter informada sobre o meio ambiente, visto que é necessário pesquisar e estudar sobre o tema antes de realizar as práticas.
“Gosto bastante de participar. Fico muito feliz em contribuir com algo que será importante para as futuras gerações. É gratificante saber que estamos cuidando do nosso futuro”.
Desde 2025, o Colégio Bom Jesus São Miguel conta com o Ecoponto, iniciativa desenvolvida em parceria com a Girando Sol. Diariamente, os alunos são incentivados a recolher garrafas PET e embalagens de produtos de limpeza, que passam por separação e recebem a destinação correta. “Os itens devem estar limpos, amassados e sem as tampas, pois as tampas são utilizadas em outro projeto”, explica a estudante, Isadora Kalsing. A ação ultrapassou os limites da sala de
aula e mobilizou toda a comunidade escolar. Os estudantes passaram a envolver familiares, amigos e vizinhos, disseminando o hábito da separação correta dos resíduos e ampliando o impacto da iniciativa. "Acho o projeto muito inovador. Ele me proporcionou uma nova perspectiva sobre a reciclagem e me ajudou a construir um hábito real”, conta o estudante Emanuel Horn de Almeida. “Agora, reúno garrafas todos os dias e trago cerca de duas sacolas por semana para o colégio".

A horta escolar também faz parte da rotina da EMEF São Bento. De acordo com a professora e orientadora do projeto, Grasiela Cristina Both, o trabalho é desenvolvido no turno oposto, principalmente no período da tarde. “Nós plantamos diversas verduras, e toda a produção é utilizada na merenda escolar. O excedente acaba sendo levado pelos próprios alunos para as suas famílias”.
O objetivo da horta é aproximar os alunos da natureza, incentivar uma alimentação mais saudável e estimular o consumo de frutas e verduras. “Muitas vezes, os conteúdos ficam apenas na teoria dentro da sala de aula, então aqui os alunos conseguem vivenciar tudo isso de verdade”, explica. Para a aluna, Mariana Franz Winter, o projeto é importante por



proporcionar maior contato com a natureza, especialmente em um contexto cada vez mais urbano.
“Eu tenho avós que moram no campo, adoro plantar e consumir frutas e legumes. Acho importante manter esse contato para que a gente não perca essa conexão com a natureza no futuro”.
Outro benefício percebido pelos estudantes é a melhora na concentração. “Sinto muita diferença, melhorou bastante”, revela Rogério da Silva. Para ele, iniciativas como essa também ajudam a despertar a conscientização ambiental. “As pessoas deveriam se preocupar mais com o meio ambiente, principalmente por causa da poluição. Eu queria um mundo mais limpo, mais saudável e com pessoas mais conscientes”.




No Colégio Santo Antônio (CSA), a preocupação esteve voltada ao destino do papel, um dos principais resíduos gerados na escola. Segundo a professora Marciane Blume Inamine, a ideia surgiu a partir do projeto “Eco CSA - Conectando Sustentabilidade em Ações”, uma cooperativa escolar que busca ampliar o olhar dos estudantes sobre o cuidado com o meio ambiente e fortalecer a relação entre a escola e a comunidade.
“Como já trabalhávamos com o sabão feito a partir do óleo de cozinha usado, pensamos também em reduzir o plástico no meio ambiente. Por isso, criamos embalagens feitas com papel reciclado”, explica.
Para a aluna Isadora Müssnich Lenhard, a iniciativa demonstra como a sustentabilidade pode ser trabalhada de forma prática

dentro do ambiente escolar.
“Existe todo um trabalho com os papéis utilizados nas embalagens do sabão que vendemos. Antes, utilizávamos plástico, mas percebemos que seria mais sustentável produzir embalagens com papel reciclado”, relembra.
“Então começamos o processo de picotar, deixar de molho e transformar em um novo papel reciclável.”
Marciane destaca ainda que, por meio do “Eco CSA”, materiais como óleo de cozinha usado, caixas de leite e potes de vidro ganham um novo destino e podem ser reutilizados. “Além disso, temos o ecoponto, onde recolhemos embalagens de produtos de limpeza, como amaciante e detergente. Depois, esse material é reciclado e retorna para as empresas”.




